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CAPÍTULO 6

TRANSFORMADORES DE CORRENTE E DE POTENCIAL
Prof. José Wilson Resende
Ph.D em Sistemas de Energia Elétrica (University of Aberdeen-Escócia)
Professor titular da Faculdade de Engenharia Elétrica
Universidade Federal de Uberlândia

6.1 – TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC)
6.1.1 - CONCEITOS BÁSICOS
O transformador de corrente propicia a redução das correntes do
componente protegido para níveis compatíveis com instrumentos de boa classe de
exatidão - os relés - através do acoplamento magnético entre primário (poucas
espiras) e o secundário (muitas espiras).
O primário do TC é conectado em série com a linha ou equipamento cuja
corrente se deseja medir, de modo que ela percorra o enrolamento. As bobinas dos
relés devem ser conectadas em série com o secundário, de maneira a serem
igualmente percorridas pela corrente transformada.
PRINCIPAIS TIPOS DE TC’s:

TIPO JANELA

TIPO BUCHA:

TIPO BARRA:

TIPO PEDESTAL:

de modo que o fluxo resultante seja nulo. assegurando coerência entre corrente e fluxo magnético. conforme se vê na figura abaixo.2 . Considerando um TC com o enrolamento primário disposto como na figura abaixo. sem haver necessidade de se conhecer como estão dispostos os enrolamentos. é possível determinar a disposição do enrolamento secundário para assegurar que a respectiva corrente flua como indicado. como em qualquer transformador ideal. Ainda pela regra da mão direita fica definida a disposição necessária às espiras do secundário.6. o qual sofrerá a oposição do fluxo produzido pelo secundário. determina-se o sentido do fluxo magnético (φ P ) produzido pelo enrolamento primário.POLARIDADE E TC IDEAL Através das marcas de polaridade identifica-se o sentido da corrente secundária em função do sentido da corrente primária do TC. Transformador de Corrente – Identificação dos enrolamentos Pela regra da mão direita. Polaridade de um Transformador de Corrente .

então: N S N P = 100 . Logo. referida ao secundário. .CIRCUITO EQUIVALENTE DO TC: Na figura acima: I1: valor eficaz da corrente primária K = N2/N1: relação de espiras Z1: impedância do enrolamento primário Z’1: idem. Marcas de Polaridade e o Transformador de Corrente Real 6. torna-se comum exprimir-se a RTC pelas correntes nominais. ou seja. se N P = 4 e N S = 400 . e I S = I P RTC (2) Como a corrente secundária nominal mais usual no Brasil é 5A e o respectivo valor primário é diretamente relacionado.3.Atribuindo aos enrolamentos primário e secundário os números de espiras N P e N S . A figura abaixo descreve a definição das marcas de polaridade em tal caso. referida ao secundário I’0 = I0/K: corrente de excitação. Por exemplo. é usual que se empregue o próprio condutor do componente protegido para constituir o primário do TC. a relação do TC é definida como: RTC = N S N P . N P = 1 e RTC = N S . RTC = 100 ÷ 1 = 500 − 5 A Onde for possível.

como BURDEN. Parte de corrente secundária I’1 = I2 é consumida na excitação do núcleo. também conhecida. Para que o relé receba uma corrente proporcional à corrente do lado primário (I1) do TC. E2. da Impedância secundária (Z2) e da carga (Zc). Isto é: I’1 = I2 = I’0 + I2 A figura abaixo ilustra o comportamento da tensão de excitação secundária. por sua vez. além da corrente de excitação (e. em função da corrente de excitação I’0. em inglês. Esta tensão. Observações: • Parte de corrente primária é consumida na excitação do núcleo: I’1 = I’0 + I2 • A tensão secundária depende da corrente de excitação (I’0). consequentemente. da corrente do primário): • Da impedância secundária dos cabos que interligam o TC ao relé (Z2) e • Da carga do relé (Zc). referida ao secundário E2 : tensão de excitação secundária Z2: impedância do enrolamento secundário I2 : corrente secundária Vt : tensão nos terminais do secundário Zc: impedância da carga. depende. há que se ter a tensão de excitação secundária.Z’m: impedância de magnetização. operando na região linear da figura abaixo. E2. E2. Curvas típicas de Tensão no secundário de um TC x Corrente de excitação .

