ATIVIDADES – LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

QUESTÃO 01 – Observe a figura abaixo e responda os itens.

I. Segundo a figura ao lado, que sentidos são atribuídos à
palavra “armação”?

II. Considerando sua resposta no item I, explique: por que a
recomendação “Tome cuidado pode ser uma armação” é
engraçada?

III. No texto aparecem os verbos “oferecer, tome” e a
locução verbal “pode ser”. Qual dos verbos está no modo
imperativo?



QUESTÃO 02 – Leia a charge abaixo e responda os itens.

I. Qual é o tema da charge?

II. Que sentidos podem ser atribuídos à palavra
“limpos”?

III. O que os policiais estão fazendo?

IV. Você é contra ou a favor da redução da
maioridade penal? Argumente sua resposta.

V. Na fala dos personagens há dois pronomes. O
primeiro dá ideia de demonstrar e o segundo a
ideia de posse. Copie-os.

QUESTÃO 03 – Leia o texto e responda os itens.
Na mira do cupido

Para quem não sabe, o anjinho arqueiro não é um
personagem inventado pela Disney, não. Ele é o deus do
amor na mitologia grega e romana. Cupido era filho de
Vênus, a deusa do amor e da beleza, e de Mercúrio, o
mensageiro alado. Sempre que deuses e homens eram
flechados por Cupido, não havia saída: ficavam
completamente apaixonados. Certa vez, o próprio deus foi
vítima de sua fechada. Apaixonou-se por uma jovem mortal,
Psiquê, que acabou sendo transformada em deusa para
viver junto dele. Como você vê, nem ele conseguiu escapar!



I. Segundo o texto, qual é a origem do anjinho arqueiro? Como ele é conhecido popularmente?
II. Segundo a mitologia grega, quem era cupido? Qual era o nome da deusa do amor?
III. Que acontecimento inusitado ocorreu com o cupido?
IV. O que aconteceu com a jovem Psiquê?

QUESTÃO 04 – Leia um trecho de uma página do diário de Lúcia Helena, uma adolescente da
década de 1960.
29 de julho

[...]
11 horas da noite
Estou meio morta de sono. Acabei indo na casa da Adélia. Não sei por que fui lá. Acho que fiquei com curiosidade de conhecer o
tal de Mário Antonio. Para falar a verdade, até que não achei o Mário Antonio tão bonito assim. O Lelo é bem mais bonito. O
Mário é todo cheio de si e metido a engraçado. A Elvira só faltava babar, enquanto conversava com ele. Mas parece que o Mário
Antonio foi é com a minha cara. Me tirou para dançar umas três vezes e, depois, sentou-se ao meu lado, querendo saber o que eu
fazia, onde morava, onde tinha passado as férias. Quando nos despedimos, perguntou se podia me ver em casa. E a Elvira me
espiou de um jeito... Parecia que queria me comer com os olhos!


I. Lúcia Helena relata em seu diário um fato marcante de seu dia. Que fato é esse?
II. O que fez com que Lúcia Helena afirmasse que Mário Antonio parecia ter ido com sua cara?
III. Um dos significados da expressão “comer com os olhos” é “desejar muito, cobiçar”. No entanto,
Lúcia Helena a empregou com outro sentido. Qual?
IV. Lúcia Helena faz um julgamento sobre Mário Antonio. Qual é esse julgamento?
V. Qual é o sentimento de Elvira por Mário Antonio?
VI. Utilizando o pronome oblíquo “o”. Reescreva o trecho “[...] até que não achei o Mário Antonio
tão bonito assim”. Faça as adequações necessárias.

QUESTÃO 05 – Leia o texto abaixo e responda os itens.
Gabarito seria transmitido por mensagens de texto

