CURSO DE CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

AULA 01
CONCEITO E ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL (SFN) Conceito de SFN Conjunto de agentes que se dedicam ao trabalho de propiciar condições para a manutenção de um fluxo de recursos entre poupadores e investidores (Assaf Neto, 2001, in Mercado Financeiro).

APLICAÇÃO – Operação Ativa

Poupadores

Tomadores

IFs
CAPTAÇÃO – Operação Passiva
No SFN, estão reunidos os poupadores, os tomadores e os intermediadores de recursos. Quando uma instituição financeira (IF) capta recursos de poupadores, ela está fazendo uma operação passiva. Por sua vez, quando uma IF aplica os recursos captados, repassando-os aos tomadores, ela está fazendo uma operação passiva. Captando ou aplicando recursos, uma IF está desempenhando uma atividade que lhe é típica. A intermediação financeira. Observe que a figura acima mostra uma IF entre poupadores e tomadores de recursos.

Conceito de Instituição Financeira (IF) A Lei 4.595/64 (Lei que definiu o atual SFN), conceitua instituições financeiras como: “as pessoas jurídicas públicas ou privadas, que tenham como atividade principal ou acessória a coleta, intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de valor de propriedade de terceiros” (Art.17).

Estrutura do SFN Conforme o próprio Banco Central do Brasil, o SFN está estruturado da seguinte forma:
Orgãos normativos Entidades supervisoras Operadores

Conselho Monetário Nacional CMN

Instituições financeiras Demais Outros Banco Central do captadoras instituições intermediários Brasil - Bacen de financeiras financeiros e depósitos à administradores vista de recursos de Comissão de Bolsas de terceiros Bolsas de Valores mercadorias valores Mobiliários - CVM e futuros Superintendência Entidades de Seguros Sociedades Sociedades abertas de Privados - Susep de seguradoras previdência capitalização IRB-Brasil complementar Resseguros Entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão)

Conselho Nacional de Seguros Privados CNSP

Conselho de Secretaria de Gestão da Previdência Previdência Complementar Complementar SPC - CGPC

Fonte: Banco Central do Brasil. Disponível no site: www.bcb.gov.br

Observem que o quadro acima, segrega o SFN em 3 grandes grupos: os órgãos normativos, as entidades normativas e os operadores. Cada órgão

normativo tem suas entidades supervisoras que os auxilia na supervisão dos operadores. Note que a estrutura não se limita as instituições financeiras propriamente ditas, mas abrange o mercado de seguros, capitalização e os planos de previdência privados, sejam abertos ou fechados. Os órgãos normativos são os entes superiores dentro de cada subdivisão do SFN. São a instância decisória e não têm estrutura física. São geralmente, entes políticos . As entidades supervisoras são órgãos do Governo que implementam e fazem cumprir as decisões dos órgãos normativos dentro do SFN. Como se verá podem ser constituídos na forma de autarquias, empresas públicas ou secretárias. Os operadores são as entidades e empresas que operam no SFN, segundo as regras definidas, seja na legislação, seja pelos órgãos normativos e entidades supervisoras. Como demonstrado são os bancos, financeiras, corretoras, bolsas, seguradoras etc.

EXERCÍCIOS
1. (BACEN - 2000) Na estrutura do SFN, o Subsistema Operativo, que tem por função operacionalizar a transferência de recursos entre poupador para o tomador, inclui a) bancos de investimento. b) sociedades de crédito, financiamento e investimento. c) bancos múltiplos sem carteira comercial ou de crédito imobiliário. d) cooperativas de crédito. e) bancos comerciais. RESPOSTA: TODOS OS ITENS SÃO VERDADEIROS.

AULA 02
OS ÓRGÃOS NORMATIVOS DO SFN São 3 os órgãos normativos do SFN: O Conselho Monetário Nacional – CMN; O Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP; e O Conselho de Gestão da Previdência Complementar - CGPC

Para fins de estudo e avaliação de conhecimento é preciso saber a composição, a função e as entidades subordinadas a cada um destes conselhos: O CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL É composto por 3 representantes: O ministro da Fazenda, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão e o Presidente do Banco Central do Brasil. A presidência deste conselho cabe ao Ministro do Planejamento. São funções do CMN, dentre outras: 1. Adaptar o volume dos meios de pagamento às reais necessidades da economia nacional. 2. Regular o valor interno da moeda. 3. Regular o valor externo da moeda. 4. Orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras públicas ou privadas, de forma a garantir condições favoráveis ao desenvolvimento equilibrado da economia nacional. 1. 5.Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros, de forma a tornar mais eficiente o sistema de pagamento e mobilização de recursos. 5. Zelar pela liquidez e pela solvência das instituições financeiras. 6. Coordenar as políticas monetárias, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública interna e externa. O CMN utiliza a estrutura do Bacen para normatizar e acompanhar o mercado financeiro, que abrange bancos, financeiras, cooperativas de crédito, caixas econômicas, empresas de arrendamento mercantil (leasing) etc. Utiliza, ainda, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar a supervisão do mercado de títulos e valores mobiliários, abrangendo as bolsas de valores e de mercadorias e futuros, as corretoras, distribuidores etc. O CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS Atualmente o CNSP é composto de 6 membros, quais sejam: 1. • Ministro de Estado da Fazenda ou seu representante, na qualidade de Presidente; 2. Superintendente da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), na qualidade de Vice-Presidente; 3. Representante do Ministério da Justiça; 4. Representante do Banco Central do Brasil; 5. Representante do Ministério da Previdência e Assistência Social; 6. Representante da Comissão de Valores Mobiliários. São funções do CNSP, dentre outras: 1. Fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados;

2. Regular a constituição, organização, funcionamento e fiscalização dos que exercerem atividades subordinadas a este Conselho, bem como a aplicação das penalidades previstas; 3. Estipular índices e demais condições técnicas sobre tarifas, investimentos e outras relações patrimoniais a serem observadas pelas Sociedades Seguradoras; 4. Fixar as características gerais dos contratos de seguros; 5. Fixar normas gerais de contabilidade e estatística a serem observadas pelas Sociedades Seguradoras; 6. Delimitar o capital do IRB e das Sociedades Seguradoras, com a periodicidade mínima de dois anos, determinando a forma de sua subscrição e realização; 7. Estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguro; e 8. Disciplinar as operações de cosseguro, nas hipóteses em que o IRB não aceite resseguro do risco ou quando se tornar conveniente promover melhor distribuição direta dos negócios pelo mercado O utiliza a estrutura da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), e do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) para normatizar e acompanhar o mercado de seguros, que abrange seguradoras, empresas de capitalização e os fundos abertos de previdência complementar. O CONSELHO DE GESTÃO DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR (CGPC) É composto por 8 conselheiros, a seguir descritos: 1. o ministro da Previdência Social (presidente), 2. o Secretário da Previdência Complementar, 3. um representante da Secretaria da Previdência Social, 4. um representante do Ministério da Fazenda, 5. um representante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, 6. um representante dos patrocinadores e instituidores de entidades fechadas de previdência complementar 7. um representante das entidades fechadas de previdência complementar, e 8. um representante dos participantes assistidos das entidades fechadas de previdência complementar São funções do CGPC, dentre outras: 1. estabelecer as normas gerais complementares à legislação e regulamentação aplicável às entidades fechadas de previdência complementar, em consonância com os objetivos da ação do Estado discriminados no art. 3º da Lei Complementar nº 109, de 2001; 2. estabelecer regras para a constituição e o funcionamento da entidade fechada, reorganização da entidade e retirada de patrocinador; 3. normatizar a transferência de patrocínio, de grupo de participantes, de planos e de reservas entre entidades fechadas;

4. determinar padrões para a instituição e operação de planos de benefícios, de modo a assegurar sua transparência, solvência, liquidez e equilíbrio financeiro; 5. normatizar novas modalidades de planos de benefícios; 6. estabelecer normas complementares para os institutos da portabilidade, do benefício proporcional diferido, do resgate e do autopatrocínio, garantidos aos participantes; 7. estabelecer normas especiais para a organização de planos instituídos; 8. determinar a metodologia a ser empregada nas avaliações atuariais; 9. estabelecer regras para o número mínimo de participantes ou associados de planos de benefícios; O CGPC utiliza a estrutura da Secretaria da Previdência Complementar (SPC) para normatizar e acompanhar os fundos fechados de previdencia complentar (conhecidos como fundos de pensao).

EXERCÍCIOS
1. (BACEN 2000) O Conselho Monetário Nacional (CMN) é composto pelo ministro da Fazenda, pelo ministro do Planejamento e Orçamento e pelo presidente do BACEN e tem como principais atribuições a) expedir normas gerais de contabilidade e estatística a serem observadas pelas instituições financeiras. b) delimitar o capital máximo das instituições financeiras. c) estabelecer limites para as alíquotas de tributos federais (imposto de renda, contribuição social, PIS etc.) aplicáveis às instituições financeiras autorizadas a funcionar no país. d) determinar recolhimentos compulsórios e encaixes obrigatórios de depósitos à vista, do total dos depósitos e/ou outros títulos contábeis das instituições financeiras. Resposta: letras a e d – verdadeiras. Demais letras são falsas. 2. (BB - 2001) Em 1964, foi instituído o CMN, no contexto da reforma bancária realizada por meio da Lei 4.595/1964. À época, o CMN era integrado pelo ministro da Fazenda, que o presidia; pelo presidente do BB, pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico; por seis membros nomeados pelo Presidente da República e aprovados pelo Senado Federal, escolhidos entre brasileiros de ilibada reputação e notória capacidade em assuntos econômico-financeiros, com mandato de seis anos, podendo ser reconduzidos. Podiam, ainda, participar das reuniões o ministro da Indústria e Comércio e o ministro para Assuntos de Planejamento e Economia. O CMN teve sua composição modificada diversas vezes, a última em 1995. Dos seus integrantes originais, ainda permanece(m) como membro(s) componente(s) a) o ministro da Fazenda. b) o presidente do BB.

c) o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, hoje denominado Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. d) seis membros nomeados pelo Presidente da República, após aprovação pelo Senado Federal, escolhidos entre brasileiros de ilibada reputação e notória capacidade em assuntos econômico-financeiros, atualmente com mandato de quatro anos. e) o ministro da Indústria e Comércio, hoje denominado ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Resposta: Somente a letra a é verdadeira. 2. (BB/2003) O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) inclui um representante do(a) a) Ministério da Fazenda, escolhido entre os membros do segundo escalão. b) Ministério da Previdência e Assistência Social. c) Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), o qual exerce a função de presidente desse conselho. d) Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. e) Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o qual exerce a função de presidente-substituto desse conselho. Resposta: Somente a letra b é verdadeira.

AULA 03
ENTIDADES SUPERVISORAS DO SFN Conforme quadro apresentado na aula 2, o Banco Central do Brasil (Bacen), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) e a Secretaria da Previdência Complementar (SPC) são as entidades supervisoras do SFN. Relativamente a tais entidades é preciso saber, principalmente, como são constituídas e suas funções e atividades. O BANCO CENTRAL DO BRASIL Criado em 1964, após a extinção as SUMOC – Superintendência da Moeda e do Crédito. É uma autarquia federal dirigida por 8 diretores e 1 presidente, nomeados pelo Presidente da Republica, que só são conduzidos ao cargo após sabatina no Senado Federal. É o principal executor das políticas traçadas pelo Conselho Monetário Nacional e órgão supervisor do Sistema Financeiro Nacional. É um banco fiscalizador e disciplinador do mercado financeiro. Após Março de 1986, passou a ser a única autoridade monetária no Brasil. Tem como principais funções : 1. emitir papel-moeda e moeda metálica nas condições e limites autorizados pelo CMN;

2. executar os serviços do meio circulante; 3. receber os recolhimentos compulsórios dos bancos comerciais e os depósitos voluntários das instituições financeiras e bancárias que operam no país; 4. realizar operações de redesconto e empréstimo às instituições financeiras dentro de um enfoque de política econômica do governo ou como socorro a problemas de liquidez; 5. regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis; 6. efetuar, como instrumento de política monetária, operações de compra e venda de títulos públicos federais; 7. emitir títulos de responsabilidade própria, de acordo com as condições estabelecidas pelo CMN; 8. exercer o controle do crédito sob todas as suas formas; A COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS Autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda, cujas atribuições são a normatização, regulamentação, desenvolvimento, controle e fiscalização do mercado de valores mobiliários do país. É administrada por um presidente e 4 diretores, todos nomeados pelo Presidente da República. A lei atribui à CVM competência para apurar, julgar e punir irregularidades eventualmente cometidas no mercado de valores mobiliários. Tem como principais funções : 1. assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão; 2. proteger os titulares e valores mobiliários emitidos; 3. evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação no mercado; 4. estimular o funcionamento das bolsas de valores e das instituições operadoras do mercado acionário; 5. assegurar a lisura nas operações de compra e venda de valores mobiliários; 6. dar proteção aos investidores de mercado. A SUPERINTENDENCIA DE SEGUROS PRIVADOS (SUSEP) A SUSEP é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda, pertencente ao Sistema Nacional de Seguros Privados (SNSP), responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguro, previdência privada aberta e capitalização. Ela e gerida por um superintendente e 4 diretores. Suas atribuições são de fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das sociedades seguradoras, de capitalização, entidades de previdência privada aberta e resseguradores, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP.

Tem como principais funções : 1. Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das Sociedades Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP; 2. Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das operações de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e resseguro; 3. Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados; 4. Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais a eles vinculados, com vistas à maior eficiência do Sistema Nacional de Seguros Privados e do Sistema Nacional de Capitalização; 5. Promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição, assegurando sua expansão e o funcionamento das entidades que neles operem; 6. Zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado; 7. Disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades, em especial os efetuados em bens garantidores de provisões técnicas; 8. Cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e exercer as atividades que por este forem delegadas; 9. Prover os serviços de Secretaria Executiva do CNSP. O INSTITUTO DE RESSEGUROS DO BRASIL Sociedade de economia mista com controle acionário da União, jurisdicionada ao Ministério da Fazenda, com o objetivo de regular o cosseguro, o resseguro e a retrocessão (operações típicas do mercado de seguros), além de promover o desenvolvimento das operações de seguros no País. E composto por uma diretoria colegiada. Tem como principais funções : 1. elaborar e expedir normas reguladoras de cosseguro, resseguro e retrocessão; 2. aceitar o resseguro obrigatório e facultativo, do País ou do exterior; 3. reter o resseguro aceito, na totalidade ou em parte; 4. promover a colocação, no exterior, de seguro, cuja aceitação não convenha aos interesses do País ou que nele não encontre cobertura; 5. impor penalidade às Sociedades Seguradoras por infrações cometidas na qualidade de cosseguradoras, resseguradas ou retrocessionárias; 6. organizar e administrar consórcios, recebendo inclusive cessão integral de seguros; 7. proceder à liquidação de sinistros, de conformidade com os critérios traçados pelas normas de cada ramo de seguro; 8. distribuir pelas Sociedades a parte dos resseguros que não retiver e colocar no exterior as responsabilidades excedentes da capacidade do mercado segurador interno, ou aquelas cuja cobertura fora do País convenha aos interesses nacionais;

9. representar as retrocessionárias nas liquidações de sinistros amigáveis ou judiciais; 10.publicar revistas especializadas e toda capacidade do mercado nacional de seguros. A SECRETARIA DE PREVIDENCIA COMPLEMENTAR Ligada ao Ministério da Previdência e Assistência Social, é o órgão regulador e fiscalizador das entidades fechadas de previdência complementar (mais conhecidos fundos de pensão). Tem como principal missão a fiscalização e controle dos planos de benefícios complementar das entidades fechadas de previdência complementar. Tem como principais funções : 1. Propor diretrizes básicas para o Sistema de Previdência Complementar; 2. Harmonizar as atividades das entidades fechadas de previdência privada com as políticas de desenvolvimento; 3. Supervisionar, coordenar, orientar e controlar as atividades relacionadas com a previdência complementar fechada; 4. Fiscalizar as atividades das entidades fechadas de previdência privada.

EXERCÍCIOS
1. (BACEN - 2000) Na estrutura do SFN, o Subsistema de Supervisão possui as funções de editar normas que definam os parâmetros para a transferência de recursos de poupadores aos tomadores e de controlar o funcionamento das instituições e entidades que efetuem atividades de intermediação financeira. Participa da composição desse subsistema o (a): a) BACEN. b) Banco do Brasil S.A. c) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. d) Comissão de Valores Mobiliários. e) Secretaria de Previdência Complementar. Resposta: letras b e c – falsas. Demais letras são verdadeiras. 2. (BB - 2002) No SFN existem órgãos de regulação e fiscalização que se encarregam de verificar o cumprimento das leis e normas administrativas referentes às atividades das instituições sob sua jurisdição. Com relação ao contexto, julgue os itens abaixo. a) todas as entidades ligadas aos sistemas de previdência e seguros são supervisionadas unicamente pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). b) todas as entidades do sistema de liquidação e custódia são fiscalizados exclusivamente pelo Bacen.

c) os bancos comerciais são duplamente supervisionados pelo Bacen e pela CVM. d) as bolsas de mercadorias e de futuros são duplamente supervisionados, pelo Bacen e pela CVM. Resposta: somente a letra d eh verdadeira.

AULA 04
INSTITUICOES FINANCEIRAS QUE CAPTAM DEPOSITOS A VISTA No SFN, algumas instituições podem captar depósitos a vista da população. O deposito a vista e aquele que o cliente de uma instituição financeira mantem em sua conta-corrente, podendo movimenta-lo livremente. Tal deposito não pode ser remunerado pela instituição financeira e são bastante importantes no controle do credito e da inflação realizados pelo Banco Central, que faz a supervisão de tais entidades. Podem captar depósitos à vista: 1. Bancos Comerciais 2. Caixas Econômicas 3. Bancos Múltiplos com Carteira Comercial 4. Cooperativas de Crédito e bancos cooperativos BANCO COMERCIAL É instituição financeira privada ou pública que tem como atividade tipica a captacao de depósitos a vista, embora também possa captar depósitos à prazo. Tem como objetivo principal proporcionar o suprimento oportuno e adequado dos recursos necessários para financiamento a curto e médio prazos. Deve ser constituído sob a forma de sociedade anônima, devendo constar a palavra “Banco” em sua denominação social. CAIXAS ECONOMICAS Equiparam-se aos bancos comerciais pois podem captar depósitos à vista, realizar operações ativas e prestar serviços. Concedem empréstimos e financiamentos a programas e projetos nas áreas de assistência social. São instituições de cunho social. A Caixa Econômica Federal é atualmente a única instituição com esta característica no SFN. BANCOS MÚLTIPLOS COM CARTEIRA COMERCIAL

As instituições financeiras operam no SFN em segmentos nos quais elas são especializadas. Estes segmentos são chamados, no jargão do mercado financeiro, de carteiras. O banco múltiplo pode operar com 2 ou mais carteiras, sendo, necessariamente, uma comercial ou de investimentos. Isto indica que um banco múltiplo pode realizar todas as operações realizadas por um banco comercial e por um banco de investimento. Indica ainda que ele pode fazer qualquer atividade típica de outra instituição financeira, desde que ele tenha a autorização especifica para operar. As demais carteiras que um banco múltipo pode operar são: de desenvolvimento (para bancos públicos); de crédito imobiliário; de crédito, financiamento e investimento e de arrendamento Mercantil. O Banco do Brasil atua como um banco múltiplo. COOPERATIVAS DE CRÉDITO E BANCOS COOPERATIVOS São sociedades constituídas sob a forma de associação civil, com regulamentação específica. Atuando tanto no setor rural quanto no urbano, as cooperativas de crédito podem se originar da associação de funcionários de uma mesma empresa ou grupo de empresas, de profissionais de determinado segmento, de empresários ou mesmo adotar a livre admissão de associados em uma área determinada de atuação, sob certas condições. Os eventuais lucros auferidos com suas operações - prestação de serviços e oferecimento de crédito aos cooperados - são repartidos entre os associados. As cooperativas de crédito devem adotar, obrigatoriamente, em sua denominação social, a expressão "Cooperativa", vedada a utilização da palavra "Banco". Devem possuir o número mínimo de vinte cooperados e adequar sua área de ação às possibilidades de reunião, controle, operações e prestações de serviços. Estão autorizadas a realizar operações de captação por meio de depósitos à vista e a prazo somente de associados, de empréstimos, repasses e refinanciamentos de outras entidades financeiras, e de doações. Podem conceder crédito, somente a associados, por meio de desconto de títulos, empréstimos, financiamentos, e realizar aplicação de recursos no mercado financeiro. Diversas cooperativas de crédito singulares podem ser reunir formando cooperativas de crédito centrais. As cooperativas de crédito centrais também podem ser reunir formando os sistemas cooperativos. Os principais sistemas cooperativos no Brasil são o SICOOB, o SICREDI e o UNICRED. As cooperativas de crédito de crédito também podem ser reunir e constituir os bancos cooperativos. Tais bancos são constituídos sob a forma de bancos comerciais e devem seguir a regulamentação especifica aplicável aos bancos comerciais.

EXERCÍCIOS
1. Relativamente a captação de depósitos a vista por parte de instituições financeiras, e correto afirmar que: a) As cooperativas de credito podem receber depositos a vista da população em geral. b) O banco múltiplo sem carteira comercial só pode receber depósitos a vista quando tiver a carteira de investimento.

c) As caixas econômicas estão autorizadas a receber depósitos a vista desde que vinculado a um financiamento habitacional. d) Os bancos comerciais, alem de depósitos a vista, realizam, normalmente operações de credito de curto e medio prazos. e) Os bancos de investimento podem captar depósitos a vista e a prazo, desde que autorizados pela CVM. Resposta: somente d é verdadeira.

AULA 05

INSTITUICOES FINANCEIRAS QUE NÃO CAPTAM DEPOSITOS A VISTA Como já comentado, algumas instituições financeiras não estão autorizadas a operar com depósitos à vista, possuindo, no entanto, características operacionais específicas. Isto quer dizer que tais entidades não podem oferecer aos seus clientes contas-correntes, mas podem trabalhar com diversos outros produtos. Tais entidades também são supervisionadas pelo Banco Central. As instituições que não podem receber depósitos à vista, classificadas no quadro da aula 2, como “demais instituições financeiras”, são as elencadas a seguir: 1. Bancos de Investimento 2. Bancos de Desenvolvimento 3. Sociedades Crédito, Financiamento e Investimento 4. Sociedades de Crédito Imobiliário 5. Associações de Poupança e Empréstimo 6. Agências de Fomento 7. Companhias Hipotecárias 8. Sociedades de Crédito ao Microempreendedor

BANCOS DE INVESTIMENTO Os bancos de investimento são instituições financeiras privadas especializadas em operações de participação societária de caráter temporário, de financiamento da atividade produtiva para suprimento de capital fixo e de giro e de administração de recursos de terceiros. Devem ser constituídos sob a forma de sociedade anônima e adotar, obrigatoriamente, em sua denominação social, a expressão "Banco de Investimento".

Não possuem contas correntes e captam recursos via depósitos a prazo, repasses de recursos externos, internos e venda de cotas de fundos de investimento por eles administrados. As principais operações ativas são financiamento de capital de giro e capital fixo, subscrição ou aquisição de títulos e valores mobiliários, depósitos interfinanceiros e repasses de empréstimos externos. BANCOS DE DESENVOLVIMENTO Os bancos de desenvolvimento são instituições financeiras públicas controladas pelos governos estaduais (exceto o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, que é controlado pela União), e têm como objetivo precípuo proporcionar o suprimento oportuno e adequado dos recursos necessários ao financiamento, a médio e a longo prazos, de programas e projetos que visem a promover o desenvolvimento econômico e social do respectivo Estado. As operações passivas são depósitos a prazo, empréstimos externos, emissão ou endosso de cédulas hipotecárias, emissão de cédulas pignoratícias de debêntures e de Títulos de Desenvolvimento Econômico. As operações ativas são empréstimos e financiamentos, dirigidos prioritariamente ao setor privado. Devem ser constituídos sob a forma de sociedade anônima, com sede na capital do Estado que detiver seu controle acionário, devendo adotar, obrigatória e privativamente, em sua denominação social, a expressão "Banco de Desenvolvimento", seguida do nome do Estado em que tenha sede. SOCIEDADES DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO As sociedades de crédito, financiamento e investimento, também conhecidas por financeiras, são instituições financeiras privadas que têm como objetivo básico a realização de financiamento para a aquisição de bens, serviços e capital de giro. Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima e na sua denominação social deve constar a expressão "Crédito, Financiamento e Investimento". Tais entidades captam recursos por meio de aceite e colocação de Letras de Câmbio. SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO As sociedades de crédito imobiliário são instituições financeiras criadas para atuar no financiamento habitacional. Constituem operações passivas dessas instituições os depósitos de poupança, a emissão de letras e cédulas hipotecárias e depósitos interfinanceiros. Suas operações ativas são: financiamento para construção de habitações, abertura de crédito para compra ou construção de casa própria, financiamento de capital de giro a empresas incorporadoras, produtoras e distribuidoras de material de construção.

Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima, adotando obrigatoriamente em sua denominação social a expressão "Crédito Imobiliário". ASSOCIAÇÕES DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO As associações de poupança e empréstimo são constituídas sob a forma de sociedade civil, sendo de propriedade comum de seus associados. Suas operações ativas são, basicamente, direcionadas ao mercado imobiliário e ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH). As operações passivas são constituídas de emissão de letras e cédulas hipotecárias, depósitos de cadernetas de poupança, depósitos interfinanceiros e empréstimos externos. Os depositantes dessas entidades são considerados acionistas da associação e, por isso, não recebem rendimentos, mas dividendos. Os recursos dos depositantes são, assim, classificados no patrimônio líquido da associação e não no passivo exigível. AGÊNCIAS DE FOMENTO As agências de fomento têm como objeto social a concessão de financiamento de capital fixo e de giro associado a projetos na Unidade da Federação onde tenham sede. Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima de capital fechado e estar sob o controle de Unidade da Federação, sendo que cada Unidade só pode constituir uma agência. Tais entidades têm status de instituição financeira, mas não podem captar recursos junto ao público, recorrer ao redesconto, ter conta de reserva no Banco Central, contratar depósitos interfinanceiros na qualidade de depositante ou de depositária e nem ter participação societária em outras instituições financeiras. De sua denominação social deve constar a expressão "Agência de Fomento" acrescida da indicação da Unidade da Federação Controladora. É vedada a sua transformação em qualquer outro tipo de instituição integrante do Sistema Financeiro Nacional. As agências de fomento devem constituir e manter, permanentemente, fundo de liquidez equivalente, no mínimo, a 10% do valor de suas obrigações, a ser integralmente aplicado em títulos públicos federais. COMPANHIAS HIPOTECÁRIAS As companhias hipotecárias são instituições financeiras constituídas sob a forma de sociedade anônima, que têm por objeto social conceder financiamentos destinados à produção, reforma ou comercialização de imóveis residenciais ou comerciais aos quais não se aplicam as normas do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

Suas principais operações passivas são: letras hipotecárias, debêntures, empréstimos e financiamentos no País e no Exterior. Suas principais operações ativas são: financiamentos imobiliários residenciais ou comerciais, aquisição de créditos hipotecários, refinanciamentos de créditos hipotecários e repasses de recursos para financiamentos imobiliários. Tais entidades têm como operações especiais a administração de créditos hipotecários de terceiros e de fundos de investimento imobiliário. SOCIEDADES DE CRÉDITO AO MICROEMPREENDEDOR As sociedades de crédito ao microempreendedor são entidades que têm por objeto social exclusivo a concessão de financiamentos e a prestação de garantias a pessoas físicas, bem como a pessoas jurídicas classificadas como microempresas, com vistas a viabilizar empreendimentos de natureza profissional, comercial ou industrial de pequeno porte. São impedidas de captar, sob qualquer forma, recursos junto ao público, bem como emitir títulos e valores mobiliários destinados à colocação e oferta públicas. Devem ser constituídas sob a forma de companhia fechada ou de sociedade por quotas de responsabilidade limitada, adotando obrigatoriamente em sua denominação social a expressão "Sociedade de Crédito ao Microempreendedor", vedada a utilização da palavra "Banco".

