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Autorregulação

Por Arnaldo V. Carvalho

Dos unicelulares aos organismos mais complexos, todos os seres vivos possuem necessidades energéticas. Vivem em constante processo de captação, utilização e liberação de energia. A homeostase forma-se pela fluência desse processo. Dificuldades em qualquer uma das fases do processo torna a manutenção da vida mais difícil e, dependendo da intensidade e/ou duração do problema, tornar-se-á insuportável, ocasionando a falência da célula ou do organismo.

A capacidade de regular esse mecanismo de energia vital de maneira autônoma é chamada de

autorregulação. Em um ambiente capaz de prover as necessidades energéticas de um espécime, este experienciará sua vida biológica de maneira plena, desde que a autorregulação aconteça adequadamente.

Tudo acontece segundo a programação própria de cada espécie, e sua complexidade determinará uma maior ou menor variância no sistema de regulação energética.

O

ser humano - o Homo sapiens - é onde se verifica a maior variância. Isto ocorre porque o sistema

de

autorregulação, nos seres humanos, é completamente entrelaçado com seu complexo aparelho

psíquico. Atrelado inseparavelmente a Cultura, o Homo sapiens, traz seu filhote ao mundo

exterior

de forma biologicamente imatura, como estratégia para adaptar rapidamente sua programação

primária ao ambiente apresentado. A lentidão com que seu sistema nervoso se desenvolve-se permite que os estímulos do meio ambiente exterior participem de seu processo formativo. Assim,

seu esquema de autorregulação é construído na combinação de esquema latente (geneticamente adquirido) e estímulos externos (e suas respostas). 1

Como se desenvolve a Autorregulação

A autorregulação, portanto, segue a programação que lhe foi impingida durante o período

formativo. Seu cerne está no período primal, em que se manifestam os fatores epigenéticos. Porém,

o mecanismo básico permanece em desenvolvimento por toda a infância, quando reduz sua velocidade lentamente até que atinja sua maturidade, coincidente com a entrada do indivíduo na fase adulta.

Durante a vida embriológica e fetal de um mamífero, podemos observar que a presença de um órgão de regulação energética externo ao indivíduo em formação faz-se necessária para a vida desenvolver-se: a placenta. Enquanto ela regula o fluxo de entrada e saída de energia e sangue 2 , muitas das estruturas permanecem adormecidas, em ritmo de organização. O nascimento marcará não só a conclusão de uma etapa formativa, mas também uma enorme transferência de poder autorregulador para a unidade funcional que estará surgindo para a vida na Terra.

A transição da vida intrauterina para a extrauterina do bebê, aliás, é marcada pela conquista da

autonomia respiratória. O neonato agora troca diretamente com o ambiente, sem a assessoria da

placenta ou o suporte materno.

Embora a capacidade de autorregulação esteja já muito bem estabelecida, mas ainda necessita de elementos externos para lhe compensarem as deficiências no sistema de captação. Não é a toa que bebês prematuros não conseguem, por exemplo, manter um sistema de formação e manutenção de calor basal. O Meridiano do Triplo Aquecedor, responsável por esse fenômeno físico, será um dos últimos a iniciar suas atividades plenas.

É na puberdade que a capacidade autônoma de captar energia chega ao seu extremo. Em

contrapartida, o corpo deverá desenvolver sua eficiência na liberação da energia acumulada. Para sustentar esse equilíbrio, a sexualidade desperta, e com ela, o mecanismo orgástico. O mecanismo autorregulador dependerá agora apenas de mais um aspecto para finalizar seu amadurecimento:

ajustes finos, para que o indivíduo possa interagir de forma eficiente com diferentes dimensões de

contato (o próprio ser, a sociedade onde se insere, o planeta). A conquista da autorregulação plena é

a conquista da maturidade em seus diversos aspectos.

Estratificação do mecanismo regulador

Em animais complexos, as cargas energéticas são captadas e utilizadas por estruturas especializadas, e conduzidas pelo corpo através de canais de energia (Meridianos). Uma vez circulando por um Meridiano, a energia assumirá características somato-psíquicas correspondentes às funções dos Zang-Fu 3 associados.

