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SÉRIE O BILIONÁRIO 02 – SEU SEGUNDO BILIONÁRIO

Disponibilização: Mimi
Revisão Inicial: Beatriz
Revisão Final: Mimi
Gênero: Hetero / Contemporâneo









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Ela desenhou uma linha com uma noite só
Quando Laura Michaels tem um bombeiro quente convidando-a para um
encontro depois de participar de um popular serviço de namoro on-line, ela pensou que
tinha ganhado na loteria. Uma noite com Dylan Stanyc!, pro"issional #bombeiro$ gal%
e e&-modelo, tinha sido demais. Suas terr'veis curvas iriam decepcion(-lo como tantos
outros caras, sua agrad(vel surpresa "oi ) pai&%o incandescente quando ela quebrou sua
pr*pria regra e dormiu com ele no primeiro encontro.
+sso se tornou arrependimento quando acordou nas primeiras horas da manh% e
encontrou "otos de uma mulher quente do tipo sur"ista com Dylan rebocado por todo o
quarto. ,omando a dica, ela "e- a caminhada da vergonha para casa, apagou-o de seus
contatos e riscou-o dos encontros.
.ara sua surpresa, em poucas horas um novo cara / Mi!e .ine, um instrutor de
esqui e corredor de maratona com um corpo e rosto como um ator de "ilme de super-her*i
/ envia mensagens para ela e a convida para sair. Um raio a atingiu duas ve-es em 01
horas2 Laura estava incr3dula, mas encora4ada por incentivo de sua melhor amiga, 5osie,
ela tornou a mergulhar e aceitou o encontro.

Ele quer ser amado por ele mesmo
Mi!e gosta de coisas simples. 6squiar. 7ç%o. 6star "ora. 7mor sem
complicaç8es. 9oa comida. .or quase de- anos, ele, Dylan e 5ill tiveram um amor

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simples que "oi dolorosamente "(cil no interior, e oh, t%o complicado "ora. :uncionava /
at3 o diagn*stico do lin"oma de 5ill e sua morte precoce.
;ambaleando, ele e Dylan acabaram levando suas vidas no dia a dia, e )s ve-es de
hora em hora, lamentando o seu grande amor. Quebrado, Mi!e desceu em um mundo de
atletismo como puniç%o, marcando <1 horas por dia nas encostas e <== quil>metros de
corrida por semana, o bater de seus p3s na calçada "orte, ele dese4ava que "osse o
su"iciente para acabar com sua dor. ? que ele e Dylan nunca tinham esperado era o que
veio mais de um ano ap*s a morte de 5ill@ uma herança. Do "undo "iduci(rio de sua
"am'lia. Mais de US A < bilh%o para cada, com uma renda perp3tua que "e- tudo ir do
simples ao ca*tico.
? que Laura n%o sabe 3 que Dylan e Mi!e s%o companheiros de quarto. Mais do
que companheiros de quarto. 6 est%o ) procura de um terceiro para seu
relacionamento. Mais de um terceiro... Mas Mi!e tem algo a provar, em primeiro lugar,
e agarrar este primeiro encontro com ela 3 apenas o começo.











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COMENTÁRIOS DA REVISÃO COMENTÁRIOS DA REVISÃO COMENTÁRIOS DA REVISÃO COMENTÁRIOS DA REVISÃO

BEATRIZ BEATRIZ BEATRIZ BEATRIZ
S* podemos inve4ar essa Laura, dois milion(rios em 01 horasBBBB 6 gostosos2
C muito bom ver todos os v3rtices de uma hist*ria. 7qui vemos os dese4os,
inseguranças, so"rimento de Mi!e e o quanto ele dese4a que o relacionamento entre os
trDs dD certo. Um tipo de relacionamento que normalmente duvidamos que possa dar
certo, mas s%o mostrados tantos relacionamentos assim nos livros que lemos que d%o.
7t3 agora Laura, Dylan e Mi!e deram certo separados, ser( que dar%o certo
4untosB .recisamos descobrir isso no pr*&imo livro.

MIMI MIMI MIMI MIMI

E%oooooooooooooooooooooo22222 :oi assim que me senti o livro todo, isso n%o pode
estar acontecendo. .reciso do F rapidamente sen%o vou e&plodir de ansiedade.
7rghhh222222 5( digo que sou do time de Dylan, ent%o esse livro realmente "oi uma
tortura. G!!! #Eo bom sentido$. Se eles e&plodiram separados imagine como ser%o
4untosBBBB 6 realmente qual 3 da Laura com o chuveiroBBBBBBBB .elo amor de Deus a
mulher tem 0 bilion(rios. 7:::.




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Mike sabia que não havia absolutamente nenhuma chance de que ela fosse responder
a sua pequena extensão de bate-papo a qualquer momento dentro das próximas vinte e
quatro horas. Ele sabia que Dylan teve um encontro com ela na noite passada, mas na
esperana e porque ele era um eterno otimista, decidiu chamar enquanto estava tomava sua
x!cara de caf" da manhã.
E para ver se talve#, apenas talve#, ela pudesse t$-lo respondido, apesar de a%ora ser
seis minutos antes das sete da manhã. &ercebeu que ela ainda estaria na cama de Dylan,
provavelmente levantando 's sete em ponto (conhecendo Dylan), e não havia uma chance no
inferno que ela iria... Espera o qu$*
Ele olhou para seu telefone onde tinha lo%ado o aplicativo para o site de namoro
online. +eu pequeno !cone piscava rapidamente, ele a tinha marcado e seu avatar de repente
ficou verde.
?h, in"erno santo, n%o2 Ele pensou. Diabos, sim, -ma vo# diferente respondeu em seu
pobre c"rebro podre. .he%a de d/vida rid!cula, ele tinha que a%arrar a sua chance a%ora. Ela
estava conectada ao site de namoro no in!cio da manhã, após um encontro com Dylan. 0sso
si%nificava 1 oh, as implica2es atordoaram-no. +orriu.
Mike tomou um %ole de caf" e rapidamente bateu para fora3
?i, ol(. HocD est( a' agoraB
Ela di%itou respondendo3
S* estou bebendo meu ca"3, me preparando para o trabalho, entrei e vi a sua mensagem2
6spere um minuto. Holto em um segundo. Então, se ela estava em casa bebendo seu caf",
então isso si%nificava que Dylan tinha sido inutili#ado. 4oh, 5em, isso não era bem o que ele
queria. Ele queria que Dylan tivesse al%um sucesso, mas não para bater uma corrida. E assim
parecia que talve# ele tivesse batido um /nico* -m duplo*
4 aplicativo olhava para ele, como se fosse vivo. Ele rapidamente deu um soco3

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?h, bom dia2 Sim, n%o sou realmente "uncional sem duas ou trDs &'caras de ca"3. ;om um
!cone de um pequeno sorriso.
6e7a, a%ora, este era o problema com a tentativa de encontrar a mulher certa. Ele não
queria ser o se%undo desleixado com quem 's mulheres se estabeleceriam. Ele queria al%u"m
que tanto ele como Dylan pudessem compartilhar, de forma i%ual. 8uando che%ou a sua
experi$ncia limitada em tentar encontrar a /nica mulher certa, Dylan sempre foi o homem de
frente e Mike tinha sido o brao direito. Ele estava cansado de ser o brao direito. 9alve#
fosse a hora, na verdade, do melhor homem %anhar. Esse coment:rio de Dylan não tinha
definitivamente sido apenas uma brincadeira, ele era muito intensamente s"rio.
E este homem estava pisando at" a placa a%ora, pronto para sua volta no bastão. 4h
Deus, estava ficando cansado das met:foras de beisebol.
4 aplicativo bu#inou quando ela respondeu3
6nt%o, percebi que vocD 3 como, o Sr. ,riathlon e o cara de esqui, e minha ideia de e&erc'cio 3 a
caminhada atrav3s da sala para pegar o controle remoto.
4h, cara. Ela estava conversando com ele. ;avia uma oportunidade natural aqui e ele
não iria estra%ar tudo. <ão podia explodir isso. +entado ali em suas cuecas boxers, teclando
com um dedo em sua rid!cula interface do celular e percebeu que as cuecas boxer estavam
ficando muito desconfort:veis. &orque, quando ele di%itou, olhou para seu pequeno avatar
com aquelas covinhas doce, e aquele olhar incr!vel e inteli%ente no rosto e decidiu que a
resposta de seu corpo estava di#endo-lhe praticamente tudo o que precisava saber.
Ele di%itou al%o que soava bem na superf!cie, e depois o se%undo que di%itou... ar%h,
Ele queria lev:-lo de volta.
lollol, sim, n%o tenha medo, n*s poder'amos apenas ir para uma caminhada, se quiser. ?h, acho
que eu s* convidei-a. Sim, eu "i-.
E então ele terminou com um ponto de interro%aão.

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Merda, uma caminhada* -ma caminhada* Deus, poderia ser tão idiota* &or que não
conse%uia che%ar a al%o rom=ntico* 6encer a si mesmo vinha naturalmente, e desta ve# ele
teve que chamar para uma boa caminhada* Dylan tinha se%uido seu conselho e levado >aura
para um lu%ar de fusão asi:tica que muitas das mulheres com quem tinha sa!do adoraram ir,
mas, em se%uida, novamente, ele poderia contar ?todas as mulheres com quem saiu@, em uma
mão.
9odas as mulheres tamb"m tinham cate%oricamente e estrondosamente re7eitado o que
estavam oferecendo, que era, ele tinha que admitir, bastante ori%inal. <o entanto, se
contentar com o se%undo melhor os tinha deixado va#ios e incompletos, e a%ora tinham uma
complicaão adicional. A,A bilh2es deles, para ser exato.
Uma caminhada, sim, eu gostaria muito. +sso soa muito legal.
Bs palavras se sentaram na tela como pó de fada, como se al%um esp!rito invis!vel
houvesse con7urado a partir de uma camada m!stica no universo e se estatelado no telefone
de Mike. S3rioB 6la disse que simB
Ela %ostou da ideia da caminhada. ?h, meu Deus. ?h, meu Deus. Ele tomou mais caf", o
l!quido quente a7udando a re%enerar suas c"lulas do c"rebro, fa#endo-o %anhar vida e pensar
em di#er a resposta certa.
8ue era...* 5atendo na testa, ele correu as duas mãos sobre a sua cabea, dedos
inquietos por seu cabelo, sua outra palma alisando o crescimento de um dia em seu
queixo. 5esus. 6la estava di-endo que sim, 4 caf" pareceu como um tanque de chumbo quente
em seu intestino a%ora quando correu para responder, di%itando uma resposta. 4C, 4C,
respire cara. Despira, respira, respira. 4 que ele poderia di#er*
4 que ele poderia di#er* Mantenha isso simples. .om um dedo tr$mulo, ele escreveu3
?G. 6nt%o, que tal esta tarde. Depois do trabalhoB Quer almoçar e depois ir para a
caminhadaB 6u conheço um *timo local neste .arque 6stadual, uma bela trilha "(cil, n%o vai ser muito
duro para vocD.

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Ele enviou e então percebeu que isso era provavelmente uma das coisas mais
est/pidas que poderia ter dito, os dedos coando para encontrar al%um botão m:%ico ?voltar@,
um interruptor que pudesse apertar para retirar suas palavras do ciberespao.
Eoda-se, Ele não estava querendo di#er que ela estava fora de forma, ele não quis... ?h,
merda. Mi!e, seu idiota, Enterrou a cabea nas mãos e esperou seu pequeno !cone ir embora e
desaparecer, e por >aura pensar que ele era apenas uma falha dupla para esta merda e ir
correndo de volta para Dylan, que sabia como lidar com as mulheres. Então, novamente, se
Dylan fosse tão bom, por que >aura estava conversando com ele a%ora*
Ela respondeu3
.arece bom. Hou usar as minhas botas de caminhada, n%o se preocupe. ,enho os p3s, posso
andar, posso us(-los, posso at3 movD-los de "orma independente, enquanto a goma de mascar.
6 engraçada, tamb3m, Ele riu e respondeu3
?G, u"a, 3 bom saber. 6u gosto de b'pedes.
>aura enviou de volta e percebeu que ele precisava di#er al%uma coisa, mas não tinha
ideia do que di#er, porque esta era a primeira ve# que tinha realmente encontrado uma
mulher, por conta própria, sem Dylan.
Sim, sim, sim / Dylan tecnicamente a tinha encontrado, mas Dylan não tinha ideia de
que ele a estava perse%uindo de forma independente. 4 fato não inconsequente que ele tinha
apenas essencialmente atirado, não podia ser i%norado, tamb"m.
FoG, Ele só olhou para seu telefone celular, estupefato, disposto com uma ereão que
i%norava o esforo, sem esperana de que iria embora. &oderia di#er isso apenas olhando
para o cursor piscando.
&or fim, ela escreveu de volta3
?l(, ol(. HocD est( a', Mi!eB
4h, Hesus. Bssustou quando percebeu que precisava responder, e rapidamente
di%itou3

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Sim, desculpe. E%o tomei o su"iciente de ca"3 ainda. 6nt%o, *timo, 3 um encontroB 6 obrigada.
Ela escreveu de volta, colocando uma pequena cara de sorriso, e ele percebeu quando
se inclinou para tr:s na cadeira que poderia ter cometido o maior erro de sua vida.

