APOSTILA DE HOMILÉTICA

AULA 01
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA HOMILÉTICA
HOMILÉTICA: É a ciência que estuda os princípios fundamentais do discurso em público, aplicados na proclamação do
evangelho. Este termo surgiu durante o Iluminismo, entre os sculos !"II e !"III, quando as principais doutrinas teol#gicas
receberam nomes gregos, como, por e$emplo, dogm%tica , apologtica e hermenêutica.
&s disciplinas que mais se apro$imam da homiltica são a hermenêutica e e$egese que se complementam.
HOMILETIKE ' ()rego* ensino em tom familiar
HOMILIA ' (do verbo homileo * +regação cristã, nos lares em forma de conversa.
PREGAÇÃO &to de pregar a palavra de ,eus.
+regação o ato de pregar a palavra de ,eus. +regador (aquele que prega*, vem do latim, -prae. e -dicare.
anunciar, publicar. &palavra grega correspondente a pregador -/er0$., arauto, isto , aquele que tem uma mensagem
(/er0gma* do reino de ,eus, uma boa notícia, uma boa1nova ' evangelho, -evangelion..
DEUS, A PALAVRA E O MINISTRO
DEUS
Pregador Ouvinte/comunidade
2 pregador dirigi1se a ,eus e transmite ao ouvinte a mensagem levando1o a ,eus.
3aseando1se em três passagens da vida de +edro o preg!or !e"e #er:
4 ' &quele que esteve com 5esus 1 &tos 6748
9 ' &quele que fala como 5esus ' :ateus 9;7<8
8 ' &quele que fala de 5esus ' &tos 6=74=
& proclamação do evangelho tra>er as $o# No"# ! S%"&'o. &presentar ao público 5esus ?risto, seus
ensinamentos e seu prop#sito, para isso, preciso que o mensageiro tenha uma identificação completa com ?risto. ?onhecer
a ?risto de forma especial alm de ser convertido @er certe>a de uma chamada (missão* específica para o ministrio da
palavra o que s# possível a aquele que -esteve com 5esus..
CARACTER(STICAS DE UM PREGADOR
SO$ O PONTO DE VISTA ESPIRITUAL SO$ O PONTO DE VISTA TÉCNICO
?hamado para obra (ordenança* :t 9A74B ,om da palavra Cm 497 ;,<.A
?onhecer ,eus &tos 6748 ?onhecimento da palavra II @m 974D
@er uma mensagem &tos D79= :aneEo da palavra II @m 974D
Fnção 9 Ceis 9.B )uardar a palavra no coração Gl 44B
&utoridadeHousadia :c 4794 Instrumento II @m 974D
& palavra de ,eus afirma que a f vem pela pregação da palavra e a pregação pela palavra de ?risto.. Cm 4=74<.
Entretanto, a falta de preparo adequado do pregador, falta de unidade corporal no sermão, falta de vivência real do pregador
na f cristã, falta de aplicação pr%tica Is necessidades e$istentes na igreEa, falta de equilíbrio na seleção de te$tos bíblicos e a
falta de um bom planeEamento ministerial tra>em dificuldades na proclamação da palavra.
ÉTICA NO P)LPITO
-& primeira impressão a que fica.J
-Em meio ao desenvolvimento da reunião, atravessa todo o corredor principal, aquele que ser% o preletor do
encontro. @oda atenção est% voltada para ele, que observado dos ps a cabeça..
Geu comportamento, imagem e e$emplo atributo influente na transmissão da mensagem como um todo. ,evemos
considerar que, quando e$iste uma indisposição do ouvinte para com o mensageiro, maior ser% sua resistência ao conteúdo
da mensagem.
Kão e$iste uma forma correta de se apresentar. EsteEa de acordo com o local e a ocasião, sobretudo as mulheres.
Kos homens o uso do -terno e gravata. adequado a quase todos os locais e ocasiLes.