Levantamento de características do TC Plotando-se em papel log-log as tensões e as correntes medidas. O TC deve ser excitado pelo secundário de modo a forçar que a corrente circule pela impedância de excitação. como indicado na figura abaixo. O resultado final pode ser visto na figura abaixo. no secundário do TC. os instrumentos de medição pertinentes (amperímetro e voltímetro) e um transformador de potência com tensão variável (este instalado no lugar da carga ZB). nos dados de placa de um TC. a corrente de excitação. Caso. estiver indicado 10H100. a cada valor de tensão ES 1 . Assim.6 6. e instalando. levanta-se a característica de excitação baseada na tensão terminal. pode-se obter. tão logo a tensão no secundário atingir 100V.LEVANTAMENTO DA CARACTERÍSTICA DE EXCITAÇÃO Com o primário aberto.4 . isso significa que o ponto de joelho do TC é em 100V. notar-se á que um pequeno acréscimo nesta tensão causará um grande .

deve-se tomar muito cuidado para não se aumentar demasiadamente a corrente no TC. qualquer que seja a ligação dos TC’s. para que seja evitado o risco de BYPASS da carga secundária. A partir deste ponto. No caso de haver ruptura do isolamento entre primário e secundário. 6. o aterramento propicia conexão sólida à malha de terra da instalação. Somente um ponto do circuito secundário deve ser aterrado.5. minimizando a tensão de toque para assegurar a segurança dos operadores.7 incremento na corrente.LIGAÇÕES TRIFÁSICAS Estrela É a ligação mais comum. A figura abaixo destaca os locais adequados para estes aterramentos. Não impõe defasamento angular e propicia informações distintas para relés de fase e de terra: TC's em estrela .ATERRAMENTO DOS SECUNDÁRIOS É de suma importância que os TCs sejam aterrados.6 . 6.

É evidente que TC’s em delta não são utilizados em associações a relés exclusivamente de terra. .8 As correntes secundárias são: I A = I AP RTC = I1 + I 2 + I 0 I B = I BP RTC = A I1 + AI 2 + I 0 2 I C = I CP RTC = AI1 + A2 I 2 + I 0 I R = I A + I B + I C = (I AP + I BP + I CP ) RTC = 3I 0 (7) (8) (9) (10) Delta Esta ligação impõe defasagens angulares às componentes de seqüências positiva e negativa. TC's em Delta (delta AB) As correntes secundárias são: I A − I B = I AB = (I AP − I BP ) RTC = (1 − A2 )I1 + (1 − A)I 2 = 3I1 / 30 + 3I 2 / − 30 ( ) ( ) RTC = ( A − 1)I + (A ) I B − I C = I BC = (I BP − I CP ) RTC = A2 − A I1 + A − A2 I 2 = 3I1 / − 90 + 3I 2 / 90 I C − I A = I CA = (I CP − I AP 2 1 ) − 1 I 2 = 3I1 / 150 + 3I 2 / 210 (11) (12) (13) A figura a seguir mostra outra possibilidade de ligação em delta. na qual as defasagens são intercambiadas com relação ao caso anterior. drenando as de seqüência zero. A figura abaixo mostra uma ligação em delta que acrescenta 30o às componentes de seqüência positiva e retira 30o das de seqüência negativa.

