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Revista EmbalagemMarca 045 - Maio 2003

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Edição de maio de 2003 da revista EmbalagemMarca.
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Esta edição está incompleta, sem os anúncios e algumas matérias, pois foi recuperada de um arquivo muito antigo. Ainda assim é possível a maioria das reportagens.
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Ano V • Nº 45 • Maio 2003 • R$ 6,00

www.embalagemmarca.com.br

A embalagem pode encurtar o caminho da fruta até o consumidor

OrgânicOs, um mundO de OpOrtunidades • Água nO centrO da mesa

Não há hegemonia inquebrável

E

A cada dia, o avanço tecnológico, a criatividade e a imaginação empreendedora abrem novas oportunidades na área de embalagem

sta edição de Emba­ lagEmmarca apre­ senta exemplos de que se amplia no país a consciência da necessidade de investir no aprimora­ mento das embalagens dos produtos. Não importam os motivos, cada vez mais as empresas se conscientizam de uma realidade: embala­ ge atraente e eficaz em suas funções vende mais e forta­ lece a marca. As reportagens mostram também que nenhum mate­ rial de embalagem pode ser considerado inatingível em sua eventual hegemonia. A cada dia, o avanço tecnoló­ gico, a criatividade e a ima­ ginação empreendedora

abrem campo para o recur­ so a formatos e a materiais, bem como a sistemas de fechamento e decoração cujo uso, pouco tempo antes, seria considerado aventura. Vejam­se por exemplo os casos da água Petrópolis Paulista e do Café Pilão. Com uma garrafa de vidro azul, a empresa abre chan­ ces de vender sua água como produto premium, não como commodity, peri­ gosa inclinação no segmen­ to. Já a Sara Lee Cafés, dona da marca Pilão, inova com o uso de uma lata e de um selo de vedação que poderão, quem sabe, resul­ tar em movimento de

migração dentro da catego­ ria. A reportagem de capa, de Leandro Haberli, é um con­ sistente serviço em que se apontam oportunidades latentes para a cadeia de embalagem no notável cres­ cimento do mercado de sucos prontos para beber. Na mesma linha, Guilher­ me Kamio mostra as chan­ ces de boas colheitas para o setor na seara dos produtos orgânicos. Ficam desde já os agradecimentos para as críticas e sugestões que vie­ rem. Aguardamos sua visita em nosso stand na Fispal. Até junho.

Wilson Palhares

maio 2003

Diretor de Redação Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br

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ENtrEvista: mEhdi-jEaN bElatrEchE Engenheiro de desenvolvimento de embalagens mostra como exportar para a União Européia orgâNicos Produtos “verdes” constituem um filão lucrativo para a indústria de bens de consumo e movimentam o varejo e o setor de embalagens

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EquipamENtos Fabricantes brasileiros de máquinas acreditam no potencial dos stand­up pouches iNtErNacioNal Uma designer e uma engenheira de alimentos contam o que viram na Hispack, em Barcelona Estratégia Petrópolis Paulista lança garrafa de 750ml para ir à mesa do consumidor e ganha espaço com “private labels”

Reportagem
redacao@embalagemmarca.com.br

Flávio Palhares

flavio@embalagemmarca.com.br

Guilherme Kamio Leandro Haberli

guma@embalagemmarca.com.br leandro@embalagemmarca.com.br

Colaboradores Josué Machado e Luiz Antonio Maciel Diretor de Arte Carlos Gustavo Curado
arte@embalagemmarca.com.br

Administração Marcos Palhares (Diretor de Marketing) Eunice Fruet (Diretora Financeira) Departamento Comercial
comercial@embalagemmarca.com.br

Wagner Ferreira Karin Trojan

Circulação e Assinaturas
Marcella de Freitas Monteiro assinaturas@embalagemmarca.com.br Assinatura anual: R$ 60,00 EmbalagEmmarca é dirigida a profissionais que ocupam cargos técnicos, de direção, gerência e supervisão em empresas fornecedoras, con­ vertedoras e usuárias de embalagens para alimentos, bebidas, cosméticos, medicamen­ tos, materiais de limpeza e home service, bem como prestadores de serviços relacionados com a cadeia de embalagem.

Público-Alvo

16

capa

Tiragem desta edição 7 500 exemplares Filiada ao

O mercado de sucos prontos para beber registra crescimento constante e é alvo de disputa dos diferentes materiais de embalagem Editorial Não há hegemonia que perdure para sempre cartas A opinião, a sugestão e os comentários dos leitores Painel Gráfico Novidades do setor, da criação ao acabamento de embalagens

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matEriais Lançamentos em aço e vidro dão o exemplo de como a embalagem pode ser usada como ferramenta de marketing

Impressa em Image Mate 145 g/m2 (capa) e Couché Mate 115g/m2 (miolo) da Ripasa Impressão: Congraf

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Panorama Movimentação na indústria de embalagens e seus lançamentos Display Lançamentos e novidades – e seus sistemas de embalagem Almanaque Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens

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EmbalagEmmarca é uma publicação mensal da Bloco de Comunicação Ltda. Rua Arcílio Martins, 53 • Chácara Santo Antonio - CEP 04718-040 • São Paulo, SP Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463
FILIADA À
FoTo dE CAPA: STudio Ag

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O conteúdo editorial de EmbalagEmmarca é resguardado por direitos autorais. Não é per­ mitida a reprodução de matérias editoriais publicadas nesta revista sem autorização da Bloco de Comunicação Ltda. Opiniões expres­ sas em matérias assinadas não refletem necessariamente a opinião da revista.

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xodó. Que seção mais apaixonan­ te! Bem montada, gostosa de ler, dinâmica e utilíssima para todos os níveis de mercado. Fica aqui o meu apoio à equipe. Boa sorte ao time de EmbalagEmmarca. William Leo Kim Jr. Artista plástico Campinas, SP oco ade qua do e lin gua gem objetiva. Com essas duas palavras acredito descrever, ficando no mesmo tom da revista, a maneira como vejo Em bala gEm m arca. Consegue balancear assuntos téc­ nicos, questões de marca, de mar­ keting e de arte, no que se refere ao design de embalagens. É sim­ plesmente um ícone da transmis­ são de informações na área. José Antonio Rufato Gerente de vendas para América do Sul UCB Films São Paulo, SP

F

pre acabo me decepcionando em um ou outro ponto, o que não ocorreu desta vez. Contem comigo sempre que preci­ sarem de alguma informação que eu possa ter. Sidney Porto Diretor de planejamento e negócios Gerencial Merchandising Belo Horizonte, MG

Xodó, ícone…

A

Almanaque Especial
screvo para dizer que estou encantada com o almanaquE. É muito legal. Formei­me recente­ mente em design de produto, mas minha grande paixão é embalagem e comunicação. Marina Lombardo Designer São Paulo, SP

P

cada edição que leio acredito cada vez mais que EmbalagEm­ marca é uma das melhores revis­ tas do setor, pois consegue reunir todos os assuntos importantes para que profissionais do setor fiquem bem informados e consigam apri­ morar ainda mais seus projetos. Possui layout leve e objetivo, que proporciona uma leitura agradá­ vel. Parabéns! Michel Potaris Coordenador de desenvolvimento de embalagens Payot do Brasil São Paulo, SP

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Navegação fácil
ostaria de parabenizar a facili­ dade de ter informações e direito de resposta que EmbalagEmmar­ ca oferece. O site é para profissio­ nais da área e fácil de navegar. Antonio Elias Projetista de Embalagem Carlos Couto Design Rio de Janeiro, RJ

P

arabéns à revista EmbalagEm­ marca, pois, além das matérias di ri gi das aos for ne ce do res de embalagens, existem também as di re cio na das ao mer ca do de design. Em especial o almana­ quE, tão importante para a história do design no Brasil. É ótimo exis­ tir uma revista assim, pois as nos­ sas bancas de revistas carecem de publicações consistentes de design nacional. Abraços a toda equipe. Carlos Magno da Silveira Magno Studio São José dos Campos, SP ou profissional das artes plásti­ cas há bom tempo, porém só recen­ temente fiquei sabendo da revista E m ba la gEm m ar ca (mais ou menos seis meses) e estou simples­ mente amando. Como estudo o mercado de embalagens a fundo, a revista é uma ótima fonte de infor­ mações. A seção Display é o meu

ara nós da Incom, empenhados em contribuir com nossos produ­ tos para o desenvolvimento da cadeia de embalagem no Brasil, receber todos os meses Embala­ gEmmarca significa ter um valio­ so aporte de informações úteis ao nosso trabalho. A revista tem ain­ da um adicional que conta muito: sua leitura é fluente e agradável. Sílvia M. F. Fukuda Assistente de marketing São Paulo, SP

G

mEnsagEns para EmbalagEmmarca
Redação: Rua Arcílio Martins, 53 CEP 04718-040 • São Paulo, SP Tel (11) 5181-6533 Fax (11) 5182-9463 redacao@embalagemmarca.com.br As mensagens recebidas por carta, e-mail ou fax poderão ter trechos não essenciais eliminados, em função do es-paço disponível, de modo a dar o maior número possível de oportunidades aos leitores. As mensagens poderão também ser inseridas no site da revista (www.embalagemmarca.com.br).

Entrevista Sidney Porto
screvo para dar meus parabéns ao repórter Guilherme Kamio, que foi simplesmente perfeito ao mon­ tar a entrevista que fizemos por te le fo ne (E m ba la gEm m ar ca e­dição nº. 41). Foi correto na redação e na transmissão fiel de tudo o que passei e ainda abriu a matéria de maneira absolutamente pertinente e instigante, promoven­ do a atenção dos leitores. Estou razoavelmente acostumado a dar entrevistas e, confesso, quase sem­

E

S

6 – EmbalagEmMarca • mai 2003

entrevista

“Olho nos entraves da Europa”

N

MEhDi-JEAN BElATREChE, engenheiro de desenvolvimento de embalagens (entre outros títulos), aponta algumas sutilezas de diretivas adotadas pela União Européia que podem dificultar e até impedir exportações para países do Velho Continente
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o momento em que o atual gover­ no e a própria cadeia produtiva no Brasil se movimentam com vistas a aumentar as exportações, colo­ cando os países da União Euro­ péia como um dos principais des­ tinos possíveis, é importante lem­ brar que pequenos detalhes legais poderão transformar­se em grandes entraves. O des­ conhecimento de que determinado tipo de material de embalagem, por exemplo, pode receber um veto, é capaz de frustrar esperan­ ças e, pior ainda, esforços futuros. “No atual mundo de negócios, as empresas devem estar muito bem preparadas para atender às regulamentações em seus míni­ mos detalhes, sob pena de arriscar­se a per­ dê­los”, observa Mehdi­Jean Belatreche, engenheiro francês radicado no Brasil, em Videira (SC), onde trabalha como engenhei­ ro de desenvolvimento de embalagens na Perdigão. Graduado em Engenharia de Pro­ cessos pela Escola de Engenheiros da Uni­ versidade de Paris, embora com apenas 29 anos de idade Belatreche acumula alguns anos de experiência como pesquisador em importantes instituições de seu país natal e dos Estados Unidos, onde obteve mestrado em Engenharia de Polímeros pela Universi­ dade de Akron, em Cleveland, Ohio. Nesta entrevista a EmbalagEmmarca, Belatreche aponta alguns entraves dos regu­ lamentos estabelecidos pela União Européia aos quais, na opinião da redação, os interes­ sados em colocar seus produtos nos países do bloco devem ficar de olho. Naturalmen­ te, o espaço aqui disponível não é suficiente para esclarecer todas as dúvidas. Mas, como observa o entrevistado, “o técnico de emba­ lagem nunca pode deixar de se atualizar”. Os interessados em obter informações mais amplas sobre o assunto devem dirigir­se diretamente a ele, pelo e­mail mjeanb2b@ yahoo.com ou pelo telefone (49) 566­6965. Na sua opinião, o exportador brasileiro está preparado para exportar para o mercado europeu? O problema é que existem muitas especifi­

DIvULGAçãO

cidades no processo de exportação. Mui­ tos já devem ter se perguntado coisas como “Posso usar o monômero caprolac­ tam para acondicionar produtos alimentí­ cios destinados à exportação para a Euro­ pa?”, ou “Posso usar papel laminado com polietileno para o mercado Europeu?”. Os próprios europeus encontram dificuldade para obter respostas a perguntas simples como estas. Por quê? Há principalmente duas razões. Pri­ meiro, é impossível para o legislador fornecer respostas detalhadas para questões que continuamente envol­ vem novos materiais, novas tecnolo­ gias e novas aplicações. A União Européia tem então adotado, como o FDA nos Estados Unidos, uma abor­ dagem sistêmica: alguns critérios gerais são aplicados para toda a indústria de embalagem. O segundo motivo é que, diferentemente dos Estados Unidos, onde o FDA é um órgão do governo e tem poder legal para regulamentar a indústria de ali­ mentos e medicamentos, na Europa a legislação é um processo político que envolve quinze países, além do futuro ingresso de mais treze.

as normas sem compreender o processo político Europeu certamente estará muito suscetível a falhas. A estrutura é muito complexa. O corpo legislativo é constituí­ do de três órgãos: o Conselho Europeu, a Comissão Européia e o Parlamento Euro­ peu. O Conselho Europeu é composto por quinze países e seus respectivos represen­ tantes oficiais. Eles escolhem a equipe da Comissão Européia, cuja missão é elaborar as leis. O trabalho da Comis­ o técnico de são é revisado pelos membros eleitos do Parlamento Europeu, que dão um embalagem que parecer. A decisão final sobre a legis­ tentar analisar as lação passa sempre pelo Conselho normas sem comEuropeu. preender o proces- Desde 1992, com o Tratado de Maas­ so político europeu tricht, a UE tem procurado harmoni­ zar as regulamentações locais através certamente estará das chamadas “Diretivas” do Conse­ lho Europeu. Cabe, contudo, a cada muito suscetível a falhas. o conselho país buscar a melhor maneira de adaptar as regulamentações locais às Europeu é compos- exigências dessas diretivas.