EXERCÍCIOS
1. Julgue os itens a seguir relativos ao SFN: a) Os bancos de desenvolvimento podem ser públicos e privados. b) As sociedades de credito imobiliário podem receber depósitos a vista. c) Um banco de múltiplo pode ter carteira de investimento e de arrendamento mercantil. d) As sociedades de crédito ao microempreendedor foram criadas para viabilizar o acesso ao crédito pela parcela de baixa renda da população. e) As financeiras, alem de atuarem no financiamento de compra de bens de consumo durável, podem conceder financiamentos habitacionais. Resposta: somente as letras c e d são verdadeiras.

AULA 06
OUTROS INTERMEDIÁRIOS FINANCEIROS Além das instituições financeiras vistas nas aulas 5 e 6, o SFN possui outros intermediários financeiros que são supervisionados pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários. Tais entidades não podem ser consideradas

taxativamente como instituições financeiras, pois geralmente atuam apenas prestando um serviço aos seus clientes. São elas: 1. Sociedades de arrendamento mercantil 2. Sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários 3. Sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários 4. Sociedades corretoras de câmbio 5. Administradoras de Consórcio SOCIEDADES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL As sociedades de arrendamento mercantil são constituídas sob a forma de sociedade anônima, devendo constar obrigatoriamente na sua denominação social a expressão "Arrendamento Mercantil". Tais entidades realizam as operações conhecidas como “leasing”. As operações passivas dessas sociedades são emissão de debêntures, dívida externa, empréstimos e financiamentos de instituições financeiras. Suas operações ativas são constituídas por títulos da dívida pública, cessão de direitos creditórios e, principalmente, por operações de arrendamento mercantil de bens móveis, de produção nacional ou estrangeira, e bens imóveis adquiridos pela entidade arrendadora para fins de uso próprio do arrendatário. São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil. SOCIEDADES CORRETORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS As sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários são constituídas sob a forma de sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada. São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários, dentro de suas esferas de atuação. Dentre seus objetivos estão: operar em bolsas de valores, subscrever emissões de títulos e valores mobiliários no mercado; comprar e vender títulos e valores mobiliários por conta própria e de terceiros; encarregar-se da administração de carteiras e da custódia de títulos e valores mobiliários; exercer funções de agente fiduciário; instituir, organizar e administrar fundos e clubes de investimento; emitir certificados de depósito de ações e cédulas pignoratícias de debêntures; intermediar operações de câmbio; praticar operações no mercado de câmbio de taxas flutuantes; praticar operações de conta margem; realizar operações compromissadas; praticar operações de compra e venda de metais preciosos, no mercado físico, por conta própria e de terceiros; operar em bolsas de mercadorias e de futuros por conta própria e de terceiros. SOCIEDADES DISTRIBUIDORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS As sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários são constituídas sob a forma de sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada, devendo constar na sua denominação social a expressão "Distribuidora de

Títulos e Valores Mobiliários". Exercem praticamente as mesmas atividades das corretoras, com exceção do fato de não poderem operar em ambiente de bolsa de valores. São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários, dentro de suas esferas de atuação. Algumas de suas atividades: intermedeiam a oferta pública e distribuição de títulos e valores mobiliários no mercado; administram e custodiam as carteiras de títulos e valores mobiliários; instituem, organizam e administram fundos e clubes de investimento; operam no mercado acionário, comprando, vendendo e distribuindo títulos e valores mobiliários, inclusive ouro financeiro, por conta de terceiros; fazem a intermediação com as bolsas de valores e de mercadorias; efetuam lançamentos públicos de ações; operam no mercado aberto e intermedeiam operações de câmbio. SOCIEDADES CORRETORAS DE CÂMBIO As sociedades corretoras de câmbio são constituídas sob a forma de sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada, devendo constar na sua denominação social a expressão "Corretora de Câmbio". Têm por objeto social exclusivo a intermediação em operações de câmbio e a prática de operações no mercado de câmbio de taxas flutuantes. São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil. ADMINISTRADORAS DE CONSÓRCIO As administradoras de consórcio são pessoas jurídicas prestadoras de serviços relativos à formação, organização e administração de grupos de consórcio, estando sujeitos a supervisão do Banco Central do Brasil por força do disposto de Lei. Ao Banco Central cabe, ainda, autorizar a constituição de grupos de consórcio, a pedido de administradoras previamente constituídas sem interferência expressa da referida Autarquia, mas que atendam a requisitos estabelecidos, particularmente quanto à capacidade financeira, econômica e gerencial da empresa. Também cumpre ao Bacen fiscalizar as operações do segmento de consórcio e aplicar as penalidades cabíveis. Ademais, o Bacen pode intervir nas empresas de consórcio e decretar sua liquidação extrajudicial. O grupo é uma sociedade de fato, constituída na data da realização da primeira assembléia geral ordinária por consorciados reunidos pela administradora, que coletam poupança com vistas à aquisição de bens, conjunto de bens ou serviço turístico, por meio de autofinanciamento.

EXERCÍCIOS
1. (BB/2003) O BACEN estabelece as normas operacionais de todas as instruções financeiras que operam no território brasileiro, definindo as suas características e as suas possibilidades de atuação. Com relação a essas

normas atualmente vigentes, julgue os itens subseqüentesJulgue os itens a seguir relativos ao SFN: a) As sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários têm uma faixa operacional bem mais ampla que a das sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários. b) As cooperativas de crédito atuam basicamente no setor primário da economia, permitindo melhor comercialização de produtos rurais e facilitando o escoamento das safras agrícolas para os centros consumidores. Destaca-se que os usuários finais dos créditos por elas concedidos são sempre os cooperados. c) O objetivo principal dos bancos comerciais é proporcionar o suprimento oportuno e adequado de recursos necessários para a concessão de financiamento a curto e médio prazo ao comércio, à indústria, às empresas prestadoras de serviços e às pessoas físicas. d) As sociedades de arrendamento mercantil nasceram do reconhecimento de que o lucro de uma atividade produtiva pode advir da simples utilização do equipamento e não necessariamente de sua propriedade. e) As companhias hipotecárias podem captar depósitos a prazo com correção monetária, por meio de letras imobiliárias, e estabelecer convênios com bancos comerciais para funcionarem exclusivamente como agentes do Sistema Financeiro da Habitação. Resposta: somente as letras “a” e “e” são falsas.

AULA 07
AS BOLSAS, O SELIC E O CETIP

Além das instituições financeiras e dos demais intermediários financeiros vistos nas últimas aulas, o SFN, especificamente, o sujeito à supervisão do Bacen e da CVM, conta com a participação de outras entidades responsáveis pela criação de ambientes propícios aos negócios e pelo registro e validação das operações realizadas. São elas: 1. As bolsas de valores; 2. As bolsas de mercadorias e futuros; 3. O Sistema Especial de Liquidação e Custódia de Títulos Públicos 4. A Central de Liquidação e Custódia de Títulos Públicos BOLSAS DE VALORES As bolsas de valores são associações privadas civis, sem finalidade lucrativa, com objetivo de manter local adequado ao encontro de seus membros e à realização, entre eles, de transações de compra e venda de títulos e valores

mobiliários pertencentes a pessoas jurídicas públicas e privadas, em mercado livre e aberto, especialmente organizado e fiscalizado por seus membros e pela Comissão de Valores Mobiliários. Possuem autonomia financeira, patrimonial e administrativa. A principal e mais conhecida bolsa de valores no Brasil e a Bovespa. BOLSAS DE MERCADORIAS E FUTUROS As bolsas de mercadorias e futuros são associações privadas civis, sem finalidade lucrativa, com objetivo de efetuar o registro, a compensação e a liquidação, física e financeira, das operações realizadas em pregão ou em sistema eletrônico. A única bolsa de mercadorias e futuros no Brasil e a BM&F. Tais entidades desenvolvem, organizam e operacionalizam um mercado de derivativos livre e transparente, que proporcione aos agentes econômicos a oportunidade de efetuarem operações de hedging (proteção) ante flutuações de preço de commodities agropecuárias, índices, taxas de juro, moedas e metais, bem como de todo e qualquer instrumento ou variável macroeconômica cuja incerteza de preço no futuro possa influenciar negativamente suas atividades. Possuem autonomia financeira, patrimonial e administrativa e são fiscalizadas pela Comissão de Valores Mobiliários. Atualmente, a única bolsa de mercadorias e futuros no Brasil e a BM&F. SISTEMA ESPECIAL PÚBLICOS DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA DE TÍTULOS

É um sistema eletrônico de teleprocessamento que permite a atualização diária das posições das instituições financeiras em títulos públicos federais. Foi desenvolvido pelo Banco Central e a Andima em 1979, voltado a operar com títulos públicos de emissão do BACEN e do Tesouro Nacional. Tem por finalidade controlar e liquidar financeiramente as operações de compra e venda de títulos públicos, e manter a custódia escritural dos documentos. CENTRAL DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA DE TÍTULOS PÚBLICOS. É uma empresa privada de custódia e de liquidação que se constitui em um mercado de balcão organizado para registro e negociação de valores mobiliários de renda fixa. Sem fins lucrativos, foi criada em conjunto pelas instituições financeiras e o Banco Central, em março de 1986, para garantir mais segurança e agilidade às operações do mercado financeiro brasileiro. Atualmente, a CETIP oferece o suporte necessário a toda a cadeia de operações com títulos privados, prestando serviços integrados de custódia; negociação on line; registro de negócios e liquidação financeira. Custodia quase a totalidade de títulos e valores mobiliários privados de renda fixa, alem de derivativos, dos títulos emitidos pelos estados e municípios e do estoque de papeis utilizados como moedas de privatização, de emissão do Tesouro Nacional.

EXERCÍCIOS
1. (ESAF/BACEN/2002) Tanto o SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), quanto a CETIP (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos) correspondem a sistemas em que são feitas a custódia e liquidação de operações com títulos. Sobre esses dois sistemas, assinale a opção correta: a) A custódia e liquidação das operações com títulos públicos federais podem ser feitas tanto no SELIC, quanto na CETIP, cabendo às partes envolvidas no negócio realizar a escolha do sistema a ser utilizado. b) Os títulos negociados no SELIC são escriturais, o que praticamente elimina os riscos relativos a extravio, roubo ou falsificação dos papéis negociados naquele sistema. c) A liquidação das operações realizadas na CETIP são feitas exclusivamente pela Centralizadora de Compensação de Cheques e Outros Papéis. d) Somente instituições com conta de reserva bancária junto ao Banco Central do Brasil podem registrar suas operações na CETIP. e) A CETIP custodia e promove a liquidação tanto dos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) ao portador quanto dos CDBs nominativos. Resposta: somente a letras “b” é correta.

AULA 08
AS SOCIEDADES SEGURADORAS, AS SOCIEDADES DE CAPITALIZACAO E ENTIDADES ABERTAS DE PREVIDENCIA PRIVADA Como estudado nas aulas 3 e 4 uma das subdivisões do SFN é o segmento de seguros. Tal segmento é normatizado pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), tendo como entidades supervisoras a Superintendência de Seguros Privados e o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). Nesta aula, serão estudadas as características das entidades que operam neste setor. São elas: 1. As sociedades seguradoras 2. As sociedades de capitalização 3. As entidades abertas de previdência privada 4. As corretoras de seguro Alem de tais entidades, serão feitas algumas considerações sobre as sociedades administradoras de seguro-saúde. SOCIEDADES SEGURADORAS São entidades, constituídas sob a forma de sociedades anônimas, especializadas em pactuar contrato, por meio do qual assumem a obrigação de

pagar ao contratante (segurado), ou a quem este designar, uma indenização, no caso em que advenha o risco indicado e temido, recebendo, para isso, o prêmio estabelecido. SOCIEDADES DE CAPITALIZACAO São entidades, constituídas sob a forma de sociedades anônimas, que negociam contratos (títulos de capitalização) que têm por objeto o depósito periódico de prestações pecuniárias (pagamentos) pelo contratante, o qual terá, depois de cumprido o prazo contratado, o direito de resgatar parte dos valores depositados corrigidos por uma taxa de juros estabelecida contratualmente; conferindo, ainda, quando previsto, o direito de concorrer a sorteios de prêmios em dinheiro. ENTIDADES ABERTAS DE PREVIDENCIA PRIVADA Entidades abertas de previdência complementar - são entidades constituídas unicamente sob a forma de sociedades anônimas e têm por objetivo instituir e operar planos de benefícios de caráter previdenciário concedidos em forma de renda continuada ou pagamento único, acessíveis a quaisquer pessoas físicas. São regidas pelo Decreto-Lei 73, de 21 de novembro de 1966, e pela Lei Complementar 109, de 29 de maio de 2001. Tais entidades são reguladas e supervisionadas pelo Ministério da Fazenda, por intermédio do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). CORRETORAS DE SEGURO A Corretora de Seguros é a pessoa autorizada a realizar a corretagem, isto é, analisar o risco, determinar as coberturas e as importâncias seguradas, elaborar a proposta de seguros e de protocolar a proposta em uma seguradora. No Brasil, nenhuma operação de seguro pode ser contratada sem que haja um Corretor de Seguro. A Corretora de Seguros pode ser uma pessoa física ou jurídica. ADMINISTRADORAS DE SEGURO-SAÚDE As seguradoras que atuem no segmento do seguro saúde devem ser especializadas nesta área. Tais entidades estão subordinadas a uma estrutura de regulação e fiscalização vinculada ao Ministério da Saúde, juntamente com outras modalidades de operadoras de planos de saúde privados. Seguem regulamentação específica da Agência Nacional de Saúde Complementar – ANS.

EXERCÍCIOS
1. Relativamente às entidades integrantes do subsistema de seguros, é possível afirmar que:

a) As administradoras de seguro-saude são entidades supervisionadas pela SUSEP. b) Somente pessoas jurídicas podem operar como corretoras de seguro. c) As sociedades de capitalização fornecem ao publico a possibilidade de constituição de um capital mínimo, que será pago em moeda corrente, dentro de um prazo maximo estabelecido pelo próprio plano. d) As entidades abertas de previdência privada são conhecidas como fundos de pensão. e) Uma sociedade seguradora pode explorar qualquer outro ramo de atividade comercial ou industrial. Resposta: somente as letras “c” e “e” são corretas.

AULA 09
AS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDENCIA COMPLEMENTAR, AS SOCIEDADES DE FOMENTO MERCANTIL E AS ADMINISTRADORAS DE CARTOES DE CREDITO Entidades fechadas de previdencia complementar Como estudado nas aulas 3 e 4, uma das subdivisões do SFN é o segmento de previdência complementar. Tal segmento é normatizado pelo Conselho de Gestão de Previdência Complementar (CGPC), tendo como entidade supervisora a Secretaria de Previdência Complementar (SPC). As entidades que operam neste segmento são chamadas de “entidades fechadas de previdência complementar” , mais conhecidas como fundos de pensão. As entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão) são organizadas sob a forma de fundação ou sociedade civil, sem fins lucrativos e são acessíveis, exclusivamente: 1. aos empregados de uma empresa ou grupo de empresas ou aos servidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (entes denominados patrocinadores) ou 2. aos associados ou membros de pessoas jurídicas de caráter profissional, classista ou setorial (denominadas instituidores) Sociedades de fomento mercantil São empresas que compram direitos creditórios de empresas comerciais, antecipando recursos para a empresa originadora dos créditos. Tais empresas não são consideradas instituições financeiras, não sendo fiscalizadas pelo Bacen, pela CVM ou por qualquer outro órgão do Governo

O fomento mercantil (factoring) é uma operação comercial que soma a prestação de serviços à compra de ativos. Ao adquirir os créditos de outra empresa, a factoring (empresa que compra os créditos) fomenta a atividade mercantil. O devedor do credito é a pessoa sacada. O factoring permite a antecipação dos fluxos de caixa de uma empresa, viabilizando a solução de problemas relativos à ausência de capital de giro. A empresa de factoring não tem, pela Lei, o direito de regresso em uma operação de factoring. Sociedades administradoras de cartões de crédito São empresas que emitem cartões de crédito, que são utilizados para compras em estabelecimentos credenciados. As administradoras de cartão de crédito, também chamadas emissoras, utilizam-se das “bandeiras” existentes, firmando acordos com estas empresas. No Brasil, grande parte das administradoras de cartão são ou estão ligadas às instituições financeiras.

EXERCÍCIOS
1. Em relação a participação no SFN e possível afirmar que: a) O factoring e tipicamente uma atividade comercial, não sendo, portanto, característica de uma instituição financeira. b) As entidades fechadas de previdência privada não são supervisionadas pela SUSEP. c) As empresas de factoring estão sujeitas a fiscalização do Banco Central do Brasil. d) Todas as administradoras de cartões de credito são fiscalizadas pela CVM. e) O Conselho Nacional de Gestão da Previdência Complementar expede normas a serem seguidas pelas entidades abertas e fechadas de previdência complementar. Resposta: somente a letras “a” é correta. 2. (Banco de Brasília – 2001 – Cespe) Nas operações de fomento mercantil (factoring), I – não há captação de recursos. II – os financiamentos são efetuados mediante o desconto de títulos. III – ocorrem transações de natureza mercantil. IV – o devedor é a empresa sacada. A quantidade de itens certos é igual a a) 0. b) 1. c) 2. d) 3. e) 4. Resposta: a letras “D” é correta.

AULA 10
PRODUTOS E SERVICOS BANCÁRIOS – CAPTAÇÔES POR DEPÓSITOS Como visto na aula 1, quando uma instituição financeira recebe recursos de poupadores (investidores), ela está fazendo uma captação de recursos ou esta contratando uma operação passiva. Nesta aula, serão estudadas as captações de recursos realizadas por instituições financeiras por meio de depósitos: 1. Depósitos a vista (Contas-Correntes), 2. Depósitos a Prazo (CDB e RDB), 3. Depósitos de Poupança (Conta Poupança), DEPÓSITOS A VISTA E o tipo mais comum de conta. Também conhecido como conta-corrente. Pode ser mantido por pessoas físicas e jurídicas de direito público ou privado e constitui-se na principal fontes de recursos dos bancos. São recursos de livre movimentação. As normas do SFN não permitem a remuneração de depósitos à vista. Somente os bancos com carteira comercial podem captar recursos de depósitos à vista. Tais depósitos podem ser movimentados por meio de cheques. Para abertura desta conta, o cliente deve preencher ficha-proposta com sua identificação completa. A ficha-proposta deve conter, no mínimo, as seguintes informações : 1. Pessoas Físicas: nome completo, filiação, nacionalidade, data e local de nascimento, sexo, estado civil, nome do cônjuge (se casado), profissão, documento de identificação (tipo, número, data de emissão e órgão emissor), inscrição no Cadastro de Pessoa Física - CPF. 2. Pessoas Jurídicas: razão social, atividade principal, forma e data de constituição, documentos, contendo as informações referidas na alínea anterior, que qualifiquem e autorizem os represetantes, mandatários ou prepostos a movimentar a conta, CNPJ e atos constitutivos, devidamente registrados, na forma da lei, na autoridade competente. Além destes itens, é indispensável a apresentação : endereço, telefones, referências, data da abertura da conta e assinatura dos depositantes. As instituições devem condicionar a abertura de conta para pessoas físicas estejam inscritas no CPF. Tanto na abertura quanto nas atualizações cadastrais a instituição deverá verificar a situação do titular da conta no CPF. Se o titular da conta for menor ou incapaz : além da qualificação, é necessário indicar uma pessoa responsável que o assistirá ou o representará nas operações necessárias.

A instituição deverá arquivar, juntamente com a ficha-proposta, cópia dos documentos apresentados. Eles poderão ser microfilmados e é obrigatório a manutenção em arquivo até 5 anos após o encerramento da conta. O CMN proíbe a concessão de talonário enquanto as informações prestadas não houverem sido checadas ou quando forem constatadas irregularidades na informação. Se o titular da conta estiver impedido de receber talão, a movimentação vai ocorrer por meio eletrônico ou cheque avulso sem ônus para o correntista. A IF não poderá criar limitações à sustação do pagamento de cheques, mas poderá cobrar tarifa se existir cláusula prevendo na fichaproposta; É facultado à instituição a entrega de talonário pelo correio ou por empresas especializadas desde que autorizada pelo depositante. O CMN facultou à IF a abertura, manutenção ou encerramento de conta-corrente de depósito à vista cujo titular figure ou tenha figurado no cadastro de emitentes de cheque sem fundo. É vedado, no entanto, o fornecimento de talonário de cheques para pessoas que ainda figurem neste cadastro. Existe um tipo especial de conta que é a chamada conta-salário. Esta conta não está sujeita às tarifas bancárias e não é movimentável por cheques. DEPÓSITOS A PRAZO Os depósitos a prazo caracterizam-se por terem data de resgate previamente definida. Não têm livre movimentação. Podem ter remuneração pré e pósfixada. Isto quer dizer que a remuneração do depósito pode ser conhecida no momento em que ele é feita (prefixada) ou somente no futuro (pos-fixada). Os depósitos a prazo podem ser contratados com emissão de certificado (CDB) e sem emissão (RDB). Os CDBs são um dos principais títulos emitidos por bancos comerciais, de investimento, múltiplos e caixas econômicas. Esses papéis podem ou não ter deságio em sua emissão. Tem como objetivo captar recursos das pessoas físicas e jurídicas não financeiras. Essas operações permitem que tais entidades obtenham dinheiro para emprestarem às empresas que necessitem de numerário para financiar operações e negócios. Parte destes recursos irão financiar captados na modalidade de CDB vão financiar o crédito direto ao consumidor (CDC), empréstimos para capital de giro das empresas e compra de bens e serviços. O CDB pode ser transferido por endosso em preto (isto é, com o nome e qualificação do endossatário), quando não for emitido de forma escritural. Não pode ser prorrogado, mas renovado de comum acordo. O Recibo de Depósito Bancário (RDB) é muito semelhante ao CDB, diferenciando-se deste pelo fato de não poder ser resgatado antecipadamente. Nos contratos de CDB, caso o investidor tenha uma emergência, existe a

possibilidade dele negociar o resgate antes do prazo programado. Nessa situação, o banco irá compatibilizar a taxa ao prazo em que o dinheiro foi investido. Para os RDB's essa possibilidade não existe. DEPÓSITOS DE POUPANCA Os depósitos de poupança foram criados na década de 60, para fortalecimento da poupança popular. Tais depósitos estão vinculados ao crédito habitacional. Seu rendimento anual eh de TR + 6% a.a. A apropriação mensal dos rendimentos se da de forma pró rata, ou seja, todo mês é feita a apropriação proporcional a 1/12 da remuneração anual. A movimentação é livre, mas há perda de remuneração caso o saque seja feito antes de 1 mês do deposito do recurso. Somente os Bancos Múltiplos com carteira de crédito imobiliário, a Caixa Econômica Federal, as sociedades de crédito imobiliário e as associações de poupança e empréstimo podem receber depósitos de poupança. As sociedades de crédito imobiliário e as associações de poupança e empréstimo podem, mediante prévia autorização do Banco Central do Brasil, estabelecer convênios com bancos múltiplos com carteira comercial e bancos comerciais para a captação de depósitos de poupança. Para efeito de rendimento, os depósitos efetuados em cheque, se honrados na primeira compensação e independente do prazo necessário para tal, devem ser considerados a partir do dia do depósito. A poupança, como é dito no mercado, é um dinheiro carimbado, ou seja, possui uma destinação previamente definida pelo Conselho Monetário Nacional. Grande parte dos recursos captados sob a forma de poupança, mais especificamente, no mínimo 65% destes, deverão ser aplicados em operações no mercado imobiliário. Deste valor, pelo menos 80%, ou seja, 52% do total, deve ser aplicado em operações de financiamento habitacional no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação – SFH. Existem ainda recursos que são captados em depósitos de poupança rural pelo Banco da Amazônia S.A., Banco do Brasil S.A. e Banco do Nordeste do Brasil S.A. e deverão ter uma destinação diferente da poupança convencional. Destes valores captados sob a forma de poupança rural, 15% do montante deve ser depositado compulsoriamente no Banco Central do Brasil, no mínimo, 40% deve ser mantido em operações de crédito rural e, no máximo, 45% dos recursos podem ser aplicados em títulos da dívida pública federal, estadual, municipal, depósitos interfinanceiros, financiamentos para habitação rural e outros empréstimos.

EXERCÍCIOS

1. (BB - 2002) Uma pessoa física foi abrir uma conta-corrente em uma instituição bancária. No ato de abertura da conta, demandou que certas informações fossem prestadas pelo banco e que essas informações estivessem previstas em cláusulas explicativas na ficha-proposta, que é o contrato de abertura da conta, celebrado entre o banco e a pessoa física. Em face dessa situação, é dever do banco informar ao cliente: f) o saldo médio mínimo exigido para a manutenção da conta. g) as condições para fornecimento de talonário de cheques. h) a necessidade de o cliente comunicar, por escrito, qualquer mudança de endereço ou número de telefone.. i) as condições para a inclusão do nome do depositante no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos. j) que os cheques liquidados, uma vez microfilmados, poderão ser destruídos. Resposta: Todos os itens são verdadeiros. 2. (BB - 2003) Julgue os itens a seguir quanto aos tipos de conta bancária existentes no mercado brasileiro. a) Da conta de poupança, o dinheiro só pode ser sacado depois de um prazo fixado por ocasião do depósito. b) A conta de depósito a prazo foi criada com o fim específico de estimular a economia popular e permite a aplicação de valores até R$ 1.000,00, que passam a gerar rendimentos mensalmente. c) A conta-salário — tipo especial de conta de depósito à vista destinada a receber salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares — é movimentável por cheques e está sujeita aos regulamentos aplicáveis às demais contas de depósitos, mas é isenta da cobrança de tarifas. d) Na conta de depósito à vista, o dinheiro depositado fica à disposição do titular para ser sacado a qualquer momento. Resposta: Somente o item `d` é verdadeiro.

