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Percurso Modular de

Ação Educativa
Módulo: Modelos
Psicológicos e fases do
desenvolvimento da
criança
UFCD 3270 - Carga horária 50h
Formadora: Telma Ferreira
Objetivos do
Módulo:
Promover nos Formandos:
• O conhecimento dos diferentes
fatores que influenciam o
desenvolvimento da criança;
• O conhecimentos dos
principais modelos
psicológicos do
desenvolvimento da criança e
as diferentes perspetivas;
• A compreensão das várias
etapas do desenvolvimento
infantil.
Conteúdos do
módulo
1. Psicologia do desenvolvimento;
2. Modelos psicológicos do
desenvolvimento;
3. Etapas do desenvolvimento
humano.
Apresentação e Dinâmica: A
Árvore
• Numa folha de papel desenhe a raiz de
uma árvore e coloque aí a data de seu
nascimento, o nome de pessoas que
marcaram o seu passado e
acontecimentos marcantes dos
primeiros anos de vida.
• Desenhe o tronco da árvore e nele
anote o que faz sempre (em que passa
mais tempo), a motivação que o faz
crescer.
• Desenhe folhas, flores e frutos e neles
escreva as suas esperanças e os
seus sonhos.
• Dê nome à sua árvore e partilhe o que
escreveu.
O que é a Psicologia do
Desenvolvimento?
Conceito e
objecto da
psicologia do
Desenvolvimento
Psicologia e conceito de
desenvolvimento: definição
A palavra psicologia é utilizada no nosso dia-a-dia com
enorme frequência, e por vezes parece que todos falam
nela como se soubessem exactamente o que significa:
“- Deve ser algum problema psicológico, porque ele não era nada
assim…”
“- Ela não sabia que profissão escolher e por isso decidiu ir fazer
uns testes psicológicos.”
“- Os problemas dele são psicológicos, porque fica logo bom
quando vai de férias.”
“- Coitado! Tem um medo terrível da escuridão! Deve ter sido
algum trauma psicológico de infância.”
Psicologia e conceito de
desenvolvimento: definição
Mas, afinal, o que é a Psicologia?
PSICO + LOGIA
Pensame
nto
Espírito
Alma
Estud
o
Ciênci
a
Razão
Psicologia do Desenvolvimento
No final do século XIX, diversas tendências importantes
prepararam o caminho para o estudo científico do
desenvolvimento infantil. A psicologia do desenvolvimento
acompanhou a evolução da ciência e das transformações
socioeconómicas, bem como das representações sociais do
que é ser criança.
No século XVIII, a infância não era perspectivada como um
período de desenvolvimento diferenciado, com especificidade
própria. As crianças eram encaradas como adultos em
miniatura.
Psicologia do Desenvolvimento
• Foi Charles Darwin que, no século XIX, ao estudar as semelhanças
e as diferenças entre o animal e o ser humano, que evidenciou o
papel da evolução e chamou a atenção para estudos sobre a
infância. Não nos podemos esquecer que, comparando o período
de crescimento entre o animal e o ser humano, o deste é
consideravelmente mais longo, exigindo, por isso, uma reflexão e
investigação próprias.
• A noção de infância também não é clara, sendo difícil estipular se
decorre do nascimento à puberdade, se deve incluir a vida intra-
uterina, se a adolescência deve ser abrangida. À medida que se foi
valorizando o papel da infância no comportamento adulto, foi
crescendo o interesse sobre a evolução e desenvolvimento do ser
humano nos primeiros tempos de vida.
Psicologia do Desenvolvimento
• Outro aspecto relevante na história da psicologia do
desenvolvimento é o facto de o século XX ser por muitos
considerado o século dos direitos humanos, onde são
expressos os direitos da criança.
• A ambiguidade da palavra infância relaciona-se com
representações sociais.
• Associam-se à palavra infância termos como…..
Actividade:
Concepções e
representações da
infância
• Numa cartolina
ilustre/represente a sua
concepção do conceito de
infância através de
recortes de imagens,
desenhos, palavras-chave,
frases, entre outros.
• Complete as frases.
Psicologia do Desenvolvimento
• O Objecto da psicologia do desenvolvimento
é o estudo das várias etapas da vida, do
desenvolvimento dos processos psicológicos
e biológicos nas relações interactivas da
pessoa e do meio.
Conceito de
Desenvolvime
nto
Desenvolvimento
• O desenvolvimento é o processo pelo
qual o ser humano se forma enquanto
ser, desde o momento da concepção, até
à sua morte;
• Este processo dá-se como uma
interacção constante entre o indivíduo
(as suas estruturas biológicas e mentais)
e o meio em que se encontra inserido;
Desenvolvimento
• O desenvolvimento é Vitalício;
• O desenvolvimento depende da história e do
contexto;
• O desenvolvimento é multidimensional e
multidireccional;
• O desenvolvimento é flexível ou plástico.
Ocorrem dois tipos de mudança no desenvolvimento:
Mudanças Quantitativas
Mudança no número ou
quantidade
Ex.: peso, altura
Mudanças Qualitativas
Mudança no tipo,
organização e/ou estrutura
Ex.: passagem da
comunicação não verbal
para a comunicação verbal
Desenvolvimento
• Desde a concepção até à maturidade, há um
paralelo no desenvolvimento do organismo,
do cérebro e do comportamento.
• O desenvolvimento do ser humano é
ininterrupto, gradativo e obedece a uma
certa ordem e regularidade.
• Devido à continuidade do desenvolvimento é
que uma fase da vida influência as outras
fases posteriores.
Factores de Desenvolvimento
Sempre que se fala em desenvolvimento,
coloca-se um problema fundamental que tem
sido insistentemente estudado:
• Que elementos influenciam o processo de
desenvolvimento do ser humano?
• Que peso têm cada um deles na influência
que exercem?
Desenvolvimento Humano
Desenvolvimento
humano como
processo global e
progressivo
Estímulos
Predisposição
genética
Sistema
Fisiológico
Sistema
Cognitivo
Experiências
de vida
Características
pessoais
Ambiente
social e
Cultural
Influências do Desenvolvimento
As diferenças individuais aumentam com a idade. Que
tipos de influência
tornam uma pessoa diferente de outra?
• A família;
• A condição socioeconómica;
• Grupos étnicos e cultura;
• Influências normativas e não normativas.
O que é mais importante Hereditariedade ou
Ambiente?
Desenvolvimento
Natureza Ambiente
Teorias do desenvolvimento
• Valoriza-se apenas os
fatores internos -
Biológicos
Teoria Inatista
• Valoriza-se apenas os
fatores externos -
Ambiente
Teoria
Ambientalista
• Valoriza-se a interação
dos desses dois fatores
(internos e externos)
Teoria
Interacionista
Inatismo
Importante!
Para os inatistas, cada ser humano já traz consigo
características básicas, definidas desde o
nascimento, precisando apenas que essas
características sejam desenvolvidas ao longo do
tempo, com a maturação.
Assim, para o Inatismo, o ambiente em que a
criança vive não interfere naquilo que ela vai
aprender, pois as suas características inatas vão
desenvolver-se naturalmente em várias etapas
predeterminadas.
