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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS DE RIBEIRÃO PRETO

RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM FARMÁCIA
HOSPITALAR

Relatório de estágio supervisionado apresentado à
Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão
Preto como parte da exigência para conclusão do
programa de estágio curricular.
Aluna: Daniela Regina Bonatto

2009

APRESENTAÇÃO
Estágio em Farmácia Hospitalar
Aluna: Daniela Regina Bonatto
Carga horária total: 690 horas
Estabelecimento: Divisão de Assistência Farmacêutica do Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.
Endereço: Av. Bandeirantes, 3.900 - Campus Universitário - Monte Alegre
CEP: 14.048-900 - Ribeirão Preto – SP
Farmacêutica responsável: Farmª. Ms. Alexandra Cruz Abramovicius (Diretora da
Divisão de Assistência Farmacêutica)

INTRODUÇÃO
A Farmácia Hospitalar é um órgão de abrangência assistencial, técnico-científica e
administrativa, em que se desenvolvem atividades voltadas à produção, armazenamento,
controle, dispensação e distribuição de medicamentos e materiais médico-hospitalares.
É também responsável pela orientação de pacientes internos e ambulatoriais,
visando sempre a eficácia da terapêutica, racionalização dos custos, voltando-se também
para o ensino e a pesquisa, propiciando assim um vasto campo de aprimoramento
profissional.
A legislação que regulamenta o exercício profissional da Farmácia em Unidade
Hospitalar é a Resolução nº. 300, de 30 de janeiro de 1997. Segundo esta resolução
“Farmácia Hospitalar é uma unidade técnico-administrativa dirigida por um profissional
farmacêutico, ligada funcional e hierarquicamente a todas as atividades hospitalares”.
A farmácia é um setor do hospital que necessita de elevados valores orçamentários e
o farmacêutico hospitalar deve estar habilitado a assumir atividades clínico-assistenciais,
através de participação efetiva na equipe de saúde, contribuindo para a racionalização
administrativa com conseqüente redução de custos. Tem como principal função garantir a
qualidade da assistência prestada ao paciente, por meio do uso seguro e racional de
medicamentos e materiais médicos hospitalares, adequando sua aplicação à saúde
individual e coletiva, nos planos assistencial, preventivo, docente e investigativo.
O Profissional Farmacêutico
Considerada como uma das mais antigas e fascinantes, a profissão farmacêutica tem
como seu princípio fundamental a cura e a melhoria da qualidade de vida da população. O
farmacêutico deve nortear-se pela ética, configurando-se como peça fundamental na
sociedade, pois é a garantia do recebimento de toda a informação adequada e voltada ao uso
do medicamento.
Historicamente, as atividades farmacêuticas datam da época de gregos e troianos e,
por muitos anos, foram confundidas com as atividades médicas, sendo separadas somente
alguns séculos depois.

os Serviços de Farmácia Hospitalar. onde o corpo técnico de farmacêuticos foi sendo substituído por leigos. o autor da primeira publicação a respeito de Farmácia Hospitalar no país. e de forma mais importante em meados de 1940. sendo talvez. bem como cooperar pelas suas seções competentes. sendo. sendo depois atualizada através da resolução 300 no ano de 1997. a Farmácia apresentava-se como imprescindível ao funcionamento normal do hospital. do Conselho Federal de Farmácia. na Europa e nos Estados Unidos. que levou à mudança do conceito de Farmácia. em 19 de junho de 1990. diretor do Serviço de Farmácia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. não só químicos como alimentícios adquiridos para seu consumo. que de manipuladora ativa se transformava passivamente em simples dispensário de medicamentos. sempre de presença obrigatória e jamais esquecida pelas administrações. inclusive. embasadas em publicação espanhola que regulamenta o exercício em Farmácia de Unidade Hospitalar. A partir de 1930. o principal objetivo da Farmácia Hospitalar era produzir e distribuir medicamentos e produtos afins às unidades requisitantes e servir ao Hospital como órgão controlador da qualidade dos produtos.No segmento hospitalar. e o farmacêutico hospitalar tinha como função o fornecimento dos medicamentos e o controle dos psicotrópicos e entorpecentes. a unidade mais evoluída. foi o farmacêutico que mais se destacou nesta luta. nas pesquisas. As funções do farmacêutico hospitalar no Brasil foram definidas a partir da Resolução 208. ficando apenas na obrigatoriedade de distribuir produtos industrializados aos pacientes. Se até o início da década de 70. A partir dos anos 90 a . Isto ocorreu em todo o âmbito farmacêutico. podemos afirmar que no começo do século XX. A partir de 1950. no Brasil não era diferente. O professor José Sylvio Cimino. diagnósticos e investigações científicas da entidade. os objetivos da Farmácia eram restritos. pois mantinha seu papel na preparação de receitas magistrais e oficinais. representados na época pelas Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Escola. De acordo com esta publicação e com a visão da época. passaram a se desenvolver e a se modernizar. no seu antigo e verdadeiro conceito. tornou-se crescente a influência da indústria farmacêutica.

além do exercício da Assistência Farmacêutica. a Política Nacional de Saúde definiu as premissas e diretrizes. à promoção do uso racional. desinfecção e esterilização. e ambas estabeleceram a reorientação da Assistência Farmacêutica voltando-se. limpeza.Farmácia Hospitalar brasileira passa a ser essencialmente assistencial e com um enfoque logístico muito importante. A Portaria do Ministério da Saúde 3916/98 criou a Política Nacional de Medicamentos. armazenamento. sobretudo. aquisição. A valorização do farmacêutico se dá quando a Política de Medicamentos enfatiza o processo educativo dos usuários e consumidores relativo à adesão do tratamento e aos riscos de automedicação. fracionar e/ou “reenvasar” medicamentos elaborados pela indústria farmacêutica a fim de racionalizar sua administração e distribuição e ainda preparar. Suas principais atribuições são voltadas para: a) organização e gestão: planejamento. . diluir ou reenvasar germicidas necessários para realização de anti-sepsia. fundamentalmente. elaboração de normas e controles que garantam a sistemática de distribuição e critérios de qualificação de fornecedores. tendo papel fundamental na seleção de medicamentos (padronização). otimizando e efetivando os sistemas de acesso e dispensação. no estabelecimento de saúde. distribuição e descarte de medicamentos e materiais médico-hospitalares. valorizando as atividades ao subscritor (dispensador). sendo que o farmacêutico é o responsável legal por todo o fluxo do medicamento dentro da unidade hospitalar. O Perfil do Farmacêutico Hospitalar O farmacêutico hospitalar deve estar habilitado a ser o responsável por todo fluxo logístico de medicamentos e materiais médico-hospitalares. b) manipulação de fórmulas magistrais e oficinais: desenvolver fórmulas de medicamentos e produtos de interesse estratégico e/ou econômico.

de forma eficiente. motivação pelo paciente e interação multiprofissional”. palestras. portanto. necessitando. visando a proteção dos trabalhadores. atualizados. f) Farmácia Clínica: segundo o Comitê de Farmácia Clínica da Associação Americana de Farmacêuticos Hospitalares. programa de capacitação e educação permanente (treinamentos. a preservação da saúde pública. disponíveis e aplicados. Quanto maior a difusão do conhecimento. entre outros). em conformidade com as Boas Práticas de Fabricação. esta área pode ser definida como: “Ciência da Saúde cuja responsabilidade é assegurar mediante aplicação de conhecimentos e funções que o uso do medicamento seja seguro e apropriado.c) produção de medicamentos: a produção de medicamentos em alguns hospitais visa atender a demanda da instituição. rotinas e procedimentos documentados. aumentando a segurança na utilização dos medicamentos. de educação especializada e interpretação de dados. evidências de integração com outros processos e serviços da Organização. O ensino se faz presente nos hospitais através da realização de estágios curriculares de cursos de Farmácia ou especialização em Farmácia. dos recursos naturais e do meio ambiente. e) gerenciamento de resíduos: tem como principal objetivo minimizar a produção de resíduos e proporcionar um encaminhamento seguro. maior a capacitação e o prestígio do farmacêutico perante a comunidade hospitalar. além de subsidiar as autoridades sanitárias na regulamentação. d) pesquisas e atividades didáticas: Toda farmácia hospitalar deve possuir manuais de normas. estatísticas básicas para o planejamento de melhorias. quantificar e identificar os fatores de risco. g) Farmacovigilância: identificar os efeitos indesejáveis desconhecidos. Segue todos os procedimentos da industrialização de produtos farmacêuticos. . informar e educar os profissionais sanitários e a população.

