OS MICROTÉCNICOS

Autor
CLARK DARLTON
Tradução
RICHARD PAUL NETO
Digitalização e Revisão
ARLINDO_SAN

(P-063)
Os pepinos eram microtécnicos —
e Gucky ficou encantado...

Apesar das hábeis manobras realizadas no espaço galático, o
trabalho pelo poder e pelo reconhecimento da Humanidade no seio do
Universo, realizado por Perr Rhodan, !orçosamente teria de !icar
incompleto, pois os recursos de "ue a Humanidade podia dispor na
#poca eram insu!icientes !ace aos padr$es c%smicos&
'in"(enta e seis anos passaram)se desde a pretensa destruição da
Terra, "ue teria ocorrido no ano de *&+,-&
Uma nova geração de homens surgiu&
., da mesma !orma "ue em outros tempos a Terceira Pot/ncia
evoluiu at# trans!ormar)se no governo terrano, esse governo 0á se
ampliou, !ormando o 1mp#rio 2olar& 3arte, 4/nus e as luas de 56piter e
2aturno !oram colonizados& 7s mundos do sistema solar "ue não se
prestam 8 colonização são utilizados como bases terranas ou 0azidas
inesgotáveis de subst9ncias minerais&
:o sistema solar, não !oram descobertas outras intelig/ncias&
Dessa !orma os terranos são os soberanos incontestes de um pe"ueno
reino planetário, cu0o centro # !ormado pelo planeta Terra&
.sse reino planetário, "ue alcançou grau elevado de evolução
tecnol%gica e civilizat%ria, evidentemente possui uma poderosa !rota
espacial, "ue devia estar em condiç$es de en!rentar "ual"uer
atacante&&&
A luta contra o invis;vel está por momentos suspensa&&&
Rhodan descobriu "ue o rob< regente havia tra;do o acordo&&&
Drog, o saltador, está em 2=oo!on > planeta dos microt#cnicos > a
!im de "ue 3ar?as construa um goni<metro de compensação, "ue capte
as !re"(/ncias do compensador estrutural&&&
= = = = = = = Personaens Pr!n"!#a!s$ = = = = = = =
Perr% R&o'an — Administrador do Império Solar.
Re!na(' )e(( — Amigo inseparável de Perry.
*os+ K,(-an — utante! micr"tico.
.,"/% — #ato$castor! mutante de tr%s poderes.
0a11 — &ngen'eiro s(oon.
Mar/as — )ientista! tam*ém s(oon.
Dro — Saltador +ue tra*al'a para ,rcon.
2
Gucky estava furioso.
O fato de ter sido enganado por u-el. um pseudo c/o *ass%. +ue na verdade era um
espi/o ro*oti-ado do regente de ,rcon. revoltava$o até os 0ltimos rec1nditos de sua alma
de rato$castor.
— O culpado foi voc% — repetiu 2ell pela décima ve-. reprimindo a custo o riso
-om*eteiro. o +ue n/o l'e adiantava muito. 3á +ue Gucky. telepata. sa*ia ler seus
pensamentos mais rec1nditos. — &u o preveni muitas ve-es. 4inguém pode confiar num
*ass%.
— Será +ue um *ass% n/o é um cac'orro5 — perguntou Gucky em tom -angado. 3á
+ue tin'a uma afei6/o toda especial por esses +uadr0pedes do planeta 7erra. — S/o as
criaturas mais fiéis. adoráveis e encantadoras +ue...
— )om e8ce6/o de u-el9 — interveio 2ell.
4unca deveria ter dito isso. pois além do mais o rato$castor era um telecineta. sem
falar no dom da teleporta6/o +ue a nature-a l'e conferira.
Antes +ue perce*esse +ual+uer coisa. 2ell perdeu o apoio dos pés e levantou$se do
soal'o metálico da :rusus. Aparentemente su*tra;do aos efeitos da gravidade. planou em
dire6/o < porta fec'ada do camarote. =ma m/o invis;vel a*riu$a. e 2ell viu$se no
corredor. Agitou desesperada$mente os *ra6os e as pernas. mas uma triste e8peri%ncia 3á
l'e ensinara +ue isso n/o adiantava nada. As energias telecinéticas de Gucky prendiam$
no ine8oravelmente.
— &u l'e mostro uma coisa9 — gritou o rato$castor em tom furioso. — Seu
'ip"crita9 >ica fingindo +ue está com pena de mim. en+uanto por dentro +uase estoura de
alegria pelo +ue me aconteceu. Sua *olota de gordura de ca*elos ruivos9
Para di-er a verdade. esta 0ltima o*serva6/o era um tanto e8agerada. &ra *em
verdade +ue 2ell. amigo e representante de #'odan. era *ai8o e ro*usto. mas dificilmente
poderia ser c'amado de gordo ou disforme. &ra *em verdade +ue sua ca*e6a estava
co*erta de ca*elos ruivos cortados < escovin'a.
— &u conto a #'odan9 — *errou 2ell. mas Gucky limitou$se a rir.
— )onte se puder. seu gorduc'o9
=ma pessoa +ue n/o con'ecesse as duas criaturas provavelmente sofreria um
colapso caso se encontrasse com a estran'a dupla. 2ell voava. leve +ue nem uma pena. e
deslocava$se. desviando$se 'a*ilmente de todos os o*stáculos +ue surgiam < sua frente.
&m*ai8o dele o rato$castor. +ue n/o media mais de um metro. camin'ava a passos
*am*oleantes. com as orel'as de pé. Os lá*ios se retra;ram um pouco. dei8ando < mostra
o dente roedor. +ue refletia as lu-es em*utidas nas paredes. A larga cauda de castor
a3udava Gucky a manter o e+uil;*rio e a3udar as pernas curtas. n/o muito seguras.
>eli-mente n/o se encontraram com ninguém.
O rato$castor assustou$se +uando. no corredor. viu alguém +ue parou ao ver o
'omem voador. )olocou$o no c'/o de modo pouco suave. Por pouco 2ell n/o cai. mas o
'omem apro8imou$se e segurou$o pelo *ra6o.
— Por +u%5 — limitou$se a perguntar.
2ell teve oportunidade de desa*afar.
?an6ou um ol'ar -om*eteiro para Gucky. +ue 3á n/o sorria. mas parecia um tanto
em*ara6ado. e principiou@
— &ste *ic'in'o no3ento ac'ou +ue estava na 'ora de dar uma demonstra6/o de
for6a. &ntrei em seu camarote sem pensar em nada e. +uando dei conta de mim. estava no
teto e...
— A verdade5 — perguntou o 'omem. fitando o rato$castor com seus ol'os frios e
cin-entos. — Ou será +ue está mentindo5
Gucky acenou vigorosamente com a ca*e6a.
— A claro +ue está mentindo. c'efe. Boc%. +ue é telepata. deveria sa*er. &le me
ofendeu e n/o me dei8ava em pa-.
Perry #'odan passou os ol'os de um para outro.
— &nt/o. 2ell5 7em mais alguma coisa a di-er5
— A gente nem pode *rincar com este su3eito — disse 2ell em tom -angado.
a3eitando o uniforme. — &ste perna mole nunca admitiu a menor *rincadeira.
— Seu monte de gordura9 — retrucou Gucky em tom agudo.
#'odan levantou a m/o.
— Se voc%s n/o pararem de *rigar. eu os dei8arei em casa — disse. — 4/o preciso
de cola*oradores +ue vivem *rigando.
=ma e8press/o +ue parecia um misto de tens/o e curiosidade surgiu no rosto de 2ell
e nos ol'os de Gucky.
— Algo está para acontecer5 — perguntou 2ell. >e- um esfor6o e colocou a m/o no
om*ro do rato$castor. — 4"s n/o *rigamos. n/o é verdade. Gucky5
— A claro +ue n/o — c'ilreou Gucky com um ol'ar de inoc%ncia. cru-ando as patas
dianteiras so*re o peito! parecia a inoc%ncia personificada. — S" *rincamos um pouco...
— &stá *em — disse #'odan. — &nt/o voc%s estavam *rincando! e8celente. Cuer
di-er +ue as diverg%ncias c'egaram ao fim5
— Sem d0vida — afirmou 2ell. — Boc% n/o disse +ue tin'a uma coisa importante
para comunicar5
— :isse mesmo5 — perguntou #'odan em tom de espanto. — O +ue será5
2ell soltou um suspiro.
— &stá *em! desisto. Bamos em*ora. Gucky. Ainda n/o precisa de n"s.
— =m momento9 — disse #'odan. — Antes +ue resolvam continuar com a
*rincadeira. gostaria de comunicar$l'es +ue. dentro de meia 'ora. Dost Eulman
prosseguirá em sua e8posi6/o. Ainda n/o teve tempo de oferecer um relato completo do
+ue aconteceu em S(oofon.
— :a+ui a meia 'ora5 — perguntou 2ell em tom animado. — 4/o dei8arei de
comparecer. Onde será5
— 4o meu camarote. #esolvi ser mais cauteloso. Cuem sa*e se o regente n/o
introdu-iu mais alguns espiFes a *ordo5
#'odan afastou$se com um ligeiro cumprimento. 2ell e Gucky seguiram$no com os
ol'os. até +ue desaparecesse atrás da primeira curva do corredor.
— Gum — fe- o rato$castor e lan6ou um ol'ar pensativo para o teto.
2ell levou um susto.
— Bamos fa-er as pa-es — disse. acariciando a nuca de Gucky. — 4/o tive a
inten6/o de magoá$lo.
O dente roedor de Gucky voltou a aparecer. o +ue numa situa6/o como esta era um
*om sinal.
— &stá *em. gorduc'o. Bamos fa-er as pa-es. A *em verdade +ue voc% me priva do
pra-er de levá$lo a um dos 'angares e mostrar$l'e como se voa. Paci%ncia! fica para outra
oportunidade.
— Bamos depressa9 — disse 2ell e enla6ou o corpo do rato$castor. — Dá imaginou
a cara de #'odan. +uando desco*rir +ue c'egamos antes dele5
Gucky sorriu. )oncentrou$se so*re o pe+ueno salto e desmateriali-ou$se 3untamente
com 2ell.
Gouve um tremelu-ir no ar. e os dois desapareceram. para reaparecerem no mesmo
instante em outro lugar da gigantesca nave esférica.
Cuando #'odan entrou. 3á estavam sentados em seu sofá e o fitavam com os ol'os
mais inocentes deste mundo.
H H H
Dost Eulman pertencia ao destacamento especial de #'odan. cu3os mem*ros eram
con'ecidos pela designa6/o de agentes c"smicos. &sses agentes. +ue na maioria eram
mutantes dotados de faculdades especiais. viviam nos mundos mais importantes do
Império Arc1nida e mantin'am contato permanente pelo 'iper$rádio com a central
situada na 7erra. :essa forma. #'odan era informado so*re +ual+uer acontecimento
importante +ue se verificasse na Galá8ia.
Eulman era micr"tico. Sa*ia modificar conscientemente a focali-a6/o dos glo*os
oculares. o +ue l'e permitia en8ergar o*3etos +ue para outras pessoas s" se tornariam
percept;veis por meio do microsc"pio. Gra6as a essa faculdade 'avia sido destacado para
tra*al'ar em S(oofon.
A +ue em S(oofon viviam os s(oons. +ue eram os mel'ores microtécnicos do
=niverso.
Sentado numa poltrona. Eulman enfrentou o ol'ar de #'odan com um em*ara6o
indisfar6ável.
— Sei +ue tem toda ra-/o de acusar$me — disse em tom constrito. — Afinal. fui eu
+uem trou8e u-el para *ordo da :rusus. Por pouco esse cac'orro ro*oti-ado n/o revela
ao regente a posi6/o da 7erra.
— O fato é +ue n/o revelou — disse #'odan. dando a entender +ue para ele o caso
u-el estava li+uidado. — Boc% n/o teve culpa. Isso poderia ter acontecido a +ual+uer
pessoa. Até mesmo o &8ército de utantes se dei8ou enganar pela imita6/o de um *ass%.
Até Gucky9
O rato$castor estremeceu. ?an6ou um ligeiro ol'ar para 2ell. +ue estava sentado a
seu lado. es*o6ou um sorriso em*ara6ado e ficou +uieto.
Ao +ue parecia. Dost Eulman n/o 'avia perce*ido o interl0dio.
— &8pedi a mensagem pois a situa6/o o e8igia — disse. dando in;cio < e8posi6/o
+ue era aguardada com grande ansiedade.
— Bieram *uscar$me. conforme o com*inado. Infeli-mente esta e8posi6/o
detal'ada sofreu certo atraso por+ue u-el...
:epois de um sil%ncio de em*ara6o prosseguiu@
— Os s(oons rece*eram ordem de construir um goni1metro de compensa6/o para
naves espaciais. cu3as caracter;sticas fundamentais 3á s/o con'ecidas.
#'odan inclinou$se para a frente e fitou o agente. O sorriso desapareceu de seu
rosto. como se alguém o tivesse apagado.
— O +ue vem a ser isso5
Eulman respondeu em tom em*ara6ado.
— >ui eu +ue *ati-ei o aparel'o. e o nome +ue l'e dei dá uma idéia de sua
finalidade. Os mercadores e8pediram a ordem de constru6/o e forneceram os respectivos
planos. O goni1metro de compensa6/o tornará imposs;vel a reali-a6/o de +ual+uer
'ipersalto secreto. )omo v%. os fatos por mim o*servados s/o muito importantes...
— Se s/o9 — confirmou #'odan. +ue n/o parecia muito satisfeito. — :esco*riu
outros detal'es5
Eulman resolveu apresentar um relato minucioso.
— )onforme 3á é do seu con'ecimento. o compensador foi criado pelos saltadores.
)om o aparel'o evita$se a locali-a6/o de uma nave +ue entre em transi6/o e volte a
materiali-ar$se. Assim os rastreadores estruturais praticamente se tornaram in0teis. as.
+uando o goni1metro de compensa6/o for produ-ido em série. n/o 'averá mais segredos.
Cual+uer nave poderá ser locali-ada por meio da goniometria. +uer utili-e um
compensador. +uer dei8e de utili-á$lo. )om isso. dentro em *reve. a posi6/o da 7erra
dei8aria de ser um segredo.
— Isto é mau9 — disse 2ell. ol'ando para )rest. cu3a figura magra se mantin'a
im"vel na poltrona. — Ainda c'egará o dia em +ue ol'ar/o para dentro das nossas
panelas.
— Prossiga. Eulman — disse #'odan. — Até +ue ponto c'egaram os preparativos
para a constru6/o do aparel'o5
— >eli-mente ainda n/o foi iniciado. Os planos c'egaram 'á pouco tempo. Ainda
est/o sendo e8aminados. mas a constru6/o das respectivas fá*ricas 3á foi iniciada. Ao +ue
parece. o goni1metro será desde logo fa*ricado em série.
— 7emos de evitar isso. custe o +ue custar — disse #'odan em tom enérgico. —
7em alguma idéia so*re o funcionamento desse goni1metro5
— Sim sen'or. ten'o uma ligeira idéia. O goni1metro de compensa6/o capta as
fre+I%ncias do compensador estrutural. mesmo +ue o a*alo da estrutura espa6o$temporal
n/o possa ser detectado. Cuer di-er +ue esse goni1metro locali-a o compensador. assim
+ue se3a ligado. 7ransmite ondas espec;ficas. +ue podem ser captadas no espa6o de cinco
dimensFes. >oi s" o +ue consegui desco*rir.
— Ac'o +ue *asta — respondeu #'odan. — )on'ece a posi6/o apro8imada da
futura fá*rica5
— )on'e6o. 4/o fi-eram muito mistério em torno disso. em*ora o computador$
regente me tivesse recon'ecido como agente. conforme prova a 'ist"ria de u-el. :o
contrário n/o teria colocado um espi/o no meu encal6o.
— A verdade — admitiu #'odan. — u-el provou outra coisa. 4/o ac'a. )rest5
O arc1nida. ao +ual #'odan devia muita coisa. confirmou com um gesto.
— A verdade. Perry. #efere$se < sinceridade do regente. O incidente com u-el
provou +ue o computador de ,rcon nem pensa em agir 'onestamente conosco. >oi
programado de maneira a sempre fa-er o poss;vel para alcan6ar a prima-ia so*re
+ual+uer ser orgJnico. até +ue os arc1nidas recuperem um grau de agilidade mental +ue
l'es permita assumir o controle do Império. A alian6a com o 'omem s" pode visar a esta
finalidade espec;fica. e nunca terá em vista uma verdadeira sociedade.
KAo +ue parece. os invis;veis +ue lan6am seus ata+ues do nada e despovoam
planetas inteiros s/o inimigos +ue o regente n/o pode enfrentar e8clusivamente com as
pr"prias for6as. Por isso. fe- uma alian6a conosco. a fim de vencer o misterioso inimigo.
&ntretanto n/o conseguimos! os seres invis;veis podem espreitar$nos em +ual+uer lugar e
a +ual+uer momento. Apesar disso. porém. o regente 3á nos traiu. procurando desco*rir a
posi6/o da 7erra. Assim provou +ue tem a inten6/o de. uma ve- destru;do o inimigo
invis;vel. romper a alian6a com a 7erra e su*3ugar nosso planeta.L
#'odan fe- um gesto afirmativo.
— O sen'or está e8primindo e8atamente o +ue eu penso. )rest. Acontece +ue o
regente está enganado. &m S(oofon teremos oportunidade de matar dois coel'os de uma
ca3adada. :estruiremos os planos de constru6/o do goni1metro de compensa6/o e
mostraremos ao regente +ue desmascaramos suas tramas. Se n/o modificar seu
procedimento. cancelaremos o acordo. 4esse caso. terá de desco*rir um meio de livrar$se
dos invis;veis +ue amea6am despovoar seu Império.
)rest sacudiu ligeiramente a ca*e6a.
— 4a min'a opini/o n/o devemos destruir os planos. Perry. 4/o poderemos evitar a
constru6/o do aparel'o! se n/o for produ-ido 'o3e. em S(oofon. poderá s%$lo aman'/.
em outro lugar. 4inguém consegue evitar o desenvolvimento da tecnologia. O sen'or
con'ece a vel'a lei@ Primeiro surge a arma de ata+ue. depois a de defesa. Ap"s isso surge
outra inven6/o +ue torna in0til esta 0ltima. O goni1metro deve ser constru;do9 Apenas.
devemos criar alguma coisa +ue o torne in0til assim +ue entre em uso. Para isso
precisamos apenas dos planos de constru6/o do aparel'o. Se Eulman pudesse di-er$nos
onde encontrá$los...
#'odan voltou a sorrir. Parecia muito confiante.
— O*rigado. )rest. O sen'or aca*a de tra6ar as lin'as gerais do plano +ue teremos
de e8ecutar. Eulman. prossiga na e8posi6/o. )onte como s/o as coisas em S(oofon. o
+ue se anda fa-endo por lá. como vivem seus 'a*itantes e +ual é sua atitude face ao
Império. Cual+uer detal'e pode ser importante. por mais insignificante +ue pare6a.
K7 compensador estruturalL. pensou #'odan en+uanto Eulman principiava a falar.
K# a arma de de!esa mais importante "ue possu;mos& 2e !or posto !ora de ação, nossa
situação se tornará cr;tica& :osso ponto !orte consiste 0ustamente no !ato de ningu#m
saber onde !ica a Terra& :a imensidão do Universo, nosso planeta não passa de uma
part;cula de p%& . essa part;cula de p% não será encontrada&L
:epois voltou a dedicar sua aten6/o < e8posi6/o de Eulman.
— ...os 'a*itantes s/o con'ecidos como os s(oons. Bivem e8clusivamente no
segundo planeta do sol S(aft. a novecentos e noventa e dois anos$lu- da 7erra. O sistema
tem tr%s planetas. mas s" o segundo deles é 'a*itado. A um mundo de o8ig%nio. a
superf;cie é desértica. n/o e8iste +ual+uer vegeta6/o digna de nota. a gravita6/o
corresponde a um +uarto da terrana. A percentagem de o8ig%nio da atmosfera de
S(oofon é *astante redu-ida! mal e mal é suficiente para +ue um ser 'umano possa viver
nesse planeta sem usar uma máscara de respira6/o.
— Por +ue os s(oons s/o considerados os técnicos mais competentes do =niverso5
— perguntou 2ell.
— S/o mecJnicos de precis/o9 — disse Eulman em tom enfático. — Seus ol'os s/o
semel'antes aos meus@ en8ergam coisas +ue +ual+uer outro ser s" conseguiria ver através
de um microsc"pio. Além disso. suas m/os s/o e8tremamente 'á*eis. Sa*em moldar um
o*3eto do taman'o de um gr/o de areia sem necessitarem de +ual+uer instrumento "tico.
Aliás. n/o s/o grandes! medem no má8imo trinta cent;metros.
— O +ue tem trinta cent;metros5 — perguntou 2ell. — As m/os deles5
— Os pr"prios s(oons — e8plicou Eulman em tom condescendente. ?em*rou$se
de +ue até ent/o mal tivera tempo para falar a este respeito. — Os 'a*itantes do planeta
S(oofon s/o muito pe+uenos. 7%m trinta cent;metros de altura. s/o muito K!inosL e
podem ser tudo. menos 'uman"ides. Até parecem pepinos com dois pe+uenos pés. 4a
parte superior do corpo t%m +uatro *ra6os. nos +uais se encontram as m/os e8tremamente
'á*eis.
2ell sacudiu a ca*e6a.
— 4/o é poss;vel9 4/o ven'a me di-er +ue e8istem pepinos +ue fa*ricam rel"gios9
— &les fa*ricam muito mais +ue isso9 — disse Eulman num tom +ue revelava certa
rever%ncia. — Cuando con'ecer os s(oons. o sen'or sa*erá admirá$los.
— 4unca gostei muito de pepino — disse 2ell.
?an6ou um ol'ar para Gucky. Ao +ue parecia. esperava rece*er o apoio do rato$
castor. mas teve uma amarga decep6/o.
— Acredito +ue os s(oons poder/o ser meus amigos — disse Gucky com a maior
tran+Iilidade. — Os preconceitos +ue 2ell costuma manter n/o s/o meu fraco.
#'odan fe- um gesto afirmativo.
— Boc% tem ra-/o. mas n/o acredito +ue 2ell estivesse falando sério. :o contrário
n/o poderia levá$lo para S(oofon.
— Cuer di-er +ue vamos...5
#'odan fitou 2ell.
— Bamos. sim! e 'o3e mesmo.
— Biva9 — gritou Gucky e levantou$se para camin'ar em dire6/o < porta. — Bou
cuidar da min'a apar%ncia. Bamos pousar no planeta em caráter oficial5
— Acredito +ue sim. Gucky. Por +ue está t/o interessado em cuidar da apar%ncia5
— Afinal. teremos férias na terra dos pepinos! é uma oportunidade toda especial. e
n/o +uero fa-er feio.
:esapareceu sem a*rir a porta. 2ell fitou o lugar em +ue Gucky se encontrara 'á
poucos segundos.
— S/o seus instintos +ue est/o levando a mel'or — disse em tom de oráculo. —
7omara +ue n/o confunda esses técnicos pepinos com cenouras. As conse+I%ncias seriam
desastrosas.
Eulman ol'ou$o como +uem n/o entende nada. mas 2ell ac'ou +ue n/o seria
necessário e8plicar ao agente +ue Gucky tin'a uma predile6/o toda especial pelas
cenouras frescas.
#'odan continuou sentado.
— Eulman. ac'o +ue seria conveniente +ue voc% nos fornecesse mais alguns
detal'es. &stou interessado em sa*er. por e8emplo. onde fica a &m*ai8ada de ,rcon.
+uais s/o os contingentes de tropas de +ue pode dispor o administrador. +ual é o sistema
administrativo. etc.
Eulman prosseguiu na e8posi6/o.
:ali a de- minutos. 2ell levantou$se cautelosamente e saiu do camarote.
4/o estava interessado na+uilo. Gavia outras coisas +ue l'e despertavam um
interesse muito maior. Por e8emplo. o Primeiro$7enente Sikermann. +ue se encontrava na
sala de comando. O imediato do coura6ado espacial :rusus tornara$se seu amigo. fato
+ue talve- tivesse sua origem numa certa afinidade de g%nios.
2aldur Sikermann. um 'omem *ai8o. ro*usto e de ca*elos escuros. estava sentado
na poltrona do piloto. tendo < sua frente os controles da :rusus. uma nave esférica de mil
e +uin'entos metros de diJmetro. )omo imediato. na aus%ncia de 2ell e #'odan. ca*ia$
l'e comandar a tripula6/o de dois mil 'omens. sem a +ual a nave n/o poderia
desenvolver integralmente o seu potencial.
— Olá. Sikermann — disse 2ell ao entrar na sala de comando e perce*er +ue tudo
estava em perfeita ordem. — &stá a*orrecido5
4as telas via$se uma profus/o de estrelas descon'ecidas. &ncontravam$se num setor
ine8plorado de sua galá8ia. a Bia ?áctea.
Sikermann virou$se lentamente e fitou 2ell como se nunca o tivesse visto.
— Até agora n/o tive tempo de a*orrecer$me — disse com a vo- tran+Iila.
2ell lan6ou um ligeiro ol'ar para o )apit/o #odes Aurin. um 'omem grisal'o +ue
desempen'ava as fun6Fes de oficial de armamentos da :rusus. mas este parecia estar t/o
ocupado com seus catálogos +ue nem ouvira a o*serva6/o +ue aca*ara de ser feita.
— Seu tédio logo será espantado. Sikermann — profeti-ou. — :entro de poucas
'oras. acontecerá alguma coisa. Dá engra8ou o motor estelar5
Sikermann encol'eu$se.
— O sen'or usa cada e8press/o9 — constatou. e voltou a dedicar sua aten6/o aos
controles. para ligar as telas de locali-a6/o.
— &stou falando sério@ ac'o +ue a coisa vai come6ar — disse 2ell.
— O +ue vai come6ar5
— O espetáculo com os s(oons. os 'omens$pepino! n/o sei se o sen'or
compreende. Os mecJnicos de precis/o.
— 4/o compreendo uma palavra do +ue está di-endo.
— Ora. n/o se3a t/o o*tuso. 4este momento. Eulman está apresentando sua
e8posi6/o. :irigir$nos$emos a S(oofon para fa-er uma visita aos 'a*itantes do planeta.
&st/o construindo um goni1metro de compensa6/o capa- de locali-ar +ual+uer 'iper$
salto. mesmo +ue o compensador estrutural este3a ligado.
— )aram*a9 — disse Sikermann.
2ell sorriu.
— 4/o se preocupe! sa*eremos estragar a festa deles. A *em verdade +ue os
'omens$pepino s/o gente muito distinta! n/o l'es devemos fa-er nada.
— O +ue v%m a ser os tais 'omens$pepino5
2ell e8plicou e acrescentou@
— #ealmente estou curioso para v%$los. Pelo +ue di- Eulman. s/o realmente
encantadores. < sua maneira. :i-em +ue seus ol'os l'es permitem remover uma verruga
numa pulga.
— As verrugas5 — perguntou Sikermann em tom de espanto. — Será +ue todo
mundo ficou louco5
— Cuem5 As verrugas5 — perguntou 2ell.