AULA 11

PRODUTOS E SERVICOS COMMERCIAL PAPERS

BANCÁRIOS

–LETRAS

DE

CAMBIO

E

As captações de recursos pelas empresas podem ser feitas diretamente junto aos sócios, pela emissão de ações. Outra forma de captação é a contratação de empréstimos e financiamentos junto as instituições financeiras. Uma terceira forma de captação de recursos é a emissão de títulos de divida por parte de tais entidades. Nesta aula, estudaremos os seguintes instrumentos de captação: 1. As letras de cambio, muito utilizadas pelas financeiras, e 2. Os commercial papers, papeis emitidos pelas sociedades anônimas (SA). AS LETRAS DE CÂMBIO Representa um instrumento de captação típico das sociedades de credito, financiamento e investimento, estando sempre relacionado com uma operação comercial. Em uma operação de Letra de Câmbio existem três elementos fundamentais: o mutuário é quem emite a Letra de Câmbio, confessando que pagara um determinado valor no futuro; o aceitante é a sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (financeira); e o tomador ou mutuante é o investidor da Letra de Câmbio e, por isso, recebe um rendimento. O fluxo de emissão, aceite e negociação pode ser visto desta maneira:

Emitente

Aceitante MÁQUINA

Tomador

Mutuário

Financeira

Investidor

1 – O devedor emite a letra de câmbio e entrega a financeira 2 – A financeira dá o seu aceite e negocia com o investidor 3 – O investidor adquire os aceites cambiais emitidos pelas financeiras
A Letra de Câmbio é emitida por entidade não-financeira e usuários de bens e serviços, existindo o aceite, bem como a coobrigação das sociedades de crédito, financiamento e investimento (financeiras) e tem por finalidade a obtenção de recursos por parte das financeiras, visando a financiar o consumidor final. COMMERCIAL PAPERS A regulamentação brasileira denomina tais títulos como notas promissórias. E uma nota promissória emitida por uma empresa no mercado externo para captação de recursos à curto prazo, gerando portanto uma dívida de curto

prazo para a empresa. Tal captação é feita para atender necessidades financeiras de uma empresa (expansão, investimentos, etc). É caracteristicamente um titulo de curto prazo, emitido por empresas não financeiras. Seu prazo maximo é de 6 meses, caso seja emitido por uma S.A. de capital fechado, e de ateh um ano caso seja emitido por uma companhia aberta. O commercial paper não pode oferecer garantias reais, podendo ser garantido por fiança bancária. O objetivo de tais títulos é facilitar para as empresa a obtenção de recursos de curto prazo. Sua emissão é regulamentada pela CVM por meio da Instrução nº 134, de 1/11/90. É negociável em mercado secundário, ou seja, os títulos podem ser negociados, após sua emissão, entre investidores. Tal negociação normalmente ocorre com um desconto sobre o valor de emissão (também chamado de valor de face).

EXERCÍCIOS
1. (CAIXA/1998) É ordem de pagamento a) a ação ordinária. b) a fatura. c) a nota promissória. d) warrant. e) a letra de câmbio. Resposta: Somente o item `e` é verdadeiro. 2. (Cespe/Banco do Brasil – 2001) Um commercial paper com vencimento em 120 dias, cujo valor nominal é de R$ 10.000,00, foi negociado por uma empresa por R$ 9.400,00. Acerca dessa situação hipotética e de commercial papers, julgue os itens abaixo. a) Usualmente, no Brasil, o commercial paper é negociado no mercado por um valor descontado, sendo recomprado pela empresa emitente pelo seu valor de face, como na situação hipotética em apreço. b) Além dos juros pagos, a empresa emitente de commercial papers incorre também em despesas de emissão. c) O commercial paper é, de praxe, utilizado para a captação de capital para investimentos de longo prazo das empresas. d) A operação de commercial papers costuma ter como vantagens agilidade e custo financeiro inferior ao das operações de empréstimo bancário. e) Na situação hipotética apresentada, a taxa de rentabilidade é inferior a 1% ao mês. Resposta: Os itens `c` e `e` são falsos.

AULA 12
PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – OPERAÇÕES DE CRÉDITO A principal aplicação dos recursos captados por instituições financeiras é a contratação das operações de crédito, mais conhecidas como empréstimos e financiamentos. Tais operações também são chamadas de operações ativas. Nesta aula, estudaremos os seguintes tipos de operações de crédito. 1. Hot Money 2. Contas Garantidas 3. Crédito Rotativo 4. Descontos de Títulos 5. Financiamento de Capital de Giro HOT MONEY O hot money pode ser definido como um empréstimo de curtíssimo prazo, normalmente por um dia ou, no máximo, por 10 dias. A formação de taxa para o hot money é definida pela taxa do CDI do dia da operação acrescido dos custos do PIS (0,75%) e do COFINS (2,00%) sobre o faturamento da operação. Por ser uma operação de curto prazo o hot money tem a vantagem de permitir uma rápida mudança de posição no caso de uma variação brusca nas taxas de juros para baixo. CONTAS GARANTIDAS Caracterizadas como empréstimos de curto prazo, para os quais o tomador mantém sob a custódia de uma instituição financeira valores a receber junto a seus clientes, numa proporção que garanta o pagamento do empréstimo, no caso de inadimplência por parte do tomador. São semelhantes ao crédito rotativo, exceto pelo fato de ter, obrigatoriamente, garantias vinculadas à operação. CRÉDITO ROTATIVO São empréstimos em conta corrente, de natureza rotativa, com cobrança de encargos mensais somente sobre os valores utilizados no período do contrato. São direcionadas tanto para as pessoas físicas como jurídicas. Quanto às suas modalidades, quando destinadas às pessoas físicas, denominam-se Cheque Especial, e quando às jurídicas, Cheque Especial Empresa ou com o nome genérico Empréstimos Em Conta Corrente. Tanto para as pessoas físicas, quanto para as jurídicas, as amortizações são parciais do saldo devedor, através de simples depósitos em conta, até a liquidação total do débito; no vencimento do contrato, dá-se a liquidação do saldo devedor. Os prazos variam de acordo com o período de captação dos

recursos. O que se faz normalmente é um contrato para um prazo de 180 dias, com repactuação dos encargos a cada 30 dias. DESCONTO DE TÍTULOS É o adiantamento de recursos ao cliente feito pelo banco, sobre os valores referenciados em duplicatas de cobrança ou notas promissórias, de forma a antecipar o fluxo de caixa do cliente, que transfere o risco do recebimento de suas vendas a prazo ao banco. O banco deve selecionar cuidadosamente a qualidade de crédito das duplicatas de forma a evitar a inadimplência. Nesta operação, a empresa emitente da duplicata transfere o título para o banco, recebendo o líquido do valor nominal. Nesta operação, o banco cobra juros, comissões e IOF, que será calculado sobre o principal. Na data do vencimento do título, caso o mesmo não seja liquidado, a empresa é a responsável pelo mesmo junto ao banco, efetuando o pagamento do título acrescido de juros e multa pelo atraso. FINANCIAMENTO DE CAPITAL DE GIRO Destinados ao suprimento da necessidade de capital de giro de empresas. Empréstimos vinculados a um contrato específico, contendo prazos, taxas, valores e garantias. Através dessa modalidade de empréstimo, as empresas garantem recursos para sua movimentação a curto prazo. A amortização do empréstimo será negociada entre as partes.

1. (CEF – 2004 – Fundação Carlos Chagas) Julgue o item correto, a partir das afirmativas abaixo: a) Sobre a operações de Crédito Rotativo não incidem juros e IOF. b) Operações Hot Money são operações de empréstimo de curto e curtíssimo prazos, demandas para cobrir as necessidades de longo prazo da empresa. O custo dessas operações é baseado na taxa ao CDI do dia mais o spread cobrado pelo banco. c) As operações Hot Money são referenciadas pelo CDI – Certificado de Depósito Interfinanceiro – e as taxas são repactuadas diariamente. d) Crédito Rotativo é uma linha de crédito aberta pelos bancos para financiamento de investimentos permanentes. e) As operações de Crédito Rotativo, por serem simples de operar, não exigem garantias. Resposta: Somente o item c é verdadeiro. 2. (CEF – 2004 – Fundação Carlos Chagas) Julgue o item correto, a partir das afirmativas abaixo

EXERCÍCIOS

a) Nas operações de desconto bancário, o risco é assumido pela instituição financeira. b) A operação de Desconto de Títulos diz respeito ao adiantamento de recursos ao cliente, feito pelo banco, como uma antecipação dos valores a pagar a seus fornecedores. c) Na operação de Desconto de Títulos, o valor liberado ao tomador é superior ao valor nominal (valor de resgate) dos títulos, em razão do encargos financeiros cobrados antecipadamente. d) Nas operações de desconto bancário, a responsabilidade final da liquidação do titulo negociado perante a instituição financeira, caso o cedente não pague no vencimento, é do tomador de recursos, ou seja, o sacado. e) A operação de Desconto de Títulos dá ao banco o direito de regresso, caso o título não seja pago pelo sacado. Resposta: Somente o item `e` é verdadeiro.

AULA 13
PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – OPERAÇÕES DE CRÉDITO Nesta 1. 2. 3. aula, estudaremos mais 3 tipos de operação de crédito. São eles: Vendor Finance e Compror/Finance Financiamento de Capital Fixo Crédito Direto ao Consumidor

VENDOR FINANCE E COMPROR FINANCE Operação realizada visando permitir ao comerciante o recebimento vendas realizadas a prazo, com a intermediação de uma instituição A seguir são apresentadas duas representações de operações de primeira, sem a presença do vendor. A segunda representação apresenta a intermediação de uma financeira, com o contrato de vendor com o comerciante vendedor. à vista de financeira. credito. A instituição

Neste tipo de operação, a empresa vendedora transfere seu crédito ao banco em troca de uma taxa. Os impostos e taxas serão menores, já que a empresa não embute o valor dos impostos e taxas no valor da mercadoria. Um exemplo: A empresa “A” efetua uma operação de venda a prazo cliente “B”, no valor de $ 20.000,00. Se não houver a operação de Vendor, o valor final da operação será de $ 21.500,00. Já com a operação de Vendor, o valor que a empresa “A” cobrará do banco será de $ 20.000,00, enquanto o mesmo financiará as mercadorias para o cliente “B”, no valor de $ 21.230,00. O Compror Finance é uma operação inversa ao vendor finance, ocorrendo quando pequenas indústrias vendem para grandes redes comerciais. Neste caso o fiador do contrato é o próprio comprador. É um instrumento que dilata o prazo de pagamento de compras para os adquirentes, sem envolver o vendedor, tendo em vista que a instituição financeira financia a aquisição. FINANCIAMENTO DE CAPITAL FIXO

O capital fixo é representando por máquinas, equipamentos, imóveis, instalações, etc. Em muitos casos é muito difícil as empresas terem condições para efetuarem investimentos em bens fixos, pois seria necessária uma descapitalização para a aplicação nas aquisições de tais bens. As instituições financeiras dispõem de recursos destinados ao financiamento de bens fixos. Tais recursos podem ter origem própria ou através de repasses de órgãos do governo ou de recursos obtidos no exterior para tal finalidade. Várias são as linhas de financiamento para a aquisição de capital fixo, inclusive com recursos oriundos do BNDES. As operações de arrendamento mercantil podem ser vistas como uma modalidade de financiamento de capital fixo. Os encargos cobrados pelas instituições para liberação dos financiamentos variam conforme a política do governo, através de resoluções do Banco Central do Brasil. A modernização do parque industrial é um dos pontos importantes para o desenvolvimento do país, e sendo assim, o Governo em muitas oportunidades facilita a política de financiamento a médio e longo prazos, inclusive com determinações que visam facilitar a importação de equipamentos vindos do exterior. CRÉDITO DIRETO AO CONSUMIDOR Empréstimos ou financiamentos concedidos para uso por parte do cliente na aquisição de bens, geralmente eletro-eletrônicos e carros. O CDC é concedido diretamente ao consumidor, pessoas jurídicas ou pessoas físicas por bancos e sociedades de crédito, financiamento e investimento (financeiras). Além dos juros é cobrado o IOF (Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro ou relativos a títulos e valores imobiliários), que incide de forma diferente nas pessoas físicas e jurídicas. Neste caso específico, o IOF arcado pelas pessoas jurídicas é maior do que aquele pago pelas pessoas físicas. Em geral, as operações obedecem a um sistema de pagamento Price, ou seja, a quitação do financiamento é efetuada em prestações iguais, mensais e sucessivas. O CDC é uma alternativa de financiamento de veículos leves e pesados, máquinas e equipamentos médicos e odontológicos, equipamentos de informática, serviços diversos, entre outros. Os prazos variam entre 1 e 48 meses, de acordo com o bem financiado. O CDC Interveniência é uma modalidade de CDC na qual a empresa vendedora da mercadoria atua como garantidora do crédito concedido pela financeira ou pelo banco.

EXERCÍCIOS

1. (BB/1999-1) Um cliente industrial deseja tomar recursos bancários para financiar suas vendas, de forma a otimizar sua receita e suas despesas fiscais. Que produto lhe seria corretamente recomendado? a) Vendor. b) CDC com Interveniência. c) Desconto de Duplicatas. d) Contrato de Abertura de Crédito Rotativo. e) Empréstimo para Capital de Giro. Resposta: Somente o item a é verdadeiro. 2. (BB/1998) Nas operações de Crédito Direto ao Consumidor – CDC, as taxas de juros cobradas pela Financeira e/ou Banco Múltiplo com esta carteira são, via de regra, maiores que as taxas de juros cobradas nas operações de Crédito Direto ao Consumidor com Interveniência – CDCI. Tal fato se deve à (ao): a) prática de mercado; b) maior complexidade operacional do CDC; c) maior custo administrativo do CDC; d) menor risco de crédito inerente ao CDCI; e) impacto nos Depósitos à vista. Resposta: Somente o item d é verdadeiro.

AULA 14
PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – CRÉDITO RURAL O crédito rural no Brasil é uma operação bastante regulada e, notoriamente, cheia de subsídios governamentais. Representa importante operação ativa realizada pelo Banco do Brasil, sendo que tal instituição é o principal agente do Governo Federal neste segmento. As fontes de recursos do Crédito Rural O crédito rural pode ser concedido com recursos de 2 categorias: a) controlados: assim considerados da exigibilidade de recursos obrigatórios, das Operações Oficiais de Crédito sob supervisão do Ministério da Fazenda; da poupança rural, do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo de Investimento Extramercado (outro fundo administrado pelo Governo Federal), quando aplicados em operações subvencionadas pela União sob a forma de equalização de encargos financeiros, além de outros que vierem a ser especificados pelo Conselho Monetário Nacional; b) não controlados, assim considerados os da exigibilidade e livres da poupança rural, de fundos, programas e linhas específicas, de recursos livres. As aplicações em crédito rural A instituição financeira deve consignar no instrumento de crédito a fonte dos recursos utilizados no financiamento, observada a classificação do parágrafo anterior, registrando a denominação do fundo, programa ou linha específica, se for o caso. Os financiamentos ao amparo de recursos controlados do crédito rural podem ser concedidos diretamente a produtores rurais ou repassados por suas cooperativas. A legislação específica do segmento determina a aplicação obrigatória em crédito rural de uma parcela de recursos captados pelas instituições financeiras. As normas existentes detalham como é calculada esta parcela e quais instituições estão sujeitas ao cumprimento de tal obrigatoriedade. Geralmente, nesta modalidade, as operações de crédito rural realizadas pelas instituições financeiras têm taxas subsidiadas. De igual modo, uma parcela dos recursos livres de uma instituição financeira (e recebem este nome pois a instituição financeira pode aplicar livremente) pode ser aplicada no crédito rural, desde que as taxas destas operações

observem as taxas das operações bancárias comuns. Isto quer dizer que operações de crédito rural contratadas com recursos livres não são subsidiadas.

As linhas de Crédito Rural As principais linhas de crédito rural podem ser resumidas em 3 grandes grupos:
Os Créditos de Investimentos Os Créditos de Comercialização Têm o objetivo de assegurar ao produtor rural ou às suas cooperativas os recursos necessários à comercialização de seus produtos no mercado, compreendendo a précomercialização, o desconto, os adiantamentos a cooperados por parte de cooperativas na fase imediata à colheita da produção própria ou de cooperados.

Os Créditos de Custeio
Destinam-se ao custeio das despesas normais da atividade, como por exemplo, do ciclo produtivo de lavouras periódicas, da entressafra de lavouras permanentes, de exploração pecuária e do beneficiamento ou industrialização de produtos agropecuários

São utilizados para o financiamento de investimentos fixos, semi-fixos. São exemplos de investimento fixos a construção, reforma ou ampliação de benfeitorias e instalações permanentes e a aquisição de máquinas e equipamentos de provável vida útil superior a 5 anos. São exemplos de investimentos semi-fixos a aquisição de animais de pequeno, médio e grande porte para criação, recriação, engorda ou serviço e a aquisição de veículos, tratores colheitadeiras, implementos, embarcações e aeronaves que necessariamente devem ser utilizas na atividade agropecuária.

EXERCÍCIOS
1. (BB/2003) As despesas a que está sujeito o crédito rural incluem: a) remuneração financeira. b) custo de prestação de serviços. c) imposto sobre a prestação de serviços (ISS). d) sanções pecuniárias. e) fiança bancária.

Resposta: Os item a, b e d são verdadeiros. 2. (BASA/2001) Carlos, embora não seja produtor rural, solicitou e obteve recursos dentro do sistema de crédito rural, como pessoa física, para pesquisa e produção de sêmen para inseminação artificial. Na operação, teve, entre outras, despesas com o IOF e com o custo de prestação de serviços.Nessa situação hipotética, configurou-se a) respeito às normas vigentes, uma vez que a natureza da pesquisa empreendida por Carlos está inserida no setor rural. b) agressão às normas vigentes, pois Carlos, não sendo produtor rural, não pode receber recursos do crédito rural. c) agressão às normas vigentes, pois o crédito rural não ampara atividades de pesquisa ou de produção de sêmen para inseminação artificial. d) agressão às normas vigentes, pois Carlos, como pessoa física, não pode receber recursos do crédito rural. e) agressão às normas vigentes, pois não incide o IOF nas operações do crédito rural. Resposta: Os itens , e são verdadeiros.

AULA 15
PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – FINANCIAMENTOS À IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO – RESPASSES DE RECURSOS DO BNDES Várias instituições financeiras operam com linhas de crédito para financiamento específico das operações de importação e exportação de mercadorias. Muitas delas, realizam tais operações atuando como agentes financeiros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tomando recursos emprestados junto ao banco federal e repassando a seus clientes, conforme as condições das linhas existentes. Nesta aula, serão apresentadas as principais operações de financiamento a exportação e importação realizadas pelas instituições financeiras com recursos do BNDES BNDES Automático Financiamentos de até R$ 10 milhões para a realização de projetos de implantação, expansão e modernização, incluída a aquisição de máquinas e equipamentos novos, de fabricação nacional, credenciados pelo BNDES, e capital de giro associado, através de instituições financeiras credenciadas. O nível de participação é de até 50% do investimento fixo financiável. Em função das características de cada operação (setor de atividade, finalidade do crédito, controle do capital social, porte e localização do empreendimento), podendo o percentual ser acrescido. FINAME Máquinas e Equipamentos Financiamentos, sem limite de valor, para aquisição isolada de máquinas e equipamentos novos, de fabricação nacional, credenciados pelo BNDES, e capital de giro associado para micro, pequenas e médias empresas, através de instituições financeiras credenciadas. Prazos diferenciados para aquisição de veículos não-convencionais de transporte urbano e para veículos de coleta de lixo em programa integrado de coleta, tratamento e disposição final poderão ser solicitados/justificados mediante apresentação de consulta prévia. Não são passíveis de apoio neste tipo de financiamento os empreendimentos imobiliários, tais como edificações residenciais, hotéis-residência e loteamentos; comércio de armas; atividades bancárias/financeiras; motéis, saunas e termas; mineração que incorpore processo de lavra rudimentar ou garimpo; jogos de prognósticos e assemelhados. FINAME Agrícola

Financiamentos, sem limite de valor, para aquisição de máquinas e equipamentos novos, de fabricação nacional, credenciados pelo BNDES e destinados ao setor agropecuário, através de instituições financeiras credenciadas. O prazo de amortização é de até 90 meses, podendo ser obtidos financiamentos que necessitem de prazo superior ao acima estabelecido e eh definido em função da capacidade de pagamento do empreendimento, da empresa ou do grupo econômico, mediante consulta prévia. O nível de participação é de até 100%, mas para equipamentos com índice de nacionalização inferior a 60%, os percentuais acima se aplicam à parcela nacional do bem. FINAME Leasing Financiamentos a sociedades arrendadoras, sem limite de valor, para a aquisição de máquinas e equipamentos novos, de fabricação nacional, credenciados pelo BNDES, para operações de arrendamento mercantil. O financiamento é concedido à empresa arrendadora para aquisição dos bens, os quais, serão simultaneamente arrendados à empresa usuária, a arrendatária. FINAME Concorrência Internacional Financiamentos, sem limite de valor, para a produção e comercialização de máquinas e equipamentos que estejam requerendo condições de financiamento compatíveis com as ofertadas por congêneres estrangeiros em tomadas de preços ou concorrências internacionais. Conta com prazo total de financiamento de até 120 meses e nível de participação de 100%. FINAME Apoio à Exportação O BNDES possui algumas linhas de crédito de apoio à exportação: • Pré-embarque: Financiamento ao exportador, na fase préembarque, da produção dos bens passíveis de apoio do BNDES que apresentem índice de nacionalização, em valor, igual ou superior a 60% (sessenta por cento). Os clientes deste tipo de financiamento são empresas exportadoras constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração no país, de qualquer porte. • Pré-embarque de curto prazo: Financiamento ao exportador, com prazo de pagamento de até 180 dias, na fase pré-embarque visando a produção e exportação de bens passíveis de apoio do BNDES e que apresentem índice de nacionalização, em valor, igual ou superior a 60% (sessenta por cento). Os clientes deste tipo de financiamento são as empresas produtoras e exportadoras, constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração no país. O prazo é de até 6 meses para o embarque e liquidação. • Pré-embarque especial: Financiamento ao exportador, na fase pré-embarque, da produção de bens passíveis de apoio do BNDES, que apresentem índice de nacionalização, em valor, igual ou superior a 60% (sessenta por cento), em condições compatíveis com o

mercado internacional, visando ao incremento das exportações brasileiras. Os clientes deste tipo de financiamento são as empresas exportadoras, constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração no país. O prazo total da operação é de até 12 meses, podendo ser estendido para 30 meses, relativamente à parcela financiada do incremento previsto, comprovadamente realizada. Pré-embarque empresa âncora: Financiamento ao exportador, na fase pré-embarque, da comercialização dos bens passíveis de apoio do BNDES produzidos por micro, pequenas e médias empresas. Os clientes deste tipo de financiamento são as empresas âncoras que viabilizem a exportação indireta de bens produzidos por micro, pequenas ou médias empresas. Podem ser enquadradas nesta modalidade como empresas âncoras, a critério do BNDES, trading companies, comerciais exportadoras ou demais empresas exportadoras que participem da cadeia produtiva e que adquiram a produção de determinado conjunto significativo de micro, pequenas ou médias empresas visando a sua exportação. O prazo total da operação é de até 18 meses, não podendo o último embarque ultrapassar o prazo de 12 meses e a liquidação da operação, 6 meses. O nível de participação do BNDES é de até 100% do valor FOB, excluídos, além do frete e do seguro internacionais, a comissão de agente comercial e eventuais pré-pagamentos. Pós-embarque: Refinanciamento aos clientes no exterior quando da aquisição, pelos mesmos de bens passíveis de apoio do BNDES e/ou de serviços, mediante o desconto de títulos de crédito (notas promissórias ou letras de câmbio) ou a cessão dos direitos creditórios (cartas de crédito) relativos à exportação. Os bens, cuja comercialização seja financiada, deverão apresentar índice de nacionalização, em valor, igual ou superior a 60%, segundo critérios do BNDES. Os clientes deste tipo de financiamento são empresas de qualquer porte, exportadoras de bens e/ou serviços (pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração administração no Brasil), trading company e empresa comercial exportadora.

EXERCÍCIOS
1. O BNDES concede vários créditos, por meio de instituições financeiras credenciadas, para financiamento das operações de importação e exportação de mercadorias. Relativamente as estas operações e possível afirmar, exceto: a) A linha Finame Concorrência Internacional busca tornar competitivos os produtos brasileiros, concedendo credito alinhado com as praticas de concessão existentes em outros paises.

b) A linha Finame Maquinas e Equipamentos é utilizada para aquisição isolada de maquinas e equipamentos novos, alem de fornecimento de capital de giro associado para micro, pequenas e medias empresas. c) O BNDES Automático financia projetos de implantação, expansão e modernização. d) A linha Finame Leasing financia a aquisição de maquinas e equipamentos novos para serem utilizados em operações de arrendamento mercantil e outras quando forem autorizadas. Resposta: O item d é a resposta correta.

AULA 16
PRODUTOS E SERVIÇOS FUNCIONAMENTO E BENS FINANCEIROS – O LEASING: TIPOS,

Nesta aula serão estudadas as operações de arrendamento mercantil, mais conhecidas como leasing. Tais operações, como será visto, têm características e regulamentação bastante especificas CONCEITO DE LEASING Transação celebrada entre o proprietário de um determinado bem (arrendador) que concede a um terceiro (arrendatário) o uso deste por um período fixo. É facultado ao arrendatário a opção de comprar, devolver o bem arrendado ou prorrogar o contrato, em seu vencimento. O leasing (também chamado arrendamento mercantil) é tratado pela Lei 6.099/74 e suas alterações. Segundo este mesmo normativo, “considera-se arrendamento mercantil, para efeitos desta Lei, o negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica, na qualidade de arrendadora, e pessoa física ou jurídica, na qualidade de arrendatária e que tenha por objeto o arrendamento de bens adquiridos pela arrendadora, segundo especificações da arrendatária e para uso próprio desta”. No Brasil, as entidades autorizadas a realizar operações de Arrendamento no Brasil são os bancos múltiplos com carteira de arrendamento mercantil e as sociedades de arrendamento mercantil. Podem ser objeto do leasing bens móveis, de produção nacional ou estrangeira, e bens imóveis adquiridos pela entidade arrendadora para fins de uso próprio da arrendatária, segundo as especificações desta. As operações de leasing são, basicamente, realizadas nas modalidades operacional e financeiro.

LEASING OPERACIONAL A sociedade arrendadora concede o uso da propriedade à arrendatária, mas assume o compromisso de prestar assistência técnica bem como o risco comercial da obsolescência do bem objeto do leasing. A figura a seguir demonstra esquematicamente tal operação.

