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Introdução¶

O que é isso que está acontecendo? Perguntam os pedestres boquiabertos e confusos na Market
Street enquanto centenas de ciclistas barulentos e animados passam pedalando! gritando e soando
suas sinetas" Poderão ser ou#idas muitas respostas diferentes$ Se para banir os carros" % sobre
di#ersão nas ruas" % por um modo de #ida mais social" % defender nosso direito de usar as ruas" %
sobre solidariedade" & Massa 'r(tica é muitas coisas para muitas pessoas! e apesar de muitas das
concepç)es e*pressadas poderem e#ocar mem+rias de protestos pol(ticos passados! a Massa 'r(tica
é sobretudo uma celebração! não um protesto"
& Massa 'r(tica começou em Setembro de ,--. em São /rancisco como um modo de unir esses
#árias pessoas em uma retomada festi#a do espaço p0blico" & idéia foi inicialmente concebida por
uma pessoa! que a espalou para outros ciclistas 1#e2a & Massa 'r(tica de 3entro para /ora no final
deste documento4" & proeminente comunidade dos ciclistas mensageiros 1bike bo5s4 de São
/rancisco foi recrutada a princ(pio pelo boca6a6boca! enquanto outros trabaladores eram abordados
na rua por alguém distribuindo panfletos no meio do distrito financeiro da cidade"
O primeiro e#ento atraiu 78 ciclistas! e esses n0meros dobraram por #ários meses conseguintes" &
Massa 'r(tica continuou a crescer em São /rancisco! reunindo mais de 988 ciclistas a cada m:s!
com um recorde de mais de ,888 em outubro de ,--;! e também se espalando para outras cidades"
'om bicicletadas independentes surgindo por todo lugar! a Massa 'r(tica começou a tomar a forma
de um mo#imento e*pont<neo! decentrali=ado de grande escala>
?o fim das contas a Massa 'r(tica é somente um bando de ciclistas andando por a( 2untos! indo de
um lugar ao outro" 1&lguém cunou a e*pressão @coincid:ncia organi=adaA4 Mas muitas quest)es
importantes e interessantes surgem ao e*ecutar essa simples tarefa" Por que á tão pouco espaço nas
nossas cidades onde as pessoas possam rela*ar e interagir! longe da incessante compra e #enda da
#ida comum? Porque as pessoas são forçadas a organi=ar suas #idas em função de ter um carro?
'omo seria um futuro alternati#o?
&o escre#er esse panfleto não pretendemos responder a essas perguntas" Bstamos simplesmente
usando nossa familiaridade com duas das muitas bibicletadas da Massa 'r(tica 1a de São /rancisco
e a de Cerkele54 para a2udar a acelerar a difusão da Massa 'r(tica a outras cidades! e para partilar
idéias! táticas! soluç)es! etc" Bsperamos que um panfleto pequeno! não custoso! e facilmente
reprodu=(#el #á contribuir muito com fornecer aos interessados a informação e os materiais
necessários para organi=ar seu pr+prio e#ento"
% importante enfati=ar! no entanto! que nunca dois e#entos da Massa 'r(tica são iguais e! embora a
Massa 'r(tica possa ser uma abordagem comum para um problema comum! conte*tos diferentes
irão produ=ir diferentes din<micas! press)es! etc" Bste panfleto! então! de modo algum pretende ser
um guia oficial ou c+digo estrito de regras colocadas por um comit: que sabe tudo" Pelo contrário!
este é somente produto de um punado de entusiastas do Massa 'r(tica da ba(a de São /rancisco e
ine#ita#elmente irá refletir nossas e*peri:ncias! preconceitos e crenças"
Plane2amento¶
3e#e ser relati#amente fácil criar um passeio de Massa 'r(tica" Doda cidade tem uma população de
ciclistas que são marginali=ados e ameaçados pelo sistema de transporte atual! quer se2am pessoas
indo para o trabalo! entregadores ou pessoas que pedalam s+ por di#ersão" Dal#e= estes grupos
se2am apenas a ponta do iceberg" Má qualidade do ar! degradação ambiental e o decl(nio da
qualidade de #ida em geral de#ido ao tr<nsito motori=ado são sentidos por todos" Eá uma potencial
massa base para mudanças em todos esses grupos espalados e isolados! e uma Massa 'r(tica pode
ser#ir como ponto de encontro para reunir todos"
Fuando e Onde 'omeçar¶
Os passos preliminares para organi=ar uma pedalada são bem diretos$ escola um orário! local e
tra2eto" 'omeçar o passeio em algum área do centro é ob#iamente uma boa escola! 2á que tantos
ciclistas 2á estão lá" Gm local p0blico bem conecido! de fácil acesso H maioria dos ciclistas! onde
um grande n0mero de pessoas possam se reunir antes de pedalar é perfeito" 1Bm São /rancisco! a
Massa 'r(tica parte de uma praça pr+*ima ao centro financeiro! que está con#enientemente
locali=ada no in(cio do maior corredor de tr<nsito"4
Bscoler um orário é ainda mais fácil$ #oc:s querem se reunir no final da tarde! digamos ,I;8!
