ÍNDICES ZOOTÉCNICOS PARA PRODUÇÃO DE BOVINOS DE CARNE José Aurélio Garcia Bergmann Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas

Gerais Caixa Postal, 567 - 30.123-970 - Belo Horizonte, MG - Brasil Bergmann@dedalus.lcc.ufmg.br Introdução Cada criador tem uma lista pessoal de índices, ou características, que consideram úteis para seu programa de melhoramento. A importância atribuída a cada característica também varia entre criadores. Para quem trabalha com a fase de cria e produz bezerros para venda, por exemplo, o peso à desmama e o número de bezerros por vaca determinam sua renda bruta. Estes índices são influenciados, por sua vez, pela habilidade materna, pelas taxas reprodutivas e pela facilidade de parto. O custo primário envolvido nessa fase contabilizaria, principalmente, os custos para mantença das vacas adultas. Para quem recria, recria e engorda animais, o ganho de peso da desmama até o abate e a musculosidade têm grande importância. Por outro lado, a indústria preocupa-se com características de qualidade (maciez, acabamento, marmoreio, entre outras). Deve-se considerar, também, que a decisão de incluir, ou não, determinada característica em programa de melhoramento depende da importância econômica, do potencial para ganho genético, dos custos de sua medição e dos interesses particulares de cada segmento da cadeia produtiva. Todo esse cenário faz com que o produtor de bovinos de carne dos dias de hoje tenha o mesmo dilema de um motorista de carro sem mapa dirigindo em uma ampla auto-estrada, repleta de sinais luminosos e com saídas para vários destinos. Cada um desses sinais representa algo, vários deles indicam as especificidades dos diferentes sistemas de produção. Seguindo pelo caminho aparecem alguns sinais direcionando para o mercado: “o da uniformidade”, “o da qualidade” e o “do custo de produção”. Também fazem parte do elenco aqueles sinais criados, ou desenvolvidos, pelo meio técnico, como “o das mudanças na musculosidade”, “das mudanças no ganho em peso”, “das mudanças no peso corporal”, “da precocidade sexual”, “da velocidade de acabamento”, “do número de dias para alguma coisa”, “da ciclicidade reprodutiva”, “da maciez da carne”, “do marmoreio” etc etc. Mais à frente surgem alguns sinais, ainda mais acadêmicos, como os “da avaliação genética”, “das DEPs”, “das acurácias”, “dos valores econômicos”, e continua o caminho. No final da estrada uma grande placa diz “mantenha sua atividade lucrativa, sobreviva e ganhe dinheiro”. O produtor, reles mortal, fica confuso, pois, aparentemente, cada segmento da meio produtor e, ou, comprador diz a ele para tomar determinada direção, seguir determinado sinal, no sentido de mudar seus animais para as necessidades de um mercado específico. A quem o produtor deve ouvir? Qual caminho deve seguir? Não existe resposta única para estas indagações e este trabalho não a almeja. Aqui serão apresentados, de forma bastante simples, algumas características que são, em maior ou menor intensidade, utilizadas como índices zootécnicos visando a seleção para produção de bovinos de corte. Na apresentação oral, serão abordados aspectos práticos sobre os “caminhos da seleção” ao nível das fazendas. Características indicadoras da atividade reprodutiva As características associadas à reprodução são consideradas como as mais importantes para produção de bovinos de carne. Rebanhos detentores de alta fertilidade possuem maior disponibilidade de animais, tanto para venda como para seleção, permitindo maior intensidade seletiva e, consequentemente, progressos genéticos mais elevados e maior lucratividade (Bergmann, 1993).

