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1.

NOÇÕES DE FABRICAÇÃO DE TINTAS INDUSTRIAIS
As fábricas de tintas recebem, normalmente, as matérias-primas (veículos,
solventes, pigmentos) em condições de efetuar as misturas, de acordo com a formulação
desejada.
As fases de fabricação são as seguintes:
- pesagem das matérias-primas de acordo com a formulação;
- pré-mistura: consiste na formação de pastas do veículo e pigmento (dispersão);
- moagem: consiste na passagem da pré-mistura em moinhos, em especial moinhos de
areia;
- completagem: consiste na adição e no ajuste dos constituintes, especialmente solvente, até
a proporção desejada;
- acertos finais: consiste na adição de aditivos, acertos de cores e outros necessários para
definição do produto final.
Para execução destas operações, uma fábrica de tintas é, em geral, constituída de
tanques de armazenagem de matérias-primas, tanques de mistura, moinhos para dispersão
de pigmentos no veículo (moinhos de areia; os de rolos e bola são eventualmente usados),
tanques de completagem e ajustes finais e unidade de enlatamento e embalagem. A figura
abaixo mostra de forma esquemática a seqüência de operação em uma fábrica de tintas.

Esquema Simplificado das Operações em Fábrica de Tintas.

2. TINTAS - ESQUEMASDE PINTURA
Dentre as técnicas de proteção anticorrosiva existentes, a aplicação de tintas ou
esquemas de pintura é uma das mais empregadas. A pintura, como técnica de proteção
anticorrosiva, apresenta uma série de propriedades importantes, tais como facilidade de
aplicação e de manutenção, relação custo-benefício atraente, e pode proporcionar, além
disso, outras propriedades em paralelo como, por exemplo:

Finalidade estética - tornar o ambiente agradável;

auxílio na segurança industrial;

sinalização;

identificação de fluidos em tubulações ou reservatórios;

impedir a incrustação de microrganismos marinhos em cascos de embarcações;

impermeabilização;

permitir maior ou menor absorção de calor, através do uso correto das cores;

diminuição da rugosidade superficial.
Apesar de a pintura ser uma técnica bastante antiga, o grande avanço tecnológico
das tintas só ocorreu nos século XX, em decorrência do desenvolvimento de novos
polímeros (resinas), conforme mostrado a seguir.

Nos últimos anos, o desenvolvimento tecnológico neste setor tem sido intenso, não
só no que diz respeito a novos tipos de resina e de outras matérias-primas empregadas na
fabricação das tintas, mas, também, em relação a novos métodos de aplicação das mesmas.
Um outro aspecto importante a ressaltar é que as restrições impostas pelas leis ambientais
têm levado os fabricantes a desenvolver novas formulações de tintas com teores mais
baixos de compostos orgânicos voláteis que, como conseqüência, possuem teor de sólidos
mais alto. Ainda neste campo, pode-se mencionar as tintas em pó que, além de serem
isentas de solventes, apresentam excelentes características de proteção anticorrosiva, e as
tintas anticorrosivas solúveis em água, já disponíveis no mercado, com baixíssimo índice de
toxicidade. Ainda no campo da proteção anticorrosiva, novos equipamentos e métodos de
preparação de superfície menos agressivos ao meio ambiente e à saúde dos trabalhadores
foram desenvolvidos. Por exemplo, o surgimento de equipamentos para limpeza de
superfícies metálicas por meio de hidrojateamento a hiperalta pressão (> 170 MPa, > 5.000
psi) é um exemplo típico neste sentido.
No que diz respeito aos equipamentos de aplicação de tintas, grandes avanços têm
sido realizados no sentido de se melhorar a produtividade e a qualidade da película final.

Neste campo pode-se mencionar a pintura eletrostática, para a qual foram desenvolvidos
pistolas e equipamentos especiais que, além de melhorar o rendimento da tinta, permitem
obter um recobrimento uniforme da peça, principalmente em regiões difíceis de ser
pintadas, como é o caso de arestas ou cantos vivos. No setor automobilístico, a aplicação
das tintas por eletrodeposição veio contribuir substancialmente para a melhoria da proteção
anticorrosiva dos automóveis.

2.1 CONSTITUINTES DAS TINTAS
Os constituintes fundamentais de uma tinta líquida são veículo fixo, pigmentos,
solventes (veículo volátil) e aditivos.

As tintas em pó contêm todos os constituintes menos, evidentemente, os solventes; o
mesmo ocorre com as conhecidas tintas sem sol ventes. Os vernizes, do ponto de vista
técnico, possuem todos os constituintes de uma tinta, menos os pigmentos.
Na formulação e fabricação de uma tinta, esses constituintes são rigorosamente
selecionados, qualitativa e quantitativamente, a fim de que o produto final atenda aos
requisitos técnicos desejados.

2.1.1 Veículo Fixo ou Veículo Não-volátil
O veículo fixo ou não-volátil, VNV, é o constituinte ligante ou aglomerante das
partículas de pigmento e o responsável direto pela continuidade e formação da película de
tinta. Como conseqüência, responde pela maioria das propriedades físico-químicas da
mesma. O veículo fixo, de uma forma geral, é constituído por um ou mais tipos de resina,
que em sua maioria são de natureza orgânica. Portanto, as características das tintas, em
termos de resistência, dependem em muito does) tipo(s) de resina empregado(s) na sua
composição. Como exemplos de veículos fixos, podemos citar:

óleos vegetais (linhaça, soja, tungue);

resinas alquídicas;

resinas acrílicas;

resinas epoxídicas;

resinas poliuretânicas.

Outro aspecto a destacar é que o nome da tinta associa-se normalmente ao da resina presente em sua composição.1. como exemplo. em função do equipamento de aplicação. ou às películas. Por exemplo. são fornecidos junto com a tinta. com uma determinada resina.  Glicóis .são aqueles que dissolvem. mas aumentam o poder de solubilização do solvente verdadeiro. Apesar de os solventes serem substâncias voláteis. uma tinta que contenha um teor excessivo de solventes de evaporação muito rápida pode ocasionara formação de overspray na película. além de solubilizarem a resina. em quaisquer proporções.acetona. butanol e álcool isopropílico. Ao contrário. se aplicada por meio de pistola convencional.3 Aditivos São os compostos empregados.substância que possui baixo poder de solvência do VNV. Dentre o grande número de solventes utilizados na indústria de tintas. na solubilização da resina e no controle de viscosidade. se incorporam à película por polimerização.  Hidrocarbonetos aromáticos – tolueno e xileno.  Falso solvente .  Ésteres . Tem-se.e as cetonas – solventes para resinas epóxi. 2. usado normalmente para reduzir o custo final das tintas. ou resina.são aqueles que. metilisobuti1cetona e cicloexanona. Os solventes podem ser classificados em: Solventes verdadeiros . poderá ocorrer um retardamento na secagem da tinta e a retenção de solventes no revestimento.acetato de etila. em pequenas concentrações. portanto não fazem parte da película seca. muitos problemas durante a aplicação da tinta são decorrentes de um balanço inadequado dos mesmos na formulação. por exemplo:  tinta alquídica – resina alquídica  tinta acrílica – resina acrílica 2.  Solventes filmógenos . metiletilcetona. poliuretana e acrílica. como por exemplo.etanol. o estireno.solvente para óleos vegetais e resinas modificadas com óleo .  Os diluentes são compostos elaborados com diferentes solventes utilizados para ajustar a viscosidade de aplicação da tinta. podemos citar:  Hidrocarbonetos alifáticos – nafta e aguarrás mineral. determinadas características que sem eles seriam inexistentes.são aqueles que sozinhos não solubilizam o veículo.  Cetonas .etilglicol e butilglicol. se for utilizada uma quantidade excessiva de solventes de evaporação muito lenta. a aguarrás . como. Normalmente. ou são miscíveis. Dentre os aditivos mais comuns empregados nas formulações de . e um nivelamento deficiente. acetato de butila e acetato de isopropila.  Álcoois .1. como em sua aplicação.  Solventes auxiliares . nas formulações das tintas com o objetivo de lhes conferir.2 Solventes Os solventes são substâncias puras empregadas tanto para auxiliar na fabricação das tintas.

reduzem a tendência de sedimentação dos pigmentos. ou seja. opacidade. tanto na fabricação como na aplicação das tintas. Os secantes mais empregados são os naftenatos ou octoatos de cobalto. sendo os mais comuns à base de cetoximas.são empregados para prevenir a deterioração por fungos e/ou bactérias da tinta dentro da embalagem ou da película aplicada.. podem-se citar:  secantes .utilizados principalmente nas tintas de alta espessura. p. conferem proteção anticorrosiva ao aço por mecanismos químicos ou eletroquímicos como. sendo os mais empregados à base de silicones. os fosfatos (como o tricresil e o trifenil) e os hidrocarbonetos clorados (como a parafina clorada). Entre esses agentes estão silicatos orgânicos e amidas de baixo peso molecular. proteção anticorrosiva. metiletilcetoxima. Os aditivos mais comuns são os sais orgânicos de mercúrio como. incorporados à tinta. a fim de que possam ser aplicadas na espessura correta. evitando-se escorrimento em superfícies verticais. em que há uma redução das marcas deixadas por suas cerdas.  antifungos . quando se observa uma película ou pele cobrindo a superfície da tinta. acetato ou propionato de fenilmercúrioe fenóis clorados em geral. insolúveis no veículo fixo.conferem às películas melhores características de nivelamento ou espalhamento.têm como principal finalidade melhorar a secatividade das películas de tinta.esse fenômeno costuma ocorrer nas tintas cujo mecanismo de formação da película é por oxidação e pode ser detectado ao se abrir a lata de tinta. cor.  opacificantes coloridos . mas não conferem opacidade. podem-se classificar os pigmentos em três grupos:  anticorrosivos . óleo de mamona. ex. finamente divididas. É importante não confundir pigmentos opacificantes com corantes ou anilinas.  plastificantes . conferem cor. manganês. como reduzir o custo final . São empregados basicamente nas tintas a óleo.  antiespumantes . 2. principalmente na aplicação por meio de trincha. por exemplo. em que o mecanismo deformação da película é por oxidação. entre outros objetivos.  nivelantes. chumbo.. impedindo assim que se forme um sedimento duro e compacto no fundo do recipiente durante o período de estocagem da tinta. alquídicas e óleo-resinosas em geral.não conferem cor nem opacidade às tintas.). Apontam-se diversas razões para seu emprego na composição das tintas. fosfato de zinco e pó de zinco. impermeabilidade e melhoria das características físicas da película. (como o dibutil e o dioctil). Os plastificantes mais comuns são os óleos vegetais não-secativos.  cargas ou extensores . (Os aditivos empregados para evitar a formação de pele possuem características antioxidantes.4 Pigmentos Os pigmentos são partículas sólidas.  agentestixotrópicos . por exemplo. molibdatos de zinco e de zinco e cálcio. ex. cálcio e zinco.1. p. reduzir seu tempo de secagem. os ftalatos. utilizados para se obter.são os pigmentos que.compostos incorporados às formulações das tintas com o objetivo de melhorar ou conferir flexibilidade adequada às películas.conferem cor e opacidade à tinta.  antinata ou antipele .evitam a formação de espuma.  anti -sedimentantes . cromato de zinco. zarcão (Pb3O4 ). que são solúveis no veículo da tinta.tintas. De uma forma simples.

