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Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do

Rio de Janeiro
Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Centro de Ciências Humanas e Sociais – CCHS
LICENCIATURA E HIST!RIA
UNIRIO"CEDERJ
#RIEIRA AVALIA$%O A DIST&NCIA ' ()*+,*
DISCI#LINA- HISTORIA DO .RASIL I/O.RI0AT!RIA1

Nome- ANDRE LUI2 CORREIA
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#o4o-Du?ue de Ca@ias
Cidade em ?ue reside-Rio de Janeiro
O presente trabalho visa elaborar uma analise comparativa sobre dois
relatos, a saber primeiro, o relato ! a Carta de "ero #a$ de Caminha,
conhecida como a certidão de nascimento do %rasil& se'undo, um relato
reprodu$ido pelo via(ante Claude d) *bberville de um +ndio ,upinamb- da ilha
de São .uis sobre as condiç/es da situação ind+'ena na0uele momento
hist1rico2
Desta 3orma, percebemos 0ue "ero #a$ de Caminha elabora uma
descrição bem rica dos nativos, salientando o car-ter puro dos ind+'enas e
predispostos a serem coloni$ados pelos portu'ueses2
4este sentido, a carta de Caminha coloca o coloni$ador como um
salvador e o +ndio como uma 3olha papel em branco esperando para ser
impresso o 0ue a Santa F! e a Coroa dese(assem2 Com isso, a partir desta
visão, a cultura ind+'ena seria totalmente restaurada pelo contato com o
portu'uês e o catolicismo2
Outro aspecto percept+vel na carta de Caminha era uma concepção pr!5
concebida de 0ue a ,erra %rasilis representava o para+so de Deus na ,erra, ou
mitolo'icamente a *tlântida perdida da mitolo'ia 're'a2 Esta concepção inicial
descrita por Caminha pode ter sido uma estrat!'ia interessante para 'erar em
"ortu'al e nos portu'ueses um interesse em coloni$ar e3etivamente a0uelas
terras, ou se(a, de chamar os portu'ueses para conhecer o para+so perdido no
4ovo 6undo2
Desta maneira, "ero #a$ de Caminha ideali$a não apenas os aspectos
'eo'r-3icos do continente brasileiro, como tamb!m os povos 0ue a0ui vivem2
7sto 3ica bem evidenciado no 0uadro do pintor #itor 6eireles a Primeira missa
no Brasil onde o car-ter ima'inado da obra se sobrep/e a realidade dos 3atos,
ou se(a, ser- 0ue os ind+'enas retratados tamb!m re$aram na primeira missa8
*ssim, este relato, ao mesmo tempo realista e 3ant-stico, ! relevante
para compreensão do descobrimento do %rasil, uma ve$ 0ue atrav!s de suas
lacunas hist1ricas nos podem indicar caminhos para a pes0uisa hist1rica
consistente, sobretudo, com um olhar para o passado mais critico e
problem-tico2
"or sua ve$, o relado do discurso do ancião tupinamb- 6onbor!5uaçu
tra$ uma perspectiva di3erente sobre as condiç/es de vida do +ndio na col9nia,
sobretudo ressaltando o aspecto de mudança da coloni$ação durante este
periodo2
4esta acepção, inicialmente, os +ndios desta tribo 0uase não eram
importunados pelos portu'ueses e muitos se aliaram aos portu'ueses para
obter bens e privil!'ios da Coroa2 4este sentido, esta estrat!'ia de alianças
entre nativos e coloni$adores ! similar ao descrito no arti'o de Ronald
Raminelli Nobreza indígena da Nova Espanha. Alianças e conquistas no 0ual o
autor tra$ uma contribuição relevante para inteli'ibilidade das estrat!'ias
utili$adas pelos espanh1is na con0uista e consolidação do poder da Coroa
espanhola na 4ova Espanha2
4o entanto, de acordo com o relato, os +ndios 3oram sendo 3orçados a
trabalhar& depois, despo(ados de suas terras e perse'uidos& e, 3inalmente
a0ueles 0ue resistiram 3oram sendo e:terminados2 *ssim, o relato tupinamb-
mostra tanto uma estrat!'ia da Coroa portu'uesa na concentração de poder e
en3ra0uecimento dos poderes locais, como tamb!m a capacidade dos
ind+'enas de se adaptarem e de se amal'amarem ;s instituiç/es da metr1pole,
se(a absorvendo a cultura material europ!ia, se(a aprendendo a l+n'ua e
valores do europeu2
"ortanto, os dois relatos podem ser entendidos con(untamente e nos
revelam caracter+sticas complementares da coloni$ação portu'uesa2 "or isso,
podemos ver tanto o +ndio ideali$ado de Caminha no primeiro contato com o
portu'uês, como tamb!m podemos ver 0ue a coloni$ação trou:e modi3icaç/es
e adaptaç/es para os povos nativos no se'undo relato2 4esta acepção, houve
um processo hist1rico de mestiça'em não apenas biol1'ica, mas
especialmente cultural entre os ind+'enas e europeus2
2
Re3erências %iblio'r-3icas
6onteiro, John 62 Entre o etnoc+dio e a etno'ênese identidades ind+'enas
coloniais2 <nicamp, =>>?2
Raminelli, Ronald, Nobreza indígena da Nova Espanha. Alianças e Conquistas.
,empo, n @ =?, volume AB, de$embro =>>C, p2 DE5CF2

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