You are on page 1of 10

Lei contra intolerância religiosa faz primeiras vítimas no Brasil Autor: Julio Severo

Fonte: www.juliosevero.com
Pastor e rapaz evangélico negro são presos por “intolerância” às religiões
afro-brasileiras. Caso inédito de prisão atiça adeptos do candomblé e
umbanda a pedir ações da ONU contra evangélicos do Brasil
extraído de JesusSite.com

Um pastor no Rio de Janeiro foi preso sob acusação de discriminação contra a


umbanda e contra o candomblé. A prisão temporária foi decretada pela 20ª Vara
Criminal do Rio por incitação ao crime de intolerância religiosa, com base no
artigo 20, da Lei Caó — que torna o crime de discriminação religiosa inafiançável
e imprescritível. Ele foi preso juntamente com um membro de sua igreja, o jovem
negro Afonso Henrique Alves Lobato, de 25 anos.

A prisão foi feita por ordem da delegada Hellen Rosemberg, que mandou cercar a
Igreja Geração de Jesus Cristo durante a realização de um culto. Quando o culto
terminou, os dois evangélicos foram presos.

Segundo a imprensa, o Pr. Tupirani da Hora Lores, de 43 anos, e Lobato são


acusados de incitar o preconceito contra as religiões afro-brasileiras e de atacar
publicamente a polícia e as Forças Armadas. A prisão foi efetuada com base em
vídeo que Afonso postou na internet, onde de acordo com a imprensa ele faz
afirmações como “centro espírita é lugar de invocação do diabo”; “todo pai de
santo é homossexual”; “a Bíblia diz que (...) a adoração por imagens e esculturas é
abominação, então eu repudio aquelas imagens também”.[1]

“Todo centro espírita é lugar de invocação do Diabo”, diz Lobato no vídeo. Além
disso, ele faz comentários sobre a polícia: “Aqueles policiais militares ignorantes
pensam que são autoridade, mas para a igreja não são autoridade”.

Em entrevista ao jornal EXTRA, do grupo Globo, Tupirani declarou que sabia do


vídeo elaborado pelo membro de sua igreja. Mas ele não quis interferir na
divulgação do vídeo. Pelo contrário, o pastor defendeu Afonso Henrique dizendo
que o jovem tinha o direito de se expressar livremente. Mais tarde, segundo a
imprensa, a polícia descobriu que Tupirani também havia divulgado na internet um
vídeo em que ele declara que não reconhece as leis humanas, mas só a Bíblia.

“Eu não respeito satanismo; se alguns vão chamar isso de religião, é problema
deles”, diz ele no vídeo.

— Esse tipo de atitude é um risco à democracia — disse o pai-de-santo Ivanir dos


Santos, membro da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR).[2]

O delegado Henrique Pessoa, representante da Polícia Civil na CCIR, diz que as


imagens obtidas na internet foram importantes no inquérito. “Eles produziram
provas contra si mesmos. Sem isso, seria muito mais difícil provar a incitação ao
crime”, diz. “Foi uma vitória, porque em geral o incitador fica isento de qualquer
punição”.[3]
O delegado foi comunicado da existência do vídeo, que agora é a principal base da
acusação, pela CCIR, composta também por adeptos do candomblé e da umbanda.

— A prisão dos dois acusados visa a garantir a ordem pública. Esses dois
indivíduos estavam usando a internet para difundir suas idéias nefastas e incentivar
a violência e a intolerância religiosa — disse o promotor Márcio José Nobre.[4]

O pai-de-santo Caio de Omulu, que diz que “os mais atingidos pela intolerância
religiosa têm sido os umbandistas e as religiões afro-brasileiras”, elogiou a atuação
da CCIR e parabenizou os pais-de-santo Etiene Sales e José Carlos Godinho, que
são membros atuantes da CCIR.[5]

Precedente perigoso contra os cristãos

Esse é o primeiro caso decisivo onde uma lei contra a “intolerância religiosa” faz
vítimas no Brasil. Se condenados, o pastor e o jovem negro poderão passar entre
dois e cinco anos na cadeia e terão de pagar multa, ainda podendo ser condenados
civilmente a indenizar pais-de-santo.

