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ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR

Índice
Eletricidade

03

Matéria

03

Átomo

04

Constituição do átomo

05

Circuito elétrico

10

Corrente elétrica

12

Força eletro motriz (Tensão )

15

Resistência elétrica

17

Condutores / Resistores / Isolantes

17

Resistores fixos

22

Identificação de resistores

23

Resistores variáveis

24

Associação de resistores

27

Lei de Ohm

30

Primeira lei de Kirchof

33

Segunda lei de Kirchof

35

Tipos de isolação de cabos

37

Determinação de cabos

39

Noções eletromagnetismo

40

Gerador

45

Motor elétrico

54

Relés e solenóides

56

Metrologia

57

Multímetro digital

57

Grandezas elétricas

59

Fusível

63

Bateria

63

Teste de capacidade

74

Processo para carregar a bateria

76

Fuga de corrente

82

Alternador

84

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ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR
Corrente de pré-excitação

90

Tipos de alternador

95

Designação dos alternadores

97

Regulador de tensão

99

Transistores

103

Diodo Zener

104

Motor de partida

108

Chave magnética

115

Designação

122

Motor de partida com transmissão intermediaria

123

Escovas

133

Eliminação de defeitos

135

Lâmpadas

136

Semicondutores

137

Dopagem

138

Junção

140

Curva característica de um diodo

143

Tipos de diodos

144

Sensores

149

Sinais elétricos

158

Unidade de controle

160

Circuitos elétricos do veiculo

161

Noções básicas de esquemas elétricos

163

Símbolos para identificação dos instrumentos e controle

165

Dispositivos de segurança

185

Bibliografia

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ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR

Eletricidade
Todo mundo entende bem como um tipo de energia hidráulica, pneumática,
etc. é capaz de executar um determinado trabalho. Entendemos este fato,
talvez porque desde que nascemos, estamos em contato com seus efeitos,
quando nadamos, andamos contra o vento, subindo um aclive, etc.

Eletricidade é um tipo de energia que da mesma forma que a hidráulica,
pneumática, etc. é capaz de executar um determinado trabalho. Para
entendermos melhor as razões da utilização da energia elétrica e as suas
implicações, temos que conhecer a origem deste tipo de energia.

Matéria
O estudo da matéria e sua composição são fundamentais para a compreensão
da teoria eletrônica. Por isso, neste capítulo estudaremos o arranjo físico das
partículas que compõem o átomo e a maneira como essas partículas se
comportam. Isso facilitará muito o estudo dos fenômenos que produzem a
eletricidade.

Composição da matéria
Matéria é tudo aquilo que nos cerca e que ocupa um lugar no espaço. Ela se
apresenta em porções limitadas que recebem o nome de corpos. Estes podem
ser simples ou compostos.

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ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR
Existem coisas com as quais temos contato na vida diária que não ocupam
lugar no espaço, não sendo, portanto, matéria. Exemplos desses fenômenos
são o som, o calor e a eletricidade.

Corpos simples são aqueles formados por um único átomo. São também
chamados de elementos. O ouro, o cobre, o hidrogênio são exemplos de
elementos.

Corpos compostos são aqueles formados por uma combinação de dois ou mais
elementos. São exemplos de corpos compostos o cloreto de sódio (ou sal de
cozinha) que é formado pela combinação de cloro e sódio, e a água, formada
pela combinação de oxigênio e hidrogênio.

A matéria e, conseqüentemente, os corpos compõem-se de moléculas e
átomos.

Átomo
Os animais, as plantas, as rochas, as águas dos rios, lagos e oceanos e tudo o
que nos cerca é composto de átomos.

O átomo é a menor partícula em que se pode dividir um elemento e que, ainda
assim, conserva as propriedades físicas e químicas desse elemento.

Observação

Os átomos são tão pequenos que, se forem colocados 100 milhões deles um
ao lado do outro, formarão uma reta de apenas 10 mm de comprimento.

O átomo é formado de numerosas partículas. Todavia, estudaremos somente
aquelas que mais interessam à teoria eletrônica.

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juntamente com os nêutrons. Na eletrosfera os elétrons estão distribuídos em camadas ou níveis energéticos. Constituição do átomo O átomo é formado por uma parte central chamada núcleo e uma parte periférica formada pelos elétrons e denominada eletrosfera. Os prótons. denominados K. que são eletricamente neutros. sozinhos. que já apresentam o equilíbrio elétrico. O núcleo é constituído por dois tipos de partículas: os prótons. descrevendo trajetórias que se chamam órbitas. possuem cargas elétricas negativas. ela pode apresentar de 1 a 7 níveis energéticos. N. M. e os nêutrons. Esses átomos. giram a redor do núcleo em órbitas bem definidas e. eles giram na eletrosfera ao redor do núcleo. por exemplo. Na parte central do átomo temos os Prótons com cargas elétricas positivas e os nêutrons com cargas elétricas neutras.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Existem átomos de materiais como o cobre. A eletrosfera e formada por partículas chamadas de elétrons. O. não precisando juntar-se a outros átomos. Veja a representação esquemática de um átomo na ilustração a seguir. Os elétrons possuem carga negativa. De acordo com o número de elétrons. L. o alumínio. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 5 . o xenônio. são os responsáveis pela parte mais pesada do átomo. com carga positiva. Como os planetas do sistema solar. são considerados moléculas também. o neônio. P e Q.

a camada externa: o número máximo de elétrons nessa camada é de oito elétrons. pois têm certa facilidade de se desprenderem de seus átomos.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Os átomos podem ter uma ou várias órbitas. Cada órbita contém um número específico de elétrons. A regra mais importante para a área eletroeletrônica refere-se ao nível energético mais distante do núcleo. sua região periférica ou orbital. ou seja. A distribuição dos elétrons nas diversas camadas obedece a regras definidas. A teoria eletrônica estuda o átomo só no aspecto da sua eletrosfera. O núcleo tem uma carga elétrica chamada convencionalmente de positiva com intensidade proporcional à sua quantidade de prótons. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 6 . ou seja. Todas as reações químicas e elétricas acontecem nessa camada externa. dependendo do seu número de elétrons. Os elétrons da órbita externa são chamados elétrons livres. Núcleo O núcleo é uma região bastante densa no centro do átomo onde estão localizados os Prótons e outros componentes. chamada de nível ou camada de valência. num complicado sistema de forças que os mantém fortemente unidos.

ele também faz o movimento giratório ao redor de si. Ao seu redor existe um campo elétrico capaz de reagir fisicamente com outras partículas. o quer dizer que ele transporta um campo elétrico. A diferença entre os átomos de diferentes elementos está na quantidade de prótons e de elétrons que cada um tem. o que chamamos de Spin. 32.32. 8. A quantidade de elétrons por camada é bem definida conforme a seqüência: 2. ou mesmo saltando de um átomo para outro. que lógicamente se movimenta junto com ele. 8 e 2 ou sempre 8 elétrons na ultima camada. 18. Os elétrons em grande velocidade são atraídos pelo núcleo do átomo. Elétron O elétron é uma partícula praticamente sem massa que está sempre se movimentando ao redor do núcleo de um átomo. descrevendo uma órbita. A velocidade dos elétrons e a atração exercida pelo núcleo fazem com que os elétrons se movimentem ao redor do núcleo. desta forma podemos chamar os elétrons de carga elétrica.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Eletrosfera A eletrosfera é uma região ao redor do núcleo do átomo onde estão os elétrons. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 7 .

possui 2 elétrons no caso do Hélio e de 8 elétrons para os demais elementos. dentro de um sistema de força que os mantém fixos e bem aglomerados dentro do núcleo. através da associação entre átomos. Quando a última camada de elétrons de um átomo não satisfaz estas condições.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Próton É uma partícula que tem peso considerável e um campo elétrico semelhante ao do elétron. este deverá associar se a outros átomos para atingir a estabilidade química. Os prótons são encontrados juntos com outras partículas que ainda são muito pouco conhecidas. Estabilidade de um átomo A estabilidade de um átomo é o segredo para entender como eles se combinam para formar os diversos tipos de materiais que existem na natureza e também os fenômenos elétricos em nossos circuitos. é este comportamento que cria os diversos tipos de materiais. Estabilidade química Um átomo está quimicamente estável quando em sua última camada. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 8 .

Quando isso ocorre. Átomos com 10 elétrons em órbita. Íons Quando busca a estabilidade química. um átomo pode doar ou receber elétrons. há um desequilíbrio de cargas elétricas. Os íons são classificados de Íons positivos e Íons negativos. Neste caso estes átomos são chamados de Íons. quando isso ocorre. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 9 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Estabilidade elétrica Um átomo eletricamente estável possui quantidades de prótons e elétrons iguais e os elétrons estão girando nas suas respectivas órbitas. Átomos com 22 elétrons em órbita. as cargas positivas dos Prótons anulam as cargas negativas dos Elétrons e vice versa. ou seja ele pode ficar com números diferentes para Prótons e Elétrons.

Íons Positivos (Cátions) São átomos que de alguma forma perderam elétrons ficando com mais carga positiva do que negativa.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Íons positivos (Anions) São átomos que de alguma forma ganharam elétrons ficando com mais carga negativa do que positiva. Circuito elétrico Defini-se circuito elétrico o caminho percorrido pela corrente elétrica. convencionalmente. A corrente elétrica. circula no sentido do pólo positivo para o pólo negativo ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 10 .

chicote interrompido ou interruptor aberto. sem resistências consideráveis. Circuito aberto É um circuito com uma resistência alta. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 11 . tendo somente a resistência do cobre (neste caso desprezível). uma lâmpada queimada. impedindo a passagem da corrente elétrica.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Curto circuito É um circuito livre. Ex. Ex. um cabo de cobre com uma ponta ligada ao pólo positivo e a outra ponta ligada ao pólo negativo.

ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 12 . Suponha que você consiga tirar um elétron do átomo C e colocá-lo no átomo A.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Corrente elétrica Imagine que você consiga colocar três elétrons (A. Neste caso o átomo A ficará com uma carga negativa e o átomo C com uma carga positiva. B e C) lado a lado conforme a figura abaixo. não havendo diferença de cargas elétricas entre eles. Neste caso todos eles estão eletricamente estáveis.

um milhão de elétrons e os coloque na extremidade A.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Imediatamente aparecerão forças que farão com que o elétron excedente em A se desloque até C passando pelo B. Pelo exposto. até que a estabilidade seja atingida novamente. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 13 . Quando o elétron atingir o átomo C. na prática chamamos este fluxo de corrente elétrica. Retire da extremidade B. Corrente elétrica em um Condutor Agora imagine um pedaço de fio de cobre de extremidades A e B. todos ficarão novamente equilibrados e não haverá mais movimento de elétrons. Neste caso teremos uma corrente de 1 milhão de elétrons. Da mesma forma que no exemplo anterior. vemos que houve um fluxo de elétrons de A até C. estes elétrons irão se deslocar de A até B através do fio.

26 x 10 ¹⁸ de elétrons. passando por um condutor em 1 segundo. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 14 . Para medir esta intensidade. existem muitos elétrons fluindo em um circuito.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Dimensionamento da corrente elétrica Em uma aplicação prática. a corrente elétrica tem que ser calculada. criou se a unidade de medida Ampère que é representada pela letra A. Isso significa que precisamos conhecer a Intensidade da corrente. esta intensidade é representada pela letra I. medida. sendo impossível a sua contagem. etç. Na realidade 1 A é igual a 6. controlada. entretanto.

tínhamos que remover os elétrons de uma extremidade a outra do nosso circuito. utilizando vários processos.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Força eletro motriz Nos exemplos de nossos estudos de corrente elétrica. é chamada de Força eletromotriz. ou seja. Geradores de Força eletro motriz São equipamentos que geram a força que desloca os elétrons. Na prática isso tem que acontecer constantemente para que haja uma corrente constante de elétrons. força que move os elétrons. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 15 . térmicos. A força empregada para que isso ocorra. podendo ser químicos. etç. mecânicos.

d.d.d.p entre pontos que tenham diferentes potenciais elétricos.p). é chamado de diferença de potencial (d.d. pelas letras "U" ou "E". etç. Para isso foi criada uma unidade de medida chamada de Tensão elétrica que é medida em Volt. calculada. Haverá sempre uma d. representado pela letra V. controlada. normalmente representamos uma d.p.p em um circuito. a força eletro motriz também deve ser medida.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR O desequilíbrio causado pelo deslocamento dos elétrons. Assim como a corrente elétrica. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 16 . Os geradores são capazes de manter uma d.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Para medir a tensão elétrica entre dois pontos de um circuito. são utilizados para conduzir a eletricidade nos circuitos. por oferecerem pouca resistência ao deslocamento dos elétrons. Força de atração entre o Elétron e o Próton é fraca. utilizamos o Voltímetro. Resistência elétrica dos materiais Vimos anteriormente que precisamos de uma força eletromotriz para forçar a corrente elétrica nos materiais. Assim é possível utilizar os materiais em instalações elétricas de acordo com as seguintes características: Condutores Como o próprio nome diz. A resistência elétrica está relacionada com a força de atração entre os elétrons da última camada e o núcleo de um átomo. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 17 . a qual chamamos de resistência elétrica. portanto é de se supor que se precisou de uma força é porque há uma resistência.

Cobre: É o mais empregado por ser bom condutor e de preço não muito alto. mas é muito caro. Resistores Oferece uma determinada resistência a passagem da corrente elétrica.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Na prática conhecemos os seguintes condutores: Ouro e Prata: É muito bom. Tungstênio: É utilizado em filamentos de lâmpadas. Alumínio: Não é tão bom condutor quanto o cobre. é utilizada para converter energia elétrica em calor e criar diferentes níveis de d.d. mas é largamente utilizado quando deve se levar em consideração o peso do material. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 18 .p.

Resistividade do material. que depende de sua aplicação. plugs. etç.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Níquel-Cromo: Aplicado em resistência de aquecedores em geral: chaveiros. Oferece muita resistência a passagem de corrente elétrica. Área da secção transversal do componente. etç. Baquelite e porcelana: Aplicado onde há a necessidade de uma resistência mecânica. o resistor tem resistência de valores específicos para cada aplicação e os isolantes devem ter o máximo de resistência possível. tomadas. Cada componente elétrico oferece uma resistência elétrica. A resistência elétrica dos componentes depende basicamente do seguinte: Comprimento do componente. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 19 . Temperatura do componente. assim um bom condutor tem a menor resistência possível. secadores. Plásticos e borrachas: Aplicados na isolação de condutores. interruptores. Isolante: Força de atração entre o elétron e o Próton é muito forte.

Existem componentes que variam sua resistência de forma proporcional a temperatura e outros o fazem de forma inversa. Quanto maior a área da secção transversal. temos utilizamos os conceitos de resistência elétrica quando: Sensores: Quase todos os sensores têm uma resistência específica sob determinadas condições. ela é representada pela letra R e sua unidade de medida é o Ohm que é representado pela letra grega Ω. Assim como a corrente elétrica e a tensão elétrica. Interruptores magnéticos: Podemos verificar a resistência do enrolamento da bobina que gera o campo magnético que gera o movimento de acionamento. O técnico deverá comparar a resistência encontrada no sensor com a resistência esperada. menor a resistência. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 20 . Quando reparamos um veículo. a resistência elétrica também tem que ser quantificada.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR É importante lembrar que: Quanto maior o comprimento maior a resistência.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Cabos elétricos: Basicamente neste caso. Outros: Vários outros componentes podem ser analisado pela verificação de sua resistência elétrica desde que o valor esperado seja conhecido. um cabo em boas condições deve apresentar baixíssima resistência entre suas extremidades. Um cabo rompido apresenta uma alta resistência entre seus extremos. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 21 . verificamos se o cabo está rompido ou em curto com algum outro condutor.

caso isso não possa ser evitado. utilizamos componentes construídos de materiais cuja resistividade tem valores os quais necessitamos. Estes resistores são utilizados em larga escala dentro de circuitos eletrônicos onde são necessários vários níveis de tensão. esteja seguro de que o componente a ser medido não está energizado e nem sofrendo interferência de outros componentes. Componentes resistivos Como já foi dito. Anotações: ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ____________________________________________________ ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 22 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Cuidado ao medir resistência elétrica Nunca efetue medições em componentes instalados no circuito. Resistores fixos São componentes construídos de um material cuja resistência não varia facilmente desde que não seja ultrapassada uma determinada faixa de temperatura de trabalho. Quando isso ocorre. pode ser desejável a presença da resistência elétrica em determinados pontos de um circuito elétrico.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Simbologia Todos os componentes de um circuito elétrico ou eletrônico podem ser representados por um símbolo. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 23 . O símbolo do resistor fixo pode ser de duas formas. Identificação A identificação de características dos resistores pode estar representada no corpo deste por meio de faixas de cores padronizadas.

ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 24 . pressão. tais como luminosidade. De acordo com sua construção e aplicação.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Resistores variáveis Os resistores variáveis são componentes que variam sua resistência de acordo com determinadas condições de uso. Os fatores que podem variar a resistência destes componentes podem ser:  Luz  Temperatura  Ação mecânica  Forma física  Outros Desta forma os resistores variáveis servem para inúmeras aplicações nas quais é necessário medir ou controlar outras grandezas. etc. temperatura. movimento mecânico. como o sistema de combustível. por exemplo. podemos citar alguns exemplos: Potenciômetro É um resistor que varia conforme a ação de um meio mecânico externo. Pode ser utilizado para regular o volume de um rádio ou para medir a posição de algum componente mecânico.

podem ser classificados de termistores de coeficiente positivo (PTC).ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Termistores (PTC e NTC) São componentes que variam sua resistência conforme sua temperatura. De acordo com suas características básicas. São largamente empregados para medição de temperatura ou proteção de componentes elétricos e eletrônicos. cuja resistência aumenta com o aumento da temperatura e termistores de coeficiente negativo (NTC) cuja resistência diminui com o aumento da temperatura. NTC Anotações: _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 25 .

São largamente empregados para medição de quantidade de luz e de controle automático de iluminação ambiente. Anotações: _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ___________________________________________________________ ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 26 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Fotoresistores (LDR) São componentes que variam sua resistência conforme a variação de incidência de luz em seu corpo.

De acordo com a forma de ligação teremos: Em um circuito em série a soma das tensões é igual a tensão da fonte de alimentação.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Associação de resistores Podemos ligar os resistores sejam fixos ou variáveis de varias formas para conseguirmos diferentes efeitos em um circuito elétrico. pode ser que seja útil calcular qual a resistência equivalente à associação. Quando utilizamos o recurso de associar os resistores. A resistência equivalente é a resistência de um único componente que poderia representar toda a associação. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 27 .

A corrente neste circuito de divide entre os componentes. Todas as entradas interligadas entre si e as saídas também. sai deste circuito com o mesmo valor. Anotações: _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ___________________________________________________________ ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 28 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Circuito paralelo Sempre teremos este circuito quanto todos os componentes estiverem conectados ao mesmo ponto do circuito. mas toda a corrente que entra no circuito. Em um circuito em paralelo a soma das correntes de cada componente do circuito é igual a corrente total do circuito.

Anotações: _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 29 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Circuito misto Neste circuito há uma mistura de circuito série com paralelo.

ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 30 . assim designada em homenagem ao seu formulador Georg Simon Ohm. Tensão(V) e corrente elétrica(I) bastando esconder a incógnita desejada. indica que a diferença de potencial (V) entre dois pontos de um condutor é proporcional à corrente elétrica (I) que o percorre: Os triângulos abaixo são a maneira mais fácil de representar as equações da lei de Ohm. O Triangulo ao lado demonstra de uma forma didática o cálculo da resistência(R).ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Lei de Ohm Lei de Ohm. Lei de Ohm utilizando potência.

A partir da lei de Ohm é possível desenvolver cálculos para a aplicação em divisores de tensão. que é I = V / R1+R2 onde V é o valor da tensão que está aplicada nos extremos do ramo.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Divisores de Tensão Um divisor de tensão é utilizado para conseguir diferentes valores de tensão em um circuito. A primeira coisa a fazer é calcular a corrente que passa por eles. Agora podemos calcular: VR1 = R1 x IR1 e VR2 = R2 x IR2. Normalmente em uma placa eletrônica esta é a função da grande maioria dos componentes montados. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 31 . Vamos verificar qual a tensão sobre cada um deles. Observe que IR1 e IR2 são a mesma corrente pois R1 e R2 estão em série. Suponha o circuito abaixo: Observe o ramo formado pelos resistores R1 e R2.

calor. são de potência diferente. etç. O principal objetivo do circuito elétrico é gerar trabalho. Existe uma grandeza que relaciona trabalho elétrico com o tempo necessário para a sua realização.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Potência elétrica Quando uma corrente elétrica atravessa um componente elétrico de um circuito. A Potência elétrica é uma grandeza representada pela letra P e sua unidade de medida é o Watt que é representado pela letra W. Esta grandeza é denominada Potência Elétrica. Uma lâmpada pequena tem menor capacidade de realizar trabalho que uma lâmpada grande. movimento. A partir disto podemos dizer que lâmpadas que produzem diferente quantidade de luz. é através da fórmula: ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 32 . entretanto o segundo o fez em um menor intervalo de tempo. Neste caso os dois aquecedores realizaram o mesmo trabalho. Uma forma bastante simples para determinarmos a potência de um consumidor. Estes efeitos são denominados trabalho. produz efeitos como luz. Um Watt é o trabalho realizado em um segundo por um componente alimentado por uma Tensão de 1V no qual circula uma Intensidade de corrente de 1 Ampére. Existem aquecedores capazes de ferver 1 litro de água em 10 minutos outros não levam mais do que 5 minutos.

