You are on page 1of 18

O Tiro com Armas de Ar Comprimido –

(Rev. 1)
with 47 comments
Munição farta e barata, ausência de estampido e de fumaça,
entraves legais inexistentes, facilidade de locais para
praticar… Só essas características já servem para fazer do tiro
com armas de ar comprimido uma diversão garantida,
inclusive acessível a atiradores de tenra idade.
Historicamente existem relatos de armas que propeliam
algum tipo de projétil, via ar comprimido, desde o século XV.
Basicamente se resumiam a um cano ligado a um reservatório
esférico, feito de cobre ou latão, no qual se comprimia ar
através de uma bomba rudimentar. Um mecanismo de disparo
simples abria um tipo de válvula, que permitia a vazão dessa
pressão armazenada para o interior do cano, impulsionando
assim o projétil para fora. Porém, foi a partir do século XVIII
que, principalmente na Europa, começaram a se difundir
mais, utilizadas em tiro esportivo tanto em ambientes
fechados como para a caça de pequenas aves.
Uma das mais impressionantes armas desta época foi
desenvolvida por Girandoni, na Áustria , em 1779. Constava
de um reservatório cilíndrico de ar que podia ser destacável,
podendo ser trocado por outro, devidamente carregado, de
forma muito rápida. Cada reservatório podia disparar até 20
pesadas esferas de chumbo, com cerca de 13 mm de
diâmetro e letalmente eficientes até uma distãncia de 100
metros. Sua cadência de tiro atingia cerca de 20 disparos por
minuto, tudo isso sem ruído e sem fumaça. Uma guarnição de
500 homens armados podiam arremessar mais de 300.000
balotes em cerca de meia hora – coisa inimaginável numa
época em que os fuzis militares eram de retrocarga, um tiro
por vez, e utilizavam o sistema de pederneira para disparar.

Fuzil de ar comprimido de Bartolomeu Girandoni, cerca de
1780, com seus acessórios: tubo de ar, ferramentas de
desmontagem e bomba para enchimento. (Foto: Beeman Gun
Co.)
Já na Inglaterra do século XIX a popularidade era enorme,
surgindo campeonatos de tiro específicos para armas de ar
comprimido em várias localidades. Desde então, essa
modalidade de tiro virou uma mania, extendendo-se também
para a América, onde se consolidou com o surgimento de
inúmeros fabricantes e modelos. Porém, nossa intenção neste
artigo é nos dedicarmos mais aos tipos de armas e
modalidades de tiro praticadas a partir do século XX.
Desde as primeiras décadas, fabricantes europeus e norte-
americanos começaram a vender armas de ar comprimido de
boa qualidade, durabilidade, precisão e de custo acessível. Na
Europa, fabricantes como BSA da Inglaterra e Diana (hoje,
RWS) da Alemanha dominaram o mercado com armas
excelentes, seguidas depois pela Gamo, da espanha. Nos USA,
Crosman, Benjamin Sheridan, Daisy, Remington e Beeman
inundaram o país com uma variedade enorme de modelos e
preços para todos os gostos. No Brasil, a partir da década de
50 e 60 fabricantes como Rossi, Urko e CBC aderiram à esse
nicho do mercado e venderam milhares dessas armas a
preços bem mais acessíveis do que os das carabinas
esportivas em calibre .22 LR.
Hoje, com o endurecimento das leis que regulam aquisição,
posse e porte de armas de fogo no Brasil e em outros países
como Canadá, Inglaterra e Austrália, as armas de ar
comprimido estão cada vez mais ganhando adeptos devido à
vários fatores: facilidade de aquisição, pelo fato de não serem
consideradas armas de fogo e, portanto, livres de embaraços
e limitações legais; munição facilmente obtida e de preço
muito mais acessível do que o mais acessível calibre de arma
de fogo, que é o .22 LR; trata-se de uma forma de tiro,
digamos, ecológico: não polui o ar com queima de propelente
e o ruído gerado é infinitamente menor que os estampidos de
armas de fogo.
Resumidamente falando, as atuais armas de ar comprimido,
sejam elas curtas (pistolas) ou longas (carabinas), se
encaixam basicamente nestes seguintes sistemas:
Tipos de armas de ar comprimido
Pistão impulsionado por mola:
É um dos mais usados, baratos e simples dos sistemas.
Geralmente a arma possui seu cano basculante, articulado em
um eixo que, ao ser rebatido, impulsiona através de uma
alavanca, um êmbolo no interior de um tubo de aço. O
êmbolo comprime uma mola helicoidal bem forte e resistente,
e fica retido em seu curso final, pelo mecanismo de disparo.
Com o cano ainda rebatido, coloca-se o projétil. Ao se fechar
o cano, um um anel de borracha age como elemento de
vedação para evitar escape de ar pelas juntas entre cano e o
tubo de ar. Ao se puxar o gatilho, liberta-se o êmbolo que,
fortemente arremessado para a frente pela força da mola,
gera uma compressão instantânea no interior do tubo. O ar
então passa através de um orifício, alinhado com o cano, e
arremessa o projétil para fora da arma. Em alguns modelos
mais sofisticados, o cano não bascula e sim, uma alavanca
posicionada abaixo dele é usada para comprimir a mola,
como nas Gamo Stutzen, ou mesmo lateralmente, como nos
antigos modelos da Feinwerkebau. É, de longe, o sistema
mais popular utilizado no mundo. A velocidade máxima do
projétil desses tipos de carabinas se situam em torno de 380
m/s.