to por representantes de quinze países

Como se orientar num cenário desses? O técnico de embalagem que tenta analisar

Quais são as Diretivas que afetam mais diretamente o setor de embalagens? Hoje existem três principais: a “Materials in Direct Contact with Foodstuff” [Materiais em Contato Direto com Alimentos] (89/109/EEC), a “Packa­ ging and Packaging Waste” [Embalagem e Descarte de Embalagens] (94/62/EC) e a

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“Labelling Directive” (2000/13/EC) [Dire­ ser enviada para um dos muitos laboratórios tiva sobre Rotulagem]. Esta última ainda certificados na UE, onde testes são realiza­ está em discussão, ainda não ultrapassou dos de acordo com a norma e a aprovação as leis nacionais, mas informações sobre certificada. As análises são caras, porque os ela podem ser facilmente obtidas com testes são altamente técnicos e demorados. clientes europeus. No mínimo, dois meses. No futuro, modelos A 89/109/EEC é a diretiva suporte, compos­ de simulação poderão trazer uma solução ta por várias outras diretivas sobre diversos eficiente em termos de custo e tempo. materiais. Até hoje, só a diretiva “Monôme­ ros” (90/128/EEC) foi adotada. A 89/109/ E como se adequar à norma sobre EmbaEEC possui dois princípios fundamentais (o lagens e Descarte de Embalagens? da Inertividade e o da Lista Positiva), e três O objetivo da diretiva 94/62/EC é minimi­ critérios (o limite de migração específica, zar o impacto dos resíduos sólidos gerados SML, a quantidade máxima, QM, e o limite por embalagens no meio ambiente. A nor­ de migração total, relevante apenas para ma “guarda chuva”, a EN13427:2000, plásticos). elaborada pela CEN, indica como A Lista Positiva é uma lista de mate­ obedecer às diretivas. Ela define que riais de uso permitido para embala­ a avaliação deve ser conduzida em Exceto nos gens de alimentos com algumas toda a cadeia de embalagem, e esta­ casos de metais restrições constituídas pelos crité­ belece três princípios de ação: pre­ pesados e substân- venção, reutilização e recuperação. rios SML e QM. Apenas materiais dessa lista podem ser usados. Provar cias nocivas, a avalOs requerimentos essenciais estão que o material representa risco para iação no tocante às relacionados à redução de resíduos saúde humana tem se mostrado um através da diminuição do peso e/ou restrições ambiendesafio muito difícil e é fonte de do volume das embalagens (Norma tais são do tipo divisão na comunidade cientifica. EN13428:2000), à minimização da Como resultado, hoje não há um “faça você mesmo”. presença de substâncias considera­ único material que esteja harmoni­ das nocivas ou perigosas (Norma uma abordagem zado. Ou seja, uma substância pode EN 13428:2000 e CR13695­1:2002 mais específica não & CR13695­2:2002), à natureza e às ser usada num país europeu e banida em outro. A lista positiva existe para atenderia à diversi- condições para que a embalagem monômeros, embora não para aditi­ seja reutilizada (Norma: EN13429: dade da indústria vos, mas praticamente nenhum polí­ 2000) e à recuperação da embala­ de embalagem mero comercial é livre de aditivos. gem através da reciclagem, da com­ Outros materiais ainda não foram postagem e/ou da recuperação de abordados: elastômeros, celofane, energia (Norma: Material EN13430: borracha, produtos que não são exclusiva­ 2000, Energy EN13431:2000, Organic mente feitos de plásticos (como papel car­ EN13432:2000). Observe que as substân­ tão revestido com PE), revestimentos, resi­ cias nocivas e perigosas são relacionadas na de troca iônica, silicones etc. Existem ao meio ambiente, não à saúde humana. outras diretivas que abordam alguns outros materiais. Por exemplo, existe uma direti­ Quais os critérios para avaliar? va que abrange apenas papel de celulose A metodologia é baseada no princípio de sem revestimento ou revestido com menos auto­avaliação, do tipo “faça você mes­ de 50 mg/dm2 de verniz. Esta é a razão mo”, exceto nos casos de metais pesados e pela qual não existe papel cartão revestido substâncias nocivas. Uma abordagem mais com polietileno no mercado europeu. específica não poderia atender à diversida­ de da indústria de embalagens, nem asse­ Como mostrar obediência a essa norgurar que os padrões estabelecidos não ma? impedissem o contínuo desenvolvimento Felizmente, atender à norma é fácil e não dessa indústria. O procedimento de auto­ exige que o usuário trate de todos os assun­ avaliação pode ser prontamente implanta­ tos anteriores. A embalagem final vazia deve do através de normas como a ISO 9000 e

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ISO 14000. Deve­se avaliar se todo o sis­ tema de embalagem obedece às normas, da embalagem primária ao filme que envolve o palete.

reciclagem de 45%, e para cada material uma taxa de reciclagem mínima de 25%.

Mas estão sendo, efetivamente, encontrados problemas legais nas exportações para a União Européia? O que, nessa diretiva, afeta o exportaSe esses problemas ainda não existem, dor? certamente existirão no futuro. Possivel­ Primeiramente, deve­se buscar uma redu­ mente já em 2004, pois as normas relacio­ ção na origem. Quando isso não for possí­ nadas à 94/62/EC estavam programadas vel, deve­se provar que a embalagem não para ser publicadas em abril. Este é o sinal pode ser reduzida em volume ou peso sem que a maioria dos países europeus estão que haja comprometimento da sua perfor­ aguardando para iniciar a fiscalização da mance em termos de proteção do produto, diretiva. Apenas a França e o Reino Unido do processo de produção da embalagem, já estão agindo. Vale a pena lembrar que a do processo de enchimento, da logística, regulamentação levou dez anos para da apresentação do produto e do ser criada e fiscalizada em quinze marketing, da aceitação do consu­ se um produpaíses. Como o processo de harmo­ midor, da informação, da segurança nização ainda está em andamento e e da legislação, entre outros: no to é vendido ou as legislações nacionais continuam mínimo um critério crítico ou área manufaturado num relevantes na maioria dos casos, uti­ deve ser identificado. país europeu, os liza­se o princípio de “reconheci­ mento mútuo”, que elimina a neces­ Em que pé está a questão da reutioutros países sidade de que se fabrique um produ­ lização das embalagens? devem mostrar to diferente para cada país da UE e Esta é uma decisão opcional, basea­ sérias razões para impede que os países da UE utili­ da geralmente na demanda de mer­ zem suas legislações como barreiras cado, no benefício ao meio ambien­ bani-lo. um produto comerciais. te e à economia. Se o reuso for brasil não pode se adotado, deve­se providenciar a beneficiar com O senhor poderia citar um exemplo demonstração de que a embalagem de como isso funciona na prática? é adequada para um determinado esse princípio, mas número de ciclos, e que existe um a exportação pode O veredicto dado pela corte de justiça em 1979 no caso “Cassis de Dijon” sistema onde o reuso pode ser aten­ ser facilitada criou uma jurisprudência. O “Cassis dido com segurança para o produto de Dijon”, originário da França, foi e para os envolvidos no processo. banido da Alemanha Oriental porque seu conteúdo alcoólico estava abaixo do Além de reutilização, redução e reciclamínimo autorizado para licores. Porém, se gem, as embalagens têm agora de atender um produto é vendido ou manufaturado em a uma nova função: recuperação. O que um país europeu, os outros países devem se deve entender por isso? mostrar sérias razões, como riscos para a No final da vida funcional, os componen­ saúde, para banir esse produto sem ser con­ tes da embalagem devem ser capazes de denado pela corte de justiça. Um produto ser recuperados. A diretiva identifica três fabricado no Brasil não pode se beneficiar rotas básicas para essa recuperação: a reci­ com esse princípio, mas a exportação para a clagem, a recuperação orgânica e a recu­ UE pode ser indiretamente facilitada. Aten­ peração de energia. A diretiva 94/62/EC der à legislação nacional de um país da UE exige dos governos a implantação de siste­ conhecido por ser rigoroso nas suas fiscali­ mas para coleta de embalagens usadas zações, como o Reino Unido ou a França, é para atendimento das metas de recupera­ uma estratégia que minimiza o risco. Note ção e de reciclagem. Essas metas devem que cumprir a legislação nacional de um ser revisadas este ano pelo Conselho Euro­ país da UE automaticamente induz ao cum­ peu. Um cenário de metas possível é uma primento da legislação da UE. taxa de recuperação de 65%, uma taxa de
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nichos

verdes em alta
Produtos orgânicos movimentam varejo e setor de embalagens
les constituem um mercado que ainda engatinha no Brasil, mas que já dá bons indícios de que pode se tornar um eldorado para a indústria. São os produtos orgânicos, alimentos e bebidas livres de agrotóxicos e de outros aditivos químicos, produzidos a partir de um manejo agrícola equilibrado, que busca preservar ao máximo o ambiente. O segmento vem registrando crescimento médio de 50% nos últimos dois anos no país e, segundo estimativa do Centro de Comércio Internacional (ITC), promete movimentar mundialmente a gorda quantia de 40 bilhões de dólares em 2004. Trata­se de um nicho de produtos nobres por excelência, composto por itens em média 30% mais caros que os conven­ cionais “anabolizados”, mas pelos quais cada vez mais consumidores se dispõem a desembolsar mais para levá­los – o que não é surpresa num cenário em que exi­ gência por segurança alimentar, melhor qualidade de vida e produtos ecologica­ mente corretos se intensifica. Esse preço maior dos orgânicos se dá, entre outros fatores, pela escala reduzida de produção, pelos gastos obrigatórios

E

Por Guilherme Kamio
Box Print Grupograf (11) 5579-9275 www.boxprint.com.br Brasplast (49) 321-2900 www.brasplast.com.br Cisper (11) 6542-8000 www.cisper.com.br Coopercel-Celosul (11) 6546-4224 www.coopercel.com.br itapagé (11) 6412-2028 www.itapage.com Nova Pack (47) 644-3931 Papirus (11) 5090-3913 www.papirus-e.com.br Plaszom (48) 461-0155 www.plaszom.com.br Ripasa 0800 113257 www.ripasa.com.br Tetra Pak (11) 5501-3200 www.tetrapak.com.br UCB Films (11) 3038-0810 www.ucb-group.com Wessanen ataca o filão com a linha de sucos orgânicos da marca Maraú

com certificação de todo o processo e, por último, mas não menos importante, pelos custos maiores com embalagem. Ocorre que os produtos orgânicos precisam se apresentar de modo destacado no varejo, para evidenciar os seus diferenciais e suprir o pouco fôlego em mídia, já que muitos são obtidos através de congrega­ ções de médios e pequenos produtores. Ademais, eles necessitam estender sua filosofia também à embalagem. “O consu­ midor de orgânicos valoriza a marca que se mostra preocupada com toda a cadeia de produção, desde a matéria­prima até o acondicionamento dos produtos”, explica André Estrella, gerente de marketing da Wessanen do Brasil, que atua no filão com a linha de sucos orgânicos Maraú.

sem similar
Para a Organização Balbo, que administra a chancela Native de produtos orgânicos, esse compromisso rendeu uma boa aventura. Na ocasião do lançamento do açúcar Native, o orgânico primogênito da empresa, decidiu­ se pelo seu acondicionamento em um atrati­ vo cartucho de papel­cartão com topo do tipo gable top e janela transparente para a visualização do produto na parte frontal. Problema: a empresa não encontrava uma máquina de empacotamento que processas­ se adequadamente tal embalagem. A solu­ ção só veio com a ajuda da argentina Mai­ nar, que se dispôs a construir um equipa­ mento exclusivo para a empresa, “sem similar no mundo”, segundo o gerente de negócios da Native, Hélio da Silva. Outro ponto interessante é que os cartu­ chos do açúcar, feitos pela Box Print Gru­ pograf, tinham no início janelas em filme de PP, pois havia certa dificuldade em se encontrar fornecedores de papel celofane, material desejado pela Native pelo forte apelo ecológico. Para alegria da empresa, a substituição viabilizou­se rapidamente.

lagEmMarca

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Esse tipo de empenho, diz Silva, vem sendo crucial no sucesso da marca, hoje presente em 2 000 lojas no país e com ven­ das aumentando a taxas de 30% a 40% ao ano. “As nossas embalagens se tornaram a nossa cara”, ele afirma. No início só com açúcar orgânico, a Native apadrinha hoje cafés e sucos, e prepara a estréia no mer­ cado nacional, ainda este ano, de sua cachaça orgânica, já lançada na Alemanha, e de mais sabores de sucos. Quem também colhe bons frutos na seara orgânica é a catarinense Nardelli, que começou com arroz e já ampliou seu mix com geléias e legumes em conserva. A empresa comercializa seu “arroz ecoló­ gico”, como define seu presidente, Alberto Nardelli, em pacotes de polietileno forne­ cidos pela Brasplast e pela Plaszom. Lan­ çou este ano uma versão de arroz parboili­ zado embalado a vácuo, protegido por cartuchos de papel­cartão comercializados pela Nova Pack. “Acreditamos que a importância da embalagem aumenta na comercialização de orgânicos, por isso temos um projeto futuro para utilizarmos somente embalagens recicladas”, adianta Nardelli.

