1

O processo de fabricação do etanol a partir de eteno e água é ilustrado pelo
Douglas em seu livro, tendo como produção desejada para esse processo de 783gmol/h
do azeótropo com 85,4% de etanol em base molar.
A reação química ocorre a uma pressão de 69 bar e a uma temperatura de 560K.
A reação química segui uma cinética de primeira ordem em relação ao eteno com
constante cinética e de equilíbrio dadas respectivamente por:
  53700 
k1  1,4  10 9  exp
 [h-1],
 R  T º R 
 10119 
Ke  1,679  10  7  exp

 T º R 

A fabricação do azeótropo será feita em um reator PFR adiabático. Este reator é
alimentado com uma corrente W de água pura e uma outra corrente contendo 90% de
etileno, 8% de etano e 2% de metano em base molar, o qual é representado pelo o
fluxograma simplificado do processo(figura 1).
Com base nestas informações, e dados termodinâmicos da substâncias pretendese calcular o volume do reator com reciclo para as condições ótimas de operação através
do balanço de massa e energia.
Reação:

C2H 4  H 2O 
  C 2 H 5 OH
A  B
 S

A  Etileno
B  Água
E  Etano
M  Metano
S  Etanol
pg

W

F

R e a to r

P

S is te m a
de
S ep araçã o

R

Figura 1. Fluxogama Simplificado do Processo

az

No ponto de mistura não diluição.2 Tabela 1.A corrente de reciclo e as correntes de alimentação dos reagentes entram a mesma temperatura no reator. sendo então purgados a quantidade de gases alimentados na corrente de alimentação fresca.O sistema de separação de fases é 100% eficiente. isto é.Reator PFR adibático.Os gases utilizados no processo seguem a lei dos gases ideais (lei de Cleyperon) . . a composição das substâncias em cada corrente são iguais. ou seja. Componentes em cada corrente F W P R az pg A B A A B M M M M S E E E E B B S S Para estimar o volume do reator para produzir de 783 gmol/h de azeótropo utilizou-se os balanços de energia e massa sobre o sistema mostrado na figura 1. E para isso. foram feitas as seguintes considerações: . consegue-se separar o azeótropo dos gases. . . .

FW  NA  y a . FW  NB  y B . F  0.43 V XA0 1  0 .513 N FW y E .2 K To  560 K N az  783 gmol / h y A.171 NA N F  y E .9  N F  N W  N FW  1526 gmol / h y A.08 y M .854  N az  N A  668.F N FW  y E . FW  0.146 N B  N az  783 gmol / h N A  0.az  0.682 gmol / h Observação: Alguns dados acima foram calculados através de um balanço de massa sobre o processo (ver apêndice A) .009738 NB   B  1.98 gmol / h 0.682 y A. F  0.039  y M .02 NF  N FW NA  N F  742. FW  B  E  M  A  N F  y E .FW  0.9   B  F A  N A  668 .F NA   E  0. FW  0.3 Po  6900 KPa R  8.F N FW N F  y m .9   B     A  0 . FW  y M . F  0.438 N FW y B .90 y E .854 y B  0.F NA N F  y M .314 10 3 KPa  m 3 gmol  K TR  298.FW  0.022 V XA1  V XA0  B  1  0 .089   M  0.

679  10  exp e isolando a fração de conversão.097  10 5  T 2  1.055  10  T  3.0857  0 .1566  T  8 .39  10  T  1.8 representa a transformação de graus Reikein para Kelvin.132  10  T *fonte Reid at all Cálculo do Cp Cp  Cp S   Cp A  Cp B  Cp  27.373  10  T R 84740 5 2 9 3 5.197  10  T  1.679  10  7 (1) Cálculo do Balanço de energia para reator adiabático (segundo Fogler) .7037  10 5  T 2  1.1925  0.713  10  T E 74900 5 2 8 3 M 235 0.938  10  T  8.21410  T  8. Tabela 2. Capacidade caloríficas e as entalpias padrões de formação das substâncias envolvidas no processo 0 Substâncias Cp(T )  a  b  T  c  T 2  d  T 3 H f (J/gmol.924  10  T  1.05213  T  1.2581  10 8  T 3 Cálculo do    i  Cp i i  Cp i   A  Cp A   B  Cp B   E  Cp E   M  Cp M i  Cp i  8 .8  T  7 Substituindo a constante de equilíbrio pela expressão: Ke  1.3867  10 8  T Cálculo da HR H R  H S   H A  H b  H R  45340 J / gmol A Cálculo da Equação de Equilíbrio: Ke  Po  X A  y A CS .596  10  T B 242000 5 2 9 3 9.24  1.348  10 5  T 2  1. tem-se: * Nesta equação o fator 1.4 As capacidades calorificas das substâncias envolvidas no processo estão representadas abaixo.178  T  6.032  5.8  T   10119   exp  1  1.755 10 8  T 3 3 5 2 9 3 32.8  T  1.014  0.5576  10 2  T  1.806  0 .409  0.679  10  7  exp XA  1. como C S  CA 1   A  X A   R  T e CA  Po  1  X A   y A 1   A  X A   R  T  10119   *  1.  10119    1.K) (J/gmol) A 52340 3 .1759  T  7 .

