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Sistemas Estruturais

roteiro de aula – 7
(não substitui a literatura recomendada)

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MADEIRA E ÁGUA
COMO O TEOR DE UMIDADE DA MADEIRA
AFETA SUA RESISTÊNCIA MECÂNICA
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RELAÇÃO DE PROPRIEDADES DE RESISTÊNCIA
E TEOR DE UMIDADE
 Quando a madeira seca abaixo do PSF a maioria de
suas propriedades de resistência e elasticidade
aumentam. Exceção se faz às propriedades
dinâmicas já que a madeira úmida absorve maior
energia que a seca.
 A água é removida da parede celular ¬ as cadeias
moleculares se aproximem umas das outras e se
tornam mais firmemente ligadas ¬ maior rigidez
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RELAÇÃO DE PROPRIEDADES DE RESISTÊNCIA
E TEOR DE UMIDADE
 As relações entre teor de umidade e resistência
dependem da espécie e do tipo de solicitação

 Também é variável o teor de umidade no qual as
modificações da resistência começam a se tornar
mais evidentes
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MONIN (1929)
 Pode-se assumir como coeficiente de correção da
umidade para teores próximos de 15% é de
aproximadamente 4% (compressão paralela)
 Significa dizer que a resistência da madeira aumenta
ou diminui de 4% em relação à resistência padrão
(15%) para uma variação de 1% de umidade em
relação a 15%
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MONIN (1929)
( )( ) | | 15 04 , 0 1
15
÷ ± = U f f
U



Segundo o autor, para madeiras com elevado teor de
resinas, que apresentam comportamento irregular com
a umidade, o coeficiente de correção pode chegar a 8%
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BROTERO (1956)
 Obtenção de um coeficiente de influência da madeira
considerando o trecho 10% e 20% de umidade
 Tabela com coeficientes de influência por espécie


( ) 15 %
100
1
15
÷ ÷
=
U
CI H
f
f
n
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MATEUS (1961)
Utilizando os dados de Wilson apresentou uma
expressão mais detalhada para definir o fenômeno




f1 e U1, f2 e U2 pares de valores de resistência e
umidade conhecidas
f3 e U3 valores de resistência e umidade à determinar

1
2
2 1
3 1
1 3
log log log
f
f
U U
U U
f f |
.
|

\
|
÷
÷
=
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Hellmeister (1982)
Espécie Pinho Bravo
100 corpos de prova ensaiados à compressão paralela
linear no trecho 0% a 25% de umidade
Expressão:

) 12 ( 5 , 2
12
÷ + = U f f
U
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PETRUCCI (1978)
Ensaio em corpos de prova com umidade variando
desde a saturação até 0%
Obtenção de uma curva na qual se observa um trecho
aparentemente retilíneo na faixa de 10% a 20% de
umidade
A tangente à curva no trecho denomina-se coeficiente
de correção da umidade
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PETRUCCI (1978)
10
20 10
f f
tg C
÷
= = o

A equação de correção será então:

f15 = fU% + C (U% - 15)
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IPT
Coeficiente de influência da umidade (CIH) dado por:

15
% 100
f
tg
CI H
o
=
2
20 10
15
f f
f
+
=
10
20 10
f f
tg
÷
= o
( )
20 10
20 10
20
f f
f f
CI H
+
÷
=
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IPT
A correção para a resistência à 15% de umidade é
dada por:



( ) ) 15 % 01 , 0 1
%
15
÷ ÷
=
U CI H
f
f
U
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IPT
Procurou relacionar a resistência com a
umidade por meio de uma exponencial:


Considerando :
- madeira seca em estufa - U=0%
- madeira saturada (U>PSF)
- quando a Umidade tende ao infinito a
resistência tende ao valor no PSF




|
.
|

\
|
÷
+ =
D
CU
U
Be A f
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IPT
U = 0%:


U ÷ · ¬ a exponencial de um número muito grande
tende a zero




( ) 0
0
Be A f + =
B A f + =
0
A f
sat
=
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IPT
Substituindo os valores de A e B na expressão
original da resistência à uma determinada
umidade, aplicando-se alguns ¨truques¨
matemáticos e, ao final utilizando-se o
método dos mínimos quadrados obtêm-se os
valores de C e D e portanto a expressão que
relaciona a Resistência com a Umidade


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GONZALES (1978)
Resistência à compressão varia com a umidade
segundo uma lei linear desde o estado anidro até a
saturação

A razão entre a resistência anidra e a saturada é
aproximadamente de 10/3
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Gonçalves e Rocco Lahr (1986)
Flexão



f
U
= resistência da madeira a U%
f = resistência da madeira saturada (30%)
Espécies ensaiadas: Jatobá, Ecualipto teretcornis,
Pinus elliottii, Cumaru
Umidades variando de 0 a 30%



20 , 2 log 81 , 0 + ÷ = U
f
f
U
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Forest Products Laboratory (FPL) 1987
Expressão aplicável no trecho de umidades entre 8% e
25%



- fu = resistência à umidade U%
- f12 = resistência à umidade 12%
- fs = resistência à umidade de saturação (assumida
como 25%)
13
12
12
12
÷
|
.
|

\
|
=
U
s
u
f
f
f f
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Pigozzo, Hellmeister e Rocco Lahr (1990)
Compressão Paralela às fibras:



f
U
= resistência da madeira a U%
f = resistência da madeira saturada (30%)
Espécies ensaiadas: Pinho do Paraná, Peroba Rosa e
Eucalipto citriodora
Umidades variando de 5 a 30%

76 , 3 log 36 , 1 + ÷ = U
f
f
U
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Rocco Lahr e Hellmeister (1990)
Tração Paralela às fibras:



f
U
= resistência da madeira a U%
f = resistência da madeira saturada (30%)
Espécies ensaiadas: Jatobá e Castanheira
Umidades variando de 5 a 30%



84 , 2 log 25 , 1 + ÷ = U
f
f
U
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Mendes, Hellmeister e Rocco Lahr 1990
Cisalhamento paralelo às fibras:



f
U
= resistência da madeira a U%
f = resistência da madeira saturada (30%)
Espécies ensaiadas: Castanheira, Maçaranduba,
Peroba Rosa, Jatobá e Pinus elliottii
Umidades variando de 8 a 30%



85 , 2 log 25 , 1 + ÷ = U
f
f
U
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Gonçalves e Rocco Lahr (1993)
Tração normal às fibras:



f
U
= resistência da madeira a U%
f = resistência da madeira saturada (30%)
Espécies ensaiadas: Canafístula, Branquilho, Peroba
Rosa, Maçaranduba e Cambará
Umidades variando de 0 a 30%



U
f
f
U
016 , 0 463 , 1 ÷ =
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NBR 7190/97
(
¸
(

¸

÷
+ =
100
) 12 % ( 3
1
% 12
U
f f
U
(
¸
(

¸

÷
+ =
100
) 12 % ( 2
1
% 12
U
E E
U
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NBR 7190/97
Expressões válidas no intervalo :
10% s U% s 20%

Nas expressões:
- f
12
e E
12
= valores da propriedade de resistência e
elasticidade à 12%
- f
U%
e E
U%
= valores da propriedade de resistência e
elasticidade à U% de umidade

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Ballarin e Ribeiro (1998)
Buscou a validação da expressão da NBR 7190/97
Utilizou madeira de eucalipto citriodora
Umidades nos 5 níveis especificados pela NBR 7190 :
> 25% (saturada); 18%, 15%, 12% e seca em estufa
Conclui que a expressão proposta é válida mas propõe
o coeficiente de influência da umidade = 2,5 (ao invés
de 3,0)