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J AN./MAR.

2005 • ©RAE • 53
M I GUEL P. CALDAS
PARADI GM AS EM ESTUDOS ORGANI ZACI ONAI S:
UM A I NTRODUÇÃO À SÉRI E
M iguel P. Caldas
Professor Associ ado da Loyol a Uni versi t y New Orl eans
E-mai l : mpcal das@l oyno.edu
freq ü en te co m as co n seq ü ên ci as n egati vas d as d efi ci ên -
ci as d e fo rm ação co n cei tu al b ási ca em teo ri a o rgan i za-
ci o n al n o B rasi l. C o m o p ro fesso r em cu rso s d e m estrad o
e d o u to rad o , n ão fo ram p o u cas as o casi õ es em q u e m e
ch o q u ei ao ver alu n o s em si tu açõ es q u ase ab su rd as, p o r
p u ra falta d e acesso a algu m as referên ci as b ási cas. M u i -
to s d esses alu n o s estu d avam tem as fu n d am en tad o s em
teo ri as d as q u ai s n u n ca h avi am li d o o s p ri n ci p ai s ex p o -
en tes, a n ão ser p o r m ei o d e apuds; m u i tas vezes, p o rq u e
tai s clássi co s n u n ca h avi am si d o p u b li cad o s em p o rtu -
gu ês. O u tro s alu n o s, d i an te d e seu s p ro b lem as d e p es-
q u i sa, p ro p u n h am m eto d o lo gi as q u an ti tati vas e h i p o té-
ti co -d ed u ti vas, em b o ra su a b ase teó ri ca i n d i casse u m a
o ri en tação i n d u ti va e d e caráter su b jeti vo . O u tro s ai n d a
m an i festavam “ go star d e etn o grafi a” , e q u eri am u sá-la
p ara testar h i p óteses d e base objeti vi sta e fu n ci on al! U m a
b o a p arte q u eri a ju n tar e ci tar em seu ap o i o   e n ão p ara
so b rep o r o u “ m etatri an gu lar , co m o se d i scu te n o s tex -
to s a segu i r tu d o o q u e h avi a li d o n a vi d a, d e K arl M arx
a P eter D ru ck er, p assan d o even tu alm en te p o r L ai r R i -
b ei ro . L em b ro -m e d e u m alu n o q u e ex p eri m en to u seve-
ra cri se ao d esco b ri r q u e su a i d éi a o ri gi n al” era, n a ver-
d ad e, o o b jeto b ási co d a teo ri a n eo -i n sti tu ci o n al, à ép o -
ca em vo ga h á m ai s d e 2 0 an o s.
A li sta d e even to s d esse ti p o é lo n ga n a vi d a d e q u al-
q u er d o cen te b rasi lei ro en vo lvi d o co m p ro gram as d e
m estrad o e d o u to rad o . A i n d a m ai s em b araço so é p erce-
b er q u e tai s p ro b lem as ati n gem tam b ém co legas em es-
tági o s avan çad o s d a carrei ra, o q u e p o d e ser co n statad o
p ela qu ali d ad e d i scu tí vel e p ela li m i tad a con tri bu i ção d os
arti go s su b m eti d o s a even to s e p eri ó d i co s b rasi lei ro s. D e
fato , a b ai x a q u ali d ad e e a li m i tad a co n tri b u i ção ci en tí fi -
ca n a p rod u ção brasi lei ra em Ad m i n i stração tem si d o tra-
C om os d oi s arti gos a segu i r, a RAE i n au gu ra a séri e R AE -
C lássi co s: Tex to s E ssen ci ai s em E stu d o s O rgan i zaci o -
n ai s . O o b jeti vo d a revi sta é p ro p o rci o n ar à co m u n i d a-
d e acad êm i ca b rasi lei ra m atéri a-p ri m a p ara reflex ão e
o ri en tação em seu trab alh o d e p esq u i sa. O m eu p ap el é
ap resen tar e co n tex tu ali zar a séri e, além d e si tu ar o s d o i s
arti go s q u e co m p õ em esta p ri m ei ra p arte d a séri e n o
q u ad ro d a teo ri a d as o rgan i zaçõ es n o B rasi l.
