You are on page 1of 3

Estudo do movimento de queda livre de uma esfera metálica

Joandson Aníbal de Sousa
Departamento de Química – Universidade Estadual da Paraíba
Campus I – R. Baraúnas, 315 – Bairro Universitário - 58429-500 – Campina Grande – PB –
Brasil
e-mail: joandsonanibal@hotmail.com

Se não houvesse a resistência do ar, todos os corpos, de qualquer peso ou forma, abandonados da mesma
altura, nas proximidades da superfície da Terra, levariam o mesmo tempo para atingir o solo. Esse movimento é
conhecido como queda livre. O movimento de queda livre é uniformemente acelerado. A trajetória é retilínea, vertical
e a aceleração é a mesma para todos os corpos, a aceleração da gravidade, cujo valor é, aproximadamente, g=9,8
m/s
2
.
No movimento de queda livre, a trajetória é retilínea e a aceleração constante. Trata-se, portanto de um
movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV), e as funções que descrevem o movimento de queda livre são
as mesmas que descrevem o MRUV, com diferença que a queda livre acontece sempre no eixo vertical y. Esse
experimento tem como objetivo estudar o movimento de um corpo em queda livre e a partir desse estudo, determinar
entre outros parâmetros, o módulo da aceleração da gravidade local.

Introdução
O movimento de objetos em queda tem
interessado os cientistas desde a antiguidade,
mas Galileu, no século XVII, foi o primeiro a
realizar medições detalhadas a respeito. A
história de Galileu deixando cair pesos
diferentes da torre de sino inclinada de Pisa é
bem conhecida, mesmo não sendo comprovada
por historiadores se era verdadeira tal fato. Mas
torres de sino eram algo comum na Itália nos
dias de Galileu, de modo que ele podia
facilmente realizar as medições e as observações
que descreve em suas obras.
Observações cuidadosamente
realizadas mostram que objetos em queda de
fato não “batem no solo” ao mesmo tempo.
Existem ligeiras diferenças como resultados nos
tempos de chegadas, mas Galileu identificou
corretamente essas diferenças como resultado da
resistência do ar. Ele desenvolveu um modelo
do movimento, o movimento na ausência da
resistência do ar, que poderia valer
aproximadamente para qualquer objeto real.
O que Galileu descobriu pode ser
resumido assim:
 Se a resistência do ar puder
ser desprezada, dois objetos
soltos de uma mesma altura
atingirão o solo
simultaneamente e com a
mesma velocidade.
 Consequentemente, quaisquer
dois objetos em queda livre,
não importando suas massas,
adquirem a mesma aceleração
⃗⃗queda livre. Esta é uma
conclusão particularmente
importante de Galileu.
Medições cuidadosamente realizadas
revelam que o valor de ⃗⃗queda livre varia em
diferentes localidades sobre a terra, devido a
forma não-esférica do planeta e ao fato que o
mesmo está girando. A média global, ao nível
do mar, é:
⃗⃗queda livre = 9,80 m/s² (verticalmente
para baixo)
A aceleração constate de um corpo em
queda livre denomina-se aceleração da
gravidade, se módulo é designado por g. Sempre
será utilizado o valor aproximado de g na
superfície terrestre ou próximo a ela:

De acordo com a segunda lei de
Newton: A força resultante que age sobre um
corpo é igual ao produto da massa do corpo
pela a sua aceleração.
Em termos matemáticos:

⃗⃗⃗

Se todo corpo em queda livre adquire
aceleração constante em direção verticalmente
para baixo: a aceleração de queda livre .
Então, se um corpo de massa m adquire
aceleração , ele está sob a ação de força
resultante. Essa força resultante, em queda livre,
é o peso do corpo (

), que é a força de atração
exercida pela Terra sobre o corpo. A expressão
matemática do peso do corpo é obtida a partir da
Segunda lei de Newton. Se

⃗⃗⃗


, então
, ou seja, se a força resultante que atua
sobre o corpo é o peso, a aceleração que ele
adquire é a aceleração de queda livre. Assim,
sendo