Conclui-se que a regulação nos animais providos de meridianos especializados ocorre de forma estratificada. Um indivíduo pode apresentar-se saudável sob um aspecto e desequilibrado por outro; Quanto mais estratificado, mais complexo se torna o gerenciamento autônomo do sistema de energia. E isso, na espécie humana, está relacionado às experiências vividas e a contínua alteração da regulação autônoma.

Isso explica o porquê, por exemplo, de um adulto humano ter mais tendência a apresentar dificuldades de autorregulação do que uma criança. A capacidade de autorregulação fisiológica é bastante evidente em crianças com idade anterior aos seis anos, nas quais se observam meridianos quase sempre desbloqueados. Por outro lado, a capacidade adaptativa (ou de controle da interação) de um sistema jovem em relação ao meio é bem reduzida, tornando sua eficiência muito mais dependente de condições ideais proporcionadas pelo externo (a mãe e o pai, o alimento, os estímulos diversos, o asseio, etc.).

A capacidade individual de autorregulação

Se cada pessoa é dotada de uma forma particular de regular sua carga energética, por outro lado esta é, o tempo todo, confrontada com o ambiente, e poderá mostrar-se mais eficiente ou não; pode, ainda, aumentar ou diminuir, caso sejam feitos ajustes psíquicos, nos Meridianos ou em estruturas físicas. O potencial de autorregulação pode ser observado por meio dos sinais que o indivíduo exterioriza: sua saúde, sua condição mental e emocional.

Sua capacidade tem limites, e será reduzida pelo mau gerenciamento do contato com o mundo exterior. Se sofre queda de desempenho, surge uma bola de neve orgânica, a qual a carga energética torna-se cronicamente desequilibrada nos diferentes sistemas; é questão de tempo para que surjam problemas físicos e emocionais no indivíduo.

O desafio de manter o nível energético diante do Stress relativo

Já sabemos que o saudável sistema de autorregulação, uma vez bem provido da carga energética necessária, oferece ao indivíduo um estado pleno, onde é possível o máximo desfrute de suas capacidades sensoriais. De outro lado, um mecanismo autorregulador inapto conduzirá inexoravelmente ao desequilíbrio, e/ou à grande dependência de fatores de regulação externos.

Porém, como este aparato autorregulador, uma vez em boa condição, reage diante de intempéries do organismo ou o meio no qual está inserido? Nos organismos com sistema energético complexo,

surgirá diante de uma dificuldade localizada um mecanismo de reação em cadeia, porque de fato, a autorregulação é descentralizada, ou seja, há uma autorregulação própria presente em cada célula, outra que diz respeito ao sistema onde ela está inserido (conjunto de células, isto é, tecidos), e finalmente uma maior, que compreende o todo. Dessa maneira, uma estrutura desorganizada tentará ser compensada por outra em bom funcionamento, até que, se possível, a falha na autorregulação local seja resolvida.

Em um primeiro momento, a autorregulação tentará recuperar o equilíbrio organizando a entrada e a saída de energia de cada setor. Se há necessidade de nutrientes, surge a fome e os desejos alimentares específicos; se uma situação emocional toma o ser, o contrai e o entristece, o corpo encontrará no choro um meio de descarga. Verificamos a desestruturação em cadeia com facilidade no nível molecular, quando as moléculas com radicais livres começam a desestabilizar moléculas antes estáveis, desagregando-as da cadeia a qual pertencia e dando assim origem a novos radicais. É papel do sistema de autorregulação do corpo garantir a presença de antioxidantes necessária para a estabilização dos compostos hidroxilados responsáveis pelo quadro, e ele irá requerer, utilizando os sentidos as correções necessárias. Um mecanismo autorregulador mal estabelecido ou viciado poderá ocasionar em reações que, mesmo trazendo respostas em curto prazo, com o tempo sobrecarregarão ainda mais o organismo. Um exemplo fisiológico é o da resistência a insulina. Se há abundância de glicose no sangue, e o organismo se vê em apuros porque as células se negam a aceitar as instruções da insulina de receberem o aporte energético, as vezes manda produzir ainda mais insulina como forma de forçar a absorção da energia. Segue-se a esse esquema um quadro de hipoglicemia, que é combatido com nova ingestão de carboidratos. Os resultados em longo prazo para esse desequilíbrio são desastrosos e constituem o princípio fisiológico do diabetes. Um indivíduo competente em seu mecanismo autorregulador limitará a ingestão dos alimentos, mantendo a sensibilidade e os níveis adequados.

