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Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.

(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE
FACULDADE DE AGRONOMIA E ENGENHARIA FLORESTAL

Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca
branca Bemisia tabaci L. Genn. (Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino
(Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Projecto final a ser submetido ao Departamento de Produção e Protecção Vegetal como
condição para obtenção do grau académico de Licenciatura em Engenharia Agronómica

Autora: Mavis Tomaz Navesse
Supervisor: Doutor Carvalho Carlos Ecole, PhD

Maputo, Março de 2008

Projecto final 1 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

À minha mãe Octávia Titos Matlava (In
memorian)

Homenageio

Aos meus Padrinhos Albertina e Miqueas
Massango e ao meu padrasto Eduardo
Albuquerque Freire (In memorian)

Ofereço

Aos meus irmãos Sérgio Tivane e Bento Navesse
e a minha sobrinha Octávia

Dedico

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(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Agradecimentos
À Deus, por me providenciar saúde, inteligência e força para estudar e continuar a estudar.

Endereço os mais profundos agradecimentos à todos docentes da FAEF, que directa ou
indirectamente contribuíram para minha formação, com especial destaque ao meu supervisor
Doutor Carvalho Ecole, PhD, pelo contínuo acompanhamento e encorajamento; pela
disponibilização de materiais e meios para realização deste trabalho; sem me esquecer do
apoio prestado na revisão bibliográfica e análise dos dados, à Enga Amélia Sidumo, MSc e ao
Doutor Rafael Massinga, PhD, pelas sugestões prestadas para melhoria deste trabalho.

Este trabalho foi realizado graças aos fundos disponibilizados pelo MIREM ( Ministério dos
Recursos Minerais) e FNI (Fundo Nacional de Investigação) no projecto diatomites no
controlo de sugadores e minadores (FNI_ 005Agro); ao IIAM - Estação Agrária de Umbelúzi
e a Associação dos Regantes de Mafuiane pelo espaço concedido para a realização dos
ensaios.

Á minha família, pela confiança e apoio incondicional, em especial à minha avó, Marta
Manhiça, pelo incentivo e credibilidade que sempre depositou em mim e ao tio Bonifácio
Cossa, que sempre me dedicou atenção e apoio nos momentos mais dificeis.

Especial agredecimento vai também ao Osvaldo Aleluia, por estar sempre do meu lado, me
apoiando quer nos momentos de alegria assim como de tristeza.

Ao Luís Nhamucho pelas orientações e sugestões prestadas durante a execução deste trabalho
e sobre tudo pela grande amizade, à Verónica Chongo pelo apoio material e financeiro, à
Dirce pela experiência durante o monitoramento dos ensaios, e ao Engº Guilherme Mussane
pelo estudo antropológico em Mafuiane.

A todos os colegas e amigos do Curso de Engenharia Agronómica, em especial a Julieta
Nhacale, Gracinda Abdul, Ana Abudrasse, Dércia Bai Bai, João Singo, António Magaia,

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Célio Guila, Manuel Lourenço, Jossefa Chaisse, e a toda a gente que de certa forma, deu um
grande contributo para que este trabalho se tornasse possível.

RESUMO

O presente trabalho foi realizado nos distritos de Namaacha e Boane, na Associação dos
Regantes de Mafuiane e Estação Agrária de Umbelúzi (EAU) -IIAM. O mesmo tinha como
objectivo avaliar o efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo
da mosca branca (Bemisia tabaci L.) na cultura de pepino. Este trabalho consistiu na
montagem de um ensaio em cada local, usando-se o delineamento de blocos completos
casualizados em factoriais de 2*2 com 10 repetições para Mafuiane e 2*2*2 com 4 na EAU.
Os factores estavam desdobrados em dois níveis, nomeadamente adubação mineral (NPK) (a0
– ausência e a1 – presença= 25g/planta), diatomite (d0 –ausência= 0 kg/ha e d20 – presença=
20k g/ha ) e pesticida Imidacloprid (p0 - ausência e p1 - presênça), tendo sido casualizados em
4 tratamentos (sem incluir Imidacloroprid) para Mafuiane e 8 na EAU. Os dados obtidos
foram analisados no pacote estatístico SAEG5, e com base nos resultados dos dados do
Regadio de Mafuiane, a interacção não foi significativa na densidade da mosca branca.
Ainda em relação a Mafuiane, a diatomite e a adubação mineral, de forma independente,
tiveram efeitos significativos na densidade deste insecto, sendo a presença da diatomite e
ausência da adubação mineral, os tratamentos que demostraram densidades baixas. Em
relação ao resultados da EAU, as interacções não foram significativas, tendo-se observado
diferenças significativas nos factores diatomite e adubação mineral de forma independente.
Neste factores verificam-se baixas densidades da mosca branca na presença da diatomite e
da adubação mineral de forma independente. Para a intensidade de ataque, apenas a diatomite
teve diferenças significativas, sendo que a sua presença demostrou níveis baixos de
intensidade de ataque nos dois locais. Na produção, a componente de interacção e a
diatomite não foram significativos nos dois locais, tendo-se observado diferenças
significativas para o factor adubação quando analisado de forma independente. A maior
produção do número de frutos comerciais, produção comercial e total foram obtidos na
presença da adubação mineral em Mafuiane, adiciona-se a isso a percentagem de frutos
comerciais na EAU.
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ÍNDICE

Conteúdo g.

Dedicatória………………………………………………………………………………….... i
Agradecimentos……………………………………………………………………………… ii
Resumo……………………………………………………………………………………..... iii
Lista de Tabelas……………………………………………………………………………… vi
Lista de figuras………………………………………………………………………………. vii
Lista de anexos………………………………………………………………………………. viii
Lista de formulas ……………………………………………………………………………. ix
Lista de abreviaturas…………………………………………………………………………. ix

I. INTRODUÇÃO…………………………………………………………………………... 1
1.1 Problema de estudo e ustificação……………………………………………………... 2
1.2 bjectivos:……………………………………………………………………………... 3
1.2.1 eral:………………………………………………………………………………. 3
1.2.2 specíficos:………………………………………………………………………... 3
II. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA…………………………………………………………. 4
2.1 Origem e distribuição de C. ativus……………………………………………………. 4
2.2 Taxonomia e morfologia do Cucumis sativus .............................................................. 4
2.3 Importância do epino…………………………………………………………………. 5
2.3.1 Importância alimentar e conómica……………………………………………….. 5
2.3.2 Mercado de trabalho……………………………………………………………… 5
2.4 Produção no mundo e em oçambique……………………………………………….. 5
2.5 Constrangimentos no desenvolvimento do epino…………………………………….. 6
2.5.1 No undo………………………………………………………………………….. 6
2.5.2 Em oçambique…………………………………………………………………... 7
2.6 Factores edafo-climáticos para o desenvolvimento da cultura do epino……………... 7
2.7 Considerações gerais sobre Bemisia tabaci L. (Genn.) (Homoptera: leyrodidae)…... 8
2.7.1 axonomia…………………………………………………………………………. 8
2.7.2 Sistemática e aspectos morfológicos e biológicos do complexo Bemisia tabaci L. 8
2.7.3 Distribuição geográfica e hospedeiros de B. tabaci……………………………… 9
2.7.4 Danos e importância económica da mosca ranca………………………………… 10
2.7.5 Controlo de B. tabaci................................................................................................. 11
2.8 Diatomites……………………………………………………………………………... 14
2.8.1 Composição e propriedades……………………………………………………….. 14
2.8.2 Produção da diatomite no mundo e em Moçambique…………………………….. 15
2.8.3 Importância da diatomite………………………………………………………….. 16
2.9 O Silício (Si)…………………………………………………………………………... 17
2.9.1 Silício na planta……………………………………………………………………. 17
2.9.2 Silício e transpiração………………………………………………………………. 18
2.9.3 Silício na protecção das plantas……………………………………………………. 18

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III. MATERIAIS E MÉTODOS.......................................................................................... 19
3.1 Àrea de estudo…………………………………………………………………………. 19
3.2 Descrição dos tratamentos…………………………………………………………….. 19
3.3 Desenho experimental…………………………………………………………………. 20
3.3.1 Delineamento………………………………………………………………………. 20
3.3.2 Dimensões do ensaio e layout……………………………………………………... 21
3.3.3 Práticas culturais…………………………………………………………………… 21
3.3.4 Colecta de dados…………………………………………………………………… 23
3.3.5 Análise estatística e redacção do relatório………………………………………… 23
3.4 Variáveis em estudo…………………………………………………………………… 26
3.4.1 Densidade populacional…………………………………………………………… 26
3.4.2 Intensidade de ataque……………………………………………………………… 26
3.4.3 Produção da cultura………………………………………………………………... 26
3.4.4 Análise de custo-benefício da produção…………………………………………… 27
IV. RESULTADOS E DISCUSSÃO………………………………………………………. 28
4.1 Dinâmica da mosca branca (densidade populacional e intensidade de ataque)……….. 28
4.1.1 Densidade populacional na Associação dos regantes de Mafuiane……………….. 28
4.1.2 Densidade populacional da mosca branca na Estação Agrária de Umbelúzi……… 30
4.1.4 Intensidade de ataque na Estação Agrária de Umbelúzi…………………………... 33
4.2 Rendimento da cultura…………………………………………………………………. 34
4.2.1 Rendimento da cultura em Mafuiane……………………………………………… 34
4.2.2 Rendimento da cultura na Estação Agrária de Umbelúzi…………………………. 35
4.3 Análise do Custo-Benefício……………………………………………………………. 36
V. CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES………………………………………………. 37
5.1 Conclusão……………………………………………………………………………… 37
5.2 Recomendações………………………………………………………………………... 38
VI. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS………………………………………………... 40

LISTA DE TABELAS

Tabela 1. Composição química da diatomite............................................................................ 15
Tabela 2. Código dos tratamentos............................................................................................ 20
Tabela 3. Densidade populacional da mosca branca em pepino, em função da adubação...... 29
Tabela 4. Características agronómicas do pepino em função da adubação mineral (NPK) na
Associação dos regantes de Mafuiane………………………………………………….......... 32
Tabela 5. Caracteristicas agronómicas do pepino em função da adubação mineral (NPK) na
Estação Agrária do Umbelúzi – IIAM………………………………………………….......... 35
Tabela 6. Custo-Beneficio na Associação dos Regantes de Mafuiane............................. ...... 35
Tabela 7. Teste de Lilliefors para a densidade populacional em Mafuiane............................. 36
Tabela 8. Teste de Cochran e Bartlett para a densidade populacional em Mafuiane……....... 52
Tabela 9. ANOVAF da densidade populacional em Mafuiane, 1ª observação........................ 52
Tabela 10. ANOVAF dadensidade populacional em Mafuiane, 2ª observação....................... 52
Tabela 11. ANOVAF da densidade populacional em Mafuiane, 3ª observação...................... 53

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Tabela 12. T estede Lilliefors para a Intensidade de ataque em Mafuiane.............................. 53
Tabela 13. Teste de Cochran e Bartlett para Intensidade de ataque em Mafuiane................... 54
Tabela 14. ANOVAF da Intensidade de ataque em Mafuiane, 1ª observação......................... 54
Tabela 15. ANOVAF da Intensidade de ataque em Mafuiane, 2ª observação......................... 54
Tabela 16. ANOVAF da Intensidade de ataque em Mafuiane, 3ª observação......................... 55
Tabela 17.Teste de Lilliefors para a produçao do pepino em Mafuiane…………………...... 55
Tabela 18. Teste de Cochran e Bartlett em Mafuiane……………………………………...... 56
Tabela 19. ANOVAF do número de frutos comerciais em Mafuane……………………....... 56
Tabela 20. ANOVAF da percentagem do número de frutos comerciais em Mafuane......... ... 56
Tabela 21. ANOVAF do peso de frutos comerciais em Mafuane...................................... .... 57
Tabela 22. ANOVAF da produção total em Mafuane……………………………………...... 57
Tabela 23. Teste de Lilliefors para a densidade populacional na EAU.................................... 58
Tabela 24. Teste de Cochran e Bartlett para densidade populacional na EAU........................ 59
Tabela 25. ANOVAF da densidade populacional na EAU, 1ª observação………………...... 59
Tabela 26. ANOVAF da densidade populacional na EAU, 2ª observação………………..... 60
Tabela 27. ANOVAF da densidade populacional na EAU, 3ª observação………………...... 60
Tabela 28. ANOVAF da densidade populacional na EAU, 4ª observação…………….......... 61
Tabela 29. Teste de Lilliefors para a Intensidade de ataque na EAU……………………....... 61
Tabela 30. Teste de Cochran e Bartlett para a Intensidade de ataque na EAU.................... ... 62
Tabela 31. ANOVAF da Intensidade de ataque na EAU, 1a observação................................. 62
Tabela 32. ANOVAF da Intensidade de ataque na EAU, 2a observação............................... . 63
Tabela 33. ANOVAF da Intensidade de ataque na EAU, 3a observação............................. ... 63
Tabela 34. Teste de Lilliefors para a producao do pepino na EAU.......................................... 64
Tabela 35. Teste de Cochran e Bartlett para a producao do pepino na EAU........................... 65
Tabela 36. ANOVAF do número de frutos comerciais na EAU.......................................... ... 65
Tabela 37. ANOVAF da percentagem do número de frutos comerciais na Eau...................... 66
Tabela 38. ANOVAF do peso de frutos comerciais na EAU................................................... 66
Tabela 39. ANOVAF da producão total do pepino na EAU.................................................... 67
Tabela 40. Factores de produção por tratamento na Associação dos Regantes de Mafuiane.. 68