Na figura ao lado as duas lâmpadas L1 e L2 estão ligadas diretamente aos pólos da bateria. Juntamente com a Lei de Ohm.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Primeira lei de Kirchof A primeira lei de Kirchof trata da distribuição da corrente elétrica em um circuito. podemos determinar a corrente em cada um dos componentes de um circuito paralelo.  Todos os componentes recebem o mesmo nível de tensão. Isto determina duas características dos circuitos elétricos:  Fornece mais de um caminho para a corrente elétrica. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 33 . desta forma cada uma delas recebe a tensão elétrica de 12V.

então é possível calcular a corrente em cada uma delas. A lâmpada de menor resistência deixará passar mais corrente. Como exemplo. A intensidade de I1 e I2. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 34 . a todos os consumidores do circuito. calculemos a corrente total do circuito abaixo: A partir do nó que une as duas lâmpadas.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Corrente na associação paralela A corrente sempre é fornecida pela fonte de alimentação. A corrente que a fonte fornece depende de sua tensão e da resistência total oferecida pelo circuito. Esta corrente fornecida é chamada de corrente total. a corrente se divide em I1 para a lâmpada L1 e I2 para a lâmpada L2. depende exclusivamente da resistência de L1 e L2. Já que conhecemos a resistência de cada uma das lâmpadas e a tensão aplicada é de 12V.

 Em um circuito série a tensão se divide entre os componentes. podemos dizer que ela se divide em um ponto que pode ser chamado de nó. A soma das tensões nos consumidores é igual a tensão da fonte. Este é o conceito básico da primeira lei de Kirchof. Verifica-se que a corrente que chega é igual a corrente em um nó é igual a corrente que sai deste mesmo nó. PRIMEIRA LEI DE KIRCHOF a soma das correntes que chega a um nó é igual a soma das correntes que saem deste mesmo nó. As principais características de um circuito série são:  A corrente só tem um caminho a percorrer.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Analisando a distribuição da corrente no circuito acima. portanto a corrente que passa pelo circuito é simplesmente designada pela letra I. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 35 . Segunda lei de Kirchof A segunda lei de Kirchof ajuda a compreensão dos circuitos série.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR  A parcela de tensão que aparece em cada um dos componentes é chamada de queda de tensão. I=12 V / R1+R2 I=12V / 4W + 8W I= 1A Agora podemos calcular a queda de tensão em cada um dos resistores. A primeira coisa a ser feita é calcular a corrente do circuito. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 36 . Vamos verificar como fica a divisão da tensão da fonte no circuito ao lado. ela pode ser calculada quando conhecemos a corrente do circuito e resistência de cada um dos componentes. vemos que: A maior parcela de tensão ficou com o resistor de maior valor. para R1= 4 W e R2= 8 W. VR1= I x R1 VR1 = 1A x 4 W = 4V VR2= I x R2 VR2 = 1A x 8 W = 8V Analisando o circuito. A menor parcela de tensão ficou com o resistor de menor valor.

Tipos de isolação para cabos elétricos Os cabos elétricos podem ter isolação do tipo PVC.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Portanto em um circuito série a queda de tensão nos componentes é proporcional ao seu valor de resistência. SEGUNDA LEI DE KIRCHOF. enquanto que para as outras isolações podem operar a 90°C. Anotações: _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 37 . EPR. A soma das quedas de tensão nos componentes é igual a tensão da fonte. sendo que os cabos isolados em PVC podem operar com temperatura máxima do condutor de 70°C em regime. A soma das quedas de tensões nos componentes de um circuito série é igual a tensão aplicada nos seus terminais externos. HEPR ou XLPE.

etc. resistência da isolação. A grande diferença é que os cabos flexíveis são melhores para a instalação devido ao fácil manuseio. A RESISTÊNCIA de um condutor aumenta à medida que aumenta o seu comprimento. e diminui à medida que aumenta seu diâmetro conservando-se a temperatura. Anotações: _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ___________________________________________________________ ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 38 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Diferença entre cabo flexível e rígido As características elétricas (capacidade de condução de corrente.) dos cabos flexíveis são as mesmas dos rígidos.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Determinação do Condutor Para determinar o condutor correto em função da corrente utilizamos uma relação abaixo: Ex: Para uma carga de 120 W. qual a bitola? ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 39 . com uma tensão de 12V sendo o comprimento do fio de 15m.

Polaridade magnética Todo corpo magnetizado apresenta uma distribuição do magnetismo de forma que nas extremidades ele é mais intenso e por isso dizemos que ela é polarizada. As propriedades dos corpos magnéticos são largamente empregadas em equipamentos elétricos e eletrônicos. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 40 . formando uma região chamada de linha neutra. Cada pólo apresenta propriedades distintas. estas forças se anulam. razão pela qual se conclui que no centro de um corpo magnetizado. As forças de atração são mais concentradas nos pólos.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Noções de Eletromagnetismo Magnetismo É uma propriedade de certos materiais de exercer atração sobre materiais ferrosos. Magnetismo natural É a característica magnética encontrada naturalmente em alguns materiais.

Intensidade das linhas de força A intensidade de um campo magnético é proporcional a quantidade de linhas de força presente nele. há uma reação física entre eles causada pelas características dos pólos. Campo magnético Já que os corpos magnéticos são capazes de exercer esforços sobre outros corpos. Linhas de força magnética Como artifício para entender a maneira de quantificar o campo magnético. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 41 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Interação entre corpos magnetizados Quando aproximamos dois corpos magnetizados. admite-se que ele é formado por linhas de força. supõe-se que ao seu redor exista um campo invisível chamado de campo magnético.

Alem disso cada elétron gira ao redor de si mesmo. Uma grande quantidade de elétrons flui ao longo de um condutor. só que ele é gerado artificialmente com o emprego da corrente elétrica. Isso faz que surja ao redor do condutor um campo magnético de linhas de forças circulares e num dado sentido. elas se movimentam do Pólo Norte para o Pólo Sul. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 42 . Eletromagnetismo O eletromagnetismo tem todas as características do magnetismo natural.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Sentido das linhas de força Internamente ao Imã as linhas de força se movimentam do Pólo Sul para o Pólo Norte e externamente. se deslocando de uma extremidade a outra.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Bobina A bobina é um equipamento criado para multiplicar a intensidade do campo magnético em torno de um condutor. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 43 . a corrente que circula pela bobina ou modificando o núcleo da bobina. Intensidade do campo magnético de uma bobina Podemos alterar a intensidade do campo magnético de uma bobina. alterando a quantidade de suas espiras. A multiplicação do campo magnético é diretamente proporcional ao número de espiras da bobina. aumenta a intensidade do campo magnético. Aumentando a quantidade de espiras.

diminuindo o uso do freio convencional. Alterando o núcleo da bobina.  Chaves magnéticas: É interruptores comandados a distância. presença de metais.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Aumentando a corrente que passa na bobina. altera a intensidade do campo magnético. aumenta o campo magnético ao redor dela. no caso foi colocado um núcleo de ferro que é melhor condutor de campo magnético. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 44 . através de corrente elétrica.  Retardadores: Fazem trabalho de frenagem dinâmica. etç.  Motores de partida: Iniciam o funcionamento de motores a combustão. Aplicação dos efeitos do Eletromagnetismo O eletromagnetismo é utilizado basicamente para converter Energia Elétrica em Energia Mecânica ou Energia Mecânica em Energia Elétrica.  Alarmes sonoros: Emite sinais de advertência. As aplicações mais conhecidas em veículos são:  Sensores Indutivos: Gera sinais elétricos que indicam movimentos mecânicos.  Alternadores: Gera energia elétrica.

gerando assim uma corrente elétrica. Linha de forças magnéticas Indicação do sentido da corrente Indicação do sentido da corrente Linha de forças magnéticas ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 45 . O campo magnético exercerá uma pressão sobre os elétrons dos átomos do condutor. este cortará as linhas de força do campo magnético.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Gerador Se aproximarmos dois Imãs. Neste processo alguns acontecimentos são importantes: O sentido da corrente depende do sentido de corte das linhas de força. Pode se movimentar o condutor através das linhas de força ou as linhas de força através do condutor. da forma como está a figura abaixo. surgirá um fluxo de campo magnético entre eles. fazendo com que estes se movimentem. A intensidade da corrente depende da quantidade de linhas de força cortadas e da velocidade em que ocorre o movimento do condutor. Ao movimentarmos um pedaço de condutor entre os dois Imãs.

ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 46 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Gerador de Corrente Alternada É uma máquina que gera uma corrente elétrica baseado nos princípios do gerador elementar. Quando uma espira da uma volta completa através das linhas de força. um motor diesel. Este movimento tem que vir de um meio externo. etç. ou seja. A figura acima é um gráfico que representa a variação da corrente gerada em um gerador de CA. ela movimenta um conjunto de condutores através de um campo magnético. o eixo horizontal representa a posição da espira com relação às linhas de força do campo magnético. um turbina hidráulica. por exemplo. surge nos terminais do gerador uma corrente que varia de uma forma que chamamos de senoidal.

assim a corrente gerada é alternada de forma senoidal. Na prática podemos dizer que quando a espira está se movimentando de 0 a 180 graus a corrente se desloca para um dos lados do circuito.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR No eixo vertical estão os valores de corrente que aparece no condutor em cada uma das posições da espiras. A curva formada obedece a uma equação que chamamos de função senoidal. Ao unirmos os pontos. determinamos todos os valores de corrente que o gerador pode fornecer para qualquer posição da espira. e de 180 a 360 graus ela inverte o sentido. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 47 .

Pelo visto o número de ciclo da corrente por um intervalo de tempo depende do número de pólos do gerador e da sua rotação.. No exemplo acima onde o gerador é de um polo. se a rotação for completada em um seg. dizemos que o gerador está a um ciclo/seg. na prática os geradores tem mais de 1 pólo.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Algumas informações importantes sobre a CA Quando um gerador de Ca completa uma volta completa. Veja o que acontece quando um gerador de 2 pólos da uma volta completa em 1 segundo. Muitas vezes precisamos relacionar o movimento do gerador com o tempo. Linha neutra A cada volta do gerador corresponde a dois ciclos completos na corrente gerada. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 48 . temos 1 ciclo de corrente para cada giro do gerador. dizemos que a corrente gerada completou um ciclo.

O período é representado pela letra P. cuja unidade de medida é o Hz. 016 seg. 016s = 60 Hz ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 49 . Na figura abaixo o período é de 0.. f = 1 / 0. ou seja ela tem 60 ciclos por segundo. A freqüência é representada pela letra f. Vejamos qual é a freqüência.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Freqüência (f) A quantidade de ciclos por segundo é chamada de freqüência. Por exemplo a freqüência da rede elétrica em nossa residência é de 60Hz. Período (P) Período é o tempo gasto para ocorrer 1 ciclo completo.

A figura abaixo mostra uma leitura de um sinal elétrico de aproximadamente 46Hz.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR A figura abaixo mostra um sinal elétrico gerado pelo sensor de rotação do motor eletrônico. Cada divisão no sentido horizontal equivale a 1ms. Vamos ver qual freqüência do sinal. 0027s = 370 Hz. 0027s.021s ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 50 . portanto o período deste sinal é de 0. Qual será o período? P = 1 / 46 Hz = 0. f = 1 / 0.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Valor de Pico O valor máximo positivo ou negativo que uma CA pode atingir em sua variação durante um ciclo completo. portanto o pico positivo vale 10V e o pico negativo 7 V. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 51 . Cada divisão no sentido vertical equivale a 5V. Valor de Pico a Pico O valor entre máximo positivo e máximo negativo que uma CA pode atingir em sua variação durante um ciclo completo. O sinal elétrico ao lado representa uma tensão alternada. O valor pico a pico é de 17 V.

movimento das linhas de força. Tensão x número de espira O valor da tensão aplicado no primário se divide pela quantidade de espiras desse primário. o que garante este movimento é a variação da tensão. ligar circuitos sem contato elétrico. Este equipamento tem aplicação para a conversão de valores de tensão. Vprim / Vsec = Nprim / Nsec ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 52 . Funcionamento Baseia-se no princípio eletromecânico explicado anteriormente. o transformador só funciona na tensão alternada. são induzidas na(s) outra(s) (secundário). Como não existe movimento mecânico no transformador. etc. As bobinas são montadas próximas uma das outras de forma que as linhas de força magnética geradas no primário envolvam o secundário. Por esse motivo. é necessário que haja um movimento relativo entre as linhas de força geradas e seu condutor.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Transformadores São equipamentos constituídos de duas ou mais bobinas onde as grandezas elétricas aplicadas em uma delas (primário). valores de corrente. Já o valor da tensão induzida no secundário é igual ao valor de tensão de cada espira do primário multiplicado pelo número de espiras do secundário. Para que seja gerado qualquer valor de tensão nos terminais do secundário.

Anotações: _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 53 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Tensão x Corrente Os valores de tensão e corrente no primário e secundário obedecem a seguinte relação.

ao invés de aplicar tensão elétrica para que o eixo gire. Gerador é uma máquina destinada a transformar energia mecânica em energia elétrica. porém trabalha de maneira contrária. geram movimento no eixo em que a bobina está enrolada. as forças de atração e repulsão geradas entre o campo magnético da bobina e do imã. O campo magnético gerado pela bobina interage com o campo magnético do imã. ou seja.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Motor elétrico É uma máquina destinada a transformar energia elétrica em energia mecânica. A tensão é gerada porque segundo a Lei de Faraday a corrente elétrica é gerada em um condutor que em movimento atravessa um campo magnético. que por sua vez gera um campo magnético. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 54 . girase o eixo para gerar tensão. Na figura abaixo vemos que quando o interruptor é fechado a bobina recebe corrente elétrica. O gerador é exatamente igual ao motor.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Motor de passo Um motor de passo é um tipo de motor elétrico que é usado quando algo tem que ser posicionado muito precisamente ou rotacionado em um ângulo exato. Anotações: _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _____________________________________________________________ ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 55 . o rotor é composto por um imã permanente muito forte que é controlado por uma série de campos eletromagnéticos que são ativados e desativados eletronicamente. Em um motor de passo.

que quando alimentado. O solenóide possui o mesmo princípio de funcionamento do relé. a diferença é que o solenóide não chavea contatos elétricos. abre ou fecha passagens de acordo com a necessidade que o sistema em que ele trabalha requer. respectivamente. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 56 . abrirá a passagem do combustível para o motor. O solenóide movimenta hastes. Uma chave NA (normalmente aberta). se fecha quando o eletro-ímã é alimentado. Um exemplo de solenóide é o bico injetor de combustível. é controlado por um eletro-imã.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Relés e Solenóides Um relé em é uma espécie de interruptor que ao invés de ser acionado manualmente. Uma chave NF é o oposto da chave NA. normalmente aberta ou normalmente fechada. Os relés mais simples são constituídos de um eletro-imã conectado a uma chave NA ou chave NF.

em elétrica também podemos utilizar equipamentos para medição das grandezas envolvidas. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 57 . Multímetro digital É um equipamento portátil e robusto. Ler detalhadamente o manual do aparelho antes de utilizá-lo. etc. amperímetros. apropriado para o uso em oficinas. Para isso utilizamos voltímetros. Contém as funções de voltímetro. frequêncimetro. etc. wattímetros. ohmímetro sendo que alguns trazem outras funções como cheque de diodos. capacímetro. pequenas diferenças podem ser encontradas entre as leituras dos diversos modelos disponíveis no mercado. Vazão. portanto. Os exemplos que daremos são de um determinado tipo de multímetro. ohmímetros.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Metrologia Da mesma forma que em um serviço mecânico utilizamos equipamentos para medir pressão. etc. amperímetro.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 58 .

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Grandezas Elétricas Anotações: _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 59 .

Ou seja. somente irá aparecer o sinal negativo antes do valor. esta escala é muito utilizada em eletricidade veicular.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Tensão (V ou U) Para se medir a tensão de um componente necessitou colocar o Multímetro em paralelo ao componente. pois a inversão poderá danificar Tensão contínua Neste caso. vemos um exemplo da escala de tensão contínua. Mas sempre com o circuito ligado. as pontas de prova do Multímetro devem estar uma em um dos terminais deste componente e a outra ponta na outra extremidade. Obs. podemos inverter o cabo vermelho com o preto na medição. Com o Multímetro digital. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 60 . Este procedimento não é aconselhável para multímetros analógicos.

permitindo assim que a corrente do circuito corra pelo circuito do multímetro. 10A ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 61 . Conecte a ponta de prova vermelha na entrada de 10 ampères (10A) ou de 300 miliampères (300mA). aguardar 5min em média para o resfriamento do equipamento.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Corrente As medidas de corrente são diferentes das outras medidas realizadas com um Multímetro.  Efetuar a leitura não excedendo 30s com o circuito conectado. correntes acima de 10A danifica o equipamento (verificar especificaçõesdo equipamento). é necessário atenção para esta medição:  Verificar qual é a corrente aproximada que circula pelo circuito. No entanto. Medições diretas de corrente são realizadas conectando-se o multímetro em série com o circuito a ser medido.  Depois de efetuado a leitura.  Desligar o circuito antes de interrompê-lo. dependendo do valor de leitura esperado.  Conecte a ponta de prova preta na entrada COM.

para maior confiabilidade nas medidas.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Resistência Para medir a resistência de um componente necessitamos posicionar o Multímetro em paralelo ao componente e sempre com o circuito desenergizado. Escala Neste caso temos as opções de escalas que variam de 200 à 20M ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 62 . Para medir resistência em um circuito. Obs. Não existe polaridade para se medir resistência. o mesmo deverá estar desenergizado.

25A e 30A. vasos ou células. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 63 . desta forma. Estes fusíveis de 100A são utilizados para proteção da central elétrica de alguns ônibus. interrompendo o circuito. Construção interna: internamente. Fusível de 500A para motor de partida (ônibus).ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Fusível O fusível é um componente que tem por função proteger a instalação elétrica e impedir. 20A. A tensão nominal em cada vaso é de 2 V e os mesmos são ligados em série. Bateria A bateria é um conjunto de acumuladores ácido-chumbo que armazenam energia na forma química. Fundem-se quando a corrente elétrica circulante atinge um limite acima do tolerável. Este fusível é o mais encontrado em veículos. conforme a tensão da bateria. normalmente possuem capacidade de 5A. deve-se conhecer a corrente que circulará no mesmo e instalar um fusível com capacidade de 25 a 50% maior. a ocorrência de acidentes. 10A. a bateria é constituída de elementos. 15A. Ao dimensionar-se um fusível. cuja quantidade varia de 3 a 6 vasos.

O material ativo é prensado em uma grade de chumbo e antimônio. nessa bateria ao invés de utilizar solução utiliza- ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 64 . cujo material ativo é o peróxido de chumbo (PbO2) de coloração marrom e placas negativas onde o material ativo é o chumbo esponjoso (Pb) de coloração acinzentada. estas placas são separadas por separadores. Ligadas em paralelo entre si. Outro tipo de bateria encontrada nos automóveis Mercedes-Benz.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Construção interna de cada vaso: cada um dos vasos é formado por certo número de placas positivas. é a bateria AGM ( Absorption Glass Mat ). os quais funcionam como isolantes elétricos.

Agir como estabilizador de tensão para o sistema de carga e outros circuitos elétricos. 4. Providenciar corrente quando a demanda de energia do automóvel exceder a capacidade do sistema de carga (alternador/dínamo). A caixa facilmente resiste às vibrações que ocorrem em serviço. O elemento ou célula é composto de placas e separadores. Composição da bateria Caixa A caixa é feita com um material leve. 2. o propileno. melhor partida a frio e o não vazamento de ácido quando danificada. excepcionalmente resistente e durável. Suprir de energia as lâmpadas das lanternas de estacionamento e outros equipamentos que poderão ser usados enquanto o motor não estiver operando. Elemento ou célula É um conjunto de placas e separadores agrupados.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR se um tecido que tem como vantagens. evitando um curto-circuito entre elas. maior vida útil. 3. 5. Esse espaço existente é utilizado para receber a sedimentação de resíduos que se fragmentam das placas. Fornecer energia para fazer funcionar o motor de partida. sem tocar no fundo da caixa. Prover de corrente elétrica o sistema de ignição durante a partida. em diversos tipos de terrenos. ligados em paralelo. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 65 . As principais funções da bateria são: 1. Os elementos de bateria estão apoiados sobre pontes.