o curto-circuito dos terminais do secundário é benéfico para o TC. esta máxima corrente deve ser da ordem de 20 (vinte) vezes a corrente nominal: FS = IccMAX I PRIM (TC ) 6. de BURDEN).(que representa a relação entre a máxima corrente com a qual o TC mantém a sua classe de exatidão (ICCMAX) e a corrente no lado primário do TC. corresponde à minimização da carga secundária (denominada. acima de 20 vezes o valor da RTC de um Transformador de Corrente. uma vez que não se tem controle sobre a corrente primária. erro mínimo. De acordo com a norma ANSI.9 TC's em Delta (delta AC) As correntes secundárias são: ( ) I A − I C = I AC = (I AP − I CP ) RTC = (1 − A)I1 + 1 − A2 I 2 = 3I1 / − 30 + 3I 2 / 30 ( ) ) RTC = (A − A )I + (A I B − I A = I BA = (I BP − I AP ) RTC = A − 1 I1 + ( A − 1)I 2 = 3I1 / 210 + 3I 2 / 150 2 I C − I B = I CB = (I CP − I BP 2 1 2 ) − A I 2 = 3I1 / 90 + 3I 2 / − 90 (14) (15) (16) 6. a qual reduzirá a corrente de excitação.8.A SATURAÇÃO DE TC’s: Quando ocorre uma corrente de curto muito grande.SECUNDÁRIO ABERTO A condição de melhor desempenho de um TC. tornando-se obrigatório nos casos de não haver BURDEN a ser suprido. devido ao fato do TC estar saturado. em inglês. Nestas condições. A constante “20” é relativa ao Fator de Sobrecorrente Nominal –FS. em condições nominais (IPRIM(TC))). .7. ou seja. este poderá operar na região saturada das curvas ilustradas em figuras anteriores. a corrente no secundário do TC não mais corresponde à corrente do primário. Logo.

2500.5A) para assegurar bom desempenho do TC. conforme a figura a seguir. 8000. assim os valores teóricos da tensão secundária serão muito elevados e o núcleo entrará em saturação total. CARACTERIZAÇÃO DE UM TC: Para a determinação da RTC mais adequada. Neste caso a impedância do BURDEN será infinita. 400. pode-se estabelecer o aspecto da forma de onda da tensão secundária. 500. 600. Esta corrente deve ser superior a 0. 100. • A corrente secundária em regime de curto máximo não deve exceder os requisitos de suportabilidade dos relés. 5000. que depende da característica B x H. 15. 800. Forma de onda da corrente primária do fluxo e da tensão secundária durante saturação 6. 20. 300.10 Não se deve deixar o secundário aberto de um TC aberto. Lembrando que ES = dφ dt = A dB dt . 40.1 × I sn (0. 75. • A corrente secundária em regime de curto mínimo deve ser superior aos requisitos de sensibilidade dos relés. 3000. 10. 1500. a) Corrente nominal e relação nominal : Para Inominal secundária de 5A: ⇒ Inominal primárias são 5. 150. 6000. 50. 1200. Os picos de tensão culminarão por romper o isolamento do secundário. 30. Os valores de RTC em negrito são aqueles disponíveis pela norma ANSI. 60. 125. 1000. 2000. b) Classe de tensão de isolamento nominal: . danificando o TC e impondo risco aos operadores. devem ser levados em conta os seguintes aspectos: • A corrente de carga não pode exceder às capacidades contínuas do TC e dos relés. 250. 25.9. 200. A recomendação de norma para o fator de sobrecorrente 20 × I sn (100A) garante bom desempenho do TC. 4000.

tal que. Zc: cargas que relés e medidores representam para os TC (fornecidas pelos fabricantes daqueles). para que o erro do TC não ultrapasse 10% • 10H 100: TC de alta impedância. e) Carga nominal: É um fator importante. capaz de manter. 5 L 100: TC de baixa impedância. do qual depende a exatidão dos TC’s: Zc + ZL. d) Classe de exatidão nominal: Corresponde ao erro máximo de transformação esperado (respeitada a carga permitida): 1. de 20 x 5 A = 100 A. poderá ter no secundário.3 e 0.11 Geralmente é a tensão máxima de serviço do equipamento ao qual o TC será conectado. ocorrendo uma corrente no secundário.5%. 2. a tensão de 100 V. TC de proteção: não devem sofrer os efeitos de saturação.6% (medidas de laboratório e faturamento) 1. capaz de manter.2% (demais medidores). 100V sob erro de 2. 100V sob erro máximo de 10%. em seu secundário. TC de medição: 0.10-2 l/S [Ω] ⎧l : comprimento dos fios (m) ⎨ 2 ⎩S : seção do condutor (mm ) Interpretando as notações relativas às classes de exatidão dos TCs: Pela ANSI: • 10H100: TC de alta reatância. c) Freqüência nominal: 50/60 Hz. quando alimenta carga até 1 Ω: E = 100A x 1Ω = 100V ou também: E = 50A x 2Ω = 100V ou 25A x 4Ω =100V • 2. em seu secundário. ZL: carga da fiação ⇒ ZL ≈ 2. Generalizando: . no máximo.