Carabina Gamo modelo Stutzen, cano fixo e ação de armar
por alavanca posicionada abaixo do cano. (Foto: Industrias El
Gamo, SA)
Pneumática de múltipla ação ou de ação única:
Neste sistema, existe um êmbolo no interior de um tubo
estanque, similar aos das armas com mola, porém sem essa
última. Através de uma alavanca externa, o ar é comprimido
dentro desse tubo pelo êmbolo, em uma só ação (bombada)
ou em várias delas. Neste caso, quanto mais vêzes a bomba é
acionada, mais pressão vai se acumulando no interior do tubo
e consequentemente, mais disparos com uma mesma carga
de ar, ou mais potência, podem ser obtidos. Alguns modelos
possuem um dispositivo de regulagem de saída do ar, onde
se pode ajustar a potência da arma. As vantagens desse
sistema é que se pode disparar vários tiros sem a necessidade
de se armar todas as vezes. Na maioria dos casos, o cano
dessas armas é fixo ao cilindro de ar e isso evita vazamentos
e perda de potência.
Gas e CO² :
Não muito comuns hoje em dia, em virtude do processo ser
de manufatura dispendiosa. Consiste de um cilindro de metal
previamente prenchido com dióxido de carbono (CO²) ou
nitrogênio a baixa pressurização. Uma vez a arma
engatilhada, geralmente por uma alavanca auxiliar, um
êmbolo aumenta a pressão interna consideravelmente antes
do disparo. Uma das grandes vantagens deste tipo de arma é
a ausência de recuo, ruído e de vibração, uma vez que não
existem peças internas, de massa elevada, se movimentando,
como ocorre com os modelos de pistão. Além disso, evita-se
o impacto e a parada repentina do êmbolo de mola chegando
ao final de seu curso, responsável pela trepidação muito
comum naquelas armas. Os modelos que utilizam CO² ainda
se mantém em razoável utilização, principalmente em pistolas
de competição. Possuem a vantagem de ter seus cilindros
facilmente removidos, de forma que o atirador poderá
transportá-la com dois ou mais deles, pré carregados, e
substituí-los rápidamente. O CO² tem uma boa característica
que é a de poder manter constante por mais tempo, a pressão
interna do cilindro, de forma que a maior parte dos disparos é
feita com a mesma potência, fator de grande importância em
provas e competições. Porém, há uma característica negativa:
dependendo da temperatura ambiente, a velocidade inicial do
projétil pode variar. Mas, assim mesmo, é um propelente
barato e de fácil aquisição. Esse sistema é ainda muito
utilizado em armas direcionadas ao tiro de diversão
(plinking), pois permite facilmente a fabricação de armas
semi-automáticas, utilizando carregadores para vários
projéteis, algumas delas simulando armas de fogo reais em
peso e dimensões. Aqui no Brasil, deve-se tomar um certo
cuidado com essas armas pois elas podem ser legalmente
interpretadas como simulacros (cópias idênticas mas não
funcionais, de armas reais), o que é proibido por lei.
Pneumática pré-carregada (PCP):
Atualmente é o sistema mais bem elaborado, cômodo e
confortável, principalmente para a atividade de tiro de
competição. São equipadas com cilindros de ar que podem
ser facilmente trocados através de uma montagem rosqueada.