Para compreendermos melhor, vejamos o seguinte
exemplo:
• Um(a) professor(a) propõe a um grupo de 10 crianças,
menores de 6 anos, que batam palmas acompanhando o ritmo
de uma determinada música. Apenas três crianças do grupo
conseguem acompanhar o ritmo da música. O bom
desempenho destas crianças, na visão inatista, seria visto
como um dom herdado, por exemplo, dos pais músicos. E as
outras crianças que não acompanharam tão bem o ritmo da
música podem ser vistas como incapazes de aprender um
ritmo porque não herdaram dos pais esse dom.
Atenção!! Na prática sabemos que não é assim que acontece.
Embora as crianças possam aprender de formas diferentes,
todas são capazes de aprender!
Reflexão: que consequências tem esta teoria para a prática
escolar?
Vejamos uma frase que também
ajuda a entender a Teoria Inatista:
“Pedrinho é carinhoso e sensível. Isso
ele herdou da mãe. Mas herdou do pai
a teimosia e o temperamento difícil.
Não é possível mudar a sua sina.”
Comentário
A conceção inatista
contribuiu mais para rotular
as crianças como incapazes
do que para entender o que
realmente dificultava a
aprendizagem.
Atividade
No seu cotidiano,
destaque alguma
situação ou, até
mesmo, frases
(ditados/provérbios)
que nos remetam a
essa teoria?
Ex: “Pau que nasce
torto morre torto”
Ambientalismo
IMPORTANTE!
Valoriza o ambiente na aprendizagem humana. Ou seja, a
criança desenvolve a suas características em função das
condições do meio em que vive. Esta visão considera as
estimulações que o meio proporciona como fonte de
aprendizagem.
A Teoria Ambientalista acredita que a criança aprende em etapas
determinadas pelo(a) professor(a) e através de treino. Desta
forma, a prática pedagógica estaria voltada para a aquisição de
determinados conhecimentos e valores pré-estabelecidos. O
papel do(a) professor(a) seria estimular a criança a responder ao
pedido, sem questionamento. Essa teoria acredita que o meio é
responsável pela formação do sujeito, sendo o adulto quem vai
controlar tudo o que a criança deve aprender. Através de testes, é
avaliado se a criança absorveu a informação corretamente.
Comentário
A Teoria Ambientalista não foi
suficiente para explicar o
desenvolvimento humano
porque, ao considerar a
criança como passiva,
podendo ser controlada ou
manipulada pela situação,
desconsiderava a sua
capacidade de compreender,
raciocinar, contestar, deduzir,
fantasiar, ter desejos, imaginar
etc.
Atividade
Ao descrever o seu trabalho
na Educação Infantil, uma
professora diz:
– As crianças são como uma
tela em branco. Nós,
professores(as), temos as
tintas e os pincéis, e depende
de nós o quadro que será
pintado nessa tela.
Que relações podemos fazer
entre este exemplo e a Teoria
Ambientalista?
Interacionista
• Valorização da experiência através da qual a criança
aprende a olhar as situações de diferentes perspetivas.
• Para os interacionistas, é através da interação com outras
pessoas mais experientes que a criança vai construindo as
suas características (a sua maneira de pensar, sentir e agir)
e a sua visão do mundo (o seu conhecimento).
Que relações
podemos fazer
entre a história
“Pedro e Tina” e o
que estudamos
sobre a Teoria
Interacionista?
Atividade
A Teoria Construtivista – O
principal representante é o
biólogo Jean Piaget (1896-
1980).
A Teoria Sócio-interacionista
– O principal representante
é o russo Lev Vygotsky
(1896-1934).
Existem duas correntes teóricas no
interacionismo:
Teoria Construtivista
IMPORTANTE!
• Para Piaget, o desenvolvimento cognitivo ocorre
numa série de estágios qualitativamente
diferentes.
• Esse desenvolvimento gradual ocorre através de
três princípios inter-relacionados:
Organização Acomodação Equilíbrio
Princípio de Organização
Tendência de criar estruturas cognitivas cada vez
mais complexas: sistemas de conhecimento ou
modos de pensar que incorporam imagens cada vez
mais precisas da realidade.
Essas estruturas, chamadas esquemas, são
padrões organizados de comportamento que uma
pessoa utiliza para pensar e agir numa situação. Á
medida que as crianças adquirem mais
informações, os esquemas tornam-se cada vez
mais complexos.
Noção de Esquemas
• Para Piaget, o sujeito é ativo em todas as etapas de sua
vida e procura conhecer e compreender o que se passa à
sua volta. Mas não o faz de forma imediata, pelo simples
contato com os objetos. As suas possibilidades, a cada
momento, decorrem do que ele denominou esquemas de
assimilação, ou seja, esquemas de ação (agitar, sugar,
balançar) ou operações mentais (reunir, separar, classificar,
estabelecer relações), que não deixam de ser ações, mas
que se realizam no plano mental.
• Estes esquemas modificam-se como resultado do processo
de maturação biológica, experiências, trocas interpessoais e
transmissões culturais.
Noção de Equilíbrio
IMPORTANTE!
• Todo ser vivo procura manter um estado de equilíbrio, uma
harmonia, um estado de repouso na relação com o meio em
que vive. Qualquer mudança que ocorra no meio provoca no
indivíduo (no nosso caso, a criança) um desequilíbrio, um
rompimento do estado de harmonia. A partir daí, a criança
busca novamente um equilíbrio com relação ao meio em
que vive.
• Para se equilibrar novamente, a criança aciona dois
mecanismos, os quais Piaget chamou de assimilação e
acomodação.
Processo de equilibração
Adaptação
Assimilação
Acomodação
Equilibra
ção
Após este exemplo, concluímos que:
Assimilação
Processo cognitivo de
colocar (classificar) novos
eventos em esquemas
existentes. É a
incorporação de elementos
do meio externo (objeto,
acontecimento etc.) a um
esquema ou estrutura do
sujeito. Na assimilação, o
indivíduo usa as estruturas
que já possui.
Acomodação
Modificação de um esquema
ou de uma estrutura em
função das particularidades
do objeto a ser assimilado. A
acomodação pode ser de
duas formas, visto que se
podem ter duas alternativas:
criar um novo esquema no
qual se possa encaixar o
novo estímulo ou modificar
um já existente, de modo
que o estímulo possa ser
incluído nele.
O balanço entre assimilação e acomodação é chamado de
adaptação.
O Erro Construtivo
• Olhando mais atentamente para as respostas erradas das
crianças, Piaget entendeu que o erro, na realidade, era uma
forma de pensar da criança, diferente da forma de pensar do
adulto. Ou seja, as respostas infantis seguiam uma lógica
própria.
• O erro para Piaget é algo positivo. Para ele, toda
aprendizagem é acompanhada de erros e acertos. O erro
construtivo é consequência de uma hipótese levantada para
solucionar uma questão. Ao buscar a solução para um
problema, a criança volta, tenta de novo e modifica o que fez
até se satisfazer com o resultado. O erro faz parte da
aprendizagem e do desenvolvimento cognitivo.
IMPORTANTE!
Erro construtivo é aquele que mostra
que a criança está elaborando uma
hipótese, ou seja, que a criança está
a seguir as suas conceções a
respeito da realidade e a usar os
seus próprios procedimentos para
testar e experimentar as suas
hipóteses. É o resultado do esforço
que a criança faz para aprender.
