O que é a famosa

"D e s a p o s e n t a ç ã o"?
Em simples palavras, "desaposentar" signifca conceder uma nova
aposentadoria em substituição à anteriormente concedida.
E qual é o objetivo/vantagem deste procedimento?
O objetivo é fazer um recálculo da aposentadoria, utilizando
contribuições/remunerações posteriores à data de sua concessão. É o caso do
segurado que aposentou por tempo de contribuição ou por idade e continuou
trabalhando em uma determinada empresa, por exemplo.
Tendo em vista o tempo de contribuição e a idade do segurado ao se aposentar
interferir na Renda Mensal Inicial-RMI da aposentadoria, a vantagem da
"desaposentação" é que na data do recálculo o trabalhador contará com mais idade e
mais tempo de contribuição, os quais são elementos que interferem na determinação do
Fator Previdenciário (o "vilão" dos segurados), que é aplicado obrigatoriamente na
Aposentadoria por Tempo de Contribuição.
Contudo, seria mais simples e o "trajeto mais curto" para o segurado se existisse,
atualmente, essa possibilidade administrativamente. Os dispositivos que não autorizam
este procedimento nas agências do INSS estão expressos no Decreto 3.048/99, no
caput do artigo 181-B, que dispõe que "as aposentadorias por idade, tempo de
contribuição e especial concedidas pela previdência social, na forma deste
Regulamento, são irreversíveis e irrenunciáveis (incluído pelo Decreto nº 3.265, de
1999)" e na Lei 8.213/91, em seu artigo 18, §2º, que determina que "o aposentado pelo
Regime Geral de Previdência Social–RGPS que permanecer em atividade sujeita a este
Regime, ou a ele retornar, não fará jus a prestação alguma da Previdência Social em
decorrência do exercício dessa atividade, exceto ao salário-família e à reabilitação
profssional, quando empregado. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 1997)".
Considerando também que o servidor público só pode/deve fazer o que a lei
expressamente autoriza (caput do art. 37 da CF/88), diferentemente do particular, que
pode fazer o que a lei não proíbe, o atendente do INSS não realizará o procedimento de
"desaposentação" sem amparo legal que o autorize a praticar tal ato. Dessa forma,
atualmente, caso haja interesse por parte do segurado em "desaposentar-se", este deve
procurar um advogado e realizar o pedido judicialmente.
Por fm, não confunde-se "desaposentação" com "desistência" da
aposentadoria, que é o ato no qual o segurado desiste da concessão do benefício, por
discordância quanto à Renda Mensal Inicial-RMI ou por outras razões, desde que ainda
não tenha sacado o Programa de Integração Social-PIS ou o Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço-FGTS na Caixa Econômica Federal-CEF ou recebido o primeiro
pagamento da aposentadoria, o que ocorrer primeiro. Neste caso, basta apresentar, na
agência do INSS na qual foi protocolado o benefício, uma solicitação por escrito
assinada e uma declaração formal da Caixa informando que não houve recebimento dos
valores supramencionados.
Fundamentação legal: parágrafo único, incisos I e II e caput do artigo 181-B do
Decreto 3.048/99, art. 18, §2º da Lei 8.213/91, art. 37 da CF/88 e art. 659 da Instrução
Normativa 45/2010.
Texto por SabeTudoINSS.
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