PRODUÇÃO I NTERNACI ONAL E CONTEXTO LOCAL
N o s ú lti m o s an o s, a RAE tro u x e ao s seu s lei to res tex to s
p u b li cad o s em revi stas acad êm i cas i n tern aci o n ai s d e p ri -
m ei ra li n h a. C o m o crí ti co co n stan te d a i m p o rtação ex a-
gerad a e acrí ti ca d e m o d elo s estran gei ro s tam b ém n o
cam p o d a teo ri a ad m i n i strati va, m i n h a p ercep ção so b re
a i n clu são d esses tex to s em p eri ó d i co s n aci o n ai s fo i sem -
p re am b i valen te. P o r u m lad o , crei o ser o p ap el d as p u -
b li caçõ es n aci o n ai s a vei cu lação d e i n vesti gação ci en tí fi -
ca q u e, an tes d e m ai s n ad a, d eri ve d a reali d ad e lo cal e a
i n fo rm e. P o r o u tro lad o , d evem o s co n si d erar q u e n o sso s
p eri ó d i co s tam b ém têm o u tra m i ssão , co m a q u al co m -
p arti lh o em i n ten to e esfo rço , d e i n seri r a p ro d u ção ci -
en tí fi ca n aci o n al n o cen ári o i n tern aci o n al. N o q u e se re-
fere à d eci são d e p u b li car tex to s estran gei ro s já vei cu la-
d o s em o u tro s p aí ses, esses d o i s o b jeti vo s são até certo
p o n to co n trad i tó ri o s: a ab o rd agem m ai s lo cal ten d eri a a
rep ro var a i n i ci ati va, en q u an to aq u ela q u e ad vo ga i n ser-
ção i n tern aci o n al talvez a ap o i asse.
O q u e m e m o ti vo u a p arti ci p ar d a i n i ci ati va d esta sé-
ri e fo i o seu caráter p ri m o rd i alm en te d i d áti co e d e fo r-
m ação d e p esq u i sad o res. N o s ú lti m o s an o s, ti ve co n tato
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p arti lh ar esse trajeto e as resp ecti vas ap resen taçõ es d o s
tex to s co m co legas q u e co m u n gam o s m esm o s i d eai s.
C ab e o b servar q u e n ão h á aq u i n en h u m a ven eração
ao s tex to s e au to res i n clu í d o s. E sta séri e tam p o u co d eve
ser vi sta co m o u m a d esco n si d eração em relação à p ro -
d u ção lo cal. Trata-se, n a verd ad e, d e u m a co leção d e tex -
to s rep resen tati vo s d a m elh o r p ro d u ção i n tern aci o n al,
cu ja d i vu lgação em p o rtu gu ês d eve ser vi sta co m o u m
i n cen ti vo à reflex ão crí ti ca e even tu al i n co rp o ração . D e-
sejam o s i n cen ti var a p ro d u ção n aci o n al “ b em i n fo rm a-
d a” , con tri bu i n d o p ara san ar o p roblem a d e falta d e acesso
a p elo m en o s u m a p eq u en a p arte d aq u i lo q u e ju lgam o s
b ási co e q u e d everi a ser co n h eci d o .
COM O SELECI ONAR O ESSENCI AL
Se a q u alq u er u m d e n ó s, acad êm i co s b rasi lei ro s d a área
d e A d m i n i stração , fo sse p ergu n tad o q u ai s são o s tex to s
essen ci ai s p ara q u em d esejar se aven tu rar n o en si n o e
p esq u i sa em estu d o s o rgan i zaci o n ai s, a d i versi d ad e d e
resp o stas seri a en o rm e. A p esar d e serm o s relati vam en te
p o u co s, a “ d i ásp o ra” q u e o co rreu n o cam p o d esd e su a
con sti tu i ção n o B rasi l veja B ertero, C ald as e Wood , 1 999)
m u lti p li co u o n ú m ero d e “ cu lto s , ao s q u ai s n o s afi li a-
m o s, em p alavra o u ação , co m o p esq u i sad o res. N o en -
tan to , algu n s tex to s ap areceri am co m m ai o r freq ü ên ci a,
p o r co n sti tu í rem p assagem o b ri gató ri a n a fo rm ação d o
acad êm i co n aci o n al, em d i sci p li n as co m o Teo ri a G eral
d a A d m i n i stração o u Teo ri a O rgan i zaci o n al, o u p o r se-
rem clássi co s i n q u esti o n ávei s, co m o o s p ri n ci p ai s trab a-
lh o s d e H erb ert Si m o n e M ax Web er, o u d o s b rasi lei ro s
A lb erto G u errei ro R am o s, M au rí ci o Tragten b erg e F er-
n an d o C . P restes M o tta.
