Língua Portuguesa-Algumas Teorias e Regras Importantes Profª: Rosany Ferreira Rios Fonseca

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do núcleo do parágrafo.(Baseado em Linguagem e Arte, de João Parágrafo Conceituação O parágrafo, constituído por um ou mais de um período, é uma unidade do discurso, ou seja, é um microtexto que trata da explanação de uma idéia central. Em conseqüência, a análise e produção de parágrafos ilustram também a capacidade de análise e síntese. Em ponto menor, o parágrafo desfruta das mesmas características de outros textos: apresenta uma idéia nuclear a que se agregam geralmente outras idéias secundárias, intimamente relacionadas pelo sentido. À semelhança de qualquer outro texto, o parágrafo pode apresentar introdução, desenvolvimento e conclusão, essa última usada nos parágrafos mais extensos. Estrutura do Parágrafo O parágrafo, unidade fundamental do texto, divide-se em 3 partes: o tópico frasal, o desenvolvimento e a conclusão. A cada aspecto novo ou a cada idéia nova, justifica-se um novo parágrafo. Assim, há parágrafos que, no seu todo, introduzem uma idéia que será desenvolvida em um ou mais parágrafos do texto; da mesma forma, há parágrafos escritos com a função de concluir uma idéia já introduzida e desenvolvida. Há, porém, um tipo de parágrafo que, na sua estrutura, reúne os três aspectos: introdução, desenvolvimento e conclusão. Neste caso, denomina-se parágrafo-padrão. O parágrafo-padrão se estrutura basicamente sobre a idéia central que se configura no tópico frasal ou na frase núcleo. O tópico frasal se apresenta em uma frase ou na frase núcleo. Ele se apresenta numa frase ou num período para expressar, de maneira geral e sucinta, a idéia-núcleo do parágrafo. A introdução, na grande maioria dos casos, corresponde ao tópico frasal, que anuncia a idéia-núcleo do parágrafo. Além de conter a idéia central, importa que o tópico frasal seja atraente, para estimular a continuação da leitura. Constitui-se basicamente, por um ou mais períodos curtos iniciais, encerra de modo geral e conciso a idéia Escolha do Assunto e Definição do Tema A elaboração de um texto implica primeiramente a escolha de um assunto. Essa escolha deve envolver conhecimento e domínio, os quais são adquiridos por meio de leituras, discussões, pesquisas, experiências e outros recursos dentro da área de interesse e/ ou atuação do estudante. Formas para começar um parágrafo 1- Declaração Inicial – essa é uma modalidade de redigir o tópico frasal em que a idéia central do parágrafo se apresenta na forma de uma declaração sucinta. A declaração tanto pode estar afirmando ou negando. De qualquer forma, a declaração inicial breve que constitui, neste, caso, o tópico frasal, vai ser argumentada no desenvolvimento do parágrafo. 2- Definição – Aqui tópico frasal define, ou seja, enuncia as características essenciais e específicas de determinada coisa. A definição tanto pode ser científica como pode ser fruto de uma concepção particular de alguém. 3- Divisão – Este é um modo essencialmente didático de apresentar o tópico frasal. Nele, separam-se as idéias que serão desenvolvidas. 4- Alusão Histórica – Nesta modalidade de redação do tópico frasal, faz-se uma referência, uma menção a um fato histórico. 5- Omissão ou suspense – É uma modalidade que desperta a atenção do leitor e que exige muita habilidade do escritor. Aqui se omitem dados identificadores do personagem ou do fato. O autor retém, adia as 2) Francisco Duarte.). Elementos Para elaboração do Parágrafo Para se elaborarem parágrafos de forma clara, objetiva e consciente, alguns cuidados devem ser observados: 1) O primeiro deles diz respeito ao título. O trabalho intelectual requer coerência entre o título e o texto, o que nem sempre é observado no cotidiano da escrita da linguagem artística, jornalística. Outro cuidado relaciona-se com os elementos que dão unidade ao texto – padrões de textualidade ou elementos constitutivos do texto.

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informações, ele se torna reticente para manter o leitor na expectativa. 6- Outras formas de se iniciar o parágrafo: Citação, uma pergunta, ilustração, retomada de um provérbio, um conto, romance, poema, filme. Formas de Desenvolver o Parágrafo A exemplo do que se faz em relação à idéia núcleo contida no tópico frasal, o desenvolvimento dessa idéia também assume formas diferentes. O que vai determinar a escolha de uma ou outra forma para desenvolver o parágrafo é a natureza do tema, os propósitos do autor, seu estilo pessoal, entre outros aspectos. Não serão esgotadas aqui todas as formas, apenas apresentadas algumas que auxiliam o escritor a melhor apresentar suas idéias com clareza e coerência. Causa e Conseqüência No desenvolvimento do parágrafo segundo essa forma, examina-se o porquê de uma determinada idéia. Naturalmente, as relações que se devem estabelecer no estudo de um fenômeno qualquer não se esgotam nas suas causas e seus efeitos, porém essa forma de apresentar a idéia já é um começo para que a análise seja menos unilateral e caminhe rumo a uma abordagem mais dialética. Tempo e Espaço – Não são apenas os textos narrativos que faz referência a tempo e espaço. Há muitos temas em outras modalidades de redação (dissertação e discrição) que permitem a organização do discurso em termos de tempo e espaço. A relação espacial possibilita localizar o fenômeno que está sendo estudado em espaços definidos: regiões, cidades, setores, etc. A relação temporal, por sua vez, permite estabelecer um cronograma, uma seqüência lógica, uma caminhada do passado até o futuro. Confronto – Nessa forma de organização do desenvolvimento do parágrafo, as idéias podem assumir 03 (três) feições distintas, mantendo uma base comum que é a de trabalhar com mais de um ser, coisa, elemento ou fenômeno a fim de igualá-los (comparação), constatá-los (contraste) ou mostrar as semelhanças, apresentado os fenômenos lado a lado, cada um com sua identidade (paralelo). a) Comparação: nesse tipo de confrontação das idéias, ficam explícitos os conectivos (ou comparação. b) Contraste: esse é um confronto baseado nas dessemelhanças, nas diferenças apresentadas pelos elementos que estão sendo confrontados. seus equivalentes) de

c)

Paralelo: essa técnica confronta duas realidades, exprimindo suas semelhanças, indicando o que as une, porém mantendo suas identidades próprias, caminhando lado a lado. Palavras e/ ou expressões indicadoras de Comparação Tão, tanto, como, do que, tal qual, assim como, bem como, idéia, se. parecer, assemelharlembrar, dar uma Contraste De um lado..., de outro lado..., em contraste, por em oposição, ao contrário, outro lado, mas, porém, contudo, no entanto, ao passo embora. que, Paralelo Os sinais de pontuação (ponto, vírgula ponto vírgula) bastante usados quando se faz um confronto tipo paralelo. e e são

Enumeração ou divisão – A natureza de alguns temas sugere que as idéias sejam desenvolvidas a partir de uma enumeração ou divisão. A enumeração pode ser aleatória ou pode obedecer a um critério predeterminado (ordem de importância, de dificuldade, de preferência). Exemplificação – Nessa forma de organização do texto e / ou parágrafo oferecem-se detalhes específicos e concretos de uma idéia abstrata. A citação de exemplos não constitui uma forma de desenvolvimento em si, ela é um recurso usado para comprovação ou elucidação, o que implica que vem inserida em uma forma específica qualquer. Palavras-chave: as palavras chaves formam um centro de expansão que constitui o alicerce do texto. A tarefa do leitor é detectá-las, a fim de realizar uma leitura capaz de dar conta da totalidade do texto.

Fatores da textualidade Mico: Escreve-se catorze ou quatorze, mas fale apenas catorze.

São pronunciadas como se escrevem as palavras: beneficência, cabeleireiro, irrequieto, iogurte, privilégio, lagarto, lagartixa, meteorologia, caderneta, prateleira, cabeçalho.

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Padrões de Textualidade A construção de um texto e mesmo de um parágrafo, faz-se mediante a observação de alguns elementos que asseguram a sua unidade e compreensão. Esses elementos podem ser identificados como Padrões de Textualidade ou Princípios Constitutivos. Os padrões ou princípios observados na elaboração de um texto pelo escritor ajudam o leitor a atribuir significados à sua leitura, com isso, estabelecer a necessária interação leitor/ texto. Um texto bem constituído, unificado, apresenta 07 (sete) padrões de textualidade ou princípios constitutivos, a saber:

1. 2. 3. 4. 5. 6. 7.

Coesão – é constituída basicamente por elementos que interligam as partes do texto e está representada por elementos aditivos, tais como conjunção, advérbio, pelas elipses e / ou substituições, pela pontuação e outros. Coerência – estabelece a relação entre os conceitos, é responsável pela lógica interna do texto. Os elementos da coerência podem não estar explícitos no texto, mas é ela que permite ao leitor acrescentar os seus conhecimentos, na forma de inferenciamento. Intencionalidade – identifica-se com o objetivo do escritor que pode ser de sociabilizar conhecimentos, causar prazer, provocar ansiedade, entre outros propósitos. Aceitabilidade – este elemento leva em consideração o leitor, o interesse que o texto poderá lhe despertar, considera que um texto desinteressante gera indisposição por parte do leitor. Informatividade – da mesma forma que o interesse, a informação é importante para o leitor se ater ao texto; sem a informação, estabelecendo só uma seção de idéias ou eventos, o texto é rejeitado pelo leitor. Situacionalidade – representa a adequação social do texto; um texto deve retratar as características sociais do seu tempo. Intertextualidade – permite relacionar o texto com outros; torna o conhecimento do texto dependente do conhecimento de referências diversas; remete o leitor a outras fontes, o que contribui para o aprofundamento da questão em estudo.