sabendo-se que o curto-circuito máximo que ele deverá ter é de 8.85VA Assim. Solução: PELA ANSI: Esta corrente de 8. o TC será assim especificado: 10H50. a potência desta carga de 0. erro máximo de 10%. sob fator de sobrecorrente 10In.5 .5% sob fator de sobrecorrente 10In. capaz de alimentar a carga de 100 VA. que sua RTC é de 400/5 e que ele alimenta uma carga de 0. Pela ABNT: Em condições normais. • A10F10C100: TC de alta impedância. →Alternativamente: Pode ser especificada a tensão secundária máxima a partir da qual o TC satura (deixando de apresentar a precisão da sua classe de exatidão).234Ω.234 Ohms. erro máximo de 2.5F10C100: TC de baixa impedância. no secundário deste TC.000 A corresponderá.234 Ohms será de 0.4V A tensão normalizada mais próxima deste valor é 50V. pela ANSI. o TC poderá ser assim especificado: A10F20C12.100 A = 0.52 = 5. Generalizando: Aplicação: Especificar a classe de exatidão de um TC.100 A = 23. à corrente de: ismáx = 8000 /( 400 / 5) = 100 A A tensão máxima que surgirá nos terminais deste relé será de: Vmáx = Z t .000 kA. capaz de alimentar a carga de 100 VA. Logo.12 Notação ABNT: • B2.234Ω.

13 f) Fator de sobrecorrente nominal: É a relação entre a máxima corrente com a qual o TC mantém a sua classe de exatidão e a corrente nominal: ABNT: (5. 1. a sua relação pode ser expressa como RTC = 1200-5A.3.0. o RTC deverá ser de 400/5 e não de 250/5. 10. OBS. os fatores térmicos são: 1. este deverá apresentar maior capacidade de dissipação de calor. Exemplo 2: Determinar a RTC de um TC que alimenta uma carga de 30 MVA/69 kV. 1. a corrente nominal será de 251 A.0 . A corrente de curto-circuito máxima que passa pelo TC é de 8 kA. 15 ou 20) In. g) Fator térmico nominal: É usado para limitar a corrente máxima que o relé deve suportar.5 OU 2. Um TC suporta continuamente uma corrente primária correspondente ao valor oriundo de sua relação sem apresentar problemas térmicos. a RTC seria de 250/5.5%. com precisão de 10% e fator de sobrecorrente 20: Para que o erro do TC seja inferior a 10% ele deveria operar com um nível de curto-circuito máximo de 20 x 600 A = 12. analisando pela corrente de curto máxima. 5% ou 10% (sendo este último o mais usado).000 A . a principio. Porém. ASA: 20 In. Tomando como exemplo um TC de RTC = 240:1 e corrente secundária nominal de 5A. Para esta carga. o que caracteriza 1200A como a máxima corrente suportável em regime permanente. Na hipótese de ser necessário submeter o TC a correntes superiores às fixadas na relação. Assim. tem-se que FS = IccMAX I PRIM (TC ) Então a corrente no primário do TC deverá ser de I PRIM (TC ) = 8000 = 400 20 Logo. Exemplo 1: Seja um TC com RTC de 600/5. Um número adimensional denominado fator térmico (FT) define as correntes máximas suportáveis continuamente em função das correntes nominais.: As precisões dos TCs de proteção são de 2. Pela ABNT.

14 Outros exemplos aplicativos: 1) Determinar as RTCs pela ANSI e as classes de exatidão dos dois TCs abaixo.38. 110. que leva à RTC definitiva de 800/5. Solução: Especificando os RTCs pela carga: TC(B): In = 80. Para o TC(A): I PRIM (TC ) = 13000 = 650 .38 Ohms. Porém. respectivamente.7 A . nas barra A e B. escolhe-se. Temporariamente: RTC= 500/5 3. 3. A partir desta corrente. • A impedância do relés.106 TC(A): In = = 460 A . Sabe-se também que: • os níveis de curto-circuito máximo.138000 Especificando os RTCs pelos curto-circuitos: FS = Logo. para o TC(B): I PRIM (TC ) = IccMAX I PRIM (TC ) .( 54 ) 2 = 0. 20 Determinação da classe de exatidão pela ANSI: A impedância dos relés no Tape de 5A será obtida a partir da seguinte equação: Z (tape = 5) = ZTAPE min ( TAPEmin 2 ) = 0.6 kA. Isso leva à escolha final do 20 RTC=600/5 para o TC(B).138000 temporariamente. RTC= 350/5. 13 kA e 8. eles estão ajustados no tape=5 A. no tape mínimo. são.2432Ω TAPEatual . 8600 = 430 .106 = 334. é de 0.