N esta séri e, tratarem os esp eci fi cam en te d e arti gos aca-
d êm i co s ai n d a n ão d i sp o n í vei s em p o rtu gu ês. N ão fo ca-
li zarem o s tex to s q u e sejam lo calm en te co n h eci d o s, p o r
su a p u b li cação em li vro s o u arti go s. C ab e n o tar q u e a
i n serção d o p ri m ei ro tex to d a séri e, d e G areth M o rgan ,
fo i fei ta m en o s p o r su a co n h eci d a ab o rd agem m etafó ri ca
  d i vu lgad a e co n h eci d a n o B rasi l) d o q u e p o r su a d efesa
d a caracteri zação p arad i gm áti ca q u e ali cerça a teo ri a o r-
gan i zaci o n al. T am b ém n ão fo cali zarem o s so m en te tex -
to s clássi co s, n o sen ti d o m ai s restri to d a p alavra. E n tre
d o i s arti go s q u e p o ssam i n tro d u zi r u m a m esm a teo ri a
o u co n cei to essen ci al, esco lh erem o s o m ai s recen te, o u
ten tarem o s i n clu i r u m tex to co m p lem en tar reflex i vo q u e
lh e d ê p ersp ecti va, co m o é o caso d o segu n d o arti go d es-
ta p ri m ei ra ed i ção d a séri e.
Algu n s textos vi rão d e corren tes teóri cas qu e têm ati n -
tad a em m u i to s estu d o s, n as áreas d e E stu d o s O rgan i za-
ci o n ai s   M ach ad o -d a-Si lva et al., 1 9 9 0 ) , F i n an ças   L eal
et al., 2 0 0 3 ) , M ark eti n g   Vi ei ra, 2 0 0 3 ) , Tecn o lo gi a d a
I n fo rm ação   H o p p en et al., 1 9 9 8 ) e R ecu rso s H u m an o s
  Ton elli et al., 2003) , assi m com o n a Ad m i n i stração com o
u m to d o   Q u i n tella, 2 0 0 3 ; B ertero et al., 1 9 9 9 ; C ald as e
T i n o co , 2 0 0 4 ) . D e fo rm a co m p l em en tar, an ál i ses
b i b li o m étri cas e d e co n teú d o têm m o strad o q u e tai s d e-
fi ci ên ci as co lo cam em ch eq u e a legi ti m i d ad e d e u m a p ar-
cela relevan te d e n ossa p rod u ção veja Ton elli et al., 2002;
Vergara e C arvalh o , 1 9 9 5 , 1 9 9 6 ; Vergara e P i n to , 2 0 0 0 ;
C ald as e T i n o co , 2 0 0 4 ) .
D e fo rm a geral, m i n h a o p ção tem si d o p o r m i ti gar o
p ro b lem a m ed i an te a su gestão d e lo n gas li stas d e lei tu -
ras co m p lem en tares, q u e co m p reen d em em geral arti go s
e li vro s n ão d i sp o n í vei s em p o rtu gu ês. N u n ca d ei x ei d e
m e su rp reen d er co m o i m p acto p o si ti vo q u e tão si n gela
i n cu rsão n a li teratu ra essen ci al d o cam p o p ro vo co u n o s
alu n o s, b em co m o à su a trajetó ri a i n telectu al p o steri o r.
N a rai z d a q u estão está u m p ro b lem a d e acesso : h á
cen ten as d e p esq u i sad o res e estu d an tes q u e, d evi d o à
i n d i sp o n i b i li d ad e d e tex to s em p o rtu gu ês, acab am sem
to m ar co n tato co m teo ri as e au to res q u e p o d eri am ser
cru ci ai s à su a fo rm ação e ao seu trab alh o d e p esq u i sa.