a análise e a comparação dos custos e das conseqüências das terapias medicamentosas para os pacientes. indicadores de controle de infecção e sensibilidade dos antimicrobianos. estímulo à terapia seqüencial. monitorização das prescrições de antimicrobianos. Comissão Técnica de Análise de Compras: elaborar editais de compras e especificação técnica e participar de licitações e aquisições fazendo avaliação técnica. manual de germicidas. aumentar a investigação sobre a utilização de medicamentos. controle de custos. elaboração de relatórios de consumo e educação permanente da equipe de saúde. através de trabalho integrado nas áreas clínica e administrativa. com o objetivo de identificar produtos e serviços farmacêuticos. participar ativamente de educação permanente em terapêutica dirigida à Equipe de Saúde e assessorar todas as atividades relacionadas à promoção do uso racional. i) Farmacoeconomia: definida como a descrição. adequação ao uso e segurança. validar protocolos de tratamento elaborados por diferentes serviços clínicos. Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT): elaborar política de dispensação de medicamentos e atualizar a padronização e aplicação conforme a instituição. j) participação nas Comissões Hospitalares: Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH): desenvolver guia de utilização de antimicrobianos. cujas características possam conciliar as necessidades terapêuticas com as possibilidades de custeio. em especial quanto a sua eficácia.h) Tecnovigilância: caracteriza-se pelo acompanhamento do uso de materiais e equipamentos médico-hospitalares. os sistemas de saúde e a sociedade. controle de utilização de resistência antimicrobiana e estabelecer rotina de dispensação de antimicrobianos. fixar critérios para obtenção de medicamentos que não constem na padronização. . consumo e taxa de letalidade.

apontar reações adversas além daquelas já conhecidas.USP . monitorar as notificações de queixas técnicas ligadas aos materiais médico-hospitalares e acompanhar o desenvolvimento tecnológico ligado aos materiais de uso em saúde. buscando conhecimento e aprimoramento contínuo sobre ensaios clínicos e legislações pertinentes. avaliação do estado nutricional do paciente. padronizar e reavaliar práticas nutricionais. dispor de protocolos de tratamento ou prevenção para estas reações. desenvolver e aplicar o plano terapêutico. Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto . É importante salientar que a participação do farmacêutico em qualquer uma dessas atividades depende das características e complexidade da instituição na qual está inserido. manutenção do suporte. Equipe Multidisciplinar de Terapia Antineoplásica: preparação dos quimioterápicos. Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional: preparo de nutrições parenterais. Comissão de Farmacovigilância/Tecnovigilância: detectar de forma precoce os efeitos indesejáveis. manterse atualizado no que se refere às normas nacionais e internacionais pertinentes à ética nas pesquisas. atuação no suporte e na farmacoterapia. oferecer informações educativas aos profissionais de saúde do hospital.Comissão de Ética e Pesquisa: emitir parecer ético sobre os projetos de pesquisa.

UE. ensino de medicina. Comprometimento Institucional. 500 exames radiológicos. conta com linhas de pesquisa de alta qualidade. Responsabilidade Social. onde funciona a Unidade de Emergência . terapia ocupacional e informática biomédica. Pioneirismo e Inovação. é muito comum encontrar nos corredores dos ambulatórios e enfermarias pessoas vindas de outros estados e até mesmo de outros países. 90 internações. Além disso. fornece em média 220 transfusões de sangue. oferece apoio profissional. O complexo do HCFMRP-USP dispõe de três prédios: dois situados no Campus Universitário: HC-Campus e o Hemocentro e um situado na área central da cidade. Centro Médico Social e Comunitário Vila Lobato. para a valorização da vida. o HC realiza cerca de 2500 consultas. contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população. Centro de Saúde Escola "Joel Domingos Machado" e Centro Médico Social Comunitário Pedreira de Freitas em Cássia dos Coqueiros (SP). Compromisso com a Qualidade. 9500 refeições. por meio da busca permanente da excelência.Visão: ser reconhecido nacional e internacionalmente como referência em atenção à saúde. entretanto. enfermagem. ensino e pesquisa em saúde. financeiro. 60 cirurgias. lutam para salvar vidas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Humanismo. Diariamente. enfermeiros e pessoal de apoio. ante as suas características de hospital de referência para atendimentos complexos. nutrição. geração de conhecimento. 6 mil exames laboratoriais. A área de atuação do Hospital concentra-se basicamente no município de Ribeirão Preto e região. 2 mil exames especializados. Valores: Ética. logístico e administrativo a um conjunto de unidades: Hospital-Dia de Psiquiatria. entre médicos. Competência Pessoal. residentes. fisioterapia. Além disso. docentes. formação e capacitação profissional. Missão: desenvolver e praticar assistência. fonoaudiologia. OBJETIVOS . mais de 7 mil pessoas. Durante as 24 horas do dia. reconhecido como centro de referência.

proporcionando uma visão geral do campo de trabalho.O presente relatório tem como objetivo a descrição das atividades realizadas durante estágio curricular na Divisão de Assistência Farmacêutica (DAF) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. . sendo visitadas as seguintes subunidades: Farmácia Central (incluindo o Central de Preparo de Nutrição Parenteral). Farmácia Ambulatorial e Farmácia Satélite da Unidade Especial de Tratamento de Doenças Infecciosas (UETDI). Divisão de Assistência Farmacêutica (DAF) do HCRP-FMRP-USP . Farmácia Satélite da Central de Quimioterapia. As atividades aqui relatadas visam o conhecimento das áreas de atuação do farmacêutico no âmbito hospitalar. relações humanas envolvidas e ética profissional.

Área física A DAF conta com uma área total de 1. central de abastecimento (almoxarifado). além do desenvolvimento dos profissionais e prestação de assistência integrada ao paciente e a toda equipe de saúde. copa. das 8:00 às 17:00. pesquisando. sanitários e depósito de material de limpeza. sábados e domingos. o Farmacêutico responsável: Rodrigo Marangoni Fernandes  Farmácia Ambulatorial: segunda a sexta. Setor de compras e estocagem e a Seção de fracionamento e etiquetagem). das 8:00 às 12:00. o Farmacêutica responsável: Laura Martins Valdevite . produzindo e distribuindo produtos de qualidade. 24 horas por dia. Serviço de Atividades Industriais (SAI). auxiliares farmacêuticos.400 m2. o Farmacêutico responsável: Rodrigo Marangoni Fernandes  Central de Quimioterapia: segunda a sexta. auxiliares de serviço e oficiais administrativos). das 8:00 às 18:00. compreendendo diversos setores distribuídos entre os andares do Hospital: Dispensação (incluindo Área administrativa. Farmácia da UETDI. a Divisão de Assistência Farmacêutica do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto tem como objetivo promover o uso correto e racional de medicamentos. das 8:00 às 17:00.Contando com cerca de 120 funcionários (farmacêuticos. Farmácia da Central de Quimioterapia. sendo sábados e domingos em esquema de plantão. Centro de Preparo de Nutrição Parenteral – CPNPT. Horário de funcionamento  Farmácia Central: de segunda a domingo. o Farmacêutica responsável: Silvia Fernanda Clemente Silva  Centro de Preparo de Nutrição Parenteral: de segunda a domingo. Farmácia Ambulatorial.

das 8:00 às 17:00. das 8:00 às 12:00. das 7:00 às 17:00. o Farmacêutico responsável: Wagner José S. o Farmacêutico responsável: Luis Maçao Sakamoto 1. Oliveira  Serviço de Atividades Industriais: de segunda a sexta. Farmácia Central . sábados. Farmácia da UETDI: segunda a sexta.