é de 400V (para que o êrro do TC seja de 10% ou menos) conforme ilustrado na figura abaixo. Logo.08VA.X. X 20. X = 20. Solução: Da especificação acima.2432Ω. para uma RTC genérica de “X/5”. o TC deve ser dimensionado para uma corrente de curto-circuito máxima de 20. determinar a máxima carga que este TC pode suportar.( ) = 19.5 = 100 A RTC X /5 Assim.43V 600 / 5 13000 = 0. o valor normalizado mais próximo é de 12. pode-se escrever que: 400V = Zcarga x corrente máxima no secundário Esta corrente máxima no secundário pode ser assim calculada: I 2áriomáxima = 20. as classes de exatidão serão: TC(B): 10H20 TC(A): 10H20 Classe de exatidão pela ABNT: A potência das cargas é calculada por: S rele = ZTAPE .52 = 0. dentro da precisão estipulada.( TC(A): Vmáx = Z SEC .5VA. a impedância da carga será: Zc arg a ≤ 400V = 4Ω 100 A .I SEC = 0.5.75V 800 / 5 TC(B): Vmáx = Z SEC . Esta figura também indica que.52 = 6. Para esta potência. Diante disso. pode-se afirmar que a tensão máxima que se pode ter. 2) Dada a especificação 10H400 para um TC. na carga do TC. tem-se A10F20C12.15 A tensão máxima nos secundários dos TCs será: 8600 ) = 17.2432Ω.I SEC A partir das tensões máximas acima.2432Ω.

Tirando “F”: I 40KA F = 1 térm. com o secundário em curto: I12 . em segundos ⎪ ⎪ ⎧cobre :172 C : cte.F [KA] I1 térmico: 1. em A/mm2 (180 para cobre e 118 para alumínio). qual a corrente permissível para o TC ? b) qual seria a mínima seção reta do condutor de cobre do primário do TC ? Solução: Limite térmico: corrente primária máxima que o TC suporta.400 A t2 2 Qual seria a mínima seção reta do condutor de cobre do primário do TC ? S. t2 = 2segundos I 2 = I1 t1 1 = 40. x1000 = x1000 = F = 223mm 2 180 S ___________________________________________________________________ Por um TC de relação 100/5A. t1 = 1 segundo. durante 1 segundo.C ⎧ ⎪F : secção condutor em mm 2 ⎪ ⎪v : sobretemperatura admissível (190 o em TC' s) ⎪ ⎨Id : corrente permanente de curto (A) ⎪t : tempo. há uma corrente permanente de curto de 10 KA.t 2 I1 = 40 KA. a) se os relés e disjuntores eliminam o defeito em 2 segundos. F: secção reta do condutor primário (mm2). Verificar o tempo de solicitação permissível para o TC.16 Outros exemplos: Um TC tem limite térmico de 40 KA.000 S: máxima densidade de corrente do condutor.t v= 2 F . I2 = ?. térmica do material ⎨ ⎪ ⎩Alumínio : 74 ⎩ tirando “t”: . cujo condutor primário de cobre tem 55 mm2 de seção.000 = 28. SOLUÇÃO: I 2 d.t 1 = I 22 .