Vamos analisar o texto que se segue, segundo os padrões de textualidade ou princípios que o constituíram. Coerência Dissertativa Na dissertação apresentamos argumentos, dados, opiniões, exemplos, a fim de defender uma determinada idéia ou questionar determinado assunto. Se, por exemplo, numa dissertação, expusemos argumentos, dermos exemplos e dados contrários à privatização de empresas estatais, não poderemos apresentar como conclusão que a Petrobrás deva ser imediatamente privatizada, pois tal conclusão estaria em contradição com pressupostos apresentados, tornando o texto incoerente. Nas dissertações, a coerência é decorrente não só da adequação da conclusão ao que foi anteriormente apresentado, mas da própria concatenação das idéias apresentadas na argumentação. Na produção de textos dissertativos, muitas vezes discutimos assuntos polêmicos sobre os quais não há consenso. Em dissertações que discutem temas como a pena de morte e a legislação do aborto, estão presentes convicções de natureza ética e religiosa que variam de indivíduo para indivíduo. Portanto, qualquer que seja a tese que defendamos, sempre haverá pessoas que discordarão dela. O que importa em um texto dissertativo não é a tese em si, pois como vimos as pessoas têm – felizmente – opiniões diferentes sobre um mesmo tema, mas a coerência textual, ou seja, a argumentação deve estar em conformidade com a tese e a conclusão deve ser uma decorrência lógica da argumentação. Coerência Narrativa Nas narrações atribuímos ações a personagens. Essas ações se sucedem temporalmente, isto é, uma ação posterior pressupõe uma ação com a qual não pode estar em contradição, sob pena de tornar a narração inverossímil.

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Se, num primeiro momento, afirmamos que um determinado personagem, ao sair para fazer comparas, deixou em casa o único talão de cheques que tinha, não podemos, em seguida, dizer que ele pagou as compras que fez com um cheque. Teríamos um caso de incoerência narrativa: quem não tem cheque não pode paga com cheque. Nas narrações, as incoerências podem também ser decorrentes da caracterização do personagem com relação às ações atribuídas a ele. Se um determinado personagem é, no início da narração, caracterizado como uma pessoa que não suporta animais, não podemos dizer em seguida, sem apresentar uma justificativa consciente, que ele criava em casa cachorros e passarinhos. A ação “criar cachorros e passarinhos” está em contradição com o pressuposto apresentado de que “ele não suporta animais”. Certamente você já deve ter assistido a um julgamento (pelo menos em filmes). Nele, juízes, promotores e advogados tentam estabelecer a verdade dos fatos, procurando descobrir incoerências no depoimento de acusados e testemunhas. Se uma testemunha afirmar que, na noite do crime ocorrido numa rua escura da cidade, estava a duzentos metros de distância do fato e que viu claramente que o assassino tinha olhos azuis e bigodes e que atirou com uma arma de cabo marrom, seu depoimento não deverá ser considerado devido à falta de coerência narrativa, ou seja, naquelas circunstâncias ele não poderia ter visto o que viu. Coerência descritiva. Nas descrições apresentamos um relato verbal de pessoas, coisas ou ambientes, enfatizando elementos que os caracterizam. Se se trata da descrição de um funeral, recorremos a figuras como “roupas negras”, “pessoas tristes”, “coroas de flores”, “orações”, etc. Nesse caso, as figuras utilizadas são coerentes com a cena que está sendo descrita. Se descrevermos um dia ensolarado de verão, não podemos afirmar que as pessoas andam pelas ruas protegidas por pesados casacos, pois esta descrição seria incoerente, já que a figura “pesados casacos” está em contradição com o pressuposto “dia ensolarado de verão”. Na produção de um filme (e também de novelas e minisséries para a televisão), certas cenas, por motivos técnicos, muitas vezes não são feitas num mesmo dia. Para garantir que o filme não apresente incoerências, existe um profissional responsável pela continuidade das cenas. Imagine que num dia começa-se a gravar uma cena em que um personagem vai ao banco pedir um empréstimo ao gerente e que a continuidade da gravação dessa cena venha a ocorrer no dia seguinte. Se, na primeira gravação, o personagem entra no banco vestindo uma camisa azul, no dia seguinte ele deverá estar vestindo a mesma camisa azul. A função desse profissional é impedir que haja discrepâncias na continuidade do filme. Imagine a estranheza dos espectadores se, ao entrar no banco, o personegem estivesse usando uma camisa azul e, ao sentar-se na mesa do gerente, vestisse uma camisa amarela! COESÃO Todo homem será uma ilha? Lya Luft Acordou. Levantou-se. Aprontou-se. Lavou-se. Barbeou-se. Enxugou-se. Perfumou-se. Lanchou. Abraçou. Beijou. Saiu. Entrou. Cumprimentou. Orientou. Controlou. Advertiu. Chegou. Desceu. Subiu. Entrou. Cumprimentou. Assentou-se. Preparou-se. Examinou. Leu. Convocou. Leu. Comentou. Interrompeu. Leu. Despachou. Conferiu. Vendeu. Vendeu. Ganhou. Ganhou. Ganhou. Lucrou. Lucrou. Lesou. Explorou. Escondeu. Burlou. Safou-se. Comprou. Vendeu. Assinou. Sacou. Depositou. Depositou. Depositou. Repreendeu. Suspendeu. Demitiu. Negou. Explorou. Desconfiou. Vigiou. Ordenou. Telefonou. Despachou. Esperou. Chegou. Vendeu. Ordenou. Telefonou. Despachou. Repreendeu. Suspendeu. Demitiu. Convocou. Elogiou. Bolinou. Estimulou. Beijou. Convidou. Saiu. Chegou. Despiu-se. Abraçou. Deitou-se. Mexeu. Gemeu. Fungou. Babou. Antecipou. Frustrou. Virou-se. Relaxou-se. Envergonhou-se. Presenteou. Saiu. Despiu-se. Dirigiu-se. Chegou. Beijou. Negou. Lamentou. Justificou-se. Dormiu. Roncou. Sonhou. Sobressaltou-se. Acordou. Preocupou-se. Temeu. Levantou. Apanhou. Rasgou. (Mino) Engoliu. Bebeu. Rasgou. Engoliu. Bebeu. Dormiu. Dormiu. Dormiu. Acordou. Levantou-se. Aprontou-se...

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A ATITUDE CIENTÍFICA Marilena Chauí O Senso Comum O Sol é menor do que a Terra. Quem dúvida disso se, diariamente, vemos um pequeno círculo avermelhado percorrer o céu, indo de leste para oeste? O Sol se move em torno da Terra, que permanece imóvel. Quem duvidará disso, se diariamente vemos o Sol nascer, percorrer o céu e se por? A aurora não é o seu começo e o crepúsculo, seu fim? As cores existem em si mesmas. Quem duvidaria disso, se passamos a vida vendo rosas vermelhas e brancas, o azul do céu, o verde das árvores, o alaranjado da laranja e da tangerina? Cada gênero e espécie de animal já surgiram tais como os conhecemos. Alguém poderia imaginar um peixe tornar-se réptil ou pássaro? Para os que são religiosos, os livros sagrados não ensinam que a divindade criou de uma só vez todos os animais, num só dia? A família é uma realidade natural criada pela Natureza para garantir a sobrevivência humana e para atender à afetividade natural dos humanos, que sentem a necessidade de viver juntos. Quem duvidará disso, se vemos, no mundo inteiro, no passado e no presente, a família existindo naturalmente e sendo a célula primeira da sociedade? A raça é uma realidade natural ou biológica produzida pela diferença dos climas, da alimentação, da geografia e da reprodução sexual. Quem duvidará disso, se vemos que os africanos são negros, os asiáticos são amarelos de olhos puxados, os índios são vermelhos e os europeus, brancos? Se formos religiosos, saberemos que os negros descendem de Caim, marcado por Deus, e de Caim, o filho desobediente de Noé. Certezas como essas formam nossa vida e o senso comum de nossa realidade, transmitido de geração em geração, e, muitas vezes, transformando-se em crença religiosa, em doutrina inquestionável. A astronomia, porém, demonstra que o Sol é muitas vezes maior do que a terra e, desde Copérnico, que é a Terra que se move em torno dele. A física óptica demonstra que as cores são ondas luminosas de comprimentos diferentes, obtidas pela refração e reflexão, ou decomposição, da luz branca. A biologia demonstra que os gêneros e as espécies de animais se formaram lentamente, no curso de milhões de anos, a partir de modificações de microorganismos extremamente simples. Historiadores e antropólogos mostram que o que entendemos por família (pai, mãe, filhos; esposa, marido, irmãos) é uma instituição social recentíssima - data do século XV - e própria da Europa ocidental, não existindo na Antigüidade, nem nas sociedades africanas, asiáticas e americanas pré-colombianas. Mostram também que não é um fato natural, mas uma criação sociocultural, exigida por condições históricas determinadas. Sociólogos e antropólogos mostram que a idéia de raça também é recente data do século XVIII -, sendo usada por pensadores que procuravam uma explicação para as diferenças físicas e culturais entre os europeus e os povos conhecidos a partir do século XIV, com as viagens de Marco Polo, e do século XV, com as grandes navegações e as descobertas de continentes ultramarinos. Ao que parece, há uma grande diferença entre nossas certezas cotidianas e o conhecimento científico. Como e por ela existe? Características do senso comum Um breve exame de nossos saberes cotidianos e do senso comum de nossa sociedade revela que possuem algumas características que lhes são próprias: - são subjetivos, isto é, exprimem sentimentos e opiniões individuais e de grupos, variando de uma pessoa para outra, ou de um grupo para outro, dependendo das condições em que vivemos. Assim, por exemplo, se eu for artista, verei a beleza da árvore; se eu for marceneira, a qualidade da madeira; se estiver passeando sob o sol, a sombra para descansar; se for bóia-fria, os frutos que devo colher para ganhar o meu dia.

