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Capítulo 1
Primeiros Passos
Ao instalar o Live e o executar pela primeira vez, será apresentado
um diálogo que lhe pedirá o número de série do seu Live. Consulte
o capítulo sobre desbloquear o Live no caso de surgirem dúvidas
durante o processo de autorização.
Se, todavia, não tenha adquirido o Live, você pode fechar o diálogo
e presseguir assim mesmo. O programa irá funcionar em modo
demo. Este modo lhe permitirá usar todas as funções do Live,
exceto os comandos Save e Export.
Familiarize-se com o Live
O Live dispõe de uma série de lições interativas que lhe guiarão
passo a passo através das diferentes funções do programa. As
lições estão organizadas em uma tabela de conteúdo, e podem ser
abertas diretamente no progrma através do menu Ajuda.
Recomendamos que siga estas lições, pois ellas lhe ajudarão a se
familiarizar com o Live de uma forma bastante rápida.
Também sugerimos que leia o capítulo Conceitos do Live. Este
capítulo, repleto de informações sobre os aspectos fundamentais do
Live, é uma leitura muito recomendável, sendo você um usuário
experiente ou não. Os capítulo restantes do manul constituem um
guia de referência bastante detalhado, em que se desenvo,vem os
conceitos que dão apontados no capítulo Conceptos básicos de Live.
Uso da Vista Info e do Índice
A Vista Info do Live lhe indica o nome e a função de qualquer coisa
sobre a qual o mouse esteja apontando. Em certo itens, você pode
criar seu próprio texo que aparecerá nesta janela.
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A Vista Info e o seu botão Mostrar/Ocultar.
Caso necessite mais informação sobre um tema ou elemento
específico da interface, consulte o manual de referência. O índice,
localizado no final do manual, contém os nomes de todos os
elementos da interface de usuário e lhe conduz à seção relevante.
Configuração de Preferências
A janela de Preferências do Live pode possuir vários ajustes que
determinas a aparência, o comportamento e a interconexão do Live
com o mundo exterior. Acessamos esta janela com o comando
Preferências, que no Windows está disponível no menu Options e
no OS X no menu Live. Também podemos acessar Preferências com
o atalho .
As Preferências do Live se distribuem em várias abas:
● Na aba Appearance/Swing, podemos realizar várias
configurações incluindo o idioma que será utilizado nos textos
e o esquema de cores, ou "skin¨, para a interface do usuário
do Live.
● As Preferências de Audio são utilizadas para configurar as
conexões de áudio do Live com o mundo exterior por meio de
uma interface de áudio. Perca o tempo que for necessário
para acompanhar a lição "Configuração das E/S de Audio¨
incluída no programa, que lhe mostrará todos os passos
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necessários para jaustar e otimizar as configurações para
qualquer sistema em particular. Para acessar a lição, use o
comando Table of Contents das lições no menu Help.
● As Preferências MIDI/Sinc são utilizadas para ajudar o Live a
reconhecer dispositivos MIDI em três finalidades separadas e
diferentes:
● Reproduzir notas MIDI. Para aprender a encaminhar o
sinal procedente de um dispositivo externo até o Live
através de uma entrada MIDI , ou como enviar MIDI para
um dispositivo externo, consulte o capítulo dedicado ao
Encaminhamento e E/S.
● Controlar partes da interface remotamente. Este tema se
trata em detalhe no capítulo MIDI e controle remoto do
teclado.
● Sincronizar o programa com um sequenciador ou uma
bateria eletrônica externa, tanto como master ou como
slave. Para mais detalhes, consulte a seção sobre
Sincronização.
● As Preferências Files/Folders pertencem ao administrador de
arquivos do Live e à localização dos dispositivos plug-in.
● As Preferências Record/Warp/Launch permitem personalizar o
estado padrão para novos Live Sets e seus componentes,
assim como selecionar opções para novas gravações.
● As Preferências CPU possuem opções para administrar a carga
de processamento incluindo o suporte
multicore/multiprocessador.
● As Preferências de Products são utilizadas para administrar as
licenças e a instalação da plataforma Live, e acrescentar
componentes como o instrumento Operator e os Live Packs.
A anela Princi!al do Live
Grande parte do trabalho executado no Live acontece na tela
principal do Live. Esta tela possui uma série de vistas, e cada vista
gerencia um aspecto específico do Live set, que é o tipo de
documento que se cria e com o que se trabalha no Live. Visto que o
espaço na tela normalmente é limitado, as vistas do Live não
podem ser todas mostradas ao mesmo tempo.
Cada um dos botões seletores localizados nos extremos da tela
abre um vista específica; pressionando este botão, por exemplo, se
abre o a!egador de dispositi!os do "i!e:
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O seletor do na!egador de dispositi!os.
Para ocultar uma vista e liberar espaço na tela, pressione o botão
triangular localizado junto a ela. Para restaurá-la, pressione
novamente o mesmo botão.
#m botão Mostrar/Ocultar !ista.
Podemoa fazer funcionar o Live em modo de tela cheia
selecionando o comando Full Screen no menu Vista. Para sair do
modo Tela Cheia pressione o botão que aparece no canto inferior
direito da tela. O modo Tela Cheia pode ser comutado também com
a tecla F11. (Nota: No Mac OS X, esta tecla está endereçada de
modo padrão a Expos, e não comutará ao modo Tela Cheia a não
ser que Expos tenha sido desativado ou endereçado a uma tecla
diferente em Preferências do Sistema OS X).
Caso uma das vistas do navegador esteja aberta, podemos ajustar
a divisão horizontal da janela principal arrastando-a.
Ajuste da divisão da janela principal.
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Capítulo 2
Desbloqueio do Live
O Live utiliza um esquema de proteção contra cópias não
autorizadas para evitar o uso ilegal do programa. Estes esquema foi
desenvolvido para oferecer os padrões de segurança mais elevados,
sem que isso suponha nenhum prejuízo ao usuário legal. Caso tudo
isso lhe seja incômodo, pense que desta forma sua cópia estará
protegida. Graças a isso a Ableton pode lhe oferecer assistência e
pode continuar a desenvolver melhorias para o Live.
Os produtos da Ableton são autorizados na aba Productos da janela
Preferencias, que aparecerá automaticamente na primeira vez que
o Live for executado.
Aqui podemos optar em autorizar (desbloquear) ou adquirir
qualquer produto da Ableton disponível, como os instrumentos
Operator e Sampler.
Lembre-se que alguns produtos como Operator e Sampler não
estão incluídos no Live (são comprados em separado), mas são
desbloqueados usando o mesmo procedimento que iremos
descrever nas seções seguintes. Eles também podem ser
configurados individualmente em modo Demo na aba Products para
que assim possam ser testados.
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A aba $roducts em $referencias.
Clicando em qualquer um dos produtos listados na aba Products
teremos a opção de desbloquear ou adquirir o produto. Clique no
botão Desbloquear para completar o processo de desbloqueio em
apenas dois passos. Se, no entanto, não tenha adquirido o produto,
você o poderá fazer em modo online clicando no botão Comprar.
Sempre há a possibilidade de voltar à aba Products da janela
Preferences ou visitar a loja online da Ableton para efetuar suas
compras.
As Preferências do Live estão disponíveis através do menu Options
(ou do menu Live em Mac OS X).
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Sele%ão do botão #nloc& 'desblo(uear) na aba $roductos.
Passo "# Introdução do n$mero de s%rie
Como propietária do Live, a Ableton lhe fornece um n*mero de
s+rie, através de mensagem de correio eletrônico (caso tenha
comprado o Live no site da Ableton) ou em um cartão encontrado
dentro da embalagem do Live.
Os campos de introdu%ão do n*mero de s+rie.
Depois de clicar no botão Desbloquear da aba Products, serão
apresentados seis campos para que o número de série possa ser
introduzido. Cada campo aceita quatro caracteres. O número de
série é composto de 0...0 e letras de A a F. Se por acidente você
digite a cadeia de forma errada, o campo ficará vermelho. Ao
introduzir o número de série correto, clique no botão Ok para
continuar.
O n*mero de s+rie l,e identifica como um comprador leg-timo do
"i!e. Seu n*mero de s+rie + um bem !alioso. .uarde/o em um
lugar seguro e fora do alcance de pessoas não autorizadas.
"embre/se (ue ao compartil,ar o n*mero de s+rie0 este ficar1
inutilizado. A *nica forma de recuperar seu n*mero de s+rie em
caso de e2tra!io + atra!+s dos dados de registro informados ao
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ser!i%o de assist3ncia t+cnica da Ableton. $ortanto0 + importante
(ue !oc3 registre o seu produto0 pois do contr1rio0 este registro
poder1 ser perdido de forma permanente.
Paso &# 'es(lo)ueio do Live
O segundo passo na autorização do Live é o Desbloqueio. Este
processo consiste em associar seu número de série e um
computador específico. A licença padrão do Live permite usar o
programa em apenas um compoutador por vez. No entanto, é
possível desbloquear Live com o mesmo número de série mais de
uma vez, sempre dentro das condições legais e técnicas que são
descritas mais à frente.
* C+digo de des(lo)ueio
Para desbloquear o programa, é necessário dispor de um c4digo de
desblo(ueio que somente pode ser obtido através do servidor da
Ableton. Consequentemente, para desbloquear o programa será
necessário possuir um acesso à Internet.. O computador utilizado
para conexão à rede necessariamente não precisa ser o que irá
desbloquear o Live, apesar disso facilitar o processo.
* C+digo C,allenge
O servidor da Ableton cria a chave de desbloqueio a partir de seu
número de série, o que se conhece como c,allenge code (código de
senha). O código de senha é uma amostra que o Live toma dos
componentes do seu computador. Para mais detalhes, por favor
consulte a seção correspondente.
'es(lo)ueio online
Desblo(ueio do "i!e online
Caso o computador em que você deseja desbloquear o Live esteja
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conectado à Internet, não haverá necessidade de clicar no botão
Desbloquear online. O Live se conectará com o servidor da Ableton,
enviando-lhe seu número de série e o código Challenge. A seguir, o
servidor lhe devolve o Código de desbloqueio. Estes são os únicos
dados que seu computador e o servidor da Ableton intercambiam.
'es(lo)ueio offline

Desblo(ueio do "i!e offline.
Caso o computador em que deseja desbloquear o Live não esteja
conectado na Internet, use qualquer outro computador para
acessar a interface web do servidor da Ableton. Esta página dispõe
de campos onde poderão ser introduzidos o número de sério e o
código Challenge, que podem ser copiados a partir do diálogo
Desbloquear do Live.
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A interface 5eb de desblo(ueio do "i!e.
Caso tenha introduzido seu número de série e código challenge
corretamente, aparecerá outro site para lhe apresentar a chave de
desbloqueio. Siga o link para baixar a chave de desbloqueio em
forma de arquivo. Transfira o arquivo para o computador de
destino, através de algum tipo de armazenamento, como um
dispositivo USB ou CD-ROM. Depois clique no botão Cargar Clave
de Desbloqueo do diálogo Desbloquear para baixar o arquivo da
chave de desbloqueio.
O c4digo de desblo(ueio pode ser bai2ado como um ar(ui!o de
te2to.
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Perguntas mais fre)uentes so(re a !roteção de c+!ia
Posso usar o Live ou outros produtos da Ableton sem um número
de série?
Caso não possua o Live, você pode utilizar o programa em
modo demo. O modo demo oferece todas as funções da versão
completa, são não permite salvar e exportar dados.
O Live funcionará em modo Demo por padrão caso não esteja
autorizado. Você pode testar outros produtos da Ableto, como os
intrumentos Operator y Sampler, ativando-os individualmente em
modo Demo na aba Productos das Preferencias.
O modo Demo também pode ser desativado produto a produto em
Productos Preferencias.
Se ao utilizar o Live em modo Demo aumente o seu interesse em
adquirir a versão completa do Live, selecione Live na aba Productos
da janela Preferencias e depois clique no botão Comprar, ou visite a
loja online da Ableton. Este site contém informação sobre a rede de
distribuição dos produtos da Ableton. Também lhe oferece a
oportunidade de adquirir o Live online. As Preferencias do Live
estão disponíveis através do menu Opciones (ou do menu Live em
Mac OS X).
Cli(ue a(ui se dese6ar comprar o "i!e.
O que acontece se eu modificar o meu computador?
Caso o código Challenge de seu computador seja alterado por
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alguma razão, o Live lhe pedirá que desbloqueie novamente o
programa. O código Challenge naõ varia ao substituir
periféricos do computador (hardware de áudio ou MIDI,
impressoras, modems, etc.). No entanto, este código altera
caso seja substituída a placa mãe, o processador, ou a placa
de rede. Em alguns equipamentos, o código Challenge varia
também quando se formata o disco rígido.
Posso desbloquear o Live mais de uma vez?
A licença padrão do Live permite usá-lo somente em um
computador. No entanto, caso tenha registrado o seu produto,
o servido da Ableton lhe dará dois códigos de desbloqueio,
porém somente poderá usar o Live em um computador por
vez. Basta seguir os passos descritos na seção
correspondentes.
Portanto, é possível usar o Live em dois scomputadores diferentes,
por exemplo, em um desktop e em um laptop, apesar de não se
poder executar o programa em ambos computadores ao mesmo
tempo.
Caso o servidor da Ableton negue seu pedido de segundo código de
desbloqueio, entre em contato com o serviço de assistência técnica
da Ableton.
Os contatos são:
● E-mail;
● telefone : +49 (0)30 - 288 763 151 (de segunda a sexta feira,
de 11 as 15 horas
● fax: +49 (0)30 - 288 763 11.
Para acelerar o processo:
● Registre a sua cópia do Live;
● Inclua uma breve explicação para o seu caso particular.
Caso deseje utilizar o Live em mais de um computador ao mesmo
tempo, você deverá solicitar uma segunda licença ou uma licença
de rede. A Ableton oferece estas licenças com um preço especial.
Entre em contato com o departamento comercial para obter mais
informações.
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Posso reproduzir meu Set em um computador que não esteja
bloqueado?
No modo Demo, é possível abrir e executar qualquer Live Set
sem limite de tempo. Entretanto, você não poderá salvar e
nem exportar o trabalho. Caso esteja em viagem, é uma boa
idéia levar o CD do programa e um CD com a última versão do
seu Live Set.. Dessa forma, caso seja necessário, você poderá
instalar e executar o Live em qualquer computador disponível
e reproduzir a cópia de segurança do Live Set.
Como posso desativar o modo Demo?
Caso o Live esteja bloqueado, mas os outros produtos estejam
em modo Demo, o Live também funcionará como no modo
Demo, e não será permitido salvar ou exportar o trabalho.
Para desativar o modo Demo neste caso, ative a opção Ocultar
em cada produto adicional em sua respectiva página Producto
Preferencias.
Cli(ue a(ui para ocultar as op%7es de um produto.
Sempre podemos mostrar novamente um produto mais tarde, e
testar assim as suas características utilizando-o em modo Demo.
O que posso fazer se tiver dúvidas ou problemas relacionados com
a proteção contra cópia?
Entre em contato, com o departamento de assistência técnica.
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Capítulo 3
Conceitos do Live
Este capítulo apresenta os conceitos essenciais do Live.
Recomendamos que leia este capítulo quando tiver o seu primeiro
contato com o Live, já que uma sólida compreensão dos princípios
básicos do programa irá lhe ajudar a aproveitar ao máximo o
potencial criativo do Live.
Live -ets
O tipo de documento que se cria e no qual se trabalha no Live se
chama "i!e Set. Os Live Sets estão localizados em um projeto Live
numa pasta que acolhe os materiais relacionados e que pode ser
aberta com o comando Abrir do menu Arquivo ou através dos
a!egadores de ar(ui!os.
#m "i!e Set no a!egador de Ar(ui!os.
Vistas Arrangement e -ession
Os blocos básicos de construção musical do Live são os chamados
clips. Um clip é um fragmento de material musical, seja uma
melodia, um pattern de bateria, uma linha de baixo ou uma canção
completa. O Live permite gravar e modificar clips e, a partir deles,
criar estruturas musicais de maior envergadura: canções, remixes,
DJ sessions ou shows ao vivo.
Um Live Set é constituído de dois ambientes de manipulação de
clips. O Arrangement apresenta os clips dispostos no eixo
temporal, enquanto que a vista Session é uma base de lançamento
de clips pensada criada para ser operada em tempo real. Todos os
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clips da vista Session dispõem de seu próprio botão Reproducir que
permite dispará-los no moemtno e na ordem desejada. O
comportamento de cada clip ao ser disparado pode ser feito com
toda a precisão através de diversos ajustes.
Clips na !ista Session 'es(uerda) e Arrangement 'direiita).
Acessamos o Arrangement através da vista Arrangement, e a
Session através da vista Session. Para passar de um ambiente a
outro usamos os seletores correspondentes ou a tecla Tab do
teclado do computador. Visto que ambas vistas oferecem
funcionalidades diferentes, cada uma delas re*ne sua pr4pria
cole%ão de clips. o entanto0 + importante assinalar que a
alternância entre ambas vistas somente altera a aparência do Live
Set, e não ativa modos, nem altera o resultado, nem modifica o
material armazenado.
Os seletores das !istas Arrangement e Session.
As vistas Arrangement e Session interagem de um modo muito
prático (apesar de potencialmente confuso). Por exemplo, podemos
improvisar com clips na vista Session e gravar um esboço de
improvisação no ambiente Arrangement para depois aperfeiçoar
esse material. Isso é possível porque as vistas Arrangement e
Session estão conectadas através de trilhas..
.ril,as
As trilhas abrigam os clips e também manipulam o uso de sinais,
assim como a criação de novos clips através da gravação, síntese
sonora, processamente do efeitos e mixagem.
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#ma tril,a na !ista Arrangement.
As !istas Session e Arrangement compartil,am o mesmo con6unto
de tril,as. a !ista Session0 as tril,as são dispostas verticalmente
da esquerda para a direita, enquanto que na vista Arrangement
ficam dispostas horizontalmente de cima para baixo. Uma simples
regra governa a cohabitação dos clips em um trilha :
#ma tril,a somente pode reproduzir um clip ao mesmo tempo.
Portanto, o mais habitual consiste em colocar os clips que deverão
ser reproduzidos de forma alteranativa em uma mesma coluna da
vista Session, e distribuir nas trilhas horizontais os clips que
deverão ser reproduzidos simultaneamente, o que chamamos de
Cena.
Uma cena na vista Session
A exclusividade dos clips na trilha também implica que, a qualquer
momento, uma trilha reproduzirá ou um clip da Session ou um clip
da Arrangement, mas nunca ambos ao mesmo tempo. Então, quem
tem prioridade? Quando se coloca um clip na vista Session, a trilha
respectiva detém qualquer coisa que esteja fazendo reproduzir esse
clip. De forma mais concreta, caso a trilha estivesse reproduzindo
um clip da vista Arrangement, o deixará de fazer em favor do clip
Session, memso se o restante das trilhas sigam reproduzindo o
conteúdo do Arrangement. A trilha não realinhará a reprodução de
clips do Arrangement até que se ordene isto explícitamente.
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O botão Regressar ao Arragement.
Esta é a função do botão Regressar ao Arrangement0 localizado na
8arra de controle0 na parte superior da tela do Live. Este botão se
ilumina para indicar que uma ou várias trilhas não estão
reproduzindo o conteúdo do Arrangement, e sim um clip da vista
Session.
Quando se clica nesse botão, todas as trilhas reproduzem
novamente o conteúdo do Arrangement. Ou, caso esteja gostando
do que está ouvindo, você pode capturar o estado atual no
Arrangement. Para isso, ative o botão Record, localizado perto do
botão Regressar ao Arrangement.
Ao desativar o modo Record ou deter o Live usando o botão Stop, o
Arrangement será alterado.
/udio e 0I'I
Os clips representam sinais gravados. O Live utiliza dois tipos de
sinais: áudio e MIDI. No mundo digital, um sinal de áudio não é
mais que uma série de números que reproduzem de forma
aproximada o sinal contínuo gerado por um microfone ou enviado
até um sistema de amplificação. Um sinal MIDI é composto por
uma sequência de comandos como "reproduza um Dó4 de piano¨. A
linguagem MIDI é uma representação simbólica do material musical
mais próximo da partitura escrita do que a gravação de áudio. Os
sinais MIDi são gerados por dispositivos de entrada como teclados
MIDI ou USB.
Para converter os sinais MIDI em sinais de áudio para que
possamos ouvir, é necessário utilizar um instrumento. Alguns
instrumentos, como o Simpler do Live, permitem a reprodução
cromática de um som através do teclado. Já outros, como o
Impulse, que também acompanha o Live, oferecem diversos sons
de percussão endereçados à diferentes teclas do teclado.
Os sinais de áudio são gravados e reproduzidos através de trilhas
de audio, enquanto que os sinais MIDI são gravados e reproduzidos
através de trilhas MIDI. Ambos tipos de trilha dispõem de seus
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correspondentes tipos de clip. Os clips de áudio não podem ser
colocados em trilhas MIDI, e viceversa.
Nesta seção você encontrará informação sobre como inserir,
reordenar e eliminar trilhas de áudio e MIDI.
Cli!s de 1udio e sam!les
Um clip de áudio possui uma referência a um sample (também
conhecido como arquivo de som ou arquivo de áudio) ou um
sample comprimido (como um arquivo MP3). O clip informa ao Live
qual a unidade de seu computadoe onde se encontras o sample, a
parte do sample que deverá ser reproduzida e como deverá ser
reproduzida.
Caso arraste um sample desde um dos a!egadores de ar(ui!os do
Live, o programa irá criar automaticamente um clip para reproduzir
o sample. Antes de arrastar o sample, você poderá ouvi-lo em
forma de preview diretamente no Browser. Para ativar essa pré-
escuta, clique no botão que apresenta os fones de ouvido no
Browser.
Os samples são arrastados desde os 9ile 8ro5sers 'a!egadores de
ar(ui!os) do "i!e.
O Live oferece numerosas e excitantes opções de reprodução e
samples que permitem criar uma grande variedade de novos sons
sem alterar de modo algum o sample original. O programa calcula
todas as modificações em tempo real, enquanto o sample é
reproduzido. Os diversos ajustes são realizados na !ista Clip, que
aparece na tela quando se clica-duplo sobre qualquer clip.
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As propriedades de um clip de 1udio na !ista Clip.
Podemos conseguir númerosas e potentes manipulações através do
recurso 5arping. Warping signica alterar a velocidade de
reprodução de samples independentemente da tonalidade para
coincidir com o andamento da canção. O tempo (andamento) é
ajustado no campo Tempo da Barra de Controle.
O campo :empo da barra de controle.
O uso mais elementar desta técnica, e que normalmente não
requer um ajuste manual, é a sincronização de loops em um tempo
determinado. O algoritmo Auto-Warp de fato facilita o alinhamento
de (ual(uer sample com o andamento da canção, como por
exemplo, em uma gravação de uma banda de jazz completamente
bêbada. Também é possível alterar radicalmente a caracterísitca
sonora usando ajustes extremos de warp.
Cli!s 0I'I e ar)uivos 0I'I
Um clip MIDI contém material musical em forma de notas MIDI e
envelopes de controles MIDI. Ao se importada desde um ar(ui!o
MIDI, a informação MIDI se incorpora no Live Set (a partir daí o
arquivo original não será mais referenciado). Os arquivos MIDI
aparecem nos Navegadores de arquivos do Live como pastas que,
ao serem abertas, permitem acesso às trilhas individuais que
contém. Estas pastas podem ser arrastadas seletivamente até o
Live Set.
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Os ar(ui!os MIDI são arrastados desde os a!egadores de
ar(ui!os do "i!e.
Como esperado, os conteúdos de um clip MIDI podem ser
visualizados e editados na !ista Clip, por exemplo, para modificar
uma melodia ou gerar um pattern de bateria.
As propriedades de um clip MIDI na !ista Clip.
'is!ositivos e 0i2er
Uma trilha pode conter, além dos clips, uma cadeia de dispositi!os
de procesamento de sinal. Ao clicar sobre a barra de título de uma
trilha é aberta a vista :rac&, na qual se pode ver a cadeia de
dispositivos da trilha.
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A !ista :rac& apresentando uma cadeia de dispositi!os de uma
tril,a MIDI.
Os efeitos de áudio, efeitos MIDI e instrumentos incluídos no Live
estão disponível no a!egador de Dispositi!os e podem ser
acrescentados às trilhas arrastando-os dalí até a vista Track, ou até
uma trilha do Session ou Arrangement .
Os dispositi!os internos do "i!e estão dispon-!ies no De!ice
8ro5ser.
O Live permite assim mesmo o uso de dispositivos plug-in. Os plug-
ins VST e Audio Units (somente Mac OS X) estão disponíveis no
Navegador de plug-ins.
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Os dispositi!os plug/in estão dispon-!eis no a!egador de plug/ins.
Imaginemos um clip de áudio que está sendo reproduzido em uma
trilha de áudio. O sinal de áudio do clip chega ao dispositivo
localizado no extremo esquerdo da cadeia. Este dispositivo
processa (modifica) o sinal e envia o resultado para o dispositivo
seguinte, e assim sucessivamente. A quantidade de dispositivos por
trilha é teoricamente ilimitada. Na prática, a velocidade do
processador do seu computador limita a quantidade de dispositivos
que podem ser utilizados simultaneamente. Abordaremos este
tema em outra seção deste manual. Observe que as conexões do
sinal entre dispositivos de áudo sempre são estéreo, ainda que as
entradas e saídas do software possam ser configuradas para
funcionar em mono nas Preferências de Áudio.
Depois de correr pela cadeia de dispositivos, o sinal alcança o
mi2er do Live. Como as vistas Session e Arrangement não somente
compartilham o mesmo conjunto de trilhas, mas também o mixer.
Para maior comodidade, o mixer pode ser visualizado em ambos
ambientes. Com o objetivo de otimizar a distribuição de objetos na
tela, as seções individuais do mixer podem permanecer visíveis ou
ocultas usando-se as diversar opções do menu Ver.
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O mi2er do "i!e nas !istas Arrangement 'es(uerda) e Session
'direita).
O mixer possui controles de volume, posição de pan e en!ios, que
ajustam a contribuição que cada trilha realiza sobre a entrada de
qualquer trilha de retorno. As trilhas de rreorno somente abrigam
efeitos, e não clips. Através de seus envios, todas as trilhas podem
alimentar com parte de seus sinais uma trilha de retorno e
compartilhar seus efeitos.
O mixer dispõe ainda de um crossfader com o qual se pode criar
transições suaves entre clips reproduzidos em trilhas diferentes. O
crossfader do Live funciona da mesma forma como os de um mixer
de DJ. A diferença reside no fato de que com o Live se pode realizar
fades não somente entre duas trilhas, mas também em qualquer
quantidade de trilhas, icluindo os retornos.
Crossfader do "i!e.
Os dispositivos que recebem e enviam sinais de áudio são
denominados efeitos de 1udio. Os efeitos áudio são o único tipo de
dispositivo que podem ser integrados tanto numa trilha de áudio
como num canal de retorno. Já as trilhas MIDi permitem o uso de
outros tipos de dispositivo: efeitos MIDI e instrumentos.
Imaginemos uma trilha MIDI que esteja reproduzindo um clip. O
sinal MIDI procedente do clip é enviado para a cadeia de
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dispositivos da trilha . Nesta cadeia o sinal é processado por uma
quantidade indeterminada de efeitos MIDI. Um efeito MIDI recebe e
envia sinais MIDI. Por exemplo, o efeito Scale (Escala) redistribui as
noatas entrantes baseando-se em uma escala musical definida pelo
usuário. Depois do último efeito MIDI da cadeia encontramos um
instrumento. Instrumentos como Simpler e Impulse recebem os
sinais MIDI e enviam áudio. Depois do instrumento podemos
utilizar todos os efeitos de áudio que desejarmos, tal e como
faríamos com uma trilha de áudio.
#m efeito MIDI0 um instrumento e um efeito de 1udio em uma
tril,a MIDI.
Caso uma trilha MIDI não possua um instrumento atribuído (e
tampouco possua efeitos de áudio), a saída da trilha consistirá em
puro sinal MIDi que deverá ser enviado até algum outro dispositivo
que o converta em um sinal de áudio. Neste caso, os controles de
ixagem e envio da trilha não aparecem no mixer.
O mi2er de uma tril,a MIDI sem instrumento endere%ado.
Presets e 3ac4s
Qualquer dispositivo do Live pode armazenar e lembrar dos ajustes
específicos de valores de parâmetros em forma de presets. Visto
que os presets são salvos independentemente dos Live Sets, os
novos presets passam a formar parte de uma biblioteca para que
possa ser acessada por qualquer projeto.
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Os Rac&s de Instrumentos0 8ateria e ;feitos do Live permitem
salvar combinações de dispositivos e suas configurações como um
único preset. Esta característica permite a criação de múltiplos
dispositivos e a adição de todas as capacidades dos efeitos MIDI e
de áudio do Live nos instrumentos incorporados.
5ncamin,amento 63outing7
Como já vimos, todas as trilhas enviam algum tipo de sinal, seja de
áudio ou MIDI. Mas, até onde vão esses sinais? A resposta depende
da configuração selecionada na se%ão In/Out do mixer. Nela
existem seletores que dão a origem e o destino do sinal de cada
uma das trilhas. A seção E/S, acessível através da opção Entradas/
Saídas do menu View, é o patchbay do Live. Suas opções de routing
permitem o uso na prática de valiosas ferramentas criativas, como
por exemplo, resamplig, submixagem, a criação de capas de
sintetizadores ou de complexas configurações de efeitos.
O Routing de :ril,a se configura usando a se%ão ;/S na Vista
Arrangement 'es(uerda) ou Vista Session
'direita).
Os sinais vindos das trilhas pode ser enviados até o mundo exterior
através das interfaces de áudio e MIDi de seu computador, assim
como para programas externos conectados no Live através de
Re<ire ou em outras trilhas ou dispositivos dentro do próprio Live.
Do mesmo modo, uma trilha pode ser configurada para receber um
sinal de entrada e reproduzi-la através dos dispositivos da trilha .
As trilhas podem receber um sinal de entrada procedente do
exterior, de uma programa ReWire ou de outra trilha ou dispositivo
dentro do Live. Os controles Monitor permitem definir as condições
em que o sinal entrante se escuta através da trilha .
Também é possível encaminhar sinais para dispositivos hardware
externos desde dentro de uma cadeia de dispositivos de uma
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trilha , usando os dispositivos Efeito de áudio externo e
Instrumento externo.
8ravação de novos cli!s
As trilhas de áudio e as trilhas MIDi podem gravar seu sinal de
entrada e, portanto, criar novos clips. A gravação é ativada em uma
trilha através do botão Arm (Mantenha pressionado
para arma várias trilhas ao mesmo tempo). Caso
se tenha ativado a opção Exclusive Arm nas Preferências de
Gravação, ao inserir um instrumento em uma nova trilha MIDI ou
em uma vazia se armará automaticamente a trilha. Quando o botão
Gravar da Barra de Controle está ativado, cada trilha armada grava
seu sinal de entrada no Arrangement. Cada tomada produz um
novo clip por trilha.
8ot7es armar tril,a0 tal e como aparecem na !ista Session.
Também é possúvel gravar nos slots da vista Session. Esta técnica
é muito útil para os amantes da improvisação musical, já que para
gravar na vista Session não é necessário deter a música. Quando
uma trilha está armada, seus slots Session apresentam botões Clip
Record. Pressionando um deles se iniciará a gravação.
Presssionando o botão Clip Record pela segunda vez, a gravação se
deterá e um novo clip será criado. Visto que estas ações estão
sujeitas à (uantiza%ão no tempo real, os clips resultantes podem
ser cortados automaticamente de acordo com a divisão rítmica do
projeto.
O controle =uantize da barra de controle.
A gravação na vista Session, combinada com as opções O!erdub e
Record =uantization constitui o método idal para criar padrões de
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bateria, construídos mediante a adição sucessiva de notas durante
a reprodução cíclica da música. Para usar este método, basta usar
um teclado MIDI (ou mesmo o teclado alfanumérico do
computador) numa trilha MIDI com o instrumento de percussão
Impulse.
5nvolo!es de automação
Ao trabalharmos com o mixer e efeitos seguramente iremos querer
que o movimentos dos diversos controles seja convertido em parte
do Arrangement. O movimento de um controle ao longo da linha de
tempo do Arrangement se denomina automatiza%ão; um controle
cujo valor altera ao longo da linha de tempo é então considerado
automatizado.
A automação é representada na vista Arrangement através de
en!elopes nodais, que pode ser editados e modificados
graficamente.
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#m controle de pan automatizado e seu respecti!o en!elope.
No Live podemos automatizar quade todos os controles do mixer e
dos efeitos, inclusie o andamento da cação. O processo de
automação é muito simples: qualquer alteração que se produza
sobre um controle enquanto estiver ativado o interruptor Record da
Barra de controle se converte em dados de automação.
Caso modifiquemos o valor de um controle automatizado quando o
modo Record não está ativado, a automação do dito controle será
anulada, dando lugar ao novo ajuste realizado. Algo parecido ao
que ocorre quando se dispara a reprodução de um clip da vista
Session durante a reprodução do Arrangement). O controle deixará
de obedecer aos dados de automação e conservará o novo valor até
que o botão Back to Arrangement seja pressionado(´Regressar ao
Arrangement´), momento em que se realinhará reprodução do
Arrangement.
5nvolo!es de cli!
Os envelopes não somente são aplicadso nas trilhas, também o são
nos clips. Os en!elopes de clip permitem modular controles de
dispositivo e de mixer. Adicionalmente, os clips de áudio dipõem de
envelopes para alterar sua afinação, volume, etc. com o que se
pode alterar a melodia e o ritmo do áudio gravado. Os clips MIDI
contam com envelopes adicionais que representam os diversos
dados de controlador MIDI. Os envelopes de clip podem ser
des!inculados do clip com a finalidade de permitir ajustes de loop
independentes.
Isto permite sobrepor ao clip movimentos amplos (por exemplo, um
fade-out) ou pequenas figuras musicais, como um arpeggio, por
exemplo.
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#m en!elope para transposi%ão de Clip.
Controle remoto via 0I'I e teclas
Com a finalidade de liberar o músico do uso do mouse, quase todos
os controles do Live podem ser controlados remotamente através
de um controlador MIDI externo. O mapeamento de controle
remoto é definido no modo MIDI Map. Para ativá-lo, pressione o
botão MIDI da Barra de controle.
Este modo permite pressionar qualquer controle do mixer ou dos
efeitos e endereçá-lp a um controlador MIDI apenas enviando a
mensagem MIDI desejada (por exemplo, girando um botão de sua
unidade de controle MIDI). Suas atribuições surtirão efeito imediato
depois de abandonar o modo MIDI Map. Os clips do Session podem
ser mapeados a uma tecla MIDI ou mesmo a uma faixa de teclado
para utilizá-los em modo cromático.
As teclas e controladores MIDI endereçados a controles do Live não
estarão disponíveis para a gravação em trilhas MIDI. Estas
mensagens serão excluídas antes que os dados alcancem as trilhas
MIDI.
Os controles de mapeamento >e?/MIDI.
Também é possível endereçar clips Session, interruptores, botões e
seletores às teclas do computador. Para isso, entre no modo >e?
Map. Seu funcionamento é idêntico ao do modo MIDI Map.
O Live oferece, além desta técnica de mapeamento geral, suporte
específico para consoles de mixagem compatíveis com Mac&ie
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Control, que permitem manejo do programa sem utilizar o mouse.
-alvar e e2!ortar
Ao salvar um Live Set, o programa também armazena toda a
informação contida no projeto, incluindo todos os clips, suas
posições e ajustes, assim como os valores de todos os dispositivos
e controles. Entretando, um clip de áudio pode perder a referência
de seu sample correspondente caso o arquivo seja eliminada ou
seja movido para outro local no disco rígido. Os vínculos entre os
samples e seus clips podem ser preservados usando-se um
comando especial, Recoger y Guardar. Esta função cria uma cópia
de todos os samples utilizados e os salva junto com o Live Set
numa pasta do projeto.
A vista Clip possui um botão Save que permite salvar um conjunto
de ajustes pré-determinados de clip junto com o sample, de forma
que a cada que o sample seja arrastado para o programa adotará
automaticamente os ditos ajustes. Esta opção é muito útil caso se
tenha realizado ajustes warping em um clip e se deseje utilizá-los
em vários Live Sets.
A exportação de áudio é realizada tanto na vista Session como na
Arrangement. Ao executar o comando Exportar Audio/Video, o Live
exporta o áudio presente na saída principal, criando um arquivo de
áudio com as especificações definidas pelo usuário.
O Live também pode exportar clips MIDI individuais como arquivos
MIDI.
A exportação e armazenamento de material para uso posterior no
Live é feita de forma muito fácil através do formato de Clip do Live.
Os clips da Vista Session são arrastados de volta aos Navegadores
de Arquivos desde um Live Set, e portanto exportá-los para o disco
rígido como clips do Live.
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#m clip do "i!e no a!egador de ar(ui!os.
Os Clips do Live são uma forma muito eficiente de armazenar
idéias, já que não somente guardam as configurações dos clips na
vista Clip, mas também os instrumentos e cadeias de efeitos de
trilha correspondentes. Os Clips do Live no Navegador podem ser
ouvidos em modo Preview e acescentados em qualquer Live Set
aberto como se fossem arquivos de samples. No Live Set, são
restabelecidas as opções criativas do clip original.
Usando os Clips de Live, podemos construir nossa própria biblioteca
personalizada de:
● Sequências MIDI com seus correspondentes instrumentos e
efeitos, por exemplo, um pattern de bateria MIDI com as
configurações do Impulse e seus efeitos associados;
● Diferentes regiões ou loops fazendo referência ao mesmo
arquivo fonte;
● Variações de um loop de áudio criado aplicando marcadores
Warp, envelopes de clip e efeitos;
● Idéias que poderão não servir para o projeto atual, mas
poderão ser utilizadas em projetos futuros.
A 9i(lioteca
A Biblioteca do Live atua como um repositório de sons que ficam
disponíveis para todos os projetos. Nos Navegadores de Arquivos
do Live, a Biblioteca é acessada através de um marcador. Os
marcadores são selecionados clicando-se na barra de título do
Navegador para abrir o menu Marcador:
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;scol,a do marcador da biblioteca.
Depois da instalação da Biblioteca já haverá algumas poucas idéias
de sons, uma cortesia da Ableton. Você poderá deletar, alterar,
aumentar ou substituir este conteúdo da forma que desejar.
A Ableton proporciona material adicional para esta Biblioteca em
forma de "i!e $ac&s que estão disponíveis nos Cds de instalação,
DVDs ou no site da Ableton. Aqueles que possuem a versão do Live
que é enviada com o pacote podem desfrutar da Essential
Instrument Collection, uma biblioteca multi-gigabyte de
instrumentos meticulosamente selecionados e sampleados.
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Capítulo 4
Gestão de arquivos e sets
Para produzir música com o Live são usados vários tipos de
arquivos, desde os que posuem MIDI e áudio, até arquivos mais
específicos do programa como Live Clips e Live Sets. Este capítulo
explicará tudo o que você precisa saber sobres como trabalhar com
cada um destes tipos de arquivos no Live. Primeiros devemos dar
uma verificada geral nos Navegadores de Arquivos, já que a
maioria destes arquivos chegam ao programa por meio destes
Navegadores.
*!eração dos :avegadores de ar)uivos
O Live oferece três Navegadores de arquivos que são acessados
através de seus botões seletores.
Os bot7es seletores do a!egador de ar(ui!os.
Cada Navegador pode apontar para um local diferente do disco, que
o Live lembrará durante as diversas sessões. O visor do Navegador
se divide em colunas correspondentes a Nome, Data de criação,
etc., que você pode visualizar e ocultar usando as opções do menu
de contexto que é acessado com o botão direito do mouse.
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Mostrar/Ocultar colunas do a!egador.
As colunas podem ser reordenadas arrastando-se e soltando. Para
reajustar o tamanho das colunas, arraste suas linhas divisórias
horizontalmente.
Rea6uste das colunas do a!egador.
:avegando !ela ,ierar)uia de !astas
Cada um dos três Navegadores de arquivos possui seu próprio
diretório raiz, que se mostra na parte superior do navegador, cujos
conteúdos estão disponíveis navegando em sua parte inferior.
"ibrar? + a raiz deste deste a!egador.
A raiz do Navegador pode ser alterada facilmente: O tema do
Navegador na parte mais acima, denominado Parent Folder,
deslocará a raiz do Navegador um passo mais acima na hierarquia
do disco quando se clicar duplo nele.
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O $arent 9older do a!egador de ar(ui!os.
Também podemos configurar como raiz do Navegador qualquer
pasta no Navegador através do menu de contexto (botão direito do
mouse), clicando-se duplo na pasta ou selecioinando-a e
pressionando Return.
#ma pasta no a!egador.
Para se deslocar entre os arquivos no Navegador do Live você pode
utilizar tanto o mouse como o teclado do computador:
● Desloque-se para cima ou para baixo no Navegador com as
teclas seta para cima ou seta para baixo, com a roda do
mouse, ou clicando e arrastando enquanto mantém
pressionado a tecla Ctrl Alt.
● Feche e abra pastas com + e -.
● Salte para a pasta origme de qualquer pasta fechada usando
seta para esquerda ou seta para direita. (Consel,o@ Caso
execute esta ação sobre uma pasta de nível superior, é uma
alternativa selecionar o objeto Parent Folder, e deslocará a raiz
do Navegador por um nível acima).
● Para limpar o Navegador, use botão direito para acessar o
menu de contexto, e depois selecione a opção Close All Folders
para mostrar somente as pastas dos níveis superiores.
Clicando duas vezes sobre um botão seletor de um Navegador
de arquivos fará o mesmo.
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0arcadores de :avegador
Usando os marcadores, podemos salvar e recarregar facilmente os
locais das pastas utilizadas frequentemente no Navegador. Clicando
na barra de titulo do Navegador abriremos o menu Marcadores.
O menu Marcadores.
O menu Marcadores apresenta uma lista de marcadores de presets
como Des&top e "ibrar?. Selecionando este último seremos levados
à Live Library. Para marcar a raiz do Navegador ativo nesse
momento, escolhemos o objeto localizado na parte mais acima do
menu Marcador, o comando Bookmark Current Folder. Considere
que se a raiz do Navegador atual já esteja marcada, a opção mais
alta no menu Marcador eliminará o marcador. Todos os
Navegadores compartilham o mesmo conjunto de marcadores;
podemos acessar um marcador salvo em um Navegador a partir de
outro Navegador.
9usca de ar)uivos
Os Navegadores do Live estão equipados com uma função para
encontrar arquivos. Clicando no botão Buscar no canto superior
direito do Navegador ou usando o atalho
abrimos o Modo de busca do
Navegador.
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Ati!a%ão do Modo de 8usca do a!egador.
Depois de introduzir as suas condições de busca, inicie a busca
clicando no botão Go ou pressionando Return no teclado do seu
computador.
O campo 8usca e o botão .o.
O Live buscará dentro de toda a raiz do Navegador as condições de
sua busca. Os resultados incluirão arquivos que coincidam com
todas as condições de busca. Por exemplo, caso busque "baixo
acústico¨, a busca lhe apresentará todos os sons de baixo acústico,
nem todos os sons acústicos e todos os sons de baixo.
Por padrão, a função de busca faz coincidir os critérios introduzidos
não somente com qualquer parte do nome de um arquivo e sufixo
(e.g., .wav) e sim também com qualquer parte da rota do arquivo.
Isto significa que uma busca para bass, por exemplo, nos dará não
somente os arquivos que possuem a palabra bass, mas também
aqueles localizados em pastas que contenham a palabra bass..
Também são incluídas as etiquetas metadados de samples
comprimidos na busca, tornando possível buscar canções de um
álbum ou artista específico, por exemplo. A busca de rotas de
arquivo e metadados pode ser desativada através das
configurações de Buscar em Ruta e Buscar em Metadata,
disponíveis na aba File/Pasta de Preferences. Os nomes de pista
MIDI dentro dos arquivos MIDI multipistas também são incluídos
nas buscas.
O Live mantém um índice do disco rígido de forma que possa
proporcionar resultados de busca instantaneamente. O índice se
mantém atualizado enquanto criamos, instalamos, apagams,
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renomeamos e movemos de lugar dentro do Live, entretanto, não
há como saber o que é feito fora do Live. Caso posteriomente mova
arquivos usando programas diferentes do Live, os resultados iniciais
de uma busca poderão ser incompletos. A etiqueta do botão Go
será alterada para Rescan. Caso não tenha sido possível encontrar
um arquivo nos resultados da busca, caso seja necessário que os
resultados sejam exaustivos, clique no botão Rescan (ou Return
uma vez mais), e o Live voltará a construir seu índice para a raiz
atual do Navegador.
O botão Rescan.
O re/escaneamento automático para novas buscas pode ser ativado
e desativado em Files/
Folders em Preferências;
Enquanto se está produzindo uma busca ou re-escaneamento, o
botão de busca adjacente apresenta a etiqueta Stop. O Re-
escaneamente é realizado em segundo plano, e você poderá
continuar a trabalhar normalmente enquanto o Live realiza o seu
trabalho, mas, você também pode abortar a busca com este botão
caso o tráfego no disco o esteja atrapalhando.
Podemos voltar à vista de pastas do Navegador a qualquer
momento fechando o campo de busca.
9ec,ando o campo de busca...
Caso selecione um arquivo nos resultados da busca e logo depois
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feche o campo de busca, o Live aseegurará que o arquivo continue
selecionado na vista da pasta, abrindo as pastas que forem
necessárias:
... "ocaliza o *ltimo ar(ui!o selecionado entre os resultados da
busca.
Caso exista uma busca em progresso, fechando imediatamente o
campo de detém a busca, ainda que ao navegar para outro
Navegador isso não ocorra. De fato, enquanto espera que a busca
termine em um Navegador, você poderá iniciar diferentes buscas
em outros navegadores. Um Navegador que esteja em uma busca
ativada será idndicado através de um pequeno anel giratório sobre
o botão do Navegador.
O anel girat4rio informa (ue a busca est1 em progresso.
Para uma busca sem ter que utilizar o mouse, sugerimos a seguinte
sequência de atalhos:
1) para abrir o campo de busca;
2) Introduza suas condições de busca;
3) Return em Go;
4) para saltar aos resultados da busca;
5) y para fazer correr os resulados da busca;
6) para fechar o campo de busca e
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voltar à vista de pastas.
Previe<s de ar)uivos
O Live permite previews de arquivos no Navegador de arquivos
antes de serem importados para o programa. A vista Preview é
ativada com botão Vista previa do Navegador.
O botão !ista pre!ia.
Consel,o@ Podemos obter previews de arquivos mesmo quando o
btoão Vista Previa não está ativado pressionando .
Clique nos arquivos (ou use e ) para selecioná-los e ouvi-los.
Caso o transporte esteja funcionando, o Live trata de realizar o
preview dos arquivos em sincronismo com o Live Set atual, para
que possamos julgar qual os melhores samples. Caso o transporte
esteja parado, o preview dos arquivos será realizado em seu
andamento original. O volume do preview pode ser ajustado
usando o Preview Volume do mixer.
O botão de !olume da !ista pr+!ia.
Caso sua placa de áudio disponha de várias saídas de áudio, você
pode ouvir os arquivos através de fones de ouvido conectados a um
par de saídas idependentes enquanto a música continua soando.
Para mais detalhes sobre o funcionamento do preview no Live
consulte a seção correspondente do manual capítulo sobre
Mixagem.
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Adicionar Cli!s a !artir do :avegador
Existem várias formas de adicionarmos clips em um Live Set:
● Os arquivos podem ser arrastados e soltos a partir dos
Navegadores de arquivos para as pistas na vista Session ou
Arrangement. Caso arraste e solte material a partir do
Navegador até o espaço à direita das pistas da vista Session
ou debaixo das pistas na vista Arrangement se criará uma
nova pista e o novo clip será colocado ali.
Soltar um Clip para cria uma no!a pista.
● Na vista Session, clicando duplo ou pressionando Return sobre
um arquivo no Navegador será criado automaticamente uma
nova pista à direita das outras pistas e o clip será carregado.
● Os arquivos podem ser soltos diretamente no Live a partir do
Explorer (Windows) / Finder (Mac).
Administração de ar)uivos no :avegador
Podemos usar os Navegadores do Live para todas as atividades de
administração de arquivos com as quais você já debe estar
familiarizados em seu sistema operacional.
● Mova os arquivos e pastas arrastando e soltando, ou copiando/
cortando e colando. Podemos copiar, cortar e colar com os
comandos do menu Edit ou com os atalhos de teclado.
Podemos transladar um arquivo de um Navegador a outro
arrastando-o até o botão do Navegador de destino .
● Renomeie arquivos e pastas usando o comando Rename menu
Edit ou com o atalho . Esta ação é
cancelada com a tecla Esc .
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● Crie pastas abrindo o menu de contexto com botão direito, e
logo depois selecionando o comando Create folder.
● Elimine arquivos e pastas usando o comando Delete do menu
Edit ou com as teclas Backspace ou Delete do teclado. Ao
eliminar objetos dentro do Live estes são colocados na lixeira
do sistema; se for necessário, podemos recuperar estes
objetos através do sistema operacional.
0odo =ot--<a!
Além do método de arrastar e soltar para carregar arquivos a partir
do navegador, o Live oferece o Modo Aot/S5ap para economizar
movimentos de mouse. O modo Hot-Swap estabelece um link
temporário entre o navegador e, por exemplo, um instrumento
virtual. Enquanto nos encontrarmos no modo Hot-Swap, podemos ir
de sample em sample ou de preset em preset para ouvi-los, isto é,
dentro do instrumento. Hot-swapping para presets é tratado na
seção Device Presets do Live. Vejamos um exemplo de hot-
swapping em samples:
O instrumento Impulse que vem com o Live oferece oito slots para
reprodução de samples que podemos soltar samples dentro deles.
Opcionalmente, podemos clicar no botão Hot-Swap que aparece
quando movemos o mouse sobre o slot.
O botão Aot/S5ap em um slot do Impulse.
Clicando no botão Hot-Swap se ativa o modo Hot-Swap: se abre o
a!egador Aot/S5ap do "i!e , e aparece o ícone Hot-Swap junto a
um dos arquivos que são mostrados.
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O a!egador Aot/S5ap.
No modo Hot-Swap, pressionando a tecla Return se carrega esse
arquivo no slot do Impulse (presumidamente enquanto o Impulse
está reproduzindo notas MIDI entrantes); pressionando seta para
baixo, e logo depois Return se carrega o sample seguinte, e assim
sucessivamente. Ao invés de usar teclas, também podemos clicar-
duplo sobre um sample para carregá-lo. O link entre o Navegador e
o instrumento se romperá caso se selecione uma vista diferente, ou
caso o botão Hot-Swap volte a ser clicado. Hot-swapping também
pode ser cancelado pressionando-se a tecla Esc .
Quando voltamos a entrar no modo Hot-Swap, o Navegador Hot-
Swap tentará reconstruir o viu quando carregou o arquivo atual no
slot do Impulse. Se, por exemplo, o arquivo atual tenha sido
encontrado buscando gretsch kick, o navegador Hot-Swap
aparecerá essa cadeia de busca no campo de busca. No nosso
exemplo, estávamos realizando hot-swapping em um slot vazio do
Impulse, razão pela qual o Live nos mostrou algo apropriado: uma
busca de Drum Kick em Library/Samples/Waveforms.
Ar)uivos de sam!le
Um sample + um arquivo que contém dados de áudio. O Live pode
reproduzir tanto formatos de arquivos sem compressão (WAV, AIF,
REX e Sound Designer II para Mac) como formatos de arquivos
comprimidos (MP3, AAC, Ogg Vorbis, Ogg FLAC e FLAC).
Uma nota sobre o uso de arquivos Variable Bit Rate (VBR):
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Instale o QuickTime por motivos de decodicação, caso não possua
instalado em seu computador. Você o poderá baixar no site da
Apple.
Visto que o Live reproduz os samples diretamente a partir do disco
rígido, você pode trabalhar com uma enorme quantidade de
(grandes) samples sem cair em limitações de memória RAM.
Considere que, você poderá ter problemas se estiver com o disco
rígido muito cheio, e/ou (nos sistemas Windows), esteja muito
fragmentado. A velocidade de rotação do disco rígido também pode
afetar o rendimento do disco. Verifique a seção gerenciamento da
carga do disco para obter mais informação.
O Live pode combinar samples mono e estéreo sem comprimir de
qualquer duração, taxa de amostragem ou resolução de bits sem a
necessidade de realizar conversões prévias.
Para reproduzir uma sample comprimido, o Live decodifica o sample
e grava o resultado em um arquivo de sample temporário
descomprimido. Isto normalmente acontece tão rápido que o
sample é reproduzido imediatemente, sem a necessidade de
esperar que o processo de decodificação termine.
ota@ Ao acrescentarmos um sample grande em um projeto, o Live
pode informar que não pode reproduzir o sample antes que este
tenha sido analisada. Consulte a seção sobre análise para uma
explicação maior.
Cac,e de decodificação
Para economizar recursos de processamento, o Live mantém os
arquivos de samples decodificados dos samples comprimidos no
cac,e de decodifica%ão. Normalmente não se requer uma
manutenção do cache, visto que o Live elimina automaticamente os
arquivos mais velhos para dar lugar aos novos. No entanto, você
pode impor limites no tamanho do cache usando a seção Decoding
Cache em Files/Folders em Preferences. O cache não crescerá mais
que a configuração Máxima Tamanho de Cache, e sempre
deixará o Mínimo spa!o "ivre no disco rígido. Clicando próximo
ao botão Cleanup eliminamos todos os arquivos que estejam sendo
usados no Live Set atual.
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$refer3ncias para o Cac,e de Decodifica%ão.
Ar)uivos de an1lise 6;asd7
Um ar(ui!o de an1lise é um pequeño arquivo que o Live cria
quando se traz um arquivo de sample até o programa pela primeira
vez. O arquivo de análise contém uma série de dados recompilados
pelo Live que permitem ajudar a otimizar a qualidade da
compressão/expansão de tempo e a acelerar a visualização da
forma de onda e detectar automaticamente o tempo de samples
grandes.
Quando se acrescenta um sample grande em um projeto, o Live
poderá informar que não pode reproduzir o sample antes que tenha
sido analisado. Isto não acontecerá caso o samples já tenha sido
analisado (por exemplo, o Live encontra um arquivo de análise para
este sample), o caso Auto-Warp Long Samples em Preferences
esteja desativado. Para prevenir ou ter que esperar para analisar
samples grandes, pode-se analisar previamente com o Navegador,
tal e como veremos no momento adequado.
Um arquivo de análise também pode armazenar configura%7es pre/
determinadas de clip para o sample:
Caso cliquemos no botão Save da vista Clip, serão armazenadas as
configurações atuais do clip juntamento com o arquivo de análise
do sample. Na próxima vez que arrastarmos o sample para o Live,
aparecerá com todas suas configurações de clip intactas. Isto é útil
para conservar os ajustes de Warp Marker junto com o sample. O
armazenamento das configurações pré-determinadas de clip junto
com o arquivo de análise é diferente de salvar o clip como um Live
Clip, tal e como está descrito na seção relevante.
Enquanto que os arquivos de análise são uma forma muito prática
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de armazenar informação por padrão acerca das configurações de
um sample em particular, considere que se pode usar diferentes
configurações para cada clip dentro de um Live Set, inclusive se
estes clips façam referência ao mesmo sample no disco rígido. Mas
se arrsatarmos uma nova versão do sample em um Live Set, o Live
utilizará as congurações salvas no arquivo de análise para o clip
recém-criado.
O nome do arquivo de análise é o mesmo que o do sample
associado, com a extensão .asd. O Live salva este arquivo de
análise na mesma pasta que o sample.
Os samples que dispõem de um arquivo .asd aparecem deste
modo no Navegador.
Os samples que não dispõem de um arquivo .asd posuem este
aspecto.
Os arquivos de análise propriamente ditos não aparecem nos
Navegadores do Live.
Caso deseje omitir a criação de arquivos .asd. Para isto basta
desativar a opção Create Analysis Files (Criar arquivos de análise)
na seção Misc-Preferences. Caso não o arquivo .asd correspondente
não seja encontrado, o Live pode regerar todos os dados (exceto as
configurações pré-determinadas do clip), apesar disto levar algum
tempo para os samples maiores.
An1lise !r%via de ar)uivo
Para evitar ter que esperar a primeira análise de samples grandes
quando estes são importados para o Live, podemos analisar
previamente.
Para realizar uma análise prévia de todos os arquivos contidos em
qualquer pasta do Navegador, use o comando Analyze audio do
menu de contexto (botão direito do mouse).
Este proceso pode também ser cancelado através do menu de
contexto.
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52!ortação de 1udio e V>deo
O comando ;2portar Audio/Video do menu File permite exportar a
saída principal do Live como um novo sample de áudio. O arquivo
resultante pode ser gravado em um CD de áudio, para ouvir, ou em
um CD de dados, como cópia de segurança de seu trabalho ou para
uso em outras aplicações de áudio digital. Caso a configuração de
seu computador inclua vídeo, você também pode usar o comando
Export Audio/Video para exportar este para um novo arquivo de
áudio, que será criado no mesmo diretório que o dos arquivos de
áudio renderinzado.
Quais sinais entram na renderinzação?
O seletor de tril,a renderinzada.
O seletor Rendered Track do diálogo Render oferece várias opções
para nos indicar o sinal que se quer renderinzar:
● Master B o sinal post-fader na saída Master do Live. Caso
estejamos monitorando a saída Master, podemos estar seguros
que o arquivo renderinzado conterá exatamente o que
estamos ouvindo.
● All trac&s / o sinal post-fader na saída de cada trilhas
individual, incluindo as trilhas de retorno e as trilhas MIDI com
instrumentos. O Live criará um samplr separado para cada
trilha. Todos os samples terão a mesma duração, o que
facilitará o alinhamento em outros programas multitrackers.
● Indi!idual trac&s B o sinal post-fader da saída da trilha
selecionada.
Caso executemos Export Audio/Video a partir da vista
Arrangement, o Live renderinzará o o trecho de tempo selecionado.
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Caso deseje renderinzar o loop atualmente definido no
Arrangement utilizado nesse momento, selecione o comando
selecionar Loop do menu Edit antes de executar Exportar
Audio/Video. Lembre-se que a seleção de trilhas não é relevante já
que o único sinal que será exportado será a saída Master. Caso
execute Render to Disk a partir da vista Session, o Live lhe pedirá
que especifique o comprimento do sample que deseja obter. O
diálogo Render to Disk será apresentado, que possui um campo
compassos-tempos-semicolcheias onde você poderá introduzir a
duração desejada.
O Live capturará o sinal de áudio da saída Master a partir da
posição atual de início de reprodução até alcançar o tempo
especificado pelo usuário.
Lembre-se que um arquivo renderinzado contém somente o que foi
ouvido antes de renderinzar. Portanto, por exemplo, caso volte a
tocar alguma combinação de clips da Vista Session e material do
Arrangement, isso será o que se capturará em seu arquivo
renderinzado sem considerar qual vista está ativa quando do
processo de renderinzação.
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#p!$es de renderi%a!ão de áudio
Op%7es de renderinza%ão de 1udio.
O diálogo Export oferece várias opções de renderinzação de áudio:
● ormalize 'ormalizar) Quando esta opção está habilitada, o
sample resultante será normalizado (ou seja, o nível do
arquivo será amplificado de maneira que seu maior pico
alcance o nível máximo de headroom disponível).
● Render as Loop 'Renderinzar como loop). Caso esta opção
esteja habilitada, o Live criará um sample utilizável como loop.
Por exemplo, suponhamos que seu Live Set possua um efeito
de delay. Caso a opção Render as Loop esteja habilitada, o
Live realizará o processo de renderinzação duas vezes: na
primeira não gravará samples no disco, e nem acrescentará o
efeito de delay especificado. Na segunda vez, o programa
gravará áudio no disco, incluindo a cola de atraso resultante
da primeira volta.
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● 9ile :?pe ':ipo de ar(ui!o)0 8it Dept, 'Resolu%ão em bits)0
Sample Rate ':a2a de amostragem) Estas opções determinan
o tipo de sample que será criado.
● Con!ert to Mono 'Con!erter a mono) Quando esta opção está
habilitada, Live cria um arquivo mono em lugar de estéreo.
● Dit,er Options Caso esteja renderinzando numa resolução
menor que 32-bit, selecione um dos modos dither. O processo
Dithering acrescenta uma perque quantidade de ruído no
áudio renderinzado, mas monimiza os artefatos quando se
reduz a resolução de bit. Por padrão, caso selecione Triangle,
que é o modo mais seguro de usar, se houver alguma
possibilidade de realizar um processo adicional em seu
arquivo. O modo Square introduz uma menor quantidade de
ruído dither, mas às expensas de certo erro de quantização
adicional. Os três modos Pow-r oferecem sucessivamente
maiores quantidades de dithering, mas com o ruído elevado e
colocado por cim da faixa de audição. Considere que o
dithering é um procedimiento que somente debe ser aplicado
uma vez no arquivo de áudio. Caso planeje realizar mais
processamentos no arquivo renderinzado, é melhor
renderinzar em 32-bit para evitar a necessidade de realizar o
dithering nesta fase. Em particular, os modos Pow-r não
devem nuca serem usados com qualquer material que se
enviará a uma fase de masterização adicional estes modos são
somente para a saída final.
● Create Anal?sis 9ile 'Criar ar(ui!o de an1lise) Quando esta
opção está habilitada, o Live gera um arquivo .asd com
informação da análise do sample renderizado. Caso pense
utilizar o novo sample no Live, habilite esta opção.
3enderinzação em tem!o real
Normalmente, a renderinzação é um processo offline. Mas, caso o
seu set possua um Efeito de áudio ou um Instrumento Externo que
encaminha até um dispositivo de efeitos ou sintetizador externo em
hardware, o processo de renderinzação será um pouco diferente.
Neste caso, a renderinzação da saída é realizada em tempo real.
Caso renderinzemos trilhas individuais, todas as trilhas que não são
encaminhadas para um dispositivo exeterno em qualquer parte de
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suas rotas de sinal serão renderinzadas em modo offline. Após,
qualquer trilha que acesse esses dispositivos ser renderinzará em
tempo real. O Live automaticamente rastreará o fluxo de sinal de
cada trilha e detectará se é necessário a renderinzação em tempo
real. Então serão apresentads várias opções quando inciarmos a
renderinzação:
;sperando (ue os dispositi!os e2ternos se6am silenciados.
● S&ip Por padrão, o Live esperará durante dez segundos antes
de inciar uma renderinzação em tempo real. Isto permite que
qualquer som procedente de dispositivos externos silenciem
por completo, mas caso seja necessário mais tempo(por
exemplo, caso esteja esperando o final de um retalho grande
de reverb), você pode aumentar o tempo de espera teclando
um novo numero no campo. Por outro lado, caso esteja seguro
de que seus dispositivos externos não estejam fazendo
nenhum som, você pode acelerá o processo clicando em Skip,
o que iniciará imediatamente a renderinzação.
Uma vez iniciada a renderinzação, o diálogo apresenta uma barra
de progresso da gravação:
Renderinza%ão em tempo real em progresso.
● Auto/Restart on drop/outs a renderinzação em tempo real
reqer de alguma forma mais potência de CPU do que a
renderinzação offline, e em alguns casos poderão ocorrer
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algumas quedas ou drop-outs (pequenos vazios, buracos,
saltos no áudio). O Live detecta quando ocorrem estes drop-
outs, e a renderinzação será iniciada desde o início caso se
ative a opção Auto-Restart.
● Restart reinicia manualmente o processo de renderinzación.
● Cancel detém o processo de renderinzação e apaga o arquivo
parcialmente renderinzado.
A quantidade de tentativas de renderinzação (caso tenha
acontecido mais de uma) também aparecerá na lista do diálogo.
Caso veja que os dropouts e os reinícios continuam acontecendo,
você deverá fechar outras aplicações que estejam rodando para
dessa forma liberar mais potência de processamento para a
renderinzación. Consulte o capítulo sobre recursos de áudio do
computador para saber mais à respeito.
&enderin%a!ão de Vídeo
Op%7es de renderinza%ão de !-deo.
Além das configurações para a renderinzação de áudio, o diálogo
Export oferece opções adicionais para a renderinzação de vídeo:
● Create Video 9ile Caso esteja ativada, será criado um arquivo
de vídeo no mesmo diretório do áudio renderinzado. Considere
que esta opção somente está ativada caso possua clips de
vídeo na Vista Arrangement. Além disso, não é possível
renderinzar somente um arquivo de vídeo cas se ative a
renderinzação de vídeo sempre se produzirá um vídeo além do
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áudio renderinzado.
● Video ;ncoder Este seletor lhe permite selecionar o codificador
a utilizar para a renderinzação do vídeo. As opções existente
aqui dependerão dos codificadores que estejam instalados.
● ;dit Video ;ncoder Settings Este botão abre a janela de
configurações para o codificador selecionado. Considere que as
opções de configuração irão variar dependendo do codificador
que tenha sido escolhido. Alguns codicadores não possuem
opções de configuração para o usuário. Neste caso, o botão
Edit ficará indisponível. Uma vez tenham sido realizadas as
escolhas e pressionado OK para iniciar o processo de
renderinzação, o processo de renderinzação de áudio terá
início.
Estando completada a renderinzação do áudio, incia-se a
renderinzação do vídeo. Considere que, dependendo do codificador
utilizado, a renderinzação de vídeo pode levar muito mais tempo. O
Live mostrará uma barra de progresso que indicará o estado do
processo.
Ao não ser que se tenha especificado um tamanho especial de tela
ou aspect ratio nas configurações do codificador, o arquivo de vídeo
renderinzado será reproduzido exatamente tal e como aparecia
durante a reprodução em tempo real no Live. O arquivo de vídeo
também conterá o áudio renderinzado.
Para mais informação sobre como trabalhar com vídeo no Live,
consulte o capítulo sobre vídeo.
Ar)uivos 0I'I
Um ar(ui!o MIDI possui os comandos necessários para que os
sintetizadores ou instrumentos compatíveis MIDI, como Simpler do
Live, gerem uma saída musical específica.
Praticamente todos os seqüenciadores MIDI em hardware e
software podem exportar arquivos MIDI. A importação de arquivos
MIDI no Live funciona de forma diferente da importação de
samples: os dados do arquivo MIDI são incorporados ao Live Set e
os clips MIDI resultantes não conservam nenhuma classe de vínculo
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com o arquivo original. Os arquivos MIDI aparecem como pastas no
File Browser. Abrindo as pastas podemos acessar as trilhas
individuais do dito arquivo (também chamadas "vozes¨ ou
"instrumentos¨).
#m ar(ui!o MIDI e suas tril,as no 8ro5ser.
Mesmo que os arquivos MIDI possam ser renomeados ou deletados
no Browser, lembre-se que isso não poderá ser feito com as trilhas
MIDI individuais que estes contêm. Isto também ocorre com os
componentes individuais dos Live Sets.
52!ortação de ar)uivos 0I'I
Os clips MIDI do Live podem ser exportados como arquivos MIDI
standard. Para exportar um clip MIDI, use o comando Exportar clip
MIDI selecionando no menu File. Ao executá-lo aparecerá um
diálogo Salvar Arquivo em que poderá ser escolhida o local do novo
arquivo MIDI.
A exportação de um arquivo MIDI é diferente a salvar o clip como
um Live Clip, tal e como se descreve na seção relevante.
Live Cli!s
Os clips individuais da vista Session podem ser exportados para o
disco no formato de Clip do Live para uma fácil recuperação e uso
posterior em qualquer projeto.
Para salvar um clip a partir do Live Set aberto no disco,
simplesmente arraste-o a partir da vista Session até o Navegador
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de arquivos e solte-o em qualquer pasta. Após dê um novo nome
ou confirme o que é sugerido pelo Live pressionando Return.
#m Clip do "i!e no a!egador.
Os Clips do Live são uma excelente maneira de armazenar suas
idéias para posterior uso ou desenvolvimento, já que não somente
guardam o clip original, incluindo todas suas configurações de clip e
envelope, mas também os dispositivos da trilha original. Para
recriar a cadeia de dispositivos de um Live Clip, ou bem importá-lo
até uma trilha que não contenha clips ou dispositivos, arraste-o até
o espaço na vista Session ou Arrangement que não possua
nenhuma trilha. Lembre-se que os Live Clips que são importados às
trilhas que já possuem dispositivos ou clips aparecerão com suas
configurações de clip, mas não as de seus dispositivos. Por
exemplo, poderíamos soltar uma linha de baixo Live Clip em uma
trilha existente que leve um instrumento de baixo em vez de criar
uma nova trilha.
Os clips que pertençam a quaisquer Live Sets já no disco, também
são Clips do Live. Consulte a seção sobre importação e exportação
de Sets para saber mais sobre este tema.
Considere que ao armazenar as configurações prédeterminadas de
clip junto com um arquivo de análise de sample é diferente de
salvar um Live Clip. O clip prédeterminado no arquivo .asd anota
um sample com certos valores pré-determinados (ajustes de warp,
ganho e pitch) que será reproduzido de uma certa maneira quando
acrescentado a um Set. Os Live Clips, por outro lado, são
armazenados no HD como idéias musicais separadas.
Por exemplo, podemos criar um número de variações a partir do
mesmo áudio clip usando diferentes ajustes de warp, pitch,
envelope e effect, e armazená-las todas em forma de diferentes
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Live Clips. No Navegador, podemos ordená-las e pré-ouvir de forma
independente, apesar de todos estarem se referindo ao mesmo
sample fonte.
Live -ets
O tipo de documento que criamos e com o qual trabalhamos no Live
se chama "i!e Set.
Pense nisto como uma canção individual. Os sets devem ser salvos
dentro dos projetos, para que o Live possa administrar todos os
diversos componentes do Live Set: Live Clips, presets de
dispositivos, qualquer sample que se use, etc.
Criação? a(ertura e armazenamento de -ets
Utilize o comando New Live Set do menu File para criar novos Live
Sets e o comando Open ou Open Recent para carregar arquivos
existentes. No Navegador de arquivos, podemos clicar-duplo ou
pressionar Return num Live Set para dessa forma o abrir.
O comando Save do menu File permite salvar o Live Set
exatamente em seu estado atual, incluindo todos os clips e ajustes.
Também podemos utilizar o comando Save As... para salvar o Live
Set com um nome diferente e/ou em outro diretório, ou o comando
Save One Copy para criar uma cópia do Live Set atual com um
novo nome e/ou em outro local.
Quando se salva um Live Set, os samples utilizados pelos clips do
dito Live Set permanecem em seus locais atuais. Caso estes
arquivos sejam movidos posteriormente, o Live o ajudará para
encontrá-los quando o dito Live set for novamente aberto. O
comando Sa!e Set Self/Contained do menu File pode ajudar-lhe a
evitar a perda de arquivos.
Fusão de -ets
O Live facilita a fusão de Sets, o que nos facilita em muito quando
combinamos trabalhos de diferentes versões ou peças. Para
acrescentar todas as trilhas (com exceção das trilhas de retorno) a
partir de um Live Set para outro, arraste o set a desde o Navegador
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de Arquivos para o set que esteja ativo neste momento, e o solte
em qualquer barra de título de trilha o na área junto ou debaixo das
trilhas. As trilhas do Set que é solto serão reconstruídas
completamente, incluindo seus clips nas vistas Session e
Arrangement, seus dispositivos, e suas automações.
Crea da !ista Session para importar "i!e Sets 'acima). Área da
vista Arrangement para importar "i!e Sets 'abai2o).
Crea de c,amda da !ista Arrangement para importar "i!e Sets.
Caso prefira importar trilhas individuais a partir de um Set, você
pode abrir o Live Set no Navegador de Arquivos como se fosse uma
pasta qualquer.
Abrindo um Set para apresentar suas tril,as.
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Agora podemos arrastar as trilhas individuais e soltá-las tal e como
foi descrito anteriormente.
Das três trilhas contidas no Set "Tango¨ que é mostrado na figura a
seguir, dois possuem clips da vista Session. Podemos acessar eles
abrindo as trilhas:
Mostrando os clips da !ista Session contidos em um Set.
Podemos navegar, ouvir prévias, e importar clips da vista Session
do Set como se tivéssemos armazenado como Live Clips
individuais. Isto, basicamente, significa que qualquer Live Set pode
servir como um recipiente de sons para qualquer outro, nos
sugerindo então reutilizações e cruzamentos bastante criativos.
52!ortação de Cli!s do -ession como novos -ets
Podemos exportar uma seleção de clips da vista Session como um
novo Live Set arrastando-os até o Navegador de Arquivos. Para
exportar um um Set, primeiramente devemos clicar e arrastar, ou
utilizar o atalho , de um clip da vista
Session. Após, simplesmente arraste os clips para uma pasta no
Navegador de arquivos, onde podemos confirmar o nome que o
Live sugere para ele ou então entrarmos com um outro nome
qualquer.
.em!lates de set
Utilize o botão Template Save da seção Default Preferences para
salvar o Live Set atual como um template. O Live utilizará estes
ajustes para determinar o estado inicial prédeterminado para a
criação de novos Live Sets. Os templates permitem pré-configurar:
● Sua configuração de entrada/saída multicanal.
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● Os dispositivos pré-determinados (equalizadores,
compresores, etc.) de cada trilha.
● Mapa de teclas de computador.
● Mapas MIDI.
O template Live Set, chamado "Template.als¨, se encontra na pasta
Preferências de Live, a partir de onde poderá ser copiado ou
deletado. A maneira mais simples de localizar a dita pasta consiste
em realizar uma busca por "Template.als¨ no HD.
Ver e alterar as referências de sam!les de um Live -et
Para visualizar uma lisa dos samples referenciados pelo atual Live
Set, selecione o comando File Organizer do menu File, clique no
botão Organizar Se, e depois no botão Ver Samples. O Live
apresentará um linha para cada sample utilizado pelo Live Set, sem
considerar o número de clips ou instrumentos que dentro do Live
Set estejam utilizando este sample. Podemos fazer:
● 'ubstituir um sample - Arrastando um sample desde o
Navegador de Arquivos e soltando em uma linha até que o
Live Set referencie o novo sample ao invés do anterior. No
caso de samples utilizados em clips de audio, o Live retém as
propriedades do clip; os Warp Markers se mantém caso o novo
sample possua a mesma ou maior duração que o sample
antigo e se desfazem caso não seja assim.
:odas as lin,as na "ista de Refer3ncias de Samples podem ser
destinos para soltar samples.
● Aot/s5ap samples Utilizando o botão Hot-swap que está à
esquerda de cada linha, podemos rapidamente navegar
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através de alternativas ao sample que está sendo referenciado
nesse momento. É como soltar samples aqui, só que mais
rápido.
O botão Aot/S5ap da "ista de Refer3ncia de Samples.
● ditar um sample referenciado - usando uma aplicação
externa (que pode ser determinada na aba Arquivos/Pastas de
Preferences). Clicando no botão edit será aberto sample
referenciado na aplicação externa. O sample permanecerá off-
line enquanto o botão Edit estiver ativado. No caso de samples
utilizados em clips de áudio, o conjunto atual de marcadores
Warp se retém somente se a duração do sample continuar
sendo a mesma que a anterior.
O botão ;dit da lista de Refer3ncia de Samples.
● Ver o local de um sample ( A coluna Location indica se um
sample não aparece, ou se reside na Live Library, em um
Projeto ou em algum outro ligar externo.
A coluna "ocation da "ista de Refer3ncia de Samples.
Pro@etos Live
Um $ro6eto "i!e é uma pasta que possui arquivos relacionados com
o Live e que devem ficar juntos de forma a constituir um projeto.
Considere, por exemplo, trabalhar numa peça musical: Iniciamos
com um Live Set vazio; gravamos áudio e para tanto criamos novos
arquivos de sample; arrastamos samples a partir de bibliotecas;
salvamos diferentes versões do Live Set durante o processo de
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produção para que possamos voltar e comparar as alterações.
Talvez salvemos Live Clips ou presets de dispositivos que
"pertençam¨ a esta peça musical em particular. A pasta do projeto
para este projeto Live possuirá, portanto, todos os arquivos que
estão relacionados com esta peça musical e o Navegador de
Arquivos do Live proporcionará as ferramentas que precisamos para
organizá-los.
Pro@etos e Live -ets
No Live, não é necessário criar projetos manualmente, o programa
os constrói automaticamente. Quando salvamos um Live Set com
um novo nome ou em uma nova pasta, o Live criará uma nova
pasta de projeto e armazenará o Live Set nela, a não ser se
estivermos salvando o Live Set em um projeto já existente. Vamos
ver um exemplo para ilustrar este processo:
Gravamos áudio em um novo Live Set. Agora salvamos o Live Set
com o nome "Tango¨ na área de trabalho. Aqui temos o resultado
tal e como e mostrado no Navegador do Live:
#m "i!e Set e suas gra!a%7es em uma pasta de $ro6eto "i!e.
A pasta de projeto ("Tango Project¨) contém o Live Set
("Tango.als¨) e uma pasta de samples, que por sua vez contém
uma pasta de gravações com dois samples nela. Veja que a janela
principal do Live agora nos indica que estamos trabalhando no
projeto Tango.
Após isso, gravamos outra trilha em nosso projeto. Salvamos a
versão modificada do Live set com um novo nome de forma que
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não percamos a versão anterior. Aceitando a sugestão padrão do
comando Save As, armazenamos a nova versão da canção na pasta
Projeto Tango.
#ma segunda !ersão do "i!e Set foi acrescentada ao pro6eto.
O projeto Tango agora possui dois Live Sets, e sua pasta
Samples/Recorded contém os samples utilizados por ambos.
E agora para algo completamente diferente: Selecionamos o
comando New do menu File e gravamos um samba. Visto que isto
não tem nada a ver com o nosso tango, devemos salvá-lo fora da
pasta do projeto Tango, vamos salvar na área de trabalho. O Live
cria uma nova pasta de projeto chamada Samba Project junto à
Tango Project.
#m no!o pro6eto foi acrescentado ao lado do pro6eto :ango.
Até agora vimos como criar projetos Live e salvar versões de Live
Sets neles. Como abrimos um projeto? Simplesmente abrindo
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qualquer um dos Live sets contidos nele. Clicando-duplo sobre
"Tango with Piano.als¨, abrimos este Set e o projeto que com ele
está associado, como é visto na barra de título da janela do Live.