?omo são os membros da igreEa que visitaM Nuais são as características da denominaçãoM Nual o hor%rio de início
e trmino do cultoM Em que bairro se locali>aM
2bserve com atenção estes aspectos err!o# que devem ser considerados pelo pregador7
 Oa>er uma Gegunda e auto1apresentaçãoJ
 :anter a mão no bolso ou na cintura o tempo todoJ
 :olhar o dedo na língua para virar as p%ginas da bíbliaJ
 Pimpar as narinas, cocar1se, e$ibir lenços suEos, arrumar o cabelo ou a roupaJ
 Fsar roupas e$travagantesJ
 &pertar a mão de todos. (basta um leve aceno*
 Oa>er gestos impr#priosJ
 Fsar esboços de outros pregadores, principalmente sem fonteJ
 ?ontar graceEos, anedotas ou usar vocabul%rio vulgar.
 Kão fa>er a leitura do te$to ( Peitura deve ser de p*
 Evitar desculpas, você começa derrotado ( não confundir com humildade*J
 ?hegar atrasadoJ
2 pregador não precisa aparecer.
Nuando convidado para pregar em outras igreEas, o pregador deve considerar as normas doutrin%rias, litúrgicas e
teol#gicas da igreEa em questão.
4 ' Evite abordar questLes teol#gicas muito comple$asJ
9 ' Kão peça que a congregação faça algo que não esteEa de acordo com os preceitosJ
8 ' +rocure estar dentro dos padrLes da denominaçãoJ
6 ' +rocure dar conotaçLes evangelísticas a mensagemJ
D ' Cespeite o hor%rio ( mesmo que seEa pouco tempo *J
; ' ?onverse sempre com o +astor antes do início do culto.
2bs.&* ?aso não concorde com alguns aspectos, não aceite o convite.
3* ,outrina e mudanças cabem ao pastor da igreEa
?* Ge acredita @er recebido uma mensagem de ,eus dentro desses aspectos7 Oale com o +astor.
AULA 0*
ESTRUTURA DO SERMÃO
Nualquer e$plicação requer organi>ação, ordenação, l#gica e clare>a. Gendo o sermão uma e$plicação da palavra e
vontade de ,eus esse deve ser did%tico. & pr%tica de pregaçLes atravs dos tempos levou o estudiosos do assunto a
relacionarem alguns elementos b%sicos que devem estar presentes nos sermLes, dando a eles uma estrutura que facilita o
desenvolvimento da mensagem. Esses elementos, &lvo, te$to, tema, introdução, corpo, conclusão e apelo compLem o que
chamamos de e#+r,+,r !o #er-'o são imprescindíveis pois norteiam a linha de pensamento do pregador direcionando o
ouvinte para o conteúdo da mensagem.
ALVO OU O$.ETIVO / Keste momento do sermão, o obEetivo ou assunto , o pregador dever% ser inspirado por ,eus. É
e$atamente aqui que ele recebe a mensagem que tem a pregar e a partir deste ponto estrutur%1la para levar a igreEa.
Ge você não tem nada para falar, não fale nada. Ge o Espírito Ganto lhe der algo a falar, fale, mas fale direito.
TE0TO $($LICO / 2 assunto do sermão dever% ser baseado em um te$to bíblico.
TEMA / +ara que o ouvinte possa @er uma idia do que você tem a falar imprescindível o emprego de um tema. 2 ouvinte
realmente estar% adentrando no seu sermão.
INTRODUÇÃO / ?omeçar bem provocar interesse e despertar atenção. &pro$imar o ouvinte do sermão e dar a ele uma
noção ou e$plicação do que vai ser falado.
CORPO 1 Essa a principal parte. 2nde dever% est% o conteúdo de toda mensagem, ordenado de forma l#gica e precisa.
Keste ponto tambm deverão ser abordadas algumas aplicaçLes utili>adas durante o sermão como, ILUSTRAÇÕES,
FIGURAS DE LINGUAGEM, MATERIAL DE PREPARAÇÃO.
CONCLUSÃO / -Fma conclusão desanimada, dei$ar% os ouvintes desanimados.. 3aseados no obEetivo específico do sermão
a conclusão uma síntese do mesmo e deve ser uma aplicação final I vida do ouvinte.
