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ma frase vai ecoar durante a leitura desta edição

de Belezas Gaúchas: “Ah, o verão”. Três palavras
que saem naturalmente, ao sorvermos um drink
à beira mar ou quando estamos loucos pra entrar em
férias, presos ao trabalho e tomados pela saudade da
sensação. Inevitável associar a estação ao descanso -
embora nem sempre o seja - e lembrar do momento em
que chegamos a determinado lugar com roupas leves (de
preferência sem sapatos) e exclamamos a frase.
Assim esperamos que seja a leitura e o resultado das
viagens guiadas pelas páginas desta edição. As opções
são fartas: podem envolver um passeio sobre rodas, a pé
ou mesmo pelos ares. Sim, é possível voar pelos limpos
céus do verão gaúcho sem ser um piloto profissional. E
dá para se refrescar no mar, piscinas, lagoas e rios; de
bote, prancha ou enfrentando um toboágua. Esqueça os
roteiros mais óbvios, experimente um novo olhar para o
mapa.
Descubra um roteiro de bicicleta pelas belezas
históricas de Porto Alegre e caminhadas em meio a
natureza do interior do Estado. A tranquilidade da
Costa Doce também está presente, quase intocada, sem
ofuscar o agito no litoral. Ainda não está decidido?
Passeie pelas próximas páginas e comprove: há dicas
o suficiente para começar ou terminar o dia com “ah, o
verão”.
Apresentação
Belezas Gaúchas
Lembranças
- 76-
Águas
- 11 -
Cicloturismo
- 57 -
Gourmet
- 85 -
Roteiros
- 52 -
Trilhas
- 69 -
Cachoeiras
- 12 -
Lagoas
- 20 -
Parques
Aquáticos
- 31 -
Estações
Termais
- 25 -
Olhares
- 06 -
Sumário
Esportes
Radicais
- 38 -
Coluna
- 89 -
Copa
- 47 -
Toque em um dos temas ou passe
a página para continuar a leitura
3
Parque da Guarita
Farol do Albardão
Praia das Cabras
Parque Nacional Lagoa do Peixe
autênticas
Pai sagens
Pai sagens
O litoral gaúcho sob outra perspectiva:
leia, escolha e aventure-se
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 6
Parque da Guarita
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O que? As belezas naturais do litoral gaúcho parecem estar concentradas em
Torres. O balneário mais setentrional do Estado tem, à beira da praia, formações
rochosas que se tornaram o cartão postal da cidade. Os paredões oferecem opções
de trilhas e caminhadas sobre os morros. O Parque da Guarita, na praia de mesmo
nome, tem jardins projetados pelo paisagista Burle Marx. Anualmente, cerca de 30
mil pessoas visitam o local. O parque fica aberto diariamente das 8h às 20h e os
ingressos custam R$ 3,00 para automóveis; R$ 1,00 para motos; R$ 15,00 para
vans, microônibus e motor-homes; e R$ 25,00 para ônibus. A formação geológica
do Parque Nacional da Guarita remonta a 250 milhões de anos, o que justifica a
preocupação com a preservação da área.
Onde? É possível chegar ao parque de carro ou a pé, a partir da Praia da Cal. Vá
pela rua Caxias do Sul até a beira da praia, do lado direito está a entrada do Parque
da Guarita.
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 7
Farol do Albardão
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O que? Ponto de referência para navegadores, especialmente aqueles que
rumam ao porto de Rio Grande, no sul do Estado, o farol do Albardão abriga
uma nova função. Localizado quase no meio do caminho entre as praias do
Cassino e do Hermenegildo, o local também abriga e orienta aventureiros em
busca de novas imagens do litoral gaúcho ou da adrenalina de desbravar um
lugar praticamente virgem.
Ainda que o farol não tenha função de albergue, a ajuda aos visitantes jamais
é negada. Para isso, é necessário contatar antes a Marinha do Brasil, por meio
do 5º Distrito Naval, localizado em Rio Grande ((53) 3233-6118). Dependendo
da solicitação, é possível, inclusive, dormir no farol. Apesar da dificuldade de
acesso, gerada pela variação da maré, condições da areia e visibilidade em uma
praia deserta, a vista do alto do farol justifica a viagem. É possível observar toda
a imensidão do litoral sul gaúcho, com o oceano de um lado, vegetação sobre
as dunas do outro e a Lagoa Mangueira, próximo à estação ecológica do Taim,
do outro. É praticamente a síntese da natureza da região. Vá preparado: este
roteiro é para os aventureiros. Por ser inóspito, chegue munido de alimentos,
bebidas, roupas de cama e vestimentas para qualquer eventualidade.
Onde? O acesso é pela beira da praia e é preciso rodar 120km da praia do
Cassino, em Rio Grande, até o Farol. Se partir da Barra do Chuí, a distância
é de cerca de 90km. Você precisará de um carro tracionado. Fique atento às
variações da maré e condições da areia. Ressacas após ventanias no sentido
sul podem transformar animais, conchas e objetos em obstáculos. Cascos de
navios encalhados também merecem atenção. É imprescindível contatar o 5º
Distrito Naval para solicitar auxílio antes de partir.
5º Distrito Naval
Fone: (53) 3233-6118
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Belezas Gaúchas - - Edição Verão 8
Praia das Cabras
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O que? Um paraíso natural, feito de areia fina e branca, começa a ser
descoberto por veranistas do Litoral Norte. Localizada entre Cidreira e Tramandaí,
a Praia das Cabras conta com mais de 10 quilômetros de dunas móveis, que
escondem um tesouro: piscinas naturais, com água transparente e fresca. Ao
todo, são 40 hectares de natureza praticamente intocada à beira-mar. Apesar de
ser cortada pela ERS-786, de onde é possível ter acesso ao local, a praia resiste
ao avanço urbano.
Quando se sobe o primeiro cômoro de areia, da altura de um prédio de três
andares, é possível avistar quilômetros e quilômetros de dunas — que mudam
de lugar conforme o vento e fazem a alegria de praticantes de esportes como o
sandboard.
Onde? Localiza-se entre os municípios de Cidreira e Tramandaí, com
aproximadamente 10 km de extensão por 500 m de largura até a rodovia RS-786.
O principal ponto de visitas fica próximo ao recém inaugurado parque eólico de
Tramandaí.
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 9
Parque Nacional Lagoa do Peixe
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O que? O Parque Nacional da Lagoa do Peixe está situado sobre uma extensa
planície costeira arenosa, formada pela maré. Encaixada entre a Lagoa dos
Patos e o Oceano Atlântico, a paisagem é composta por restinga, banhados,
matas nativas, campos de dunas, lagoas salobras e praias desertas, criando um
excelente ambiente para a alta biodiversidade do local que, além dos habitantes
permanentes, recebe centenas de aves migratórias que encontram ali um ótimo
local para descansar e se alimentar no meio de longas travessias.
Situada entre os municípios de Mostardas e Tavares, no Litoral Sul, a lagoa
abriga, além das aves migratórias – estrelas do espaço –, outras 200 espécies
de animais, como a capivara e a lontra. O parque de 34,4 mil hectares é
um pedaço remanescente da Mata Atlântica no Estado. A Lagoa do Peixe,
propriamente dita, encontra-se paralela à praia e apresenta 40 km de extensão.
É bastante rasa, atingindo, no máximo, 60 cm de profundidade, exceto na barra
de comunicação com o mar, onde a profundidade chega a dois metros. Suas
águas salobras, repletas de plânctons, crustáceos e peixes são um verdadeiro
banquete para muitas espécies que passam ou vivem no local. As visitas são
permitidas durante o ano todo, mas há dificuldades de acesso em períodos
chuvosos ou de muito vento. A entrada é gratuita e a administração do parque
sugere a visitação até 18h durante o horário de verão ou 17h em outros
períodos do ano.
Onde? Pelo norte, a partir de Porto Alegre, siga pela RS-040 até Capivari do
Sul (90 km - estrada asfaltada). Continue pela RST-101 até Mostardas (120 km
- estrada asfaltada), onde se localiza a sede administrativa do Parque, na Praça
Prefeito Luiz Martins, nº 30. Da entrada até os limites da unidade são mais 25
km, por estradas de terra batida e areia. O município de Tavares também fica
próximo ao Parque.
Parque Nacional Lagoa do Peixe
Fone: (51) 3673-2435
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Belezas Gaúchas - - Edição Verão 10
Água
Cachoeiras
Parques Aquáticos
Lagoa dos Patos
Estações Termais
O ESTADO
DAS
ÁGUAS
Destinos para se refrescar no verão gaúcho
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 11
Pouco conhecidas pelo grande público,
elas unem a tranquilidade da natureza
à refrescância da água gelada
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EIRAS
Cachoeiras
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 12
Os 18 quilômetros de estrada de chão que
precisam ser percorridos para chegar a
Boqueirão do Leão, no Vale do Rio Pardo,
são recompensados pela beleza natural
de pequenos vales e morros. O município,
localizado a 170 quilômetros de Porto
Alegre, oferece ao turista um roteiro de três
cachoeiras.
A 3,5 quilômetros da sede fica a Cachoeira
do Gamelão, formada por duas quedas
d’água de 15 metros de altura encravadas
entre rochas basálticas. A altura das
cachoeiras e a água corrente sobre as pedras
dificultam o acesso do público à piscina que
se forma no meio da rocha. Apesar de o banho
ser proibido, a visita vale pela paisagem.
Diferentemente do Gamelão, a Cachoeira
Perau da Nega é apropriada para o banho.
O Rio Sinimbuzinho corre por mais de dois
quilômetros sobre rochas e deságua no perau
(declive), formando uma piscina natural.
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VALE DO RIO PARDO
Onde? em Boqueirão do Leão, a 3,5
quilômetros da sede do município
Como chegar? seguindo de Lajeado pela
BR-386, antes de chegar ao posto de pedágio
de Marques de Souza, pegue um acesso à
esquerda da rodovia em direção ao município
de Progresso. Chegando a Progresso, pegue
a rua principal até a localidade de Linha
Moisés. Dali, siga mais 18 quilômetros por
uma estrada de chão batido até chegar a
Boqueirão do Leão. No centro do município,
pegue a Avenida Sério e prossiga mais três
quilômetros por estrada de chão batido até a
cascata.
Principais atrativos: duas quedas d’água
de oito metros cada, que formam uma piscina
natural e mata nativa
Banho: imprópria para banho, local de difícil
acesso
Dica: não há necessidade de levar repelente
de mosquito e nem água potável (para beber)
Informações
Prefeitura municipal (Rua Sinimbu, 644).
Telefone (51) 3789-1122
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Cachoeiras
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 13
Onde? limite de Boqueirão do Leão e Progresso
Como chegar? seguindo de Lajeado pela BR-386,
pegue um acesso à esquerda da rodovia em direção ao
município de Progresso, antes de chegar no posto de
pedágio de Marques de Souza. Chegando a Progresso,
entre na cidade e vá até a avenida principal em direção
à localidade de Colônia Jardim. São cinco quilômetros
de estrada de chão batido até chegar à sede da fazenda
Principais atrativos: cachoeiras pequenas, uma
grande cascata e piscina natural. Área de camping e
lazer
Banho: próprio para banho, local de fácil acesso
Dica: não há necessidade de levar água potável (para
beber)
Informações
Prefeitura municipal (Rua Sinimbu, 644).
Telefone (51) 3789-1122
Outra opção são as quedas d’água da
Colônia Jardim, nos limites entre
Boqueirão do Leão e Progresso. Para
entrar na “propriedade do Zanom” –
como o local é conhecido na região –, o
visitante deixa a contribuição que achar
conveniente. A área de camping fica a
poucos metros de várias cachoeiras.
Juntas, elas formam um poço de água
ideal para o lazer de crianças. Diante de
tantas belezas naturais, o descanso e a
diversão são garantidos.
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Cachoeiras
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 14
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VALE DOS SINOS
Em meio à tranquilidade da mata
nativa, um dos principais recantos
ecológicos do Vale do Sinos
fica no interior de Sapiranga,
na localidade de Picada Verão.
A Reserva Ecológica da
Família Lima é um refúgio à
sombra de timbaúvas, guajuviras
e açoita-cavalos. A principal
atração do sítio de lazer fica
por conta de cinco quedas
d’água do Arroio Cascata, que
formam piscinas naturais. A
maior delas, com queda de 35
metros, é própria para o rapel.
A reserva, um camping para
passar um dia ou curtir as férias
inteiras, fica a 13 quilômetros do
centro de Sapiranga. São mais
de 90 hectares de preservação
ambiental, 10 deles para
acampamentos. Nas trilhas
ecológicas, há bugios, esquilos e
tucanos.
Onde? na localidade de Picada
Verão, a 13 quilômetros do centro do
município de Sapiranga
Como chegar? é possível chegar ao
local por dois acessos. No primeiro,
por Sapiranga, o visitante segue
até o posto da Polícia Rodoviária
Estadual, na RS-239, entra no acesso
principal da cidade e percorre mais 13
quilômetros no interior pela Estrada
da Pedreira. No segundo, por Dois
Irmãos, o visitante deve percorrer 10
quilômetros depois de entrar no trevo
principal da cidade
Principais atrativos: camping
com capacidade para 150 barracas,
quadras de esportes, banheiros
coletivos com chuveiro quente,
churrasqueiras com mesas, cinco
cascatas em sequência nas águas
do Arroio Cascata, trilha ecológica
com bugios, esquilos e tucanos e
lancherias. Durante a semana o custo
da diária é de R$ 12 por pessoa;
crianças até 10 anos pagam R$ 6. Aos
sábados o ingresso é R$ 14 ou R$ 7
para crianças.