Agora vamos supor que no transcurso de nosso trabalho com o
"Tango with Piano.als,¨ nos desviamos: Com a evolução do trabalho
a peça vai ficando muito diferente, sentimos então que ela deveria
estar em um projeto próprio. Sendo assim, selecionamos "Save
As...¨ com um novo nome e um local fora do Projeto em curso, por
exemplo, a área de trabalho:
9oi acrescentado um no!o $ro6eto com um "i!e Set fora de pro6eto
original. $erceba (ue a no!a pasta não cont+m uma pasta de
Samples. D;lectro 5it, $iano.alsE est1 referenciando o sample do
pro6eto :ango original.
Não há nada de errado nisso a não ser quando o projeto Tango for
movido de lugar ou deletado; então "Tango with Piano.als¨ não terá
mais samples, ou melhor, apontará para samples desaparecidos. Na
realidade não é necessário manter um Live Set de um Projeto
exatamente um nível abaixo do mesmo Projeto. Dentro da pasta de
um projeto podemos criar quantas subpastas desejarmos e mover
os arquivos entre estas subpasta organizando da forma desejada.
Geralmente, o Live fará o que for possível para evitar situações do
tipo "Live Set órfãos¨ (sem projeto) (e Live Clips e presets) ou
pasta de projetos aninhadas, que potencialmente podem confundir
tanto o usuário como as ferramentas de organização de arquivos do
Live.
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Se bem que o programa não pode controlar situações em que os
Sets ou arquivos sejam deslocados quando se utiliza uma
ferramenta como o Windows Explorer ou o Finder (Mac).
#ma nota para os usu1rios de !ers7es anteriores do "i!e@ o Live 6
não permite sobrescrever Live Sets que tenham sido criados por
versões anteriores para evitar problemas de compatibilidade.
Ao invés disso, será pedido que utilizemos o comando "Save As...¨.
Certificando assim que os Live sets recém salvos residam em
pastas de projeto.
Pro@etos e Presets
Por padrão, os novos presets de instrumentos e efeitos são
armazenados na Live Library, deixando-os assim disponíveis para
qualquer projeto. Mas pode ser que às vezes terá mais sentido
salvar os presets com o projeto em curso. Podemos então, por
exemplo, querer manter um certo número de configurações
alternativas de EQ master para uma determinada peça.
;stes presets de ;= são espec-ficos para a dita pe%a e de pouco
uso para outros pro6etos. $or esta razão no a!egador de
dispositi!os temos uma subpasta de Projeto em curso. Apenas
temos que arrastar um preset aqui uma vez ele estando salvo.
Os presets espec-ficos de um $ro6eto aparecem em Current $ro6ect
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no a!egador de dispositi!os.
Administração de ar)uivos em um Pro@eto
O Administrador de Arquivos do Live oferece várias ferramentas
úteis para administrar Projetos. Selecione o comando Administrar
Arquivos do menu File, e depois clique no botão Administrar
Projeto. O Administrador de Arquivos lhe mostrará uma vista geral
dos conteúdos do projeto e ferramentas para:
● localizar samples que faltem ao Projeto;
● selecionar samples externos para o Projeto;
● uma relação de samples que não estão sendo utilizados no
Projeto;
● empacotar um Projeto em formato Live Pack;
● exportar os conteúdos do Projeto para a Library.
A 9i(lioteca do Live
A biblioteca do Live atua como um repositório de sons que ficam
disponíveis para todos os Projetos do Live. Nos navegadores de
arquivos do Live, podemos acessar a biblioteca através de um
marcador:
;scol,a da op%ão 8iblioteca.
Os clips podem ser salvos convenientemente no formato Live Clip
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para que possam ser reutilizados posteriormente arrastando-os
desde o Live Set aberto até a pasta desejada na Biblioteca. Os
presets de dispositivos são salvos na Biblioteca por padrão (mas
também podemos salvá-los com um Projeto). Considere que ao
salvar presets e Live Clips na Biblioteca não significa que os
samples que fazem referência também sejam salvos, mas o Live
proporciona algumas ferramentas para recolher estes samples e
dessa forma fazer com que a Biblioteca esteja atualizada.
A Ableton disponibiliza um conteúdo de Biblioteca que pode servir
como um bom ponto de partida para uma exploração criativa. Este
conteúdo está em forma de 9actor? "i!e $ac&s.
Os Factory Live Packs estão nos CDs de instalação, DVD ou na
página Web da Ableton. Para instalar um Factory Live na biblioteca,
clique-duplo no arquivo (.alp) do Live Pack, arraste-o para a janela
principal do Live, ou localize-o com o comando Instalar Live Pack do
menu File.
Na aba Products de Preferences é encontrada uma lista com todos
os Factory Live Packs que estão instalados atualmente. Aqui
podemos selecionar Live Packs individuais dessa lista e clicar no
botão Unstall para eliminá-los.
E também podemos mover, deletar ou renomear qualquer arquivo e
pastas que estejam na biblioteca, tanto os que foram colocados lá
pelo usuário como os que foram instalados a partir de um Factory
Live Pack.
Por padrão, a biblioteca do Live 7 possui as seguintes subpastas:
● Ableton $ro6ect Info contém arquivos que o Live usa para
identicar a biblioteca como um Projeto, lo que lhe permite
poder ser administrada por meio do Administrador de
arquivos. Também contém logs que guardam uma lista dos
Live Packs que tenham sido instalados.
● Clips contém os Live Clips que tenham sido instalados como
parte do pack Live 7 Basics.
● Defaults os presets localizados nas pastas por padrão dos
dispositivos serão carregados ao invés das configurações
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genéricas dos dispositivos do Live. Além disso, a pasta
Defaults contém várias pstas especiais que correspondem à
ações do usuário como (slicing) e arrasto de sample. Os
presets colocados nestas pastas definem o que o Live fará
quando a ação for realizada.
● "essons todas os exercícios incluídos no Live, assim como as
imagens adicionais e Live Sets que são referenciadas nos
ecercícios. Não devemos fazer nada nessa pasta. Caso deseje
desinstalar ou reinstalar os exercícios, faça-o pela aba
Products no menu Preferences.
● $resets contém todos os presets de fábrica para os
dispositivos do Live.
● Samples contém todas os samples que são utilizados pelos
presets do Live.
● Sets todas as canções demo e os samples estas canções
utilizam.
Uma vez tenha utilizao o Live durante algum tempo, provavelmente
verá que exitirão pastas adicionais em sua biblioteca. Isto é
normal. A instalação do Live Packs, a gravação de seus próprios
samples, ou a realização de outras operações comuns alterará a
estrutura de pastas conforme se vai trabalhando em um projeto.
Alterar o local da 9i(lioteca? atualização de uma (i(lioteca antiga
A biblioteca pode residir em qualquer local de sua escolha dentro
do HD. Na aba File/Folder de Preferences, existe o botão Browse
que abre um diálogo para selecionar uma pasta para biblioteca:
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A Rota da biblioteca em $references.
Caso algum destes locais antigos não estejam mais disponíveis
(talvez porque estivessem em em uma mídia removível, numa
pasta que foi movida ou renomeada) eles aparecerão indisponíveis
(em cinza). Caso saiba que estes locais não disponveis já não mais
existam, elimine-os usando o botão Delete localizado na parte
inferior do seletor:
"ocais de biblioteca não mais dispon-!eis podem ser deletados da
lista.
Também podemos usar o botão Browse junto a este seletor para
criar uma nova biblioteca apontando para uma pasta vazia ou
mesmo criando uma nova. Mas lembre-se que uma nova biblioteca
criada assim dessa forma não terá nenhum conteúdo utilizável até
que os pacotes padrão do Live sejam instalados.
Após selecionada uma rota, o Live perguntará se desejamos
combinar os conteúdos da Biblioteca atual no local de destino. Ao
fazermos isso poderemos obter resultados diferentes, dependendo
do novo local:
● Caso o local de destino seja uma pasta vazia, o Live marcará
este local como uma biblioteca válida acrescentando-lhe
algumas pastas especiais e arquivos de configuração. Como
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mencionamos acima, logo você terá que acrescentar
manualmente conteúdo nesta pasta.
● Caso o local de destino serja uma biblioteca que tenha sido
criada com uma versão anterior do Live, será avisado que
poderão ocorrer possíveis problemas de compatibilidade.
Geralmente não é um boa idéia tentar compartilhar uma única
biblioteca com duas versões diferentes do Live.
Im!ortação de ProAectos na Li(rarA
Podemos fundir os conteúdos de um Live Project aos da biblioteca
que estejam disponíveis para qualquer projeto. Para isso, clique-
direito sobre uma pasta do Projeto no Navegador de Arquivos e
selecione o comando Administrar Projeto.
Localizar sam!les não encontrados
Caso carreguemos um Live Set, o Live Clip ou preset que faz
referência à samples que não se encontrem em seus locais de
referência, a barra de status do Live (localizada no fundo da tela
principal) mostra uma mensagem de advertência. Os Clips e os
slots de samples de instrumentos que fazem referência a samples
não encontrados aparecem como "Offline¨, e o Live reproduzirá
silêncio ao invés dos samples.
O Administrador de arquivos do Live proporciona ferramentas para
reparar estes links quebrados. Clique na mensagem da barra de
status para acessar. (Na realidade isto é um atalho para selecionar
o comando Administrar Arquivos do menu File, clicando no botão
Administrar Sets, e depois clicando no botão Localizar que se
encontra na seção Arquivos não Encontrados.) O Administrador de
Arquivos nos mostrará uma lista dos arquivos não encontrados e os
controles associados a estes.
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A lista de samples não encontrados do administrados de Ar(ui!os.
3e!aração manual
Para reparar manualmente as referências de rotas dos samples,
localize o sample não encontrado no Navegador de Arquivos,
arraste-o para o Administrador de Arquivos e solte-o na linha
respectiva na lista de arquvos não encontrados. Considere que ao
Live não importará se o sample que você está indicando é
realmente o sample que falta. De fato, para o Live, não importa se
o link existe ou não.
3e!aração autom1tica
O Live possui uma função de busca automática muito útil para
reparar referências de samples. Para que o Live inicie uma busca,
clique no botão Go na seção Automatic Search. Para mostrar
opções detalhadas para ajudar na busca automática, clique no
ícone de forma triangular.
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Op%7es de repara%ão autom1tica no Administrador de Ar(ui!os.
● Searc, 9older B possui uma pasta definida pelo usuário, assim
como qualquer subpasta, na busca. Para selecionar, clique no
botão set Folder associado.
● 8uscar $ro?ecto inclui a pasta de projeto deste Set na busca.
● 8uscar "ibrar? inclui a biblioteca do Live na busca.
● Searc, nearb? Samples alread? found / inclui os samples mais
próximos que já foram carregados, manualmente ou
automaticamente, na busca.
● Re(uire e2act matc,es / somente os samples que coincidam
exatamente com os que faltam serão aceitos como candidatos.
O Live usará índices de dados de áudio para comprovar a
identidade do sample, o que acarretará em mais tempo
necessário para a busca.
● 9ull? rescan folders / garante que todas os samples presentes
serão considerados, e não somente aqueles que o índice do
sistema de arquivos do Live reconhece. Considere que a busca
no HD é muito mais lenta que usar a informação do índice.
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Para cada sample que falte, a função de busca automática pode
encontrar qualquer número de candidatos. Consideremos os
seguintes casos:
● en,um candidato foi encontrado B podemos relaxar as
condições da função de busca e voltar a buscar, ou então
localizar o sample manualmente.
● #m candidato foi encontrado / O Live aceita o candidato e
considera que o problema foi resolvido.
● V1rios candidatos foram encontrados / O Live requer a sua
assistência: Clique no botão Hot-Swap (por exemplo., o objeto
mais à esquerda em qualquer linha da lista de samples
perdidos) para que o Navegador de Arquivos lhe mostre os
candidatos no modo Hot-Swap. Agora podemo clicar-duplo
sobre os candidatos no Navegador de Arquivos para carregá-
los, enquanto é reproduzida a música que se deseja.
3ecu!erar sam!les e2ternos
Para prevenir que um Live Set contenha links quebrados para
samples, o Live possui a opção de recopiar os samples na pasta do
projeto do set. Isto se consegue com o Navegador de arquivos:
● Selecione o comando Administrar Arquivos do menu File
● Clique no botão Administrar Set
● Clique no botão triangular na seção External Samples.
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Op%7es para recompilar samples e2ternos.
Separados por sua localização (a biblioteca, outros Projetos e
qualquer outro tipo de coleção de samples em unidades exter, por
exemplo), o Administrador de Arquivos proporciona:
● Um cômputo dos samples e do espaço de disco utilizado;
● Um botão Show que apresentará em uma lista os samples no
Navegador de arquivos;
● Um comutador Sim/Não para ativar ou desativar a
recompilação.
ota@ Certifi(ue/se de confirmar suas cole%7es clicando no botão
Collect and Sa!e do Administrador de Ar(ui!osF
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O botão Collect e Sa!e do Administrador de Ar(ui!os.
O comando Collect All e Save do menu File é um atalho que recolhe
e salva todos os samples externos referenciados pelo Set ativo,
incluindo os da biblioteca.
Considere que isto poderá produzir muitas cópias, especialmente
quando a biblioteca possui enormes coleções de multisamples!
Localizar e Coletar agregados
Ao invés de termos que perder tempo no meio de um processo
criativo, podemos economizar tempo neste trabalho de manutenção
para resolver todos os problemas de uma vez só. Usando o
Administrador de Arquivos do Live, podemos encontrar samples
perdidos e coletar samples externos não somente para o Live Set
atual, mas também para:
● A biblioteca / Selecione o comando Administrar Arquivos no
menu File e depois clique no botão Administrar biblioteca.
● O $ro6eto atual / Selecione o comando Administrar Arquivos no
menu File e depois clique no botão Administrar Projeto.
● =ual(uer $ro6eto do "i!e / (PC) / Ctrl (Mac) sobre um projeto
no navegador do Live e selecione a opção Administrar Projeto.
● :odos os pro6etos encontrados em uma pasta espec-fica 'e
suas subpastas) / (PC) / Ctrl (Mac) sobre uma pasta no
Navegador de Arquivos e selecione o comando Administrar
Projetos.
● =ual(uer sele%ão de "i!e Sets0 "i!e Clips0 "i!e $resets - (PC) /
Ctrl (Mac) sobre os respectivos objetos no Navegador de
Arquivos e depois selecione o comando Administrar Arquivos.
Lembre-se de clicar no botão Collect and save na parte inferior do
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Administrador de Arquivos quando tiver terminado. Do contrário
suas alterações não terão efeito.
5ncontrar sam!les não utilizados
O Administrador de Arquivos do Live pode encontrar os samples
não utilizados em um Projeto. Desta forma podemos repassá-los e
decidir se devemos eliminá-los individualmente ou em conjunto.
Quando buscamos "samples não utilizados¨, o Live inspecionara
cada sample de um projeto, comprovando se está referenciado por
um dos Live Sets, Live Clips ou presets de dispositivos no projeto.
Caso não esteja, o sample será considerado como não utilizado -
mesmo se outros projetos ou programas o utilizem.
Para encontrar os samples não utilizados em um projeto aberto
nesse momento, selecione o comando Administrar Arquivos do
menu File e clique no botão Administrar Projeto, e depois clique no
botão triangular localizado junto a "Samples não utilizados¨ para
acessar um sumário e aí sim clicar no botão Show para que o
Navegador de Arquivos apresente uma lista dos samples não
utilizados; nesta lista podemos ouvir prévias dos samples, e apagá-
los se assim o desejarmos.
Considere que também podemos encontrar samples não utilizados
da biblioteca: para isso selecionamos o comando Administrar
Arquivos no menu File, após clicamos no botão Administrar Library,
e veremos a seção Samples não utilizados.
Por último, mas não menos importante, podemos encontrar
samples não utilizados para todos os projetos encontrados em uma
pasta específica (e subpastas): (PC) /Ctrl (Mac) numa pasta no
Navegador de Arquivos e selecione o comando Administrar
Projetos, após consulte a seção Samples não utilizados. O Live
inspeciona cada Projeto de forma individual e etiqueta um sample
não utilizado inclusive se outros Projetos na mesma pasta
utilizarem este sample.
Para prevenir perdas, podemos compilar os samples dentro de sues
respectivos Projetos e depois purgar os Projetos de samples não
utilizados.
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5m!acotar Pro@etos dentro de Live Pac4s
O Administrador de Arquivos do Live oferece a opção de empacotar
projetos no formato Live Pack de forma a arquivá-lo e transferi-lo
de modo mais cômodo. Para fazer isso, selecione o comando
Administrar Arquivos do menu File, clique no botão Administrar
Projeto, e depois clique no botão triangular ao lado de "Empacotar¨
Criar Live Pack para abrir um diálogo onde selecionamos os
arquivos e especificamos nomes e localização de um novo arquivo
Live Pack. Ao criar um novo Live Pack a partir de um projeto não
afeta o projeto. Caso queira que se elimine o projeto, podemos
apagá-lo usando o Navegador de arquivos.
O Live emprega técnicas de compressão sem perda para minimizar
o tamanho de arquivo dos Live Packs. Dependendo dos materiais de
áudio, isto poderá diminuir o tamanho do arquivo em até 50%.
Para desempacotar um Live Pack (ou seja, para restaurar o projeto
original), clique-duplo no arquivo Live Pack (.alp), arraste-o até a
janela principal do Live, ou localize-o com o comando Instalar Live
Pack do menu File. O Live pedirá para escolher um local para o
novo projeto.
Nota: Os Factory Live Packs (que acompanham o Live) são
instalados automaticamente na biblioteca do Live.
Perguntas mais fre)uentes so(re o Administrador de ar)uivos
Como crio um Projeto?
Um projeto se cria automaticamente sepre que um Live Set é salvo,
e2ceto quando o salvamos na Library ou em um Projeto já
existente. Também podemos criar manualmente um Projeto
clicando-direito no Navegador e selecionando Create Project no
menu de contexto.
Como posso salvar Preset no meu Projeto em curso?
Sempre e quando estiver trabalhando em um Projeto (o que
significa que tenha salvo um Live Set em curso), todos os
dispositivos no Navegador de Dispositivos apresentarão uma
subpasta denominada Current Project. Você pode copirar presets
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desde locais de outros Navegadores para o projeto atual arrastando
com a tecla Ctrl pressionada. Também pode salvar os presets
diretamente no projeto atual arrastando desde a barra de título do
dispositivo e soltando dentro do Projeto atual. Logo após você pode
usar as ferramentas do Administrador de arquivos, recompilar
qualquer sample referenciado, etc.
Posso trabalhar com vrias vers!es di"erentes de um mesmo #et?
Caso queira trabalhar com diferentes versões de um mesmo Live
Set, salve-as no mesmo projeto. Normalmente este será o Projeto
que foi criado quando se salvou a primeira versão do Live Set. Caso
um projeto contenha vários Live Sets somente recompilará uma
cópia de qualquer sample utilizado pelas diferentes versões, o que
economizará espaço em disco e lhe ajudará muito na organização
do trabalho.
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Capítulo $
%ista &rran'ement
Nela podemos ver seqüências musicais dispostas ao longo da linha
de tempo, como em uma fita multipista.
#m arran6o musical na !ista Arrangement.
A vista Arrangement é uma potente ferramenta de edição que
permite combinar e arranjar material musical de qualquer tipo:
MIDI, loops, efeitos de som e temas musicais completos.
:avegação
O Live dispõe de vários métodos rápidos para aproximar/distanciar
e deslocar a vista Arrangement:
a!ega%ão dentro da !ista Arrangement.
1. Para alterar o nível de zoom de uma forma suave, clique e
arraste verticalmente na régua beat-time na parte superior da
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Vista Arrangement (também pode-se arrastar horizontalmente
para deslocar a vista).
2. Utilize as teclas + e - para ampliar ou reduzir a escala de
visualização da seleção atual. Para "panoramizar¨ a vista,
clique e arraste enquanto mantem pressionada a tecla
.
3. A Vista geral do Arrangement é uma vista em miniatura do
arranjo, onde sempre podemos ver a canção completa, desde
o início a fim. O retângulo negro indica a parte do
Arrangement visível na vista Arrangement localizada abaixo.
Para deslocar-se pela vista, clique no interior do retângulo e
arraste o mouse para direita ou para a esquerda. Para
aproximar ou afastar a ampliação, arraste o mouse para cima
ou para baixo respectivamente.
4. Para alterar a área de visualização do Arrangement, arraste as
bordas esquerda e direita do retângulo.
5. Para ver uma seção específica do Arrangement com maior
detalhe, clique sobre a zona desejada na vista geral e arraste
o mouse para baixo de forma a ampliar. Lembre-se que
também se pode arrastar horizontalmente o mouse para se
deslocar pela vista. Seguindo este método pode-se aproximar
a vista e desloca-la para enfocar qualquer parte do
Arrangement com apenas um movimento do mouse.
6. Para que a vista Arrangement siga a posição da canção e se
deloque automaticamente, ative o interruptor Seguimento ou
utilize o comando Seguimento do menu Options.
.rans!orte
Existem diversos métodos para controlar o transporte do Live com
o teclado do computador e o mouse.
1. Podemos iniciar a reprodução do Arrangement clicando sobre o
botão Play da Barra de Controlee, e deter a reprodução
clicando sobre o botão Stop. A reprodução do Arrangement
também pode ser ativada e desativada clicando sobre a barra
de espaços do teclado.
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Os bot7es $la? e Stop na 8arra de Controle.
2. Podemos ajustar a posição de reprodução do Arrangement
clicando em qualquer parte ao longo do Arrangement para
posicionar o marcador de inserção intermitente. Clicando-
duplo sobre o botão Stop voltaremos a posição de reprodução
do Arrangement à posição 1.1.1.
A reprodu%ão do Arrangement inicia a partir do marcador de
inser%ão.
Para continuar reproduzindo desde a posição em que se deteve pela
última vez, ao invés da posição do marcador de inserção, mantenha
pressionada a tecla Shift enquanto pressiona a barra de espaços.
3. Clicando sobre a área de scrub acima das trilhas fará com que
a reprodução salte até esse ponto. Os tamanhos destes saltos
são quantizados de acordo com o ajuste do menu Quantização
da Barra de Controle. Enquanto se mantém clicado o mouse
ao passá-lo pela área de scrub, se reproduzirá repetidamente
uma porção do Arrangement do tamanho do ajuste de
quantização. Com ajustes de quantização pequenos, ou uma
configuração "None¨, será permitido realizar scrub por toda a
música.
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Reprodu%ão em Scrubbing do Arrangement.
4. A posição da canção pode ser ajustada numericamente usando
os campos Arrangement Position da Barra de Controle.
A6ustando a posi%ão de reprodu%ão nos campos Arrangement
$osition.
Os campos de posição de Arrangement apresentam a posição da
canção em compassos-tempos-semicolcheias. Para modificar os
valores:
● Clique sobre qualquer destas áreas e arraste o mouse para
cima ou para baixo.
● Clique e introduza um número; a seguir pressione Return.
● Clique em e, a seguir diminua o aumente o valor com as teclas
Seta para baixo e seta para cima.
5. A reprodução do Arrangement pode ser iniciada em um ponto
em particular em um de seus clips usando a área de scrub na
Vista Clip.
6. Pode-se ajustar várias posições de reprodução do
Arrangement usando os localizadores de lançamento.
Tal como se descreve no capítulo correspondente, qualquer tecla do
teclado do computador pode ser endereçada aos controles de
transporte.
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Iniciar re!rodução no Arrangement com localizadores
#tiliza%ão de localizadores para iniciar a reprodu%ão no
Arrangement.
Os localizadore podem ser configurados em qualquer ponto do
Arrangement. Podemos realizar isso em tempo real durante a
reprodução ou gravação através do botão ajustar localizador, e se
quantizar de acordo com o valor de quantização global ajustado na
Barra de Controle. Clicando no botão ajustar localizador quando
não se está reproduzindo nada no Arrangement será criado um
localizador no marcador de inserção ou sobre o início da seção.
Também podemos criar um localizador usando o menu de cotnexto
na área de preview acima das trilhas ou através do menu Insert.
Considere que a posição de um novo localizador se quantiza de
acordo com o ajuste do menu Quantize da Barra de Controle.
Os controles do "ocalizador.
Podemos abrir (saltar para) os localizadores clicando sobre eles, ou
com os botões Anterior e Seguinte Localizador em ambos lados do
botão Set. Também podemos abrir os localizadores usando mapear
a MIDI/tecla. Considere que ao abrir um localizador este estará
sujeito a quantização. Clicando-duplo sobre um localizador o
selecionará e iniciará a reprodução do Arrangement a partir desse
ponto.
Podemos abrir (saltar para) os localizadores clicando sobre eles, ou
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com os botões Anterior e Seguinte Localizador em ambos lados do
botão Set. Também podemos abrir os localizadores usando mapear
a MIDI/tecla. Considere que ao abrir um localizador este estará
sujeito a quantização. Clicando-duplo sobre um localizador o
selecionará e iniciará a reprodução do Arrangement a partir desse
ponto.
Os localizadores podem ser deslocados clicando sobre estes e
arrastando-os, ou com as teclas de direção no teclado do
computador.
Para dar um nome ao localizador, selecione-o clicando sobre seu
marcador tringular, após escolha o comando Renomear no menu
Edit (ou utilize o atalho ). Os
localizadores podem ser eliminados com as teclas backpace ou
Delete do computador.
Para dar um nome ao um localizador, selecione-o clicando sobre seu
marcador rtriangular, e utilize o comando Rename do menu Edit (ou
Ctrl R). Também podemos introduzir nosso próprio texto
informativo em um marcador através do comando Edição de Texto
Informativo no menu Edit ou no menu de contexto (botão direito do
mouse) dos localizadores. Os localizadores podem ser deletados
com a teclad Delete, o menu Insert, ou o botão Delete. Considere
que o menu de contexto do localizador oferece uma forma rápida
de reprodução em loop entre dois localizadores com o comando
Loop até o marcador seguinte.
O comando localizador (botão direito) Set Song Start Time Here do
menu de contexto pode se utilizado para invalidar a norma por
padrão "a reprodução se inicia na seleção¨: quando este comando
está selecionado, a reprodução inicia no localizador.
AlteraçBes de com!asso
Altera%7es de compasso.
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O tipo de compasso do Live pode ser alterado a qualquer momento
no Arrangement utilizando os marcadores de compasso. Este
podem ser adicionados na posição do localizador através do menu
Insert, ou em qualquer parte da área de scrub usando o menu de
contexto (botão direito do mouse). Os marcadores de compasso
aparecem bem abaixo da régua de tempo, mas esta área de
marcadres fica oculta caso um set não possua alteração métrica,
liberando assim um espaço adicional na parte da área de scrub.
Em muitos casos, os marcadores de compasso se assemelham e
funcionam como os localizadores; podemos deslocá-los com o
mouse ou com as treclas de cursos do computador, e podemos
também alterar seus valores usando o comando ;dit Value do
menu ;dit 'ou com o atal,o Ctrl R). Também podem ser apagados
com a tecla Delete, ou com os comandos de deleção dos menus
Edit e Insert.
O menu de contexto do marcador de compasso oferece várias
funções, que incluem um comando Delete todas as alterações de
compassos e opções para loop ou selecionar a área até o marcador
de compasso seguinte.
Qualquer compasso com um numerador de um ou dois dígitos e um
denominador 1, 2, 4, 8 ou 16 pode ser usado como um valor de
marcador de compasso. Os números devem estar separados por
um delimitador tipo barra inclinada, vírgula, ponto, ou qualquer
quantidade de espaços. Estes valores de marcador também podem
ser configurados ajustando os campos de compasso na Barra de
Controle, ou então teclando os valores ou arrastando os
deslizadores do numerados e do denominador. Isto irá alterar o
valor do marcador de compasso no lugar onde se esteja
reproduzindo a canção nesse momento, e funciona com o
transporte detido ou durante a reprodução. Quando o Arrangement
possui alterações de compasso, o editro de compasso apresenta um
LED de automação no canto superior esquerdo.
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O ;ditor de compasso pode alterar os !alores dos marcadores de
compasso0 e apresenta um ";D de automa%ão.
Os marcadores de compasso não estão quantizados, e podem ser
colocados em qualquer lugar da linha de tempo, e sua colocação se
vê restrita pela régua de de edição. Isto significa que podemos
colocar alterações de compasso em lugares impossíveis - como
antes da medida anterior. Esto crea un compás fragmentado, que
se representa en el área de scrub por uma região sobreada. Ao Live
não importa deixar estas medidas incompletas tel e como estão,
mas caso queira que o seu Set se ajuste às normas da teoria
musical, utilize as opções do menu de contexto para corrigir os
compassos incompletos.
Um compasso incompleto e suas opções de resolução.
● Apagar o tempo de compasso incompleto Apaga a duração do
compasso incompleto do Arrangemente, deslocando portanto,
qualquer áudio ou MIDI para ambos os lados da área
eliminada e os juntando na linha de tempo. O marcador de
comapsso seguinte cairá em uma linha de compasso legal.
● Completar compasso incompleto insere o tempo no início do
compasso incompleto, para que fique completo. O marcador
de compasso seguinte cairá em uma linha de compasso aceita.
Considere que estas oções de resolução afetam todas as trilhas -
apagando e inserindo alterações de compasso pela duração de todo
o Arrangement.
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Caso importe um arquivo MIDI no Arrangement, será oferecida a
opção de de importar qualquer informação de alteração de
compasso que foi salva com o arquivo. Caso escolha aceitar, o Live
criará automaticamente marcadores de compasso nos lugares
corretos. Isto facilita enormemente o trabalho com música
complexa criada com outro software de sequenciamento ou
notação.
0odo Loo! del Arrangement
O botão "oop da 8arra de Controle.
Para que o Live reproduza de forma repetida uma determinada
seção do Arrangement, ative o modo Loop do Arrangement clicando
no botão Loop da Barra de Controle.
Os campos de in-cio de "oop 'es(uerda) e de dura%ão de loop
'direita).
Podemos ajustar a duração do loop numericamente usando os
campos da Barra de Controle:
O grupo de campos situado à esquerda determina a posição inicial
do loop, enquanto que o grupo da direita determina a duração do
loop.
O comando Selecionar Loop do menu Edit realiza todas estas
operações de uma só vez: ativa o loop do Arrangement e ajusta a
braçadeira de loop do Arrangement fazendo-os coincidir com a
seção de tempo selecionada no Arrangement.
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A bra%adeira de loop do Arrangement.
As braçadeiras de loop (loop brace) são selecionadas com o mouse
e manipuladas usando comandos de teclado:
Também é possível arrastar a braçadeira do Arrangement.
Arrastando os extremos esquerdo e direito poderemos ajustar os
pontos inicial e final do loop. Arrastando desde uma posição situada
entre ambos limites poderemos deslocar o loop sem alterar sua
duração.
Para deslocar e redimensionar cli!s
Os segmentos de áudio ou MIDI aparecem representados no
Arrangement como clips situados em diferentes posições da canção
dentro de uma trilha do Live.
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Deslocamento de um clip.
Para deslocar um clip para outra posição da canção ou trilha basta
arrastá-lo.
Altera%ão de dura%ão de um clip.
Arrastando os extremos direito e esquerdo de um clip pode
modificar sua duração.
-eleção de cli!s e seçBes de tem!o
Excetuando as operações de deslocar e redimensionar clips, todas
as funções de edição do Live se baseiam na seleção de objetos:caso
selecionemos algo com o mouse e, a seguir, executarmos um
comando de menu (por exemplo, Cortar, Copiar, Colar, Duplicar)
sobre a seleção. Este método de edição propicia um eficaz ganho
de tempo ao trabalhar com as duas mãos. Enquanto uma delas
manipula o mouse, a outra pressiona comandos de teclado
associados a funções de menu. Na realidade, os menus somente
são utilizados como uma referência onde consultar os acessos
rápidos de teclado.
A seleção de objetos é realizada do seguinte modo:
● Os clips são selecionados clicando sobre elesG
● Clicando no fundo da janela Arrangement selecionamos um
ponto no tempo, representado por uma marca de inserção
piscante;
● Clicando e arrastando selecionamos uma porção de tempo.
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A6uste da altura de uma tril,a deslocada.
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Clicando na bra%adeira para selecionar o "oop para sua edi%ão.
Uso da grade de edição
Com a finalidade de facilitar a edição, o cursor se ajusta às linhas
da grade, que representam subdivisões determinadas pelo
andamento da canção. A régua pode ser configurada para que seja
o melhor adaptável ao zoom ou fixa. .
Os seguintes atalhos de comandos do menu Options permitem
trabalhar de forma rápida com a régua:
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O espaçamento atual entre linhas adjacentes aparece representado
no canto inferior direito da Vista Arrangement ou da Vista Clip.
Como são utilizados;;; os comandos de teclado
Enquanto que os comandos standard como Cortar, Copiar e Colar
somente afetam a seleção atual, em contrapartida seus ...Time
ralacionados atuam sobre as trilhas, inserindo ou eliminando
proções de tempo.
Qualquer marcador de compasso que estiver dentro da região
selecionada também será afetado.
● Cut time corta uma seleção temporária do Arrangement,
acercando deste modo no andamento os dados de áudio ou
MIDI situados a ambos extremos da zona de corte. Este
comando reduz a duração do arranjo por uma quantidade de
tempo equivalente à porção de tempo cortada. Lembre-se que
o comando Cut Time não somente afeta as trilhas
selecionadas, assim como todas as trilhas.
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;limina%ão de um espa%o em branco entre clips. $ara isto
seleciona/se e0 e em continua%ão0 e2ecuta/se o comando Delete
:ime.
● $aste time coloca no Arrangement a seleção de tempo
previamente copiada, aumentando assim a duração total do
mesmo em uma quantidade de tempo equivalente à porção de
tempo copiada.
● Duplicate :ime coloca no Arrangement uma cópia da seleção
de tempo, aumentando assim a duração total em uma
quantidade de tempo equivalente à duração da seleção.
● Delete time elimina uma seleção de tempo do Arrangement,
fazendo com que os dados de áudio ou MIDI situados em
ambos os lados do trecho eliminado a ambos lados da zona
eliminada preencham o espaço vazio criado. Este comando
reduz a duração do arranjo por uma quantidade de tempo
equivalente à porção de tempo eliminada. Lembre-se que o
comando Delete time não somente afeta as trilhas
selecionadas, em sim em todas as trilhas. Insert silence insere
dentro do Arrangement o espaço vazio selecionado
atualmente, colocando justamente antes da seleção.
● Insert Silence Insere dentro do Arrangement o espaço vazio
selecionado atualmente, colocando-o justamente antes da
seleção.
'ivisão de cli!s
O comando Split permite dividir um clip ou isolar parte do mesmo.
Para dividir um clip em duas metades,
1. 1. Abra a trilha;
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2. Na vista de forma de onda ou MIDI, clique na posição onde
deseja dividir o clip;
3. Execute o comando Split.
Para isolar uma parte de um clip)
1. 1. Abra a trilha;
2. Na vista de forma de onda ou MIDI, arraste o mouse para
selecionar a região do clip que deseja isolar;
3. Execute o comando Split para dividir o clip original em três
partes.
Resultado da di!isão de um clip.
Consolidação de cli!s
O comando Consolidate substitui o material selecionado no
Arrangement por um novo clip por trilha. Esta função é útil para
criar estruturas.
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Consolida%ão de !1rios clips em um no!o clip.
Suponhamos que, ao editar ou improvisar, tenhamos criado no
modo Arrangement Loop um arranjo de clips que nos agrada.
Caso selecionemos esta parte do Arrangement, por exemplo usando
o comando Select Loop do menu Edit e, a seguir aplicamos o
comando Consolidate, será criado um novo clip que poderemos
tratar como qualquer outro loop. Então poderemos, por exemplo,
arrastar os extremos do clip para criar mais repetições, o clicar no
seletor da vista Session e arrastar o novo loop para um slot de
forma a que possamos tratá-lo em tempo real.
Caso selecionemos esta parte do Arrangement, por exemplo usando
o comando Select Loop do menu Edit e, a seguir aplicamos o
comando Consolidate, será criado um novo clip que poderemos
tratar como qualquer outro loop. Então poderemos, por exemplo,
arrastar os extremos do clip para criar mais repetições, o clicar no
seletor da vista Session e arrastar o novo loop para um slot de
forma a que possamos tratá-lo em tempo real.
Quando operando em clips de áudio, a função Consolidate na
realidade novos samples de áudio para cada trilha da seleção. Estes
novos samples são essencialmente gravações da saída de áudio do
motor de áudio, antes que o sinal seja processado através da
cadeia de efeitos da trilha ou do mixer.
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Conseqüentemente, o novo sample conserva os parâmetros de
atenuação, time-warping e pitch shifting do clip, assim como os
envelopes do clip correspondentes, porém sem os efeitos. Para criar
um novo sample a partir do sinal postefeitos, utilize o comando
Exportar Audio/Video.
Os novos samples são encontrados na pasta de projeto, do set
ativo em Samples/Processed/Consolidate. Até que se salve o Set,
estes permanecem no local especificado para a pasta temporária.
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Capítulo (
%ista #ession
Da mesma forma que na maioria dos programas seqüenciadores ,
na vista Arrangement do Live tudo acontece ao longo de uma linha
de tempo fixa. Em alguns acasos, este princípio de funcionamento
limita as possibilidades de trabalho:
● Caso você seja um DJ ou músico que atue ao vivo, a ordem
das peças, a duração de cada uma delas e a ordem das partes
dentro de uma peça não se costuma conhecer de antemão.
● No teatro, o som deve corresponder ao que está acontecendo
na cena.
● Caso trabalhe com arranjos musicais ou bandas, poderá ser
mais eficaz e inspirador iniciar com uma improvisação e depois
ir refinando até obter o produto final.
Essa é precisamente a função da vista Session.
Cli!s da vista -esion
Os controles de um clip da !ista Session.
1. Cada clip da vista Session dispõe de um botão triangular em
seu extremo esquerdo. Clique nele para iniciar em qualquer
momento a reprodução do clip ou pré-selecione um clip
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clicando em seu nome e reproduzi-lo usando a tecla Return do
computador. A seguir, desloque-se até os clips vizinhos usando
as teclas de cursor. Consulte a seção sobre os ajustes de início
de reprodução de clips para mais detalhes sobre a
personalização deste comportamento.
2. Para deter a reprodução de um clip, clique no botão Stop
quadrado de qualquer das ranhuras da trilha ou do campo
:rac& Status localizado abaixo da grade da vista Session.
Os clips podem ser controlados remotamente a partir do o teclado
do computador ou a partir de um controlador MIDI. Inclusive
podemos endereçar a faixa de notas MIDI, com o que poderemos
tocar cromaticamente.
Os clips podem ser ativados a qualquer momento e em qualquer
ordem. A disposição dos clips não pré-determina sua sucessão
temporária. A grade da vista Session oferece acesso aleatório a
todos os clips que possuir.
Observe que, ao deter a reprodução de um clip da vista Session, o
botão reproduzir da Barra de Controle permanece iluminado, e os
campos de posição do Arrangement continuarão em atividade. Os
ditos campos mantêm um fluxo constante de tempo musical, de
forma que sempre é possível saber qual é a posição dentro da
canção durante uma atuação ao vivo ou ao gravar no Arrangement,
com independência do que os clips individuais da vista Session
estejam fazendo.
Sempre que desejar, podemos devolver aos campos de posição do
Arrangement o valor 1.1.1 e deter a reprodução do Live Set
clicando-duplo no botão Stop da Barra de Controle.
Os campos de posi%ão do Arrangement e o botão Stop.
.ril,as e Cenas
As colunas verticais, ou trilhas, não podem reproduzir mais de um
clip ao mesmo tempo. Por esta razão, o melhor método de trabalho
consiste em colocar em cada coluna um conjunto de clips que
devam ser reproduzidos de maneira alternativa: partes de uma
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canção, variações de um loop de bateria, etc.
:ril,as da Vista Session redimensionadas.
Para acessar convenientemente vários clips de uma só vez, pode-se
redimensionar as trilhas na Vista Session clicando e arrastando as
bordas de suas barras de título. As trilhas podem ser estreitadas
desta maneira de forma que somente fiquem visíveis os botões de
início de reprodução de Clip e os controles essenciais da trilha.
#ma cena na !ista Session.
As lin,as ,orizontais são c,amadas de cenas. Os bot7es Scene
"aunc, (botões de ativação de cena) estão localizados no Canal
master, a coluna localizada no extremo direito da tela. Para disparar
simultaneamente todos os clips de uma fila, clique no botão Scene
Launch correspondente. Isto resulta em muito prático na hora de
organizar a reprodução ao vivo de uma canção constituída de vários
blocos.
A cena localizada abaixo da cena com a reprodução iniciada é
selecionada automaticamente como a seguinte cena, a menos que
a opção Selecionar seguinte cena ao iniciar reprodução esteja
desativada em Misc/Preferences. Isto permite disparar cenas de
cima a baixo sem a necessidade de ter que selecioná-las antes. As
teclas do computador ou um controlador MIDI também permitem
iniciar a reprodução de cenas e deslocamentos de uma cena a
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outra.
As cenas podem ser renomeadas usando o comando Rename do
menu Edit. É possível renomear rapidamente uma série de cenas
executando este comando e usando a seguir a tecla Tab para se
deslocar de uma cena a outra. Na realidade, cada cena pode
armazenar um valor de tempo (andamento) como parte de seu
nome, de maneira que ao iniciar a sua reprodução altere-se o
andamento do projeto. Para fazer isso, selecione a cena e a
renomeie com um andamento variável (por exemplo, "96 BPM¨).
Podemos usar qualquer andamento que se encontre dentro da faixa
permitida pelo controle de andamento do Live (20 - 999 BPM).
As alterações de andamente e compasso podem coexistir dentro do
nome de uma única cena, e podem aparecer em qualquer posição
semte que estejam separadas uma das outras pelo menos por um
carácter. Por exemplo 2/4+108 BPM, 72 BPM;7/8 e 60 BPM Chorus
3/4 são todos nomes de cena que farão que alterem
simultaneamente o andamento e o compasso.
;sta cena alterar1 o tempo do pro6eto para HI 8$M.
;stas cenas alterarão o andamento e o comapsso.
*s cam!os de status de e tril,a
Com uma simples olhada no campo Track Status, localizado sobre
os controles de mixer da trilha ativa, podemos saber qual é o
estado atual de dita trilha.
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#ma tril,a reproduzindo um clip em loop dentro da !ista Session
O ícone de gráfico circular indica que se trata de um clip em loop
dentro da vista Session. O número à direita do círculo define a
duração do loop em tempos, enquanto que o número da esquerda
representa o número de vezes que o loop já foi reproduzido deste o
início da reprodução.
... #m clip One/S,ot na !ista Session...
O ícone com uma barra de progresso representa na vista Session os
clips One-Shot, ou seja, os clips que são reproduzidos uma só vez,
e não em loop. O valor apresenta o tempo de reprodução restante
em minutos:segundos.
... Monitora%ão de entrada...
#m -cone de microfone aparece na tril,a de 1udio a6ustada para
monitorar a sua entrada. #m -cone de teclado aparece na tril,a
MIDI a6ustada do mesmo modo.
Reprodu%ão do Arragement.
Caso a trilha esteja reproduzindo clips do Arrangement aparecerá
uma vista em miniatura representando os clips do Arrangement que
estão sendo reproduzidos.
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Configurando a grade da Vista -ession
Os clips chegam na Vista Session sendo importado a partir dos
Navegadores de arquivos ou por meio de uma gravação.
Soltando !1rios Clips na !ista Session.
Por padrão o Live organizará verticalmente e em uma trilha, todos
os clips que forem arrastados para a vista Session. Caso deseje
dispô-los em uma cena, pressiona e mantenha pressionada a tecla
Ctrl antes de soltá-los.
Os clips podem ser deslocados dentro da régua da vista Session
através do método de arrastar e soltar. Para deslocar vários clips
simultaneamente, selecione-os pressionando Shift ou Ctrl antes de
arrastá-los. Também podemos clicar em um slot vazio e desenhar
um retângulo de seleção. As cenas também podem ser organizadas
com o mesmo método de arrastar e soltar.
-eleção com (otão Launc,
Ao clicar no botão Launch de um clip da vista Session, o clip será
selecionado automaticamente já que em geral queremos que a
vista Clip apresente o clip que acaba de ser lançado. Esta é a
configuração padrão do Live. No entanto, certos usuários avançados
não querem que o conteúdo da vista desapareça quando se
seleciona um clip. Suponhamos, por exemplo, que estamos
visualizando a cadeia de dispositivos de um canal de retorno e
lançamos um clip para testá-lo com os ajustes do dispositivo do
canal de retorno. Desative a opção Select on Launch de Misc
Preferences caso prefira que a vista não altere ao iniciar clips ou
cenas.
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5liminação de (otBes Cli! -to!
Slots sem bot7es Clip Stop.
Podemos adicionar ou eliminar botões Clip Stop dos slots usando o
comando Add/Remove Stop Button do menu Edit. Isto é útil para
configurar o comportamento do programa ao lançar cenas. Por
exemplo, caso não deseje que a cena 3 afete a trilha 4, elimine o
botão Stop da cena 3 / trilha 4.
5dição de cenas
Os menus Edit e Insert dispõem de diversos comandos muito
práticos para a edição de cenas:
● Cut Scenes (Cortar cenas) corta cenas com slots selecionados
na vista Session, reduzindo em conseqüência o número total
de cenas. Lembre-se que o comando Cut Scenes não somente
afeta as trilhas que possuem slots selecionados, e sim todas
as trilhas.
● $ast Scenes funciona igualmente ao comando $aste0 mas
insere cenas em branco antes de colar. O "i!e insere o
n*mero de cenas necess1rio para abrigar o material
armazenado no clipboard. As no!as cenas são inseridas atr1s
da sele%ão atual.
● Duplicate Scenes funciona igualmente ao comando Duplicate,
mas insere cenas em branco antes de colar. O Live insere o
número de cenas necessário para abrigar o material
armazenado no clipboard.
● Delete Scenes apaga todas as cenas com slots selecionados na
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vista Session, reduzindo em conseqüência o número total de
cenas. Lembre-se que o comando Delete Scenes não somente
afeta as trilhas que possuem slots selecionados, e sim todas
as trilhas.
● Insert Scene insere uma cena vazia abaixo da seleção atual.
● Capture e Insert Scene insere uma nova cena abaixo da
seleção atual, coloca cópias dos clips que estão sendo
reproduzidos na nova cena e a lança imediatamente sem que
se produza interrupção audível. Este comando é útil para
desenvolver a composição na vista Session. Graças a esta
função podemos capturar um momento interessante com uma
nova cena e seguir avançando, alterando propriedades dos
clips e testando diferentes combinações.
8ravação de sessBes no Arrangement
A saída da vista session pode ser gravada no Arrangement,
permitindo assim aplicar um enfoque de improvisação à composição
musical ou das bandas sonoras.
O botão Record da 8arra de Controle.
Quando o botão Record está ativado, o Live registra todas as ações
realizadas no Arrangement.
● Os clips lançados;
● Alterações nas propriedades dos clips;
● Alterações nos controles do mixer e dos dispositivos (também
denominados dados de automação).
Para finalizar a gravação clique no botão Record novamente ou
então detenha a reprodução.
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O Seletor Arrangement.
Para ver os resultados da gravação abra a vista Arrangement. Como
você pode observar o Live copiou no Arrangement os clips lançados
durante a gravação, todos eles na trilha e no ponto temporal
correspondente. Lembre-se que esta gravação não cria novos dados
de áudio, e sim somente clips.
Os clips da Session e do Arrangement de uma trilha são
mutuamente excluídos. Somente um pode ser reproduzido. Ao
lançar um clip na vista Session, o Live detém a reprodução do clip
do Arrangement. Clicando no botão Clip stop, se detem a
reprodução do Arrangement.
O botão 8ac& to Arrangement.
A reprodução do Arrangement não se realinha nem se reorganiza
de forma explícita. Para isso deveremos usar o botão "Back to
Arrangement¨, que fica iluminado para indicar que o que estamos
ouvindo difere do conteúdo do Arrangement.
O botão Stop All clips.
Para desativar simultaneamente todos os clips do arrangement,
clique no botão stop All Clips (Parar todos os clips) localizado no
campo Master Track Status. Os clips das vistas Arrangement e
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Session são independentes. Deste modo podemos improvisar
tantas vezes como quisermos no Arrangement até obter o resultado
esperado.
Adicionalmente, os clips não somente podem ser deslocados dentro
da grade da vista Session, como também a partir da vista Session
para a vista Arrangement e vice versa, usando os comandos Copiar
e Colar, ou arrastando clips para os seletores .
Ao colarmos material do Arrangement na !ista Session0 o "i!e
tenta conser!ar a estrutura tempor1ria dos clips e os coloca na
mesma ordem 'de cima para bai2o). Caso recorramos Js cenas de
cima a bai2o0 podermos reconstruir o arran6o original. Isto + muito
pr1tico para !oltar uma pe%a musical 61 composta J fase de
impro!isa%ão.
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Capítulo )
%ista Clip
A !ista Clip + o lugar no qual podemos definir e ajustar as
propriedades dos clips.
A !ista Clip.
Para abrir la vista Clip, clique em Clip Overview (Vista geral do clip)
ou clique-duplo em um clip nas vistas Session ou Arrangement..
Clicando em um campo status de tril,a da !ista Session acessamos
J !ista de Clip.
a !ista Session0 caso cli(uemos sobre um campo de status de
tril,a ':rac& Status 9ield) ser1 aberta a !ista Clip0 (ue nos
permitir1 editar o clip ati!o na tril,a.
Clicando em um campo de status de tril,a na !ista Session
acessamos a !ista Clip.
Podemos editar em conjunto as propriedades de mais de um clip na
vista Clip como uma multi-seleção. Para criar uma multi-seleção,
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clique e arraste para selecionar os clips, o selecione um clip e use a
tecla Ctrl para acrescentar à sua seleção. As propriedades
disponíveis na vista Clip para uma multi-seleção dependem dos
conteúdos dos clips; geralmente somente se apresentam
propriedades que os clips possuam em comum.
Cria%ão de uma Multi/sele%ão de Clip.
Os controles do tipo deslizadores e potenciômetros se comportam
de forma ligeiramente diferente quando fazem parte de uma multi-
seleção. Caso os clips em uma multiseleção possuam diferentes
valores para qualquer parâmetro de um deslizador ou
potenciômetro (uma transposição de clip, por exemplo), a faixa
destes valores será apresentada e poderá ser ajustada com o
controle. Arrastando o potenciômetro ou deslizador para seu valor
máximo ou mínimo absoluto faremos com que as configurações dos
clips sejam idênticas, ajustáveis como um único valor.
Os clips de MIDI e áudio do Live apresentam diferentes conjuntos
de propriedades, e portanto, não compartilham os mesmos
controles na vista Clip. No entanto, ambos os tipos de clip possuem
alguns controles em comum:
A seção Clip possui os ajustes básicos de clip.
● A seção ;n!elopes e o ;n!elope ;ditor controlam os envelopes
dos clips, que são utilizados para modular os ajustes dos
efeitos e do mixer, e também os controles MIDI ou de clip. Os
envelopes de clip e seus componentes associados na vista Clip
são descritos com mais detalhes em um capítulo separado
neste manual.
● A seção "aunc, (Reprodução) controla o comportamento de
reprodução dos clips, e em conseqüentemente somente
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aparecerá na vista Session. Para mais detalhes sobre o ajuste
das propriedades de reprodução de clips na vista Session
consulte o correspondente capítulo deste manual.
Os clips de áudio dispõem dos seguintes controles adicionais na
vista Clip:
● O Sample Displa? (Visor de samples) é alternado com o
Envelop Editor na parte direita da vista Clip, e controla as
funções de Warp (alteração) de samples e ajustes de
reprodução de clip do Live.

● A seção Sample possui os ajustes correspondentes ao modo
de reprodução dos samples dos clips e a sua visualização no
Sample DIsplay.
A !ista Clip com um clip de 1udio.
Os clips MIDI possuem os seguintes controles adicionais na !ista
Clip@
● MIDI ;ditor se alterna com o Envelope Editor na parte direita
da vista Clip, e permite a edição e criação de notas e velocities
MIDI.
● A seção otes (Notas) possui os ajustes correspondentes ao
modo em que o Live reproduz os clips MIDI e os apresenta no
MIDI Editor.
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A !ista Clip com um clip MIDI.
Para otimizar o espaço em tela, temos a possibilidade de mostrar e
ocultar as seções Launch, Envelopes, Sample e MIDI através do
seletor Clip View Box da seção Clips. Também podemos alternar
entre o Sample Display (para um clip de áudio)/MIDI Editor (para
um clip MIDI) e o Envelope Editor. Para isso, clique sobre as barras
de título das seções Sample/Notes e Envelopes, respectivamente.
O seletor Clip Vie5 8o2 mostra e oculta di!ersos componentes da
!ista Clip.
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A seção Cli!
A se%ão Clip.
* interru!tor Ativador de Cli!
Com este interruptor podemos desativar um clip de forma que não
se reproduza quando seja iniciado sua reprodução na vista Session
ou durante a reprodução em Arrangement. Os Clips também podem
ser ativados/desativados diretamente a partir das vistas Session ou
Arrangement usando seus menus de contexto (botão direito do
mouse).
:ome e cor do cli!
O campo de nome de clip permite dar um nome ao mesmo. Por
padrão, o nome de um clip corresponde ao nome do arquivo ao que
ele se refere, mas geralmente o nome do clip é independente do
nome do arquivo. Mesmo alterando o nome de um clip de áudio, o
arquivo de sample referenciado conservará seu nome original. Para
renomear um arquivo, selecione-o nos File Browsers do Live e
execute o comando Rename do menu Edit. O seletor de cor de clip
permite escolher uma cor para um clip.
Com!asso de um cli!
Podemos especificar o compasso do sample de um clip de áudio
através dos campos Clip Signature. Este ajuste somente é relevante
quanto à visualização, e não afeta a reprodução dos samples.
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8roove
O seletor Clip Groove ajusta o tipo de "groove¨ utilizado para
o clip. O valor "Swing 8¨, por exemplo, aplica um groove de
colcheia.
O controle .lobal .roo!e da 8arra de Controle.
O controle .lobal .roo!e define a intensidade do groove para todos
os clips do Live Set. O que isto significa? Imagine um clip MIDI
constituído de um único compasso de 4/4. Suponhamos que este
clip esteja formado por oito colcheias consecutivas, que soarão
tanto nos quatro tempos do compasso como entre eles. Com um
ajuste de 8 para Clip Groove, a temporização do clip terá um efeito
parecido ao de um elástico "encravado¨ em cada tempo do
compasso, mas flexível nos espaços intermediários. As colcheias
localizadas entre os tempos serão deslocadas um pouco para à
frente ou para trás. Caso utilizemos um ajuste de 50 para Global
Groove, por exemplo, o programa esperará duas terceiras partes do
espaço intermediário entre dois tempos para reproduzir as notas,
de forma que soarão no lugar em que normalmente o faria a
terceira nota de uma tercina de colcheias.
Os "swings¨ de semicolcheia e fusa funcionam da mesma forma,
mas em uma escala menor: todas as notas se deslocarão para
frente ou para trás, para colocar-se na posição de nota de tercina
de semicolcheias ou de fusas mais próxima.
Voltando à analogia do elástico, um valor de Swing 8 não somente
afetará as colcheias. Na realidade, todas as notas que não
coincidam exatamente com um tempo de compasso se verão
afetadas pelo "swing¨ quando o elástico for esticado, incluindo
semicolcheias e fusas. Pela mesma regra de três, um valor de
Swing 16 (com o qual o elástico ficará cravado nas posições de
colcheia) pode afetar as fusas. É possível aplicar groove tanto em
clips MIDI como em clips de áudio. A aplicação de groove sobre os
clips de áudio requer que o comutador Warp esteja ativado.
Também devemos selecionar um modo Warp diferente do modo Re-
Pitch. Caso um clip de áudio esteja em modo Beats, o valor do
ajuste Transients deverá ser maior ou igual ao ajuste de swing do
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seletor Clip Groove (por exemplo, com um valor de 1/16 para
Transients, poderemos utilizar ajustes de Swing de 8 e 16, mas não
de 32).
Devido à dependência desta função à temporização de nota,
recomendamos que quantize seus clips MIDI antes de aplicar o
groove, se é que deseja obter resultados previsíveis. No caso dos
clips de áudio, qualquer swing contido no sample original será
eliminado ajustando-se adequadamente os marcadores Warp antes
de aplicar o swing "artificial¨.
Cli! *ffset e :udging
Para saltar dentro de um clip que esteja sendo reproduzido nesse
momento em incrementos do tamanho do período de quantização
global, podemos usar os botões Nudge na seção Clip.
#tiliza%ão dos bot7es udge 8uttons para saltar atra!+s de Clips.
;stes bot7es tamb+m podem ser mapeados para teclas ou
controladores MIDI. o modo MIDI Map0 aparecer1 um controle
scrub entre os bot7es udge e pode/se endere%ar para um controle
girat4rio de forma a realizar um KscrubbingK cont-nuo.
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O controle Scrub no modo MIDI Map.
Com a quantização ajustada em valores menores que um
compasso, é muito fácil defasar a reprodução de clip a partir do
relógio master do Live disparando clips, usando os botões Nudge ou
scrubbing dentro do clip.
Clip Offset a partir do .lobal :ime tal e como apresentado no !isor
de Clip.
Quando a reprodução de clip se defasa do tempo global desta
forma, um pequeno ponto no visor de Sample ou MIDI Editor será
iluminado para indicar a posição de início de offset (deslocamento).
#so dos bot7es >eep e Re!ert para manipular o medidor de Offset.
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O deslocamento ´offset´ representado pelo ponto pode ser
convertido em permanente movendo-se o marcador de início até a
posição do ponto - e isto é exatamente o que faz o botão Keep,
localizado bem abaixo dos botões Nudge. Por outro lado, o offset
atual pode ser desfeito usando-se o botão Revert.
A seção -am!le
Controles Car!
Os controles <arp do clip.
Caso o comutador Warp esteja desativado, o Live reproduzirá o
sample em seu andamento original ("normal¨), que é independente
do andamento do Live Set. Esta característica é útil para os
samples que não possuem uma estrutura rítmica inerente: notas de
percussão, atmosferas, efeitos de som, locução, etc. Ative o
comutador Warp para reproduzir samples ritmicamente
estruturados (tais como loops de samples, gravações de música,
peças musicais completas...) em perfeito sincronismo com o
andamento atual da canção.
O controle :empo da 8arra de Controle.
Observe que a velocidade de reprodução de um sample alterado
seguirá o tempo que você ajustar através do controle Tempo da
Barra de Controle. O Live oferece diversos controles que permitem
ajustar o motor de time-warping (alteração da duração dos
samples) para obter uma qualidade ótima de expansão. Para aplicar
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as funções Warp com precisão, o Live tem que conhecer a estrutura
métrica do sample. Caso utilizemos loops adequadamente
preparados, o programa calculará automaticamente seu andamento
e duração. Na as situações, este cálculo é bastante preciso para
que o sample esteja pronto imediatamente para ser utilizado no
Live. Para outros tipos de samples, teremos que informar algumas
coisas ao programa.
-am!le Loo!D3egion e Visor
Eooming e -crolling
A Crea de Loom/Scroll do Clip.
A função de zooming (aproximar/afastar) e scrolling
(deslocamento) no Visor de Sample funciona de forma bem
parecida como é feito na Vista Arrangement. Usando a área de
zoom/scroll na metade superior da forma de onda, podemos clicar
e arrastar verticalmente para alterar suavemente o nível de zoom,
e horizontalmente para deslocar o visor.
Vista geral de Clip.
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A vista geral de Clip proporciona funções adicionais de
zoom/scrolling. Sempre mostra o clip completo, do início ao fim. O
perfil retangular escuro representa a parte do clip que está sendo
mostrado nesse momento. Podemos clicar dentro do contorno e
arrastar horizontalmente ou verticalmente para deslocar ou para
aproximar/afastar.
Para que o Visor de Sample se desloque junto com a posição de
reprodução automaticamente, ative o interruptor Follow, ou use o
comando Seguir no menu Options.
O botão 9ollo5.
3e!rodução e -cru((ing de Cli!s
A seção do sample que está sendo reproduzida quando se inicia
uma reprodução é ajustada através dos controles de região e loop
do clip. Um clip que não esteja ajustado em modo loop será
reproduzido a partir de seu marcador de início até seu marcador de
final ou até que se interrompa a reprodução.
Os marcadores de In-cio e 9inal de Clip.
Podemos clicar e arrastar estes marcadores para novas posições no
Visor de Sample, ou podemos movê-los com as teclas seta para
esquerda e seta para direita. Para mover toda a região de clip (ou
seja, ambos os marcadores de início e final), selecione o marcador
de início, mantenha pressionada a tecla Shift, e use as teclas de
direção.
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#so dos controles In-cio e 9inal de clip para alterar a dura%ão do
Clip.
Também podemos ajustar o início e final do clip com cifras usando
os respectivos campos de valores à esquerda do Visor de Sample.
Para os clips marcados com warp, estes campos apresentam os
valores em compassos-tempos-semicolcheias; para os clips sem
marcar com warp, o visor estará em minutos-segundos-
milisegundos. Considere que aqui podemos usar os botões "Set¨
para colocar os marcadores durante a reprodução. Ajustar os
marcadores deste modo conserva a quantização de acordo com a
quantização global. Clicando sobre a área scrub na metade inferior
da forma de onda ou acima da régua de tempos fará com que a
reprodução salte para esse ponto.
A 1rea Clip Scrub.
O tamanho deste salto é quantizado segundo a configuração dada
em quantização global, que pode ser alterada rapidamente usando
os atalhos e . Enquanto se mantém clicado o mouse sobre a área
de scrub, será repetida a reprodução de uma porção do clip do
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tamanho do ajuste de quantização escolhido. Com ajustes
pequenos de quantização, o um ajuste "None¨, permitirá a
realização de scrubbing por todo o sample.
Loo!ing Cli!s
Para fazer com que um clip seja reproduzido como um loop
(potencialmente infinito), ative o comutador "oop. Desta maneira
também será ativado o modo Warp, já que é necessário para que
os clips possam ser reproduzidos ciclicamente. Podemos clicar e
arrastar para alterar a posição e duração da bra%adeira do loop no
Visor de Sample, ou podemos introduzir valores exatos nos campos
Loop Length e Position à esquerda do visor.
Os controles de loop de Clip.
Podemos selecionar a braçadeira do loop com o mouse e alterar sua
posição com comandos a partir do teclado do computador:
Apesar da posição da braçadeira do loop, a reprodução do clip
iniciará na posição que o marcador de início indicar, o que significa
que podemos ajustar o clip para que se converta em um loop.
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Configura%ão do Clip para con!ersão em um "oop.
Os campos Loop Length e Position vem equipados com botões Set,
que podem ser usados para criar loops espontâneo durante a
reprodução:
Os botões Set, o interruptor Loop, a braçadeira do loop e os
marcadores de início/final, todos podem ser mapeados para
controles MIDI. Por exemplo, podemos usar um potenciômetro
giratório para mover o loop ao longo de um sample em incrementos
do tamanho do intervalo de quantização escolhido.
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.onalidade e gan,o do cli!
Os controles :one e .ain do clip.
● controle Transpose modifica a afinação do clip em semitons.
● campo Detune desafina o clip em unidades de centésimos
(100 centésimas = um semitom).
● deslizador Clip Gain, calibrado em dB, altera o ganho do clip.
5dição destrutiva de sam!les
O botão Abrir ;ditor de Samples.
O botão Edit abre o sample em uma aplicação externa de edição de
samples, que esteja especificada em Preferences File/Folder. Para
processar um samples em um programe externo, a reprodução
debe ser interrompida no Live. Ao voltar para o Live, a versão
editada do sample será reproduzida. O conjunto atual de
Marcadores Warp somente se manterá caso a duração do sample
seja a mesma que antes da edição. Lembre-se que as alterações
realizadas em um sample pode afetar outros clips que reproduzem
o mesmo sample.
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Como salvar os a@ustes !r%-determinados de um cli! com o sam!le
O botão Sal!ar clip pr+/determinado.
O botão Salvar clip pré-determinado salva os ajustes atuais de clip
junto com o sample. Uma vez salvos, o Live restaurará estes
ajustes de clip sempre que arrastemos o sample para um Live Set.
Esta característica resulta especialmente útil para os marcadores
Warp, que devem ser ajustados corretamente para que o Live possa
reproduzir arquivos grandes em sincronismo. Considere que
também podemos utilizar o botão Save sem afetar aos clips
existentes, já que Save somente salva os ajustes por padrão para
aqueles clips que utilizarão esse sample no futuro. Os dados de clip
passam a fazer parte do arquivo de análise que acompanha o
sample. Considere que ao salvar configurações pré-determinadas
de clip junto com o sample é diferente de salvar o clip como um
Clip do Live, que também salva dispositivos e ajustes dos
dispositivos.
Inter!olação de alta )ualidade
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O comutador Aig, (ualit?.
Caso o comutador High Quality esteja ativado, o Live utilizará um
algoritmo avançado de conversão de taxa de amostragem que
proporciona melhor qualidade de som a expensas de uma maior
carga de CPU. Os samples processados com o algoritmo Hi-Q
geram menos distorção, particularmente nas freqüências altas, no
momento de transportar um sample e/ou adaptar a taxa de
amostragem de um sample importado à taxa de amostragem do
sistema.
Nota: Isto somente funciona para a conversão de taxa de
amostragem, e não para a qualidade de expansão temporária.
Dispõe de outros controles dedicados para ajustar as propriedades
de expansão temporária.
Fades-In e Fades-*ut de cli!
O comutador Clip 9ade.
Caso ativemos o comutador Clip Fade, o programa aplicará um fade
curto no início e no final do clip para evitar ruídos indesejados em
seus extremos. A duração do fade depende do sinal, e pode ser
ajustado de 0 a 4 milesegundos.
0odo de cli! 3A0
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O conmutador RAMMode.
Caso o comutador RAM Mode (Modo RAM) esteja ativado, o Live
não lerá o áudio referenciado pelo clip no disco em tempo real, e
sim o carregará na memória do computador. O modo RAM pode ser
útil para evitar os seguintes problemas:
● HD de seu computador é muito lento para reproduzir o áudio
de todas as trilhas desejadas em tempo real. Para mais
informação sobre problemas relacionados com os discos
consulte a seção correspondente.
● Caso se produzam interrupções do fluxo de áudio durante a
reprodução de clips em modo Legato.
Utilize o modo RAM com cuidado, já que normalmente a memória
RAM é um recurso bem mais escasso. Caso seu computador utilize
o HD para intercambiar (substituir) conteúdos da RAM que levam
um certo tempo sem serem utilizados. Quantos mais clips estejam
sendo reproduzidos em modo RAM, maior será a probabilidade de
que sejam substituídos. O Live resolve com mais facilidade as
sobrecargas do disco que os problemas causados pelos atrasos do
áudio intercambiado: as sobrecargas de disco são traduzidas em
silêncios indesejados, enquanto que a sobrecarga de RAM dá como
resultado interrupções do fluxo de áudio em um ritmo entrecortado.
Inversão de sam!les
O botão Re!erse.
Esta função cria um novo sample a partir da inversão do sample
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referenciado pelo clip selecionado. O programa volta a aplicar os
ajustes de clip de acordo com algumas regras que explicaremos um
pouco mais a frente, e substitui o sample original pelo invertido na
vista Clip. O novo sample ficará armazenado em sua pasta de
gravações temporárias até que o Live Set seja salvo. Nesse
momento, será armazenado na pasta Sounds. O sample invertido
apresentará uma "R¨ ao final de seu nome para que seja facilmente
diferençado do original.
O processo de inversão se dá de acordo com algumas regras. Em
primeiro lugar, todos os marcadores Warp se manterão fixados em
suas posições no sample. Isto significa que um marcador Warp que
coincida com o primeiro tempo do segundo compasso de um clip irá
parar no primeiro tempo do penúltimo compasso uma vez realizada
a inversão. Os ajustes de loop/região de loop se intercambiam de
forma igual. Em segundo lugar, os envelopes de clip permanecem
fixados em suas posições no tempo. Portanto, um envelope de
volume do mixer que abaixe o volume da primeira metade de um
clip continuará fazendo exatamente o mesmo após a inversão.
O processo de inversão é bastante rápido (mais ou menos, igual ao
de uma cópia), mas quando aplicado em samples muito grandes
poderá levar algum tempo. Neste caso, a Barra de Status que
vemos na parte inferior da tela do Live nos mostrará o progresso da
ação, e as funções que são executadas durante o processo ficarão
temporariamente bloqueadas (apesar dos clips em reprodução
continuarem soando). Podemos reproduzir o clip invertido e utilizar
outras funções do programa tão logo o Live comece a desenhar a
nova forma de onda no Sample Display. Uma vez invertido o
sample, será criado um link ao sample invertido que se manterá até
que se saia do programa, de forma que toda nova inversão do
mesmo clip (ou de uma cópia) será instantânea.
Não recomendamos que inverta clips no contexto de uma
interpretação, já que ruídos poderão acontecer enquanto o Live
reaplica os ajustes de Warp e de loop.
3ecorte de sam!les
O menu de contexto (botão direito do mouse) do Display de Sample
possui o commando Crop Sample. Esta função cria de forma similar
à função Reverse, um novo sample realizando uma cópia realizando
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uma cópia do sample que está sendo utilizado neste momento -
mas somente a passagem que está sendo utilizada usando uns 50
milisegundos como margem de segurança em ambos extremos.
O novo sample é encontrado, depois de se salvar o Live Set, na
pasta Project, Do Set em Samples/Processed/Crop. Até que não se
tenha salvo o set, o novo sample no local especificado para a pasta
Temporária.
-u(stituição e edição do sam!le
Pra substituir o sample referenciado pelo clip por outro diferente,
somente precisamos arrastar o novo sample a partir do File
Browser para a vista Clip. Os ajustes do clip (como por exemplo,
afinção e volume) permanecem intactos. Os marcadores Warp
somente serão conservados caso o comprimento ou duração seja
exatamente a mesma que antes da edição.
O menu de contexto (botão direito do mouse) do Display de sample
possui o comando Reveal Sample. Este abre o Administrador de
Arquivos para o set em uso com o sample referenciado pelo Clip
selecionado. A partir disso podemos substituir e editar de forma
destrutiva o sample, de tal forma que todos os clips e instrumento
que possuam relação com o sample se verão afetados.

