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Curso de Formação

de Técnicos de Operação Jr
do Abastecimento

2ª edição

Utilidades

P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8

Q u a l i f i c Ab a s t

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UTILIDADES
© 2008 Petrobras – Petróleo Brasileiro S.A.
Todos os direitos reservados
Petróleo Brasileiro S.A. - PETROBRAS
Avenida Chile, 65 – 20º andar – Ala Norte SALA 2001
CEP: 20031-912 – Rio de Janeiro – RJ

Revisado e Atualizado por:
FERNANDO POCHMANN DE MAGALHAES
UN REDUC
REDUC/ER
EDUARDO GOMES SANTOS
UN REDUC
REDUC/ER

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Índice
INTRODUÇÃO
(a) Energia elétrica
(b) Água
(c) Vapor
(d) Ar comprimido

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SISTEMAS ELÉTRICOS
(a) Introdução
(b) Subestação de recepção
(c) Níveis de tensão
(d) Transformador com comutador de tapes automático
(e) Transformadores de medição
(f) Transformadores de proteção
(g) Chaves seccionadoras
(h) Disjuntores de alta-tensão
(i) Fontes Geradoras
(j) Turbogeradores
(l) Sistema de excitação
(m) Formas de excitatriz
(n) Barramentos distribuidores de carga
(n.1) Descrição geral
(n.2) Barra de sincronismo
(n.3) Reatores da barra de sincronismo
(n.4) Painel dos alimentadores de 13,8kV
(n.5) Sincronismo
(o) Fator de potência
(o.1) Fundamentos teóricos
(o.2) Conceito
(p) Subestação de área
(p.1) Descrição
(p.2) Painéis de distribuição de carga
(p.3) Primário seletivo
(p.4) Secundário seletivo
(p.5) Configuração “U” fechado
(p.6) Configuração “U” aberto
(p.7) Configuração “LA” ou “LB”
(q) Sistema de corrente contínua
(q.1) Descrição

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2.2) Fatores que influenciam na desinfecção (2.2) Objetivos do SCMD (u.1) Desaeração e Tratamento de condensado (tratamentos externos) 37 37 38 42 43 43 43 43 43 44 46 48 49 49 49 51 51 51 52 52 52 54 55 55 60 61 62 65 66 67 69 70 71 P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 72 4 .5) Funcionamento de um clarificador (1.3) Osmose reversa (4.4) Diferenças entre SDCD e SCMD 30 30 31 32 32 32 34 34 34 35 35 35 36 36 SISTEMAS DE ÁGUAS (a) Captação (b) Impurezas da água e suas conseqüências (c) Tratamento geral da água (c.2) Desmineralização (4.3) Principais relés usados na proteção (t) Rejeição de carga (t.4) Ultrafiltração (4.1) Seletividade (s.1) Descrição (s) Relés de proteção (s.1) Introdução (t.2) Processos Biológicos (5.5) Tratamento de Efluentes Hídricos (5.4) Sedimentação (1.1) Introdução (u.1) Descloração (4.2) Desinfecção (2.2.1) Impurezas (1.3) Reuso nas estações de tratamento de efluentes (5.2) Processos Químicos (2.2) Coagulação e tipos de coagulantes (1.1) Processos Físicos (5.4) Água para fins industriais (4.2.4) Reflexão (d) Tratamento de água para caldeira (d.1) Clarificação (1.2.6) Teste de jarro (c.3) Floculação (1.2.2) Coordenação (s.5) Reuso nas estações de tratamento de água (c.2) Descarte elétrico (u) SCMD (u.3) Filtração (c.5) Pré-cloração (2.4) Teoria do break-Point (2.Índice (r) Sistema de UPS (inversores) (r.6) Pós-cloração (c.1) Cloração (2.2.1) Processos físicos (2.3) Influencia do pH na reação (2.3) Funções do SCMD (u.

1) Ar comprimido para instrumentos (b.2) Tratamento Interno (d.3) Cuidados no manuseio do vapor (a.1) Sistemas abertos (e.2) Ar comprimido de serviço 89 89 89 90 90 92 98 104 105 105 106 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 107 P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 5 .6)Objetivos dos tratamentos 73 74 74 74 75 76 76 76 77 83 SISTEMAS TÉRMICOS E DE AR COMPRIMIDO (a) Sistemas Térmicos (a.6) Isolamento térmico (b)Ar comprimido (b.Índice (d.2) Propriedades do vapor d’água (a.2) Sistemas semi-abertos de recirculação (e.4) Termos usuais em sistemas de refrigeração (e.1) Vaporização da água (a.5) Não conformidades na água de refrigeração (e.3) Sistemas fechados (e.4) Alimentação de produtos químicos (e) Tratamento de água de refrigeração (e.4) Distribuição do vapor (a.3) Parâmetros de controle (d.5) Condensado (a.