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Se eu for hindu, uma vaca será sagrada para mim; se for dona de um frigorífico, estarei interessada na qualidade e na quantidade de carne que poderei vender. - são qualitativos, isto e, as coisas são julgadas por nós como grandes ou pequenas, doces ou azedas, pesadas ou leves, novas ou velhas, belas ou feias, quentes ou frias, úteis ou inúteis, desejáveis ou indesejáveis, coloridas ou sem cor, com sabor, odor, próximo ou distante etc.; - são heterogêneos, isto é, referem-se a fatos que julgamos diferentes, porque os percebemos como diversos entre si. Por exemplo, um corpo que caí e uma pena que flutua no ar são acontecimentos diferentes; sonhar com água é diferente de sonhar com uma escada etc.; - são individualizadores por serem qualitativos e heterogêneos, isto é, cada coisa ou cada fato nos aparece como um indivíduo ou como um ser autônomo: a seda é macia, a pedra é rugosa, o algodão é áspero, o mel é doce, o fogo é quente, o mármore é frio, a madeira é dura etc.; - mas também são generalizadores, pois tendem a reunir numa só opinião ou numa só idéia coisas e fatos julgados semelhantes: falamos dos animais, das plantas, dos seres humanos, dos astros, dos gatos, das mulheres, das crianças, das esculturas, das pinturas, das bebidas, dos remédios etc.; - em decorrência das generalizações, tendem a estabelecer relações de causa e efeito entre as coisas ou entre os fatos: "onde há fumaça, há fogo"; "quem tudo quer, tudo perde"; "dize-me com quem andas e te direi quem és"; “a posição dos astros determina o destino das pessoas; mulher menstruada não deve tomar banho frio; ingerir sal quando se tem tontura é bom para a pressão; mulher assanhada quer ser estuprada, menino de rua é delinqüente etc.”. - não se surpreendem e nem se admiram com a regularidade, constância, repetição e diferença das coisas, mas, ao contrário, a admiração e o espanto se dirigem para o que é imaginado como único, extraordinário, maravilhoso ou miraculoso. Justamente por isso, em nossa sociedade, a propaganda e a moda estão sempre inventando o "extraordinário", o "nunca visto"; - pelo mesmo motivo e não por compreenderem que seja investigação científica, tendem a identificá-la com a magia, considerando que ambas lidam com o misterioso, o oculto, o incompreensível. Essa imagem da ciência como magia aparece, por exemplo, no cinema, quando os filmes mostram os laboratórios científicos repletos de objetos incompreensíveis, com luzes que acendem e apagam, tubos de onde saem fumaças coloridas, exatamente como são mostradas as cavernas ocultas dos magos. Essa mesma identificação entre ciência e magia aparece num programa televisão brasileira, o Fantástico, que, como o nome indica, mostra aos telespectadores resultados científicos como se fossem espantosa obra de magia, assim como exibem magos ocultistas como se fossem cientistas; - costumam projetar nas coisas ou no mundo sentimentos de angústia e de medo diante do desconhecido. Assim, durante a Idade Média, as pessoas viam o demônio em toda a parte e, hoje, enxergam discos voadores no espaço. - por serem subjetivos, generalizadores, expressões de sentimentos de medo e angústia, e de incompreensão quanto ao trabalho científico, nossas certezas cotidianas e o senso comum de nossa sociedade ou de nosso grupo social cristalizam-se em preconceitos com os quais passamos a interpretar toda a realidade que nos cerca e todos os acontecimentos. A atitude científica O que distingue a atitude científica da atitude costumeira ou do senso comum? Antes de mais nada, a ciência desconfia da veracidade de nossas certezas, de nossa adesão imediata às coisas, da ausência de crítica e da falta de curiosidade. Por isso, ali onde vemos coisas, fatos e acontecimentos, a atitude científica vê problemas e obstáculos, aparências que precisam ser explicadas e, em certos casos, afastadas. Sob quase todos os aspectos, podemos dizer que o conhecimento científico opõe-se ponto por ponto às características do senso comum: - é objetivo, isto é, procura as estruturas universais e necessárias das coisas investigadas;

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- é quantitativo, isto é, busca medidas, padrões, critérios de comparação e de avaliação para coisas que parecem ser diferentes. Assim. Por exemplo, as diferenças de cor são explicadas por diferenças de um mesmo padrão ou critério de medida, o comprimento das ondas luminosas; as diferenças de intensidade dos sons, pelo comprimento das ondas sonoras; as diferenças de tamanho, pelas diferenças de perspectiva e de ângulos de visão etc.; - é homogêneo, isto é, busca as leis gerais de funcionamento dos fenômenos, que são as mesmas para fatos que nos parecem diferentes. Por exemplo, a lei universal da gravitação demonstra que a queda de uma pedra e a flutuação de uma pluma obedecem à mesma lei de atração e repulsão no interior do campo gravitacional; a estrela da manhã e a estrela da tarde são o mesmo planeta. Vênus, visto em posições diferentes com relação ao Sol, em decorrência do movimento da Terra; sonhar com água e com uma escada é ter o mesmo tipo de sonho, qual seja, a realização dos desejos sexuais reprimidos etc.; - é generalizador, pois reúne individualidades percebidas como diferentes, sob as mesmas leis, os mesmos padrões ou critérios da medida mostrando que possuem a mesma estrutura. Assim, por exemplo, a química mostra que a enorme variedade de corpos se reduz a um número limitado de corpos simples que se combinam de maneira variadas, de modo que o número de elementos é infinitamente menor do que a variedade empírica dos compostos; - são diferenciadores, pois não reúnem nem generalizam por semelhanças aparentes, mas distinguem os que parecem iguais, desde que obedeçam a estruturas diferentes. Lembremos aqui um exemplo que usamos no capítulo sobre a linguagem, quando mostramos que a palavra queijo parece ser a mesma coisa que a palavra inglesa cheese e a palavra francesa fromage, quando, na realidade, são muito diferentes, porque se referem a estruturas alimentares diferentes; - só estabelecem relações causais depois de investigar a natureza ou estrutura do fato estudado e suas relações com outros semelhantes ou diferentes. Assim, por exemplo, um corpo não cai porque é pesado, mas o peso de um depende do campo da gravitação onde se encontra - é por isso que, nas naves espaciais, onde a gravidade é igual a zero, todos os corpos flutuam, independentemente do peso ou do tamanho; um corpo tem uma certa cor não porque é colorido, mas porque, dependendo de sua composição química e física, reflete a luz de uma determinada maneira etc.; - surpreende-se com a regularidade, a constância, a freqüência, a repetição e a diferença das coisas e procura mostrar que o maravilhoso, o extraordinário ou o "milagroso" é um caso particular do que é regular, normal, freqüente. Um eclipse, um terremoto, um furacão, embora excepcionais, obedecem às leis da física. Procura, assim, apresentar explicações racionais, claras, simples e verdadeiras para os fatos, opondo-se ao espetacular, ao mágico e ao fantástico; - distingue-se da magia. A magia admite uma participação ou simpatia secreta entre coisas diferentes, que agem umas sobre outras por meio de qualidades ocultas e considera o psiquismo humano uma força capaz de ligar-se a psiquismos superiores (planetários, astrais, angélicos, demoníacos) para provocar efeitos inesperados nas coisas e nas pessoas. A atitude científica, ao contrário, opera um desencantamento ou desenfeitiçamento do mundo, mostrando que nele não agem forças secretas, mas causas e relações racionais que podem ser conhecidas e que tais conhecimentos podem ser transmitidos a todos; - afirma que, pelo conhecimento, o homem pode libertar-se do medo e das superstições, deixando de projetá-los no mundo e nos outros; - procura renovar-se e modificar-se continuamente, evitando a transformação das teorias em doutrinas e destas, em preconceitos sociais. O fato científico resulta de um trabalho paciente e lento de investigação e de pesquisa racional, aberto a mudanças, não sendo num um mistério incompreensível nem numa doutrina geral sobre o mundo; Os fatos ou objetos científicos não são dados empíricos espontâneos de nossa experiência cotidiana, mas são construídos pelo trabalho da investigação científica. Esta é um conjunto de atividades intelectuais, experimentais e técnicas, realizada com base em métodos que permitem e garantem: - separar os elementos subjetivos e objetivos de um fenômeno; - construir o fenômeno como um objeto do conhecimento, controlável, verificável, interpretável e capaz de ser retificado ou corrigido por novas elaborações;

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- demonstrar e provar os resultados obtidos durante a investigação, graças ao rigor das relações definidas ente os fatos estudados; a demonstração deve ser feita não só para verificar a validade dos resultados obtidos, mas também para prever racionalmente novos fatos como efeitos dos já estudados; - relacionar com outros fatos um fato isolado, integrando-o numa explicação racional unificada, pois somente essa integração transforma o fenômeno em objeto científico, isto é, um fato explicado por uma teoria; - formular uma teoria geral sobre o conjunto dos fenômenos observados e dos fatos investigados, isto é, formular um conjunto sistemático de conceitos que expliquem e interpretem as causas e os efeitos, as relações de dependência, identidade e diferença entre todos os objetos que constituem o campo investigado. - delimitar ou definir os fatos a investigar, separando-os de outros semelhantes ou diferentes; estabelecer os procedimentos metodológicos para observação, experimentação e verificação dos fatos; construir instrumentos técnicos e condições de laboratório específicas para a pesquisa; elaborar um conjunto sistemático de conceitos que formem a teoria geral dos fenômenos estudados, que controlem e guiem o andamento da pesquisa, além de ampliá-la com novas investigações, e permitam a previsão de fatos novos a partir dos já conhecidos: esses são os pré-requisitos para a constituição de uma ciência e as exigências da própria ciência. A ciência distingue-se do senso comum porque este é uma opinião baseada em hábitos, preconceitos, tradições cristalizadas, enquanto a primeira baseia-se em pesquisas, investigações metódicas e sistemáticas e na exigência de que as teorias sejam internamente coerentes e digam a verdade sobre a realidade. a ciência é conhecimento que resulta de um trabalho racional. O que é uma teoria científica? É um sistema ordenado e coerente de proposições ou enunciados, baseados em um pequeno número de princípios, cuja finalidade é descrever, explicar e prever de modo mais completo possível um conjunto de fenômenos, oferecendo suas leis necessárias. A teoria científica permite que uma multiplicidade empírica de fatos aparentemente muito diferentes sejam compreendidos como semelhantes e submetidos às mesmas leis; e vice-versa, permite compreender por que fatos aparentemente semelhantes são diferentes e submetidos a leis diferentes. CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. 12 ed. São Paulo: Ática, 1999. A escolha do método na pesquisa científica O que é método científico? Método é o conjunto de procedimentos pelos quais se propõe um problema, selecionam-se técnicas e avaliam-se hipóteses com o fim de solucionar um problema, selecionam-se técnicas e avaliam-se hipóteses com o fim de solucionar o problema ou simplesmente explicá-lo, acrescentando-se o fato de que o método deve ser um processo sempre aberto a questionamentos e sujeito a contínua revisão. Método Dedutivo

Um método baseado no raciocínio por dedução: um tipo de raciocínio em que o pesquisador parte de um dado geral (lei, generalização, premissa maior) para um dado particular. A conclusão é uma decorrência necessária da relação entre premissas.