Erro Construtivo
• Impedir a todo custo que a criança erre, é impedir que essa
criança viva o processo de sucessivas aprendizagens e que
construa os instrumentos necessários ao seu pensar. O
importante é passar a olhar o erro de forma diferente, como
parte da aprendizagem da criança.
• O erro construtivo demonstra que a criança está a usar uma
referência que não é a do adulto, isto é, uma lógica própria.
Para compreender essa lógica, podemos partir da
explicação da criança, fazendo perguntas, na tentativa de
entender o seu pensamento. Desta forma, juntos podemos
refletir sobre o erro e superá-lo.
Exemplo 1
• A Minha filha, no outro dia, definiu a palavra desmatamento,
num texto copiado sobre ecologia, como desmatar, tornar
vivo novamente. A sua interpretação apresenta uma certa
coerência, se relacionarmos a palavra desmatar às palavras
desarrumar ou despentear, por exemplo, que fazem parte do
seu dia-a-dia e apresentam significado de contrário. A
resposta da criança representa um ato inteligente à medida
em que, desafiada a definir um termo que lhe era
desconhecido, buscou o estabelecimento de relações com
outras palavras do seu vocabulário. O que significa que ela
inventou uma definição, criou uma alternativa de solução de
acordo com a lógica de suas vivências anteriores.
HOFFMANN, 1995.
Exemplo 2
A professora pergunta à criança:
– Você sabe desenhar uma formiga?
A criança responde:
– Eu sabo.
Comentário
Quando Piaget, compreendeu o
erro como construtivo, ele
procurou descobrir quando e
como a lógica infantil se
transforma em lógica adulta.
Assim, ele passou a acreditar que
o desenvolvimento é um processo
contínuo de trocas entre o
organismo vivo e o ambiente.
ATIVIDADE 4
Você seria capaz de
identificar, na sua
prática, um erro
construtivo? Tente
descrevê-lo e
explicar porque o
considera um “erro
construtivo”.
Tomemos um exemplo
Pedro: Eu acho que a minha mãe é mamífera.
Marcos: A minha foi, mas não é mais.
Professora: E por quê?
Marcos: Porque agora já não tem mais bebés em casa.
Paula: Então agora ela é desmamífera.
In: Professor da Pré-escola/Fundação Roberto Marinho. Rio de
Janeiro: FAE, 1991. v.I. p.20.
Teoria Sociocultural
• O foco central de Vygotsky é o complexo social,
cultural e histórico do qual uma criança faz parte.
• Enfatiza o envolvimento ativo das crianças com o
seu ambiente.
• Mas, enquanto Piaget descrevia uma mente
desacompanhada absorvendo e interpretando
informações sobre o mundo, Vygotsky via o
crescimento cognitivo como um processo
cooperativo. Segundo Vygotsky, as crianças
aprendem através da interação social.
Exemplo
• Num dia de sol, uma turma de crianças de 5 anos
tinha brincado no pátio, onde havia um pouco de água.
Como consequência, muitas crianças se molharam. Ao
regressarem para a sala, a educadora falou a uma das
crianças, um garoto que estava mais molhado que os
outros: “se eu fosse a ti, eu saía e ficava lá fora” (para
tomar sol e secar a roupa), ao que o garoto
respondeu-lhe: “se você fosse eu, você não saía
porque você não deixava” (ou seja, se você-professora
fosse eu aluno, você-aluno não sairia porque você-
professora não deixaria!).
OLIVEIRA, 1992.
Teoria Sociocultural
• As atividades compartilhadas ajudam as crianças
a interiorizar os modos de pensamento e
comportamento das suas sociedades e a torná-los
seus.
• Essa orientação é muito eficaz para ajudar as
crianças a atravessarem a zona de
desenvolvimento proximal (ZDP), a lacuna entre
o que elas já são capazes de fazer e o que não
estão totalmente prontas para fazer sozinhas.
Teoria Sociocultural
IMPORTANTE!
• O desenvolvimento humano é visto como
realização coletiva e não individual, pois é na
interação contínua com outros seres de sua
espécie que a criança desenvolve todo um
repertório de habilidades consideradas humanas.
Modelo
Psicanalítico
Sigmund Freud: Desenvolvimento
Psicossexual
Perspetiva psicanalítica
• No início do século XX, o médico vienense Sigmund Freud (1856-
1939) desenvolveu a psicanálise, abordagem terapêutica cujo
objetivo era fazer o paciente compreender os seus conflitos
emocionais inconscientes. Fazendo perguntas destinadas a evocar
lembranças há muito esquecidas, Freud concluiu que a origem das
perturbações emocionais está nas experiências traumáticas
reprimidas da primeira infância.
• A perspetiva psicanalítica considera que o desenvolvimento é
motivado por conflitos emocionais inconscientes. A psicanálise é a
arte de reconciliar as pessoas com a sua infância. A psicanálise é
também a arte de fazer com que as pessoas recuperem a sua
infância.
Método catártico
A descoberta do inconsciente
• “Qual poderia ser a causa de os pacientes esquecerem tantos
fatos de sua vida interior e exterior...?”, perguntava-se Freud.
• Freud abandonou as perguntas no trabalho terapêutico com os
pacientes e deixou-os dar livre curso às suas ideias, observou
que, muitas vezes, eles ficavam embaraçados, envergonhados
com algumas ideias ou imagens que lhes ocorriam. A esta força
psíquica que se opunha a tornar consciente, a revelar um
pensamento, Freud denominou resistência. E chamou de
repressão o processo psíquico que visa encobrir, fazer
desaparecer da consciência, uma ideia ou representação
insuportável e dolorosa que está na origem do sintoma. Estes
conteúdos psíquicos “localizam-se” no inconsciente.
Surgimento da Psicanálise
A PRIMEIRA TEORIA SOBRE
A ESTRUTURA DO APARELHO PSÍQUICO
• Em 1900, no livro A interpretação dos sonhos, Freud
apresenta a primeira conceção sobre a estrutura e o
funcionamento da personalidade. Essa teoria refere-se à
existência de três sistemas ou instâncias psíquicas:
consciente
pré-consciente
inconsciente
A ESTRUTURA DO APARELHO
PSÍQUICO
• O consciente é o sistema do aparelho psíquico que recebe ao
mesmo tempo as informações do mundo exterior e as do
mundo interior. Na consciência, destaca-se o fenômeno da
perceção, principalmente a perceção do mundo exterior, a
atenção, o raciocínio.
• O pré-consciente refere-se ao sistema onde permanecem
aqueles conteúdos acessíveis à consciência. É aquilo que não
está na consciência, neste momento, e no momento seguinte
pode estar.
• O inconsciente exprime o “conjunto dos conteúdos não
presentes no campo atual da consciência”. É constituído por
conteúdos reprimidos, que não têm acesso aos sistemas pré-
consciente/consciente, pela ação de censuras internas. Estes
conteúdos podem ter sido conscientes, em algum momento, e
ter sido reprimidos, isto é, “foram” para o inconsciente, ou
podem ser genuinamente inconscientes.