Em tese, são muito similares às descritas acima, com a
diferença somente no tipo de propelente usado, no caso, ar
puro. O custo operacional das armas deste tipo é bem mais
baixo do que as de CO², pois torna qualquer atirador, em sua
própria casa, munido de uma bomba manual, de pedal ou um
mini- compressor elétrico usado para encher pneus de
bicicleta ou automovel, apto a carregar seus cilindros, de
forma muito simples e sem custo algum. Quase todos os
fabricantes de carabinas e pistolas, utilizadas hoje para tiro
olímpico e de competição, usam esse sistema, tais como
Anschütz, Walther, Feinwerkebau, Steyr, Morini, FAZ Domino e
muitas outras.
Reservatório:
Atualmente em desuso, mas historicamente foram as
primeiras armas de ar comprimido a serem desenvolvidas.
Basicamente são similares às pneumáticas de acão única ou
múltipla, mas geralmente seus reservatórios são embutidos e
não conseguem ser destacados da arma. Isso facilita a
construção e a manutenção mas perdem em flexibilidade pois
a própria arma deve estar no local da recarga, quando
necessária.
GAS Ram:
Trata-se de um sistema elaborado inicialmente pela empresa
SMS Airguns, visando a substituição da mola de aço comum,
nas carabinas de ar comprimido, por um cilindro (uma
espécie de pistão a gás). Já existem kits de substituição à
venda no Brasil para diversas carabinas nacionais e
estrangeiras. Possui uma boa vantagem sobre o sistema de
mola devido ao fato de eliminar a vibração natural das molas
ao se expandirem e na “batida” final do êmbolo, bem como
maior durabilidade e inexistência da fadiga que ocorre,
inveitavelmente, nas molas tradicionais.
Tipos de projéteis
Resumidamente, as armas de ar comprimido disparam
projéteis de chumbo esféricos, conhecidos como “BB guns”,
em armas providas de canos de alma lisa (sem raiamento), as
setas metálicas, muito usadas para tiro de diversão,
geralmente em alvos de madeira, e os projéteis de chumbo
desenvolvidos para canos raiados, os populares chumbinhos,
de longe os mais utilizados no mundo.
Trata-se de projéteis feitos de chumbo, normalmente ôcos e
abertos na parte posterior, e com uma infinidade de tipos de
“cabeças”: cônicas, arredondadas e chatas. O projeto de
chumbinho mais utilizado mundialmente é o chamado diabol
ô, seu desenho foi idealizado tendo em
mente manter a estabilidade em sua tragetória. Os calibres
são, basicamente, o 4,5mm ou .177 na nomenclatura norte-
americana e o 5,5mm (.22). O calibre 6,35mm (.25) também é
oferecido por alguns fabricantes, mas ainda não tão popular
como os demais. Não só a variedade de formatos , o preço e
também a qualidade dos projéteis oferecidos ao redor do
mundo, são enormes.
De modo geral, e pelo relativo baixo valor de aquisição, a
munição importada é sempre mais indicada do que a de
fabricação nacional, essa, na quase totalidade é de péssimo
acabamento e precisão. Pode-se encontrar no Brasil, ou em
lojas do ramo ou nos meios de atiradores, munição importada
de alta qualidade a preços baixos. Uma lata de 250 chumbos
da Gamo, por exemplo, importada pela Taurus, custa em
média de R$ 13,00 a R$ 15,00.

