Evo Fernandes

,
c t"**J
ex-secr etáno geral
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(zz'zY|,
da Renaffio, procurado
-ss)
por centenur de polícias,
1'{
foi encontrado morto
na MalveiradaSerta
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pís- 2
N()TICIAS
.
AssassÍnio de Evo Fernandes
parece resultar
de operação
internacional
Uma compl exa operaçáo,
envol vendo pol íci as secretas
estrangei ras actuando em
Portugal poderá estar na
ori gem do assassíni o do ex--
secretári o-geral da Renamo,
Evo Fernandes, l i cenci ado
em Di rei to, ontem, qui nta-
feira, encontrado morto per-
to de Al cabi deche, na ârea
de Cascai s, onde fora vi sto
pel a úl ti ma vez no domi ngo
à
i t e.
Os serviços de informação Evo Fcrnrndo, cr-rccrcúrlo-gcrel dr Ronrmo
pOrtUgUeSeS também entfaram
EIe pensava que ia negociar com a Frelimo
em acção, par a al ém da Judi -
ci âri a, para t ent arem encont rar
-
cO Jornal )t est á em condi ções cado, num grande vol ume que
o paradei ro do dest acado mi l i -
de revel ar que, i ni ci al ment e, no deu ent rada no aparel ho. Con-
t ant e da Renamo, organi zação
pass. ado
^domi ngo,
Al exandre t udo, não só as aut ori dades
que se opóe mi l i t ar i r ent e ao
Xavi er Chagas começou por moçambi canas desnr ent i r am
governo de Moçambi que, apu-
t ent ar at rai r Evo_ Fernandes pa- t al versão, como os f act os se en-
i ou rO Jornal j unt o ãe f ont es
ra um al moço. O ex-secret âri o- carregaram de provar o cont rá-
segur as.
ger al da Renamo r ecusot t , i n- r i o.
- O
enquadr ament o dest e cr i -
vocando que t i nha f ami l i ar es
, ne enuoi ue al t os i nt er esses pol í -
em casa' i i t uada em Cascai s,
Unr dos aspect os mai s mi st e-
t i cos e f i nancei ros, o que t orna y
Ì (ua Tenent e Val adi nr.
ri osos consi st i u no í act o de t er
di f í ci l a i nvest i gação. são vá-
Lompareceu, no ent ant o, ao
si do de l i vre vont ade que' de-
ri os os cenári os que se apresen- Jant ar,
no rest aurant e cBei ra
poi s do j ant ar'
Evo Fernandes
t am. uma das versoes corren-
vrarr, pert o do mercado de
ent rou no carro com Al exandre
t es f oi j á af ast ada: , ; " ; ; ; ; " ; -
cascai s, t endo o encont r o du-
chagas' i ndi ví duo de quem
t a, pel a GNR, do . ". i o"àï Ë"o
rado cerca de t rês horas' Ant es,
desconf i ava'
Fer nandes, af ast a a possi bi l i -
como úni co cont act o, t el ef onou
Segt r ndo uma das ver sÕes,
dade de uma
( encenaçã" r . par a a Al emanha, par a o del e-
r ecol hi da numa das di ver sas
De péest á, ai nda, unì a out r a
gacl o da Renamo na Eur opa, f ont es
( f r equent emcnt e cont r a-
hi pót ese: a de um u. i ur t . O.
