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Espermatogênese:

Durante o período fetal, as células primordiais migram para as gônadas. Quando esse processo ocorre no testículo, formam-se as ESPERMATOGÔNIAS. Essas, ficam quiescentes até a puberdade. A partir da adolescência, começa o processo de espermatogênese. Nos túbulos seminíferos, as espermatogônias (células mais periféricas) crescem e sofrem alterações, tonando-se ESPERMATÓCITOS I (2n). Concomitantemente, inicia-se a I meiose, onde os espermatócitos originam células haploides e com metade de seu tamanho, os ESPERMATÓCITOS II. A segunda meiose termina com a formação de ESPERMÁTIDES, que, próximos a lux dos túbulos seminíferos, passarão pela espermiogênese originando ESPERMATOZÓIDES. No processo de ESPERMIOGÊNESE, a espermátide sofre mudanças morfofuncionais como a condensação nuclear, espiralização das mitocôndrias, expulsão do corpo residual (grande parte do citoplasma), formação do acrossomo e da calda. É importante ressaltar que os túbulos seminíferos, que adquirem sua lux até a puberdade, são atravessados por células triangulares, as CÉLULAS DE SERTOLI. Essas são responsáveis pela nutrição e sustentação das gônadas.

A espermatogêse é regulada por ação do hipotálamo, que respondendo à estímulos externos, incita por liberação de GnRH (Hormoônio Liberador de Gonadotrofinas) a adeno hipófise à produção de LH e FSH. LH e FSH atingem as gônadas pela corrente sanguínea. O LH age estimulando as CÉLULAS DE LEYDIG (células que ficam entre os túbulos seminíferos e, sob ação do LH, liberam testosterona) a produzir testosterona. A testosterona se desloca para dentro dos túbulos seminíferos, onde, em altas concentrações possibilita a ocorrência da espermatogênese. A testosterona se liga às células de sertoli , que convertem testosterona em estrogênio. É a testosterona agindo sobre sertoli que possibilita a espermatogênese. Sob ação do FSH, as células de sertoli produzem proteínas receptoras de andrógenos e líquido testicular. Ocorre aqui, o chamado feedback negativo, onde, em alta concentração, FSH e LH, exercem ação inibitória.

Oogênese:

Durante o desenvolvimento embrionário células primordiais migram para as gônadas femininas, ali são chamadas OOGÔNIAS. Estas podem seguir duas vias de desenvolvimento, multiplicação por mitoses sucessivas ou iniciar a meiose I. No quinto mês intrauterina, as oogônias deixam de realizar mitose e sofrem apoptose, ficando assim apenas aquelas que sofreram o início da meiose I e, são chamadas OÓCITOS I. Os oócitos primários não completam a meiose, mas se estacionam no diplóteno da prófase I. Esse estado de dormência é mantido pelo IMO (Inibidor de Maturação de Oócitos), que é produzido por células foliculares que cercam os oócitos I. Até o fim do período intrauterino, todos os oócitos são cercados por células foliculares e, são chamados de FOLÍCULOS PRIMORDIAIS. Os oócitos ficam estacionados em prófase I até a puberdade. A partir da adolescência, todo mês de 15 à 20 oócitos são escolhidos e iniciam seu processo de maturação que os levará de folículos primordiais à folículos secundários maduros. Tudo começa com alterações nas células foliculares, que tornam-se coluanres e capazes de secretar glicoproteínas, produzindo entre si e o oócito I uma camada glicoproteica chamada de ZONA PELÚCIDA. Concomitanemente, as células foliculares passam a ser denominadas de CÉLULAS GRANULOSAS. Após esses acontecimentos, temos a transformação do folículo primordial em FOLÍCULO PRIMÁRIO. O folículo primário repousa sobre o estroma ovariano, esse irá originar duas camadas que revestem o folículo, ambas externas às células granulares, a TECA. Teca é dividida em TECA INTERNA (glandular e vascular responsável pela nutrição do folículo) e TECA EXTERNA (simplesmente uma cápsula fibrosa). No folículo primário penetrará líquido ovariano. Esse líquido,

formará, por coalescência, um espaço cheio, que separa em grande parte as células granulosas do contato direto com a zona pelúcida que recobre o oócito I. Esse espaço é chamado Antro. Neste ponto, o folículo é denominado de FOLÍCULO SECUNDÁRIO. Por fim, teremos o surgimento do FOLÍCULO SECUNDÁRIO MADURO, que se dá pelo aumento do antro, seguido da formação de uma camade de células que liga o Oócito à camada granular, o CÚMULO OÓFORO. A principação transformação que qualifica o oócito como maduro é a continuidade e término da meiose I, formando um OÓCITO II e um CORPÚSCULO POLAR. Porém, pouco antes da oocitação, a meiose é paralisada e só e completa após a liberação do oócito secundário, caso ele seja fecundado, formando um óvulo. O corpúsculo polar fica entre o cúmulo oóforo e a zona pelúcida. Após esse processo, o oócito II já está pronto para ser liberado.

Ciclo ovariano:
Ciclo ovariano:

O hipotálamo, sob influências externas, libera GnRH (Hormônio Liberador de Gonadotrofinas) que estimulam a adeno-hipófise a secretar LH e FSH. O FSH, embora não tenha influência direta sobre a maturação do folículo primordial em primário, é essencial para que este se torne folículo secundário. Além disso, ele estimula a transformação de células foliculares em granulosas . As células granulosas, em ação conjunta às células da teca interna, secretam estrógenos que fazem o endométrio passar para a fase proliferativa; fazem o muco cervical ficar mais fino e estimulam a hipófise a liberar mais LH. Assim, há um aumento da quantidade de LH no sangue (na metade do ciclo), e é este o responsável pela oocitação. Inicialmente, o LH tira o oócito I do estágio de dormência, fazendo-o terminar a meiose I e iniciar a meiose II. Além disso, é o LH que estimula a luteirização inicial (produção de progesterona pelas células foliculares) e é em resposta ao alto nível de LH que há um aumento nos níveis de PROSTAGLANDINAS que irão contrair os músculos da parede ovariana, levando à sua ruptura e liberação do oócito II. O LH também é responsável pela potencialização da ação da COLAGENASE, que digere as fibras colágenas em tono do folículo. Após a liberação do oócito II, o resquício de folículo (células granulares + teca) sofrem, por ação do LH, um acúmulo de lipídios e hipertrofia, tornando-se o CORPO LÚTEO, que secreta progesterona, responsável por estimular o endométrio à faze proliferativa Ao ser liberado do ovário, o oócito é recobertoor células do cúmulo oóforo que se rearranjam, formando a CORONA RADIATA.