Linha da Native já está presente em 2 000 lojas no país

como no passado
Todas as versões de arroz orgânico Nar­ delli são identificadas pela presença de uma grande folha estilizada na parte fron­ tal da embalagem. Há ainda uma textura em segundo plano que alude a um saco de aniagem, recurso de design que vai se tor­ nando habitual em produtos orgânicos: o

uso de signos ou mesmo de embalagens que remetam ao passado, quando produtos eram livres de agrotóxicos e de outras agressões químicas da alta industrializa­ ção. Essa postura é seguida pela Native, que empacota seu Café Orgânico Torrado em Grãos em um saco de papel kraft, “como se fazia antigamente, na época das vendas a granel”, enfatiza Hélio da Silva. Essa maratona atrás de apresentações que denotem preocupação ambiental vem gerando contrapartidas dos fornecedores de embalagem. A indústria de materiais celu­ lósicos, por exemplo, intensifica o apelo ecológico de seus produtos com linhas específicas. Um deles: a Ripasa destaca a linha Ecopack, papel­cartão duplex com frente revestida com celulose branqueada e miolo e verso com materiais reciclados. A empresa desenvolveu também uma variante de sua tecnologia de revestimento de cartões com extrusão na origem (o PEX), baseada em polímeros biodegradáveis. “O processo, que já vem sendo chamado por nós de BioPEX, é mais custoso, já que o plástico especial é importado, mas acredita­ mos que surja um bom número de interessa­ dos”, comenta Assunta Napolitano Camilo, gerente de desenvolvimento de produtos e marketing da Ripasa Embalagens. Na área de papel­cartão também mere­ cem destaque os trabalhos da Papirus, que igualmente possui linhas de cartões com base em material reciclado, e da Itapagé, que utiliza o bambu como matéria­prima para a sua produção. Para promover seu

Nardelli aumentou seu mix de produtos para o segmento

produto, a Itapagé criou um selo de quali­ dade – similar ao criado pela Campanha Papelcartão promovida pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) e que já estampa uma boa quantidade de cartuchos no mercado.

além dos cartões
Selos da Bracelpa (em cima) e do cartão de bambu: apelo ecológico

sem rótulo, multa para transgênico
Na contramão da onda orgânica que se espalha pelo varejo, os produtos transgênicos vêm rendendo polêmicas. Uma intromissão do governo no assunto foi dado no final de abril, com a publicação do decreto no 4.680, que prevê a rotulagem de alimentos que contenham mais de 1% de organismos geneticamente modificados (OGMs). Empresas que deixarem de rotular seus transgênicos estarão sujeitas a multas a partir de 16 000 reais. Segundo declaração de Osires lopes Neto, consultor jurídico do Ministério da Ciência e Tecnologia, publicada no Diário do Comércio e da indústria, “temos muitos produtos nas gôndolas dos supermercados que são considerados transgênicos e o consumidor não é comunicado”. O assunto certamente terá novos capítulos, já que o índice estabelecido de 1% ainda poderá ser modificado pela Comissão Técnica de Biossegurança (CTNBio), como prevê um artigo do decreto.

Presente na embalagem do já citado açú­ car Native, o celofane pode ser uma alter­ nativa para produtos orgânicos, por ser biodegradável, compostável e obtido a partir de recursos naturais renováveis. Ademais, esses atributos somam­se às capacidades de barreira do filme de celu­ lose (veja EmbalagEmmarca 44). A bel­ ga UCB comercializa soluções sofistica­ das em celofane no país, e a única indús­ tria nacional do material, a Coopercel­Ce­ losul, já sinaliza o interesse de fabricantes de orgânicos pelo seu produto. Certamente atentos à crescente importân­ cia dos produtos que apelam para o “marke­ ting verde”, os demais setores da indústria de embalagem também vêm pondo seus argu­ mentos à mesa para cativar mais clientes. O vidro é um dos materiais que vêm fechando novos contratos a partir de seus atributos pró­ambientais. “A embalagem que define a categoria de sucos é a caixinha, mas optamos pelo vidro por ser 100% reciclável”, diz André Estrella, da Wessanen. A empresa lan­ çou seu suco de laranja em garrafa da Cisper, de 1 litro, com rótulo de papel. Dado seu êxito, a linha foi estendida a novos sabores e a garrafas de vidro de 300ml.

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Devido ao atributo pró­ambiental, o vidro também conquistou a Native, que acondiciona seu Café Orgânico Solúvel Liofilizado em pote da Cisper. O produto, inclusive, está ganhando paulatinamente mercados internacionais com a mesma embalagem. Já para os sucos orgânicos, a empresa adotou as populares embalagens Tetra Brik, da Tetra Pak. O que pode pare­ cer um paradoxo ao severo compromisso ambiental do produto, pela sabida desvan­ tagem das cartonadas assépticas em relação ao vidro, é justificada por Hélio da Silva. “A Tetra Pak está fechada conosco em uma parceria para a reciclagem das embalagens de nossos sucos”, ele ressalta. “E a fornece­ dora está promovendo eventos de conscien­ tização ambiental e programas de fomento à coleta dessas embalagens.” O certo é que os produtos orgânicos tendem a estar cada vez mais presentes nos carrinhos de compras do brasileiro. Às embalagens atraentes, que inquestionavel­ mente ajudam, soma­se o fato de que

Celofane tem características atraentes para fabricantes de produtos orgânicos

esses produtos estão cada vez mais acessí­ veis. Para se ter idéia, o açúcar orgânico Native é hoje encontrado por um preço cerca de 40% menor que o da época de seu lançamento. Com preços camaradas, os orgânicos tendem a ser experimentados por mais pessoas e menos confundidos com produtos macrobióticos, estigmatiza­ dos como alimentos insípidos. “Acredita­ mos que gradativamente o conceito dos orgânicos será difundido entre os consu­ midores em geral”, prevê Estrella.

reportagem de capa

sucos prontos para
o centro das atenções em tempos de polui­ ção, stress e fast­ foods, a pre­ ferência por hábitos saudáveis há muito se consolidou como um gerador de oportunidades no uni­ verso do varejo e do consumo. Entre as numerosas categorias que têm crescido apoiadas no apelo do bem­viver, poucas parecem concentrar perspectivas tão favo­ ráveis quanto o mercado de sucos. Ainda que esteja longe de desbancar os refrigeran­ tes no ranking de bebidas não­alcoólicas, o setor ostenta taxas de crescimento dignas de fazer os fabricantes soltarem rojões. Apenas no nicho dos prontos para beber, para onde tem sido destinada a maior parte dos últimos lançamentos, esti­ ma­se que o mercado brasileiro de sucos movimente anualmente 170 milhões de litros, ou cerca de 480 milhões de reais. A adocicada euforia que o segmento atraves­ sa fica mais nítida com o confronto entre esses números e os balanços de anos ante­ riores. De 1994 até hoje, por exemplo, o crescimento acumulado da categoria é cal­ culado em mais de 1 200%. Ainda que a expansão dos demais seg­ mentos do mercado de sucos não seja bali­
Uma das pioneiras no uso de caixinhas longa-vida para sucos, a marca Izzy, atualmente controlada pela empresa Pomar, é a única do segmento que utiliza embalagens cartonadas

N

STudio Ag

Apelo por vida saudável movimenta mercado de embalagens para sucos
Por leandro haberli

zada por números tão expressivos, há moti­ vos para crer que os fabricantes de polpas congeladas, refrescos em pó e sucos con­ centrados também vêm deitando e rolando. Para citar um único caso, em novembro do ano passado a rede Pão de Açúcar chegou a vender 40% a mais em comparação com o mesmo mês de 2001. O levantamento incluía todos os tipos de sucos, inclusive os orgânicos, procurados por crescente parcela de consumidores (ver reportagem na página 12). “A expansão do mercado de sucos refle­ te uma mudança comportamental dos con­
2 litros no Brasil. Apesar de atuar no mercado de foodservice, Guilherme Rinzler, vice-presidente da Pomar, explica que essa alternativa de acondicionamento é voltada principalmente ao consumo doméstico. Além do volume de 2 litros, as caixinhas dos sucos Izzy têm capacidade de 250 ml e 1 litro. Em todos os tamanhos, as embalagens contam com as tampas combilift, que permitem retampamento e dispensam canudos e objetos cortantes para abrir os produtos.

Facilidade de retampamento para toda a família
assépticas fornecidas pela Sig Combibloc. Além da peculiaridade de não atuar com a Tetra Pak, a marca Izzy pode ser considerada pioneira na adoção de embalagens longa-vida de

DIvULGAçãO

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gerar lucro
FoToS: divulgAção

Para a líder Del Valle, embalagem é a principal ferramenta de divulgação no mercado de sucos

Tradicional em concentrados, Maguary investiu em cartonadas para entrar no movimentado segmento de prontos para beber

sumidores”, diz Marcelo Passafaro, gerente de marketing da Sucos Del Valle, empresa mexicana que, há apenas quatro anos no Brasil, lidera o mercado nacional, com 33% de participação.“No centro dessa explosão de consumo encontra­se a crescente opção das pessoas pelo bem­estar”, acredita o exe­ cutivo. Incorporada em outros setores do mer­ cado de bebidas, como no também atraente filão das bebidas à base de soja, a predile­ ção por produtos benéficos não poderia ser mais animadora para a cadeia de embala­ gem. No caso dos sucos de fruta, além do crescente uso de cartonadas assépticas, nota­se abertura de novas frentes para os fornecedores de latas de alumínio e garrafas plásticas, neste caso com cristalino ganho de participação do PET. E, sempre conside­ rado um bom material para bebidas, o vidro também está na briga para se beneficiar do incremento das vendas de sucos no Brasil. Comedida quanto a gastos com publici­

dade, a própria Del Valle alardeia estratégia capaz de justificar boa parte das perspecti­ vas que a cadeia do packaging vem deposi­ tando no setor. Além de definir as embala­ gens como “a principal ferramenta de divul­ gação” de seus produtos no mercado brasi­ leiro, o gerente de marketing da companhia credita à diferenciação nas gôndolas papel decisivo na rápida ascensão da marca nacio­ nalmente.

aposta na diferenciação
“Quando chegamos no Brasil, o mercado de sucos prontos era muito restrito às emba­ lagens cartonadas que necessitam refrigera­ ção”, diz Marcelo Passafaro, referindo­se às caixinhas com topo triangular, também usa­ das para lácteos. “Logo percebemos que teríamos de buscar algo diferente disso”. Apesar de tal direcionamento, a subsidiária brasileira não lançou mão de uma diversi­ dade de sistemas de acondicionamento tão grande quanto a matriz mexicana, que atua, entre outras embalagens, com garrafas plás­ ticas e de vidro. No mercado nacional, a Del Valle usa cartonadas assépticas da Tetra Pak (em ver­ sões de 1 litro e de 200ml), e latas de alumí­ nio da Crown Cork. Estas embalagens, por sinal, acabaram de passar por uma reformu­ lação gráfica, empreendida pela agência Packing. Mais variadas do que as embala­ gens são as opções de sabores no portfólio

vidro mantém presença
Apesar de perder espaço no mercado de sucos concentrados, a indústria vidreira tem obtido êxitos na área de prontos para beber. Recentemente, os ânimos do setor foram renovados com a entrada em cena da capixaba Sucos Mais, que usa garrafas de vidro de 250ml, da Cisper, além de cartonadas da Tetra Pak e latas de aço da Metalic. A empresa constitui hoje talvez o melhor exemplo do potencial brasileiro para venda de sucos. Criada no segundo semestre de 2002, a marca deverá fechar o primeiro ano de operação fabricando volume mais de dez vezes superior aos 3 milhões de litros projetados inicialmente. As grandes produtoras de vidro têm estado atentas a tais casos. Com quatro fábricas no Nordeste do país, a CiV (Cia. industrial de Vidros) vem investindo progressivamente no mercado de sucos. Já contando com uma linha de garrafas de 300 ml com boca larga, que é exportada para os Estados Unidos, acondicionando produtos como os sucos Dafruta e Jandaia, a empresa está lançando uma embalagem de 250ml, com tampa plástica de rosca. “A textura do vidro dá a impressão de que a garrafa está gelada”, diz Ana Beatriz Burgardt, gerente de marketing da CiV. A embalagem é produzida com uma tecnologia conhecida como Narrow Neck Press and Blow (NNPB). “Trata-se de um processo que reduz o peso da garrafa”, esclarece Burgardt. Outro caso que ilustra a presença do vidro em sucos prontos vem da Tial. Ainda que depositando cada vez mais fichas em cartonadas, como demonstra o recente lançamento de uma multipack promocional contendo seis caixinhas de 200ml, a marca mantém as garrafas de vidro nos seus planos. Também fornecidas pela Cisper, com rótulos da Esper e tampas da White Cap, as embalagens estão presentes em boa parte da linha, inclusive nas recémcriadas versões light. há pouco tempo, aliás, as garrafas da Tial ganharam um novo formato, mais alongado que o anterior. O redesenho foi estendido aos rótulos, num projeto desenvolvido pela agência Artface.

