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Tarefa 2

Análise Crítica ao Modelo de Auto – Avaliação das Bibliotecas Escolares.

A biblioteca escolar é um local privilegiado para promover a articulação
entre as actividades lectivas da escola e as necessidades e interesses
dos alunos.
A biblioteca pode disponibilizar um conjunto de recursos/materiais tais
como livros, manuais escolares, computadores, DVD, CDR, etc…
Os alunos têm ao seu dispor um conjunto vasto de recursos e materiais
que lhes permitem a consulta e pesquisa sobre temas diversos para a
realização de trabalhos relacionados com as diferentes disciplinas e/ou
com temas gerais dos seus interesses. Desta forma, o aluno pode utilizar
a biblioteca, não só como complemento das actividades curriculares, mas
também como espaço mais lúdico, com recurso a leitura informal,
visualização de filmes e documentários, participação em passatempos e
concursos e realização de outro tipo de tarefas.

Hoje em dia, a biblioteca escolar deixou de ser um parente pobre dos
serviços da escola e passou, ou terá de passar, a ter um lugar de
destaque. Neste sentido, já muito trabalho foi realizado e há ainda muito
a implementar.
Neste contexto, a figura do professor bibliotecário assume um papel
muito importante e fundamental.
O professor bibliotecário deve ser o elemento central na articulação entre
a biblioteca e a escola.
O professor bibliotecário deve verificar o que é necessário alterar na
biblioteca para que o seu funcionamento possa ser melhorado e
rentabilizado; deve planear e promover actividades que envolvam os
vários intervenientes; deve gerir recursos e avaliar a sua implementação;
deve ter um contacto permanente e activo com os restantes professores
e direcção da escola e ainda com parceiros da comunidade educativa.
No entanto, o professor bibliotecário terá muita dificuldade (ou será
mesmo impossível) atingir os seus objectivos se trabalhar sozinho. O
trabalho em equipa é fundamental, bem como, o diálogo e a proximidade
com professores de diversas áreas.

O modelo da Auto – Avaliação das bibliotecas escolares surge como uma
necessidade de criar linhas orientadoras do trabalho realizado pelas
bibliotecas, de possibilitar às escolas traçar o seu caminho em termos de
organização, linhas de acção, instrumentos e recursos necessários para
que a biblioteca escolar possa servir o melhor possível o enriquecimento
dos alunos e contribuir positivamente para o ensino e a aprendizagem.
A avaliação da biblioteca escolar permite aferir o impacto das suas
prestações perante todos os elementos ligados ao seu funcionamento,
não esquecendo que um dos grandes objectivos é a melhoria dos
resultados escolares dos alunos. No entanto, é importante referir que a
aplicação deste modelo de avaliação deve ser exequível e prático e não
deve ser excessivamente burocrático, criando um desgaste de energia
que poderia ser melhor aplicada.
O modelo de auto - avaliação é um contributo para tornar as bibliotecas
escolares actuais numa nova realidade.
Tal como se encontra referido no artigo This man wants to change your
job “transformar a visão de um programa de biblioteca escolar numa
realidade requer dois elementos essenciais: pensar estrategicamente e
planear estrategicamente”, o grande desafio será a forma como se
concretizará o trabalho da biblioteca escolar.
Esta forma de concretização depende da equipa, dos recursos, do
sistema de tecnologias de informação, das decisões tomadas, mas
também dos problemas que se querem superar, das metas que se
pretendem atingir e das oportunidades que não se deixam escapar.

E, como tudo na vida, é necessário força e vontade para vencer!
Ana Paula Souto
Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos D. Luís de Ataíde - Peniche