Caso não ocorra fecundação, o corpo lúteo sofre degeneração e foma o CORPO ALBICANTE, cerca de 10 dias após a oocitação. Ação, cessa a produção de progesterona e o útero descama, ocorrendo a menstruação. Caso ocorra fecundação, o corpo lúteo continua crescendo, fomando o corpo gravídico e é mantido pelo HCG (produzido pelo sinciciotrofoblasto do embrião). Após o 4º mês, ele regride pouco a pouco, pois a placenta é capaz de produzir progesterona.

Caso não ocorra fecundação, o corpo lúteo sofre degeneração e foma o CORPO ALBICANTE, cerca de
Caso não ocorra fecundação, o corpo lúteo sofre degeneração e foma o CORPO ALBICANTE, cerca de

Fecundação:

O oócito secundário é levado pelos movimentos rítmicos das trompas uterinas e dos cílios. A fecundação normalmente ocorre na ampola das tubas uterinas. Os espermatozoides passar por um processo de preparação antes de unirem seus núcleos com o oócito, esse processo é composto de duas parte: CAPACITAÇÃO (enzimas da mucosa uterina digerem a capa lipoproteica que recobre o acrossomo) e REAÇÃO ACROSSÔMICA (liberação de enzimas pelo acrossomo para digerir a zona pelúcida). Ao chegar no ISTMO da tuba, os espermatozoides tem seu movimento desacelerado até que ocorra a liberação do oócito. Após essa liberação, os espermatozoides por quimiotaxia, voltam a se movimentar rapidamente.

A penetração se dá em três estágios:

  • A) Penetração da Corona Radiata;

  • B) Penetração da Zona Pelúcida;

  • C) Fusão das membranas pasmáticas do oócito e espermatozoide. Posteriormente, o oócito retoma a meiose II (a partir da anáfase) e forma um corpúsculo polar II e o óvulo.

O óvulo possui um pronúcleo feminino e estimula o núcleo do espermatozoide a crescer e transformar-se em um pronúcleo masculino. Ambos pronúcleos duplicam seu material genético e se unem, formando o zigoto.

1ª Semana:

-Clivagem/ Mórula:

O zigoto sofre sucessivas divisões sem, contudo, que seu tamanho aumente. Sendo assim, o tamanho das células-filhas (agora chamadas blastômeros) diminui a cada divisão. No 3º DIA após a fecundação, o embrião atinge o estágio de MÓRULA (de 16 à 32 células). É nesse estágio que ele atinge a cavidade uterina (entre 3º e 4º).

-Blastocisto:

A mórula chega à cavidade uterina líquido uterino adentra a massa celular, formando uma cavidade interna. Nesse estágio, chamamos o embrião de BLASTOCISTO. Há duas massas celulares prevalentes no blastocisto, a externa (trofoblasto) e um aglomerado interno apical (embrioblasto). No 4º DIA de gestação, o blastocisto, já no útero, perde a zona pelúcida, o que possibilita sua implantação no estroma uterino. Ainda na primeira semana ocorre diferenciação do trofoblasto em SINCICIOTROFOBLASTO e CITOTROFOBLASTO. Por volta do 6º DIA, o sinciciotrofoblasto (massa celular multinuclear amorfa de ação corrosiva e capacidade de produção hormonal) começa a penetrar o estroma uterino. Durante do ciclo menstrual, o endométrio passa por 5 estágios:

1) Fase menstrual: Descamação da camada funcional do útero (endométrio); 2) Fase Proliferativa: Dura cerca de nove dias e é controlada pelo estrógeno secretado pelos folículos. Coincide com o període de crescimentol dos folículos. Nessa fase, as artérias espiraladas se alongam e o endométrio se espessa; 3) Fase Lútea (porgestacional): Cerca de 13 dias, é o período de formação, crescimento e funcionamento do corpo lúteo; 4) Fase Isquêmica: A fase isquêmica ocorre quando o ovócito não é fecundado. A isquemia (redução do suprimento sanguíneo) ocorre quando as artérias espiraladas se contraem, dando ao endométrio um aspecto pálido. Essa constrição resulta do decréscimo de secreção de hormônios pelo corpo lúteo em degeneração, principalmente da progesterona. Além das alterações vasculares, a queda hormonal resulta na parada de secreção glandular, em perda de fluidointersticial e em acentuada retração do endométrio;

5) Fase Gravídica: Endométrio passa para uma fase de gravidez.

Útero

Camada Compacta (superficial) Camada Endométrio Esponjosa (Intermediária) Camada Basal Miométrio (Delgada) Perimério
Camada
Compacta
(superficial)
Camada
Endométrio
Esponjosa
(Intermediária)
Camada Basal
Miométrio
(Delgada)
Perimério

2ª Semana:

  • - 8º DIA: ( Diferenciação do embrioblasto; formação da cavidade amniótica)

2ª Semana: - 8º DIA: ( Diferenciação do embrioblasto; formação da cavidade amniótica) Aqui, o blastocisto

Aqui, o blastocisto está parcialmente imerso n estroma endometrial. É importante não esquecer que o sinciciotrofoblasto depende do citotrofoblasto, uma vez que aquele não realiza mitose, ou seja, as células do citotrofoblasto se dividem e migram para o sinciciotrofoblasto, onde se fundem e perdem a membrana. Nesse dia, as células do embrioblasto irão se dividir em hipoblasto e epiblasto. Além disso, as células do epiblasto irão formar uma cavidade em seu interior, a cavidade amniótica, que terá seu piso formado por epiblasto e o teto por aminioblasto (designação diferente para o epiblasto).

