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Metodologia I –

LEITURA, ESQUEMA, RESUMO,


RESENHA
Profa. MS Dione Lis Martins Pereira
LEITURA Atenção
PROVEITOSA Intenção
Reflexão
Análise
Crítica
Síntese
Objetivos de uma leitura...
sccaning – procura de certo tópico da obra, pelo índice ou
sumário, linhas ou parágrafos, visando encontrar frases ou
palavras-chave;

skimming – captação de tendência geral, pelos títulos, subtítulos,


parágrafos e figuras, visa encontrar a metodologia e essência do
trabalho;

do significado – visão ampla do conteúdo, pela leitura de todo o


texto, principalmente do que interessa;

de estudo ou informativa – absorção mais completa do


conteúdo e do significado da obra, pela leitura e releitura,
sublinhado, uso do dicionário e elaboração de resumo;

crítica – estudo e formação de ponto de vista próprio sobre o texto;


implica: avaliação de dados e informações, solidez, fidedignidade e
atualização da argumentação e dados referenciados.
Fases da Leitura
de estudo ou informativa
Reconhecimento ou prévia

Exploratória ou pré-leitura

Seletiva

Reflexiva

Crítica

Interpretativa
Explicativa
FASES DA LEITURA PROVEITOSA

fazer uma leitura geral;


numa segunda leitura, sublinhar as idéias principais
do autor, usando dois traços para as palavras-chave;
passagens longas, mas relevantes devem ser
marcadas com um traço vertical à margem;
cada parágrafo deve ser reconstituído a partir das
palavras sublinhadas e sua leitura deve apresentar
continuidade de um texto de telegrama, com sentido
concatenado;
anotar o sentido das palavras desconhecidas na
margem, para facilitar a compreensão e após a
consulta ao dicionário.
COMO ELABORAR ESQUEMAS

 há vários tipos de esquema: por tópicos; por quadros


ligados entre si, etc.
 o esquema dá uma visão global do texto, o que facilita
bastante o estudo;
 deve ser fiel à idéia do autor;
 no esquema a idéia central é expressa em uma frase-mestra
e as demais em pequenos parágrafos;
 se as idéias secundárias devem ser diferenciadas, depois de
eliminar as não importantes, deve-se procurar as ligações
que unem as idéias sucessivas,assinalando sua seqüência,
garantindo-se o encadeamento lógico e o raciocínio
desenvolvido pelo autor. Desta forma, o esquema nasce
naturalmente da análise realizada.
LAKATOS, Eva Maria. Relações sociais no processo de produção. In: ____. O
trabalho temporário: novaforma de relações sociais no trabalho. São Paulo:
Escola de sociologia e Política de Saõ Paulo, 1979 (Tese de Livre-Docência)
p.11-2.

• 2 tipos de relações sociais:


a) relações sociais formais de produção – direitos
definidos de acesso a um particular meio de vida;
b) relações sociais no trabalho – originam-se da
associação entre indivíduos no processo cooperativo.
• Correlações entre os tipos de relações sociais:
1. Indivíduos envolvidos;
2. Variações;
3. Freqüência das variações;
4. Relação com a sociedade global
EXEMPLO 1- ESQUEMA POR QUADROS LIGADOS...
COMO ELABORAR RESUMOS

consiste na capacidade de condensação de um texto, reduzindo-


o aos elementos de maior importância;

diferente do esquema, forma parágrafos completos, mas


condensa sua apresentação;

facilita o trabalho de captar, analisar, relacionar, fixar e integrar


aquilo que se está estudando e serve para se expor um assunto;

consiste num outro texto, fiel as idéias do autor, e não em v’rios


trechos copiados do texto original.
EXEMPLO DE RESUMO...
MINAYO, Maria Cecília de S. e SOUZA, Edinilsa R. de. Violência para todos. Cad.
Saúde Pública, jan./mar. 1993, vol.9, no.1, p.65-78. ISSN 0102-311X.

Este artigo trata a problemática da violência social através do quadro de


mortalidade por causas externas no Brasil, com ênfase na situação do
município do Rio de Janeiro. São utilizados dados de mortalidade do
Ministério da Saúde, consolidados pelo Departamento de Epidemiologia e
Métodos Quantitativos em Saúde, da Escola Nacional de Saúde Pública, no
período de 1980 a 1988. São apresentadas a mortalidade proporcional e as
taxas de mortalidade por causas externas segundo sexo, idade, grupos
específicos de causas externas, tipos de homicídios e acidentes de trânsito.
Apesar de se tratar, basicamente, de um trabalho descritivo, faz-se aqui
também uma reflexão sobre os homicídios, considerando-os como o
fenômeno gerador de morte mais significativo na configuração da violência
brasileira hoje.

Palavras-chave: Violência; Mortalidade; Epidemiologia; Sociologia


PARTES DA ANÁLISE DE UM TEXTO...
Análise dos Elementos: análise de todos os elementos básicos de um texto,
visando à sua compreensão. Podem ser explícitos ou implícitos, estes podem
exigir maior esforço, análise mais profunda ou até pesquisas em outras fontes,
para melhor entender a mensagem do autor.

Análise de Relações:
Idéias secundárias;
Fatos específicos que formam uma opinião;
Pressupostos básicos de uma tese;
Elementos de causa e efeito;
Elementos de argumentação e afirmações pertinentes ou não.

Análise da Estrutura: Verificam-se as partes de um todo e procura-se


evidenciar as relações existentes entre elas. É mais complexa do que as
análises anteriores;

Estática – resulta da sucessão de fenômenos pré-estabelecidos, como os


textos de história; estabelece o tipo de disposição, enumeração dos elementos
constitutivos básicos, descrição de todos os elementos e análise do processo
que os originou.

Dinâmica – geradora de um processo – consiste em numerar as partes básicas


e descrever seu funcionamento e finalidade.
A ANÁLISE DO TEXTO...
Análise Textual – referências do autor, vocabulário, estrutura
redacional;

Análise Temática- listar a idéia central e secundárias – processo


lógico de pensamento;

Análise Interpretativa e Crítica – associar as idéias do autor com


outras de conhecimento anterior sobre o tema; fazer crítica da
coerência interna e validade dos argumentos, profundidade e
originalidade do problema, realizar apreciação pessoal sobre as
idéias defendidas;

Problematização – debate das questões implícitas e explícitas do


texto, debate das questões associadas ou afins ao texto;

Conclusão Pessoal – reelaboração pessoal da mensagem


transmitida no texto, sob a ótica de todas as contribuições do
debate e reflexões anteriores, finalmente, elaboração de um texto ou
resumo próprio acrescido da crítica e reflexão pessoais.
ELABORANDO UMA RESENHA...

 Seguir a seqüência de análise anteriormente descrita;

 A resenha é mais ampla que o resumo, pois acrescenta


a opinião pessoal do leitor e pode acrescentar ainda
idéias de outros dois ou três autores – resenha crítica;

 É muito utilizada na apresentação de obras ainda pouco


conhecidas, em revistas indexadas, entre outras;

 Facilita a pesquisa bibliográfica.


EXEMPLO DE RESENHA...