O leasing operacional tem as seguintes características: • as contraprestações são, em geral, mais elevadas que no leasing financeiro; • o valor residual é relevante; • pode ser confundido com locação/ • prazo de vigência contratual é normalmente curto; • é facultativa a cláusula de opção de compra; • possibilidade de rescisão mediante acordo bilateral; • não envolve a intermediação; • a recuperação do investimento pela arrendadora ocorre por meio do arrendamento do mesmo bem a diversos clientes.

LEASING FINANCEIRO E uma operação onde o arrendador atua como intermediário, adquirindo o bem e concedendo o uso e a posse ao arrendatário, que se compromete a pagar as contraprestações devidas. A figura representa uma operação de leasing financeiro.

O leasing financeiro tem as seguintes características: • O prazo de vigência normalmente longo; • É obrigatória a cláusula de opção de compra, sendo que em princípio, o contrato não pode ser rescindido antes do prazo estabelecido; • A arrendadora não responde pela assistência técnica ou manutenção do bem; • A arrendadora não mantém estoque do bem ; Há, ainda, uma variante do leasing chamado leasing back. Nesta operação, os bens que estavam no ativo permanente do arrendatário, são vendidos para a empresa de leasing que, em seguida, os arrenda ao proprietário original dos bens. Pela resolução 2309 do Banco Central, de 28.09.96, essa modalidade somente está disponível para arrendatários pessoas jurídicas. Outro tipo de leasing é o Subarrendamento, que se constitui na transferência do contrato de leasing de uma arrendatária para outra. O arrendador contrata um leasing com um arrendador ou fornecedor externo e subarrenda o mesmo com empresa nacional

As diferenças entre o leasing operacional e o financeiro podem ser resumidas conforme tabela a seguir:

Leasing Operacional
Semelhante a uma Locação Prazo do contrato menor que a vida útil do bem A opção de compra é facultativa Rescisão mediante acordo bilateral Existência de bens em estoque Risco operacional do arrendadora Valor residual relevante Contraprestações maiores

Leasing Financeiro
Semelhante a um Financiamento Prazo do contrato geralmente corresponde a vida útil do bem A opção de compra é obrigatória Rescisão do contrato no vencimento Não existência de estoques de bens Risco operacional do arrendatário Valor residual irrelevante Contraprestações menores

EXERCÍCIOS
1. (CEF – 2004 – Fundação Carlos Chagas) O princípio básico que norteia uma operação de leasing é o de que o lucro na produção de bens e serviços, não se origina no fato de que, quem os produz, tenha a propriedade das máquinas e equipamentos necessários para produzi-los, mas, sim, da forma como elas são utilizadas na sua produção. Das afirmativas abaixo considera-se verdadeira: a) A operação de leasing operacional é menos onerosa para o arrendatário porque as prestações não amortizam o bem; caso o arrendatário queira adquirir o bem terá que negociar com a empresa de leasing, e a aquisição, se houver, será feita pelo valor de mercado. b) O contrato de arrendamento mercantil, que estabelece as condições da operação de leasing e os direitos/obrigações de arrendador e arrendatário é simples e sem nenhuma peculiaridade, dispensando até mesmo exigência de garantias. c) Lease-back é uma operação de arrendamento mercantil praticada no mercado em que a empresa tomadora de recursos é proprietária de, um bem e o arrenda para a sociedade de leasing. d) Leasing operacional é a operação, regida por contrato, praticada diretamente entre o produtor de bens (arrendatário) e seus usuários (arrendador), podendo o arrendador ficar responsável pela manutenção do bem arrendado ou por qualquer tipo de assistência técnica que seja necessária para seu perfeito funcionamento. e) Leasing financeiro é uma operação de financiamento sob a forma de locação particular, de médio a longo prazo, com base em um

contrato, de bens móveis ou imóveis, onde não há necessidade de intervenção de uma empresa arrendadora. Resposta: Somente o item `a` é verdadeiro.

AULA 17
PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – FUNDOS DE INVESTIMENTO Os fundos de investimento representam significativa parcela de recursos aplicados por investidores no SFN. Como será visto nesta aula, tais investimentos são constituídos sob a forma de condomínios, estando, dessa forma, segregados do patrimônio da instituição financeira que os administra. CONCEITO O Fundo de Investimento Financeiro, constituído sob a forma de condomínio aberto, é uma comunhão de recursos destinados à aplicação em carteira diversificada de ativos financeiros e demais modalidades operacionais disponíveis no âmbito do mercado financeiro e de capitais. Ao aministrador do Fundo compete a realização de uma série de atividades gerenciais e operacionais relacionadas com os cotistas e seus investimentos, dentre as quais a gestão da carteira de títulos e valores mobiliários. Esta gestão da carteira do Fundo pode ser realizada pelo próprio administrador ou pode ser terceirizada, isto é, realizada por uma pessoa física ou jurídica, credenciada pela CVM e contratada especialmente para esta finalidade. Este é o gestor da carteira. As informações relevantes de um Fundo de Investimento constam de seu prospecto e de seu Regulamento, que devem, obrigatoriamente, ser entregues ao cotista por ocasião de seu ingresso no Fundo. O Fundo tem prazo indeterminado de duração e em sua denominação, que não pode conter termos incompatíveis com o seu objetivo, deve constar a expressão “investimento financeiro”, facultado o acréscimo de vocábulos que identifiquem o perfil de suas aplicações. As taxas, despesas e prazos adotados devem ser os mesmos para todos os condôminos do fundo. Na definição da política de investimento (onde serão aplicados os recursos do fundo), devem ser prestadas informações acerca: • das características gerais da atuação do fundo, entre as quais os critérios de composição e de diversificação da carteira e os riscos operacionais envolvidos; • da possibilidade de realização de aplicações que coloquem em risco o patrimônio do fundo; O valor de cada cota é recalculado diariamente e a remuneração recebida varia de acordo com o prazo de aplicação e com os rendimentos dos ativos financeiros que compõe o fundo. Não há, geralmente, garantia de que o valor resgatado seja superior ao valor aplicado.

Aplicação caracterizada pela aquisição de cotas de aplicações com características abertas e solidárias, e que representam parte do Patrimônio do Fundo, sendo que apresenta ainda uma valorização diária. Neste modelo de aplicação, os investidores podem sacar suas cotas a curto prazo, no entanto, como nem todos agem dessa forma, a soma restante, que sempre representa uma importância volumosa, poderá ser aplicada em modalidades mais rentáveis. Os recursos obtidos pela administradora do Fundo serão aplicados no mercado financeiro interno ou externo onde houver uma melhor rentabilidade. Os Fundos de Investimentos atuam conforme determinação Comissão de Valores Mobiliários (CVM), onde são determinados os limites de composição da carteira, que reflete na liquidez da aplicação. TIPOS DE FUNDOS DE INVESTIMENTO Os fundos de investimento podem ser classificados pelo índice de volatilidade, que determina o grau de risco para o investidor. Segundo a CVM, autarquia responsável pela supervisão deste mercado, os Fundos podem ser: a) Fundo de Curto Prazo; b) Fundo Referenciado; c) Fundo de Renda Fixa; d) Fundo de Ações; e) Fundo Cambial; f) Fundo de Dívida Externa; e g) Fundo Multimercado. O quadro a seguir resume as características de cada tipo de fundo Tipo de Fundo Características Fundos de Devem aplicar seus recursos exclusivamente em títulos "Curto Prazo públicos federais ou privados pré-fixados ou indexados à taxa SELIC ou a outra taxa de juros, ou títulos indexados a índices de preços, com prazo máximo a decorrer de 375 (trezentos e setenta e cinco) dias. O prazo médio da carteira do fundo inferior a 60 (sessenta) dias. Fundos Esses Fundos devem identificar em sua denominação o seu "Referenciados" indicador de desempenho, em função da estrutura dos ativos financeiros integrantes das respectivas carteiras, desde que atendidas, cumulativamente, as seguintes condições: I - tenham 80% (oitenta por cento), no mínimo, de seu patrimônio líquido representado, isolada ou cumulativamente, por: a) títulos de emissão do Tesouro Nacional e/ou do Banco Central do Brasil; b) títulos e valores mobiliários de renda fixa cujo emissor esteja classificado na categoria baixo risco de crédito ou

Fundos de "Renda Fixa" Fundos "Ações" Fundos "Cambiais" Fundos "Dívida Externa" de de

Fundos "Multimercado"

equivalente. II - estipulem que 95% (noventa e cinco por cento), no mínimo, da carteira seja composta por ativos financeiros de forma a acompanhar a variação do indicador de desempenho escolhido; III - restrinjam a respectiva atuação nos mercados de derivativos a realização de operações com o objetivo de proteger posições detidas à vista, até o limite dessas. Devem possuir, no mínimo, 80% (oitenta por cento) da carteira em ativos relacionados diretamente aos principais fatores de risco da carteira, que são a variação da taxa de juros doméstica ou de índice de inflação, ou ambos. Devem possuir, no mínimo, 67% (sessenta e sete por cento) da carteira em ações admitidas à negociação no mercado à vista de bolsa de valores ou entidade do mercado de balcão organizado. Devem possuir, no mínimo, 80% (oitenta por cento) da carteira em ativos relacionados diretamente, ao fator de risco do fundo que é a variação de preços de moeda estrangeira ou a variação do cupom cambial. Devem aplicar, no mínimo, 80% (oitenta por cento) de seu patrimônio líquido em títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União, sendo permitida a aplicação de até 20% (vinte por cento) do patrimônio líquido em outros títulos de crédito transacionados no mercado internacional. Estes Fundos possuem políticas de investimento que envolvem vários fatores de risco, sem o compromisso de concentração em nenhum fator em especial ou em fatores diferentes das demais classes de fundos.

Os fundos classificados como "Referenciado", "Renda Fixa", "Cambial", "Dívida Externa" e "Multimercado" poderão ser adicionalmente classificados como "Longo Prazo" quando o prazo médio de sua carteira supere 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias e seja composta por títulos privados ou públicos federais, pré-fixados ou indexados à taxa SELIC (taxa média de juros dos títulos públicos federais) ou a outra taxa de juros, a índices de preço ou à variação cambial, ou, ainda, por operações compromissadas lastreadas nos títulos públicos federais acima referidos.

EXERCÍCIOS
1. (BB/1999-1) As aplicações em fundos de investimento de renda fixa têm liquidez diária. Do ponto de vista da propensão ao risco do investidor, certamente tal fato o induz a aplicar em fundos: a) moderados.

b) c) d) e)

menos agressivos. menos conservadores. mais agressivos. mais conservadores.:

Resposta: Somente o item `d` é verdadeiro. 2. (BB/2003-2) O prospecto e o regulamento dos fundos de investimento em títulos e valores mobiliários devem indicar de forma clara a política de investimento e as faixas de alocação de ativos, devendo constar de sua denominação o ativo prevalecente na composição de sua carteira. Os fundos de investimento em títulos e valores mobiliários podem manter seu patrimônio aplicado em a) ações de emissão de companhias brasileiras, mesmo daquelas que não possuam registro na CVM. b) ações emitidas por companhias sediadas em países do MERCOSUL. c) cotas de fundo de investimento financeiro (FIF), cotas de fundo de aplicação em cotas de FIF e cotas de fundo de investimento no exterior. Resposta: Somente o item `a` é falso.

AULA 18
PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – SERVIÇOS BANCÁRIOS As instituições financeiras prestam e disponibilizam a seus clientes uma série de serviços. Nesta aula estudaremos: 1. a cobrança e pagamento de títulos e carnês; 2. as transferências automáticas de fundos; 3. a arrecadação de tributos e tarifas públicas. A COBRANÇA E PAGAMENTO DE TÍTULOS E CARNÊS Os bancos efetuam as cobranças de títulos para seus clientes por meio da emissão de boletos. Os valores são colocados na conta do cliente no mesmo dia ou no dia seguinte, tendo em vista a necessidade de ir para a compensação, pois a boleto é pagável em qualquer banco. Podem ser elencadas as seguintes vantagens para o banco e para o cliente, decorrentes da prestação destes serviços:

O B anco
• A umento no valor dos depós itos à vis ta, em razão dos créditos das liquidações ; • A umento das receitas provenientes das tarifas cobradas pela realização do s erviço de cobrança; • R eforço no relacionamento do banco com o cliente.

O C liente
• C rédito imediato dos títulos cobrados ; • G arantia na execução da cobrança; • M aior facilidade no relacionamento com a rede bancária; • F ortalecimento do cadas tro com o banco, credenciando-o a obter outros s erviços e produtos bancários ,

AS TRANSFERÊNCIAS AUTOMÁTICAS DE FUNDOS É uma prestação de serviço, onde o banco, automaticamente, movimenta as contas do cliente, mediante prévia autorização, entre uma ou mais contas em uma ou mais agências do banco. Geralmente o banco movimenta a conta do cliente de acordo com a necessidade de suprimento em sua conta corrente,

sempre estando carente de provisão o banco deverá sacar o valor necessário para supri-la. Com a implantação do novo Sistema de Pagamentos do Brasil (SPB), a partir de 2001, é possível a transferência automática de recursos entre instituições financeiras por meio da TED. A TRANSFERENCIA ELETRÔNICA DISPONÍVEL (TED) A TED é uma ordem de transferência de fundos interbancária, sendo, também, utilizada para transferência por conta de terceiros ou a favor do cliente, observado que: • A liquidação se dá por intermédio de sistema de liquidação de transferência de fundos; • Os recursos correspondentes são disponíveis ao favorecido; O sistema de liquidação de transferência de fundos onde a TED será submetida à liquidação é de livre escolha da instituição financeira titular de conta Reservas Bancárias (conta que uma instituição financeira possui no Banco Central para liquidação de suas operações). A transferência de fundos a caso de feriado na praça recebedor, na qual o cliente estarão disponíveis ao cliente favor do cliente deve ser executada mesmo no em que localizada a agência do participante mantém a conta, hipótese em que os recursos recebedor no dia útil seguinte ao do feriado local.

As instituições financeiras titulares de conta Reserva Bancária podem oferecer a TED como remetente de fundo. As seguintes informações devem constar na TED : • Identificação do emitente no sistema de liquidação de transferência de fundos; • CNPJ do emitente; • Identificação do recebedor no sistema de liquidação de transferência de fundos; • CNPJ do recebedor; • Valor da transferência em moeda nacional; e • Data da emissão Além da TED, as instituições financeiras podem ser utilizar do Documento de Credito (DOC) para fazer transferências de recursos para outras instituições financeiras. A diferença da TED para o DOC esta no fato de que no DOC a transferência não é feita automaticamente. O DOC É uma ordem de transferência de fundos interbancária por conta ou a favor de pessoas físicas ou jurídicas clientes de instituições financeiras. Somente pode ser remetido e recebido por bancos comerciais, por bancos múltiplos com

carteira comercial e pela Caixa Econômica Federal, desde que tais entidades participem do participantes do Sistema de Compensação e Liquidação aprovado pelo BACEN (Sistema COMPE), por meio do qual o documento é processado. É de inteira responsabilidade do cliente remetente o correto preenchimento do DOC. A inexatidão dos dados informados exime os bancos remetentes e destinatário de qualquer responsabilidade pela demora ou não cumprimento da transferência solicitada. Observadas as normas e, desde que a transferência seja feita em dinheiro, os bancos comercias, os bancos múltiplos com carteira comercial e a Caixa Econômica Federal não podem recusar a remessa do DOC. Não é obrigatório o acolhimento do DOC quando emitido com a finalidade de transferência de valor para depósitos em conta de poupança, podendo ser recusado e devolvido ao emitente. Os valores relativos ao DOC que não forem encaminhados à COMPE no prazo estabelecido no regulamento do sistema devem ser repassados aos bancos destinatários por meio de TED, no primeiro dia útil subseqüente ao da emissão, arcando o banco remetente com o ônus decorrente do atraso; Não poderá ser repassada ao cliente qualquer tarifa motivada por retorno ou erro de responsabilidade do banco remetente. No caso de retorno de transferência feita por DOC, o banco remetente deve colocar o valor à disposição do cliente remetente, no dia da liquidação e informar-lhe imediatamente a ocorrência, visando a regularização da transferência, sendo de inteira responsabilidade do banco remetente qualquer prejuízo causado a terceiros pelo não cumprimento desta determinação A ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS E TARIFAS PÚBLICAS São serviços prestados às empresas concessionárias de serviços públicos e órgãos públicos por meio de acordos e convênios específicos, que estabelecem as condições de arrecadação e repasse dos tributos e tarifas públicas. Tais convênios facilitam a arrecadação, reduzindo custos administrativos, à medida que o contribuinte terá maior facilidade para o pagamento, o que contribui, decisivamente para o adimplemento pontual dos débitos. Os bancos, por sua vez, aumentam os valores das aplicações, além de aumentarem a receita através da cobrança de comissões/tarifas pelos serviços prestados. Devido à importância desse serviço, o Governo, em 1991, regulamentou e facilitou o pagamento de tributos e tarifas, permitindo a criação de postos bancários para arrecadação e pagamento (PAP), autorizando o serviço de débito em conta corrente de tarifas cobradas pelo Governo e permitindo o recolhimento de tarifas públicas por meio dos correspondentes bancários. As empresas de loteria são exemplos de correspondentes bancários da Caixa Econômica Federal.

EXERCÍCIOS

1. Relativamente aos serviços de cobrança e pagamento de títulos e carnês prestados pelas instituições financeiras, é possível afirmar que: a) A única vantagem para os bancos que prestam estes serviços é a possibilidade de cobrança de tarifas pela prestação do serviço. b) Os preços das tarifas pela prestação dos serviços são pactuados entre a instituição financeira e seus clientes, sem a intermediação do Banco Central do Brasil. c) Geralmente o bloqueto de cobrança permite o seu pagamento em qualquer instituição financeira integrante do sistema de compensação de cheques e outros papéis do Banco Central, até a data de vencimento do título. d) O cliente que contrata o serviço de cobrança prestado pelo banco não corre o risco de credito pelo não pagamento do titulo Resposta: Os itens a e d estão errados.

2. As transferências automáticas de fundos permitem a transferência entre recursos de contas de uma ou de varias instituições financeiras. A respeito deste serviço é possível afirmar: a) O Doc permite a transferência automática de recursos entre duas instituições financeiras. b) A TED transfere, automaticamente, os recursos entre instituições financeiras. c) Não e necessária a autorização do cliente para movimentação de sua conta, em função de transferência automática de recursos. d) A transferência automática de recursos não é um serviço cobrado pelas instituições financeiras Resposta: Somente o item b está correto. 3. A arrecadação de tributos e tarifas públicas realizadas pelas instituições financeiras decorre de convênios firmados por tais entidades com concessionárias de serviços públicos e órgãos públicos. Tal prestação de serviço deve obedecer às seguintes regras, exceto: a) São formalizados por meio de contratos de prestação de serviço. b) A remuneração pela prestação do serviço e os prazos para repasse dos recursos arrecadados devem ser formalmente pactuados. c) A instituição financeira não pode fazer a terceirização dos serviços contratados, por meio da utilização de correspondentes bancários. d) A instituição financeira não assume qualquer responsabilidade pelos valores repassados em atraso, em função no atraso de pagamentos por parte de seus clientes. Resposta: Somente o item c apresenta a resposta correta.

AULA 19
PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – O DINHEIRO DE PLÁSTICO E OS CARTOES DE CRÉDITO A utilização de cartões de crédito e débito para a realização de compras de mercadorias e serviços por pessoas físicas no Brasil tem crescido a cada ano. Nesta aula, estudaremos as principais características destas operações, começando inicialmente com o tema dinheiro de plástico e em seguida abordando alguns conceitos sobre cartão de crédito. DINHEIRO DE PLÁSTICO Liderados pelos cartões inteligentes (smart cards), ou cartões de armazenamento semelhante aos cartões de crédito na sua aparência. Possuem microchips que armazenam unidades digitais de valor que podem ser trocadas por bens e serviços, como o dinheiro tradicional; Os cartões representativos de dinheiro de plástico podem ser classificados nos seguintes tipos: cartão magnético, cartão de de débito (private labels), cartão de crédito, cartão inteligente, cartão afinidade, cartão co-branded, cartão de valor agregado e cartão virtual. O quadro a seguir resume as características de cada tipo de cartão: Tipo de Características Cartão Cartão Possibilitam ao cliente a realização de saques, a obtenção de magnético extratos, utilização do cartão como cheque eletrônico, beneficiando com a redução do custo operacional para o banco e para o cliente. Cartão de É dinheiro vivo, à medida que o valor é debitado da conta débito corrente. O estabelecimento deve dispor de um terminal eletrônico, que fará a leitura do cartão de débito, com a respectiva senha do cliente. Será cobrada uma taxa do estabelecimento e os recursos não serão entregues imediatamente, não sendo, portanto, dinheiro vivo para o estabelecimento. Cartão Dotados de processador e módulos de memória. Além das inteligente características dos cartões de crédito/débito comuns, possuem também um chip interno, que permite a realização de operações especiais, porquanto guardam um volume de dados 200 vezes maior, atualizam automaticamente valores e

Cartão crédito

de

Cartão afinidade

Cartão branded

co-

Cartão valor agregado

de

Cartão virtual

realizam aplicações não bancárias como, agenda eletrônica, ficha médica, carteira de documento, currículo, dentre outros. Representam comodidade para o consumidor e segurança para os comerciantes. Além disso, praticidade para o cliente, pois o cliente opta por uma data onde é concentrada a despesa de suas compras. O estabelecimento comercial deverá possuir uma máquina eletrônica ou manual para passar o cartão. Será cobrada uma taxa e, além disso, os recursos serão entregues, em média, um mês depois. Se distingue dos outros cartões de crédito pela exibição da marca ou logotipo de algum grupo empresarial, ou de alguma organização, ou associação, clubes, dentre outros. Possui uma oferta de privilégios ou serviços extras, que o grupo ao qual o cliente pertence houver contratado. Similar ao cartão de afinidade, é emitido por uma empresa reconhecida no mercado em associação com uma operadora e um banco específico. oferece vantagens específicas para seus associados, com bônus, descontos ou milhas a cada compra efetuada junto às empresas aos quais estão vinculados, como montadoras de veículos, redes de varejo, companhias aéreas, dentre outros. Emitido por um banco com valores previamente determinados, esse cartão corporifica uma pequena quantidade de dinheiro eletrônico – valor previamente pago pelo cliente, para que possa ele utilizar como pagamento de despesas em máquinas específicas no comércio e/ou prestador de serviços. Podem ser jogados fora, depois de esgotado seu valor. É o cartão da Internet. Sua utilização é realizada via eletrônica, nas transações pela Internet. É utilizada a criptografia como chave de segurança no repasse de dados.

CARTÃO DE CRÉDITO É um serviço de intermediação que permite ao consumidor adquirir bens e serviços em estabelecimentos comerciais previamente credenciados, mediante a comprovação de sua condição de usuário. Tal comprovação é feita com a apresentação do cartão no ato da aquisição da mercadoria. Juridicamente, o cartão de crédito é um contrato de adesão entre consumidor e administradora de cartões de crédito, que tem por objeto a prestação dos seguintes serviços: I – serviços de intermediação de pagamentos à vista entre consumidor e fornecedor pertencente a uma rede credenciada; II – serviço de intermediação financeira (crédito) para cobertura de obrigações assumidas através do cartão de crédito junto a fornecedor pertencente a uma rede credenciada;

III – serviço de intermediação financeira (crédito) para cobertura de inadimplemento por parte do consumidor de obrigações assumidas junto a fornecedor pertencente a uma rede credenciada; IV – serviço de intermediação financeira (crédito) para empréstimos em dinheiro direto ao consumidor, disponibilizado através de operação de saque. O contrato de intermediação de pagamentos à vista é o contrato realizado entre o consumidor e uma administradora de cartões de crédito, que tem por objeto a prestação do serviço de intermediação de pagamentos à vista das obrigações assumidas por meio de cartão, até um limite estabelecido entre o consumidor e um fornecedor de bens ou serviços pertencente a uma rede credenciada, desde que o consumidor pague suas obrigações integralmente até o dia do vencimento da fatura e não opte pelo parcelamento do valor das compras. As empresas detentoras de uma determinada marca (popularmente chamadas de bandeiras) autorizam outras empresas (chamadas emissoras) a gerar cartões ostentando a respectiva marca. Os portadores desses cartões têm à sua disposição uma rede de lojas credenciadas para a aquisição de bens e serviços. O estabelecimento comercial registra a transação com o uso de máquinas mecânicas ou informatizadas, fornecidas pela administradora do cartão de crédito, gerando um débito do usuário-consumidor a favor da administradora e um crédito do fornecedor do bem ou serviço contra a administradora, de acordo com os contratos firmados entre essas partes. Periodicamente, a administradora do cartão de crédito emite e apresenta a fatura ao usuárioconsumidor, com a relação e o valor das compras efetuadas.

EXERCÍCIOS
1. (Banco de Brasília – 2001 – Cespe) A respeito da administração de cartões de crédito, assinale a opção incorreta. a) O cartão de crédito é um serviço de intermediação que permite ao consumidor adquirir bens e serviços em estabelecimentos comerciais previamente credenciados mediante a comprovação de sua condição de usuário. Essa comprovação é geralmente realizada no ato da aquisição, com a apresentação do cartão. b) O cartão é emitido pelo prestador do serviço de intermediação, chamado genericamente de administradora de cartão de crédito, que não pode ser um banco, pois precisa ser empresa criada única e especificamente para esse fim. c) A empresa emitente do cartão, de acordo com o contrato firmado com o consumidor, fica responsável pelo pagamento das aquisições feitas por ele com o uso do cartão, até o valor-limite combinado. d) O Bacen não autoriza nem fiscaliza empresas administradoras de cartão de crédito, mas apenas as instituições financeiras e assemelhadas. As

instituições financeiras, únicas que podem conceder financiamentos quando o usuário opta por não pagar total ou parcialmente a fatura mensal, estão subordinadas ao Bacen. As operações realizadas pelas instituições financeiras, inclusive o financiamento aos usuários para o pagamento da fatura mensal, estão sujeitas à legislação própria e às normas editadas pelo CMN e pelo Bacen. e) O estabelecimento comercial registra a transação com o uso de máquinas mecânicas ou informatizadas, fornecidas pela administradora do cartão de crédito, gerando um débito do usuário-consumidor a favor da administradora e um crédito do fornecedor do bem ou do serviço contra a administradora, de acordo com o contrato firmado entre essas partes. Periodicamente, a administradora do cartão de crédito emite e apresenta a fatura ao usuário-consumidor, com a relação e o valor das compras efetuadas. Resposta: Somente o item b apresenta a resposta correta.