N o s ú lti m o s an o s, testem u n h ei vári as ten tati vas d e p u -
b li car em p o rtu gu ês algu n s d esses tex to s essen ci ai s o u
“ clássi co s   n a falta d e u m a d en o m i n ação m ai s ad eq u a-
d a) , q u e, en tretan to , esb arraram n a an áli se d e vi ab i li d a-
d e co m erci al d as ed i to ras.
É ju stam en te n esse p o n to q u e se si tu a este p ro jeto ,
co n vergen te co m a m i ssão d a RAE, d e fo m en tar e d i s-
sem i n ar a p ro d u ção ci en tí fi ca em A d m i n i stração n o
B rasi l” . A revi sta tem en o rm e i n flu ên ci a e, p o rtan to ,
resp o n sab i li d ad e n a d i fu são d o p en sam en to ad m i n i s-
trati vo d esd e su a fo rm ação   veja B ertero e K ei n ert,
1 9 9 4 ) . A n áli ses b i b li o m étri cas ai n d a i n éd i tas revelam
ser a RAE o p eri ó d i co n aci o n al co m m ai o r i m p acto n o
cam p o , n as vári as áreas d a A d m i n i stração . M i lh ares
d e d o cen tes, estu d an tes, p ro fi ssi o n ai s e p esq u i sad o -
res em fo rm ação u sam a RAE p ara atu ali zar-se e tam -
b ém p ara d ar ap o i o em fo rm ação teó ri ca b ási ca. D e
certa fo rm a, a RAE co n trap õ e a d an o sa i n flu ên ci a n es-
se m esm o âm b i to d e co n h eci d o s co m p ên d i o s d e teo -
ri a ad m i n i strati va, caracteri zad o s p o r atu ali d ad e, p ro -
fu n d i d ad e e q u ali d ad e d u vi d o sas.
A ssi m , o p ro jeto , q u e su rgi u co m o u m a si m p les p ro -
p osta d e i n trod u ção a u m texto clássi co, rap i d am en te evo-
lu i u p ara a o rgan i zação d e u m a séri e, q u e tem co m o o b -
jeti vo a cri ação d e u m referen ci al b ási co d e tex to s essen -
ci ai s, n u n ca an tes d i sp o n í vei s em p o rtu gu ês. D esejam o s
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gi d o p o p u lari d ad e n o B rasi l, co m o o n eo -i n sti tu ci o n ali s-
m o , m as cu jo s tex to s-b ase n ão estão ai n d a d i sp o n í vei s
em p o rtu gu ês. O u tro s serão i n clu í d o s p ara p ro ver co n -
cei to s-ch ave, co m o o s d eb ates em to rn o d e vo lu n tari sm o
versus d eterm i n i sm o o rgan i zaci o n al, o u a q u estão d o s
n í vei s d e an áli se, cu jas b ases n ão fo ram d i vu lgad as em
n o sso i d i o m a. M esm o assi m , d evem o s ad m i ti r q u e m u i -
to s arti g o s rel ev an tes serão ex cl u í d o s, sej a p el a
i n d i sp o n i b i li d ad e d e o b ten ção d e d i rei to s au to rai s, seja
p ela li m i tação d e esp aço fí si co n a revi sta.
PARADI GM AS, M ETÁFORAS
E M ETATRI ANGULAÇÕES
A d i scu ssão so b re o s p arad i gm as em estu d o s o rgan i za-
ci o n ai s, q u e G areth M o rgan to m a p o r em p résti m o d e seu
trab alh o d e 1 9 7 9 co m G i b so n B u rrell, é, em n o sso en -
ten d er, essen ci al ao p esq u i sad o r d o cam p o . C o m este
arti go d e 1 9 8 0 , q u e o ra rep ro d u zi m o s, M o rgan – à ép o ca
u m d o u to ran d o galês saí d o d e L an caster, n a I n glaterra, e
co m eçan d o a vi d a acad êm i ca n a Am éri ca d o N o rte – co n -
segu i u vei cu lar su a p ersp ecti va p o u co co n ven ci o n al so -
b re teo ri a o rgan i zaci o n al n a m ai s trad i ci o n al p u b li cação
d o cam p o : a Administrative Science Quarterly.