Ar t ur . Janei r o da Fonseca' A es-
di t ór i as) consul t acl as por r O
cont as ent r e gr upos r i ; ; i t i 1" ; -
se. i ndi vi duo, gue mant ém uma
Jor nal r , a Evo Fer nandes pocl e-
t r o da Renamo. Cont uAo, u i n-
r l i gação di r eci ar com o pr esi - r i am t er si do dados t f or t es ar -
t er venção cl e um i nOi uí ãuo al . -
! 9nt e
da Renanr o, Af onso
gunì ent os) ' par a cant i nhar pa-
sadament e l i gado à õú; í È,
Dh. l akama, anunci ou que se di -
r a at l ui l o que se ver i f i car i a ser
l í ci a secr et a moçambi cana
r l gl a a um
j ant ar ,
a que pode-
unr a ci l ada' Evo Fcr nandcs po-
. , , r as Maput o
j á
Ot t . . ni i " ; ; ; ;
r i a suceder - se ur n encont r o
der i a est ar convcnci do de que
t i gação) , ' al i ada a out r os f act o-
com envi ados espcci ai s da Fr e-
i r i a t er ' na segunda- f ei r a' nu-
r es, poder i a
" ondur i r
a- c; ; ; i ; -
l i mo, Al guns nòmes de ci da-
ma her dade a 140 qui l ónr et r os
sões apar ent ement e . ; " t . á; i ; ,
dãos moçambi canos f or am r e-
de l , i sboa, pr opr i edade 6e M'
".'tu
hipôt"'
iïf;ï,:ï#ïil::"ï:bï:',i Sïj:H:iï:Ï
";"'ilï":"J;l
t ,
Jant or em Lasca$
al guns del es, que t ôr ão par t i do
As i ni ci ai s desse i nf l uent e
par a Maput o, vi a Br azzavi l l e,
el enr ent o da Fr el i r no, que f oi
Desconhece- se o par adei r o num voo TAP, segunda- f ei r a, à
gover nador da Zanr bózi a, cons-
de Al exandr e Chagas, unÌ por - noi t e desi gnadament e o
t am de unr apont ament o dei xa-
t uguês envol vi do em act i vi da- agent e I náci o, que há vár i os
do por Evo Fer nandes, escr i t o
des r pouco cl ar asr t ant o sob o anos act uava em Li sboa. Ver -
num papel do Hot el Br i st ol . de
pont o de vi st a pol i t i co como sóes que cor r i am enr f ont es
Cenebr a, que a nr ul het , l vct e,
ecohómi co, não sendo de ex- pr óxi mas das aut or i dades pol i -
ent r egar i a à pol í ci a, quancl o a
cl ui r a possi bi l i dade de t am- ci ai s por t uguesas col ocavam,
al er t ou par a o desapar eci nr en-
bém el e t er si do ví t i ma dest a mesmo, a hi pót ese do cor po de
t o. I vet e Fer nandes r ecebeu.
oper ação. Evo Fer nandes t er si do embar -
ent r et ant o, um t el ef onent a i n-
f or mando que o mar i do se en-
cont rava t a negoci arr em Ar-
gel .
Evo Fer nandes, apesar das
suas l i gações à Renant o, man-
t i nha a naci onal i dade port u-
guesa, bem como Al exandre
Chagas.
Uma peça i mport ant e dest e
pr ocesso, que a pol i ci a não dei -
xará de escl arecer, é o envol vi -
ment o nest es cont act os, de um
i ndust r i al por t uguês, Manuel
Sacrament o Gaudênci o, com o
qual houve encontros de Evo e
Chagas.
Não est á conr pr ovada, nem
sequer t i da como pr ovável , a
passagem por Li sboa do gene-
r al moçambi cano. Também os
out r os nomes de ci dadãos mo-
çambi canos,
r ef er i dos pel a
I mpr ensa, não const anr <l a l i st a
de pedi dos de vi st os da embai -
xada por t uguesa em Maput o,
mas poder i am t er <l ado ent r ada
no Pai s, vi ndos da Eur opa.
Compr ovada est ar á a pr esença
de João Car l os Est ei r a, mas os
servi ços de i nf ormaçÕes pot t u-
gueses j ul gam t er det ect ado
out r as passagens.
Ent r e os nr i st ér i os a escl ar e-
cer encont r a- se o si gni l ' i cad<l da
pr esença em Por t ugal de ur n
s í r bdi t o br i t âni c o, Al i st ai r
Mor r i son, l i gado à er npr esa
de scr vi ços especi ai s cl e scgu-
r ança, DSL.
Par a se conr pr eendcl ' est es
f act os é i nr por t ant e c( ) nl l ccer o
qr t e ó a Renar r t t l , r l r gar r i z. ação
quc t em t i do gr ar r cl e cl i f i cul cl a-
de cr n ser acei t e r nesr no l l cl as
pot ônci as oc' i t Jet t l i t i s.