Exemplo: PM: Todos os homens são mortais; Pm: Pedro é homem; Conc: Logo, Pedro é mortal. A dedução lógica é chamada por Aristóteles de “Silogismo”. Exemplo: Todo brasileiro é sul-americano; O paulista é brasileiro; Logo, todo paulista é sul-americano. • A matemática, bem como a filosofia, utiliza-se do método dedutivo. Sua função básica é demonstrar aquilo que já está implícito no termo antecedente. Deduzir é, portanto, inferir.

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Pode ocorrer, no entanto, um raciocínio com uma ou mais premissas falsas, o que poderá acarretar uma conclusão falsa. A isso dá-se o nome de “sofisma.” Exemplo: Todo indivíduo natural da África é negro; Meu vizinho nasceu na África; Logo meu vizinho é negro.

O sofisma era muito utilizado pelos sofistas, contemporâneos de Sócrates, que eram mestres na arte do discurso. Método indutivo • Um método que se baseia no raciocínio por indução: uma argumentação em que, a partir de dados singulares suficientemente enumerados, inferimos uma verdade universal (uma generalização).

Exemplo: O cobre é condutor de eletricidade, o ouro, o ferro, o zinco e a prata também...; logo, todo metal é condutor de eletricidade. • A indução é o procedimento básico do método experimental inaugurado por Bacon. É um método válido até hoje nas ciências de natureza empírica: física, química, medicina, biologia, etc.

Analogia • Esta é um tipo de indução simples, baseada na semelhança entre duas situações particulares. Exemplo: Eu sarei de uma forte gripe com esse remédio; Logo, você poderá sarar de sua gripe com esse remédio. • Alguns provérbios recorrem a uma analogia cruel, carregada de ironia: Exemplo:Mulher é como tapete: quanto mais se pisa, mais macia fica. Método Experimental  É o método científico, cujo princípio é o da indução. Os procedimentos do método devem seguir fases determinadas:  Observação  Problematização  Hipóteses  Experimentação  Conclusão  Generalização (lei) ESTRUTURA DE TRABALHOS DE GRADUAÇÃO (ACADÊMICO) 1- Capa 2- Folha de rosto 3- Sumário 4- Introdução 5- Desenvolvimento 6- Conclusão 7- Referências      O desenvolvimento pode ser divido em capítulos ou seções, conforme o caso. Podem-se acrescentar páginas opcionais como epígrafes, agradecimentos e anexos ou glossários. Evitar ilustrações na capa ou letras coloridas e com efeitos artísticos Os resumos são dispensados nesse tipo de trabalho. Figuras, tabelas ou gráficos devem ser inseridos no desenvolvimento de acordo com as análises, discussões ou exposição do conteúdo.

Sumário O sumário apresenta a disposição das principais divisões e sessões do trabalho, na mesma ordem e grafia em que a matéria se sucede no conteúdo. FICHAMENTO Para o pesquisador, a ficha é um instrumento de trabalho imprescindível. Como o investigador manipula o material bibliográfico, que em sua maior parte não lhe pertence, as fichas permitem:

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a) identificar as obras; b) conhecer seu conteúdo; c) fazer citações; d) analisar o material; e) elaborar críticas. OS DOIS TIPOS DE FICHAS: 1- Fichas de resumo ou de conteúdo Apresenta uma síntese bem clara e concisa das idéias principais do autor ou um resumo dos aspectos essenciais da obra. Características: a) não é um sumário ou índice das partes componentes da obra, mas exposição abreviada das idéias do autor; b) não é transição, como na ficha de citações, mas é elaborada pelo leitor, com suas próprias palavras, sendo mais uma interpretação do autor; c) não é longa: apresentam-se mais informações do que a ficha bibliográfica, que, por sua vez, é menos extensa do que a do esboço; d) não precisa obedecer estritamente à estrutura da obra: lendo a obra, o estudioso vai fazendo anotações dos pontos principais. Ao final, redige um resumo, contendo a essência do texto. 2- Ficha de comentário ou analítica Consiste na explicitação crítica pessoal das idéias expressas pelo autor, ao longo de seu trabalho ou parte dele. Pode-se apresentar: a) comentário sobre a forma pela qual o autor desenvolve seu trabalho, no que se refere aos aspectos metodológicos; b) análise crítica do conteúdo, tomando como referencial a própria obra; c) interpretação de um texto obscuro para torná-lo mais claro: d) comparação da obra com outros trabalhos sobre o mesmo tema; e) explicitação da importância da obra para o estudo em pauta.

PUBLICAÇÃO CIENTÍFICA

1. COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA A comunicação científica define-se como a informação que se apresenta em congressos, simpósios, reuniões, academias, sociedades científicas. Em tais encontros, são expostos os resultados realizados. Portanto, o conhecimento científico não se resume na descoberta de fatos e leis novas, mas também em sua publicação. Trata-se de obter e comunicar resultados. Um texto é considerado científico quando propaga informações científicas novas. As apresentações de comunicação em geral se revestem e certa formalidade. Daí o aparato gráfico, o uso da modalidade formal da linguagem, a rigidez gramatical, o estilo impessoal. 2. ENSAIO CURTO É uma exposição metódica dos estudos realizados e das conclusões originais a que se chegou após apurado exame de um assunto. Massaud Moisés (1987b:227) apresenta duas ramificações do ensaio: o informal e o formal. O informal é exemplificado com a obra de Montaigne (Ensaios), marcado pela liberdade criadora e pela emoção. O ensaio formal caracteriza-se pela seriedade dos objetivos e lógica do texto. É exemplo deste tipo o Ensaio Acerca do Entendimento Humano, de John Locke. Massaud Moisés considera insuficiente tais características para distinguir um do outro e destaca como características do ensaio formal: brevidade, serenidade (deixa de lado a polêmica e o tom enfático), uso da terceira pessoa. Além disso, o ensaio é problematizador, antidogmático e nele devem sobressair o espírito crítico do autor e a originalidade. 3. ARTIGO CIENTÍFICO

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O artigo científico é uma comunicação escrita que descreve os resultados originais de uma pesquisa e é através dele que os pares do autor/pesquisador podem repetir os experimentos e comparar os resultados (DAY, 1990) Ao redigir uma comunicação científica, deve-se redigir a mensagem para alguém: o leitor. Portanto, clareza e objetividade são características essenciais da linguagem científica. Ela é informativa por excelência, pois é a expressão do conhecimento racional, e seus argumentos, interpretações e conclusões partem da realidade objetiva. O artigo científico é escrito em linguagem formal. Embora a literatura relativa à redação de textos científicos venha enfatizando as vantagens de se dar ao texto um tratamento mais comunicativo, existe uma resistência bastante significativa em relação uso do “nós” nas redações técnico-científicas. Portanto, o emprego da terceira pessoa e sujeito indeterminado (ex.: “foi realizado”...) são as formas mais elegantes e adequadas de se redigir um texto científico. (FEITOSA, 1987) Em todos os trabalhos escritos, a palavra é o símbolo que representa as idéias, o pensamento. Por isso, as idéias devem ser formuladas de forma clara e comunicadas em linguagem clara. Mas para se expressar com clareza, é necessário, antes de tudo, pensar com clareza. Além da lógica do pensamento, clareza da redação e precisão das informações nele contidas, o artigo científico deve possuir uma estrutura justamente para mostrar a ordenação lógica do texto. 3.1 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS 3.1.1 Cabeçalho

Título do artigo em português, centralizado e me maiúsculas; subtítulo separado do título por dois pontos; nome(s) do (s) autores e grau (s) de titularidade e função. Os nomes dos autores devem ser citados logo abaixo do título do artigo, justificados à direita; titularidade e funções devem aparecer como notas de rodapé indicadas por asteriscos. Pode-se acrescentar endereço eletrônico para contato. Ao preparar o título de um artigo, deve-se lembrar que esse título será lido por muitas pessoas e que, possivelmente, poucas pessoas terão acesso ao trabalho inteiro. Quando um artigo é publicado, sua autoria, título, resumo/abstract aparecerão em alguma publicação secundária (abstracts, índices, bibliografias); é através dessas publicações que o leitor terá conhecimento da existência desse trabalho. Daí a importância de se escolher um título, para que atraia o público a que se destina o trabalho. Um bom título é aquele redigido com o menor número possível de palavras e que descreve adequadamente o conteúdo do artigo. Nem curtos em demasia, nem longos em demasia. Os títulos longos, freqüentemente, são menos significativos que os curtos, pois contêm palavras supérfluas (“Estudos sobre...”, “Introdução ao estudo de...”) (DAY, 1990). Não devem conter abreviaturas e fórmulas químicas. É recomendável que no título apareça a palavra que identificará o assunto do artigo, pois muitas publicações secundárias utilizam o título como forma de localização daquele artigo. 3.1.2 Resumo O resumo deve ser elaborado de maneira concisa, em letra 10, sem entrada de parágrafos, no espaço simples entrelinhas, com a extensão de até 200 palavras. Deve apresentar os seguintes elementos: tema, objetivo, metodologia empregada, principais resultados e conclusões do trabalho. Deve ser redigido em terceira pessoa do singular, com verbos no presente ou passado simples ou na voz passiva sintética. (Ex: Este trabalho apresenta...; os resultados da pesquisa apontam para...; aplicou-se o pré-teste com o grupo experimental..., procedeu-se à coleta de dados... etc). OBS: Nesse artigo, não solicitamos a inclusão do resumo em Inglês, o Abstract, dispensável nesse caso. 3.2.4 Abstract Para fins de divulgação, o resumo será traduzido para o inglês. Seguem-se os mesmos passos utilizados para a redação do resumo em português e sugere-se que não seja feita uma tradução literal. Ao redigir uma “abstract”, devem-se observar as regras gramaticais (ortografia, concordância etc.) da língua inglesa. 3.1.2 Palavras-chave Ao resumo, segue-se a enumeração das palavras-chave do trabalho, iniciadas por maiúsculas e separadas por ponto. São os termos principais que englobam todo o tema desenvolvido no artigo. Podem ser palavras isoladas ou expressões compostas.