Sikermann n/o respondeu. Parecia dese3ar es+uecer a presen6a de 2ell. Passou a
fitar as telas. nas +uais n/o se via nada.
— Berrugas9 Pepinos9 — disse para si mesmo. sacudindo a ca*e6a. — #osita Peres
poderá cuidar deles.
#osita Peres era a cosmopsic"loga da :rusus.
2ell riu e foi camin'ando em dire6/o < porta +ue dava para a sala de rádio.
)omprimiu um *ot/o e a*riu$a. :avid Stern. +ue estava de plant/o. virou$se +uando
ouviu 2ell entrar.
— 7udo em ordem — anunciou. — 4/o 'á locali-a6Fes nem mensagens.
2ell agradeceu em tom indiferente e encostou$se ao armário de instrumentos.
— Procure descansar um pouco. :entro em *reve terá muito +ue fa-er.
:avid Stern era tenente e um dos oficiais de rádio mais competentes da :rusus.
Bin'a de Israel. era de estatura mediana. tin'a ca*elos escuros e demonstrava a agilidade
de um gato$selvagem.
— Alguma miss/o5 — perguntou em tom discreto.
— & +ue miss/o9 Será a guerra dos pepinos.
— Gem9 — admirou$se :avid Stern. respirando com dificuldade. — O +ue foi +ue
o sen'or disse5
— :isse +ue será a guerra dos pepinos. A *om +ue sai*a +ue os 'a*itantes de
S(oofon s/o pepinos. Bamos tirar$l'es alguma coisa.
— A'. sim — disse Stern. sem entender uma 0nica palavra do +ue o outro di-ia. —
Bamos tirar$l'es alguma coisa... Onde e +uando5
— 4/o acredita nos pepinos5 — perguntou 2ell com um leve tom de amea6a na
vo-. — O agente Eulman nunca mentiu. 4/o se atreveria a tanto.
— Acontece +ue foi ele +uem trou8e u-el para *ordo — ponderou Stern.
2ell p1s$se a rir.
— A'. sim! u-el9 Isso me dá uma idéia. Até logo mais. Stern! ten'o +ue li+uidar
um assunto. A *ordo desta nave e8iste uma criatura +ue *rincava durante 'oras a fio com
esse c/o ro*oti-ado. en+uanto eu fi+uei em disponi*ilidade.
— Será Gucky5 — perguntou Stern +uando 2ell 3á se afastava apressadamente. —
O pe+ueno rato$castor...
— Sim. é este mesmo. Cuero fa-er um pouco de go-a6/o com ele.
& foi assim +ue 2ell ainda teve de tomar. a contragosto. uma aula de v1o. Os
oficiais e tripulantes +ue se encontravam presentes divertiram$se a valer +uando o viram
planar no grande 'angar. 3unto ao teto alto. :eu alguns saltos. fe- vários loopings.
8ingava a valer e pedia socorro. Por ve-es ria ou se lamentava. Os espectadores ficaram
tremendamente admirados.
:esta ve- Gucky. +ue condu-ia 2ell por meio de suas energias telecinéticas.
mostrou$se implacável.
4/o fe- por menos@ 2ell teve +ue voar durante uma 'ora.
H H H
#ecorrendo aos compensadores estruturais. ainda efica-es. a :rusus deu dois saltos
em dire6/o ao sistema de S(aft. :epois os compensadores foram desligados. As duas
transi6Fes +ue se seguiram foram reali-adas sem o menor disfarce. Cual+uer rastreador
estrutural dos arc1nidas seria rapa- de locali-ar os dois saltos. mas n/o proporcionaria
+ual+uer esclarecimento so*re o ponto de partida da nave.
O sol S(aft era apro8imadamente do mesmo taman'o e irradiava calor id%ntico ao
do sol terrano. 4o entanto. ninguém sa*ia e8plicar por +ue no planeta S(oofon n/o se
'avia desenvolvido praticamente nen'uma vegeta6/o. Gavia água. roc'as e terra em *oa
+uantidade. Além disso. e8istia areia de so*ra. as +uase n/o se via nen'uma planta.
Apro8imadamente metade dos s(oons vivia nas cidade-in'as e8istentes na
superf;cie de S(oofon. en+uanto a outra metade preferira a*rigar$se so* a superf;cie.
Eulman conseguira desco*rir +ue e8istiam s(oons +ue se 'aviam aliado aos saltadores. e
estavam dispostos a construir o goni1metro de compensa6/o para os mesmos. &ram
principalmente os s(oons +ue viviam no su*solo.
O pouso de uma nave n/o constitu;a nen'uma sensa6/o nova para os s(oons.
em*ora para eles estas deveriam ser enormes e possantes. Geralmente eram os saltadores
ou mercadores galácticos +ue visitavam S(oofon. trocavam suas mercadorias e tra-iam
artigos de uso muito apreciados. 4/o c'egavam a ser considerados amigos. mas eram
negociantes *em$vindos.
:essa forma. S(oofon pertencia ao Império Arc1nida. e era nesse fato +ue se
*aseava o plano de #'odan.
4o momento em +ue S(oofon surgiu nas telas da :rusus. e esta penetrava no
sistema. desenvolvendo a velocidade da lu-. #'odan distri*uiu os papéis.
— 7enente #ous. pegue a E$MN e voe < 7erra com o compensador ligado. Bá *uscar
a 7itan e a General Pounder com a tripula6/o completa. Seria arriscado demais e8pedir
uma mensagem de rádio. Assim +ue as duas naves c'egarem. faremos uma visita
empolgante a S(oofon. isso por ordem do regente de ,rcon.
— Gum — fe- )rest em tom cético. — Será +ue isso n/o é muito arriscado5
— :e forma alguma. &stou agindo oficialmente nos termos do acordo +ue fi- com
,rcon. 4/o 'averá motivo para suspeitas. )omunicarei ao regente. se este o dese3ar. +ue
S(oofon está prestes a ser invadido pelos invis;veis. 4/o temos necessidade de di-er$l'e
como desco*rimos isso. Sa*emos. e *asta9 &stamos tomando as provid%ncias +ue est/o
ao nosso alcance. Cuem poderá impedir$nos de agir assim5
4inguém respondeu. as Atlan. +ue se mantin'a num ponto mais afastado. falou@
— Ac'o +ue n/o seria recomendável causarmos +ual+uer pre3u;-o aos s(oons —
disse em tom o*3etivo. — )omo antigo psic"logo de coloni-a6/o do Império afirmo +ue
n/o devemos usar viol%ncia e...
— 4/o ten'o a inten6/o de pre3udicar os s(oons — interrompeu$o #'odan em tom
amável. — Apenas faremos um *lefe com eles. A verdadeira finalidade da a6/o consistirá
em enco*rir a atua6/o dos agentes. O +ue pretendemos fa-er é o seguinte@ Eulman irá.
3untamente com os mutantes apropriados. para 3unto dos s(oons +ue dever/o construir o
goni1metro. &sse fato passará desperce*ido em meio < confus/o geral causada por nossa
apari6/o no planeta.
— 7alve- se3a o procedimento mais recomendável — disse Atlan. o imortal.
O 7enente arcel #ous adiantou$se.
— Cuando devo decolar5
#'odan lan6ou um ol'ar so*re o calendário de *ordo.
— :e- de novem*ro de O.PQP. tre-e 'oras. tempo terrano. Se tudo correr
normalmente. poderá estar de volta dentro de duas 'oras. em compan'ia dos dois
coura6ados espaciais. :ecole imediatamente e leve apenas metade da tripula6/o.
&ntendido5
— &ntendido — disse #ous e saiu da sala de comando.
#'odan lan6ou$l'e um ol'ar pensativo e fe- um sinal para Do'n ars'all. c'efe do
&8ército de utantes.
— )ompare6a da+ui a de- minutos ao meu camarote. para podermos discutir os
detal'es de sua tarefa. O*rigado.
:irigindo$se a 2ell. disse@
— :% uma ol'ada na rouparia. O uniforme +ue usei para desempen'ar o papel de
inspetor arc1nida ainda deve estar por lá. 7alve- possa ser$nos 0til.
— ?ogo sa*eremos — disse 2ell e retirou$se.
2aldur Sikermann. +ue estava sentado na poltrona do piloto. sem tirar os ol'os dos
controles. disse@
— 4/o me diga +ue pretende pousar no planeta com a :rusus.
— Pretendo pousar com as tr%s naves — disse #'odan em tom resoluto. — Os
pe+ueninos s(oons ficar/o impressionados ao verem simultaneamente tr%s esferas
espaciais de um +uil1metro e meio de diJmetro. Cuanto maior a e8cita6/o. mel'or para
n"s. ais alguma pergunta5
H H H
&8atamente <s +uin-e 'oras. tempo terrano. as naves 7itan e General Pounder
materiali-aram$se a pe+uena distJncia da :rusus. #'odan sa*ia perfeitamente +ue iria
praticar um ato a*surdo e até rid;culo. S" poderiam ac'ar +ue era louco ou covarde. se
utili-asse as tr%s naves desse tipo para ocupar um planeta como S(oofon.
Acontece +ue #'odan n/o se importava com o +ue os saltadores ou os arc1nidas
pensassem dele. Sa*ia perfeitamente o +ue estava fa-endo.
Prosseguiu em dire6/o a S(oofon < velocidade da lu- e transmitiu ininterruptamente
a seguinte mensagem@
Atenção@ Diri0o)me 8 população do planeta 2=oo!on&
7 sistema de 2=a!t será blo"ueado por ordem do 1mp#rio&
:enhuma nave poderá sair de 2=oo!on sem licença
especial& A partir deste momento, vigora uma proibição
terminante de pousar ou decolar para todas as naves "ue se
encontrem no sistema& A população deverá manter a calma&
#'odan preferiu n/o citar seu nome. O regente de ,rcon logo seria comunicado. e
ficaria sem sa*er +uais seriam as verdadeiras inten6Fes de seu s"cio do planeta 7erra.
& era *om +ue fosse assim.
=m sorriso contrariado surgiu no rosto de #'odan. +uando Sikermann come6ou a
desacelerar a :rusus. para +ue a mesma n/o penetrasse em velocidade muito elevada na
atmosfera do planeta. A 7itan e a General Pounder seguiram o e8emplo.
:e pé. ao lado de #'odan. Eulman o*servava a mano*ra. )on'ecia os s(oons e
sa*ia como orientar$se no planeta.
— A capital é S(atran — disse. fitando a tela +ue refletia todos os detal'es da
superf;cie do planeta. — A maior parte da cidade fica na superf;cie. especialmente o
espa6oporto. Dá os centros de produ6/o ficam muito a*ai8o do n;vel do solo. O acesso aos
mesmos s" é poss;vel através de min0sculos portFes. #eceio +ue nen'um de n"s consiga
entrar lá.
— Aguardemos — disse #'odan com a vo- fria. — O sen'or verá.
Eulman apontou para o ponto pouco n;tido. situado uns du-entos +uil1metros a leste
da capital.
— >oi a+ui +ue eu fi+uei. &m S(atran ninguém me con'ece.
— :evem ter ouvido falar de sua atua6/o — comentou #'odan. — Ac'o +ue n/o
precisará de uma apresenta6/o formal. 4aturalmente ficar/o curiosos para sa*er como é
+ue o sen'or veio parar em min'a nave. e por +ue volta em nossa compan'ia. as
acredito +ue dificilmente encontraremos inimigos entre os s(oons. pois eles n/o t%m
muita simpatia pelos saltadores.
— Aguardemos — respondeu Eulman em tom seco.
#'odan calou$se.
O espa6oporto 'avia sido constru;do pelos saltadores. +ue mantin'am um
intercJm*io comercial *astante intenso com os mecJnicos de precis/o da Galá8ia. Os
edif;cios destinados a a*rigar a col1nia de saltadores radicada no planeta e o
administrador de ,rcon eram relativamente *ai8os. mas para os s(oons deviam ser
verdadeiros arran'a$céus. :urante sua perman%ncia no planeta. Eulman ocupara um
grande arma-ém dos s(oons. 4a verdade. n/o passava de um simples *arraco. Sentira$se
+ue nem Gulliver entre os anFes.
O taman'o min0sculo das casas causava uma impress/o err1nea +uanto < distJncia.
&8aminando a superf;cie a ol'o nu. #'odan calculou +ue a nave se encontrava a uns
cem +uil1metros de S(atran. mas o alt;metro revelou +ue a distJncia n/o era superior a
de- +uil1metros.
As gigantescas naves pousaram. Cuase no mesmo instante. uns cem girinos. +ue
eram naves esféricas de sessenta metros de diJmetro. sa;ram das escotil'as de carga da
:rusus. da 7itan e da General Pounder. &stes ve;culos espaciais cuidariam do *lo+ueio
do planeta. >eito isso. #'odan suspirou aliviado e dirigiu$se < sala de rádio.
— Alguma not;cia5 — perguntou. dirigindo$se a :avid Stern.
— Apenas algumas indaga6Fes confusas +ue ninguém entende. Os saltadores
protestaram! afirmam +ue n/o e8iste nada contra eles.
— A o +ue sempre di-em — afirmou #'odan. — Acontece +ue nunca est/o com a
consci%ncia tran+Iila. Aposto +ue a esta 'ora 3á est/o +ue*rando a ca*e6a para sa*er
+uais dos seus crimes conseguimos desco*rir. Se foram os pr"prios saltadores +ue
tramaram essa 'ist"ria do goni1metro de compensa6/o. a esta 'ora 3á estar/o suando de
medo.
2ell seguira #'odan sem +ue este o perce*esse.
— Acontece +ue n/o est/o inteirados +ue n"s sa*emos — disse.
— A incerte-a n/o é um estado muito agradável — ponderou #'odan e voltou a
dirigir$se a Stern@ — Cuero entrar em contato com o administrador de S(oofon. A
poss;vel5
— 7entarei — prometeu Stern e p1s$se a tra*al'ar. — 4/o sei +ual será a demora.
— )'ame$me assim +ue tiver esta*elecido a comunica6/o — disse #'odan e
dirigiu$se < porta. — &n+uanto isso conversarei com o enviado oficial do Império.
2ell seguiu$o com os ol'os e voltou < sala de comando.
Parou na porta. O tremendo sil%ncio dei8ou$o fascinado.
Os +ue se encontravam na sala de comando fitavam as enormes telas de vis/o
glo*al. nas +uais se viam as áreas ad3acentes < nave pousada. como se esta n/o tivesse
paredes.
2ell tam*ém o*servava.
O campo de pouso n/o estava va-io. &ntre as grandes naves dos saltadores
en8ameavam pe+uenos seres. +ue camin'avam a passos graves. 4a verdade. pareciam
pepinos maduros. Sua altura n/o ultrapassava trinta cent;metros. 7in'am pernas curtas.
+uatro *ra6os. um rosto +ue +uase c'egava a ser rid;culo. nari- ac'atado e uma *oca
pe+uen;ssima. 4/o tin'am pesco6o. & os ol'os salientes n/o contri*u;am para tornar os
s(oons mais *onitos.
Eulman 'avia contado a 2ell +ue essas estran'as criaturas fa-iam +uest/o de serem
tratadas com o maior respeito e cortesia. Cuem n/o l'es desse esse tratamento teria
pro*lemas. & #'odan n/o estava interessado em criar pro*lemas.
— Por todos os planetas9 — e8clamou 2ell e acompan'ou a marc'a dos 'omens$
pepino. cu3a cor amarela o dei8ou estupefato.
=savam um tipo de roupa. mas esta n/o enco*ria os contornos do corpo. +ue
permaneciam n;tidos.
— #ealmente parecem pepinos. Sa*em falar5
Eulman. +ue se encontrava a seu lado. fe- um gesto afirmativo.
— >alam em vo- aguda e estridente. Seu ouvido é e8tremamente sens;vel. Se
alguém grita perto deles. contorcem$se de dor. O tradutor eletr1nico permite uma
comunica6/o perfeita com eles. Ainda *em +ue temos uma +uantidade suficiente desses
aparel'os.
— &stou captando seus pensamentos — disse Gucky. em cu3os ol'os se e8primia o
espanto. — S/o pacatos e muito curiosos. mas n/o +uerem confessar essas +ualidades.
#esolveram mostrar$se enérgicos e protestar contra a ocupa6/o de S(oofon. Se n/o me
engano. a+uilo ali é uma espécie de delega6/o do Governo.
— &8celente9 — disse uma vo- vinda da porta.
7odos viraram$se a*ruptamente e assustaram$se ao recon'ecerem o uniforme
colorido de inspetor arc1nida. as logo viram +ue era #'odan +ue o envergara e estava
pronto para desempen'ar seu papel.
— Boc% parece um papagaio — disse 2ell em tom de inve3a. — 7en'o a impress/o
de +ue sou um simples pardal.
— Boc% n/o passa disso — e8clamou Gucky com um sorriso de de*oc'e.
2ell n/o l'e deu aten6/o.
— Pretende sair da nave para conferenciar com os s(oons5 Cuem irá com voc%5
#'odan ol'ou em torno.
— A prefer;vel +ue por en+uanto Eulman n/o saia da nave. 4/o é necessário +ue
sai*am +ue veio conosco. ao menos agora. Boc% irá comigo. 2ell. Gucky tam*ém irá.
para +ue possamos con'ecer os pensamentos dos s(oons. Sikermann e )rest cuidar/o da
sala de rádio e far/o cumprir nossas ordens. Os girinos deter/o +ual+uer nave +ue tente
sair de S(oofon. Outros girinos pousar/o nos demais espa6oportos e8istentes no planeta
e confiscar/o todas as naves dos saltadores. O intercJm*io comercial será suspenso
imediatamente. S/o ordens de ,rcon9
Ao proferir a 0ltima frase. e8i*iu um sorriso frio. 2ell riu. )rest e Atlan pareciam
preocupados. Sikermann dava a impress/o de estar -angado e resoluto. Por estran'o +ue
pudesse parecer. Gucky n/o fe- e n/o disse nada.
4a+uele momento as tr%s naves. +ue 'aviam pousado longe uma da outra. estavam
totalmente cercadas pelos s(oons. O +uadro. +ue se oferecia aos terranos. +uase c'egava
a ser medon'o. A superf;cie plana do espa6oporto en8ameava de min0sculas criaturas.
movendo$se com taman'a dignidade e compenetra6/o +ue até parecia +ue eram os
verdadeiros donos do =niverso. Podia ser +ue n/o possu;ssem nada. mas ao menos
tin'am a consci%ncia tran+Iila. & uma calma ina*alável.
— Bamos andando — disse #'odan.
2ell e Gucky seguiram$no.
4/o levaram armas. &m compensa6/o muniram$se de um tradutor eletr1nico. sem o
+ual toda e +ual+uer comunica6/o se tornaria imposs;vel. 2ell carregou$o. com a
compenetra6/o de um camareiro do rei. en+uanto Gucky fitava com a necessária
venera6/o a cal6a colorida de seu c'efe Perry #'odan. +ue camin'ava < sua frente.
4inguém sa*eria di-er +ue recorda6Fes l'e passavam pela mente na+uele instante.
4/o era a primeira ve- +ue #'odan usava uma cal6a desse tipo...
A escotil'a a*riu$se. A rampa inclinada saiu automaticamente. e #'odan e seus
compan'eiros desceram$na calmamente. em dire6/o aos s(oons +ue os esperavam.
— 4/o est/o com medo de n"s — coc'ic'ou Gucky. — Apenas est/o curiosos.
— A curiosidade é a for6a motri- do =niverso — retrucou #'odan em vo- *ai8a.
:e-enas de mil'ares de s(oons se 'aviam reunido a fim de cumprimentar os seres
+ue acreditavam serem arc1nidas. esmo #'odan. cu3a capacidade telepática era menos
potente +ue a de Gucky. conseguiu ler os pensamentos dos +ue se encontravam mais
pr"8imos. em*ora n/o fosse fácil distinguir os impulsos confusos. 4a verdade. s"
perce*eu curiosidade. misturada com certa dose de alegria e satisfa6/o.
&ra surpreendente. talve- mesmo estran'o.
#'odan resolveu solucionar o enigma.
Prosseguiu. até encontrar$se no meio dos s(oons. A*ai8ou$se. ficando de c"coras.
2ell seguiu seu e8emplo. o +ue n/o foi t/o fácil assim. pois pesava alguns +uilos a mais
+ue #'odan. Gucky n/o teve a menor dificuldade. 3á +ue sua altura n/o era superior a um
metro.
=m dos s(oons come6ou a falar aos pios. 7ratava$se de um indiv;duo +ue era
tratado com uma venera6/o toda especial pelos demais. A*riram alas +uando se adiantou.
e formaram um semic;rculo < sua volta. a fim de proteg%$lo.
— 2em$vindos em S(oofon — disse o s(oon em tom agudo. fa-endo um princ;pio
de mesura. — Sentimo$nos feli-es em 'ospedá$los. B%m por ordem do regente5
&ra a primeira pergunta.
#'odan fe- um gesto afirmativo e. falando para dentro do tradutor eletr1nico. +ue
reprodu-ira perfeitamente as palavras dos s(oons. disse@
— O regente envia seus respeitosos cumprimentos aos dign;ssimos s(oons. O
Império sente$se feli- em sa*er +ue os 'a*itantes deste planeta se contam entre seus
mel'ores amigos.
Os s(oons engoliram a *a3ula6/o com a naturalidade +ue l'es era peculiar em
ocasiFes como esta. O rosto de #'odan irradiava satisfa6/o.
— Se colocamos nossos valiosos servi6os ao dispor da comunidade. apenas estamos
cumprindo nosso dever — respondeu a pe+uena criatura num tom de orgul'osa
autoconfian6a. — 7alve- se o Império +uiser confiar$nos alguma tarefa. esta será
cumprida com a dedica6/o de sempre.
— A miss/o +ue nos trou8e para cá n/o é nada agradável — disse #'odan. —
&stamos < procura de um inimigo do Império. Pelo +ue estamos informados. ele fugiu
para S(oofon. Além disso. este mundo encontra$se na imin%ncia de uma invas/o contra a
+ual n/o e8iste +ual+uer defesa. a n/o ser +ue consigamos criar uma nova arma. :ese3o
falar com o c'efe de governo de S(oofon.
— A+ui e8istem muitos c'efes de governo — foi a resposta surpreendente dada pela
pe+uena criatura. — Infeli-mente nossas tri*os e na6Fes ainda n/o conseguiram c'egar a
um acordo e escol'er a pessoa +ue ten'a suficiente dignidade para falar em nome de
todas. As tentativas de unifica6/o...
&ra a vel'a 'ist"ria. Os s(oons ainda n/o con'eciam a navega6/o espacial vista
como um instrumento de e8pans/o galáctica. Biviam para o tra*al'o. fa-iam seus
neg"cios com os saltadores e outras ra6as do Império. gan'avam muito din'eiro e n/o
demonstravam o menor interesse pela pol;tica espacial.
— Por isso temos +ue pedir$l'e +ue se contente em conferenciar com os
representantes de S(atran. >alamos em nome de de- mil'Fes de s(oons.
#'odan fe- um gesto afirmativo.
— Pois *em! ou6a min'as instru6Fes. 7odas as naves estacionadas no planeta est/o
confiscadas. 4/o dever/o decolar sem permiss/o dada por n"s. Além disso. +uero falar
com o administrador de ,rcon. Parece +ue ele reside em S(atran. n/o5
— Até 'o3e residia — disse o pe+ueno s(oon. — Infeli-mente desapareceu no
momento em +ue o sen'or surgiu inesperadamente. Pretend;amos perguntar$l'e o +ue
dev;amos fa-er. pois n/o sa*;amos como e8plicar o aparecimento de uma frota dos
arc1nidas. as n/o o encontramos na sede da administra6/o. :esapareceu.
A novidade era muito interessante9 O +ue estaria temendo o administrador de ,rcon
para fugir da+uela maneira5 7eria feito neg"cios escusos com os saltadores a fim de
aumentar sua fortuna pessoal5 &staria receoso de ser desco*erto por #'odan5
2ell sentara de ve-. Alguns s(oons camin'avam entre suas pernas. fitando$o com
uma e8press/o curiosa. mas sem demonstrar +ual+uer medo. Se +uisesse podia varr%$los
com um simples movimento da m/o. as +uando via seus rostin'os graciosos c'egava a
sentir uma espécie de ternura. >itava com certa admira6/o os dedos finos. presos
diretamente aos +uatro *ra6os. A+ueles seres realmente pareciam pepinos maduros aos
+uais tivesse sido insuflada vida. 2ell teve a sensa6/o de viver uma lenda. na +ual
desempen'ava o papel do gigante *ondoso.
)om Gucky as coisas n/o foram diferentes. 7am*ém estava sentado no c'/o e
KapalpavaL o conte0do da mente dos s(oons. :espertava uma aten6/o toda especial. e
uma elevada dose de simpatia dos s(oons. Pelo +ue Gucky p1de constatar. acreditavam
+ue fosse uma espécie de animal doméstico dos pretensos arc1nidas. 4/o se -angou com
isso. pois para Gucky os animais n/o eram menos respeitáveis e simpáticos +ue as
criaturas 'umanas.
— Se é assim. falarei com os saltadores — disse #'odan. — andarei alguns
soldados procurá$los e prend%$los.
#'odan teve a impress/o de desco*rir certa alegria no rosto do s(oon +ue se
encontrava < sua frente. & os pensamentos do pe+ueno ser confirmaram a suposi6/o. 4/o
gostava dos saltadores. & 'avia outras criaturas de +ue tam*ém n/o gostava...
...&ram os outros s(oons. Os s(oons +ue cola*oravam com os saltadores.
— Providencie para +ue todos os s(oons se3am retirados do campo de pouso. a fim
de +ue nossa opera6/o militar n/o se3a pertur*ada — disse #'odan. — :ou$l'es meia
'ora.
— &stamos prontos para servi$lo com o má8imo pra-er — asseverou o s(oon. —
Sem d0vida terá a *ondade de avisar$nos o +uanto antes so*re os resultados da opera6/o.
Se pudermos a3udar...
— Oportunamente avisaremos — prometeu #'odan e levantou$se. 2ell e Gucky
seguiram seu e8emplo. em*ora se perce*esse +ue preferiam continuar sentados por mais
algum tempo. 7alve- ainda teriam uma oportunidade de conversar com os 'omens$
pepino.
#'odan desligou o tradutor eletr1nico.
— &spere a+ui 3untamente com Gucky — disse. dirigindo$se a 2ell. — Bou <
:rusus para tra-er ars'all com +uatro dos seus mutantes. 4/o dei8em +ue ninguém os
distraia. Boltarei logo.
Afastou$se sem esperar resposta. Antes de c'egar < rampa. comprimiu um *ot/o do
rádio de pulso.
:avid Stern respondeu.
— Sim.
— &sta*ele6a contato com ,rcon pelo 'ipercomunicador. Boc% con'ece o c"digo
do ro*1 regente. Pe6a$l'e +ue envie a frota de 7alamon a t;tulo de refor6o. &ntendido5
— :evo pedir a ,rcon +ue envie 7alamon5
#'odan fe- +ue sim.