A seão :otes
A se%ão de notas.
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Controles de tem!o
O campo "Orig. BPM¨ mostra a interpretação que o Live faz do
andamento dos dados MIDI do clip. Caso arrastemos para cima ou
para baixo o valor do campo Original BPM, ou se clicarmos nos
botões: 2 e *2, veremos que as notas do MIDI Editor são
expandidas ou comprimidas para refletir os ajustes. Esta função é
útil para alinha notas gravadas sem uma referência de tempo como
o metrônomo do Live.
AlteraçBes de tim(re e (anco
O Live é capaz de enviar mensagens MIDI de alteração de
banco/timbre (programa) para dispositivos externos. De acordo
com os ajustes destes controles, quando um clip entra em
reprodução também enviará suas mensagens de alteração de
banco/programa. Caso utilizemos o Live para enviar dados MIDI
para um sintetizador, os clips MIDI de seu Live Set poderão
reproduzir diferentes sons no sintetizador. O Live dispõe de
mensagens para 128 bancos com 128 sub-bancos, cada um dos
quais conta com 128 programas. Consulte a documentação de seu
sintetizador para determinar quanto destas mensagens ele é capaz
de utilizar.
Caso não deseje que os clips enviem mensagens de alteração de
banco ou de programa, ajuste os seletores de banco/programa em
"None¨ (Nenhum).
Loo!D3egião 0I'I
Estes controles definem o modo de reprodução e visualização no
Editor MIDI dos conteúdos de um clip MIDI. Funcionam da mesma
maneira que os correspondentes aos clips de áudio.
No MIDI Editor, a área de zoom/scroll se encontra acima da régua
de tempos, e a área de scrub logo abaixo.
A@ustes !r%-determinados de cli! e fre)Fência de atualização
Podemos alterar a velocidade com que o Live aplica os ajustes da
vista Clip a um clip em reprodução. As modificações realizadas na
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vista Clip serão quantizadas em função da velocidade ajustada
através do seletor Clip Update Rate em Misc Preferences.
Alguns ajustes de clip, como os modos Launch e Warp, podem ser
endereçados como valores por padrão para todos os novos clips.
;stes a6ustes são realizados na se%ão Default $references.
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Capítulo *
Controle do +empo e ,arpin'
A diferença da música armazenada em uma fita ou em um
programa de áudio digital tradicional, no Live a música se comporta
"elástica¨ em todo momento. O Live é capaz de alterar a dura%ão
dos samples enquanto os lê no HD e os sincroniza ao andamento do
projeto atual. Isto é realizado sem afetar a afinação, que poderá
variar também, mas em separado. Conseqüentemente, mixar e
ajustar o áudio procedente de diferentes fontes será uma tarefa
bastante simples.
.em!o
&justar o tempo
O campo :empo da 8arra de Controle.
O campo Tempo na Barra de Controle permite alterar, em tempo
real e a qualquer momento, o andamento da reprodução de seu
Live Set. Caso deseje, poderá inclusive automatizar o andamento
para criar alterações de andamento súbitas ou progressivas ao
longo da linha de tempo da canção.
Para um controle máximo do tempo durante a interpretação,
podemos realizar mapeamentos MIDI nos diferentes controladores
do campo Tempo em ambos os lados do ponto decimal.
Configurando un knob (botão giratório) para controlar o tempo
grosseiramente em BPM e outro para controlar o tepo de forma
bastante precisa em centésimos de um BPM o que permite a
suficiente precisão para se ajustar a intérpretes diretamente ou
outras fontes sincronizadas.
Podemos fazer que um seqüenciador externo (ou bateria eletrônica)
seja sincronizado com o Live ou que seja o Live que fique
sincronizado com o seqüenciador. Realize os ajustes necessários em
Preferences MIDI. O comutador EXT localizado junto ao controle de
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tempo serve para fazer que o Live siga uma fonte de clock MIDI
externa. Consulte a seção dedicada à sincronismo para obter mais
detalhes.
-arcar o tempo manualmente
O botão :ap.
Podemos usar a função Tap Tempo do Live para estabelecer o
andamento a qualquer momento.
À medida que clicamos no botão Tap Tempo da Barra de Controle
(uma vez cada seminíma), o andamento do Live Set seguirá o que
vai sendo marcado com o clique do mouse.
O comutador de modo >e? Map.
Melhor será endereçar o botão Tap a uma tecla do teclado do que
usar o mouse. Clique no comutador KEY da Barra de Controle para
entrar em modo Key Map; após selecione o botão Tap, clique na
tecla que deseja usar para marcar o tempo e clique de novo no
comutador KEY para abandonar o modo Key Map. O endereçamento
será feito imediatamente.
O botão Tap também pode ser endereçado para uma nota MIDI ou
para um controlador (como um pedal) de forma similar. Apesar do
Live responder imediatamente ao marcar o tempo, não deixa de
haver uma inércia por parte do programa para evitar
comportamentos lentos no software.
Quanto mais pulsações seguidas do botão Tap o Live receber, mais
exatamente poderá determinar o andamento desejado. Também
podemos usar esta função para uma pré-contagem: caso esteja
trabalhando com um compasso 4:4, a reprodução da canção
iniciará após quatro pulsações do tempo Marcado.
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.m empurrão/inho no andamento
Os bot7es udge.
Ainda que o Live facilmente possa sincronizar-se a dispositivos MIDI
externos, poderá ser que nos encontremos em situações onde
necessitemos nos ajustar a fontes que não estão bloqueadas em
um determinado andamento, um andamento fixo e constante,
como por exemplo performances de músicos ao vivo ou mesmo um
toca-discos. Sempre que o andamente do nosso Set seja
basicamente o mesmo que o do material não sincronizado,
poderemos usar o s botões Nudge para acelerar ou ralentar
temporariamente a reprodução do Live para que coincida com o que
estamos ouvindo. De igual forma que com o botão Tap, estes
botões são muito fácies de usar quando tivermos mapeado
controladores MIDI.
Car!ing dos sam!les
A capacidade que possui o Live para reproduzir qualquer sample em
sincronismo com o andamento escolhido é uma característica única
e primordial. Além disso, podemos "deformar¨ (warp) o fluxo
rítmico de uma peça, alterar seu "feeling¨, ou deslocar notas para
outras posições da régua.
As propriedades de warping de um clip são configuradas no campo
Sample, que é uma subseção da Vista Clip.
Os controles <arpind do campo Sample.
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O controle mais importante aqui é o comutador Warp, que liga e
desliga o warping de um clip. A seção Warp nas Preferências do
Live determina as configurações warp padrão para os novos clips,
mas sempore podem ser anuladas clip a clip.
Caso o comutador Warp esteja desativado, o Live reproduzirá o
sample em seu tempo original ("normal¨), que é independente do
tempo do Live Set. Esta característica é útil para os samples que
não possuam uma estrutura rítmica inerente: como golpes de
caixas e percussão ou atmosferas, efeitos sonoros, voz falada, etc.
Ative o comutador Warp para reproduzir samples ritmicamente
estruturados (tais como samples, gravações de música, peças
musicais completas...) em sincronismo com o tempo atual da
canção.
Para dirigir as suposições do Live sobre os novos samples, utilize a
aba Record/Warp/Launch nas Preferências do Live. Caso tenha
ativao a preferência Auto-Warp Samples Grandes, o Live supõe que
os samples grandes contém música que deverão ser reproduzidos
em sincronismo com o andamento do Live Set. Caso prefira que por
padrão o Live reproduza os samples grandes tal e como estão,
desmarque esta opção.
.em!o 0asterD-lave
Todos os clips ´warped´ na Vista Arrangement possuem, todavia,
uma opção a mais: que podemos definir como tempo masters
comutando seus interruptores Master/Slave. Qualquer quantidade
de clips pode ser configurada como tempo masters, mas, na
realidade, somente um por vez pode ser o tempo master. Esta
distinção sempre se outorga ao clip mais abaixo que se esteja
reporduzindo nesse momento na Arrangement.
O clip que é o tempo maester nesse momento será reproduzido
como se o warping esteja em off0 porém com uma importante
diferença do restante do Live Set, que o estará para se reproduza
em sincronismo com o tempo master atual. Isto se consegue
acrscentando automação de tempo na pista Master durante a
duração do clip de tempo master. Você verá que o campo Tempo da
Barra de Controle será desativado nesse estado; Isto se debe ao
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fato de que todo o controle de andamento é cedido ao clip de
tempo master.
Quando comutamos o interruptor Master/Slave de um determinado
clip, ou quando eliminamos um clip que tenha sido configurado
como tempo master, a automação de andamenteo da pista Master
será novamente eliminada, restaurando assim o andamento
adequado para esse trecho. Se, ao contrário, queira manter a
automação de tempo gerada para continuar trabalhando com este,
então pressione a tecla Ctrl sobre o campo Tempo da Barra de
Controle, e utilize o comando Unslave Tempo Automation. Dessa
forma todos os clips serão configurados como Slaves (escravos),
mas a automação de andamento será mantida.
Considere que quando o interruptor ;M: do Live está ativado, o
comutador Master/Slave não tem nenhum efeito e aparece
desabilitado.
0arcadores Car!
Pense em um sample como se fosse um elástico que pode ser
ajustado a uma régua (de valores musicais). O Live pode realizar
este ajuste entre dois valores denominados Marcadores <arp. Um
Marcador Warp força o software a chegar num ponto específico do
sample em um andamento musical determinado. Podemos usar
tantos Marcadores Warp como quisermos para criar um
mapeamento arbitrário do ritmo inerente do sample em um
compasso musical. Os marcadores Warp são ajustados no Visor de
Sample da Vista Clip clicando-duplo sobre qualquer dos marcadores
cinza da régua. Após podemos arrastar ou mover com as teclas de
direção para diferentes posições no clip. Os marcadores Warp são
eliminados com as teclas Backspace ou Del do teclado do
computador.
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Clicando/duplo sobre um marcador cinza criamos um marcador
<arp.
Ao trabalhar com um sample, você pode fazer com que o Live
desloque a vista de sample automaticamente. Use o botão Follow
da Barra de Controle para ativar esta função. Também é útil
redimensionar verticalmente a vista de sample arrastando a linha
que divide a vista de clip e a zona de trilhas da vista Session.
O botão 9ollo5 da 8arra de Controle.
-alvar marcadores Car!
Seus marcadores Warp são salvos automaticamente juntamente
com o Live Set, mas talvez você queira guardá-los também junto
com o mesmo arquivo de sample, de forma que se reconstruam
sempre que estes arquivos sejam arrastados para dentro do Live.
Para isso, clique no botão Save da Vista Clip.
Considere que se um sample possuir um conjunto de marcadores
Warp salvos, a função Auto-Warp não terá nenhum efeito. Quando
acontecer isso, você poderá utilizar qualquer um dos comandos do
menu de contexto (botão direito do mouse) descritos nesta seção
para iniciar o auto-warping.
Utilização de marcadores Car!
Nas próximas seções examinaremos um par de aplicações de
warping. Warping é, por suposição, um recurso opcional, e possui
várias opções diferentes para desativar warping, tal e como está
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descrito na seção correspondente neste capítulo.
-incronização de loo!s sim!les
Ao importar um sample que representa um loop musical bem
cortado de 1,2,4 ou 8 compassos de duração, o Live se encarrega
de reproduzir o loop em sincronismo com o andamento selecionado.
Para isso, coloque dois Marcadores Warp, um no início do sample e
outro no final.
#m "oop de um compasso tal e como aparece por padrão na !ista
Clip.
O campo "Orig. BPM¨ mostra a suposição que o Live realiza do
andamento do loop; se por por acaso você conheça o andamento
do loop, introduza-o então aqui. Às vezes, a suposição que o Live
faz do andamento original é o dobro ou a metade do valor correto.
Caso aconteça isso, clique nos botões *2 e :2 respectivamente. Ao
clicar: em 2 o sample será reproduzido com o dobro da velocidade,
porque ao fazê-lo altera a interpretação que faz o Live do
andamento do sample, que serve de ponto de referência para
determinar o fator de compressão ou expansão de andamento.
-incronização de loo!s sem cortar
Caso importemos um loop que não tenha sido editado nem esteja
bem cortado, o Live com certeza não o reproduzirá sincronizado.
Suponha que existe um pequeno silêncio no início do sample, antes
do primeiro tempo. Podemos corrigir facilmente isto movendo o
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Marcador Warp etiquetado com um "1¨ até o início do primeiro
tempo. De igual maneira, podemos eliminar um silêncio que exista
após o final do loop deslocando o Marcador Warp até o extremo
direito do sample.
A6uste dos Marcadores <arp em um loop mal cortado
-incronização de loo!s de duração incomum
Caso importemos um sample que possua um loop de sete
compassos, o Live assumirá em um primeiro momento que ele
possui oito compassos (ou quatro, dependendo de sua duração) e o
reproduzirá fora de sincronismo. Para uma reprodução correta, o
último marcador deve apresentar um oito, e não um nove.
Para isso, siga os seguintes passos:
1. Clique-duplo no último Marcador Warp para apagá-lo.
2. Clique-duplo no oito para criar um novo Marcador Warp.
3. Arraste o novo Marcador Warp até o final do sample.
Caso a suposição original do Live tenha sido um loop de quatro
compassos, o oito não estava acessível. Nesse caso, podemos
arrastar o Marcador Warp desde o final para a esquerda até que o
oito fique visível.
Em teoria, com estes passos já teríamos nosso loop de sete
compassos. Na pratica, é muito provável que ao mover os
marcadores tenham sido alterados os pontos de início e final do
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loop. Isto se deve ao fato que o loop está fixado à grade do
compasso e, consequentemente, se deslocam com os Marcadores
Warp (estes definem a grade do compasso.) O Live se assegura que
o loop se ajuste ao sample e deverá variar sua duração caso a
alteração assim o requeira.
0ani!ulação de 8rooves
Agora podemos criar tantos Marcadores Warp como quisermos
clicando-duplo em um dos marcadores da grade cinza. Arraste um
sample simples de um loop, ajuste alguns Marcadores Warp e
desloque-os para testar o que sucede. Os Marcadores Warp
possuem duas funções:
1. Proporcionam uma interpretação "correta¨ do decorrer do
tempo musical no sample;
2. Desordenar o tempo no sample.
No caso em que uma nota de uma loop de percussão esteja
atrasada, simplesmente fixe-a ao Marcador Warp já que este
apresenta a posição do tempo em que você deseja ouvir a nota.
Para evitar afetar as regiões vizinhas do sample, fixe também as
posições dos tempos adjacentes.
#so de Marcadores <arp para a manipula%ão do .roo!e.
"Retirar¨ de um sample seu groove natural através da aplicação de
marcadores Warp é uma método criativo muito interessante, em
especial se o usarmos com a capacidade do Live para impor um
groove artificial a um clip em tempo real.
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-incronização de !eças maiores
O algoritmo Auto/<arp do "i!e faz com que os samples maiores
inclusive canções inteiras fiquem rapidamente disponíveis para sua
integração no seu projeto. Podemos usar o Browser para importar
samples grandes ou arquivos MP3, Ogg Vorbis, Ogg FLAC e FLAC.
Quando arrastamos um arquivo para o Live que seja demasiado
grande para justificar a presunção que seja um loop ou um único
disparo, o Live, por padrão, aplicará auto-warp no clip (apesar disto
poder ser alterado em (Preferencias Record/Warp/Launch).
Considere que, para que funcione o mecanismo auto-warp, os
arquivos que estão sendo importados para o programa pela
primeira vez deverão sofrer um processo de análise e não estarão
disponíveis imediatamente para reprodução ou edição.
Tal e como foi explicado na seção deste manual sobre a análise de
arquivos, as análises podem ser realizadas por lotes através do
comando Analyze audio do menu contexto.
Uma vez terminada a análise, podemos ver os resultados da função
Auto-Warp com respeito ao arquivo.
fun%ão Auto/<arp na Vista Clip.
Sempre que o Auto-Warp realizar o conjunto correto de cálculos, o
clip estará pronto para reproduzi-lo em perfeito sincronismo com o
andamento no Live Set. .
Não obstante, se Auto-Warp não fizer o que você quer, podemos
controlar seus resultados. O restante desta seção tratará das
diversas formas do auto-warping.
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Lembre-se que o metrônomo na Barra de Controle lhe servirá muito
bem caso você deseje "deformar¨ peças maiores.
O interruptor Metronome.
Poderá ser que o Auto-Warp advinhe o andamento corretamente,
mas se equivoque no tempo acentuado (downbeat). Para consertar
isso podemos fazer o seguinte:
● Amplie o Zoom e arraste o marcador 1.1.1 para a posição
desejada;
● Use o menu de contexto (clique-direito PC ou ctrl-clique Mac)
do marcador de início para selecionar o comando Set N.N.N
Aere.
#tiliza%ão do menu de conte2to para guiar Auto/<arp.
Guiar o Auto-Warp é também relativamente simples quando
importamos um loop perfeitamente cortado. Podemos informar ao
Auto-Warp que funcione como é devido usando o comando <arp As
.../8ar "oop. O Live proporá uma duração de loop o mais sensato
possível de acordo com o andamento do projeto. Diminuindo, por
exemplo, fará com que o Live assuma que o loop seja de 8
compassos a 90 BPM a invés de 16 compassos a 180 BPM.
Algumas vezes é necessário um controle mais detalhado de Auto-
Warp. A melhor maneira de aplicar warping sobre um clip que
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requeira uma atenção mais detalhada é por seções, trabalhando
gradualmente da esquerda para direita. Podemos ajustar um
marcador Warp clicando duas vezes sobre um dos marcadores
cinzas da grade à direita de cada seção onde foi aplicado warping
corretamente, "apontando-o¨ no lugar. Os atalhos para trabalhar
com a braçadeira de loop do clip e marcadores de início/final podem
acelerar este processo consideravelmente.
Os quatro comandos "Warp From Here¨ proporcionam várias formas
de reconfigurar os marcadores Warp à direita da grade selecionada
ou Warp Marker, deixando os marcadores Warp à esquerda intactos.
Estes comandos também estão disponíveis no marcador de início.
● <arp 9rom Aere aplica o algoritmo Auto-Warp sobre o
material à direita do marcador selecionado.
● <arp 9rom Aere 'Start At ...) indica ao Auto-Warp que use o
andamento do projeto como ponto de partida para o cálculo do
andamento. O processo aqui é o seguinte:
1. Desative o interruptor Warp para o clip e reproduza-o (ou a
seleção em questão) sem aplicar Warp;
2. Use o controle Tap Tempo da Barra de Controle para que vá
soando e ajuste o andamento do projeto para que coincida
com o do clip;
3. Volte a ativar o warping e use o comando Warp From Here
(Start At ...) para indicar ao Auto-Warp que use seu
andamento e aplique warp a partir daqui.
● <arp 9rom Aere 'Straig,t) indica ao Auto-Warp que este é um
clip sem variações de andamento, ou seja, uma peça
eletrônica. Portanto, o Auto-Warp ajustará um único marcador
Warp segundo seus cálculos acerca do tempo original do
arquivo.
● <arp ... 8$M 9rom Aere também ajustará somente um único
marcador Warp, mas neste caso, o Auto-Warp foi forçado a
interpretar que a peça coincida exatamente com o andamento
do projeto. Isto é útil naqueles casos em que você conheça
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exatamente o valor de BPM de uma peça produzida
eletronicamente e que pode recrialo na Barra de Controle
antes de aplicar warping.
Evidentemente, os Marcadores Warp serão salvos com o Live Set.
Não obstante, caso deseje salvar com o sample, de forma que
voltem a ser gerados na próxima vez que o arquivo for arrastado
para o Live, clique, na vista Clip, o botão Save.
Considere que, se um sample possui um conjunto de comandos do
menu de contexto descritos nesta seção para iniciar o auto-
warping.
0ulti-Cli! Car!ing
Quando múltiplos samples de igual duração são selecionados, ao
acrescentar ou alterar marcadores Warp em um clip serão aplicados
idênticos marcadores Warp em todos. Isto é conveniente em
qualquer situação em que várias trilhas possuam o mesmo ritmo, e
deseje alterar a temporização de cada gravação da mesma forma.
Um cenário comum seria quando se grava um interpretação de uma
banda em várias trilhas, onde os músicos tocam sincronizados uns
com os outros, e sendo assim a temporização de alguma forma não
é necessária.
Co!iar marcadores Car!
Também podemos copiar e colar seletivamente marcadores Warp a
partir de um clip a outro. Os marcadores Warp copiados não
precisam ser colados no mesmo compasso que o original.
:r3s marcadores <arp selecionados.
Os passos são:
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1. Selecione os marcadores Warp que deseja copiar clicando
sobre eles. Uma vez selecionado o primeiro marcador Warp,
mantenha pressionada a tecla Shif enquanto clica em outro
marcador de pressione Ctrl de forma a selecionar uma faixa de
marcadores entre ambos, ou para acrescentar marcadores
Warp individuais à seleção.
2. Uma vez estando a seleção completa, utilize o comando Copy
do menu Edit.
3. Clique na barra de título do clip de destino de forma a
selecionálo.
4. Na Vista Clip do clip destino, clique uma vez sobre qualquer
marcador Warp para selecioná-lo como ponto de partida para
a colocação dos novos marcadores Warp.
5. Utilize o comando Paste do menu Edit. Os marcadores Warp
serão colados no clip destino.
0%todos de com!ressão e e2!ansão de andamento
O Live oferece vários métodos de compressão e expansão de
andamento para adequar-se a qualquer tipo de material de áudio.
O método utilizado, assim como outros controles adicionais para
cada método são ajustados na seção "Warp¨ da vista Clip.
Os modos Warp constituem diferentes formas de técnicas de
resíntese granular. A resíntese granular consegue a expansão e
compressão de andamento repetindo e saltando partes do sample
("grãos¨). Os modos Warp diferem na seleção destes grãos, assim
como nos detalhes de sobreposição e crossfades entres os grãos.
Vamos a investigar quais modos Warp funcionam melhor para os
diferentes tipos de sinal e como ajustar seus controles para uma
compressão ou expansão "limpa¨. Teste também utilizar de forma
"errada¨ estes controles para obter artefatos sonoros interessantes.
0odo 9eats
O modo Beats é indicado para o material em que predomina ritmo
(por exemplo, loops de bateria, ou a maioria de peças de música
eletrônica ou dance).
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O processo de granulação está otimizado para conservar os
transientes (ataques, inícios de notas) do áudio.
Use o controle :ransients para guiar o Live em sua busca de
transientes em forma de onda.
O modo Beats é indicado para o material em que predomina ritmo
(por exemplo, loops de bateria, ou a maioria de peças de música
eletrônica ou dance).
O processo de granulação está otimizado para conservar os
transientes (ataques, inícios de notas) do áudio.
Use o controle :ransients para guiar o Live em sua busca de
0odo .ones
O modo Tones funciona bem para comprimir ou expandir material
com uma estrutura de afinação mais ou menos clara, como por
exemplo, uma voz, instrumentos monofônicos e linhas de baixo.
O controle .rain Size proporciona certo controle sobre o tamanho
de grão médio usado.
O tamanho de grão real está determinado em função do sinal. Para
os sinais com uma definição clara da afinação, um tamanho de grão
pequeno funciona melhor. Os tamanhos de grão maiores ajudam a
evitar os artefatos que ocorrem se a definição da afinação não for
clara, apesar disto poder produzir repetições audíveis.
0odo .e2ture
O modo Texture é indicado para texturas de sons com uma
definição da afinação ambígua (por exemplo, música orquestral
polifônica, todo tipo de ruídos, etc.).
Este modo, além disso, dispõe de um grande potencial para a
manipulação criativa de todo tipo de som.
O controle .rain Size determina o tamanho de grão usado.
Diferentemente do que ocorre com o modo Tones, o Live utiliza este
ajuste tal qual, ou seja, sem que se alterem as características do
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sinal.
9luctuation introduz uma característica aleatória no processo.
Quanto maior seja seu valor, mais evidente será esta aleatoriedade.
0odo 3e-Pitc,
No modo Re-Pitch, o Live não comprime nem expande a música; ao
invés disso, ajusta a valocidade de reprodução para criar a
quantidade de compressão ou expansão desejada. Em outras
palavras, acelerar a reprodução em um fator 2 equivale a
transporta-la uma oitava para cima.
Isto é parecido ao método de compressão e expansão que os DJs
usam, que empregam toca-disco de velocidade variável para
sincronizar dois discos, ou o que sucede nos samplers quando se
transporta um sample.
Os controles Transpose e Detune não possuem nenhum efeito em
modo Re-Pitch.
0odo Com!le2
O modo Complex é um método de warping desenvolvdo
especificamente para acomodar sinais compostos que combinam as
características tratadas por outros modos Warp; funciona bem para
realizar warping sobre canções inteiras, que usualmente possuem
ritmos, tons e texturas.
O modo Complex é uma função que requer bastante uso de CPU,
usando aproximadamente dez vezes os recursos de CPU requeridos
pelos outros modos Warp.
Neste caso, podemos congelar trilhas onde estamos usando o modo
Complex ou gravar os resultados em um novo clip para usá-lo como
substituto.
0odo 35G
O modo REX difere dos outros modos Warp em várias
características. A mais notável, não está dipsonível como uma
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opção em Sample da Vista Clip, entretanto é ativado
automaticamente quando se carrega um arquivo em formato REX.
Os arquivos REX, associados ao progrma ReC?cle da $ropeller,ead
Soft5are, contém informação iserida sobre andamente e
temporização e são sincoronizados ao andamenteo de seu Set da
mesma forma como qualquer outro arquivo de áudio.
Apesar dos arquivos REX serem arquivo de áudio, eles podem ser
transformados rapidamente em instrumentos preparados para sua
reprodução através do comando Slice to e5 MIDI :rac&, que fica
disponível no menu Insert ou menu de contexto (botão direito do
mouse) no Clip.
Os parOmetros e marcadores <arp0 assim com os en!elopes de
Clip (ue afetam as propriedades de 5arping0 e os controles Clip
udge não ficam dispon-!eis para os ar(ui!os R;M.
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Capítulo 0
1di2ão e notas -3D3 e velocit4
Os clips MIDI no Live possuem notas e dados de controle para se
poder tocar instrumentos MIDI. O instrumento poderá ser tanto um
instrumento virtual dentro de uma cadeia de dispositivos de uma
trilha MIDI, como um sintetizador externo alimentado através da
saída de uma trilha. Os clips MIDI permitem o uso de partituras
onde podemos especificar a afinação, duração, posição e dinâmica
das notas (conhecido como velocity na terminologia MIDI). Os
dados MIDI são editados no MIDI Editor.
Como criar um cli! 0I'I vazio
Podemos criar clips MIDI .
● através do processo de gravação;
● ou clicando-duplo sobre um slot vazio na vista Session de uma
trilha MIDI.
● ou selecionando um slot vazio na vista Session de uma trilha
MIDI e usando o comando Insert MIDI Clip do menu Insert.
● ou, na vista Arrangement, selecionando um intervalo de tempo
em uma trilha MIDI e usando o comando Insert MIDI Clip do
menu Insert.
* 0I'I editor
Para acessar o MIDI Editor, clique-duplo sobre um clip MIDI para
abrir a vista Clip. Utilize o seletor de campos da vista Clip para
assegurar que a seção Notes esteja visível e, a seguir, clique sobre
a barra de título da seção Notes para que o MIDI Editor apareça no
lado direito da tela.
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O MIDI ;ditor.
O MIDI Editor é constituído de duas janelas: a janela superior é o
Editor de notas (Note Editor) e a inferior o Velocity Editor (Velocity
Editor). Podemos redimensionar o Velocity Editor arrastando a linha
divisória que o separa do Note Editor. Para visualizar ou ocultar o
Velocity Editor utilize o botão triangular localizado no lado esquerdo
da linha divisória.
O botão Dra5 Mode da 8arra de Controle.
Alterne para o Modo Draw ativando o comutador Draw Mode da
Barra de Controle. A seguir, você poderá arrastar as MIDI até o
Note Editor com o mouse. Caso o Modo Draw esteja desativado
você poderá selecionar e mover as notas através do método de
arrastar e soltar, verticalmente para alterar a afinação ou
horizontalmente para alterar sua posição com relação ao tempo.
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$re!ie5ing MIDI otes.
Considere que sua cadeira de dispositivos da trilha MIDI possui um
instrumento, caso ativemos o interruptor de Preview MIDI Editor
ouviremos as notas à medida que as vamos selecionando e
deslocando.
O velocity da nota é ajustado no Velocity Editor arrastando-se os
marcadores associados. Também é possível utilizar o Modo Draw no
Velocity Editor: este modo permite traçar velocities idênticos para
todas as notas dentro de uma célula da grade.
Após arrastar e deslocar algumas notas seguramente você deverá
querer testar pelo Note Editor. Para isso, e antes de oferecermos
uma descrição detalhada sobre a edição, passaremos a explicar
como é feito o deslocamento pelo MIDI Editor.
:avegação e .rans!orte no 0I'I 5ditor
A posi%ão da nota na escala + mostrada no sentido !ertical e o
tempo musical + mostrado no sentido ,orizontal.
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O MIDI Editor permite tanto o deslocamento vertical como
horizontal. Sobre o eixo horizontal existe uma régua de tempo que
apresenta a posição das notas ao longo da linha de tempo da
canção. Sobre o eixo vertical existe uma régua de nota, que
apresenta as oitavas de C0 a C10, e a representação de um teclado
de piano (piano roll). Considere que se o interruptor de Preview na
parte superior do piano roll estiver ativado, você poderá ouvir o
resultado da reprodução.
a!ega%ão no ;ditor MIDI.
1. Para alterar o nível de zoom de uma forma suave, clique e
arraste verticalmente a régua de tempo da canção; para
deslocar-se da esquerda para a direita, clique e arraste
horizontalmente.
2. Clique e arraste verticalmente na régua de nota para alterar
de oitava, ou arraste horizontalmente para variar o tamanho
de zoom vertical das notas MIDI e o teclado.
3. Clique e arraste sobre uma ou mais notas para definir uma
seleção. A seguir, clique-duplo sobre a régua de nota para
ampliar automaticamente a escala de visualização da sua
seleção. Caso não hajam notas selecionadas, clique-duplo
sobre a régua de nota para ampliar a área do clip que possui
desde a nota inferior à superior.
4. Utilize as teclas + e - para ampliar ou reduzir a escala de
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visualização da seleção atual.
5. A vista Clips localizada bem abaixo do MIDI Editor também
pode ser usada para a navegação. Daqui pode-se visualizar
todo o conteúdo do clip MIDI selecionado. A linha retangular
negra representa a parte do clip que está sendo visualizado na
janela do Editor localizada mais cima. Para deslocar-se pela
vista, clique no interior do retângulo e arraste o mouse para a
direita ou para a esquerda. Para ampliar ou reduzir a escala de
visualização da canção, arraste o mouse par cima ou para
baixo.
6. Altere a duração da área de visualização do Editor arrastando
os extremos direito ou esquerdo da linha retangular da vista
Clips.
7. Para alterar rapidamente a área de visualização do Editor,
clique sobre a seção que deseja examinar na vista Clips,
arraste-a para baixo para amplia-la, ou a partir dos extremos
direito ou esquerdo para deslocar a duração.
8. Podemos utilizar as teclas PageUp e PageDown para navegar
verticalmente pelo Note Editor. A tecla faz Ctrl com que o
deslocamento da janela seja no sentido horizontal.
O comutador 9ollo5 da 8arra de Controle.
Podemos ajustar a área de visualização do Note Editro para que se
desloque durante a reprodução usando o comutador Follow da
Barra de Controle.
A 1rea Scrub do Clip MIDI.
Podemos clicar sobre a área scrub bem abaixo da régua de tempo
para iniciar a reprodução a partir desse ponto, de acordo com o
ajuste de quantização global. Conhecer o funcionamento dos
controles de loop/região e os atalhos de teclado associados também
é útil para deslocar-se pelo MIDI Editor e para reproduzir seleções
de forma rápida e simples.
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Na medida em que seu trabalho com dados MIDI vai avançando,
será necessário mais espaço na tela. Para aumentar a área de
visualização do MIDI Editor, clique e arraste verticalmente sobre o
divisor de janelas localizado entre as vistas Session ou
Arrangement e a vista Clips.
Amplie o MIDI ;ditor arrastando a lin,a de di!isão (ue separa as
!istas Session e Clip.
5dição 0I'I
1di2ão não destrutiva
O comando Undo do menu Edit permite sempre retornar o clip MIDI
ao estado anterior. Além disso, caso o clip MIDI que está sendo
editado vem de um arquivo MIDI do HD, o processo de edição não
alterará em absoluto o arquivo MIDI original, já que ao importá-lo,
o Live armazena o seu conteúdo no Live Set.
5oldin' e Loopin'
Uma função importante é a que é executada com o botão Fold no
MIDI Editor. Este botão está localizado no canto superior esquerdo
da janela. Ao ativar este botão, todas as linhas ou que não
possuam notas MIDI serão ocultadas. Isto é útil na hora de
trabalhar com kits de percussão, já que estes são mapeados ao
longo do teclado em seções que correspondem com um mesmo tipo
de percussão (por exemplo, podemos agrupar as caixas duas
oitavas abaixo dos hi-hats, etc.). Ao trabalhar com arquivos MIDI
mapeados deste modo, não se usa mais de um tipo ou dois de sons
de percussão, o que torna desnecessário visualizar todo o teclado.
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O botão 9old e2trai >e? :rac&s (ue possuem notas.
Ao editar MIDI, talvez seja necessário alterar a parte do clip que se
ouve ou aplicar um loop para que a reprodução seja feita modo
contínuo. Para isto utilizamos os marcadores de loop/região.
#se os marcadores de loop/regoão para selecionar regi7es
espec-ficas de um clip reprodu%ão.
&juste a Grade
A maioria das funções do MIDI Editor estão sujeitas ao ajuste de
grade. Podemos desativar esta função mantendo pressionada a
tecla Alt enquanto executamos outra ação. Os movimentos de nota
também serão ajustados a um "offset¨ (colocação da nota na grade
em sua posição original). Isto é útil se desejarmos conservar um
groove ou um estilo de interpretação solto.
*rganização e )uantização de notas
Como já vimos antes, as notas no MIDI Editor podem ser
deslocadas tanto horizontalmente (tempo) como verticalmente
(afinação). Isto pode ser feito através do processo de clicar e
arrastar ou com as de cursor do teclado: ambas as opções estão
sujeitas ao ajuste de grade e offset. Caso estejamos reproduzindo o
clip enquanto deslocamos as notas, na medida em que as
arrastamos poderemos ouvi-las em suas novas posições sem ter
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que soltar o botão do mouse.
Podemos selecionar e mover várias notas ao mesmo tempo: um só
movimento de mouse permite traçar um retângulo de seleção.
Clique na área vazia, arraste diagonalmente para cima e para baixo
e enquadre as notas dentro da linha pontilhada.
Utilize a tecla Shift para acrescentar notas individuais ou "quadros
de seleção¨ adicionais à seleção atual. Também podemos eliminar
uma nota da seleção mantendo pressionada a tecla Shift e clicando
sobre ela. Se mantivermos pressionada a tecla Shift e clicarmos no
piano roll, serão selecionadas todas as notas de um key track, ou
seja, de uma única afinação.
Existem duas opções para quantizar notas MIDI no Live. Como já
foi mencionado anteriormente, podemos mover notas de forma que
se ajustem às linhas de grade visíveis. Opcionalmente podemos
selecionar uma nota ou notas e escolher "Quantize¨ no menu Edit,
o usar a tecla Ctrl. Isto abrirá o diálogo com várias opções de
quantização.
=uantiza%ão de notas MIDI.
Usando as opções que aqui aparecem, podemos selecionar um
valor para a quantização e ajustar ou o início ou final de nota (ou
ambos) para que sejam quantizadas. Caso quantizemos o final de
nota esticaremos a nota de forma que termine na subdivisão
métrica selecionada. Também podemos quantizar notas sem esse
sentimento de algo "quantizado¨ usando o controle Amount, que
deslocará as notas somente por uma porcentagem do valor de
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quantização configurado.
Criação e edição de notas
Ao selecionar uma nota (ou notas), esta ficará subjugada aos
comandos do menu Edit (como Copiar e Colar). Utilize a tecla Ctrl
para clicar e arrastar a cópia de uma nota até a nova posição.
O comando Select do menu Edit seleciona todas as notas que
começam dentro da da braçadeira do loop. Também podemos
executar o comando Select Loop clicando sobre os marcadores do
loop. Caso utilizemos este comando juntamente com os marcadores
de Loop/Região, o processo de edição será bem mais ágil. Vamos
supor que criamos um loop de 1 compasso no Note Editor e que
estamos satisfeitos com o resultado. A seguir, vamos realizar várias
cópias do loop. Para isso, clicamos sobre os marcadores do loop e
selecionamos as notas que constituem o loop. Executamos o
comando Copy do menu Edit, deslocamos o loop para direita por
um tempo com a tecla Seta para Cima e executamos o comando
Paste do menu Edit.
Opera%7es de c4pia 'acima) e colagem 'abai2o) de um loop.
Como já vimos, criar novas notas MIDI é tão simples como ativar o
Modo Draw e arrastar as notas até o Note Editor. Também podemos
acrescentar e eliminar notas MIDI clicando-duplo sobre elas quando
o Modo Draw está inativo.
Os movimentos verticais no Modo Draw correspondem às alterações
de velocity. Em outras palavras, com um movimento horizontal e
um vertical é possível arrastar várias e seus velocities sem
necessidade de soltar o botão do mouse. Caso utilizemos o
movimento vertical para alterar o velocity, o Live recordará a
alteração e aplicará o novo valor de velocity em todas as notas que
sejam arrastadas posteriormente.
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Pode ser que, ao arrastar o criar uma nota nova, esta fique em
cima de outra que já exista. Caso esta segunda nota fique
sobreposta ao início da original, a nota original desaparecerá.
A nota original, apesar de não visível, existe, todavia, e reaparecerá
intacta quando a segunda nota for novamente deslocada.
Caso esta segunda nota se coloque em cima do final da nota
original, a duração desta última variará de forma que somente
durará até o início da segunda nota. Esta ação também pode ser
revertida e, caso voltemos a mover a segunda nota, a duração da
primeira nota será restaurada.
Como alterar a duração de nota
Caso cliquemos e arrastemos sobre o extremo esquerdo ou direito
de uma nota, sua duração variará. A duração das notas somente
pode ser alterada se o Modo Draw estiver inativo, e será quantizada
a menos que a tecla Alt se mantenha pressionada enquanto se
arrasta.
Altera%ão de dura%ão de una nota.
Consel,o@ Para que todo um grupo de notas se ajuste a uma
mesma duração, selecione todas as notas, tome o final da maior,
arraste-as até uma duração zero e então alargue-as.
Esticamento de notas MIDI (aumentando a sua duração)
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:r3s !aria%7es criadas com o comando Stretc, otes.
Quando selecionamos várias notas no editor de nota o comando
Stretch Notes fica disponível no menu de contexto, caso utilizemos
botão direito do mouse. Então aparecerão os marcadores ote
Stretc, no Editor de Nota, permitindo escalar proporcionalmente o
tempo das notas. Os marcadores são um par de setas para baixo e
que se coloca no início da primeira e última nota de uma seleção.
Clicando e arrastando um dos marcadores horizontalmente, as
notas selecionadas serão deslocadas e esticadas de forma que
continuem ocupando a mesma proporção de tempo que tinham
quando foram selecionadas inicialmente. Os marcadores Note
Stretch sempre se ajustarão às linhas da régua do Note Editor a
menos que esta régua não esteja visível, ou o a tecla Alt esteja
sendo pressionada enquanto se está arrastando.
Caso um marcador seja arrastado além do limite de um outro, a
ordem das notas esticadas será um reflexo em relação a sua
seqüência inicial; chamamos a isso "retrogade¨.
Qualquer alteração que ocorra às notas incluídas no Note Stretch
antes de soltar o botão do mouse cancelará a operação de
esticamento. Isto pode ocorrer, por exemplo, caso o clip MIDI
esteja sendo simultaneamente sobregravado com novas notas.
5dição de velocitA
Caso deseje alterar o velocity de nota MIDI, clique e arraste sobre o
marcador associado no Velocity Editor. (Para ajudar a localizar o
marcador de velocity correspondente de uma nota MIDI
posicionada junto a outras notas, o Live ressalta o marcador de
velocity da nota que está sendo selecionada com o mouse). As
alterações de velocity são mostradas numericamente em uma
pequena janela localizada na régua de tempo.
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Altera%ão de !elocit? de uma nota.
Como ocorre com o Editor de notas, podemos selecionar vários
marcadores de velocity clicando e mantendo pressionada a tecla
Shift.
Consel,o@ Para que todo um grupo de notas se ajuste a um mesmo
velocity, selecione seus marcadores no Velocity Editor, arraste-os
até que alcancem o velocity máximo e, a seguir, diminua o velocity
até o valor desejado.
Como já dissemos, o modo Draw permite desenhar velocities
idênticos para todas as notas dentro de uma posição de grade.
Caso mantenha pressionada a tecla Shift, o traçado dos velocities
somente será aplicado às notas selecionadas. Para criar marcadores
de forma individual (como num crescendo, por exemplo) desative o
ajuste de grade com o atalho de teclado Ctrl 4 ou mantenha
simplesmente pressionada a tecla Alt.
:ra%ado de !elocities id3nticos 'acima) e de um crescendo
'abai2o).
Consel,o@ Para criar uma rampa de velocity com notas
pertencentes a uma mesma key track, pressione a tecla e clique no
piano roll para selecionar todas as notas que desejar desta key
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track. Certifique-se que o modo esteja ativado e desenhe a rampa
no Velocity Editor mantendo pressionada a tecla (dessa forma
somente as notas selecionadas serão afetadas).
Consel,o PQ@ Para criar uma rampa de velocity linear ao longo de
uma seleção de notas, primeiramente selecione as notas que
deverão ser afetadas (utilizando a tecla Ctrl para selecionar notas
não adjacentes caso seja necessário). Certifique-se de que o Modo
Draw não esteja ativado e trace a linha no Editor de Velocity
enquanto mantém pressionada a tecla Ctrl pressionada.
As cores das notas no Editor variam de acordo com os seus valores
de velocity: as notas de cores claras reproduzem sons suaves e
vice-versa. Caso deseje o velocity das notas sem abrir o Velocity
Editor, clique sobre qualquer nota e arraste verticalmente enquanto
pressiona a tecla Alt.

'esativação de notas
$ara desati!ar0 ou silenciar0 uma nota 'ou notas) no MIDI ;ditor0
selecione/a e ci(ue/direito para acessar o menu de cotne2to. O
comando silenciar1 a nota0 fazendo com (ue ella apare%a em cinza.
$ara ati!ar a nota no!amente0 use o comando Ati!ate ote's) do
menu de conte2to 'botão direito do mouse).
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Capítulo *
Como lan!ar clips
A vista Session do Live proporciona ao músico um ambiente que
estimula a interpretação e a improvisação. Uma parte importante
do rendimento da vista Session dependerá de como os diferentes
clips estejam configurados. Este capítulo explica os ajustes
utilizados para definir o comportamento de cada clip da vista
Session ao ser "lançado¨.
A seção Launc,
Na vista Session, os clips são lançados através de seus respectivos
botões de lançamento de clips ou através do controle remoto. Os
ajustes para lançar um clip são realizados Seção Launch. Esta
seção somente afeta os clips da vista Session, já que os clips da
vista Arrangement não são lançados, apesar de serem reproduzidos
de acordo com suas posições no Arrangement.
Para visualizar a seção Launch, abra a vista Clip de um clip da vista
Session clicando-duplo sobre o mesmo. A seguir, ative o painel de
seleção de seções da vista Clip localizado mais à esquerda.
#tilize o seletor de se%7es da !ista Clip para acessar a se%ão
"aunc,.
Considere que podemos editar os ajustes de lançamento de mais de
um clip ao mesmo tempo selecionando primeiro os clips e após
abrindo a Vista Clip.
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0odos de lançamento
O seletor de "aunc, Mode do clip.

O seletor de Launch Mode do clip oferece várias opções para
determinar o comportamento dos clips em resposta ao clique do
mouse, de uma tecla do teclado de seu computador ou de notas
MIDI:
● Trigger (Disparo): do5n inicia o clip; up l ignora.
● Gate (Porta): do5n inicia o clip; up o detém.
● Toggle (Alternância): do5n inicia o clip; up o ignora. O clip irá
parar ao terminar o compasso.
● Repeat (Repetição): Enquanto o botão do mouse não for solto
ou a tecla do seu teclado, o clip será lançado repetidamente
atendendo ao valor de quantização.
Huantização a n>vel de cli!
O controle de (uantiza%ão do clip.
O controle de quantização do clip permite ajustar uma correção de
tempo inicial para o lançamento dos clips. Para desabilitar a
quantização de clip, selecione "None¨.
Caso deseje usar o ajuste de quantização global da Barra de
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Controle, selecione "Global¨.
Podemos alterar rapidamente a quantização global usando os
atalhos de teclado Ctrl/6, 7, 8, 9 e 0.
Lembre-se que qualquer ajuste diferente de "Global¨ ou "None¨
quantizará o lançamento do clip disparado configurações de Follow
Action.

VelocitA
O campo de (uantidade de !elocit?.
O controle Velocity Amount (quantidade de velocity) permite
ajustar o ponto até o qual afetará o velocity de uma nota MIDI ao
volume de um clip: caso ajustado em zero, o velocity não afetará;
caso ajustado em 100% as notas mais suaves reproduzirão o clip
em silêncio. Caso deseja obter mais informação sobre a reprodução
de clips via MIDI, consulte a seção correspondente.
0odo Legato

O S5itc, "egato Mode.
Suponha que você tenha reunido em uma trilha vários clips que são
reproduzidos em loop e deseja alternar entre eles sem perder o
sincronismo. Para este propósito utilize um ajuste de quantização
elevado (um compasso ou mais). Não obstante, este ajuste poderá
limitar sua capacidade de expressão musical.
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Outra opção, que funciona inclusive quando a quantização está
desativada, é ativar o modo "egato dos respectivos clips. Ao lançar
um clip em modo Legato, este toma a posição de reprodução do
clip que estava sendo reproduzido antes nessa trilha.
Conseqüentemente, é possível alternar entre clips a qualquer
momento e a qualquer velocity sem perder o sincronismo.
O modo Legato é muito prático para criar breaks, já que permite
reproduzir momentaneamente alguns loops alternativos e após
voltar aos clips que estavam sendo reproduzidos antes na trilha.
É provável que ao lançar clips em modo Legato ouçamos breves
interrupções no áudio (a menos que todos os clips implicados
reproduzam o mesmo sample e sejam diferentes unicamente nos
ajustes de clip). Isto se deve ao fato de que estão sendo produzidos
saltos inesperados em pontos do sample que o Live não teve
oportunidade de ler previamente. Podemos evitar isso ativando o
modo RAM para os clips em questão.
Follo< Action 6AçBes de -eguimento7
As Follow Action permitem criar cadeias de clips que se disparam
uns aos outros; aleatoriamente ou seguindo uma ordem
determinada (ou ambas). A Follow Action de um clip define o que
sucede aos outros clips do mesmo grupo, uma vez tenha o clip sido
reproduzido. Podemos definir um grupo dispondo vários clips em
slots sucessivos na mesma trilha. As trilhas podem ter um número
ilimitado de grupos, separados por um slot vazio.

Os controles Follow Action.
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1. O controle Follow Action de seguimento define, expressado em
compassos-tempos-colcheias, em qual momento se realiza a
ação a partir do ponto do clip no qual inicia a reprodução. O
valor pré-determinado para este ajuste é de um compasso.
2. Os seletores de Follow Action permitem selecionar dois modos
diferentes: A e B.
3. Os controles Chance A e Chance B determinam a probabilidade
de cada um destes dois modos. Se um clip possui o valor de
Chance A ajustado em 1 e o de Chance B em 0, cada vez que
o clip for lançado se executará a Follow Action A. Como
podemos deduzir do exemplo anterior, um valor de Chance 0
implica que a ação não será mais executada. Se neste mesmo
exemplo alterarmos o valor de Chance B para 10, a Follow
Action A terá uma freqüência de execução muito menor:
aproximadamente uma em cada dez vezes que um clip for
lançado.
Existem oito Follow Actions disponíveis:
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Existe também a possibilidade de no eleger nenhuma Follow Action
deixando o seletor em branco.
Lembre-se que uma Follow Action é realizada exatamente após da
duração especificada pelos controles de tempo da ação, a menos
que a quantização de clip esteja ajustada em um valor diferente de
"None¨ ou "Global¨. As Follow Actions ignoram a quantização global,
mas não a quantização de clip.
Por que são necessários todos esses modos? A música é repetição e
alteração. A música baseada em loops ou em breves fragmentos
melódicos possui tendência a soar de modo estático. As Follow
Actions permitem criar estruturas que se repetem, mas também
podem ser surpreendentes. Lembre-se que podemos gravar nossos
experimentos a qualquer momento, o que nos proporciona uma boa
fonte para novos materiais.
Nas seções seguintes apresentamos alguns exemplos práticos e
sugestões para as Follow Actions.
3e!rodução em loo! de !artes de um cli!
Suponhamos que desejamos reproduzir um loop maior, mas
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somente os oito últimos compassos. Podemos fazer isso usando
Follow Actions:
Cria%ão de um grupo a partir de dois clips.
Após o primeiro clip ser reproduzido por completo, o segundo se
reproduzirá em loop até que seja detido.
Criação de ciclos
Uma das possibilidades mais óbvias das Follow Actions é a de
utilizar um grupo de samples para formar um ciclo musical. Caso
organizemos vários clips em um grupo e utilizemos a ação "Play
Next Clip¨ em cada clip, eles serão reproduzidos um após o outro
infinitamente, ou até que sejam detidos.
Podemos dar vida aos ciclos através de arranjos diferentes, que
podemos conseguir acrescentando outras Follow Actions, como por
exemplo "Play Any Clip¨ , com um valor relativo de Chance inferior.
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3e!rodução tem!or1rio de cli!s em loo!
As Follow Actions possuem algumas aplicações interessantes no
que se refere à criação de loops musicais temporários.
O ajuste pré-determinado Follow Action possui uma probabilidade
1:0 de que não ocorra "Nada¨ após ser aplicado o controle Follow
Action. Isto significa que na realidade não haverá Follow Action.
Imagine agora um grupo constituído de um só clip. A Follow Action
A está ajustada em "Play Clip Again¨ com um valor de Chance igual
a 8. A Follow Action B está ajustada em "None¨, e seu valor de
Chance é 1. O clip utiliza um sample grande e o Follow Action está
ajustado em um compasso. Ao clicar no clip se reproduzirá o
primeiro compasso, após do qual é muito provável que se volte a
reproduzir de novo. Não obstante, após algumas repetições, a ação
B ("None¨) será aplicada e o resto do sample continuará com a
reprodução.
Também podemos reproduzir um clip desde o seu início até um
ponto específico, em que a Follow Action indique que deve
reproduzir o seguinte clip ("Play Next Clip¨). Podemos utilizar o
mesmo arquivo no seguinte clip do grupo, com a diferença de que
podemos ajustar este clip para sua reprodução em loop. Este
segundo clip pode ter qualquer ajuste de Follow Action, de tal modo
que poderá ser reproduzido infinitamente, durante um tempo
determinado ou até que eventualmente se reproduza o seguinte
clip do grupo.
Como acrescentar variaçBes em sincronismo
Podemos utilizar Follow Action junto com os envelopes de clip e o
warping para criar todo tipo de interessantes variações a partir de
um grupo de clips similares. Por exemplo, podemos usar estas
ações para disparar aleatoriamente clips com envelopes de clip de
diferentes controladores MIDI, de modo que aconteçam variações
sutis de pitch bend ou de modulação de um instrumento ou
sintetizador na medida em que os clips de um grupo interajam. Os
clips de áudio podem experimentar transições entre diferentes
efeitos ou ajustes de transposição de um clip.
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O uso conjunto de Follow Actions e o modo Legato proporciona uma
potente maneira de alterar gradualmente uma melodia ou um
ritmo. Suponha que você dispõe de vários clips idênticos de uma
melodia que formam um grupo, e que estão ajustados para que se
reproduzam em modo Legato. Quando a Follow Action lhe obrigue a
alterar a outro clip do grupo, não alterará a melodia, já que o modo
Legato sincronizará a tempo a nova posição de reprodução com a
anterior. Os ajustes e envelopes de cada clip (inclusive as notas
contidas em um clip MIDI) podem ser ajustadas lentamente, de
maneira que a melodia experimente uma metamorfose gradual.
0i2agem de melodias e ritmos
Podemos deixar que a Follow Action realize remixagens e solos
imprescindíveis: utilize um clip que contenha um ritmo ou melodia
e o copie até que tenha vários deles formando um grupo. Como
método alternativo, você pode usar vários ritmos ou melodias
diferentes que deseje mixar junto. O início e final de cada clip pode
ser ajustado de forma diferente, o mesmo com os envelopes de clip
e outros ajustes de clip. Enquanto o controle Follow Action for igual
à duração do clip que deseja reproduzir, você poderá ajustar dois
Follow Actions com diferentes valores de Chance em cada clip,
lançar um clip e com certeza surpreender-se com o resultado.
Criação de estruturas não re!etitivas
As Follow Actions são excelentes para as instalações de som, já que
permitem criar estruturas que se reproduzem durante semanas ou
meses, mas que nunca se repetem exatamente. É possível, por
exemplo, ajustar os controles de tempo da Follow Action de uma
série de clips em valores irregulares. Deste modo, os clips
interagirão entre eles de forma que nunca se reproduzirão na
mesma ordem ou na mesma posição musical. Lembre-se que cada
clip pode ter endereçado duas Follow Action diferentes, com seus
ajustes Chance correspondentes...
"Divirta-se!¨ .
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Capítulo 11
6outin' e 3789.+
No contexto do Live, "routing¨ é a configuração das fontes e
destinos do sinal das trilhas (ou seja, suas entradas e saídas). Os
envios de sinal são definidos na se%ão In/Out do mixer, que oferece
seletores de fonte e destino de sinal para cada trilha. A seção
In/Out do mixer é o "patchbay¨ do Live.
Podemos marcar a entrada "In/Out¨ do menu View para acessar a
seção In/Out na Vista Session ou Arrangement.
Considere que, na Vista Arrangement, ao abrirmos e
redimensionarmos uma trilha fará com que toda a seção In/Out
fique disponível; na Vista Session, a seção In/Out também pode ser
ocultada/visualizada a partir do mixer através do seletor da Seção
Mixer à direita da tela.
A se%ão I/O#: do Mi2er e os seletores da se%ão Mi2er.
A seção In/Out apresenta a mesma distribuição para todas as
trilhas (com a única exceção da trilha Master):
● O par de seletores da parte superior ( determina a entrada da
trilha. As trilhas áudio recebem entrada de áudio, e as trilhas
MIDI aceitam sinais de entrada MIDI. As trilhas de retorno
recebem seus sinais de entrada a partir dos respectivos
envios.
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● A opção "Monitor¨ seleciona o modo de monitoração e regula
as condições de escuta do sinal de entrada de uma trilha.
● O par de seletores da parte inferior ("Audio/MIDI To¨)
determina a saída da trilha. Todas as trilhas terão saídas de
áudio, exceto as trilhas MIDI que não contenham nenhum
instrumento. Lembre-se que os instrumentos convertem os
sinais MIDI em áudio.
Em um par de seletores, o seletor superior seleciona a categoria do
sinal ("Ext.¨, por exemplo, significa uma conexão externa através
de uma interface de áudio ou MIDI), e recebe o nome de seletor
Input/Output Type. Se o tipo de sinal escolhido oferece sub-
seleções ou canais, estarão disponíveis no seletor inferior, chamado
seletor Input/Output Channel. No exemplo da seleção "Ext.¨, estas
possibilidades de seleção seriam as entradas e saídas áudio/MIDI
individuais.
0onitoração
No contexto do Live, a " monitoração¨ é o processo de dirigir o sinal
de entrada de uma trilha para a saída da trilha. Suponhamos que
tenhamos configurado uma trilha de áudio para que receba seu
sinal de entrada vindo de uma guitarra. Neste caso, a
"monitoração¨ significa que o sinal procedente da guitarra se dirige
efetivamente para a saída da trilha, através da cadeia de
dispositivos. Se a saída da trilha estiver ajustada em "Master¨, você
poderá ouvir pelos altofalantes o sinal da guitarra processada pelos
efeitos que esteja utilizando (com um certo atraso provocado pela
latência da sua interface de áudio).
A seção In/Out possui um botão Monitor que oferece três Opções
para cada trilha de áudio e MIDI:
● O ajuste Auto/monitoring, que é a opção padrão, é o mais
adequado para a maioria das aplicações de gravação direta: a
monitoração estará ativada enquanto a trilha se encontre
armada (ativada para a gravação), mas ficará inibida sempre
que a trilha esteja reproduzindo um clip.
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8ot7es Armar tril,a 1udio e MIDI.
● Para monitorar permanentemente a entrada da trilha,
independentemente da trilha estar armada ou se existir algum
clip em reprodução, selecione In. Este ajuste converte à trilha
no que em alguns sistemas se chama um "Aux¨ (Auxiliar): a
trilha não será utilizada para a gravação sem receber um sinal
procedente de qualquer outro lugar (por exemplo, de um
programa ReWire escravo). Com este ajuste, a saída dos clips
ficará suprimida. Uma configuração "In¨ de monitoração pode
distinguir-se facilmente inclusive quando a seção In/Out
estiver oculta pela cor laranja do interruptor Ativador da trilha.
● A monitoração pode ser desativada com a opção Off. Este
ajuste é útil quando gravamos instrumentos acústicos (que
são monitorados "no ar¨), caso utilizemos uma console de
mixagem externa para a monitoração, ou caso utilizemos um
interface de áudio com uma opção de "monitoração direta´´,
que realiza um bypass (desligamento temporário) sobre o
computador para evitar problemas de latência. Em geral, é
preferível trabalhar com uma interface de áudio que somente
introduza uma latência mínima e inapreciável (de alguns
poucos milisegundos). Caso gravemos no Live com a
monitoração desativada talvez deverá ser feito um ajuste de
Overall Latency em Preferences, que está descrito no tutorial
incluído no programa sobre como configurar as Preferências de
áudio.
5ntradaD-a>da 1udio e2terno
Para selecionar as entradas de uma interface de áudio, selecione
"Ext. In¨ através do seletor Input Type de uma trilha de áudio. O
seletor Input Channel apresentará os canais de entrada individuais.
As entradas presentes neste seletor estão acompanhadas por
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medidores de nível, que aparecem junto a seus nomes. Estes
medidores ajudarão a identificar a presença de sinal e também a
saturação, que fará que o medidor se ilumine em vermelho. A
configuração das saídas da interface de áudio funciona da mesma
maneira, neste caso através do par de seletores de saída.
A lista de entradas e saídas disponíveis depende das Preferências
de áudio. Para acessá-las, selecione a opção "Configure...¨ dos
seletores de canal de entrada e saída (Input e Output Channel). As
Preferências de áudio também permitem acessar os diálogos de
Configuração de canal, que determinam as entradas e saídas que
serão utilizadas, e também se estarão disponíveis para o Live como
sinais mono ou pares estéreo. Em essência, o diálogo Channel
Configuration informa ao Live tudo o que ele deve saber sobre as
conexões entre o computador e os demais componentes de áudio
do estúdio.
ConversBes 0onoD5st%reo
Caso selecionemos um sinal mono como entrada de uma trilha de
áudio, a trilha gravará samples mono. Em caso contrário, gravará
samples estéreo. Os sinais presentes na cadeia de dispositivos da
trilha sempre serão estéreo, inclusive se a entrada da trilha for
mono ou se a trilha reproduz samples mono.
Para passar de mono a estéreo, o programa simplesmente utiliza o
mesmo sinal para os canais esquerdo e direito. Caso enviemos uma
trilha para uma saída mono, os sinais dos canais esquerdo e direito
serão somados e atenuadas em 6 dB para evitar uma possível
saturação.
5ntradaD-a>da 0I'I e2terno
Os sinais MIDI chegam ao Live a partir do mundo exterior
exatamente igual que os sinais de áudio. O seletor Input Type de
uma trilha MIDI permite determinar um dispositivo de entrada MIDI
específico ou ajustar a opção "All Ins¨, que é a entrada combinada
de todos os dispositivos MIDI externos.
O seletor Input Channel oferece os canais de entrada individuais do
dispositivo MIDI selecionado e o sinal combinado de todos os
canais, "All¨. Igualmente ao que ocorre com as entradas de áudio, o
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seletor Input Channel também possui medidores junto a todas as
entradas para representar a atividade do sinal nos respectivos
canais de entrada.
A lista de dis!ositivos 0I'I ativos das Preferências
A lista de dispositi!os MIDI nas $refer3ncias.
Podemos configurar os dispositivos MIDI disponíveis para o Live
através da seção (Dispositivos ativos) das MIDI Preferences. Esta
seção mostra uma lista de todas as entradas e saídas disponíveis
dos dispositivos MIDI. Para que as trilhas do Live recebam/enviem
MIDI de/para um dispositivo MIDI específico, certifique-se que o
interruptor correspondente na coluna "Track¨ esteja ajustado em
On. Podemos usar qualquer número de dispositivos MIDI para
entrada/saída MIDI de uma trilha; a seção In/Out do mixer permite
dirigir individualmente a cada uma delas.
3e!rodução de 0I'I com o teclado do com!utador
O teclado do computador pode ser usado como um
pseudodispositivo para gerar notas MIDI a partir de
pressionamentos de teclas do teclado do computador. Com este
pseudo-dispositivo, é possível gerar sinais MIDI inclusive sem um
dispositivo de entrada MIDI "real¨. Para ativar o teclado MIDI do
computador use o botão Computer MIDI Keyboard da Barra de
Controle, ou o atalho no menu
Options.
Ati!a%ão do teclado MIDI do computador.
A fileira de teclas central do teclado toca as notas correspondentes
às teclas brancas de um piano, iniciando-se pela esquerda com a
nota C5. As teclas negras do piano correspondem à fileira superior
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do teclado do computador. As quatro letras localizadas no extremo
esquerdo do teclado são usadas para transportar a faixa de notas e
para definir o velocity. As alterações realizadas nestes valores
aparecem na Barra de Status, na parte inferior da tela do Live.
Quando as teclas do computador estão endereçadas para as notas
C3 - C4, as teclas são mapeadas para as notas MIDI de maneira
que fileira central do (ASDF...) corresponde aos slots Impulse
Percussion Sampler´s sample. Isto significa que existe a
possibilidade de reproduzir e gravar patterns bateria com o teclado
do computador.
Considere que quando o teclado MIDI do computador está ativado,
este "roubarᨠteclas que estavam endereçadas a um controle
remoto de elementos da interface do Live.
Para prevenir isso, podemos desativar o teclado MIDI do
computador quando não estivermos precisando dele.
Cone2ão de sintetizadores e2ternos
O envio de sinais MIDI para um sintetizador externo é muito
simples e direto: selecione no seletor Output Type a porta MIDI em
que esteja conectado o sintetizador, e ajuste o seletor Output
Channel ao canal MIDI através do qual deseja enviar os sinais.
Importante: Caso esteja utilizando um sintetizador com teclado
tanto para introduzir notas no Live como para gerar som, certifique-
se de testar a função "Local Off¨ do sintetizador. Todos os
sintetizadores dispõem desta função, que na prática separa o
teclado do gerador de som e permite trabalhar com ambos os
componentes como dispositivos independentes. Desta maneira,
podemos utilizar o Live como o "hub¨ "intermediário¨ do estúdio
MIDI, já que o programa pode receber sinais MIDI procedentes do
teclado e reenviar esses sinais MIDI entrantes (e o MIDI presente
nos clips) de forma apropriada.
Indicadores de entradaDsa>da 0I'I
A Barra de Controle do Live possui três pares de indicadores "LED¨
que indicam a entrada e saída de dados MIDI. Estes indicadores
informam não somente a presença de sinais, assim como o uso dos
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mesmos. Em cada par, o indicador superior pisca quando se recebe
uma mensagem MIDI e o inferior pisca quando se envia uma
mensagem MIDI.
Os indicadores MIDI da 8arra de Controle.
Os tr3s pares de indicadores representam@
1. MIDI Clock e Timecode usados para sincronizar o Live com
outros seqüenciadores;
2. Mensagens MIDI usadas para controlar remotamente
elementos da interface de usuário do Live;
3. Mensagens MIDI com origem ou destino nas trilhas MIDI do
Live.
As mensagens MIDI endereçadas para funções de controle remoto
são "consumidas¨ pelo dito endereçamento, e não passam para as
trilhas MIDI. Este comportamento dá muita confusão que pode ser
esclarecia com a simples observação dos indicadores.
-a>da 0aster e sa>da Cue
A trilha Master é o destino pré-determinado para os sinais de
áudio.Por sua vez, a trilha Master se dirige às saídas de áudio
externas.
A saída Cue/$re!ie5 Out pode ser roteada de forma independente,
o que permite ouvir samples internamente ou preparar trilhas
através de fones.
3oteamento de a!licaçBes 3eCire escravas
O Live pode enviar MIDI para (e também receber áudio de)
qualquer aplicação ReWire escrava instalada no mesmo
computador.
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#ma tril,a de 1udio recebe sinais de 1udio procedentes do Reason0
e uma tril,a MIDI en!ia sinais MIDI para esse mesmo programa.
O exemplo seguinte mostra o processo de envio de sinais MIDI a
partir de uma trilha MIDI do Live para um instrumento incluído no
$ropeller,ead Reason, para depois reenviar o áudio resultante de
volta para uma trilha de áudio:
1. Em primeiro lugar, execute Live.
2. A seguir, abra Reason e configure o rack de Reason a seu
gosto.
3. Selecione "Reason¨ no seletor Output Type da trilha MIDI.
4. O seletor Output Channel lhe apresentará uma lista dos
instrumentos atualmente disponíveis no rack do Reason.
5. Selecione o instrumento para qual deseja enviar o sinal MIDI.
6. Selecione "Reason¨ no seletor Input Type da trilha de áudio.
7. No seletor Input Channel da trilha de áudio, selecione o canal
de áudio correspondente ao instrumento para o qual está
enviando o sinal MIDI.
8. Ajuste o botão Monitor da trilha de áudio em "In¨.
9. Selecione "All Ins¨ no seletor Input Type da trilha MIDI.
10.Arme a trilha MIDI.
Agora todos os sinais MIDI que chegarem ao Live serão enviados
para o Reason, que por sua vez gerará o áudio correspondente e o
enviará de volta para a trilha de áudio para seu posterior
processamento com as prestações de mixagem e efeitos do Live.
Caso deseje continuar trabalhando nesse mesmo projeto sem ter
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que voltar a abrir Reason, somente poderá gravar o áudio gerado
pelo Reason. Para isso arme a trilha de áudio e ative o modo
Record.
3esam!ling
A saída principal do Live pode ser enviada para uma trilha de áudio
individual e ser gravado ou resampleado. O processo Resampling é
uma ferramenta muito útil e divertida de usar, já que permite criar
samples do que ocorre em um momento determinado num Live Set
e integrar isso imediatamente na sessão. Podemos usar também
para gravar trilhas com dispositivos que consomem muitos recursos
da CPU (que deste modo poderão ser apagados) ou para realizar
uma escuta prévia rápida antes de renderizar para o disco.
A opção "Resampling¨, disponível no seletor de tipo de entrada de
todas as trilhas de áudio, envia a saída principal para a trilha. A
seguir, poderemos decidir o que exatamente desejaremos
resamplear e silenciar, por em solo ou realizar ajustes nas trilhas
que enviam seu sinal para a saída principal.
Utilize o medidor de volume principal para obter o máximo nível
sem que se produza saturação (circunstância que o programa indica
através da cor vermelha no medidor). A seguir, arme a trilha e
grave em qualquer de seus slots de clips vazios. Lembre-se que a
saída da trilha de gravação será suprimida durante a operação de
resampling e que, portanto, não será incluída na gravação.
Os samples criados através de resampling são armazenados na
pasta de projeto, do Set em uso sob Samples/Recorded. Enquanto
não forem salvos permanecerão na pasta temporária especificada.
3oteamento interno
O Live oferece recursos de roteamento entre trilhas ("intertrack
routing¨). Apesar de em algumas ocasiões resultar um pouco
confuso, estes roteamentos oferecem muitas possibilidades técnicas
e criativas. O ´inter-track routing´ pode funcionar de duas maneiras:
1. A trilha A fica configurada para enviar seu sinal de saída para
a trilha B. Isto é possível porque todas as trilhas aptas para
receber um sinal de saída do tipo presente na trilha A
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aparecerão no seletor Output Type desta trilha.
2. A trilha B fica configurada para receber seu sinal de entrada a
partir da trilha A. Isto é possível porque todas as trilhas que
enviam um sinal do tipo adequado aparecerão no seletor Input
Type da trilha B.
Duas formas de en!iar o sinal da :ril,a A para a :ril,a 8.
Ambos os métodos oferecem o mesmo resultado: o sinal da trilha A
é enviado para a trilha B. O método 1 deixa intactos os ajustes de
entrada/saída da trilha B, o que permite acrescentar a qualquer
momento mais trilhas que enviem suas saídas para trilha B. Este é
o procedimento adequado para envios de tipo "várias trilhas sobre
uma¨, como ocorre nas submixagens ou nos casos em que diversas
trilhas MIDI interpretam um mesmo instrumento.
Por outro lado, o método 2 deixa praticamente intacta a trilha A: a
única ação efetua a trilha B ao "tomar¨ seu sinal. Assim, temos a
possibilidade de acrescentar todas as trilhas que, como a B,
"reconheçam¨ o sinal da trilha A. A distribuição de instrumentos
layer é um bom exemplo de uma configuração de envios de tipo
"uma trilha sobre várias¨. O restante desta seção do manual
apresenta vários exemplos de roteamento interno com mais
detalhe.
Pontos de encamin,amento interno
Os sinais viajam desde as trilhas do live até suas respectivas
cadeias de dispositivos e depois até o Mixer de trilhas, onde
poderão ser panoramizaods ou ter seus níveis alterados com os
faders de trilhas.
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Sempre que um seletor Audio From input de uma trilha esteja
configurado à outra trilha (como está descrito na seção Approach
2), o sinal recebido pode ser obtido desde um dentre três pontos
diferentes escolhidos no seletor Input Channel: $re 9M0 $ost 9M ou
$ost Mi2er.
$ontos de cone2ão para encamin,amento de tril,as.
$re 9M obtém o sinal que vem diretamente de uma trilha, antes que
tenha passado pelas cadeias de dispositivos (FX) da trilha ou do
mixer. Portanto, as alterações que forem realizadas sobre os
dispositivos da trilha ou do mixer não têm nenhum efeito sobre o
sinal.
● $ost 9M obtém o sinal à saída das cadeias de dispositivos (FX)
de uma trilha, mas antes que ele seja enviado para o mixer.
As alterações sobre os dispositivos também afetarão o sinal,
apesar de que o que for feito no Mixer não afetará em nada.
● $ost Mi2er obtém a saída final de uma trilha, após ter passdo
através de suas cadeias de dispositivos e mixer.
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Pontos de encamin,amentos nos 3ac4s
$ontos de inter!en%ão para cada cadeia de uma tril,a.
Caso uma trilha possua um ou mais Racks em sua cadeia de
dispositivos, os pontos de encaminhamentos internos (Pre FX, Post
FX e Post Mixer) também estarão disponíveis para cada cadeia
dentro do Rack. Neste caso, cada Rack também aparecerá na lista
no seletor Input Channel:
● 'Rac& ame) | 'C,ain ame) | Pre FX - O sinal será obtido
desde o ponto em que entra no Rack, antes que alcance os
dispositivos da cadeia.
● 'Rac& ame) | 'C,ain ame) | Post FX - O sinal será obtido
desde o final da cadeia, porém antes que passe ao mixer da
cadeia.
● 'Rac& ame) | 'C,ain ame) | Post Mixer - O sinal será obtido
desde a saída do mixer da cadeia, justo antes do ponto onde
todas as cadeias do Rack se somam para criar a saída do
Rack.
Utilização de encamin,amento interno
Esta seção mostra vários exemplos mais detalhados de
encaminhamentos internos.
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8ravação !osterior aos efeitos
Imaginemos que estamos enviando uma guitarra para o Live, e que
estamos criando uma canção gravando por trilhas e sobrepondo
tomadas. A possibilidade de utilizar uma cadeia de efeitos separada
para cada trilha é muito conveniente, já que assim podemos aplicar
diferentes efeitos a cada tomada. Outrossim, também poderíamos
desejar que o sinal passasse por algum efeito (um noise gate ou
um amp model, por exemplo) antes da etapa de gravação, para
gravar o sinal já processada pelos efeitos.
;2emplo de configura%ão para gra!a%ão pr+!ia com efeitos.
Para conseguir isso, somente precisamos dedicar uma trilha
especial de áudio ao processamento e monitoramento do sinal da
guitarra entrante. Nomeie esta trilha de "Guitar¨ e arraste os
efeitos que deseja para a sua cadeia de dispositivos. Não grave
diretamente sobre a trilha: ao invés disso, crie um par de trilhas
para a gravação. Configure estas trilhas para que recebam sua
entrada da trilha Guitarra.
Quanto à monitoração, ajuste o botão Monitor da trilha Guitar em
On, já que a idéia é ouvir a guitarra através desta trilha,
independentemente de tudo o que estiver sucedendo nesse
momento no Live. Os botões Monitor das demais trilhas deverão
ficar ajustados em Off.
8ravar 0I'I como 1udio
Si trabalha com MIDI e com instrumentos software complejos,
quizá seja melhor que grabe o áudio resultante em lugar das sinais
MIDI entrantes. Pode enviar uma sola nota MIDI ao Abs?nt, de
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Native Instruments, por exemplo, para produzir um som mais
parecido a uma peça musical completa que a um único tono. Este
tipo de saída se representa melhor como uma forma de onda que
como uma sola nota em um clip MIDI, especialmente se
comparamos as posibilidades de edição disponíveis para ambos os
modos de representação.
.ra!a%ão da sa-da de um instrumento comple2o em tril,as de
1udio.
Para isso, utilize uma configuração igual a que descrevemos acima.
Além de uma trilha MIDI que possua o instrumento virtual, use
outras trilhas de áudio adicionais para gravar o resultado (já em
forma de áudio) da reprodução do instrumento.
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Criação de su(mi2agems
Submi2agem dos instrumentos indi!iduais de um &it de bateria.
Vamos supor que possuímos um kit de bateria separado em seus
diferentes instrumentos de percussão, e que todos os instrumentos
chegam nas trilhas separadas para gravação multipista. Na
mixagem será muito fácil modificar individualmente os volumes dos
instrumentos da bateria, mas o ajuste do volume global do kit
completo com relação ao restante da música não será tão cômodo.
Portanto, vamos acrescentar uma nova trilha de áudio para realizar
uma submixagem dos instrumentos individuais. Configure as trilhas
de bateria para que enviem suas saídas à trilha de submixagem,
que por sua vez enviará sua saída à trilha Master. A trilha de
submixagem proporciona um útil controle de volume para o kit de
bateria por completo.
V1rias tril,as 0I'I re!roduzem o mesmo instrumento
Imagine uma trilha MIDI que contenha um instrumento virtual, por
exemplo um Simpler que esteja reproduzindo um som de pad.
Suponhamos que já tenhamos gravado clips MIDI nesta trilha e que
agora desejamos acrescentar uma tomada paralela e independente
com o mesmo instrumento. Para começar, vamos acrescentar outra
trilha MIDI. Agora poderíamos simplesmente arrastar outro Simpler
sobre a nova trilha, mas o ideal seria re-utilizar o Simpler existente
na trilha do pad, de maneira que as modificações realizadas no som
do pad afetem as notas de ambas as trilhas.
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;n!io de uma tril,a MIDI adicional para uma tril,a MIDI e2istente
para reutilizar seu instrumento.
Para isso, ajuste o seletor Output Type da nova trilha MIDI em
"Pad¨. Observe que agora o seletor Output Channel oferece uma
seleção de destinos: podemos direcionar a saída da nova trilha à
entrada da trilha do pad ou envia-la diretamente ao Simpler. A
opção "Track In¨ do seletor Output Channel representa o sinal de
entrada da trilha do pad (o sinal que vamos gravar), que não é a
que queremos. Em seu lugar, selecione "Simpler Ch. 1¨ para enviar
o sinal MIDI da nova trilha diretamente ao Simpler sem passar
pelas etapas de gravação e monitoração. Com esta configuração
podemos gravar novas tomadas em ambas as trilhas, que
reproduzirão o mesmo som de pad.
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O instrumento ficar1 separado em uma tri,a dedicada.
Talvez incomode o fato de que ao silenciar a trilha do pad
(desativando seu interruptor Ativator) se silencie também a outra
trilha MIDI. Para sermos exatos, a outra trilha segue sendo
reproduzida, mas o seu sinal MIDI está sendo reproduzido por um
instrumento que se encontra fora da mixagem. Existe um modo
muito fácil de corrigir este inconveniente: corte os clips da trilha do
pad e cole-os em uma terceira trilha que pode ser silenciada de
forma independente (e que também pode incluir seus próprios
efeitos MIDI). Agora, a função da trilha do pad original somente
será a de conter o instrumento. Visto que não vamos gravar novos
clips nesta trilha, ajuste seu seletor Input Type em "No Input¨.
Desta maneira, seu botão Arm desaparecerá, o que ajudará a evitar
confusões quando a seção In/Out do mixer estiver ocultada.
Uso das sa>das inde!endentes de um instrumento
Alguns instrumentos software, como o sampler de percussão
Impulse do Live, oferecem saídas múltiplas de áudio para os sinais
que produzem. Por padrão, o Impulse mixa internamente a saída
de seus oito slots de sample e envia a mixagem para a saída de
áudio do instrumento.
Todos os efeitos de áudio localizados por trás do Impulse na mesma
trilha processarão esse sinal composto. Haverá ocasiões, que talvez
você queira extrair um som de bateria da mixagem para processa-
lo individualmente. O Impulse torna isso possível, já que seus slots
de sample estão disponíveis como fontes de áudio para outras
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trilhas.
#so das sa-das indi!iduais do Impulse para processar slots de
sample separadamente.
Somente temos que criar uma trilha de áudio e selecionar a trilha
que contenha o Impulse através de seu seletor Input Type. Agora, o
seletor Input Channel oferecerá, além de "Track Out¨ (que é o sinal
de áudio presente ao final da cadeia de dispositivos da trilha), as
oito saídas individuais do Impulse, etiquetadas em função do
sample utilizado em cada slot.
Observe que se enviarmos uma saída individual do Impulse até
uma outra trilha, este sinal será automaticamente suprimido da
mixagem interna do Impulse. De todas as formas, esta
característica não é um comportamento standard na maioria dos
plug-ins de instrumento.
Uso de !lug-ins de instrumentos multitim(rais
Existem muitos plug-ins de instrumento que suportam operações
multitimbrais. Um instrumento multitimbral vem a ser vários
instrumentos em um só, em todas as "partes¨ componentes (cada
fabricante utiliza um nome diferente para elas) recebem sinais MIDI
em canais MIDI separados. Normalmente, um instrumento
multitimbral oferece saídas separadas, de forma que cada parte
pode ser roteada individualmente no mixer. Como alternativa, o
instrumento pode apresentar um submixer próprio.
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:ril,as en!iando MIDI para 'e recebendo 1udio de) as diferentes
partes de um instrumento multitimbral.
O envio de sinal MIDI para um instrumento multitimbral é uma
variação de um caso descrito anteriormente. Uma trilha MIDI
possui o instrumento multitimbral, e outras trilhas MIDI adicionais
são utilizadas para enviar sinal às partes individuais do
instrumento. Cada trilha MIDI adicional apresenta seu próprio
seletor Output Type ajustado à trilha que possui o instrumento,
enquanto que o seletor Output Channel de cada trilha está ajustado
ao canal MIDI de destino.
Também podemos utilizar trilhas de áudio adicionais para receber
as saídas individuais do instrumento, tal como descrevemos
anteriormente.
Alimentação das entradas de sidec,ain
Alguns efeitos possuem as chamadas "sidechain inputs¨ (entradas
de sidechain ou cadeia lateral).
Um vocoder, por exemplo, impõe algumas características espectrais
extraídas de um sinal (voz falada) sobre outro sinal (um pad de
cordas, por exemplo). O vocoder fica inserido como efeito de áudio
na trilha das cordas, e possui uma entrada de sidechain para o sinal
de voz falada, que deverá ser enviada a partir de outra trilha.
Assim, podemos criar uma trilha de áudio adicional chamada "Voz¨
e ajustar seu seletor Output Type para a trilha "Cordas¨. No seletor
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Output Channel selecione a entrada de sidechain do vocoder.
;n!io de um sinal de !oz falada para a entrada de sidec,ain de um
!ocoder.
Alguns plug-ins de vocoder possuem um sintetizador integrado para
gerar o sinal portador. Neste caso, a única diferença com o
processo que descrevemos acima, é que o instrumento de vocoder
deveria ser arrastado para uma trilha MIDI.
O envio do sinal para a entrada de áudio de sidechain funciona
como já explicamos.
'istri(uição dos instrumentos !or LaAers
Vamos imaginar que possuímos uma trilha MIDI com um
instrumento que está reproduzindo um som de cordas, e que para
"abrilhantar¨ esse som queremos acrescentar alguns sopros de
metal reproduzindo as mesmas notas em uníssono. Para isto
somente teremos que acrescentar uma trilha MIDI com um
instrumento que reproduza o som de metal. A seguir, ajustar seu
seletor Input Type para que receba o sinal de saída da trilha de
cordas.
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#so de uma tril,a MIDI au2iliar para distribuir instrumentos por
la?ers.
Talvez você esteja se perguntando como isso é possível já que a
saída da trilha de cordas é um sinal de áudio e não MIDI.
Quando uma trilha envia dados MIDI para outra trilha, a trilha de
destino recebe o sinal MIDI procedente da última etapa possível,
que é a etapa justamente anterior à etapa em que o sinal passa
pelo instrumento.
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Capítulo 1+
Mixa,em
O mixer do Live
O Live possui uma seção de mixagem acessível a partir de ambas
as vistas:
O mi2er da !ista Arrangement.
Na vista Arrangement, o mixer aparece como uma franja horizontal
à direita da zona de trilhas. Para visualizar todos os controles de
mixagem de uma trilha, desloque-a clicando no botão triangular
localizado junto ao nome da trilha e ajuste sua altura.
O mi2er da !ista Session.
Na vista Session o mixer apresenta a disposição vertical standard. É
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provável que o mixer da vista Session lhe pareça muito mais
intuitivo que o da vista Arrangement, apesar deste último ser muito
prático na hora de usar as funções de automação. Lembre-se que
clicando na tecla Tab podemos alternar entre as vistas Session e
Arrangement.
As seguintes opções do menu View apresentam ou ocultam
elementos do mixer. O programa permite utilizar configurações de
visualização de mixer diferentes na vista Session e na vista
Arrangement.
- In/Out (E/S)
- Sends (Envios)
- Returns (Retornos)
- Mixer (mixer)
- Track Delays
- Crossfader
O seletor da seção de mixagem, localizado na parte direita da tela,
permite mostrar ou ocultar rapidamente os diversos elementos do
mixer.
O seletor da se%ão de mi2agem.
Vejamos agora os controles do mixer:
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Os controles do Mi2er.
1. O medidor mostra o nível RMS (por média) e o nível de saída
máximo da trilha. Por outro lado, durante a monitoração o
medidor apresenta o nível de entrada.
2. O controle de volume permite ajustar o nível de saída da
trilha.
3. O controle de pan permite posicionar a saída da trilha no
campo estéreo. Para retornar o controle de pan à posição
central, clique no pequeno triângulo.
4. Para silenciar a saída de uma trilha, desative o botão Track
Ativator.
5. O botão Solo silencia todas as trilhas exceto a trilha cujo botão
Solo esteja ativado. Também podemos utilizá-lo para escutas
prévias. As trilhas somente podem ser soladas uma a uma, a
menos que a opção Solo exclusivo (na aba Misc de
Preferences) esteja desativada. De forma alternativa, também
podemos manter pressionada para colocar em
solo mais de uma trilha.
6. Quando o comutador Arm Recording (Armar gravação) está
ativado, a trilha está habilitada para a gravação. As trilhas
somente podem ser armadas uma a uma, a menos que a
opção Armar exclusivo (na aba Misc de Preferences) esteja
desativada. De forma alternativa, também podemos manter
pressionada para armar mais de uma trilha.
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Caracter>sticas do mi2er no -ession
As possibilidades do mi2er da Session.
A seção Mixer deste Mixer do Session possui várias novas
características acrescentadas que não ficam visíveis por padrão. O
mixer pode ser redimensionado, e arrastando para cima a parte
superior do mixer estenderemos a altura dos medidores de níveis
das trilhas, acrescentando marcas de tick, um campo numérico de
volume e indicadores reajustáveis de pico de nível. Incrementando
a largura de uma trilha neste estado será acrescentada uma escala
em decibéis junto às marcas de tick do medidor.
Estas melhorias se adaptam melhor para uso em configurações
tradicionais de mixagens, mas estão disponíveis sempre que se
mostre a seção de mixagem.
Visto que o motor de áudio de ponto flutuante (32-bit) do Live
oferece um enorme teto (headroom), os medidores do Live podem
avançar muito na "zona vermelha¨ sem que o sinal seja cortado
(clip - distorção digital). A única situação em que os sinais acima
de 0 dB são problemáticos é quando são encaminhados para ou
desde saídas físicas0 como as que possui a placa de áudio, ou
quando grava-se áudio em um arquivo.
Não obstante, o Live oferece esta ajuda visual opcional para os
sinais que superam os 0 dB em qualquer trilha.
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.ril,as de 1udio e 0I'I
Como vimos anteriormente, as trilhas áudio e MIDI do Live abrigam
e reproduzem clips. Usando os comandos de inserção apropriados,
podem ser agregadas ao mixer do Live Set novas trilhas de áudio
ou MIDI a qualquer momento.
As trilhas também podem ser criadas clicando duas vezes ou
pressionando Return sobre os arquivos no Navegador para
carregálas, ou arrastando objetos a partir do Navegador até
o espaço à direita das trilhas na Vista Session ou debaixo das
trilhas da Vista Arrangement. Os dispositivos ou arquivos que são
carregados no Live desta forma criarão trilhas do tipo apropriado
(por exemplo, uma trilha MIDI será criada caso arrastemos um
arquivo ou efeito MIDI).
As trilhas aparecem representadas por Barras de título de trilha.
Clique sobre a Barra de título de uma trilha para selecioná-la e, a
seguir, execute um comando do menu Edit sobre ela, por exemplo,
"Rename".
É possível renomear rapidamente uma série de trilhas executando
este comando e usando a seguir a tecla Tab para deslocar-se de
uma Barra de título à outra. Também podemos introduzir nosso
próprio texto informativo numa trilha através do comando Edit Text
no menu Edit ou no menu de contexto (botão direito do mouse).
As tril,as aparecem representadas por 8arras de t-tulo.
Podemos arrastar trilhas por suas barras de título para reordená-
las, ou clicar e arrastar sobre suas bordas para alterar suas larguras
(na Vista Session) ou alturas (na Vista Arrangement).
Para apagar uma trilha, use o comando Delete do menu Edit.
Canais de 3etorno e Canal 0aster
Além das trilhas que reproduzem clips, o Live Set dispõe de um
Canal master e de até doze canais de retorno. Sua missão não
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consiste em reproduzir clips, e sem em facilitar o processamento e
o endereçamento (routing) dos sinais.
Os canais de retorno e o canal master se encontram à direita do
mixer na vista Session e na parte inferior da vista Arrangement.
O comando Return do menu View permite mostrar ou ocultar os
canais de retorno.
Tal como acontece com as trilhas de clip "normais", o canal master
e os canais de retorno podem abrigar um número ilimitado de
efeitos.
Entretanto, o efeito de uma trilha de clips somente processa o
áudio contido na respectiva trilha, enquanto que os canais de
retorno podem processar áudio procedente de numerosas trilhas.
Por exemplo, suponhamos que desejamos criar ecos rítmicos
usando um efeito de delay. Se arrastarmos o efeito até uma trilha
de clips, o delay somente afetará os clips reproduzidos através
dessa trilha.
Entretanto, se colocarmos o efeito em um canal de retorno,
poderemos processar o sinal de várias trilhas ao mesmo tempo.
Os controles Send e o botão $re/$ost.
O controle Send (Envio) de uma trilha de clips determina a
quantidade de sinal de saída que se envia até a entrada do canal de
retorno associado. Adicionalmente, o sinal de saída do canal de
retorno pode ser enviado para sua própria entrada, permitindo
assim a produção de feedback. Use esta opção com cuidado já que,
caso uma quantidade excessiva de feedback seja gerada o nível do
sinal será multiplicado consideravelmente.
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Cada canal de retorno dispõe de um comutador Pre/Post que
determina o ponto em que o sinal passa ao canal de retorno: antes
ou depois da mixagem (ou seja, antes ou depois dos controles de
pan, volume e ativação de trilha). O ajuste "Pre" permite a criação
de mixagens auxiliares, independentes da mixagem principal, para
seu tratamento no canal de retorno. O canal de retorno pode ser
enviado até uma saída independente. Deste modo poderemos criar,
por exemplo, uma mixagem de monitoração independente para os
músicos que trabalhem no projeto.
O canal master é o destino pré-determinado dos sinais procedentes
de todas as demais trilhas. Arraste para aqui os efeitos que desejar
aplicar na mixagem geral antes que alcance a saída principal. Os
efeitos que são aplicados no canal master são em geral
processadores relacionados com a masterização, como compressão
e/ou EQ.
O comando Insert canal de retorno do menu Insert permite criar
canais de retorno adicionais. Entretanto, por definição somente
pode haver um canal master.
Uso do Crossfader do Live
O Live dispõe de um crossfader com o que podemos criar transições
suaves entre clips de diferentes trilhas. O crossfader do Live
funciona de maneira análoga aos crossfaders dos mixes de DJ.
Entretanto, o do Live permite realizar fades não somente entre
duas trilhas, mas também entre um número ilimitado delas,
inclusive os canais de retorno.
O Crossfader e o Selector.
Acessamos o crossfader através dos seletores do mixer da Vista
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Session. Ele oferece sete curvas de crossfade diferentes de forma
que podemos selecionar a que se adpate melhor ao que queremos.
Para alterar a curva, sobre o crossfader, e logo após selecionamos
uma entrada a partir do menu de contexto.
A(ui podemos selecionar dentre sete op%7es de cur!as de
Crossfader.
O gráfico abaixo detalha o nível de potência e reposta de cada
curva de crossfade.
O crossfader pode ser endereçado a qualquer controlador MIDI
contínuo (absoluto ou incremental). Além do fader (deslizador)
central do crossfader, suas posições absolutas à esquerda e direita
estão disponíveis em separado para seu endereçamento MIDI ou do
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teclado.
Existem duas cenas especiais para o controle remoto com respeito
ao crossfader:
● Uma tecla endereçada a qualquer das três posições
endereçáveis de crossfader (esquerda, centro ou direita)
comutará as posições esquerda e direita absolutas do
crossfader.
● Caso enderecemos a dois dos três campos obtemos um
comportamento de "volta rápida" quando uma das teclas
endereçadas é mantida pressionada e a outra se pressiona e
se solta.
Os bot7es de endere%amento de fade de uma tril,a.
Cada trilha dispõe de dois botões de endereçamento de fade (A e
B).
No que se refere aos fades, uma trilha pode ter três estados
diferentes:
● Caso nenhum dos botões de endereçamento esteja ativado, o
crossfader não afetará em absoluto à trilha.
● Caso A esteja ativado e o crossfader se encontre localizado na
metade esquerda, a trilha será reproduzida sem sofrer
atenuação alguma. À medida que o crossfader se desloque à
direita de sua posição central, o volume da trilha se atenuará.
Caso o crossfader se encontre no extremo direito, a trilha
deixará de soar.
● De modo similar, caso o botão B esteja ativado, o volume da
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trilha será atenuado ao se deslocar o crossfader à esquerda de
sua posição central.
É importante a compreensão de que os botões de endereçamento
de fade não afetam ao endereçamento do sinal. Ou seja, o
crossfader somente afeta o volume do sinal na fase de ganho de
cada trilha. As trilhas podem ser encaminhadas para um bus de
saída individual com independência de seu endereçamento de fade.
Empregando o jargão dos estudios de gravação, o crossfader pode
ser considerado como um grupo VCA controlável "à volta".
Como quase tudo no Live, os fades podem ser gravados no
Arrangement e editados posteriormente com mais detalhamento.
Para editar os endereçamentos de fade de uma trilha, selecione
"Mixer" no Device chooser e "X-Fade Assign" no controle chooser.
Para acessar a curva de automação do crossfader, selecione "Mixer"
no Device chooser do canal master e "Crossfade" no controle
chooser do mesmo canal.
-olo e Pr%-escuta 6Previe<7
Em sua configuração padrão, ao ativar o botão Solo de uma trilha,
o programa silencia todas as demais. O sinal procedente das trilhas
em 'solo' é ouvido através de suas respectivas saídas, conservando-
se o ajuste de pan de cada uma delas. Os canais de retorno não
são afetados pela ativação da função Solo de uma trilha de clips.
Entretanto, a ativação do botão Solo de um canal de retorno afeta
todas as demais trilhas.
O Live permite substituir a função Solo standard pela função de
cueing(preview). Esta função permite realizar escutas prévias de
material de áudio tal como faz um DJ. Isto permite selecionar clips
e ajustar efeitos antes que passem à mixagem que o público ouve.
Para utilizar a função de cueing do Live devemos dispor de uma
interface de áudio com pelo menos quatro saídas independentes
(ou duas saídas estéreo independentes). Os ajustes
correspondentes são encontrados no mixer da vista Session.
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Certifique-se de ter selecionado "Mixer" e "In/Out" no menu View.
Os controles de pr+/escuta do mi2er da !ista Session.
1. O controle Master Out permite selecionar a saída da interface
que desejamos utilizar como saída principal.
2. O controle Cue Out permite selecionar a saída da interface que
desejamos utilizar para pré-escuta. A saída selecionada deverá
ser diferente da endereçada à saída principal. Caso as saídas
que desejamos utilizar não apareçam nos seletores, revise as
Preferências de áudio.
3. Ative a função de pré-escuta colocando o botão Solo/Cue
Mode na posição "Cue".
4. Os botões Solo das trilhas serão substituídos por botões Cue
com um ícone de fones de ouvido. Ao clicarmos num botão
Cue, o sinal de saída da trilha correspondente será ouvido
através da saída selecionada no Cue Out chooser. Lembre-se
que o comutador Track Ativator dessa trilha segue
determinando a presença ou a ausência da mesma na saída
principal.
5. O controle Cue Volume ajusta o nível de pré-escuta da trilha.
Observe que quando a pré-escuta está configurada e ativada, a
saída dos arquivos de áudio pré-visualizados no Navegador também
se ouve através da saída de pré-escuta.
.rac4 'elaAs
Existe um controle Track Delay disponível para cada trilha no Live.
O controle permite retardar o pré-retardar (pre-delay) a saída de
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trilhas em milisegundos para compensar atrasos humanos,
acústicos, de hardware e de outros tipos do mundo real. Esta seção
da interface pode ser mostrada ou ocultada usando o seletor
correspondente da Seção Mixer.
O controle e seletor :rac& Dela?.
Não recomendamos que altere os atrasos de trilha (track delays)
durante uma interpretação, já que isso poderá causar clics ou
ruídos indesejáveis no sinal de áudio. Podemos conseguir micro-
offsets (micro-deslocamentos) nos clips da Vista Session usando os
botões de deslocamento de clip (nudge) na Vista Clip, não obstante
os track delays podem ser utilizados na Vista Arrangement para tais
offsets.
Considere que a compensação de delay para plug-ins e dispositivos
do Live é um recurso diferente, que é automático por padrão. As
configurações altas não usuais de Track Delay ou algumas latências
documentadas de certos plug-ins podem causar uma apreciável
lentidão no software. Caso passe por dificuldades quanto à latência
no momento de gravar ou tocar instrumentos, desative a
compensação de delay do dispositivo, apesar que isso não seja
normalmente recomendável. Os ajustes individuais de trilha
poderão ser úteis nesse caso. Considere que os controles Track
Delay não estão disponíveis quando se desativa a compensação de
delay do dispositivo.
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Capítulo 1-
.rava!ão de novos clips
Este capítulo explica como gravar novos clips a partir de sinais de
entrada de áudio e MIDI. Observe que este tipo de gravação difere
da captura de clips da vista Session ou na vista Arrangement.
Para obter uma gravação de áudio satisfatória, certifique-se que as
preferências de áudio estejam corretamente configuradas. Para
saber mais sobre isso, consulte a lição incluída no programa sobre
como configurar as preferências de Áudio. Lembre-se assim mesmo
que os dispositivos tais como microfones, guitarras e toca-discos
não operam a nível de linha, portanto deverá ser realizado o ajuste
do nível de seu sinal antes de proceder com a gravação. Para poder
usar estes dispositivos você deverá dispor de uma interface de
áudio com um pré-amplificador o usar um pré-amplificador externo.
-eleção de entrada
Uma trilha gravará qualquer que seja o sinal de entrada presente
em sua seção Entrada/Saída, que aparece quando a opção "In/Out"
do menu View está selecionada. (Na Vista Arrangement, desloque e
redimensione a trilha para poder ver completamente a seção
In/Out).
A se%ão ;/S de tril,a na !ista Arrangement 'acima) e Session
'abai2o).
As trilhas de áudio gravam, por padrão, o sinal estéreo procedente
do par de entradas externo "1/2". As trilhas MIDI gravam, por
padrão, todos os dados MIDI que passam através dos dispositivos
de entrada ativos externos. Por padrão, o teclado do computador
fica ativado como um pseudo-dispositivo de entrada MIDI,
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permitindo gravar MIDI no caso de que não haja controlador MIDI
disponível.
Para cada trilha podemos selecionar uma fonte de entrada que não
seja a pré-determinada: qualquer entrada externa mono ou
estéreo, um canal MIDI específico para um dispositivo de entrada
MIDI específico, áudio proveniente de aplicações ReWire escravas
ou um sinal proveniente de outra trilha. O capítulo dedicado ao
endereçamento (routing) explica estas opções com mais detalhe.
Armar tril,as 6!ara gravação7
8ot7es Armar tril,a nos mi2ers das !istas Session 'es(uerda) e
Arrangement 'direita).
Para selecionar uma trilha para gravação, clique no botão Arm. Não
importa se ao clicar no botão Arm de uma trilha, isto seja feito na
vista Session ou no Arrangement, já que ambas compartilham as
mesmas trilhas.
Com a finalidade de que possamos ouvir o que está sendo gravado,
as trilhas armadas estão monitoradas por padrão, ou seja, o sinal
presente em sua entrada passa através da cadeia de dispositivos
até a saída. Isto é o que se conhece como "auto-monitoração",
função que poderá ser alterada para que se adeque às suas
necessidades.
Caso cliquemos no botão Arm de uma trilha, o restante das trilhas
será desarmado a menos que se mantenha pressionada a tecla
. Quando se arma uma trilha, esta fica
selecionada para que possa acessar seus dispositivos na vista
Track.
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8ravação
A gravação pode ter lugar tanto na vista Session como no
Arrangement. Caso o que desejemos seja gravar sobre mais de
uma trilha ao mesmo tempo e/ou preferir visualizar a gravação
linearmente enquanto está tendo lugar, a vista do Arrangement é a
melhor opção. Caso o que desejemos seja dividir de forma
transparente a gravação em vários clips ou gravar enquanto segue
abrindo clips no Live, devemos usar a vista Session.
8ravação no Arrangement