Com caixinhas diferenciadas e latas de alumínio, Parmalat briga para expandir participação da marca Santàl

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brasileiro: oito, numa diversidade vista como outro fator determinante do cresci­ mento da Del Valle no país. “Ajudamos a romper a crença de que, quando o assunto é suco pronto para beber, brasileiro só gosta de laranja”, arremata Passafaro.

para beber fora de casa
Acentuada pela crescente movimentação do mercado de sucos, a quebra de paradig­ mas em busca de maior participação se manifesta na estratégia de outras empresas. Depois de cinco décadas no segmento de sucos concentrados, a tradicional Maguary, marca que ajudou a associar esse tipo de produto às garrafas de vidro, recebeu no final do ano passado uma linha pronta para beber, também vendida em embalagens cartonadas da Tetra Pak. Com a medida, a subsidiária brasileira da americana Kraft Foods, empresa contro­ ladora da Maguary, e que recentemente assumiu o posto de maior operadora de bebidas do grupo fora dos EUA, desban­

cando a Alemanha, sinalizou uma estratégia cada vez mais recorrente no setor: a oferta de sucos para consumo fora de casa. “Num cenário de crescente busca por praticidade, introduzir a marca Maguary no mercado de sucos prontos para beber revelou­se essen­ cial”, afirma André Vercelli, diretor de bebidas da empresa. Também sedenta por participação no setor de prontos para beber, a Parmalat aca­ ba de engrenar uma vultosa campanha com

Público infantil é cada vez mais cobiçado no mercado de sucos. Acima, embalagens da Santàl impressas com personagens de desenhos animados

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o objetivo de fortalecer a marca Santàl. Apesar dos investimentos em publicidade, na parte de embalagem a empresa italiana segue direcionamento semelhante ao da mexicana Del Valle. “Com design vivo e formatos exclusivos, as embalagens prota­ gonizam a nova estratégia de divulgação da linha Santàl”, sintetiza Martha Terenzzo, gerente executiva de marketing da unidade de negócios mercearia da Parmalat. Por formato exclusivo, Terenzzo refere­ se às embalagens Tetra Prisma Aseptic, que aparecem nas versões de 1 litro dos sucos e chás gelados prontos para beber da Santàl. Inéditas em tais categorias, essas embala­ gens também são fornecidas pela Tetra Pak. “Já o grafismo dos produtos faz com que as gôndolas remetam os consumidores a uma frutaria”, considera Terenzzo, em referência ao trabalho da agência 100% Design. Deixando para trás o tempo em que refrescos para crianças eram sinônimos de bebidas coloridas vendidas em simplórias embalagens plásticas com formatos de automóveis, revólveres e jacarés, a Parma­ lat tem investido alto em licenciamento de personagens para sua linha infantil de sucos

prontos. Outro truque da empresa italiana para expandir a participação da marca San­ tàl é aguardado para breve. Trata­se do lan­ çamento de sucos e chás prontos para beber em latas de alumínio, que devem chegar ao mercado estampando o mesmo conceito gráfico das demais embalagens. Por mais que a forte presença da gigante sueca Tetra Pak no mercado de sucos pron­ tos faça presumir uma certa falta de espaço para soluções que difiram das caixinhas longa­vida, outras empresas de embalagem têm conseguido tirar bom proveito da esca­ lada de vendas desse tipo de produto. Depois de invadir as gôndolas de concen­ trados, beneficiado pela modernização dos

tampa em lata e nova linha
Uma das pioneiras do movimentado mercado de polpas de frutas congeladas, onde atua com latas de aço, ao contrário da maioria de seus concorrentes, que utilizam sacos de polietileno (PE), a Global Sucos, dona da marca Jal, também entrou no segmento de prontos para beber, adotando cartonadas assépticas da Tetra Pak. Décio Ferraz, diretor-comercial da empresa, afirma que a idéia é alcançar 4% de participação no mercado brasileiro.Para atingir essa meta, ele aponta a necessidade de estabilização do setor. “A onda de lançamentos do último verão jogou os preços para baixo”, observa Ferraz. Com a recuperação das margens, o diretor da Global Sucos afirma que a empresa terá mais condições de investir em embalagens. Exemplos desse panorama já se manifestam na linha de polpas congeladas, cujas embalagens receberam novas tampas. Forne-

PET cresce no mercado de sucos, como mostra a marca Skinka, da Shincariol

cidas pela Brasilata, as latas de aço contam agora com um sistema de fechamento criado pela Metalgráfica Renner. Registrada como Tampa Security, a solução é formada por uma membrana de polietileno (PE) que conta com anel metálico e sobretampa plástica. “Antes as latas dos sucos Jal tinham dois fundos recraváveis”, diz Gilmar Rocha, da área de marketing da Renner. “Com o sistema Security, até as crianças, que são grandes consumidoras de sucos, conseguem abrir e retampar os produtos com grande facilidade”.

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Em rótulos, predomínio do bopp
Com a ampliação de marcas e vendas, o mercado de sucos está se tornando mais interessante para as empresas de rotulagem. Nas garrafas plásticas, o material mais utilizado pelos consumidores é o BOPP. “No exterior, o mercado de sucos prefere sleeves”, conta Rogério Baldauf, gerente comercial da Krones. “Mas no Brasil, o BOPP continua muito forte, beneficiado pela possibilidade de acabamentos diferenciados.” Exemplo dessa teoria pode ser visto num dos novos produtos da Genuína lindoya, marca de água mineral que, depois de ter tido sucesso em refrescos em pó, está entrando no nicho de sucos prontos para beber. Para isso, a empresa adotou garrafas PET de 450ml, com rótulos fornecidos pela Converplast. Na decoração, o diferencial é o acabamento metalizado dos filmes de BOPP. “Somos um dos únicos com esse tipo de recurso”, diz Antonio Ruette, diretor da empresa. Outro caso que comprova a supremacia do BOPP no mercado de sucos vem da linha de concentrados da Santàl, que usa rótulos fornecidos pela Zaraplast. Mas há exceções ao material, como mostra o portfólio da convertedora Esper. Especializada no ramo de embalagens flexíveis, a empresa entrou na área de rotulagem depois de ter feito um acordo estratégico com a fluminense Triflex. No mercado de sucos, a Esper fornece para marcas como Tial e Superbom, nas quais, além do BOPP, podem ser vistos rótulos feitos de PVC e PEBD.

100% Design (11) 3032-510 www.100porcento.net Alcoa 0800-123727 www.alcoa.com.br Artface (11) 5505-5236 Bericap (15) 235- 4500 Brasilata (11) 3871-8500 www.brasilata.com.br Cisper (11) 6542-8000 www.cisper.com.br CiV – Cia. industrial de Vidros (81) 3272-4418 www.civ.com.br Converplast (11) 6480-4477 Crown Cork (11) 5054-4000 www.crowncork.com Esper (19) 3459-5005 www.esper.com.br Krones (11) 4075-9630 www.krones.com.br Metalgráfica Renner (51) 3349-1011 Metalic (85) 299-7300 www.metalic.com.br Packing (11) 3168-9195 www.packing.com.br SIG Combibloc (11) 3168-4029 www.sig-group.com Tetra Pak (11) 5501-3342 www.tetrapak.com.br Whitecap (11) 5504-9621 Zaraplast (11) 3952-3000 www.zaraplast.com.br

processos assépticos de enchimento, o PET ganha novos adeptos entre os sucos de menor valor agregado.

cheiro de tubainização no ar
Formado por produtos que contêm em média 10% de suco natural, o setor tem revelado muitas oportunidades para forne­ cedores de linhas de equipamentos para garrafas plásticas. “O número de produto­ res de sucos que aderem ao PET é cada vez maior, o que torna esse mercado importante para nós”, diz Rogério Baldauf, diretor comercial da Krones, empresa que atua com equipamentos para linhas de engarra­ famento. De certa maneira, há motivos para vis­ lumbrar na indústria de sucos fenômeno semelhante, embora segmentado e em escala reduzida, à disseminação das gar­ rafas PET no mercado de refrigerantes. Afinal, além de substituir o vidro em alguns casos, o material está sendo enca­ rado como uma boa alternativa a outros plásticos. “Ele agrega mais valor, e mui­ tos fabricantes já perceberam isso”, com­ para Sérgio Nascimento, gerente­comer­

cial da Alcoa. No nicho dos prontos para beber, a cer­ vejaria Schincariol, que não resistiu às atraentes taxas do setor, onde lançou há pouco mais de um ano a marca Skinka, é apontada como propulsora da onda PET. Classificados como repositores energéticos, mas reconhecidos pelos consumidores como sucos, os produtos Skinka estão entre os primeiros a adotar o material. Sopradas em equipamentos da Krones, as garrafas contam com rótulos feitos em BOPP pela Rotoplás, e tampas fornecidas pela Alcoa e pela Bericap. Afora o tipo de embalagem, a diversida­ de do mercado de sucos sublinha um cenário em que os lançamentos deverão se acentuar. É verdade que as atuais taxas de crescimento tendem a cair, pela própria evolução das bases comparativas. Mesmo assim, nem o baixo consumo per capita, em torno de 1 litro por ano, contra cerca de cin­ co litros no México, por exemplo, consegue azedar o potencial do mercado brasileiro de sucos. Ao contrário, isso indica que os refri­ gerantes daqui pra frente terão um concor­ rente cada vez mais pronto para brigar.

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equipamentos

antes do boom
Fabricantes produzem máquinas nacionais para stand-up pouches
m anacronismo no cenário bra­ sileiro da embalagem, sempre apontado por analistas, é a difu­ são bem abaixo da esperada dos stand­up pouches, os saquinhos plásticos flexíveis que param em pé. O uso dessa solução cresce a galope em diversos países, incluindo Argentina e Chile, mas aqui apenas se ensaia, já há alguns anos, um boom que não acontece. A despeito desse descompasso, as empresas de embalagem que defendem a solução não desanimam. A fornecedora de máquinas G.D do Bra­ sil, subsidiária do grupo italiano homôni­ mo, por exemplo, está nacionalizando a produção de um equipamento de sua chan­ cela Volpak, a SP 220, dedicada à produção de stand­up pouches. Com isso, espera que alguns trunfos seduzam mais indústrias usuárias em favor do sistema e desmanche a justificativa do custo alto do maquinário importado, utilizada por algumas, para não usar SUPs. “Além da atualização tecnológi­ ca em relação ao modelo importado, a ver­ são nacional da Volpak é isenta das taxas de importação e oferece opções de financia­ mento pelo Finame/BNDES”, afirma Jefer­ son Delpoio, presidente da G.D do Brasil. Até agora, as máquinas da Volpak que chegavam para a América Latina através da G.D, e que equipam clientes como Nestlé, Unilever, Lindoya, Bayer e Embelleze, eram fabricadas na Espanha. O modelo a ser fabricado localmente tem um único usuário nacional, só que da versão estran­ geira – o grupo Imperial de bebidas. Ele se caracteriza como solução completa, pois produz a embalagem, envasa e aplica aces­ sórios, como válvulas, zíperes ou canudos internos. Ademais, é totalmente custom­ izável, podendo ser adaptado a diferentes finalidades. Para viabilizar a produção local da SP 220, a G.D está investindo cerca de 600 000 dólares. O plano da companhia, que tam­ bém atua nos mercados de máquinas para 24 – EmbalagEmMarca • mai 2003

U

fabricar e embalar cigarros, fraldas e absor­ ventes íntimos, é fortalecer seus negócios em embalagens. Em 2002 a área foi respon­ sável por 7% do faturamento total da empresa, que foi de 14,3 milhões de dóla­ res. Delpoio conta que a expectativa é dobrar essa participação neste ano, e faturar pelo menos 2,5 milhões de dólares com embalagens. Tal meta será auxiliada pelas previstas exportações da máquina para outros países sul­americanos.

G.D do Brasil (11) 6095-2000 www.gdbr.com.br Maqplas (11) 3686-6198 www.maqplas.com.br

100% nacional
Também visualizando oportunidades na área, a nacional Maqplas desenvolveu a Stand up Pouch CSP UP 600, equipa­ mento que produz embalagens stand up pouches com ou sem zipper e que foi con­ cebido para o acondicionamento de ali­ mentos sólidos, líquidos ou pastosos. A esperança de maior difusão dos stand­ up pouches é balizada por um estudo enco­ mendado pela Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (ABIEF): a produção atual, de 70 milhões de saquinhos/ano, pode chegar a 2,8 bilhões em menos de cinco anos. Tal previsão cer­ tamente fará outros setores da indústria de embalagens se movimentarem, já que o crescimento dos stand­up pouches vem se dando mundialmente na substituição de latas e caixinhas assépticas cartonadas, para sucos e atomatados, e de potes plásticos e de vidro para alimentos como maioneses, entre outros casos de mercado.

SP 220, da G.D, agora é feita no Brasil

DIvULGAçãO

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s inovações tecnológicas constituem uma maneira de se diferenciar nas gôndolas e, assim, gerar novos apelos de compra, ou devem, antes de tudo, dinamizar métodos produtivos e reduzir seus custos? No universo do gerenciamento de marcas, certamente as duas necessidades coexistem. Porém, em mercados onde as empresas não precisam se preocupar tanto com diminuição de margens e guerra de preços, a idéia de atender os desejos do consumidor pode prevalecer quando está em jogo a modernização de processos. Essa foi uma das constatações a que chegou a designer Sara de Paula Souza, sócia diretora da Hi Design, agência especializada em design de embalagem, ao visitar a mais recente edição da Hispack, realizada entre os dias 31 de março e 4 de abril, em Barcelon e que faz o relato a
Alças plásticas (detalhe) ganham participação em cartonadas

A

seguir especialmente para Embala­ gEmmarca. No quadro pode ser vista a interpretação da feira elaborada por Lia Krücken, engenheira de alimentos com especializações em gestão da inovação tecnológica. Quem teve a chance de per­ correr a tradicional feira espanho­ la de embalagens pôde perceber que as novas tecnologias já não constituem um grande diferencial para as empresas, visto que o acesso a elas é cada vez mais irrestrito. Assim, por mais óbvio que pareça, a diferenciação nas gôndolas já não depende apenas de máquinas mais modernas, mas

