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OS SISTEMAS FIXOS DE PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIO

Tradicionalmente, a protecção contra incêndio de equipamentos ou
instalações críticas na indústria tem sido baseada em sistemas fixos de
supressão utilizando agentes extintores gasosos. Os sistemas fixos de
protecção contra incêndio são aqueles cujo propósito é a supressão local de
um incêndio num dado sistema ou equipamento, através de uma instalação fixa
geralmente de actuação automática. Estes sistemas destinam-se a
providenciar uma descarga de gás extintor de um conjunto de garrafas ou
cilindros de armazenamento, através de tubagem fixa até ao local de risco. A
maioria dos sistemas de protecção fixa funcionam automaticamente, sendo
necessária uma ligação a um sistema de detecção automática de incêndio (por
meio de detectores de fumo ou calor, por exemplo). O esquema abaixo
representa o conjunto de peças fundamentais que constituem uma instalação
fixa de protecção:


Esquema de um sistema fixo de protecção contra incêndio:
1) Cilindros de gás extintor; 2) Painel de controlo; 3) Colector de gás; 4)
Circuito de Extinção; 5) Circuito de Detecção de Incêndio; 6) Detector de
Incêndio; 7) Difusores de gás extintor.

As instalações fixas de protecção contra incêndio têm um modo de
funcionamento relativamente simples mas os sistemas de actuação automática
requerem a instalação de detectores automáticos de incêndio e um modo de
gestão da informação relativa à detecção e à extinção. O painel de controlo do
sistema permite gerir alarmes falsos e programar um lapso de tempo entre a
recepção do sinal dos detectores de incêndio e a ordem de abertura da válvula
de descarga do gás no espaço protegido, para permitir a evacuação das
pessoas, quando existe perigo para os ocupantes, por exemplo em instalações
de dióxido de carbono. Quando não existem ocupantes ou quando se trata de
um gás inofensivo, a actuação do sistema de extinção é geralmente imediata.
O sistemas de actuação manual não apresentam esta complicação e
dispensam os detectores de incêndio, mas introduzem uma componente de
decisão humana, o que em alguns casos se pode traduzir numa desvantagem
considerável.

Existem dois tipos principais de sistemas de supressão de incêndio fixos
por meio de agentes extintores gasosos, quanto ao seu modo de aplicação: os
sistemas de inundação total e os sistemas de aplicação local. Os primeiros
geralmente destinam-se à protecção de espaços confinados, como por
exemplo salas técnicas ou salas de computadores. Nesse caso o agente
extintor gasoso é descarregado no espaço confinado em determinada
quantidade, de modo a obter-se uma concentração de gás extintor
relativamente uniforme nesse espaço. Os sistemas de aplicação local, por
outro lado, aplicam o agente extintor directamente sobre o objecto ou
equipamento em chamas, numa concentração suficientemente elevada para
extinguir o incêndio num espaço aberto.
Os sistemas de extinção fixa de incêndio destinam-se à protecção de riscos
tais como:
• Sala de computadores
• Salas de comando
• Arquivos e museus
• Centrais Telefónicas
• Salas de equipamento electrónico
• Depósitos de Artigos Valiosos
• Equipamento industrial crítico
• Aeronaves e embarcações
• Centrais de processamento de dados
• Turbinas e geradores de centrais eléctricas
• Instalações onde a água não pode ser utilizada como agente extintor