— Se alguém se mostrar surpreso. diga +ue s/o ordens min'as. Sei o +ue estou
fa-endo. &ntendido5
— Sim sen'or. &ntendido.
#'odan n/o estava muito convencido de +ue Stern realmente tivesse entendido. mas
sa*ia +ue podia confiar nele.
Gucky e 2ell voltaram a sentar e iniciaram conversa com os poucos s(oons +ue
permaneciam no campo de pouso.
Os outros camin'aram tran+uilamente de volta < cidade. Até parecia +ue estavam
num pi+ueni+ue.
Gucky fitou$os c'eio de espanto e com certa dose de ceticismo.
&m*ora tivesse alguma simpatia pelos Kpepinos pensantesL. estes tam*ém o
amedrontavam um pouco.
H H H
4a sala de comando )rest. Atlan e Sikermann esperavam por #'odan.
Pareciam *astante contrariados. especialmente )rest.
— Ac'o +ue for6ou as coisas demais. Perry — disse a t;tulo de cumprimento. — A
esta 'ora o regente 3á sa*e o +ue está acontecendo a+ui.
#'odan sacudiu a ca*e6a.
— 4ada disso. )rest. Sua aten6/o foi desviada da+uilo +ue realmente importa. O
ro*1 regente nunca sa*erá +uais foram realmente nossas inten6Fes ao virmos para cá.
&n+uanto procura encontrá$las. desco*riremos os planos do goni1metro de compensa6/o.
e ainda sa*eremos se o regente fala sério +uando alude < sua ami-ade conosco.
— 7omara +ue ten'a ra-/o — disse )rest em tom de d0vida.
Atlan manteve$se em sil%ncio. &m*ora fosse um arc1nida. tal +ual )rest. parecia
mais ro*usto. 4os ol'os do imortal notava$se o con'ecido *ril'o avermel'ado da ra6a
al*ina.
4/o 'o3e. mas um *elo dia...
— )onseguiremos — disse #'odan em tom confiante e transmitiu algumas
instru6Fes lac1nicas pelo intercomunicador.
:ali a alguns minutos. o c'efe do &8ército de utantes apareceu com +uatro de
seus 'omens. :irigindo$se a ars'all. Perry disse@
— Ben'am comigo. Prenderemos os saltadores. 4/o acredito +ue 'a3a resist%ncia.
— Se 'ouver. o a-ar é deles — o*servou Sikermann. lan6ando um ol'ar furioso
para os controles de armamentos. — Ainda temos alguns girinos a *ordo.
— Se necessário. solicitarei sua presen6a — prometeu #'odan e saiu da sala de
comando 3untamente com os mutantes. — anteremos contato pelo rádio.
O campo de pouso estava va-io. S" ve- por outra. via$se um ou outro s(oon +ue
trope6ava em tom ma3estático. sem demonstrar a menor pressa de c'egar ao destino.
Ainda estavam curiosos para sa*er o motivo de taman'o espal'afato.
2ell e Gucky levantaram$se assim +ue #'odan c'egou com o grupo de cinco
'omens. :ois ou tr%s s(oons afastaram$se em gestos compenetrados. Pelos seus
movimentos tin'a$se a impress/o de +ue mal conseguiam carregar seus pe+uenos corpos.
— 4/o precisamos de +ual+uer ve;culo nem de tra3es especiais — disse #'odan ao
notar o ol'ar pensativo de 2ell. — 2asta darmos um salto para percorrermos de- metros e
pousarmos suavemente. Pelo +ue di- Eulman. é muito divertido passear em S(oofon.
— Cue passeio9 — disse 2ell. ol'ando para os edif;cios *ai8os. nos +uais. segundo
supun'a. se encontravam os saltadores. — 7en'o uma sensa6/o es+uisita...
— 4o est1mago5 — perguntou Gucky em tom -om*eteiro. — :eve ser fome.
— 7olice9 4/o estou com fome...
— A'9 — e8clamou Gucky em tom de triunfo. sorrindo para #'odan. — Cuer di-er
+ue está com medo. S" pode ser fome ou medo. Afirma +ue n/o está com fome. ?ogo...
— Bamos em*ora — disse #'odan. interrompendo$o. — 4/o temos tempo para
fa-er piadas sem gra6a. ars'all. manten'a a arma preparada para disparar. 4/o acredito
+ue os saltadores es*ocem +ual+uer rea6/o. Ao menos. n/o será a rea6/o +ue 2ell receia.
Os tr%s coura6ados espaciais formavam um triJngulo e+Iilátero. :entro do
triJngulo. e tam*ém fora dele. 'avia algumas naves cil;ndricas dos saltadores. 4em
pensavam em deso*edecer <s ordens +ue #'odan mandara transmitir pelo rádio!
mantin'am$se calmas. em atitude de e8pectativa. Os s(oons 'aviam desaparecido de ve-.
dando a entender +ue n/o tin'am nada a ver com a opera6/o de vascul'amento +ue se
anunciava.
O teleportador #as 7sc'u*ai. um gigantesco africano de rosto *onac'/o. mantin'a$
se perto do 'ipno André 4oir. Ruriu Sengu. o espia 3apon%s. camin'ava ao lado do
locali-ador >ellmer ?loyd. Do'n ars'all ia na retaguarda. #'odan. Gucky e 2ell
camin'avam < frente do grupo. em dire6/o < periferia do campo de pouso. onde se
encontravam os edif;cios da administra6/o. +ue enco*riam a cidade propriamente dita.
4/o se via ninguém. Be- por outra uma som*ra se movia atrás das 3anelas fec'adas.
mas nada aconteceu. >ellmer ?loyd. +ue n/o lia propriamente os pensamentos. mas os
analisava. disse@
— &ntre os saltadores reina uma atmosfera de incerte-a e tens/o. 4/o sa*em o +ue
significa nossa visita. 4em pensam em resistir. 7%m um respeito tremendo pelo regente.
Até parece +ue alguém 3á l'es deu uma li6/o.
— Isso é muito *om para n"s — disse #'odan em tom de satisfa6/o. — Assim as
coisas ser/o mais fáceis. A lem*ran6a os tornará cautelosos e d"ceis.
— 7erei muito pra-er em a3udá$los a recordarem$se. se necessário — disse Gucky.
Dá se encontravam pr"8imos ao maior dos edif;cios. cu3a altura era espantosamente
redu-ida. 2astava su*ir dois ou tr%s degraus para atingir a entrada principal. +ue estava
*em a*erta.
#'odan ol'ou em torno.
— 7sc'u*ai. 4oir. Sengu. ?loyd e Gucky. voc%s esperar/o a+ui. ars'all. 2ell e eu
iremos so-in'os. Se precisar de au8;lio. ars'all enviará uma mensagem telepática.
Cuando isso acontecer. voc%s vir/o imediatamente.
Prosseguiu sem aguardar resposta. 2ell e ars'all. os 0nicos +ue tra-iam uma arma.
seguiram$no.
O corredor largo e profusamente iluminado estava va-io. :e am*os os lados 'avia
portas. ars'all n/o teve a menor dificuldade em desco*rir a porta +ue procuravam.
— Os saltadores est/o atrás desta — coc'ic'ou. — 4/o sa*em onde estamos. 4este
momento. est/o pensando nas desculpas +ue podem apresentar. Andam com a
consci%ncia *astante pesada. talve- até por causa desse assunto do goni1metro.
— 4/o demoraremos em sa*er — respondeu #'odan em vo- *ai8a. — Bamos
fa-er$l'es uma visita informal. 2ell. a*ra$a.
4um gesto instintivo. 2ell p1s a m/o no lugar do cinto em +ue costumava ficar o
radiador. as levantou o om*ro num gesto de resigna6/o e adiantou$se. Girou
calmamente o *ot/o em*utido na porta e escancarou$a.
Cuando entrou. #'odan e ars'all seguiram$no de perto.
— 2om dia. caval'eiros — disse em arc1nida. — Permitem +ue l'es fa6amos uma
visita5
Seis ou sete 'omens fitaram os intrusos com os ol'os arregalados. 7odos eles
usavam *ar*a mais ou menos aparada. tra3avam < paisana e tra-iam no cinto os
con'ecidos radiadores portáteis. &stavam sentados em torno de uma mesa redonda mas.
ao verem$se surpreendidos dessa maneira. levantaram$se de um salto.
— O +ue é isso5 — perguntou um deles. — )omo conseguiram encontrar$nos t/o
depressa5 Cuanto ao mais. seguimos estritamente as ordens +ue rece*emos. 4ossas naves
est/o paradas lá fora...
— & da;5 — disse #'odan. dei8ando +ue ars'all l'e desse co*ertura. — Alguém
afirmou o contrário5 Será +ue é a vo- da consci%ncia pouco tran+Iila +ue está falando por
voc%5
=m dos gigantes ruivos levantou$se lentamente e camin'ou na dire6/o de #'odan.
Parou < frente dele e mediu o pretenso inspetor com um ol'ar orgul'oso.
— Somos s0ditos do Império e n/o fa-emos nada +ue n/o se3a permitido. 4/o o
con'e6o e nunca o vi. mas se n/o resolver usar outro tom. talve- ven'amos a con'ecer$
nos muito *em.
— Para mim seria um pra-er — disse #'odan em tom amável. mas com um tim*re
duro na vo-. — Permite +ue pergunte o +ue est/o fa-endo em S(oofon5
O ruivo emitiu um suspiro de despre-o.
— O +ue poder;amos fa-er5 &stamos negociando. Os s(oons fa*ricam coisas
e8celentes. +ue alcan6am *om pre6o em todos os cantos da Galá8ia. Será +ue é crime
comprar os produtos dos s(oons e revend%$los em outro lugar5
— Alguém afirmou +ue é5 — perguntou #'odan em tom de espanto.
O saltador parecia confuso.
— A claro +ue n/o. mas... Su*itamente estacou. fitou #'odan e prosseguiu@
— Bamos mostrar as cartas. O +ue dese3a de n"s5 Cual é o motivo de todo o
alarma5 Cuem está procurando5
— A'9 — disse #'odan com um aceno da ca*e6a. — A assim +ue se fala. Ac'o +ue
deste 3eito conseguiremos entender$nos logo. Dá ouviu falar num certo 2erenak5
— 4unca9
A resposta n/o surpreendeu #'odan. 7am*ém este nunca ouvira o nome. &ste l'e
surgira na+uele instante.
— Cuer di-er +ue n/o con'ece 2erenak5 &ste indiv;duo vem de um planeta situado
nas pro8imidades de ,rcon. A descendente dos arc1nidas e dos saltadores. mas n/o se
liga a ninguém. A um mestre na arte do em*uste e um criminoso. & é a pessoa +ue
estamos procurando.
— O +ue foi +ue ele fe-5
— Seria muito demorado contarmos todas as patifarias +ue andou cometendo.
Sa*emos +ue está em S(oofon. O regente pediu$nos +ue o prend%ssemos. Cual+uer dos
sen'ores pode ser 2erenak. 4/o será fácil identificá$lo. A este o motivo das medidas +ue
estamos tomando.
— &u n/o sou 2erenak9 — e8clamou o ruivo. — Sou o patriarca Gol. um 'onesto
mercador.
— A poss;vel — respondeu #'odan — mas resta provar sua afirmativa. Por isso n/o
ten'o outra alternativa sen/o pedir$l'e +ue por en+uanto n/o saia da+ui e siga min'as
instru6Fes. O sen'or n/o poderá dei8ar de recon'ecer +ue n/o terá a menor c'ance contra
tr%s coura6ados espaciais do Império. Será +ue fui *astante claro5
— A claro +ue sim — disse Gol em tom amargurado e voltou a sentar. Ao +ue
parecia. n/o estava com vontade de prosseguir na+uela discuss/o in0til.
ars'all estava sondando os pensamentos dos presentes. 4/o encontrou a menor
indica6/o so*re a constru6/o do goni1metro de compensa6/o. 7ransmitiu a sen'a
com*inada a #'odan.
— 4/o os trancafiarei — disse #'odan. en+uanto camin'ava para a porta. — as
pe6o$l'es +ue se considerem presos. 4inguém poderá sair deste edif;cio. Cual+uer pessoa
+ue se opuser <s ordens de ,rcon. terá de arcar com as conse+I%ncias. &. conforme as
circunstJncias. essas conse+I%ncias poder/o ser *astante desagradáveis. Será +ue me fi-
entendido. caval'eiros5
4/o es*o6aram o menor movimento en+uanto #'odan. ars'all e 2ell se retiravam.
Gavia uma e8press/o de c"lera em seus ol'os. mas por en+uanto n/o tin'am a menor
inten6/o de deso*edecer <s ordens de ,rcon.
Assim +ue sa;ram ao corredor. 2ell suspirou aliviado.
— 4/o me senti muito *em en+uanto estava lá dentro. Afinal. n/o sei ler
pensamentos. 4/o compreendo por +ue dei8am +ue se fa6a +ual+uer coisa com eles.
Antigamente...
— Os tempos est/o mudados — e8plicou #'odan. — Antigamente a liga6/o entre
os saltadores e ,rcon n/o era t/o estreita como 'o3e. 4/o se atrever/o a entrar em
conflito com o ro*1 regente. Ainda acontece +ue realmente n/o t%m a menor idéia do +ue
viemos fa-er a+ui. 7%m a consci%ncia relativamente tran+Iila. &vidente +ue andaram
tapeando vergon'osamente os s(oons. mas com isso n"s n/o temos nada a ver.
#evistaram o edif;cio. encontraram mais uns cin+Ienta comandantes saltadores e
comunicaram$l'es +ue n/o poderiam sair de S(oofon. as n/o ac'aram o menor
vest;gio dos saltadores +ue pro3etavam a constru6/o do goni1metro.
Parecia *ru8aria.
Cuando #'odan e seus compan'eiros sa;ram do edif;cio. os +uatro mutantes
pareciam aliviados. Gucky estava sentado no c'/o. dei8ando +ue os raios de sol
atingissem sua *arriga. Até parecia um turista +ue fa-ia +uest/o de se dei8ar +ueimar
pelo sol.
Antes +ue #'odan pudesse di-er +ual+uer coisa. ouviu$se um silvo agudo. +ue logo
se transformou num rumore3ar surdo. Por alguns segundos uma som*ra passou pelo
amplo campo de pouso. >inalmente a gigantesca esfera espacial pousou *em no centro do
triJngulo formado pelas naves de #'odan.
7alamon aca*ara de c'egar.
)om os recursos de +ue dispun'a. #'odan poderia con+uistar metade da Bia ?áctea.
+uanto mais o inofensivo planeta de S(oofon. &ra um a*surdo +ue for6osamente dei8aria
o regente perple8o.
:a :rusus. :avid Stern colocou Perry em comunica6/o com 7alamon.
— Olá. 7alamon9 O sen'or veio depressa.
— O regente mandou +ue me apressasse. Onde é +ue a coisa está pegando fogo5
— :esta ve- é em S(oofon. 7alamon.
— Será +ue por causa disso precisou c'amar uma frota inteira5 4/o dispFe de tr%s
coura6ados invenc;veis5 O +ue é +ue está temendo. #'odan5 4/o ven'a me di-er +ue s/o
os s(oons9
#'odan continuava a sorrir. mas 7alamon n/o podia v%$lo.
— Ss ve-es uma cautela e8cessiva n/o é medo. vel'o compan'eiro de lutas. :e
+ual+uer maneira. +uero transmitir$l'e as instru6Fes +ue deverá seguir. O sistema de
S(aft será fec'ado 'ermeticamente. 4en'uma nave poderá entrar ou sair. Isso é muito
importante. S(oofon deve ser isolado. a fim de +ue dispon'a do tempo necessário e
sossego para e8aminar um por um os saltadores +ue est/o a+ui. 4em mesmo um rato
deve escapar. Ac'o +ue fui suficientemente claro. n/o fui. 7alamon5
— A claro +ue foi. Será +ue poderia sa*er...5
— &stamos procurando alguém — disse #'odan em tom lac1nico. dando a entender
+ue n/o dese3ava di-er mais +ue isso. 7alamon con'ecia$o *astante *em para n/o insistir.
— &stá *em. #'odan. Boc% é o c'efe. Oportunamente poderemos conversar so*re a
necessidade de certas medidas. desde +ue n/o ten'a +ual+uer o*3e6/o. 4a min'a opini/o
sua cautela foi e8agerada.
#'odan esperou mais um pouco. mas o min0sculo alto$falante permaneceu em
sil%ncio.
— 4inguém consegue cumprir ordens sem formular perguntas supérfluas —
constatou. — 4/o fico -angado por 7alamon ter agido dessa forma. as. dentro de
pouco tempo. o ro*1 regente de ,rcon participará do seminário de perguntas. Cuando
isso acontecer. as coisas come6ar/o a ficar cr;ticas.
— :ei8e este mont/o de lata por min'a conta — sugeriu Gucky.
#'odan lan6ou um ol'ar pensativo para a nave de 7alamon! n/o respondeu <
sugest/o +ue Gucky aca*ara de formular.
)ome6ava a admirar$se por ter o regente — o maior computador positr1nico da
Galá8ia — enviado a frota por ele solicitada. Será +ue continuaria a cumprir o +ue
'aviam com*inado5 &staria sendo sincero5 #'odan tin'a suas d0vidas.
— Bamos andando — disse depois de algum tempo. — Precisamos iniciar nosso
tra*al'o. Cuanto a voc%. Gucky. desta ve- poderá dar va-/o < sua Jnsia de agir. Boc%.
Eulman e Sengu procurar/o. e ter/o de encontrar as instala6Fes su*terrJneas em +ue
deverá ser fa*ricado o goni1metro de compensa6/o.
— )om muito pra-er — disse Gucky com a indiferen6a de +uem aca*a de rece*er
ordem para comprar cinco p/e-in'os na padaria da es+uina.
3
S(atran ficava +uase e8atamente no e+uador. O dia de S(oofon durava cerca de
de-oito 'oras terranas. Portanto. o sol *ril'ava durante nove 'oras. en+uanto durante as
nove 'oras restantes reinava uma escurid/o completa.
&ra meia$noite.
Gucky. Ruriu Sengu e Dost Eulman estavam de pé na pra6a principal da capital e
tomaram cuidado para n/o trope6arem nos autom"veis estacionados. 4/o foi muito
dif;cil. pois os 'omens$pepino fa*ricavam ve;culos +ue mediam até um metro de
comprimento. Acontece +ue os 'aviam estacionado sem lu-es. em plena pra6a. no lugar
e8ato em +ue Gucky e os dois 'omens deveriam iniciar suas investiga6Fes.
— A+ui é muito +uieto — disse o 3apon%s com a vo- insegura. — Será +ue os
s(oons n/o t%m vida noturna5
— 4/o — disse Eulman. — Os s(oons gostam de dormir.
— Os +ue vivem no su*solo tam*ém5 — perguntou Gucky.
— 7am*ém — confirmou Eulman. o agente +ue passara uma *oa temporada em
S(oofon. por ordem do Império Solar. — Apreciam um estilo de vida simples e
tran+Iilo.
— >a-em *em — disse Gucky em tom de admira6/o. — &st/o satisfeitos com
a+uilo +ue conseguiram. sentem$se *em. t%m seu orgul'o e sua am*i6/o. mas n/o
e8ageram. Cuase c'ego a ter inve3a deles.
— :e certa forma a gente poderia inve3á$los — concordou Eulman. ol'ando em
torno. Até mesmo seus ol'os possantes mal conseguiram romper a escurid/o. — &st/o
vendo alguma coisa5
Ruriu Sengu deu de om*ros.
— Sou capa- de penetrar com min'a vis/o em +ual+uer estrutura molecular e ver o
+ue está atrás dela. mas no escuro min'a vista tam*ém fal'a. Be3o os s(oons deitados
em suas camas. mas a vis/o é pouco n;tida. O +ue vamos fa-er5
Gucky segurou os dois 'omens pelos *ra6os.
— Para +ue servem os amigos5 Bamos come6ar pela face diurna. 7erei muito pra-er
em levar duas meias por6Fes como voc%s.
Acontece +ue as meias por6Fes eram 'omens adultos. +ue tin'am ao menos o do*ro
do peso do rato$castor. as este conseguia carregar até de- ve-es seu peso +uando se
tornasse necessário levar alguém num salto de teleporta6/o.
Gouve um ligeiro tremelu-ir. +ue n/o foi visto por ninguém. ?ogo ap"s isso. a pra6a
principal estava va-ia. com e8ce6/o dos autom"veis estacionados.
ateriali-aram$se a mil'ares de +uil1metros dali. no mesmo continente. um pouco
ao norte do e+uador. Eulman 3á l'es 'avia contado +ue a vida se concentrava
principalmente nas -onas cont;guas < lin'a e+uatorial. visto +ue as outras -onas eram
muito frias.
Biram$se no centro de uma grande plan;cie. limitada ao norte pelas montan'as e ao
sul pelo oceano. Ao leste e ao oeste avistava$se um grupo de colinas onduladas. +ue
parecia n/o ter fim.
4/o se via o menor sinal de cidade ou povoa6/o.
— A uma regi/o a*andonada — disse Gucky. contemplando o céu a-ul. cu3a cor
+uase c'egava ao violeta. — O +ue estamos fa-endo a+ui5
— O lugar n/o é t/o solitário — respondeu Eulman. apontando para o solo
pedregoso. — Por a+ui os s(oons vivem em*ai8o da terra. 4/o sei +ual é a profundidade
em +ue ficam suas cidades su*terrJneas. mas ac'o +ue n/o demoraremos em desco*rir.
Se todas as fá*ricas s/o su*terrJneas. a+uela +ue se destina < fa*rica6/o do goni1metro
tam*ém deve ser.
Ruriu Sengu concentrou$se e recorreu <s suas faculdades. Su*itamente seus ol'os
ad+uiriram uma estran'a rigide-. en+uanto fitavam o solo. :epois de algum tempo um
certo espanto desen'ou$se em seu rosto. )ome6ou a falar. Eulman e Gucky ouviram$no.
muito ansiosos.
— Gá uma cidade. so* nossos pés. >ica a uns cin+Ienta metros de profundidade e
foi constru;da num s" n;vel. ais em*ai8o da roc'a natural 'á outra cidade. situada vinte
metros a*ai8o da primeira. 4/o! n/o é uma cidade. mas uma gigantesca fá*rica. S/o
gigantescos pavil'Fes c'eios de má+uinas nas +uais tra*al'am mil'ares de s(oons. eu
:eus. como s/o pe+uenos9
— Cuem5 — perguntou Gucky. — Os s(oons5
— 4/o. os aparel'os +ue est/o fa*ricando. al se consegue v%$los a ol'o nu.
— &les sa*em construir transmissores +ue podem ser guardados no *uraco de uma
agul'a — disse Eulman. — Bi verdadeiras maravil'as. Se fosse contar...
— =m momento9 — disse Sengu. +ue n/o permitia +ue sua aten6/o se dispersasse.
— As instala6Fes +ue ficam em*ai8o de n"s s/o gigantescas. 4/o consigo v%$las de uma
s" ve-. Se continuarmos a usar este método. a *usca demorará alguns meses. Será +ue
#'odan pode esperar tanto5
— A claro +ue n/o — disse Gucky. fitando a roc'a com uma e8press/o de inve3a.
7al +ual Eulman. via a roc'a e nada mais. 7udo +ue ficava a*ai8o da mesma era invis;vel
aos seus ol'os.
Ruriu Sengu. o espia 3apon%s. continuou@
— 7%m estradas de ferro +ue ligam os diversos *airros da cidade e transportam as
mercadorias. Para onde. Eulman5
— Para as cidades situadas na superf;cie — informou o agente. — & para os
espa6oportos. A lá +ue s/o negociadas! em S(oofon praticamente n/o se produ-em
alimentos. Ainda n/o consegui desco*rir como viviam os s(oons antes +ue fossem
desco*ertos pelos saltadores. Até 'o3e ninguém me disse.
— Acredito — disse o 3apon%s — +ue as ruas se3am *astante largas. & os edif;cios
tam*ém. Ac'o +ue dever;amos fa-er uma visita < cidade. Parece +ue n/o teremos
dificuldade em deslocar$nos.
— Acontece +ue as entradas para as cidades su*terrJneas s/o muito estreitas —
disse Eulman. — Dá tentei.
— Bamos teleportar — disse Gucky com um s0*ito interesse. — 4/o 'averá o
menor pro*lema. Apenas. preciso con'ecer a distJncia. pois do contrário poderemos
materiali-ar$nos em plena roc'a.
antiveram$se em sil%ncio. en+uanto o rato$castor captava por via telepática os
impulsos mentais dos seres +ue viviam em*ai8o da superf;cie. a fim de esta*elecer a
locali-a6/o e8ata. &n+uanto isso Sengu procurou um lugar em +ue pudessem aparecer
sem enfrentar maiores riscos. O mel'or local +ue encontrou foi uma pra6a central. na
+ual infeli-mente o tráfego de ve;culos era muito intenso.
— &les 3á sa*em o +ue aconteceu — disse Gucky depois de algum tempo. — O
funcionamento de seu sistema de comunica6/o é e8celente. as os fatos em nada
alteraram seu estilo de vida. >a-em de conta +ue n/o aconteceu nada.
— :a+ui a pouco v/o arregalar os ol'os — anunciou Sengu. en+uanto segurava o
*ra6o do rato$castor. — Bamos. Eulman! o +ue está esperando5 Gucky 3á pode saltar.
& Gucky saltou.
H H H
O vulto do saltador :rog deslocava$se cautelosamente pelo t0nel de dois metros de
altura +ue ligava os dois la*orat"rios. Pisou sem o menor cuidado so*re os min0sculos
tril'os. Os grupos de reparos dos s(oons teriam *astante tra*al'o.
O t0nel estava *em iluminado. e o funcionamento do sistema de condicionamento
de ar era impecável. A *risa fresca n/o permitia +ue ninguém se sentisse sufocado no
su*solo.
:rog prague3ava *ai8in'o. 7in'a de mover$se com a má8ima cautela. pois do
contrário a gravita6/o redu-ida faria com +ue fosse atirado para cima. 2astava +ue suas
pernas desenvolvessem um pouco de energia a mais. para +ue sua ca*e6a *atesse no teto.
Isso 3á l'e 'avia acontecido uma ve-. por isso costumava andar com a maior cautela.
7in'a uma tarefa a cumprir. e ele a cumpriria. Afinal. n/o permaneceria para sempre
neste planeta maluco. 'a*itado por estran'as criaturas de taman'o redu-ido. con'ecidas
como os s(oons. os mel'ores microtécnicos do cosmos.
O t0nel descreveu uma curva e come6ou a su*ir levemente. O centro de pro3etos.
lugar em +ue deveria encontrar$se com arkas. n/o estava muito longe. Ainda 'o3e
c'egariam a uma decis/o so*re se o pro3eto logo seria levado avante ou n/o.
KAue diabo@ Tenho de percorrer o tra0eto a p#, por"ue os comboios são pe"uenos e
!rágeis demais para transportar)meL. pensou.
4a superf;cie n/o 'avia maiores pro*lemas. pois a gravita6/o redu-ida favorecia a
locomo6/o. as ali em*ai8o as coisas eram diferentes.