Os pigmentos podem ser de natureza inorgânica ou orgânica. Cu2O. por sua vez. forma geral. Como pode ser observado. na estrutura lamelar do pigmento dificulta o acesso do eletrólito ao substrato. Além disso. podem ser naturais ou sintéticos. O dióxido de titânio pode ser encontrado sob duas formas de estrutura cristalina: rutilo e anatásio. em especial aos raios ultravioleta. Os naturais estão disseminados pela crosta do globo terrestre. do que os orgânicos que. podem-se mencionar o óxido cuproso ou óxido de cobre (I). no caso daquela com pigmentos lamelares. o que lhe confere maior opacidade ou poder de cobertura (30-40%superior). . o mais utilizado pela indústria na fabricação de tintas de cor branca e daquelas de tons claros em geral.como abrasão pela incorporação de quartzo (SiO2)ou óxido de alumínio (α-Al2O3). O rutilo é o mais utilizado na fabricação de tintas. podem-se destacar:  Dióxido de titânio (TiO2). em geral. decorrente do seu alto índice de refração e do tamanho médio das partículas(≈0. Os inorgânicos. e melhor resistência à radiação solar. Além dos pigmentos citados. de forma esquemática. Como exemplo.3µm). A Figura abaixo mostra. que são empregados para proporcionar efeitos especiais à película de tinta. Possui elevado poder de cobertura ou opacidade.55). Apresentam-se. anatásio = 2.Os sintéticos apresentam-se sob forma mais pura. fluorescentes. como por exemplo o fosqueamento de uma tinta.dentre os pigmentos metálicos. possui excelente resistência química. possuem melhor resistência química do que os inorgânicos. em relação àquela com pigmentos não-lamelares. contribuem para melhorara proteção anticorrosiva por barreira. duas películas de tinta com e sem a presença de pigmentos lamelares. Em outras palavras. portanto. No que diz respeito ao aspecto de proteção anticorrosiva. o alumínio é um dos mais utilizados na fabricação de tintas. para determinadas cores. obter determinadas propriedades..71. os pigmentos fosforescentes.do produto. os pigmentos com estrutura lamelar conferem à película de tinta ou aos revestimentos por pintura uma maior resistência à penetração de umidade e. Possui altíssimo poder de cobertura e a sua cor é bem característica do metal. Entre os grupos importantes de pigmentos inorgânicos. Os pigmentos inorgânicos. exceto aos ácidos sulfúrico e fluorídrico concentrados. Uma das propriedades mais importantes do alumínio é o formato lamelar (em forma de placas) das partículas. sem dúvida alguma. existem outros tipos chamados funcionais porque não se enquadram nos grupos anteriores. pois possui inúmeras vantagens em relação ao anatásio. como índice de refração mais alto (rutilo = 2. a água terá que percorrer um caminho muito maior para atingir o substrato. sob forma microcristalina e por vezes associados à sílica. por sua vez.  Alumínio (Al) . melhoraras propriedades mecânicas da película. perolados. aumentar o teor de sólidos no caso das tintas de alta espessura. etc. principalmente daquelas destinadas à proteção anticorrosiva de superfícies metálicas. quando comparado a outros pigmentos brancos. empregado nas tintas antiincrustantes.dentre os pigmentos brancos esse é. rede cristalina mais regular e tamanho de partícula mais uniforme. possuem melhor resistência à radiação solar.

n sendo que alguns são obtidos por processos industriais (óxidos de ferro sintéticos). b) óxido de ferro micáceo: o óxido de ferro micáceo também possui a fórmula química Fe2O3. dependendo da concentração utilizada. é uma propriedade bastante importante. A estrutura lamelar das partículas. na fabricação de tintas de fundo ("primers") e intermediária. principalmente. ele difere do óxido anterior em vários aspectos.relação entre quantidade de pigmento e veículo fixo. possui cor cinza-chumbo e com aspecto cintilante. H2O) são utilizados como pigmentos opacificantes coloridos nas composições das tintas. ou seja. Essas relações são:  .P/B . é utilizado para indicar a sua semelhança com a mica no que diz respeito à estrutura das partículas. É um pigmento bastante utilizado na fabricação de tintas anticorrosivas. A maioria deles é de origem mineral. Entretanto. plenamente. Uma outra característica importante deste pigmento é que ele contribui para melhorar a aderência mecânica entre as demãos de tintas. em relação ao volume total de película seca.óxidos de ferro .  . é um dos pigmentos mais utilizados. em tintas anticorrosivas.Trata-se de um óxido cujas partículas têm formato lamelar. calculada em volume (pigment-binder ratio). Estes fatores técnicos e econômicos justificam. c) óxidos de ferro preto e amarelo: os óxidos de ferro preto (Fe2O3) e amarelo (Fe2O3. principalmente das intermediárias. em forma de placas. Deve-se chamar a atenção para duas relações utilizadas pelos fabricantes de tintas e que expressam a influência que exercem os pigmentos sobre certas propriedades do revestimento de superfície.esses pigmentos são largamente utilizados na indústria de tintas. se comparado ao de outros pigmentos opacificantes. inclusive. Também apresenta resistência química bastante satisfatória e um custo relativamente baixo. O termo micáceo.PVC (pigment volume concentration). . Possui uma cor avermelhada bem característica do óxido. Além disso. pois confere ao revestimento uma melhor resistência à penetração de eletrólito. que é a concentração volumétrica do pigmento expressa em porcentagem. Os mais importantes dentro deste grupo são:  a) óxido de ferro vermelho (Fe2O3): no campo das tintas anticorrosivas. pois. além de excelente poder de cobertura ou opacidade. a sua grande utilização na fabricação de tintas. a exemplo do que já foi descrito no caso do alumínio. visando à obtenção de determinadas cores. a película pode apresentar uma certa rugosidade superficial.

o zarcão está sendo abandonado na fabricação de tintas. conforme detalhado a seguir.PbO2) na presença de óleo de linhaça. cromato de estrôncio e cromato básico de chumbo. Admite-se que tintas com teor de zinco abaixo de 85% em peso na película seca não são tão eficientes (exceção para silicato de etila. que funciona bem a partir de 75% de zinco). forma sabões.). Apesar das suas excelentes propriedades anticorrosivas. esses sabões podem sofrer auto-oxidação. Trata-se de um pigmento que. possibilitando empolamento.Como exemplo.Não se pode encerrar este item sem chamar a atenção para alguns mecanismos que explicam o importante papel desempenhado pelos pigmentos na inibição da corrosão. de forma a poder funcionar como anodo (p. bem como com o ferro a ser protegido (apenas o zinco satisfaz tal condição. estão os citados a seguir. em especial o óleo de linhaça. Esses mecanismos variam de acordo com as propriedades do pigmento.ex. propriedade comum aos cromatos metálicos dos tipos comerciais cromato de zinco.4CrO3. o magnésio e o zinco). o alumínio. na presença de ácidos graxos de óleos vegetais. . dentre aqueles utilizados pela indústria de tintas. pois é o único pó metálico que pode ser incorporado em um veículo orgânico em concentração suficiente. confere proteção anticorrosiva ao aço pelo mecanismo de passivação ou inibição anódica. como partículas esféricas. Vale a pena mencionar que uma solubilidade muito grande do pigmento poderá ocasionar sua extração completa da película do revestimento.As tintas de fundo ricas em zinco mais utilizadas nos esquemas de pintura para atmosferas agressivas são à base de resinas epóxi e de silicatos (inorgânicos alcalinos e de etila). variando seu diâmetro de 1 a 10 µm. as partículas de pigmento devem ter contato entre si. Pb3O4 (ou 2PbO.1g de CrO/L). a concentração de íons formados é suficiente para gerar um mecanismo de inibição acentuado. O mecanismo básico de proteção é o de passivação ou inibição anódica.. O cromato de zinco (4ZnO. O pó de zinco é usado na forma metálica. desde que satisfaça requisitos como ser obtido de um metal que ocupe uma posição menos nobre do que o ferro na escala de potenciais. devido à sua solubilidade limitada em água (1. deve estar presente em altas concentrações na película seca das tintas. em função de ser um pigmento tóxico e bastante pernicioso à saúde. que é um excelente inibidor anódico.K2O. tetroxicromato de zinco. da qual 2- resulta a liberação do íon cromato (CrO4 . O zarcão (Pb3O4 ou 2PbO. fornecendo produtos de degradação solúveis em água e com propriedades inibidoras. ao ser moído em conjunto com uma composição que contenha óleos vegetais secativos.1g/cm ).PbO2) é um dos pigmentos anticorrosivos mais antigos e eficientes. Um pigmento metálico poderá ser usado. Para ser eficiente. pode-se citar o zarcão. a fim de que a solução de continuidade do fluxo de elétrons não sofra interrupção). sendo os mais eficientes os dois primeiros. Na presença de água e oxigênio. Entre os pigmentos inorgânicos mais conhecidos. Mesmo que o pigmento tenha solubilidade limitada em água.3H2O) é um dos pigmentos mais eficientes na proteção anticorrosiva do aço. Possui 3 cor laranja e uma massa específica bastante alta (~ 8. Quando o pigmento é suficientemente alcalino.