Dois dos melhores “chumbinhos” para tiro de precisão
existentes no mundo: o RWS Meisterkugeln e o Haendler &
Natermann Finale Match.
Latas com 500 chumbos de fabricação alemã, utilizados por
atiradores em competições olímpicas, como os da RWS ou da
Haendler & Natermann, ficam em torno de R$ 35,00 a R$
40,00. Mesmo assim, há de se convir que o custo de R$ 0,08
por tiro é bastante acessível. A título de comparação, a preços
médios de mercado, um cartucho de calibre .22 LR custa em
torno de R$ 0,60 cada.
O acabamento perfeito, polido, sem rebarbas e com precisão
de medidas em todos os chumbinhos, principalmente no
diâmetro, é algo que não se obtém facilmente. Daí a
necessidade de se utilizar munição de boa qualidade
principalmente se o atirador deseja praticar seriamente o
esporte do tiro. Para tiros casuais, com o intuito de diversão,
não é premissa se utilizar de munição mais dispendiosa.
O tiro de ar comprimido no Brasil
Como já citado anteriormente, após a entrada em vigor do
Estatuto do Desarmamento em outubro de 2004, as leis em
vigor começaram a dificultar em muito a atividade dos
atiradores esportivos que se utilizam de armas de fogo que,
hoje, sofrem para se adequarem às exigências legais no que
se refere à aquisição de armas, munições, registros e seu
transporte aos locais de treino e de competição. Além disso, a
alta carga tributária que o governo impôs sobre armas,
munições e acessórios, infelizmente transforma a prática
desse esporte em uma atividade elitizada, onde somente
pessoas com razoável poder aquisitivo conseguem praticar.
Devido à isso, nota-se uma grande migração de atiradores de
tiro esportivo para as armas de ar comprimido, onde os
entraves burocráticos e percalços legais “ainda” não afetaram.
Resumidamente pode-se praticar no Brasil as seguintes
modalidades de tiro, utilizando-se de armas de ar
comprimido: pistola de ar a 10m (olímpica), carabina de ar a
10 metros (olímpica) e carabina de ar mira aberta, 10 metros,
a mais popular e acessível das modalidades. Na pistola de ar,
o alvo é posicionado a 10 metros e possui o diâmetro central
de 11,5 mm (mosca). Na modalidade carabina, o alvo se situa
também a 10 metros mas possui o diâmetro interno de 5,0
mm (mosca).
Nessas modalidades, as marcas Anschutz, Feinwerkebau e
Walther para as carabinas e Steyr, FAZ, Morini e Pardini para
as pistolas, são as mais utilizadas.