:rog voltou a prague3ar. A *ar*a *em cuidada revelava +ue era um saltador. ao
passo +ue o 3aleco *ranco o identificava como médico ou cientista. Acontece +ue os
0nicos médicos eram os aras! logo. :rog era um técnico dos saltadores. &m seus ol'os
n/o se notava a costumeira impetuosidade dos mercadores galácticos. Além disso. os
tra6os de ast0cia e especula6/o estavam +uase totalmente ausentes. 4os ol'os de :rog
*ril'ava apenas Kum pou"uinho de !uturoL. como diria 2ell.
Aos pés de :rog. os tril'os voltaram a correr na vertical. e o t0nel tornou$se mais
largo. Gavia vários desvios. conforme costuma acontecer 3unto <s esta6Fes. O teto
tornou$se mais elevado e as lu-es mais numerosas. :rog conseguiu en8ergar mel'or.
4/o demoraria a c'egar ao destino.
Parou por alguns segundos para presenciar os tra*al'os de carga de um trem +ue se
encontrava 3unto a uma rampa. A locomotiva. +ue n/o tin'a mais de um metro de
comprimento e menos de cin+Ienta cent;metros de altura. pu8ava uns vinte vagFes.
4a ca*ine viam$se dois s(oons. +ue n/o se pertur*aram com a presen6a do saltador.
>a-iam o trem avan6ar a intervalos regulares. e paravam até +ue a fita condutora
enc'esse mais um vag/o. :rog n/o p1de ver o +ue estava sendo transportado. Por certo
seriam produtos da fá*rica mais pr"8ima. 7alve- min0sculos aparel'os de televis/o.
:rog sa*ia +ue as telas desses aparel'os n/o eram maiores +ue a un'a de um dedo
'umano. isto sem falar nas cJmaras. +ue poderiam ser montadas perfeitamente na pedra
de um anel.
Prosseguiu até c'egar a uma área livre. cercada por edif;cios *ai8os. Para os s(oons
eram constru6Fes respeitáveis. as :rog teve a impress/o de tratar$se de simples
*arracos.
4um dos edif;cios 'aviam arrancado várias paredes e os tetos de alguns pavimentos.
para dar lugar a :rog. Ali o saltador podia andar livremente. sem recear a toda 'ora +ue
sua ca*e6a pudesse *ater em algo.
&ntrou na sala e com um suspiro de al;vio sentou$se numa *an+ueta. +ue
originariamente fora uma cama de casal dos s(oons. A pe+uena mesa 'avia sido
fa*ricada so* encomenda.
arkas 3á se encontrava presente. &m*ai8o do solo. a cor amarela de sua pele
parecia pálida e doentia. muito em*ora < lu- do sol a cor dos s(oons n/o fosse muito
diferente dessa.
A pe+uena criatura estava sentada so*re a mesa e estudava alguns papéis +ue eram
maiores +ue ele. Parecia 'aver alguns pontos o*scuros. +ue gostaria de ver esclarecidos.
:rog levantou$se. foi a uma prateleira em*utida na parede e pegou uma cai8in'a.
7ratava$se do costumeiro tradutor eletr1nico. indispensável a +ual+uer tipo de
comunica6/o entre os s(oons e os saltadores.
)olocou$o so*re a mesa e voltou a sentar.
— &nt/o. arkas. e8aminou os desen'os5 O +ue ac'a5
— Antes de formar um 3u;-o definitivo. gostaria de fa-er uma pergunta. saltador. O
aparel'o se destina a finalidades *élicas5
:rog sacudiu a ca*e6a! parecia indignado.
— :e forma alguma. arkas9 Apenas servirá para locali-ar nossas frotas mercantes.
Dá l'e e8pli+uei +ue...
— O sen'or me disse +ue isto representava um progresso na navega6/o espacial —
confirmou o pe+ueno s(oon sem a*alar$se. — A claro +ue n/o posso formar um 3u;-o
so*re a veracidade de suas informa6Fes. 4/o me resta outra alternativa sen/o confiar na
sua afirmativa. )onforme sa*e. +ual+uer material de guerra s" pode ser fa*ricado com
licen6a e8pressa do regente. 4/o pretendo violar esta regra.
Por dentro :rog fervia de raiva. mas nem pensou em demonstrá$la. Os s(oons eram
criaturas dif;ceis. +ue se melindravam por +ual+uer coisa. Cuem +uisesse con+uistar sua
*enevol%ncia. teria de derramar$l'es *a3ula6Fes. 4/o 'avia outra alternativa.
— &m toda a Galá8ia n/o e8iste ninguém +ue se3a capa- de construir este aparel'o a
n/o ser voc%s. arkas. )ertas pe6as s/o t/o pe+uenas +ue +ual+uer outra criatura s"
poderia manipulá$las com um microsc"pio. Boc%s n/o precisam de um microsc"pio para
en8ergá$las. S" voc%s podem a3udar$nos. Sa*eremos recompensá$los condignamente.
— 4/o é s" disso +ue se trata — asseverou o s(oon em tom enérgico e com um
orgul'o indisfar6ável. — O sen'or ainda n/o respondeu < min'a pergunta relativa ao
ro*1 regente.
— A claro +ue o regente n/o tem nen'uma o*3e6/o < constru6/o deste aparel'o. +ue
passará a ser produ-ido em série. caso se consagre na prática. 4/o sei o +ue poderia ter
contra isso59
— Gum — fe- arkas e dirigiu seus ol'os salientes so*re o saltador. — Será +ue o
sen'or pode e8plicar por +ue o regente mandou isolar o sistema de S(aft e confiscou
todas as naves dos saltadores estacionadas em S(oofon5
:rog empalideceu. A ponta da *ar*a come6ou a tremer.
— O +u%5 — e8clamou. — O +ue foi +ue o sen'or disse5 &nt/o ,rcon... 4/o é
poss;vel9
— Pois ve3a com seus pr"prios ol'os — disse arkas e saltou da mesa. :esceu
devagar a apoiou$se so*re os seis mem*ros. Saltitou em dire6/o < parede. onde se via um
pe+ueno +uadro de comando. =ma tela. +ue come6ava a meio metro do solo. co*ria uma
área de cerca de um metro +uadrado. — 7emos uma liga6/o direta para S(atran. a
capital.
A tela come6ou a iluminar$se. :rog teve de a*ai8ar$se para en8ergar mel'or.
— A+ui o sen'or v% parte do espa6oporto — falou arkas.
As imagens pro3etadas so*re a lJmina conve8a ad+uiriram contornos n;tidos.
oferecendo uma vis/o *astante real dos o*3etos. S" se via parte das gigantescas esferas
espaciais dos arc1nidas. Alguns dos ro*1s de com*ate 'aviam sido desem*arcados e
montavam guarda. com as armas energéticas levantadas. prontas para disparar. >ora
disso. o campo de pouso parecia deserto.
As cJmeras giraram. a*rangendo outro setor do espa6oporto.
— )omo v% — prosseguiu arkas em tom indiferente — as pe6as de artil'aria dos
coura6ados espaciais est/o apontadas para as naves dos saltadores. +ue por isso mesmo
n/o t%m a menor possi*ilidade de evadir$se. ,rcon ordenou +ue nen'uma nave poderá
decolar. Além disso. o inspetor #'odan anunciou...
— )omo é mesmo o nome do inspetor5 — e8clamou :rog. estreitando os ol'os. —
#'odan5
— Isso mesmo. O sen'or o con'ece5
— O nome n/o me parece estran'o — disse :rog. revirando desesperadamente a
mem"ria. — Gostaria de sa*er onde 3á o ouvi.
#efletiu por alguns segundos e sacudiu a ca*e6a.
— Se n/o estou enganado. o nome #'odan está ligado a certos acontecimentos +ue
provocaram muita agita6/o. as isso 3á fa- muito tempo. 2em. ainda 'ei de me lem*rar
— levantou os ol'os. — Os arc1nidas deram +ual+uer informa6/o so*re o motivo das
medidas por eles adotadas5
O pe+ueno s(oon atravessou a sala e p1s$se a lidar com os controles de um pe+ueno
transmissor. &8ecutou um estran'o movimento com os +uatro mem*ros superiores. como
se +uisesse di-er@ Por +ue dirige esta pergunta a mim5
— Pensei +ue o sen'or sou*esse — disse. — A *em poss;vel +ue ,rcon n/o
concorde inteiramente com o aparel'o +ue nos foi encomendado.
— Por +ue n/o 'averia de concordar5
— Pois com ele. os inimigos de ,rcon seriam... — come6ou o saltador num
momento de irrefle8/o. mas logo recon'eceu seu erro. — O +ue +uero di-er é +ue...
— O*rigado — disse o s(oon com uma ligeira satisfa6/o na vo-. — O sen'or aca*a
de trair$se. Sei perfeitamente +ue no ;ntimo seu povo nos despre-a. e s" nos trata de igual
para igual por+ue precisa dos nossos préstimos. Os s(oons s/o os mel'ores
micromecJnicos do...
— 4/o 'á ninguém +ue n/o sai*a apreciar este fato. e ninguém pre-a os s(oons
tanto +uanto n"s — disse :rog em tom patético. mas sem muita convic6/o. — Os mal
entendidos surgem em +ual+uer tipo de relacionamento. e um *om amigo sempre deve
procurar esclarec%$los.
— A o +ue estou fa-endo — respondeu arkas. girando os ol'os. gesto +ue
e+uivalia a um aceno de ca*e6a.
Boltou a manipular os controles. :epois de algum tempo. uma pe+uena tela
iluminou$se. e nela surgiu o rosto de outro s(oon. O tradutor eletr1nico de :rog ainda
estava em funcionamento. motivo por +ue p1de acompan'ar a palestra.
— Gá alguma novidade. Ga*rog5
O s(oon +ue aparecia na tela fe- um gesto afirmativo.
— Gá. sim. arkas. ,rcon está < procura de um criminoso e tem motivo para supor
+ue ele se encontra em S(oofon. :i-em +ue é um saltador.
— Gum — fe- arkas e lan6ou um ol'ar para :rog. — O +ue foi +ue esse saltador
fe-5
— So*re isso n/o temos nen'uma informa6/o — respondeu Ga*rog. — Os decanos
de S(atran falaram com o inspetor de ,rcon. mas a 0nica coisa +ue conseguiram sa*er
foi +ue est/o < procura de um criminoso. :eram$se por satisfeitos com isso. 4/o temos
nada a ver com o caso.
— Ainda *em — disse arkas. encerrando a palestra e desligando o aparel'o.
?entamente virou o rosto em dire6/o a :rog@ — 4/o é imposs;vel +ue se trate desse
goni1metro. saltador. &n+uanto n/o tiver certe-a a este respeito...
— Acontece +ue 3á pagamos uma entrada. arkas — falou :rog. esticando as
palavras. — O sen'or n/o pode romper o contrato9 Além disso. garanto$l'e +ue n/o
temos nada a ver com o criminoso procurado.
arkas 'esitou um pouco. :e repente disse@
— &stá *em! acredito no +ue está di-endo. 7omarei todas as provid%ncias para +ue
o primeiro modelo se3a constru;do e e8perimentado o +uanto antes. Ac'o +ue
concordar/o em colocar uma das suas naves < nossa disposi6/o. para a reali-a6/o da
e8peri%ncia. 2asta montarmos o novo goni1metro na mesma. sairmos para o espa6o e
mandar saltar outra nave com o compensador ligado. A isto +ue o sen'or +uer5
— &8atamente — respondeu :rog em tom alegre e levantou$se. Dá estava com as
costas doloridas. — Posso voltar < superf;cie e comunicar aos meus c'efes +ue o sen'or
manifestou sua concordJncia definitiva5
— Perfeitamente — disse o s(oon em tom compenetrado. — Pode fa-er isso.
Ao c'egar < porta. :rog perguntou@
— Dá tem alguma idéia so*re o lugar em +ue será fa*ricado o aparel'o5 4/o seria
conveniente concentrar a produ6/o numa 0nica instala6/o5
— Isso 3á foi previsto nos nossos planos. saltador.
O rosto de :rog iluminou$se.
— Supon'o +ue se3a a+ui.
— 4/o. será duas 'oras de v1o ao norte. :epois de estudarmos os planos +ue o
sen'or nos entregou. 3ulgamos conveniente instalar a fá*rica num local isolado. 7odas as
pe6as ser/o fa*ricadas lá. :e resto. tudo +ue for necessário poderá ser tra-ido de outro
lugar. 7emos uma lin'a ferroviária su*terrJnea.
:rog parecia um tanto decepcionado. mas nem pensou em dar va-/o < sua
contrariedade.
— uito *em. 4esse caso eu me instalarei por lá. )onforme 3á é do seu
con'ecimento. fui nomeado c'efe de constru6/o do pro3eto.
— Cuem foi +ue o nomeou5 — perguntou arkas em tom indiferente.
4/o o*teve resposta. pois apenas viu as costas largas de :rog desaparecerem pela
porta. +ue ocupava dois pavimentos do edif;cio.
:ali a dois segundos. as sereias de alarma soaram em seu setor.
3
Assim +ue se materiali-aram. uma for6a irresist;vel comprimiu$os contra o solo.
Gucky teve mais sorte. pois ainda conseguiu manter$se de pé no corredor *ai8o.
Sengu e Eulman. porém. tiveram +ue a*ai8ar$se e foram parar em posi6/o agac'ada.
— 7ivemos a-ar — disse Eulman. esfregando a nuca. — Biemos parar num canal
de transporte. Sinto os tril'os.
— #aramente erro nos cálculos — disse Gucky em tom indiferente. — as desta
ve- aconteceu.
— A o +ue estamos vendo — disse o 3apon%s em tom distra;do. esfor6ando$se para
orientar$se. >itou a parede a*aulada do t0nel. +ue foi atravessada por seus ol'os. — &sta
área é muito interessante9
— Gostaria de sa*er o +ue e8iste de interessante por a+ui59 — indagou Gucky
admirado. — &stamos em*ai8o da terra. e é s".
— &ste t0nel n/o é o 0nico — o*3etou Sengu. sem diminuir a concentra6/o. Sentado
e encostado < parede. fitava a roc'a em frente. — :eve 'aver uma rede completa de
t0neis deste tipo. +ue liga as cidades e as fá*ricas. Se n/o tivesse estado na superf;cie.
c'egaria < conclus/o de +ue os s(oons vivem e8clusivamente no su*solo.
— A o +ue acontece com algumas de suas na6Fes — o*servou Eulman. +ue afinal
devia estar informado so*re isso. — S/o especialmente a+uelas +ue vivem nas áreas mais
afastadas do e+uador. Além disso. as fá*ricas costumam ser constru;das so* a superf;cie.
uitas ve-es tive a impress/o de +ue os s(oons procediam assim para eliminar +ual+uer
possi*ilidade de espionagem.
— A um motivo *em plaus;vel — disse Sengu. passando a concentrar$se em outro
setor da+uele reino su*terrJneo. — :ificilmente alguém poderia molestá$los por a+ui.
Até n"s tivemos dificuldade em c'egar ao lugar em +ue nos encontramos.
Os ol'os de Gucky 3á se 'aviam acostumado < escurid/o. +ue n/o c'egava a ser
completa por+ue ao longe 'avia uma lu- no teto. Parecia +ue essa ilumina6/o era
considerada suficiente para esse trec'o dos tril'os. Provavelmente nem se contava com a
possi*ilidade de +ue pessoas n/o autori-adas pudessem andar pelos t0neis.
:e repente. Gucky teve a impress/o de estar ouvindo um ru;do.
Agu6ou o ouvido na dire6/o da lJmpada. +ue ficava pelo menos a uns tre-entos
metros. 4a+uela dire6/o. o t0nel descrevia uma curva. 4a verdade. ouviu um ligeiro
sussurro e teve a impress/o de +ue os tril'os tremiam so* seus pés.
— =m trem está c'egando9 — disse Sengu de repente. lan6ando os ol'os pelo t0nel.
— &stá a uns dois +uil1metros. mas desenvolve uma velocidade *astante elevada. Bamos
em*ora. Gucky. 7emos de saltar.
— Para onde5 — perguntou Gucky com a vo- tran+Iila. — O trem c'egará até a+ui
antes +ue eu termine meus cálculos. & n/o vou arriscar$me a saltar para um cano de
esgoto ou para um alto$forno. 7ivemos sorte em parar neste t0nel.
— as o trem...
— &le n/o nos fará nada — prometeu o rato$castor. — Os s(oons s/o indiv;duos
pe+uenos e suas locomotivas n/o devem ser muito grandes. Se necessário. deterei o trem
com a m/o es+uerda. as isso n/o é necessário. Afinal. para +ue serve min'a capacidade
telecinética5 Sengu. avise$me +uando estiver na 'ora.
— &stá na 'ora — disse Sengu. +ue viu a lu- do teto apagar$se. — O trem
apro8ima$se numa velocidade considerável. A má+uina de tra6/o é grande! tem mais de
um metro de comprimento. Será +ue voc% consegue det%$la5
Gucky 3á 'avia segurado o*3etos muito maiores. )erta ve-. fi-era um ca6a espacial
de propuls/o at1mica descrever acro*acias no ar. contra a vontade do piloto.
K.sse 2engu sabe muito bem "ue consigo deter uma locomotiva de brin"uedo...L.
pensou o rato$castor.
H H H
#ulf$On. +ue 'á de- anos percorria regularmente o trec'o entre as fá*ricas da área
norte e a cidade de Gorla. a*ai8ou devagar a c'ave. para +ue o trem desenvolvesse a
velocidade má8ima. 7in'a diante de si mais de du-entos +uil1metros. &videntemente +ue
as unidades de medida dos s(oons eram outras. diferentes das dos terranos ou dos
arc1nidas. mas a e8tens/o do trec'o. devidamente convertida. corresponderia a essa
distJncia.
Gavia mais uma curva. e depois dela 'averia uma reta +ue c'egava +uase até o
ponto de destino.
#ulf$On lan6ou um ol'ar so*re o veloc;metro e estacou.
— )aram*a. o +ue estaria 'avendo de errado5 A esta 'ora. a velocidade deveria ser
muito maior. &ntretanto cai rápida e assustadoramente. =ma pane no interior desse t0nel
estreito seria um acontecimento nada agradável9 — comentou admirado.
#ulf$On pu8ou a alavanca do acelerador para trás e voltou a empurrá$la para a
pot%ncia má8ima. 4esse instante. a energia deveria fluir dentro da má+uina e o trem daria
um verdadeiro salto para a frente.
as nada disso aconteceu9
Pelo contrário. O trem parou e come6ou a andar para trás. 4/o ia com muita
velocidade e parecia mover$se a contragosto.
>oi por puro acaso +ue na+uele instante #ulf$On ol'ou para a frente. 7eve a
impress/o de. na lu- forte da locomotiva. perce*er uma som*ra gigantesca deitada nos
tril'os. 4/o. n/o era apenas uma som*ra. mas várias. 7alve- tr%s.
Pelo taman'o s" poderiam ser dos saltadores ou mercadores galácticos. O +ue é +ue
estes poderiam procurar a+ui em*ai8o5 & como vieram parar neste lugar5 O t0nel levava
diretamente para Gorla. Será +ue os saltadores — se é +ue realmente eram seres desta
ra6a — raste3aram até a+ui5 Por +u%5 uitos deles podiam andar < vontade pelas fá*ricas
su*terrJneas. Por +ue estariam dando taman'a volta5
A claro +ue #ulf$On n/o encontrou resposta a estas perguntas. ainda mais +ue se
defrontava com outro pro*lema. +ue evidentemente 'avia de interessá$lo muito mais@ por
+ue de repente o trem passou a andar em marc'a < ré5
Infeli-mente n/o conseguiu resolver nem mesmo este pro*lema. pois. dali a poucos
minutos. c'ocou$se com um trem de carga +ue se deslocava na dire6/o em +ue ele
seguira antes. >eli-mente o cargueiro mal come6ara a sair do lugar. :e +ual+uer maneira.
o c'o+ue foi t/o violento +ue #ulf$On perdeu os sentidos e s" os recuperou *em mais
tarde. no 'ospital.
Perguntaram$l'e por +ue andara em marc'a < ré.
as a mesma pergunta. ele 3á 'avia formulado em v/o a si mesmo.
H H H
— 4/o sei se a mel'or solu6/o foi esta — disse Sengu.
— O +ue poder;amos fa-er5 — perguntou Gucky. um tanto sentido. — Boc%s
deveriam ficar satisfeitos por n/o terem sido atropelados por este ve;culo dos KpepinosL.
Afinal. a 0nica coisa +ue eu poderia fa-er era mandá$lo de volta.
— :este 3eito nunca c'egaremos ao ponto +ue +ueremos — interveio Eulman. —
Precisamos conversar com os cientistas dos s(oons. para desco*rir alguma coisa so*re o
aparel'o +ue pretendem fa*ricar. Podemos apresentar$nos como delegados do Império.
— Será +ue n/o somos5 — indagou Gucky. +ue parecia estar indignado. — &stamos
agindo por conta de #'odan. um dos representantes do Império de ,rcon.
— &stá *em! vamos agir — disse Sengu. — A esta6/o da +ual partiu este com*oio
fica a tr%s +uil1metros da+ui. Bamos raste3ar para lá5
— Agrade6o — disse Eulman sem fa-er um movimento. Ol'ou para Gucky.
O rato$castor suspirou.
— Procurarei esta*elecer a locali-a6/o e8ata do ponto de destino! depois saltaremos.
4/o gosto de passeios prolongados. ainda mais nas circunstJncias em +ue nos
encontramos.
:ali a cinco minutos. materiali-aram$se em meio a uma imensa área de oficinas.
iluminada por fortes lJmpadas. &m todos os lugares viam$se edif;cios. cu3os tel'ados
c'egavam a tocar a roc'a. )onsiderando o taman'o redu-ido dos s(oons. conclu;a$se
+ue estas instala6Fes su*terrJneas representavam um pro3eto gigantesco. Gavia
verdadeiras estradas. onde ve;culos dos mais diversos tipos corriam velo-mente de um
lado para outro. As fitas transportadoras tra-iam os s(oons aos locais de tra*al'o e
levavam$nos para casa. Os numerosos entroncamentos mostravam +ue 'avia um tráfego
intenso entre a esta6/o. as cidades e as fá*ricas vi-in'as. 7udo a+uilo parecia um
*rin+uedo superdimensionado. constru;do *em em*ai8o da superf;cie.
— 4unca estive a+ui em*ai8o — disse Eulman. — 4/o +uiseram mostrar$me o
camin'o para suas fá*ricas.
— Isso é perfeitamente compreens;vel — disse Sengu. — 7%m medo de +ue uns
gigantes como n"s pisemos em suas instala6Fes. Afinal. temos apro8imadamente seis
ve-es o taman'o deles. o +ue 3á é alguma coisa.
— 7en'o apenas tr%s ve-es o taman'o deles — disse Gucky. Ao +ue parecia. sentia$
se um tanto contrariado. — 7omara +ue n/o se espantem +uando me virem. Por en+uanto
s" devem con'ecer os arc1nidas e os saltadores.
Suas presen6as 3á 'aviam sido notadas.
Seria de supor +ue o aparecimento repentino da+ueles tr%s seres deveria provocar
uma tremenda agita6/o. ainda mais +ue n/o 'avia +ual+uer liga6/o direta com a
superf;cie.
&ntretanto os s(oons mantiveram uma atitude relativamente calma.
Alguns deles saltaram das fitas transportadoras e desapareceram nos edif;cios mais
pr"8imos. Outros apro8imaram$se e. muito curiosos. pararam a uma distJncia ade+uada.
ol'ando$os como se nunca tivessem visto um ser 'umano. 4os seus rostos n/o se lia o
pJnico. mas apenas a sede do con'ecimento. Bia$se +ue gostariam de sa*er o +ue a+ueles
seres +ue. segundo acreditavam. eram saltadores. vieram fa-er por ali.
=m s(oon um pouco maior — deveria ter seus trinta e cinco cent;metros —
adiantou$se e sinali-ou com os +uatro *ra6os. Eulman pegou o tradutor eletr1nico e
a*ai8ou$se. ?evantou cuidadosamente o s(oon. +ue parecia ocupar posi6/o de desta+ue.
pois seus semel'antes demonstravam certo respeito para com ele.
Assim +ue o s(oon estava *em acomodado no *ra6o de Eulman. este come6ou a
falar@
— Cuero oferecer$l'e meus respeitosos cumprimentos. Pe6o perd/o se os
assustamos. =m motivo muito importante o*rigou$nos a entrar a+ui sem prévio aviso.
— Por onde entraram5 — indagou o s(oon. — O elevador está parado 'á várias
'oras. por falta de energia. 4/o podem ter vindo...
— :esco*rimos outro camin'o — disse Eulman. es+uivando$se a uma resposta
direta. — Cuem procura um criminoso n/o pode despre-ar nen'uma possi*ilidade.
Supon'o +ue 3á este3a informado so*re a a6/o +ue o Império vem desenvolvendo neste
planeta.
— Apenas ligeiramente — disse o s(oon. demonstrando triste-a. — S" sei +ue
algumas naves pousaram no planeta e *lo+uearam$no. 4/o con'e6o os motivos.
— &stamos < procura de um 'omem — e8plicou Eulman. — &ste su3eito s" pode
encontrar$se em S(oofon. &le é o motivo das medidas por n"s adotadas. Assim +ue o
encontrarmos. tudo poderá seguir seu curso normal. Será +ue poderia apresentar$nos a um
dos principais técnicos ou cientistas da cidade5 Precisamos de algumas informa6Fes +ue
o sen'or talve- n/o possa nem +ueira dar.
— Sou engen'eiro de rádio! n/o ocupo nen'um posto dirigente. 7alve- fosse
prefer;vel levá$los primeiro ao prefeito. &le poderá providenciar o resto.
— & os elevadores de carga5 — lem*rou Eulman.
O s(oon parecia sorrir.
— As comunica6Fes na cidade continuam a funcionar. O defeito atingiu apenas os
elevadores +ue nos ligam < superf;cie. Pe6o$l'es +ue se diri3am para a+ueles portFes.
Eulman e Sengu camin'aram < frente. 4a retaguarda. ia Gucky. Seguia
tran+uilamente pela rua de um metro de largura. tendo sempre o cuidado de n/o entrar em
contato direto com nen'um dos s(oons +ue o fitavam com ol'os curiosos.
Gucky penetrou nos pensamentos dos s(oons. mas n/o desco*riu nada de novo.
&ram inofensivos. Apenas estavam espantados e mostravam$se curiosos para sa*er o +ue
a+ueles enormes estran'os vieram fa-er em seu reino su*terrJneo. ?á na superf;cie as
coisas eram diferentes. as esperavam +ue ao menos a+ui em*ai8o esses gigantes
fossem dei8á$los em pa-.
— Os elevadores ficam ali — disse o s(oon +ue se encontrava nos *ra6os de
Eulman. apontando em dire6/o a uma parede. — :a+ui a poucos minutos estaremos na
cidade.
&sta previs/o se concreti-ou. 4a ca*ine do elevador. ca*ia uma pessoa de cada ve-.