A reprodução é um processo complexo e a seleção direta para características ligadas à reprodução é, muitas vezes, difícil de ser aplicada, tornando-se necessário identificar características reprodutivas, ou indicadoras da atividade reprodutiva, que sejam fácil e economicamente mensuráveis, que apresentem variabilidade genética e que sejam geneticamente correlacionadas aos eventos reprodutivos. Segundo Mackinnon et al. (1990), existem evidências de substancial variação genética no desempenho reprodutivo de machos e fêmeas e relações genéticas favoráveis entre este e características relacionadas ao desenvolvimento ponderal, o que possibilitaria progressos pela seleção. Nos machos, a eficiência reprodutiva tem sido avaliada por características tais como perímetro escrotal, libido, capacidade de serviço e qualidade do sêmen. Nas fêmeas, pelo intervalo de partos, idade à puberdade, idade ao primeiro parto e data do parto, entre outras. Características reprodutivas do macho Perímetro escrotal A adoção de critérios de seleção simples, eficientes, acessíveis aos criadores e que enfatizem questões reprodutivas é indispensável para a pecuária de carne. A partir da década de 60, diversos estudos têm abordado a utilização do perímetro escrotal em programas de melhoramento objetivando a precocidade sexual. O perímetro escrotal está diretamente relacionado ao desenvolvimento testicular e os fatores hormonais que promovem o desenvolvimento testicular nos machos também promovem o desenvolvimento ovariano nas fêmeas (Bergmann, 1993). De acordo com Notter (1995), o perímetro escrotal é uma característica facilmente mensurável e diretamente associada com a precocidade sexual e com a quantidade e qualidade espermática. Dessa forma, seu conhecimento permite prever o potencial reprodutivo de touros jovens (Lôbo, 1992 ). Para a raça Nelore, no Brasil, Quirino (1999) encontrou correlações genéticas favoráveis entre o perímetro escrotal e as seguintes características espermáticas: motilidade (0,13), vigor (0,89), defeitos maiores (-0,50), defeitos menores (-0,86) e defeitos totais (-0,52). Além disso, a correlação genética entre perímetro escrotal e a libido foi também favorável (-0,43). Assim, a autora comenta que a seleção para perímetro escrotal levaria a respostas correlacionadas favoráveis em todas estas características. Entretanto, merecem atenção dois outros aspectos sobre a utilização do perímetro escrotal dos zebus como critério de seleção visando a precocidade sexual. O primeiro diz respeito à grande variação na morfologia da bolsa escrotal dos zebus, o que poderia comprometer a utilidade do perímetro escrotal como indicativo do volume testicular. Na raça Nelore, a resposta para este questionamento foi obtida por Quirino (1999), que encontrou correlação genética de 0,97 entre o perímetro escrotal e o volume testicular. Desta forma, a autora concluiu que o perímetro escrotal pode ser utilizado com segurança nos programas de seleção visando a precocidade sexual. Outro questionamento se relaciona à idade mais adequada para tomada da medida. Segundo Gressler (1998), respaldado por Quirino et al. (1999), quando o perímetro escrotal é utilizado para a seleção de animais sexualmente mais precoces a medição de ser feita próximo à puberdade. Neste caso, se as condições de criação são adequadas para os machos Nelore, o perímetro escrotal tomado aos 12 meses é mais eficiente do que o tomado aos 18 meses de idade. Libido e Capacidade de Serviço A função reprodutiva dos machos se relaciona à quantidade de espermatozóides viáveis produzidos e à habilidade destes animais de se acasalarem com fêmeas em cio. A

libido, conceituada como a espontaneidade e a avidez do touro para montar, é influenciada por fatores genéticos (estimativas de herdabilidade entre 0,19 e 0,34 para a raça Nelore, segundo Quirino, 1999). Entretanto, esta característica, isoladamente, pode não quantificar o número de fêmeas servidas pelo reprodutor. Neste sentido, a capacidade de serviço, definida como o número de serviços atingidos por um touro num período de tempo determinado (Chenoweth et al., 1984; Barbosa, 1987) poderia ser mais adequada para a avaliação da capacidade reprodutiva dos touros. A capacidade de serviço é influenciada principalmente pela libido, pela prévia experiência e pelo estado físico dos touros (Chenoweth, 1983). Esta característica pode ser avaliada de diversas maneira, desde a simples observação no pasto até experimentos controlados. Segundo