LISTA DE FIGURAS
Figura 1. Mosca branca (Bemisia tabaci L.) alimentando-se de tecido vegetal....................... 9
Figura 2. Diatomite explorada na mina à 12 Km da Vila de Manhiça..................................... 14
Figura 3. Mina de diatomite localizada à 12 km da Vila de Manhiça...................................... 16
Figura 4. Qualidade do pepino (comercial e não comercial).................................................... 23
Figura 5. Densidade populacional da mosca branca em função da aplicação de diatomite
em Mafuiane………………………………………………………………………………..... 28
Figura 6. Densidade populacional da mosca branca em função a aplicação de diatomite na
EAU……………………………………………………………………………………......... 31
Figura 7. Intensidade de ataque pela mosca branca em relação a aplição da diatomite em 33

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Mafuiane...................................................................................................................................
Figura 8. Intensidade de ataque pela mosca branca em função da aplicação da diatomite na
EAU…………………………………………………………………………………….......... 34

LISTA DE ANEXOS
Anexo 1. Esquema do ensaio na Associaçao dos regantes de Mafuiane................................ 46
Anexo 2. Esquema do ensaio na EAU..................................................................................... 47
Anexo 3. Ficha de recolha de dados de infestação por pragas/doenças em Mafuiane............. 48
Anexo 4. Ficha de recolha de dados de infestação por pragas/doenças na EAU..................... 49
Anexo 5. Ficha de recolha de dados de rendimento do pepino em Mafuiane.......................... 50
Anexo 6. Ficha de recolha de dados do rendimento do pepino na EAU.................................. 51
Anexo 7. Output da normalidade, homogeneidade e ANOVA dos dados da densidade em
Mafuiane................................................................................................................................... 52
Anexo 8. Output da ANOVA dos dados da densidade populacional em Mafuiane................. 53
Anexo 9. Output da normalidade, homogeneidade e ANOVA da Intensidade de ataque em
Mafuiane................................................................................................................................... 54
Anexo 10. Output da ANOVA dos dados da Intensidade de ataque em Mafuiane.................. 55
Anexo 11. Output da normalidade, homogeneidade e ANOVA dos dados da produçao em
Mafuiane................................................................................................................................... 56
Anexo 12. Output ANOVA dos dados da produçao em Mafuiane......................................... 57
Anexo 13. Output da ANOVA dos dados de produçao em Mafuiane..................................... 58
Anexo 14. Output da normalidade e homogeneidade dos dados da densidade populacional
na EAU..................................................................................................................................... 59
Anexo 15. Output da ANOVA dos dados da densidade populacional na EAU...................... 60
Anexo 16. Output da ANOVA dos dados da densidade populacional na EAU...................... 61
Anexo 17. Output da normalidade e homogeneidade dos dados da Intensidade de ataque na
EAU.......................................................................................................................................... 62

Anexo 18. Output da ANOVA dos dados da Indensidade de ataque na EAU......................... 63
Anexo 19. Output da ANOVA dos dados da Indensidade de ataque na EAU......................... 64
Anexo 20. Output da normalidade e homogeneidade dos dados da produçao na EAU........... 65
Anexo 21. Output da ANOVA dos dados da producao na EAU............................................. 66
Anexo 22. Output da ANOVA dos dados do rendimento na EAU.......................................... 67
Anexo 23. Output dos factores de produção na Associação dos Regantes de Mafuiane 68

LISTA DE FORMULAS

1.1 Modelos estatísticos............................................................................................................ 25
1.2 Densidade populacional..................................................................................................... 26
1.3 Intensidade de ataque......................................................................................................... 26
1.4 Valor de produção.............................................................................................................. 27
1.5 Custo total........................................................................................................................... 27

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1.6 Margem Bruta..................................................................................................................... 27

LISTA DE ABREVIATURAS

ANOVA: Análise de variância
ANOVAF: Análise de variância factorial
G.L.: Graus de liberdade
SIG.: Significância
DENS: Densidade
INF: Intensidade de ataque
Diat/Diato: Diatomite
Adu/adub: Adubação
Pest: Pesticida
NFC: Número de frutos comerciais
PERC/PEFC: Percentagem de frutos comerciais
PFC: Peso de frutos comerciais
PROD: Produção total

I. INTRODUÇÃO
O pepino (Cucumis sativus L.) tem crescido de importância na comercialização de hortícolas
(Nomura e Cardoso, 2000). É muito apreciado e consumido, na forma de fruto fresco em
saladas, na forma de pickles e raramente cozido (Cardoso e Silva, 2003). Todavia, a
produção desta cultura é limitada por perdas devido a infestação por pragas e doenças (De
Moura et al., 2003).

Vários tipos de pragas atacam o pepino, reflectindo-se pelas perdas de qualidade e
quantidade do fruto, deteriorando o seu valor comercial. Os danos provocados por essas
pragas dependem da sua densidade populacional, estágio de desenvolvimento e vigor da
planta. Destas pragas destaca-se a mosca branca pela sua habilidade de sobrevivência e
reprodução muito dinâmica (De Moura et al., 2003).

A mosca branca é um vector de vírus do grupo Geminivirus causadores de nanismo,
debilidade da planta, amarelecimento, diminuição da área fotossintética de muitas hortícolas,
em todo mundo (Salvador, 2004). Os virus deste grupo podem provocar perdas de
rendimento que variam de 20% à 100% (Brown & Bird, 1992). A mosca branca é

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responsável por grandes perdas na produtividade do pepino em muitos países (De Moura et
al., 2003), incluindo em Moçambique (Segeren et al., 1994), com prejuízos incalculáveis.

O presente trabalho pretende investigar a incidência da mosca branca na cultura do pepino e
determinar os seus danos, bem como, técnicas de controlo com ênfase para o uso de
diatomite, como forma de contribuir para o aumento do valor da cultura de pepino no sector
familiar, tendo como estudo de caso a Associação dos Regantes de Mafuiane e a Estação
Agrária de Umbelúzi (EAU).

1.1 Problema de estudo e justificação
A mosca branca Bemisia tabaci L. Gennaudis (Homoptera: Aleyrodidae) é uma praga
sugadora que afecta a produção de pepino atráves da transmissão de vírus injectado junto
com as toxinas. O efeito final consiste na redução da área fotossintética e da qualidade
comercial do pepino. Este problema tem sido reportado como um dos maiores factores
limitantes na produção do pepino no mundo, principalmente na produção em estufas (Franco,
2004).

A mosca branca tem se apresentado em vários biótipos, sendo a Bemisia tabaci biótipo B,
uma das principais pragas da agricultura mundial, tanto pela sua agressividade como pela
diversidade de hospedeiros que apresenta. Várias estratégias de contenção têm sido
adoptadas, mas a propagação da mosca branca continua alta e a constituir um problema sério
para o pepino (Barros et al., 2006).

Os vários métodos de controlo desta praga, convecionalmente usados, têm-se mostrado
pouco efecientes, tóxicos, e muitas vezes inacessíveis para o sector familiar devido aos
custos de aquisição bastante altos (Segeren, 1996).

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Face a esses inconvenientes, métodos mais sustentáveis e ecologicamente saudáveis têm sido
investigados, com destaque para o uso de produtos naturais, não tóxicos no controlo deste
insectos (Mourier e Tembe, 1996). Neste contexto, a diatomite aparece como uma alternativa
viável, pois é um minério natural, abudante, não tóxico e de baixo custo (Diatomite de
Moçambique, 2005). O uso deste mineral na agricultura pode contribuir de forma
significativa no maneio de pragas e na redução da necessidade de importação de pesticidas.

As diatomites integradas no solo podem desempenhar um papel importante na indução da
resistência das culturas a acção de pragas, podem também contribuir para a melhoria da
fertilidade dos solos e a melhoria da produtividade das culturas por incrementar nutrientes
(Ecole, 2006). No entanto, estudos sobre a sua aplicabilidade nas condições climatéricas de
Moçambique, em especial na cultura de pepino, ainda não foram realizados, tornando-se
necessário a recolha e sistematização dessa informação para posterior definição de estratégias
de maneio desta praga. É neste âmbito que se insere o presente trabalho cujo objectivos são a
seguir mencionados.

1.2 Objectivos:

1.2.1 Geral:

• Avaliar o efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da
mosca branca Bemisia tabaci L. Genn. (Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino
(Cucumis sativus L), no Vale do Umbelúzi (Associação dos Regantes de Mafuiane e
Estação Agária de Umbelúzi).

1.2.2 Específicos:

• Avaliar a densidade e a Intensidade de ataque pela mosca branca;
• Avaliar o rendimento do pepino em função do maneio da mosca branca;
• Fazer análise económica de Custos-Benefícios para justificar a viabilidade de produção
na Associação dos Regantes de Mafuiane.

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II. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 Origem e distribuição de C. sativus
O pepino é uma hortícola originária das regiões tropicais do sul da Ásia, sendo cultivado na
Índia a mais de 3000 anos. Da Índia se extendeu à Grécia e Roma e posteriormente se
introduziu na China. O cultivo do pepino foi introduzido pelos Romanos em outras partes da
Europa. Aparecem registos do seu cultivo na França no século IX, na Inglaterra no século
XIV e na América do Norte nos meados do século XVI (Anónimo, 2003).

Esta cultura é distribuída em quase todas as regiões do mundo, sendo encontrada em alguns
países dos seguintes continentes: Ásia, América, Europa e África. Em alguns destes países, o
seu cultivo é feito em estufas (De Sousa e Da Mata, 2002).

Em Moçambique, especialmente na zona sul, esta cultura é cultivada juntamente com outras
hortícolas, sobretudo nas zonas baixas junto às margens dos rios Incomáti, Limpopo e
Umbelúzi. Em Maputo o pepino é produzido pelo sector familiar nas Mahotas (periferias da
cidade de Maputo), nos distritos de Boane, Namaacha e Moamba, para auto-consumo e
aumento da renda familiar.

2.2 Taxonomia e morfologia do Cucumis sativus L.
O pepino pertence à família Cucurbitaceae, ordem Cucurbitales, divisão Angiospermae e a
classe Dicotyledoneae. É uma planta herbácea anual, com caule principal anguloso, de porte
rastejante e dotada de gavinhas. As folhas apresentam um pecíolo largo, com um grande
limbo, com três lóbulos de cor verde. As flores têm um curto pedúnculo e pétalas amarelas e
podem ser hermafroditas ou monóicas. A polinização feita por insectos, é indispensável à
formação dos frutos cilíndricos com 10 a 20 centímetros de comprimento (Anónimo, 2003).

O fruto é do tipo pepónio, e em geral, eles têm formatos cilíndricos, alongados e inteiramente
verdes ou verdes com manchas claras de diferentes tamanhos. Conforme as variedades,
ocorrem grandes variações no tamanho, comprimento, formato, coloração e sabor dos frutos,

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além de diferenças nas características vegetativas como porte, hábito de crescimento e ciclo
(De Sousa e Da Mata, 2002).

2.3 Importância do pepino

2.3.1 Importância alimentar e económica
Os frutos das Cucurbitáceas são ricos em água, com destaque para o pepino com 95% do seu
conteúdo. O pepino é dos produtos mais pobres em proteínas, calorias e tiamina, portanto não
são nutritivos. Apesar do reduzido valor nutritivo, as Cucurbitáceas desempenham um
importante papel na alimentação humana, especialmente nas regiões tropicais onde o
consumo é muito elevado (Almeida, 2002). O Valor nutricional do pepino em 100 g de
substância comestível é de 94,84% de água, 3,2% de carbohidratos e 1,38% de proteinas.
Tem ainda energia de 42 kj (10 kcal) (Van Luijk, 2004). É fonte de geração de renda para
empresas e famílias produtoras do pepino.

2.3.2 Mercado de trabalho
Além do valor alimentar e económico, o cultivo de Cucurbitáceas também tem grande
importância social, na geração de empregos, pois demanda grande quantidade de mão-de-
obra, desde o cultivo até a comercialização (Almeida, 2002). O pepino é tido como cultura de
alta produtividade por área, contribuindo assim para o desenvolvimento do comércio (De
Sousa e Da Mata, 2002).

2.4 Produção no mundo e em Moçambique
O pepino é a segunda principal cultura Cucurbitácea ao nível da produção mundial com cerca
de 27%, depois da melância (40%) (Almeida, 2002). De acordo com dados da FAO, o
continente com maior produção de pepino no ano de 2002, foi a Ásia (91,57%), seguida pelas
Américas (5,64%, sendo 5,27%, 0,14% e 0,24% para as Américas do Norte, Central e do Sul,
respectivamente), África (1,54%) e Europa (1,18%), sendo que nos dados da América do Sul
não está incluída a produção brasileira ( De Moura et al., 2003).

Projecto final 14 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Em 2002 a área mundial total produzida com pepino foi estimada em 2 milhões de hectares,
com um total de 36 milhões de toneladas de produção. A Ásia é o maior produtor do mundo,
com uma produção média anual de 60% na china (Van Luijk, 2004).

Em África, o pepino é produzido em todos países tropicais em pequena escala. Em 2002
África produziu 507,000 toneladas em 25,000 ha. O Egipto é o maior produtor de África
chegando a atingir 360,000 toneladas (Van Luijk, 2004). Em Moçambique, esta cultura é
cultivada como meio de melhoria na dieta alimentar, mas principalmente como fonte de
aquisição de renda familiar.