⃗⃗⃗
, podemos escrever:




Procedimento experimental
Observou-se o deslocamento de uma
esfera em queda livre a partir das alturas de 20,
40 e 60 cm num aparato montado no
laboratório, uma haste vertical (tripé universal
delta max), com sensores eletrônicos e
cronômetro digital além de uma régua
milimetrada acoplada no mesmo. Foram feitas
marcações do tempo para cada distância
percorrida pela a esfera e anotada numa tabela.
Resultados e discursões
Após o experimentos foram obtidos
dados e desposto em tabelas que se encontram
em anexo.
Tabela 1 – Tempo de queda da esfera para diferentes
alturas.
∆y (cm) ∆t (s)
20 0,1783
40 0,2596
60 0,973

Com esses valores de tempo para cada
medida de altura, calculamos o valor da
aceleração de queda livre a partir da
equação:

Se

e

então

, chamando t² de x, ficando
assim:

, logo

Adquirindo a função da reta em anexo,
temos que o valor de cm/s². Logo g
= 1099,7 cm/s² ou g = 10,997 m/s².
Por definição, g é sempre positivo.
Feita essa modificação na equação (3). É que g
não é a aceleração ⃗⃗queda livre, uma vez que
escolhemos o eixo y apontando verticalmente
para cima, o vetor ⃗⃗queda livre, que aponta para
baixo possui uma aceleração unidimensional. É
⃗⃗

que é negativa e não g. A queda livre é um
movimento om aceleração constante, podemos
usar as equações cinemáticas, como a equação
(1), com a aceleração sendo a queda livre,

=
- g. Assim, não se pode chama g de
“gravidade”, esta é uma força, e não uma
aceleração. O símbolo g leva em conta a
influência da gravidade, mas g é a aceleração
de queda livre.
Conclusões
A respeito do nome, queda livre não
está restrita a objetos que estão literalmente
caindo. Qualquer objeto que se mova sobre
influência da gravidade e nenhuma outra força,
encontra-se em queda livre. Isso inclui objetos
que foram atirados para baixo, objetos que
foram atirados para cima ou o movimentos de
projéteis. Em movimentos curvilíneos a força
resultante e a aceleração nunca têm a mesma
direção e sentindo da velocidade, no lançamento
de projéteis a força resultante é o peso, a
aceleração é a da queda livre, ambas verticais
para baixo não coincidindo em nenhum instante
com a direção e o sentindo da velocidade, que é
tangente a trajetória. Se tratando de um
movimento retilíneo uniforme variado.
Com os valores encontrado para a
aceleração de queda livre obtidos
experimentalmente verificando assim que o
valor obtido experimentalmente não bate com o
valor teórico, tendo um erro percentual
equivalente a 21, 9%, algo considerável.
|

|
|

|
Concluindo assim que um dos fatores
para que o valor obtido não seja equivalente ao
do valor teórico, deve-se por algum erro de
paralaxe, pois não foi calibrado adequadamente
os sensores eletrônicos na escala graduada, no
qual deveria calibrar no mesmo nível de altura
onde estava o equipamento para que não tivesse
ocorrido tal erro.
Apesar que se o valor experimental
teve seu valor um pouco maior do que o teórico,
se torna um resultado satisfatório.
Referências
[1] YOUNG, HUGH D.; Física I:
Mecânica. 12ª ed. São Paulo: Addison Wesley,
2008. 403 p.
[2] HALLIDAY, D.; WALKER, J.;
RESNICK, R. Fundamentos de física 1:
Mecânica. 8ª ed. Rio de Janeiro, RJ:LTC, 2002.
280 p.
[3] ALBERTO GASPAR. Física 1:
Mecânica. 1ª ed. São Paulo, SP, 2009. 384 p.
[4] KNIGHT, RANDALL D. Física:
Uma abordagem estratégica. 2ª ed. Porto
Alegre, Bookman, 2009. 435 p.