Banho: local próprio para o banho,
com piscinas naturais
Dica: levar cadeiras
Informações
(51) 9911-6172
(51)3336-6759
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Cachoeiras
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 15
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SERRA
Em Canela, o Ecoparque Sperry, localizado
dentro do Vale do Quilombo, é uma reserva
particular dedicada à preservação ambiental e
que conta com uma área de 20 hectares em meio
à Mata Atlântica, banhada por três cursos d’água:
O arroio Quilombo, o arroio Trombão e o riacho
Cristal. Como todos têm forte declive em relação
às suas nascentes, proporcionam a formação de
diversas cachoeiras, cascatas e cânions.
Onde? A 8km do centro de Gramado
Como chegar? Vindo de Gramado pela RS-
235, pegue à direita na Linha 28 e siga sempre
reto até avistar a pequena Igreja da comunidade.
Depois da Igreja, siga reto e dobre na segunda
estrada que encontrar à esquerda. A partir daí,
você vai ver placas indicando o caminho do
Ecoparque Sperry.
Principais atrativos: Diversas cachoeiras e
trilhas auto-interpretativas, mirantes e pontes. O
Ecoparque Sperry funciona de março a outubro,
das 9h às 17h, e de novembro a fevereiro, das 9h
às 18h. O valor do ingresso é de R$ 10,00 para
os adultos e R$ 5,00 para as acrianças. (Sujeito a
alterações sem prévio aviso)
Dica: Restaurante Bêrga Mótta aberto aos
sábados, domingos e feriados, serve confort
food. Valor R$ 40,00 (isenta o pagamento do
ingresso)
Informações
(51) 9911-6172
(51) 3336-6759
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Cachoeira da Usina – Com 45 metros de queda, pode ser visitada em seu mirante, na parte superior, e em sua base onde localiza-se um pequena usina hidrelétrica.
Os visitantes tem acesso direto à ela, podendo assim tomar banho.
Cascata do Trombão – Com 35 metros, pode ser avistada de um mirante frontal. As águas cristalinas do arroio de mesmo nome são rodeadas por densa mata e
com alto grau de preservação.
Cachoeira Escondida – Formada pelo arroio Cristal, desdobra-se em imensos degraus e seu topo pode ser avistado da ponte da Trilha Tangará.
Cachoeira do Poço – Pequena queda, situada acima da Cachoeira da Usina. Na sua base formou-se um poço de águas azul esverdeadas. A cachoeira também possui
acesso direto, onde os visitantes podem banhar-se.
Cachoeiras
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 16
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Outro parque que costuma deixar os turistas
encantados é o Parque da Cachoeira.
Também em Canela, a reserva possui
cabanas e camping para quem deseja ficar
uns dias longe da civilização. Ao todo, são
quatro trilhas que levam às Cachoeiras da
Toca (grupo de cachoeiras que variam entre
15 e 25m, Cachoeira Escondida, Cachoeira
do Rio Cará e Cachoeira do Passo do
Inferno).
O parque ainda possui piscinas naturais e
modalidades de ecoturismo como rapel,
escalada, pêndulo humano, cabo aéreo
e circuito completo de aventura. Todas
as modalidades são acompanhadas por
instrutores.
Onde? Entre Canela e são Francisco de Paula
Como chegar Há opções de ônibus via
Canela/Bom Jesus ou pelas agências de turismo
da região. O Parque está localizado na RS 476
km 10, junto a histórica ponte de ferro, a 18 km
de Canela e 35 km do centro de São Francisco
de Paula.
Principais atrativos: Um belo espaço para
acampamento e diversas opções de esportes
radicais e ecoaventura. O parque fica aberto o
ano inteiro e valor do ingresso é R$ 15,00 para
pessoas acima de 12 anos, R$ 10,00 de 7 a 11
anos e isento para crianças de até 6 anos.
Dica: Restaurante Bêrga Mótta aberto aos
sábados, domingos e feriados, serve confort
food. Valor R$ 40,00 (isenta o pagamento do
ingresso)
Informações
(51) 3504-1446
(51) 9166-0071
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Cachoeiras
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 17
A cascata no Morro da
Borússia leva o nome do local
e é banhada pelo Rio Caraá.
Emoldurado pela Mata Atlântica,
o conjunto de pedras forma uma
queda d’água de cerca de quatro
metros de altura por 12 de largura.
Para chegar ao destino, basta pegar
uma estrada – em boas condições
– junto à BR-101, em Osório.
São cerca de 10 quilômetros de
percurso, com direito a hortênsias
pelo caminho e vista panorâmica da
cidade. A entrada é sinalizada e, lá
dentro, há infraestrutura completa:
churrasqueiras, mesas, banheiros,
bar e área verde. Tudo para um dia
perfeito em meio à natureza.
Onde? A 12 km do centro de Osório
Como chegar? A entrada para o morro fica no km 98 da BR-
101, em Osório, à esquerda de quem está seguindo no sentido
Sul-Norte. A subida é de quatro quilômetros. Há um trevo, bem
sinalizado, indicando o mirante, mais dois quilômetros acima.
Seguindo em frente, começa uma estrada de chão que passa por
várias chácaras até chegar à entrada para o sítio da Cascata da
Borússia.
Principais atrativos: Como fica no interior de uma
propriedade rural, uma taxa de R$ 5 é cobrada dos visitantes
maiores de 10 anos. Há infraestrutura completa: churrasqueiras,
mesas, banheiros, bar e área verde.
Dica: Aproveite o passeio à cascata e aprecie o visual. No alto
do Morro da Borússia tem uma plataforma para a prática de
voo livre. Se o dia estiver propício, é possível observar a prática
do esporte. Um pouco mais abaixo, há um mirante de onde é
possível ver um trecho extenso da orla do Litoral Norte, além de
toda a cidade de Osório.
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LITORAL
Cachoeiras
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 18
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Em Maquiné as cachoeiras e
cascatas são inúmeras e podem
ser uma opção para quem visita o
litoral. O município é distante 38
km de Osório e 28 km de Capão
da Canoa. Ambos podem servir de
hospedagem para quem quer fazer
as diversas trilhas em meio à Mata
Atlântica.
Duas das maiores cascatas
de Maquiné, a Garapiá, a
12 quilômetros do centro,
com 14 metros de altura; e a
Escangalhado, a 6 quilômetros,
com 70 metros de altura, têm
acessos em estrada de chão em
bom estado. Essas duas cascatas
são formadoras do Rio Maquiné.
Na cascata do Escangalhado é
proibido o banho, pois serve
de captação de água para a
comunidade. Já na Garapiá o
banho é permitido, sendo muito
utilizada por praticantes de
trekking e rappel. Na região há
ainda a Cascata da Forqueta, da
Solidão e da Água Branca, porém
os acessos são mais difíceis.
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Onde? Na linha Garapiá
Como chegar? O acesso é por uma estrada de chão batido
com extensão de 11 km a partir da Barra do Ouro, após a
cidade de Maquiné. No final é preciso fazer uma caminhada
fácil de 10 minutos até a cascata. Localizada em propriedade
particular, não é permitido acampar no local, não é cobrado
ingresso para visitação e todo lixo deve ser levado de volta
pelo turista. Localizada na linha Garapiá.
Principais Atrativos: banho revigorante e possibilidade
de saltar de cima da cachoeira.
Dica: A água é gelada, mesmo no verão. Leve uma toalha e
outros equipamentos essenciais.
Cachoeiras
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 19
A paz e a beleza reinam na Costa Doce
com praias de águas rasas marcadas
pela sombra de figueiras e coqueiros
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Lagoas
DOS PATOS
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 20
Grande e bela, tanto que muitas vezes
se parece com o mar, a Lagoa dos
Patos possui tantas peculiaridades
quanto seus quase 300 quilômetros
de comprimento. A maior lagoa da
América do Sul, com águas ora doces,
ora salgadas, forma lindas praias, de
belezas muitas vezes pouco exploradas
pelos turistas. Enfeitada por coqueiros
e figueiras - muitas centenárias
- as paisagens emolduradas pelo
“Mar de Dentro”, como também é
conhecida a laguna, são tranquilas e
contemplativas, cenários paradizíacos
sem o agito dos grandes centros.
Laguna por definição (não é uma lagoa
em função da ligação com o mar por
meio de estuários), e “dos patos” em
homenagem a uma tribo de mesmo
nome que habitava o Rio Grande do Sul
no início da colonização do Brasil, é um
destino de verão imperdível. Seja pelo
visual, o ambiente ou a gastronomia,
reserve um tempo para curtir algum
dos cantos dessa imensidão de água.
COSTA DOCE
Lagoas
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 21
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SÃO LOURENÇO DO SUL
Na parte sul, o destaque é São Lourenço do
Sul, uma das mais belas praias à beira da Lagoa
dos Patos. No início do século, foi o segundo
maior porto de barcos à vela do Estado e mantém
a fama com a fabricação de embarcações. A
tradição histórica preservou casarões antigos,
onde se destaca a igreja Nossa Senhora da
Conceição de Boqueirão. A culinária oferece pratos
típicos do litoral e gastronomia europeia colonial.
No verão, as noites são agitadas. Também é
procurada para esportes náuticos e passeios
de barco. As atrações são o núcleo portuário, a
fazenda do Sobrado (por onde andaram Garibaldi
e Bento Gonçalves) e a salinização da lagoa.
Condições da água: próprias para banho.
Lagoas
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 22
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ARAMBARÉ
A beleza natural é sem dúvida o
destaque principal de Arambaré.
Acredita-se que a maior concentração
de figueiras do Estado esteja na
cidade. Árvores majestosas integram-
se com harmonia às águas dos rios e
da Laguna dos Patos. Areias limpas,
águas calmas e a opção de sombra
das árvores são fatores que garantem
tranquilidade aos visitantes das praias
da cidade. Os caminhos, trilhas e
a vocação da laguna para esportes
também faz do município um destino
para quem procura emoções. Não
perca a figueira localizada no centro da
cidade, que tem idade aproximada de
700 anos e uma copa com quase 50
metros de circunferência.
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Lagoas
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 23
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A praia do Laranjal,
situada a dez minutos
do centro da cidade
de Pelotas, possui três
balneários: Santo Antônio,
Valverde e Prazeres. Ideal
para curtir a tranquilidade
do pôr do sol embalado
por um chimarrão, no
verão as areias ficam
lotadas. Infelizmente, os
balneários não encontram-
se em condições próprias
para banho há alguns
anos, mas a praia é o
terreno ideal para o
futebol ou vôlei na areia
ou a prática de esportes
náuticos na laguna. Em
2012, o trapiche da Praia
do Laranjal, um dos
principais cartões postais
da cidade foi reinaugurado
e aberto ao público. Com
530 metros de extensão
e diversos bancos para
curtir a vista, permite os
melhores ângulos para
fotografias.
LARANJAL
NAURO JÚNIOR / AGENCIA RBS
Lagoas
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 24
As termas reúnem diversão e
bem-estar para toda família e são
opções relaxantes para o verão
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TER
MAIS
Estações Termais
ESTAÇÕES
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 25
Fazer turismo em balneários de
termalismo pode ser uma boa
opção para todo o ano, não só pelas
águas quentes, mas também por
agregar diversão para as crianças
e relaxamento para os adultos. Os
parques mesclam estruturas de lazer
em piscinas com toboáguas e spas
com terapias feitas para aproveitar
ao máximo as propriedades
medicinais da água com poderes
curativos que escorre das fontes.
Grande parte dos paraísos termais
brasileiros foi descoberta em
perfurações à procura de petróleo,
entre 1950 e 1960. Para decepção
das companhias petrolíferas, por
mais fundo que escavassem,
as jazidas só faziam jorrar o
líquido transparente e escaldante
com propriedades terapêuticas
conhecidas desde a Grécia Antiga.
Para deleite dos viajantes, os poços
foram redescobertos anos mais
tarde por interessados em explorar
o potencial turístico das termas, em
balneários cercados por belíssimas
áreas de mata nativa.
ÁGUAS REVITALIZANTES
Estações Termais
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 26
“A primeira vantagem da medicina termal é que ela
se processa em um cenário natural e por meios
naturais. Responde a uma necessidade, porque é
no cansaço e na doença que o homem reencontra
o desejo de um contato com a natureza”, comenta
a fisioterapeuta Tereza Alvisi, diretora de serviços
termais de Poços de Caldas, em Minas Gerais.
De acordo com Tereza, que é também professora
de Termalismo na PUC-Poços de Caldas, o poder
medicinal das águas termais varia conforme sua
composição: as sulfurosas são indicadas para
reumatismos, as cálcicas têm ações antialérgicas
e as radioativas são sedativas. Mas a medicina
tradicional ainda cobra comprovações científicas da
hidroterapia termal como solução terapêutica para
enfermidades. A sensação de relaxamento e bem-
estar proporcionada pelas termas, no entanto, é
unanimidade. Saiba mais sobre cada tipo de água.