Em geral, as curcubitáceas são produzidas em quantidades relativamente pequenas para
consumo local e não costumam figurar nas estatísticas de produção de uma forma mais
significativa, embora constituam itens importantes na dieta alimentar de muitos povos, na
medida em que uma ou mais espécies sempre estão presentes nas áreas de cultivo, sejam em
escala comercial ou não (Lopes et al., 2002).

2.5 Constrangimentos no desenvolvimento do pepino

2.5.1 No mundo
Alguns dos factores limitantes no desenvolvimento da cultura do pepino são as temperaturas
baixas do inverno nas regiões de climas temperados e a seca nas regiões tropicais e
subtropicais, reduzindo o período de crescimento. Outros factores são as pragas e doenças
(De Moura et al., 2003).

A prática do cultivo sem o uso de insumos agrícolas tais como pesticidas e fertilizantes nos
países em desenvolvimento, particularmente em África tem causado um impacto negativo no
desenvolvimento desta cultura e consequentemente baixos rendimentos (Van Luijk, 2004).

2.5.2 Em Moçambique
A produção do pepino é feita junto aos grandes centros urbanos, por pequenos produtores,
mas os rendimentos são muito baixos, resultado da incidência de pragas e doenças
Projecto final 15 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

combinado com efeitos de stress hídrico durante o período de crescimento e baixa fertilidade
dos solos.

Das várias pragas e doenças que causam danos à cultura as mais importantes são: a mosca
branca (Bemisia tabaci), mosca-do-melão (Dacus spp.), lagarta mineira (Liriomyza spp.),
nemátodo-da-galha (Meloidogyne spp.), Oídio (Erysiphe spp.), Mosaico (cucumber mosaic
virus) e o Míldio (Pseudoperonospora spp.) (Segeren et al., 1994), pois sem o seu controlo
efectivo não se obtém rendimentos elevados.

2.6 Factores edafo-climáticos para o desenvolvimento da cultura do pepino

Temperatura
O cultivo do pepino é indicado para regiões com clima quente. A temperatura óptima para o
seu desenvolvimento é de 30°C. Não tolera ventos frios e geada, comporta-se melhor em
locais com temperaturas mínimas de 20oC à noite e 24oC durante o dia (De Sousa e Da Mata,
2002). Segundo Martins et al. (1995), para uma germinação mais rápida e uniforme necessita
temperaturas de solo entre 25oC a 30ºC, com limite mínimo não inferior de 12oC.

Humidade: o pepino é uma cultura com elevados requerimentos de humidade, devido a sua
grande superficie foliar, sendo a humidade relativa óptima de 80% (Anónimo, 2003).

Luminosidade: a planta de pepino cresce, floresce e frutifica com normalidade, mesmo em
dias curtos (com menos de 12 horas de luz), também suporta elevadas intensidades luminosas
e maior quantidade de radiação solar (Anónimo, 2003).

Solo
O pepino pode ser cultivado em qualquer tipo de solo de estrutura solta, mas prefere solos
com textura média, terrenos profundos, leves, férteis e bem drenados, com pH entre 5,5 e 6,5
(De Sousa e Da Mata, 2002).

Projecto final 16 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

2.7 Considerações gerais sobre Bemisia tabaci L. (Genn.) (Homoptera: Aleyrodidae)

2.7.1 Taxonomia
A B. tabaci é um insecto da ordem Homoptera e família Aleyrodidae. Foi descrita
inicialmente como Aleurodes tabaci por Gennadius na Grécia em 1889, através de espécimes
colectadas em plantas de Nicotina spp., sendo posteriormente, descrita várias vezes. Todas
essas descrições podem ter sido efectuadas devido às variações morfológicas apresentadas
pelo 4º ínstar, que é a estrutura usada na identificação e descrição das espécies. Esta espécie
mais tarde foi agrupada em duas espécies que são a B. tabaci e Trialeurodes vaporariorum
(Gennadius). É comumente referida como mosca branca (whitefly)(Queiroz et al., 2003).

2.7.2 Sistemática e aspectos morfológicos e biológicos do complexo Bemisia
tabaci L.
Segundo Torres (2006), as moscas brancas têm um ciclo de vida que inclui o estágio de ovo,
ninfa (com 4 ínstares) e a fase adulta.

A ninfa do 1o ínstar é móvel, isto é, apresenta pernas e é capaz de se mover pela folha ou
planta a procura de local adequado para se alimentar. A partir do 2o ínstar perde as pernas e
se torna imóvel até o final do desenvolvimento juvenil. Após o 3 o ínstar fica mais visível e,
quando atinge o estágio de pupa (4o ínstar) passa a apresentar duas pequenas manchas
avermelhadas que correspondem aos olhos do adulto que irá emergir (Stein, sem data).

Projecto final 17 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

a. Ninfa b. Adulto
Figura 9. Mosca branca (Bemisia tabaci L.) alimentando-se de tecido vegetal
Fonte: Stein, Sem data

A temperatura é o principal agente externo que influencia a metamorfose progressiva da
mosca branca, fazendo com que o seu ciclo de vida possa variar de 14 a 21 dias (Stein, sem
data), sendo a longevidade da fêmea de aproximadamente 18 dias (Bedin et al., 1999). Sob
condições climáticas seu ciclo de vida pode variar de 2 a 4 semanas, podendo produzir até 15
gerações por ano (Stein, sem data).

2.7.3 Distribuição geográfica e hospedeiros de B. tabaci
A B. tabaci indica uma forte limitação pelas temperaturas frias e alta pluviosidade, podendo
ser encontrada nos mais diversificados biomas como: florestas e pastagens. Os tipos de
vegetação vão de cultivos agrícolas herbáceos, sistemas perenes até culturas em campo
aberto ou em estufas (De Oliveira e Lima, 2006). Ela é encontrada em praticamente todas as
regiões do mundo, como a Austrália, Nova Zelândia, países Asiáticos, Europeus, Africanos e
nas Américas. Este insecto ocorre em uma ampla faixa de plantas hospedeiras, coloniza
principalmente espécies anuais e herbáceas e apresenta alto potencial reprodutivo
(Takahashi, 2005).

Nas Américas do Sul e Central, a B. tabaci tem sido responsável por grandes perdas em
culturas de elevada importância económica como batata-doce, melância, melão, pepino,

Projecto final 18 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

abóbora, quiabo, pimenta, tomate, tabaco, berinjela, batata, gergelim, algodão, feijão, soja,
entre outras (De Oliveira e Lima, 2006).

O biótipo B de B. tabaci tem como hospedeiros preferenciais plantas como feijão, soja,
algodão, pepino, quiabo, alface, brócolos, repolho, tomate, berinjela, pimenta, batata,
melância, melão, uva, tabaco. Para além destas culturas, esta praga foi observadas em plantas
ornamentais do gênero Poinsetia, em infestantes como Bidens pilosa L., Euphorbia
heterophylla L., entre outras (Takahashi, 2005).

Em Moçambique, a espécie B. tabaci ocorre em todo o país causando sérios prejuízos
agrícolas nas hortícolas, raízes e tubérculos e leguminosas. Nas hortícolas, esta praga infesta
culturas como tomate, pimenta, couve, pepino, entre outras de importância económica
(Segeren et al., 1994).

2.7.4 Danos e importância económica da mosca branca
Este organismo é um insecto picador-sugador que provoca danos directos e indirectos. Os
primeiros ocorrem pela sucção da seiva da planta causando a diminuição do seu vigor,
desfoliação, murchamento e manchas cloróticas nas folhas e queda prematura levando à
redução na produtividade (De Oliveira e Lima, 2006).

A B. tabaci excreta substâncias açucaradas, promovendo o crescimento de fungos (fumagina)
sobre a seiva excretada, reduzindo o potencial fotossintético das plantas e o valor comercial
de qualquer produto, injecta ainda toxinas durante o processo de alimentação. Os danos
indirectos são a transmissão de vírus do grupo Geminivirus às plantas, inviabilizando
economicamente o negócio agrícola (De Oliveira e Lima, 2006).

Os adultos e ninfas se alimentam através da sucção de seiva do floema, podendo levar a
planta a morte ou a queda de produção. As folhas atacadas tornam-se amarelas, secam e
caem prematuramente. Em curcubitáceas, esta praga quando se alimenta injecta uma toxina
que causa distúrbios na planta acarretando os sintomas conhecidos como “talo branco” e
“folha prateada” (Stein, sem data).

Projecto final 19 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Nos últimos anos, B. tabaci causa perdas em culturas anuais em todo o mundo. Sua
alimentação directa e a excreção de substâncias açucaradas afectam o rendimento e qualidade
dos frutos (Torres, 2006).

Em África, vários são os prejuízos agrícolas causados por estes insectos em várias plantas
cultivadas, tais como o tomate, algodão, melância, mandioca, feijão, entre outras de
importância económica (De Oliveira e Lima, 2006).

Em Moçambique, a mosca branca causa sérios prejuízos económicos em culturas de grande
importância alimentar e comercial, tais como a mandioca, tomate, batata, entre outras
(Segeren et al., 1994).

2.7.5 Controlo de B. tabaci.
As técnicas utilizadas no controlo da mosca branca englobam métodos culturais, controlo
químico, controlo biológico e resistência de plantas hospedeiras, porém, muitas informações
básicas são necessárias para a implementação destes métodos (Norman et al., 1996). O
conhecimento da fenologia das plantas hospedeiras é muito importante para se detectar,
monitorar e controlar qualquer praga, visto que a susceptibilidade das plantas varia ao longo
do seu desenvolvimento (Torres, 2006).

2.7.5.1 Controlo químico
O desenvolvimento de resistência aos insecticidas é uma particularidade das moscas brancas,
principalmente quando aplicações de um único produto são repetidas várias vezes (Torres,
2006). Segundo Brown et al. (1995), a resistência aos insecticidas organofosfatos e
piretróides surgiu antes de 1985.

O processo de resistência é o principal responsável pelo constante aumento do emprego de
insecticidas, constituindo-se na acção mais cômoda para manter controlada uma praga, a qual
cada vez apresenta menor resposta às doses originais recomendadas para os produtos
convencionais. Esse problema tem causado, em inúmeras ocasiões, o abandono de culturas

Projecto final 20 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

em diversas regiões agrícolas devido ao aumento exponencial dos custos do controlo químico
(Covarrubias, 1998).

Devido à dificuldade de se obter sucesso no controlo de moscas brancas, em muitos casos o
maneio integrado tem sido visto como a solução mais viável, na qual o controlo químico só é
usado quando necessário (Flint, 1995).

2.7.5.2 Controlo cultural
A utilização do controlo cultural é de fundamental importância para o maneio deste insecto
(Haji, 1996). De acordo com Flint (1995), essa medida consiste em modificar o ambiente de
modo a torná-lo menos favorável à reprodução, dispersão, sobrevivência e aos danos
causados por esta praga.

Hilje et al (2001) salientaram que práticas culturais e físicas são importantes no maneio da
mosca branca e devem incluir a escolha de espécies de plantas ou cultivares apropriadas, uso
de mudas sadias, destruição de restos culturais e infestantes hospedeiras, selecção de épocas
de sementeira, rotação de culturas, irrigação e uso de barreiras físicas (sorgo, milho e outras
gramíneas), entre outras.

2.7.5.3 Controlo biológico
O controlo biológico da B. tabaci através de libertação de inimigos naturais tem sido muito
usado nos últimos anos. Recentemente, estudos sobre essa praga, incluindo levantamentos de
inimigos naturais de ocorrência mundial, testes de laboratório e de campo, têm sido
desenvolvidos (Gerling et al., 2001).

Os predadores de B. tabaci incluem artrópodes pertencentes a nove ordens e 31 famílias. A
maioria são joaninhas (Coccinellidae), percevejos (Miridae, Anthocoridae), crisopídeos
(Chrysopidae, Coniopterygidae), ácaros (Phytoseiidae) e aranhas (Aranae) (Gerling et al.,
2001).

Projecto final 21 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Embora a lista de parasitóides de moscas brancas seja extensa, poucas espécies foram
pesquisadas ou usadas para o controlo dessa praga. Dentre os mais estudados podem ser
citados as espécies da ordem Hymenoptera (Eretmocerus spp. e Encarsia spp.), além de
Metaphicus sp. (Hymenoptera: Encyrtidae) e Amitus spp. (Hymenoptera: Platygasteridae)
(Gerling et al., 2001).

Segundo Van Lenteren & Martin (1998), os fungos consistem nos únicos patógenos
associados às espécies de Aleyrodidae, visto que somente eles são capazes de infectá-las,
colonizando o seu interior depois de penetrarem através da cutícula. Os gêneros de fungos
frequentemente mencionados são Aschersonia, Verticillium e Paecilomyces.

De acordo com Van Lenteren & Martin (1998), as moscas brancas também podem ser mortas
por vírus e bactérias, mas, provavelmente, devido a infecções secundárias pela entrada
através de ferimentos já existentes.

2.7.5.4 Uso de variedades resistentes
Outra alternativa de controlo da mosca branca que vem sendo estudada é o uso de variedades
resistentes, que de acordo com McAuslane (1996), é um método que pode ser bastante
explorado por apresentar grande potencial como estratégia de maneio em um programa
integrado. A resistência de plantas a insectos pode ser utilizada em diversas culturas. Várias
características da planta podem conferir-lhe resistência, tais como número, comprimento,
tipo e arranjo espacial de tricomas, forma da folha, pH e concentração de taninos e fenóis.
Caracteres morfológicos que afectam o desenvolvimento populacional da B. Tabaci
compromentendo o seu abrigo, alimentaçao, o que pode favorecer o desenvolvimento das
culturas em campo (Meagher Jr. et al., 1997).
Outros métodos de controlo desta praga incluem o uso de extratos aquosos da Leucaena
leucocephala (Lam.) e Sterculia foetida L. (Barros et al., 2006), do silício e acibenzolar-s
methyl (Correa et al., 2005), entre outros.

