III Encontro da ANPPAS

23 a 26 de maio de 2006
Brasília – DF
Derrida e a Hermenêutica como Apropriação da Natureza
Mauro Grn – !ni"ersidade #uterana do Brasil $!#B%A&
%esumo'
Neste te(to) *unto com Gadamer ar+umento ,ue desde os +re+os a lin+ua+em da -iloso-ia
tem sido a lin+ua+em da con"ersa./o0 1ontudo) a e(2eri3ncia de conceitualidade dos +re+os) e
sua trans2osi./o 2ara o latim e) su4se,entemente) 2ara as lin+ua+ens modernas resultou em
aliena./o0 5eide++er 2ro26e ,ue essa aliena./o 2ode ser "encida atra"7s do ,ue ele denomina
Destruktion) um conceito cun8ado 2ara ,ue4rar a -i(ide9 do conceito sem "ida0 Derrida) 2or sua
"e9) a-irma ,ue esse 2rocesso ainda est: li+ado ; Meta-ísica da 2resen.a e ; domina./o da
nature9a0 Em min8as considera.6es -inais) eu ar+umento ,ue Derrida $<=>=& sim2lesmente n/o
com2reendeu a 8ermen3utica -ilos?-ica) 2ois esta n/o constitui de modo al+um uma tentati"a de
controlar e dominar a nature9a0 Muito 2elo contr:rio) a 8ermen3utica -ilos?-ica nos 2ermite -alar
em termos ,ue re"elam um recon8ecimento da outridade da nature9a) da outridade do outro e da
di-eren.a0
Derrida e a Hermenêutica como apropriação da Natureza
1om2reender o conceito 5eide++eriano de Destruktion da nature9a e o conceito de
Desconstru./o da nature9a em Derrida 7 uma tare-a necess:ria 2ara a,ueles@as ,ue 2retendem
entender o ,ue Derrida ,uis di9er ,uando assinalou ,ue a 5ermen3utica 7 um 2rocesso de
domina./o) se*a de culturas) 2o"os) 2essoas ou da nature9a0 A cum2rimento de tal tare-a e(i+e
,ue "oltemos nossos ol8os 2ara o de4ate entre Gadamer e Derrida ocorrido em Paris) em <=><0
Para tanto) inicio o te(to a2resentando al+umas das conclus6es a ,ue c8e+uei em outro tra4al8o
$Grn) 200B& no intuito de tra.ar um camin8o 2reliminar 2ara a com2reens/o do conceito de
Destruktion e de Desconstrução0
CEm Reply to Jacques Derrida) Gadamer $<=>=& a-irma ,ue 7
muito di-ícil sa4er o ,ue Derrida ,uer di9er ,uando ele acusa a
8ermen3utica de ser um 2ro*eto ,ue 2retende controlar e se
a2ro2riar do si+ni-icado0 No caso da com2reens/o da nature9a) a
8ermen3utica 2retenderia se a2ro2riar e controlar a nature9a no ato
da com2reens/oD $000&0 Parra Derrida a com2reens/o estaria li+ada
; Meta-ísica0 Gadamer $<=>=& en-ati9a ,ue desde Plat/o a l?+ica da
2er+unta e da res2osta tem ser"ido n/o a2enas 2ara alcan.ar
acordos) mas tam47m 2ara eliminar -alsos acordos) incom2reens6es
e inter2reta.6es errEneas0 Gadamer $<=>=& conclui ironicamente
descul2andoFse com Derrida 2or sua tentati"a de com2reend3Flo0 E
Gadamer di9' C1ada leitura ,ue 2rocura com2reender 7 a2enas um
2asso em um camin8o ,ue nunca termina0 Guem ,uer ,ue tome
este camin8o sa4e ,ue ele ou ela nunca estar/o com2letamente com
o te(to terminado' a 2essoa tem ,ue aceitar o -lu(o) o im2ulso Her
ninnst tem Stoβ anI) ,ue o te(to entre+aD0 Para Gadamer $<=>=& o
indi"íduo n/o 2ode *amais con8ecer de antem/o o ,ue ele ou ela
ir/o desco4rir so4re ele mesmo ou ela mesma0 A mesmo 2ode ser
dito) ent/o) so4re uma no"a tentati"a de com2reender a nature9a0 A
2
8ermen3utica n/o 2retende controlar a nature9a) mas ou"iFla 2ara