Desde a esquerdista Folha de S. Paulo até a Globo — antiga “amiga” dos


evangélicos — têm noticiado a prisão inédita. De acordo com a Folha de S. Paulo,
o caso ganhou tanta atenção da mídia e do governo que, aproveitando a
oportunidade, “a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa entregou ao
presidente do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Martin Uhomoibai, e à
Secretaria de Promoção da Igualdade Racial relatório que diz existir uma ‘ditadura
religiosa’ promovida pelos neo-pentecostais no Brasil. O documento aponta a
Igreja Universal do Reino de Deus como propagadora da intolerância religiosa no
país, incitando a perseguição, o desrespeito e a ‘demonização’, especialmente da
umbanda e do candomblé”.[6]

O relatório entregue à ONU acusa de “racismo” a IURD e as igrejas evangélicas


brasileiras que pregam contra as práticas e crenças da umbanda e do candomblé.
Uhomoibai prometeu investigar as denúncias e lembrou que o governo Lula é
exemplo no mundo inteiro pelas ações de combate ao racismo e à discriminação.
[7]

Não é a primeira vez que a ONU recebe esse tipo de queixa do Brasil. Em 20 de
abril de 2009, representantes do governo do Brasil estiveram presentes na
conferência da ONU contra o racismo, em Genebra, na Suíça. Um dos palestrantes,
o presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, acusou, como sempre, Israel de
“racismo”. Em protesto, várias delegações se retiraram. A delegação do Brasil não
se retirou — por respeito à amizade entre Ahmadinejad e Lula —, e um de seus
membros, o pai-de-santo Ivanir dos Santos, acusou oficialmente os evangélicos do
Brasil de “racismo”. Ele disse na ONU:

“Um novo tipo de perseguição religiosa no Brasil, que tem como alvo os terreiros
de candomblé e os praticantes de cultos africanos, em atos provocados por neo-
pentecostais. O Brasil, diz ele, é o único país que mantém o culto trazido pelos
escravos e essa prática tem de ser defendida”.
Pastor é assassinado por pai-de-santo incorporado: Cadê a lei contra
“intolerância” religiosa?

Claro que o pai-de-santo Ivanir ficou e ainda está de boca fechada com relação ao
caso do pastor assassinado por um pai-de-santo. Em 20 de dezembro de 2008, foi
assassinado no Rio Grande do Sul o Pr. Francisco de Paula Cunha de Miranda, de
47 anos. O pastor, que era negro (e não pode, nem depois de sua morte, ser
acusado de “racismo”), estava no 33º dia de jejum de uma campanha de oração
quando o pai-de-santo Júlio César Bonato, sob possessão da entidade “cultural”
exu caveira, saiu do terreiro em pleno ritual para ir até o pastor.[8]

O pai-de-santo voltou a seu ritual com sua faca ritualística ensangüentada.

O pastor, que estava bem fraco devido ao longo jejum, foi morto a golpes de faca.

Se fosse o crime de um pai-de-santo assassinado por um pastor, a mídia brasileira e


o governo Lula não parariam de fazer barulho. E o pai-de-santo Ivanir dos Santos
estaria gritando na ONU, usando e abusando do “exemplo” do ódio dos
evangélicos à “cultura” afro-brasileira.

Entretanto, esse não foi o caso, de modo que o governo Lula e a mídia dispensam o
barulho. Aliás, eles optaram pelo abafamento. Até agora o caso do pastor negro
não chegou à grande imprensa brasileira. E se algum dia chegar, darão um jeito de
culpar a vítima, que está morta e não pode se defender.

Enquanto isso, facadas estatais e midiáticas atacam e silenciam toda tentativa de


alerta cristão contra a séria ameaça da feitiçaria.

Ameaça aos testemunhos cristãos?

Pessoalmente, desaprovo e abomino o apoio da Igreja Universal ao aborto. Mas só


porque tenho essa discordância não é justo eu concordar que os pais-de-santo
apoiados pelo governo Lula estão certos em lançar a acusação de “racismo” contra
a IURD.