10.C v. Id 2 10000 2 Caso o relé fase ajustado para operar em 1.000 = 67.t t 1.5 seg.C 190 ..172 = = 1 seg.t F= x K K: número de religamentos v.TC’s DE RELAÇÃO MÚLTIPLA Dentro do que é construtivamente exeqüível.C 6.75mm 2 v.F .172 ⇒ é preciso um novo “TC” • Desejando-se religar mais de uma vez sobre a falta: Id 2 .5 F= = Id = 10.55 . os TC’s de proteção são dotados do maior número possível de derivações no enrolamento secundário para possibilitar multiplicidade de relações. qual seria a seção necessária no primário do TC ? Id 2 . com os respectivos números de espiras.C 190. . A figura abaixo indica um exemplo de TC com uma espira no primário e várias derivações no secundário.17 t= 2 o 2 v.

18 A tabela abaixo resume as ligações possíveis em função dos terminais a serem conectados à carga secundária. Terminais RTC X1 − X 5 N1 + N 2 + N 3 + N 4 X2 − X5 N 2 + N3 + N 4 X3 − X5 N3 + N 4 X4 − X5 N4 X1 − X 4 N1 + N 2 + N 3 X2 − X4 N 2 + N3 X3 − X4 N3 X1 − X 3 N1 + N 2 X2 − X3 N2 X1 − X 2 N1 . Este gênero de tabela está obrigatoriamente incluído entre os dados de placa do TC.

circuito equivalente . ao passo que no TP os cuidados se concentram na otimização da exatidão da tensão transformada. O primário do TP é conectado em derivação ( fase-fase ou fase-neutro ) com relação ao componente cuja tensão se deseja medir . Todos os conhecimentos relativos a transformadores de força (polaridade. A alta impedância do TP assegura que haverá baixa drenagem de corrente. de modo que todas sejam acopladas à mesma tensão. Na concepção de um transformador de força a principal preocupação consiste em maximizar o rendimento. Tratando-se de transformador para instrumentos. por questões de segurança.através do acoplamento magnético entre primário ( muitas espiras ) e secundário ( poucas espiras ) . isolamento . As bobinas dos relés devem ser conectadas em paralelo com o secundário.) se aplicam diretamente ao TP. o que é fundamental para a ligação em derivação. etc.CONCEITOS BÁSICOS O transformador de potencial propicia a redução das tensões para níveis compatíveis com instrumentos de boa classe de exatidão –como os relés . um ponto do circuito secundário deve ser obrigatoriamente aterrado a qualquer que seja a ligação.11 – TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TP) 1 . PRINCIPAIS TIPOS DE TP´s: TP INDUTIVO: TP CAPACITIVO: .19 6.

dotados de uma derivação cada um. Nestes casos é comum que o TP apresente um único enrolamento secundário com tensão nominal de 115V ou de 120V. Nas tensões mais elevadas. será: RTP = Np/Ns Ligação do T.20 Pela ABNT. o uso de TP´s entre fases não é antieconômico .115 a 460 KV e secundárias de 115V.6 a 440kV).P. com tensões primárias nominais de 0. indicando as tensões secundárias nominais . determina-se a sua relação de transformação: Seja Vp/Np = Vs/Ns A tensão secundária será: Vs=Vp x Ns/Np E a relação de transformação (RTP). Aplicando-se aos TP´s da figura abaixo o conceito de tensão por espira constante. . são caracterizados pelas características a seguir descritas: a) Tensão primária e relação de transformação nominal: Há várias classes de isolamento (de 0. Para sistemas de tensão até 34. o custo do isolamento impõe a conexão do primário entre fase e terra. O mais usual é utilizar-se o TP monofásico com dois enrolamentos secundários. A figura abaixo descreve o TP monofásico usual . As tensões nominais de um TP são função direta do isolamento dos respectivos enrolamentos e não traduzem necessariamente a RTP.5kV.

P100.5 VA ⎪X : → 25 VA ⎪⎪ ASA : ⎨Y : → 75 VA ⎪Z : → 200 VA ⎪ ⎪⎩ZZ : → 400 VA e) Classe de exatidão nominal: 0.33 vezes a maior carga do TP (com precisão). . 1.2 ⇒ demais medidores (por exemplo: relés). em VA ⎧W : corresponde a 12.6 ⇒ aparelhos de laboratório e faturamento 1.21 T. com dois secundários e duas relações por secundário b) Classe de tensão de isolamento nominal: Depende da máxima tensão de linha do circuito. Deve ser. d) Carga nominal: É a potência aparente (indicada na placa) na qual o TP não ultrapassa os limites de precisão de sua classe: ⎧⎪ ABNT : ⎨ P 12 . sem exceder os limites de temperatura especificados. P50. c) Freqüência nominal: 50/60 Hz. pelo menos. P400 23 ⎪⎩potência1 aparente. em U e f1 nominais. f) Potência térmica nominal: máxima potência que o TP fornece.3 e 0.5 . P25. P200.P.