AULA 20
PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS –TITULOS DE CAPITALIZAÇÃO E PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS Nesta aula, estudaremos mais 2 produtos financeiros, comercializados pelas instituições financeiras nos mercados supervisionados pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). São eles: 1. Títulos de capitalização 2. Planos de aposentadoria e pensão privados TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO É uma aplicação pela qual o subscritor (comprador do título) constitui um capital, segundo cláusulas e regras aprovadas e mencionadas no próprio título (Condições Gerais do Título) e que será pago em moeda corrente num prazo máximo estabelecido. Eles são considerados, para todos os fins legais, títulos de crédito. O título de capitalização só pode ser comercializado pelas sociedades de capitalização devidamente autorizadas a funcionar. A contratação de um título é realizada através do preenchimento e da assinatura do contrato. O envio (a entrega) da proposta devidamente assinada representa a concretização da subscrição do Título, sendo proibida a cobrança de qualquer taxa a título de inscrição. Importante destacar que as Condições Gerais do título devem estar disponíveis ao subscritor no ato da contratação. A disponibilização das Condições Gerais em momento posterior ao da contratação constitui violação às normas, sendo a Sociedade, portanto, passível de multa; O título pode ser adquirido para outra pessoa, aliás, o subscritor, que é a pessoa que adquire o título e assume o dever de efetuar os pagamentos, pode, desde que comunique por escrito à Sociedade, a qualquer momento, e não somente no ato da contratação, definir quem será o titular, isto é, quem assumirá os direitos relativos ao título, tais como o resgate e o sorteio; Os títulos mais comuns no mercado são: o PM (pagamento mensal) e o PU (pagamento único). O PM é um plano em que os seus pagamentos, geralmente, são mensais e sucessivos. É possível que após o último pagamento, o plano ainda continue em vigor, pois seu prazo de vigência pode ser maior do que o prazo de pagamento estipulado na proposta. Por sua vez, o PU é um plano em que o pagamento é único (realizado uma única vez), tendo sua vigência estipulada na proposta.

Enquanto que o prazo de pagamento é o período durante o qual o Subscritor compromete-se a efetuar os pagamentos que, em geral, são mensais e sucessivos. Outra possibilidade, como colocada acima, é a de o título ser de Pagamento Único (P.U.). Prazo de Vigência, por sua vez, é o período durante o qual o Título de Capitalização está sendo administrado pela Sociedade de Capitalização, sendo o capital relativo ao título atualizado monetariamente pela TR e capitalizado pela taxa de juros informada nas Condições Gerais. Tal período deverá ser igual ou superior ao período de pagamento. PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS A previdência privada é uma forma de poupança de longo prazo para evitar que a pessoa na aposentadoria sofra uma redução muito grande de sua renda. Benefícios dos Planos Previdenciarios Os planos de aposentadoria e pensão privados podem ser contratados de forma individual ou coletiva (averbados ou instituídos); e podem oferecer, juntos ou separadamente, alguns tipos básicos de benefícios, quais sejam: • Renda por sobrevivência; • Renda por invalidez; • Pensão por morte; • Pecúlio por morte; • Pecúlio por invalidez; O quadro a seguir, resume os benefícios constantes de cada plano: Tipo de Plano Benefícios RENDA POR renda a ser paga ao participante do plano que sobreviver SOBREVIVÊNCIA ao prazo de diferimento contratado, geralmente denominada de aposentadoria RENDA POR renda a ser paga ao participante, em decorrência de sua INVALIDEZ invalidez total e permanente ocorrida durante o período de cobertura e após cumprido o período de carência estabelecido no Plano; Planos de Aposentadoria PENSÃO POR renda a ser paga ao(s) beneficiário(s) indicado(s) na MORTE proposta de inscrição, em decorrência da morte do Participante ocorrida durante o período de cobertura e após cumprido o período de carência estabelecido no Plano PECÚLIO POR importância em dinheiro, pagável de uma só vez ao(s) MORTE beneficiário(s) indicado(s) na proposta de inscrição, em decorrência da morte do participante ocorrida durante o período de cobertura e após cumprido o período de carência estabelecido no Plano PECÚLIO POR importância em dinheiro, pagável de uma só vez ao próprio INVALIDEZ participante, em decorrência de sua invalidez total e permanente ocorrida durante o período de cobertura e

após cumprido o período de carência estabelecido no Plano A SUSEP e as entidades que atuam no sistema criaram os seguintes planos padrões que atualmente são comercializados pelo mercado de previdência aberta complementar: PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre A legislação não exige depósitos periódicos no caso dos PGBLs, tipo contribuições mensais. Os depósitos podem ser feitos à medida que haja recursos disponíveis, dentro do que for contratado com o administrador. O participante deve verificar se tem renda para garantir o fluxo de pagamentos acertado no contrato. O período de contribuição para os planos depende do prazo existente entre a decisão de poupar e a idade que o contribuinte deseja receber o benefício. Quanto antes começa um plano de previdência privada, mais fácil é formar a poupança. Isso é fácil de entender. Primeiro, porque o volume de dinheiro que será poupado será distribuído por um número maior de meses. Segundo, porque o efeito da parte dos juros no capital final é maior quanto maior o tempo de contribuição. A poupança que vai garantir o pagamento dos benefícios é formada por dois valores básicos. Um é a soma das contribuições feitas, retirando daí todos os custos. O outro é o rendimento obtido ao longo dos anos. Quanto maior o número de anos, maior a contribuição do rendimento na formação do capital. VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre O VGBL – Vida Gerador de Benefícios Livres dá ao cliente o direito de resgatar em vida, após o período de carência, uma parte ou a totalidade do montante aplicado, acrescido do rendimento durante esse período. O VGBL é bastante parecido com o PGBL. Isso porque o investidor também tem seus recursos aplicados em um FIF exclusivo, sendo cobrada taxa de carregamento, e ainda pode optar pelo perfil do fundo em que aportará suas reservas. O VGBL não tem garantia de remuneração mínima, sendo o benefício baseado na rentabilidade da carteira de investimento do FIF. A transferência (portabilidade) dos recursos de uma seguradora para outra é permitida, devendo apenas ser respeitado o período de carência, que ainda não foi regulamentado pela Susep (Superintendência de Seguros Privados). Conforme exposto, o PGBL e o VGBL são produtos com características bastante semelhantes. A grande diferença está no tratamento fiscal. No PGBL, o investidor conta com o incentivo fiscal concedido aos planos de previdência, que permite ao poupador deduzir de sua base de cálculo do Imposto de Renda contribuições feitas a estes planos, até o limite de 12% de sua renda bruta anual. Já o VGBL não conta com esse incentivo, mas, em compensação, o

investidor não é tributado com base na tabela progressiva no momento do resgate ou do recebimento do benefício, como ocorre no PGBL. Sua tributação acontece apenas em relação ao ganho de capital – ou seja, o lucro. Sendo assim, o VGBL torna-se um produto ideal para pessoas que atuam na economia informal ou que estão isentas do Imposto de Renda e, por isso, não podem contar com a vantagem fiscal do PGBL e dos planos de previdência em geral.

EXERCÍCIOS
1. (CEF – 2004 – Fundação Carlos Chagas) Os títulos de capitalização caracterizam-se como uma forma de poupança de longo prazo, onde o sorteio funciona como um estímulo. Em relação a títulos de capitalização, é correto afirmar que a) capital nominal é o valor que o investidor resgatará ao final do plano do título de capitalização, incidindo sobre ele correção e juros. b) são regulados pela CAIXA. c) não possuem liquidez. d) não existe incidência de Impostos de Renda sobre os rendimentos auferidos nas operações com títulos de capitalização. e) o investidor sempre escolhe a data do sorteio e o prêmio que deseja obter das operações com títulos de capitalização. Resposta: Somente o item a apresenta a resposta correta. 2. (CEF – 2004 – Fundação Carlos Chagas) O PGBL – Plano Gerador de Benefícios Livres – é uma alternativa de aplicação financeira direcionada para a aposentadoria das pessoas, funcionando como um fundo de investimento, aplicando os recursos recebidos no mercado financeiro e creditando todos os rendimentos auferidos para os investidores. Pode-se afirmar que a) os rendimentos gerados pelas aplicações são tributados a cada contribuição. b) contribuição variável é o valor fixo dos prêmios pagos. c) entre os principais atrativos de um PGBL está o benefício fiscal, pois as contribuições periódicas podem ser deduzidas do cálculo do imposto de renda até o limite de 30% da renda bruta do investidor. d) um dos tipos de benefícios oferecidos pelo PGBL é a renda vitalícia, em que o beneficiário recebe uma renda durante toda a sua vida, a partir de 40 anos de idade. e) a renda temporária refere-se aos benefícios pagos a partir de certa idade e durante um determinado número de anos pré-definido. Resposta: Somente o item e apresenta a resposta correta.

AULA 21
PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS –PLANOS DE SEGUROS Nesta aula os diversos tipos de planos de seguro, suas características, garantias e operacionalização. PLANOS DE SEGUROS Como visto nas aulas relativas ao SFN, as sociedades seguradoras são as únicas entidades a negociar planos de seguros. Para tanto, tais entidades seguem um conjunto de regras definidas em legislação especihfica relativa ao assunto. Nesta aula, serão apresentados, objetivamente, os tipos de planos de seguros existentes no mercado brasileiro. São eles: 1. Seguro rural; 2. Seguro contra incêndio; 3. Seguro garantia; 4. Seguro de pessoas; 5. Seguro de transporte 6. Seguro de crédito interno; 7. Seguro de automóveis. Seguro Rural O Seguro Rural é um dos mais importantes instrumentos de política agrícola, por permitir ao produtor proteger-se contra perdas decorrentes principalmente de fenômenos climáticos adversos. Contudo é mais abrangente, cobrindo não só atividade agrícola, mas também a atividade pecuária, o patrimônio do produtor rural, seus produtos, o crédito para comercialização desses produtos, além do seguro de vida dos produtores. O objetivo maior do Seguro Rural é oferecer coberturas, que ao mesmo tempo atendam ao produtor e a sua produção, à sua família, à geração de garantias a seus financiadores, investidores, parceiros de negócios, todos interessados na maior diluição possível dos riscos, pela combinação dos diversos ramos de seguro. Seguro contra incêndio Para fins de seguro, o incêndio pode ser definido como fogo que se propaga, ou se desenvolve com intensidade, destruindo e causando prejuízos (danos). Para que fique caracterizado a ocorrência de incêndio, para fins de seguro, não basta que exista fogo é preciso: • que o fogo se alastre, se desenvolva, se propague;

• •

que a capacidade de alastrar-se não esteja limitada a um recipiente ou qualquer outro local em que habitualmente haja fogo, ou seja, que ocorra em local indesejado ou não habitual; e que o fogo cause dano.

Seguro de Garantia É um seguro que tem a finalidade de garantir o fiel cumprimento das obrigações contraídas pelo tomador junto ao segurado em contratos privados ou públicos, bem como em licitações. As partes se relacionam da seguinte forma : o segurado recebe uma apólice de seguro emitida pela seguradora, garantindo as obrigações do tomador contraídas no contrato principal. Para que se conclua a operação, a seguradora e o tomador assinam o contrato de contragarantia, garantindo o direito de regresso da seguradora contra o tomador em um eventual sinistro. O tomador é a pessoa jurídica ou pessoa física que assume a tarefa de construir, fornecer bens ou prestar serviços, por meio de um contrato contendo as obrigações estabelecidas. Ao mesmo tempo, torna-se cliente e parceiro da seguradora, que passa a garantir seus serviços. O Tomador é o risco; o interessado em cumprir o contrato. É ele quem paga o prêmio do seguro; O segurado é a pessoa física ou jurídica contratante da obrigação junto ao tomador e o segurador é quem garante a realização do contrato. Geralmente este seguro é utilizado na construção civil, porém pode ser aplicado em contratos de prestação de serviços, fornecimento e obrigações aduaneiras As relações entre o tomador e a seguradora regem-se pelo estabelecido na proposta de seguro e no contrato de contragarantia.Tal contrato é o instrumento legal que permite obter ressarcimento junto ao tomador e seus fiadores dos valores pagos pela seguradora ao segurado. Este contrato não interfere no direito do segurado. Seguro de Pessoas São feitas pelas seguradoras visando a proteção de riscos suportados por pessoas físicas. Podem ser subdivididos nas seguintes modalidades: • Seguro de vida em grupo: garantem um pagamento de uma indenização ao segurado e aos seus beneficiários. observadas as garantias contratadas que podem ser básicas (geralmente morte ou invalidez permanente) ou adicionais. São feitos para garantir duas ou mais pessoas, sendo obrigatoriamente contratados por uma estipulante, que representa os segurados; • Seguro de acidentes pessoais: garante o pagamento de uma indenização ao segurado ou a seus beneficiários, caso aquele venha a sofre um acidente pessoal; • Seguro de vida individual: é o seguro que garante um único segurado, contratado pelo próprio interessado;

• •

Seguro educacional: auxilia o custeio das despesas com educação dos beneficiários do segurado, à luz da ocorrência dos riscos segurados definidos no contrato; Seguro prestamista: são seguros em grupo, onde os segurados convencionam pagar prestações ao estipulante pelo valor do saldo da dívida ou do compromisso feito pelo segurado.

Seguro de Transporte Para que possamos compreender como funciona o seguro de transporte, temos que entender como está estruturada a operação de transporte. O conhecimento de embarque é o contrato feito para o transporte da mercadoria entre comprador (ou vendedor) e o transportador (ou operador de transporte multimodal). A relação existente entre as partes deverá ser definida no contrato de compra e venda, uma vez que a definição de quem tem a obrigação de contratar o frete constará deste. Os principais contratos de transporte são : • FOB: O vendedor é o responsável pela contratação do transporte e do seguro da mercadoria até a colocação da mesma a bordo da embarcação. Cabe ao comprador contratar o transporte e o seguro a partir deste ponto; • CIF: este contrato prevê a obrigatoriedade do vendedor providenciar o transporte e o seguro até o porto de destino final. Costuma ser utilizado nas exportações brasileiras; Quem pode contratar o seguro transporte é a pessoa que tem o interesse em preservar o patrimônio contra os riscos inerentes à viagem. Ou seja, por qualquer pessoa que tenha o interesse segurável na carga a ser transportada. Este interesse segurável será esclarecido no contrato de compra e venda. Neste contrato, estará definido a partir de que momento o interesse segurável passará do vendedor ao comprador da mercadoria; Seguro de Crédito Interno Entende-se por operação de crédito todo ato de vontade ou disposição de alguém de destacar ou ceder, temporariamente, parte de seu patrimônio a um terceiro, com a expectativa de que essa parcela volte a sua posse integralmente, após decorrer o tempo estipulado. O seguro de crédito interno é uma modalidade de seguro que tem por objetivo ressarcir o segurado (credor), nas operações de crédito realizadas dentro do território nacional, das Perdas Líquidas Definitivas – PLD4 – causadas por devedor insolvente. O sinistro é caracterizado quando ocorre a insolvência do devedor reconhecida por meio de medidas judiciais ou extrajudiciais realizadas para o pagamento da dívida.

Este seguro é geralmente contratado por empresas que realizam operações de crédito em suas vendas, tanto para pessoa física como para pessoa jurídica, ou intermediários de operações de crédito, financiamento e investimento; consórcios, empresas de factoring, etc. Caracterizados desta forma como segurados das operações de crédito. Os segurados também são os responsáveis pelo pagamento do prêmio de seguro. Os contratantes da operação de crédito, ou seja, os devedores são denominados garantidos, e é sobre eles que incide o risco de inadimplência. Seguro de Automóveis O Seguro de Automóveis poderá ser contratado pelas modalidades de Valor Determinado ou Valor de Mercado Referenciado. As Seguradoras podem oferecer apenas a contratação na modalidade Valor Determinado, apenas na modalidade Valor de Mercado Referenciado, ou ambas; As principais garantias oferecidas são Compreensiva (colisão, incêndio e roubo), Incêndio e Roubo, Colisão e Incêndio, Acidentes Pessoais de Passageiros e Responsabilidade Civil Facultativa de Veiculos : Outras garantias podem ser contratadas. São elas: • A assistência 24 Horas: tem como objetivo prestar assistência ao veículo segurado e a seus ocupantes, em caso de acidente ou pane mecânica e/ou elétrica; • Acessórios: garante a indenização dos prejuízos causados aos acessórios do veículo pelos mesmos riscos previstos na apólice contratada. Entende-se como acessório, original de fábrica ou não, rádio e toca-fitas, Cd players, televisores, etc, desde que fixados em caráter permanente no veículo segurado; • Equipamentos: garante a indenização dos prejuízos causados aos equipamentos do veículo pelos mesmos riscos previstos na apólice contratada. Entende-se como equipamento, qualquer peça ou aparelho fixado em caráter permanente no veículo segurado, exceto áudio e vídeo; • Carroceria: garante indenização, no caso de danos causados à carroceria do veículo segurado, desde que o sinistro seja decorrente de um dos riscos cobertos na apólice; • Blindagem: está coberta por esta garantia, a blindagem do veículo segurado, contra eventos cobertos pela apólice; • Despesas Extraordinárias: garante ao segurado, em caso de indenização integral, uma quantia estipulada no contrato de seguro, para o pagamento de despesas extras relativas a documentação do veículo, etc; • Danos Morais: garante ao Segurado o reembolso da indenização por danos morais causados a terceiros, pela qual vier a ser responsável civilmente em sentença judicial transitada em julgado, ou em acordo

• •

judicial ou extrajudicial autorizado de modo expresso pela seguradora; Extensão de Perímetro para os Países da América do Sul: por meio desta garantia, o Segurado poderá ampliar a área de abrangência do seguro do seu veículo para os países da América do Sul; Valor de Novo: Garante ao Segurado, no caso de indenização integral, a indenização referente a Cobertura de Casco pelo Valor de Novo, nos casos em que o sinistro ocorra em até 6 ou 12 meses da saída do veículo da concessionária;

EXERCÍCIOS
1. (CEF – 2004 – Fundação Carlos Chagas) Em relação aos tipos de seguros existentes, está correto afirmar que a) há dois tipos de seguros de automóveis: pelo valor contratado e pelo valor de mercado. O seguro pelo valor de mercado prevê a indenização pelo valor de um veículo zero km. b) os seguros patrimoniais sempre exigem carência. c) os seguros podem ser classificados em duas grandes modalidades: pessoa e não-pessoas. Os seguros de pessoas incluem os seguros de danos materiais (patrimoniais) e de prestação de serviços. d) o seguro de vida tem por finalidade garantir determinado pagamento a um beneficiário indicado em caso de acidente fatal ou não. e) o seguro de incêndios cobre danos causados por incêndios, quedas de raios, explosão de botijão de gás doméstico podendo ainda cobrir adicionalmente incêndios causados por vendaval, tornado e queda de avião. Resposta: Somente o item e apresenta a resposta correta.

AULA 22
PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – CONCEITOS DE CORPORATE FINANCE A presente aula abordará alguns conceitos envolvendo a expressão corporate finance. Como será visto tais conceitos relacionam a gestão da empresa com sua estrutura de capital e suas estratégias operacionais. Ademais será comentado como os bancos participam destas operações CONCEITOS DE CORPORATE FINANCE É a função em uma companhia que controla a política e a estratégia e a implementação de sua estrutura de capital, incluindo os orçamentos, as aquisições e os investimentos, o planejamento financeiro, as fontes de recursos e as questões relativas à gestão de dividendos e pagamento de impostos. É o processo pelo qual as companhias captam recursos para financiar planos de expansão, aquisições, etc. Alguns bancos de investimento possuem divisões específicas e especializadas em aquisições, abertura de capital, reestruturação de empresas e temas relacionados. Corporate Finance é uma área específica das Finanças relativa às decisões financeiras que uma companhia toma e quais os processos e ferramentas que devem ser utilizados em tais decisões. Como um todo, tal disciplina segrega as decisões e técnicas em de curto e de longo prazo, identificando como alcançar os objetivos primários da organização, garantindo um retorno acima dos custos de capital, sem a assunção de riscos excessivos. TERMOs UTILIZADOS EM CORPORATE FINANCE Os bancos utilizam-se de seus conhecimentos específicos neste setor para prestar serviços as empresas interessadas em participar de processos de aquisição, fusão, cisão e incorporação. A fusão pode ser entendida como o processo no qual 2 (duas) ou mais empresas se unem para formar uma sociedade nova, que lhes sucedera em todos os direitos e obrigações.

Empresa A Fusão

Empresa B

Empresa C

A incorporação é o processo no qual uma ou mais sociedades (incorporadas) tem seu patrimônio absorvido por outra (incorporadora), que lhes sucede em todos os direitos e obrigações.

Empresa A Incorporadora Incorporação Empresa A

Empresa B Incorporada

Cisão é o procedimento pelo qual uma companhia (cindida) transfere parcelas de seu patrimônio para ou mais sociedades (cindendas), já existentes ou constituídas para este fim. O processo de cisão extingue a empresa cindida se houver versão de todo o seu capital. No entanto, se isto não ocorrer a cisão será parcial.

Empresa A (Cindida) Cisão

Empresa B Cindenda 1

Empresa B Cindenda 2

Além desses termos, este segmento possui alguns termos específicos que serão listados abaixo: Termo Leveraged Buyot Significado É o negocio em que um grupo de investidores assume o controle acionário de uma empresa utilizando-se de empréstimos e usando a própria empresa como garantia. O

Management Buyout Takeover Bid

Tender Offer

empréstimo pode representar até 90% do preço de aquisição da empresa, sendo pago por meio do fluxo de caixa da empresa adquirida. É conhecido pela sigla LBO. É qualquer modalidade de LBO em que a atual administração da empresa, após o processo de transferência de controle acionário continue administrando a empresa e, ainda, participe no capital da empresa. É a aquisição do controle acionário de uma empresa, via mercado de ações. Pode ser amigável, quando os antigos controladores consentem na transferência do controle ou hostil, quando for feito contra a vontade destes. É uma proposta para compra de uma classe de ações pertencente aos atuais proprietários das ações que envolva o pagamento de um prêmio sobre o valor do mercado.

EXERCÍCIOS
01 – (BNDES/2002) Em 1996, duas grandes empresas se uniram. A empresa A era a empresa maior e pertencia a um grande grupo francês. A empresa B era menor e seu capital era 100% nacional. Nesta combinação, prevaleceu a identidade de A e os ativos e os passivos de B foram fundidos nos de A. A aquisição de B por A ocorreu mediante pagamento à vista e o objetivo era garantir economias de escala. Esta operação é denominada: a. alienação de investimento. b. fusão estratégica. c. cisão. d. swap de ações. e. LBOs – Aquisição alavancada. Resposta: Somente o item b é correto.

AULA 23
PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – HOME/OFICCE BANKING, REMOTE BANKING, BANCO VIRTUAL Com o crescimento das tecnologias relacionadas ao mundo virtual, em especial a Internet, as instituições financeiras tem investido neste segmento ofertando um conjunto de serviços com base na em plataforma digital. Nesta aula, estudaremos um pouco mais sobre tais serviços. HOME/OFICCE BANKING A evolução tecnológica desenvolveu um sistema de muita utilidade na relação cliente/banco. Tal sistema é chamado de Home Banking. Ele permite ligações entre o cliente e o banco através do computador. Com isso, o cliente pode acessar os serviços de movimentação e saldo de contas, aplicações, resgates, empréstimos, cotações do câmbio, índices das bolsas, caderneta de poupança, solicitação de talões de cheque, etc. Alguns bancos, facilitando ainda mais a comunicação com os clientes, passaram a usar o sistema via satélite, que inclusive oferece mais rapidez e melhor segurança. Para acessar a transmissão, o banco fornece um código (password), permitindo, assim, maior tranqüilidade ao cliente. Os clientes também poderão utilizar o sistema de fax, para obter informações junto aos bancos. O quadro a seguir resume o contexto da prestação destes serviços atualmente.

Cenário Internet Banking-Home Office Banking
Avanço da Tecnologia

Acelerado desenvolvimento na troca de informações entre bancos e clientes Formatação e criação de produtos para atender os clientes Atendimento ao cliente em tempo real Evitar que o cliente se desloque até uma unidade bancária sem enfrentar filas

Necessidade de Aprimoramento na prestação de serviços

Minimização dos custos de atendimento

REMOTE BANKING Visando a reduzir custos e facilitar a prestação de serviços aos clientes, os bancos procuram oferecer alternativas para alguns serviços prestados por eles, com a criação de atendimento fora das agências. Tal tendência é chamada de remote banking e pode-se percebe-la claramente na forma como varias instituições financeiras vendem seus produtos e serviços financeiros. O quadro a seguir exemplifica, de maneira resumida, como funciona o remote banking, em diversas atividades realizadas por um banco Atividade Saques Abordagem Pontos de atendimento colocados em locais de grande fluxo de pessoas, como shoppings, aeroportos, rodoviárias, facilitando a retirada do dinheiro, principalmente em horários diferenciados; Pontos de atendimento em empresas; Pontos de atendimento em postos de gasolina, rede de lojas de departamentos, através do uso do cartão magnético. Saques em unidades lotéricas e correspondentes. Depósitos fora dos Efetivação de depósitos nos caixa eletrônicos; caixas da agência Depósitos em caixas coletoras (CAIXA RÁPIDO);

Depósitos a domicílio; Depósitos em unidades lotéricas e correspondentes Entrega de talões Envio de talões de cheque para o endereço do de cheque correntista; Nas máquinas dispensadoras de cheque; Pelo correio. Pagamentos de Pagamentos de contas de água, luz e telefone, cartões de contas crédito ou títulos diversos; Pagamentos de contas diversas através do débito em conta, previamente autorizado pelo cliente; Pagamento de contas em unidades lotéricas e correspondentes. Serviços via central Obtenção de extratos, aplicações financeiras, telefônica transferência de fundos, bloqueios, dentre outros, poderão ser efetuados via central telefônica. Banco virtual O conceito de banco virtual está inserido dentro do contexto das novas tecnologias de informação aplicáveis no Sistema Financeiro Nacional. O "banco virtual" consiste numa agência bancária inteiramente "on line", onde todos os serviços bancários convencionais são operados remotamente, através de linhas telefônicas e computadores, sem que haja um espaço físico correspondente à agência. Com isso, trata-se de levar o banco ao cliente sem obrigá-lo a deslocar-se. Transações como depósitos ou saques são feitos por courriers contratados pelo banco junto à empresas terceirizadoras de serviços ou aproveitados do próprio corpo de funcionários do banco. Assim, o banco economiza em sua estrutura, tanto no aspecto físico como operacional, e procura alcançar o cliente que quer evitar a freqüência de agências bancárias (Pierre Levi, 2005) A estrutura organizacional do banco virtual baseia-se numa rede de comunicação bastante sólida, que implica no contato quase exclusivamente telefônico com o cliente e no alto índice de informatização das operações internas. Isso permite dispensar departamentos de apoio que podem ser eventualmente acessados na matriz, contando com um organograma bastante enxuto.