Nesse contexto. proporcionando uma reflexão crítica sobre a escolha e a utilização dos medicamentos. racional e de baixo custo. farmacêutico. com cerca de 25 mil apresentações comerciais e 8 mil marcas de medicamentos. A padronização de medicamentos em um hospital deve ser o resultado concreto do processo de seleção de medicamentos desenvolvido na instituição. devendo caracterizar-se como um processo dinâmico. é responsável pelo desenvolvimento e supervisão de todas as políticas e práticas de utilização de medicamentos no hospital. e a avaliação do padrão de utilização de medicamentos na instituição. composta por representantes do serviço médico. contínuo. com o objetivo de assegurar uma terapêutica eficaz.1. utilizando o sistema de Prescrição Eletrônica. O processo de seleção de medicamentos surgiu. de enfermagem e da administração. para aproximadamente 2 mil princípios ativos. a educação dos profissionais de saúde. de maneira contínua. 1. A Comissão de Farmácia e Terapêutica. dentre elas a análise do nível assistencial e da infra-estrutura de tratamento existente no hospital. Dispensação de medicamentos A Farmácia Central é responsável pela dispensação de medicamentos para pacientes internados. conseqüência de uma inadequada política de registro e comercialização de produtos farmacêuticos. visando a disponibilidade dos medicamentos essenciais à cobertura do tratamento dos pacientes. Para garantir o uso racional de medicamentos (URM) é necessário elaborar uma lista de medicamentos padronizados e desenvolver. através do qual a prescrição de medicamentos e a assinatura eletrônica do médico ficam registradas num banco de dados e . há medicamentos sem comprovação de eficácia clínica e também com inaceitável relação risco/benefício. 1 O processo de seleção e padronização de medicamentos é composto por várias etapas. Padronização de Medicamentos O panorama atual revela um elevado número de medicamentos. assessorando a Diretoria Clínica e servindo como elo de ligação entre a farmácia e a equipe de saúde. multidisciplinar e participativo. portanto.1.2.

se há interações físico-químicas (indicadas na caixa do medicamento) com os demais medicamentos da requisição.esta última com código de barras. O sistema de Prescrição Eletrônica integra melhor a área médica com a Divisão de Assistência Farmacêutica. geralmente o auxiliar farmacêutico. A partir dessa prescrição. O medicamento é separado respeitando-se certas especificações: se está liberado para o centro de custo e/ou paciente solicitante. estocados em sala separada. no máximo. que pode ser.  Psicotrópicos: medicamentos da portaria 344/98. atendidas conforme prioridade detalhada na parte superior de cada uma delas. correspondente ao período de alta do paciente. Depois de impressa. destinados à recepção das requisições oriundas das enfermarias. por tempo indeterminado.  Alta-licença: requisições que atendem a prescrição de 24 horas. é gerada uma requisição na versão I ou versão II . com a Divisão de Nutrição e Dietética. Por exemplo:  Carrinho: requisições que atendem à demanda terapêutica de cada paciente no período de 24 horas. O setor de Dispensação possui em sua área cinco microcomputadores. com a Central de Quimioterapia e com a CCIH. .  Ronda / Urgente / Termolábil: os medicamentos são separados no balcão e enviados nas rondas que ocorrem várias vezes ao dia. três dos quais operados por oficiais administrativos ou escriturários.disponibilizadas na rede de microcomputadores do hospital.direcionada aos computadores da farmácia. segundo listagem préestabelecida para cada uma. sendo analisada pelo separador. entre outras. Banco de Leite. conforme horário determinado. a requisição é colocada no balcão para triagem.  Reposição: reposição do estoque das enfermarias. Existem diferentes tipos de requisições eletrônicas. com o Centro Regional de Hemoterapia. É a partir desta requisição que os medicamentos são separados e dispensados. para cinco dias. com o Centro de Preparo de Nutrição Parenteral. se há quantidade suficiente.

onde cada auxiliar escalado é responsável pela separação de medicamentos psicotrópicos dos seus carrinhos e também do balcão. Os medicamentos termolábeis são solicitados em requisição própria. estoque insuficiente (4). Escriturário/ Oficial administrativo Mensageiro Auxiliar farmacêutico . são preenchidos alguns campos da requisição (código e nome do separador. suspensões. Quando a quantidade fornecida for diferente da quantidade requisitada. deve-se justificar com um número de ocorrência. soluções e outros medicamentos cuja quantidade unitária é suficiente para atender a mais de uma administração. colírios. que se alterna entre eles. durante a semana. neste caso. As requisições de psicotrópicos são levadas até a área de medicamentos controlados. separados. as requisições impressas são colocadas em uma peça com divisórias identificadas para cada andar. entregue aos mensageiros que fazem a distribuição para os andares. e quantidade fornecida). outros (9) e quantidade suficiente para atender a prescrição (13).Após separação. sendo separadas da mesma maneira pelo auxiliar responsável. Mas. exceto em caso de plantão. Os psicotrópicos dos carrinhos também são separados pelo auxiliar responsável pela sala de psicotrópicos. O medicamento é debitado através do código de barras. esta última no caso da dispensação de pomadas. Os procedimento para separação dos medicamentos dos carrinhos é o mesmo descrito para a separação no balcão. Os carrinhos são entregues às enfermarias sempre no período da tarde. os auxiliares farmacêuticos seguem uma escala determinada. As principais ocorrências são: material em falta (2). em seguida. fora de uso/solicitação especial (7). debitados pelo código de barras e deixados na câmara fria até o próximo horário de ronda aos andares. Para o preparo dos carrinhos de medicamentos e das reposições. sendo levados pelos mensageiros em bolsas térmicas destinadas para esse fim.

onde o auxiliar responsável dá entrada dos medicamentos no sistema. pacientes em tratamento ambulatorial com fármaco não-padronizado cuja substituição terapêutica não é recomendável. a descrição do medicamento. embalagem violada. uma . Se o pedido for aprovado. disponível na intranet do hospital. Cada um é responsável por uma ou duas prateleiras.Ao iniciar a preparação do carrinho. Depois de documentado. o formulário retorna à farmácia para que seja providenciada a compra do medicamento. observando problemas como falta de identificação. Os medicamentos danificados ou inservíveis são notificados em planilha específica de controle. ausência de resposta terapêutica e/ou intolerância aos efeitos colaterais dos medicamentos padronizados. e. período do tratamento. Os auxiliares farmacêuticos também são responsáveis pela reposição semanal das prateleiras de medicamentos. para aprovação da solicitação. Durante a separação dos medicamentos. Estes medicamentos são conferidos em rotina específica do período noturno. O formulário deve ser corretamente preenchido com o nome. que completa o formulário com o valor financeiro total do tratamento. justificativa do uso do medicamento. onde são anotados o código. trituração. Depois. A prescrição de medicamentos não-padronizados pode ocorrer em caso de pacientes com patologias raras. o medicamento é desprezado em coletor específico para posterior incineração. ampola quebrada. CID da patologia. é preciso estar atento às condições de cada um. a ocorrência (quebra. o formulário é enviado para a Diretoria Clínica ou para a CCIH (no caso de antimicrobianos). com o objetivo de controlar o estoque de medicamentos. a dispensação de medicamentos não-padronizados é feita mediante solicitação prévia através do Formulário de Solicitação de Medicamentos Não-Padronizados. apresentação e forma farmacêutica do medicamento. etc). separados dos demais medicamentos. presença de corpos estranhos. se houver. dados do paciente. o auxiliar farmacêutico deve verificar se há devoluções de medicamentos dentro do mesmo. deve guardá-las dentro de armários específicos de cada andar. somando-os aos medicamentos do estoque. ou ainda. O formulário é encaminhado à farmácia e analisado pelo farmacêutico. a data e o nome do funcionário. Essas ocorrências são registradas no sistema. assinatura do médico e do docente responsável pelo setor. embalagem violada. entre outros. Sendo assim. Os medicamentos inservíveis da portaria 344/98 possuem planilha e coletor próprios.