Atualmente. coberta de material ativo. já nas placas negativas. o material ativo usado é o chumbo esponjoso (Pb). que lhes dá uma coloração cinza.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Placas As placas positivas e negativas são chapas semelhantes a uma peneira grossa. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 66 . O material ativo usado nas placas positivas é o peróxido de chumbo (PbO2) que lhes dá uma coloração marrom escura. mas na verdade são grades (compostas de uma liga de chumbo antimônio). alguns fabricantes de baterias utilizam uma liga de elementos de chumbo e cálcio para fazerem suas grades.

Bornes São pontos de conexão entre a bateria e os circuitos consumidores externos. O borne positivo possui o sinal mais (+) gravado e é. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 67 . de uma maneira geral. o separador possibilita a passagem de íons que são transferidos das placas para o eletrólito durante as reações internas da bateria. As baterias são equipadas com um borne positivo e outro negativo. ambos em chumbo. entrelaçam-se as placas positivas e negativas introduzindo se entre elas separadores isolantes. que possui o sinal menos (-) gravado.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Separador Para a montagem do elemento. Por ser microporoso. de cor mais escura e de maior diâmetro do que o borne negativo. o que impede que ocorra curto-circuito entre as placas.

ou seja. Isso significa que um litro de água pesa 1 quilo. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 68 . Quando a bateria está totalmente carregada. para o nosso estudo. ele pesa 1. pesa mais. o eletrólito tem uma densidade de 1260g/l. a solução fica com aproximadamente 36% ácido e 64% água (por peso) e é dito que sua densidade é de 1. O ácido sulfúrico tem peso diferente da água:é mais pesado. a sua densidade cai para 1. quando a bateria está descarregada.26 mais pesado que a água. No caso da bateria. O ácido sulfúrico puro tem a densidade de 1. surge mais água no eletrólito e ele fica mais diluído. Por conseguinte. entretanto.5ºC. A densidade da água é 1. Há outras formas de se definir densidade. isto é 1.84 vezes mais que a água. vamos chamar de densidade o quanto pesa um determinado volume. o eletrólito pesa pouco.16.260g/l à temperatura de 26.84. quando a bateria está carregada. Quando a bateria se descarrega totalmente.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Eletrólito Este conjunto de placas (elementos) é imerso em solução de ácido sulfúrico e água destilada (eletrólito) que vai provocar a reação entre metais ativos das placas.

ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 69 .5cm acima das placas. deve-se adicionar somente água destilada. temporariamente pode ser considerada normal. Isso ocorre no processo de carga da bateria. não confundir com a altura dos separadores.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Nível do eletrólito Uma pequena diminuição no nível do eletrólito da bateria. que liberta átomos de hidrogênio e de oxigênio que escapam pelos furos de respiros das tampas. O nível de eletrólito da bateria deve ser verificado periodicamente e se necessário ser corrigido. a bateria deverá ser substituída. devido à evaporação da água. até completar 1. Muitas baterias trazem na tampa uma marca do nível correto do eletrólito As leituras das densidades de cada vaso (elemento) não devem variar de 50 unidades g/l entre elas. Para isso. Se isso acontecer.

neste será aplicada uma diferença de potencial elétrico. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 70 . inicia-se um fluxo de corrente que desloca os elétrons das placas negativas para as positivas. Quando um circuito externo é conectado entre os pólos da bateria. O radical sulfato (SO4) passará tanto para as placas positivas quanto para as placas negativas transformando-se em sulfato de chumbo (PbSO4). Neste momento a bateria está em reação de descarga. Quanto mais intensa e prolongada for à descarga maior será esta concentração.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Processo de descarga Conectando-se aos pólos de uma bateria os terminais de um consumidor. resultando daí o radical sulfato SO4. as placas “absorvem” os radicais sulfato (SO4) e o eletrólito ficará menos denso. Ao mesmo tempo. até que haja o equilibro elétrico. fazendo circular no sistema uma corrente elétrica. Neste processo há uma reação química entre as placas e o eletrólito da bateria.

ficando a negativa com chumbo puro (Pb) e a positiva com peróxido de chumbo (PbO2). faz-se circular uma corrente em sentido contrário à descarga. As placas restabelecer-se-ão. Para tal. desta vez em sentido oposto à descarga. formando novamente ácido sulfúrico (H2SO4) e assim voltando a densidade correta. até que haja o desequilibro elétrico. faremos circular uma corrente. deve-se aplicar à bateria uma tensão maior que a sua tensão nominal. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 71 . Esta corrente fará com que o radical sulfato (SO4) que estava ligado às placas de chumbo. após receber oxigênio (O2) da água.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Processo de carga O processo de carga de uma bateria consiste em provocar a reação química oposta à ocorrida na descarga. Desta maneira. dissocie-se e junte-se ao hidrogênio da água (H). As placas liberam os radicais sulfato (SO4) e o eletrólito fica mais denso. Quando se aplica à bateria uma tensão maior que a sua tensão nominal.

Isto ocorre porque reações químicas secundárias indesejáveis acontecem todo o tempo dentro da bateria. Por exemplo: uma bateria que consegue fornecer 3A continuamente. Perda de carga As baterias armazenadas sofrem uma perda constante de carga. Por exemplo: uma bateria de 36 Ah à temperatura de 38ºC poderá estar descarregada em 4 meses. Um dos aspectos preponderantes é a profundidade de descarga. durante 20 horas. A bateria funciona em ciclos de carga e descarga e quanto maior a profundidade de descarga. A capacidade de armazenamento depende da quantidade de material ativo. Baseia-se na corrente que a bateria pode fornecer constantemente durante 20h de descarga à temperatura de 26.5ºC. Esta autodescarga como é chamada. contido nas placas da bateria.5 volts (especificado na caixa da bateria). menor sua durabilidade.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Capacidade nominal É a condição quantitativa de armazenamento de energia que possui uma bateria. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 72 . A unidade de medida de capacidade é Ampères x horas (Ah). sem que sua tensão “caia” abaixo de 10. Este é a critério mais usado. é classificada como bateria 60Ah (3A x 20 horas = 60Ah). mesmo que não sejam solicitadas para nenhum uso. varia em função da temperatura. Durabilidade A durabilidade da bateria está relacionada a vários aspectos de seu uso. enquanto que armazenada à temperatura de 10ºC pouco perderá em 1 ano.

é bastante importante manter os pólos e a bateria sempre limpos e secos. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 73 . roupas e pele humana. Assim. possíveis falhas da bateria devem ser pesquisadas cuidadosamente. como para evitar trabalhos desnecessários para a eliminação de falhas cuja origem se localiza em outras áreas e que poderia vir a inutilizar a bateria. Peso específico do eletrólito (densidade) Deve-se verificar o nível do eletrólito em cada elemento. Cuidados especiais devem ser observados ao se efetuar um teste em um sistema elétrico que apresenta funcionamento deficiente. nem a um regime alto de carga. ele deve ser suficiente para que uma quantidade adequada seja fornecida ao densímetro.  Nunca efetuar a verificação do peso específico em baterias submetidas recentemente a um regime alto de descarga (partidas prolongadas. Alguns defeitos atribuídos à bateria podem ser ocasionados por outros componentes do sistema. O ácido que se desprende da bateria além de causar sua descarga pode também atacar as chapas do automóvel.  Nunca transferir eletrólito de um elemento para outro. por exemplo). não só para evitar a indevida substituição de baterias em condições normais de funcionamento.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Tanto a umidade como a sujeira sobre a bateria podem provocar uma fuga de corrente entre os terminais da bateria e o chassis do automóvel que provocam sua descarga. Para que uma indicação fiel do valor de densidade do eletrólito seja conseguida devemse observar os seguintes cuidados:  Nunca retirar eletrólito de um elemento cujo nível tenha sido recentemente completado. Portanto. sem que a bateria tenha sido carregada.

aplicando. adicionar unicamente água destilada. uma carga lenta.até que o peso específico atinja 1250 g/l. comas especificações do fabricante. a bateria deve ser submetida a carga lenta . a seguir. obtidos: se inferior a 40 g/l.  Calcular a diferença entre os valores máximos e mínimos. mantendo uma tensão eficiente que permita manter em operações demais sistemas elétricos.  Verificar a densidade do eletrólito e comparar as leituras obtidas.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR  Quando for necessário completar o nível de algum elemento. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 74 .  Submetê-la à carga lenta até que o peso específico do eletrólito atinja 1260g/l. Cabo negativo Cabo positivo Amperímetro Bateria Os testes de capacidade de bateria devem ser feitos da seguinte maneira:  Fazer a inspeção visual da bateria. Testes de capacidade (descarga) Consistem em determinar a corrente que cada bateria consegue fornecer a um sistema. à bateria.

em geral. completando-o. o eletrólito estiver limpo é.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR  Verificar o nível do eletrólito. Se apenas um pequeno aumento do peso específico do eletrólito for observado ou se não houver aumento. em três vezes a sua capacidade nominal. ou seja: para uma bateria de 40 ampères x hora. ajustar a corrente de descarga para 3 x 40 ampères = 120 ampères. submeter a bateria à carga lenta. Se a voltagem for superior a 9. nesse caso. observar a tensão. sinal de que a bateria encontra-se apenas descarregada. deve-se aplicar uma carga lenta durante 24 a 36 horas e efetuar nova verificação de densidade. após 15 segundos. o peso específico do eletrólito for inferior a 1250 g/l.  Ligar o analisador aos terminais da bateria. que não deve ser inferior a 9. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 75 .  Drenar a corrente da bateria durante 15 segundos. aplicar uma carga rápida durante 30 minutos e fazer nova verificação na densidade. Deve-se.  Durante o período de descarga. Se não for obtido um peso específico do eletrólito de pelo menos 1250g/l ou se houver entre os elementos uma variação de 40 g/l ou mais. Quando da adição de água. não existir entre os elementos uma variação superior 40 g/l. se necessário.  Se a voltagem for inferior a 9.6V.  Verificar o peso específico do eletrólito.6V a bateria está em bom estado.6V. verificar o peso específico do elétrico. após ter sido a bateria submetida à recarga. a bateria está danificada. se inferior a 1250g/l.

Exemplo: Bateria de 36 Ah .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Processos para carregar a bateria Carga lenta A maioria das baterias pode ser carregada totalmente de 12 a 14 horas.corrente para recarga = 12 ampères.6 ampères.corrente para recarga = 3. Carga rápida A carga rápida não recupera totalmente uma bateria. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 76 . Se for superior a 49ºC é conveniente diminuir a intensidade da corrente de carga para evitar danos na bateria. porém deve ser suficiente para que forneça energia ao veículo em um caso de emergência. O regime recomendado de carga lenta é de 1/10 da capacidade da bateria. Exemplo: Bateria de 36 Ah . tomadas a intervalos de uma hora. O regime da carga rápida é de no máximo 1/3 da capacidade nominal da bateria. Nunca se deve aplicar a carga rápida numa bateria com densidade acima de 1250 g/l. A temperatura sobe durante a carga rápida. 7 são positivas e 8 são negativas. Em uma bateria de 15 placas em cada vaso. Uma bateria está completamente carregada quando os vasos formam gases (borbulham) e a densidade deixa de subir em 3 leituras sucessivas.

evite realizar esse processo de carga perto de locais que possam ter fogo ou faíscas. até aproximadamente 1.5V. torna-se altamente explosivo.5cm acima das placas. Por isso.  Selecionar o tipo de carga no carregador. dentro de certa concentração na atmosfera. Observação Mantenha as tampas dos elementos removidas durante o processo de carga. a célula pode acumular hidrogênio.5V indicam defeito interno na bateria. Valores superiores a 14. deve-se:  Verificar o nível do eletrólito. As ligações dos equipamentos de teste do sistema elétrico e baterias devem ser feitas de acordo com as instruções do fabricante do aparelho.  Ligar os terminais do carregador aos da bateria. pois há liberação de oxigênio e de hidrogênio da solução. se necessário. Mesmo depois de finda a carga. O hidrogênio. completando-o. Neste instante.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Recarga Antes de submeter a bateria à recarga. a voltagem sobre os terminais da bateria não poderá ultrapassar 14. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 77 . que fica retido no elemento.

5V. O circuito paralelo consiste na ligação de bornes com a mesma polaridade. não podendo ultrapassar 14.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR RECARGA EM PARALELO DAS BATERIAS Em uma recarga em paralelo. a tensão fornecida pelo carregador mantém-se ligeiramente superior à tensão de uma única bateria. Anotações: _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 78 .

podendo ser calibrada no carregador. uma inspeção visual da bateria verificando:  A fixação ao suporte: a bateria não deve estar frouxa.devem ser limpas com uma mistura de água + bicarbonato de sódio ou água + amoníaco e uma escova de cerdas duras. as partes corroídas bornes. periodicamente. nem excessivamente apertada. Por exemplo: para recarga de 3 baterias em série é necessário de aproximadamente 42 volts. A garra positiva do carregador deve ser ligada ao borne positivo da primeira bateria. a corrente fornecida a todas as baterias é igual. cabos. terminais. a garra negativa do carregador deve ser ligada ao borne negativo da última bateria. Inspeção Deve-se efetuar. para evitar danos às placas. ao positivo da segunda e assim sucessivamente. .  As conexões: quanto a fixação. etc. As ligações devem ser executadas de forma a unir o pólo negativo da primeira bateria. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 79 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Recarga em série das baterias Em uma recarga em série. A tensão fornecida por este tipo de carregador deve ser ligeiramente maior que a soma das tensões das baterias sob carga.  Os cabos: quanto a corrosão e desgaste do isolamento. corrosão e limpeza. por vibração.

 A caixa: quanto a trincas. sujeira. Manutenção O tempo máximo de vida útil de uma bateria somente é atingido quando forem tomados os necessários cuidados para a sua manutenção e realizadas as inspeções periódicas recomendadas. devendo ser observados os requisitos de carga.  O nível do eletrólito: devem ser mantidos 1.  As tampas dos elementos: quanto a quebra.5cm acima das placas. se uma quantidade considerável de eletrólito for derramada ou se a parte superior da bateria não estiver completamente limpa. em excesso na tampa. trincas e obstrução dos tubos de respiro. quebras e deformações. Atentar para vestígios de corrosão no suporte. A água é um dos elementos essenciais de uma bateria e o único componente que se consome. pode provocar a descarga da bateria. em decorrência das condições de carga. pode ter provocado a sulfatação das placas. Sua capacidade de carga não deve ser excedida por sobrecarga excessiva e constante.  A limpeza: a taxa de descarga pode ser superior à normal. caso não reposto prontamente. para que sua máxima vida útil seja atingida. O nível recomendado do eletrólito deve ser mantido corretamente. esta característica pode indicar que o eletrólito foi derramado e. aumentando a taxa de descarga da bateria. É importante que a bateria seja mantida limpa. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 80 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR  Jamais se deve raspar a camada de chumbo dos terminais ou dos cabos.

não tendo.  Nunca se deve adicionar ácido sulfúrico ao eletrólito de um elemento. no menor tempo possível. não permitindo que fique abaixo das placas.  Para um eficiente desempenho. quebrá-Ias.  Nunca retirar o eletrólito de um elemento cujo nível tenha sido recentemente completado com água. o que acarretaria uma alta concentração do ácido. deve-se proceder como segue:  Verificar o nível do eletrólito. distorção da cabeça e deslocamento do composto vedador. O eletrólito usado no reabastecimento deve ter o mesmo peso específico do existente. as placas devem ser mantidas completamente cobertas pelo eletrólito. que as placas se sulfatizem e percam a eficiência. quando a temperatura do eletrólito alcança 50ºC.  Conservar a bateria com pelo menos 3/4 de sua carga. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 81 . não se deve permitir que temperaturas superiores a 50ºC sejam atingidas. até mesmo. assim. à temperatura normal de funcionamento. ainda.  A carga rápida causa um aquecimento repentino na bateria: assim sendo.  Evitar sobrecargas: carga excessiva provoca superaquecimento da bateria. o que poderia danificá-la. O nível correto do eletrólito é de 1 a 1. também. que comprometeria a sua durabilidade. expandindo as placas positivas. por derramamento.  Ao reabastecer os elementos da bateria.5cm acima das placas.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Para a correta manutenção de uma bateria. evitando. usar somente água destilada. podendo empená-las ou. danificando os separadores e debilitando as placas. quando o nível estiver abaixo do normal. não usar água de chuva ou de nascente. O controle termostática assegura a carga máxima.  Como medida de segurança. A sobrecarga pode causar. além de expô-las a um rápido processo de sulfatação. alguns equipamentos de carga incorporam um termostato que desliga a carga rápida automaticamente. a bateria sido recarregada.

ajustado à escala de leitura de tensão mais baixa possível. deve-se:  Observar se há sobre a bateria depósito de eletrólito.partidas prolongadas. por exemplo.  Nunca transferir eletrólito de um elemento para outro. pois acarretam uma descarga contínua. sem tocar nos terminais das células ou pólo positivo.  Medir a voltagem entre o pólo negativo e a carcaça da bateria com um voltímetro equipado com pontas de prova tipo “BCP” ou de aço inoxidável. Fuga de corrente (auto-descarga) Para verificar se está ocorrendo fuga de corrente de uma bateria. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 82 . sujeira e substâncias estranhas.  Manter a ponta de prova negativa em contato com o pólo negativo e mover a positiva através da superfície isolada da bateria.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR  Não efetuar a verificação do peso específico em baterias submetidas a um regime alto de descarga .

Deve-se. Seque-a. e depois com água. equipamentos comuns de proteção podem ser danificados. e repita o teste. causando queimaduras. também. então. a seguir. É recomendável.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Observações  Leituras inferiores a 0. Não se deve fumar. necessitando apenas de limpeza. É muito importante evitar a inalação de vapores ácidos. nariz e garganta. aplicando sobre a parte atingida uma solução de bicarbonato de sódio ou solução básica (alcalina fraca). Nunca se devem aproximar chamas ou permitir faíscas próximas ao local de recarga ou de baterias recentemente carregadas. olhos. para casos de respingos acidentais. É recomendável utilizar luvas de proteção e óculos de segurança resistentes a ácidos.  O ácido sulfúrico usado nas baterias irrita a pele. deve-se neutralizar a ação do ácido. ter sempre à mão água e sabão. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 83 . olhos e roupa. Em uma emergência. Atenção!  Os gases liberados durante o período de carga são explosivos.5V  Limpe a superfície da bateria com uma solução de amônia ou bicarbonato de sódio.  Leituras superiores a 0.5V  Caixa da bateria está em boas condições. evitar respingos ou contatos com a pele.

Alternador O alternador é acionado pelo motor por meio de correias e polias. Para isso. Geralmente estas regras de segurança são identificadas através de símbolos próprios. Verifica-se que o alternador já começa a fornecer energia elétrica com uma rotação essencialmente mais baixa. deve-se lavá-los imediatamente com água corrente. Sua finalidade é alimentar de energia elétrica todos os consumidores e carregar a bateria. porém esse dispositivo não possui eficiência em marcha lenta. As curvas mostram que o alternador acionado com rotações variáveis não pode fornecer uma potência uniforme. Os veículos mais antigos utilizavam para transformar energia mecânica em elétrica o dínamo. A figura a seguir mostra a comparação entre as linhas características da corrente fornecida por um dínamo e por um alternador de potência máxima aproximadamente igual. Em outras palavras. o alternador transforma energia mecânica do motor do veículo em energia elétrica. o que não ocorre no alternador que gera em rotações mais baixas (marcha lenta). Em casos gerais mais graves.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Se os olhos forem atingidos. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 84 . utilizados internacionalmente. durante cerca de 20 minutos. deve-se recorrer a cuidados médicos. a bateria já recebe carga estando o motor em baixa rotação.

graças à carga rápida da bateria. As bobinas acham-se dispostas de maneira tal que cada fase se acha a 120º da outra. Essa corrente alternada de três fases chama-se “corrente ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 85 .  Não há necessidade de disjuntor no regulador de tensão. o enrolamento do estator se compõe de três bobinas.  Parte elétrica independente do sentido de rotação (exceção apenas em caso de emprego de determinados tipos de ventilador).  Grande segurança de funcionamento.  Pouco desgaste. V.  Pouco peso em relação à potência. forma-se uma tensão alternada que recebe o nome de “fase” (fases U. por isso longa duração. Corrente trifásica No alternador. W).ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR A figura a seguir mostra a intensidade de corrente em função da rotação. em um dínamo e um alternador de aproximadamente a mesma potência máxima. Em cada uma delas. As seguintes vantagens provam a superioridade do alternador em relação ao dínamo:  Fornecimento de potência já no regime de marcha lenta do motor.  Manutenção mínima. tornando possível a antecipação do início da carga da bateria.  Elevada rotação máxima.  Possibilidade de emprego de bateria menor.