Embora eu não concorde com os métodos de libertação da IURD, é inegável o fato


de que aqueles que ali vão em busca de libertação e escolhem uma mudança de
vida têm o direito de se desfazer de suas imagens e outros objetos do candomblé e
umbanda. Eles também têm o direito de dizer o que foi a umbanda e o candomblé
para eles, de dizer que a bruxaria mata e destrói e o que Jesus fez por eles.

Minha própria mãe, que foi liberta de suas atividades e escravidão na umbanda,
destruiu todos os objetos da umbanda, entendo-os biblicamente como objetos de
bruxaria. Ela fez exatamente o que os primeiros cristãos faziam:
“Então muitos dos que creram vinham e confessavam publicamente as coisas más
que haviam feito. E muitos daqueles que praticavam feitiçaria ajuntaram os seus
livros e os trouxeram para queimar diante de todos. Quando calcularam o preço
dos livros queimados, o total chegou a cinqüenta mil moedas de prata.” (Atos
19:18-19 NTLH)
Normalmente, a pessoa que tem um encontro com Jesus lê a Bíblia, onde se depara
com as seguintes instruções:
“Não ofereçam os seus filhos em sacrifício, queimando-os no altar. Não deixem
que no meio do povo haja adivinhos ou pessoas que tiram sortes; não tolerem
feiticeiros, nem quem faz despachos, nem os que invocam os espíritos dos mortos.
O SENHOR Deus detesta os que praticam essas coisas nojentas e por isso mesmo
está expulsando da terra esses povos, enquanto vocês vão tomando posse dela.”
(Deuteronômio 18:10-12 NTLH)

Seguindo a orientação da Bíblia, a pessoa tem a liberdade de dar testemunho


público de sua transformação e de se desfazer publicamente de seus objetos de
bruxaria.

Embora as igrejas cristãs aceitem e sigam a condenação da Bíblia contra a


bruxaria, pastores não incitam suas igrejas a matar pais-de-santo ou a invadir, sem
nenhum consentimento e permissão, lugares de umbanda e candomblé para destruir
objetos de invocação aos exus.

Vítimas da lei de “intolerância” religiosa usadas para abafar o caos da


segurança pública no Rio?

O caso do pastor e do jovem negro ocorreu no Rio de Janeiro, onde o governador


Sérgio Cabral se declarou publicamente a favor da descriminalização das drogas,
aborto e homossexualismo. Seu estado é responsável por mais de 50% de todos os
50 mil assassinatos que ocorrem no Brasil a cada ano. São mais de 26 mil pessoas
assassinadas por ano no Rio. Mesmo assim, Sérgio Cabral, que não enfrenta
nenhum tipo de ameaça de prisão por defender a descriminalização das drogas, do
aborto e do homossexualismo, não consegue prender a maioria dos criminosos que
fazem milhares de vítimas todos os anos em seu estado. Mas ele consegue prender
um pastor e um jovem negro.

O caso do pastor e do jovem negro deram uma vantagem importante ao governador


do Rio. Com milhares de crimes ocupando a atenção e o medo da população do
Rio, a repercussão das primeiras vítimas de “intolerância” religiosa ajudou os
habitantes do Rio a se esquecerem, pelo menos por alguns dias, dos muitos reais
assassinatos e estupros que ocorrem diariamente.

Se os supostos “crimes” de intolerância religiosa atraem tanto assim a atenção,


talvez Cabral precise mandar prender mais alguns pastores para ajudar a disfarçar o
caos da segurança pública no Rio. Não faltarão vítimas para prender, pois não há
pastor que não creia que o candomblé e a umbanda sejam bruxaria, e não há pastor
que não creia que os exus são demônios.