como óxido de ferro vermelho. Em sua maioria. mascare-a bem.negro de fumo. com folheamento (leafing) e sem folheamento (non-leafing).  azul. que atuam como condicionadoras de aderência em superfícies de aço galvanizado e de alumínio.violeta cinquásia. ao ser aplicada sobre uma superfície.  vermelho. dióxido de titânio. amarelo de cromo. nas composições das tintas ele sempre estará associado a pigmentos opacificantes. Portanto.  metálico. O fosfato de zinco é um pó branco que não possui opacidade. Os pigmentos de maior uso são:  branco . para se obter uma determinada cor. praticamente. o que significa que a película por ele formada.verde de cromo. quase sempre. O fosfato de zinco (Zn3(PO4)2. fora de uso na fabricação de tintas por serem materiais extremamente nocivos à saúde humana.amarelo Hansa. são usadas 1nisturas de pigmentos.O tetroxicromato de zinco (4.cromatos e molibdatos de chumbo. azul ftalocianina. Como resultado. óxido de ferro preto.  laranja . mas sem dúvida é a que mais chama a atenção. O seu desenvolvimento foi substancialmente influenciado pela necessidade de substituição dos pigmentos tóxicos como os cromatos de zinco e o zarcão.pó de alumínio. verde ftalocianina. sendo empregadas tanto por motivos técnicos como econômicos.  preto. apesar de suas excelentes propriedades anticorrosivas. Outra qualidade do pigmento tintorial é a retenção de cor. vermelho cinquásia.CrO3) possui solubilidade menor que o anterior e é mais utilizado na fabricação das tintas chamadas wash-primers.  verde. mesmo sendo a mais fina possível.azul da Prússia.di óxido de titânio (rutilo e anatase) e óxido de zinco. etc.2H2O) é um pigmento anticorrosivo atóxico relativamente novo na indústria de tintas. vermelho toluidina.  violeta. outra propriedade a ser oferecida por um pigmento tintorial é o seu poder de cobertura ou opacidade. vermelho molibdato. A cor pode não ser a mais importante propriedade do pigmento.óxido de ferro.  amarelo. laranja azo. as cargas são pigmentos que não conferem cor nem opacidade às tintas. Como descrito anteriormente. Os cromatos de zinco possuem uma coloração amarela e. Os pigmentos que oferecem as propriedades tintoriais são de várias cores e. estão. O seu mecanismo de proteção anticorrosiva é ode passivação ou inibição anódica.5ZnO. de modo a que seja mantida por longo período. Além disso. já existem no mercado fosfatos de zinco modificados capazes de proporcionarem às tintas boas propriedades anticorrosivas. É importante destacar que as empresas de pigmentos esforçaram-se e vêm se esforçando ainda mais no sentido de melhorar a eficiência anticorrosiva do fosfato de zinco. são de origem mineral e dentre as mais importantes podem-se destacar: .

ex.. Num revestimento de superfície. e se pressupõe que se passa através de grupos polares. um sistema de pintura anticorrosiva pode ou não apresentar desempenho satisfatório.antagônicos. ainda que isso pareça paradoxal. aquecimento). para que uma tinta esteja bem formulada. Forças moleculares Todos os sistemas fechados tendem para uma desordem molecular cada vez maior. Todos os metais são cobertos por uma película de óxido de maior ou menor espessura.1 Princípios de Formação da Película A formação de uma película depende fundamentalmente de dois fatores. com a gradual . que podem ser orgânicos ou inorgânicos. Essas películas podem variar desde acidorresistentes. isto é. Tais forças.3 PELÍCULAS DE TINTAS A película que se forma sobre a base ou substrato (superfície na qual a tinta foi aplicada) deve ser considerada de grande importância. aderentes e transparentes nos metais preciosos. caso a coesão entre os diversos constituintes seja máxima.  Forças de van der Waals e London. a adesão deve ocorrer entre uma película de revestimento e uma película de óxido.coesão entre os constituintes do revestimento e adesão do revestimento ao substrato . em razão de suas características. uma película de viscosidade moderada. pois. que pode ser traduzida pelas forças que se desenvolvem entre as moléculas.Essa película é formada por vários constituintes. distintamente. formando um elo que permite uma boa aderência da tinta ao substrato. Portanto. que se estende ao longo da superfície dos metais.3. como forças mecânicas e forças moleculares. passando por películas de óxido de alta resistência à tensão como no alumínio. 2. que têm função definida na formação de película e influenciam o equilíbrio coesão-adesão. Dessa forma. que tende a endurecer com o tempo ou com a aplicação de meios auxiliares (p. são: eletrostáticas. adsorve gases (ar e vapor d'água).  Forças eletrostáticas. um aumento de entropia. Van der Waals e London. Forças mecânicas Partindo da pressuposição de que as superfícies a serem revestidas não possuam áreas de repelência. Na prática. Assim. para resultar em películas resistentes e flexíveis. esse mosaico de óxido. sobre uma superfície. sem prejuízo da sua coesão molecular. o revestimento penetra nas suas irregularidades e endurece. A eficiência com que um revestimento de superfície desloca esses gases adsorvidos está diretamente relacionada a uma formulação bem equilibrada à base de matérias-primas adequadas.2. Qualquer processo antagônico requer energia. às películas de óxido solúveis em água como nos metais alcalinos. As forças coesivas e adesivas podem apresentar-se. A atração ocorre entre as moléculas ao se aproximarem uma das outras. metálicas e iônicas. Chama-se pintura a um conjunto de operações que visam a depositar. a adesão será nula. metálica ou não. é necessário obter-se grande aderência.

coco e mamona. deixando sobre a superfície uma película sólida. tungue. Como desvantagem apresentam fraca resistência a solventes. dando início ao processo de polimerização. desde que haja equilíbrio entre as forças adesivas e coesivas. as moléculas vão se aproximando (o fenômeno é traduzido por aumento gradual de viscosidade) e. os solventes se evaporam. havendo várias hipóteses. alguns dos quais são apresentados a seguir:  Evaporação de solventes Utilizam-se produtos já polimerizados e solubilizados com auxílio de solventes. Quando a solução é aplicada sobre uma superfície. cujo mecanismo de formação da película é pela simples evaporação de solventes. A formação da película pode ocorrer por diversos mecanismos filmógenos. O mecanismo de formação de película por oxidação é discutível.2 Mecanismos de Formação da Película Entende-se como mecanismo de formação da película a forma pela qual um filme úmido de tinta se converte num filme sólido com as propriedades desejadas. formação de um peróxido que reagiria com outra dupla ligação de uma molécula próxima. 2. bem como asfalto e alcatrão. vinílica. a formação da película ocorre através da evaporação dos solventes e da reação da resina com o oxigênio do ar. As tintas. como os desidratados de linhaça. adesiva e contínua.  Forças metálicas e iônicas. oiticica. Quase não têm importância em revestimentos de superfície. borracha clorada e acetato de celulose.evaporação do sistema solvente. através das duplas ligações existentes nas moléculas dos óleos vegetais normalmente empregados.  Oxidação Neste tipo de mecanismo.3. Assim: . quanto mais próximas e ordenadas se acomodarem. neste mecanismo o veículo fixo contém óleos vegetais e. apresentam algumas vantagens como o fato de serem monocomponentes e apresentarem boa aderência entre demãos (o intervalo máximo para repintura não é crítico). tanto maior será a interação entre as mesmas. portanto. como: . soja. Como se observa. duplas ligações. Como veículos típicos desse mecanismo têm-se as resinas acrílica.

. formação de hidroperóxido não-adjacente à dupla ligação..O –R.O . E de fato todos esses produtos de oxidação foram identificados em películas polimerizadas.. que se acredita tenha sido ativado. há necessidade da presença de . ligação éter R' + R' R. que pode ser da forma que se segue: ROOH  RO' + 'OH Outra molécula de ácido graxo pode ser ativada: RH + RO' ---+ ROH + R' E da mesma forma RH + 'OH  R' + H2O Têm-se agora presentes três radicais livres: RO'.. R' e OH' que podem reagir entre si para formar novos produtos. ligação peróxido RO' + R'  R. assim: A fim de explicar como a polimerização se inicia a partir deste ponto.OH.O –R.. Este radical livre é formado pela decomposição de hidroperóxido..mas sim ao carbono vizinho da dupla ligação.. adotou-se a teoria do radical livre. ligaçãocarbono-carbono R' + OH' R. para que este mecanismo aconteça...R.. Como se observa.. que podem apresentar os seguintes tipos de moléculas: RO' + RO'  R.. éster hidroxilado.

ésteres de epóxi e oleofenólicas. geralmente térmica. em geral. as resinas que fornecem esse tipo de película são óleos ou derivados de óleos. O entrecruzamento processa-se pelo mecanismo do radical livre. Resinas desse tipo são alquídicas-melaminas. usando peróxidos orgânicos e naftenato de cobaIto como iniciadores. ocorre dentro de sete a dez dias. etc. vindo a formar películas coesas e. começando. As tintas cujas resinas formam a película por este mecanismo são as epoxídicas e as poliuretânicas. resinas alquídicas oleomodificadas. Com a evaporação desse. As resinas mais importantes dessa classe são a emulsão aquosa de acetato de polivinila (PVA) e as emulsões acrílicas. sendo os endurecedores mais usuais as poliaminas e poliamidas para as primeiras e os poliisocianatos para as segundas. epóxi-fenólicas. as partículas aglomeram-se.  Ativação térmica Existem resinas nas quais a polimerização se processa ativação. geralmente de forma esférica. No momento do uso. cujas películas são formadas por este mecanismo. a reagir quimicamente entre si. Esses são polímeros de condensação entre um ácido polibásico e um glicol. então. Realmente. . sobre um substrato. ficam dispersas no solvente (na realidade dispersante). seguido de aquecimento: condensação e formação de película.  Hidrólise A formação da película ocorre através da reação da resina da tinta com a umidade do ar. Uma das resinas que formam a película por este mecanismo é a de silicato de etila. que também é uma resina.  Polimerização à temperatura ambiente – condensação As tintas. bastante plásticas. O éster assim formado pode ser entrecruzado por um solvente não-saturado como o monômero estireno.duplas ligações no veículo fixo da tinta. utilizadas na fabricação de tintas de poliuretano monocomponente.  Coalescência Nesse caso. os componentes são misturados em proporções adequadas. com auxílio de energia de dissolvido em solventes ocorre polimerização por fenólicas. as partículas de resina. são normalmente fornecidas em dois ou mais componentes. que reagem com a umidade do ar para formar a película. Existem ainda certas resinas uretânicas. tendo-se a resina e o agente de cura ou endurecedor. geralmente. amplamente empregada na fabricação de tintas de fundo ricas em zinco.  Solvente como fator de formação da película Os mais importantes revestimentos dessa classe são os poliésteres. A cura completa da película. apropriados. silicones. Aplica-se um pré-polímero. As mais usuais são: óleos secativos.

