ACENTUAÇÃO GRÁFICA Para acentuar corretamente as palavras, convém observar as seguintes regras: o Acentuação dos monossílabos tônicos Devem

ser acentuados os monossílabos tônicos terminados em: A(S) lá, pás, dá, más, etc. E(S) vê, pés, mês, fé, etc. O(S) só, nós, pó, pós, etc. OBS.: Os monossílabos átonos (artigos, conjunções, preposições e pronomes oblíquos sem preposição) não recebem acento gráfico. De hoje em diante dê mais atenção a eles. De - monossílabo átono Dê - monossílabo tônico o Acentuação das oxítonas Devem ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em: A(S) guaraná, atrás, xará, etc. E(S) sapé, acarajés, você, bebês, etc. O(S) carijó, bisavôs, cipó, etc. EM também, armazém, alguém, etc. ENS vinténs, armazéns, parabéns, etc. o Acentuação das paroxítonas Devem ser acentuadas as palavras paroxítonas terminadas em: L provável, útil, móvel, etc. I(S) táxi, júris, biquíni, dândi, etc. N hífen, pólen, próton, etc. U(S) vírus, bônus, vênus, etc. R repórter, fêmur, açúcar, etc. X ônix, tórax, fênix, etc. PS fórceps, bíceps, etc. UM/UNS fórum, fóruns, álbum, álbuns, etc. Ã(S) órfã, órfãs, ímã, etc. ÔO(S) vôo, enjôo, corôo, perdôo, etc. DITONGO falência, áreas, móveis, órfãos, etc. (+S) OBS.: Note bem que palavras paroxítona terminada em N deve ser acentuada, mas terminada em NS não deve ser acentuada (hifens, edens, itens, homens, etc.). Note ainda que paroxítona terminada em ONS continua, como no singular, tendo acento (prótons, nêutrons, etc.). o Acentuação das proparoxítonas Toda palavra proparoxítona, independentemente de sua terminação, deve ser acentuada. Ex.: lâmina, mágica, líricos, lástima, fôlego, etc. OBS.: Você deve ter um certo cuidado com palavras que podem ter duas pronúncias diferentes e, por isso, enquadrarem-se em regras diferentes. Ex.: lástima (substantivo) é acentuada por ser proparoxítona lastima (verbo) não é acentuada, pois paroxítona terminada em A não recebe acento.

o Ditongos ÉI, ÉU, ÓI São acentuados os ditongos abertos ÉI, ÉU, ÓI, seguidos ou não de S, desde que estejam na sílaba tônica da palavra. ÉI idéia, anéis, pastéis, etc. ÉU chapéu, troféu, céu, etc. ÓI constrói, monóico, faróis, etc. Note que: · Em palavras como amei, gineceu, foice, o ditongo não recebe acento pois ele não é aberto, e sim fechado.

· Em palavras como pasteizinhos, apesar de o ditongo ser aberto(ÉI), não se coloca o acento gráfico pois ele não está na sílaba tônica; a sílaba tônica, no caso, é ZI. o I e U como 2a vogal do hiato As letras I e U devem ser acentuadas sempre que forem a 2a vogal de um hiato, desde que estejam sozinhas (ou com S) na sílaba e não estejam seguidas de NH. Tra-í-da pa-ís Hiato hiato Observe, no entanto, que palavras como as exemplificadas a seguir não recebem acento: · Ju-iz: embora o I seja a 2a vogal do hiato, ele não recebe acento porque não está sozinho na sílaba. · Ra-ul: embora o U seja a 2a vogal do hiato, ele não recebe acento porque não está sozinho na sílaba. · Ba-i-nha: embora o I seja a 2a vogal do hiato e esteja sozinho na sílaba, ele não recebe acento porque está seguido de NH. o Grupos QUE, QUI, GUE, GUI A letra U dos grupos acima deve receber: Trema: se for pronunciada de forma átona, isto é, mais fracamente que o E ou I que vem depois dela: tranqüilo, eqüestre, seqüência, etc. Acento agudo: se for pronunciada de forma tônica, isto é, mais fortemente que o E ou I que vem depois dela: averigúes, obliqúe, argúei, apazigúe, etc. o Acento diferencial Até 1971, o acento diferencial era usado para diferenciar Ê (fechado) de É (aberto) e para diferenciar Ô (fechado) de Ó (aberto) quando tais letras aparecessem em palavras homógrafas (com a mesma grafia). Até aquele ano, escrevia-se, por exemplo, môlho, com acento, para ficar diferente de molho (verbo molhar). Tais acentos foram eliminados e atualmente o acento diferencial é usado apenas em dois casos: · Para diferenciar homógrafos tônicos de átonos. Isso ocorre somente com as palavras abaixo: Pára (verbo) pôr (verbo) Para (preposição) por (preposição) Péla (substantivo) côa, côas (verbo coar) Pélas (verbo) coa, coas (com+a; com+as) Pela (preposição) Pêlo (substantivo) pólo, pólos (jogo, extremo) Pélo (verbo) pôlo (gaviãozinho) Pelo (preposição) Pêra (fruta) Péra (em péra-fita) · Como exceção, para diferenciar pôde (passado do verbo poder) de pode (presente do verbo poder). Ontem ele pôde vir aqui. (passado) Hoje ele pode vir aqui. (presente) o Particularidades na acentuação gráfica Verbos crer, dar, ler e ver Os verbos crer, dar, ler e ver (e seus derivados) levam acento circunflexo na primeira e na terceira pessoa do plural do presente do indicativo. ele crê eles crêem que ele dê que eles dêem ele lê eles lêem ele vê eles vêem ele prevê eles prevêem ele relê eles relêem Verbos ter e vir Os verbos ter e vir levam acento circunflexo na terceira pessoa do plural do presente do indicativo. Ele tem eles têm Ele vem eles vêm

Os verbos derivados de ter e vir levam acento agudo na terceira pessoa do singular e acento circunflexo na terceira pessoa do plural do presente do indicativo. Ele retém eles retêm Ele intervém eles intervêm Prefixos Não obedecem às regras de acentuação, não devendo, por isso, receber acento gráfico: Ex.: semi, super, hiper, hemi, etc. Formas verbais às quais se associam os pronomes oblíquos lo, la, los, las Obedecem às mesmas regras de acentuação que todas as demais palavras: Ex.: retirá-los: é acentuada por ser oxítona terminada em A atraí-los: é acentuada por apresentar o I na segunda vogal do hiato, sozinho e sem ser seguido de NH dividi-las: não é acentuada, porque oxítona terminada em I não recebe acento. QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (ACAFE/SC) Assinale a alternativa cujas palavras são acentuadas graficamente com base na mesma regra: a) idéia, céu, porém, além; b) ingênuo, água, matéria, dromedário; c) concluí, saí, lá, está; d) lá, já, calçá-las, saí; e) época, desagradável, solícito, apanhá-las. 2. (FUVEST/SP) Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente acentuadas: a) Tietê, órgão, chapéuzinho, estrêla, advérbio b) Fluido, geléia, Tatuí, armazém, caráter c) Saúde, melância, gratuíto, amendoím, fluído d) Inglês, cipó, cafèzinho, útil, Itú e) Canôa, heroismo, crêem, Sergípe, bambú 3. (AMAN/RJ) Assinale o vocábulo acentuado graficamente por imposição de regra diferente das demais: a) inúmeros b) calmíssima c) cédulas d) cálculo e) uísque 4. (UE/CE) São acentuadas graficamente pela mesma razão as palavras da opção: a) há - até - atrás b) história - ágeis - você c) está - até - você d) ordinário - apólogo - insuportável 5. (ITA/SP) Dados os vocábulos: 1) puni-los 2) instruí-los 3) fosse Constatamos que está (estão ) devidamente acentuado(s): a) apenas o vocábulo no 1 b) apenas o vocábulo no 2 c) apenas o vocábulo no 3 d) todos os vocábulos e) N.D.A. 6. (UF-PELOTAS/RS) Ele ... sua rápida ... a uma ... persuasiva. a) atribuía - ascenção - eloqüência b) atribuía - ascenção - eloquência c) atribuía - ascensão - eloqüência d) atribuia - ascensão - eloquência e) aribuia - ascensão - eloqüência 7. (EU-FEIRA DE SANTANA/BA) Quero que vocês ... todas as encomendas; é preciso que tudo ... em ordem para a entrega. a) averíguem - esteje b) averíguem - esteja c) averígüem - esteja d) averigúem - esteje e) averigúem - esteja

8. (UM/SP) Assinale a alternativa em que pelo menos um vocábulo não seja acentuado. a) voo, orfão, taxi, balaustre b) itens, parabens, alguem, tambem c) tactil, amago, cortex, roi d) papeis, onix, bau, ambar e) hifen, cipos, leem, pe 9. (FFAP/SP) "Lá vem o acendedor de lampiões da rua! Este mesmo que vem infatigavelmente, Parodiar o sol e associar-se à lua Quando a sombra da noite enegrece o poente!" Com o substantivo acendedor no plural, escreveríamos os dois primeiros versos assim: a) Lá veem os acendedores de lampiões da rua Estes mesmos que veem infatigavelmente b) Lá vêem os acendedores de lampiões da rua Estes mesmos que vêem infatigavelmente c) Lá vêm os acendedores de lampiões da rua Estes mesmos que vêm infatigavelmente d) Lá vêem os acendedores de lampiões da rua Estes mesmos que vêm infatigavelmente 10. (CESGRANRIO/RJ) Assinale a opção em que os vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica: a) terás, límpida b) necessário, verás c) dá-lhes, necessário d) incêndio, também e) extraordinário, incêndio 11. (UFSCAR/SP) Estas revistas que eles ... ... artigos curtos e manchetes que todos ... a) leem, tem, vêem b) lêm, têem, vêm c) lêem, têm, vêem d) lêem, têm, vêm e) lêm, tem, vêem 12. ITA/SP) Dadas as afirmações: l. O acento grave (`), atualmente, só é usado para indicar a crase do A. Por exemplo: Dei uma pulseira de ouro àquela moça. ll. O u no grupo gua, guo, qua, quo recebe trema quando for pronunciado atonamente. Exemplo: longínqüo. lll. O u do grupo gue, gui, que, qui recebe trema quando for pronunciado tonicamente. Exemplo: freqüente. Deduzimos que: a) apenas a l está correta b) apenas a ll está correta c) apenas a lll está correta d) todas estão corretas e) N.D.A 13. (ITA/SP) Dadas as palavras l. apóiam ll. baínha lll. abençoo constatamos que está (estão) corretamente grafada(s): a) apenas a palavra l b) apenas a palavra ll c) apenas a palavra lll d) todas as palavras e) N.D.A 14. (UM/SP) Assinale a alternativa em que todos os vocábulos estejam corretamente acentuados: a) rítmo, impossível, enjôos, alcatéia b) pôquer, sanduíche, seminú, afáveis c) sótão, môsca, portátil, coronéis d) carnaúba, caracóis, ítens, vintém e) ensaísta, antevéspera, protótipo, orquídea 15. AMAN/RJ) Das palavras abaixo, uma admite duas formas de justificar o acento gráfico, por enquadrar-se em duas regras de acentuação. Assinale-a: a) combustível b) está c) três d) países e) veículos

16. (FUVEST/SP) Copie as palavras que devem ser acentuadas graficamente, colocando os respectivos acentos. boia boa doce substitui-lo reune heroico benção parti-lo 17. (PUCC/SP) Considere a palavra "aljôfares". a) Justifique o acento gráfico. b) Essa mesma regra justifica o acento da mesma palavra no singular? 18. (ESPM/SP) Quais das palavras abaixo levam acento: polens - hifens - tupi - ideias - sincope - voce - raiz - item - tainha - ruim - apoio (subst.) 19. (EU-PONTA GROSSA/PR) Obedecendo às regras, coloque, se necessário, acento gráfico nas palavras em destaque; depois, respectivamente, marque a alternativa correta. O juiz inflexivel foi a ruina de Estevão, o qual não atendia aos reclamos dos orfãos. a) não há, agudo, agudo, circunflexo, não há b) agudo, agudo, agudo, não há, não há c) não há, agudo, agudo, circunflexo, agudo d) agudo, agudo, não há, não há, agudo e) não há, agudo, não há, circunflexo, agudo 20. (EFE-ITAJUBÁ/MG) Justifique o acento das palavras: a) chalé b) límpidas c) céu d) porém e) difícil

RESPOSTAS 1. B 2. B 3. E 4. C 5. D 6. C 7. E 8. B 9. C 10. E 11. C 12. A 13. A 14. E 15. E 16. Bóia, substituí-lo, bênção, reúne, heróico 17. a) aljôfares é proparoxítona; b) Não. O singular de aljôfares é aljôfar, que recebe acento por ser paroxítona terminada em -r. 18. idéias; síncope; você 19. C 20. a) chalé: oxítona terminada em -e; b) límpidas: proparoxítona; c) céu: ditongo aberto -éu; d) porém: oxítona terminada em -em; e) difícil: paroxítona terminada em -l.

ADJETIVO é a palavra variável em gênero, número e grau que caracteriza o substantivo, indicando-lhe qualidade, estado, modo de ser ou aspecto. Ex.: homem bom, pessoa doente, homem honesto, dia chuvoso s pátrios

Os adjetivos podem se referir a países, continentes, cidades, regiões, etc., exprimindo a nacionalidade ou a origem do ser. Ex.: Alagoas - alagoano; Brasília - brasiliense; Israel - israelense. s Pátrios Acre ------------------------- acreano Afeganistão ---------------- afegão ou afegane Alagoas --------------------- alagoano Amapá ---------------------- amapaense Amazonas ------------------ amazonense Angola ---------------------- angolano Atenas ---------------------- ateniense Áustria ---------------------- austríaco Austrália -------------------- australiano Bahia ------------------------ baiano Bélgica ---------------------- belga Belo Horizonte ------------- belo-horizontino Bizâncio --------------------- bizantino Brasília ---------------------- brasiliense Buenos Aires --------------- buenairense ou portenho Bulgária --------------------- búlgaro Cairo ------------------------ cairota Calábria -------------------- calabrês Cartago --------------------- cartaginês ou púnico Catalunha ------------------ catalão Ceará ----------------------- cearense Checoslováquia ----------- checoslovaco ou checo Chipre ---------------------- cipriota Córsega -------------------- corso Creta ------------------------ cretense Croácia --------------------- croata Cuiabá ---------------------- cuiabano Curdistão ------------------- curdo Dinamarca ------------------ dinamarquês ou danês Distrito Federal ------------ candango ou brasiliense Egito ------------------------ egípcio El Salvador ----------------- salvadorenho Equador --------------------- equatoriano Espírito Santo -------------- espírito-santense ou capixaba Estados Unidos ------------- estadunidense ou norte-americano Etiópia ----------------------- etíope Fernando de Noronha ----- noronhense Filipinas --------------------- filipino Finlândia -------------------- finlandês Flandres --------------------- flamengo Florença --------------------- florentino Florianópolis --------------- florianopolitano Gália ------------------------ gaulês Goiânia --------------------- goianiense Goiás ----------------------- goiano Grécia ---------------------- grego ou helênico Guatemala ----------------- guatemalteco Honduras ------------------- hondurenho Iêmen ----------------------- iemenita Irã ---------------------------- iraniano Iraque ------------------------ iraquiano Israel ------------------------- israelense Japão ------------------------- japonês ou nipônico Jerusalém -------------------- hierosolimita ou hierosolimitano Londres ---------------------- londrino Maceió ----------------------- maceioense Madagáscar ------------------ malgaxe Madri ------------------------- madrilenho Malta -------------------------- maltês Manaus ------------------------ manauense Marajó ------------------------- marajoara Maranhão --------------------- maranhense Marrocos --------------------- marroquino Mato Grosso ----------------- mato-grossense Mato Grosso do Sul --------- mato-grossense-do-sul Minas Gerais ----------------- mineiro Mônaco ------------------------ monegasco Moscou ------------------------ moscovita

Nápoles ------------------------ napolitano Nova Iorque ------------------ nova-iorquino Nova Zelândia ---------------- neozelandês País de Gales ------------------ galês Panamá ------------------------ panamenho Pará ---------------------------- paraense Paraíba ------------------------ paraibano Paraná ------------------------- paranaense Paris --------------------------- parisiense Parma -------------------------- parmesão Pequim ------------------------- pequinês Pernambuco ------------------- pernambucano Petrópolis ---------------------- petropolitano Piauí ---------------------------- piauiense Porto Alegre ------------------- porto-alegrense Porto Rico --------------------- porto-riquenho Provença ------------------------ provençal Rio de Janeiro ------------------ fluminense (estado) Rio de Janeiro ------------------ carioca (cidade) Rio Grande do Norte ------------- rio-grandense-do-norte, norte-rio-grandense ou potiguar Rio Grande do Sul ---------------- rio-grandense-do-sul, sul-rio-grandense ou gaúcho Rondônia --------------------------- rondoniano Roraima ---------------------------- roraimense Rússia ------------------------------- russo Santa Catarina --------------------- catarinense ou barriga-verde São Paulo (estado) ----------------- paulista São Paulo (capital) ---------------- paulistano Sardenha ---------------------------- sardo Sergipe ------------------------------ sergipano Teresina ----------------------------- teresinense Terra do Fogo ---------------------- fueguino Tibete -------------------------------- tibetano Tirol ---------------------------------- tirolês Tocantins ---------------------------- tocantinense Três Corações ---------------------- tricordiano União Soviética -------------------- soviético Locução adjetiva Locução adjetiva é a expressão formada de preposição (de, em, com, etc.) mais substantivo (ou advérbio) com valor de adjetivo. Ex.: dia de chuva (chuvoso) atitudes de anjo (angelicais) menino do Brasil (brasileiro) rua sem saída Flexão dos adjetivos Gênero Quanto ao gênero, o adjetivo pode ser: a) uniforme: quando apresenta uma única forma para os dois gêneros. Ex.: homem inteligente / mulher inteligente aluno feliz / aluna feliz b) biforme: quando apresenta duas formas: uma para o masculino, outra para o feminino. Ex.: homem simpático / mulher simpática aluno estudioso / aluna estudiosa OBS.: No que se refere ao gênero, a flexão dos adjetivos é semelhante à dos substantivos. Número a) adjetivos simples: formam o plural da mesma maneira que os substantivos simples. Ex.: pessoa honesta / pessoas honestas regra fácil / regras fáceis homem feliz / homens felizes OBS.: Os substantivos empregados como adjetivos ficam invariáveis. Ex.: blusa vinho / blusas vinho camisa rosa / camisas rosa mulher monstro / mulheres monstro

b) adjetivos compostos: como regra geral, nos adjetivos compostos somente o último elemento varia, tanto em gênero quanto em número. Ex.: acordo sócio-político-econômico / acordos sócio-político-econômicos lente côncavo-convexa / lentes côncavo-convexas sapato marrom-escuro / sapatos marrom-escuros camisa verde-clara / camisa verde-claras OBS.: · Se o último elemento for substantivo, o adjetivo composto fica invariável. Ex.: camisa verde-abacate / camisas verde-abacate blusa amarelo-ouro / blusas amarelo-ouro · Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste ficam invariáveis. Ex.: blusas azul-marinho camisas azul-celeste · No adjetivo composto surdo-mudo, ambos os elementos variam. Ex.: meninos surdos-mudos meninas surdas-mudas Grau O adjetivo pode apresentar-se no grau comparativo, quando a qualidade que ele expressa está em comparação com a de outros seres, e no grau superlativo, quando a qualidade expressa pelo adjetivo apresenta-se em grau elevado. A mudança de grau do adjetivo pode ser obtida por dois processos: a) sintético: quando a alteração de grau é feita através de sufixos. Ex.: Esta casa é agradabilíssima. b) analítico: quando a alteração de grau é feita pelo acréscimo de alguma palavra que modifique o adjetivo. Ex.: Esta casa é muito agradável. ® Grau comparativo O comparativo pode ser: a) de igualdade: quando a qualidade expressa pelo adjetivo aparece com a mesma intensidade nos elementos que se comparam. Ex.: Esta casa é tão arejada quanto aquela. b) de superioridade: quando a qualidade expressa pelo adjetivo aparece mais intensificada no primeiro elemento da relação de comparação. Ex.: Esta casa é mais arejada que aquela. c) de inferioridade: quando a qualidade expressa pelo adjetivo aparece menos intensificada no primeiro elemento da relação de comparação. Ex.: Esta casa é menos arejada que aquela. Normalmente, o grau comparativo é obtido pelo processo analítico. Há, no entanto, poucos adjetivos que formam o comparativo de superioridade pelo processo sintético. bom - melhor mau - pior grande - maior pequeno - menor Nesses casos, deve-se preferir a forma sintética. Só se deve usar a forma analítica quando se comparam duas qualidades no mesmo ser. Ex.: Esta sala é maior que a outra. mas Esta sala é mais grande que arejada. ® Grau superlativo O superlativo pode ser: a) absoluto: quando a qualidade expressa pelo adjetivo não é posta em relação a outros elementos. Ex.: Este exercício é muito fácil. (superlativo absoluto analítico) Este exercício é facílimo. (superlativo absoluto sintético) b) relativo: quando a qualidade expressa pelo adjetivo é posta em relação a outros elementos. Ex.: Este exercício é o mais fácil da lição. (superlativo relativo de superioridade) Este exercício é o menos fácil da lição. (superlativo relativo de inferioridade) QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (FEI/SP) Os adjetivos cônscio, seguro, contingente e capaz formam, respectivamente, os substantivos: a) consciente, segurança, contingência, capacitado b) consciência, segurança, contingência, capacidade c) consciente, segurado, continente, capacitado

d) consciencioso, segurado, continência, capacitivo e) conscrito, segurável, contíguo, capacitância 2. (U.E. PONTA GROSSA/PR) Os adjetivos que, respectivamente, melhor caracterizam a forma ou a natureza das seguintes expressões: objeto fora de uso, caminho com muitas curvas, coisa se peso, nariz semelhante a um bico de águia: a) obsoleto, sinuoso, imponderável, aquilino b) estagnado, cúbico, portátil, afunilado c) vultoso, inacessível, intangível, abaulado d) delgado, intransitável, inumerável, abobadado e) sombrio, tubular, imensurável, gretado 3. (FUVEST/SP) Em que alternativa utiliza-se a substantivação, como recurso estilístico: a) "Perdi o bonde e a esperança". b) "Volto pálido para casa". c) "Vou subir a ladeira lenta". d) "com um insolúvel flautim". e) "nós gritamos: sim! ao eterno". 4. (U.E. PONTA GROSSA/PR) Assinale a alternativa em que todos os adjetivos têm uma só forma para os dois gêneros: a) andaluz, hindu, comum b) europeu, cortês, feliz c) fofo, incolor, cru d) superior, agrícola, morador e) exemplar, fácil, simples 5. (ITA/SP) Dadas as afirmações de que quem nasce em l. Lima é limenho ll. Buenos Aires é buenairense lll. Jerusalém é hierosolimitano Verificamos que está (estão) correta(s): a) apenas a afirmação l b) apenas a afirmação ll c) apenas a afirmação lll d) apenas as afirmações l e ll e) todas as afirmações 6. (CESGRANRIO/RJ) Assinale a opção em que todos os adjetivos não se flexionam em gênero. a) delgado, móbil, forte b) oval, preto, simples c) feroz, exterior, enorme d) brilhante, agradável, esbelto e) imóvel, curto, superior 7. (UNISINOS/RS) O item em que a locução adjetiva não corresponde ao adjetivo dado é: a) hibernal - de inverno b) filatélico - de folhas c) discente - de aluno d) docente - de professor e) onírico - de sonho 8. (UEPG/PR) A frase em que o adjetivo está no grau superlativo relativo de superioridade é: a) Estes operários são capacíssimos. b) O quarto estava escuro como a noite! c) Não sou menos digno que meus pais. d) Aquela mulher é podre de rica! e) Você foi o amigo mais sincero que eu tive. 9. (UNIRIO/RJ) Assinale o item em que houve erro na flexão do nome composto. a) As touceiras verde-amarelas enfeitavam a campina. b) Os guarda-roupas são de boa madeira. c) Na fazenda, havia muitos tatus-bola. d) No jogo de contra-ataques, vence a melhor equipe física. e) Os livros iberos-americanos são de fácil importação. 10. (FEI/SP) Há exemplo de adjetivo substantivado em: a) "É de sonho e de pó" b) "Minha mãe, solidão" c) "O meu pai foi peão" d) "Só queria mostrar" e) O destino de um só"

11. (ITA/SP) Os adjetivos lígneo, gípseo, níveo, braquial significam, respectivamente: a) lenhoso, feito de gesso, alvo, relativo a braço b) lenhoso, feito de gesso, nivelado, relativo ao crânio c) lenhoso, rotativo, abalizado, relativo ao crânio d) associado, rotativo, nivelado, relativo ao braço e) associado, feito de gesso, abalizado, relativo ao crânio 12. (F.C. CHAGAS-BA) Selecione a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase apresentada. Os acidentados foram encaminhados a diferentes clínicas ... . a) médicas-cirúrgicas b) médica-cirúrgicas c) médico-cirúrgicas d) médicos-cirúrgicas e) médica-cirúrgicos RESPOSTAS 1. B 2. A 3. E (eterno é adjetivo, mas, como está antecedido por artigo, passa a ser substantivo). 4. E 5. E 6. C 7. B 8. E 9. E 10. E 11. A 12. C

ADVÉRBIO Advérbio é a palavra invariável que modifica o verbo, o adjetivo ou ainda outro advérbio, exprimindo determinada circunstância. Ex.: Cheguei cedo. Eram alunas muito bonitas. Eles chegaram bastante cedo. Locução adverbial Freqüentemente o advérbio não é representado por uma única palavra, mas por um conjunto de palavras. A esse conjunto de palavras, geralmente formado por preposição + substantivo, adjetivo ou advérbio, dá-se o nome de locução adverbial. Ex.: Ele resolveu o problema com calma. ( = calmamente) Observe alguns exemplos de locução adverbial: à direita, à esquerda, à frente, à vontade, de cor, em vão, por acaso, frente a frente, de maneira alguma, de manhã, em breve, de súbito, de propósito, de repente, ao léu, etc.

Classificação dos advérbios Conforme a circunstância que expressam, os advérbios e locuções adverbiais classificam-se em: ¨ de afirmação: sim, certamente, efetivamente, realmente, etc. ¨ de dúvida: talvez, quiçá, possivelmente, provavelmente, etc. ¨ de intensidade: muito, pouco, bastante, demais, menos, tão, etc. ¨ de lugar: aqui, ali, aí, cá, lá, atrás, perto, abaixo, acima, dentro, fora, além, adiante, etc. ¨ de tempo: agora, já, ainda, amanhã, cedo, tarde, sempre, nunca, etc. ¨ de modo: assim, bem, mal, depressa, devagar, e grande parte dos vocábulos terminados em -mente: calmamente, afobadamente, alegremente, etc. ¨ de negação: não, tampouco, etc. Advérbios interrogativos As palavras onde, como, quando, quanto e por que usadas em frases interrogativas (diretas ou indiretas) são chamadas advérbios interrogativos. Ex.: Onde você mora? (interrogativa direta) Não sei como ele fez isso. (interrogativa indireta) Quando você volta? (interrogativa direta) Queria saber por que ela não veio. (interrogativa indireta) Quanto custou a mercadoria? (interrogativa direta)

Emprego dos advérbios 1. Quando se coordenam vários advérbios terminados em -mente, pode-se usar esse sufixo somente no último advérbio. Ex.: Estava dormindo calma, tranqüila e sossegadamente. 2. Na linguagem popular, é comum o advérbio receber sufixo diminutivo. Cumpre observar que, nestes casos, o sufixo não possui propriamente valor diminutivo, e sim valor superlativo. Ex.: Ele chegou cedinho. (muito cedo) 3. O advérbio pode modificar uma oração inteira. Ex.: Felizmente, todos saíram. 4. É bastante comum o emprego de adjetivos com valor de advérbio. Ex.: O garoto falava baixo.

PALAVRAS DENOTATIVAS Certas palavras que se assemelham a advérbios não possuem, segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, classificação especial. São simplesmente chamadas palavras denotativas e podem ser, dentre outros tipos: ¨ de inclusão: até, inclusive, também, etc. Ex.: Ele também foi. ¨ de exclusão: apenas, salvo, menos, exceto, etc. Ex.: Todos, exceto eu, foram à festa. ¨ de explicação: isto é, por exemplo, a saber, ou seja, etc. Ex.: Ele, por exemplo, não pôde comparecer. ¨ de retificação: aliás, ou melhor, ou seja, etc. Ex.: Amanhã, aliás, depois de amanhã iremos à festa. ¨ de realce: cá, lá, é que, etc. Ex.: Ele é que não pôde comparecer. ¨ de situação: afinal, agora, então, etc. Ex.: afinal, quem está falando? ¨ de designação: eis. Ex.: Eis o verdadeiro culpado de tudo.

QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (FEI/SP) Substitua a expressão destacada por um advérbio de significação equivalente: a) Recebeu a repreensão sem dizer palavras. b) Falava sempre no mesmo tom. c) Aceitou tudo sem se revoltar. d) Trataram-me como irmão. 2. (UNIRIO/RJ) Assinale a frase em que as palavras sublinhadas correspondem, pela ordem, a substantivo, adjetivo, advérbio: a) Feliz a nação que emprega bastantes recursos na educação. b) As escolas organizadas fazem um extraordinário bem à educação. c) O governo que acultura seu povo passa à história. d) Educação e cultura fazem forte uma país bem promissor. e) A preparação da juventude forja o amanhã de um país. 3. (UNIMEP/SP) "Ela está meio velho". Na frase, a palavra meio: a) deve vir acompanhada de um hífen, como em meio-dia. b) Deveria estar na forma feminina, para concordar com velha. c) É um advérbio, modificando o adjetivo velha. d) É um advérbio, modificando o verbo está. e) É um adjetivo, modificando o substantivo velha. 4. (U.E. PONTA GROSSA/PR) Marque a alternativa na qual a palavra que é advérbio de intensidade. a) se eu tiver que ajudar-te, alegrar-me-ei. b) Que importa a opinião deles? c) O professor resolveu o que pediram.

d) Que feliz serei, se vieres. e) Esperamos que os dias melhorem. 5. (U.E. PONTA GROSSA/PR) A frase em que o advérbio expressa simultaneamente idéias de tempo e negação é: a) Falei ontem com os embaixadores. b) Não me pergunte as razões da minha atitude. c) Eles sempre chegam atrasados. d) Eu jamais acreditei que você viesse. e) Agora seremos felizes. 6. (FAMECa/SP) O adjetivo está empregado na função de advérbio em: a) Acesa a luz, viu claro os gestos furtivos do animal. b) A lamparina tornou claros os degraus da escada. c) Reservou para o céu em azul bem claro. d) Subitamente, um claro ofuscou-lhe a vista. e) Não gostava das cores muito claras. 7. (UFV/MG) Em todas as alternativas há dois advérbios, exceto em: a) Ele permaneceu muito calado. b) Amanhã, não iremos ao cinema. c) O menino, ontem, cantou desafinadamente. d) Tranqüilamente, realizou-se, hoje, o jogo. e) Ele falou calma e sabiamente. 8. (UFC/CE) A opção em que há um advérbio exprimindo circunstância de tempo é: a) Possivelmente viajarei para São Paulo. b) Maria tinha aproximadamente 15 anos. c) As tarefas foram executadas concomitantemente. d) Os resultados chegaram demasiadamente atrasados. 9. (FUVEST/SP) Na passagem: "... um homem rico como Clemente Chapadense e sua viúva apresentando a inventário tão-somente a casinha do povoado: , classifique, sob o ponto de vista da classe gramatical, a expressão destacada.

RESPOSTAS 1. a) caladamente (ou quietamente; ou silenciosamente); b) monotonamente; c) resignadamente (ou passivamente); d) fraternalmente (ou irmanamente). 2. D 3. C 4. D 5. D 6. A 7. A 8. C 9. Tão-somente: palavra denotativa de exclusão.

ARTIGO é a palavra variável em gênero e número que se antepõe a um substantivo a fim de determiná-lo. Ex.: o livro, a fábrica, um livro, uma fábrica Classificação dos artigos a) artigo definido: determina o substantivo de modo preciso. Pode ser singular (o,a) ou plural (os, as). Ex.: O menino resolveu a questão. b) artigo indefinido: determina o substantivo de modo vago, impreciso. Pode ser singular (um,uma) ou plural (uns, umas). Ex.: Um menino resolveu uma questão. Propriedades dos artigos 1. A anteposição do artigo pode substantivar qualquer palavra. Ex.: O "a" é uma vogal. Triste palavra é um "não". 2. O artigo evidencia o gênero e o número do substantivo. Ex.: o dó (masculino singular) a colega (feminino singular)

os lápis (masculino plural) as cataplasmas (feminino plural) 3. O artigo pode aparecer combinado com preposições. Ex.: Ele estava no (em + o) estádio. Ele precisava do (de + o) apoio dos amigos. Deixou o livro numa (em + uma) estante. Não pôde comparecer à (a + a) festa. Emprego dos artigos 1. É obrigatório o emprego do artigo definido entre o numeral ambos e o substantivo a que se refere. Ex.: O juiz solicitou a presença de ambos os cônjuges. 2. Nunca deve ser usado artigo depois de pronome relativo cujo (e flexões). Ex.: Este é o homem cujo amigo desapareceu. 3. Depois do pronome indefinido todo, emprega-se artigo quando se quer dar idéia de inteiro, totalidade. Quando se quer dar idéia de qualquer, omite-se o artigo. Ex.: Todo o país comemorou a conquista. (o país inteiro) Todo país tem seu governo. (qualquer país, cada país) 4. Não se combina com preposição o artigo que faz parte do nome de revistas, jornais, obras literárias. Ex.: Li a notícia em O Estado de S. Paulo. A notícia foi publicada em O Globo. 5. Com nomes de pessoas, geralmente não se usa artigo. Na linguagem popular, porém, é freqüente a anteposição de artigo a nomes de pessoas, a fim de indicar afetividade ou familiaridade. Ex.: O Édson é meu irmão mais novo. QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (FUVEST/SP) "Ele é o homem, eu sou apenas uma mulher" Nesses versos, reforça-se a oposição entre os termos homem e mulher. a) Identifique os recursos lingüísticos utilizados para provocar esse reforço. b) Explique por que esses recursos causam tal efeito. 2. (FMU/SP) Observe as frases seguintes e depois escolha a única alternativa incorreta: l. Com a Ana ele vai brigar. ll. Com Freud ele não vai discutir. a) A frase l contém um artigo definido, no feminino e no singular, que, semanticamente, torna Ana mais próxima do emissor. b) A frase l contém um artigo definido, no feminino e no singular, pois antecede um nome próprio de mesmas características morfológicas c) No confronto entre a frase l e a ll pode-se notar a importância do uso estilístico do artigo. d) A frase ll, dispensando o artigo diante do nome próprio, marca o distanciamento entre o referente e o emissor. e) A frase ll, não contendo artigo definido diante do nome próprio, está errada. 3. (ESAN/SP) Em qual dos casos o artigo denota familiaridade? a) O Amazonas é um rio imenso. b) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto. c) O Antônio comunicou-se com o João. d) O professor João Ribeiro está doente. e) Os Lusíadas são considerados um poema épico. 4. (UM/SP) Assinale a alternativa em que há erro. a) Li a notícia no Estado de S. Paulo. b) Li a notícia em O Estado de S. Paulo. c) Essa notícia, eu a vi em A Gazeta. d) Vi essa notícia em A Gazeta. e) É em O Estado de S. Paulo que li a notícia. 5. (U.F. UBERLÂNDIA/MG) Em qual das frases o artigo definido está empregado erradamente? a) A velha Roma está sendo modernizada. b) A "Paraíba" é uma bela fragata. c) Não reconheço agora a Lisboa do meu tempo. d) O gato escaldado tem medo de água fria. e) O Havre é um porto de muito movimento.

6. (E.E. MAUÁ/SP) A manhã era linda. (A borboleta) veio por ali, modesta e negra, espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de um céu azul, que é azul para todas as asas. Passa pela minha janela, entre e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem; descreveu infinitas voltas... (Machado de Assis) Qual a diferença de sentido da palavra homem na frase: Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem?

RESPOSTAS 1. a) A oposição entre os substantivos "homem" e "mulher" é reforçada pelo emprego do artigo definido o para homem e o indefinido uma para mulher. Além disso, a segunda oração, que tem "mulher" como predicativo, inclui um adjunto adverbial de exclusão. b) A oposição definido / indefinido (o / uma) reforça a oposição homem / mulher, acrescentando-lhe uma distinção valorativa: o homem é apresentado em sua singularidade essencial, enquanto uma mulher implica indistinção, indiferença, que é um atributo rebaixante nesse contexto. Reforçando ainda mais esse caráter pejorativo, desvalorizador, do artigo indefinido, o denotador de exclusão "apenas" limita à quase insignificância o valor atribuído ao predicativo "mulher". 2. E 3. C 4. A 5. D 6. Um homem significa um indivíduo, uma pessoa, um representante qualquer da espécie, enquanto que o homem está indicando, no texto, todos os homens, a espécie humana.

CLASSES DE PALAVRAS As palavras costumam ser agrupadas em classes, de acordo com suas funções e formas. Palavras que se apresentam sempre com a mesma forma chamam-se invariáveis; são variáveis obviamente as que apresentam flexão ou variação de forma. As classes de palavras variáveis são: substantivo, artigo, adjetivo, numeral, pronome e verbo. As classes de palavras invariáveis são: advérbio, preposição, conjunção e interjeição. OBS.: O advérbio só apresenta as flexões de grau em casos muito limitados, motivo por que se costuma incluí-lo entre as classes invariáveis.

SUBSTANTIVO Substantivo é a palavra que nomeia o existente, seja ele animado ou inanimado, real ou imaginário, concreto ou abstrato. Ex.: mar, cidade, saudade, fome, alma. Classificação dos substantivos Substantivos comuns e próprios Comuns: são os substantivos que denominam todos os seres de uma mesma espécie. Ex.: homem, planeta, rua. Próprios: denominam, especificamente, um ser de uma determinada espécie. Ex.: Clélia, Campinas, Itália, Amazonas. Substantivos concretos e abstratos Concretos: aqueles que indicam os seres propriamente ditos, de natureza independente, reais ou imaginários. Ex.: pedra, Deus, fada, cão. Abstratos: são os substantivos que nomeiam: · qualidades: coragem, doçura, velocidade · sentimentos: amor, saudade, medo · sensações: fome, dor, frio · ações: viagem, colheita, ataque · estados: vida, doença, viuvez Substantivos primitivos e derivados Primitivos: aqueles que não se originam de outra palavra no português. Ex.: café, noite, mundo, verdade. Derivados: substantivos que se formam a partir de outras palavras. Ex.: cafezal (café), bondade (bom)

Substantivos simples e compostos Simples: são os substantivos formados por um único radical. Ex.: chuva, medo, ternura, bondade. Compostos: são aqueles constituídos por mais de um radical. Ex.: guarda-chuva, planalto, fidalgo. Substantivos coletivos O substantivo é denominado coletivo quando, mesmo estando no singular, exprime a idéia de conjunto, de pluralidade, de coleção de seres de uma mesma espécie. Ex.: enxame (de abelhas), cardume (de peixes), acervo (de obras de arte). Veja alguns coletivos que merecem destaque: Acervo: de obras artísticas Alavão: de ovelhas leiteiras Alcatéia: de lobos Álbum: de fotografias, de selos Antologia: de trechos literários escolhidos Armada: de navios de guerra Armento: de gado grande (búfalos, elefantes etc.) Arquipélago: de ilhas Assembléia: de parlamentares, de membros de associações Atilho: de espigas de milho Atlas: de cartas geográficas, de mapas Baixela: de objetos de mesa Banca: de examinadores Bandeira: de garimpeiros, de exploradores de minérios Bando: de aves, de pessoas em geral Boana: de peixes miúdos Cabido: de cônegos Cacho: de uvas, de bananas Cáfila: de camelos Camarilha: de bajuladores Cambada: de ladrões, de caranguejos, de chaves Cancioneiro: de poemas, de canções Caravana: de viajantes Cardume: de peixes Clero: de sacerdotes Colméia: de abelhas Concílio: de bispos Conclave: de cardeais em reunião para eleger o papa Congregação: de professores, de religiosos Congresso: de parlamentares, de cientistas Conselho: de ministros Consistório: de cardeais sob a presidência do papa Corja: de vadios Elenco: de artistas Enxame: de abelhas Enxoval: de roupas Esquadra: de navios de guerra Esquadrilha: de aviões Falange: de soldados, de anjos Farândola: de maltrapilhos Fato: de cabras Fauna: de animais de uma região Feixe: de lenha, de raios luminosos Flora: de vegetais de uma região Frota: de navios mercantes, de táxis, de ônibus Girândola: de fogos de artifício Horda: de invasores, de selvagens, de bárbaros Junta: de bois, de médicos, de examinadores Júri: de jurados Legião: de anjos, de soldados, de demônios Malta: de desordeiros Manada: de bois, de elefantes Matilha: de cães de caça Molho: de chaves Ninhada: de pintos Nuvem: de gafanhotos Panapaná: de borboletas Pelotão: soldados Penca: de bananas, de chaves Pinacoteca: de pinturas

Plantel: de animais de raça, de atletas Quadrilha: de ladrões, de bandidos Ramalhete: de flores Rebanho: de gado em geral Récua: de animais de carga Réstia: de alhos, de cebolas Repertório: de peças teatrais, de músicas, de anedotas Romanceiro: de poesias populares Resma: de papel Revoada: de pássaros Súcia: de pessoas desonestas Vara: de porcos Vocabulário: de palavras Flexão do substantivo O substantivo pode flexionar (variar) em gênero, número e grau. Gênero de substantivo Quanto ao gênero, o substantivo pode indicar: masculino e feminino. A desinência -O indica o gênero masculino, como em gatO, e a desinência -A indica o feminino, como em gatA. No entanto, a passagem de um substantivo do masculino para o feminino nem sempre se faz com a simples mudança da desinência -O pela desinência -A; existem substantivos com terminações variadas. Ex.: homem - mulher pai - mãe frei - sóror Substantivos uniformes São aqueles que apresentam uma única forma para o masculino e o feminino. a) epiceno: designa o sexo de certos animais com o auxílio dos adjetivos macho e fêmea. Ex.: cobra, jacaré b) comum-de-dois-gêneros: é auxiliado pelo artigo, adjetivo ou pronome para distinguir o gênero. Ex.: o rival - a rival -o trapezista - a trapezista artista famoso - artista famosa esse pianista - essa pianista c) sobrecomum: forma única para o masculino e feminino. Ex.: a criança, o cônjuge, a testemunha. Número do substantivo 1. Plural dos substantivos simples a) terminados em vogal (oral ou nasal) e ditongo oral: acréscimo de -s. Ex.: casa - casas; fã - fãs; pai - pais. b) terminados em ão: - ão átono: acréscimo de -s. Ex.: órgão - órgãos; bênção - bênçãos. - ão tônico: acréscimo de -s ou substituição por -ões ou -ães. Ex.: cidadãos - cidadães; portão - portões; pão - pães. OBS.: há substantivos que apresentam plurais duplos ou triplos. Ex.: aldeão - aldeãos, aldeães, aldeões; ancião - anciãos, anciães, anciões; anão - anãos, anões. c) terminados em -l: - terminação el -al, -el, -ol, -ul: trocam -l por -is. Ex.: jornal - jornais; anel - anéis; anzol - anzóis. - terminação -il: átono: -eis tônico: -is Ex.: fóssil - fósseis; barril - barris d) terminados em -r ou -z: + -es Ex.: amor - amores; giz - gizes. e) terminados em -s - paroxítonos ou proparoxítonos: invariáveis - oxítonos ou monossílabos tônicos: + -es Ex.: pires - pires; ônibus - ônibus; gás - gases; inglês - ingleses.

f) terminados em -x normalmente são invariáveis. Ex.: tórax - tórax; sílex - sílex. 2. Plural dos substantivos compostos a) ambos os elementos variam: - quando forem palavras variáveis - substantivos, adjetivos e numerais (sem ligação de subordinação entre elas). Ex.: amor-perfeito - amores-perfeitos; bom-dia - bons-dias. b) apenas o primeiro elemento varia: 1. com preposição clara ou expressa Ex.: pé-de-moleque - pés-de-moleque 2. com preposição subentendida Ex.: livro-caixa - livros-caixa (livro de caixa) 3. O segundo elemento indica finalidade ou semelhança do primeiro Ex.: navio-escola - navios-escola; peixe-boi - peixes-boi. c) Apenas o último elemento varia: 1. quando o primeiro elemento for verbo Ex.: arranha-céu - arranha-céus; guarda-roupa - guarda-roupas. 2. quando o primeiro elemento for palavra invariável ou prefixo Ex.: sempre-viva - sempre-vivas; ex-diretor - ex-diretores. 3. Nos compostos formados de grão, grã e bel seguidos de substantivos Ex.: grão-duque - grão-duques; bel-prazer - bel-prazeres Observações finais: 1. Nos compostos formados de verbo seguido de substantivo no plural, ambos os elementos ficam invariáveis. Ex.: o saca-rolhas - os saca-rolhas 2. Frases substantivadas ficam invariáveis. Ex.: o maria-vai-com-as-outras - os maria-vai-com-as-outras 3. Nos nomes de rezas, só o segundo elemento varia. Ex.: o padre-nosso - os padre-nossos; a ave-maria - as ave-marias 4. Louva-a-deus e arco-íris são invariáveis. Ex.: os louva-a-deus; ao arco-íris 5. Bem-te-vi faz o plural bem-te-vis. 6. Nos compostos formados de palavras repetidas (ou muito semelhantes), só o segundo elemento varia. Ex.: teco-teco - teco-tecos; reco-reco - reco-recos; pingue-pongue - pingue-pongues Grau do substantivo Grau é a propriedade que o substantivo tem de expressar as modificações de tamanho dos seres. Além do grau normal, o substantivo possui dois outros graus: Grau aumentativo: indica um aumento no tamanho normal dos seres. O aumentativo pode ser expresso por dois diferentes processos: · Analítico: quando a idéia de aumento é dada pelo adjetivo grande ou por um sinônimo dele. Ex.: casa - casa grande; lago - lago enorme · Sintético: quando a idéia de tamanho é indicada por sufixos (ÃO, ARRA, ONA, etc.). Ex.: casa - casarão; boca - bocarra Grau diminutivo: indica uma diminuição no tamanho normal dos seres. O diminutivo também pode ser: · Analítico: a idéia de diminuição é dada pela palavra pequeno ou por um sinônimo dela. Ex.: casa - casa pequena · Sintético: formado com o auxílio de sufixos que indicam diminuição (INHO, ISCO, ETA, etc.) Ex.: casa - casinha/casebre; chuva - chuvisco Os graus aumentativo e diminutivo, fora da idéia de aumento ou diminuição, podem traduzir o nosso desprezo, a nossa crítica, a nossa afeição; chamam-se pejorativos (gentalha, livreco, jornaleco) ou afetivos (paizinho, filhinho, Carlito).

QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (ITA/SP) Dadas as afirmações de que o feminino de 1) elefante é elefoa 2) aprendiz é aprendiza 3) glutão é glutã. Verificamos que está (estão) correta(s) a) Apenas a afirmação l b) Apenas a afirmação ll c) Apenas a afirmação lll d) Apenas as afirmações l e ll e) Todas as afirmações 2. (EU/BA) Ficou com ... quando soube que ... caixa do banco entregara aos ladrões todo o dinheiro ... clã. a) o moral abalado - o - do b) a moral abalada - o - da c) o moral abalado - a - da d) a moral abalada - a - do e) a moral abalada - a - da 3. (FAC. OBJETIVO/SP) Assinale a alternativa em que todas as palavras são do gênero feminino: a) omoplata, apendicite, cal, ferrugem b) cal, faringe, dó, alface, telefonema c) criança, cônjuge, champanha, dó, afã d) cólera, agente, pianista, guaraná, vitrina e) jacaré, ordenança, sofisma, análise, nauta 4. (UNIRIO/RJ) Algumas palavras portuguesas terminadas em ditongo nasal admitem mais de uma forma para o plural: vilão, vilões e vilãos. Assinale o item em que a palavra está nesse caso: a) barão b) pensão c) casarão d) ingratidão e) corrimão 5. (ESPM/SP) Quais das seguintes palavras só são empregadas no plural? Núpcias; primícias; limites; belas-artes; males 6. (U.E. PONTA GROSSA/PR) Palavras que, originalmente diminutivos ou aumentativos, perderam essa acepção e se constituem hoje em formas normais, independentes do termo derivante: a) pratinho, papelzinho, livreco, barcaça b) tampinha, cigarrilha, estantezinha, elefantão c) cartão, flautim, lingüeta, cavalete d) chapelão, bocarra, vidrinho, martelinho e) palhacinho, narigão, beiçorra, boquinha 7. (UNIRIO/RJ) Nas palavras abaixo, há uma com erro de flexão. Assinale-a: a) irmãozinhos b) exortaçõezinhas c) lençoizinhos d) papelzinhos e) heroizinhos 8. (FAAP/SP) "Subirei no pau-de-sebo / Mando chamar a mãe-d'água" Aponte a alternativa que contém a forma correta dos substantivos em destaque. a) paus-de-sebo / mães-d'água b) pau-de-sebos / mãe-d'águas c) paus-de-sebos / mães-d'águas d) os pau-de-sebo / as mãe-d'água e) os pau-de-sebos / as mãe-d'águas 9. O plural dos nomes compostos está correto em todas as alternativas, exceto: a) As cartas-bilhetes foram trazidas pelo pombo-correio. b) Os vaivéns no navio deixaram-no tonto e enjoado. c) A polícia queimou os papéis-moeda falsos. d) Os recém-nascidos receberam ajuda da comunidade religiosa. e) As couve-flores foram vendidas a preços exorbitantes. 10.(UFPR/PR) l. O cônjuge se aproximou. ll. O servente veio atender-nos. lll. O gerente chegou cedo.

Não está claro se o sujeito é homem ou mulher: a) no primeiro período b) no segundo período c) no terceiro período d) no primeiro e no segundo períodos e) no segundo e no terceiro períodos 11. (FUVEST/SP) Assinale a alternativa em que está correta a forma plural. a) júnior / júniors b) gavião / gaviães c) fuzil / fuzíveis d) mal / maus e) atlas / atlas 12. (UM/SP) Assinale o período que não contenha um substantivo sobrecomum. a) Ele foi a testemunha ocular do crime ocorrido naquela polêmica reunião. b) Aquela jovem ainda conserva a ingenuidade meiga e dócil da criança. c) A intérprete morreu mantendo-se como um ídolo indestrutível na memória de seus admiradores. d) As famílias desestruturam-se quando os cônjuges agem sem consciência. e) O pianista executou com melancolia e suavidade a sinfonia preferida pela platéia. 13. (FMU/SP) O plural dos substantivos couve-flor, pão-de-ló e amor-perfeito é: a) couve-flores, pães-de-ló, amores-perfeitos b) couves-flores, pães-de-ló, amores-perfeitos c) couves-flor, pão-de-ló, amores-perfeitos d) couves-flores, pão-de-lós, amor-perfeitos e) couve-flores, pão-de-lós, amores-perfeitos 14. (UM/SP) Os femininos de monge, duque, papa e profeta são: a) monja, duquesa, papisa, profetisa b) freira, duquesa, papiza, profetisa c) freira, duquesa, papaisa, profetisa d) monja, duquesa, papiza, profetiza, e) monja, duquesa, papisa, profetisa

RESPOSTAS 1. A 2. A 3. A 4. E 5. Núpcias, primícias, belas-artes 6. C 7. D 8. A 9. E 10. A 11. E 12. E 13. B 14. E

COLOCAÇÃO PRONOMINAL Os pronomes pessoais oblíquos átonos (o, a, os, as, lhe, lhes, me, te, se, nos, vos), em relação ao verbo, podem assumir três posições: a) próclise - antes do verbo: Ex.: Não nos mostraram nada. b) mesóclise - no meio de verbo: Ex.: Mostrar-lhe-ei os meus escritos. c) ênclise - depois do verbo: Ex.: Apresento-lhe meus documentos. USO DA PRÓCLISE A próclise é obrigatória quando houver palavra que atraia o pronome para antes do verbo. As palavras que atraem o pronome são as seguintes: a) palavras ou expressões negativas: Ex.: Nunca me informavam os verdadeiros motivos.

b) advérbios: Ex.: Depois nos encontraremos. OBS.: Se houver vírgula depois do advérbio, ele deixa de atrair o pronome. Ex.: Aqui se trabalha. Aqui, trabalha-se. c) pronomes indefinidos e pronomes demonstrativos neutros: Ex.: Alguém me informou sobre a sua aprovação. Isto me pertence. d) conjunções subordinativas: Ex.: Quando me contaram o fato, fiquei furioso. e) pronomes relativos: Ex.: Reencontrei um amigo que me ajudou a decifrar o código. OBS.: Se houver duas palavras atraindo um mesmo pronome oblíquo, pode-se colocá-lo entre essas duas palavras. Ex.: É difícil entender quando se não ama. Ou, como é mais freqüente: É difícil entender quando não se ama. A palavra que atrai o pronome, mesmo que venha subentendida. Ex.: Desejo me compreendam. (Desejo que me compreendam.) A próclise é obrigatória também nas orações: a) interrogativas diretas: Ex.: Quem nos revelou o segredo? b) exclamativas: Ex.: Quanto nos custou tal procedimento! c) optativas (orações que exprimem um desejo): Ex.: Deus te abençoe. USO DA MESÓCLISE A mesóclise é obrigatória com o verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito, desde que não haja antes palavra atrativa. Ex.: Convidar-me-ão para a cerimônia. (futuro do presente) Convidar-me-iam para a cerimônia. (futuro do pretérito) No caso de haver uma palavra atrativa, a próclise será obrigatória. Ex.: Não me convidarão para a cerimônia. Nunca me convidariam para a cerimônia. OBS.: É sempre errado o uso do pronome oblíquo depois de verbo no futuro do presente ou do futuro do pretérito. USO DA ÊNCLISE A ênclise é obrigatória: a) com o verbo no início da frase: Ex.: Entregaram-me as mercadorias. b) com o verbo no imperativo afirmativo: Ex.: Alunos, comportem-se. c) com o verbo no gerúndio: Ex.: Saiu, deixando-nos por instantes. OBS.: Se o gerúndio vier precedido de preposição ou de palavra atrativa, ocorrerá próclise. Ex.: Em se tratando de cinema, prefiro as comédias. Saiu da sala, não nos revelando os motivos. d) com o verbo no infinitivo impessoal: Ex.: Era necessário ajudar-te.

OBS.: · Se o infinitivo impessoal vier precedido de palavra negativa, é indiferente o uso da ênclise ou da próclise. Ex.: Era necessário não te ajudar. Era necessário não ajudar-te. · Se o infinitivo impessoal vier precedido de preposição, é indiferente o uso da ênclise ou da próclise. Ex.: Estou apto a te ajudar. Estou apto a ajudar-te. · Com o infinitivo pessoal precedido de preposição ocorre próclise. Ex.: Foram censuradas por se comportarem mal. COLOCAÇÃO DOS PRONOMES NAS LOCUÇÕES VERBAIS a) Locução verbal com verbo principal no particípio Nas locuções verbais cujo verbo principal é um particípio, o pronome deve ficar depois do verbo auxiliar. Se houver palavra atrativa, deverá ficar antes do verbo auxiliar. Ex.: Havia-lhe contado a verdade. Não lhe havia contado a verdade. OBS.: Se o auxiliar estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito, ocorrerá a mesóclise, desde que não haja atração. Ex.: Ter-me-iam falado a verdade, se soubessem. Veja que é sempre considerada errada a colocação do pronome depois de um particípio. b) Locução verbal com o verbo principal no infinitivo ou no gerúndio Se não houver palavra atrativa, coloca-se o pronome oblíquo depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal. Ex.: Quero-lhe dizer a verdade. ou Quero dizer-lhe a verdade. Ia-lhe dizendo a verdade. ou Ia dizendo-lhe a verdade. Caso haja palavra atrativa, coloca-se o pronome antes do verbo auxiliar ou depois do verbo principal. Ex.: Não lhe quero dizer a verdade. ou Não quero dizer-lhe a verdade. Não lhe ia dizendo a verdade. ou Não ia dizendo-lhe a verdade. QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (UFSE) "Os projetos que ... estão em ordem; ... ainda hoje, conforme ... ." a) enviaram-me; devolvê-los-ei; lhes prometi. b) enviaram-me; os devolverei; lhes prometi. c) enviaram-me; os devolverei; prometi-lhes. d) me enviaram; os devolverei; prometi-lhes. e) me enviaram; devolvê-los-ei; lhes prometi. Resposta: e 2. (FI UBERLÂNDIA/MG) Nada ... como eu ..., mas sequer ... atenção. a) se passou - dissera-lhe - deu-me b) passou-se - lhe dissera - deu-me c) se passou - lhe dissera - me deu d) passou-se - lhe dissera - me deu e) se passou - dissera-lhe - me deu Resposta: c 3. (UEBA) Entre eles e ... existe um compromisso que só ... se ... ao sacrifício. a) eu - se cumprirá - dispusermo-nos b) mim - cumprir-se-á - nos dispuser-mos c) mim - se cumprirá - nos dispusermos d) eu - cumprir-se-á - dispusermo-nos e) eu - se cumprirá - dispusermo-nos Resposta: c 4. (FUEL/PR) Logo que você ..., é claro que eu ... da melhor maneira possível, ainda que isso ... o serviço. a) me chamar, atendê-lo-ei, me atrase b) chamar-me, atendê-lo-ei, atrase-me c) me chamar, o atenderei, me atrase d) ma chamar, o atenderei, atrase-me e) chamar-me, atenderei-o, atrase-me

Resposta: c 5. (F.C. CHAGAS/SP) No caso de não ... as condições do tratado, ... as relações diplomáticas entre os dois países. a) se satisfizerem, romper-se-ão b) se satisfazerem, romper-se-á c) se satisfazerem, romper-se-ão d) as satisfizer, se romperão e) se satisfizerem, se romperá Resposta: c 6. (UFF/RJ) Numa das frases abaixo, a colocação do pronome pessoal átono não obedece às normas vigentes. Assinale-a. a) Ter-lhe-iam falado a meu respeito? b) Tenho prevenido-o várias vezes. c) Quem nos dará as razões? d) Nunca nos diriam inverdades. e) Haviam-no procurado por toda parte. Resposta: b 7. (ITA/SP) O pronome pessoal oblíquo átono está bem colocado em um só dos períodos. Qual? a) Me causava admiração ver aquela turma se dedicando com tanto afinco aos estudos, enquanto os outros não esforçavam-se nada. b) Apesar de contrariarem-se, não farão me mudar de resolução. c) Já percebeu que não é este o lugar onde deve-se colocar os livros? d) Ninguém falou-nos, outrora, com tanta propriedade e delicadeza. e) Não se vá tão cedo; custa-lhe ficar mais? Resposta: e 8. (PUC/RS) Complete convenientemente as lacunas: Logo que ..., ... cientes de que não ... . a) os vir, os farei, os poderemos contratar b) os ver, fá-los-ei, podemo-los contratar c) vê-los, fá-los-ei, podemos contratá-los d) os vir, fá-los-ei, podemos contratá-los e) os ver, far-lhes-ei, poderemos contratá-los Resposta: d 9. (FAAP/SP) Assinale a alternativa em que a colocação pronominal desobedece ao que preceitua a gramática: a) Há muitas estrelas que nos atraem a atenção. b) Jamais dar-te-ia tantas explicações, se não fosses pessoa de tanto merecimento. c) A este compete, em se tratando de corpo da Pátria, revigorá-lo com o sangue do trabalho. d) Não o realizaria, entretanto, se a árvore não se mantivesse verde sob a neve. e) Nenhuma das anteriores. Resposta: b 10. (UFSC) Indique a soma das frases em que a colocação dos pronomes oblíquos átonos está correta: 01 - Nunca soubemos quem roubava-nos nas medidas. 02 - Pouco se sabe a respeito de novas fontes energéticas. 04 - Nada chegava a impressioná-lo na juventude. 08 - Falaria-me tudo, se eu fizesse pressão. 16 - Dar-lhe-emos novas oportunidades. 32 - Eles apressaram-se a convidar-nos para a festa. Resposta: 02 + 04 + 16 + 32 = 54 11. (SANTA CASA/SP) Nas frases abaixo: I. Os miúdos corriam barulhentos, me pedindo dinheiro. II. Dizia ele cousas engraçadas, coçando-se todo. III. Ficarei no lugar onde encontro-me. Tem sombra. IV. Quando me vi sozinho, tremi de medo. a ênclise e a próclise foram corretamente empregadas: a) em I e II. b) em III e IV. c) em I e III. d) em II e IV. e) em todas as orações.

Resposta: d 12. (PUCC/SP) Sabendo-se que solecismos são desvios indevidos de regência, concordância e colocação, indique a alternativa que não apresenta nenhum desses desvios, segundo a norma culta: a) Liliana, te amo perdidamente. b) Quando saírem com nós, talvez nos contem o caso. c) As meninas não devem se preocupar com a maquiagem. d) Entre mim e você, sempre houve compreensão. e) Esta revista é para mim ler. Resposta: d 13. (VUNESP/SP) "(...) mas, a quinhentos metros, tudo se torna muito reduzido: sois uma pequena figura sem pormenores; vossas amáveis singularidades fundem-se numa sombra neutra e vulgar." (Cecília Meireles) O trecho dado apresenta duas colocações pronominais diferentes. Indique quais são e justifique o uso de cada uma. ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................ Resposta: A próclise em "tudo se torna..." ocorre porque tudo é pronome indefinido; a ênclise em "vossas amáveis singularidades fundem-se..." ocorre porque não há nenhuma condição para a próclise obrigatória. 14. (CESESP/PE) Assinale o único período em que há inadequação na colocação pronominal: a) Nenhuma das questões lhe desagradou. b) Que Deus me ajude! c) Quanto nos custa manter a calma! d) A prova, fi-la sem afobação. e) Todos retirar-se-iam cedo. Resposta: e

SINTAXE DE CONCORDÂNCIA CONCORDÂNCIA NOMINAL REGRAS BÁSICAS A relação entre um substantivo (ou um pronome ou numeral substantivo) e as palavras que a ele se ligam para caracterizá-lo (artigos, adjetivos, pronomes adjetivos, numerais adjetivos) recebe o nome de concordância nominal. Para estudar como essa relação se estabelece, é necessário lembrar que adjetivos e palavras de valor adjetivo podem atuar como adjuntos adnominais ou predicativos dos substantivos a que se referem. 1. Quando atuam como adjuntos adnominais de um único substantivo, os adjetivos concordam em gênero e número com esse substantivo: Ex.: Seus olhos escuros transmitem uma funda inquietação. 2. Quando atuam como adjuntos adnominais de dois ou mais substantivos, os adjetivos podem sempre concordar com todos eles e, se os substantivos forem der gêneros diferentes, devem assumir a forma plural: Ex.: Tratava-se de inoportuno lugar e ocasião. Tratava-se de lugar e ocasião oportuna. Tratava-se de momento e lugar inoportunos. A forma adotada nesse último exemplo é a mais clara, pois indica que o adjetivo efetivamente se refere aos dois substantivos. OBS.: O adjetivo anteposto a nomes próprios deve sempre concordar no plural: Ex.: As dedicadas Maria e Joana participaram do concurso. 3. Quando um adjetivo atua como predicativo de um sujeito simples ou de um objeto simples, concorda com ele em gênero e número: Ex.: A situação é delicada. Considero solucionados os problemas. 4. Quando um adjetivo atua como predicativo de um sujeito ou de um objeto compostos, concorda com todos os núcleos desses termos: Ex.: Pai e filhos são talentosos. Considero brilhantes o pai e o filho. OBS.: Se o predicativo do sujeito estiver anteposto ao sujeito, pode concordar apenas com o núcleo mais próximo (coisa que acontece também com o verbo da oração): Ex.: É calamitosa a pobreza e o desamparo.

5. Quando um único substantivo é modificado por dois ou mais adjetivos, há duas construções possíveis: Estudava os idiomas francês, inglês e italiano. Estudava o idioma francês, o inglês e o italiano. Note que, quando se coloca o substantivo no plural, não se usa artigo antes dos adjetivos. Se, no entanto, o substantivo estiver no singular, será obrigatório o uso do artigo a partir do segundo adjetivo. PALAVRAS E CONSTRUÇÕES QUE MERECEM DESTAQUE 1. Próprio, mesmo, anexo, incluso, quite, obrigado e leso concordam em gênero e número com o substantivo ou pronome a que se referem: Ex.: Ela própria disse: obrigada. Ele mesmo disse: obrigado. Eles próprios resolveram a questão. Seguem anexos os livros. Vão inclusas as procurações. As alunos estão quites com o serviço militar. Cometeram crime de lesa-soberania. 2. Meio e bastante podem atuar como adjetivos ou como advérbios. No primeiro caso, referem-se a substantivos e são variáveis. No segundo caso, referem-se a verbos, adjetivos ou advérbios e são invariáveis. Ex.: Pedi meia porção de batata frita. As jogadoras estavam meio ansiosas. Bastantes coisas estão erradas. Eles se amam bastante. 3. Os advérbios menos, alerta e o prefixo pseudo são sempre invariáveis: Ex.: Soldados, fiquem sempre alerta! Havia menos alunos na sala. Era uma pseudopsicóloga. 4. As expressões formadas de verbo ser mais um adjetivo (é bom, é necessário, é proibido, é preciso, etc.) não variam. Ex.: Água mineral é bom. É proibido entrada. Liberdade é necessário. É preciso cidadania. Entretanto, se o sujeito vier antecipado de artigo (ou equivalente), a concordância será obrigatória: Ex.: Esta água mineral é boa. A entrada é proibida. A liberdade é necessária. São precisas algumas medidas de urgência. 5. A palavra possível, quando acompanha expressões superlativas tais como o mais, a menos, o melhor, a pior, os maiores, as menores, varia conforme o artigo que integra essas expressões. Ex.: Quero um carro o mais barato possível. Vestia roupas as mais modernas possíveis. Comprou alimentos o menos caros possível. Dirigiu-lhe os maiores elogios possíveis. Recebemos a melhor notícia possível. As previsões eram as piores possíveis. Obs.: A expressão quanto possível é invariável. Ex.: Obteve informações quanto possível. CONCORDÂNCIA IDEOLÓGICA Muitas vezes, a concordância não é feita com a forma gramatical das palavras, mas com a idéia ou o sentido que está subentendido nelas. A esse tipo de concordância dá-se o nome de concordância ideológica ou silepse. Ex.: A dinâmica e populosa São Paulo continua sofrendo com as enchentes. (silepse de gênero: subentende-se a cidade de São Paulo) Os brasileiros lamentamos a derrota do esquadrão canarinho. (silepse de pessoa: subentende-se nós, os brasileiros) Os Sertões conta a Guerra de Canudos. (silepse de número: subentende-se a obra Os Sertões)

QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (UEM/PR) Aponte a(s) frase(s) em que a palavra dos parênteses deve ir exclusivamente no plural. 01 - Tu, eu e teu pai ... de ônibus. (ir) 02 - Os Estados Unidos, durante a noite, ... a Líbia. (atacar) 04 - ... você e seu colega. (passar)

08 - ... muitos discursos, porém pouca argumentação. 16 - Parece inteligente e tem ... argumentos para se defender. (bastante) 32 - ... ao processo encontram-se as fotos. (incluso) Resposta: 01, 02, 16, 32. 2. (PUCC/SP) Tenha certeza, meu caro amigo, de que suas colegas queriam elas ... terminar o trabalho, mas não conseguiram falar ...; por esse motivo é que ficou tudo para ... resolver. a) mesmo - consigo - mim b) mesmas - com você - eu c) mesmo - com você - mim d) mesmas - consigo - mim e) mesmas - contigo - eu Resposta: b 3. (UFV/MG) Todas as alternativas abaixo estão corretas quanto à concordância nominal, exceto: a) Foi acusado de crime de lesa-justiça. b) As declarações devem, seguir anexas ao processo. c) Eram rapazes os mais elegantes possível. d) É necessário cautela com os pseudolíderes. e) Seguiram automóveis, cereais e geladeiras exportados. Resposta: c 4. (SANTA CASA/SP) ... habilidade e ... empenho ... pelos participantes, a comissão julgadora teve dificuldade em apontar o vencedor. a) Dado a, o, demonstrado b) Dada à, do, demonstrados c) Dados a, o, demonstrados d) Dados a, ao, demonstrado e) Dados à, do, demonstrados Resposta: c 5. (FAAP/SP) Observando as regras de concordância verbal e nominal, reescreva a frase: Ao meio-dia e meio, depois de penosa escalada, durante a qual houveram perigos o mais surpreendentes possíveis, o grupo de alpinistas franceses atingiu o ponto mais elevado da cordilheira. ...................................................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................... Resposta: Ao meio-dia e meia, depois de penosa escalada, durante a qual houve perigos os mais surpreendentes possíveis, o grupo de alpinistas franceses atingiu o ponto mais elevado da cordilheira. 6. (PUC/RJ) Preencha as lacunas com a forma adequada das palavras entre parênteses, fazendo a flexão de gênero e número quando necessário: a) Por ........................ que sejam as conseqüências, esta é a única tentativa possível. (pior) b) Seus propósitos estão ..................................... claros. (bastante) c) As informações prometidas seguem ................................. a esta carta. (anexo) Resposta: a) piores; b) bastante; c) anexas. 7. (FUEL/PR) Ao esforço e à seriedade ..... ao estudo é que .... os louvores que ele tem recebido ultimamente. a) consagrado, devem ser atribuídos b) consagrada, deve ser atribuído c) consagrados, devem ser atribuídos d) consagradas, deve ser atribuído e) consagrados, deve ser atribuído Resposta: c 8. (FUVEST/SP) "Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior." Coloque a palavra grifada no plural e reescreva o trecho acima, fazendo as adaptações necessárias. Resposta: Grandes escândalos são estes, mas a circunstância os faz ainda maiores. 9. (PUCC/SP) Aponte a alternativa em que a concordância é inaceitável: a) No alto da porta se lia: "Entrada proibida". b) Nesta repartição, entrada é proibido. c) Para quem esta entrada é proibido? d) A entrada é proibida nesta repartição. e) N. D. A. Resposta: c

10. (F. C. CHAGAS/SP) Informo a Vossas Senhorias que, ... , seguem a carta, o relatório e a cópia que nos solicitaram, e que estão inteiramente à disposição para exame. a) incluso, vossa b) inclusos, sua c) incluso, sua d) inclusa, vossa e) inclusos, vossa Resposta: b 11. (UnB/DF) Em todas as alternativas a concordância nominal fez-se corretamente, exceto em: a) Eu observava no velho guerreiro o destemor e a força quase lendários. b) Estavam emudecidos, para sempre, as almas, as vozes e os risos dos homens. c) Aquelas mesmas figuras pareceram a nós meio estranhas. d) O presidente quer o decreto o mais breve e incisivo possíveis. Resposta: d 12. UM/SPSP) Assinale a alternativa incorreta: a) O narrador pulou longos páginas e capítulos. b) Ele pulou longos capítulos e páginas. c) Ele escreveu capítulos e páginas compactas. d) Ele escreveu capítulos e páginas compactos. e) Ele escreveu páginas e capítulos compactos. Resposta: a 13. (F. C. CHAGAS/SP) Água às refeições é ... para a saúde. Essa é uma das muitas precauções que ... tomar, se se quer conservar a silhueta. a) mau, é preciso b) mau, são precisas c) mal, é precisa d) má, são precisas e) má, é preciso Resposta: a 14. (UNISINOS/RS) O item em que ocorre concordância inaceitável é: a) Era uma árvore cujas folhas e frutos bem diziam de sua utilidade. b) Vinha com bolsos e mãos cheios de dinheiro. c) Ela sempre anda meia assustada. d) Envio-lhe anexa a declaração de bens. e) Elas próprias assim o queriam. Resposta: c

CONCORDÂNCIA VERBAL REGRAS BÁSICAS 1. O verbo e o sujeito de uma oração concordam em número e pessoa: Ex.: Qualquer pessoa razoável reconhece os próprios erros. Pessoas razoáveis reconhecem os próprios erros. 2. O sujeito composto equivale a um sujeito no plural: Ex.: Pais e filhos devem conversar com freqüência. 3. Nos sujeitos compostos de que participam pessoas gramaticais diferentes, a concordância no plural obedece às seguintes prioridades: a primeira pessoa prevalece sobre a segunda pessoa, que, por sua vez, prevalece sobre a terceira: Ex.: Nossos amigos, tu e eu formaremos um belo time de futebol. 1a pessoa do plural Tu e teus colegas formareis um belo time de futebol. 2a pessoa do plural 4. No caso de sujeitos compostos pospostos ao verbo, abre-se uma nova possibilidade de concordância: o verbo pode deixar de concordar no plural com a totalidade do sujeito para estabelecer concordância com o núcleo do sujeito mais próximo: Ex.: Bastaram determinação e capacidade. Bastou determinação e capacidade.

OBS.: Quando há reciprocidade, no entanto, a concordância deve ser feita no plural: Ex.: Ofenderam-se o jogador e o árbitro. (ofenderam um ao outro) CASOS DE SUJEITO SIMPLES QUE MERECEM DESTAQUE 1. Quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva (parte de..., uma porção de..., o grosso de..., metade de ..., a maioria de ..., a maior parte de ..., grande número de ...) seguida de um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar no singular ou no plural: Ex.: A maioria dos alunos participou / participaram da reunião. 2. Quando o sujeito é formado por expressão que indica quantidade aproximada (cerca de..., mais de..., menos de ..., perto de ...) seguida de numeral e substantivo, o verbo concorda com o substantivo: Ex.: Perto de quinhentas pessoas compareceram à cerimônia. Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últimas Olimpíadas. OBS.: Quando a expressão mais de um se associar a verbos que exprimem reciprocidade ou for repetida, o plural é obrigatório: Ex.: Mais de um parlamentar se ofenderam na tumultuada sessão de ontem. ( = ofenderam um ao outro) Mais de um casal, mais de uma família já perderam qualquer esperança num futuro melhor. 3. Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos, muitos, quaisquer, vários) seguido de de (ou dentre) nós (ou vós), o verbo pode concordar com o primeiro pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o pronome pessoal: Ex.: Quais de nós sabiam / sabíamos disso tudo? Alguns de vós temiam / temíeis novas relações. Vários de nós participaram / participamos das discussões. Nos casos em que o interrogativo ou indefinido estiver no singular, o verbo ficará no singular: Ex.: Qual de nós sabia de tudo? Algum de vós fez isto? 4. Quando o sujeito é um plural aparente, ou seja, é uma palavra ou expressão com forma de plural, mas sentido de singular, o verbo concorda no singular: Ex.: Flores não recebe mais acento. Nós é um pronome pessoal do caso reto. OBS.: Quando se trata de nomes próprios, a concordância deve ser feita levando-se em conta a ausência ou presença de artigo (que pode ou não fazer parte do título de obras literárias): Ex.: Os Estados Unidos impuseram uma nova ordem mundial. Poços de Caldas continua agradável. Os lusíadas consumiram anos de dedicação do poeta. As Memórias Póstumas de Brás Cubas renovaram a estética do romance. 5. Quando o sujeito for indicação de uma porcentagem seguida de substantivo, o verbo pode concordar com o numeral ou com o substantivo: Ex.: 25% do orçamento do país destina-se / destinam-se à educação. 1% dos alunos recusou-se / recusaram-se a colaborar. 6. Quando o sujeito é o pronome relativo que, a concordância em número e pessoa é feita com o antecedente desse pronome: Ex.: Fui eu que fiz isso. Fomos nós que fizemos isso. OBS.: Com as expressões um dos...que e um dos que, o verbo costuma assumir a forma plural: Ex.: O Amazonas é um dos rios que cortam a floresta equatorial. O ministro é um dos que defendem tal postura. Nesses dois casos, há muitos gramáticos que consideram aceitável também a concordância no singular. 7. Quando o sujeito é o pronome relativo quem, pode-se utilizar o verbo na terceira pessoa do singular ou em concordância com o antecedente do pronome: Ex.: Fui eu quem fez isso. Fui eu quem fiz isso. CASOS DE SUJEITO COMPOSTO QUE MERECEM DESTAQUE 1. Quando os núcleos do sujeito composto são sinônimos ou quase sinônimos ou estabelecem uma graduação, o verbo pode concordar no singular: Ex.: O desalento e a tristeza minou-lhe / minaram-lhe as forças. Um aceno, um gesto, um estímulo faria / fariam muito por ele. 2. Quando os núcleos do sujeito composto são unidos por ou ou nem, o verbo no plural indica que a declaração contida no predicado pode ser atribuída conjuntamente a todos os núcleos: Ex.: Um sorriso ou uma lágrima o tirariam daquela incerteza. Nem poder nem dinheiro o corrompiam.

O verbo no singular com esse tipo de sujeito indica alternância ou mútua exclusão: Ex.: Milão ou Berlim sediará a próxima Olimpíada. Nem você nem ele será o novo representante da classe. OBS.: Com as expressões um ou outro e nem um nem outro, a concordância costuma ser feita no singular, embora o plural também seja praticado. Com a locução um e outro, o plural é mais freqüente, embora também se use o singular. Não há uniformidade no tratamento dado a essas expressões por gramáticos e escritores. Em todos esses casos, parece razoável adotar o mesmo procedimento usado com outros sujeitos unidos por e, ou e nem. 3. Quando os núcleos do sujeito são unidos por com, a forma plural do verbo indica que esses núcleos recebem um mesmo grau de importância. Com, nesses casos, tem sentido muito próximo ao de e: Ex.: O professor com o aluno montaram o equipamento. O verbo no singular dá destaque ao primeiro elemento: Ex.: O velho patriarca, com sua mulher e filhos, partiu ontem. 4. Quando os núcleos do sujeito são unidos por expressões correlativas como não só...mas também, não só...como também, não só...mas ainda, não somente...mas ainda, não apenas...mas também, tanto...quanto, o verbo concorda de preferência no plural: Ex.: Não só a seca mas também o descaso assolam o Nordeste. Tanto o pai quanto o filho costumavam passar por ali. 5. Quando os elementos de um sujeito composto são seguidos por um aposto recapitulativo, a concordância é feita com esse termo resumidor: Ex.: Carros, casas, pontes, tudo foi destruído pelo terremoto. Luxo, riqueza, dinheiro, nada o tentava. CONCORDÂNCIA DE ALGUNS VERBOS E ESTRUTURAS VERBAIS 1. Quando atua como índice de indeterminação do sujeito, o se acompanha verbos intransitivos, transitivos indiretos e de ligação que devem obrigatoriamente estar na terceira pessoa do singular: Ex.: Aos domingos, ia-se sempre à praça. Assistiu-se a cenas deprimentes naquele dia. Era-se mais feliz no passado. 2. Quando atua como pronome apassivador, o se acompanha verbos transitivos diretos e transitivos diretos e indiretos na formação da voz passiva sintética. Nesse caso, o verbo deve concordar com o sujeito da oração: Ex.: Construiu-se uma nova praça no bairro. Construíram-se novas praças no bairro. 3. O verbo haver, quando indica existência ou acontecimento, é impessoal, devendo permanecer sempre na terceira pessoa do singular: Ex.: Ainda havia pontos escuros naquela versão. Deverá haver várias manifestações de protesto. 4. Haver e fazer são impessoais quando indicam tempo. Nesse caso, devem permanecer na terceira pessoa do singular: Ex.: Há anos não o vejo. Faz anos que não o vejo. 5. A expressão haja vista admite várias construções: Ex.: Participar é indispensável: haja vista as recentes manifestações contra a corrupção. Votar bem é indispensável: hajam vista as últimas eleições municipais. Desrespeito e arrogância matam: haja vista aos acidentes de trânsito. 6. Com o verbo parecer seguido de um infinitivo, flexiona-se ou este verbo ou o infinitivo: Ex.: Os alunos pareciam chegar. Os alunos parecia chegarem. 7. A concordância do verbo ser é muito rica em detalhes. Em muitas situações, esse verbo deixa de concordar com o sujeito para concordar com o predicativo. Em outras, pode concordar com um ou com outro, de acordo com o termo que se quer enfatizar: a) quando é colocado entre um substantivo comum no singular e outro no plural, o verbo ser tende a ir para o plural. Poderá ficar no singular por motivo de ênfase: Ex.: A sua paixão eram os filmes de terror. Aquele amor é apenas cacos de um passado. b) quando colocado entre um nome próprio e um substantivo comum, o verbo ser tende a concordar com o nome próprio. Entre um pronome pessoal e um substantivo comum ou próprio, o verbo concorda com o pronome: Ex.: Garrincha foi as maravilhas do drible. O responsável pela expedição sou eu. José da Silva sou eu.

c) quando colocado entre um pronome não-pessoal e um substantivo, o verbo ser tende a concordar com o substantivo: Ex.: Tudo eram alegrias naquela noite. Isso são manias de um ocioso. Que são idéias? Nos dois primeiros casos, há gramáticos que consideram possível também a concordância com o pronome. d) nas expressões que indicam quantidade (medida, peso, preço, valor), o verbo ser é invariável: Ex.: Dois quilos é pouco. Vinte mil reais é muito. e) nas indicações de tempo, o verbo ser concorda com a expressão numérica que o acompanha: Ex.: É uma hora. São duas horas. Já é mais de uma hora. São cinco para uma. Hoje são vinte de setembro. Ou Hoje é dia vinte de setembro.

QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (FUVEST/SP) "Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem." (Rubem Braga) Suponha que o início desse período seja: "Mas aqueles...". reescreva o período, fazendo apenas as alterações que se tornarem gramaticalmente necessárias. ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................ Resposta: Mas aqueles pendões firmes, verticais, beijados pelo vento do mar, vieram enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. 2. (UF-GO) No conhecido verso de um rock - "a gente somos inútil"-, ocorre uma concordância que, apesar de ser condenada pelos padrões gramaticais da língua culta, é comum na fala popular. Como se explica esta possibilidade de construção na língua portuguesa. ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................ Resposta: Está-se fazendo a concordância do verbo com a idéia transmitida pela expressão a gente (= nós), e não com a forma (terceira pessoa do singular) dessa expressão. Essa concordância ideológica recebe o nome de silepse. 3. (UFV/MG) Dadas duas frases consideradas corretas: a) Fulano ou Beltrano será eleito em 15 de novembro Presidente da República. b) Calor intenso ou frio excessivo me fazem mal. Explique a razão de o verbo estar no singular em a e no plural em b. ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................ Resposta: Em a, ocorre mútua exclusão. Em b, não. 4. (FATEC/SP) Aponte a opção que completa corretamente as lacunas das frases abaixo: 1) A maior parte ..... a segui-lo. 2) Mais de um passageiro se ..... com o motorista. 3) Foi um dos poucos que ..... a inocência do amigo. 4) Vossa Senhoria não ..... o compromisso firmado. 5) Fui eu quem ..... mais naquele investimento. a) recusaram-se, irritaram, admitiam, respeitou, perdi b) recusou-se, irritou, admitia, respeitaste, perdeu c) recusaram-se, irritou, admitiam, respeitaste, perdeu d) recusaram-se, irritaram, admitia, respeitastes, perdi e) recusou-se, irritou, admitia, respeitou, perdeu Resposta: e 5. (UFV/MG) Em todas as frases abaixo, a concordância verbal está incorreta, exceto em: a) Qual de nós chegamos primeiro ao topo da montanha? b) Os Estados Unidos representa uma segurança para todo o Ocidente. c) Recebei, Vossa Excelência, os protestos de nossa estima. d) Sem a educação, não podem haver cidadãos conscientes. e) Sobrou-me uma folha de papel, uma caneta e uma borracha.

Resposta: e 6. (FUVEST/SP) Indique a alternativa correta: a) Filmes, novelas, boas conversas, nada o tiravam da apatia. b) A pátria não é ninguém: são todos. c) Se não vier as chuvas, como faremos? d) É precaríssima as condições do prédio. e) Vossa Senhoria vos preocupais demasiadamente com a vossa imagem. Resposta: b 7. (CESGRANRIO/RJ) Assinale a opção em que a lacuna pode ser preenchida por qualquer das duas formas verbais indicadas entre parênteses: a) Um dos seus sonhos ..... morrer na terra natal. (era, eram) b) Aqui não .... os sítios onde eu brincava. (existe, existem) c) Uma porção de sabiás ..... na laranjeira. (cantava, cantavam) d) Não ..... em minha terra belezas naturais. (falta, faltam) e) Sou eu que ..... morrer ouvindo o canto do sabiá. (quero, quer) Resposta: c 8. (FUVEST/SP) ..... dez horas que se ..... iniciado os trabalhos de apuração dos votos sem que se ..... quais seriam os candidatos vitoriosos. a) fazia, haviam, previsse b) faziam, haviam, prevesse c) fazia, havia, previsse d) faziam, havia, previssem e) fazia, haviam, previssem Resposta: e 9. (UNICAMP/SP) Apesar de consideradas erradas, construções como "No segundo turno nós conversa", "A gente fomos", "Subiu os preços" obedecem a regras de concordância sistemáticas, características principalmente de dialetos de pouco prestígio social. O trecho abaixo, extraído de um editorial de jornal (portanto, representativo da modalidade culta) contém uma construção que é de fato um erro de concordância: "Pode-se argumentar, é certo, que eram previsíveis os percalços que enfrentariam qualquer programa de estabilização (...) necessários no Brasil." (Folha de S. Paulo, 7/11/90) a) Transcreva o trecho em que ocorre um erro de concordância. ............................................................................................................................................................... b) Lendo atentamente o texto, você descobrirá que existe uma explicação para esse erro. Qual é? ............................................................................................................................................................... c) Reescreva o trecho de forma a adequá-lo à modalidade escrita culta. ............................................................................................................................................................... Resposta: a) "... enfrentariam qualquer programa de estabilização..." / b) O redator deixou-se "contaminar" pelo plural de percalços, tomando-o como sujeito do verbo no lugar de programa de estabilização. / c) "... enfrentaria qualquer programa de estabilização...". 10. (UF PELOTAS/RS) No grupo, ..... os trabalhos. a) sou eu que coordena b) é eu que coordena c) é eu quem coordena d) é eu quem coordeno e) sou eu que coordeno Resposta: e 11. (UF-ES) O verbo está no plural porque o sujeito é composto em: a) À autora e à maioria das pessoas não interessam as vantagens da morte. b) Os sentimentos de gratidão e de amor só conseguem ser eternos enquanto duram. c) Amigos e amigas, não me chamem de inesquecível. d) Pedaços de dor e de saudade cobrem a minha alma esbagaçada. e) Limpos estão os meus olhos e o meu coração. Resposta: e 12. FGV/SP) Leia atentamente: "A letra das composições musicais contemporâneas refletem, com nitidez, os problemas sociais que o Brasil está enfrentando." O período acima apresenta uma incorreção gramatical, pois há uma falta de concordância verbal entre os termos: a) problemas e enfrentando.

b) Brasil e está enfrentando. c) composições e refletem. d) composições e está enfrentando. e) letra e refletem. Resposta: e 13. (EU-PONTA GROSSA/PR) A oração que apresenta erro de concordância verbal: a) O pai com a filha estiveram na festa. b) Faz oito anos os gêmeos. c) Chorarei eu e todos os meus amigos. d) Diversões, viagens, festas, nada pôde satisfazê-lo. Resposta: b (o sujeito é "os gêmeos", por isso o correto seria "fazem". 14. (UF-SE) "Já ... 8 horas quando se ... os debates sobre cinema e literatura ... ." a) seria - iniciou - brasileira b) seria - iniciaram - brasileiras c) seria - iniciou - brasileiros d) seriam - iniciaram - brasileira Resposta: d 15. (FUVEST/SP) Num dos provérbios abaixo não se observa a concordância prescrita pela gramática. Indique-o: a) Não se apanham moscas com vinagre. b) Casamento e mortalha no céu se talha. c) Quem ama o feio, bonito lhe parece. d) De boas ceias, as sepulturas estão cheias. e) Quem cabras não tem e cabritos vende, de algum lugar lhe vêm. Resposta: b

CONJUNÇÃO Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou dois termos que exercem a mesma função sintática dentro de uma oração. Ex.: Pedro chegou atrasado e João ficou aborrecido. Pedro e João chegaram atrasados. No primeiro caso, a conjunção e liga duas orações; já no segundo, a conjunção liga dois termos da oração que exercem a mesma função sintática (sujeito). Classificação das conjunções As conjunções classificam-se em: ¨ Coordenativas: ligam termos que exercem a mesma função sintática, ou orações independentes (coordenadas). As conjunções coordenativas subdividem-se em: a) aditivas (indicam soma, adição): e, nem, mas também, mas ainda, etc. b) adversativas (indicam oposição, contraste): mas, porém, todavia, contudo, entretanto, etc. c) alternativas (indicam alternância, escolha): ou, ou...ou, ora...ora, quer...quer, etc. d) conclusivas (indicam conclusão): pois (posposto ao verbo), logo, portanto, então, etc e) explicativas (indicam explicação): pois (anteposto ao verbo), porque, que, etc. ¨ Subordinativas: ligam duas orações sintaticamente independentes. As conjunções subordinativas subdividem-se em: a) causais (exprimem causa, motivo): porque, visto que, já que, uma vez que, como, etc. b) condicionais (exprimem condição): se, caso, contanto que, etc. c) consecutivas (exprimem resultado, conseqüência): que (precedido de tão, tal, tanto), de modo que, de maneira que, etc. d) comparativas (exprimem comparação): como, que (precedido de mais ou menos), etc. e) conformativas (exprimem conformidade): como, conforme, segundo, etc. f) concessivas (exprimem concessão): embora, se bem que, ainda que, mesmo que, conquanto, etc. g) temporais (exprimem tempo): quando, enquanto, logo que, desde que, assim que, etc. h) finais (exprimem finalidade): a fim de que, para que, que, etc. i) proporcionais (exprimem proporção): à proporção que, à medida que, etc. j) integrantes: que, se (quando iniciam oração subordinada substantiva). OBS.: A um conjunto de duas ou mais palavras com valor de conjunção dá-se o nome de locução conjuntiva.

QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (FUVEST/SP) "Bem cuidado como é. O livro apresenta alguns defeitos. Começando com "o livro apresenta alguns defeitos", o sentido da frase não será alterado se se continuar com: a) desde que bem cuidado b) contanto que bem cuidado c) à medida que bem cuidado d) tanto que bem cuidado e) ainda que bem cuidado 2. (FUVEST/SP) "Uma forte massa de ar polar veio junto com a frente fria e causou acentuada queda da temperatura. As lavouras de trigo da Região Sul foram danificadas. Isso, associado ao longo período com registro de pouca chuva, deve reduzir o potencial produtivo da cultura."(Adaptado de O Estado de S. Paulo, 4 ago. 1993. Suplemento Agrícola) Reescreva o texto abaixo, reunindo em um só, composto por subordinação, os três períodos que o compõem, mantendo as relações lógicas existentes entre eles e fazendo as adaptações necessárias. 3. (CESGRANRIO/RJ) Assinale o período em que ocorre a mesma relação significativa indicada pelos termos destacados em "A atividade científica é tão natural quanto qualquer outra atividade econômica". a) Ele era tão aplicado, que em pouco tempo foi promovido. b) Quanto mais estuda, menos aprende. c) Tenho tudo quanto quero. d) Sabia a lição tão bem quanto eu. e) Todos estavam exaustos, tanto que se recolheram logo. 4. (UM/SP) Embora todas as conjunções sejam aditivas, uma das orações abaixo apresenta idéia de adversidade: a) Não achou os documentos e nem as fotocópias. b) Queria estar atento à palestra e o sono chegou. c) Não só aprecio Medicina como também a Odontologia. d) Escutei o réu e lhe dei razão. e) Não só escutei o réu mas também lhe dei razão. (FUVEST/SP) Texto para as questões 5 e 6: "Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas coisas me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: a diferença radical entre este livro e o Pentateuco." (Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas) 5. Assinale a alternativa que apresenta só palavras relacionais retiradas do texto. a) uso, seja, algum, para, mas b) e, eu, entre, este, em c) em, para, ou, mas, entre d) berço, nascimento, campa, princípio, fim e) vulgar, diferente, galante, novo, radical 6. "... levaram-me a adotar..." "... a sua morte..." "... não a pôs..." As três ocorrências do a são, respectivamente: a) preposição, pronome, preposição b) pronome, artigo, pronome, preposição c) pronome, artigo, pronome d) preposição, artigo, pronome e) artigo, artigo, preposição f) artigo, pronome, pronome 7. (UM/SP) assinale a alternativa em que a palavra como assume valor de conjunção subordinativa conformativa. a) Como ele mesmo afirmou, viveu sempre tropeçando nos embrulhos da vida. b) Como não tivesse condições necessárias para competir, participou, com muita insegurança, das atividades esportivas. c) As frustrações caminham rápidas como as tempestades das matas devastadoras. d) Indaguei-lhe apreensiva como papai tinha assumido aquela contínua postura de contemplação. e) Como as leis eram taxativas naquele vilarejo, todos os moradores tentavam um meio de obediência às normas morais.

RESPOSTAS

1. E 2. As lavouras de trigo da Região Sul foram danificadas, já que um forte massa de ar polar veio junto com a frente fria e causou acentuada queda da temperatura que, associada ao longo período com registro de chuva, deve reduzir o potencial produtivo da cultura. (Obs.: a questão admite variação na estrutura da resposta. O importante é que sejam mantidas as relações de causa e feito contidas nos períodos simples originais.) 3. D 4. B 5. C 6. C 7. A

CRASE A palavra crase provém do grego krasis e significa fusão, junção. Em português, ocorre a crase com as vogais idênticas a + a = à. Tal fusão é indicada através do acento grave. Pode ocorrer a fusão da preposição a com: a) o artigo feminino a ou as: Ex.: Fui a a feira. Fui à feira. b) o a dos pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo: Ex.: Fui a aquele lugar. Fui àquele lugar. c) o a do pronome relativo a qual e flexão (as quais): Ex.: A cidade a a qual nos referimos fica longe. A cidade à qual nos referimos fica longe. d) o pronome demonstrativo a ou as ( = aquela, aquelas): Ex.: Esta caneta é semelhante a a que me deste. Esta caneta é semelhante à que me deste. Regra geral para identificação da crase Haverá crase sempre que o termo anterior exigir a preposição a e o termo posterior admitir o artigo a ou as. Ex.: Eu me referi a (prep.) a (artigo) diretora. Eu me referi à diretora. Nesse caso, é fácil constatar que houve crase. Se, ao trocarmos o termo posterior por um masculino correspondente, obtivermos ao, podemos perceber claramente a presença do artigo e, portanto, da crase antes dos termos femininos. Ex.: Eu me referi ao diretor. Veja que, para que ocorra crase, é necessário que o termo anterior exija a preposição a e o termo posterior admita o artigo a Se um desses fatos não ocorrer, evidentemente não haverá crase. Ex.: Eu conheço a diretora. Eu me refiro a ela. Trocando pelo masculino: Eu conheço o diretor. Eu me refiro a ele. EMPREGO DA CRASE I. Nunca ocorre crase 1. diante de palavras masculinas: Ex.: Não assisto a filme de terror. 2. diante de verbos: Ex.: Estou disposto a estudar. 3. nas expressões formadas por palavras repetidas: Ex.: Ficamos frente a frente. 4. diante de pronomes que repelem o artigo: Ex.: Dirijo-me a Vossa Excelência. Fiz alusão a ela. Isto não interessa a ninguém.

OBS.: Evidentemente, se o pronome admitir artigo, haverá crase. Ex.: Dirijo-me à senhora. Fiz alusão à mesma aluna. 5. quando um a (sem o s plural) estiver diante de uma palavra no plural: Ex.: Refiro-me a alunas interessadas. II. Sempre ocorre crase 1. na indicação do número de horas, desde que, trocando-se esse número por meio-dia, obtenha-se ao meio-dia: Ex.: Chegou à uma hora em ponto. (Chegou ao meio-dia em ponto.) Mas: Estou aqui desde as sete horas. (Estou aqui desde o meio-dia.) 2. diante da palavra moda da expressão à moda de, mesmo que a palavra moda fique subentendida: Ex.: Fez um gol à Romário. 3. nas expressões adverbiais femininas: Ex.: Chegaram à noite. Agia às escondidas. Estava à disposição. OBS.: Nas expressões adverbiais femininas de instrumento, não se costuma usar o acento grave. Ex.: Eles escreveram a máquina. Nas locuções conjuntivas formadas por palavras femininas, também, se emprega o acento indicativo da crase. Ex.: À medida que caminhava, ficava mais longe de casa. III. Pode ou não ocorrer crase (facultativa) 1. diante de nomes de pessoas do sexo feminino: Ex.: Ele fez referência a (à) Sandra. 2. diante de pronomes pessoais femininos: Ex.: Obedeço a (à) minha mãe. OBS.: A crase diante de nomes de pessoas e de possessivos femininos é facultativa porque nesses casos o uso do artigo é facultativo. Ex.: Sandra chegou. (A Sandra chegou.) Minha mãe saiu. (A minha mãe saiu.) 3. depois da preposição até: Ex.: Fomos até a (à) feira. OBS.: Depois de até a crase é facultativa porque se pode usar simplesmente a preposição até ou a locução prepositiva até a. OUTROS CASOS DE EMPREGO DA CRASE I. diante de nomes de lugar Com os nomes femininos que designam lugar, pode ou não haver crase, uma vez que certos nomes de lugar aceitam o artigo a, ao passo que outros o repelem. Para se verificar se um nome de lugar aceita ou não o artigo a, usa-se o seguinte artifício: se, ao formularmos uma frase com um nome de lugar mais o verbo vir, obtivermos a combinação da, cabe o artigo. Se obtivermos simplesmente a preposição de, claro está que não cabe o artigo. Ex.: Vou à Itália. (Venho da Itália.) Vou a Curitiba. (Venho de Curitiba.) OBS.: Se o nome de lugar que repele o artigo vier determinado, passará a aceitá-lo e, conseqüentemente, haverá crase. Ex.: Vou à Roma antiga. Vou à velha Curitiba. II. com as palavras casa e terra. Não ocorre crase diante das palavras casa (no sentido de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que venham especificadas. Ex.: Voltemos cedo a casa. Os marinheiros desceram a terra.

Mas: Voltamos cedo à casa dos amigos. Os marinheiros desceram à terra dos anões. III. com os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo. Haverá crase com os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo sempre que o termo antecedente exigir a preposição a. Ex.: Assisti àquele filme. Aspiro àquela vaga. Prefiro isto àquilo. IV. com os pronomes relativos 1. Poderá ocorrer crase com o pronome relativo a qual e flexão (as quais). Ex.: A cidade à qual iremos possui praias às quais chegaremos. OBS.: É fácil constatar a crase nesse caso, utilizando-se o artifício de trocar os termos femininos por termos masculinos correlatos. Ex.: O país ao qual iremos possui recantos aos quais chegaremos. 2. Nunca ocorre crase diante dos pronomes quem e cuja. Ex.: Esta é a mulher a quem obedeço. Este é o autor a cuja obra me refiro. V. diante do pronome relativo que Diante do pronome relativo que normalmente não há crase, uma vez que esse pronome repele o artigo. Ex.: Esta é a faculdade a que aspiro. Ocorrerá, no entanto, crase antes do pronome relativo que quando antes dele aparecer o pronome demonstrativo a ou as ( = aquela, aquelas). Ex.: Sua caneta era igual à que comprei. Em caso de dúvida, pode-se verificar se ocorre ou não crase pelo recurso da substituição dos termos femininos por masculinos. Ex.: Este é o curso a que aspiro. Mas: Seu lápis era igual ao que comprei.

QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (UF PELOTAS/RS) Peço ... senhora que estude, uma ... uma, as questões submetidas ... aprovação. a) à - a - a b) a - a - a c) a - à - à d) à - à - à e) à - à - a Resposta: a 2. (FAAP/SP) Justifique a presença do acento grave em: "À tardinha, Azevedo (...)". Justifique a ausência do acento grave em: "Casimiro Lopes andava a consertar (...)". ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................ Resposta: "à tardinha": locução adverbial feminina; "a consertar": não existe crase entes de verbo. 3. (UEBA) Foi obrigado ... embarcar no trem que saía ... onze horas, mas mostrou ... todo mundo seu descontentamento. a) a - as - à b) às - as - à c) a - às - a d) à - às - a e) a - às - à Resposta: c 4. (FUVEST/SP) Na frase: "tende a satisfazer as exigências do mercado", substituindo-se satisfazer por satisfação tem-se a forma correta: a) tende à satisfação as exigências do mercado. b) Tende a satisfação das exigências do mercado. c) Tende a satisfação das exigências ao mercado.

d) Tende a satisfação às exigências do mercado. e) Tende à satisfação das exigências do mercado. Resposta: e 5. (CESGRANRIO/RJ) "As transformações ... tem passado a sociedade parecem condenar o homem ... uma existência num mundo dominado pela máquina." a) porque - à b) porquê - à c) por que - a d) porque - a e) por que - à Resposta: c 6. (FATEC/SP) Indique o período em que a lacuna deve ser preenchida com há. a) Chegou ... tempo de receber o prêmio. b) A nova sessão será iniciada daqui ... duas horas. c) Você chegou tarde; as portas foram fechadas ... dez minutos. d) ... custa muito esforço, obteve a promoção. e) Evidenciem-se os erros; assim ... qualquer tempo poderão ser evitados. Resposta: c 7. (FCL BRAGANÇA PAULISTA/SP) Não me refiro ... essa peça, mas ... a que assistimos sábado ... noite. a) a - àquela - à b) a - aquela - a c) à - aquela - à d) à - àquela - a e) à - àquela - à Resposta: a 8. (UFRS) O grupo obedece ... comando de um pernambucano, radicado ... tempos em São Paulo, e se exibe diariamente ... hora do almoço. a) o, a, à b) ao, há, à c) ao, a, a d) o, há, a e) o, a., a Resposta: b 9. (FUVEST/SP) Diga ... elas que estejam daqui ... pouco ... porta da biblioteca. a) à, há, a b) a, há, à c) a, a, a d) à, a, a e) a, a, à Resposta: e 10. (UFV/MG) Indique a alternativa em que o sinal indicativo de crase é facultativo: a) Voltou à casa do juiz. b) Chegou às três horas. c) Voltou à minha casa. d) Devolveu as provas àquela aluna. e) Voltou às pressas. Resposta: c 11. (FGV/SP) Leia a frase abaixo: "Mostrou-se submisso as decisões do chefe." Nessa frase, uma falha de acentuação gráfica denuncia um erro de: a) colocação pronominal b) pontuação c) regência nominal d) regência verbal e) concordância verbal Resposta: c

12. (ITA/SP) Analisando as sentenças: I) A vista disso, devemos tomar sérias medidas. II) Não fale tal coisa as outras. III) Dia a dia a empresa foi crescendo. IV) Não digo aquilo que me disse. Deduzimos que: a) apenas a sentença III não tem crase. b) As sentenças III e IV não têm crase. c) Todas as sentenças têm crase. d) Nenhuma sentença tem crase. e) Apenas a sentença IV não tem crase. Resposta: b 13. (SANTA CASA/SP) Em qual alternativa a crase foi empregada corretamente? a) Não se esqueça de chegar à casa cedo. b) Prefira isto aquilo, já que ao se fazer o bem não se olha à quem. c) Já que pagaste àquelas dívidas, à que situação aspiras? d) Chegaram até à região marcada e daí avançaram até à praia. e) Suas previsões não deixaram de ter razão, pois a uma hora da madrugada é um perigo andar a pé, sozinho. Resposta: d

ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS ESTRUTURA DAS PALAVRAS A palavra pode ser dividida em unidades menores. cachorr / a cachorr / inh / a A esses elementos significativos que formam a palavra dá-se o nome de elementos mórficos ou morfemas. Chama-se análise mórfica o processo pelo qual se divide a palavra em seus elementos mórficos. OBS.: Existem palavras indivisíveis, isto é, que não comportam divisão em unidades menores. Os elementos mórficos que ocorrem nas palavras classificam-se em: o Radical É o elemento básico da palavra e que contém o significado dela. Um mesmo radical pode aparecer em mais de uma palavra. Considere, por exemplo, o radical PEDR-. Ele aparece em várias palavras: PEDReiro, aPEDRejar, PEDRinha, etc. Todas as palavras que apresentam o mesmo radical guardam entre si uma relação básica de significação. Tais palavras constituem o que chamamos de palavras cognatas (ou famílias etimológicas). Desinências São os elementos que aparecem na parte final das palavras e têm como função indicar as flexões gramaticais, isto é, as variações de forma que as palavras podem apresentar. Dependendo da função da desinência, ela será chamada de: Desinência nominal: indica o gênero (masculino/feminino) e o número (singular/plural) dos nomes, isto é, das palavras que não são verbos. Ex.: menin / A / S A = desinência nominal de gênero S = desinência nominal de número Desinência verbal: as desinências verbais são usadas nas formas verbais para indicar o tempo e o modo (desinências modo-temporais), a pessoa e o número (desinências número-pessoais). Ex.: cantá / VA / MOS VA = desinência modo-temporal (pretérito imperfeito do indicativo) MOS = desinência número-pessoal (1a pessoa do plural) -Afixos São elementos estruturais que se juntam ao radical para, modificando-lhe o sentido básico, formar palavras novas. Os afixos subdividem-se em: Prefixos: aparecem antes do radical. Ex.: DESligar, INfeliz, REtomar, etc. Sufixos: aparecem depois do radical. Ex.: pedrEIRA, lealDADE, pontINHA, etc.

Vogal temática É a vogal que, em alguns casos, agrega-se ao radical, preparando-o para receber outros morfemas. As vogais temáticas podem ser nominais (quando se referem a um substantivo ou adjetivo; são sempre átonas) ou verbais (quando se referem a um verbo). Ex.: ros / A livr / O cant / A / va vend / E / ra part / I / ra Nos verbos, a vogal temática indica a conjugação: · Vogal temática a - 1a conjugação - cantar · Vogal temática e - 2a conjugação - vender · Vogal temática i - 3a conjugação - partir O radical acrescido da vogal temática denomina-se tema. Podemos dizer, portanto, que tema é o radical pronto para receber as desinências. Ex.: VIVE / mos Tema OBS.: Em português, algumas palavras não possuem a vogal temática e, por isso, são chamadas de atemáticas, tais como: luz, mar, ar, terninadas em consoantes. Segundo Mattoso Câmara, os nomes terminados em vogal tônica, como sabiá, guichê, tupi, tatu, também são atemáticos. Não havendo vogal temática, o tema coincidirá com o radical. Encontra-se o radical dos verbos tirando-se a vogal temática e a desinência r do infinitivo. Além dos elementos mórficos assinalados, cumpre lembrar que, em certas palavras, podem aparecer vogais e consoantes de ligação. Tais vogais e consoantes são desprovidas de significação (não são, pois, morfemas) e intercalam-se no vocábulo tão-somente para facilitar a pronúncia. Ex.: gas-ô-metro pau-l-ada cafe-t-eira paris-i-ense QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (UNIRIO/RJ) Assinale o vocábulo cujo prefixo não tem valor negativo: a) incertezas b) indiferente c) impregnado d) independência e) inculto 2. (UF/ES) a denominação do elemento mórfico -e- de "chamem" é: a) vogal de ligação b) tema c) desinência modo-temporal d) vogal temática e) desinência número-pessoal 3. (UF/PA) Todos os vocábulos são cognatos: a) dourado, auricular, ourives, áureo b) amor, amável, amigo, inimigo c) face, fácil, facilitar, difícil d) mudança, mudar, emudecer, imutável e) café, cafeteira, cafezinho, cafajeste 4. (CESGRANRIO/RJ) Assinale a palavra cujo prefixo não tem o mesmo significado do prefixo de INSEGURANÇA: a) desonestidade b) ilegalidade c) afônico d) antipatriótico e) imberbe 5. (UNISINO/RS) Sabendo que o radical grego algos (dor) aparece com a forma algia em palavras portuguesas, o item em que a explicação não confere com o significado do vocábulo dado é: a) otalgia - dor no olho b) gastralgia - dor no estômago c) odontalgia - dor de dente d) hepatalgia - dor no fígado e) cistalgia - dor na bexiga

6. (UFSC/SC) Assinale a alternativa em que o elemento mórfico em destaque está corretamente analisado. a) menina (-a): desinência nominal de gênero b) vendeste (-e-): vogal de ligação c) gasômetro (-ô-): vogal temática segunda conjugação d) amassem (-sse-): desinência de segunda pessoa do plural e) cantaríeis (-is): desinência do imperfeito do subjuntivo 7. (CESGRANRIO/RJ) Assinale o par de vocábulos cujos prefixos apresentam significação equivalente à dos elementos iniciais de impessoal e predeterminado. a) amoral, epidérmico b) antiaéreo, hipertenso c) disforme, ultrapassado d) contra-indicado, transatlântico e) desumano, antediluviano 8. (FUVEST/SP) As palavras adivinhar, adivinho, adivinhação têm a mesma raiz, por isso são cognatas. Assinalar a alternativa em que não ocorrem três cognatos. a) alguém, algo, algum b) ler, leitura, lição c) ensinar, ensino, ensinamento d) candura, cândido, incandescência e) viver, vida, vidente 9. (CESGRANRIO/RJ) O prefixo de irregular difere semanticamente do prefixo de: a) desumano b) imigrante c) ilimitado d) anormalidade e) intolerância 10. (FUVEST/SP) Assinale a alternativa em que a primeira palavra apresenta sufixo formador de advérbio e a segunda, sufixo formador de substantivo. a) perfeitamente, varrendo b) provavelmente, erro c) lentamente, explicação d) atrevimento, ignorância e) proveniente, furtado 11. (FUVEST/SP) Da relação seguinte, transcreva os vocábulos que indiquem inferioridade ou posição inferior. sotopor obstruir retroceder hipodérmico supra-renal sobestar sublingual hipertensão infravermelho périplo 12. (CESESP/PE) Em qual das alternativas abaixo o sufixo exprime idéia de agente? a) imperial b) gloriosa c) horrível d) vencedor e) abdicação

RESPOSTAS 1. C 2. D 3. B 4. D 5. A 6. A 7. E 8. E 9. B 10. C 11. Sotopor, sublingual, infravermelho, hipodérmico, sobestar 12. D

FORMAÇÃO DAS PALAVRAS Como pré-requisito à formação das palavras, convém observar que há em português: a) palavras primitivas: aquelas que, na língua portuguesa, não provêm de outra.

Ex.: casa, pedra, flor b) Palavras derivadas: aquelas que, na língua portuguesa, provêm de outra. Ex.: casebre, pedreiro, florzinha c) Palavras simples: aquelas que possuem um só radical. Ex.: azeite, açougue, cavalo d) Palavras compostas: aquelas que possuem mais de um radical. Ex.: couve-flor, passatempo, planalto PROCESSOS DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS 1. Composição Haverá composição quando se juntarem dois ou mais radicais para formar nova palavra. Há dois tipos de composição: a) justaposição: quando se juntam os radicais sem que haja alteração fonética. Ex.: couve-flor, salário-família, passatempo, girassol b) aglutinação: quando na junção dos radicais ocorre qualquer alteração fonética. Ex.: aguardente (água + ardente), planalto (plano + alto), pernalta (perna + alta) 2. Derivação Derivação é o processo pelo qual se obtêm palavras novas (derivadas) pela anexação de afixos à palavra primitiva. A derivação pode ser: a) prefixal (ou prefixação): quando a palavra nova é obtida por acréscimo de prefixo. Ex.: INfeliz DESleal b) sufixal (ou sufixação): quando a palavra nova é obtida por acréscimo de sufixo. Ex.: felizMENTE LealDADE c) parassintética (ou parassíntese): quando a palavra nova é obtida pelo acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo. Por parassíntese formam-se principalmente verbos: Ex.: ENtristECER ENtardECER OBS.: Para que haja parassíntese, é necessário que o prefixo e o sufixo tenham se agregado simultaneamente ao radical. Em infelizmente, não há parassíntese, uma vez que o prefixo e o sufixo não se agregaram ao mesmo tempo ao radical - observe que existe a palavra infeliz e a palavra felizmente. Por outro lado, em entristecer, ocorreu parassíntese, uma vez que o prefixo e o sufixo agregaram-se ao mesmo tempo ao radical - observe que não existe a palavra entriste nem a palavra tristecer. d) regressiva: na derivação regressiva a palavra nova é obtida por redução da palavra primitiva. Ex.: sarampão - sarampo barracão - barraco A derivação regressiva é importante na formação de substantivos derivados de verbos (substantivos deverbais). Ex.: palavras primitivas (verbos) - combater, caçar, pescar palavras derivadas (substantivos) - combate, caça, pesca Como nem sempre é fácil determinar se a palavra primitiva é o verbo ou o substantivo, sugerimos o critério do filólogo Mário Barreto, citado por Celso Cunha na Gramática do Português Contemporâneo: "Se o substantivo denota ação, será palavra derivada, e o verbo palavra primitiva; mas, se o nome denota algum objeto ou substância, se verificará o contrário". Assim, combate, caça, pesca são derivados, respectivamente, de combater, caçar, pescar. Mas planta, âncora e telefone são palavras primitivas que dão origem, respectivamente, aos verbos plantar, ancorar e telefonar. e) imprópria: na derivação imprópria, também chamada conversão, não há ocorrência de afixos. A palavra nova (derivada) é obtida pela mudança de categoria gramatical da palavra primitiva. Não ocorre, pois, mudança na forma, mas tão-somente na classe gramatical. Observe: Ex.: o jantar (substantivo), derivado de jantar (verbo) mulher aranha (adjetivo), derivado de aranha (substantivo) o porquê (substantivo), derivado de porque (conjunção) Outros processos Além dos dois processos principais (composição e derivação), existem outros que, embora menos importantes, também contribuem para a formação de novas palavras em português. São eles: 1. hibridismo: uma palavra é formada por hibridismo quando na constituição dela entram elementos oriundos de línguas diferentes. Ex.: automóvel (auto: grego; móvel: latim)

sociologia (socio: latim; logia: grego) alcoômetro (álcool: árabe; metro: grego) burocracia (buro, de "bureau": francês; cracia: grego) sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego) 2. onomatopéia: quando a palavra nasce de uma tentativa de reproduzir sons ou ruídos. Ex.: tique-taque, zunzun, reco-reco 3. abreviação: consiste na redução da palavra até o limite que não prejudique a compreensão. Ex.: moto (por motocicleta), foto (por fotografia), pneu (por pneumático) As siglas podem ser consideradas um tipo especial de abreviação. Ex.: PT (Partido dos Trabalhadores), CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). RADICAIS E PREFIXOS A seguir, apresentamos listas de alguns dos principais radicais e prefixos de origem grega e de origem latina encontrados em Português. Radicais de origem grega Radical Sentido Exemplo Acro alto acrofobia, acrobata Aero ar aerofagia, aeronáutica Agogo o que conduz pedagogo, demagogo Agro campo agronomia, agrovila Algia dor nevralgia, cefalalgia Andro homem andróide, andrógino Anemo vento anemômetro, anemofilia Antropo homem antropologia, antropofagia Arqueo antigo arqueologia, arqueozóico Auto de/ por si mesmo autobiografia, automóvel Baro peso, pressão barômetro, barógrafo Biblio livro biblioteca, bibliografia Bio vida biologia, biogênese Caco mau cacofonia, cacografar Cali belo caligrafia, calígrafo Cardio coração cardiologia, cardiovascular Cefalo cabeça cefalalgia, acéfalo Cino cão cinofilia, cinografia Cloro verde clorofila, cloroplasto Cosmo mundo cosmopolita, cosmonauta Cracia governo democracia, teocracia Cromo cor acromia, cromático Crono tempo cronômetro, cronologia Datilo dedo datilografia, datiloscopia Demo povo democracia, demagogia Derma(to) pele dermatologia, dermite Dinamo força dinamômetro, dinamometria Dromo (local de) corrida hipódromo, autódromo Eco casa ecologia, economia Etimo origem etimologia, etimológico Etno raça etnologia, etnocêntrico Fago que come antropófago, hematófago Filo amigo filosofia, filógino Fito vegetal fitófago, fitologia Flebo veia flebite, flebotomia Fobia medo ou aversão nosofobia, hidrofobia Fone som, voz fonética, telefone Foto luz fotofobia, fotômetro

Radical Sentido Exemplo Gamia casamento bigamia, poligamia Gastro estômago gastrite, gastrologia Geo terra geologia, geometria Gino (gineco) mulher ginecologia, ginecocracia Grafia escrita ortografia, paleografia Helio sol heliocêntrico, heliolatria Hema (hemato) sangue hemorragia, hematofobia Hetero outro, diferente heterônimo, heterossexual

Hidro água hidrografia, hidrômetro Hiero sagrado hierografia, hierograma Higro úmido higrômetro, higrometria Hipno sono hipnose, hipnotismo Hipo cavalo hipódromo, hipomania Homo mesmo, igual homógrafo, homossexual Icono imagem iconoclasta, iconografia Lito pedra litografia, litogravura Logo conhecimento, estudo, palavra etnológico, geólogo, diálogo Macro grande, longo macrocéfalo, macrobiótica Mega (megalo) grande megalomania, megalópole Metro medida cronômetro, dinamômetro Micro pequeno micróbio, microfilme Miso que tem aversão misógino, misogamia Morfo forma morfologia, amorfo Necro morto necrologia, necrofobia Neo novo neologismo, neofobia Noso doença nosologia, nosocômio Odonto dente odontologia, odontite Oftalmo olho oftalmologia, oftálmico Oligo pouco oligarquia, oligopólio Ornito pássaro ornitologia, ornitorrinco Orto direito, correto ortografia, ortopédico Pan tudo, todos pan-americano, panteísmo Pato doença, sentimento patologia, patonomia Peda criança pedagogia, pedagogo Piro fogo piromania, pirotécnico Pluto riqueza plutocracia, plutocrata Poli muitos polissílabo, politeísta Potamo rio hipopótamo, mesopotâmia Proto primeiro protótipo, protomártir Pseudo falso pseudônimo, pseudofruto Psico alma psicologia, psicanálise Sofia sabedoria filosofia, filósofo Taqui rápido taquicardia, taquigrafia Teca coleção biblioteca, mapoteca Tecno arte, ciência tecnologia, tecnocrata

Radical Sentido Exemplo Tele longe telefone, telescópio Teo deus teologia, teocracia Termo calor, temperatura termologia, termômetro Topo lugar topologia, toponímia Trofia desenvolvimento atrofia, hipertrofia Xeno estrangeiro xenofobia, xenomania Xero seco xerofilia, xerófito Zoo animal zoológico, zoologia Radicais de origem latina Radical Sentido Exemplo Agri campo agricultor, agrícola Arbori árvore arborizar, arborícola Avi ave avicultura, avícola Beli guerra belicoso, beligerante Calori calor calorimetria, caloria Capiti cabeça decapitar, capital Cida que mata suicida, homicida Cola que cultiva ou habita vinícola, agrícola Cruci cruz crucifixo, crucificar Cultura cultivar apicultura, pscicultura Curvi curvo curvilíneo, curvicórneo Equi, eqüi igual equivalente, eqüidade Fero que contém ou produz aurífero, mamífero Fico que faz ou produz benéfico, frigorífico Fide fé fidedigno, fidelidade Forme forma uniforme, biforme Frater irmão fraterno, fraternidade Fugo que foge centrífugo, lucífugo Gero que contém ou produz lanígero, belígero Loco lugar localizar, localidade

Ludo jogo ludoterapia, lúdico Mater mãe materno, maternidade Morti morte mortífero, mortificar Multi muito multinacional, multilateral Oni todo onipresente, onisciente Paro que produz ovíparo, multíparo Pater pai paterno, paternidade Pede pé pedestre, bípede Pisci peixe piscicultura, piscoso Pluri vários plurianual, pluricelular Pluvi chuva pluvial, pluviômetro Puer criança pueril, puericultura

Radical Sentido Exemplo Quadri quatro quadrilátero, quadrimotor Reti reto retilíneo, retiforme Sapo sabão saponáceo, saponificar Sesqui um e meio sesquicentenário, sesquipedal Silva floresta silvícola, silvicultor Tauru touro taurino, tauromaquia Umbra sombra penumbra, umbroso Uxor esposa uxoricida, uxória Vermi verme vermífugo, verminose Voro que come carnívoro, herbívoro Prefixos de origem grega Prefixo Sentido Exemplo a-, an- negação, privação ateu, anarquia ana- inversão, repetição anástrofe, anáfora anfi- duplicidade, dualidade anfíbio, anfiteatro anti- ação contrária, oposição antiaéreo, antipatia apo- afastamento, separação apogeu, apóstata arque-, arqui-, arce- superioridade arquétipo, arquiduque, arcebispo cata- movimento para baixo cataclismo, catarata dia- movimento através diagonal, diâmetro dis- dificuldade dispnéia, disenteria e-, en- posição interna elipse, encéfalo ec-, ex- posição exterior, movimento eclipse, exorcismo para fora endo- posição interior endoscopia, endotérmico epi- posição superior epitáfio, epiderme eu- bem, bom eufonia, eufemismo hemi- metade hemisfério, hemiciclo hiper- excesso, posição superior hipertensão, hipertrofia hipo- deficiência, posição inferior hipodérmico, hipoteca meta- mudança, transformação metamorfose, metáfora para- ao lado de, proximidade paralelo, parágrafo peri- em torno de perímetro, periscópio pro- anteriormente prólogo, prognóstico sin- simultaneamente simpatia, sincrônico Prefixos de origem latina Prefixo Sentido Exemplo Ab-, abs- afastamento, separação abdicar, abster Ad-, a- aproximação, direção adjunto, advogar, abeirar Ambi- duplicidade; ao redor ambidestro, ambiente Ante- anteriormente antebraço, antepor Bem-, bene- bem bendito, beneficente Bi-, bis- dois bienal, bisavô Circum- movimento em torno circunavegação, circunferência Cis- posição aquém cisalpino, cisplatino Com-, con-, co- proximidade, companhia combinação, contemporâneo, co-autor Contra- oposição, ação contrária contradizer, contra-ataque Des-, dis- separação, negação desgraça, discordar Em-, en- movimento para dentro embarcar, enterrar Ex-, es-, e- movimento para fora exonerar, escorrer, emergir Extra- posição exterior, fora de extra-oficial, extraordinário

Im-, in-, i- negação imberbe, infeliz, ilegal Infra- posição inferior, abaixo infra-assinado, infravermelho Inter-, entre- entre, posição intermediária intercalar, entrelaçar Intra-, intro-, in- posição interior, movimento intravenoso, introvertido, injeção para dentro justa- posição ao lado justapor, justalinear mal-, male- mal malcriado, maledicente multi- muitos multinacional, multicolor ob-, o- posição em frente, oposição objeto, opor oni- tudo, todo onisciente, onipresente pene-, pen- quase penumbra, península per- movimento através percorrer, perambular pluri- pluralidade pluripartidário, plurilíngüe pos- posição posterior póstumo, postergar pre- anterioridade prefácio, preconceito preter- além de pretérito, preternatural pro- movimento para frente projetar, procrastinar re- movimento para trás, regredir, refazer repetição retro- movimento mais para trás retrocesso, retrospecto semi- metade, quase semicírculo, seminu soto-, sota- posição inferior sotopor, soto-capitão sob-, so-, sub- inferioridade, posição abaixo sobpor, soterrar, subsolo super-, supra-, sobre- posição superior super-homem, supracitado, sobreloja trans- posição além de, através transatlântico, transamazônico tri- três tricampeão, triângulo ultra- posição além do limite, ultramarino, ultravioleta excesso vis-, vice- substituição, no lugar de v isconde, vice-reitor Correspondência entre prefixos gregos e latinos Prefixo (grego) Exemplo Prefixo (latino) Exemplo a-, an- ateu, anarquia des-, in- desleal, infeliz Prefixo (grego) Exemplo Prefixo (latino) Exemplo Anfi- anfíbio ambi- ambidestro Anti- antiaéreo contra- contradizer Apo- apogeu ab-, abs- abdicar, abster Dia- diâmetro per- percorrer e-, en- elipse, encéfalo in- injeção ec-, ex- eclipse, exorcismo ex- exonerar endo- endoscopia intra-, intro- intravenoso,introvertido epi- epiderme super- supercílio eu- eufonia bem-, bene- bendito, beneficente hemi- hemisfério semi- semicírculo hiper- hipertensão super- supersensível hipo- hipodérmico sub- subsolo meta- metamorfose trans- transformar para- paralelo ad- adjunto peri- perímetro circum- circunferência pro- prólogo pré- prefácio sin- sincrônico con- contemporâneo

QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (FURG/RS) A alternativa em que todas as palavras foram formadas pelo mesmo processo de composição é: a) passatempo / destemido / subnutrido b) pernilongo / pontiagudo / embora c) leiteiro / histórico / desgraçado d) cabisbaixo / pernalta / vaivém e) planalto / aguardente / passatempo 2. (ES-UBERABA/MG) Assinale o processo de formação das seguintes palavras: SERIÍSSIMO - OFICIALIZAR PALIDEZ. a) derivação por prefixação b) derivação por sufixação c) composição por justaposição d) composição por aglutinação e) parassíntese

3. (EU/CE) Assinale a opção constituída por palavras formadas apenas por sufixação: a) agulha, diplomata, costureira b) silencioso, insuportável, saleta c) ordinário, orgulhoso, caminho d) costureira, silencioso, saleta 4. (FUVEST/SP) Nas palavras: atenuado, televisão, percurso, temos, respectivamente, os seguintes processos de formação de palavras: a) parassíntese, hibridismo, prefixação b) aglutinação, justaposição, sufixação c) sufixação, aglutinação, justaposição d) justaposição, prefixação, parassíntese e) hibridismo, parassíntese, hibridismo 5. (E.S. UBERABA/MG) Todos os verbos seguintes são formados por parassíntese (derivação parassintética), EXCETO: a) endireitar b) atormentar c) enlouquecer d) desvalorizar e) soterrar 6. (U.F. UBERLÂNDIA/MG) Em qual dos itens abaixo está presente um caso de derivação parassintética: a) operaçãozinha b) conversinha c) principalmente d) assustadora e) obrigadinho 7. (UNISINOS/RS) o item em que a palavra não está corretamente classificada quanto ao seu processo de formação é: a) ataque - derivação regressiva b) fornalha - derivação por sufixação c) acorrentar - derivação parassintética d) antebraço - derivação prefixal e) casebre - derivação imprópria 8. (UM/SP) Na oração: "Ao entardecer, refizeram suas malas e vagarosos voltaram à capital", há palavras formadas, respectivamente, por derivação: a) prefixal, parassintética, sufixal b) sufixal, prefixal e sufixal, parassintética c) parassintética, sufixal, prefixal d) prefixal e sufixal, prefixal, sufixal e) parassintética, prefixal, sufixal 9. (U.F. UBERLÂNDIA/MG) A palavra ensolarada tem o mesmo processo de formação da palavra: a) injustiçada b) inspirada c) esperada d) sonhada e) amada 10. (ACAFE/SC) Quanto ao processo de formação, aponte o exemplo em que a palavra é incorretamente classificada. a) infeliz: derivação prefixal b) inutilmente: derivação prefixal e sufixal c) couve-flor: composição por justaposição d) planalto: composição por aglutinação e) semideus: composição por aglutinação 11. (UFMG/MG) Em que alternativa a palavra em destaque resulta de derivação imprópria? a) Às sete horas da manhã, começou o trabalho principal: a votação. b) Pereirinha estava mesmo com a razão. Sigilo... Voto secreto... Bobagens, bobagens! c) Sem radical reforma da lei eleitoral, as eleições continuariam sendo uma farsa! d) Não chegaram a trocar um isto de prosa, e se entenderam. e) Dr. Osmírio andaria desorientado, senão bufando de raiva. 12. ESAM/RN) Assinale a alternativa cujas palavras são, respectivamente, parassintética, onomatopaica e híbrida. a) anoitecer, coaxar, televisão b) deslealdade, chilrear, automóvel c) fidalgo, zunzun, embarcar

d) descobrimento, tique-taque, decímetro e) enriquecer, zás-trás, pernalta 13. (FUVEST/SP) Os verbos envelhecer, enegrecer e apodrecer são formados com prefixo e sufixo, tendo como base os radicais de velho, negro e podre, respectivamente. Dê os verbos formados pelo mesmo processo, com o radical das palavras ferver, alto, candente e voar.

RESPOSTAS 1. B (perna = longa; ponta + aguda; em + boa + hora) 2. B 3. D 4. A 5. D 6. D 7. E 8. E 9. A 10. E 11. D 12. A 13. Aferventar, enaltecer, incandescer, esvoaçar. FONÉTICA E FONOLOGIA Fonologia é a parte da Gramática que se ocupa do fonema. A Fonética, na verdade, não faz parte da Gramática: é uma ciência auxiliar da Lingüística e estuda os sons da fala (expressão oral individual da linguagem), em todas as suas minúcias assistemáticas de emissão, com todas as variantes individuais, ou provocadas pelo contexto, e também as variações regionais. Os fonemas Fonemas são unidades sonoras mínimas que possuem a propriedade de estabelecer distinção entre vocábulos de uma língua; eles têm, portanto, valor opositivo. Por exemplo: /p/ /a/ /b/ /e/ Note como esses fonemas distinguem vocábulos nos pares abaixo: par bala bar bela Os fonemas de uma língua costumam ser representados por sinais gráficos denominados letras. Nem sempre há, numa palavra, equivalência entre o número de letras e fonemas. caneta - 6 letras chave - 5 letras 6 fonemas 4 fonemas fixo - 4 letras representar - 11 letras 5 fonemas 10 fonemas Os fonemas classificam-se em: ¨ Vogais: sons que resultam da livre passagem da corrente de ar pela boca. Funcionam sempre como base da sílaba. Lembre-se de que não existe sílaba sem vogal. As vogais são A, E, I, O, U. ¨ Consoantes: são ruídos que resultam de algum obstáculo encontrado pela corrente de ar. Só formam sílaba quando juntos de uma vogal. São exemplos de consoantes: B, C, D, F, etc. ¨ Semivogais: são fonemas de caráter vocálico que se juntam a uma vogal para com ela formar sílaba. As semivogais nunca funcionam como base de sílaba. As semivogais são o I e o U. Entre as semivogais incluem-se as letras O com som de U e E com som de I. Ex.: time e coisa T - consoante C - consoante I - vogal O - consoante M - consoante I - semivogal E - vogal S - consoante A - vogal

Encontros vocálicos Há, em português, três espécies de encontros vocálicos: ditongo, tritongo e hiato. ¨ Ditongo: encontro de uma vogal e uma semivogal, ou vice-versa. Os ditongos podem ser: · crescentes: constituídos pela seqüência semivogal + vogal. · decrescentes: constituídos pela seqüência vogal + semivogal. · orais: quando a vogal é oral. · nasais: quando a vogal é nasal. É importante ressaltar que um mesmo ditongo pode acumular duas dessas categorias. Veja os exemplos: Ditongos orais crescentes: lí-rio, ré-gua, in-fân-cia, má-goa Ditongos orais decrescentes: pai, cha-péu, he-rói, boi Ditongos nasais crescentes: quan-do, fre-qüên-cia, pin-güim Ditongos nasais decrescentes: põe, dão, mão, vem, bem OBS.: Em vem e bem, a letra m representa uma semivogal. ¨ Tritongo: encontro de semivogal + vogal + semivogal. Os tritongos podem ser: · orais: Paragüai, averigüei, enxaguou · nasais: saguão, enxáguam, águam, enxágüem, saguões ¨ Hiato: encontro imediato de duas vogais, cada uma delas pertencendo a uma sílaba distinta. Ex.: ra-iz, sa-ú-de, co-rô-o, Sa-a-ra Dígrafos e encontros consonantais Dígrafo ou digrama é o encontro de duas letras que representam um único fonema. Os dígrafos são os seguintes: SS (passo); RR (carro); NH (unha); LH (velha); CH (chute); QU (quero); GU (guerra); SC (nasce); SÇ (desça); XC (exceto). OBS.: · Em palavras onde as duas letras dos grupos GU, QU, SC e XC forem pronunciadas, eles não são dígrafos. Ex.: água, aquário, escrita, exclamar · Entre os dígrafos incluem-se grupos do tipo AM, AN, EM, EN, etc. em palavras como: tampa, tinta.