Consciente
Pré-
consciente
Inconsciente
A DESCOBERTA DA SEXUALIDADE
INFANTIL
• Na teoria freudiana a personalidade forma-se nos primeiros
anos de vida, momento em que as crianças passam por
conflitos inconscientes entre os seus impulsos biológicos
inatos e as exigências da sociedade.
• Esses conflitos ocorrem numa sequência invariável de fases
de desenvolvimento psicossexual, baseada na maturação
em que o prazer muda de uma zona corporal para a outra –
da boca para o ânus e depois para os genitais.
• Em cada fase, o comportamento, que é a principal fonte de
gratificação, muda - da alimentação para a eliminação e
posteriormente para a atividade sexual.
Principais aspetos
• A função sexual existe desde o princípio da vida, logo após
o nascimento, e não só a partir da puberdade como
afirmavam as ideias dominantes.
• O período de desenvolvimento da sexualidade é longo e
complexo até chegar à sexualidade adulta, onde as funções
de reprodução e de obtenção do prazer podem estar
associadas, tanto no homem como na mulher. Esta
afirmação contrariava as ideias predominantes de que o
sexo estava associado, exclusivamente, à reprodução.
• A libido, nas palavras de Freud, é “a energia dos instintos
sexuais e só deles”.
Desenvolvimento psicossexual
• No processo de desenvolvimento psicossexual, o indivíduo,
nos primeiros tempos de vida, tem a função sexual ligada à
sobrevivência, e, portanto, o prazer é encontrado no próprio
corpo. O corpo é erotizado, isto é, as excitações sexuais
estão localizadas em partes do corpo, e há um
desenvolvimento progressivo que levou Freud a postular as
fases do desenvolvimento sexual em:
Fase oral
Fase anal,
Fase fálica;
Latência;
Fase genital
Oral
• (Nascimento aos 12-18 meses). A principal
fonte de prazer do bebê envolve atividades
ligadas à boca (sugar e alimentar-se).
Anal
• (12-18 meses aos 3 anos). A criança
obtém gratificação sensual retendo e
expelindo as fezes. A zona de gratificação
é a região anal, e o abandono das fraldas
é uma atividade importante..
Fálica
• (3 aos 6 anos). A criança apega-se ao genitor do
sexo oposto e posteriormente identifica-se com
o genitor do mesmo sexo. Desenvolve-se o
superego. Zona de gratificação transfere-se
para região genital.
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Desenvolvimento Psicossexual
• Das cinco fases de desenvolvimento da personalidade que
Freud descreveu ele considerava as três primeiras - as dos
primeiros anos de vida - cruciais.
• Ele sugeriu que, se as crianças recebem muito pouca ou
excessiva gratificação em qualquer uma das etapas, estão
em risco de desenvolverem uma fixação - uma interrupção
no desenvolvimento que pode aparecer na personalidade
adulta.
Desenvolvimento Psicossexual
• Segundo Freud, um acontecimento fundamental no
desenvolvimento psicossexual ocorre durante a fase fálica
da segunda infância, quando a zona de prazer. transfere-se
para os genitais. Os meninos desenvolvem apego sexual às
mães (o complexo de Édipo) e as meninas aos pais (o
complexo de Electra), tendo impulsos agressivos pelo
genitor de mesmo sexo, que vêm como rival.
A SEGUNDA TEORIA DO APARELHO
PSÍQUICO
• Entre 1920 e 1923, Freud remodela a teoria do aparelho
psíquico e introduz os conceitos de id, ego e superego para
referir-se aos três sistemas da personalidade.
Instâncias psíquicas
Freud propôs três partes hipotéticas da personalidade:
• Os recém-nascidos são governados pelo id, a fonte de
motivos e desejos que está presente no nascimento. O id
busca satisfação imediata. É regido pelo principio de prazer.
Id
• Representa a razão ou o senso comum. Desenvolve-se
durante o 1º ano de vida. O seu objetivo é encontrar
modos realistas de gratificar o id que sejam aceitáveis para
o superego
Ego
• Desenvolve-se aproximadamente aos 5 anos. Inclui a
consciência e incorpora deveres e proibições socialmente
aprovados ao próprio sistema de valores da criança. É
muito exigente; Se suas demandas não são atendidas, a
criança pode sentir-se culpada e ansiosa
Superego
OS MECANISMOS DE DEFESA,
OU A REALIDADE COMO ELA NÃO É
• A perceção de um acontecimento, do mundo externo ou do
mundo interno, pode ser algo muito constrangedor, doloroso,
desorganizador. Para evitar este desprazer, a pessoa
“deforma” ou suprime a realidade — deixa de registrar
perceções externas, afasta determinados conteúdos
psíquicos, interfere no pensamento.
• São vários os mecanismos que o indivíduo pode usar para
realizar esta deformação da realidade, chamados de
mecanismos de defesa (modos mediante os quais as
pessoas inconscientemente lidam com a ansiedade
distorcendo a realidade). São processos realizados pelo ego
e são inconscientes, isto é, ocorrem independentemente da
vontade do indivíduo.
Mecanismos de defesa
• Recalque: o indivíduo “não vê”, “não ouve” o que ocorre.
Existe a supressão de uma parte da realidade. Este aspeto que
não é percebido pelo indivíduo faz parte de um todo e, ao ficar
invisível, altera, deforma o sentido do todo.
• Formação reativa: o ego procura afastar o desejo que vai em
determinada direção, e, para isto, o indivíduo adota uma atitude
oposta a este desejo.
• Regressão: o indivíduo retorna a etapas anteriores de seu
desenvolvimento; é uma passagem para modos de expressão
mais primitivos.
• Projeção: O indivíduo localiza (projeta) algo de si no mundo
externo e não percebe aquilo que foi projetado como algo seu
que considera indesejável.
• …..
Freud conscientizou-nos:
da importância dos pensamentos,
dos sentimentos e das motivações inconscientes;
do papel das experiências de infância na formação da
personalidade;
da ambivalência das respostas emocionais, especialmente
dos pais;
dos modos mediante os quais as imagens mentais dos
primeiros relacionamentos influenciam os relacionamentos
posteriores.
Modelo
maturacionista
A. Gesell (1880-1961)
Teoria da Maturação de Gesell
• Psicólogo Americano que se especializou na área do
desenvolvimento infantil. Os seus primeiros trabalhos visaram
o estudo do atraso mental nas crianças, mas cedo percebeu que
é necessária a compreensão do desenvolvimento normal para
se compreender um desenvolvimento “anormal”.
• Foi pioneiro na sua metodologia de observação e medição do
comportamento e, portanto, foi dos primeiros a implementar o
estudo quantitativo do desenvolvimento humano, do
nascimento até à adolescência.
Teoria da Maturação de Gesell
• Realizou uma descrição detalhada e total do desenvolvimento
da criança; realça, com base em pesquisas rigorosas e
sistemáticas, o papel do processo de maturação no
desenvolvimento.
• Gesell vê a maturação seguindo um cronograma herdado
em que as habilidades e capacidades emergem numa
sequencia predefinida. Gesell acredita que, devido ao facto do
bebé e a criança estarem sujeitos a forças do crescimento
previsíveis, os padrões de comportamento resultantes não são
subprodutos estranhos ou acidentais.
