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EJIOGBE OU OGBE-MEJI

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O trabalho mais memorável de Eji-Obge no céu foi a sua revelação. Como a Cabeça que foi uma divindade, veio a
ter um coro ermanente. !s divindades foram originalmente criadas sem cabeça, como são hoje, orque a Cabeça,
ela mesma é uma divindade.
ITANS:
A CABEÇA COMO UMA DIVINDADE
O !"o que reverenciou as Cabeças, Or#-omo !tete $i %ron &aqui dita como Or#', foram chamadas de !mure, !"o
Eba ono, que vivia no céu.
(r)nm.lá convidou !mure ara fa*er uma rece ara obterem uma figura f#sica comleta, orque nenhuma das
divindades tinha uma cabeça naquele temo. O !"o disse a (r)nm.lá ara esfregar ambas as almas das mãos ara
cima e orar ara obter uma cabeça &+umusOr# em ,or-bá ou .hunm"un !rabona em /ini'. 0oi dito a ele ara fa*er
um sacrif#cio com quatro obi, uma tigela de barro, uma esonja e sabão. Ele deveria manter o obi no seu altar de %fá
sem dividi-los orque um visitante ineserado oderia aarecer.
Or# &Cabeça' chamou também !mure ara orar e foi dito a ele ara servir seu guardião com os quatro obi, ele não
tinha dinheiro ara comrá-los, entretanto, foi lhe dito que somente a1s o sacrif#cio começaria a roserar. +eois
de fa*er o seu r1rio sacrif#cio, (r)nm.lá dei2ou os quatro obi em seu altar de %fá como havia sido dito a ele. 3ais
tarde, 45u anunciou no céu que (r)nm.lá tinha quatro obi bonitos no seu altar e estava rocurando or uma
divindade erfeita ara
quebrá-los.
+irigidos or 6g)n, todas as divindades foram visitar (r)nm.lá, uma a1s a outra. 7orém,
(r)nm.lá disse que nenhuma delas era suficientemente forte ara quebrar os obi. !s divindades
sentiram-se fracas e dei2aram-no erturbado.
3esmo Or#5á $89á foi visitar (r)nm.lá, este o entreteve com diferentes e melhores obi, enfati*ando
que os obi esecificados não foram feitos ara serem quebrados. :á que +eus era conhecido or
nunca erder a sua calma, ele aceitou os obi frescos dados a ele or (r)nm.lá e foi embora.
0inalmente Or# decidiu visitar (r)nm.lá, uma ve* que Or# foi ; )nica divindade que não havia ainda
tentado abrir os misteriosos obi, esecialmente orque ele nunca tinha dinheiro suficiente ara
comrar os obi requeridos ara servir de guardião. Ele então foi ; casa de (r)nm.lá.
!ssim que (r)nm.lá viu Or# chegando em sua casa. O reconheceu e convidou-o ara entrar.
(r)nm.lá imediatamente egou o jarro de barro encheu com água e usou a esonja e sabão ara
lavar Or#. +eois de secá-lo, (r)nm.lá carregou Or# ara seu temlo e ediu a ele que abrisse os obi
que a temos estavam aguardando or ele.
+eois de agradecer a (r)nm.lá or seu gesto honor#fico, Or# orou ara (r)nm.lá com os obi ara
que ele sentisse uma manifestação e reenchimento. +eois Or# usou os obi ara orar ara si e ara
ter uma resid<ncia ermanente e cheia de seguidores. Or# então com toda força investiu contra os
obi que abriram com um estrondo muito alto que ecoou or todo o céu.
Ouvindo o som da e2losão, todas as divindades imediatamente ouviram que todos os obi, do
temlo de 6r)nm=lá haviam finalmente sido searados. Estavam todos muito curiosos em saber
quem conseguira abri-los, uma ve* que haviam desafiado a todos inclusive +eus &Or#5á $89á'.
>ubseq?entemente 45u anunciou que os obi haviam sido divididos or Or#, então todas as
divindades concordaram que a Cabeça era a divindade certa ara fa*<-lo.
@uase que imediatamente a mão, o é, o coro, o estAmago, o eito, o escoço, etc, todos que
antigamente tinham identidades distintas, decidirão unir-se e viverem junto ; cabeça, eles não
tinham entendido antes que ela era tão imortante. :untos carregaram a Cabeça ara cima deles e lá
no temlo de (r)nm.lá a cabeça foi coroada como Bei do Coro. C or conta de todo este ritual
feito or (r)nm.lá em sua sorte que a Cabeça tocou o chão. (r)nm.lá é o mais o mais novo, o mais
imortante e o mais oular de todas as divindades.
7ara o filho de Ejiogbe viver na terra, tem que olhar ara o conhecido !"o e rearar numa caveira
de qualquer animal um banho esecial ara si contendo sabão. Ejiogbe é a divindade atrona da
Cabeça orque foi ele quem fe* no céu um sacrif#cio no qual a Cabeça foi coroada como o Bei do
Coro.
Ejiogbe se tornou o Olodu mais velho na terra mesmo ele sendo o mais novo. 7ertence a segunda
geração dos rofetas que se voluntariaram ara vir ao mundo com o objetivo de através de
e2emlos, fa*erem um lugar melhor ara se viver. 0oi um a1stolo muito benevolente de (r)nm.lá,
tanto no céu quanto na terra.
EJIOGBE VAI PARA A TERRA
Enquanto isso, Or#5á $8lá estava no mundo e era casado com uma mulher chamada !fin, mesmo ele não sabendo,
ela não queria muito ter filho. Contudo Or#5á $89á queria muito ter um filho na terra.
$o céu, Onomighorogbo havia ido ao altar de +eus ara edir ara vir ao mundo ao mesmo temo em que a criança
de !fin e Or#5á $89á. Ele também estava determinado a mostrar ao mundo o que é necessário ara ser benevolente e
de bom coração. >eu edido foi atendido elo 7ai Dodo 7oderoso.
!1s obter a ermissão de seu guardião ele foi ara a terra.
O NASCIMENTO DE EJIOGBE
Enquanto isso, !fin esosa de Or#5á $89á, ficou grávida na terra. Dradicionalmente, Or#5á $89á
estava roibido terminantemente de usar vinho de almeira, enquanto sua esosa !fin era
terminantemente roibida de usar sal. Or#5á Eo mu emo. !fin Eo je iFo.
! gravide* de !fin não acabou com toda a tensão que havia entre o casal. ! mulher se tornou cada
ve* mais reocuada enquanto sua gravide* avançava nos meses.
$ove meses deois um menino nasceu. 9ogo a1s o nascimento Or#5á $89á ercebeu que não havia
mais comida na casa ara alimentar sua esosa que amamentava. %mediatamente dei2ou a fa*enda
em busca de alimento. Ele se atrasou ara voltar o que dei2ou sua esosa furiosa. Ela começou a
reclamar e di*er que seu marido não a amava mais. Ela ensou naquele temo em terminar o
casamento suicidando-se. >abendo que Or#5á $89á roibiu o vinho e que beber oderia matá-lo,
colocou vinho em seu coo de beber água. !ssim que o fe*, dei2ou seu filho sobre a cama e foi
visitar as vi*inhas. Enquanto isso, Or#5á $89á retornou e foi rearar a comida que havia tra*ido
ara sua esosa. ! soa estava no fogo quando ele foi ao quarto buscar água com seu coo usual no
ote de água envenenado. !ssim que ele ameaçou tomar a água, a criança de um dia de vida deitada
na cama falou com eleG H7ai não beba dessa água, orque minha mãe colocou vinho na águaI.
>urreso com a habilidade da criança seguiu o conselho. Or#5á $89á terminou de co*inhar e com
um gesto de retaliação colocou sal na soa, mesmo sabendo que seria o veneno ara sua esosa
!fin. +eois de guardar a comida de sua esosa, ele foi jogar !Fo com seus amigos, enquanto isso a
esosa retornou e dirigiu-se até o local onde estava guardada sua comida.
!ssim que a egou ara comer seu filho disse novamenteG H3ãe não coma dessa comida, ois meu
ai colocou sal na soaI. %mediatamente a1s ouvir o filho !fin ficou histérica. Jritou ara os
vi*inhos virem salvá-la, ois seu marido estava tentando matá-la. >eus gritos atra#ram esectadores
das casas vi*inhas.
9ogo a1s houve um encontro das divindades na casa de Or#5á $89á, o mesmo foi chamado do jogo
de !Fo. Or#5á $89á se manteve calmo o temo todo mesmo quando sua esosa o acusava e o
u2ava.
6g)n foi o )nico a u2ar uma cadeira durante a confer<ncia, desde que Or#5á $89á, o chefe era um
convidado em sua casa nesse momento. 6g)n convidou !fin a relatar o ocorrido. Ela e2licou que
seu marido havia colocado sal em sua comida mesmo sabendo sua roibição. 7erguntaram-lhe
como sabia do fato e quem contou, !fin e2licou as divindades que seu filho, avisou-a. $esse
instante as divindades duvidaram de !fin, ois como seria oss#vel uma criança, com aenas um dia
de vida falar. 7resumiram que !fin estava brava. Or#5á $K9á foi convidado a defender-se das
acusaçLes. Contrariando as e2ectativas ele confirmou que havia colocado sal na soa de sua esosa, tendo feito
aenas ara vingar-se, ois no mesmo dia, mais cedo sua mulher colocou vinho
em seu coo de beber água, mesmo sabendo que era sua roibição. !s divindades erguntaram
como ele sabia e quem contouM Or#5á $89á e2licou que seu filho havia lhe dito.