• 4 4.1

Devem ser grafadas com inicial maiúscula e separadas por meio de ponto. Exemplo: Ensino de LE. Abordagem colaborativa. Leitura. Escrita.

CORPO DO TEXTO

Introdução A Introdução é a apresentação do assunto e permite que o leitor tenha uma visão de conjunto do tema. Portanto, em favor da inteligibilidade da explanação, deve-se seguindo uma ordem lógica. Em primeiro lugar, é importante conceituar o assunto, isto é, dizer com toda clareza possível o que é aquele assunto que foi objeto de estudo e esclarecer o ponto de vista sob o qual ele será enfocado no desenvolvimento do trabalho.

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Segue-se, através das citações bibliográficas, a revelação do que já foi estudado por outros autores sobre o tema, a fim de que o leitor possa compreender e avaliar o trabalho que será exposto. Todas as vezes que se mencionar no texto uma informação retirada de algum documento, será necessário indicar esse documento. Citações Direta ou indireta, isto é, transcritas literalmente ou reproduzindo somente as idéias de um autor, as citações, ao serem redigidas, devem estar de acordo com a NBR 10520, da ABNT. A justificativa que levou o autor a escolher aquele tema, o objetivo que quis alcançar, o método proposto, razões que o levaram a escolher esse método e principais resultados obtidos são elementos que deverão estar presentes numa Introdução bem escrita. Ela tem a função de despertar o interesse do leitor em ler o texto que se apresenta e é necessário que o emissor tenha a dizer seja o que o receptor deseja saber. Não se podem omitir resultados importantes, pois a Introdução de um artigo científico não é como um conto policial em que os dados surpreendentes são apresentados somente no final do livro. Apesar de constituir a primeira parte do trabalho, “recomenda-se que seja a última a ser redigida em forma definitiva”. (GALLIANO, 1979, p. 126). O pesquisador deverá iniciar seu artigo no momento em que estiver desenvolvendo uma pesquisa. Está é a maneira mais correta de iniciar a sua comunicação, uma vez que vivenciando a pesquisa, a redação tornar-se assim, mais fluente. • • • Texto que consiste na apresentação e descrição da matéria a ser tratada no artigo. Deve apresentar o tema, ressaltar sua relevância para a área de estudo em questão, apresentar os objetivos e os métodos da pesquisa, descrevendo como será a exposição do conteúdo no artigo. Escrita em terceira pessoa do discurso, de modo ‘impessoal’ (apresenta-se, discute-se, faz-se a revisão bibliográfica do tema... – passiva sintética) ou 3ª pessoa do presente: Esse artigo apresenta... aborda... discute... Os resultados indicam... A metodologia da pesquisa consiste..., etc.

4.2 Revisão de literatura • Consiste na revisão de determinada literatura sobre o tema abordado, num recorte de aproximadamente cinco anos, considerando-se os textos mais atualizados. • Deve-se lembrar que os ‘clássicos’ não podem ser esquecidos nesse contexto. • A entrada dos autores deve ser feita pelo último sobrenome, seguido pela data da publicação da obra citada, com ou sem página, de acordo com o tipo de citação. • Uma revisão não deve ser apenas a menção dos autores, mas uma exposição teórica que sirva de base para a argumentação do assunto abordado no artigo. 4.3 Material e métodos / Relato do caso • • Apresentação dos métodos e técnicas utilizados na pesquisa, incluindo material: tipo de pesquisa, tipo de método, técnicas aplicadas (observação, entrevistas, fórum de discussão, grupos temáticos, questionários, formulários),etc. Descrição detalhada do caso estudado: problema, diagnóstico, hipóteses, etc. Em relatos de caso, as figuras devem ser inseridas aqui.

• •
• •

5 Resultados e / ou Discussão / Comentários Apresentação dos resultados da pesquisa, comparados com a revisão de literatura, dentro de uma discussão do assunto. Caso seja pertinente, os dois itens podem vir juntos sob um mesmo subtítulo: resultados e discussão. No caso de artigos teóricos, faz-se apenas a discussão da bibliografia revisada anteriormente, pois estes não apresentam, a rigor, resultados mensuráveis. Em artigos de pesquisas de campo descritivas ou experimentais, tabelas e gráficos devem ser apresentados nesse tópico sob o título de Resultados. Em relatos de caso, substituir os itens Resultados e Discussão pelo Comentário do caso.

6- Citações Em todo trabalho científico é necessário que se apresente um embasamento teórico que tem como objetivo enriquecer ou, até mesmo, dar maior credibilidade ao trabalho. Sempre que se retira de documentos informações ou idéias e estas são mencionadas em um texto, é preciso que se indique as fontes de onde forma retiradas; são as citações. Citações no texto As informações ou idéias de outros autores quando mencionadas no texto podem ser apresentadas por três tipos de citações: citações diretas, indiretas e citações de citação.

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Citações diretas São transcrições literais de palavras ou trechos de outros autores. São reproduzidas entre aspas e devem apresentar o sobrenome do(s) autor(es), a data de publicação do documento e a página onde se encontra aquela informação. As citações diretas, também chamadas de textuais, podem ser curtas ou longas.As citações curtas são as transcrições de até três linhas. São inseridas no texto do trabalho.


Exemplo:

Segundo RIBEIRO et al. (1997, p. 42) “a doença periodontal está associada à presença de placa bacteriana.” As citações longas são aquelas com mais de três linhas. Devem ser afastados 4 centímetros da margem esquerda e digitadas em espaço um, com corpo menor e mesma família de tipo, constituindo um parágrafo independente. Use fonte 10. Exemplo: A pesquisa experimental parte da análise de um fenòmeno delimitado sobre o qual formula hipóteses prévias de verdade e métodos explícitos de verificação, submete o fenômeno à experimentação em condições de controle, cuidando ciosamente da validade interna das hipóteses a fim de extrair leis, fazer generalizações e elaborar teorias explicativas do fenômeno observado (CHIZZOTTI, 1991, p. 26). Citações indiretas São também chamadas de citações livres e ocorrem quando as idéias ou informações dadas pelos autores consultados são comentadas, sem reprodução das palavras do texto original. Não é necessária a indicação da página onde contém a informação de origem Esse tipo de citação pode ser feita mencionando o sobrenome do(s) autor(es) como parte da frase. Exemplo: PERES (1979) lembra que a justificativa de um projeto de pesquisa tem uma relação estreita com o problema que conduziu à concepção da que se pretende realizar. Pode-se, também apresentar o sobrenome do(s) autor(es) após a citação. Exemplo: Interpretar significa buscar o sentido mais explicativo dos resultados da pesquisa, é ler através dos percentuais obtidos (BARROS, LEHFELD, 1991). Quando as entidades coletivas conhecidas pelas siglas são citadas, deve-se em primeiro lugar mencionar o nome por extenso da instituição seguido da sigla e a partir daí, usar sempre a sigla. Quando a citação for de um documento sem autoria conhecida, de periódico considerado no todo ou dos casos em que a NBR 6023, da ABNT, recomenda a entrada pelo título, a citação é feita mencionando-se a primeira palavra do título, em caixa alta, seguida de reticências e a data entre parênteses. 3.1.3 Citação da citação Quando não é possível o acesso ao documento original, pode-se mencionar informações desse documento citadas por outros autores. Devese adotar o seguinte procedimento: citar 0(s) sobrenome(s) do(s) autor(es) do documento que não foi consultado seguido da expressão citado por ou apud e, logo após, os sobrenome(s) do(s) autor(es) consultado(s) e respectiva data de publicação do documento. Os dados do documento original (o que não foi consultado) deve ser mencionado em nota de rodapé. Exemplo: Para JASPERS1 citado por SANTOS, PARRA FILHO (1998, p. 31) “a lógica é a ciência das leis ideiais do pensamento e a arte de aplicá-las corretamente à indagação da verdade”. 4. Notas de rodapé

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São anotações colocadas ao pé da página a fim de prestar esclarecimentos ou complementar o texto. Elas transmitem informações que não foram incluídas e, quando usadas, nunca devem ser excessivamente longas. 4.1 APRESENTAÇÃO As notas de rodapé são digitadas dentro da margem e separadas do texto por um traço contínuo de cerca de cinco centímetros que se inicia na margem esquerda. É adotado espaço simples e caracteres menores do que o usado para o texto. As notas entre si não separadas por espaço duplo. As chamadas podem ser feitas por algarismos arábicos ou asteriscos e são indicadas na mesma página do texto onde ocorrem as chamadas. Quando numa mesma página houver chamadas para as notas com asteriscos e com algarismos, as notas com asteriscos precedem as notas com algarismos, independente de sua localização no texto. 4.2 Tipos As notas de rodapé podem ser de dois tipos: notas explicativas e notas bibliográficas. 4.2.1 Notas explicativas São comentários ou observações do autor que não devem ser incluídos no texto. São usadas, também, para indicar títulos do autor do trabalho, nomes, de instituições, etc. e para citar anotações de aulas, comunicação pessoal, trabalhos não publicados etc. Para esse tipo de nota usa-se o asterisco como chamada. Exemplo: No texto: Figuras que aqui emanam de filmes, figuras modeladas pelos filmes, figuras articuladas entre determinados sistemas de signos e afetos.* No rodapé: _________________ *Anotações de aula do curso “Qui peut l’analyse” proferido pelo Prof. Jacques Aumont na Université de la Sorbonne Nouvelle, Paris III, no período 1995-1996. Quando a nota explicativa se tratar de nota de tradutor, o asterisco é seguido das iniciais N.T. Exemplo: No texto: O que se tem em mente é uma espécie de chautauqua* No rodapé: _________________ *N.T. Série de palestras populares muito em voga nos Estados Unidos, no século XIX, que visavam divertir e fornecer cultura as expectadores. 4.2.2 Notas Bibliográficas São utilizadas para indicar fontes bibliográficas citadas no texto ou informações dadas no texto por meio de uma citação. A chamada da nota bibliográfica deve ser feita por algarismo arábico, em ordem seqüencial, colocado um pouco acima da linha do texto e da linha do texto do rodapé. 5 Conclusão

É a parte final do artigo. Pode ser vista como o fecho natural de um processo que teve determinado desenvolvimento. Contém a resposta para o tema proposto na Introdução. A conclusão não é uma idéia nova; durante todo o desenvolvimento do estudo, a análise, a argumentação e a demonstração foram direcionadas para ela. Portanto, é uma decorrência lógica e natural do que foi apresentado na Introdução e exposto nos tópicos Material e método, Resultados e discussão. • Essencialidade – síntese marcante e interpretativa dos argumentos principais do estudo; • • Brevidade – dever ser concisa, enérgica, exata, firme e convincente, arrematando o que se descreveu; Personalidade – deve definir o ponto de vista do autor/pesquisador através do alcance a um conhecimento novo ou a uma nova reformulação de conhecimentos existentes.