com2reend3Fla como um Autro de modo ,ue n?s 2ossamos emer+ir
trans-ormados de um tal encontro0 Derrida $<=>=& acredita ,ue esta
tentati"a de com2reender outras culturas) mundos da "ida ou a
nature9a) a di-eren.a se*a assimilada e a4sor"ida 2elo ato de
com2reens/o0 No entanto) n/o 7 isso ,ue acontece) 2ois como
Gadamer $<=>=& su4lin8a a 8ermen3utica luta 2ara recon8ecer a si
mesmo no Autro) Cencontrar um lar no estran+eiro – este 7 o
mo"imento 4:sico do es2írito cu*o ser consiste em seu retorno de si
mesmo da outridadeD $Grn) 200B) 202>F2=&0
Eu acredito ,ue este 2rincí2io 7 mais ,ue su-iciente 2ara +uiarFnos em nossa rela./o com
a nature9a0 Em outras 2ala"ras) no nosso encontro com a outridade da nature9a) n?s de"eríamos
retornar 2ara n?s mesmos como indi"íduos trans-ormados) dese*osos de re2ensar os 2r7Fconceitos
,ue +uiam o nosso modo de ser o4*eti-icante e antro2oc3ntrico0
Para Derrida) no entanto) ,ual,uer 2ressu2osi./o de continuidade de si+ni-icado 7
considerada como meta-ísica0 Em contraste) todo o tra4al8o de Gadamer tem sido direcionado no
sentido de recon8ecer a outridade como outridade) o outro como outro) o tra4al8o de arte) como
um so2ro HStoβI) o res2irar como res2irar) o ininteli+í"el como ininteli+í"el0 Mas Derrida
considera ,ue Gadamer tem concedido demasiadamente em sua 4usca 2or uma com2reens/o
recí2roca ou acordo0 Para Derrida) tal 2rocesso le"a em Jltima instKncia ; continuidade do
si+ni-icado) e conse,entemente) o ,ue ele "3 como uma o4sess/o meta-ísica0 Na Letter to
Dallmayr) Gadamer $<=>=& res2onde a essas ,uest6es 2er+untando o ,ue 2recisamente 7 essa
Clin+ua+emD da meta-ísica0 #in+ua+em) ele escre"e) C7 sem2re sim2lesmente a,uilo ,ue n?s
-alamos com os outros e 2ara os outrosD $20=>&0 Lal 7 2ara Gadamer a lin+ua+em da -iloso-ia' CA
Filoso-ia 2recisa dar ou"ido a uma sa4edoria mais anti+a ,ue -ala na lin+ua+em "i"aD $Gadamer)
<=>=) 20==&0 Desde os +re+os a lin+ua+em da -iloso-ia tem sido a lin+ua+em da con"ersa./o0
1ontudo) a e(2eri3ncia de conceitualidade dos +re+os) e sua trans2osi./o 2ara o latim e)
su4se,entemente) 2ara as lin+ua+ens modernas resultou em aliena./o0 5eide++er 2ro26e ,ue
essa aliena./o 2ode ser "encida a tra"7s do ,ue ele denomina Destruktion) um conceito cun8ado
3
2ara ,ue4rar a -i(ide9 do conceito sem "ida0 A meta da Destruktion 7 dei(ar -alar o conceito
no"amente na lin+ua+em "i"a do di:lo+o0 M im2ortante salientar ,ue isso n/o 7 o mesmo ,ue
ar+umentar ,ue de"amos retornar a um sentido ou "erdade ori+inal0 A crítica de Derrida $<=>=&
de ,ue a 8ermen3utica de Gadamer 7 lo+oc3ntrica re"ela uma ina4ilidade 2ara aceitar o 2otencial
+enuíno da 2ala"ra Destruktion0 Destrui./o 2ode soar como al+o -eio e amea.ador) Zertörung em
alem/o0 Destruktion, contudo) n/o carre+a tais conota.6es ne+ati"as0 Nas 2ala"ras de Gadamer'
Destruktion 7 2ara n?s uma desmonta+em HAbbauI) uma desmonta+em da,uilo ,ue tem sido
co4ertoD $<=>=) 20<2<&0 Gadamer recon8ece ,ue ele est: se+uindo nas 2e+adas de Plat/o no ,ue
di9 res2eito ; estrutura da a4ertura0 1ontudo) ele ar+umenta "eementemente ,ue isso 2or si s?