4. As tintas em pó são aplicadas por meio de pistolas eletrostáticas.4 MECANISMOS BÁSICOS DE PROTEÇÃO Os mecanismos de proteção anticorrosiva.4. inibição (passivação anódica) e eletroquímico (proteção catódica). carregadas negativamente. conferidos por uma tinta ou sistema de pintura. o eletrólito alcança a base. 2. com o tempo. anticorrosivas e estéticas. limitada em água. Sabe-se. Nesse sentido. são atraídas para a peça metálica.Passivação Anódica. entre o substrato e o meio corrosivo. Neste tipo de mecanismo. porém. As partículas de tinta. Os pigmentos mais comuns são o zarcão. As resinas mais empregadas atualmente são epóxi. isto é. . a mais impermeável possível. são definidos tomando-se o aço como substrato de referência.2 Inibição .1 Barreira Colocação. existem basicamente três mecanismos de proteção: barreira. Após ser totalmente recoberta. como exemplificado na Tabela 24. os cromatos de zinco e os fosfatos de zinco. 2. a peça é levada para uma estufa a aproximadamente 230°C. poliéster e epóxipoliéster (híbrido). as tintas de fundo contêm determinados pigmentos inibidores que dão origem à formação de uma camada passiva sobre a superfície do metal. introduzindo-se no sistema substrato-meio corrosivo uma altíssima resistência. na qual 2ocorre a liberação de íon cromato (CrO4 ) que é excelente inibidor anódico. e o processo corrosivo tem início. 2. Neste tipo de mecanismo.1. a eficiência da proteção depende da espessura do revestimento e da resistência das tintas ao meio corrosivo. Desse modo. de uma película. Fusão térmica ou com aquecimento Este tipo de formação de película ocorre com as resinas empregadas na fabricação das tintas em pó. que abaixe a corrente de corrosão a níveis desprezíveis. A passivação conferida pelo cromato de zinco é atribuída à sua solubilidade. Em geral obtêm-se películas com excelentes propriedades mecânicas. que sofra corrosão. impedindo a sua passagem para a forma iônica. que todas as películas são parcialmente permeáveis. dentro da qual ocorre a fusão do pó e a conseqüente formação da película.

Admite-se. o veículo fixo é um dos principais constituintes das tintas. as características das principais resinas empregadas na fabricação de tintas. pois quanto maior o teor de zinco melhor a proteção anticorrosiva. As tintas vinílicas fabricadas com esses copolímeros destacam-se por sua elevada resistência química a ácidos. para proteger catodicamente um metal. quando disperso em resina. A seguir são apresentadas. industrialmente.Proteção Catódica Sabe-se que. liberam inibidores de corrosão como.4. pela maioria das propriedades físicoquímicas da mesma. Na prática. sendo o circuito completado pela presença do eletrólito. pode-se supor que tintas formuladas com altos teores de zinco. a formação de sais básicos de zinco. Não é recomendável aplicálas em estruturas que ficarão sujeitas a temperaturas superiores a 70°C. As tintas ricas em zinco são assim chamadas devido aos elevados teores desse metal nas películas secas das mesmas. as resinas vinílicas são aquelas que contêm na sua estrutura o grupamento vinil (H2C=CH2). as propriedades finais da película dependem basicamente do tipo de resina empregada na formulação da tinta.5. Como ele é formado por um ou mais tipos de resinas. o azelato de chumbo. 2. apenas o zinco se mostra eficaz. pouco solúveis. como carbonato de zinco. por exemplo.. o metal que mais se procura proteger é o ferro (aço). 2. álcalis e sais. . alumínio ou magnésio confiram proteção catódica ao aço. portanto. 2. a tinta pode não ter a coesão adequada. bem como proporciona a proteção desejada.Um alto teor de zinco metálico na película seca possibilita a continuidade elétrica entre as partículas de zinco e o aço. em função do mecanismo de formação da película. na presença de água e oxigênio que podem penetrar pela película de tinta.3 Eletroquímico . No campo da proteção anticorrosiva. entretanto. Os valores mais adequados se situam entre 80-93% em peso. ainda.A passivação conferida pelo zarcão deve-se às suas características básicas ou alcalinas. Na reação com os óleos vegetais (p. a ele deve-se ligar um outro que lhe seja anódico. Em atmosferas agressivas (marinha e industrial) essas tintas têm-se constituído num dos principais revestimentos anticorrosivos.5 CARACTERÍSTICAS DOS VEÍCULOS FIXOS VOLÁTEIS CONSTITUINTES DAS TINTAS OU NÃO Como já vimos. óleo de linhaça) ocorre a formação de sabões metálicos que. Quando expostas ao exterior apresentam tendência ao gizamento (chalking). se a quantidade de zinco for excessiva.1 Resinas que Formam a Película por Evaporação de Solventes  Vinílicas Do ponto de vista químico. elas apresentam baixa resistência térmica. sob risco de se ter a degradação da resina com a liberação de ácido clorídrico. Por outro lado. já que é o responsável pela formação da película e. que tendem a bloquear os poros do revestimento. As tintas ricas em zinco além da proteção por barreira conferem também a proteção catódica. geralmente epóxi.ex. No grupo das resinas vinílicas pode-se destacar ainda a resina de polivinilbutiral. Como desvantagem. as resinas vinílicas de maior interesse são os copolímeros obtidos a partir dos monômeros cloreto e acetato de vinila. ou em silicatos inorgânicos ou orgânicos. Como.

 formação de película de fosfato à semelhança dos processos convencionais de fosfatização. é importante a adição . de ésteres acrílicos e de epóxi. o tetroxicromato de zinco e o zinco da superfície metálica. Algumas hipóteses propostas para explicar a função de cada um dos componentes do wash-primer quando aplicado sobre aço são:  reação do ácido fosfórico com a superfície metálica. sobre os substratos de aço galvanizado. como na pintura em ambientes confinados ou com baixa ventilação. ocorre a coalescência e conseqüente interligação das partículas dos constituintes das tintas e formação de película contínua. porém de pouca importância no campo da proteção anticorrosiva. por ocasião da aplicação.5% de ácido fosfórico. tintas de emulsão aquosa de poli (acetato de vinila) (PVA). chamadas tintas de emulsão aquosa. São resinas versáteis. PVA. conferem ao conjunto todas essas propriedades. Dentre as resinas vinílicas amplamente empregadas pelas indústrias de tintas. que formam a película por evaporação de solventes. Sua principal característica é a excelente retenção de cor. As resinas acrílicas. quando incorporadas em formulações com outras resinas. usam água como uma das fases. Com a evaporação da água. que curam com auxílio de energia térmica. podendo ter elevada elasticidade. devido a sua grande resistência à decomposição pelos raios ultravioleta. Essas resinas são desenvolvidas em dois grupos:  as termoestáveis (termorrígidas). Foram desenvolvidas. envolve a reação entre o ácido fosfórico. de estirenobutadieno. O mecanismo de aderência dessa tinta. uniforme e protetora. também. em proporções indicadas pelo fabricante. uma solução alcoólica com cerca de 3. tetroxicromato de zinco e álcoois e o componente B. Essas tintas. Podem também apresentar mecanismo filmógeno por coalescência.que é empregada na fabricação das chamadas tintas wash-primers. ou então certos tipos podem ser tão rígidos que admitem usinagem. em função do mecanismo de formação da película. Na formulação das tintas de fundo acrílicas solúveis em água. através de esterificação. não amarelando quando exposta às intempéries.  uma película sobreposta de polivinilbutiral que protege e age como adesivo das películas inorgânicas formadas. servindo ainda de base para aplicação das demãos subseqüentes.  Acrílicas São resinas obtidas a partir dos ácidos acrílico e metacrílico. Os tipos termoplásticos não resistem obviamente a solventes. Esses dois componentes são misturados.  as termoplásticas. empregadas na fabricação de tintas para a construção civil com finalidades decorativas. bem como resistência a óleos e graxas. solúveis em água vêm sendo empregadas quando existe problema de poluição ambiental. estão aquelas à base de acetato de polivinila.Tintas acrílicas e epóxi. Essas tintas têm a função de promover a aderência de sistemas de pintura sobre superfícies de aço galvanizado e de alumínio. Elas são normalmente fornecidas em dois componentes (A e B): o componente A contém a resina polivinilbutiral.