Sulfurosas (sódicas e cálcicas)
– têm ação antirreumática, antialérgica,
desintoxicante e antiinflamatória.
Cloretadas (sulfocloretadas,
iodadas e sódicas) – aceleram
o metabolismo, são expectorantes e
antiinflamatória
Bicarbonatadas (bicarbonatadas e
sulfatadas) – agem no sistema digestivo e
são antiácidas e descongestivas.
Ferruginosas – são antianêmicas e
reconstituintes.
Cálcicas (bicarbonatadas e
sulfatadas) – têm ação antialérgica,
sedativa e antiinflamatória.
Oligometálicas (frias e quentes): são
estimulantes e diuréticas.
Radioativas (nitrogenadas e não
nitrogenadas) – têm ação equilibradora,
sedativa e são expectorantes.
Estações Termais
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 27
MARCELINO RAMOS
De frente para o Lago do Rio
Uruguai, o parque dispõe de
piscinas abertas e cobertas,
com toboáguas e duchas de
água termal sulfurosa. Há
espaço para hidromassagens,
que estimulam a circulação,
ajudam no retorno venoso,
aumentam o fluxo urinário,
melhoram o funcionamento do
intestino, diminuem a gordura
localizada, a celulite e evitam o
acúmulo de líquido e toxinas no
sistema linfático, resultante das
atividades físicas ou da rotina
do dia a dia.
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Onde? Distante 430 quilômetros de Porto Alegre, fica
na região do Alto Uruguai do Rio Grande do Sul, na divisa
com Santa Catarina.
Quanto? O ingresso para o parque aquático, com
exame médico, varia entre R$ 8 e R$ 12 por pessoa.
As massagens têm custos variados, de R$ 10 a R$ 70,
conforme o procedimento. Há, também, espaço para
acampar no local.
Informações
(54) 3372-1222
www.termasdemarcelino.com.br
Estações Termais
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 28
NOVA PRATA
Provenientes do Aquífero Guarani, maior
reservatório de água doce do mundo, as
águas termais de Nova Prata jorram a uma
temperatura de 41ºC, em meio à mata nativa, com
ampla área de preservação ambiental. As águas
são classificadas como sulfatadas, litinadas,
fluoretadas, vanádicas e hipotermais na fonte
(favorecem a absorção dos minerais). O parque
Caldas de Prata dispõe de piscinas abertas e
cobertas, além de trilhas e florestas em meio a
vales, riachos e florestas.
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Onde? Distante 180 quilômetros de
Porto Alegre, fica na Serra Gaúcha, às
margens do Rio da Prata.
Quanto? A entrada no parque custa de
R$ 2 a R$ 5, e o acesso às piscinas, de
R$ 7 a R$ 20, conforme o dia da semana
e a idade do visitante.
Informações
(54) 3242-4010
termais@caldasdeprata.com
www.caldasdeprata.com
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Estações Termais
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 29
Onde? O Parque fica na RS
442, km 1,2, ligado ao centro
de Machadinho por asfalto com
calçadão. A cidade fica próxima
a Marcelino Ramos, no norte do
Estado, com acesso pela RS-442
e RS-208.
Quanto? A entrada no parque
custa de R$ 5 a R$ 10.
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Com uma área de quase 10 hectares de belezas
naturais exuberantes e uma vista panorâmica sem
igual, Thermas Machadinho possui piscina
rasa com segurança para crianças, rampa molhada,
toboguinho, três toboáguas, piscina tropical com
grande volume de água, bar molhado, vestiários,
restaurantes, quiosque para lanches, casa do sorvete
entre outras atrações.
O complexo térmico, com águas termais à 45º, oferece
duas piscinas, sendo uma de hidroterapia e outra
com bancadas, jatos e ofurôs, vestiários com saunas,
duchas externas, sala médica, sala de massoterapia e,
no subsolo, restaurante com comidas típicas.
MACHADINHO
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Estações Termais
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 30
São a redenção de quem não pode ir à
praia e uma bela opção para trocar a
areia e o mar pela água doce
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PAR
QUES
AQUÁTICOS
Parques Aquáticos
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 31
Onde? Rodovia RS-118, s/n° / Km 36 -
Bairro Estância Grande - Centro de Viamão

Quanto? R$ 35 para adultos e R$ 25 para
crianças de 2 a 10 anos.
Informações
(51) 3485-1915
www.parquedasaguas.com.br
NA GRANDE PORTO ALEGRE
O Parque das Águas Viamão é um dos
maiores na região da grande Porto Alegre.
Com diversas classificações de piscinas
(adulta, infantil, com onda, toboágua,
escorregador, rampa molhada, rio lento
e bar molhado) ainda conta com uma
minifazenda, um lago com pesque-pague,
quadras esportivas, restaurante, quiosques
e churrasqueiras. Não bastasse, dentro
da mesma estrutura, quem adquire um
passaporte pode usufruir do parque temático
Via Park World, com trem fantasma, shows,
carrossel, carro-choque, cama elástica e
pracinha com balanços.
Para quando bater a fome, o restaurante O
Engenho é especializado em cozinha mineira
e aberto para frequentadores do parque ou
visitantes. O cardápio é recheado de quitutes
como dobradinha, linguiça mineira, pernil à
pururuca, feijoada, tutu à mineira, língua ao
molho de ervilhas, pão de queijo e torresmo.
Só é preciso fazer uma boa digestão antes de
cair na água.
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Parques Aquáticos
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 32
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No Itapema Park o destaque é o
contato com a natureza. Localizado
entre Viamão e Gravataí, além de
piscinas e toboáguas, há uma extensa
área verde, com lago e pedalinhos,
cavalos, pôneis, charretes e pesque-
pague. Para os filhos, o destaque é
o programa Filhotes e Mamadeiras,
no qual os pequenos amamentam os
animais.
Na área das piscinas há uma
extensa lista de diversões: rampa
molhada, rio-corrente, vôlei na água
e playground aquático. Lá, a opção
para matar a fome e reunir a família
pode ser uma das churrasqueiras
individuais distribuídas no parque,
que também conta com lancherias,
restaurantes e sorveterias.
Onde? RS 118 n° 11800 a 4Km da
Free Way (entre Gravataí e Viamão)
Quanto? R$ 20 de terça a sábado,
R$ 25 em domingos e feriados e R$
10 para crianças de 3 a 10 anos.
Informações
(51) 3447-1555
www.itapemapark.com.br
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Parques Aquáticos
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 33
English Español
Com 100m² em meio a natureza,
O City Park, em Cachoeirinha,
possui oito piscinas, sendo quatro
para crianças, três para adultos e
um rio lento. A área de piscinas
possui diversos toboáguas, rampa
molhada e playground aquático para
as crianças. Vale a pena reunir a
turma para aproveitar as quadras
poliesportivas (futebol 7 grama
sintética, futebol 11 campo oficial,
futebol 5 areia, voleibol e futevôlei),
sala de jogos, brinquedos radicais,
lago para pedalinhos e caiaques,
cascatas e chafarizes. No fim, é
só se esbaldar em alguma das
churrasqueiras, no restaurante ou na
lanchonete.
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Onde? Estrada Manoel José do Nascimento, 927
- Distrito Industrial - Cachoeirinha. Fica próximo à
Avenida Frederico Augusto Ritter, com sinalização.
Quanto? R$ 20 de terça a sexta, R$ 25 aos sábados,
domingos e feriados e isento para crianças até 5 anos.
Informações
(51) 3438-2703
www.citypark.com.br
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Parques Aquáticos
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 34
Que tal trocar um dia em
que a praia não promete
por diversão garantida
em um parque aquático?
Na Estrada do Mar, no
município de Capão da
Canoa, o Marina Park
conta com uma área
de aproximadamente
1600m² que é um paraíso
aquático. Os toboáguas
são temáticos e para todos
os públicos: dos bebês de
colo até os que buscam
radicalidade. Esta última
fica a cargo do Dragon
Free, um toboágua com
14 metros de altura e
quase 90º de inclinação.
A Boca da Serpente, um
dos brinquedos radicais
mais procurados, é um
toboágua de 21m de altura
que sai direto da boca de
uma cobra. Os pais podem
relaxar em bares dentro
da piscina, com um clima
semelhante ao dos grandes
hotéis caribenhos.
LITORAL E SERRA GAÚCHA
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Onde? Estrada do Mar, km 35, Capão da
Canoa. O parque disponibiliza ônibus da
beira da praia.
Quanto? R$ 60 para adultos, R$ 45 para
crianças até 12 anos e R$ 30 para adultos
acima de 60 anos.
Informações
(51) 3625-3049
www.marinapark-rs.com.br
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Parques Aquáticos
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 35
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O Ácqua Lokos, também localizado
na Estrada do Mar, em Capão da
Canoa, é outro capaz de convencer
os banhistas a trocar o mar pela água
doce. Para os adultos, há piscinas
com hidromassagem. Para os jovens,
um roteiro digno de loucura: piscina
com ondas, dezenas de toboáguas,
kamikaze, free fall com 22 metros
de altura, rio lento, rampas duplas e
playground. Para quem cansar da água
o local possui pista de kart, montanha
russa, barco viking, pedalinho, roda
gigante, passeio a cavalo e de charrete.
Um parque coberto reúne piscinas
aquecidas, quando necessário, com
ondas e toboágua com boia.
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Onde? Estrada do Mar, km 50, Capão da
Canoa, entre Arroio Teixeira e Curumim. O
parque disponibiliza ônibus da beira da praia.
Quanto? R$ 45 de terça a sexta, R$ 50 aos
sábados, domingos e feriados.
Informações
(51) 3625-2992
www.acqualokos.com.br
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Parques Aquáticos
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 36
O Parque das Águas
também possui uma sede em
Farroupilha. As piscinas são
divididas entre adulto, infantil,
térmica e com ondas. O grande
diferencial do parque na serra é
a área de camping e as cabanas
mobiliadas, onde os visitantes
podem ficar hospedados por
dias. Mini fazenda, quadras
esportivas, sauna e playground
também fazem parte da
infraestrutura do local, que
possui rampa molhada,
toboáguas e escorregadores
diversos.
Onde? Rodovia RS-118, s/n° / Km 36 -
Bairro Estância Grande - Centro de Viamão
Quanto? R$ 45 para adultos e R$ 30
para crianças de 2 a 10 anos
Informações
(54) 3268-1655
www.parquedasaguas.com.br
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Parques Aquáticos
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 37
Um guia para viajar pelo Rio Grande do Sul e encarar
esportes radicais na terra, na água e no ar
Esportes Radicais
Pura
adrenalina
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Belezas Gaúchas - - Edição Verão 38
Que tal um voo para
espantar o calor e ver
o mundo sob outra
perspectiva? O Rio
Grande do Sul possui
diversas opções para
quem quer enfrentar
uma aventura deste
tipo. Um dos belos
atrativos naturais de
Nova Petrópolis é o
Ninho das Águias,
que está a 702 metros
de altura e proporciona
uma vista espetacular
do Vale do Rio Caí. No
local há uma rampa de
voo livre, para salto de
asa-delta e paraglider.
A incidência de vento
norte/nordeste é mais
freqüente no mês de
março até o final de
outubro, o período ideal
para a prática do voo
livre, portanto o final
do verão é a melhor
pedida. O Vale do Caí é
protegido por morros e
suas superfícies aradas
são excelentes pontos
de desprendimento
de correntes
ascendentes. Os
voos são verdadeiras
recompensas e, nesta
época, chegam a
alcançar 3.000 m de
altitude. O pouso é
feito na propriedade
de Normélio
Schneider, área boa
para qualquer piloto
pousar com segurança,
independente do nível
de domínio das técnicas
do praticante. O pôr
do sol emoldurado
pela vista do vale é um
espetáculo à parte.
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Como chegar? O acesso ao Ninho
das Águias é feito pela BR 116, na
altura do Km 181, vindo de Porto
Alegre, a 3 Km do centro da cidade,
mais uma subida de 5 Km em estrada
de chão.
Informações
(54) 3281-1222
www.ninhodasaguias.org.br
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Esportes Radicais
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 39
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Para quem quer ainda
mais adrenalina, há várias
opções de saltos de
paraquedas. Na Serra, o
Caxias Paraquedismo
realiza voos duplos e
cursos para quem quer
aprender a modalidade.
Em Novo Hamburgo fica
o Centro Gaúcho de
Paraquedismo, que
também realiza voos
e cursos. No Litoral,
pular com o Arcanjos
Paraquedismo, em
Torres, virou mania entre os
turistas. A grande procura é
pelo salto duplo, pois em 15
minutos o passageiro recebe
as orientações e já está
pronto para pular. São 45
segundos em queda livre a
200 km/h. Além da sensação
indescritível, o visual
composto pelas praias,
lagoas e serra é belíssimo.
Outra mania de Torres é o
paraglider. Um passeio com
duração de dez minutos
custa em média R$ 80
e não requer nenhuma
experiência, pois é feito na
companhia de um instrutor,
que realiza as manobras. Os
voos acontecem geralmente
no Morro do Farol com
pouso em cima do próprio
morro ou no gramado da
Prainha. O Morro das Furnas
também é local escolhido
por alguns pilotos. É
importante agendar os vôos
antecipadamente.