Figuras SISTEMAS ELÉTRICOS Figura 1 Figura 2 Diagrama geral Vista geral da subestação receptora 12 13 Figura 3 Vista do transformador de força 13 Figura 4 Vista do transformador de potencial Vista do transformador de corrente Vista da chave seccionadora 14 14 15 15 Figura 5 Figura 6 Figura 7 Figura Figura Figura Figura Figura Figura 8 9 10 11 12 13 Vista do disjuntor Ângulo de fases 16 16 17 19 20 21 Figura 14 Freqüência 21 Figura 15 Figura 16 Figura 17 Tensões Fator de potência Vista geral da subestação de processo 22 23 26 Figura Figura Figura Figura Figura Figura Figura Figura Figura Primário seletivo Configuração “U” fechado Configuração “U” aberto Configuração “LA” ou “LB” Banco de baterias Esquema do banco de baterias Esquema do UPS Exemplo de tela do SCMD Arquitetura da rede do SCMD 26 27 28 28 29 29 30 35 36 18 19 20 21 22 23 24 25 26 Vista geral da turbina Vista da turbina de extração/condensação desmontada Turbinas de alta pressão Diagrama simplificado do sistema de excitação Seqüência de fases SISTEMAS DE ÁGUAS Figura 1 Figura 2 Figura 3 Esquema geral do tratamento da água em uma refinaria Detalhe do desaerador Deposição de CaCO3 42 72 85 SISTEMAS TÉRMICOS E DE AR COMPRIMIDO Figura Figura Figura Figura 1 2 3 4 Vaporização da água Jato de vapor Balanço termelétrico – diagrama simplificado Diagrama de bloco da central de ar comprimido P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 89 90 98 106 6 .

Tabelas SISTEMAS ELÉTRICOS Tabela 1 Vantagens dos relés de proteção 31 SISTEMAS DE ÁGUAS Tabela 1 Tabela 2 As impurezas e suas conseqüências Impureza versus tratamentos P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 39 40 7 .

sustentadas por torres. que controlam o nível de água da represa. onde transformadores elevam o valor da tensão elétrica. mecânica. ou de fontes não renováveis de energia (combustíveis fósseis e nucleares). As partes principais de uma usina hidrelétrica são:  A barragem. é a designação dos fenômenos em que estão envolvidas cargas elétricas. Temos um gerador de vapor de alta pressão. No Brasil. que podem ser subterrâneas ou aéreas. que tem por função barrar o fluxo da água do rio. No caso de uma usina termelétrica. Após ser gerada. ela percorre as linhas de distribuição.[Introdução: (a) Energia Elétrica Energia é a propriedade que permite a um sistema realizar trabalho. ou eletricidade. química. A energia elétrica. gira a turbina que. O jato de vapor extraído da caldeira gira a turbina que. onde estão instalados os geradores acoplados às turbinas. por estar interligada ao eixo do gerador. Ela pode ser gerada através de fontes renováveis de energia (a força das águas e dos ventos. a energia elétrica é conduzida por cabos até a subestação elevadora. faz com que este entre em movimento e gere a eletricidade. eletromagnética. Para transformar a força das águas em energia elétrica. etc. onde é queimado o combustível para a produção do vapor. represandoa. Em seguida.  As comportas e o vertedouro. onde é grande o número de rios. o sol e a biomassa). a energia elétrica é transformada novamente para os padrões de consumo local e chega às residências e a outros estabelecimentos. sendo apenas uma pequena parte gerada a partir de combustíveis fósseis ou em usinas termelétricas. A energia pode assumir várias formas: potencial. a energia elétrica precisa ser reduzida na subestação abaixadora através de transformadores. e  A casa de máquinas. a água represada passa por dutos forçados. faz com que este entre em movimento e gere a eletricidade. evitando transbordamentos. Finalmente. até chegar nas proximidades de onde será consumida. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 8 . Nesse nível maior de tensão. a eletricidade pode percorrer longas distâncias pelas linhas de transmissão. Estas várias formas de energia podem ser transformadas umas nas outras. elétrica. calorífica. a opção hidráulica é mais utilizada para geração de energia. Antes disso. temos uma combinação diferente. por estar interligada ao eixo do gerador.