Blockey (1978), a fertilidade de touros com capacidade de serviço alta não foi diferente daquela alcançada por touros apresentando capacidade de serviços média. Entretanto, as fêmeas servidas por touros classificados como de alta capacidade de serviços conceberam mais cedo no período da estação de monta do que as fêmeas do grupo de média capacidade de serviços. As implicações deste último achado, isoladamente, justificam a necessidade de se avaliar touros para esta característica. Fêmeas que concebem mais cedo, parem mais cedo e têm maior chance de conceberem novamente e mais cedo na(s) próxima(s) estação(ões) de monta. Adicionalmente, produzirão bezerros mais pesados à desmama, desde que esta ocorra em data fixa para o rebanho. Os parâmetros genéticos associados à capacidade de serviço indicam que a seleção para a características é efetiva, e que esta característica está favorável e geneticamente correlacionada a outras características produtivas e reprodutivas (herdabilidade média de 0,35, variando de 0.07 a 0,67, Blockey, 1978; Blockey, 1981; Meyer et al., 1990; Morris et al. 1992). O último autor encontrou também correlações genéticas favoráveis entre capacidade de serviço e o peso aos 365 dias de idade (0,47), o peso aos 18 meses de idade (0,46) e o perímetro escrotal (0,16). Qualidade do Sêmen A associação entre a qualidade do sêmen e a fertilidade do rebanho foi evidenciada por Colas (1983). A qualidade do sêmen evolui muito da fase pré-púbere até a puberdade. Após esta, mudanças na qualidade espermática são atribuídas ao crescimento testicular, à eficiência na espermatogênese e às alterações do ambiente epididimal para o processo de maturação espermática (Matos e Thomas, 1992). A magnitude do componente genético aditivo de características do sêmen de raças européias foi demonstrada por Siratskii (1990). As estimativas de herdabilidade neste estudo tiveram valores intermediários, sendo 0,29 para o volume do ejaculado, 0,21 para a concentração espermática, 0,26 para o número de espermatozóides no ejaculado, 0,37 para a motilidade e 0,24 para a resistência à congelação. Para a raça Nelore, Quirino (1999) obteve as seguintes estimativas de herdabilidade: 0,15 para motilidade; 0,55 para vigor; 0,07 para turbilhonamento; 0,59 para defeitos maiores, 0,21 para defeitos menores e 0,58 para defeitos totais. Desta forma, estas características seriam passíveis de resposta à seleção. Do ponto de vista prático, a seleção de touros para as diversas características integrantes da qualidade do sêmen, além de difícil execução, poderia ser pouco eficiente em termos de ganho genético. A eficácia da resposta à seleção é inversamente proporcional ao número de características para as quais se seleciona. Neste caso, a combinação das diferentes características indicadoras da qualidade do sêmen em um índice, como a classificação andrológica por pontos (CAP), poderia ser aconselhável. Para uma recomendação mais segura, estudos relativos aos aspectos genéticos ligados ao CAP e aos animais zebus fazem-se necessários.

Características reprodutivas da fêmea Idade ao primeiro parto A idade ao primeiro parto tem importância zootécnica pois marca o início do processo produtivo das fêmeas. A redução da idade ao primeiro parto antecipa a idade produtiva, provoca rápida recuperação do investimento, aumenta a vida útil, possibilita maior intensidade de seleção nas fêmeas e reduz o intervalo entre gerações (Mattos e Rosa, 1984). Adicionalmente, a vantagem de se incluir esta característica nos programas de melhoramento está associada à facilidade de medição e à magnitude de seu componente genético (estimativas de herdabilidade variando de 0,06 até 0,24; Gressler, 1998). A idade ao primeiro parto e a idade à puberdade são relacionadas, quando as fêmeas iniciam a vida reprodutiva ainda jovens, entrada em reprodução antes dos 2 anos para Nelore (Notter, 1995, Gressler, 1998). Dessa forma, poderia-se obter melhoramento da precocidade sexual das fêmeas ao selecionar-se para a redução da idade ao primeiro parto, pois a utilização da idade à puberdade apresenta dificuldades de aplicação prática para a realidade brasileira (Andrade, 1991; Bergmann, 1993). Por outro lado, segundo Notter (1995), a idade ao primeiro parto poderia não ser uma boa característica a ser utilizada em países tropicais, como o Brasil, quando esta ocorre tardiamente e é deliberadamente atrasada pelo criador. Para a raça Nelore no Brasil, Gressler (1998 ) reportou