Ela realmente acabou de marcar outro encontro menos de tr$s horas após es%ueirar-se
da cama de outro cara* Bbriu os de#essete textos de Hosie, que, conforme rolava atrav"s
deles, pareciam ser todos varia2es de3 I&or favor, di%a-me sobre o cara quente.I
Então, finalmente decidiu colocar Hosie fora de sua mis"ria e di%itou3 IEi. 0ncr!vel
noite. 6ou di#er-lhe os detalhes mais tarde.I .licou em ?enviar@ e quase que
instantaneamente recebeu uma resposta.
? que quer di-er mais tardeB ;laro que n%o. 6stou indo.
Ela escreveu de volta3
E%o posso. 6stou atrasada para o trabalho. Hamos apenas di-er que preciso de um banho esta
manh%. 6 clicou em ?Enviar@.
7rghhhhh, foi a resposta de Hosie. HocD tem outro encontroB
Se tenho outro encontro* Bh, sim, 5osie, tenho outro encontro. S* que n%o 3 com o mesmo
cara. -%h, como iria di#er-lhe isso* Ela precisava de dois chuveiros. -m para lavar Dylan e
outro para lavar sua própria ver%onha.
0sso estava ficando rid!culo. Di%itou de volta3
I( muito para isso. 6screverei mais tarde. :alo mais tarde.
Ela bateu em ?enviar@ e virou o telefone, deixando Hosie pendurada e caminhou para o
chuveiro. De fato, estava na hora de lavar Dylan e sua própria... Er... +eu próprio senso de
ambi%uidade* 0ndecisão* Decepão*
Bpocalipse* &or que ela tinha aprendido muito nos /ltimos dias, principalmente sobre
si mesma. De certa forma, ela se surpreendeu ao perceber que não importava que Dylan

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estivesse com outra pessoa. <o passado isso a teria esma%ado, mas a%ora, a%ora sentia um
renovado senso de poder. De fora. Excluindo-se e transformando-se a temperatura em spray
no chuveiro, sentiu seu corpo derreter na :%ua quente, a picada dos 7atos ras%ando-a para
lon%e de seus pensamentos enrolados, colocando o foco de volta em seu corpo. Diachos de
:%ua flu!am sobre seus seios, sua barri%a, com suas curvas suaves e pele exuberante,
reunindo em seu 6 e desli#ando para baixo de suas coxas, um calor familiari#ado correndo
em sua feminilidade.
&ode ter sido apenas al%umas horas desde que deixou sua cama, mas a sua marca
estava realmente sobre ela. Eechando os olhos, lembrou-se de seu toque e teve um
sentimento de culpa incon%ruente. .ulpa* Ele " o /nico que tinha uma namorada ou
esposa. <o entanto, aqui estava ela, a%endando um encontro com um desconhecido, horas
depois de ter Dylan nela. Em seu corpo. 9odo sobre ela.
4 chuveirinho estava prestes a %anhar seu sustento. +abia exatamente onde direcion:-
lo, com mãos pr:ticas quando veio a se masturbar. 9odas as suas fantasias normais, por"m,
não foram esquecidas e não fantasiou com Hake Jyllenhaal, ou Matt 5omer, ou mesmo Kach
5raff. Em ve# disso, sua mente va%ueou para Dylan. E Mike.
8uando separou seus l:bios e colocou o spray de 7ato em seu clitóris, ela lutou contra a
ima%em de Dylan. E Mike, Bmbos* <o entanto, nada os fa#ia ir embora. +eu corpo
respondeu ' mera ideia de ambos de uma ve#, de quatro mãos, duas bocas, dois p$nis, tudo
voltado para ela. >aura. Em suas necessidades, em seu pra#er, por sua descoberta. Bhhhh...
0sto era uma loucura, <ão tinha sequer conhecido Mike ainda. 9inha se arrastado para
fora da cama de Dylan apenas al%umas horas atr:s, resolveu nunca v$-lo novamente. &or que
estava deixando que ele dominasse suas fantasias* Ela ainda tinha sucos de Dylan nela, sua
saliva seca sobre ela, seu bei7o em sua pele e nos l:bios, a%ora que a :%ua lavou a noite toda,
isso não era verdade, mas seu pescoo apertou quando os seios incharam, suas mãos
se%urando o chuveiro de spray na mão, centrado diretamente em seu clitóris, a%ora, a outra

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mão separava seus l:bios e dois dedos lentamente entraram nela, o equil!brio dif!cil de
alcanar, mas mais f:cil, pois ela apoiou um p" na borda da banheira e se inclinou de volta
contra a parede do chuveiro.
+eus dedos encontraram a carne um pouco dolorida, a boca espalhando com um
sorriso inesperado, pois reconheceu por que do!a um pouco, porque a picada da :%ua era tão
a%ridoce. Bh, Dylan, ele era %rosso, enorme, suave e :spero ao mesmo tempo, sabendo
exatamente como pressionar sua pele, a7ustar seus lu%ares apertados, 7o%ar seu corpo ao
or%asmo perfeito mais e mais com a l!n%ua, l:bios, dedos, suas mãos e aquele lindo pau.
B%ora ela tinha um rosto para suas fantasias de m3nage, Mike. &or que não* Hiva um
pouco, Laura. <in%u"m sabia o que se passava na privacidade da sua própria mente, seu
próprio chuveiro e, quando ela suspirou profundamente, a pressão de tudo venceu, sentiu
um calor e bem-aventurana familiar subir nela conforme a :%ua pulsava o seu caminho em
sua alma, seu clitóris clamando por mais, seus dedos desli#ando dentro e fora de sua boceta
apertada, não em uma corrida aquecida, mas, em ve# disso, lentamente, acariciando esse
ponto na parte superior que sempre a fa#ia apertar apenas um pouco mais duro, en%atou sua
respiraão, ima%inando que eram os dedos de Mike nela, a l!n%ua de Dylan dedilhando seu
clitóris, ambos ansiosos e prontos para entrar nela imediatamente.
IMmmmm.I Mike %emeu em seu ouvido, seu corpo %rosso, de corredor ma%ro ao lado
dela no chuveiro, %otas de :%ua escurecendo o cabelo loiro, braos tonificados levantando-a e
mer%ulhando seu p$nis pronto. E então era a boca de Dylan na bunda dela* Em se%uida,
partindo suavemente suas n:de%as, enquanto Mike a levantava escarranchando-a atrav"s da
cintura e facilmente se%urou-a no lu%ar, pernas fortes dobrando li%eiramente para que Dylan
pudesse...
Ela serpenteou seu dedo mindinho abaixo para brincar com seu =nus enru%ado, o
simples toque de seu dedo em seu per!neo foi o suficiente para pender-se, ima%inando Dylan
enchendo-a, a dupla penetraão era quase muito bi#arra, at" mesmo para fantasiar.

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IBh, meu Deus, >aura, mais.I Dylan %emeu atr:s dela, seu pau avanando lentamente
dentro de sua bunda, a ponta de Mike empurrando com fora contra o colo do /tero, o corpo
enterrado entre eles conforme :%ua pulveri#ava para baixo. 8uando a boca de Dylan
encontrou sua orelha ela...
Explodiu. 4 chuveiro, o dedo mindinho em seu =nus, os dedos explorando seu ponto
J, e sua fantasia toda combinada para fa#$-la abaixar e %ritar quando uma louca corrida de
or%asmo bateu-a instantaneamente, sem aviso, sem provocaão, apenas uma parede de tudo
que a deixou de boca aberta e sua %ar%anta rouca quando deixou tudo desencadear, seus
ombros se contorcendo e batendo na parede, com as mãos em movimento e ordenhando tudo
o que ela poderia encontrar, com a mente cheia de ima%ens de Dylan e Mike fodendo-a
simultaneamente, o rosto tenso e %o#ando todos 7untos. +eu corpo, sua presena.
E depois nada. 8uando um interruptor virou, ela puxou as mãos de todos os seus
orif!cios, virou a cabea no chuveiro, lavou-se rapidamente e ficou pronta para o
trabalho. +aciada, não mais distra!da, mudou de tesão /nico e confuso para Bnalista de
<e%ócios para a me%acorporaão.
0sso não duraria mais do que al%uns minutos, pois sabia que sua mente va%aria, em
breve. &or enquanto, por"m, era bem-vinda esta ruptura tão necess:ria.

Mike não tinha ideia do que ele deveria di#er, enquanto olhava para a 7anela de bate-
papo. 0sso era tão fora de seu elemento e >aura parecia tão fora da sua li%a, mas ele sabia que
precisava fa#er al%uma coisa. <ão podia deixar Dylan ser o /nico respons:vel por outra
mulher. Eles deveriam compartilh:-la, este era todo o plano.
Então, ele tinha di%itado3
Lolol, sim, n%o tenha medo, n*s poder'amos apenas ir para uma caminhada, se quiser.
?h, acho que eu apenas a convidei. Sim, eu "i-B

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E quando ela di%itou3 ?+im@, ele não podia acreditar e entrou em p=nico. B%ora
realmente tinha que avanar. Dylan sempre tinha sa!do e encontrado as mulheres e tinha
sido o /nico a encontrar Hill, e não importava o quão desesperadamente, ambos sentiam falta
de Hill, Hill tinha ido embora e tinham que aceitar isso.
>aura era praticamente o oposto de Hill, mas ele podia ver o que Dylan viu nela. 9inha
um sorriso doce. Ela parecia reali#ada e havia al%o que Mike não poderia colocar o dedo na
ferida, a %enuinidade e autenticidade, mas ele e Dylan não eram exatamente o pacote mais
convencional.
Então, se preocupou que talve# uma analista de ne%ócios da Stohlman +ndustries fosse
cort:-los, ou talve# ele estivesse mais preocupado que a cortassem. 4 tipo de pessoa de
escritório não era exatamente ansioso para sair nas pistas ou at" mesmo v$-lo em milhas
durante uma maratona, em sua experi$ncia.
Mas Dylan estava tendo uma boa chance e Mike, tamb"m. 4 problema era que Mike
tinha que fa#er em se%redo. Ele di%itou mais al%umas palavras, eles marcaram a caminhada,
e então ela desapareceu, saiu para qualquer trabalho corporativo, que tinha em qualquer
chão de qualquer centro de arranha-c"u %i%ante. Bquele mundo era tão estranho para ele,
trabalhava em uma estaão de esqui, e de fato 7: estava desaparecido.
<ão pode simplesmente trabalhar mais l:, uma vo# dentro dele di#ia. HocD 4( o possui...
B temporada ainda não tinha comeado, mas ele olhava para frente. +empre fa#ia a
cada ano e, quando não estava esquiando, estava correndo. Entre os dois, mantinha sua
sanidade mental de al%uma forma, ao lon%o dos anos havia aprendido que o pontap" de
endorfina que vinha em correr e dos macios duplo diamante nas trilhas no inverno era o
que ele mais precisava. Hill tinha se encaixado muito bem com a sua vida e com a vida de
Dylan, passando o tempo correndo com ele. .ara, ela era um :s nas pistas tamb"m.
Ela e Dylan tinham afinidade para filmes de aão, para co#inhar e... Deixou-se ficar
nost:l%ico, mesmo que seus olhos se enchessem de l:%rimas. Deixar as memórias inund:-lo

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era peri%oso, sua mente tombando de saudade ' triste#a profunda, um luto do qual só
recentemente foi capa# de emer%ir, o bater da herana de Hill o fe# sentir tudo de novo.
+eu corpo foi consumido pela dor e sua perda repentina. <ão tinha sido consumido
pelo esqui, nem por qualquer uma das loucuras de Dylan, como paraquedismo ou parapente
que matou Hill.
9inha sido uma c"lula que sofreu muta2es, muta2es e muta2es, at" que finalmente
tinha tomado todo o corpo, o linfoma levando-a para lon%e e nenhum deles tinha superado a
morte de LM meses atr:s. Em al%uns aspectos, Mike tinha superado a perda de Hill ainda mais
r:pido do que Dylan, embora Dylan tivesse sido o primeiro a sair e encontrar al%u"m para
dormir com ele. Mike não tinha sa!do e quebrado essa barreira f!sica, no entanto,
substituindo a memória do corpo de Hill com outra pessoa, simplesmente não tinha. <ão era
poss!vel.
De#oito meses, no entanto. 9inha sido um lon%o per!odo de seca e estava ficando
frustrado. B%ora finalmente sentia-se emocionalmente pronto para, pelo menos, tentar dar-se
ao presente e estava mais do que pronto fisicamente. 8uem sabia o que a caminhada
traria* 9udo o que sabia era que ele tinha que tentar e por conta própria. <ão poderia ser o
que ia 7unto com Dylan. 0sso complicou sua relaão com Hill por muito tempo. <ão foi at" que
fosse tarde demais, que Mike percebeu que realmente não importava. Ele tinha amado Hill. Hill
o amava e ambos amavam Dylan. E os tr$s davam certo, de al%uma forma, ' sua maneira
louca.
B%ora, a per%unta era3 poderia os tr$s deles, desta ve# com >aura, funcionar* Ele
estava ' frente de si mesmo. 9udo o que importava era ter uma caminhada com a mulher. +ó
precisava ver se este poderia ser o seu futuro.


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Ela nunca tinha ido a um encontro para caminhar. 4 encontro com Dylan ontem '
noite tinha sido muito p/blico, mesmo que terminou de forma muito particular. &ensou
sobre isso e percebeu que precisava chamar al%uns reforos, então mandou uma mensa%em
para Hosie3
Iey, 5osie, tenho um encontro ho4e ) noite. .ode me a4udarB
Hosie mandou uma mensa%em de volta3
?h, legal, o bombeiroB +ncr'vel.
>aura fe# uma careta e respondeu3
9em, n%o, n%o 3 o bombeiro. 7lgu3m di"erente.
? quDB
Sim, 3 que sou popular naquele site de namoro online.
Hosie mandou uma mensa%em3
6spere, estou a cinco minutos de sua casa, por que n%o me contou antesB .ensei que vocD
estivesse atrasada para o trabalho.
6u estou, mas quem se importa. HocD tem tempoB
E%o h( nenhuma maneira que possa ter esse tipo de encontro na noite passada e agora um novo
encontro, e n%o me dar os detalhes suculentos antes do trabalho.
>aura foi at" a cafeteira, colocou a cesta, despe7ou :%ua e comeou o que sabia que
seria uma das muitas x!caras de caf" ho7e. .omo prometido, Hosie che%ou em cinco minutos,
entrando pela porta da frente e estatelando a bolsa do tamanho de uma mala na mesa da
co#inha, com os olhos em chamas com curiosidade.
I+ua vadia,I Hosie disse com um tom de admiraão, não condenaão, e a expressão em
seu rosto era tão cNmica, que fe# >aura cair na %ar%alhada.
I5em, obri%ada, eu acho.I
I<ão, não, eu só quero di#er isso, maldião. Então, como " que isto funciona* 4 que
diabos aconteceu com o bombeiro*I

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IEle " casado. 4u tem uma namorada.I 4 rosto de Hosie caiu, passando de curiosidade
ansiosa para raiva em nome de >aura. C uma grande amiga. >aura quase riu quando Hosie
pareceu como um buldo%.
I.omo voc$ sabe*I
I&orque acordei na cama 's tr$s da manhã e havia fotos dela em todos os lu%ares. <ão
foi dif!cil descobrir.I
I9alve# se7a sua irmã*I Hosie per%untou, sua vo# foi para o alto, como se esperanosa e
como se não houvesse chance de uma bola de neve no inferno que fosse verdade.
IEm um biqu!ni na praia* +endo bei7ada por ele* -h, não. B não ser que ela se7a
Bn%elina Holie e ele rotineiramente bei7a sua irmã de l!n%ua.I
I4C, ecaaaa. &onto tomado. Então, o cara " um no7ento e a levou para casa enquanto
sua namorada estava fora da cidade. &orra.I Ela esfre%ou o ombro de >aura. I.omo lidou
com isso*I
IEu acordei, vi as fotos, apavorei-me, mas fiquei quieta, me vesti e quase chorei.I
>aura en%oliu um %ole de caf" quente.
IEntão voc$ es%ueirou-se para casa, depois de afundar com um rapa# em sua cama,
depois de dormir com ele dentro do que* 9r$s horas, quatro 4C, quatro horas depois de
conhec$-lo. 6oc$ descobre que ele tem uma namorada, com fotos dela %rudadas em todo seu
quarto, assim decidi que vai che%ar em casa e bloque:-lo e... B%ora tem um encontro com
outro cara*I B expressão de Hosie era, para di#er o m!nimo, cNmica. Era como um %r:fico de
um emoticon ?que merda@.
Bpenas que era na vida real.
I0sso " muito incr!vel.I >aura concordou, balanando a cabea distraidamente,
enquanto acrescentou duas colheres de a/car no caf". <ão tinha consumido caf" com a/car
desde o ensino m"dio. Desde que voltou para casa de seu encontro, no entanto, estava

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fa#endo um monte de coisas fora de seu car:ter, inclusive sair com dois homens no mesmo
dia.
I.onte.I
IBcordei, estava prestes a tomar banho, e esse cara me mandou uma mensa%em no site
de namoro. Eu tinha acabado de bloquear Dylan, na verdade, e fi# com que ele não estivesse
nos meus OEavoritosO mais. Então Mike...I
IDe repente, um cara aparece na 7anela de chat no site e convida-lhe para sair*I
I+im.I
I6ale a pena*I Esse era o códi%o para se ele era atraente.
IEle parece aquele ator que interpretou ,hor no filme.I
B mand!bula de Hosie caiu. I<ão " 7usto, 8uando %anho o ;apit%o 7m3rica dando em
cima de mim*I
>aura riu e 7o%ou seu caf" derramando uma xicara. .omeou a tremer por dentro, o
dese7o incontrol:vel. 9udo era muito, muito intenso, e contar para sua melhor ami%a estava
tornando tudo muito real.
I4 que ele fa# para viver*I
I0nstrutor de esqui.I >aura murmurou enquanto se apressou a encher a boca com mais
caf" e atrasar o interro%atório. Hosie revirou os olhos.
+ua ami%a se serviu de outra x!cara de caf", olhou para o reló%io e disse. I4h merda,
estou atrasada para o trabalho, mas não me importo, isso ", isso " incr!vel, Muito, muito
melhor do que qualquer filme. Bl"m disso, estou vendo da cadeira da frente,I Bmbas
estremeceram uma com a outra e Hosie acrescentou3 I-h, voc$ sabe o que quero di#er. <ão
literalmente.I Ela estremeceu.
IEstou tão feli# que estou atendendo 's suas necessidades de entretenimento.I
I6amos l:, que tipo de vida que eu tenho* <ão tive rela2es sexuais em sete
meses. 9enho que viver atrav"s de voc$.I