.ra!a%ão do Arrangement
1. A gravação inicia quando se ativa o botão Record na barra de
controle e se clica no botão Play.
2. Ao se gravar são criados novos clips em todas as trilhas que
possuam seus botões Arm ativados.
3. Quando o comutador Overdub está ativado, os novos clips
contém uma mixagem do sinal presente na trilha e o novo
sinal de entrada. A opção Overdub somente funciona com
trilhas MIDI.
4. Para evitar que se produza a gravação em um ponto anterior
ao ponto inicial de gravação (punch-in), ative o comutador
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Punch-in. Assim você poderá proteger os trechos da trilha que
não devem ser gravados e configurar um tempo antes de que
se inicie a gravação (pre-roll ou "cancelamento¨). O ponto
inicial de punch coincide com a posição do marcador de início
de Loop do Arragement.
5. De forma similar, para evitar que se produza a gravação em
um ponto posterior ao ponto final de punch , ative o
comutador Punch-Out. O ponto final de punch coincide com a
posição do marcador de final de Loop do Arrangement.
6. Ao gravar no loop do Arrangement, o Live retém o áudio
gravado em cada passo.

Caso deseje, há a possibilidade de "desfazer" a gravação do loop,
ou através o uso repetido do comando Undo do menu Edit, ou
graficamente na vista Clip. Depois de gravar um loop, clique-duplo
sobre o novo clip. Na visualização de samples da vista Clip,
aparecerá um sample com todo o áudio que foi gravado durante o
processo de gravação do loop. A braçadeira de loop da Vista Clip
define o áudio que se gravou no último passo e se deslocarmos o
marcador até a esquerda, poderemos ouvir o áudio dos passos
anteriores.
8ravação nos slots da vista -ession
É possível gravar novos clips, em tempo real, em qualquer dos slots
da vista Session.

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.ra!a%ão de um no!o clip na !ista Session.
1. Ajuste o seletor Global Quantization em um valor diferente de
"None" para obter cortes de clip corretos.
2. Ative o botão Arm das trilhas sobre as quais deseja realizar a
gravação. Os botões Clip Record (Gravar Clip) aparecerão nos
slots vazios das trilhas armadas.
3. Clique sobre um dos botões Clip Record para iniciar a
gravação. Aparecerá um novo clip no slot com um botão
vermelho Clip Launch que mostrará o estado da gravação.
Para pasar da gravação à reprodução do loop, clique no botão
Launch do clip correspondente.
4. Alternativamente, pode-se clicar no botão Stop do clip ou da
Barra de Controle para deter a reprodução e silenciar o novo
clip.
Observe que de maneira pré-determinada, ao lançar uma cena da
vista Session não se ativa a gravação nos slots vazios armados para
gravação pertencentes à mesma cena. Entretanto, você pode usar a
opção Iniciar gravação ao lançar a cena, da seção Misc das
preferências para informar ao Live que se deseja gravar slots de
cena vazios em tais circunstâncias.
8ravação de !atterns 0I'I em modo overdu(
O Live realiza gravações de instrumentos baseadas em patterns ??
and the like quite easy. Caso utilize instrumentos Live's Impulse
juntamente com esta técnica, você poderá seguir criando patterns
enquanto ouve os resultados. Ou, caso utilize um instrumento como
o Simpler, o qual permite a reprodução cromática, você poderá criar
melodias ou peças harmônicas, nota a nota.
1. Ajuste o seletor Global Quantization em um compasso.
2. Para quantizar automaticamente as notas que se dispõe a
gravar, selecione um valor de Quantização de gravação
apropriado.
3. Clique-duplo sobre qualquer slot da vista Session na trilha
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MIDI desejada (a que possui Impulse ou qualquer outro
instrumento). Aparecerá um novo clip vazio no slot. O novo
clip terá uma duração de loop pré-determinada de um
compasso, mas caso deseje variar este valor, clique-duplo
sobre o clip e altere-o a partir das propriedades do loop.
4. Arme a trilha.
5. Lance o clip.
6. As notas que vão sendo reproduzidas serão acrescentadas ao
clip, e sua gravação aparecerá na vista Clip.
7. O botão Overdub da Barra de Controle está ativado por
padrão, o que permite construir patterns layer a layer. No
entanto, caso deseje deter momentaneamente a gravação
para ensaiar, você pode desativar o botão Overdub. O
conteúdo do clip continuará soando e você poderá tocar sem
gravar sua interpretação. Quando estiver pronto para gravar
de novo, bastará que ative outra vez o botão Overdub.
8. Detenha a gravação clicando no botão Stop de um clip ou no
botão Stop da Barra de Controle.
Observe que ao manter pressionada a tecla ao
clicar-duplo no slot vazio para criar um novo clip, automaticamente
a trilha se arma e se lança o clip.
Em qualquer momento da gravação overdub, podemos usar o
comando Undo para apagar a última tomada ou inclusive arrastar,
mover ou eliminar notas no Editor de notas da vista Clip.
Lembre-se que também você pode agregar notas aos clips de
Session existentes enquanto o botão Overdub está ativado.
8ravação sincronizada
O Live mantem a sincronização dos dados de áudio e MIDI
gravados, inclusive se decidirmos alterar o andamento da canção.
De fato, o Live permite alterar o andamento , durante e depois da
gravação. Por exemplo, numa peça tecnicamente difícil podemos
"saltar" um bit abaixando o andamento por instante e voltando a
subir e continuar. Para assegurar que toda a peça seja reproduzida
de forma sincronizada, é importante que a gravação seja feita de
forma sincronizada.
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O botão MetrRnomo.
A forma mais simples de gravar sincronizadamente é fazer com que
a peça se reproduza no mesmo andamento ou utilizando o
metrônomo ativando-o a partir da Barra de Controle. Ele iniciará a
contagem e marcação quando o botão Play for clicado ou quando
um clip for aberto.


O botão de !olume do pre!ie5.
Para ajustar o volume do metrônomo, utilize o controle do mixer
Preview Volume. Considere que a interpretação métrica do Live
sobre o áudio que está sendo reproduzido pode ser editada, a
qualquer momento, usando os marcadores Warp.
Os marcadores Warp podem ser utilizados para corrigir erros de
sincronismo e alterar o groove ou o 'feeling' de suas gravações.
Além disso, estes marcadores permitem corrigir erros que de outro
modo requereriam o uso de complicados processos de edição ou
talvez nem pudessem ser editados. De modo similar, a
interpretação métrica do MIDI gravado pode ser alterada, através
dos controles BPM originais do clip MIDI.
8ravação de notas 0I'I )uantizadas
Caso pense em usar as funções de gravação MIDI, existe a opção
de quantizar automaticamente as notas MIDI durante a gravação. O
seletor de Quantização de gravação do menu Edit permite
selecionar as subdivisões temporárias com as quais as notas se
alinharão. Ao gravar em slots Session ou no Arrangement, a
quantização de gravação é um passo independente do histórico
Undo do Live. Isto significa que se, por exemplo, gravemos com
uma quantização de gravação de "quiálteras de colcheia" e depois
alteremos a nossa opinião, o comando Undo do menu Edit desfará a
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quantização deixando intacta a tomada.

Nas gravações nas vistas Session e Arrangement, o ajuste de
quantização de gravação não pode ser alterado durante o processo
de gravação. Quando realizamos overdubs com o loop da vista clip
ativado, as alterações de quantização de gravação são produzidas
de forma imediata, e não podem ser desfeitas separadamente com
o comando Undo do menu Edit.
As notas MIDI gravadas também podem ser pós-quantizadas
usando o comando Quantizar do menu Edit. Isto está descrito no
capítulo sobre edição MIDI.
8ravação com Count-in
Podemos configurar uma contagem inicial de entrada para gravação
em Preferences-Misc. Ao se configurar a preferência de Count-In
em qualquer valor diferente de "None", o Live não iniciará a
gravação até que se complete a contagem inicial. Os campos de
posição do Arrangement na Barra de Controle apresentam o count-
in na cor laranja em formato de compassos-tempos-colcheias.

O Count/In apresentado na 8arra de Controle.
O count-in começa a contar a partir do valor negativo em
compassos-tempos-colcheias (iniciando em -2.1.1., por exemplo,
com uma configuração de Count-in de 2 compassos) até 1.1.1.,
onde então inicia-se a gravação.
Considere que a gravação com count-in não funciona quando
o Live está sincronizado com dispositivos externos MIDI ou quando
usado como escravo em modo ReWire.
Configuração de ti!os de ar)uivo
A aba Misc da janela Preferences salva a relação com os arquivos
de samples criados durante a gravação:
● No seletor Tipo de arquivo, dentro da aba Misc de Preferences,
podemos selecionar o tipo de arquivo de sample que
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desejamos que o Live gere.
● Também podemos selecionar a resolução de bits do arquivo de
sample gerado pela gravação no seletor Resolução de bits da
aba Misc de Preferences.

O Live arquivará os samples gravados como um Live Set sem nome
na pasta selecionada na aba Misc da janela Preferences. Uma vez
salvo o Live Set, o Live tentará transladar (sempre que se disponha
suficiente espaço) todas os samples contidos na pasta de gravação
temporária na Live Set da pasta Sounds.
Podemos alocar tempo se configurarmos valores pré-determinados
razoáveis para os clips que estejamos gravando na seção Default de
Preferences. Mais concretamente, é conveniente selecionar o valor
pré-determinado apropriado que melhor represente o tipo de som
que será gravado em Warp Mode. Caso mais tarde você decida
alterar o andamento da canção, o programa manterá
automaticamente uma boa qualidade de som e não será necessário
realizar ajustes posteriores.
*nde estão os sam!les gravadosI
Os samples gravados são armazenados com a pasta de projeto, do
set em uso sob Samples/Recorded. Até que o set seja salvo,
permanece no local especificado nas preferências da Pasta
Temporária que se encontra na aba Files/Folders em Preferences.
Para nos assegurarmos de que o Live não ficará sem espaço no
disco enquanto estamos gravando um novo Set, devemos nos
certificar de que a Pasta Temporária se encontre em uma
unidade/partição que possua espaço livre suficiente.
Uso de controle remoto !ara a gravação
Usando os modos Key Map e MIDI Map, podermos executar as
funções de gravação do Live sem ter que usar o mouse. Podemos
mapear os controles de gravação e transporte da Barra de Controle
assim como os botões de armar trilhas. Para gravar nos slots da
vista Session, mapeie os slots individuais e os controles de
navegação com a finalidade de iniciar a gravação remotamente. Por
exemplo:
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Os bot7es de cena cima/abai2o.
Se usarmos uma tecla para saltar até a cena seguinte...

O botão de ati!a%ão de tril,a.
... Se usarmos outra tecla iniciar e finalizar a gra!a%ão na tril,a
correspondente.
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Capítulo 1/
0so de instrumentos e efeitos
Todas as trilhas do Live podem conter dispositivos. Existem três
tipos de dispositivos:
● Os efeitos MIDI atuam sobre sinais MIDI e somente podem ser
colocados em trilhas MIDI.
● Os efeitos de áudio funcionam sobre sinais de áudio e podem
ser colocados em trilhas de áudio. Também possui existe a
possibilidade de inserí-los em trilhas MIDI, mas somente se os
posicionarmos detrás de um instrumento que já tenha tido o
seu sinal MIDI convertido em áudio.
● Os instrumentos são dispositivos que residem em trilhas MIDI.
Recebem sinais de entrada MIDI e os converte em sinais de
saída de áudio.
Dispositi!os na !ista :rac&.
A vista Track é o lugar em que podemos inserir, visualizar e ajustar
os dispositivos para a trilha selecionada. Para abrir a vista Track e
obter acesso aos dispositivos de uma trilha, clique-duplo sobre o
nome da trilha. A vista Track aparecerá na parte inferior da tela do
Live.
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Os dispositivos podem ser inseridos.
Para saber mais sobre um dispositivo em particular e como operá-
lo, consulte a Referência de efeitos de áudio do Live, Referência de
efeitos MIDI do Live ou então a Referência de instrumentos do Live.
Para aprender mais sobre como criar e usar grupos personalizados
de instrumentos e feitos, consulte o capítulo Racks de
Instrumentos, bateria e Efeitos.
Consiga um "controle manual¨ sobre os dispositivos endereçando
seus parâmetros para um controle remoto de teclado ou MIDI.
0so de dispositivos "ive

O seletor do na!egador de dispositi!os do "i!e
Clique sobre o seletor do navegador de dispositivos do Live para
acessar os dispositivos integrados no Live. Você verá que os efeitos
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MIDI, os efeitos de áudio e os instrumentos dispõem de suas
próprias pastas no Browser.
A forma mais fácil de colocar um dispositivo em uma trilha e
clicando-duplo sobre no Navegador, o que criara uma nova trilha
para abrigar o dispositivo. Opcionalmente, selecione uma trilha de
destino clicando sobre ela, e depois selecione um dispositivo ou
preset no Navegador e pressione a tecla Return para inseri-lo na
trilha selecionada.
Também podemos arrastar dispositivos para as trilhas ou áreas
vazias nas Vistas Session e Arrangement, ou dentro da Vista Track.
Casi se arraste um sample para a Vista Track de uma trilha MIDi
será criado um instrumento Simpler carregado com este sample.
Nota: Caso esteja enviando um sinal para o Live a partir de um
dispositivo externo e esteja usando os valores padrão, você deverá
ativar o botão Arm do mixer para poder ouvir o sinal de entrada
através dos dispositivos na cadeia de dispositivos da trilha. Assim
como reproduziríamos, por exemplo, instrumentos com efeitos
diretamente ou, também, poderíamos usar a entrada de um teclado
MIDI para reproduzir um instrumento de trilha. É relativamente
simples passar desta configuração a gravar novos clips "for further
use in Live". Caso deseje outras opções para monitoração, consulte
a seção do manual correspondente para mais informação sobre
como realizar estes ajustes.

Os bot7es Armar tril,a MIDI e Cudio
Desta forma é como se deve tocar instrumentos em modo direto
através de efeitos em uma trilha, por exemplo, ou usar uma
entrada de teclado MIDI para tocar o instrumento de uma trilha.
Considere que se pode mover facilmente desde esta configuração
para gravar novos clips para uso posterior no Live. Caso possua
outras preferências de monitoração, consulte a seção sobre
Monitoração para saber como realizar estes ajustes.
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Para acrescentar outro dispositivo à mesma trilha, será necessário
somente arrastá-lo ou clicar duplo no nome da trilha (o novo
dispositivo será acrescentado à cadeia de dispositivos.) O
processamento de sinal é aplicado da esquerda para direita na
trilha.
Podemos colocar efeitos de áudio em qualquer ponto da cadeia de
dispositivos de uma trilha de áudio, mas considere que a ordem dos
efeitos determinará o som resultante, já que os efeitos localizados
mais à esquerda na cadeia proporcionarão sinais já processados
aos que estejam colocados a sua direita. Isto também é válido para
a cadeia de dispositivos de uma trilha MIDI.
Caso posicionemos um instrumento na cadeia de dispositivos de
uma trilha MIDI, os sinais que seguem ao instrumento (ou seja, os
que estão à sua direita) já serão sinais de áudio, e portanto,
somente responderão aos efeitos de áudio. Os sinais que precedem
o instrumento (ou seja, os que estão à sua esquerda) somente
aceitarão efeitos MIDI. Portanto, é possível configurar uma cadeia
de dispositivos para uma trilha MIDI que contenha os três tipos de
dispositivo: primeiro um efeito MIDI, a seguir um instrumento e
finalmente um efeito de áudio.

A cadeia de dispositi!os de uma tril,a MIDI pode conter os tr3s
tipos de dispositi!o.
Para eliminar um dispositivo da cadeia, clique sobre seu nome e a
seguir pressione Delete ou Backspace. Também podemos selecionar
o comando Delete do menu Edit. Caso deseje alterar a ordem dos
dispositivos, arraste o que deseja alterar de lugar tomando-o por
seu nome e solte-o entre qualquer dos demais efeitos na vista
Track, ou arraste-o para outra trilha no mixer. Em circunstâncias
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normais poderemos colocar, redistribuir ou eliminar dispositivos
sem interromper o fluxo do sinal de áudio.

Comutadores de ati!a%ão de dispositi!os.
Podemos ativar e desativar dispositivos por meio de seus
interruptores Ativator. A desativação de um dispositivo possui o
mesmo efeito que uma eliminação temporária: o sinal não será
processado por esse dispositivo, que tampouco consumirá recursos
da CPU. Normalmente, os dispositivos do Live não utilizam recursos
da CPU a menos que estejam ativos. Para mais informação consulte
a seção relativa à carga de CPU. Considere que o comando
Congelar trilha mencionado na seção sobre carga de CPU é
especialmente útil quando se trabalha com dispositivos que
requerem muitos recursos da CPU.
Os dispositivos presentes nas trilhas do Live dispõem de medidores
de nível de entrada e saída. Estes medidores facilitam a
identificação de dispositivos problemáticos na cadeia, já que os
sinais baixos ou ausentes serão claramente visíveis nos medidores
de nível localizados entre os dispositivos. Desta maneira, podemos
realizar as modificações necessárias para corrigir o problema, ou
desativar ou eliminar um dispositivo em particular.

Os medidores de n-!el entre dispositi!os em uma cadeia.
O sinal não experimentará saturação entre os dispositivos, já que o
headroom é praticamente ilimitado. Entretanto, é possível que se
produza saturação no caso do envio de um sinal demasiado forte
para uma saída física, ou na exportação para um sample.
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Para mais detalhes sobre os tipos de trilha no Live consulte o
capítulo Routing e E/S, que possui informação sobre o uso de
trilhas de retorno para distribuir o efeito de um único dispositivo do
Live entre diversas trilhas. Uma vez conhecidos os conceitos
básicos do uso de dispositivos no Live, será interessante entrar nos
envelopes de clip, que são capazes de modular ajustes individuais
de dispositivo independentemente para cada clip.
Presets dos dispositivos do Live
Todos os dispositivos do Live podem armazenar e recuperar
conjuntos de valores de parâmetro em forma de Presets.
Navegando e carregando Presets. Os presets para os instrumentos
e efeitos do Live são administrados por meio do Navegador de
dispositivos do Live. Cada dispositivo no Navegador aparece como
uma pasta que pode ser aberta para apresentar seus presets.

$resets no a!egador de Dispositi!os.
Podemos navegar e carregar presets rapidamente com o teclado do
computador:
● Desloque-se para cima e para baixo usando as teclas Seta
para Cima e Seta para baixo.
● Feche e abra as pastas de dispositivos usando as teclas Seta
para esquerda e Seta para direita.
● Pressione Return para carregar um dispositivo ou preset.
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O botão Hot-Swap Presets.
Clicando no botão Hot-swap Presets de um dispositivo linkaremos
temporariamente o Navegador a um dispositivo, mostrando os
presets pertinentes no Navegador. Com o dispositivo e Navegador
linkados desta forma, podemos navegar, carregar e pré-ouvir
diferentes presets rapidamente. Podemos inclusive carregar um
dispositivo diferente para substituir o atual selecionando um dos
preset do novo dispositivo a partir do Navegador e pressionando
Return. Para carregar os ajustes pré-determinados de fábrica de
um dispositivo selecionamos a pasta superior de seus presets (por
exemplo, a que leva o nome do dispositivo) a partir do Navegador
de Dispositivos.
O link entre o Navegador de Dispositivos e o dispositivo será
rompido quando selecionarmos uma vista diferente do Live, ou
quando voltarmos a clicar no botão Hot-Swap. Preset hot-swapping
também pode ser cancelado com o pressionamento da tecla Esc.
Considere que apesar da importação através do Navegador ser o
método recomendado, os presets também podem ser soltos
diretamente no Live a partir do Explorer (Windows) / Finder (Mac).
Salvando e Organizando Presets
Podemos criar e salvar qualquer número de nossos próprios presets
no Navegador de Dispositivos.

O botão $reset Sa!e.
Clique no botão save Preset para salvar as configurações atuais de
um dispositivo (incluindo qualquer texto de informação
personalizado) como um novo preset. Você pode voltar ao
Navegador, onde poder pressionar Return para usar o nome
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sugerido pelo Live, ou então digitar um outro qualquer. Também
pode salvar preset em pastas específicas no Navegador (como na
sua pasta Current Project) arrastando desde a barra de título do
dispositivo e soltando-o na posição de sua escolha no Navegador.
Para mais informação sobre o que pode ser feito com o Navegador,
consulte o capítulo Administração de arquivos e Sets. Para mais
informação sobre como armazenar presets de projetos específicos,
consulte a seção pertinente.
Uso dos plug-ins
A coleção de dispositivos que pode ser utilizada no Live pode ser
estendida com o uso de plug-ins. O Live suporta o formato de plug-
ins VST da Steinberg Media, assim como o formato de plug-ins
Audio Units da Apple Computer (estes somente para Mac OS X).
O uso de plug-ins VST e Audio Units (AU) é muito parecido com o
funcionamento dos dispositivos nativos do Live. Os instrumentos
VST e Audio Units somente podem ser inseridos em trilhas MIDI, e
igualmente aos instrumentos do Live, recebem sinais de entrada
MIDI e os converte em sinais de saída de áudio. Os plug-ins de
efeitos de áudio somente podem ser colocados em trilhas de áudio
o por trás de instrumentos. Consulte a seção sobre uso de
dispositivos do Live para obter mais detalhes.

O a!egador de dispositi!os $lug/in
Para acessar os plug-ins Audio Units e VST, utilize o Plug-In Device
Browser (Navegador de plug-ins), que também lhe permite
importar plug-ins. Para abrí-lo, clique em seu seletor. No Browser,
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os plug-ins de instrumento estão identificados por um ícone de
teclado. Desta maneira se distinguem visualmente dos plug-ins de
efeitos, já que aparecem com o ícone de teclado.
A prestação de busca do Navegador somente está disponível para
os Audio Units Plugins, o mesmo que carregar presets diretamente
a partir de dispositivos na Vista Track com o botão Hot-Swap. Em
algumas instâncias, os presets de fábrica dos Audio Units somente
aparecem no Navegador uma vez tenha sido colocado o dispositivo
em uma trilha e seu botão Hot-Swap esteja ativado.
ota@ Na primeira vez que o Live for aberto, não aparecerá nenhum
plug-in no navegador de dispositivos plug-in. Antes deverá ser
ativado suas fontes de plug-ins. Ativar as fontes de plug-ins
significa informar ao Live quais o plug-ins que deverão ser
utilizados e onde estes plug-ins estão no computador. Você
encontra mais informação sobre a ativação e desativação das
fontes de plug-ins mais à frente neste mesmo capítulo, nas seções
A Pasta de plug-ins VST e Plug-ins Audio Units.
ota para usu1rios de DIntel MacE@ Os Intel Macs não podem fazer
funcionar VST ou AU que tenham sido desenvolvidos para a
plataforma PowerPC. Somente os plug-ins do tipo (Universal)
ou (Intel) podem ser usados.
Caso instale/desinstale um plug-in enquanto o programa está
rodando, o Live não detectará as alterações realizadas nem as
implementará no Plug-In Device Browser até a próxima vez que o
programa for executado. Utilize o botão Rescan situado na aba
Plug-in de Preferences para voltar a varrer os plug-ins enquanto o
Live estiver funcionando. Assim, os dispositivos recém-instalados
estarão disponíveis imediatamente no Plug-In Device Browser.
Também podemos usar a função Rescan caso criemos nossa base
de dados de plug-ins e esta se corrompa por alguma razão. Caso
pressione ao mesmo tempo em que
executa a função Rescan, a base de dados de plug-ins será
apagada e os plug-ins serão novamente varridos completamente.
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Plug-ins na vista Track

#m plug/in VS: na !ista :rac&.
Ao arrastar um plug-in a partir do Browser até uma trilha, este será
visualizado na vista Track da trilha. Os gráficos originais do painel
do plug-in serão substituídos por um painel do Live, que
representará todos os parâmetros de plug-in de forma precisa e
completa, a menos que sejam numerosos ou não modificáveis em
tempo real. Neste caso, o painel original de edição do plug-in
poderá ser aberto em uma janela separada.

O botão $lug/in #nfold.
Podemos mostrar e ocultar os parâmetros dos plug-ins VST por
meio do botão em forma de triângulo localizado na barra de título
do plug-in.
A janela de controle X-Y pode ser usada para controlar dois
parâmetros de plug-in ao mesmo tempo e é muito útil, portanto,
para controlar em modo direto. Para endereçar dois parâmetros de
plug-in quaisquer para a janela X-Y do painel do Live, utilize os
menus localizados abaixo da mesma.
Uma vez que o plug-in esteja colocado em uma trilha, pode-se
trabalhar com ele da mesma forma que com um dispositivo do Live:
● Podemos editar todos seus parâmetros e arrastá-los para
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outras posições na cadeia de dispositivos, ou também para
outras trilhas, de acordo com as regras dos efeitos de áudio e
instrumentos.
● É possível mapear mensagens de controlador MIDI para seus
parâmetros.
● Podemos modular seus parâmetros contínuos com envelopes
de clip.
● Também podemos utilizar os recursos de entrada/saída
múltipla de alguns plug-ins para endereçar as entradas e
saídas como fontes ou destinos em sua configuração de
endereçamento (routing) de trilhas. Consulte o capítulo
dedicado ao routing para mais detalhes.
Visuali%a!ão de pain1is de plu,2in em 3anelas separadas

O botão ;ditar $lug/in.
O botão Editar Plug-in abre uma janela flutuante que apresenta o
painel original dos plugins VST ou Audio Units. Realize as alterações
de parâmetro tanto nesta janela flutuante como no painel do Live,
já que isto terá o mesmo efeito em ambas as janelas.
Existem algumas poucas configurações de preferências de Plug-in
importantes para trabalhar com as janelas de edição de plug-ins:
● Caso se ative, a Preferência Auto-Open Plug-in Windows
assegura que as janelas de edição de plug-ins serão abertas
automaticamente quando os plug-ins forem carregados nas
trilhas a partir do Navegador.
● Caso a opção Multiple Plug-in Windows do menu Plug-in
Preferences esteja ativada, poderão ser abertas várias janelas
de plug-in ao mesmo tempo. Inclusive no caso de que esta
opção esteja desativada, caso pressionemos no
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no momento de abrir uma nova janela
de plug-in, a(s) janela(s) que já esteja(m) aberta(s)
permanecerá(ão) na tela.
● A preferência Auto-Hide Plug-in Windows permite visualizar
somente as janelas de plug-in correspondentes à trilha
atualmente selecionada.
Podemos utilizar o comando Show/Hide Plug-in Windows do menu
View ou o comando de teclado
para mostrar e ocultar as janelas de plug-in que se encontrem
abertas.
Observe que o nome da trilha a que corresponde o plug-in aparece
indicado na barra de título da janela de edição do plug-in.
Somente para Macintosh: as janelas flutuante de edição de plug-ins
VST não recebem dados de pulsação de teclas do computador. Caso
tenha que introduzir textos na janela de plug-in, como por
exemplo, um número de série ou um código de desbloqueio,
mantenha pressionada a tecla Shift no momento de clicar no botão
Editar Plug-In. Desta maneira, a janela de edição aparecerá como
uma janela de aplicação "normal" ao invés de uma janela flutuante,
e receberá os dados que você tecle. Considere que esta função
possui como único propósito sortear as limitações do plug-in.
Recomendamos fechar esta janela uma vez sejam introduzidos os
dados e volte a abrir normalmente antes de trabalhar com os
parâmetros do plug-in.
Opções de Rendimento de Plug-Ins
As preferências de Plug-in levam e possuem um ajuste de
Performance (Rendimento) para equilibrar a latência e o
rendimento de um plug-in. Aqui, podemos ajustar o número de
samples processados a qualquer momento pelo plug-in. Ajustes
mais altos podem dar como resultado um notório incremento do
rendimento mas também levará a maiores latências.
Com o ajuste "As audio Buffer" selecionado, o plug-in calculará o
número exato de samples por milesegundo da placa de som do
computador. Este ajuste normalmente quer dizer que ocorrerão
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muito poucas quedas ou problemas de rendimento, especialmente
com placas DSP.
O tamanho do buffer da placa de som do computador (ou seja, o
número de samples que é processado por milesegundo) pode ser
ajustado usando a configuração Buffer Size das preferências de
Audio.
Plug-ins ST
! pasta de plug-ins ST
Na primeira vez que o Live é aberto, antes de mais devemos ativar
suas fontes de plug-ins VST. Dependendo da plataforma do
computador, talvez tenhamos que especificar a localização da pasta
VST na qual se encontram os dispositivos que serão utilizados. Para
configurar suas fontes VST clique no botão "Ativar" no navegador
de dispositivos plug-in, ou vá no menu Options (PC) ou no menu
Live (Mac OS X) e selecione as preferências de plug-in. Dessa
forma as "Fontes Ativas" poderão ser vistas.

Configura%ão das fontes de plug/ins VS: em <indo5s.
Em Windows faça o seguinte:
1. Utilize a opção Usar a pasta personalizada de plug-ins VST
para indicar ao Live a localização de seus plug-ins VST: clique
no botão Browse para abrir o diálogo de busca e localização de
pastas e selecione a pasta apropriada.
2. Uma vez selecionada a pasta personalizada VST, o Live a
escaneará e a rota de sua localização aparecerá na tela. É
provável que em Windows, a rota apareça já registrada pelo
qual o Live não necessitará realizar o processo de
escaneamento.
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3. Certifique-se que a opção Usar a pasta personalizada de plug-
ins VST esteja configurada em "On" (assim a pasta
selecionada será a fonte ativa para os plug-ins VST). Caso não
deseje utilizar os plug-ins VST desabilite a opção Usar a pasta
personalizada de plug-ins VST.

Configura%ão das fontes de plug/ins VS: em Mac OS M.
Para configurar os plug-ins VST em Mac OS X faça o seguinte:
1. Os plug-ins VST são normalmente instalados na seguinte
pasta: /Library/Audio/Plug-Ins/VST. Podemos ativar ou
desativar estes plug-ins através da opção Usar a pasta
personalizada de plug-ins VST.
2. Talvez seja conveniente salvar seus plug-ins VST em uma
pasta diferente (somente com os plug-ins que irá realmente
usar com o Live). Deste modo, você poderá utilizar os plug-ins
VST incluídos nesta pasta junto com, ou no lugar de, os plug-
ins incluídos nas pastas do sistema. Utilize a opção Usar a
pasta personalizada de plug-ins VST para indicar ao Live a
localização desta pasta: clique no botão Browse para abrir o
diálogo de busca e localização de pastas e selecione a pasta
apropriada.
3. Considere que os plugins VST desta pasta poderão ser
desativados usando a opção Usar a pasta personalizada de
plug-ins VST.
Uma vez configuradas as preferências de plug-in, o navegador de
dispositivos plug-in lhe mostrará todos os plug-ins presentes tanto
na pasta de plug-ins VST como em suas subpastas.
Também é possível usar Plug-ins VST armazenados em diferentes
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pastas no computador. Para fazer isso, crie um atalho tanto no Mac
OS como no Windows da pasta em onde se encontram os Plug-ins
VST adicionais, e após coloque o atalho na pasta padrão dos Plug-in
VST (ou na pasta VST Plug-in System em Mac OS X) selecionada
em preferências Plug-in do Live. O atalho pode apontar para uma
partição do HD diferente em seu computador. O Live varrerá a
pasta de Plug-ins VST configurada assim como qualquer pasta com
atalhos contidos dentro dela.
É possível que alguns plug-ins VST contenham erros ou não sejam
compatíveis com Live. Durante o processo de varredura
(carregamento do plug-in), estes arquivos podem fazer com que o
programa falhe de forma imprevista. Ao voltar a abrir o Live,
aparecerá um diálogo com a informação sobre o plug-in que causou
o problema. Dependendo do problema detectado, o Live dará a
opção de realizar outra varredura ou de desabilitar o plug-in
problemático. Caso selecione voltar a varrer e o programa falhar
uma segunda vez, o Live os considerará automaticamente
inutilizáveis. Estes plug-is já não irão aparecer no navegador de
dispositivos plug-in e o programa os omitirá em futuras varreduras
(a menos que voltem a ser instalados).
Programas e "ancos ST
Todas as instâncias de plug-ins VST "possuem" um banco de
programas. Um programa possui um conjunto completo de valores
para os controles de um plug-in.

O seletor VS: $lug/In $rogram.
Para selecionar um programa do banco de um plug-in, utilize o
seletor que está localizado abaixo da barra de título. O número de
programas por banco é fixo. Suas edições terão lugar "dentro" do
programa selecionado; ou seja, todas as alterações que forem
realizadas sobre os controles do plug-in forão parte do programa
selecionado.
Considere que os programas VST são diferentes dos presets de
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dispositivo do Live:
Enquanto que os presets de dispositivo do Live são compartilhados
por todas as instâncias e Live Sets, os programas VST
"pertenecem" a uma instância específica do plug-in VST.

Altera%ão de nome de um programa de plug/in VS:.
Para renomear o programa atual, utilize o seletor de programas
VST e execute o comando Renomear preset do plug-in no menu
Edit. A seguir, introduza o novo nome do programa e clique em
Intro para confirmar.

O botão VS: $rogram/8an& "oad'es(uerda) e o botão VS:
$rogram/8an& Sa!e'direita).
Os programas e bancos VST podem ser importados a partir de
outros arquivos. Ao clicar no botão VST Program Load será aberto
um diálogo standard que permitirá selecionar e abrir o arquivo
desejado.
Somente para Windows: no menu File Type (Tipo de arquivo)
selecione se deseja localizar arquivos de programa (VST Device
Program) ou banco (VST Device Bank) VST.
Para salvar o programa atualmente selecionado como um arquivo
autônomo, clique no botão VST Program/Bank Save, que abrirá um
diálogo standard de armazenamento de arquivos. A seguir,
selecione "VST Device Program" no menu Format (Macintosh) / File
Type (Windows) e enderece uma pasta e um nome ao arquivo. Para
salvar o banco por completo como um arquivo único, realize esta
mesma operação, mas selecione "VST Device Bank" como
formato/tipo de arquivo.
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Plug-ins !udio Units
Os plug-ins Audio Units somente estão disponíveis para Mac OS X.
Geralmente, funcionam de forma semelhante aos plug-ins VST.
#m $lug/in Audio #nits.
Na primeira vez que o Live é aberto, os plug-ins Audio Units não
aparecerão no navegador de dispositivos plug-in. Para ativar seus
Audio Units como fontes de plug-ins clique no botão "Ativar" no
navegador de dispositivos plug-in ou vá ao menu do Live
e selecione as preferências de plug-in. Aí
poderá ver a seção "Fontes Ativas". Caso ative a opção Usar Audio
Units, os plug-ins Audio Units aparecerão no navegador de
dispositivos plug-in de Live. Considere que se decidir não usar os
Audio Units, você sempre poderá desabilitar esta opção.
Ati!a%ão dos plug/ins Audio #nits.
Em certas ocasiões, os plug-ins Audio Units dispõem de uma opção
para eleger entre vários modos de dispositivo. Poderemos escolher,
por exemplo, entre vários níveis de qualidade para a renderização
de um reverb. Podemos acessar estes seletores abrindo o painel de
plugins com o botão Editar plug-in.
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Como abrir a 6anela de plug/ins Audio #nits.
Os Audio Units dispõem de presets cujo funcionamento é idêntico
ao dos efeitos do Live. No entanto, alguns presets não podem ser
arrastados para diferentes locais no Navegador, visto que são
"somente leitura". Os presets Audio Units apresentam a extensão
.aupreset e ficam armazenados na seguinte pasta , de acordo com
o nome de seu fabricante:
[Home]/Library/Audio/Presets/[Nome do fabricante]/[Nome do
Plug-in]
#ompensaç$o de !traso de %ispositivo
O Live compensa automaticamente atrasos causados pelo Live e
pelos plug-ins de instrumentos e efeitos, incluindo os das trilhas de
retorno. Estes atrasos podem ser ocasionados pelo tempo que
tardam os dispositivos em processar um sinal de entrada e produzir
uma saída. O algoritmo de compensação mantem todas as trilhas
do Live em sincronismo, apesar do que estejam fazendo seus
dispositivos, enquanto que minimiza o atraso entre as ações do
reprodutor e o resultado audível.
A compensação de atraso de dispositivo está ativada por padrão e
normalmente não são necessários ajustes de nenhum modo.
Entretanto, os Live Sets que foram criados com versões anteriores
do Live serão abertos sem compensação de atraso de dispositivo.
Para ativar manualmente a compensação de latência (ou desativar),
use a opção Delay Compensation no menu Options.
Os atrasos de trilha individual altos ou as latências confirmadas de
alguns plug-ins poderão causar uma notória lentidão do software.
Caso esteja passando por dificuldades relacionadas com a latência
enquanto grava e reproduz instrumentos, desative a compensação
de atraso de dispositivo, apesar que normalmente não seja
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recomendável. Talvez seja útil nestes casos ajustar os atrasos de
trilha de forma individual.
Considere (ue a compensa%ão de atraso de dispositi!o pode0
dependendo do n*mero de tril,as e dispositi!os em uso0 aumentar
em muito o esfor%o da C$#.
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Capítulo 14
5utoma!ão e edi!ão de envelopes
Ao trabalhar com o mixer e com os dispositivos do Live iremos
seguramente querer automatizar o movimento de diversos
controles. O movimento de um controle ao longo da linha de tempo
da canção é denominado automação; um controle cujo valor altere
ao longo da linha de tempo se considera pois, automatizado. No
Live podemos automatizar quase todos os controles do mixer e dos
diversos dispositivos e inclusive o andamento da canção.
&ravaç$o de dados de automaç$o
O processo de automação é muito simples: qualquer alteração que
se produza sobre um controle enquanto esteja ativado o botão
Gravar da Barra de Controle será convertido em dados de
automação. Teste a gravação de dados de automação para
qualquer controle, como por exemplo um fader (deslizador) de
volume do mixer. Uma vez concluída a gravação, reproduza o que
acaba de gravar para ver e ouvir o efeito do movimento gravado.
Observe que aparece um pequeno indicador luminoso no fader
(deslizador) para indicar que o controle está automatizado. Teste
agora a automação de pan e o botão de ativação de trilha. Os
indicadores de automação aparecerão nos cantos superiores
esquerdos de ambos parâmetros.
Volume0 pan e Ati!ador de tril,a automatizados.
'liminaç$o de dados de automaç$o
Para eliminar dados de automação, basta selecionar um controle
automatizado clicando sobre ele e executar o comando Delete
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automação do menu Edit. O indicador de automação desaparecerá
e o valor do controle se manterá constante ao longo de toda a
canção. Lembre-se que este método não funcionará com os
comutadores (por exemplo, os botões Ativador de trilha), já que
estes não podem ser selecionados quando se clica neles. A
automação dos comutadores somente pode ser eliminada através
de seus envelopes.
Su(stituiç$o de dados de automaç$o
Na prática, desejaremos testar novos movimentos dos controles
sem substituir os dados de automação gravados. É certo que nada
é para sempre no mundo do Undo infinito, mas desabilitar
temporariamente a automação de um controle para evitar
sobrescrever os dados existentes é fácil: caso alteremos a posição
de um controle automatizado, sempre que não esteja em modo
Gravação, o indicador de automação se apagará para indicar que a
automação foi desativada. Por conseguinte, qualquer dado de
automação existente será substituído pelo ajuste manual que é
realizado nesse momento.
O botão Regressar ao Arrangement.
Caso um ou vários controles automatizados de seu Live Set
estejam inativos, o botão Regressar ao Arrangement da Barra de
Controle se iluminará. Este botão possui duas funções:

1. Lembra que o estado atual dos controles difere do estado
capturado no Arrangement.
2. Permite que clique nele para reativar todos os dados de
automação e, por conseguinte, regressar ao estado de
automação escrito "na fita".
#riaç$o e ediç$o de dados de automaç$o
Na vista Arrangement, as curvas de automação podem ser vista e
editadas como envelopes nodais (com pontos).
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#m en!elope de automa%ão na !ista Arrangement.

1. Para acessar um envelope da trilha, abra a trilha clicando no
botão triangular localizado junto a seu nome.
2. Ao clicar sobre qualquer controle de dispositivo ou mixer da
trilha aparecerá o envelope do controle selecionado.
3. O envelope aparece acima da vista de forma de onda de áudio
ou de dados MIDI. Seu eixo vertical representa o valor do
controle e o eixo horizontal o tempo. No caso dos
interruptores ou dos botões de seleção, o eixo do valor é
descontínuo.
4. O seletor de dispositivos automatizados permite selecionar o
mixer de trilhas, um dos dispositivos da trilha ou nada, caso o
que deseje seja ocultar o envelope. Também proporciona uma
visão geral dos dispositivos automatizados, mostrando um
indicador LED junto a suas respectivas etiquetas.
5. O seletor de controles automatizados permite escolher um
controle do dispositivo selecionado no seletor de dispositivos.
As etiquetas dos controles automatizados aparecem indicadas
com um LED.
6. O botão desloca o envelope até o seu próprio canal de
automação debaixo do clip. Dessa forma você pode selecionar
outro parâmetro de automação com os seletores para vê-lo
simultaneamente. Caso o seletor Automation do dispositivo
esteja ajustado em "None¨, este botão ficará oculto.
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7. O botão oculta seu respectivo canal de automação.
Considere que ocultar um canal da vista não significa desativar
o seu envelope.
8. Caso se tenha criado qualquer quantidade de canais de
automação para uma trilha em particular, você os poderá
ocultar ou mostrá-los todos clicando no botão adicional
que está localizado na parte inferior da barra de título da
trilha.
Caso pressione o botão direito do mouse sobre o nome de uma
trilha ou cabeçalho de um canal de automação, será aberto um
menu de contexto com opções adicionais para a vista de envelopes.
Este menu de contexto também possui comandos para apagar
rapidamente todos os envelopes de automação da trilha o de
qualquer de seus dispositivos.
#riaç$o de envelopes
Ative o Modo Drawing e, a seguir, clique e arraste para
"desenhar" uma curva de envelope.
Para ativar e desativar o modo de traçado, selecione "Modo
Desenhar" do menu Options, clique no botão Desenhar da
Barra de Controle.
Cria%ão de en!elopes.

Para ativar e desativar o modo Drawing, selecione a opção Draw
Mode do menu de Opções, clique no botão Draw da barra de
controles ou então pressione Ctrl/b.

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Criando en!elopes.
O traçado cria passos tão amplos quanto à régua visível, que pode
ser modificada usando-se atalhos práticos. Para um traçado à mão
livre, oculte a régua utilizando a entrada menu Options de Ajuste à
Régua ou então o atalho Ctrl 4. Para ativar temporariamente o
traçado à mão livre enquanto a régua está visível mantenha
pressionada a tecla Alt enquanto traça.
'diç$o de pontos de envelope
Quando o Modo Drawing está desativado, a visualização e o
funcionamento dos envelopes são diferentes. Os segmentos
lineares e os pontos que os conectam se transformam em objetos
que podem ser arrastados. Clicando e arrastando o mouse sobre o
fundo do envelope você pode definir uma seleção. E aqui as ações
poderão ser levadas a cabo:
● Para criar um novo ponto, clique-duplo no ponto do
segmento linear onde deseja criá-lo.
● Para apagá-lo, clique-duplo sobre o mesmo.
● Para deslocar um ponto, clique nele e o arraste até a
posição desejada. Caso o ponto que esteja sendo arrastado
faça parte da seleção atual, todos os demais pontos da
seleção serão também deslocados.
Para deslocar todos os pontos da seleção, clique e arraste qualquer
um deles.
O movimento está sempre limitado pelos pontos adjacentes, a
menos que mantenha pressionada a tecla Shift enquanto arrasta,
em cujo caso eliminará os pontos pelos quais vá passando. Caso
mantenha pressionada a tecla Ctrl enquanto arrasta, será alterada
para uma resolução mais precisa.
● Para mover verticalmente um segmento localizado entre
dois pontos sem alterar sua posição horizontal, clique sobre
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o segmento e arraste-o. Caso o segmento faça parte da
seleção atual, o envelope se deslocará verticalmente ao
longo do intervalo de tempo selecionado. O Live insere
pontos nos limites da seleção com a finalidade de garantir
que o movimento somente afete a parte selecionada do
envelope.
Arrastando um segmento de en!elope altera sua posi%ão !ertical.
"lo)ueio de envelopes
Quando se desloca Clips, o Live desloca com eles os dados de
automação que elas possam possuir. Em determinadas ocasiões é
possível que queiramos associar os envelopes em uma determinada
posição da canção, ao invés de associar os Clips. Essa é
precisamente a função do botão Bloquear envelopes da vista
Arrangement.
Também podemos fixar os envelopes através do menu Options.
O botão Bloquear envelopes.
#omandos do menu 'dit
O menu Edit dispõe de um conjunto de práticos comandos para
edição de envelopes. Para cortar ou copiar a automação de uma
trilha, com independência do clip associado, use os comandos do
menu Edit Cortar envelope e Copiar envelope.

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Para copiar e colar simultaneamente uma seleção de envelope em
um ponto "futuro" da trilha utilize o comando Duplicar envelope.
Lembre-se que o Live permite copiar e colar movimentos de
envelope, não somente entre dois pontos temporários, mas como
também de um parâmetro para outro. No entanto, é obvio que
converter um movimento de pan em (por exemplo) um de
freqüência de equalização não possui muito sentido. Tudo o que
Live pode fazer neste caso é preservar o gráfico.
'diç$o da automaç$o de tempo
Uma das características mais importantes do Live é sua capacidade
para comprimir e expandir áudio dinamicamente com a finalidade
de adaptá-lo a qualquer andamento ou variação de andamento. No
Live, o andamento da canção é um controle automatizável. Para
editar o envelope de andamento da canção, abra a trilha master,
selecione "Mixer" no seletor de envelope superior e "Song Tempo"
no inferior.
O en!elope de tempo 'andamento).

Ao ajustar o envelope de tempo, será possível que queira escalar a
visualização do eixo de valores. Essa é precisamente a função dos
campos de valor localizados baixo dos seletores de envelope. O
campo esquerdo ajusta o valor de tempo mínimo e o direito o
máximo (em BPM).

"embre/se (ue estes dois controles tamb+m determinam a fai2a de
!alores do controlador MIDI endere%ado ao andamento.
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Capítulo 16
nvelopes de clip
No Live, todos os clips podem dispor de seu próprio envelope de
clip. Os aspectos do clip que podem ser controlados através de
envelopes dependem do tipo de clip e da configuração. Os
envelopes de clip podem realizar qualquer função, desde
representar dados de controladores MIDI a modular parâmetros de
dispositivos. Neste capítulo explicaremos primeiramente como
editar e criar os diversos envelopes de clip e, a seguir, analisaremos
com maior detalhe suas aplicações.
O 'ditor de envelopes de clip
#se o seletor de se%7es da !ista Clip para acessar a Se%ão
;n!elopes.
Para trabalhar com envelopes de clip, ative o seletor de Seções da
vista Clip (no extremo direito) para fazer aparecer a Seção de
envelopes da vista Clip. Usando os dois seletores da Seção de
envelopes você poderá selecionar o envelope que deseja ver e
editar.
A
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Se%ão de en!elopes da !ista Clip.
O menu superior é o seletor de Dispositivo, através do qual você
poderá selecionar a categoria a que pertencem os controles com os
quais deseja trabalhar. Os elementos do seletor de dispositivos
variam em função do tipo de clip:
• Os clips de áudio dispõem de elementos para "Clip" (os
controles do sample do clip), para o mixer e para todos os
efeitos da cadeia de dispositivos da trilha.
• Os clips MIDI dispõem de elementos para "MIDI Ctrl" (dados
de controladores MIDI) e para todos os dispositivos da cadeia
da
O menu inferior, ou seletor de Control, permite selecionar os
controles do elemento selecionado no menu superior. Tanto no
seletor de Dispositivo como no de Control, os elementos que
possuem um envelope de clip "não neutro" podem ser identificados
facilmente graças a um pequeno "LED" que aparece junto a seu
nome.
Os botões de seleção rápida localizados baixo dos menus permitem
selecionar os elementos que são editados com maior frequência.
Ao clicar nos menus ou nos botões de seleção rápida aparecerá o
Editor do envelope (em lugar do visor de sample ou do Editor MIDI)
mostrando o envelope selecionado. Podemos alterar a vista clicando
sobre as barras de título das seções "Sample", "Notes" e
"Envelopes".
As técnicas de criação e edição de envelopes de clip são idênticas
às dos envelopes de automação da vista Arrangement.
Caso criemos uma seleção de envelopes que nos agrade e
quisermos que ela seja repetida várias vezes, faça o seguinte:
1. Englobe a seleção desejada na braçadeira de loop, e clique
com o mouse sobre esta para selecioná-la. Deste modo será
executado o comando do menu Edit Selecionar loop, que
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permite selecionar todo o material incluído no loop.
2. Copie o envelope .
3. Desloque a braçadeira de loop para direita por uma distancia
igual ao seu próprio comprimento usando a tecla Seta para
Cima.
4. Cole o envelope .
Observe que podemos usar as teclas de cursor para manipular a
braçadeira de loop e os marcadores de início/fim, de forma rápida,
assim como, para agilizar outras operações de edição de envelopes
de clip.
Para apagar um envelope de clip (ou seja, para restabelecer seu
valor inicial), vá primeiramente em Edit / Select All e, a seguir use
Edit / Delete.
Examinemos agora as aplicações dos envelopes de clip.
'nvelopes de clip de *udio
Os envelopes de clip reforçam o conceito de "áudio elástico" do Live
e, junto com seus efeitos de áudio, convertem o programa numa
poderosa ferramenta de criação de som. O uso de envelopes de clip
nos clips de áudio permite criar um grande número de
interessantes variações do mesmo clip em tempo real, a partir de
sutis correções até sons totalmente novos que não conservam
nenhuma relação com o original.
Os envelopes de clip s$o n$o-destrutivos
Usando envelopes de clip é possível criar novos sons a partir de um
sample sem alterar o sample salvo no disco. Graças ao fato de que
o Live processa as modulações do envelope em tempo real, dentro
de um mesmo Live Set podemos dispor de centenas de clips
totalmente diferentes que, entretanto, utilizam o mesmo sample.
Evidentemente, podemos exportar um som recém criado usando as
funções de renderização ou resampling. Na vista Arrangement,
podemos usar o comando Consolidate para criar novos samples.
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!lteraç$o de tonalidade e a+inaç$o de notas
Arraste e solte um loop do Explorer no Live e o reproduza. Clique
no botão de seleção rápida de envelope "Transpose". Agora você
poderá alterar a afinação das notas individuais do sample à medida
em que vai ouvindo.
A maneira mais rápida de fazer isso consiste em ativar o Modo
Drawing e traçar passos ao longo da grade. Desative o Modo
Drawing raw para editar pontos e segmentos de linha. Esta opção é
muito útil para suavizar os passos deslocando horizontalmente os
pontos.

O en!elope de transposi%ão com passos 'acima) e rampas 'abai2o).
Lembre-se que os ajustes de warp determinam a precisão com que
o motor de timewarping do Live lê a forma do envelope. Caso
deseje obter uma resposta mais rápida, reduza o Grain Size
(tamanho do grão) nos modos Tones e Texture ou escolha um valor
menor para o controle Transients do modo Beats.
Para corrigir a afinação de notas individuais no sample e obter uma
resolução mais precisa, mantenha pressionada
enquanto arrasta ou desloca os pontos.
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Para deslocar a vista, mantenha pressionada a tecla
enquanto arrasta o mouse.
A afinação se modula de modo aditivo. A saída do envelope de
transposição simplesmente se soma ao valor do controle
"Transpose". O resultado da modulação se recorta de maneira que
não supere a faixa disponível (neste caso, +/48 semitons).
Para silenciar ou atenuar notas de um sample
Clique no botão de seleção rápida "Volume" para acessar o
envelope de volume do clip de áudio. Desenhe passos em modo
Draw ou criando formas com os pontos é possível aplicar ao sample
um envelope de volume arbitrário.

Aplica%ão de um en!elope de !olume em um sample.
A saída do envelope de volume é interpretado como uma
porcentagem relativa do valor atual do fader (deslizador) de volume
do clip. Consequentemente, o resultado da modulação do envelope
de um clip nunca pode superar o valor de volume absoluto, apesar
do envelope do clip poder reduzir o volume até o silêncio.
Reordenaç$o de (eats
Um dos usos mais criativos dos envelopes de clip é a modulação do
offset do sample. A modulação do offset de um sample é
especialmente aplicável aos samples rítmicos e somente está
disponível para os clips configurados para serem reproduzidos no
modo de warp "Beats".
Teste a modulação do offset de sample com um loop de bateria de
um compasso. Certifique-se de ter selecionado o modo "Beats" e,
na Seção de envelopes, selecione "Clip" no seletor de dispositivo e
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"Sample Offset" no seletor de control. Aparecerá o Editor de
envelopes com uma grade vertical superposta. No Modo Draw de
envelopes, selecione passos com um valor diferente de zero para
ouvir o loop desordenado. O que está acontecendo?
Imagine que o áudio esteja gravada em uma fita e que o cabeçote
que a lê está modulado pelo envelope. Quanto maior seja o valor
do envelope, mais se distanciará o cabeçote de sua posição central.
Os valores de envelope positivos deslocam o cabeçote até o
"futuro" e os negativos até o "passado". Afortunadamente, o Live
realiza a operação em tempos musicais, e não em centímetros:
uma linha vertical da grade possui um valor de offset de uma
semicolcheia e a modulação pode oscilar entre "+ 8 semicolcheias e
- 8 semicolcheias".
A modulação do offset de um sample é a ferramenta mais indicada
para criar rapidamente interessantes variações de seus loops
rítmicos. Recomendamos não usar esta técnica para tarefas de
corte e união "analíticas" já que estas são realizadas com mais
facilidade na vista Arrangement e seus resultados podem ser
consolidados facilmente como novos clips.

Repeti%ão de passos e diminui%ão do andamento com o en!elope
Offset de sample.
Certos tipos de curvas de envelope offset de sample oferecem um
efeito característico: uma forma de "escala" descendente repite o
passo do início do envelope. De forma semelhante, uma rampa
descendente suave ralenta o andamento, e pode criar um
interessante efeito quando a queda não é de 45 graus exatos. Teste
isso com ajuste 1/32 Transients.
Uso de clips como Template
Na medida que você vai explorando os usos criativos dos envelopes
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de clip, seus clips irão adquirindo vida própria, independente do
sample original. Chegará num ponto, que você irá se perguntar:
Como soaria este clip com um sample diferente? Para averiguar,
selecione o clip para que apareça na vista Clip e arraste o sample
desejado a partir de um dos Navegadores ou a partir das vistas
Session e Arrangement até a vista Clip. Todos os ajustes do clip,
incluindo os envelopes, permanecerão inalterados. Somente se
substituirá o sample. Lembre-se que este procedimento somente
afeta o clip selecionado, enquanto que se substituir o sample da
vista Clip usando o botão substituir a operação afetará todos os
clips que usem o dito sample.
'nvelopes de clip de mixer e %ispositivo
Os envelopes de clip podem ser usados para modular os controles
do mixer e dos dispositivos. Pode ser um pouco confuso, já que os
controles de mixer e de dispositivo também podem ser controlados
através dos envelopes de automação do Arrangement. No entanto,
os envelopes de clip diferem dos de automação em um aspecto
importante: enquanto que os envelopes de automação definem o
valor de um controle em um ponto determinado no tempo, os
envelopes de clip somente podem influir sobre o dito definido. Esta
diferença permite aos dois tipos de envelopes trabalhar de maneira
conjunta na hora de controlar um mesmo parâmetro.
Suponha que tenha gravado automação de volume num clip de
áudio para criar um fade-out com duração de 4 compassos. O que
acontecerá ao fade se for criado um envelope de clip que
incremente gradualmente o volume do mixer durante o mesmo
período? Num primeiro momento, o fade-out será convertido em
um crescendo, à medida que o envelope de clip suba gradualmente
o volume dentro da faixa permitida pelo envelope de automação.
Entretanto, uma vez que o valor decrescente da automação se
cruze com o valor crescente do envelope de clip, será iniciado o
fade-out, já que a automação força a redução do valor absoluto do
controle (e a faixa operativa do envelope do clip).
,odulaç$o de volumes e envios do mixer
Existem duas modulações de volume: volume de clip e volume de
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mixer. Este último constitui-se numa modulação da etapa de ganho
do mixer e, consequentemente, afeta o sinal post-effects Para
evitar confusões, o ajuste de volume modulado em cada momento
aparece indicado através de um pequeno ponto localizado abaixo do
ícone do fader (deslizador) de volume do mixer.

Modula%ão do !olume do mi2er. O pe(ueno ponto localizado abai2o
do -cone do fader 'deslizador) de !olume indica (ue o a6uste de
!olume est1 modulado.
Caso o fader (deslizador) de volume seja deslocado, você observará
como o ponto segue seus movimentos de uma maneira relativa. A
modulação dos controles Send (Envio) de uma trilha resulta igual
de simples. Uma vez mais, a modulação é uma porcentagem
relativa: o envelope de clip não pode abrir mais além do
estabelecido pelo controle Send, mas pode reduzir o nível de envio
até 'menos infinito' dB.

Modula%ão de um en!io. O sinal de posi%ão do botão de en!io
indica (ue se trata de um !alor modulado.
,odulaç$o do pan
O envelope Pan (Panorama) afeta a etapa de pan do mixer de
maneira relativa: a posição do controle Pan determina a intensidade
da modulação. Com o controle Pan localizado na posição central, a
modulação do envelope de clip pode alcançar seus valores
extremos esquerdo e direito. A quantidade de modulação se reduz
automaticamente na medida que se desloca este controle para a
esquerda ou direita. Por exemplo, caso o controle Pan esteja
totalmente à esquerda, o envelope de clip de pan não terá nenhum
efeito.
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,odulaç$o de controles de dispositivo
Todos os dispositivos numa trilha de clip aparecem enumerados no
seletor de dispositivo superior do envelope de clip. A modulação
dos controles de dispositivo funciona tal como se imagina. Ao
modular controles de dispositivo, considere sempre a interação dos
envelopes de clip e os ajustes de dispositivo. Diferentemente do
que ocorre com os presets de dispositivo, o envelope de clip não
pode definir os valores dos controles, e sim somente alterar seus
ajustes atuais.
'nvelopes de clip de controlador ,I%I
Com a independência de se estar trabalhando com um clip MIDI
novo, gravado diretamente no Live, ou com um arquivo
previamente criado, o Live permite editar e criar dados de
controlador MIDI para o clip em forma de envelopes de clip.
Selecione "MIDI Ctrl" no seletor de dispositivo de um clip MIDI e
use o seletor controle localizado abaixo para selecionar um
controlador MIDI específico.
O Live permite criar novos envelopes de clip, desenhando passos ou
usando pontos, para qualquer um dos controladores que aparecem
na lista. Também podemos editar envelopes de clip de dados de
controlador importados a partir de um arquivo MIDI ou criados
quando gravamos novos clips: os nomes dos controladores que já
dispõem de envelopes de clip aparecerão com um pequeno "LED"
no seletor Control.
O Live suporta quase todos os números de controlador MIDI até
119. Utilize a barra de deslocamento localizada à direita do menu
para acessar eles. Lembre-se que nem todos os dispositivos
receptores de mensagens de controlador MIDI obedecerão ao
standard de endereçamento de canais de controle MIDI, o que
explica que parâmetros como "Pitch Bend" ou "Pan" nem sempre
ofereceram os resultados esperados.
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;n!elope de um clip de controlador MIDI.
Muitas das técnicas descritas na seção seguinte sobre como
desvincular um envelope de clip de seu clip associado podem ser
adaptadas ao uso com envelopes de clip de controlador MIDI.
#omo desvincular envelopes de clip de seus clips associados
Os envelopes de clip podem dispor de seus próprios ajustes locais
de loop/região. A capacidade de desvincular um envelope de "seu"
clip brinda muitas possibilidades criativas, algumas das quais
apresentaremos ao longo deste capítulo.
Pro,rama!ão de um fade2out em um "ive 'et
Comecemos com um exemplo simples. Suponha que estamos
preparando um Live Set e desejamos programar um fade-out de
oito compassos que se ative após o lançamento de um determinado
clip, mas no momento, o único que possuímos é um loop de um
compasso.

#so de um en!elope de clip para criar um fade/out ao longo de
!arias repeti%7es de um loop.
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1. Selecione o envelope de volume do clip e o desvincule do
sample. Os marcadores de loop do envelope do clip
aparecerão coloridos para indicar que este envelope dispõe de
seus próprios ajustes locais de loop/ região. Os controles de
loop/região na Seção de envelopes serão ativados.
2. Certifique-se que o botão Loop do envelope de clip esteja
desativado e observe que o botão Loop da Seção Sample não
tenha sido afetado. O sample seguirá soando apesar de que o
envelope está sendo reproduzido agora como "one-shot".
3. Introduza "8" no campo de duração do loop da esquerda.
4. Aumente ao máximo o zoom da vista de envelope clicando na
régua de tempo do envelope e arrastando o mouse paa cima.
5. Insira um ponto no final da região e o arraste para baixo (zero
por cento).
Agora, enquanto o clip é reproduzido, você poderá ouvir um fade-
out de uma duração de oito compassos aplicado ao loop de um
compasso.
Lembre-se que ao passar de "Linked" para "Unlinked", os dados do
envelope irão variar. Na realidade, ao comutar de um modo ao
outro são apagados os dados do envelope. Para regressar ao estado
anterior, use a função Undo do menu Edit.
#riaç$o de loops longos a partir de loops curtos
Vamos agora um pouco mais adiante. Suponhamos que em outra
passagem do set desejamos usar o mesmo loop de um compasso
mas a repetição nos aborrece. Vamos convertê-lo de algum modo
em um loop mais longo.
Partiremos do clip que acabamos de aplicar o fade-out de oito
compassos. Ative o comutador Loop do envelope de volume do clip.
Agora, ao reproduzir o clip, ouviremos o fade-out de oito
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compassos uma e outra vez. Podemos criar ou editar qualquer
envelope e sobrepor no loop. Obviamente, o isso também pode ser
aplicado não somente ao volume, mas como em qualquer
outro controle. Que tal uma varredura de filtro a cada quatro
compassos?
Observe que podemos "criar" tanto tempo quanto necessitarmos no
Editor de envelopes, seja arrastando os marcadores do loop além
dp limite de visão ou introduzindo valores nos controles numéricos
de região/loop.
Podemos selecionar durações de loop arbitrárias para cada
envelope, ou durações pouco usuais como 3.2.1. Não é difícil
imaginar a enorme complexidade (e confusão!) que podemos
chegar a criar usando vários envelopes de duração pouco comuns
em um clip.

Marcador de in-cio de um sample 'es(uerda) e de um en!elope
'direita).
Para manter baixo controle esta complexidade é importante dispor
de um ponto de referência comum. O marcador de início identifica o
ponto onde inicia a reprodução do sample ou do envelope no
momento de lançar o clip.
Lembre-se que os marcadores de início/fim e o 'loop brace' estão
sujeitos à quantização da grade dependente do zoom, igualmente
ao que acontece com a criação de envelopes.
!plicaç$o de patterns r-tmicos aos samples
Até agora falamos da aplicação de envelopes longos em loops
curtos. Como você deve estar pensando, também podemos
conseguir interessantes resultados fazendo ao contrário. Imagine
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um sample com uma canção de vários minutos. Este sample pode
ser reproduzido através de um clip com um loop de envelope de
volume de um compasso. O loop de envelope de volume funcionaria
neste caso como um pattern que "perfura" repetidamente a música,
por exemplo, para suprimir todos os terceiros tempos.
Uso dos envelopes de clip como L.Os
Para aqueles que conhecem as técnicas da síntese sonora, um
envelope de clip com um loop local pode ser comparado com um
LFO. Este LFO funciona sincronizado com o andamento do projeto,
apesar de também existir a possibilidade de definir um período de
loop que desfaça o sincronismo do envelope. Caso ocultemos a
grade, poderemos ajustar os pontos inicial e final do loop do
envelope de clip de maneira totalmente independente da grade.
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Capítulo 17
+rabalhando com %ídeo no Live
A arquitetura flexível do Live o torna uma escolha perfeita para a
criação de trilhas sonoras para vídeo. Podemos recortar clips de
vídeo para selecionar trechos destes e usar marcadores Warp para
sincronizar a música visualmente com o vídeo na Vista
Arrangement.
Depois disso rendereinzamos o arquivo de vídeo já editado
juntamente com o seu áudio. Antes de adentrarmos neste assunto,
certifique-se de se familiarizar com os conceitos apresentados no
capítulo Tempo Control e Warping.
Caso esteja interessado em sincronizar o Live com algum
equipamento de vídeo externo, leia também o capítulo sobre
sincronismo.
Im!ortação de V>deo
O Live pode importar filmes em formato QuickTime da Apple (.mov)
para que sejam usados como video clips. Os arquivos de filmes
aparecem no Navegador de Arquivos do Live junto com os arquivos
de áudio e dos Live Sets, e podem ser importados da mesma
forma, simplesmente sendo arrastados até o Live Set.
Considere que o Live somente mostrará vídeo de clips de vídeo que
estejam na Vista Arrangement.
Os arquivos de filme que estejam carregados na Vista Session View
serão tratados como clips de áudio.
.ra(al,ando com v>deos no Live
Cli!s de v>deo na Vista Arrangement
Um clip de vídeo na Vista Arrangement possui a mesma aparência
que um clip de áudio, com a exceção dos trilhos dentados em seu
título.
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#m clip de !-deo com um marcador =uic&:ime.
O Live também apresenta os marcadores Quick Time de um arquivo
de filme, caso estejam presentes, na Vista Arrangement e na Vista
Clip. Os marcadores Quick Time são criados por aplicações externas
de edição de vídeo, e apesar de não poderem ser selecionados ou
editados de nenhuma forma, nos proporcionam trilhas visuais que
são úteis na criação das trilhas sonoras. Considere que estes
marcadores sempre são lidos a partir do arquivo original, e não são
armazenados no Live Set ou no clip de vídeo. Em sua grande
maioria, os clips de vídeo na Vista Arrangement são tratados
igualmente como se fossem clips de áudio. Podem ser aparados,
por exemplo, arrastando-se os seus lados esquerdo ou direito. Não
obstante, existem alguns comandos de edição que, quando
aplicados em um clip de vídeo, farão com que este seja substituído
por um clip de áudio (que por definição não traz consigo nenhum
componente de vídeo). Esta substituição somente ocorre no âmbito
interno - seus arquivos de filme originais nunca são alterados. Os
comandos que causarão isto são: Consolidate0 Re!erse e Crop.
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A @anela Video
A janela Video é uma janela flutuante separada que sempre
permanece por cima da janela principal do Live: podemos arrastá-la
para qualquer lugar que desejarmos, e nunca será encoberta. Por
padrão, se abre a mesma resolução que o clip de vídeo, mas
podemos ajustar o tamanho, bastando para isso arrastar seu canto
inferior direito. O vídeo pode ser apresentado em modo "tela cheia¨
(e opcionalmente em um segundo monitor) quando se clica-duplo
na janela Video.
Filmes com tril,as !arciais
No formato de arquivo QuickTime, os componentes de áudio e
vídeo não têm razão de ocupar todo o espaço de um filme: Se
permite que hajam "buracos¨ na reprodução.
Durante a reprodução destes buracos no vídeo, a janela Video
apresentará uma tela preta; quanto ao áudio, serão reproduzidos
silêncios.
Vista Cli!
Os compositores de trilhas sonoras necessitam que o Tempo Master
seja apresentado na Vista Clip. Quando se está compondo para
vídeo, os clips de vídeo normalmente são configurados como tempo
masters, enquanto que os clips de áudio são deixados como tempo
slaves. Estas são, portanto, as propriedades warp padrão dos clips
na Vista Arrangement. Neste cenário, ao acrescentarmos
marcadores Warp em um clip de vídeo são definidos hit points com
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os quais a música se sincronizará.
Considere que um comutador Warp de um clip de vídeo precisa
estar ativado para que o clip esteja ajustado como tempo master.
Configura%ão de um Clip de !-deo como :empo Master.
Lembre-se do capítulo Tempo Control e Warping que, apesar de
qualquer clip com marcadores warp no Arrangement poder ter a
opção Tempo Master ativada, somente o mais abaixo de todos, que
se está reproduzindo neste momento é o tempo master atual.
Isto também significa que é possível que clips de vídeo que não são
tempo masters nesse momento podem ter marcadores warp
aplicados, oferecendo assim saída de vídeo já ajustada com warp
na janela Video.
0arcadores Car!
Enquanto arrastamos um marcador Warp pertencente a clip de
vídeo, veremos que a janela Video se atualiza para mostrar o frame
de vídeo correspondente, de forma que qualquer ponto na música
possa ser facilmente alinhado com qualquer ponto no clip de vídeo.
Visto que o Live mostra os marcadores QuickTime incrustados em
um arquivo de filme, estes podem ser usados como trilhas visuais
quando ajustamos marcadores Warp.
A@ustando som e v>deo
No Live, somente temos que dar alguns poucos passos para nos
iniciarmos no mundo do vídeo. Vejamos um cenário muito comum:
"ajustar uma peça de musical à edições ou pontos de marca em um
vídeo¨.
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1. Certifique-se que a Vista Arrangement esteja visível. A tecla
do teclado do computador comutará entre a Vista
Session e a Vista Arrangement.
2. Arraste um filme QuickTime a partir do Navegador de Arquivos
do Live e o solte emum trilha de áudio na Vista Arrangement.
A janela Video aparecerá para mostrar o componente de vídeo
do arquivo de filme. (Lembre-se que podemos deslocar esta
janela para qualquer lugar na tela).
3. Agora que o vídeo está carregado, arraste um clip de áudio
para a área da Vista Arrangement. Será criada
automaticamente uma nova trilha de áudio para acomodar
este clip.
4. Abra ambas as trilhas para poder ver seus componentes
clicando nos botões que estão localizados à esquerda de
seus nomes.
5. Clique-duplo no título do clip de vídeo na Vista Clip. No campo
Sample, certifique-se de que o botão Warp esteja ligado. Os
clips Warped na Vista Arrangement podem ser configurados
como tempo master ou slave. Queremos que o comutador
Master/Slave esteja em Master0 o que forçará o restante dos
clips no Live Set a se adaptarem ao andamento do vídeo (ou
seja, sua velocidade normal de reprodução).
6. Agora acrescente marcadores Warp no clip de vídeo, e os
ajuste a seu gosto. As posições dos marcadores Warp definem
os pontos de sincronismo entre a música e a imagem. Perceba
como a forma de onda do clip de vídeo na Vista Arrangement
se atualiza para refletir as alterações que são feitas.
7. Caso deseje, ative Arrangement Loop para centrar-se em um
trecho específico da composição.
8. Quando terminar, utilize o comando Render to Disk do menu
Edit. Todo o áudio será mixado e armazenado como um único
arquivo de áudio, que então poderá ser importando pelo seu
programa editor de vídeo preferido.
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.ru)ues de rea@uste de V>deo
Geralmente, os compositores recebem arquivos de filmes com
poucos segundos de espaço em branco antes do início real da ação.
Esta pré-introdução ("two-beep¨) serve como referência de
sincronismo para o engenheiro de mixagem, que espera que os
arquivos de áudio do compositor também terão a mesma pré-
introdução. No entanto, quando se trabalha com música, a pré-
introdução se faz "à maneira do compositor¨: seria mais natural
que a ação do filme iniciasse no tempo 1.1.1 da canção e tempo
SMPTE 00:00:00:00. Isto pode ser acomodado recortando os clips
de vídeo da seguinte forma:
Primeiro soltamos um arquivo de filme no início do (1.1.1).
#m clip de !-deo no in-cio do Arrangement.
Depois, clicamos-duplo no título do vídeo para que possamos
visualizar seus conteúdos na Vista Clip. Alí, arrastamos o marcador
de início à direita de forma que o clip de vídeo se inicie no início na
ação.
Arrastar o marcador de in-cio para antes do $re/Roll.
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Agora, tanto a ação como a música que foi composta iniciam em
1.1.1 /00.00.00.00. Uma vez estando pronta a música ela estará
pronta para ser renderinzada para o HD, para isso necessitaremos
voltar a colocar o pre-roll:
Na Vista Arrangement, selecionamos todos os materiais (menu
Edit/Select All), depois arrastamos toda a composição uns poucos
segundos para a direita:
O clip de !-deo e o clip final da m*sica.