  • - 9º DIA: (Aparecimento das lacunas; Membrana exocelômica; Saco Vitelino Primitivo)

2ª Semana: - 8º DIA: ( Diferenciação do embrioblasto; formação da cavidade amniótica) Aqui, o blastocisto

O blastocisto encontra-se mais profundamente encrustado e um COÁGULO DE FIBRINA fecha a parede uterina. O estroma endometrial é altamente vascularizado e à medida que o sinciciotrofoblasto corrói e penetra o endométrio, ele engloba artérias e glândulas. O Sangue dessas artérias passa a circular em espaços dentro do

sincício, as chamadas lacunas. É nesse dia que o hipoblasto dará origem a uma camada de células (MEMBRANA EXOCELÔMICA) que revestira toda a cavidade do blastócito, formando o SACO VITELINO PRIMITIVO (CAVIDADE EXOCELÔMICA).

- 11º ao 12º DIA: ( Mesoderma extraembrionária; Circulação Uteroplacentária; Reação decidual)

sincício, as chamadas lacunas. É nesse dia que o hipoblasto dará origem a uma camada de

Durante esses dias o blastocisto já adentrou completamente, mas o defeito ainda não se fechou. O blastocisto já produz leve protrusão na lux do útero. AS lacunas do sinciciol tornam-se intercomunicantes, formando as REDES LACUNARES. O sangue arterial materno irá circular dentro destas redes, dando origem à CIRCULAÇÃO UTEROPLACENTÁRIA. Além disso, o saco vitelino (indiretamente hipoblasto) dá origem a um tecido conjuntivo que reveste um grande espaço entre o citotrofoblasto e o saco vitelino primário: é a MESODERMA EXTRAEMBRIONÁRIA, que é dividida em:

1) Esplancnopleural: (Esplancno=vísceras) Reveste o disco embrionário e suas duas cavidades anexas (saco amniótico e vitelino); 2) Somatopleural: Reveste o citotrofoblasto. Entre Mesoderma extraembrionária espancno e somatopleural, há um revestimento de tecido conjuntivo, também originário do saco vitelino. Dentro desse tecido formam-se cavidades chamadas de CAVIDADES CORÕNICAS ou CELOMA EXTRAEMBRIONÁRIO. Vale ressaltar que os sinusóides maternos se comunicam com as lacunas maternas.

-13º DIA: (Saco vitelino secundário; Nidação; Cavidade Coriônica; Placa coriônica)

É neste dia que a nidação se completa, com a cicatrização completa do defeito da parede uterina. Um acontecimento muito importante para a futura formação da placenta é o surgimento das VILOSIDADES CORIÔNICAS, que são expansões do citotrofoblasto sobre o sinciciotrofoblasto. As células do hipoblasto vão se multiplicando, o que leva ao afunilamento do saco vitelino primário, “cortando-o” e originando o SACO VITELINO SECUNDÁRIO e resquícios do saco vitelino primário, também chamadas CISTOS EXOCELÔMICOS. A cavidade coriônica ou celoma extraembrionário se expande na mesoderma extraembrionária primitiva e forma uma cavidade única e grande, revestida externamente por M. Somatopleural e, internamente, por M. Esplancnopleural. Essas estruturas são, em conjunto, o córion: Cavidade coriônica + (Mesoderma Extraembrionária Somatopleural + Citotrofoblasto + Sinciciotrofoblasto)

PLACA CORIÔNICA

3º SEMANA: - Gastúla: (Folheto Trilaminar; Linha Primitiva; Processo Notocordal; Placa Neural; Alantóide) Durante a gastrulação

3º SEMANA:

- Gastúla: (Folheto Trilaminar; Linha Primitiva; Processo Notocordal; Placa Neural; Alantóide)

Durante a gastrulação o embrião é chamado de GÁSTRULA. O acontecimento de principal importância é a transformação do disco germinativo bilaminar em um disco germinativo trilaminar. Isso se dá pelo aparecimento da LINHA PRIMITIVA. Tudo começa com a migração de células do disco epibástico para a região medicana do mesmo, o que provoca um acúmulo de células epiblásticas partindo da região caudal para a cefálica, a linha primitiva. A região mais cefálica da linha primitiva é chamada de NÓ PRIMITIVO. Posteriormente, as células da região profunda da linha e do primitivo irão passar pelo processo de invaginação, originando o SULCO e a FOSSETA RPIMITIVA. Nesse processo de invaginação, as células da superfície profunda da linha primitiva originarão o MESÊNQUIMA (células com alta capacidade de proliferação e diferenciação). As células mesenquimais podem migrar para a região do hipoblasto, originando o ENDODERMA ou entre epiblasto e hipoblasto, originando o MESODERMA. Caso elas permaneçam na região do epiblasto, originarão o ECTODERMA. Até a quarta semana a linha primitiva é ativa na produção de mesênquima, porém, após esse período, diminui pouco a pouco. Caso não sofra o processo de degeneração adequado, continuará produzindo tecidos não funcionais, originando um teratoma na região sacrococcígea. Outro importante acontecimento no período de gástrula é a formação da NOTOCORDA. A formação da notocorda se inicia com a formação de mais um aglomerado celular na região mediana do disco, porém esse parte do Nó Primitivo para a PLACA PRECORDAL, é o PROCESSO NOTOCORAL. A fosseta primitiva se entende formando um canal dentro do processo notocordal. Este canal encontra-se no mesoderma. A formação da notocorda acontece assim:

1) Processo notocordal se estende até a placa precordal (ao encontrarem-se, a placa precordal recebe o nome de MEMBRANA BUCOFARINGEA); 2) A fosseta se estende por dentro do processo, formando o canal notocorda, ou seja, agora o processo é um tubo celular; 3) O assoalho do processo notocordal funde-se com a endoderma. As camadas fundidas se degeneram e o canal notocordal passa a se comunicar com o saco vitelino; 4) Nesse ponto, o processo passa ser chamado de PLACA NOTOCORDAL (Processo sem assoalho). As células da placa notocordal irão se proliferar, levando ao dobramento da mesma, que originará um bastão completamente preenchido: a NOTOCORDA; **** É importante ressaltar que nem toda placa notocordal se facha no mesmo tempo. A parte proximal do canal notocordal persiste como CANAL NEUROENTÉRICO, que é uma comunicação transitória entre o amônio e o saco vitelino.

