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ATOS ILÍCITOS

PRESCIÇÃO E DECADÊNCIA
SOPECE-FACULDADE DE CIÊNCIAS
HUMANAS DE PERNAMBUCO
Professor: Lui A!"r#"e O$i%eir#
A$u!o: Lui &!'e$o "e F#ri#s ()!ior
Curso: A"*i!is+r#,-o
A!o: ./
A+os I$01i+os

São atos que vão de encontro ao ordenamento jurídico, lesando o direito
subjetivo de alguém. Para que se configure o ato ilícito é mister que haja um
dano moral ou material à vítima, uma conduta culposa, por parte do autor e um
nexo causal entre o dano configurado e a conduta ilícita.
lícito civil gera uma obriga!ão indeni"at#ria pelos danos efetivos e, em alguns
casos, pelo que a vítima deixou de lucrar com o dano provocado.
$al obriga!ão decorre da responsabilidade civil, que é a possibilidade jurídica que
determinada pessoa tem de responder pelos seus atos, sejam eles lícitos ou não.
% responsabilidade pode ser direta &responder pelos pr#prios atos' ou indireta
&responder por atos de terceiros'.
( conceito de ato ilícito é de suma import)ncia para a responsabilidade civil, ve"
que este fa" nascer a obriga!ão de reparar o dano. ( ilícito repercute na esfera
do *ireito produ"indo efeitos jurídicos não pretendidos pelo agente, mas
impostos pelo ordenamento. +m ve" de direitos, criam deveres. % primeira das
conseq,-ncias que decorrem do ato ilícito é o dever de reparar. .as não se fa"
/nica, eis que, dentre outras, este pode dar causa para a invalidade ou cassa!ão
do ato, por exemplo.
0o campo do direito, o ilícito al!a1se à altura de categoria jurídica e, como
entidade, é revestida de unidade 2ntica, diversificada em penal, civil,
administrativa, apenas para efeitos de integra!ão, neste ou naquele ramo,
evidenciando1se a diferen!a quantitativa ou de grau, não a diferen!a qualitativa
ou de subst)ncia.
+ o princípio que obriga o autor do ato ilícito a se responsabili"ar pelo prejuí"o
que causou, indeni"ando1o, é de ordem p/blica, ressalta a renomada .aria
3elena *ini".
% defini!ão de ato ilícito afirmada pela pl-iade de renomados doutrinadores a
seguir mencionados salienta diferen!a apenas no estilo pessoal de cada deles
expor. 4ejam1se a seguir5
6%to ilícito é, portanto, o que praticado sem direito, causa dano a outrem.7 &8lovis
9evilaqua'
6:ue é ato ilícito; +m sentido restrito, ato ilícito é todo fato que, não sendo
fundado em *ireito, cause dano a outrem7 &8arvalho de .endon!a'
6%to ilícito, é, assim, a a!ão ou omissão culposa com a qual se infringe, direta e
imediatamente, um preceito jurídico do direito privado, causando1se dano a
outrem7 &(rlando <omes'
6... ato ilícito é o procedimento, comissivo &a!ão' ou omissivo &omissão, ou
absten!ão', desconforme à ordem jurídica, que causa lesão a outrem, de cunho
moral ou patrimonial.7 &8arlos %lberto 9ittar'
6( car=ter antijurídico da conduta e o seu resultado danoso constituem o perfil do
ato ilícito.7 &8aio .ario da Silva Pereira'
6( ato ilícito é o praticado culposamente em desacordo com a norma jurídica,
destinada a proteger interesses alheios> é o que viola direito subjetivo individual,
causando prejuí"o a outrem, criando o dever de reparar tal lesão.7 &.aria 3elena
*ini"'
6%to ilícito. %!ão ou omissão contr=ria à lei, da qual resulta danos a outrem.7
&.arcus 8l=udio %cquaviva'
% diferen!a fundamental entre os ilícitos reside na aplica!ão do sistema
sancionat#rio, pois o direito penal pode afetar a liberdade da pessoa do infrator,
como o direito de ir e vir, enquanto que o )mbito civil ir= atingir sua esfera
pessoal, sua subjetividade, mas preferencialmente o seu patrim2nio.
( fato é que o comportamento contr=rio à norma tipifica uma ilicitude.
8oncluímos que o ilícito civil é transgressão do dever jurídico quer seja legal,
quer seja negocial.
0a esfera criminal, os ilícitos podem ser definidos como crimes ou contraven!?es
e, ao puni1los, fa"1se aplica!ão de san!?es mais graves chamadas penas. .as
esses mesmos atos, enquanto envolvam a viola!ão de interesses de pessoas
singularmente consideradas, pertencem também ao direito civil.
%ssim o ato ilícito pressup?e sempre uma rela!ão jurídica origin=ria lesada e a
sua conseq,-ncia é uma responsabilidade, ou seja, o dever de indeni"ar ou
ressarcir o dano causado pelo inadimplemento do dever jurídico existente na
rela!ão jurídica origin=ria.
Prescrição e decadência
nflu-ncia do elemento tempo nas rela!?es jurídicas, em ra"ão da seguran!a
jurídica e da estabili"a!ão social. 3= dois tipos de prescri!ão5 a extintiva e a
aquisitiva.
% teoria de que a prescri!ão extingue a a!ão é uma teoria ultrapassada, porque
baseada na $eoria manentista do século @@. 3oje, o direito de a!ão é visto
como
um direito constitucional do cidadão de pleitear a tutela jurisdicional.
% prescri!ão atinge a pretensão.