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FoToS: divulgAção

Boa parte da feira foi destinada às indústrias transformadoras, com grande destaque para equipamentos. Mesmo assim, foi possível verificar entre os expositores alguns aprimoramentos funcionais dos materiais de embalagens. Na área de flexíveis, novos filmes e estruturas laminadas apresentadas reuniam alta qualidade de impressão, boas características de barreira, capazes de aumentar a vida de prateleira dos produtos, além de alta resistência mecânica. Outro aspecto interessante notado na hispack foi a busca por materiais e processos com menor impacto ambiental, talvez um reflexo da política de resíduos sólidos da Europa. Além de preocupações ecológicas, pôde-se perceber grande atenção quanto ao design gráfico. Neste aspecto, despertaram a atenção dos visitantes projetos com impressões diretas em madeira, filmes flexíveis com impressão flexográfica de alta qualidade, além da crescente utilização de efeitos holográficos. Por isso tudo, acredito que a ida a um evento como a hispack traz bons resultados. Além de possibilitar contatos, há a chance, para o profissional e, indiretamente, para a organização em que ele atua, de atualização. Com olhar atento, é possível observar tendências importantes, inovações tecnológicas e o surgimento de novos materiais. Apesar da viagem valer a pena, vale dizer que a maioria dos eventos realizados no Brasil não fica aquém das feiras internacionais. lia Krücken

sim da criatividade de quem concebe o visual dos diferentes produtos. Dentre outros temas, essa impressão foi reforçada nas observações sobre a partici­ pação dos diferentes materiais no mercado europeu de embalagem. Nesse aspecto, novamente o Brasil mostrou que não deixa a dever para o resto do mundo. Havia, sem dúvidas, novidades. Mas a maior parte estava nos bastidores, especialmente nas áreas de processo, produção e logística, e muitas vezes só os profissionais da área conseguiam identificá­las. Assim, a His­ pack 2003 ajudou a quebrar o paradigma de que as indústrias devem valer­se das tecno­ logias apenas para otimizar a sua linha de produção e reduzir seus custos. A feira também deixou claro que as indústrias perceberam o risco que correm ao não satisfazer as vontades do consumi­ dor. Especialmente com a criação da Comu­ nidade Comum Européia (CCE), que apro­ ximou fornecedores e mercados, as empre­ sas usuárias de embalagem sabem que não podem apenas defender os seus interesses. Se agirem assim, em pouco tempo a con­ corrência engole valiosas fatias de merca­ do.

algumas dicas
Mas como aplicar esta teoria em um país como o Brasil? Sabe­se que por aqui os investimentos tecnológicos às vezes são inviáveis. Entretanto, independente do cenário econômico, vale a pena prestar atenção em algumas máximas para a cria­ ção de uma boa embalagem: 1. ver o que o consumidor quer; 2. cuidar mais do seu próprio mercado (é importante exportar mas também é fun­ damental ter um mercado interno saudá­ vel);

Sacos de tecido para feijão: novas idéias

3. pensar em um mer­ cado globalizado de fato; 4. procurar parceiros “co­packers” para esca­ par dos altos investimen­ tos. Compilando esses pre­ ceitos, o mercado europeu demonstra uma forte ten­ dência de utilização de “novas” tecnologias para valorizar “velhos” mate­ riais. Além disso, os for­ Garrafa de necedores de materiais de leite para cosméticos: embalagem perceberam por que não? que não devem apenas brigar entre si, dividindo forças. Muito mais recompensador é somar esforços e unir­se onde for possível. Exem­ plos dessa estratégia puderam ser vistos em algumas embalagens compostas, como um saquinho de tecido, para feijão, com janela plástica. Ou um pote de vidro para salmão, com rótulo e lacre em cartão. Ambas mistu­ ram materiais e obtêm bons resultados fun­ cionais e estéticos.

Em produtos de beleza, tendência de resinas com acabamento nobre

Salmão em pote de vidro com tampa e rótulo celulósicos

o consumidor merece afagos
Na busca por conveniência, a união de materiais também foi um dos motes das novidades da Hispack 2003. Se o consumi­ dor precisa de uma embalagem tamanho família, por que não ajudá­lo adaptando uma prática alça numa lata metálica, num cartucho de papel cartão, ou mesmo numa bolsa plástica? Se a isso for somado um sis­ tema easy­open, plástico ou metálico, as possibilidades de agradar o consumidor aumentam ainda mais. Ainda na linha da conveniência, pôde­ se perceber que o consumidor europeu con­ sagrou definitivamente a chamada “emba­ lagem kit”. Como exemplo, havia multi­ packs em que um pacote de biscoito é vendido junto com um pouch de queijo, um pote de patê e até uma faca. Outra tendên­ cia clara é o crescimento das embalagens fracionadas. Voltadas tanto para o segmen­ to de food service quanto para consumo doméstico, essas soluções ganham adeptos trazendo a quantidade de alimentos própria para uma única refeição. Para alguns, são as

Embalagens plásticas com subdivisões para alimentos: marmitas do futuro

“marmitas do futuro”. Mesmo nos projetos calcados no apelo da praticidade, a Hispack deixou claro que o visual de uma embalagem nunca pode ser posto de lado. Essa preocupação ficou clara na área de cosméticos, onde os expositores mostraram grande variedade de potes e tampas plásticas feitos com materiais que permitem acabamento nobre. Neste caso não era preciso ser do ramo para detectar todo o potencial de criatividade da feira. Outro ponto forte foi a busca por novas utilizações para embalagens que se torna­ ram símbolo de determinada categoria de produto. Exemplos foram uma lata de aço para óleos comestíveis que apareceu acon­ dicionando um perfume famoso. Também havia uma garrafa de vidro para leite acon­ dicionando creme de beleza. Essas combi­ nações e inovações mostram que a diferen­ ciação não deve ser um privilégio apenas dos produtos premium: na Europa, as solu­ ções inovadoras já fazem sem dúvida parte do dia­a­dia das pessoas. O mais interes­ sante é que muitas vezes a criatividade não parte das marcas líderes, mas de marcas próprias de supermercados, ou mesmo de marcas com distribuição regional. É importante salientar que ninguém está reinventando a roda. Embora explorando fortemente a criatividade, os profissionais de embalagem responsáveis por tais casos estão apenas lançando mão de mais recur­ sos de tecnologia e de design. São texturas, formatos, decorações, fitilhos, picotes,

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Profusão de fechamentos e formatos em garrafas de vidro

lacres, tampas e outras tantas inovações que até então não eram utilizadas, mas cuja adoção pode surtir efeito muito positivo. Assim, não seria exagero dizer que boa par­ te do futuro da embalagem está nas mãos das empresas de acabamento. Os fabricantes de pigmentos e vernizes, por exemplo, demonstraram as diversas possibilidades de cores, aromas e, nos casos de embalagens sensoriais, até de sabores de seus portfólios. Ainda nesse setor, a feira foi profícua em alternativas para o acabamento de embalagens celuló­ sicas. Não faltaram contraste de fosco com brilhante, adoção de cores cítricas com texturas metalizadas e outras novidades que são facilitadas pela printabilidade dos materiais celulósicos. Graças a esses recur­ sos, aliás, foi grande a oferta de displays promocionais, ou mesmo de embalagens secundárias pensadas para serem expostas diretamente no ponto­de­venda.

diversificação crescente
Para fisgar a atenção do consumidor, mes­ mo materiais mais tradicionais mostraram vigor de renovação. Latas de aço com aca­ bamentos holográficos foram uma forte tendência, além das cada vez mais diversi­ ficadas latas expandidas, cujos formatos diferenciados ganham força principalmente em sucos, atomatados e candies. Na corrida por novas apresentações, o vidro também vem ganhando alternativas cada vez mais diversificadas. Na parte de decoração, os destaques são os rótulos ter­ moencolhíveis e auto­adesivos. Lançamen­ tos de embalagens de vidro com novos shapes, relevos e texturas também deram o tom no salão espanhol, com destaque para categorias como lácteos, condimentos e sucos prontos. Nesses setores, por sinal, há crescente leque de alternativas em tampas plásticas que, mesmo em moldes standard,
Refrigerante com sobretampa plástica: marcas próprias européias acentuam investimentos em embalagem

são oferecidas em grande profusão de cores e diâmetros. Na área de logística, tem­se a impres­ são de que o mercado europeu realiza cada vez maiores investimentos em paletização. Em muitas opções de equipamentos, fica claro que a unitização das mercadorias é feita tendo em vista sua fragmentação no ponto­de­venda. Além do uso de filmes stretch mais maleáveis, isso é possível gra­ ças à automatização dos processos, com a entrada em cena de robôs capazes de ali­ mentar até cinco linhas simultaneamente, mesmo que cada uma contenha produtos de pesos e formatos diferentes. Assim, podem ser substituídos com vantagens de custo e produção os tradicionais equi­ pamentos de final de linha. Além dos robôs, estão em clara ascensão esteiras, braços mecânicos e datadores. Estes últimos se revelam cada vez mais essenciais, na medida em que a boa identificação das caixas de embar­ que, principalmente com sistemas ink jet, tornou­se obrigatória nos processos de controle de estoque e distribuição correta da carga. Ainda na parte de expedição, foi visí­ vel a preocupação em oferecer embala­ gens que garantam a integridade dos produtos. Muitos itens são embalados em bandejas plásticas ou de cartão, que vão diretamente para a prateleira, funcio­ nando como um display. Nesse sentido, mesmo em áreas que não tenham relação com a atividade dos designers, o Salón Internacional del Embalaje 2003 deixou claro que a palavra de ordem é aproveitar a tecnologia em benefício da criatividade, deixando de enxergá­la como um mero fator de diminuição de custos. Sara de Paula Souza

Automatização ajuda a substituir equipamentos de fim de linha

mai 2003 • EmbalagEmMarca – 29

estratégia

para centro de mesa
Petrópolis usa embalagem para alcançar segmento superior
um claro desafio à turva visão estratégica predominante no segmento de águas minerais, a Petrópolis Paulista, de São Paulo, continua apostando na força da embalagem para agregar valor a um produto de qualidade superior aos importados mas vendido no Brasil a pre­ ços insignificantes, de commodity mesmo. Menos de ano e meio depois do lançamen­ to de suas novas garrafas de vidro de 330ml em forma de gota, com rótulos auto­adesivos, a empresa inaugura na área de águas minerais o canal das garrafas one­way de vidro de cor azul cobalto, na medida “européia” de 750ml, até agora inexistente no país. A inovação surgiu depois que Amilcar A. Lopes Jr., diretor da engarrafadora, pro­ curou a Cisper em busca de “alguma coisa totalmente diferenciada em água mineral no Brasil, que não fosse aroma nem sabor”, como descreve. “Não hesitamos em inves­ tir no projeto, que certamente será um marco no segmento de águas minerais”, diz Julio César Barbedo, gerente de mar­ keting bebidas da vidraria.

N

usual na Europa
Direcionada ao público AB, que consome considerável volume de águas importadas acondicionadas em vidro, a garrafa azul da Petrópolis Paulista, com e sem gás, “é uma embalagem para centro de mesa nos res­ taurantes e nos lares”, considera o diretor da empresa. Segundo ele, principalmente nos países europeus, onde o consumo de água mineral é um hábito fortemente arrai­ gado, as garrafas com essa medida são as mais utilizadas nas refeições em que se reúnem duas ou mais pessoas. Ele acredita que isso tende a se tornar usual também no Brasil. “Estamos trabalhando para valori­ zar mais nossa marca, escapando do lugar comum que reduz as marcas no Brasil a com gás e sem gás.” 32 – EmbalagEmMarca • mai 2003

Alcoa (11) 4195-3727 www.alcoa.com.br Casablanca (11) 6431-3377
FoToS: STudio Ag – AndRé godoy

Cisper (11) 6542-8076 www.cisper.com.br hervás (11) 6941-9266 www.hervas.com.br Renato Zurlini Studio (11) 3088-1382

A nova embalagem, sem dúvida, é inovadora e parece ter potencial para obter bom desempenho no canal de ven­ das de produtos de alto valor agregado, composto principalmente por restauran­ tes, bares e hotéis. Mas, ao lado de fazer melhor presença nesses estabelecimentos e, assim, fortalecer a imagem da marca, é em outro cenário – o da compra em auto­ serviços especializados – que a garrafa

desenvolvida pela Cisper tem sobre si depositada importante missão. “Testes visuais em pontos­de­venda demonstra­ ram que a garrafa se destacará entre as marcas habituais, tanto pela cor quanto pelo formato e pela medi­ da”, conta Amilcar Jr. “Ademais, ao lado de marcas importadas, para as quais não fica nada a

customização com “private labels”
O lançamento da água em vidro azul dá continuidade à estratégia da Petrópolis Paulista de utilizar garrafas de vidro para posicionar sua água mineral como produto top. É uma estratégia bem sucedida, que além de beneficiar a marca, capitalizando imagem com produtos premium na linha denominada internamente Blue label, avançou para fornecimentos customizados. Assim, depois de conquistar “um bom espaço”, de dimensão não informada, a linha de garrafas de vidro de 330ml evoluiu para o segmento “private label”, até então inexistente no país na área de águas minerais. Atualmente, a carteira desse item é formada pelas marcas próprias dos restaurantes America, Don Curro e Eau, da rede de superhotéis Hyatt. Em breve a água Petrópolis Paulista será fornecida com rótulos próprios também para as redes Almanara e Galeto’s. Nestes casos, a Cisper mudará ligeiramente o perfil e a capacidade de conteúdo das garrafas, que terão 300ml. Amilcar A.lopes Jr., diretor da engarrafadora, explica que a alteração visa evitar que os recipientes, em vez de funcionarem como diferencial, acabem jogando todas as marcas numa vala comum visual. Na ação “private label”, a Petrópolis assume os custos de desenvolvimento e confecção dos rótulos, sempre auto-adesivos e fornecidos pela Hervás, de São Paulo. “O consumidor acaba criando identidade com a embalagem do produto”, considera o diretor da engarrafadora. Ao afirmar que o vidro tem “participação consistente”, com 10% do elenco de embalagens da Petrópolis Paulista, Amilcar Jr. lembra que, obviamente, a empresa não abrirá mão de continuar atuando com ampla gama de recipientes, que vai de copos de 200ml e 300ml a toda a variedade de garrafas, garrafões e bujões de 20 litros disponíveis em PET.