n/o im2lica em um retorno ; meta-ísica e ao lo+ocentrismo +re+o) 2ois o 2oder lírico de Plat/o
sem2re tra9 cada leitor 2ara um no"o 2resente0 Gadamer $$<=>=& ar+umenta ,ue o 2r?2rio Plat/o
a2licou a Destruktion a conceitos rí+idos0 Isso n/o ,uer di9er) entretanto) ,ue n?s no Acidente
n/o somos 8erdeiros de um logoi ,ue "isa 2ensar conceitualmente0 De ,ual,uer modo) a
desconstru./o de Derrida 7 ela mesma inca2a9 de re2udiar tal 8ist?ria0
A 8ermen3utica -ilos?-ica nos 2ermite -alar em termos ,ue re"elam um recon8ecimento
da outridade da nature9a) da outridade do outro e da di-eren.a0Em outro tra4al8o Grn $200B&)
ar+umentei ,ue a 5ermen3utica 2ode nos colocar em contato com um interessante conceito de
C"o9 da nature9aD0
CA 4oa "ontade 2ermite a 2ro*e./o de nossa inteli+i4ilidade no
Autro0 Essa 2ro*e./o n/o 7 mais do ,ue 2r7Fcom2reens/o da
com2letude0 M claro ,ue o Autro 2ode se re"elar di-erente do ,ue
ima+in:"amos0 E isso -re,entemente ocorre0 Sem essa 2ro*e./o
inicial) no entanto) o int7r2rete entra num círculo "icioso o4tendo
sem2re a con-irma./o do seu 2r?2rio 2ensamento e isso n/o 7 nada
mais ,ue a "ontade de dominar Ha nature9aI0 Para Gadamer)
,ual,uer inter2reta./o mo"ida 2elo dese*o de dominar ir: -al8ar0
Na "erdade) uma tentati"a de entender a nature9a mo"ida 2elo
dese*o de domina./o se,uer 7 uma inter2reta./o) 2ois 2ara ,ue 8a*a
uma inter2reta./o 7 necess:rio ,ue a,uela unidade de si+ni-icado
B
-ormada 2elo Autro 2ermane.a como autoFa2resenta./o e como um
todo dotado de si+ni-icado0 Portanto) nas situa.6es onde n/o 8:
anteci2a./o de si+ni-icado) a nature9a n/o -alaD $Grn) 200B) 202B&0
Gadamer $<=>=& ar+umenta ,ue ,ual,uer tentati"a de com2reender a nature9a atra"7s da
Nontade de Dominar est: -adada ao -racasso0 Ditar e 2redi9er o si+ni-icado da nature9a ao in"7s
de ou"iFla n/o 7 um ato de com2reens/o0
1ontrariamente ao ,ue 1a2uto $2000& e Derrida $<=>=& a-irmam) n/o e(iste re2eti./o do
mesmo0 Na "erdade) no conte(to de nossa rela./o com a nature9a) "ale a 2ena lem4rar ,ue) como
a Ecolo+ia Pro-unda a-irma) n?s estamos com2letamente se2arados da nature9a) e esta se2ara./o
7 o 2i"E das crises ecol?+icas0 A 5ermen3utica nos 2ermite tra9er a nature9a 2ara 2erto de n?s
sem causar nen8um dos 2ro4lemas ,ue acom2an8am a Ecolo+ia Pro-unda) tal como a dissolu./o
da indi"idualidade no Lodo) como 4em clari-icou Palmer $<==>&0 Em Grn $200B&) eu trou(e ao
te(to uma cita./o de Gadamer ,ue 2ermite clari-icar essa situa./o0 Para Gadamer
CH000I 8ermen3utica 7 dei(ar claro a,uilo ,ue 7 alienado 2elo car:ter
da 2ala"ra escrita ou 2elo car:ter de estar distanciado cultural ou
8istoricamente) -alar no"amente0 A 8ermen3utica dei(a a,uilo ,ue
est: alienado) -alar no"amente0 No entanto) em todo es-or.o 2ara
tra9er al+o ,ue est: lon+e 2ara 2erto n?s temos ,ue ter o cuidado
2ara n/o es,uecer ,ue a *usti-ica./o Jltima 2ara -a9er isso 7 tra9er
o ,ue est: lon+e n/o a2enas em uma no"a "o9) mas em uma "o9
mais claraD $<=O=) 20>&0
M com esses elementos -ornecidos 2ela 5ermen3utica ,ue Gadamer entra no de4ate 2?sF
moderno so4re a nature9a da lin+ua+em e te(tos) e) mais es2eci-icamente) so4re a inter2reta./o
desses te(tos0 A col?,uio de <=><) reali9ado em Paris -oi inicialmente 2u4licado como e!t and
"nterpretation) editado 2or P8ili22e For+et em <=>B0 Deste te(to Gadamer deri"ou ":rios outros
te(tos so4re a mesma tem:tica0 A 2reocu2a./o de Gadamer de 2osicionarFse em rela./o a
Desconstru./o) 2ortanto) n/o 7 no"a0 #o+o a2?s) e!t and "nterpretation se+uem #Destruktion
P
and Deconstruction$ $<=>6&) e #%ru&romantik, 'ermeneutik, Dekonstrukti(ismus$ $<=>6& e)
recentemente na o4ra com2leta de Gadamer $Nolume <0 de )esmmelt *erkr, #'ermeneutik au+
