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Biocorrosao Para Artigo Inspecao

Biocorrosao Para Artigo Inspecao

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CORROSÃO BIOLÓGICA –

IDENTIFICADA BACTÉRIA
20 junho, 2008
Manter tubulações de aço cheio de água poderia, em
tese, livrá-los da oxidação, dada a ausência de oxigênio.
No entanto, isso nem sempre acontece e, com
freqüência, mesmo sob essas condições, o ferro é
atacado por bactérias anaeróbicas, logo, adaptadas a
ambientes sem oxigênio.
Tal fenômeno de oxidação é comumente chamado de
biocorrosão anaeróbica, sendo conhecido há anos e
temido, por exemplo, nas tecnologias de perfuração de
campos de petróleo. Contudo, menos conhecidas são as
responsáveis por esse mecanismo de biocorrosão.
Agora, cientistas do Instituto Max Planck de Microbiologia
Marinha, de Bremen (Alemanha), aliados a especialistas
em pesquisa siderúrgica de Dusseldorf, também na
Alemanha, descobriram outras `vilãs`: bactérias que
corroem o ferro e que são mais rápidas que as
conhecidas até então.
Os resultados da pesquisa foram publicados na revista
Nature (2004). As experiências levadas a cabo mostram
que tais bactérias `roubam`, de modo ainda
desconhecido, elétrons do ferro, o que leva à corrosão.







BIOCORROSAO
1. INTRODUÇÃO

A corrosão é um processo espontâneo, em que o meio ambiente transforma
indesejavelmente um material. Um processo corrosivo antes de tudo, pode ser
de natureza química ou eletroquímica .Numa corrosão de natureza
eletroquímica, há a formação de uma pilha, e o processo pode ser divido em
três partes.
Primeiramente ocorre a perda de íons por parte do metal para o meio ou
solução, gerando o ânodo da pilha, em seguir os elétrons fluem através do
metal no sentido ânodo/cátodo gerando uma corrente, e o terceiro passo
ocorre devido a acepção de elétrons pelos íons ou moléculas presentes no
meio ou solução, caracterizando o cátodo.

A biocorrsão ou corrosão induzida por microrganismos é um fenômeno que
ocorre em diversos materiais, dentre eles os metais, concretos, mármores e
madeira. Este tipo de corrosão ocorre devido a formação de um biofilme, que é
uma colonização de microrganismos, na superfície do material e pode ser
composto por bactérias, fungos ou algas. Existem ambientes onde a ocorrência
e a proliferação dos biofilmes podem ser favorecidos entre eles pode ser citado
a água do mar, de rios, de sistemas de refrigeração, regiões contendo resíduos
orgânicos ou sais de sulfato e sulfeto, ou enxofre.[1]
Vários ramos da economia são afetados direta ou indiretamente pela corrosão
induzida por microrganismos (CIM), pela formação de biofilmes em
equipamentos industriais, geradores, tubulações, revestimentos metálicos; e
sendo um processo eletroquímico de dissolução de metais acarreta problemas
principalmente para as Centrais Geradoras Hidrelétricas, que possuem enorme
quantidade de materiais metálicos submersos em água. De toda a energia
elétrica produzida no Brasil, estima-se que 76% dela seja fabricada nas
hidrelétricas, sendo este um dos principais fatores para o estudo e prevenção
deste tipo de corrosão que pode gerar grandes prejuízos pela inutilização ou
deterioração antecipada de equipamentos. Os valores das perdas ocasionadas
pela CIM, não são ainda dimensionadas[2]
2. MECANISMOS DA CIM

A primeira etapa de um processo de biocorrosão é a formação do biofilme que
ocorre com a adsorção de compostos orgânicos ao substrato (metal), seguida
da deposição de bactérias sésseis, essas bactéria possuem o comportamento
de se aderirem a uma certa superfície e nela melhor se desenvolverem,
diferente das bactérias plantônicas que ficam dispersas na água. Depois de se
alojarem na superfície do metal estas bactérias começam a produzir
substâncias chamadas de exopolímeros, que vão ajudar na manutenção e
proliferação das bactérias.
Após certo tempo ocorre uma fixação mais forte dos microrganismos à
superfície e um aumento do biofilme que pode começar a encorpar fungos e
algas. Com o aumento do biofilme as camadas mais internas da crosta ficam
sem acesso ao oxigênio e em consequência disto morrem, causando o
enfraquecimento da ligação biofilme substrato, pode ocorrer o desprendimento
do biofilme com a ação da água deixando a superfície novamente exposta para
a formação de um novo biofilme. O termo bioufouling é usado para expressar o
acúmulo biológico sobre uma determinada superfície, que leva a diminuição da
vida útil do material, perda da eficiência em trocadores de calor e corrosão sob
a camada orgânica.