O arti go ap resen ta d o i s elem en to s. O p ri m ei ro é a ex -
p o si ção d e seu m o d elo d e p arad i gm as so ci o ló gi co s , o u
seja, u m a b ase o n to ló gi ca e ep i stem o ló gi ca q u e, segu n -
d o M o rgan e B u rrell, fu n d am en tari am as teo ri as o rgan i -
zaci o n ai s m o d ern as. N o li vro p u b li cad o n o an o an teri o r,
e q u e M o rgan p ro cu ra si n teti zar n o arti go , B u rrell e
M o rgan   1 9 7 9 ) su geri am q u e o cam p o d e teo ri a o rgan i -
zaci o n al seri a fo rm ad o p o r u m a séri e d e p o si çõ es ep i ste-
m o ló gi cas e o n to ló gi cas d e b ase, as q u ai s fo rm ari am al-
gu m as p o si çõ es m etateó ri cas a priori n o d esen vo lvi m en -
to ci en tí fi co em an áli se o rgan i zaci o n al. C ad a u m d esses
qu ase-p arad i gm as p aralelos coexi sti ri a n a área e i n flu en -
ci ari a teori as qu e seri am ap ri si on ad as p or seu s p róp ri os
p ressu p o sto s e d esco n h eceri am o u i gn o rari am o s d em ai s
“ si los rep resen tad os p or cam p os con corren tes . P or su a
vez, cad a u m d esses cam p os d e con h eci m en to i n i ci ari am
ci clo s   d i to s “ p arad i gm áti co s” ) sem elh an tes ao s q u e
K u h n   1 9 7 0 ) h avi a d escri to a p arti r d e seu co n cei to d e
“ reso lu ção d e q u eb ra-cab eças   M cC o u rt, 1 9 9 7 ) .
D e fo rm a d i d áti ca, B u rrell e M o rgan 1 9 7 9 ) ap resen -
taram à acad em i a d e A d m i n i stração n o rte-am eri can a u m
m o d elo d e catego ri zação d o s cam p o s p arad i gm áti co s.
O s au to res so b rep u n h am d o i s ei x o s: u m rep resen tari a
o s p ressu p o sto s m etateó ri co s so b re a n atu reza d a ci ên -
ci a, o p o n d o a ci ên ci a “ o b jeti vi sta” à ci ên ci a “ su b jeti -
vi sta” , en q u an to o o u tro si m b o li zari a as p rem i ssas
m etateó ri cas so b re a n atu reza d a so ci ed ad e, co n trastan -
d o u m a so ci o lo gi a d a “ regu lação” a u m a soci ologi a d a
“ m u d an ça rad i cal” .
O co n h eci d o d i agram a q u e resu lta d a so b rep o si ção
d esses d o i s ei x o s d efi n e o q u e o s au to res en ten d em ser
o s q u atro p ri n ci p ai s p arad i gm as q u e fu n d am en tari am –
o u q u e p o d eri am fu n d am en tar – a an áli se o rgan i zaci o -
n al. Seu argu m en to é q u e o d esco n h eci m en to d essa rea-
li d ad e p arad i gm áti ca i n co n sci en te e i n d i scu ti d a, b em
co m o a acei tação táci ta q u ase h egem ô n i ca d o p arad i gm a
fu n ci o n ali sta   n o q u ad ran te o b jeti vi sta e regu laci o n i sta
d o d i agram a) , estari am ap ri si o n an d o e li m i tan d o o d e-
sen vo lvi m en to d o cam p o , e seri a su a m i ssão li b ertá-lo ”
e ex p an d i r seu s li m i tes. O u seja, a i n ten ção seri a a d e,
em p ri m ei ro lu gar, su geri r q u e o cam p o cresceri a em re-
flex i vi d ad e e ri q u eza se o s d i sti n to s p arad i gm as p u d es-
sem se reco n h ecer e even tu alm en te d i alo gar n o p ro cesso
d e d esen vo lvi m en to ci en tí fi co e, em segu n d o lu gar, d es-
ven d ar cam i n h o s m etateó ri co s p o u co ex p lo rad o s e p ro -
m i sso res, além d o fu n ci o n ali sm o d o m i n an te, esp eci al-
m en te o s referen ci ai s crí ti co s e i n terp retati vo s.
