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Qual Kramer contra Kramer…

Em primeiro lugar cumpre-me felicitar a minha colega de Agrupamento pela sua


capacidade de resistência e argúcia…
É bom termos uma colega, no Agrupamento, que se empenha tão exaustivamente
no levantamento de todos os pormenores apontados quer na literatura obrigatória, quer na
facultativa. Eu sou mais adepta da síntese…
Olhando a tabela, pouco tenho a acrescentar: há um levantamento completo dos
pontos críticos dispersos pela literatura recomendada, nos oito domínios. Penso, até, fazer-lhe a
proposta para os reutilizarmos numa Acção de Formação/ sensibilização do utilizador-professor
[e até para outros parceiros de acção, como, por exemplo, os Bibliotecários Municipais] na
tentativa de lhes fazer ver a exigência desta nossa “missão”. Na verdade, o PB, além de ter
competências “técnicas”, deve, acima de tudo, ter “apuradas” as suas competências
relacionais/sociais. Será através da sua acção, do seu envolvimento efectivo e afectivo com a Be,
que dependerá o sucesso da mudança mais significativa no processo ensino-aprendizagem, e, por
consequência, a mudança de mentalidades e paradigma de ensino: o reconhecimento de que a Be
é o coração da escola, um espaço catalisador de transformações sociais.
A Be tem de surgir de uma construção colectiva, onde toda a comunidade escolar
se sinta envolvida; mais uma vez se salientam as competências relacionais do PB: ele deve ser o
articulador de acções dinamizadoras, o agente que, consciente dos pontos fortes e fracos da sua
Be, tem a faculdade de construir verdadeiras teias relacionais, parcerias, de forma a maximizar os
primeiros e superar os segundos.
Relativamente aos outros domínios, e numa perspectiva de Agrupamento, penso
que, na coluna dos Desafios e/ou Acções a implementar, a minha colega deveria explorar mais as
potencialidades do trabalho em rede, principalmente no que diz respeito à mais-valia que esse
trabalho pode constituir para a Gestão da Colecção: em tempos de contenção de gastos, de
proliferação de informação que, rapidamente se desactualiza, a rentabilização que pode advir da
circulação dos recursos das várias bibliotecas concelhias não se pode desperdiçar. A luta pode ser
acesa, mas os utilizadores merecem o nosso empenho e perseverança.
Por fim, urge implementar a avaliação, porque realmente só assim teremos a
verdadeira percepção da nossa actuação e só assim estaremos e poderemos prestar um óptimo
serviço aos nossos utilizadores.
Mª do Rosário