levantamento em que a idade ao primeiro parto variou de 37 a 54 meses, com média de 39 meses. Para Andrade (1991), essa elevada idade ao primeiro parto é, na maioria dos casos, conseqüência direta da deficiência nutricional. Trabalhos de Nájera (1990) e Bergmann (1993) evidenciam tendência de redução da idade ao primeiro parto, resultante da introdução de melhorias no processo produtivo, particularmente nos aspectos de alimentação e manejo. Data do parto e dias para o parto As datas do primeiro e as dos partos subseqüentes podem ser consideradas como duas características independentes (Notter et. al., 1993). Entretanto, a maior parte dos trabalhos encontrados na literatura não fazem distinção entre diferentes datas do parto, considerando-as como medidas repetidas, ou ainda, apenas a data do primeiro parto. A data do parto corresponde ao número de dias compreendidos entre a data de início da estação de parição e a data do parto de determinada fêmea. Esta definição corresponde à adotada por Ponzoni (1992) e é semelhante à definição de dias para o parto (número de dias compreendidos entre o início da estação de monta, na qual ocorreu a concepção, e a data do parto de determinada fêmea). Segundo Ponzoni (1992), o uso da data do parto seria preferível, pois não envolve seleção para redução do período de gestação, que pode não ser desejável no programa de melhoramento. A data do parto se refere à habilidade individual das vacas para conceber cedo na estação de monta e parir cedo na estação de nascimento. Um aspecto da data do parto que poderia criar dificuldades em sua aplicação seria a possibilidade de duas vacas, com o mesmo mérito genético para a característica, estarem ciclando, por exemplo, com 10 dias de diferença no início da estação de monta. Aquela vaca que estivesse com 10 dias de atraso no ciclo estral poderia ser penalizada quanto à data do parto. Entretanto, esse problema é minimizado, pois as estimativas das diferenças esperadas na progênie (DEPs) dos animais para a data do parto vão, inevitavelmente, utilizar também as médias dos ancestrais e dos descendentes, animais que estarão nas mais diversas fases do ciclo estral (Ponzoni, 1992). A importância desta característica foi motivo de discussão em várias publicações. Segundo Morris e Cullen (1988) e Morris (1990), a data do parto não seria uma característica

importante quando estações de monta de curta duração são adotadas, em razão da correlação negativa entre o intervalo de parto e a data do parto. Entretanto, para Ponzoni (1992), esta correlação não significa que vacas que parem mais cedo na estação de monta em um ano vão parir tardiamente no próximo ano, e vice versa. Segundo o autor, esta correlação negativa seria conseqüência do maior tempo que vacas que parem mais cedo têm de aguardar até o início da próxima estação de monta, em relação àquelas que parem mais tarde. Vários outros trabalhos encontrados na literatura relataram vantagens das fêmeas que parem cedo na estação de nascimento. Assim, Burris e Priode (1958) encontraram coeficiente de regressão, da porcentagem de vacas que falharam sobre a data do parto anterior, de 6,1% para cada período de 20 dias, ou seja, 6,1% a mais das vacas deixaram de parir para cada atraso de 20 dias na data do parto anterior. A correlação entre datas de partos sucessivos foi de 0,33, 0,38 e 0,46, respectivamente para Angus, Hereford e Shorthorn. Essa observação indica que a seleção para a antecipação da data do parto resultaria em aumento na taxa de parição e em antecipação da data do parto no próximo ano em estações de monta de curta duração (90 dias). Similarmente, Fagerlin (1968) reportou que diversos trabalhos evidenciaram tendência de vacas que parem tardiamente durante a estação de monta terem durante suas vidas reprodutivas menor número de crias do que aquelas que parem mais cedo. Também Lesmeister et. al. (1973) reportaram que novilhas que nasceram cedo na estação de nascimento apresentam tendência de parir cedo durante sua vida produtiva. De forma similar, Bergmann et al. (1998) observaram redução de 0,62 dias no primeiro intervalo de partos para cada dia a mais na primeira data do parto de animais Nelore, comprovando assim a associação desfavorável entre as duas características. Segundo Bourdon e Brinks (1983), uma vantagem adicional da data do parto como medida de eficiência reprodutiva seria sua associação com a idade à desmama. Bezerros que nascem mais cedo pesam mais à desmama quando esta