A polícia do Rio de Janeiro prendeu quatro estudantes que tentavam fraudar o vestibular de medicina
da Universidade Gama Filho. Antonio Luiz de Argolho Filho, 23, Diogo Lécio Dupin Zwan, 25, Jane Lopes
Soares, 23, e Renata Bispo Arruda, 21, foram flagrados com celulares escondidos na palmilha dos sapatos.
O esquema foi desmontado a partir de uma informação do Disque Denúncia. O delegado Luiz Antonio
Ferreira explicou que três dos quatro estudantes foram abordados através do Orkut, página de relacionamentos
da Internet. A quadrilha analisava o perfil dos usuários e entrava em contato quando encontrava pessoas com
perfil adequado para o golpe. O acordo era fechado pelo telefone.
Ainda segundo o policial, todos são de fora do Rio. Jane morava em Rondônia e já era estudante do 5º
período de medicina de uma faculdade da Bolívia. A quadrilha teria cobrado entre R$ 10 mil a R$ 15 mil pela
transmissão do gabarito do exame por meio de mensagens de texto. A polícia ainda não sabe quem são os
responsáveis pelo golpe.
Dos quatro estudantes presos, apenas Renata negou que pretendia fraudar o exame. Segundo
Ferreira, ela confessou que foi abordada pela quadrilha, mas alegou que havia desistido do plano. A polícia
encontrou um celular e uma caneta para anotar o gabarito em seus sapatos. Todos foram indiciados por
estelionato e, se condenados, poderão pegar até cinco anos de prisão.
(Folha de S. Paulo. 30 jan. 2006. Cotidiano)


I. Segundo o texto, qual foi a causa das apreensões dos estudantes?
II. Qual era o esquema de fraude utilizado pelos estudantes?
III. Como a polícia descobriu o esquema de fraude?
IV. Como a quadrilha aliciava os estudantes?
V. Quanto a quadrilha cobrava para informar as respostas do exame?
VI. Segundo a polícia, que tipo de crime a quadrilha foi indiciada? Qual é a pena?

QUESTÃO 06 – Leia o texto abaixo e responda os itens.
Torpedos

Apesar do fracasso dos quatro vestibulandos que haviam tentado fraudar a prova mediante mensagens
pelo celular, ela decidiu fazer a mesma coisa. Em primeiro lugar, porque morava numa cidade muito menor que
o Rio, na qual as medidas de segurança não eram tão rigorosas. Depois, não recorreria a quadrilha nenhuma,
coisa que, segundo imaginava, tornava a operação vulnerável. Em terceiro lugar, não tinha outra opção: não
sabia quase nada, e era certo que seria reprovada. Por último, havia uma coincidência favorável: estava com o
antebraço esquerdo engessado. Nada preocupante, e na verdade ela até poderia ter tirado o gesso, mas não o
fizera e agora contava com um ótimo esconderijo para o celular. Quem mandaria o gabarito? O namorado é
claro. Rapaz inteligente (já estava cursando a faculdade) ele só teria de perguntar as questões para alguém
que tivesse terminado a prova e enviar o gabarito por torpedo. Quando ela fez a proposta ao rapaz, ele
pareceu-lhe um tanto relutante, incomodado mesmo. E no dia do vestibular ela descobriu por quê. Quarenta
minutos depois de iniciada a prova, ela recebeu o tão esperado torpedo. Para a sua surpresa, não continha o
gabarito, e sim uma mensagem: “Sinto muito, mas não posso continuar namorando uma pessoa tão desonesta.
Considere terminada a nossa relação. PS: boa sorte no vestibular”. Com o que ela foi obrigada a concluir: tão
importante quanto o torpedo é aquele que dispara o torpedo.

(Moacir Scliar. Folha de S. Paulo, 20 fev. 2006).


I. Segundo o texto, qual foi a principal causa que motivou a estudante fraudar a prova do
vestibular?
II. Qual era o esquema de fraude da estudante?
III. A estudante conseguiu o objetivo pretendido? Justifique.
IV. Você concorda com a atitude do namorado da estudante? Comente.