tanto para dar tempo aos trabaladores que se deslocam de bicicleta quanto para ganar #isibilidade
ao ter certe=a que a Massa 'r(tica será parte do tr<nsito da ora do rus" Jeali=ar a Massa 'r(tica
em uma se*ta6feira marca ela como sendo o in(cio do fim6de6semana! e contribui para a atmosfera
de celebração da pedalada" B qual se*ta6feira é melor para o e#ento do que a 0ltima se*ta6feira do
m:s? Se a Massa 'r(tica continuar a se espalar! cegará o dia em que! na 0ltima se*ta6feira do
m:s! o sol estará sempre brilando sobre uma Massa 'r(tica>
% importante que o local e orário se2am constantes! para que se2a fácil para as pessoas participarem
de forma regular! e que mais pessoas possam se 2untar a ela enquanto o passeio continua"
Plane2ando um Dra2eto¶
Bscoler um tra2eto seguro e di#ertido é fundamental para dei*ar a Massa 'r(tica sempre fresca e
di#ertida" B*istem #árias coisas a le#ar em consideração quando se plane2a um tra2eto$
Segurança¶
'iclistas de #ários n(#eis irão participarK plane2ar um tra2eto com muitas subidas dif(ceis ou
dist<ncias muito longas não é uma boa idéia" Mantena uma #elocidade moderada"
&s ruas escolidas de#em ser grandes o suficiente para acomodar um grande n0mero de ciclistas"
1Juas de mão 0nica são especialmente boas"4 Mantena a simplicidade" Gm tra2eto complicado que
#ira em todo lugar pode parecer di#ertido no papel! mas se mostrará impraticá#el no passeio" &s
pessoas precisam ser capa=es de ler e memori=ar o tra2eto facilmente! para que saibam onde estão
indo e o que a bicicletada está fa=endo"
Pra=er¶
Lariar o tra2eto todo m:s torna a bicicletada numa pequena a#entura! e atinge um maior n0mero de
pessoas" O clima da Massa 'r(tica é influenciado pela área pela qual se pedala" Gm passeio por uma
área comercial! onde gritos e berros ecoam em edif(cios altos! e onde á um grande n0mero de
motoristas e transeuntes com os quais interagir! irá criar uma atmosfera mais festi#a que uma #olta
por um bairro industrial ou suburbano" Os 0ltimos dois tendem a tornar a bicicletada silenciosa! o
que pode ser feito para #ariar o clima" 'abe a #oc:s" Denam um ponto de cegada! como um
parque ou bar! onde os ciclistas possam sociali=ar depois da pedalada"
Merocracia¶
Bm São /rancisco a organi=ação do e#ento t:m sido tão parte do seu sucesso quanto tudo o mais"
&s pol(ticas organi=acionais! com l(deres e e*ig:ncias oficiais! etc"! foram dei*adas de lado para
fa#orecer um sistema mais descentrali=ado" ?ão e*iste ninguém responsá#el" &s idéias são
espaladas! tra2etos compartilados e o consenso é buscado atra#és da onipresentes máquinas de
*ero* em escrit+rios ou papelarias de todos os bairros N uma @MerocraciaA! na qual todos são li#res
para fa=er c+pias das suas idéias e distribu(6las" Panfletos! mosquitinos! adesi#os e =ines circulam
como loucos! antes! durante e depois da bicicletada! tornando os l(deres desnecessários e garantindo
que as estratégias e táticas são compreendidas pelo maior n0mero de pessoas poss(#el"
& *erocra#ia promo#e a liberdade e e*clui a ierarquia porque a missão não é definida por alguns
encarregados! mas é definida amplamente pelos seus participantes" & pedalada não t:m a #isão
estreita de fa=er lobb5 por mais ciclo#ias e ciclofai*as 1embora este ob2eti#o e*ista4 ou protestar
contra este ou aquele aspecto da ordem social 1embora tais sentimentos se2am freqOentemente
e*pressos4" &o in#és disso! cada pessoa é li#re para in#entar as suas pr+prias ra=)es para participar
e também é li#re para compartilar essas idéias com outros e outras" &lgumas pessoas estão lá para
promo#er o transporte com propulsão umana como uma alternati#a #iá#el! outros buscam o
respeito dos motoristas e dos plane2adores da cidade e alguns participam somente porque gostam de
andar de bicicleta do sentimento de comunidade com todos os outros ciclistas nas pedaladas da
Massa 'r(tica"
Bste @sistema org<nicoA não le#a ao caos! mas sim a uma atmosfera festi#a e celebrati#a" Prandes
esforços foram feitos para se e#itar os defeitos comuns de outros mo#imentos! com muito espaço
*erocrático sendo dedicado a argumentos contra ataques moralistas a motoristas e outras tend:ncias
improduti#as" &o apresentar o ciclismo como uma alternati#a di#ertid e positi#a H orrenda
destruição feita pela cultura do carro! a Massa 'r(tica deu #isibilidade a uma abordagem #isionária
sobre o transporte urbano"
Bspalando a Pala#ra¶
Bspalar a pala#ra é o primeiro passo" Panfletos são uma forma rápida e barata de atingir um grande
n0mero de pessoas" 'om alguns amigos e uma copiadora! #oc: pode saturar a sua região com
an0ncios da Massa 'r(tica em alguns dias" Bntretanto! as paredes p0blicas da maioria das cidades 2á
estão tapadas com tanto an0ncios que estratégias alternati#as são 0teis"
Diras finas de papel *erocado podem ser fi*adas em bicicletas pela cidade"
Pequenos adesi#os podem ser colado em todos os lugares que os ciclistas amarram suas bicis"
Peça para que lo2as de bicicletas e outros neg+cios amigos das bicicletas coloquem seu panfleto na
#itrine"
Coca6a6boca! an0ncios feitos por locutores de rádios simpati=antes! ou em palcos de soQs! 2ornais
locais! etc"
Bstética Merocrática¶
Se #oc: quer se comunicar! tem que ser fácil de ler>
'ertifique6se que os panfletos distribu(dos para os participantes estão leg(#eis e digam as pessoas o
que elas precisam saber sobre a Massa 'r(tica" Por e*emplo! se ou#er um cru=amento perigoso! ou
trilos de trem! no tra2eto! indique no mapa" /a=er o panfleto com o tra2eto num computador pode
dei*ar as coisas mais fáceis 1se #oc: souber usar o computador4! e tem a #antagem de ser leg(#el e
de fácil reprodução" & fola com o tra2eto também pode ser#ir com um boletim de informaç)es!