Não faltará muito para mais pastores serem presos, pois o Rio está avançando
muito na proteção oficial às religiões afro-brasileiras. Recentemente, conforme
alertou o Dr. Zenóbio Fonseca, a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de
Janeiro aprovou 3 leis que transformam a Umbanda, o Candomblé e o Dia de
Iemanjá como patrimônio e propriedade imaterial do Estado do Rio de Janeiro. O
Dr. Fonseca explica as consequências:
— A Constituição Federal prevê no art. 216 que os bens de natureza imaterial
constituem patrimônio cultural brasileiro e que os danos e ameaças a eles devem
ser punidos na forma da lei, isto é, eles recebem a proteção direta do Estado. A
transformação de entidades espirituais como os orixás e os caboclos em patrimônio
e propriedade imaterial de início obriga o Estado do Rio de Janeiro a repassar
dinheiro para divulgação e proteção dessa chamada “cultura religiosa” nas
repartições públicas através das Secretarias de Cultura, Turismo, Educação,
Segurança.[9]

Espetáculo versus Justiça

O caso de um pastor e um jovem evangélico negro, que não mataram nem


violentaram nenhuma pessoa da umbanda e candomblé, está sendo usado pelos
pais-de-santo para que a ONU intervenha no Brasil contra os evangélicos? Então
use-se o caso do pastor que foi assassinado por um pai-de-santo e muitos outros
casos de meninos estuprados, sacrificados e assassinados por pais-de-santo para
pedir que a ONU tome medidas imediatas para fechar todos os lugares de umbanda
e candomblé no Brasil. Só há um problema: a ultra-liberal ONU, que está
implantando seu governo mundial com sua fiscalização em todas as áreas da vida
humana, está sempre pronta para condenar os cristãos e Israel.

O único recurso dos acusados seria depender de uma imprensa imparcial —


espécie que é inexistente no Brasil. Uma cobertura jornalística imparcial e objetiva
expõe os dois lados de uma notícia. Onde os acusados encontrarão tal milagre no
Brasil?

Dentro do espírito de liberdade de expressão e livre pensamento, é necessário, por


mais doloroso que seja, dar aos acusados a oportunidade de falarem, pois o que
está em andamento contra eles é um linchamento estatal, moral e midiático. É um
fato reconhecido que tanto o governo estadual (de Cabral) quanto o governo
federal (de Lula) são fortemente abusivos em matéria de moral e bons costumes.

Se Tupirani e Lobato agiram mal, eles devem ser julgados sem o excesso de abuso,
oportunismo e sensacionalismo de promotores, delegados e outras autoridades
políticas. Deve haver espaço para julgamento, mas não para linchamento. Que eles
sejam julgados pela Justiça, não por aproveitadores.

“Prendam todos os que desrespeitam a polícia e as Forças Armadas”

— Desta vez, será aberto um inquérito pelo crime de intolerância religiosa,


previsto na Lei Caó. A pena varia de dois a cinco anos de reclusão. Vamos tentar
pedir a prisão desse rapaz. No vídeo, ele demonstra que não tem qualquer respeito
à lei e às autoridades constituídas. Pessoas assim são de extrema periculosidade —
afirmou o delegado Henrique Pessoa.[10]

O delegado estava sem dúvida se referindo à opinião imprudente do jovem Afonso


Henrique, que disse no vídeo: “Aqueles policiais militares ignorantes pensam que
são autoridade, mas para a igreja não são autoridade”.
Os policiais, junto com os militares, são responsáveis pela segurança da sociedade
e da nação. Não dá para imaginar segurança social e nacional sem eles. Graças a
eles, o Brasil escapou de uma sangrenta tirania comunista em 1964.

Há no Brasil excelentes policiais e militares. Além disso, há milhares de cristãos


dedicados na polícia e nas Forças Armadas. Eles sofrem muito não só quando
vêem um pastor generalizando ataques a eles, mas também quando têm de aturar o
próprio presidente, juntamente com seu ministro da [in]Justiça, tentando
transformar em criminosos os militares e policiais que salvaram o Brasil de
terroristas assassinos e outros criminosos comunistas na década de 1960 e 1970.

Eles merecem recompensas e respeito por tudo o que fizeram, mas infelizmente
sob FHC e agora sob Lula, quem recebe indenizações bilionárias — arcadas com o
suor do bolso de quem paga impostos — são exatamente os que ameaçaram o
Brasil e cometeram violências irracionais. Há insulto e ultraje maior à polícia e às
Forças Armadas do que honrar aqueles que mataram policiais, soldados e inocentes
cidadãos brasileiros?