QUESTÃO 07 – Leia o texto abaixo e responda os itens.
Nosso espaço

Já somos 6 bilhões, não contando o milhão e pouco que nasceu desde o começo desta frase. Se
fosse um planeta bem administrado isto não assustaria tanto. Mas é, além de tudo, um lugar mal
frequentado. Temos a fertilidade de coelhos e o caráter de chacais, que, como se sabe, são animais sem
qualquer espírito de solidariedade. As megacidades, que um dia foram símbolos da felicidade bem
distribuída que a ciência e a técnica nos trariam – um helicóptero em cada garagem e a caloria sintética para
todos, segundo as projeções futuristas de anos atrás, se transformaram em representações da injustiça sem
remédio, cidadelas de privilégio cercadas de miséria, uma réplica exata do mundo feudal, só que com
monóxido de carbono.
Nosso futuro é a aglomeração urbana e as sociedades se dividem entre as que se preparam –
conscientemente ou não – para um mundo desigual e apertado e as que confiam que as cidadelas resistirão
às hordas sem espaço. Os jornais ficaram mais estreitos para economizar papel, mas também porque
diminui a área para expansão dos nossos cotovelos. Chegaremos ao tabloide radical, duas ou três colunas
magras onde tudo terá de ser dito com concisão desesperada. Adeus advérbio de modo e frases longas,
adeus frivolidades e divagações superficiais como esta. A tendência de tudo feito pelo homem é para a
diminuição – dos telefones e computadores portáteis aos assentos na classe econômica. O próprio ser
humano trata de perder volume, não por razões estéticas ou de saúde, mas para poder caber no mundo.
No Japão, onde muita gente convive há anos com pouco lugar, o espaço é sagrado. Surpreende a
extensão dos jardins do palácio imperial no centro de Tóquio, uma cidade onde nem milionário costuma ter
mais de dois quartos, o que dirá um quintal. É que o espaço é a suprema deferência japonesa. O imperador
sacralizado é ele e sua imensa circunstância.
Já nos Estados Unidos, reverencia-se o espaço com o desperdício. Para entender os americanos
você precisa entender a sua classificação de camas de acordo com o tamanho. Queem Size, do tamanho
rainha, King Size, para reis, e, era inevitável, Emperor Size, do tamanho de jardins imperiais. É o espaço
com suprema ostentação, pois – a não ser para orgias e piqueniques – nada é mais supérfluo do que
espaço sobrando numa cama, exatamente o lugar onde não se vai a lugar algum.
Os americanos ainda não se deram conta de que, quando chegar o dia em que haverá chineses
embaixo de todas as camas do mundo, quanto maior a cama, mais chineses.

(Luis Fernando Veríssimo. O mundo é bárbaro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008).


I. No primeiro parágrafo o autor faz uma comparação. A quem ele compara os humanos? Por
quê?
II. Segundo o texto, o planeta não está comportando todos os seres humanos. No segundo
parágrafo o autor apresenta diversas ironias ao falar sobre a redução de espaço. Reescreva uma
dessas ironias.
III. Qual é a diferença entre a sociedade japonesa e a americana em relação ao cultivo do
espaço?

QUESTÃO 08 – Leia o texto abaixo e responda os itens.
TRIBOS URBANAS

Você faz parte de alguma?

Fazer parte de um grupo é algo essencial para a vida dos jovens. Alguns buscam apenas
pertencer a uma turma de amigos sem uma denominação própria. Outros escolhem fazer parte
de uma tribo, ou seja, um grupo pequeno, mais fechado, com regras claras e delimitadas. Cada
uma delas se caracteriza pelo interesse musical, jeito de se vestir e pelo comportamento ou jeito
de pensar. É uma forma que alguns jovens encontram de viver em grupo e se identificarem com
ele, estabelecendo, assim, uma rede de amizades. As tribos reforçam um sentimento de
pertencimento e favorecem uma nova relação com o ambiente social.
Historicamente se constituíram inúmeras tribos, como por exemplo: hippies, góticos,
punks, clubbers, emos, skinheads, surfistas, pagodeiros, sertanejos, hip hop, entre outras. Você
faz parte de alguma?
Aqui vai a história e o jeito de ser e pensar de algumas delas:
[...]

Punk

Esse movimento está ligado a uma
postura rebelde que contesta e critica o
capitalismo, assim como as atitudes
consumistas e padronizadoras. Eles são
partidários e debocham de valores políticos e
morais. Reivindicam a liberdade para acreditar
ou não em um deus ou religião qualquer. Eles
têm um visual próprio, raspam o cabelo
deixando somente uma faixa, usam gel para
deixá-los em pé e gostam de roupas pretas.
Apesar de eles terem ficado, muitas vezes,
conhecidos pela violência, esta não faz parte
da filosofia do movimento.




Gótico

Eles vestem-se de preto e usam
maquiagem escura. Gostam de frequentar
cemitérios e andar pela cidade à noite. São
pessoas sensíveis e bem interessadas por arte
e literatura, sobretudo aquelas que se
aproximam do mórbido. Em seus trabalhos
artísticos, a escuridão, dor, tristeza e solidão
são muito retratadas.



Clubber

Este movimento nasceu na Inglaterra no
final da década de 70, mas se constituiu com
mais força na década de 80. Os clubbers se
uniram para defender uma filosofia de paz,
diversão e liberdade. Estão muito ligados à
música eletrônica e às festas raves. Eles veem
os Djs como ídolos e as danceterias são
extremamente frequentadas. Usam roupas
coloridas e acessórios modernos.