oferecendo soluç)es! not(cias da 0ltima bicicletada! e idéias para a pr+*ima Massa 'r(tica"
'omo a Massa 'r(tica de San /rancisco cresceu além do ponto onde um 0nico ciclista conseguia
en*ergar tanto o começo como o fim da multidão de ciclistas 1apro*imadamente mais de ;884! uma
publicação *erocrática! 'ritical Mass Missi#es! começou a aparecer" Bla contina acontecimentos
da pedalada anterior! not(cias de Massas em outras partes do mundo e discute os problema relati#os
ou internos da bicicletada"
Panfletos¶
3urante a bicicletada! as pessoas nas ruas! esperando nas paradas de Rnibus! ou sentada em seus
carros irão querer saber o que está acontecendo" Loc: não #ai poder parar e con#ersar com todos
eles! e #oc: teria dificuldade em colocar tudo numa s+ frase! mesmo que pudesse" Bntão para todos
que esti#erem curiosos! realmente a2udar se #oc:s ti#erem um pequeno panfleto pronto que informe
as pessoas sobre o que é a Massa 'r(tica! porque acamos que esta ação é necessária e que os
con#ide para a pr+*ima edição"
Bsses panfletos podem ser feitos de forma a caberem tr:s numa fola de papel &9 para que se2am
baratos e se encai*em bem no seu bolso de trás" 3istribua6os no começo da pedalada! certificando6
se de que todos que t:m interesse possuam uma pila para distribuir! e obser#e6os serem
distribu(dos Hs centenas a pessoas que de outra forma nunca ou#iriam falar da Massa 'r(tica>
&queles que distribuem panfletos durante o tra2eto são os #erdadeiros diplomatas da Massa 'r(tica"
Peralmente o contato cara6a6cara feito por estes ciclistas e e#entuais patinadores t:m a2udado a
controlar situaç)es tensas criadas por motoristas de carro furiosos que ti#eram que esperar" Gm
ciclista #ai até essas pessoas frustradas e e*plique a bicicletada enquanto les dá um panfleto" Isso
mostra Hs pessoas que #oc: pensou um pouco nelas! e gana algum tempo para a pedalada continuar
enquanto eles digerem a mensagem"
'omo as rolas! a distribuição de panfletos dá um ar de auto6controle H Massa 'r(tica aos olos dos
motoristas e pedestres" /a=er rolas e distribuir panfletos é geralmente feita na base do impro#iso!
por ciclistas que decidem espontaneamente suprir essa necessidade"
Pedalando¶
Dáticas de Dr<nsito¶
Fuando os ciclistas #ão Hs ruas em massa! a#erá uma certa percentagem de motoristas que não
acam graça" Bsses motoristas N um minoria! com certe=a N terão dificuldade em #er um grupo de
ciclistas com tr<nsito leg(timo! e podem insistir em forçar o seu camino pelo meio da multidão" &
interfer:ncia desses indi#(duos frustrados! presos como estão! em seus carros! podem ser um grande
problema para a Massa 'r(tica! especialmente em grupos menores" &s táticas t:m que ser
desen#ol#idas! compreendidas e postas em prática pelo maior n0mero de pessoas poss(#el! a fim de
garantir que este problema não se torne um grande incon#eniente em um passeio que de#eria ser
di#ertido e bem6umorado" &qui estão as que descobrimos que funcionam$
3ensidade N /iquem Suntos>¶
Imagine a Massa 'r(tica como uma densidade" Bla funciona ao formar uma massa de ciclistas tão
densa e compacta que simplesmente desloca os carros" & qualquer momento que o grupo começar a
se dispersar muito! com espaços grandes o suficiente para um carro entrar! #oc: tem um ponto
problema em potencial se desen#ol#endo"
& maneira mais simples e fácil de lifar com este problema é encora2ar as pessoas a prestar atenção
no que está acontecendo H sua #olta! e agir quando as coisas derem errado" Se aparecer um #ão
grande o suficiente para um carro! alguém precisa entrar nele e camar um amigo" Se a frente do
grupo esti#er indo rápido demais e a Massa ficar muito rarefeita! alguém na frente precisa di=er Hs
pessoas para irem mais de#agar! e para se reagruparem" O mesmo #ale para aquele na parte de trás
do grupo! que podem estar andando tão de#agar que a Massa! no#amente! fica muito rarefeita"
3iagramas no panfleto do tra2eto que apontem áreas problemáticas e pontos de reagrupamento são
uma grande maneira de se fa=er entender isso"
& densidade é #ital para garantir segurança e para promo#er uma imagem do ciclismo como prático!