Esse processo ocorre com o auxílio de diodos semicondutores (no presente caso. Corrente alternada de três fases = corrente trifásica As três fases acham-se encadeadas entre si por meio de conexão estrela ou triângulo. tem que ser retificada. A corrente trifásica resulta num aproveitamento melhor do gerador do que a corrente alternada de única fase. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 86 . diodos de silício). produzida no enrolamento do estator.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR trifásica”. para que a bateria possa ser carregada. Retificação da corrente mediante diodos semicondutores A corrente alternada de três fases. As figuras a seguir mostram o símbolo de ligação dos dois tipos de conexão e esquematicamente a disposição no estator.

A tensão de bloqueio não poderá ultrapassar 100 volts. O modo de atuação de um diodo na retificação de corrente alternada acha-se representado na figura a seguir. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 87 . dentro de certos limites. empregam-se diodos positivos e negativos que se diferenciam pelo fato de o material do diodo estar instalado em sentidos opostos. O âmbito de tensão é. No sistema elétrico do veículo. pois. Os semiciclos negativos são retidos pelos diodos de modo que resulta numa corrente contínua pulsante. perfeitamente apropriado para os equipamentos elétricos de baixa voltagem.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR O âmbito de atuação dos diodos semicondutores permanece. conectada ao pólo positivo ou ao pólo negativo da bateria. Para que um diodo se torne condutor. Isso é necessário.6 volts. usados nos veículos. pois os diodos possuem apenas uma conexão e a sua carcaça se acha fixada em uma chapa de base. no sentido da passagem. nele deve-se aplicar uma tensão de aproximadamente 0. no entanto.

perfazendo um total de 6 diodos. que conduzem a corrente fornecida pelo alternador.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR A fim de aproveitar ambos os semi-ciclos de cada período (retificação de onda completa). ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 88 . Dá-se a isso o nome de conexão em ponte para a retificação da corrente trifásica. existem para cada fase um diodo no lado positivo e um diodo no lado negativo.

consegue-se uma retificação mais perfeita da corrente contínua resultante. depende da freqüência de troca de polaridade do campo magnético. A conexão para retificação de onda completa é usada não somente para retificação da corrente de carga do alternador. empregamse diversos tipos de rotores.  Circuito da corrente de excitação. O grau de ondulação depende da quantidade de semi-ciclos retificados por unidade de tempo. mas também para a corrente de excitação. que deve magnetizar os pólos do campo de excitação. Para aumentar a quantidade de trocas de polaridade por rotação.  Circuito da corrente de carga. O número de semi-ciclos. A figura a seguir foi baseada em uma troca de polaridade por rotação e por fase.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Retificação de um período completo (transformação de corrente trifásica em corrente contínua) A corrente trifásica é transformada em uma corrente contínua levemente ondulada. por sua vez. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 89 . Nos alternadores. Com isso. No alternador há três circuitos de corrente:  Circuito da corrente de pré-excitação. as inversões de polaridade ocorrem com freqüência bem maior.

Em virtude do campo de excitação mais forte. a formação de um campo magnético) quando ainda não há passagem de corrente de excitação? Para responder a essa pergunta. mas um pequeno resto continua existindo no núcleo de ferro. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 90 . o respectivo campo magnético não desaparece por completo. Quando o alternador for acionado pelo motor do veículo.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Corrente de pré-excitação Os alternadores são. Como é possível a excitação (ou seja. etc. Isso significa que a corrente de excitação é obtida na própria máquina. o magnetismo remanente no núcleo de ferro provocará a formação de uma pequena força eletromotriz no enrolamento do alternador. é preciso saber o que significa “magnetismo remanente” ou “remanência magnética”. provocará a passagem de uma pequena corrente elétrica no circuito fechado do enrolamento de excitação de maneira que o magnetismo remanente é acrescido de um pouco de eletromagnetismo. correspondente à rotação do alternador. constituindo-se finalmente o valor desejado da força eletromotriz. visto ser desviada da corrente principal. resultará uma força eletromotriz mais elevada. que reforça o campo de excitação. Ao ser desligada a corrente de um eletroímã. por sua vez. auto-excitantes. Essa pequena tensão.. via de regra.

A maneira mais prática é sob a forma de corrente da bateria. no mínimo 2 x 0. enrolamento de excitação. Por isso. A auto-excitação somente pode começar quando o alternador tiver atingido uma tensão de. borne DF do alternador. Depois de ligado o motor. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 91 . um campo magnético suficientemente grande para o início da auto-excitação do alternador. borne DF e D+ do regulador. pólo positivo da bateria. através da lâmpada indicadora de carga. com absorção suficiente de corrente pela lâmpada indicadora. um de excitação e um negativo.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR No alternador existem dois diodos no circuito de corrente de excitação.6 V = 1. A corrente de pré-excitação causará. Pólo negativo da bateria. lâmpada indicadora de carga. a corrente de préexcitação terá o percurso apresentado na figura a seguir. é necessária a pré-excitação do alternador na partida do motor. O campo de magnetismo remanente do rotor produzirá a referida tensão somente com uma rotação elevada. chave de ignição e partida. massa.2 volts.

diodo positivo “U”. obtém-se a corrente para carregar a bateria e alimentar os consumidores elétricos do veículo. Enquanto as correntes de fase modificam o seu valor e trocam de polaridade. massa. ponto neutro. O percurso da corrente de carga e de consumo é visto na figura a seguir. a corrente fornecida à bateria (ou aos consumidores elétricos) mantém sempre o mesmo sentido. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 92 . borne de alternador “B+”. bateria (consumidor). em “W” negativa e em “V” é igual a zero (sem tensão). borne de alternador “D-”. extremidade de enrolamento “U”. diodo negativo “W”. U = Positivo W = Negativo V= 0 Verifica-se que a tensão na extremidade “U” do enrolamento é positiva.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Circuito da corrente de carga No borne “D-” do alternador. O percurso da corrente é então o seguinte: extremidade de enrolamento “W”.

O percurso da corrente de excitação é mostrado na figura a seguir. o correspondente diodo negativo. borne do regulador DF. borne do alternador D+ diodo de excitação correspondente à fase U. enrolamento de excitação do alternador. ponto neutro. Extremidade de enrolamento “W” (negativa no momento em questão). borne do regulador D+.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Circuito da corrente de excitação A corrente de excitação para a produção do campo magnético é derivada do enrolamento do estator e retificada por três diodos de excitação especiais e os três diodos de potência negativos. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 93 . borne do alternador “D-”. enrolamento U. borne do alternador DF.

O sentido da rotação depende exclusivamente do tipo de ventilador empregado. e. duas escovas aplicadas sobre os anéis coletores e através dos quais passa a corrente de excitação do enrolamento do estator ao enrolamento de excitação. os alternadores podem funcionar nos dois sentidos de rotação por não haver necessidade de inversão de corrente (como é o caso nos dínamos). ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 94 . assim como (na maioria dos tipos) dois anéis coletores. um rotor. dois mancais. Em geral. este em movimento giratório. Para fazer a conexão elétrica do alternador com o regulador e a rede de alimentação do veículo há bornes. finalmente. 6 diodos de potência e 3 diodos de excitação. como parte imóvel dos condutores.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Estrutura básica do alternador Constituem elementos fundamentais de um alternador: um enrolamento de três fases no estator. sobre cujo eixo se encontra os pólos magnéticos com o enrolamento de excitação.

Alternadores de rotor com pólos tipo garra e anéis coletores A denominação provém do formato do rotor. alternador de rotor com pólos tipo garra e unidade excitatriz. De um pólo para o outro se forma um campo de linhas de força. A cada passagem de pólo resulta um semiciclo de corrente elétrica alternadamente de sentido positivo e negativo. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 95 . Cada metade possui pólos em forma de garra.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Tipos de alternadores Os tipos de alternadores são: alternador de rotor com pólos tipo garra e anéis coletores. que durante o movimento giratório do rotor corta os três feixes do enrolamento do estator. alternador de rotor com pólo interno sem coletor. que consta de duas metades e entre as quais se encontra o enrolamento de excitação de forma anular. que se encaixam alternadamente. alternador de pólos individuais com anéis coletores (linha automotiva). resultando 12 passagens de pólo em uma rotação (360º) do rotor. resultando o total de 12 pólos (6 pólos norte e 6 sul).

O enrolamento de excitação recebe corrente elétrica através das escovas pressionadas contra os anéis coletores. através da massa. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 96 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR A figura a seguir mostra mais claramente as peças de um alternador K1 com pólos tipo garra. O rotor gira em dois rolamentos de esferas. estão os bornes “D+/61”. Nos corpos de arrefecimento do mancal do lado dos anéis coletores encontram-se os 6 diodos de potência para a retificação das correntes de fase. assim como os 3 diodos de excitação para a retificação da corrente de excitação. na maioria dos casos. assim como o borne “B+” e parcialmente “D-” para a conexão à rede de alimentação dos consumidores (e à bateria). No lado frontal deste mancal. Os anéis coletores giram com o rotor e se acham protegidos contra sujeira e água. O circuito negativo é feito. “D-” e DF para a conexão dos condutores ligados ao regulador.

12.. É a tensão mediante a qual o alternador funciona e consta da sua chapinha de indicação.). ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 97 . ** No alternador com mancais próprios. A tensão nominal. é a tensão de bateria padronizada. a tensão da rede com o alternador parado (6. isto é. Rotação à direita = no sentido do movimento dos ponteiros do relógio. uma designação com a seguinte significação: * A tensão de carga (7 volts. 28 volts etc. 14 volts. por sua vez. Essa tensão nominal também é gravada nos motores de partida e motores elétricos em geral.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Designação dos alternadores Nos alternadores consta além do número de tipo (que começa sempre com 0 12.) não deve ser confundida com a tensão nominal.). visto do seu lado de acionamento.. 24 volts etc. É um valor aproximado da tensão de carga necessária para os diversos tipos de bateria e condição de funcionamento.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Tipos de alternadores e principais características ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 98 .

Por isso.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Regulador de tensão Ao gerador (dínamo ou alternador) são feitas demandas elevadas. com rotação e carga variáveis. pois a tensão tem que ser mantida no valor exigido pelos diversos consumidores elétricos e a bateria receber sempre carga suficiente (mas não em demasia). consiste em comandar a corrente de excitação (e conseqüentemente o campo de excitação no rotor do alternador) de tal maneira que a tensão nos bornes do alternador seja mantida constante até a corrente máxima. o que se obtém com os reguladores. 14 ou 28 volts). não obstante as alterações da rotação do motor do veículo e as enormes variações de carga nos diversos âmbitos entre o regime de marcha lenta e o de plena carga. por exemplo. são necessárias medidas especiais para uma regulagem automática da tensão. que acompanham cada gerador de energia elétrica. de comprovada eficiência. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 99 . o respectivo regulador não atuará. 7. O princípio da regulagem da tensão. Enquanto a tensão produzida pelo alternador permanecer abaixo da tensão de regulagem (de. A tensão produzida no alternador é relativamente igual ao produto da rotação e da corrente de excitação.

uma redução ou interrupção total da corrente de excitação. até que o valor prescrito seja novamente ultrapassado. e assim também a sua tensão. que a tensão do alternador fica praticamente ajustada no valor constante desejado. A excitação do alternador diminuirá e. Se. o regulador de tensão causará segundo o regime de funcionamento . em seguida. Anotações: _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ____________________________________________________________ ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 100 . não havendo nenhum tremular perceptível da luz. E aí “começa tudo de novo”. a excitação do alternador começará novamente a subir. com isso.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Quando a tensão ultrapassar o valor máximo indicado. a tensão produzida ficar abaixo do valor prescrito. também a tensão produzida pelo alternador. Isso se passa com tanta rapidez.

pressionado contra um contato fixo pela ação de uma mola. O portacontato é atraído pelo eletroímã. a modificação alternada da corrente de excitação é feita pela abertura e fechamento de um contato móvel. Um resistor é ligado no circuito de corrente de excitação. cantoneira magnética e o porta-contato. a força da mola vence a força do eletroímã e os contatos fecharão novamente. No momento em que a tensão nominal for ultrapassada. um eletroímã. abre os contatos. conseqüentemente. O elemento é constituído pelo eletroímã. resultando na diminuição da corrente de excitação e. influenciado pela tensão do alternador e agindo contra a força da mola. No regulador de contatos.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Reguladores de contato Os reguladores de contatos são empregados de preferência com os tipos menores de alternadores. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 101 . Quando a tensão do alternador baixar além da tensão nominal. Nos alternadores são empregados reguladores de um elemento. queda da tensão do alternador. “G1” e “K1”.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR

Regulador de dois contatos
Esse regulador permite maior elasticidade na escolha das correntes de
excitação e no âmbito de rotações do alternador. Com uma rotação baixa, o
modo de atuar é igual ao do regulador de um contato. A diferença essencial
consiste no fato de que no regulador de dois contatos, o resistor que é ligado
em série com o enrolamento de excitação, pode ser de valor bem menor, o que
favorece a durabilidade dos contatos e permite correntes de excitação mais
elevadas. Com rotação alta, o regulador trabalha com o segundo par de
contatos. O enrolamento de excitação é periodicamente ligado em curtocircuito. Também podem ser controladas rotações elevadas. Utiliza-se o
regulador de dois contatos de preferência para tensões do alternador de 7 ou
14 volts.

ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA”

Página 102

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR

Reguladores eletrônicos
Para alternadores de potências médias e maiores empregam-se - para a
regulagem da tensão - reguladores eletrônicos, com os quais é possível
controlar com absoluta segurança as elevadas correntes de excitação dos
alternadores; são, além disso, de elevada durabilidade (funcionamento sem
desgaste). O regulador eletrônico contém transistores e diodos Z (diodos
Zener), como elementos semicondutores.

Transistores
A figura a seguir mostra como, em lugar de um relé, com um eletroímã e
contatos (à direita), um transistor (à esquerda) pode desempenhar a mesma
função. No momento em que é ligado o interruptor no circuito de comando do
relé, os contatos do relé fecham o circuito de corrente principal (circuito de
trabalho), portanto com uma corrente relativamente fraca pode ser comandada
uma corrente de trabalho mais forte. Exatamente a mesma coisa ocorre com o
transistor representado na parte esquerda da figura. No momento em que for
ligado o interruptor no circuito de comando, flui uma corrente de comando do
terminal negativo da bateria através do interruptor pelo resistor, à base B,
emissor E, ao terminal positivo da bateria. Em virtude da corrente que passa
entre a base e o emissor, o trecho emissor coletor (E-C) se tornará condutor, a
corrente principal estará ligada. Essa é a característica principal do transistor.

Circuito de comando

ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA”

Circuito de trabalho

Página 103

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR
No alternador, o transistor principal do regulador de tensão liga e desliga
alternadamente, em rápida seqüência, o campo de excitação.

DIODO Z (DIODO ZENER)
Outro componente semicondutor, também muito importante no regulador
eletrônico, é o diodo Z, antigamente chamado de diodo Zener, em homenagem
ao seu descobridor. Esse diodo funciona apenas no âmbito de bloqueio, sendo
que, com uma determinada tensão (tensão Zener), a corrente de bloqueio
aumenta repentinamente. Por essa razão, o diodo Z é bastante apropriado
como emissor do valor de medição. No regulador transistorizado, é utilizado
para comandar outro transistor, após atingida a tensão de medição.

ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA”

Página 104

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR

Regulagem de tensão
O regulador transistorizado, representado de maneira simplificada, funciona da
seguinte maneira:

Partindo do borne D-, passa uma corrente elétrica através de R3, base de
transistor principal T1, emissor “E” do mesmo e atinge o borne D+ (o resistor
“R3” serve de proteção contra a ocorrência de um curto-circuito entre D- e D+).
Com isso o trecho C-E se torna condutor, a corrente de excitação passa agora
de D-, enrolamento de excitação, conexões DF, trecho C-E e atinge D+. O
alternador atinge com isso a sua excitação total e a tensão aumenta. A tensão
do alternador vai ter também ao divisor de tensão “R1 - R2”, o qual, por sua
vez,

fornece

a

tensão

Zener.

Quando

for

atingida

a

tensão

de

aproximadamente 28 volts, a tensão no resistor R2 será igual à tensão Zener e
o diodo Z se tornará condutor. O diodo Z liga o transistor de comando “T2”. A
base do transistor principal “T1” ficará ligada ao borne D+ através do transistor
T2. Não haverá mais passagem de corrente de base. Com isso, o transistor
principal “T1” abrirá o circuito da corrente de excitação. O alternador deixará
então de ser excitado. A tensão baixará para menos do valor teórico, e o diodo
Z interromperá a corrente de base do transistor “T2”. Com isso, a base do
transistor principal “T1” será ligada, através do resistor “R3”, ao borne “D+”. O
transistor principal “T1” tornará a ligar a corrente de excitação.

Anotações:
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ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA”

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Anotações: _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ____________________________________________________________ ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 106 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Esse jogo se repete em uma seqüência rápida. resultando uma tensão regulada com muita exatidão.

nos condutores. Podem encontrar-se também na bateria.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Defeitos Em caso de defeitos no equipamento gerador de corrente. etc. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 107 . seguem abaixo as possíveis causas e os respectivos meios de corrigi-los. Para os defeitos que eventualmente possam ocorrer. deve-se levar em consideração que nem sempre as causas se encontram no alternador ou no regulador de tensão.

100 a 200 no motor diesel) para que seja conseguida a mistura arcombustível ideal e.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Motores de partida Motores de combustão não dispõem de força própria para sua partida. um motor de partida. Na partida. há considerável resistência devido à compressão e ao atrito de pistão. como por exemplo. no motor diesel. árvore de manivelas e mancais. ou seja. Os motores de partida são constituídos dos seguintes componentes:  Motor elétrico de partida (alguns tipos possuem caixa de redução). a função de um motor de partida é fazer com que o motor atinja um número mínimo de rotações (40 a 80 RPM no motor a gasolina. Não é suficiente girar o motor. que seja conseguida também a temperatura necessária na câmara de combustão.  Sistema mecânico de engrenamento do pinhão. Resistência essa que precisa ser superada e que varia com o tipo de construção e o número de cilindros do motor. biela. depende ainda da viscosidade do óleo e da temperatura do motor. necessitando de um dispositivo impulsor para a partida. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 108 . As resistências por atrito são maiores quanto mais frio se encontrar o motor. uma máquina a vapor.  Chave magnética com ligações elétricas (alguns tipos possuem relé de comando adicional).

Mas se neste ponto morto se inverter a direção da corrente na espira. ela se alinha perpendicularmente ao campo magnético. A energia elétrica é transformada em energia mecânica. na representação esquemática a seguir. Para melhor entendimento. o condutor é representado por uma espira que pode girar livremente no campo magnético. Isto se deve ao fato de que um condutor pelo qual flui corrente elétrica exerce uma força em um campo magnético. A intensidade desta força é proporcional à intensidade do campo magnético e à intensidade da corrente elétrica. e é mantida nesta posição pela força magnética. e maior quando campo magnético e corrente está perpendicular entre si.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Motor elétrico de partida No motor elétrico de partida. a corrente elétrica é utilizada para gerar um movimento rotativo. pode-se impedir sua imobilização. Se por esta espira passar uma corrente elétrica. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 109 .

assim. Para obtenção de um torque uniforme. A figura a seguir mostra ainda as espiras simetricamente dispostas. Na realidade. também chamados lâminas. flui corrente elétrica através das espiras individuais. Esta inversão da corrente é feita em um coletor (inversor de corrente) que neste caso é constituído de dois segmentos semicirculares isolados entre si.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR O torque tem então sempre o mesmo sentido de rotação e permite uma rotação contínua da espira. aos quais estão ligadas as duas extremidades da espira. cujo coletor tem seis segmentos. Os seus torques individuais geram junto um torque total bem mais elevado e mais uniforme. com o que se pode aumentar ainda mais o torque. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 110 . Duas escovas de carvão estão ligadas com a fonte de tensão e. aumenta-se a quantidade de espiras. a quantidade de espiras é ainda maior.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR O campo magnético pode ser gerado por ímãs permanentes ou por eletroímãs (pólos eletromagnéticos com enrolamento de excitação). os motores de partida possuem não duas. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 111 . Conforme a ligação do enrolamento de excitação pode-se diferenciar entre motores de partida com enrolamento em derivação. As figuras a seguir mostram as linhas magnéticas e a disposição das espiras no induzido. torque esse necessário para a rápida aceleração do motor de combustão até a rotação necessária ao seu funcionamento. mas quatro sapatas polares. com exceção dos de pequena potência. Em contato com o coletor encontram-se. também quatro escovas ligadas aos pares ao borne positivo e negativo da bateria. especialmente no instante da partida. com o que se consegue melhor aproveitamento dos condutores. obtém-se o campo magnético por eletroímãs (bobinas de campo). As bobinas de induzidos e as bobinas de campo de motores de partida têm ligação em série. de tipo ímã permanente. De um modo geral. Por meio dos pólos do motor de partida. sendo percorridas pela mesma corrente. desenvolve-se no induzido um torque muito elevado. em série e em dupla derivação. Desse modo. em geral.

quatro sapatas polares (ímãs polares). O induzido acompanha a rotação das espiras e. um enrolamento de excitação (ou bobina de campo) através do qual flui a corrente para a excitação do campo magnético. Entre as sapatas polares e o induzido há uma pequena folga conhecida como entreferro. Nos motores elétricos de partida. é composto de várias lâminas isoladas entre si e prensadas sobre o eixo do induzido. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 112 . desde que não se trate de ímãs permanentes como no motor de partida tipo DW. o eletroímã é formado de uma carcaça polar de formato tubular. As espiras são dispostas em ranhuras do induzido. para diminuir as perdas de magnetização. Também o coletor fica sobre o eixo. Para que as linhas do campo apontem sempre em uma direção. motivo pelo qual a carcaça. em cuja parte interna estão fixadas. em geral. a bobina de campo é alimentada com corrente contínua.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR As linhas magnéticas sempre formam um circuito fechado e se conduzem muito bem em ferro. Essas sapatas polares possuem. as carcaças polares e as sapatas polares são feitas desse material (mais precisamente um aço com propriedades magnéticas excepcionalmente boas). as sapatas polares e o induzido são de ferro. Como as linhas do campo magnético estão sempre fechadas e se propagam muito bem no ferro.