Não devemos, pois, confundir dígrafo com encontro consonantal, que é o encontro imediato de duas ou mais consoantes num só vocábulo. Os encontros consonantais podem ser: a) perfeitos: quando as consoantes pertencem à mesma sílaba. Nesse caso, a segunda consoante geralmente é L ou R. Ex.: blu-sa, pra-to b) imperfeitos: quando as consoantes pertencem a sílabas diferentes. Ex.: af-ta, ab-so-lu-to Sílaba Sílaba é o grupo sonoro pronunciado numa só expiração. Lembre-se, ainda, de que toda sílaba tem por base uma vogal. Uma palavra tem, a rigor, tantas sílabas quantos forem os impulsos sonoros para pronunciá-la. Quanto ao número de sílabas, os vocábulos classificam-se em a) monossílabos: quando têm uma única sílaba. Ex.: me, a, um, dor, cor, já, lá, pá, sol b) dissílabos: quando têm duas sílabas. Ex.: ca-sa, li-vro, cha-ve, pi-pa, Lú-cia c) trissílabos: quando têm três sílabas. Ex.: ca-der-no, ca-ne-ta, Ca-pi-tu d) polissílabos: quando têm mais de três sílabas. Ex.: ma-ra-cu-já, me-lan-ci-a, in-fe-liz-men-te Divisão silábica Convém observar as seguintes regras de divisão silábica:

1. Não se separam as vogais que formam os ditongos e tritongos. Ex.: Au-ro-ra, U-ru-guai 2. Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Ex.: che-gar, fi-lho, ma-nhã, fo-gue-te, e-qui-va-ler 3. Não se separam os encontros consonantais perfeitos (consoante + l ou r) Ex.: a-bra-sar, li-vrei-ro, a-plau-so OBS.: Nem sempre os grupos consoante + l ou r formam encontros consonantais perfeitos. Se o l e o r se pronunciarem separadamente, deverão vir separados na divisão silábica. Ex.: sub-lin-gual, sub-le-gen-da 4. Separam-se as vogais que formam os hiatos: Ex.: sa-í-da, ra-i-nha, ra-iz 5. Afora as regras acima, cumpre lembrar que toda consoante interna não seguida de vogal pertence à sílaba anterior. Ex.: in-dig-no, af-ta, rit-mo, ap-to

Classificação da palavra quanto à sílaba tônica A sílaba da palavra que recebe o acento tônico, ou seja, aquela que é pronunciada com maior intensidade se chama sílaba tônica. Quanto à posição da sílaba tônica, as palavras classificam-se em: a) Oxítonas: quando a sílaba tônica é a última sílaba da palavra. Ex.: ma-ra-cu-já, ca-fé, re-com-por b) Paroxítonas: quando a sílaba tônica é a penúltima sílaba da palavra. Ex.: ca-dei-ra, ca-rá-ter, me-sa c) Proparoxítonas: quando a sílaba tônica é a antepenúltima sílaba da palavra. Ex.: sí-la-ba, me-ta-fí-si-ca, lâm-pa-da QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (UNIRIO/RJ) Nas palavras autor, açoite, triunfo, heresia, intuito existem; a) três ditongos e dois hiatos b) dois ditongos e três hiatos c) quatro ditongos e um hiato d) um ditongo e quatro hiatos e) cinco ditongos 2. (U.E. PONTA GROSSA/PR) Nesta relação, as sílabas tônicas estão sublinhadas. Uma delas, porém, está sublinhada incorretamente. Assinale-a: a) interim b) pudico c) rubrica d) gratuito e) inaudito 3. (ITA/SP) O acento gráfico das palavras pudico, interim, aerolito e aerodromo foi, aqui, caso ocorra, propositadamente eliminado. Quanto ao acento tônico, sua respectiva classificação é: a) paroxítona, paroxítona, paroxítona, paroxítona b) paroxítona, proparoxítona, proparoxítona, proparoxítona c) proparoxítona, proparoxítona, proparoxítona, proparoxítona d) paroxítona, proparoxítona, proparoxítona, paroxítona e) paroxítona, oxítona, paroxítona, proparoxítona 4. (FURG/RS) A seqüência de palavras cujas sílabas estão separadas corretamente é: a) a-dje-ti-va-ção / im-per-do-á-veis / bo-ia-dei-ro b) in-ter-ve-io / tec-no-lo-gi-a / sub-li-nhar c) in-tu-i-to / co-ro-i-nha / pres-pec-ti-va d) co-ro-lá-rio / subs-tan-ti-vo / bis-a-vó e) flui-do / at-mos-fe-ra / in-ter-vei-o 5. (ACAFE/SC) Na frase "No restaurante, onde entrei arrastando os cascos como um dromedário, resolvi-me ver livre das galochas", existem: a) 2 ditongos, sendo 1 crescente e 1 decrescente b) 3 ditongos, sendo 2 crescentes e 1 decrescente c) 3 ditongos, sendo 1 crescente e 2 decrescentes d) 4 ditongos, sendo 2 crescentes e 2 decrescentes e) 4 ditongos, sendo 3 crescentes e 1 decrescente

6. (IMS/SP) Assinale o vocábulo que contém cinco letras e quatro fonemas. a) estou b) adeus c) livro d) volto e) daqui 7. (PUC/SP) Nas palavras nesta, manhã, lisonjeada, rompe e arrasta, temos a seguinte seqüência de letras e fonemas: a) 5-5, 6-5, 9-10, 5-5, 6-7 b) 5-5, 5-4, 10-9, 5-4, 7-7 c) 4-4, 4-2, 10-8, 4-3, 7-5 d) 5-5, 5-4, 10-9, 5-4, 7-6 e) 4-5, 5-2, 10-9, 4-5, 7-7 8. (ITA/SP) Dadas as palavras: l. tung-stê-nio ll. bis-a-vô lll. du-e-lo constatamos que a separação silábica está correta: a) apenas em l b) apenas em ll c) apenas em lll d) em todas as palavras

9. (FASP/SP) Indique a alternativa cuja seqüência de vocábulos apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato, hiato, ditongo. a) jamais, Deus, luar, daí b) jóias, fluir, jesuíta, fogaréu c) ódio, saguão, leal, poeira d) quais, fugiu, caiu, história 10. (U.F. VIÇOSA/MG) As sílabas das palavras psicossocial e traído estão corretamente separadas em: a) psi-cos-so-ci-al, tra-í-do b) p-si-cos-so-cial, traí-do c) psi-co-sso-ci-al, traí-do d) p-si-co-sso-cial, traí-do e) psi-cos-so-cial, tra-í-do

RESPOSTAS 1. A 2. A 3. B 4. E 5. C 6. E 7. D 8. C 9. B 10. A FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO Frase é todo enunciado lingüístico que possui sentido completo. Ex.: Silêncio! Fogo! Choveu muito em São Paulo. Espero que o time conquiste o campeonato. Observe que, para que haja frase, a presença de um verbo não é obrigatória; desde que o enunciado possua sentido completo, ele constituirá uma frase. Oração é o enunciado em que ocorre sujeito e predicado, ou ao menos predicado, pois pode haver oração sem sujeito. Ex.: Choveu muito em Santa Catarina. As enchentes destruíram a plantação. Período é a frase organizada em orações. O período pode ser: a) simples: quando formado por uma única oração, que recebe o nome de oração absoluta. Ex.: Capitu está dormindo no sofá.

b) composto: quando formado por mais de uma oração. Ex.: Espero que ela me telefone ainda hoje.

FUNÇÕES DA PALAVRA SE A palavra SE, em português, pode exercer diversas funções, que são as seguintes: o Conjunção: quando relaciona entre si duas orações. Neste caso, não exerce função sintática. Como conjunção, a palavra se pode ser: a) conjunção subordinativa integrante: quando inicia uma oração subordinada substantiva. Ex.: Perguntei se ele estava satisfeito. Oração subordinada substantiva objetiva direta b) conjunção subordinativa condicional: quando inicia uma oração subordinada adverbial condicional. Neste caso, equivale a caso. Ex.: O material será devolvido se você quiser. Oração subordinada adverbial condicional o partícula expletiva de realce: quando pode ser tirada da frase sem prejuízo algum ao sentido. Ex.: Passavam-se os dias, e nada ocorria. o Parte integrante do verbo: quando faz parte dos verbos pronominais. Verbos pronominais são verbos que só se usam com pronomes oblíquos, como queixar-se, arrepender-se, orgulhar-se, suicidar-se, esquecer-se, etc. Ex.: Ele arrependeu-se do que fez. o Partícula apassivadora: quando, ligada a verbo que pede objeto direto, torna a oração passiva. É também chamada, neste caso, de pronome apassivador. Ex.: Vendem-se casas. OBS.: Quando o se funciona como partícula apassivadora, é possível converter a oração para a voz passiva analítica. Ex.: Casas são vendidas. o Índice de indeterminação do sujeito: quando vem ligada a um verbo que não é transitivo direto, tornando o sujeito indeterminado. Ex.: Trabalha-se de dia. OBS.: Verifique que, neste caso, não é possível a conversão para a voz passiva analítica. o Pronome reflexivo e pronome recíproco: o se é pronome reflexivo ou recíproco na voz reflexiva do verbo. Nessa voz verbal, o sujeito pratica a ação sobre si mesmo, e o pronome reflexivo ou recíproco indica o paciente da ação verbal. Neste caso, o se pode assumir as seguintes funções sintáticas: a) objeto direto: Ele cortou-se com a faca. (cortou a si mesmo = pronome reflexivo) Muitos jogadores abraçaram-se após a saída. (abraçaram um ao outro pronome recíproco) b) Objeto indireto: Ele arroga-se direitos que não possui. (arroga a si mesmo = pronome reflexivo) Os antigos companheiros enviaram-se cartas durante muitos anos. (enviaram uns aos outros= pronome recíproco) c) Sujeito de um infinitivo: Deixou-se ficar no mesmo lugar em que caíra. (pronome reflexivo) QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (UM/SP) Sumiu-se por entre as matas e a cena não se pôde descrever. A palavra se, destacada no período acima é, respectivamente: a) palavra de realce, pronome apassivador. b) pronome reflexivo, pronome apassivador. c) palavra de realce, pronome reflexivo. d) pronome apassivador, pronome reflexivo. e) pronome reflexivo, pronome reflexivo. Resposta: a 2. (FCMS/SP) "Não se sabe se é verdade ou não." Os dois se que aparecem no texto acima são, conforme sua colocação: a) partícula apassivadora; pronome reflexivo, sujeito. b) partícula apassivadora, conjunção integrante. c) partícula integrante do verbo, conjunção condicional. d) índice de indeterminação do sujeito, partícula de realce. e) partícula integrante do verbo, conjunção integrante.

Resposta: b 3. (FATEC/SP) Considerando como conjunção integrante aquela que inicia uma oração subordinada substantiva, indique em qual das orações nenhum se tem essa função: a) "Se subiu, ninguém sabe, ninguém viu." b) Comenta-se que ele se feria de propósito. c) Se vai ou fica é o que eu gostaria de saber. d) Saberia me dizer se ele já foi? Resposta: b 4. (PUC/SP) Indique a alternativa em que a partícula se não tem valor de pronome apassivador: a) "... ouviam-se gargalhadas e pragas..." b) "... destacavam-se risos..." c) "... trocavam-se de janela para janela as primeiras palavras, os bons-dias..." d) "... já não se destacavam vozes dispersas..." e) "... pigarreava-se grosso por toda parte..." Resposta: e 5. (FAAP/SP) "De qualquer modo, a ciência saiu perdendo. Depois de duas décadas em que os Estados Unidos mostraram o rumo da exploração dos planetas e galáxias distantes, esse país parecia (no fim da década de 70 e começo de 80) disposto a ceder aquela liderança para os soviéticos e para duas novas potências espaciais - o Japão e a agência européia de dez países. Então o presidente Reagan descobriu o espaço: melhoraram-se as verbas para a Nasa, obteve-se novo impulso para a vivência do espaço, ordenou-se o desenvolvimento da estação espacial. A estação deixou-se transformar num verdadeiro laboratório científico em órbita." No parágrafo acima, há quatro ocorrências da palavra se. Pertencem elas à mesma classificação? Justifique. ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................ Resposta: Em todos os casos, o se é pronome. Nas três primeiras ocorrências, é partícula apassivadora; na última, sujeito de um infinitivo. 6. (UFCS/RS) Assinale a alternativa em que consta a classificação correta do se em destaque: a) Vive-se mal nas grandes cidades. - partícula apassivadora b) O motorista saiu-se elegantemente da situação embaraçosa em que se encontrava. - índice de indeterminação do sujeito c) O líder da classe operária arrependeu-se de ter organizado aquela greve. - parte integrante do verbo d) Necessita-se de empregada doméstica que saiba cozinhar. - pronome reflexivo e) Alugam-se apartamentos mobiliados. - partícula expletiva Resposta: c 7. (IMES/SP)a Associe adequadamente o número à letra: 1) quando o pronome se for objeto direto 2) quando o pronome se for objeto indireto 3) quando o pronome se for pronome apassivador 4) quando o pronome se for palavra expletiva 5) quando o pronome se for parte integrante do verbo a) ( ) O rei apiedou-se do mendigo. b) ( ) Viam-se, ao longe, os navios. c) ( ) Os dois conhecidos cumprimentaram-se rapidamente. d) ( ) Passaram-se os dias. e) ( ) O rapaz reservou-se o direito de negar. Resposta: a) 5; b) 3; c) 1; d) 4; e) 2. 8. (UM/SP) Aponte o período em que a palavra se seja uma conjunção subordinativa integrante. a) A tristeza daquela jovem se funda em problemas pessoais. b) Em suas palavras, não se separam mentiras de verdades. c) Se essa obra fosse impressa no Brasil, teria o valor de oito mil cruzeiros. d) Os dirigentes indagaram se seriam ordens adequadas a seus subalternos. e) Os chefes administrativos mantêm-se atualizados quanto a questões existenciais das mais complexas. Resposta: d

INTERJEIÇÃO Interjeição é a palavra invariável através da qual exprimimos nossas emoções. As interjeições podem expressar sentimentos e emoções variadas:

Alegria: ah!, oh!, oba! Advertência: cuidado!, atenção! Alívio: ufa!, arre! Animação: coragem!, avante!, eia! Desejo: oxalá!, tomara! Dor: ai!, ui! Espanto: oh!, chi!, ué! Impaciência: hum!, hem! Invocação: ô!, alô!, olá! Silêncio: psiu!, silêncio! OBS.: Quando a interjeição é expressa por mais de um vocábulo, recebe o nome de locução interjetiva. Ex.: ora bolas!, cruz credo!, puxa vida!

QUESTÃO DE VESTIBULAR 1. (FUVEST/SP) Leia o trecho: "A vila inteira, embora ninguém nada dissesse claramente, estava de olhos abertos assuntando se tais bens entrariam ou não entrariam no inventário. Lugar pequeno, ah, lugar pequeno, em que cada um vive vigiando o outro! Pela segunda vez Vicente Lemes lavrou o seu despacho, exigindo..." Explique que sentimento ou estado de espírito o termo sublinhado está enfatizando na passagem: "Lugar pequeno, ah, lugar pequeno..."

RESPOSTA

1. A interjeição ah está enfatizando um sentimento afirmativo-admirativo em relação à atitude das pessoas que vivem nas cidades pequenas e que ficam se intrometendo na vida alheia. Com o ah, a personagem expressa até mesmo um sentimento de compreensão em relação a essas atitudes de tais pessoas.
NUMERAL é a palavra que exprime quantidade, ordem de sucessão, fração e multiplicação, em relação ao substantivo. Ex.: um, dois, mil, primeiro, décimo Classificação dos numerais a) cardinais: indicam quantidade. Ex.: um, dois, cinco, dez b) ordinais: indicam ordem de sucessão. Ex.: primeiro, segundo, quinto, décimo c) multiplicativos: indicam multiplicação. Ex.: dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo d) fracionário: indicam divisão, fração. Ex.: meio, metade, terço, quarto Leitura do cardinal Na leitura de numerais cardinais, deve-se colocar a conjunção e entre as centenas e dezenas, assim como entre as dezenas e a unidade. Ex.: 5 058 624 = cinco milhões cinqüenta e oito mil seiscentos e vinte e quatro Leitura do ordinal Quanto à leitura do numeral ordinal, podem ocorrer dois casos: a) quando ele é inferior a 2 000, é lido inteiramente como ordinal. Ex.: 1 856o = milésimo octingentésimo qüinquagésimo sexto b) acima de 2 000, lê-se o primeiro algarismo como cardinal e os demais como ordinais. Ex.: 2 648o = dois milésimo seiscentésimo quadragésimo oitavo Modernamente, entretanto, tem-se observado a tendência de ler os números redondos como ordinais. Ex.: 10 000o = décimo milésimo Leitura do fracionário O numerador de um numeral fracionário é sempre lido como cardinal. Quanto ao denominador, podem ocorrer duas formas de leitura:

a) se for inferior a 10, ou ainda se for um número redondo, é lido com ordinal. Ex.: 3/8 = três oitavos; 6/10 = seis décimos; 4/30 = quatro trigésimos Exceções: ½ = meio; 1/3 = um terço b) se for superior a 10 e não constituir número redondo, é lido como cardinal, seguido da palavra avos. Ex.: 4/18 = quatro dezoito avos; 6/35 = seis trinta e cinco avos; 8/125 = oito cento e vinte e cinco avos Emprego do numeral cardinal ou ordinal 1. Na indicação de reis, papas, séculos, partes de uma obra, usam-se os numerais ordinais até décimo. A partir daí, devem-se empregar os cardinais. Ex.: século VII (sétimo); século XX (vinte) João Paulo II (segundo) João XXIII (vinte e três) capítulo II (segundo) capítulo XIII (treze) OBS.: Se o numeral anteceder o substantivo, será obrigatório o uso do ordinal. Ex.: segundo século, terceiro capítulo 2. O numeral anteposto ao substantivo deve ser lido como ordinal, concordando com esse substantivo. Já o numeral posposto ao substantivo deve ser lido como cardinal, concordando com a palavra número, que se considera subentendida. Ex.: III Salão do Automóvel (terceiro) X Copa do Mundo (décima) Casa 2 (dois) Apartamento 24 (vinte e quatro) OBS.: Quando se quer fazer referência ao primeiro dia do mês, deve-se utilizar o numeral ordinal. Ex.: primeiro de maio; primeiro de abril A palavra UM A palavra um pode ser artigo, numeral ou pronome indefinido. Para classificá-la, é preciso analisar o contexto em que está inserida e em alguns conceitos gramaticais. o Pronome: O pronome indefinido um geralmente vem empregado em construções combinadas com o pronome indefinido outro. Ex.: Um gosta de futebol, outro de vôlei. o : o numeral um necessariamente remete à idéia de quantidade. Para classificar a palavra um como numeral, é fundamental que a frase apresente uma construção paralela empregando outro numeral. Ex.: O juiz mostrou um cartão vermelho e três amarelos. "Um elefante incomoda muita gente, Dois elefantes incomodam muito mais." o Artigo: o artigo indefinido um necessariamente precede o substantivo, acrescentando-lhe idéia de indeterminação. Ex.: Um elefante sempre faz sucesso no circo. Nesse exemplo, fica clara a noção de um ser indeterminado, não específico. QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (FUVEST/SP) a) Dê o numeral correspondente a três vezes maior e o correspondente a três vezes menor. b) A palavra primeira é um ordinal. Dê o ordinal correspondente a 1075. 2. (FUPE/SP) Indique o item em que os numerais estão corretamente empregados: a) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro. b) Após o parágrafo nono, virá o parágrafo décimo. c) Depois do capítulo sexto, li o capítulo décimo primeiro. d) Antes do artigo dez vem o artigo nono. e) O artigo vigésimo segundo foi revogado. 3. (FAAP/SP) "Um, dois, três lampiões, acende e continua Outros mais a acender imperturbavelmente, À medida que a noite aos poucos se acentua E a palidez da lua apenas se pressente." No primeiro verso, um é: a) artigo definido b) artigo indefinido c) numeral ordinal

d) numeral cardinal e) pronome 4. (UNESP/SP) Assinale o caso em que não haja expressão numérica de sentido indefinido. a) Ele é o duodécimo colocado. b) Quer que veja este filme pela milésima vez? c) "Na guerra os meus dedos disparam mil mortes." d) "A vida tem uma só entrada; a saída é por cem portas." e) N.D.A 5. (FMU/SP) Sabendo-se que os numerais podem ser cardinais, ordinais, multiplicativos e fracionários, podemos dar os seguintes exemplos: a) uma (cardinal), primeiro (ordinal), Leão onze (multiplicativo) e meio (fracionário) b) um (cardinal), milésimo (ordinal), undécuplo (multiplicativo) e meio (fracionário) c) um (ordinal), primeiro (cardinal), Leão onze (multiplicativo) e meio (fracionário) d) um (ordinal), primeiro (cardinal), cêntuplo (multiplicativo) e centésimo (fracionário) e) um (cardinal), primeiro (ordinal), duplo (multiplicativo), não existindo numeral denominado fracionário 6. (PUCC/SP) Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90 são, respectivamente: a) octagésimo, trecentésimo, septingentésimo, nongentésimo b) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo c) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo d) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo

RESPOSTAS 1. a) três vezes maior = triplo; três vezes menor = um terço b) milésimo septuagésimo quinto 2. B 3. D 4. A 5. B 6. B

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS Orações subordinadas adjetivas são aquelas que exercem a função sintática de adjunto adnominal, função própria do adjetivo. Estão relacionadas a um nome da oração principal e vêm introduzidas por um pronome relativo. Ex.: l. Admiramos os alunos estudiosos. Adjetivo ll. Admiramos os alunos que estudam. Oração subordinada adjetiva No exemplo l, o adjetivo estudioso exerce a função sintática de adjunto adnominal. Já no exemplo ll, a função sintática de adjunto adnominal não é mais exercida por um adjetivo, mas por uma oração que equivale a um adjetivo: que estudam. A essa oração, que exerce a função sintática de adjunto adnominal, dá-se o nome de subordinada adjetiva. OBS.: É muito fácil reconhecer uma oração subordinada adjetiva, já que ela sempre vem introduzida por um pronome relativo. A oração adjetiva pode estar depois da oração principal ou nela intercalada. Ex.: Serão premiados os alunos que conseguirem melhor nota. Os alunos que conseguirem melhor nota serão premiados. As orações subordinadas adjetivas classificam-se em: a) restritivas: quando restringem a significação do nome a que se referem. Ex.: O homem que fuma vive pouco. Verifique que a qualidade expressa pela oração adjetiva que fuma não se aplica a todos os elementos da espécie "homem". Dizemos, então, que ela restringe a significação do nome a que se refere. Veja outros exemplos: Os jogadores que foram convocados apresentaram-se ontem. Resolveram os exercícios que faltavam. Esta é uma empresa cujos funcionários ganham bem. b) explicativas: quando não estão restringindo a significação do nome; pelo contrário, estão acrescentando uma característica que é própria do elemento a que se referem. Ex.: O homem, que é um ser racional, vive pouco.

Verifique que a qualidade que é um ser racional não restringe a significação do nome a que se refere, uma vez que se aplica a todos os elementos da espécie, acrescentando-lhe tão-somente uma característica que lhe é própria. Dizemos então que ela explica o significado do nome a que se refere. OBS.: As orações subordinadas adjetivas explicativas são obrigatoriamente separadas da principal por vírgula. Veja outros exemplos: O Brasil, que é o maior país da América do Sul, não possui grandes reservas de petróleo. Esta cidade, onde nasci, já possui mais de trezentos anos. O rio Paraná, cujas águas estão poluídas, divide os estados de São Paulo e do Mato Grosso do Sul.

QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (FUVEST/SP) Conheci que (1) Madalena era boa em demasia... A culpa foi desta vida agreste que (2) me deu uma alma agreste. Procuro recordar o que (3) dizíamos. Terá realmente piado a coruja? Será a mesma que (4) piava há dois anos? Esqueço que (5) eles me deixaram e que (6) esta casa está quase deserta. Nas frases acima, o que aparece seis vezes; em três delas é pronome relativo. Quais? a) 1 - 2 - 4 b) 2 - 4 - 6 c) 3 - 4 - 5 d) 2 - 3 - 4 e) 2 - 3 - 5 Resposta: d 2. (PUC/SP) Sobre o trecho "A questão era conseguir o Engenho Vertente, com o seu riacho que poderia descer em nível para irrigação das terras que dariam flor-de-cuba para uma Catunda", é correto afirmar que: a) há duas orações subordinadas adjeyivas, introduzidas pelo pronome relativo que. b) há, respectivamente, uma oração subordinada substantiva, introduzida pela conjunção integrante que, e uma oração subordinada adjetiva, introduzida pelo pronome relativo que. c) a primeira oração é subordinada adverbial final. d) a última oração é subordinada adverbial final. e) o verbo descer marca o início de uma oração subordinada adverbial reduzida de infinitivo. Resposta: a 3. (PUCC/SP) l - Contou seu segredo a duas pessoas. ll - As duas pessoas eram de confiança. Observe as duas frases acima. Assinale a alternativa em que elas estão em correta relação lógica e sintática. a) Contou seu segredo para duas pessoas, por causa que elas eram pessoas de confiança. b) Pois as duas pessoas eram de confiança, então ele contou seu segredo para elas. c) As duas pessoas a quem contou seu segredo eram de confiança. d) Contou seu segredo a duas pessoas, conquanto fossem de confiança. e) Contou seu segredo a duas pessoas, conforme eram de confiança. Resposta: c 4. (PUC/SP) No período: "E há poetas míopes que pensam que é o arrebol", a partícula que introduz, respectivamente, orações: a) subordinada substantiva completiva nominal e subordinada substantiva objetiva direta. b) Subordinada substantiva objetiva direta e subordinada substantiva predicativa. c) Subordinada adjetiva restritiva e subordinada adjetiva explicativa. d) Subordinada substantiva predicativa e subordinada substantiva objetiva direta. e) Subordinada adjetiva restritiva e subordinada substantiva objetiva direta. Resposta: e 5. (PUC/SP) Sob o ponto de vista morfológico, a partícula que, assinalada nas duas orações da questão anterior, classifica-se, respectivamente, como: a) pronome indefinido, pronome relativo. b) pronome relativo, conjunção integrante. c) pronome indefinido, conjunção integrante. d) conjunção integrante, conjunção integrante. e) conjunção consecutiva, conjunção comparativa. Resposta: b

6. (UNIMEP/SP) l. Este é Renato. ll. Eu posso contar com a ajuda de Renato. Se juntarmos as duas orações num só período, usando um pronome relativo, teremos: a) Este é Renato, com quem eu posso contar com a ajuda dele. b) Este é Renato, que eu posso contar com a ajuda dele. c) Este é Renato, o qual eu posso contar com sua ajuda. d) Este é Renato, com cuja ajuda eu posso contar. e) Este é Renato, cuja ajuda eu posso contar. Resposta: d 7. (PUC/SP) Nos versos: "Amo-te, ó rude e doloroso idioma, Em que da voz materna ouvi: "meu filho!" E em que Camões chorou no exílio amargo". A expressão em que, neles destacada, refere-se, respectivamente, a: a) idioma, voz b) idioma, idioma c) rude e doloroso, Camões d) eu, eu e) voz, Camões Resposta: b 8. (VUNESP/SP) Observe o período: "agora sei que outro dia eu disse uma palavra que fez bem a alguém." a) Substitua a segunda oração por um substantivo ou pronome substantivo. ............................................................................................................................................................... b) Substitua a terceira oração por um adjetivo. ............................................................................................................................................................... Resposta: a) Agora sei isso / algo / esta novidade. b) Agora sei que outro dia eu disse uma palavra saudável / agradável / benéfica. 9. (PUC/SP) Observe o emprego da partícula que em: 1) "... esperou que a água marejasse..." 2) "... olhando as estrelas, que vinham nascendo." a) Indique, respectivamente, o valor morfológico da referida partícula em 1 e 2. ............................................................................................................................................................... b) Que tipo de oração introduz em 1? ............................................................................................................................................................... Resposta: a) Conjunção integrante em 1 e pronome relativo em 2. c) Oração subordinada substantiva (objetiva direta). 10. (FUEL/PR) Foram inócuas as medidas tomadas pela direção da escola. A expressão equivalente à palavra inócuas na frase acima é: a) que não agradaram. b) que não levaram a nenhum resultado. c) que não foram divulgadas. d) que não foram acatadas. e) que não foram oportunas. Resposta: b 11. (FAAP/SP) "Não compreendíamos a razão por que o ladrão não montava a cavalo." A oração em destaque é: a) subordinada adjetiva restritiva b) subordinada adjetiva explicativa c) subordinada adverbial causal d) subordinada substantiva objetiva indireta e) subordinada substantiva completiva nominal Resposta: a 12. (FATEC/SP) Há orações reduzidas que podem ser desenvolvidas em oração adjetiva. Exemplo: "Vi um rapaz pedindo esmola a sua irmã" se desenvolve em "Vi um rapaz que pedia esmola a sua irmã." Aponte a alternativa em que isso também ocorre: a) Eram cadáveres a se erguerem dos túmulos. b) Volte aqui, chegando a hora.

c) A solução era esperarmos. d) Estaríamos prontos, chegada a hora. e) n. d. a. Resposta: a

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS Orações subordinadas adverbiais são aquelas que exercem a função sintática de adjunto adverbial, função própria do advérbio. Observe: l. Saímos tarde. Advérbio ll. Saímos quando era tarde. Oração subordinada adverbial No exemplo l, o advérbio tarde exerce a função sintática de adjunto adverbial. Já no exemplo ll, a função sintática de adjunto adverbial não é mais exercida por um advérbio, mas por uma oração equivalente - quando era tarde. A essa oração, que exerce a função sintática de adjunto adverbial, dá-se o nome de subordinada adverbial. As orações subordinadas adverbiais iniciam-se pelas conjunções subordinativas, exceto as integrantes, que iniciam as orações subordinadas substantivas. As orações subordinadas adverbiais podem exprimir várias circunstâncias. A Nomenclatura Gramatical Brasileira faz referência a nove tipos de oração adverbial: · Causal · Comparativa · Consecutiva · Concessiva · Condicional · Conformativa · Final · Proporcional · Temporal Vejamos agora uma a uma. a) causal: exprime circunstância de causa, aqui entendida como motivo, isto é, aquilo que determina ou provoca um acontecimento. Ex.: Não viajamos porque estava chovendo. As principais conjunções causais são: porque, visto que, já que, uma vez que, como (quando equivale a porque). b) comparativa: exprime circunstância de comparação, que é o ato de confrontar dois elementos a fim de se conhecer as semelhanças ou diferenças existentes entre eles. Ex.: Choveu como chove em Manaus. OBS.: Muitas vezes, as orações comparativas vêm com o verbo elíptico. Ex.: Choveu como em Manaus. Falava mais que papagaio. As principais conjunções comparativas são: como, que (precedido de mais ou menos). c) consecutiva: exprime circunstância de conseqüência (resultado ou efeito de uma ação qualquer). Ex.: Choveu tanto que o jogo foi suspenso. A principal conjunção consecutiva é que (precedido de um termo intensivo: tão, tal, tanto). d) concessiva: exprime circunstância de concessão. Concessão é o ato de conceder, de permitir, de não negar, de admitir uma idéia contrária. Ex.: Choveu embora a meteorologia previsse bom tempo. As principais conjunções concessivas são: embora, se bem que, ainda que, mesmo que, por mais que, por menos que, conquanto. e) condicional: exprime circunstância de condição, entendida como uma obrigação que se impõe ou se aceita para que um determinado fato se realize. Ex.: Viajaremos se não chover amanhã. As principais conjunções condicionais são: se, caso, contanto que, desde que.

f) conformativa: exprime circunstância de conformidade, isto é, de acordo, de adequação, de não contradição. Ex.: Choveu conforme era previsto. As principais conjunções conformativas são: conforme, segundo, consoante, como. g) final: exprime circunstância de finalidade. Entende-se por finalidade o objetivo, a destinação de um fato. Ex.: Os lavradores esperavam a chuva a fim de que não perdessem a colheita. As principais conjunções finais são: a fim de que, para que, que. h) proporcional: exprime circunstância de proporção. Entenda-se por proporção a relação existente entre duas coisas, de modo que qualquer alteração em uma delas implique alteração na outra. Ex.: À proporção que a civilização progride, o romantismo se extingue. As principais conjunções proporcionais são: à proporção que, à medida que, quanto mais, quanto menos. i) temporal: exprime circunstância de tempo. Ex.: Choveu quando eram dez horas. As principais conjunções temporais são: quando, enquanto, logo que, desde que, assim que. QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (FUVEST/SP) "Ninguém imaginará que, topando os obstáculos mencionados, eu haja procedido invariavelmente com segurança e percorrido, sem me deter, caminhos certos." Desenvolva as orações reduzidas, cujos verbos estão em destaque. ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................ Resposta: quando topei os obstáculos mencionados / sem que me detivesse. 2. (ITA/SP) Em qual dos períodos abaixo há uma oração subordinada adverbial que expressa idéia de concessão? a) Diz-se que a obra de arte é aberta; possibilita, portanto, várias leituras. b) Pode criticar, desde que fundamente sua crítica em argumentos. c) Tamanhas são as exigências da pesquisa científica, que muitos desistem de realizá-la. d) Os animais devem ser adestrados, ao passo que os seres humanos devem ser educados, visto que possuem a faculdade de inteligência. e) Não obstante haja concluído dois cursos superiores, é incapaz de redigir uma carta. Resposta: e 3. (PUCC/SP) Esta questão apresenta cinco propostas diferentes de redação. Assinale a alternativa em que a redação apresenta falhas na estruturação das frases ou na relação entre elas. a) Como o senhor não queria perder nenhum de seus trabalhadores, havia regras estipulando que os servos ou seus filhos não poderiam casar-se fora dos domínios, exceto com permissão especial. b) O senhor não queria perder nenhum de seus trabalhadores; por isso havia regras que lhe garantiam que os servos - ou seus filhos - não poderiam casar-se fora dos domínios, exceto com permissão especial. c) Para garantir ao senhor que os servos, ou seus filhos, não se afastassem - o que resultaria em perda de trabalhadores - havia regras estipulando que não poderiam casar-se fora dos domínios, exceto com permissão especial. d) Salvo em alguns casos, e com permissão especial, não se permitia aos servos ou seus filhos casarem-se fora dos domínios, o que garantia ao senhor conservar seus trabalhadores. e) Para não perder-se nenhum dos próprios trabalhadores, é que o senhor estipulava regras para os servos e seus filhos, que então não podiam casar fora dos seus domínios, mas com permissão especial em certos casos, sim.] Resposta: e 4. (UNICAMP/SP) Substitua a palavra em destaque no trecho transcrito abaixo por outra que garanta o mesmo sentido ao texto (você poderá ainda fazer outras modificações, se as julgar indispensáveis). "Se não chegam a configurar um processo de radicalização verbal e de alarmismo deliberado, ainda assim são preocupantes e lamentáveis as declarações do ministro da Indústria e Comércio, Roberto Cardoso Alves, de que partidos como o PT e os PCs não deveriam ter existência legal, por não possuírem, na opinião do ministro, compromisso com a democracia." (Folha de S. Paulo, 8/12/88) ...................................................................................................................................................................................... ...................................................................................................................................................................................... ................................................................................................................. Resposta: Mesmo que não cheguem a configurar... / Embora não cheguem a configurar... / Ainda que não cheguem a configurar...

5. (UNIMEP/SP) Assinale a alternativa que, embora tenha valor causa-conseqüência, não contém oração adverbial causal: a) Cheguei tarde, porque choveu muito. b) Como estava doente, não fui à escola. c) Estava tanto frio, que não saí de casa. d) Fiquei chateado, pois fui despedido. e) Devo ir mal na prova, já que não estudei. Resposta: c 6. (VUNESP/SP) "Anda a espreitar meus olhos para roê-los, (...)" Transcreva o período acima, desenvolvendo a oração reduzida em destaque. A seguir, classifique-a. ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................ Resposta: Anda a espreitar meus olhos a fim de que os roa. / oração subordinada adverbial final. 7. (VUNESP/SP) Das alternativas abaixo, apenas em uma não se considera um fato natural as violetas murcharem, por receberem muita água. Assinale-a: a) Como as violetas foram muito molhadas, murcharam. b) Desde que as violetas sejam muito molhadas, murcham. c) As violetas foram muito molhadas, de modo que murcharam. d) Embora as violetas tivessem sido muito molhadas, murcharam. e) As violetas foram tão molhadas, que murcharam. Resposta: d 8. (UNICAMP/SP) O autor do texto abaixo conhece um tipo de raciocínio cuja estrutura lembra propriedades de um círculo e tenta reproduzi-lo. No entanto, não é bem-sucedido. "(...) Gera-se, assim, o círculo vicioso do pessimismo. As coisas não andam porque ninguém confia no governo. E porque ninguém confia no governo as coisas não andam." (Gilberto Dimenstein, Folha de S. Paulo, 22/11/90) a) Reescreva o trecho de maneira que ele passe a ter a estrutura de um verdadeiro círculo vicioso. ...................................................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................... b) Comparando o que você fez e o que fez o autor, explique em que ele se equivocou. ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................ Resposta: a) As coisas não andam porque ninguém confia no governo, e ninguém confia no governo porque as coisas não andam. b) É necessário que aquilo que é causa num primeiro momento passe a ser conseqüência no momento seguinte, e vice-versa. O autor mantém a falta de confiança no governo como causas nas duas frases. 9. (UFV/MG) "Um dia, como lhe dissessem que iam dar o passarinho. Caso continuasse a comportar-se mal, correu para a área e abriu a porta da gaiola." (Paulo Mendes Campos) As orações em destaque são, respectivamente, subordinadas adverbiais: a) causal e condicional b) comparativa e causal c) conformativa e consecutiva d) condicional e concessiva e) comparativa e conformativa Resposta: a 10. (FUVEST/SP) "Sei que esperavas desde o início que eu te dissesse hoje o meu canto solene. Sei que a única alma que eu possuo É mais numerosa que os cardumes do mar. (Jorge de Lima) As orações destacadas são orações subordinadas, respectivamente: a) substantiva subjetiva, adjetiva, adverbial consecutiva. b) Adjetiva, substantiva objetiva direta, adverbial comparativa c) Substantiva objetiva direta, adjetiva, adverbial comparativa. d) Adjetiva, substantiva subjetiva, adverbial correlativa. e) Substantiva predicativa, adjetiva, adverbial consecutiva. Resposta: c 11. (FUVEST/SP) No período "É possível discernir no seu percurso momentos de rebeldia contra a estandardização e o consumismo", a oração destacada é: a) subordinada adverbial causal, reduzida de particípio.

b) Subordinada objetiva direta, reduzida de infinitivo. c) Subordinada objetiva direta, reduzida de particípio. d) Subordinada substantiva subjetiva, reduzida de infinitivo. e) Subordinada substantiva predicativa, reduzida de infinitivo. Resposta: d 12. (UCMG/MG) Em "Orai porque não entreis em tentação", o valor da conjunção é de: a) causa. b) Condição. c) Conformidade. d) Explicação. e) Finalidade. Resposta: e ORTOGRAFIA é a parte da gramática que estabelece as normas que devem ser seguidas para que as palavras sejam escritas de maneira correta ( - do grego orthós = reto, direito + gráphein = escrever, descrever). As orientações ortográficas atualmente em vigor fazem parte do Pequeno Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, elaborado pela Academia Brasileira de Letras e publicado em 1943. Vamos expor, a seguir, de maneira simples, as orientações básicas a respeito do emprego de determinadas letras em palavras cuja grafia pode dar margem a dúvidas. Orientações ortográficas Emprego do G/J Emprega-se a letra g: · Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio. Ex.: pedágio, egrégio, litígio, relógio, subterfúgio · Nos substantivos terminados em -gem, exceção feita a pajem, lajem e lambujem. Ex.: vertigem, coragem, aragem, margem OBS.: O substantivo viagem se escreve com g, mas viajem (forma do verbo) se escreve com j. Emprego da letra S A letra s é usada, entre outros, nos seguintes casos: · Em todas as formas do verbo querer e pôr (e seus derivados). Ex.: quis, pus, quiseram, compusermos, propuser · No sufixo -ês, indicando origem, procedência. Ex.: chinês, camponês, burguês, holandês · Em geral, depois de ditongo. Ex.: causa, lousa, coisa · Nos sufixos -esa e -isa, formadores de femininos. Ex.: duquesa, princesa, poetisa, francesa · Nos verbos terminados em -isar, derivados de palavras que já têm a letra s no final de radical. Ex.: frisar (friso); paralisar (paralisia); pisar (piso) Emprego da letra Z A letra z é usada, entre outros, nos seguintes casos: · Nos substantivos abstratos femininos derivados de adjetivos. Ex.: rapidez (rápido); sensatez (sensato); leveza (leve) · Nos verbos terminados em -izar, derivados de palavras que não têm a letra s no fim do radical. Ex.: atualizar (atual); dinamizar (dinâmico) Emprego da letra X A letra x é usada, entre outros, nos seguintes casos:

· Em geral, depois de ditongo. Ex.: feixe, ameixa, trouxa Exceção: caucho e seus derivados (recauchutar, recauchutagem, etc.) são escritos com ch. · Em geral, depois de sílaba inicial en. Ex.: enxame, enxugar, enxurrada Exceção: encharcar (charco); encher, enchente, etc. (cheio); enchumaçar (chumaço); enchova

Por que / porque / por quê / porquê v Emprega-se a forma por que em dois casos: · Para se fazer uma pergunta, utilizando frases interrogativas diretas ou interrogativas indiretas. Ex.: Por que você não veio? (interrogativa direta) Conte-nos por que você não veio. (interrogativa indireta) OBS.: Nesse caso, imediatamente após a forma por que, fica subentendida a palavra motivo ou razão. Ex.: Por que (motivo) você está triste? · Quando se tratar da preposição por seguida do pronome relativo que. Ex.: Essa é a estrada por que voltaremos. Não é essa a vida por que lutamos. OBS.: Nesse caso, a forma por que pode ser trocada por pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais. Confira isso nos exemplos acima. v Emprega-se a forma porque somente em um caso: · Quando ela tiver função de conjunção explicativa ou causal, isto é, quando estiver ligando orações. Geralmente, equivale a pois. Ex.: Ele não veio, porque está doente. Todos estavam quietos, porque a situação era preocupante. v Emprega-se a forma porquê em um único caso: · Quando ela tiver valor de substantivo, equivalendo à palavra motivo ou razão. Nesse caso, virá precedido de artigo ou outra palavra determinante. Ex.: Queremos saber o porquê de seu medo. (Queremos saber o motivo de seu medo.) v Emprega-se a forma por quê somente em um caso: · No fim de orações (em geral interrogativas). Ex.: Você não veio ontem por quê?