Existem fatores que influenciam no desenvolvimento dos biofilmes, os
principais são:
* Temperaturas que giram em torno de 30 a 40ºC favorecem a
desenvolvimento dos microrganismos. Temperaturas acima destes valores
tendem a impedir esse crescimento
* Valores altos de pH dificultam o desenvolvimento de biofilmes
* A ausência de oxigênio leva a formação de bactérias anaeróbicas que como
as redutoras de oxigênio
A biocorrosão é um processo que se dá na maioria dos casos pela presença de
bactérias, mas existem casos onde os precursores são as algas ou os fungos.
As bactérias que acarretam este processo podem ser classificadas como
redutoras de sulfato, oxidantes de enxofre ou sulfeto, oxidantes de ferro e de
manganês ou formadoras de limos. A seguir serão descritos os quatros tipos
de corrosão induzida por microrganismos.

3. TIPOS DE BIOCORROSÃO

3.1 Corrosão devida a formação de ácidos

As bactérias do gênero Thiobacillus tem a capacidade de oxidar enxofre, e
outros compostos de enxofre a sulfato (SO42-), que consequentemente leva ao
ácido sulfúrico que tem potencial para gerar a corrosão. Os compostos que são
oxidados podem ser sulfitos (SO32-), tiossulfatos (S2O32-), tetrationatos
(S4O62-). Essas bactérias retiram a energia que necessitam para sintetizarem
seu material celular através da energia da oxidação do enxofre, em presença
de oxigênio por serem bactérias aeróbicas:
2S + 3O2 + H2O → 2H2SO4 (ΔH = -283,6cal )
2H2S + O2 →H2S2O3 + H2O
5H2S203 + 4O2 → 6H2SO4 + 4S
Em seus processos metabólicos essas bactérias geram um pH muito baixo, em
torno de 2 podendo diminuir, ocasionando a destruição da camada interna de
tubos de concreto ou de aço carbono que conduzem os esgotos ou águas
poluídas em decorrência do gás sulfídrico que se desprende destas águas.
Para evitar este fenômeno indesejável recomenda-se a utilização de
tubulações feitas de plásticos como PVC, polietileno ou PRFC; e eliminação
das fontes de enxofre.
Também pode-se citar a capacidade das Thiobacillus ferroxidans em converter
depósitos piríticos (FeSx), em ácido sulfúrico. Este é um problema que ocorre
nas minas de ouro e carvão em decorrência da presença de pirita em tais
minas, ocasionando corrosão a máquinas de bombeamento. Fungos também
são responsáveis pela deterioração de metais como cobre, ferro e alumínio;
devido à ácidos orgânicos que geram através de seu metabolismo em
ambientes aeróbicos.

3.2 Corrosão por Despolarização Catódica

O ferro normalmente não sofre corrosão em ambientes isentos de oxigênio
(não areados), entretanto existem bactérias anaeróbicas capazes de corroer o
ferro através de seu metabolismo em ambientes úmidos. Neste campo
destacam-se as bactérias redutoras de sulfato que utilizam o hidrogênio
catódico para gerar a energia necessária para seu metabolismo:
8H + SO42-→ 4H20 + S2- + energia
Na presença deste tipo de bactéria o ferro vem a sofrer a seguinte reação:
4Fe + H2SO4 + H20 → 3Fe(OH)2 + FeS
Além das bactérias redutoras de sulfato existem as bactérias do gênero
Desulfomonas que podem reduzir enxofre elementar, S, a sulfeto S2-. As
bactérias do gênero Deslfovibrio, que são redutoras de sulfato, causam a
corrosão de poços petrolíferos e de águas profundas, camadas externas de
tubulações enterradas e sistemas de resfriamento, e as condições ideais para
seu desenvolvimento exigem presença de sulfato, ausência de oxigênio, pH
entre 5,5 e 8,5, temperatura entre 25 e 44ºC e matéria orgânica. Um dos
produtos da corrosão por essas bactérias é o sufeto de ferro (FeS).
Uma das teorias que tentam explicar este fenômeno sugere que ocorre um
consumo do hidrogênio proveniente da dissociação da água e que esta
adsorvido na região catódica através da enzima hidrogenase, que as bactérias
redutoras de sulfato possuem, acarretando uma despolarização catódica.
O hidrogênio polariza o metal e impede que o processo de corrsão ocorra.