18


>aura bufou. I5em, isso lhe serve depois de todos os anos que vivi indiretamente
atrav"s de voc$ tendo rela2es sexuais. P 7usto.I
Hosie abaixou a cabea com ver%onha simulada. I5em, sim, 4C, " 7usto, mas não
precisa comentar. <ão passei por muitos homens.I
IEu imploro para dife...I
I.ala a boca vadia,I Hosie 7o%ou meio bolinho in%l$s na cabea de >aura e, com
precisão de um %ato, ela se esquivou, as mulheres deram uma %ar%alhada.
>aura fe# uma pausa, pensou um pouco e disse. I6oc$ sabe, pode abrir o seu próprio
perfil e ver o que aparece. &ara resolver esse problema de sete meses sem sexo.I Ela fe# um
%esto va%o no torso de Hosie.
I4h, eu vi o que aparece. 6oc$ conhece a frase Omerda flutuaO*I
>aura apenas riu. ?uch. Então, novamente, o /ltimo encontro de Hosie tinha sido de
um site de namoro online. Bcabou por ser um de sessenta anos de idade, ativista do ,ea .arty
L

que usou o Jrupo para 7antar e fe# Hosie lhe pa%ar metade antes do cupom. 4 capitalismo no
seu melhor, ele fe# dinheiro com o seu encontro. E tudo que Hosie tinha de lembr:-la foi uma
bela ordem de restrião quando o cara não iria deix:-la so#inha.
IEntão, quando " o encontro*I
I;o7e ' noite.I
I;o7e ' noite*I
I5em, sim, lo%o após o trabalho. Mike di# que não h: lu# natural suficiente para fa#er
a subida em QR minutos.I
I-ma subida*I
I<ós vamos caminhar. -ma dessas colinas no parque Estadual fora da cidade.I +e
Hosie revirasse os olhos mais duro eles sairiam va%ando pelo corredor e para a rua.

1
Movimento, ve#es tradu#ido .omo &artido do .h:. P um Movimento &ol!tico e social
.onstitucionalista.

19


IEle caminha, tamb"m*I
IEle " um triatleta.I >aura tossiu, a revelaão cada ve# mais rid!cula. <ada disso estava
realmente acontecendo*
IEntão, espere um minuto, +r. 0nstrutor de esqui, >indo 9riatleta, parece como 9hor,
conversa com voc$ por al%uns minutos esta manhã e 7: esta noite, voc$...I Hosie olhou de cima
a baixo, como se examinando-a de cabelo at" os dedos. I... que " tão atl"tica como uma lesma,
est: indo em uma caminhada, at" o topo de um das maiores colinas fora da cidade onde vai
ser comida at" a morte por mosquitos, vai ficar suada e ridiculamente cansada e então...I
I6oc$ " tão lison7eira.I >aura murmurou.
I4 qu$* 6ai o qu$* Escalar uma montanha, >aura* 6oc$ tem um ataque card!aco,
quando não conse%ue encontrar o controle remoto e tem que realmente se levantar para
mudar o canal.I 0sso deu a >aura uma ra#ão para fa#er uma pausa. 8ue diabos ela ia
fa#er* <o momento em que se encontrasse com Mike seriam seis da noite. Ele disse que era
uma subida de QR minutos at" o topo. .om certe#a, era verão então havia muita lu# solar at"
as nove ou mais. Mas no que ela se meteu* Ela sequer possu!a botas*
Hosie continuou. I6oc$ tem todos os sapatos e qualquer tipo de roupa para subir uma
montanha*I
>aura ficou olhando para ela como se tivesse lido sua mente. IBcho que terei que
descobrir isso. 9udo que sei " que estou em um estado super-emocional a%ora, Hosie. 9enho
um bate-papo não solicitado na manhã de ontem com um bombeiro quente. Eui com ele a um
dos mais badalados restaurantes da cidade e acabei em sua cama. 8uando acordei, estava
cercada com fotos de uma mulher que parecia que era uma combinaão de uma 7o%adora de
vNlei de praia e uma surfista. 4 que eu não sou. +empre. Em tudo. 0sso vai me levar quatro
vidas para sempre ser assim. Eu ca! fora de l: e então 1 boom 1 che%o em casa e h: um bate-
papo de outro cara. Eu... eu nem sequer tive tempo para pensar. <em sei o que tenho que

20


pensar. 9udo que sei " que estou di#endo sim a tudo. Estou di#endo sim ' vida, estou
di#endo não ' d/vida e só estou pe%ando o anel de bron#e e...I
Hosie interrompeu. IE voc$ est: 7o%ando fora os clich$s, como se estivesse falando a mil
por hora, não vai deitar fora o beb$ com a :%ua do banho, não est: indo para contar as
%alinhas antes que tenham chocado, como voc$...I
I4h, cale a boca.I
Hosie parou e colocou a mão no brao de >aura. I5asta ter cuidado.I
I4h, não, est: tudo bem. Eu tenho preservativo.I
I<ão, isso não " o que estou falando. 6oc$... Eu só não quero seu coraão partido
novamente. 6oc$ merece, merece tudo o que est: acontecendo a%ora. .ertamente merece ser
capa# foder dois caras quentes em vinte e quatro horas.I
I<ão vou fa#er isso.I
I5em...I Hosie balanou as sobrancelhas. I... eu o faria.I
I+im, eu sei que voc$ faria.I
IMas não sou voc$, >aura. E estou di#endo, cuidado com seu coraão. 6oc$ sabe o que
quero di#er.I
>aura suspirou. I+im, sei o que quer di#er.I Ela endireitou os ombros, respirou fundo,
deixou sair. -ma boa limpe#a de respiraão. IEstou di#endo sim. Estou di#endo sim.I
IStimo. 6ai comprar caf" desta ve# na nossa forma de trabalhar* Eu realmente preciso
de um caf" com leite triplo.I
I4 qu$*I >aura balanou a cabea como se para limp:-la. 4 que Hosie estava falando*
I6oc$ disse que est: di#endo ?sim@. Di%a ?sim@ para me comprar um caf" muito
caro. Di%a siiiimmmm...I
Ela acenou Hosie fora e saiu da 7anela de bate-papo e fe# o que toda mulher fa# no
s"culo TT0 depois de ser contatada por um cara de um site de namoro online. Ela o
pesquisou, assim como tinha pesquisado Dylan.

21


I-au. 8ue estranho con7unto de resultados, Hosie. 6erifique isto.I +ua ami%a esticou
sobre o ombro de >aura para ver a tela. 4 nome de Mike apareceu mais e mais, se%uido por
um monte de n/meros. Bl%um tipo de ve#es, como uma corrida* Espere. B Maratona ,ri-
state. 4 +unshine De%ional 9riathlon. ?h, meu Deus. 6le n%o estava brincando.
Ele realmente era um triatleta. Mais do que isso, era um triatleta constante. Este não
era um cara que fe# isso uma ve# para exi%ir direitos.
Ela sabia que poderiam en%anar e que as pessoas mentiam em sites de namoro online e
muitas ve#es falavam sobre serem atl"ticos, o que era um códi%o para eu assistir 96 aos
domin%os, quando estava passando 7o%o de futebol, como uma desculpa para comer asas.
Mas esse cara era o ne%ócio real. &:%ina após p:%ina, ela teve que ir em do#e p:%inas
antes de encontrar al%o diferente de al%um tempo de corrida. De acordo com as datas, esse
cara tinha feito isso, pelo menos nos /ltimos de# anos. Então encontrou uma p:%ina da
est=ncia de esqui. Ele trabalhava na est=ncia de esqui. 0sso foi o que disse a ela, então ele
estava di#endo a verdade. Ele era um instrutor de esqui e a primeira pessoa de a7uda.
0nteressante. 0sso era tão diferente de sua vida como poderia obter. Mesmo com Dylan.
Ela empurrou de lado os pensamentos de Dylan. Dylan estava, tanto quanto lhe di#ia
respeito, fora da tela de seu radar. Ele ainda podia estar persistente em sua pele, em parte
profunda e sens!vel de sua barri%a, e o cheiro dele ainda poderia estar em sua camisa e talve#
na dobra do cotovelo, e atr:s de sua orelha e...
?h pare com isso, Laura, apenas pare. 4 cara tinha uma namorada. Ele estava
cantarolando os sites de namoro on-line, provavelmente apenas para encontrar um caso de
uma noite, ou porque ele era um viciado em sexo ou quem sabe* <ada mais de Dylan. <a
verdade, ela tinha bloqueado o seu n/mero em seu telefone, o tirou de seus ?Eavoritos@, no
site de namoro online, e estava LRRU feita. Bssim escreveu-lhe. <ada mais de Dylan.
Mike, por outro lado, Mike era novo. Eresco. 0ntocado. ? que ela poderia aprender com o
Mi!e* Bl%uma vo# de proteão dentro dela disse3 P uma idiota completa e absoluta* 6oc$

22


vai para a colina, durante o crep/sculo e andar: um rastro de multi-milha na floresta com
um cara que nunca conheceu, est: louca*
Hosie saiu de seu devaneio. IEle parece interessante. Estou tentando ima%in:-lo
executando uma...I Hosie suspirou. I...maratona.I Diso enferru7ado. I-h... simplesmente não
posso.I
I6oc$ acabou de perder seu caf" com leite %r:tis.I
I6oc$ me conhece, sou uma metaboli#adora r:pida de cafe!na, que " o que o meu teste
%en"tico mostrou-me. 6oc$ tem que me dar um, 0sto...I Ela apontou para a x!cara de caf" que
>aura tinha acabado de fa#er para ela. I... não " suficiente,I Ela va%ueou com uma cara de
pedido.
I+er: que o seu teste %en"tico mostra que consumir cafe!na suficiente para imitar um
mosquito ex-viciado em sol rachar todos os dias*I
I+im.I
I+"rio*I
I+im, ele fe#.I Hosie assentiu sobriamente. IE assim, portanto, isso explica por que eu
preciso de voc$ para me comprar um caf" com leite triplo, senhorita ?eu vou di#er sim '
vida@.I Hosie fran#iu a testa, IEntão, o sexo foi bom na noite passada*I
I4 qu$* &or que est: me per%untando isso*I
I5em, estamos falando de di#er OsimO, então parecia ser natural...I
IP claro que isso foi bom.I >aura revirou os olhos, o peito arfando um pouco quando
suspirou profundamente. IMuito bom.I
I4 que quer di#er, bom demais* 0sso " poss!vel*I
I5em, " muito bom, acontece que ele tem uma namorada. Ele era apenas, ufa, oh cara,
Hosie.I
I4 melhor que voc$ 7: teve*I &er%untou Hosie.
I5em.I Ela suspirou profundamente. I+im.I

23


I9em certe#a que ele tem uma namorada*I
IBs fotos são claras.I
IDro%a. 5em, talve# voc$ possa di#er OsimO para esse cara que vai ver ho7e.I
I+im.I
I+im.I


Iu"", hu"", hu"". >aura estava mais fora de forma do que 7: tinha ima%inado. B ideia de
exerc!cio dela era levantando a mão de sua boca para o saco de Doritos ou levantar a colher
fora do litro de 9en J 5erry. <ão, repreendeu a si mesma, isso não era verdade. Ela tomou as
escadas no trabalho, e isso não era uma piada, considerando o fato de que trabalhava no
tri%"simo se%undo andar. E ela e Hosie davam a volta em seu bairro (Hosie 7ocosamente
chamou de seu &ro%rama de &revenão de Bssalto), mas este tipo de sustentado esforo
prolon%ado que usava m/sculos que envolviam o trabalho duro de terreno irre%ular,
caminhadas ao lon%o das trilhas e bosques* 0sso ela não estava acostumada.
E isso estava bem. Dealmente. Mike era um amor que diminuiu o ritmo e que era
absolutamente, fantasticamente interessante. Ealavam sobre tudo, desde livros que >aura não
tinha lido desde a faculdade, mas sempre tinha amado, a filmes que sabia que ele tinha uma
obsessão por .hristopher Juest, tamb"m* Ela não podia esperar um se%undo encontro, onde
poderiam se sentar e assistir 9est in Sho, e poderia desfrutar com al%u"m que finalmente
apreciava o humor.
+e%undo encontro* Estava ficando ' frente de si mesma.
E realmente %ostava disso.
I>aura, voc$ est: bem*I Mike per%untou, com um olhar de preocupaão cobrindo seu
rosto, enquanto ela arque7ava um pouco conforme o arredondamento de uma curva e

24


olhando para o morro alto que levava ao cume. Muito alto. Muito alto. Muito pouco ar. Bh,
inferno. .om o que ela havia concordado* Iu"", hu"", hu"".
I4h, estou bem.I Mentiu. I+ó não estou acostumada com estas colinas altas. Estou
mais acostumada a andar nos quarteir2es da rua no centro, enquanto carre%o o meu caf" com
leite de manhã. <ão uma caminhada at" uma montanha !n%reme, enquanto carre%o uma
%arrafa de :%ua de ao inoxid:vel. Estou a7ustando, por"m, vou ficar bem.I
Ele sorriu e olhou para ela. I6oc$ " boa em esporte, sabe*I
IEu tenho que ser. <ão acho que tenho oxi%$nio para fu%ir.I
4s dois riram em un!ssono e >aura sentiu um calor se espalhando por ela. <ão
conse%uia acreditar qual caminho os /ltimos dois dias tinham ido. &rimeiro, teve um
encontro absolutamente incr!vel com Dylan. Ela ainda podia senti-lo em sua pele, mesmo
que tivesse se es%ueirado para fora de seu apartamento, como uma estudante de se%undo
ano de fraternidade, aprendendo a nave%ar pelo mundo de encontros de uma noite. Então,
novamente, não era exatamente culpa dela que ele tinha fotos de sua namorada em todo
lu%arV en%raado como isso matou o humor. 9udo isso estava (horas) atr:s dela, por
enquanto aqui estava este menino de ouro, sorrindo para ela e ali de p", como 9hor, 's portas
de 7sgard, levando-a a uma caminhada.
Mike era tão oposto de Dylan como poderia ser. Blto que não era mais baixo do que
L,MRm, ela ficaria surpresa, loiro, talve# dinamarqu$s, com penetrantes olhos a#uis e corpo
ma%ro de um rapa# de trinta e poucos anos, que andava como se tivesse de#essete anos e
ainda um pouco estranho. 5astava olhar para o seu corpo e di#er que era um verdadeiro
atleta, e lhe dissera que era um instrutor de esqui, então obviamente ele era malditamente,
tonificado e equilibrado, e podia mover-se com fluide# e %raas se estivessem caminhando,
esquiando, ou... <a cama*