APELO / Fm esforço feito para alcançar a consciência, o coração e a vontade do ouvinte. Gão os frutos do sermão.
O$.ETIVO, ALVO E ASSUNTO
2 obEetivo da homiltica, de uma forma geral, a conversão, a comunhão, a motivação e a santificação para vida
cristã.
2 assunto de uma mensagem algo particular entre o pregador e ,eus.
+ara ter assunto preciso viver em comunhão e oração para que o Espírito Ganto possa falar em seu coração.
& grande questão 7 como ,eus fala conoscoM & forma de ,eus falar individual e peculiar.
&lgumas pessoas acreditam que ,eus fala somente de forma sobrenatural. Entretanto, ,eus pode falar com você de
todas as formas possíveis, fique atento, inclusive aquelas que você menos imagina. Ko Qnibus, em casa, no trabalho, no
banho, lendo a bíblia, olhando a paisagem, ouvindo uma mensagem, conversando, pensando, atravs de pessoas ou coisas,
em sonho, em revelação, no meio de uma crise, ouvindo testemunhos, atravs de crianças, ouvindo uma música, em seu
la>er, em um acidente, uma lição de vida, viaEando, etc.
O 2UE 3ALAR 2UANDO CONVIDADO PARA PREGAR EM :
R CONGRESSOS E CON3RATERNI4AÇ5ES
Keste caso os assuntos são apresentados pelos organi>adores do evento. +ara o pregador, o desafio est% em
desenvolvê1lo. @enha intimidade com ,eus para transmitir e$atamente o que Ele quer falar.
Embora e$ista um tema, normalmente, este geral, podendo o pregador ser mais específico.
E6e-p%o7 @E:& ,2 ?2K)CEGG27 -& videira verdadeira. 5oão 4D7 4 a A
"ocê pode falar sobre7 -?omo o cristão pode @er uma vida frutífera. , -+or que o cristão deve @er uma vida frutíferaM. ou at
mesmo , -2s frutos da videira na vida do cristão., utili>ando outros te$tos e inserindo um subtema.
7 DATAS COMEMORATIVAS8 CULTOS ESPECIAIS
GituaçLes onde o assunto uma e$plicação do momento. Gão cultos reali>ados em virtude de acontecimentos
específicos na igreEa local.
,entre os cultos especiais podemos destacar7
• ?asamento
• Katal
• &niversariantes
• ,í>imos
• 3atismo
• ?onsagração
• &nivers%rio da IgreEa
• +osse
• ?ultos dos departamentos ( 5uventude, irmãs, crianças, etc.*
• Kascimento e apresentação de bebês
• Ouneral
• ,outrin%rio
• Evangelístico
A+e9&'o: ?onheça e domine os te$tos bíblicos para e$plorar estes assuntos mais facilmente.
-+ara pregar, o pregador leigo deve combinar ou casar o assunto do sermão com um te$to da palavra de ,eus..
ASSUNTO 0 TEMA
&ssunto o obEetivo que você deseEa alcançar por inspiração de ,eus e o tema como você vai di>er para o público
qual o seu obEetivo.
AULA 0;
TE0TO $($LICO
2 te$to bíblico a passagem bíblica que serve de base para o sermão.
Esse te$to dever% fornecer a idia ou verdade central do sermão. Kunca se deve tomar um te$to somente por
prete$to, e logo se esquecer dele.
Gegundo 5err0 Gtanle0 /e0, e$istem algumas vantagens no uso de um te$to bíblico7
4 1 2 te$to d% ao sermão a autoridade da palavra de ,eus.
9 1 2 te$to constitui a base e alma do sermãoJ
8 1 &travs da pregação por te$to o pregador ensina a palavra de ,eusJ
6 1 2 uso do te$to aEuda os ouvintes a reter a idia principal do sermãoJ
D 1 2 te$to limita e unifica o sermãoJ
; 1 +ermite uma maior variedade nas mensagensJ
< 1 2 te$to um meio para a atuação do Espírito Ganto.
E0EGESE
E$egese o trabalho de e$posição de um te$to bíblico.
