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O CEGO QUE GUIA OUTRO CEGO

Texto: Lc 6.30-42
1. Quem é o cego que guia outro cego?
a. É a pessoa que ocupa uma posição de mestre, mas que não vive o que ensina.
b. É o líder que cobra atitutes de seus liderados que ele mesmo não toma.
c. É o pai que exige dos filhos aquilo em que ele não dá o exemplo.
d. É aquele que vive segundo a filosofia: faça o que eu digo, mas não faça o que eu
faço.
2. O discípulo não está acima do seu mestre, mas pode ser como seu mestre.
a. Jesus está falando de sua relação com os seus discípulos.
b. Há uma diferença entre os discípulos de Jesus e os discípulos dos rabinos dos
tempos de Jesus.
c. Os discípulos dos rabinos estavam vinculados aos seus mestres até ao dia em que
eles mesmos se tornariam mestre e teriam seus próprios discípulos.
c. Os discípulos de Jesus jamais se desvinculam de seu mestre e jamais deixam de ser
discípulos.
d. Os discípulos dos rabinos tods tempos de Cristo se relacionam com seus mestres
apenas na condição de aprendizes.
e. Os discipulos de Cristo se relacionam com ele como discípulos e como servos.
f. Por essas características desses modelos de discipulado podemos dizer que os
objetivos dos discipulos de Cristo são diferentes dos objetivos dos discpipulos dos
rabinos de seu tempo.
f.1. Os discípulos dos rabinos tem objetivos de aprenderem tudo que puderem para se
tornarem independentes de seus mestres, fazerem seus próprios discípulos e seguirem
uma trajetória própria. Quem sabe se tornar maiores que seu mestres.
f.2. Os discípúlos de Cristo quanto mais aprendem de seu mestre mais dependentes se
tornam dele. Seu objetivo é fazer discípulos não para si mesmos, mas para Jesus.
Sabem que podem e devem ter como alvo tornarem-se semelhantes a seu mestre, mas
nunca se tornarão maiores que ele.
3. O argueiro no olho do irmão e atrave no meu olho.
a. Todos nós temos defeitos e cometemos falhas.
b. Alguns de nossos defeitos e algumas falhas que nós cometemos são percebidos
pelos outros enquanto nós achamos que está tudo bem.
c. A Jesus não nos proíbe aqui de confrontarmos nossos irmãos em relação erros ou
defeitos. Pelo contrário a Bíblia fala que, como irmãos, nós devemos exortar uns aos
outros. Hb 3.13; I Ts 5.13-14;
d. Na verdade nós precisamos uns dos outros também nesse sentido.
e. Essa é uma dimensão importante da disciplica cristã. Não estamos acima do bem

preciso ter humildade de aceitar a disciplina que vem da igreja ou dos meus irmãos. j. Quando exortamos o irmão sem esse auto-exame nos tornamos como os fariseus. . Ou seja. g. O que Jesus Cristo censura aqui nesse texto é disciplina ou correção hipócrita. misericórdia e graça.ou do mal. amor. Quando cometermos alguma falha e se algum defeito nosso está interferido na vida comunitária ou no progresso da obra do Senhor. Não posso exortar meu irmão sem antes fazer um auto-exame. Quando agimos assim estamos imitando a Cristo. h. para exercer esse papel dentro da igreja cada um de nós precisa de uma boa dose de honestidade e auto-conhecimento. Portanto. i. f. Essa prática disciplinar da igreja precisa ainda ser muito bem dosada com o real interesse de ver o irmão crescer e ser aplicada com humildade. cego que guiam cegos. demonstramos que estamos nos tornando semelhantes a nosso mestre.