PEÇA DE TEATRO FRANCISCO DE ASSIS

PEÇA DE TEATRO. FALA A PESSOA RESPONSÁVELPELA PEÇA. HOJE VAMOS LHES MOSTRAR A VIDA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS.

ELE NASCEU NO DIA 26 DE SETEMBRO DO ANO DE 1182, E MORREU NO DIA 3 DE OUTUBRO DO ANO DE 1226. VIVEU, PORTANTO ESSE SANTO HOMEM APENAS 44 ANOS, E VEJAMOS QUANTO AMOU E FOI CAPAZ DE MUDAR COM SEU AMOR PURO A DEUS, JESUS E A HUMANIDADE. Personagens: Pai. Mãe. Criança Sol. Ama. Mendigo. Francisco Criança. Francisco Jovem. Diabo. A Cruz. Anjo. Estrela D’Alva. Moradores de Toldi. Moradores de Canaca. Jumentinho. Moradores de Gúbio. Lobo. Coro de Narradores. Coro de Músicos.

CÔRO DE MÚSICOS:

Oh! Azul Divino!
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Claridade calma, Que constantemente Nos alegra a alma! A alma contente, Vai submergindo Completamente, Nesse espaço infinito. CÔRO DE NARRADORES: - Francisco era filho de um rico comerciante de tecidos da cidade de Assis. Sua mãe ao saber que esperava um filho ficou exultante de santa alegria. E se alegrava com toda natureza, especialmente como sol. SURGE A CRIANÇA SOL. Fala a criança sol:- Eu sou o sol brilhando. Conduzo a terra de noite e de dia. Bem firme no ar. Eu a faço brilhar. E nela tudo crescerá. Pedra, homem, bicho e flor. Todos recebem meu calor. Eleve o cálice de seu coração. Ali vou brilhar, brilhar! Assim nós dois, você e eu. Somos luz, sempre a brilhar! CORO NARRADOR:_ Amanhece nos lados do Oriente! Mãe entra no jardim declamando:- Estrela da manhã! Bem vinda seja! É tu divino verbo! Não nos deixe viver sem tua luz!

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Entra o pai e se junta a mãe. Mãe:- Ah! Pedro como estou feliz, com a chegada do nosso filho! Pai fala se dirigindo ao bebê:- Puro com o ouro. Firme como a rocha. Límpida como o cristal. Assim deve ser sua alma! Mãe fala se dirigindo ao bebê:- Querido filho! Pelo arco-íris colorido, Tu descesses do céu a terra. Trazido foste, Para em homem te tornares. Quando vemos à distância, O arco-íris resplandecer. Nosso coração confiante. Sabe o que nos quer dizer. CORO NARRADOR:_ Seu pai, Pedro Bernadone,viaja para comprar lindos tecidos para vender em Assis. Sua mãe já sentia o momento do parto se aproximar, está em casa com sua Ama, quando batem à porta ,ela a manda atender. Mãe:- veja quem bate. Ama já abrindo a porta pergunta:- o que quer? Mendigo:- não quero nada, apenas quero que diga para a mãe da criança que vai nascer que ela vá para o estábulo, lá suas dores passarão e ela encontrará a paz e a alegria. Ama:- Então já vou dizer, pois que ela está com muitas dores. E foi saindo, mas lembrou de voltar e agradecer aquele homem, mas ao se voltar o homem já havia desaparecido Ama:- Não sei quem era, mas disse para irmos ao estábulo que lá suas dores passariam.

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Mãe:- então me ajude aqui e vamos andando. As duas saem devagar uma apoiando a outra. Ao chegarem ao estábulo junto dos animais elas sentam e o coro canta. CORO DE MÚSICOS:_ (CÂNONE) PODE ALCANÇAR. Enquanto o coro canta, as duas saem de cena. Entram no jardim o pai e a mãe com o bebê no colo. Pai e Mãe:- Germinam as plantas Na escuridão da terra Rebentamos brotos Pela força do ar Amadurecemos frutos Pelo poder do sol Assim germina a alma, Meu filho, No relicário do coração! Vai saindo os dois sorridentes. CORONARRADOR:_ ...E o tempo passou... Francisco criança surge no jardim, brincando com as borboletas. Enquanto ele brinca o coro recita. VÊ BEM O QUE É A HUMIDADE. VÊ O QUE A SIMPLICIDADE,

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CORO DE MÚSICOS:_ Qualquer animalzinho Pertence a ti senhor Pois vive do carinho do teu imenso amor. Em teu louvor, Clamando vem, A ave a cantar, O peixe a saltar, A vespa a zumbir, A abelha a zinir, E o camundongo a chiar, Também te vem, Oh! Deus Louvar! O passarinho solta Seu canto pelo ar. E serpenteia a cobra, Alegre a sibilar Os peixes silenciosos Contemplas com amor E entende suas vozes, Clamando em teu louvor. E vem o sol e a lua, Tão belos a luzir, Mas cada coisa Tua, É igual diante de Ti. CORO NARRADOR:_ ...E O TEMPO PASSOU... Francisco agora surge como um rico jovem de Assis. Francisco:_ Quero cantar ao mundo meus sonhos de ventura e liberdade.