Trata-se de uma via mais simples. É a via de escolha para longos períodos de terapia. a manutenção dos controles bioquímicos. As principais indicações para o uso da terapia de nutrição parenteral são: traumas. É a via de escolha para curtos períodos de terapia. bebês prematuros. composta basicamente de carboidratos. órgãos ou sistemas. lipídios. Pode ser utilizada tanto como terapia exclusiva como de apoio. vitaminas e minerais. metabólicas ou de . destinada à administração intravenosa em pacientes desnutridos ou não. utiliza veias da mão ou do antebraço. pancreatite aguda. de acordo com escala pré-estabelecida. enteropatias inflamatórias. com o objetivo de manter o funcionamento de tecidos.vez por semana. aminoácidos. posicionado em veias de grande calibre. 2. insuficiência renal aguda. A indicação adequada. acondicionada em sistema fechado (bolsa de plástico). e algumas cirurgias. porém apresenta maior risco de infecções e outras complicações. Existem duas vias que podem ser utilizadas para administração da nutrição parenteral:  Central: para soluções com altas concentrações de nutrientes. fístulas enterocutâneas. estéril e apirogênica. dependendo basicamente da capacidade fisiológica de digestão e/ou absorção de cada paciente. em dia fixo. realizam a contagem e solicitação dos medicamentos para reposição das prateleiras até a próxima data de contagem. utiliza cateter venoso. como a veia cava superior. mais barata e com menos risco de complicações. clínicos e antropométricos permitem diminuir as complicações infecciosas. Centro de Preparo de Nutrição Parenteral Segundo a portaria SVS/MS n°272/98 define-se Nutrição Parenteral (NP) como uma solução ou emulsão. pacientes com desordens metabólicas. insuficiência hepática. casos onde não há desnutrição grave e na transição da nutrição parenteral para a nutrição enteral (NE).  Periférica: para soluções com baixas concentrações de nutrientes.

e entre as salas de manipulação e dispensação é feito através de travamento elétrico. sala de lavagem de materiais. para garantir a classificação da área de manipulação (n° de partículas iguais ou menores a 0. A rotina de trabalho no setor pode ser assim descrita: antes de entrar na área limpa. inicialmente com água e sabonete líquido.infusão. realiza-se a limpeza das bancadas. embebida em álcool 70%. Existem no local duas capelas de fluxo laminar: uma na sala de preparo de nutrição parenteral e outra na sala de manipulação de medicamentos.5 m por pé cúbico de ar). auxiliares farmacêuticos e o farmacêutico colocam a paramentação adequada (propé. Basicamente. antecâmara. Os constituintes básicos de uma nutrição parenteral são: água. Por fim.000. gorro. acionado por interruptores. inicia-se a limpeza da capela. ou seja. sala de manipulação de medicamentos e sala de dispensação. em quantidades balanceadas). portas. com gaze estéril. sala de paramentação. soluções para insuficiência hepática (grande quantidade de aminoácidos ramificados e mínimos teores de aminoácidos aromáticos). máscara. A capela de fluxo laminar é ligada pelo menos 20 minutos antes do início da manipulação. e outros objetos presentes na sala de manipulação. utilizando também uma gaze estéril e álcool 70%. macronutrientes (carboidratos. circundada por área Classe 10. Enquanto isso. O centro de preparo de nutrição parenteral é composto por várias salas. O retorno gradual e o mais precoce possível à alimentação oral é a condição a ser alcançada em toda terapia de nutrição parenteral. depois a sala de estocagem de materiais. começando por um escritório logo na entrada. O acesso a partir da sala de paramentação para a antecâmara. soluções para insuficiência renal (8 aminoácidos essenciais mais histidina) e aminoácidos pediátricos. avental estéril) e realizam a higienização das mãos. essenciais e não-essenciais. sala de manipulação de nutrição parenteral. de acordo com as Boas Práticas de produção e Controle de Produtos Farmacêuticos (portaria 272/98). oligoelementos e vitaminas). existem quatro tipos de soluções de aminoácidos: aminoácidos totais (20 aminoácidos. a concentração de partículas aerotransportadas é controlada dentro de limites específicos. iniciando . que deve ser Classe 100. Todo o espaço é denominado como “área limpa”. lipídeos e aminoácidos) e micronutrientes (eletrólitos.

pelo teto. e iniciam a manipulação das nutrições parenterais. sendo utilizado o secador de mãos automático após o procedimento. Além disso. são produzidos alguns colírios e também. ambos calçam as luvas estéreis. e o sistema 3 em 1. o Teste de Sensibilidade à Penicilina. agulhas. muitas vezes.campo cirúrgico. Uma dificuldade bastante comum no preparo da nutrição parenteral é a conciliação entre as necessidades nutricionais de cálcio e fósforo e a compatibilidade destes íons na solução. soluções individualizadas para pacientes adultos e pediátricos. Após a limpeza. O farmacêutico é responsável pela limpeza do misturador automático. fundo. pode não ser . Todo o procedimento é feito em sentido unidirecional e de dentro para fora. luvas estéreis. Após análise e impressão das requisições e rótulos. em caso de qualquer problema. composto por glicose. Neste setor. aminoácidos e micronutrientes. as requisições também são geradas pelo sistema de Prescrição Eletrônica. Existem dois tipos básicos de soluções de nutrição parenteral: o sistema 2 em 1. seringas. sendo analisadas pelo farmacêutico antes da impressão. que fica dentro da capela de fluxo laminar. podendo ser administrada por via periférica. laterais e terminando pelo balcão de manipulação. composto por glicose. cujos componentes variam de acordo com as necessidades nutricionais de cada um. além de ser mais bem tolerada por pacientes diabéticos. No Centro de Preparo de Nutrição Parenteral são produzidas as chamadas soluções padronizadas A1 e A2 (de formulação fixa). na sala de manipulação de medicamentos. sendo ao mesmo tempo isosmótica. equipos de transferência. lipídeos e micronutrientes. o médico prescritor é comunicado e uma nova prescrição deve ser feita. Os frascos e ampolas das soluções utilizadas devem ser mergulhados em álcool 70% antes de serem colocados na capela. gaze estéril. aminoácidos. Pode ocorrer a precipitação de fosfato de cálcio. pois. que. soluções para diálise peritoneal e soluções padronizadas para prematuros. colocando todos os materiais necessários . o auxiliar farmacêutico prepara o campo de manipulação. farmacêutico e auxiliar fazem a higienização das mãos. agora com solução anti-séptica. composta por clorexidina ou iodo. Ao entrar na sala de manipulação. com as quantidades corretas de cada componente. O uso da emulsão lipídica no preparo dos sistemas 3 em 1 permite a obtenção de uma fonte de energia densa em calorias.

que libera o cátion para a solução de forma mais lenta. Depois de dispensadas no sistema. particularmente na presença de lipídeos. Na ordem de aditivação. Ao término da aditivação das soluções. ficando este material armazenado em geladeira (2-8°C). . temperatura (de manipulação e também de administração). Os fatores relacionados a essa precipitação são: pH. as bolsas contendo as nutrições parenterais são rotuladas e levadas até a sala de dispensação. um sal com alto grau de dissociação. concentração de aminoácidos na solução. Os eletrólitos sódio.visualizada. fontes de íons cálcio e fosfato. Coletam-se também amostras aleatórias em meio de cultura com tioglicolato para análise microbiológica. Outro fator que favorece a formação de precipitados é o aumento da temperatura. as bolsas são colocadas em saco plástico. sendo transportadas pelos mensageiros. utiliza-se o gluconato de cálcio. favorecendo a interação iônica. juntamente com um saco fotoprotetor e um equipo com filtro. é feita a inspeção visual e coleta-se cerca de 1mL de cada nutrição parenteral em tubo vacutainer para amostra de contra-prova. entrem em contato sob a forma mais diluída possível e homogeneamente distribuídos na mistura. Atualmente. que favorecia a formação de precipitado. as soluções de cálcio devem ser o último aditivo a ser adicionado na nutrição parenteral glicídica e o penúltimo a ser adicionado no sistema lipídico. por 14 dias. em caixas térmicas. visando o controle periódico dos procedimentos utilizados. cálcio e fosfato. utilizava-se como fonte de íons cálcio a solução de cloreto de cálcio. potássio e cloreto são compatíveis em todas as concentrações e com todos os componentes da nutrição parenteral. que dificulta a complexação entre os íons e os aminoácidos. deve-se ter a preocupação de permitir que os dois íons. Antes. entre outros fatores a serem considerados. concentrações dos referidos íons e a ordem de aditivação dos componentes. à disposição para quaisquer problemas que possam decorrer da administração da solução ao paciente. Enfim. Na prática. devendo ser adicionados de forma intercalada entre íons divalentes e trivalentes para evitar a formação de precipitados. até as enfermarias solicitantes.