Gucky seguiu por 0ltimo. 3untamente com o s(oon. O rato$castor leu os pensamentos de
seu pe+ueno acompan'ante e teve o despra-er de desco*rir +ue acreditavam +ue fosse
uma espécie de c/o de fila. O s(oon n/o conce*ia a idéia de +ue poderia tratar$se de um
ser inteligente.
Gucky ficou muito a*orrecido. #esolveu +ue oportunamente preenc'eria de forma
*astante enfática esta lacuna cultural dos s(oons.
Ao contrário do +ue acontecia na e8tensa área da fá*rica. na cidade o tráfego era
*astante intenso. As ruas relativamente estreitas estavam c'eias de carros e pedestres. O
s(oon +ue acompan'ava o grupo n/o teve outra alternativa sen/o alarmar a pol;cia. +ue
*lo+ueou as ruas +ue condu-iam < resid%ncia do prefeito. Os pedestres recol'eram$se <s
casas. Os ve;culos estacionados retiraram$se <s pressas.
— O camin'o 3á está livre — disse o s(oon. voltando ao *ra6o de Eulman. Parecia
+ue gostava do lugar. — O prefeito 3á foi avisado. )aso este3am interessados em sa*er
meu nome. sou Raff. da e+uipe de engen'aria.
— A muito longe. Raff5 — perguntou Eulman.
— ?evaremos apenas alguns minutos para c'egar < casa do prefeito. 7omem
cuidado para n/o danificar nada. Procurem camin'ar no meio da rua. O prefeito está <
espera de voc%s no 3ardim.
— 4o 3ardim5 — perguntou Sengu. — A+ui em*ai8o e8istem 3ardins5
— 4/o se es+ue6a — disse Eulman em tom indiferente — de +ue o tradutor
eletr1nico reprodu- apenas o sentido literal das palavras. Os s(oons n/o con'ecem um
prefeito no sentido +ue n"s atri*u;mos ao termo. & a palavra 3ardim talve- n/o se3a a
designa6/o ade+uada para uma simples reprodu6/o artificial do mundo e8istente na
superf;cie. Provavelmente encontraremos apenas roc'as nuas e um areal. :e +ual+uer
maneira. será uma recorda6/o da nature-a de S(oofon! e é tudo +ue se poderá dese3ar.
&sta previs/o confirmou$se.
Atravessaram um KportãoL de cerca de cin+Ienta cent;metros de largura e um metro
de altura. e c'egaram ao 3ardim do prefeito. :epararam$se com um céu a-ul estran'o e
verificaram +ue apenas se tratava de uma imita6/o fiel. Até o sol estava presente. =m
pe+ueno regato descrevia curvas em meio a uma área arenosa entremeada de roc'as
K;ngremesL. A+uela área livre era cercada pelos muros das casas vi-in'as.
O prefeito. um s(oon pe+ueno e fran-ino. 3á os esperava. Sentado num min0sculo
*anco. fitava$os com os ol'os curiosos.
A palestra +ue se seguiu foi condu-ida principalmente por Eulman. Afinal. era ele
+uem possu;a mais e8peri%ncia com os 'a*itantes de S(oofon.
Sengu acomodou$se numa roc'a. +ue para o prefeito deveria ser uma espécie de
eleva6/o com vis/o panorJmica. en+uanto Gucky se manteve *em +uieto 3unto ao regato.
sem tirar os ol'os do s(oon. Sua mente tra*al'ava intensamente. Sentiu$se dominado por
uma simpatia ine8plicável pelos graciosos s(oons. Se dependesse dele. teria levado para
a :rusus dois ou tr%s desses seres.
4a+uele momento. nada indicava +ue os s(oons se interessassem em sair de sua
cidade. Sentiam$se *em so* a superf;cie. Ali reali-avam um tra*al'o +ue l'es
proporcionava um certo conforto. uma relativa opul%ncia e. principalmente. o respeito das
outras intelig%ncias do Império.
Eulman tam*ém estava sentado numa pedra e conversava com o prefeito. Procurou
e8plicar ao mesmo +ue estavam < procura de um 'omem imposs;vel de ser descrito.
por+ue mudava constantemente de aspecto. Ss ve-es se parecia com um arc1nida ou um
ara. &ra um mestre e8;mio na arte de mascarar$se e modificava seu aspecto e8terior <
vontade. Seu o*3etivo. asseverou Eulman com o rosto mais sério deste mundo. consistia
em dominar a Galá8ia.
— &videntemente terei muito pra-er em a3udar. mas n/o sei o +ue este 'omem
estaria fa-endo em S(oofon. :e +ual+uer maneira. ac'o +ue os sen'ores n/o demorar/o
em concluir sua tarefa neste planeta. pois a+ui e8istem muito poucos 'uman"ides. 4/o
levar/o muito tempo para e8aminá$los.
— Somos da mesma opini/o — disse Eulman e fe- de conta +ue se sentia aliviado.
— Acontece +ue em S(oofon um fugitivo teria "timas oportunidades para esconder$se
nas cidades su*terrJneas. Seria muito dif;cil visitar todas elas. Dá tivemos de enfrentar um
pro*lema para c'egar até a+ui.
— )omo conseguiram5 — perguntou o s(oon.
— 7ivemos sorte — disse Eulman. — Pe6o$l'e +ue me diga como posso sa*er onde
e8istem saltadores nestas cidades e fá*ricas su*terrJneas.
O s(oon entrou no assunto.
— Por a+ui vive um 0nico saltador. 7rata$se de um técnico c'amado :rog. Dá está
a+ui 'á muitos anos e por isso dificilmente poderia ser a pessoa +ue est/o procurando.
4/o é verdade5
— 4/o 'á d0vida. as n/o +ueremos e8cluir nen'um saltador. Onde podemos
encontrar o tal do :rog5 7alve- ele possa fornecer$nos alguma indica6/o.
— Geralmente encontra$se nas fá*ricas. Cuem poderá a3udá$los neste ponto é Raff.
+ue con'ece arkas.
— Cuem é arkas5
— A um dos nossos cientistas mais competentes na área da microeletr1nica. ?ida
diretamente com :rog e com os outros saltadores +ue negociam conosco. Ac'o +ue n/o
posso fa-er mais nada pelos sen'ores. Por favor. acompan'em Raff. Aliás... — 'esitou
um pouco. =m *ril'o estran'o surgiu em seus ol'os. — A estran'o... Outros saltadores
devem ter penetrado na cidade. =m dos nossos com*oios sofreu um acidente *astante
estran'o. >oi detido por algum processo de teledire6/o e enviado de volta < esta6/o.
Cuase 'ouve um desastre. O ma+uinista di- ter visto dois ou tr%s saltadores no t0nel.
?an6ou um ol'ar atento para Eulman. mas este sou*e dominar$se muito *em.
— Gum... 7alve- este3amos na pista correta — disse. — Perguntaremos a arkas se
con'ece algum amigo do tal do :rog. Cueira aceitar nossos respeitos. sen'or prefeito.
>icar;amos satisfeitos se gra6as a seu au8;lio consegu;ssemos...
A despedida prolongou$se por de- minutos. durante os +uais foram trocadas
f"rmulas de cortesia. >inalmente conseguiram retirar$se. O camin'o de volta ao elevador
transformou$se numa verdadeira sensa6/o para os 'a*itantes da cidade. mas devido ao
apoio eficiente da pol;cia os tr%s visitantes e Raff n/o demoraram em c'egar ao destino.
:esceram pelo elevador.
4a pra6a. da +ual partiam as estradas +ue davam para as fá*ricas. Raff disse@
— Cuero pedir$l'es +ue esperem a+ui. Se me acompan'arem. a confus/o será
tremenda. Procurarei arkas e o trarei para cá.
Gucky leu nos pensamentos do engen'eiro e desco*riu +ue estava di-endo a
verdade. >e- um sinal +uase impercept;vel para Eulman.
— &speraremos — disse Eulman e sentou$se numa pil'a de c'apas de plástico.
Seguiu Raff com os ol'os e disse@ — 4/o sei o +ue estamos fa-endo por a+ui.
Procuramos uma pessoa +ue n/o e8iste.
Gucky deitou no c'/o de concreto.
— 4/o. 2uscamos alguma coisa +ue e8iste — retificou com a vo- aguda e e8altada.
— &stamos catando o s(oon e o saltador +ue lidam com o goni1metro de compensa6/o.
Boc% desco*riu a pista. Eulman. Procure n/o perd%$la.
— 7odos os ind;cios apontam para esta cidade. Gucky — respondeu Eulman.
falando devagar. — Cuando estive no planeta. falei com alguns técnicos +ue tra*al'avam
na superf;cie. Afirmaram$me +ue o KhomemL +ue dá as ordens reside a+ui e vai muitas
ve-es a Gorla. 7alve- se3a o tal do :rog. talve- se3a outro. Os mesmos técnicos me
disseram tam*ém +ue um con3unto de cavernas completamente novo. ao +ual n/o t%m
acesso. deverá a*rigar as novas instala6Fes. 4/o ten'o a menor idéia so*re o andamento
dos tra*al'os.
— 4/o será dif;cil desco*rir. Eulman. Sou telepata e os pensamentos de um saltador
ou de um s(oon n/o s/o nen'um segredo para mim.
O rato$castor ol'ou na dire6/o do edif;cio em cu3o interior Raff 'avia desaparecido.
— &st/o c'egando.
Sengu e Eulman viram Raff surgir na porta em compan'ia de um s(oon fran-ino!
para as condi6Fes reinantes no planeta a porta era muito alta. =m 'omem vin'a atrás
deles. :evia ser :rog.
Gucky manteve$se im"vel. < espreita. Dá estava captando os impulsos mentais dos
indiv;duos +ue se apro8imavam. >e- um sinal +uase impercept;vel para Eulman.
— Ouvi di-er +ue os sen'ores est/o atrás de um criminoso — disse :rog. assim +ue
se viu < frente do grupo. — eu nome é :rog. Dá me encontro em S(oofon 'á de- anos.
por conta de meu cl/. 4/o ten'o nada a ver com a pessoa +ue est/o procurando.
— 4inguém afirmou +ue tivesse — respondeu Eulman. — 4/o suspeitamos do
sen'or. Acontece +ue fomos incum*idos de fa-er uma investiga6/o geral. )aso as
indica6Fes +ue o sen'or aca*a de fornecer correspondam ao resultado das pes+uisas a
serem reali-adas. o sen'or evidentemente estará acima de +uais+uer suspeitas.
Eulman fe- de conta +ue a palestra estava conclu;da. as o saltador sentiu$se t/o
aliviado +ue viu na+uilo uma agradável +ue*ra da monotonia. Sorriu.
— Dá +uerem retirar$se5 )ontem o +ue 'á de novo no Império.
Eulman teve a impress/o de +ue :rog +ueria evitar a todo custo +ue o s(oon +ue
atendia pelo nome de arkas pudesse di-er alguma coisa.
— Por +ue ,rcon mandou isolar e ocupar um mundo pac;fico como este5
— Sinto muito. mas n/o posso informar os motivos. Por favor. volte para seu
tra*al'o. O sen'or devia estar ocupado. n/o é5
Gucky n/o se movia. &m seus fiéis ol'os surgiu um lampe3o de satisfa6/o.
— 4/o estava fa-endo nada de importante — disse :rog com uma risada. Até
parecia +ue a idéia de +ue pudesse estar ocupado o divertia. — =ma pausa n/o fa- mal a
ninguém.
arkas a*riu camin'o 3unto a :rog e dirigiu as aten6Fes para sua pessoa. >alou alto
em sua l;ngua. e o tradutor eletr1nico transmitiu sua mensagem em vo- clara@
— eu nome é arkas. Sou o cientista +ue dirige este setor. 7en'o algumas
perguntas. e ficar$l'es$ei muito grato se +uiserem responder. 7rata$se de...
Gucky interrompeu$o com a vo- estridente@
— 4/o viemos para responder <s suas perguntas. s(oon — Eulman e Sengu
lan6aram um ol'ar perple8o para o pe+ueno rato$castor.
Por +ue resolvera intervir na palestra5 Por +ue o s(oon n/o deveria formular
perguntas5 as +uando notaram o ol'ar de Gucky. +ue parecia pedir +ue n/o se
intrometessem. resolveram ficar calados.
— &stamos < procura de um criminoso e n/o temos nada a ver com os seus
pro*lemas — prosseguiu o rato$castor. — Poderia ter a gentile-a de mostrar o camin'o
+ue condu- aos elevadores5
arkas mostrava$se visivelmente decepcionado! 3á :rog estava contente. e mal
conseguiu disfar6ar sua satisfa6/o. &stava radiante. e lan6ou um ol'ar de triunfo para
arkas. Seus ol'os pareciam di-er@ Biu como esses encarregados do Império s/o pessoas
muito arrogantes5
— )omo +ueira — soou a vo- no tradutor eletr1nico.
Além de decepcionado. arkas sentia$se muito ofendido. Os estran'os n/o
demonstravam o necessário respeito por sua pessoa e. por isso mesmo. n/o 'avia motivo
para perder tempo com eles.
— Cueiram seguir$me — falou em tom indiferente.
:rog deu de om*ros.
— 7alve- ten'am sorte e encontrem o criminoso. se3a ele +uem for. Pe6o licen6a
para retirar$me.
— Pois n/o — disse Eulman. +ue 3á come6ava a desconfiar do motivo +ue levara
Gucky a intervir na palestra de forma t/o afrontosa.
O rato$castor certamente conseguira desco*rir uma coisa importante e n/o +ueria
+ue se falasse a este respeito na presen6a do saltador.
— >i+ue < vontade — completou. :rog afastou$se. a*ai8ou$se um pouco e
desapareceu pela porta do edif;cio +ue ficava < sua frente. Podia ficar tran+Iilo. Os
enviados de ,rcon eram arrogantes a ponto de n/o se interessarem pelo +ue um pe+ueno
s(oon tin'a a di-er. arkas aca*ara de levar um fora. &. pelo +ue ele. :rog. con'ecia
dos s(oons. poderia afirmar +ue o cientista n/o faria outra tentativa de falar so*re o
goni1metro de compensa6/o.
arkas. +ue camin'ava < frente do grupo. disse aos seus acompan'antes@
— 4/o sei +uando os elevadores +ue levam < superf;cie voltar/o a funcionar. Até lá
poder/o considerar$se '"spedes da cidade. Raff cuidará dos sen'ores — ao +ue parecia.
n/o tin'a a menor vontade de perder seu precioso tempo com a+ueles descon'ecidos. —
Ac'o +ue n/o temos mais nada a falar.
— Pois o sen'or está muito enganado — disse Eulman. — 7en'o certe-a de +ue
este nosso compan'eiro — apontou para Gucky — gostaria de fa-er$l'e algumas
perguntas. 4/o é verdade. Gucky5
O rato$castor fe- um gesto afirmativo e ol'ou em torno.
— Onde poder;amos conversar *em < vontade. arkas5 — a*ai8ou$se e levantou o
s(oon. — :esculpe min'a grosseria. mas a presen6a do saltador o*rigou$me a comet%$la.
&8plicarei tudo.
— Cuem é voc%5 — perguntou arkas. — 4/o é nen'um 'uman"ide.
— 4/o sou mesmo. Até um cego v% isso — disse Gucky e apontou para a esta6/o
ferroviária. na +ual desem*ocavam in0meros t0neis. — Poderia ser lá5
Andando *em a*ai8ados. penetraram alguns metros do t0nel. Eulman disse@
— O +ue pretende fa-er. Gucky5 4/o ven'a me di-er +ue +uer ir a Gorla a pé.
— 7en'o o aspecto de +uem gosta de camin'ar5 — perguntou o rato$castor em tom
ir1nico. — 4/o perderemos tempo! logo estaremos ao ar livre. arkas é o 'omem. *em.
o s(oon. +ue procuramos. A o cientista responsável pelo pro3eto do goni1metro de
compensa6/o. Acredito +ue contará tudo +ue sa*e a este respeito.
Raff e arkas fitaram$se com um ar de perple8idade. pois o tradutor eletr1nico
reprodu-ira fielmente o sentido das palavras de Gucky. :epois de algum tempo arkas
gague3ou@
— )omo foi +ue o sen'or... como foi +ue voc% sou*e5
— Sou telepata — disse Gucky. — Bamos ver como devemos fa-er para saltar <
superf;cie.
Ao contrário da teleporta6/o para as profunde-as descon'ecidas. o salto para a
superf;cie foi uma *rincadeira. Por isso. demorou menos de dois minutos até +ue os dois
'omens. os dois s(oons e Gucky se vissem em pleno deserto. so* os raios do sol +ue 3á
se apro8imava da lin'a do 'ori-onte. ?ogo ap"s a remateriali-a6/o procuraram orientar$
se.
4esse instante. o rádio de pulso de Sengu emitiu um -um*ido. O fato de +ue o som
cresceu e diminuiu tr%s ve-es significava +ue a mensagem era da maior importJncia.
4
O cargueiro interestelar #amo BII era comandado por Al*an. um arc1nida do cl/
dos O-ol. >a-ia vários dec%nios +ue Al*an condu-ia sua nave cil;ndrica pelas rotas mais
ou menos con'ecidas. reali-ando a troca de mercadorias por ordem de ,rcon. :esta ve-
levara sua carga ao sistema de S(aft. onde deveria trocar a mesma por importantes pe6as
microeletr1nicas.
&ra a primeira ve- +ue Al*an estava em S(oofon. as o estran'o planeta. com os
'a*itantes ainda mais estran'os. 3á l'e era con'ecido através dos catálogos arc1nidas e
dos relatos dos saltadores. 4/o poderia dei8ar de confessar +ue se sentia curioso para ver
pessoalmente os s(oons.
7anto maior foi sua surpresa +uando. no momento em +ue efetuava a transi6/o +ue
o levaria do 'iperespa6o ao espa6o normal. foi detido por uma nave esférica.
&videntemente con'ecia o tipo. pois os girinos eram modelos arc1nidas.
:e in;cio. Al*an nem pensou em o*edecer < ordem +ue na sua opini/o constitu;a um
a*surdo total. Afinal. seu cargueiro era uma nave do Império. 4inguém tin'a o direito de
det%$la. as +uando viu um pálido fei8e energético passar rente < proa de sua nave.
decidiu outra coisa. ?igou os campos gravitacionais e desacelerou o suficiente para +ue o
girino pudesse encostar. Imediatamente um comando su*iu a *ordo da #amo BII e pediu
+ue o levassem ao comandante.
Al*an aguardou os piratas. +ue foi como c'amou a+uelas pessoas. na sala de
comando. 4/o se es+uecera de colocar um radiador no cinto do uniforme. Isso refor6ava
sua autoconfian6a.
4o primeiro instante. sentiu$se perple8o ao recon'ecer dois saltadores e um
arc1nida. +ue foram condu-idos < sala de comando pelos tripulantes de sua nave. Dá n/o
compreendia mais nada.
— Cual é a finalidade de sua viagem ao sistema de S(aft5 — perguntou o arc1nida
em tom áspero. — Cual é seu porto de matr;cula5
Al*an teve de esfor6ar$se para n/o perder o autodom;nio.
— Sou Al*an. comandante da #amo BII. eu porto de matr;cula é ,rcon II. O +ue
l'e deu na ca*e6a para deter$me5 Cuem é o sen'or5
— Cuem fa- perguntas somos n"s. Al*an. ?imite$se a responder. Infeli-mente n/o
podemos permitir +ue pouse em S(oofon. 4inguém poderá pertur*ar a a6/o +ue estamos
desenvolvendo nesse planeta. S(oofon está completamente *lo+ueado e é considerado
área interditada.
— Posso sa*er o motivo5
— Infeli-mente n/o. Al*an. Apenas cumprimos um pedido do enviado do regente.
4ossa frota rece*eu ordens para deslocar$se para este local. 7am*ém viemos de ,rcon.
Al*an sacudiu a ca*e6a.
— 4/o compreendo. 7am*ém ven'o diretamente de ,rcon. onde rece*i ordens para
trocar certos produtos por outros fa*ricados pelos s(oons. O neg"cio foi fec'ado 'á
muito tempo. & agora v%m os sen'ores e me di-em +ue n/o posso pousar9 Gá algo de
errado nisso.
Os dois saltadores e o arc1nida 'á tempo tin'am a mesma impress/o. mas
evidentemente n/o iriam transmiti$la ao seu interlocutor. As ordens do regente n/o
admitiam +ual+uer tipo de oposi6/o.
— 4/o podemos decidir so*re isso. Al*an. Apenas l'e pedimos +ue retorne. Se
preferir. pode esperar fora do sistema.
— 4/o ten'o tempo para isso9 — disse Al*an. sacudindo a ca*e6a num gesto
o*stinado. — Boltarei a ,rcon e solicitarei uma entrevista com o regente. 7alve- ele me
informe por +ue motivo uma ordem t/o importante como a +ue me foi dada é anulada de
uma 'ora para outra. Posso pedir$l'es +ue se retirem de min'a nave5
Aguardou pacientemente +ue os tr%s 'omens sa;ssem de *ordo. :epois mudou de
rota e efetuou uma transi6/o. em dire6/o a ,rcon.
A raiva de +ue se sentia possu;do era taman'a +ue es+ueceu todas as eti+uetas.
7eria algumas perguntas a fa-er ao gigantesco computador positr1nico. +ue era o
regente do Império. & n/o teria papas na l;ngua.
H H H
Os conceitos do tempo e do espa6o. ligados ao da distJncia. 3á pertenciam ao
passado. )inco 'oras ap"s ter sido detido perto de S(oofon. o arc1nida 3á se encontrava
na sala de recep6/o do regente de ,rcon.
=ma 'ora depois. o receptor de 'iper$comunica6/o da :rusus emitiu um sinal c uma
vo- mecJnica disse +ue dese3ava falar com #'odan. O operador de rádio +ue estava de
plant/o recorreu ao intercomunica$dor. a fim de transferir a liga6/o para a sala de
comando. e avisou o imediato. uma ve- +ue Sikermann ac'ava$se de folga. #'odan
tam*ém n/o se encontrava na sala de comando@ estava dormindo. A curta noite de
S(oofon estava c'egando ao fim! o novo dia 3á ia raiando ao leste.
4o momento em +ue ouviu o sinal do telecomunicador. #'odan teve um
pressentimento de +ue teria de tomar uma grande decis/o. Dá aguardara por este
momento. mas sentia$se grato ao destino por l'e ter concedido uma noite de descanso.
— A+ui fala #'odan. O +ue 'ouve. a3or van Aafen5
— A sala de rádio anuncia uma mensagem de 'ipercomunica6/o. Bem de ,rcon.
Cuer +ue a liga6/o se3a transferida para seu camarote5
— Irei até a;. ma3or. >a6a o favor de avisar 2ell e )rest. Pe6a$l'es +ue compare6am
< sala de rádio. :iga$l'es +ue devem apressar$se.
Bestiu ligeiro o uniforme. e saiu para o corredor mergul'ado numa penum*ra. O
elevador antigravitacional mais pr"8imo levou$o ao corredor circular. :ali a vinte
segundos. entrou na sala de rádio.
7eve de dar mais cin+Ienta passos para colocar$se < frente da tela de
'ipercomunica6/o. na +ual se destacava. firme e n;tida. a imagem do regente. uma
gigantesca esfera metálica +ue descansava so*re uma superf;cie plana. Seria in0til
formular con3ecturas so*re as dimensFes prováveis da+uela figura.
— Pode fa-er a liga6/o — disse #'odan. dirigindo$se ao operador de rádio.
— &stá feita.
#'odan recuou um passo para +ue a cJmera pudesse focali-á$lo. Sa*ia +ue o regente
podia v%$lo. tal +ual ele o via.
— :ese3a falar comigo. regente5
— Boc% me enganou. Solicitou o apoio de uma frota de guerra para assaltar um
sistema solar inofensivo. &u supun'a +ue se tratasse de uma a6/o dirigida contra nosso
inimigo invis;vel. +ue nos tem atingido. vindo de outro plano temporal. as. em ve-
disso. voc% está pertur*ando nosso comércio com um mundo pac;fico. 4/o compreendo
por +ue solicitou o envio de uma frota de guerra. pois apenas a sua 3á *astava para
solucionar pro*lemas até mais dif;ceis. Acredito +ue +ueira envolver$me numa coisa pela
+ual n/o +uer assumir a responsa*ilidade e8clusiva.
— >i-emos um acordo. regente — respondeu #'odan em tom frio e respirou
aliviado +uando viu )rest e 2ell entrarem na sala de rádio.
Preferia +ue 'ouvesse testemun'as en+uanto falava com o computador$regente.
— Segundo esse tratado. posso dispor incondicionalmente de seu poderio. desde +ue
precise dele e l'e fa6a uma solicita6/o nesse sentido. uito *em! voc% atendeu ao meu
pedido e enviou 7alamon. & agora vem me di-er +ue eu violei o acordo. )omo posso
entender uma coisa dessas5
— Boc% entende perfeitamente. terrano. 4osso acordo referia$se apenas < luta
contra os invis;veis. 4/o o autori-ava a interferir nos assuntos internos de ,rcon. & é o
+ue está fa-endo.
=ma desconfian6a come6ou a surgir na mente de #'odan. Por +ue o regente estava
t/o interessado em +ue S(oofon fosse dei8ado em pa-5 Será +ue sa*ia do pro3eto do
goni1metro de compensa6/o. +ue l'e permitiria desco*rir a posi6/o da 7erra5 Será +ue o
aparel'o estava sendo constru;do por ordem do regente5
— 4osso acordo n/o se restringiu < luta contra os invis;veis. regente. 7eve em vista
uma cola*ora6/o em todos os setores. Se for violado so* +ual+uer aspecto. ficará sem
efeito.
— in'a opini/o é diferente. #'odan. :evemos cumprir o acordo. tendo sempre
em vista o +ue di- respeito aos invis;veis. Por isso. pe6o$l'e +ue se retire de S(oofon e
n/o interfira nas nossas rotas vitais de comércio. :arei ordem a 7alamon para +ue retorne
imediatamente a ,rcon. Os invis;veis poder/o voltar a atacar a +ual+uer momento. &
+uando isso acontecer devemos estar preparados. #'odan.
KBoc% sa*e perfeitamente +ue o perigo +ue amea6a a Bia ?áctea é e8tremamente
grave. =m plano temporal diferente está penetrando no nosso. &m muitos pontos. 3á
e8iste uma interse6/o entre as duas dimensFes. Os invis;veis e8istem em outra dimens/o
temporal. vivem segundo seus padrFes. +ue s/o muito mais lentos +ue os nossos. Se n/o
conseguirmos e8pulsá$los. dei8aremos de e8istir. Será +ue voc% 3á se es+ueceu disso.
terrano5 Seu mundo tam*ém está amea6ado! pouco importa onde fi+ue.L
— Sei perfeitamente. regente — respondeu #'odan. lan6ando um ol'ar
tran+Iili-ador para )rest e 2ell. — &stamos criando uma arma contra os seres da outra
dimens/o temporal. )onseguiremos penetrar em seu reino e esta*elecer contato com eles.
4/o pense +ue ficamos inativos. A atua6/o +ue desenvolvemos em S(oofon é necessária.
:o contrário n/o me teria lan6ado na mesma. &nt/o! +ual é sua decis/o5
— Boc% 3á a con'ece. 7alamon voltará para ,rcon. e voc% a*andonará o sistema de
S(aft.