em especial o abastecimento da população. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 9 . na totalidade ou em conjunto com as águas superficiais. O uso irracional da água em quantidade superior ao volume disponível gera escassez. que deve racionalizar o uso evitando-se desperdícios. tem crescido a utilização de águas subterrâneas para uso não residencial. e 97% correspondem à água salgada. no ar e nos seres vivos. países investem cifras elevadíssimas em processos de dessalinização de água para a produção de água potável. A água precisa ser entendida como bem finito e escasso. Por esse motivo. por sua vez. que em alguns casos indústrias limitam expansão e produção por falta de água.2% formam as calotas polares. sendo que desse total somente 3% são água doce. Presume-se que cerca de um milhão e meio de Km3 no nosso planeta sejam formados por água.4% águas subterrâneas e somente 0. antes do lançamento nos corpos de água receptores.4% formam os rios e lagos. mares e oceanos não reconhecem fronteiras.(b) Água O aumento populacional e o desenvolvimento humano impõem uma necessidade cada vez maior dos recursos hídricos. Vale ressaltar. O controle e a posse dos corpos d’água geram inúmeros conflitos. 22. Os rios. e são fontes inesgotáveis de vida. O instrumento público que habilita a utilização desses recursos hídricos pelas indústrias chama-se “outorga”. dá-se na seguinte proporção: 77. provocando aumento da poluição e dificultando cada vez mais sua reutilização. A água doce está se tornando um recurso cada vez mais escasso e valioso. dos orçamentos governamentais e comprometimento do bem estar da população. no solo. uma vez que a água limita o desenvolvimento sustentável em função de ser um recurso natural. Ela está presente em toda a biosfera. cuja disponibilidade vem decaindo ao longo dos anos em função do descaso com a sua utilização racional. Em outros. A água é um bem público. Indubitavelmente. Os processos naturais não são suficientes para purificar a água. devendo ser reconhecida a importância da proteção e preservação de sua qualidade por toda a sociedade. sem os recursos hídricos não existe vida e conseqüentemente da água depende o desenvolvimento sócio-econômico de uma região. Os aumentos da população e do consumo confrontam com o fato de a quantidade de água disponível ser limitada. principalmente porque a qualidade determina seu uso. havendo a necessidade de se tratar todos os efluentes líquidos. especialmente pelo volume de resíduos nela lançados. A conseqüência direta é a oneração dos custos de produção das empresas. A distribuição de água doce. não-renovável e finito.

cada vez mais restritiva.t Então. · Água desmineralizada para reposição das caldeiras – água bruta submetida a processos que visam reduzir os íons dissolvidos presentes na água. quanto maior o valor de (c) maior será (q). evitam-se desperdícios e promove-se o reuso dos efluentes de processo. atendendo-se aos padrões pré-determinados conforme a legislação ambiental – registre-se. Busca-se o menor despejo possível. tendo por isso mais capacidade de armazenar energia térmica em temperaturas praticáveis do que a maioria dos gases. filtração e correção de pH. clarificação. filtração. Uma vez que a quantidade de energia térmica (q) é: q = m . Isto quer dizer que o calor específico do vapor é relativamente alto.E é nesse contexto que cresce a importância dos sistemas de tratamento de águas e efluentes. · Água industrial para processos e serviços – água bruta submetida à pré-cloração. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 10 . clarificação. o vapor d’água é largamente utilizado na indústria. c . pós-cloração e correção de pH. o dobro do ar e igual ao da amônia. · Água potável – água bruta submetida à pré-cloração. alguns exemplos de utilização de água na indústria petroquímica: · Combate a incêndio – utiliza-se a própria água bruta (sem tratamento). Com o uso racional dos recursos hídricos. O vapor tem calor específico (c) quase igual à metade do da água. Abaixo. · Reposição dos circuitos de resfriamento (make up) – água bruta submetida à pré-cloração e clarificação. (c) Vapor Devido a sua grande disponibilidade e não toxidez.