Emo

O nome vem de emotional hardcore,
vertente do punk que mescla som pesado com
letras românticas. Em geral, eles têm entre 11
e 18 anos e, nas roupas, são capazes de
misturar as botas do punk, o colar de Wilma
Flintstone e uma camiseta com a gatinha Hello
Kitty. Não escondem os sentimentos,
expressam abertamente suas emoções e
preconizam a tolerância sexual.



Hip-hop

É um movimento cultural iniciado no
final da década de 1960, nos Estados Unidos,
como forma de reação aos conflitos sociais e à
violência sofrida pelas classes menos
favorecidas da sociedade urbana. É uma
espécie de cultura das ruas, um movimento
marcado pela consciência político-social, que
reivindica maior espaço e voz das periferias.
Ele é composto por quatro manifestações
artísticas principais: o canto do rap, a
instrumentação dos Djs, a dança do break
dance e a pintura do grafite.
[...]





I. No texto, são apresentados grupos com características próprias. Quais deles você já conhecia?
II. Com qual dos grupos apresentados você mais se identifica? Justifique.
III. Que outros grupos ou tribos você conhece ou de que já ouviu falar?
IV. Em sua opinião, por que as tribos surgem em cenários urbanos?
V. De acordo com a reportagem, com que finalidade os jovens buscam fazer parte de tribos
urbanas?
VI. No texto, foram empregados alguns estrangeirismos, como hardcore, skinheads, clubbers, que
não possuem palavras correspondentes na língua portuguesa. Identifique na reportagem outros
estrangeirismos.
VII. Por que a maioria das tribos é nomeada com nomes estrangeiros?
VIII. Das tribos apresentadas na reportagem; o que as diferem uma das outras?
IX. Que tribo gosta de frequentar cemitérios e andar pela cidade à noite?
X. Que tribo veem os Djs como ídolos?

QUESTÃO 09 – Leia o texto abaixo e responda.

FORMIDÁVEL - Quando alguém nos diz que um trabalho que apresentamos é formidável, nós
agradecemos o elogio. Há 1.000 anos, teríamos ficado deprimidos. Porque, então, formidare
queria dizer “assustar”, em latim. A mesma coisa aconteceu com um assombro, que hoje quer
dizer “uma maravilha”, mas antigamente era sinônimo de “tenebroso”.

Segundo o texto, qual é o atual significado da palavra formidável?

QUESTÃO 10 – Leia o texto e responda os itens.