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Claudio Lippert
Informações
(51) 9201-8164
Cia. do Ar
Informações
(51) 8436-2029 / (51) 8124-3404
Caxias Paraquedismo
Onde? Rua Visconde de Pelotas, 685 -
Caxias do Sul
Informações
(54) 9971-5786
Arcanjos Paraquedismo
Onde? Rua José Picoral, 171 - Casa de
Cultura de Torres - Centro
Torres / RS
Informações
(51) 8222-6757
www.arcanjospqd.blogspot.com
Centro Gaúcho de Paraquedismo
Onde? Rua Ana Terra - Canudos Novo
Hamburgo - RS, 93544-410
Informações
(51) 9199-7000
www.cgpqd.com.br
Esportes Radicais
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 40
No mar ou em lagoas, em
Porto Alegre ou no interior,
o kitesurf está se tornando
mania para os interessados
em esportes radicais. O
número de praticantes
aumentou bastante nos
últimos anos e muitos
surfistas aproveitam dias
em que o vento estraga
as ondas para praticar o
esporte.
Como o kitesurf exige
bastante equipamento,
antes de investir, é
importante buscar instrução
profissional para adquirir
o conhecimento básico do
esporte. A Kitesul, de
Porto Alegre, realiza aulas
avulsas e cursos completos,
normalmente ministrados
na Lagoa dos Barros, em
Osório, no litoral norte ou
na Praia da Varzinha, em
Viamão, dependendo das
condições dos ventos.
Como a escola não realiza
o deslocamento, os
interessados devem entrar
em contato antecipadamente
para receber os boletins de
condições. Toda terça-feira
é enviado um relatório para
os próximos três dias e
nas sextas-feiras um para
o fim de semana. Assim,
conforme a disponibilidade,
são agendadas as aulas.
Uma aula avulsa, de duas
horas, custa R$ 150, seis
aulas custam R$ 800 e o
curso completo fica em R$
1200. É preciso saber nadar
e ter idade mínima de 12
anos.
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Informações
(51) 78141296
leonardo@kitesul.com.
br
www.kitesul.com.br
Esportes Radicais
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 41
A região da serra é perfeita para
quem procura uma aventura no
montanhismo e em meio à natureza.
Em Canela, o rapel no Vale da
Lageana, situado na parte inferior
da Cascata do Caracol, é o local
mais procurado para prática da
modalidade. Em Três Forquilhas,
a 10 km do centro de Canela, a
descida é de 45 metros de altura
e a inclinação é negativa (não se
encosta os pés na parede), tendo a
visão de todo o vale. Os participantes
precisam realizar um curso com
instrutores antes de enfrentar a
descida. Depois, os mais corajosos
podem arriscar um mergulho gelado
em uma cascata de 25 metros.
Em Caxias do Sul, no distrito de
Criúva, os aventureiros podem se
divertir na Ponte Korff, com 25
metros de altura, no paredão da
Aparecida, de 85 metros de altura, e
na Gruta Nossa Senhora de Lourdes,
com 45 metros. Por ser de fácil
acesso, a Ponte Korff permite mais
de uma descida. Outra opção é o
Cânion dos Palanquinhos e seus
65 metros de altura. Esta aventura
possibilita ficar no meio do cânion
visualizando as paredes de ambos os
lados. É um rapel positivo, ou seja,
os pés ficam apoiados no paredão
quase todo o tempo. Na parte de
dentro do cânion é possível tomar
banho de rio e se refrescar após a
atividade, pois é necessário fazer
uma caminhada de meia hora dentro
da mata para sair do cânion.
Localizada no distrito de Criúva, em
Caxias do Sul, a Casa Verde é uma
empresa familiar de ecoturismo, que
trabalha há muitos anos na região
e auxilia os aventureiros. Outras
agências também fazem esse tipo
de serviço.
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On Trip
Onde? Rua Tronca,
2521 - Rio Branco -
Caxias do Sul / RS
Informações
(54) 3228-1234
(54) 9109-0680
www.ontrip.com.br
Rupestre Turismo
Ecológico
Onde? Rua Sinimbu,
1280 / Sala 403 - Centro
-Caxias do Sul
Informações
(54) 3202-1575
rupestreturismo.com.br
J&M Rafting e
Expedições
Onde? Avenida Osvaldo
Aranha, 1038 / Sala 04 e
05 - Centro - Canela / RS
Informações
(54) 3282-1255
(54) 3282-1542
jmrafting.com.br
Estação Verde
Onde? Estrada Arnaldo
Oppitz, 601 - Linha São
João - Canela / RS
Informações
(54) 3278-1104
parqueestacaoverde.com.br
Casa Verde
Como chegar? A partir
de Caxias do Sul, siga na
direção norte na BR-116
sentido São Marcos/Vacaria. A
aproximadamente 34km você
chegará ao município de São
Marcos, entre nessa cidade pelo
2° acesso à direita, você estará na
Av. Venâncio Aires, percorra toda
ela. Ao final da avenida começará
um asfalto, mais 16km deste
asfalto você estará em Criúva,
atenção: nunca saia do asfalto.
Chegando a Criúva percorra a
avenida principal (Rua Quinze
de Novembro), ao passar diante
da igreja de pedras, mais 100m
estará do lado direito a Casa
Verde.

Onde? Rua 15 de Novembro,
s/n, distrito de Criúva - Caxias do
Sul
Informações
criuvacasaverde.tur.br/rot1.htm
(54) 3267-8255
Esportes Radicais
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 42
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Em Santa Cruz do
Sul não é preciso
sair da cidade para
caminhar por trilhas
no meio da mata -
com direito a rapel
em uma cachoeira
ou num paredão de
pedras. No coração
da cidade, a apenas
dois quilômetros da
Catedral São João
Batista, no Centro,
o Parque da Gruta
dos Índios oferece
atrativos para fazer
turismo de aventura.
Lá funciona a cabana
da UP Aventuras,
uma agência
especializada em
ecoturismo e turismo
de aventura que
oferece passeios tanto
no parque quanto na
região.
Durante o caminho,
dá para ver os
bugios que vivem
livres no parque. O
rapel com direito a
acompanhamento do
instrutor custa R$ 40
no paredão seco e
R$ 45 pela cascata.
Os dois juntos
saem por R$ 80. Há
saídas aos sábados e
domingos e é preciso
agendar com pelo
menos 48 horas de
antecedência.
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Informações
(51) 9897- 7208.
www.upaventuras.com.br
Esportes Radicais
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 43
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A versatilidade do
stand up paddle, ou
SUP, como também
é conhecido, é o
grande trunfo do
esporte. As pranchas
grandes podem ser
usadas tanto no mar
quanto em lagos e
lagoas. Como não
é necessariamente
utilizado para surfar
ondas - embora esse
seja a mais radical das
modalidades deste
esporte - facilita por
excluir a dependência
das variações de
maré.
É uma bela opção
para surfistas que
moram em Porto
Alegre e ficam
carentes de ondas.
Por ter uma base
mais sólida que um
skate ou uma prancha
de surf comum,
pode ser praticado
por todas as idades,
basta saber nadar.
André Torelly,
um dos pioneiros
em travessias no
lago Guaíba, montou
uma escola no Iate
Clube Guaíba, onde
é possível realizar
uma aula única
ou pacotes com
diversos encontros.
O aluguel avulso
de prancha custa
R$30 ou R$ 50 com
acompanhamento
postural e de remada.
André Torelly Escola de Stand Up
Paddle
Onde? Avenida Guaíba 95, bairro Assunção
- Porto Alegre.
Informações
(51) 8490-6555
www.escolafgsup.blogspot.com.br
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Esportes Radicais
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 44
A pista mais rápida do
mundo para a prática
de skate downhill
fica em Teutônia,
no interior do Rio
Grande do Sul. As
placas de trânsito da
Estrada Geral de Linha
Harmonia indicam que
a velocidade máxima
permitida para carros
é de 40 km/ h. Mas,
sobre rodinhas, a
história é outra. A
pacata localidade no
interior da cidade do
Vale do Taquari sedia
disputas a quase de
140 km/h sobre as
rodinhas.
Os melhores atletas
do mundo participam
da tradicional etapa
do circuito mundial
de skate downhill que
ocorre na cidade. Nas
corridas, a ladeira de
asfalto é percorrida
em pé ou com o
corpo deitado sobre a
prancha (street ludge).
Uma categoria também
inclui os patins in line.
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Esportes Radicais
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 45
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No Rio Grande do Sul, o rafting é praticado principalmente na região da Serra,
onde há os rios mais adequados à pratica. O Rio Paranhana, em Três Coroas, é
o preferido dos iniciantes, pois o fluxo é controlado por um complexo de usinas
hidrelétricas, fazendo com que a água seja desviada da cidade e de indústrias,
proporcionando um rio com águas limpas e um nível constante. O percurso é de
4 km e leva em média 1h30 para ser concluído.
O Rio das Antas, entre Bento Gonçalves e Nova Roma do Sul, exige certa
experiência dos praticantes. As quedas são um pouco maiores do que as do Rio
Paranhana e o percurso leva o dobro do tempo para ser concluído. O Rio Caí,
em Gramado, também é um destino bastante frequentado para a prática, mas é
indicado somente para pessoas experientes no esporte. O percurso do Rio Caí
é bem mais longo do que o do Rio Paranhana, além disso o volume da água é
bem menos constante, os obstáculos são mais difíceis e as quedas maiores.
Os mais ousados podem optar por praticar o rafting noturno. Os coletes são
fluorescentes e os capacetes possuem lanternas. A graça está em não saber
exatamente o que lhe espera e aproveitar a adrenalina.
Esportes Radicais
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 46
Preparamos um roteiro rápido pela cidade da serra
gaúcha que vai ser um dos centros de treinamento de
delegações durante a Copa do Mundo. Aproveite 24
horas por lá para conhecer - e provar - um pouco das
tradições dos imigrantes italianos.
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De Olho na Copa
CAXIAS
DO SUL
um dia em
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 47
Localizada a cerca
de 130 km de Porto
Alegre, Caxias do Sul
é um reflexo da forte
imigração italiana.
Conhecer essas raízes
é entender o caxiense.
Mas, para isso, é
interessante ir de
carro ou procurar uma
agência de viagem.
Uma das primeiras
estradas abertas
pelos imigrantes
guarda ainda hoje o
ar de interior. A 15
quilômetros do centro
de Caxias do Sul, na
Estrada do Imigrante,
o visitante encontra
as Casas Bonnet,
duas residências
centenárias, uma de
1877 e outra de 1879,
as mais antigas da
cidade. Para visitar as
casas, transformadas
em museus e adega,
paga-se R$ 2. Sob
reserva, para grupos
de 20 pessoas, é
possível almoçar. Os
passeios de carretão
são oferecidos por
R$ 10, também com
agendamento e grupo
de, no mínimo, cinco
pessoas, pelo telefone
(54) 3026-8410.
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Manhã
De Olho na Copa
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 48
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Manhã
Depois, é obrigatório
passar na Gruta de
Nossa Senhora de
Lourdes, a cerca de
quatro quilômetros
das Casas Bonnet.
Além de ser um
recanto religioso,
é ponto onde a
natureza impressiona.
Depois de descer 150
degraus, o visitante
depara-se com a gruta
de 1949. Paredões
de pedra dão abrigo
a quem procura a
imagem religiosa para
rezar em frente ao
altar. O som de uma
cachoeira acompanha.
De Olho na Copa
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 49
Após um passeio pela colônia, vale a pena
conhecer o Château Lacave, uma réplica de
um castelo medieval erguido na década de
1970 para abrigar uma vinícola. O roteiro
completo de visitação inclui os vários ambientes
decorados e um passeio por todo o processo
de produção dos vinhos, desde a colheita da
uva até a armazenagem nas garrafas, sempre
com a companhia de guias especializados.
O encerramento inclui degustação de vinhos
e possibilidade de compra de produtos da
vinícola. A visitação custa R$ 8, dura em torno
de 45 minutos e, caso queira estender a visita,
é possível jantar no excelente restaurante do
castelo.
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Tarde
De Olho na Copa
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 50
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Noite
Opções gastronômicas em Caxias do
Sul não faltam. A cidade concentra
uma bela mistura de influências
que é refletida em boa gastronomia.
Escolha um dos três restaurantes
que selecionamos e vá sem medo:
são todos essenciais na cidade.
Churrascaria Imperador: Todo caxiense possui
alguma memória dentro desta churrascaria. Para um
restaurante manter sua essência há mais de 40 anos,
precisa ser bom. E a Imperador é. Desde 1970 serve o
mesmo tipo de churrasco: com salada de batata, radicci
com bacon, polenta especial, sopa de agnoline, massas
e, é claro, coração de galinha, picanha, carne de porco e
abacaxi no espeto. Nem pense em terminar a refeição sem
comer o sagu com creme, a clássica sobremesa da casa.
Endereço: Avenida Júlio de Castilhos, 3107
Telefone: (54) 3225-1513
Andrea: Para os íntimos, também chamado de
restaurante do Nivaldo, é tradicional pelos filés de altíssima
qualidade, entre os mais famosos o abraçadinho (uma
mistura de molho de tomate, molho verde e queijos) e o
parmeggiana. É pequeno, para cerca de 50 pessoas, só
funciona de segunda a sábado, e é a meninha dos olhos de
célebres caxienses como o técnico de futebol Luiz Felipe
Scolari, que inclusive recebeu uma receita de filé em sua
homenagem.