Parônimos e homônimos Parônimos são palavras parecidas na grafia ou na pronúncia, mas com significados diferentes. Ex.: eminente ( = elevado); iminente ( = prestes a ocorrer) Ratificar ( = confirmar); retificar ( = corrigir) Homônimos são palavras que têm a mesma pronúncia ou a mesma grafia, mas significados diferentes. As palavras homônimas dividem-se em: Homógrafas: têm grafias iguais, mas pronúncias e significados diferentes. Ex.: governo (ê); governo (é) colher (ê); colher (é) Homófonas: quando têm a mesma pronúncia, mas grafias e significados diferentes. Ex.: acender (pôr fogo); ascender (subir) acento (símbolo gráfico); assento (lugar onde se senta) caçar (capturar animais); cassar (tornar sem efeito) sessão (tempo de uma reunião); cessão (doação); seção (setor, parte)

QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (PUC CAMPINAS/SP) Barbarismos ortográficos acontecem quando as palavras são grafadas em desobediência à lei ortográfica vigente. Indique a alternativa que está de acordo com essa lei e, por isso, correta: a) discernir - quizer - herbívoro - fixário b) exceção - desinteria - pretensão - secenta c) ascensão - intercessão - enxuto - esplêndido

d) rejeição - berinjela - xuxu - atrazado e) geito - mecher - consenso - setim 2. (ITA/SP) Dadas as palavras: 1. disenteria 2. diferimento 3. esplendor Verificamos que está (estão) corretamente grafada(s): a) apenas a palavra no 1 b) apenas a palavra no 2 c) apenas a palavra no 3 d) apenas as palavras nos 1 e 2 e) todas as palavras 3. (UEBA/BA) Mesmo que ... não conseguiríamos ... na equipe de trabalho o nosso ... colega. a) quiséssemos - encaichar - pretencioso b) quiséssemos - encaixar - pretensioso c) quiséssemos - encachar - pretensioso d) quizéssemos - encaxar - pretensioso e) quizéssemos - encaichar - pretencioso 4. (UNIRIO/RJ) Assinale o par em que uma das palavras está incorretamente grafada: a) expectador - expectativa b) viagem - viajem c) admirar - pajem d) advinhar - espectro e) secção - cessão 5. (EFOA/MG) "Posso falar com franqueza?" O sufixo -eza, usado na palavra sublinhada na citação acima, completará corretamente a grafia de: a) desp... b) baro... c) empr... d) espert... e) surpr... 6. (FURG/RS) A alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente é: a) hesitar / erbívoro / úmido / hérnia b) obsessão / hortênsia / deslizar / ascensão c) excessão / assessor / brasão / revezar d) gorjeta / falanje / anjélico / ginete e) faxina / guinxo / mocho / enxada 7. (FGV/SP) "Suas atitudes ... da modéstia de sua origem e pareciam ... aos olhos dos ..." a) destoavam / excêntricas / espectadores b) distoavam / excêntricas / expectadores c) distoavam / ecêntricas / expectadores d) destoavam / ecêntricas / espectadores e) distoavam / exêntricas / expectadores 8. (EU/CE) Como "baronesa", escreve-se com s: a) princ...a b) firme...a c) alte...a d) nature...a 9. (FUVEST/SP) Preencha os espaços com as palavras grafadas corretamente. "A ... de uma guerra nuclear provoca uma grande ... na humanidade e a deixa ... quanto ao futuro. a) espectativa, tensão, exitante b) espectativa, tenção, hesitante c) expectativa, tensão, hesitante d) expectativa, tenção, hezitante e) espectativa, tenção, exitante 10. (FUVEST/SP) a) Forme substantivos femininos a partir das palavras seguintes, empregando convenientemente s ou z: limpo, defender, barão, surdo, freguês. b) Forme verbos a partir de: análise, síntese, paralisia, civil, liso. 11. (UF-VIÇOSA/MG) Em virtude do ... de visitantes, não havia local para o ... dos ... a) escesso - descanso - excursionistas b) excesso - descanço - excursionistas c) excesso - descanço - excursionistas d) excesso - descanso - excursionistas e) escesso - descanço - excursionistas

12. (UM/SP) Assinale a alternativa que preencha os espaços corretamente. Com o intuito de ... o trabalho, o aluno recebeu algumas incumbências: ... datas, ... o conteúdo e ... um estilo mais moderno. a) finalisar, pesquisar, analisar, improvisar b) finalizar, pesquisar, analisar, improvisar c) finalizar, pesquisar, analisar, improvisar d) finalizar, pesquisar, analizar, improvisar e) finalizar, pesquisar, analisar, improvizar 13. (UM/SP) Aponte a alternativa que apresenta todas as palavras grafadas corretamente. a) enxada, bondoso, bexiga, revezamento b) faxina, tóxico, canalisar, nobreza c) eresia, canzarrão, caxumba, hesitar d) hêsito, gorjeio, algema, pesquisa e) hegemonia, cangica, xadrez, vazio 14. (FUVEST/SP) Assinale a frase gramaticalmente correta: a) Não sei por que discutimos. b) Ele não veio por que estava doente. c) Mas porque não veio ontem? d) Não respondi porquê não sabia. e) Eis o porque da minha viagem. 15. (FUVEST/SP) Reescreva, preenchendo com por que, porque, porquê ou por quê: a) ... é que você disse isso? b) Não sei bem ... c) Não será ... tem inveja dele? d) Acho que não. Vou dizer-lhe a razão ... o disse. 16. (UFV/MG) Assinale a alternativa correta, considerando que à direita de cada palavra há um sinônimo. a) emergir = vir à tona; imergir = mergulhar b) emigrar = entrar (no país); imigrar = sair (do país) c) delatar = expandir; dilatar = denunciar d) deferir = diferenciar; diferir = conceder e) dispensa = cômodo; despensa = desobrigação 17. (UM/SP) Na oração "Em sua vida, nunca teve muito ..., apresentava-se sempre ... no ... de tarefas ...", as palavras adequadas para o preenchimento das lacunas são: a) censo, lasso, cumprimento, eminentes b) senso, laço, comprimento, iminentes c) senso, lasso, cumprimento, iminentes d) senso, lasso, cumprimento, eminentes e) censo, lasso, comprimento, iminentes 18. FUVEST/SP) No último ... da orquestra municipal, houve ... entre os convidados, apesar de ser uma festa ... a) conserto, flagrantes descriminações, beneficente b) concerto, fragrantes discriminações, beneficiente c) conserto, flagrantes descriminações, beneficiente d) concerto, fragrantes discriminações, beneficente e) concerto, flagrantes discriminações, beneficente 19. (UNIMEP/SP) "Se você não arrumar o fogão, além de não poder cozinhar as batatas, há o perigo próximo de uma explosão." As palavras sublinhadas podem ser substituídas por: a) concertar / coser / iminente b) consertar / cozer / eminente c) consertar / cozer / iminente d) concertar / coser / iminente e) consertar / coser / eminente 20. (UNISINOS/RS) O período em que a palavra destacada aparece empregada com sentido inadequado é: a) Durante minha estada no Rio, visitei várias bibliotecas. b) Na atual conjuntura política, não sabemos o que pensar. c) A política conseguiu capturar o autor de mais um vultuoso contrabando. d) Na última sessão da Câmara, os vereadores aprovaram diversos projetos importantes. e) A fim de preservar seus direitos, ele impetrou novo mandado de segurança. 21. (UF-VIÇOSA/MG) Assinale a alternativa em que as palavras NÃO tenham à direita a expressão de seu significado: a) cessão = doação; seção = divisão b) incipiente = ignorante; insipiente - principiante c) consertar = reparar; concertar = combinar d) ratificar = confirmar; retificar = alinhar e) céptico = quem duvida; séptico = que causa infecção

22. (FUVEST/SP) "Meditemos na regular beleza que a natureza nos oferece" Assinale a alternativa em que o homônimo tem o mesmo significado do empregado na oração acima: a) Não conseguia regular a marcha do carro. b) É bom aluno, mas obteve nota regular. c) Aquilo não era regular; devia ser corrigido. d) Admirava-se ali a disposição regular dos canteiros. e) Daqui até sua casa há uma distância regular. 23. (FUVEST/SP) 1. Uma andorinha não faz verão. 2. Nem tudo que reluz é ouro. 3. Quem semeia ventos colhe tempestades. 4. Quem não tem cão caça com gato. As idéias centrais dos provérbios acima são, na ordem: a) solidariedade, aparência, vingança, dissimulação b) cooperação, aparência, punição, adaptação c) egoísmo, ambição, vingança, falsificação d) cooperação, ambição, conseqüência, dissimulação e) solidão, prudência, punição, adaptação RESPOSTAS 1. C 2. E 3. B 4. D 5. D 6. B 7. A 8. A 9. C 10. a) limpeza, defesa, baronesa, surdez, freguesa b) analisar, sintetizar, paralisar, civilizar, alisar 11. D 12. B 13. A 14. A 15. a) Por que b) porquê c) porque d) por que 16. A 17. C 18. E 19. C 20. C 21. B 22. D 23. B PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO O período composto por coordenação é aquele formado por orações coordenadas. Orações coordenadas são aquelas que, no período, não exercem função sintática umas em relação às outras. São, portanto, orações sintaticamente independentes, embora ligadas pelo sentido. Ex.: Fui para a escola, entrei na sala e cumprimentei o professor. Verifique que, no exemplo acima, temos três orações sintaticamente independentes; cada oração é, do ponto de vista sintático, uma unidade autônoma. As orações coordenadas podem vir ou não introduzidas pelas conjunções coordenativas. Quando não vêm introduzidas por conjunção, recebem o nome de coordenadas assindéticas. Quando vêm introduzidas por conjunção, recebem o nome de coordenadas sindéticas. OBS.: As orações coordenadas assindéticas virão separadas por vírgula. As orações coordenadas sindéticas classificam-se, de acordo com a conjunção que as introduz, em: a) aditivas: exprimem idéia de soma, adição. Ex.: Pedro estuda e trabalha. As principais conjunções aditivas são: e, nem, mas também, mas ainda. b) adversativas: exprimem idéia de adversidade, oposição, contraste. Ex.: Pedro estuda, mas não aprende. As principais conjunções adversativas são: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.

c) alternativas: exprimem idéia de alternância, escolha. Haverá alternância quando a ocorrência de um fato implicar a não ocorrência de outro. Ex.: Venha agora ou perderá a vez. As principais conjunções alternativas são: ou, ou...ou, ora...ora, quer...quer, já...já, seja...seja. d) conclusivas: exprimem idéia de conclusão Ex.: As árvores balançam, logo está ventando. As principais conjunções conclusivas são: logo, portanto, então, pois (posposto ao verbo). e) explicativas: exprimem idéia de explicação, justificação, confirmação. Ex.: Venha imediatamente, pois sua presença é indispensável. As principais conjunções explicativas são: pois (anteposto ao verbo), porque, que.

ORAÇÕES INTERCALADAS Orações intercaladas, também conhecidas como orações interferentes, são orações independentes que não pertencem à seqüência do período. São utilizadas para um esclarecimento, um aparte, uma citação. Ex.: Eu - retrucou o advogado - não concordo. "- Tem razão, Capitu, concordou o agregado. Você não imagina como a Bíblia é cheia de expressões cruas e grosseiras." (Machado de Assis) OBS.: As orações intercaladas vêm separadas por vírgula ou travessões.

QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (FUVEST/SP) Dentre os períodos transcritos do texto, um é composto por coordenação e contém uma oração coordenada sindética adversativa. Assinalar a alternativa correspondente a este período: a) A frustração cresce e a desesperança não cede. b) O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica pungente ou a auto-absolvição? c) É também ocioso pensar que nós, da tal elite, temos riqueza suficiente para distribuir. d) Sejamos francos. e) Em termos mundiais somos irrelevantes como potência econômica, mas ao mesmo tempo extremamente representativos como população. Resposta: e 2. (PUCC/SP) Assinale a alternativa correspondente à frase em que ocorre uso incorreto de conjunção. a) O homem criou a máquina para facilitar sua vida, e contudo ela correspondeu a essa expectativa. b) Diga-lhe que abra logo a porta, que eu estou com pressa. c) Ele tinha todas as condições para representar bem os colegas; nem todos lhe reconheciam os méritos, porém. d) O problema é que ainda não se sabe se ele agiu conforme as normas da empresa. e) Ao perceber que o tinham feito com seus livros, gritou que parecia um louco. Resposta: a 3. (UNIMEP/SP) "Mauro não estudou nada e foi aprovado". Apesar do e, normalmente aditivo, a oração em destaque é: a) adversativa b) conclusiva c) explicativa d) alternativa e) causal Resposta: a 4. (FUVEST/SP) Assinalar a alternativa que apresenta orações de mesma classificação que as deste período: "Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos". a) Pouco a pouco o ferro do proprietário queimava os bichos de Fabiano. b) Foi até a esquina, parou, tomou fôlego. c) Depois que aconteceu aquela miséria, temia passar ali. d) Tomavam-lhe o gado quase de graça e ainda inventavam juro. e) Não podia dizer em voz alta que aquilo era um furto, mas era. Resposta: d 5. (SANTA CASA/SP) Chamando de: 1) o período composto por coordenação sindética,

2) o período composto por coordenação assindética, assinale a alternativa correta: a) Colhemos frutos, jogamos bola. (1) b) Bem depressa chegou o trem: despedimo-nos sem demora. (1) c) Os dois anos de serviço acabaram em 1855, e o escravo ficou livre, mas continuou o ofício. (1) d) Dormi tarde, mas acordei cedo. (2) e) Fui bem em Física, mas não acertei nada de Química. (2) Resposta: c 6. (FEI/SP) "Sem dúvida as árvores se despojaram e enegreceram, o açude estancou, as porteiras dos currais se abriram, inúteis." (Graciliano Ramos) Classifique sintaticamente a oração destacada: a) coordenada sindética aditiva b) coordenada sindética adversativa c) coordenada sindética conclusiva d) coordenada assindética Resposta: d 7. (UFV/MG) No seguinte período: "Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas." A oração destacada é: a) subordinada adverbial consecutiva b) coordenada sindética explicativa c) subordinada adverbial causal d) coordenada sindética conclusiva e) subordinada adverbial concessiva Resposta: b 8. (SANTA CASA/SP) Por definição, "oração coordenada que se prende à anterior por conectivo é denominada sindética e é classificada pelo nome da conjunção que a encabeça." Assinale a alternativa onde aparece uma coordenada sindética explicativa, conforme a definição: a) A casaca dele estava remendada mas estava limpa. b) Ambos se amavam, contudo não se falavam. c) Todo mundo trabalhando: ou varrendo o chão ou lavando as vidraças. d) Chora, que lágrimas lavam a dor. e) O time ora atacava, ora defendia e no placar aparecia o resultado favorável. Resposta: d 9. (UFJF/MG) Só há orações coordenadas em: a) "Faltou vinho em um casamento, e deu à água que corre a cor e o gosto do vinho." b) "As ondas aplacavam-se a um gesto seu; os peixes, que se recusavam a Pedro, enchiam a rede que Jesus mandara lançar." c) "Uma noite, perante os discípulos turbados, caminhou lisamente sobre o mar, como nós outros pisamos o chão." d) "Acalmou possessos. Fez andar paralíticos. A leprosos sarava as feridas." e) "Todas essas respostas seriam impressionantes, e os evangelistas as consignariam respeitosamente em suas crônicas." Resposta: e 10. SANTA CASA/SP) Seja racional, pois aqui não cabem critérios subjetivos. Comece com: Aqui não cabem... a) portanto b) visto que c) para isso d) posto que e) não obstante Resposta: a 2.14 PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO Todo período que traz orações subordinadas, ou seja, dependentes umas das outras, é composto por subordinação. Todo período composto por subordinação tem oração principal (também chamada subordinante) e oração subordinada, a qual exerce uma função sintática em relação à principal e é iniciada por um conectivo (conjunção ou pronome relativo). As orações subordinadas, conforme a função sintática que exerçam, classificam-se em: · Substantivas

· Adjetivas · Adverbiais ORAÇÕES SUBORDINADAS REDUZIDAS Muitas vezes, as orações subordinadas (substantivas, adjetivas e adverbiais) podem aparecer sob a forma de orações reduzidas. As orações subordinadas reduzidas têm duas características: 1. apresentam o verbo em uma das formas nominais: gerúndio, particípio, infinitivo; 2. não vêm introduzidas por conectivos (conjunções subordinativas ou pronomes relativos). As orações subordinadas reduzidas classificam-se, de acordo com a forma verbal que possuem, em: ¨ orações reduzidas de gerúndio: são geralmente adverbiais. Ex.: Trabalhando conosco, vocês progredirão. Adverbial condicional = Se trabalharem conosco Adverbial temporal = Quando trabalharem conosco Temendo a reação do pai, nada lhe contou. Adverbial causal = Como temia a reação do pai ¨ orações reduzidas de particípio: são adverbiais ou adjetivas. Ex.: Terminada a festa, voltamos para casa. Adverbial temporal = Quando a festa terminou Essas são as idéias tão valorizadas por ele. Adjetiva restritiva = que ele tanto valoriza. ¨ Orações reduzidas de infinitivo: geralmente adverbiais e substantivas. Ex.: Veio para ver o filho. Adverbial final = para que visse o filho É importante estarmos aqui amanhã. Substantiva subjetiva = que estejamos aqui amanhã Quase todas as orações reduzidas podem ser desdobradas e, assim, tornarem-se desenvolvidas, nome que se dá às orações iniciadas por conectivos (conjunção e pronome relativo). ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS Toda oração iniciada por conjunção integrante (que e se) tem função substantiva, por isso recebe o nome de oração substantiva. A função substantiva é exercida pelo sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo e aposto. Conforme a função sintática que desempenham, as orações subordinadas substantivas classificam-se em: a) subjetivas: quando exercem a função de sujeito do verbo da oração principal. Observe: l. Seu casamento é urgente. ll. Que você se case é urgente. No exemplo l, o núcleo do sujeito é representado por um substantivo - casamento. No exemplo ll, o sujeito é representado por uma oração - que você case - que exerce a mesma função sintática do substantivo casamento. Note as ocorrências mais freqüentes de orações subordinadas substantivas subjetivas: Oração principal oração subordinada substantiva subjetiva É provável que ele chegue ainda hoje. Convém que ele chegue ainda hoje. Conta-se que ele chegará ainda hoje. Observe: quando há oração subordinada substantiva subjetiva, a oração principal: · apresenta o verbo na terceira pessoa do singular; · não possui sujeito nela mesma. b) objetivas diretas: quando exercem a função sintática de objeto direto do verbo da oração principal. Oração principal oração subordinada substantiva objetiva direta Ex.: Espero que você case. Desejo que ele volte. Não sei se viajarei amanhã. c) objetivas indiretas: quando exercem a função sintática de objeto indireto do verbo da oração principal. Oração principal oração subordinada substantiva objetiva indireta Ex.: Necessitávamos de que nos ajudassem. Gostaria de que todos me apoiassem.

d) predicativas: quando exercem a função sintática de predicativo do sujeito da oração principal. Oração principal oração subordinada substantiva predicativa Ex.: Meu maior desejo era que todos voltassem. Minha esperança é que sejas feliz. e) completivas nominais: quando exercem a função sintática de complemento nominal de um nome da oração principal. Oração principal oração subordinada substantiva completiva nominal Ex.: Tenho medo de que me traias. Sou favorável a que o condenem. f) apositivas: quando exercem a função sintática de aposto de um nome da oração principal. Oração principal oração subordinada substantiva apositiva Ex.: Desejo uma coisa: que sejas feliz. Espero sinceramente isto: que vocês não faltem mais. As orações subordinadas substantivas começam geralmente pelas conjunções subordinativas integrantes (que e se). Podem, no entanto, vir introduzidas por outras palavras. Ex.: Não sei como ele se comportou. Perguntei quando era o exame. Não sei por que és tão vaidosa.

QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (PUC/SP) Em: "Considerei, por fim, que assim é o amor..." a oração em destaque tem, em relação à oração não destacada: a) valor de adjetivo e função sintática de predicativo do sujeito. b) Valor de advérbio e função sintática de adjunto adverbial de modo. c) Valor de substantivo e função sintática de objeto direto. d) Valor de substantivo e função sintática de sujeito. e) Valor de adjetivo e função sintática de adjunto adnominal. Resposta: c 2. (FUVEST/SP) "Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou." (Rubem Braga) A oração a que pertence o verbo encantar é introduzida pela conjunção mas, que a torna coordenada; por outro lado, o pronome relativo que faz dela uma subordinada. Como você pode explicar essa dualidade? ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................ Resposta: Ela é coordenada à oração que a antecede (...era inevitável...) e subordinada à oração cujo sujeito é o pronome demonstrativo º 3. (VUNESP/SP) "A conclusão é a de que mais vale um pássaro na mão do que nenhum." a) Como se poderia analisar sintaticamente a oração em que ocorre o verbo vale? ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................ b) Descomplique o período acima, alterando-o de modo a evitar o uso do pronome a. ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................ Resposta: a) É uma subordinada substantiva normalmente classificada como completiva nominal, subordinada ao pronome demonstrativo a. Essa oração é mais bem descrita como uma substantiva em papel de adjunto adnominal. b) A conclusão é que mais vale um pássaro na mão do que do nenhum. / A conclusão é: mais vale um pássaro na mão do que nenhum. 4. (UFRS/RS) Substituir a oração em destaque por um nome de sentido equivalente, efetuando as mudanças necessárias. a) Não importou, na época, que os inimigos de Nostradamus aprovassem ou não seus métodos. ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................ b) Notou-se perfeitamente que a sua atitude foi audaz. ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................

Resposta: a) Não importou, na época, a aprovação ou não dos métodos de Nostradamus pelos seus inimigos. b) Notou-se perfeitamente a audácia de sua atitude. 5. (UNIMEP/SP) Quatro alternativas a seguir contêm orações em destaque que desempenham a mesma função. Assinale a alternativa que contém a oração que não exerce a mesma função que as demais. a) É conveniente que você estude mais. b) Sua mãe quer que você vá ao mercado. c) Fazer a prova tranqüilo é importante. d) Bastava que você lhe telefonasse ontem. e) Seria necessário a inflação parar de subir. Resposta: b 6. (FUEL/PR) Ninguém mais acreditava que ainda houvesse meios de salvá-lo. Há, no período acima: a) três orações subordinadas. b) Uma oração principal e uma subordinada. c) Uma oração subordinada reduzida. d) Uma oração subordinada adjetiva. e) Uma oração subordinada objetiva indireta. Resposta: c 7. (UFV/MG) As orações subordinadas substantivas que aparecem nos períodos abaixo são todas subjetivas, exceto: a) Decidiu-se que o petróleo subiria de preço. b) É muito bom que o homem, vez por outra, reflita sobre sua vida. c) Ignoras quanto custou meu relógio? d) Perguntou-se ao diretor quando seríamos recebidos. e) Convinha-nos que você estivesse presente à reunião. Resposta: c 8. (SANTA CASA/SP) A palavra se é conjunção subordinativa integrante (introduzindo oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das frases seguintes? a) Ele se morria de ciúmes pelo patrão. b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. c) O aluno fez-se passar por doutor. d) Precisa-se de pedreiros. e) Não sei se o vinho está bom. Resposta: e 9. (PUC/SP) No trechos "... não é impossível que a notícia da morte me deixasse alguma tranqüilidade, alívio, e um ou dois minutos de prazer" e "Digo-vos que as lágrimas eram verdadeiras", a palavra que está introduzindo, respectivamente, orações: a) Subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva objetiva direta. b) Subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva objetiva direta. c) Subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva subjetiva. d) Subordinada substantiva completiva nominal, subordinada adjetiva explicativa. e) Subordinada adjetiva explicativa, subordinada substantiva predicativa. Resposta: a 10. (PUC/SP) "Pode-se dizer que a tarefa crítica é puramente formal." No texto acima, temos uma oração destacada que é ... e um se que é ... . a) substantiva objetiva direta, partícula apassivadora b) substantiva predicativa, índice de indeterminação do sujeito c) relativa, pronome reflexivo d) substantiva subjetiva, partícula apassivadora e) adverbial consecutiva, índice de indeterminação do sujeito Resposta: d 11. (ACAFE/SC) No período: "Não me parece bonito que o nosso Bentinho ande metido nos cantos com a filha do Tartaruga...", a oração em destaque é: a) subordinada substantiva objetiva indireta b) subordinada substantiva objetiva direta c) subordinada substantiva subjetiva d) subordinada substantiva completiva nominal e) subordinada substantiva predicativa Resposta: c

12. (FUVEST/SP) Indique o objeto direto do verbo em destaque: "... fui dizer à minha mãe que a escrava é que estragara o doce..." ............................................................................................................................................................... Resposta: "que a escrava é que estragara o doce..." 13. (FUVEST/SP) Dos termos em destaque nas orações que seguem, diga qual deles tem função sintática idêntica a "ser objeto do ódio daquele homem" em "Tornara-se doloroso para mim ser objeto do ódio daquele homem": "Não seria conveniente tramar toda aquela história." Dizia ser ele homem de moral forte." "O pretexto era sair daquele lugar incômodo." ............................................................................................................................................................... Resposta: "tramar toda aquela história". 14. (FIM/SP) A seguir estão exemplificadas três orações reduzidas de infinitivo: l) Era preciso tirar a pressão da gestante. ll) Deus o livre de ser logrado, ainda mais pela sogra! lll) "Por ser da minha terra é que sou nobre, por ser da minha gente é que sou rico." Entre elas, também é substantiva: a) a l apenas. b) A ll apenas. c) A lll apenas. d) A l e a ll. e) A l e a lll. Resposta: d

PONTUAÇÃO Para reproduzirmos, na linguagem escrita, os inumeráveis recursos da fala, contamos com uma série de sinais gráficos denominados sinais de pontuação. Alguns sinais de pontuação servem, fundamentalmente, para marcar pausas (o ponto, a vírgula, o ponto-evírgula); outros têm a função de marcar a melodia, a entoação da fala (ponto de exclamação, ponto de interrogação, etc.) Não é fácil fixar regras para o emprego correto dos sinais de pontuação, uma vez que, além dos casos em que o uso de determinados sinais é obrigatório, existem também razões de ordem subjetiva para sua utilização. A seguir, apresentaremos algumas orientações sobre o emprego da vírgula, do ponto e vírgula e dos dois pontos. EMPREGO DA VÍRGULA A vírgula é o sinal de pontuação que indica uma pausa de curta duração, sem marcar o fim do enunciado. A vírgula pode ser empregada para separar termos de uma oração ou para separar orações de um período. Vírgula no interior da oração Em português, a ordem normal dos termos na frase é a seguinte: sujeito - verbo - complementos do verbo adjuntos adverbiais. Quando os termos da oração se dispõem nessa ordem, dizemos que ocorre ordem direta (ou ordem lógica). Ex.: Muitos alunos estudaram a matéria da prova com afinco. Sujeito verbo obj. direto adj. adverbial Quando ocorre qualquer alteração na seqüência lógica dos termos, temos a ordem indireta. Ex.:Com afinco, muitos alunos estudaram a matéria da prova. Termo deslocado Quando a oração se dispõe em ordem direta, não se separam por vírgulas seus termos imediatos. Assim, não se usa vírgula entre o sujeito e o predicado, entre o verbo e seu complemento, e entre o nome e seu complemento ou adjunto. Usa-se vírgula no interior da oração para: 1. marcar intercalações Os termos que se intercalam na ordem direta, quebrando a seqüência natural da frase, devem vir isolados por vírgulas. Assim, separam-se: a) o aposto intercalado: Ex.: Marcos, nosso sobrinho, voltou hoje. b) expressões de caráter explicativo ou corretivo: Ex.: A sua atitude, isto é, o seu comportamento na aula merece elogios.

c) conjunções intercaladas: Ex.: Havia, porém, um inconveniente sério. d) adjuntos adverbiais intercalados: Ex.: Os candidatos, naquele dia, receberam a imprensa. OBS.: Se o adjunto adverbial intercalado for de pequena extensão (um simples advérbio, por exemplo), não se usa a vírgula, uma vez que não houve quebra da seqüência lógica do enunciado. Ex.: Os candidatos sempre receberam a imprensa. 2. marcar termos deslocados Normalmente, quando um termo és deslocado de seu lugar original na frase, deve vir separado por vírgula. Nesse sentido, separam-se: a) o adjunto adverbial anteposto: Ex.: Naquele dia, os candidatos receberam a imprensa. OBS.: Se o adjunto adverbial anteposto for um simples advérbio, a vírgula não é obrigatória. Ex.: Hoje os candidatos deverão receber os jornalistas credenciados. b) o complemento pleonástico antecipado: Ex.: Este assunto, já o li em algum lugar. c) o nome do lugar na indicação de datas: Ex.: São Paulo, 28 de agosto de 1999. 3. marcar a omissão de uma palavra (geralmente o verbo) Ex.: Ela prefere cinema e eu, teatro. 4. marcar o vocativo Ex.: "Meus amigos, a ordem é a base do governo." (Machado de Assis) OBS.: Pode-se, em vez de vírgula, marcar o vocativo com um ponto de exclamação a fim de dar ênfase. Ex.: "Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?" (Castro Alves) 5. separar termos coordenados assindéticos Ex.: Aquela paisagem nos despertava confiança, tranqüilidade, calma. OBS.: Se os termos coordenados estiverem ligados pelas conjunções e, ou, nem, não se usa a vírgula. Ex.: Aquela paisagem nos despertava confiança, tranqüilidade e calma. Pedro ou Paulo casará com Heloísa. Não necessitavam de dinheiro nem de auxílio. Se essas conjunções vierem repetidas para dar idéia de ênfase, usa-se a vírgula. Ex.: Não estudava nem Física, nem Química, nem Matemática, nem História.

Vírgula entre orações 1. orações subordinadas adjetivas explicativas As orações subordinadas adjetivas explicativas sempre são separadas por vírgula. Ex.: O homem, que é um ser racional, vive pouco. OBS.: As orações adjetivas restritivas normalmente não se separam por vírgulas. Podem terminar por vírgula (mas não começar por ela): a) quando tiverem uma certa extensão: Ex.: O homem que encontramos ontem à noite perto do lago, parecia aborrecido. b) quando os verbos se seguirem: Ex.: O homem que fuma, vive pouco. 2. orações subordinadas adverbiais Orações dessa modalidade (sobretudo quando estiverem antecipadas) separam-se por vírgula. Ex.: Quando o cantor entrou no palco, todos aplaudiram. A questão, conforme se esperava, era complicadíssima. "Matias estava compondo um sermão, quando começou o idílio psíquico." (Machado de Assis) 3. orações subordinadas substantivas Orações desse tipo (com exceção das apositivas) não se separam da principal por vírgula.

Ex.: Espero que você me telefone. O remédio era ficar em casa. 4. orações coordenadas As orações coordenadas (exceto as iniciadas pela conjunção aditiva e) separam-se por vírgula. Ex.: Cheguei, pedi silêncio, aguardei alguns minutos e comecei a palestra. Eles se esforçaram muito, porém não obtiveram o resultado desejado. OBS.: Pode-se usar vírgula antes da conjunção e quando: a) as orações coordenadas tiverem sujeitos diferentes: Ex.: Os ignorantes falavam demais, e os sábios se mantinham em silêncio. b) quando a conjunção e vier repetida enfaticamente (polissíndeto): Ex.: E volta, e recomeça, e se esforça, e consegue. c) quando a conjunção e assumir outros valores (adversidade, conseqüência, etc.): Ex.: Ele estudou muito, e não conseguiu passar. Esforçou-se muito, e conseguiu a aprovação. 5. orações intercaladas São sempre separadas por vírgula ou duplo travessão. Ex.: Eu, disse o orador, não concordo. Eu - disse o orador - não concordo. EMPREGO DO PONTO-E-VÍRGULA O ponto-e-vírgula marca uma pausa mais longa que a vírgula, no entanto menor que a do ponto. Justamente por ser um sinal intermediário entre a vírgula e o ponto, fica difícil sistematizar seu emprego. Entretanto, há algumas normas para sua utilização. Emprega-se o ponto-e-vírgula para: 1. separar orações coordenadas que já venham quebradas no seu interior por vírgula. Ex.: Os indignados réus mostravam suas razões para as autoridades de forma firme; alguns, no entanto, por receio de punições, escondiam detalhes aos policiais. 2. Separar orações coordenadas assindéticas que tenham nítido valor adversativo ou conclusivo. Ex.: Muitos se esforçam; poucos conseguem. A vida é frágil; deve-se manuseá-la com sensibilidade. 3. separar orações coordenadas que tenham certa extensão. Ex.: Os excelentes jogadores de futebol olímpico reclamaram com razão das constantes críticas do técnico; porém o teimoso técnico ficou completamente indiferente aos constantes pedidos dos jogadores. 4. separar os diversos itens de um considerando ou de uma enumeração. Ex.: Considerando: a) a alta taxa de desemprego no país; b) a excessiva inflação; c) a recessão econômica; solicitamos especial atenção ao nosso pedido. Art. 92. São órgãos do poder Judiciário: l - o Supremo Tribunal Federal; ll - o Superior Tribunal da Justiça; lll - os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais; lV - os Tribunais e Juízes do Trabalho; V - os Tribunais e Juízes Eleitorais; Vl - os Tribunais e Juízes Militares; Vll - os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. (Constituição Federal)

EMPREGO DOS DOIS-PONTOS Os dois-pontos marcam uma sensível suspensão da melodia de uma frase para introduzir algo bastante importante. Nesse sentido, utilizam-se os dois-pontos para: a) dar início a fala ou citação de outrem. Ex.: Já dizia o poeta: "A vida é a arte do encontro..." b) dar início a uma seqüência que explica, esclarece, identifica, desenvolve ou discrimina uma idéia anterior. Ex.: Já lhe dei tudo: amor, carinho, compreensão, apoio. Tivemos uma ótima idéia: abandonar a festa. O resultado não se fez esperar: fomos chamados à diretoria.

c) para iniciar uma enumeração. Ex.: Eis, honestamente, o seu acervo: 2 batons; 1 lápis para cílios; 1 escovinha idem; 1 espelhinho (...) (Carlos Drummond de Andrade)

QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (UFPR/PR) Quais são as frases corretamente pontuadas? a) Os alunos angustiados esperam o resultado dos exames. b) Os alunos, angustiados, esperam o resultado dos exames. c) Os alunos, esperam angustiados, o resultado dos exames. d) Angustiados, os alunos esperam o resultado dos exames. e) Os alunos, esperam, angustiados, o resultado dos exames. f) Os alunos esperam angustiados, o resultado dos exames. Resposta: a, b, d 2. (UNIRIO/RJ) Assinale o item em que há erro no tocante à pontuação: a) - D. Sara, a senhora é nossa benfeitora! b) Mulheres pobres, lavando roupa nas tinas, representavam o outro lado do mundo. c) Peixadas, galinha de cabidela, tudo me recordava D. Sara. d) Bandeira, só, enfrentava a orfandade. e) Couto meu melhor amigo antecedeu-me na Academia. Resposta: e 3. (FUVEST/SP) "Donde houveste, ó pélago revolto, Esse rugido teu?" Explique o emprego das vírgulas no texto acima. ............................................................................................................................................................... Resposta: as vírgulas estão isolando o vocativo "ó pélago revolto". 4. (CEFET/PR) Se quisermos que o trecho "Transportar uma pedra de Curitiba a Roma uma andorinha não faz verão" fique correto, devemos: a) colocar vírgula após andorinha. b) Pôr vírgula depois de não. c) Acrescentar vírgula depois de Roma. d) Colocar ponto-e-vírgula depois de uma. e) Acrescentar ponto-e-vírgula após faz. Resposta: e 5. (ITA/SP) Dadas as sentenças: 1) O álbum que comprei contém mais de mil ilustrações. 2) Meu irmão comprou: uma casa, uma geladeira, uma televisão em cores e um gravador; por isso, está com dívidas. 3) É fácil destruir, difícil é construir mesmo que, para isso, tenhamos que nos sacrificar. Verificamos que está (estão) corretamente pontuadas(s): a) apenas a sentença 1 b) apenas a sentença 2 c) apenas a sentença 3 d) apenas as sentenças 1 e 2 e) todas as sentenças Resposta: d 6. (EPFESP/PE) Todos os períodos a seguir são pontuados pelo mesmo motivo, exceto um. Identifique-o. a) "Então, minha afilhada, como vai essa bizarria?' b) "Mas que milagre o trouxe a estas horas cá por casa, seu compadre?" c) "Atenção peço, senhores, para esta breve leitura." d) Desde que "Humanitas", segundo a minha doutrina, é o princípio da vida e reside em toda parte..." e) "Vá entrando, compadre." Resposta: d 7. (FAAP/SP) Justifique a pontuação empregada por Carlos Drummond de Andrade em "Outros leram da vida um capítulo, tu leste o livro inteiro". Que outras possibilidades estão previstas pela gramática para esse caso? ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................ Resposta: A vírgula separa orações coordenadas. Como a segunda oração tem nítido valor adversativo, poderia ser usado ponto-e-vírgula para separar as duas orações.

8. (PUCC/SP) Observe as seguintes frases: l - Ele foi, logo eu não fui. ll - O menino, disse ele, não vai. lll - Deus, que é Pai, não nos abandona. lV - Saindo ele e os demais, os meninos ficarão sós. Assinale a afirmativa correta: a) Em l há erro de pontuação. b) Em ll e lll as vírgulas podem ser retiradas sem que haja erro. c) Em l, se se mudar a vírgula de posição, muda-se o sentido da frase. d) Em ll, faltam dois-pontos depois de disse. e) N. d. a. Resposta: c 9. (FAAP/SP) Justifique a pontuação do texto: "Entre lojas de flores e de sapatos, bares, mercados, butiques, viajo num ônibus Estrada de Ferro-Leblon. Volto do trabalho, a noite em meio, fatigado de mentira." (Ferreira Gullar) ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................ Resposta: As primeiras três vírgulas separam os termos coordenados sapatos, bares, mercados, butiques. A quarta vírgula separa o adjunto adverbial anteposto ( "Entre... butiques"). As duas últimas vírgulas isolam o adjunto adverbial deslocado a noite em meio. 10. CESGRANRIO/RJ) Assinale a opção em que está corretamente indicada a ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase abaixo: Quando se trata de trabalho científico .... duas coisas devem ser consideradas ... uma é a distribuição teórica que o trabalho oferece ... a outra é o valor prático que possa ter. a) dois-pontos, ponto-e-vírgula, ponto-e-vírgula b) dois-pontos, vírgula, ponto-e-vírgula c) vírgula, dois-pontos, ponto-e-vírgula d) ponto-e-vírgula, dois-pontos, ponto-e-vírgula e) ponto-e-vírgula, vírgula, vírgula Resposta: c 11. (PUC/PR) Observe: 1) Homens, mulheres, crianças (1) ficaram tristes com a notícia. 2) Diga-lhe (2) que viaje (3) que se divirta, que viva. 3) Somente você (4) estou convencido (5) poderá me salvar. 4) Eu diria (6) que é muito cedo para viajar. 5) A Terra (7) que é redonda (8) está cheia de gente "quadrada". 6) O Homem não é só matéria (9) o homem é (10) sobretudo, espírito. Devem ser preenchidos por vírgula os parênteses: a) 3, 4, 5, 7, 8, 10 b) 1, 2, 4, 5, 10 c) 1, 2, 3, 6, 9, 10 d) 1, 3, 4, 5, 7, 8 e) 2, 4, 5, 6, 9 Resposta: a 12. (CESGRANRIO/RJ) Assinale a opção em que a vírgula é empregada para separar dois termos que possuem a mesma função sintática: a) "Minhas senhoras, seu Mendonça pintou o diabo enquanto viveu." b) "Respeitei o engenho do dr. Magalhães, juiz." c) "E fui mostrar ao ilustre hóspede a serraria, o descaroçador e o estábulo." d) "depois da morte do Mendonça, derrubei a cerca..." e) "Não obstante essa propaganda, as dificuldades surgiram." Resposta: c 13. (VUNESP/SP) "Bem sei que tudo ficou a mais de quinhentos metros, e ainda de longe continuais a sofrer." "As canções que aprendestes e a dor que sabeis (...) " Antes do conectivo e, pode-se ou não colocar vírgula, como se vê nos exemplos acima. Explique um e outro caso. ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................

Resposta: A vírgula é usada no primeiro caso porque os sujeitos das orações coordenadas não são iguais. Como no segundo caso são iguais, não se usa a vírgula. 14. (FUVEST/SP) "Podem acusar-me: estou com a consciência tranqüila." Os dois-pontos (:) do período acima poderiam ser substituídos por vírgula, explicitando-se o nexo entre as duas orações pela conjunção: a) portanto b) e c) como d) pois e) embora Resposta: d 15. (UFPA/PA) Sobre a pontuação no trecho "... palavra digna e forte, e eu perguntava a mim mesmo o que diriam de nós os gaviões, se Buffon tivesse nascido gavião...", pode-se dizer que: a) depois de "que" não há vírgula porque tal pronome é sujeito de "diriam". b) A expressão "Os gaviões", que exerce a função de aposto, deveria apresentar-se antecedida de vírgula. c) A expressão "os gaviões", que exerce a função de vocativo, pode apresentar-se não antecedida de vírgula. d) A colocação da vírgula antes de "os gaviões" altera o sentido do trecho. e) A supressão da vírgula, depois de "forte", afeta o sentido do trecho. Resposta: d PREPOSIÇÃO Preposição é a palavra invariável que liga dois termos da oração, subordinado-os. Ex.: Chegou de ônibus. OBS.: O termo que antecede a preposição é denominado regente; o termo que a sucede é denominado regido. Classificação das preposições As preposições classificam-se em: ¨ essenciais: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás. ¨ acidentais: são palavras que, não sendo efetivamente preposições, podem funcionar como tal. Podemos destacar dentre elas: afora, conforme, consoante, durante, exceto, salvo, etc. Locução prepositiva A um conjunto de duas ou mais palavras com valor de preposição dá-se o nome de locução prepositiva. Ex.: abaixo de, acerca de, a fim de, além de, ao lado de, apesar de, através de, de acordo com, em vez de, junto de, para com, perto de, etc. Emprego das preposições 1. Algumas preposições podem aparecer combinadas com outras palavras. Quando na junção da preposição com outra palavra não houver alteração fonética, teremos combinação. Caso a preposição sofra redução, teremos contração. Ex.: combinação: ao (a + o); aos (a + os); aonde (a + onde) Contração: do (de + o); dum (de + um); desta (de + esta); no (em + o); neste (em + este) 2. Não se deve contrair a preposição de com o artigo que encabeça o sujeito de um verbo. Ex.: Está na hora de a onça beber água. Chegou a hora de ele sair. Valores das preposições Tomadas isoladamente, sem um contexto, as preposições são palavras sem significado. No entanto, dependendo da frase em que elas aparecem, podem exprimir as mais diversas relações. Você tem, abaixo, os principais valores de algumas preposições: ¨ Preposição A direção: Levantou os olhos ao céu. lugar: Nosso amigo foi a Paris. tempo: A jovem apenas saíra da tristeza em que ficara à partida do amigo. meio: Os retirantes pretendiam viajar a cavalo. instrumento: O terreno foi preparado a enxadão. ¨ Preposição COM companhia: Viajarei com ela.

oposição: O Brasil jogou com a Argentina. causa: Ela fora rica e empobrecera com a seca. instrumento: Ele construiu uma caixa apenas com uma faca. modo ( = maneira): Eles sempre falavam com medo. ¨ Preposição DE causa: O animal morreu de fome. assunto: Falemos de justiça. origem ( = procedência): Sou filho das selvas. meio: Viajaremos de avião. tempo: De noite, os invasores atacaram a cidade. ¨ Preposição EM modo: Os soldados marchavam em silêncio. preço: A casa foi avaliada em cinco milhões. lugar: Os livros estão na gaveta. tempo: O fogo destruiu o prédio em segundos. estado: A casa está em fase de acabamento. ¨ Preposição POR lugar: O trem passa por Tambaú. tempo: E hei de amar-te por toda a eternidade. causa: Por ter dezessete anos, não pode assistir ao filme. ¨ Preposição SEM ausência (falta): Em cada olhar sem luz, um sol sem vida.

QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (ACAFE/SC) Na frase: "Veio-me a desagradável impressão de que todo mundo reparava nas minhas galochas", as palavras sublinhadas são, respectivamente: a) pronome pessoal, substantivo, contração de preposição com artigo. b) pronome pessoal, adjetivo, contração de preposição com artigo c) pronome indefinido, adjetivo, preposição d) pronome indefinido, advérbio, preposição e) pronome possessivo, substantivo, conjunção 2. (U.E. PONTA GROSSA/PR) A cigarra começa a cantar assim que a primavera a desperta. Nas suas quatro ocorrências do período acima, a palavra a classifica-se, respectivamente, como: a) artigo, preposição, artigo, pronome b) artigo, pronome, preposição, pronome c) pronome, artigo, pronome, artigo d) artigo, pronome, preposição, artigo e) artigo, preposição, pronome, artigo 3. (FUVEST/SP) Em "óculos sem aro", a preposição sem indica falta, ausência. Explique o sentido expresso pelas preposições destacadas em: a) Cale-se ou expulso a senhora da sala. b) Interrompia a lição com piadinhas. 4. (PUCC/SP) "Fui até a porta. Abri-a e vi os que estavam esperando o ônibus." As palavras destacadas são, pela ordem: a) artigo, preposição, pronome átono, artigo b) preposição, pronome átono, artigo, preposição c) preposição, pronome oblíquo, artigo, pronome demonstrativo d) artigo, pronome átono, pronome demonstrativo, artigo e) N.D.A 5. (UM/SP) A preposição ou a locução prepositiva podem, excepcionalmente, ligar orações. Assinale a alternativa em que isso ocorre. a) Por causa da chuva, ali permanecemos até a madrugada. b) Fomos à cidade a fim de receber os documentos. c) O professor assentou-se e discorreu longamente acerca de Aristóteles. d) A casa foi construída de acordo com a planta do arquiteto. e) Enquanto almoçávamos, eles se esconderam atrás da casa. 6. (UM/SP) Indique a oração que apresenta locução prepositiva. a) Havia objetos valiosos sobre a pequena mesa de mármore. b) À medida que os inimigos se aproximavam, as tropas inglesas recuavam. c) Seguiu a carreira militar devido à influência do pai. d) Agiu de caso pensado, quando se afastou de você.