*icas pr=ticas para diferenciar prescri!ão e decad-ncia5
AB' quando h= a palavra pretensão, trata1se de prescri!ão>
CB' o rol de prescri!ão é taxativo D art. CEF, 88. :ualquer outro artigo trata de
decad-ncia>
GB' todos os pra"os prescricionais contam1se em anos. Pra"os em dia ou meses
são decadenciais.
( professor %gnelo %morim Hilho percebeu que temos dois tipos de direitos5 os
potestativos e os colaborativos.
Potestativos são aqueles que geram sujei!ão ao sujeito passivo. São exercidos
ao
exclusivo critério do sujeito ativo.
Colaborativos são aqueles em que credor e devedor trabalham juntos para atingir
o fim buscado pelas partes. 3= uma presta!ão do devedor5 dar, fa"er ou não
fa"er.
8om base nesta constata!ão, o professor %gnelo criou a $eoria das $utelas5
A. $utela 8ondenat#ria D relacionada a direitos colaborativos D presta!ão de
dar, fa"er ou não1fa"er D prescri!ão>
C. $utela 8onstitutiva D ligado a direitos potestativos. Podem ser constitutivas
positivas ou constitutivas negativas D pra"o de decad-ncia>
G. $utela *eclarat#ria D certe"a jurídica. 0ão est= sujeita à prescri!ão ou à
decad-ncia, porque não est= sujeita pra"o.
Co!1ei+o "e 2res1ri,-o D é a extin!ão da pretensão de um direito subjetivo pela
inércia de seu titular, por determinado lapso de tempo. % prescri!ão atinge a
pretensão e a exce!ão, nos pra"os fixados pelos arts. CEI e CEF, ambos do 88.
De1#"3!1i#
( direito nasce com pra"o de validade.
+m ocorrendo a decad-ncia, o pr#prio direito potestativo se extingue. 0a
prescri!ão, h= apenas a extin!ão da pretensão.
4ide art. JJC, 88.
Co!1ei+o "e "e1#"3!1i# D é a extin!ão do pr#prio direito potestativo, não
exercido pelo titular, por um certo lapso de tempo, o que indiretamente significa a
extin!ão da pr#pria a!ão de nature"a constitutiva.
3= dois tipos de decad-ncia5
A. "e1#"3!1i# $e'#$ - j= vem prevista em lei e trata de norma de ordem
p/blica. 0ão pode ser transformada em prescri!ão pelas partes>
C. "e1#"3!1i# 1o!%e!1io!#$ 4 decorre de um acordo de vontades e,
portanto, as partes transformam um pra"o que, por lei, seriam de
prescri!ão, em pra"o decadencial.
% import)ncia da diferen!a entre os tipos de decad-ncia é que a legal deve ser
concedida de ofício. Se for convencional, deve ser alegada pelas partes, porque
para a lei é pra"o de prescri!ão seguindo as suas regras &o jui" não conhecer= a
prescri!ão de ofício'. 3= uma exce!ão D quando for em favor de absolutamente
incapa", o jui" deve conhecer a prescri!ão de ofício. Se a incapacidade for
relativa,
o jui" não pode reconhec-1la de ofício, mas os incapa"es prejudicados poderão
cobrar indeni"a!ão de seus representantes, &art.AKI, 88.'.
I*2e"i*e!+o5 sus2e!s-o e i!+erru2,-o "# 2res1ri,-o6
%s regras de impedimento, suspensão e interrup!ão da prescri!ão se aplicam à
decad-ncia quando a lei determinar.
%rt. IEA, 88 D impedimento da decad-ncia. &retifica!ão de =rea im#vel'
%rt. CF, 8*8 1 obstam a decad-ncia &obstar significa parar'. ( LCM do referido
artigo tra" uma causa de suspensão da decad-ncia.
Qual a diferença entre impedimento, suspensão e interrupção?
:uando ocorre o impedimento, o pra"o sequer inicia seu curso.
0a suspensão, a prescri!ão inicia o seu curso, sofre uma paralisa!ão e depois
retoma o seu curso da data em que parou.
0a interrup!ão, desconsidera1se o pra"o anteriormente decorrido D o pra"o
retoma
o seu curso do início.
%rts. AKN e AKJ, 88
0o art. AKN, , 88, h= a imunidade recíproca D a prescri!ão não ocorre nem a
favor
nem contra tais pessoas. +x5 não corre a prescri!ão entre os c2njuges na
const)ncia da sociedade conjugal.
I!+erru2,-o "# 2res1ri,-o 4 #r+6 7875 CC
S# pode ocorrer uma /nica ve", para evitar que ela se perpetue no tempo
indefinidamente.
C#us#s i!+erru2+i%#s "# 2res1ri,-o5
%rt. CEC, , 88 D a partir do despacho de cita!ão, se esta for feita no pra"o e na
forma da lei. Se não ocorre por culpa do autor da demanda, a interrup!ão
considera1se não ocorrida.
Pres1ri,-o i!+er1orre!+e é aquela que se verifica no curso da demanda em
ra"ão
de desídia do autor.
%rt. CEC, , 88 1 protesto judicial ou extrajudicial de título.
% notifica!ão extrajudicial não interrompe a prescri!ão, mas coloca o devedor em
mora.
%rt. CEC, 4, 88 D pode ser por carta, verbal ou qualquer outra forma.
Refer3!1i#s
9996$o%eir#6#"%6:r
9996:o$e+i*;uri"i1o61o*6:r
9996"ie<61o*6:r
Lui &!'e$o "e F#ri#s ()!ior