As principais funções da notocorda dão, principalmente, a formação de um eixo céfalo-caudal primitivo do embrião;

As principais funções da notocorda dão, principalmente, a formação de um eixo céfalo-caudal primitivo do embrião; é a base para a formação do esqueleto axial (crânio e coluna vertebral) e define o futuro local das vértebras. Além disso, a notocorda é de extrema importância para indução de atividades que levam à transformação de células embrionárias não especializadas em tecidos e órgãos especializados. É importante ressaltar que algumas células migram da linha primitiva em região lateral e circulam a região da placa precordal, formando a MESODERMA CARDIOGÊNICA DA ÁREA CARDIOGÊNICA, que formará o coração primitivo. Outro evento de grande importância durante a gástrula é a formação do alantoide. Ele aparece por volta do 16º DIA , sendo uma pequena evaginação vinda da expansão da membrana do saco vitelino pelo pedículo de ligação. No embrião humano, ele permanece muito pequeno, porque uas funções são assumidas pelo saco vitelino e pela

placenta. Mesmo assim, ele assume funções essenciais na formação do sangue inicial do embrião e no desenvolvimento da bexiga. Com o crescimento da bexiga ele se transforma no ÚRACO, que no adulto é o ligamento mediano do umbigo. Além disso, os vasos sanguíneos do alantoide tornam-se as artérias e veia umbilical.

- Nêurula: (Tubo neural; fechamento do neuróporo posterior) Em resposta à formação da notocorda, o ectoderma se espessa, formando a chamada PLACA NEURAL, que originará o SNC (encéfalo e medula espinal) e é constituída por CÉLULAS NEUROEPITELIAIS. À medida que a notocorda se alonga, a placa neural também se alonga, até atingir a Membrana Bucofaríngea. No 18º DIA, a placa neural se invagina, formando em sua região mediana o SULCO NEURAL e as PREGAS NEURAIS. As pregas neurais são muito evidentes e o primeiro sinal de desenvolvimento encefálico. Vale ressaltar que a placa neural esta na ectoderma, enquanto a notocorda está no mesoderma, ou seja, o tubo neural se forma acima da notocorda. As pregas neurais tendem a se aproximar, convertendo a placa neural em um TUBO NEURAL. Esse processo acontece da seguinte maneira, algumas células das CRISTAS NEURAIS (região mais proeminentes das pregas neurais) perdem sua afinidade epitelial e as ligações com os tecidos vizinhos. Assim, quando as pregas neurais se unem formado o TUBO NEURAL, as células das cristas neurais se separam formando duas massas celulares achatadas que migram para a direita e esquerda (dorsolateralmente). Concomitantemente, as células da ectoderma se unem acimada crista e do tubo neural, formando um ectoderma superficial que se diferenciará em EPIDERME. As CRISTAS NEURAIS originarão:

  • Glânglios espinhais do Sistema Nervoso Autônom;

  • Bainha dos Nervos Periféricos;

  • Meninges Medulares( aracnoide e piamater) e Encefálicas;

  • Contribuem para a formação de células pigmentares, da adrenal e de vários componentes esqueléticos e

musculares da cabeça.

placenta. Mesmo assim, ele assume funções essenciais na formação do sangue inicial do embrião e no

- Somitos:

Durante a formação da notocorda e do tubo neural, o mesoderma intraembrionário se espessa, formando

Três mesodermas: Paraxial; Intermediária e Lateral (que se comunica com o mesoderma extraembrionário). Próximo ao fim da 3º semana, o mesoderma paraxial começa a se dividir, originando corpos cuboides, os somitos. Estes podem ser descritos como blocos de mesoderma. Começam a se formar da extremidade cefálica rumo à caudal e, no fim da 5º semana, existem entre 40 e 44 somitos. Esses somitos, ficam como que cercando a notocorda, isso porque serão responsáveis pela formação dos corpos vertebrais que, coo já visto, têm sua posição orientada pela notocorda.

 

Além das vértebras, os somitos originam:

Músculos associados ao esqueleto axial;

Derme da pele.

- Celoma Intraembrionário:

Começam a aparecer cavidades com líquidos acumulados no mesoderma lateral e no cardiogênico. Esses espaços se unem, formando uma pequena cavidade única em forma de ferradura, o CELOMA INTRAEMBRIONÁRIO. O mesoderma lateral é dividido em

duas partes pelo mesoderma intermediário.

A parte que reveste o saco amniótico é chamada MESODERMA SOMÁTICA e, juntamente com a ectoderma,

A parte que reveste o saco amniótico é chamada MESODERMA SOMÁTICA e, juntamente com a ectoderma, forma a SOMATOPLEURA. Já a parte que que reveste o saco vitelino é chamada ESPLANCOPLEURAL, e, juntamente à endoderma, forma MEESPLANCOPLEURA.