é realizada em data fixa. Trabalhos de Marshall et al. (1990) e Rege e Famula (1993) reportaram que fêmeas cujos partos ocorrem cedo dentro da estação são mais eficientes biológica e economicamente. Além desses trabalhos, outros (Bourdon e Brinks, 1983; Meacham e Notter, 1987; Buddenberg et. al., 1990; López de Torre e Brinks, 1990; Ponzoni, 1992; Gressler, 1998; Bergmann et al., 1998) têm investigado várias medidas de fertilidade das fêmeas e incluído a data do parto como sendo uma característica de interesse para a pecuária de carne. Intervalo de partos O intervalo de partos corresponde ao período de tempo compreendido entre duas parições consecutivas, e sua magnitude determinaria o número de crias que a vaca produz durante sua vida útil. Nájera (1990) reportou para a raça Nelore intervalo de partos médio de 468 dias, variando de 389 a 586 dias. Para Mattos e Rosa (1984), o intervalo de partos é componente importante da eficiência reprodutiva, sendo influenciado por fatores fisiológicos, nutricionais, patológicos e de manejo em geral. O intervalo de partos pode ser dividido em dois segmentos, o período de serviço e o período de gestação. Segundo Hafez (1988), em bovinos, o período de gestação variou de 240 até 333 dias em função de efeitos genéticos e ambientes. Em zebus, entretanto, Rosa e Lobreiro (1989) citam que o período de gestação variou de 280 a 290 dias. Ainda, segundo Hafez (1988), o período de serviço em bovinos variou de 30 a 104 dias em função de diversos fatores, e o intervalo de partos de 270 a 437 dias, sempre na dependência de fatores ambientes e genéticos. Seguindo este raciocínio, Oliveira filho (1974) reportou que o período de serviço variou de 30 a 1144 dias para as raças Nelore e Indubrasil.

Mais recentemente, a adoção do intervalo de partos como critério de seleção na pecuária bovina de carne vem sendo questionada, principalmente quando é utilizada estação de monta de curta duração. Dessa forma, Bergmann (1993), em revisão de literatura, relatou que a utilização do intervalo de partos como critério de seleção em gado de carne pode ser considerada tendenciosa. Dentre outras razões, citadas por Bourdon e Brinks (1983), Bergmann (1993), Lôbo (1996) e Bergmann et al. (1998), está que a expressão fenotípica da característica ocorre apenas para animais que tiveram, pelo menos, dois partos durante a sua vida produtiva. Além disto, vacas que parem cedo na estação de nascimentos são forçadas a apresentar longo período pós-parto antes da próxima estação de monta. Estes animais geralmente concebem cedo naquela estação de monta, mas são impossibilitados de apresentar intervalo de partos inferiores a 365 dias. Por outro lado, vacas que parem tardiamente na estação de nascimentos terão período mais curto entre o parto e o início da estação de monta seguinte e, consequentemente, a oportunidade de apresentar intervalo de partos menor. Segundo Bourdon e Brinks (1983), intervalos de partos curtos são precedidos por intervalos mais longos no próximo ano. Características de desenvolvimento Critérios utilizados para seleção ponderal Tradicionalmente, medidas de desempenho ponderal (pesos e ganhos de peso) servem como critérios de seleção nos programas de melhoramento de gado de carne existentes no Brasil. Outras características, como os escores de conformação, precocidade e musculosidade e a medida de altura na cernelha têm sido avaliadas e disponibilizadas aos criadores, por meio dos sumários de touros, como ferramentas auxiliares para a escolha dos reprodutores mais adequados par cada rebanho e sistema de criação. A seguir serão detalhados os critérios ponderais usualmente utilizados nos programas de melhoramento da raça Nelore. Peso ao nascimento O peso do animal ao nascimento é a informação mais precoce do indivíduo, retratando seu crescimento pré-natal. É parcialmente determinado pela capacidade genética do indivíduo para o crescimento pré-natal e pelo ambiente intra-uterino materno (Newman et al., 1987). A utilização de tal medida em programas de seleção, apesar da sua correlação positiva com o crescimento pós-natal, se faz importante principalmente para raças européias, visando a redução ou eliminação dos problemas de partos distócicos. Nas raças zebuínas, não se verifica, no momento, a ocorrência de partos difíceis, porém aconselha-se o uso de touros com DEP pequena, ou até mesmo negativas, para essa característica, evitando problemas futuros com pesos excessivos ao nascimento. Muitas