#'odan acenou lentamente com a ca*e6a.
— &stá *em! mas antes ten'o de resolver um assunto particular. :epois de
solucioná$lo. S(oofon será li*erado e todas as naves. Boltarei a entrar em contato com
voc%. regente. :e +ual+uer maneira. nossos aparel'os levam < conclus/o de +ue dentro
em *reve 'averá outro ata+ue dos invis;veis. &spero +ue se3a o 0ltimo.
— =m assunto particular5
— Isso mesmo@ Boc% entendeu o +ue eu disse — respondeu #'odan e fe- um sinal
ao operador de rádio.
A imagem do regente desapareceu da tela. pois o contato foi interrompido de
repente. 2ell suspirou e disse@
— Boc% n/o ac'a +ue está sendo muito duro com ele5
— )om o regente5 — perguntou #'odan em tom de espanto. — :esde +uando voc%
tem compai8/o com um computador5 Ainda me lem*ro do tempo em +ue...
— Sim. Isso foi na+uele tempo. as tive a impress/o de +ue 'o3e o ro*1 se mostrou
muito acess;vel. :e +ual+uer maneira. 3á teve de conformar$se com uma grande perda de
prest;gio.
— 2ell tem ra-/o — interveio )rest. — Se um *elo dia o regente perdesse a
paci%ncia e renunciasse do acordo +ue cele*rou conosco. ser;amos pre3udicados.
#'odan soltou uma estrondosa gargal'ada.
— Ora. )rest9 Boc% s" pode estar *rincando. Afinal. foi o regente +ue manifestou o
dese3o de cele*rar o acordo. 4/o terá pressa em renunciá$lo. en+uanto e8istir o perigo
invis;vel vindo de outra dimens/o temporal. Pelo menos 3á sei +ue n/o está sendo muito
sincero conosco. Cuer desco*rir a posi6/o da 7erra e para isso recorre a tudo +uanto é
tru+ue. Acredito +ue o maior tru+ue +ue está usando se3a S(oofon. 2em. vamos fa-er$l'e
a vontade. Bou dei8á$lo fa*ricar o goni1metro de compensa6/o.
— 4/o pretende destruir os planos. Perry5 — perguntou 2ell assim +ue se
recuperou da surpresa.
#'odan sacudiu a ca*e6a.
— 4/o. =m *elo dia seriam ela*orados outros planos. 4inguém consegue deter a
evolu6/o! 3á falamos a este respeito. Pelo menos 3á sei +ue o regente sa*e da e8ist%ncia
desse goni1metro. 7eremos de ser mais espertos +ue o regente. os saltadores e os s(oons
reunidos. Ben'a comigo. )rest. Cuero fa-er$l'e algumas perguntas. 2ell. procure entrar
em contato com Gucky. :iga$l'e +ue deve voltar imediatamente com Sengu e Eulman.
mesmo +ue n/o ten'a conseguido nada de positivo.
— Sim sen'or9 — 2ell fe- uma contin%ncia e8agerada e dirigiu$se ao operador de
rádio. #'odan e )rest dirigiram$se < sala de comando.
:ali a de- minutos. Gucky materiali-ou$se no interior da :rusus. 3untamente com
dois s(oons. e logo voltou a desaparecer sem +ual+uer e8plica6/o. para *uscar Eulman e
Sengu. :epois disse em tom de triunfo@
— O 7enente Gucky aca*a de retornar de sua miss/o 3untamente com os mutantes
Sengu e Eulman. 7rou8e dois desertores do inimigo@ o engen'eiro Raff e arkas. c'efe
da e+uipe cient;fica +ue tra*al'a com o pro3eto do goni1metro de compensa6/o.
Agac'ou$se so*re as patas traseiras e fitou #'odan. 2ell. )rest e os oficiais da
:rusus. &ncontrava$se entre os dois s(oons +ue pareciam Kpepinos madurosL! um sorriso
co*ria seus rostos es+uisitos. Parecia realmente +ue 'aviam *rotado no c'/o metálico da
sala de comando e apenas esperavam +ue alguém os col'esse.
Gucky assustou$se +uando os 'omens soltaram uma estrondosa gargal'ada. +ue n/o
foi maliciosa. antes cordial e amistosa.
&ra claro +ue a gargal'ada de 2ell foi a mais forte e a mais demorada.
arkas ofereceu o relato. e o +uadro foi se completando.
)omo sempre. )rest mantin'a$se em sil%ncio num dos cantos da sala. A seu lado
estava Atlan. cu3os ol'os. +ue pareciam ol'ar para além do tempo. sim*oli-avam
refle8/o. Gucky acomodou$se no sofá e ficou com os ol'os semicerrados. Raff. o
pe+ueno s(oon. estava sentado em seu *ra6o e contemplou as pessoas ali reunidas com
uma e8press/o de interesse.
#'odan. 2ell. ars'all e Eulman estavam sentados em torno de uma mesa so*re a
+ual estava sentado arkas. +ue respondia com a maior solicitude a todas as perguntas
+ue l'e eram dirigidas. falando para dentro do tradutor eletr1nico. 4/o compreendia tudo
+ue acontecia em torno dele. nem desconfiava das circunstJncias +ue causavam taman'a
dor de ca*e6a a #'odan. ?imitou$se a di-er o +ue sa*ia.
— ...de forma +ue resolvemos utili-ar um setor até ent/o a*andonado do enorme
recinto. para +ue oportunamente pudesse ser iniciada a fa*rica6/o em série do novo
goni1metro. Os tra*al'os de constru6/o da fá*rica est/o em pleno andamento. Assim +ue
o modelo e8perimental ten'a sido testado. a produ6/o poderá ter in;cio.
— &m +ue regi/o fica a fá*rica5 — #'odan empurrou um mapa para o s(oon. —
A+ui fica S(atran. a maior cidade do planeta. O sen'or consegue orientar$se5
O s(oon ol'ou para o mapa! 'esitou um pouco.
— Praticamente n/o con'e6o a superf;cie. por+ue ten'o vivido principalmente no
su*solo. onde nasci. as ac'o +ue poderei orientar$me com *ase nas ferrovias
su*terrJneas registradas no mapa. Pelo +ue di-. Eulman o*teve as respectivas
informa6Fes durante sua perman%ncia no planeta — passou o min0sculo *ra6o com os
dedos supersens;veis pelo mapa. — Isto deve ser a cidade de Gorla. &sta é a lin'a +ue a
liga < min'a cidade. A mais ou menos a+ui — seu *ra6o escorregou para o norte — +ue
fica o lugar em +ue está sendo instalada a fá*rica de goni1metros.
— Onde est/o os planos de fa*rica6/o do aparel'o5 — perguntou #'odan.
— &st/o trancados num cofre. no meu escrit"rio. :rog e eu somos as 0nicas pessoas
+ue t%m a c'ave. Aliás. s/o duas c'aves. &le tem uma e eu ten'o outra. O cofre s" pode
ser a*erto com as duas c'aves.
#'odan acenou com a ca*e6a.
— Dá con'e6o a 'ist"ria! um n/o confia no outro — ficou refletindo por algum
tempo. — O sen'or acredita +ue poderia ceder$me os planos por algum tempo5
O s(oon 'esitou. 4/o sa*ia e8atamente +ual era o papel +ue estava sendo
desempen'ado por #'odan e seus amigos. &stariam realmente agindo por conta do
Império5 Se fosse assim. por +ue n/o se apresentavam a*ertamente5
Gucky. +ue continuava no sofá. disse@
— )onte tudo. #'odan. arkas s" poderá ser nosso amigo se confiarmos nele.
#'odan fe- um gesto afirmativo.
— &stá *em. arkas. &u l'e contarei a verdade. O goni1metro de compensa6/o terá
por fim desco*rir a posi6/o de meu mundo. ,rcon +uer locali-ar meu planeta e destru;$lo.
Cuem está mais interessado nisso s/o os saltadores. )ele*rei um acordo com ,rcon. mas
o regente n/o fe- muita +uest/o de cumpri$lo. em*ora um terr;vel perigo ameace toda a
vida da Bia ?áctea. &stou interessado em ver os planos de fa*rica6/o do goni1metro para
informar$me so*re algumas das suas caracter;sticas. ais +ue isso@ tentarei construir um
aparel'o capa- de neutrali-ar o novo goni1metro. Cuero +ue as ra6as inteligentes do
=niverso conservem ao menos um restin'o de vida privada. 7udo depende do sen'or.
arkas. O sen'or é o 0nico +ue poderá a3udar$nos. 4/o podemos o*rigá$lo a isso.
— &stou disposto a a3udar. pois os sen'ores s/o muito diferentes dos saltadores +ue.
em*ora precisem de nossos servi6os. n/o sentem outra coisa sen/o despre-o por n"s. Se
,rcon estiver interessado no goni1metro para travar uma guerra. prefiro destruir os
planos.
— Isso seria um erro — disse #'odan. — 4/o 'á nen'um inconveniente em +ue o
novo goni1metro se3a fa*ricado. desde +ue ten'amos alguma certe-a de +ue
conseguiremos criar um meio de defesa. Para isso precisamos dos planos. +ue logo
depois ser/o recolocados no mesmo lugar.
— )omo farei para tra-%$los5 — perguntou arkas. +ue a essa 'ora 3á estava
totalmente convencido.
#'odan sorriu.
— eu amigo Gucky irá com o sen'or. )omo 3á deve ter perce*ido. as distJncias
n/o representam nada para ele. 3á +ue é um teleportador.
— & :rog5 O +ue posso fa-er para +ue me d% sua c'ave5
— 4osso mutante André 4oir irá com os sen'ores. :rog fará +ual+uer coisa +ue o
sen'or dese3e. Acredita em mim5
O s(oon fe- um gesto afirmativo. &stava com o rosto muito sério.
— O sen'or tem amigos poderosos. Pode fa-er muitas coisas de +ue os outros
'uman"ides n/o s/o capa-es. Seu mundo deve ser um lugar fantástico e certamente
dispFe de um poder e8traordinário.
#'odan inclinou$se para a frente.
— Cuer v%$lo5
arkas adiantou$se um pouco e fitou o terrano.
— Sim. estou interessado em con'ecer seu mundo. A muito e8tenso5 Será +ue
poder;amos viver lá5 Será +ue se formos nunca mais poderemos voltar para S(oofon5
— A um risco +ue o sen'or terá de assumir. arkas. as garanto$l'e +ue no planeta
7erra o sen'or terá uma vida *oa e segura. )uidarei disso. Cuem sa*e se o +uarto planeta
do sistema solar n/o poderá vir a ser seu mundo5 As condi6Fes reinantes ali s/o
semel'antes <s de S(oofon. Ainda falaremos a este respeito. Por en+uanto devemos
cuidar dos planos do goni1metro. Cuando dese3a ir *uscá$los 3untamente com Gucky e
4oir5
— Agora — disse o s(oon em tom decidido.
— Pois partam imediatamente — decidiu #'odan.
H H H
:rog voltou a desligar o rádio.
Ainda levou alguns minutos fitando a tela apagada. na +ual 'á pouco vira o rosto
enérgico de um poderoso saltador. As instru6Fes eram ine+u;vocas. :evia apressar$se.
4/o poderia perder um segundo +ue fosse. Ao +ue parecia. Perry #'odan. o terra$no.
estava desconfiando de alguma coisa. Provavelmente a 'ist"ria do criminoso foragido era
apenas um prete8to para revistar S(oofon em *usca dos planos do novo goni1metro.
7odavia. isso n/o passava de suposi6/o.
4o entanto. o surgimento da frota de guerra de ,rcon parecia ser uma prova de +ue
o regente concordava com os atos de #'odan. :e outro lado. 7alamon 3á se retirara com
seu coura6ado espacial. S" #'odan ficara para trás. com as tr%s naves gigantescas e a
frota de pe+uenas naves au8iliares.
:rog sacudiu os om*ros.
Pouco importava o +ue o tal do #'odan estivesse tramando! se +uisesse o*ter os
planos do novo goni1metro. sofreria uma amarga decep6/o. & +uanto a arkas. +ue
desaparecera de repente...
:rog n/o gostava dos s(oons. mas n/o podia dei8ar recon'ecer +ue eram os
mel'ores técnicos da Bia ?áctea. 4inguém seria capa- de fa*ricar as pe6as min0sculas do
aparel'o com taman'a rapide- e precis/o. Precisavam dos s(oons. +uer gostassem deles.
+uer n/o.
)laro +ue :rog con'ecia a futura fá*rica e sa*ia +ual era sua posi6/o. =tili-aria a
0nica lin'a férrea para c'egar lá e levaria os preciosos planos. arkas ficaria com cara de
*o*o se voltasse e n/o o encontrasse mais. :e +ual+uer maneira. n/o poderia a*rir o
cofre.
as ele. :rog. podia. Possu;a uma duplicata da c'ave de arkas.
Satisfeito por ter encontrado uma solu6/o +ue seria do agrado de seus c'efes. :rog
reali-ou uma ligeira ronda de inspe6/o e entrou no escrit"rio de arkas. onde passou a
lidar com o cofre. +ue n/o era muito maior +ue uma cai8a postal. mas fora feito de a6o
arc1nida indestrut;vel.
A porta a*riu$se. dei8ando < mostra o interior do cofre. Os planos estavam
guardados numa pasta marrom.
:rog pegou a pasta. voltou a fec'ar o cofre e foi < esta6/o. onde pediu ao
coordenador do tráfego +ue preparasse o +uanto antes um transporte para a nova fá*rica
de goni1metros.
:ali a uma 'ora. estava confortavelmente deitado em dois vagFes acoplados. A
pasta marrom serviu$l'e de travesseiro. Sorriu satisfeito ao contemplar o teto de roc'a do
t0nel. +ue parecia desli-ar para trás a uma velocidade cada ve- maior.
Se necessário. cumpriria a tarefa sem o au8;lio de arkas. 7omaria todas as
provid%ncias para +ue o primeiro goni1metro pudesse ser testado ainda na+uela semana.
5
Os elevadores de carga 3á estavam funcionando. motivo por +ue Gucky. 4oir e
arkas puderam voltar < cidade su*terrJnea pela via usual.
Os tr%s indiv;duos ofereceriam uma vis/o estran'a e assustadora para os 'a*itantes
da+uele mundo. 4oir. o terrano. era o maior do grupo! usava o uniforme do Império Solar
e estava armado com um radiador portátil. A ele seguiu$se Gucky. o rato$castor. +ue n/o
usava +ual+uer roupa e tin'a um metro de altura. & ainda 'avia arkas. uma pe+uena
criatura com o aspecto de pepino. &m*ora o aspecto e8terior dos tr%s indiv;duos fosse
muito diferente. eles se igualavam em intelig%ncia e senso de responsa*ilidade. &ram
seres de origem totalmente diversa. n/o tin'am nen'um parentesco. mas pareciam
pertencer ao mesmo grupo. 4/o estavam ligados por um planeta. nem por um sistema
solar. mas eram todos 'a*itantes da Bia ?áctea. +ue ac'ava$se amea6ada por um perigo
terr;vel.
O elevador foi descendo. Oferecia lugar para os tr%s. motivo por +ue c'egaram
3untos aos arra*aldes de Gorla. Prosseguiram imediatamente e. dentro de poucos minutos.
encontravam$se na esta6/o ferroviária com a +ual Gucky 3á estava familiari-ado.
Alguns s(oons lan6aram$l'es ol'ares curiosos. mas arkas mandou +ue
prosseguissem com seu tra*al'o. di-endo$l'es algumas palavras tran+Iili-adoras. esmo
a+ui em*ai8o os saltadores n/o eram nen'uma novidade. Apenas Gucky provocou
alguma sensa6/o. +ue em outra oportunidade certamente teria alegrado *astante o rato$
castor.
as. a essa 'ora. as aten6Fes dos curiosos s(oons come6aram a incomodá$lo.
:irigindo$se a arkas. disse@
— Precisamos desco*rir o +uanto antes o tal do :rog. 4oir l'e aplicará seu
tratamento. A um 'ipno. e sa*erá impor sua vontade ao saltador.
arkas saltitou pela estrada +ue dava para a fá*rica. esfor6ando$se para acompan'ar
4oir e Gucky +ue. por sua ve-. Karrastavam$seL. a fim de dei8á$lo satisfeito.
— :a+ui a pouco estaremos lá. & no meu escrit"rio desco*riremos onde está :rog.
4oir n/o teve +ual+uer dificuldade em entrar no edif;cio de escrit"rios
especialmente adaptado. Sentou na mesma *an+ueta +ue :rog costumava usar. Gucky
ol'ou em torno. Seus ol'os ca;ram no cofre em*utido.
— A lá +ue est/o os planos5 — perguntou.
arkas disse +ue sim.
— S" precisamos de :rog. Pensei +ue estivesse a+ui. =m momento.
:irigiu$se < parede e manipulou os controles da instala6/o de rádio. +ue o ligavam a
todos os pontos da fá*rica e ao mundo e8terior. :epois de poucos segundos. conseguiu
esta*elecer contato com a central.
— Cueira informar onde se encontra o saltador :rog.
— Gá duas 'oras o saltador saiu do setor 4GTETPUV. depois de ter ordenado a
forma6/o de um com*oio destinado a 4GTETPUW. Bia3ou nesse com*oio. Cuer +ue
procuremos entrar em contato com ele5
arkas parecia indeciso! viu o ol'ar de Gucky.
— O*rigado! n/o é necessário.
Interrompeu a liga6/o e ol'ou para trás.
— & agora5 — perguntou em tom de perple8idade. — O +ue poderia ter levado
:rog a antecipar para 'o3e sua viagem < fá*rica de goni1metros5 O +ue pretende fa-er
lá5
— &stou mais interessado em sa*er como poderemos p1r as m/os nos planos —
disse 4oir. — Para a*rir o cofre. precisamos da c'ave dele.
— 4esse caso teremos de procurar :rog — murmurou arkas em tom de
desJnimo.
— Por +u%5 — perguntou Gucky. — Preste aten6/o. arkas. )omo é o fec'o do
cofre@ eletr1nico ou mecJnico5
— O cofre tem uma fec'adura eletr1nica e uma fec'adura mecJnica — disse o
s(oon. — Será imposs;vel a*ri$lo sem a c'ave. se é a isso +ue está aludindo. A+ui se fa-
muita +uest/o de +ue ninguém possa rou*ar os planos.
— Isso é perfeitamente compreens;vel — disse Gucky en+uanto contemplava o
cofre com os ol'os relu-entes. — Ac'o +ue poderia ser um e8celente a*ridor de cofres.
Cuer di-er +ue e8iste uma fec'adura eletr1nica5 Ac'o +ue conseguirei. desde +ue
consiga desco*rir os contatos do rel%. Assim +ue a corrente passar pelo mecanismo. o
cofre se a*rirá. O trinco mecJnico será mais fácil de remover.
— )omo5 — perguntou arkas em tom de espanto.
4oir e8plicou@
— Dá ouviu falar em telecinese. arkas5 — disse. — 7rata$se de flu8os de energias
transmitidos pelo cére*ro de um mutante e +ue s/o capa-es de mover por6Fes de matéria
situadas em outro lugar. Gucky é um telecineta.
O s(oon fitou o rato$castor com uma venera6/o cada ve- mais intensa.
— A telepata. teleportador e. além de tudo. ainda telecineta5 Gucky é mesmo uma
criatura muito poderosa9
O rato$castor sentiu$se satisfeito com a admira6/o +ue l'e foi tri*utada. mas logo
voltou a dedicar$se <+uilo +ue importava.
— Posso pedir sil%ncio a*soluto5 7entarei a*ri$lo. 4/o deverá demorar mais +ue
alguns minutos...
4oir e arkas recuaram alguns passos. dei8ando Gucky s" < frente do cofre. O rato$
castor concentrou$se e suas ondas cere*rais foram penetrando cautelosamente na
confus/o de comandos eletr1nicos +ue vedavam o acesso aos o*stáculos mecJnicos. e
+ue teriam de ser removidos.
Assim +ue escutou o primeiro estalido. o corpo de Gucky descontraiu$se. mas n/o
fe- nen'uma pausa. O 0nico ru;do +ue se ouvia era a respira6/o de 4oir. arkas
mantin'a$se r;gido e im"vel. como se realmente fosse um pepino incapa- de sair do
lugar.
Ouviu$se outro estalido. Gucky disse@
— Agora...
A porta a*riu$se.
arkas soltou um pio de alegria e admira6/o. Saltitou através da sala
superdimensionada e colocou$se ao lado de Gucky. Am*os ol'aram para dentro do cofre.
— &nt/o5 — perguntou 4oir. +ue tam*ém se apro8imara. — Onde est/o os planos5
S/o de formato redu-ido5
arkas adiantou$se mais um passo. Cuase c'egou a entrar no cofre. Ao virar$se.
disse@
— &stavam a+ui. mas desapareceram. :rog e eu somos as 0nicas pessoas +ue
possuem a c'ave. e o cofre s" pode ser a*erto com am*as as c'aves. 4/o compreendo.
— Pois eu compreendo — disse Gucky com a vo- -angada. — :rog possu;a uma
duplicata de sua c'ave. arkas. &le o enganou. Ou mel'or. enganou a todos n"s. &
agora5
O s(oon controlou$se com uma rapide- e8traordinária. ?an6ou mais um ol'ar para
o cofre va-io e sugeriu@
— Se :rog furtou os planos. teremos de procurá$lo. Sa*emos onde está. O +ue
estamos esperando5
Gucky ol'ou para 4oir.
— Até parece +ue arkas pode ensinar$nos alguma coisa9 — e8clamou. — 7em
toda a ra-/o. O +ue estamos esperando5
Preferiram n/o utili-ar um dos trens +ue trafegavam constantemente de um lugar
para outro. =m salto de teleporta6/o levou$os de volta < superf;cie. onde voltaram a
orientar$se. 4oir 'avia tra-ido o mapa. no +ual arkas registrou cuidadosamente o ponto
em +ue ficavam as instala6Fes su*terrJneas da fá*rica de goni1metros. :epois Gucky n/o
teve a menor dificuldade em atingir o local por meio de dois saltos de teleporta6/o. um
deles 'ori-ontal. pela superf;cie. e outro vertical. +ue os levou <s profunde-as.
ateriali-aram$se num pavil'/o +uase va-io. cu3o teto e soal'o consistiam em roc'a
nua. Parecia muito alto para as condi6Fes reinantes em S(oofon. mas logo se lem*raram
+ue ali seriam constru;dos os aparel'os +ue um dia deveriam ser instalados nas imensas
naves dos saltadores Além disso. era de esperar +ue. assim +ue fosse iniciada a produ6/o.
os saltadores mantivessem constantemente o*servadores no local.
H H H
:rog nem desconfiou do desastre +ue se apro8imava. em*ora sentisse +ue alguma
coisa n/o estava em ordem. &ra *em verdade +ue seu nervosismo se tornara *em menor
depois +ue conseguira apoderar$se dos preciosos planos. Sa*ia +ue eram os 0nicos
e8emplares. com e8ce6/o dos originais. & estes estavam muito *em guardados num
pe+ueno planeta dos mercadores galácticos.
Dá se convencera de +ue esse *lo+ueio ordenado por #'odan. por conta de ,rcon.
constitu;a um fato muito mais importante do +ue parecera de in;cio. 4inguém isolaria
todo um sistema para procurar um 0nico 'omem. Além disso. o desaparecimento de
arkas come6ava a preocupá$lo.
Saiu do vag/o. deu um *erro para espantar alguns s(oons e seguiu pela estrada
ainda em constru6/o +ue levava aos pavil'Fes da fá*rica. =m dia seu escrit"rio ficaria
ali. Poderia perfeitamente instalar$se desde 3á. da mel'or forma poss;vel.
Os s(oons. +ue vin'am ao seu encontro. desviavam$se apressadamente assim +ue o
viam. 4/o parecia +ue o saltador. +ue para eles era um verdadeiro gigante. tivesse a
inten6/o de dispensar$l'es +ual+uer considera6/o. Dá 'aviam sofrido e8peri%ncias
dolorosas com a+uela ra6a.
:rog n/o deu a menor aten6/o aos s(oons. Ainda teria tempo de e8primir$l'es seu
respeito. +uando precisasse deles. e desde +ue fi-essem +uest/o disso. :e +ual+uer
maneira seria uma mentira.
S sua es+uerda 'avia uma parede metálica. atrás da +ual ficava um pavil'/o da
fá*rica.
:ei8ando$se guiar por um impulso repentino. :rog saiu do camin'o +ue vin'a
seguindo e. passando por um port/o muito *ai8o. penetrou no pavil'/o. 7eve de a*ai8ar$
se para n/o *ater com a ca*e6a.
— Oportunamente mandarei modificar isso — disse em tom furioso e estacou de
repente. Por pouco n/o dei8a cair a pasta +ue tra-ia em*ai8o do *ra6o.
S sua frente — ou mel'or. em*ai8o dele — estava arkas9
:rog recon'eceu$o imediatamente. em*ora n/o fosse fácil distinguir os s(oons.
Infeli-mente n/o 'avia a menor possi*ilidade de comunica6/o. pois n/o dispun'a de um
tradutor.
— Saia do meu camin'o. verme no3ento9 — *errou :rog.
Apavorado. arkas tapou as orel'in'as. )onfiava no rato$castor. +ue se mantin'a
escondido nos fundos do pavil'/o. 3untamente com 4oir. &m*ora n/o entendesse uma
palavra da+uilo +ue o gigante aca*ara de gritar. imaginava o significado. as parou
o*stinadamente. 4uma das m/os — a rigor a e8tremidade dos *ra6os com os dedos
fin;ssimos n/o poderia merecer este nome — e8i*iu a c'ave do cofre ao saltador.
:rog compreendeu imediatamente.
— A'. é por causa dos planos5 O a-ar é seu. meu caro! est/o comigo. Aliás. o +ue é
+ue voc% tem com os mesmos5 Onde andou por tanto tempo5
?em*rou$se de +ue o s(oon n/o poderia compreend%$lo e a*orreceu$se por estar
perdendo tanto tempo.
KPor "ue o anão não cuidou logo da construção do primeiro modelo do
goni<metro, con!orme haviam combinadoBL. pensou e apontou para a sa;da.
— Ben'a comigo. Preciso falar com voc%.
O s(oon n/o poderia dei8ar de entender o gesto. mas n/o saiu do lugar. :rog
estendeu a m/o para pegar arkas. mas estacou em meio ao movimento.
Alguma coisa invis;vel e8ercia uma press/o s0*ita so*re seu cére*ro. comprimia sua
consci%ncia e come6ou a eliminar sua vontade. Sentiu uma dor suave. O pavil'/o
come6ou a girar diante de seus ol'os. mas n/o perdeu os sentidos. Perce*eu
perfeitamente o +ue l'e aconteceu nos minutos seguintes. mas n/o teve condi6Fes de
resistir.
:os fundos do pavil'/o vieram duas criaturas! uma delas tin'a o taman'o dele.
en+uanto a outra tin'a apenas a metade desse taman'o. Dá con'ecia esse *ic'o es+uisito.
Gucky manifestou seu desagrado.