25


Ela, por outro lado, se sentia como uma bola de al%odão %i%ante a%ora. -ma bola de
al%odão suada, bufando. 8ue não queria nada mais do que relaxar em uma rede com um
7arro de san%rias.
E um tanque de oxi%$nio.
<o entanto, aqui estava, cerca de um quarto de milha do cume de al%uma maluca
colina, que ele queria que ela subisse at" o topo. &oderia expandir seus hori#ontes. 0sso era
al%o novo. Ele era doce, calmo, meio taciturno, mas não de uma maneira ruim. <ada era
estranho. <ada era desconfort:vel. Ele era apenas um homem que não falava muito. Ele
preferia, obviamente, a%ir, esticar, mover-se, subir aquela maldita colina. 8ue a%ora ela
encarou como se estivesse olhando para o topo do Monte Everest.
IEntão, nós vamos realmente subir isso*I &er%untou, tentando manter o ceticismo em
sua vo#.
I+im, nós realmente vamos,I Ele sorriu. IMas...I Ele deu um tapinha no tronco ao lado
dele onde se sentou, esticando suas lon%as pernas, os braos tonificados e dourados, olhos
%entis e nervosos. I&odemos fa#er uma pequena pausa.I
I-ma pequena pausa*I Sim. Ela não queria parecer tão cansada, mas se fi#esse uma
pausa, respirasse fundo, e fi#esse um invent:rio interno, tinha que admitir que esta
caminhada a estava matando. Esta poderia ser a sua verdadeira caminhada da ver%onha,
especialmente se Mike tivesse que li%ar para o QLL e t$-la arrastada para baixo desta
montanha em uma maca port:til. .om a sua sorte, Dylan seria o param"dico de plantão.
<ão pense sobre Dylan,
I4C, uma lon%a pausa.I +ua %ar%alhada colocou-a a vontade. 4 que foi mais
confort:vel, por"m, foi o que ele não disse, quando acabou de se mudar do riso para o calmo,
sil$ncio autocomposto e %enu!no. Ele não estava mudando ao redor ou se contorcendo em
sua própria pele. <ão ia di#er nada, se não tivesse nada a di#er, e ainda a sua comunicaão

26


?não verbal@ era calma e doce. Mike estava l:, com >aura, e os dois iam passar o tempo
7untos. 0sso era o suficiente.
Ela %ostava disso. 0sso era novo. 4 tempo e o espao foram o suficiente e os se%undos
desdobraram-se %radualmente em minutos, os minutos, a%ora mais do que uma hora, ela
sentiu como se estivesse passando o tempo em uma bolha com este novo homem,
aprendendo toda uma nova lin%ua%em de consci$ncia.
I.aramba.I Disse ela, caindo no tronco ao lado dele, tentando su%ar sua barri%a, ao
mesmo tempo em que seus tend2es %ritaram de al!vio.
>aura de repente sentiu-se como uma completa idiota, seu foco calmo de apenas
se%undos atr:s vencido, substitu!do por uma autoconsci$ncia, que era o mais indese7:vel.
<ão exatamente experiente com encontros como este, a%asalhou-se e a%ora, muitas milhas
para esta caminhada, estava pin%ando suor, o cabelo mole e rebocado contra as bordas de
seu rosto, seu corpo corado com o calor e o esforo desta caminhada at" a colina alta
louca. +entia-se tão feminina como um tecido molhado e ainda um %rão de mulher que tinha
uma centelha de feminilidade, porque ela estava respondendo a Mike de forma que a
chocava.
+eu corpo deveria estar %asto da noite com Dylan. Bo inv"s de encontrar-se parada ou
experimentada, era como se o que tinha feito com Dylan na noite anterior a tinha aberto
como um desabrochar de flores, dando permissão para mostrar suas verdadeiras cores e
espalhar-se por completa %lória e a%ora >aura estava pronta para espalhar-se novamente.
;alma, menina, disse a si mesma, quando deu outro olhar para Mike.
4 que tinha sobre esses dois* Dylan foi incr!vel ontem ' noite e ainda assim ela 7:
tinha cru#ado com ele sua lista mental de parceiros qualificados porque o cara, obviamente,
tinha uma namorada, ou, pior, uma esposa. 8uem %uarda as fotos de uma mulher linda em
todo o lu%ar em seu quarto de outra forma* E a%ora aqui estava ela, menos de LW horas
depois de es%ueirar-se da casa de Dylan e ir para casa ao que ela achava que seria uma boa

27


raiva e um litro de sorvete, encontrando-se com mais uma relaão incrivelmente esperanosa
olhando no rosto.
>iteralmente. Ela olhou para cima e percebeu que Mike estava olhando para ela, com a
cabea inclinada para o lado, um pequeno meio sorriso fa#endo-o parecer infantil e
absolutamente ador:vel. I4 que voc$ est: pensando, >aura*I &er%untou ele.
I-h...I Ela %a%ue7ou, completamente sem vontade de lhe di#er o que estava realmente
pensando. I4h, eu estava maravilhada com o quão bonito " aqui.I
I+im, " incr!vel, não "*I Ele a estava olhando para lhe di#er que aquelas palavras
tinham um si%nificado duplo* +entia-se t!mida, de repente, e enfiou uma moita de cabelo
molhado atr:s da orelha, sentindo seu rosto corar de timide#. B ascensão de calor entre as
pernas não a7udava, tamb"m. +eu corpo estava di#endo que eles estavam so#inhos, na
floresta, ele era lindo e atencioso, e...
IEntão, voc$ trabalha aqui*I 4bri%ou-se a fa#er a per%unta, para quebrar seu ciclo de
pensamento fora de sua pressa, porque se não o fi#esse, muito em breve iria simplesmente
saltar nele.
I5em, sim, no inverno, mas só pensei em tra#$-la at" aqui para uma caminhada, a%ora,
porque o canyon parece muito melhor. Diferente quando não est: coberto de neve e
esquiadores. <a verdade, " meio que bom estar aqui quando não estou de plantão e me
preocupar com um adolescente que quebra uma perna, ou cerca de oito anos que não pode
pe%ar a corda de reboque corretamente e se arrastou at" o morro.I Ele riu e ela se 7untou a
ele. Essa foi a maior frase que tinha ouvido de sua boca em um trecho cont!nuo, desde que o
conheceu.
Ele parecia tão bem-humorado, não falava muito, era uma esp"cie de calma e %ostava
disso muito mais do que 7amais poderia ima%inar. Era muito diferente de Dylan, que era tão
soci:vel, aberto e extrovertido. ;avia um profundo sil$ncio em Mike que achava
refrescante. B maioria dos caras que ela conheceu no site de namoro eram ou um pedao de

28


asno ou apenas sentava l: em um encontro e falava de si mesmos. <in%u"m nunca lhe pedira
para sair a caminhadas e estava comeando a perceber que esse cara era diferente, esse cara
era especial, e esperava que ela fosse especial o suficiente para ele.
I+hh,I Disse ele, a%arrando-lhe o brao de repente, a pressão de seus dedos mais
ur%ente do que excitante. I4lhe,I Ele sussurrou, apontando para a floresta. Ela se inclinou
para ele, esticando a cabea para ver o que ele estava apontando, aproveitando o momento
para che%ar muito mais perto, para cru#ar a fronteira silenciosa entre eles e fa#er a ponte nos
primeiros se%undos de contato que nunca volta.
&odia sentir o cheiro dele tão perto e cheirava a pinho, suor e al%o mais, um alm!scar
desportivo que parecia li%ar seus sensores internos, tornando-a instantaneamente corada,
formando um nódulo na %ar%anta que lhe disse que definitivamente havia uma centelha de
qu!mica aqui. -ma felicidade interior derramou em suas veias, canali#ando atrav"s dela,
fa#endo com que cada um dos poros relaxasse, enquanto ela se divertia com a novidade de
Mike.
I4 que " isso*I &er%untou ela.
I>:, voc$ v$ isso*I Dois veados estavam no fundo da floresta masti%ando a casca de
uma :rvore. B mãe levantou a cabea, virou-se para seu filhote, e olhou para >aura e Mike
com uma precisão /nica que animais poderiam possuir. B cora cutucou seu beb$ e os dois
correram para dentro da floresta, não tanto de medo, mas como cuidado. <unca se sabe
sobre os seres humanos, eles são a mesma probabilidade de ser ami%o como inimi%o, e >aura
compreendia. 7deus, pequena Mama, ela pensou.
I4h, GoG.I Disse >aura. I0sso " muito bonito.I -m r:pido olhar mostrou que ele
estava observando os animais tão atentamente como ela, mas tamb"m em sintonia com a
tensão entre eles, a%ora mudando a partir da pura simplicidade do primeiro contato para
uma 7ornada de comunicaão silenciosa. 4 san%ue pulsava atrav"s dela, batendo um ritmo
de per%untas que esperava que ele pudesse sentir e que, por sua ve#, pudesse decifrar. 6u

29


quero vocD, ele disse, e a maior esperana dentro dela era que seu batimento seria a
mensa%em, eu quero vocD, tamb3m.
B pressão dos dedos iluminou, passando de uma %arra de ur%$ncia para um toque
persistente que fa#ia uma per%unta que a boca não podia ou conse%uia per%untar. Dois
se%undos, >aura, disse a si mesma, apenas dois se%undos para comear a respirar antes de se
virar e olh:-lo. Era esse o seu batimento retornando* B sensaão de seus dedos era
dolorosamente intri%ante, pois isso poderia si%nificar nada, ou, se estava certa, isso poderia
si%nificar tudo.
8uando se virou, o corpo se animou como a cora, a%ravada pelo instinto animal, que
viu nos olhos dele, tamb"m, quando Mike se inclinou e tomou seus l:bios nos dele.


9ra#er >aura at" aqui tinha sido uma 7o%ada arriscada. Ele realmente não tinha
pensado muito sobre o seu pedido de fa#er um primeiro encontro em uma caminhada, mas,
novamente, não era exatamente o +r. +uave. E esta era a sua vida, então compartilh:-la com
al%u"m antecipadamente fe# certo tipo de sentido para ele. 9er a realidade fora do caminho e
se a outra pessoa ainda quisesse v$-lo, então ótimo. +e não, eles não perderiam o seu tempo e
poderiam se%uir em frente. +e tudo fosse tão simples. <amoro, at" a%ora, não tinha sido, não
importa quão duro tentou fa#$-lo cortado e seco.
Encontrou consolo, encontrou pa#, encontrou si%nificado e diversão e at" mesmo
entusiasmo nos bosques, nas pistas, em um lon%o pra#o. 8uando ele corria, sua mente
desli%ava e al%o mais profundo li%ava. B consci$ncia de só ter o bater de suas solas contra o
pavimento, contra a su7eira, na trilha.
B maioria das pessoas não %ostava da maneira como ele vivia. Era muito diferente,
muito quieto, muito introspectivo e muito focado em fa#er e não suficientemente focado em
falar ou uma postura em exibir óbvios status, ou de envolvimento em coisas que

30


simplesmente não importavam para ele. Ele queria se mover. 8ueria correr. 8ueria esquiar.
8ueria a7udar as pessoas. E, para sua surpresa, quando tinha atin%ido a idade adulta,
descobriu que não havia muitas mulheres, ou homens para esse assunto, que valori#avam
isso.
Ele observou >aura de perto e tinha %ostado do que viu. Ela não era um tipo ao ar
livre, mas estava cora7osamente marchando at" esta colina, ele poderia di#er que ela não era
uma corredora. &oderia di#er que ela não era do tipo que, por conta própria, tomaria a
iniciativa e iria para uma lon%a corrida de bicicleta ou uma corrida ou um mer%ulho. Ela
certamente não era um triatleta, por"m tinha uma doura sobre ela, abertura e uma vontade
de ser, que ele não encontrou em muitas pessoas.
Ele não encontrava em quaisquer outras pessoas, por incr!vel que parea, Dylan e, em
se%uida, Hill. E assim, quando ele se inclinou para bei7ar >aura, surpreendeu a si mesmo, isso
era a /ltima coisa que esperava fa#er em um primeiro momento. <ão era exatamente o tipo
de cara que toma as suas mulheres, e ainda isto parecia certo. &arecia perfeito.
Bl%o nele se aprofundou enquanto suas bocas se encontraram, quando estendeu a
mão para ela, quando ale%ou essas curvas para a sua própria. <esse momento, ele se
levantou e uma finesse, uma sofisticaão que sabia que estava l:, mas enterrada muito
profundamente, subiu para a superf!cie. Esta mulher era dele, em seus braos enquanto ela se
suavi#ava, abrindo-se para ele, suas l!n%uas entrelaadas. Ele definitivamente não apenas
compartilharia esta mulher com Dylan. Eles seriam parceiros com esta mulher.
Excitaão estourou em suas veias, como uma bomba li%ada, um interruptor virado,
com uma s/bita explosão de dese7o e necessidade e lux/ria. Eaminto por mais dela em suas
mãos, em seus l:bios, contra seu corpo, ele procurou-a, como ir em uma via%em atrav"s de
terras de outra pessoa, e descobrir que a sua necessidade de explorar era absolutamente
intermin:vel. +ua ereão pressionava contra sua perna, enquanto ela se inclinou para ele
empurrando, procurando, querendo. 4s dois 7untaram-se em uma exploraão m/tua, óbvia

31


que o fe# dese7ar que a tivesse convidado em sua cabana para o 7antar, de modo que uma
cama seria /til.
E, em se%uida, sua mente caiu no lu%ar que ia quando corria, quando esquiava,
quando subia. <unca tinha sido capa# de acessar essa parte de si mesmo atrav"s de qualquer
coisa, mas o esforo pesado ou la#er, como foco nos cenest"sicos da vida, mas aqui, aqui se
encontrou mudando. -m movimento sutil e, de repente dram:tico de uma camada de uma
vida para outra.
.onforme suas mãos percorriam seus ombros, sentiu suas costas, apertou sobre sua
cintura e foi a outro lu%ar, ele encheu com um calor, com uma ur%$ncia que de#oito meses de
sofrimento, ne%aão, contenão e restrião permitiram crescer em al%o tão forte, al%o tão
%rande que estava em seu bei7o, seu toque e desencadeou-o, aqui e a%ora.
Ele apenas era. 0nfinito, atemporal e presente, exatamente como tinha sido com Hill.
Mas mais.