vezes, no Brasil, não são tomadas medidas do peso ao nascimento, principalmente em fazendas onde o manejo adotado não permite o acompanhamento do parto, por falta de mão-de-obra ou pela grande extensão dos pastos. Vale ainda ressaltar que tal medida deve seguir normas para que seja bem feita e tenha, assim, aplicabilidade real. Para a raça Nelore, no Brasil, as estimativas de herdabilidade direta variam entre 0,10 e 0,63 e, para a herdabilidade materna, entre 0,06 e 0,12, evidenciando a possibilidade de resposta à seleção. Peso à desmama Esta medida tem grande importância no processo seletivo dos animais por representar, além da capacidade de crescimento do indivíduo, a capacidade materna para produção de leite. Ainda, o peso à desmama possui correlação positiva com pesos às idades subsequentes.

Sua medição depende do tipo de manejo da fazenda e da idade, que varia, geralmente, entre os sete e oito meses. Graser e Tier (1988) referiram-se ao peso à desmama como a combinação do potencial do bezerro para crescer e da capacidade da mãe para produção de leite, tendo em conta que a correlação genética ligeiramente positiva, ou negativa, entre as características de crescimento e produção leiteira, induziu a considerá-las como não correlacionadas. Entretanto, a inclusão do peso à desmama nos programas de melhoramento genético possui como vantagem, ainda, a possibilidade de dissociação entre efeitos genéticos direto e materno, permitindo a seleção de vacas para habilidade materna (Eler e Ferraz, 1998). As estimativas de herdabilidade direta (h2d) e materna (h2m) para peso à desmama, peso à desmama ajustado para 205 dias de idade e para o peso à desmama ajustado para 240 dias de idade, bem como estimativas de correlação genética entre efeito direto e efeito materno (rgam), para a raça Nelore, variaram de 0,05 a 0,47 (h 2d), de 0,08 a 0,28 (h2m) e de –0,91 a 0,24 (rgam), segundo Marcondes (1999). A correlação genética entre o peso a desmama ajustado para 205 dias e o peso ao sobreano ajustado para 550 dias de idade foi elevada e positiva (0,77), assim como suas correlações com os escores de conformação, precocidade e musculosidade (0,68; 0,56 e 0,53, respectivamente; Eler e Ferraz, 1998). Peso ao ano de idade O peso ao ano de idade apresenta efeitos maternos residuais, além de expressar o mérito do animal para crescimento. Nájera (1990) obteve estimativa de herdabilidade direta de 0,15 e correlações genéticas com peso ao nascimento e com peso à desmama, de 0,13 e 0,81, respectivamente. Outras estimativas de herdabilidade, para a raça Nelore, apresentam variações na herdabilidade direta entre 0,02 e 0,62 e na herdabilidade materna, entre 0,03 e 0,18 (Marcondes, 1999). A correlação genética entre efeito direto e efeito materno também apresenta grande variação (de –0,91 a 0,09). Biffani et al. (1998) obtiveram estimativa de herdabilidade direta para peso ao ano de idade igual a 0,32. As correlações genéticas entre essa característica e os pesos ao nascimento, à desmama e ao sobreano, e o ganho de peso pós-desmama foram de moderada a alta magnitude e sempre positivas. Altas e positivas correlações fenotípicas e ambientes foram verificadas com as características de peso anteriormente citadas e o ganho de peso da desmama ao ano de idade. Peso ao sobreano (ou peso ao ano e meio de idade) Esta medida reflete o mérito próprio do indivíduo em ganhar peso e a capacidade dos animais criados à pasto em condições tropicais de ganhos compensatórios, após o estresse sofrido durante a época com menor disponibilidade de alimentos. A característica é mais livre do efeito materno residual (Eler e Ferraz, 1998) encontrado no peso a um ano de idade, e apresenta correlações mais altas com o peso ao abate. Assim, é uma importante medida a ser considerada nos programas de seleção. Representa, nos zebuínos, a idade em que os animais entram em reprodução ou um dos pesos usados na negociação comercial, peso médio próximo a 300kg. Dado o maior uso desta característica como critério de seleção, os autores tem se preocupado em obter as estimativas de parâmetros genéticos. Observa-se variação de 0,08 a 0,83 para a herdabilidade direta, de 0,04 a 0,07 para herdabilidade materna e de 0,01 a 0,08 para a correlação genética entre efeito direto e efeito materno. O trabalho de Biffani et al. (1998) mostrou que as correlações genéticas, fenotípicas e ambientes, entre o peso ao sobreano e todos os pesos e ganho de peso anteriores foram altas e positivas.