DE4 PASSOS PARA UMA $OA E0EGESE
4 1 Peia o te$to em vo> alta, comparando com versLes diferentes para maior compreensão.
9 1 Ceprodu>a o te$to com suas pr#prias palavras. (Oale so>inho*
8 1 2bserve o te$to imediato e remoto.
6 1 "erifique a linguagem do te$to ( hist#ria, milagre, ensino, par%bola, profecia, etc.*
D 1 +esquise o significado e$ato das principais palavrasJ
; 1 Oaça anotaçLesJ
< 1 +esquise o conte$to ( poca, país, costumes, tradição, etc.*
A 1 +ergunte sempre ondeM NuemM 2 queM +or queM
B 1 2rgani>e o te$to em seçLes principal e secund%riasJ
4= 1 Cesuma com a seguinte frase7 -2 assunto mais importante deste te$to ....
TEMA
2 tema do sermão contm a idia principal e o obEetivo da mensagem. ,eve ser estimulante e despertar o interesse,
a curiosidade e a atenção do ouvinte. ,eve ser claro, simples e preciso bem como, oportuno e obedecer o te$to.
+ara se desenvolver um bom tema o pregador precisa @er criatividade, h%bito de leitura, visão global do sermão e
ser sinttico.
TIPOS DE TEMAS:
I9+errog+<"o7 Fma pergunta, que deve ser respondida no sermão.
E$.7 2nde est%sM Nue farei de 5esusM @enho uma arma o que fa>er com elaM
L=g<>o7 E$plicativo.
E$.7 2 que o homem semear, ceifar%J Nuem encontra 5esus volta por outro caminho.
I-per+<"o#7 :andamento, uma ordemJ ?aracteri>a1se pelo verbo no modo imperativo.
E$.7 Enchei1vos do espíritoJ Kão seEa incrduloJ Kão adores a um ,eus morto.
E9?@+<>o#J Cealçar um aspecto específicoJ
E$.7 G# 5esus salvaJ ,ois tipos de cristãosJ
Ger%7 &brangente, aborda um assunto de forma geral sem especific%1lo.
E$.7 &morJ f, esperança
AULA 0A
ILUSTRAÇ5ES
Gão recursos usados para o enriquecimento, e o esclarecimento de uma mensagem, quando devidamente aplicada.
2 senhor 5esus sempre tinha uma boa hist#ria para iluminar as verdades que ensinava ao povo.
2 significado do termo ilustrar tornar claro, iluminar, esclarecer mediante um e$emplo, aEudando o ouvinte a
compreender a mensagem proclamada. 2 bom uso da ilustração desperta o interesse, enriquece, convence, comove, desafia
e estimula o ouvinte, valori>a e vivifica a mensagem, alm de rela$ar o pregador.
& ilustração não substitui o te$to bíblico apenas tem uma função psicol#gica e did%tica, para tornar mais claro aquilo
que o te$to revela.
&s ilustraçLes devem ser simples, est% correlacionadas com a mensagem, devem fornecer fatos de interesses
humanos e devem @er um ponto alto ou clíma$
OB#C: OS E0EMPLOS $($LICOS SÃO AS MELHORES ILUSTRAÇ5ESC
A# <%,#+r&De# po!e- #er:
HISTÓRICA E CONTEXTUAL: Nuando se aplica um conhecimento hist#rico ou e$plicação do conte$to em que o te$to est%
inserido. E$emplos7
a* Oundo da agulha ' +orta estreita na cidade de 5erusalm onde, os mercadores tinham dificuldades de passar com os
camelos. :ateus 4B796.
CONHECIMENTO INTELECTUAL: Envolve o conhecimento científico, psicol#gico, tcnico e cultural. E$emplos7
 @cnico científico ' & antena da @" recebe todas as frequências ao mesmo tempo entretanto, quando escolhemos um
canal, atravs da sintonia, estamos selecionando uma determinada frequência.