4h, meu Deus, o que ela estava fa#endo* Binda tinha o %osto de Dylan na parte
traseira de sua %ar%anta, o cheiro de Dylan em partes de sua pele, apesar de seu banho
completo esta manhã, a ess$ncia de Dylan estava profundamente dentro dela e l: estava ela
nos braos de outro homem. -m incr!vel homem divino e musculoso. +entiu seu calor
debaixo de suas roupas e queria desesperadamente sentir sua pele sem a camada entre eles.
.omo isso poderia estar acontecendo* .omo poderia dois homens incr!veis quer$-la
dentro de vinte e quatro horas um do outro* 0sto era... +ua mente ficou em branco quando
Mike sondou sua boca, sua l!n%ua cheia de mais per%untas e respostas, as mãos %rossas e
fortes, a%arrando e acariciando e que possuem partes dela. +uas próprias per%untas
desbotadas, derretidas na umidade quente de sua boca e sabia, só sabia que, em al%um n!vel

32


profundo, al%uma camada dentro de si mesma que nem sabia que tinha, que isso era muito
mais do que 7: antecipou, quando a pequena 7anela de chat tinha aparecido esta manhã.
4 maior poder que ela deveria a%radecer por isso era a pequena 7anela de chat.
+eu h:lito quente enchia e, em se%uida, o ar frio tocou seus l:bios quando ele se
afastou. 4 som de sua respiraão profunda, uma respiraão centrali#ada intencionalmente
que ela reconheceu de imediato, a encheu de incerte#a. Ele estava com d/vidas* 9odas essas
curvas extras não eram exatamente os acessórios que eram caracter!stica padrão nas
mulheres com quem Mike normalmente sa!a. Bquelas eram beb$s de yo%a em fim de
semana, as mulheres que competiram em mini-triathlon para se divertir e que passavam de
LRR milhas de passeios de bicicleta de fim de semana, apenas porque %ostavam. Elas eram
um tipo diferente de mulher do que >aura. 0nferno, elas poderiam muito bem ter sido uma
esp"cie diferente. 4 que Mike queria com ela, com todos os seus rolos de refri%erantes, copos
transbordantes, covinhas, maas nas bochechas e...
+e ela tivesse ido lon%e demais em bei7:-lo* Espere um minuto, a%ora ele era o /nico
que iniciou o bei7o. Ele bei7ou-a. Ela não tinha nada com que se preocupar, não tinha feito
nada prematuro. 6amos, >aura, pensou consi%o mesma, apenas pare com isso. 0sso "
loucura. +uas anti%as inse%uranas inundaram enquanto inclinou a cabea para baixo,
desviando os olhos, com a mão ainda sobre os ombros, arrastando um caminho pre%uioso
para o lado de sua caixa tor:cica, escovando rapidamente contra seu peito.
Ele lar%ou seu ombro e estendeu a mão ao queixo, desviando, forando-a a encontrar
seus olhos. 4 que ela viu l: disse tudo o que precisava saber. Ela riu nervosamente. IEu não
costumo fa#er isso, sabe*I
IEa#er o qu$*I +ua vo# estava esfumaada com a necessidade. Ele tinha mudado. 4
homem af:vel, um pouco estranho com quem comeou esta caminhada subitamente evoluiu
para um determinado, comandante, homem dominante.

33


IEu normalmente não vou a lon%as caminhadas com caras e depois os bei7o, antes de
che%ar ao cume. <ormalmente, eu espero at" che%armos ao topo.I
Ele sorriu. I4C, então tenho al%o para olhar a frente. 6amos.I Ele apontou em direão
a fu%a.
Ela %emeu. I9udo bem, se voc$ insiste.I
Ele estendeu a mão num %esto de cavalheirismo. I&rimeiro as damas.I
IHura*I &er%untou ela, a palavra pulando fora de sua boca antes que pudesse lev:-la de
volta.
Ele levantou uma sobrancelha, um olhar lascivo. I4h, voc$ pode contar com isso.I
4 que ela estava fa#endo, basicamente, prometendo a esse cara que ia fa#er sexo com
ele quando che%assem ao topo da montanha* ,erra para Laura, Ela teve que rir de si mesma
no interior, tentando esconder os pensamentos da corrida de Mike. 4 bater de sua vo#
interior era tão forte, tão forte e tão penetrante que temia tudo o que acontecesse dentro de
sua cabea era tão óbvio que ele pudesse l$-la.
8uando ele pe%ou a mão dela, entrelaando os dedos e caminhou lentamente no ritmo
de >aura para o topo, ela se sentiu tombar. 0sso era al%o novo e era al%o bom e não ia deixar
que a vo# rid!cula da d/vida dentro fosse sua ru!na.
B cada passo sentiu o rebote de ener%ia, acalmou sua frequ$ncia card!aca e seu corpo
encontrou al%um tipo de equil!brio para manter o bombeamento acima, %erenciar a trilha e
subir mais alto. 9alve# tenha sido a emoão do bei7o de Mike, sua proximidade, a promessa
de al%o mais quando eles atin%issem o seu ob7etivo. &arva embora ao que parece, que a fe#
viver o momento, e quando finalmente che%ou ao fim, a visão era realmente de outro mundo.
Bssim era o toque de Mike.
S* n%o durma com ele, aquela vo#inha a repreendeu. E%o se4a esse tipo de mulher. 6spere
mais um encontro. De certa forma, ela odiava aquela vo#, mas desta ve# realmente estava

34


certa. Dormir com Mike lo%o após Dylan, parecia %rosseiro. Bcima do topo. 0n7usto para
Mike.
0n7usto com ela. Ela precisava de uns dias de fol%a de todos para apenas pensar
nisso. .laro, nunca mais veria Dylan novamente. 0sso era um ne%ócio feito. <o entanto,
ainda tinha sentimentos não resolvidos por ele, e isso si%nificava limpar sua mente. <ão era
poss!vel fa#er isso com a l!n%ua de Mike em sua boca.
4u o pau em sua...
IEi* Este " um olhar interessante. 4 que est: acontecendo em sua mente*I Eale de uma
per%unta capciosa. >aura se esforou para responder. Ele a olhou, parecia realmente estud:-
la, e era como se ele soubesse. +abia o que ela estava pensando, entendia os demNnios com
quem lutava e estava sendo respeitoso, mas ainda curioso. +e não fosse LRRU imposs!vel para
ele ter al%uma ideia sobre seu encontro com Dylan ontem ' noite (esta manhã), teria pensado
que estava dando espao para pensar sobre as coisas.
0sso era uma loucura, no entanto.
+eu brao a a%arrou, puxou em seus braos, de costas para o peito dele, e ele se
estabeleceu, se%urando-a como se tivessem feito isso um milhão de ve#es. 0nalando
profundamente, ela relaxou no abrao, sentindo-se como se tivessem feito isso sempre. .omo
isso podia ser* &or que se sentia assim liquidada com ele e ainda assim tão animada para
conhec$-lo, tudo ao mesmo tempo* Examinou seus antebraos, nus e enrolados em suas
costelas e peito. .abelos claros areia pontilhavam os braos, que eram profundamente
sardentos, embora as manchas fossem leves. Bl%umas cicatri#es, mas nada que falasse de
trauma %rave. <o rin%ue, e não di#ia na pele branca onde um anel normalmente residiria. Ele
usava uma anti%a pulseira da ami#ade, do tipo que não tinha visto desde que era uma 7ovem
adolescente.

35


I4 que " isso*I Ela tocou, a banda tranada fina, desapareceu de vermelho e a#ul para
um rosa p:lido e cin#a. Mudar de assunto poderia a7ud:-la a escapar do escrut!nio sobre seus
pensamentos.
Ele ficou tenso, seu pulso comeou a puxar para tr:s, e então fe# uma pausa, tomou
uma respiraão profunda que sentia contra suas costas. 8uão raro, pensou. -m homem que
levava um punhado de se%undos para considerar suas a2es, ser deliberado. +e7a qual for '
resposta que ele estava prestes a lhe dar, ela sabia, seria franca e honesta, que vinha de um
centro profundo que ela queria tocar.
I-ma velha ami%a me deu isso.I &odia senti-lo en%olir, podia sentir o não
dito. Bl%u"m muito, muito especial.
IEst: des%astada e parece ter passado por muita coisa, mas parece bem amada.I
IEntão ela foi.I >aura parou de respirar. +ua vo# tinha sido calma, as palavras de uma
lufada de seus pulm2es, como al%o que ele não podia controlar, mas que mal podia suportar
a di#er. 4 clima tinha mudado abruptamente, suas per%untas inocentes al%o que ela
normalmente %ostaria que pudesse ter de volta, normalmente repreendia a si mesma por
per%untar, para fa#er tudo estranho com uma simples parte de bate papo.
+ó que ela não estava. Brrependida. Essa per%unta pode bem ter sido a melhor escolha
que fe# todos os dias, porque teve um vislumbre de um homem muito intensamente privado
e sua profunda nature#a foi revelada, mesmo em uma pequena porão.
0sso era o que ela queria. E Dylan. H( embora, Dylan, Depreendeu nin%u"m, a vo# em
sua cabea, como se ele mesmo tivesse invadido seus pensamentos. &or que ela estava
passando por essa estranha dualidade, nos braos de Mike e sentindo sua dor por al%u"m
que ele 7: tinha amado, o tempo todo pensando em um homem com quem tinha estado na
noite passada, com outro si%nificativo escondido*
Era uma loucura.

36


I+into muito.I Disse Mike, dando um passo para tr:s e %irando em torno dela. +eus
olhos eram sinceros e quentes, tin%idos com nostal%ia e conturbados. IMencionando sua ex "
a /ltima coisa que eu deveria fa#er em um encontro. Ealar sobre uma namorada passada não
" exatamente parte do plano para um novo relacionamento bem sucedido.I
Delacionamento* Ele disse relacionamento* 4 coraão de >aura cantou.
IEst: tudo bem.I Ela asse%urou. IEu entendo. 6oc$ a amava. <ão pode separar isso de
quem voc$ " e o que sente em um dado momento.I
Ele recuou, mas manteve contato com os olhos, obviamente chocado com suas
palavras. +ua reaão a surpreendeu, mas ela sabia que não tinha dito a coisa errada. +ua
inse%urana habitual desapareceu, substitu!da por uma calma inabal:vel. 9udo o que ela
disse, tinha sido a partir do coraão, e isso " tudo o que realmente contava.


.omo ela poderia l$-lo tão bem* Bssustadoramente bem. +entia-se como um completo
idiota por falar de Hill a%ora, e ainda de al%uma forma >aura fe# parecer bem. <atural. .omo
outra extensão de si mesmo, apenas uma parte perfeitamente normal da vida. .ontra toda a
esperana que ele tinha pensado que poderia, apenas poderia ter uma mulher assim l: fora
para ele e Dylan. Bl%u"m doce e a%rad:vel que compreendesse e aceitasse. <ão estava bem
convencido de que ela estava l: fora, ele tinha basicamente desistido, e a%ora Dylan a tinha
encontrado em um site de namoro online, caramba, de todos os lu%ares. 4 tipo de lu%ar onde
os homens eram controlados por sexo.
Dylan, por"m, estava em busca de al%o mais. E a%ora estava aqui o ?mais@, de p" diante
dele, di#endo-lhe que quem fosse que estava totalmente bem. 8ue falar sobre sua namorada
morta estava bem, porque era como se sentia.
4 que ele fe# para merecer isso e como poderia manter tudo indo*

37


&uxando-a em seus braos, ele a bei7ou novamente, desta ve# com mais ur%$ncia e
uma aceitaão mais profunda. Menos per%untas, mais certe#a. Ele estava ima%inando que ela
sentiu, tamb"m* +eus l:bios estavam menos hesitantes, mais confiantes, quando a l!n%ua
escorre%ou e fe# a sua própria reivindicaão, as mãos pressionando contra as omoplatas e
empurrando-o para dentro dela, seus quadris levantando contra o seu. Ela foi mais baixa do
que ele estava acostumado, um bom p" menor do que ele, mas suas curvas eram
viciantes. +uas mãos queriam tocar cada cent!metro de carne, especialmente a extensão da
suavidade do local onde a bunda dela encontrava a coxa, atrav"s de seus seios. &unhados de
>aura e seus pequenos suspiros de pra#er o fe# endurecer ainda mais, se isso fosse poss!vel, e
por Deus, se eles não estivessem indo em direão ao anoitecer em uma montanha onde não
era se%uro ficar desprote%ido durante a noite, ele passaria as próximas cinco horas
devorando-a, aqui e a%ora.
<o entanto, se ficassem, os ursos poderiam muito bem devor:-los, com %rande
relut=ncia ele se afastou, se%urando o rosto dela entre as mãos, sorrindo para ela, linda, as
faces coradas, os olhos :vidos e brilhantes. I&recisamos descer a montanha a%ora, antes que
fique escuro.I Ele pressionou a testa contra a dela e fechou os olhos, respirando fundo. IEu
%ostaria...I Ele não poderia terminar seu pensamento, muito oprimido pelo caos esma%ando
em turbul$ncia dentro dele.
Ela assentiu com a cabea, balanando li%eiramente, por sua ve#, provocando um
sorriso em seus l:bios. I0sso seria um primeiro encontro de mau a%ouro. Mulher comida por
urso.I
I&or que assume que o urso iria com$-la*I Ele riu e abriu os olhos. Ela estava olhando
para ele com um meio sorriso.
I&orque eu tenho mais %ordura corporal e voc$ pode correr mais r:pido.I
I&oderia a7ud:-la a subir em uma :rvore.I
I4s caras fa#em isso para que tenham uma desculpa de olhar as nossas bundas.I

38


Ele esticou a cabea por tr:s de seu corpo e olhou para baixo. IEu não preciso de uma
desculpa.I
Ela corou e olhou para cima, com um sorriso divertido apertado em seus l:bios. +e ele
tivesse ido lon%e demais* I&rimeiro encontro*I Ela disse. &arecia estar se forando a fa#er
contato visual.
0ntri%ado, ele fran#iu a testa. I-h, sim*I
I0sso implica que poderia...I
I... ter um se%undo*I
Ela assentiu com a cabea.
I0sso " com voc$, >aura.I


<ão di#er a Dylan sobre >aura realmente ia mat:-lo, mas precisava desse se%undo
encontro para confirmar suas suspeitas. 8uando ele saiu de seu quarto e encontrou Dylan
debruado sobre o seu laptop, nu, exceto por sua cueca boxers, ombros baixos e rosto
olhando fixamente para a tela enquanto devorava uma ti%ela de cereais, Mike não se
conteve. Ele riu.
Dylan praticamente escalou as paredes, assustado, com o rosto em p=nico e em uma
postura de luta ou fu%a. I8ue porra " essa, Mike* &or que fa# isso*I
IEa#er o qu$*I
IDaste7ar sobre as pessoas assim,I Ele tinha uma mão em seu coraão. I&orra, me deu
um ataque card!aco.I
IEi, não fi# nada de estranho. Entrei na minha própria co#inha para pe%ar caf" da
manhã. 6oc$ " a aberraão. &or que est: em outro mundo*I -m r:pido olhar sobre a tela
deu-lhe a resposta3 o site de namoro online.
.om a foto de >aura e seu perfil.

39


:oda-se. +uprimindo o seu ci/me, Mike abriu a porta da %eladeira e pe%ou um meio
%alão de leite para derramar num copo, enquanto colocava dois pedaos de pão na
torradeira.
IEstou ah, inferno, acho que estou perse%uindo >aura.I -ma onda de protecionismo
bateu em Mike no plexo solar como um soco. Ele sabia que Dylan não iria machuc:-la. +abia
que era só porque Dylan estava louco por ela. +abia de tudo isso.
Binda rea%iu.
IMas pensei que ela bloqueou voc$*I
IEla fe#. Espera. Eu te disse isso*I
I+im.I
I5em, fi# uma nova conta e estou tentando dessa forma.I
Mike piscou. -m barulho estourou. Dylan voltou sua atenão para a tela. 8uando
Mike pe%ou a mantei%a de amendoim, ele per%untou. IEntão, voc$ criou uma nova
identidade para tentar en%an:-la a falar com voc$*I
I<ão. Minha nova conta di# que sou eu. <ão sou tão louco.I
Sim, vocD 3, Mike pensou. 8uase disse. +e%urando de volta. Manchando a mantei%a de
amendoim com muita fora, ele desfiou o barulho, o batendo na pea e desfa#endo na mão e
pulso com mantei%a de amendoim. 8ue confusão.
C. Que con"us%o.
I6oc$ não est: preocupado que ela vai ficar assustada com voc$* 8uero di#er, ela te
bloqueou. .aso encerrado. +i%a em frente.I
Dylan balanou a cabea e suspirou, seu pacote de seis dobrou para dentro e depois
para fora, os m/sculos ondulando-se em seu peito. Mike admirava-o com contentamento,
como olhar para obras de arte. Ele não tinha necessidade de toc:-lo, apenas olhar era
satisfatório o suficiente. +aber que estava l: quando ele queria isso era o suficiente.