No coletor encostam. Quanto mais rapidamente gira o motor. cuida para que a polaridade no induzido inverta em tempo. porém equipado com um núcleo adicional de ferro. que age contra a tensão operacional aplicada ao induzido. Quando passa corrente. mediante constante inversão de corrente.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR O induzido corresponde às espiras giradas no campo magnético. diminui também a força contra-eletromotriz. o que aumenta a intensidade da corrente. na maioria das vezes. O coletor. para diminuição das perdas por magnetizarão. também no núcleo de ferro do induzido é formado um campo magnético com pólos norte e sul. ao passo que os pólos magnéticos na carcaça polar mantém sua polaridade inalterada. ligado nas lâminas individuais do coletor. ou seja. com a diminuição da rotação. O núcleo de ferro do induzido. Mas se o motor é submetido a uma carga. é composto de lâminas individuais. ligadas aos pares no pólo positivo (+) e no pólo negativo (-) da bateria (ou massa). e prensadas sobre o eixo do induzido formando um “pacote”. devido à mais favorável passagem de corrente. o enrolamento do induzido. tendo que desenvolver trabalho. A rotação do induzido baseia-se no fato de que pólos iguais do induzido e da carcaça polar estão um defronte ao outro e se repelem. Nos canais deste núcleo de ferro estão as espiras. tanto maior é a força contraeletromotriz e tanto menor é a intensidade da corrente. No induzido de um motor elétrico é induzida uma tensão (força contraeletromotriz). quatro escovas de carvão. O coletor é fixado diretamente no eixo do induzido. isoladas entre si. A intensidade da corrente e assim também ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 113 .

Observação: O motor elétrico adapta automaticamente a sua corrente elétrica à carga mecânica que tem de mover. Anotações: _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 114 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR o torque são maiores quando o motor parado deve entrar em funcionamento com carga.

preso à carcaça. Para a ligação da corrente de pequena intensidade.geralmente são utilizadas tais chaves no circuito de partida.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Chave magnética A função básica de uma chave magnética é comutar altas correntes por meio de correntes elétricas relativamente baixas. a corrente no motor alcança algumas centenas de ampères nos tipos maiores até mais de mil ampères . ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 115 . chamada corrente de comando. é suficiente um dispositivo mecânico (botão de partida. penetra na bobina de um lado. a bobina é constituída de dois enrolamentos: um de chamada (atração) e um de retenção. Como na partida. Em muitos tipos de chaves magnéticas. As figuras a seguir mostram a construção de uma chave magnética. penetra o núcleo móvel. chave de partida). Carcaça. núcleo fixo e núcleo móvel formam um circuito magnético. O núcleo fixo. pelo outro. A distância entre núcleo fixo e o núcleo móvel corresponde ao curso do núcleo móvel.

Nas chaves magnéticas para motores de partida. permanece o campo magnético da bobina de retenção. que. porém só provocam o deslocamento do pinhão. roda livre. Há chaves (também usadas em motores de partida) com funcionamento similar. o qual é suficiente para reter o núcleo móvel.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR A vantagem desse tipo de chave magnética é uma melhor resistência térmica. A mola de retrocesso faz com que os contatos se abram depois de desligada a chave. Sistema de acoplamento O mancal do lado de acionamento do motor de partida contém essencialmente um sistema de acoplamento. o movimento de avanço do pinhão gerado pela chave magnética e os movimentos rotativos do motor de partida são adequadamente unificados e transmitidos ao pinhão. desenvolve-se uma força magnética mais elevada.chamada “pinhão” na cremalheira do volante do motor. mas de ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 116 . elemento de engrenamento. Há um contato perfeito graças à mola existente entre o anel de trava no eixo do núcleo móvel e a ponte. curto-circuito o enrolamento de chamada. uma vez fechado. (alavanca ou haste de comando para executar o curso de engrenamento do pinhão) e mola de engrenamento. até a abertura da chave de partida. com pinhão. o núcleo móvel é atraído para o interior da bobina: fecha-se a ponte de contato com os bornes. o curso móvel é utilizado também para deslocar o pinhão no sentido axial. Uma elevada relação de transmissão (normalmente entre 10:1 e 15:1) permite superar a resistência oferecida pelo motor de combustão com um motor de partida relativamente pequeno. Pinhão O motor de partida engrena uma pequena engrenagem . Sob a ação do campo magnético. Nestes motores de partida. e o circuito magnético. Durante a atração.

possa engrenar perfeitamente na cremalheira do volante do motor. que propicia um melhor engrenamento. Mecanismo de engrenamento O mecanismo de engrenamento deve ser tal que o movimento de avanço do pinhão gerado pela chave magnética e os movimentos rotativos do motor de partida possam agir em conjunto com todas as situações possíveis do ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 117 . os motores de partida são ainda equipados com uma roda livre e com um sistema mecânico de engrenamento e desengrenamento . o pinhão deve desengrenar automaticamente para proteção do motor de partida. manter pequenas as dimensões e o peso do motor de partida. a união entre eixo do motor de partida e o volante do motor deve ser automaticamente desfeita.  Os dentes do pinhão e. transmitir o torque necessário e finalmente desengrenar no momento certo. Para que o pinhão do motor de partida. também os dentes da cremalheira do volante do motor. os materiais e os processos de têmpera do pinhão e do volante são objetos de minuciosos estudos. a distância entre pinhão e coroa dentada do volante do motor é aumentada para manter grande o suficiente a folga nos flancos dos dentes.  Tendo em vista uma grande durabilidade. É possível. Assim que o motor entra em funcionamento e por força própria ultrapassa a rotação de partida. a face frontal do pinhão deve ter uma distância mínima em relação à face dos dentes do volante do motor.  Contrariamente ao que ocorre com engrenagens constantemente engrenadas.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR rotação elevada. tem uma entrada chanfrada. assim. para uma perfeita adaptação. isto é. conforme o tipo de motor de partida. durante a partida. Portanto. usa-se o perfil envolvente.  Na posição de repouso. os dentes apresentam características bem específicas:  Nos dentes do pinhão.

com o pinhão girando mais rapidamente (motor de combustão “ultrapassando” a velocidade do pinhão). os roletes são travados no espaço menor. As diferenças são destacadas pela denominação do tipo de motor de partida.contra a força das molas ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 118 . o pinhão seja também avançado e que. porém independentemente. Observe na figura a seguir que com o eixo do induzido acionado. as molas pressionam os roletes para a parte mais estreita do espaço entre a curva de deslizamento do anel de acoplamento e a parte cilíndrica do eixo do pinhão para que. No momento em que ocorre inversão da força devido à aceleração do motor de combustão. a união entre pinhão e eixo do induzido seja desfeita. Os diversos tamanhos de motores de partida diferenciam-se. Na condição de repouso. com motor de partida em rotação. com o eixo do induzido acionado. Roda livre de roletes Motores de partida com fuso de avanço e alavanca de comando são equipados para sua proteção com uma roda livre (veja figura a seguir).ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR engrenamento. os roletes se solta e são empurrados . A roda livre faz com que. estabelecendo assim uma firme união mecânica. A roda livre ou embreagem está disposta entre o motor de partida e o pinhão e impede que o induzido do motor de partida atinja rotações inadmissivelmente elevadas com a aceleração do motor de combustão. A união mecânica entre o eixo do pinhão situado internamente com o anel de acoplamento externo do arraste em rotação é feito através de roletes. Roda livre Em todos os tipos de motores de partida. o pinhão seja firmemente acoplado ao eixo do induzido. que podem se deslocar sobre a curva de deslizamento. o movimento rotativo é transmitido via uma roda livre. todavia quanto à execução técnica do mecanismo de engrenamento.

É assim desfeita a união mecânica entre o induzido e o pinhão do motor de partida.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR para a área com espaço maior. O eixo do Induzido quando em rotação faz com que os roletes sejam travados no espaço mais estreito. Quando o motor de combustão entra em funcionamento. isto faz com que os roletes da roda livre destravem e contra a força das molas . Assim é desfeita a união mecânica entre o pinhão e o induzido. o pinhão do motor de partida é acionado com rotação maior do que a rotação sem carga do induzido do motor de partida. A grande vantagem desta roda livre é que apenas pequenas massas de peso bastante reduzido precisam ser aceleradas e que o torque de ultrapasse do motor de combustão é relativamente pequeno. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 119 .se desloquem para a parte mais larga da curva de deslizamento dos roletes.

A peça de acoplamento assenta sobre fuso. Estas lâminas estão alternadamente ligadas no diâmetro externo com o flange do arraste (lâminas externas) e no diâmetro interno com a peça de acoplamento (lâminas internas). não podem ser giradas radialmente. limitando o torque do eixo do induzido ao pinhão. A embreagem de lâminas atua ainda como embreagem de proteção contra sobrecarga. a embreagem de lâminas desfaz a união entre o pinhão e o induzido do motor de partida. que devem transmitir toda a força. O flange de arraste externo está firmemente unido com o induzido. Impede-se. Quando a rotação do motor ultrapassa a rotação do motor de partida.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Embreagem de lâminas A embreagem de lâminas encontra aplicação em motores de partida maiores do tipo de pinhão deslizante. O fuso da transmissão mecânica do motor de partida executa a separação. assim. embora possam ser deslocadas na direção axial dentro do flange de arraste ou na peça de acoplamento. que o motor de partida seja acelerado até rotações inadmissíveis. Fundamental na construção desta embreagem é que as lâminas individuais. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 120 .

Desenvolve-se assim um equilíbrio de forças. aumentada pelo movimento helicoidal do acoplamento e assim do torque transmitido. é limitado pelo encosto do acoplamento internamente nas molas prato. O aumento da compressão perdura até que o atrito entre as lâminas seja suficiente para transmitir o torque de partida necessário.fuso – pinhão Limitação do torque A compressão das lâminas. deve atuar à plena força para dar partida ao motor. é uma determinada compressão entre as lâminas. deslocando-se contra as molas prato.flange de arraste . uma vez atingida a carga máxima. O acoplamento desliza sobre a rosca de passo rápido para fora.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Acoplamento mecânico Condição básica para que a embreagem de lâminas possa acoplar mecanicamente por atrito. A compressão nas lâminas não pode mais ser aumentada.lâminas internas acoplamento . Sua superfície frontal pressiona as molas prato contra o colar de encosto do fuso. Na posição de repouso. Se o pinhão após o seu engrenamento atinge sua posição final. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 121 . o pacote de lâminas é comprimido por uma reduzida pré-carga das molas de tal modo que o atrito desenvolvido assegure o arraste do acoplamento.lâminas externas . com o que aumenta ainda mais a compressão entre as lâminas. O acoplamento mecânico transcorre do seguinte modo: Eixo do induzido . com o pinhão preso nos dentes do volante do motor e eixo do induzido em rotação.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR
A embreagem de lâminas neste caso atua como um acoplamento de proteção
contra sobrecarga, uma vez que as lâminas patinam quando atingida a força
máxima ajustada na embreagem e com o torque máximo resultante.

Designação
A designação serve como uma primeira orientação, e é indicada na
documentação técnica dos motores de partida juntamente com o número de
tipo.

A identificação do motor de partida (gravada na carcaça) engloba o número de
tipo, sentido de rotação e tensão nominal.

Exemplo para a marcação de um motor de partida
9.000.082.061
→ 12V
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ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR

Motores de partida sem transmissão intermediária
As características principais de motores com fuso de avanço e alavanca de
comando sem transmissão intermediária são possuir motor elétrico com
acionamento direto, chave magnética montada em cima do motor de partida,
mecanismo de engrenamento e roda livre.

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ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR

Motores de partida com transmissão intermediária
Motores de partida com fuso de avanço e alavanca de comando com
transmissão intermediária coincidem amplamente em construção e modo de
funcionamento com os motores de partida com fuso de avanço e alavanca de
comando sem transmissão intermediária. Os dois tipos transmitem a rotação do
motor diretamente ao mecanismo de engrenamento.

1. Eixo porta-planetária com fuso de avanço
2. Cremalheira interna servindo simultaneamente como mancal intermediário
3. Engrenagens planetárias
4. Engrenagem sobre o eixo do induzido
5. Induzido
6. Coletor

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ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR
Características fundamentais de diferenciação da nova geração de motores de
partida é uma transmissão planetária, que é instalada adicionalmente entre a
carcaça polar e o mancal de acionamento. A carcaça polar transmite o torque
do induzido ao pinhão, isento de forças transversais. Ao passo que as
engrenagens planetárias são fabricadas em aço, a cremalheira interna é
fabricada de uma combinação de poliamida de alta qualidade com reforço de
material mineral para aumento da resistência do material e desgaste.

Anotações:
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ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR

Um kit simples de Planetário consiste de:
 Engrenagem solar;
 Engrenagem anelar;
 Engrenagem planetária;
 Suporte portador das engrenagens planetárias.

As engrenagens planetárias são pivotadas com o eixo do suporte portador das
engrenagens planetárias. Elas rolam nos dentes internos da engrenagem
anelar e nos dentes externos da engrenagem solar.

1. Engrenagem anelar
2. Engrenagem planetária
3. Suporte portador das engrenagens planetárias
4. Engrenagem solar

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até então usados e sob as mesmas condições. a chave magnética para atuação da alavanca de comando e ligação da corrente de partida está montada sobre o motor de partida. Este motor de partida oferece em comparação com os tipos convencionais. até 40% menos peso e dimensões de instalação significativamente menor com potência de partida igual ou até mesmo mais elevada. Todas as variantes do motor de partida tipo DW são equipadas com a mesma chave magnética. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 127 .0 litros ou com motores dieseis até 16 litros.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Tipo DW com campo magnético permanente O motor de partida com transmissão intermediária do tipo DW com campo magnético permanente destina-se a automóveis com motores Otto até 5. transmitindo o movimento de avanço do pinhão no eixo do induzido através da alavanca de comando. Como em todos os demais motores de partida com fuso de avanço e alavanca de comando.

O motor de combustão. A descrição pode ser encontrada no item motores de partida com fuso de avanço e alavanca de comando sem transmissão intermediária. uma vez que a bobina de campo. Induzido e ímãs permanentes são diferentes no comprimento em função da potência de partida. não existe. a corrente flui diretamente para escovas e induzido.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Mecanismo de engrenamento O mecanismo de engrenamento com roda livre coincide em construção e funcionamento com a execução descrita para outros motores de partida. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 128 . a alta rotação do motor é reduzida através de uma transmissão intermediária até a rotação adequada para partida. neste estágio ainda não é girado. como no tipo EV. as bobinas de campo e o induzido. Somente no segundo estágio são ligadas. é usado um motor de corrente contínua com campo permanente. Ao invés dos eletroímãs (sapatas polares com bobinas de campo) na excitação são usados somente ímãs permanentes. O modo de funcionamento do motor de partida com transmissão intermediária do tipo DW não se diferencia do modo de funcionamento de outros motores de partida com fuso de avanço e alavanca de comando. Na ligação do circuito de corrente do motor de partida. trabalham com um mecanismo de engrenamento elétrico de dois estágios para menor esforço nos dentes do pinhão e do volante do motor. Além disso. Esse tipo de motor torna possível reduzir em muito o volume do motor de partida e obter uma sensível redução no peso. Como motor de partida. normalmente ligada em série. Motor de partida com avanço do pinhão por haste deslizante Estes motores de partida são usados em motores de combustão de grande tamanho. e é usado também para as outras variantes do mesmo tipo. Somente as ligações elétricas diferenciam-se. O primeiro estágio auxilia somente o engrenamento do pinhão do motor de partida. pouco antes do final do curso de engrenamento do pinhão. sendo simultaneamente obtido o elevado torque necessário para a partida.

na mesma direção do eixo. No estágio principal. através de limitação da corrente do induzido. No lado do coletar. estará em paralelo com o motor de partida.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Motores de partida deste tipo destacam-se pelo fato de que a chave magnética juntamente com os outros componentes está disposta coaxialmente. que no lado do mancal do acionamento tem a configuração de flange de arraste para a embreagem de lâminas. Nas demais execuções. Esta bobina em paralelo nas diferentes execuções do motor de partida KB permanece basicamente ligada nos dois estágios de funcionamento do motor de partida. e tem um eixo do induzido oco em toda a sua extensão. o induzido do motor tem outro mancal de deslizamento. a bobina em paralelo no primeiro estágio é ligada em série com o motor de partida para. Nos motores de partida tipo QB. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 129 . Motores de partida deste tipo são: KBIQB e TBITF. para excitação do campo. colaborar para uma lenta rotação do induzido. Tipo KB/QB com sistema combinado série paralelo O induzido do motor de partida tem dois mancais: no lado do acionamento e no lado do coletor. isto é. usa-se adicionalmente uma bobina auxiliar para aumento do torque dos estágios iniciais de engrenamento do pinhão. O flange de arraste tem uma tampa na qual está instalado o mancal de deslizamento do induzido do motor de partida no lado do seu acionamento. Do circuito interno. podemos ver que além da bobina série existe ainda uma bobina em paralelo.

conforme a fase de trabalho em execução. alavanca de trava e placa de batente. possui um mancal com rolamento de roletes no lado do acionamento e um rolamento de agulhas no eixo do induzido.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Relé de engrenamento e relé de comando No mancal do coletor. O relé de engrenamento tem ainda a função de liberar a ponte de contato do relé de comando através de ligação. As figuras e a descrição do funcionamento no engrenamento e no desengrenamento referem-se ao tipo KB. ou interrompido por esta embreagem. O fluxo de força entre o induzido do motor de partida e o pinhão é feito. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 130 . através da já descrita embreagem de lâminas. Mecanismo de engrenamento do pinhão O eixo da embreagem. Esta disposição toma necessário que o pinhão seja avançado através de uma haste que passa dentro do eixo oco do induzido. O pinhão está ligado ao eixo da embreagem por meio de uma chaveta.  Motor de partida sem corrente. no qual se encontra instalada a embreagem de lâminas. Mola do relé de comando mantém a ponte de contato na posição de repouso. está instalados um relé de engrenamento para engrenamento do pinhão e um relé de comando para os dois estágios de ligação do motor de partida.

 Processo de ligação como no estágio 1a. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 131 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR  Chave de partida é acionada. relé de engrenamento e bobina de campo auxiliar (N) recebem corrente. mas não engrena: o eixo do motor deve antes girar. O batente se apóia na alavanca de trava. Pinhão engrena na cremalheira. Relé de comando. O induzido gira lentamente. Pinhão avanço.

impedindo-se assim que o motor de partida seja acelerado até rotações muito elevadas. O pinhão propriamente dito. através de uma mola de retrocesso instalada no interior do eixo do induzido. O relé de comando interrompe então o circuito da corrente principal.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR  Alavanca de trava é levantada pela alavanca de ligação. O motor do veículo é acionado. com o que o mecanismo de engrenamento juntamente com o pinhão é puxado novamente para sua posição de repouso. Somente quando a chave de partida for solta e assim desligado o motor de partida. permanece ainda engrenado enquanto a chave de partida estiver atuada. porém. O motor de partida tem torque total. A mencionada mola de retrocesso tem também a função de manter o mecanismo de engrenamento do pinhão na posição de repouso apesar das ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 132 . Por meio do fuso na embreagem de lâminas é interrompida a união mecânica entre o pinhão e o induzido do motor de partida. ocorre uma inversão na força. é interrompida a alimentação de corrente à bobina da retenção do relé de engrenamento. O pinhão desengrena e retoma para sua posição de repouso. a rotação do pinhão ultrapassa a rotação máxima sem carga do motor de partida. Ultrapasse e desengrenamento Quando na partida do motor de combustão. A ponte de contato liga imediatamente a bobina de campo principal (R).

dessoldadas ou demasiadamente gastas quando a mola ou o condutor ameaçar encostar no porta-escovas. limpá-los com um pano limpo e que não solte fios (não usar estopa). verificar periodicamente seu estado. até a próxima operação de partida. Manutenção Antes de executar qualquer serviço no motor de partida. de modo que na próxima operação de partida temos novamente à disposição os dois estágios do motor de partida. Usar ar comprimido para limpeza do porta-escovas. afastar as molas de pressão das escovas com um gancho adequado (Não torcer as molas para o lado e não levantá-las mais que o necessário). Observar que a mola assente corretamente na escova. óleo ou graxa. é absolutamente necessário desligar o condutor massa da bateria a fim de evitar o perigo de curtos-circuitos. Se estiverem sujos ou presos em suas guias. substituir as escovas. Por ocasião de revisão geral do motor de partida. Escovas Se o acesso às escovas for fácil.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR vibrações provocadas pelo motor de combustão em funcionamento. Tanto escovas como porta-escovas deverão estar livres de poeira. Não usar lixa. Não colocar ferramentas sobre a bateria. Substituir as escovas quebradas. No desengrenamento também a alavanca de trava do relé de comando é novamente pressionada para a posição de travamento pela ação de uma mola. lima ou faca para limpar as superfícies de contato das escovas. verificar se as escovas deslizam livremente nas suas guias. Tornear o coletor sempre que forem substituídas as escovas. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 133 . Após retirar a tampa ou a cinta de proteção.