Além da cor azul cobalto, a medida de 750ml, inédita no Brasil, contribui para diferenciar a água da engarrafadora paulistana

Esse elenco, aliás, acaba de ser ampliado com o lançamento de uma garrafa de PET com tampa sport cap importada, ambas da Alcoa, com a marca Petrópolis Athletic. Com design exclusivo, o recipiente tem perfil destinado a facilitar o agarramento (“pega”), com a palavra “Athletic” em relevo nas laterais. O rótulo, da hervás, tem a marca impressa em preto, sobre fundo aluminizado. Nele, a reprodução de um eletrocardiograma em teste de aceleração remete à idéia de prática de esportes. O design do frasco e o rótulo foram desenvolvidos em parceria pelo designer Renato Zurlini e pelo diretor da Petrópolis Paulista. A empresa anuncia outras surpresas para breve: em meados de junho próximo será lançada uma água da marca, em garrafa de vidro de 330ml, “com conotação fashion”, resultado a ser obtido com o uso de rótulo termo-encolhível. Será lançada no inverno, visando a consolidação no verão.

materiais
dever em beleza e atração nas gôndolas, nosso produto levará a vantagem do pre­ ço”, ele diz. Será, em suas palavras, “a primeira água nacional que vem para dis­ putar espaço nas gôndolas com as estran­ geiras”. Na verdade, com três remessas de amostragem já feitas, a água Petrópo­ lis Paulista engarrafada em vidro é, segundo Amilcar Jr., a única da América do Sul presente no aquabar do Bar Collet de Paris, famoso como lançador de ten­ dências. Em termos de competição com marcas nacionais, o preço final para o consumi­ dor, não especificado porém “previsivel­ mente superior” ao de águas acondiciona­ das em garrafas tradicionais, incolores, não deverá prejudicar o desempenho do produto, na expectativa do diretor da engarrafadora paulista. Na verdade, segundo ele, a nova embalagem agrega ao produto o valor justo de seu diferen­ cial intrínseco e o de uma água de quali­ dade superior, pela qual o consumidor estaria disposto a pagar. Afinal, em com­ paração com as águas européias, as brasi­ leiras são mais leves, enquanto aquelas são carbogasosas e bicarbonatadas – e portanto mais pesadas.

recurso ao vidro
cabeça de ponte para cachaça
lém do lançamento das garrafas azuis da Petrópolis Paulista, outras catego­ rias de produtos utilizaram recente­ mente embalagens – de vidro e de aço – como instrumento de marketing. A seguir são apresentados casos que ilustram esse movimento, nos dois materiais.

A

indicação de valor
A rigor, ao investir no upgrade da marca, a Petrópolis Paulista está utilizando a emba­ lagem da água como ferramenta de indica­ ção de valor para ganhar mercado no seg­ mento premium. Assim escapa, pelo menos nessa fatia, da armadilha da guerra de pre­ ços em que parece ter caído grande núme­ ro de engarrafadoras e que se dá sempre num sentido: para baixo. Os rótulos, de BOPP metalizado, for­ necidos pela Hervás, foram desenvolvidos pelo designer autônomo Renato Zurlini. As tampas plásticas (MCA2) de rosca, com vedante de EVA, são da Alcoa. As garrafas serão fornecidas ao varejo em embalagens secundárias de 6 unidades, de papelão branco, da Casablanca, nas quais o principal elemento gráfico é o diferen­ cial da capacidade de 750ml, desenhado de forma a possibilitar diferentes monta­ gens nos pontos­de­venda. O contrato de fornecimento com exclusividade pela Cis­ per vai até o final de junho próximo. 34 – EmbalagEmMarca • mai 2003
STudio Ag

Depois de entrar na França, cabeça de ponte para conquistar mais países da Europa e de outros continentes, a mineira RMG Comercial apresentou oficialmente ao mercado brasileiro no final de abril, na feira Brasil Cachaça 2003, em São Paulo, a GRM – Gosto Requintado Mundial, nova cachaça premium. A bebida estreou no mercado internacional, em outubro do ano passado, em Paris, no SIAL – Salon International d’Alimentation. Segundo a empresa, estão em andamento negocia­ ções avançadas para comercializar o pro­ duto nos Estados Unidos, na Itália, na França e em diversos países da Ásia. No Brasil, a GRM será vendida em lojas de artigos importados e supermerca­ dos de alto padrão. Dirigida a um público seleto, é produzida artesanalmente na

Garrafa exclusiva e estojo de papelão revestido

Cristaleria Guanabara (21) 3351-7394 www.cristaleriaguanabara.com.br Efeito Artes Gráficas (11) 3824-0999 www.efeito.com.br

Fazenda dos Verdes, em Araguari (MG), pela Tropeira Rural Ltda., com sede em Belo Horizonte. A aguardente é apresenta­ da em duas versões: GRM prata, amarela­ da, destilada em alambiques de cobre e envelhecida dois anos em tonéis de carva­ lho, umburana e jequitibá rosa; e GRM Bronze, uma aguardente branca envelheci­ da em tonéis de aço inox. Ambas são acon­ dicionadas em garrafas de 750ml, fecha­ das com rolha e tampa de vidro, dentro de um cartucho de papelão revestido. A garrafa é da Cristaleria Guanabara. O cartucho, com a marca e a palavra “cacha­ ça” impressas em hot stamping prata, é fornecido pela Efeito Artes Gráficas. Sobre a rolha com acabamento de vidro vai um selo da AMPAQ – Associação Mineira dos Produtores de Cachaça de Qualidade. Como se vê, o conceito de qualidade pare­ ce estar se incorporando definitivamente à consciência dos produtores da bebida típi­ ca brasileira, para ganho próprio, do país e dos consumidores.

Nas miniaturas, hot stamping nos rótulos auto-adesivos

Em vez de talagadas, doses
A idéia de cachaça de qualidade era notável na Brasil Cachaça 2003, realizado em São Paulo. Aliás, o evento serviu de oportunidade para um lançamento “de aposta” no consistente avanço da tendência de transformação da bebida num hábito de requinte e prazer, distante do estigma do

STudio Ag

consumo que recai sobre contumazes “paus d’água”. A Saint­Gobain Embalagens, apresen­ tou em seu estande na feira, além de dife­ rentes modelos standard de garrafas de vidro para cachaça, uma miniatura de 50ml, ou dose única, no mesmo estilo das de outros aperitivos usualmente oferecidos em frigobares de hotéis e em motéis e lojas de conveniência. O rótulo é auto­adesivo, e o fechamento é feito com uma tampa de ros­ ca, de alumínio. Trata­se de uma apresenta­ ção para quem quer consumir uma boa aguardente de cana­de­açúcar em doses, não em talagadas de vulgares “mangua­ ças”. A embalagem “single serv” comple­ menta a linha de garrafas Cachaça Brasi­ leira da vidraria, que conta também com um recipiente de 750ml e outro de 1 litro. O lançamento no evento foi feito em par­ ceria com a agência Hi Design, que desen­ volveu o desenho do rótulo auto­adesivo, e com a Prodesmaq, que o imprimiu. O detalhe mais notável do rótulo é o empre­ go de hot­stamping em alto relevo, em tom cobre, “um diferencial para valer”, de acordo com Sílvia Baggio, da área comer­ cial da Prodesmaq. Segundo André Liberali, gerente comercial e de marketing da Saint­Go­ bain, a iniciativa do lançamento partiu da vidraria, sem que houvesse nenhuma enco­ menda feita por engarrafadores. A empre­ sa, ele conta, detectou que havia essa lacu­ na no fornecimento, ao observar o movi­ mento de melhora da qualidade da cachaça brasileira, aliado à percepção de cres­ Linha completa: 1 litro, 750ml e 50ml cente número de engarrafadores quan­ to à necessidade de usar em ba la gens compatíveis e dife­ renciadas. Foi uma aposta compensado­ ra: a Samba & Cana, da mineira Coocacha­ ça – Cooperativa da Cachaça, que já havia adotado os recipien­ tes grandes daquela linha, já está na minia­ tura de 50ml. “Outras 36 –cas tambémarca • mai 2003 tando”, reve­ EmbalagEmM mar já a estão ado

geléia para gente grande

Nada a dever à apresentação de similares importados Cisper (11) 6542-8076 www.cisper.com.br Metalgráfica Rojek (11) 4447-7900 www.rojek.com.br

hi Design (11) 3171-0378 Prodesmaq (19) 3876-9300 www.prodesmaq.com.br Saint-Gobain Embalagens (11) 3874-7626 www.sgembalagens.com.br

Dentro da tendência de adição de valor aos produtos por intermédio das embalagens, que ganha crescente ímpe­ to no Brasil, a Etti, controlada pela Par­ malat, está ampliando sua presença no mercado de geléias com o lançamento de sua linha Premium, direcionada ao público adulto interessado em consumir artigos de qualidade superior. Disponí­ veis nos sabores framboesa, pêssego e morango, preferidos pelos brasileiros, segundo pesquisas feitas pela empresa, as novas geléias são preparadas com polpa e pedaços de frutas e não têm con­ servantes, segundo informações do fabricante. Em condições não apenas de equipa­ rar­se, mas em muitos casos de superar a apresentação de geléias estrangeiras, a embalagem de vidro de 320 gramas do produto da Parmalat, produzida pela Cisper, tem design exclusivo, com altu­ ra e largura que facilitam o manuseio e acompanham as tendências internacio­ nais desse segmento. Desenvolvido pela vidraria, o pote concilia o visual com a funcionalidade. Uma espécie de “cinta”, que se destaca no corpo do recipiente, torna muito confortável a pega pelo con­ sumidor. Outro facilitador é o diâmetro da boca (64mm) do pote, cujo fecha­ mento é feito com tampa metálica Arjek 64, da Metalgráfica Rojek. As paredes são gravadas em relevo com imagens daquelas três frutas, de modo a que os potes possam ser utilizados para qual­ quer dos sabores.

FoToS: divulgAção

inovação em aço
Solúvel da Sara Lee vem em lata com formato novo na categoria
e recentemente desfru­ tou de lufadas de bons ventos, o setor vidreiro não perde por esperar investidas de outros materiais em categorias de produtos nas quais hoje navega em mar tran­ qüilo. É o caso da área de cafés solúveis, para não ir além de um exemplo. Nela, onde o vidro predo­ mina, poderá ocorrer uma migração para a embalagem de aço, pelo menos na previsão de Carlos Alber­ to Matarazzo, gerente de marketing da CBL – Companhia Brasileira de Latas, resultado da fusão da Mata­ razzo e da Rimet, em 2000. Ele se apóia no recente lançamento do café solúvel Pilão, da Sara Lee Cafés, numa lata com 60mm de diâmetro (“slim”) de 100 gramas, com sistema de fechamento tipo peel­off, desenvolvido em conjunto com a Poli Paper, de Guarulhos (SP), e bati­ zado de Pratik Seal. A CBL tem exclusivi­ dade de uso por cinco anos, e a Sara Lee, até junho próximo. Matarazzo descreve o que considera “uma série de vantagens” do conjunto. “Além de apresentar um design extremamente atraente no ponto­de­venda, devido tanto ao grafismo como à qualidade insuperável da impressão em litografia, é importante o atributo do preço”, ele diz.

S

Lata com diâmetro diferenciado pode vir a ser um novo paradigma no segmento de cafés

selo com impressão
Segundo o executivo, o Pratik Seal seria mais competitivo do que os selos existentes no mercado pelo fato de seus materiais – duas lâminas de alumínio e uma de polieti­ leno ou polipropileno – serem 100% nacio­ nais. Os similares são importados e, ao contrário do produzido pela Poli Paper, não aceitam impressão. Nestes, o aço do anel é tratado, para não oxidar. O gerente de mar­ keting da CBL destaca ainda que o produto agora lançado tem diâmetro de 60mm, medida que a concorrente não oferece, dis­

Benchmark (11) 3057-1222 www.bench.com.br CBl (11) 6090-5000 www.cbl.ind.br Poli Paper (11) 6412-3550 www.polipaper.com.br Tampaflex (11) 6163-8349 www.tampaflex.com.br

ponibilizando seus produtos em 73mm, 99mm e 127mm. Decididas a privilegiar a flexi­ bilidade, a CBL e a Poli Paper estão desenvolvendo outras medi­ das do Pratik Seal, da mesma for­ ma que desenvolveram a máquina aplicadora. Por ser feita no Brasil, com tecnologia 100% nacional, e por ser mais simples que os equi­ pamentos disponíveis, a máquina teria potencial para abrir espaço entre produtores menores. “Há incontáveis produtos que podem ser acondicionados em latas com medidas diferentes das que se tornaram padrão”, diz Matarazzo. “O setor de embalagens de aço, e a CBL dentro dele, estão se movimentan­ do para acabar com a imagem ultrapassada da lata, fruto de muito tempo de acomoda­ ção.” O executivo observa que “o que é velho é o formato tampa­e­fundo da lata de três peças”, mas a seu ver isso pode ser mudado, para começar, com design gráfico arrojado e com os avançados recursos que a litografia moderna permite. Com visual desenvolvido pela Benchmark Design Total, o exemplo apresentado é a própria lata do solúvel Pilão, nas versões Descafei­ nado, com sobretampa plástica azul, e Tra­ dicional, com sobretampa vermelha, forne­ cidas pela Tampaflex. Mas a CBL quer ultrapassar os limites do visual, para “atacar o shape” dos reci­ pientes, oferecendo diferentes medidas de abertura e novos perfis. “Temos hoje flexi­ bilidade para oferecer diferentes formatos, aberturas e alturas de latas que os concor­ rentes não conseguem”, afirma. A meta maior é substituir a lata de três peças, para atrair outras categorias de produtos além dos hoje predominantes em latas de duas peças, como patês. Ademais, há projetos para mesclar outros materiais ao aço.
mai 2003 • EmbalagEmMarca – 37