Projecto final 22 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

2.8 Diatomites

2.8.1 Composição e propriedades
A diatomite é uma rocha sedimentar, originária de uma acumulação de esqueletos fósseis de
algas diatomáceas. Ela é constituída para além de restos fossilizados de diatomáceas, em
mais de 80% por sílica (Diatomites de Moçambique, 2005).

O valor da diatomite sem tratamento é baseado principalmente na natureza das particulas das
diatomáceas, o índice de silício, os carbonatos, argilas ou impurezas solúveis. Em geral a
diatomite é extremamente porosa, baixa condutividade de calor e electricidade,
quimicamente inerte, capaz de absorver e reter grande quantidade de líquidos com os quais
tem grandes superficies de contacto (Web1).

“In natura” o minério apresenta-se estratificado, formando camadas, pouco ou muito
contaminadas de materiais tais como: matéria orgânica, argilas, areias e outros materiais de
menores quantidade (Figura 2). Dependendo do nível de contaminação a análise química da
diatomite mostra uma variação de sílica de 58% a 91% (Diatomite de Moçambique, 2005).

Figura 10. Diatomite explorada na mina à 12 Km da Vila de Manhiça.

A diatomite natural (extraída da mina) passa por uma unidade de tratamento e transformação,
que permite o fornecimento do produto final ao mercado consumidor. Esta consiste na
retirada de contaminantes como areias, argilas e outros.

A Diatomite é uma substância natural com muitos compostos que incluem:
Projecto final 23 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Tabela 1. Composição química da diatomite.

Compostos constituientes da diatomite Compostos constituientes da diatomite
SiO2 89% MgO 0,20%
Al2O3 5,95% Na2O 0,32%
Fe2O3 0,88% TiO2 0,29%
CaO 0,10% H2O <3%
K2O 0,63% P2O5 0,06%
Fonte: Diatomite de Moçambique, 2005.

2.8.2 Produção da diatomite no mundo e em Moçambique
As reservas mundiais de diatomite estimam-se em 800 milhões de toneladas métricas, das
quais 250 milhões se encontram nos Estados Unidos (EUA), e são equivalentes ao redor de
400 vezes a produção global actual. Em 2000, a produção mundial se estimou em 2 milhões
de toneladas, tendo como principais países produtores EUA (40%), China (17%), Japão
(9%), Dinamarca (9%), França (4%) e os países de ex União Soviética (4%) (Web 2).

Em Moçambique a diatomite ocorre em jazidas lenticulares, intercaladas em areias das dunas
interiores que se estendem ao longo da faixa costeira, desde Bela Vista a Inhambane. Trata-se
de depósitos efectuados em depressões flúvio-lagunares aprisionadas por cordões dunares
aquando da regressão plistocénica que pôs a descoberto a plataforma marinha. Destes
depósitos diatomíticos, os que merecem destaque são os das regiões da Manhiça, Boane,
Macia e Manjacaze. Na região à volta da Vila de Manhiça situam-se vários depósitos
diatomíticos, de entre eles, os de Alvor (Figura 2), Diana e Marina que têm importância
económica (Afonso e Marques, 1998).

Projecto final 24 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Figura 11. Mina de diatomite localizada à 12 km da Vila de Manhiça.

A Diatomite de Moçambique, é a única empresa no país que se dedica a exploração,
tratamento e transformação deste minério. Esta iniciou a sua actividade em finais de Outubro
de 2003, possui uma área de produção com reservas calculadas em cerca de 600,000 ton, bem
como duas outras áreas licenciadas com cerca de 600 ha, situada no distrito de Manhiça. A
produção da diatomite em 2006 foi de 445 ton, esta produção foi exportada para a África do
Sul, para diversos fins tais como o engrossamento de alimentos, entre outros (Braz, 20071).

2.8.3 Importância da diatomite
A diatomite é um material usado como insecticida doméstico, no controlo e protecção dos
cereais e como desparasitante animal. Acredita-se que este mineral pode ser usado também
para a protecção de plantas contra pragas e doenças em culturas no campo. O seu uso como
insecticida é pulverizado no campo, numa mistura de diatomite e água na proporção de 24g/l,
ou espalha-se o pó sobre o solo, a uma dosagem de 20 kg/ha. Este minério pertence a classe
toxicológica III e tem como substância activa o dióxido de silica (100% WP) (Diatomite de
Moçambique, 2005).

Trata-se de um produto que mata por acção mecânica e não química, é inofensivo ao ser
humano e mantém-se inalterado ao longo do tempo sem perda de qualidade não permitindo
que os insectos reajam arranjando resistência (Diatomite de Moçambique, 2005).

1
Comunicação pessoal
Projecto final 25 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Para além do seu uso como disparasitante e insecticida, ela pode ainda ser usada como agente
de filtragem na indústria de bebidas, na indústria açúcareira, na purificação de águas, na
indústria química, farmacêutica e cosmética, como material isolante na indústria de materiais
de construção, como material anti-aderente na preparação de adubos, na preparação de
catalisantes, desinfectantes e insecticidas, entre outros (Ledder, 1994).

2.9 O Silício (Si)
O silício é o segundo elemento mais abundante na crosta terrestre, com cerca de 27% em
massa, depois do oxigênio. Apesar de não ser um nutriente essencial para o crescimento e
desenvolvimento das plantas, diversos estudos têm demonstrado efeitos benéficos do Si em
diversas culturas, dentre os quais destacam-se o baixo coeficiente de transpiração com
melhor aproveitamento da água, maior teor de clorofila, maior rigidez estrutural dos tecidos
com aumento da resistência mecânica das células, folhas mais erectas, área fotossintética
maior e maior absorção de CO2 (Franzote et al., sem data).

2.9.1 Silício na planta
O Si penetra na planta na forma de ácido monossilícico (H4SiO4) acompanhando a absorção
de água (fluxo de massa) e se acumula principalmente nas áreas de máxima transpiração na
forma de ácido silícico polimerizado (sílica amorfa). Aproximadamente 99% do Si encontra-
se na forma polimerizada e menos de 1% encontra-se na forma iônica (Korndörfer et al.,
2004b).

O Si, ao ser absorvido pelas plantas, é facilmente translocado no xilema, e possui a tendência
natural de se polimerizar. Em plantas de pepino, ao ser interrompido o suprimento de Si na
solução, as folhas superiores apresentaram concentração de Si marcadamente menor que as
inferiores, indicando baixa translocação desse elemento na planta, igualmente ao que
acontece com o Ca (Korndörfer et al., 2004a).

Projecto final 26 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Na planta, o Si enconcentra-se nos tecidos de suporte/sustentação do caule e nas folhas,
podendo ser encontrado também em pequenas quantidades na semente. O conteúdo médio de
Si nas raízes é um décimo da concentração do caule (Korndörfer et al., 2004a).

2.9.2 Silício e transpiração
A deposição do Si junto à cutícula das folhas confere proteção às plantas e ameniza os efeitos
de stress de natureza biótica e abiótica (Epstein,1999). O Si ocorre com maior frequência nas
regiões onde a água é perdida em grande quantidade, ou seja, na epiderme foliar junto as
células-guarda dos estômas. Esses depósitos de sílica nos tecidos foliares promovem a
redução na taxa de transpiração (Korndörfer et al., 2004a).

2.9.3 Silício na protecção das plantas
Além do efeito na transpiração, a deposição de sílica na parede das células torna a planta
mais resistente à acção de fungos e insectos (Dayanandam et al., 1983). Isso ocorre pela
associação da sílica com constituintes da parede celular, tornando-as menos acessíveis às
enzimas de degradação (resistência mecânica) (Korndörfer et al., 2004a).

Projecto final 27 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

III. MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 Àrea de estudo
Este trabalho foi levado a cabo em duas áreas: na Associação dos Regantes de Mafuiane no
distrito de Namaacha e na Estação Agrária de Umbelúzi no distrito de Boane. A área da
Associação dos Regantes de Mafuiane tem solos derivados de rochas basalticas e são de
textura argilosa. Dependendo da drenagem, eles podem ser vermelhos quando bem drenados
ou pretos quando mal drenados. A temperatura média anual é de 22,9ºC e a humidade
relativa do ar não vária muito durante o ano, os seus valores oscilam entre 65% nos meses de
Agosto até Setembro e até 72% nos meses de Março e Abril (Mussane, 2007).

Por outro lado, a Estação Agrária de Umbelúzi (EAU), unidade pertecente ao Instituto de
Investigação Agrária de Moçambique - zona sul (IIAM-sul), de acordo com a classificação
climática modificada de Thorth-waite, possui um clima semi-árido, com precipitação média
anual de cerca de 67mm, temperatura média 23oC, evapotranspiração diária entre 2,8 a
7,2mm/dia. Os solos são aluvionares, de textura franca a franco-argilo-arenosa cor cinzentada
a negro-esbranquiçada, uma profundidade superior a 1.5m apresentando, portanto, boa
drenagem interna potencialmente aptos para um grande número de culturas agrícolas (Redy,
1993 citado por Jaime, 2005).

No presente trabalho foram realizados 2 ensaios: um na Associação dos regantes de
Mafuiane e o outro na Estação Agrária de Umbelúzi, tendo decorrdo de 1 de Janeiro à 29 de
Março e 15 de Fevereiro à 30 de Abril de 2007, respectivamente.

3.2 Descrição dos tratamentos
Os ensaios envolviam dois factores (Mafuiane) e três na EAU: Adubação mineral (NPK-
12:24:12) (A), diatomite (D) (Mafuiane) e pesticida Imidacloprid (P) na EAU. Estes estavam
desdobrados em 2 níveis, sendo o primeiro (a0 – ausência e a1 – 25g/planta= presença), o
segundo (d0 - 0 kg/ha= ausência e d20 -20 kg/ha= presença) e o ultimo (p0 – ausência e p1 –
presença) resultando numa combinação total de 4 (Mafuiane) e 8 tratamentos na EAU
(Tabela 2).
Projecto final 28 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Tabela 2. Código dos tratamentos.
Associação dos regantes de Mafuaine
Níveis de diatomite Adubação mineral (NPK)
Ausencia (a0) Presenca (a1)
0 kg/ha (d0) a0d0 a1d0
20 kg/ha (d20) a0d20 a1d20
Estação Agrária de Umbeluzi
Níveis de diatomite Imidacloprid
Ausencia (p0) Presenca (p1)
(p0) (p1) (p0) (p1)
0 kg/ha (d0) a0d0p0 a0d0p1 a1d0p0 a1d0p1
20 kg/ha (d20) a0d20p0 a0d20p1 a1d20p0 a1d20p1

Para a realização do presente trabalho foram seguidas as etapas seguintes: delineamento
experimental, preparação e montagem dos ensaios, colecta de dados, análise estatística e
redacção do relatório. A preparação e montagem do ensaio consistiram das seguintes fases:

3.3 Desenho experimental

3.3.1 Delineamento
Para o alcance dos objectivos traçados foi usado o delineamento experimental de blocos
completos casualizados em factorial de 2*2 com 10 repeticões em Mafuiane e 2*2*2 com 4
na EAU.

3.3.2 Dimensões do ensaio e layout
O arranjo dos tratamentos do ensaio foi obtido fazendo-se 4 casualizações para Mafuiane e 8
na EAU, uma em cada bloco com vista a garantir que a fixação dos tratamentos fosse
independente. Cada bloco possuía uma área de 128 m2 espaçados a 1m (Mafuiane) e 3m na
EAU. Estes divididam-se em 4 parcelas em Mafuiane com cerca de 32 m2 (3,2m x 10m) e 8
parcelas na EAU, com uma área de 16 m2 (3,2m x 5m) (anexo 1). A área total dos ensaios era
de 1280 m2 em Mafuiane e 512 m2 na EAU, sendo a área útil total de 512 m2 e 204,8 m2,
respectivamente.

