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Jesus, o perigoso Subversivo

texto de
Carlos Antonio Fragoso Guimarães

Sua

pregação e, mais ainda, seu modo de vida foram interpretados como

subversivos e sua mensagem e exemplos, como questionamentos do status quo das
elites de seu tempo e, portanto, um perigo às forças de ocupação romanas e à
burocracia judaica do Templo de Jerusalém, associadas aos primeiros.
Por sua mensagem ter repercutido em meio aos excluídos, aos marginalizados e ao
povo, seu movimento tornou-se um verdadeiro escândalo para às forças opressoras e,
assim, Jesus de Nazaré foi condenado publicamente à uma dolorosa e vergonhosa
morte, sob duplo julgamento das elites da judeia e das forças do imperialismo
dominante de então: Roma. Tudo isto simplesmente porque este homem pregava o

amor, a fraternidade, a igualdade e a dignidade dos excluídos, dos pobres, dos que
sofrem. Desde então, todos os que lutam pela igualdade, pela paz, pela renovação
social são igualmente atacados, a maior parte sendo assassinada e, depois, tendo as
suas memórias apossadas e deturpadas pelas mesmas forças que os perseguiram e
mataram, fazendo-se muitas vezes, intérpretes e representantes de suas mensagens
em proveito próprio...
Por pregar e exemplificar a fraternidade, a tolerância e o reconhecimento da
importância humana, sem fazer distinções de classe, credo ou nível social, nem cobrar
dízimos ou reconhecimento, Jesus se tornou o exemplo paradigmático do pacifista que
é assassinado pelos grupos dominantes ou poderosos, como ocorreria mais tarde com
tantos outros, como a cruzada contra os Cátaros, Jan Huss, Giordano Bruno, Gandhi,
Martin Luther King, etc. e ainda teve sua vida e exemplos manipulados pelos mesmos
poderosos grupos, posteriormente, para a manipulação de consciências em proveito
próprio, do Imperador Constantino aos atuais pastores midiáticos. Hoje sua vida,
nascimento e morte transformaram-se em pretextos secundários para um imenso
comércio, em grande parte pela ação de muitos dos que se dizem "cristãos" e se
julgam "salvos".
Porém, em sua sabedoria e conhecimento das limitações humanas, o próprio Jesus
já havia alertado de que ninguém é mais especial ou tem mais vantagens diante de
Deus por gritar "Senhor, Senhor", mas tão somente aqueles que fizerem boas obras
em favor de seu semelhante, tornando-se expressar do amor, seja ou não cristão
(Mateus 25: 41-45).