Caso não haja efeito, ou por algum motivo o corpo esteja impossibilitado de vivenciar a atitude equilibradora, surgirá um novo impulso, geralmente de natureza compensadora. O próprio exemplo da resistência a insulina pode ter se originado de uma busca por compensação. O inconsciente de uma pessoa em estado melancólico que provoca o desejo por um doce. A ternura afetiva, verdadeiro motivo de busca, foi substituído por um alimento com sabor abstratamente correlato.

No nível emocional, uma pessoa pode querer compensar a dificuldade de se sentir reconhecido pelos pais, tornando-se agressivamente competitivo no plano do trabalho e até obtendo muitos prêmios. Por mais que esse “reconhecimento externo” traga uma compensação ilusória, ele não resolve a questão específica; nesse caso, a tentativa frustrada de um mecanismo autorregulador ser compensado ao invés de ser corrigido originará a compulsão ou a busca crônica por compensações.

No plano dos meridianos, é como se o Ser tentasse compensar o defeito de um fio do corpo- fantoche acionando outros. Assim, o animal acuado aciona a energia do Meridiano do Rim (responsável por dispara o mecanismo primitivo da fuga), até que por fim, já encostado na parede e impossibilitado de seguir com essa estratégia, ataca seu agressor com a violência de quem luta pela vida (cujo impulso é deflagrado pelo Meridiano do Fígado). O fato é que, enquanto o desequilíbrio não é resolvido, o sistema compensador tentará cobrir a deficiência encontrada. Caso não seja bem sucedido ou sua eficácia seja limitada, a estrutura que fornece a compensação também entrará em desequilíbrio. Esta será igualmente compensada de uma outra, provocando reações em cadeia. A contínua demanda por compensação de um sistema localizado levará ao desequilíbrio da autorregulação global do indivíduo.

Velhice Em se tratando de autorregulação, há uma situação incontornável: o envelhecimento. Ele passa pela redução da capacidade de captação de energia. A redução de captação ocorre gradativamente, a

partir do nascimento. Muito novos, somos dotados de uma quantidade enorme de energia, nosso sistema um captador de primeira linha. Na meia idade saudável há grande energia e grande controle sobre ela. Na velhice, teremos menos energia, e isso oferece à experiência humana a possibilidade de se escolher onde ela será aplicada. Reduz-se a capacidade de captar água, e vemos isso ao analisarmos autópsias de pessoas falecidas com pouca e muita idade: em indivíduos que vão ao óbito com mais de 70 anos, os rins e o cérebro encontram-se com aspecto bastante desidratado. Em fisiologia estima-se que na terceira idade a capacidade renal encontra-se reduzida a apenas 25% de seu potencial quando jovem. As mitocôndrias já não conseguem abastecer a célula. Não adianta a energia estar ali disponível. A célula simplesmente não consegue ou não quer mais. Assim, o velho perde a vontade de comer.

Findamos quando a capacidade de captar energia e nutrir o sistema torna-se inferior ao mecanismo de liberação e morte celular. Findamos saudavelmente, caso seja permitido que a liberação possa ocorrer no ritmo natural. A interrupção do fluxo de liberação mais uma vez é a questão que tange nossa sociedade, que educa por reprimir os impulsos, e não compreende que a psique gera reflexos na fisiologia (regra número um da psicossomática).