● Agora clicamos no título do vídeo de forma a desfazer a
seleção de todos os demais, e depois arrastamos a parte
esquerda do clip de vídeo para a esquerda para que o pre-roll
volte a ser apresentado.
O clip de !-deo com o $re/Roll restaurado.
O comando Render to Disk, por padrão, cria arquivos de samples de
mesma duração do que está selecionado no Arrangement; visto que
o clip de vídeo todavia está selecionado, o arquivo de sample
exportado terá a mesma exata duração do arquivo de filme original,
incluindo o pre-roll.
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Capítulo 18
Manual de &efer9ncia dos efeitos de áudio do "ive
O Live é distribuído com uma seleção de efeitos de áudio
incorporados e especialmente desenvolvidos. O ca´pitulo "Uso e
intrumentos e efeitos¨ cobre os conceitos básico do uso dos efeitos
no Live.
!uto .ilter
O efeito Auto 9ilter.
O efeito Auto Filter possibilita uma emulação do clássico filtro
analógico sendo modulado através de um seguidor de envelope
e/ou um LFO para criar efeitos de filtro em movimento. O seguidor
de envelopr pode captar tanto o sinal filtrado como uma fonte
sidechain externa.
Existem quatro tipos diferentes de filtros: passa-baixas, passa-
altas, passa-banda e banda rechaçada (notch). Em todos eles, o
controlador X-Y determina a frequência (para ajustá-la, pressione e
arraster no exio X) e o valor Q (também chamado de ressonância,
para ajustar este parâmetro clique e arraste no eixo Y). Tamb´me
podemos introduzir os valores exatos nos campos numéricos dos
parâmetros Freq y Q.
Caso utilize valores de Q baixos será obtida uma curva de filtro
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ampla, enquanto que os valores mais altos criarão um pico estreito
e ressonante. Com uma filtragem passa-banda o valor Q ajusta a
largura da banda de frequências que passará através do filtro.
O controle Quantize Beat (Tempo de quantização) aplica modulação
quantizada à frequência do filtro. Caso ajuste Beat em off, a
modulação de frequência seguirá a fonte de controle. Ao ativar esta
função, a modulação do filtro se atualiza ritmicamente "por passos¨
em função do tempo master. Os botões numerados representam
semicolcheias. O que significa, por exemplo, que ajustando Beat
com 4, as alterações de modulação se produzirão uma vez por
tempo.
A seção Envelope determina a forma como a modulação de
envelope atua sobre a frequência do filtro. O controle Amount
define o grau em que o envelope afeta à frequência do filtro,
enquanto que o controle Attack (Attack) ajusta a resposta do
envelope aos sinais de entrada crescentes. Caso introduza valores
de Attack baixos, obterá uma rápida resposta aos níveis de
entrada, enquanto que os valores altos causam alterações mais
graduais e uma reposta mais lenta e elástica. Em outras palavras, é
como acrescentar inércia à resposta.
Caso selecione valores de Release baixo, o envelopr responderá
com maior rapidez aos sinais de entrada decrescentes. Os valores
altos alargam a queda do envelope.
Normalmente o sinal que se está filtrando e a fonte de entrada que
dispara o seguidor de envelope são o mesmo sinal. Para usar o
sidec,ainig0 é possível filtrar um sinal baseado no envelope de
outro sinal. Para acessar os parâmetros de Sidechain, abra a janela
Auto Filer clicando no triângulo na barra de seu título.
Caso ative esta seção com o botão Sidechain será permitido
selecionar outra trilha com os seletores da parte inferior. Isto faz
com que o sinal da trilha selecionada atue como o disparador do
seguidor de envelope do filtro, ao invés do sinal que está passando
nesse memomento pelo filtro.
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O controle giratório Gain ajusta o nível da entrada externa do
sidechain, enquento que o knob Dry/Wet lhe permite usar uma
combinação de sinal de sidechain e sinal original como disparador
do seguidor de envelope. Com Dry/Wet em 100%, o seguidor de
envelope segue a fonte do sidechain exclusivamente. Em 0%, o
sidechain fica em efeito nulo. Considere que aumentar o ganho não
aumenta o volume na mixagem do sinal da fonte. O áudio do
sidechain somente é um disparador para o seguidor de envelope e
de fato nunca é ouvido.
Auto Filter possui um Low Frequency Oscillator (Oscilador de baixa
freqüência) que permite modular a freqüência do filtro de forma
periódica. O controle Amount (Intensidade) define a medida em
que o LFO afeta ao filtro.
O controle Rate (Freqüência) determina a velocidade do LFO.
Podemos ajustar em hertz, ou fazendo com que se sincronize ao
andamento do projeto e se configure em termos de subdivisões de
régua. A segunda opção permite a criação de filtragem controlada
ritmicamente.
As formas de onda do LFO disponíveis são Sine (sinusoidal, cria
modulações suaves com picos e vales arredondados), quadrada,
triangular, dente de serra ascendente, dente de serra descendente
e 'Sample and Hold' (gera valores de modulação positivos e
negativos de forma aleatória) em mono e estéreo.
Existem dois LFOs, um para cada canal estéreo. Os controles Phase
(Fase) e Offset definem a relação entre ambos LFOs.
Auto Filter possui um Low Frequency Oscillator (Oscilador de baixa
freqüência) que permite modular a freqüência do filtro de forma
periódica. O controle Amount (Intensidade) define a medida em
que o LFO afeta ao filtro.
O controle Rate (Freqüência) determina a velocidade do LFO.
Podemos ajustar em hertz, ou fazendo com que se sincronize ao
andamento do projeto e se configure em termos de subdivisões de
régua. A segunda opção permite a criação de filtragem controlada
ritmicamente.
As formas de onda do LFO disponíveis são Sine (sinusoidal, cria
modulações suaves com picos e vales arredondados), quadrada,
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triangular, dente de serra ascendente, dente de serra descendente
e 'Sample and Hold' (gera valores de modulação positivos e
negativos de forma aleatória) em mono e estéreo.
Existem dois LFOs, um para cada canal estéreo. Os controles Phase
(Fase) e Offset definem a relação entre ambos LFOs.
Auto Pan
O efeito Auto $an.
Auto Pan oferece manipulação da amplitude e panoramização
através de LFO para criar uma modulação automática de
panoramização, trêmolo e amplitude, e efeitos de corte
sincronizados com os tempos.
Os LFOs de Auto Pan modulam a amplitude dos canais esquerdo e
direito com formas de onda senoidal, triangular, dente de serra
baixo ou aleatória.
O controle Shape força a forma de onda a alcançar seus limites
máximos e mínimos, "endurecendo" seu contorno. A forma de onda
pode ser ajustada em "Normal" ou "Invert" (use "Invert" para, por
exemplo, criar a forma de onda serra acima a partir da forma de
onda serra abaixo).
A velocidade do LFO de Auto Pan é controlado com o parâmetro
Rate, que pode ser ajustado em Hertz. Rate também pode ser
sincronizado com o andamento do projeto e ser configurado em
subdivisões do medidor (por exemplo, colcheias).
Apesar que ambos LFOs funcionem na freqüência, o controle Phase
suporta o movimento de som estéreo deslocando as formas de
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onda em relação a uma da outra. Caso seja ajustado em "180", os
LFOs estarão perfeitamente fora de fase (180 graus de separação),
de forma que quando um alcança seu pico, o outro está em seu
mínimo.
Phase é particularmente efetivo para criar efeitos de vibrato.
O controle Offset altera o ponto de início de cada LFO ao longo de
sua forma de onda. A influência do dispositivo sobre os sinais
entrantes é ajustado com o controle Amount.
"eat Repeat
O efeito 8eat Repeat.
Beat Repeat permite a criação de repetições controladas ou
aleatórias de um sinal entrante.
O controle Interval define com que freqüência o Beat Repeat
captura novo material e começa a repetí-lo. Interval é sincronizado
e ajustado em termos do andamento do projeto, com valores que
oscilam entre "1/32" até "4 Bars". O controle Offset altera o ponto
definido por Interval deslocando-o mais à frente no tempo. Caso o
Interval seja ajustado em "1 Bar", por exemplo, e Offset em
"8/16", se capturará material para sua repetição uma vez por
compasso no terceiro tempo (ou seja, a meio caminho, ou oito de
dezesseis colcheias, em um compasso).
Podemos acrescentar aleatoriedade ao processo usando o controle
Chance, que define a probabilidade das repetições que terão lugar
quando Interval e Offset as "peçam". Se Chance estiver ajustado
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em "100 %", as repetições sempre terão lugar de acordo com o
tempo dado em Interval/Offset; caso esteja ajustado em "0%", não
haverá repetições.
Gate define a duração total de todas as repetições em colcheias. Se
Gate estiver ajustado em "4/16", as repetições terão lugar durante
o período de um tempo, iniciando na posição definida por Interval e
Offset.
Ativando o botão Repeat deixa sem efeito todos os controles
anteriores, capturando material imediatamente e repetindo
o até que se desative.
O controle Grid define o tamanho da grade o tamanho de cada
repetição. Caso esteja ajustado em "1/16", se capturará algo do
tamanho de uma semicolcheia e se repetirá de acordo com a
duração do Gate (ou até que se desative Repeat). Os valores
grandes de grade criam loops ritmicos, enquanto que os valores
pequenos criam artefatos sonoros.
O botão No Triplets ajusta a divisão da grade em binário.
O tamanho do Grid pode ser alterado aleatóriamente usando
o controle Variation. Caso Variation esteja configurado em "0", o
tamanho da grade será fixo. Mas quando Variation está ajustado
com valores maiores, a grade flutua consideravelmente ao redor do
valor outorgado ao Grid. Variation possui vários modos diferentes,
disponíveis no seletor inferior: Trigger cria variações da grade
quando se disparam as repetições; 1/4, 1/8 e 1/16 disparam
variações a intervalos regulares; e Auto obriga o Beat Repeat a
aplicar uma nova variação aleatória após cada repetição - a forma
mais complexa de variação de grade em Beat Repeat
(especialmente caso se permita também usar quiálteras).
As repetições de Beat Repeat podem ser transportadas para baixo
para obter efeitos sonoros especiais. Pitch se ajusta através de
resampling em Beat Repeat, alargando segmentos para transpô-los
até embaixo sem ter que comprimí-los novamente para ajustá-los
devido à alteração de duração. Isto significa que a estrutura rítmica
pode ficar bastante ambigua em valores de Pitch mais altos. O
controle Pitch Decay estreita a curva de tonalidade, fazendo que
cada repetição se reproduza mais grave que a anterior.
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Aviso: Este é o parâmetro mais obscuro do Beat Repeat.
Beat Repeat possui uma combinação de filtro passa-baixas e passa-
altas para definir a faixa de freqüências do dispositivo que
passarão.
Pode-os ativar e desativar o filtro, e ajustar a freqüência central e a
amplitude da banda de freqüência que passará, usando os
respectivos controles.
O sinal original (que foi recebido na entrada do Beat Repeat) se
mistura com as repetições do Beat Repeat de acordo com um dos
três modos de mixagem: Mix permite que o sinal original passe
através do dispositivo e se some as repetições a esta; Insert
silencia o sinal original quando se reproduzem as repetições mas
permite o passo desta quando não há repetições; e Gate deixa
passar somente as repetições, nã deixando passar nunca o sinal
original. O modo Gate é especialmente útil quando o efeito é
aplicado em uma trilha de retorno.
Podemos ajustar o nível de saída do dispositivo usando o controle
Volume, e aplicar Decay para criar repetições que irão
desvanecendo-se gradualmente.
#/orus

O efeito C,orus.
O efeito Chorus utiliza dois atrasos paralelos com modulação
temporária para criar efeitos de chorus (uma espécie de
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"encorpamento" do som) e flanger.
Cada linha de atraso dispõe de seu próprio controle de tempo de
atraso, calibrado em milisegundos. A seção Delay 1 dispõe de um
filtro passa-altas que permite suprimir freqüências graves do sinal
atrasado.
Caso utilizemos valores altos para este parâmetro, o filtro somente
permitirá o passo de umas poucas freqüências agudas ao Delay 1.
A seção Delay 2 dispõe de três modos de operação. Caso esteja
desativada (off), somente se ouvirá o Delay 1. Caso esteja em
modo Fix (Fixo), unicamente se modulará o tempo de atraso de
Delay 1.
Caso ative-se a opção Mod, o Delay 2 receberá a mesma
modulação que o Delay 1.
Caso deseje ajustar ambas as linhas de atraso no tempo de atraso
de Delay 1, ative o botão "link" ("="). Isto é útil se desejarmos
modificar ambos os atrasos com um só movimento.
O controlador de modulação X-Y pode agregar "movimento" ao
som.
Para alterar a velocidade de modulação dos tempos de atraso,
clique e arraste no eixo horizontal.
Para modificar a intensidade da modulação, clique e arraste no eixo
vertical. Também podemos realizar variações através da introdução
direta dos valores de parâmetro nos campos Amount (Intensidade)
e Rate (Freqüência), localizados abaixo do controlador X-Y. O valor
de Amount aparece representado em milesegundos, enquanto que
a freqüência de modulação se expressa em Hertz.
Clicando no interruptor *20, a freqüência de modulação será
multiplicada por 20 e obteremos sons mais extremados.
O controle Feedback (Realimentação) determina a quantidade de
sinal de saída que se envia de volta à entrada, enquanto que o
interruptor Polarity (Polaridade) permite alternar a polaridade. As
alterações de polaridade resultam especialmente apreciáveis caso
utilizemos valores de realimentação altos e tempos de atraso
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curtos.
O controle Dry/Wet determina o balanceamento entre o sinal seco e
processado. Ajuste-o ao nível máximo de sinal processado (Wet)
caso utilize o Chorus em um canal de retorno.
#ompressor
O efeito Compressor.
A missão de um compressor consiste em reduzir o ganho dos sinais
que superam um limite (umbral) definido pelo usuário. A
compressão reduz o nível dos picos, ampliando assim o headroom
(margem dinâmica) e permitindo o aumento do nível global do
sinal. Deste modo se obtém nível médio de sinal mais elevado e a
percepção subjetiva do som resulta mais forte e "contundente" em
comparação com o sinal não comprimido.
A última encarnação do efeito Compressor funde as funções dos
dispositivos Compressor e Compressor II em um única unidade, e
acrescenta funções adicionais como o sidechaining externo, roda
ajustável, mais opções de EQ, um modo pico melhorado, e um novo
modelo de retroalimentação (feedback), baseado de forma muita
acertada em alguns compressores em hardware clássicos. O novo
Compressor é totalmente compatível com os presets das versões
anteriores do Compressor I e Compressor II. Os dois parâmetros
mais importantes de um compressos são Threshold (Umbral) e
Ratio (Relação de compressão):
O deslizador Threshold determina o ponto em que inicia a
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compressão. Os sinais que superem o umbral serão atenuados de
acordo com o valor especificado no parâmetro Ratio, que ajusta a
relação entre os sinais de entrada e saída. Por exemplo, utilizando
uma relação de compressão de 3:1, caso um sinal acima do umbral
seja aumentaddo em 3 dB, a saída do compressor somente
aumentará em 1 dB. Caso o sinal situado acima do umbral seja
aumentado em 6 dB, a saída subirá somente 2 dB. Um ratio de 1:1
signica que não existe compressão, seja qual for o umbral.
O controle Knee ajusta se a compressão será realizada de forma
gradual ou brusca conforme se aproxime do umbral. Com um
ajuste de 0 dB, nenhuma compressão é aplicada nos sinais que
estejam abaixo do umbral, e se aplica compressão tottal em
qualquer sinal que esteja acima do umbral. Com ratios muito altos,
o que se conhece como hard knee, poderá soar muito ríspido. Com
valores mais altos (ou soft) de knee, o compressor começa a
comprimir gradualmente à medida que se vai aproximando do
umbral. Por exemplo, com um Knee em 10 dB e um threshold em
-20 dB, uma compressão bem sutil iniciará pelos -30 dB e se
incrementará de forma que sinais em -10 dB serão comprimidos
totalmente.
A maneira mais fácil de visualizar o comportamento do Compressor
é observando como o gráfico é alterado quando se ajusta valores
no threshold, ratio, e knee. O nível de entrada é medido no eixo
horizontal, enquanto que o nível de saída é representado
verticalmente.
Junto ao gráfico fica o medidor Gain Reduction, que mostra o
quanto se está reduzindo o ganho em qualquer momento dado.
Quanto mais redução, mais audível será o efeito; uma redução de
ganho por cima dos 6 dB ou por aí pode produzir a força de volume
desejada, mas altera de forma signicativa o som e pode destruir
muito facilmente sua estrutura dinâmica. Isto é algo que não se
pode desfazer em passos posteriores na produção. Lembre-se disso
quando for usar um compressor, limitador ou ferramenta de
maximização de volume do som no canal master. Portanto, no
assunto Compressor tome como regra o seguinte: "menos é mais¨.
Visto que a compressão reduz o volume dos sinais altos e abre o
teto, podemos usar o controle Output para que os picos golpeiem
novamente o teto máximo disponível. O medidor Output apresenta
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o nível do sinal de saída. Ativando o botão Makeup abaixo do
deslizador Output se compensa automaticamente o nível de saída
caso se altere os ajustes de threshold e ratio.
Os controles Attack y Release são parâmetros essenciais para
controlar o tempo de resposta do Compressor ao definir com que
rapidez o Compressor reage às alterações de nível de entrada.
O Attack define o tempo necessário para que a compressão alcance
seu nível máximo uma vez o sinal tenha superado o umbral
definido. Por sua vez o Release ajusta o tempo que o compressor
levará para regressar ao seu funcionamente normal depois que o
nível do sinal caia abaixo do umbral.
Uma ligeira quantidade de ataque (1050 ms) permite que os picos
passem sem serem processadors, o que ajuda a conservar a
dinâmica acentuando a parte inicial do sinal.
Caso estes picos causem sobrecargas ou distorções, podemos
testar cortar o tempo de ataque, mesmo que os tempo muito
curtos quitem a vida do sinal, e possam causar um ligeiro zumbido
causado pela distroção. Os tempos de liberação curtos podem
causar uma espécie de efeito Pump, já que o compressor tentar
averiguar se comrpime ou não; enquanto que geralmente se
considera um efeito não desejado, alguns engenheiros utilizam isso
sobre kits de bateria para adicionar alguns efeitos incomuns de
sucção.
É essencial um ajuste cuidados dos tempos de ataque e de
liberação quando se trata de compressão de fontes rítmicas. Caso
não esteja acostumado a trabalhar com compressores, reproduza
um loop de bateria e dedique algum tempo para ajustar Attack,
Release, Threshold e Gain.
Um compresor somente pode reagir a um sinal de entrada desde
que este ocorra. Visto que também necessita aplicar um envelopr
de ataque/liberação, a compressão sempre entra um pouquinho
com atraso. Um compressor digital pode resolver esse problema
simplesmente atrasando o sinal de entrada pelo mesmo tempo.
O Compressor oferece três opções de tempo de pre-delay: zero ms,
um ms e dez ms. Os resultados podem soar de forma muito
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diferente dependendo deste ajuste. Lembre-se que se utilizar dez
ms de pre-delay a saída aparecerá significativamente mais tarde.
Talvez seja necessário atrasar outras trilhas usando um Simple
Delay para assim conseguir manter o sincronismo.
O Compressor pode ser usado em três modos EF (envelope follower
ou seguidor de envelope) diferentes. Com Peak selecionado, o
Compressor reage ante os picos curtos dentro de um sinal. O modo
RMS faz com que o Compressor seja menos sensível aos picos
muito curtos e comprime somente quando o nível entrante tenha
excedido o umbral durante um tempo ligeiramente maior. O modo
Opto produz uma curva de release não linear.
Concretamente, o comportamento da fase de lineração é mais
rápido inicialmente, e se ralenta à medida que a redução de ganho
se aproxima de zero. De modo que, que tipo usar? Não existe uma
resposta correta para isso, mas exitem alguns usos comuns para
cada modo. O modo Peak é mais agressivo e preciso, e portanto
funciona bem em tarefas de limitação onde é necessário assegurar-
se de que não exista nenhum sinal em absoluto que transpasse o
umbral. RMS está mais próximo de como a gente percebe de fato o
volume e normalmente é considerado mais musical. O modo Opto,
devido ao seu tempo de release não linear, em geral se considera
que soe suave e natural.
Os compressores Opto são utilizados normalmente com as vozes,
baixos e guitarras eléricas.
Mas como sempre, no que se refere à compressão, se debe usar os
ouvidos e não os medidores!
Além dos modos EF, o Compressor oferece três tipos Model que
aportam opções adicionais sobre como o dispositivo mede e
responde aos níveis de sinal. FF1 e FF2 são os modelos de
feedforward, que analizam o volume do sinal entrante. Estes são os
modelos utilizados nos antigos Compressor I e Compressor II,
respectivamente.
FB é um modelo feedback ou de retroalimentação, que analisa a
saída do dispositivo e logo depois ajusta seu comportamento de
compressão. Já que os compresores tipo feedback analizam os
sinais que foram comprimidos, seus parâmetros Attack e Release
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têm menos precisão, e atuam mais como seugestões para o
compressor. No entanto, com a compressão tipo feedback
geralmente se obtém um som mais suave, com menos redução de
ganho geral apesar de que também com menos possibilidades de
que apareçam artefatos de distroção. Os modelos clássicos de
compresores analógicos tão procurados pelos estúdios são todos
geralmente modelos feedback. Considere que, por razões de física
quântica, Lookahead e sidechaining externo ficam desativados
quando se usa o modelo FB; Os engenheiros da Ableton estão
trabalhando no desenvolvimento de um código que permitirá que
nosso software possa predizer o futuro, mas não podemos ainda
dizer se isso será possível na próxima versão do Live.
Par0metros Sidec/ain
O dispositi!o Compressor com se%ão Sidec,ain.
Normalmente, o sinal que está sendo comprimido e a fonte de
entrada que dispara o compressor são o mesmo sinal. Mas ao usar
sidec,aining, é possível comprimir um sinal baseando-se no nível
de outro sinal ou um componente de frequência específico. Para
acessar os parâmetros Sidechain, abra a janela Compressor
comutando o botão na sua barra de título.
Os parâmetros sidechain se dividem em duas seções. À esquerda
estão os controles External. Ao ativar esta seção com o botão
Sidechain é permitido selecionar qualquer dos pontos de
encaminhamento internos do Live com os seletores da parte
inferior.
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Isto faz com que a fonte selecionada atue como o disparador do
compressor, ao inve´s do sinal que se está comprido nesse
momento.
O botão giratório Gain ajusta o nível da entrada externa do
sidechain, enquanto que o botão giratório Dry/Wet permite usar
uma combinação de sinal de sidechain e sinal original como
disparador do compressor. Com Dry/Wet em 100 %, o compressor
é disparado pela fonta do sidechain exclusivamente. Em 0 %, o
sidechain fica em efeito anulado. Considere que ao aumentar o
ganho não se aumenta o volume na mixagem do sinal da fonte.
O áudio do sidechain é apenas um disparador para o compressor e
de fato nunca se ouve.
Fixe-se em que os modos FB e Makeup automáticos não estejam
disponíveis quando se usa o sidechain externo. À direita da seção
external estão os controles para EQ do sidechain. Caso se ative
esta seção fará com que o compressor seja disparado por uma
banda de frequências específica, ao invés de um sinal completo.
Estas ppoderão ser tanto as frequências do sinal comrimido ou,
usando a EQ juntamento com um sidechain externo, frequências no
áudio de outra trilha.
O botão headphones entre as seções external e EQ permitem ouvir
somente a entrada sidechain, anulando a saída do compressor.
Visto que o áudio do sidechain não alimenta a saída, e somente se
trata de um disparador para o compressor, esta opção de excuta
temporária pode facilitar muito o ajuste de parâmetros do sidechain
e ouvir de fato o que está fazendo o compressor trabalhar.
%icas de compress$o
Esta seção apresenta algumas dicas para usar eficazmente o
Compressor, particularmente com as opções sidechain.
,ixagem de superposiç$o de vozes ou oiceover
O Sidechaining é utilizado normalmente para o que se denomina
efeitos de ducking. Por exemplo, imagine que possua uma trilha
que contenha um voiceover e outra trilha que contenha música de
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fundo. Como normalmente queremos que o voiceover seja a fonte
de áudio mais alta na mixagem, a música de fundo deve ser
abaixada cada vez que o narrador esteja falando.
Para fazer isso de forma automática, insira um Compressor na trilha
de música, mas selecione a saída da trilha da narração como a
fonte externa de sidechain.
Sidec/aining em m1sica %ance
O Sidechaining/ducking é uma arma secreta do produtor de música
dance visto que pode ajudar a assegurar que as linhas de baixo (ou
mesmo mixagens inteiras) sempre deixem espaço para o bumbo.
Inserindo um compresso sobre a trilha de baixo (ou na master) e
usando a trilha de bumbo como a entrada de sidechain, poderá
ajudar a controlar frequências baixas problemáticas que interferem
com o ataque do bumbo.
Utilizando EQ de sidechain juntamente com esta técnica se pode
criar efeitos de ducking ainda que somente se possua uma trilha de
bateria mixada com aque possa trabalhar (ao invés de um bumbo
isolado). Neste caso, insere o Compressor na trilha que deseje
aplicar o ducking. Logo depois escolha a trilha de bateria como
sendo a fonte externa de sidechain. Depois ative a EQ de sidechain
e selecione o filtro passa-baixas (lowpass). Ajustando
cuidadosamente as configurações Frequency e Q, para poder isolar
o bumbo do restante da mixagem da bateria. Usando o modo de
monitoração sidechain poderá ajudar a afinar a EQ até que se
encontre os ajustes satisfatórios.
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%2namic Tu(e
O efeito D?namic :ube.
O efeito Dynamic Tube aplica as peculiaridades da saturação de
válvulas. Um envelope em seguida gera variações tonais dinâmicas
de acordo com o nível do sinal de entrada.
Três modelos de válvulas, A, B e C, proporcionam uma faixa de
características de distorção conhecidas dos amplificadores reais.
Tube A não produz distorções caso o Bias esteja ajustado num valor
baixo, mas se porá em marcha no momento em que o sinal de
entrada exceda um certo nível (umbral), criando assim harmônicos
brilhantes.
Tube C é um amplificador valvulado muito pobre que produz
distorções todo o tempo.
As qualidades do Tube B se encontram entre estes dois extremos. O
controle Tone ajusta a distribuição espectral das distorções,
encaminhando-as aos registros mais altos, ou na faixa de médios e
mais acima dos graves.
O controle Drive determina a quantidade de sinal que chega às
válvulas; quanto maior seja o Drive mais suja será a saída. A
intensidade das válvulas é controlada através do Bias, que empurra
o sinal até os aclamados reinos da distorção não linear. Com
quantidades muito altas de Bias, o sinal começará a romper-se em
mil pedaços.
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O parâmetro Bias pode ser modulado positiva ou negativamente
por meio de um seguidor de envelope, que é controlado pelo knob
(botão girtório) Envelope. Quanto mais profundamente se aplique o
envelope, tanto mais veremos o Bias influenciado pelo nível do sinal
de entrada.
Os valores negativos do envelope criam efeitos de expansão
reduzindo a distorção nos sinais altos, enquanto que os valores
positivos farão com que os sons soem mais sujos.
Attack e Release são características do envelope que definem com
que rapidez o envelope reage às alterações de volume do sinal
entrante.
Juntos, dão forma à natureza dinâmica das distorções. Considere
que se o Envelope for ajustado em zero, Não haverá nenhum efeito.
Cortamos ou expandimos o sinal final do dispositivo com o botão
Output.
'3 'ig/t
O efeito ;= ;ig,t.
O efeito EQ Eigth é um equalizador que oferece oito filtor
paramétrico por canal de entrada, o que é muito útil para alterar o
timbre de um som. Amplia a funcionalidade do anterior dispositivo
EQ Four, e é completamente compatível com os presets do EQ Four.
O sinal de entrada pode ser processado usando um dos três modos:
stereo, L/R, e M/S. O modo stereo utiliza uma única curva para
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filtrar ambos canais de uma entrada estéreo por igual. O modo L/R
proporciona uma curva de filtro ajustável independentemente para
os canais esquerdo e direito de uma entrada estéreo; o modo M/S
(Mid/Side) oferece a mesma funcionalidade para sinais que tenham
sido gravados usando a codificação M/S.
Quando usamos os modos L/R e M/S, serão mostradas ambas
curvas simultaneamente como referência, apesar de que somente
podemos editar o canal ativo. O interruptor Edit indica o canal
ativo, e é utilizado para comutar entre as duas curvas.
Os filtros podem ser selecionados entre cinco tipo de respostas:
● High cut (corta as freqüências acima da freqüência que for
especificada);
● High shelf (Realça ou corta as freqüências acima da freqüência
especificada);
● Bell curve (Realça ou corta sobre uma faixa de freqüências);
● Low shelf (Realça ou corta as freqüências abaixo de uma
freqüência especificada);
● Low cut (corta as freqüências abaixo da freqüência
especificada).
A banda de cada filtro pode ser ativada ou desativada
independentemente. Desative as bandas que não estejam em uso
para economizar recursos de processamento do computador.
Caso deseje editar a curva de filtro, clique sobre os pontos de filtro
no display e arraste. Arrastando horizontalmente alteramos a
freqüência do filtro, enquanto que arrastando verticalmente
ajustamos o ganho da banda do filtro. Para ajustar a Q do filtro
(também chamada de ressonância ou largura de banda), mantenha
pressionada a tecla Alt enquanto arrasta o mouse.
Podemos também utilizar os botões numerados de seleção de filtro
para selecionar a banda que desejamos editar. A seguir, ajuste os
valores dos parâmetros usando os botões Freq, Gain e Q (e/ou
introduza os valores diretamente nos campos numéricos localizados
abaixo de cada dial).
Para conseguir efeitos de filtragem realmente drásticos, enderece
os mesmos parâmetros a dois ou mais filtros. Caso enfatizemos
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freqüências aumentaremos seus níveis e se as cortarmos
diminuímos. Por esta razão, é bom utilizar o campo Gain para
otimizar o nível de saída. Desta forma conseguimos um nível
máximo coerente e minimizamos a distorção.
O campo Scale atenuará o ganho de todos os filtros que possuam
um controle de ganho (todos exceto high cut e low cut).
'3 T/ree
O efeito ;= :,ree.
Caso você já tenha trabalhado alguma vez com um bom mixer de
DJ saberá no que consiste este efeito: se trata de um equalizador
que permite ajustar o nível das freqüências graves, medias e
agudas de forma independentemente.
É possível ajustar cada banda de -infinito dB a +6 dB usando os
controles de ganho. Isto significa que podemos eliminar
completamente o bumbo ou a linha de baixo de uma trilha, por
exemplo, enquanto todas as demais freqüências permanecem
intactas.
Também existe a possibilidade de ativar ou desativar cada uma das
bandas por meio dos botões On/Off localizados abaixo dos controles
de ganho. Estes botões são especialmente úteis se forem
endereçados às teclas do computador...
EQ Three possui três LEDs verdes que proporcionam uma
confirmação visual da presença de sinal em cada banda de
freqüência. Podemos ver se existem sinal em uma banda, inclusive
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se a dita banda está desativada. O umbral interno dos LEDs está
ajustado em -24 dB.
A faixa de freqüência de cada banda está definida por dois
controles de freqüência de corte: FreqLo e FreqHi. Se FreqLo
estiver ajustado em 500 Hz e FreqHi em 2000 Hz, a banda de
graves irá de 0 Hz a 500 Hz, a banda de médios de 500 Hz a 2000
Hz e a de agudos de 2000 Hz até a taxa de amostragem suportada
por sua placa de som.
O interruptor 24 dB / 48 dB é um controle muito importante. Define
a "dureza" com que os filtros suprimem o sinal na freqüência de
crossover. O ajuste mais alto dá como resultado uma filtragem mais
drástica, mas consome mais recursos de CPU.
:ota: os filtros deste dispositivo foram otimizados para que seu
som se assemelhe mais ao de uma cadeia de poderosos filtros
analógicos que ao de um limpo filtro digital. Em especial, o modo
48 dB não oferece uma qualidade de transferência perfeitamente
linear. Isto significa que podemos colorir ligeiramente o sinal,
inclusive se ajustarmos todos os controles em 0.00 dB. Este é o
comportamento típico desta classe de filtros e define em grande
parte o som característico de EQ Three. Caso necessite de uma
filtragem mais linear, selecione o modo 24 dB ou utilize EQ Four.
'rosion
O efeito ;rosion.
O efeito Erosion degrada o sinal de entrada modulando um curto
atraso com ruído de filtragem ou com uma onda sinusoidal. Este
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processo acrescenta ruídos artificiais ou distorções do tipo
"aliasing" ou "downsampling" (redução de resolução de
amostragem), que fazem produzir um som muito "digital".
Para alterar a freqüência da onda sinusoidal ou a freqüência central
da banda de ruído, clique sobre o eixo X do campo XY e arraste o
mouse.
O eixo e controla a intensidade da modulação. Caso mantenha
pressionada a tecla enquanto clica sobre o XY, o eixo e controlará a
largura da banda de ruído.
O controle Frequency determina a cor ou qualidade da distorção.
Caso o interruptor Mode esteja ajustado em Noise (Ruído), este
controle funcionará em conjunto com o parâmetro Width (Largura),
que define a largura da banda de ruído. Os valores baixos dão como
resultado freqüências de distorção mais seletivas, enquanto que os
mais altos afetam o sinal de entrada em sua integridade. Caso
esteja trabalhando em modo Sine, o controle Width não terá
nenhum efeito.
Noise e Sine utilizam um único gerador de modulação. Por sua vez,
Wide Noise dispõe de geradores de ruído independentes para os
canais esquerdo e direito, o que produz uma sutil expansão
estéreo.
'+eito 'xternal !udio
O efeito ;2ternal Audio.
O efeito External Audio é um pouco diferente dos outros
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dispositivos de efeitos do Live.
Ao invés dele mesmo processar o áudio, ele lhe permite usar
processadores de efeitos (hardware) e2ternos dentro da cadeia de
dispositivos de uma trilha. O seletor Audio To seleciona as saídas do
hardware de áudio do computador que irão para o dispositivo
externo, enquanto que o seletor Audio From selecionar as entradas
que trarão o sinal processado de volta ao Live. Da mesma forma
como as entradas e saídas de trilhas, a lista de entradas e saídas
disponíveis depende das Preferências de Audio, que são acessadas
através da oção Configure... na parte inferior de cada seletor.
Abaixo de cada seletor existe um indicador de nível de pico que
apresenta o máximo nível de áudio obtido. Clique nos indicadores
para restaurá-los.
Os botões Gain junto aos seletores ajustam o nível de saída e de
regresso ao Live. Estes níveis devem ser configurados com muito
cuidado para evitar distorções, tanto no hardware externo e quando
o áuido regresse ao computador.
O controle Dry/Wet ajusta o balanço entre os sinais processado e
original. Ajuste-o em 100% caso esteja usando o efeito External
Audio numa trilha de retorno. O botão Invert inverte a fase do sinal
processado de regresso até o Live. Visto que os efeitos hardware
introduzem certa latência que o Live não pode detectar
automaticamente, que podem ser manualmente compensadas com
qualquer atraso ajustando do deslizador Latency. O botão localizado
junto a este deslizador permite ajustar a quantidade de
compensação de latênciatanto em milesegundos como em samples.
Caso o dispositivo externo seja conectado ao Live por meio de uma
conexão digital, o melhor é que se ajuste as suas configurações de
latência em samples, o que assegura que a quantidade de samples
que for especificada será retida inclusive quando a taxa de
amostragem seja alterad. Caso o dispositivo externo seja conectado
ao Live por meio de uma conexão analógica, o melhor é que as
configurações de latência sejam ajustadas em milesegundos, o que
assegura que a quantidade de tempo especificada se reterá quando
a taxa de amostragem for modificada. Considere que o ajuste por
samples permite um controle mais preciso, mesmo nos casos em
que se trabalha com dispositivos analógicos, pois se pode afinar
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com precisão sua latência em samples para poder obter a menor
latência possível. Neste caso, certifique-se de voltar a alterar para
milesegundos antes de alterar a taxa de amostragem.
Nota: Caso a opção Compensação de atraso nã esteja marcada no
menu Options, o controle Latency fica desativado.
.ilter %ela2
O efeito Filter Delay.
Filter Delay oferece três linhas de atraso independentes, cada uma
delas precedida por filtros passa-altas e passabaixas associados.
Assim, os ajustes de filtro permitem aplicar o atraso unicamente
sobre freqüências específicas do sinal de entrada. A realimentação
de cada um dos três atrasos também é enviada de volta aos filtros.
Os três atrasos podem ser ativados e desativados
independentemente.
O plug-in Filter Delay endereça o atraso 1 ao canal esquerdo do
sinal de entrada, o atraso 2 aos canais esquerdo e direito e o atraso
3 ao canal direito. Os controles Pan localizados na parte direita
podem anular as saídas dos canais de atraso. Caso contrário, cada
atraso envia sinal até o canal do qual procede a entrada.
Cada filtro de canal de atraso dispõe de um interruptor Om
localizado à esquerda dos controladores XY. Os controladores XY
ajustam os filtros passa-altas e passa-baixas simultaneamente para
cada atraso.
Para editar a largura de banda do filtro, clique sobre o eixo vertical
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e arraste o mouse; para ajustar a freqüência da banda de filtro faça
o mesmo sobre o eixo horizontal.
Caso deseje definir o tempo de atraso em função do tempo master,
ative o interruptor Sync. Deste modo poderá usar o seletor de
divisão por tempos do tempo de atraso. Os comutadores
numerados representam o tempo de atraso em semicolcheias. Por
exemplo, caso selecione "4", o sinal se atrasa quatro semicolcheias,
o que equivale a um tempo (uma semínima) de atraso. Caso ative o
modo Sync, as alterações realizadas sobre o valor de porcentagem
que aparece no campo Delay Time (Tempo de atraso) aparam e
alargam os tempos de atraso em frações. Isto permitirá obter o
habitual efeito "swing" das baterias eletrônicas.
Caso o modo Sync esteja desativado, o tempo de atraso aparece
expressado em milesegundos. Neste caso, para editar o tempo de
atraso você somente terá que clicar sobre o campo Delay Time e
deslocar o mouse para cima ou para baixo.
Também podemos clicar diretamente sobre o campo e introduzir
um valor numérico.
O parâmetro Feedback controla a quantidade do sinal de saída que
se envia de volta à entrada da linha de atraso. Caso selecione
valores muito altos você pode provocar uma realimentação
incontrolável e produzir uma forte oscilação.
Caso deseje experimentar com ajustes extremos de
realimentação...
Tome cuidado com seus ouvidos e seus monitores !!!
Cada canal de atraso dispõe de seu próprio controle de volume,
ajustável até +12 dB para compensar filtragens drásticas na
entrada.
O controle Dry determina o nível do sinal não processado. Ajuste-o
em seu valor mínimo caso utilize o Delay em um canal de atraso.
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.langer
O efeito 9langer.
O Flanger usa dois atrasos em paralelo modulados no tempo para
criar efeitos de "flanging". Os atrasos de Flanger podem ser
ajustados através do controle Delay Time. O controle Feedback
envia parte do sinal novamente à entrada do dispositivo, enquanto
que o interruptor Polarity ("+" ou "") ajusta a polaridade. Delay
Time e Feedback podem ser alterados simultaneamente usando o
controlador de efeitos X-Y.
É possível controlar periodicamente o tempo de atraso usando a
seção do envelope. Pode-se incrementar ou diminuir a intensidade
do envelope (ou inverter sua forma com valores negativos), e após
usar os controles Attack e Release para definir a forma do
envelope.
O Flanger possui dois LFOs para modular o tempo de atraso nos
canais estéreo esquerdo e direito. Os LFOs podem ter seis formas
de onda: senoidal, quadrada, triangular, dente de serra acima,
dente de serra abaixo e aleatória. A extensão da influência do LFO
sobre os atrasos é ajustada através do controle Amount.
A velocidade do LFO de Flanger é ajustada com o controle Rate,
que pode ser configurado em Hertz . Rate também pode ser
sincronizado com o tempo do projeto e ser configurado em
subdivisões (por exemplo, colcheias).
O controle Phase permite o movimento estéreo do som ajustando
os LFOs para que corram à mesma freqüência, mas deslocando
suas formas de onda com relação uma da outra. Ajuste em "180", e
os LFOs estarão perfeitamente com fase invertedas (180 graus), de
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forma que quando um alcançar seu pico, o outro estará em seu
mínimo.
Spin desafina as velocidades dos dois LFO com relação uma a
outra.
Cada atraso é modulado em uma freqüência diferente, tal e como
determina a intensidade de Spin. Ajustando o controle HiPass serão
cortadas as baixas freqüências do sinal atrasado. O controle
Dry/Wet ajusta o balanceamento entre os sinais processado e o
original. Ajuste a "100%" caso esteja usando Flanger em uma trilha
de retorno.
&ate
O efeito .ate.
O efeito Gate somente permite a passagem dos sinais cujo nível
supere o Threshold (Umbral) especificado pelo usuário. Um gate
pode eliminar o ruído de baixo nível que somente aparece entre
sons (por exemplo, ruído sibilante ou zumbido de graves), e
também é capaz de modelar o som através do ajuste do umbral em
um nível no qual as colas de reverb ou de atraso (incluso a caída
natural de um instrumento) fiquem truncadas.
O fader (deslizador) Threshold determina a sensibilidade do Gate.
Caso o Gate esteja aberto e portanto permite o passagem do sinal
(ou seja, caso o nível do sinal supere o umbral definido), o LED
verde será iluminado.
O parâmetro Floor, localizado sobre o fader (deslizador) Threshold,
oferece a possibilidade de atenuar os sinais por baixo do umbral ao
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invés de simplesmente eliminá-los. Caso seja ajustado em -inf dB,
o Gate permanece fechado e silencia por completo o sinal de
entrada.
Com um ajuste de 0,00 dB, o sinal permanece inalterado apesar do
Gate estar fechado. Os ajustes intermediários entre ambos valores
atenuam o sinal de entrada em maior ou menor grau quando o
Gate estiver fechado.
O parâmetro Attack determina o tempo que tardará o Gate em
passar de fechado a aberto no momento em que um sinal cruze o
umbral de baixo para cima. Tempos de ataque muito curtos podem
chegar a produzir artefatos sonoros, enquanto que os tempos
longos suavizam o ataque do sinal.
O tempo de Hold (Sustentação) entra em ação quando o sinal cruza
o umbral de cima para baixo. Uma vez transcorrido o tempo de
Hold, o Gate se fecha no tempo determinado pelo parâmetro
Release.
&rain %ela2
O efeito .rain Dela?.
O efeito Graim Delay fragmenta o sinal em pequenas partículas
(chamadas "grãos") que podem ser atrasadas de maneira individual
e apresentar tonalidades diferentes dos da fonte de sinal original.
Introduzindo variações aleatórias de afinação e tempo de atraso
nos será permitido gerar complexas massas de som e ritmo que
nada tem a ver, pelo menos em aparência, com o material original.
Esta ferramenta é muito útil para criar novos sons e texturas. Caso
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deseje endereçar o tempo de atraso em função do tempo master
ative o interruptor Sync, que permite utilizar o seletor de divisão
por tempos do tempo de atraso. Os comutadores numerados
representam o tempo de atraso em semicolcheias. Por exemplo, ao
selecionar "4", o sinal se atrasa quatro semicolcheias, o que
equivale a um tempo (uma semínima) de atraso. Caso se ative o
modo Sync, as alterações realizadas sobre o valor de porcentagem
que aparece no campo Delay Time (Tempo de atraso) apararão e
alargarão os tempos de atraso em frações, com o que obteremos o
clássico efeito de "swing".
Caso o modo Sync esteja desativado, o tempo de atraso aparece
expressado em milisegundos. Neste caso, para editar o tempo de
atraso somente teremos que clicar sobre a o campo Delay Time e
deslocar o mouse para cima ou para baixo.
Também podemos clicar diretamente sobre o campo e introduzir
um valor numérico.
Podemos endereçar qualquer parâmetro aos eixos vertical e
horizontal do controlador XY. Para endereçar um parâmetro ao eixo
X, selecione-o na fileira de parâmetros localizada abaixo do
controlador. Para endereçar um parâmetro ao eixo e, utilize a fileira
da esquerda.
O parâmetro Feedback controla a quantidade de sinal de saída que
se envia de volta à entrada da linha de atraso. Caso se selecione
valores muito altos provocaremos uma realimentação incontrolável
e produziremos uma forte oscilação. Caso deseje experimentar com
ajustes extremos de realimentação... Tome cuidado com seus
ouvidos e seus monitores!
A afinação do "grão" pode ser modificada com o parâmetro Pitch,
que atua de forma muito parecida a um pitch shifter. O controle
Spray introduz alterações aleatórias no tempo de atraso. Os valores
baixos "embaçam" o sinal no tempo, o que confere ao som uma
certa irregularidade.
Os valores altos de Spray rompem completamente a estrutura do
sinal original e introduzem um caos rítmico de intensidade variável.
Talvez seja o ajuste recomendado para os mais anarquistas. O
controle Random Pitch produz variações aleatórias na afinação das
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partículas. Os valores baixos geram uma espécie de efeito de
chorus variável, enquanto que os valores altos fazem com que a
afinação do sinal original resulte completamente ininteligível. Pode-
se utilizar este parâmetro em combinação com o controle principal
de afinação (Pitch) para obter diferentes graus de estabilidade ou
instabilidade na estrutura tonal do som.
O tamanho e a duração de cada grão dependem do parâmetro
Frequency. O som proporcionado pelos controles Pitch e Spray é
determinado em grande parte por este parâmetro.
Grain Delay também dispõe de um controle de sinal Dry/Wet que
pode ser endereçado ao eixo vertical do controlador XY.
P/aser
O efeito $,aser.
O Phaser usa uma série de filtros passa-tudo para criar um notche
de fase no espectro de freqüência de um som.
O controle Poles cria notches no espectro de freqüência. O controle
Feedback pode então ser usado para inverter a forma de onda e
converter estes notches em picos (ou polos). A freqüência de corte
do filtro é alterada com o controle Frequency, que pode ser
ajustado junto com Feedback usando o controlador de efeitos X-Y. O
dispositivo possui dois modos, Space e Earth, para alterar o
espacejamento entre os notches ao longo do espectro, e portanto a
"cor" do som. Este efeito pode ser ajustado ainda mais através do
controle Color.
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É possível controlar periodicamente a freqüência do filtro usando a
seção do envelope. Pode-se incrementar ou diminuir a intensidade
do envelope (ou inverter sua forma com valores negativos), e após
usar os controles Attack e Release para definir a forma do
envelope.
O Phaser possui dois LFOs para modular a freqüência do filtro nos
canais estéreo esquerdo e direito. Os LFOs podem ter seis formas
de onda: senoidal, quadrada, triangular, dente de serra acima,
dente de serra abaixo e aleatória. A extensão da influência do LFO
sobre os atrasos é ajustada através fo controle Amount. A
velocidade do LFO se ajusta com o controle Rate, que pode ser
configurado em Hertz. Rate também pode ser sincornizado com o
andamento do projeto e ser configurado em subdivisões (por
exemplo, colcheias).
O controle Phase permite o movimento estéreo do som ajustando
os LFOs para que corram à mesma freqüência, mas deslocando
suas formas de onda com relação uma a outra. Ajuste em "180", e
os LFOs estarão perfeitamente deslocados de fase (180 graus), de
forma que quando um alcance seu pico, o outro estará em seu
mínimo.
Spin desafina as velocidades dos dois LFO em relação uma a outra.
Cada freqüência do filtro é modulada usando uma freqüência
diferente de LFO, tal e como determina a intensidade de Spin. O
controle Dry/Wet ajusta o balanceamento entre os sinais
processado e original. Ajuste em "100%" caso esteja usando o
Phaser em uma trilha de retorno.
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Ping Pong %ela2
O efeito $ing $ong Dela?.
O efeito Ping Pong Delay utiliza uma linha de atraso simples para
criar um atraso que rebate da esquerda para direita. Esta linha de
atraso é precedida por um filtro passa-altas e passa-baixas que
pode ser ajustado com o controlador XY. Para determinar a largura
de banda do filtro, clique sobre o eixo vertical e arraste o mouse.
Para ajustar a posição da banda de freqüência, realize esta mesma
ação sobre o eixo horizontal.
Caso deseje endereçar o tempo de atraso em função do tempo
master ative o interruptor Sync, que permite utilizar o seletor de
divisão por tempos do tempo de atraso. Os comutadores
numerados representam o tempo de atraso em semicolcheias. Por
exemplo, caso selecione "4", o sinal se atrasa por quatro
semicolcheias, o que equivale a um tempo (uma semínima) de
atraso.
Este tempo de atraso representa o tempo que tardará o sinal de
entrada em aparecer no canal esquerdo. O tempo de atraso entre a
entrada do sinal e sua aparição no canal direito será o dobro desse
valor.
Caso o modo Sync esteja desativado, o tempo de atraso aparece
expressado em milisegundos. Neste caso, para editar o tempo de
atraso somente clique sobre o campo correspondente e desloque o
mouse para cima ou para baixo. Também pode clicar diretamente
sobre o campo e introduzir um valor numérico. O parâmetro
Feedback controla a quantidade de sinal de saída do canal direito
que se envia de volta à entrada da linha de atraso. O loop de
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realimentação também possui um filtro que pode colorir o som que
volta à linha de atraso, o que permite obter diferentes timbres nos
ecos sucessivos.
O controle Dry/Wet determina o balanceamento entre o sinal seco e
processado. Ajuste no máximo de sinal processada (Wet) caso
esteja utilizando o Ping Pong Delay em um canal de atraso.
Redux
O efeito Redu2.
Você sente saudades daqueles famosos sons de baixa resolução dos
Ensoniq Mirage, Fairlight CMI ou então do bom e velho Commodore
64? O Redux lhe transportará à pré-história da era digital reduzindo
a taxa de amostragem e a resolução de bits do sinal.
A seção Downsample possui dois parâmetros: Downsample e um
interruptor de modo.
Caso o Downsample esteja ajustado em 1, todos os samples do
sinal de entrada serão enviados à saída, com o que o sinal
permanece inalterado. Caso se ajuste em 2, somente um sample de
cada dois será processado, dando lugar a uma sonoridade um
pouco mais digital. Quanto maior seja o valor deste parâmetro,
menor será a taxa de amostragem resultante e mais se degradará a
qualidade do som. O downsampling é um processo parecido ao de
aplicar um efeito mosaico sobre uma imagem, onde se perde parte
da informação e se gera divisões marcadas entre os blocos. O
interruptor de modo Downsample define se o processo realiza a
interpolação em uma pequena faixa (soft, suave, atpe 20.0
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samples) ou se prescinde dela numa faixa mais extensa (hard, até
200 samples). O parâmetro Bit Reduction funciona de forma similar,
mas enquanto que o downsampling utiliza uma grade de tempo, a
redução de bits aplica o mesmo processo sobre a amplitude. Caso o
dial de amplitude de Bit Reduction esteja ajustado em 8, os níveis
de amplitude serão quantizados em 256 passos (ou seja, 8 bits de
resolução). Caso se ajuste em 1, o resultado será realmente
radical: cada sample conterá um sinal de nível completamente
positivo ou negativo, sem valores intermediários.
O Bit Reduction define o sinal de entrada de 0dB como sinal de 16
bits. Os sinais acima de 0 dB provocarão distorção digital, e o LED
vermelho de saturação acenderá.
Caso desative a opção Bit Resolution se ganha uma modesta
quantidade de recursos de CPU.
Resonators
O efeito Resonators.
Este dispositivo é composte por cinco ressonadores dispostos em
paralelo que imprimem um determinado carácter tonal à fonte de
entrada. Pode produzir praticamente qualquer tipo de som, de
cordas pulsadas até efeitos tipo vocoder. Os ressonadores são
afinados em semitons e oferecem um modo de ajuste
eminetemente musical. O primeiro ressonador define a tonalidade
principal e os quatro restantes são afinados em intervalos musicais
relativos à afinação do primeiro.
O sinal de entrada passa por um filtro antes de chegar aos
ressonadores. Podemos selecionar entre quatro tipos de filtro:
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passa-baixas, passa-altas, passa-banda e notch banda.
A frequência deste filtro de entrada pode ser ajustada atravé do
parâmetro Frequency. O primeiro ressonador recebe os sinais dos
canais de entrada esquerdo e direito, equanto que o segundo e o
quarto estão reservados ao canal esquerdo e o terciero e quinto ao
canal direito.
O parâmetro Note define a tonalidade principal raiz de todos os
ressonadores, numa faixa que vai de C1 (Dó 1) a C5 (Dó 5).
Também podem ser desafinados em passos de centésimos de tom
através do parâmetro Fine. O parâmetro Decay permite ajustar o
tempo que os ressonadores levarão para se deter depois de receber
o sinal de entrada. Quanto maior seja o tempo de Decay, mais tonal
será o resultado, provocando um efeito parecido ao de uma corda
de piano não amortizada. Da mesma forma como ocorre com uma
corda real, o tempo de Deacy depende da tonalidade, onde as
notas mais graves soam por mais tempo que as notas mais agudas.
O interruptor Const mantém constante o tempo de Decay,
independetemnte da tonalidade do som.
Os ressonadores oferece dois modos de ressonância diferentes. O
Modo A proporciona uma ressonância mais real, enquanto que o
Modo B cria um efeito especialmente interessante quando o
parâmetro Note do Ressonador I está ajustado em tonalidades mais
baixas.
O brilho do som resultante pode ser determinado através do
controle Color.
Todos os ressonadores dispõem de um interruptor On/Off e de um
controle Gain. Os ressonadores desativados não consomem CPU. A
desativação do primeiro ressonador não produz nenhum efeito
sobre os demais.
Os Ressonadores II a V seguem o parâmetro Note definido par o
Ressonador I, memso que possam ser transportados
individualmente em intervalos de até +/- 24 semitons através dos
controles Pitch. Também existe a possibilidade de desafinã-los em
passos de centésimo de tom com os controles Detune.
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A seção de saída dispõe d um controle Dry/Wet obrigatório e um
parâmetro Width (Largura) que, quando ajustado em zero, mixa as
saídas esquerda e direita dos ressonadores II-V em um sinal mono.
Este parâmetro somente afeta o sinal processado.
Rever(
O efeito Re!erb.
Processamento do sinal de entrada
O sinal de entrada passa primeiro através de filtros de corte de
graves e agudos. Os controladores X-Y permitem modificar a
freqüência central (eixo X) e a largura de banda (eixo Y). Ambos
filtros podem ser desativados para economizar recursos de CPU.
● Predelay controla o tempo que tarda em aparecer a primeira
reflexão inicial, expressado em milisegundos. Este parâmetro
define o atraso da reverberação em relação com o sinal de
entrada. A percepção que temos sobre o tamanho de uma sala
real depende em parte deste atraso. Os valores mais utilizados
para conseguir sons "naturais" oscilam entre 1ms e 25ms.
Re+lexões iniciais
São os dois primeiros ecos que ouvimos quando o som rebate nas
paredes de uma sala, antes da aparição da "cola" de reverberação
difusa. Sua amplitude e distribuição nos dão uma idéia das
características da sala.
O controle Shape "modela" a proeminência das reflexões iniciais
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sobre a reverberação difusa, assim como sua sobreposição. Caso
selecionemos valores baixos, as reflexões experimentarão uma
caída mais gradual e o som de reverberação difusa aparecerá
antes. Deste modo a sobreposição de ambos componentes será
mais ampla. Com valores altos, as reflexões caem com maior
rapidez e a reverberação difusa aparece mais tarde. Os valores
altos favorecem a inteligibilidade da fonte, enquanto que os baixos
proporcionam uma caída mais suave.
O parâmetro Spin aplica modulação às reflexões iniciais. O controle
2-D permite definir a profundidade e freqüência da dita modulação.
Os valores de profundidade altos proporcionam uma resposta de
difusão menos colorida, mais neutra a partir do ponto de vista
espectral. Se a freqüência da modulação é demasiada elevada, o
som original se verá submetido ao efeito doppler e sofrerá algumas
alterações de pan pouco realistas.
Podemos desativar a opção Spin usando o comutador
correspondente e economizar assim uma pequena quantidade de
recursos de CPU.
!4ustes &lo(ais
O seletor Quality (Qualidade) controla o equilíbrio entre a qualidade
de reverberação e rendimento do sistema. O modo Economy
(Econômico) utiliza muito poucos recursos de CPU, enquanto que
First Class (Primeira classe) proporciona uma reverberação mais
rica.
O parâmetro Size (Tamanho) controla o volume da "sala". Caso o
ajustemos no valor máximo (ou seja, uma sala de grandes
dimensões), obteremos uma reverberação com efeito de atraso
difuso e variável. No outro extremo (que corresponderia a uma
pequena sala) obteremos um som de reverberação metálico e
muito colorido.
O controle Stereo Image determina a largura da imagem estéreo da
saída. Com o ajuste máximo de 120 graus, cada ouvido recebe um
canal de reverberação independente do outro (se trata de uma
característica que também apresenta a difusão dentro de uma sala
real). O valor mínimo deste parâmetro mistura o sinal de saída em
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mono.
%i++usion 5et6ork
A seção Diffusion Network gera a cola de reverberação que segue
as reflexões iniciais. O controle de tempo de caída determina o
tempo necessário para que o nível da cola se desvaneça até uma
milésima parte (-60 dB) de sua amplitude inicial.
Os filtros shelving de agudos e graves proporcionam quedas de
reverberação dependentes da freqüência. O filtro shelving de
agudos modela a absorção da energia sonora por parte do ar, as
paredes e outros corpos presentes na sala (pessoas, almofadas,
etc.).
O filtro shelving de graves dá como resultado uma caída com
menos corpo. Cada um destes filtros pode ser desativado para
economizar consumo de CPU.
O controle Freeze congela a resposta de difusão do som de entrada.
Quando está ativado, a reverberação se mantém por um tempo
praticamente infinito. A opção Cut evita que o sinal de entrada seja
somado à reverberação congelada. Quando está desativada, o sinal
de entrada é somado ao som difuso e aumenta sua amplitude. O
controle Flat desativa os filtros shelving de agudos e graves quando
Freeze está ativado. Caso Flat esteja desativado, a reverberação
congelada perde energia nas bandas de freqüência atenuadas, em
função do estado dos filtros shelving de graves e agudos.
Os parâmetros Echo Density (Densidade de eco) e Scale (Escala)
oferecem possibilidades de controle adicional sobre a densidade e
consistência da difusão. Caso o tamanho da sala seja
extremamente pequeno, afetarão significativamente o colorido do
som introduzido pela difusão.
A seção Chorus acrescenta um pouco de modulação e movimento à
difusão. Igualmente a seção Spin, é possível controlar a freqüência
e amplitude da modulação, assim como desativá-la.
Sa-da
Podemos ajustar a mixagem global do efeito com o controle
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Dry/Wet à saída do reverb, assim como modificar a amplitude das
reflexões e da difusão com os controles Reflect Level e Diffuse
Level.
Saturator
O efeito Saturator.
O Saturator é um efeito de distorção que pode acrescentar uma
característica de pegada ou calidez ao som.
Os sinais entrantes são cortados de acordo com a configuração em
dB do controle Drive. O corte de sinal possui vários modos: Clip,
Soft, Medium, Hard e Sine. No modo Clip, o sinal é cortado
completamente e imediatamente. Os modos Soft, Medium e Hard
suavizam o corte de sinal em vários graus. O modo Sine pode ser
usado para efeitos especiais.
O medidor no visor mostrará em que medida o Saturator está
influenciando um sinal. Ativando o botão cor são habilitados dois
filtros. O primeiro deles, controlado através do controle Base, dita
em quanto se reduzirá ou aumentará nas freqüências muito baixas.
O segundo filtro, que é essencialmente um equalizador, é utilizado
para controlar as altas freqüências.
Podemos configurar com os controles Freq (freqüência de corte),
Width e Depth. O controle Output reduz ou incrementa o nível à
saída do dispositivo. O sinal à entrada do dispositivo pode ser
amplificado usando o controle Drive.
O controle Dry/Wet ajusta o balanceamento dos sinais processado e
seco. Ajuste no máximo 'wet' caso esteja usando o Saturator em
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um canal de retorno.
Simple %ela2
O efeito Simple Dela?.
O Simple Delay proporciona duas linhas de atraso independentes,
uma para cada canal (esquerdo e direito).
Caso deseje endereçar o tempo de atraso em função do tempo
master ative o interruptor Sync, que permite utilizar o seletor de
divisão por tempos do tempo de atraso. Os comutadores
numerados representam o tempo de atraso em semicolcheias. Por
exemplo, caso selecione "4", o sinal será atrasado quatro
semicolcheias, o que equivale a um tempo (uma semínima) de
atraso.
Caso o modo Sync esteja desativado, o tempo de atraso aparece
expressado em milesegundos. Neste caso, para editar o tempo de
atraso somente será necessário clicar no campo Delay Time e
deslocar o mouse para cima ou para baixo. Também se pode clicar
sobre o campo e introduzir um valor numérico.
O parâmetro Feedback controla a quantidade de sinal de saída de
cada canal que se envia de volta à entrada das linhas de atraso.
Internamente, o sistema dispõe de dois loops de realimentação
independentes, de maneira que um sinal do canal esquerdo nunca
alimentará o canal direito e vice versa.
O controle Dry/Wet determina o balanceamento entre o sinal seco e
a processado. Ajuste no nível máximo de sinal processado (Wet)
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caso utilize Simple Delay em um canal de atraso.
Spectrum
O dispositi!o Spectrum.
O Spectrum realiza a análise de frequência em tempo real dos
sinais de áudio entrantes.
Os resultados são representados por meio de um gráfico, com dB
ao longo do eixo vertical e a frequência/tonalidade ao longo do eixo
horizontal. Considere que o Spectrum não é um efeito de áudio e
sim uma ferramenta de medição - ele não altera de nenhuma
forma o sinal de entrada. O seletor Block selecione a quantidade de
samples que serão analisadas em cada medição. Quanto mais
altaos sejam os valores maior será a precisão, mas, maior será
também a utlização dos recursos da CPU.
Channel determina que canal é analisado - esquerdo, direito ou
ambos. O deslizador Refresh determina a frequência com que o
Spectrum deverá realizar a análise.