Para a dispensação dos Medicamentos Excepcionais são utilizados alguns critérios. Além dos diversos medicamentos. que compreende a cidade de Ribeirão Preto e mais 25 cidades da região (Altinópolis.3. Pitangueiras. Cássia dos Coqueiros. através de novas Portarias. transplantes. contidos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). seja pelo elevado valor unitário da substância medicamentosa. trinta Unidades de Saúde são responsáveis pela dispensação dos medicamentos excepcionais. repassando recursos para as Secretarias de Saúde Estaduais. Jardinópolis. também são dispensados suplementos alimentares e leites especiais (para crianças com fenilcetonúria. responsáveis pela programação e aquisição dos medicamentos. Farmácia Ambulatorial Na farmácia Ambulatorial são dispensados os medicamentos Excepcionais. São Simão. No estado de São Paulo. esquizofrenia. Jaboticabal. de caráter individual e cujo custo é elevado. Pontal. monitorização/acompanhamento e demais parâmetros. fibrose cística. Monte Alto. hepatite autoimune. Barrinha. Cajuru. seja pela própria cronicidade. Santo Antônio da Alegria. estabelecidos pela Secretaria de Assistência à Saúde (SAS). Guatapará. São medicamentos destinados ao tratamento de moléstias crônicas. Batatais. Santa Rosa de Viterbo. Serra Azul e Sertãozinho). Cada medicamento tem um valor de . Santa Cruz da Esperança. conhecidos como “medicamentos de Alto Custo”. entre outros. asma. Serrana. Cravinhos. Dumont. o Ministério da Saúde ampliou de forma significativa o número de medicamentos excepcionais distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Este programa disponibiliza medicamentos para o tratamento de casos como: glaucoma. O Ministério da Saúde é o maior financiador deste componente da assistência farmacêutica. esquemas terapêuticos. O Programa de Medicamentos de Dispensação Excepcional foi criado em 1993 e posteriormente. Doença de Crohn. Pradópolis. por exemplo). osteoporose. sendo a Farmácia Ambulatorial do HCRP responsável pela dispensação dos medicamentos para a DRS XIII (Departamento Regional de Saúde). hipercolesterolemias. Guariba. como diagnóstico. Brodowsky. hepatite viral B e C. esclerose múltipla. psoríase. do Ministério da Saúde. insuficiência renal. Luis Antônio.

deixar de retirar seus medicamentos na farmácia por um período maior que três meses consecutivos. apresentando novamente toda a documentação necessária. Alguns medicamentos como alfainterferon. deve fazer uma renovação da sua inclusão no programa. dosagem. Para a dispensação destes medicamentos é necessário seguir o Protocolo Clínico definido pelo Ministério da Saúde. legível e com nome do princípio ativo. que é ressarcido ao estado mediante emissão da Autorização de procedimentos de Alta Complexidade / Custo (APAC). sendo que para cada LME será autorizado o fornecimento de até cinco medicamentos.  A receita médica.  Termo de consentimento. o paciente poderá ter até três LMEs com períodos de vigência diferentes. para controle do fornecimento. sendo que o paciente deve apresentar os seguintes documentos:  Laudo para Medicamentos Excepcionais (LME) devidamente preenchido pelo médico solicitante. que deve ser sempre apresentada quando da retirada de medicamentos na farmácia. assinado pelo paciente. quantidade mensal e data. O paciente incluído no programa recebe uma carteirinha.  Xerox dos seguintes documentos: Cartão Nacional de Saúde (SUS). Farmácia da Unidade Especial de Tratamento de Doenças Infecciosas .  Exames médicos (para medicamentos que necessitem autorização do médico auditor). com identificação do paciente em duas vias. por qualquer motivo. RG.repasse específico.  Relatório médico. desde que prescritos pelo mesmo médico. comprovante de residência . Se o paciente. 4. não havendo limite de atendimento aos usuários. CPF. eritropoetina e imunoglobulina humana são adquiridos diretamente pelo Ministério da Saúde e enviados trimestralmente aos estados.

Quanto ao Programa Nacional de Eliminação da Hanseníase. dos estados ou municípios. a característica principal é a descentralização das ações de controle da doença. também chamado de Hospital-Dia (HD). através das seguintes linhas de atuação: prevenção. as ações visam à detecção precoce. No campo do tratamento. Sua capacidade de atendimento inclui: 22 leitos de internação de longa duração (para pacientes portadores de HIV/ AIDS cujo tratamento não possa ser realizado no próprio domicílio). conforme pactuação acertada na CIB (Comissão Intergestora Bipartite: fórum de negociação entre o Estado e os Municípios na implantação e operacionalização do Sistema Único de Saúde). . e uma média de quatro novos casos por semana. Hanseníase e Tuberculose.A farmácia da UETDI fornece medicamentos para pacientes internados e ambulatoriais pertencentes aos programas DST/AIDS. são desenvolvidas estratégias que incentivam o uso de preservativos e seringas descartáveis. A UETDI é centro de referência no tratamento da AIDS em toda a região de Ribeirão Preto. tratamento e direitos humanos. Na área de prevenção. Os medicamentos destinados ao tratamento das infecções oportunistas são de responsabilidade do Distrito Federal. Na área de diagnóstico. que os distribuem para as unidades responsáveis pela dispensação dos mesmos aos pacientes cadastrados no Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (SICLOM). que pode retardar a manifestação da doença. as ações que objetivam melhorar a qualidade de vida do paciente. 14 leitos de semi-internação. e um ambulatório que atende diariamente cerca de trinta pacientes em esquema de retorno. onde cada um recebe a medicação diária necessária. além da difusão de informações para gestantes portadoras de HIV/AIDS. Os medicamentos antiretrovirais são adquiridos pelo Ministério da Saúde e repassados às Secretarias Estaduais de Saúde. promoção à saúde e assistência. conforme esquema terapêutico e é dispensado. O Programa Nacional de Combate às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e AIDS propõe diretrizes e estratégias com o objetivo de orientar ações de prevenção. diagnóstico. através do fornecimento gratuito de medicamentos antiretrovirais. com uma rotatividade semanal de cerca de trinta pacientes. ampliando o acesso dos portadores ao diagnóstico precoce e tratamento.

Ao receber tais documentos. Nevirapina. Conforme os protocolos terapêuticos preconizados pela OMS e Ministério da Saúde. sendo que a primeira via fica retida na farmácia e a segunda é entregue ao paciente. docetaxel. Os principais antiretrovirais dispensados são: Biovir (lamivudina + zidovudina). os medicamentos são entregues ao paciente. goserelina. 85% dos casos diagnosticados. pelo menos. no mínimo.Para a Tuberculose. Depois. Tenofovir. o formulário específico para cada programa e duas vias da prescrição médica. a carteirinha utilizada pela farmácia como controle. o Ministério da Saúde estabeleceu diretrizes e fixou metas para alcançar os objetivos desejados. em quantidade suficiente para um mês de tratamento. os medicamentos são dispensados em quantidade suficiente para atender um mês de tratamento. Amprenavir. 5. leucovorina cálcica. entre outros. Geralmente. definida como prioridade entre as políticas governamentais de saúde. Além dos medicamentos de uso domiciliar (por exemplo. Estavudina. Indinavir. assegurando a cura do paciente e prevenindo novas infecções. dactinomicina. Cada paciente tem um “pacote” de tratamento. tamoxifeno. Por exemplo. Efavirenz. que inclui todos os medicamentos necessários até o próximo retorno ao Hospital. doses corretas e tempo de tratamento são algumas propostas para eliminar o microrganismo causador e evitar resistência aos medicamentos. as ações de controle no Brasil têm como meta diagnosticar. o auxiliar farmacêutico separa os medicamentos e os mesmos são debitados no estoque através da dispensação eletrônica (código de barras). a associação medicamentosa adequada. sendo que a primeira fica retida na farmácia e a segunda é entregue ao paciente. entre outros) são preparados também os . Central de Quimioterapia A Farmácia da Central de Quimioterapia distribui medicamentos para os pacientes ambulatoriais mediante apresentação de carteirinha específica e duas vias da prescrição médica. 90% dos casos suspeitos de tuberculose e curar. Didanosina. Nelfinavir. Para receber os medicamentos dos programas citados acima. o paciente deve apresentar a carteirinha do SUS (com o registro HC).