e não são saponificáveis. HCI. ésteres. havendo formação de ácido clorídrico proveniente da decomposição da resina. Sob a ação da radiação UV. uma película de borracha clorada. cetonas e solventes clorados. A película é extremamente impermeável. tais como:  boa resistência a produtos químicos. e sim sobre uma tinta de fundo epóxi. Vários casos de falhas prematura sem sistemas de pintura à base de borracha clorada já foram detectados.de pigmentos inibidores para evitar o flashrust. e sim uma dispersão. estabilizadores como epicloridrina e óxido de zinco são adicionados às tintas.  baixa permeabilidade ao vapor d' água. Dessa maneira. As tintas de borracha clorada têm sido utilizadas em vários segmentos industriais e a elas são creditadas propriedades importantes. é prática comum não aplicar essas tintas diretamente sobre superfícies ferros as. atacar a chapa de aço sobre a qual a película está aplicada. assim como aos óleos . Na realidade essas tintas de emulsão aquosa deveriam ser chamadas de tintas de dispersão aquosa. pois não se tem realmente uma emulsão. isto é. É também resistente às soluções de ácidos e bases. ela possui a natural tendência de se decompor. As tintas acrílicas solúveis em água também são usadas com bom desempenho na pintura de concreto. mesmo em água salgada. Apresentam ainda a propriedade de permitir a passagem de vapor d' água. como é o caso de concreto. pois apresentam aderência sobre substrato alcalino. com liberação de ácido clorídrico. Outro fator que provoca a decomposição é a temperatura. Assim sendo. inclusive. sendo aconselhado o seu uso para revestimentos de equipamentos que trabalhem em imersão constante. possibilitando a saída de umidade interna do concreto sem que haja empolamento da película de tinta. há necessidade da incorporação de um plastificante compatível a fim de melhorar a adesão da película. exposta a temperaturas elevadas. não se recomenda a utilização de tintas de borracha clorada para superfícies com temperatura acima de 65°C. mas não de água no estado líquido. começa a se decompor liberando HCI que pode. Na prática. Hoje em dia. O contato com superfícies ferrosas e de estanho acelera a decomposição. a fim de se evitar o contato direto da borracha clorada com o aço.  não são inflamáveis (película seca).  boa resistência à umidade. a corrosão superficial do aço devida à presença de água.  Borracha clorada A borracha clorada é uma resina obtida por cloração da borracha natural Apresenta um teor de cloro de cerca de 67% e é obtida em pó granular branco: A borracha clorada é solúvel em hidrocarbonetos aromáticos. Como é dotada de alta força de coesão entre as moléculas.

óleo de soja. As tintas a óleo. Atualmente. óleo de tungue. demarcação de tráfego e revestimento de piscinas. apesar dos inconvenientes citados. média. sendo definidas pelo tipo de óleo empregado. revestimento de concreto.  teor ou comprimento em óleo . óleo de oiticica. Entretanto. de acordo com o grau de insaturação (presença de duplas ligações. elas podem ser curta. .nesse caso. Nesse sentido. As parafinas cloradas são as mais empregadas para essa finalidade. que são produtos amplamente conhecidos em termos de eficiência anticorrosiva para superfícies ferrosas. 2. pentaeritritol) com poliácidos ou seus anidridos (anidrido ftálico) modificados com ácidos graxos livres ou contidos em óleos vegetais. média curta. cabe ressaltar a importância das tintas à base de zarcão e óleo de linhaça. devido a sua secagem lenta e tendência ao amarelecimento da película. Eles podem ser classificados em secativos. Entretanto.2 Resinas que Formam a Película por Oxidação  Óleos vegetais Os óleos vegetais têm se destacado ao longo de toda a história da indústria de tintas. reduz a resistência química da película. longa e muito longa. Os óleos de maior uso na indústria de tintas são o óleo de linhaça.  Resinas alquídicas modificadas com óleos vegetais As resinas alquídicas são poliésteres resultantes da reação entre álcoois poliídricos (glicerol. esses últimos são os mais utilizados como fonte de ácidos graxos. as características de aplicação e a resistência aos raios ultravioleta. conforme teores mostrados a seguir: As tintas com resinas alquídicas curtas em óleo possuem secatividade mais rápida. entretanto. óleo de coco e óleo de mamona. pois a sua resistência química não é elevada.Os óleos animais e vegetais. A combinação de óleos vegetais com resinas sintéticas resulta em veículos fixos com melhores propriedades para a fabricação de tintas para os diversos setores da indústria. A combinação de borracha clorada com resinas alquídicas melhora a aderência da tinta. As resinas alquídicas podem ser classificadas com base nos seguintes parâmetros:  secatividade . são produtos que conferem uma boa proteção anticorrosiva ao aço em atmosferas não muito agressivas.5. amolecem a película. essas tintas estão sendo cada vez menos empregadas. Os plastificantes devem ser insaponificáveis. -C=C-) que pode ser avaliado pelo índice de iodo.minerais. semi-secativos e não-secativos. Nas chamadas tintas a óleo são empregados como veículo fixo único na formulação de tintas.secativas e não-secativas. média longa. As tintas de borracha clorada são utilizadas em atmosferas industriais.

são produtos que apresentam bom desempenho. modificadas com óleos vegetais. As tintas alquídicas. mais lenta será a secagem da tinta e tanto menor será a qualidade do produto em termos de resistência a agentes químicos. superior à das tintas alquídicas. indústria mecânica pesada e pintura doméstica. térmica e a água. As tintas formuladas com esse tipo de resina apresentam resistência química. construção civil. Atualmente. apesar de possuírem resistência química superior à das tintas a óleo.  Resinas fenólicas modificadas com óleos vegetais São as resinas obtidas da reação de condensação de um fenol com um aldeído. principalmente devido à alta reatividade do óleo de tungue. como. também conhecidas no mercado como tintas sintéticas. Entretanto. Não são indicadas para atmosferas muito agressivas quimicamente. etc. 2.. industrial leve. por exemplo: As resinas fenólicas. Não se produzem tintas de cores claras com essa resina pelo fato de amarelecerem rapidamente ao exterior. urbana. essas resinas são empregadas na fabricação de tintas pigmentadas com alumínio.5. são resultantes da reação entre uma resina fenólica propriamente dita e óleos vegetais como linhaça. além de possuírem custo inferior ao das outras tintas anticorrosivas. obtendo-se as chamadas tintas de alumínio fenólicas. também são passíveis de serem saponificadas. São muito utilizadas em manutenção industrial.3 Resinas que Formam a Película por Polimerização à Temperatura Ambiente . e de serem de fácil aplicação. em atmosferas rural.Quanto maior o teor em óleo na resina. tungue e oiticica.

sendo usados em primers para aparelhos eletrodomésticos. as resinas co-reagentes (fenólicas. alquídica e melamina-formaldeído numa proporção aproximada de 1:2:1. devido à resina fenólica ser escura). Além disso. álcalis e detergentes. a formação de polímero entrecruzado é induzida por calor.também são apresentados de uma forma geral numa proporção de 70:30 . essas composições têm excelente resistência a água.resina epóxi/resina fenólica.  .é uma composição de resinas epóxi. e com este sistema alcança-se o máximo em resistência química. flexibilidade e adesão. Entre esses sistemas. de custo muito alto. apresentam alta resistência à abrasão e ao impacto. onde o máximo de qualidade é necessário.  epóxi/uréia-formaldeído e epóxi/melamina-formaldeído – esses sistemas são apresentados de uma forma geral na proporção de 70:30 .resina epóxi/resinas amínicas. apresentam excelente resistência química.Elas possuem o característico grupamento epoxídico: As matérias-primas ou monômeros normalmente usados são a epicloridrina e o difenilolpropano (ou bisfenol-A): Os revestimentos à base de resina epóxi podem apresentar-se de várias formas. dos mais importantes veículos com que se conta atualmente para um efetivo combate aos problemas de corrosão. Nesses sistemas. . amínicas. etc. Em geral. sem dúvida alguma. Essa importância é derivada de suas boas propriedades de aderência e de resistência química. respectivamente. Além de excelente adesão. como visto a seguir. As resinas epóxi são polímeros obtidos por condensação e podem ser preparadas com estrutura e pesos moleculares predeterminados.) possuem oxidrilas que reagem com o grupamento terminal epóxi. dando lugar à formação de ligações cuja estabilidade química é conhecida. Sistemas de estufa. (A única desvantagem é que com eles não se podem fazer revestimentos de cor clara.epóxi/fenólica . podem-se destacar:  sistema de três componentes. Resinas epoxídicas ou epóxi As resinas epóxi ou epoxídicas são. Esses sistemas. obtendo-se resinas sólidas (pesos moleculares acima de 900) e líquidas (pesos moleculares da ordem de 380). alquídicas.

Nesses sistemas. O teor de zinco metálico na película seca dessas tintas é superior a 88%. Tintas epóxi curadas com poliaminas aromáticas. o gizamento altera basicamente as propriedades estéticas da película. Como características gerais. Além disso. nas quais a resina e o endurecedor ou agente de cura são misturados pouco antes da aplicação. São as chamadas tintas a dois componentes. As resinas epóxi apresentam ainda um campo de aplicação acentuado na fabricação de tintas de fundo ricas em zinco. Depois da mistura. fenômeno que corresponde a uma degradação superficial da resina pelos raios ultravioleta. onde chove muito. em geral. como dureza. que constituem excelente combinação entre as propriedades mecânicas e químicas da resina epóxi com a excelente resistência do alcatrão à água. as tintas epoxídicas de dois ou mais componentes apresentam excelentes propriedades mecânicas. como conseqüência. Esse tempo é chamado de pot-life da tinta. para sistemas de pintura de alto desempenho em atmosferas de alta agressividade. Já as tintas epoxídicas curadas com poliamidas apresentam melhor resistência a água e ambientes úmidos do que aquelas curadas com poliaminas. Uma das tintas indicadas como condicionadora de aderência de sistemas de pintura em superfícies de aço galvanizado é formada pelo sistema de resina epóxi e poliisocianato alifático. produtos que apresentam melhor resistência a substâncias químicas (álcalis. além de serem mais flexíveis. O mecanismo básico de atuação está na boa aderência desse revestimento ao substrato metálico e boas características de proteção por barreira. a formação do polímero entrecruzado é devida à reação entre a resina epóxi e um agente endurecedor ou agente de cura que também é uma resina. fazendo com que o pigmento fique solto na superfície. contendo pigmentos lamelares como. resistência à abrasão e ao impacto. solventes) do que aquelas curadas com poliamidas. é bastante considerável e. são produtos indicados para proteção anticorrosiva de superfícies ferrosas não-jateadas. Limpandose a superfície empoada (pó esbranquiçado). destacar que as tintas epoxídicas. Podem ser empregadas como tintas de fundo. por exemplo. nota-se que o sistema retém a sua cor natural e não se observam falhas na película do revestimento. como em tanques para armazenamento. As tintas epoxídicas curadas com aminas ou poliaminas (aduto epóxi-amina alifática) são. portanto. perdem brilho e cor muito rapidamente. Vale. quando expostas ao intemperismo natural (ao exterior). a tinta endurece. As tintas epoxídicas curadas com poliisocianatos são produtos de elevada resistência química. alumínio. após esse tempo. tem sido observado em certas regiões. podendo reduzir a proteção anticorrosiva.Sistemas de dois componentes. não mais permitindo sua utilização. ácidos. A adição de resina acrílica nas formulações aumenta a resistência ao empoamento. apresentam a formação de gizamento (chalking). Quando necessário maior resistência aos raios ultravioleta são indicadas as tintas de poliuretano alifático. e aplicadas em alta espessura (120-150µm). presentes no espectro solar. e. a tinta tem um tempo durante o qual a sua aplicação pode ser feita e. intermediária e de acabamento quando se deseja alta resistência à corrosão em meios agressivos. Entretanto. apresentam fraca resistência aos raios ultravioleta. quando esse processo de limpeza não puder ser empregado. Isto possibilita a aplicação deste sistema a um semnúmero de casos. que a redução de espessura da película. devido a este fenômeno. instalações industriais. Não poderiam deixar de ser citadas as tintas à base de epóxi/alcatrão de bulha (coal-tar epoxi). entretanto. principalmente devido à presença de pigmentos lamelares. A reação pode-se dar à temperatura ambiente e os endurecedores mais empregados são as poliaminas e as poliamidas. tubulações . Em princípio.