seguro e di#ertido para os participantes da Massa" Fuando a Massa 'r(tica ainda está passando por
um cru=amento depois que o semáforo ficou #ermelo! na ora do rus! é importante 2ustificar a
longa espera para o cru=amento mantendo uma massa constante de ciclistas pedalando pelo
cru=amento"
Jolas¶
&s rolas são os diplomatas da Massa 'r(tica" O seu nome #em da sua função" Bsse é assim que
funciona$ um ou dois ciclistas bloqueiam cada fai*a de tr<nsito enquanto o grupo passa por um
cru=amento! garantindo assim que! mesmo que sur2a um #ão grande o suficiente para um carro
entrar! os carros fiquem parados onde estão" Bsta tática é especialmente eficiente se a rola escoler
uma abordagem amigá#el! não antagoni=ando os motoristas! até mesmo segurando placas que
di=em @Obrigado por esperarA e @Cu=ine se #oc: gosta de bicicletas>A" Jolas também precisam
proteger a traseira do grupo! e#itando que carros a#ancem nela" % claro! ninguém precisar ser
oficialmente apontado como rola! e as pessoas em grande parte #ão assumir esse papel por
iniciati#a pr+pria"
Sinais Lermelos¶
& Massa 'r(tica de#e obedecer Hs mesmas leis de tr<nsito que o tr<nsito motori=ado segue? Sim e
não" ?a maior parte! as leis de tr<nsito foram feitas para carros! como qualquer pessoa que pedale
com freqO:ncia passando por placas de @PareA pode le atestar! e elas certamente não foram escritas
tendo em #ista grandes grupos de ciclistas" Bntão a resposta a esta questão é +b#ia$ a Massa 'r(tica
de#e cur#ar e ignorar as leis e*istentes de tr<nsito de modo a garantir a segurança e efici:ncia do
grupo! e obedecer a lei quando ela ser#e aos nossos interesses e necessidades"
Os sinais #ermelos são o e*emplo perfeito deste princ(pio" Fuando os ciclistas bem H frente da
bicicletada encontram um sinal #ermelo! a 0nica opção sensata é parar" 3esta forma! a4 ninguém se
arrisca se metendo no meio de tráfego em mo#imento! b4 n+s damos aos motoristas a simples
cortesia de estarem no seu direito! e c4 n+s temos a oportunidade de parar! reagrupar e formar uma
Massa s+lida" Mas se! enquanto a Massa 'r(tica passa por um cru=amento! o sinal feca! não fa=
sentido se di#idir em dois grupos! e a bicicletada de#e continuar passando pelo cru=amento!
protegidas dos carros que esperam pelas rolas"
Fuebrar a Massa¶
Fuando a massa se dilui demais para 2ustificar segurar um cru=amento com o sinal #ermelo! pode
ser 0til que alguém grite @FGBCJ&J & M&SS&>A" & primeira seção da Massa 'r(tica continua
atra#és do cru=amento e a segunda parte espera até o sinal ficar #erde" Se tudo der certo! os dois
grupos #ão se reunir no pr+*imo semáforo" Bsta tática é mais comumente usada quando a Massa
fica maior e menos coesa"
'oneça a Tei¶
O plane2amento acima é o esqueleto do que a Massa precisa para ser agradá#el e despreocupada
como o é" Bntretanto! outros problemas surgem tão logos os ciclistas! centenas deles! saem Hs ruas"
&s leis de tr<nsito #ariam de estado para estado e de cidade para cidade 1e de pa(s para pa(s4"
3escubra o que o '+digo de Dr<nsito di= sobre bicicletas na sua área" 'oneça os seus direitosK na
'alif+rnia os ciclista @usufruemA de todos os direitos e responsabilidades dos #e(culos a motor"
Saber a #erdade sobre as leis e ser capa= de corrigir aqueles que a citam de forma errada dá mais
poder aos participantes da Massa 'r(tica" Loc: pode obter as leis e regulamentos de tr<nsito no
3epartamento de Dr<nsito"
& Crigada da Destosterona¶
'omo de#emos abordar as pessoas que escolem dirigir! ou que por acaso ficaram presas em carros!