679  10 7  exp   1. Logo pode-se escrever o balanço de massa para o componente “A” no ponto de mistura como: F A  F A1  1  X A   F A1 F A1  FA XA Balanço de Massa para o PFR adiabático: Vr  F A1   XA 0 dX A . obtém-se: X Ae  3 .7  10 3 Te  561. Diagrama do processo.8  T        .5   T XA  Ti i  Cp i  dT (2)   H R  To    Cp  dT    TR T Resolvendo o sistema formado pelas equações (1) e (2).4  10 9  exp   R  1. como  rA C    r A  k1   C A  S  Ke       53700    rA  1.8  T     então: Po  X A  y A Po  1  X A   y A 1   A  X A   R  T  1   A  X A   R  T  10119  1. ressaltando o ponto de mistura do reciclo Consideração: Não existe diluição no ponto de mistura pois as concentrações dos componentes são equivalentes.5 K Cálculo do Reciclo: FA F A 1 (1 -X A ) FA 1 F A 1 (1 -X A ) Figura2.

derivando esta expressão obtém-se:  Cp i  dT   H R  To    Cp  dT     i  Cp i Ti  TR  dX A  dT (5) 2  H  T   T Cp  dT  R o TR   Substituindo as expressões (4) e (5) em (3) obtém-se a expressão: Cp   T  T i .679  10 7  exp   1.8  T  9  1.4  10  exp             Po  X A  y A Po  1  X A   y A  1  A  X A   R T  1   A  X A   R  T  10119  1. logo.6          Vr  XA  FA   X A 0    1    53700  R  1.8  T   dX A             (3) Devido à capacidade calorífica ser função da temperatura mas não linear é impossível isolar a temperatura para substituir e então para podermos avaliar a integral necessita-se fazer uma mudança de variável:   T XA  Ti i  Cp i  dT   H R  To    Cp  dT   TR  T (4) .

R. 109. 1. T  HR  Cp( T ) dT To . To  Cp( T ) dT Tr To .9872 .7 T T  Cp( T ) . To  HR Tr 1. 1 To .4. T dT T  iCpi( T ) dT  iCpi( T ) dT To Po . T . T . T  iCpi( T ) dT  Cp( T ) dT . 10119 exp 1. ya T  HR Tr  Cp( T ) dT Tr T T  iCpi( T ) dT Po . T T 7.679. 10  iCpi( T ) dT  a. 1. exp 53700 1. ya T  HR  iCpi( T ) dT  Cp( T ) dT 1  a.8.  iCpi( T )  HR To Tr 2 T  HR Vr FA  Cp( T ) dT Tr . R.8. T T  HR  Cp( T ) dT Tr T 1 .

8 .

E.3 560. C.4 561. Revista Chemical Engineering.1 0.1264 387. Cálculos de fração de conversão versus volume do reator T (K) XA (%) Vr (m3) 560. Para tanto construir-se á um sistema composto por 4 reatores PFR com 100m3 em paralelo de forma a facilitar a manutenção e evitar paradas total na unidade. M.1 561.. May 1997.8 560. 1992. DOUGLAS. Prentice-Hall..5 560. Elements of Chemical Reaction Engineering.Para selecionarmos o volume ideal para o reator.3540 950.0758 357. B. 1986. J.6 560.3 0.6 Escolheu-se a temperatura de 560. The Properties of Gases & Liquids.8 0. PRAUSNITZ. 4 Ed.7 0.4 0.0253 333.2023 452.2781 568. pois a mesma fornece uma conversão em torno de 30% da conversão de equilíbrio.7 561.M.1 561.0506 344. FOGLER. Estes cálculos são mostrados na tabela abaixo: Tabela 2.2 0.9 560..9 0. . arbitramos vários valores de temperatura.5 0. McGraw Hill.0 561. Bibliografia: REID.0 0..1517 406.1 0. Conceptual Design of Chemical Processes. POLING.1770 427. H.2 0. McGraw Hill.3 0. S. 1988.1 560.2528 519. Ed. R. o que nos fornece varias frações de conversão e consequentemente vários volumes para o reator.2275 482.6 0.4 0.3287 739.8 560.3 560..5K. 2 Ed. J.1011 371.3034 635.