EXERCÍCIOS
1. (CEF – 2004 – Fundação Carlos Chagas) A evolução da tecnologia da teleinformática permitiu um acelerado desenvolvimento da troca de informações entre os bancos e seus clientes. Os dois mais notáveis exemplos do estado da arte nesse setor são o home banking e o EDI, apoiados pela filosofia do remote banking. Assinale a afirmação correta.

a) Como resultado da facilitação e agilização dos processos existe a contrapartida do aumento das reclamações de clientes. b) O conceito de EDI ainda não está difundido no Brasil e como conseqüência ainda não está sendo utilizado. c) O pagamento de contas atualmente pode ser feito nos terminais de autopagamento, através de agendamento prévio ou por fax. d) Os bancos fazem altos investimentos em instalações de atendimento remoto tendo em vista a redução do trânsito e das filas de clientes nas agências. e) O conceito de remote banking, embora esteja associado à idéia de um banco virtual, não possibilita a diversificação dos canais de distribuição excedendo os limites de espaço, tempo ou meio de comunicação. Resposta: Somente o item e apresenta a resposta correta.

AULA 24
MERCADO DE CAPITAIS – AÇÕES: CARACTERÍSTICAS E DIREITOS MERCADO À VISTA DE AÇÕES O mercado de capitais é importante fonte de recursos para as sociedades anônimas. Nesta aula, serão as características e direitos de cada tipo de ação, além do mecanismo de colocação primária das ações da empresa no mercado, chamado de Underwriting. AÇÕES São títulos representativos da menor fração do capital social de uma empresa, constituída sob a forma de sociedade anônima. O acionista é um coproprietário da empresa, com direito a participação nos resultados. As ações podem ser emitidas na forma física (cautelas ou certificados) ou na forma escritural, que dispensa a emissão física, mantendo-se o controle das ações em contas de depósitos (em centrais de custódia ou bancos) em nome dos titulares. A valorização e desvalorização do preço da ação é conseqüência do comportamento de mercado e do desempenho da empresa em determinado período. Normalmente, uma ação não tem prazo de resgate, podendo ser comprada ou vendida a qualquer momento. No entanto, a legislação brasileira prevê um tipo específico de ação, chamado ação preferencial resgatável, que tem como principal característica o fato de ter um prazo de vencimento previamente definido. Tais ações não são tão comuns no mercado de capitais brasileiro.

Tipos de Ação De acordo com os benefícios que garantem aos acionistas, as ações podem ser: • Ordinárias – ações que além de proporcionarem, aos seus titulares, participação nos resultados da empresa, conferem o direito de voto em assembléias gerais. • Preferenciais – ações que garantem ao acionista a prioridade no recebimento de dividendos (geralmente em percentual mais elevado do que o atribuído às ações ordinárias) e no reembolso de capital, no caso de dissolução da sociedade. Em geral, não conferem direito de voto em assembléia. • De fruição – são geralmente ações detidas pelos proprietários das companhias. Este tipo de ação confere ao titular participação nos dividendos e preferência de aquisição de novas ações, além de conservar o direito a voto. Formas de circulação das ações: No que tange a possibilidade de transferência das ações, elas podem ser: • Nominativas: trazem o nome do investidor registrado em livro de registro das ações nominativas. A transferência dá-se pela averbação do nome do novo titular neste livro. • Nominativas endossáveis: registram o nome do primeiro endossante, sendo as transferências processadas por endosso na própria cautela. • Escriturais: sem emissão física, têm seu controle executado por uma entidade fiel depositária dos títulos. Valor das ações Vários conceitos estão associados ao valor de uma ação. Todos têm seu significado e e utilização distintas: • Nominal: valor atribuído a uma ação previsto no estatuto social da companhia. Algumas ações são emitidas sem valor nominal, mas a assembléia-geral ou o conselho de administração da empresa deve definir o seu preço quando da emissão. • Patrimonial: representa a parcela do capital próprio da sociedade que corresponde a cada ação. É determinado pelo patrimônio líquido dividido pelo número de ações emitidas. É o valor contábil da ação. • Intrínseco: equivale ao valor presente de um fluxo esperado de benefícios de caixa. É utilizado no cálculo para a decisão de comprar ou não uma ação. Se o valor intrínseco for maior do que o valor de mercado, a ação deve ser comprada. Se for menor, a ação deve ser vendida.

• • •

De liquidação: determinado quando do encerramento de atividades de uma companhia, indicando quanto a cada ação no resultado da liquidação. De subscrição: preço definido no lançamento das ações, em operações de abertura de capital. De mercado: efetivo preço de negociação da ação no mercado. É a informação mais conhecida e mais útil para os investidores.

Direitos e Proventos de uma Ação As ações caracterizam-se por serem títulos que garantem aos seus titulares um conjunto de direitos: • Dividendos: representam a distribuição de parte dos lucros auferidos pela empresa aos seus acionistas, sendo pagos, normalmente, em dinheiro. • Subscrição: É o direito de todo acionista de adquirir ações novas emitidas por uma empresa, com preço de compra definido para um determinado prazo. Neste caso, pode ser vantajoso para o acionista a realização de novos investimentos na empresa. • Bonificação: É a distribuição de novas ações aos acionistas em função de aumento do capital social por incorporação de reservas patrimoniais ou de lucros retidos pela empresa. Também pode ocorrer por meio do pagamento de dividendos na forma de ações. • Juros sobre capital próprio: é um incentivo fiscal criado para remunerar o investimento feito pelo acionista na empresa. O valor pago pela empresa pode ser deduzido de seu resultado como despesa. O juro sobre capital próprio é muito semelhante ao dividendo. No entanto, aquele direito não é dedutível para fins fiscais. Desdobramento e Agrupamento As ações de uma companhia podem ser desdobras ou agrupadas. Estas operações têm objetivos bem específicos: • Split ou Desdobramento: distribuição gratuita de novas ações aos acionistas pela diluição do capital em um maior número de ações, com o objetivo, entre outros, de dar liquidez aos títulos no mercado. • Inplit ou Agrupamento: condensação do capital em um menor número de ações com conseqüente aumento do valor de mercado.

Mercado Primário e Secundário As negociações no mercado acionário podem ocorrer em 2 níveis, chamados de mercado primário e mercado secundário.

Mercado Primário: neste mercado ocorre a canalização direta dos recursos monetários superavitários, para o financiamento das empresas, por meio da colocação inicial (venda) de ações. Neste mercado as empresas procuram recursos para a consecução dos seus objetivos. Mercado Secundário: nele são estabelecidas novas negociações entre os agentes econômicos, das ações adquiridas no mercado primário. Os valores destas negociações não são transferidos para o financiamento das empresas, sendo simples transferências entre investidores.

UNDERWRITING O financiamento de uma empresa com recursos próprios pode ser feito pela retenção de seus resultados líquidos (autofinanciamento) e pelo lançamento de ações ao público. A colocação de ações pode ocorrer pela colocação de novas ações no mercado primário por meio de uma instituição financeira.emissão. Tal operação é chamada underwriting. O underwriting obedece ao fluxo indicado a seguir:

EMPRESA EMITENTE NOVAS AÇÕES

I.F. INTERMEDIADORA

MERCADO PRIMÁRIO

MERCADO SECUNDÁRIO

Para a empresa emitente de novas ações, tal emissão tem uma atratividade econômica, pois permite a captação de recursos a custos menores. O intermediário financeiro (instituição financeira) é o elo de ligação entre a empresa tomadora dos recursos e os agentes poupadores identificados no mercado primário. Após a primeira negociação, tais títulos passam a ser negociados normalmente no mercado secundário. Tipos de Underwriting No underwriting, a instituição financeira pode oferecer algumas opções para a empresa emitente das novas ações. Tais opções são: • Subscrição tipo puro ou firme • Subscrição tipo residual (stand by) • Subscrição tipo melhor esforço (best effort) Na subscrição do tipo puro ou firme, a instituição financeira assume amplamente o risco da colocação das ações no mercado. Prevê a subscrição e integração do total das novas ações por parte da instituição financeira, caso as ações não sejam absorvidas integralmente pelos investidores. Na subscrição do tipo residual (stand by), a instituição financeira não se responsabiliza pela integralização total das ações. Há um acordo para oferecer

as ações durante certo tempo, findo o qual, a instituição financeira poderá subscrever o volume não negociado. Na subscrição do tipo melhor esforço (best effort): o risco da colocação corre por conta da sociedade emitente. A instituição financeira se compromete a dedicar seu melhor esforço para conseguir a colocação do maior número possível de ações no mercado.

EXERCÍCIOS
1. (ESAF/BACEN/2002) Com relação à estrutura do mercado de capitais, é correto afirmar que: a) as bolsas de valores são instituições do governo que mantêm local ou sistema adequado à negociação de títulos e valores mobiliários. b) são considerados valores mobiliários e, portanto, estão sujeitos à normatização pela CVM, os seguintes títulos, quando ofertados publicamente: ações, debêntures e títulos da dívida pública. c) a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é o órgão regulamentador e fiscalizador do mercado de capitais. d) as negociações de títulos e valores mobiliários em bolsas de valores denominam-se usualmente de operações no mercado primário. e) cabem às sociedades corretoras e distribuidoras de valores mobiliários as operações no recinto das bolsas de valores. Resposta: A resposta correta é o item c 2. (UnB/CESPE/Senado Federal/2002) O mercado de ações é parte importante do Sistema Financeiro Nacional. Acerca desse mercado, julgue os itens que se seguem. a) As bolsas de valores são instituições financeiras com fins lucrativos, criadas para fornecer a infraestrutura do mercado de ações. b) O mercado primário corresponde à negociação das ações nas bolsas de valores. c) Bonificação é a distribuição gratuita de novas ações aos acionistas, pela diluição do capital em maior número de ações, com o objetivo de assegurar liquidez aos títulos no mercado. d) No mercado a termo, o investidor compromete-se a comprar ou a vender uma quantidade certa de uma ação-objeto, por um preço fixado dentro de um prazo predeterminado. As operações contratadas poderão ser liquidadas na data do vencimento ou antecipadamente, quando solicitado pelo comprador, pelo vendedor ou por acordo mútuo das partes.

e) O mercado a termo de ações representa um aperfeiçoamento do mercado futuro, permitindo a ambos os participantes de uma transação reverter sua posição, antes da data do vencimento. Resposta: Somente o item `d` é verdadeiro.

AULA 25
MERCADO DE CAPITAIS – COMPANHIAS ABERTAS E FECHADAS. FUNCIONAMENTO DO MERCADO À VISTA DE AÇÕES. MERCADO DE BALCÃO Nesta aula serão estudadas as diferenças entre as companhias abertas e fechadas, como funciona o mercado à vista de ações, tanto no ambiente de bolsa quanto no mercado de balcão, que também será objeto de estudo. Companhias abertas e fechadas As companhias (também conhecidas como S.A.) são sociedades constituídas por ações, com objetivo mercantil, que se rege pelas leis e usos do comércio. Seu estatuto social (documento de constituição) define seu objeto social de modo preciso e completo, que pode ser qualquer empresa com fim lucrativo, não contrário à lei, à ordem pública e aos bons costumes. As companhias podem ser fechadas ou abertas. • Companhias fechadas: S.A. com valores mobiliários não admitidos à negociação no mercado de títulos e valores mobiliários, seja o mercado de bolsas, seja o mercado de balcão (que será visto mais a frente). • Companhias abertas: S.A. com valores mobiliários registrados na CVM, admitidos à negociação no mercado de títulos e valores mobiliários, de bolsa ou de balcão. A CVM pode classificar as companhias de capital aberto em categorias, conforme as espécies e classes dos valores mobiliários por ela emitidos, negociados nesses mercados. A companhia aberta sujeita-se ao cumprimento de uma série de normas quanto a: a) natureza e periodicidade de informações a divulgar b) forma e conteúdo dos relatórios de administração e demonstrações financeiras c) padrões contábeis, relatório e parecer de auditores independentes. d) informações prestadas por diretores e acionistas controladores, relativos à compra, permuta ou venda de ações emitidas pela companhia, sociedades controladas e controladoras. e) divulgação de deliberações de assembléia de acionistas, órgãos da administração, fatos relevantes ocorridos nos negócios, que possam influir de modo ponderável na decisão de comprar ou vender ações, por parte de investidores. Podem ser citados como fatos relevantes o desdobramento de ações, a mudança de controle acionário, o fechamento de capital, a cisão da companhia e a reavaliação de ativos. Dessa forma, as companhias abertas têm regras de atuação muito mais rigorosas do que as companhias fechadas, pois dado ao fato de poderem ter

suas ações negociadas no mercado de capitais, devem divulgar mais informações aos investidores interessados em comprar seus títulos. Funcionamento do mercado à vista de ações Uma operação denominada à vista ocorre quando há uma compra ou venda de determinada quantidade de ações. Após a realização do negócio em pregão, caberá ao comprador das ações efetuar o pagamento das ações e o vendedor deverá efetuar a entrega do ativo negociado dentro do prazo regulamentar estipulado. Para a realização de um negócio nesse mercado há a necessidade da intermediação de uma sociedade corretora, seja na operação de compra ou na de venda com o objetivo de executar a ordem emitida por um investidor utilizando para isso um de seus operadores. O investidor ainda poderá ser autorizado a emitir sua própria ordem no Home Broker (via Internet) da Corretora. Vários tipos de ordens podem ser executadas no mercado à vista; dentre elas podemos citar a ordem de mercado, ordem limitada e ordem casada. • Na ordem de mercado o investidor especificará apenas a quantidade e o ativo que deseja comprar ou vender. Caberá à Corretora executar a ordem dada pelo melhor preço que estiver sendo praticado no mercado. • Na ordem limitada, o investidor indica a quantidade, o ativo que deseja comprar ou vender e o preço máximo (no caso de compra) ou mínimo (no caso de venda) no qual deverá ser negociada a ação. • Na ordem casada, o investidor dá à Corretora uma ordem de compra e outra de venda de diferentes ativos. A operação somente será feita se ambas as operações puderem ser efetuadas, podendo especificar qual das duas deseja efetivar em primeiro lugar. Mercado de balcão Mercado onde se opera com ativos, instrumentos financeiros, títulos e valores mobiliários não negociados em bolsas, dentro das normas legais e de autoregulação previstas em lei e regulamentos. Neste mercado, as operações de compra e venda são fechadas por telefone ou por um sistema eletrônico de negociação. Este mercado também é conhecido pela sigla inglesa over-thecounter.

EXERCÍCIOS
1. (Banco do Brasil/Escriturário – 1998) Uma operação à vista no mercado de ações caracteriza a compra ou venda, em pregão, de determinada quantidade de ações, para liquidação imediata. O cliente que ordena a operação pode utilizar diferentes tipos de ordem de compra e venda. Quando o cliente

especifica à corretora apenas a quantidade e as características das ações que deseja comprar ou vender, temos uma ordem a) limitada. b) casada. c) a mercado. d) de financiamento. e) de proteção. Resposta: Somente o item `e` é verdadeiro. 2. (Cespe/Banco do Brasil – 2001) As companhias abertas estão obrigadas à divulgação de qualquer deliberação da assembléia de acionistas, ou qualquer fato relevante que possa influir de modo ponderável na cotação de suas ações, na decisão de seus investidores em negociar com seus títulos e na determinação dos investidores de exercerem quaisquer direitos inerentes à condição de titular dos valores emitidos pela companhia. Nesse contexto, é considerado ato ou fato relevante o(a) a) desdobramento de ações. b) mudança de controle acionário. c) fechamento de capital. d) cisão da companhia. e) reavaliação de ativos. Resposta: Todos os itens são verdadeiros. 3. Relativamente à segmentação do mercado de títulos, assinale a opção incorreta. a) O mercado secundário é onde os títulos existentes, já colocados anteriormente no mercado, têm sua propriedade transferida entre os participantes. A principal função do mercado secundário é proporcionar liquidez aos ativos financeiros. b) O mercado primário é onde o ativo financeiro é negociado pela primeira vez, com a obtenção de recursos por parte do emitente do título. c) A colocação de ações e debêntures, no mercado primário, é denominada underwriting, e tem como especialistas (underwriters) os bancos de investimento, os bancos de desenvolvimento, as sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários, as sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários, os bancos múltiplos com carteira de investimento ou desenvolvimento e o BNDES-PAR. d) Uma das formas de underwriting é a firme, ou com garantia total, na qual o underwriter assume o compromisso de fazer o melhor esforço possível para colocar a emissão. e) O mercado de bolsas de valores e o mercado de balcão são exemplos de mercado secundário. Resposta: A resposta é a letra “d”.

AULA 26
MERCADO DE CAPITAIS – DEBÊNTURES Alguns títulos de dívida emitidos por sociedades anônimas podem ser negociados no mercado de capitais, além das ações. Um deles é a debênture. Nesta aula serão estudadas as características deste título. Conceito É um título que representa um empréstimo contraído por uma companhia, para captar recursos, visando investimento ou o financiamento de capital de giro, mediante lançamento público ou particular. A debênture poderá assegurar ao seu titular juros, fixos ou variáveis, participação no lucro da companhia. A debênture é um título versátil, o que permite à companhia otimizar seu perfil de endividamento, porque pode ser emitida a prazos longos, e ser amortizada gradualmente. Esta característica permite ainda o financiamento de projetos de porte e aumento na disponibilidade de capital circulante. Remuneração da Debênture A remuneração da debênture pode revestir uma das seguintes formas: a) taxa de juros pré-fixada; b) TR - Taxa Referencial ou TJLP - Taxa de Juros de Longo Prazo, ajustada, para mais ou para menos, por taxa fixa, observado o prazo mínimo de um mês para vencimento ou período de repactuação; c) TBF - Taxa Básica Financeira, observado o prazo mínimo de dois meses para vencimento ou período de repactuação, com emissão restrita às sociedades de arrendamento mercantil e as companhias hipotecárias; d) taxas flutuantes, observado que a taxa utilizada como referencial deve ser regularmente calculada e de conhecimento público, e basear-se em operações contratadas a taxas de mercado pré-fixadas, com prazo não inferior ao período de reajuste estipulado contratualmente; e) correção monetária, com base nos coeficientes fixados para correção de títulos da dívida pública federal, na variação da taxa cambial ou em índice de preços, ajustada, para mais ou para menos, por taxa fixa. Na emissão de debêntures com cláusula de correção monetária com base em índice de preços, deve ser atendido o prazo mínimo de um ano para vencimento ou repactuação, sendo que: • a periodicidade de aplicação da cláusula de correção monetária não pode ser inferior a um ano; • o pagamento do valor correspondente à correção monetária somente pode ocorrer por ocasião do vencimento ou da repactuação das debêntures. O pagamento de juros e a amortização realizados em

períodos inferiores a um ano devem ter como base de cálculo o valor nominal das debêntures, sem considerar correção monetária de período inferior a um ano. Tipos de Debêntures A debênture pode ser dos seguintes tipos: • Padronizada – com cláusulas objetivas, de fácil compreensão, aplicação e de simples execução, visando estimular o desenvolvimento de um mercado transparente e líquido para títulos privados de renda fixa. Tem como principais características a simplificação e agilidade nos registros, a atividade permanente por parte de formadores de mercado e o fato de admitir a arbitragem na solução de conflitos de interesse (na arbitragem profissionais do mercado julgam conflitos, sem a necessidade de solução via judiciário). • Conversível em Ação (DCA) – pode ser convertida em ações, a exclusivo critério do investidor, em épocas e condições prédeterminadas. As conversões resultam em aumento do capital social. • Permutável – pode ser trocada por ações de outra empresa, existentes no patrimônio da empresa emissora da debênture, conforme regras do contrato de emissão da debênture. • Subordinada - sem garantia real ou flutuante, cujas condições de resgate são as mesmas dos credores quirografários nos casos de falência. • Debênture Cambial – títulos emitidos no mercado interno, através de empresas exportadoras. Esses títulos apresentam uma cláusula de variação cambial com um prazo de três anos, no mínimo, tendo valor nominal de face igual ou múltiplo do equivalente em reais a US$ 1 milhão. As debêntures serão emitidas pelos exportadores com vinculação às receitas da carteira de exportações futuras ou levando em consideração a média de exportações da empresa nos últimos três anos. Esses títulos não poderão ser resgatados antes do prazo de três anos. Em alguns casos, pode haver pagamento de juros semestrais e o principal (valor base da dívida) no final do período.

Prêmio de Debêntures Além da remuneração, a debênture pode oferecer um prêmio aos investidores. O prêmio da debênture tem como base a variação da receita ou do lucro da companhia emissora, e não pode ter como base a TR, a TBF, a TJLP, índice de preços, a variação da taxa cambial ou qualquer outro referencial baseado em taxa de juros. Tais condições não se aplicam às debêntures que assegurem, como condição de remuneração, exclusivamente, a participação no lucro da companhia emissora.

Garantias relativas à Debênture As garantias oferecidas na emissão de debêntures são: a) garantia real - penhor de bens móveis ou direitos (recebíveis), ou hipoteca de bens imóveis e anticrese (entrega de um bem do devedor ao credor para sua utilização ou rendimento); b) garantia flutuante - o total dos ativos da companhia, sem especificação do bem; c) garantia quirografária - credor concorre com demais credores quirografários (credores não preferências) no caso de liquidação da companhia; d) garantia subordinada - garantia sub-quirografária, dá ao credor privilégios apenas sobre os acionistas da empresa. Emissão da Debênture As emissões de debêntures numa companhia estão normalmente limitadas ao valor de seu capital social. A divulgação da emissão se faz mediante: a. prospecto da emissão - apresenta a companhia aos mercados investidores; segue a regulamentação da CVM e normativos da ANBID; b. escritura de emissão - documento registrado no registro do comércio que contém as cláusulas contratuais da emissão. Participam da emissão de uma debênture: a) coordenador líder e coordenadores contratados – instituições financeiras que farão a oferta de tais títulos no mercado; b) agente fiduciário: representante dos compradores das debêntures emitidas pela empresa. Supervisiona se as condições especificadas no contrato de emissão estão sendo observadas. c) banco mandatário e escriturador: faz o registro e a custódia dos títulos emitidos; d) auditor independente e consultor legal: prestam serviços relativos no processo de emissão da debênture.

EXERCÍCIOS
1. (BB/1998) As debêntures são títulos (valores mobiliários) emitidos por uma sociedade anônima de capital aberto. Podem ser emitidas nos tipos simples, conversível ou permutável. O que caracteriza a debênture permutável é o fato de poder ser: a) convertida em ações emitidas pela empresa emissora da debênture a qualquer tempo. b) convertida em ações emitidas pela empresa emissora da debênture, conforme regras do contrato de emissão da debênture. c) resgatada, conforme regras do contrato de emissão da debênture.

d) trocada por bens da empresa emissora da debênture, conforme regras do contrato de emissão da debênture. e) trocada por ações de outra empresa, existentes no patrimônio da empresa emissora da debênture, conforme regras do contrato de emissão da debênture. Resposta: Somente o item `e` é verdadeiro.

AULA 27
MERCADO DE CAPITAIS – MERCADO DE OURO O mercado de ouro, assim como o de ações, é chamado de mercado de risco, pois suas cotações variam em obediência a lei básica da oferta e da procura. Nesta aula, serão estudadas algumas características deste mercado. Ouro – Ativo Financeiro O investidor que compra ouro fica com a posse de um ativo real. O ouro é classificado como ativo financeiro ou instrumento cambial pela Constituição de 1988. No Brasil, o ouro era foi muito utilizado para proteção contra variações cambiais, tendo em vista que sua cotação está atrelada ao dólar. Hoje, no entanto, sua importância foi reduzida tendo em vista o desenvolvimento de outros mecanismos de proteção contra os riscos cambiais, principalmente no mercado de derivativos. As diversas aplicações do ouro dão ao mercado de ouro múltiplas funções, cada uma delas determinada, essencialmente, pelo tipo de consumidor (industrial, médico, investidor, governo, etc.). Em geral o ouro, produzido localmente ou importado, para fins de investimento é comercializado em lingotes ou cunhado na forma de moedas que, devido à maleabilidade do ouro, são formadas por uma liga que contém ouro fino. O peso e o grau de pureza das moedas e das barras (veja as Tabelas 1 e 2) são rigorosamente controlados por refinadores e casas da moeda internacionalmente reconhecidas, facilitando sua compra e venda com segurança e facilidade. No mercado financeiro do Brasil, os padrões preferidos são os chamados “três noves” e “quatro noves”, superiores ao “995” antigamente usado no mercado internacional de ouro. A pureza deste metal também pode ser mensurada em quilates, como é mais freqüente na indústria joalheira. Tabela 1. Relação entre a pureza/quilate e o uso do ouro

g ouro % pureza fino 999,90 99,99% 916,66 91,66% 750,1 583,30 375,00 333,30 75,01% 58,33% 37,50% 33.350%

quilates Uso mais freqüente 24 22 18 14 9 8 Ouro com maior grau de pureza Algumas moedas e jóias para investimento Mais usado em jóias da Europa e do Brasil Maioria das jóias da América do Norte Maioria das jóias do Reino Unido Teor mais baixo aceitável em joalheria

Fonte: Bacen

Tabela 2. Relação entre as medidas de peso do ouro Peso 1 grama = 0,03215 onças troy 1 onça troy = 31,1035 gramas 1 quilo = 32,151 onças troy 100 onças troy = 3,11 quilos 400 onças troy = 12,44 quilos 1 Tael (Hong Kong) = 1,193 onças troy Fonte: Bacen A onça troy é uma medida inglesa antiga de peso, utilizada para pesar ouro. Definições do Mercado de Ouro • • Ouro fino: denominação dada ao ouro refinado, por oposição ao ouro bruto, como se encontra na natureza. Grau de Pureza: faz referência à quantidade de ouro puro contido na liga que forma a barra, lingote ou moeda.

Padrões preferidos: - “Três noves” = barras com 0,999 partes de ouro fino contido na liga. - “quatro noves” = barras com 0,9999 partes de ouro fino contido na liga. - “995” = barras com 0,995 partes de ouro fino contido na liga.

• • • •

Quilates: teor de ouro de uma liga metálica, expresso em 24 avos da massa da liga. Ouro branco: liga de ouro na qual entram 12% de paládio (um metal do grupo da platina, de cor semelhante a esta), mas 15% de níquel, ou 20 a 25% de platina. Ouro de aluvião: ouro contido em cascalhos, areia e argila que se forma nas margens e foz dos rios, conseqüência da erosão. Ouro reciclado: ouro recuperado a partir de jóias e outros produtos, inclusive industriais.