— Ac'a +ue sou um *ic'o — disse. dirigindo$se a André 4oir e sacudindo a
ca*e6a. — Pensei +ue este mercador fosse mais inteligente. Ainda n/o con'ece Gucky9
4oir n/o se dei8ou distrair. Suas vi*ra6Fes cere*rais estenderam$se a plena pot%ncia
em dire6/o < consci%ncia do saltador e eclipsaram$na. Sem +ue o outro sou*esse. assumiu
seu esp;rito e seu sistema nervoso. e com isso tam*ém seu corpo. 7ratava$se de um tipo
de 'ipnose. muito mais eficiente e duradoura +ue os outros procedimentos desse tipo. Os
comandos eram transmitidos por via telepática e o destinatário os e8ecutava sem a menor
vacila6/o.
— :%$me a pasta com os planos — ordenou 4oir.
Gucky 3á l'e 'avia dito o +ue contin'a a pasta.
:rog o*edeceu.
— Ben'a conosco9
4os minutos seguintes. encontraram$se com vários s(oons. principalmente na rua.
mas nen'um deles estran'ou a presen6a do saltador +ue camin'ava ao lado de arkas.
c'efe da e+uipe cient;fica. além de um estran'o ser peludo e de outro su3eito. 7odos
con'eciam :rog. +ue agia de forma completamente diversa das outras ve-es em +ue era
dono de sua vontade.
arkas parou < frente de uma porta.
— A+ui ficam os escrit"rios da administra6/o. =m deles foi instalado especialmente
para :rog. Ac'o +ue é o lugar mais ade+uado. Cuanto tempo teremos de esperar5
— Ac'o +ue n/o demorará muito — respondeu Gucky. — Sa*erei encontrar
so-in'o e depressa o camin'o para a nave. #'odan poderá e8aminar os planos e copiá$
los. :entro de meia 'ora. estarei de volta. Até lá ter/o de cuidar de :rog! ainda é cedo
para soltá$lo.
— 4/o 'á nen'um pro*lema — disse 4oir. +ue n/o desgrudava do saltador.
Cuando puderam fec'ar a porta e se viram s"s. suspiraram aliviados. Os ol'ares
indagadores e curiosos dos inofensivos e *ondosos s(oons +ue andavam pela rua tin'am
se tornado +uase insuportáveis. &m*ora n/o vissem nada de estran'o no comportamento
de :rog. a presen6a do grupo dava o +ue pensar. & 4oir n/o poderia erradicar a mem"ria
de todos. como fi-era com :rog.
— Pode come6ar. 4oir — disse Gucky e fe- um sinal para +ue arkas se
apro8imasse. — Be3a s". *ai8in'o. como este saltador vai contar tudo +ue dese3amos
sa*er.
4oir condu-iu :rog a um canto. depois de ter entregue a pasta a Gucky. O rato$
castor e8aminou$a. a fim de verificar se os planos realmente estavam na mesma. arkas
confirmou a autenticidade dos pro3etos.
Assim +ue 4oir iniciou seu KtratamentoL. os ol'os de :rog ad+uiriram uma
estran'a rigide- e pareciam dirigir$se para longe. anteve$se im"vel. como se estivesse
paralisado.
— Cuem mandou construir o goni1metro de compensa6/o5 — perguntou 4oir.
A resposta foi imediata@
— O regente de ,rcon.
— Cuem o inventou5
— =m dos nossos cientistas! n/o con'e6o o nome.
4/o 'avia a menor d0vida de +ue estava di-endo a verdade.
— Cual será o montante da produ6/o5
— O goni1metro de compensa6/o deverá ser montado em todas as naves do
Império. a fim de +ue nen'um salto possa ser efetuado sem a devida locali-a6/o. O
o*3etivo principal consiste em encontrar a 7erra. planeta natal de #'odan.
— A por isso +ue a fa*rica6/o será secreta5
— A principalmente por isso. Ainda acontece +ue o aparel'o terá pe6as muito
pe+uenas e e8tremamente sens;veis. +ue s" poderiam ser constru;das pelos s(oons. ais
tarde. a fá*rica será transferida para um dos planetas pertencentes aos saltadores.
4oir lan6ou um ligeiro ol'ar para arkas e perguntou@
— )om a concordJncia dos s(oons5
— ?evaremos um grupo dos mesmos.
— 7udo isso será feito por ordem do regente5
:rog respondeu sem a menor 'esita6/o@
— 4/o! esta idéia é min'a. O cl/ ao +ual perten6o ad+uirirá o monop"lio de
fa*rica6/o. Oportunamente os planos ser/o destru;dos.
— & o inventor5 Os planos originais5
:rog sorriu como +uem se deleita num *elo son'o.
— 7omamos nossas provid%ncias para +ue a vida do inventor n/o se3a muito longa.
Assim +ue o novo goni1metro ten'a sido testado. o inventor. cu3o nome n/o con'e6o.
morrerá. Os planos tam*ém ser/o colocados em nossas m/os e destru;dos. 4inguém
poderá agir contra n"s. pois nesse caso n/o 'averá nen'um goni1metro de compensa6/o.
4oir lan6ou um ol'ar para Gucky. O rato$castor soltou um suspiro.
— A um verdadeiro compl1 — constatou. — & um compl1 +ue atingiria até o
Império de ,rcon. &stragaremos a festa deles. conforme costuma di-er 2ell. 2em. o +ue
sei 3á *asta. &sperem a+ui até +ue eu volte. 4/o demorarei.
4oir e arkas confirmaram com um gesto. O s(oon 3á se acostumara com o gesto
afirmativo dos 'umanos. Aprendia com uma rapide- e8traordinária.
O rato$castor desmateriali-ou$se e saltou para a superf;cie. :epois concentrou$se na
sala de comando da :rusus e para sua surpresa foi parar 3ustamente no colo de 2ell. +ue
estava sentado no sofá. ao lado de Sikermann.
— Pare de gritar9 — pediu Gucky ao amigo. +ue estava muito assustado. e
escorregou para o c'/o. segurando firmemente a pasta. — Onde posso encontrar o c'efe5
#'odan 3á ouvira Gucky. O rato$castor foi atingido por um impulso mental. antes
+ue 2ell tivesse tempo para responder.
— 4/o se preocupe. gorduc'o — disse Gucky em tom tran+Iili-ador e camin'ou
em dire6/o < porta. — #'odan 3á me espera.
?ogo desapareceu.
2ell fitou a porta fec'ada e en8ugou o suor +ue l'e corria pela testa.
— Ainda terei um ata+ue — disse em tom som*rio.
H H H
4a sala de com*ate da :rusus. Gu*ert Gorlat. um 'omem ruivo +ue ocupava o
posto de capit/o do servi6o de seguran6a. p1s$se a tra*al'ar. #'odan e Gucky
mantiveram$se afastados e viram os planos serem a*ertos e copiados cuidadosamente. A
fim de n/o pertur*ar o tra*al'o de Gorlat. Gucky relatou a seu c'efe por via telepática
a+uilo +ue sou*era de :rog.
:ali a uns cinco minutos. #'odan perguntou em vo- alta@
— Se eu o entendi corretamente. o tal do :rog pretende se+Iestrar um grupo de
s(oons altamente especiali-ados a fim de fi8á$los num mundo descon'ecido. onde
passariam a fa*ricar o goni1metro de compensa6/o e8clusivamente para ele.
— Sim! foi isso +ue :rog declarou depois de ter rece*ido o KtratamentoL de 4oir.
— 4esse caso. apenas disse a verdade — #'odan fe- uma pausa e acrescentou@ —
Cuando voc% for levar os planos e trou8er 4oir. traga tam*ém o pe+ueno s(oon. Se n/o
me engano seu nome é arkas.
— Pois n/o. c'efe. Boc% prometeu +ue o levaria < 7erra 3untamente com Raff.
:e repente #'odan sorriu e lan6ou um ol'ar +uase afetuoso para Gucky.
— Boc% gosta dos s(oons. n/o gosta5
Gucky ficou radiante.
— Gosto muito deles. #'odan. Além de pe+uenos e alegres. s/o muito inteligentes e
graciosos. >icaria muito feli- se n/o me separasse de Raff e arkas. Ac'o +ue ter/o
muito pra-er em ir conosco.
— Bou su*meter$l'es uma proposta muito interessante. Gucky. 4/o se esforce em
v/o! por en+uanto n/o desco*rirá nada. 7raga 4oir e arkas. :epois sua curiosidade será
satisfeita.
Ol'ou para Gorlat. +ue desligou a copiadora e do*rava os planos.
— Pronto. capit/o5 Cuero e8aminar esses pro3etos 3untamente com )rest e Atlan.
7ive uma *oa idéia.
Pegou os planos das m/os de Gorlat e do*rou$os cuidadosamente para +ue
pudessem ser guardados. &ntregou a pasta marrom a Gucky. :eu uma palmadin'a no
om*ro do rato$castor.
— Ande depressa. Gucky. &spero$o no camarote de )rest. 4/o se es+ue6a de tra-er
arkas.
=m sorriso matreiro surgiu no rosto de Gucky. +ue e8i*iu o solitário dente roedor.
— Seria mais fácil eu es+uecer min'a cauda — asseverou. :epois concentrou$se e
saltou.
A 0ltima coisa +ue #'odan viu de Gucky foi o ra*o co*erto de p%los marrons. Sa*ia
+ue n/o o dei8aria para trás. da mesma forma +ue n/o dei8aria um pe+ueno s(oon +ue
atendia pelo nome de arkas.
H H H
:ali a pouco. :rog dirigia$se ao edif;cio da administra6/o. segurando a preciosa
pasta. #efletia so*re o +ue andara fa-endo nas 0ltimas duas 'oras.
&n+uanto isso uma confer%ncia decisiva reali-ava$se no interior da :rusus. )rest
desempen'ava o papel de anfitri/o.
&stava sentado na ca*eceira da mesa semicircular e. im"vel. ouvia as palavras de
Atlan. o imortal. cu3as m/os seguravam as c"pias dos planos. Além de #'odan. 2ell e
Gucky. ainda participavam da reuni/o Gunter >orster. engen'eiro$c'efe. e o :r. Ali el
Dagat. c'efe da e+uipe matemática.
— O princ;pio do goni1metro é fácil de compreender. desde +ue se con'e6am os
princ;pios gerais +ue regem o funcionamento do compensador estrutural. pois o aparel'o
foi criado com *ase no mesmo. & tam*ém será fácil criar o aparel'o seguinte@ o
e+uipamento de a*sor6/o. &ste engolirá os impulsos do compensador. para +ue o
goni1metro n/o possa locali-ar nada. )om isso perderá todo valor.
#'odan lan6ou um ol'ar sério para Atlan. Sa*ia +ue poderia confiar integralmente
em seu novo aliado. mas era perfeitamente poss;vel +ue o imortal superestimasse sua
capacidade...
— Atlan. voc% tem certe-a a*soluta de +ue será poss;vel construir o e+uipamento de
a*sor6/o5
Atlan acenou com a ca*e6a e apontou para Dagat e >orster.
— Pergunte aos especialistas. #'odan. &les confirmar/o o +ue aca*o de di-er. A
*em verdade +ue n/o devemos es+uecer +ue o goni1metro será constru;do em S(oofon.
motivo por +ue terá pe6as microsc"picas. & o aparel'o de a*sor6/o deverá tam*ém ter
pe6as do mesmo taman'o. &sta é a 0nica lacuna vaga de min'a lin'a de racioc;nio.
#'odan sorriu.
— O*rigado. Atlan. Ainda falaremos so*re isto. Pelo +ue entendi. o fato de +ue
dentro de tr%s ou +uatro meses as naves de recon'ecimento dos saltadores estar/o
e+uipadas com o novo goni1metro n/o representará +ual+uer risco para n"s. pois até lá
conseguiremos. com o au8;lio dos s(oons. construir o aparel'o de a*sor6/o. 4/o é isso5
— 7eoricamente sim...
— &stá *em — #'odan lan6ou um ol'ar para Gucky. +ue segurava os dois s(oons
no colo e parecia ter es+uecido o resto do mundo. — Cuero pedir a arkas +ue responda
a algumas perguntas. Sente$o na mesa. Gucky.
arkas andou de um lado para outro. um tanto inseguro. antes de encontrar a
posi6/o correta face ao tradutor eletr1nico. Raff o*servava$o atentamente. )ontinuava
sentado no colo de Gucky.
— >a6a o favor de perguntar — pediu o s(oon. — >arei o poss;vel para dei8á$lo
satisfeito.
#'odan inclinou$se para a frente e fitou os ol'os claros do s(oon. ?eu nos mesmos
uma simpatia sincera e sentiu uma onda de ternura pelos pe+uenos seres. &stas criaturas
pe+uenas e es+uisitas. um tanto rid;culas por possu;rem o formato de um pepino.
possu;am um caráter t/o *ondoso e decente +ue raramente seria encontrado entre os
'umanos. Provavelmente a ami-ade desses seres seria perdida para sempre. se n/o
tivessem tido o cuidado de recon'ecer neles grandes intelig%ncias e dar$l'es o tratamento
merecido. #'odan come6ou a compreender a atitude de Gucky.
— arkas. o sen'or manifestou o dese3o de con'ecer meu mundo. Poderei cumprir
esse dese3o. mas antes disso +uero fa-er$l'e uma proposta. e pe6o$l'e +ue reflita so*re a
mesma. Se recusar. ninguém ficará -angado com o sen'or! apenas l'e pe6o +ue n/o tome
uma decis/o apressada.
— Cual é a proposta5
— Gostaria +ue o sen'or e Raff. 3untamente com uns de- ou vinte mil s(oons.
a*andonassem o planeta e viessem comigo < 7erra. 7emos necessidade urgente de
microtécnicos competentes como os sen'ores. Ofere6o$l'es uma área e instala6Fes +ue
re0nam as condi6Fes dese3adas pelos sen'ores. Gan'ar/o o mesmo salário dos nossos
especialistas mais competentes. além de certos pr%mios. Ser/o o*rigados a tra*al'ar por
cinco anos. Cuem +uiser voltar a S(oofon depois desse pra-o. será levado a seu planeta
sem +ual+uer despesa. Apenas fa6o uma condi6/o@ para os s(oons a viagem ao planeta
7erra será um v1o KcegoL. Isto é@ n/o ficar/o sa*endo a posi6/o galáctica de meu mundo.
7odos ouviram ansiosos as palavras de #'odan. )rest acenou lentamente com a
ca*e6a. como se esperasse algo semel'ante. Atlan p1s$se a sorrir. e em seus ol'os lia$se
um elogio pela sa*edoria de #'odan. Gucky acariciava o pe+ueno Raff. +ue tra-ia no
colo. e e8i*iu um sorriso +ue +uase c'egava a ser provocador. 2ell notou o sorriso. mas
n/o es*o6ou +ual+uer rea6/o.
arkas respondeu@
— 4o +ue me di- respeito. posso aceitar sua proposta. 7en'o certe-a de +ue Raff
tam*ém estará disposto a ir conosco. :ese3a especialistas de alguma área especial
radicados em nosso planeta5
— Sim. se for poss;vel. Gostaria de ter alguns representantes de cada área de
con'ecimento. a fim de +ue a col1nia de s(oons da 7erra possa produ-ir tudo +ue se
fa*rica em seu planeta natal. )ompreende o +ue +uero di-er5
— Perfeitamente — respondeu arkas. — :e +uanto tempo poderei dispor para
escol'er as pessoas +ue ir/o conosco5
#'odan ergueu as so*rancel'as.
— 7erá pouco tempo. pois pretendo decolar +uanto antes. 4/o +uero +ue o regente!
pense +ue intenciono instalar$me a+ui. Além disso. a constru6/o do aparel'o de a*sor6/o
terá de ser iniciada com urg%ncia. 7raga alguns cientistas +ue se3am capa-es disso.
arkas lan6ou um ol'ar para Raff.
— Permita +ue Raff vá comigo! assim n/o demoraremos muito.
— ?eve Raff — disse #'odan. — as e8iste mais um detal'e a ser o*servado.
4inguém deverá sa*er +ue um s(oon +ue se3a saiu do planeta. Cuando perguntar a um
dos seus amigos se +uer acompan'ar$nos < 7erra. deverá ter cem por cento de certe-a de
+ue a resposta será afirmativa. )ompreende o +ue +uero di-er5
— 4aturalmente. as tudo isso n/o é t/o dif;cil como o sen'or poderia acreditar.
Ao leste de Gorla e8iste um centro e8perimental de tecnologia aplicada. 7rata$se de uma
espécie de universidade prática. na +ual s/o treinados os futuros especialistas. O corpo
docente é formado por cientistas de primeira lin'a. 4as fá*ricas$escola est/o todas as
ferramentas especiais +ue e8istem e 3á e8istiram em S(oofon. Se conseguirmos transferir
para a 7erra tudo +ue se encontra nessa universidade. 3untamente com os professores e
alunos. n/o 'averá nada +ue n/o possamos construir. desde os mini$transmissores de
televis/o até os 'iperpropulsores em formato redu-ido.
#'odan confirmou com um gesto. Seus ol'os se iluminaram.
— O*rigado. arkas. Ac'o +ue isso seria uma solu6/o. Será +ue conseguirá
convencer todos os 'a*itantes do centro e8perimental a aceitar nossa proposta5 O +ue
acontecerá se n/o estiverem de acordo5
arkas sorriu.
— 4inguém recusará. :ei8e tudo por min'a conta. Cuando deverei partir5
#'odan lan6ou um ol'ar para Gucky.
— Boc% acompan'ará arkas e Raff. *ai8ote. Cuem voc% +uer +ue o a3ude +uando
c'egar a 'ora5 Anne Sloane5
Anne Sloane era telecineta. Gucky. +ue 3á compreendera o +ue #'odan pretendia
fa-er. sacudiu a ca*e6a.
— 4/o +uero ninguém. #'odan. 4em a telecinese. nem a teleporta6/o poder/o. por
si s". resolver o pro*lema. Sou o 0nico mutante +ue re0ne am*as as faculdades. Sa*e do
+ue +uero di-er5
#'odan acenou lentamente com a ca*e6a. O rato$castor prosseguiu@
— Cuando c'egar a 'ora. farei a coisa so-in'o — levantou$se. com Raff no *ra6o.
)om a m/o livre segurou cautelosamente arkas. — Avisarei +uando estiver na 'ora.
Passem *em.
:ali a um instante. o ar tremelu-ente era o 0nico vest;gio +ue restava dos s(oons
+ue se encontravam na+uele lugar.
2ell fitou o espa6o va-io.
— 4/o compreendi nada — confessou a contragosto. — O +ue está 'avendo5 Cue
neg"cio é este de com*inar a teleporta6/o e a telecinese5
#'odan deu um sorriso para )rest e Atlan e respondeu@
— Pois *em. meu caro 2ell. se voc% sou*esse ler pensamentos. sua vida seria muito
mais fácil. n/o é5 as n/o +uero torturá$lo. Preste aten6/o! vou e8plicar...
2ell prestou aten6/o.
6
Os comandantes dos +uarenta girinos ficaram *astante espantados +uando
rece*eram. dali a duas 'oras a seguinte mensagem da :rusus@
'hamando os comandantes de todas as naves C&
Todas as unidades, com eDceção da C)EE, voltarão 8 Terra
por suas pr%prias !orças& Realizem vários saltos, sob a
proteção dos compensadores& Tomem o máDimo de
cuidado& A unidade C)EE deverá apresentar)se
imediatamente a mim& Fim& Rhodan&
Gouve algumas consultas. mas Stern. +ue neste meio tempo voltara a assumir o
servi6o de rádio. removeu todas as d0vidas.
&ra isso mesmo. O *lo+ueio de S(oofon 'avia sido suspenso. e os girinos n/o
deveriam voltar para *ordo da :rusus. Os +ue pertenciam < 7itan e < General Pounder
rece*eram ordem para voltar <s suas unidades. a fim de a*andonarem imediatamente o
sistema.
Parecia uma retirada *em organi-ada. & realmente era uma retirada. se *em +ue um
estrategista talve- dissesse +ue se tratava de um lance do 3ogo. as ninguém deveria
sa*er disso.
O comandante da nave girino E$NN era ikel 7ompetc'. um americano corpulento.
de ca*elos louros. :e- minutos depois de ter rece*ido a mensagem. entrou
cuidadosamente com sua nave na escotil'a a*erta da :rusus e pousou no 'angar. Os
recintos em +ue estavam estacionadas as naves au8iliares estendiam$se +ue nem um anel
em torno da gigantesca esfera +ue era a :rusus. Podia a*rigar um total de +uarenta
girinos. cada um dos +uais tin'a sessenta metros de diJmetro.
O 7enente 7ompetc' desceu a rampa e n/o demonstrou maior interesse pela
tripula6/o. +ue tam*ém saiu da E$NN. Ao +ue parecia. n/o 'avia outra miss/o < vista. Os
'omens retornariam aos lugares +ue ocupavam na :rusus. onde 'avia uma necessidade
premente deles. face < aus%ncia das tripula6Fes das outras naves E.
&n+uanto se dirigia ao elevador antigravitacional. encontrou$se com #eginald 2ell.
:irigiu$se a ele e perguntou em tom e8altado@
— Será +ue o sen'or poderia informar o +ue significa tudo isso5 Será +ue alguém
pensa +ue eu n/o seria capa- de voar so-in'o < 7erra. 3á +ue os outros girinos podem
reali-ar este v1o. en+uanto n"s...
— )alma9 — disse 2ell. e um sorriso largo co*ria seu rosto. Apontava para a E$NN.
— Isto é um cal'am*e+ue +ue 3á está precisando de uma revis/o geral. certo5
O espanto de 7ompetc' n/o durou mais +ue um segundo.
— )al'am*e+ue5 O +ue +uer di-er com isso5 4/o é mais vel'a +ue as outras. A
*em verdade +ue a+uela colis/o com o aster"ide n/o fe- *em < E$NN. mas as pe6as
danificadas foram todas su*stitu;das. :e +ual+uer maneira. n/o ter;amos o menor
pro*lema em voar < 7erra.
— 4/o é disso +ue se trata. tenente — disse 2ell em tom enérgico. — :evo
comunicar$l'e +ue o sen'or nunca mais pilotará a E$NN. Se ainda 'ouver algum pertence
pessoal a *ordo da unidade. vá tirá$lo imediatamente. A mesma ordem aplica$se aos
tripulantes.
A cara de 7ompetc' e8primia espanto e perple8idade.
— 4unca mais pilotarei a E$NN5 Por +u%5
— O c'efe e8plicará. tenente. Providencie para +ue tudo se3a retirado da E$NN.
Oportunamente avise ao c'efe +ue a ordem foi cumprida. Aliás. desta+uei alguns técnicos
+ue o a3udar/o a retirar alguns instrumentos de maior valor. Até logo mais. tenente.
7ompetc' seguiu$o com os ol'os com uma e8press/o de perple8idade. cocou a
ca*e6a loura e soltou um suspiro. :irigiu$se ao 'angar e ligou o intercomunicador. para
c'amar de volta os tripulantes de sua unidade.
:epois p1s$se a tra*al'ar. a fim de cumprir as ordens de 2ell. em*ora n/o
compreendesse a finalidade das mesmas.
:ali a duas 'oras. encontrava$se < frente de #'odan para comunicar +ue as ordens
foram cumpridas. e +ue a E$NN praticamente estava redu-ida a um envolt"rio va-io com
um 'iperpropulsor. &sperava rece*er uma e8plica6/o. mas teve uma decep6/o cruel.
#'odan limitou$se a acenar com a ca*e6a e disse@
— Xtimo. 7enente 7ompetc'. Apresente$se a Sikermann. +ue o destacará para outro
servi6o. Afinal a E$NN está *oa para sei 3ogada fora. n/o ac'a5 & é o +ue pretendemos
fa-er.
7ompetc' retirou$se. Ao c'egar < porta +ue dava para o corredor. ol'ou para trás.
mas apenas viu o rosto sorridente de #eginald 2ell.
4o momento isso n/o l'e esclarecia nada9
Assim +ue a porta se fec'ou. 2ell disse@
— O su3eito está se desmanc'ando de curiosidade. Perry. Para di-er a verdade.
ten'o pena dele.
— Boc% deveria ter pena de si mesmo — disse #'odan com um ligeiro sorriso. —
Boc% tem muito tra*al'o pela frente. ?eve os 'omens de +ue precisa e comece a esva-iar
e preparar todos os 'angares. Cuero decolar dentro de cinco 'oras.
2ell dirigiu$se lentamente < porta.
— Se é +ue até lá Gucky conseguirá terminar seu tra*al'o95 — ponderou.
— Gucky estará pronto9 — disse #'odan em tom enfático. colocando o dedo no
pe+ueno rádio de pulso.
2ell teve de recon'ecer +ue sua situa6/o n/o era muito diferente da de 7ompetc'.
#esignou$se e dei8ou #'odan a s"s.
H H H
&n+uanto e8istir vida 'averá acidentes e catástrofes. &sta é uma lei implacável da
nature-a. &m S(oofon. tam*ém 'avia catástrofes. mas as mesmas eram relativamente
raras e geralmente n/o assumiam maiores propor6Fes.
:e +ual+uer maneira. Gucky deveria agir com muita cautela. &studou o mapa e
comentou@
— &8iste apenas uma 0nica lin'a férrea +ue liga a =niversidade 7écnica com a
superf;cie e com as outras cidades. Isto é uma circunstJncia *astante favorável9
Raff. +ue estava sentado so*re a mesa. ol'ando por cima de seu *ra6o. fe- um gesto
afirmativo.
Gucky continuou@
— Por ela trafega s" um com*oio por dia. n/o é5 &8celente. &ste com*oio partiu 'á
uma 'ora. ?ogo. n/o é de esperar +ue saia outro antes de aman'/. Onde está arkas5
— &stá fa-endo uma confer%ncia para os micr"ticos — disse Raff. — 4en'um
deles +uer ficar.
— Dá 'á muitos +ue n/o +uerem ir conosco5
— S/o apenas uns mil. O +ue faremos com eles5
Gucky deu de om*ros.
— O +ue poder;amos fa-er5 &les se es+uecer/o da alocu6/o de arkas. 4oir
cuidará disso. :epois eu os levarei a Gorla. onde poder/o +ue*rar a ca*e6a para desco*rir
como foram parar lá. A *em verdade +ue n/o poderei fa-er o tra*al'o so-in'o.
Preciso c'amar alguém +ue me a3ude. &spere a+ui mesmo. 4/o demorarei em
voltar.
Raff camin'ou para o lado e saltou para o c'/o. :epois viu Gucky concentrar$se e
desaparecer. Dá se acostumara a ver o estran'o fen1meno. motivo por +ue n/o se
assustou.
:irigiu$se < 3anela. :ali se tin'a uma *oa vis/o so*re o con3unto de edif;cios situado
apenas vinte metros a*ai8o da superf;cie. O céu era su*stitu;do pela roc'a lisa.
interrompida a espa6os regulares por lJmpadas em*utidas. A+uele mundo su*terrJneo era
luminoso. +uase t/o luminoso como a+uele mundo +ue ficava so* o verdadeiro céu. Além
disso. era um pouco mais +uente.