sendo atualmente de uso muito restrito. os medicamentos são manipulados e administrados de forma isolada. . A toxicidade é variável para os diversos tecidos e depende da droga utilizada. diminuindo o desenvolvimento de resistência e promovendo maior resposta por dose administrada. em maior dano às células malignas do que às dos tecidos normais. como nos casos de doença de Hodgkin. a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica. A quimioterapia apresenta dois objetivos principais. na maioria dos tumores. A quimioterapia é o método que utiliza compostos químicos. chamados quimioterápicos.quimioterápicos que são administrados aos pacientes que estejam em tratamento no Hospital. resultando. podendo ser de intenção curativa ou sem intenção curativa. De acordo com os procedimentos. utilizando a ação sinérgica das drogas. carcinomas de testículo. A poliquimioterapia é de eficácia comprovada e tem como objetivos atingir populações celulares em diferentes fases do ciclo celular. O uso de drogas isoladas (monoquimioterapia) mostrou-se ineficaz em induzir respostas completas ou parciais significativas. no caso da poliquimioterapia. devido às diferenças quantitativas entre os processos metabólicos dessas duas populações celulares. porém. A quimioterapia pode ser feita com a aplicação de um ou mais quimioterápicos. para prevenir ou erradicar metástases ao redor da área do tumor retirado. dez minutos e administração de soro fisiológico entre um e outro. com um intervalo de. no mínimo. leucemias agudas.  Adjuvante: após cirurgia. Isso é feito para evitar a ocorrência de reações como a trombose e necrose dos vasos e tecidos. A quimioterapia de intenção curativa pode ser:  Curativa: utilizada com o objetivo de controle completo do tumor. no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Os agentes utilizados no tratamento do câncer afetam tanto as células normais como as neoplásicas. Quando aplicada ao câncer. Os efeitos terapêuticos e tóxicos dos quimioterápicos dependem do tempo de exposição e da concentração plasmática da droga. coriocarcinoma gestacional e outros tumores.

O preparo e a administração de quimioterápicos são de responsabilidade de profissionais com formação superior na área da saúde. e a sala de manipulação.  Notificação das reações adversas. sendo o funcionamento dos serviços de terapia antineoplásica regulamentado pela RDC nº 220. Esta última apresenta os seguintes equipamentos e mobiliários: . para os tratamentos pós-cirúrgicos.  Controle de Qualidade.  Acesso restrito às áreas de manipulação. uma sala para troca de vestimentas e higienização das mãos. de 21 de setembro de 2004. As Boas Práticas de Preparo de Quimioterápicos consistem de atribuições e responsabilidades formalmente descritas e disponíveis a todos os envolvidos no processo. dentre outros:  Treinamento inicial e continuado dos profissionais. Neoadjuvante ou prévia: tem por objetivo a redução parcial do tumor para permitir uma cirurgia ou radioterapia com resultados melhores e menos agressivos. estabelecendo normas para os seguintes processos. pode-se avaliar a sensibilidade do tumor às drogas. Ao mesmo tempo.  EPIs e EPCs  Procedimentos operacionais. uma sala para lavagem de materiais.  Protocolos para extravasamento e acidentes de punção. conforme estabelecido pelos respectivos Conselhos de Classe.  Cabine de Segurança Biológica validada e com manutenção periódica. É o caso da quimioterapia indicada para carcinoma indiferenciado de células pequenas do pulmão.  Paliativa: não tem finalidade curativa. sendo utilizada com o objetivo de melhorar a qualidade da sobrevida do paciente.  Registros em prontuário. A área física da Farmácia da Central de Quimioterapia é formada por uma sala para armazenamento e dispensação dos medicamentos para pacientes ambulatoriais.

sendo então colocada no pass-throug.  Bancadas de granito polido. de onde é levada para a área de dispensação. . Posteriormente. rotulada e embalada. Por exemplo. Antes de iniciar a manipulação de medicamentos quimioterápicos. caráter vesicante. estão dispostas em um quadro preso ao lado externo da capela de fluxo laminar. Outro exemplo é a Carmustina. e prepara o campo de trabalho. o auxiliar farmacêutico realiza a limpeza das capelas de fluxo laminar. coloca os EPIs necessários e realiza a higienização das mãos. Antes do início das atividades de manipulação. com álcool 70%. colocando dentro do fluxo todo o material que será necessário para a preparação dos quimioterápicos.  Exaustão de ar exclusiva com filtro HEPA  Cadeiras com estofamento impermeável e lavável. como fotossensibilidade. com estrutura metálica. a preparação quimioterápica é recolhida pelo auxiliar farmacêutico. Informações importantes acerca da diluição e das características das drogas manipuladas.  Pass-througs distintos para entrada e saída de material. devendo ser preparada e dispensada em bolsas que não contenham este material. É importante ressaltar que alguns antineoplásicos exigem técnicas especiais de preparo. Depois de pronta. Na Central de Quimioterapia também são preparados alguns medicamentos para a prevenção dos efeitos adversos resultantes da toxicidade dos quimioterápicos. entre outras. o farmacêutico analisa todas as prescrições e imprime os rótulos correspondentes de cada requisição de medicamentos. Estes podem ser administrados ao paciente antes de iniciar a sessão de quimioterapia. sendo que os frascos e ampolas das soluções utilizadas devem ser mergulhados em álcool 70% antes de serem colocados na capela. para evitar a formação de espuma que pode acarretar na destruição de sua molécula protéica. Duas cabines de fluxo laminar vertical classe II B 2. para então adentrar na sala de manipulação. o Alentuzumabe (anticorpo monoclonal) deve ser manipulado com movimentos delicados. que reage com o PVC.

a quimioterapia tem a capacidade de alcançá-las onde quer que estejam. interferem na síntese ou na transcrição do ácido desoxirribonucléico (DNA).6. a célula maligna torna-se um alvo fácil para estas drogas. Essas drogas prejudicam também o desenvolvimento das células normais. sendo conhecidos também como citostáticos ou agentes citotóxicos. Na maioria das vezes. Enquanto a cirurgia e a radioterapia limitam-se a eliminar as células malignas de uma área restrita. dentro do organismo. Qual a classificação dos Antineoplásicos de acordo com seu mecanismo de ação? 2. os quimioterápicos são usados de forma combinada. as células em divisão. agredindo. Os antineoplásicos podem atuar em diversas etapas do metabolismo celular. ou diretamente na produção de proteínas. sendo que. Quais as documentações necessárias para dar entrada de medicamentos de Alto Custo para a renovação e caso novo? 1) Os agentes utilizados no tratamento do câncer têm como objetivo a destruição das células tumorais. 3. geralmente. afetando principalmente a divisão mitótica celular. Questões 1. Por estar constantemente se multiplicando. o que aumenta a sua eficácia. Relacione os medicamentos do programa da malária constantes na nossa farmácia com os tipos de Plasmodium sp em que cada fármaco atua. os antineoplásicos podem ser assim classificados: . principalmente. De acordo com o mecanismo de ação. Como deve ser a pressão do ar dentro das salas de manipulação de Nutrição Parenteral? 5. O que é Registro de Preço no processo de aquisição de medicamentos? 4.