· Selagem.Os principais usos do vapor d’água na indústria são: · Acionamento de bombas. Derivado da palavra “pneuma”. · Arraste em ejetores para produção de vácuo. · Refrigeração em equipamentos específicos. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 11 . que significa fôlego. Hoje. Por tudo isso. vento ou.. Arraste em torres de fracionamento. surgiu. compressores. . o ar comprimido é um dos elementos de vital importância na operação de uma refinaria. O reconhecimento da existência física do ar bem como a sua utilização para o trabalho são comprovados há milhares de anos. · Segurança no abafamento de fogo nos fornos. somente após o ano de 1950 ela realmente foi introduzida na produção industrial. alma. turbogeradores. entre outros. o ar comprimido tornou-se indispensável nos mais diferentes processos industriais. etc. · Aquecimento de produtos em tanques e linhas. Dos antigos gregos provém a expressão “pneuma”. Embora a base da pneumática seja um dos mais antigos conhecimentos do homem (há mais de 2000 anos). o conceito de pneumática. ventiladores. filosoficamente. Nenhum outro auxiliar pode ser empregado de forma tão simples e tão rentável para solucionar problemas de automação. (d) Ar comprimido O ar comprimido é uma das formas mais antigas que o homem conhece de transmissão de energia para ampliar sua capacidade física. que quer dizer “ciência que estuda o movimento e o fenômeno dos gases”.

o acionamento elétrico de equipamentos é utilizado em larga escala. (3) distribuição e (4) monitoramento e controle. Para mantermos este processo estável.[Sistemas elétricos (a) Introdução Em uma refinaria. A recepção de energia da concessionária em conjunto com a geração torna o sistema elétrico mais confiável e flexível. Por questões de continuidade operacional utilizamos também turbinas a vapor. custo e rendimento e (2) fatores técnicos. Figura 1 – Diagrama geral (b) Subestação de recepção Uma instalação petroquímica abrange diversos processos. que são equipamentos de maior custo operacional e de manutenção. a degradação ou a perda de produto. tendo em vista: (1) fatores econômicos. tais como balanço energético. assim. O sistema elétrico de uma refinaria pode ser dividido nas seguintes áreas: (1) recepção de energia da concessionária. (2) geração. tais como partida imediata e simplicidade de operação. o que levaria a prejuízos financeiros de alto valor. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 12 . que devem ser mantidos continuamente. necessitamos de fontes confiáveis de energia e flexibilidade operacional. Evitamos. muitos dos quais de alta complexidade.

levando com isso à não mudança da tensão no secundário do transformador. os transformadores da recepção são equipados com comutador de tape automático sob carga. (d) Transformador com comutador de tapes automático Devido à flutuação de tensão existente na rede de entrada. de maneira que a relação de transformação se mantenha inalterada. Este termo indica que a comutação dos tapes de entrada é realizada sem a necessidade da interrupção do fornecimento de energia para carga.8kV. Na subestação utilizam-se transformadores de força que rebaixam a tensão de entrada para 13.Figura 2 – Vista geral da subestação receptora (c) Níveis de tensão O recebimento de energia da concessionária normalmente é realizado em níveis de tensão compreendidos entre 34. Figura 3 – Vista do transformador de força P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 13 . para cima ou para baixo.8kV para que se possa trabalhar em paralelo. enquanto a geração própria é em 13. O comutador automático realiza a variação dos tapes de entrada.5kV e 230kV.

que reduzem a tensão para 115V. temos que utilizar equipamentos que rebaixem a tensão e a corrente para valores admissíveis aos instrumentos de medição. e os transformadores de corrente (TC). de maneira que as variações de tensão e corrente ocorridas na rede são sentidas pelos instrumentos de medição.(e) Transformadores de medição Para possibilitar a medição da energia elétrica consumida. Utilizamos os transformadores de potencial (TP). usados na medição. Figura 4 – Vista do transformador de potencial Figura 5 – Vista do transformador de corrente P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 14 . (f) Transformadores de proteção Utilizamos os mesmos transformadores de potencial (TP) e os transformadores de corrente (TC). que reduzem a corrente para 5A. diferindo apenas em alguns aspectos construtivos. que em conjunto com os relés de proteção fazem a proteção do sistema de recepção. através de relações de transformação (RT) apropriadas para a tensão e corrente de entrada.

