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CANCLINI, Nestor Garcia. Quem fala e em qual lugar: sujeitos simulados e pósconstrutivismo. In: Diferentes, desiguais e desconectados.Trad.

Luiz Sérgio Henriques.
Rio de Janeiro: UFRJ, 2005.
Desconstrução do sujeito, num momento em que mais se erguem sujeitos
individuais, étnicos, nacionais, de classe e de gênero;
SUJEITOS SIMULADOS




Desconstrução
da
subjetividade
por
procedimentos
genéricos
e
sociocomunicacionais que favorecem a invenção e a simulação de sujeitos;
Jogos com personalidades inventadas e desresponsabilização dos sujeitos
individuais e coletivos – Richard Sennett (2000);
Entra em questão o problema da representação: o entusiasmo pós-moderno pela
ficcionalização do sujeito e seus contextos lúdicos e de risco;
O travestimento identitário não é modelo para todos;
Não se trata de negar o que imaginamos do real quando nos representamos na
linguagem; trata-se de achar formas empiricamente identificáveis, não só
discursivamente imaginadas, de subjetividade e alteridade;

A DESCONSTRUÇÃO MODERNA








Séc. XIX e XX: instabilidade da noção de sujeito decorre do desprestígio da
consciência (p. 189);
Marx, Nietzsche e Freud: saber ‘contra’ a consciência;
Marx: consciência como produto social ( relações materiais de produção e interesses
de classes);
Nietzsche: genealogia da moral e a falsidade dos valores consagrados pela cultura
européia;
Freud: projeto psicanalítico de descentramento do eu;
Desconstruções acabam com as pretensões dos sujeitos individuais de falar e atuar a
partir de uma ilha, de um eu soberano – projetos modernos de mudança;
Muda-se o léxico: consciência, o sujeito e a liberdade, cedeu lugar , a partir da
década de 60, ao descobrimento e à análise das regras, das estruturas e dos códigos
que nos constituem;
Estruturalismo contribui para abolir o sujeito consciente ou convertê-lo num
fenômeno residual ( p. 191);
Modelo lingüístico saussuriano exportado para a antropologia, a psicanálise e outras
ciências: uma concepção de saber que excluía o sujeito da experiência;

O QUE FAZER COM AS RUÍNAS



Questões que impulsionaram novas abordagens para o tratamento da subjetividade:
Julia Kristeva, Noam Chomsky e Paul Ricoeur;
Noam Chomsky: aspectos criadores e semânticos no uso da língua;
Julia Kristeva: o papel do sujeito da enunciação – fraturado entre o consciente e o
incosnciente;
Paul Ricoeur: revalidou o aspecto criador dos sujeitos falantes, ao entender a
linguagem mais como produção do que como produto;

intercâmbios financeiro globalizados. mais vulnerabilidade do que aventura. Bourdieu: compreender a interação entre as estruturas estruturantes com as quais a sociedade configura sujeitos. para os quais migrar produz mais desenraizamento do que libertação. Nessa conjuntura duas questões se destacam: falar de sujeitos interculturais num mundo globalizado. literários ou artísticos façam um trabalho cientificamente consistente não é representar a voz dos silenciados. baseado nas experiências de migrantes. globalização e as condições tecnológicas e culturias q agora tornam móveis e flutuantes (e por isso incertas) formação e permanência dos sujeitos.     Reencontrar os sujeitos nos movimentos sociais: reformulações do pensamento marxista: Manuel castell. Para estes deslocados e deslocadas. SUJEITOS PERIFÉRICOS    Para situar quem fala e de onde o faz: explicitar o lugar geopolítico e geocultural da emancipação. familiares. Conseqüências desta nova condição intercultural e transnacional da subjetividade: as dificuldades de manifestar-se como cidadania. Categorias de contradição e conflito estão no núcleo deste modo de conceber a investigação. étnicos. SUJEITOS INTERCULTURAIS       Identidades dos sujeitos formadas em processos interétnicos e internacionais. os fluxos de mensagens e bens que possibilitam a experiência nômade (crítica à noção de desterritorialização de Deleuze. e as respostas dos suejitos a partir de práticas (Ver p. entre fluxos produzidos pelas tecnologias e as corporações multinacionais. ter direitos e Enfrentar violências. repertórios de imagens e informação criados para serem distribuídos a todos os planetas pelas indústrias culturais. mas entender e nomear os lugares nos quais suas demandas ou sua vida cotidiana entram em conflito com os outros. por meio de HABITUS. Guattari. 196) Bourdieu não distingue práticas ( como execução ou reinterpretação do habitus) e a práxis ( transformação da conduta pra a transformação das estruturas objetivas). O pensamento pós-moderno redefine os sujeitos como nômades. Para que especialistas em estudos culturais. ser sujeito tem a ver com a busca de novas formas de pertencer. mais solidão do que enriquecimento por multiplicação de pertencimento. Pierre Bourdieu e o encontro com os sujeitos coletivos. O aumento da heterogeneidade e a instabilidade de referências podem ser trabalhadas em dois registros: o pós-modernismo filosófico e a globalização socioeconômica e tecnológica. . Falar de sujeito reelaborando tal noção: um lugar ao mesmo tempo condicionado e criador. artistas e exilados sem levar em consideração as estruturas socioeconômicas e culturais. Em raros autores pós-modernos registram-se como parte das transformações os dramas dos sujeitos individuais. por exemplo. No relato de migrantes pobres e políticos. a abertura multicultural da nossa época globalizada não se faz acompanhar de estruturas e leis que garantam segurança social a quem migra ou vai e volta por sociedades diversas. Lyotard).

. transformar e ser transformado. nos lugares em que os suejitos podem falar e atuar. Trata-se de colocar-se nas interseções. converter os condicionamentos em oportunidades para exercer a cidadania.