A fantástica carabina da Anschütz, modelo 8002, uma obra
prima da engenharia alemã, com coronha de alumínio e
cilindro com capacidade para cerca de 300 tiros. (Foto:
Anschütz, AG)
No tiro de carabina de ar mira aberta utiliza-se o mesmo alvo
direcionado para tiros com pistola, com centro de 11,5mm e
também posicionado à 10 metros. Como se trata de armas
com aparelhos de pontaria bem mais simples e geralmente
não contam com gatilhos reguláveis em sensibilidade, torna-
se claro o porque do não uso dos alvos de carabina olímpica
nessa modalidade.

A pistola de ar comprimido Morini, de fabricação suíça,
modelo CM 162 EI, dotada de sistema de gatilho eletrônico e
cilindro de ar com capacidade de até 200 disparos. (Foto:
Morini Competition Arms)
A CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos), a Boito, a Rossi e
a Urko são as empresas no Brasil que ainda se dedicam à
fabricação dessas armas. A Taurus, tradicional fabricante de
armas de fogo, decidiu optar pela importação, através de um
acordo com o fabricante espanhol El Gamo, possuidor de uma
vasta linha de produtos onde a qualidade é mantida em um
nível muito bom, apesar do preço acessível. Nas décadas
passadas a gaúcha Rossi teve uma participação muito mais
acentuada neste mercado e mesmo a Industrias El Gamo
chegou a se instalar no Brasil, na década de 70, no estado da
Bahia, lançando na época uma excelente carabina, porém
situada na época em uma faixa de preço mais elevada que a
média do mercado.
Encontra-se também nas lojas especializadas uma gama
razoável de armas importadas, como a Hatsan, trazida da
Turquia pela Rossi, a alemã Krico e a argentina Menaldi, para
citar algumas. A própria CBC, a exemplo da Rossi, está
importando alguns modelos de carabinas da República
Popular da China, a preços muito convidativos.

Atiradores de carabina à ar a postos em competições pré-
olímpicas.
A modalidade de carabina de ar com mira aberta é, de longe,
a mais acessível e largamente praticada no Brasil, em vários
clubes e estandes de tiro. Como nas outras modalidades de
tiro já vistos aqui, muitos desses clubes oferecem instalações
adequadas tanto à modalidade olímpica como nessa última,
em alguns casos se utilizando de ambientes fechados e
climatizados. A maioria deles oferece um sistema mecanizado
de transporte dos alvos, via a utilização de motores elétricos,
o que resulta em muito conforto e praticidade para os
praticantes, que não precisam lançar mão de dispositivos
óticos para a verificação de seus impactos.

(Foto) Carabina de ar comprimido da CBC, modelo
Montenegro Super, em calibre 4,5 mm (.177), lançada
recentemente no mercado. A CBC possui uma versão similar,
modelo F-22, em calibre 5,5mm. Uma opção interessante
para competição “mira aberta”. (Foto: CBC)
O investimento para essa modalidade de tiro é relativamente
baixo. Uma boa carabina de ar comprimido, do tipo de cano
basculante e mira aberta, como prescreve o regulamento da
CBTE, custa nas lojas a partir de R$ 500,00, podendo atingir
mais de R$ 1.300,00 nos modelos mais sofisticados. O
aparelho de pontaria é um fator preponderante e também
responsável pelo aumento do preço. Alças de mira (miras
traseiras) com regulagens micrométricas, tanto laterais como
em elevação, são indispensáveis. As massas de mira (miras
dianteiras) dotadas de túneis, são permitidas pelo
regulamento. Não existe uma especificação sobre a
regulagem mínima permitida de pressão dos gatilhos, uma
vez que nessas armas, pela simplicidade de construção, por
mais esforço que se faça para amenizar a carga, não se atinge
um índice preocupante a ponto de favorecer um ou outro
atirador em uma prova. Há miras onde se utiliza, inclusive,
pequenos pontos de fibra ótica colorida, como em alguns
modelos da Gamo, com o intuito de facilitar a visualização em
ambientes pouco iluminados.
O tiro com armas de ar comprimido é, além de acessível, a
opção ideal para jovens que não estão na faixa de idade, que
é de 25 anos , que permite a aquisição de sua arma de fogo.
Já na tenra idade, a partir de 12 anos, o jovem pode praticar
com essas armas nos estandes de tiro e, quando devidamente
assistidos e instruídos por pessoas experientes, têm a chance
de vivenciar todo o ambiente dos clubes, dos participantes,
das competições, as normas de conduta e de segurança em
estandes, além de experimentar uma modalidade de tiro que
lhe permitirá escolher, posteriormente, o que pretende
praticar como modalidade de tiro. Não há nada que impeça a
oportunidade real que os jovens desta faixa etária possam ter
praticando o esporte do tiro, da mesma forma que os adultos,
e muitas vezes, de igual para igual.
De acordo com a Portaria n° 36-DMB, de 09 de dezembro de
1999, que é a norma que regula o comércio de armas e
munições aprovada pelo Ministério da Defesa e Exército
Brasileiro, as armas de ar comprimido com calibre igual ou
inferior a 6mm, não são consideradas armas de fogo e
portanto não necessitam de registro nem na Policia Federal
nem no Exército. Porém, a sua venda em lojas só é permitida
a maiores de 18 anos com a devida comprovação da idade e
da autorização dos responsáveis; essas armas também não
necessitam de guia de tráfego para transporte e
deslocamento, sendo aconselhável somente levar-se a nota
fiscal de compra.
Assim diz a Portaria n° 36-DMB/99:
CAPÍTULO VII
Da Venda de Armas de Pressão
Art. 16. As armas de pressão, por ação de mola ou gás
comprimido, não são armas de fogo, atiram setas metálicas,
balins ou grãos de chumbo, com energia muito menor do que
uma arma de fogo.
Art. 17. As armas de pressão por ação de mola, com calibre
menor ou igual a 6 (seis) mm, podem ser vendidas pelo
comércio não especializado, sem limites de quantidade, para
maiores de 18 (dezoito) anos, cabendo ao comerciante a
responsabilidade de comprovar a idade do comprador.