Endereço: Rua Marcos Moreschi, 85 - bairro Pio X
Telefone: (54) 3221-1897
Galeteria Di Paolo: O galeto é, sem dúvida, uma
das maiores representações da culinária italiana. Tal é
sua importância que o galeto al primo canto foi eleito
patrimônio imaterial de Caxias do Sul. Vencedora há mais
de 11 anos do prêmio da revista Quatro Rodas como a
melhor galeteria do Brasil, na Di Paolo, o galeto, que é
crocante por fora e suculento por dentro, permite saborear
cada um dos ingredientes: sálvia, manjerona, salsa, cebola,
alho, orégano, pimenta branca, vinho e cerveja. Acompanha
espaguete com molho de miúdos, sopa de agnolini, polenta
frita e salada de radicci com toicinho frito (bacon).
Endereço: Rua Os 18 do Forte, 454 - bairro Lourdes
Telefone: (54) 3214-9170
De Olho na Copa
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 51
Junte a família no carro e desbrave o interior sem gastar muito
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Roteiros
Se o dinheiro está curto para
viajar, se você não tem férias
neste verão ou simplesmente
está buscando novas
paisagens, às vezes, bem
pertinho há oportunidades
para passar um dia ou um
fim de semana agradável. E
o melhor: sem gastar quase
nada, além da gasolina
e um eventual pedágio,
em alguns casos, ou com
opções entre R$ 10 e R$ 50
o passeio. Muito além dos
roteiros consagrados, como
Gramado, Canela, o Vale dos
Vinhedos e os Caminhos de
Pedra, em Bento Gonçalves,
há lugares acolhedores em
quase todas as cidadezinhas
da Serra. Há um único
porém: a maioria dos pontos
só pode ser acessada
por quem tem carro. As
paisagens naturais são o
principal atrativo da região.
Siga a leitura e veja algumas
sugestões para aproveitar os
finais de semana de verão na
Serra sem gastar muito.
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 52
Um dos principais atrativos do distrito de
Faria Lemos é a geografia. Mas nem só de
paisagem vive um dos mais novos roteiros
turísticos de Bento Gonçalves. Distante
cerca de 11 quilômetros do centro da
cidade, a Rota Cantinas Históricas é
composta por oito empreendimentos, a
maioria vinícolas, ponto forte da economia
local. As vinícolas não cobram pela
visitação. Na Dal Pizzol e na Cristofoli, não
é necessário fazer reserva antecipada. Nas
outras, sim. Há belas opções de locais
para unir os vinhos com gastronomia,
como a Casa Dequigiovani, que oferece
culinária italiana e o melhor das bebidas
da região. Mais informações sobre a rota
em www.cantinashistoricas.com.br
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Roteiros
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 53
O distrito de Tuiuty e os entornos do
Rio das Antas, próximo à ponte Ernesto
Dornelles, na divisa com Veranópolis,
compõem outra alternativa de turismo.
Além da paisagem da descida do Vale
e das vinícolas, o diferencial do roteiro
é a origem dos imigrantes italianos que
ali aportaram, vindos do Tirol. Um dos
artigos mais típicos é a torta tirolesa. Mais
informações em
www.valedoriodasantas.com.br
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Roteiros
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 54
Santa Tereza tem um título que poucas
cidades do Brasil ostentam: é considerada
patrimônio histórico pelo Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(Iphan) desde 2010. Isso por causa
de 30 casarões que datam do início da
imigração italiana e ficam todos na área
central. Outra atração é o Rio Taquari,
que corre ao longo da cidade. O local tem
infraestrutura com camping.
Roteiros
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 55
O município de 3,2 mil habitantes esconde
paisagens deslumbrantes no interior.
A antiga Ferrovia do Trigo não é um
roteiro oficial. Por enquanto, o turista
que quiser percorrer de carro o trecho
não encontrará muita infraestrutura,
mas os túneis, viadutos e pontes em
meio a morros compensam o esforço.
Na divisa com a cidade de Vespasiano
Corrêa, está o Viaduto 13, o mais alto
da América Latina, com 143 metros. Na
localidade de Fernando Abot, também
conhecida como Monte Briga, há um
túnel ferroviário abandonado, com mais
de 600 metros, que é possível percorrer
a pé. O proprietário do Parque Denardi
oferece passeios em uma Rural adaptada,
apelidada de Toro, pelas trilhas da ferrovia.
Mais informações em
www.parquedenardi.com.br
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Roteiros
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 56
A possibilidade de aproveitar uma viagem de férias
para manter-se em forma ou curtir a cidade sob
outra pespectiva faz a cabeça dos cicloturistas
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Cicloturismo
Pé no
pedal
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 57
Se o cicloturismo não é
exclusividade de atletas
de alto nível, também
não serve para os mais
despreparados fisicamente.
Tudo depende do roteiro, é
claro: dá para escolher uma
aventura de vários dias - e
muitos quilômetros - ou um
simples passeio turístico
dentro de uma cidade. Porto
Alegre, por exemplo, iniciou
em 2012 um serviço de
aluguel das magrelas, com
possibilidade de retirar uma
em determinada estação e
devolvê-la em outra.
Com pontos para aluguel no
Centro Histórico e na orla
do Guaíba, (veja as estações
ativas no mapa), tornou-
se uma novidade atrativa
para viajantes com desejo
de conhecer os pontos
tradicionais da capital do
Estado sobre duas rodas.
O verão e seus dias de céu
limpo e belíssimos fins
de tarde à beira do rio, é a
estação ideal.
Cicloturismo
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 58
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Uma boa dica de roteiro é iniciar pela região
central, na estação 01, próxima ao largo Glênio
Peres, em frente ao Mercado Público. Após um
passeio pela diversidade de produtos do mercado,
passe pela Prefeitura Municipal e siga na rua Sete
de Setembro, até a Praça da Alfândega.
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Cicloturismo
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 59
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Aqui você poderá visitar o Museu de Arte do
Rio Grande do Sul e o Santander Cultural, dois
espaços com ótima programação cultural fixa e
itinerante. A praça foi restaurada recentemente nos
moldes de como era entre as décadas de 1920 e
1940, retomando a vocação de jardim público.
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Cicloturismo
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 60
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Seguindo pela Sete de Setembro, vá até a Casa
de Cultura Mario Quintana, outro centro artístico
da cidade e cruze a travessa por baixo do prédio até
a rua dos Andradas. Siga por essa que é uma das
ruas mais tradicionais e arborizadas do centro.
Continue pela Andradas até a beira do lago
Guaíba e irá encontrar a Usina do Gasômetro.
Espaço perfeito para passar uma tarde,
ali inicia a orla que se estende até a
zona sul da cidade.
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Cicloturismo
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 61
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Da Usina do Gasômetro ao Parque Marinha
do Brasil são 3 km. No início do parque, junto à
avenida Ipiranga, por onde corre o arroio Dilúvio,
está a última estação ativa deste roteiro. O Marinha
tem 70 hectares, por onde se espalham quadras
de futebol, vôlei, basquete, pistas de skate,
atletismo, além de brinquedos para crianças.
Junto ao Guaíba, é um espaço perfeito
para curtir uma tarde.
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Cicloturismo
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 62
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Seguindo pela orla do Guaíba, logo à frente
está o estádio Beira-Rio. Palco da Copa das
Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo, em
2014, dipõe de museu do clube está em localização
privilegiada. Para quem tiver pique - e de fato o
esforço recompensa cada pingo de suor - vale a
pena continuar mais 1,7 km rumo à zona sul e
conhecer a Fundação Iberê Camargo, com sua
arquitetura única e uma lindíssima vista da
cidade.
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Cicloturismo
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 63
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Não esqueça de reservar energia para voltar
e entregar a bicicleta. Durante o roteiro, você
pode optar por devolver a bicicleta em alguma das
estações e aguardar 15 minutos para retirar outra,
se não quiser pagar uma hora excedente.
Saiba todas as regras em:
http://www.mobilicidade.com.br/bikepoa.asp
Cicloturismo
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 64
Trajeto em que peregrinos gastam
a sola dos calçados em jornadas
de até 14 dias, o Caminho das
Missões, rota turística ligando as
sete reduções jesuítico-guaranis
do Estado, tornou-se um dos
mais importantes desafios de
cicloturismo no Rio Grande do Sul.
São cerca de 400 quilômetros
de pedra, pó e barro, subindo
e descendo coxilhas cercadas
de plantações de soja. Técnica,
condicionamento físico e bicicleta
apropriada são exigências para
percorrer as estradas surgidas
de trilhas e picadas abertas
por jesuítas e índios guaranis a
partir de meados do século 17.
A aventura completa, de 325 km,
exige cinco dias. Um outro roteiro,
com cerca de 170 km, é realizado
em três dias.
De São Borja, ponto de partida, a
Santo Ângelo, o caminho pode ser
dividido em duas etapas. Nos dois
primeiros dias segue-se paralelo ao
Rio Uruguai, em direção nordeste.
Em alguns locais, a estrada
transforma- se em uma trilha em
campo aberto. Antes de chegar a
Garruchos, é preciso atravessar um
banhado de cerca de 50 metros de
extensão.
Missões
A operadora de turismo Caminho das Missões organiza
as jornadas. O roteiro de cinco dias custa R$ 480 e
o de três dias R$ 240. Os bikers recebem um mapa
descritivo de orientação e terão os locais de pernoite
e refeições agendadas para o trajeto. Uma picape de
apoio acompanha durante todo o trajeto.
Informações
(55) 3312-9632 / (55) 8405-8528
www.caminhodasmissoes.com.br
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Cicloturismo
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 65
Na metade do terceiro dia, no
interior de Garruchos, o curso
vira para sudeste, e o Rio
Uruguai fica para trás. A partir
daí, com o sobe e desce das
coxilhas, tem início o trecho nos
principais sítios arqueológicos
– São Nicolau, São Lourenço
Mártir, São Miguel Arcanjo e
São João Batista. Declarado
Patrimônio da Humanidade pela
Organização das Nações Unidas
para Educação,Ciência e Cultura
(Unesco), São Miguel oferece
a visita mais emocionante,
com a ruína da igreja e outros
remanescentes da redução. À
noite, há um belíssimo espetáculo
de luz e som.
O último dia é o mais difícil. São
cerca de 75 quilômetros entre São
Miguel e Santo Ângelo, passando
pela redução São João Batista.
Na viagem, devido a pancadas
de chuva, o barro vermelho pode
impedir o funcionamento dos
câmbios e o giro das rodas das
bicicletas. Em alguns casos é
necessário transportá-las no carro
de apoio até um dos pontos de
parada, lavá-las e esperar o tempo
melhorar.
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Cicloturismo
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 66
Toda a essência da serra
gaúcha pode ser descobrida
neste roteiro. Tanto com os
olhos quanto com o paladar.
Da excelência dos vinhos até a
gastronomia típica - quando as
bikes ficam por um momento em
segundo plano - todo o esforço
recompensa. As pedaladas
podem ser consideradas leves
a moderadas, no roteiro criado
pela Caminhos do Sertão.
Os aventureiros - que chegam
de diversas partes do Brasil -
são recebidos no aeroporto ou
na rodoviária de Porto alegre
onde realizam translado até
Bento gonçalves. As pedaladas
começam nos Caminhos de
Pedra, área do interior do
município onde concentram-
se casas antigas e o cerne da
imigração italiana no Estado. Em
meio a parreirais e vinícolas, o
pedal fica até mais leve.
Serra
Quanto? a viagem de quatro dias custa em média R$
1390 à vista ou R$ 1570 com aluguel da bicicleta.
Informações
(48) 3234-7712 / (48) 8407-8103
www.caminhosdosertao.com.br
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Cicloturismo
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 67
O passeio segue - após diversas
visitas a vinícolas - pelo Vale
do rio das Antas, região onde a
proximidade com a natureza é
ainda mais marcante. O caminho
é ricamente sombreado,
desafiado por extensos laranjais,
onde é possível ouvir o rio
murmurar nas profundezas dos
morros.
No quarto e último dia do roteiro,
a Rota do Sabor entra em cena
e, pelo nome, praticamente
dispensa comentários. Por ali os
bikers mergulham nas deliciosas
iguarias dos descendentes de
italianos e aproveitam para
almoçar em um restaurante
típico da região. Ter uma
bicicleta não é obrigatório, visto
que a agência oferece aluguel
caso necessário. No pacote
estão incluídos lanches, água
e frutas durante as pedaladas,
roteiros com guias, manutenção
diária das bicicletas, cobertura
fotográfica, translados e veículos
de apoio. Há edições durante o
carnaval, além da tradicional, em
junho.
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Cicloturismo
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 68
O interior preserva belezas naturais que são melhor
contempladas fora dos carros, andando pelas estradas
de chão. Por isso, e aproveitando o verão, muitas
cidades agregam caminhadas guiadas às suas atrações
turísticas, por destinos pouco conhecidos.
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Trilhas e Caminhadas
Pé na
estrada
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 69
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O Desbravando Nova Petrópolis
busca unir a prática da atividade física com
o turismo rural, de forma a proporcionar
aos participantes uma maior integração
com a natureza durante um final de semana.