Projecto final 29 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

3.3.3 Práticas culturais

a. Preparação do terreno
Para a preparação do terreno foram usados dois métodos: lavoura com tracção animal
(Mafuiane) e com tractor (EAU). Depois da lavoura, seguiu-se a sulcagem (Mafuiane),
gradagem e sucalgem na EAU.

b. Adubação
A adubação de fundo foi manual e usou-se o adubo mineral (NPK: 12-24-12) e diatomite na
razão de 0 e 25 g/covacho para o NPK e 0 e 20 kg/ha para adiatomite de acordo com os
tratamentos. Aos 30 dias depois da sementeira fez-se a adubação de cobertura com ureia na
razão de 20 kg/ha para os tratamentos que receberam o NPK.

c. Sementeira e ressementeira
A sementeira foi directa, com auxílio de enxadas e bitolas, obdecendo um compasso de
80cmx50cm. Cada covacho recebeu 2 sementes a uma profundidade de 1,5cm. 7 dias depois,
fez-se a ressementeira.

d. Desbaste e controlo de infestantes
Quando as plantas tinham três a quatro folhas já formadas (7 dias depois da sementeira) fez-
se o desbaste, retirando-se as plântulas menos vigorosas (deixando uma por covacho). O
controlo de infestantes foi efectuado através sachas até que as plantas tivessem o sistema
foliar bem desenvolvido (cerca de 30 dias após a sementeira), findo este período, o controlo
passou a ser feito através de mondas.

e. Controlo da praga
Para o controlo da mosca branca pulverizou-se o ensaio com pesticida Imidacloprid e
diatomite. A pulverizção foi feita aplicando-se 25g/l de diatomite para os tratamentos que
receberam 20 kg/ha desde minério. O Imidacloprid seguiu as normas técnicas para a
aplicação de químico (cálculo das dosagens de acordo com a área).

f. Irrigação
Projecto final 30 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Após a sementeira, fez-se a rega por gravidade, duas vezes por semana para humedecer o
solo e consequentemente a semente para facilitar o processo de germinação, tendo
continuado até ao fim do ciclo da cultura do pepino.

g. Colheita

A colheita teve o seu início 45 dias depois da sementeira (Mafuiane) e 55 dias na EAU,
sendo esta feita 2 vezes por semana (Mafuiane) e 1 vez por semana (EAU). Fez-se a colheita
manual, sendo os frutos do pepino separados em duas categorias: frutos comerciais e frutos
não comerciaias (frutos com deformações, furados, podres). O rendimento total da cultura do
pepino foi obtido através da soma dos rendimentos parciais das colheitas devido a maturação
faseada desta cultura, e foi calculado tendo em conta as duas categorias: comercial e não
comercial (Figura 4).

a. Pepino comercial b. Pepino não comercial
Figura 12. Qualidade do pepino (comercial e não comercial).

Monitoramento
A monitoria da incidência da mosca branca foi feita quinzenalmente, onde em cada sub-
talhão, 10 plantas foram aleatoriamente seleccionadas, inspeccionadas e registadas se
infestadas ou não. A amostragem foi feita na superficie inferior das folhas, contando-se e
anotando-se os individuos presentes para estimava da densidade populacional da mosca
branca.

Projecto final 31 Navesse, Mavis Tomaz
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(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

3.3.4 Colecta de dados
No presente trabalho, a colecta de dados foi feita na área útil de cada tratamento, com cerca
de 12,8 m2 em Mafuiane e 6,4 m2 na EAU, sendo considerado como bordaduras duas linhas
do sub-talhão e 1m e 0,5m iniciais na linha útil, respectivamente.

3.3.5 Análise estatística e redacção do relatório
Antes de se proceder à análise dos dados do ensaio, foi necessário fazer correção destes para
uma nova escala, pois certos dados não apresentavam homogeneidade de variâncias nem
distribuição normal. Deste modo, efectuou-se a transformação raíz quadrada (√x+0,1) porque
é a mais adequada para que os dados em causa sigam os pressupostos básicos da ANOVA
paramétrica (Gomez e Gomez, 1984).

Para a análise dos dados foi usando o pacote estatístico SAEG 5.0 (Sistema de Análises
Genéticas e Estatísticas da Universidade Federal de Viçosa, versão 5.0), no qual foram feitos
testes de Lillifors (distribuição normal de dados) e Cochran e Bartlett (homogeneidade de
varância), análise de variância (ANOVA) e teste de comparação de médias onde o teste F
detectou diferenças estatisticas válidas no grupo de tratamentos. A comparação entre as
médias dos tratamentos (diatomite, adubação mineral e Imidacloprid) foi feita usando o teste
de agrupamento de Scott & Knott a 5% de probabilidade.

Para a interpretação dos resultados da análise estatísca foi necessário observar os parâmetros
a seguir mencionados.

• Os teste de normalidade e homogeneidade de variância devem ser comparadas ao longo
da mesma linha para cada tratamento:

 Valor calculado < Valor (p= 0,05 ou p= 0,01) = não houve diferenças
significativas a 5% ou 10% de probabilidade = os dados não seguem
distribuição normal e/ou as variâncias não são homogeneias (de acordo com o
teste);

Projecto final 32 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

 Valor calculado > Valor (p= 0,05 ou p= 0,01) = houve diferenças
significativas a 5% ou 10% de probabilidade = os dados seguem distribuição
normal e/ou as variâncias são homogeneias (de acordo com o teste) ;

 ****** = não houve diferenças significativas a 5% ou 10% de probabilidade=
os dados não seguem distribuição normal e/ou as variâncias não são
homogeneias (de acordo com o teste).

• As tabelas da ANOVA devem ser comparadas ao longo da mesma linha para cada
tratamento:

 Valor de F < (SIG.*100) a 5% de probabilidade = não houve diferenças
significativas entre os factores ou a interacção não é significativa;

 Valor de F > (SIG.*100) a 5% de probabilidade = houve diferenças
significativas entre os factores ou a interacção é significativa;

 ****** = não houve diferenças significativa as 5% de probabilidade entre os
factores ou a interacção não é significativa.

Os modelos estatísticos usados na análise estatística foram representados pelas equações
(1.1).

Yijk= µ + Ω i + α j + ßk+ (Ω α )ij + εijk, εijk _ N (0, б 2) (1.1)
i= 1, 2; j= 1, 2; k= 1, 2, ..., 10

Yijkl= µ + Ω i + α j + τk + ßl+ (Ω α )ij + (Ω τ)ik +(α τ)jk + (Ω α τ)ijk + εijkl, εijkl _ N (0, б 2)

i = 1, 2; j = 1, 2; k = 1, 2 e l=1, 2, ..., n
Onde:

µ = média geral
Ω i = efeito do nível i do factor adubação mineral
α j = efeito do nível j do factor Diatomite
Projecto final 33 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
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ßk = efeito do bloco k (Mafuiame)
(Ω α )ij = interacção entre o nível i do factor adubação mineral e o nível j do factor
diatomite
τk= efeito do nivel k do factor pesticida (Imidacloroprid)
ßl = efeito do bloco l (EAU)
(Ω α )ij = interacção entre o nível i do factor adubação mineral e o nível j do factor diatomite
(Ω τ)ik= interacção entre o nível i do factor adubação mineral e o nível k do factor pesticida
(α τ)jk= interacção entre o nível j do factor diatomite e o nível k do factor pesticida
(Ω α τ)ijk= interacção entre o nível i do factor adubação mineral, o nível j do factor diatomite
e o nível k do factor pesticida
εijk = erro experimetal

3.4 Variáveis em estudo

3.4.1 Densidade populacional
A avaliação da densidade da mosca branca foi feita através dos resultados obtidos durante o
monitoramento do ensaio e para tal usou-se a formúla:

N º de indivíduos presentes nas plantas observadas
Di = (1.2)
Nº total de plantas observadas

Di: densidade populacional da praga (no de indivíduos/planta)

3.4.2 Intensidade de ataque
A intensidade de ataque do campo foi considerada consoante a presença de pragas ou sinais
do vírus do amarelecimento das plantas. Para tal usou-se a seguinte formúla:

Numero de plantas atacadas
IA = * 100 (1.3)
N
Onde:
N = Número total de plantas observadas por talhão
IA = Intensidade de ataque (%)
Projecto final 34 Navesse, Mavis Tomaz
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3.4.3 Produção da cultura

3.4.3.1 Produção comercial e total
Esta variável foi medida seleccionando-se todo o pepino que estava livre de doença, pragas e
defeitos fisiológicos. Depois de se seleccionar, fez-se a pesagem do mesmo com auxílio de
uma balança seguidas de contagem, peso obtido, representa a produção comercial. A
produção total foi obtida através da soma da produção das duas categorias (comerciais e não
comercial).

3.4.3.2 Percentagem de frutos comerciais
Esta variável foi obtida através da rasão entre o número de frutos comerciais e frutos totais
(frutos não comerciais e comerciais) multiplicado por 100.

3.4.4 Análise de custo-benefício da produção
A análise de custo/benefício foi feita com base no cálculo da margem bruta, que foi usada
para comparar o lucro obtido nos diferentes tratamentos (níveis de diatomite e pesticida),
para tal, calculou-se o valor de produção comercial, o custo total, e por fim, calculou-se a
margem bruta comercial para cada tratamento (MADER, 2003).

i. Valor de Produção

O valor de produção foi obtido pela multiplicação do preço de venda do pepino na altura da
colheita pela quantidade comercial de pepino produzido em cada tratamento.

Projecto final 35 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Valor de produção = preço ×quantidade (1.4)

ii. Custo Total
No cálculo do Custo total, o custo de todos outros factores de produção com excepção da
diatomite e pesticida foram assumidos como constantes. O custo total foi obtido pelo
somatório dos produtos dos preços e as respectivas quantidades usadas de cada factor, como
se pode observar na fórmula abaixo.

Custo total =∑Pr eço ×Quantidade ⋅ do ⋅ factor (1.5)

iii. Margem Bruta
Segundo Boellje e Eidmen (1984), a margem bruta dos tratamentos é obtida através da
subtracção dos valores de produção de cada tratamento pelos custos totais utilizados para
produzir o pepino.
M arg em bruta =valor de produção −custo total (1.6)

IV. RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 Dinâmica da mosca branca (densidade populacional e intensidade de ataque)

Projecto final 36 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

4.1.1 Densidade populacional na Associação dos regantes de Mafuiane
Com relação a esta variável, a 5% de significância, a análise da variância não mostrou efeitos
significativos na interacção entre os factores em estudo, mas verificam-se diferenças
significativas para os factores adubação mineral e diatomite de forma independente. Portanto,
a presença da diatomite de forma independente foi o tratamento que apresentou baixas
densidades da mosca branca relativamente a sua auência (Figura 5). Em relação ao factor
adubação mineral, a ausência da adubação mineral demostrou baixas densidade desta praga
(Tabela 3).
Densidade Media (moscas/planta)

16
13,9 a 14,4 a
14
12 12,89 a
10
Sem diatomite
8
Diatomite
6 5,7 b 5,5 a
4
2,7 b
2
0
1ª Observação 2ª Observação 3ª Observação

Figura 13. Densidade populacional da mosca branca em função da aplicação de diatomite
em Mafuiane.
*Observação: Médias seguidas de mesma letra, não diferem entre si, pelo teste de comparação de médias de
Scott & Knott a 5% de probabilidade. A comparação é feita na vertical, isto é, compara-se cada ponto de cada
linha pelo outro, em cada observação (Fonte: análise estatística dos dados de campo).

Projecto final 37 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Com base no gráfico acima, não se observam diferenças significativas na primeira
observação, isto deveu-se provavelmente ao facto de nesta observação estava a ser avaliado o
estabelecimento da praga e ainda não tinham sido aplicada a diatomite. E houve diferenças
significativas na segunda e terceira observações, onde a aplicação de diatomite foi mais
eficiente no controlo desta praga e apresentou densidades baixas.

Tabela 3. Densidade populacional da mosca branca em pepino, em função da adubação
mineral em Mafuiane.
Densidade Media Adubação mineral (NPK)*
Ausência Presença
(mosca/planta)
1ª Observação 12,1 b 15,8 a
2ª Observação 10,3 a 9,8 a
3ª Observação 4,3 a 3,8 a
*Par de médias seguidas de mesma letra na linha , não diferem entre si, pelo teste de comparação de médias de
Scott & Knott a 5% de probabilidade. As comparações são feitas entre a ausência e presença da adubação
mineral, em cada observação, (Fonte: análise estatísca de dados de campo).

As altas densidades populacionais da mosca branca verificadas neste local no início da
amostragem podem ser resultantes do cultivo ciclíco de culturas hospedeiras desta praga sem
obdiência dum plano de rotacão e/ou o uso de medidas conjuntas de maneio.

Acrescentando-se a isto o facto de que a maioria dos agricultores do regadio fazem a retirada
ou incorporação tardia do restolho após a colheita. Facto este que pode contribuir para que as
densidades sejam elevadas, pois esta praga pode migrar para outras culturas ou refugiar-se
nestes restolhos e na época seguinte resultar em maiores densidades da mesma de acordo
com as condições climáticas.

Salvador (2004) salienta que o controlo cultural envolve a modificação do habitat, tornando-
o menos favorável à reprodução, desenvolvimento e sobrevivência da praga. Por esse motivo,
geralmente, recomendam-se várias práticas culturais, como a remoção e destruição de plantas

Projecto final 38 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

hospedeiras, evitar plantar próximo às culturas já infestadas, a rotação de culturas, entre
outras.

As condições climáticas (temperaturas ≥ 30oC e periódos secos) também contribuiram para
estes aumentos da densidade populacional da mosca branca, pois eram favoráveis para o seu
desenvolvimento (Salvador, 2004).

Com relação ao factor adubação mineral, as altas densidades observadas na primeira
observação provalvemente tem a ver com o desenvolvimento das plantas, pois as parcelas
que receberam adubação mineral tiveram maior taxa de germinação e de crescimento foliar,
o que ocasiona maior fonte de alimento para estas pragas.

4.1.2 Densidade populacional da mosca branca na Estação Agrária de Umbelúzi
Com base no teste de F ao nível de significância de 5 %, a análise de variância mostra que
as interacções entre os factores do estudo (adubação mineral, diatomite e Imidacloprid) e o
factor Imidacloroprid não foram significativos, mas a diatomite e a adubação de forma
independente apresentaram diferenças significativas. Portanto, verifica-se que a presença da
diatomite apresentou menores densidades médias da mosca branca em relação a sua ausência
(Figura 6).