Dodos os olhares se voltaram ara a misteriosa criança. Com oucas alavras foi decifrado o
enigma. :untaram as eças faltantes, di*endoG
HEji mogbe ni ogbe eniEonNI ! tradução di*iaG HOeio ao mundo ara salvar a vida de seus ais, or
isso, que cada um deles recebeu o aviso salvando-se de uma destruição m)tuaI.
Dodos ficaram imressionados com a criança. $o sétimo dia quando seus ais foram dar o nome ;
criança decidiram chamá-lo de Ejiogbe, ou +ula >alvação.
+evido ao rimeiro trabalho de Ejiogbe na terra é que durante a cerimAnia de iniciação de .gbodu,
todos os sacrif#cios materiais devem ser feitos em dulaG duas cabras, duas galinhas, dois ei2es,
dois ratos, etc...
@uando Ejiogbe surge no .gbodu, sal e vinho eram semre adicionados a material de iniciação em
comemoração aos eventos transcorridos no dia de seu nascimento.
OS TRABALHOS TERRESTRES DE EJI-OGBE
P medida que crescia o menino rod#gio reali*ou uma série de coisas misteriosas, mas o rimeiro
maior milagre que ele e2ecutou foi com a idade de quin*e anos, quando a sua mãe o levou ao Oja-
!jigbomeEon,o )nico mercado e2istente naquele temo e no qual comerciantes do céu e da terra
fa*iam todo tio de neg1cios até a venda de utilidades ara a divinação. Dodos tinham algum tio de
habilidade, utilidade, of#cio, tecnologia, etc, ara vender, vindo ara aquele mercado ara negociálas.
O MILAGRE NO MERCADO
Em seu caminho ara o mercado, ele encontrou uma mulher. Ele arou-a e erguntou-lhe se tinha
um roblema. Como ela se disAs a falar, ele ediu ara ela não se reocuar, ois ele conhecia seus
roblemas melhor que ela mesma.
Ejiogbe contou-lhe que ela tinha estado grávida or tr<s anos, mas que não tinha se desenvolvido.
Ele lhe ediu ara fa*er um sacrif#cio com de*esseis carac1is, uma galinha, um ombo, cinco obi
saudáveis e mel. Ele também lhe ediu ara usar um bode, ;Ear; &bolinhos de feijão' e QER ara
fa*er sacrif#cio ara 45u. ! mulher rovidenciou os materiais ara o sacrif#cio e deois de feito
Ejiogbe garantiu-lhe que seus roblemas estavam acabados. Ele, entretanto informou que a1s ela
tivesse arido seguramente, deveria levar uma equena serente &da fam#lia da jib1ia, chamada OEa
em ,or-bá e !rum"oto em /ini' ara dar de resente em agradecimento a (r)nm.lá. Ele ediu a
ela ara juntar caracol e ainda mais tudo o que udesse disor.
! mulher fe* o sacrif#cio e seguiu seu caminho.
O MILAGRE DO ALEIJADO E DO CEGO
! r12ima essoa que Ejiogbe encontrou em seu caminho ara o mercado foi um aleijado chamado
!ro. Como ele disse antes ara a mulher grávida, falou a !ro que ele tinha um roblema, mas o
aleijado resondeu que não tinha roblema e que era o jovem &Ejiogbe' quem tinha.
Ejiogbe retirou seu .roEe &bastão de divinação' e aontou o nas mãos aleijadas e nas ernas.
%nstantaneamente o aleijado levantou-se ara caminhar. 0oi nesse instante que !ro se deu conta que
longe de tratar com um garoto, ele estava tratando com um sacerdote. !ro foi de joelhos agradecer
Ejiogbe or curá-lo de uma deformidade com a qual ele havia nascido. Ejiogbe avisou-o, entretanto,
ara ir e servir (r)nm.lá, mas que no futuro deveria evitar esconder seus roblemas, orque ele
nunca saberia quando +eus resonderia as suas oraçLes. Ejiogbe disse que se alguém esconde sua
doença, adoença o esconderá dentro do chão.
9ogo Em seguida, Ejiogbe encontrou um homem cego e erguntou-lhe se ele tinha um roblema. O
homem cego resondeu que não tinha quaisquer tios de roblemas. $ovamente Ejiogbe estendeu
seu .roEe em direção aos olhos do homem e ele instantaneamente recuerou a visão. O homem foi
envolvido em total alegria, mas Ejiogbe o avisou ara rovidenciar sua iniciação como um seguidor
de (r)nm.lá a fim de minimi*ar as suas dificuldade com a humanidade. Ele também o avisou a
servir a sua cabeça com um galo na chegada em casa. Com o que Ejiogbe foi ara o mercado.
Ejiogbe e2ecutou os milagres mencionados sem edir or nenhuma recomensa aos seus
beneficiários.
O RESULTADO DA IGNORÂNCIA AOS AVISOS DE EJIOGBE
$o seu retorno ara casa, sua mãe o dei2ou ara trás, Ejiogbe então encontrou or acaso um esquilo
ao lado da estrada. Ele recomendou ao esquilo fa*er um sacrif#cio ara 45u com um bode a fim de
que as alavras ditas or sua boca não udessem lhe tra*er a destruição.
O esquilo retrucou que se o jovem queria carne ara comer, ele não iria conseguir a dele. O esquilo
é chamado Otan em /ini e OEere em ,or-bá. /em r12imo, ele também viu um boá, chamado
OEaa em ,or-bá e !ru em /ini. Ele lhe disse que a morte estava de tocaia ao redor e que seria
levado a ela or um vi*inho muito falador. 7ara evitar a calamidade, ele recomendou a serente a
servir a sua cabeça em um lugar secreto com um caracol. Ele estava roibido que alguém relicasse
as suas oraçLes enquanto estivesse servindo a sua cabeça.
E or fim, Ejiogbe encontrou um arbusto esesso &Eti em /ini e %llo em ,or-bá' e recomendou-lhe
a oferecer um bode a 45u, a fim de evitar um roblema sem motivo. Encontrou também uma
almeira ara quem ele recomendou a dar um bode a 45u, a fim de que mais nenhum roblema
viesse a quebrar o seu escoço. ! almeira fe* o sacrif#cio sem demora o %llo não fe*.
!1s aquelas ajudas Ejiogbe foi ara casa. ! jornada do mercado !jigbomeEon normalmente
durava erto de tr<s meses. Dão logo ele chegou em casa, recebeu uma mensagem que a mulher que
encontrou em seu caminho de ida ao mercado estava entrando em trabalho de arto. Ele correu
raidamente ara a casa da mulher e a salvou com o uso de um encantamento o qual a tradição de
%fá não ermite ser rerodu*ida neste livro. C um dos encantamentos com os quais os sacerdotes de
%fá salvam as mulheres grávidas neste dia. Ela teve um menino. Dão logo a mulher se deitou na
cama, seu marido egou seu bumerangue de caça &eEede em /ini e Egion em ,or-bá' e saiu ara a
floresta em busca de um boá, bem como carne com a qual alimentar a sua esosa. @uando o boa tomou
conhecimento que a mulher que tinha estado grávida or tr<s anos deu a lu* uma criança, ele
comreendeu que o marido dela logo viria em busca dele, como ele fora informado ela orientação
de Ejiogbe. .m tanto tardiamente, ele correu ara a casa de %llo, ara ali servir a sua cabeça
rivadamente. %llo lhe deu ermissão ara servir a sua cabeça em sua casa.
Dão logo OEaa sentou-se ara re*ar ara sua cabeça, OEere veio ; casa de %llo. Como OEaa di*ia
suas oraçLes, OEere as resondia com H!5QNI. OEaa o advertiu que não deveria resonder !5Q ara
ninguém em suas oraçLes. Ele então correu longe da casa de %llo. !o mesmo temo OEere mudou
de atitude e começou a cantarG HOEaa, joEoo EeEe re EeN8
$este momento o homem com o bumerangue que estava rocurando or OEaa, ouviu o esquilo
gritando e começou a rastrear a sua osição. Como o esquilo continuava a berrar histericamente,
OEaa atirou nele e matou-o. O Somem então cortou uma forquilha do esesso arbusto ara iluminar
o seu interior. Enquanto fa*ia isto viu OEaa no chão e o matou ao mesmo temo em que notou ao
lado da OEaa morta, um esquilo morto e um caracol que a boá ia usar ara servir a sua cabeça. Ele
juntou todos eles e foi ara casa.
O arbusto havia sido cortado com uma foice que estava no coro de uma almeira, ela se alegrou e
teve novo contato com a vida assim que o arbusto foi cortado ois estava interromendo o ar fresco
de alcançá-la. Esta foi ; questão, a almeira foi ; )nica que fe* todos os sacrif#cios nos momentos
certos. $este dia foi a boca do esquilo que o matou, também foi ele quem informou ao homem onde
a boá estava escondida e invariavelmente atraiu a morte ara ela.