tal#e= por uma emerg:ncia médica! quando a Massa 'r(tica passa? Dão importante quanto definir
estratégias para lidar com motoristas ostis é a necessidade de lidar com participantes da bicicletada
que podem pro#ocá6los" Para alguns ciclistas! a Massa 'r(tica é uma oportunidade de irritar
motoristas! agora que ?US somos finalmente os donos da rua"
& confiança e*agerada de nossa sociedade no tr<nsito motori=ado é um gigantesco e esmagador
problema social! e não #ai ser mudada atra#és de táticas mau6umoradas e ineficientes de uma
pequena minoria de ciclistas irritados" Mas um mo#imento para mudanças baseado na rei#indicação
do espaço p0blico e na construção de uma comunidade umana! aberta a pessoas de todas as partes
do espectro social e pol(tico! pode contribuir para uma mudança mais profunda e fundamental na
forma como nossa sociedade opera"
Languardas¶
Gma das coisas mais importantes para nos darmos conta é que a Massa tem a tend:ncia de seguir
quem quer que este2a na frente! quer eles tenam uma idéia clara de onde estão indo ou não" Dipos
de @#anguardaA! e*plorando o seu potencial para liderança! geralmente lançar6se6ão H frente da
Massa! passarão por sinais #ermelos quando não é necessário! tentarão bloquear o tr<nsito o mais
que puderem! e tentarão le#ar a bicicletada numa direção que eles #:em como @radicalA"
O que acontece então é que a frente do grupo #ai depressa demais! a Massa se espala! carros
entram no meio da bicicletada! ninguém tem idéia do que está acontecendo! situaç)es perigosas
acontecem muito rápido e a sua Massa 'r(tica se torna uma Cagunça 'r(tica"
O 2eito de impedir isto é fa=er com que dois ou tr:s amigos que tenam uma idéia de qual é o tra2eto
e! mais importante! que se preocupam em manter o grupo unido! #ão H frente do grupo" Se #oc:s
todos ficarem 2untos como um bolo! #oc: pode influenciar o tra2eto da pedalada pedalando de#agar!
falando quando necessário e tentando manter todos 2untos"
Se #oc: fi=er isso! #oc: tem que estar preparado para aturar uma certa quantidade de besteiras
#indas de pessoas que podem pensar que #oc: está tentando impor as suas idéias sobre todos os
outros" 1Gm senso de umor a2uda$ numa bicicletada em Cerkele5! alguém gritou @Sigam aquele
policial até a rodo#ia>A depois que um ciclista agressi#o tentou le#ar o grupo até uma rampa de
acesso H autoestrada"4 /alar o que #oc: pensa e afirmar ati#amente a sua iniciati#a não é ser
autoritário N na #erdade! é a ess:ncia da democracia"
Tesmas¶
Tesmas são um grupo de ciclistas que criam antagonismo pedalando muito de#agar na parte de trás
da massa" Bssa lerde=a fa= com que o grupo fique mais disperso e irrita os motoristas que estão
esperando que a massa passe por um cru=amento! ou que estão atrás da massa! impacientes para que
ela se mo#a"
Mais uma #e=! dei*e as pessoas saberem o que #oc: pensa a respeito e se acostume com este tipo de
interação" Tembre6se! estas pessoas não estão lá para fa=er com que o maior n0mero de pessoas se
di#irta" Blas estão irritando os motoristas de uma forma ego(sta e destruindo qualquer associação
positi#a que os motoristas possam 2á ter tido com o resto da massa 2o#ial que passou por eles"
Pol(cia¶
Manifestaç)es p0blicas tendem a pre2udicar a imagem do go#erno! uma #e= que elas mostram
claramente que o go#erno nem sempre representa o po#o e tem o seu apoio" ?aturalmente! a pol(cia
se preocupa com as manifestaç)es populares! e geralmente escolem uma dessas duas abordagens$
ou atacam a manifestação N e*pondo a nature=a impositora na qual esta sociedade se baseia N ou
eles tentam se mostrar como sendo apoiadores e protetores da manifestação"
'om as pedaladas da Massa 'r(tica de Ca5 &rea! a pol(cia geralmente escole a segunda! a
abordagem paternalista! permitindo que a bicicletada ocorra! bloqueando o tráfego para n+s e
certificando6se que a sua presença se2a sentida como uma @escoltaA" Bm outra ocasião eles até
mesmo cegaram a anunciar num megafone antes da pedalada! @Cem6#indos a este e#ento>A N
uma pessoa pouco informada poderia até mesmo ter presumido que toda a coisa era plane2ada e
e*ecutada pela pr+pria pol(cia>
Fuando a pol(cia começa a prender pessoas ou atacar os ciclistas! eles estão tentando pro#ocar um
confronto com o qual eles poderão 2ustificar um ataque repressi#o N um confronto no qual a sua
#it+ria é quase garantida" % importante não aceitar a sua oferta" Fuando a pol(cia e*igir que todos
#ão para a fai*a da direita! façam isto" B então! quando a área esti#er limpa! #olte" 3epois de mais