FWfração do componente E na corrente FW YM.azfração do componente A na corrente az YA.FWfração do componente M na corrente FW .Ffração do componente E na corrente F YE.FWfração do componente A na corrente FW YB.10 Nomenclatura: A fator de variação de volume B razão de alimentação do componente B Cp variação das capacidades caloríficas dos produtos e reagentes E razão de alimentação do componente E Hfo entalpia padrão de formação a 25oC e 1 atm i razão de alimentação do componente i M razão de alimentação do componente M A  Eteno B Água CA concentração do reagente A na temperatura T CPi capacidade calorífica do componente i CS concentração do reagente S na temperatura T F vazão molar da corrente de alimentação FA vazão molar do componente A na corrente de alimentação K1 constante cinética da reação na ordem direta Ke constante de equilíbrio da reação M Metano N Número de moles NA Número de moles do componente A Naz Número de moles do azeótropo NB Número de moles do componente B NF Número de moles da corrente F NFW Número de moles da corrente FW NW Número de moles da corrente W P Vazão molar da corrente de produto Po pressão inicial R constante universal dos gases S Etanol T temperatura final To temperatura inicial TR temperatura de referência XA fraçaõ de conversão do componente A YA.Ffração do componente A na corrente F YA.Ffração do componente M na corrente F YM.FWfração do componente B na corrente FW YE.

11 .

1709 1 gmol / h de eteno 668. P  114. P  P  N B .F = ? Figura A.1709 de água NW N W  783 gmol / h Cálculo da corrente FW e a fação de cada componente na corrente FW: W=783gmol / h FW F=742.F  N F  668 .318 gmol Cálculo da corrente F=?.F  y A . P  y B .F = ? yE.F  668 . com água pura Pela estequiometria tem-se: 1 gmol de eteno 0. 8% de etano .98 gmol / h Cálculo da corrente W =?. 2% de metano Pela estequiometria tem-se: 1 gmol de eteno NA.12 APÊNDICE A Demonstração dos Cálculos das Vazões Molares de Cada Correntes e Alguns Parâmetros.682 gmol / h de etanol N A .98gmol / h yB.9  N F  N F  742 .6% de água N S .854 de eteno 1 gmol de água B  B  1. P  y S . com 90% eteno.682  0 .682 gmol N B .F = ? yA. com 85.Cálculo das Vazões Molares das Correntes Base de Cálculo: 783gmol / h de azeótropo 85. P  668.682 gmol / h de eteno 1.4% de etanol e14. Demonstração da mistura das duas correntes FW  F  W .F 1 gmol de etanol 668.682 gmol / h N A .1.4% em etanol em base molar Corrente P=783 gmol/h.1. P  P  N S .F = ? yM. A.

08  0.9 0 0 0.W N FW   742.F N FW   742. FW  y B .08 0.98  0.02 0.4382 1525.98 742.13 y A.4382 V xa 0 2.98 A.9 a  V xa 1  V xa 0 1.Cálculo do  A Tabela A1.98 783  0.9  0.05381   0.98  0.9 Fim xA=1 0 0.7 1.05381 2.98  0.05381 Total 2.15381 0.1. FW  y M .008761 1525. FW  N F  y A.08 0. F N FW N B .02 0 Reage 0.5131 1525.1709 0.2.03895 1525. FW  y E . Base de Cálculo : F = 1gmol Componente A B E M S Início xA=0 0.9.15381 .F N FW N F  y M .9 0.15381  2.9 0.98 N F  y E .02  0.

Causas de Acidentes em Reatores Batelada Causas Contribuição. % Falta de conhecimento da reação química 20 Problemas com a qualidade do material 9 Problemas com o controle de temperatura Problemas de agitação Manutenção pobre Erro do operador Outros Fonte:Revista-Chemical Engineering /may 1997 19 10 15 6 21 . TabelaB1. como também as suas causas. Incidência de Acidentes em Processos Batelada Tipo de Processo No de incidência no Reino Unido. (1962-1987) Polimerização 64 Nitração 15 Sulfurização 13 Hidrolise 10 Formação de sal 8 Alogenação 8 Alquilação(Frield-Crafts) 5 Animation 4 Diazolization 4 Oxidação 2 Esterificação 1 Total 134 Fonte:Revista-Chemical Engineering /may 1997 Tabela B2.14 APÊNDICE B Tabelas Que Relacionam o Número de Incidência de Acidentes com Processos Químicos em Batelada e Reatores Batelada As tabelas abaixo mostram a incidência de acidentes ocorridos em indústrias de processos químicos.