der Spur$ $GQ <B>FOB&&0
Em 'ermeneutics and t&e ,oice o+ t&e -t&er. Re/reading )adamer0s 1&ilosop&ical
'ermeneutics) %isser $<==O& 2rocura esclarecer duas 2ers2ecti"as no de4ate entre 5ermen3utica
e Desconstru./o0 !ma dessas 2ers2ecti"as coloca a 5ermen3utica e a Desconstru./o em 2osi.6es
muito 2r?(imas) a outra mostra as di-eren.as radicais entre uma e outra0 %isser $<==O& 2er+unta o
,ue a con*un./o $,ue "isa a2ro(imar& 5ermeneutics and Deconstruction ,uer mesmo di9er0 A
,ue 8: de comumR De comum 8: o a2elo) a li4era./o das 2ala"ras -i(as e solidi-icadas do te(to)
2re*udiciais a inter2reta./o) atra"7s do *o+o 2ermanente da lin+ua+em0 Para Derrida o te(to est:
sem2re a4erto a uma multi2licidade de si+ni-icados) de"ido ao -uncionamento da lin+ua+em no
,ual a di++2rance in"ade o si+no0 E o si+no) tanto no discurso -alado como no escrito) n/o
-unciona como si+no sem se re-erir a outro elemento ,ue sim2lesmente n/o est: 2resente0 CNesta
interFrela./o de si+nos cada elemento da lin+ua+em 7 constituído 2elo tra.o dentro de outros
elementos no sistema0 Neste conte(to 2odemos di9er ,ue nen8um entre os elementos da
lin+ua+em est: sim2lesmente 2resente ou ausenteS e(istem a2enas di-eren.asD $%isser) <==O) 20
<6<&0 Ara) neste conte(to a nature9a se torna incom2reensí"el a n/o ser como al+o ,ue de"e
imediatamente 2assar 2elo cri"o da Desconstru./o 2ermanente0 T: a Meta-ísica consiste em
colocar al+o anterior ao mo"imento da di++2rance0
Gadamer $<=>=& "3 o conceito de te(to como a,uilo ,ue une e tal"e9 o se2are de Derrida0
Gadamer $<=>=& coloca a ,uest/o da lin+uisticidade e 2er+unta se ela 7 uma 2onte ou uma
4arreira0 Para Gadamer n/o seria im2ossí"el c8e+ar a um conceito de nature9a desde ,ue este
-osse continuamente atuali9ado 2or uma no"a "o90 Gadamer $<=>=& *: reiterou ":rias "e9es ,ue a
crítica ,ue Derrida -a9 7 ; 5ermen3utica de Paul %icoeur $recu2era./o do si+ni-icado& e n/o a
sua 5ermen3utica Filos?-ica0 Em #Destruktion and Deconstruction$) Gadamer se "3 unido a
Derrida) uma "e9 ,ue am4os est/o en"ol"idos com o mesmo 2ro*eto – Destruktion da lin+ua+em
da Meta-ísica0 No entanto) %isser $<==O& en-ati9a ,ue mesmo o Cli"roD meta-?rico da nature9a se
torna le+í"el atra"7s de uma inter2reta./o sem2re reno"ada) o te(to -ala sem2re em uma Cno"a
"o9D0 A te(to 2ermanece sem2re diante de n?s -alando com uma no"a "o90 Derrida c8ama esse
6
2rocesso de Cre2eti./oD0 A ,ue 7 necess:rio 2ara n/o cair na conce2./o e,ui"ocada de Derrida 7
considerar todos os te(tos ,ue se a2resentam a n?s como uma tare-a 8ermen3utica de trans-ormar
e le"ar os te(tos de "olta a lin+ua+em "i"ida0 Isso si+ni-ica) em Jltima an:lise) 2ro2iciar um no"o
di:lo+o com a nature9a0 Inter2reta./o) 2ortanto) 7 a,uilo ,ue tra9 a escrita) o discurso 2etri-icado
ou -i(o 2ara um no"o discurso "i"o0 M um e"ento ca2a9 de ultra2assar a autoFaliena./o da
2artida) da escrita0 Falar 7 um em2reendimento dial?+ico) um es-or.o ,ue continuamente
modi-ica a si mesmo) e como tal dei(a 2ara tr:s o si+ni-icado 2retendido do -alanteS
conse,entemente) o retorno 7 o e"ento 8ermen3utico da -ala no"amente em uma no"a "o90 A
te(to 7 a2enas uma -ase do e"ento comunicati"o0 1om tudo isso ,ue -oi dito) ca4e 2er+untar' A
crítica ,ue Derrida -a9 a Gadamer de ,ue sua 8ermen3utica 7 uma "olta ; Meta-ísica e uma
tentati"a de dominar a nature9a) se *usti-icaR A res2osta 2ara essa 2er+unta 7 n/o0 Em Gadamer
n/o encontramos um retorno in+3nuo ; Meta-ísicaS 2elo contr:rio) na 5ermen3utica Filos?-ica de
Gadamer encontramos a 2ossi4ilidade de um di:lo+o com a nature9a0
O
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