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Além de desempenhar o papel de fecho de um estudo, a conclusão deve servir para abrir novas perspectivas, para apontar novos caminhos, sugerindo novas pesquisas. • As conclusões partem dos resultados apresentados, em que são inferidas, apontando-se ou não sugestões para a solução do problema ou para novo encaminhamento do estudo. • Em pesquisas teóricas, as conclusões são apresentadas discursivamente. • Em pesquisas de campo, as conclusões podem ser apresentadas por itens numerados, o que as torna mais objetivas. Não ultrapassar o número de 5 itens aproximadamente.

ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS 3.1 Agradecimentos (opcionais) 3.2 Notas explicativas (enumeradas por algarismos arábicos na seqüência do texto) 3.3 Referências bibliográficas (apenas dos autores citados no corpo do artigo) É a relação completa de toda a documentação utilizada para a elaboração do artigo. Tem por finalidade apresentar as obras e autores que serviram a base para o que foi escrito no texto. São arrumadas em ordem alfabética pelo sobrenome do autor e numeradas seqüencialmente ou numeradas na ordem em que aparecem no texto. Para elaboração da Referências bibliográficas, deve-se obedecer à NBR 6023, norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que estabelece critérios para referenciar as publicações mencionadas. 3.4 Anexos (opcionais) ESPECIFICAÇÕES DE FONTES, ESPAÇAMENTO E NUMERAÇÃO:


O texto deve ser digitado em papel A4, apenas no anverso da folha, sendo recomendado o uso de fonte no tamanho 12 para o texto e 10 para as citações longas e notas de rodapé, como também para o resumo; pode ser usado o 14 para títulos (também usar o negrito). A ABNT não especifica o tipo de fonte, podendo ser Times New Roman ou Arial O espaçamento deve obedecer às margens de 3 cm para a esquerda e superior e 2 cm para a direita e inferior. O espaço entrelinhas do texto deve ser de 1,5, sendo melhor espaços duplos entre títulos, subtítulos e seções do texto. Nas citações longas, notas de rodapé, no resumo, entre os dados do cabeçalho e nas referências bibliográficas, manter o espaço simples entrelinhas. A paginação deve ser contada a partir da folha de rosto, sendo as folhas “numeradas” somente a partir da segunda página do texto (já na Introdução), no canto superior direito, a 2 cm da borda do papel, com algarismos arábicos. Os títulos de capítulos devem ser numerados e alinhados à esquerda, em caixa alta, fonte 14 e em negrito. Os subtítulos (1.1) devem ser grafados em fonte 12, caixa baixa e em negrito. Se houver mais um subtítulo (1.1.1), deve constar em caixa baixa, em itálico, segundo a NBR 6024. Itens menores podem seguir a seqüência de letras a), b), c), ...). Toda palavra em língua estrangeira deve ser identificada em ITALICO. Para iniciar a frase com parágrafo, utilizar 2 cm após a margem esquerda; em caso de citações longas, o recuo é de 4 cm e o espaço entrelinhas é simples; O artigo terá entre 15 e 25 páginas de extensão, contadas a partir da folha de rosto.

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Resumo Resumir significa condensar um texto, mantendo suas idéias principais. Há vários tipos de resumo, cada qual indicado para uma finalidade específica: a) Resumo indicativo ou descritivo Neste tipo de resumo encontramos apenas referências às partes principais do texto. utiliza frases curtas que, geralmente, correspondem a cada elemento fundamental do texto. quanto à extensão, não deve ultrapassar de 15 ou 20 linhas. Um resumo indicativo não dispensa a leitura integral do texto, pois descreve apenas a natureza da obra e de seus objetivos. b) Resumo informativo ou analítico De maneira geral, reduz-se o texto a 1/3 ou 1/4 de sua extensão original, abolindo-se gráficos, citações, exemplificações abundantes, mantendo-se, porém, a estrutura e os pontos essenciais. A ordem das idéias e a seqüência dos fatos não devem ser modificadas. As opiniões e os pontos de vista do autor devem ser respeitados, sem acréscimo de qualquer comentário ou julgamento pessoal de quem elabora o resumo.

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Nos textos bem estruturados, cada parágrafo contém uma só idéia principal. Alguns autores, todavia, são repetitivos, usam palavras diferentes para expressar a mesma idéia, em mais de um parágrafo. Assim, sendo, os parágrafos reiterativos deverão ser reduzidos a um apenas. Um resumo bem elaborado deve obedecer aos seguintes itens: a. b. c. d. e. f. g. c) Apresentar, de maneira sucinta, o assunto da obra; Não apresentar juízos ou comentários pessoais, Respeitar a ordem das idéias e fatos apresentados; Empregar linguagem clara e objetiva; Apontar as conclusões do autor; Evitar a transcrição de frases do original; Dispensar consulta ao original para a compreensão do assunto

Resumo crítico Este é um tipo de resumo que, além de apresentar uma versão sintetizada do texto, permite julgamentos de valor e opiniões de quem o

elabora. Como nos tipos anteriores, não se devem fazer citações do original. O resumo crítico difere da resenha, que é um trabalho crítico mais amplo. Convém diferenciar resumo de sinopse e resenha: • • Sinopse é o resumo de um artigo ou de uma obra, redigido pelo próprio autor ou por seu editor; Resenha é um resumo crítico, que admite julgamentos, avaliações, comparações e comentários pessoais. Resenha Definição • • • Resenhar significa fazer um levantamento das características de um texto, enumerando seus aspectos relevantes, descrevendo as circunstâncias que o envolvem, as condições de produção e de recepção do discurso. O texto pode ser de linguagem oral, visual ou digital (palestra, filme, artigo). A resenha está incluída no rol dos textos técnico-científicos pela sua natureza objetiva e linguagem técnica.

Tipos de resenha Resenha informativa • • • • • • Um tipo de resenha mais completa e abrangente que apresenta um resumo detalhado do texto original, ressaltando os diferentes aspectos do conteúdo. Deve ser seletiva e não mera repetição das idéias do autor. Nela devem ser usadas as próprias palavras do resenhista. Deve seguir a seqüência lógica do assunto. Pode dispensar a leitura do texto original pela abrangência do conteúdo resenhado. Ex. resenhas universitárias, resenhas de textos não traduzidos para o vernáculo.

Resenha crítica ou simplesmente recensão Um tipo de resenha em que se formula um julgamento sobre o texto original. Deve-se apresentar primeiramente o resumo do conteúdo do texto original para depois proceder-se ao comentário ou apreciação crítica de seus vários aspectos: relevância do assunto, forma de apresentação do assunto, seqüência lógica, correção e adequação da linguagem, etc. • • A crítica pode ser feita também ao longo do resumo, sendo esta uma opção do resenhista. Ex. resenhas publicadas em Revistas Especializadas e Periódicos.

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Roteiro para a elaboração de uma resenha Estrutura geral Introdução Os objetivos da introdução são: • • • • • Contextualizar o autor e sua obra no universo cultural, mostrando a genealogia da obra. Interessar o leitor pela resenha e pela obra em questão.

A introdução deve ocupar entre 10 a 20% da extensão total da resenha e conter: Parágrafo de interesse Contextualização do autor e da obra Parágrafo de transição para o resumo

Desenvolvimento Os objetivos do desenvolvimento são: • Resumir (reescrever sinteticamente) o conteúdo da obra Destacar as linhas centrais do pensamento do autor


• • • •

O desenvolvimento deve ocupar entre 60% e 70% da extensão total da resenha e conter: Introdução – resumo do resumo, para mostrar as partes constitutivas básicas da obra Resumo – síntese do pensamento do autor Conclusão – fecho do resumo Parágrafo de transição para a crítica

Crítica do resenhista Trata-se de obra de cuidadoso rigor metodológico, que explora e conclui sobre os problemas que se propõe a estudar, sem desvios ou distorções. Utiliza várias técnicas de coleta de dados, obtendo assim maior riqueza de informações. É uma obra original e valiosa porque aborda um dos tabus da sociedade brasileira: o preconceito racial e a situação do negro. Apresentados em um estilo simples e claro, os resultados e a análise destes permitem, inclusive, extrapolações para outros campos de atividade que não o rádio, logicamente se respeitadas as peculiaridades de cada atividade. Os objetivos da resenha são: • • • • • • • • • • Apreciar a obra, recomendando-a ou não ao leitor Fazer sugestões ao autor e/ou editor (editora) da obra

A crítica deve ter entre 20 a 30% da extensão total da resenha e conter: Juízo sintético sobre a obra Explicação do juízo Sugestões ao autor Apreciação final (recomendação de leitura)

Generalidades Título (criativo, diferente do título da obra, breve) ao alto, no centro. Referenciação da obra conforme às normas da ABNT, ao alto, à direita Redação direta sem entretítulos, com a divisão se evidenciado pela organização do texto. Citações formais indispensáveis (in loco: páginas indicadas entre parênteses)

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Folha-de- rosto bem disposta, com título da resenha ao alto, autor da resenha no centro, finalidade do trabalho no centro, abaixo; instituição, local e data bem abaixo.