Deve ser manobrado sem carga.(g) Chaves seccionadoras Chaves seccionadoras são dispositivos utilizados para isolar um equipamento ou trecho da rede em casos de indisponibilidade ou falha do equipamento. que são de baixa capacidade de interrupção da corrente que pode levar a danificar seus contatos. Figura 7 – Vista do disjuntor P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 15 . devido às suas características construtivas. São utilizados tanto em situação de manobras operacionais quanto na proteção do sistema em caso de falhas. Figura 6 – Vista da chave seccionadora (h) Disjuntores de alta-tensão São equipamentos construídos com altíssima capacidade de interrupção de corrente. ou seja. sem corrente. pois devem ter a capacidade de abertura com carga e também com correntes de falta (curtocircuito).

no acionamento de geradores de energia elétrica utilizamos turbinas de grande porte. Essas turbinas. Quando se trata de turbina de condensação. é comum o emprego de turbinas do tipo extração ou contrapressão e a combinação dos dois tipos em uma máquina (extração/condensação). têm controle de rotação e também controle de pressão ou contrapressão. aquelas em que todo o vapor consumido é condensado no condensador a uma pressão abaixo da atmosférica (vácuo). Nas centrais elétricas das refinarias. Figura 8 – Vista geral da turbina Figura 9 – Vista da turbina de extração/condensação desmontada (j) Turbogeradores P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 16 . dependendo do tipo. Normalmente o sistema elétrico é composto por mais de uma unidade geradora de energia para melhor confiabilidade e flexibilidade operacional. isto é. e das indústrias em geral. Isto se deve ao fato de se ter necessidade de vapor saturado para aquecimento na área industrial e vapor de média para acionadores menores. o controle é feito praticamente só na rotação.(i) Fontes geradoras Nas centrais termelétricas. Outro fator importante na escolha da referida quantidade é a demanda de energia da instalação.

P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 17 . tais como o governador de rotação e o sistema de óleo de lubrificação. Essas turbinas são equipamentos complexos dotados de mecanismos de controle e proteção.Turbogerador é o nome dado ao gerador de corrente alternada que é impulsionado por uma turbina a vapor de alta pressão. O governador da turbina tem duas funções: (1) controlar a velocidade da turbina quando o conjunto está operando em vazio ou independente e (2) controlar a carga ativa (kW) quando o conjunto está operando em paralelo com outra fonte.000m e temperatura ambiente até 40ºC. As turbinas de alta pressão normalmente utilizadas são as de regime de condensação/extração e as de contrapressão. Figura 10 – Turbinas de alta pressão Características O gerador é construído para operações em lugares cuja altitude máxima seja 1. Deverá operar em ambiente totalmente fechado e protegido contra intempéries.

 Capacidade máxima expressa em kVA indica a potência aparente  máxima que a máquina suporta. (l) Sistema de excitação Para gerarmos uma tensão nos bornes da máquina é necessário criar um campo magnético no rotor que cortará as bobinas do estator.Gerador trifásico (3 fases) de fechamento em estrela aterrado. Freqüência nominal de 60Hz. gerando assim uma corrente alternada.  Fator de potência igual a 0. (m) Formas de excitatriz · Gerador de corrente contínua. Para criarmos esse campo magnético no rotor. · Com fonte externa auxiliar. Capacidade nominal expressa em kW indica a potência máxima efetivamente à carga. instalado internamente à máquina.Cada gerador possui a carcaça hermeticamente fechada. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 18 . dependendo da maneira em que opera a máquina: · Controlar a tensão do gerador quando este está operando em vazio ou independente. O sistema de excitação se comporta de duas formas. e necessita de excitação inicial. · Controlar a carga reativa (kVAr) quando a máquina está operando em paralelo com outra.8. com resfriador de ar acoplado ao gerador. · Excitatriz estática. · Gerador de corrente alternada com campo no estator. As características elétricas dos geradores são as seguintes:  . acoplado ao eixo do gerador. o consumo desta excitatriz é de aproximadamente 3% da carga da máquina. tensão nominal de 13 800V e corrente máxima de estator de 838A. O rotor do gerador está acoplado diretamente ao eixo da turbina. Neste caso. Rotor com velocidade nominal de 3 600rpm e dois pólos. conectamos este através de anéis coletores a uma fonte de corrente contínua. possuindo ventilação própria. · Alimentada pelo próprio gerador.