40


I+"rio, Dylan. 8ualquer mulher ficaria assustada se um cara andasse atr:s dela
assim. 6oc$ tentou mensa%ens em sua anti%a conta. Ela bloqueou voc$. 9entou mesmo
li%ar. B%ora voc$ est: ficando enlouquecido.I
9eep-blip2 I-au,I Dylan %ritou. IEla est: respondendo,I
Mike correu atrav"s do quarto para ver. -m redemoinho de bom e ruim misturado
dentro dele, pois se ela quisesse Dylan mais uma ve#, iria parar de ver o Mike* 4u, esperana
contra a esperana, ela iria considerar ver os dois*
.or "avor, dei&e-me em pa-, escreveu ela. Mike não pode conter uma %ar%alhada. Dylan
fe# uma careta.
IEoda-se,I Des%raa alheia de lado, pensamentos de Mike espelharam Dylan, porque
no final, enquanto isso era divertido, observar Dylan sofrer, o fato de que ele queria
compartilhar >aura si%nificava que de al%uma forma ele tinha que encontrar uma maneira de
fa#$-la ver o seu companheiro mais uma ve#, para esclarecer o mal entendido que tinham
desenvolvido na noite que eles passaram 7untos.
.laro, Dylan não podia saber que Mike estava saindo com ela, cara, quando isso tinha
se tornado tão complicado*
Quando a convidou para sair, idiota.
4h. P.
I8uantas mensa%ens voc$ 7: enviou a ela*I
I9rinta e quatro.I
I9D0<9B E 8-B9D4*I Mike uivava de tanto rir a%ora, incapa# de conter-se,
inclinando-se sobre o balcão e derramando o /ltimo leite na embala%em de meio litro, uma
ve# que tombou, de lado, em se%uida, caiu no chão de a#ule7os. IMerda,I Ele %ritou,
a%arrando uma toalha de mão e curvando-se para limp:-lo.
I0sso " uma met:fora*I Dylan murmurou, di%itando al%o na 7anela do chat.

41


I4 que est: escrevendo*I Mike dividia sua atenão entre a ba%una de leite e o mexer
de Dylan.
IEu estou pedindo-lhe para me encontrar em um caf".I
I<ão chianti
A
e fei7ão*I
I.ale a boca.I 4 olhar de Dylan passou de aborrecimento simples a uma f/ria em fo%o
brando. 4C. Mike sabia quando desistir. Meio minuto depois, o leite estava limpo, tempo de
sair de casa e deixar Dylan encontrar o seu caminho atrav"s de sua dor de cabea. Ele tinha
um encontro ho7e ' noite.
-m que necessitava um plane7amento s"rio. 4 que estava >aura pensando a%ora,
enfrentando a sua própria tela, quando Dylan tentava de novo e de novo falar com ela* Ela
estava com medo* 0ntri%ada* .hateada* Ela continuou, voltando-se, e isso não au%ura nada
de bom para uma tr!ade futura.
9udo o que Mike podia fa#er a%ora era KoL com o encontro de ho7e. Ele deixou
Dylan seminu e pensativo, para encontrar o seu caminho atrav"s de seus bloqueios, o homem
resmun%ando sobre todas as maneiras que ele poderia ter feito besteira em seu encontro.


B mesma montanha, novo encontro. 4u, parecia a mesma montanha. 9odas elas
pareciam ' mesma com sua visão turva, suas veias não acostumadas com san%ue bombeando
duro atrav"s de seu corpo, por qualquer ra#ão que não fosse pura excitaão.
B excitaão era um problema aqui, no entanto, tamb"m.
B vista do topo da montanha era de tirar o fNle%o e >aura provavelmente teria
apreciado mais se sua atenão não estivesse completamente focada em Mike. Ele era tudo
que ela queria ver quando a surpreendeu. .arre%ava uma mochila ao seu lado durante a
maior parte da caminhada. <ão usava, apenas carre%ava-a. E a%ora como uma esp"cie de

2
E um vinho tinto italiano &rodu#ido na De%ião da 9oscana.

42


chap"u de um m:%ico, ele puxou um cobertor, duas %arrafas de vinho tinto, um par de
copos, um recipiente com cinco ou seis tipos diferentes de quei7o, a maioria deles com nomes
que ela não podia pronunciar e um recipiente de uvas e moran%os, al%uns deles cobertos com
chocolate.
I4 que " isso*I Ela disse.
IEu pensei em te surpreender com um 7antar leve.I Ele sorriu timidamente. I+ou muito
cavalheiro em levar uma mulher para sair e não aliment:-la com pelo menos al%uma
coisa. &osso t$-la arrastado ao lon%o de outra caminhada louca e arruinar as minhas chances
de um terceiro encontro, mas pelo menos voc$ não pode di#er que não teve o 7antar.I
Ela examinou a visão diante dela. -ma esp"cie de um cobertor de acampamentoV fino,
mas bem-vestido. 9aas reais, copos de vinho que ele %uardava em um caso especial. E
quando inseriu o saca-rolha para a primeira %arrafa de vinho, e muito habilmente abriu, ela
pe%ou um dos quei7os.
IMmm, quei7o de ovelha*I &er%untou ela.
+eus olhos se iluminaram. I+im, 6oc$ pode di#er pelo %osto*I
I+im.I Ela disse. IP um dos meus favoritos.I
I5em, malditamente quente, 8uem diria que eu iria encontrar al%u"m que conhece
quei7o*I Ele disse, mordendo o l:bio inferior, sorrindo e acenando ao mesmo tempo, como se
calmamente comemorasse um menor sucesso.
I+im...I Ela disse baixinho. I... quem diria*I +eu rosto mudou em uma expressão de
melancolia, de serenidade, de estar muito no momento.
+entia que podia respirar em torno dele, que poderia apreciar cada respiraão. E
quando ele entre%ou-lhe o copo de vinho tinto, ela cheirou, então tomou um %ole. I0sso "
bom.I
IBdivinha*I
IBdivinha o qu$*I &er%untou ela.

43


IBdivinhe que tipo de vinho que " isso.I
Ela examinou, cheirando um par de ve#es, lambia o vinho tinto muito ostensivamente,
tomou um %ole, e olhou para ele %randiosamente, com tanta pretensão que conse%uiu reunir,
e declarou. IP vermelho.I
Ele caiu na %ar%alhada. I.omo " sofisticada.I
Ela encolheu os ombros. IDesculpe. &osso saber al%o sobre o quei7o, mas não sei nada,
absolutamente nada, sobre vinho. Mas %osto disso.I Ela pe%ou a mão dele quando se
levantaram e olharam para o vale. IEu %osto muito disso.I
+ua mão quente se fechou sobre seu ombro e ele a olhou, de p" um p" cheio acima seu
quadro, com o pescoo inclinado em sua direão, com o rosto a uma pole%ada de dist=ncia.
I+im. Eu %osto muito tamb"m.I
Ea#er amor fora, no ar fresco, nunca tinha sido parte de sua lista de dese7os. <a
verdade, era mais uma parte de sua lista de antidese7osV lu# brilhante, não cobria, no chão
duro* 8uem acha isso atraente*
-h, ela. 5em aqui. B%ora.
8uando Mike a olhou, os olhos ardentes com uma intensidade que ela caiu em um
abismo de dese7o, viu-se surpreendentemente interessada em experimentar esta nova
experi$ncia. Eoi por isso que ele tinha levado muito vinho, o cobertor especial, uma quei7aria
e tal* 4correu-lhe que ele não estava apenas sendo um amor, dando-lhe um lindo
piquenique %ourmet em seu se%undo encontro.
&or uma questão de fato, o que eles tinham comido era apenas um aperitivo.
Ela era a entrada.
4 bei7o não foi uma surpresa, o que chocou mais foi o impulso sobrenatural que
brotou, espontaneamente, enquanto suas mãos apreenderam sua bunda e quadris, seu corpo
sabendo exatamente o que e quem queria. Ele se mexeu, como se tivesse em seu primeiro
encontro, a partir de um ma%ro cara #en educado a um fero#, sexual macho Blpha.

44


E ela tinha provocado tudo isso. Excitou quase mais do que o toque dele, a maneira
como a l!n%ua conquistou a dela, como as palmas das mãos estavam :vidas por muito de sua
pele, seu peito pressionado no dela, o contorno %rosso de sua ereão em al!vio duro contra
seu umbi%o, ela provavelmente poderia esculpi-lo a partir do barro da memória. 8uando ele
lhe pedisse, %entilmente, para se a7oelhar, em se%uida, reclinar, sobre o cobertor, ela sabia
que sua cere7a sexo ao ar livre estava prestes a ser exibida, e uma fina membrana de
contenão prestes a dar lu%ar a uma explosão de necessidade que lhe disse que estava mais
do que pronta para descobrir tudo da nature#a.
IMmmmmmmm.I Ela suspirou. +ua boca se moveu a partir dela, as mãos traando
padr2es de lux/ria em seus seios, como se estivesse memori#ando o terreno, a palma da mão
para baixo achatada roubando sua caixa tor:cica enquanto seus l:bios acariciavam seu
pescoo. Ela usava uma saia ho7e, apenas no caso de um movimento que era %rata, a%ora, por
causa do f:cil acesso si%nificava que isso seria muito mais simples, mais direto, menos
complicado.
.omo Mike.
E, feli#mente, ela tinha raspado. &aisa%!stico, se voc$ quiser. Eicando quase careca
tinha sido uma experi$ncia nova, a pequena pista de pouso como um %i%ante, brilhante sinal
de n"on apontando para seu clitóris. Ela quase sorriu para si mesmaV ser: que ele
%ostaria* Detestaria* <ão se importaria*
<ervos que funcionam mal arrombaram e não poderia desli%ar os pensamentos, cortar
o con7unto de medos e inse%uranas, mesmo com as mãos deste atleta lindo avidamente
tocando cada parte dela, mesmo quando seus l:bios roaram seu abdNmen, com as mãos em
seu cabelo e 1 oh, Ele estava indo...
B sensaão suave e fria de sua saia desli#ando at" as coxas era como mantei%a
derretendo em carne quente, enquanto uma leve brisa soprou at" ela, centrada no pouco de
cabelo sob sua tan%a. Ela estremeceu e ele quase rosnou, seu rosto prestes a descer em sua

45


feminilidade, as p:lpebras pesadas e suas mãos comunicando sua própria necessidade,
controlado muito mal. -m profundo suspiro dele conforme suas mãos percorriam at" seu
torso lhe disse mais do que palavras, que ele estava %ostando disso, que o seu corpo era dele,
e bem, muito.
8uando ele desli#ou a corda fina de sua calcinha por suas pernas, ela se preocupou
que era muito %orda, muito cheia, tamb"m, e então, oh o, ele bei7ou suavemente seus
l:bios, um toque suave como uma promessa, tão profundo que quase %o#ou em sua boca, o
pensamento e a sensaão deste homem %i%ante %entil dese7ando-a era um b:lsamo. -m flash
r:pido de Dylan 1 ele nunca deixava seus pensamentos* 1 quase arruinou o momento para
ela, mas o empurrou e deixou Mike continuar, rendeu-se ao que estava diante dela.
-m homem que a dese7ava muito e que iria mostrar, toque por toque.
I4h, oh,I Ela sussurrou, suas mãos desli#ando entre sua bunda e o cobertor, seu
traseiro nu metade exposto para o sol e as nuvens e o c"u ver irrestrito. Mod"stia
desapareceu sob os raios do sol em seu lu%ar isolado, e o conhecimento que aqui, a
quilNmetros de qualquer coisa que pudesse 7ul%:-la, eram apenas duas pessoas desfrutando
de corpos e mentes de cada um. 5raos musculosos pressionavam nos lu%ares certos,
dobrando as pontas dos dedos suavemente para tr:s de seus l:bios e seu h:lito quente
provocando-a pouco antes de sua l!n%ua fa#er sua dana, batendo contra a pele vermelha que
dese7ava tanto sua boca.
Ela floresceu com a lux/ria, cada pulso de ener%ia focada em sua feminilidade quando
ele chupou seu clitóris, extraindo lentamente a liberaão de dentro, entrando e puxando para
tr:s com dois dedos perfeitos conforme parecia saber exatamente o que fa#er para lev:-la a
construir um cl!max. Este não era um cara t!mido, que não sabia o seu caminho em torno do
corpo de uma mulher, não podia controlar o balano das pernas, um sinal de que ela estava
ficando tão perto e, mais ainda, que ele era um mestre em acionar os pontos de contato de
uma mulher, fa#endo com que as diferentes partes se encaixassem para o grand "inale.

46


Deixar ir foi tão dif!cil, mas em um ponto a mão de Mike se aproximou e tocou-lhe o
osso do quadril, o %esto simples, não um s!mbolo sexual de uma li%aão aqui, que isto não
era apenas sexo, era al%o mais. -ma conexão. Ela olhou para baixo, al%o que nunca, nunca
fe# durante sexo oral e suas mãos encontraram seu caminho para o seu cabelo novamente,
com os olhos bem abertos, enquanto pe%ava nas forma2es de nuvens, o brilho da lu# do sol
do lado da montanha, a exuberante ve%etaão, a qualidade da lu#, o chilrear dos
p:ssaros. Eram os /nicos mam!feros que eram parte da nature#a, mas muito mais.
I&or favor, por favor,I Bs palavras sa!ram tão abruptamente que quase pulsava
quando %o#ou, as paredes de sua boceta batendo umas contra as outras, conforme o or%asmo
a atin%iu sem aviso pr"vio. Ela %emeu, p"lvis movendo em sua boca e l!n%ua, que danavam
loucamente bem onde ela mais precisava. Então ele rodou, ampliando a :rea de superf!cie de
sua l!n%ua incr!vel, mudando entre plano e apontando para a7ustar cada pi&el de carne que
podia. +entir ambas as sensa2es a levou a uma corrida %ritando como uma onda enorme,
m/sculos apertando cada parte dela, seu %ote7ante buraco ape%ando ao seu dedo, porra, seu
rosto, sua l!n%ua ansiosamente a aproximar-se de seu clitóris.
I<ão, .ontinue indo,I Ela %emeu, as mãos se curvaram em punhos com o or%asmo,
sua boceta lotou a l!n%ua quando ela sussurrou. I6oc$ " tão 1 oh, Mike,I 4 vórtice de lux/ria,
a a%itaão de esperana, descrena e pra#er, não parou e ela não achava que era poss!vel
sentir tanto tão r:pido, seus dedos a tocando e sua l!n%ua lambendo exatamente o que queria
e onde ela precisava, o cobertor sob a bunda estava encharcado, sua respiraão vindo curta
a%ora quando ima%inava que ele estava pronto para explodir, tamb"m.
Mantendo sua boceta em sua l!n%ua, ele manteve um ritmo constante, pequenas voltas
se%uidas de lambidas :vidas mais r:pidas, lambendo-a, trabalhando para extrair at" a /ltima
%ota, enquanto ela %o#ou, %o#ou e %o#ou, confort:vel o suficiente para deix:-la contorcer no
rosto e seu corpo torcer, conforme se divertia com o que ele poderia fa#er com ela. -m aperto
de corpo inteiro profundo quando ela fechou os olhos com tanta fora, que viu fo%os de

47


artif!cio por tr:s deles e estava satisfeita, o pico terminou, suas ora2es quase em sil$ncio, a
respiraão saindo de seu corpo.
Ele sorriu, em se%uida, subiu at" o seu corpo, seu quadril ma%ro de corredor, uma
parede musculosa quando fe# o seu caminho at" ela. -m bei7o quente cheio de seu %osto a
fe# vermelha e inchada de novo, seu clitóris apertando tanto que ela %o#ou a partir de apenas
um bei7o, seus quadris empurrando contra ele, seu próprio alm!scar cobrindo os l:bios, o
nari#, o odor inebriante tão poderoso que não podia acreditar que estava %o#ando
novamente. 8ue tipo de homem poderia fa#er isso com ela*
Este tipo.
Mãos fren"ticas que não eram como a dela, mas que eram e puxaram sua cintura. Ela o
queria nela a%ora. &reliminares primeiro, " claro, ela tinha que lhe dar al%uma atenão,
tamb"m, como um tapete de flores silvestres quase misturado com uma brisa baixa para
enviar uma incr!vel corrida inebriante de pólen e perfume no seu caminho. >ivrando-o, ela
en%as%ou.
4lhou para seu pau, parando um momento em realmente apreci:-lo, levantando-se e
encontr:-lo.
I>aura.I Disse ele, sua vo# %rave e firme.
I+im*I
Então ele estendeu a mão para ela e em um movimento fluido tirou sua camisa, com
os olhos brilhando quando sua pele brilhava ' lu#. Ela encolheu os ombros a frente, um
pouco enver%onhada de estar tão exposta na brilhante lu# do sol implac:vel.
I<ão.I Disse ele, com as mãos pe%ando os seios, os dedos brincando com o lao rosa
na parte superior do seu sutiã. I<ão faa isso.I
IEa#er o qu$*I Blarme correu por suas veias, misturando com as endorfinas dos
or%asmos que só teve, deixando-a perplexa com a cabea cheia de al%odão.