METAFÓRICA OU ALEGÓRICA7 Nuando são empregadas figuras metaf#ricas como hist#rias e est#rias. E$emplos
• &o se apro$imar da cidade do Cio de 5aneiro um indivíduo reparou que o cristo redentor não era tão grande como
pensava, parecia at mesmo ser menor do que seu dedo. Ko centro da cidade observou que est%tua teria aumentado e
E% estava praticamente do seu tamanho, resolveu então ir at o monumento. Ko p do corcovado ficou admirado com as
proporçLes maiores do símbolo da cidade. ?hegando então aos ps do cristo redentor ele pode perceber , como lhe
disseram, que aquele era bem maior do que ele.
EXPERIÊNCIA PEOAL: @estemunhos. E$emplos
• Keste tipo de ilustração o pregador relata fatos verídicos que demonstram a atuação de ,eus, atravs de milagres, em
sua vida ou de outras pessoas. @odos as respostas que ,eus atendeu reali>ando curas, transformaçLes, salvação,
livramentos, libertação, etc.
Fse no m%$imo duas ilustraçLes por sermão. @oda ilustração deve @er uma aplicação e devem ser comentadas com
simplicidade e naturalidade.
INTRODUÇÃO DO SERMÃO
?omeçar difícil. :uitos escritores escrevem a introdução quando terminam o livro.
&lgum disse7 -2 pregador começou por fa>er um alicerce para um arranha1cu, mas acabou construindo apenas um
galinheiro..
& introdução tão importante quanto a decolagem de um avião que, deve ser bem perfeita para um vQo
estabili>ado. Ela, por certo, deve envolver o ouvinte, despertar o interesse e curiosidade e, tambm, ser um meio de
condu>ir os ouvintes ao assunto que est% sendo tratado no sermão. Fma boa introdução d% ao pregador segurança,
tranquilidade, firme>a e liberdade na pregação.
T<po# !e <9+ro!,&'o7 "ocê pode usar um destes tipos para iniciar um sermão7
4 ' ILUSTRATIVA ' Fso de uma ilustração na introdução.
Imagine que o assunto que ser% abordado seEa comple$o e abstrato. Então, comece com uma ilustração que e$plique e
esclareça o que pretende di>er.
9 ' DE3INIÇÃO ' E$plicação detalha de um determinado conceito.
E$plique para o ouvinte o que tem a di>er. ,ê a ele conceitos significados de símbolos, termos e assuntos que ele
provavelmente não conheça.
Em um sermão onde o assunto a +&S, o pregador e$plicou, na introdução, o que a pa>, seus significados no
velho e novo testamento, evolução lingTística do termo pa> e a aplicação termo hoEe.
8 ' DIVISÃO ' Nuando se fala de características opostas. :ostre os dois lados da moeda.
Pendo o te$to de Ro-9o# E: 1 1F possível observar como +aulo trata de dois assuntos opostos, vida atravs
do espírito e vida atravs da carne.
& introdução por divisão aquela em que se fala ou compara assuntos como, -pa> e guerra., -amor e #dio.,
-salvação e perdição. , -vida cristã e vida mundana., etc.
6 ' CONVITE ' ?onvidar o ouvinte para participar e agir. Peve o ouvinte I ação.
Fse os verbos no imperativo.
&nalisando o te$to de I#G# HH podemos observar que h% um predomínio de verbos (vinde, inclinai, vede, buscai,
dei$e, invocai etc * no I:+EC&@I"2, que caracteri>am um convite e ao mesmo tempo uma ordem. ,essa forma o ouvinte
est% sendo estimulado a agir, fa>er ou participar.
D / INTERROGAÇÃO ' Fma pergunta (dever% ser respondida no corpo do sermão*.
+ara sermLes onde o tema uma pergunta interessante que esta seEa bem e$plorada na introdução. 2bserve que,
se estamos falando sobre morte ou salvação cabe aqui uma pergunta como -+ara onde iremos n#sM., que deve levar o
ouvinte a uma refle$ão profunda, e para reforçar pode1se usar o te$to de Pucas 4979= -:as ,eus lhe disse7 Insensato, esta
noite te UpedirãoV a tua almaJ e o que tens preparado, para quem ser%M.
&s perguntas da introdução devem ser respondidas no corpo do sermão.
; ' SUSPENSE ' & mensagem principal est% oculta e ser% esclarecida no corpo do sermão.
