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8 de Janeiro de 2010 Português é agora sétimo da geral mas ainda o melhor dos Mitsubishi Falha nos travões, erro

de navegação e saída de pista justificam atraso na etapa

O dia mais longo e difícil para Carlos Sousa
Depois de uma actuação em crescendo que lhe permitiu chegar a um excelente quarto lugar da geral, a sétima e mais temida etapa do Argentina-Chile Dakar 2010 traiu as aspirações de Carlos Sousa. Na realidade, uma falha nos travões do Mitsubishi e um erro de navegação ajudam a explicar o muito tempo perdido nos quase 600 quilómetros cronometrados que constituíram a especial – a mais longa e dura desta edição – com o português a quedar-se pelo 17º tempo e a ser relegado do quarto para o sétimo lugar da geral. Um resultado que, apesar de tudo, lhe permite encarar com optimismo a segunda metade da prova, até pelo facto da equipa ter ainda mais tempo para reparar o seu Mitsubishi. É que amanhã (sábado) é dia de descanso para os concorrentes do mais duro e imprevisível rali do mundo. Manda a tradição que, mesmo antes da jornada de descanso, a etapa seja a mais longa e extenuante de todo o programa competitivo, como que num derradeiro teste à capacidade de sofrimento das equipas e à resistência e fiabilidade de algumas mecânicas. Este ano não foi excepção e o tortuoso caminho de regresso a Antofagasta encarregou-se de provar isso mesmo, com perto de 600 quilómetros cronometrados de pistas que tanto permitiram explorar o sentido de orientação dos co-pilotos nas montanhas de areia fina como também a destreza dos condutores nos traiçoeiros blocos de sal do meio da etapa ou nos rápidos estradões que antecediam a chegada desde longo dia – o mais amargo de todos para Carlos Sousa. Com uma notável e sólida actuação desde o primeiro dia, o português vinha fazendo um rali em crescendo, chegando a sexto à terceira etapa, a quinto dois dias depois e finalmente a quarto à chegada da etapa de ontem. Sempre cauteloso, Carlos Sousa alertava sempre para o facto de o rali estar ainda muito longe do fim, sendo ainda fundamental vencer a etapa anterior ao dia do descanso sem problemas… Só que nada disso aconteceu: “Foi um dia mau, pleno de azares”, desabafou o piloto à chegada a Antofagasta, após quase sete horas e meia de condução.

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“Começou mal logo de início, com um problema nos travões a atrasar-nos bastante. Tentámos minimizá-lo com uma condução mais defensiva, mas acabámos por ficar mesmo sem travões antes de chegada à neutralização da etapa, cerca do km 177. Na ligação até ao recomeço da especial, conseguimos reparar parte da avaria com a ajuda do (Guilherme) Spinelli, anulando o circuito numa das rodas, embora chegando já 10 minutos atrasado à partida”, explica Carlos Sousa. “Mas isso nem foi o pior. Depois do recomeço da especial, um erro de navegação levou-nos para uma zona de montanhas. Num dos topos, e para evitar o carro de um concorrente que dava meia volta, acabei por cair por uma dessas montanhas e perder mais de uma hora até conseguir regressar à pista. Cheguei a pensar que o rali terminaria ali, pelo que mesmo perdendo hoje três lugares na classificação, só posso estar satisfeito por ter conseguido terminar”, reforçou o português. “Agora é recuperar totalmente o carro amanhã e começar a pensar que falta ainda mais meio rali para cumprir. E a partir daqui já não há lugar a outra estratégia: dar o máximo a cada etapa e tentar chegar o mais á frente possível na classificação geral”, conclui o melhor dos representantes da Mitsubishi neste Dakar e o único dos estreantes neste novo formato a figurar nos 12 primeiros lugares da geral provisória. GERAL APÓS ETAPA 7 1º Sainz Volkswagen 2º Al-Attiyah Volkswagen 3º Miller Volkswagen 4º Chichérit BMW 5º Peterhansel BMW 6º Holowczyc Nissan 7º SOUSA Mitsubishi

26h21m23s + 11m03s + 22m06s + 2h02m54s + 2h03m10s + 2h20m58s + 3h08m58s

CURIOSIDADE DO DIA Apesar de ter atravessado o Atlântico e descoberto um novo continente, o impacto do Dakar segue inabalável mesmo na América do Sul. O conjunto de estudos realizados após a última edição do rali sugere mesmo que o Dakar foi o “evento promocional mais importante de toda a história da Argentina e do Chile”, com 95 por cento dos entrevistados a revelarem-se “orgulhosos” por receberem o Dakar. O mesmo estudo revela também que 3 milhões de espectadores seguiram o rali na estrada e 800 mil assistiram à partida em Buenos Aires. Impressionante é também a repercussão mediática: foram difundidas mais de 1.130 horas de imagens para 189 países, incluindo Portugal, para uma audiência estimada em mais de 2,2 milhões de telespectadores. Com um aumento de 60 por cento relativamente a 2007, o site oficial do Dakar (www.dakar.com) registou 2,9 milhões de visitantes únicos. Finalmente, o impacto directo na economia dos dois países foi calculado em 57 milhões de euros.

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