Carabina Gamo mod. 400, fabricada na Espanha e importada
pela Taurus. Possui opção de regulagem de pressão do
gatilho, mira milimétrica com pontos de fibra ótica. Ótima
arma para tiro de competição “mira aberta”. (Foto: Industrias
El Gamo, SA) – veja mais detalhes no nosso artigo, aqui no
site.

Jovem competindo em estande, em prova de carabina de ar
“mira aberta”. Note o dispositivo mecanizado, dotado de
motor elétrico, fixo sobre a bancada, para o transporte do
alvo da sua distância regulamentar (10 metros) até o posto do
atirador, para avaliação dos impactos. (Foto: do autor)
A seguir disponibilizamos um resumo do Regulamento Oficial
da CBTE para as provas de Tiro de Carabina de Ar Mira
Aberta:
1. Distância : 10 (dez) metros.
2. Alvo: de pistola de ar da ISSF.
3. Posição : de pé, sem nenhum tipo de apoio ou suporte.
A sustentação da arma se dará com ambas as mãos e o
ombro. Um dos cotovelos poderá estar apoiado apoiar
no quadril.
4. Arma: Todas as armas longas de características esporte
serão permitidas desde que contenham as seguintes
especificações:
o Calibre 4,5mm;
o Miras abertas, sem nenhum tipo de aparelho
ótico.A maça de mira poderá ter o túnel de
proteção, desde que acompanhe a arma de fábrica.
o Cano dobrável.
Não será permitido:
o Uso de armas olímpicas, mesmo que tenham sido
adaptadas;
o Acessórios de armas olímpicas tais como garfo e
champignon;
o Modificação que altere as características da arma,
tais como compensadores, freio de boca, contra-
pesos de cano e apoio do rosto;
o Armas com peso superior a 5,5 (cinco virgula cinco)
Kg, incluindo as miras.
5. Equipamento:
o É permitida a utilização de botas de tiro;
o Não será permitido o uso de casaco de tiro, calça
de tiro, bandoleira, luva ou qualquer outro tipo de
vestimenta que possa facilitar o tiro;
6. Competição:
o Ensaio – Um alvo de ensaio com número livre de
tiros.
o Prova: 6 (seis) séries de 5 (cinco) tiros em 6(seis)
alvos de prova.
7. Tempo: 35 (trinta e cinco) minutos para o ensaio e
prova.
Avalie isto:
v