Anodo:
8H2O → 8H+ + 8OH-
4Fe + 8H+→ 4Fe2++ 8H+
Cátodo
H2SO4 + 8H → H2S + 4H20
A reação que representa o processo de corrosão:
4Fe + H2SO4 + H2O→ 3Fe(OH)2 + FeS

Como medidas de prevenção de corrosão por estes processo devem ser
tomadas medidas como: aeração, revestimento protetores, emprego de
bactericidas, proteção catódica e uso de tubos não- ferrosos.

3.3 Corrosão por Aeração Diferencial

Este tipo de corrosão se deve a formação de produtos insolúveis pelas algas,
fungos e bactérias; estes produtos insolúveis ficam aderidos à superfície
metálica criando zonas de diferente aeração no metal. Se um biofilme não
cobre uniformemente um metal, este terá potencial de gerar um célula por
aeração diferencial. É interessante ressaltar que os microrganismos não
causam diretamente a corrosão do metal, mais criam a condição para tal.
Abaixo encontra-se uma figura que representa uma diferença de aeração
criada por um biofilme, que também pode ser substâncias inorgânicas
insolúveis:

As algas formam grandes colônias em presença de ar, água e luz solar, e suas
condições ideais de desenvolvimento são bastante brandas, com temperaturas
entre 18 e 40ºC, e pH de 5,5 a 9. Se depositam sobre o material formando o
chamado fouling, que além de gerarem as condições para a corrosão por
aeração diferencial, criam um ambiente propício para o desenvolvimento de
bactérias anaeróbicas como as redutoras de sulfato. Além das algas, podem
ser citadas as bactérias oxidantes de ferro como a Gallionella ferrugínea e as
do gênero Crenotrix, Leptothrix, Siderocapsa e Sideromonas, que são bactérias
aeróbicas capazes de acelerar o processo de oxidação de íons ferrosos (Fe2+)
presentes na água para íons férricos (Fe3+), que irão formar composotos
insolúveis como o Fe(OH)3 e o Fe2O3.H2O.
Estas bactérias que podem ser encontradas em águas de poços subterrâneos,
aceleram a reação do bicarbonato de ferro (II) com oxigênio formando o óxido
de ferro.
2Fe(HCO3)2 + 1/2O2 → Fe2O3 + 2H2O + 4CO2
Os óxidos e os hidróxidos de ferro se aderem a superfície do metal, e com o
passar do tempo criam tubérculos que possuem uma camada externa rígida, e
uma interna gelatinosa. Se os compostos de ferro gerados pela ação das
bactérias ficarem dissociados na água, esta última passa a apresentar
coloração castanho-avermelhada e passa a se chamar de água vermelha ou
ferruginosa, casando transtornos nas estações de desmineralização das
águas.

3.4 Corrosão por ação conjunta de bactérias

A corrosão induzida por microrganismo geralmente ocorre com a ação
simultânea das bactérias, podendo levar assim à corrosão simultânea por
aeração diferencial, por produção de ácidos e por despolarização catódica.
Nestes casos dizemos que esta ocorrendo uma corrosão por ação conjunta
das bactérias.

4. CASOS
A seguir serão mencionados alguns casos relacionados com a ação de
microrganismos:
- Em tubulações de distribuição de águas, a presença de bactérias oxidantes
de ferro levam a formação de depósitos de óxido de ferro hidratado
Fe2O3.H2O, que podem entupir os encanamentos e/ou causar corrosão por
aeração diferencial.
- A deterioração de mármores e concretos pode se dar pela presença de
bactérias oxidantes de enxofre, que produzem ácido sulfúrico. No caso do
mármore pode ocorrer a seguinte reação:
CaCO3 + H2SO4→ CaSO4 + CO2 + H2O
Tais matérias também podem ser deteriorados devido a substâncias
excretadas por diferentes microrganismos que se depositam em suas
superfícies,
- Em tanques de armazenamento de combustíveis como óleo diesel, gasolina e
querosene para avião a jato pode ocorrer contaminação microbiológica se
estes combustíveis estiverem com presença de água. O problema principal
acontece com o querosene que pode ser usado como fonte de carbono para
alguns microrganismos. Nos tanques de querosene onde se detecta esta
corrosão é encontrado a presença do fungo Hormoconis resinae na pequena
quantidade de água que pode se misturar com este combustível. Esse fungo
também produz uma espécie de lama que pode bloquear os filtros acarretando
prejuízos.
De forma geral estes microrganismos podem atuar na deterioração dos
tanques e combustíveis através da biodegradação dos aditivos orgânicos,
formação de gás sulfídrico ou deterioração das paredes internas dos tanques
devido a adsorção de resíduos metabolizados pelos microrganismos.
- Em tubulações enterradas de aço inoxidável e ferro fundido, ocorre a
corrosão por bactérias redutoras de enxofre (BRE), se contiver sulfato no solo.
5. PROTEÇÃO