análogos da purina (Azatioprina. Etileniminas e metilmelaminas (Tiotepa e Hexametilmelamina). Carboplatina e Oxaliplatina). Alguns inibidores da topoisomerase tipo I incluem as camptotecinas (Irinotecam e Topotecam). Nitrosuréias (Carmustina e Estreptozocina). doxurrubicina. Complexos de Platina (Cisplatina. Melfalam e Clorambucil). Mercaptopurina.  Antimetabólitos: substância com estrutura similar ao metabólito necessário para reações bioquímicas normais. inibidores do tipo II incluem Amsacrina. Ciclofosfamida. desta maneira alterando ou evitando a duplicação celular. mitomicina. .  Inibidores da Topoisomerase (I e II): interferem tanto na transcrição quanto na replicação do DNA. Vincristina. Floxuridina e Citarabina). Triazenos (Dacarbazina e Temozolomida). e os análogos da pirimidina (5Fluorouracil. São representantes deste grupo as mostardas nitrogenadas (Mecloretamina.  Agentes antimitóticos: atuam sobre os microtúbulos. Etoposido fosfato. o Taxane é usado para produzir sinteticamente drogas como o Paclitaxel e Docetaxel). Exemplos: bleomicina. alcalóides presentes na raiz da Podophyllum peltatum). e Teniposida (derivados semi-sintéticos das podofilotoxinas. Agentes alquilantes: adicionam um grupo alquila a diversos grupos eletronegativos do DNA celular (célula neoplásica e sadia). como exemplo. Vindesina e Vinorelbina) e os terpenóides (extraído da planta Taxus brevifolia. Gencitabina. incluindo a divisão celular. Tioguanina. Ifosfamida. o antimetabólito compete com o metabólito. os alcalóides da Vinca (Vimblastina. Pentostatina e Cladribina). Etoposido. Alquilsulfonatos (Bussulfam). dactinomicina.  Antibióticos: inibem a duplicação do DNA. daunorrubicina. Fludarabina. portanto. Nesta classe estão os análogos do ácido fólico (Metotrexato. controlando seu enrolamento. inibindo a função normal da célula. Trimetoprim e Pirimetamina).

No câncer de mama as células geralmente expressam receptor de estrogêno  e/ou progesterona. antimaláricas e analgésicas. como cloroquina e primaquina. câncer surgido em certos tecidos podem ser inibidos ou estimulados por mudanças apropriadas no balanço hormonal. alcalóide de gosto amargo que tem funções antitérmicas. seguido pela inibição da liberação do Hormônio folículo-estimulante (FSH) e Hormônio luteinizante (LH). tentando aumentar a resistência imunológica do paciente.  Imunomoduladores: interferem na síntese de ácidos nucléicos. Devido a resistência dos parasitas. Exemplos: Trastuzumab. . Terapia hormonal: não se caracteriza como quimioterapia. é comum o uso de coquetéis (misturas) de vários destes fármacos. vem sendo substituída por drogas sintéticas mais eficientes. Cetuximab e Rituximab. sendo ainda hoje usada no tratamento da malária. 2) O tratamento farmacológico da malária baseia-se na susceptibilidade do parasita aos radicais livres e substâncias oxidantes. A quinina (ou seu isômero quinidina). Também devido à resistência.  Enzima: a asparaginase inativa a asparagina extracelular. um agente que  bloqueia a conversão periférica da testosterona em dihidrotestosterona.  Anticorpo monoclonal: o principal objetivo é simular o sistema imune do paciente para atacar as células do tumor maligno e prevenir seu crescimento pelo bloqueio de receptores específicos da célula. é extraída da Quina (Cinchona).  Câncer de próstata é frequentemente sensível a Finasterida. cujas concentrações aumentam como resultado do mecanismo de ação dos fármacos utilizados. interferindo na síntese protéica e de ácidos nucléicos. Agonista do Hormônio libertador de Gonatropina (GnRH) como por exemplo Goserelina proporciona feedback negativo paradoxal. Exemplos: interferon alfa. Inibindo a produção (com Inibidor da aromatase) ou acionando (com Tamoxifeno) esses hormônios podem ser usados com adjuvantes na terapia. mas.

Poucas cepas de P. É sempre usada em associação com outro antimalárico (quinina ou derivado da artemisinina). é eficaz para tratar malária por P. para tratamento da malária por P. Deve ser sempre usada nas infecções naturais por P. as quantidades produzidas hoje são insuficientes. vivax à primaquina. falciparum são ainda sensíveis à cloroquina.Ultimamente a artemisinina. malariae. II) Primaquina: é uma 8-aminoquinolina altamente ativa contra gametócitos de todas as espécies de malária humana e contra hipnozoítos (esporozoítos) do P. Não tem ação contra as formas hepáticas. III) Quinina: é eficaz contra o P. No futuro. vivax. em combinação com quinina. mais lipossolúvel e de maior absorção em relação às tetraciclinas. tem mostrado resultados encorajadores. a cloroquina tem também ação antipirética e anti-inflamatória. Além de seu efeito antimalárico. No Brasil. no interior das hemácias. mas somente em doses elevadas que podem ser tóxicas. a cultura da planta artemisina na África poderá reduzir substancialmente os custos. durante cinco dias. falciparum não-complicada . No entanto. Os medicamentos existentes na farmácia central são: I) Cloroquina: é uma 4-aminoquilonina com rápida atividade esquizonticida para todas as espécies e gametocitocida para P. habitat do parasita. no entanto. É extremamente eficaz. em associação com doxiciclina ou tetraciclina. Se administrada como uma dose diária de 200 mg de sal. Existem variações geográficas quanto à sensibilidade de hipnozoítos de P. IV) Doxiciclina: é derivada da oxitetraciclina. sendo usada como monoterapia em áreas onde as cepas dessa espécie ainda não desenvolveram resistência. extraída de uma planta chinesa. ou em associação com antibióticos para aquelas áreas onde existe comprovada resistência a este antimalárico. Esta substância produz radicais livres em contato com o ferro presente na hemoglobina. objetivando destruir as formas esporozoítas e como medicamento gametocitocida em infecções por P. sendo. falciparum (bloqueador de transmissão). É o único fármaco antimalárico para o qual ainda não existem casos descritos de resistência. falciparum não grave ou complicada. com semelhante espectro de ação. falciparum. mefloquina ou artesunato. vivax e P. falciparum. Atua também contra as fases assexuadas sangüíneas. causando efeitos adversos mínimos. a quinina continua sendo a droga de escolha para a malária por P. vivax.

aquele que atender às condições solicitadas no edital e possuir o menor preço. nas quais corre-se o risco de os certames fracassarem por ausência de licitantes. precedido de licitação nas modalidades Concorrência ou Pregão. geralmente. O registro de preços é válido por 12 (doze) meses contados a partir da data de publicação no Diário Oficial da União. falciparum resistente às 4-aminoquinolinas. E também altamente ativa contra o P. malariae. variação nos preços e ausência de pronta entrega/atendimento. Não tem ação contra as fases hepáticas do parasitos e é eficaz contra os gametócitos de P. Esses derivados têm ação esquizonticida sangüínea mais potente que a molécula precursora e são eficazes contra parasitos resistentes a todos os demais medicamentos antimaláricos. e. será o vencedor. permite que os participantes apresentem os seus preços para registro. . os derivados solúveis em óleo (artemeter) e os derivados mais solúveis em água (artesunato de sódio e ácido artelínico). entre outros problemas. caracterizado como um conjunto de procedimentos para registro formal de preços referentes à prestação de serviços ou aquisição de bens. vivax e P. Ela é um esquizonticida sangüíneo potente e de ação rápida. 3) Registro de Preços é uma forma simplificada de contratação. o uso de artemisinina e seus derivados deve restringir-se principalmente ao tratamento de malária grave em áreas de multirresistência do P.V) Mefloquina: é um 4-quinolinometanol quimicamente relacionado com a quinina. vivax. diferentemente das outras modalidades licitatórias. Não têm ação esporozoiticida e é pouco solúvel em óleos ou água. de ação prolongada contra P. sendo. VI) Artemisinina (Artemeter): é uma lactona sesquiterpênica. provocando a eliminação do parasito e melhora dos sintomas em menos tempo que a cloroquina ou a quinina. A porção ligada ao peróxido parece ser responsável pela atividade antimalárica. a preço previamente declarado. É um potente esquizonticida sangüíneo. a licitação na modalidade de Concorrência. o Estado tem uma garantia de fornecimento certo. Basicamente. Foi após a derivação de seu composto precursor que foi possível produzir a diidroartemisinina. falciparum. Mas a fim de preservar sua potente ação antimalárica. No Registro de Preços. com ponte de ligação do tipo peróxido.