< ' ALUSÃO HISTIRICA ' E$plicar o conte$to hist#rico.
E$plique o conte$to do te$to em que ser% aplicada a mensagem ( poca, país, costumes, tradição, etc.*. 2bserve o
te$to de .o'o A: 1 1JC ?aso sua mensagem esteEa baseada neste te$to, introdu>a com uma e$plicação detalhada das
relaçLes entre os 5udeus e os Gamaritanos, as relaçLes entre os homens e as mulheres, a lei acerca do casamento, a origem
do poço de 5ac#, etc.
CARACTER(STICAS DA INTRODUÇÃO
Fma introdução bem estruturada, deve apresentar algumas características como, clare>a e simplicidade, deve ser
um elo de ligação com o corpo do sermão e uma ordenação de pensamentos de forma l#gica e sistemati>ada e, não deve
prometer mais do que se pode dar. É preciso estar atento para o tempo de duração da introdução que, deve ser breve e
proporcional ao sermão. Evitar desculpas que possam tra>er uma m% impressão.
AULA 0H
CORPO DO SERMÃO
Esta deve ser a principal parte do sermão. &qui o pregador ir% e$por idias e pensamentos que deseEa passar para
os ouvintes. &s divisLes devem ser desenvolvidas de acordo com a realidade de hoEe. ,epois de @er estudado e de fa>er uma
boa e$egese do te$to que ser% usado no sermão deve1se ensinar e aplicar os prop#sitos de acordo com os nossos dias.
&s divisLes devem @er significados para os ouvintes e, não devem se desviar da mensagem principal que a coluna
do sermão, o obEetivo ser% finali>ado e apresentado na conclusão.
É necess%rio ser vocacionado para o ,om da palavra, mas podemos aprender algumas tcnicas que podem aEudar ao
pregador no preparo do sermão.
COMO TIRAR PONTOS DO TE0TO
4 ' Peia todo o te$to. E$.7 &tos 97 8< a 6<
9 ' +rocure a idia principal do te$to. (2bserve o subtema, o conte$to, e a situação*
8 ' +rocure os principais verbos e seus complementos
6 ' ?om base nos verbos retirados crie frases (divisLes* que os complemente e que, passem uma idia ou esteEam ligadas
com a mensagem a ser pregada.
D ' 2rgani>e as frases dentro da idia principal.
• Oaça o mesmo para Galmos 474 e 9 e desenvolva divisLes para o seguinte sermão
-&s quatro maneiras de ser bem1aventurado..
CARACTER(STICAS DO CORPO DO SERMÃO
&s divisLes retiradas do te$to devem se apresentar de forma ordenada no sermão para que não haEa uma confusão
de idias. 2 ouvinte precisa acompanhar o seu desenvolvimento . -?ada divisão, subdivisão, e at ilustraçLes e e$plicação,
tem que apontar na direção do alvo e em ordem de interesse.. ?ada ponto deve discutir um aspecto diferente para que não
haEa repetição.
&s frases devem ser breves e claras. &s divisLes servem para indicar a linha de pensamento a serem seguidas ao
apresentar o sermão. Entretanto, deve1se fa>er uma !<#>,##'o que o descobrimento das idias contidas nas divisLes.
TIPOS DE SERM5ES
@radicionalmente encontramos, praticamente em todos as obras homilticas, três tipos b%sicos de sermLes7
SERMÃO TEMKTICO: ?uEos argumentos (divisLes* resultam do tema independente do te$toJ
SERMÃO TE0TUAL: ?uEos argumentos (divisLes* são tiradas diretamente do te$to bíblicoJ
SERMÃO E0POSITIVO: ?uEos argumentos giram em torno da e$posição e$egtica completa do te$to.
SERMÃO TEMKTICO
É aquele em que toda a argumentação est% amarrada em um tema, divide1se o tema e não o te$to, o que permite a
utili>ação de v%rios te$tos bíblicos.
2bserve o e$emplo7 Te-: -& +&S NFE GW 5EGFG +2,E ,&C....