Com a finalidade de se precaver ou remediar um processo de biocorrosão
deve-se antes fazer uma análise do sistema em questão, através de:
- Uso de corpos de prova
- Análise da água
- Análise microbiológica do biofilme
- Uso de técnicas eletroquímicas
As medidas mais comuns contra a corrosão induzida por microrganismos são.
- Aeração e elevação da faixa de pH, que evita o desenvolvimento de bactérias
redutoras de sulfato
- Proteção catódica
- Revestimentos
- Uso de biocidas
- Limpeza e sanatização
- Eliminação de áreas de estagnação e frestas.
Para se limpar uma superfície que possui um biofilme, utiliza-se vários meios
mecânicos como escovação, limpeza com jatos de água e os chamados pigs,
que são materiais que são inseridos dentro de tubulações, e com a força da
correnteza do próprio duto vão carregando consigo incrustações e materiais
orgânicos aderidos na superfície interna dos tubos. Em seguida faz-se a
lavagem química através de ácidos ou quelantes ( compostos orgânicos e
inorgânicos capazes de formar complexos com os íons metálicos)[3].
É frequente o uso dos chamados biocidas no combate a corrosão, estes
compostos se caracterizam por eliminar ou inibir o crescimentos microbiano,
estes compostos podem ser de natureza inorgânica (cloro, bromo, ozônio), ou
orgânica (isotiazolonas, sais de amônio e aldeídos). Um biocida deve atender
algumas exigências para ser que seu uso seja benéfico, como ser
biodegradável, não corroer o material a qual vai ser aplicado, ter baixo custo,
combater microrganismos específicos e não ser tóxico. Dificilmente se encontra
produtos que atendam estas exigências e no mais o uso de biocidas teve ser
feito com cuidado para não gerar no ambiente microrganismos resistentes.
Uma das técnicas mais consagradas no mundo para o combate a corrosão de
dutos e estruturas metálicas enterradas é a proteção catódica. Esta técnica
visa eliminar artificialmente o caráter anódico do metal a ser protegido,
inserindo nele um potencial que o torne imune a corrosão, deixando este
termodinamicamente estável.
Em teoria a corrente ânodo/cátodo deixa de existir e a corrosão tende a zero,
sendo de bastante valia a utilização desta técnica para conservar estruturas
enterradas ou submersas e que não podem ser vistoriadas ou revestidas
periodicamente.
Existem dois tipos de proteção catódica: a galvânica e a de corrente impressa,
e o fundamento das duas consiste em injetar corrente elétrica na estrutura a
ser protegida através de eletrólitos, evitando assim a perda do metal na forma
de íons.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A biocorrosão é um campo do conhecimento que possui pouco mais de duas
décadas de estudo e que terá grandes avanços num futuro imediato, devido as
grandes construções que ficaram expostas ao ataque de microrganismos, que
serão idealizadas e concretizadas pela humanidade. O Brasil deve ter grande
interesse nesta área, pela fato de utilizar em sua grande maioria usinas
hidrelétricas para obtenção de sua energia elétrica, e estas usinas ficarem
praticamente todas em contado com a água ou em outros ambientes onde a
biocorrosão pode acarretar prejuízos astronômicos num longo prazo.
Existem vários métodos de proteção e remediação contra este tipo de
corrosão, cabendo apenas uma análise prévia para se detectar qual será o
método mais eficaz e menos nocivo ao ambiente. É vasto também no mercado
a variedade de biocidas para a proteção de superfícies metálicas e afins, sendo
que estes compostos merecem um estudo a parte, por qualquer químico.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

[1] GENTIL, V., Corrosão, 5ª Ed, Rio de Janeiro: LTC, 2007;

[2] MARANGONI, P. R. D. Caracterização de biofilmes formados em
superfícies metálicas e biocorrosão. 2010, 96 f. Dissertação (Mestrado em
Microbiologia, Parasitologia e Patologia) – UFPR, Curitiba, 2010.

[3] GALVÃO, M. M. Efeito do potencial de proteção catódica na corrosão
microbiologicamente induzida. 2008, 104 f. Dissertação (Mestrado em
Ciências) – Escola de Química, UFRJ, Rio de Janeiro, 2008.