Raff assustou$se +uando Gucky reapareceu. 7rou8e consigo André 4oir e #as
7sc'u*ai. um terrano negro e ro*usto. +ue possu;a o dom da teleporta6/o.
4a+uele instante. c'egou arkas. )amin'ou muito empertigado pela porta. +ue n/o
tin'a mais de cin+Ienta cent;metros de altura. e penetrou no recinto. +ue para 4oir e
7sc'u*ai era uma sala de taman'o médio. :e +ual+uer maneira. podiam mover$se ali
sem *aterem com a ca*e6a no teto.
— 7odos os micr"ticos concordaram em sair de S(oofon a fim de servirem a Perry
#'odan — anunciou em tom de triunfo e fitou os dois terranos.
Gucky apresentou #as 7sc'u*ai. com +uem arkas ainda n/o 'avia travado
con'ecimento.
— &stá na 'ora de interrompermos as comunica6Fes com o mundo e8terior — disse.
— Antes de tudo devemos cuidar da estrada de ferro. as as esta6Fes de rádio tam*ém
dever/o entrar em pane. Cuantas esta6Fes e8istem a+ui. arkas5
— Apenas uma. Raff sa*e onde fica — arkas nem procurou disfar6ar a
impaci%ncia. — Preciso cuidar dos estudantes e professores. A+ueles +ue resolveram
ficar se reunir/o com suas *agagens na esta6/o ferroviária.
— &8celente9 — e8clamou Gucky em tom alegre. — 4oir e #as cuidar/o deles.
>oi o +ue aconteceu.
4oir erradicou dos s(oons toda lem*ran6a do +ue tin'am visto e ouvido. en+uanto
#as. depois de reali-ar um ligeiro salto para orientar$se. levou$os para Gorla. carregando$
os aos grupos. Para facilitar as coisas largou$os na superf;cie. perto dos elevadores. 4em
um 0nico dos s(oons sa*eria e8plicar como viera parar em Gorla. Além disso. o detal'e
n/o despertava maior interesse. pois 'avia outros pro*lemas.
&n+uanto isso. Gucky camin'ou a passos decididos para dentro do t0nel da estrada
de ferro e teleportou$se para um lugar +ue ficava a menos de cinco +uil1metros da
universidade. )om sua capacidade telecinética. n/o teve a menor dificuldade em deslocar
algumas das roc'as de apoio. fa-endo$as cair com um terr;vel estrondo e soterrando os
tril'os. Por en+uanto nen'um trem passaria por a+ui.
Saltou de volta e 3untamente com Raff tomou as necessárias provid%ncias para +ue
a esta6/o de rádio n/o pudesse ser utili-ada. Isso foi *astante fácil@ *astava desligar o
reator +ue fornecia a energia. enfiando uma placa isolante entre os elementos de carga.
Para recuperar o reator a ponto de +ue este pudesse voltar a fornecer energia. seria
necessário desmontá$lo. Isso demoraria pelo menos de- 'oras. & até lá...
As raras *aterias at1micas e8istentes na área foram levadas < superf;cie por Gucky.
+ue as depositou numa depress/o entre as roc'as. Seguiram$se algumas pe6as vitais do
transmissor. Satisfeito com seu tra*al'o. regressou < sala. onde 7sc'u*ai e 4oir.
3untamente com Raff e arkas. 3á o esperavam.
— 7udo li+uidado — disse arkas. — Os s(oons +ue ainda est/o a+ui +uerem ir <
7erra. )omo será feito o transporte5 Os elevadores s" podem transportar de- s(oons de
cada ve-. pois foram constru;dos apenas para atender a casos de emerg%ncia...
— 4/o se preocupe. arkas. #as 7sc'u*ai e eu... *em. como direi5... sim.
criaremos um canal de teleporta6/o +ue ligue este lugar < :rusus. +ue pousará
diretamente em cima do local em +ue nos encontramos. Gra6as ao dom +ue possu;mos.
n/o 'averá a menor dificuldade em teleportarmos os s(oons. =tili-arei esse canal para
levar tam*ém as instala6Fes da universidade < nave. )omo v%. arkas. o pro*lema está
praticamente resolvido. Assim +ue estiver pronto. poderei avisar #'odan.
arkas confirmou com um gesto.
— Bamos esperar. Gucky.
O rato$castor preferiu n/o saltar para a superf;cie. anipulou o pe+ueno rádio +ue
tra-ia pendurado ao *ra6o es+uerdo e esperou +ue #'odan respondesse. >e- um ligeiro
relato da situa6/o e pediu instru6Fes.
A vo- de #'odan soou muito fraca no pe+ueno alto falante.
— :a+ui a cinco minutos. a :rusus pousará *em em cima da universidade. 7ome
todas as provid%ncias para +ue até ent/o tudo este3a preparado. Boltarei a c'amar.
Gucky fitou o aparel'o de rádio +uando o desligou.
— arkas. diga a todos os s(oons para comparecerem dentro de vinte e cinco
minutos com seus pertences na grande pra6a +ue fica em frente do audit"rio. #as
7sc'u*ai e eu come6aremos a esva-iar os la*orat"rios e levaremos os instrumentos e
aparel'os < superf;cie. 4/o podemos es+uecer nada. Bamos ao tra*al'o. 4oir. fi+ue com
arkas e Raff. para a3udá$los. :a+ui a meia 'ora. encontrar$nos$emos no audit"rio.
Afinal de contas. uma das finalidades do mesmo consiste 3ustamente em fa-er as
despedidas dos estudantes +ue dei8am a universidade. A o +ue acontecerá desta ve-.
4a+uele instante. desapareceu 3untamente com #as 7sc'u*ai.
H H H
)inco minutos depois do momento em +ue Gucky proferiu a+uelas palavras. certo
n0mero de oficiais e tripulantes da :rusus tiveram oportunidade de presenciar um
misterioso espetáculo.
A gigantesca espa6onave decolou em sil%ncio do campo de pouso de S(atran. isso
ap"s #'odan ter suspenso oficialmente o *lo+ueio. para o +ue emitiu uma mensagem de
rádio. Os saltadores +ue 'aviam sido KinternadosL foram li*ertados. retornando aos locais
de tra*al'o ou <s naves a +ue pertenciam. A vida voltou ao normal em S(oofon...
)om e8ce6/o de alguns detal'es.
As comunica6Fes radiof1nicas com a universidade. por e8emplo. foram
interrompidas. &ra a 0nica institui6/o da+uele planeta dividido em várias na6Fes +ue n/o
con'ecia diferen6as de ra6a ou nacionalidade. &ra lá +ue vivia a elite dos s(oons. Ou
mel'or. vivera lá até trinta minutos atrás. 3á +ue tudo correra conforme os planos.
A +ue nesse meio tempo teve in;cio o magn;fico espetáculo.
4a verdade. para os tripulantes da :rusus o espetáculo n/o tin'a nada de misterioso!
+uando muito seria espantoso. Gucky e #as teleportaram com *an+uetas de tra*al'o.
aparel'os e má+uinas complicadas. geradores de todos os taman'os. armários com
ferramentas especiais e fardos de mercadorias. 7udo isso foi empil'ado 3unto <s paredes
do 'angar. de onde seria retirado oportunamente.
ikel 7ompetc'. +ue estava de pé 3unto < E$NN. 3á totalmente va-ia. ac'ava$se
*o+uia*erto. Su*itamente Gucky surgiu com um *a0 metálico de tr%s metros de
comprimento e um metro de largura. transportando$o para 3unto dos demais o*3etos +ue
3á estavam empil'ados por ali. #as 7sc'u*ai veio depois com um grande gerador. +ue
continuava preso ao suporte. Gucky voltou a surgir. desta ve- com um grande *loco
residencial. +ue tin'a uma parede transparente. 4o interior do *loco 7ompetc' viu uma
completa instala6/o de co-in'a.
O mundo dos s(oons come6ou a reunir$se nos 'angares da :rusus. 7ompetc'. +ue
n/o 'avia sido esclarecido so*re isso. compreendeu tais fatos. mas no +ue di-ia respeito <
E$NN ainda se encontrava no escuro. :e forma alguma compreendeu o +ue deveria fa-er
com a E$NN. +uase totalmente va-ia.
Su*itamente sentiu +ue a gravidade usual de M G diminu;a. Bia de regra os campos
antigravitacionais da :rusus eram regulados de maneira tal +ue proporcionavam a
gravidade terrana. >osse +ual fosse o lugar em +ue se encontrava a nave — no espa6o
livre ou em mundos estran'os — no interior dela n/o se sentia +ual+uer modifica6/o da
for6a gravitacional.
& agora a gravidade se alterava sem prévio aviso.
Alguns cadetes. +ue se encontravam na área fronteiri6a do 'angar vi-in'o. +uiseram
fa-er seus grace3os por causa da gravita6/o de P.OV G. Atiravam$se para o alto e
e8ecutavam saltos malucos! com a gravita6/o normal certamente teriam fraturado alguns
ossos.
&m outras condi6Fes. ikel 7ompetc' se teria divertido com o espetáculo. mas
agora n/o via motivo para isso. Pelo menos en+uanto ele mesmo tateava na incerte-a.
as este estado n/o duraria muito.
:e repente #as e Gucky materiali-aram$se pouco acima do solo do 'angar. com um
verdadeiro K!eiDe de s=oonsL.
Gucky utili-ou a telecinese para fa-%$los descer em cJmara lenta. Os pe+uenos seres
espal'aram$se com uma rapide- espantosa. &m*ora fosse a primeira ve- +ue se
encontravam na :rusus. pareciam sa*er e8atamente o +ue tin'am a fa-er e onde ficavam
seus alo3amentos.
&ra claro +ue tanto 7ompetc' como os outros tripulantes 'aviam sido informados
so*re a vinda dos s(oons. motivo por +ue n/o se mostraram surpresos. Os cadetes
encerraram o Kespetáculo desportivoL e foram cuidar dos s(oons. as su*itamente uma
verdadeira torrente dos KpepinosL amarelos precipitou$se para o interior da :rusus. e os
tripulantes tiveram de correr para condu-i$los aos respectivos lugares. pois do contrário o
'angar KtransbordariaL.
— A a invas/o dos pepinos9 — disse uma vo- 3unto < porta +ue dava para o corredor
interno.
7ompetc' levantou os ol'os. )onstatou +ue a+uelas palavras 'aviam sido proferidas
por #eginald 2ell. O lugar$tenente de #'odan encontrava$se em lugar elevado. em
atitude firme e orgul'osa. Sacudia$se de tanto rir. 4inguém l'e levaria a mal. pois +uem
apenas ol'asse ligeiramente c'egaria < conclus/o de +ue a :rusus estava rece*endo uma
Kcarga de pepinosL.
Su*itamente outra pessoa surgiu ao lado de 2ell.
&ra Perry #'odan.
— Se fosse voc%. n/o ria assim — disse em tom sério. — Ac'o +ue voc% está se
divertindo com o aspecto dos s(oons...
— 4/o é tanto isso. Perry. as +uando v%m aos montes e caem ao c'/o +ue nem
fol'as o espetáculo se torna muito es+uisito.
— :e +ual+uer modo. sua alegria poderá provocar um incidente. A *em verdade +ue
ten'o de confessar +ue tam*ém eu preciso esfor6ar$me para continuar sério. Acontece
+ue os s(oons s/o nossos amigos. Sem eles n/o poderemos fa-er em de- anos um
progresso de um século no terreno da microtecnologia. 4/o se es+ue6a disso +uando tiver
vontade de -om*ar deles.
:epois de ligeira pausa acrescentou@
— Aliás. os s(oons tam*ém sentem vontade de rir +uando v%em voc%. Apenas sua
sensi*ilidade inata impede$os de procederem assim. isto é. de n/o darem va-/o aos seus
sentimentos.
Acenou ligeiramente com a ca*e6a e desapareceu.
2ell seguiu$o com os ol'os. Parecia perple8o. Cuando viu o ol'ar curioso de
7ompetc'. preferiu retirar$se tam*ém.
H H H
:ali a +uatro 'oras. a opera6/o c'egou ao fim.
Binte mil s(oons encontravam$se a *ordo da :rusus. 3untamente com as
ferramentas especiais e as mel'ores má+uinas. a fim de procurarem um novo lar no
sistema solar. A gigantesca caverna +ue ficava so* a superf;cie do planeta S(oofon
estava completamente va-ia. A universidade dei8ara de e8istir. #'odan tin'a certe-a de
+ue dentro de cinco anos os s(oons construiriam outra. as tam*ém tin'a certe-a de +ue
um acontecimento iminente causaria um atraso de algumas semanas. ou mesmo meses.
no in;cio da constru6/o do novo goni1metro.
&ste acontecimento tin'a uma liga6/o estreita com o estado de incerte-a em +ue se
encontrava ikel 7ompetc'.
4este meio tempo. essa incerte-a 3á fora removida por #'odan. +ue informou o
tenente so*re as lin'as gerais da opera6/o pro3etada.
A :rusus decolou e. depois de emitir uma mensagem sem sentido. su*iu <
estratosfera de S(oofon. &ntrou em "r*ita depois de atingir a altitude de tre-entos
+uil1metros.
Gucky. +ue 3á se encontrava a *ordo da E$NN. aguardava o momento de entrar em
a6/o. :esta ve- estava s". Se fal'asse. a responsa*ilidade seria e8clusivamente sua. as
n/o adiantava preocupar$se. O plano com*inado com #'odan 'avia de dar certo.
4a parte do 'angar em +ue estava estacionada a E$NN. n/o 'avia nen'um s(oon. As
portas. +ue ligavam esse setor com a+ueles em +ue estavam a*rigados esses seres. foram
fec'adas. 4/o 'avia necessidade de +ue testemun'assem o acontecimento +ue se
apro8imava.
)om o corpo um tanto r;gido. Gucky estava sentado 3unto aos controles do girino.
Os instrumentos 'aviam sido +uase todos retirados. 3á +ue os técnicos tin'am
desmontado tudo +ue tivesse alguma importJncia. S" o propulsor continuava intacto. e
por isso a nave poderia ser colocada numa rota prefi8ada. mesmo +ue os instrumentos de
navega6/o estivessem ausentes. S" se poderia recorrer < pilotagem visual! em 'ip"tese
alguma seria poss;vel e8ceder a velocidade da lu-.
& nem Gucky pretendia fa-er isso.
Ol'ando pelo dispositivo visual telesc"pico. viu a grande escotil'a da :rusus a*rir$
se. dei8ando livre o camin'o +ue levava ao espa6o. O grande momento 'avia c'egado.
Ouviu$se um ligeiro estalo 3unto ao seu pulso.
— &nt/o. *ai8in'o5 — disse a vo- de 2ell. +ue comandava a a6/o na sala de
comando da :rusus. — &stá pronto5
— Dá estou pronto 'á muito tempo. gorduc'o. Por mim podemos come6ar.
:epois de uma ligeira pausa a vo- voltou a ser ouvida@
— :ecolagem dentro de de- segundos. Siga a rota com*inada. anten'a a
acelera6/o constante de M G. >altam cinco segundos...
4o momento em +ue 2ell disse Kum segundo&&& 0áL. Gucky empurrou o acelerador
para a frente. O girino levantou$se do solo do 'angar. passou entre os campos magnéticos
e saiu pela escotil'a. precipitando$se espa6o afora.
Gucky ol'ou para a tela.
A :rusus recuava rapidamente. mas depois de algum tempo descreveu uma curva
elegante. como se +uisesse alcan6ar o girino. Ao mesmo tempo. na sala de rádio. :avid
Stern e8pediu a seguinte mensagem. +ue foi captada por todas as esta6Fes dos saltadores
e8istentes em S(oofon@
Atenção@ 'riminoso !oragido conseguiu !ugir numa
nave auDiliar de !ormato es!#rico@ Advertimos todos para
"ue não lhe prestem "ual"uer auD;lio@ A nave auDiliar está
armada@ Perr Rhodan&
&sta mensagem preenc'eu duas finalidades distintas. &m primeiro lugar. os
'a*itantes de S(oofon 'averiam de supor +ue a a6/o de ,rcon. comandada por #'odan.
fora *em sucedida. &ste tru+ue servia para distrair suas aten6Fes. Além disso.
encontrariam uma e8plica6/o para a catástrofe +ue se verificaria dali a pouco. sem refletir
desnecessariamente so*re o motivo dos acontecimentos ou a finalidade de +uem
praticava o ato. &vidente +ue nem poderiam ver +ual+uer motivo ou finalidade na+uilo.
&. por fim. o desaparecimento de vinte mil s(oons seria camuflado.
Gucky sorriu ao captar a mensagem em seu pe+uenino rádio. odificou
ligeiramente a rota da nave +ue estava dirigindo. fe- com +ue penetrasse nas camadas
mais densas da atmosfera e redu-iu a velocidade. A E$NN foi pouco atingida pela
gravita6/o de S(oofon.
— Aten6/o9 — disse a vo- de 2ell. vinda do rádio. — >alta metade do contorno do
planeta para c'egarmos ao destino.
A :rusus mantin'a$se menos de cin+Ienta +uil1metros atrás de Gucky. As
mensagens foram transmitidas com uma pot%ncia t/o redu-ida +ue s" Gucky poderia
captá$las. 4/o 'avia o menor perigo de +ue +ual+uer pessoa +ue n/o possu;sse o tipo
especial de receptor pudesse acompan'ar a palestra.
— :escreva o o*3etivo! n/o ten'o nen'um mapa.
— 4/o se preocupe. *ai8in'o! cuidaremos disso.
ais alguns minutos passaram$se.
Gucky apro8imava$se de S(oofon. na nave aparentemente descontrolada. O ve;culo
espacial ia perdendo altura! parecia incapa- de voltar a su*ir. Alguns disparos energéticos
da :rusus. +ue passaram rente ao girino. deram prova de +ue n/o 'avia a menor inten6/o
de permitir +ue o criminoso escapasse.
2ell transmitiu os 0ltimos dados em tom indiferente@
— 4o 'ori-onte est/o surgindo algumas montan'as. Gucky. Antes delas e8iste uma
plan;cie com algumas roc'as pontudas esparsas. A do meio é a maior! < direita e8istem
duas montan'as alongadas. Dá viu5
— A roc'a central está *em < min'a frente — confirmou o rato$castor. — Cual é o
lugar5 S" dispon'o de MW segundos.
— Antes da roc'a 'á um vale arredondado. A fácil recon'ec%$lo. Parece um lago
seco... — :iri3a a E$NN para lá. Agora9
— #econ'eci o lugar.
Gucky fitou a tela. Apro8imou$se vertiginosamente do vale redondo. O girino estava
seguindo um rumo de colis/o. Aumentou a velocidade e desceu +uase verticalmente
so*re o vale. +ue nem um meteoro.
Ainda se encontrava a vinte +uil1metros de altura.
A :rusus mantin'a$se lá em cima. e nem se deu ao tra*al'o de seguir a nave +ue
ca;a. Cual+uer pessoa +ue o*servasse o espetáculo c'egaria < conclus/o de +ue os
controles da pe+uena nave 'aviam sido *lo+ueados por meio de um dispositivo de
teledire6/o. motivo por +ue teria de cair irremediavelmente.
>altavam de- +uil1metros9
Gucky come6ou a KtranspirarL. mas prosseguiu o*stinadamente. Dá tirara as m/os
dos controles. A rota era e8ata e n/o 'avia necessidade de corrigi$la. O +ue estaria
esperando5 Se continuasse ali. fatalmente cairia ao c'/o 3untamente com o girino e se
desmanc'aria nos seus componentes at1micos.
A ponta da roc'a encontrava$se na mesma altura da nave. ?á em*ai8o o vale se
a*ria. como se +uisesse acol'er a nave +ue ca;a. & era e8atamente o +ue iria acontecer.
Gucky concentrou$se em 2ell. +ue se encontrava na sala de comando da :rusus.
fec'ou os ol'os. sentiu um calafrio e saltou.
4/o poderia ter esperado nem mais um segundo.
O girino penetrou no solo roc'oso como se fosse um meteoro. a*riu um *uraco de
vinte ou trinta metros e detonou. Surgiu um gigantesco *uraco na superf;cie de S(oofon.
)om uma lentid/o apavorante formou$se uma mural'a. empurrada pelo volume da nave!
até parecia +ue a roc'a se transformara numa massa viscosa.
:ali a mais alguns segundos. 'ouve a erup6/o. +ue atirou as roc'as incandescentes e
as pedras li+uefeitas a vários +uil1metros de altura. O cogumelo at1mico come6ou a su*ir
ao céu e espal'ou$se amea6adoramente.
2ell. +ue n/o tirara os ol'os do espetáculo 'orrendo. n/o deu a menor aten6/o a
Gucky. +ue se materiali-ou em seu colo e tam*ém acompan'ava os acontecimentos.
#'odan encontrava$se perto dali! cerrara os lá*ios. Gavia uma indaga6/o +ue l'e
passava pela mente@ teria agido corretamente. como uma criatura responsável5 So* o
ponto de vista do planeta 7erra. a resposta s" poderia ser afirmativa. & so* o ponto de
vista do Império5
?ivrou$se das refle8Fes. A longo pra-o. a a6/o desenvolvida em S(oofon reverteria
em *enef;cio comum da 7erra e de ,rcon. So* uma perspectiva mais ampla. a miss/o
representava um passo < frente. Para todos. n/o s" para a 7erra.
)rest estava ao lado de #'odan. 7am*ém parecia pensativo. mas o *lo+ueio de sua
mente impedia +ue +ual+uer pessoa lesse seus pensamentos. )omo 3á acontecera tantas
ve-es. estes continuariam a ser um segredo.
)om Atlan. as coisas foram diferentes. O imortal estava sentado numa poltrona e
contemplava o cogumelo com um sorriso frio. &le. +ue 3á vivera tanto. sa*ia
perfeitamente +ue os grandes o*3etivos n/o podem ser atingidos e8clusivamente por meio
de atos +ue < primeira vista parecem ser elogiáveis. Sa*ia +ue muitas ve-es o 3usto deve
recorrer ao mal a fim de alcan6ar a vit"ria do *em. & a essa 'ora 3á estava convencido de
+ue #'odan pretendia o *em. e n/o s" o *em da 7erra9...
?á em*ai8o. a lava incandescente *or*ul'ava no interior da cratera. Seu diJmetro
+uase c'egava a um +uil1metro. e a profundidade devia ser de cerca de cin+Ienta metros.
Cual+uer s(oon ou saltador teria certe-a de +ue a universidade situada na+uele lugar.
em*ai8o da superf;cie. dei8ara de e8istir. A rea6/o nuclear do 'iper$propulsor destru;ra
tudo. 3á +ue a nave detonara com o acelerador ligado.
Binte mil s(oons. +ue representavam a elite das várias na6Fes dessa ra6a. 'aviam
perecido na catástrofe. pela +ual era responsável um criminoso descon'ecido.
&ra s" esta a conclus/o a +ue poderiam c'egar.
#'odan parecia despertar de um son'o. :irigiu$se < sala de rádio. Seus movimentos
+uase c'egavam a ser pesados. As mensagens captadas convenceram$no de +ue suas
suposi6Fes foram corretas. :ali a dois minutos. fe- um sinal para Stern.
— :esligue. Stern. Dá podemos partir. ?igue a recep6/o do 'ipercomunicador.
Boltou < sala de comando.
)rest apro8imou$se e colocou a m/o so*re seu om*ro.
— Isto foi necessário. Perry. 4/o se es+ue6a de +ue ninguém saiu ferido. & nem um
0nico s(oon morreu.
— Acontece +ue lá em*ai8o acreditam +ue vinte mil pereceram. Cual é a diferen6a5
A popula6/o do planeta tem certe-a de +ue sua elite morreu. Para eles os vinte mil
indiv;duos est/o mortos.
— A diferen6a — disse )rest. falando pausadamente e em tom enfático — está nos
'angares. onde os s(oons 3á come6aram a montar as má+uinas. so* a dire6/o de arkas.
#'odan fitou )rest. :e repente. um sorriso se espal'ou por seu rosto. As rugas de
sua testa se desfi-eram.
— &nganamos n/o apenas os saltadores +ue se encontram em S(oofon. Até
conseguimos tapear o ro*1 regente +ue nos armou uma cilada. &n+uanto estiver
convencido de +ue dispFe de um goni1metro +ue l'e permitirá desco*rir a posi6/o da
7erra. nos dei8ará em pa-. & precisamos de pa-. pois a 'ora da decis/o se apro8ima.
Ac'o +ue sa*e o +ue +uero di-er. )rest.
— Sei! s/o os invis;veis vindos de outra dimens/o temporal. Sa*eremos lidar com
eles. Perry #'odan. esmo +ue pare6am ser atemporais e eternos. em suas dimensFes
s/o t/o mortais como os seres vis;veis o s/o em nossa dimens/o. 4unca devemos
es+uecer este detal'e.
#'odan fe- um gesto afirmativo.
— &sta circunstJncia serve de *ase aos nossos planos. )rest.
Sikermann transmitiu suas instru6Fes.
O planeta S(oofon foi recuando e diminuiu rapidamente. +uando a :rusus acelerou.
apro8imando$se do ponto de transi6/o. A 7erra n/o estava longe. pois o +ue contava n/o
era a distJncia. mas o tempo.
Gucky tirou os ol'os da tela e saiu do colo de 2ell.
2ell fitou$o com uma e8press/o de perple8idade.
— )omo é5 — perguntou em tom de espanto. — Boc% vive me 3ogando para o alto.
mas adora saltar para meu colo.
— Por+ue voc% é gordo e parece um colc'/o — disse o rato$castor em tom generoso
e dirigiu$se < porta. — Se alguém me procurar. estarei...
— Dá sei — disse 2ell em tom de despre-o. — Boc% estará com os pepinos. :ivirta$
se.
Ao +ue parecia sentiu$se ofendido por+ue dei8ara de desempen'ar o papel principal
na vida de Gucky. &ste voltou$se na porta.
— 2ell. sou seu amigo e por isso +uero preveni$lo. Pedi a arkas +ue constru;sse
um vi*rador. O mesmo tem um receptor de impulsos e n/o é maior +ue um gr/o de areia.
=m dia voc% o engolirá com um peda6o de carne. & toda ve- +ue voc% tiver um
pensamento menos agradável em rela6/o aos s(oons. apertarei um *ot/o-in'o. 4em
+ueira sa*er como ser/o Kas dores de cabeçaL +ue sentirá.
2ell empalideceu. mas conseguiu controlar$se.
— & eu — anunciou em tom tran+Iilo — tomarei um purgante. e com isso sua
tecnologia sofisticada...
— Boc% está aprendendo *elas palavras — disse Gucky. sacudindo a ca*e6a e
fec'ando a porta do lado de fora.
Ouviram$no murmurar *ai8in'o. en+uanto se afastava apressadamente so*re os pés
c'atos. As palavras +ue 2ell dei8ara de pronunciar. mas +ue conseguira captar por via
telepática. deviam t%$lo a*alado profundamente.
H H H
H H
H
A posição galáctica da Terra continua
desconhecida& ., mais uma vez, o computador de
Grcon !oi ludibriado@
.m A Prisão do Tempo, t;tulo do pr%Dimo
volume, mais uma empresa arriscada será tentada&&&