É muito admirável o trabalho árduo da polícia e das Forças Armadas para combater
a criminalidade comunista nas difíceis décadas de 1960 e 1970. Embora na esfera
política eles tenham cometido erros, é inegável que na esfera criminal tanto a
polícia quanto as Forças Armadas tiveram um papel exemplar e devem ser
respeitadas por tudo o que fizeram para libertar o Brasil da ameaça comunista.

O pastor e o jovem negro imprudentes devem ser presos por desrespeito à polícia e
às Forças Armadas? Joguem na mesma cela, por favor, outros implicados em
ultrajes muito mais sérios às Forças Armadas, inclusive o Presidente Lula e sua
equipe ministerial.

Acusar e prender pobres e ricos indistintamente, eis a questão

O pastor e o jovem negro imprudentes devem ser presos por desrespeito às


religiões afros? O que deve ocorrer então aos que desrespeitam o Cristianismo?
Quem é que vive chamando os cristãos de hipócritas?

Não conheço a versão do pastor e do jovem negro acusados. Até agora só tive
acesso à versão da imprensa secular, com seu clássico jornalismo “objetivo e
imparcial”. Se eles passaram dos limites, precisamos ter o cuidado para não deixar
o governo e a imprensa secular abusarem da situação para generalizar,
classificando os valores afros como sagrados e intocáveis. Se eles agiram certo,
Deus os honrará contra a truculência estatal e o linchamento midiático. Se não, eles
serão envergonhados por suas próprias ações.

Seja como for, o pastor e o jovem negro não são os primeiros brasileiros a dizer
bobagens. Aliás, gente que fala bobagem é o que não falta no Brasil, desde o
presidente — que defende Fidel Castro, Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chavez
como homens bons — até os pobres, que dizem que Lula é um homem bom só
porque lhes dá o suborno da Bolsa Família. Por incrível que pareça, há até
evangélicos que repetem como papagaios as bobagens de Frei Betto e Boff.

Quem pode então condenar o pastor Tupirani da Hora Lores, que aprovou a idéia
de Afonso Henrique Lobato de postar na internet um vídeo contra os atos anti-
bíblicos das religiões afros, os pais-de-santo e a polícia?

— Apoio a decisão de Afonso Henrique. A liberdade de expressão é um direito de


todos. Não sou a favor das leis feitas no Congresso. Lei é a Bíblia. Ela eu defendo
com unhas e dentes — comentou o pastor, antes da prisão.

As opiniões de Tupirani e Lobato são estranhas e muito radicais, mas o que


acontecerá ao Brasil e ao seu presidente se prenderem todos os estranhos e
radicais?

Apesar de tudo, a imprensa diz que o pastor havia alertado Afonso Henrique das
consequências que poderiam surgir com a divulgação do vídeo:

— Eu perguntei ao Afonso Henrique: É isso que você vai colocar na internet? Está
preparado para assumir as consequências?

O pastor Tupirani declarou que não tinha como impedir as atitudes dos membros
que frequentam sua Igreja Geração de Jesus Cristo.

— Os membros da minha igreja não têm que seguir o que eu penso. Todos eles são
responsáveis por seus atos — enfatizou o pastor.

Em vista da garantia constitucional de liberdade de expressão, o pastor achava


difícil que Afonso Henrique fosse preso por causa de seu vídeo:

— Se ele for chamado para depor por causa desse vídeo, a polícia terá que ouvir
também outros milhares de pessoas que colocam outros tipos de vídeos na internet.
Estamos preparados para dar apoio jurídico a ele.[11]

O vídeo que, que acabou sendo usado para provocar a prisão sensacionalista de
Afonso Henrique e seu pastor, está aqui: http://www.youtube.com/watch?
v=QKwjd096b80

No vídeo, Afonso Henrique aparece explicando suas opiniões e atitudes contra as


práticas anti-bíblicas das religiões afro-brasileiras, inclusive sua própria defesa
contra o que a imprensa chamou de invasão dele a um centro espírita.

O site do Pr. Tupirani é este: http://ogritodameianoite.spaces.live.com

Para quem é afinal a lei e a liberdade de expressão da Constituição?

A Constituição brasileira garante liberdade de expressão. Por isso, seria justo


prender o pastor e o jovem negro, e deixar de fora os que defendem o aborto e o
homossexualismo?