- Desenvolvimento do Sistema Cardiovascular:

O desenvolvimento de um sistema cardiovascular está relacionado com a necessidade urgente de vasos sanguíneos para realizar a oxigenação e nutrição do embrião a partir da circulação materna. O processo de desenvolvimento do Sistema Cardiovascular se inicia com a formação do vasos sanguíneos, que é chamada de ANGIOGÊNESE. No mesoderma embrionário, as células mesenquimais (aqui chamadas ANGIOBLASTOS) começaram

a formar aglomerados próximos ao endoderma, esses aglomerados são denominados ILHOTAS SANGUÍNEAS. Dentro das ilhotas existem pequenas fendas que irão se unir originando ductos e os angioblastos que revestem diretamente

esses ductos irão se achatar e dar origem ao ENDOTÉLIO PRIMITIVO. Esses vasos irão se unir e formar redes de vasos endoteliais. Após a angiogênese, é necessária a formação de células do sangue, processo conhecido como HEMATOGÊNESE. Esse processo é encabeçado por células endoteliais com capacidade de produzir células sanguíneas: HEMOCITOBLASTOS. Embora comece a se produzir células sanguíneas, a produção efetiva de sangue só tem início na 5ª semana e ocorre em várias partes do mesênquima, no fígado, no baço e na medula, respectivamente. ****São as células mesenquimais que envolvem os vasos (endotélio) que irão se diferenciar em todo aparato muscular e tecido conjuntivo dos vasos. Tanto o coração como os grandes vasos tem origem das células mesenquimais da região cardiogênica. Lá, durante a terceira semana, um par de vasos endoteliais se funde, originando o TUBO CARDÍACO PRIMITIVO. No fim da 3ª semana, já há um líquido circulante e o coração já bate. A partir da 5ª semana, os batimentos cardíacos já podem ser detectados pelo ultrassom.

- Vilosidades Coriônicas:

Durante a terceira semana, as vilosidades coriônicas primárias serão penetradas por mesênquima e começarão a se ramificar, formando as VILOSIDADES CORIÕNICAS SECUNDÁRIAS, que recobrem todo o saco coriônico. Lembrando que as vilosidades coriônicas são a expansão de ramificações de citotrofoblasto no sinciciotrofoblasto. Assim, há formação de capilares nessas vilosidades, quando os vasos sanguíneos se tornam visíveis, elas passam a serem chamadas de vilosidades terciárias. Ocorrem nelas a trocas entre o sangue do embrião (que circula nos vasos endoteliais) e sangue materno (que circula no espaço interviloso).

esses ductos irão se achatar e dar origem ao ENDOTÉLIO PRIMITIVO. Esses vasos irão se unir

ORGANOGÊSE:

Esse é o período de maiores transformações morfológicas do embrião. Aqui, seus sistemas e órgão começaram a se desenvolver. Como ocorre um rápido crescimento e diferenciação (especialização), é o período de maior fragilidade quanto à exposição a teratógenos. O desenvolvimento embrionário é dividido em três fases:

1) Crescimento: divisão celular e elaboração de produtos celulares; 2) Morfogênese: Interações químicas e físicas complexas e em sequencia ordenada que geram os movimentos celulares e possibilata a formação de tecidos e órgãos. ; 3) Diferenciação: período de especialização de tecidos e órgãos.

- Dobramento: É por esse processo que o embrião deixa de ser um disco e toma
- Dobramento: É por esse processo que o embrião deixa de ser um disco e toma
- Dobramento:
É por esse processo que o embrião deixa de ser um disco e toma forma tridimensional. O dobramento
acontece principalmente porque o plano mediano do embrião (comprimento) cresce mais rapidamente que o
plano lateral, assim, o embrião acaba fechando suas laterais e fundindo-as, concomitantemente, as
extremidades cefálica e caudal são dobradas rumo ao centro do embrião, mas não se encontram.
É importante ressaltar que o tubo neural não foi totalmente fechado, sendo assim, suas extremidades
recebem agora o nome de NEURÓPORO CAUDAL E CEFÁLICO, eles só se fecham quando a cavidade do tubo
neural for completamente preenchida por líquido amniótico.

Começando pelo dobramento das extremidades céfalo-caudais do embrião em direção à parte ventral, temos a formação das pregas cefálicas e caudal. No início da 4ª semana, a PREGA CEFÁLICA acaba se dilatando e tornando-se mais espessa devido ao aparecimento dos primórdios do encéfalo. Durante esse dobramento longitudinal, parte do endoderma do saco vitelino é incorporada ao embrião, formando os três intestinos INTESTINO ANTERIOR (entre encéfalo e coração), INTESTINO POSTERIOR e INTESTINO MÉDIO. O encéfalo em desenvolvimento cresce em direção cefálica além da membrana bucofaríngea e coloca-se sobre o coração em desenvolvimento. A prega cefálica auxilia na formação do celoma embrionário. O dobramento da parte caudal do embrião resulta, basicamente, no crescimento da parte distal do tubo neural. A parte proximal do tubo neural, como já visto, forma o encéfalo primitivo, enquanto a parte distal, forma o primórdio da coluna espinhal. O intestino posterior se dilata e forma a cloaca (primórdio do reto e da bexiga). O pedículo do embrião, que originará o cordão umbilical, prende-se à superfície ventral do embrião e o alantoide é parcialmente incorporado ao mesmo. Se tratando do dobramento lateral do embrião (horizontal),ocorre a formação das pregas laterais direita e esquerda. Os primórdios de cada parede lateral do disco embrionário se dobra em direção ao plano mediano, deslocando as bordas do disco embrionário e formando um embrião aproximadamente cilíndrico. À medida que se formam as paredes laterais, parte da endoderma é incorporada ao intestino médio, o que futuramente originará o intestino delgado e os órgãos análogos. O âmnion, ao se unirem as bordas laterais, irá formar o revestimento do cordão umbilical.

- Derivados dos folhetos germinativos:

1) ECTODERMA: SNS (Tubo neural); SNP (Crista Neural); Epitélio sensorial do olho, nariz e orelha; epiderme e anexos; glândulas mamárias; adeno-hipófise; glândulas subcutâneas; esmalte do dente; gânglios espinais e cranianos (crista neural); células da bainha dos nervos periféricos, pigmentares e da derme ( crista neural), medula adrenal e meninges (crista neural).