Percorrendo as localidades do Morro da fome,
Chapadão, Linha Marcondes, Nove Colônias,
Zona Birck, Pinhal Alto, Treze Colônias e Zona
Ackermann, os caminhantes levam 12 horas –
em dois dias - para concluir 48,8 km.
Considerado de dificuldade moderada
a difícil, o encontro se dá logo cedo, às
6h30, no Centro de Eventos da cidade, com
todos prontos para o desafio. A saída dos
participantes, de ônibus, até a Sociedade
Cultural e Recreativa Concórdia da Linha
Imperial, onde inicia a caminhada, ocorre
logo depois. Durante o dia, as únicas paradas
são para o almoço, na localidade de Nove
Colônias, e o pernoite no Centro Social e
Cultural do Pinhal Alto. Cada caminhante
deve providenciar o seu colchonete, colchão
ou saco de dormir, além de cobertor e
travesseiro. E, ainda, o seu material de uso
pessoal como toalha de banho, sabonete e
outros.
Desbravando Nova Petrópolis
Quando? durante o evento Verão no
jardim da Serra Gaúcha
Quanto? R$20,00 (inclui almoço)
Informações
(54) 3281-1222
www.novapetropolis.rs.gov.br
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Trilhas e Caminhadas
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 70
No domingo, a retomada da caminhada
ocorre às 7h30min até o centro da
cidade, onde termina com um almoço no
pavilhão da Igreja Evangélica do Centro.
Apesar da longa distância, não é preciso
ter tanta experiência para encarar a
aventura. Com equipes de apoio que
acompanham os caminhantes, é possível
que, quem não tem tanta disposição,
peça uma ajuda ou siga em ritmo menos
acelerado. “O mais importante é ter
entusiasmo por caminhar, conhecer
seus limites e não se conformar com
eles, tentar superá-los. A caminhada
não é somente uma atividade esportiva,
mas uma distração psicológica”, garante
Sabrina Munõz, uma das organizadoras
do Desbravando Nova Petrópolis.
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Trilhas e Caminhadas
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 71
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Que tal aproveitar as
noites de verão em
meio à natureza? A
ideia tem conquistado
adeptos na região
das Missões. Pelo
menos três vezes
ao ano, a Trilha
da Lua Cheia
reúne apaixonados
por história, esporte
e misticismo. A
proposta remonta
à cultura indígena e
suas lendas seculares
e promete curar os
males do amor. Um
ônibus parte de Santo
Ângelo, às 18h, até
o Sítio Arqueológico
de São Miguel das
Missões. Lá, os
participantes assistem
ao espetáculo Som e
Luz e acompanham a
narração da história
dos padres jesuítas
e índios guarani nas
Missões. Com um
cajado, para dar apoio,
iniciam uma caminhada
dentro do sítio à luz da
lua, com a presença de
um guia que aprofunda
a história do local.
Trilha da Lua Cheia
Quando? entre janeiro e março
Quanto? R$ 55
Transporte de Santo Ângelo a São
Miguel das Missões: R$ 20
Inscrições
(55) 3312-9632
caminho@caminhodasmissoes.com.br
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Trilhas e Caminhadas
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 72
Das ruínas de São
Miguel das Missões,
os visitantes caminham
até a saída da cidade,
onde tomam um ônibus
para Caibaté. Neste
município, concluem
um percurso de
nove quilômetros ao
chegar ao Santuário
de Caaró. Para o caso
de alguém sentir
cansaço, há o apoio
de carros. Seguindo
um caminho iluminado
por tochas, os
participantes chegam
a uma fonte de água
considerada milagrosa
pelos devotos dos
mártires das Missões.
Lá, é feito o ritual da
Pitangá e servido um
chá de pitangueira.
“A trilha tem atraído
interessados em
viver um momento
de introspecção, em
ter contato com o
inusitado e o desafio”,
diz Romaldo Melher,
um dos organizadores.
Trilhas e Caminhadas
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 73
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É nas galerias subterrâneas que estão as melhores
e mais características paisagens de Ametista do
Sul. Com 107 minas licenciadas para exploração
de ametistas e ágatas, o município de oito mil
habitantes tem na mineração sua principal
atividade econômica e atração turística da cidade.
Uma trilha ecológica foi criada para que o
turista possa conhecer um garimpo em atividade.
Depois de um percurso de 320 metros pela mata
a pé, é um mineiro que recebe o grupo e o leva
para o local de trabalho na mina. Ali, os visitantes
assistem à preparação dos explosivos e de uma
explosão na mina, para encontrar as pedras.
Também está em galerias subterrâneas a parte
mais interessante do passeio ao museu Parque
das Pedras. Depois de ver 1,5 mil exemplares de
pedras de várias partes do mundo, os visitantes
são levados por um guia a uma galeria de 220
metros em uma mina desativada.
Minas de Ametista
Quanto? Garimpo em atividade – R$ 5; Ametista Parque Museu – R$ 5; Vinícola
– R$ 5 (por pessoa)
É possível agendar os passeios com o centro de informações turísticas. Excursões
ganham guia turístico gratuito.
Informações
(55) 3752-1718
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Trilhas e Caminhadas
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 74
Entre os locais escavados estão
expostas pedras e geodos,
muitos de rara beleza. No local, a
temperatura que se mantém sempre
em 17°C, seja inverno ou verão,
propicia cenas inusitadas, como as
adegas montadas entre os nichos
da galeria, onde o vinho produzido
na região é envelhecido. O trajeto
pela mina termina em uma loja,
onde o visitante pode comprar
artefatos feitos em pedras, como
lembrancinhas de R$ 1 até peças
valiosas de R$ 5 mil. No mesmo
local, os jardins se estendem a um
mirante com vista para o vale. É nas
galerias de uma mina desativada
que a Vinícola Ametista instalou
suas adegas para envelhecimento
do vinho. Depois de visitar a mina,
é possível fazer degustação na loja
anexa.
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Trilhas e Caminhadas
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 75
Cada praia gaúcha reserva uma peculiaridade, um costume, uma
diversão. Embora entre a areia e o mar elas sejam semelhantes, quem
vive o veraneio no Estado sempre guarda um carinho especial pelos
detalhes de cada uma. Toque nos quadros ou siga a leitura para
conhecer memórias de verões do passado que ajudam a entender a
evolução do litoral gaúcho.
* Os depoimentos foram publicados entre 2011 e 2012, na série Houve Uma Vez Um Verão do jornal Zero Hora.
Lembranças
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 76
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Os veraneios da minha infância em Capão da Canoa
duravam dois meses, do começo de janeiro ao final
de fevereiro. Férias de verdade! O que temos hoje é
um genérico de 20 dias que mal dá pra acostumar
o corpo com o mar e o sol. Aliás, esse negócio de
passar filtro solar é coisa recente. Naqueles tempos
gloriosos, a pele ficava toda vermelha, depois caía,
levava mais sol, ficava vermelha de novo, caía, e,
finalmente, a terceira pele era resistente o bastante
e aguentava até o fim do verão. Esse processo, além
de ser natural (sem produtos químicos) e econômico
(filtros solares custam mais caro do que perfume
francês) ainda permitia o grande divertimento de ficar
tirando a pele seca do corpo. Éramos como cobras e
éramos felizes.
Para quem está horrorizado, lembro que meu pai, o
dr. José Gerbase, era o dermatologista mais famoso
de Porto Alegre e nunca reclamou desse método.
Agora minha irmã, a dra. Andréa Gerbase, também
dermatologista, nos manda quilos de amostras grátis
de filtro solar e protegemos conscientemente nossas
peles com toda a química do mundo. Novos tempos.
Mas nem tudo era perfeito nos veraneios de Capão.
Passávamos a manhã inteira pegando ondas
fantásticas em nossas planondas de isopor (o que,
como todo mundo sabe, é muito mais emocionante
do que essa bobagem chamada surfe) e a tarde
inteira jogando taco (um baseball sem frescuras) e,
exaustos, na hora de dormir, éramos infernizados pelo
mundo animal. Esquadrilhas de mosquitos maiores
do que moscas sugavam nosso sangue, e um bicho
ainda maior caminhava pelo forro de madeira da casa.
Ouvíamos seus passos. De vez em quando,ele corria.
Às vezes, tinha convidados, dava festas.
Depois de uma noite especialmente maldormida,
meus irmãos – Zeca, Tonho e Luiz – e eu decidimos
que era hora de mostrar nossa hombridade. O Tonho
pegou uma vassoura e subiu no forro. Ouvimos
guinchos selvagens,o som dos golpes da vassoura
e, de repetente, um gambá imenso estava correndo
no pátio. Nós, é claro, já o esperávamos com nossos
tacos. O Luiz errou o primeiro golpe, mas o Zeca
acertou o gambá em cheio. Ele voou uns cinco
metros e caiu morto bem na minha frente. Dei mais
uma porrada só para mostrar que eu também era um
caçador corajoso. Vitória! O que não esperávamos
era aquele miasma fétido que tomou conta de toda a
quadra. Tivemos que providenciar um enterro rápido e
sem maiores cerimônias. Para quem está horrorizado,
lembro que a ecologia ainda não tinha sido inventada
e que gambás eram apenas gambás. Velhos tempos.
Lembranças
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 77
Antes da mudança do mar para a doce água da Barra
do Ribeiro,os verões eram invariavelmente na praia
de Albatroz, no Litoral Norte. Quando começamos a ir
– eu ainda era criança –, eram poucas casas e muitos
cômoros de areia. Hoje tudo ficou plano. Esportes e
vida social, somente na Sabal (Sociedade Amigos do
Balneário Albatroz). Uma lembrança muito bacana
que tenho de lá eram as serenatas que fazíamos. Eu,
recém começando a tocar, acho que sabia umas três
ou quatro músicas, e aquilo ia a noite toda.
Alguns anos depois, já tocando um pouco melhor,
eu fazia parte de um projeto chamado Asa Branca.
Foram mais de 200 shows pelo Brasil em homenagem
a Luiz Gonzaga – quem diria, eu conheci mesmo
o interiorzão do país em um projeto nordestino.
A turma era de primeira: Sivuca, Dominguinhos,
Osvaldinho, Waldonys do Acordeon. E que tal a
banda de base: Arismar do Espírito Santo, Heraldo do
Monte e Fernando Pereira, mais zabumba, triângulo
e pandeiro. Só não participou, como nos concertos
anteriores, o grande gaúcho Chiquinho do Acordeão,
maior mestre da gaita gaúcha, então bastante doente.
Em um verão, os shows foram no litoral do Rio
Grande do Sul – Tramandaí, Imbé e Capão.Adivinha
onde foi o nosso QG? Albatroz,é claro.Naquele final
de semana,nosso litoral teve um pouco de sotaque
nordestino.A casa e a churrasqueira não pararam
um minuto. Quase toda a praia passou por lá.
Dominguinhos compôs a belíssima Dona Alda em
homenagem à minha mãe e emocionou a todos.
Estive há pouco tempo por lá. O cenário mudou,
cresceu, mas ainda mantém algumas características
antigas: casas tradicionais, calçamento irregular...
Uma saudade gostosa de sentir.
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Renato Borghetti
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Belezas Gaúchas - - Edição Verão 78
No verão de 1954, passamos um fim de semana na
casa de veraneio de uns primos afastados de meu
pai, em Tramandaí, e assim eu pude ver pela primeira
vez o mar. Lembro com alguma nitidez de meu
irmão menor, o Régis, passeando numa minicharrete
puxada por um cabrito, e também de certos detalhes
da longa viagem ao litoral: a velha pick-up Dodge, a
paisagem deserta e as estradas poeirentas.Chegamos
ao anoitecer e fomos até a praia.
Não sei se o que então senti foi pânico ou
alumbramento ou simples espanto diante da vastidão
das águas, do movimento frenético das ondas, do
bramido da grande massa líquida, indicando que
o mundo era infinito e, talvez, opressivo. Recordo
apenas que quando a areia molhada cedeu aos meus
pés e a água marinha aflorou, gélida e viva, segurei
a mão forte de meu pai e olhei para minha mãe
como quem buscasse proteção. Mal dormi à noite,
ouvindo os vagalhões batendo na praia, e na manhã
seguinte cumprimos, um pouco aturdidos, os rituais
dos veranistas da época, um dos quais era deixar
por muitas horas o sal no corpo em função do iodo
que nos protegeria de todos os males da existência.
Naquele mesmo domingo, papai comprou duas
conchas de caramujo em que era possível ouvir a
sonoridade do oceano e, por largo tempo, meu irmão
e eu adoramos esses estranhos objetos calcários,
porque com um gesto trivial conseguíamos recuperar
o assombro de nossa experiência em Tramandaí.
Em 1954 não sabíamos ainda o que viria depois,
sobremodo no transcurso dos anos 60: a casa da
família enterrada nos cômoros da Zona Nova, as
costas ardidas pelo sol, os repuxos, as planondas,
as caipirinhas na Taberna do Willy, o óleo Dagelle
que fritava a pele, o esplendoroso biquíni azul da
professora daAliança Francesa, as loucuras juvenis,
o primeiro beijo na roda-gigante, as esfregações
transgressoras nos muros sombrios, as candentes
noites enluaradas e a tristeza do último dia de
fevereiro quando as casas se fechavam e os
namoricos de verão se extinguiam melancolicamente.