Da mesma forma como com o parâmetro Block, isto permite
manter um equilíbrio entre precisão e carga de CPU. Um tempo de
reposta rápido é mais preciso, mas também mais intenso sobre a
CPU.
O deslizador Avg permite especificar quantos blocos de samples se
farão por meio para cada atualização do display. Com ajuste de
one, se apresenta cada bloco. Isto faz com que haja muito mais
atividade no display, o que pode ser útil para encontrar o espectro
de picos curtos. Conforme se aumenta o valor de Avg, o display é
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atualizado mais suavemente, proporcionando uma média de
espectro ao longo do tempo. O que é mais consistente com a forma
em que de fato ouvimos.
O botão Graph comuta entre apresentar o espectro com uma única
linha interpolada e cubos de frequências separadas.
Os botões Scale X permite comutar a escala do display de
frequência entre linear, logarítmico e semitom. Considere que
logarítmico e semitom são na realidade a mesma escala, apenas se
altera a legenda na parte superior do display entre Hertz e nomes
de notas. A escala Linear é muito útil para uma análise detalhada
das frequências altas.
Conforme movmeos o mouse sobre o display do Spectrum, aparece
uma seção apresentando a amplitude, frequência e nome da nota
na posição onde se encontra o ponteiro do mouse. Podemos
ampliar e deslocar o tipo de persiana para a amplitude movendo o
ponteiro do mouse sobre o título da amplitude à esquerda do
display. Também podemos utilizar os deslizadores Range para
ajustar os valores mínimo e máximo da amplitude que serão
mostrados. Para conseguir um vista inclusive melhor, podemos
comutar a posição do display entre a janela de cadeia de
dispositivos e a janela principal do Live pressionando o botão na
barra de título do Spectrum.
Utilit2
O efeito #tilit?.
O efeito Utility realiza funções muito práticas, sobre tudo o que é
utilizado em combinação com outros efeitos.
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A função mais óbvia talvez seja o controle de ganho (Gain), que
permite ajustar o nível do sinal de entrada numa faixa de -36 a
+36 dB. O controle Gain, que simplesmente desativa o sinal, está
localizado abaixo do botão Mute.
Nota: Os controles de ativação/desativação de uma trilha sempre
se encontram no final da cadeia de sinal. No entanto, visto que é
possível colocar o efeito Utility em qualquer ponto da cadeia,
podemos utilizar sua função de silenciamento para cortar a entrada
de uma linha de atraso ou de um reverb sem desativar a saída dos
ditos dispositivos.
Os botões Left/Right (esquerdo/direito) permitem o processamento
independente do canal esquerdo ou direito de um sample. Caso
ativemos Left, por exemplo, o canal direito será ignorado e o
esquerdo aparecerá nas duas saídas. Isto é especialmente útil caso
trabalhemos com um arquivo estéreo que possui informação
diferente em ambos canais e somente desejamos usar um deles.
Caso o ajustemos em valores entre 0 e 100 por cento, o controle
Width atuará como um controlador contínuo mono para estéreo.
Entretanto, caso selecionemos um valor superior a 100 por cento, a
saída começará a entrar em colapso sobre sim mesma. Caso
ajustemos este controle completamente à direita, a saída conterá
unicamente a diferença entre os canais esquerdo e direito.
Caso os botões Left ou Right estejam ativados, o controle Width
não terá nenhuma função e portanto estará desativado.
Na parte inferior do dispositivo encontraremos dois controles Phase
(ø) (Fase), um para cada canal. Como seu nome indica, permitem
inverter a fase do canal correspondente.
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in2l %istortion
O efeito Vin?l Distortion.
O efeito Vinyl Distorsion emula as distorções que são produzidas
quando se reproduz discos de vinil, provocadas pelas relações
geométricas entre a agulha e o sulco gravado.
O efeito também possui um gerador de ruídos com o que podemos
agregar este efeito típico de vinil.
A seção Tracing Model acrescenta distorção harmônica constante ao
sinal de entrada. Para ajustar a quantidade de distorção, utilize o
controle Drive ou clique sobre a janela XY da seção Tracing Model e
arraste o mouse verticalmente. Para ajustar a freqüência ("color")
da distorção, desloque o mouse horizontalmente na janela XY ou
cliqueduplo sobre o pressionada a tecla enquanto arrasta o mouse
verticalmente na janela XY, o parâmetro modificado será o Q da
banda de freqüência (a largura de banda).
A seção Pinch Effect acrescenta harmônicos irregulares ao sinal de
entrada. Normalmente, estas distorções são produzidas fora de fase
com um desvio de 180 graus, o que da lugar a uma imagem
estéreo mais rica. A seção Pinch Effect dispõe dos mesmos
controles que a Tracing Model, porém gera um som bastante
diferente.
O controle Drive aumenta ou diminui a quantidade global de
distorção originada por Tracing Model e Pinch.
Podemos selecionar entre dois modos de distorção: suave e dura. O
modo suave simula o som de um dub plate, enquanto que o modo
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duro proporciona um som mais parecido ao de um disco de vinil
standard.
O interruptor stereo/mono determina se a distorção de Pinch será
aplicada em estéreo ou em mono. Ajuste em estéreo para obter
uma simulação realista de distorções de vinil. A seção Crackle
(estalos) acrescenta ruído ao sinal. A densidade do ruído gerado é
determinado pelo controle Density. O controle Volume ajusta a
quantidade de ganho aplicada ao ruído.
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Capítulo :0
-anual de re"er;ncia dos e"eitos -3D3 do Live
O Live traz consigo uma seleção de efeitos MIDI
incorporados e especialmente desenvolvidos. O capítulo "Uso
de instrumentos e efeitos" trata dos conceitos básicos de
utilização dos efeitos no Live.
Ar!eggiator
O efeito Arpeggiator.
O efeito Arpeggiator do Live toma as notas individuais de um
acorde MIDI, ou notas reproduzidas individualmente, e as
reproduz seguindo um pattern rítmico. A seqüência e
velocidade do pattern podem ser controlados por este
dispositivo, que, além disso, proporciona um completo set
de características de arpegios tanto clássicos como originais.
Os arpegiadores são um elemento clássico na música
eletrônica dos anos oitenta. O nome provem do conceito
musical de "arpeggio",em que as notas que compreendem
um acorde são reproduzidas uma após a outra em série ao
invés de em uníssono. "Arpeggio" provem o vocábulo
italiano "arpeggiare", referente à reprodução de notas com
uma harpa.
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-eçBes -tAle e 3ate
O seletor Style do Arpeggiator determina a seqüência de
notas no pattern rítmico.
D#pE e DDo5nE.
D#pDo5nE e DDo5n#pE.
DDo5m S #pE e D#p S Do5nE.
DCon!ergeE e DDi!ergeE.
DCom S Di!ergeE.
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D$in&? #pE e D$in&? #pDo5nE.
D:,umb #pE e D:,umb #pDo5nE.
Play Order coloca as notas no pattern de acordo com a ordem em
que se reproduzem.
Portanto, isto somente é apreciado quando se reproduz mais de
uma acorde ou nota. Além dos estilos de Arpeggiator vistos acima,
existe uma série de estilos aleatórios. Random seleciona
aleatoriamente notas MIDI entrantes para sua reprodução. Random
Other cria um pattern aleatório a partir de notas MIDI entrantes, e
seguidamente reproduz o acorde gerado aleatoriamente de forma
repetida. Random Once cria um pattern aleatório a partir de notas
MIDI entrantes e repete o pattern até que se transponha ou se
volte a disparar, em cujo caso será criado um novo pattern.
O Arpeggiator reproduzirá o pattern de notas na velocidade
(andamento) selecionada através do controle Rate, que pode ser
ajustada tanto em milisegundos ou em beat-time usando o botão
Sync/Free. Caso escolhamos Sync, o Arpeggiator será sincronizado
ao andamento da canção. Um controle Gate localizado à direita de
Rate determina a duração das notas que Arpeggiator reproduz
como uma porcentagem da configuração nesse momento de Rate.
Qualquer configuração superior a 100% reproduzirá notas que se
sobreporão (ou seja, estarão em legato).
O pattern rítmico gerado pelo Arpeggiator não tem razão de ser
estático; a ele podemos acrescentar groove com o controle
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correspondente localizado abaixo do seletor Mode.
Groove em Arpeggiator funciona de igualmente que nos clips, de
forma que a intensidade do groove é configurada na Barra de
Controle. Quando o parâmetro Hold está ativado, o Arpeggiator
continuará reproduzindo o pattern mesmo depois das teclas do
terem sido liberadas. O pattern será repetido até que voltemos a
pressionar uma outra tecla. Quando Hold está ativo e qualquer das
teclas originais continue sendo pressionada fisicamente, podemos
acrescentar notas ao pattern simplesmente reproduzindo-as.
As notas também podem ser retiradas pattern neste cenário
pressionando-as uma segunda vez, o que permite uma construção
gradual e reorganização do pattern ao longo do tempo.
Conselho: Caso deseje que o pattern deixe de ser reproduzido,
desative momentaneamente Hold.
O parâmetro Offset desloca a seqüência de notas no pattern de
acordo com o número de posições selecionado com este controle.
Isto fica melhor ilustrado com um exemplo:
Uma configuração de "1" faz com que a segunda nota no pattern
seja reproduzida em primeiro lugar, e a primeira em último lugar.
Caso se imagine o pattern como um círculo de notas que se
reproduz no sentido horário a partir de um ponto pré-fixado de
início, o parâmetro Offset faz girar este círculo ao contrário, uma
nota cada vez, alterando o de início da reprodução.
Com o parâmetro Repeat, o pattern pode ser configurado para que
se repita um número determinado de vezes até que volte a ser
disparado. Com uma configuração de "inf" o pattern será repetido
indefinidamente. trilha: Esta característica proporciona uma
excelente maneira de emular o toque de um violão ou o tocar de
um acorde em forma de arpegio uma ou duas vezes. Outro efeito
interessante pode ser conseguido combinando esta característica
com o parâmetro Retrigger, que passaremos a explicar daqui a
pouco. Este pode ser usado para criar arpegios gerados
ritmicamente separados por pausas.
O parâmetro Retrigger reconfigura o pattern de maneira que volte a
iniciar a partir do princípio. O Retriggering pode ser desativado
(Off), e que isto ocorre quando se pressiona notas novas (Note) ou
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quando se alcança uma posição específica dentro da canção ou
beat-time (Beat). O Beat retriggering pode ser especificado em
notas ou compassos e se alinha com a posição da canção. Um LED
no canto superior direito da seção indica quando o pattern voltou a
ser disparado.
-eçBes .rans!osition e VelocitA
O pattern gerado pelo Arpeggiator pode ser transposto; os
controles de transposição do dispositivo permitem forçar esta
transposição para uma clave maior ou menor específica ou (usando
a opção Shift do seletor Transpose) fazer isso em semitons. A
distância entre os passos de transposição é configurada em
intervalos de escala (para transposições Maiores e Menores) ou
semitons (para a transposição com Shift) com o controle Distance.
Usando o parâmetro Steps, podemos selecionar o número de vezes
em que se transporá a seqüência: Uma configuração de 8 transporá
a seqüência num total de oito vezes, reproduzindo-a em notas
maiores a cada vez.
A dinâmica do Arpeggiator é controlada usando a seção velocity.
Com o Velocity ajustado em Om e Target em 0, por exemplo, a
seqüência irá desvanecendo-se gradualmente, alcançando no final
uma velocity 0. O controle Decay ajusta o tempo em que
Arpeggiator tarda em alcançar o velocity destino (Target velocity).
Com Retrigger ativado, ao voltar a disparar a seqüência também se
voltará a disparar a pendência de velocity.
Conselho: A opção Retrigger da seção de velocity pode ser usada
junto com Beat retriggering para acrescentar ritmo à dinâmica.
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C,ord
O efeito C,ord.
Como o seu próprio nome já diz, este efeito recolhe um acorde de
cada nota entrante e acrescenta até seis notas definidas pelo
usuário. Os botões Shift 1-6 permitem selecionar as notas
destinadas ao acorde em uma faixa de +/- 36 semitons com
respeito à original. Por exemplo, se ajustamos Shift 1 com +4
semitons e Shift 2 com +7 semitons, obtermos um acorde maior
onde a nota entrante será a nota raiz. Visto que o velocity afeta
diretamente as alterações de volume ou timbre dos instrumentos, o
controle Velocity, localizado abaixo de cada botão Shift, permite
esculpir harmônicos. Se trata de um controle relativo, com uma
faixa que vai de 1 a 200 por cento (100% quando a velocidade de
reprodução é igual à da nota MIDI entrante). Com os controles
Velocity podemos realizar várias funções, desde acrescentar
harmônicos até desfazer os acordes.
A ordem em que as notas são acrescentadas ao acorde não é
importante: ou seja, acrescentar um efeito de +12 semitons com o
botão Shift 1 é o mesmo que acrescentar +12 semitons com o
botão Shift 6.
Considere que duas notas da mesma altura tonal podem contribuir
ao acorde, e que se selecionamos o mesmo valor Shift duas vezes
(por exemplo, +8 semitons em Shift 2 e em Shift 3) o segundo dos
controles ficará cinza indicando que é um duplicidade e que,
portanto, não está disponível para uso. Na realidade, em todo Live,
nunca encontraremos duas notas com a mesma altura tonal sendo
reproduzida ao mesmo tempo.
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'uração de nota
O efeitoKote "engt,K 'dura%ão de nota).
´Note Length´ altera a duração das notas MIDI entrantes. Também
pode ser utilizado para disparar notas a partir de mensagens MIDI
de Note Off, ao invés dos usuais Note On.
Quando o dispositivo se encontra configurado para dispara ao
receber uma mensagem Note On, somente estão disponíveis os
controles de temporização. A duração das notas mantidas podem
ser ajustadas em milesegundos ou serem sincronizadas em relação
ao andamento da música.
Gate define a porcentagem do valor Length (duração) em que as
notas deverão ser mantidas. A 200%, o parâmetro Gate dobrará a
duração de uma nota.
Quando o dispositivo é disparado a partir de um evento de Note Off
(o momento em que se libera uma nota que tenham sido tocada), a
temporização de uma nota entrante será atrasada de acordo com
sua duração (visto que irá iniciar no ponto em que deveria ter se
detido).
Portanto os ajustes de Note Length determinarão a duração da nota
recém-disparada. Quando o dispositivo é disparado a partir de
mensagens Note off existem disponíveis outros três parâmetros:
On/Off 8alance/ Determina o velocity da nota de saída. Podemos
considerar como um balanço entre os velocities das Note On e Note
Off entrantes. Caso o seu teclado MIDI não suporte velocity MIDI
de Note Off, deixe este parâmetro configurado em zero.
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Deca? :ime/ É o tempo necessário para que o velocity de uma nota
entrante caia até zero. O decaimento inicia imediatamente a partir
do momento em que o dispositivo recebe uma mensagem MIDI de
Note On. O valor no momento de Note Off será o velocity da saída
da nota MIDI..
>e? Scale B A tonalidade das notas entrantes pode ser usada para
alterar a durção das notas de saída. Com valores positivos, as notas
abaixo de C3 irão progressivamente tendo uma maior duração, e as
notas acima de C3 uma menos duração. Valores negativos
inverterão esta relação.
Pitc,
O efeito $itc,.
Pitch é uma ferramenta de transposição que permite alterar a altura
tonal das notas entrantes em +/- 48 semitons. Os controles Range
e Lower Limit atuam conjuntamente para estabelecer um faixa de
notas através da qual poderão passar determinadas notas. As notas
que ficarem fora desta faixa não poderão passar e o indicador do
efeito ficará iluminado quando isto ocorrer. As notas que ficam fora
desta faixa estão limitadas por seu valor de pitch anterior à
transposição.
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3andom
O efeito Random.
O efeito Random acrescenta um elemento desconhecido ao bem
conhecido parâmetro Pitch. O controle Chance define a
probabilidade com que a altura de uma nota entrante será alterada
aleatoriamente. Podemos compará-lo a um controle de sinal
Dry/Wet para a aleatoriedade.
O valor random que define a alteração de pitch é determinado por
duas variáveis: o controle Choices define a quantidade de notas
aleatórias possíveis numa faixa que vai de 1 a 24. O valor do
controle Scale se multiplica pelo valor do controle Choose seja, e o
resultado é a altura tonal que as notas aleatórias poderão dispor
com respeito à da nota entrante.
Por exemplo, se ajustamos o controle Chance em 50 %, Choices
em 1 e Scale em 12, a metade das notas resultantes será
reproduzida na altura tonal original e a outra metade será
reproduzida em 12 semitons acima. Mas se se ajustamos o controle
Chance em 50 %, Choices em 12 e Scale em 1, a metade das notas
resultantes será reproduzida na altura tonal original e a outra
metade será reproduzida entre 1 e 12 semitons acima.
Estes exemplos possuem os botões Sign ajustados em
"Add" (Agregar). Os controles Sign determinam se a alteração
random acrescenta aleatoriedade ao pitch da nota original, a
subtrai, ou acrescenta e subtrai ao mesmo tempo. Os LEDs
localizados abaixo dos controles Sign ficam iluminados para que
visualizemos a diferença entre o pitch da nota de saída e o da nota
original.
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Truque: Utilize o efeito Scale depois do Random para obter
valores aleatórios dentro de uma faixa harmônica específica.
-cale
O efeito Scale.
Este efeito altera o pitch da nota entrante baseando-se numa
escala mapeada. A cada nota entrante se dá uma nota equivalente
no mapa X-Y do efeito: Por exemplo, todas as Cs entrantes podem
ser convertidas em Ds na saída.
O mapa X-Y possui 12 quadrados de largura e 12 de altura,
correspondendo-se com as 12 notas de uma oitava completa. Os
quadrados mais escuros representam as teclas negras do teclado. A
base da escala diagonal (o quadrado inferior esquerdo) mostrado
no mapa pode ser alterado usando o controle Base. A coordenada X
apresenta os valores das notas entrantes e a de seus equivalentes
de saída. Utilize o mouse para mover ou eliminar os quadrados
amarelos, os quais definem a posição da escala em se enviará a
nota entrante. (Eliminar uma nota no mapa significa que esta
deixará de ser reproduzida).
Os controles Range e Lower Limit definem a faixa de nota dentro da
qual se fará efetiva a escala do mapa. O efeito Scale não pode ser
aplicado fora da faixa definida por estes controles, e o indicador
LED piscará para indicar que algumas notas não estão sendo
processadas pelo efeito, mas estão sendo reproduzidas com seu
pitch normal.
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VelocitA
O efeito Velocit?.
O efeito Velocity remapeia os 127 valores de velocities de notas
MIDI. Os botões Out Low e Out Hi controlam o velocity de saída (de
1 a 127), a que é rerpresentado qual viene representada na
coordenada do diagrama X-Y. Os velocities entrantes representados
na coordenada X do diagrama estão dentro da faixa eleita pelos
seletores In Low e In Hi. A curva resultante apresenta como varia o
velocity na medida em que o efeito vai sendo aplicado.
Caso ajustemos In Low e Out Low em um valor de 1, e Out Hi e In
Hi em um valor de 127, o diagrama mostrará uma linha diagonal
que será indicativa de um efeito equivalente ao efeito bypass:
As notas reproduzidas suavemente irão saindo com volume muito
baixo e vice-versa. Por outro lado, se ajustarmos Out Hi em 1 e Out
Low em 127, a pendente da linha será invertida e as notas
reproduzidas suavemente originarão os sons de volume mais alto.
O que ocorre com as notas entrantes que ficam fora da faixa
estabelecida pelos controles In Low e In High? Isto depende do
modo selecionado. O modo Clip faz o seguinte: Sujeita as
velocidades das notas entrantes para que se mantenham dentro da
faixa. O modo Gate elimina todas as notas entrantes ao mesmo
tempo se seus velocities estiverem fora da faixa. O pequeno LED
piscará quando uma nota for bloqueada pelo efeito Gate. Em modo
Fixed, ou seja, o velocity Out Hi define todas os velocities das notas
que estão saindo, sem levar em conta o velocity da nota entrante.
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A função Random acrescenta ou subtrai um valor aleatório em
todos os velocities, e é representada por uma zona cinza na curva
de visualização. Os controles Drive e Compand podem ser
combinados para criar curvas mais complexas.
Compand é, por sua vez, uma ferramenta de expansão e de
compressão. Caso o ajustemos com valores maiores que zero, as
notas entrantes serão forçadas a ocupar a borda externa da curva,
fazendo co que se reproduzam ou muito alto ou muito baixo. Por
outro lado, os valores Compand inferiores a zero, fazem com que as
notas que estão saindo sejam reproduzidas em um nível médio. O
controle Drive "empurra" todos os valores da curva para os seus
extremos.
Utilize estes dois controles conjuntamente para esculpir ou redefinir
a estrutura dinâmica de uma peça.
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Capítulo +;
Manual de refer9ncia dos instrumentos do "ive
O Live traz consigo uma seleção de instrumentos incorporados e
especialmente desenhados. O capítulo"Uso de instrumentos e
efeitos" cobre os conceitos básicos de utilização dos instrumentos
no Live.
A versão do Live 6 que vem na caixa possui a Essential Instrument
Collection, que e uma biblioteca de vários gigabytes de
instrumentos meticulosamente sampleados e selecionados, prontos
para seremusados tanto no Simpler como no novo instrumento
Sampler. Aprenda como acessar aos sons da EIC no final deste
capítulo.
!nalog
O Analog é um sintetizador analógico virtual, criado em colaboração
com a Applied Acoustics Systems. Com este instrumento, não
tentamos emular um sintetizador analógico clássico em particular
sem combinar diferentes características de legendários
sintetizadores clássicos em um moderno instrumento. O Analog
gera o som simulando os diferentes componentes do sitetizador
através da modelagem física. Esta tecnologia utiliza as leis da física
para reproduzir a forma em que um objeto ou sistema produz um
som. No caso do Analog, as equações matemáticas que descrevem
como funcionam os circuitos analógicos se resolvem em tempo real.
O Analog não utiliza nenhum tipo de samples nem wavetable; o
som é processado simplesmente em tempo real pela CPU de acordo
com os valores de cada parâmetro. Este método de síntese sonora
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assegura uma qualidade de som, realismo, calidez e dinamismo de
reprodução inigualáveis.
A versão completa do Analog não se inclui com a versão standard
do Live, no entanto é uma caracterísitica especial para sua
aquisição em separado.
5r<uitetura e interface
O fluxo de sinal do Analog é mostrado na figura abaixo:
Diagrama do flu2o de sinal do Analog.
As fontes primárias de som do sintetizador são dois osciladores e
um gerador de ruído. Estas fontes podem ser encaminhadas de
forma independente para dois filtros multimodo diferentes, cada um
dos quais está conectado a um amplificador. E além disso, o fluxo
de sinal pode ser dirigido através dos filtros em série ou em
paralelo.
O Analog também possui dois osciladores de baixa frequência
(LFOs) que podem modular os osciladores, filtros e amplificadores.
Cada filtro e amplificador possui o seu próprio gerador de envelope.
A interface do Analog é constituída de duas partes. Pelo s,ell. O
´shell´, o ambiente possui os controles mais importantes para uma
seção em particular enquanto que o display é atualizado para
mostrar visuzalizações dos parâmetros e controles adicionais para a
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seção selecionada. Além dos módulos de síntese, existe uma seção
Global que contém parâmetros gerais de interpretação tais como
volume do instrumento, vibrato e polifonia.
#sciladores
Os parOmetros no Displa? e no S,ell para os osciladores.
Os dois osciladores do Analog utilizam a modelagem física para
capturar a característica dos osciladores clássicos em hardware. E
como utilizam modelagem ao invés de uma tabela (wavetable),
dessa forma o aliasing é evitado.
Cada oscilador pode ser ativado ou desativado de forma
independente através de um interruptor denominado Osc 1 ou Osc
2 no shell, e o nível de saída do oscliador é ajustado através do
deslizador à direita deste ativador.
O deslizador F1/F2 controla o balanço da saída do oscilador em
cada um dos filtros. Quando o deslizador está na posição central,
serão enviadas quantidades iguais de sinal para ambos filtros.
Quando ajustamos totalmente para cima ou totalmente para baixo,
o sinal somente será enviado para o Filter 1 ou Filter 2,
respectivamente.
O seletor Shape determina a forma de onda do oscilador. As
possibilidades são sine, sawtooth, retangular e white noise. Qundo
seleciona-se retangular, o parâmetro Pulse Width é ativado no
display, o que permite alterar a largura do pulso da forma de onda.
Valores pequenos de Width oferecem uma forma de onda muito
estreita, que tende a soar rispidamente. Em 100 %, a forma de
onda é uma onda quadrada perfeita, o que propicia harmônicos
ímpares. A largura do pulso também pode ser modulada com um
LFO, através do deslizador que está junto ao Width. Considere que
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este parâmetro somente fica disponível quando o LFO
correspondente tenha sido ativado.
Os botões Octave, Semi e Detune no shell fazem as funções de
afinadores grossos e finos.
Octave transpõe o oscilador por oitavas, enquanto que Semi
transpõe acima ou abaixo em incrementos de semitons.
O botão Detune ajusta em incrementos de um centésimo (até no
máximo três semitons (300 cents) acima ou abaixo).
A tonalidade do Oscillator pode ser modulada de acordo com os
ajustes que são realizados nos parâmetros Pitch Mod e Pitch Env no
display.
O deslizador LFO ajusta a quantidade que o LFO modula a
tonalidade. Novamente, este parâmetros somente fica disponível
caso o LFO esteja habilitado.
O deslizador Key controla o quanto de afinação do oscilador é
ajustado pelas alterações na altura tonal das notas MIDI. O valor
padrão é 100%, ou seja, o oscilador estará em conformidade com
uma escala convencional bem temperada. Valores maiores ou
menores alteram a quantiade de espaço entre as notas do teclado.
Em 0 %, o oscilador não é modulado em absoluto pela altura tonal
da nota. Para ter uma sensação de como isso funciona, tente deixar
um dos osciladores em 100% e ajuste a escala Key do outro
oscilador em algo ligeiramente diferente. Logo depois toque
algumas escalas próximas à posição do Dó central. Visto que o C3
sempre dispara a mesma frequência sem importar o valor de Key,
os osciladores se aproximarão cada vez mais da afinação entre
ambos quando mais se aproxime sua interpretação de C3.
As configurações de Pitch Env aplicam uma rampa que modula a
altura tonal do oscilador ao longo do tempo.
Initial ajusta a tonalidade inicial do oscilador enquanto que Time
ajusta o quanto tardará a tonalidade a deslizar até o seu valor final.
Podemos ajustar ambos parâmetros com os deslizadores ou
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ajustando os pontos de ruptura ou breakpoints no display do
envelope.
Os parâmetros Sub/Sync no display permitem aplicar ou um modo
suboscilador ou um modo de sincronização fixa, ou hard
synchronization. Quando o seletor Mode está ajustado em Sub, o
deslizador Level ajusta o nível de saída de um oscilador adicional,
afinado uma oitava abaixo do oscilador principal. O suboscilador
produz uma onda quadrada quando o controle Shape do oscilador
principal está ajustado em sine. Considere que o suboscilador fica
desabilitado quando o controle Shape do oscilador principal está
ajustado em ruído branco (white noise).
Quando o seletor Mode está ajustado em Sync, a forma de onde do
oscilador é reiniciada ppor um oscilador interno cuja frequência
vem configurada pelo deslizador Level. Em 0 %, a frequência do
oscilador interno e a do oscilador audível coincidem, razão pela qual
o sync não possuir nenhum efeito. Conforme incrmentamos o Ratio,
aumentamos a frequência do oscilador interno, o que altera o
conteúdo harmônico do oscilador audível.
Para conseguir uma máxima caracterísitca analógica, tente
endereçar uma roda de modulação (Mod Wheel) ou outro
controlador MIDI ao ratio do Sync.
.erador de ruído
O gerador de ru-do do Analog.
O gerador de ruído (Noise generator) produz ruído branco e possui
seu próprio filtro passa-baixas de -6db/oitava. O gerador pode ser
ativado ou desativado com o interruptor Noise no Shell. Seu nível
de saída se ajusta com o deslizador à direita deste interruptor.
O deslizador F1/F2 controla o equilíbrio da saída do gerador de
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ruído em cada um dos filtros. Quando o deslizador está na posição
central, serão enviadas quantidades iguais de sinal para ambos os
filtros. Quando se ajusta completamente em cima ou
completamente embaixo, o sinal somente se enviará para o Filter 1
ou Filter 2 respectivamente.
O botão Color ajusta a frequência do filtro passa-baixas interno.
Com valores mais altos obtemos maior conteúdo de altas
frequências. Considere que Noise somente dipõe de parâmetros no
shell, e ao serem ajustados não se altera o que é mostrado no
display.
Filtros
$arOmetros do Displa? e do S,ell para os dois filtros.
Os dois filtros multimodo do Analog vêm equipados com uma
arquitetura de encaminhamento flexível, várias opções de
saturação e uma grande variedade de possibilidades de modulação.
Similarmente aos osciladores, todos os parâmetros podem ser
ajustados independentemente para cada filtro.
O interruptores Fil 1 e Fil 2 no shell comutam a ativação dos
respectivos filtros. O seletor localizado junto ao ativador do filtro
seleciona o tipo de filtro entre os filtros de 2º e 4º ordem passa-
baixas, passa-banda, notch, passa-altas e filtro formante.
A frequência de ressonância do filtro é ajustada com o botão Freq
no shell, enquanto que a quantidade de ressonância é ajustada com
o controle Reso. Quando se escolhe o filtro formante no seletor, o
controle Reso realiza um ciclo entre sons vocálicos. Abaixo de cada
seletor de modo se encontra um controle adicional diferente para
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cada um dos filtros.
Em Filter 1, o deslizador To F2 permite ajustar a quantidade de
saída do Filter 1 que será enviada ao Filter 2. O interruptor Slave
abaixo do seletor de modo do Filter 2 faz com que a frequência de
corte deste filtro siga o corte do Filter 1. Caso se ative isso, o botão
de corte do Filter 2 controla a quantidade de offset (deslocamento)
entre as quantidades de cutoff (corte). Caso alguma das fontes de
modulação do Analog esteja controlando o corte do Filter 1, o Filter
2 também será afetado por estas quando Slave for ativado.
Além dos controles de envelope, os displays dos filtros possuem
vários parâmetros de modulação além do seletor Drive. A
frequência de corte e a ressonância podem ser moduladas
independentemente pelo LFO, altura tonal da nota e envelopr do
filtro mediante os deslizadores das seções Freq Mod e Res Mod
respectivamente.
Os valores de modulação positivos incrementarão as quantidades
de corte ou ressonância, enquanto que os valores negativos os
diminuirão.
O seletor Drive no display determina o tipo de saturação aplicado
na saída do filtro.
As três opções Sym aplicam distorção simétrica, o que significa que
o comportamento da saturação é o mesmo tanto para valores
positivos como negativos.
Os modos Asym oferecem saturação assimétrica. Para ambos tipos
de modo, com números maiores se obtém mais distorção.
O Drive pode ser desativado completamente selecionando Off no
seletor.
Experimente com as várias opções para ver como os sinais
entrantes são afetados com as várias opções .
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5mplicadores
$arOmetros do Displa? e do S,ell para os dois amplificadores.
Depois dos filtros, o sinal se encamniha para um amplificador que
conforma ainda mais o som com um envelope de amplitude e
panoramização. Todos os parâmetros podem ser ajustados de
forma independente para cada amplificador.
Os interruptores Amp 1 e Amp 2 no shell comutam a ativação de
cada amplificador, enquanto que o nível de saída é controlado pelo
botão Level.
O botão Pan ajusta a posição da saída do amplificador no campo
estéreo.
Além dos controles de envelope, os displays dos amplificadores
possuem vários parâmetros de modulação. As quantidades de Pan e
Level podem ser moduladas de forma independente pelo LFO, a
altura tonal da nota e o envelope do amplificaor através dos
deslizadores nas seções Pan Mod e Level Mod respectivamente.
Considere que, ao utilizar a altura tonal da nota como fonte de
modulação para Level, o Dó central sempre soará igual sem
importar a quantidade de modulação. Os valores positivos farão
com que o nível aumente para as notas superiores.
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nvelopes
Os parOmetros de en!elope do Analog.
Além dos envelopes de tonalidade nas seções dos osciladores, o
Analog vem equipado com envelopes independentes para cada filtro
e amplificador. Todas estes quatro envelopes possuem controles
idênticos, localizados todos eles dentro do display. Cada envelope é
padrão ADSR (attack, decay, sustain, release) e possuem
modulaçao de velocidade e opções de looping.
O tempo de ataque é ajustado com o deslizador Attack. Este tempo
també pode ser modulado pela velocidade através do deslizador
Att<Vel. Conforme se aumenta o valor de Att<Vel, o tempo de
ataque será cada vez mais curto e com maiores velocidades.
O deslizador Decay ajusta o tempo necessário para o envelope
chegar no nível de sustentação depois da fase de ataque.
O deslizador Sustain ajusta o nível em que o envelope permanecerá
desde o final da fase de decaimento até a liberação da tecla.
Quando este botão é girado completamente para a esquerda, não
haverá fase de sustentação. Caso seja girado totalmente para a
direita, não haverá decaimento.
O nível geral do envelope pode ser adicionalmente modulado com o
deslizador Env<Vel.
O deslizador S.Time faz com que o nível de Sustain diminua,
mesmo no caso de se manter pressionada uma tecla. Valores
menores faz com que o nível de Sustain diminua mais rapidamente.
Finalmente, o tempo de liberação se ajusta com o botão Release.
Este é o tempo que o envelope leva para chegar ao nível zero uma
vez liberada a tecla.
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Os interruptores Slope comutam a forma dos segmentos do
envelope entre linear e exponencial. Esta alteração também é vista
na visualização do envelope.
Normalmente, cada nova nota dispara seu próprio envelope desde o
início da fase de ataque. Caso Legato esteja ativado, uma nova
nota que seja tocada enquanto se mantém pressionada a anterior
utilizará o envelope da primeira, na posição atual nesse momento,
em outras palavras, ligando as notas.
Caso se ative o interruptor Free o envelope tem sua fase de
sustentação anulada e se transmite diretamente desde a fase de
decaimento até a fase de liberação. Este comportamento às vezes
se denomina modo de disparo ou trigger, visto que produz notas de
igual duração, sem levar em conta quanto tempo se mantém
pressionanada uma tecla. O modo Free é ideal para sons
percussivos.
O seletor Loop oferece várias opções para repetir certos segmentos
do envelope enquanto se mantém pressionada uma tecla. Quando
se seleciona Off, o envelope reccore todos seus segmentos sem
realizar nenhum loop.
Caso se selecione AD-R, o envelope inicia com as fase de ataque e
decaimento como é o normal, mas ao invés de manter o nível de
sustentação, as fase de ataque e decaimento se repetiraão até que
se libere a nota, em cujo momento se iniciará a fase de liberação.
O modo ADR-R é similar, ainda que também inclua a fase de
liberação no loop durante todo o tempo em que se mantém a tecla
pressionada.
Considere que em ambos modos AD-R e ADR-R, caso se ative Free
fará que as notas se comporte como se estivessem
permanentemente pressionadas.
O modo ADS-R reproduz o envelope sem fazer loop, mas reproduz
as fases de ataque e liberação curtas, este modo pode simular
instrumentos com apagadores audíveis.
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"F#s
$arOmetros do Displa? e do S,ell para os dois "9Os.
Os dois LFOs do Analog podem ser usados como fontes de
modulação para os osciladores, filtros e amplificadores. Assim como
os outros componentes, cada LFO possui parâmetros
independentes. Os interruptores LFO 1 e LFO 2 no shell comutam a
tivação dos respectivos LFOs, enquanto que o botão Rate ajusta a
velocidade do LFO. O interruptor localizado junto a este botão
monta Rate entre frequência em Hertz e divisões de tempos
sincronizados com o tempo.
O seletor Wave no display selcione a forma de onda para o LFO. As
opções são sine, triangle, rectangle e dois tipos de ruído. O
primeiro tipo de ruído salta entre valores aletórios enquanto que o
segundo usa rampas suaves. Caso se selecione Tri ou Rect, o
deslizador Width permite o ajuste da largura de pulso da forma de
onda. Caso se selecione Tri, os valores baixos de Width farão com
que a forma de onda altere até uma tipo dente de serra
ascendente, enquanto que valores altos produzirão uma dente de
serra descendente. Em 50 %, a forma de onda é um triângulo
perfeito. O comportamento é similar com o ajuste Rect. Em 50 %, a
forma de onda é uma onda quadrada perfeita, enquanto que com
valores menores e maiores se obtém pulsos negativos ou positivos,
respectivamente. Considere que Width fica desativado quando a
forma de onda do LFO está ajustada nos modos sine ou noise.
O deslizador Delay ajusta o tempo que levara para o LFO inciar uma
vez comçada a nota, enquanto que Rate ajusta o tempo que o LFO
levará para alcançar sua amplitude total. Caso se ative Retrig, o
LFO será reiniciado na mesma posição de sua fase a cada vez que
uma nota for disparada. O deslizador Offset ajusta a fase da forma
de onda do LFO.
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Par=metros ,lobais
$arOmetros do Displa? e do S,ell para as op%7es globais.
Os parâmetros Global do shell e do display ajustam a forma com
que o Analog responde aos dados MIDI, assim como controles para
parâmetros de interpretação como vibrato e glide. O controle
Volume no shell ajusta a saída geral do instrumento. Este é o nível
master do instrumento, e pode realçar ou atenuar as saídas das
seções do amplificador.
O interruptor Vib ativa ou desativa o efeito de vibrato, enquanto
que o deslizador de porcentagem junto a este ajusta a amplitude
do vibrato. O efeito vibrato do Analog é essencialmente um LFO
adicional, mas está fixado à tonoalidade de ambos osciladores. O l
deslizador Rate ajusta a velocidade do vibrato.
Ativando o efeito de vibrato ficam habilitados os quatro parâmetros
adicionais de Vibrato. O deslizador Delay ajusta o tempo que levar
para o vibrato iniciar uma vez iniciada a nota, enquanto que Attack
ajusta o tempo que o vibrato levará para alcançar toda a
intensidade.
O deslizador Error adiciona um desvio aleatório aos parâmetros
Rate, Amount, Delay e Attack para o vibrato aplicado em cada voz
polifônica.
O deslizador Amt<MW ajusta até que ponto a roda de modulação
afetará a intensidade do vibrato. Este controle é relativo ao valor
que foi configurado através do deslizador de procentagem de
Amount no ambiente do programa. O interruptor Uni no shell ativa
o efeito uníssono, que empilha va´rais vozes em cada nota para
cada nota reproduzida. O deslizador Detune junto a este interruptor
ajusta a quantidade de variação de afinação aplicada em cada voz
empilhada.
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Caso se ative o efeito uníssono são também habilitados dois
parâmetros adicionais de Unison no display. O seletor Voices
determina entre dois ou quatro vozes empilhadas, enquanto que o
deslizador Delay incrementa o tempo de diferença entre a ativação
de cada uma das vozes empilhadas.
O interruptor Gli ativa ou desativa o efeito glide. Este efeito é usado
para que a tonalidade se deslize entre notas ao invés de alterar
imediatamente. Com Legato activado, o deslizamento somente
ocorrerá se a segunda nota seja tocada antes da liberação da
primeira. O deslizador Time ajusta a velocidade geral do
deslizamento. Caso se ative o efeito glide é habilitado também um
seletor adicional Glide Mode no display. Selecionando Const faz com
que o tempo de glide seja constante sem considerar o intervalo.
Caso se escolha Prop (proporcional) faz com que o tempo de glide
seja proporcional ao intervalo entre as notas. Com grandes
intervalos o deslizamento será mais lento do que com intervalos
curtos.
A seção Keyboard no display ontém todos os parâmetros de
afinação e polifonia do Analog. O seletor Voices ajusta a polifonia
disponível, enquanto que Priority determina quais notas serão
cortadas quando se exceda a polifonia máxima. Quando Priority se
ajusta em High, as novas notas que forem mais agudas que as
notas que estão sendo sustentadas terão prioridade, e as notas
serão cortadas começando-se desde a altura tonal mais baixa ou
grave. Low é justamente o contrário. Um ajuste de Priority em Last
outorga prioridade às notas mais recentes, cortando as notas mais
antigas de acordo com o necessário.
Os controles Octave, Semi e Tuning realizam as funções de
afinadores grossos e finos. Octave transpõe o instrumento por
completo em oitavas, enquanto que Semi transpõe acima ou abaixo
em incrementos de um semitom. O deslizador Tuning ajusta em
incrementos de um centésimo (até no máximo 50 centésimos
acima ou abaixo).
PB Range ajusta a faixa em semitons de modulação de estiramento
de tonalidade.
Stretch simula uma técnica conhecida como ´stretch tuning´, que é
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uma modificação comum de afinação que se faz nos pianos
elétricos e acústicos. Em 0 %, o Analog tocará numa afinação bem
temperada, o que significa que duas notas ficam separadas por um
oitava quando o tom fundamental da nota superior for exatamente
o dobro que o da nota inferior. Caso se incremente a quantiade de
Stretch se eleva então a tonalidade das notas mais agudas
enquanto que se diminui o das notas graves. O resultado é uma
sonoridade mais brilhante. Os valores negativos simulam uma
afinação stretch negativa; as notas mais agudas tendem a descer à
bemóis enquanto que as mais graves tendem a subir à sustenidos.
O deslizador Error aumenta o valor de erro de afinação aplicado em
cada nota.
Os quatro botões Quick Routing à esquerda do display
proporcionam uma forma fácil de ajustar rapidamente roteamentos
comuns de parâmetros. A opção superior esquerda cofigura uma
estrutura de roteamento paralelo, com cada um dos osciladores
alimentando exclusivamente seu próprio filtor e amplificador. O
botão superior direito é similar, mas aquí cada um dos osciladores
divide sua saída equitativamente entre os dois filtros. A opção
inferior esquerda alimneta a saída de ambos osciladores até Filter 1
e Amp 1, desabilitando completamente Filter 2 e Amp 2.
Finalmente, a opção inferior deireita configura uma estrutura de
encaminhamento em série, com ambos osciladores alimentando
Filter 1, e posteriormente Filter 2 e Amp 2.
Considere que as opções Quick Routing não afetam as alterações
que se tenha realizado nos parâmetros de nível do oscilador,
afinação ou forma de onda somente configuram o encaminhamento
dos osciladores até os filtros e os amplificadores posteriores.
%rum ,ac/ines
Drum Machines é uma coleção de multisamples clássicos de
baterias eletrônicas, gravadas e programadas pela Puremagnetik.
Os samples estão organizados e configurados como presets de
Drum Rack, para uma fácil edição e interpretação. A versão
completa do Drum Machines não acompanha o Live, ele debe ser
adquirido separadamente.
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>nstala!ão do ?rum Machines
O Drum Machines é instalado em separado da instalação do Live.
Para instalá-lo, arraste o Drum Machines Live Pack até a janela da
aplicação do Live, a partir do seu sistema operacional ou a partir do
Navegador de arquivos do Live. Estando o Drum Machines Live Pack
instalado, será necessário desbloqueá-lo usando o seu código de
desbloqueio. Para isso, abra Preferences do Live e depois selecione
a aba Products, onde será encontrado a opção Drum Machines
entre uma séria de outros produtos da Ableton.
5cessando o ?rum Machines
Depois da instalação, podemos acessar os presets do Drum
Machines através do Navegador de dispositivos do Live, exatamente
da mesma forma como fazemos com os outros instrumentos
incluídos no Live. Os presets estão organizados em categorias
dentro da pasta Drum Rac&. Portanto, os preset do Drum Machines
são carregados como qualquer outro dispositivo, ou seja,
arrastando um preset desde o Navegador até uma trilha MIDI
vazia.
Todos os presets do Drum Machines estão convenientemente
"mapeados¨ como Controles Macro para conseguir assim uma maior
expressividade.
Além disso, o Drum Machines contém uma coleção completa de
Live Clips, que são instalados em sua biblioteca. Carregando um
Live Clip em uma trilha MIDI vazia se carrega uma combinação de
notas MIDI, um instrumento e efeitos personalizados que podem
ser utilizados como ponto de partida do seu trabalho criativo.
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'lectric
O instrumento ;lectric.
O Electric é um piando elétrico baseado nos clássicos pinaos
elétricos dos anos sessenta e setenta, e desenvolvido em
colaboração com a Applied Acoustics Systems. Cada componente
destes instrumentos foi desenvolvido utilizando tecnologia de
modelagem física de última geração para oferecer sons realistas e
cheios de vivacidade. A modelagem física utiliza as leis da física
para reproduzir o comportamentoo de um objeto. Em outras
palavras, o Electric resolve em tempo ral, equações matemáticas
que descrevem seus diferentes componentes. No Electric não se
usam nem samples (sampling) nem tabelas de ondas(wavetables);
o som simplesmente é calculado em tempo real pela CPU de acordo
com os valores de cada parâmetro. O Electric é mais que uma
simples recriação de instrumentos clássicos; seus parâmetros
podem ser ajustados em valores que não são possíveis nos
instrumentos reais para conseguir assim novos sons realmente
surpreendentes, que todavia retém uma qualidade acústica
excepcional.
A versão completa do Electric não está disponível na instalação
padrão do Live, portanto ele debe ser adquirido em separado.
5r<uitetura e interface
O mecanismo do piano elétrico é, de fato, bastante simples. Uma
nota pressionada no teclado golpeia um diapasão. O som desse
diapasão é amplificado por uma pastilha magnética, pic&up, e
enviado à saída, de forma muito parecida a como é feito por uma
guitarra elétrica. O diapasão possui duas partes, denominadas tine
bar e tone bar. A ´tine bar´ ou barra do dente é onde o martelo
golpeia no diapsão enquanto que a ´tone bar´ ou barra de
tonalidade é um ressonador metálico afinado, dimensionado
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apropriadamente para produzir a tonalidade correta. Uma vez que o
diapasão tenha sido ativado, este continuará ressonando por si só
durante al gum tempo. Mas ao liberar a tecla é aplicado um damper
ou apagador ao diapasão, o que o silencia mais rapidamente.
A interface do Electric se divide em cinco seções principais, algumas
das quais se subdividem por sua vez em subseções. As quatro
primeira seções principais (Mallet, 9or&, Damper e $ic&up)
correspondem com os quatro componentes de produção de som
que falamos agora à pouco. A seção .lobal contém parâmetros que
afetam o comportamiento e rendimento geral, como o estiramento
da tonalidade e a polifonia.
5 se!ão do martelo
A seção do martelo (Mallet) contém os parâmetros relacionados
com as propriedades físicas do martelo em si, assim como de que
forma ele afeta a sua forma de tocar.
O controle Stiffness (rigidez) ajusta a dureza da área de golpeio do
martelo. Valores mais altos simulam uma superfície mais dura, o
que resulta em uma sonoridade mais brilhante. Valores mais baixos
simulam uma superfície mais branda e uma sonoridade mais
melódica. O botão Force (força) ajusta a intensidade de força do
impacto do martelo sobre o diapasão.
Valores baixos simulam um impacto suave enquanto que valores
altos simulam um impacto forte.
A rigides e força podem ser modificadas com a velocidade e altura
tonal, através dos deslizadores Vel e Key encontrados abaixo dos
botões giratórios.
A subseção Noise (ruído) simula o ruído de impacto causado pelo
martelo golpeando o diapasão. O botão Decay ajusta a duração que
este ruído levará para sumir até o silêncio, enquanto que o controle
Pitch ajusta a frequência central. Level justa o volume geral do
componente de ruído. Um controle adicional ´Key scaling´ ajusta até
que ponto o volume de ruído vem determinado pela altura da nota.
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5 se!ão do diapasão
A seção do diapasão se divide por sua vez nas sunseções Tine e
Tone. Esta área é o coração do mecanismo de geração de som do
Electric.
A subseção Tine (dente) controla a porção do diapasão onde o
martelo golpeia diretamente. O botão Decay ajusta o tempo que o
som do dente leva para desvanescer enquanto uma nota fica
pressionada. O botão Color controla a amplitude relativa entre os
parciais altos e baixos no espectro do dente. Os valores baixos
aumentam a quantidade de harmônicos graves, enquanto que os
valores mais alots oferecem harmônicos mais agudos. A amplitude
do dente é ajustada com o botão Level. Este nível pode ser
modulado, todavia, mais por meio da altura da nota através do
controle Key scaling.
A subseção Tone controla a ressonância secundária do diapasão. Os
parâmetros Decay e Level aqui funcionam da mesma forma que
sos do Tine.
O botão knob Release é aplicado em ambas as áreas Tine e Tone e
controla o tempo de decaimento do som do diapasão depois de se
liberar a tecla.
'e!ão ?amper
Os diapasões metálicos de um piando elétrico foram desenvolvidos
para realizar largas sustentações quando de mantém pressionada
uma tecla. O mecanismo que regula esta sustentação é
denominado ´damper´ ou apagador. Quando se pressiona uma tecla,
o apagador dessa nota se afasta do seu respectivo diapasão.
Quando se libera a tecla, o apagador é aplicado novamente,
encosta, no diapasão para que este pare de vibrar. No entanto,
estes apagoadores às vezes criam uma pequena quantidade de
som, tanto quando encostam no diapasão ou quando se fastam
dele. Este ruído caracterísitico é que se modela na seção Damper
do Electric.
O botão Tone ajusta a rigidez dos apagadores. Caso se gire este
controle para a esquerda se simula apagadores suaves, que
produzem uma sonoridade mais melodiosa. Caso o giremos para a
direita se incrementa a dureza dos apagadores, produzindo-se
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assim uma sonoridade mais brilhante.
A quantidade geral de ruído do apagador é ajustada com o controle
Level.
O botão Att/Rel ajusta se estará ou não presente o ruído do
apagador quando se aplicam os apagadores nos diapasões, ou
quando são liberados. Quando giramos para a esquerda, o ruído do
apagador somente fica presente durante a fase de ataque da nota.
Quando giramos para a direita, o ruído fica presente somente
durante a fase de liberação. No centro, será acrescentada uma
quantiade igual de ruído tanto durante o ataque como durante a
liberação.
Pic@up
A seção Pickup simula o comportamento de uma pastilha magnética
que amplifica o som do diapasão ressonante.
Os botões R-W alternan entre doiss tipos diferentes de pastilhas. Na
posição R, o Electric simula pastilhas eletrodinâmicas, enquanto
que W está baseado em um modleo eletroestático. O botão Input é
utilizado para ajustar a quantidad de sinal do diapasão que
alimentará a pastilha, que por sua vez afeta a quantidade de
distorção aplicada sobre todo o sinal. O botão Output controla a
quantidade de saída do sinal da seção da pastilha. Diferentes
combinações destes dois botões podem produzir resultados
diferentes. Por exemplo, uma baixa quantidade de input com uma
alta quantidade de output produzirá com certeza um som mais
claro do que uma alta de input com uma baixa de output.
O nível de saída pode ser modulado, entretanto, mais com a altura
tonal da nota através do controle Key scaling.

Os botões Symmetry e Distance ajustam a posição física da pastilha
com relação ao dente. Symmetry simula a posição vertical da
pastilha. Na posição central, a pastilha fica diretamente em frente
ao dente, o que resulta em uma sonoridade mais brilhante. Se
girarmos o botão para a esquerda ou para a direita deslocaremos
para cima ou para baixo o dente, respectivamente. Distance
controla em qual distância se encontra a pstilha com respeito ao
dente. Se girarmos o botão para a direita aumentamos a distância,
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enquanto que se girarmos para a esquerda diminuímos a distância,
aproximando assim a pastilha. Considere que o som vai sendo
saturado quanto mais a pastilha fica próxima do dente.
.lobal
A seção Global possui os parâmetros relacionados com o
comportamento e rendimento geral do Electric.
O botão Volume ejusta o nível de saída geral do Electric. O seletor
Voices ajusta a polifonia disponível. Visto que cada voz que se
utiliza requer recursos adicionais da CPU, talvez seja necessário
experimentar e testar para encontrar um bom equilíbrio entre a
interpretação musical e o rendimento, particularmente em
computadores mais antigos.
Os controles Semi e Detune funcionam em modo de afinação
grossa e precisa. Semi transpõe o instrumento inteiro para acima
ou para baixo em incrementos de semitons, enquanto que o
deslizador Detune ajusta em incrementos de centésimos (no
máximo 50 centésimos acima ou abaixo).
Stretch simula uma técnica conhecida como afinação de
estiramento ou stretch tuning, que é uma modificação realizada
tanto em pianos elétricos como em pianos acústicos e que é
intrínseca da característica sonora. Na posição 0 %, o Electric
reproduzirá na afinação bem temperada, o que significa que duas
notas que estejam separadas por uma oitava quando a tonalidade
fundamental da nota mais alta é exatamente o dobro que a da nota
mais grave. Mas, visto que que o comportamento de fato da
ressonância de um dente ou corda em vibração difere do modelo
teórico, a afinação bem temperada tende a soar incorreta nos
pianos. A afinação de Stretch tenta corrigir isso subindo a afinação
das notas altas enquanto que abaixa a tonalidade das notas mais
graves. O resultado é um som mais brilhente. Valores negativos
simulam uma afinação de estiramento negativa; as notas amis altas
são afinadas para baixo, para bemóis, enquanto que as graves para
cima, para sustenidos.
P Bend ajusta a faixa em semitons de modulação de esitramento de
tonalidade.
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Instrumento 'xternal
O instrumento ;2ternal.
O dispositivo External Instrument não é um instrumento por si só, e
sim mais um utiitário de roteamento que permite de uma forma
bastante simples integrar sintetizadores (hardware) externos,
dispositivos ReWire e plugins multitimbrais nos projetos. Envia MIDI
out e retorna áudio.
Os dois seletores MIDI To determinam a saída pela qual o
dispositivo enviará dados MIDI.
O seletor superior determina ou uma porta MIDI física, ou um
destino Rewire slave ou então um plugin multitimbral. Caso se
selecione uma porta MIDI (para ser usado com um sintetizador
externo), as opções do segundo seletor serão números de canal
MIDI. Caso se tenha selecionado um escravo ReWire, como por
exemplo o Reason, como sendo destino de roteamento, as
possibilidades de escolha serão os dispositivos específicos
disponíveis no projeto escravo, ou seja, no Reason:
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Op%7es Re<ire (ue são apresentadas nos seletores de roteamento.
Caso exista outra trilha em seu set que contenha um plugin
multitimbral, esta trilha poderá ser selecionada no seletor superior.
Neste caso, o segundo seletor permite selecionar um canal MIDI
específico no plugin.
O seletor Audio From proporciona opções para o retorno do áudio
desde o synth em hardware, plugin, ou dispositivo ReWire. Caso
esteja roteando até um synth em hardware, use este seletor para
selecionar as portas em sua interface de áudio que estejam
conectadas à saída de seu synth. As escolhas disponíveis dependem
das configurações nas Preferencias de áudio. Caso esteja roteando
para um escravo ReWire, o seletor Audio From mostrará um alista
de todos os canais de áudio disponíveis no escravo. Selecione o
canal de áudio que corresponda com o instrumento que está
enviando MIDI. Caso esteja rotenado para um plugin multitimbral
em outra trilha em seu Live Set, o seletor Audio From mostrará
uma lista das saídas auxiliares do plugin. Considere que as saídas
principais serão ouvidas na trilha que possua o instrumento.
O botão Gain ajusta o nível de áudio que retorna da fonte sonora.
Este nível debe ser ajustado com cuidado para evitar clipping
(distorção digital).
Visto que os dispositivos externos podem introduzir latência que o
Live não pode detectar automaticamente, poderá ser necessário
compensar os atrasos ajustando o deslizador Latency. O botão que
se encontra junto a este deslizador permite ajustar a quantidade de
compensação de latência tanto em milesegundos como em
samples. Caso o seu dispositivo externo se conecte ao Live por
meio de uma conexaão digital, o melhor é que seja ajustado seus
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configurações de latência em samples, o que assegura que o
número de samples especificado se reterá inclusive quando a taxa
de amostragem for alterada. Caso o seu dispositivo esxterno se
conecte ao Live por meio de uma conexção analógica, o melhor é
que ajuste suas configurações de latência em milesegundos, o que
assegura que a quantidade de tempo que for especificada se reterá
quando se alterar a taxa de amostragem. Considere que caso
ajuste em samples se obtém um controle mais preciso, inclusive
nos casos em que esteja trabalhando com dispositivos analógicos,
será melhor afinar com precisão sua latência possível. Neste caso,
certifique-se que voltar à milesegundos antes de de alterar a taxa
de amostragem. Qualquer latência introduzida por dispositivos
dentro do Live se compensará automaticamente, portanto o
deslizador de latência se desabilitará quando se use o dispositivo
intrumento External para reoteamentos internos. Os ajustes
Latency em roteamentos para dispositivos ReWire provavelmente
não serão necessários, visto que a maioria dos programas
compatíveis com ReWire também realizam esta compensação
automaticamente.
Caso sinta que algo não funciona na sincronização de seu set,
experimente ajustar este deslizador.
Nota: Caso a opção Latency Compensate não esteja marcada no
menu Options, o deslizador Latency fica desativado. Para uam
informação mais detalhada sobre cenários de roteamento com o
dispositivo Instrumento External, por favor consulte o capítulo
Roteamenteo e E/S.
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Impulse
O instrumento Impulse.
O Impulse é um sampler de bateria com opções complexas de
modulação. Os oito samples de bateria localizados nos slots dos
samples do Impulse podem ser alargados, filtrados e processados
por componentes associados com envelopes, saturação, pan e
volume.
Quase todos estes componentes estão sujeitos a modulação
aleatória e se baseiam no velocity da nota.
'amples 'lots
É possível selecionar e arrastar samples a partir do Browser ou a
partirdas vistas Session e Arrangement para os oito slots de
samples do Impulse. Para eliminar os samples utilize as teclas
Backspace o Delete.
Os samples importados são mapeadas automaticamente em seu
teclado MIDI, sempre que este esteja conectado e tenha sido
reconhecido pelo Live. A nota C3 do teclado disparará o sample
localizado mais à esquerda e o restante dos samples serão
distribuídos entre C3 e C4. Os oito slots do Impulse aparecerão
etiquetados nas Key tracks do editor MIDI quando o botão "Fold"
estiver ativo, inclusive se a Key track em questão carecer de notas
MIDI. O mapa pode ser transportado a partir do padrão aplicando
um Dispositivo Pitch, o ou ser reordenado através da aplicação de
um dispositivo Scale.
Cada um dos oito samples dispõe de seu próprio grupo de
parâmetros, localizados na área abaixo dos slots dos samples e
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visíveis quando se clica no sample. Os ajustes somente serão
capturados quandoclicarmos sobre uma nova nota (isto não afeta
as notas que estão sendo reproduzidas.) Observe que esta conduta
define também a forma que possui o Impulse de reagir às
alterações de parâmetros (desde envelopes de clip ou automação),
aplicados cada vez que começa uma nova nota. Caso deseje obter
alterações contínuas na medida que reproduz a nota, talvez seja
mais conveniente usar o Simpler.
Os parâmetros do slot 8 também possuem um botão "Link",
localizado no canto inferior esquerdo, que enlaça o slot 8 com o 7.
Ao linkar estes dois slots, e ativarmos o slot 7 a reprodução será
interrompida no slot 8 e vice versa. Apesar disto ter sido mostrado
para um fim determinado, também pode ser utilizado para outros
propósitos: hi-hats fechados naturais cancelarão a reprodução de
hi-hats abertos.
Todos os slots podem ser reproduzidas, colocados em solo
ousilenciados usando os controles que aparecem quando
movimentos o mouse sobre eles.
'tart) Tune e 'tretch
O controle Start (Início) define a posição do início de reprodução
dosample, e pode ser ajustado até 100 ms depois do início do
sample. O controle Transposition ajusta a transposição do sample
em +/- 48 semitons, e pode ser modulado pelo velocity da nota
entrante ou por um valor aleatório, dependendo de seu ajuste nos
campos correspondentes.
Os valores do controle Stretch oscilam entre -100 a 100 por cento.
Os valores negativos cortarão o sample e os positivos o alargarão.
Existem dois algoritmos de expansão disponíveis: enquanto que o
Modo A é ideal para os sons graves (tons ou baixos), o Modo B
funciona melhor com os sons agudos (pratos.) O valor de Stretch
também pode ser modulado pelo velocity da nota MIDI.
Filtro
Esta seção oferece uma ampla variação de tipos de filtro. Cada um
destes efeitos aplica diferentes características sonoras sobre os
samples, dependendo das freqüências eliminadas da forma de
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onda. A Freqüência determina em que lugar do espectro harmônico
se aplica o filtro; a Ressonância reforça as freqüências próximas
aos pontos do espectro em que as freqüências são excluídas pelo
processo de filtragem. A freqüência do filtro pode ser modulada
por um valor aleatório ou pelo velocity da nota MIDI.
'aturator e nvelope
O Saturator proporciona ao sample um som mais encorpado, sólido
e analógico. Podemos ativar ou desativar este som através do
comutador adequado. O controle Drive realiza o sinal e acrescenta
distorção.
Nota: Ao incrementar o valor de Drive o volume de quase todos os
sinais aumentará, então será necessário abaixar o dito volume
manualmente. Caso apliquemos ajustes extremos de Drive sobre
sons de baixa altura tonal, serão produzidos os típicos sons
saturados próprios dos sintetizadores de bateria analógicos.
Podemos ajustar o envelope através do controle Decay (valor
máximo igual a 60,0 segundos). O Impulse dispõe de dois modos
de caída: o Modo Trigger (Disparo) permite acaída do sample junto
com a nota; o modo Gate obriga ao envelope esperar a mensagem
de final de nota antes de iniciar a caída. Este modo é útil nas
situações em que é necessário usar diferentes durações de saída,
como ocorrecom os sons de pratos hi-hat.
Pan e Volume
Cada sample dispõe de controles de volume e pan que ajustam
aamplitude e o posicionamento estéreo, respectivamente. Ambos
controles são moduláveis: o pan pelo velocity e por um valor
aleatório, e o volume pelo velocity.
.lobal Parameters
Os parâmetros localizados à direita dos slots dos samples são
controles globais aplicáveis em todos os samples incluídos no
ambiente do Impulse. O volume ajusta o nível de volume global do
instrumento e o Pitch ajusta a transposição de todas as notas.
O controle Time (Tempo) regula a expansão e o decaimento dos
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samples, permitindo experimentar transições entre sons de bateria
breves e longos.
'aídas individuais
Ao arrastar uma nova instância ou impulso até uma trilha, seu sinal
será misturado com o do restante dos instrumentos e efeitos
presentes na cadeia de áudio da trilha. Em certas ocasiões,
convemseparar o instrumento ou um de seus samples de bateria
individuais e enviar o sinal para uma trilha diferente. Consulte o
capítulo Routing para aprender a fazer isso com o sinal global do
Impulse e com os slots dos samples individuais do Impulse.
Operator
O instrumento Operator
O instrumento Operator é um potente e flexível instrumento
avançado que combina o conceito de "freqüência modulada" (FM)
com a síntese subtrativa clássica.
Utiliza quatro osciladores com várias formas de onda que
podemmodular as freqüências dos demais osciladores, o que lhe dá
à possibilidade de criar timbres bastante complexos partindo de
umnúmero limitado de objetos. O Operator possui uma seção de
filtragem, um LFO e controles globais, assim como envelopes
individuais para os osciladores, o filtro, o LFO e a afinação.
A versão completa de Operator não está incluída na versão
standarddo Live,mas pode ser obtida em separado. Para mais
detalhes, e se desejar adquirir o Operator através da Internet,
visite a loja online do Ableton1. Uma vez adquirido o Operator,
você o terá que desbloquear antes de poder utilizá-lo, tal como
está explicado no capítulo dedicado ao desbloqueio.
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5spectos ,erais
A interface do Operator é constituída de duas partes: o display e o
painel, o que circunda o display por ambos os lados. O painel
apresenta os parâmetros mais importantes em uma única vista, e
se divide em oito seções. No lado esquerdo estão as quatro seções
de oscilador, e no direito, de cima para baixo, se encontram o LFO,
a seção de filtragem, a seção de afinação e os parâmetros globais.
Caso seja modificado um dos parâmetros do painel, o display
central será atualizado automaticamente para refletir os detalhes
da seção correspondente. Por exemplo, a partir do painel podemos
acessar comodamente os parâmetros de nível ou freqüência de
todos os osciladores ao mesmo tempo. A seguir, podemos ajustar
o envelope, a forma de onda ou o parâmetro que desejarmos
independentemente para cada oscilador individual a partir de seu
display.
Para abrir/fechar os parâmetros do Operator, clique no botão
triangular da parte superior esquerda. Esta opção é útil caso não
necessite acessar os detalhes do display.
Operator Aberto.
Os osciladores do Operator podem dirigir seus sinais diretamente
para a saída, ou também é possível utilizar o sinal de um oscilador
para modular outro oscilador. O Operator oferece nove algoritmos
pré-definidos que determinam a forma em que se conectam os
osciladores. Para selecionar um algoritmo, clique sobre um dos
ícones de estrutura presentes no display global, que será visível se
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a seção inferior direita (global) do painel estiver selecionada. O
fluxo de sinal se realiza de cima para baixo entre os osciladores
indicados pelo ícone do algoritmo.
O displa? .lobal do Operator
Normalmente, a síntese FM utiliza ondas sinusoidais puras e cria
formas de onda mais complexas através da modulação.
Entretanto, para simplificar o desenho de som e oferecer mais
possibilidades criativas, desenvolvemos o Operator para que
sejacapaz de gerar outras formas de onda, incluindo ruído. O
instrumento se completa com um LFO, um envelope de afinação e
uma seção de filtragem. Considere que existem muitos
sintetizadores FM "clássicos" capazes de criar sons fantásticos sem
utilizar nenhum tipo de "filtragem", dessa forma sugerimos que
você comece a explorar as possibilidades da síntese FM sem o filtro
e que o acrescente mais tarde, caso seja necessário.
O Operator o manterá bastante ocupado caso deseje se aprofundar
na criação de sons! Se o que desejaé desintegrar o universo e
voltar a recompô-lo, experimente modular os controles do
Operator com envelopes de clip ou com técnicas de automação de
trilha.
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'e!ão de oscilador e 5liasin,
O displa? do oscilador D e os parOmetros do painel.
Os osciladores podem reproduzircinco tipos de forma de onda:
sinusoidal, quadrada, dente de serra, triangular e ruído. Para
selecionar uma delas, utilize o seletor Wave incluído em cada um
dos visores de oscilador. A primeira destas formas de onda é uma
ondasinusoidal matemática pura, que normalmente é a primeira
escolha para muitos timbres FM. Visto que a síntese FM possui
uma larga tradição nos sintetizadores hardware, acrescentamos
algumas variações da onda sinusoidal pura que permitem uma
modelagemmais realista de sintetizadores digitais clássicos.
As diferenças entre estas ondas sinusoidais são muito sutis, ou
seja, resultarão mais ou menos audíveis em função de cada som
em particular. Também acrescentamos "Sine 4 Bit" e "Sine 8 Bit"
para proporcionar um som "retrô" tão adorado pelos os fãs do C64,
e as formas de ondas digitais "Saw D" e "Square D", especialmente
indicadas para sons de baixos digitais. A onda de ruído é outro caso
especial. Não se trata de ruído real produzido por um gerador
aleatório, e sim de um sample de ruído que se reproduz em loop.
Caso deseje obter um ruído mais "estático", você pode modular o
oscilador de ruído com outro oscilador, ou com ruído real
procedente do LFO. As formas de onda quadrada, triangular e de
dente de serra são aproximações re-sintetizadas da forma ideal.
Os números incluídos no nome que aparece na tela (por exemplo,
"Sq6") definem o número de harmônicos utilizado para a re-
síntese. Valores baixos geram um som mais doce, e o efeito de
aliasing que pode ser produzido é menor quando utilizado em
freqüências altas.
Conselho: As formas de onda do oscilador podem ser menu de
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contexto.
A distorção de aliasing é um efeito secundário habitual na síntese
digital, e é causada pela característica infinita da precisão e taxa de
amostragem dos sistemas digitais. É gerado sobre tudo nas
freqüências altas. Na síntese FM é muito comum que se produza
este efeito, já que é fácil criar sons com uma grande quantidade de
agudos. Isto também significa que as formas de onda de oscilador
mais complexas, como "Saw32" (dente de serra), são mais
sensíveis ao efeito de aliasing que as ondas sinusoidais puras. O
aliasing é um arma de dupla face: um pouco deste efeito pode ser
exatamente o que é necessário criar um som genial, mas um
pouco mais do que o adequado pode fazer com que o timbre
resulte irreproduzível, já que a percepção da afinação se perde
quando as notas agudas são convertidas repentinamente em
afinações aleatórias. O parâmetro Tone da seção global permite
controlar o aliasing. Seu efeito é similar ao de um filtro low-pass,
mas na realidade seu comportamento depende da natureza do
próprio som, e em geral não se pode predizer. Para familiarizar-se
com o som do efeito de aliasing, ajuste o parâmetro Tone em seu
valor máximo e toque algumas notas bem agudas. Provavelmente,
você observará que algumas notas soam de maneira
completamente diferente de outras. Agora, abaixe o parâmetro
Tone: o efeito se reduz, mas o som perde algo de brilho. Para
ajustar a freqüência de um oscilador, utilize os controles Coarse
(grosso) e Fine (fino) do painel. Normalmente, a freqüência de um
oscilador segue a das notas que você toca, mas em alguns sons
pode ser útil ajustar um ou mais osciladores para freqüências
fixas. Para fixar a freqüência de cada oscilador individualmente,
ative seu modo Fixed correspondente. Com esta opção poderão ser
criados sons cujo timbre se altere ao tocar notas diferentes
enquanto sua afinação se mantém intacta. O modo Fixed seria útil,
por exemplo, para a criação de sons de bateria. Este modo
também permite produzir freqüências muito graves até 0.1 Hz.
Observe que quando o modo Fixed está ativado, a freqüência do
oscilador fica controlada pelos parâmetros Frequency (Freq) e
Multiplier (Multi) do painel.
O Operator possui um controle Osc<Vel para cada oscilador que
permite alterar a freqüência em função da velocity. Esta opção é
muito útil para trabalhar com sons seqüenciados, nos quais
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podemos ajustar detalhadamente o velocity de cada nota. O
controle de quantização adjacente também faz parte desta função.
Caso este controle sejaativado, a freqüência somente variará em
proporções de números inteiros, igual ao que se ajusta com o
controle Coarse manualmente. Caso o controle não seja ativado, a
freqüência alterará sem nenhum tipo de quantização, o que
proporciona sons desafinados ou enarmônicos (que perfeitamente
poderá ser o que você está buscando...).
A amplitude de um oscilador depende de seu ajuste Level (nível),
localizado no painel, e de seu envelope, que pode ser ajustado para
cada oscilador a partir de seu display individual. A amplitude
também pode ser determinada pelo velocity ou pela afinação de
uma nota.
● Para isso, ajuste os parâmetros Level<Vel e Level<Key que
aparecem na parte inferior dos displays de oscilador.
● Para ajustar a fase de cada oscilador, utilize o controle Phase
do display do oscilador correspondente.
Como foi comentado acima, um oscilador pode modular um outro.
Para definir este comportamento dispomos dos algoritmos do
display global. Quando um oscilador modula outro, o resultado fica
determinado por duas propriedades principais: a amplitude
dooscilador modulador e a relação de freqüência entre ambos
osciladores. Observe que o Oscilador D pode ser modulado a si
mesmo através do parâmetro Feedback (realimentação)
encontrado em seu display.
'e!ão do "F#
Os parOmetros do "9O do Operator.
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O LFO do Operator pode ser considerado praticamente como um
quinto oscilador. Se reproduz emuma freqüência de áudio, e modula
a freqüência dos demais osciladores.
Podemos ativar e desativar a modulação do LFO para cada oscilador
(e o filtro) individualmente. Para isso, utilize os botões Destination
(destino) do display do LFO. Também podemos desativar o LFO
caso não esteja sendo usado.
O LFO permite selecionar entre diversas formas de onda de LFO
clássicas, além de "sample and hold" (S&H) e ruído. A onda
"sample and hold" utiliza números aleatórios selecionados à
freqüência do LFO, e gera os passos aleatórios característicos dos
típicos sons de "retro-futurísticos" e de ficção científica. A onda de
ruído é um sinal simples de ruído com um filtro band-pass.
Truque: Podemos utilizar a síntese FM para criar sensacionais sons
de percussão: o uso do LFO com uma onda de ruído é a chave
para conseguir geniais sons de hi-hats e caixas de bateria. A
freqüência do LFO fica determinada pelo controle LFO Rate do
painel e pelo ajuste low/high (grave/agudo) do interruptor LFO
Range.A freqüência do LFO pode seguir a afinação das notas,
permanecer fixa ou ser ajustadaem um valor intermediário.
Para definir este comportamento utilize o parâmetro Rate<Key do
display do LFO. A intensidade do LFO é ajustada com o controle LFO
Mod do painel. Podemos modular este parâmetro em função da
velocidade de nota através do controle Amt<Vel do display. A
intensidade do LFO também se vê afetada por seu envelope.
nvelopes
O Operator dispõe de sete envelopes: uma para cada oscilador, um
envelope de filtro, um envelope de tom e um envelope para o LFO.
Todos os envelopes foram desenvolvidos seguindo o mesmo critério
e oferecem alguns modos de loop especiais. A forma de um
envelope vem definida por seis parâmetros: três velocidades e três
níveis. A velocidade é o tempo que tarda o envelope em deslocar-
e de um nível para o seguinte. Por exemplo, um som típico de pad
teria um nível inicial de "-inf dB" (silêncio), se moveria à
velocidade de ataque até seu nível de pico, de aí passaria ao nível
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de sustain à velocidade de caída e finalmente, ao liberar a nota, o
envelope voltaria ao nível "-inf dB" à velocidade de
desvanecimento. O display do Operator oferece uma boa visão
geral da forma dos envelopes. Além disso, pode-se realizar ajustes
diretamente sobre as curvas colocando o ponteiro do mouse sobre
as mesmas e arrastando.
Conselho: as formas de envelope podem ser copiadas e coladas a
partir de um lugar para outro no Operator usando o menu de
contexto.
A Síntese FM permite a criação de inúmeros e variados sons, todos
eles impressionantes.
A chave para conseguir estes sons está na criação de envelopes
emloop. Para ativar o modo Loop, clique sobre o ajuste no canto
inferior esquerdo do display. Caso o envelope esteja em modo
Loop e alcance o nível de sustain estando a notapressionada, esta
será disparada novamente. A velocidade deste movimento vem
definida pelo parâmetro Loop Time. (Observe que os envelopes
que estão em modo Loop podem ser reproduzidos em loop muito
rapidamente e por isso podem ser utilizados para conseguir efeitos
que não são obtidos normalmente de um gerador de envelopes). O
modo Loop utiliza-se preferencialmente para a criação de texturas
e sons experimentais. Por outro lado, o Operator tambémpossui os
modos Beat e Sync, os quais proporcionam uma forma simples
para criar sons rítmicos. Caso selecionemos o modo Beat, o
envelope será reiniciado transcorrido o tempo musical endereçado
no seletor Repeat. No modo Beat, o tempo de repetição vem
definido em frações do tempo da canção, mas as notas não estão
quantizadas. Assim, se reproduz uma nota que está fora de
sincronismo, a repetição será perfeita mas fora de sincronismo. No
entanto, em modo Sync, a primeira repetição da nota é quantizada
à semicolcheia mais próxima e, como resultado, todas as demais
repetições serão sincronizadas ao andamento da canção. O modo
Sync somente funciona quando se está reproduzindo a canção já
que do contrário, as notas se comportarão como se estivesse
ativado o modo Beat.
Nota: Para evitar que se produzam clics audíveis cada vez que o
envelope comece a ser reproduzido a partir de seu nível inicial, um
loop do envelope iniciará sua reprodução a partir de seu nível real e
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se deslocará à velocidade de ataque estabelecida até o nível de
pico. No Operator as velocidades de todos os envelopes podem
serajustados sincronizadamente com o controle Time (seção global
do painel). Considere que nos modos Beat e Sync, os valores do
tempo musical não são afetados pelo parâmetro global Time. A
afinação de nota pode também modificar as velocidades de
envelopes. Para isso, utilize o parâmetro Time<Key localizado na
seção global do display. O parâmetro Time<Vel pode também
modificar a velocidade de umenvelope em particular. Caso utilize
estas modulações junto com a opção de loop você poderá originar
sons bastante complexos ...
Podemos ativar e desativar o envelope de tom para cada oscilador
individualmente e para o LFO utilizando os botões Destination A-D e
LFO do display. Também podemos desativar tudo a partir da seção
pitch do painel. A quantidade de envelope de tom pode ser ajustada
com o controle Pitch Env.
Conselho: Caso o envelope de tom somente se aplique ao LFO e
esteja sendo reproduzido em loop, ele pode atuar também como
outro LFO, modulando a velocidade do primeiro. E como o
envelope do LFO pode ser reproduzido em loop, poderia também
atuar como um terceiro LFO modulando a intensidade do
primeiro...
'e!ão Filtro
Se%ão 9iltro do Operator.
Como já explicamos anteriormente, os filtros não são o mais
importante deste instrumento. Entretanto, podem ser muito úteis
na hora de modificar os ricos timbres sonoros criados pelos
osciladores. E visto que os osciladores também proporcionam as
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típicas formas de onda dos sintetizadores analógicos, podemos
construir de maneira muito simples um sintetizador substrativo
clássico.
A seção Filtro oferece quatro tipos de filtro: low-pass, high-pass,
band-pass e notch. O filtro notch não obedece ao desenho de um
filtro notch autêntico e sim trata de uma curva com forma de
campana e ganho muito baixa, que elimina a maioria das
freqüências próximas ao centro.
A freqüência de corte do filtro e a ressonância podem ser ajustadas
no painel. A freqüência do filtro também pode ser modulada pelo
velocity da nota, o tom, o LFO e o envelope do filtro. Estas três
funções são reguladas com os controles Freq<Vel, Freq<Key e
Envelope, respectivamente.
Controles ,lobais
O número máximo de vozes do Operator (notas) a serem
reproduzidasao mesmo tempo pode ser ajustado, a partir do
display global, com o parâmetro Voices. Idealmente o melhor
seria deixar este ajuste o suficientemente alto para que não
tenhamos que apagar as vozes durante a reprodução. Entretanto,
um ajuste entre 6 e 12 é normalmente mais realista caso levemos
em conta os recursos da CPU.
Conselho: Alguns sons são monofônicos por natureza, o que
significa que somente usam uma voz. (A flauta é um bom exemplo
disso). Para estes tipos de casos, ajuste o parâmetro Voices em 1.
Caso ajuste Voices em 1, outro efeito dará lugar: as vozes se
sobreporão em forma de legato, o que significa que os envelopes
não serão disparados novamente de uma voz a outra, e somente o
tom será alterado.
É possível controlar o algoritmo de interpolação dos osciladores e
do LFO por meio da ativação e desativação do ajuste HiQ (alta
qualidade) no display global. Este ajuste afetará mais o som de
algumas formas de onda do que em outras (especialmente a forma
de onda do ruído) e também afetará os recursos da CPU.
Os controles Global Volume e Transpose são encontrados na seção
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global do painel, enquanto que o controle Pan é encontrado na
seção global do display. O controle Pan pode ser modulado por um
fator aleatório ou pela afinação de nota usando os controles Rnd e
Key, respectivamente.
As mensagens MIDI de pitch bend afetarão o Operator na
proporção em que esteja definido o controle PB Range da seção
pitch do display.
.lide Adesli%amentoB e 'pread AdifusãoB
Se%ão $itc, do Operator.
O Operator possui uma função de deslizamento polifônica. Quando
esta função está ativada, as novas notas começarão a ser
reproduzidas com o tom da última nota reproduzida e se deslizarão
gradualmente até alcançar seu tom de reprodução. O parâmetro
Glide pode ser ativado ou desativado e ajustado com o controle
Glide Time do display pitch. O Operator dispõe também de um
parâmetro Spread especial com o que é possível criar um rico coro
estéreo usando duas vozes por nota e panoramizando uma para a
esquerda e outra para a direita. As duas vozes estão desafinadas e
a quantidade de desafinação pode ser ajustada com o controle
Spread da seção pitch do painel.
Conselho: a aplicação ou não da difusão (spread) sobre uma nota
em particular depende de quais sejam os ajustes do parâmetro
Spread no momento de início de nota (note-on). Para conseguir
efeitos especiais podemos criar, por exemplo, uma seqüência na
qual o Spread tenha um valor de 0 a maior parte do tempo e
esteja ativado somente para algumas notas. Estas notas serão
reproduzidas em estéreo enquanto que o restante das notas será
reproduzido em mono.
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strat1,ias para economi%ar recursos da CP0
Caso deseje economizar recursos da CPU, desative as opções que
não serão utilizadas ou reduza o número de vozes.
Especificamente, caso desative o filtro do LFO quando este não
estiver contribuindo com o som gerado economias de recursos de
sistemas serão feitas. Caso deseje economizar ainda mais recursos
da CPU podemos reduzir o número de vozes para uma quantidade
entre 6 e 12, e utilizar a opção Spread de forma cuidadosa.
Também podemos desativar o ajuste HiQ (alta qualidade). Mas
lembre-se que desativar os osciladores no economiza recursos da
CPU.
FinalmenteCCC
O Operator nasceu da combinação de um exaustivo interesse pela
síntese FM e de um grande carinho e dedicação pelos velhos
sintetizadores FM, como o Yamaha SY77, o Yamaha TX81Z e o NED
Synclavier II. O compositor e pioneiro no campo da música por
computador, John Chowning, examinou em meados dos anos
sessenta e pela primeira vez as possibilidades musicais da síntese
FM. Em 1973, John Chowning e a universidade de Stanford
iniciaram uma relação com a Yamaha da qual surgiu um dos
instrumentos musicais de mais êxito comercial até o momento: o
DX7. John Chowning compôs algumas peças musicais
surpreendentes e belas baseando-se, unicamente, em um conceito
de síntese modular. Coloque em teste este conceito usando o
sintetizador Operator do Live, e Divirtase!
"ista completa de par=metros
A função de cada um dos parâmetros do Operator é explicado nas
seções seguintes. No deixe de também acessar as descrições dos
controles do Live (incluindo os do Operator) diretamente a partir do
programa: cada vez que posicionar o mouse sobre um controle,
aparecerá a descrição do mesmo na Vista Info. Os parâmetros
desta lista estão agrupados em seções, de acordo como aparecem
no Operator.
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Painel e ?isplaD .lobal
● Tempo - Trata-se de um controle global para todas as
velocidades de envelopes.
● Tono - O Operator pode gerar timbres com freqüências muito
altas, produzindo em ocasiões efeitos de aliasing. O parâmetro
Tone controla o conteúdo em freqüências altas de um som. Os
ajustes mais elevados geram sons mais brilhantes, apesar de
serem mais suscetíveis de produzir aliasing.
● Volume - Determina o volume geral do instrumento.
● Algoritmo - Um oscilador pode modular outros osciladores, ser
modulado por outros osciladores ou ambas as coisas. O
algoritmo define as conexões existentes entre os osciladores
e, portanto, possui um efeito importante sobre o som criado.
● Vozes - Determina o número máximo de notas que podem
soar simultaneamente. Se o número de notas desejado é
maior que o número de vozes disponível, as notas mais
antigas deixarão de soar.
● Alta qualidade (HiQ) - Permite modificar o algoritmo de
interpolação dos osciladores e o LFO. Em posição desativada,
alguns timbres soarão mais ásperos, especialmente a forma
de onda do ruído. Caso desativemos esta opção,
economizaremos recursos da CPU.
● Tempo < Tecla - As velocidades de todos os envelopes podem
ser controladas através do tono. Caso o parâmetro global
Time<Key esteja ajustado em valores altos, os envelopes
serão maisrápidos quanto mais alta seja a nota.
● Pan - Permite ajustar o pan de cada nota. É especialmente útil
nas modulações dos envelopes de clip.
● Pan<Tecla (Key) - Caso Pan<Key esteja ajustado nos valores
mais altos, as notas mais baixas aparecerão mais próximas do
canal esquerdo, enquanto que as mais altas ficarão mais
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próximas do canal direito. Esta função é utilizada para criar
sons de tipo piano.
● Pan<Aleatório (Rnd) - Determina a medida em que as notas
são distribuídas aleatoriamente entre os canais esquerdo e
direito. Painel e Display de Tom.
● Ativar Envelope de tom - Ativa e desativa o envelope de tom.
Na posição desativada consome menos recursos de CPU.
● Intensidade de Envelope de tom (Pitch Env) -Determina a
intensidade do envelope de tom. Um valor de 100% significa
que a alteração de tom depende totalmente dos níveis do
envelope de tom. Um valor de -100% inverte o resultado.
● Difusão - Caso o parâmetro Spread esteja ativado, o
sintetizador usará duas vozes desafinadas por nota, uma pelo
canal esquerdo e outra pelo direito, criando assim efeitos de
chorus. Esta função consome uma quantidade considerável de
recursos da CPU.
● Transposição - Trata-se do parâmetro global de transposição
do instrumento. A alteração deste parâmetro afeta às notas
que estão soando.
● Faixa de Pitch Bend (PB Range) - Define o efeito que
produzem as mensagens de Pitch Bend MIDI.
● Taxas de envelope de tom<Velocidade (Time<Vel) -Este
parâmetro existe para os envelopes de filtro, tom, LFO e
volume. Consequentemente aparece na seção sobre
envelopes.
● Glide (G) - Caso o parâmetro Glide esteja ativado, as notas se
deslizarão a partir do tom da última nota reproduzida até o
tom real da nota recém pressionada. Lembre-se que não se
dispararão todos os envelopes caso as notas estejam sendo
reproduzidas em modo legato.
● Tempo de Glide (Time) - Trata-se do tempo que tarda uma
nota em deslizar-se a partir do tom da última nota reproduzida
até o tom real da nota recém pressionada, sempre que o
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parâmetro Glide está ativo. Caso o Glide não esteja ativo, este
ajuste não terá efeito algum.
● Envelope de tom a Osc (Destino A-D) - Caso esteja ativado, o
Envelope de tom afeta a freqüência do oscilador
correspondente.
● Envelope de tom a LFO (Destino LFO) - O envelope de tom
afeta à freqüência do LFO quando este se encontra ativado.
Painel e ?isplaD de Filtro
● Ativar Filtro - Ativa e desativa o filtro. Quando desativado
consome menos recursos da CPU.
● Tipo de filtro - Os filtros loww-pass (LP), high-pass (HP) e
band- pass (BP) são considerados filtros de segunda ordem
com ressonância. Seus nomes fazem referência à parte do
espectro que afetam. O filtro notch deixa passar todas as
freqüências exceto a central, sendo mais audível quando os
valores de ressonância são baixos.
● Freqüência de filtro (Freq) - Define a freqüência central ou de
corte do filtro. A freqüência resultante poderia também estar
afetada pelo velocity de nota e pelo envelope do filtro.
● Ressonância de filtro (Res) - Define a ressonância ao redor da
freqüência de filtro dos filtros low-pass e high-pass, assim
como a amplitude dos filtros band-pass e notch.
● Freqüência de filtro<Velocidade (Freq<Vel) - A freqüência de
filtro é modulada pelo velocity da nota definida neste ajuste.
-Freqüência de filtro<Tecla (Freq<Key) - A freqüência de filtro
é modulada pelo tom definido neste ajuste. Um valor de
100% significa que o valor da freqüência será dobrada a cada
oitava. O ponto central para esta função é Dó.
● Taxas de envelope de filtro<Velocidade (Time<Vel) -Este
parâmetro existe para os envelopes de filtro, tom, LFO e
volume. Consequentemente aparece listado na seção sobre os
envelopes.
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● Freqüência de filtro<Envelope (Envelope) - A freqüência de
filtro é modulada pelo envelope de filtro de acordo com o
definido neste ajuste. Um valor de 100% significa que o
envelope pode criar um deslocamento máximo de freqüência
deaproximadamente 9 oitavas.
Painel e ?isplaD de "F#
● Ativar LFO - Ativa e desativa o LFO. Em posição desativada,
consome menos recursos de CPU.
● Forma de onda do LFO - Seleção entre as formas de onda LFO
mais comuns.
● Sample and Hold (S&H) - cria um número de passos aleatórios
e Noise proporciona ruído com processo de filtragem band-
pass. Para evitar clics não desejados, todas as formas de onda
estão limitadas em seu número de bandas. As formas de onda
cíclicas começam a reprodução cada vez que recebem uma
mensagem de note-on.
● Faixa do LFO - A faixa de freqüências do LFO é muito extenso.
Selecione Low para operar em uma faixa entre 50 segundos e
30 Hz, ou Hi para operar entre 8 Hz e 12 kHz. Graças a sua
capacidade de trabalhar com frequências altas, o LFO pode
também atuar como um quinto oscilador.
● Taxa LFO (Rate) - Define a velocidade do LFO. A freqüência
real também depende do ajuste dos parâmetros Range LFO e
Velocidade LFO < Controles Tecla.
● Intensidade LFO (Mod) - Determina a intensidade do LFO.
Lembre-se que o efeito real também depende do envelope do
LFO. -LFO a Osc (Destino A-D) - Caso ativado, o LFO modula a
freqüência do oscilador correspondente.
● Taxas de envelope LFO<Velocidade (Time<Vel) - Este
parâmetro existe para os envelopes de filtro, tom, LFO e
volume. Conseqüentemente aparece listado na seção sobre os
envelopes.
● Taxa LFO<Tecla (Rate<Key) - A freqüência do LFO pode estar
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determinada pelo tom. Caso se ajuste em 100 %, o LFO
dobrará o valor de sua freqüência a cada oitava, funcionando
como um oscilador normal.
● Intensidade LFO<Velocidade (Amt<Vel) - Define como afeta o
velocity de nota à intensidade do LFO.
● Painel e Display de Oscilador A-D.