%sto também e2lica o orque que quando surge no .gbodu Ejiogbe ara um homem alto e de te*
escura, significando roseridade assegurada ara esta essoa, or causa da altura da almeira que
so*inha fe* o sacrif#cio. >e or outro lado sair ara um homem bai2o e claro, a menos que ele faça
sacrif#cio não terá sucesso na vida. Este é o significado da omissão do bai2o %llo e o claro esquilo e
da boá em dei2arem de fa*er os sacrif#cios rescritos.
COMO EJIOGBE SOBREVIVEU A IRA DOS MAIS VELHOS
! benevol<ncia do jovem Ejiogbe o tornou tão oular que sua casa estava jorrando com os
chamados dia e noite. Ele curou a doença, fe* sacrif#cio ara os obres se tornarem ricos. !judou no
arto de crianças e au2iliou o arto de toda mulher grávida que recisou de sua assist<ncia.
Essas atividades trou2e-lhe admiração dos beneficiários de sua magnitude, mas lhe trou2e a
inimi*ade da maioria dos a"o mais velhos que não oderiam comreender seu altru#smo e
benevol<ncia. 9ogo ele ficou intranq?ilo e uma noite, teve um sonho no qual seu anjo lhe informou
que alguns mais velhos estavam consirando contra ele. @uando ele levantou de manhã, ele estava
tão confuso que decidiu ir ara a divinação.
COMO EJIOGBE ADQUIRIU TRANQÜILIDADE MENTAL
Ele foi aos seguintes sacerdotes de %fá ara divinaçãoG
!jogodole efo ni mo Ee ifami
6sigi sigi le eEo
.see mi oojagba igbo
!bu Eele Ean lo ode ide
Eles o avisaram ara fa*er sacrif#cio ara seu %fá com um cesto de carac1is. :á que ele não tinha
dinheiro ara comrar carac1is, todas as essoas que ele tinha au2iliado anteriormente trou2eram
todos os carac1is requisitados ara ele. Os carac1is foram quebrados e o liquido deles foi coletado.
Os !"o coletaram folhas Ero e as maceraram no liquido dos carac1is ara Ejiogbe se banhar com
ele.
!1s o sacrif#cio, ele começou a viver em a*. Este é o orque quando Ejiogbe surge durante a
divinação, a essoa é avisada ara oferecer carac1is ara %fá. @uando sai no .gbodu a cabra ara a
cerimAnia não devera ser oferecida naquele dia até T dias deois. O que e ara ser oferecido naquele
dia Ogbodu são carac1is, rato seco e ei2e seco. @uando a a* de es#rito retornou ara ejiogbe
a1s a cerimAnia ele se rego*ijou cantandoG U.ruEo iro, Erero lu uruEo iro EreroU.
EJIOGBE RETORNA PARA O CÉU POR DENÚNCIA
!ntes de Ejiogbe fa*er o sacrif#cio, os mais velhos que sentiram que ele estava obstruindo seu meio
de sobreviv<ncia fa*endo milagres de graça, foram ao céu um a1s o outro ara reortar a +eus.
Eles o acusaram de estragar o mundo e introdu*ir um novo c1digo de sobreviv<ncia o qual era
totalmente alienado aos costumes da terra. 7or outro lado, Ejiogbe não tinha vida r1ria, orque
dedicava todo seu temo a serviço dos outros. @uando crianças tinham convulsLes ele era chamado
a fim de curá-los, o que com encantamentos. Ele fa*ia o arto de mulheres grávidas, acalmava
disutas das essoas e ia em socorro dos orimidos. 3al sabia ele que estas atividades humanitárias
tinham incomodado os altos sacerdotes tradicionais a onto de até mesmo lanejarem matá-lo.
$este estágio Olodumare &Osalubua em /ini', o 7ai no Céu, enviou ara Ejiogbe um Cavaleiro
Celeste ara ir buscá-lo. O Cavaleiro usou seu discernimento ara decidir uma estratégia ara
arrastar Ejiogbe ara o céu. !ntes de chegar ; casa de Ejiogbe, ele retirou seu uniforme e colocou-o
em sua mala e fingiu ser um edinte desemregado rocurando or trabalho. Chegando a casa de
Ejiogbe muito cedo ela manhã, sulicou ara que lhe fosse dado o emrego de criado a fim de
ossibilitá-lo ganhar a vida. Ejiogbe lhe disse que ele não tinha emrego ara oferecer, ois sua
r1ria ocuação era restar serviços de graça ;s essoas do mundo.
Como estava restes a tomar seu café da manhã quando o visitante chegou, o convidou ara comer
com ele, mas o homem e2licou que não estava qualificado ara comer no mesmo rato que
Ejiogbe, o visitante insistiu que ele comeria qualquer coisa que restasse deois que Ejiogbe tivesse
comido. Enquanto transcorria esta discussão, alguns novos sulicantes vieram chorando or au2#lio.
Eles se quei2aram que a )nica filha de seus ais teve convulsLes e queriam que Ejiogbe fosse e
revivesse a criança. >em fa*er a sua refeição matinal ele saiu, seguido elo Cavaleiro Celeste.
Ele chegou a casa, colocou seu joelho esquerdo no chão e reetiu um encantamento, a1s o qual ele
chamou elo nome da criança tr<s ve*es e ela resondeu. ! criança então resirou, abriu seus olhos
e ediu or comida. Enquanto ele estava comletando aquela oeração de cura, outro sulicante o
abordou imlorando ara ajudá-los a salvar uma mulher grávida que tinha estado em trabalho de
arto durante toda ; noite. Ele foi diretamente ara a casa da arturiente que estava quase dando seu
)ltimo susiro. !ssim que chegou, ele fe* uma consulta oracular ráida e assegurou ara as essoas
que a mulher se salvaria. Ele lhe deu %Ferosum &1 divinat1rio' e a água ara engoli-lo. Enquanto
ela engolia a água ele reetiu um encantamento e a criança com toda a lacenta sa#ram ao mesmo
temo.
Ejiogbe e seu visitante foram então ara casa, neste momento já assava bem do meio-dia e ele
ainda não tinha tomado seu desjejum. @uando estavam chegando em casa encontraram um gruo de
essoas eserando. !s essoas tinham uma disuta ara a qual o requisitavam ara resolver ara
eles. .m a1s o outro ele au2iliou e alacou todas as disutas e as essoas foram juntas ara suas
casas alegremente e reconciliadas. $este momento ele ficou comletamente livre ara oder comer
a sua refeição, o sol estava quase se ondo. Ele sentou-se ara comer a comida rearada ara ele
mais uma ve* e convidou novamente o visitante ara comer, e este insistiu em comer deois dele.
Enquanto ele estava começando a comer, o visitante foi até a sala e colocou o seu uniforme de
cavaleiro. ! visão do cavaleiro em seu uniforme celeste fe* Ejiogbe erceber que ele era um
mensageiro divino do céu. %mediatamente arou de comer e erguntou ao cavaleiro celeste qual a
mensagem que tinha ara ele, neste onto o cavaleiro lhe informou que +eus queria que ele fosse ao
céu mais uma ve*. Ele raidamente se vestiu e artiu ara o céu com o homem.
Dão logo eles se colocaram fora de casa, o cavaleiro o abraçou e quase que instantaneamente ambos
estavam no alácio de +eus. Dão logo eles chegaram, a vo* de +eus ediu ara Omonighorogbo
&Ejiogbe - nome celeste antes de sua vinda ara o mundo' dar e2licaçLes ara a criação de muita
confusão no mundo e que ele tinha erturbado as outras divindades na terra. Omonigborogbo se
ajoelhou ara oferecer uma e2licação, mas antes que ele dissesse uma alavra, o mensageiro
enviado ara caturá-lo se ofereceu ara falar em seu lugar. O cavaleiro e2licou que o 7r1rio 7ai
Dodo 7oderoso não oderia ter feito o que Omonighorogbo fe* na terra. Ele demonstrou que desde
cedo Omonighorogbo não tinha sequer temo ara comer uma refeição aroriada, ois ele no
serviço de lavrador da esécie humana, não recebia qualquer recomensa que fosse.
O mensageiro e2licou que era uma tentativa de se comortar na terra como eles fa*iam no céu, o
que aborreceu as divindades ambiciosas da terra.
Ouvindo os detalhes das observaçLes do mensageiro, +eus ordenou a Omonighorogbo levantar-se
de sua osição, já que ficou claro que todas as den)ncias feitas anteriormente contra ele eram fruto
de inveja e ci)me. Então +eus lhe ordenou a voltar ao mundo ara continuar as suas boas obras,
mas que da# em diante ele deveria cobrar ra*oáveis honorários elos seus serviços, mas continuaria
a ajudar os necessitados. Ejiogbe então recebeu a benção de +eus e dei2ou o alácio.
!ntes de retornar ara o mundo, ele decidiu encontrar seus !"o celestes que fi*eram a consulta
oracular ara ele antes de artir do céu ela rimeira ve*.
Ele foi ;G V - Edu"e EoEo mejinja "on sara"on Eelenje Eelenje.
W - Ejo-mejinja, "on sara"on loroEu loroEu.