algumas tentati#as de controlar a Massa! a pol(cia geralmente cede e se dá conta que! a não ser que
prendam todos! á pouco que eles podem fa=er e*ceto acompanar o passeio e realmente agir como
os ser#idores p0blicos que eles anunciaram ser no começo"
& melor estratégia é! e#ite #iolar qualquer lei a menos que #oc: precisa! tente dialogar com
aqueles indi#(duos na Massa que mostram um tend:ncia a fugir de controle e não d:em uma
desculpa para que a pol(cia pare a sua manifestação ou prenda alguém" Se2a franco e aberto sobre a
Massa" &final! estamos apenas indo para casa numa coincid:ncia organi=ada! então d: aos policiais
um panfleto com o tra2eto se eles quiserem um"
Por mais que a pol(cia queira possuir ou controlar a bicicletada! a Massa 'r(tica é um mo#imento
popular que opera independentemente das regulaç)es go#ernamentais! e como tal! n+s não
queremos nada com a pol(cia 1embora eles possam querer algo conosco4" 3entro da cultura anti6
autoritária do meio ciclista! recusar os comandos arbitrários da pol(cia pode fa=er sentido" Mas a
melor abordagem H presença policial numa Massa 'r(tica é não entrar em nenum confronto
patético onde seremos derrotados! nem abraçá6los como nossos sal#adores e protetores" &o in#és
disso! de#emos ignorá6los e seguir com o nosso neg+cio de construir uma Massa"
Pontos6de6Lista¶
Paci:ncia Je#olucionária¶
Muitos de n+s atra(dos pela pol(tica re#olucionário são muito impacientes N com a grande
sociedade! mas também com n+s mesmos e especialmente com as pessoas que não #:em como a
#ida seria melor se fossemos todos atrás das nossas #is)es re#olucionárias" Bsta impaci:ncia com
o lento desen#ol#imento das comunidades umanas org<nicas! comunidades que podem realmente
ser capa=es de construir uma l+gica diferente para o nosso cotidiano! geralmente le#a a situaç)es de
confronto infantis e simplistas" Bstas posturas são muito mais sobre auto6afirmação do que
realmente re#olucionárias! mais sobre estar disposto a enfrentar um perigo do que sobre desafiar a
organi=ação da #ida moderna"
Se *s ciclistas re#ol0cionári*s t:m tanta #ontade de ir para auto6estradas! então ao in#és de bloquear
fai*as de tr<nsito por que não esperar pela tranqueira da ora do rus e então ultrapassar os carros
que 2á estão parado com d0=ias ou centenas de bicicletas passando pelo congestionamento! e saindo
da rodo#ia na pr+*ima sa(da depois de um demonstração con#incente da facilidade! superioridade e
do pra=er de se andar de bicicleta? Imagine a supresa e apoio que podemos gerar se fi=ermos uma
inter#enção como esta! com cortesia e respeito?
% um pressuposto grosseiro demais assumir que alguém preso em seu carro é necessariamente um
grande apoiador do status quo" Te#e em consideração as comple*idades das escolas e limites
pessoais e tente criar aberturas nas mentes das pessoas! ao in#és de pressupor que alguém que não
fe= as mesmas escolas que #oc: sobre o que comprar! como se locomo#er e estilo de #ida em geral
é seu inimigo consciente e merece a sua condenação moral! ira ou pro#ocaç)es" ?ão é fácil agir
politicamente quando le#amos a sério como são dif(ceis! profundas e pessoais as mudanças que
buscamos" Mas o pra=er! a pai*ão e a paci:ncia pode moti#ar #erdadeiros progressos" Tembre6se os
americanos sic que #oc: despre=a o2e podem ser os seus aliados amanã se #oc: fala sério sobre
mudanças>
&lerta de lesma> &lerta de lesma>¶
3urante as 0ltimas duas Massas 'r(ticas um pequeno grupo de entre ;8 e 98 pessoas tem ficado pra
trás" Vs #e=es é ine#itá#el ficar mais para trás mas em outras parece que com isso está sendo feita
alguma forma de WdeclaraçãoX" & maioria dos ciclistas aqui concordariam prontamente que a #ida
moderna é muito corrida! e que n+s de#eriam redu=ir um pouco o ritmo e curtir" Bsta é
pro#a#elmente uma das perspecti#as mais comuns da Massa 'r(tica! e isso é o que fa=emos ao
participar"
?o entanto! se arrastar de mais pode ser pre2udicial"
Seus amigos estão sendo os @rolaA nas intersecç)es para aumentar a segurança de todos" Se eles
são bons nisso! eles en#ol#em os motoristas da #olta e contribuem para criar um clima de
celebração" Faundo um #ão de ,Y9 a ;Y9 de um quarteirão se abre e os WrolaX t:m que ficar
segurando o tr<nsito 1sem bicicletas4 por dois ou tr:s minutos! todo o relacionamento se quebra e a
segurança daquela pessoa é pre2udicada" B*istem psicopatas lá fora! gente! muitas #e=es sentados
so=inos nos seus autom+#eis" Por que não ficarmos todos 2untos e a2udarmos a manter o grupo
unido! coerente e seguro?