O segu n d o elem en to ap resen tad o p elo texto d e M organ
é su a co n cei tu ação d a vi são m etáfo ra d a teo ri a o rgan i za-
ci o n al e d a reali d ad e o rgan i zaci o n al, q u e fo i d i vu lgad a
n o B rasi l p ela p u b li cação , em 1 9 9 6 , d o li vro Imagens da
organização   E d i to ra A tlas . E m fu n ção d a am p la d i vu l-
gação d este segu n d o elem en to , ele n ão será aq u i co m en -
tad o . Vale, en tretan to , regi strar q u e:   a) am b o s o s ele-
m en to s o ri gi n am -se d o m esm o trab alh o d e M o rgan co m
B u rrell, seu p ro fesso r em L an caster;   b ) a d i scu ssão so -
b re m etáfo ras q u e M o rgan i n i ci a n este arti go em 1 9 8 0 é
u m esfo rço d e refi n am en to e ap ro fu n d am en to d o cri ti -
cad o co n cei to d e “ an alo gi a” u ti li zad o n o li vro d e 1 9 7 9
  M cC o u rt, 1 9 9 7 ; O swi ck , K een o y e G ran t, 2 0 0 2 ) ;   c) o
trab alh o m arca tam b ém u m afastam en to en tre m estre e
alu n o – en q u an to M o rgan fo cali za a an áli se m etafó ri ca,
ap ro fu n d an d o e p o p u lari zan d o seu trab alh o co m B u rrell
  P alm er e D u n fo rd , 1 9 9 6 ) , este ú lti m o segu e u m cam i -
n h o d e bu sca e exp loração d e ru m os altern ati vos aos p ró-
p ri o s q u atro p arad i gm as, d i vu lgan d o e p atro ci n an d o o
m o vi m en to p ó s-m o d ern i sta em an áli se o rgan i zaci o n al
  B u rrell, 1 9 9 6 ; C o o p er e B u rrell, 1 9 9 4 ) e a co rren te fe-
m i n i sta em o rgan i zaçõ es   B u rrell, 1 9 8 4 ) ; e   d ) o cam i -
n h o q u e M o rgan i n i ci o u o gu i n d o u à co n d i ção d e
superstar n a an áli se o rgan i zaci o n al   esp eci alm en te fo ra
d o s E U A ) , levo u -o cad a vez m ai s a legi ti m ar o co n cei to
d e m etáfo ras o rgan i zaci o n ai s e, ao m en o s n o s ú lti m o s
1 0 an o s, co n d u zi u -o a u m a carrei ra d e p alestran te e co n -
su lto r i n tern aci o n al p ara o b servar a vi d a e trajetó ri a i n -
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telectu al d e M o rgan , veja, en tre o u tro s, www. sch u li ch .
yo rk u . ca e www. i m agi n i z. co m ) .
D e q u alq u er fo rm a, o i m p acto d o trab alh o d e B u rrell
e M o rgan n o cam p o é i n q u esti o n ável, em gran d e p arte
p elo arti go d e 1 9 8 0 e p o r su a seq ü ên ci a M o rgan , 1 9 8 3 ) .
N o s ú lti m o s 2 5 an o s, B u rrell e M o rgan ti verem u m p ap el
cru ci al: p ri m ei ro , n a p o p u lari zação e crescen te acei tação
d e trad i çõ es teó ri cas crí ti cas e i n terp retati vas n a teo ri a
o rgan i zaci o n al; e, segu n d o , n a p ro m o ção d e d i álo go s
i n terp arad i gm áti cos, d os qu ai s o texto d e L ewi s e G ri m es,
tam b ém aq u i trad u zi d o , i rá se o cu p ar ex ten si vam en te.