4 Resinas que Formam a Película por Polimerização Térmica – Silicones Os silicones são polímeros semi-orgânicos. alternando átomos de oxigênio e silício. elastômeros e resinas. são fornecidas em dois componentes (A e B). juntamente com agentes endurecedores ou de cura.5.  Resinas poliuretânicas Os poliuretanos são polímeros obtidos a partir da reação de compostos poliidroxilados (polióis) com poliisocianatos: Atualmente. Essas tintas caracterizam-se pelas excelentes propriedades anticorrosivas.6-toluenodiisocianato(TDI).4-toluenodiisocianato e o 2. também. Normalmente. são mais indicadas para ambientes internos. como o diisocianato hexametileno. e o aromático. o componente A contém a resina poliidroxilada (poliéster ou acrílica) e o componente B (agente de cura) contém o poliisocianato alifático ou aromático. como o 2. em combinação com resinas betuminosas. os dois mais empregados são os tipos alifáticos (cadeia linear).de adução de água. As tintas de poliuretano. Com relação às tintas de poliuretano aromático. dificilmente apresentam gizamento. As tintas epóxi sem solvente. Os silicones têm um esqueleto inorgânico. em meios de alta agressividade. principalmente pigmentadas com zinco e. As tintas de poliuretano monocomponente são produtos que reagem com a umidade do ar para dar origem à formação da película. bem como por suas notáveis propriedades físicas da película. . razão pela qual são as tintas de acabamento que apresentam melhor retenção de cor e brilho quando expostas ao intemperismo natural. Com relação aos poliisocianatos. permitindo a obtenção de revestimentos de alta espessura de película e bastante resistentes aos agentes químicos. 2. os polióis mais empregados são os poliésteres poliidroxilados e as resinas acrílicas poliidroxiladas. pois quando expostas ao intemperismo natural mostram fraca retenção de cor e brilho e apresentam a formação de gizamento. muito semelhante à sílica. que podem ser obtidos sob as formas de fluidos. Além disso. resistência à abrasão. e que é responsável pelo seu comportamento inerte e pela resistência ao longo de uma larga faixa de temperaturas. Podem ser obtidas altas espessuras numa só aplicação: 120 a 200 micrômetros. etc. As tintas de poliuretano alifático são produtos que apresentam excelente resistência aos raios ultravioleta. etc. como dureza. a exemplo das tintas epóxi. As resinas para essa finalidade têm sido mais empregadas em tintas de fundo. comportas de represas. resinas epóxi líquidas. têm sido usadas para aplicação sem solvente.

sem maior prejuízo das outras qualidades inerentes aos silicones.000. etc. O átomo de cloro das organoclorossilanas reage facilmente com água formando o composto hidroxilado correspondente: R2SiCl2+ 2H2O  R2Si(OH)2+ 2HCl As hidroxissilanas sob influência de temperatura. resistem bem a todos os tipos de soluções aquosas. sendo os silicones inferiores às resinas orgânicas em várias propriedades. deixam um pouco a desejar quando comparadas com as melhores resinas usadas em revestimentos de superfícies. As polioxissiloxanas são obtidas a partir das organoclorossilanas de fórmula geral RnSiCl 4-n.000 a 5. onde R é um grupo metila ou fenila. Revestimentos à base de silicones podem ser usados em temperaturas da ordem de 350°C. No que diz respeito à resistência química.os silicones são compatíveis com resinas alquídicas curtas e médias em óleo.composição física . resistência mecânica. e o tempo de vida útil das soluções pode chegar a dois anos. . facilidade de polimerização. como resistência aos solventes. apresentando razoável vida protetora. uma combinação de radicais metila e fenila. ou mesmo superiores. Por outro lado. resinas amínicas. fenólicas solúveis em óleo.composição química .Completando a estrutura das polioxissiloxanas (silicones). As resinas silicone são fornecidas em soluções de hidrocarbonetos aromáticos em concentrações que variam de 50 a 80%. As propriedades principais dos revestimentos à base de silicones são resistência ao aquecimento e resistência à exposição prolongada ao tempo. No entanto. no caso de resinas.. adesão. de excelente resistência a agentes químicos. acrílicos.aquecendo silicones com resinas orgânicas que têm oxidrilas livres. podem-se formar compostos do tipo Si-O-C. e se podem ter valores que variam de 0 a 3. Oferecem resistência à exposição prolongada ao tempo devido à resistência à radiação ultravioleta e repelência à água. Essas modificações podem ser feitas de duas formas: . esses radicais (R) sãona maioria grupos metila. polimerizam rapidamente a polioxissiloxanas. sendo polímeros de alto custo. em presença de HCl. . ésteres de epóxi. surgiu o interesse de fazer a modificação dos silicones com resinas orgânicas. têm-se vários tipos de radicais orgânicos: Nos casos de fluidos e elastômeros. resinas cumaronaideno. e podem ser com estas compostas por simples mistura física. O peso molecular médio varia de 1.

Além das características citadas. Segundo alguns fabricantes. O mecanismo de formação da película está relacionado com a reação entre o pó de zinco. portanto. ou na forma pré-dispersa. por isso a velocidade de curada película depende em muito dessa umidade. também pode resistir até temperaturas da ordem de 600°C. Uma contém o zinco em pó. pois a cura da película não é afetada se a umidade relativa do ar atingir níveis elevados após a aplicação. A formação da película ocorre através da reação com a umidade do ar.Na cura dos silicones.5. são empregadas na fabricação de tintas de fundo ricas em zinco.5 Resinas que Formam Películas pelo Mecanismo de Hidrólise  Silicato de etila A resina de silicato de etila é largamente empregada na fabricação de tintas de fundo ricas em zinco.  Silicatos inorgânicos alcalinos Essas resinas. etc. as tintas à base de silicone-alumínio protegem o ferro contra oxidação até a temperatura de 600°C. etc. a resina silicone é destruída lentamente. São produtos empregados em sistemas de pintura de alto desempenho para proteção anticorrosiva de superfícies ferrosas expostas em atmosferas de elevada agressividade. esse tipo de mecanismo é extremamente importante. são diluíveis em água. seguido de um acabamento de alumínio-silicone. como marinha e industrial. são necessárias temperaturas da ordem de 300°C. o silicato alcalino e o substrato. Uma das características principais das tintas ricas em zinco é o fato de elas conferirem ao aço o mecanismo de proteção catódica na presença de eletrólito. ferros de engomar. Naturalmente. um primer de zinco-silicone. Essas tintas são fornecidas em duas embalagens. a este nível de temperatura. Nos sistemas de pintura. uma contendo o pó de zinco e a outra a solução da resina. formando uma camada protetora contínua. 2. havendo a formação de um silicato de ferro e zinco . Tais tintas. As mais empregadas são as resinas de silicatos alcalinos de lítio. O aquecimento deve ser feito à base de 50°C/hora até 250°C e depois permanecer três horas nessa condição ou subir lentamente a temperatura aproximadamente 50°C/hora até alcançar temperatura de operação. são tintas que possuem excelente resistência térmica (temperatura até 400°C). tais como aquecedores. enquanto líquidas. tubulações que transportam produtos a altas temperaturas. Primers à base de pó de zinco-silicone podem ser utilizados até temperaturas da ordem de 400°C. são usados principalmente em aparelhos eletrodomésticos. O teor de zinco metálico na película seca de tinta silicato de etila-zinco é superior a 75%. a fim de se formar um polímero termoestável. Do ponto de vista da aplicação. Supõe-se que a sílica proveniente da resina tem papel preponderante na junção do alumínio ao ferro. a exemplo da resina de silicato de etila. para sistemas de alto desempenho em atmosferas de elevada agressividade. a solução da resina. potássio ou sódio. Como revestimentos decorativos. fornecidas em duas embalagens. bastante difundido este revestimento para proteger chaminés. enquanto o alumínio "sinteriza" o ferro. e a outra. É. elas reduzem substancialmente o avanço da corrosão sob o revestimento nas áreas danificadas. tubos de escapamento de gases quentes.