● Osc Act. - Ativa e desativa o oscilador. Freqüência grossa de
oscilador (Coarse)- Os parâmetros Coarse e Fine definem a
relação existente entre a freqüência do oscilador e o tom.
Coarse define a proporção em números inteiros, criando
assim uma relação harmônica.
● Freqüência fina de oscilador (Fine) - Os parâmetros Coarse e
Fine definem a relação existente entre a freqüência do
oscilador e o tom. Fine define a proporção em frações de
número inteiro, criando assim uma relação enarmônica.
● Freqüência fixa de oscilador act. (Fixed) - Em modo Fixed, os
osciladores não respondem ao tom, produzindo em seu lugar
uma freqüência fixa.
● Freqüência fixa de oscilador (Freq) - Trata-se da freqüência do
oscilador medida em hertz. O valor desta freqüência é
constante, independentemente do tom.
● Multiplicador fixo de oscilador (Multi) - Permite ajustar a faixa
fixa de freqüências. Multiplique este valor pelo valor da
freqüência do oscilador para obter a freqüência real em Hz.
● Nível de saída de oscilador (Level) - Define o nível de saída do
oscilador. Caso este oscilador esteja modulando um outro, seu
nível terá uma grande influência no timbre resultante. Os
níveis mais altos gerarão sons brilhantes/ruidosos.
● Forma de onda de oscilador (Wave) - Selecione a forma de
onda que desejar a partir desta coleção de formas de onda
cuidadosamente selecionadas, que inclui ligeiras variações de
ondas sinusoidais especialmente úteis para a emulação de
sons de sintetizadores digitais clássicos.
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● Fase de oscilador (Phase) - Determina a fase inicial do
oscilador. A faixa representa um ciclo completo.
● Freqüência de oscilador<Velocidade (Osc<Vel) - A freqüência
de um oscilador pode ser afetada pelo velocity da nota. Os
valores positivos fazem que o tom do oscilador aumente na
medida que aumentam os velocities e vice versa.
● Frec. Osc.<Vel quantizada (Q) - Permite quantizar o efeito do
parâmetro freqüência < Velocity. Caso esteja ativado, o
resultado sonoro será idêntico ao conseguido alterando
manualmente o parâmetro Coarse de cada nota.
● Taxas de envelope de volume<Velocity (Time<Vel) -Este
parâmetro existe para os envelopes de filtro, tom, LFO e
volume. Consequentemente aparece listado na seção sobre
envelopes.
● Nível de saída de oscilador<Velocidade (Vel) - Este parâmetro
determina a medida em que o nível do oscilador depende do
velocity da nota. Aplicando esta função aos osciladores
moduladores podem ser criados timbres dependentes de
velocity.
● Nível de saída de oscilador<Tecla (Key) - Este parâmetro
determina a medida em que o nível do oscilador depende do
tom. O ponto central desta função é Dó3.
● Feedback Osc D (Feedback) - O Osc D pode ser modulado a si
mesmo. Esta modulação não somente depende do ajuste do
controle de feedback, mas também do nível do oscilador e do
envelope. Um valor de feedback elevado dá como resultado
uma forma de onda complexa.
?isplaD de envelope
● Tempo de ataque de envelope (Attack) - Define o tempo que
tarda uma nota em ir a partir de seu ponto de origem até o
nível máximo. Este segmento do envelope adota uma forma
linear.
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● Tempo de caída de envelope (Decay) - Define o tempo que
tarda uma nota em ir a partir do nível máximo ou de pico até
o nível de sustain. Este segmento do envelope adota uma
forma exponencial.
● Tempo de desvanecimento de envelope (Release) - É o tempo
que tarda uma nota em desvanecer-se por completo após
receber uma mensagem de note-off. A forma deste segmento
é exponencial. A nota se desvanecerá a partir do valor do
envelope no momento em que receba a mensagem de note- ff,
independentemente de qual seja o segmento ativo.
● Valor inicial de envelope (Initial) - Define o valor inicial do
envelope.
● Nível máximo de envelope (Peak) - É o nível máximo
alcançado após finalizar a fase de ataque.
● Nível de manutenção de envelope (Sustain) - Trata-se do nível
de manutenção ao final da caída da nota. O envelope
permanecerá neste nível até que se libere a nota, a menos
que os modos Loop, Sync ou Beat estejam ativados.
● Modo de envelope (Mode) - Caso utilize o ajuste Loop, o
envelope iniciará de novo após alcançar o final do segmento
de decay. Caso seja ajustado em Beat ou Sync, se iniciará de
novotranscorrido o tempo musical endereçado. Em modo
Sync, as notas serão quantizadas ao andamento da canção.

● Taxa de tempo/sincro de envelope (Repeat) - O envelope será
disparado novamente uma vez transcorrido o tempo musical
endereçado (sempre que a notasiga ativa). Ao ser disparado
novamente, o envelope se desloca a partir do nível atual até o
nível de pico na velocidade da fase de ataque.
● Tempo de loop de envelope (Time) - Caso uma nota siga ativa
depois de haver superado o final do segmento decay/sustain,
o envelope iniciará de novo a partir de seu ponto inicial. Este
parâmetro define o tempo que tarda a nota em ir a partir do
nível de sustain até o ponto inicial do envelope.
● Taxas de envelope<Velocity (Time<Vel) - Este ajuste faz
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referência aos segmentos do envelope que serão afetados pelo
velocity da nota. Trata-se de uma opção especialmente
interessante caso os envelopes estejam sendo reproduzidos
em loop. Lembre-se que, nos modos Beat ou Sync, esta
modulação não afeta o tempo musical.
Orc/estral Strings7 "rass7 8ood6inds and Percussion
Orchestral Strings, Brass, Woodwinds and Percussion são
bibliotecas de samples orquestrais de alta qualidade criadas em
colaboração com a SONiVOX. Estas coleções de vários gigabytes
foram multisampleadas cuidadosamente numa variedade de
intensidades e com um bom número de articulações.
Estes produtos não estão incluídos na versão standard do Live,
portanto deverão ser adquiridos em separado.
>nstala!ão
As bibliotecas orquestrais são instaladas em separado da instalação
principal do Live. Para instalá-las, arraste os Live Packs
relacionados até a janela da aplicação do Live, isso pode ser feito a
partir do Navegador do Live.
Uma vez instaladas as bibliotecas de sua escolha, será necessário
desbloqueá-las usando seu código de desbloqueiro. Para isso, abra
a opção Preferences do Live com o atalho de teclas Ctrl/, e depois
selecione as bibliotecas na aba Products, onde serão encontradas
as bibliotecas numa lista que apresenta outros produtos da Ableton
que tenham sido adquiridos.
0tili%a!ão dos presets do #rchestral
Depois de instalar, os instrumentos podem ser acessados através
do Navegador de dispositivos do Live, exatamente da mesma forma
que com os outros instrumentos incluídos no Live. Eles estão
organizados em formatos de presets por categorias dentro da pasta
Instrument Rac&. Portanto os instrumentos da EIC são carregados
como qualquer outro dispositivo, arratando-se um preset desde o
Navegador até uma trilha MIDI vazia.
Os presets estão disponíveis em versões Full e Lite, o que permite a
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escolha de um equilíbrio correto entre fidelidade e polifonia
adaptado às suas necessidades. As versões Lite reduzem os
requisitos da CPU, RAM e HD reduzindo em muito a quantidade de
zonas e capas de samples. Tanto os presets Full como os presets
Lite utilizam multisamples em 24-bit.
Além disso, se pode realizar substituições dinâmicas (Hot-Swap)
entre diferentes níveis de qualidade do mesmo preset e qualquer
edição Macro que tenha sido realizada se manterão depois da
substituição.
Também existem LE Packs disponívei spara cada biblioteca que
possuem versões muito recentes dos instrumentos adequados para
realizar as suas idéias. Os instrumentos LE estão todos formatados
em arquivos de samples de 16-bit.
Todos os preset orquestrais estão convenientemente mapeados por
controles Macro para coseguir uma maior expressividade.
Cada instrumento está disponível em prests Solo e Section que
contém todas as articulações disponíveis. Além disso, a articulação
de cada instrumento está disponível em forma de preset individual.
Nos presets multiarticulados, as diversas articulações estão
separadas em cadeias individuais no Rack. Podemos alterar entre
ellas em tempo real através do Macro control Articulation.
Sampler
O instrumento Sampler.
O Sampler é um instrumento multisampler formidável, que
aproveita ao máximo o ágil motor de áudio do Live, Foi
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desenvolvido desde o início para manipular com facilidade
bibliotecas de instrumento multi-gigabyte e importa os formato de
bibliotecas mais comuns. Mas com o Sampler, a reprodução é
apenas o início, seusextenso sistema interno de modulação, que
possui acesso a quase qualquer aspecto de seu som. O converte na
extensão natural das técnicas de conformação de som do Live.
A versão completa do Sampler não está incluída na versão stardar
dolive, mas pode ser obtida separadamente. Para mais detalhes, e
caso deseje adquirir o Samplre atrave´s da Internet, visite o site
da Ableton. Uma vez adquirido o Sampler, você terá que
desbloqueá-lo antes de poder utilizá-lo, tal como explicamos no
capítulo Desbloqueio.
Para iniciar com o Samplre é tão fácil como selecionar um preset a
partir do Navegador de Dispositivos. Igualmente aos dispositivos do
Live, os presets do Sampler se encontram em pastas organizadas
por nome. Os Presets importados de bibliotecas de samples de
outros fabricantes são também aqui apresentados, na pasta
Imports.
Uma vez carregado um preset do Sampler em uma trilha, lembre-
se de armar a trilha para gravação (o que também ppermite ouvir
as notas MIDI que desejar interpretar), e depois é só começar a
tocar!
Multisample
Antes de continuarmos, vamos introduzir o conceito de
multisampling. Esta técnica é utilizada para capturar de forma
precisa a complexidade de instrumentos que produzem alterações
dinâmicas em seu timbre.
Ao invés de basear-se na simples transposição de um único sample
gravado, o multisampling captura um instrumento em vários pontos
dentro de sua faixa de som crpitica. Isto significa que se captura o
instrumento em diferentes alturas tonais assim como em diferente
níveis de ênfase (tocado suavemente, de forma moderada, forte,
etc.). O multisample resultante é umacoleção de todos os arquivos
de samples gravados um a um.
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O Sampler foi desenvolvido para nos permitir nos aproximar da
técnica multisampling ao nível que desejarmos: podemos carregar
e tocar presets multisampling, como os da Essential Instrument
Collection da Ableton, importar multisamples de outros fabricante,
ou criar nossos próprios multisamples a partir do zero.
Importação de Multisamples de outros fabricantesPara importar um
multisample de um outro fabricante, navegue até o Navegador de
Arquivos do Live e clique-duple para importar o sample para a
biblioteca do Live. (Lembre-se que os CD-ROMs com formato Akai
requerem um passo anterior para que isto possa ser feito - veja a
seção seguinte deste manual).
A importação criará novos presets do Sampler, que poderão ser
encontrados no Navegador de Dispositivos, na pasta
Sampler/Imported. O Live apresenta automaticamente o Navegador
de Dispositivos para mostrar os novos presets, prontos para serem
arrastados, organizados, terem seus nomes alterados ou serem
apagados.
Considere que alguns arquivos multisampling serão transformado
em preset do Rack de Instrumento que possui várias instâncias de
Sampler utilizadas para emular o original com maior precisão.
Para todos os formato multisampling com a exceção do Apple
EXS24/Garage Band e Kontakt, o Live importará os dados de áudio
originais para a biblioteca, onde serão mostrados como novos
samples (armazenados em Samples/Imported). Isto significa que
os novos presets do Sampler funcionarão apesar de que o arquivo
multisampling original não esteja presente.
Para importar multisamples Apple EXS24/Garage Band e Kontakt, o
Live criará novos preset de Sampler com referências aos arquivos
WAV ou AIFF originais. Isto significa que se eliminarmos os
arquivos WAV ou AIFF originais os novos presets Sampler ficarão
inutilizados.
O Administrador de Arquivos do Live oferece a opção Collect and
Save (selecionar e salvar) estes samples externos na biblioteca.
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Monta,em dos C?s 5E5> Multisamplin,
Para importar multisamples de CD-ROMs com formato Akai,
primeiramente devemos montar o CD-ROM para que o Live possa
acessar seu conteúdo. Isto somente é necessário visto que o
formato CD AKAI não pode ser processado pelo sistema
operacional como faz com os formatos CD-ROM Standard que se
montam automaticamente quando são introduzidos nas unidades
de CD-ROM, e podemos navegar pelo seu conteúdo de forma usual
com o Administrador de Arquivos do Live. Aqui estão os passos a
serem seguidos:
1. Insira o CD de samples com formato AKAI na unidade.
2. No Mac, clique no título do Administrador de Arquivos do Live
e selecione "All Volumes¨. Em um PC, utilize o Navegador de
Arquivos do Live para chegar atá a área de trabalho, para isso
clicando no título do Navegador e selecionando Workspace.
3. Selecione a opção do Navegador que se encontra na parte
inferior denominada "Find Sample CDs...¨.
4. Clique-duplo sobre a opção que aparece para importar o
conteúdo do CD.
5s abas do 'ampler
Quando começar a trabalhar com o Sampler, você verá que
suasfunções estão organizadas em categorias de acordo com um
sistema de abas, que podem ser acessadas a partir do título do
Sampler. Começaremos a conhecer o Samples examinando cada
uma das abas na barra de título.
As abas do Sampler na barra de t-tulo.
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5s abas
O ;ditor da Lona de teclado.
Clicando na aba Zona alteramos o display do Editor de Zona do
Sampler, que oferece uma interface muito simples para colocar
qualquer quantidade de sample ao longo da faixo do teclado e das
faixas de velocity.
O Editor Zona é apresentado em sua própria seção, diretamente
acima da vista Track. Quando utilizamos juntamente com outras
abas do Sampler, esta disposição acelera enormemente a criação e
edição de multisamples.
À esquerda do Editor Zona se encontra a lista de layers de sample,
onde estão organizados os multisamples. Todos os samples
individuais que pertencem a um multisampleaparecem nesta lista,
onde se denomina layers (capas).
O restante da seção é ocupada por um dos editores que
corresponde às capas de samples: o Key Zone Editor, e o Velocity
Zone Editor.
Podemos aplicar zoom horizontalmente nestes editores com dentro
dos mesmos para acessar um menu com opções de tamanhos.
● Auto Selección (Auto)- À medida que as notas MIDI chegam
ao Sampler, são filtradas de acordo com cada zona de capa
deteclado e velocity de sample. Com a opção Auto Selection
ativada, todas as capas de samples que são capazes de
reproduzir uma nota entrante se selecionarão na lista de capas
de samples durante a duração dessa nota.
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● Modo Fade Zone (Lin/Pow) - Estes botões comutam o modo
defade de todas as zonas entre pendentes linear e de potência
constante (exponencial).
● Vista Zone Editor (Key/Vel) - Este botões comutam entre o
display do editor de Zona de Teclado e de Zona de Velocity.
5 lista 'ample "aDer
Todos os samples que possuem multisamples carregados nesse
momento se enumeram aqui, apresentando cada sample com sua
própria capa. Para multisamples muito grandes, esta lista pode ser
aumentada e conter centenas de capas! Afortunadamente, as
capas podem ser nomeadas de forma descritiva (de acordo com
sua tecla raiz, por exemplo). Selecionando qualquercapa de sample
faremos que se carregue seu sample na aba Sample para seu
exame.
EeD Fones
As zonas de teclado ou ´Key zones´ definem a faixa de notas MIDI
sobre as quais cada sample será reproduzido. Os samples somente
são disparados quando as notas MIDI entrantes caem dentro de
sua zonade teclado. Cada sample possui sua própria zona de
teclado, que pode ser estendida para qualquer lado a partir de uma
única tecla até as 127.
Um instrumento multisampleado típico possui muitos samples
individuais, distribuídos entre muitas zonas de teclado. Os samples
são capturados sobre uma nota em particular da faixa de vozes de
um instrumento (conhecida como nota raiz), mas pode continuar
soando adequadamente quando se transpõe uns poucos semitons
acima ou abaixo. Esta Faixa usualmente se corresponde com a
zona de teclado do sample; as faixa mais além desta zona se
representam com samples adicionais, conforme for necessário.
Por padrão, as zonas de teclado dos samples recém-importados
cobrem a faixa completa de notas MIDI. As zonas podem ser
deslocadas e ajustadas em seu tamanho como acontece com os
clips na vista Arrangement, arrastandosuas bordas esquerda ou
direita para assim ajustar o seu tamanho, e depois arrastando até
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a sua devida posição.
As zonas também podem se fundir ao longo de um certo número de
semitons a ambos lados arrastando seus cantos superior direito ou
esquerdo. Isto facilita na criação de crossfades suaves entre
samples adjacentes ao longo do teclado. Os campos Lin e Pow. Na
parte superior da lista de caps de sample indica se as zonas
fundirão deforma linear ou exponencial.
VelocitD Fones
O editor de zonas de !elocidades.
Cada sample também possui uma zona de velocity, determinando a
faixa de velocities MIDI Note On sobre a que responderá. O timbre
da maioria dos instrumentos musicais altera de acordo com a
intensidade da interpretação. Portanto, os melhores multisamples
não somente capturam as notas individuais, e como cada uma
dessa notas emdiferente velocities..
O Velocity Zone Editor, quando se comuta, substitui o Key Zone
Editor ao longo da lista de capas de sample. O velocity é medido
de acordo com uma escala de 1-127, e estenúmero aparece ao
longo da parte superior do editor. O funcionamento do Velocity
Zone Editor É por demais idêntico ao do Key Zone Editor.
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5 aba 'ample
O editor de sele%ão de samples.
As características de reprodução dos samples individuais são
configuradas na aba Sample. A maior parte desta aba é dedicada a
mostrar a forma de onda do sample atualmente selecionado. É
importante lembrar que a maior parte dos valores nesta aba se
referem somente ao estado do sample selecionado nesse momento.
O seletor Sample sempre mostra o nome da capa do sample
selecionado, e é uma outra forma de alterar capas quando se está
editando.
Os parâmetros RootKey, Detune, Vol e Pan somam ferramentas de
mixagem básicas por cada sample para uma rápida montagem e
ajuste dos multisamples.
● Reverse - Este é um controle global, modulável, que inverte a
reprodução de todo multisample. Diferentemente da função
Reverse na vista Clip, não se gera um novo arquivo de sample.
Ao invés disso, a reprodução do sample inicia desde o ponto
de Final do sample, indo para trás ao longo do loop Sustain
(caso ativado) e chegando finalmente ao ponto de início do
sample.
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● Snap - Esta função pode enquadrar todos os pontos de início e
final nos pontos de zerocrossing da forma de onda (pontos
onde a amplitude é zero) para evitar estalos ou ruídos. Como
no Simpler, este snap está baseado no canal esquerdo dos
samples estéreo, pelo que em alguns casos poderá ser
necessário variarligeiramente este valor de crossfade para
eliminar completamente os estalos.
● Sample - Mostra o nome da capa do sample atualmente
selecionado nesse momento, e pode ser usado para seleciona
rapidamente entre capas de samples do multisample
carregado.
● Root Key (RootKey) - Define a nota raiz do sample
selecionado nesse momento.
● Detune - A afinação do samples apode ser ajustada aqui em
uns +/- 50 cents.
● Volume - Um controle de volume de faixa ampla, variável
desde uma atenuação total até um ganho de +24 dB.
● Pan - Os samples podem ser panoramizados individualmente
emqualquer ligar do campo estéreo.
&eprodu!ão de 'ample
Todos os parâmetros específicos de sample funcionam em conjunto
com o Volume Envelope (aba Filter/Global) para criar as vozes
básicas do instrumento Sampler. Caso não esteja familiarizado com
a forma em que trabalham os envelopes, veja que isto está muito
bem documentado na seção Envelopes de Operador. Todos os
valores baseados no tempo nesta aba se mostram ou bem como
samples ou como horas:segundos:milesegundos, e podem ser
comutados com o botão direito domouse sobre qualquer dos
campos de seus parâmetros.
Samples neste contexto se referem a menor unidade no áudio
digital, e não aos mesmos arquivos que comumente nos referimos
como samples.
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● Sample Start - É o valor temporal onde iniciará a reprodução.
Caso o parâmetro Attack do envelope de volume esteja
ajustado em um valor alto, o resultado audível pode parecer
que inicia com atraso.
● Sample End - É o valor temporal onde a reprodução será
finalizada (a menos que se tanha ativado um loop), inclusive
se o envelope de volume não tenha terminado.
● Sustain Mode - O loop de Sustain opcional define uma região
do sample onde a reprodução se repetirá enquanto a nota
permaneça no estado de sustenido de seu envelope. Ao ativar
o Sustain Loop também se permite ativar o Release Loop. Isto
cria várias opções de reprodução:
No Sustain Loop - A reprodução se realiza de forma linear até
que ou bem se alcança o final do sample (Sample End) ou se
completa fase de liberação do envelope de volume.
Sustain Loop Enabled - A reprodução se produz de forma linear
até que se alcança o Loop End, onde salta imediatamente até o
Loop Start e continua o loop. Caso o modo Release esteja em OFF,
o loop continuará dentro doSustain Loop até que o envelope de
volume tenha completado sua fase de liberação.
Back-and-Forth Sustain Loop Enabled - A reprodução continua
até o Loop End, depois se inverte até que alcança Loop Start, e
depois continua novamente até o Loop End. Caso o modo Release
esteja em OFF, o loop continuará dentro do Sustain Loop até que o
envelope de volume tenha completado sua fase de liberação.
● Link - Quando se ativa o interruptor Link o Sample Start
equivale ao Loop Start. Considere que o campo Sample Start
não perde seu valor original - simplesmente fica desativado
de forma que pode ser reativado com um simples clique do
mouse.
● Release Mode - Sempre que o Sustain Loop esta ativo, o modo
Release também pode ser ativado.
OFF - A fase de liberação do envelope de volume esta ativa,
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mas ocorrera dentro do Sustain Loop, sem que a reprodução vá
além do Loop End.
Release Enabled - Quando o envelope de volume alcança a sua
fase de liberação a reprodução continuará linearmente até o final
do sample (Sample End).
Release Loop Enabled - Quando o envelope de volume alcança
sua fase de liberação a reprodução continuará de fomra linear até
Sample End, onde saltará imediatamente ao Release Loop e
continuará o loop até que o envelope de voleume tenha
completado sua fase de liberação.
Back-and-Forth Release Loop Enabled - Quando o envelope de
volume alcança sua fase de liberação o envelope de volume
alcança alcança sua fase de liberação, a reprodução continuará de
forma linear até que alcance o final do sample, após será invertido
até que chegue ao Release Loop, e depois continuará novamente
até o final do sample.
Este padrão continua sendo reproduzido até que o envelope de
volume tenha completado sua fase de liberação.
● Sustain- and Release- Loop Crossfade (Crossfade) - Os
crossfades do Loop ajudam a eliminar cliques e estalos nas
transições entre os loops.
● Sustain- and Release- Loop Detune (Detune) - Visto que os
loops não são mais que oscilações, a altura tonal dos samples
podem se alterar dentro de um loop, em relação com a
duração do loop. Com a opção Detune, a altura tonal (pitch)
destas regiões podem ser acoplar ao restante do sample.
● Interpolation - Este é um ajuste globla que determina a
precisão dos samples transpostos.
Considere que se elevarmos a qualidade de nível acima de "Normal¨
a se exigirá muito da CPU.
● RAM Mode (RAM) - Este é também um controle global que se
encarrega de carregar todo multisapling na RAM. Este modo
nos oferece um maior rendimento quando modula pontos de
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início e final, mas carrega grandes multisamples na RAM, logo
o computador ficará sem RAM para realizar outras tarefas. É
recomendado sempre ter a maior quantidade de memória
possível no computador, visto que isto aumenta em muito o
rendimento do trabalho.
5 aba Pitch/#sc
A aba $itc,/Osc.
# #scilador de modula!ão
O Sampler possui um Modulation Oscillator (oscilador de
modulação) dedicado por voz, que realiza modulação por
freqüência ou por amplitude (FM ou AM) sobre o multisample.
O oscilador leva ao todo, 21 formas de onda, além de seu próprio
envelope de amplitude que pode ser configurado em modo loop
para obter conformidade de onda (waveshaping) dinâmica.
Considere que este oscilador realiza somente a modulação - sua
saída não é ouvida diretamente. O que se ouve é o efeito de sua
saída sobre o multisample.
Pitch nvelope
O envelope de tonalidade (Pitch Envelope) modula a altura tonal do
sample (afinação), assim como o Modulation Oscillator, caso esteja
ativado.
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5 aba Filter/.lobal
A aba 9ilter/.lobal.
# filtro
O Sampler possui um potente filtro com prestações de morphing e
um waveshaper integrado.
O filtro pode ser transformado continuamente a partir de passa-
baixas a passa-altas, em corte de bandas e de volta a passa-
baixas.
Naturalmente, essas transformações de filtro podem ser
automatizadas.
Os modos Classic 24 dB lowpass, bandpass e highpass
suplementam os modos 12 dB e 24 dB do filtro com morphing.
O botão de ordem do filter/s,aper
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# envelope de volume
O envelope de volume é global, e define a articulação das vozes do.
Trinta e duas vozes estão disponíveis a partir de cada instância do
dispositivo. O redisparo de vozes pode ser habilitado opcionalmente
ativando o botão Retrigger localizado à direita do seletor de vozes.
5 aba Modulation
A aba Modulation.
A aba Modulation oferece um envelope adicional que pode ser
configurado em modo loop, além dos três LFOs, todos capazes de
modular vários parâmetros, incluindo-se a sim mesmo. Cada LFO
pode oscilar livremente, ou sincronizando com o andamento do
Live Set, e os LFOs 2 E 3 podemo produzir efeitos de modulação
estéreo.
5 aba M>?>
A aba MIDI.
Os parâmetros da aba MIDI convertem o Sampler num instrumento
capaz de oferecer interpretações dinâmicas. Os controladores MIDI
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fundamentais Key, Velocity, Release Velocity, Channel Pressure e
Pitch Bend podem ser encaminhados cada um deles para os
destinos, com diversos graus de influência.
Session %rums
Session Drums é uma biblioteca multisampleada de conjuntos de
baterias acústicas gravadas pela Chocolate Audio. A coleção é
constituída tanto de presets stereo como multimic, programados
em formato Drum Racks para uma fácil edição e interpretação. Os
presets estéreo são kits porntos para a produção, processados
cuidadosamente para recriar técnicas de produção modernas
enquanto se mantém o uso da CPU e da memória no mínimo
possível. Estes kits são apresentados em versões Full Full (24-bit) e
LE (16-bit).
Os presets multimic proporcionam a máxima flexibilidade. Cada
instrumento foi gravado com vários microfones e com um mínimo
de processamento. A cadeia de bateria individual possui samples
tanto do instrumento original (gravado com um microfone próximo
ou interno, dependendo da bateria) e uma variedade de microfones
abertos adicionais. Cada um destes níveis pode ser mixado
independentemente. Para um máximo realismo, cada cadeia da
bateria possui efeitos MIDI cuidadosamente programados que
alteram automaticamente entre samples relacionados conforme as
notas vão sendo disparadas. Isto elimina o efeito "metralhadora¨
muito comum em bibliotecas de baterias sampleadas.
A versão completa do Session Drums não está incluída com a
versão satandard do Live, portanto ella debe ser adquirida em
separado.
>nstala!ão do e 'ession ?rums
O Session Drums é instalado em separado da instalação principal
do Live. Para instalá-la, arrste o Live Packs do Session Drums até a
janela da aplicação do Live, ou então a partir do seu sistema
operacional ou ainda do Navegador do Live.
Uma vez estando o Session Drums instalado, será necessário que
ele seja desbloqueado utilizando o código de desbloqueio. Para isto,
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abra Preferences do Live com o atalhao Ctrl/, e depois selecione a
aba Products, onde será encontrado o Drums listado entre os
outros produtos da Ableton.
5cesso aos presets do session ?rums
Depois de instalar, você poderá acessar os presets do Session
Drums com o Navegador de dispositivos do Live, exatamente da
mesma forma como é feito com os outros instrumentos incluídos no
Live. Eles são encontrados em forma de presets e organizados por
categorias dentro da pasta Drum Rac&. Portanto, os presets do
Session Drums são carregados como qualquer outro dispositivo,
arrastando um preset a partir do Navegador até uma trilha MIDI
vazia.
Os presets são organizados nas pastas Stereo e Multimic no
Navegador. Tanto os kits completos como os componentes
individuais aparecem listados em pastas separadas em cada
sessão.
Mixando as baterias
Visto que os presets do Session Drums estão organizados como
Drum Racks, os instrumentos individuais podem ser mixados junto
com as trilhas no próprio mixer do Session.
Além disso, os presets multimic possuem três cadeias de retorno,
que também aparecem no mixer e podem ser mixadas de forma
independente:
● Snare 8ottom Esta cadeia controla o nível da vibração
ambiente das caixas para cada instrumento.
● O!er,ead Controla o nível dos microfones estéreo de
ambiente.
● Room Controla o nível dos microfones estéreo de sala.
Tanto para os kits estéreo como para os multimicro, cada um dos
microfones próximos ou internos da bateria são mostrados como
um canal no mixer da Vista Session.
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Modifica!ão dos ?rum@its
Todos os presets do Session Drums foram convenientemente
mapeados em Macro Controls para uma maior expressão. Os
mapas específicos diferem entre os presets estéreo e multimic,
ainda que todos possuam os seguintes:
● Ai,at $edal Esta Macro ajusta a abertura do hihat.
Primordialmente este é um controle para uso dos tecladistas;
caso possua um conjunto de bateria eletrônico com um pedal
de hihat que envia a informação MIDI CC4, isto controlará a
abertura do hihat automaticamente.
● Velocit? Sensiti!it? Esta Macro ajusta a faixa dinâmica do kit
de bateria. Conforme se aumenta este controle, o kit soará
mais forte em vleocities altos e mais suave em velocities
baixos. Nos presets estéreo, as Macros adicionais controlam a
afinação e os tempos de decaimento dos componentes
individuais do kit. Nos presets multimic, estas macros
controlam as características de ambiente e sala das cadeias de
retorno no Drum Rack.
A partir da Vista Pad, do Drum Rack também se pode facilmente
substituir instrumentos individuais dentro do kit. Por exemplo, para
trocar um tom, clique no botão Hot-Swap do seu pad. O Live
automaticamente abrirá a pasta apropriada no Navegador,
permitindo-lhe escolher um outro tom. Consequentemente, caso
queira substituir o tom com outro tipo de instrumento,
simplesmente navegue até outra pasta e faça a sua escolha.
O Session Drums também contém uma completíssima coleção de
Live Clips, que são instalados em sua biblioteca. Carregando um
Live Clip numa pasta MIDI vazia, se carrega uma combinação de
notas MIDI, um kit de bateria e efeitos personalizados que poderão
ser usados como um excelente ponto de partida para o trabalho de
criação do projeto.
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Simpler
O instrumento Simpler.
O Simpler é um instrumento que integra os elementos básicos de
um sampler com uma série de parâmetros típicos dos
sintetizadores. Uma voz do Simpler reproduz uma seção de um
sample definida pelo usuário que por sua vez é processada por
componentes como envelopes, filtros, LFO, volume e altura tonal.
Os proprietários do Sampler que desejarem elevar suas criações de
Simpler para um nível superior podem converter as configurações
nesse momento do Simpler para uma configuração no Sampler
pclicando-direito no título do Simpler e selecionando o comando
"Simpler -> Sampler¨.
Vista do sample
Na Vista do sample pode-se ver a forma de onda do sample. Pode-
se arrastar samples até o Simpler, diretamente ou a partir do
Browser ou, em forma de clips, a partir das vistas Session ou
Arrangement. Neste último caso, o Simpler somente utilizará a
seção do sample que esteja delimitada pelos marcadores de
início/fim de clip ou de loop. Para substituir um sample somente é
necessário arrastar um novo.
Para substituir um sample somente é preciso arrastar um novo, ou
então ativar o botão Hot-Swap.
ota@ Quanto estiver tocando instrumentos da Essential Instrument
Collection de Ableton, o Simpler funciona no Modo multisample. A
vista de sample não possui nenhuma informação neste modo.
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Controles do sample
O Simpler reproduz uma região ou loop específicos do sample,
segundo o que está determinado por um certo grupo de controles
do sample.
Os controles de Start (Início) e Length (Comprimento) determinam
os pontos onde o Simpler inicia e finaliza a varredura do sample.
Como seu próprio nome indica, Start define o ponto de início do
sample. O sample será reproduzido durante o tempo definido pelo
parâmetro duração. Ambos parâmetros se definem em
percentagens, ou seja, se ajustamos o ponto de início em 25% e a
duração em 50 %, o sample iniciará sua reprodução uma vez
varrido 1/4 do mesmo e se deterá após correr 50% do sample (até
chegar ao ponto 3/4 do sample).
O Simpler reproduz os samples como loops ou como samples de
disparo único, dependendo se o comutador de Loop está ou não
ativo. Caso o comutador de Loop esteja ativado, o controle Loop
ditará a duração do loop, iniciando a partir do final do sample em
reprodução. O Simpler reproduzirá a primeira instância de um loop
que inicie sua reprodução no ponto de Início, e somente
reproduzirá a duração do dito loop.
Devido à descontinuidade na amplitude da forma de onda (ou seja,
o volume do sample), poderão ser produzidos ruídos o estalos entre
os pontos de início e final do loop.
O comutador Snap (Ajustar) ajuda a esconder estes ruídos ao
forçar os marcadores de loop do Simpler a serem ajustado em
pontos de zerocrossing (ou seja, pontos cuja amplitude é igual a
zero).
Nota: Este ajuste é realizado no canal esquerdo dos samples
estéreo. No entanto, existe a possibilidade de que se produzam
ruídos no canal direito do sample estéreo (apesar da função Snap
estar ativada). O controle Fade serve para suavizar a transição do
final de um loop ao início do loop seguinte, ao realizar um crossfade
entre os dois pontos. Este método é especialmente apropriado para
trabalhar com samples longos.
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Foom
Poderá ocorrer de você começar a trabalhar com uma determinada
região e acabar usando somente uma pequena parte da mesma. Os
dois botões de zoom do Simpler ("+" e "-") permitem ampliar a
zona selecionada ("+") ou acessar uma região de maior duração
("-"). Ao ampliar pequenas regiões de samples maiores, poderá ser
necessário reduzir várias vezes a região selecionada, já que o
Simpler limita a ampliação à duração da dita região.
Nota: Depois de ampliar uma determinada região, os parâmetros
Start, Loop e Length se reajustarão para evitar que se produzam
diferenças audíveis. Isto significa que os valores dos parâmetros
Start e Length sofrem variações ao aplicar o zoom, e que os
envelopes do clip ou da automação se comportarão de modo
diferente após a aplicação da função.
nvelope
O Simpler possui a seção da clássica envelope ADSR, tal e como
aparece na maioria dos sintetizadores e que serve para modelar a
estrutura dinâmica de um sample. Também possui dois envelopes
adicionais, um para o filtro e outro para a tonalidade, que estão
disponíveis comutando os respectivos botões na seção do envelope.
O parâmetro Attack controla o tempo (em milisegundos) que custa
ao envelope alcançar seu valor máximo uma vez que se tenha
clicado uma nota. O parâmetro Decay controla a quantidade de
tempo que custa ao envelope cair até o nível de Sustain, o qual se
manterá até que se libere a nota. O parâmetro Release controla a
quantidade de tempo que o envelope tarda em alcançar novamente
o nível zero após do final da nota.
A influência dos envelopes sobre a tonalidade ou o corte do filtro
pode ser dividida usando os controles 'amount' dos envelopes em
cada uma destas seções.
Filtro
A seção do filtro oferece os clássicos filtros de 12 dB ou 24 dB low-
pass, band-pass e high-pass, assim como um filtro notch. Cada um
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destes efeitos aplica diferentes características sonoras sobre os
samples, dependendo das freqüências eliminadas da forma de
onda. Os parâmetros mais importantes são Frequency (Freqüência)
e Resonance (Ressonância): Frequency determina em qual lugar do
espectro harmônico se aplica o filtro. Resonance reforça as
freqüências próximas aos pontos do espectro em que as
freqüências são excluídas pelo processo de filtragem.
A melhor forma de entender os efeitos destes controles é
testando...
O parâmetro Frequency pode ser modulado por um LFO, velocity de
nota e um envelope - cada um dos quais dispõe de um controle na
seção de Filtros. O controle Key (tracking) permite alterar a
freqüência do filtro de acordo com a altura tonal.
"F#
A seção do LFO (oscilador de baixa freqüência) produz formas de
onda quadradas, sinusoidais, triangulares, dente de serra
ascendente, dente de serra descendente e aleatórias. O controle
principal desta seção é o controle Rate, que permite alterar a
freqüência do LFO dentro de uma faixa que oscila entre 0,05 e 30
Hz.
No Simpler, os LFO são aplicados em cada voz em separado ou em
cada nota reproduzida. Os LFOs com formas de onda quadrada,
triangular e dente de serra são reiniciados cada vez que se
reproduz uma nova voz, enquanto que os LFOs com formas de
onda sinusoidal e aleatória não. O parâmetro Key altera a definição
das freqüências LFOs (a altura tonal das notas entrantes.) Um
ajuste alto deste parâmetro endereça notas mais altas à
freqüências LFO maiores.
Caso Key esteja ajustado em zero, todos os LFOs das vozes terão a
mesma freqüência e somente serão diferenciados em sua fase. O
LFO modulará o filtro, altura tonal, pan e volume de acordo com os
ajustes dos controles 'amount' do LFO em cada uma destas seções.
O tempo que tarda o LFO em alcançar o nível normal pode ser
ajustado através do controle Attack.
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.lide Adesli%amentoB e 'pread AdifusãoB
Quando a função glide está ativada, as novas notas começarão na
altura tonal da última nota reproduzida e logo serão deslizadas
gradualmente até a sua próprio altura tonal. Dois modos de glide
estão disponíveis: Glide, que funciona no modo monofônico, e
Portamento, que funciona no modo polifônico. O Glide também
pode ser ajustado através do controle Glide Time.
O Simpler também oeferece um parâmetro especial Spread que cria
um chorus rico em estéreo usando duas vozes por nota e
panoramizando uma para a esquerda e outra para a direita. As
duas notas ficam desafinadas, e a quantidade de desafinação pode
ser ajustada através do controle Spread.
Dica@ A aplicação ou não de spread em um nota em particular
depende da configuração do parâmetro Spread durante o evento de
note-on. Para conseguir efeitos especiais, você pode, por exemplo,
criar uma sequência onde o Spread é zero na maior parte do tempo
e ativá-lo somente em algumas notas. Estas notas serão
reproduzidas então em estéreo, enquanto que as outras o serão em
mono.
Pitch) Pan) Volume e Voices
Caso a nota MIDI entrante seja C3, o Simpler reproduzirá o sample
em sua altura tonal original e, se o desejar, você pode transportar a
nota em +/- 48 semitons com o controle Transpose. O Pitch
também pode ser modulado com um LFO ou envelope de
tonalidade usando os controles de influência nesta seção. O
envelope de tonalidade é especialmente útil para criar sons
percussivos. O Simpler reage as mensagens MIDI de pitch bend
com sensibilidade de +/- 5 semitons. Pode-se modular o parâmetro
de Transpose com envelopes de clip e controladores externos.
O parâmetro Voices ajusta o máximo número de vozes que
o Simpler pode reproduzir simultaneamente. No caso de haver mais
vozes que as endereçadas com o controle Voice, será produzido um
efeito chamado "subtração de vozes", em que as vozes mais
antigas deixarão de serem ouvidas em favor das mais novas. Por
exemplo, caso tenha ajustado seu parâmetro de Voices em 8 mas
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existam 10 vozes esperando para serem reproduzidas, as duas
primeiras não o farão. (O Simpler realiza esta subtração de forma
bem sutil). Um pequeno LED próximo ao controle Voices piscará
quando uma voz for subtraída.
Podemos ajustar o pan com o controle Pan, e este controle pode ser
afetado também por um fator aleatório ou modulado pelo LFO.
Por último, o volume de saída do Simpler pode ser afetado pelo
controle Volume e também pelo velocity da nota, dependendo esta
última do ajuste do controle Velocity. Podemos conseguir efeitos de
trêmolo incrementando a influência do LFO sobre o volume através
do respectivo control.
strat1,ias para economi%ar pot9ncia da CP0
Os processos de síntese em tempo real consomem muitos
requisitos do sistema. Existem várias formas de reduzir este
consumo de CPU.
Para reduzir o consumo de CPU que é exigido pelo Simpler, faça o
seguinte:
1. Desative o Filtro caso não necessite dele.
2. Utilize, sempre que seja possível, filtros mais econômicos. O
preço de um filtro é diretamente proporcional ao seu consumo,
de tal modo que um "LP 24" será mais caro que um "LP 12".
3. Desative o LFO para reduzir ligeiramente o consumo da CPU.
4. Os samples estéreo consomem o dobro de CPU que os mono, já
que requerem o dobro de potência para seu processamento.
5. Diminua o número de vozes permitidas ao mesmo tempo com o
controle Voice.
! (i(lioteca 'ssential Instrument #ollection
A versão 6 do Live que é distribuída em caixa traz consigo a
biblioteca Essential Instrument Collection, uma biblioteca de
vários gigabytes de intrumento meticulosamente sampleados e
selecionados das melhores coleções SONiVOX (antiga Sonic
Implants).
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Nota - A Essential Instrument Collection não acompanha a versão
do Live que é baixada da Internet. No entanto, os cliente que
escolham a opção de download podem optar que se envie mais
tarde o CD com esta biblioteca.
>nstala!ão da >C
A instalação da Essential Instrument Collection é feita
separadamente da instalação do live. Os diversos instrumento do
DVD da EIC se agrupam em Live Packs separados que podem ser
instalados conforme, e se necessite. Para instalar um Live Pack,
clique-duplo sobre o arquivo Live Pack (.alp), arreate-o para a
janela principal do Live Live, ou localize-o através do comando
Instalar Live Pack dom menu File.
Uma vez instalados os EIC Live Packs, será necessário desbloqueá-
os usando o serial de registro que está na caixa do Live 6. Para
isso, vá na opção Preferences do Live com o atalho depois
selecione a aba Products, onde será encontrada uma lista com a
Essential Instrument Collection entre outros produtos da Ableton
que podem ser adquiridos.
5cesso aos multisamples da >C
Depois da instalação, podemos acessar os instrumento através
doNavegador de Dispositivos do Live. Eles serão encontrados
comoInstrument Rack presets na pasta Instruments. Muitos dos
instrumentos orquestrais estão também disponíveis na variação
¨Lite¨ que requer menos da memória RAM.
Todos os presets da EIC são mapeados para controles Macro para
que se consiga uma maior expressividade.
#s instrumentos incluídos
Estão incluídos os seguintes instrumentos multisampling:
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● Teclados acústicos - Grand Piano, Harpsichord, Celesta
● Teclados elétricos - E-Piano MK 1, B3 Jazz Organ, B3 Rock
Organ
● Strings orquestrais - Solo Strings (legato): Double Bass, Cello,
Viola, Violin; Ensemble Strings (legato, pizzicato)

● Metais orquestrais - Solo Brass (legato): French Horn, Bass
Trombone, Tuba (Eb), Trumpet; Ensemble Brass (legato,
staccato)
● Instrumentos de sopro - SoloWoodwinds (legato, legato
vibrato): English Horn, Bassoon, Clarinet, French Oboe,
Concert Flute, Alto Sax; Ensemble Woodwinds (legato)
● Instrumentos de pulsação - Harp (fingers), Jazz Upright Bass,
P- Bass (fingers, picks), Six-String Nylon Guitar (tones,
chords), Strat Clean (tones, chords)
● Mesas - Glockenspiel (hard mallets), Xylophone (hard mallets)
● Vozes - Mixed Choir (ahh, ohh)
Características especiais dos bancos .uitar e Gass
As guitarras e violões da EIC possuem alguns bancos de reprodução
de acorde que são tocados com uma só tecla, e o instrumento
PBass possui um banco similar para pulsações down- (abaixo) e
up- (acima) com palheta. Em todos os casos, as oitavas mais
graves reproduzem arpejos para cima, enquanto que as oitavas
superiores reproduzem para cima.
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Capítulo +1
Controle remoto M>?> e por teclas
Para que o músico possa prescindir do mouse, la maioria dos
controles do Live podem ser controlados remotamente mediante
um controlador MIDI externo e pelo teclado do computador.
Este capítulo descreve detalhadamente o mapeamento dos
seguintes tipos específicos de controles da interface de usuário do
Live:
1. Slots da !ista Session - Considere que os endereçamentos
MIDI e de teclado estão ligados aos slots, e não aos clips que
eles contém.
2. Comutadores e bot7es - Entre os conmutadores e botões se
incluem os Ativadores de trilha e de dispositivo, e os
comutadores do metrônomo, tap tempo e opções de
transporte da Barra de Controle.
3. 8ot7es de sele%ão - Os botões de seleção permitem a escolha
entre várias opções. Botões de seleção são por exemplo os
que aparecem na seção de endereçamento de crossfader de
cada trilha. Estes botões oferecem três opções: a trilha está
endereçada à posição A do crossfader, a trilha não é afetada
pelo crossfade ou a trilha se vê afetada pela posição B do
crossfader.
4. Controles cont-nuos B similares ao volume, pan ou sends do
mixer.
5. O crossfader, cujo comportamento está descrito em detalhes
em sua respectiva seção sobre Mixagem.
#ontrole remoto ,I%I
O Live pode ser controlado através de superfícies de controle
externas, como teclado MIDI ou mesmos dispositivo exclusivos para
este fim. O Live também suporta a Mackie Control, um assunto que
é tratado na sua própria seção deste manual, para uma completa
operação sem a utilização de mouse.
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Antes de explicar como se realizam e implementam os
endereçamentos de controle remoto, temos que diferenciar o
controle remoto MIDI de um uso diferente do MIDI no Live: a
entrada para trilhas MIDI. Vamos supor que você esteja usando um
teclado MIDI para tocar um instrumento em uma das trilhas MIDI
do Live. Caso enderece C-1 em seu teclado para um botão Clip
Launch da vista Session, essa tecla deixará de reproduzir a nota
C-1 na trilha MIDI de seu instrumento, já que agora "pertence¨
única e exclusivamente ao botão Clip Launch. As teclas MIDI que
formam parte de endereçamentos de controle remoto já não podem
ser utilizadas como entradas para trilhas MIDI. Isto causa muita
confusão que pode ser resolvida observando-se os indicadores MIDI
da Barra de Controle.
Antes de realizar qualquer endereçamento MIDI temos que
configurar o Live para que reconheça as superfícies de controle.
Isto é feito na aba MIDI/Sync de Preferences
.
Super+-cies de controle suportadas
As superfícies de controle vem definidas na tabela da parte superior
da aba MIDI/Sync. Podemos utilizar até seis superfícies de controle
suportadas no Live.
Configura%ão de superf-cies de controle.
Abra o primeiro seletor na coluna Control Surface para ver se a
superfície de controle já está sendo suportada pelo Live; caso
apareça aqui na lista, você a poderá selecionar pelo seu nome, e
depois definir suas portas MIDI de entrada e saída usando as duas
colunas da direita. Caso seu controlador não apareça não se
preocupe B você a poderá ativar manualmente na seção seguinte,
Suporte manual de superfície de controle.
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Dependendo do controlador, o Live poderá necessitar realizar um
preset dump para completar a configuração. Caso seja este o caso,
o botão Dump à direita dos seletores de sua superfície de controle
nas Preferências do Live se ativará. Antes de clicar nele, verifique
que a superfívie de controle esteja preparada para receber
requisições de presets. O método para ativar isto varia de acordo
com cada fabricante e produto. Finalmente, clique no botão Dump;
o Live então configurará seu hardware automaticamente.
,apeamento instant0neo
Para a maioria dos casos, o Live utiliza um método Standard para
mapear suas funções e parâmetros aos controles físicos. É claro
que isto varia dependendo da configuração dos knobs. Faders e
botões da superfície de controle. Estas configurações dependentes
das características são conhecidas como mapas instantâneos.
Dentro dos exercícios incluídos no Live, você encontrará uma
Refer3ncia de superf-cies de controle que enumera numa lista todo
o hardware suportado até a presente data, completada com os
detalhes de seus mapas instantâneos. Podemos acessar a Vista
Lições a qualquer momento selecionando a opção Lesson no menu
View.
ota@ Sempre podemos in!alidar manualmente qualquer mapa
instantâneo com seus próprios endereçamentos. Neste caso,
também irá querer ativar os interruptores Remote para as portas
MIDI que a superfície de controle está usando. Isto se consegue na
seção MIDI Ports da aba MIDI/Sync nas Preferências, e está
descrita na seção seguinte.
Os mapas instantâneos possuem suas vantagens visto que os
controladores da superfície de controle serão endereçados
novamente automaticamente para controlar o dispositivo
selecionado nesse momento no Live.
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Sele%ão de controladores de superf-cie podem seguir ao dispositi!o.
Além da seleção seguir o dispositivo, as superfícies de controle
suportadas em modo nativo podem ser bloqueadas em dispositivos
específicos, garantido um acesso sem importar onde se encontre
nesse momento o foco no Live Set. Para ativar ou desativar o
bloqueio, no título de um dispositivo clique-direito, e após selecione
seu controlador preferido no menu de contexto "Lock to...¨.
Reconhecerá a mesma lista de superfícies de controle que você
definiu em Preferences MIDI/Sync.
Controle manual@ As superf-cies de controle podem ser blo(ueadas
aos dispositi!os.
Um ícone em forma de mão na barra de título dos dispositivos
bloqueados serve como lembrança de seu estado.
5ota@ Algumas superfícies de controle não suportam o bloqueio a
dispositivos.
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• Esta capacidade é indicada para certos controladores na lição
Referência às superfícies de controle. Selecione a opção Lessons
no menu View para acessar as lições que acompanham o Live.
#on+iguraç$o manual da super+-cie de controle
Caso sua superfície de controle MIDI não apareça no seletor de
superfícies de controle em Preferences MIDI/Sync, ela poderá ser
ativada para realizar um mapeamento manual na seção MIDI $orts
desta aba.
Defini%ão manual de uma superf-cie de controle.
A tabela MIDI Ports apresenta todos as portas de entrada e saída
MIDI disponíveis. Para usar uma porta de entrada para controle
remoto do Live, certifique-se de que o correspondente interruptor
em sua coluna Remote esteja ajustado em "On¨. Podemos usar
qualquer quantidade de portas MIDI para o mapeamento remoto; o
Live mapeará os sinais MIDI entrantes.
Quando se está trabalhando com uma superfície de controle que
proporcione feedback físico ou visual, também será necessário
ativar o interruptor Remote para a sua porta de saída. O Live
necessita comunicar-se com essas superfícies de controle quando
tivermos alterado um valor para que possa atualizar as posições de
seus faders ou o estado dos LEDs de forma que coincidam com o
novo valor.
Para testar a configuração, envie alguns dados MIDI para o Live
desde a superfície de controle. Os indicadores MIDI da Barra de
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Ferramentas se iluminarão sempre que o Live reconheça uma
mensagem MIDI.
Uma vez o Live tenha reconhecido a superfície de controle, a fase
de configuração estará terminada (mas recomendamos que se
perca um tempo para selecionar um modo Take-Over antes de sair
de Preferences). O próximo passo será criar MIDI mappings entre a
superfície de controle e o Live.
Afortunadamente, se trata de uma tarefa bastante simples, e
somente precisamos realizá-la sobre um parâmetro de cada vez.
,odo Take-Over ,ode
Controlador MIDI modo :a&e/O!er.
Quando se utiliza controle MIDI que enviam valores absolutos
(como os faders) numa configuração de alteração de banco, onde
apontam para um parâmetro de destino diferente em cada banco
de controlador, necessitaremos decidir como o Live deverá
manipular os repentinos saltos saltos entre valores que ocorrem
quando movimentamos um controle na primeira vez. Estão
disponíveis três modos Take-Over:
5one B Assim que o controle físico é movimentado, seu novo valor
é enviado para o parâmetro de destino, obtendo-se uma alteração
de valor brusca.
Pick-Up B Ao movimentar o controle físico não se produz nenhum
efeito até que alcance o valor de seu parâmetro de destino. Uma
vez estando iguais, o valor de destino equilibra o valor do controle
1:1. Esta opção pode proporcionar alterações suaves entre valores,
mas poderá ser difícil estimar exatamente onde o valor será
recolhido.
alue Scaling / Esta opção assegura transições suaves entre
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valores. Compara o valor do controle físico com o valor do
parâmetro de destino e calcula uma suave convergência entre os
dois à medida que se movimenta o controle. Assim que os dois
ficam igualados, o valor de destino rastreia o valor de controle 1:1.
O 5avegador ,apping
O a!egador Mapping e o Seletor.
Todos os mapas MIDI manuais do teclado do computador e Macro
Control são manuseados pelo Navegador Mapping. Este navegador
fica oculto até que um dos três modos de mapeamento seja
ativado. Nesse momento mostrará todos os mapas para o modo
atual. Cada mapa mostra em uma lista o elemento de controle, a
rota até o parâmetro mapeado e o nome do parâmetro, e as faixas
de valores de mapeamento Min e Ma2. As faixas Min e Max
endereçados podem ser editados a qualquer momento, e podem ser
invertidos com um comeado do menu de contexto. Apague os
mapeamentos usando a tecla Delete de seu computador.
Considere que os Instant Mappings são baseados em contexto e
não são apresentados no Navegador Mapping. Suas estruturas de
mapa podem ser apresentadas enquanto se trabalha com o Live
selecionando a opção Lesson no menu View e depois abrindo a lição
Refer3ncia de Superf-cies de Controle.
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'ndereçamento de controle remoto ,I%I
O comutador de modo MIDI Map.
Uma vez tenhamos definido nossa configuração de controle remoto
em MIDI/Sync de Preferences, aplicar nos controladores as notas
MIDI de endereçamento de controle remoto é algo muito simples:
1. Entre no modo MIDI Map clicando no interruptor MIDI no
canto superior direito do Live. Considere que os elementos
endereçáveis da interface ficam realçados em azul, e que o
Navegador Mapping esteja disponível. Caso seu Navegador
esteja fechado, o abrirá.
2. Clique no parâmetro do Live que gostaria de controlar via
MIDI.
3. Envie uma mensagem MIDI pressionando uma tecla do
teclado, girando um knob, etc., em seu controlador MIDI. Você
verá que este novo MIDI mapping agora aparece na lista do
Navegador Mapping.
4. Saia do modo MIDI Map clicando apenas uma vez novamente
no interruptor MIDI. O Navegador Mapping desaparecerá, mas
sempre podemos revisar nossos mapas entrando novamente
no modo MIDI Map.
,apas de notas ,I%I
As notas MIDI enviam simples mensagens Note On e Note Off aos
elementos da interface no Live. Estas mensagens podem produzir
os seguintes efeitos sobre os controles no Live:
Slots da ista Session - As mensagens Note On e Note Off
afetam clips dos slots de acordo com suas configurações Launch
Mode.
#omutadores - Uma mensagem Note On comuta o estado do
interruptor.
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Opções - As mensagens Note On comutam entre as opções
disponíveis.
Par0metros vari*veis - Quando são endereçados a uma única
nota, as mensagens Note On comutam o estado do parâmetro
entre seus valores Min e Max. Quando são endereçados a uma faixa
de notas, a cada nota se endereça um valor diferente, espaçado
equilibradamente sobre a faixa de valores dos parâmetros.
#onsel/o@ Os slots na vista Session podem ser endereçados a uma
faixa de nota MIDI para reproduzir de forma cromática: Primeiro
toque a tecla raiz '+ a tecla (ue reproduzir1 o clip na afina%ão ou
transpose padrão)0 e depois0 en(uanto mant+m pressionada a tecla
raiz, pressione um tecla por debaixo da raiz e outra por cima para
definir os limites da faixa.
,apas controladores ,I%I a(solutos
Os controladores MIDI absolutos enviam mensagens ao live na
forma de valores absolutos numa faixa que oscila de 0 a 127.
Dependendo do tipo de controle do Live endereçado, estes valores
originarão um resultado ou outro. Um valor de 127, por exemplo,
poderia incrementar o volume de uma trilha do Live até seu valor
máximo ou poderia, também, reproduzir um clip da vista Session.
De um modo mais específico, as mensagens de controlador MIDI
com valores de 0 a 127 podem produzir os seguintes efeitos nos
controles do Live:
Session ie6 Slots - Os valores de controlador de 64 ou mais são
tratados como mensagens Note On. Os valores de 63 e daí para
baixo são considerados como mensagens Note Off.
#omutadores - Os valores de controlador 64 ou superiores ativam
o comutador. Os valores menores que 64 o desligam.
"otões radiais - A faixa de valores do controlador, de 0...127, se
mapeia na faixa de opções disponíveis.
Controles cont-nuos - A faixa de valores do controlador, de 0...127,
se mapeia na faixa de valores do parâmetro.
O Live suporta assim mesmo mensagens de controlador de pitch
bend e de alta precisão ("14-bit Absolute¨) com uma faixa de
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valores de 0...16383. As especificações anteriores também são
aplicáveis a estes, salvo que o valor central da faixa de valores se
situe em 8191/8192.
,apa de controladores ,I%I relativos
Alguns controladores MIDI podem enviar mensagens de "valores
por incremento¨ e de "valores por decremento¨ ao invés de valores
absolutos. Estes controles evitam saltos de parâmetros quando o
estado de um controle no Live e o controle correspondente do
controlador MIDI hardware diferem. Imaginemos, por exemplo, que
tenha sido endereçado ao controle Pan de sua caixa de
controladores ao controle Pan de uma trilha no Live. Caso o
controle hardware esteja ajustado totalmente à direita e o controle
do Live esteja ajustado totalmente à esquerda, um ligeiro
movimento de um botão de pan em hardware que envie mensagens
absolutas ordenaria ao Live para panoramizar à direita, provocando
assim um salto brusco na panoramização da trilha. Um controle de
pan que envia mensagens relativas evitaria esta circunstância, já
que a mensagem incremental que envia ao live simplesmente diz,
"Panoramize ligeiramente à esquerda¨.