N o B rasi l, a p o p u lari zação d o co n cei to d e p arad i gm as
d e B u rrell e M o rgan n a d écad a d e 1 9 8 0 , b em co m o d o
trab alh o d e M o rgan so b re m etáfo ras d u ran te o s an o s
1 9 9 0 , fo ram cru ci ai s n a p o p u lari zação e legi ti m ação d e
p ersp ecti vas crí ti cas em o rgan i zaçõ es. Trab alh o s h o je
clássi co s n o B rasi l   e. g. M ach ad o -d a-Si lva et al., 1 9 9 0 )
u saram o s q u atro p arad i gm as p ara an ali sar a p ro d u ção
ci en tí fi ca, o q u e d esd e en tão fo i rep ro d u zi d o co m o p ro -
to co lo d e an áli se, q u ase sem p re evi d en ci an d o a p reo cu -
p an te h egem o n i a d o fu n ci o n ali sm o n a teo ri a o rgan i za-
ci o n al q u e se faz e se rep ro d u z n o B rasi l, e p ro m o ven d o
a d i versi d ad e p arad i gm áti ca n a d i reção d e o u tro s refe-
ren ci ai s. O u so d e B u rrell e M o rgan p ara a fo rm ação d e
m estres e d o u to res fo i i n ten si vo , esp eci alm en te en tre
m ead o s d a d écad a d e 1 9 8 0 e m ead o s d a d écad a d e 1 9 9 0 ,
p elas m ão s d e p ro fesso res tai s co m o F ern an d o C . P restes
M o tta, C arlo s O sm ar B ertero , M ari a Tereza F leu ry, Sylvi a
Vergara, C ló vi s M ach ad o -d a-Si lva, R o b erto F ach i n e T â-
n i a F i sch er, en tre m u i to s o u tro s.
P arad oxalm en te, a p arti r d e m ead os d a d écad a d e 1 990,
talvez p ela d i vu lgação d o li vro Imagens da organização, o
trab alh o d e B u rrell e M o rgan cai d rasti cam en te d e u so .
P o r ex em p lo , en tre 1 9 9 7 e 2 0 0 2 , d en tre as q u ase 5 0 m i l
ci tações regi strad as em tod os os trabalh os p u bli cad os n os
E n an p ad s, ap en as 1 4 são fei tas ao li vro d e B u rrell e
M o rgan , d e 1 9 7 9 . N o m esm o p erí o d o , M o rgan é ci tad o
q u ase 2 0 0 vezes   u m terço d elas n a área d e o rgan i za-
çõ es , d o i s terço s d as q u ai s são ci taçõ es ao li vro Imagens
da organização. O u seja, a red u ção d o u so d esse i m p o r-
tan te trab alh o , q u e o li vro d e M o rgan n ão su b sti tu i em
n en h u m a m ed i d a, faz d e P arad i gm as soci ológi cos e an á-
li se o rgan i zaci o n al” u m d o s tex to s m ai s i n flu en tes, p o -
rém m en o s efeti vam en te li d o s, d a teo ri a o rgan i zaci o n al.
D esejam o s q u e a d i sp o n i b i li zação d este arti go d e M o rgan
ab ra n o vam en te cam i n h o p ara a su a u ti li zação n o B rasi l.
P o r o u tro lad o , o trab alh o d e B u rrell e M o rgan tam -
b ém p asso u a ser cri ti cad o . D e aco rd o co m algu n s crí ti -
co s, o m o d elo d e p arad i gm as si m u ltân eo s q u e B u rrell e
M o rgan p ro p u seram catali so u a p ro li feração d e p ersp ec-
ti vas con corren tes, ou ao m en os su a p op u lari zação e acei -
tação n o cam p o . A lém d i sso , tam b ém gero u p o lari zação
e segregação . A ssi m , ao evi d en ci ar d i feren ças elem en ta-
res, B u rrell e M o rgan p ro m o veram a segregação d as p ers-
p ecti vas.