7. (FAMECa/SP) Assinale a seqüência que indica corretamente as relações expressas pelas preposições nas frases seguintes. l. Saí com ela. ll. Ficaram sem um tostão. lll. Esconderam o lápis de Maria. lV. Ela prefere viajar de navio. V. Estudou para passar. a) companhia, falta, posse, meio, fim b) falta, companhia, posse, meio, fim c) companhia, falta, posse, fim, meio d) companhia, posse, falta, meio, fim e) companhia, falta, meio, posse, fim

RESPOSTAS 1. A 2. B 3. a) lugar; b) modo 4. D 5. B 6. C 7. A PRONOME é a palavra variável em gênero, número e pessoa que representa ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do discurso. Quando o pronome representa o substantivo, dizemos tratar-se de pronome substantivo. Ex.: Ele chegou. Convidei-o. Quando o pronome vem determinando o substantivo, restringindo a extensão de seu significado, dizemos tratarse de pronome adjetivo. Ex.: Esta casa é antiga. Meu livro caiu. Classificação dos pronomes Há, em português, seis espécies de pronomes: · pessoais · possessivos · demonstrativos · relativos · indefinidos · interrogativos o s pessoais s pessoais são aqueles que representam as pessoas do discurso: · 1a pessoa: quem fala, o emissor. Ex.: Eu saí. · 2a pessoa: com quem se fala, o receptor. Ex.: Tu saíste. · 3a pessoa: de que ou de quem se fala, o referente. Ex.: Ele saiu. Os pronomes pessoais são os seguintes: Número pessoa caso reto caso oblíquo 1a eu me, mim, comigo singular 2a tu te, ti, contigo 3a ele, ela se, si, consigo, o, a, lhe 1a nós nos, conosco plural 2a vós vos, convosco 3a eles, elas se, si, consigo, os, as, lhes OBS.: As formas comigo, contigo, conosco, convosco e consigo resultam da combinação da preposição com + os pronomes oblíquos correspondentes.

o s de tratamento Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tratamento. Referem-se à pessoa a quem se fala, embora a concordância deva ser feita com a terceira pessoa. Convém notar que, exceção feita a você, esses pronomes são empregados no tratamento cerimonioso. Veja a seguir alguns desses pronomes: abreviatura emprego Vossa Alteza V.A. príncipes, duques Vossa Eminência V.Ema cardeais Vossa Excelência V.Exa altas autoridades Vossa Magnificência V.Maga reitores de universidades Vossa Reverendíssima V.Rev.ma. sacerdotes em geral Vossa Santidade V.S. papas Vossa Senhoria V.Sa funcionários graduados Vossa Majestade V.M. reis, imperadores São também pronomes de tratamento: o senhor, a senhora, você, vocês. Emprego dos pronomes pessoais 1. Os pronomes pessoais do caso reto (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas) devem ser empregados na função sintática de sujeito. Considera-se errado seu emprego como complemento. Na função de complemento, usam-se os pronomes oblíquos e não os pronomes retos. Ex.: Ele compareceu à festa. Convidei-o. 2. Os pronomes retos (exceto eu e tu), quando precedidos de preposição, passam a funcionar como oblíquos. As formas retas eu e tu só podem funcionar com sujeito. Quando precedidas de preposição, não se usam as formas retas eu e tu, mas as formas oblíquas mim e ti. Ex.: Informaram a ele os reais motivos. Ninguém irá sem mim. Nunca houve discussão entre mim e ti. 3. Há um caso apenas em que se empregam as formas retas eu e tu mesmo precedidas por preposição: quando essas formas funcionam como sujeito de um verbo no infinitivo. Ex.: Deram o livro para eu ler. Deram o livro para tu leres. 4. Os pronomes oblíquos se, si, consigo devem ser empregados somente com reflexivos. Ex.: Ele feriu-se. Cada um faça por si mesmo. O professor trouxe as provas consigo. 5. Os pronomes conosco e convosco são utilizados normalmente em sua forma sintética. Caso haja palavra de reforço, tais pronomes devem ser substituídos pela forma analítica. Ex.: Queriam falar conosco. / Queriam falar com nós dois. Queriam conversar convosco. / Queriam conversar com vós próprios. 6. As formas oblíquas o, a, os, as são sempre empregadas como complemento de verbos transitivos diretos, ao passo que as formas lhe, lhes são empregadas como complementos de verbos transitivos indiretos. Ex.: O menino convidou-a. O filho obedece-lhe. 7. Há pouquíssimos casos em que o pronome oblíquo pode funcionar como sujeito. Isso ocorre com os verbos deixar, fazer, ouvir, mandar, sentir, ver seguidos de infinitivo; o pronome oblíquo será sujeito desse infinitivo. Ex.: Deixei-o sair. (Deixei que ele saísse) Vi-o chegar. (Vi que ele chegou) 8. Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de vossa, quando nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome, e por sua, quando falamos dessa pessoa. Ex.: Ao encontrar o governador, perguntou-lhe: - Vossa Excelência já aprovou os projetos? - Sua Excelência, o governador, deverá estar presente na inauguração. 9. Você e os demais pronomes de tratamento, embora se refiram à pessoa com quem falamos (2a pessoa, portanto), do ponto de vista gramatical, comportam-se como pronomes de terceira pessoa. Ex.: Você trouxe seus documentos? Vossa Excelência não precisa incomodar-se com seus problemas. o s possessivos

s possessivos são aqueles que se referem às pessoas do discurso, indicando idéia de posse. Ex.: Meu carro é vermelho. Posso ler teu jornal? Os pronomes possessivos são os seguintes: Número pessoa pronomes possessivos 1a meu, minha, meus, minhas singular 2a teu, tua, teus, tuas 3a seu, sua, seus, suas 1a nosso, nossa, nossos, nossas plural 2a vosso, vossa, vossos, vossas 3a seu, sua, seus, suas

Os pronomes possessivos concordam em gênero e número com a coisa possuída, e em pessoa com o possuidor. Ex.: Eu vendi meus discos. Tu releste teus papéis. Nós emprestamos nossos discos. Quando o pronome possessivo determina mais de um substantivo, ele deverá concordar com o substantivo mais próximo. Ex.: Fiquei ouvindo meus discos e fitas. Emprego dos pronomes possessivos 1. Em muitos casos, a utilização do possessivo de terceira pessoa (seu e flexões) pode deixar a frase ambígua. Isto é, podemos ter dúvidas quanto ao possuidor. Para evitar essa ambigüidade, deve-se substituir esse possessivo por dele(s) ou dela(s). Ex.: A professora disse ao diretor que concordava com sua nomeação. A professora disse ao diretor que concordava com a nomeação dela. A professora disse ao diretor que concordava com a nomeação dele. 2. Quando são usados pronomes de tratamento, o pronome possessivo deve ficar na 3a pessoa (do singular ou do plural) e não na 2a pessoa do plural. Ex.: Vossa Majestade depende de seu povo. Vossas Majestades confiam em seus conselheiros? 3. Muitas vezes, os pronomes oblíquos equivalem a pronomes possessivos, exercendo função sintática de adjunto adnominal. Ex.: Roubaram-me o livro / Roubaram meu livro. Escutei-lhe os conselhos. / Escutei os seus conselhos. o s demonstrativos s demonstrativos são aqueles que indicam a posição da coisa designada no tempo e no espaço em ralação às pessoas do discurso. Os pronomes demonstrativos são os seguintes: 1a pessoa este, esta, estes, estas, isto 2a pessoa esse, essa, esses, essas, isso 3a pessoa aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo São também pronomes demonstrativos: o (quando equivale a aquele, aquela, aquilo), mesmo, próprio, semelhante, tal. Os pronomes demonstrativos podem aparecer combinados com preposições. Ex.: deste, desta, disto / nesse, nessa, nisso / naquele, naquela, naquilo / àquele, àquela, àquilo, etc. Emprego dos pronomes demonstrativos 1. Os pronomes demonstrativos podem ser utilizados para indicar a posição espacial de um ser em ralação às pessoas do discurso. a) Os demonstrativos de 1a pessoa (este, isto, etc.) indicam que o ser está relativamente próximo à pessoa que fala. Ex.: Esta caneta que está comigo é azul. b) Os demonstrativos de 2a pessoa (esse, isso, etc.) indicam que o ser está relativamente próximo à pessoa com quem se fala. Ex.: Essa caneta que está contigo é azul.

c) Os demonstrativos de 3a pessoa (aquele, aquilo, etc.) indicam que o ser está relativamente próximo à pessoa de quem se fala, ou distante dos interlocutores. Ex.: Aquela caneta que está com o aluno da outra sala é azul. 2. Devemos empregar este (e variações) e isto quando queremos fazer referência a alguma coisa que ainda vai ser falada. Ex.: Espero sinceramente isto: que se procedam às reformas. 3. Devemos empregar esse (e variações) e isso quando queremos fazer referência a alguma coisa que já foi falada. Ex.: Subjetivismo, apego à natureza, nacionalismo; essas são algumas características do Romantismo. 4. Emprega-se este em oposição a aquele quando se quer fazer referência a elementos já mencionados. Este se refere ao mais próximo; aquele, ao mais distante. Ex.: Matemática e Literatura são matérias que me agradam: esta me desenvolve a sensibilidade; aquela, o raciocínio. 5. O, a, os, as são pronomes demonstrativos quando podem ser substituídos por aquele, aquela, aquilo, isso. Ex.: Achei o que procuras. O que sei é que te amo. 6. Tal é pronome demonstrativo quando equivale a este, esse, isso, etc. Ex.: Não havia motivos reais para tal comportamento. 7. Mesmo e próprio são demonstrativos de reforço e equivalem ao termo a que se referem, concordando com ele. Ex.: Ele mesmo fez o exercício. Elas próprias resolveram o problema. o s relativos s relativos são aqueles que geralmente retomam um termo anterior (antecedente) da oração, projetando-o numa outra oração. Ex.: Não conhecemos os alunos. Os alunos saíram. Não conhecemos os alunos que saíram. Observe que o pronome relativo que retoma o termo antecedente (os alunos), projetando-o na oração seguinte. Os pronomes relativos são os seguintes: ® que (quando equivale a o qual e flexões); o qual (e flexões); quem (quando equivale a o qual e flexões); cujo (e flexões); quanto (e flexões); onde (quando equivale a no qual e flexões). Emprego dos pronomes relativos 1. Os pronomes relativos virão antecipados de preposição, se a regência assim determinar. Ex.: Este é o autor a cuja obra me refiro. São opiniões em que penso. 2. O pronome relativo quem é empregado com referência a pessoas. Ex.: Não conheço a menina de quem você falou. 3. O pronome relativo que pode ser empregado com referência a pessoas ou coisas. Ex.: Não conheço o rapaz que saiu. Não li o livro que você me indicou. 4. O pronome relativo cujo (e flexões) é relativo possessivo, equivalendo a do qual (e flexões). Deve concordar com a coisa possuída e não admite a posposição de artigo. Ex.: Esta é a pessoa em cuja casa me hospedei. (casa da pessoa) Feliz o pai cujos filhos são ajuizados. (filhos do pai) 5. O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a em que, no qual. Ex.: Esta é a casa onde moro. Não conheço o lugar onde você está. o s indefinidos s indefinidos são aqueles que se referem à terceira pessoa do discurso de modo vago e indeterminado. Ex.: Alguém me contou a verdade. Algo me diz que não é este o caminho. Os pronomes indefinidos são os seguintes: ¨ quem, alguém, ninguém, outrem (invariáveis; referem-se a pessoas); ¨ algo, tudo, nada (invariáveis; referem-se a coisas); ¨ algum, nenhum, todo, vário, certo, muito, pouco, quanto, tanto, qual, qualquer (e flexões);

¨ que, cada (invariáveis). OBS.: Os pronomes indefinidos podem aparecer sob a forma de locução pronominal. Cada qual, quem quer que, qualquer um, etc. Emprego dos pronomes indefinidos 1. O indefinido algum, quando posposto ao nome, assume valor negativo, equivalendo a nenhum. Ex.: Motivo algum me fará desistir do cargo. Livro algum faz referência a este episódio. 2. Qualquer tem por plural quaisquer. Ex.: Acabaram acolhendo quaisquer soluções. 3. Alhures significa noutro lugar, algures significa em algum lugar e nenhures significa em nenhum lugar. 4. Outrem significa outra pessoa.

o s interrogativos s interrogativos são os indefinidos quem, que, qual e quanto, usados em frases interrogativas diretas ou indiretas. Ex.: Quem chegou? Gostaria muito de saber quem fez isso. QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (FGV/SP) Leia atentamente as seguintes frases: l. João deu o livro para mim ler. ll. João deu o livro para eu ler. A respeito das frases anteriores assinale a afirmação correta: a) A frase l está certa, pois a preposição para exige o pronome oblíquo mim. b) A frase ll está certa, pois o sujeito de ler deve ser o pronome do caso reto eu. c) A frase l está certa, pois mim é objeto direto de deu. d) A frase ll está certa, pois para exige o pronome do caso reto eu. e) Ambas as frases estão corretas, pois a preposição para pode exigir tanto a forma mim quanto a forma eu. 2. (E.S.-UBERABA/MG) Assinale o exemplo que contém mau emprego do pronome pessoal: a) Nada mais há entre mim e ti. b) Nada mais há entre eu e ti. c) Nada mais há entre mim e ele. d) Nada mais há entre ele e você. e) Nada mais há entre ele e ela. 3. (FUVEST/SP) Era para ... falar ... ontem, mas não ... encontrei em parte alguma. a) mim - consigo - o b) eu - com ele - lhe c) mim - consigo - lhe d) mim - contigo - te e) eu - com ele - o 4. (FUMEC/MG) A classe dos termos sublinhados foi indicada corretamente em todas as opções, exceto em: a) "Só o que varia é a inflexão da voz". (artigo definido) b) "Uma conversa é sempre com hora marcada". (adjetivo) c) "Olha, aquele meu quisto no braço direito que nós íamos tirar hoje?" (possessivo) d) "Uma operação certamente durará horas e os resultados são incertos".(substantivo) e) "Melhor se preparar para o pior". (pronome) 5. (CESGRANRIO/RJ) Assinale a opção que completa as lacunas da seguinte frase: Ao comparar os diversos rios do mundo, defendia com azedume e paixão a proeminência ... sobre cada um ... a) desse - daquele b) daquele - destes c) deste - daqueles d) deste - desse e) deste - desses 6. (FUVEST/SP) "Que me enganei ora o vejo; Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar" (Gonçalves Dias)

a) Em um dos versos do trecho acima, um pronome substitui toda uma oração. Reescreva tal verso. b) Transcreva o verso em que o oblíquo substitui um possessivo. 7. (U.E. PONTA GROSSA/PR) Na oração: - Certos amigos não chegaram a ser jamais amigos certos - o termo sublinhado é sucessivamente: a) adjetivo e pronome b) pronome adjetivo e adjetivo c) pronome substantivo e pronome adjetivo d) pronome adjetivo a pronome indefinido e) adjetivo anteposto e adjetivo posposto 8. (E.S-UBERABA/MG) Assinale o item em que não aparece pronome relativo: a) O que queres não está aqui. b) Temos que estudar mais. c) A estrada por que passei é estreita. d) A prova que faço não é difícil. e) A festa a que assisti foi ótima. 9. (U.E. PONTA GROSSA/PR) Assinale a alternativa em que a palavra onde funciona como pronome relativo. a) Não sei onde eles estão. b) "Onde estás que não respondes?" c) A instituição onde estudo é a UEPG. d) Ela me deixou onde está a catedral. e) Pergunto onde ele conheceu esta teoria. 10. (FATEC/SP) Assinale a alternativa em que o adjetivo ou pronome adjetivo grifado não sofre mudança de sentido, conforme venha antes ou depois do substantivo. a) Ainda não fui apresentado ao novo diretor da Empresa. b) Já não há dívidas: por mais poderoso que possa parecer, ele é um vereador simples. c) Algumas questões de pouca relevância foram insuficientes para retardar o andamento dos trabalhos. d) Foi amplamente noticiado que um falso advogado estava envolvido com os criminosos. e) Paisagens lindas iam-se sucedendo durante a viagem. 11. (UNIRIO/RJ) Assinale o item que completa convenientemente as lacunas do trecho: A maxila e os dentes denotavam a decrepitude do burrinho; ..., porém, estavam mais gastos que ... a) esses / aquela b) estes / aquela c) estes / essa d) aqueles / esta e) estes / esses 12. (FUVEST/SP) Suponha que, por qualquer motivo, você não queira empregar possessivos. Indique os demonstrativos a que recorreria para designar: a) sua própria mão; b) a mão de seu interlocutor. 13. (FUMEC/MG) Em "Se alguém diz, por exemplo, "Ó vidinha!" você sabe que ele está se referindo a uma vida com todas as mordomias", existem todos os tipos de pronomes discriminados, exceto: a) indefinido b) relativo c) pessoal de tratamento d) pessoal reto e) pessoal oblíquo átono 14. (UNIMEP/SP) Visitei o sítio da amiga Paula, o qual muito me encantou. Usou-se o qual em vez de que: a) por uma questão de estilo b) pois só o qual é conectivo c) pois a segunda oração é adjetiva d) pois ali só caberia um pronome relativo e) para evitar-se ambigüidade 15. (FATEC/SP) Assinale a alternativa em que o pronome grifado foi empregado corretamente. a) Aguarde um instante. Quero falar consigo. b) É lamentável, mas isso sempre ocorre com nós dois. c) O processo está aí para mim examinar. d) Vossa Senhoria preocupa-se com problemas cuja solução foge da vossa alçada. e) Já se tornou impossível haver novos entendimentos entre eu e você. 16. (AMAN/RJ) Dê a classe gramatical das palavras destacadas. a) Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? b) Minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa. c) Tudo está certo.

17. (CESGRANRIO/RJ) Assinale a opção em que o pronome lhe apresenta o mesmo valor significativo que possui em: "Uma espécie de riso sardônico e feroz contraía-lhe as negras mandíbulas". a) A mãe apalpava-lhe o coração. b) Aconteceu-lhe uma desgraça. c) Tudo lhe era diferente. d) Ao inimigo não lhe nego perdão. e) Não lhe contei o susto por que passei. 18. (U. S. FRANCISCO/SP) Considere os períodos: l. É difícil para mim aceitar o que dizes. ll. Vou estar consigo hoje à noite. lll. Os jornais de hoje, já li todos eles. lV. Ele só cuida de si e de seus interesses. V. O diretor irá jantar com nós todos, hoje. Assinale: a) l, ll e lll estão corretos b) ll, lll e lV estão corretos c) l, lll e lV estão corretos d) ll, lV e V estão corretos e) todos estão corretos 19. (EU/CE) Na frase: "Você ignora que quem os cose sou eu", temos a indicação da classe gramatical correta no item: a) que - pronome relativo b) quem - pronome relativo c) os - pronome pessoal d) você - pronome demonstrativo 20. (UNISINO/RS) O período em que o pronome possessivo destacado está mal empregado é: a) Dirijo-me a ele, a fim de solicitar seu apoio. b) Dirijo-me a ti, a fim de solicitar o teu apoio. c) Dirijo-me a vós, a fim de solicitar o vosso apoio. d) Dirijo-me a Vossa Senhoria, a fim de solicitar o seu apoio. e) Dirijo-me a Vossa Senhoria, a fim de solicitar o vosso apoio. 21. (FUVEST/SP) Indique a frase em que o pronome relativo está empregado corretamente. a) É um cidadão em cuja honestidade se pode confiar. b) Feliz é o pai cujo os filhos são ajuizados. c) Comprou uma casa maravilhosa, cuja casa lhe custou uma fortuna. d) Preciso de um pincel, sem o cujo não poderei terminar o quadro. e) Os jovens, cujos pais conversei com eles, prometeram mudar de atitude. 22. (UNICAMP/SP) No trecho que se segue há uma passagem ambígua (isto é, uma passagem que poderia ser interpretada de duas maneiras, se ignorássemos o que é geralmente pressuposto sobre a vida de John Kennedy). Identifique essa passagem, transcreva-a, aponte as duas interpretações possíveis e explique o que a torna ambígua do ponto de vista estrutural: "E se os russos atacassem agora?", perguntou certa ocasião (...) Judith Exner, uma das incontáveis amantes de Kennedy, que, simultaneamente, mantinha um caso com o chefão mafioso Sam Giancana". (Rev. VEJA no 1 002, 18/11/87) RESPOSTAS 1. B 2. B 3. E 4. A 5. C 6. a) "que me enganei ora o vejo"(o pronome "o" substitui a oração "que me enganei"); b) "nadam-te os olhos" ( = os teus olhos nadam) ou "arfa-te o peito" ( = o teu peito arfa) 7. B 8. B 9. C 10. E 11. B 12. a) estas mãos; b) essas mãos. 13. B 14. E 15. B 16. a) aquelas: pronome demonstrativo; as: pronome pessoal oblíquo b) se: pronome pessoal oblíquo; sua: pronome possessivo c) tudo: pronome indefinido 17. A

18. C 19. C 20. E 21. A 22. A passagem que contém ambigüidade é: Judith Exner, uma das incontáveis amantes de Kennedy, que, simultaneamente, mantinha um caso com o chefão mafioso Sam Giancana. As duas interpretações possíveis são: 1a ) Judith Exner era amante de Kennedy e, simultaneamente, mantinha um caso com Sam Giancana; 2a ) Kennedy era amante de Judith Exner e, simultaneamente, mantinha um caso com Sam Giancana. O que torna a frase estruturalmente ambígua é o uso inadequado do pronome relativo "que", que pode retomar tanto o termo "Judith Exner" como o termo "Kennedy".

SINTAXE DE REGÊNCIA Regência é a parte da Gramática que trata das relações entre os termos de uma oração, verificando se um termo pede ou não complemento. Observe: l. Nós amamos Maria. ll. Nós gostamos de Maria. No exemplo l, notamos que o verbo amar exige complemento sem preposição; já no exemplo ll, verificamos que o verbo gostar exige a preposição de antes do complemento. Quando o termo regente é um nome, dizemos que se trata de regência nominal. Ex.: Eles eram fiéis ao amigo. regente regido Quando o termo regente é um verbo, dizemos que se trata de regência verbal. Ex.: Os amigos necessitavam de apoio. regente regido REGÊNCIA NOMINAL A regência nominal estuda os casos em que um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) exige um outro termo que lhe complete o sentido. Normalmente, o complemento de um nome vem iniciado por uma preposição. O fato de um nome ou um verbo exigir determinada preposição prende-se ao uso que os falantes do idioma vão fazendo da língua. Assim, com o passar do tempo, determinadas formas vão sendo incorporadas pela língua culta, enquanto outras formas consideradas incorretas vão sendo rejeitadas, embora continuem, em sua maioria, a ser aceitas na língua popular. No que se refere à regência nominal, quase não há diferença de usos, se compararmos a língua culta com a língua popular. Por esse motivo, vamos apresentar apenas uma pequena lista onde estão relacionados alguns nomes e as preposições que eles exigem. acessível a alheio a, de análogo a apto a, para ansioso de, por ávido de capaz de, para certo de contemporâneo a, de contente com, de, por consciente (cônscio) de contíguo a cruel com, para dedicado a essencial a, para fácil de, para favorável a hábil em hostil a imune a impossível de impróprio para indiferente a inerente a inútil a, para natural de parco em, de passível de permissivo a preferível a prestes a, de propenso a, para

propício a próximo a, de responsável por risco de, em satisfeito com, de, em, por seguro de, em sito em útil a, para versado em

QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (FURG/RS) "O bandoleirismo de seus hábitos era agressivamente infenso ... qualquer tipo de associação, ainda que a mais rudimentar." Indique a alternativa que completa a lacuna da frase acima: a) para b) de c) contra d) por e) a Resposta: a 2. (FATEC/SP) Aponte a alternativa incorreta quanto à regência nominal: a) Este caso é análogo ao que foi discutido ontem. b) É preferível remodelar o antigo trajeto a contratar um novo projeto. c) Foi reintegrado no Ministério que ocupava. d) Pretendemos estar presentes na reunião. e) Sua atenção profissional é caracterizada pelo interesse de projetar-se a qualquer custo. Resposta: c 3. (UM/SP) Assinale a alternativa que apresente um desvio no domínio da regência nominal: a) Estava ansiosa para saber se podia gerar filhos. b) Ela precisava domar os caprichos, dirigir suas forças para se sentir apta àquela situação conjugal. c) Bernardo moera com alegria o punhado de milho no salão contíguo à fazenda. d) Ávido de esperanças, abandonou seu abrigo e lançou-se entre os perseguidores. e) Com o espírito ambicioso com verdades, aplacou a ira daquele momento. Resposta: e REGÊNCIA VERBAL Regência verbal é o nome da relação que se estabelece entre o verbo e o termo que o complementa (objeto direto e objeto indireto) ou caracteriza (adjunto adverbial). REGÊNCIA DE ALGUNS VERBOS Alguns verbos costumam apresentar problemas de regência, uma vez que o uso popular se apresenta em desacordo com a norma culta. Outros, no entanto, costumam apresentar certa dificuldade porque possuem mais de um sentido e, conseqüentemente, mais de uma regência. Verbos que apresentam o uso popular em desacordo com a norma culta q Chegar - O verbo chegar exige a preposição a, e não a preposição em. Ex.: Chegamos finalmente a Santo André. Chegamos ao colégio. O verbo ir segue a mesma regência de chegar. Ex.: Iremos a Manaus. q Custar - No sentido de ser custoso, ser difícil, o verbo custar pede objeto indireto com a preposição a seguido de oração infinitiva. Ex.: Custou ao aluno aceitar o fato. Assim, na linguagem culta, são consideradas erradas construções do tipo: Ex.: O aluno custou para aceitar o fato. q Namorar - O verbo namorar exige complemento sem preposição. Ex.: João namora Maria. João namora com Maria. (errado)

q Obedecer - O verbo obedecer exige complemento com a preposição a. Ex.: O filho obedece ao pai. OBS.: Embora transitivo indireto, o verbo obedecer admite voz passiva. Ex.: O pai é obedecido pelo filho. q Preferir - Na linguagem culta, exige dois complementos: um sem preposição, outro com a preposição a. Ex.: Prefiro estudar a trabalhar. O verbo preferir não admite termo intensivo nem a palavra antes. Assim, não se diz: Ex.: Prefiro mais estudar que trabalhar. Prefiro antes cinema do que teatro. q Ser - A construção verbo ser + preposição é incorreta. Assim não se diz: Ex.: Somos em trinta nesta classe. Corrija-se para: Somos trinta nesta classe. q Simpatizar - O verbo simpatizar exige a preposição com. Ex.: Simpatizei com aquela pessoa. O verbo simpatizar não é pronominal. Assim, consideram-se erradas construções do tipo: Ex.: Simpatizei-me com aquela pessoa. Verbos que apresentam mais de uma regência q Aspirar a) No sentido de inspirar, sorver, exige complemento sem preposição. Ex.: Ela aspirou o aroma das flores. b) No sentido de almejar, pretender, exige complemento com a preposição a. Ex.: A funcionária aspirava ao cargo de chefia. No sentido de almejar, pretender, o verbo aspirar não admite a forma oblíqua lhe. Assim, não se diz: Ex.: Esse cargo? Aspiro-lhe. Corrija-se para: Aspiro a ele. q Assistir a) No sentido de dar assistência, dar ajuda, é utilizado de preferência com complemento sem preposição. Ex.: Uma junta médica assistiu o paciente. b) No sentido de ver, presenciar, exige a preposição a mais complemento. Ex.: Assistimos a uma partida de tênis. Nesse sentido, o verbo assistir não admite a forma oblíqua lhe. Assim, não se diz: Ex.: Esse filme? Assisti-lhe. Corrija-se para: Assisti a ele. c) No sentido de caber, pertencer, exige a preposição a. Ex.: É um direito que assiste ao trabalhador. Nesse sentido, o verbo assistir admite a forma oblíqua lhe. Assim, é correto dizer: Ex.: É um direito que lhe assiste. d) No sentido de morar, residir, exige a preposição em. Ex.: O presidente assiste em Brasília. q Chamar a) No sentido de convocar, mandar vir, exige complemento sem preposição. Ex.: O técnico chamou os jogadores. Nesse sentido, admite-se também a construção preposicionada. Ex.: O técnico chamou pelos jogadores. b) No sentido de cognominar, dar nome, exige indiferentemente complemento com ou sem a preposição a e predicativo com ou sem a preposição de. Daí admitir quatro construções diferentes: Ex.: Chamei Pedro de tolo. Chamei a Pedro de tolo. Chamei Pedro tolo. Chamei a Pedro tolo. Ou, ainda, substituindo-se o substantivo pelo pronome: Ex.: Chamei-o de tolo. Chamei-lhe de tolo. Chamei-o tolo. Chamei-lhe tolo.

q Esquecer / lembrar a) Quando não pronominais, os verbos esquecer e lembrar exigem complemento sem preposição. Ex.: Ele esqueceu o caderno. Nós lembramos tudo o que houve. b) Quando pronominais, tais verbos exigem complemento com a preposição de. Ex.: Ele se esqueceu do caderno. Nós nos lembramos de tudo o que houve. OBS.: Há uma construção em que a coisa esquecida ou lembrada passa a funcionar como sujeito, sofrendo o verbo leve alteração no sentido. Ex.: Esqueceu-me o ocorrido. ( = cair no esquecimento) Lembrou-me o assunto. ( = vir à memória) q Informar O verbo informar pede dois complementos, um sem e outro com preposição. Admite duas construções: Ex.: Informei a nota ao aluno. Informei o aluno da (ou sobre) a nota. Pelos exemplos acima, observamos que, quando o objeto direto refere-se a coisa, a pessoa será objeto indireto regido pela preposição a. Quando o objeto direto refere-se a pessoa, a coisa será objeto indireto regido da preposição de ou sobre. A regência do verbo informar se aplica também aos verbos avisar, certificar, notificar, prevenir, cientificar. q Pagar / perdoar Os verbos pagar e perdoar, quando têm por complemento uma palavra que denote coisa, exigem preposição. Quando têm por complemento uma palavra que denote pessoa, exigem a preposição a. Ex.: Paguei o livro (coisa) Paguei ao livreiro. (pessoa) Paguei o livro ao livreiro. Perdoei o pecado. (coisa) Perdoei ao pecador. (pessoa) Perdoei o pecado ao pecador. q Querer a) No sentido de desejar, exige complemento sem preposição. Ex.: O garoto queria o prêmio. b) No sentido de estimar, ter afeto, exige complemento com a preposição a. Ex.: Quero a meus pais. q Visar a) No sentido de mirar, o verbo visar exige complemento com preposição. Ex.: Ele visou o alvo. b) No sentido de dar visto, exige complemento sem a preposição a. Ex.: O gerente visou o cheque. c) No sentido de ter em vista, exige complemento com a preposição a. Ex.: Visamos a posição de destaque. Nesse sentido, visar não admite a forma oblíqua lhe. Assim, não se diz: Ex.: Esse cargo? Viso-lhe. Corrija-se para: Viso a ele. q Agradar a) No sentido de contentar, satisfazer, o verbo agradar exige complemento com a preposição a. Ex.: Sua atitude não agradou a nosso pai. b) No sentido de acariciar, exige complemento sem preposição. Ex.: A criança agradava o pequeno animal. Observações finais: 1) Os verbos transitivos indiretos (exceção feita ao verbo obedecer) não admitem voz passiva. Assim, construções como: O filme foi assistido pelos alunos. O cargo era visado pelos funcionários. devem ser consideradas erradas. Corrija-se para: Os alunos assistiram ao filme. Os funcionários visavam ao cargo. 2) Não se deve dar um único complemento a verbos de regências diferentes. Assim, construções como:

Entrou e saiu da sala. Assisti e gostei do filme. devem ser consideradas erradas. Corrija-se para: Entrou na sala e saiu dela. Assisti ao filme e gostei dele. 3) As formas oblíquas o, a, ao, as funcionam como complementos de verbos transitivos diretos, enquanto as formas lhe, lhes funcionam como complemento de verbos transitivos indiretos. Ex.: Convidei o amigo. Convidei-o. Obedeço ao amigo. Obedeço-lhe. Quero o livro. Quero-o. Quero a meus pais. Quero-lhes. 4) Havendo pronome relativo, a preposição desloca-se para antes dele. Ex.: Esta é a faculdade a que aspiro. Este é o autor a cuja obra me refiro. QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (FUMEC/MG) Com referência à regência do verbo assistir, todas as alternativas estão corretas, exceto: a) Assistimos a um belo filme na televisão. b) Os médicos assistiram os feridos durante a guerra. c) O técnico assistiu os jogadores no treino. d) Assistiremos amanhã a uma missa do 7o dia. e) Machado de Assis assistia em Botafogo. Resposta: a 2. (AMAN/RJ) "... um funcionário benévolo, a quem solicito: "Bote aí o que quiser." A preposição sublinhada é exigida pelo: a) antecedente "funcionário". b) Antecedente "benévolo". c) Antecedente "funcionário benévolo". d) Pronome relativo "quem". e) Verbo transitivo "solicito". Resposta: e 3. (UF PELOTAS/RS) A frase que não apresenta problema(s) de regência, levando-se em consideração a língua escrita, é: a) Preferiu sair antes do que ficar até o fim da peça. b) O cargo a que todos visavam, já foi preenchido. c) Lembrou-lhe de que precisava voltar ao trabalho. d) As informações de que dispomos não são suficientes para esclarecer o caso. e) Não tenho dúvidas de que ele chegará breve. Resposta: b 4. (FUVEST/SP) A arma ... se feriu desapareceu. Estas são as pessoas ... lhe falei. Aqui está a foto ... me referi. Encontrei um amigo de infância ... nome não me lembrava. Passamos por uma fazenda ... se criam búfalos. a) que, de que, à que, cujo, que. b) Com que, que, a que, cujo qual, onde. c) Com que, das quais, a que, de cujo, onde. d) Com a qual, de que, que, do qual, onde. e) Que, cujas, as quais, do cujo, na cuja. Resposta: c 5. (CESGRANRIO/RJ) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da seguinte frase: "O controle biológico de pragas, ... o texto faz referência, é certamente o mais eficiente e adequado recurso ... os lavradores dispõem para proteger a lavoura sem prejudicar o solo." a) do qual, com que b) de que, que c) que, o qual d) ao qual, cujos e) a que, de que Resposta: e

6. (UF VIÇOSA/MG) Assinale a alternativa em que lhe(s) está empregado CORRETAMENTE: a) "Espero que esta notícia vá encontrar-lhe feliz." b) "O fato ocorreu há muito tempo." c) "Mas que surpresa, João! Há quanto tempo não lhe via!" d) "Prezado senhor, lembro-lhe a necessidade de renovar seu título de eleitor." e) "Veja quantas cartas recebi. Mas não tenho tempo de responder-lhes." Resposta: d (nas outras alternativas, os verbos são transitivos diretos e, por isso, não aceitam o pronome lhe(s) como objeto. 7. (UFSE) O Departamento de Pessoal ... que julgou suficientes os conhecimentos ... o candidato dispões. a) informa-lhe - de que b) informa-o - a que c) informa-lhe de - que d) informa-o de - a que e) informa-lhe de - de que Resposta: a 8. (CESGRANRIO/RJ) Assinale a opção em que o verbo exige a mesma preposição que "referir-se" em: "... a boneca de pano a que me referi": a) O homem ... quem conversei há pouco. b) O livro ... que falei há pouco. c) A criança ... quem aludi há pouco. d) O tema ... que escrevi há pouco. e) A fazenda ... que estive há pouco. Resposta: c 9. (UEBA) O candidato, ... méritos não duvidamos, não se apercebeu ...seria derrotado. a) de cujos - de que b) cujos os - em que c) dos quais - que d) cujos seus - que e) que seus - em que Resposta: a 10. (FUVEST/SP) Reescreva as orações abaixo, substituindo em cada uma o pronome da 1a pessoa pelo da 3a : a) "... às vezes me repreendia..." b) "... porque me negara uma colher de doce..." Resposta: a) "... às vezes o repreendia..." ("repreender" é transitivo direto); b) "... porque lhe negara uma colher de doce..." ("negar" é transitivo direto e indireto: "uma colher de doce" é objeto direto e "lhe' é objeto indireto). 11. (UFV/MG) Substituindo a expressão destacada, em cada uma das frases abaixo, pelo pronome oblíquo átono devidamente empregado, assinale a alternativa cuja substituição esteja incorreta: Enviaram o relatório ao diretor. Dirão ao juiz o que souberem. Eis a história que narraram a meu avô. Teremos iniciado os debates amanhã. Quem houver concluído a prova poderá sair. a) Enviaram-no o relatório. b) Dir-lhe-ão o que souberem. c) Eis a história que lhe narraram. d) Tê-los-emos iniciado amanhã. e) Quem a houver concluído poderá sair. Resposta: a 12. (UM/SP) Aponte a alternativa em que a regência do verbo pagar contraria a norma culta: a) Aliviando-se de um verdadeiro pesadelo, o filho pagava ao pai a promessa feita no início do ano. b) O empregado pagou-lhe as polias e tachas roídas pela ferrugem para amaciar-lhe a raiva. c) Pagou-lhe a dívida, querendo oferecer-lhe uma espécie de consolo. d) O alto preço dessa doença, paguei-o com as moedas de meu hábil esforço. e) Paguei-o, com ouro, todo o prejuízo que sofrera com a destruição da seca. Resposta: e 13. (ITA/SP) Assinale a frase correta: a) Prefiro mais um asno que me leve que um cavalo que me derrube. b) O cargo a que aspiras, se conquista, não se ganha.

c) Sua afirmação de agora redunda com o que antes disse. d) As do Nordeste são as frutas que mais gosto. e) O bom do amigo carregou-o, como a uma criança. Resposta: e SINTAXE A palavra análise provém do grego (análysis) e significa decompor um todo em suas partes constituintes. A sintaxe (do grego syntáxis) trata da relação lógica das palavras na frase. Analisar sintaticamente uma frase significa, pois, decompô-la em seus elementos constituintes, a fim de verificar a relação lógica existente entre esses elementos. Antes, porém, de iniciarmos o estudo desses elementos, vamos conceituar frase, oração e período. CLASSES DE PALAVRAS As palavras costumam ser agrupadas em classes, de acordo com suas funções e formas. Palavras que se apresentam sempre com a mesma forma chamam-se invariáveis; são variáveis obviamente as que apresentam flexão ou variação de forma. As classes de palavras variáveis são: substantivo, artigo, adjetivo, numeral, pronome e verbo. As classes de palavras invariáveis são: advérbio, preposição, conjunção e interjeição. OBS.: O advérbio só apresenta as flexões de grau em casos muito limitados, motivo por que se costuma incluí-lo entre as classes invariáveis.

SUBSTANTIVO é a palavra que nomeia o existente, seja ele animado ou inanimado, real ou imaginário, concreto ou abstrato. Ex.: mar, cidade, saudade, fome, alma. Classificação dos substantivos s comuns e próprios Comuns: são os substantivos que denominam todos os seres de uma mesma espécie. Ex.: homem, planeta, rua. Próprios: denominam, especificamente, um ser de uma determinada espécie. Ex.: Clélia, Campinas, Itália, Amazonas. s concretos e abstratos Concretos: aqueles que indicam os seres propriamente ditos, de natureza independente, reais ou imaginários. Ex.: pedra, Deus, fada, cão. Abstratos: são os substantivos que nomeiam: · qualidades: coragem, doçura, velocidade · sentimentos: amor, saudade, medo · sensações: fome, dor, frio · ações: viagem, colheita, ataque · estados: vida, doença, viuvez s primitivos e derivados Primitivos: aqueles que não se originam de outra palavra no português. Ex.: café, noite, mundo, verdade. Derivados: substantivos que se formam a partir de outras palavras. Ex.: cafezal (café), bondade (bom) s simples e compostos Simples: são os substantivos formados por um único radical. Ex.: chuva, medo, ternura, bondade. Compostos: são aqueles constituídos por mais de um radical. Ex.: guarda-chuva, planalto, fidalgo. s coletivos O substantivo é denominado coletivo quando, mesmo estando no singular, exprime a idéia de conjunto, de pluralidade, de coleção de seres de uma mesma espécie. Ex.: enxame (de abelhas), cardume (de peixes), acervo (de obras de arte). Veja alguns coletivos que merecem destaque:

Acervo: de obras artísticas Alavão: de ovelhas leiteiras Alcatéia: de lobos Álbum: de fotografias, de selos Antologia: de trechos literários escolhidos Armada: de navios de guerra Armento: de gado grande (búfalos, elefantes etc.) Arquipélago: de ilhas Assembléia: de parlamentares, de membros de associações Atilho: de espigas de milho Atlas: de cartas geográficas, de mapas Baixela: de objetos de mesa Banca: de examinadores Bandeira: de garimpeiros, de exploradores de minérios Bando: de aves, de pessoas em geral Boana: de peixes miúdos Cabido: de cônegos Cacho: de uvas, de bananas Cáfila: de camelos Camarilha: de bajuladores Cambada: de ladrões, de caranguejos, de chaves Cancioneiro: de poemas, de canções Caravana: de viajantes Cardume: de peixes Clero: de sacerdotes Colméia: de abelhas Concílio: de bispos Conclave: de cardeais em reunião para eleger o papa Congregação: de professores, de religiosos Congresso: de parlamentares, de cientistas Conselho: de ministros Consistório: de cardeais sob a presidência do papa Corja: de vadios Elenco: de artistas Enxame: de abelhas Enxoval: de roupas Esquadra: de navios de guerra Esquadrilha: de aviões Falange: de soldados, de anjos Farândola: de maltrapilhos Fato: de cabras Fauna: de animais de uma região Feixe: de lenha, de raios luminosos Flora: de vegetais de uma região Frota: de navios mercantes, de táxis, de ônibus Girândola: de fogos de artifício Horda: de invasores, de selvagens, de bárbaros Junta: de bois, de médicos, de examinadores Júri: de jurados Legião: de anjos, de soldados, de demônios Malta: de desordeiros Manada: de bois, de elefantes Matilha: de cães de caça Molho: de chaves Ninhada: de pintos Nuvem: de gafanhotos Panapaná: de borboletas Pelotão: soldados Penca: de bananas, de chaves Pinacoteca: de pinturas Plantel: de animais de raça, de atletas Quadrilha: de ladrões, de bandidos Ramalhete: de flores Rebanho: de gado em geral Récua: de animais de carga Réstia: de alhos, de cebolas Repertório: de peças teatrais, de músicas, de anedotas Romanceiro: de poesias populares Resma: de papel Revoada: de pássaros Súcia: de pessoas desonestas Vara: de porcos Vocabulário: de palavras

Flexão do substantivo O substantivo pode flexionar (variar) em gênero, número e grau. Gênero de substantivo Quanto ao gênero, o substantivo pode indicar: masculino e feminino. A desinência -O indica o gênero masculino, como em gatO, e a desinência -A indica o feminino, como em gatA. No entanto, a passagem de um substantivo do masculino para o feminino nem sempre se faz com a simples mudança da desinência -O pela desinência -A; existem substantivos com terminações variadas. Ex.: homem - mulher pai - mãe frei - sóror s uniformes São aqueles que apresentam uma única forma para o masculino e o feminino. a) epiceno: designa o sexo de certos animais com o auxílio dos adjetivos macho e fêmea. Ex.: cobra, jacaré b) comum-de-dois-gêneros: é auxiliado pelo artigo, adjetivo ou pronome para distinguir o gênero. Ex.: o rival - a rival -o trapezista - a trapezista artista famoso - artista famosa esse pianista - essa pianista c) sobrecomum: forma única para o masculino e feminino. Ex.: a criança, o cônjuge, a testemunha. Número do substantivo 1. Plural dos substantivos simples a) terminados em vogal (oral ou nasal) e ditongo oral: acréscimo de -s. Ex.: casa - casas; fã - fãs; pai - pais. b) terminados em ão: - ão átono: acréscimo de -s. Ex.: órgão - órgãos; bênção - bênçãos. - ão tônico: acréscimo de -s ou substituição por -ões ou -ães. Ex.: cidadãos - cidadães; portão - portões; pão - pães. OBS.: há substantivos que apresentam plurais duplos ou triplos. Ex.: aldeão - aldeãos, aldeães, aldeões; ancião - anciãos, anciães, anciões; anão - anãos, anões. c) terminados em -l: - terminação el -al, -el, -ol, -ul: trocam -l por -is. Ex.: jornal - jornais; anel - anéis; anzol - anzóis. - terminação -il: átono: -eis tônico: -is Ex.: fóssil - fósseis; barril - barris d) terminados em -r ou -z: + -es Ex.: amor - amores; giz - gizes. e) terminados em -s - paroxítonos ou proparoxítonos: invariáveis - oxítonos ou monossílabos tônicos: + -es Ex.: pires - pires; ônibus - ônibus; gás - gases; inglês - ingleses. f) terminados em -x normalmente são invariáveis. Ex.: tórax - tórax; sílex - sílex. 2. Plural dos substantivos compostos a) ambos os elementos variam: - quando forem palavras variáveis - substantivos, adjetivos e numerais (sem ligação de subordinação entre elas). Ex.: amor-perfeito - amores-perfeitos; bom-dia - bons-dias. b) apenas o primeiro elemento varia: 1. com preposição clara ou expressa Ex.: pé-de-moleque - pés-de-moleque

2. com preposição subentendida Ex.: livro-caixa - livros-caixa (livro de caixa) 3. O segundo elemento indica finalidade ou semelhança do primeiro Ex.: navio-escola - navios-escola; peixe-boi - peixes-boi. c) Apenas o último elemento varia: 1. quando o primeiro elemento for verbo Ex.: arranha-céu - arranha-céus; guarda-roupa - guarda-roupas. 2. quando o primeiro elemento for palavra invariável ou prefixo Ex.: sempre-viva - sempre-vivas; ex-diretor - ex-diretores. 3. Nos compostos formados de grão, grã e bel seguidos de substantivos Ex.: grão-duque - grão-duques; bel-prazer - bel-prazeres Observações finais: 1. Nos compostos formados de verbo seguido de substantivo no plural, ambos os elementos ficam invariáveis. Ex.: o saca-rolhas - os saca-rolhas 2. Frases substantivadas ficam invariáveis. Ex.: o maria-vai-com-as-outras - os maria-vai-com-as-outras 3. Nos nomes de rezas, só o segundo elemento varia. Ex.: o padre-nosso - os padre-nossos; a ave-maria - as ave-marias 4. Louva-a-deus e arco-íris são invariáveis. Ex.: os louva-a-deus; ao arco-íris 5. Bem-te-vi faz o plural bem-te-vis. 6. Nos compostos formados de palavras repetidas (ou muito semelhantes), só o segundo elemento varia. Ex.: teco-teco - teco-tecos; reco-reco - reco-recos; pingue-pongue - pingue-pongues Grau do substantivo Grau é a propriedade que o substantivo tem de expressar as modificações de tamanho dos seres. Além do grau normal, o substantivo possui dois outros graus: Grau aumentativo: indica um aumento no tamanho normal dos seres. O aumentativo pode ser expresso por dois diferentes processos: · Analítico: quando a idéia de aumento é dada pelo adjetivo grande ou por um sinônimo dele. Ex.: casa - casa grande; lago - lago enorme · Sintético: quando a idéia de tamanho é indicada por sufixos (ÃO, ARRA, ONA, etc.). Ex.: casa - casarão; boca - bocarra Grau diminutivo: indica uma diminuição no tamanho normal dos seres. O diminutivo também pode ser: · Analítico: a idéia de diminuição é dada pela palavra pequeno ou por um sinônimo dela. Ex.: casa - casa pequena · Sintético: formado com o auxílio de sufixos que indicam diminuição (INHO, ISCO, ETA, etc.) Ex.: casa - casinha/casebre; chuva - chuvisco Os graus aumentativo e diminutivo, fora da idéia de aumento ou diminuição, podem traduzir o nosso desprezo, a nossa crítica, a nossa afeição; chamam-se pejorativos (gentalha, livreco, jornaleco) ou afetivos (paizinho, filhinho, Carlito).

QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (ITA/SP) Dadas as afirmações de que o feminino de 1) elefante é elefoa 2) aprendiz é aprendiza 3) glutão é glutã. Verificamos que está (estão) correta(s) a) Apenas a afirmação l b) Apenas a afirmação ll c) Apenas a afirmação lll d) Apenas as afirmações l e ll e) Todas as afirmações

2. (EU/BA) Ficou com ... quando soube que ... caixa do banco entregara aos ladrões todo o dinheiro ... clã. a) o moral abalado - o - do b) a moral abalada - o - da c) o moral abalado - a - da d) a moral abalada - a - do e) a moral abalada - a - da 3. (FAC. OBJETIVO/SP) Assinale a alternativa em que todas as palavras são do gênero feminino: a) omoplata, apendicite, cal, ferrugem b) cal, faringe, dó, alface, telefonema c) criança, cônjuge, champanha, dó, afã d) cólera, agente, pianista, guaraná, vitrina e) jacaré, ordenança, sofisma, análise, nauta 4. (UNIRIO/RJ) Algumas palavras portuguesas terminadas em ditongo nasal admitem mais de uma forma para o plural: vilão, vilões e vilãos. Assinale o item em que a palavra está nesse caso: a) barão b) pensão c) casarão d) ingratidão e) corrimão 5. (ESPM/SP) Quais das seguintes palavras só são empregadas no plural? Núpcias; primícias; limites; belas-artes; males 6. (U.E. PONTA GROSSA/PR) Palavras que, originalmente diminutivos ou aumentativos, perderam essa acepção e se constituem hoje em formas normais, independentes do termo derivante: a) pratinho, papelzinho, livreco, barcaça b) tampinha, cigarrilha, estantezinha, elefantão c) cartão, flautim, lingüeta, cavalete d) chapelão, bocarra, vidrinho, martelinho e) palhacinho, narigão, beiçorra, boquinha 7. (UNIRIO/RJ) Nas palavras abaixo, há uma com erro de flexão. Assinale-a: a) irmãozinhos b) exortaçõezinhas c) lençoizinhos d) papelzinhos e) heroizinhos 8. (FAAP/SP) "Subirei no pau-de-sebo / Mando chamar a mãe-d'água" Aponte a alternativa que contém a forma correta dos substantivos em destaque. a) paus-de-sebo / mães-d'água b) pau-de-sebos / mãe-d'águas c) paus-de-sebos / mães-d'águas d) os pau-de-sebo / as mãe-d'água e) os pau-de-sebos / as mãe-d'águas 9. O plural dos nomes compostos está correto em todas as alternativas, exceto: a) As cartas-bilhetes foram trazidas pelo pombo-correio. b) Os vaivéns no navio deixaram-no tonto e enjoado. c) A polícia queimou os papéis-moeda falsos. d) Os recém-nascidos receberam ajuda da comunidade religiosa. e) As couve-flores foram vendidas a preços exorbitantes. 10.(UFPR/PR) l. O cônjuge se aproximou. ll. O servente veio atender-nos. lll. O gerente chegou cedo. Não está claro se o sujeito é homem ou mulher: a) no primeiro período b) no segundo período c) no terceiro período d) no primeiro e no segundo períodos e) no segundo e no terceiro períodos 11. (FUVEST/SP) Assinale a alternativa em que está correta a forma plural. a) júnior / júniors b) gavião / gaviães c) fuzil / fuzíveis d) mal / maus e) atlas / atlas

12. (UM/SP) Assinale o período que não contenha um substantivo sobrecomum. a) Ele foi a testemunha ocular do crime ocorrido naquela polêmica reunião. b) Aquela jovem ainda conserva a ingenuidade meiga e dócil da criança. c) A intérprete morreu mantendo-se como um ídolo indestrutível na memória de seus admiradores. d) As famílias desestruturam-se quando os cônjuges agem sem consciência. e) O pianista executou com melancolia e suavidade a sinfonia preferida pela platéia. 13. (FMU/SP) O plural dos substantivos couve-flor, pão-de-ló e amor-perfeito é: a) couve-flores, pães-de-ló, amores-perfeitos b) couves-flores, pães-de-ló, amores-perfeitos c) couves-flor, pão-de-ló, amores-perfeitos d) couves-flores, pão-de-lós, amor-perfeitos e) couve-flores, pão-de-lós, amores-perfeitos 14. (UM/SP) Os femininos de monge, duque, papa e profeta são: a) monja, duquesa, papisa, profetisa b) freira, duquesa, papiza, profetisa c) freira, duquesa, papaisa, profetisa d) monja, duquesa, papiza, profetiza, e) monja, duquesa, papisa, profetisa

RESPOSTAS 1. A 2. A 3. A 4. E 5. Núpcias, primícias, belas-artes 6. C 7. D 8. A 9. E 10. A 11. E 12. E 13. B 14. E TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO São três o termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto. ADJUNTO ADNOMINAL Adjunto adnominal é o termo da oração que se refere sempre a um substantivo, com a função de determiná-lo ou caracterizá-lo. Ex.: Aqueles dois meninos estudiosos saíram. O adjunto adnominal pode ser representado por: a) artigo: Ex.: O menino chegou. b) numeral: Ex.: Dois meninos chegaram. c) pronome adjetivo: Ex.: Aqueles meninos chegaram. d) adjetivo: Ex.: Meninos tristes chegaram. e) locução adjetiva: Ex.: Meninos do interior chegaram. OBS.: · O adjunto adnominal pode também ser representado por uma oração subordinada, que receberá o nome de oração subordinada adjetiva. Ex.: Os alunos que estudarem conseguirão o prêmio. (Os alunos estudiosos conseguirão o prêmio.) · O adjunto adnominal pode ainda ser representado por um pronome pessoal oblíquo, que equivalerá a um pronome possessivo. Ex.: Roubaram-me os documentos. (Roubaram os meus documentos.)

DIFERENÇA ENTRE ADJUNTO ADNOMINAL E COMPLEMENTO NOMINAL Quando o adjunto adnominal vem introduzido por preposição, pode ser confundido com o complemento nominal. Para que não haja erros, observe o seguinte: 1. Se o termo introduzido por preposição estiver ligado a adjetivo ou advérbio, será - sem dúvida alguma complemento nominal. Ex.: Ele era favorável ao divórcio. Ele depôs favoravelmente ao réu. 2. Se o termo introduzido por preposição estiver ligado a substantivo, será: a) adjunto adnominal: quando tiver sentido ativo. b) Complemento nominal: quando tiver sentido passivo. Ex.: A resposta do aluno foi satisfatória. (o aluno deu a resposta: sentido ativo) A resposta ao aluno foi satisfatória. (o aluno recebeu a resposta: sentido passivo) A crítica do técnico aos jogadores tinha fundamento. (o técnico fez a crítica: sentido ativo; os jogadores receberam a crítica: sentido passivo) ADJUNTO ADVERBIAL Adjunto adverbial é o termo da oração que se liga a um verbo já com sentido completo, com ou sem preposição, a fim de indicar uma circunstância qualquer. Ex.: O inverno chegou cedo. Os viajantes chegaram a São Paulo. Os estudantes leram o livro na biblioteca. OBS.: O adjunto adverbial pode também estar ligado a adjetivos ou advérbios, para intensificar o sentido destes. Ex.: Édson é muito estudioso. Humberto fala muito bem. São inúmeras as circunstâncias que o adjunto adverbial pode exprimir. Vejamos as mais comuns: a) lugar: Moro em São Paulo. b) Tempo: Cheguei cedo. c) Modo: Falava bem. d) Instrumento: Cortou-se com a faca. e) Intensidade: Falavam muito. f) Assunto: Falavam sobre política. g) Causa: Morreu de tuberculose. h) Finalidade: Estudou para a prova. Ao contrário do que ocorre com o objeto indireto, a preposição que introduz os adjuntos adverbiais tem sempre valor significativo. OBS.: O adjunto adverbial pode ser expresso também por uma oração, que receberá o nome de oração subordinada adverbial. Ex.: Cheguei quando eram dez horas. APOSTO Aposto é o termo da oração que sempre se liga a um nome que o antecede com a função de explicar, esclarecer, identificar, discriminar esse nome. Geralmente, o aposto vem separado do nome a que se refere por sinais de pontuação. Ex.: Lúcia, aluna do terceiro ano, foi bem na prova. Desejo-lhe uma coisa: felicidade. Roubaram tudo: discos, jóias, dinheiro, documentos. OBS.: Existe um tipo de aposto que normalmente vem separado por sinais de pontuação, como nos exemplos que seguem: Ex.: a cidade de São Paulo. a rua Guararapes o rio Amazonas A esse tipo de aposto dá-se o nome de aposto de especificação. VOCATIVO Vocativo é um termo isolado dentro da oração, ou seja, não tem nenhuma relação sintática com outro elemento, que tem a função de indicar o ser a quem nos dirigimos. Ex.: Romário, não provoque o juiz. Alunos, dirijam-se à secretaria.

É muito fácil reconhecer o vocativo, uma vez que ele vem normalmente separado por vírgula. O vocativo não se classifica como termo acessório exatamente pelo fato de não manter nenhuma relação sintática com outros termos da oração. QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (UNIMEP/SP) l. Ele é muito simpático. ll. Ela trabalhou muito pouco. Lll. Há muito livro interessante. Muito é: a) adjunto adverbial em l e ll e adjunto adnominal em lll. b) Adjunto adverbial em l e adjunto adnominal em ll e lll. c) Adjunto adverbial em ll e adjunto adnominal em l e lll. d) Adjunto adverbial em l, ll e lll. e) Adjunto adnominal em l, ll e lll. Resposta: a 2. (FUVEST/SP) Nos enunciados abaixo, há adjuntos adnominais e apenas um complemento nominal. Assinale a alternativa que contém o complemento nominal: a) faturamento das empresas b) ciclo de graves crises c) energia desta nação d) história do mundo e) distribuição de poderes e renda Resposta: e 3. (UEM/PR) "Perto de casa, havia um barbeiro, que me conhecia de vista, amava a rabeca e não tocava inteiramente mal." Quanto à análise sintática, encontramos como afirmativas corretas: 01 - Perto, inteiramente e mal classificam-se, respectivamente, como adjunto adverbial de lugar, intensidade e modo. 02 - De casa e de vista são complementos nominais. 04 - Que e me funcionam, pela ordem, como sujeito e objeto direto. 08 - Barbeiro e rabeca classificam-se como objetos diretos. 16 - Que me conhecia de vista é oração subordinada adjetiva. Faça a soma dos números das afirmativas corretas. Resposta: 01 + 04 + 08 + 16 = 29 4. (PUCC/SP) Só pessoas sem visão não admitem que, neste setor, existe oferta considerada condizente com a procura. Assinale a alternativa em que se apresenta corretamente a função sintática dos termos em destaque, respeitando-se a ordem em que eles ocorrem no período. a) adjunto adnominal, objeto direto, complemento nominal. b) Adjunto adverbial, objeto direto, adjunto adnominal. c) Adjunto adnominal, sujeito, complemento nominal. d) Adjunto adverbial, sujeito, complemento nominal. e) Adjunto adnominal, objeto direto, adjunto adnominal. Resposta: c 5. (PUC/SP) No trecho que a seguir transcrevemos, há vários pronomes: "Com esta história eu vou me sensibilizar, e bem sei que cada dia é um dia roubado da morte. Eu não sou um intelectual, escrevo com o corpo. E o que escrevo é uma névoa úmida." a) Identifique, nele, dois pronomes demonstrativos, um pronome pessoal do caso reto e pronome pessoal do caso oblíquo. ...................................................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................... b) Dê suas respectivas funções sintáticas. ...................................................................................................................................................................................... ........................................................................................................................................ Resposta: a) demonstrativos: esta, o (... o que escrevo...); pessoal do caso reto: eu; pessoal do caso oblíquo: me. / b) esta: adjunto adnominal; o: sujeito; eu: sujeito; me: objeto direto. 6. (VUNESP/SP) "Os colegas - o equilibrista, aqueles dois que conversavam em voz baixa, todos enfim - sabiam de sua história e não haviam preparado a mínima homenagem." Na frase acima, o travessão é empregado para:

a) destacar o aposto e deixar claro o nexo entre o sujeito e o predicado. b) Indicar mudança de interlocutor. c) Indicar a coordenação entre os diferentes núcleos do sujeito composto. d) Assinalar uma retificação do que se disse anteriormente, no início da frase. e) Realçar ironicamente o valor significativo da palavra colegas. Resposta: a 7. (FUVEST/SP) Assinalar a oração que começa com um adjunto adverbial de tempo: a) Com certeza havia um erro no papel do banco. b) No dia seguinte Fabiano voltou à cidade. c) Na porta, (...) enganchou as rosetas das esporas... d) Não deviam tratá-lo assim. e) O que havia era safadeza. Resposta: b 8. (UNIMEP/SP) Em: "... as empregadas das casas saem apressadas, de latas e garrafas na mão, para a pequena fila de leite", os termos destacados são, respectivamente: a) adjunto adverbial de modo e adjunto adverbial de matéria. b) Predicativo do sujeito e adjunto adnominal. c) Adjunto adnominal e complemento nominal. d) Adjunto adverbial de modo e adjunto adnominal. e) Predicativo do sujeito e complemento nominal. Resposta: e 9. (VUNESP/SP) Em "... com as últimas chuvas, o verde rebentou verdíssimo", identifique as funções sintáticas dos segmentos em destaque. ...................................................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................... Resposta: com as últimas chuvas: adjunto adverbial de causa ou tempo; o verde: sujeito; verdíssimo: predicativo do sujeito. 10. (UFSC/SC) Observe os períodos abaixo e assinale a alternativa em que lhe é adjunto adnominal: a) "... anunciou-lhe: Filho, amanhã vais comigo." b) O peixe caiu-lhe na rede. c) Ao traidor, não lhe perdoaremos jamais. d) Comuniquei-lhe o fato ontem pela manhã. e) Sim, alguém lhe propôs emprego. Resposta: b 11. (SANTA CASA/SP) Examinar as três frases abaixo: l) Comumente a ira se acende com sentimentos desumanos. ll) No campo reina a paz. Ill) Ao sétimo dia, quando bateu, por volta da meia-noite, à porta da residência, ouviu rebuliço extraordinário. Assinalar a alternativa correta quanto à existência de adjunto adverbial: a) Não existe nenhuma. b) Existe nas três. c) Existe apenas em l. d) Existe em ll e lll. e) Existe apenas em lll. Resposta: b 12. (FEI/SP) Resolva as questões a seguir conforme o código que segue: a) adjunto adverbial de lugar b) adjunto adverbial de tempo c) adjunto adverbial de modo d) adjunto adverbial de causa l) Segunda-feira haverá um jogo importante. ( ) ll) Com o mau tempo não podemos trabalhar ao relento. ( ) lll) O livro foi acolhido com entusiasmo pelos leitores. ( ) lV) O automóvel parou perto do rio. ( ) Resposta: l) b; ll) d; lll) c; lV) a TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO SUJEITO

Num enunciado completo, sempre nos é dada uma informação a respeito de alguém ou de alguma coisa. O elemento a respeito do qual se informa denomina-se sujeito. A informação propriamente dita recebe o nome de predicado. Ex.: Juvenal dirigia a palavra às classes menos favorecidas. Sujeito predicado OBS.: Para encontrarmos o sujeito, há um artifício bastante utilizado: basta perguntar "o que é que?" ou "quem é que? "ao verbo. O elemento que se obtém como resposta a essas perguntas será, com certeza, o sujeito. Ex.: Aconteceram coisas horríveis naquele verão. (O que é que aconteceu? Resposta: coisas horríveis = sujeito) Outro procedimento bastante prático para encontrarmos o sujeito consiste em colocar a oração em sua ordem direta, uma vez que na ordem direta o sujeito virá abrindo o enunciado. Ex.: Coisas horríveis aconteceram naquele verão. Observe, ainda, que, pelo mecanismo da concordância, o verbo estará sempre concordando com o sujeito, isto é, verbo no singular, sujeito no singular; verbo no plural, sujeito no plural. Núcleo do sujeito Quando o sujeito é expresso por mais de uma palavra, haverá sempre uma de maior importância semântica, a que damos o nome de núcleo. Ex.: Aqueles simpáticos alunos do terceiro ano viajaram. O sujeito pode ser expresso por: a) um substantivo: Ex.: Flores ornamentavam a casa. a) um pronome substantivo: Ex.: Eles não compareceram à reunião. b) um numeral: Ex.: Ambos faltaram. c) qualquer palavra substantivada: Ex.: Viver é muito perigoso. d) uma oração subordinada substantiva: Ex.: É urgente que você case. OBS.: Quando o sujeito é representado por uma oração, recebe o nome de sujeito oracional, ou oração subordinada substantiva subjetiva. Tipos de sujeito Quando o sujeito vem expresso na oração, ele pode ser: a) simples: quando possui um só núcleo. Ex.: Um touro vivia pastando à vista de todos. b) composto: quando possui mais de um núcleo. Ex.: Bois, vacas, bezerros andavam misturados. Quando o sujeito não vem expresso na oração, ele pode: a) estar implícito: quando fica subentendido na desinência do verbo. Ex.: (eu) Falei com você ontem à tarde. OBS.: O sujeito implícito também é conhecido por oculto, desinencial ou implícito na desinência verbal. b) ser indeterminado: quando a informação contida no predicado refere-se a um elemento que não se pode (ou não se quer) determinar. Ex.: (?) Falaram muito mal de você na reunião. O sujeito será indeterminado se ocorrerem os casos abaixo: 1. o verbo está na terceira pessoa do plural e não há sujeito expresso na oração. Ex.: (?) Roubaram minha caneta. 2. o verbo está na terceira pessoa do singular, seguido de indeterminação do sujeito se. Ex.: (?) Precisa-se de balconistas. OBS.: · Quando ocorre a partícula apassivadora se, não é o caso de sujeito indeterminado, e sim de sujeito expresso.

Para reconhecer se a partícula se é apassivadora, basta verificar se ocorreram estas duas condições: 1. verbo transitivo direto flexionado na 3a pessoa (singular ou plural); 2. possibilidade de transformação da oração para a voz passiva analítica. Ex.: Quebrou-se a vidraça. = A vidraça foi quebrada. (quem quebra, quebra alguma coisa - verbo transitivo direto) Venderam-se os carros. = Os carros foram vendidos. (quem vende, vende alguma coisa - verbo transitivo direto) · Quando o sujeito é representado por um pronome substantivo indefinido, não devemos considerá-lo indeterminado, e sim sujeito simples. Ex.: Alguém roubou minha caneta. a) ser inexistente (oração sem sujeito): quando a informação veiculada pelo predicado não se refere a sujeito algum. Ocorre oração sem sujeito com os verbos impessoais, que são os seguintes: 1. verbos que exprimem fenômenos naturais (chover, ventar, anoitecer, amanhecer, relampejar, trovejar, nevar, etc.). Ex.: Choveu muito no último verão. Anoiteceu rapidamente. OBS.: Se o verbo que exprime fenômeno natural for empregado em sentido figurado, então haverá sujeito. Ex.: Chovem bênçãos sobre a multidão. Sujeito 2. os verbos fazer, ser, estar na indicação de tempo cronológico ou clima. Ex.: Faz dois anos que ele saiu. É uma hora. Está frio. 3. o verbo haver no sentido de existir ou indicando tempo transcorrido. Ex.: Havia cinco alunos na biblioteca. Há dois meses que não vejo Reinaldo. OBS.: O verbo existir não é impessoal. Sendo assim, ele possuirá sujeito expresso na oração. Ex.: Havia quatro pessoas interessadas na vaga. (oração sem sujeito) Existiam quatro pessoas interessadas na vaga. (sujeito: quatro pessoas interessadas na vaga) Observe que o verbo existir, por ter sujeito expresso na oração, concorda normalmente com ele. Os verbos impessoais (exceção feita ao verbo ser) devem ficar sempre na terceira pessoa do singular. Assim, não se diz: Haviam muitas leis. Ou Podem haver muitas leis. Mas Havia muitas leis. Ou Pode haver muitas leis. Observe que, quando um verbo auxiliar se junta a um verbo impessoal, ele também fica no singular.

PREDICADO PREDICAÇÃO VERBAL A predicação verbal trata do modo pelo qual os verbos formam o predicado, isto é, se exigem ou não complementos. Quanto à predicação, os verbos podem ser: a) intransitivos: são verbos de conteúdo significativo que, por terem sentido completo, não reclamam um complemento, podendo, portanto, constituir o predicado sozinhos. Ex.: Lampião morreu (v. i.). Lígia sumiu (v. i.). Observe que os verbos dos exemplos acima: · possuem conteúdo significativo, isto é, informam algo a respeito do sujeito; · não reclamam um complemento, pois já possuem sentido completo, isto é, são capazes de dar uma informação completa a respeito do sujeito; · são capazes de, sozinhos, constituir o predicado. OBS.: Muitas vezes, o verbo intransitivo virá acompanhado de um termo que exprime uma circunstância de tempo, modo, lugar, etc. (adjunto adverbial), ou de um termo que exprime um atributo do sujeito (predicativo). Isso, no entanto, não tira seu caráter de verbo intransitivo. Ex.,: Lampião morreu feliz. Lígia sumiu de casa.

a) transitivos: são verbos de conteúdo significativo que, por não terem sentido completo, reclamam de um complemento, por isso são capazes de, sozinhos, constituir o predicado. Os verbos transitivos subdividem-se em: 1. transitivos diretos: quando exigem um complemento sem preposição obrigatória (objeto direto). Ex.: Lígia ama Carlos. 2. transitivos indiretos: quando exigem complemento com preposição obrigatória (objeto indireto). Ex.: O documento pertence a Manoel. 3. transitivos diretos e indiretos: quando exigem dois complementos: um sem preposição e outro com preposição obrigatória (objeto direto e indireto). Ex.: Lampião ofereceu flores a Maria Bonita. a) de ligação: são verbos que, não possuindo conteúdo significativo, servem como elemento de ligação entre um sujeito e seu atributo (predicativo do sujeito). Ex.: A casa é nova. Fabiano estava tenso. Observe que os verbos de ligação são praticamente vazios de conteúdo significativo, isto é, não trazem nenhuma informação a respeito do sujeito. Os principais verbos de ligação são: ser, estar, parecer, permanecer, ficar, andar, continuar. PREDICATIVO Predicativo é o termo da oração que funciona como núcleo nominal do predicado. A função do predicativo é atribuir uma característica ao sujeito ou ao objeto; no primeiro caso, teremos o predicativo do sujeito; no segundo, o predicativo do objeto. 1. Predicativo do sujeito: é o elemento do predicado que se refere ao sujeito, mediante um verbo (de ligação ou não), com a função de informar algo a respeito do sujeito. Ex.: A Terra é redonda. O trem chegou atrasado. Mariana anda doente. OBS.: Quando o predicativo do sujeito aparece com um verbo que não seja de ligação, há quem considere que o verbo de ligação está implícito. Ex.: O trem chegou (e estava) atrasado. 2. Predicativo do objeto: é o termo do predicado que informa algo a respeito do objeto. Ex.: O juiz julgou o réu culpado. O ingrato deixou Márcia pobre. Observe que os termos culpado e pobre informam algo de novo a respeito dos seus respectivos objetos diretos. Há quem considere que entre o objeto e seu predicativo há um verbo de ligação implícito. Ex.: O juiz julgou o réu (como sendo) culpado. OBS.: O predicativo do objeto pode vir antes do objeto. Ex.: Considerei indecorosa a sua proposta. TIPOS DE PREDICADO Dependendo de onde se concentra a informação, temos os seguintes tipos de predicado: a) predicado verbal: o núcleo da informação veiculada pelo predicado está contido num verbo significativo (transitivo ou intransitivo). Ex.: O trem chegou à estação. b) predicado nominal: o núcleo da informação veiculada pelo predicado está contido num nome (predicativo do sujeito). O verbo, neste caso, funciona simplesmente como elo de ligação entre o sujeito e predicativo, nada informando a respeito do sujeito. Ex.: O trem está atrasado. c) predicado verbo-nominal: é um predicado misto, em que a informação se concentra em um dos elementos: no verbo significativo (transitivo ou intransitivo) e no predicativo (do sujeito ou do objeto). Ex.: Os compradores consideraram a proposta razoável. QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (PUC/SP) a) Explique a diferença que existe entre o emprego do verbo haver na orações: "havia muitas estrelas." E "Haviam contado muitas estrelas". b) Observando essa diferença, empregue o verbo haver nas orações abaixo, mantendo o mesmo tempo em que foram construídas as orações indicadas em a): B1) Quando pequenos, ........................... participado de muitos jogos. B2) No lugar onde construíram aquele conjunto residencial, ............................ apenas casas comerciais.

Resposta: a) Em "havia muitas estrelas", haver indica existência e é impessoal, ou seja, permanece invariavelmente na terceira pessoa do singular. Na outra frase, haver é verbo auxiliar, participando da conjugação do verbo contar. Como verbo auxiliar, haver é pessoal e estabelece concordância de número e pessoa com o sujeito. B1) haviam B2) havia 2. (FUVEST/SP) Observar a oração: ... e Fabiano saiu de costas... Assinalar a alternativa em que a oração também tenha verbo intransitivo: a) ... Fabiano ajustou o gado... b) ... acreditara na sua velha... c) ... davam-lhe uma ninharia... d) Atrevimento não tinha... e) Depois que acontecera aquela miséria. Resposta: e 3. (FEI/SP) No período: "Toda a humanidade estaria condenada à morte se houvesse um tribunal para os crimes imaginários"(Paulo Bonfim) a) qual o sujeito da primeira oração? b) Qual o sujeito da segunda oração? Resposta: a) toda a humanidade b) é uma oração sem sujeito. 4. (PUC/SP) O verbo ser, na oração "Eram cinco horas da manhã...", é: a) impessoal e concorda com o sujeito indeterminado. b) Impessoal e concorda com o objeto direto. c) Impessoal e concorda com o sujeito indeterminado. d) Impessoal e concorda com a expressão numérica. e) Pessoal e concorda com a expressão numérica. Resposta: d 5. (PUCC/SP) Assinale a alternativa correspondente à frase em que a concordância verbal esteja correta. a) Discutiu-se a semana toda os acordos que têm de ser assinados nos próximos dias. b) Poderá haver novas reuniões, mas eles discutem agora sobre que produtos recairão, a partir de janeiro, a sobretaxa de exportação. c) Entre os dois diretores deveria existir sérias divergências, pois a maior parte dos funcionários nunca os tinha visto juntos. d) Faltava ainda dez votos, e já se comemoravam os resultados. e) Eles hão de decidir ainda hoje, pois faz mais de dez horas que estão reunidos naquela sala. Resposta: e 6. (PC/SP) Em relação ao período: "As águias e os astros abrem aqui, nesta doce, meiga e miraculosa claridade azul, um raro rumor de asas e uma rara resplandecência solenemente imortais", é incorreto afirmar que: a) há dois núcleos de sujeito, ligados pela conjunção coordenativa e. b) há dois núcleos de objeto direto, ligados pela conjunção coordenativa e. c) há dois núcleos de predicativo de sujeito, ligados pela conjunção coordenativa aditiva e. d) há apenas uma oração. e) Há mais de um adjunto adnominal. Resposta: c 7. (UFSCar/SP) Indique a alternativa correta: a) Mal se distinguia, através da cerração da manhã, as casas da rua. b) Fazem muitos anos que estas obras foram publicadas. c) Resolvi não terminar o trabalho por motivos que não interessa expor agora. d) Se não haviam trabalhadores braçais suficientes, que os procurassem onde houvesse. e) Ninguém achou que valesse a pena tantos sacrifícios. Resposta: c 8. (PUC/SP) Indique a alternativa em que não há erro de concordância: a) Fazia dois anos que não aconteciam desastres desse tipo. b) Faz alguns anos que não acontece desastres desse tipo. c) Deve fazer um ano que aconteceu vários desastres aéreos. d) Fazia algum tempo que não acontecia desastres desse tipo. e) Devem fazer dois anos que aconteceu um desastre desse tipo. Resposta: a

9. (VUNESP/SP) "Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa.". Da oração em destaque, na frase transcrita, é correto dizer: a) Trata-se de uma oração em que o sujeito está elíptico, e o verbo é de ligação. b) A oração tem por sujeito a palavra amanhã, e o verbo é transitivo direto. c) A oração tem por sujeito um mês, e o verbo é intransitivo. d) Trata-se de uma oração sem sujeito, e o verbo é transitivo direto. e) A oração tem sujeito indeterminado, e o verbo é de ligação. Resposta: d 10. (FMU/SP) "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante..." O sujeito desta afirmação com que se inicia o Hino Nacional é: a) indeterminado b) um povo heróico c) as margens plácidas d) do Ipiranga e) o brado retumbante Resposta: c 11. (FOC/SP) Duas das orações abaixo têm sujeito indeterminado. Assinale-as. l - Projetavam-se as avenidas largas. ll - Há alguém esperando você. lll - No meio das exclamações, ouviu-se um risinho de mofa. lV - Falava-se muito sobre a possibilidade de escalar a montanha. V - Até isso chegaram a dizer. a) l e ll b) lll e lV c) lV e V d) lll e V Resposta: c 12. (FGV/RJ) Aponte a correta análise do termo em destaque: "Ao fundo, as pedrinhas claras pareciam tesouros abandonados." a) predicativo do sujeito b) adjunto adnominal c) objeto direto d) complemento nominal e) predicativo do objeto direto Resposta: a 13. (FMU/FIAM/SP) Identifique a função sintática dos termos em destaque: "A cara parecia uma perna." E "Não vi mais nada." a) objeto direto e aposto b) predicativo do sujeito e aposto c) objeto direto e predicativo do sujeito d) predicativo do sujeito e objeto direto e) aposto e predicativo do objeto Resposta: d 14. (PUC/SP) No período: "As águias e os astros amam esta região azul, vivem nesta região azul, palpitam nesta região azul." Temos: a) um predicado verbal e dois verbo-nominais, havendo, nos dois últimos elementos, o complemento e o predicativo do objeto. b) Três predicados verbais, sendo que, no primeiro, o complemento é o objeto direto, e, nos dois últimos, o objeto indireto. c) Três predicados verbo-nominais, havendo, no último, o complemento predicativo do objeto. d) Três predicados verbais, havendo, em apenas um deles, o complemento objeto direto. e) Três predicados verbais formados por verbos intransitivos. Resposta: d 15. (SANTA CASA/SP) Examine as três frases abaixo: l) As questões de física são difíceis. ll) O examinador deu uma entrevista ao repórter do jornal. Lll) O candidato saiu do exame cansadíssimo. Os predicados assinalados nas três frases são:

a) respectivamente, verbo-nominal, nominal, verbal b) respectivamente, nominal, verbal, verbo-nominal c) todos nominais d) todos verbais e) todos verbo-nominais Resposta: b 16. (UFPR/PR) 1) Durante o carnaval, fico agitadíssimo. (predicado verbal) 2) Durante o carnaval, fico em casa. (predicado nominal) 3) Durante o carnaval, fico vendo o movimento das ruas. (predicado nominal) Assinale a certa: a) 1 e 2 b) 2 e 3 c) 1 e 3 d) Todas as alternativas estão certas. e) Todas as alternativas estão erradas. Resposta: e 17. (FMU/SP) "Cheguei, chegaste. Vinhas fatigada E triste, e triste e fatigado eu vinha." (Olavo Bilac) Na passagem acima, os termos destacados exercem função sintática de: a) predicativo do sujeito acompanhando um predicado verbo-nominal b) predicativo do sujeito acompanhando um predicado verbal c) predicativo do sujeito acompanhando um predicado nominal d) sujeito do verbo da oração principal e) adjunto adnominal do sujeito "eu" Resposta: a 18. (UFGO) Em uma das alternativas abaixo, o predicativo inicia o período. Assinale-a: a) A dificílima viagem será realizada pelo homem. b) Em suas próprias inexploradas entranhas descobrirá a alegria de conviver. c) Humanizado tornou-se o sol com a presença humana. d) Depois da dificílima viagem, o homem ficará satisfeito? e) O homem procura a si mesmo nas viagens a outros mundos. Resposta: c 19. (PUC/SP) Nas orações: "O pavão é um arco-íris de plumas." E "De água e luz faz seu esplendor." Temos, respectivamente: a) dois predicados nominais, cujos predicativos dos sujeitos dos sujeitos são "arco-íris" e "esplendor". b) um predicado nominal, cujo predicativo do sujeito é "arco-íris", e um predicado verbo-nominal, cujo predicativo do objeto é "esplendor". c) Um predicado nominal, cujo predicativo do sujeito é "arco-íris", e um predicado verbal, cujo objeto direto é "esplendor". d) Dois predicados verbais, cujos objetos diretos são "arco-íris" e "esplendor". e) Um predicado nominal, cujo verbo é de ligação, e um predicado verbal, cujo verbo é intransitivo. Resposta: c TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO Os complementos reclamados pelo verbo são três - objeto direto, objeto indireto e agente da passiva -; já os nomes pedem apenas o complemento nominal. OBJETO DIRETO Objeto direto é o termo da oração que completa a significação de um verbo transitivo direto sem auxílio de preposição obrigatória. Ex.: Carlos vendia livros. Evidentemente, o objeto direto pode estar completando o sentido de um verbo transitivo direto e indireto (pois tal verbo também é transitivo direto). Ex.: Oferecemos uma medalha ao primeiro colocado. OBJETO INDIRETO

Objeto indireto é o termo da oração que completa a significação de um verbo transitivo indireto, sempre com auxílio de uma preposição obrigatória. Ex.: Carlos gosta de música. O professor confia em seus alunos. Observe que a preposição que introduz o objeto indireto não possui significação alguma; ela é mero elo sintático entre o verbo e seu complemento. Os objetos podem representados por: a) um substantivo: Ex.: Lígia comprou flores. b) um pronome substantivo: Ex.: Nunca vi aquilo. c) um numeral: Ex.: O apostador recebeu um milhão. d) uma palavra substantivada: Ex.: Ela confia no amado. e) uma oração subordinada: Ex.: Espero que você me auxilie. OBJETO CONSTITUÍDO POR UM PRONOME OBLÍQUO Os pronomes oblíquos assumem geralmente a função de complementos verbais (objeto direto e objeto indireto). Lembre-se de que os pronomes oblíquos o, a, os, as, quando complementos do verbo, funcionam como objeto direto. Já os pronomes lhe, lhes funcionam como objeto indireto. Os pronomes me, te, se, nos, vos podem assumir a função de objeto direto ou objeto indireto. Para analisá-los corretamente, basta atentar à predicação verbal, isto é, verificar se tais pronomes completam verbo transitivo direto ou verbo transitivo indireto. Ex.: O pai deixou-as em casa. A resposta interessava-lhe. Espero-te na estação. Pertencem-te todos aqueles presentes. Não me convidaram. Isto me convém. OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO Há casos em que o objeto direto pode vir introduzido por preposição, que evidentemente não será obrigatória, isto é, não será exigida pelo verbo. Verifique, ainda, que o objeto direto preposicionado completa sempre o sentido de um verbo transitivo direto, enquanto o objeto indireto completa o sentido de um verbo transitivo indireto. Ex.: Ele comeu o pão. Ele gosta de pão. Ele comeu do pão. OBJETO PLEONÁSTICO Muitas vezes, por uma questão de ênfase, antecipamos o objeto, colocando-o no início da frase, e depois o repetimos através de um pronome oblíquo. A esse objeto repetido damos o nome de objeto pleonástico. Ex.: Estes alunos, já os conheço. Ao aluno, nada lhe interessa. OBJETO DIRETO INTERNO Quando o objeto direto for representado por uma palavra que possui o mesmo radical do verbo que ele completa, receberá o nome de objeto direto interno. Ex.: Os exportadores viviam uma vida de rei. Hoje sonhei um sonho medonho. O núcleo do objeto direto interno deverá estar sempre especificado por um adjunto, a fim de se evitar um pleonasmo. OBS.: Há também os chamados complementos circunstanciais, ou seja, os adjuntos adverbiais exigidos por verbos intransitivos, que, por definição, deveriam prescindir de tais termos completivos. Ex.: Vou à Europa todos os anos. Morava em Curitiba há trinta anos. AGENTE DA PASSIVA

Agente da passiva é o termo da oração que se refere a um verbo na voz passiva, sempre introduzido por preposição, com o fim de indicar o elemento que executa a ação verbal. Ex.: As terras foram desapropriadas pelo Governo. Os exercícios foram resolvidos por mim. A cidade estava cercada de inimigos. OBS.: O agente da passiva ocorre geralmente na voz passiva analítica ( verbo auxiliar + particípio). Embora seja menos freqüente, poderá também ocorrer na voz passiva sintética (verbo transitivo direto + partícula apassivadora). Ex.: Este mar se navega de cruéis marinheiros. Esta classe formou-se de bons alunos. Verifique, ainda, que, se transformarmos a oração em que aparece o agente da passiva para a voz ativa, o agente da passiva assumirá a função sintática de sujeito na voz ativa. Ex.: O Governo desapropriou as terras. Cruéis marinheiros navegam este mar. COMPLEMENTO NOMINAL Complemento nominal é o termo da oração que se liga a um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), sempre através de preposição, com a função de completar o sentido desse nome. Ex.: O povo tinha necessidade de alimentos. Este remédio é prejudicial ao organismo. Falou favoravelmente ao réu. OBS.: · O complemento nominal pode ser representado por uma oração subordinada, que receberá o nome de oração subordinada substantiva completiva nominal. Ex.: Tinha necessidade de que o ajudassem. · O complemento nominal pode ainda ser representado por um pronome oblíquo. Nesse caso, a preposição está implícita no pronome: Ex.: Caminhar a pé lhe era saudável. Aquele remédio nos era prejudicial. QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (FMU-FIAM/SP) Assinale a alternativa que contenha, respectivamente, um pronome pessoal do caso reto funcionando como sujeito e um pronome pessoal do caso oblíquo funcionando como objeto direto. a) Eu comecei a reforma da Natureza por este passarinho. b) E mais uma vez me convenci da "tortura" destas coisas. c) Todos a ensinavam a respeitar a Natureza. d) Ela os ensina a fazer os ninhos das árvores. e) Ela não convencia ninguém disso. Resposta: d 2. (UFV/SP) Na frase "Ela atribui-se uma culpa que não tem", o pronome se é classificado como: a) pronome apassivador b) índice de indeterminação do sujeito c) objeto direto d) objeto indireto e) partícula expletiva de realce Resposta: d 3. (FEBASP/SP) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas: Já ... muitos meses que não ... encontro e só daqui ... três anos é que irei reencontrá-... neste mesmo lugar. a) faz, lhe, a, lhe b) fazem, o, a, o c) faz, o, a, lo d) fazem, lhe, há, lo Resposta: c 4. (PUC/SP) No trecho: "... e no fim declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse", as palavras em destaque têm, respectivamente, funções sintáticas de: a) objeto indireto, objeto direto, objeto direto b) objeto direto, objeto direto, objeto direto c) objeto direto, predicativo do sujeito, objeto direto d) objeto indireto, objeto indireto, objeto indireto e) objeto direto, adjunto adverbial, objeto direto

Resposta: a 5. (UNIMEP/SP) l. Demos a ele todas as oportunidades. ll. Fizemos o trabalho como você orientou. lll. Acharam os livros muito interessantes. Substituindo as palavras em destaque por um pronome oblíquo, temos: a) l. Demos-lhe. ll. Fizemo-lo. lll. Acharam-los. b) l. Demos-lhe. ll. Fizemos-lo. lll. Acharam-os. c) l. Demos-lhe. ll. Fizemo-lo. lll. Acharam-nos. d) l. Demo-lhe. ll. Fizemos-o lll. Acharam-nos. e) l. Demos-lhe. ll. Fizemo-lhe. lll. Acharam-nos. Resposta: c 6. (VUNESP/SP) a) "Por que brilham teus olhos ardentes." b) "Sou o sonho de tua esperança." Classifique, quanto à predicação, os verbos em destaque nos fragmentos acima. Resposta: a) verbo intransitivo; b) verbo de ligação. 7. (VUNESP/SP) "Mas para quem vos olha a uma distância de quinhentos metros, essas dimensões que levais convosco deixam de existir." Dê a classe gramatical e a função sintática dos termos em destaque. Resposta: vos: pronome pessoal do caso oblíquo, objeto direto; que: pronome relativo, objeto direto. 1. (FATEC/SP) Assinale a frase em que a palavra em destaque indica o agente: a) Por mim foram exarados estes documentos. b) De mim conseguireis o que quiserdes. c) Falou-se de mim na reunião? d) Contra mim estavam todos eles. Resposta: a 8. (VUNESP/SP) "A pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. "/ ? "Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água." Assinalar a alternativa que contiver a afirmação correta sobre as duas orações transcritas: a) Nas duas orações há sujeito composto precedendo verbo transitivo direto e indireto. b) Nas duas orações há sujeito indeterminado, e apenas o verbo da Segunda oração é transitivo direto e indireto. c) Nas duas orações há inversão da ordem das palavras e ocorrência de complemento verbal pleonástico. d) Nas duas orações ocorre complemento verbal pleonástico, mas apenas na Segunda há inversão da ordem das palavras. e) Nas duas orações a ordem é direta e o sujeito é composto. Resposta: c 9. (SANTA CASA/SP) Observar as duas frases a seguir: l) No ano passado, havia passas no meu pudim. ll) No ano passado, existiam passas no meu pudim. Em l o verbo está no singular e em ll está no plural porque, quando é sinônimo de existir, o verbo haver: a) tem sujeito e é transitivo direto. b) tem sujeito e é intransitivo. c) não tem sujeito e é transitivo direto. d) não tem sujeito e é intransitivo. e) tem sujeito, mas não tem objeto. Resposta: c 10. PUC/SP) Em: "Porque eu continuarei a chamar guerra a toda esta época embaralhada de inéditos valores...", as expressões em destaque são, respectivamente: a) objeto direto, objeto indireto b) predicativo, objeto indireto c) objeto direto, objeto direto preposicionado d) predicativo, objeto direto pleonástico e) objeto direto, objeto indireto Resposta: b 11. (UFMG/MG) Observe: 1) Queria muito aquele brinquedo.