Teoria da Maturação de Gesell
• Gesell considerava que o desenvolvimento era o conjunto de
fenómenos que concorrem para que o indivíduo seja capaz de
realizar funções cada vez mais complexas.
O comportamento da criança traduz o seu desenvolvimento
Teoria da Maturação de Gesell
“Assim como o corpo cresce a conduta evolui, é um processo
contínuo (DOCKHORN, 1995)”
A evolução da conduta inicia-se com a conceção e segue uma
sucessão ordenada , representando cada uma delas um grau ou
nível de amadurecimento
.
Teoria da Maturação de Gesell
• Gesell afirma que a criança nunca estará apta enquanto o seu
sistema nervoso não o estiver.
• O desenvolvimento do comportamento depende, então, do
amadurecimento, ou de um processo de maturação, do sistema
nervoso (embora também seja influenciado por uma troca de
fatores intrínsecos e ambientais que afetama criança).
• A constituição genética do indivíduo, bem como as suas
experiências, intra e extrauterinas, afetam o seu crescimento
físico, intelectual e emocional e isto, por sua vez, determinará a
sua reação favorável ou desfavorável às posteriores
modificações do ambiente.
Teoria da Maturação de Gesell
• Gesell reforça a ideia afirmando que:
“Sem dúvida ele (o bebé) carece de um ambiente em que
desenvolve as suas capacidades, e um ambiente favorável
garante-lhe uma realização também favorável das suas
capacidades de crescimento. Mas é preciso ter em mente
que os fatores ambientais favorecem, influem e
modificam as progressões do desenvolvimento mas
não lhe dão origem. As sequências e progressões vêm
de dentro do organismo. “
(Gesell, 1989, p.8)
Teoria da Maturação de Gesell
• Não há duas crianças que crescem da mesma maneira. Cada
criança tem um ritmo e um estilo de desenvolvimento tão
característico de sua individualidade como sua fisionomia.
• O desenvolvimento é regular, ou seja segue uma sequência de
etapas.
Teoria da Maturação de Gesell
Gesell descreve quatro campos do comportamento:
motor,
adaptativo,
Linguagem,
pessoal-social.
Teoria da Maturação de Gesell
• Conduta motora - considera os movimentos corporais amplos
e os de coordenação fina: reações posturais (sustentação da
cabeça, sentar-se, forma de tocar um objeto, manejá-lo);
• Conduta adaptativa - tipo de comportamento que se evidencia
quando a criança tem que resolver problemas, refere-se às
mais delicadas adaptações sensório-motoras perante um
objeto ou situação (por exemplo a coordenação de
movimentos oculares e manuais para alcançar objetos);
Teoria da Maturação de Gesell
• Conduta da linguagem – considera a linguagem no seu sentido
mais amplo, incluindo toda a forma de comunicação verbal e
audível, bem como gestos, movimentos posturais; inclui
também a imitação e a compreensão do que expressam as
outras pessoas;
• Conduta pessoal-social - compreende as reações da criança
perante a conduta social do meio em que vive. (por exemplo: o
controlo esfincteriano é uma exigência do meio, sua aquisição
porem, depende, primeiramente, do amadurecimento das
funções esfincterianas).
Teoria da Maturação de Gesell
• De acordo com esse ponto de vista, a organização do
comportamento começa muito antes do nascimento.
• o crescimento e o desenvolvimento motor seguem os dois
princípios de maturação: o princípio céfalocaudal e o princípio
próximo-distal.
• Segundo o princípio céfalocaudal, o desenvolvimento ocorre da
cabeça para a cauda.
• Segundo o princípio próximo-distal (do interior para o exterior),
o crescimento e o desenvolvimento motor ocorrem do centro do
corpo para fora.
Nesta perspectiva, Gesell atribui um papel decisivo:
À maturação nervosa (do SNC)
À maturação muscular
À maturação hormonal
No processo de
desenvolvimento
humano
Teoria da Maturação de Gesell
O maior contributo de Gesell talvez seja
precisamente a exaltação que faz da componente
genética do desenvolvimento, com uma profunda
valorização do comportamento motor
Comportamento motor
1º trimestre do 1º ano de vida (até 16 sem.)
• Quando bebês (ou adultos) piscam por causa de uma luz
brilhante, agem involuntariamente. Essas reações inatas
automáticas à estimulação são chamadas de comportamentos
reflexo.
• Os comportamentos reflexos desempenham um papel
importante na estimulação do desenvolvimento inicial do
sistema nervoso central e dos músculos.
Comportamento motor
1º trimestre do 1º ano de vida
• No primeiro trimestre do primeiro ano de vida, o recém-
nascido ganha o controlo sobre os músculos e sobre os nervos
da face
Na visão
Na audição
No paladar
Na sucção
Na deglutição
No olfato
Envolvidos
Comportamento motor
2º trimestre do 1º ano de vida (16-28 sem.)
• No segundo trimestre de vida, o bebé começa a desenvolver o
comando dos músculos do pescoço e da cabeça e move os
braços intencionalmente.
• Com 4 meses de idade mantem a cabeça ereta enquanto
alguémo segura, ou enquanto está sentado com apoio.
• Aproximadamente aos 3 meses e meio, pega num objeto de
tamanho moderado, mas tem dificuldade para segurar um
objeto pequeno.
• Depois dos 3 meses de idade, o bebê começa a revirar-se
deliberadamente (e não acidentalmente, como antes) -
primeiro de bruços para ficar de costas e depois de costas para
ficar de bruços.
Comportamento motor
3º trimestre do 1º ano de vida (28-40 sem.)
• No terceiro trimestre de vida, o bebé ganha o controlo do
tronco e das mãos. O bebé começa a pegar em objetos, a passá-
los de uma mão para a outra e a demonstrar afeto por eles.
• Um bebê mediano pode ficar sentado sem apoio aos 6 meses
e consegue sentar-se sozinho cerca de 2 meses e meio depois.
• Entre 6 e 10 meses, começa a deslocar-se por sua própria
conta gatinhando e rastejando de diversas maneiras.
• Apoiando-se em alguém ou em algum móvel, o bebê pode ficar
de pé comum pouco mais de 7 meses de idade.
Comportamento motor
4º trimestre do 1º ano de vida (40-52 sem.)
• No quarto trimestre, o controlo estende-se às pernas
e aos pés do bebé, assim como aos dedos
indicadores e polegares, o que permite ao bebé
pegar em pequenos objetos.
• É por volta desta altura que o bebé começa a querer
falar (balbucia e faz vocalizações).
Comportamento motor
2º ano de vida
No segundo ano de vida, o bebé anda e corre, fala algumas
palavras e frases com clareza, adquire o controlo sobre a bexiga e
o intestino e começa a desenvolver um sentido de identidade
pessoal e de posse.
Durante o segundo ano, as crianças começam a subir degraus um
de cada vez, colocando um pé e depois o outro em cada degrau;
mais tarde, elas alternarão os pés. Descer escadas vêm depois.
No segundo ano de vida, as crianças correme pulam.
Comportamento motor
3º ano de vida
• No terceiro ano de vida, a criança diz frases claras, usando as
palavras para expressar os seus pensamentos. Já deixou de ser um
bebé e agora tenta manipular o ambiente.