Negociações no Mercado de Ouro Existem, basicamente, 2 tipos de investidores no mercado de ouro físico: o tradicional e o especulador. • Tradicional – utiliza o ouro como reserva de valor com preço e liquidez internacionais; • Especulador – está a procura de ganhos imediatos e de olho na relação ouro/dólar/ações, procurando a melhor alternativa do momento. As modalidades de operação com ouro são: • Spot – operações de compra e venda realizadas em pregão, de contratos autorizados pela BM & F para pronta entrega, com liquidação no primeiro dia útil após a operação (D + 1). Compreende as operações à vista. • Mútuo – ocorre quando o proprietário de uma posição de ouro físico aluga tal posição a uma Corretora, por um determinado período, cobrando juros conforme o mercado. Nesta operação não existe a taxa de custódia. • Em Conta – operações de compra e venda de ouro por parte de investidores, em quantidade mínima de 10 gramas e seus múltiplos, com movimentação financeira em D + 1. • Outras – existem ainda várias operações com ouro, entre elas: Mercado Futuro, Opções a Termo, Barras com ou sem custódia. Existe um mercado paralelo de empresas que negociam ouro programado (venda em parcelas mensais) e que enfrentam problemas com a regulamentação do setor e a fiscalização do Bacen. Elas vendem o ouro como uma commodity e não como um ativo financeiro, embora a Constituição especifique o ouro como um ativo financeiro. Esta modalidade de venda de ouro a prazo só existe no Brasil e permite o acesso de pequenos investidores ao metal, pois a compra é feita em parcelas mensais.

EXERCÍCIOS

1. Julgue os itens a seguir relativos ao mercado de ouro f) No Brasil, o ouro é considerado uma commodity. g) No mercado spot de ouro as negociações são feitas fora do ambiente de bolsa. h) O contrato de mútuo de ouro é uma operação na qual o proprietário do ativo financeiro aluga sua posição a uma corretora, por um determinado período, cobrando juros conforme o mercado. i) O especulador em ouro utiliza o ouro como reserva de valor com preço e liquidez internacionais. j) A peso padrão para negociação de ouro no mercado internacional é o grama. Resposta: Somente o item `e` é verdadeiro.

AULA 28
MERCADO DE CÂMBIO – INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS, CONTRATOS DE CÂMBIO – TAXAS DE CÂMBIO Esta aula apresenta os conceitos iniciais sobre o mercado de câmbio. Serão listadas as instituições financeiras que podem operar neste mercado, além de serem apresentados os aspectos básicos dos sobre os contratos de câmbio e as taxas de câmbio. CONCEITO Câmbio é a operação de troca de moeda de um país pela moeda de outro país. Por exemplo, quando um turista brasileiro vai viajar para o exterior e precisa de moeda estrangeira, o agente autorizado pelo Banco Central a operar no mercado de câmbio recebe do turista brasileiro a moeda nacional e lhe entrega a moeda estrangeira. Já quando um turista estrangeiro quer converter moeda estrangeira em reais, o agente autorizado a operar no mercado de câmbio compra a moeda estrangeira do turista estrangeiro, entregando-lhe os reais correspondentes. INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS A OPERAR No Brasil, o mercado de câmbio é o ambiente abstrato onde se realizam as operações de câmbio entre os agentes autorizados pelo Banco Central (bancos, corretoras, distribuidoras, agências de turismo e meios de hospedagem) e entre estes e seus clientes. O mercado de câmbio é regulamentado e fiscalizado pelo Banco Central e engloba as operações de compra e de venda

de moeda estrangeira, as operações em moeda nacional entre residentes, domiciliados ou com sede no País e residentes, domiciliados ou com sede no exterior e as operações com ouro-instrumento cambial, realizadas por intermédio das instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio pelo Banco Central. Qualquer pessoa física ou jurídica pode ir a uma instituição autorizada a operar no mercado de câmbio para comprar ou vender moeda estrangeira. Como regra geral, para a realização das operações de câmbio, é necessário respaldo documental. Podem operar no mercado de câmbio bancos, corretoras, distribuidoras, agências de turismo e meios de hospedagem autorizados pelo Banco Central. Esses agentes podem realizar as seguintes operações: a) bancos, exceto de desenvolvimento: todas as operações previstas para o mercado de câmbio; b) bancos de desenvolvimento e caixas econômicas: operações específicas autorizadas; c) sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades corretoras de câmbio ou de títulos e valores mobiliários e sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários: compra ou venda a clientes de moeda estrangeira em espécie, cheques e cheques de viagem, operações no mercado interbancário, arbitragens no País e, por meio de banco autorizado a operar no mercado de câmbio, arbitragem com o exterior; d) agências de turismo: compra ou venda de moeda estrangeira em espécie, cheques e cheques de viagens relativas a viagens internacionais; e) meios de hospedagem de turismo: exclusivamente compra de clientes de moeda estrangeira em espécie, cheques e cheques de viagem. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT, também é autorizada pelo Banco Central a realizar operações com vales postais internacionais, emissivos e receptivos, para atender manutenção de pessoas físicas no exterior; contribuições a entidades associativas e previdenciárias; aquisição de programas de computador para uso próprio; aposentadorias e pensões; aquisição de medicamentos no exterior, não destinados à comercialização; compromissos diversos, tais como aluguel de veículos, multas de trânsito, reservas em estabelecimentos hoteleiros, despesas com comunicações, assinatura de jornais e revistas, outros gastos de natureza eventual, e pagamento de livros, jornais, revistas e publicações similares, quando a importação não estiver sujeita a registro no Siscomex; pagamento de serviços de reparos, consertos e recondicionamento de máquinas e peças; doações. Também o pagamento de exportações brasileiras até US$ 10 mil por operação pode se dar por meio de vale postal internacional.

À margem da lei, funciona um segmento denominado mercado paralelo. São ilegais os negócios realizados no mercado paralelo e a posse de moeda estrangeira oriunda de atividades ilícitas.. CONTRATOS DE CÂMBIO Embora do ponto de vista cambial não exista restrição para a movimentação de recursos, os agentes do mercado e seus clientes devem observar eventuais restrições legais ou regulamentares existentes para determinados tipos de operação. Como exemplo, conforme regulamentação própria do segmento segurador, somente podem ser colocados no exterior ou ter prêmios pagos em moeda estrangeira, aqueles seguros autorizados pela Susep nessas condições. O contrato de câmbio é o documento que formaliza a operação de câmbio. Nele, constam informações relativas à moeda estrangeira que uma pessoa está comprando ou vendendo, à taxa contratada, ao valor correspondente em moeda nacional e aos nomes do comprador e do vendedor. Todas as operações de câmbio realizadas no País precisam ser registradas no Sisbacen (Sistema de Informações Banco Central é um sistema eletrônico de coleta, armazenagem e troca de informações que liga o Banco Central aos agentes do SFN) pelo agente autorizado a operar no mercado, permitindo ao Banco Central o acompanhamento de todas as operações. TAXAS DE CÂMBIO Taxa de câmbio é o preço de uma moeda estrangeira medido em unidades ou frações (centavos) da moeda nacional. No Brasil, a moeda estrangeira mais negociada é o dólar dos Estados Unidos, fazendo com que a cotação mais comumente utilizada seja a dessa moeda. Dessa forma, quando dizemos que, por exemplo, que a taxa de câmbio é 2,40, significa que 1 dólar dos Estados Unidos custa R$ 2,40. A taxa de câmbio reflete, assim, o custo de uma moeda em relação à outra, havendo a taxa de venda e a taxa de compra, as quais são referenciadas do ponto de vista do agente autorizado a operar pelo Banco Central. As taxas de câmbio praticadas no mercado de câmbio brasileiro são livremente negociadas entre os agentes e seus clientes e são amplamente divulgadas pela imprensa. O Banco Central divulga as taxas de câmbio praticadas no mercado interbancário, não fazendo, atualmente, nenhum tipo de fixação desta.

EXERCÍCIOS
1. (UnB/CESPE/Senado Federal/2002) A Ciência Econômica denomina mercado de câmbio o ambiente abstrato em que se realizam as operações de câmbio entre os agentes autorizados pela autoridade monetária – que, no Brasil, é o

BACEN – e entre eles e seus clientes. No que se refere ao contexto do mercado de câmbio brasileiro, julgue os itens a seguir. a) No Brasil, o mercado de câmbio é dividido em dois segmentos, livre e flutuante, que são regulamentados e fiscalizados pelo BACEN. O mercado livre é também conhecido popularmente como comercial, e o mercado flutuante, como turismo. b) Sem regulamentação estatal, funciona um segmento denominado mercado paralelo, mercado negro, ou câmbio negro. Todos os negócios realizados nesse mercado, bem como a posse de moeda estrangeira sem origem justificada, embora não tenham amparo legal específico, não são ilegais, nem sujeitam o cidadão ou a empresa às penas da lei. c) Qualquer pessoa, física ou jurídica, pode, em uma instituição autorizada a operar em câmbio, comprar ou vender moeda estrangeira. Como regra geral, para a realização das operações de câmbio é necessário respaldo documental. Visto que, nas operações de câmbio, são negociados direitos sobre a moeda estrangeira, na maioria dos casos, os clientes não têm acesso à moeda estrangeira em espécie. Excetuam-se as operações relativas a viagens internacionais, para as quais está prevista a entrega da moeda estrangeira em espécie. d) No mercado livre, podem-se realizar as operações decorrentes de comércio exterior, ou seja, de exportação e de importação. Nesse mercado, também são realizadas as operações dos governos, nas esferas federal, estadual e municipal. Têm curso, ainda, no mercado de câmbio de taxas livres, outras operações, tais como as relativas a investimentos estrangeiros no país, a empréstimos a residentes no exterior (sujeitos a registro no BACEN), a pagamentos e recebimentos de serviços. e) A operação de mercado secundário implica a entrada ou a saída efetiva de moeda estrangeira do país. Esse é o caso das operações com exportadores, importadores e viajantes. Já no mercado primário, a moeda estrangeira simplesmente migrado ativo de um banco para o de outro, constituindo as denominadas operações interbancárias. Resposta: Os itens B e E são falsos. 2. (CESPE/UnB – Banco do Brasil) O Banco Central do Brasil (BACEN) conceitua mercado de câmbio como o ambiente abstrato onde se realizam as operações de câmbio entre os agentes autorizados pelo BACEN (bancos, corretoras, distribuidoras, agências de turismo e meios de hospedagem) ou entre estes e seus clientes. Acerca desse tema, julgue os itens a seguir.

a) No Brasil, todos os negócios realizados no mercado paralelo, bem como a posse de moeda estrangeira sem origem justificada, são ilegais e sujeitam o cidadão ou a empresa às penas da lei. b) O BACEN executa a política cambial definida pelo Ministério do Planejamento, regulamentando o mercado de câmbio e autorizando as instituições que nele operam. Também compete ao BACEN fiscalizar o referido mercado, podendo punir dirigentes e instituições mediante multas, suspensões e outras sanções previstas em lei. c) As taxas de câmbio são livremente pactuadas entre as partes contratantes, ou seja, entre a pessoa física e a instituição autorizada ou entre os agentes autorizados. Resposta: Somente o item B é falso.

AULA 29
MERCADO DE CÂMBIO – REMESSAS, OPERAÇÕES BÁSICAS E SISCOMEX Nesta aula serão estudadas as operações básicas do mercado de câmbio e destacada a função do Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX). OPERAÇÕES BÁSICAS As operações de câmbio visam, basicamente, a troca da moeda de um país pela de outro. Em relação à instituição autorizada a operar com câmbio elas se classificam como: • Compra: recebimento de moeda estrangeira contra entrega de moeda nacional; • Venda: entrega de moeda estrangeira contra recebimento de moeda nacional; e • Arbitragem: entrega de moeda estrangeira contra o recebimento de outra moeda estrangeira. Estas operações podem ocorrer em função de: • Exportação: venda ao exterior de mercadorias e serviços com preço ajustado para pagamento em moeda estrangeira. • Importação: compra de mercadorias e serviços com preço ajustado para pagamento em moeda estrangeira • Transferências: movimentação financeira de capitais de entrada ou saída do País. As operações acima destacadas podem ser desdobradas em diversos contratos. Listamos alguns:

O ACC – Adiantamento sobre Contrato de Câmbio é uma antecipação em moeda nacional a que o exportador tem acesso no ato da contratação do câmbio, sempre que esse contrato precede o embarque. ACE – Adiantamento sobre Cambiais Entregues é o contrato no qual o exportador recebe a moeda nacional após o embarque da mercadoria, representando, na prática, a antecipação do pagamento da exportação. O que diferencia o ACC do ACE é que no primeiro o exportador recebe a moeda nacional antes de embarcar a mercadoria, servindo esta como apoio financeiro à produção da mercadoria. Pré-Pagamento à Exportação: é uma forma alternativa ao ACC para obtenção antecipada dos recursos, sem incorrer numa dívida de

natureza financeira. É o pagamento antecipado da exportação pelo importador. Câmbio Simplificado de Exportação é um contrato de câmbio com número reduzido de informações a serem prestadas pelo cliente, referindo-se a vendas ao exterior no valor equivalente a até US$ 20 mil. O registro das informações exigido pelo Banco Central é bem mais simples – em vez de 26 dados informados em uma operação de exportação tradicional, são apenas 5 nesta sistemática: o a indicação de o comerciante ser pessoa física ou jurídica; o CNPJ ou CPF do exportador, conforme o caso; o o valor em moeda nacional; o o valor em moeda estrangeira; e o a forma da entrega da moeda estrangeira. O objetivo é facilitar a realização de operações de pequeno valor, diminuindo o seu custo para o exportador. Também existe câmbio simplificado para importação. O pagamento de importações brasileiras, cujo ingresso da mercadoria no Brasil tenha ocorrido por meio de Declaração Simplificada de Importação – DSI, registrada no Siscomex, pode ser efetuado pela sistemática do câmbio simplificado. Como na exportação, as operações de câmbio dentro dessa sistemática estão limitadas ao equivalente a US$ 10 mil.

Câmbio Manual (Dólar Turismo/Travellers Checkis – envolve operações de compra e venda do dólar turismo e de travellers checks para pessoas físicas e jurídicas que irão deixar o país em futuro próximo. Carta de Crédito – trata-se de crédito documentário que o importador abre em favor do exportador em um banco no seu país. A carta de crédito pode ser definida como uma ordem de pagamento condicionada, isto é, o exportador só fará jus ao recebimento se atender a todas as exigências por ela estipuladas. Supplier’s Credit – é um financiamento concedido por um banco ao exportador, mediante desconto das cambiais relativas a vendas a prazo feitas pelo exportador. Como a venda é feita a prazo, as divisas só vão ingressar futuramente. Neste caso o exportador permanece responsável

junto ao banqueiro exportação.

financiador

pelo

pagamento

da

cambial

de

Buyer’s Credit – é um financiamento concedido diretamente ao importador estrangeiro. Um banco no exterior financia a operação ao importador. Para o exportador, a operação é à vista e as divisas ingressam de imediato. Não há a figura do direito de regresso contra o exportador. Forfaiting – é uma cessão de crédito (venda de crédito), por meio da qual, com a intermediação de um banco, um exportador pode vender suas mercadorias a prazo e receber à vista. O mercado de forfaiting funciona como uma espécie de desconto de notas promissórias. Seu maior atrativo é que o mecanismo não oferece riscos ao exportador, pois é a compra das obrigações do importador que garante ao exportador estar livre dos riscos da operação. Factoring – são similares às operações de forfaiting, mas envolvem menores valores. O risco da operação é transferido pelo banco às empresas especializadas em factoring no exterior (as factor), que, assim, assumem o risco sobre o importador e, na realidade, não atuam como instituições financeiras e sim como prestadores de garantia. São operações muito parecidas, também, com o fomento mercantil realizado no país, que, aliás, recebe a mesma denominação. Export Notes – são contrato de cessão de crédito de exportação, em que o exportador cede ao tomador, por meio de um título, os direitos creditícios de uma operação a ser realizada no futuro. Assim o exportador obtem recursos para financiar suas vendas ao exterior. Quando o contrato de vende ao exterior é feito pelo exportador, o mesmo tranfere ao tomador os direitos sobre este contrato, recebendo, à vista os reais equivalentes ao valor da operação em moeda estrangeira

Vale comentar, ainda, que uma das formas de remessas de câmbio para o exterior é por meio da CC5. “CC5” é a abreviatura do documento normativo Carta-Circular 5, editada pelo Banco Central em 1969, regulamentando a abertura e movimentação de contas em moeda nacional tituladas por domiciliados no exterior e mantidas em bancos no Brasil. Até março de 2005: a) os recursos mantidos nas contas tituladas por instituições financeiras sediadas no exterior, podiam ser automaticamente convertidos em moeda estrangeira para remessa ao exterior, ainda que os recursos não fossem de titularidade da instituição financeira, o que era conhecido como “operação CC5”; b) os recursos mantidos nas contas tituladas por domiciliados no exterior que não fossem instituições financeiras estavam impedidos de serem convertidos e enviados livremente ao exterior, a não ser que tais recursos fossem obtidos a partir de operações de câmbio.

A Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 3.265, de março de 2005, vedou o uso das contas em reais tituladas por pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no exterior para a realização de transferência internacional em reais de interesse de terceiros. A Resolução também permitiu que os saldos de recursos próprios existentes em tais contas possam ser livremente convertidos em moeda estrangeira, para remessa ao exterior, independentemente de o titular da conta ser instituição financeira ou não. A regulamentação brasileira não alcança o exterior, não sendo possível, por conseqüência, a existência de norma editada no País regulando a matéria. Com base no disposto no Decreto-Lei nº 1.060, de 1969, e na Medida Provisória nº 2.224, de 2001, as pessoas físicas e jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no País, assim conceituadas na legislação tributária, estão obrigadas a informar ao Banco Central do Brasil, anualmente, os ativos mantidos no exterior. REMESSAS Como regra geral, quaisquer pagamentos ou recebimentos em moeda estrangeira podem ser realizados no mercado de câmbio, inclusive as transferências para fins de constituição de disponibilidades no exterior e seu retorno ao País e aplicações no mercado financeiro. As pessoas físicas e as pessoas jurídicas podem comprar e vender moeda estrangeira ou realizar transferências internacionais em reais, de qualquer natureza, sem limitação de valor, observada a legalidade da transação, tendo como base a fundamentação econômica e as responsabilidades definidas na respectiva documentação. As remessas para o exterior são cursadas, normalmente, por meio de ordens (ordem, por carta, ordem por telex, telegráfica ou fax). Um exemplo de remessa: • Remessa para pessoa física residente na Bélgica de 300 dólares:

O remetente vai ao banco e deposita o equivalente à remessa, à taxa de venda, pagando, naturalmente, uma pequena comissão, e pede a expedição da ordem

O banco emite a ordem e credita o valor da moeda estrangeira na conta do banqueiro no exterior que a cumprirá

O banqueiro no exterio avisa o favorecido, quando da recepção da ordem

O favorecido recebe seu valor na moeda de seu país

O banqueiro debita na conta do banco expedidor da ordem SISCOMEX O Sistema Integrado de Comércio Exterior – SISCOMEX, instituído pelo Decreto nº 660, de 25/9/1992, é a sistemática administrativa do comércio exterior brasileiro, que integra as atividades afins da Secretaria de Comércio Exterior – SECEX, da Secretaria da Receita Federal – SRF e do Banco Central do Brasil – BACEN, no registro, acompanhamento e controle das diferentes etapas das operações de exportação. A partir de 1993, com a criação do SISCOMEX, todo o processamento administrativo relativo às exportações foi informatizado. As operações passaram a ser registradas via Sistema e analisadas “on line” pelos órgãos que atuam em comércio exterior, tanto os chamados órgãos “gestores” (SECEX, SRF e BACEN) como os órgãos “anuentes”, que atuam apenas em algumas operações específicas (Ministério da Saúde, Departamento da Polícia Federal, Comando do Exército etc.). Na concepção e no desenvolvimento do Sistema, foram harmonizados conceitos, códigos e nomenclaturas, tornando possível a adoção de um fluxo único de informações, tratado pela via informatizada, que permite a eliminação de diversos documentos utilizados no processamento das operações. O sistema de registro de exportações totalmente informatizado permitiu um enorme ganho em agilização, confiabilidade, rápido acesso a informações estatísticas, redução de custos etc. O acesso ao SISCOMEX IMPORTAÇÃO é feito por meio de conexão com o Serpro a fim de que as operações que necessitam de Licenciamento de Importação possam ser efetuadas. O SISCOMEX tem sido constantemente aprimorado, tendo incorporado o Módulo Drawback Eletrônico, em novembro de 2001.

EXERCÍCIOS
1. (BB/2003-1) No mercado de câmbio, os adiantamentos sobre os contratos de câmbio (ACC) são modalidade contratual de largo uso. Com relação às características desse contrato, julgue os itens seguintes. a) O objetivo desses contratos é proporcionar recursos antecipados ao importador, de sorte a incrementar o comércio internacional.

b) Os ACC podem ser utilizados como instrumentos de ganho financeiro pelo importador. c) O valor adiantado poderá ser averbado no próprio contrato de câmbio, ou por meio de instrumento em separado que se integrará ao contrato. d) A primeira fase dos ACC ocorre quando a mercadoria já está pronta e embarcada, aproveitando-se o máximo possível a variação cambial. e) Os ACC consistem unicamente na antecipação total dos reais equivalentes à quantia em moeda estrangeira comprada a termo de exportadores pelo banco. Resposta: As letras A e E são falsas. 2. (BB/1999-2) No mercado internacional, que produto de financiamento seria recomendado para financiar, a médio prazo, o pós-embarque de uma exportação de bens de capital para um país considerado como um alto risco de crédito? a) ACE. b) ACC. c) Forfaiting. d) Supplier’s Credit. e) Export Note. Resposta: Somente o item `c` é verdadeiro.

AULA 30
OPERAÇÕES COM DERIVATIVOS – MERCADO A TERMO E FUTUROS Os instrumentos financeiros derivativos são utilizados pelas instituições financeiras em diversas finalidades. Nesta aula, serão definidos tais instrumentos e apresentadas suas características principais CONCEITO DE DERIVATIVOS Os derivativos são instrumentos financeiros cujos valores derivam dos preços ou performances de outros ativos, os quais podem ser: • • • bens (ação ou mercadoria, tais como café, boi gordo, soja), uma taxa de referência (dólar ou depósitos interfinanceiros) ou índices (Ibovespa, etc); e operações de crédito (empréstimos e financiamentos).

O Banco Central do Brasil ao conceituar tal instrumento apresenta 3 (três) características que devem ser observadas na definição destes instrumentos financeiros:

Seu valor varia em decorrência de mudanças em taxa de juros, preço preço de título ou valor mobiliário, preço de mercadoria, taxa de câmbio, câmbio, índice de bolsa de valores, índice de preço, índice ou classificação de classificação crédito, ou qualquer outra variável similar específica

O investimento inicial deve ser inexistente ou pequeno em relação ao relação valor do contrato

E o contrato é liquidado em data futura

TIPOS DE DERIVATIVOS No Brasil, os principais tipos de derivativos são os contratos a termo, os contratos futuros, as opções, os swaps. Serão apresentados a seguir conceitos, características e os critérios para contabilização de cada modalidade de derivativo.

CONTRATOS A TERMO São contratos nos quais há um compromisso de compra ou venda de um ativo, em data futura, por um preço previamente estabelecido. No ambiente em que são negociados tais contratos, existem pessoas interessadas em vender uma mercadoria que ainda não está disponível e pessoas que estão dispostas a adquirir esta mercadoria para recebimento e pagamento em futuro próximo, ou seja, a termo. A figura abaixo demonstra uma operação que ocorre normalmente em um mercado à vista.

Mercado à Vista

0

1 mês

2 meses

3 meses

Preço acertado/ pago entre vendedor e comprador

+

Entrega das obrigações pelo vendedor ao comprador

Já a figura seguinte demonstra uma operação ocorrendo no mercado a termo. As principais características das operações a termo são as seguintes:

Mercado a Termo

0

1 mês

2 meses

3 meses

Preço combinado entre vendedor e comprador

Pagamento e entrega das obrigações pelo vendedor ao comprador

• • •

liquidação física e financeira futura; o contrato deve conter especificação precisa do bem (qualidade, quantidade, prazo, local de entrega e preço); realizadas em bolsas (padronizados) ou mercado de balcão (nãopadronizados); e

• realizadas para hedge, especulação e captação/aplicação de recursos
CONTRATOS FUTUROS É como um contrato a termo, um acordo entre duas partes para comprar ou vender um ativo em determinada data futura, por preço especificado. No entanto, caracteriza-se como uma evolução do mercado a termo, pois só podem ser negociados no mercado a termo. Há a padronização de preço,

qualidade do produto, local e data de entrega, ajuste diário do valor do contrato etc. Os principais conceitos utilizados no mercado de futuros são:

• Preço de ajuste: valor do contrato a cada dia definido pela Bolsa de
Futuros;

• Ajuste diário: nivelamento de preços das posições em aberto
(marcação a mercado). Representam os montantes que devem ser pagos ou recebidos pelas partes diariamente em função das alterações nos preços dos contratos; e

• Margem de garantia: exigência feita pela Bolsa às partes de um

contrato futuro, geralmente na forma de depósito de dinheiro ou de títulos.

A figura abaixo demonstra como acontecem as operações em um mercado futuro.

Mercado Futuro
Ajustes Diários

0

1 mês

2 meses

3 meses

Comprador e vendedor fecham contrato ao preço futuro

Comprador paga o preço futuro e vendedor entrega bens

As principais características dos contratos futuros são: • • • liquidação financeira futura; feitos em bolsas (padronização); e para garantia de liquidação dos contratos são exigidos depósitos de margens de garantia: garantia de liquidação dos contratos e ajustes diários. Comparativo entre contratos a termo e futuros Características
Objetivo

Termo

Futuros

Proteção contra variações nos Proteção contra variações nos

Negociabilidade Responsabilidade Qualidade/Quantidad e Local de Negociação Sistemas de Garantias Vencimento Participantes Ajustes Variações nos preços Porte participantes Credibilidade

preços, normalmente com entrega de mercadoria Não são negociados antes do vencimento Partes contratantes Estabelecidas pelas partes Definido pelas partes Nem sempre existirão Definido pelas partes Produtores e consumidores

preços, normalmente sem entrega de mercadoria Podem ser negociados antes do vencimento Câmara de Compensação Estabelecida pela Bolsa Bolsas de Futuros Sempre haverá garantias

No vencimento Não alteram contrato dos Grandes

o

valor

Definido pela Bolsa Qualquer pessoa jurídica Diários do Diárias

física

ou

Pequenos, médios e grandes um Não é necessário apresentar boa situação creditícia

É normalmente exigido alto padrão de crédito

EXERCÍCIOS
1. (BB/2003) Os mercados futuros e de opções propiciam aos investidores uma tomada de decisão mais técnica, melhorando o entendimento do mercado com relação ao desempenho das opções de investimento em condições de risco. Esses derivativos oferecem também uma proteção contra prejuízos ocasionados por alterações desfavoráveis nas cotações dos ativos. Os mercados futuros e de opções permitem que investidores não integralizem os investimentos em seus vencimentos, desde que as cotações de mercado lhes sejam adversas. Mesmo que possam perder o depósito efetuado, o prejuízo pode apresentar-se menor do que se eles fossem obrigados ao pagamento futuro. Alexandre Assaf Neto. Mercado financeiro. 4.ª ed. São Paulo: Atlas, 2001, p. 330 (com adaptações). A partir do texto acima, é correto concluir que o uso de derivativos no mercado financeiro acarreta: k) desestimulação da liquidez do mercado físico. l) redução do preço dos bens por intermédio do melhor gerenciamento do risco. m) criação de defesas contra variações adversas de preços. n) maior atração de capital de risco, permitindo garantia de preços futuros para os ativos. o) realização de negócios de maior porte, com volume de capital relativamente grande e nível desconhecido de risco. Resposta: As letras a e e são falsas. As demais verdadeiras.