' l ' c' r r t k,
uma conr ponent e f or t er r r ent e
mi l i t ar . os s eus r c pr cs ent al t t es
no est rangei ro f cl rnt al t t f acções
que f r equent enent e se guer -
r ei am: o gr upo de Li sboa, onde
Evo Fer nandes t er i a uma pr e-
pol r der ânci a supcr i or ao del c-
gar l o, Mar r uc l Fr al t k; o gr upo
de Wasl t i ngt ot r ; e o gr upo da
Al enr anha que é o úr r r i co paí s
da CEE que t r áo apoi a aber t a-
nr ent e o poder encabeçado por
J oaqui nt Chi ss ar t o.
Evo Fer nandes f ar i a par t e cl e
um gr upo que es t ar ì a i nt er es s a-
do ern aval ì car col rt cot t l act t l s
t endent es à paz em Moçambi -
que. Em 1984 quando est eve
pr escnt e er n ncgoci ações Fr el i -
mo- Rer r anr o- Af r i ca do Sul , Evo
Fer nandes, que t em, de r est o,
um passacl o chei o de <sonr br as
negr asr , t er á cont r i buí cl o bas-
t at t t e par a o i nsucesso dos con-
t act os, uma vez que não con-
cordava com os t ernros do accl r-
do. Por êm, agor a, est ar i a i n-
cl uí do numa t endênci a que t en-
t ava concer t ar unl a sol ução
com as aut ori dades moçan' rbi -
canas. Apar cnt ement c, yl or óm,
di vcr sas gr ancl es pot ônci as t ôr n
i nl er esse na cont i nuação da
i nst abi l i dade em Moçar nbi que.
Li sboa, como unl dos cent r os
nevr ál gi cos r el at i vos às ex-
col óni as, est á a ser t eat r o par a
a acção de ser vi ços est r angei -
r os, vár i os del es r ef er i dos a <O
Jor nab pel os i nf or mador es que
cont act ámos.
Cabora Bussa
Por out r o l ado, uma quest áo
de peso est á subj acent e a t ocl o
est e i nr br ógl i o: Cabor a Bassa,
a expl or ação da r ede de el ect r i -
ci dade, a sua pr ot ecção por ser -
vi ços especi ai s cl e segur ança
( ou, nout r a hi pót ese, a
( conì -
pr ar da ausêr r ci a de acçr l es por
par t e da Rc namo. . . ) . Cabor a
El assa, ( em f ase cl e pr i vat i za-
ção) ,
que par a o Est ad<l pt l l ' l u-
guês envol ve unr pcsacl o cl l car -
go f i nancei r o, i mpl i ca negócì os
no val or de nr ui t os mi l l r l i es cl e
cont os. A Áf r i ca do Sul . conr o
a Gr a- Br et anha. al ór n c l c Por -
t ugal e Moçar nbi que, t ênr f or -
t es i nt e r es. ses nest a quest ão.
P<l l i t i car ncnt e, par a : r l ónr cl e
puí scs da CEt : . os I I UA c a
UI Ì SS est ão f ol t ement c enì pe-
nhacl as na r bat al ha pol í t i c a,
enr t or no de Moç anr bi que.
Evt i Fer r r ar r de s f or a cl cnr i t i do
t l c secr ct ár ' i o- eer al acusado ci e
pl át i c as cor l upt as, o que é f i r -
r Ì r oÌ ì er ì t e r r egut l o pc l a l al ní l i a.
Ul t i mamc r r t e c s t ar i a : r r c cupc-
r ar peso j unt t r de Af or r so Dl t l a-
kanr a, que, s egundo a Lus a,
di sse que o cl esapareci mcnt o de
Evo er a
( unì
act o cl e t er r or i smo
da r esponsabi l i dade da F r el i '
Ì ì ì or.
Conr Evo Fer nandcs st r cedeu
unr caso pol ór ni co da vi cl a p<l l í -
t i ca por l uguc s a, enì 1 984,
quando Mot a Pi nt o r espot r cl eu
a ur n apel o t cl cf ( l r r i co do er r t ão
secret á r' i o- geral da I ì et r a nr o,
pr ovocando ur n c onf l i t o di pl r l -
nr í r ( i co ent l e Por t ugal c Mo-
çambi que.

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