• Entre os 3 e 6 anos, as crianças fazem grandes avanços nas
habilidades motoras gerais, como correr e pular, que envolvem
os grandes músculos.
• Os seus ossos e músculos são mais fortes, e a sua capacidade
respiratória é maior, tornando possível correr, saltar e escalar
maiores distâncias, com mais rapidez e melhor.
• Preferência no uso das mãos.
• As habilidades motoras refinadas, como abotoar camisas e
desenhar figuras, envolvem coordenação entre mão e olho e
pequenos músculos.
Comportamento motor
4º ano de vida
• No quarto ano, a criança faz várias perguntas e começa a formar
conceitos e a generalizar. Já depende quase que totalmente dela
mesma nas rotinas domésticas.
Porque é que não
consigo apanhar-
te?
Porque é que as
estrelas estão tão
longe?
Comportamento motor
5º ano de vida
Aos 5 anos, a criança já está bastante madura no controlo motor de
grandes músculos:
• ela brinca e salta normalmente, pula num só pé.
• Fala sem fazer sons infantis e pode contar uma história longa e
algumas piadas simples.
• E também sente orgulho nas suas realizações, além de ser
bastante segura no contexto doméstico.
Modelo cognitivo
Jean Piaget (1896-1980)
Perspetiva cognitiva
• Cognição - é o ato ou processo de conhecer
Cognição
Atenção
Perceção
Memória
Raciocínios
Juízo
Pensamento
Linguagem
Teoria dos Estágios Cognitivos de Jean Piaget
• Piaget tinha uma visão organicista das crianças,
considerando-as seres ativos em crescimento, com os seus
próprios impulsos internos e padrões de desenvolvimento.
Ele via o desenvolvimento cognitivo como produto dos
esforços das crianças para compreender e atuar sobre o seu
mundo.
• Piaget acreditava que o desenvolvimento cognitivo inicia
com uma capacidade inata de se adaptar ao ambiente.
O Estágio Sensório-Motor
(nascimento-2 anos)
• Piaget observou crianças desde a primeira infância,
concluindo que o modo de pensar da criança é
qualitativamente diferente do modo de pensar adulto.
• O primeiro dos quatro estágios de desenvolvimento
cognitivo é o estágio sensório-motor.
• Durante esse estágio, os bebês aprendem sobre si mesmo e
sobre o seu ambiente através do desenvolvimento de sua
atividade sensorial e motora. De seres que reagem
basicamente por reflexos, os bebês transformam-se em
crianças orientadas a metas.
Sub-estágios do Estágio Sensório-Motor
• Segundo Piaget, o estágio sensório-motor é composto de seis
sub-estágios que fluem de um para o outro à medida que os
esquemas de um bebê, os seus padrões organizados de
comportamento, se tornammais complexos.
• Aprendem a coordenar as
informações dos sentidos e a
organizar as suas atividades em
relação ao seu ambiente
5 Primeiros
Sub-estágios
• Progridem da aprendizagem por
tentativa e erro para a utilização de
símbolos e conceitos para resolver
problemas simples.
6º Sub-estágio
Sub-estágios do Estágio Sensório-Motor
• Grande parte desse desenvolvimento cognitivo inicial ocorre
através de reações circulares, em que um bebê aprende a
reproduzir eventos agradáveis ou interessantes
originalmente descobertos por acaso.
• O processo baseia-se no condicionamento operante.
Inicialmente, uma atividade produz uma sensação tão
agradável, que o bebê deseja repeti-la. A repetição então
retroalimenta-se, formando um ciclo contínuo em que causa
e efeito se invertem. O comportamento originalmente casual
consolidou-se num novo esquema.
Primeiro sub-estágio
(do nascimento até aproximadamente 1 mês)
• Ao exercitarem os seus reflexos inatos, os recém nascidos
adquirem certo controlo sobre eles. Começam a apresentar
um determinado comportamento mesmo quando o estímulo
que normalmente o provoca não está presente.
• Assim, os bebês modificam e ampliam o esquema de
sucção quando dão início à atividade.
Segundo sub-estágio (1 a 4 meses)
• Os bebês aprendem a repetir uma sensação corporal
agradável primeiramente obtida por acaso (como, por
exemplo, sugar o polegar. Piaget chamou isso de reação
circular primária.
• Os bebês começam a prestar mais atenção aos sons,
demonstrando capacidade de coordenar diferentes tipos de
informações sensoriais (visão e audição).
Reação circular primária
Terceiro sub-estágio (4 a 8 meses)
• Coincide com um novo interesse em manipular
objetos e aprender sobre as suas propriedades. O
bebê apresenta reações circulares secundárias:
ações intencionais repetidas não apenas por seu próprio
valor, como no segundo sub-estágio, mas para obter
resultados que vão além do próprio corpo.
.
Reações circulares secundárias
Quarto sub-estágio (8 a 12 meses)
• Coordenação de esquemas secundários:
os bebês já elaboraram os poucos esquemas com os quais
nasceram. Aprenderam a generalizar a partir das
experiências passadas para resolver novos problemas e
distinguir meios de fins. Gatinham para conseguir algo que
querempegar, ou afastamalgo que os atrapalhe.
Quinto sub-estágio (12 a 18 meses)
• Os bebês começam a experimentar novos comportamentos
para ver o que acontece.
• Depois de começarem a caminhar, podem explorar o
ambiente com mais facilidade. Agora apresentam reações
circulares terciárias, variando uma ação para obter um
resultado parecido, em vez de simplesmente repetir um
comportamento agradável que descobriram acidentalmente.
Reação circular terciária
Sexto sub-estágio
(em torno dos 18 meses a 2 anos)
• Associações mentais:
é uma transição para o estágio pré-operatório da
segunda infância. Desenvolve-se a capacidade
representacional, isto é, a capacidade de representar
mentalmente objetos e ações na memória, principalmente
através de símbolos, como palavras, números e imagens
mentais.
A capacidade de manipular símbolos liberta as crianças
da experiência imediata. Agora elas são capazes de
imitação diferida, imitar ações que não veem mais à sua
frente.
Desenvolvimento do Conhecimento sobre
Objetos e Espaço
• O conceito de objeto - a ideia de que os objetos possuem
existência, características e localização no espaço próprias
independentes - é fundamental para uma visão organizada
da realidade física.
• O conceito de objeto é a base para a consciência das
crianças de que elas mesmas existem separadamente dos
objetos e das outras pessoas. Ele é essencial à
compreensão de um mundo repleto de objetos e
acontecimentos.
Desenvolvimento do Conhecimento
sobre Objetos e Espaço
• Piaget achava que os bebês desenvolviam conhecimento
sobre objetos e espaço pela coordenação de informações
visuais e motoras.
• Antes de poderem movimentar-se por sua conta, o
conhecimento dos bebês sobre o tamanho e a forma dos
objetos, o quanto estão próximos ou distantes e as suas
posições relativas no espaço, não vai muito além daquilo
que está ao seu alcance.
Permanência do Objeto
• Um aspeto do conceito de objeto é a permanência do
objeto, a compreensão de que um objeto ou uma pessoa
continua existindo mesmo quando não se pode vê-lo.
• É a permanência do objeto que permite que uma criança
cujo pai ou cuja mãe deixou a sala sinta-se segura por saber
que ele(a) continua a existir e irá voltar.