>ignificandoG &V' @uando duas folhas de cocoFam estão brigando, o vento as carrega or toda arte.
&W' @uando duas serentes estão lutando, elas se enrolam uma com a outra.
Eles o avisaram ara oferecer um outro bode a 45u, lhe disseram ainda que ele encontraria or
acaso uma linda mulher na terra com quem ele casaria. !1s se casar com ela, era ara ele dar um
grande bode mais uma ve* ara 45u, assim aquela mulher lhe traria força e roseridade, mas que
se ele a ermitisse artir ele retornaria ara a en)ria. Ele fe* o sacrif#cio a 45u no céu e retornou
ara a terra. !ssim que cerrou seus olhos, como tinha sido feito elo cavaleiro celeste, ele estava
logo acordando de seu sono na terra. Os sulicantes estavam começando a se erguntar orque
Ejiogbe dormira or tanto temo naquela manhã.
O CASAMENTO DE EJIOGBE
@uando or fim ele acordou, a rimeira essoa que ele encontrou naquela manhã foi uma bela
mulher clara chamada Eji-!lo. Ele se aai2onou assim que colocou seus olhos nela e a mulher lhe
disse que ela viera ara se oferecer em casamento ara ele.
!1s casar-se com a mulher esqueceu-se de dar o grande bode ara 45u, como ele havia sido
instru#do no céu a fa*er. Eji-!lo era filha de um chefe muito imortante de %fé. Ela ficou logo
grávida e deu a lu* a um menino que já era inválido no )tero, o ai que era caa* de curar outras
invalide*es, não odia curar seu r1rio filho. !ssim é orque v<m di*endo que um UdoutorU ode
curar os outros, mas não a si mesmo.
Eji-!lo estava tão frustrada sobre o nascimento do inválido que se recusou a ficar com Ejiogbe ara
cuidar dele, finalmente ela emacotou as suas coisas da casa de Ejiogbe dei2ando a criança ara
trás.
7osteriormente 45u, 6g)n e Obalifon visitaram Ejiogbe ara lhe erguntar orque ele não tinha
sido visto do lado de fora de sua casa já fa*ia algum temo. Ele resondeu que Eji-!lo o tinha
dei2ado com uma criança inválida ara cuidar. Então, eles se ofereceram ara ir buscar um !"o no
céu. Os dois !"o eram desta ve*G Edu"e EoEo meji e Ejo 3ejinja, que coincidentemente eram os
!"o que fi*eram a divinação ara Ejiogbe em sua )ltima viajem esiritual ao céu. Eles o
relembraram do grande bode que eles haviam dito a ele ara dar a 45u deois de casar na terra, afim
de que sua esosa não o abandonasse. Os !"o reararam um remédio ara lavar as ernas da
criança e a vida retornou instantaneamente a seus membros. +eois do que foi dado o bode a 45u.
Em seguida ao sacrif#cio e a cura da criança, Eji-!lo não voltou ara Ejiogbe, orque neste meio
temo ela tinha contra#do matrimAnio em Olu"eri. $o entanto a orção do remédio usada ara
curar o filho de Ejiogbe foi feita com um !5Q ara ele usar ara mandar a esosa retornar ara ele,
se assim ele o desejasse. :á que se deu conta de que ela já casara com outro homem, Ejiogbe
referiu usá-lo ara chamar Eji-!lo ara encontrá-lo em uma vereda longe dos invejosos de %fé. Ele
também usou o !5Q ara comandar Olu"eri, que sedu*iu a sua esosa, a encontrá-lo na mesma
vereda. Dão logo a dula surgiu erante ele, conjurou-os a se abai2arem e os uniu em um s1 coro e
os trocou de osição ara nunca mais se lembrarem de nada.
O SEGUNDO CASAMENTO DE EJIOGBE
! rimeira esosa de um verdadeiro filho de Ejiogbe nunca ficará muito temo com ele, a menos
que seja de te* escura, a r12ima mulher que Ejiogbe encontrou era chamada %"ereXYere, que era
uma feiticeira. Dodavia, não imortando o quanto mais eles tentem evitar, os filhos de Ejiogbe
&aqueles ara quem Ejiogbe surge durante a iniciação de %fá ou .gbodu' acabam mais
freq?entemente do que não, casando com uma mulher que fa* arte do mundo da feitiçaria. >e ele
tiver tr<s esosas, no m#nimo duas delas devem ser feiticeiras.
Ejiogbe estava mesmo muito obre quando se casou novamente e eles estavam vivendo na fronteira
da fome. Dodas as ve*es que eles matavam um rato, U(r)nm.láU dava a cabeça ara a esosa. !
mesma coisa aconteceu com um ei2e, uma galinha e ainda uma cabra. Com o temo eles foram
caa*es de dar uma cabra, claro que seus lucros estavam começando a melhorar. 7or fim eles se
tornaram tão bem financeiramente ara construir sua r1ria casa, educar os filhos e casar com
outras esosas. $este onto ele decidiu oferecer um agradecimento a seu %fá.
Ele então comrou uma vaca ara um grande banquete ara o qual ele convidou outros sacerdotes
que eram membros de sua fam#lia. +urante o banquete, quando a carne estava sendo reartida entre
os convidados ; esosa mais velha eserou como de costume lhe ser dada a cabeça da vaca. !1s
eserar em vão lhe ser dada ; cabeça, a esosa mais velha arrancou-a ara si. @uase que
instantaneamente, alguns dos muitos sacerdotes vingativos a rereenderam, orque a cabeça não era
arte certa da vaca a ser dada a uma mulher. ! cabeça da vaca então foi tomada dela.
Ela ainda eserou or algum temo ara dei2ar o marido interferir ara corrigir a situação. @uando
não houve reação ositiva vinda dele, ela se retirou da sala de banquete ara o quarto.
Dr<s dias deois ela juntou seus objetos essoais fora da casa de Ejiogbe e foi morar com seu irmão
chamado %r1EZ, que lhe deu seu santuário logo deois.
Com a cerimAnia de agradecimento acabada, Ejiogbe saiu em busca dela. +eois de vasculhar todo
lugar em vão ele foi a seu irmão que confirmou ter lhe dado ref)gio.
Oendo onde estava %"ere, Ejiogbe erguntou-lhe orque ela o dei2ara tão sem cerimAnia, com
lágrimas nos olhos ela resondeu-lhe que quando eles eram obres ele semre lhe dera a cabeça de
qualquer animal, eles odiam ter recursos ara matar ara comer e nenhum sacerdote ou membro de
sua fam#lia os visitou neste er#odo. Ela erguntou orque isto era assim, orque aenas quando
eles estavam numa situação boa financeiramente o suficiente ara banquetear uma vaca, que eles
vieram retirar-lhe o rivilégio do recebimento da cabeça. 7orque nenhum membro de sua fam#lia
não veio ara e2igir as cabeças do rato, ei2e, galinha, etc...
Em uma recitação de um encantamento ela e2clamouG
@ue homem ode gabar-se de ser tão grande quanto o elefante.
@uem ode roclamar ser tão grande quanto o b)falo.
@uem ode se gabar de ser mais influente que o rei.
$em um ano de cabeça ode ser mais largo do que aquele usado elas mais velhas da noite. $em a
corda tão longa quanto aquela usada elas feiticeirasN
$em o chaéu ode ser mais famoso que uma coroa. $a largura ou na amlitude, a mão não ode
ser mais alta que a cabeça.
O cume de uma almeira é mais alto que as folhas na cabeça da almeira.
!onde e2iste a reali*ação de m)sica é o som do sino que toca mais alto que os outros instrumentos
a almeira é a mais influente que as outras árvores na floresta.
9ogo que Ejiogbe ouviu este oema ele também estava em lágrimas e sulicou a sua esosa ara
erdoá-lo. ! esosa então sentiu ena dele e aceitou retornar com ele ara casa sob a condição de
que ele aceitaria aa*iguá-la com uma eça de tecido branco, algum dinheiro e servir lhe a cabeça
de uma cabra.
%sto e2lica orque ara qualquer um que é nascido or Ejiogbe no .gbodu é requerido servir a
cabeça ara sua esosa mais velha, ; altura de sua roseridade com uma cabra.
@uando sai na divinação ara uma essoa que era nascida or Ejiogbe, será erguntado a ele se já
tem servido sua esosa com uma cabra. Ele será informado que sua esosa mais velha, se amarela, é
uma feiticeira benevolente que oderá au2iliá-lo a roserar na vida, rovidenciando ele de evitar
desre*á-la.
7or outro lado, se saiu no jogo ara um homem cuja esosa saiu de sua casa, ele será avisado ara ir
e lhe imlorar ara retornar ara ele sem nenhuma demora, afim de que ele não retorne ara a
en)ria.
COMO EJIOGBE AJUDOU UM LITIGANTE A VENCER EM SEU CASO
9ogo que ele se tornou r1sero, ele foi caa* de ter recursos ara convidar outros a"o ara
trabalhar ara ele. @uando, ortanto /aba :agba 9oorum veio a ele quando tinha um caso, Ejiogbe
convidou outro a"o chamado !jagba !gbagba !jagba jagba, ni era &toon' difa fun /aba jagba
jagba lo orun. O a"o lhe disse ara fa*er sacrif#cio a fim de se livrar do caso. Ele foi recomendado a
fa*er sacrif#cio com duas galinhas, um almo de linha tecida e gim em fartura &.nien em /ini e
Eruru em ,or-bá'.