2) MESODERMA: tecido conjuntivo, cartilaginoso e ósseo; músculos cardíacos; vasos sanguíneos e linfáticos; rins, ovários e testículos; ductos genitais; baço e suprerrenal .

3) ENDODERMA: revestimento epitelial dos tratos gastrointestinais e respiratórios; parênquima das tonsilas; tireóide e paratireoide; timo, fígado e pâncreas; revestimento epitelial da bexiga e da cavidade timpânica; grande parte do útero e tuba auditiva.

3) ENDODERMA: revestimento epitelial dos tratos gastrointestinais e respiratórios; parênquima das tonsilas; tireóide e paratireoide; timo,

- 4ª semana:

É o período onde ocorrem as maiores mudanças morfológicas no corpo. Neuróporos rostral e caudal amplamente abertos. No 24º DIA, são visíveis dois arcos faríngeos (Primeiro: mandibular dá origem à mandíbula e à proeminência do maxilar/ Segundo: hioideo). O coração forma uma grande saliência ventral. No 26º DIA, são visíveis três arcos faríngeos e o embrião já tem uma curvatura em C e uma elevação saliente na cabeça produzida pelo encéfalo. São visíveis os BROTOS DOS MEMBROS SUPERIORES, as FOSSETAS OTICAS (orelha primitiva) e o PLACOIDE CRISTALINO. Uma característica típica de quarta semana é a longa eminência caudal e, geralmente, há o fechamento do neuróporo caudal.

- 5ª semana:

Pequenas mudanças na forma do corpo/ grande crescimento da cabeça devido ao rápido crescimento do encéfalo e proeminências faciais/ Face entra em contato com a proeminência do coração/ segundo arco faríngeo cresce sobre terceiro e quarto, formando o seio cervical.

  • - 6ª semana:

Respostas reflexas ao toque/ Desenvolvimento dos membros superiores (aparecimento do cotovelo; das PLACAS DA MÃO; dos primórdios de dedos: RAIOS DIGITAIS nas placas da mão; diferenciação regional dos membros superiores)/ Entre os dois primeiros arcos faríngeos forma-se o sulco faríngeo, que originará o MEATO ACÚSTICO EXTERNO/ Formação do pigmento da retina (olho evidente)/ Tronco e pescoço começam a se endireitar/ Os intestinos começam a penetrar no celoma extraembrionário na parte proximal do cordão umbilical.

  • - 7ª semana:

Membros sofrem modificações consideráveis/ Início da ossificação dos membros superiores/ Início da separação dos

dedinho.

  • - 8ª semana:

Dedos das mãos separados e unidos pelas INTERDIGITAIS/ Iminência caudal desaparece ao fim desta semana/ PLEXO VASCULAR DO COURO CABELUDO (importante para a nutrição)/ Todas as regiões dos membros são evidentes ao fim desta semana/ Primeiros movimentos voluntários/ Ossificação dos MMII, começando pelo fêmur/ Mãos e pés se aproximam ventralmente/ Características nitidamente humanas/ Pálpebras começam a se fechar/ Pavilhão auditivo assume forma final/ começo da diferenciação entre as genitálias externas (ainda insipiente).

PERÍODO FETAL:

É o período no qual o feto tornou-se um humano reconhecível, sendo marcado por rápido crescimento e diferenciação de tecidos, órgãos e sistemas. Medidas como o CR (Comprimento da cabeça às nádegas) e o comprimento do fêmur são mensuráveis pelo ultrassom e úteis para averiguar a idade gestacional. IDADE GESTACIONAL é a idade do embrião, que começa duas semanas após o UPMN Último Período Menstrual Normal. O período gestacional é dividido em três trimestres:

1º TRIMESTRE: formam-se os principais órgãos e sistemas; 2º TRIMESTRE: crescimento em tamanho, tornand0 possível à visualização de detalhes anatômicos na ultrassonografia; 3º TRIMESTRE: normalmente sobrevive caso nasça pré-termo. Durante o período fetal ocorre uma intercalação entre o período de crescimento e repouso, isso porque, durante os períodos de crescimento ocorre um grande gasto energético.

9ª à 12ª SEMANA:

Nessa semana, o fígado começa como o principal órgão de eritopoese, mas na 12ª semana, ela começa a ser realizada no baço/ Grande crescimento do feto, o CR é praticamente o dobro ao fim da 12ª semana/ Diminuição do crescimento da cabeça, que continua desproporcional/ MMSS quase alcançam o comprimento final, mas os inferiores ainda não estão bem desenvolvidos/ Início dos centros de ossificação nos ossos do crânio e longos/ Olhos separados e orelhas de implantação baixa/ Genitálias externas se diferenciam, mas não alcançam forma madura/ na

11ª semana o intestino retorna para a cavidade abdominal/ Urina começa ser formada e lançada no líquido amniótico.

13ª à 16ª SEMANA:

Olhos e ouvidos na bem próximos da posição definitiva/ crescimento em comprimento dos MMII/ genitálias podem ser diferenciadas/ movimentos lentos dos olhos com 14 semanas/ período de ossificação ativa, a partir de 16 semanas os ossos já podem ser vistos em US/ padrão de cabelo no couro cabeludo determinados nesse período/ os movimentos dos membros se tornam coordenados durante a 14ª semana, mas são imperceptíveis pela mãe/ na 16ª

semana os ovários se diferenciam e já contém folículos primordiais.

17ª à 20ª SEMANA:

Crescimento fica mais lento/ Movimentos fetais passam a ser percebidos com maior frequência pela mãe/ Lanugo (aderir ao feto a verniz caseosa)/ Verniz caseosa: material gorduroso que recobre o feto para protege-lo contra abrasões, rachaduras e endurecimentos causados pelo líquido amniótico/ Formação da gordura parda (tecido adiposo especializado que produz calar pela oxidação de ácidos graxos base do pescoço)/ 20ª semana o cabelo e as sobrancelhas já são visíveis/ na 18ª semana o útero já está formado e há um início de canalização da vagina/ na 20ª

semana os testículos começam a descer.