&lgo a le#ar em consideração$ se um grupo de ciclistas ficar pra trás o suficiente! os rolas de#em
FGBCJ&J a M&SS& e dei*ar o tr<nsito fluir no sinal #erde" & frente da Massa #ai precisar parar
em algum momento de qualquer forma e dei*ar a densidade se reformar! então quem ficou para trás
podera alcançar o grupo na pr+*ima pausa" Dodos nos sentiremos muito mal se alguém se macucar
por que a lentidão rompeu com a nossa maior qualidade! nossa massa"
'r(tica de Massa¶
Bm grande parte de nossas #idas somos forçados a aceitas situaç)es que não escolemos para n+s"
'omo consumidores! eleitores! empregados! permitimos que decis)es cruciais sobre nossas #idas
se2am feitas por outras pessoas! mais poderosas" O quão triste é então Z e ainda quão pre#is(#el Z
que os nossos mo#imentos por mudança social muitas #e=es sofrem do mesmo problema" Fuando
entramos em um part(do pol(tico! assinamos uma petição! fa=emos parte de uma manifestacão! na
maioria das #e=es estamos simplesmente aceitando a opinião de outra pessoa! cantando slogans que
não criamos e apoiando leis que não entendemos"
& Massa 'reitica é! ou de#eria ser! algo diferente[ Gm espaço onde as idéias e aç)es não são
impostas Hs pessoas! onde as pessoas podem ter um papel ati#o! ao in#és de passi#o! na construção
de um futuro aceitá#el! mesmo que de uma forma pequena"
'omo ninguém está no comando da nossa bicicletada mensal! e nenuma ideologia espec(fica é
colocada H frente! os participantes são li#res para in#entar suas pr+prias ra=)es para estar lá" &
#i#acidade da Merocracia! a predomin<ncia de bandeiras e carta=es feitos a mão Z sem mencionar o
fato de que a Massa 'r(tica está se espalando para outras cidades Z são todos sinais de que estamos
fa=endo algo certo" Infeli=mente nem todos #:em desta forma"
O 'a#alo e o 'a#aleiro¶
B*istem aqueles que gostam da Massa 'r(tica e participam regularmente! mas que a criticam por
sua falta de forma e sua nature=a apol(tica" Para essas pessoas! é necessário politi=ar a bicicletada
organi=ando alguma forma de comit: diretor! cantos! megafone e segurança oficial" Se #oc: prestar
atenção pode ou#ir con#ersas sobre Wtomar as rédeasX! WdomarX a energia da Massa 'r(tica para
alcancar um ob2eti#o pol(tico #álido e predeterminado"
Mas quem é o ca#aleiro aqui? B quem é o ca#alo? &lém dessas analogias serem absurdas e
repulsi#as! essa abordagem é contra6produti#a! como quem participou ou ou#iu falar da super6
organi=ada mas pouco frequentada bicicletada de Santa 'ru= pode confirmar"
Dirania da Maioria¶
Outro grupo que procura impor a marca de suas ambiç)es pol(ticas na Massa 'r(tica! e que
obti#eram de certa forma mais sucesso! são aqueles que defendem um posicionamento mais
agressi#o! antagonista para o e#ento" Dáticas nesse sentido incluem cercar e confrontar motoristas
que se apro*imarem da Massa! pro#ocar a pol(cia! e pedalar até a frente do grupo e abruptamente
des#iar a rota combinada numa tentati#a de tomar controle da bicicletada"
O ob2eti#o é supostamente de radicali=ar a Massa 'r(tica! forçando ela a uma direção mais
confrontacional e até #iolenta! uma idéia que lembra o comentário de 'omsk5 de que as táticas!
por si s+! não resultam em radicalismo"
O que estas duas abordagens t:m em comum é a impaci:ncia com a tarefa lenta e sofrida de educar
os outros e se organi=ar para um futuro que #ala a pena #i#er" Gma abordagem realmente radical
para os problemas sociais que enfrentamos seria construir comunidade e oferecer uma alternati#a Z
um fato que aparentemente foge da mente daqueles que acreditam que as pessoas tem que ser
enganadas ou forçadas a criar um mundo melor"
% +b#io que ninguém de#e ser impedido de se e*pressar ou compartilar seus pensamentos e
opini)es" Dodos queremos #er a Massa 'ritica como um espaço estratégias pol(ticas di#ersas
possam ser debatidas e e*perimentadas" Mas a questão é que! se #oc: quiser #er a Massa 'r(tica ir
nessa direção! faça c+pia de suas idéias e passe adiante" Somente co#ardes e autoritaristas se
encolem perante o desafio da persuasão>
Pode ser que tudo o que fa=emos é ir de um lugar para outro em bicicletas" Mas o que é tão
fascinante é que ao tentar e*ecutar essa tarefa tão simples! surgem muitas quest)es importantes e
pro#ocantes" Por um momento! uma 2anela se abre para um futuro poss(#el$ um futuro no qual
ninguém está no comando e a maioria das pessoas anda de bicicleta>
& Massa 'r(tica de 3entro para /ora¶
por 'ris 'arlsson! &gosto de ,--;
& Massa 'r(tica surgiu de maneira despretenciosa! com um nome mais dif(cil! 'ommute 'lot" Bu
fui a um encontro da 'oalisão de 'iclistas de São /rancisco 1S/ Cike 'oalition4 em agosto de ,--.
e sugeri Z como a#iam muitas pessoas de bicicleta na cidade! e as condiç)es eram terr(#eis Z que
nos 2untássemos uma #e= por m:s! fi=emos a nossa presença ser sentida por n+s mesmos e pelo
resto da cidade e andássemos pra casa 2untos" & resposta foi entusiasmada e seguida! algumas
semanas depois! por uma cautelosa negação de responsabilidade da S/C'" mas a idéia pegou
imediatamente" & primeira pedalada 2untou cerca de 78 pessoas e depois de um ano se 2untam mais
de 788 por pedalada"
O nome Massa 'r(tica surgiu do documentário sobre bicicletas de Ded \ite! @Jeturn of te
ScorcerA! onde os ábitos de atra#essar cru=amentos nas grandes cidades da 'ina era e*plicado
como uma questão de massa cr(tica$ o tráfego espera até alcançar massa cr(tica quando então força o
seu camino! interrompendo o flu*o original de tr<nsito até que este também alcance o ponto de
De name 'ritical Mass came from Ded \iteXs bike6umentar5 @Jeturn of te ScorcerA Qerein
intersection crossing etiquette in 'inaXs big cities is discussed as a matter of 'ritical Mass$ te
cross traffic Qaits until it acie#es critical mass and ten puses troug! lea#ing te original stream
of traffic to stop and build until it reaces its pus6troug point" Once a mont Qe are a 'ritical
Mass! filling ;69 long blocks of San /ranciscoXs Market Street at te tail end of rus our! and
pedalling in a free6e*pression =one temporaril5 free of engines and e*aust"
It Qas eas5 to organise 'M because itXs based on Qat people do alread5 1bike commute along a
main corridor4! and its main declared purpose is to en2o5 our presence and eac oterXs compan5 as
Qe ride ome togeter" It Qas also eas5 because Qitout a specific agenda or organisational sponsor!