Permanência do Objeto
• Procuram algo que derrubaram mas se não
conseguem vê-lo, agem como se ele não existisse
mais.
3º Sub-
estágio
• Procuram um objeto no lugar onde o encontraram pela
primeira vez depois de vê-lo escondido, mesmo que
posteriormente o tenham visto ser colocado noutro lugar.
4º Sub-
estágio
• Não cometem mais esse erro e procuram um objeto no
último lugar em que o viram escondido; entretanto, eles não o
procuram num lugar onde não o tenham visto ser escondido.
5º sub-
estágio
• A permanência do objeto está plenamente estabelecida,
e as crianças procuram um objeto mesmo que não o
tenham visto ser escondido.
6º sub-
estágio
permanência do objeto
Estágio pré-operatório
• Neste segundo grande estágio de desenvolvimento
cognitivo, que dura aproximadamente dos 2 aos 7 anos, as
crianças gradualmente tornam-se mais sofisticadas no seu
uso do pensamento simbólico, que surge no final do estágio
sensório-motor.
• Contudo, segundo Piaget, elas não são capazes de pensar
logicamente antes do estágio de operações concretas na
terceira infância.
A Função Simbólica
• "Eu quero um gelado!" declara Joana de 4 anos, ao entrar
em casa vindo da rua quente e empoeirada.
• Essa ausência de indicadores sensoriais ou motores
caracteriza a função simbólica: a capacidade de usar
símbolos ou representações mentais - palavras, números
ou imagens a que uma pessoa atribuiu um significado.
• Dispor de símbolos para as coisas ajuda as crianças a
pensar sobre elas e lembrá-las sem que estejam fisicamente
presentes.
Compreensão de Identidades
• O mundo torna-se mais organizado e previsível à
medida que as crianças desenvolvem uma melhor
compreensão das identidades:
a ideia de que as pessoas e muitas coisas são
basicamente as mesmas ainda que mudem de forma,
tamanho ou aparência. A emergência do autoconceito
está subordinada a essa compreensão
Pensamento Espacial
• O desenvolvimento do pensamento representacional permite
às crianças fazer julgamentos mais precisos sobre as
relações espaciais.
• Aos 19 meses, as crianças compreendem que uma
fotografia é uma representação de outra coisa, mas, até os 3
anos, têm problemas para entender as relações entre
figuras, mapas ou maquetes e os objetos ou os espaços que
eles representam.
hipótese de dupla representação
Causalidade
• Embora Piaget reconhecesse que as crianças possuíssem
alguma compreensão de uma conexão entre ações e
reações, sustentava que as crianças pré-operacionais ainda
não raciocinam logicamente sobre causa e efeito. Em vez
disso, dizia ele, raciocinam por transdução.
Ex: podem pensar que os seus "maus" pensamentos ou
comportamento causaram uma doença em si mesmas ou
noutra criança, ou o divórcio dos seus pais.
Categorização
• A categorização ou classificação exige identificação de
semelhanças e diferenças. Aos 4 anos, muitas crianças são
capazes de classificar por dois critérios, como cor e forma.
Classificação por cores Classificação por formas
• As crianças utilizam essa capacidade para organizar diversos
aspetos de suas vidas, categorizando as pessoas como "boas,
"más", "amigas", "não-amigas," e assim por diante.
Número
• As crianças já expressam palavras para comparar
qualidades.
3-4
anos
•A maioria das crianças sabe contar até 20 ou mais e sabe
os tamanhos relativos dos números de 1 a 10. Algumas são
capazes de fazer adição e subtração simples de um só
dígito. As crianças intuitivamente criam estratégias de
adição, contando nos dedos ou utilizando outros objetos.
5 anos
Número
• Em algum ponto da segunda infância, as crianças começam
a reconhecer cinco princípios de aritmética):
1. O princípio de um para um;
2. O princípio da ordem estável;
3. O princípio da irrelevância da ordem;
4. O princípio de cardinalidade;
5. O princípio da abstração.
Aspetos Imaturos do Pensamento
Pré-operatório
• Segundo Piaget, uma das principais características do
pensamento pré-operacional é a centração: a tendência de
se concentrar num aspeto de uma situação e negligenciar
outros.
• Ele disse que os pré-escolares chegam a conclusões
ilógicas porque não conseguem descentrar - pensar sobre
vários aspetos de uma situação ao mesmo tempo.
Conservação
• Um exemplo clássico é não compreender a conservação, o
fato de que duas coisas iguais continuam iguais se a sua
aparência for alterada, contanto que nada seja acrescentado
ou retirado.
Fases do desenvolvimento cognitivo segundo Piaget
Egocentrismo
• O egocentrismo é uma forma de centração. Segundo Piaget,
as crianças pequenas concentram-se tanto no seu próprio
ponto de vista, que não conseguem perceber o de outra
pessoa.
• O egocentrismo pode ajudar a explicar por que as crianças
pequenas às vezes, têm dificuldade para distinguir a
realidade do que acontece dentro das suas próprias
cabeças e porque elas podem demonstrar confusão sobre o
que causa o quê.
A Criança nos estágio das
Operações Concretas
• Aproximadamente os 7 anos aos 11 anos, segundo Piaget,
as crianças entram no estágio de operações concretas,
quando podem utilizar operações mentais para resolver
problemas concretos (reais).
• As crianças são então capazes de pensar com lógica porque
podem levar múltiplos aspetos de uma situação em
consideração. Entretanto, as crianças ainda são limitadas a
pensar em situações reais no aqui e agora.
Espaço
• Porque podemos confiar que crianças de 6 ou 7 anos sabem
ir e voltar da escola sozinhas, enquanto a maioria das
crianças de menos idade não o fazem?
• Um dos motivos é que as crianças no estágio de operações
concretas sabem compreender melhor as relações
espaciais.
• Elas possuem uma ideia mais clara da distância entre um
lugar e outro e de quanto tempo se leva para chegar lá; têm
mais facilidade para se lembrar do trajeto e dos seus pontos
de referência. A experiência desempenha um papel nesse
desenvolvimento.
Causalidade
• Os julgamentos sobre causa e efeito aperfeiçoam-se
durante a terceira infância.
Categorização
• A categorização agora inclui habilidades sofisticadas como
seriação, inferência transitiva e inclusão de classe.
• As crianças demonstram que compreendem a seriação
quando sabem dispor os objetos numa série de acordo com
uma ou mais dimensões, como peso (do mais leve ao mais
pesado) ou cor (do mais claro ao mais escuro).
Categorização
• Inferência transitiva é a capacidade de reconhecer uma
relação entre dois objetos, conhecendo-se a relação entre
cada um deles e um terceiro.
• Inclusão de classe é a capacidade de identificar a relação
entre o todo e suas partes.
Conservação
• Ao resolver diversos tipos de problemas de conservação, as
crianças no estágio de operações concretas podem
encontrar as respostas mentalmente; elas não têm que
medir ou pesar os objetos.
• Compreensão dos princípios de identidade e reversibilidade
e capacidade de descentração.
• Tipicamente, as crianças sabem resolver problemas que
envolvem conservação de substância em torno dos 7 ou 8
anos.