21ª à 25ª SEMANA:

Produção de surfactante pelos pneumócitos tipo II, lipídio tensoativo que garante a abertura dos alvéolos, ou seja, início de uma preparação do sistema respiratório do feto/ período de grande ganho de peso/ no 21ª dia ocorrem os movimentos oculares rápidos/ sistema respiratório ainda imaturo/ pela translúcida, enrugada e rósea/

na 24ª semana as unhas das mãos já são evidentes.

26ª à 29 SEMANA:

Baço torna-se importante local de hematopoese, mas na 28ª semana essa função é assumida pela medula/ algumas rugas desaparecem, pois há acúmulo de gordura/ o sistema nervoso já capaz de controlar movimentos rítmicos como os da respiração/ os pulmões e alvéolos são capazes de realizar trocas gasosas/ pálpebras abertas e

unhas dos pés formadas.

30ª à 34ª SEMANA:

Normalmente sobrevivem quando nascem prematuros/ com 30 semanas respondem à luz com reflexo pupilar/

pele rosada, lisa e membros gordinhos!!

35ª à 38ª SEMANA:

Período de acabamento/ Crescimento lento/ Pé pouco maior que o fêmur/ na 36ª semana possui reflexo palmar e responde espontaneamente à luz/ a partir da 36ª semana a circunferência cefálica se iguala à abdominal e, posteriormente, é ultrapassada/ Tórax saliente e mamas fazem uma leve protrusão/ Nas últimas semanas o feto

ganha cerca de 14 gramas por dia/ Fetos normalmente pesam 3400g, têm CR 360mm e comprimento de 50 cm/ Testículos normalmente já estão no escroto, mas é comum que não tenham descido em pré-termos.

DETERMINAÇÃO DA DATA PROVÁVEL DO PARTO (DPP):

O parto ocorre, normalmente, após 266 dias ou 36 semanas depois da fecundação/ 280 dias ou 38 semanas após o último período menstrual normal (UPMN). Regra de Nagele: contar pra trás 3 meses, somar 7 dias e 1 ano. + 1 ano 3 meses +7 dias

PARTO:

O parto é uma sequência de contrações uterinas que resultam na dilatação do útero e na saída do feto e da placenta. O trabalho de parto é dividido em quatro estágios/ etapas:

1) Dilatação: começa com a dilatação progressiva do colo e termina quando a cérvice está completamente dilatada. Ocorrem contrações dolorosas num intervalo de 10 em 10 min. Dura cerca de 12h nas primíparas e 7 nas multíparas. 2)Expulsão: Começa com o colo completamente dilatado e termina com a saída do feto. Dura cerca de 50 min em primíparas e 20 em multíparas. 3) Estágio da placenta: começa logo após a expulsão do feto e acaba com a expulsão da placenta. As contrações uterinas recomeçam após a saída do feto. Dura cerca de 15 min. 4) Recuperação: as contrações do miométrio após a expulsão da placenta continuam, sendo uma forma de constrição das artérias espiraladas, impedindo o sangramento excessivo do útero.

PLACENTA:

A placenta é o local básico das trocas de nutrientes entre mãe e feto, sendo um órgão materno-fetal. Em primeiro lugar, é importante ressaltar a divisão do endométrio gravídico: a decídua. Após a implantação do blastocisto, o endométrio, em resposta aos altos níveis de progesterona no sangue, tem suas células aumentadas

pelo acúmulo de lipídios e glicogênio, formando a decídua, que é dividida em três partes:

1) Decídua Basal: é a parte que se comunica diretamente com o concepto, formando a parte materna da placenta; 2) Decídua Capsular: é a parte superficial da decídua que recobre o concepto; 3) Decídua parietal: o restante da decídua. O desenvolvimento inicial da placenta vem do desenvolvimento do saco coriônico e das vilosidades coriônicas

durante a segunda semana.

No fim da terceira semana já está estabelecido o arranjo funcional necessário para as

trocas fisiológicas entre mãe e bebê No fim da quarta semana, uma rede vascular complexa já se estabeleceu na

placenta possibilitando as trocas materno-fetais. Até o fim da 8ª semana, as vilosidades coriônicas cobrem todo o saco coriônico, porém, elas se degeneram em grande parte dele, formando uma área relativamente avascular o SACO CORIÔNICO LISO. Concomitantemente, o número de vilosidades no cório associado à decídua aumenta

rapidamente, formando

o

CÓRION

A placenta é um órgão, como já dito, materno-fetal, possuindo:

VILOSO.

  • A) Parte Fetal: formada pelo córion viloso. Essas vilosidades do saco coriônico se projetam e para o espaço interviloso, que contém sangue fetal;

  • B) Parte Materna: formada pela decídua basal. A parte fetal prende-se à decídua basal pela capa citotrofoblástica.

A) Parte Fetal: formada pelo córion viloso. Essas vilosidades do saco coriônico se projetam e para