assinatura e carimbo. - Xerox do comprovante de residência atual. dentro de uma área confinada de trabalho. legíveis. do médico prescritor). utilizando a Ata de Registro de Preços. Distrito Federal e órgãos vinculados a estas esferas de governo e ao Ministério da Saúde podem comprar os produtos aos preços registrados. classe 100. sendo necessário 3 pares de receitas (com data. 4) Dentro das salas de manipulação. . evitando que maior número possível de partículas entre no ambiente e possa contaminar a manipulação. IV) Exames. II) Termo de Consentimento Informado (preenchido de forma legível e assinado pelo paciente ou responsável e constar assinatura e carimbo do médico prescritor. a pressão do ar deve ser positiva. - Xerox dos resultados de exames. III) Receitas em duas vias.Assim. receituário). municípios. V) Documentos obrigatórios: - Xerox do RG. O Registro Nacional de Preços torna o procedimento de aquisição bem mais ágil e seguro. ou seja. - Número de telefone – mesmo para recado. fornecendo um fluxo de ar estéril. sem necessidade de licitação. o ar de dentro da sala tende a sair ao abrir a porta. 5) Os documentos necessários para casos novos que necessitem de medicamentos de alto custo são: I) Laudo para Solicitação /Autorização de Medicamentos de Dispensação Excepciona (LME). - Xerox do CPF. os estados. O preparo das nutrições parenterais deve ser realizado em capela de fluxo laminar horizontal. - Xerox do Cartão Nacional de Saúde – SUS.

dependendo inteiramente dos programas governamentais do Sistema Único de Saúde . armazenamento e distribuição de medicamentos). facilite a gestão nos níveis executores. mesmo com a oferta de medicamentos a preços reduzidos. através de serviços qualificados. administração. que melhore a capacidade das compras públicas. cerca de 60% dos trabalhadores brasileiros têm renda de até dois salários mínimos. promovendo seu uso racional. Nesse sentido. incluindo atenção farmacêutica. Nesse contexto. para possibilitar o efetivo acesso das pessoas aos medicamentos. ainda existe um grande contingente da população que não tem poder aquisitivo suficiente para comprar os produtos necessários a sua saúde. que incorporem uma mescla dos serviços públicos e privados.5 bilhões de dólares. algumas estratégias já são colocadas em prática. dispensação. a Assistência Farmacêutica tem como objetivo principal garantir o acesso da população a medicamentos essenciais de qualidade. 7. nas três esferas de governo. Avaliação crítica do processo de Assistência Farmacêutica Segundo a Política Nacional de Medicamentos (PNM). que contemplem. faz-se necessária a contínua estruturação de um modelo de Assistência Farmacêutica no SUS . com faturamento anual bruto de cerca de 7. entre outros fatores. um sistema de aquisição acordado entre os níveis de governo.Para casos de renovação os documentos necessários são: laudo para Solicitação/ Autorização de Medicamentos de Dispensação Excepciona (LME). permitindo um melhor uso dos recursos e negociações permanentes com os produtores. é em torno de 21% deste mercado. e deve estar em constante processo de capacitação e atualização para atuar de maneira eficaz em todas as atividades relacionadas ao processo de Assistência Farmacêutica. sendo que a participação do setor público. três pares de receitas e exames de controle.SUS. Atualmente. como por exemplo: . estima-se que cerca de 50 milhões de brasileiros não dispõem dos recursos para fazer uso dos medicamentos essenciais à sua saúde. programação. bem como sistemas de distribuição e dispensação confiáveis. significando que. seguimento e adesão) até a gerencial (seleção. o mercado brasileiro de medicamentos encontra-se entre os dez maiores do mundo. o farmacêutico configura-se como profissional de extrema importância. De acordo com dados do Censo/2000. desde a clínica (prescrição. aquisição. Entretanto. Portanto. visando assegurar o acesso facilitado e o uso racional de medicamentos nas instituições públicas de saúde e nas farmácias comerciais.

 Elaboração do Elenco Mínimo Obrigatório para pactuação na Atenção Básica – PORTARIA SPS n.  Manual “Assistência Farmacêutica na Atenção Básica – Orientações técnicas para sua organização”. prevendo um plano estratégico e transformador da função dos laboratórios oficiais e buscando orientar os produtores privados em direção às necessidades do SUS. a eficácia e a qualidade do insumos e serviços. com softwares específicos para o controle de medicamentos estratégicos. incluindo a quimioterapia do câncer. Programa de medicamentos excepcionais. º 16/00. traduzida não apenas no efetivo acesso aos medicamentos. . num sistema eficiente de regulação sanitária. de forma a concretizar uma intervenção calculada. Assim. na educação dos usuários desses medicamentos. no qual o farmacêutico deve ter participação ativa no que diz respeito a sua estruturação. medicamentos para AIDS. na produção de medicamentos.  Grupo de Reorientação da Assistência Farmacêutica – GRAF. Hanseníase e tuberculose. garantindo a segurança. mas também.  Roteiro para elaboração dos Planos Estaduais e Municipais de Assistência Farmacêutica Básica. entre outros. o processo de Assistência Farmacêutica é algo em contínuo desenvolvimento.  Portal da Assistência Farmacêutica (página da web).  Revisão da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais – RENAME  Memento Terapêutico dos Produtos da Relação Nacional de Medicamentos RENAME.  Software para controle de estoques de Medicamentos Essenciais.

dividida conforme a complexidade das rotinas de cada seção da DAF. . contribuindo para o bom aproveitamento do estágio. A carga horária. Avaliação do estágio O estágio atingiu o objetivo esperado. foram de fundamental importância no desempenho de cada atividade realizada. proporcionando uma visão bastante ampla acerca de algumas das funções e responsabilidades do profissional farmacêutico na área hospitalar. A relação interpessoal com todos os funcionários deu-se de maneira bastante agradável e respeitosa. adquiridos previamente em cada disciplina do curso. possibilitando o amadurecimento pessoal e profissional.8. foi suficiente para conhecer o funcionamento de cada setor visitado. Os conhecimentos teóricos.

gov.br/arquivos/rhf_p1_af_carlos_gomes. Joana do Passo Carneiro.up. CARTILHA da Comissão Assessora de Farmácia Hospitalar. 2009. Publicação do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo. Referências bibliográficas 1. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO CÂNCER. 5. Porto. 3.pdf> Acesso em: 16 mai. Carlos Alberto Pereira.br/tikiread_article. AZEVEDO. 2007. Quimioterapia.org. 2. Wanir José. Disponível em: <http://comvisa.9.br/joomla/index.cgee. Disponível em: <http://www.fc.php? . Disponível em: <http://www.pdf> Acesso em 30 mai.crfsp. Abril. 2009.org.php? articleId=234&PHPSESSID=f94cd66ddc55f2242ecc748e9861f7cb> Acesso em 16 mai. 2009. 2004. Disponível em: <http://www. Assistência Farmacêutica no Brasil: Análise e Perspectivas.php? module=conteudo_fixo&id=833> Acesso em: 02 Mai. 4.pt/gisocb/pdfs/seminjoana2004. 2009. Estudo da síntese de fármacos antimaláricos derivados do salicilaldeído. GOMES. Malária: Quimioprofilaxia e Medidas de Prevenção.anvisa.abcancer.org. Disponível em: <http://www.br/portal/index. BARROSO.

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Alexandra Cruz Abramovicius (supervisora) .Comentários adicionais. Ms. visto e aprovação Daniela Regina Bonatto (estagiária) Farmª.