Número e Matemática
• As crianças intuitivamente criam estratégias para somar,
contando nos dedos ou utilizando outros objetos.
• Aos 6 ou 7, muitas crianças sabem fazer contas
mentalmente. Também aprendem a contar adiante: para
somar cinco e três, começam no cinco e então contam seis,
sete e oito para acrescentar o três.
• Também sabem inverter os números, começando pelo três e
acrescentando cinco. Pode levar mais dois ou três anos
para que elas realizem uma operação comparável de
subtração.
Teoria cognitiva de
Jerome Bruner
Teoria da Instrução
Teoria da instrução
Teoria da
instrução
Motivação Estrutura Sequência Reforço
Princípio da motivação
Condições que predispõem um individuo para a aprendizagem
Quais são as variáveis, especialmente nos anos pré-
escolares, que ajudam a motivar a criança e lhe permitem
aprender?
Motivação intrínseca = curiosidade
Impulso para adquirir competência
Reciprocidade
Princípio da motivação
Para Bruner, as motivações internas são por si próprias
recompensadores e por isso autossuficientes.
Como pode o professor tirar partido desta situação na sala de
aula?
Os professores devem facilitar e
regular a exploração de alternativas
por parte dos seus alunos .
Ativação
Manutenção
Direção
Princípio da motivação
• O primeiro princípio de Bruner indica que as crianças têm uma
vontade intrínseca para aprender,
• Os professores terão de gerir e aumentar esta motivação de
forma a que as crianças vejam a exploração guiada como mais
significativa e satisfatória do que a aprendizagem espontânea
que poderão alcançar por si próprias.
• Resumindo, o primeiro princípio de Bruner justifica a
escolarização formal.
Princípio da Estrutura
• Qualquer assunto ou tema pode ser organizado para poder ser
transmitido e compreendido por praticamente qualquer aluno.
• Se apropriadamente estruturada, qualquer ideia, problema ou
corpo de conhecimentos pode ser apresentado de uma forma
suficientemente simples para que qualquer aluno em particular
o possa compreender de uma forma reconhecível.
Princípio da Estrutura
• A estrutura de qualquer corpo de conhecimentos pode ser
caracterizada pelo seu modo de apresentação
Refere-se à técnica, ao método, pelo
qual a informação é comunicada.
Princípio da Estrutura
Bruner acredita que a pessoa tem 3 meios de alcançar a
compreensão:
• Representação Motora;
• Representação Icónica;
• Representação Simbólica.
Representação motora (até aos 3 anos):
• A criança representa o mundo (objetos) pela ação que exerce
sobre eles. A ação é a forma privilegiada de representação, e
descoberta da realidade.
Ex: para uma criança compreender melhor uma história, por
exemplo, é melhor que lhe mostrem uma dramatização do que
lhe contar ou ler essa mesma história, pois o seu interesse é
com a ação e o seu objetivo é estabelecer, através do
movimento, a comunicação como mundo.
Representação Icónica (3 aos 9 anos)
• Já representa mentalmente os objetos, baseia-se na
organização visual, no uso de imagens e na organização de
perceções.
Ex: A criança é capaz de ouvir uma história e responder ao
desafio de a recriar pela escrita ou pela ilustração. A criança
pode desenhar a imagem de uma colher sem encenar em
termos motores o ato de comer.
Representação Simbólica (A partir dos
10 anos)
• Utiliza símbolos sem necessidade de imagens ou ação. As
experiências são traduzidas em termos de linguagem.
Ex: as crianças, nesta fase, podem consultar textos de referência e
discutir umas com as outras as suas descobertas.
Princípio da Estrutura
Qual destes modos deve o professor utilizar para facilitar o
processo de aprendizagem?
Depende da idade do aluno, das
suas experiências anteriores com
a matéria em causa.
Banda desenhada da Mafaldinha sobre o tema do planeta terra
História do Ruca na quinta pedagógica
Princípio da sequência
O grau de dificuldade sentido pelo aluno ao tentar dominar uma
matéria depende, em larga medida, da sequência em que o
material é apresentado.
Assim o professor deverá começar por ensinar
mensagens sem palavras, falando em especial para
respostas musculares dos alunos.
Em seguida deverá levar o aluno a explorar
diagramas e diversas representações pictóricas.
Finalmente a mensagem seve ser comunicada
simbolicamente, pelo uso de palavras.
Princípio do Reforço
• A aprendizagem requer reforço. Para atingir a mestria de um
problema, temos de receber informação retroativa sobre o que
estamos a fazer.
• A altura em que o reforço é dado é crucial para o sucesso da
aprendizagem.
• Requer alguma sensibilidade por parte do professor em
fornecer um reforço na altura certa e de uma forma
compreensível para o aluno.
Em suma…
• A aprendizagem pela descoberta é muito mais duradoura e útil
do que a baseada na memorização.
• Ensinar bem exige que se encoraje o aluno a explorar
alternativas e a descobrir novas relações.
• Bruner insiste, também, no facto de qualquer assunto pode ser
compreendido por praticamente qualquer criança desde que
apropriadamente apresentado.
Teoria do Ciclo vital
Erik Erikson (1902-1994)
Teoria do Ciclo Vital – Erik Erikson
• Erik Erikson psicanalista nascido na Alemanha, enfatiza a
influência da sociedade sobre o desenvolvimento da
personalidade. A teoria do desenvolvimento psicossocial de
Erikson abrange oito estágios durante o ciclo vital.
• Cada estágio envolve uma "crise" na personalidade - As
crises, que surgem de acordo com um cronograma de
maturação, devem ser satisfatoriamente resolvidas para um
saudável desenvolvimento do ego.
Teoria do Ciclo Vital – Erik Erikson
• O êxito na resolução de cada uma das oito crises exige que
um traço positivo seja equilibrado por um traço negativo
correspondente. Embora a qualidade positiva deva
predominar, alguma medida do traço negativo é igualmente
necessária.
• O êxito na resolução de cada crise é o desenvolvimento de
uma determinada virtude ou força
Teoria do Ciclo Vital – Erik Erikson
• Confiança básica versus desconfiança
(nascimento aos 18 meses)
O bebé desenvolve o sentido do mundo ser um
lugar bom e seguro.
Questão - chave: “Será o meu mundo social
previsível e protetor?”
Virtude: esperança
Teoria do Ciclo Vital – Erik Erikson
• Autonomia versus dúvida e vergonha (18 meses
aos 3 anos)
A criança desenvolve um equilíbrio de
independência sobre a vergonha e a dúvida.
Questão-chave: “Será que consigo fazer as coisas
sozinho ou tenho de depender quase sempre dos
outros?”
Virtude: vontade
Teoria do Ciclo Vital – Erik Erikson
• Iniciativa versus culpa (3 aos 6 anos)
A criança desenvolve a iniciativa quando tenta
coisas novas e não está preocupada com a culpa.
Questão-chave: “Serei bom ou mau?”
Virtude: finalidade
Teoria do Ciclo Vital – Erik Erikson
• Mestria versus inferioridade (6 anos à puberdade)
A criança deve aprender competências da cultura
ou enfrenta sentimentos de incompetência.
Questão-chave: “Serei competente ou
incompetente?”
Virtude: competência.