Redação e apresentação A resenha deve ter um título. A redação deve ser direta sem entretítulos; a passagem de uma parte para outra deve ficar evidente pela organização interna da resenha. A folha de rosto deve conter todos os elementos para a identificação da resenha. A primeira página do texto deve começar com uma referenciação completa da obra.

2. RELATÓRIOS Documento formal em que se descrevem fatos resultados de pesquisas ou se relata a execução de experiências ou de serviços.Quando muito extensos, os relatórios podem ser divididos em volumes, devendo esta informação, bem como o resumo, constar de todos os volumes. Devem ser indicados no final dos relatórios a data da conclusão e o nome do responsável com sua assinatura. São os seguintes os principais tipos de relatórios: 2.1 Relatórios Técnico-Científicos O relatório técnico-científico expõe, de forma sistemática, informação dirigida a especialistas da área, devendo apresentar conclusões e recomendações. É elaborado com a finalidade de ser submetido a apreciação de pessoas ou de organismos. Este tipo de relatório pode ser apresentado em série, trazendo neste caso, um número de identificação. 2.2 Relatórios de Viagem Nos relatórios de viagem devem ser incluídos datas, destino e objetivo da viagem. Relacionam-se os participantes, funções e/ou atividades de cada um, locais visitados etc. A avaliação e crítica da viagem devem constar da conclusão. 2.3 Relatórios de Estágios e Visitas Nestes tipos de relatórios devem constar a descrição geral do local visitado ou de onde foi realizado o estágio, além da descrição dos trabalhos executados dos processos técnicos observados. 2.4 Relatórios Institucionais e/ou Governamentais São aqueles que dizem respeito às atividades de uma instituição ou organismo governamental. São da responsabilidade do órgão emitente. Não existem regras preestabelecidas para a elaboração de todos os tipos de relatórios (administrativos, por exemplo). No entanto, quando necessárias, as regras utilizadas para os relatórios acima mencionados poderão ser aplicados. 2.5 Estrutura do relatório Após a coleta de dados, sua codificação e tabulação, tratamento estatístico, análise e interpretação, os resultados estão prontos para ser redigidos: é o relatório. Este compreende as seguintes partes: a) Apresentação – Capa – Página de Rosto – Sumario b) Introdução – objetivo – tema

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– delimitação do tema – objetivo geral – objetivos específicos Justificativa Objeto – problema – hipótese básica – hipóteses secundárias – variáveis – relação entre variáveis Revisão da Bibliografia Metodologia a) Método de Abordagem b) Métodos de Procedimento c) Técnicas e) Tipo de Amostragem f) Tratamento Estatístico c) Apresentação dos Dados e sua Análise (dividido em capítulos) d) Interpretação dos Resultados (dividido em capítulos) e) Conclusões f) Recomendações e Sugestões g) Apêndices – Tabelas – Quadros – Gráficos – Outras ilustrações – Instrumento(s) de Pesquisa H) Anexos I) Bibliografia * A estrutura do Relatório poderá ser alterada conforme orientações do Professor 5.6 Tipos de Redação Salvador (1980:192) aponta três tipos de redação: – Coloquial – informal, popular, ou seja, própria linguagem corrente. – Literária – bela, harmoniosa, com objetivos estéticos e que impressiona pela elegância e pela estética e expressão. É subjetiva. – Técnica – cognoscitiva e racional, própria dos trabalhos científicos. A linguagem técnica – acadêmica e didática – visa a transmissão de conhecimentos. É informativa, dissertativa e tem como finalidade discutir opiniões, conhecimentos, informações. Argumenta, analisa, sintetiza, interpreta e conclui. Convence pela força da argumentação. Caracteriza-se pela precisão, objetividade, exatidão e sobriedade. Busca a verdade acima de tudo. A linguagem científica e didática. Requer linguagem perfeita em relação às regras gramaticais, evitando vocabulário popular ou vulgar, bem como pomposo. Uma de suas finalidades mais importantes é a objetividade. O trabalho científico tem caráter impessoal.

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5.7 Regras para Redação A técnica da redação no trabalho científico requer a observância das seguintes normas:          5.8 Estilo  O estilo é uma parte eficaz da prosa, que deve ser clara e objetiva. Saber o que vai escrever, para quê e para quem Escrever sobre o que acontece Concatenar as idéias e informar de maneira lógica Respeitar as regras gramaticais Evitar argumentação demasiadamente abstrata Usar vocabulário técnico quando necessário Evitar repetição de detalhes supérfluos Manter a unidade e o equilíbrio das partes Rever o que escreveu

Para Graves e Hodge (apud Barrass (1979:91), constam do estilo:  Eliminação de dificuldades Não usando orçamentos desnecessários, ambíguos, repetições, coisas sem lógica, referências obscuras etc.  Apresentação apropriada Cuidando para que cada idéia esteja em seqüência lógica de pensamento. 5.9 Redação    Usando leitura silenciosa e também em voz alta, sem esquecer o equilíbrio sonoro. Linguagem coerente Levando em conta as limitações do leitor não empregando artifícios retóricos.

Cada autor tem estilo próprio, mas podem-se observar os seguintes aspectos na redação de um trabalho científico:      Clareza e objetividade Linguagem direta, precisa e acessível. Frases curtas e concisas Simplicidade, evitando-se estilo prolixo, retórico ou confuso. Vocabulário adequado e correto, dentro das normas gramaticais.

2. Organização da Bibliografia As indicações bibliográficas devem obedecer às normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) que, em 2000, com a norma NBR 6023, fixou os elementos que devem fazer parte da identificação de uma obra, seja livro, revista, monografia, tese, artigo etc. Nessa norma, faz-se distinção entre elementos essenciais e complementares de uma obra. Nos cursos de graduação, as indicações bibliográficas podem limitarse às essenciais. São consideradas essenciais numa indicação bibliográfica os seguintes elementos: Autor Título da obra

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Edição Local da publicação Editora Ano da publicação Exemplo: BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Lucerna, 1999. Notas: Autor: o nome do autor deve ser indicado pelo último sobrenome, em maiúsculas, seguido de vírgula; não se consideram sobrenomes as relações de parentesco: FILHO, SOBRINHO, NETO, etc. Exemplo: LIMA SOBRINHO, Barbosa; SILVA NETO, Serafim da. Os prenomes poderão ser abreviados ou não, no todo ou em parte. Ex.: CÂMARA JR. , J. M., ou CÂMARA JR., J. Mattoso, ou CÂMARA JR., Joaquim Mattoso. Indica-se o nome como aparece na publicação. Exemplo: ASSIS, Machado de, e nãoASSIS, Joaquim Maria Machado de. Há sobrenomes que não podem ser separados: CASTELO BRANCO, ESPÍRITO SANTO, SANT’ANA, etc. Observações: O alinhamento das referências bibliográficas se faz pela margem esquerda (sem recuo) com um espaço entre uma referência e outra. Na impossibilidade de identificar o autor (obra sem autoria declarada), faz-se a entrada pelo título da obra. Não se usa o termo anônimo para substituir o autor desconhecido. Exemplo: DIMENSTEIN, Gilberto; KOTSCHO, Ricardo. A aventura da reportagem. São Paulo: Summus, 1990. LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de. A Metodologia científica. 2. ed. rev. e aum. São Paulo: Atlas, 1991. Mais de três autores: indica-se o primeiro e acrescenta-se a expressão latina et al. (e outros). Exemplo: DUBOIS, J. et al. Retórica geral. Tradução Carlos Felipe Moisés, Duílio Moisés. São Paulo: Cultrix; Edusp, 1974. Dois locais e duas editoras são separados pelo ponto-e-vírgula. Exemplo: JOTA, Zélio dos Santos. Dicionário de lingüística. 2. ed. Rio de Janeiro: Presença; Brasília: INL, 1981. Usa-se um traço (equivalente a 6 toques) ponto para não repetir o nome de um autor de várias obras. Exemplo: GIL, Antônio Carlos. Metodologia do ensino superior. São Paulo: Atlas, 1990. ___________. Técnicas de pesquisa em economia. São Paulo: Atlas, 1988. ___________. Métodos e técnicas de pesquisasocial. São Paulo: Atlas, 1987. Autor-entidade: quando a autoria é atribuída a uma entidade, secretaria de Estado, firma ou empresa, sem a indicação nominal de autor(es), a entrada se faz pelo nome da entidade. Exemplos: IBICT. Manual de normas de editoração do IBICT. 2. ed. Brasília (DF), 1993. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION (ISO). Documentation. Presentation of contribuitions to periodicals and other serials. ISO 215. Gênova, 1986. __________. Documentation. Abstracts for publications and documenation. ISO 214. Gênova, 1976. Obras com mais de um volume têm a indicação do número de volumes, após a data, em algarismo arábico, seguido da abreviatura “v.”. Exemplos: 5 v.; 2 v.; 3 v. etc. Embora não seja elemento essencial o número de páginas da obra referenciada, quando essa indicação for necessária, como na referência de parte ou capítulo, abrevia-se página (p.) e coloca-se hífen entre os algarismos. Ex.: p. 25-32. O nome do tradutor é indicado na ordem direta, após o título, com a palavra Tradução, por extenso, sem preposição ou dois-pontos em seguida. (Tradução Isa Rios). Organização (Org.) ou coordenação (Coord.) deve ser indicada entre parênteses após o nome do autor (no caso, Org. ou Coord.). A indicação de série ou coleção (Col.) é feita entre parênteses, após as demais indicações. Exemplos:

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HOUAISS, Antônio. Elementos de bibliologia. Rio de Janeiro: INL/MEC, 1967. 2 v. GREIMAS. A. J.; COUTÉS, J. Dicionário de semiótica. Tradução de Alceu Dias Lima et al. São Paulo: Cultrix, -(1979?) SHELDON, Sidney. Um estranho no espelho. Tradução de Ana Lúcia Deiró Cardoso. São Paulo: Círculo do Livro, 1981. 296 p. Título original: A stranger in the mirror. SAADI. O jarfim das rosas. Tradução de Aurélio Buaque de Holanda. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1944. 124 p. il. Versão francesa de Franz Toussaint. Original árabe (Coleção Rubayat). CASSIRER, Ernst. Linguagem e mito. São Paulo: Perspectiva, 1972. 131 p. 20,5 cm. (Série Debates 50). FERRAZ, Augusto. Memória dos condenados: contos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1983. 150 p. (Coleção Vera Cruz. Literatura Brasileira, nº 349). VICENTE, Gil. Auto da alma. Notas de Indalina Resina Rodriguez. Lisboa: Seara Nova, 1980. Indicação de um capítulo ou parte O capítulo (ou parte) é indicado da seguinte maneira: Elementos: SOBRENOME e Nome; Título do capítulo ou parte, sem grifos; em seguida, a expressão In: (dois pontos e espaço) e um traço equivalente a seis toques, para indicar que o autor da parte é o mesmo da obra.Edição, local, editora, data e ponto final. Seguem-se a localização da parte ou Cap., nº da p. inicial e final. Exemplos: a) autor da parte igual ao autor da obra ANDRADE, M. M. de; MEDEIROS, J. B. Unidade de composição do texto: o parágrafo. In:____;_____. Comunicação em língua portuguesa: para os cursos de jornalismo, propaganda e letras. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2000. Cap. 5, p. 205-231. RUIZ, João Álvaro. Como elaborar trabslhos de pesquisa. In: _____. Metologia científica: guia para eficiência nos estudos. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1991. Cap. 3, p. 48-86. b) autor da parte diferente do autor da obra BARBOSA, M. A. Lexicoloiga: aspectos estruturias e sintático-semânticos. In: PAIS, C. T. et al. Manual de lingüística. Petrópolis: Vozes, 1979. p. 81-118. Indicação de artigo de jornal a) com autoria Elementos: SOBRENOME, vírgula, nome, ponto; Título do artigo, sem grifos, ponto; Título do jornal (grifado), ponto; Local, dois-pontos e data da publicação, ponto; seção, caderno e número da página, ponto. Quando não houver seção, caderno ou parte, o número da página antecede a data. Exemplo: CONY, Carlos Heitor. Justa causa. Folha de S. Paulo, 17 de jun. 2001. Cad. A, p. 2. b) artigo de jornal não assinado: Nome do artigo, com a primeira palavra em maiúsculas; Título do jornal grifado; Local e data; Seção, caderno ou parte e número da página. Exemplo: O AVANÇO da tuberculose. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 5. jun. 2001. Cad. A, p. 3.

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l Indicação de revistas, artigos de revistas e separatas. Elementos: Título de revista, em maiúsculas, ponto; Local, dois pontos, editora, vírgula; Ano da publicação e periodicidade. Exemplo: REVISTA DE ESTUDOS ACAD MICOS – UNIBERO. São Paulo: Unibero, 1994, Semestral. Número especial de revista: BIOÉTICA. Desafios da Bioética no século XXI: Simpósio. Brasília: Conselho Federal de Medicina, v. 7, nº 2, 1999. Para referenciar partes de uma publicação periódica anotam-se os seguintes elementos: Título da parte. Local de publicação e editora; Numeração do ano e/ou volume; Numeração do fascículo ou volume; Períodos e datas da publicação e outras informações que identificam a parte. Exemplos: KUAZAQUI, E. Desenvolvimento de produtos e serviços e respectivo gerenciamento do ciclo de vida. Boletim de Turismo e Administração Hoteleira. São Paulo: Centro Universitário Ibero-Americo, v. 9, nº 2, p. 38-49, out. 2000. SUCUPIRA, Newton. Definição dos cursos de pós-graduação. Documenta. Rio de Janeiro: Conselho Federal de Educação, nº 44, p. 67-86, dez. 1965. Indicação de eventos e trabalhos publicados em eventos a) Para referenciar o evento, inteiro, anotam-se os seguintes elementos: Nome do evento e numeração; Ano e local da realização; Título do documento (anais, atas, simpósio, resumos ou proceedings); Local de publicação; Editora e data. CONGRESSO IBERO-AMERICANO DE TRADUÇÃO E INTERPRETAÇÃO – I CIATI. 1998, São Paulo Anais/Proceedings/Anales... São Paulo: Unibero, maio 1998. REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CI NCIA, 49. 1997, Belo Horizonte, Anais... Comunicações, v. 2. Belo Horizonte: UFMG, 1997. a) trabalho apresentado em evento: autor; título (e subtítulo) do trabalho, seguido de In:; título e numeração do evento; ano e local da realização; título do documento (anais, atas etc.); local, editora e data; página inicial e final da parte referenciada. Exemplos: FERREIRA, Eliana Fernanda C. Coreografias do traduzir de Haroldo de Campos, In: CONGRESSO IBERO-AMERICANO DE TRADUÇÃO E INTERPRETAÇÃO, I. 1998, São Paulo. Anais... São Paulo: Unibero, 1998. p. 178-182.

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ANDRADE, M. M. de. O ensino do vocabulário técnico-científico no 3º grau. In: GRUPO DE ESTUDOS LINGÜÍSTICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO, XLIII Seminário. 1995, Ribeirão Preto. Resumos... Ribeirão Preto: Unaerp, 1995, p. 106. Indicação de trabalhos acadêmicos: monografia, dissertação e tese Elementos: SOBRENOME, nome do autor; Título do trabalho, grifado; Data e número de folhas (260 f.);

1)

EXEMPLO DA CAPA DO TRABALHO

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIAS UnU DE CIÊNCIAS SÓCIO-ECONÔMICAS E HUMANAS ESPECIALIZAÇÃO EM DOCÊNCIA DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA

LITERATURA EM UMA VISÃO PSICANALÍTICA COMPARATIVISTA NOS CONTOS: TEORIA DO MEDALHÃO DE MACHADO DE ASSIS E PERU DE NATAL DE MÁRIO DE ANDRADE.

MARIA GEANNE OLIVEIRA DA LUZ ROSEMEIRE SOARES DE SOUZA PAULO

Anápolis 2007

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2)

EXEMPLO DE PÁGINA ROSTO MARIA GEANNE OLIVEIRA DA LUZ ROSEMEIRE SOARES DE SOUZA PAULO

LITERATURA EM UMA VISÃO PSICANALÍTICA COMPARATIVISTA NOS CONTOS: TEORIA DO MEDALHÃO DE MACHADO DE ASSIS E PERU DE NATAL DE MÁRIO DE ANDRADE.

Monografia apresentada à Coordenação do Curso de PósGraduação em Docência em Língua Portuguesa e Literatura para fins de obtenção do título de Especialista pela Universidade Estadual de Goiás. Orientador: Prof. Dr. Divino José Pinto.

25

Anápolis 2007

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Capa
Referências ou Bibliografia

Anexos e ou apêndices

Elementos Pós-textuais

Conclusão

Desenvolvimento

Introdução Sumário
Agradecimentos (o)

Texto

Epígrafe (opcional)
Dedicatória (opcional)
Folha de rosto

Capa (1ª)

Elementos Pré-textuais

O que é um texto? O texto é uma boa obra humana, produto humano e se expressa através dos mais variados meios simbólicos: peças de teatro, filmes, televisão, pinturas, esculturas, literatura, poesia, livros científicos e filosóficos, artigos de revistas e jornais, etc, etc, etc. Os textos são a memória do homem enquanto ser-no-mundo e se constituem na herança que possibilita dar continuidade à obra humana na história. O autor do texto é o homem historicamente situado, que vive a experiência no mundo com os homens, que participa do existir num tempo e num espaço específico a partir de determinadas condições econômicas, políticas, ideológicas e culturais. Enquanto produto das suas relações com o mundo, é ao mesmo tempo produtor que transforma o mundo colocando algo de si, mesmo quando não existe o intencional em fazê-lo. O texto, a obra é a expressão do viver, experienciar, participar; é o produto colocado no mundo, tem a marca humana. É a manifestação do que o homem produz nos vários campos das artes, da literatura, do saber. É carregada de significações... O texto ilumina e esconde, esclarece e obscurece o mundo, e ao mesmo tempo que pretende dar as respostas aos questionamentos suscitados pelo homem, levanta outras questões, outras perguntas. Esclarece, obscurece...

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A obra é histórica, sempre guarda sentido subjacente; portanto, não é um objeto, não é algo pronto, acabado, definido, absoluto. É um eterno fazer-se, o resultado do conjunto de experiências que o homem vivencia na História. FURLAN, Vera Irma. O estudo de textos teóricos. In CARVALHO, Maria Cecília M de (Org.), Construindo o saber: técnicas de metodologia científica. Campinas: Papirus, 1988p. 131-40

Discurso de base Um texto não é indivisível, pode ser decomposto por partes. Para uma didática da composição, é muito útil identificar as diversas formas de discurso que constituem um texto. A retórica, entendida como a ciência do dizer bem com o objetivo de persuadir o ouvinte ou o leitor, preocupou-se em analisar as partes que devem constituir um discurso para que ele já seja eficaz, identificando particularmente a presença de alguns tipos de discurso que coexistem em um texto persuasivo. São eles: 1. A narração: é um discurso que apresenta uma história, expõe um evento o uma série de eventos em sentido lato. No caso de vários eventos, eles são relacionados por um fio condutor (por exemplo, o tempo, o protagonista, um lugar etc). 2. A descrição: apresenta um aspecto estático. O objetivo de um texto descritivo é bastante semelhante àquilo obtido com a fotografia. É necessário que o leitor veja as imagens mentais que lhe forem descritas pela linguagem. Pode ser: informativa, pessoal e ambiental. Modelo de descrição: “Era alto, magro, vestido todo de preto com o pescoço entalado num colarinho direito. O rosto aguçado no queixo ia-se alargando até a calva, vasta e polida, um pouco amolgada no alto”.

3.
a. b. c. d.

A argumentação: é um discurso que apresenta fatos, problemas e raciocínios com base numa opinião, geralmente a do autor. Em geral, é possível identificar elementos: Análise ou apresentação de um problema; Apresentação de fatos e discussões que constituem a base da argumentação; Proposta de uma solução ou tese e seu desenvolvimento através da exposição de fatos e de argumentações lógicas; Crítica de outras soluções ou teses alternativas. Atrás: (e não atráz) na parte posterior. Traz: (e não tras) verbo trazer. Através: (e não atravez) de um lado para o outro.

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