De qualquer forma, a dificuldade de absorção energética pelo mecanismo de autorregulação pode estar relacionado não a um fenômeno fisiológico natural, mas a um desequilíbrio de fato do sistema autorregulador. Suas manifestações serão de natureza patológica. Situações críticas, nas quais brônquios ou intestinos, por exemplo, estão impedidos de captar energia por uma infecção. Reduzir a captação, por outro lado, pode ser estratégico em alguns momentos, para que a energia acumulada pelo corpo possa ser deslocada pelo organismo para uma reação orgânica ou psíquica. Assim é nos casos febris de quando se perde a fome para o corpo não gastar energia no processo digestivo mas no imunológico - e arde de febre para focar-se em destruir os patógenos ou investe no criativo, para se mergulhar numa ideia que traga a luz de “eureka” a uma nova invenção.

A teoria da economia energética (Teoria do Orgasmo)

Por volta de 1920, o psiquiatra Wilhelm Reich (1897-1957) formulou sua Teoria do Orgasmo, consagrada pela psicanálise e utilizada até hoje como parâmetro para a compreensão do fenômeno da regulação energética. Sua equação é simples. Ao debruçar-se sobre o fenômeno da sexualidade humana, Reich encontrou no mecanismo orgástico a compreensão do mecanismo vital. Ele percebeu que o organismo humano, em seu processo de acumular energia, sai de um estado de relaxamento para um estado de tensão; quando esse estado atinge um clímax, ocorre a liberação da energia super-acumulada, e o organismo recupera seu caráter relaxado. Mais tarde, estudos com seres unicelulares, fizeram-lhe observar em microscópio como o meio é capaz de lesionar o mecanismo de carga e descarga de energia. Observou ainda que, o padrão de contração / carga, impede a célula de receber mais energia. E que o segredo da homeostase seria a capacidade de descarregar, o que denominou “potência orgástica”. Estava aí demonstrado que a manutenção do equilíbrio estava relacionado a capacidade de liberação.

Para além das capacidades energéticas atuando sobre a fisiologia, o sistema de autorregulação também é responsável pela manutenção da saúde psíquica. Como psiquiatra, Reich avançou e revolucionou a prática da psicoterapia na época ao perceber que o adoecimento psíquico ocorria sempre pela repressão da capacidade de liberar emoções. Contidas, estas afetam não só o estado psíquico, mas repercutem inevitavelmente nos órgãos e nos músculos, criando padrões de contração crônica batizados de “Couraças do Caráter”. 4

Esse mecanismo foi compreendido com nomes diferentes por diversos outros profissionais, de áreas distintas de atuação. O revolucionário educador Alexander Sutherland Neill (1883-1973) descreve o que chama de “autogoverno”, como o desenvolvimento saudável humano ao transitar da infância

para a vida adulta. Dirá ele que se notam sinais corporais de angústia se instalando em certos momentos dessa transição, e que o papel do educador é facilitar o desenvolvimento do autogoverno, que permitirá ao indivíduo agir com autonomia diante das solicitações da vida, mantendo naturalmente certo foco em expandir sua consciência através de fenômenos essenciais como a curiosidade. Próximo disso, o mestre japonês radicado no Brasil, Tomio Kikushi, defende o processo humano que denomina “Autoeducação”, que nada mais é do que um grande exercício diário de observar-se, refletir e aprimorar-se ou seja, encontrar respostas e resolver com atitudes pessoais e práticas de saúde o que vai sendo identificado nos sentimentos, comportamentos e impulsos que atrapalham a fluidez com que a pessoa atravessa a própria vida. Primariamente, aprimorar-se quer dizer lidar melhor com o meio, viver com mais saúde, leveza, alegria manter a carga energética. Finalmente, temos Michel Odent 5 , o médico-cientista francês que constatou como a repressão das capacidades naturais da mulher, nas gestantes atuais, é o principal entrave para um parto tranquilo e sem necessidades de intervenções.