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Entra o Diabo. Diabo:_ Para onde vais? _ De onde vens? Francisco:_ Procuro um Rei a quem servir. Diabo:_ Nesta terra quem manda sou eu. Francisco:_ Aceita então o serviço meu? Diabo:_ Claro! Falando isso toma Francisco pelo braço e começa a andar, Ao lado do caminho tem uma cruz que fala. Cruz:_ Bem firme estou nesta solidão. Carrego o Cristo em Sua Paixão. O diabo vai puxando Francisco pelo braço o levando para longe da cruz. Francisco pergunta:_ Porque da cruz te afastaste? Numa volta tão grande me levaste? Diabo:_ Esquece o que viste. Não quero falar. Aquele da Cruz. Me consegue dominar. Francisco pára e tira a mão do Diabo de seu braço e fala: _Agora sei que me enganei, E teu servo já não serei.

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Francisco vira para o público e fala:- Muito andei, Por terras distantes. Procuro um bom senhor, A quem servir. Mas com humildade, Buscarei a verdade. Enquanto fala as duas últimas frases, Francisco retira a rica túnica, por baixo já se vê o rude surrão.Ele começa a caminhar com alegria. CORO DE MÚSICOS:- Lá vai São Francisco pelo caminho, De pés descalços, tão pobrezinho, Dormindo a noite junto ao moinho, Bebendo água do ribeirinho. Lá vai São Francisco de pé no chão, Levando nada no seu surrão, Dizendo ao vento, Bom dia amigo! Dizendo ao fogo, Saúde irmão! Lá vai São Francisco, pelo caminho, Levando ao colo Jesus Cristinho. Fazendo festa pro menininho, Contando estórias pros passarinhos. Lá vai São Francisco pelo caminho... Na última frase Francisco se deita no chão para descansar. Surge o Anjo. Que fala olhando para Francisco.

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Anjo:_ Para ti a luz irá brilhar E o caminho iluminar. Puríssima, luzente estrela. De todas a mais bela! Tu queres obedecer. E também irás atender. Fazendo sempre o melhor. Humilde servo do senhor! Chega a estrela D’Alva e fala:_ Céu e terra cantando! O novo dia anunciando! Que o sol irá chegar! Para o mundo abraçar! Sai a estrela. CORO DE MÚSICOS:_ Nasce o dia, o dia é bom. Bom dia! Dia, Bom dia! Sol! A estrela apagou, o sol levantou! E num mar de luz, a terra acordou! Francisco acorda e começa a andar. Enquanto o coro vai narrando os moradores da cidade de Toldi vão se aglomerando. CORO NARRADOR:_ Francisco de Assis se tornou um homem muito bondoso. Um bom Santo. Caminhava pelos vales e colinas e pelos pequenos vilarejos, levando a palavra de Deus. Sempre muito humilde e paciente, fala a todos, até os animais o entendem. Certa vez quando o Santo falava aos moradores da cidade de Toldi; essas pessoas queriam ouvir, mas não conseguiam ouvir por causa da algazarra dos passarinhos.

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Moradores falam:_ Santo de Assis não conseguimos escutá-lo, os passarinhos estão muito barulhentos. Francisco vai até as andorinhas. (as andorinhas são de papel,descem penduradas em fios de nylon, ao fundo em OFF som de pássaros.) FRANCISCO FALA:_Minhas irmãs aves, deveis estar muito agradecidas a Deus que muito vos ama,mas preciso do vosso silêncio para falar de Deus aos homens, vossos irmãos de Toldi, como devemos servir a Deus. CORO NARRADOR:_Assim as andorinhas silenciaram e ficaram quietinhas escutando o Santo falar. FRANCISCO FALA:_ como é maravilhoso conhecer o amor de Deus! CORO NARRADOR:_Outro dia Francisco de Assis chegou a Cannaco, para falar à multidão, sobre a palavra de Deus. FRANCISCO FALA:_Meus irmãos! JUMENTINHO:_IOH! IOH!IOH! Francisco pára e espera então recomeça a falar:_Meus irmãos! JUMENTINHO:_IOH!IOH!IOH! Francisco vai até o jumentinho e fala:_Meu amado irmão jumentinho. Peço-lhe silêncio para que possas ouvir as maravilhas de Deus que vou falar a seus irmãos de Cannaco. CORO NARRADOR:_O jumentinho entendeu e obedeceu. Deitou quietinho e ficou ouvindo até que Francisco terminasse o sermão.

