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47086934 Artigo de Christine Greiner Dancaxtecnologia

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Artigo de Christine Greiner: AS ALIANÇAS ENTRE

DANÇA E TECNOLOGIA
Por: Christine Greiner
As alianças entre dança e tecnologia
A relação entre dança e tecnologia não é tão recente como parece. A
coreógrafa Loie Füller estudou óptica para testar transformaçes das
imagens do corpo !" no final do século #$. %as é depois de #&'( )ue os
e*perimentos proliferam e se comple*ificam. +sso por)ue, ao contr"rio do
)ue se pensa, a aliança entre dança e tecnologia -ai muito além da mera
documentação da dança .m")uinas )ue registram espet"culos/ ou da
su0stituição de elementos c1nicos .-2deo ou pro!eção digital no fundo do
palco como cen"rio/. Algumas e*peri1ncias reali3adas em diferentes
pa2ses mostram )ue se trata de um processo e-oluti-o do corpo, acoplado
a aparatos m2diaticos )ue transformam a si mesmos e a suas relaçes
com os di-ersos am0ientes.
4m dos pioneiros foi o coreógrafo %erce Cunningham, )ue iniciou sua
pes)uisa com -ideodança e, mais tarde, passou a usar soft5ares para
criação coreogr"fica. A tecnologia, no seu caso, nunca foi um meio neutro
de passagem de informação, mas sim, uma parceria de criação, uma
possi0ilidade de organi3ação do pensamento6mo-imento. %ais do )ue
uma e*tensão do homem, como prop7s %cLuhan, a tecnologia tem se
tornado ho!e cada -e3 mais parte do pro!eto humano e*istindo não apenas
fora do corpo .o li)uidificador como e*tensão da mão, o computador como
prolongamento do cére0ro/. 8a +nglaterra, por e*emplo, criou6se uma rede
de cientistas da computação e artistas interessados em desen-ol-er
m2dias interati-as com usu"rios criadores .PLA8, Per-asi-e and Locati-e
Arts 8et5or9/. Grupos de performance como o :last ;heor<, +gloo e Acti-e
+ngredient passaram a usar games e celulares, criando a-atares )ue
redesenham mo-imentos=mundos computadori3ados.
> roteiro -irou programação de códigos e redes neurais )ue operam
algoritmos metafóricos para definir comportamentos. 8a maioria destes
e*perimentos, a cha-e est" na in-estigação de no-os gestos e por isso a
dança continua tendo um papel primordial. ?m 8o-a @or9, a companhia
;roi9a Aanch apresentou #' .A/ e-olutions para desesta0ili3ar
mo-imentos a partir de am0ientes programados com0inando cBmeras, o
soft5are +sadora e lu3 infra6-ermelha com motion6capture desen-ol-ido
pelo la0oratório Genoa. > o0!eti-o foi transformar açes em imagens
midi"ticas. ?sses no-os am0ientes imersi-os foram ainda mais
radicali3ados por e*perimentos como Fractal Flesh e ?*os9eleton do
artista Ctelarc )ue desen-ol-eu uma tela de to)ue em interface com um
Cistema de ?stimulação %uscular capa3 de coreografar um corpo a partir
de uma série de impulsos ner-osos, ati-ados pelos espectadores. Corinne
Dola, do +nstituto de 8euroci1ncia Cogniti-a de Londres, e Fred %ast, de
Euri)ue, sugeriram uma ci1ncia e*perimental de dança para in-estigar o
self neural e a mente encarnada, partindo da pes)uisa do neurocientista
António Fam"sio.
Fesde G((H, o pro!eto :rainFance e o Choreograph< and Cognition com o
apoio do departamento de 8euroci1ncia de Cam0ridge, dirigido por
Ia<ne %cGregor, assim como o e-ento Fance and the :rain, reali3ado
em Fran9furt por Iilliam Fors<the e +-ar Jagendoorn, t1m relacionado
dança e ci1ncia para desco0rir no-os acionamentos corporais. ? para uma
espécie de medição sensória da ação e )ualidade do gesto, Armando
%enicacci do %ediadanse La0 em Paris, tem testado pré6mo-imentos na
musculatura a0dominal )uase impercept2-eis a olho nu, discutindo como o
pré6mo-imento é fundamental para a formação de criadores
contemporBneos e em )ue medida a tecnologia pode interferir no
processo de criação. ?n)uanto isso, em Greno0le, o Festi-al dos
+magin"rios a0orda inKmeros tra0alhos )ue discutem a relação entre o
mo-imento imaginado e e*peri1ncia motora.
Como d" para perce0er, é dif2cil apontar )ual)uer tipo de limite para estes
artistas=cientistas. 8o :rasil, algumas destas e*peri1ncias começaram a
despontar em torno de #&L( com a pioneira Anal2-ia Cordeiro e se
intensificaram nos Kltimos de3 anos, com as pes)uisas de Aachel Euanon
.computador -esti-el co6e-oluti-o/, Lali Mroto3ins9< .dance !u9e 0o*/, +-ani
Cantana .poéticas da dança na cultura digital/, Ale!andro Ahmed .Pro!eto
CM8/ , entre outros. Curiosamente, ao o0ser-ar estas e outras
e*peri1ncias, conclui6se )ue sendo o corpo um sistema onde se aliam
nature3a e cultura, para )ue aconteça o trBnsito entre dança e tecnologia,
nem é preciso usar ro07, -2deo ou computador. A tecnologia cogniti-a do
organismo garante, de sa2da, pontes )ue, independentemente do nosso
consentimento, continuam a in-entar no-as realidades, fict2cias ou
-erdadeiras.
Christine Greiner, professora do Fepartamento de Linguagens do Corpo
da P4C6CP.

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