Projecto final 39 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

5
4.5 4,5 a
Dens 4
idad 3,8 a
3.5
e
medi 3 Sem diatomite
a 2.5 2,6 b 2,6 a Diatomite
(mos 2 1,9 b
cas/p1.5 1,3 b
lanta 0,9 a
1
) 0,7 a
0.5
0
1ª Observação 2ª Observação 3ª Observação 4ª Observação

Figura 14. Densidade populacional da mosca branca em função a aplicação de diatomite na
EAU-IIAM.
*Observação: Médias seguidas de mesma letra, não diferem entre si, pelo teste de comparação de médias de
Scott & Knott a 5% de probabilidade. A comparação é feita na vertical, isto é, compara-se cada ponto de cada
linha pelo outro, em cada observação (Fonte: analise estatística dos dados de campo).

As altas densidades da mosca branca na primeira observação verifica-se na ausência da
adubação mineral com 4,851 moscas/planta em relação a sua presença (3,462) (Tabela 4).
Estes resultados são contraditórios aos encontrados na Associação dos Regantes de
Mafuiane, onde as baixas densidades desta praga ocorrem na ausência da adubação mineral.
Segundo Purohit e Deshpande (1991) em ensaio sobre avaliação do efeito de fertilizantes
sobre a população da mosca branca, detecteram que o aumento na adubação com NPK
ocasiona aumento da população deste insecto.

Projecto final 40 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Tabela 4. Densidade populacional da mosca branca em pepino, em função da adubação na
EAU-IIAM.
Densidade Média Adubação mineral (NPK)*
(moscas/planta) Ausência Presença
1ª Observação 4,9 a 3,5 b
2ª Observação 2,9 a 2,7 a
3ª Observação 2,6 a 1,4 a
4ª Observação 0,1 a 0,0 a
*Par de médias seguidas de mesma letra na linha , não diferem entre si, pelo teste de comparação de médias de
Scott & Knott a 5% de probabilidade. As comparações são feitas entre a ausência e a presença da adubação
mineral, em cada observação, (Fonte: análise estatísca dos dados de campo).

Nos tratamentos com ausência da diatomite e adubação mineral, a densidade da mosca
branca tende a reduzir com o desenvolvimento da planta. Contrariamente a isto, Demolin et
al. (2006) no seu estudo sobre os factores que afectam o ataque da mosca branca, observaram
maior número de adultos e de ninfas de mosca branca por folha com o aumento de idade das
plantas de pepino.

O tratamento químico com o pesticida Imidacloprid não demostrou diferenças significativas,
provavelmente devido as altas temperaturas durante o decorrer dos ensaios o que poderia ter
favorecido um rápido desenvolvimento da mosca branca ou pode ser que tenham ocorridos
surtos da população da mosca branca.

4.1.3 Intensidade de ataque em Mafuiane
Em relação esta variável, não foram detectados efeitos significativos na adubação e na
componente de interacção entre os factores de estudo, apenas foram encontradas diferenças
significativas a 5% de probabilidade no factor diatomite. A aplição de diatomite teve melhor
desempenho relativamente a sua não aplicação porque apresentou valores baixos de
intensidade de ataque (Figura 7).

Projecto final 41 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

100 90,0 a
90
80 71,0 a
n
Inte70 67,0 a
sidad
60 Sem diatomite
e de
ataq50 Diatomite
36,0 b 36,5 b 34,0 b
ue 40
(%)30
20
10
0
1ª Observação 2ª Observação 3ª Observação

Figura 15. Intensidade de ataque pela mosca branca em relação a aplição da diatomite em
Mafuiane.
*Observação: Médias seguidas de mesma letra, não diferem entre si, pelo teste de comparação de médias de
Scott & Knott a 5% de probabilidade. A comparação é feita na horinzotal, isto é, compara-se o tratamento sem
diatomite com o que recebeu este mineral, em cada observação (Fonte: analise estatística dos dados de campo).

As altas intensidades de ataque pela mosca branca, provavelmente estão relacionadas com a
alta capacidade reprodutiva deste insecto e a sua movimentacão no campo (migração dos
adultos). Verifica-se uma flutuação na intensidade de ataque pela mosca branca para os
tratamentos com ausência de diatomite. Contrariamente a isto, Ramiro (sem data) no seu
estudo sobre o maneio integrado da mosca branca, observou que a intensidade de ataque
desta praga (adultos) cresce linearmente com o tempo.

4.1.4 Intensidade de ataque na Estação Agrária de Umbelúzi
Com relação a esta variável, não foram encontrados efeitos significativos nos factores
adubação e Imidacloprid de forma independente, bem como para a componente de
interacção nos factores do estudo, apenas o factor diatomite apresentou diferenças
significativas na primeira observação durante a análise de variância a 5% de probabilidade. A
menor intensidade de ataque verifica-se para o tratamento que recebeu diatomite com
41,25% em relação a sua não aplicação (79,37%).

Projecto final 42 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Intensidade de ataque (%) 90 79,37 a
80
70
60
50 41,25 b
40
30
20
10
0
Ausência Presença
Diatomite

Figura 16. Intensidade de ataque pela mosca branca em função da aplicação da diatomite na
EAU.
*Observação: Médias seguidas de mesma letra, não diferem entre si, pelo teste de comparação de médias de
Scott-Knott a 5% de probabilidade. A comparação é feita entre o tratamento com ausência de diatomite e o que
recebeu este mineral (Fonte: analise estatística dos dados de campo).

4.2 Rendimento da cultura

4.2.1 Rendimento da cultura em Mafuiane
Os dois factores do estudo de forma combinada não apresentaram efeitos significativos mas
quando analisados de forma independente, apenas a adubação teve diferenças significativas a
5% de significância. Deste modo, notou-se que a aplicação da adubação mineral apresentou
maior número de frutos comerciais, produção comercial e total relativamente à sua não
aplicação (Tabela 5).

Projecto final 43 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Tabela 5. Características agronómicas do pepino em função da adubação mineral (NPK) na
Associação dos regantes de Mafuiane.
Características Agronómicas avaliadas Adubação mineral (NPK)*
Ausência Presença
Frutos comerciais (número) 21.602 b 64.688 a
Frutos comerciais (%) 70,81 a 75,24 a
Produção comercial (ton/ha) 5,049 b 18,18 a
Producao total (ton/ha) 6,57 b 26,15 a
*Pares de médias seguidas pela mesma letra na linha, não diferem entre si pelo teste de Scott & Knott a 5% de
probabilidade. A comparação é feita entre os tratamentos com a presença e a ausência da adubação mineral
(NPK) (Fonte: análise de dados de campo).

4.2.2 Rendimento da cultura na Estação Agrária de Umbelúzi
Com relação a esta variável, os reultados da ANOVA não têm efeitos significativos para
diatomite e Imidacloprid de forma independente, bem como na componente de interacção.
Contudo, a adubação mineral teve efeitos significativos a 5% de probabilidade. Assim,
notou-se que a aplicação do adubo apresentou maiores produções em termos de número de
frutos, percentagem e peso de frutos comerciais e produção total (Tabela 6).

Tabela 6. Caracteristicas agronómicas do pepino em função da adubação mineral (NPK) na
Estação Agrária do Umbelúzi - IIAM.
Características Agronómicas avaliadas Adubação mineral (NPK)*
Ausência Presença
Frutos comerciais (número) 15.703 b 41.250 a
Frutos comerciais (%) 58,20 b 71,43 a
Produção comercial (ton/ha) 5,68 b 14,06 a
Produção total (ton/ha) 8,74 b 19,14 a
*Pares de médias seguidas pela mesma letra na linha, não diferem entre si pelo teste de Scott & Knott a 5% de
probabilidade. A comparação é feita entre o tratamento com presença e ausência da adubação mineral (NPK),
(Fonte: análise de dados de campo).

O aumento da produção comercial e total do pepino com a aplicação da adubação mineral,

Projecto final 44 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

pode ser explicado pelo fato das parcelas que receberam este tratamento terem apresentado
um maior crescimento vegetativo, possibilitando a formação de maior número de flores por
planta e, consequentemente um maior número de frutos. Este resultados estão em
concordância com os obtidos pelos autores Santos et al. (2001) que encontraram resposta da
produção comercial e total a níveis crescentes de adubação com NPK.

4.3 Análise do Custo-Benefício
Para resultados deste género, é importante proceder-se a análise de Custo-Beneficio para
avaliar a viabilidade da produção nas condições locais. Para tal é necessário satisfazer a
condição Benefícios maiores que Custos.

Embora o rendimento a cultura não tenha tido diferenças estatísticas a 5% de probabilidade
para a interacção este tratamento teve resultados rentáveis. A aplicação do adubo NPK e o
controlo também foram económicamente rentáveis (Tabela 7).

Tabela 7. Custo-Benefício na Associação dos Regantes de Mafuiane.
Tratamentos Custo Total Produção Valor do Produto Margem Bruta
(Mt) (kg) (Mt) (Mt)
Controlo 350 69,89 698,90 348,90
Adubação mineral (NPK) 565 182,19 1821,90 1256,90
Diatomite 376,65 31,07 310,70 |- 65,95|
Adubação*diatomite 531,5 181,46 1814,58 1283,08

A intercção entre adubação mineral e diatomite foi o tratamento que teve maior Margem
Bruta com 1283,08 Mt, seguida da adubação e controlo. O tratamento controlo embora tenha
tido menores custos de produção, este demostrou uma margem bruta maior (348,90 Mt) que
o uso da diatomite, que teve um prejuízo na ordem de 65,95Mt.
V. CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES

5.1 Conclusão
Com base nos objectivos traçados e nos resultados obtidos durante a realização do presente
trabalho pode-se constatar que:
Projecto final 45 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

• Com relação a densidade da mosca branca, não houve uma interacção significativa
entre adubação e diatomite. A diatomite e adubação mineral de forma independente
mostaram diferenças significativas em Mafuiane, sendo que a sua aplicação
demostrou densidade baixas da mosca branca. Estes resultados são préliminares, pelo
que ainda é incipiente determinar se a baixa densidade dessas pragas depende apenas
do papel das diatomites. Entretanto, a aplicação de diatomite pode estar a colaborar
na regulação da população desta praga;

• Ainda em Mafuiane, o tratamento que recebeu a adubação mineral (NPK) teve maior
densidade da moscas brancas por planta em relação a sua ausência;

• Na EAU, não se verificou nenhuma interacção entre os factores em estudo (adubação,
diatomite e Imidacloprid). O factor Imidacloprid de forma independente, também não
mostrou diferenças significativas na a densidade da mosca branca. A diatomite e
adubação mineral tiveram diferenças significativas de forma independente, sendo que
a aplicação de diatomite demostrou densidades baixas, o que provalvelmente poderá
comprovar a sua eficácia à insectos sugadores;

• A aplicação da adubação mineral demostrou densidades baixas da mosca branca na
EAU;

• Com relação a intensidade de ataque, não foram encontradas diferenças significativas
na componente de interacção entre os factores de estudo e na adubação de forma
independente. Apenas a diatomite teve diferenças significativas tendo evidenciado
níveis baixos de intensidade de ataque em Mafuiane;
• Nos resultados do ensaio da EAU, não houve diferenças significativas no factor
adubação de forma independente e nas interacções entre os factores em estudo. A
diatomite mostrou diferenças na primeira observação, sendo a menor intensidade de
ataque observada na presença de diatomite com 41,25% ;

Projecto final 46 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

• Para a produção, a componente de interacção e a diatomite não foram significativos
mas o factor adubação quando analisado de forma independente apresentou efeitos
significativos. Assim, o maior número de frutos comerciais, produção comercial e
total foram obtidos na presença da adubação mineral em Mafuiane;

• Com relação a Estação Agrária de Umbelúzi, a produção do pepino não foi afectado
pelos factores diatomite e Imidacloprid de forma independente. O mesmo se verifica
em relação a diferentes combinações dos factores em estudo. Apenas a componente
adubação mineral demostrou melhores resultados na produção do pepino (número e
percentagem de frutos comerciais, produção comercial e total);

• Embora o rendimento a cultura não tenha tido diferenças estatísticas a 5% de
probabilidade para a interacção, este demostrou uma margem bruta maior
com1283,08 Mt.

5.2 Recomendações
Com base nos resultados obtidos no presente trabalho e nas conclusões, recomenda-se:

Aos agricultores
• Organização que permita o uso de medidas colectivas para o controlo da mosca
branca, como rotação de culturas, eliminação de restos culturas, destruição de
infestantes hospedeiras.
As Instituições
• Que as actividades de extensão, possam incidir no reconhecimento da importância da
mosca branca, para explicar aos agricultores sobre a importância do maneio e
controlo da mesma;
• Que realizem estudos que permitam a incorporação da diatomite no pacote
tecnológico de produção para o controlo da mosca branca.

Aos técnicos e investigadores

Projecto final 47 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

• Que realizem outros estudos do género, testando novamente estas e outras
dosagens de diatomite em outros locais, abrangindo as duas épocas, fresca e
quente;

Projecto final 48 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

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Projecto final 50 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
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Projecto final 51 Navesse, Mavis Tomaz
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Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
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Projecto final 53 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

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Projecto final 54 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

ANEXOS

Anexo 24. Esquema do ensaio na Associaçao dos regantes de Mafuiane.

blocos I II III
a0d0 a1d0 1m a1d20 a0d0 a0d0 a1d0

a020 a1d20 a1d0 a0d20 a020 a1d20
1m
IV V VI
a1d0 a0d0 a1d20 a0d20 a1d0 a0d0

a1d20 a0d20 a1d0 a0d0 a1d20 a0d20

VII VIII
a1d0 a0d0 a1d20 a0d20

a1d20 a0d20 a1d0 a0d0

IX X
a0d0 a1d0 a1d20 a0d0

a020 a1d20 a1d0 a0d2

Anexo 25. Esquema do ensaio na EAU.