48


I<ão se esconda. 4h, >aura, voc$ " tão bonita.I Ele sussurrou em seu ouvido quando
se inclinou a frente, soltou o sutiã e tirou sua própria camiseta. Em poucos se%undos ele
próprio tinha revelado completamente o seu corpo nu diante dela, e fe# um %esto para que
ela fi#esse o mesmo.
Ela tinha que escorre%ar a saia e encolheu seu abdNmen inferior, dese7ando que tivesse
passado mais tempo em pilates que levantamento morto, a dor de cada rolo de %ordura em
excesso arruinando sua excitaão.
Bt" Mike di#er. I6oc$ " como uma modelo em uma pintura renascentista. &erfeita e
real.I Ele puxou-lhe a mão e a levou at" o cobertor, bei7ou a nuca e ela se derreteu.
Ela era real.
8uando ela sorriu, levou uma mão experiente, certificando-se que estava dando
atenão ao seu pleno ereto a%ora. &assou a l!n%ua pelos l:bios, saboreando o pra#er que
estava prestes a dar, por isso, o primeiro toque seria perfeito, não muito seco ou incomodo e,
" claro, por demais real.
Bpertou sua vara inchada em uma mão e brincou com sua ponta da l!n%ua, nas
ondula2es de m/sculos sob sua caixa tor:cica enlouquecendo. +acudindo a ponta at" que
ele %emeu, ela aperfeioou o n!vel de atrito todo o caminho para baixo, completamente
despertada por sua excitaão. &ernas de corredor %rossas mexiam-se, cabelo contra cabelo
como o som de uma lixa de lu#, e seu rosto estava aberto, l=n%uido, at" mesmo, quando ela o
tocou.
<in%u"m, nem mesmo Dylan, a fe# sentir-se a vontade com sua própria sexualidade.
9ão puro. 9ão real. 9ão vivo. Mike era tão presente com a sua excitaão, tão no momento de
sua mão a boca.
6oltando sua atenão para a ponta, firmando seu aperto e lambendo a borda suave de
seu co%umelo, ela sabia que ele estava che%ando perto. +ua mão esfre%ou a base de seu p$nis
enquanto ela muito %radualmente moveu a boca acima e para baixo sobre ele, acentuando a

49


sensaão do c"u da boca, a l!n%ua e os l:bios, bombeando-o com a mão e esperando que
pudesse dar-lhe o mesmo pra#er que ele tão bem lhe tinha dado h: poucos momentos.
-ma de suas mãos tocou sua cabea, acariciando seus cabelos encora7ando, os dedos
tentando lhe di#er al%o que ela 7: sabia, isso era bom. Mrande. +ncr'vel. 9omou seu tempo para
estender o seu pra#er, para fa#er amor neste cobertor no topo de uma montanha, as trilhas
acima deles o /nico testemunho de civili#aão, era um evento de ?uma ve# em uma
vida@. 8ueria torn:-lo perfeito.
Ela continuou este movimento, %radualmente mais e mais r:pido quando seus dedos
apertavam em seu cabelo. Jentilmente tocou as bolas dele, sabendo que estava no caminho
certo quando comeou a sentir o %osto dele e lanou aquela pequena %ota de flu!do, e ela
%emeu de pra#er. Ela o levou em sua boca, tanto quanto pNde, conforme seus dedos
a%arravam a base de seu p$nis e continuava a acarici:-lo, o corpo do seu atleta enri7eceu e
fixou sem levar em conta para nada, al"m do lanamento pendente.
Ela soprou mais ar sobre a pele sens!vel, enquanto o ordenhava e ele %emeu, m/sculos
do pescoo tensos com a a%onia de reter. Ela estava pronta para dar-lhe a versão que ele
tanto precisava e lambeu a palma da mão para se preparar mais quando uma mão firme
cobriu a dela.
I<ão. <ão assim. Eu quero estar em voc$.I Ele ordenou. <ão era um pedido. >aura
estava mais do que pronta para obedecer, mas ele a puxou.
Ele procurou seu clitóris, encontrou-a disposta novamente. I6oc$ me fa# querer lev:-
la, aqui e a%ora, a c"u aberto, selva%em, >aura.I -ma completamente nova onda de excitaão
veio do nada, batendo-a, fa#endo-a querer transar com ele o resto do tempo. 4u, pelo menos,
durante a próxima hora. 8ueria ficar em cima dele, mont:-lo, sentir este Deus %re%o em cima
dela, estarem 7untos, se unir e muito mais.
IMonte-me, >aura. Eu quero tocar em voc$.I Disse ele, puxando-a suavemente sobre
seus quadris. Ela estava tão molhada quando che%ou embaixo, abran%endo seus quadris

50


a%ora, as pequenas bordas recortadas de m/sculo onde seu abdNmen encontraram seus
quadris muito tentadores para não tocar. 8uando a ponta dos dedos escovaram l:, ele
tremeu e cutucou então tomou a ponta dele indo nela. &arecia afundando no perfeito banho
quente, como a primeira mordida de um torta de chocolate em um caf" em &aris, tão clich$,
.omo voltar para casa.
&ara uma casa que voc$ não sabia que tinha.
Ele pulsava e ela %emeu de pra#er quando suas coxas bateram suas bolas. I6oc$ " tão
incr!vel.I Ela %emeu. +eu corpo inteiro esticando para cima, como um %ato, seus seios
empurrando a frente e imediatamente cobertos com suas enormes palmas, a sensaão de seus
dedos beliscando seus mamilos como, uma rota quente direto a seu clitóris. Bl%o bateu em
seu brao, em se%uida, novamente em sua coxa, e ela se sentia mais dentro de seus muros da
boceta, seu corpo tomado de pequenos arrepios que feriam, então desapareceram.
8uando ela disparou-se at" o tampão do co%umelo, o atrito a fe# estremecer,
crescendo um or%asmo, que parecia que só poderia muito bem ser mais do que qualquer
supernova antes. Ele lambeu uma mão e acariciou-lhe o mamilo, então repetiu do outro lado,
a pele rosa p:lida ao seu toque, fa#endo a %ar%anta apertar e sua passa%em mais /mida do
que ela pensou que poderia ser. Ele estava fa#endo seu ponto J %ritar por atenão. Ela
trocou, mudando sua distribuião de peso, em se%uida, puxou-o todo o caminho at" a ponta,
preso na boceta dela, duro, então empalou a si mesma.
I.omo voc$... 4 que est: fa#endo*I Ele %emeu. IEaa mais.I 0nsistiu ele, seus quadris
empurrando-se para pe%:-la a%ora, o ritmo claro. Ele estava perto e ela tamb"m. Ela estava
em uma perda, o sentimento muito intenso.
Mike assumiu o comando, com as mãos na bunda dela, %uiando-a no ritmo que ele
usou seus %l/teos e m/sculos da coxa, e empurrar para cima, em se%uida, puxar de volta. +e
ele inclinasse seus quadris só assim, poderia atin%i-la.

51


IBh, meu Deus, ali mesmo, Mike,I Ela en%as%ou. &recisava se tocar, quando ele
ampliou sua #ona de pra#er esticando as pernas abertas um pouco. +entando-se, ela se
entre%ou ao acesso ao seu clitóris, um pouco t!mida. Bl%uns caras não %ostavam quando ela
tocava a si mesma, mas...
I+im.I Ele insistiu. I9ome o pra#er que voc$ merece, >aura.I Bcrescentou ele, bei7ando
a mão que tinha acabado de tocar o clitóris. Ela sorriu e separou a pele macia, %rossa de seu
p/bis, encontrando seu clitóris em posião de sentido e pronto para a explosão. Bl%uns
%olpes para baixo na sua caverna quente, onde Mike empurrou dentro e fora e %emeu e
apertou, e ela teve l!quido para se mover e circular.
Ela apertou contra ele, o sentimento tão enlouquecedor, batendo muito bem em seu
colo. E então ela só... Desviou. Era isso, e a liberaão estava l: com muito pouco aviso, sua
respiraão en%atou e o repentino aperto era a /nica pista pobre que Mike tinha. I4oooohhh,I
Ela %emeu. Ela %ritou e se contorceu e empurrou de volta, creme quente, estourando o sexo
quando seus sucos flu!ram, 7orrando.
I8uente, 6oc$ " tão quente, tão...I Desvanecendo, a vo# de Mike desapareceu, mas ele
contraiu-se, fodeu-a com fora e r:pido quando drenou do seu or%asmo, tamb"m, seus
corpos se contorcendo e empurrando um contra o outro de usar o que quer que as leis da
f!sica fosse dar-lhes. 4 corpo dela a fe# %o#ar v:rias ve#es, a carne fraca demais para %erir
qualquer coisa mais.
Ele bateu e bateu, bateu de volta, acariciou sua barri%a, e levou uma mão para beliscar
o mamilo direito, a dor se misturando com o empurrão e a explosão fa#endo-a %ritar um som
de animal e, em se%uida, era apenas uma sensaão de cansao, todo o pau e liso.
Eles diminu!ram, pouco apertado a partir dos restos de seu sexo abrandando. 4s sons
da nature#a encheram seus ouvidos, camada por camada. -m #umbido. -ma picada. Ela
bateu um mosquito fora de seu ombro e, em se%uida, relaxou. >aura ainda estava cheia dele
quando Mike relaxou, prendendo-a, sua umidade e seu corpo musculoso era tudo o que ela

52


sentia a%ora. Ela não tinha pensamentos, seu corpo se rendeu, tudo de bom, todo cheio, todo
acompanhado pelo sol piscando.
<enhum dos dois disse uma palavra. <enhuma. <o momento em que >aura percebeu
que precisava ir embora, o sol comeava a sumir. Estavam realmente apenas relaxando ali,
nus como no dia em que nasceram, por horas, apenas olhando um para o outro, olhando as
nuvens, sentindo o vento chicotear sua pele saciada* 9empo desapareceu e, quando eles,
relutantemente se vestiram com brilho do pNr do sol, decidiu não di#er nada at" que ele
falasse. 9alve# fosse mais espiritual do que ela sabia que era poss!vel, e falar o que quer que
fosse iria acabar com isso.
Mike embalou e levou todo seu equipamento em sil$ncio toda a caminhada at" o
estacionamento do in!cio da trilha, onde ambos os seus carros estavam, expectante e um
pouco ofendidos, como os pais de crianas novas para o namoro. >aura riu com a visão de
seus carros abandonados, os /nicos, e Mike apenas olhou para ela, intri%ado.
Ele permaneceu em sil$ncio, mas adiantou-se e bei7ou sua bochecha suavemente.
I9erceiro encontro*I +ussurrou em seu ouvido. Ela sorriu tão amplamente que sua bochecha
bateu.
I6ou levar isso como um sim.I Ele sussurrou, então caminhou at" o carro, abriu o
porta-malas, cuidadosamente colocou a mochila de piquenique, fechou a porta e subiu em
seu carro, observando >aura cuidadosamente.
<o momento em que ambos sa!ram do estacionamento e fi#eram seus respectivos
caminhos, o rosto de >aura estava coberto de l:%rimas.

Bl%umas coisas eram muito pessoais para compartilhar mesmo com sua melhor
ami%a. >aura ia constantemente louca e se a coceira não impedisse ela ia %ritar. Esfre%ar sua
bunda contra sua cadeira da co#inha não estava funcionando, caramba, por que na terra ela

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comprou assentos coberto de vinil* .om bom estofado velho, pelo menos, ela poderia estar
arranhado a bunda de uma forma que lhe desse al%um atrito e al%um al!vio.
Esta coceira estava lentamente penetrando-a cada movimento consciente, fa#endo dela
uma %rande parada de contraão, e só estava consciente por uma hora. Duas x!caras de caf"
não tinham a7udado. Einalmente, Hosie, que tinha acabado quatro copos e >aura dois,
inclinou a cabea e disse. I8ue diabos voc$ est: fa#endo, >aura* 6oc$ se parece com um
menino de nove anos, que teve uma festa de sorvete e al%uns tiros de caf" expresso.I
IEu apenas não estou confort:vel.I Eufemismo do ano. 6s"rega, es"rega, es"rega.
I6oc$ pe%ou al%uma coisa de um dos dois caras que fodeu em vinte e quatro horas*I
4uch. I4h, por favor, não foi dentro de vinte e quatro horas... E voc$ não pode ficar...
4h, eu nem quero falar disso. .ale a boca, Hosie.I Ela che%ou por tr:s e coou a bunda.
I6oc$ est: coando a bunda em p/blico. 8uero di#er, cara...I
I<ós não estamos em p/blico, estamos no meu apartamento.I
IEu sou p/blico. Eu sou um ser humano.I
I<ão, voc$ não ". 6oc$ " minha melhor ami%a.I
I6oc$... 4 que est: acontecendo*I B%ora >aura não se conteve e comeou a arranhar
seu peito. +eu mamilo estava pulsando com a quente coceira torturante que assolou a bunda
dela tamb"m. I&or que diabos est: arranhando seu peito*I
I&orque ele coa.I
I6amos >aura, não " isso que eu quis di#er.I B exasperaão de Hosie aparecia em seu
tom de vo# e, finalmente, >aura não a%uentava mais. Ela se levantou, puxou as calas para
baixo, puxou para baixo sua calcinha no meio do caminho e pe%ou o tubo de creme de
hidrocortisona que enfiou em sua bolsa para levar ao trabalho.
I>aura, oh, meu Deus.I
I4 qu$*I >aura virou-se e olhou a sua própria bunda. +im. <ão estava melhor esta
manhã. 4 que tinha comeado como uma s"rie de pequenas picadas de mosquito, a%ora era