São tintas cujas películas possuem boa resistência térmica. esse recipiente possui uma região para recuperação da tinta que se escoa da peça. só desperdiça solvente). a aplicação eletrostática de revestimentos à base de pós (powder coating).  Imersão simples É o processo em que se mergulha a peça a ser revestida em um "banho" de uma tinta contida em um recipiente.1 Imersão Pode ser dividida em dois processos. devido ao alto teor de zinco na película seca. até aproximadamente 600°C. 3. Pode-se incluir. aproveitamento de pessoal não-especializado e qualificado. Normalmente. após sua retirada do "banho". Essas tintas também conferem ao aço o mecanismo de proteção catódica. por minimização de perdas (apesar da evaporação que. Tal processo oferece uma série de vantagens. fácil operação.próximo ao substrato. como economia. em presença de eletrólito. entretanto. e um polímero de sílica-oxigênio-zinco em toda a película. ainda. descritos a seguir. aspersão por meio de pistola convencional ou por meio de pistola sem ar (airless spray). a rolo. a trincha. 3. PROCESSOS DE PINTURA Os processos para a aplicação de uma tinta sobre uma superfície são basicamente quatro: imersão. utilização mínima de operadores e equipamentos. a .

não aderida.2 Aspersão É o processo em que se usa o auxílio de equipamentos especiais e ar comprimido. Na aspersão sem ar (airless) ou com pistola de alta pressão ou hidráulica. o ar atomiza as partículas que são então lançadas sobre a superfície que se deseja revestir. a tinta escorre pela superfície e. descritos adiante. A viscosidade da tinta. deve estar situada na faixa 20-30 segundos (20-30" FC4). de modo a que a tinta seja atraída pela peça (que. uma diferença de potencial. é removido por posterior lavagem. as partes de cima sempre terão menor espessura que as partes de baixo. A aplicação por aspersão é particularmente recomendada para locais onde não haja ventos. Na aspersão simples. sem ar e eletrostático. porém. entre a peça e a tinta onde ela está mergulhada. conseqüentemente. que permite sua polarização. que possam fornecer películas mais espessas. sem necessidade de diluição. etc. Em vez de usar um jato de ar para esta . pois isto acarreta grandes perdas de tinta. não havendo pontos falhos sem aplicação de tinta.peça fica completamente recoberta. A imersão é usada tanto em pequenas peças como até em carrocerias de automóveis. As desvantagens são espessura irregular. deve-se manter o banho em constante agitação. Usando esta propriedade. obviamente. a 2SOC. pois. baixa espessura de película (salvo em casos especiais). a quente. quando a peça é retirada do banho. As tintas usadas possuem. após o que a peça é introduzida em estufa para que a película venha a se formar por ativação térmica. obtém-se uma tinta com viscosidade conveniente para aplicação. onde se encontra um forte jato de ar. Neste processo obtêm-se películas com ótimo aspecto estético. Na aspersão a quente. Tanto para a imersão simples quanto para a eletroforética. o processo de atomização das partículas é diferente. devido ao fato de ser a viscosidade uma variável inversamente proporcional à temperatura (salvo casos específicos). 3. prejudicando o aspecto estético. tem de ser metálica).O excesso de tinta. medida em Copo Ford n. exigindo porém aplicadores treinados. Chocando-se com o filete de tinta. A aplicação por meio de pistola (aspersão) pode ser feita por quatro processos principais: simples.  Pintura eletroforética É o processo em que se mantém o mesmo princípio da imersão simples. É também recomendado para grandes superfícies planas. com espessura na faixa 20-40µm.° 4. para que a suspensão seja facilitada. Dessa forma. para forçar a tinta a passar por finos orifícios. toda a peça fica recoberta com uma camada uniforme e aderente de tinta. para que os sólidos (principalmente pigmentos) fiquem em suspensão. a peça é ligada a retificadores e estabelece-se. a tinta é aquecida antes de sua aplicação. uma formulação especial. A finalidade é aplicar produtos com maior viscosidade. a tinta é aplicada apenas com o uso dos equipamentos convencionais. A pintura eletroforética está sendo aplicada principalmente na indústria automobilística. principalmente nos pontos onde existam furos. tendência a apresentar escorrimentos. Daí a necessidade de tais tintas possuírem baixo teor de pigmentação. depressões ou ressaltos na peça.Dessa forma.

 reservatórios . o filete de tinta sofre uma expansão brusca que ocasiona a pulverização da tinta. O custo do equipamento é bastante elevado. sendo uma para abriro jato de ar e a outra para abrir o filete de tinta. como é o caso da aplicação à pistola. gatilho e cabeçote. o bom uso da trincha depende do conhecimento de pequenos "segredos”. O cabeçote. como também o entupimento da pistola. o uso de trincha é bastante generalizado. em comparação aos convencionais. que dirige o filete de tinta em direção ao jato de ar de atomização. Além disso. de um modo geral.são tanques pressurizados. contém a capa de ar.é uma ferramenta usinada e que se divide em corpo. Apesar de bastante simples. Além disso. 3. é um método de aplicação bastante eficiente na pintura de tubulações de pequeno diâmetro em locais sujeitos a muito vento. para cordões de solda. Este processo é particularmente vantajoso para ser usado em superfícies planas e de grandes dimensões. a transferência da tinta para a superfície deve ser feita por .fornece o ar necessário à impulsão do filetede tinta e também à sua pulverização. que é o elemento de vedação. não servindo para serviços que exijam grandes efeitos estéticos. Na aspersão eletrostática. entre a tinta e a peça. o filete de tinta é impulsionado para fora do equipamento com uma velocidade extremamente grande. O acabamento obtido tem aspecto grosseiro. estabelece-se.  mangueiras. e a agulha. para evitar não só sua deterioração prematura. o bico de fluido. bem como para ambientes com pouca ventilação. As mangueiras de tinta devem possuir revestimento interno resistente aos solventes. conseguindo-se isto com pressões elevadas de impulsionamento (cerca de 30 MPa ou 300kg/cm2). apresenta baixo rendimento.  compressor . quando for o caso. são os seguintes:  pistola . A quantidade de tinta lançada é extremamente grande. pois se trabalha com pressões elevadas. sendo então lançada sobre a peça a ser revestida. não sendo usada. por sua vez. e exige maiores cuidados de segurança.usadas para conduzir a tinta e o ar de seus reservatórios para a pistola. pois a parte superior. O gatilho possui duas posições de acionamento.3 Trincha Em equipamentos industriais de médio porte e situados ao ar livre. a viscosidade não precisa estar na faixa 20-30" FC4. Como desvantagem. que é a responsável pela pulverização da tinta. uma ddp. aumentando a velocidade de trabalho. Os equipamentos usados para o processo de aspersão. não mergulhar por completo as cerdas da trincha na tinta. permitindo um melhor aproveitamento da tinta e completo revestimento da peça. cantos vivos. devido à não-exigência de grande preparo profissional por parte do aplicador. que contêm a tinta a ser aplicada. podendo-se aplicar até produtos pastosos. sendo o rendimento bem mais baixo que o da aspersão. como. ou canecas. por exemplo. acarreta perdas (embora pequenas) e estraga prematuramente a trincha. arestas. que faz com que as partículas do revestimento sejam atraídas para a superfície.finalidade. como na pintura de grandes tanques e na indústria naval. A película obtida é razoavelmente espessa. Ao sair do equipamento impulsionador.

em aquecendo-se a composição. cobrem-no totalmente. acetato.5 Revestimentos à Base de Pós (Powder Coating) O princípio básico é formular uma tinta na forma de um pó seco. A função do ar é manter o pó em suspensão. secas e guardadas envoltas em papel impermeável ou plástico. em termos simples. Ao esfriar. pois devem ter incorporado um agente endurecedor apropriado. quando orientadas em direção a um objeto ligado à terra. seja devidamente recoberto. 3. Para uma tinta aderir bem a uma superfície. Os pós são obtidos dispersando-se os pigmentos no polímero. cargas. O pó obtido tem uma vida útil que pode variar de três a seis meses. Em geral. 3. ao passo que os mais recentes pós termoestáveis são produzidos pela indústria de tintas. Os pós termoplásticos são ã base de poli (cloretode vinila) (PVC). Após o uso. butirato de celulose e poliamidas. faz-se a cura avançar ao estágio seguinte.pequenas passadas por áreas ainda não pintadas. através do qual é insuflado ar à pressão constante.consiste em passar o pó através de uma pistola especial que na sua saída forma um campo magnético. pigmentos. A desvantagem deste método é a dificuldade de se controlar a espessura da película. Compreende o preparo e o condicionamento da superfície e a aplicação de tinta propriamente dita.4 Rolo Para superfícies planas e de áreas relativamente grandes. e joga-se em bandejas. a película é formada pela fusão da resina. após o que se alastra o material. numa caixa com fundo falso poroso. não se consegue obter em uma demão espessuras elevadas como às vezes se deseja.  Pistola eletrostática . Apresenta a vantagem de não se precisar aquecer previamente o objeto. o qual carrega as partículas negativamente de forma que estas. de forma que um objeto aquecido. O acabamento obtido é pior que o da aspersão e melhor que o da trincha. pois apresenta bom rendimento. as cerdas devem ser limpas com solvente adequado. Prepara-se misturando-se os componentes a frio: resina. e são também de composição mais complexa. endurecedor. quando mergulhado no pó. moendo em seguida e peneirando. bastando colocá-lo em estufa para que a película seja formada. Os pós termoplásticos são produzidos principalmente pela indústria de plásticos. podem apresentar-se de duas formas: não-conversível (termoplástica) e conversível (termoestável). 4. ESQUEMAS DE PINTURA Chama-se esquema de pintura ao conjunto de operações realizadas para a aplicação de um revestimento à base de tintas. Da mesma forma que as tintas convencionais. o rolo é recomendado. a composição solidifica e está pronta para ser moída e peneirada. materiais auxiliares e. deve-se aplicá-la sem que existam impurezas .polietileno.consiste. A maioria dos pós termoestáveis são baseados em resina epóxi. Esses tipos de revestimentos podem ser aplicados pelos seguintes métodos:  Leitofluidizado(fluidisedbed).