As artérias e veias endometriais passam livremente pela capa citotrofoblástica. A invasão da decídua basal pelo córion viloso faz com que ocorra a erosão da decídua, aumentando o ESPAÇO INTERVILOSO (por onde circula o sangue da mãe). O processo de erosão acima descrito faz com que sejam produzidas áreas cuneiformes, os SEPTOS DA PLACENTA, que se projetam em direção à placa coriônica e dividem a parte fetal em COTILÉDONES (vilosidade tronco com suas inúmeras ramificações). As artérias espiraladas do endométrio lançam sangue no espaço interviloso em defeitos/ aberturas na capa citotrofoblástica. A placenta pode crescer e se desenvolver até a 2ª semana. A circulação útero-placentária ocorre da seguinte forma: o sangue materno oxigenado chega por meio das artérias espiraladas endometriais e é lançado no espaço interviloso, onde fica temporariamente fora da circulação materna. O contato próximo das artérias umbilicais com o espaço viloso faz com q o sangue venoso do bebê (circulante dentro de artérias umbilicais) chegue às vilosidades e estabeleça trocas com o sangue materno. Após receber O2 e nutrientes, o sangue fetal segue pela veia umbilical para ser distribuído por todo o corpo do bebê. Já o sangue da mãe, volta para a circulação pelas veiais endometriais. Por fim, é fundamental relembrar a estrutura da MEMBRANA PLACENTÁRIA, que é a estrutura que separa o sangue materno do fetal. Ela é composta, inicialmente por: SINCICIOTROFOBLASTO; CITOTROFOBLASTO; TEC. CONJUNTIVO DAS VILOSIDADES e ENDOTÉLIO DOS CAPILATES FETAIS. Posteriormente, o citotrfloblasto pode se perder, deixando a membrana mais delgada. Dentre as funções da placenta estão:

1) Metabolismo (síntese de glicogênio, colesterol e ácidos graxos na fase inicial da gravidez); 2) Transporte (de gases, nutrientes, hormônios, eletrólitos, anticorpos, drogas e seus metabólitos e agentes infecciosos); 3) Síntese e secreção endócrina (o sinciciotrofoblasto da placenta sintetiza hormônios proteicos (HCG; somatotrofina coriônica; corticotrofina coriônica humana; tireotrofina coriônica humana) e esteroides ( estrógeno e progesterona). Dessa forma, após o primeiro trismestre, o ovário pode ser retirado sem promoção de aborto.

CORDÃO UMBILICAL:

Tem de 1-2 cm de diâmetro e entre 30 e 90 cm de comprimento. Quando muito comprido pode enrolar-se em torno do feto -o que não ocasiona perigo ao feto (já que sua nutrição é pela placenta)e sim ao cordão ou sofrer prolapso. Em casos mais graves o cordão pode dar um dó verdadeiro, o que pode levar a hipóxia fetal. Caso o cordão

seja muito curto, pode haver descolamento prévio de placenta durante o parto.

ÂMNION:

O

âmnio

forma

um

revestimento

epitelial

para

o

tecido

umbilical,

além

de

:

1) Ser uma barreira para infecções; 2) Permitir o desenvolvimento normal dos pulmões; 3) Ser uma barreira contra choques mecânicos; 4) Impedir a aderência do âmnio ao embrião; 5) Manter a temperatura constante; 6) Capacita o feto a mover-se livremente, possibilitando seu desenvolvimento. O líquido amniótico é composto por células fetais descamadas, sais inorgânicos e orgânicos (50% proteínas e

50% carboidratos, gorduras, enzimas, hormônios e pigmentos)

ALANTÓIDE:

Aparece durante a terceira semana como uma evaginação do saco vitelino que se projeta pra dentro do pedículo.

1) Ocorre formação de “sangue” em sua parede da terceira à quinta semana; 2) Seus vasos sanguíneos persistem como veia e artérias umbilicais; 3) Forma o ligamento umbilical mediano.

SACO VITELINO: É reconhecível até o fim do primeiro trimestre.
SACO VITELINO:
É
reconhecível
até
o
fim
do
primeiro
trimestre.

1) Na segunda e terceira semana, enquanto a circulação útero placentária está sendo desenvolvida, desempenha um papel na transferência de nutrientes para o embrião;

2) A formação de sangue começa no mesoderma extraembrionário bem vascularizado que cobre a parede do saco

vitelino e continua ali até a 6ª semana, quando 3) As células germinativas primordiais aparecem

a atividade hematopoiética se inicia no fígado;

GEMELARIDADE:

A probabilidade de gravidez múltipla aumenta à medida quando a oocitação é estimulada por hormônios ou no caso de inseminações artificiais. As membranas fetais e a placenta variam conforme a origem dos gêmeos e, no caso

dos monozigóticos (idênticos) depende do momento em que ocorre o processo de geminação. Gêmeos dizigóticos são mais comuns.

GEMELARIDADE: A probabilidade de gravidez múltipla aumenta à medida quando a oocitação é estimulada por hormônios

- Gêmeos dizigóticos (fraternos):

Resultam da fertilização de dois óvulos diferentes, portanto, a única coisa que têm em comum é term

dividido o útero materno durante o mesmo período. Sempre tem DOIS ÂMNIOS E DOIS CÓRIONS, mas os córions e a

placenta

podem

estar

fundidos.

A

geminação

- Gêmeos monozigóticos (idênticos):

dizigótica mostra tendência hereditária.

Resultam da fertilização de um único oócito e se desenvolvem em um único zigoto. As diferenças físicas entre eles sãoinduzidas pelo ambiente, já que são geneticamente idênticos. A geminação monozigótica, usualmente começa no estágio de blastocisto , em torno da primeira semana, e resulta da divisão do embrioblasto, em dois primórdios embrionários. Posteriormente, desenvolvem-se em dois embriões, cada um com seu saco amniótico , dentro de um único saco coriônico e que compartilham uma placenta comum (placenta gemelar monocoriônica- dismniótica). Muito raramente, a separação dos blastômeros embrionários (durante o estágio de oito células, por

exemplo) resultaem monozigóticos com DOIS ÂMNIOS, DOIS CÓRIONS E DUAS PLACENTAS FUNDIDAS OU NÃO,

Nesse caso,

é impossível verificar apenas pelas membranas se os gêmeos são mono ou dizigóticos.

exemplo) resultaem monozigóticos com DOIS ÂMNIOS, DOIS CÓRIONS E DUAS PLACENTAS FUNDIDAS OU NÃO, Nesse caso,
exemplo) resultaem monozigóticos com DOIS ÂMNIOS, DOIS CÓRIONS E DUAS PLACENTAS FUNDIDAS OU NÃO, Nesse caso,