Existem quantro tipos de controladores relativos: Signed Bit,
Signed Bit 2, Bin Offset e Twos Complement.
Convention AModeB >ncremento ?ecremento
Relative (Signed Bit) 001 - 064 065 - 127
Relative (Signed Bit 2) 065 - 127 001 - 064
Relative (Bin Offset) 065 - 127 063 - 001
Relative (2´s Comp.) 001 - 064 127 - 065
Cada um destes está também disponível em um modo linear;
alguns encoders MIDI usam aceleração interna, gerando alterações
maiores nos valores quando se gira rapidamente. Para as
superfícies de controle sem suporte nativo, o Live tenta detectar o
tipo de controlador e se utiliza aceleração ou não.
Podemos melhorar o processo de detecção movendo o controlador
relativo lentamente para a esquerda quando realizarmos um
endereçamento. O Live sugere no seletor mode da barra de estado,
mas se soubermos o tipo de controlador relativo, podemos
selecioná-lo manualmente.
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O Live fará o seguinte com as mensagens de controladores MIDI
relativas:
Session ie6 Slots - As mensagens de incremento de valor se
tratam como mensagens Note On. As mensagens de diminuição de
valor se tratam como mensagens Note Off.
#omutadores - As mensagens por incremento ativam o
comutador. As mensagens de decremento desativam o comutador.
"otões de seleç$o - As mensagens de incremento fazem com que
o botão de seleção passe a seguinte opção disponível, enquanto
que as mensagens de diminuição fazem com que passe a opção
anterior.
#ontroles cont-nuos - Cada tipo de controlador MIDI relativo faz
uma interpretação diferente da faixa de valores 0...127 do
controlador MIDI para identificar os incrementos e decrementos:
Consulte a documentação de seu controlador MIDI caso necessite
mais informação sobre os controladores MIDI relativos.
5avegaç$o da vista Session
Considere que não somente podemos realizar mapas absolutos em
slots e cenas individuais, também podemos criar mapas relativos
para mover a cena destacada e operar nos clips selecionados. Tanto
no modo MIDI Map como no modo Key Map, aparece com controles
endereçáveis abaixo de Session:
A lin,a de mapa relati!o da !ista Session.
1. Enderece botões às teclas, notas ou controladores para mover
cena ressaltada para cima ou para baixo.
2. Para navegar pelas cenas, enderece este campo de valor com
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o número de cena para um controlador MIDI -de preferência
um giratório ilimitado¨. Para mais detalhes, consulte a seção
sobre Modos de mapa relativo.
3. Enderece este botão para lançar a cena ressaltada. Caso se
tenha marcado a opção Selecionar Cena Seguinte ao Lançar
em Record/Warp/Launch de Preferences, poderá ser movido
sucessivamente através das cenas.
4. Enderece estes botões para que lancem o clip da cena
ressaltada, na trilha respectiva.
O mapa relativo da sessão é prático para navegar por um Live Set
grande, já que o Live sempre mantém a cena ressaltada no centro
da vista Session.
,apa dos #ontroles da ista #lip
A Vista Clip mostra as configurações de qualquer clip que esteja
selecionado no momento, e também mostrara os ajustes de uma
multi-seleção de clips. Para evitar surpresas musicais
desagradáveis, é importante lembrar que a criação de
endereçamentos de controle remoto para qualquer controle na
interface da Vista Clip pode afetar potencialmente qualquer clip no
Live Set. Por esta razão, recomendamos endereçar controles da
Vista Clip a controladores MIDI relativos para prevenir saltos não
desejados nos valores dos parâmetros.
#ontrole Remoto do Teclado do #omputador
O comutador de modo >e? Map.
A criação de endereçamentos de controle remoto para o teclado do
computador é muito simples:
1. Entre no modo Key Map Mode clicando no comutador KEY no
canto superior direito da tela do Live. Perceba que os
elementos endereçáveis da interface se ressaltam em
vermelho no modo Key Map.
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O Navegador Mapping também estará disponível. Caso o Navegador
esteja oculto, podemos mostrá-lo neste ponto utilizando o comando
do menu View.
1. Clique no parâmetro do Live que deseja endereçar para uma
tecla. Lembre-se que somente os controles que são mostrados
em vermelho estão disponíveis para serem mapeados.
2. Pressione a tecla que deseja endereçar no teclado do
computador. Os detalhes de seu novo mapa serão
apresentados no Navegador Mapping.
3. Saia do modo Key Map clicando no comutador KEY do Live
novamente.
O Navegador Mapping desaparecerá, mas seus endereçamentos
podem ser revisados a qualquer momento simplesmente entrando
no modo Key Map novamente.
Os endereçamentos de teclado podem produzir os seguintes efeitos
no Live:
● Os clips nos slots da vista Session se verão afetados pelas
teclas mapeadas de acordo com os ajustes de modo Launch.
● As teclas endereçadas à comutadores alternarão entre os
estados do comutador.
● As teclas endereçadas à botões de seleção irão alternando
entre as opções disponíveis.
Cuidado para não confundir a funcionalidade deste controle com a
habilidade do Live de usar o teclado de seu computador como seu
fosse um pseudo-dispositivo MIDI capaz de gerar notas MIDI a
partir do teclado do computador para seu uso com instrumentos.
,ackie #ontrol
A completíssima mesa de mixagens Mackie Control coloca toda a
potência criativa do Live em tempo real nas suas mãos.
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A Mackie Control permite navegar e operar o programa sem
nenhuma ação com o mouse. Através da conexão bidirecional entre
o Live e a Mackie Control, qualquer alteração realizada no programa
se reflete na superfície de mixagem, e viceversa. Para estabelecer
esta conexão, abra Preferences MIDI/S?nc "i!e. Na parte inferior da
janela, você encontrará as opções Remote Control Surfaces.
Selecionando Mackie Control desde o seletor Control Surface, e a
seguir configurando as entradas e saídas necessárias, se
estabelecerá a conexão entre o Live e a superfície de controle.
É possível aumentar a quantidade de colunas de canal disponíveis
da Mackie Control usando uma extensão em hardware. Esta
extensão se configura em separado nas Preferências do Live (com o
nome MackieControlXT no seletor Control Surface). Caso a
extensão Mackie Control seja selecionada desde o seletor mais
acima, então esta controlará as trilhas do Live que inciem da
esquerda do programa, e portanto deverá ser posicionada à
esquerda da superfície de controle Mackie Control. Caso se
selecione a partir do seletor inferior, a extensão Mackie Control
deverá ser posicionada à direita da Mackie Control.
As seções a seguir deste manual descrevem como operar a Mackie
Control com o Live. O capítulo sobre mixagem será particularmente
útil para localizar e entender os controles das trilhas do Live.
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#olunas de canal
As oito colunas de canal e a coluna master.
As oito colunas de canal e a coluna master da Mackie Control são
endereçadas automaticamente às trilhas no Live. Cada uma destas
colunas possui um conjunto de controles de trilha, incluindo um
fader motorizado e um V-Pot, para controlar qualquer quantidade
de parâmetros de trilha. Os controles de banco/canal da Mackie
Control permitem reendereçar as colunas de canal para acessar
uma quantidade ilimitada de trilhas do Live.
1. Arm Por padrão, este botão arma a trilha para gravação
excluindo todas as demais. Para armar a trilha sem essa
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exclusividade (ou seja, além de outras trilhas), mantenha
pressionado o botão Control da Mackie Control enquanto clica
neste botão.
Considere que a configuração de Misc nas Preferências do Live
permite desativar e armar exclusivamente uma trilha. Quando esta
configuração está desativada, o comportamento deste
potenciômetro enquanto armar com exclusividade ou sem ella caso
se tenha alterado ao contrário.
1. Signal ";D Apresent o nível do sinal de entrada MIDI ou áudio
de uma trilha armada; apresenta o nível de sinal de saída de
uma trilha desarmada.
2. Solo Ativa/desativa a função solo da trilha excluindo todas as
demais trilhas. Para deixar em solo a trilha sem exclusividade
(ou seja, além das outras trilhas), mantenha pressionada o
botão Control da Mackie Control equanto clica neste.
Considere que a configuração de Misc nas Preferências do Live
permite desativar ou configurar em solo exclusivamente uma trilha.
Quando esta configuração está desativada, o comportamente deste
potenciômetro enquanto configurar em solo com exclusividade ou
sem ella caso se tenha alterado ao contrário.
1. Mute Silencia/permite ouvir a trilha de forma não exclusiva.
2. Select Seleciona a trilha, tanto no Live como na Mackie
Control, para várias funções.
3. V/$ot/9ader O fader controla o volume da trilha por padrão,
mas pode ser alterado para controlar a panoramização da
trilha. Consulte a seção seguinte deste manual para obter
mais detalhes sobre os V-Pots.
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-Pots 2 !ssignment S6itc/es
Os V/$ots e os Assignment S5itc,es 'bot7es de endere%amento).
Os V-Pots da Mackie Control têm uma dupla funcionalidade em
muitos casos, já que podemos girá-los e pressioná-los. Quando são
usados para ajustar parâmetros únicos (os que pertencem a
dispositivos de trilha, por exemplo), pressionando sobre um V-Pot
retornamos o controle ao seu valor padrão. Pressionando um V-Pot
quando operamos um controle que possua várias opções (seletores
de tipo de filtro, por exemplo), selecionamos as opções
sequencialmente. Com controle que somente possuem duas opções
(como por exemplo, um interruptor on/off) pressionando um V-Pot
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comutamos entre ambas opções.
Existem seis interruptores de endereçamento à direita das colunas
de canal da Mackie Control. Com eles selecionamos os parâmetros
que serão mostrados no visor principal, e fazem com que estes
parâmetros estejam disponíveis para serem controlados pelos V-
Pots. O visor de dois caracteres acima dos interruptores de
endereçamento apresnta o modo de endereçamento selecionado
atualmente.
1. I/O Aletra o V-Pot e visor principal para o modo I/O. Isto
permite configurar as entradas e saídas das trilhas do Live
com os V-Pots. Pressione uma vez para selecionar o seletor de
trilha Input Type. Pressione duas vezes para selecionao o
seletos Input Channel. Pressione três vezes para selecionar o
seletor de trilha Output Type. Pressione quatro vezes para
selecionar o seletor Output Channel.
2. Send Aletra o el V-Pot para que controle os níveis de todos os
controles de envios disponíveis para a trilha selecionada nesse
momento. Caso existam disponíveis mais de oito envios,
podemos navegar entre estes usando os botões ´previous´ e
´next´ (veja o item 5, abaixo).
3. $an Endereça o V-Pot y e o visor principal para o controle Pan
da trilha.
4. De!ices Caso seja pressionado uma vez, será mostrado todos
os dispositivos disponíveis para a trilha selecionada
atualmente no visorprincipal. Usando os botões de página
(veja o item 5, abaixo), podemos rolar os dispositivos
disponíveis e escolher um dispositivo em particular que queira
editar pressionando o Vpot.
Quando terminada a edição das configurações do dispositivo,
podemos alterar a trilha selecionada ou pressionar o interruptor de
endereçamento do dispositivo novamente para voltar a fazer correr
a lista de dispositivos e voltar a selecionar.
Quando estamos alterando as configurações de um dispositivo, o
nome e as configurações do dispositivo selecionado são mostrados
no visor principal.
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Podemos usar o V-Pot para alterar os valores de parâmetro tal e
como foi descrito na introdução desta seção do manual.
1. $re!ious/e2t Se0 em qualque dos modos de endereçamento
anteriores (especialmente em dispositivos), esteja disponível
mais de uma página de parâmetros, este botões farão correr
as páginas. Os LEDs localizados acima destes interruptores
serão iluminados quando existirem disposníveis mais de uma
página antes ou depois da atual.
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"ank9#/annel e .lip9Return
Os bot7es 8an&0C,annel0 9lip e Return.
1. 8an& Caso se esteja usando mais de oito trilhas, estes botões
podem ser usados para dirigir as trilhas adicionais e configurá-
las nas oito colunas de canal da Mackie Control. Os botões
bank + e - alteram as páginas de colunas de canal em
incrementos de oito (ou mais, caso se tenha instalado uma
extensão de faders) à direita ou esquerda, respectivamente.
Para se dirigir à primeira ou última página, mantenha
pressionado o botão S,ift da Mackie Control enquanto
pressiona estes.
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2. C,annel Podemos usar os botões de canal + e - para fazer
correr as trilhas aidicionais uma por uma, endereçando-as às
oito colunas de canal da Mackie Control. Para se dirigiri à
primeira ou última trilha, mantenha pressionado o botão S,ift
da Mackie Control enquanto pressiona estes.
3. 9lip Quando o modo ip está habilitado (o que é indicado pelo
LED acima do botão), a funcionalidade dos V-Pots e faders se
intercambia. Dessa forma ocorre em todos os modos de
endereçamento disponíveis.
4. Return Por padrão, as colunas de canal apresentam somente
essas trilhas no Live que possuam clips. Quando o modo
return está ativado (o que é indicado pelo LED iluminado
acima do botão), a coluna de canal mostrará e controlará as
trilhas de retorno. Em qualquer caso todas os endereçamentos
e atribuições funcionarão de maneira idêntica.
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Transporte
Os controles de transporte.
1. $re!ious/e2t "ocator Usando estes botões, podemos avançar
ou retroceder no Arrangement de localizador a localizador.
Considere que esteja disponível na respectiva direção.
2. "oop On/Off Comuta o interruptor Arrangement Loop em
on/off.
3. $unc,/In/$unc,/Out Comuta os interruptores Punch-In/Punch-
Out do Live em on/off.
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4. Aome Salta ao início do Arrangement, 1.1.1.
5. ;nd Salta até o final do Arrangement.
6. Re5/9or5 Quando são pressionados uma vez, estes botões
moverão as posições de reprodução um tempo para
trás/adiante. Quando mantemos pressionados, os botões
moverão para trás ou para frente em incrementos de um
compasso durante a reprodução do Arrangement, um tempo
caso se detenha o Arrangement. Mantendo pressionado o
botão Alt da Mackie Control quando se está reproduzindo o
Arrangement também deslocará em incrementos de um tempo
para frente ou para trás.
7. Stop Detém a reprodução do Arrangement.
8. $la? Reproduz o Arrangement a partir do início da canção ou
marcador de inserção.
9. Record Comuta o botão Record em on/off.
10. Arro5s
● Nas vista Session, as setas de direção navegam através da
régua da vista Session. Pressionando no botão de zoom em
meio às setas disparará o clip selecionado nesse momento, ou
deterá outro clip que esteja sendo reproduzido na mesma
trilha caso o selecionado nesse momento esteja vazio. Para
deter a reprodução do clip selecionado, mantenha pressionado
o botão Options da Mackie Control enquanto pressiona zoom,
e use o botão Alt para acrescentar ou eliminar o botão Clip
Stop do slot selecionado.
● Considere que os LEDs associados aos botões de zoom
mostrarão o estado de reprodução do clip: Um LED iluminado
significa que se está reproduzindo o clip; um LED piscando
apresenta um clip que foi disparado, mas todavia não está
sendo reproduzido; e um LED apagado mostra um clip
interrompido ou então um slot vazio. O inícion e final do
Arrangement também vêm marcados por localizadores
invisíveis que podem ser usados para a navegação usando
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estes botões. Os LEDs acima destes botões são se iluminam
quando existe um localizador anterior/seguinte.
● a !ista Arrangement0 com o botão zoom ati!ado 'ou se6a0
com seu ";D aceso), podemos usar os botões de setas para
aproximar ou afastar e fazer correr as diferentes células na
trilha selecionada nesse momento.
Quando o zoom não está ativado, os botões de setas podem ser
usados para selecionar trilhas.
1. Scrub Dispara a cena selecionada nesse momento na vista
Session e não tem nenhum efeito na vista Arrangement. Para
deter todos os clips em reprodução, mantenha pressionado o
botão Options da Mackie Control enquanto pressiona este.
2. Tog <,eel Na vista Session, o ´jog wheel´ faz correr as cenas.
Na vista Arrangement, o ´jog wheel´ desloca a posição de
reprodução. Para alterar a quantização global, mantenha
pressionado o botãoControl enquanto gira o ´jog wheel´.
Também podemos usar o botão Alt da Mackie Control na vista
Arrangement para deslocar a posição de reprodução em
incrementos menores.
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#ontroles espec-cos do so+t6are
Os controles espec-ficos do Soft5are.
1. S,ift0 Option0 Control0 Alt São usados para acessar as opções
da Mackie Control.
2. SM$:;/8eats Comuta entre mostrar tempos/compassos e
SMPTE no visor de tempo.
3. ame/Value Ativa/desativa os medidores no visor principal.
Considere que estes medidores comente aparecem quando o
modo pan assignment está ativo.
4. 9/>e?s Estas teclas podem mapear livremente os controles no
Live.
5. Vie5Arr 'On) Comuta entre a vista Arrangement e a vista
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Session. Quando mantemos pressionada a tecla S,ift da
Mackie Control, esta outra ajusta o enfoque do programa
sobre a vista Arrangement ou a vista Session, não
importando a que está ativa no momento.
6. :oggleDetail 'Rec/Rd?) Comuta entre a vista Clip e a vista
Track. Quando mantemos pressionada a tecla S,ift da Mackie
Control, esta outra ajusta o enfoque do programa sobre a
vista Clip ou a vista Track.
7. Vie58ro5ser 'SnapS,ot) Mostra/esconde o Navegador.
Quando mantemos pressionada a tecla S,ift da Mackie
Control, esta outra ajusta o enfoque do programa sobre o
Navegador.
8. Vie5Detail ':ouc,) Mostra/esconde a vista Clip/Pista. Quando
mantemos pressionada a tecla S,ift da Mackie Control, esta
outra ajusta o enfoque do programa sobre a vista Clip ou a
vista Track.
9. #ndo e Redo Desfaz/refaz a última alteração realizada no Live
Live Set. O LED se iluminará cas haja alguma seção disponível
para desfazer ou refazer.
10.8:A 'Cancel) Faz com que os clips na vista Session não se
reproduzam de forma diferente a como foram gravados no
Arrangement, e volta a reproduzir no Arrangement. O LED se
iluminará caso exista um estado de Arrangement disponível
para o qual regressar.
11."ocator 'Mar&er) Elimina um localizador quando existe um
localizador selecionado nesse momento e a canção está
parada. Caso não haja, cria um novo localizador na posição de
reprodução ativa nesse momento.
12.Dra5Mode ';nter) Ativa/desativa o modo Draw, para criar
notas e envelopes.
13.9ollo5 'Mi2er) Comuta o modo Follow, que faz correr o visor
do Live para que siga a reprodução.
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Capítulo ++
'incroni%a!ão e &eHire
Sincronismo via ,I%I
O protocolo MIDI define duas formas para sincronizar
seqüenciadores, ambas suportadas pelo Live. Ambos protocolos se
baseiam no conceito de um dispositivo master que proporciona
sinal de sincronismo a uma série de dispositivos escravos que o
seguem.
● M>?> Cloc@. O Relógio MIDI (MIDI Clock) funciona como um
metrônomo a grande velocidade. A velocidade de seus pulsos
depende do tempo: caso modifique o tempo do dispositivo
master (por exemplo, uma caixa de ritmos), o dispositivo
escravo obedecerá à alteração. O protocolo de relógio MIDI
também gera mensagens que indicam a posição na canção. No
que se refere ao relógio MIDI, o Live pode atuar como
dispositivo master e escravo de sincronismo MIDI.
● CIdi,o de tempo M>?> AMTCB. O código de tempo MIDI é a
versão MIDI do protocolo SMPTE, o método standard para
sincronizar aparatos de fita e computadores na industria do
áudio e do cinema. Uma mensagem de código de tempo MIDI
especifica um tempo expressado em segundos e frames
(subdivisões de um segundo). O Live interpreta as mensagens
de código de tempo como posições no Arrangement. As
mensagens de código de tempo não possuem informação de
tempo ou compasso e, portanto, caso definamos o Live como
dispositivo escravo de outro sequenciador que usa código de
tempo MIDI deveremos ajustar o tempo manualmente. O
programa não obedecerá as alterações de tempo. Mais a
frente neste mesmo capítulo você encontrará uma explicação
detalhada das preferências de código de tempo MIDI. No que
se refere ao protocolo de código de tempo MIDI, o Live
somente pode funcionar como escravo, não como master.
Sincronismo de dispositivos ,I%I externos com o Live
O Live pode enviar mensagens de MIDI clock para seqüenciadores
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MIDI e outros dispositivos externos. Após conectar o seqüenciador
no Live e configurá-lo para que receba MIDI sync, ative o
dispositivo como destino sync em preferências MIDI do Live.
Sele%ão de um escra!o MIDI do "i!e.
O indicador "LED" inferior, localizado junto ao botão EXT da Barra
de Controle pisca quando o Live envia mensagens de sincronismo
até um dispositivo externo.
Sincronismo do Live com dispositivos ,I%I externos
Live's MIDI Preferences para informar ao Live sobre o tipo de
conexão.
Configura%ão do "i!e como escra!o MIDI.
A seguir, para ativar o sincronismo externo, clique no botão EXT da
Barra de Controle ou execute o comando Sincro externo do menu
Options. O indicador "LED" superior, localizado junto ao botão EXT,
pisca quando o Live recebe mensagens de sincronismo válidas.
O botão de S?nc e2terno.
Quando o Live está sincronizado como escravo de um dispositivo
MIDI externo, o programa aceita ponteiros de posição de canção do
dito dispositivo, sincronizando-se não somente em termos de
tempo, mas também em termos de posição de canção. Caso o
dispositivo mastes salte para uma nova posição dentro da canção o
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Live fará exatamente o mesmo.
No entanto, caso o botão Loop da Barra de Controle esteja ativado,
a reprodução será realizada em loop e os ponteiros de posição de
canção "darão voltas" ao longo do loop.
Opções de ,T#
As opções de código de tempo (Timecode) podem ser ajustadas
para cada dispositivo MIDI. Selecione um dispositivo MIDI a partir
da lista de dispositivos ativos em preferências MIDI/Sync para
acessar as configurações.
O ajuste da taxa de frames MTC somente será relevante caso a
opção "Código de tempo MIDI" esteja selecionada no menu MIDI
Sync Type. O seletor MIDI Timecode Rate determina o tipo de
código de tempo com qual o Live se sincronizará. O menu oferece
as opções de formato SMPTE mais comuns. Quando Rate está
ajustado em "SMPTE All", o Live detectará automaticamente o
formato do código de tempo das mensagens de sincronismo
entrantes e interpretará os dados de acordo com esse formato.
Caso deseje, você poderá selecionar o formato de código de tempo
usado para a visualização do Arrangement: Vá ao menu Options e
selecione o submenu Formato da régua de tempo.
A configuração MIDI Timecode Offset somente será relevante caso
a opção "Código de tempo MIDI" esteja selecionada como tipo de
sincronismo. Você pode especificar um valor de offset SMPTE
usando este controle. O Live interpretará este valor como o ponto
inicial do Arrangement.
!traso de S2nc
Os controles Sync Delay, que estão disponíveis em separado para
cada dispositivo MIDI, permitem retardar a base temporária interna
do Live com respeito ao sinal de sincronismo. Esta função é útil
para compensar os atrasos causados pela transmissão do sinal.
Sync Delay para um dispositivo MIDI específico aparece quando
selecionamos o dispositivo MIDI a partir da lista de dispositivos
ativos em preferências MIDI. Para ajustar o atraso, reproduza um
pattern rítmico com sons percusivos tanto no Live como no
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seqüenciador externo. Ouça suas saídas simultaneamente e ajuste
o controle de atraso de sync até que ambos sons soem
perfeitamente sincronizados.
A6uste do atraso de s?nc.
#onex$o via Re8ire
O Live suporta o uso da interface ReWire que permite a conexão
com outros programas compatíveis com ReWire executados no
mesmo computador.
A tecnologia ReWire, desenvolvida pela empresa Propellerhead
Software, oferece as seguintes funções aos programas compatíveis:
acesso compartilhado ao hardware de áudio; funções de transporte
compartilhadas; sincronismo como clock de áudio e posicionamento
de canção; intercâmbio de fluxos de áudio.
Os programas unidos por uma conexão ReWire efetuam papéis
diferentes: o programa master ReWire possui acesso ao hardware
de áudio e oferece funções de mixagem, enquanto que o escravo,
não tem vínculo direto com o hardware de áudio, enviam suas
saídas de áudio ao mixer do programa master.
Algumas das aplicações ReWire masters mais comuns são o
Digidesign Pro Tools, Steinberg Cubase e Nuendo, Emagic Logic
Audio, MOTU Digital Performer, Cakewalk Sonar e Cycling 74
Max/MSP. Entre as aplicações ReWire escravas mais comuns se
encontram Propellerheads Rebirth, Propellerheads Reason, Arturia
Storm e Cycling 74 Max/MSP. O Live pode atuar como programa
master ou escravo ReWire.
O protocolo ReWire não consome potência excessiva da CPU.
Entretanto, como é lógico, caso executemos dois programas que
usam áudio no mesmo computador, necessitaremos mais recursos
do que quando usamos só um programa.
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Uso do Live em modo master Re8ire
No capítulo dedicado ao routing apresentamos um passo a passo do
procedimento para enviar MIDI até (e receber áudio de) um
programa escravo ReWire.
Uso do Live em modo escravo Re8ire
Caso não tenha aberto o Live, execute-o para que o programa
instale seu motor ReWire no sistema. O Live funcionará em modo
escravo ReWire se detectar uma aplicação master ReWire durante
sua iniciação. Portanto, para que o Live possa funcionar como
escravo ReWire, abra primeiro a aplicação master ReWire e, a
seguir, execute o Live.
De igual forma, feche primeiro o Live e depois a aplicação master
ReWire. O funcionamento do Live em modo escravo ReWire é
diferente do habitual em alguns aspectos:
O Live não disporá de acesso direto às interfaces de áudio, já que
as entradas/saídas de áudio serão gerenciadas pela aplicação
master ReWire. Não haverá nenhuma entrada de áudio disponível
para o Live.
A taxa de amostragem estará determinada pela aplicação anfitriã,
não pelo Live. O sincronismo externo será desativado (você deverá
sincronizar o Live com a aplicação master). O Live não enviará
mensagens de sync ou de controlador para a saída MIDI.
Entretanto, continuaremos tendo a possibilidade de controlar o Live
via MIDI. O Live não funcionará como aplicação master ReWire. Por
exemplo, não poderemos utilizar o ReBirth como escravo ReWire do
Live enquanto o Live esteja funcionando como escravo ReWire do
Cubase. Entretanto, poderemos usar o Live e o Rebirth como
escravos ReWire do Cubase ao mesmo tempo.
,ais in+ormaç$o so(re Re8ire
Na página de tutoriais do site da Ableton1 você encontrará tutoriais
com informação sobre a conexão do Live com programas masters
ReWire específicos.
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Consulte a seção FAQ da web de Ableton2 caso tenha problemas
relacionados com ReWire.
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Capítulo +-
&ecursos e estrat1,ias para manipula!ão de áudio no
computador
O processamento de áudio em tempo real é uma tarefa muito
exigente para um computador de uso geral, dimensionado
principalmente para executar tarefas de escritório e navegar na
Internet. Uma aplicação como o Live precisa de uma CPU potente e
um HD rápido. Esta seção, em que tratamos em detalhes estas
questões, lhe ajudará a evitar e resolver problemas relacionados
com a manipulação de áudio em seu computador.
&erenciamento do es+orço da #PU
O Live deve realizar um elevado número de cálculos por segundo
para enviar um fluxo constante de áudio até as saídas de seu
hardware.
Caso o processador não possua capacidade suficiente para agüentar
o ritmo destes cálculos, o áudio apresentará cortes ou clics. Entre
os fatores que afetam à velocidade de cálculo se encontram a
freqüência de clock do processador (por exemplo, a velocidade em
MHz ou GHz), sua arquitetura, o rendimento da memória cache (a
eficiência com que o processador toma dados da memória) e a
largura de banda do bus do sistema (o "duto" através do qual debe
passar toda a informação).
Por este motivo, a maioria dos usuários que trabalham com áudio
profissional utilizam computadores otimizados para tal fim.
O medidor de carga da CPU da Barra de Controle apresenta o
consumo de recursos da CPU que estão sendo utilizados a cada
momento. Por exemplo, caso a porcentagem utilizada seja tão
somente uns 10 por cento, isto significa que o processador
trabalhará folgadamente. Caso a porcentagem seja 100 por cento,
o processador estará trabalhando no limite e é provável que a
reprodução de áudio apresente cortes, clics e outras impurezas.
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Lembre-se que o medidor de CPU somente registra a carga de
processamento de áudio e não outras tarefas executadas pelo
sistema (por exemplo, o gerenciamento da interface de usuário do
Live). Os cálculos relacionados com o áudio têm no Live a máxima
prioridade. Portanto, apesar da porcentagem de uso da CPU ser
elevada, o fluxo de áudio deveria se manter. Entretanto, a
velocidade de execução de certas tarefas não críticas como refresh
de tela poderia diminuir, já que se tratam de tarefas que somente
são realizadas quando a carga do processamento de áudio diminui
um pouco.
O es+orço da #PU ocasionada pelo o *udio multicanal
Este consumo contínuo de recursos de CPU se deve em parte ao
deslocamento de dados de/para o hardware de áudio. Para
minimizar o consumo, desabilite todas as entradas e saídas que não
vão ser utilizadas no projeto. Existem dois botões nas preferências
de áudio que permitem acessar os diálogos de configuração de
entradas e saídas. Ali podemos ativar ou desativar as entradas e
saídas individuais.
O Live não desativa automaticamente os busses que não estão
sendo utilizados, já que os controladores do hardware de áudio
produzem uma espécie de som entrecortado quando solicita alguma
alteração na configuração do áudio.
Normalmente, todas as trilhas e dispositivos do Live utilizam algum
recurso da CPU em maior ou menor quantidade. No entanto, o Live
é um programa "inteligente" que evita "gastar mal" recursos da
CPU nas trilhas ou dispositivos. Por exemplo, arrastar dispositivos
até um Live Set inativo apenas incrementa a carga da CPU. A carga
aumentará somente quando começamos a reproduzir clips ou
enviar sinais de áudio para os efeitos. Caso não exista sinal de
áudio entrante, os efeitos serão desativados até que sua
intervenção seja necessária. (Caso o efeito produza uma "cola",
como reverbs e delays, a desativação possui lugar, uma vez
completados todos os cálculos pertinentes). Apesar de se tratar de
um método muito efetivo para reduzir a carga média da CPU de um
Live Set, não podemos, entretanto, reduzir os picos de consumo.
Para assegurar a continuidade na reprodução de um Live Set
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(inclusive em condições extremas), reproduza um clip em todas as
trilhas simultaneamente, com todos os dispositivos habilitados.
Track .reeze
O comando Freeze Track do Live, disponível no menu Edit, pode
ajudar a operar a carga de CPU pelos dispositivos e configurações
dos clips. Quando selecionamos uma trilha e executamos o
comando Freeze, o Live criará um arquivo de sample para cada clip
da trilha, calculando e "congelando" a contribuição dos parâmetros
dos dispositivos e clips. Posteriormente, os clips na trilha
simplesmente reproduzirão seus samples congelados ao invés de
calcular repetidamente, com maior consumo de CPU, as
configurações dos dispositivos e clips em tempo real. A maioria das
características dos dispositivos e clips nas trilhas congeladas não
ficam acessíveis. No entanto, podemos lançar os clips livremente, e
os controles do mixer como volume, pan e os envios continuam
disponíveis. Considere que track freeze não está incluído no
histórico Undo do Live, e se executarmos o comando Undo do menu
Edit para desfazer uma ação realizada sobre um clip congelado
automaticamente descongelaremos a respectiva trilha. Uma vez
estejam resolvidos os problemas com o processador (Quem sabe,
ter adquirido um computador mais potente?), sempre podemos
selecionar uma trilha congelada e selecionar Unfreeze Track a partir
do menu Edit para alterar as configurações do dispositivo ou clip.
Em máquinas menos potentes, podemos descongelar trilhas com
muito processamento uma a uma para sua edição, e voltando a
congelá-las quando tivermos terminado a edição.
Além de proporcionar a forma de preservar os recursos da CPU em
trilhas que possuam um grande número de dispositivos, o comando
Freeze simplifica o compartilhamento de projetos entre diferentes
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computadores. Os computadores que estão um pouco necessitados
de potência de processamento podem ser utilizados para reproduzir
grandes Live Sets sempre que as trilhas com forte gasto de CPU
estejam congeladas. Isto também significa que os computadores
em que faltam certos dispositivos usados em um Live Set podem
reproduzir o Set sempre que as trilhas com os ditos dispositivos
estejam congeladas. Os samples gerados pelo comando Track
Freeze são armazenados em seu arquivo de gravação temporário
até que o Live Set seja salvo, e nesse momento são transladados
para a sua pasta Sounds.
Nota: As trilhas congeladas na Vista Arrangement reproduzirão
qualquer material relevante ultrapassando além das durações de
seus clips (por exemplo, as "colas" dos efeitos de Reverb). Na Vista
Session, somente se incluem dois ciclos de loop no clip congelado,
o que significa que os clips com envelopes de clip não enlaçados
serão reproduzidos de forma diferente quando estão congelados se
esses envelopes sejam mais longos que os ciclos de loop.
&erenciamento de carga de disco
A velocidade de acesso ao HD (relacionada com sua velocidade de
rotação, apesar que não idêntica a ela) pode limitar o rendimento
do Live. A maioria de computadores otimizados para áudio utilizam
discos de 7200 RPM ou velocidades superiores. Com a finalidade de
economizar energia, os computadores portáteis utilizam HDs de
5400 RPM ou velocidades inferiores. Por esta razão, o número de
trilhas disponíveis em um computador portátil é menor. A
quantidade de tráfego em disco gerado pelo Live é
aproximadamente proporcional ao número de canais de áudio que
são gravados e lidos ao mesmo tempo.
Uma trilha que reproduz um sample estéreo gera mais densidade
de tráfego em disco que uma que reproduz um sample mono. O
indicador de sobrecarga de disco pisca quando o disco é incapaz de
ler ou receber áudio com a rapidez que é necessária. Caso esteja
gravando áudio, isto provocará a perda de informação; então, ao
reproduzir, serão ouvidos cortes.
Para evitar a so(recarga do disco7 +aça o seguinte:
Reduza a quantidade de canais de áudio que está sendo gravada.
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Para isso, selecione entradas mono no lugar das estéreo no diálogo
de configuração de canal, dentro das preferências de áudio. Utilize
o modo RAM de clip para os clips selecionados. Reduza o número
de canais de áudio que está sendo reproduzido. Para isso, e sempre
que seja possível, selecione samples mono no lugar de samples
estéreo. Podemos converter os samples estéreo em mono usando
um programa de edição de áudio digital standard, como o Sound
Forge, por exemplo. Este programa poderá ser carregado
diretamente de dentro do Live.
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Capítulo +/
>nforma!$es sobre áudio no "ive 7
A maior parte dos recentes esforços em desenvolvimento por parte
da Ableton foram centrados em testar cuidadosamente e
objetivamente o fundamental rendimento de áudio no Live. Como
resultado destes testes, realizamos uma série de melhorias de
baixo nível no motor de áudio. Também redatamos esse capítulo de
informações para ajudar aos usuários a compreender exatamente
como o áudio está, ou não está, sendo modificado quando se usam
certas características no Live que tenham sido em resumo mal
interpretadas, assim como conselhos para conseguir resultados com
melhor qualidade.
Como já mencionamos acima, o centro de nossa investigação se
baseou no comportamento objetivo (ou seja, quantizável e
mesurável). Não reinvidicamos que você pode ouvir porque não
podemos de modo algum prever as variáveis que compõem o seu
ambiente de monitoração, hardware de áudio, sensibilidade
auditiva, etc. Além disso, este documento não demanda saber
como o Live se compara com qualquer outro software de áudio.
Este documento é apenas um resumo dos feitos mesuráveis sobre o
que o Live realmente faz sob diversas condições.
Testes e metodologia
Até a redação deste documento, cada versão do Live está sujeita a
uma série de testes automatizados que cobrem todos os aspectos
de funcionamento do Live. Acrescentamos testes adicionais à
medida que vamos adicionando funções, e nunca lançaremos um
atualização, a não ser, que esta psse por todos os testes.
Operações neutras
Aqueles procedimentos no Live que não causam nenhuma alteração
na qualidade do áudio são denominados operações neutras. Fique
seguro de que ao usar estas funções elas nunca causarão uma
degradação de sinal. A aplicação de operações neutras no áudio
que foi gravado no Live assegura que o áudio não será alterado
desde o ponto de conversão analógico para digital. A aplicação de
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operações neutras em arquivos importados para o Live assegura
que o áudio importado será idêntico aos arquivos salvos no disco
rígido. A aplicação de operações neutras em arquivo que são
exportados do Live assegura que a qualidade de seu arquivo de
saída será ao menos tão alta como o que foi ouvido durante a
reprodução.
A lista de operações neutras que serão apresentadas mais abaixo
oferece principlamente uma referência simbólica; enquanto que
todas estas operações são, de fato, neutras, é importanto lembrar
que cada uma delas pode (e seguramente o fará) ocorrer dentro de
um contexto que também possui operações não neutras. Por
exemplo, passarmos um sinal de áudio através de um dispositivo
de efeitos não é uma operação neutra. Devido ao fato de que
qualquer operação neutra que ocorra depois disto nos dará,
consequentemente, como resultado um áudio que de alguma forma
foi alterado. Inclusive uma alteração de ganho é, tecnicamente, não
neutra.
5s opera!$es neutras sãoJ
Renderinzaç$o sem distorç$o
O comando Exportar áudio/Video renderinza a saída de áudio do
Live para um arquivo no disco rígido. A renderinzação é uma
operação neutra sob algumas condições:
● A taxa de amostragem do arquivo renderinzado é a mesma
que a que foi ajsutada para o hardware de áudio em
Preferences.
● Não tenham se aplicado operações não neutras.
O rendimento da renderinzação do Live é comprovado carregando-
se três arquivos de áudio sem processar (ruído branco, ondas
senoidais de frequência fixa e varredura senoidais) com
comprimentos de palabra de 16-, 24- e 32-bit e renderinzando
estes arquivos de saída, também para resoluções com variação de
bits. O teste de cancelamento de fase de dois arquivos originais e
de saída apresenta o seguinte:
● A renderinzação para um arquivo com a mesma resolução de
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bit que a do original resulta em um completo cancelamento de
fase.
● A renderinzação para um arquivo com maior resolução de bit
que a do original resulta em um completo cancelamento de
fase.
● A renderinzação para um arquivo com uma menor resolução
de bit que a do roiginal resulta na menor quantidade de
distorção possível dentro de um sistema a 32-bit.
#ote4ando taxa de amostragem9sem transposiç$o
A reprodução de uma arquivo de áudio sem esticar no Live é uma
operação neutra, sempre que a taxa de amostragem do arquivo
seja a mesma que a ajustada em Preferences e que o arquivo seja
reproduzido sem transposição. Isto foi verificado através de testes
de cancelamento da saída renderinzada. Considere que a
reprodução neste contexto se refere somente ao áudio dentro do
Live, antes da placa de áudio.
8arping com "eats9Tones9Texture9Re-Pitc/ sem
estiramento
Caso o tempo de um Clip seja o mesmo que o tempo do Set, esse
clip será reproduzido sem estiramento algum. Neste caso, caso o
modo Warp do Clip esteja configurado em Beats, Tones, Texture ou
Re-Pitch (mas não em Complex), a reprodução será neutra.
Qualquer Warping causado por alteração de tempo do Set não é
permanente, e o áudio que se reproduz sem warping em um
determinado tempo dado se reproduzirá sem warping nesse tempo,
inclusive se o tempo se altere logo se volte a alterar. Por exemplo,
se você gravaou algumas trilhas em 120 BPM, mas logo depois
decida ralentar o tempo para gravar um solo particularmente difícil,
as trilhas originais serão reproduzidas neutramente novamente
uma vez se volte a ajustar o tempo em 120 BPM. Somente a
gravação que foi realizada no tempo ralentado é que será esticada.
Considere que a função Global Groove funciona modificando as
posições dos marcadores Warp. Isto significa que a reprodução de
clips de áudio aplicando Global Groove não será neutra mesmo no
tempo original.
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A neutraidade da reprodução de um clip não esticado se verifica
realizando testes de cancelamento sobre o áudio renderinzado.
#om(inações de sinais em pontos 1nicos na mixagem
O Live 7 usa combinação de sinais de dupla precisão (64-bit) em
todos os pontos onde se mixam os sinais, incluindo entradas de
trilha de Clip e de retorno, a trilha Master e os Racks. Portanto a
mixagem no Live é uma operação neutra para os sinais mixados em
qualquer ponto exclusivo de combinação de sinais. Isto se
comprova carregando pares de arqvios de 24-bit (ruido branco e
ondas senoidais de frequência fixa e seus complementos de fase
invertida), juntando os pares oito vezes e renderinzando a saída em
forma de arquivo de 32-bit. Todos os testes dão como resultado um
cancelamento de fase perfeito.
Considere que, enquanto que se aplica uma combinação de sinais a
64-bit em cada ponto de mixagem e2clusi!o, o processo interno do
Live na realidade é feito em 32-bit. Portanto, os sinais que se
mixam ao longo de vários pontos de combinação de sinais podem
dar uma pequenísima quantidade de degradação do sinal. Esta
combinação de summing a 64-bit com uma arquitetura a 32-bit
consegue um equilíbrio ideal entre qualidade de áudio e consumo
da CPU/memória.
&ravaç$o de sinais externos;resoluç$o de (it <9= conversor
!9%>
A gravação de sinais de áudio no Live é uma operação neutra,
sempre que a resolução de bit configurada na janela das
Preferences do Live é a mesma ou maior que a dos conversores A/
D utilizados para a gravação. Neste contexto, neutro significa
idêntico ao áudio tal e como foi inserido no Live pelos conversores
A/D.
&ravaç$o de +ontes internas em ?@ (it
O áudio que se grava por via de roteamento interno será idêntico
que o da fonte de áudio, sempre que a gravação tenha sido feita a
32 bits. Para assegurar gravações neutras de instrumentos plugin e
quaisquer sinais de áudio que estejam sendo procesados por
plugins de efeitos, se recomenda a gravação interna a 32 bits.
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Considere, no entanto, que se a fonte de áudio já esteja numa
resolução de bit menor, a gravação interna nessa resolução de bit
também será neutra (assumindo que não se utiliza nenhum efeito);
a gravação interna de um arquivo de áudio sem processar de 16 bit
a 32 bits não aumentará a qualidade do som.
A neutralidade da gravação interna se verifica usando testes de
cancelamento.
#ongelar7 !plainar
Quando congelamos as trilhas, os arquivos de áudio que se criam
são a 32 bit, o que assegura que não serão de menor qualidade que
o áudio que se ouvia antes de congelá-lo. Mas existem alguns casos
especiais relacionados com Congelar que resultam em um
comportamento não neutro e que devem ser levados em
consideração:
As trilhas congeladas na Vista Arrangement podem incluir material
de áudio que se estenda mais além do mesmo clip, como por
exemplo colas de reverb e repetições de delay. As trilhas
congeladas na vista Session, no entanto, são sempre exatamente
de dois ciclos de loop de duração, devido ao fato de que todo áudio
que se estenda mais além de dois ciclos de loop durante a
reprodução sem congelar serão cortados depois do congelamento.
Os efeitos basados em tempo, como reverbs e delays são
processados em tempo real nos os clips não congelados, devido ao
fato de que deter a reprodução durante uma cola de reverb ou
delay permitirá que a cola continue. Em contraste, as colas
congeladas se renderinzam como áudio, e portanto, se deterão
abruptamente durante a reprodução.
Todas as automações de qualquer parâmetro se renderinzam como
parte do arquivo de áudio nos clips congelados na Vista
Arrangement. Os clips congelados na Vista Session, no entanto,
tomam um snapshot de todos os valores dos parâmetros na posição
1.1.1 do Arranger e os retém pela duração do clip congelado.
Isto é análogo ao comportamento dos clips não congelados; quando
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se reproduzem os clips normais na Vista Session, todas as
automações no Arrangement ficam punched out até que se clique
no botão Back to Arrangement.
Os clips congelados sempre são reproduzidos com Warp on e no
modo Beats, o que significa que estão sujeitos ao mesmo
comportamento não neutro que os de qualquer outro arquivo de
áudio Warped.
Todos os dispositivos com parâmetros aleatórios (por exemplo,
control Change no dispositivo Beat Repeat) já não mais exibirão o
comportamento aleatório depois do congelamento.
Isto ocorre, da mesma forma que com os efeitos baseados em
tempo, porque os valores aleatórios que estavam funcionando no
momento do congelamento se renderinzarão como parte do novo
arquivo, e portanto já não serão processados em tempo real.
Considere que o comando Aplainar substitui todos os clips originais
e dispositivos pelos arquivos de áudio criados por congelamento. Ao
utilizar este comando, é importante levar em consideração os casos
especiais acima e o que você ouve depois do congelamento será
exatamente o que obterá depois da função de aplainar, caso os
resultados não sejam satisfatórios, certifique-se de descongelar e
realizar todos as alterações necessárias nos parâmetros dos
dispositivos antes de usar o comando Aplainar.
Este procedimento é testado renderinzando a saída de uma trilha
de áudio e a comparnado com o áudio congelado da mesma trilha
por meio de cancelamento de fase para assegurar que os arquivos
sejam idênticos.
'+eitos anulados
Os efeitos anulados (Bypassed) no Live são eliminados do fluxo de
sinal. Isto acontece tanto nos dispositivos de efeitos incluídos no
Live como nos plugins VST e AU de outros fabricantes.
Consequentemente, o áudio na saída de um efeito anulado é
idêntico ao áudio da entrada. Considere, no entanto, que os
dispositivos de efeitos com parâmetros que intrínsecamente
requeiram delay (por exemplo, as configurações Look Ahead no
Compressor) todavia introduzirão este atraso quando forem
anulados, para manter a compensação automática de atraso com o
restante do projeto. na maioria dos casos, os efeitos deste
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comportamento serão totalmente inaudíveis.
A neutralidade dos efeitos anulados é comprovada carregando-se
uma instância de cada um dos dispositivos de efeitos do Live em
uma trilha de áudio, desativando-os, e logo depois renderinzando a
saída da trilha. O arquivo renderinzado logo se compara com a
saída renderizada da mesma trilha sem os dispositivos carregados
nesta. O cancelamento de fase dos dois arquivos confirma que são
idênticos.
'ncamin/amento ;Routing>
O encaminhamento de sinais dentro do Live é uma operação
neutra. O sinal no destino do encaminhamento será idêntico ao
sinal na fonte do encaminhamento. É importante destacar que a
arquitetura de encaminhamento flexível do Live permite uma
variedade de cenários, incluindo o encaminhamento desde antes ou
depois dos efeitos do mixer de qualquer trilha e punch-out a saída
de slot individuais de samples dentro do instrumento Impulse.
Nestes casos, é provável que o sinal que se ouça no ponto de saída
será diferente do sinal que se ouve antes do encaminhamento,
porque tenha sido tirado antes de alcançar o final de sua cadeia de
sinal original.
%ivis$o de clips
Os clips que são são neutros continuarão o sendo depois da divisão.
A divisão somente afeta a posição de reprodução dentro do sample,
e não causa nenhum efeito sobre a informação do sample. A
reprodução através dos limites de uma divisão não produz
nenhuma fissura e conserva a precisão do sample.
A neutralidade da divisão do clip se comprova sob uma varieadade
de condições:
● divisão de clips sem warping com loop on e off;
● divisão de clips com warping, mas sem esticamento com loop
on e off;
Em todos esses casos, a saída é renderinzada e comparada com a
saída de uma versão sem dividir da mesma fonte. A comprovação
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do cancelamento de fase dos dois arquivos confirma que são
idênticos.
Operações n$o neutras
Os processos no Live que causam uma alteração na qualidade do
áudio são chamados de opera%7es não neutras. Podemos garantir
aos usuários que usando estas operção será causado pelo menos
alguma alteração de sinal. Aplicando operações não neutras depois
dos arquivos importados no Live assegura que o áudio importado se
diferenciará dos arquivos salvos no disco. Aplicando operações não
neutras dos arquivos que estão sendo exportados desde o Live
assegura que o que se ouve durante a reprodução em tempo real
será diferente do que será no arquivo finalizado.
As operações não neutrais incluem:
Reproduç$o no modo #omplex
O algoritmo utilizado no modo Complex Warp é uma tecnologia
completamente diferente das dos algoritmos por trás dos modos
Beats, Tones e Texture. Ainda que o modo Complex possa soar
melhor, particularmente quando se usa com arquivos de som
mixados que compreendem muitos tipos diferentes de material de
áudio, nunca é neutra, nem sequer no tempo original. Por causa
disso, é que pelo aumento da demanda da CPU pelo algoritmo,
recomendamos seu uso somente nos casos em que os outros
modos Warp não produzam resultados suficientes.
#onvers$o9transposiç$o da taxa de amostragem
A conversão da taxa de amostragem (tanto durante a reprodução a
tempo real como durante a renderinzação) é uma operação não
neutra. A reprodução de arquivos de áudio numa taxa de
amostragem que é diferente da frequência configurada na janela
Preferences do Live causará uma degradação do sinal. A
transposição também é uma forma de conversão de taxa de
amostragem, e portanto também resulta em um comportamento
não neutro.
Para minimizar os potenciais resultados negativos, se recomenda
realizar a conversão da taxa da amostragem como um processo
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offline em outra aplicação. Uma vez os samples tenham sido
convertidos a uma taxa de amostragem que você pense em utilizar
no Live, os arquivos podem ser importados sem nenhuma perda de
qualidade.
Renderinzar áudio desde o Live com uma taxa de amostragem
diferente da que foi utilizada enquanto se trabalha no projeto
também é uma operação não neutra, e pode dar como resultado
uma perda de qualidade sonora. Se recomenda renderinzar sempre
usando a taxa de amostragem original, e logo depois converter o
arquivo renderinzado utiliando uma aplicação dedicada de
masterização que esteja otimizada para este tipo de tarefa que
requer uso intensivo da CPU e sua realização offline.
Enquanto recomendamos que use uma ferramenta offline de alta
qualidade para a conversão da taxa de amostragem, reconhecemos
que umas das características centrais do Live é a sua habilidade
para esticar a tonalidade e realizar warping de áudio em tempo
real. Para esta situação, é necessário chegar a fazer concessões
entre o rendimento da CPU e a precisão. Recomendamos o uso do
botão Hi-Q para todos os clips que sofram transposição em um Set
em particualr. O algoritmo por trás do interruptor Hi-Q foi
totlamente redesenhado para o Live 7, e agora o resultado é uma
considerável menor distorção do que nas versões anteriores.
!utomaç$o de volume
A automação do nível do volume resulta numa alteração de ganfo ,
que é necessariamente uma operação não neutra. Mas, certas
implementações de envelopes de automação podem dar como
resultado artefatos audíveis, particularmente se os envelopes não
tenham sido processados numa velocidade suficientemente rápida.
No Live 7, as curvas de automação de volume são atualizadas em
cada sample de áudio, dando como resultado níveis extremamente
baixos de distorção.
%it/ering
Sempre que se renderinza áudio numa resolução de bit menor, é
uma boa idéia aplicar dithering para minimizar artefatos. Dithering
(uma eséocie de ruído de baixo nível) é inerentemente um processo
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não neutro, mas, é um mal necessário quando se diminui a
resolução de bit.
Considere que o processamento interno de sinal do Live é todo feito
em 32-bit, onde aplicar uma única alteração de ganho faz com que
o áudio resultante esteja também em 32-bit, mesmo se o áudio
original esteja em 16- ou 24-bit. O Dither nunca debe ser aplicado
mais de uma vez num mesmo arquivo de áudio, a não ser que este
eseteja sendo masterizado e sendo analisado no Live, é melhor
sempre renderinzar em 32-bit e evitar dessa forma o dithering.
&ravaç$o de sinais externos ;resoluç$o de (it A conversor
!9%>
A gravação de sinais de áudio no Live é uma operação não neutra
caso a resolução de bit configurada na janela Preferences do Live
seja menor que a dos conversores A/D utilizados para a gravação.
Isto de forma nenhuma é recomendado.
Gravação de fontes internas abaixo de 32 bit ou áudio que se grave
através de roteamento interno perderá a qualidade se a gravação
seja realizada numa resolução de bit abaixo de 32 bits. Para
assegurar gravações neutras de instrumentos plugin e qualquer
sinal de áudio que esteja sendo processado por plugins de efeitos, é
recomendado a gravação interna a 32 bits. Considere, no entanto,
que se a fonte de áudio já esteja numa resolução de bit menor, a
gravação interna nessa resolução de bit também será neutra
(assumindo que não se esteja utilizando efeitos); a gravação
interna de um arquivo de áudio de 16 bit sem processar em 32 bits
não aumentará a qualidade do som.
#onsolidar
A Consolidação de clips na Vista Arrangement cria novos arquivos
de áudio, que são não neutros em comparação com os dados de
áudio originais. Concretamente, os novos arquivos serão
normalizados, com seus volumes de clip ajustados para serem
reproduzidos no mesmo volume ouvido antes da consolidação. A
normalização é uma alteração de ganho, uma operação não neutra.
Além disso, os novos arquivos serão criados numa taxa de
amostragem e resolução de bit configurada na janela Preferences
do Live, que pode diferir das dos arquivos de áudio originais.
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.ades de #lip
Com Fade Clip ativado, se aplica um fade-in e fade-out (até 4 ms)
no início e no final do clip, respectivamente, para evitar estalos nos
seus extremos. Esta é uma operação não neutra.
Panoramizaç$o
O Live usa panoramização de alimentação constante com curvas de
ganho senoidais. A saída é 0 dB na posição central e os sinais
panoramizados totalmente à esquerda ou à direita se
incrementarão em +3 dB. Para minimizar esta alteração de volume,
será conveniente estreitar a largura estéreo geral antes de realizar
uma panoramização extrema. Isto pode ser feito utilizando o
controle Width do dispositivo Utility.
!lterações em &lo(al &roove
Sob a maioria das condições, a reprodução de um warped clip que
esteja ao mesmo tempo que o do Set é uma operação neutra. No
entanto, se a quantidade de Global Groove seja ajustada e o clip
possua uma configuração de Clip Groove que não seja Straight, a
reprodução será não neutra em qualquer tempo.
#onsel/os para conseguir uma )ualidade de som Btima no
Live
Para os usuários que buscam conseguir uma qualidade de áudio
ótima no Live, oferecemos uma lista de práticas e configurações do
programa que são altamente recomendadas.
Decida qual taxa de amostragem irá usar no projeto antes de
começar a trabalhar, ao invés de alterar a taxa de amostragem
enquanto trabalha no projeto.
Grave áudio no Live usando componentes hardware de alta
qualidade (placa de áudio, cabos, etc.) e na maior taxa de
amostragem e resolução de bit que sua placa e computador possam
suportar.
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Evite utilizar samples que estejam com taxas de amostragem
diferentes dentro do mesmo prpojeto. Caso tenha que trabalhar
com estes arquivos, recomendamos que primeiramente os converta
à taxa de amostragem configurada na sua placa de áudio em uma
aplicação offline que esteja otimizada para este tipo de tarefa.
Em todos os clips de áudio, desative as duas opções Warp e Fade
na Vista Clip.
Não ajuste os controles Transpose e Detune em nenhum dos clips.
Renderinze sempre em 32-bit e na frequência de amostragem
configurada na placa de áudio. Caso necessite arquivos de áudio
numa taxa de amostragem e/ou resolução de bit diferentes,
recomendamos que converta seus arquivos renderizados numa
aplicação offline que esteja otimizada para estas tarefas, ao invés
de fazê-lo no Live.
Considere que estas práticas apesar de assegurarem uma qualidade
de áudio ótima, desativam algumas das funções do Live em
particular, o esticamento e o sincronismo.
Resumo e conclusões
Redigimos estes conceitos para ajudar os usuários do Live a
compreender exatamente como o áudio é afetado quando se realiza
diversos processos no Live. Nos concentramos em funções que
durante anos nos tem demonstrado causar confusão ou incerteza, a
a lista tanto de operações neutras como não neutras apresentada
aquí é ainda é incompleta.
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Capítulo +4
>nforma!$es sobre M>?> no "ive 7
Además de nosso trabalho com o motor de áudio, temos realizado
um um esforço adicional analisando a temporização MIDI no Live e
realizando também melhorias onde vemos que é necessário.
Redatamos este documento para ajudar os usuários a entender os
problemas derivados da criação de um ambiente MIDI baseado em
computador rápido e preciso, e para explicar o enfoque do Live
quanto à solução destes problemas.
ota@ Os problemas de temporiza%ão MIDI (ue são comentados
a(u- geralmente não são aplic1!eis aos usu1rios com um ,ard5are
de 1udio e MIDI de alta (ualidade. Caso !oc3 61 ten,a in!estido
tempo e din,eiro na otimiza%ão destes fatores em seu est*dio0 e
não este6a com problemas com a temporiza%ão MIDI0com certeza
!oc3 não ir1 precisar destas informa%7es.
O comportamento ,I%I ideal
Para compreender como funciona o MIDI dentro de uma estação de
trabalho de áudio digital (DAW), será de grande ajuda apresentar
alguns alguns termos e conceitos comuns. Uma DAW debe ser
capaz de acolher três cenários MIDI dem definidos:
1) .ra!a%ão tem a ver com o envio de notas MIDI e informação
de controlador desde um dispositivo hardware (como um
teclado MIDI) até uma DAW para seu armazenamento. Um
ambiente de gravação ideal captura esta informação entrante
com precisão temporal perfeita em relação à linha temporal da
canção com tanta precisão como uma gravação de áudio.
2) Reprodu%ão tem a ver com dois cenários relacionados quando
tratamos com DAWs. O primeiro se trata de enviar notas MIDI
e informação de controlador desde a DAW até um dispositivo
hardware como um sintetizador. O segundo trata sobre a
conversão de informação MIDI armazenada em dados de áudio
dentro do computador, como a reprodução por um dispositivo
plugin como o sintetizador Operator. Em ambos casos, um
ambiente de reprodução ideal produz uma perfeita reprodução
da informação armazenada.
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3) Reprodu%ão em ambas dire%7es trata-se do envio de notas
MIDI e informação de controlador desde um dispositivo
hardware (como um teclado MIDI) até a DAW e depois, em
tempo real, o leva de volta para fora para uma sintetizador
hardware ou dispositivo plugin dentro da DAW. Um ambiente
ideal de reprodução em ambas direções (ou playthrough) debe
ser tão preciso e receptivo como um instrumento físico, como
por exemplo um piano.
Pro(lemas de temporizaç$o ,I%I
A realidade do MIDI baseado em computador é complexa, e trata
de tantas variáveis que os sistemas ideiais descritos acima são
impossíveis de alcançar. Existem dois problemas fundamentais:
1) "at3ncia É o atraso inerente e consistente em um sistema. É
um problema em particular de uma DAW, visto que o áudio
digital não pode ser transferido até ou desde uma interface de
áudio em tempo real0 e deve passar por um buffer (área de
armazenamento temporário). Mesmo os instrumentos
acústicos apresentam um certo grau de latência; em um
piano, por ejemplo, existe o atraso entre o momento em que
se pressiona uma tecla e o momento em que o mecanismo do
martelo bate na corda. De acordo com o ponto de vista de
uma interpretação, os tempos minúsculos de latência não são
geralmente um problema visto que os intérpretes
normalmente adaptam a temporazição de sua interpretação
para assim compensar os atrasos, sempre que estes sejam
constantes.
2) Titter É o atraso inconsistente ou aleatório de um sistema. É
um problema em particular numa DAW, visto que diferentes
funções dentro do sistema (por exemplo, MIDI, áudio e a
interface de usuário) são processadas em separado. A
informação, em geral, é necessário que se transfira de um
destes processos a outo quando se converte dados MIDI numa
reprodução de um plugin, por exemplo, a temporização MIDI
livre do Jitter requer uma conversão precisa entre diferentes
clocks dentro dos componentes do sistema ou interface MIDI,
a inteface de áudio, e a mesma DAW. A precisão desta
conversão depende de uma variedades de fatores, incluindo o
sistema operacional e a arquitetura do controlador que se está
utilizando. Jitter, muito mais que a latência, cria a sensação de
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que a temporização MIDI seja descuidada ou solta.
!s soluções ,I%I do Live
O enfoque da Ableton na temporização MIDI está baseado em dois
aspectos chave:
1. Em todos os casos , a latência é preferível ao jitter. Visto que a
latência é consistente e previsível, pode ser tratada com muito
mais facilidade tanto pelos computadores como pelas pessoas.
2. Caso esteja usando ´playthrough´ enquanto grava, você irá
querer gravar o que ouve0 inclusi!e se0 de!ido J lat3ncia, isto
ocorrer ligeiramente depois do que você toca.
O Live 7 trata os problemas inerentes à gravação, reprodução e
´playthrough´ para que a temporização MIDI chegue a ser receptiva,
precisa e confiável. Para gravar eventos entrantes nas posições
corretas na linha temporal de um Live Set, o Live necesita saber
exatamente quando se freceberão esses eventos desde o teclado
MIDI. Mas o Live não os pode receber diretamente, primeiro eles
devem ser processados pelos drivers da interface MIDI e do
sistema operacional. Para resolver este problema, os drivers da
interface colocam em cada evento MIDI um selo temporal na
medida que os vai recebendo, e os pass ao Live juntamento com o
evento para o Live saiba exatamente quando deverão ser inseridos
os eventos no clip.
Durante playthrough, uma DAW debe tratar constantemente com
eventos que devem ser ouvidos o mais antes possível, mas que
inevitavelmente ocorrerão no passado devido à latência inerente a
outros atrasos do sistema. Devido a isso devemos fazer uma
escolha:
Os eventos devem ser reproduzidos no momento em que são
recebidos (o que ocasiona jitter se esse momento ocorre
justamente quando o sistema está ocupado) ou devem ser atrasado
(o que acrescenta )?
A escolha da Ableton é a de adicionar latência, visto que cremos
que é mais fácil para os usuários ajustar uma latência constante do
que um jitter aleatório.
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Quando se ativa a monitorização durante a gravação, o Live
adiciona um atraso adicional ao selo temporal do evento baseado
no tamanho do buffer de seu hardware de áudio. Esta latência
adicionada faz com que seja possível a gravação de eventos no clip
ao tempo que você os ouve e não no momento em que os toca.
Para a reprodução de dispositivos hardware, o Live também gera
selos temporais que tenta comunicar aos drivers da interface MIDI
para gerenciar a saída dos eventos MIDI. No entanto, os drivers
Windows MME não podem processar selos temporais e para os
dispositivos que usam estes drivers, o Live gerencia a saída de
eventos de forma interna.
Mesmo durante grandes cargas de sistema que causam caídas no
áudio, o Live continuará recebendo eventos MIDI entrantes. No
caso de caídas de áudio, poderão acontecer erros de temporização
e de distorção do áudio durante ´playthrough´, mas o Live ainda
assim deverá gravar corretamente os eventos MIDI nos clips.
Posteriormente, quando o sistema tiver se recuperado das quedas,
a reprodução destes eventos gravados deverá ser precisa.
ari*veis +ora do controle do Live
Em geral, os selos temporais são um mecanismo extremamente
confiável para tratar a temporização de eventos MIDI. Mas os selos
temporais somente são aplicáveis nos dados dentro do computador
em si. Os dados MIDI fora do computados não podem fazer uso
desta informação, e portanto a informação temporal que provém do
que se envia ao hardware externo é processada pelo hardware tão
logo chega, ao invés de ser de acordo com um horário ou
programação temporal. Além disso, os cabos MIDI são seriais, o
que significa que somente podem enviar parte da informação por
vez. Na prática, isto significa que várias notas tocadas
simultaneamente não podem ser transmitidas simultaneamente
através de cabos MIDI, na realidade são transmitidas em série,
uma de cada vez, uma após a outra. Dependendo da densidade dos
eventos, isto pode ocasionar problemas de temporização MIDI.
Outro problema que pode surgir, particularmente quando se
trabalha com sintetizadores hardware antigos, é que o tempo de
!arredura do dispositivo pode ocorrer numa frequência
relativamente lenta. O tempo de varredura ou ´Scan time´ faz
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referência à frequência com a que o sintetizador testa seu próprio
teclado para entrada de dados. Caso esta frequência seja muito
lenta, poderão ser introduzidos jitter.
Portanto, quaisquer destes problemas de temporização presentes a
nível de hardware podem ser multiplicados na medida que sejam
adicionados mais dispositivos à cadeia. Inclusive dentro do
computador, a precisão dos selos temporais pode variar
amplamente, dependendo da qualidade do harware MIDI, erros na
programação do driver, etc. O Live debe assumir que todos os selos
temporais incluídos em eventos MIDI entrantes são precisos, e que
os eventos salientes serão tratados de forma correta por qualquer
hardware externo. Mas, é impossível que o Live possa verificar
ambas situações.
Testes e resultados
Nosso procedimento para testar a temporização de eventos
entrantes MIDI se representa no siguinte diagrama:
Configura%ão do teste de entrada MIDI.
A saída de uma fonte MIDI (um teclado ou outra DAW reproduzindo
grandes sequências de eventos MIDI aleatórios) alimenta um
hardware MIDI Splitter com latência cero. Uma porção da saída do
´splitter´ se grava em um novo clip MIDI no Live. A outra porção se
passa a um Con!ersor MIDI/to/audio. Este dispositivo converte o
sinal elétrico da fonte MIDI em seimples ruído de áudio. Visto que o
dispositivo não interpreta os dados MIDI, realiza esta conversão
com latência zero. Então a saída do conversor se grava em um
novo clip de áudio no Live. Em um sistema ideal, cada evento no
clip MIDI ocorre de forma simultânea com o correspondente evento
do clip de áudio. Desta forma a diferença em tempo entre os
eventos MIDI e de áudio nos dois clips pode ser medida para
determinar a precisão do Live.
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Para poder medir o rendimento MIDI sob uma variedade de
condições, realizamos os testes com três interfaces combinadas
audio/MIDI em diferentes níveis de prelos, todas de fabricantes
muito conhecidos. Nos referiremos a estas interfaces como A, B e
C. Todos os testes foram realizados com uma uma carga de CPU de
aproximadamente 50%, tanto em máquinas com OS X como com
Windows, a 44.1 e 96 kHz e com três tamanhos diferentes de
buffer de áudio, até um total de 36 diferentes configurações de
teste.
Windows:
● Interface A: o máximo jitter foi de +/- 4 ms, com a maior
parte do jitter ocurrendo em +/- 1 ms.
● Interface B: Para a maioria dos testes, o máximo jitter foi de
+/- 3 ou 4 ms. Em 96 kHz e um buffer de 1024 samples , com
um pequeño número de eventos com +/- 5 ms de jitter. Em
44.1 kHz e um buffer de 512 samples, encontramos eventos
ocasionais com +/- 6 ms. Em todos os casos, a maior parte do
jitter ocorreu em +/- 1 ms.
● Interface C@ a maioria dos testes, o máximo jitter foi de +/-
5 ms. Em 96 kHz e um buffer de 512 samples, houve um
pequeno número de eventos com um jitter entre +/- 6 e 8 ms.
Em 44.1 kHz e um buffer de 1024 samples, houve um
pequeno número de eventos com um jitter de até +/- 10 ms.
Em todos os casos, a amior parte do jitter ocorreu em +/- 1
ms.
OS X:

● Interface A: A 44.1 kHz e um buffer de 1152 samples, o jitter
se distribuiu bastante uniformemente entre os +/- 4 e os 11
ms. Para todos os demais testes, o máximo jitter foi de +/- 5
ms. Em todos os testes, a maior parte do jitter ocorreu nos
+/- 1 ms.
● Interface B: Na maior parte dos testes, o máximo jitter foi de
+/- 4 ou 5 ms. Em 44.1 kHz e um buffer de 1152 samples,
houve uma distribução bastante uniforme entre os +/- 2 e os
11 ms. Em todos os casos, a amiomr parte do jitter ocorreu
nos +/- 1 ms.
● Interface C: Em todos os testes, o máximo jitter foi de +/- 1
ms, com a maior parte dos eventos não produzindo nenhum
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jitter.
Também realizamos um processo similar para testar a temporização
de eventos MIDI salientes, tal e como está representado na figura a
seguir:
Configura%ão do teste de sa-da MIDI.
Em todos os casos, os testes de saída mostrara, resultados
comparáveis aos testes de entrada.
#onsel/os para conseguir um Btimo rendimento ,I%I
Para ajudar aos usuários a conseguir um rendimento MIDI ótimo
com o Live, apresentamos uma lista de práticas recomendáveis e
de configurações do programa.
● Use os menores tamanhos de buffer disponíveis em seu
hardware de áudio, mantendo assim a latência ao mínimo. Os
controles do buffer de áudio se encuentram na aba Audio em
Preferences, e variam dependendo do tipo de hardware que se
esteja usando. Para mais informação, consulte a seção
Configuração da E/S de áudio.
● Use uma interface MIDI de alta qualidade com os drivers mais
autalizados para assegurar que os selos temporais MIDI são
gerados e processados com a maior precisão possível. ão
ative a monitorização de trlha caso esteja gravando MIDI
enquanto ouve diretamente de uma dispositivo hardware
como um sintetizador externo (em contraposição a ouvir o
áudio do dispositivo através do Live via dispositivo External
Instrument).
● Do mesmo modo, desative a monitorização de trilha quando
gravar dados MIDI que são gerados por outro dispositivo MIDI
(como uma bateria eletrônica). Quando se ativa a
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monitorização, o Live adiciona latência para compensar o jitter
gerado na reprodução. Portanto, é importante ativar somente
a monitorização quando de verdade se está tocando através.
● A arquitetura DirectMusic no Windows permite que os eventos
MIDI salientes possam ser programados com relação ao tempo
pelo sistema operacional ao invés de que sejam programados
somente pelo Live, pelo qual o rendimento pode diferir
dependendo de se estão ou não usando o modo MME ou
DirectMusic. Caso tenha problemas de temporização,
recomendamos que altere para outro modo. Isto é ajustado na
lista de portas MIDI em MIDI/Sync em Preferences.
Sele%ão do tipo deporta MIDI'<indo5s).
Resumo e conclusões
Estas informações são para ajudar os usuários a compreenderem
uma variedade de assuntos relacionados entre si: os problemas
inerentes nos sistemas MIDI baseados em computador; nosso foco
para resolver estes problemas no Live; variáveis adicionais com as
quais não podemos prever.
Como já mencionamos anteriormente, a melhor maneira de
resolver os problemas relacionados com a temporização MIDI em
seu estudio é usar os componentes hardware da maior qualidade
que sejam possíveis. Para os usuários de tais componentes, todos
os sistemas MIDI baseados em software devem render sem
problemas. Para os usuários com um hardware não tão ótimo, o
Live todavia oferece um grau adicional de precisão ao minimizar o
jitter, mas isso às custas de uma pequena quantidade de latência
adicional.
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Capítulo +6
Comandos de teclas do "ive
isualizar9Ocultar vistas

!cesso aos menus

!4ustes de valor

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5avegaç$o


Transporte

'diç$o


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A Braçadeira de Loop e Marcadores de início /final
A braçadeira de loop e os marcadores de início/final devem ser
selecionados antes de qualquer dos seguintes comandos.

#omandos da vista Session

#omandos da vista !rrangement

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#omandos de tril/a

#omandos de envelopes

,odo Ce29,I%I ,ap e teclado ,I%I do #omputador

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Doom7 vista e seleç$o

isor de sample da vista #lip

'ditor ,I%I da vista #lip

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!4uste de rEgua e desen/ar

3uantizaç$o &lo(al

#omandos de Set e programa

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Operaç$o de Plug-Ins e dispositivos

Utilizaç$o do menu de contexto
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#umrio
Capítulo 1.............................................................................................................................................1
Primeiros Passos..............................................................................................................................1
Familiarize-se com o Live...............................................................................................................1
Uso da Vista Info e do Índice...........................................................................................................1
Configura!o de Prefer"ncias..........................................................................................................#
$ %anela Principal do Live...............................................................................................................&
Capítulo #.............................................................................................................................................'
(es)lo*ueio do Live.............................................................................................................................'
Passo 1+ Introdu!o do n,mero de s-rie...........................................................................................
Paso #+ (es)lo*ueio do Live.........................................................................................................../
0 C1digo de des)lo*ueio................................................................................................................./
0 C1digo C2allenge........................................................................................................................./
(es)lo*ueio online........................................................................................................................../
(es)lo*ueio offline..........................................................................................................................3
Perguntas mais fre*uentes so)re a prote!o de c1pia....................................................................11
Capítulo &...........................................................................................................................................1'
Conceitos do Live...............................................................................................................................1'
Live 4ets........................................................................................................................................1'
Vistas $rrangement e 4ession.......................................................................................................1'
5ril2as............................................................................................................................................16
7udio e 8I(I.................................................................................................................................1/
Clips de 9udio e samples................................................................................................................13
Clips 8I(I e ar*uivos 8I(I.........................................................................................................#:
(ispositivos e 8i;er......................................................................................................................#1
Presets e <ac=s...............................................................................................................................#'
>ncamin2amento ?<outing@...........................................................................................................#6
Arava!o de novos clips................................................................................................................#.
>nvolopes de automa!o...............................................................................................................#/
>nvolopes de clip...........................................................................................................................#3
Controle remoto via 8I(I e teclas................................................................................................&:
4alvar e e;portar............................................................................................................................&1
$ Bi)lioteca...................................................................................................................................&#
Capítulo C...........................................................................................................................................&'
Aest!o de ar*uivos e sets....................................................................................................................&'
0pera!o dos Davegadores de ar*uivos........................................................................................&'
Davegando pela 2ierar*uia de pastas............................................................................................&6
8arcadores de Davegador.............................................................................................................&/
Busca de ar*uivos..........................................................................................................................&/
Folders em Prefer"ncias.................................................................................................................C:
PrevieEs de ar*uivos.....................................................................................................................C#
$dicionar Clips a partir do Davegador..........................................................................................C&
$dministra!o de ar*uivos no Davegador.....................................................................................C&
8odo Fot-4Eap.............................................................................................................................CC
$r*uivos de sample.......................................................................................................................C'
Cac2e de decodifica!o.................................................................................................................C6
$r*uivos de an9lise ?.asd@..............................................................................................................C.
$n9lise pr-via de ar*uivo..............................................................................................................C/
>;porta!o de 9udio e Vídeo.........................................................................................................C3
<enderinza!o em tempo real........................................................................................................'#
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$r*uivos 8I(I..............................................................................................................................''
>;porta!o de ar*uivos 8I(I........................................................................................................'6
Live Clips.......................................................................................................................................'6
Live 4ets........................................................................................................................................'/
Cria!oG a)ertura e armazenamento de 4ets..................................................................................'/
Fus!o de 4ets.................................................................................................................................'/
>;porta!o de Clips do 4ession como novos 4ets.........................................................................6:
5emplates de set.............................................................................................................................6:
Ver e alterar as refer"ncias de samples de um Live 4et ................................................................61
ProHetos Live..................................................................................................................................6#
ProHetos e Live 4ets........................................................................................................................6&
ProHetos e Presets...........................................................................................................................66
$dministra!o de ar*uivos em um ProHeto....................................................................................6.
$ Bi)lioteca do Live .....................................................................................................................6.
$lterar o local da Bi)liotecaG atualiza!o de uma )i)lioteca antiga..............................................63
Importa!o de ProIectos na Li)rarI...............................................................................................1
Localizar samples n!o encontrados................................................................................................1
<epara!o manual...........................................................................................................................#
<epara!o autom9tica.....................................................................................................................#
<ecuperar samples e;ternos............................................................................................................C
Localizar e Coletar agregados.........................................................................................................6
>ncontrar samples n!o utilizados....................................................................................................
>mpacotar ProHetos dentro de Live Pac=s....................................................................................../
Perguntas mais fre*uentes so)re o $dministrador de ar*uivos....................................................../
Como crio um ProHetoJ............................................................................................................../
Como posso salvar Preset no meu ProHeto em cursoJ................................................................/
Posso tra)al2ar com v9rias versKes diferentes de um mesmo 4etJ............................................3
Capítulo '.........................................................................................................................................../1
Vista $rrangement............................................................................................................................../1
Davega!o....................................................................................................................................../1
5ransporte....................................................................................................................................../#
Iniciar reprodu!o no $rrangement com localizadores................................................................./'
$lteraKes de compasso................................................................................................................./6
8odo Loop del $rrangement........................................................................................................./3
Para deslocar e redimensionar clips ..............................................................................................3:
4ele!o de clips e seKes de tempo ...............................................................................................31
Uso da grade de edi!o..................................................................................................................3&
Como s!o utilizados... os comandos de teclado ............................................................................3C
(ivis!o de clips..............................................................................................................................3'
Consolida!o de clips....................................................................................................................36
Capítulo 6...........................................................................................................................................33
Vista 4ession.......................................................................................................................................33
Clips da vista 4esion......................................................................................................................33
5ril2as e Cenas.............................................................................................................................1::
0s campos de status de e tril2a....................................................................................................1:#
Configurando a grade da Vista 4ession.......................................................................................1:C
4ele!o com )ot!o Launc2..........................................................................................................1:C
>limina!o de )otKes Clip 4top...................................................................................................1:'
>di!o de cenas............................................................................................................................1:'
Arava!o de sessKes no $rrangement..........................................................................................1:6
Capítulo ..........................................................................................................................................1:3
Vista Clip..........................................................................................................................................1:3
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$ se!o Clip.................................................................................................................................11&
0 interruptor $tivador de Clip.....................................................................................................11&
Dome e cor do clip ......................................................................................................................11&
Compasso de um clip ..................................................................................................................11&
Aroove..........................................................................................................................................11C
Clip 0ffset e Dudging..................................................................................................................11'
$ se!o 4ample............................................................................................................................11.
Controles Larp.............................................................................................................................11.
4ample LoopM<egion e Visor.......................................................................................................11/
Nooming e 4crolling....................................................................................................................11/
<eprodu!o e 4cru))ing de Clips ...............................................................................................113
Looping Clips..............................................................................................................................1#1
5onalidade e gan2o do clip .........................................................................................................1#&
>di!o destrutiva de samples.......................................................................................................1#&
Como salvar os aHustes pr--determinados de um clip com o sample...........................................1#C
Interpola!o de alta *ualidade.....................................................................................................1#C
Fades-In e Fades-0ut de clip ......................................................................................................1#'
8odo de clip <$8......................................................................................................................1#'
Invers!o de samples.....................................................................................................................1#6
<ecorte de samples......................................................................................................................1#.
4u)stitui!o e edi!o do sample .................................................................................................1#/
$ se!o Dotes................................................................................................................................1#/
Controles de tempo......................................................................................................................1#3
$lteraKes de tim)re e )anco ......................................................................................................1#3
LoopM<egi!o 8I(I .....................................................................................................................1#3
$Hustes pr--determinados de clip e fre*O"ncia de atualiza!o ...................................................1#3
Capítulo /.........................................................................................................................................1&1
Controle do 5empo e Larping .........................................................................................................1&1
5empo..........................................................................................................................................1&1
$Hustar o tempo.......................................................................................................................1&1
8arcar o tempo manualmente.................................................................................................1&#
Um empurr!ozin2o no andamento..........................................................................................1&&
Larping dos samples...................................................................................................................1&&
5empo 8asterM4lave....................................................................................................................1&C
8arcadores Larp.........................................................................................................................1&'
4alvar marcadores Larp..............................................................................................................1&6
Utiliza!o de marcadores Larp...................................................................................................1&6
4incroniza!o de loops simples...................................................................................................1&.
4incroniza!o de loops sem cortar...............................................................................................1&.
4incroniza!o de loops de dura!o incomum .............................................................................1&/
8anipula!o de Arooves.............................................................................................................1&3
4incroniza!o de peas maiores..................................................................................................1C:
8ulti-Clip Larping......................................................................................................................1C&
Copiar marcadores Larp..............................................................................................................1C&
8-todos de compress!o e e;pans!o de andamento ....................................................................1CC
8odo Beats..................................................................................................................................1CC
8odo 5ones.................................................................................................................................1C'
8odo 5e;ture ..............................................................................................................................1C'
8odo <e-Pitc2.............................................................................................................................1C6
8odo Comple;............................................................................................................................1C6
8odo <>P...................................................................................................................................1C6
Capítulo 3.........................................................................................................................................1C3
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>di!o e notas 8I(I e velocitI........................................................................................................1C3
Como criar um clip 8I(I vazio..................................................................................................1C3
0 8I(I editor..............................................................................................................................1C3
Davega!o e 5ransporte no 8I(I >ditor.....................................................................................1'1
>di!o 8I(I................................................................................................................................1'C
>di!o n!o destrutiva..............................................................................................................1'C
Folding e Looping...................................................................................................................1'C
$Huste a Arade.........................................................................................................................1''
0rganiza!o e *uantiza!o de notas............................................................................................1''
Cria!o e edi!o de notas ............................................................................................................1'.
Como alterar a dura!o de nota...................................................................................................1'/
>di!o de velocitI........................................................................................................................1'3
(esativa!o de notas....................................................................................................................161
Capítulo 3 ........................................................................................................................................16&
Como lanar clips ............................................................................................................................16&
$ se!o Launc2 ...........................................................................................................................16&
8odos de lanamento .................................................................................................................16C
Quantiza!o a nível de clip .........................................................................................................16C
VelocitI .......................................................................................................................................16'
8odo Legato ...............................................................................................................................16'
FolloE $ction ?$Kes de 4eguimento@........................................................................................166
<eprodu!o em loop de partes de um clip ..................................................................................16/
Cria!o de ciclos .........................................................................................................................163
<eprodu!o tempor9rio de clips em loop ...................................................................................1.:
Como acrescentar variaKes em sincronismo .............................................................................1.:
8i;agem de melodias e ritmos ...................................................................................................1.1
Cria!o de estruturas n!o repetitivas ..........................................................................................1.1
Capítulo 11 ......................................................................................................................................1.&
<outing e IDM0U5 ...........................................................................................................................1.&
8onitora!o.................................................................................................................................1.C
>ntradaM4aída 9udio e;terno .......................................................................................................1.'
ConversKes 8onoM>st-reo ..........................................................................................................1.6
>ntradaM4aída 8I(I e;terno .......................................................................................................1.6
$ lista de dispositivos 8I(I ativos das Prefer"ncias .................................................................1..
<eprodu!o de 8I(I com o teclado do computador ..................................................................1..
Cone;!o de sintetizadores e;ternos ............................................................................................1./
Indicadores de entradaMsaída 8I(I .............................................................................................1./
4aída 8aster e saída Cue ............................................................................................................1.3
<oteamento de aplicaKes <eLire escravas ...............................................................................1.3
<esampling .................................................................................................................................1/1
<oteamento interno .....................................................................................................................1/1
Pontos de encamin2amento interno ............................................................................................1/#
Pontos de encamin2amentos nos <ac=s ......................................................................................1/C
Utiliza!o de encamin2amento interno .......................................................................................1/C
Arava!o posterior aos efeitos ....................................................................................................1/'
Aravar 8I(I como 9udio ...........................................................................................................1/'
Cria!o de su)mi;agems ............................................................................................................1/.
V9rias tril2as 8I(I reproduzem o mesmo instrumento .............................................................1/.
Uso das saídas independentes de um instrumento ......................................................................1/3
Uso de plug-ins de instrumentos multitim)rais ..........................................................................13:
$limenta!o das entradas de sidec2ain ......................................................................................131
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(istri)ui!o dos instrumentos por LaIers ..................................................................................13#
Capítulo 1# ......................................................................................................................................13'
8i;agem ..........................................................................................................................................13'
0 mi;er do Live ..........................................................................................................................13'
Características do mi;er no 4ession............................................................................................13/
5ril2as de 9udio e 8I(I...............................................................................................................133
Canais de <etorno e Canal 8aster...............................................................................................133
Uso do Crossfader do Live..........................................................................................................#:1
4olo e Pr--escuta ?PrevieE@.........................................................................................................#:C
5rac= (elaIs................................................................................................................................#:'
Capítulo 1& ......................................................................................................................................#:.
Arava!o de novos clips ..................................................................................................................#:.
4ele!o de entrada ......................................................................................................................#:.
$rmar tril2as ?para grava!o@ .....................................................................................................#:/
Arava!o .....................................................................................................................................#:3
Arava!o no $rrangement ..........................................................................................................#:3
Arava!o nos slots da vista 4ession ............................................................................................#1:
Arava!o de patterns 8I(I em modo overdu) ...........................................................................#11
Arava!o sincronizada ................................................................................................................#1#
Arava!o de notas 8I(I *uantizadas .........................................................................................#1&
Arava!o com Count-in ..............................................................................................................#1C
Configura!o de tipos de ar*uivo ...............................................................................................#1C
0nde est!o os samples gravadosJ ...............................................................................................#1'
Uso de controle remoto para a grava!o .....................................................................................#1'
Capítulo 1C ......................................................................................................................................#1.
Uso de instrumentos e efeitos ..........................................................................................................#1.
Presets dos dispositivos do Live .................................................................................................###
4alvando e 0rganizando Presets .................................................................................................##&
Uso dos plug-ins .........................................................................................................................##C
Plug-ins na vista 5rac= ................................................................................................................##6
0pKes de <endimento de Plug-Ins ............................................................................................##/
Plug-ins V45 ...............................................................................................................................##3
$ pasta de plug-ins V45 .............................................................................................................##3
Programas e Bancos V45 ...........................................................................................................#&1
Plug-ins $udio Units ...................................................................................................................#&&
Compensa!o de $traso de (ispositivo ......................................................................................#&C
Capítulo 1' ......................................................................................................................................#&.
$utoma!o e edi!o de envelopes ...................................................................................................#&.
Arava!o de dados de automa!o ...............................................................................................#&.
>limina!o de dados de automa!o ............................................................................................#&.
4u)stitui!o de dados de automa!o ..........................................................................................#&/
Cria!o e edi!o de dados de automa!o ....................................................................................#&/
Cria!o de envelopes ..................................................................................................................#C:
>di!o de pontos de envelope .....................................................................................................#C1
Blo*ueio de envelopes ................................................................................................................#C#
Comandos do menu >dit .............................................................................................................#C#
>di!o da automa!o de tempo ..................................................................................................#C&
Capítulo 16 ......................................................................................................................................#C'
>nvelopes de clip .............................................................................................................................#C'
0 >ditor de envelopes de clip .....................................................................................................#C'
>nvelopes de clip de 9udio .........................................................................................................#C.
0s envelopes de clip s!o n!o-destrutivos ...................................................................................#C.
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$ltera!o de tonalidade e afina!o de notas ...............................................................................#C/
Para silenciar ou atenuar notas de um sample ............................................................................#C3
<eordena!o de )eats ..................................................................................................................#C3
Uso de clips como 5emplate .......................................................................................................#':
>nvelopes de clip de mi;er e (ispositivo ...................................................................................#'1
8odula!o de volumes e envios do mi;er ..................................................................................#'1
8odula!o do pan .......................................................................................................................#'#
8odula!o de controles de dispositivo .......................................................................................#'&
>nvelopes de clip de controlador 8I(I ......................................................................................#'&
Como desvincular envelopes de clip de seus clips associados ...................................................#'C
Cria!o de loops longos a partir de loops curtos ........................................................................#''
$plica!o de patterns rítmicos aos samples ...............................................................................#'6
Uso dos envelopes de clip como LF0s .......................................................................................#'.
Capítulo 1. ......................................................................................................................................#'3
5ra)al2ando com Vídeo no Live......................................................................................................#'3
Importa!o de Vídeo....................................................................................................................#'3
5ra)al2ando com vídeos no Live ................................................................................................#'3
Clips de vídeo na Vista $rrangement ..........................................................................................#'3
$ Hanela Video .............................................................................................................................#61
Filmes com tril2as parciais .........................................................................................................#61
Vista Clip ....................................................................................................................................#61
8arcadores Larp ........................................................................................................................#6#
$Hustando som e vídeo ................................................................................................................#6#
5ru*ues de reaHuste de Vídeo ......................................................................................................#6C
Capítulo 1/.......................................................................................................................................#6.
8anual de <efer"ncia dos efeitos de 9udio do Live.........................................................................#6.
$uto Filter....................................................................................................................................#6.
Beat <epeat..................................................................................................................................#.1
C2orus..........................................................................................................................................#.&
....................................................................................................................................................#.&
Compressor..................................................................................................................................#.'
ParRmetros 4idec2ain...................................................................................................................#.3
(icas de compress!o....................................................................................................................#/:
8i;agem de superposi!o de vozes ou Voiceover......................................................................#/:
4idec2aining em m,sica (ance...................................................................................................#/1
(Inamic 5u)e..............................................................................................................................#/#
>Q >ig2t......................................................................................................................................#/&
>Q 52ree......................................................................................................................................#/'
>rosion.........................................................................................................................................#/6
>feito >;ternal $udio..................................................................................................................#/.
Filter (elaI..................................................................................................................................#/3
Flanger.........................................................................................................................................#31
Aate..............................................................................................................................................#3#
Arain (elaI..................................................................................................................................#3&
P2aser...........................................................................................................................................#3'
Ping Pong (elaI..........................................................................................................................#3.
<edu;...........................................................................................................................................#3/
<esonators....................................................................................................................................#33
<ever)..........................................................................................................................................&:1
Processamento do sinal de entrada..............................................................................................&:1
<efle;Kes iniciais.........................................................................................................................&:1
$Hustes Alo)ais ...........................................................................................................................&:#
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(iffusion DetEor=.......................................................................................................................&:&
4aída.............................................................................................................................................&:&
4aturator.......................................................................................................................................&:C
4imple (elaI................................................................................................................................&:'
4pectrum......................................................................................................................................&:6
UtilitI...........................................................................................................................................&:.
VinIl (istortion...........................................................................................................................&:3
Capítulo 13.......................................................................................................................................&1#
8anual de refer"ncia dos efeitos 8I(I do Live..............................................................................&1#
$rpeggiator..................................................................................................................................&1#
4eKes 4tIle e <ate......................................................................................................................&1&
4eKes 5ransposition e VelocitI..................................................................................................&16
C2ord...........................................................................................................................................&1.
(ura!o de nota...........................................................................................................................&1/
Pitc2.............................................................................................................................................&13
<andom........................................................................................................................................&#:
4cale.............................................................................................................................................&#1
VelocitI........................................................................................................................................&##
Capítulo #: ......................................................................................................................................&#'
8anual de refer"ncia dos instrumentos do Live ..............................................................................&#'
$nalog..........................................................................................................................................&#'
$r*uitetura e interface............................................................................................................&#6
0sciladores..............................................................................................................................&#.
Aerador de ruído.....................................................................................................................&#3
Filtros .....................................................................................................................................&&:
$mplicadores..........................................................................................................................&&#
>nvelopes................................................................................................................................&&&
LF0s........................................................................................................................................&&'
ParRmetros glo)ais..................................................................................................................&&6
(rum 8ac2ines............................................................................................................................&&/
Instala!o do (rum 8ac2ines ................................................................................................&&3
$cessando o (rum 8ac2ines.................................................................................................&&3
>lectric.........................................................................................................................................&C:
$r*uitetura e interface............................................................................................................&C:
$ se!o do martelo..................................................................................................................&C1
$ se!o do diapas!o................................................................................................................&C#
4e!o (amper.........................................................................................................................&C#
Pic=up......................................................................................................................................&C&
Alo)al......................................................................................................................................&CC
Instrumento >;ternal....................................................................................................................&C'
Impulse ........................................................................................................................................&C/
4amples 4lots .........................................................................................................................&C/
4tartG 5une e 4tretc2 ...............................................................................................................&C3
Filtro .......................................................................................................................................&C3
4aturator e >nvelope ..............................................................................................................&':
Pan e Volume ..........................................................................................................................&':
Alo)al Parameters ..................................................................................................................&':
4aídas individuais ..................................................................................................................&'1
0perator ......................................................................................................................................&'1
$spectos gerais ......................................................................................................................&'#
4e!o de oscilador e $liasing .................................................................................................&'C
4e!o do LF0 .........................................................................................................................&'6
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>nvelopes ...............................................................................................................................&'.
4e!o Filtro ............................................................................................................................&'3
Controles glo)ais ....................................................................................................................&6:
Alide ?deslizamento@ e 4pread ?difus!o@ ................................................................................&61
>strat-gias para economizar recursos da CPU .......................................................................&6#
Finalmente... ...........................................................................................................................&6#
Lista completa de parRmetros ................................................................................................&6#
Painel e (isplaI Alo)al ..........................................................................................................&6&
Painel e (isplaI de Filtro ......................................................................................................&6'
Painel e (isplaI de LF0 ........................................................................................................&66
(isplaI de envelope ...............................................................................................................&6/
0rc2estral 4tringsG BrassG LoodEinds and Percussion...............................................................&.:
Instala!o................................................................................................................................&.:
Utiliza!o dos presets do 0rc2estral.......................................................................................&.:
4ampler .......................................................................................................................................&.1
8ultisample ...........................................................................................................................&.#
8ontagem dos C(s $S$I 8ultisampling ............................................................................&.C
$s a)as do 4ampler ................................................................................................................&.C
$s a)as ...................................................................................................................................&.'
$ lista 4ample LaIer ..............................................................................................................&.6
SeI Nones ..............................................................................................................................&.6
VelocitI Nones ........................................................................................................................&..
$ a)a 4ample .........................................................................................................................&./
<eprodu!o de 4ample ...........................................................................................................&.3
$ a)a Pitc2M0sc ......................................................................................................................&/#
0 0scilador de modula!o .....................................................................................................&/#
Pitc2 >nvelope .......................................................................................................................&/#
$ a)a FilterMAlo)al .................................................................................................................&/&
0 filtro ....................................................................................................................................&/&
0 envelope de volume.............................................................................................................&/C
$ a)a 8odulation ...................................................................................................................&/C
$ a)a 8I(I ............................................................................................................................&/C
4ession (rums.............................................................................................................................&/'
Instala!o do e 4ession (rums................................................................................................&/'
$cesso aos presets do session (rums.....................................................................................&/6
8i;ando as )aterias................................................................................................................&/6
8odifica!o dos (rum=its......................................................................................................&/.
4impler.........................................................................................................................................&//
Vista do sample ......................................................................................................................&//
Controles do sample ...............................................................................................................&/3
Noom ......................................................................................................................................&3:
>nvelope .................................................................................................................................&3:
Filtro .......................................................................................................................................&3:
LF0 ........................................................................................................................................&31
Alide ?deslizamento@ e 4pread ?difus!o@.................................................................................&3#
Pitc2G PanG Volume e Voices ...................................................................................................&3#
>strat-gias para economizar pot"ncia da CPU........................................................................&3&
$ )i)lioteca >ssential Instrument Collection ..............................................................................&3&
Instala!o da >IC ...................................................................................................................&3C
$cesso aos multisamples da >IC ...........................................................................................&3C
0s instrumentos incluídos ......................................................................................................&3C
Características especiais dos )ancos Auitar e Bass ................................................................&3'
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Capítulo #1 ......................................................................................................................................&3.
Controle remoto 8I(I e por teclas .................................................................................................&3.
Controle remoto 8I(I ................................................................................................................&3.
4uperfícies de controle suportadas .............................................................................................&3/
8apeamento instantRneo ............................................................................................................&33
Configura!o manual da superfície de controle .........................................................................C:1
8odo 5a=e-0ver 8ode ...............................................................................................................C:#
0 Davegador 8apping ................................................................................................................C:&
>ndereamento de controle remoto 8I(I ..................................................................................C:C
8apas de notas 8I(I .................................................................................................................C:C
8apas controladores 8I(I a)solutos .........................................................................................C:'
8apa de controladores 8I(I relativos .......................................................................................C:6
Davega!o da vista 4ession ........................................................................................................C:.
8apa dos Controles da Vista Clip ..............................................................................................C:/
Controle <emoto do 5eclado do Computador ............................................................................C:/
8ac=ie Control............................................................................................................................C:3
Colunas de canal..........................................................................................................................C11
V-Pots I $ssignment 4Eitc2es....................................................................................................C1&
Ban=MC2annel e FlipM<eturn........................................................................................................C16
5ransporte....................................................................................................................................C1/
Controles especícos do softEare..................................................................................................C#1
Capítulo ## ......................................................................................................................................C#&
4incroniza!o e <eLire ..................................................................................................................C#&
4incronismo via 8I(I ................................................................................................................C#&
4incronismo de dispositivos 8I(I e;ternos com o Live ...........................................................C#&
4incronismo do Live com dispositivos 8I(I e;ternos ..............................................................C#C
0pKes de 85C ..........................................................................................................................C#'
$traso de 4Inc ............................................................................................................................C#'
Cone;!o via <eLire ...................................................................................................................C#6
Uso do Live em modo master <eLire ........................................................................................C#.
Uso do Live em modo escravo <eLire ......................................................................................C#.
8ais informa!o so)re <eLire ..................................................................................................C#.
Capítulo #&.......................................................................................................................................C#3
<ecursos e estrat-gias para manipula!o de 9udio no computador..................................................C#3
Aerenciamento do esforo da CPU..............................................................................................C#3
0 esforo da CPU ocasionada pelo o 9udio multicanal...............................................................C&:
5rac= Freeze.................................................................................................................................C&1
Aerenciamento de carga de disco................................................................................................C&#
Para evitar a so)recarga do discoG faa o seguinte+......................................................................C&#
Capítulo #C.......................................................................................................................................C&'
InformaKes so)re 9udio no Live ...................................................................................................C&'
5estes e metodologia....................................................................................................................C&'
0peraKes neutras........................................................................................................................C&'
<enderinza!o sem distor!o.......................................................................................................C&6
CoteHando ta;a de amostragemMsem transposi!o.......................................................................C&.
Larping com BeatsM5onesM5e;tureM<e-Pitc2 sem estiramento....................................................C&.
Com)inaKes de sinais em pontos ,nicos na mi;agem...............................................................C&/
Arava!o de sinais e;ternos?resolu!o de )it TMU conversor $M(@ .............................................C&/
Arava!o de fontes internas em &# )it.........................................................................................C&/
CongelarG $plainar.......................................................................................................................C&3
>feitos anulados...........................................................................................................................CC:
>ncamin2amento ?<outing@.........................................................................................................CC1
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(ivis!o de clips............................................................................................................................CC1
0peraKes n!o neutras.................................................................................................................CC#
<eprodu!o no modo Comple;...................................................................................................CC#
Convers!oMtransposi!o da ta;a de amostragem.........................................................................CC#
$utoma!o de volume.................................................................................................................CC&
(it2ering......................................................................................................................................CC&
Arava!o de sinais e;ternos ?resolu!o de )it V conversor $M(@................................................CCC
Consolidar....................................................................................................................................CCC
Fades de Clip...............................................................................................................................CC'
Panoramiza!o.............................................................................................................................CC'
$lteraKes em Alo)al Aroove......................................................................................................CC'
Consel2os para conseguir uma *ualidade de som 1tima no Live................................................CC'
<esumo e conclusKes...................................................................................................................CC6
Capítulo #'.......................................................................................................................................CC.
InformaKes so)re 8I(I no Live ...................................................................................................CC.
0 comportamento 8I(I ideal......................................................................................................CC.
Pro)lemas de temporiza!o 8I(I...............................................................................................CC/
$s soluKes 8I(I do Live...........................................................................................................CC3
Vari9veis fora do controle do Live...............................................................................................C':
5estes e resultados.......................................................................................................................C'1
Consel2os para conseguir um 1timo rendimento 8I(I...............................................................C'&
<esumo e conclusKes...................................................................................................................C'C
Capítulo #6.......................................................................................................................................C''
Comandos de teclas do Live ............................................................................................................C''
VisualizarM0cultar vistas .............................................................................................................C''
$cesso aos menus .......................................................................................................................C''
$Hustes de valor ..........................................................................................................................C''
Davega!o ...................................................................................................................................C'6
5ransporte ...................................................................................................................................C'6
>di!o .........................................................................................................................................C'6
Comandos da vista 4ession .........................................................................................................C'.
Comandos da vista $rrangement ................................................................................................C'.
Comandos de tril2a .....................................................................................................................C'/
Comandos de envelopes ..............................................................................................................C'/
8odo SeIM8I(I 8ap e teclado 8I(I do Computador .............................................................C'/
NoomG vista e sele!o ..................................................................................................................C'3
Visor de sample da vista Clip .....................................................................................................C'3
>ditor 8I(I da vista Clip ...........................................................................................................C'3
$Huste de r-gua e desen2ar .........................................................................................................C6:
Quantiza!o Alo)al .....................................................................................................................C6:
Comandos de 4et e programa .....................................................................................................C6:
0pera!o de Plug-Ins e dispositivos ...........................................................................................C61
Utiliza!o do menu de conte;to ..................................................................................................C61
Índice................................................................................................................................................C6&
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