A qualidade Cong

Kits Presenteáveis

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Codificação com qualidade
A Sunnyvale está distribuindo no mercado brasileiro um novo equipa­ mento de codificação a laser da mar­ ca Domino. Trata­se da marcadora dSl 1, anunciada como uma alternativa que oferece maior definição de impressão para o mercado de emba­ lagens. voltado aos segmentos ali­ mentício, farmacêutico, de bebidas e higiene pessoal, o produto imprime em papel, papelão ondulado, plásti­ cos, vidro e metais pintados. A velo­ cidade máxima de impressão é de 396 metros por minuto. Segundo a Sunnyvale, a dSl 1 pode trabalhar integrada ao sistema opera­ cional Windows, de modo a permitir o uso de aplicativos que facilitem a criação de mensagens, logos ou deta­ lhes gráficos. O produto acompanha um teclado e um display colorido e permite mudanças na potência do laser de acordo com as necessida­ des de codificação.
www.sunnyvale.com.br (11) 3048-0197

Gestãointeligentede manufatura
Empresa do grupo Plastrom, a Ponto­ Software desenvolveu um aplicativo voltado à gestão de manufatura das empresas de celulose e papel. Batiza­ do de BfM (Boards for Manufactu­ ring), o programa tem como finalidade principal a diminuição de perdas, atra­ vés de suporte à decisão nos proces­ sos produtivos. “Relacionando infor­ mações de toda a programação das indústrias de celulose e papel, o BfM administra custos e otimiza a manufa­ tura dos produtos”, diz Wong Kum Ho, diretor da PontoSoftware Como define o executivo, o software, que se caracteriza por uma arquitetu­ ra aberta, visa aproximar os sistemas de gestão empresarial, também conhecidos como ERPs (Enterprise Resource Planing), do chão de fábri­ ca. “Ele é capaz de sugerir a gramatu­ ra que permite set­ups mais baratos”, exemplifica Wong, que já trabalhou na área de informática da Cia. Suzano de Papel e Celulose. Composto de cinco módulos distintos, o BfM custa entre 35 000 e 50 000 reais.
www.pontosoftware.com.br (11) 4197-0500

Agilidade remota direto do servidor
A Gutenberg Máquinas e Materiais Gráficos trouxe ao mercado brasileiro um aplicativo web multiplataforma, desenvolvido em parceria com a empresa Utility. Batizado de Gutenberg System, o produto visa atender às necessidades de gerenciamento de dados financeiros, de produção e orçamento de gráficas e birôs de todos os portes. Segundo a empresa, os usuários podem solicitar informações e acompanhar todo o processo produtivo remotamente. “A versatilidade deste novo aplicativo é resultado de uma linguagem que permite utilizar qualquer navegador para leitura dos seus scripts”, conta Marcelo Pimentel, gerente de Produto da Gutenberg. “A execução da tarefa é feita no servidor, e somente os resultados são lidos pelos navegadores.”
www.gutenberg.com.br (11) 3225-4400

O legado que mudou o rumo da humanidade
Criador do processo de impressão com caracteres móveis, o alemão Johann gutenberg, que viveu entre 1397 e 1468, foi responsável por invenções que mudaram o rumo não apenas do mundo gráfico, mas de toda a humanidade. Além da idéia dos tipos móveis, a ele se deve o aperfeiçoamento da prensa, máquina que até então só era utilizada para cunhar moedas, espremer uvas e fazer impressões em tecido. Para contar um pouco da trajetória desse revolucionário, a Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica) e a Conlatingraf (Confederação Latino­Americana da Indústria Gráfica) apoiaram a elaboração do livro “O Legado de Gutenberg”. Limitada a 5 000 exempla­ res, a obra não será vendida, apenas distribuída a personalida­ des. O exemplar número 1 foi entregue ao ex­presidente Fer­ nando Henrique Cardoso, no último dia 8 de maio, em São Paulo. O lançamento oficial do livro está previsto para junho.
www.abi­ raf.com.br­•­(11)­5087-7777 g

40 – EmbalagEmMarca • mai 2003

Papel sem máculas
Em tempos de desastres ambientais envolvendo a indús­ tria de celulose no Brasil, a Ripa­ sa está anunciando métodos de produção de papel mais amigá­ veis ecologicamente. A partir de investimentos de 250 milhões de dólares, a empresa implementou em sua unidade industrial de São Paulo uma tecnologia de bran­ queamento de celulose baseada na eliminação de cloro elementar. Conhecido pela sigla inglesa ECF (Elemental Chlorine Free), o método tem outras vantagens além do menor risco ambiental. Segundo a Ripasa, a tecnologia proporciona maiores níveis de alvura ao papel, impressões mais nítidas e melhor contraste entre as cores. Tudo sem comprometer a qualidade das fibras. Para transmitir a novidade aos consu­ midores, a empresa adotou auto­ adesivos fornecidos pela Novel­ print, e impressos com a marca Extreme White. Redondas, as eti­ quetas já podem ser vistas nas embalagens do Ripax Laser 75 g/m2.
www.ripasa.com.br 0800 160606 www.novelprint.com.br (11) 3768-4111

Compêndio ambiental, volume 1
Disposto a colocar a questão ambiental no centro das discussões da cadeia gráfica, o Sindigraf (Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo) desenvolveu o Guia Técnico Ambiental da Indústria Gráfica. Para dirimir dúvidas relativas à gestão de resíduos, o material discute desde o descarte dos panos utilizados em limpeza das máquinas, até temas mais complexos, como o controle ambiental sobre emissão atmosférica. Norteado por conceitos de desenvolvimento sustentado, o guia visa debater temas que aju­ dem o setor a produzir de maneira mais limpa. Para tanto, o presidente do Sindigraf, Sílvio Iso­ la, lembra que o traba­ lho está apenas come­ çando. Segundo ele, o projeto completo inclui a publicação de mais cinco manuais para o setor gráfico, no prazo de um ano e meio.
www.sindigraf.com.br (11) 4229-8611

Anunciadas novidades em CAD
A UniOpen/Ghl, empresa que desenvolve e distribui sistemas de CAD e CAM, está lançando a versão 2004 do software UniCAD. Trata-se de um sistema CAD paramétrico idealizado para facilitar o trabalho de projetistas através de dispositivos que solucionam diversos problemas de detalhamento, simulação de movimento, teste de colisão e geração automática de lista de materiais. O produto possui diversas ferramentas para projetos de desenho mecânico, o que o qualifica como um CAD mecânico (MCAD). O lançamento foi feito durante a Feifame (Feira internacional de Máquinas Ferramentas e Sistemas integrados de Manufatura), que aconteceu em São Paulo, entre os dias 12 e 17 de maio.
www.unicad.com.br (14) 227-8196

Reconhecimento ianque
A subsidiária da Heidelberg nos EUA recebeu no início de maio o NAPL 2003 Industry Award, prêmio anual promovido pela americana National Association for Printing Leadership. Entre os critérios que levaram à decisão está o desenvolvimen­ to de soluções que integram os proces­ sos de pré­impressão, impressão e aca­ bamento. Outro aspecto foi a oferta de cursos de especialização profissional. Nesse ponto, a Heidelberg vem atuando em conjunto com a própria NAPL em uma série de iniciativas de educação e desenvolvimento de mercado, como a realização dos estudos do Printing Eco­ nomics Research Center (PERC).
www.heidelberg.com.br (11) 3746-4450

mai 2003 • EmbalagEmMarca – 41

Pelo segundo ano consecutivo o Brasil é o campeão mundial de reciclagem de latas de alumínio. Segundo a Associação Brasileira do Alumínio (Abal), o país reciclou em 2002 87% das latinhas consumidas Ð cerca de nove bilhães de unidades.

rolos nacionalizados
O grupo alemão BHS Corrugated inaugurou em abril, na Cidade Industrial de Curitiba (PR), a sua pri­ meira fábrica de rolos corrugadores na América Latina. Sob o nome BHS South America/CRC América, a nova planta, fruto de investimentos de 2,5 milhões de dólares, tem capacidade produtiva anual de 120 pares de rolos corrugadores – produtos usa­ dos por indústrias de corrugados para ondular papelão. Segundo esti­ mativas da BHS, 60% da produção serão destinados à exportação para países da América Latina e parte dos Estados Unidos, enquanto 40% aten­ derão o mercado nacional. (41) 373-5005 www.bhs-corrugated.de

O volume é 2,6% maior que o de 2001, quando o Brasil superou o Japão. Os japoneses só divulgarão em julho o seu índice oficial de reciclagem, mas a Abal informar a liderança brasileira. Mais dois A SPP-Nemo, braço de comerciainaugurar mais dois centros de distribuição no interior paulista, nas cidades de Bauru e São José dos Campos, expansão que cus-

sinal verde para a orsa
As unidades fabris de Suzano (SP) e Manaus (AM) da Orsa Celulose, Papel e Embalagens foram recomendadas pela Sony do Brasil para a certificação Green Partnership. A multinacional japonesa fornece a certificação aos fornecedores que seguem uma política de produção ecologi­ camente correta. Defi­ nido com base em rigorosas legislações ambientais, o projeto Green Partnership determina metas para os fornecedores Sony, como a substituição de matérias­primas prejudiciais ao ambiente em seu pro­ cesso produtivo. Com o selo da parceria, a Orsa poderá fornecer suas embalagens a quaisquer unidades mundiais da Sony. (11) 4689-8700 www.grupoorsa. com.br

regionais. Atenção... Segundo estudo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o Brasil poderá ter um déficit de até 2,1 milhões de toneladas no fornecimento de eteno em 2010, caso não aumente a produção de nafta ou encontre alternativas para a produção do material, base de plásticos. ...à predição Tal projeção é condicionada a um crescimento anual médio 4,5% do PIB nacional. Numa previsão mais conservadora, com crescimento do PIB entre 2,5% e 3,5% anuais, também haverá déficit em 2010, de cerca de um

mais um troféu pela inovação
A lata com o fechamento Biplus, da Brasilata, recebeu da Organização Mundial de Embalagem (WPO), em 1 de abril, o prêmio WorldStar Award na categoria “Consumer household”. O troféu foi entregue à empresa na cidade de Barcelona, Espanha, num evento paralelo à feira de embalagem hispack 2003. Trata-se do segundo laurel internacional amealhado pela Biplus. Em fevereiro de 2002 a solução foi classificada com Prêmio Ouro no congresso internacional latinCan, no Rio de Janeiro. Aos que não conhecem o sistema, a lata Biplus possui uma segunda tampa de material plástico transparente, com lacre na forma de alça, o que facilita a preparação das colorações nas lojas especializadas, permitindo que o consumidor visualize a tonalidade escolhida.

(11) 3611-8122 www.brasilata. com.br

42 – EmbalagEmMarca • abr 2003

Novas opções de bisnagas
A Cebal Brasil, empresa do grupo Pechiney, está lançando a Cebalcap com hot stamping na tampa. O produto visa oferecer ao mercado uma opção de pós-decoração que agregue charme, sofisticação e requinte ao produto final. Segundo o fabricante, a embalagem é recomendada para cosméticos de luxo, e está disponível em tons dourados e prateados em tubos com três diâmetros: 35, 40 e 50 mm. Ainda de acordo com a Cebal, a bisnaga é a única do mercado brasileiro que garante alinhamento da aber tura da tampa com a parte frontal da embalagem.

(11) 4723-4700 www.cebalbrasil.com.br

concentração em vocações
A Sig Combibloc anunciou a venda do seu negócio de embalagens para produtos frescos, com base no Rei­ no Unido, para a norueguesa Elo­ pak. As embalagens posicionadas para esse mercado, chamadas de Bowpak, eram fornecidas para os mercados do Reino Unido, Irlanda e Europa Central. Segundo a Sig Combibloc, a venda lhe permitirá a concentração no fornecimento de soluções em embalagens cartona­ das assépticas para produtos lác­ teos, bebidas e alimentos em todo o mundo. A empresa, que emprega mundialmente cerca de 3 700 pes­ soas, bateu seu recorde de vendas em 2002, com faturamento de 939 milhões de Euros. www.sigcombibloc.com

potes novos e versáteis

internacionalização da dil
Fundada em 1961 e tida como a primeira consultoria de design de embala­ gens do Brasil, a DIL está mudando a sua marca para DIL Brands. A troca é um reflexo da decisão da empresa em se internacionalizar definitivamente, por ter assumido contratos de companhias que atendem países do Cone Sul (Brasil, Argentina e Chile). A DIL Brands passa a atuar em escritórios em São Paulo, em Santiago do Chile e em Buenos Aires, ligados a uma rede internacional com sedes em Nova Iorque, Barcelona, Amsterdã e Londres. Nas últimas duas cidades, há uma coligação com agência Design Bridge. “Nossa estratégia de internacionalização acompanha a crescente atomização das atividades de empresas multinacionais que atendemos”, afirma Antonio Muniz Simas, titular da DIL Brands em São Paulo. (11) 3086-2466 www.dilbrands.com

Estendendo sua linha de produtos para o mercado alimentício, a Plásticos Formar está lançando dois novos produtos. São os potes termoformados de PET FPQ 250 e FPQ 500, que trazem um design de linhas retas. Segundo Filipe Carrieri, da área de marketing da empresa, os potes, com volumes respectivos de 350ml e 500ml, têm formação articulada entre tampa e berço para travamento per fei­ to, possuem espaço para rotula­ gem e são paletizáveis. Os princi­ pais mercados para as novidades são frutas secas, biscoitos, condi­ mentos, candies e bombons. (11) 4056-3655 • www.formar.com.br

latas brasileiras em alta no mercado internacional
Redesenhadas e dotadas de novos e práticos siste­ mas de fechamento, além de estruturas cada vez mais resistentes, algumas latas de aço fei tas por indústrias brasileiras estão ganhando crescente reco­ nhecimento fora do país. Em linhas gerais, pode­se dizer que o sucesso tem se dado por duas vias: expan são de ven das e ganho de reconhecimento entre especialistas. A fabri­ cante Bertin, por exemplo, aumentou as exportações e teve crescimento de 35% no ano passado, alcan­ çando faturamento global de 240 milhões de reais. No campo das premiações inter nacionais, não faltam aos fabricantes nacionais de em ba la gens de aço motivos para comemorar. Com a lata KPO, que tem so bre tam pa plás ti ca e estrutura metálica reforça­ da, a Prada recentemente faturou o primeiro lugar na categoria General Line do Latin Can 2003, que acon­ teceu no início de março, em Can cún, Mé xi co. Se gun do a em pre sa, a embalagem foi considera­ da a mais original do even­ to, tributo que, além do troféu, lhe valeu um qua­ dro pintado por artistas holandeses.