b) sólidos por volume .CONTROLE DE QUALIDADE A inspeção deve ter três fases distintas: a das tintas recebidas. produtos químicos. Fe2 O3 ou FeOOH. o que. Evidentemente. poeira. sais solúveis. então. provocará a falha do revestimento. com o tempo. certamente. compacta e aderente à superfície metálica. = rendimento teórico (m /L) V. óleos e graxas. pois vai evitar que tintas que não estão em conformidade com as especificações sejam aplicadas. . compacta e aderida à superfície do aço. a de limpeza e aplicação. no caso geral. e tendo aderência ao substrato. A inspeção das tintas recebidas é importante. os ensaios mais comuns são: a) sólidos por peso .sobre a última. que a remoção dessas impurezas tem de ser efetuada antes da pintura. isto é. restos de pintura desagregados ou em desagregação. carepa de laminação. como ferrugem ou outros óxidos. umidade. bastante útil na aplicação das tintas. capazes de reagir com o óxido de ferro. etc. tendo como condição que a ferrugem seja limpa. de acordo com a fórmula: 2 R.propriedade relacionada com a consistência da tinta. Cita-se a aplicação de tintas sobre camadas oxidadas. Geralmente elas contêm em sua formulação compostos como tanino. = teor de sólidos em volume (%) E = espessura de película seca (µm) c) viscosidade .indica o percentual de não-voláteis em peso existentes na tinta e serve para mostrar a quantidade de solventes existentes na tinta. No laboratório. 5. e a de manutenção ou de desempenho. o que é prejudicial à aderência da tinta e. Essas tintas têm seu campo de aplicação quando da impossibilidade da limpeza por jateamento abrasivo. INSPEÇÃO DE PINTURA .indica o volume de sólidos existentes na tinta e serve como dado para o cálculo do rendimento teórico de uma tinta. Tintas convertedoras de ferrugem são as que podem ser aplicadas sobre superfícies oxidadas. os equipamentos que vão ser pintados possuem uma ou mais dessas impurezas. complexando-o. levará a falhas na proteção anticorrosiva. ou ácido oxálico. É óbvio. com ferrugem.

mostra qual o intervalo para aplicação de uma nova demão de tinta. .mostra a resistência da película a riscos ou a fraturas por impacto.  secagem para repintura . por exemplo.indica o poder da película de se moldar às deformações do substrato. em quanto tempo a película está seca ao toque.  secagem à pressão . Indica. Têm-se:  secagem ao toque . picnômetros metálicos e) tempos de secagem . em quanto tempo uma nova demão pode ser aplicada sobre a anterior e o tempo de secagem completa da película para manuseio da peça. já que essas são fabricadas com matérias-primas com diferentes densidades.propriedade importante no controle de qualidade das tintas.indica o valor mínimo de espessura que se obtém ao se aplicar a tinta por determinado processo.propriedade relacionada com os diferentes estágios de formação da película. f) dureza . i) identificação da resina da tinta.  secagem completa .ao se tocar suavemente a película de tinta. h) espessura por demão .é o tempo mínimo que se deve esperar para que o equipamento entre em operação.a película está seca para o manuseio da peça. g) flexibilidade . não há transferência dessa para o dedo.viscosímetros – copos ford d) peso específico (densidade) .

A umidade relativa também deve ser verificada. pois acima de 85% a pintura com tintas convencionais não é aconselhável. como por exemplo: a) que a aplicação da primeira demão de tinta de fundo seja efetuada o mais rápido possível. entretanto. se a diluição da tinta foi corretamente efetuada e se houve perfeita homogeneização para remoção do "fundo". . após o preparo da superfície. Câmara de luz Para pesquisar: como são aplicados os seguintes testes de controle de qualidade de uma tinta: poder de cobertura. viscosidade e natureza da resina? A inspeção de aplicação deve ser efetuada para verificar se a tinta é aplicada dentro dos melhores preceitos da técnica. para evitar oxidação e contaminação da mesma. 1) brilho e cor. alguns pontos importantes devem ser observados. da mesma forma que a temperatura do substrato.j) opacidade ou poder de cobertura. Antes. que deve estar entre 10 e 50°C. aderência. Criptômetro de Pfund cartolinas de ensaio k) teor de zinco metálico na película seca (para tintas ricas em zinco). que a aplicação seja permitida. o inspetor deve verificar se a tinta foi armazenada dentro da especificação do material e se o prazo concedido para armazenagem não foi ultrapassado. Durante a aplicação. Também antes da aplicação deve ser verificado se a superfície foi convenientemente tratada.

overspray e excesso ou insuficiência de espessura.ex.. acarreta sérios prejuízos às empresas. recomenda-se. proteção anticorrosiva. Após a pintura final. não aplicá-la após o tempo de vida útil da mistura (pot-life) ter sido ultrapassado. pêlos dos instrumentos de aplicação). pois uma falha prematura. além de comprometer as funções do revestimento. sinalização e estética) por duas razões.ex. executar os serviços de manutenção na pintura para que se obtenha novamente as propriedades desejadas. Três a seis meses depois de aplicada a pintura. Para minimizar os riscos de ocorrência de falhas prematuras nos revestimentos por pintura. b) devido a falhas prematuras no mesmo. como por exemplo: . sangramento. tanto de natureza técnica (parada de equipamentos) como econômica (gastos adicionais para se refazer o trabalho). Deve-se verificar. e com a estrutura ou equipamento operando.. porosidade. c) que a viscosidade seja a ideal . crateras. Dentre as duas razões citadas. casca de laranja e marcas acentuadas de trincha). g) que a dureza de película é aceitável. enrugamento. Em seguida. ainda. é importante considerar uma série de fatores. empolamento (bolhas). descascamento. é usual proceder-se à inspeção do esquema aplicado. tais como: escorrimento. corrosão. impregnação de abrasivo e de outros materiais sólidos (p.b) se a tinta for de dois componentes. a saber: a) a vida útil do mesmo atingiu o seu limite máximo de durabilidade. e) se a espessura seca obtida em cada demão de tinta está em conformidade com a especificação. Neste estágio. comprova-se existência de porosidade. Após a aplicação de cada demão de tinta a película deverá estar isenta de defeitos. h) que a película não seja porosa. Isto é verificado com o uso do detetor de porosidade (Holiday detector). nivelamento deficiente (p. oriundas de vários fatores relacionados com as diversas etapas de especificação e aplicação dos esquemas de pintura.ex. dependendo da agressividade do meio. FALHAS EM ESQUEMAS DE PINTURA ANTICORROSIVA Um revestimento por pintura pode deixar de exercer as suas funções básicas (p. 6. d) se na aplicação da tinta a espessura úmida está sendo controlada. então. fendimento. a segunda é realmente aquela que mais preocupa. Caso se verifique contato elétrico. f) se a aderência de cada demão de tinta está satisfatória.. proceder a inspeções periódicas a cada seis a doze meses. devem ser programadas inspeções periódicas de manutenção visando manter sempre integral a película inicial de tinta. que aplica uma ddp entre o metal-base e a película. se a proporção da mistura foi feita conforme as instruções do fabricante.se a diluição da tinta foi feita de acordo com o boletim técnico do produto e se o diluente empregado é do mesmo fabricante da tinta.

A qualidade final da película do revestimento é um fator extremamente importante. Neste sentido. Por exemplo. os cordões de solda e as áreas adjacentes têm que estar isentas de respingos e de fluxo de solda. a presença de frestas e de cantos vivos ou arestas pontiagudas. de reentrâncias. além de contribuírem para aumentar a durabilidade dos revestimentos. a fim de evitar o desenvolvimento prematuro de corrosão dentro das mesmas.1 Principais Falhas ou Defeitos As falhas prematuras e os defeitos nos revestimentos por pintura podem ser .  as condições prévias do substrato: por exemplo. bem como propiciar condições de aderência para os revestimentos por pintura. óleos. principalmente no que diz respeito ao aspecto da proteção anticorrosiva.). por exemplo. As frestas. o projeto dos equipamentos e das estruturas metálicas: neste sentido é importante que na fase de projeto dos mesmos. se eles possuírem. se existentes. certamente acarretarão uma redução substancial nos custos inicial e de manutenção da pintura. um esquema de pintura alquídico pode proteger de forma satisfatória uma estrutura metálica ou um equipamento numa atmosfera urbana. Ela visa remover os contaminantes da superfície (sais. etc. sempre que possível. principalmente no que diz respeito ao aspecto de proteção. tintas velhas ou antigas.  a especificação do esquema de pintura: é de suma importância que o esquema de pintura seja especificado para resistir às condições de trabalho e de exposição das estruturas e dos equipamentos.). devem ser adequadamente vedadas ou preenchidas.  a qualidade e as características técnicas dos produtos: é importante que as tintas dos esquemas de pintura sejam de boa qualidade e que possuam. Com isso pode-se obter uma redução substancial nos custos de manutenção. Para isso. impacto. é importante que os cordões de solda sejam contínuos e bem acabados (livres de aspereza. etc. Entretanto.  a aplicação das tintas: muitas falhas e defeitos nos revestimentos por pintura são decorrentes de uma má aplicação das tintas. ou que estejam sujeitos a esforços mecânicos (abrasão. De nada adianta especificar corretamente o esquema de pintura se as tintas a serem aplicadas não possuem boa qualidade. 6.  a realização dos serviços de manutenção: nenhum esquema de pintura anticorrosiva é eterno.  a preparação da superfície: esta é uma das etapas mais importantes para que um revestimento por pintura apresente o desempenho esperado. Além disso. sejam evitados. por exemplo. Estes cuidados. a realização de inspeções periódicas para determinar o momento mais adequado para a realização dos serviços de manutenção é um fator extremamente importante para maximizar a durabilidade da proteção anticorrosiva. bem como aumentar a vida útil dos equipamentos e estruturas. é fundamental que o pintor seja um profissional qualificado e tenha conhecimento técnico do produto que vai ser aplicado. para o bom desempenho dos esquemas de pintura. certamente o esquema terá que ser alterado para resistir a estas condições de exposição.). locais que permitam a estagnação de água. graxas. sob todos os aspectos. produtos de corrosão. uma atenção especial. a aplicação correta das tintas é uma etapa que merece. principalmente. etc. Portanto. regiões que permitam a estagnação de água. também. resistência adequada às condições de trabalho e de exposição.

Na tabela abaixo apresentam-se alguns dos tipos de falha ou defeito mais comumente observados nas tintas e nos revestimentos por pintura. Sempre que alguma falha ocorrer de forma prematura é recomendável fazer um estudo para determinara(s) causa(s) provável(eis) responsável(eis) pelo aparecimento da mesma. a preparação da superfície. podem-se evitar problemas futuros de mesma natureza. . a falta de manutenção na época adequada. Com isso. estão relacionados com:      as condições prévias do substrato. a especificação do esquema de pintura a qualidade das tintas.decorrentes de uma série de fatores e. em geral.

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