Em condições extremas de funcionamento. o pinhão e a cremalheira.000 operações de partida. lubrificar as engrenagens intermediárias.000 horas de serviço. 50. sobre as quais desliza o eixo do pinhão. diminuir os intervalos entre lubrificações. rebaixado o isolamento entre as lâminas e novamente torneado (passe fino). nos quais se deve observar o seguinte:  Após 3.000 km ou de 500 a 1. é utilizada uma bucha autolubrificante. A lubrificação deve ser feita sempre que se desmontar o motor de combustão ou o motor de partida. ou ainda uma vez por ano. dispensando lubrificação. Coletores sujos devem ser limpos com um pano (não usar estopa). No mínimo a cada seis meses. Jamais retrabalhar um coletor com lixa ou lima. No mancal do lado do coletor dos motores de partida tipo T encontra-se um ponto de lubrificação (bujão) situado entre os bornes.000 km ou 2. As superfícies do eixo da transmissão. com temperaturas elevadas (carcaça atingindo até 80ºC) ou poeira excessiva. Lubrificação Os motores de partida com avanço por inércia e com furo de avanço possuem buchas autolubrificantes. Coletores sulcados ou ovalados deverão ser torneados. No mancal do lado do coletor dos motores com induzido deslizante. Outras lubrificações são desnecessárias.000 a 50. à exceção dos motores com transmissão. 40 a 50 pingos. Não usar substâncias dissolventes de graxa na limpeza destes mancais. também requerem lubrificação. sem pressão. adicionar o óleo recomendado.000 horas de trabalho.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Coletor O coletor deve apresentar uma superfície lisa e uniforme. cerca de 3 cm3. Os roletes do lado do pinhão possuem um ponto de lubrificação. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 134 . isenta de óleo ou graxa. completar (sem pressão) com óleo recomendado. A cada 25.

o feltro deverá sobressair pelo furo da bucha aproximadamente a 5 a 10 mm. etc. Com o eixo removido e o bujão todo atarraxado. contatos ou ligação à massa podem estar na ignição ou na alimentação de combustível.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR  Estando o bujão do canal de lubrificação todo atarraxado.  O feltro montado no mancal de acionamento. Na colocação do eixo. Eliminação de defeitos Muitas falhas atribuídas ao motor de partida. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 135 . Na montagem do eixo. relés. penetrar tangencialmente pelo menos 1. assim como os feltros do mancal de acionamento e do mancal intermediário dos motores com transmissão intermediária devem. não há perigo de emperramento (ou trabalho em seco) do eixo da transmissão. observar para não prender ou mesmo cortar o feltro (retirar o bujão e fazer recuar o feltro). fiação. os feltros de lubrificação novos devem permanecer imersos em óleo por 24 horas. ao serem removidos os eixos. A orientação para eliminação de defeitos que damos a seguir abrange apenas a instalação de partida.5mm na bucha. por ação da mola. cuidar para não prender ou cortar o feltro. bateria. o feltro lubrificador do mancal intermediário deverá exercer pressão sobre o eixo. Em casos de substituição. Observando-se as recomendações dos itens 2 e 3.

porém não podemos aplicar a lei de ohm. criando assim o ciclo regenerativo do halogênio. Podemos realizar medições nas lâmpadas com o ohmímetro. As lâmpadas halógenas possuem um filamento de tungstênio que emite luz pela passagem da corrente elétrica. brilhante e uniforme ao longo de sua vida útil. A oleosidade da pele em contato com o bulbo aquecido faz com que a partes tocadas fiquem escuras impedindo a dissipação de luz.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Lâmpadas São componentes elétricos que transformam energia elétrica em energia luminosa. manuseá-la somente com o auxílio de um tecido ou luva. Os gases contidos no interior do bulbo das lâmpadas halógenas. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 136 . Esta combinação. quanto mais aquecida menor será sua resistência. faz com que as partículas se depositem de volta no filamento. Partículas de tungstênio são desprendidas do filamento durante este processo. se combinam com as partículas de tungstênio. pelo fato do filamento aquecer até a 3000 °C. Observação: O bulbo da lâmpada não deverá ser tocado com as mãos. somada à corrente térmica dentro da lâmpada. O resultado é uma luz mais branca.

Seu emprego é importante na fabricação de componentes eletrônicos tais como díodos. chamamos de “dopagem”. após este processo uma quantidade muito precisa de impurezas é adicionada a este material. Os materiais utilizados na fabricação de um semicondutor são: o silício encontrado facilmente na areia da praia e o germânio também facilmente encontrado na fuligem das chaminés. Ali existirá um excesso de elétrons dando a característica de semicondutor do tipo N. Os elementos semicondutores podem ser tratados quimicamente para transmitir e controlar uma corrente elétrica. e nano circuitos usados em nanotecnologia. Algumas outras impurezas deverão criar lacunas na superfície da estrutura planar e daí dar ao mesmo uma característica positiva pela menor quantidade de elétrons. As impurezas se ajustam na estrutura planar e faz uma associação de elétrons que são livres para se mover sobre a mesma e produzir um fluxo de corrente elétrica. Estes materiais passam por um alto grau de purificação chegando a uma estrutura cristalina tipo açúcar ou sal. dando o nome de semicondutor do tipo P. Portanto atualmente o elemento semicondutor primordial na indústria eletrônica e confecção de seus componentes. transistores e outros de diversos graus de complexidade tecnológica.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Semicondutores Semicondutores são sólidos cristalinos de condutividade elétrica intermediária entre condutores e isolantes. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 137 . microprocessadores.

materiais trivalentes ou penta valente. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 138 . Este processo denomina-se dopagem. mas onde o átomo estranho é colocado. A quantidade de elemento dopante é muito pequena comparada com o silício 1 : 10. Os elementos estranhos são denominados de impurezas.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Dopagem Dopagem e o processo químico com a finalidade de introduzir no retículo cristalino do semicondutor um átomo de outra substância “ elemento estranho”. pode faltar ou sobrar um elétron. O cristal de silício pode se tornar um condutor de maneira controlada. desde que sejam inseridos em sua estrutura. elas altera a estrutura cristalina do semicondutor melhorando suas propriedade. Desta forma a estrutura da sua matéria não é afetada.

Foto célula Incidência de energia luz. Quando um semicondutor extrínseco recebe dopagem de átomo trivalente ele fica com falta de elétrons e por isso é do Tipo P. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 139 . Tipo de semicondutor Produção de portadores de carga no semicondutor por meio: Condutor tipo N Dopagem com átomos de elementos diferentes que possuam cinco elétrons na camada de Valência. Fatores que determinam o estado condutivo de um semicondutor. Condutor tipo N Dopagem com átomos de elementos diferentes que possuam três elétrons na camada de Valência. Quando ele recebe átomos penta valente ele fica com excesso de elétrons e por isso é do Tipo N. Resistor NTC Incidência de energia térmica.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Um semicondutor puro é chamado "intrínseco" e um dopado é chamado de "extrínseco".

a qual denominou de polarização. Para que ele funcione de forma controlada temos duas formas de ligação. Polarização de um díodo Um díodo não tem função nenhuma se não for instalado em um circuito elétrico. Veja o que acontece quando isso ocorre: Díodo Para entendermos como funciona um díodo. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 140 . temos que imaginá-lo ligado a um circuito elétrico.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Junção Um semicondutor do tipo P deve ser juntado a um semicondutor do tipo N para se ter um resultado prático. Vejamos como fica um díodo com as possíveis polarizações.

Polarização direta Uma polarização será direta quando aplicarmos o lado positivo do circuito ao anodo e o lado negativo no catodo. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 141 . É necessária a utilização de um limitador de corrente entre estes componentes para que não seja danificado o díodo. o que é conseguido através de sua polarização.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR O diodo tem a função de permitir o fluxo de corrente em um único sentido. Observar que um díodo não pode ser ligado diretamente a uma fonte de tensão.

Aplicação de polarização direta ou reversa A escolha da aplicação depende do tipo de díodo e de sua função. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 142 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Polarização reversa Nesta situação aplicamos o lado positivo do circuito ao catodo e o lado negativo ao anodo.

Em díodos de grande capacidade de corrente como os utilizados em alternadores. Os multímetros modernos trazem uma função de teste de díodo. sendo que em um dos sentidos a resistência deve ser alta e no outro muito baixo. Cuidados com um díodo Não exceder a corrente máxima que um diodo pode conduzir e a tensão reversa máxima aplicada em seus terminais. Para isso mede se a resistência entre seus terminais nos dois sentidos. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 143 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Curva característica de um díodo Veja abaixo a curva de comportamento tensão x corrente em um díodo. o teste de forma simulada nas condições de trabalho do díodo. Como testar um díodo Normalmente se utiliza um multímetro para o teste de um díodo. Veja matéria sobre multímetros.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Tipos de díodos De acordo com a função. podemos ter vários tipos de díodos. Díodo retificador É o díodo mais comum sendo utilizado para a conversão de corrente alternada em corrente contínua ou para a isolação entre circuitos elétricos de um dos sentidos da corrente. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 144 .

O diodo Zener pode funcionar polarizado diretamente ou reversamente.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Díodo Zener É um díodo de características muito especiais. Na curva característica abaixo a tensão de Zener é de 10V. Quando está polarizado diretamente. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 145 . que é a tensão a partir da qual o diodo começa a conduzir quando polarizado reversamente. pois consegue trabalhar com tensões reversas na região de condução. O regulador de tensão tem sua base de funcionamento neste diodo. Cada diodo Zener possui o que chamamos de tensão de Zener. Ele é utilizado para estabilizar uma tensão. funciona como um diodo retificador.

ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 146 . Isso confere ao diodo Zener a função de regulador de tensão. queda de tensão no diodo Zener é igual a tensão nominal do diodo Zener.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Estabilização de tensão com diodo Zener Ligação em serie. Nas figuras abaixo podemos ver que a tensão de Zener de 5V é mantida independente da variação de tensão da fonte. Diodo Zener como regulador de tensão A vantagem do diodo Zener é que a partir do momento que a tensão de Zener é alcançada. a mesma é mantida constante. Queda de tensão no resistor igual a tensão restante.

O LED é um diodo que quando conduzindo corrente elétrica. O processo de emissão de luz pela aplicação de uma fonte elétrica de energia é chamado eletroluminescência. existe uma tensão de condução diferente.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Diodos emissores de luz (Led) LED é a sigla em Inglês para Light Emitting Diode. esse material também é utilizado para determinar a cor da luz emitida pelo LED. ou Diodo Emissor de Luz. emite luz. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 147 . O que determina a tensão a partir da qual o LED conduz. é o tipo de material empregado no processo de fabricação. veja na figura abaixo que para cada cor. A luz é monocromática e é produzida pelas interações energéticas do elétron. Por ser um diodo o LED irá trabalhar somente se polarizado diretamente.

Entende-se por "amplificar" o procedimento de tornar um sinal elétrico mais fraco. Quando trabalhando como chave. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 148 . Um sinal elétrico de baixa intensidade. que conseqüentemente ocasiona o processo de amplificação ou chaveamento de um sinal. a este processo todo se dá o nome de ganho de sinal. a corrente elétrica que passa entre coletor e emissor do transistor varia dentro de determinados parâmetros pré-estabelecidos pelo projetista do circuito eletrônico. o transistor tem como principal finalidade. em sinais elétricos com as mesmas características mas com potência suficiente para excitar os alto falantes. esta variação é feita através da variação de tensão no terminal chamado base. como os sinais gerados por um microfone. cuja função principal é transformar este sinal fraco gerado pelo microfone. é injetado em um circuito eletrônico (transistorizado por exemplo). permitir o controle de atuadores com potência elevada a partir de um pequeno sinal de tensão e corrente.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Transistor O transistor é um componente eletrônico que tem como principal função chavear ou amplificar sinais elétricos. Graças a esta função. em mais forte.

ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 149 . Quando sob efeito do campo magnético os contatos se fecham como na figura abaixo. Aplicação: Interruptores de final de curso. Potenciômetro Potenciômetros são resistores que permitem a variação de sua resistência em função da posição.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Sensores Sensores são dispositivos que convertem grandezas físicas em eletricidade. Tipos de sensores utilizados nos automóveis Sensor reed Sensor reed é na verdade um interruptor sensível ao campo magnético.

Na figura abaixo vemos que ao rodar o volante de inércia. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 150 . Os sensores Hall utilizam o princípio Hall na sua construção. ocorre a variação do campo magnético do imã que por sua vez. sendo utilizados para medir posição e rotação. gera uma corrente elétrica IH perpendicular a corrente IV e ao campo magnético. A esse efeito dá-se o nome de Efeito Hall. Nos automóveis são utilizados na medição de rotação. induz na bobina corrente elétrica.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Sensor hall Uma placa condutora percorrida por corrente elétrica IV quando submetida a um campo magnético perpendicular a essa corrente. Sensor indutivo Sensores indutivos utilizam como princípio de funcionamento a lei da indução eletromagnética. por essa razão em geral esses sensores não necessitam alimentação.

O sensor é composto por dois eletrodos inseridos em um recipiente cheio de um líquido sem condutividade elétrica.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Sensor capacitivo Um exemplo de sensor capacitivo nos veículos. é o sensor de inclinação do alarme anti-roubo. No exemplo abaixo podemos ver o funcionamento de um sensor de pressão de ar de sobre alimentação. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 151 . Bandas Extenciométricas são materiais que variam sua resistência quando tracionadas. Esse conjunto forma um capacitor. pois o líquido age como um isolante entre os eletrodos. Essa variação é medida pela unidade eletrônica nos terminais dos eletrodos. ocorre uma variação no nível do liquido que altera a capacidade do capacitor. Ao inclinar o veículo. Sensor de pressão Sensores de pressão utilizam como elemento sensível Bandas Extenciométricas.

as barras compostas de material piezoelétricos flexionam e geram tensão que é lida pela unidade de controle. Sensores piezoelétricos utilizam como princípio de funcionamento a piezoeletricidade. No exemplo abaixo. vemos um sensor de aceleração do sistema Air Bag. Ao sofrer um impacto. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 152 . que é a capacidade que determinados materiais possuem de gerar tensão elétrica quando flexionados.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Sensor de aceleração Sensores de aceleração podem utilizar sensores hall ou sensores piezoelétricos como elemento sensível.

Ao compararmos as figuras abaixo vemos a alteração que ocorre com a variação de temperatura. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 153 .NTC Sensores de temperatura NTC são dispositivos que possuem materiais que alteram sua resistência a passagem de corrente elétrica em função da temperatura. No NTC a resistência do sensor diminui com o aumento da temperatura. Sensores NTC são largamente utilizados na medição de temperatura.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Sensor de temperatura .

Um exemplo de sensor PTC é o sensor de temperatura dos gases de escape. utilizase sensores do tipo PTC que trabalham de modo inverso ao NTC. nesses casos.PTC Sensores de temperatura NTC não podem ser submetidos a temperaturas muito elevadas porque isso destruiria o elemento sensor.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Sensor de temperatura . Nos sensores PTC a resistência a passagem da corrente elétrica aumenta com o aumento de temperatura. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 154 .

são dispositivos que emitem e captam ondas sonoras de alta freqüência. Sensores de ultra-som Em geral. o sensor emite ondas de ultra-som que quando encontram um obstáculo. os sensores de ultra-som encontrados nos automóveis. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 155 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Sensor de luminosidade Sensores de luminosidade são dispositivos que permitem uma variação de corrente elétrica em função da quantidade de luz que incide sobre ele. Quando ativado. No exemplo abaixo. são refletidas e captadas pelo mesmo sensor. O tempo que a onda sonora refletida leva para retornar ao sensor é calculado e processado para determinar a distância que o automóvel está do obstáculo. No exemplo abaixo vemos que a incidência de luz permite ao sensor conduzir a corrente elétrica. Foto diodos e foto transistores são exemplos de sensor de luminosidade. vemos o sistema de assistência a estacionamento PARKTRONIC que utiliza sensores de ultra-som.

A unidade de controle aplica tensão na resistência de aquecimento RH que aquece e tem sua temperatura alterada em função do volume de ar que passa por ela. A unidade eletrônica trabalha para manter a temperatura da resistência de aquecimento RH constante. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 156 . um sensor de temperatura RS que mede a temperatura da resistência de aquecimento RH e um circuito eletrônico. A variação de tensão é utilizada como base no cálculo do volume.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Sensor de volume O sensor de volume utilizado nos automóveis é utilizado para medir o volume de ar que é admitido pelo motor. aumentando ou diminuindo a tensão aplicada na resistência RH baseado na temperatura lida pelo sensor RS. O sensor é composto basicamente por uma resistência de aquecimento RH.

um eletrodo interno e um eletrodo externo. Quando a concentração de oxigênio presente no escape for alta. isso caracteriza uma mistura de ar/combustível muito rica. O sensor utiliza como elemento sensível um material chamado dióxido de zircônio. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 157 . Esse material é envolvido por dois eletrodos. O eletrodo interno está em contato com o ar ambiente. Entre os eletrodos é gerada uma tensão elétrica quando a concentração de oxigênio presente no escape for muito pequena. nenhuma tensão é gerada entre os eletrodos. caracterizando assim uma mistura ar/combustível muito pobre. e o eletrodo externo está em contato com os gases de escape. é utilizado nos automóveis para medir o volume de oxigênio presente no escape.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Sensor de oxigênio O sensor de oxigênio também conhecido como sonda lambda.

Veja que no sinal representado abaixo existem somente dois níveis de tensão. outro exemplo de sinal digital é o sinal utilizado pela rede de comunicação CAN. Um exemplo de sinal analógico é o sinal gerado pelo sensor indutivo que mede a rotação do motor. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 158 . 12V e 0V. Veja que no sinal representado abaixo existem inúmeros níveis de tensão. Digitais Sinal digital é um sinal composto por somente dois valores de amplitude.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Sinais elétricos Sinais analógicos Sinal analógico é um sinal composto por inúmeros valores de amplitude. Um exemplo de sinal digital é o sinal gerado pelo sensor hall de posição do comando de válvulas do motor.

Ao fecharmos a chave “S”. Para entender o sinal PWM. ao aplicar o sinal número 3. e 20% do tempo ele desliga o motor. Para finalizar. É justamente esse o significado de PWM – Modulação por Largura de Pulso. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 159 . Se substituirmos a chave por um sinal como o número 1 da figura abaixo e analisarmos somente o período “T”. e 80% do tempo ele desliga o motor. pois em 80% do tempo ele liga o motor. Ao aplicar o sinal número 2 podemos dizer que o motor gira com aproximadamente 80% de sua capacidade. e 50% do tempo ele desliga o motor. pois em 50% do tempo ele liga o motor. podemos dizer que o motor gira com 50% de sua capacidade. ao abrir a chave “S” o motor não recebe alimentação e tende a parar.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Sinal PWM O sinal PWM é um sinal muito utilizado no controle de potência de atuadores. podemos dizer que o motor gira com aproximadamente 20% de sua capacidade. Sendo assim podemos concluir que a rotação do motor é alterada ao variar a largura do pulso do sinal aplicado a ele. pois em 20% do tempo ele liga o motor. podemos utilizar como exemplo a ativação do motor representado no esquema abaixo. o motor recebe alimentação e gira.

O barramento de entrada recebe informações provenientes de sensores. processador. após serem processadas. a memória armazena o programa. memória e barramento de saída. as informações são enviadas ao barramento de saída onde estão conectados os atuadores. o processador processa as informações baseado no programa. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 160 . Basicamente unidades de controle são compostas por um barramento de entrada de sinais.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Unidade de controle A unidade de controle é responsável pelo gerenciamento do sistema a que ela pertence.