setor de máquinas da Ferrostaal do brasil agora na ipp
A Ferrostaal do Brasil está transferindo seu setor de máquinas para outra empresa do grupo Man Ferrostaal, a iPP – intergrafica Print & Pack, representante de máquinas e equipamentos gráficos no País. A iPP representa 30 das maiores marcas mundiais da indústria gráfica, como Man Roland, Esko-Graphics, Ryobi, Nilpeter, Kolbus, Steineman, Manugraph e Duplo. Todos os clientes da Ferrostaal passam a ser atendidos pela iPP, sem alterações. A sede deste setor da Ferrostaal permanece no mesmo endereço (Av. das Nações Unidas, 22.351, São Paulo). O telefone mudou para

(11) 5522-5999.

solução para a proteção de enrolamentos de metal
As empresas e as processadoras de aço e outros metais poderão benefi­ ciar­se de um novo material para a embalagem de enrolamentos. A empresa britânica BSK projetou o “Coil Wrap” (Capa para Enrolamentos) para uso em máquinas de embalagem, e afirma que o seu material é mais resis­ tente e fácil de aplicar, reduzindo o tempo de embalagem e oferecendo proteção adequada aos enrolamentos. Cada camada fica selada à próxima, não deixando que o adesivo entre em contato com o enrolamento de metal. Isto significa que o enrolamento enca­ pado fica totalmente protegido contra a umidade, a poeira e a sujeira. A BSK afirma que, como o enrolamen­ to fica protegido, qualquer aplicação prévia de anti­corrosivo terá 100% de eficácia. Diferentemente da embalagem por película, o Coil Wrap é aplicado numa única camada. Outras vantagens são melhor apresentação e possibilidade de imprimir o logotipo ou mensagem da empresa na embalagem. Contato no consulado britânico: Fer­ nanda Gomes, tel. (11) 3094-2724, e­mail: fernanda.gomes@fco.gov.uk.

popai brasil lança novo site
Já está no ar o novo site do Popai Brasil – Point of Purchase Advertising Interna­ tional – com novidades e informações técnicas sobre merchandising, dicas e resultados de pesquisas sobre o impac­ to do ponto­de­venda na decisão de compra. Um dos destaques é a “Linha do Tempo do Merchandising” que pro­ porciona ao internauta a possibilidade de viajar pela história da propaganda com imagens de peças, displays e dados sobre a evolução desse mercado. Também há a descrição das atividades desenvolvidas pelo Popai, como pales­ tras, workshops e cursos, entre outros serviços. www.popaibrasil.com.br

mai 2003 • EmbalagEmMarca – 45

Bio-Médicin troca de embalagem

Água de Cheiro em PVC
A Água de Cheiro acaba de lançar no mercado a Linha SBA – Spa do Banho, composta por três diferentes produtos. A linha, desenvolvida para mulheres de 25 a 40 anos, tem embalagens em PVC transparentes e resistentes, em formato arredon­ dado. Os produtos são Óleo Bifásico Corporal (250ml), Banho de Espuma (250ml) e Sais de Banho (290g). O design do produto é da New Design, as embalagens são ABPlast, com tampas de polipropileno coberto por uma capa metálica fei­ tas pela Bristol. A caixa de papel cartão que envolve a embalagem é fabricada pela Kin Gráfica.

Kovak Ice ganha garrafa exclusiva
A Kovak Ice, soda alcoólica As necessidades de mercado como preço e demanda estimula­ ram os Laboratórios Bio­Médicin a procurar uma alternativa para as embalagens de seus produtos, em função da alta do dólar no final de 2002. Na busca por novos forne­ cedores, a Bio­Médicin optou pela troca da embalagem pump, fabri­ cada pela Neumann, pela bisnaga, produzida pela Embale, conse­ guindo redução de custos. O resultado é que o consumidor leva 50 gramas a mais na nova emba­ lagem. Antes com a embalagem pump os produtos envasados tinham 150 gramas e com a embalagem bisnaga passam a ter 200 gramas, sem aumentar o pre­ ço final do produto. A troca de embalagens começou pelos produtos corporais (gel redutor, emulsão regeneradora e anti­estrias) e em seguida será estendida a outros produtos. O rótulo do pump foi substituído pela impressão direta na bisnaga. gaseificada do Grupo Thoquino, ganhou nova embalagem. Pro­ duzida pela Cisper, a garrafa tem design exclusivo, mais moder no, e segue uma tendên­ cia mundial. Outra mudança é que agora a bebida vem em garrafa de 275ml. O rótulo tam­ bém ganhou cores mais fortes.

LU TriUnfo renova imagem e ampLia mix
A marca lU Triunfo, da Danone, está expandindo sua linha de produtos. Os onze novos itens – entre eles os Recheados, os Wafers, o integral, a linha Ritz de salgados e os Palitos de Chocolate – e os tradicionais Cream Cracker, Água e Sal, Água, maisena e Maisena Chocolate estão com embalagens com nova identidade visual, assinada pela agência francesa Team Créatif. Uma faixa larga centralizada, junto à foto do biscoito, identifica o sabor e facilita o reconhecimento do produto. O logotipo lU, por sua vez, passa a ser vermelho e incorpora o conceito de “Tradição e Qualidade” da marca. A inapel é a produtora das embalagens da marca.

46 – EmbalagEmMarca • mai 2003

A criatividade
Diversidade em lançamentos – e embalagens
A Chlorophylla está com diversos lançamentos, entre eles a linha de sabo­ netes Frutas da Amazônia, nas fra­ grâncias açaí, cupuaçu, pitanga e manga. Os produtos são envoltos por um filme transparente e levam rótulo

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adesivo da Full Stop Estampas. outro destaque é o Mini Kit Pé na Estrada, composto por miniaturas de produtos da empresa, como xampus, sabone­ tes líquido, condicionador, desodoran­ te e hidratante. O conjunto de frasqui­ nhos de 25ml, fornecido pela Her­ plast, é vendido em uma pequena nécessaire da Premier Bolsas. Fecha os lançamentos a colônia feminina Georgia Intense, numa apresentação esmerada: o frasco de vidro, confec­ cionado pela Wheaton e decorado pela Deda Decorações, leva tampa da Fadin e é acondicionado em um car­ tucho da Kingraf.

Sopas em sachês aluminizados
A Knorr lançou uma nova linha de sopas instantâneas. São seis sabores na linha regular (Tomate, Feijão com Bacon, Frango com Legumes, Carne com Legumes, Cebola e Creme de Queijo) e três na linha light (Frango com Vege­ tais, Carne com Vegetais e Legu­ mes), acondicionadas em emba­ lagens individuais, para o prepa­ ro de porções de 200ml. A Inapel é a responsável pelos sachês alu­ minizados dos produtos.

Crystal com identidade renovada
A cerveja Crystal Beer chega ao mercado com nova identidade visual criada pela a10 Design. O diamante, símbolo da Crystal presente nos antigos rótulos, foi substituído por um brilho no alto da faixa que traz o nome da cerveja. Os rótulos ficaram redondos, com tons de amarelo e vermelho mais escuros que os anteriores. As cevadas foram redesenhadas de forma mais delicada e a inscrição “Cerveja Pilsen”, ganhou destaque no alto do rótulo, agora na cor vermelha. A nova marca foi também reproduzida no selo de proteção das latas, com a mesma faixa vermelha presente no rótulo e a inscrição da palavra Beer. O selo de alumínio que veda a lata faz com que o bocal e o anel fiquem cobertos (ver EmbalagEmmarca 42).

AmBev comemora três anos
A AmBev – Companhia de Bebidas das Américas – completa três anos e comemora a consolidação da empresa Omo uma “multinacional verde e amarela” com o lançamento de 2,5 milhões de latas comemorativas do Guaraná Antarctica em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo horizonte e Curitiba. Decorada com a bandeira do Brasil, com destaque para a palavra “progresso”, a latinha ressalta ao lado a frase “AmBev 3 anos de conquistas”.

Mais um na família
Dove Firm Intense é a novidade da Unilever Higiene e Beleza no seg­ mento de produtos para a pele. Trata­se de uma loção firmadora com colá­ geno e vitaminas essen­ ciais, que hidrata e com­ bate o aparecimento da flacidez. O produto está chegando às gôndolas no já conhecido frasco exclu­ sivo da marca, que é pro­ duzido pela Sinimplast.

Café Melitta com novo visual
arcor faz parceria com ibama
Para agregar mais valor à linha de chocolates Tortu­ guita e representar a par­ ceria que a Arcor do Brasil firmou com o Projeto Tamar, do Ibama, a empresa criou uma perso­ nagem especial, a Tortu­ guita Taminha. Essa sim­ pática tartaruga marinha chega com a missão de divertir, informar e sensibi­ lizar as crianças para uma maior consciência ambien­ tal, em especial, na pre­ servação das águas. Parte da receita das vendas do produto será destinada à manutenção da base do Projeto Tamar de Ubatuba (SP) e à criação da campa­ nha “Amigos do Mar” com conteúdo sobre educação ambiental dirigida a edu­ cadores, alunos de primei­ ra a quarta séries e consu­ midores mirins em geral. Com formato de tartaruga marinha, desenvolvido em parceria com a equipe técnica do Projeto Tamar, a Tortuguita Taminha pode ser encontrada no sabor chocolate ao leite em caixas display com 24 unidades para o varejo e embalagem promocional com quatro unidades para lojas de auto­serviços.

A M Design desenvol­ veu um novo padrão gráfico para as linhas do Café Melitta “Torra­ do e Moído” e “Em Grãos”. O conceito desenvolvido pela agência segue o posi­ cionamento inter na­ cional da marca, fun­ damentado no prazer de degustar a bebida. A roupagem, em for­ mato de saco valvula­ do para o tipo Spresso e a vácuo para os demais tipos, reproduz uma atmosfera intimis­

ta através da aplica­ ção de fotos. Na parte frontal, aparecem detalhes em close do café pronto para o consumo. O verde e ver melho tradicionalmente rela­ cionados à marca continuam presentes na embalagem e na logomarca, que rece­ beu um pouco de lumi­ nosidade. O fundo apresenta cores dife­ rentes para ressaltar as especialidades de cada tipo de café. mai 2003 • EmbalagEmMarca – 49

Caríssimos, os sabonetes ingleses de glicerina com odor de rosas, como o Pear’s Soap, eram xodós das famí­ lias abastadas da região Norte do Brasil nas primeiras décadas do século passado. Pudera: nessa época, não havia um produto nacional simi­ lar. Ao notarem isso, os imigrantes portugueses Mário e Antônio Santia­ go, comerciantes de cigarros, resol­ veram criar um sabonete de luxo brasileiro. Lançado em 1930, o Phe­

Lugar ao sol garantido

Almanaque

bo aos poucos conquistou Manaus, Belém e o resto do país. Nos anos 80, a marca foi comprada pela Proc­ ter & Gamble e, logo depois, repas­ sada à Sara Lee. Apesar desses per­ calços, a embalagem do produto mantém até hoje seu principal cha­ mariz, o nome Phebo em tipografia rebuscada, em versal/versalete com o P rebaixado, inserido num selo oval ornado por um florão. Em tem­ po: Phebo é o deus grego do Sol.

Um por todos, todos por um
Na História, os brasões sempre tiveram papel de distinguir classes, numa moda que passou a vicejar sobretudo a partir da época medieval. Áreas como as de papel e de impressão também tiveram símbolos para suas agremiações e corporações de ofício. Reproduzimos, abaixo, alguns deles. As imagens e descrições são cortesia da Brasilcote.

 Emblema dos Papeleiros Na idade medieval, os papeleiros, assim como os impressores tipográficos e encaderna­ dores, eram considerados integrantes do grêmio dos pintores e desenhistas. O santo deles era São Lucas, que, segundo lenda, estava sempre acompanhado por um boi alado. A cabeça do boi é uma das mais antigas marcas de papel. As impressões bíblicas de Gutenberg no ano de 1455 foram executadas sobre papéis que levavam essa marca. Os três retângulos no escudo simbolizam folhas de papel. Emblema dos impressores tipográficos, tipógrafos e fotocomponedores  O brasão com a águia de duas cabeças, que tem na garra esquerda um porta­manuscri­ to e na direita um componedor, foi outorgado aos impressores tipográficos e tipógrafos em 1470, pelo imperador Federico III. Em 1650, o imperador Ferdinando I acrescentou a ave grifo, que tem nas suas garras dois entintadores, ferramenta fundamental dos impressores antigos.  Brasão dos litógrafos, impressores litográficos e de off-set O escudo da esquerda representa as ferramentas dos litógrafos e contém duas áreas com as letras SNE, lembrando o inventor da litografia, Alois Senefelder. No escudo da direi­ ta encontram­se o rolo, a almofada para entintar e a pedra de cal. O elmo tem na parte superior um heraldo que mostra o brasão dos pintores. A legenda no pé, “Saxa Loquun­ tur”, significa “pedras que falam”. O brasão, do austríaco Ferdinand West, é de 1879, e foi o vencedor de um concurso da revista oficial dos litógrafos e impressores litográficos de Viena. Emblema dos fotogravadores e gravadores de clichês  O brasão simboliza, à direita, um garrafão de ácido, e à esquerda um rolo para tinta. O sol nascente representa a luz usada na cópia. Os girassóis simbolizam o material que será exposto à luz, copiado ou sensibilizado. A legenda “In Luce Mundus” significa “na luz está o mundo”. O brasão foi criado pelo pintor Franz Stuck, de Munique, no ano de 1884.

50 – EmbalagEmMarca • mai 2003

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