4 ' ...ilumina nosso caminho L,># 1:FJ
9 ' ...liberta a nossa mente de pensamento perturbador .o'o 1A:*F
8 ' ...retira sentimento de medo .o'o *0:1J e *0
6 ' ...salva .o'o ;:1L
Cepare que cada t#pico (divisão* apresenta uma característica da -+a>. proposta pelo tema, mas, para cada ponto
h% um te$to diferente, ou seEa, a base do sermão a -+a> de 5esus. que abordada em diversos te$tos bíblicos.
É necess%rio aplicar um te$to bíblico em cada divisão do tema para não atrair muito a atenção para o pregador em
detrimento da palavra de ,eus. ,eve1se evitar divagaçLes e generali>açLes va>ias e ine$pressivas.
2 sermão tem%tico e$ige do pregador mais cultura geral e teol#gica, criatividade, estilo apurado, contudo, o sermão
tem%tico conserva melhor a unidade.
COMO RETIRAR IDÉIAS E ARGUMENTOS MDIVIS5ESN DO TEMA
• Escolher o tema ' (?riar frases, retirar de te$tos bíblicos ou de outras fontes*J
• &nalisar o tema ' (repetir e refletir v%rias ve>es*J
• +ergunte1se, o que deve falar sobre o temaJ
• E$trair a principal palavra ou frase do tema ' (Ela pode se repetir nos argumentos*J
• Gepare no mínimo 8 argumentos ligados ao temaJ
• +esquisar passagens bíblicas que se refiram aos argumentos.J
• &s divisLes são e$plicação ou respostas do tema.
ATIVIDADES
4 ' ?rie três argumentos (divisLes* que e$pliquem o seguinte tema7
Te-: ONuem ama a ,eus correspondido..
4 1 XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX @e$tos7 I ?or A78 I 5oão 679=.4
9 1 XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Com A78B I 5oão 67B
8 1 XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 5oão 874;
SERMÃO TE0TUAL
É aquele em que toda a argumentação est% amarrada no te$to principal que, ser% dividido em t#picos. Ko sermão
te$tual as idias são retiradas de um te$to escolhido pelo pregador.
?omo E% estudamos anteriormente, aqui estão algumas dicas para tirar pontos do te$to.
&s divisLes do sermão te$tual podem ser feitas de acordo com as declaraçLes originais do te$to. 2u se utili>ar de
uma an%lise mais apurada baseando1se em perguntas como7 2ndeM NueM NuemM +or queM Nue deverão ser respondidas
pelas declaraçLes ou frases do te$to. E ainda pode1se dividir por inferência, as oraçLes te$tuais são redu>idas a e$pressLes
sintticas que encerra o conteúdo.
COMO TIRAR PONTOS DO TE0TO
4 ' Peia todo o te$to.
9 ' +rocure a idia principal do te$to. (2bserve o subtema, o conte$to, e a situação*
8 ' +rocure os principais verbos e seus complementos. Pembre1se verbo ação.
6 ' +rocure os sentidos e$pressos nas representaçLes simb#licas, met%foras e figuras.
6 ' ?om base nos verbos e significados retirados crie frases (divisLes* que os complemente e que, passem uma idia ou
esteEam ligadas com a mensagem a ser pregada.
D ' 2rgani>e as frases dentro da idia principal.' Peia todo o te$to. E$.7
2bserve o e$emplo7 Te6+o: S%-o A0:11A
Te-: Ne- 9+e#, 9e- !epo<#, 9o +e-po !e De,#C
I9+ro!,&'o: M,efinição* Esperança significa e$pectação em receber um bem. 2 mundo imediatista.
Corpo: 2 que acontece quando você espera no senhorM
4 ' Ele te retira da condição atual. ( Nual o seu lago terrívelM *
9 ' Ele te coloca em segurança, na rocha. ( @e d% visão para solucionar o problema *
8 ' Ele requer a sua adoração, um novo cYntico. ( &dorar em Espírito e verdade *
6 ' Ele te fa> testemunha, muitos o verão. ( serme1eis testemunha *
Cepare que cada t#pico (divisão* apresenta um termo ou uma passagem do te$to. ,e tal forma que o te$to pode
ser bem e$plorado pelo preletor.