A Constituição também estabelece que todos são iguais. O pastor e o jovem negro
desrespeitaram a polícia e as Forças Armadas e devem ser presos? E o que fazer
com Lula, Dilma Rousseff e outros que há décadas expressam piores insultos
contra a polícia e as Forças Armadas?
É muito fácil expedir ordem de prisão para um pastor e um jovem negro que não
são ricos, acusá-los de idéias nefastas e dizer que eles são “de extrema
periculosidade”. É muito fácil fazer um show e espetáculo em cima de quem é
pobre. Mas quem terá a mesma coragem de expedir uma ordem de prisão para
Lula, Dilma Rousseff e outros que são ricos? Quem irá acusá-los de idéias nefastas
e dizer que eles são “de extrema periculosidade”?

Por mais estranho e repulsivo que pareça, é preciso também assegurar aos pobres,
em seu próprio linguajar limitado, bruto e inculto, seu direito de livre expressão —
mesmo que discordemos de todas as suas opiniões, estilos e idéias. Ou jogue-se a
Constituição no lixo.

Ou então, fica agora decretado, por sua excelentíssima e imperial Paranóia


politicamente correta, que todos os paranóicos politicamente corretos estão isentos
da lei e da ordem. Aos infratores? A paranóica lei politicamente correta.

Cristãos na contramão do Estado-deus-pagão

Eu e a maioria dos cristãos que crêem em libertação espiritual não seguimos o


estilo e os métodos do Pr. Tupirani e do jovem negro Henrique Afonso, mas todos
nós seguimos e obedecemos aos mandamentos claros de Deus, que condenam
explicitamente práticas de bruxaria. De que forma então o combate à intolerância
religiosa fomentado pelo Estado poderá implicar em prejuízos para nós
evangélicos e católicos?

Dois exemplos reais dão amostra do que está por vir:

No Rio, o pastor da Igreja Evangélica Assembléia de Deus Trabalhadores da


Última Hora fez o que o governo, apesar de toda a carga de impostos que cobra,
não faz: reabilitar um criminoso. O Pr. Isaías da Silva Andrade recebeu em sua
igreja Rodrigo Carvalho Cruz, conhecido como “Tico”, acusado como autor de
roubo e da morte do turista italiano George Morassi, em novembro de 2007. Ali,
Tico recebeu o Evangelho e aceitou Jesus.

Em seguida, o pastor aconselhou o criminoso arrependido a se entregar para a


polícia. Na delegacia, o pastor, inocentemente, relatou: “Tico estava possuído por
uma legião de demônios, como o Exu Caveira e o Zé Pilintra. Fizemos uma
libertação nele e o convencemos a se entregar hoje”. Por causa dessa declaração, o
pastor, que é afro-descendente, caiu vítima da Lei Caó, sendo denunciado pelo
Ministério Público do Rio de Janeiro por prática de preconceito religioso contra as
entidades do candomblé.

Fazendo aplicação do artigo 20 da Lei Caó, a promotora Márcia Teixeira Velasco


fez questão de ser a autora da denúncia contra o pastor afro-descendente,
expressando a opinião de que o candomblé e seus praticantes “foram atingidos
diretamente com a declaração racista e discriminatória, eis que o denunciado
vilipendiou entidades espirituais da matriz africana, com a espúria finalidade de
proteção de autor de nefasto crime”.

O caso, que está sendo acompanhado pela Comissão de Combate à Intolerância


Religiosa e seus assessores pais-de-santo, foi o primeiro onde um pastor foi
denunciado criminalmente por “discriminar” religiões afro-brasileiras como o
candomblé. Se condenado, o pastor pode pegar de dois a cinco anos de cadeia.

Outro caso surpreendente envolveu o Pe. Jonas Abib, autor do livro, “Sim, Sim!
Não, Não! Reflexões de Cura e Libertação”, que adverte os leitores contra os
perigos do ocultismo, inclusive as religiões afro-brasileiras. De acordo com o site
do Pe. Abib, o livro já teve 81 reimpressões e vendeu mais de 400 mil exemplares.
O site também diz:
“Pe. Jonas, assim como Paulo, ousadamente denuncia as obras das trevas, levando
o leitor a se conscientizar sobre o controle da mente, a ioga, a astrologia, a magia e
a evocação dos mortos, revelando a verdade sobre as obras das trevas, com as
quais é preciso romper urgentemente”.