Ganhos de peso pré e pós-desmama O cálculo dos ganhos de peso nas fases pré e pós-desmama auxilia no processo seletivo dos animais, e tem sido uma das ferramentas mais utilizadas pelos criadores, substituindo, em parte, a medida de peso, pois possibilitaria a escolha de animais mais precoces. O ganho de peso pré-desmama é fortemente influenciado pela habilidade materna da vaca, enquanto que o ganho de peso pós-desmama representa a capacidade individual de crescimento, porém com influência ambiente considerável. Ambas as medidas participam da formação dos critérios taxa de crescimento relativo e dias para atingir determinado peso de mercado. As estimativas de herdabilidade para o ganho de peso pré-desmama, na raça Nelore, variam de 0,06 a 0,59 (Marcondes, 1999), o que sugere viabilidade de seleção para tal característica. Para o ganho de peso da desmama ao ano de idade de animais da raça Nelore, Oliveira Filho e Duarte (1987) e Biffani et al. (1998) encontraram estimativas de herdabilidade, respectivamente, de 0,13 e 0,24. Esta característica apresentou baixa correlação genética e correlações fenotípicas e ambientais negativas com o ganho de peso na fase posterior. O ganho de peso do ano de idade ao sobreano, segundo estudo de Biffani et al. (1998), teve estimativa de herdabilidade da ordem de 0,16. Correlações genéticas entre o ganho de peso da desmama ao sobreano, ajustado para 365 dias, e o peso aos 205 dias e aos 550 dias de idade foram apresentadas por Eler e Ferraz (1998), sendo, respectivamente, iguais a 0,16 e 0,62. Dias para atingir determinado peso de mercado No Brasil, Fries et al. (1996) realizaram estudo sobre possíveis conseqüências da seleção para incrementar pesos às idades-padrão (desmama e pós-desmama) vs. reduzir idades para produzir unidades de mercado, comparando ganho de peso do nascimento aos 205 dias de idade com dias para ganhar 160 kg de peso, em animais das raças Polled Hereford e Nelore. Para que os custos de produção fossem minimizados, deveria-se atingir uma unidade de produto (kg de bezerro desmamado ou de novilho terminado) em períodos de tempo cada vez menores. Para isso, uma ótima taxa de ganho de peso e, possivelmente, uma melhor eficiência alimentar seriam fundamentais durante as fases de cria/recria e terminação dos animais. Os autores encontraram estimativa de herdabilidade direta, para dias para atingir 160kg, da ordem de 0,40 e herdabilidade materna igual a 0,12, concluindo que a seleção por dias para 160kg seria mais eficiente que a seleção por ganho de peso pré-desmama. Em 1998, Albuquerque e Fries estimaram as herdabilidades direta e materna das características dias para atingir 160kg (D160) e dias para atingir 240kg de peso vivo (D240), em animais da raça Nelore. Foram observados valores de 0,22 e 0,36, respectivamente, para a herdabilidade direta de D160 e D240, e de 0,14 para a herdabilidade materna de D160. Reyes et al. (1997) e Garnero et al. (1998), seguindo a mesma idéia de seleção para reduzir o tempo até a terminação dos animais ao peso de abate, estudaram o ganho de peso por dia de idade até os 120, 200, 310 e 350kg, juntamente com pesos-padrão aos 120, 240, 365 e 550 dias de idade e o peso real às idades mencionadas, em animais da raça Nelore, no Brasil. Em análise com característica única, os valores de herdabilidade encontrados foram semelhantes aos valores para pesos pré-desmama e variaram de 0,21 a 0,27 (direta) e 0,00 a 0,16 (materna), sendo a correlação genética entre efeito direto e efeito materno sempre negativa, variando de –0,42 a –0,24. Concluíram, baseados nos valores de herdabilidade estimados, que, para o período pós-desmama, a seleção por peso seria mais eficiente que o ganho de peso por dia de idade. Nesta linha, Ganero et al. (1998), Marcondes (1999) e