AULA 31
OPERAÇÕES COM DERIVATIVOS – OPÇÕES E SWAPS Nesta aula, será complementado ao estudo relativo ao mercado de derivativos. Serão estudados os derivativos denominados opções e swaps. OPÇÕES São contratos que negociam o direito de comprar ou vender algo no futuro. Apresentam uma diferença básica em relação aos contratos futuros. Nestes o detentor da opção tem o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender o ativo objeto. Envolve o pagamento de um prêmio para aquisição do contrato, sendo a liquidação efetuada em decorrência do exercício da opção pelo titular. Alguns conceitos envolvidos em uma operação com opções:

1. Titular: comprador da opção; 2. Lançador: vendedor da opção; 3. Preço de Exercício: preço de referência do ativo objeto para o
exercício da opção;

4. Prêmio: valor pago na compra da opção.
Tipos de contratos de opções

1. Opção de compra (Call) - proporciona a seu detentor o direito de
comprar um ativo em certa data, por preço determinado.

2. Opção de venda (Put) – proporciona a seu detentor o direito de vender
um ativo em certa data, por preço determinado.

Posições assumidas em opções I - Comprador de uma opção de compra:

Quem compra uma opção de compra acredita no aumento do preço do ativo objeto no vencimento do contrato. O gráfico abaixo demonstra que a perda máxima que o comprador de uma opção tem é o valor do prêmio pago, a partir das informações relativas ao prêmio, preço de exercício (PE) e preço no vencimento (Preço Vencto). Ex.: Prêmio= 2,50; P.E.=30,00; Preço Vencto=35,00
Resultado da Operação
PE=30

(Preço do Ativo)
-2,50 PV=35

II – Vendedor de uma opção de compra: Quem vende uma opção de compra acredita na redução do preço do ativo objeto no vencimento do contrato. O gráfico demonstra que a possibilidade de perda para o vendedor da opção de compra é grande, sendo inversamente proporcional ao potencial ganho do comprador da opção. Ex.: Prêmio= 2,50; P.E.=30,00; Preço Vencto=35,00

Resultado da Operação
PV=35 2,50 PE=30

(Preço do Ativo)

III – Comprador de uma opção de venda

Quem compra uma opção de venda acredita na redução do preço do ativo objeto no vencimento do contrato. O gráfico demonstra que a perda máxima de um comprador de uma opção de venda é o valor do prêmio pago. Ex.: Prêmio= 2,50; P.E.=30,00; Preço Vencto=35,00

27,50

Resultado da Operação
PV=35 PE=30 -2,50

(Preço do Ativo)

IV – Vendedor de uma opção de venda Quem vende uma opção de venda acredita no aumento do preço do ativo objeto no vencimento do contrato. O gráfico demonstra que a perda máxima de um comprador de uma opção de venda é o valor do prêmio recebido. Ex.: Prêmio= 2,50; P.E.=30,00; Preço Vencto=35,00

Resultado da Operação
PE=30 2,50 PV=35

(Preço do Ativo)

-27,50

SWAPS São contratos nos quais são realizadas trocas de fluxos de caixas futuros. As partes assumem a obrigação recíproca de realizar, em certa data no futuro, a troca de resultados financeiros previamente definidos. São

definidas taxas ou índices sobre ativos ou passivos utilizados referenciais. Os swaps permitem a troca de risco entre investidores.

como

Pode ser usado como hedge (seguro) ou como especulação para se obter ganhos extraordinários. No entanto, podem ocorrer perdas extraordinárias, se a estratégia for perdedora. A figura a seguir demonstra como é operacionalizado um contrato de swap. A companhia A tem posições em taxas prefixadas e deseja assumir posições em CDI. A companhia B, por sua vez, tem posições em CDI e deseja trocá-las por taxa pré. Com o swap a companhia A ficará com posições em CDI e a companhia B com posições em taxa pré.

Taxa Pré Companhia A CDI Companhia B

O swap pode ser visualizado como um contrato a termo. Isso ocorre porque é possível decompor o relacionamento dos agentes envolvidos em dois contratos a termo com características especificas. A BM&F, por exemplo, denomina seus contratos de swap como contratos a termo de CDI e de dólar. Tipos de Swap: Os tipos de contratos mais comuns são: I. Swaps de taxas de juros: os contratos permitem a negociação de taxas de juros; II. Swaps de taxas de câmbio: são negociadas trocas de taxas de câmbio;

III. Swaps de mercadorias: estão baseados em commodities;
IV. Swaps de ações: permitem a troca de remunerações de papeis com renda variável. roca de juros prefixados por juros pós-fixados (CDI over), conhecido como o swap prefixado, e a troca de taxa de dólar por juros pós-fixados, conhecido como swap cambial. Exemplos de operação de swap I – Uma empresa que tem ativos em dólar, decorrentes de suas atividades de exportações e uma dívida corrigida por juros pós-fixados.Esta empresa gostaria de trocar seu risco “juro pós-fixado” pelo risco “dólar”. Outra empresa nacional,com ativos em reais e dívidas em dólar, deseja justamente o oposto: quer trocar seu risco dólar pelo risco “juro pós-fixado”.

As duas empresas, então, fazem um contrato de swap entre si, ou através de intermediação de instituição financeira, para trocar suas posições em risco. II - O Banco Páscoa tem ativos vinculados à TR e passivos com taxa prefixada. Em contrapartida o Banco Natal tem ativos a taxas prefixadas e passivos com encargos em TR. Sendo que o Banco Páscoa pretende trabalhar com taxas prefixadas e o Banco Natal com TR, foi feito um swap de R$1.000.000 para 1 mês. A partir de uma a taxa prefixada de 5,5%, no período, observe no quadro abaixo quais seriam as situações para a TR igual a 5, 5,5 e 6%. TR Principal + TR Principal + Pré Diferença Resultado Cenário 1 5% 1.050.000 1.055.000 -5.000 Bco Páscoa Recebe Cenário 2 5,5% 1.055.000 1.055.000 0 Não há fluxo Cenário 3 6% 1.060.000 1.055.000 +5.000 Bco Natal Recebe

Swap com Intermediação A operação pode contar com a intermediação de uma IF, que assume o papel de contraparte, dos interessados em fazer a troca dos fluxos de caixa.

Taxa Pré

Taxa Pré

Companhia A
CDI

IF
CDI

Companhia B

Neste caso, a IF assume o risco de crédito nas duas pontas, recebendo uma comissão.

EXERCÍCIOS
01 – (BCB/2000) Julgue os itens abaixo, acerca de derivativos. a) Especulador é a pessoa física ou jurídica que busca tirar proveito da variação na diferença entre o preço de dois ativos ou mercados ou das expectativas futuras de mudança nessa diferença, aproveitando uma distorção momentânea de preços. b) Os contratos de swap que tenham instituição financeira como uma de suas contrapartes ou, ate mesmo, somente como intermediário da operação, sem assumir quaisquer direitos ou obrigações, não precisam,necessariamente, ser registrados em bolsa de mercadorias e de futuros ou na CETIP. c) No mercado de opções, apenas o vendedor tem a obrigação de efetuar o deposito da margem, uma vez que os compradores, não importando a posição de compra, seja em opções de compra ou em opções de venda, somente terão

direitos e não obrigações, não existindo, portanto, risco de inadimplência do comprador de opções. d) As opções exóticas são um grupo de opções especiais, moldadas de acordo com a estrutura e o interesse de cada investidor, que tem como principais vantagens sobre as convencionais a flexibilidade, o baixo custo e a maior eficácia do hedge, e que podem ser negociadas apenas por meio de registro em bolsa de mercadoria e futuros. e) É de responsabilidade do BACEN a regulamentação dos principais produtos do mercado de derivativos negociados, como opções sobre ações, futuros de ações, termos sobre ações e futuros de índices. Resposta: Somente a letra c é verdadeira. 02 – (BB/2003) Derivativos são instrumentos financeiros cujas estruturas e valores dependem e existem como referência a outros ativos, tais como valores mobiliários, dinheiro, mercadorias, ou seus preços. Acerca desse tema, julgue os itens que se seguem. a. Derivativos são usados na gerência de direitos e obrigações resultantes dos ativos originais, na criação de novos instrumentos nos mercados de capitais e na obtenção ou eliminação de riscos associados com a propriedade de ativos, sem os custos de venda ou compra efetiva de tais ativos. b. Embora muito raramente, os derivativos são usados como trava de risco (hedge) relativa a variações de taxas de juros ou a oscilações de taxas cambiais. c. Os principais tipos de derivativos são as opções (de compra ou venda), as operações futuras, as operações a termo e as trocas (swaps). d. Em geral, fundos de investimento não podem utilizar parcela significativa de seus patrimônios em valores mobiliários; já os limites impostos com relação a derivativos são pouco restritivos. e. Os chamados derivativos de eletricidade, emitidos por órgãos ou entidades do setor público, podem ser adquiridos por instituições financeiras e demais instituições autorizadas pelo BACEN a funcionar. Para tanto, tais derivativos, na forma de certificados representativos de contratos mercantis de compra e venda a termo de energia elétrica, não podem ser emitidos por empresas incluídas no sistema brasileiro de privatização. Resposta: As letras a e c são verdadeiras. As demais falsas. 03 – (BCB/2000) Acerca dos conceitos relativos a operações com derivativos, julgue os itens a seguir: a) a operação de swap é caracterizada por um acordo mediante o qual as partes assumem a obrigação recíproca de realizar, em certa data futura, o resultado financeiro liquido decorrente da aplicação de taxas ou índices sobre um montante utilizado exclusivamente como ativo e passivo referenciais (conhecidos como Valores Nocionais ou Parcela Destacada), estabelecido no contrato.

b) Contratos futuros caracterizam-se por operações para liquidação em um data futura, cujos contratos são padronizados pelas bolsas de mercadorias e de futuros, possibilitando a sua negociação ate a data dos respectivos vencimentos. Nesses contratos, são especificados pelas bolsas o bem (tipo, peso, quantidade), o volume (tamanho do contrato), as datas de liquidação e de entrega e o local de entrega. c) Opcoes são instrumentos por meio dos quais o comprador terá um preço variável para um bem ou título-objeto (preço de exercício), para uma determinada data de vencimento (data de exercício). d) Derivativos são instrumentos financeiros cujo valor depende (ou deriva) do preço ou do desempenho de mercado de um bem básico, de uma taxa de referencia ou de um índice. e) Hedger é a pessoa física que busca, por meio de operações de compra ou de venda de instrumentos financeiros, especialmente no mercado dos produtos derivativos, provocar risco de perdas decorrente das variações de preços de bens com que trabalha, de ativos financeiros que possua em carteira ou de passivo que tenha contraído. Resposta: As letras a e e são falsas. As demais verdadeiras.

AULA 32
GARANTIAS DO SFN Nesta aula serão apresentadas as principais garantias oferecidas e recebidas pelas instituições financeiras no Brasil. Além do conceito, serão vistas as características específicas do (a): 4. Aval Bancário 5. Penhor Mercantil 6. Alienação Fiduciária 7. Hipoteca 8. Fiança Bancária Aval bancário Obrigação assumida pela instituição bancária com a finalidade de garantir pagamentos de títulos de crédito de certos clientes. Através do aval, a dívida pode ser garantida em sua totalidade ou parcialmente. No processo do aval, o banco torna-se um mero avalista do cliente por ele avalizado. O aval só poderá ser concedido em um título de crédito. Os tipos de aval são: • Completo/Pleno/em Preto • Em Branco

O aval é completo quando possui o nome da pessoa favorecida. O aval é em branco quando não configura o nome do favorecido, aparecendo somente a assinatura do avalista. Penhor mercantil É um contrato acessório e formal, em que o devedor ou alguém por ele entrega ao credor um bem móvel, como garantia de uma obrigação. Constituise o penhor com a entrega efetiva do bem, mas, por exceção, poderá o devedor permanecer na posse do bem, respondendo como fiel depositário. Vencida e não paga a obrigação, pode o credor requerer judicialmente a busca e apreensão do bem, para posterior venda. Alienação fiduciária É um contrato pelo qual o devedor transfere ao credor, em garantia de uma dívida, o domínio e a posse indireta de um bem, independente de sua entrega efetiva. Isto significa que o bem oferecido em alienação permanece em poder do devedor. O devedor fica com o domínio do bem na condição de fiel depositário. A alienação fiduciária é amplamente utilizada nas vendas a prazo, de veículos, e aparelhos eletrodomésticos, computadores, etc. A alienação é considera uma garantia real. A garantia recai sobre o bem (móvel ou imóvel). A posse direta e o uso do bem fica com o devedor. A posse indireta e a propriedade são do credor (financiador). Atualmente a alienação fiduciária, atualmente, pode ter como objeto, também, bem imóvel, seguindo as mesmas regras da alienação, pois não se aplica, nesse caso, ao imóvel as regras da hipoteca. A alienação fiduciária somente se prova por escrito e seu instrumento, público ou particular, será obrigatoriamente arquivado por cópia ou microfilme, no registro de títulos e documentos do domicilio do credor, sob pena de não valer contra terceiros. Hipoteca É um direito real que recai sobre um bem imóvel (casa, terreno, apartamento etc.) oferecido como garantia do pagamento de uma dívida. A hipoteca recai sobre a totalidade do imóvel, abrangendo reformas, benfeitorias e ampliações. Também podem ser objeto de hipoteca: navios, aviões, estradas de ferro, minas e pedreiras. A hipoteca caracteriza-se como uma garantia real sobre bem imóvel. Neste caso, o bem permanece com o devedor. Para ser válida, ela deve ser inscrita no registro de imóveis. A hipoteca extingue-se • pelo desaparecimento da obrigação principal;

• • •

pela renúncia do credor; pela prescrição; pela arrematação.

A hipoteca diferencia-se do penhor pois enquanto este se refere a bens móveis que ficam na posse do credor, aquele se refere a bens imóveis que ficam na posse do devedor durante o prazo da garantia. Um mesmo ímóvel pode ser hipotecado várias vezes. No caso de execução por diversos credores, terá preferência aquele que primeiro recebeu o imóvel em garantia. Fiança bancária A fiança é um contrato pelo qual o banco (fiador) garante o cumprimento da obrigação de seu cliente junto a um determinado credor (beneficiário). A fiança nada mais do que uma obrigação escrita, acessória, assumida pelo banco, e que, por se tratar de uma garantia e não de uma operação de crédito, está isenta do IOF. A fiança baixa-se: a) quando do término do prazo de validade da Carta de Fiança, desde que esteja assegurado o cumprimento das obrigações assumidas pelas partes contratantes; b) mediante a devolução da Carta de Fiança; c) mediante a entrega ao banco da declaração do credor, liberando a garantia prestada. As Cartas de Fianças devem obedecer a prazos determinados, não podendo ultrapassar 12 meses, sendo que, nas concorrências públicas, este prazo será de 6 meses. Segundo normas do Banco Central, serão autorizadas fianças bancárias nas situações abaixo relacionadas, dentre outras: • participação em concorrências públicas, ou particulares, licitações, tomadas de preços; • contratos de construção civil; • contratos de execução de obras; • contratos de execução de obras adjudicadas por meio de concorrências públicas ou particulares; • contratos de integralização de capitais (pessoas jurídicas); • contratos de prestação de serviços em empreitadas; • contratos de prestação de serviços em geral; • contratos de fornecimento de mercadorias, máquinas, materiais, matérias-primas, etc.; O Banco Central proíbe a concessão de Cartas de Fiança:

• • • • •

que possam, direta ou indiretamente, ensejar aos favorecidos a obtenção de empréstimos em geral, ou o levantamento de recursos junto ao público, ou que assegurem o pagamento de obrigações decorrentes da aquisição de bens e serviços; que não tenham perfeita caracterização do valor em moeda nacional e vencimento definido, exceto para garantir interposição de recursos fiscais ou que sejam garantias prestadas para produzir efeitos perante órgãos fiscais ou entidades por elas controladas, cuja delimitação de prazo seja impraticável; em moeda estrangeira ou que envolva risco de variação de taxas de câmbio, exceto quando se tratar de operações ligadas ao comércio exterior; vinculadas, por qualquer forma, à aquisição de terrenos que não se destinem ao uso próprio ou que se destinem à execução de empreendimentos ou unidades habitacionais; à diretoria do banco e membros dos conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges; aos parentes, até o segundo grau, das pessoas a que se refere o item anterior; às pessoas físicas ou jurídicas que participem do capital do banco, com mais de 10%, salvo autorização específica do Bacen, em cada caso, quando se tratar de operações lastreadas por efeitos comerciais resultantes de transações de compra e venda ou penhor de mercadorias, em limites que forem fixados pelo Conselho Monetário Nacional, em caráter geral; e às pessoas jurídicas de cujo capital participem com mais de 10% quaisquer dos diretores ou administradores da própria instituição financeira, bem como seus cônjuges e respectivos parentes, até o segundo grau.

Caso a pessoa afiançada não cumpra suas obrigações para com o beneficiário, tendo o banco honrado a fiança, o débito resultante passa a ser uma operação financeira sujeita a IOF.

As fianças bancárias podem ser, ainda, dos seguintes tipos: Tipo Bid Bond Características carta de garantia emitida pelo banco a pedido de seu cliente, com a finalidade de habilitá-lo à participação em uma concorrência pública aberta no exterior, para o fornecimento de bens ou serviços, garantindo as condições de venda do produto, relativas ao cumprimento de preços, prazos e demais características do contrato fiança prestada por um banco a um cliente que tenha assumido um contrato de execução longa (ciclo de produção

Performance

Bond

Advance Payment Bond

Refundment Bond

longo), de forma a proteger o contratante das perdas resultantes da não-eventual conclusão do contrato na forma como foi contratado. Está muito ligada a obras públicas ou fabricação de navios, aviões ou bens de capital. No caso das operações de comércio exterior, é a garantia da entrega do produto lá fora, com qualidade. Garantia de pagamento antecipado emitido em moeda estrangeira pelo banco ao seu beneficiário no exterior, destinado a assegurar-lhe o adiantamento previsto no contrato comercial de fornecimento de bens e/ou serviços pela empresa brasileira É a viabilização do recebimento pelo exportador do valor pago antecipadamente pelo importador no caso do nãocumprimento da exportação contratada. Assegura ao importador o reembolso dos valores antecipados

EXERCÍCIOS
1. (Cespe/Banco do Brasil – 2001) Em função do risco causado pelo fenômeno da inadimplência, que, quando se generaliza, pode provocar risco sistêmico ao Sistema Financeiro Nacional (SFN), foram instituídas garantias para os agentes que nele operam. Acerca dessas garantias, julgue os itens abaixo. a) A alienação fiduciária é o instrumento que transfere ao credor o domínio resolúvel e a posse indireta da coisa móvel alienada, independentemente da tradição efetiva do bem, tornando-se o alienante ou devedor seu possuidor direto e depositário, com todas as responsabilidades e encargos que lhe incumbem de acordo com as leis civil e penal. b) Nas operações do SFN, aval e fiança são institutos de idênticas sistemáticas de funcionamento e conseqüências jurídicas. c) Participam do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) todas as instituições componentes do SFN. d) O fundo de garantia do tempo de serviço, entre outras atribuições, funciona como garantidor da solvência das operações imobiliárias. e) Para garantir a liquidez do sistema bancário, ameaçada pela redução significativa dos índices inflacionários provocada pelo Plano Real, foi criado o fundo social de emergência. Resposta: Somente o item a é verdadeiro. 2. (CEF – 2004 – Fundação Carlos Chagas) Contrato é o acordo duas ou mais vontades, na conformidade da ordem jurídica, destinado a estabelecer uma regulamentação de interesse entre as partes com o escopo de adquirir, modificar ou extinguir relações jurídicas de natureza patrimonial, as operações

de empréstimo caracterizam-se por firmar em contrato condições definidas em negociação entre o emprestador e o tomador. No contrato, devem estar expressos o valor da operação de crédito ( em moeda nacional), os custos da operação (juros, comissões, taxa e tarifas cobradas pela instituição financeira), os encargos tributários, os prazos da operação, a forma de cobrança e as garantias. Em relação às garantias, assinale a alternativa correta. a) Carta de fiança – depósito feito para garantia de pagamento de um empréstimo ou financiamento. b) Garantias são exigidas pelo emprestador de acordo com o risco da operação e podem ser reais ou impessoais. c) Aval – característica de título de crédito que permite que um terceiro, por sua aposição de assinatura, aceite ser coobrigado em relação às obrigações do avalizado. d) Aval – exige outorga uxória ou qualificação do avalista. O avalista não tem beneficio de ordem. e) Fiança – garantia constituída por contrato autônomo, em que o fiador se compromete a cumprir as obrigações do afiançado perante o credor, não havendo necessidade de formalização por instrumento escrito, publico ou particular. Resposta: Somente o item c é verdadeiro.

AULA 33

FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITOS - FGC Esta aula apresenta o conceito e as características operacionais do FGC, fundo constituído no Brasil para a proteção de alguns depósitos feitos por clientes de instituições financeiras. Contexto O estabelecimento formal de sistemas de garantia de depósito tem sido uma tendência dominante no mundo a partir da década de 90. A razão por trás desse movimento está baseada na crescente preocupação das autoridades com a estabilidade do sistema financeiro, que se traduz na implementação de instrumentos adicionais de acompanhamento e controle e a conseqüente formação de redes de proteção ao sistema. Empréstimos de última instância, regulação eficaz, fiscalização eficiente, estrutura legal adequada e proteção direta a depositantes, via um sistema garantidor, são todos componentes dessa rede e visam a manutenção de um sistema bancário sólido e saudável. O Brasil seguiu esta tendência e em agosto de 1995, através da Resolução nº 2.197, de 31/8/1995, o Conselho Monetário Nacional, autoriza a “constituição de entidade privada, sem fins lucrativos, destinada a administrar mecanismos de proteção a titulares de créditos contra instituições financeiras”. Em novembro de 1995, o Estatuto e Regulamento da nova entidade são aprovados. Cria-se, portanto, o Fundo Garantidor de Créditos – FGC, através da Resolução nº 2.211, de 16/11/1995, estabelecendo-se o sistema de garantia de depósitos no Brasil. Conceito O Fundo Garantidor de Crédito é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que administra o mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, contra instituições financeiras em caso de intervenção, liquidação ou falência. Conforme determina o CMN, são associadas do FGC, todas as instituições em funcionamento no Brasil, que recebem depósitos à vista, a prazo ou em contas de poupança, efetuam aceite em letras de câmbio; e captam recursos mediante a emissão e a colocação de letras imobiliárias, letras hipotecárias e letras de crédito imobiliário. São elas: • os bancos múltiplos, • os bancos comerciais, • os bancos de investimento, • os bancos de desenvolvimento, • a Caixa Econômica Federal,

• • • •

as sociedades de crédito, financiamento e investimento, as sociedades de crédito imobiliário, as companhias hipotecárias e as associações de poupança e empréstimo.

As instituições financeiras associadas devem aportar os recursos na ordem de 0,025% do montante dos saldos das contas correspondentes às obrigações objeto de garantia. Para fins do cálculo do valor da contribuição deve ser utilizada a média mensal dos saldos diários das contas correspondentes às obrigações objeto de garantia. O valor da contribuição devida deve ser apurado e informado às instituições associadas até o dia 25 de cada mês. A instituição deverá fazer o repasse dos recursos para o FGC no primeiro dia útil do mês seguinte ao de sua apuração. O atraso no recolhimento da contribuição devida implica multa de 2% sobre o valor da contribuição, acrescido de atualização com base na taxa Selic. Os créditos que são garantidos pelo FGC são: • Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio; • Depósitos de poupança; depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado; • Letras de câmbio; • Letras imobiliárias; • Letras hipotecárias; • Letras de crédito imobiliário. O valor máximo garantido pelo FGC, por instituição, é de R$ 20.000,00 por depositante ou aplicador, independentemente do valor total e da distribuição em diferentes formas de depósito e aplicação. É importante ressaltar que os cônjuges são considerados pessoas distintas, seja qual for o regime de bens do casamento, ou seja, cada um receberá até o valor máximo de R$ 20.000,00. O mesmo ocorre com os dependentes. Os recursos aplicados em fundos de investimentos não estão protegidos pelo FGC. Como visto em aula específica, os fundos os Fundos de Investimentos Financeiros são entidades constituídas sob a forma de condomínios abertos. É uma comunhão de recursos arrecadados de clientes para aplicação em carteira diversificada de ativos financeiros, cujos regulamentos são registrados em cartórios de títulos e documentos. Quando um banco sofre intervenção ou liquidação extrajudicial, a garantia para os cotistas desses Fundos consiste na própria carteira de ativos financeiros, que seguem normas específicas de administração que objetivam garantir segurança e transparência, de forma que o cliente pondere fatores, tais como: rentabilidade e risco quando da sua decisão de aplicar em um fundo de investimento financeiro.

EXERCÍCIOS

1. (Banco de Brasília – 2001 – Cespe) Junto a uma instituição bancária, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) garante integralmente os(as): a) depósitos à vista no valor de até R$ 30.000,00. b) depósitos em caderneta de poupança no valor de até R$ 20.000,00. c) CDBs no valor de até R$ 45.000,00. d) aplicações no FIF no valor de até R$ 14.000,00. k) e) aplicações em fundos de ações no valor de até R$ 17.000,00 2. (BB/1999-2) Um casal cadastrado, com seus respectivos CPFs, em um determinado banco, possui, em certa data, neste estabelecimento, a seguinte posição de saldos: – Conta corrente conjunta R$ 30.000,00; – Caderneta de poupança R$ 30.000,00. Caso este banco sofra uma intervenção nesta mesma data, o casal terá, pelo FGC, a garantia para recuperar de seus saldos o valor, em reais, de: a) 20.000,00 b) 30.000,00 c) 40.000,00 d) 50.000,00 e) 60.000,00 Resposta: Somente o item `c` é verdadeiro. 3. (BB/2003-1) O fundo Garantidor de Créditos (FGC) garante, integralmente. a) uma aplicação no FIF no valor de R$ 4.000,00. b) um depósito em caderneta de poupança no valor de R$ 12.000,00. c) um CDB no valor de R$ 15.000,00. d) um depósito à vista no valor de R$ 60.000,00. e) uma aplicação em fundos de ações no valor de R$ 7.000,00. Resposta: Somente os itens b e c são verdadeiros.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful