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Estudo comparativo da compatibilidade entre as melhores práticas do PMI e Scrum

Estudo comparativo da compatibilidade entre as melhores práticas do PMI e Scrum

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O objeto dessa pesquisa é uma análise comparativa de ambos os modelos buscando responder dúvidas como:
É possível usar modelo Project Management Body of Knowledge (PMBOK®) com SCRUM em um mesmo projeto?
Ou é preciso optar por uma abordagem ou outra?
Se for possível, como adaptar o processo para o uso em conjunto?
Como trabalhar as áreas e processos do PMBOK® com uma abordagem Ágil?
Autor: Leonardo Bruno Pereira de Araújo
O objeto dessa pesquisa é uma análise comparativa de ambos os modelos buscando responder dúvidas como:
É possível usar modelo Project Management Body of Knowledge (PMBOK®) com SCRUM em um mesmo projeto?
Ou é preciso optar por uma abordagem ou outra?
Se for possível, como adaptar o processo para o uso em conjunto?
Como trabalhar as áreas e processos do PMBOK® com uma abordagem Ágil?
Autor: Leonardo Bruno Pereira de Araújo

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Criado no final da década 90 em Cingapura por um time liderado por Jeff De Luca é
uma simples compilação de práticas estabelecidas nos últimos 30 anos. Um de seus
maiores desenvolvedores, Peter Coad, definiu a idéia de Feature Definition e
Feature List. Renomados autores participaram da concepção das idéias do FDD,
entre eles: Tom De Marco, Tim Lister, Jerry Weinberg e Frederic Brooks. Em sua
essência o FDD é um processo ágil e adaptativo com as seguintes características
(ABRAHAMSSOM, 2002):

Iterativo;

Enfatiza a qualidade;

Entrega resultados tangíveis e freqüentes;

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Provê relatórios de progresso precisos e significativos, requerendo pouca
sobrecarga de trabalho por parte dos programadores;

É apreciado pelos clientes, gerentes e desenvolvedores;

O FDD destaca os seguintes valores: comunicação, redução da complexidade e a
qualidade. O FDD conta com a experiência e capacidade das pessoas para o
sucesso do projeto. A produtividade pessoal é muito importante, se a equipe for
composta por pessoas altamente capacitadas, o processo e a tecnologia serão
utilizados com sucesso. O FDD define seis papéis principais para o projeto mais
alguns adicionais de suporte. Os papéis definidos no FDD representam grupos de
responsabilidades que um profissional pode assumir no projeto. Dependendo da
complexidade do projeto e da capacitação do profissional, ele pode assumir
simultaneamente mais de um papel (PALMER; FELSING, 2002).

O FDD começa depois que a equipe já tem informações e conhecimentos suficientes
quanto ao negócio ou domínio do problema e quanto aos processos que precisam
ser automatizados. No FDD a primeira etapa é a criação de um modelo de classes e
objetos de negócio, desenvolvido em conjunto com pessoas especializadas no
domínio do problema. O próximo passo é desenvolver a lista de funcionalidades ou
features que o novo sistema deverá apresentar; este trabalho é elaborado com base
no conhecimento adquirido durante a modelagem e captura de requisitos funcionais
(PALMER; FELSING, 2002).

Na seqüência é esboçado um plano global do projeto e as responsabilidades são
divididas entre os membros da equipe. O projeto vai ser conduzido em iterações,
que podem ser executadas em paralelo ou em série. Cada grupo de
desenvolvedores trabalha numa iteração e aborda um pequeno conjunto de
funcionalidades, trabalhando no seu projeto técnico e na sua construção. Cada uma
deverá ser construída em no máximo duas semanas; se a estimativa for superior a
esta, ela deve ser decomposta em funcionalidades menores. O projeto é conduzido
dessa forma até que todas as funcionalidades sejam desenvolvidas (MARTINS,
2009). Veja a Figura 2.

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Figura 2 - Feature Driven Development (Adaptado). Fonte: http://www.nebulon.com/, 2009.

O FDD consiste em cinco processos. O projeto começa com a modelagem das
classes do domínio do problema, depois segue com a tabulação das funcionalidades
que o sistema deverá disponibilizar e a seguir com o planejamento de como estas
funcionalidades serão implementadas. Os próximos dois processos são onde a
programação realmente acontece. O líder técnico seleciona um pequeno conjunto de
funcionalidades para desenvolver nos próximos dias, não mais que duas semanas,
identifica os donos das classes envolvidas e os convoca para compor a equipe para
a iteração. A equipe trabalha na modelagem dinâmica das funcionalidades e
escrevem as estruturas das classes, compostas pelas definições dos métodos e dos
atributos. Depois a equipe faz uma inspeção do projeto técnico, e os programadores
adicionam código fonte nas classes, fazem testes de unidade, integração e inspeção
de código. Quando os lideres técnicos estiverem satisfeitos com o trabalho
desenvolvido os programas gerados são liberados para compor a versão candidata
para o ambiente de produção. Os processos do FDD são descritos a seguir
(MARTINS, 2009):

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