Os anos 60, porém, demoraram a chegar e, enquanto
os meninos cresciam, as conchas mágicas foram se
perdendo na região do esquecimento.
No entanto, ficou-me para sempre o hábito de – ao
encontrar uma dessas conchas em qualquer tenda do
litoral – levá-la de imediato ao ouvido. Então, como
num milagre da memória, consigo escutar o rugir
tonitruante das ondas e sinto a areia se desfazendo
a meus pés e encontro abrigo na mão pétrea de meu
pai e no olhar amoroso de minha mãe e, por fim,
te revejo, ó, velha e provinciana Tramandaí, com
tuas avarandadas casas de madeira, teus postes de
luz cobertos pela maresia, teu mar absoluto e tuas
promessas de vida.
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Secretário da Cultura de Porto Alegre
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Belezas Gaúchas - - Edição Verão 79
Meu encontro com o Oceano Atlântico no litoral
gaúcho foi em março de 1950. Eu tinha nove anos,
e meu pai alugou uma casa em Santa Teresinha.
Em março, era fim de temporada, e o aluguel, mais
barato. De Estrela ao destino era um dia inteiro de
viagem. Duas barcas no Rio Taquari e uma no Rio
Caí. Estradas encascalhadas, à exceção da “faixa” de
cimento entre São Leopoldo e Porto Alegre. Parada
em Porto Alegre para o almoço e em Santo Antônio
da Patrulha para esfriar com baldes de água os
pneus da van Fordson inglesa.
Quando avistamos a Lagoa dos Barros, gritaria geral:
“É o mar! É o mar!”. Mas ainda faltava passar por
Tramandaí e Imbé, onde começava um perigoso
trecho na areia da praia. Meu pai parou várias vezes
para se informar com pescadores sobre o estado
da trilha e das marés. Por fim chegamos ao chalé
de madeira, já escurecendo. Fui dormir sonhando
com o dia seguinte, as ondas, a areia, o sal da água.
Até então, só fora molhado com água salgada no
batismo.
Café da manhã de pão com manteiga e café com leite
e a angústia de sair logo para conhecer o mar. Ele
estivera a noite toda rugindo. A primeira entrada no
mar a gente nunca esquece. A água fria com “iodo”
atingiu meus pés e quando a onda voltou a areia
começou a sumir debaixo de mim e me assustei.
Pensei nas histórias de areias movediças. Com a
mão em concha, provei a água: deixou-me a boca
salgada. Haviam me contado que quando a onda
viesse era preciso pular, para não ser derrubado.
Pulei até cansar. Não havia mais que 200 pessoas
na praia. Santa Teresinha não tinha mais que 200
casas, de madeira, e boa parte já estava fechada.
Cômoros trazidos pelo vento já começavam a cobrir
as casas da periferia. Não havia telefone, e a oferta de
eletricidade, por um motor diesel, ia até 10 da noite.
Era um isolamento gostoso. Pela manhã, catávamos
marisco na areia, enchendo latas. Minha mãe limpava
e fazia com arroz. Uma exótica delícia. Dona Maria,
da banca de frutas, me emprestou o cavalo e eu me
desesperei. O bicho, sem responder ao meu tíbio
comando, simplesmente tomou o rumo da casa da
dona, continente adentro. Ela teve que me trazer
de volta de carroça. Depois do almoço, eu brincava
numa lagoa costeira aquecida pelo sol e entre dunas
bem altas. A imaginação me transportava para um
oásis no Sahara. Ao fim de 15 dias sob o sol, eu
parecia um indiano.
Era um paraíso. Não havia alto-falantes na praia,
nem carros, nem vendedores, nem ladrões, nem
asfalto, nem gente demais, nem sujeira. Não existia
ainda televisão, nem celular,nem twitter e as famílias
e amigos tinham assunto para o tempo todo. O
hotel, parece, fazia um baile no sábado à noite, que
terminava quando o gerador parava. Naquele tempo a
gente realmente descansava na praia.
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Belezas Gaúchas - - Edição Verão 80
Quem diria que eu, Zezé, aos dois anos já
perambulava tropegamente pelas areias brancas com
tufos de palmas (daqueles onde os sapos ficavam
escondidos). Areias do recém inaugurado Balneário
de Atlântida. Que aprendeu a gostar da comida de
vianda que Dona Yeda buscava no único hotel da
praia. Que pulava do mirante do salva-vidas – seu
Olavo – numa duna providencial e amortecedora. Que
comia pastel no velho Tato como se fosse a delícia
mais deliciosa.
Quem diria que eu, Zezé, que com uma Monark
Brasiliana 66 roxa (com o guidom invertido e cartas
de baralho seguras por prendedores de roupa nas
rodas traseiras para parecer de corrida) brincava de
gincana nos obstáculos do minigolfe da praça. Que
entrou escondido na seção de A Primeira Noite de um
Homem, aproveitando a vista grossa do lanterninha
Pelé, e ficou anos sonhando com a Anne Bancroft.
Que fulminou com um tiro certeiro de rolha, no tiro
ao alvo, e levou, escondido, seu primeiro maço de
Consul Mentolado.
Quem diria que eu, Zezé, que pescava com linha de
varejo no madeirame de construção da Plataforma
Marítima na década de 70. Que jogava futebol de
praia e futebol de salão, valendo a vida, nos torneios
do Professor Lima, na Saba. Quem diria que eu, Zezé,
que começou a frequentar o bar da Adélia (precursor
do Centrinho) e depois tomou seu primeiro chope
no “Chopinho da Praça”. Que frequentava, com um
bando de amigos, o boliche de Capão (mas só valia ir
de carona na Paraguassú).
Que caminhava com o “Seu Castiel” até a Plataforma
e só depois estava dispensado para ir para a
barraca dos amigos. Que furava os bailes da Saba,
mesmo sendo sócio, só pelo prazer da emoção.
E que, nesses mesmos bailes, chegou a ver, nos
aniversários do Clube, Roberto Carlos, Elis Regina
e Elizete Cardoso.Quem diria que eu, Zezé, ao me
tornar pai, passaria e tentaria repetir com meus filhos
todo o encanto de ser veranista de Atlântida.
Quem diria que eu, justamente eu, o velho Zezé, o
cara que mais ama a praia onde cresceu e se divertiu,
acabasse sendo um dos criadores do Porto Verão
Alegre, que tornou nossa cidade muito interessante
no Verão. Quem diria...eu, aqui, trabalhando – mas
com um olho comprido para a freeway...
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Zé Vitor Castiel
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Lembranças
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 81
A praia é Cidreira, em janeiro de 1963. Da esquerda
para a direita, minha irmã Nina, minha mãe Dercy,
meus irmãos Cláudio (com a bola) e Sérgio, minhas
primas Verinha e Eliana, minha irmã Maria da Graça,
minha irmã de criação Elvira, eu – aos, três anos,
de pijama – e Cecília, a empregada. O fotógrafo
é meu pai, numa pequena máquina Leica. A casa
ao fundo, azul e branca, era alugada, na rua do
armazém Natal, com seus sonhos quentes recheados
de goiabada, merengues e roscas de polvilho. O
período de veraneio ia de logo depois do Natal até a
volta às aulas, em março. A única água vinha de um
poço artesiano, bombeado a manivela, em turnos. A
água era tão salobra que os cabelos ficavam duros
e tinham de ser cortados na volta a Porto Alegre.
O macuco mais resistente no pescoço e sob as
orelhas era eliminado com algodão e álcool. A luz era
pouca e faltava frequentemente. Claro que não havia
televisão,nem telefone.
Há 10 pessoas na foto e, note, nenhum sapato. Vivia-
se de pé no chão, apesar da rosetas e dos bichos-
de-pé, quase que certamente adquiridos brincando
de areia movediça ou soltando barquinhos nas águas
cristalinas entre os grandes cômoros de areia. O
pôr do sol naquele deserto branco bem valia alguns
bichos-de-pé.
A rotina da casa era a seguinte: praia entre 10 da
manhã e uma da tarde, almoço, futebol, cômoros ou
lagoa à tarde, jantar, jogos, cantoria e brincadeiras
até dormir. Nada pode ser melhor que isso. Nos
dias de chuva, leituras, comilança e víspora, cantada
com um aposto para cada número:“Dois patinhos na
lagoa,22”. As noites eram estreladas e, na lua cheia,
ideais para pescar sapos, com pequenos anzóis de
lambari e moscas como iscas. Lembre-se: ainda
não tinham inventado a ecologia. Contos de terror
e assombração, histórias de crimes e enforcados
alternavam-se com serestas ao violão, jogatina –
buraco, trunfo, canastra, mímica, pontinho, dominó,
charadas – e mais comilança. Lembro perfeitamente
da felicidade daqueles dias de férias, mas de quase
nada do interior da casa, sua sala e seus quartos.
De fato, lembro melhor do espaço sob a casa, onde
nos enfiávamos para escapar do calor da tarde. A
areia gelada, o cheiro forte da madeira úmida, os
grandes sapos cor de cinza e as lagartixas são talvez
minha lembrança mais antiga. Lembro especialmente
de um sapo gordo, de olhos escuros, que me disse
uma vez: “Você não pode se lembrar de um sapo
falante, sapos não falam. Se você quiser um sapo que
fale, vai ter de inventar um”. Ele tinha razão.
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Jorge Furtado
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Lembranças
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 82
Minha vida se identifica com a praia ou,
pretensiosamente, a praia se confunde com a minha
vida. Explico. À beira da Lagoa dos Quadros vivi
de 1939 a 1945. Minhas primeiras lembranças
são as viagens de vapor a Osório, partindo de
Cornélios, porto pujante numa época (há 70 anos)
sem estradas. Para dar apenas uma ideia: até 1954,
noivos da hoje tão desenvolvida Capão da Canoa,
para casar, dirigiam-se ao cartório do Seu Bruno em
Cornélios, agora decadente. De lá, no General Osório,
uma espécie de catamarã, íamos consultar o Dr.
Dani na cidade, até mesmo se o problema fosse um
prosaico bicho-de-pé.
Naquela região, hoje municípios de Capão da Canoa,
Xangri-lá, Terra de Areia e Arroio do Sal, localizavam-
se os campos de meu pai. Se ele não tivesse morrido
tão cedo,em 1943,talvez eu estivesse por lá até hoje.
Em 1947, já em Porto Alegre, minha mãe foi alertada
pelo tio Maneca: – Comadre, os veranistas estão
tomando conta das terras do Zequinha. Já eram cerca
de 80 casas, principalmente de porto- alegrenses
(alguns bem conhecidos), onde hoje é Arroio do Sal.
Ainda havia uns 200 lotes quando vendemos a praia,
muitos anos depois. A escola do município recebeu o
nome de meu pai, José Medeiros de Quadros. Arroio
do Sal! Lá,há 61 anos, conheci minha mulher, Maria
Helena. Eu com 11 e ela com oito anos.
Lá, há 51 anos, vacas magras, passamos nossa
lua-de- mel. No hotel do Edgar, foi fabricado nosso
filho Marcelo, agora com 50 anos. Na década de
60, quando não havia telefones disponíveis, nem
estradas razoáveis, apresentei, durante oito anos,
janeiro e fevereiro, um programa de utilidade pública
com duas edições diárias. Locutor e motorista,
percorria as praias, de Torres a Quintão, recolhendo
as mensagens e socorrendo os incautos que
atolavam seus carros no batente da onda, com pá e
corrente que eu carregava na brava Rural Willys.
Há mais de quatro décadas que veraneamos em
Capão da Canoa. Só na casa da Rua Moacir foram
30 anos. Lá cresceram nossos quatro filhos, mais o
Dudu, meu afilhado, e começaram a nos acompanhar
os primeiros netos, que agora são seis. Hoje, no
Calçadão, o mar visto da janela, as lembranças são
muitas.
Tantos verões, tantas histórias. Como o desfile de
monoquini à beira da praia,para que a loja vendesse
ao menos um. Não vendeu. Ou a transmissão de um
eclipse total do sol, no Cassino, em Rio Grande. Três
horas ininterruptas, com direito a foguetes da Nasa
de 15 em 15 minutos.Querem mais? Chega!
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Lauro Quadros
Jornalista
Lembranças
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 83
Meus veraneios da infância e adolescência foram
em Arroio Teixeira, no Hotel Linhares. Era o tempo
em que as luzes do pequeno balneário se apagavam
à meia-noite, depois de a usina a óleo dar três ou
quatro piscadas de aviso. De Capão até lá a viagem
era pela beira da praia. Cada vez que o carro atolava
na areia, para meu pai uma complicação, para mim
uma brincadeira. Tenho saudade invencível do lugar,
da época e das pessoas. De tantas lembranças, o
Carnaval de 1961 é o que tem marca especial.
A SAPAT – Sociedade dos Amigos da Praia de Arroio
Teixeira teria quatro bailes, e as famílias iriam inteiras
para o salão. Não havia proibição aos menores,
desde que acompanhados pelos pais. Como seu Brito
e dona Clara eram animadíssimos foliões, partíamos
de Porto Alegre muito bem preparados.