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FRANCISCO FALA:_ Vejam quanta beleza Deus criou! CORO NARRADOR:_Certa vez foi Francisco chamado a cidade de Gúbio, pois havia um lobo feroz assustando a todos, e a fama de Francisco era grande sobre seus feitos ao falar com os animais. Chagando a Gúbio,procurou pelo lobo nos matos ao redor da cidade e viu um lobo magro e faminto. FRANCISCO FALA:_Por quê amado irmão lobo ,assusta as pessoas da cidade? LOBO FALA:_Amado Santo de Deus!Estou faminto procuro comida e todos me jogam pedras, por isso rosno assustado com medo das pedradas. FRANCISCO FALA:_ Vamos comigo até a cidade conversar com os homens. FRANCISCO FALA:_ Povo de Gúbio venham todos até aqui. Os moradores da cidade se aproximam e Francisco fala:_Queridos irmãos de Gúbio, nosso irmão lobo apenas pede comida, vêem como está fraco? Ajudem-no que ele se tornará vosso protetor. CORO NARRADOR:_E assim o lobo agora amigo, era cuidado por todos da cidade, com imenso amor. Era todo mansidão com todos.

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CORO de MÚSICOS:- São Francisco, bom amigo. São Francisco, bom amigo. Fala com as andorinhas. Fala com o jumentinho. Fala com o lobo de Gúbio. Fala a toda multidão. Boas palavras ao coração. Boas palavras ao coração.

São Francisco, bom amigo. São Francisco, bom amigo. Caminha com simplicidade. Caminha com humildade. Ajuda os necessitados. Mostrando o valor da união. E o caminho até Deus. E o caminho até Deus.

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UMA PESSOA DO CORO SE DESTACA E FALA:_Viveu Francisco orando com fé, oferecendo esperança e amor. Sempre via beleza em todas as coisas e no coração das pessoas. Cantava pela manhã, renascendo mais uma vez com a terra, as plantas, as flores, os animais e os homens. São Francisco nos ensinou também que o amor enobrece nosso ser. Cada gesto atencioso, cada palavra carinhosa, fortalece a união entre as pessoas. Nos fez conhecer a irmã alegria, a irmã pobreza, o irmão vento e até entender a nossa irmã morte. E como Jesus se fez instrumento da paz e do amor de Deus. *Francisco enquanto o coro canta e fala, fica no centro do palco de olhos fechados em posição de oração. Quando a pessoa do coro termina de falar, Francisco faz o sinal da cruz ergue os braços aos céus e olha para o alto. CORO (OS DOIS):_ Cântico ao Irmão Sol. Esse poema foi escrito por Francisco de Assis em 1225,quando em seu corpo surgiram os estigmas de Cristo.

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CÂNTICO AO IRMÃO SOL

Altíssimo, onipotente, bom Senhor, Teus são o louvor, a glória, a honra E toda a benção. Só a ti Altíssimo, são devidos; E homem algum é digno. Louvado sejas, meu senhor, Com todas as tuas criaturas, Especialmente o senhor irmão Sol, Que clareia o dia E com sua luz nos alumia. E ele é belo e radiante Com grande esplendor: De ti, Altíssimo é a imagem. Louvado sejas, meu Senhor, Pela irmã Lua e as estrelas. Que no céu formaste claras E preciosas e belas. Louvado sejas, meu Senhor, Pelo irmão vento, Pelo ar, ou nublado Ou sereno, e todo o tempo, Pelo qual às tuas criaturas dás sustento. Louvado sejas, meu Senhor Pela irmã Água, Que é mui útil e humilde E preciosa e casta.

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Louvado seja, meu Senhor, Pelo irmão Fogo Pelo qual iluminas a noite. E ele é belo e jucundo E vigoroso e forte. Louvado sejas,meu Senhor, Por nossa irmã Terra, Que nos sustenta e governa, E produz frutos diversos E coloridas flores e ervas. Louvado sejas,meu Senhor, Pelos que perdoam por teu amor, E suportam enfermidades e tribulações. Bem aventurados os que as sustentam em paz, Que por ti,Altíssimo,serão coroados. Louvados sejas,meu Senhor, Por nossa irmã a Morte corporal, Da qual homem algum pode escapar. Ai dos que morreram em pecado mortal Felizes os que ela achar Conformes à tua santíssima vontade, Porque a morte segunda não lhes fará mal! Louvai e bendizei a meu Senhor, E dai-lhe graças, E servi-O com grande humildade. Que por ti,Altíssimo paz

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Francisco abaixa as mãos com as palmas voltadas para o público e faz o pedido. I FIORETTI:_Ó senhor Jesus Cristo! Deixa Tua meiga luz. Nos meus olhos repousar. Como as lindas flores, Abrem as corolas para receber a luz do sol. Deixa - Oh! DeusTeu calor, Tua luz e Teu amor. Em mim penetrar.

Francisco aperta as mãos, que guardam pequena bolha de tinta vermelha, elas estouram e pingam o sangue das Fiorettis no chão.

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