M u i to s crí ti co s   v ej a rev i são , p o r ex em p l o , em
M cC o u rt, 1 9 9 7 ; O swi ck , K een o y e G ran t, 2 0 0 2 ) ap o n ta-
ram a ex cessi va o rto d o x i a d a ch am ad a “ i n co m en su rab i -
li d ad e p arad i gm áti ca” e o b an i m en to d o d i álo go e o cres-
ci m en to i n terp arad i gm áti co co m co n seq ü ên ci as n egati -
vas d o trab alh o d e B u rrell e M o rgan . M o rgan resp o n d eu
a essa p o lêm i ca ap ro fu n d an d o a d i scu ssão d e an alo gi as e
m etáfo ras e ad vo gan d o a m ax i m i zação d a reflex i vi d ad e
e d a cap aci d ad e an alí ti ca q u e tal ab o rd agem gerari a, tan -
to p ara p esqu i sad ores qu an to p ara p rofi ssi on ai s M organ ,
1 9 9 6 ) . P o r su a vez, B u rrell 1 9 9 6 ) reagi u a M o rgan cri ti -
can d o a ex cessi va p ro m i scu i d ad e p arad i gm áti ca e su ge-
ri n d o q u e M o rgan p o d eri a estar d an d o a falsa i m p ressão
d e q u e p arad i g m as e m o d el o s m etateó ri co s são
i n tercam b i ávei s co m o p ro d u to s em p ratelei ras d e su p er-
m ercad o s. O u tro s teó ri co s argu m en taram q u e a p ro li fe-
ração p arad i gm áti ca p ro m o veu a “ an arq u i a” n o cam p o ,
q u e d everi a ater-se a u m p arad i gm a d o m i n an te, em geral
aq u ele relaci o n ad o ao p o stu lan te   p o r ex em p lo , ver
D o n ald so n , 1 9 8 5 ) o u p o r ele esco lh i d o   P feffer, 1 9 9 7 ) .
N esta p ri m ei ra ed i ção d a séri e, seleci o n am o s tam b ém
o i n sti gan te tex to d e L ewi s e G ri m es, p u b li cad o em 1 9 9 9
n a p resti gi o sa Academy of Management Review, p ara
ex em p li fi car a co rren te q u e d efen d e o d i álo go e co -d e-
sen vo lvi m en to i n terp arad i gm áti co , e q u e p ro cu ra d esen -
vo lver p esq u i sa e gerar co n h eci m en to p o r m ei o d a o p o -
si ção si stem áti ca e p ro p o si tal d e p ersp ecti vas o p o stas.
O tex to é b em co n stru í d o e atu ali zad o . A lém d i sso ,
oferece recu rsos i m p ortan tes ao p esqu i sad or. E m p ri m ei ro
lu gar, o tex to regi stra a p ro d u ção d o s p esq u i sad o res
“ m u lti p arad i gm áti co s e i n terp arad i gm áti co s , i n clu i n -
d o vári o s ti p o s e fo rm as d e m an i festação d essas ab o rd a-
gen s. A cred i to q u e, co m o eu , o lei to r q u e já ad m i rava o u
ap li cava abord agen s i n terp arad i gm áti cas i rá ach ar cu ri o-
sa e relevad o ra a su a d esco n stru ção n a ti p o lo gi a d e ap li -
caçõ es levad a a cab o p elo s au to res. E m segu n d o lu gar, o
trab alh o tem gran d e m éri to tam b ém p ela p rescri ção es-
tru tu rad a d a ab o rd agem d e p esq u i sa i n terp arad i gm áti ca,
d en o m i n ad a “ m etatri an gu lação ” , u m a técn i ca q u e eles
revi sam e am p li am n este arti go . E m tercei ro lu gar, cab e
regi strar q u e o tex to tem gran d e valo r tam b ém p ara lei -
to res n ão acad êm i co s, o u lei to res acad êm i co s m ai s p ró -
x i m o s d a p ráti ca geren ci al, p o i s traz u m ex em p lo d e ap li -
cação d a técn i ca d e m etatri an gu lação a u m caso d e tec-
n o lo gi a avan çad a d e m an u fatu ra. L ewi s e G ri m es revê-
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M I GUEL P. CALDAS
em e am p li am si gn i fi cati vam en te o trab alh o d e B u rrell e
M o rgan 2 0 an o s ap ó s a p u b li cação d o li vro q u e p o p u la-
ri zo u a catego ri zação p arad i gm áti ca em estu d o s o rgan i -
zaci o n ai s.
E sti m o q u e o lei to r d e RAE – seja p ara su a p ró p ri a
fo rm ação o u d esen vo lvi m en to , seja p ara o seu u so em
p esqu i sa ou n o en si n o – verá gran d e u ti li d ad e n estas d u as
o b ras.
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