Contudo, autoridades baianas confiscaram todos os livros do padre no estado da


Bahia. O promotor público Almiro Sena acusou Abib de “fazer declarações falsas e
discriminatórias sobre o espiritismo e sobre as religiões da África, como a
umbanda e o candomblé, assim como incitação flagrante à destruição e desrespeito
a seus objetos de culto”.

Ele acrescentou que a violação é mais grave porque “a Constituição estadual [da
Bahia] diz que é obrigação do Estado preservar e garantir a integridade,
respeitabilidade e permanência dos valores das religiões afro-brasileiras”.

O Pr. Isaías da Silva Andrade e o Pe. Jonas Abib nada mais fizeram do que
conscientizar e ajudar pessoas debaixo da opressão e engano de práticas ocultistas.
Eles nada mais fizeram do que viver o que a Bíblia prega.

Numa época em que o Estado procura se distanciar tanto dos valores cristãos, é de
estranhar sua aproximação aos valores ocultistas. Onde está a tão proclamada
separação de Estado e religião?

O preço do combate estatal à intolerância religiosa é a satanização das leis, onde o


Estado sob possessão socialista sacralizará o que não é sagrado, trazendo como
conseqüência direta a demonização do Cristianismo e seus valores, e a censura e
perseguição aos cristãos.

O que fazer diante de tanta distorção?

Independente do fanatismo do Pr. Tupirani e do jovem Henrique Afonso, enquanto


o Rio de Janeiro sofre assassinatos e crimes em massa, o governador Sérgio Cabral
está preocupado em proteger demônios e seus lugares de adoração — sem
mencionar sua preocupação com homossexualismo e aborto.

Enquanto o governo avança agressivamente, por meio de leis anti-discriminação,


na proteção e sacralização das práticas e entidades espirituais das religiões afro-
brasileiras, políticos evangélicos aliados de Lula como Marcelo Crivella e Manoel
Ferreira afirmam, como eu mesmo os ouvi dizendo pessoalmente, que vão
trabalhar para aprovar todas as leis anti-discriminação. O inferno lhes agradece!

Enquanto o caso de um pastor assassinado por um pai-de-santo incorporado clama


por justiça, governo e mídia se aliam para sacralizar e proteger as próprias fontes
do mal, aprovando leis ameaçadoras debaixo do nariz de deputados evangélicos.

Mesmo sabendo que a Bíblia deixa bem claro que práticas de bruxarias trazem
graves maldições à sociedade, inclusive aumentando a criminalidade, nenhum
pastor cheio do Espírito Santo mata pais-de-santo. Mas um pai-de-santo ou
qualquer outra pessoa incorporada pode matar qualquer um, seja pastor ou não.

Milhares de ex-pais-de-santo dão testemunho de que Jesus salva, e não mata. Mas
igualmente eles podem declarar que a bruxaria destrói e mata. Eles também têm o
direito de alertar que nos terreiros de umbanda e candomblé casamentos são
destruídos, vidas arruinadas, etc.

Eu próprio, que durante minha infância era frequentemente levado aos terreiros por
minha mãe que trabalhava ativamente na umbanda, sou testemunha da destruição
de suas práticas e demônios. Mas também sou testemunha da graça, amor e poder
de Jesus, que foram muito abundantes em nossas vidas, trazendo libertação, cura,
salvação e paz. Portanto, nem mesmo o governo Lula, em todo o seu atrevimento
anticristão, tem o direito de tirar de pessoas como eu o direito de dizer a verdade
sobre as religiões afro-brasileiras e sobre Jesus.

Enquanto mídia e governo são ousados para promover a “santidade” da bruxaria, é


necessário que os cristãos sejam ousados para proclamar tudo o que Deus diz em
Sua Palavra sobre a bruxaria e sobre o poder que Jesus Cristo tem para libertar a
todos dessa escravidão.