Celeste Duque

2003-2004

27 de Abr de 2008

4º CLE

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Ligação Afectiva
Bowlby (1950) realizou os primeiros estudos sobre os efeitos de privação afectiva nos primeiros anos de vida a pedido da OMS
Tendo chamado a atenção para a enorme importância da relação mãefilho no desenvolvimento saudável da criança. Em 1958, propõe o conceito de 27 deligação afectiva CLE attachment Abr de 2008 4º –

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Ligação Afectiva (cont)
Ainsworth & Bell (1970) definiram ligação afectiva como
“uma ligação que uma pessoa ou animal estabelece com outro significado – um laço que os une no espaço e que se preserva no tempo”.

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Ligação Afectiva (cont)
Os comportamentos da ligação afectiva constituem tentativas para conseguir e manter um determinado grau de proximidade para com o objecto da ligação.

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Ligação Afectiva (cont)
Comportamentos de ligação afectiva nos 1ºs meses de vida
Sucção; Rotação; Ajustamentos posturais
Quando se pega ao colo;

Sorriso; Choro; Vocalizações; Aproximar; Seguir.
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Ligação Afectiva (cont)
Bowlby defende que a ligação afectiva mãe-filho dá resposta a a funções biológicas importantes as quais promovem a sobrevivência da espécie. A ligação afectiva parece estar relacionada com a sensibilidade da mãe para com as necessidades e sinais da criança e a quantidade e natureza (qualidade) das interrelações entre elas.
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Ligação Afectiva (cont)
Bowlby & Ainsworth descreveram 4 fases no desenvolvimento da relação afectiva
– A criança faz movimentos de sucção, sorri, chora e utiliza outras vocalizações para com os objectos do meio; faz contacto visual com as pessoas. Por volta dos 3 meses, os bebés já diferenciam as 4º CLE pessoas das figuras 8 27 de Abr de 2008

Ligação Afectiva (cont)
Acontece quando o bebé começa a ser capaz de diferenciar a mãe, e mais uma ou duas pessoas, ao nível do contacto de proximidade. Sucede por volta dos 6 meses, quando a ausência da mãe e a presença do estranho começa a causar ansiedade – angústia do 8º mês.
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Ligação Afectiva (cont)
Pode-se identificar no fim do 1º ano de vida, quando o bebé começa a estabelecer uma constância de mãe-objecto ou permanência de objectos (das pessoas).

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Ligação Afectiva (cont)
A interdependência com a mãe vai aumentando e complexifica-se até à idade dos 4-5 anos, quando uma confiança completa é alcançada. Esta fase é mais de natureza cognitiva e representativa.

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Ligação Afectiva em Crianças Deficientes (cont)
Ao ser descrita e comprovada a importância do attachment ou ligação afectiva para o desenvolvimento saudável e global da criança,
os investigadores têm demonstrado um interesse crescente pelo estudo do desenvolvimento da ligação afectiva em crianças deficientes.
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Ligação Afectiva em Crianças Deficientes (cont)
A presença de um qualquer handicap (deficiência) sensorial ou outro, pode interferir (ou atrasar) no estabelecimento dessa dinâmica de relação bidireccional da díada mãebebé.
Mães, aparentemente sensíveis, que respondem prontamente aos seus filhos, aparentemente “normais” ou intactos 27 de Abr de 2008 4º CLE 14

Ligação Afectiva em Crianças Deficientes (cont)
Por outro lado, os bebés portadores de handicaps falham em atingir níveis ideais de estimulação da mãe,
o que conduz a mãe a falhar na interacção de resposta para com o seu bebé. Comportamento Maternos
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Comportamentos do Bebé 4º CLE

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Ligação Afectiva em Crianças Deficientes (cont)
Estudos comparativos entre crianças “normais” e crianças com Síndroma de Down
Demonstram uma menor frequência de comportamentos de choro e vocalizações, nas crianças com Síndroma de Down.

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Ligação Afectiva em Crianças Deficientes (cont)
Estudos do attachment efectuados em crianças com Atraso Mental
Sugerem a presença de atrasos e perturbações no desenvolvimento do attachment.

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Ligação Afectiva em Crianças Deficientes (cont)
Foram investigados aspectos da relação afectiva, em Crianças Surdas,
Apesar das dificuldades de comunicação e dos atrasos de linguagem, que estas crianças apresentam, com frequência, até aos 2 anos,
Elas são capazes de estabelecer uma relação4º CLE positiva, segura e 27 de Abr de 2008
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Ligação Afectiva em Crianças Deficientes (cont)
Estudos sobre attachment, em Crianças Cegas,
Documentam que os bebés invisuais demonstram uma ausência de “linguagem visual” criando problemas às mães na leitura dos sinais,
O sorriso não é automático ou frequente Demonstram um pequeno repertório de sinais de 4º CLE expressões faciais 27 de Abr de 2008 19

Ligação Afectiva em Crianças Deficientes (cont)
Foi estudado o efeito das Deformações Crânio-Faciais, na qualidade das interacções mãebebé,
Concluiu-se que
Os bebés atraentes constituem um importante factor na qualidade da interacção.
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Intervenção (cont)
Valorizar a importância do attachment para o desenvolvimento global, saudável e harmonioso da criança; Informar os pais; Promover, através do estabelecimento de “comportamentos adaptativos”, competências nos pais que permitam
Ultrapassar as barreiras criadas pelos handicaps dos filhos
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para, deste modo, maximizar as 4º CLE 22

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