no one ad to actuall5 agree Qit an5ting be5ond a #ague entusiasm for bic5cles! and tat lea#es
room for a prett5 Qide range of people" 'ritical Mass as! in fact! brougt a lot of neQ people into
contact Qit eac oter" De basis for man5 oter initiati#es as alread5 been laid! and te li#ed
e*perience of a #ibrant public life! at least for sort times! as been tested b5 tousands of people"
Participation in an e#ent Qitout te usual trappings of monitors and organisers doesnXt mean tat
tere can be no preparation or safet5 measures" In fact tese issues are 2ust as important as e#er!
since te nature of te ride means itXs #er5 possible for someone to get urt in a fall or in te Qorst
case! b5 an irate ps5cotic in a car" In San /rancisco Qe de#eloped a feQ useful de#ices tat elp
defuse bad moments and keep te ride mo#ing along comfortabl5" In fact! te #ast ma2orit5 of
people Qe pass gi#e us tumbs up and friendl5 Qa#es as te5 mar#el at our procession"
Of course tere is te occasional pissed6off maco car dri#er Qo manages to get te attention of
one or more spoiling6for6a6figt6been6run6o#er6tree6times6tis6Qeek bic5clists and before 5ou
knoQ it tings can get #er5 out of and" Tuckil5! cooler eads a#e alQa5s pre#ailed so far" On te
&pril ,--; ride! a bad scene occurred at te back of te ride as it straggled up Market Street" Doo
feQ bic5clists Qere olding te intersections as te sloQpokes made it troug! after motorists ad
alread5 been Qaiting for a Qile" &n impatient man in an &udi pused is Qa5 into te bikes!
knocking one gu5 o#er" Ee got up and out of te Qa5 Qit is bike! basicall5 unurt" Den te
dri#er lunged forQard suddenl5 and smased into Jebecca Se5bold Z se Qent fl5ing! er bike
under te Qeels" De dri#er freaked out and tried to dri#e aQa5! but JebeccaXs bic5cle 2ammed is
steering and e got stuck in a long futile G6turn ending on te soutQestern corner of Puerrero and
Market" MeanQile .86;8 bic5clists surrounded is car and as e dro#e aQa5 te5 began pounding
on it Qit teir locks! smasing a couple of QindoQs" JebeccaXs bo5friend Son ]ell5 2umped
troug a broken QindoQ and grabbed te ke5s out of te ignition" De cops carged im Qit
batter5 and Jebecca Qit malicious miscief! and caracterised te motorist as te #ictim" On
September ,^! four monts later! all te carges Qere dropped"
De Bast Ca5 'ritical Mass ride! Qic takes place on te second /rida5 of eac mont! beginning
at te doQntoQn Cerkele5 C&JD station! took a someQat different pat" \itout an ob#ious
commute corridor like S/Xs Market Street! it became an unpredictable ride! careening around te
Bast Ca5! ultimatel5 #isiting te inside of a SafeQa5 as Qell as a feQ Mc3onaldXses on its Qa5 to a
rende=#ous Qit te 'alifornia EigQa5 Patrol after a cruise doQn a couple of miles of Interstate
I8 along te Bast Ca5 sore" Since te 7; arrests tat da5! a concerted effort as been made to calm
te Bast Ca5 ride! and pursue a more long6term sub#ersi#e strateg5 in te same #ein as San
/ranciscoXs! doQnpla5ing te adolescent confrontations as muc as possible" Cut te indi#idual
politics of te participants Qill alQa5s be eterogeneous! Qit militant punk anarcists and
'lintonesque corporate Qorkers riding side b5 side"
Pat Cucanan in#oked a W'ulture \arX during te last presidential campaign! and te past decadesX
confrontations betQeen religious fundamentalism and secular liberal traditions is part of tat" Cut
te numerous alternati#e subcultures tat flouris in San /rancisco a#e teir oQn agenda! outside
of tat Qar" \en Qe ride along! se#eral undred strong! ooting and ollering! Qistling! lauging
and singing! past boutiques laden Qit furs and 2eQeller5 near Gnion Square! it feels like a coup! a
cle#er tactical strike! in our kulturkampf" Cut our alternati#e culture as to go be5ond mere moral
guilt about e*cess consumption and reall5 present a Qolistic alternati#e in#ol#ing te totalit5 of
dail5 life! from te Qork Qe do to oQ Qe get around and oQ Qe treat eac oter" Man5 of te
pieces of tat pu==le are alread5 Qell de#eloped but s5stematicall5 tQarted b5 te Qa5 life is
organised noQ" \e knoQ it can be #er5 different! and Qen QeXre on te streets togeter Qe can feel
it and see it"