Blocos I 3m II
a1d0p0 a0d0p1 a1p0d20 a0p1d20

a0d20p0 p1d20 a1p0d0 a0p1d0
0,8m
a1d20p0 a0p0d0 a1p1d20 a1p1do

Projecto final 55 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

a1d0p1 0,8m a1p1d20 a1p1d0 0,8m a0p0d0
3m
III IV
a1p1d20 a0p1d0 a1p1d0 a0p1d20

a0p1d0 a0p1d20 a1p1d20 a0p1d0

a0ppd20 a1p0d20 a1p0d0 a0p0d0

a0p0d0 a0p1d0 a0p0d20 a1p0d20

Anexo 26. Ficha de recolha de dados de infestação por pragas/doenças em Mafuiane.

Data ___/ ___/ 2007 Amostragem de ________________________
No perc
Planta 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Total Media (%)
Blocos Adub Diat
a0 d0
I a0 d20
a1 d0
a1 d20
a1 d20
II a1 d0
a0 d0
a0 d20
a1 d20
Projecto final 56 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

III a1 d0
a0 d0
a0 20
a0 d0
a1 d20
IV a0 d0
a0 d20
a1 d0
V a1 d20
a0 d0
a0 d20
a1 d0
VI a1 d20
a0 d0
a0 d20
a1 d0
VII a1 d20
a0 d0
a0 d20
a1 d20
VIII a1 d0
a0 d20
a0 d0
a0 d20
IX a0 d0
a1 d0
a1 d20
a1 d20
a1 d0
X a0 d0
a0 d20

Anexo 27. Ficha de recolha de dados de infestação por pragas/doenças na EAU.

Data ___/___/ 07 Amostragem de: ________________________

No perc
Planta 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Total Media (%)
Blocos Adub Pest Diat
a0 p0 d0
a1 p0 d0
a0 p1 d0
a0 p0 d20
I a0 p1 d20
a1 p0 d20
a1 p1 d0

Projecto final 57 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

a1 p1 d20
a1 p0 d20
a1 p0 d0
a0 p1 d0
a0 p1 20
I a1 p1 d20
a1 p1 d0
a0 p0 d20
a0 p0 d0
a1 p1 d20
a1 p1 d0
a0 p1 d0
a0 p1 d20
II a1 p0 d20
a0 p1 d0
a0 p0 d0
a0 p0 d20
a1 p1 d0
a1 p1 d20
a1 p0 d0
a1 p0 d20
IV a0 p0 d20
a0 p0 d0
a0 p1 d20
a0 p1 d0

Anexo 28. Ficha de recolha de dados de rendimento do pepino em Mafuiane.

Data ___/___/ 07 ___/___/ 07 ___/___/ 07 ___/___/ 07
o
N colheitas 1 2 3 4
No No No No
Rendimento frutos Peso frutos Peso frutos Peso frutos Peso
Blocos Adub Diat C NC C NC C NC C NC C NC C NC C NC C NC
a0 d0
I a0 d20
a1 d0
a1 d20
a1 d20
II a1 d0
a0 d0
a0 d20
a1 d20
III a1 d0

Projecto final 58 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

a0 d0
a0 20
a0 d0
a1 d20
IV a0 d0
a0 d20
a1 d0
V a1 d20
a0 d0
a0 d20
a1 d0
VI a1 d20
a0 d0
a0 d20
a1 d0
VII a1 d20
a0 d0
a0 d20
a1 d20
VIII a1 d0
a0 d0
a0 d20
a0 d20
IX a0 d0
a0 d20
a0 d0
a1 d0
a1 d20
X a0 d0
a0 d20

Anexo 29. Ficha de recolha de dados do rendimento do pepino na EAU.

Data ___/___/ 07 ___/___/ 07 ___/___/ 07 ___/___/ 07
No colheitas 1 2 3 4
No No No No
Rendimento frutos Peso frutos Peso frutos Peso frutos Peso
Bloco Adub
s Pest Diat C NC C NC C NC C NC C NC C NC C NC C NC
a0 p0 d0
a1 p0 d0
a0 p1 d0
a0 p0 d20
I a0 p1 d20
a1 p0 d20
a1 p1 d0
a1 p1 d20
a1 p0 d20
a1 p0 d0
a0 p1 d0
Projecto final 59 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

a0 p1 20
II a1 p1 d20
a1 p1 d0
a0 p0 d20
a0 p0 d0
a1 p1 d20
a1 p1 d0
a0 p1 d0
a0 p1 d20
III a1 p0 d20
a0 p1 d0
a0 p0 d0
a0 p0 d20
a1 p1 d0
a1 p1 d20
a1 p0 d0
a1 p0 d20
IV a0 p0 d20
a0 p0 d0
a0 p1 d20
a0 p1 d0

Anexo 30. Output da normalidade, homogeneidade e ANOVA dos dados da densidade em
Mafuiane.

Tabela 8. Teste de Lilliefors para a densidade populacional em Mafuiane.
Variáveis Valor Calculado Valor (P=0.05) Valor (P=0.01)
DENS1 .1651 .140 .163
DENS2 .1960 .140 .163
DENS3 .2280 .140 .163

Tabela 9. Teste de Cochran e Bartlett para a densidade populacional em Mafuiane.
Variáveis Nome do Teste Valor Calculado Valor (P=0.05) Valor (P=0.01)
DENS1 COCHRAN .5882 ******* *******
DENS1 BARTLETT .5854 3.840 6.635
DENS2 COCHRAN .5380 ******* *******

Projecto final 60 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

DENS2 BARTLETT .1073 3.840 6.635
DENS3 COCHRAN .5446 ******* *******
DENS3 BARTLETT .1481 3.840 6.635

Tabela 10. ANOVAF da densidade populacional em Mafuiane, 1ª observação.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Médio F SIG.
Bloco 9 1091.345 121.2606 5.95 .0001
Adubação 1 136.5301 136.5301 6.70 .0153
Diatomite 1 .1224963E-01 .1224963E-01 .00 ******
Diat*Adub 1 3.080232 3.080232 .15 ******
Resíduo 27 549.9797 20.36962
Total 39 1780.948
Coeficiente de Variação = 32.452
Média Geral = 13.907

Anexo 31. Output da ANOVA dos dados da densidade populacional em Mafuiane.

Tabela 11. ANOVAF dadensidade populacional em Mafuiane, 2ª observação.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Médio F SIG.
Bloco 9 222.2022 24.68914 1.44 .2213
Adubação 1 2.450247 2.450247 .14 ******
Diatomite 1 761.2562 761.2562 44.35 .0000
Diat*Adub 1 .1225029E-01 .1225029E-01 .00 ******
Resíduo 27 463.3988 17.16292
Total 39 1449.320
Coeficiente de Variação = 41.315
Média Geral = 10.028

Tabela 12. ANOVAF da densidade populacional em Mafuiane, 3ª observação.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Médio F SIG.
Bloco 9 62.41525 6.935028 2.45 .0347
Adubação 1 2.970243 2.970243 1.05 .3147
Diatomite 1 78.68023 78.68023 27.80 .0000
Diat*Adub 1 .2249874E-02 .2249874E-02 .00 ******
Resíduo 27 76.41974 2.830361
Total 39 220.4877
Coeficiente de Variação = 41.361
Média Geral = 4.0675

Projecto final 61 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Anexo 32. Output da normalidade, homogeneidade e ANOVA da Intensidade de ataque em
Mafuiane.

Tabela 13. T estede Lilliefors para a Intensidade de ataque em Mafuiane.
Variaveis Valor Calculado Valor (P=0.05) Valor (P=0.01)
INF1 .1753 .140 .163
INF2 .1740 .140 .163
NF3 .1784 .140 .163

Tabela 14. Teste de Cochran e Bartlett para Intensidade de ataque em Mafuiane.
Variaveis Nome do Teste Valor Calculado Valor (P=0.05) Valor (P=0.01)
INF Cochran .6281 ******* *******
INF1 Bartlett 1.2578 3.840 6.635
INF2 Cochran .5777 ******* *******
INF2 Bartlett .4529 3.840 6.635
INF3 Cochran .6570 ******* *******
INF3 Bartlett 1.9212 3.840 6.635

Tabela 15. ANOVAF da Intensidade de ataque em Mafuiane, 1ª observação.
Fontes de Variação G.L Soma de Quadrado Quadrado Medio F SIG.
.
Total 39 21710.00
Total de Reducao 12 13330.00 1110.833 3.58 .0029
Bloco 9 2260.000 251.1111 .81 ******
Adub 1 250.0000 250.0000 .81 ******
Diat 1 9610.000 9610.000 30.96 .0000
Diat*Adub 1 1210.000 1210.000 3.90 .0586
Residuo 27 8380.000 310.3704
Media Geral = 51.500
Coeficiente de Variação = 34.208

Projecto final 62 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Anexo 33. Output da ANOVA dos dados da Intensidade de ataque em Mafuiane.

Tabela 16. ANOVAF da Intensidade de ataque em Mafuiane, 2ª observação.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Medio F SIG.
Total 39 33677.50
Total de Reducao 12 31430.00 2619.167 31.46 .0000
Bloco 9 2502.500 278.0555 3.34 .0072
Adub 1 2.500000 2.500000 .03 ******
Diat 1 28622.50 28622.50 343.85 .0000
Diat*Adub 1 302.5000 302.5000 3.63 .0673
Residuo 27 2247.500 83.24074
Media Geral = 63.250
Coeficiente de Variação = 14.425

Tabela 17. ANOVAF da Intensidade de ataque em Mafuiane, 3ª observação.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Medio F SIG.
Total 39 21350.00
Total de Reducao 12 16340.00 1361.667 7.34 .0000
Bloco 9 2150.000 238.8889 1.29 .2885
Adub 1 10.00000 10.00000 .05 ******
Diat 1 13690.00 13690.00 73.78 .0000
Diat*Adub 1 490.0000 490.0000 2.64 .1158
Residuo 27 5010.000 185.5556
Media Geral = 52.500
Coeficiente de Variação = 25.946

Anexo 34. Output da normalidade, homogeneidade e ANOVA dos dados da produçao em
Mafuiane.

Tabela 18.Teste de Lilliefors para a produçao do pepino em Mafuiane.
Variaveis Valor Calculado Valor (P=0.05) Valor (P=0.01)
NFC .2348 .140 .163
Projecto final 63 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

PERC .0945 .140 .163
PFC .2294 .140 .163
PROD .2416 .140 .163

Tabela 19. Teste de Cochran e Bartlett em Mafuiane.
Variaveis Nome Do Teste Valor Calculado Valor (P=0.05) Valor (P=0.01)
NFC COCHRAN .8244 ******* *******
NFC BARTLETT 10.1150 3.840 6.635
PERC COCHRAN .5879 ******* *******
PERC BARTLETT .5815 3.840 6.635
PFC COCHRAN .8157 ******* *******
PFC BARTLETT 9.4194 3.840 6.635
PROD COCHRAN .9048 ******* *******
PROD BARTLETT 19.7345 3.840 6.635

Tabela 20. ANOVAF do número de frutos comerciais em Mafuane.
Fontes de Variação G.L. Somad Quadrado Quadrado Medio F SIG.
Bloco 9 .2403759E+11 .2670843E+10 5.48 .0003
Adubacao 1 .1188095E+11 .1188095E+11 24.38 .0000
Diatomite 1 .2346191E+09 .2346191E+09 .48 ******
Diat*Adub 1 .3270410E+09 .3270410E+09 .67 ******
Residuo 27 .1315769E+11 .4873219E+09
Total 39 .4963788E+11
Coeficiente Variação = 63.958
Media Geral = 34516.
Anexo 35. Output ANOVA dos dados da produçao em Mafuiane.

Tabela 21. ANOVAF da percentagem do número de frutos comerciais em Mafuane.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Medio F SIG.
Bloco 9 12989.25 1443.250 13.75 .0000
Adubacao 1 349.0960 349.0960 3.32 .0793
Diatomite 1 3.606998 3.606998 .03 ******
Diat*Adub 1 263.3433 263.3433 2.51 .1249
Residuo 27 2834.782 104.9919
Total 39 16440.08
Coeficiente Variação = 16.138
Media Geral = 63.495

Tabela 22. ANOVAF do peso de frutos comerciais em Mafuane.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Medio F SIG.

Projecto final 64 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Bloco 9 2663.570 295.9523 4.72 .0008
Adubacao 1 1724.936 1724.936 27.51 .0000
Diatomite 1 39.10233 39.10233 .62 ******
Diat*Adub 1 36.27167 36.27167 .58 ******
Residuo 27 1692.989 62.70330
Total 39 6156.869
Coeficiente de Variação = 68.172
Media Geral = 11.615

Anexo 36. Output da ANOVA dos dados de produçao em Mafuiane.

Tabela 23. ANOVAF da produção total em Mafuane.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Medio F SIG.
Bloco 9 4062.983 451.4426 2.72 .0213
Adubacao 1 3834.336 3834.336 23.11 .0000
Diatomite 1 60.56051 60.56051 .36 ******
Diat*Adub 1 435.4440 435.4440 2.62 .1169
Residuo 27 4480.535 165.9457
Total 39 12873.86
Coeficiente de Variação = 78.738
Media Geral = 16.361

Projecto final 65 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Anexo 37. Output da normalidade e homogeneidade dos dados da densidade populacional na
EAU.