Pensadores de origens e culturas distintas que no século XX compreendem a importância do amadurecimento natural da autonomia, orgânica, psíquica, emocional. O organismo que se desenvolve sem perturbações desenvolverá sua autonomia para lidar com o ambiente e permanecer regulado. 6

Autorregulação, autoeducação, autogoverno

qualidade de vida das pessoas. Com algo mais do que sobrevivência ou acumulação de bens ou experiências. Mas com a capacidade de gerenciar os processos e, se possível, instrumentalizar os conhecimentos e atitudes em favor do próprio ser humano. Sem dúvida, estamos testemunhando, no século XXI, o amadurecimento do olhar que, há pelo menos três mil anos, deu origem a ideia, ou princípio, do Tao. Esta marca maior da filosofia binária oriental compreende a ideia de autorregulação, e a extrapola: se a autorregulação é a marca individual de toda a forma de vida, o conjunto de mecanismos autorreguladores dos seres e forças naturais, em permanente processo de

interação, é responsável pela Dinâmica da Vida de todo o Universo.

O século XX começou a se preocupar com a

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Arnaldo V. Carvalho é autor do livro Shiatsu Emocional; pesquisa a formação psíquica do ser humano e suas relações com as correntes energéticas e o corpo há cerca de vinte anos.

Notas

1. O chamado “período primal” - que vai da concepção ao primeiro ano de vida - tem sido

intensamente pesquisado por campos relativamente novos da ciência, entre eles a epigenética e a

neurociência. Muito antes, psicopedagogos, psicomotricistas, psicólogos e pesquisadores da psicossomática já haviam compreendido que os esquemas estruturais tanto físico como mental e emocional têm seu cerne formado já na primeira etapa da vida.

2. Os constituintes do verdadeiro “Tao do Corpo” dentro da Medicina Tradicional Chinesa (MTC:

Chi e Xue.

3. Zang-Fu, órgãos e vísceras energéticos segundo a MTC.

4. Também chamadas Couraças Musculares do Caráter, eram trabalhadas pela estratégia de trabalho

do Dr. Reich. Para ele, seu papel como terapeuta então deveria passar por ajudar os pacientes a tomarem contato com o que estariam reprimidos, e isto inclui intervenções corporais. Não é a toa

que hoje a terapia reichiana tornou-se a mãe (e Reich o pai) de todas as psicoterapias corporais modernos.

5. Michel Odent, atualmente com 83 anos, tem percorrido o mundo a disseminar a solução cientificamente comprovada mas com enorme resistência de aplicação por uma série de fatores relacionados a mentalidade atual. A facilidade de parir naturalmente (e consequente obtenção de enormes vantagens) é relacionada a manutenção de um ambiente interno e externo que simplesmente não prejudique a fisiologia natural.

6. As perturbações “internas” quase sempre se relacionam com o meio externo, principalmente pelo processo de transferência psíquica como no período primal por exemplo em que a mãe é considerada pela psique em formação como parte do próprio indivíduo.

Referências Bibliográficas

Odent, Michel. O Camponês e a Parteira Odent, Michel. As funções dos orgasmos. Jablonka, Eva e Lamb, Marion J. Evolução em Quatro Dimensões. Companhia das Letras. Reich, Wilhelm. A Função do Orgasmo. Brasiliense, 1975. Reich, Wilhelm. Análise do Caráter. Martins Fontes, 1972. Mann, Edward. Orgônio, Reich e Eros. Summus, 1989. Carvalho, Arnaldo V. Shiatsu Emocional. Portal Verde, 2007. Boadella, David. Nos Caminhos de Reich. Summus. Neill, A. S. Liberdade sem Medo. Brasiliense, 1966. Neill, A. S. Liberdade sem Excesso. Brasiliense, 1967. Readhead, Zoë et al. Summerhill e A. S. Neill. Vozes, 2011. Trevisiani, Daniele. Economie Energetiche e Alchimie Formative. In: Ilguerriero.it:

Kikushi, Tomio. Autocuroterapia. Baker, Elsworth. O Labirinto Humano. Summus. Axness, Marcy The Remarkable Placenta. Artigo não publicado. Guinsburg, Ruth (org.). Manual de Reanimação Neonatal. UNIFESP, 2000. Nathanielsz, P. W. Life in the Womb: The Origin of Health and Disease . Promethean Press. 1999.

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