Ele rovidenciou todo material e o a"o rearou o sacrif#cio ara ele. !s enas da galinha e as
sementes de gengibre foram costuradas com fio em um colar usado em volta do escoço e foi
removido com o .roEe no altar de 45u.
@uando finalmente o caso surgiu ara julgamento e sentenciamento, /aba jagba ganhou a causa.
@uando Ejiogbe surgir na divinação ara uma essoa que tem uma causa endente, ele será avisado
ara fa*er o sacrif#cio acima, o qual, todavia será feito ara ele or um a"o que saiba como fa*<-lo.
COMO EJIOGBE FEZ UMA MULHER ESTÉRIL TER UM FILHO
Ebiti oEale ligbe,
Oo"o le EuuruEu,
!difa fun olomo !gbuti.
Estes foram os nomes dos outros !"o convidados or Ejiogbe quando ele fe* o jogo ara moju,
quando ela veio a Ejiogbe orque não tinha filhos. Ejiogbe lhe disse-lhe que fi*esse um sacrif#cio
com galinha, uma angola, e uma cabra. Ela fe* o sacrif#cio sem demora, deois de rearado,
Ejiogbe lhe disse ara carregar a oferenda até uma água corrente drenada &!gbara em ,or-bá e
Orogho em /ini', ela fe* de acordo.
7ortanto 45u ficou aborrecido orque ele não recebeu nenhuma arte do sacrif#cio, mas moju
chamou Olomo !gbuti e ele relicou a ela que já havia feito vários outros sacrif#cios ara 45u
anteriormente sem utilidade alguma. 45u então invocou a chuva ara cair a fim de imedir o rio
drenado de areciar o sacrif#cio. ! chuva caiu sobre o rio &OloE)n', a água divina, que or sua ve*
carregou o sacrif#cio ao céu. $este meio temo, no céu, o filho de Olodumare estava doente e os
!"o celestes tinham sido convocados ara curá-lo. Enquanto os !"o estavam fa*endo a consulta
sobre a doença da criança, ediram a Olodumare ara ir de volta ara sua casa ara egar um
sacrif#cio que estava vindo da terra ara eles usarem ara curar a criança.
@uando Olodumare retornou ara sua casa, ele viu o sacrif#cio de 3oju. Ele levou o sacrif#cio ara
os !"o, que adicionaram %Ferosun &1 divinat1rio' a ele deois do que eles tocaram de leve a
cabeça doente da criança com o mesmo.
@uase que imediatamente, a criança ficou curada. !ssim que a criança ficou bem, Olodumare
convocou Ol1Eun ara erguntar-lhe or aquele que fe* o sacrif#cio que salvou seu filho. Ol1Eun e2licou que ele
não sabia da onde !gbara ou Oghoro &dreno' trou2era o sacrif#cio. Ol1Eun
convocou o rio drenado &Orogho ou !gbara' ara e2licar onde ele egara o sacrif#cio e ele releu
que havia sido 3oju que o fi*era. >eu anjo guardião no céu foi então convocado e ela e2licou que
sua rotegida foi avisada or (r)nm.lá ara fa*er o sacrif#cio , orque ela tinha ermanecido estéril
desde sua vinda ao mundo. O guardião e2licou que 3oju semre lamentou que os filhos de suas
contemor[neas com quem ela veio ao mundo ao mesmo temo, estavam até mesmo crescidos e
desenvolvidos ara cortejá-la.
Olodumare então, e2ibiu seu bastão de autoridade e roclamou que 3oju teria uma criança e que
antes que seus olhos estivessem fechados, suas crianças e netos também teriam crianças ante seus
r1rios olhos.
!ntes da manhã seguinte, 3oju viu sua menstruação. @uando se tornou inc1lume e lima
novamente ela se uniu com seu marido e ficou grávida. +eois de nove meses ela teve uma criança
a quem deu nome de !deFor#ju. Ela teve uma série de outras crianças, netos e bisnetos, antes de
retornar ao céu. @uando Ejiogbe, ortanto aarecer na divinação ara uma mulher que está ansiosa
ara ter um filho, ela será avisada elo !"o a fa*er o sacrif#cio recedente e infalivelmente terá
filhos em abund[ncia.
COMO EJIOGBE AUXILIOU A MONTANHA A RESISTIR AO ATAQUE DE SEUS INIMIGOS
!ja Eulumo, !jaa Euulumo.
!difa fun OEe, Ota le lu run oEoo.
Ebo oEe shoota, ota legbeje !daa.
Ebo oEo shoota.
OEe, ou montanha foi avisada a fa*er sacrif#cio, e ele o fe*, or causa dos lanos maléficos de seus
inimigos. Consirando ara destru#-lo estavam a en2ada e o cutelo, que vieram ara destru#-lo, mas
não conseguiram esfolar o seu coro. Ele até mesmo se tornou enorme e então se alegrou e ofereceu
um agradecimento a seu divinador.
Ono niti fe"a - foi o sacerdote que fe* a consulta ara !bati, o filho de Ejiogbe quando 3orte
tencionava, levá-lo embora em sete dias. !bati foi avisado ara fa*er sacrif#cio com um galo, uma
galinha e carac1is e dar um bode a 45u. 3orte fe* tr<s tentativas vã ara remover !bati desta terra
deois do que ele dei2ou-o comletar sua jornada. Então ele cantou o seguinte oemaG
.Eu gbemi,
Otimi,
Diri !bati,
!bati tiri,
!run gbemi,
! morte me agarrou e me largou,
! doença tentou e me largou,
$inguém come cágado junto com sua casca.
$inguém come um carneiro junto com seus chifres.
! casca do caracol é guardada deois de comida a sua carne.
Eu tenho sobrevivido aos lanos maléficos dos meus inimigos.
COMO A ME DE EJIOGBE O SALVOU DE SEUS INIMIGOS
Efifi nii shoju omo teeree te,
OEa Deere be ejo leFin,
Oshudi EereEe, Oshudi EereEe.
Estes são os nomes dos !"o que fi*eram divinação ara OlaFOr#, a mãe de Ejiogbe, quando
essoas estavam fa*endo comentários sarcásticos contra seus bons trabalhos. Ela fe* o sacrif#cio
com quatro sacos de sal. +eois do sacrif#cio algumas essoas que estavam desdenhando de seus
trabalhos começaram a fa*er comentários favoráveis sobre ele. Esta é a causa de ninguém colocar
sal na boca e fa*er comentários ruins sobre seu aladar. !ssim que a galinha vai se emoleirar nos
seus ovos, ela modificará sua vo*.
COMO EJIOGBE SE TORNOU O REI DOS OLODUS
+eois de todos os de*esseis Olodus terem vindo ao mundo, foi o momento ara aontar a cabeça
entre eles. Ejiogbe não foi o rimeiro Olodu a vir ara o mundo. 3uitos outros tinham vindo antes
dele. !ntes deles, OFeEu-3eji que era o Bei da $oite tinha sido roclamado o mais velho. !
maioria caiu em Or#5a $8lá &O filho de +eus, ou o reresentante de +eus na terra' ara indicar o rei
dos Olodu. Or#5a $8lá convocou todos e lhes deu um rato ara reartir entre eles. OFeEu-3eji
egou uma erna, %"Or#-3eji egou a segunda erna, %di-3eji egou uma mão e Obara-3eji egou
a mão restante. !s outras artes foram reartidas em ordem convencional de idade. Ejiogbe sendo
muito novo foi dada ; cabeça do rato. $a seq?<ncia Or#5a $8lá lhes deu um ei2e, uma galinha, um
ombo, uma angola e finalmente um bode, os quais foram todos reartidos de acordo com a ordem
estabelecida com o rato. Em cada caso a Ejiogbe foi dada ; cabeça de cada um dos animais
sacrificados. 0inalmente +eus &Or#5a $8lá' convocou-os ara vir a ele ara uma decisão deois de
tr<s dias. Chegando em casa Ejiogbe fe* uma consulta oracular e lhe foi dita ara dar um bode a
45u. +eois de comido seu bode, 45u lhe disse no dia indicado, que ele deveria assar uma rai* de
inhame e guardá-lo em sua sacola junto com uma vasilha de água. 45u também o avisou ara ir
deois ara o encontro dos Olodus ao alácio de +eus.
$o dia recomendado, os Olodus foram convocá-lo ara a confer<ncia. !1s o dei2arem, ele tirou
inhame, descascou e o colocou dentro de sua bolsa com uma cabaça de água. $o caminho ara a
confer<ncia ele encontrou uma velha mulher, justo como 45u reviu e de acordo com o aviso dado
ele aliviou a velha do eso da madeira ara o fogo que ela estava carregando, orque ela já estava
tão cansada que mal odia andar. !1s aceitar de maneira agradável a ajuda, ela se quei2ou que
estava com uma fome terr#vel. %nstantaneamente Ejiogbe retirou o inhame assado de dentro de sua
bolsa e o deu ara ela comer. +eois de comer, ela ediu or água e ele lhe deu a cabaça dKágua de
dentro de sua bolsa. Com a refeição terminada ele carregou a lenha enquanto a velha senhora
caminhou ao seu lado.
Ele não ercebeu que a mulher era a 3ãe do +eus 0ilho. &Or#5a $8lá'. Entretanto como ele deu a
imressão de estar com ressa, a velha erguntou-lhe onde ele estava indo com tanta ressa. Ele
resondeu que ele já estava atrasado ara uma confer<ncia na qual Or#5a $8lá iria aontar o rei entre
os Olodus. Ele disse que ela não estava tomando seu temo, de qualquer maneira, já que ele era
muito novo ara asirar ; coroa dos de*esseis a1stolos de (r)nm.lá.
$a sua resosta a velha assegurou-lhe que ele estava indo ara ser feito o rei dos a1stolos. @uando
eles chegaram ; casa da mulher, ela lhe disse ara deositar a lenha atrás da casa. Ejiogbe já estava
identificando a casa como a de Or#5a $8lá, quando ele comreendeu que a mulher que ele tinha
au2iliado era ninguém mais que a mãe dele. Ele então se curvou em sinal de reseito. ! mulher lhe
disse ara segu#-la até o interior da casa. Chegando lá ela trou2e duas eças de roua branca, uma
em seu ombro direito e outra em seu ombro esquerdo. Ela então inseriu uma ena vermelha de
aagaio na cabeça de Ejiogbe e uma marcação &gi* branco' em sua alma direita, deois ela lhe
mostrou as V\] &Ota legbeje' edras em frente e fora da casa de Or#5a $8lá e direcionou-o a ir e
sentar no too de uma edra branca no meio. Em seu novo en2oval, ele foi se sentar lá, enquanto os
outros eseravam em uma c[mara de +eus.
+eois Or#5a $8lá erguntou aos outros or quem eles ainda estavam eserando e todos eles
resonderam que eles estavam eserando or Ejiogbe. Or#5a $8lá então erguntou-lhes elo nome
do homem que estava sentado lá fora. $em mesmo eles uderam reconhec<-lo como Ejiogbe. Or#5a
$8lá orientou-os a ir e restar reseitos ao homem. .m a1s o outro eles foram se rostrar e tocar o
chão com suas cabeças nos és da onde Ejiogbe estava sentado. Em seguida Or#5a $8lá
formalmente roclamou Ejiogbe como o rei dos Olodus da fam#lia de (r)nm.lá. @uase que
unanimemente, todos os outros Olodus se quei2aram aborrecidos demonstrando sua desarovação
ela nomeação do mais novo Olodu ara chefiar entre todos eles. $este onto +eus lhes erguntou
como eles reartiram os animais que ele tinha dado a eles durante os sete dias no er#odo de
avaliação. Eles e2licaram como eles os dividiram. Ele lhes erguntou a quem foi dada a cabeça de
cada um desses animais e eles confirmaram que tinham dado ara Ejiogbe. Or#5a $8lá então
e2clamou que foram eles que voluntariamente aontaram Ejiogbe ara ser o seu Bei, orque quando
a cabeça está fora do coro, o resto não tem vida. Com aquela observação eles todos se disersaram.
@uando eles dei2aram o alácio de Ori5a $8lá, todos eles decidiram render Ejiogbe em seus fortes
braços. $ão aenas resolveram não se reconciliar com ele como também decidiram nem servi-lo
nem visitá-lo. !ntes da disersão Ejiogbe comAs um oema o qual ele usou como um
encantamentoG
Oja nii Ei o"o jaa,
O"u"u oni Eoo "o "on "uu
%Ee !EiEo Eiiga aEiEa deenu,
%Ee Or#re Eii gun Or#re deenu,
Etuu Eii olo tu "on nimo,
%nu lo otin ire efo ebire "a.
Com aquele encantamento esecial, eserava neutrali*ar todas as maquinaçLes maléficas contra ele.
Ele usou algumas esécies de folhas ara este ro1sito. !1s aquele incidente, eles lhe disseram
que antes não odiam aceitá-lo como rei, ele teria de banqueteá-los comG
W^^ cabaças de inhame assado.
W^^ otes de soa rearada com diferentes tios de carnes
W^^ cuias de vinho.
W^^ cestas de obi, etc, dando lhe sete dias ara organi*ar o banquete.
C desnecessário di*er que arecia uma tarefa imoss#vel orque eles sabiam que Ejiogbe não
oderia bancar financeiramente um banquete daquele tamanho. Ejiogbe sentou-se lamentando de
sua obre*a, e a ersectiva de se tornar um astor sem rebanho. Entrementes, 45u veio a eles ara
descobrir a causa de sua melancolia e ele e2licou que não tinha dinheiro dison#vel ara financiar
esmeradamente o banquete solicitado elos Olodus, antes de eles oderem aceitar se submeter a ele.
45u relicou que o roblema seria resolvido se Ejiogbe lhe desse mais outro bode. Ejiogbe não
erdeu temo em dar o outro bode ara 45u. !1s comer o bode, 45u avisou-o a rearar aenas
uma de cada de todas as coisas necessárias ara o banquete e ara fa*er cento e noventa e nove
reciientes adicionais cheios de cada item e enfileirá-los fora do salão do banquete no dia indicado.
Ejiogbe seguiu a recomendação de 45u adequadamente, neste meio temo, cada um dos Olodu tinha
estado fa*endo ilhérias dele, já que eles sabiam que não havia jeito ara Ejiogbe oder
rovidenciar o banquete.
$o sétimo dia, eles começaram a visitá-lo um a um ara confirmar se ele estava certo com o
banquete, já que eles não ouviram o som do socar do ilão vindo da sua co*inha, acreditaram que
não iria haver banquete mais tarde. Entretanto, tendo ainda fora os otes cheios, 45u foi ara o salão
e ordenou uma rearação s1 ara multilicar em otes cheios. %nstantaneamente, todas as cabaças,
otes de soa, cuias, cestas, etc, estavam cheias com rearados frescos e o banquete estava ronto.
!ssim que OFeEu-3eji chegou ao banquete descobriu o que estava acontecendo, ele ficou atAnito
em ver que o banquete estava ronto deois de tudo. >em eserar or um convite formal, sentou-se
ara servir a si mesmo a comida.
Ele foi seguido adequadamente or %"Or#-3eji, %di-3eji, Obara-meji, OEonron-3eji, %rosun-3eji,
O"anrin-3eji, 6g)nda-3eji, Osa-3eji, Otura-3eji, %rete-3eji, EEa-3eji, EturuEon-3eji, Ose-
3eji e Ofun-3eji. !ntes de erceberem o que estava acontecendo, eles tinham jantado tudo e
bebido ara a alegria de seus coraçLes.
!1s o banquete, todos eles carregaram Ejiogbe acima de suas cabeças e começaram a dançar em
rocissão cantandoG
U!gbee geege, !gbee /abaa, !gbee geege, !gbee /abaa.U
Eles dançaram em rocissão através da cidade. @uando chegaram ; margem do oceano, Ejiogbe
lhes disse ara colocá-lo no chão e ele cantou em louvor dos !"o que fi*eram a divinação ara ele e
do sacrif#cio que ele fe*. Com o que ele foi coroado formalmente o rei dos a1stolos de (r)nm.lá,
com o t#tulo de !EoEo-OloE)n.
$este momento, ele sacrificou carac1is na margem do oceano e foi o )ltimo sacrif#cio que ele fe*
antes de se tornar r1sero e o trono começou a florescer e vicejar.
CONTROVÉRSIA ENTRE EJIOGBE E OLOFEN
Em sua osição como o Bei dos Olodu, Ejiogbe ficou muito rico e famoso. 7reocuado com a
resença de um oderoso rei em seus dom#nios Olofen, o tradicional governador de %fé, reuniu um
e2ército ara guerrear com Ejiogbe. Entrementes Ejiogbe, teve um sonho no qual ele viu que um
ataque sobre ele era iminente, então convocou um !"o chamado Oole jagida, Olue 7eroja &um
fácil acordo vence a hostilidade' ara fa*er o jogo ara ele. 0oi avisado a mandar vir um orco
esinho &OEha em /ini e %rere em ,or-bá' o qual seria usado ara reara uma refeição, mas ele foi
avisado a não comer nada disto. Dodos os outros resentes se regalariam com ele.
Conseq?entemente a trama contra ele se redu*iria a *ero. $ão muito mais tarde, quando Olofen viu
que Ejiogbe já estava bem r12imo e se tornando cada ve* mais oular do que ele, recrutou outro
time das mais velhas da noite ara lutar com ele. Ele foi mais uma ve* ao mesmo !"o o que o
avisou ara ele mandar vir um ouriço &!EiEa em ,or-bá e EEhui em /ini' ara outro sacrif#cio. O
sacerdote de %fá adicionou folhas imortantes e usou-as ara rearar também outro banquete,
avisando a Ejiogbe mais uma ve* ara não comer.
!1s o banquete, aqueles designados or Olofen ara atacá-lo diabolicamente se tornaram
igualmente assustados ara enfrentar Ejiogbe.
!1s cada banquete, o !"o tinha coletado a cabeça, o couro e os ossos dos dois animais. @uando
Olofen descobriu que Ejiogbe ainda estava na cidade e tão oular como semre, ele convocou o
ovo ara ublicamente e2ulsá-lo. 3ais uma ve* Ejiogbe convocou o sacerdote que o avisou ara
rovidenciar um bode e um ant#loe inteiro ara um sacrif#cio esecial ara 45u.
Ejiogbe egou os dois animais ara fa*er sacrif#cio ara 45u. O !"o usou a carne ara fa*er outro
banquete do qual Ejiogbe foi avisado ara não comer. 9ogo deois &; tarde' go*ando o banquete, o
ovo sustentou que eles não tinham como e2ulsá-lo da cidade de %fé.
$este onto Olofen decidiu or uma nova estratégia comletamente diferente. Ele convidou
Ejiogbe ara uma refeição em seu r1rio alácio, em tr<s dias. $o dia indicado, Olofen requisitou
ao seu carrasco real ara se osicionar em emboscada or Ejiogbe e assassiná-lo durante a sua
jornada ara o seu alácio. !ntes de sair de casa ara o alácio de Olofen, Ejiogbe foi ao altar de
45u com um obi, uma colher cheia de 1leo de alma e um caracol ara invocá-lo através de um
encantamento ara escoltá-lo, já que não sabia que trama o aguardava neste momento. !ntes de
verdadeiramente se colocar a caminho, ele fe* seu r1rio signo no chão e reetiu outro
encantamento. !ssim ele caminhou r12imo de todos os carrascos sem nenhum incidente e chegou
seguramente ao alácio. Olofen ficou surreso em v<-lo e desde que não tinha nada na verdade ara
discutir o jantar terminou como começou. Olofen tinha certe*a de que seus carrascos o egariam em
seu retorno ara casa. @uando os carrascos eseravam ara desferir o gole fatal em Ejiogbe, foi o
momento em que 45u interviu.
!ssim que Ejiogbe se aro2imou dos carrascos, 45u chamou o ant#loe com o qual Ejiogbe tinha
feito o sacrif#cio ara se tornar inteiro de novo e saltar sobre o meio dos assassinos na emboscada.
@uase que imediatamente, eles todos abandonaram sua vig#lia e erseguiram o ant#loe até que eles
chegaram ao alácio de Olofen. Como o ant#loe entrou no alácio, houve um andemAnio geral e
uma luta comunal na cidade de %fé. Enquanto a agitação acontecia, Ejiogbe tranq?ilamente retornou
acificamente ara sua casa sem molestação alguma. 7or outro lado, Olofen acusou os assassinos
que enviou ara a tocaia de Ejiogbe de falhar em levar a cabo as suas instruçLes, todos eles foram
encarcerados.
0oi Ejiogbe quem mais tarde foi ao alácio ara surimir a confusão que tinha sido criada elo
mistério do ant#loe. Ele usou sua tábua de divinação e outro encantamento ara o retorno da a* e
tranq?ilidade mais uma ve* a %fé.
+eois disso Ejiogbe convocou todos os sacerdotes de %fá, chefes e mais velhos da cidade ara um
banquete rearado com uma vaca, cabras e galinhas ara agradecer a (r)nm.lá, a divindade da
sabedor#a. !1s a refeição, ele resolveu nunca mais se confraterni*ar com Olofen. Então cantou em
louvor ao !"o que o viu através do incAmodo de Olofen e de 45u que usou o ant#loe com o qual
ele fe* sacrif#cio ara esalhar seus inimigos.
7or esta ra*ão é que em todo .gbodu, ao filho de Ejiogbe é roibido orco-esinho, ouriço e
ant#loe a artir deste dia, orque estes foram os animais usados ara combater os lanos maléficos
de Olofen contra ele.
%sto também e2lica orque os filhos de Ejiogbe não se dão bem com nenhum rei ou Oba em seus
dom#nios.
A BATALHA DE EJIOGBE COM A MORTE
!gora ficou claro o que Ejiogbe assou na mão de todos os inimigos oss#veis e imagináveis,
orque ele resistiu em defender os seus bons objetivos. Ele tinha sobrevivido aos roblemas dos
leigos e dos sacerdotes da mesma maneira de sua fam#lia, dentre as divindades, e do Bei. 0oi, então
a ve* da morte tomá-lo em combate.
O nome do !"o que fe* o jogo ara ele nesta ocasião foi %Eu _ie ja nile Olodumare !ron Eiija nile
Olodumare. &! morte e a doença não fa*em guerra na casa de +eus'. Ejiogbe foi avisado que ele
morreria antes do fim daquele ano. Baidamente ele fe* sacrif#cio com du*entos sinos e um bode
ara 45u. O sino semre soará ois ele não morre. O sino foi rearado or dois !"o ara ele estar
soando toda manhã, com o que ele foi caa* de sobreviver ao final do ano e muito além.
Este é o tio de sacrif#cio que é feito quando Ejiogbe surge no jogo e redi* a morte do consulente.
@uando a morte viu que Ejiogbe tinha sobrevivido a ele naquele ano, fe* uma nova tentativa com
um r12imo lano ara deter a resiração dele dentro de sete dias.
Dão logo a 3orte estabeleceu sua m1rbida estratégia, Ejiogbe teve um sonho naquela noite e a viu
airando ao seu redor. Ele raidamente convocou seus subordinados ara fa*er a divinação. O !"o
chamado .na OEe, rororo moota, lhe disse que a morte o tinha marcado ara ser abatido em sete
dias. Ele foi informado a fa*er sacrif#cio com um bode, uma galinha e vinte obi. O bode e o galo
foram dados a 45u e ele iria quebrar cada um dos vinte obi ara %fá durante o er#odo de vinte dias.
Ele estava abrindo os obi de %fá e então disseG 3e dei2e viver ara quebrar obi ara %fá no r12imo
dia. >eja qual for o edaço de obi ara o %Ein ele nunca morre.
$o final ele viveu até os r12imos quin*e anos.
CARACTER!STICAS NOT"VEIS DE EJIOGBE
Em um oema esecial, Ejiogbe revela que se ele surgir no .gbodu ara uma essoa que é muito
clara, a aternidade da mesma deverá ser meticulosamente e2aminada orque talve* haja algum
temor sobre isto. Ele enfati*a que se a verdade sobre a ascend<ncia do ne1fito não for e2aminada, o
risco de morte rematura é muito real. Ele di* que ninguém iria censurar a (r)nm.lá sobre a morte
rematura de um iniciado se a verdade não é dita sobre a dulicidade de sua aternidade. Ele insiste
que há meio da essoa, esecialmente se ele é bai2o, irá semre ser r1sero na vida.
7or outro lado, ele roclama enfaticamente que se ele surge no .gbodu ara uma essoa negra e
alta, ele deve ser o verdadeiro filho de Ejiogbe. Ele não aenas irá roserar, mas será famoso e
oular. ! essoa será sem d)vida honrada com um t#tulo alto ou tradicional mais tarde na vida,
roorcionando a ele caminho livre ara %fá assisti-lo. ! essoa não será dada a jogos de traaças
sujas ou ambival<ncia.
Ele di* que é o iniciado ara Ejiogbe que sofrerá traição e o dobro da conduta.
+e um modo geral a criança de Ejiogbe tem muita dificuldade ara suerar barreiras antes de ver a
ribalta.Dodas as crianças de Ejiogbe devem de qualquer modo se abster de comer carne de alguns
animais, ant#loe, ouriço &EEhui em /ini e !EiEa em ,or-bá', orco esinho &OEhaen em /ini e
.ruree em ,or-bá'. Os filhos de Ejiogbe deverão também tentar evitar comer uma fruta arecida
com a banana e inhame vermelho a fim de revenir o risco de uma dor de estAmago.
@uando Ejiogbe au2ilia alguém, ele fará então sinceramente. >e or outro lado ele é afrontado
acerca de uma agressão, destr1i irrearavelmente. 0ilhos de Ejiogbe são or outro lado muito
erseverantes e bondosos. !inda assim ele é totalmente caa* de mudar a sorte orque (r)nm.lá
não acredita nas imossibilidades, como odem ser vistas no oema a seguir comosto or Ejiogbe.
U7essoas com ro1sitos sérios não ouvem o ássaro cantando a canção do infort)nio.
+ificuldades e roblemas fa*em surgir o melhor do homem.
7aci<ncia e sacrif#cio fa*em o imoss#vel se tornar oss#vel.
+<-me um roblema dif#cil ara resolver que os céticos ossam assim crer, me d< uma guerra ara
romover que homens ossam erceber então a força das divindades.
!render com infort)nios assados é ser sábio, não arender com os erros anteriores é insensate*.
! essoa que falha em fa*er sacrif#cio justifica o adivinho.
$o momento em que alguém ignora os conselhos torna o conselheiro um rofetaU.
O homem que arende com a disuta e o homem que não arende na disuta &!jaagbon, !agabon'
eram os dois emregados de Ejiogbe que fi*eram o jogo ara a região de ri2a. Eles avisaram o ovo
a fa*er sacrif#cio com cinco cães, sete tartarugas e sete carac1is, deste modo eles seriam fortes ara
se libertar dos conflitos incessantes.
Eles foram juntos e fi*eram o sacrif#cio, dois de cada dos materiais sacrificiais foram oferecidos a
6g)n, que com OsonFin estão semre fermentando conflitos ara a cidade. +uas de cada uma das
v#timas sacrificiais, e2cluindo os carac1is &OsonFin tem roibição de carac1is' foi dado a OsonFin.
@uatro carac1is foram oferecidos ; divindade da terra. Os tr<s cachorros restantes foram rearados
e levados a vagar ao redor na cidade.
C or conta deste sacrif#cio que alguns filhos de Ejiogbe são avisados a fa*er criação de cães.
Os cães logo começaram a se rerodu*ir e multilicar. .ma ve* 6g)n estava tra*endo roblemas
ara a cidade e todos os cães começaram a latir ara ele. Com raiva, 6g)n erseguiu e matou um
dos cães ara comer. +esta forma abandonando sua missão.
7or sua arte, algum temo deois, OsonFin se aro2imou da cidade ara causar o caos, o chão
liberaria então em abund[ncia carac1is na linha de seu caminho. ! visão dos carac1is semre o
aborreceria e ele iria embora.
!ssim foi como a* e concord[ncia substituem o tumulto e a disc1rdia na cidade.
%sto e2lica orque cães latem ara sacerdotes de 6g)n até hoje.
$ormalmente quando Ejiogbe surge no .gbodu durante uma iniciação, antes da cerimAnia se
comletar, há certe*a de que haverá chuva forte. O sacerdote de %fá que fe* esta revelação sugeriu
que ele teve uma e2eri<ncia essoal. Ele recorda que durante a sua r1ria cerimAnia de iniciação
em V`Ta, não tinha havido chuva durante cinco meses em Ondo. !té mesmo o Osema"e de Ondo
tinha convidado os fa*edores de chuva ara indu*ir a chover, mas não caiu nenhuma gota de chuva
forte.
@uando o sacrif#cio ara o seu %fá, que aconteceu ara ser Ejiogbe, estava sendo rearado, os !"o
lhe disseram que antes dos sacrif#cios estarem comletos haveria uma chuva muito forte. $aquele
momento o calor do sol era tão forte que ele simlesmente descartou aquela redição como
conversa tola. !ntes que o sacrif#cio estivesse a meio caminho do término, o temo tinha mudado.
@uando ele foi informado a entregar o sacrif#cio no altar de 45u ; chuva se tornou tão forte que ele
não conseguia alcançar o altar or conta do aguaceiro. +e acordo com o !"o OmoruFi EdEaFi,
aquela foi ; rimeira maravilha que (r)nm.lá fe* ara ele. +esde então ele tem e2erimentado
muitos outros momentos maravilhosos.
O ENIGMA PARA OS A#O
!1s ouvir o melhor das atividades de (r)nm.lá nos dias de Ejiogbe, o rei de %fé decidiu testá-lo
juntamente com outros !"o na e2ectativa de tolher a sua crescente oularidade. O rei egou uma
cabaça e nela colocou uma esonja e sabão usado or uma moça recém-casada na lua de mel. Ele
também adicionou can"ood &Osun' e um edaço de tecido de algodão fino reto da bndia &!sho
Etu' e amarrou a cabaça com uma eça de roua. O Bei então a colocou no seu altar de %fá, deois
do que ele convocou os !"o ara vir e descobrir o conte)do da cabaça. Dodos os !"o tentaram e
falharam até que foi a ve* de um !"o chamadoG
!daro eeEu
asha "o EooEuta
oEe olobitun ofiFi she oEe.
Ogbo ogbo ogbo,
.m dos reresentantes de Ejiogbe.
!ssim que ele estava acomodado, ele soou seu bastão &.roEe' na bandeja divina &aEaEo' e Ejiogbe
surgiu. Ele então nomeou os materiais a serem usados ara fa*er sacrif#cio, como esonja e sabão
usados no banho de uma noiva no dia do casamento, can"ood &osun' e um tecido reto. O rei havia
recebido a resosta que ele queria e ficou muito satisfeito. Ele então recomensou o !"o com um
t#tulo de chefia e quatro esosas, duas negras e duas brancas.
POEMAS DE EJIOGBE PARA O PROGRESSO E PROSPERIDADE
E$% - >hee inoo ni moo
E:% - :iji eEon agbo oji - eejaa.
ED! - 3aa taaEu nu, 3aa Daarun daanu.
EB%$ - /i a baarin, adife ooFe la agbo.
!B.$ - 3aarun Eaasha, maada mi.
E0! - Efa ufe, efa ono ouniti eruEoo.
E:E - /i aghoro ba tii shoro, aaEiije.
E:O - ."aanmi aajo, eFin mi aajo.
E>!$ - ."aami aasuon, EFinmi aasuon.
E$O - %noo "ale aFo, Euroiita.
O_O$9! - Elereni eleno diiro
!lara, Eleno diiro !jero, eleno odiro
Oba ado, ooni OEa siru Eleno diiru re.
Osemo"e aamu udu ghaaran
eleno diirure, Orunmila ome EiEan
eeEun ro rabe eleno diiru re.
Da ago, Deeru niiso ni ile oloja
Jbelemi soomi eeon ni nuule !lade
!asofun olu"are Fi aalesio.
Dradução
V. .ma essoa soma &acrescenta, adiciona' ao que ele já tem.
W. $ão imorta o quanto os test#culos de um carneiro balancem, não odem ser searados do
seu coro.
a. Eu sobreviverei ;s mãos geladas da morte.
\. .ma longa discussão leva alguém até %fé.
T. @uando eu como fogo, eu o engolirei.
]. ! en2ada arrasta as dádivas domésticas ara dentro e ara fora de casa.
c. @uando um sacerdote serve a sua divindade, leva sete dias.
d. Eu roserarei na vida tanto mais temo ficar.
`. Eu serei bem sucedido na vida e doravante.
V^. !Fo s1 ode ser interretada or seu conte)do.
VV. !enas uma amostra equena de resentes reseitáveis é resenteada aos Beis de !ra, %jeto
e /ini. !enas uma arcela reseitável das dádivas é aresentada.
+ádivas ara o Ooni de %fé, Osemo"a de Ondo e (r)nm.lá são aresentadas aos montes.
!s unhas do tigre não são usadas como faca ara lacerar o coro humano.
O carregador de dádivas descarrega sua bagagem em frente ao reciiente mais velho ara o
qual é designado.
Carregando e descarregando da mesma forma que o indo e vindo nunca termina na casa das
formigas e cuins.
! essoa será avisada a1s uma cerimAnia esecial que vá com este oema, que rogresso e roe*as
semre ficarão com ele. Der muita caacidade de crença erante os !"o ode au2iliar a e2ecutar
esta cerimAnia esecial ara o filho de Ejiogbe.
A$PETEBI ABORRECE EJIOGBE
Ejiogbe era conhecido or ser articularmente aciente e tolerante. .m dia, uma de suas esosas
irritou-o tanto que ele decidiu sair de casa em f)ria.
$o caminho ele encontrou os seguintes agentes de destruição, um a1s outro, 45u, 0eiticeira,
!biEu, +oença e 3orte. Cada um erguntando onde ele estava indo com tanta f)ria e fumaça. Em
resosta ele lhes disse que estava saindo de casa orque sua esosa que não estava lhe ermitindo
ter a* de es#rito. Cada um deles se comrometeu a retornar com ele ara casa ara negociar com a
esosa ofensora.
P noite Ejiogbe artiu ara casa, a esosa ofensora teve então um sonho no qual a assustaram tanto
que ela decidiu ir a um divinador na manhã seguinte. Ela foi avisada que o infort)nio, doença e
morte s)bita estavam em seu encalço orque (r)nm.lá a tinha denunciado ara os altos oderes.
Ela foi informada a varrer e limar a casa, lavar suas rouas e rearar um banquete em m)ltilos
de cinco, tios de soa, inhame assado, carnes, vinho, obi, água, etc, de encontro ao retorno do seu
marido e aresentar o banquete de joelhos ara tão logo ele retornasse ara casa.
Ejiogbe esteve fora or cinco dias, como ele retornou no quinto dia, todas as cinco divindades o
seguiram até sua casa.
!ssim que eles chegaram ; entrada rincial de sua casa, ele lhes disse ara eserar e ele foi ela
entrada dos fundos. Em lágrimas esosa ofensora se ajoelhou ara abraçá-lo e imlorar or seu
erdão.
Ela lhe deu um jantar farto, e um ara todos os dias que ele esteve fora. >endo um homem com um
coração mole como era, Ejiogbe juntou o banquete e deu-o as cinco divindades que estavam
eserando fora. !1s comerem, eles se direcionaram ara atacar a mulher, mas Ejiogbe lhes disse
que ela tinha se arreendido or suas transgressLes, osto que fora ela quem rearara o banquete
que eles tinham justamente areciado. Ele relembrou-lhes de uma regra divina de que ninguém
ode matar aquele que os alimentou.
!ssim foi como ele salvou sua esosa da destruição.
@uando Ejiogbe surge na divinação ara uma mulher casada lhe será edido ara rearar o
banquete acima mencionado em m)ltilos de cinco, or ela ter ofendido seu marido tanto que as
divindades da destruição a tem erseguido em f)ria.

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