Queria muito ao amigo. 2) Dormi muito esta noite. Dormi um sono agradável. A partir desses exemplos, explique a seguinte afirmativa: "A análise da transitividade verbal é feita de acordo com o texto e não isoladamente." Resposta: Em cada uma das frases de cada par, o mesmo verbo aparece com transitividade diferente: querer é transitivo direto na primeira frase, transitivo indireto na segunda; dormir é intransitivo na primeira frase, transitivo direto na segunda. Isso mostra como a transitividade depende sempre do contexto em que o verbo é utilizado.

TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO Os complementos reclamados pelo verbo são três - objeto direto, objeto indireto e agente da passiva -; já os nomes pedem apenas o complemento nominal. OBJETO DIRETO Objeto direto é o termo da oração que completa a significação de um verbo transitivo direto sem auxílio de preposição obrigatória. Ex.: Carlos vendia livros. Evidentemente, o objeto direto pode estar completando o sentido de um verbo transitivo direto e indireto (pois tal verbo também é transitivo direto). Ex.: Oferecemos uma medalha ao primeiro colocado. OBJETO INDIRETO Objeto indireto é o termo da oração que completa a significação de um verbo transitivo indireto, sempre com auxílio de uma preposição obrigatória. Ex.: Carlos gosta de música. O professor confia em seus alunos. Observe que a preposição que introduz o objeto indireto não possui significação alguma; ela é mero elo sintático entre o verbo e seu complemento. Os objetos podem representados por: a) um substantivo: Ex.: Lígia comprou flores. b) um pronome substantivo: Ex.: Nunca vi aquilo. c) um numeral: Ex.: O apostador recebeu um milhão. d) uma palavra substantivada: Ex.: Ela confia no amado. e) uma oração subordinada: Ex.: Espero que você me auxilie. OBJETO CONSTITUÍDO POR UM PRONOME OBLÍQUO Os pronomes oblíquos assumem geralmente a função de complementos verbais (objeto direto e objeto indireto). Lembre-se de que os pronomes oblíquos o, a, os, as, quando complementos do verbo, funcionam como objeto direto. Já os pronomes lhe, lhes funcionam como objeto indireto. Os pronomes me, te, se, nos, vos podem assumir a função de objeto direto ou objeto indireto. Para analisá-los corretamente, basta atentar à predicação verbal, isto é, verificar se tais pronomes completam verbo transitivo direto ou verbo transitivo indireto. Ex.: O pai deixou-as em casa. A resposta interessava-lhe. Espero-te na estação. Pertencem-te todos aqueles presentes. Não me convidaram. Isto me convém. OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO Há casos em que o objeto direto pode vir introduzido por preposição, que evidentemente não será obrigatória, isto é, não será exigida pelo verbo. Verifique, ainda, que o objeto direto preposicionado completa sempre o sentido de um verbo transitivo direto,

enquanto o objeto indireto completa o sentido de um verbo transitivo indireto. Ex.: Ele comeu o pão. Ele gosta de pão. Ele comeu do pão. OBJETO PLEONÁSTICO Muitas vezes, por uma questão de ênfase, antecipamos o objeto, colocando-o no início da frase, e depois o repetimos através de um pronome oblíquo. A esse objeto repetido damos o nome de objeto pleonástico. Ex.: Estes alunos, já os conheço. Ao aluno, nada lhe interessa. OBJETO DIRETO INTERNO Quando o objeto direto for representado por uma palavra que possui o mesmo radical do verbo que ele completa, receberá o nome de objeto direto interno. Ex.: Os exportadores viviam uma vida de rei. Hoje sonhei um sonho medonho. O núcleo do objeto direto interno deverá estar sempre especificado por um adjunto, a fim de se evitar um pleonasmo. OBS.: Há também os chamados complementos circunstanciais, ou seja, os adjuntos adverbiais exigidos por verbos intransitivos, que, por definição, deveriam prescindir de tais termos completivos. Ex.: Vou à Europa todos os anos. Morava em Curitiba há trinta anos. AGENTE DA PASSIVA Agente da passiva é o termo da oração que se refere a um verbo na voz passiva, sempre introduzido por preposição, com o fim de indicar o elemento que executa a ação verbal. Ex.: As terras foram desapropriadas pelo Governo. Os exercícios foram resolvidos por mim. A cidade estava cercada de inimigos. OBS.: O agente da passiva ocorre geralmente na voz passiva analítica ( verbo auxiliar + particípio). Embora seja menos freqüente, poderá também ocorrer na voz passiva sintética (verbo transitivo direto + partícula apassivadora). Ex.: Este mar se navega de cruéis marinheiros. Esta classe formou-se de bons alunos. Verifique, ainda, que, se transformarmos a oração em que aparece o agente da passiva para a voz ativa, o agente da passiva assumirá a função sintática de sujeito na voz ativa. Ex.: O Governo desapropriou as terras. Cruéis marinheiros navegam este mar. COMPLEMENTO NOMINAL Complemento nominal é o termo da oração que se liga a um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), sempre através de preposição, com a função de completar o sentido desse nome. Ex.: O povo tinha necessidade de alimentos. Este remédio é prejudicial ao organismo. Falou favoravelmente ao réu. OBS.: · O complemento nominal pode ser representado por uma oração subordinada, que receberá o nome de oração subordinada substantiva completiva nominal. Ex.: Tinha necessidade de que o ajudassem. · O complemento nominal pode ainda ser representado por um pronome oblíquo. Nesse caso, a preposição está implícita no pronome: Ex.: Caminhar a pé lhe era saudável. Aquele remédio nos era prejudicial. QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (FMU-FIAM/SP) Assinale a alternativa que contenha, respectivamente, um pronome pessoal do caso reto funcionando como sujeito e um pronome pessoal do caso oblíquo funcionando como objeto direto. a) Eu comecei a reforma da Natureza por este passarinho. b) E mais uma vez me convenci da "tortura" destas coisas. c) Todos a ensinavam a respeitar a Natureza. d) Ela os ensina a fazer os ninhos das árvores. e) Ela não convencia ninguém disso.

Resposta: d 2. (UFV/SP) Na frase "Ela atribui-se uma culpa que não tem", o pronome se é classificado como: a) pronome apassivador b) índice de indeterminação do sujeito c) objeto direto d) objeto indireto e) partícula expletiva de realce Resposta: d 3. (FEBASP/SP) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas: Já ... muitos meses que não ... encontro e só daqui ... três anos é que irei reencontrá-... neste mesmo lugar. a) faz, lhe, a, lhe b) fazem, o, a, o c) faz, o, a, lo d) fazem, lhe, há, lo Resposta: c 4. (PUC/SP) No trecho: "... e no fim declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse", as palavras em destaque têm, respectivamente, funções sintáticas de: a) objeto indireto, objeto direto, objeto direto b) objeto direto, objeto direto, objeto direto c) objeto direto, predicativo do sujeito, objeto direto d) objeto indireto, objeto indireto, objeto indireto e) objeto direto, adjunto adverbial, objeto direto Resposta: a 5. (UNIMEP/SP) l. Demos a ele todas as oportunidades. ll. Fizemos o trabalho como você orientou. lll. Acharam os livros muito interessantes. Substituindo as palavras em destaque por um pronome oblíquo, temos: a) l. Demos-lhe. ll. Fizemo-lo. lll. Acharam-los. b) l. Demos-lhe. ll. Fizemos-lo. lll. Acharam-os. c) l. Demos-lhe. ll. Fizemo-lo. lll. Acharam-nos. d) l. Demo-lhe. ll. Fizemos-o lll. Acharam-nos. e) l. Demos-lhe. ll. Fizemo-lhe. lll. Acharam-nos. Resposta: c 6. (VUNESP/SP) a) "Por que brilham teus olhos ardentes." b) "Sou o sonho de tua esperança." Classifique, quanto à predicação, os verbos em destaque nos fragmentos acima. Resposta: a) verbo intransitivo; b) verbo de ligação. 7. (VUNESP/SP) "Mas para quem vos olha a uma distância de quinhentos metros, essas dimensões que levais convosco deixam de existir." Dê a classe gramatical e a função sintática dos termos em destaque. Resposta: vos: pronome pessoal do caso oblíquo, objeto direto; que: pronome relativo, objeto direto. 1. (FATEC/SP) Assinale a frase em que a palavra em destaque indica o agente: a) Por mim foram exarados estes documentos. b) De mim conseguireis o que quiserdes. c) Falou-se de mim na reunião? d) Contra mim estavam todos eles. Resposta: a 8. (VUNESP/SP) "A pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. "/ ? "Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água." Assinalar a alternativa que contiver a afirmação correta sobre as duas orações transcritas: a) Nas duas orações há sujeito composto precedendo verbo transitivo direto e indireto. b) Nas duas orações há sujeito indeterminado, e apenas o verbo da Segunda oração é transitivo direto e indireto. c) Nas duas orações há inversão da ordem das palavras e ocorrência de complemento verbal pleonástico. d) Nas duas orações ocorre complemento verbal pleonástico, mas apenas na Segunda há inversão da ordem das

palavras. e) Nas duas orações a ordem é direta e o sujeito é composto. Resposta: c 9. (SANTA CASA/SP) Observar as duas frases a seguir: l) No ano passado, havia passas no meu pudim. ll) No ano passado, existiam passas no meu pudim. Em l o verbo está no singular e em ll está no plural porque, quando é sinônimo de existir, o verbo haver: a) tem sujeito e é transitivo direto. b) tem sujeito e é intransitivo. c) não tem sujeito e é transitivo direto. d) não tem sujeito e é intransitivo. e) tem sujeito, mas não tem objeto. Resposta: c 10. PUC/SP) Em: "Porque eu continuarei a chamar guerra a toda esta época embaralhada de inéditos valores...", as expressões em destaque são, respectivamente: a) objeto direto, objeto indireto b) predicativo, objeto indireto c) objeto direto, objeto direto preposicionado d) predicativo, objeto direto pleonástico e) objeto direto, objeto indireto Resposta: b 11. (UFMG/MG) Observe: 1) Queria muito aquele brinquedo. Queria muito ao amigo. 2) Dormi muito esta noite. Dormi um sono agradável. A partir desses exemplos, explique a seguinte afirmativa: "A análise da transitividade verbal é feita de acordo com o texto e não isoladamente." Resposta: Em cada uma das frases de cada par, o mesmo verbo aparece com transitividade diferente: querer é transitivo direto na primeira frase, transitivo indireto na segunda; dormir é intransitivo na primeira frase, transitivo direto na segunda. Isso mostra como a transitividade depende sempre do contexto em que o verbo é utilizado.

VERBO é a palavra variável em pessoa, número, tempo, modo e voz que exprime um fato (ação, estado ou fenômeno) localizado no tempo. Ex.: O goleiro defendeu o pênalti. (ação) O operário está cansado. (estado) Choveu muito em fevereiro. (fenômeno) A significação de um verbo pode ser alargada por um outro verbo denominado auxiliar. Ao conjunto verbo auxiliar mais verbo principal damos o nome de locução verbal. Observe: Amanhã choverá. Amanhã poderá chover. No segundo exemplo, poderá se junta ao verbo chover e amplia de certo modo sua significação, exprimindo a idéia de possibilidade. Nas locuções verbais, o verbo principal estará sempre em uma das formas nominais (gerúndio, infinitivo ou particípio). São inúmeros os verbos que podem funcionar como auxiliar: ser, estar, ter, haver, poder, dever, querer, etc. Estrutura do verbo O verbo apresenta os seguintes elementos mórficos: radical, vogal temática e desinência. Radical é o elemento mórfico que serve de base do significado. Obtém-se o radical do verbo tirando-se as terminações -ar, -er, -ir do infinitivo. Ex.: cant ar vend er part ir Vogal temática é a vogal que se agrega ao radical para possibilitar sua união às desinências. As vogais temáticas são a, e, i. Elas indicam a conjugação a que os verbos pertencem.

· Cantar - 1a conjugação · Vender - 2a conjugação · Partir - 3a conjugação OBS.: O verbo pôr e seus derivados pertencem à segunda conjugação, porque sua forma arcaica era poer. Tema é o radical já acrescido da vogal temática. Ex.: cant + a = canta Desinências são elementos mórficos que se juntam ao radical (ou ao tema) para indicar as flexões de modo e tempo (desinências modo-temporais) e de número e pessoa (desinências número-pessoais). Ex.: cant á va mos va = desinência modo-temporal mos = desinência número-pessoal Flexão Tempo Basicamente, o processo expresso pelo verbo pode-se situar em três tempos: ¨ Presente - quando o processo ocorre no momento em que se fala. Ex.: Neste momento, o aluno lê um poema. ¨ Pretérito - quando o processo ocorreu anteriormente ao momento em que se fala. Ex.: Ontem, ele estudou com os amigos. ¨ Futuro - quando o processo ocorrer posteriormente ao momento em que se fala. Ex.: Amanhã, teremos prova. Essa divisão dos tempos verbais não esgota todas as variações que o verbo pode assumir com relação à categoria tempo, já que o pretérito e o futuro apresentam subdivisões. O pretérito subdivide-se em: · Pretérito perfeito, que exprime um processo já concluído anteriormente ao momento em que se fala. Ex.: Sábado, assisti a um filme de humor. · Pretérito imperfeito, que exprime um processo anterior ao momento em que se fala, mas não o toma como concluído, acabado, revelando-o em seu curso, em sua duração. Ex.: Ela falava muito durante as aulas. · Pretérito mais-que-perfeito, que exprime um fato passado, já concluído, tomado em relação a outro também passado, anterior a ele. Ex.: Eu já resolvera o problema quando o professor me entregou as respostas. O futuro se subdivide em: · Futuro do presente, que indica um processo posterior ao momento em que se fala, tomado como certo. Ex.: Amanhã, estudarei para a prova. · Futuro do pretérito, que exprime um processo futuro em relação a um fato passado. Ex.: Ontem, você me disse que estudaria para a prova. Modo Entenda-se por modo a atitude que o falante toma em relação ao processo verbal (certeza, dúvida, mando, etc.). São três os modos do verbo: · Modo indicativo - revela o fato tomado como certo, preciso, seja ele passado, presente ou futuro. Ex.: Não viajarei nas próximas férias. · Modo subjuntivo - revela o fato tomado como incerto, duvidoso. Ex.: Se tivesse dinheiro, viajaria nas férias. · Modo imperativo - exprime uma atitude de mando, solicitação ou vontade. Ex.: Preste atenção no que estou falando. Número O verbo pode apresentar-se no singular ou no plural, sempre acompanhando o sujeito da oração de que faz parte. Assim: se o sujeito estiver no singular, o verbo concordará com ele ficando no singular; se o sujeito estiver no plural, o verbo assumirá a forma plural. Ex.: Carlos saiu cedo de casa. Carlos e Sandra saíram cedo de casa.

Pessoa O verbo se flexiona, ajustando-se às pessoas do discurso (1a, 2a e 3a). O verbo deverá estar sempre concordando com o sujeito de uma oração em pessoa e número. Ex.: Eu saí de casa. Tu saíste de casa. Márcia e Cláudio saíram de casa. Voz Dependendo da relação que estiver estabelecendo com o sujeito, o verbo pode apresentar-se na: · Voz ativa - quando o sujeito é agente da ação verbal. Ex.: O lenhador derrubou a árvore. OBS.: O conceito de voz ativa é essencialmente gramatical. Numa frase como "O animal recebeu um tiro", temos voz ativa, embora o sujeito tenha sofrido a ação. Note que o sujeito é o ponto de partida. · Voz passiva - quando o sujeito é paciente da ação verbal. Ex.: A árvore foi derrubada pelo lenhador. A voz passiva pode ser: - analítica, formada por um verbo auxiliar seguido do particípio do verbo principal. Ex.: A árvore foi derrubada pelo lenhador. - sintética, formada por um verbo transitivo na terceira pessoa (singular ou plural, concordando com o sujeito) mais o pronome apassivador se. Ex.: Derrubou-se a árvore. Derrubaram-se as árvores. · Voz reflexiva - quando o sujeito é, ao mesmo tempo, agente e paciente da ação expressa pelo verbo. Ex.: O lenhador feriu-se. Formas nominais Existem três formas verbais que não apresentam flexões de tempo e de modo. São formas que exercem também funções próprias dos nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) e que, por isso, são chamadas formas nominais. · Particípio - indica uma ação já acabada e desempenha função semelhante à dos adjetivos. O particípio admite flexão de gênero, número e grau. Ex.: A porta foi aberta pelo gerente. Aquelas pessoas foram muito perturbadas na reunião. · Gerúndio - indica uma ação em curso e desempenha função semelhante à do adjetivo e à do advérbio. O gerúndio não apresenta flexão. Ex.: Foram encontrados muitos jovens estudando. Falava gesticulando o tempo todo. · Infinitivo - indica a ação propriamente dita e desempenha função semelhante à do substantivo. O infinitivo é a única forma nominal que admite flexão de pessoa. Ex.: Estudar é privilégio de poucos. O remédio era ficarmos em casa. Formas rizotônicas e arrizotônicas Damos o nome de rizotônicas às formas verbais cujo acento tônico recai sobre o radical. Ex.: cant - o Cant - as Formas arrizotônicas são aquelas cujo acento tônico recai na terminação, isto é, fora do radical. Ex.: cant - a - mos Cant - a - rás Classificação dos verbos Os verbos classificam-se em: · Regulares · Irregulares · Defectivos · Abundantes s regulares

São os que seguem o paragigma, isto é, o modelo de sua conjugação. Os verbos cantar, vender e partir serão tomados como paradigmas de primeira, segunda e terceira conjugações, respectivamente. Para se verificar se um verbo é irregular, basta conjugá-lo nos tempos primitivos (presente do indicativo e pretérito perfeito do indicativo). Se ele for regular nesses dois tempos, será regular nas outras formas também. Ex.: Presente do indicativo Cant-o Cant-as Cant-a Cant-amos Cant-ais Cant-am Pretérito perfeito do indicativo Cant-ei Cant-aste Cant-ou Cant-amos Cant-astes Cant-aram Observe que, quando conjugamos o verbo cantar no presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo, o radical (cant-) permaneceu o mesmo em todas as formas e as desinências obedecem a um padrão. Isso indica que se trata de um verbo regular. s irregulares São aqueles que se afastam do paradigma, apresentando alterações ou no radical ou nas desinências. Para verificar se um verbo é irregular, basta conjugá-lo nos tempos primitivos, porque, se ele apresentar alguma irregularidade, ela se manifestará em uma dessas formas. Presente do indicativo Peç-o Ped-es Ped-e Ped-imos Ped-is Ped-em Pretérito perfeito do indicativo Ped-i Ped-iste Ped-iu Ped-imos Ped-istes Ped-iram Veja que, quando conjugamos o verbo pedir no presente do indicativo, na primeira pessoa do singular o radical alterou-se para peç-. Daí a irregularidade do verbo. Há casos em que a irregularidade do verbo se apresenta não no radical, mas nas desinências. Verifique a conjugação do presente do indicativo do verbo estar. Est-ou Est-ás Est-á Est-amos Est-ais Est-ão Compare, agora, com as desinências regulares do presente do indicativo de um verbo regular: -o, -as, -a, -amos, -ais, -am s defectivos São verbos de conjugação incompleta, ou seja, não apresentam certas formas. Observe como se conjugam os verbos reaver e abolir no presente do indicativo: Pessoa Presente do indicativo Reaver abolir Eu - Tu - aboles Ele - abole Nós reavemos abolimos Vós reaveis abolis Eles - abolem

Nesses casos, as formas faltantes podem ser substituídas por uma locução verbal ou por um sinônimo. Ex.: Eu cancelo / revogo. (para substituir a primeira pessoa do singular do presente do indicativo de abolir) Eles recuperam. (para substituir a terceira pessoa do plural do presente do indicativo de reaver) s abundantes São os que apresentam mais de uma forma para uma mesma flexão. A "abundância" é notada com maior freqüência no particípio de alguns verbos, que, além do particípio regular (terminação -ado ou -ido), podem apresentar outra forma irregular. Veja alguns exemplos de verbos que apresentam duas formas para o particípio: Infinitivo Particípio regular Particípio irregular Aceitar aceitado aceito Acender acendido aceso Exprimir exprimido expresso Expulsar expulsado expulso Enxugar enxugado enxuto Limpar limpado limpo Empregamos o particípio regular nas formas da voz ativa (normalmente estará acompanhado dos verbos ter e haver) e o irregular nas formas da voz passiva (normalmente acompanhado pelos verbos ser ou estar). Observe: Tinham acendido o fogo. O fogo foi aceso. Haviam limpado a sala. A sala foi limpa pela faxineira. s unipessoais Chamam-se unipessoais os verbos que só se empregam na terceira pessoa do singular, ou na terceira pessoa do singular e terceira pessoa do plural. Os verbos que exprimem fenômenos da natureza (chover, ventar, nevar, gear, etc.) só aparecem na terceira pessoa do singular. Ex.: chove, choveu, choverá, chovia, etc. Os verbos que exprimem as vozes dos animais (latir, miar, cacarejar, coaxar, etc.) só se empregam na terceira pessoa do singular e na terceira pessoa do plural. Ex.: late, latem, miava, miavam, etc. s pronominais Há verbos que também podem ser conjugados com o auxílio dos pronomes oblíquos átonos, mas não são reflexivos. São os verbos pronominais, que podem ser de dois tipos: · Essencialmente pronominais - são sempre conjugados com o auxílio do pronome oblíquo átono. Ex.: queixar-se, arrepender-se, suicidar-se, apiedar-se, ater-se, etc. · Acidentalmente pronominais - são aqueles que podem ser conjugados com ou sem auxílio do pronome oblíquo átono. Ex.: lembrar-se, esquecer-se, debater-se, enganar-se, etc. OBS.: Aos verbos reflexivos podemos acrescentar as expressões a mim mesmo, a ti mesmo, a si mesmo, etc. O mesmo não ocorre com os verbos pronominais. Ex.: O homem feriu-se. O homem feriu-se a si mesmo. Tempos primitivos e derivados Os verbos apresentam determinadas formas que dão origem a outras, sendo, por isso mesmo, chamadas de formas primitivas. As formas primitivas são: · Presente do indicativo · Pretérito perfeito do indicativo · Infinitivo impessoal Todas as demais formas verbais, evidentemente, são consideradas derivadas. Tempos derivados do presente do indicativo Do presente do indicativo obtemos os seguintes tempos: ¨ Presente do subjuntivo - acrescentam-se ao radical as terminações -e, -es, -e, -emos, -eis, -em para os verbos da primeira conjugação e as terminações -a, -as, -a, -amos, -ais, -am para os verbos da segunda e da terceira conjugações.

¨ Imperativo negativo - é idêntico ao presente do subjuntivo, bastando acrescentar a negação. ¨ Imperativo afirmativo - as segundas pessoas (tu e vós) provêm dp presente do indicativo, tirando-se o -s final; as demais pessoas são idênticas ao presente do subjuntivo. Veja o quadro abaixo: Presente do indicativo Imperativo afirmativo Presente do subjuntivo Canto - cante Cantas canta cantes Canta cante cante Cantamos cantemos cantemos Cantais cantai canteis Cantam cantem cantem OBS.: Como o imperativo pode exprimir várias atitudes, a entoação da frase será fundamental para exprimi-las. No imperativo, o falante sempre se dirige a um interlocutor, por isso esse modo só possui as formas que admitem um interlocutor (segundas e terceiras pessoas e primeira pessoa do plural). Ex.: Prestem atenção! (ordem) Empreste-me o livro. (solicitação) Venha à minha casa. (convite) Não destruas a natureza. (conselho) Tempos derivados do pretérito perfeito do indicativo Do pretérito perfeito do indicativo obtemos o pretérito mais-que-perfeito do indicativo, o futuro do subjuntivo e o imperfeito do subjuntivo, bastando acrescentar as terminações ao tema do perfeito. Obtém-se o tema do pretérito perfeito do indicativo tirando-se a terminação -ste da segunda pessoa do singular. Observe, por exemplo, os verbos amar e ver: pretérito perfeito desinência tema do perfeito Tu amaste -ste ama Tu viste -ste vi As terminações são as seguintes: - pretérito mais-que-perfeito do indicativo: -ra, -ras, -ra, -ramos, -reis, -ram. - pretérito imperfeito do subjuntivo: -sse, -sses, -sse, -ssemos, -sseis, -ssem. - futuro do subjuntivo: -r, -res, -r, -rmos, -rdes, -rem. Tempos derivados do infinitivo impessoal Do infinitivo impessoal obtemos os tempos: ¨ Futuro do presente - acrescentam-se as terminações -ei, -ás, -á, -emos, -eis, -ão. ¨ Futuro do pretérito - acrescentam-se as terminações -ia, -ias, -ia, -íamos, -íeis, -iam. ¨ Imperfeito do indicativo - acrescentam-se ao tema, para os verbos da primeira conjugação, as terminações -va, vas, -va, -vamos, -veis, -vam; para os verbos da segunda e terceira conjugações acrescentam-se as terminações -ia, -ias, -ia, -íamos, -íeis, -iam diretamente ao radical. ¨ Infinitivo pessoal - a primeira e a terceira pessoas do singular são idênticas ao infinitivo impessoal; para as demais, acrescentam-se as terminações -es (para a segunda pessoa do singular) e as terminações -mos, -des, em para a primeira, segunda, terceira pessoas do plural, respectivamente. ¨ Particípio - acrescenta-se ao radical a terminação -ado para os verbos da primeira conjugação e a terminação ido para os verbos da segunda e terceira conjugações. ¨ Gerúndio - acrescenta-se a terminação -ndo ao tema. Lista de verbos notáveis Segue uma lista de verbos cuja conjugação pode suscitar dúvidas: Aguar · Presente do indicativo: águo, águas, água, aguamos, etc. · Presente do subjuntivo: ágües, ágües, ágües, etc. Averiguar (a vogal tônica está destacada) · Presente do indicativo: averigUo, averigUas, averigUa, etc. · Presente do subjuntivo: averigÚe, averigÚes, etc. · Pretérito perfeito do indicativo: averigüEi, averiguAste, tec.

Magoar · Presente do indicativo: magôo, magoas, magoa, magoamos, etc. · Presente do subjuntivo: magoe, magoes, etc. ATENÇÃO: Seguem este modelo os verbos terminados em -OAR, como voar, abençoar, etc. Nomear · Presente do indicativo: nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam. · Presente do subjuntivo: nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis, nomeiem. ATENÇÃO: Seguem este modelo os verbos terminados em -EAR, como passear, frear, bloquear, etc. Odiar · Presente do indicativo: odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam. · Presente do subjuntivo: odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem. ATENÇÃO: Seguem este modelo os verbos mediar, ansiar, remediar, incendiar. Crer · Presente do indicativo: creio, crês, crê, cremos, credes, crêem. · Presente do subjuntivo: creia, creias, creia, etc. · Pretérito perfeito do indicativo: cri, creste, creu, cremos, etc. Requerer · Presente do indicativo: requeiro, requeres, requer, etc. · Presente do subjuntivo.: requeira, requeiras, etc. · Pretérito perfeito do indicativo: requeri, requereste, requereu, requeremos, requerestes, requereram. · Pretérito imperfeito do subjuntivo: requeresse, requeresses, requeresse, etc. · Futuro do subjuntivo: requerer, requereres, requerer, requerermos, etc. ATENÇÃO: Este verbo, derivado de querer, se conjuga como ele, exceto na primeira pessoa do singular do presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo (e derivados), quando é regular. Valer · Presente do indicativo: valho, vales, vale, etc. · Presente do subjuntivo: valha, valhas, etc. Reaver Esse verbo é conjugado da mesma forma que o verbo haver, mas ele só existe nas formas em que o verbo haver tiver a letra V. Nos tempos que se seguem, o asterisco (*) indica que aquela determinada pessoa não existe. · Presente do indicativo: eu *, tu *, ele *, nós reavemos, vós reaveis, eles *. · Presente do subjuntivo: não possui nenhuma das pessoas. · Futuro do subjuntivo: reouver, reouveres, reouver, reouvermos, etc. · Imperfeito do subjuntivo: reouvesse, reouvesses, etc. Ver · Presente do indicativo: vejo, vês, vê, etc. · Futuro do subjuntivo: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem. Vir · Presente do indicativo: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm. · Pretérito perfeito do indicativo: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram. ATENÇÃO: Assim se conjugam seus derivados: advir, convir, intervir, provir, sobrevir, etc. Paradigmas de conjugação Conjugar um verbo significa apresentá-lo em todas as suas formas. A seguir, apresentamos a conjugação completa dos verbos cantar, vender e partir que serão tomados como paradigmas dos verbos de primeira, segunda e terceira conjugações, respectivamente, e a conjugação do verbo pôr.

Tempos compostos Os tempos compostos são formados pelos verbos auxiliares ter e haver mais o particípio do verbo principal. São os seguintes: Modo indicativo ¨ Pretérito perfeito - formado pelo presente do indicativo do verbo auxiliar mais o particípio do verbo principal. Ex.: tenho ou hei cantado, vendido, partido ¨ Pretérito mais-que-perfeito - formado pelo imperfeito do indicativo do verbo auxiliar mais o particípio do verbo principal. Ex.: tinha ou havia cantado, vendido, partido

¨ Futuro do presente - formado pelo futuro do presente simples do verbo auxiliar mais o particípio do verbo principal. Ex.: terei ou haverei cantado, vendido, partido ¨ Futuro do pretérito - formado pelo futuro do pretérito simples do verbo auxiliar mais o particípio do verbo principal. Ex.: teria ou haveria cantado, vendido, partido Modo subjuntivo ¨ Pretérito perfeito - formado pelo presente do subjuntivo do verbo auxiliar mais o particípio do verbo principal. Ex.: tenha ou haja cantado, vendido, partido ¨ Pretérito mais-que-perfeito - formado pelo imperfeito do subjuntivo do verbo auxiliar mais o particípio do verbo principal. Ex.: tivesse ou houvesse cantado, vendido, partido ¨ Futuro do subjuntivo - formado pelo futuro do subjuntivo simples do verbo auxiliar mais o particípio do verbo principal. Ex.: tiver ou houver cantado, vendido, partido Emprego do infinitivo Não é fácil sistematizar o emprego do infinitivo, já que, além do infinitivo impessoal, há em português também o infinitivo pessoal (flexionado). Não há propriamente regras que determinem o emprego do infinitivo pessoas e impessoal; o que se observa são tendências consagradas pelo uso por parte dos bons autores. Emprega-se o infinitivo impessoal: · Quando ele não estiver se referindo a sujeito algum. Ex.: É necessário controlar os preços. · Quando tem valor imperativo. Ex.: O comandante mandou: atirar! · Quando faz parte de uma locução verbal. Ex.: Todos deviam ler mais. · Quando, dependente dos verbos deixar, fazer, mandar, ouvir e sentir, tiver por sujeito um pronome oblíquo. Ex.: Mandei-os entrar. Deixei-me ir alegremente. · Quando precedido da preposição de e seguido de adjetivos como fácil, difícil, possível e semelhantes. Nesses casos, o infinitivo assume sentido passivo. Ex.: Isso é fácil de resolver. (ser resolvido) É uma tarefa impossível de cumprir. (ser cumprida) Emprega-se o infinitivo pessoal: · Quando ele tiver sujeito próprio (expresso ou implícito) diferente do sujeito da oração principal. Ex.: A solução era irmos embora. O costume é os jovens falarem e os velhos escutarem. · Quando o sujeito, mesmo sendo o mesmo da oração principal, vier expresso antes do infinitivo. Ex.: Para nós resolvermos esta tarefa, precisaremos de tempo. · Quando o sujeito for indeterminado. Nesse caso, estará na terceira pessoa. Ex.: Mesmo distante, percebi falarem alto. QUESTÕES DE VESTIBULAR 1. (UNIRIO/RJ) Há verbos chamados abundantes, porque têm mais de uma forma, especialmente para o particípio, como expulso e expulsado. Assinale o par em que os dois verbos não têm os dois particípios no uso corrente da língua: a) aceitar - acender b) fazer - ver c) emitir - incorrer d) soltar - romper e) prender - extinguir 2. (UNIRIO/RJ) Em "... como se tivéssemos vivido sempre juntos", a forma verbal está no: a) imperfeito do subjuntivo b) futuro do presente composto

c) mais-que-perfeito composto do indicativo d) mais-que-perfeito composto do subjuntivo e) futuro composto do subjuntivo 3. (UE/CE) Encontra-se uma locução verbal em: a) "ao que eu faço e mando" b) "... e entrou a coser" c) "a ajudou a vestir-se" d) "Cansas-te em abrir caminho" 4. (UNIMEP/SP) "Acredito que Maria tenha feito a lição." Passando-se a oração sublinhada para a voz passiva, o verbo ficará assim: a) foi feita b) tenha sido feita c) esteja sendo feita d) tenha estado feita e) seja feita 5. (FIU/MG) transpondo para a voz passiva a frase "Eu estava revendo, naquele momento, as provas tipográficas do livro", obtém-se a forma verbal: a) ia revendo b) estava sendo revisto c) seriam revistas d) comecei a rever e) estavam sendo revistas 6. (PUCCAMP/SP) Assinale a alternativa que contém voz passiva: a) Tínhamos apresentado diversas opções. b) Dorme-se bem naquele hotel. c) Precisa-se de gerente de vendas. d) Difundia-se o boato de que haveria racionamento. e) N.D.A 7. (F.M. SANTA CASA/SP) Transpondo para a voz ativa a frase: "O processo deve ser revisto pelos dois funcionários", obtém-se a forma verbal: a) deve-se rever b) devem rever c) será revisto d) reverão e) rever-se-á 8. (ES UBERABA/SP) Assinalar o item em que todas as formas verbais pedidas estejam certas: HAVER (presente do subjuntivo, 1a pessoa do singular) CRER (presente do indicativo, 3a pessoa do plural) PASSEAR (presente subjuntivo, 2a pessoa do plural) a) haja - crêem - passeeis b) haje - crêm - passeieis c) haje - creem - passeais d) hajai - creim - passeiais e) haja - creiem - passeies 9. (U.F.S. CARLOS/SP) O acordo não ... as reivindicações, a não ser que ... os nossos direitos e ... da luta. a) substitui - abdicamos - desistimos b) substitue - abdicamos - desistimos c) substitui - abdiquemos - desistamos d) substitui - abidiquemos - desistimos e) substitue - abdiquemos - desistamos 10. (U.E. LONDRINA/PR) As linhas ... para um ponto e depois se ... no infinito. a) convergem - esvão b) convirgem - esvaem c) convergem - esvaiem d) convergem - esvaem e) convirgem - esvão 11. (FUVEST/SP) Complete a frase abaixo com os seguintes verbos, na forma indicada: explicar-se: imperativo afirmativo, 3a pessoa do singular crer: presente do subjuntivo, 1a pessoa do plural ter: presente do subjuntivo, 1a pessoa do plural ... bem, para que nós ... em suas boas intenções e não ... dúvidas a seu respeito.

12. (U.E. LONDRINA/PR) Assinale a resposta correspondente à alternativa que completa corretamente os espaços em branco: "É preciso que ... novidades interessantes que ... e ... ao mesmo tempo". a) surjam - divertem - instruam b) surjam - divirtam - instruam c) surjam - divirtam - instruem d) surgem - divertem - instruem e) surgem - divirtam - instruam 13. (FUVEST/SP) "Voltemos à casinha". Dê o modo verbal a que pertence a forma grifada. Dê também a forma de 2a pessoa do plural correspondente à forma verbal grifada. 14. (UE/CE) Passando-se "Faze como eu" para a negativa, temos como forma correta a da opção: a) não faze como eu b) não fazes como eu c) não faças como eu d) não faça como eu 15. (F.C.L. PAULISTA/SP) No desempenho de tuas funções, ... atencioso com todos, ... ser útil sempre e não ... as tuas responsabilidades. a) sê - procure - negue b) seja - procura - negue c) seja - procure - negues d) sê - procura - negues e) seja - procura - negues 16. (U.F. PELOTAS/RS) José, ... favor: ... todo o material que está aí sobra a tua mesa, mas não ... que se misturem os papéis. a) faz - traz - deixes b) faz - traz - deixa c) faz - traga - deixes d) faça - traga - deixe e) faça - traga - deixa 17. (FUVEST/SP) assinale a frase em que está correta a correlação verbal: a) Se você não interferisse, ela faria o trabalho sozinha. b) Se você não interferir, ela fazia o trabalho sozinha. c) Se você não interferir, ela faria o trabalho sozinha. d) Se você não interfere, ela faria o trabalho sozinha. e) Se você não interferisse, ele faz o trabalho sozinho. 18. (CESGRANRIO/RJ) Assinale a alternativa que completa corretamente a seguinte frase: "Quando ... mais aperfeiçoado, o computador certamente ... um eficiente meio de controlo de toda a vida social". a) estivesse - será b) estiver - seria c) esteja - era d) estivesse - era e) estiver - será 19. (F.C.MED. SANTA CASA/SP) Caso ... realmente interessado, ele não ... de faltar. a) estiver - haja b) esteja - houvesse c) estivesse - haveria d) estivesse - havia e) estiver - houver 20. (FEI/SP) Complete segundo o modelo: Modelo: Maria entrou na estufa, porque não topou com um desconhecido. Se Maria topasse com um desconhecido, não entraria na estufa. · O velho Leite raciocinou assim, porque havia muita cinza de cigarro no chão. 21. (U.E. PONTA GROSSA/PR) Nesse fragmento poético: Cantando espalharei por toda parte / Se a tanto me ajudar engenho e arte, encontram-se, respectivamente, formas verbais nominais: a) participial e infinitiva b) gerundial e infinitiva c) infinitiva e participial d) infinitiva e gerundial e) participial e gerundial 22. (UNIRIO/RJ) Assinale a forma verbal cujo particípio é igual ao gerúndio: a) veio b) estirei c) desapareceu

d) construiu e) compusera 23. (F.C.M. SANTA CASA/SP) Diz a regra: "Exprimindo embora o resultado de uma ação acabada, o particípio não indica por si próprio se a ação em causa é presente, passada ou futura. Só o contexto a que pertence precisa sua relação temporal". Nos exemplos seguintes: l. Desenterrada a batata, só nos restava assá-la. ll. Desenterrada a batata, só nos resta assá-la. lll. Desenterrada a batata, só nos restará assá-la. A mesma forma expressa ação passada, presente e futura, respectivamente, em: a) l, ll, lll b) ll, lll, l c) lll, ll, l d) l, lll, ll e) ll, l, lll 24. (PUCCAMP/SP) assinale a alternativa que contiver o particípio verbal empregado erradamente: a) Mamãe já tinha cobrido as crianças b) O fósforo tinha sido aceso. c) O guarda tinha salvado a vítima. d) O gato estava morto. e) Nenhuma das anteriores. 25. (U.C./PR) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas: 1. O intruso já tinha sido ... 2. Não sabia se já haviam ... a casa. 3. Mais de uma vez lhe haviam ... a vida. 4. A capela ainda não havia sido ... a) expulsado, coberto, salvo, benzida b) expulso, cobrido, salvo, benzida c) expulsado, cobrido, salvado, benta d) expulso, coberto, salvado, benta e) expulsado, cobrido, salvo, benzida 26. (FUVEST/SP) Aponte a alternativa em que a segunda forma está incorreta como plural da primeira. a) tu ris - vós rides b) ele lê - eles lêem c) ele tem - eles têm d) ele vem - eles vêem e) eu ceio - nós ceamos 27. (FUVEST/SP) assinale a frase que não está na voz passiva: a) O atleta foi estrondosamente aclamado. b) Que exercício tão fácil de resolver! c) Fizeram-se apenas os reparos mais urgentes. d) Escolheu-se, infelizmente, o homem errado. e) Entreolharam-se agressivamente os dois competidores. 28. (U.E. BAHIA) Os alunos que ... revisão de provas ... com a rigidez da correção. a) pleiteiam - indiguinam-se b) pleiteam - indignam-se c) pleiteiam - indignam-se d) pleiteam - indíguinam-se e) pleiteam - indígnam-se 29. (FUVEST/SP) Reescreva as frases abaixo, substituindo convenientemente as formas verbais grifadas pelos verbos colocados entre parênteses: a) Se você se colocasse no meu lugar, perceberia melhor o problema. (PÔR) b) Quando descobrirem o logro em que caíram, ficarão furiosos. (VER) 30. (FAAP/SP) Complete com a forma adequada dos verbos entre parênteses: "Durante o jogo de ontem, embora duvidasse das ameaças dos torcedores, o técnico ... (requerer) proteção policial, concordando em que os agentes ... (intervir), se necessário". 31. (UNICAMP/SP) Nas suas aulas de gramática, você deve ter estudado a conjugação dos verbos irregulares. Esse conhecimento é necessário na escrita padrão. Nos trechos abaixo encontram-se formas verbais inadequadas. l. "[Os astecas] não só conheciam o banho de vapor, tão prezado na Europa, como mantiam o hábito de banharse diariamente." (Superinteressante, out. 1992) ll. "Um grupo de defesa dos direitos civis ameaçou intervir se o juiz Mike MacSpadden ir adiante com seu plano de aprovar o pedido de castração." (Folha de S. Paulo, 13 fev. 1992) a) Identifique as formas verbais inadequadas.

b) Que formas deveriam ter sido empregadas? c) Como se poderia explicar a ocorrência das formas inadequadas, nos trechos acima? 32. (CESESP/PE) Assinale o único item em que o emprego do infinitivo está errado. a) Deixei-os sair, mas procurei orientá-los bem. b) De hoje a três meses podes voltar aqui. c) Disse ser falsas aquelas assinaturas. d) Depois de alguns instantes, eles pareciam estarem mais conformados. e) Viam-se brilhar as primeiras estrelas. 33. (FATEC/SP) Aponte o emprego errado do verbo destacado. a) se a resposta condissesse com a pergunta ... b) Poucos reaveram o que arriscaram em jogos. c) Não que antepuséssemos alguém a você. d) Não tenha dúvida, refaremos tantas vezes quantas forem necessárias. e) Se não nos virmos mais ... tenha boas férias. 34. (FUVEST/SP) Preencha os claros da frase transformada com as formas adequadas dos verbos assinalados na frase original. Original: Para você vir à Cidade Universitária é preciso virar à direita ao ver a ponte Alvarenga. Transformada: Para tu ... à Cidade Universitária é preciso que ... à direita quando ... a ponte da Alvarenga. a) vir, vire, ver b) vires, vires, veres c) venhas, vires, vejas d) vir, virar, ver e) vires, vires, vires 35. (FAC. OBJETIVO/SP) dos verbos abaixo, assinale o único que não apresenta duplo particípio. a) abrir b) imprimir c) eleger d) morrer e) enxugar RESPOSTAS 1. C 2. D 3. B 4. B 5. E 6. D 7. B 8. A 9. C 10. D 11. "Explique-se bem, para que nós creiamos em suas boas intenções e não tenhamos dúvidas a seu respeito." 12. B 13. Modo verbal: imperativo afirmativo / 2a pessoa do plural: voltai. 14. C 15. D 16. A 17. A 18. E 19. C 20. Se não houvesse muita cinza de cigarro no chão, o velho Leite não raciocinaria assim. 21. B 22. A 23. A 24. A 25. D 26. D 27. E (a voz dessa frase é reflexiva) 28. C 29. A) pusesse; b) virem 30. Requereu - interviessem 31. A) As formas verbais inadequadas são: "mantiam" e "iam"; b) as formas que deveriam ser empregadas são: mantinham e for; c) o emprego dessas formas verbais inadequadas deve-se ao fato de o falante conjugar um verbo que não segue o paradigma de sua conjugação (um verbo irregular, portanto) como se fosse regular. 32. C 33. B 34. E 35. A

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