54


um campo minado de vermelha carne quente, inchada para estas enormes mordidas.
8uando ela voltou para casa de seu encontro com Mike, percebeu rapidamente o que tinha
acontecido. Bo fa#er amor na nature#a, em um campo, no topo de uma montanha, com a
vista mais incr!vel poss!vel, tanto da nature#a e do corpo de Mike tinha feito a terra tremer,
literalmente, a realidade da nature#a tinha criado dentro.
Em seu bumbum.
Ela tinha cerca de cinquenta picadas de mosquito por toda sua bunda, suas pernas, at"
o peito, e um conse%uiu pousar em sua ar"ola da mama esquerda. Esses -aps* Esses -ings de
pra#er* <ão excitaão, 6ampiros da nature#a.
8uando se aplicou com creme hidrocortisona em todo o topo de sua bunda, Hosie
apenas balanou a cabea e riu, dobrando ao meio enquanto se%urava seu intestino, as
l:%rimas escorrendo pelo rosto.
>aura tentou incisivamente i%nor:-la, mas não podia evit:-lo. I.oa.I
I4h, >aura, isso est: horr!vel. Em seu seio.I
I+im, eu sei.I Ela puxou as calas para cima e foi at" a pia da co#inha para lavar as
mãos. I.omo voc$ acha que isso se sente*I
I5em, eu não sei como se sente. <unca comi al%u"m no topo de uma montanha, onde
um bando de mosquitos decidiu fa#er festa em mim.I Ela riu. I+e um mosquito morde na
bunda " que de al%uma forma... P a versão da nature#a do sexo oral*I
I4h, pare com isso.I
I6oc$ não tem nenhum no seu, voc$ sabe, seu hoo-ha*I
IIoo-ha* 8uem chama isso de um hoo-ha*I
Hosie abanou-se e fin%iu um sotaque sulista. I6oc$ me conhece. Eui criada na Hirg'nia,
eu sou uma boa menina do +ul.I
I6oc$ " de ?hio.I
IEu estava brincando.I

55


IE, al"m disso... Dama* +im, certo. .omo se fosse uma dama.I
I9ome um pouco de 9enadryl para isso, vai me a%radecer.I
IMas 9enadryl me deixa com sono.I
I+"rio* 8uero di#er, porque, se voc$ não fi#er al%uma coisa mais dr:stica, ir: para o
trabalho e vai parecer com uma hiena que comeu vinte e cinco fei72es saltadores mexicanos. P
muito melhor parecer como se estivesse apenas com um pouco de sono ou de ressaca em
antihistam!nicos.I
>aura pensou sobre isso por um minuto. <ão " como se tivesse um dia de trabalho
muito ocupado. +er: que apenas avisaria que estava doente* 4h, não. B reunião mensal de
%estão era ho7e. Dealmente não deveria ter que fa#er al%uma coisa, mas tinha que estar l:.
I+im, voc$ est: certa. 9alve# se eu tomar al%um 9enadryl vai ficar mais f:cil de passar a
reunião mensal de qualquer maneira.I
Hosie concordou. IEntão, >aura.I Ela riu. I6aleu a pena*I
>aura puxou seu sutiã e encontrou a picada, coou-a furiosamente, sabendo muito
bem que a este ritmo, iria machucar a pele, mas pelo menos lhe daria al%um al!vio doce.
I+im. 6aleu a pena, mas da próxima ve# vou usar um repelente em ve# de perfume.I


Mike sentou-se na cama olhando para o teto, contando os pequenos buracos nas
telhas, mais uma ve#, para o que parecia ser a mil"sima ve#. <a verdade, provavelmente era
a mil"sima ve#. Ele tinha feito isso mais e mais e mais desde que Hill morreu um ano e meio
atr:s. +ó que desta ve#, ele estava fa#endo isso para manter sua mente ocupada, e não para
manter a mente distra!da.
Estava fa#endo isso porque era al%o habitual, al%o trivial, al%o que ele poderia
simplesmente desli#ar de modo que não tinha que lidar com as consequ$ncias emocionais
realmente confusas de seu encontro com >aura. 9inha sido muito melhor do que ele 7amais

56


poderia ter esperado. <unca teve a intenão de dormir com ela. E certamente nunca teve a
intenão de fa#er amor com ela no topo da montanha em seu cobertor.
<o entanto, ele tinha e estava feli#.
B /ltima ve# que ele e Hill tinham feito amor tinha sido ali mesmo. Enquanto ele queria
recuperar o espao com al%u"m novo, não tinha plane7ado fa#er isso dessa maneira. >aura
mudou al%uma coisa dentro dele. +uas curvas suaves, seu riso ale%re, o 7eito que ela se
concentrou e seu rosto derretido em paixão quando %o#ou. 9udo foi tão %rande e muito
intenso.
Mike precisava conversar com al%u"m sobre >aura. .omo era inebriante. .omo era
calma. Exuberante. Doce. .omo. Era como se al%u"m tivesse esculpido a mulher perfeita
para ele e esqueceu de di#er-lhe que isso era o que realmente queria. <ão, ela não era Hill. E
nin%u"m 7amais seria Hill. 0sso era bom, porque tinha que estar bem. Ele não tinha escolha.
+empre supNs que nunca, 7amais se apaixonaria de novo, Mike não tinha considerado
a ideia de que poderia encontrar um amor diferente, um que não existia mais nem menos do
que o que ele e Dylan tiveram com Hill. B vida com >aura poderia ser tão boa* Melhor*
Diferente* 4 sexo tinha sido surpreendente, embora ele pudesse passar sem as picadas dos
malditos mosquitos. Da próxima ve# iria lev:-la para sua cabana.
Da próxima ve#. Ele não se importava que estivesse ficando ' frente de si mesmo. Mas
então... Dylan provavelmente pensava que tinha uma próxima ve# e >aura o tinha
expulsado. 4 que foi aquilo* Ele sabia que Dylan estava atormentado por seu sil$ncio, mas
não podia exatamente per%untar a ela sobre isso, a%ora, poderia* <ão sem revelar seu
disfarce. Disfarce* 8ue diabos, Mike* &er%untou-se. Este não era um filme da .0B ou do E50.
Ele não era o centro de uma operaão policial ou um detetive de dro%as ' paisana.
Ele estava, no entanto, en%anando, e isso estava muito, muito errado. >aura não tinha
ideia de que ele e Dylan eram um o qu$* 4 que eram, exatamente* Explicar a sua relaão não
tinha sido um problema com Hill. Eles só ca!ram em sua vida como um trio, tão simples e f:cil

57


como qualquer outro casal. Ele e Dylan não eram %ays. <ão " bem assim. Mas não eram
heteros, tampouco. Eles tinham tentado, antes de Hill, encontros com mulheres separadas,
mas aquele primeiro encontro, no cole%ial, onde ambos perderam a vir%indade com a mesma
%arota, tinha cimentado as suas necessidades. 4 que eles queriam era o poder de tr$s, e isso
os fa#ia completos.
<amorar uma mulher, dormir com uma mulher, era pra#eroso. 0nferno, >aura tinha
certamente provado isso, Binda, por"m, ele sentia um dese7o de mais. 0ma%inou que Dylan
sentia, tamb"m. B complicaão a%ora, no entanto, era que >aura estava re7eitando Dylan e
aprofundando seu relacionamento com Mike.
<o curto pra#o, isso era bom, mas no lon%o pra#o... 4 que ele poderia fa#er* .omo
poderia consertar o relacionamento entre Dylan e >aura e fa#er a tr!ade completa*
&ior, no entanto, era um medo miudinho no fundo de sua mente. +eu coraão. E se ela
preferisse Dylan sobre ele*
Bbrir-se para >aura seria outra ba%una. I4i, >aura. Meu companheiro, Dylan,
encontrou-a nesse site de namoro e achei que poderia estar aberta a um trio de lon%o
pra#o. E, por falar nisso, somos bilion:rios. Então... &odemos manter o namoro*I B decepão
7: estava por cima, amarrada para fora por muito tempo. -ma semana, no entanto,
realmente, como poderia uma semana criar tanta ale%ria e fa#er tanto estra%o* .omo poderia
mudar suas vidas de forma tão abrupta, tão profundamente, em um curto per!odo de tempo*
<ão havia escolha aqui. 4 que quer que >aura decidisse era final. Ele não podia l$-la,
apenas sabia que ela %ostava dele. Muito. 9eria %ostado de Dylan tanto assim, tamb"m* +e
não, por qu$* 4 que a levara para lon%e dele e para os braos de Mike*
B /nica sa!da era passar. Btrav"s de seu coraão e os seus. E Dylan. Ele teria que vir
limpo com ele, e lo%o, antes que esta espiral ficasse fora de controle.
<ão era medo que o fe# ficar de boca fechada. Era ale%ria. Excitaão. 4 se%redo do
meu. Minha. >aura era dele, por enquanto. +omente sua. Enquanto ele sabia que não iria

58


sustent:-lo no lon%o pra#o, assim como Dylan namor:-la, so#inho, não faria isso para ele,
tamb"m, havia uma confiana inebriante que veio escavando Dylan. Ele nunca poderia ter
ima%inado, nunca sonharia que >aura iria re7eitar Dylan e voltaria-se para Mike, mas aqui
estavam. Eoi assim que ele tinha virado para fora, e a%ora a /nica preocupaão que tinha era
que >aura iria odi:-lo, uma ve# que soubesse que eles se conheciam.
6spere, Mike, disse a si mesmo. +aboreie isto. Bpós de#oito meses de solidão e dor, era
bom acordar de manhã com um sorriso no rosto.
Binda melhor, por"m, seria despertar para dois outros sorrisos em sua cama. Deus, o
pensamento o deixou duro. .edra dura.
E assim se viu contando 1 MXQ, MMR, MML, MMA 1 contando, contando, contando. E então
olhou para baixo e viu a tenda sob o lenol. Bh, merda. ;: apenas uma maneira de lidar com
isso. -ma corrida.
+aiu do quarto e quase se chocou com Dylan, que estava saindo do chuveiro. I;ey,
cara, como foi esse encontro na noite passada*I
Mike sentiu sua expressão ficar em choque e tentou encobrir seus sentimentos. I4h, oh
sim, uh, sim, foi bom.I
IStimo.I Dylan bateu-lhe nas costas, olhando para a ereão de Mike. IP de pensar
nela*I
I&ensar sobre um monte de coisas.I Despondeu Mike, ainda balbuciante no
interior. Eoda-se, Dylan adivinhou o que estava acontecendo antes de Mike poder confess:-
lo* 0sso era demais. Ele passou a maior parte de sua vida tentando criar uma vida tão simples
quanto poss!vel, e a%ora ele criou um enorme con7unto de foda rom=ntico. Maneira de ir,
Dylan disse. I+im, eu fui tamb"m. Mas, bem, de qualquer maneira...I Ele balanou a
cabea como se estivesse disposto a colocar lon%e al%o que o estava incomodando.
Mike sabia que deveria per%untar, Mike sabia que deveria saber, que essa era a
maneira de Dylan che%ar, de ficar emocionalmente aberto e ainda assim ele não podia. Ele só

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não conse%uia reunir a ener%ia para lidar com conflitos emocionais de qualquer outra pessoa
no momento. 0nferno, não poderia mesmo lidar com o seu próprio. I+im, bem, vou para uma
corrida. 9e ve7o depois.I
I9udo bem, tchau.I
Eles eram tão articulados quando se tratava de expressar seus sentimentos. &odia
ouvir as palavras de Hill ecoando em sua cabea. I6oc$s dois são quase tão bons em falar
sobre seus sentimentos, como eu sou raspando minhas bolas.I
+e ele pudesse obter seus p"s batendo na calada, batendo na pista, correndo na terra,
as :rvores voando, o Nnibus %emendo, onde quer e quando quiser. 4 ar, o ar para fora,
m/sculos para cima, m/sculos para baixo. +e pudesse che%ar a esse lu%ar dentro onde tudo
desaparecia e nada era tudo 1 Mike sabia que podia descobrir como na terra ia di#er a Dylan,
que tinha acabado de roubar sua namorada.


Dylan colocou um par de shorts e al%uma camiseta, ele olhou para a marca da
escola. +im, ensino m"dio. Ele ainda tinha. <a verdade, nunca deixou ir qualquer de suas
camisetas. Ele provavelmente tinha centenas delas em v:rios estados em torno de seu
apartamento, tudo, desde os Monsters o" Noc! que seu irmão lhe dera quando era apenas um
%aroto, como a mais recente camisa Daily Sho.
Ele abriu seu laptop e tentou mais uma ve#. .licando sobre o perfil de >aura, di%itou
na 7anela de bate-papo. IEi, >aura, voc$ est: a!*I Ela o fechou completamente para fora. Ele
sabia que tinha sido um dia, um dia, era isso. Bpenas um /nico dia, desde que ela deixou sua
cama. Mas ela não respondeu seus textos, não respondeu 's suas chamadas telefNnicas, não
respondeu ao seu bate-papo, nada, e se es%ueirou para fora de sua casa no meio da noite.

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B%ora, ele certamente era usado para uma noite e tendo mulheres fu%indo ou ser o
/nico que escapou de uma mulher, mas sentiu uma conexão com ela que o mistificou. E
a%ora, o %rande sil$ncio. 4 que era aquilo* &or que ela estava fa#endo isso*
Ele sabia como encontrar o endereo dela. +abia onde ela trabalhava. Ele sabia o andar,
ela lhe dissera. Mas não queria ser um perse%uidor. <ão queria ser esse cara.
E ele não era o cara. <ão era seu estilo, nunca fe# esse tipo de coisa para uma
mulher. 0sto, no entanto* Bh, ele realmente podia sentir-se babando, ima%inando seu corpo,
evocando o toque dela, a forma como ela movia seus quadris, a maneira que se inclinou
contra ele, o 7eito que seu cabelo pendurava em seu rosto, o 7eito que seus l:bios pareciam...
4h, cara.
Ele e Mike eram um par correspondente de tenda no short a%ora.
8ue diabos estava acontecendo com Mike* Ele estava a%indo muito esquivo. 0sso não
era novidade, mas Dylan estava tendo todo este trabalho para encontrar outra pessoa. <ão
que al%u"m pudesse substituir Hill, mas ele queria aquela proximidade, queria aquele senso
de fam!lia que só tr$s poderiam dar a ele e Mike. E a%ora, a%ora se sentia sem rumo. &erdido.
Então ele di%itou novamente. I5em, >aura, se voc$ estiver a!, por favor, estou tentando
falar com voc$. D$-me uma chamada, mande um texto, al%uma coisa. Eu só queria
conversar. Jostei muito da outra noite e vamos tocar na base.I E com isso, desli%ou,
desconectou, %uardou o seu computador e foi se 7untar a Mike na corrida.
8uando comeou a colocar seus t$nis de corrida lembrou-se, oh merda, eu me esqueci
de enviar a minha mãe. B festa de anivers:rio de setenta anos de sua mãe estava che%ando e
ele precisava dar ao pai dele al%uma resposta sobre al%um detalhe. +eu computador 7: estava
desli%ado. 4h, espere um minuto, talve# eu pudesse usar o de Mike, pensou.
Então, ele entrou no quarto de Mike e sim, o laptop estava aberto. 0sto seria
f:cil. .licou no nave%ador e apareceu o mesmo site de namoro online, onde encontrou

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>aura. 0sso " en%raado, ele pensou, talve# se7a como Mike encontrou seu encontro de ontem
' noite. &ensou que ele teria dito.
9lin!, blin!. Dylan não sabia o que estava olhando, mas um chato pavor raste7ou e
comeou a encher suas veias. Enquanto olhava para a tela do computador e lia as 7anelas de
bate-papo, as informa2es da conta, a ima%em familiar demais, e di%itali#ada sobre cada
detalhe na tela, lentamente ocorreu-lhe que Mike estava conectado em sua conta e tinha uma
linda conversa sobre seu encontro mais recente.
.om >aura.

FIM

Bcesse meu blo%3 http3YYan%ellicas.blo%spot.com
Próximos:

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