 Acionamento elétrico para arrefecimento do motor.  Medidor de temperatura da água.  Buzina.  Luz de freio. As linhas principais são representadas por números que indicam a origem da alimentação que o componente estará recebendo.  Faróis.  Painel de instrumentos. O sistema elétrico veicular recebe tensão por linhas de alimentação.  Luz de marcha à ré.  Luz de alerta da pressão do óleo. Algumas montadoras não utilizam esta representação. mas no veículo terão funcionamento simultâneo e independente.  Acionamento elétrico dos vidros. Para facilitar o estudo. o sistema elétrico é dividido em partes: sistema de sinalização.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Noções básicas de circuitos elétricos Os veículos atualmente possuem um número muito elevado de componentes elétricos. iluminação e conveniência do veículo.  Lanternas. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 161 . Os principais circuitos são:  Circuito de ignição.  Travamento das portas.  Sinalizador de direção e emergência.  Limpador e lavadores de pára-brisa. Todos esses circuitos serão estudados separadamente.  Medidor de combustível.

alimentação positiva direto da bateria. S18 estão representando os fusíveis (4.  Linha X .  Linha 31 . Geralmente os terminais dos componentes são identificados com esses números para facilitar os testes.  Linha 50 . Central elétrica vista de frente Os códigos S4. a maioria dos elementos de conexão não possibilita a montagem errada. 12. 18). Os códigos S224 e S226 estão representando os fusíveis (24 e 26). S14. 14. respectivamente na central elétrica.  Linha 15 .alimentação positiva da ignição. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 162 .alimentação positiva para os acessórios. na central elétrica.alimentação negativa (massa). S12.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR As identificações das principais linhas são:  Linha 30 . respectivamente.alimentação positiva para o motor de partida. Além disso.

indicadores de direção (10A) S14 .Lanterna das placas de licença/iluminação do porta luvas/iluminação do acendedor de cigarro/iluminação dos interruptores do desembaçador do vidro traseiro e da luz de advertência (5A) S18 .Termo-proteção (fusível térmico) para levantador do vidro (20A) Conectores Sempre que medirmos algo em um módulo. para isso sempre tem que ter o posicionamento dos conectores no modulo em mente.Lanterna do porta-malas/lanterna interna(10A) S12 . Para verificarmos os conectores precisamos colocar a travado dos conectores para cima vendo a conexão como na figura acima.Lâmpada do interruptor das luzes/ velocímetro. controle de rotação da marcha lenta.Acendedor de cigarros (15A) S224. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 163 . para isso temos o esquema elétrico.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Posicionamento dos relés 5 Relé estabilizador da função X Posicionamento dos fusíveis S4 . Mas necessitamos saber como encontrar o que queremos no veiculo. Nesta posição é só contarmos da esquerda para direita como na figura.Travamento elétrico das portas (10A) S226. necessitamos conhecer a posição onde encontraremos o que queremos.Expulsão da tampa do porta-malas (10A) S43 .

ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 164 . como o manual de serviço. Caso não tenhamos as anotações sempre teremos material de apoio onde podemos encontrar.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Conexões Existem algumas conexões que são um pouco mais complicadas. mas para conhecê-las basta olhar no conector. pois sempre temos os números de cada posição gravados no conector.

Permitir uma visão analítica das partes ou do conjunto.  A localização física dos elementos. Emitir a rápida localização física dos elementos. de acordo com os objetivos: 1. 2. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 165 . para facilitar seu trabalho. sua dependência e independência em relação a outro elemento. quando da consulta do Manual de Reparações. Símbolos utilizados nos esquemas elétricos Nos esquemas elétricos aparecem vários símbolos que representam componentes que fazem parte dos mesmos. Funcionamento seqüencial dos elementos. 3.  A função de cada elemento no conjunto. Para a interpretação dos circuitos elétricos. três aspectos básicos são importantes:  Os caminhos da corrente ou os circuitos que se estabelecem desde o início até o fim do processo de funcionamento. Representação dos elementos. suas funções e as interligações conforme as normas estabelecidas.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Noções básicas de esquemas elétricos Os diagramas elétricos têm por finalidade representar claramente os circuitos elétricos sob vários aspectos. 4. Apresentamos à seguir a simbologia usada em nossos esquemas. suas funções e as interligações conforme as normas estabelecidas.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 166 .

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 167 .

bem como nas tecias de acionamento. motor de partida. que está acoplado à chave do veículo. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 168 . as três saídas de alimentação são:  Ignição (linha 15) . injeção e alguns componentes que dependem desta alimentação para funcionar. Internamente. É composto por um interruptor rotativo conhecido como comutador de ignição. alimentará o contato que estiver fechado. Circuito comutador de ignição O circuito comutador de ignição é um dos mais importantes no veículo.Esta saída alimentará o sistema de ignição. pois comanda o funcionamento do sistema de ignição/injeção. o comutador de ignição é constituído de contatos metálicos que dependendo do estágio selecionado. Basicamente. e outros circuitos do veículo. O comutador de ignição recebe alimentação diretamente da bateria (linha 30) e disponibiliza para três saídas de alimentação. conforma a posição da chave. existem símbolos para identificar o componente que está sendo usado ou para ajeitar sobre eventuais problemas.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Símbolos para identificação dos instrumentos e controle (painel) No painel de instrumentos. Esta é uma das principais alimentações no sistema elétrico do veículo e será acionada em dois estágios do comutador.

é uma alimentação acionada no último estágio do comutador de ignição. Neste caso. Em alguns veículos. teríamos as três saídas de alimentação com os respectivos estágios como é mostrado a seguir.Essa alimentação é utilizada para alguns sistemas que consomem muita corrente da bateria. Esquematizando. serve para acionar o motor de partida. a alimentação ocorre somente em um estágio e é desligada quando o motor de partida for acionado. Em alguns veículos esta saída comanda o funcionamento do relé de acessórios.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR  Acessórios .  Motor de partida (linha 50) . Sem o comutador de acessórios (linha x) ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 169 . esta saída comanda o funcionamento do relé de partida.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Com o comutador de acessórios (linha x) ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 170 .

Quando o motor está desligado ou a pressão do sistema de lubrificação diminui. causando a abertura dos contatos e o desligamento da luz de alerta. causando o acendimento da luz de alerta. que está montado no bloco ou no cabeçote do motor e detecta se há pressão sistema de lubrificação do motor. Este circuito recebe alimentação do comutador de ignição (linha 15).ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Luz de alerta da pressão de óleo A luz de alerta da pressão do óleo tem como função alertar o motorista em caso de lubrificação anormal (falta de pressão no sistema de lubrificação do motor). ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 171 . o diafragma dentro do interruptor de pressão é pressionado. os contatos dentro do interruptor de pressão de óleo se fecham. Quando o motor é acionado e a pressão sistema de lubrificação supera um determinado valor. Este circuito é composto de um interruptor de pressão do óleo. e uma lâmpada que acenderá nos casos de falta de pressão no sistema.

Se estiver equipado com uma transmissão automática.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Luz de marcha à ré São instaladas na extremidade traseira do veículo e fornecem iluminação extra para que o motorista tenha visão traseira. é acionado o interruptor que permite a passagem de corrente até as lâmpadas. ele é localizado na própria alavanca de acionamento das marchas. Se o veículo estiver equipado com transmissão mecânica. quando o veículo estiver dirigindo em marcha a ré além de sinalizar aos outros motoristas que o veículo esta sendo manobrado. Quando o motorista engatar a marcha à ré. com a chave de ignição ligada. O circuito é composto por um interruptor e uma ou duas lâmpadas na traseira que funcionam apenas quando o comutador de ignição estiver ligado. A localização do interruptor muda de acordo com o tipo de transmissão utilizada. o interruptor é localizado na própria transmissão. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 172 .

ela é ligada em paralelo às lâmpadas de freio.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Luz de freio As luzes de freio são instaladas na extremidade traseira do veículo para evitar as colisões. O circuito possui um interruptor no pedal de freio que aciona as lâmpadas na traseira. Alguns veículos possuem uma lâmpada de freio elevada (brake light) que auxilia na visualização. Elas indicam ao motorista que está trafegando atrás que veículo está sendo freado. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 173 .

que por sua vez alimenta a buzina através do fusível. diretamente da bateria (linha 30) ou via chave de ignição (linha 15).ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Buzina Este circuito tem como função emitir um sinal sonoro para alertar pedestres ou a outros motoristas a presença do veículo. Este sistema é composto pelo botão. A buzina é acionada pelo motorista. e a buzina. por intermédio de um botão localizado no volante ou na alavanca de seta. relé. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 174 . A alimentação negativa vem do botão da buzina que ao ser acionado possibilita a circulação de corrente pela bobina de comando acionando a linha de trabalho. A bobina de comando do relé recebe alimentação positiva.

ele aciona as lanternas. para indicar a presença e a largura de um veículo à noite. este interruptor possui três estágios. as lanternas permanecem alimentadas e os faróis também recebem alimentação. no primeiro estágio. o circuito das lanternas e dos faróis. no segundo estágio. os circuitos não recebem alimentação. Alguns modelos são equipados com reostato de controle de luzes que permite ao motorista controlar a intensidade das luzes do painel de instrumentos. e no terceiro estágio.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Lanternas dianteiras e traseiras São luzes de pouca intensidade. Luzes do painel de instrumentos São usadas para iluminar os medidores do painel de instrumentos à noite. O acionamento das lanternas é feito pelo interruptor das luzes. Estas luzes acendem junto com as lanternas traseiras e dianteiras. que é comum para dois circuitos. Esta lâmpada acende junto com as lanternas traseiras. de modo que o motorista possa rápida e facilmente observar os valores dos medidores enquanto estiver dirigindo. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 175 . Luzes da placa de licença Iluminam a placa de licença traseira.

mas é projetada de modo que não ofusque o motorista à noite. Isto é obtido posicionando-se o interruptor em DOOR. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 176 . Para facilitar a entrada e a saída à noite. Faróis O sistema dos faróis foi projetado para iluminar a pista à frente do veículo.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Iluminação interna Ilumina o interior do compartimento de passageiros. para uma iluminação interna uniforme e é integrada ao interruptor. cuja comutação é executada por um interruptor. Geralmente há os faróis altos e faróis baixos. Este interruptor possui três posições: ON. O funcionamento deste interruptor depende do sinal proveniente das lanternas. a lâmpada interna pode ser ajustada de modo a acender somente quando uma ou mais portas forem abertas. pois se elas não estiverem ligadas não há o acionamento dos faróis. DOOR e OFF. Geralmente a lâmpada fica localizada no centro do compartimento de passageiros.

onde a lente é soldada. Faróis semi-selados A diferença entre este tipo e o tipo sealed-beam é que nesse caso. Uma vez que a lâmpada pode ser substituída com facilidade. As lâmpadas para faróis semi-selados são disponíveis nos seguintes tipos: ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 177 . quando a lâmpada é substituída não há alteração (sentido e ângulo) na iluminação. não há lâmpada separada. a lâmpada é um componente separado. não é necessário substituir o conjunto do farol quando um filamento queimar.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Dois tipos de faróis são usados em veículos Faróis Sealed-Beam No farol blindado. O conjunto é formado por um filamento lâmpada que é instalado na frente de um espelho refletor. Além disso.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR O acionamento dos faróis é feito pelo mesmo interruptor que aciona as lanternas. só que num terceiro estágio. este sinal é enviado para o comutador dos faróis que possibilita a seleção do farol alto ou baixo. Esta alavanca possui ainda uma função de lampejador que permite ao motorista acender o farol alto por alguns instantes. Nesse estágio é possível somente selecionar o acionamento dos faróis. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 178 .

Quando se aciona o interruptor da luz de emergência (pisca alerta) . Este sistema é composto por: Interruptor do sinalizador de direção O interruptor do sinalizador de direção está incorporado do interruptor combinado. ele faz piscar todas as luzes dos sinalizadores de direção. o sistema faz piscar todas as lâmpadas dos sinalizadores de direção. informando ao motorista que há problema. Relé de seta O relé faz as lâmpadas do sinalizador de direção acenderem por períodos predeterminados. os contatos do relé ligam e desligam repetidamente devido a carga e descarga dos capacitores através da bobina de comando do relé. com a chave de ignição ligada. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 179 . Se queimar uma ou mais lâmpadas dos sistemas. O mesmo relé é usado em comum para o sinalizador de direção e para luz de emergência. o intervalo de tempo do piscapisca se torna mais curto. faz piscar a lâmpada correspondente. Quando o interruptor do sinalizador de direção é virado para direita ou para esquerda. Virando para direita ou para esquerda. Interruptor da luz de emergência Quando é ligado o interruptor da luz de emergência.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Sinalizadores de direção de emergência O sinalizador de direção (setas) faz com que as luzes de seta pisquem em intervalos fixos quando o interruptor de seta é virado para a direita ou para esquerda.

a carga sobre o relé cai abaixo da corrente especificada e o tempo de carga e descarga do capacitor torna-se menor do que o normal. fazem piscar as lâmpadas do sinalizador de direção. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 180 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Estes contatos ligando e desligando repetidamente. Quando o interruptor da luz de emergência é ligado. o relé liga e desliga da mesma maneira fazendo piscar em conjunto todas as lâmpadas dos sinalizadores de direção. Se alguma das lâmpadas dos sinalizadores de direção queimar.

Integrado pelo indicador de velocidade do veículo. O painel de instrumentos usa indicadores do tipo medidor e indicador luminoso. Os indicadores luminosos para indicação de ultrapassagem de níveis.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Painel de instrumentos Os instrumentos estão dispostos no painel à frente do motorista para que este possa ter facilmente o controle da situação do veículo. Medidor de temperatura da água . Os indicadores do tipo medidor que servem para dar uma informação detalhada do status a cada momento geralmente dos seguintes elementos: Velocímetro . Tacômetro .Indica a temperatura da água de arrefecimento do motor. indicação de funcionamento de partes elétricas e indicação de anormalidades consistem das seguintes luzes: ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 181 .Indica a tensão da bateria ou da saída do alternador. Indicador de combustível .Indica o nível de combustível no tanque.Indica a rotação do motor em RPM (rotações por minuto) Voltímetro . o odômetro que indica distância percorrida pelo veículo na sua vida útil e o odômetro parcial que pode ser zerado quando desejar.

Indica que os sinalizadores de direção direita e esquerda estão piscando.Indica se o sistema de carga está funcionando normalmente.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Luz de advertência de pressão do óleo . Indicador de farol alto . Luz de advertência do freio . Indicador do sinalizador de direção . Luz de advertência de combustível .Indica que o freio de estacionamento está acionado ou que o fluido é insuficiente. Indicador de porta .Indica que o combustível restante no tanque é insuficiente. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 182 .Indica se a pressão do óleo do motor está normal.Indica que a porta não está bem fechada.Indica que os sinalizadores de direção direita ou esquerda estão piscando. Luz de advertência de carga da bateria .Indica que os faróis altos estão ativados. Luzes de emergência .

o valor da resistência se torna maior e a corrente se torna menor provocando assim. Este sistema é muito utilizado devido a grande eficiência de resfriamento. localizado no radiador. Quando a chave de ignição é ligada. além de emitir pouco ruído. Portanto. Esta corrente varia conforme o valor de resistência determinado pela posição da bóia. É composto por um indicador. Conforme abaixa o nível de combustível. uma bóia com resistor deslizante. o valor de resistência é baixo.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Medidor de combustível O medidor de combustível indica a quantidade de combustível que resta no tanque. Quando o tanque está cheio. uma movimentação menor do indicador. a bóia muda de posição e conseqüentemente o valor de resistência é alterado. alterando a quantidade de combustível no tanque. com isso a corrente é alta. indicando que o combustível está próximo de acabar. alimentando o indicador de combustível. localizado no tanque de combustível. Se o nível de combustível abaixar muito ocorrerá o acendimento da luz da reserva. a corrente flui através do regulador de tensão. localizado no painel de instrumentos. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 183 . que é comandado por um interruptor térmico. fazendo com que haja maior movimentação do indicador. Acionamento elétrico para arrefecimento do motor Alguns veículos utilizam um motor elétrico para resfriar o radiador do motor.

que abre os contatos da linha de trabalho. que são comandados pelo interruptor térmico. Ao sofrer aquecimento (determinado pelo fabricante) fecha o contato e alimenta o motor elétrico do ventilador. Quando houver a queda da temperatura. Ao ocorrer o aquecimento do radiador (determinado pelo fabricante) os contatos do interruptor térmico abrem. alimentando a linha de comando do relé. a lâmina bimetálica está com seus contatos fechados. Este circuito funciona de acordo com o aquecimento do radiador. também normalmente fechado. desligando o motor elétrico do ventilador. fechando os contatos da linha de trabalho do relé. Quando a temperatura diminuir os contatos do interruptor térmico abre e interrompe a alimentação do motor elétrico.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR O circuito de acionamento é comandado por um interruptor térmico. permitindo a alimentação elétrica do motor do ventilador. Quando o radiador está frio. os contatos do interruptor térmico se fecham e o motor elétrico do ventilador é desligado. que por sua vez permanece ligado até a queda de temperatura do radiador. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 184 . que funciona através de uma lâmina bimetálica. Alguns circuitos são comandados por relés normalmente fechados.

Os limpadores são normalmente usados com os lavadores e podem ser instalados tanto na dianteira como na traseira do veículo. alguns veículos possuem algumas diferenças como: Controle de tempo: nestes veículos o tempo de intermitência é controlado pelo motorista. ele pode desempenhar as seguintes funções:  Controla a velocidade do motor do limpador  Controla o funcionamento intermitente do limpador de pára-brisas  Controla o funcionamento dos lavadores de pára-brisa Na posição intermitente. e através dele. Sensor de chuva: quando o interruptor é colocado nesta posição. ao lado do sinalizador de direção. Os principais componentes deste sistema são:  Interruptor de acionamento  Motor do limpador  Hastes do limpador  Palhetas do limpador INTERRUPTOR DE ACIONAMENTO Está localizado na coluna de direção. são instalados para garantir que a visão do motorista não seja obstruída.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Dispositivos de segurança Limpador e lavadores de pára-brisas São dispositivos importantes relacionados a segurança. podemos selecionar o funcionamento do limpador e lavador do pára-brisas. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 185 . um sensor capta a presença de água no párabrisa e aciona automaticamente os limpadores. toda vez que o pára-brisa é molhado.

No conjunto redutor está incorporada uma chave de came.  Reservatório do limpador  Motor do lavador  Bico do lavador Motor do limpador É utilizado um motor do tipo de imã permanente.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Em alguns veículos o interruptor do limpador traseiro é separado do interruptor do limpador de pára-brisas. também freia o motor eletricamente para impedir que ele continue a girar pela ação da inércia. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 186 . que permite que o limpador pare sempre na mesma posição quando desligado. acoplado a um conjunto redutor que reduz a rotação de saída.

a corrente circulará pelas escovas que determinarão a velocidade de funcionamento do limpador. no interruptor de acionamento. Quando o sistema de travamento das portas está integrado com sistema de alarme. Sistema de travamento de portas Sistema cada vez mais utilizado. Dependendo da velocidade selecionada. Este sistema é composto pelos seguintes componentes:  Interruptor de controle da trava da porta  Interruptor de controle da trava da porta acionado pela chave  Motor de trava das portas  Relé de controle da trava ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 187 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR O motor utiliza três escovas. de baixa velocidade. devido ao conforto e segurança proporcionado ao motorista e aos ocupantes do veículo. mas pode também estar integrado ao sistema de alarme e ao acionamento elétrico dos vidros. ou internamente pelo interruptor de trava. O acionamento das travas das portas pode ser feito externamente pela chave do veículo. Sua principal função é o travamento das portas do veículo. de alta velocidade e a escova negativa. pode ocorrer o travamento pelo controle remoto do alarme.

com apenas um toque. o relé pode travar ou destravar as portas. que analisa as condições dos seus interruptores de travamento e dependendo das suas posições. muda a direção do fluxo de corrente e com isso inverte o sentido de rotação do motor. Relé de controle da trava É um relé eletrônico. A rotação do motor é transmitida aos mecanismos de travamento através de engrenagens de redução.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Interruptor de controle da trava da porta Permite o travamento e destravamento de todas as portas. mandar um sinal para o relé de travamento. Interruptor de controle da trava da porta acionado pela chave Está montado no conjunto de travamento das portas e tem como função. para travar ou destravar as portas. Para executar o travamento das portas existe um microprocessador ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 188 . no painel ou na porta do motorista. que para travar e destravar as portas. Motor de trava da porta Cada porta do veículo possui um motor que aciona os mecanismos de travamento da porta. Este motor é comandado pelo relé de travamento. é acionado pela chave do veículo no cilindro da porta. é instalado no console central.

com isso os motores de trava recebem alimentação do relé.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR que está ligado a dois relés eletromagnéticos. O relé recebe alimentação negativa direto da bateria (linha 30). o microprocessador interno do relé. que acionam os motores de trava das portas. travando ou destravando as portas. Todo funcionamento do relé é controlado pelos interruptores de controle da trava (porta e chave do motorista). Dependendo da posição do interruptor. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 189 . que informarão qual relé eletromagnético deverá ser acionado (trava ou destrava). recebe alimentação negativa por um dos seus terminais.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Esquema do travamento central ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 190 .