Camisa listrada, quepe de marinheiro para os
homens, blusa floreada para as mulheres. E,
pasmem, lança-perfume à vontade. Para jogar no ar,
perfumando e refrescando o ambiente. Havia óculos
de matéria plástica para proteção, e todo mundo se
divertia inocentemente. “Se você fosse sincera, ô ô
ô Aurora/ Veja só que bom que era, ô ô ô Aurora...”
todos cantávamos entusiasmados. A orquestra
mudava o embalo e o baile se arrastava com a
marcha-rancho “A Estrela D’alva, no céu desponta, e
a Lua anda tonta com tamanho esplendor...”.
Eu jamais perderia um daqueles bailes, que para um
piá de 12 anos era mais que uma viagem ao infinito.
E justo naquele Carnaval minha garganta inflamou e
a febre foi a quase 40 graus. O médico foi o doutor
Athanásio,dono de uma das casas mais bonitas da
praia e que tinha, entre outros luxos, um refrigerador
que resistia aos apagões rotineiros. A gurizada ia
muito visitar o doutor Athanásio, que recebia a todos
muito bem. Foi dele a receita para baixar minha febre
e vencer a infecção: Terramicina, 500mg, a cada
12 horas. Disseram-me que em dois ou três dias
eu estaria pronto para novos combates. Aquilo me
arrasou, pois era sexta-feira e o primeiro baile seria
no sábado. Reduzi o intervalo das doses por minha
conta.
Se com dois comprimidos eu ficaria bom em dois
dias, com o dobro de remédio estaria curado no dia
seguinte, em ponto de bala para minha aventura foliã.
Verdade que ainda doía um pouco, mas as placas
na garganta foram absorvidas e a febre já cedia aos
comprimidos de Conmel que eu também multipliquei.
Penicilina e dipirona me empurrariam ao baile onde
meus amigos organizavam um pequeno cordão
carnavalesco. Nada que fosse mais do que ficar
dando voltas no salão. No começo,tudo bem.
Pulei e brinquei boa meia hora. Até que minha
automedicação recomendou imediato recolhimento
ao hotel. Sei lá o que me deu. Hipotermia, hipotensão
e outros baratos que fui aprender bem depois o que
fossem. Não foi só o meu baile que acabou. Estraguei
a festa da família e também tirei o doutor Athanásio
do salão. Pelo menos uma compensação.
Como era noite de Carnaval, a usina funcionou a
noite inteira. Não fiquei no escuro, o que, confesso,
até hoje me atrapalha. Grudei no rádio, que repetidora
de TV ainda não existia em nossas praias. Bem se vê
que mudei pouco meus hábitos nesses 50 anos.
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Cláudio Brito
Jornalista
Lembranças
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 84
Cena 1 – 1983
Rainha do Mar – externa – casa da Vó – churrasqueira
Os carros dos tios, do pai e do avô ficavam estacionados
todos bem na frente do terreno, como se escondessem
o barulho da mesa do pátio onde a família comia o
churrasco. Meu tio Julio apareceu com uma câmera que
gravava em VHS. Eu fiquei maluco com aquilo. O máximo
que eu havia visto até então, fora televisão, era o pinogol
do meu tio Fernando. A câmera era enorme. Eu tinha 12
anos, vestia uma camiseta laranja. Com um copo como
microfone entrevistei meu avô,perguntando como estava
a situação do Brasil. Ele disse que estava mal!!! Assim fiz
minha primeira entrevista para a “televisão.”
Cena 2 – 1985
Rainha do Mar – externa – casa da Vó – casa do Cris –
jogo de futebol
Montamos uma casinha de pedra no terreno ao lado. Meu
vizinho Cris falou de uma menina que era amiga da irmã
dele. Se chamava Daniela. Um dia essa amiga da irmã
do Cris entrou na sala. Eu tinha 14 anos e me apaixonei.
Foi amor à primeira vista. Entrei para o time do irmão da
Daniela, o Gabriel. Fui jogar só para ver a Daniela. Quando
ela estava por perto, eu preferia ficar no banco. – Você
quer namorar comigo? – Só quando eu fizer 15 anos.
Minha mãe não deixa! Quando ela fez 15 anos a gente
namorou. Eu tinha 17. Depois a gente terminou, e voltou
quando eu já tinha uns 20. Foi minha primeira namorada.
Cena 3 – 1900 e alguma coisa
Rainha do Mar – externa – beira da praia
Meu tio Fernando surfava. Tinha uma prancha Lightning
Bolt, 7’4 monoquilha e uma Daniel Friedmann quadriquilha
5’11. Quase não conseguia carregar a prancha. Era
maior que eu. Quando menino, era magrinho, morava
em Alegrete e tinha o contato com o mar somente nos
verões. O mar era cor de chocolate e frio, o vento, forte,
e as ondas fechavam em “caxotões”(se fala assim ainda
hoje?). Eu, o Emerson, o Cacaio, o João, o Gabriel e o Titi
entravamos no mar. Todos surfavam, e eu levava vaca.
Quando, num fim de tarde, desci minha primeira onda.
Cena 4 – 1987
Limite de Rainha do Mar com Noiva do Mar
Eu comecei a pegar a Belina branca do meu pai sempre
depois do almoço. Tirava a maior onda dirigindo pela
praia. – Coloca a terceira marcha – gritou um. Candinha,
irmã do João, carregava Silvinha na garupa da bicicleta
pedalando atrás do carro. Eu olhei pelo retrovisor e pisei
no freio. Só vi o rosto delas colado no vidro. Dias mais
tarde, acho que era o último dia do verão, fui até a divisa
da praia com o carro. A rua havia acabado. Dei uma ré.
Ninguém avisou que tinha um poste ali.
Cena 5 – 2002
Rainha do Mar – interno – sala da casa da Vó
Thaís servia um vinho, Felipe estava sentado no sofá,
a namorada dele fazia não sei o quê. Eu tocava violão.
Três caras de capuz entraram na casa com pistolas na
mão. Nos trancaram no banheiro. Levaram o carro do
Felipe. Fomos à delegacia, não havia ninguém. O policial
apareceu bem depois. De bicicleta. A casa da vó ficava
perto do mar. As pessoas começaram a se trancar em
condomínios. Eu já surfava, trabalhava na TV, tinha tido
algumas namoradas, mas não havia visto ainda que o
tempo mudara.
De qualquer forma, comecei a ser gente grande na praia
da Rainha do Mar. Hoje, com 40, moro na praia. Em outra
praia. No Rio de Janeiro – e ainda faço, basicamente, as
mesmas coisas que aprendi naqueles tempos.
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Gabriel M
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Apresentador do canal SportTV
Lembranças
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 85
Sabor de
verão
Uma salada com frutas e filé de peixe para refrescar os dias da estação
English Español
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Gourmet
Sabor de
verão
Marcelo Schambeck
começou cedo e trouxe
frescor para o paladar dos
gaúchos. Aliou a técnica
adquirida no curso de
gastronomia da Unisinos
e durante experiências
ao lado de chefs como
Flávia Quaresma, Helena
Rizzo e Neka Menna
Barreto à paixão por
produtos orgânicos e
da safra, criando menus
contemporâneos, mas
com toques de tradição.
O próprio Del Barbieri, o
bistrô que montou junto
à tradicional barbearia
adquirida pelo pai nos anos
1960, traz esse espírito:
uma releitura elegante de
outros tempos.
Para esta edição de
verão, Schambeck, que
tem 24 anos, preparou
uma salada para ser
facilmente montada à beira
da piscina ou mesmo na
areia da praia. Com folhas
amargas, tiras de ameixa,
gomos de laranja, filé
de namorado marinado
no limão bergamota do
sul, pimentas e coentro
- exagerando, no bom
sentido, neste último - o
prato é capaz de deixar o
dia mais leve, pois é puro
equilíbrio: há a acidez
das frutas, o amargor
das folhas, a picância e o
aroma das pimentas e do
coentro.
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 86
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Com 24 anos, formado
pelo curso superior
em gastronomia, da
Unisinos, Marcelo
Schambeck adquiriu
experiência enquanto
cursava a faculdade,
tendo passado pelo
Z Café e Dado Bier,
em Porto Alegre.
Estagiou com a Chef
Flávia Quaresma do
restaurante Carême,
no Rio de Janeiro.
Trabalhou em eventos
com o Chef Jorge
Nascimento em Porto
Alegre e na Serra
Gaúcha. Em Atlântida
trabalhou no Beiju,
restaurante de alta
gastronomia regional
brasileira. Atualmente
é chef proprietário
do Del Barbiere, foi
indicado pela revista
Veja Porto Alegre entre
os melhores chefs
revelação de 2008, e
novamente indicado
em 2010 e 2011 como
chef do ano. No final
de 2008 esteve em São
Paulo buscando novos
sabores, onde atualizou-
se com a banqueteira
Neka Menna Barreto
do Neka Gastronomia e
também no Restaurante
Maní, ao lado da Chef
Helena Rizzo.
O Chef
Gourmet
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 87
Inspirado nos cafés da
belle époque carioca,
no início do século XX,
o Del Barbieri utilizou
da antiga barbearia
Elegante como temática,
criando um ambiente
aconchegante em meio
à confusão do centro
de Porto Alegre. Com
poucas mesas, o visual
remete ao conceito de
slow food praticado na
casa, com poucas mesas
e atendimento atencioso.
Lembra os tempos em
que era possível - e lá
é - almoçar com calma
e passar na barbearia
para conversar sobre as
pautas do dia.
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O Bistrô
Gourmet
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 88
Rosane Tremea Há lugares que servem para nos colocar
no nosso devido lugar.
Senti assim quando dei de cara, pela
primeira e única vez, com a gigantesca
parede de gelo do Perito Moreno, na
Patagônia argentina.
Antes dela, a mesma sensação eu só
tinha experimentado diante de um dos
cânions do Parque Nacional da Serra
Geral e de Aparados da Serra, em
Cambará do Sul. Uma caminhada de
sete quilômetros me colocou diante do
planalto e, depois, daquelas paredes
imensas, predecessoras de uma planície
que parecia não ter fim, um trabalho
caprichoso de milhões de anos.
Viajo muito menos do
que gostaria. Talvez um
pouco mais do que a
maior parte das pessoas.
Mas sempre que viajo,
mesmo em férias, por
mania de ofício, ando
sempre com caneta e
bloquinho, fazendo
pequenas reportagens.
rosane.tremea@zerohora.com.br
zerohora.com.br/recortesdeviagem
Editora de Zero Hora e autora
do blog Recortes de Viagem
Pra você se sentir
pequeno.
E bem.
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Belezas Gaúchas - - Edição Verão 89
Rosane Tremea
Éramos três pessoas, e a sorte fez
com que as outras duas vivessem
a experiência de um jeito muito
parecido. Até nossos passos eram
suavizados para não destoar do
silêncio daquela imensidão. O
caminho não pareceu longo nem
penoso. A chegada, arrebatadora.
E ali, na beirinha do cânion, me
percebi como sou: pequena, muito
pequena. A natureza me dando a
minha (e a nossa!) real dimensão.
Os paredões têm até 700 metros de
altura e essa composição de relevos
tão diversos é que causa o impacto
mais forte. É como se tudo tivesse
sido aparado a faca, descreve o site
oficial do parque. E é assim mesmo.
Aparado e deixado ali só para ser
admirado, sem que fosse preciso
qualquer outra interferência.
Esta visita ao cânion
Fortaleza foi no m
ês de agosto,
durante o inverno, m
as as
paisagens são igualm
ente belas
e tocantes no verão.
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Belezas Gaúchas - - Edição Verão 90
Vá no verão. Ou em qualquer outra
estação. As belezas todas estarão
ali, como sempre - você só as
enxergará de um jeito diferente. O
verão trará vantagens, como ficar
mais à vontade para caminhadas
e cavalgadas, para apreciar longos
pores de sol, para ficar com a
sensação de que o dia precisa de
mais horas, muitas mais, para
que se possa aproveitar tudo. E
terá lições de respeito à natureza
e sentirá reforçada a sensação
de nossa pequenez. E isso,
estranhamente, lhe fará muito bem.
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As principais trilhas do cânion Fortaleza são
a Trilha do Mirante, onde é possível ver a
grandiosidade do cânion e, em dias claros, parte
do litoral gaúcho; a Trilha da Cachoeira do Tigre
Preto onde despencam as águas do Arroio Segredo; e
a Pedra do Segredo, um bloco de rocha de 5 metros
de altura, pesando 30 toneladas, equilibrada
numa base de 50 centímetros.
Rosane Tremea
Belezas Gaúchas - - Edição Verão 91
Comercial
Marisa Rodrigues
Graziela Amaral
Editores de
Belezas Gaúchas
Filipe Speck
Bruno Felin
Diagramação
Henrique Tramontina
Colaboração
Priscila de Martini
Rosane Tremea
Ilustrações
Henrique Tramontina
Fotografia
Adair Sobczak
Andrea Graiz
Caco Konzen
Cristiano Estrela
Diego Vara
Félix Zucco
Fernando Gomes
Genaro Joner
Jefferson Botega
Jean Scwartz
Jonas Ramos
Juan Barbosa
Lauro Alves
Luiz Armando Vaz
Marcelo Cúria
Márcio Gandra
Mário Brasil
Marlise Ferreira
Melissa Hoffmann
Nauro Júnior
Ricardo Chaves
Ricardo Duarte
Tiago Vianna
Expediente
Belezas Gaúchas
belezasgauchas@zerohora.com.br

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