Diário de um Cão

 1 semana. Hoje faz uma semana que nasci! Que alegria ter chegado a esse mundo!!!
 1 mês. Minha mamãe cuida muito bem de mim. Uma mãe exemplar.
 2 meses. Hoje me separaram de mamãe. Ela estava muito inquieta e com seus olhos me
disse adeus como esperando que minha nova "família humana" cuidasse bem de mim, como
ela havia feito vários meses.
 4 meses. Cresci muito rápido, tudo chama a minha atenção. Há várias crianças na casa que
são como meus "irmãozinhos". Somos muito levados, eles me jogam uma bola e eu os mordo
jogando.
 5 meses. Hoje me castigaram, minha dona se zangou porque fiz "pipi" dentro da casa... mas
nunca me disseram onde eu deveria fazer.
 6 meses. Sou um cão feliz. Tenho o calor de um lar, sinto-me seguro e protegido... Creio que
minha família humana me ama muito... Quando estão comendo me convidam, o pátio somente
para mim e eu estou sempre cavocando, como os meus antepassados lobos, quando
escondiam a comida. Nunca me educam, seguramente porque nada faço de errado.
 12 meses. Hoje completei um ano. Sou um cão adulto e meus donos dizem que cresci mais do
que eles esperavam. Que orgulhosos devem estar de mim!!!
 13 meses. Como me senti mal hoje... Meu "irmãozinho" tirou a minha bola, como nunca pego
seus brinquedos fui atrás dele e o mordi. Mas como meus dentes estão muito fortes,
machuquei-o sem querer. Depois do susto me prenderam e quase não posso me mover para
tomar um pouco de sol. Dizem que sou ingrato e que vão me deixar em observação... Não
entendo nada do que está acontecendo.
 15 meses. Tudo mudou... vivo preso no pátio... na corrente... me sinto muito são... minha
família já não me quer. Às vezes esquecem que tenho fome e sede e quando chove não tenho
teto que me cubra...
 16 meses. Hoje me tiraram da corrente. Pensei que tinham me perdoado... Fiquei tão contente
que dava saltos de alegria e meu rabo parecia um molinete... Parece que vou passear com
eles. Subimos no carro, atrelamos o carreto e andamos um grande trecho quando pararam.
Abriram a porta e eu desci correndo, feliz, crendo que era dia de passeio no campo. Não
entendo porque fecharam a porta e se foram... "Esperem"!!! Lati... "esqueceram-se de
mim...!!!". Corri atrás do carro com todas as minhas forças... Minha angústia aumentou ao
perceber que o carro se afastava e eles não paravam. Tinham me abandonado...
 17 meses. Procurei, em vão, achar o caminho de volta a casa. Sento-me no caminho, estou
perdido e algumas pessoas de bom coração que me olham com tristeza e me dão algo de
comer... Eu agradeço com um olhar do fundo de minha alma... Quisera que me adotassem, eu
seria leal como ninguém. Porém eles apenas dizem "pobre cãozinho, deve estar perdido".
 18 meses. Outro dia passei por uma escola e vi muitas crianças e jovens como meus
"irmãozinhos". Cheguei perto e um grupo deles, dando risadas, atirou-me uma chuva de
pedras "para ver quem tinha melhor pontaria"... Uma dessas pedras atingiu um dos meus olhos
e desde então não enxergo com ele.
 19 meses. Parece mentira, mas quando eu estava mais bonito as pessoas se compadeciam
mais de mim... Agora que estou muito fraco, com um aspecto bem mudado... Perdi meu olho,
as pessoas me tratam a pontapés quando pretendo deitar-me na sombra...
 20 meses. Quase não posso me mover. Hoje, ao atravessar a rua por onde passam os
carros, um deles me atropelou. Pelo que sei, estava num lugar seguro chamado "sarjeta", mas
nunca vou me esquecer do olhar de satisfação do motorista. Oxalá tivesse me matado...
Porém só me deslocou a cadeira. A dor é terrível, minhas patas traseiras não me respondem e
com dificuldade me arrastei até uma moita de ervas fora da estrada... Já faz 10 dias que estou
em baixo de sol, chuva e frio, sem comer. Não posso me mover, a dor é insuportável. Sinto-me
muito mal, estou num lugar úmido e parece que meu pelo esta caindo. Algumas pessoas
passam e não me veem; outras dizem: "não te aproximes". Já estou quase inconsciente,
porém uma forma estranha me fez abrir os olhos. A doçura de sua voz me fez reagir. "Pobre
cãozinho, veja como te deixaram", dizia... Junto a ela estava um senhor de roupa branca que
começou a tocar-me e disse: "Sinto muito senhora, mas esse cão já não tem remédio, o
melhor é que deixe de sofrer." A gentil dama consentiu, com os olhos cheios de lágrimas.
Como pude, mexi o rabo e olhei para ela agradecendo por me ajudar a descansar... Senti
somente a picada da injeção e dormi para sempre, pensando em porque nasci, se ninguém me
queria... (Autor desconhecido).



I. Qual é o tema do texto?
II. Como foi os primeiros 4 meses do cão?
III. Por que o cão foi castigado pela primeira vez?
IV. Por que o cão foi preso e colocado em observação?
V. Como vivia o cão com 15 meses de vida?
VI. O que aconteceu quando o cão completou 16 meses?
VII. Que tragédia aconteceu com o cão quando ele tinha 20 meses?
VIII. Ao final do texto, o cão agradece a ajuda. Que ajuda foi essa?
IX. Qual é o questionamento feito pelo cão em seus últimos minutos de vida?
X. Como você fica sabendo da morte do cão?


Atividades elaboradas, e outras organizadas, pelo
professor Elisandro Félix de Lima. Cacoal-RO, 2013.

www.supertarefas.blogspot.com
www.superletrados.blogspot.com
www.belacacoal.blogspot.com

Referências

GOOGLE IMAGENS. Imagens diversas. Acesso em: 22 ago. 2013.
ALVES, Rosemeire; BRUGNEROTTO, Tatiane. Vontade de saber português. São Paulo: FTD,
2012.
RODELLA, Gabriela; NIGRO, Flávio; CAMPOS, João. Português: a arte da palavra. São Paulo:
AJS, 2009.