Marcondes et al. (2000ab) concluíram que os critérios alternativos de seleção dias para 160 quilos ou dias para 300 quilos de peso vivo levariam aos mesmos resultados do que a seleção utilizando as características tradicionais, pesos e ganhos em peso. Conclusões O elenco de características importantes e com potencial para serem consideradas como critérios de seleção em programas de melhoramento de bovinos de carne é muito grande. A definição de quais critérios utilizar dependerá dos objetivos da seleção, ditados pela demanda do mercado, do estatus produtivo e fisiológico do rebanho e pelas limitações do sistema produtivo. A otimização dos programas de seleção passa, sem dúvidas, pela avaliação econômica resultantes das mudanças genéticas nas diferentes características, e pela implantação de índices de seleção que levem em consideração esta avaliação. Referência Bibliográficas ALBUQUERQUE, L.G.; FRIES, L.A. Selection for reducing ages of marketing units in beef cattle. Proc. World Congr. Genet. Appl. Liv. Prod., v. 27, p.235-238, 1998. BARBOSA, R. T. 1987. Comportamento Sexual, Biometria Testicular, Aspectos do Sêmen e Níveis Plasmáticos de Testoterona em Touros Canchim e Nelore. Esc. Vet. da UFMG., 132p. (Tese, Mestrado). BERGMANN ,J.A.G. Melhoramento genético da eficiência reprodutiva em bovinos de corte. In : CONGRESSO BRASILEIRO DE REPRODUÇÃO ANIMAL, 10, 1993, Belo Horizonte, Suplemento. Belo Horizonte: CBRA, 1993. p.70-86. BERGMANN, J.A.G.; GRESSLER, S. L.; PEREIRA, C. S.; PENNA, V. M.; PEREIRA, J. C. C. Avaliação de fatores genéticos e de ambiente sobre deferentes características reprodutivasde fêmeas da raça Nelore em regime de estação de monta restrita. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., 50(5):633-645, 1998. BIFFANI, S.; MARTINS FILHO, R.; BOZZI, R.; LIMA, F.A.M. Parâmetros genéticos e fenotípicos para características de crescimento em animais da raça Nelore. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 35, 1998, Botucatu. Anais...., Botucatu: SBZ, 1998. p. 428-430. Resumo. BUDDENBERG, B.J., BROWN, C.J., BROWN, A.H. Herdability estimates of calving date in Hereford cattle maintained on range under natural mating. J. Anim. Sci. v. 68, p. 70-74, 1990. BURRIS,M. J. , PRIODE, B. M. Effect of calving date on subsequent calving performance. J. Anim. Sci. v. 17, p. 527-533, 1958. BOURDON, R. M , BRINKS, J. S. Calving date versus calving interval as a reproductive measure in beef cattle. J. Anim. Sci. v. 57 , n 6 , p. 1412-1417, 1983. BLOCKEY, M. A. B. 1978. Heritability of serving capacity and scrotal circunference in beef bulls. Am. Soc. Anim. Sci., Abstract No. 92. BLOCKEY, M. A. B. 1981. Modification of serving capacity test for beef bulls. Applied Animal Ethology, 7:321. COLAS, G. 1983. Factors affecting the quality of ram semen. In: W. Haresign (Ed.), Sheep Production. Butterworths, London, pp.453-465. CHENOWETH, P. J. 1983. Sexual behaviour of the bull: A review. J. Dairy Sci., 66:173.

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