,eve1se evitar divagaçLes e generali>açLes va>ias e ine$pressivas.
2 sermão te$tual e$ige do pregador conhecimento do te$to, conte$to e cultura bíblica.
ATIVIDADES:
4 ' ?rie três argumentos (divisLes* para o seguinte sermão te$tual7
Te6+o7 @iago 87 4<
Te-7 & sabedoria que vem ,eus.
I9+ro!,&'o: ( ,ivisão * Gabedoria terrena.
Corpo: & sabedoria que vem do alto 7
4 ' XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
9 ' XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
8 ' XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
AULA 0L
O SERMÃO E0POSITIVO
É aquele que e$plora os argumentos principais da e$egese, hermenêutica e fa> uma e$posição completa de um
trecho mais ou menos e$tenso. 2 sermão e$positivo uma aula, uma an%lise pormenori>ada e l#gica do te$to sagrado. Este
tipo do sermão requer do pregador cultura teol#gica e poder espiritual.
2 sermão e$positivo o mtodo mais difícil, apreciado pelos que se dedicam I leitura e ao estudo di%rio e contínuo
da bíblia, deve ser feito uma an%lise de línguas, interpretação, pesquisa arqueol#gica, e hist#rica, bem como, comparação de
te$tos.
CARACTER(STICAS DO SERMÃO E0POSITIVO
• +laneEamento
• +oder abordar um grande te$to ou uma passagem curtaJ
• Interpretação mais fielJ
• &n%lise profunda do te$toJ
• Fnidade, idias subsidi%rias devem ser agrupadas com base em uma idia principalJ
• Kão suficiente apresentar s# t#picos ou divisLesJ
• @empo de estudo dos pontos difíceisJ
• +ode ser abordado em srie.
É muito comum o uso do sermão e$positivo em pregaçLes seriadas como conferências e estudo bíblico.
CONCLUSÃO
É o clíma$ da aplicação do sermão
-+ara terminarZ. , -?oncluindo., -G# para encerrar., -5% estamos terminando..
"ocê E% ouviu estas frasesM :uitas pessoas não sabem terminar uma conversa, ficam dando voltas ou se envolvem
em outros assuntos, sem ao menos perceber que o tempo est% passando e o ouvinte E% est% angustiado com a demora.
&ssim, muitos pregadores não sabem ou não conseguem concluir um sermão. Isso acontece por que estes não
preparam um esboço e suas idias estão desordenadas, logo, não conseguem encontrar uma linha condutora da conclusão do
sermão.
COMO DEVE SER A CONCLUSÃO P
4 ' &pontar o obEetivo específico da mensagemJ
9 ' ?lara e específicaJ
8 ' Cesumo do sermão (o sermão em poucas palavras*
6 ' &plicação direta a vida dos ouvintesJ
D ' +equenaJ
; ' Oaça um desfecho inesperado.
Pogo, uma boa conclusão deve proporcionar aos ouvintes satisfação, no sentido de haver esclarecido completamente
o obEetivo da mensagem. É preciso @er um ponto final para que o pregador não fique perdido.
O$SC: K[2 ,E"E +CE)&C F: GE)FK,2 GEC:[2
APELO
Fm esforço feito para alcançar o coração, a consciência e a vontade do ouvinte.
&pelo não apelação.
,ois tipos de apelos7
• ?2K"ECG[2HCE?2K?IPI&\]2 ' &os ímpios e aos desviados.
• CEG@&FC&\[2 ' & igreEa
COMO DEVE SER O APELO P
4 ' ?onvite
9 ' Impactante e direto
8 ' Kão forçado ou prolongado
6 ' Pogo ap#s a mensagem.
Ko apelo você deve di>er ao ouvinte o que ele deve fa>er para confirmar a sua aceitação. GeEa claro e mostre como
ele deve agir.
• Pevantar as mãosJ
• Ir a frenteJ
• Oicar em pJ
• +rocurar uma igreEa pr#$imaJ
• ?onversar com o pastor em momento oportuno.

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