IL: Quais são as análises são feitas para detectar biocorrosão?
PC: O campo não é um método colorimétrico que detecta bactérias na
água, chamado teste Bart ®. Isso identifica bactérias TEST SRB (bactérias
redutoras de sulfato), IRB (bactérias do ferro relacionado), Slym (bactérias
Limo), APB (Ácido bactérias produtoras), os principais grupos de bactérias
envolvidas no MIC. Depois, há a análise de SEM (Scanning Electron
Microscopy), que ajudam a caracterizar o dano microestrutural na superfície
do metal pela presença de sulcos, que estão a sofrer o produto biocorrosão
micro metal.

Aplicar as mesmas testemunhas para calcular as taxas de corrosão e riscos
associados com material de desgaste. Testemunhas também usado para
escolher o melhor material para construir os gasodutos.

IL: Num projecto de biocorrosão, revestimentos são usados para
proteger as estruturas? O que são os mais utilizados?
PC: Sim mais utilizados são os revestimentos FBE, FBE - Max, HDPE,
argamassa de cimento, tintas epóxi e tintas anti-incrustantes. Quando um
material é seleccionado para ser tida em conta a sua exposição ao meio
ambiente para evitar a deterioração.

IL: Existem outras que o uso de revestimentos para proteger as
estruturas biocorrosão mecanismos?
PC: Sim, existem mecanismos alternativos que são aplicadas diretamente
ao eletrólito. Entre os mais vulgarmente utilizados, não são corrosivos com
os inibidores do crescimento bacteriano, biocidas, há também inibidores da
bio-corrosão, que actuem sobre o ambiente em volta do metal, à base de
compostos orgânicos ou inorgânicos. Independentemente do tipo de inibidor
é escolhido, é muito importante a ser escolhido com base na diversidade de
bacterina que está no lugar.

Atualmente o Brasil tem uma exportação de 580 mil barris por dia e estima-se que para 2020, a Petrobras
estará produzindo no Brasil 4,9 milhões de barris por dia. Fica evidente o papel de destaque que o Brasil
desempenha de forma progressiva na geopolítica e na economia do petróleo mundial. Paralelamente,
outros questionamentos decorrentes da indústria petroleira, vêm à tona, como os vazamentos de petróleo
causados pela biocorrosão. Além do componente ambiental, as companhias de petróleo podem ter
grandes prejuízos financeiros causados pela biocorrosão.
A biocorrosão causada por micro-organismos é uma das principais responsáveis por estes vazamentos,
e tem sido o foco de pesquisas pelo setor visando solucionar e controlar este problema na produção, na
estocagem e no transporte de gás e petróleo. A biocorrosão está se tornando mais frequente, sendo
considerada um fator de risco nestas operações industriais. A corrosão microbiana em tubulações
depende da manutenção, tipo de material que passa pelas tubulações (água ou outros materiais),
temperatura, pH, luminosidade, concentração de carbono e nitrogênio orgânico total. As estruturas
metálicas em contato com o solo também sofrem biocorrosão. A participação de micro-organismos
aeróbios e anaeróbios, que podem crescer de forma individual e em biofilmes com seus produtos
metabólicos, são os principais agentes e fatores envolvidos no processo de biocorrosão.
Os micro-organismos que crescem sobre as superfícies secretam substâncias químicas que corroem os
materiais. Basicamente existem três tipos de biocorrosão: i. Biocorrosão do tipo I causada por micro-
organismos eletrogenicos (que utilizam H2 como um transportador de életrons); ii. Biocorrosão do tipo II
causada por micro-organismos fermentativos, que secretam metabólitos corrosivos e iii. Biocorrosão do
tipo III que pode ser causada por uma substância orgânica extracelular microbiana. Os micro-organismos
que estão diretamente relacionados à biocorrosão do tipo I II e III são as ferrobactérias, as
sulfatorredutoras (Sulfate-reducing bacteria, SRB) e as sulfobactérias, além de outros micro-organismos
como, por exemplo, fungos e algas.
O efeito sinertico observado nos micro-organismos que compoem o biofilme e os mecanimsmos da
biocorrosão ainda não estão totalmente esclarecidos, sendo discutidos por diversos pesquisadores.
Apesar de centenas de micro-organismos relacionados à biocorrosão terem sido descritos na literatura,
são ainda necessárias pesquisas sistemáticas e rigorosas para se entender os complexos mecanismos
da biocorrosão em sua totalidade. Muitas discussões permanecem em aberto. Devido a base
multidisciplinar deste processo, hoje estao sendo incentivadas áreas de pesquisa como a Microbiologia,
Bio-eletroquímica e a Engenharia quimica para atividades de P&D dentro do importante tema
da biocorrosão.

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