o que justifica uma redução da tensão de entrada de um transformador de menor custo. o DCP não se presta a ligações com o primário entre fases. Com tal fim utilizam-se os dispositivos capacitivos de potencial. . fato que não é uma restrição nas tensões altas a que se destina.acima de 230 kV .PLC ou Power line Carrier . Por outro lado o DCP é o meio ideal de se inserir sinais de comunicação por onda portadora de alta freqüência . No que diz respeito às ligações. A figura abaixo descreve o arranjo usual de um divisor capacitivo de potencial.22 TP’s Capacitivos Para sistemas de tensão elevada .em uma linha de transmissão. de modo que possa ser tratado como um TP convencional.o custo do isolamento torna os TP’s convencionais (indutivos) muito onerosos. dos quais o mais comum é o divisor de tensão capacitivo (DCP) acoplado a um TP de tensão primária da ordem de 15kV. com um mínimo de erros angulares. Para maximizar a transferência de potência entre primário e secundário do DCP. é necessário dotar o equipamento da devida compensação.

VCN . VAB .23 6. como se pode ver na figura abaixo. Ligação do TP em estrela b) . VBC e VCA ) . Desta ligação se obtém imagens das tensões fase-fase do primário. VBN .LIGAÇÕES TRIFÁSICAS a) . Ligação V .12 .Estrela Desta ligação se obtém imagens de todas as tensões fase-neutro e fase-fase do primário (VAN.Em V Utiliza apenas dois TP´s.

24 c) .Delta Aberto Esta é a conexão adequada para se detectar tensão secundária que caracterize a ocorrência de faltas à terra e outros desbalanços que envolvam circulação de corrente pelo solo: Ligação Delta aberto no Secundário Vr = Va + Vb + Vc = (Vap + Vbp + Vcp ) / RTP = 3 × Vop / RTP = 3 × Vo .

Resposta em frequência típica de um transformador de corrente tipo janela Ressalte-se. 6.4.25 6. Logo. Nota-se que até 10.1) TRANSFORMADORES DE CORRENTE: A figura abaixo ilustra a resposta em freqûencia de um transformador de corrente. sintonizados para operação em 50/60Hz. como os conversores em conduções desbalanceadas. que algumas fontes harmônicas. a componente contínua. Essa corrente pode saturar os TC’s.2) TRANSFORMADORES DE POTENCIAL CAPACITIVO: A figura abaixo mostra que os erros na relação de transformação desses TP’s. apresentam comportamento bastante inadequados já próximos de 60 Hz. do ponto de vista de harmônicos devido à frequência industrial de 60 Hz.14) DESEMPENHOS DE TRANSFORMADORES DE CORRENTE E DE POTENCIAL NA PRESENÇA DE HARMÔNICOS 6. as respostas dos TC’s não são afetadas. Resposta em frequência típica de um transformador de potencial capacitivo . além das harmônicas. porém. os erros não são consideráveis.4. podem gerar. Verifica-se nessa figura que os transformadores capacitivos.000 Hz. causando erros em medidores e relés alimentados por esses TC’s.

classe Z.5 kV com a frequência A figura abaixo mostra a relação de transformação variando com a frequência. nas tensões nominais de 20 kV. Respostas em frequência de TP’s indutivos de 20 kV.26 6. 220 kV e 400 kV . Para estes TP’s.3) TRANSFORMADORES DE POTENCIAL INDUTIVO: A figura abaixo ilustra o erro na relação de transformação de um TP indutivo de 11. Essa figura indica que.4. tipo PV15. para frequências até 1000 Hz. para TP’s indutivos. os erros na amplitude são desprezíveis. com a frequência. 220kV e 400 kV. os erros já são apreciáveis a partir de 300 Hz. Erro na relação de transformação de TP indutivo de 11.5 kV/115V.