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Esquema do travamento central ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 191 .

mesmo depois que a chave de ignição ser desligada. é composto por: relé temporizador. fazendo a subida e descida do vidro. interruptor de acionamento e motor elétrico. alimentar o interruptor do vidro por alguns minutos.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Acionamento elétrico dos vidros É um sistema que é tido como de conforto em um veículo. pois. desarma. utiliza a força dos motores elétricos para acionar os mecanismos de subida e descida dos vidros. que fazem à inversão de polaridade no motor elétrico. Motor elétrico Aciona os mecanismos responsáveis pela subida e descida dos vidros. Sistema convencional É o sistema mais utilizado entre os veículos. Relé temporizador É um relé eletrônico que tem como função. que em caso de um consumo excessivo de corrente. Existem basicamente dois sistemas de acionamento dos vidros: O sistema convencional e o antiesmagamento. Interruptor de acionamento Controla o funcionamento dos vidros. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 192 . um conjunto que reduz sua rotação. evitando uma sobrecarga no motor elétrico. proporcionando conforto ao motorista e seus ocupantes. possui internamente além de um disjunto térmico. é composto por contatos metálicos.

Quando houver o acionamento do interruptor. Caso a ignição seja desligada.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Funcionamento . Sistema antiesmagamento O princípio de funcionamento do sistema antiesmagamento é o mesmo do sistema convencional. recebe sensores de rotação que informam ao módulo de controle a rotação e a posição do motor elétrico. O módulo de controle trabalha entre o interruptor de acionamento e o motor elétrico. os interruptores permanecerão alimentados devido à temporização do relé. a polarização no motor elétrico será inversa. com isso os interruptores estarão recebendo alimentação do relé. com algumas vantagens. como:  Subida e descida automática  Controle antiesmagamento Para executar estas duas funções foram acrescidos a este sistema mais dois componentes: um módulo de controle e sensores de rotação. haverá a polarização do motor elétrico.o relé de acionamento recebe alimentação positiva da chave de ignição (linha 15). executando o trabalho inverso do que vinha sendo realizado. que irá subir ou descer o vidro de acordo com a posição do interruptor. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 193 . caso haja uma inversão do acionamento do interruptor. que por sua vez.

este sinal será interpretado como subida e descida automática pelo módulo de controle e. que imobiliza a subida do vidro e faz com ele retorne alguns centímetros. o módulo de controle aciona a função antiesmagamento. O acionamento de subida ou descida automática ocorre quando o motorista segurar o interruptor de comando acionado por alguns segundos. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 194 . enviado pelo interruptor de controle. Caso haja algum bloqueio do vidro. mesmo que o motorista solte o interruptor o motor elétrico continuará sendo acionado até que.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR O módulo de controle possui internamente um microprocessador que recebe o sinal de subida ou descida do vidro. invertendo a polaridade do motor elétrico. através deste sinal o módulo comanda o funcionamento de dois relés eletromagnéticos internos que acionam o motor elétrico. ocorra outro acionamento do interruptor ou o vidro chegue em seu final de curso. na subida. informado pelos sensores de rotação.

traseiro. peito e coluna. que é o próprio Airbag. é um componente de segurança dos carros.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Airbag Airbag. também conhecido por bolsa de ar ou almofada de ar. vários sensores dispostos em partes estratégicas do veículo (frontal. lateral esquerdo. este por sua vez se enche rapidamente amortecendo assim o choque e evitando que motorista e passageiros sofra danos físicos principalmente no rosto. atrás dos bancos do passageiro e motorista. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 195 . tipo cortina no forro interno da cabina) são acionados emitindo sinais para uma unidade de controle que por sua vez checa qual sensor foi atingido e assim aciona o airbag mais adequado. que pode ser usado em algumas máquinas industriais e em robôs de pesquisa. Para evitar o sufocamento o Airbag vai perdendo pressão após o acionamento. Este dispositivo é constituído de pastilhas de nitrogênio que são acionadas por uma descarga elétrica pela central eletrônica dentro de um balão de ar muito resistente. lateral direito. que funciona de forma simples: quando o carro sofre um grande impacto. Atualmente existem modelos que calculam a severidade do impacto e calculam a intensidade que o Airbag deve inflar.

Os sensores medem a desaceleração. A unidade é ativada quando a ignição do veículo é ligada. O airbag do passageiro pode ser pode ser duas a três vezes maior já que a distância entre o passageiro e o painel de instrumento é muito maior do que a entre o motorista e a direção do veículo. Os airbags não são projetados para se ativarem durante uma frenagem brusca ou quando se está dirigindo em superfícies irregulares. o airbag do motorista tem um diâmetro similar ao de uma bola de praia grande. Alguns sistemas podem apresentar também uma chave liga/desliga. que é a taxa em que o veículo diminui a velocidade. sensores de batida e uma unidade de diagnóstico. Os sensores de batida estão localizados na frente do veículo e/ou no compartimento de passageiros. O módulo de airbag contém a unidade infladora e o airbag de fábrica.um módulo de airbag. A unidade de diagnóstico monitora a prontidão do sistema de airbag. a desaceleração máxima gerada na frenagem mais brusca é somente uma pequena fração da que é necessária para ativar o sistema de airbag. uma luz de alerta pisca no painel avisando o motorista que deve examinar o sistema de airbag.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Design do Airbag O sistema de airbag consiste em três partes básicas . Por causa disso. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 196 . Se esta unidade identifica algum problema. a velocidade do veículo na qual os sensores ativam os airbags variam de acordo com a natureza da batida. A maioria das unidades de diagnóstico contém um dispositivo que armazena uma quantidade suficiente de energia elétrica para ativar o airbag. Os sensores são geralmente ativados pelas forças geradas em uma colisão frontal (ou próximo da frente do carro) significativa. O módulo de airbag do motorista está localizado no eixo da direção do carro. no caso de a bateria do veículo ser destruída no início da colisão. Os veículos podem ter um ou mais sensores de batida. Quando completamente inflado. e o módulo de airbag do passageiro está localizado no painel de instrumentos. Na verdade. que permite a desativação do airbag.

A chave liga/desliga para os airbags do motorista ou passageiro pode também ser instalada por um servido qualificado. Uma unidade de controle de airbag ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 197 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Alguns veículos sem bancos traseiros. como os caminhões pick-up e carros conversíveis. tornaram-se comuns os airbags para os passageiros no banco da frente e os airbags entre as portas e os ocupantes do veículo. tem uma chave liga/desliga para o airbag do passageiro que vem instalado de fábrica. ou com bancos traseiros muito pequenos para acomodar cintos de segurança para crianças. Uma chave para desligar o airbag pode ser usada quando um ocupante está em risco. para colisões laterais. e pessoal com problemas de saúde em particular. crianças com idade entre 1 a 12 anos no banco do passageiro da frente. instalado na direção do automóvel e protegendo o motorista do carro (que é a pessoa com maior risco de lesões). a maioria dos veículos apresentava somente um airbag. por exemplo: com crianças usando cinto de seguranças para criança no passageiro da frente. motoristas que não conseguem manter uma distância de 25 centímetros entre o centro da direção e o seu osso esterno (osso do peito). [2] Inicialmente. Durante os anos 1990s.

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Freio ABS

O freio ABS (acrônimo para a expressão alemã Antiblockier-Bremssystem,
embora mais frequentemente traduzido para a inglesa Anti-lock Braking
System) é um sistema de frenagem (travagem) que evita que a roda bloqueie
(quando o pedal de freio é pisado fortemente) e entre em derrapagem,
deixando o automóvel sem aderência à pista. Assim, evita-se o descontrole do
veículo (permitindo que obstáculos sejam desviados enquanto se freia) e
aproveita-se mais o atrito estático, que é maior que o atrito cinético (de
deslizamento). A derrapagem é uma das maiores causas ou agravantes de
acidentes; na Alemanha, por exemplo, 40% dos acidentes são causados por
derrapagens.
Os primeiros sistemas ABS foram desenvolvidos inicialmente para aeronaves.
Um sistema primitivo foi o sistema Maxaret de Dunlop, introduzido na década
de 1950 e ainda utilizado em alguns modelos de aeronaves. Era um sistema
totalmente mecânico.
O freio ABS atual foi criado pela empresa alemã Bosch, tornando-se disponível
para uso em 1978, com o nome "Antiblockiersystem".
A versão atual do sistema (8.0) é eletrônica e pesa menos que 1,5 kg,
comparado com os 6,3 kg da versão 2.0, de 1978.

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Funcionamento
O ABS atual é um sistema eletrônico que, utilizando sensores, monitora a
rotação de cada roda e a compara com a velocidade do carro. Em situações de
frenagem cotidianas, o sistema ABS não é ativado. Quando a velocidade da
roda cai muito em relação à do carro, ou seja, na iminência do travamento, o
sistema envia sinais para válvulas e bombas no sistema de óleo do freio,
aliviando a pressão. Essa operação causa uma vibração quando se "pisa
fundo" no pedal do freio, o que deve ser considerado pelo motorista como
operação normal do sistema (leia mais em Efetividade do ABS).
A física da derrapagem
A vantagem do freio ABS se baseia num conhecimento da física. Quando as
rodas ainda estão em movimento, elas sofrem com a superfície na qual
deslizam uma força de atrito estático. Quando derrapam, elas sofrem uma força
de atrito cinético. Como a força máxima de atrito estático tem sempre um valor
maior do que a força máxima de atrito cinético, é mais vantajoso para a
frenagem que a roda diminua sua rotação em movimento do que simplesmente
travar. (Leia mais no artigo sobre o atrito).
Efetividade do ABS
Em superfícies como asfalto e concreto, tanto secas quando molhadas, a
maioria dos carros equipados com ABS são capazes de atingir distâncias de
frenagem melhores (menores) do que aqueles que não o possuem. Um
motorista experiente sem ABS pode ser capaz de quase reproduzir ou até
atingir, através de técnicas como o threshold breaking, o efeito e a performance
do carro que possui ABS. Entretanto, para a maioria dos motoristas, o ABS
reduz muito a força do impacto ou as chances de se sofrer impactos. A técnica
recomendada para motoristas não experientes que possuem um carro com
ABS, em uma situação de frenagem completa de emergência, é pressionar o
pedal de freio o mais forte possível e, quando necessário, desviar dos
obstáculos. Com freios normais, o motorista não pode desviar de obstáculos
enquanto freia, já que as rodas estarão travadas. Dessa maneira, o ABS irá
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ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR
reduzir significativamente as chances de derrapagem e uma subseqüente
perda de controle.
Em pedregulhos e neve forte, o ABS tende a aumentar a distância de
frenagem. Nessas superfícies, as rodas travadas escavam o solo e param o
veículo mais rapidamente. O ABS impede que isso ocorra. Algumas
calibragens de ABS reduzem esse problema por diminuir o tempo de ciclagem,
deixando as rodas rapidamente travar e destravar. O benefício primário do ABS
nessas superfícies é aumentar a capacidade do motorista em manter o controle
do carro em vez de derrapar, embora a perda de controle seja por vezes
melhor em superfícies mais suaves como pedregulhos e deslizantes como
neve ou gelo. Em uma superfície muito deslizante como gelo ou pedregulhos é
possível que se trave todas as rodas imediatamente, e isso pode ser melhor
que o ABS (que depende da detecção da derrapagem de cada roda
individualmente). A existência do ABS não deve intimidar os motoristas a
aprender a técnica do threshold breaking.

Distância de frenagem de 80 a 0 km/h:

rodas travadas ABS

Superfície seca

60 m

47 m

Neve

68 m

79 m

Gelo

270 m

419 m

Note, entretanto, que essa comparação é de certa forma simplista. Um bom
motorista com um sistema de frenagem bem projetado, feito para minimizar as

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Quando ativado. graças ao ABS. se sairá melhor do que o apresentado. Apesar de tudo. Como a maioria dos motoristas raramente ou nunca freiou forte o suficiente para causar a travagem das rodas. essa característica pode ser descoberta só no momento da emergência. Alguns fabricantes implementaram então sistemas de avaliação de frenagem que determinam se o motorista está tentando fazer uma frenagem de emergência e mantêm a força nesta situação. o ABS faz com que o pedal de freio pulse notavelmente. contribuindo muitas vezes para um número de acidentes maior do que a habilidade especial do ABS seria capaz de reduzir. conseqüêntemente aumentando as distâncias de frenagem. Quando os motoristas se defrontam com a emergência que faz com que freiem forte e conseqüêntemente enfrentam a pulsação do pedal pela primeira vez. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 202 . muitos estranham e diminuem a pressão do pedal. o ABS pode significativamente melhorar a segurança e o controle dos motoristas sobre o carro em situações de trânsito se eles souberem que não devem soltar o pedal quando o sentir pulsar.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR possibilidades de travagem acidental das rodas durante uma parada imediata. e um número significante raramente se importa em ler o manual do carro.

unidade de comando eletrônico e uma unidade hidráulica.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Componentes do sistema de freios antibloqueio ABS O ABS – Bosch impede o bloqueio das rodas durante a frenagem. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 203 . Ele é projetado sobre uma base modular que o torna compatível com todos os veículos munidos de sistemas de freio hidráulico. O ABS – Bosch possui sensores de rotação de roda e anel de impulso.

uma bobina e um pino pólo (núcleo de ferro). Ao girar. a informação de velocidade e deslizamento de cada roda e informam à unidade de comando ABS. o anel de impulso intercepta o campo magnético e por indução gera uma tensão alternada no enrolamento do sensor que é enviada à unidade de comando ABS. Os anéis de impulso podem ser fixados às juntas homocinéticas do lado das rodas ou nos tambores de freio.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Sensores de rotação Os sensores indutivos de rotação localizados nas rodas captam através dos anéis de impulsos.5mm). a rotação de cada roda. um ímã permanente. o sensor de rotação é composto por um cabo. O pino pólo localizado na extremidade do ímã permanente fica quase em contato com o anel de impulso (folga aproximada de 0. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 204 . Para exercer essa função.

ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 205 .instalação radial. captação com pino de pólo chato.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR A freqüência desta tensão é determinada pela rotação do anel de impulso. Tipos de sensor de rotação Roda dianteira .

Velocidade de captação do sinal .5mm  Diferença máxima entre sensores . sinal em osciloscópio ou através do equipamento ABS 2 LED TESTER.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Roda traseira . Na montagem do sensor dez rotação deve-se verificar a distância e o posicionamento entre o sensor e o anel excitador Valores para verificação dos sensores  Resistência do sensor . captação radial com pino de pólo cruzado.6 a 15Km/h ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 206 .5 a 1. podem ser feitos testes tais como. medição de resistência. Nos sensores.0.800 a 1600Ω  Distância entre o sensor e o anel de impulso .25%  .instalação axial.

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Unidade de comando eletrônico A unidade de comando eletrônico projetada com a mais alta tecnologia digital de microprocessadores avalia os sinais dos sensores de rotação e calcula o deslizamento admissível para cada roda para uma frenagem ideal. atrito. desaceleração. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 207 . o sinal é filtrado para evitar interferências. o sistema calcula valores ideais ou possíveis de deslizamento. são calculadas as velocidades das rodas e do veículo. Estas informações são registradas na memória e constantemente atualizadas. forças laterais das rodas. Regula a pressão necessária para frenagem nos cilindros de freio das rodas por meio de válvulas magnéticas situadas na unidade hidráulica. Em (B). Este cálculo é feito considerando as rodas aos pares e em diagonal. A tensão alternada é convertida em sinais digitais (impulsos retangulares) e estes sinais são enviados ao bloco (B). A partir da Vref. momento de giro da carroceria e com estas informações escolhe a regulagem ideal de frenagem e só libera esta informação se na frenagem uma das rodas se aproximarem do bloqueio. através desta informação. aceleração. No amplificador de entrada (A). esta última é chamada de velocidade de referência (Vref). Através de um sofisticado software a unidade de comando eletrônico testa e monitora todo o sistema a cada partida.

o processo de frenagem passa a ser feito pelo sistema normal de freios do veículo. a lâmpada indicadora do sistema ABS (quando existir) é ligada e o sistema antibloqueio ABS desativado. o bloco (B) envia a informação da regulagem aos blocos seguintes.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Processado o cálculo e estando uma das rodas na eminência do bloqueio num processo de frenagem. Este comando será atualizado de quatro a dez vezes por segundo. A informação do bloco (B) é enviada a (D) que inicia uma seqüência de testes para avaliar a condição de funcionamento do sistema. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 208 . Em (C). a informação será transformada em sinal que comandará a válvula eletromagnética na unidade de comando do sistema hidráulico correspondente à roda com tendência ao bloqueio. isto é. que a roda não se bloqueie e que a frenagem seja a mais eficiente possível. Constatada alguma irregularidade.através do controle da pressão do fluido no circuito de freio. garantindo.

ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 209 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR A lâmpada indicadora do sistema ABS durante a partida permanece acesa permitindo controle do próprio funcionamento. Em operação. acende em caso de falha no sistema antibloqueio ABS.

ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 210 .ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Unidade hidráulica A unidade hidráulica consiste em válvulas magnéticas. a bomba de retorno conduz o fluido de freio dos cilindros de freio da roda de volta ao cilindromestre do freio pelo acumulador correspondente. Posição correta das tubulações.7Ω. em uma câmara acumuladora para cada circuito de freio e em uma bomba de retorno.7 a 1. tanto do circuito como da bomba. Quando a pressão é reduzida. Os itens que devem ser observados na unidade hidráulica são: Teste de estanqueidade. Essas válvulas também desconectam o cilindro de freio da roda. Os acumuladores servem para armazenar temporariamente o fluido de freio excedente após uma queda repentina da pressão. As válvulas magnéticas são acionadas pela unidade de comando eletrônico e dependendo do estágio em que são acionadas fazem a conexão dos cilindros de freio da roda com o cilindro-mestre do freio ou com a bomba de retorno. Valor de resistência das válvulas solenóides que vai de 0. OBSERVAÇÃO Não aplique tensão porque a resistência das eletroválvulas é muito baixa.

Recebe tensão da bateria protegido pelo fusível (10A). lado esquerdo. o relé protege e alimenta os seguintes consumidores: unidade de comando ABS. 31 .após ativado. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 211 .é ativado com o sinal (+) da linha 15 proveniente do comutador de ignição. Outra função deste relé é alimentar a linha de comando do relé da bomba de alívio de tensão e do relé das válvulas eletromagnéticas. relé da bomba de alívio de pressão e relé das válvulas solenóides.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Relé da unidade de comando ABS Este relé está instalado próximo à central elétrica na coluna A e garante que a unidade de comando não sofra danos caso ocorra sobretensões na sua linha de alimentação.Linha de comando .Linha de trabalho . Ligações do relé 30 .Ligado ao massa no terminal fixado na coluna das dobradiças. 15 . 87 .

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Sistema de freios ABS BOSCH 2S B1 .sensor de rotação DE (conector) Y1 .sensor de rotação TD (conector) K2 .sensor de rotação DD (conector) Y2 .relé das válvulas solenóides X5 .sensores de rotação X1 .sensor de rotação TE (conector) K1 .válvulas solenóides 3V/3P X4 .relé G1 .lâmpada de segurança ABS X2 .unidade hidráulica X3 .conector da unidade de comando S1 .interruptor da luz de freio elétrica H1 .relé do motor da bombaK3 .alternador eletrônico com proteção de sobre tensão ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 212 .

ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR ESQUEMA ELÉTRICO 4S/3K ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 213 .

Ensino a distância. Apostila técnica. Joseph. unid.pueblo. Treinamento de serviço. 1996. Volume 17.2010. FORD. Folhas de exercícios e apontamento. São Paulo. 1986. Apostila técnica. Autopédia: enciclopédia relacionada com os nomes das componentes automóveis em Portugal. Sistema antibloqueio ABS. Página visitada em 26. Instalações elétricas. São Paulo. São Paulo. NISKIER.gsa. Internet Consumer Information Center: Air Bags . .Eletricidade básica. São Paulo. Guanabara Koogan S. VOLKSWAGEN. Sistemas ABS . Elétrico – Rede Bosch Automóveis. SENAI-SP. TOYOTA. Jan. DELCO FREEDOM. 1992.gov. Motores de partida.Conceito e funcionamento. sd. Etapa 2. 3. 1999. Geradores para veículos automotivos. São Paulo. Júlio e MACINTYRE. . Folheto técnico. São Paulo. São Paulo. www. Manual de Treinamento. Apostila técnica. Volume 2.Ensino a distância. 1a edição. Produção do frio . TOYOTA.. Rio de Janeiro. Sistemas eletroeletrônicos. Ed. Eletricidade da Carroçaria. Treinamento de serviço. Eletricista de manutenção I . 1992.On-Off Switches. Fundamentos de Serviço.ELETRICIDADE E ELETRÔNICA VEICULAR Referencias Bibliografia BOSCH. 1999.A.04. 1992. ESCOLA SENAI “WALDEMIRO LUSTOZA” Página 214 . Manual de Treinamento. BOSCH. FORD. Etapa 1. Mecânica de Refrigeração . São Paulo. Eletricidade Básica. BOSCH. 1986.Eletricidade. Página visitada em 2009-02-08. 1993.