Tabela 24. Teste de Lilliefors para a densidade populacional na EAU.
Variaveis Valor Calculado Valor (P=0.05) Valor (P=0.01)
DENSI1 .1402 .157 .182
DENSI2 .2666 .157 .182
DENSI3 .1727 .157 .182
DENSI4 .3872 .157 .182

Tabela 25. Teste de Cochran e Bartlett para densidade populacional na EAU.
Variaveis Nome do Teste Valor Calculado Valor P=0.05) Valor(P=0.01)
DENSI1 COCHRAN .6722 ******* *******
DENSI1 BARTLETT 1.8328 3.840 6.635
DENSI2 COCHRAN .7583 ******* *******
DENSI2 BARTLETT 4.5084 3.840 6.635
DENSI3 COCHRAN .8248 ******* *******
DENSI3 BARTLETT 7.9541 3.840 6.635
DENSI4 COCHRAN .6456 ******* *******
DENSI4 BARTLETT 1.2870 3.840 6.635

Projecto final 66 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Anexo 38. Output da ANOVA dos dados da densidade populacional na EAU.

Tabela 26. ANOVAF da densidade populacional na EAU, 1ª observação.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Medio F SIG.
Total 31 168.2457
Total de Reducao 10 101.4273 10.14273 3.19 .0121
Bloco 3 7.359635 2.453212 .77 ******
Adub 1 15.41513 15.41513 4.84 .0391
Diato 1 44.67488 44.67488 14.04 .0012
Pest 1 2.106379 2.106379 .66 ******
Pest*Diato 1 3.517880 3.517880 1.11 .3050
Pest*Adub 1 1.357128 1.357128 .43 ******
Diato*Adub 1 23.47838 23.47838 7.38 .129
Pest*Diato*Adub 1 3.517879 3.517879 1.11 .3050
Residuo 21 66.81844 3.181831
Media Geral = 4.1566; Coeficiente de Variação = 42.915

Tabela 27. ANOVAF da densidade populacional na EAU, 2ª observação.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Medio F SIG.
Total 31 128.9897
Total De Reducao 10 77.84813 7.784813 3.20 .0119
Bloco 3 20.70593 6.901978 2.83 .0629
Adub 1 .3403131 .3403131 .14 ******
Diato 1 23.63281 23.63281 9.70 .0052
Pest 1 1.950314 1.950314 .80 ******
Pest*Diato 1 8.507812 8.507812 3.49 .0756
Pest*Adub 1 1.757813 1.757813 .72 ******
Diato*Adub 1 20.32031 20.32031 8.34 .088
Pest*Diato*Adub 1 .6328133 .6328133 .26 ******
Residuo 21 51.14157 2.435313
Media Geral = 2.8031; Coeficiente de Variação = 55.672
Anexo 39. Output da ANOVA dos dados da densidade populacional na EAU.

Tabela 28. ANOVAF da densidade populacional na EAU, 3ª observação.
Projecto final 67 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Medio F SIG.
Total 31 95.07762
Total De Reducao 10 37.15878 3.715878 1.35 .2700
Bloco 3 4.003334 1.334445 .48 ******
Adub 1 11.67653 11.67653 4.23 .0523
Diato 1 13.87328 13.87328 5.03 .0358
Pest 1 3.081404 3.081404 1.12 .3025
Pest*Diato 1 .3990323E-01 .3990323E-01 .01 ******
Pest*Adub 1 2.685403 2.685403 .97 ******
Diato*Adub 1 .2702809E-01 .2702809E-01 .01 ******
Pest*Diato*Adub 1 1.771903 1.771903 .64 ******
Residuo 21 57.91884 2.758040
Media Geral = 1.9584, Coeficiente de Variação = 84.799

Tabela 29. ANOVAF da densidade populacional na EAU, 4ª observação.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Medio SIG.
Total 31 .3521875
Total De Reducao 10 .1131250 .1131250E-01 .99 ******
Bloco 3 .5343750E-01 .1781250E-01 1.56 .2276
Adub 1 .1531250E-01 .1531250E-01 1.35 .2592
Diato 1 .2812500E-02 .2812500E-02 .25 ******
Pest 1 .1531250E-01 .1531250E-01 1.35 .2592
Pest*Diato 1 .3125000E-03 .3125000E-03 .03 ******
Pest*Adub 1 .3125000E-03 .3125000E-03 .03 ******
Diato*Adub 1 .3125000E-03 .3125000E-03 .03 ******
Pest*Diato*Adub 1 .2531250E-01 .2531250E-01 2.22 .1508
Residuo 21 .2390625 .1138393E-01
Media Geral = .65625e-01; Coeficiente de Variação = 162.58
Anexo 40. Output da normalidade e homogeneidade dos dados da Intensidade de ataque na
EAU.

Tabela 30. Teste de Lilliefors para a Intensidade de ataque na EAU.
Variaveis Valor Calculado Valor (P=0.05) Valor (P=0.01)
INF1 .1375 .157 .182
INF2 .4073 .157 .182
INF3 .1605 .157 .182

Tabela 31. Teste de Cochran e Bartlett para a Intensidade de ataque na EAU.
Variaveis Nome do Teste Valor Calculado Valor(P=0.05) Valor (P=0.01)
INF1 COCHRAN .6068 ******* *******
INF1 BARTLETT .6778 3.840 6.635
INF2 COCHRAN .9895 ******* *******
Projecto final 68 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

INF2 BARTLETT 46.1970 3.840 6.635
INF3 COCHRAN .5793 ******* *******
INF3 BARTLETT .3701 3.840 6.635

Anexo 41. Output da ANOVA dos dados da Indensidade de ataque na EAU.

Tabela 32. ANOVAF da Intensidade de ataque na EAU, 1a observação.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Medio F SIG.
Total 31 17296.88
Total de Reducao 10 14206.25 1420.625 9.65 .0000
Bloco 3 384.3750 128.1250 .87 ******
Adub 1 3.125000 3.125000 .02 ******
Diat 1 11628.13 11628.13 79.01 .0000
Pest 1 1128.125 1128.125 7.67 .1150
Pest*Diat 1 703.1250 703.1250 4.78 .4030
Pest*Adub 1 28.12 28.12500 .19 ******
Diat*Adub 1 253.1250 253.1250 1.72 .2039
Pest*Diat*Adub 1 78.12500 78.12500 .53 ******
Residuo 21 3090.625 147.1726
Media Geral = 60.313; Coeficiente de Variação = 20.114

Tabela 33. ANOVAF da Intensidade de ataque na EAU, 2a observação.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Medio F Sig.
Total 31 550987.5
Projecto final 69 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Total de Reducao 10 209450.0 20945.00 1.29 .2984
Bloco 3 51512.50 17170.83 1.06 .3888
Adub 1 22050.00 22050.00 1.36 .2573
Diat 1 51200.00 51200.00 3.15 .0905
Pest 1 21012.50 21012.50 1.29 .2685
Pest*Diat 1 16200.00 16200.00 1.00 ******
Pest*Adub 1 14450.00 14450.00 .89 ******
Diat*Adub 1 21012.50 21012.50 1.29 .2685
Pest*Diat*Adub 1 12012.50 12012.50 .74 ******
Residuo 21 341537.5 16263.69
Media Geral = 79.375; Coeficinte de Variação = 160.67
Anexo 42. Output da ANOVA dos dados da Indensidade de ataque na EAU.

Tabela 34. ANOVAF da Intensidade de ataque na EAU, 3a observação.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Medio F SIG.
Total 31 7271.875
Total de Reducao 10 1656.250 165.6250 .62 ******
Bloco 3 309.3750 103.1250 .39 ******
Adub 1 378.1250 378.1250 1.41 .2477
Diat 1 378.1250 378.1250 1.41 .2477
Pest 1 378.1250 378.1250 1.41 .2477
Pest*Diat 1 3.125000 3.125000 .01 ******
Pest*Adub 1 28.12500 28.12500 .11 ******
Diat*Adub 1 28.12500 28.12500 .11 ******
Pest*Diat*Adub 1 153.1250 153.1250 .57 ******
Residuo 21 5615.625 267.4107
Media Geral = 40.938; Coeficiente de Variação = 39.946

Projecto final 70 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Anexo 43. Output da normalidade e homogeneidade dos dados da produçao na EAU.

Tabela 35. Teste de Lilliefors para a producao do pepino na EAU.
Variaveis Valor Calculado Valor (P=0.05) Valor (P=0.01)
NFC .1208 .157 .182
PEFC .0918 .157 .182
PFC .1657 .157 .182
PRO .1189 .157 .182

Tabela 36. Teste de Cochran e Bartlett para a producao do pepino na EAU
Variaveis Nome do Teste Valor Calculado Valor (P=0.05) Valor P=0.01)
NFC COCHRAN .5664 ******* *******
NFC BARTLETT .2584 3.840 6.635
PEFC COCHRAN .8037 ******* *******
PEFC BARTLETT 6.6806 3.840 6.635
PFC COCHRAN .5537 ******* *******
PFC BARTLETT .1683 3.840 6.635
PRO COCHRAN .5193 ******* *******
PRO BARTLETT .0217 3.840 6.635

Anexo 44. Output da ANOVA dos dados da producao na EAU.

Projecto final 71 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Tabela 37. ANOVAF do número de frutos comerciais na EAU.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Medio F SIG.
Bloco 3 319.3438 106.4479 2.00 .1442
Pesticida 1 3.781250 3.781250 .07 ******
Diatomite 1 42.78125 42.78125 .81 ******
Adubacão 1 3341.531 3341.531 62.91 .0000
Pesti*Diat 1 26.28125 26.28125 .49 ******
Pesti*Adub 1 140.2813 140.2813 2.64 .1190
Diat*Adub 1 5.281250 5.281250 .10 ******
Pesti*Diat*Adub 1 108.7813 108.7813 2.05 .1671
Residuo 21 1115.406 53.11458
Total 31 5103.469
Media Geral = 28477; Coeficiente de Variação = 31.991

Tabela 38. ANOVAF da percentagem do número de frutos comerciais na Eau.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Medio F SIG.
Bloco 3 698.9003 232.9668 1.90 .1605
Pesticida 1 10.25851 10.25851 .08 ******
Diatomite 1 109.8091 109.8091 .90 ******
Adubacão 1 1401.072 1401.072 11.43 .0028
Pesti*Diat 1 105.7189 105.7189 .86 ******
Pesti*Adub 1 1.190494 1.190494 .01 ******
Diat*Adub 1 1.187553 1.187553 .01 ******
Pesti*Diat*Adub 1 54.46791 54.46791 .44 ******
Residuo 21 2574.732 122.6063
Total 31 4957.336
Media Geral = 64.822; Coeficiente de Variação = 17.082

Anexo 45. Output da ANOVA dos dados do rendimento na EAU.

Tabela 39. ANOVAF do peso de frutos comerciais na EAU.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Medio F SIG.
Bloco 3 .7616406e+08 .2538802e+08 2.55 .0834
Pesticida 1 439453.1 439453.1 .04 ******
Diatomite 1 .2112500e+08 .2112500e+08 2.12 .1602
Adubacão 1 .5611250e+09 .5611250e+09 56.30 .0000
Pesti*Diat 1 8767578. 8767578. .88 ******
Pesti*Adub 1 .4572070e+08 .4572070e+08 4.59 .0441
Diat*Adub 1 500000.0 500000.0 .05 ******

Projecto final 72 Navesse, Mavis Tomaz
Efeito da aplicação de diatomite vs adubação mineral (NPK) no controlo da mosca branca Bemisia tabaci L. Genn.
(Homoptera: Aleyrodidae) na cultura de pepino (Cucumis sativus L.), no Vale do Umbelúzi

Pesti*Diat*Adub 1 .3351758e+08 .3351758e+08 3.36 .0809
Residuo 21 .2092969e+09 9966518.
Total 31 .9566563e+09
Media Geral = 9.8750; Coeficiente de Variação = 31.969

Tabela 40. ANOVAF da producão total do pepino na EAU.
Fontes de Variação G.L. Soma de Quadrado Quadrado Medio F SIG.
Bloc 3 .1070996e+09 .3569987e+08 2.24 .1131
Pesticida 1 330078.1 330078.1 .02 ******
Diatomite 1 .7890820e+08 .7890820e+08 4.96 .0371
Adubacão 1 .8663203e+09 .8663203e+09 54.42 .0000
Pesti*Diat 1 .1040820e+08 .1040820e+08 .65 ******
Pesti*Adub 1 .4163281e+08 .4163281e+08 2.62 .1208
Diat*Adub 1 382812.5 382812.5 .02 ******
Pesti*Diat*Adub 1 .4753125e+08 .4753125e+08 2.99 .0987
Residuo 21 .3342910e+09 .1591862e+08
Total 31 .1486904e+10
Media Geral = 13.945
Coeficiente de Variação = 28.610

Anexo 46. Output dos factores de produção na Associação dos Regantes de Mafuiane.

Tabela 41. Factores de produção por tratamento na Associação dos Regantes de Mafuiane.
Factores de Produção Quantidades Preço do factores (Mt)
Semente (g) 25 25
Adudo mineral (NPK) (kg) 10 14.5
Diatomite (kg) 0,82 32.5
Urea (kg) 8 19
Água - 75
Mão-de-obra - 250
Preço do produto 10,00Mt/kg

Projecto final 73 Navesse, Mavis Tomaz