por exemplo) através de cabos alimentadores trifásicos. Para interligar todas estas fontes.Figura 11 – Diagrama simplificado do sistema de excitação (n) Barramentos distribuidores de carga (n. mais de uma fonte geradora e ainda recebem energia da concessionária através da subestação receptora. até as subestações distribuidoras. em 13. possibilitando assim uma maior flexibilidade operacional e elevação da confiabilidade do sistema.3) Reatores da barra de sincronismo Quando temos duas ou mais fontes geradoras em paralelo. utilizamos as chamadas “barras” em conjunto com a “barra de sincronismo”.2) Barra de sincronismo A função desta barra é o sincronismo entre as fontes e transferência de carga entre as diversas barras. um curto-circuito na barra do gerador 1). que é um barramento por onde fluirá a energia. (n.1) Descrição geral As instalações industriais têm.8kV. a corrente de curto P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 19 . A finalidade dos barramentos é receber a energia gerada pelos turbogeradores e distribuí-la para os consumidores (unidades de processo. se há uma falha muito próxima das fontes (por exemplo. (n. normalmente.

Os reatores têm a função de limitar esta corrente. para conectá-lo a um barramento de energia onde um outro gerador já está fornecendo energia necessitamos seguir alguns parâmetros para colocar este gerador em paralelo. (n. Este requisito é definido na montagem da máquina. senão um gerador se constituirá em um curto-circuito para o outro. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 20 . ou seja. em sincronismo com a outra fonte.5) Sincronismo Quando um gerador de energia roda a vazio (sem fornecer carga). economicamente viável e tecnicamente correto. Figura 12 – Seqüência de fases Ângulo de fases – Ela existirá se as ondas de corrente alternada dos dois geradores alcançarem seus valores máximos. diminuindo as perturbações e danos ao sistema. Isto seria muito prejudicial para os equipamentos e para a atuação das proteções. Normalmente os relés de sincronismo bloqueiam o fechamento do paralelo se o ângulo de fase exceder a faixa de +5° e –5°. Para colocar um gerador em sincronismo com outro. teremos que verificar: Seqüência de fases – A primeira vez que se sincroniza um gerador trifásico é necessário verificar se as três fases estão na mesma seqüência de fase. (n.4) Painel dos alimentadores de 13. existe um painel onde os disjuntores de 13.8kV – que recebem energia das barras – alimentam as subestações de área através de cabos elétricos trifásicos subterrâneos. É nas subestações de área que a tensão é rebaixada a níveis compatíveis com os consumidores.na barra de 13. mínimos e nulos ao mesmo tempo. Este arranjo se faz necessário para tornar o sistema operacionalmente seguro.8kV atingiria valores altíssimos devido a impedância do sistema ser próxima de zero.8kV Para uma maior confiabilidade operacional.

deixamos a máquina que entrará em paralelo com uma freqüência um pouco maior. a atuação da proteção de reversão de carga (32G). O relé de sincronismo está ajustado para uma faixa de 59.Figura 13 – Ângulo de fases Freqüência – As freqüências devem estar próximas para evitar o curto-circuito. evitando. Normalmente quando colocamos uma máquina em sincronismo com outra. para que ela entre no barramento assumindo carga. assim.2Hz.8Hz a 60. Figura 14 – Freqüência P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 21 .

evitando. O que equivale dizer que as amplitudes das ondas de corrente alternada nos seus picos positivos e negativos devem ter o mesmo valor. deixamos a máquina que entrará em paralelo com uma tensão um pouco maior. para que ela entre no barramento assumindo cargas reativas. assim.414V até + 414V da tensão nominal de 13 800V. o que é prejudicial para elas. a sua desestabilidade. Figura 15 – Tensões P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 22 . Normalmente quando colocamos uma máquina em sincronismo com outra. Diferenças de tensão muito grandes contribuem para uma transferência de energia reativa elevada entre as máquinas.Tensão – As tensões devem ser iguais. O relé de sincronismo está ajustado para a faixa de .

A soma vetorial destas potências dá a potência aparente. se o receptor consome energia reativa (indutivo). a lâmpada incandescente ou o ferro elétrico). Se o receptor fornece energia reativa (capacitivo). Isso significa que atingem os máximos e mínimos. é um consumidor de energia ativa (por exemplo. Um equipamento que transforme a energia elétrica diretamente em outra forma de energia útil (térmica.). diz-se que esta está 90° atrasada em relação à energia ativa. Vetorialmente. representamos a energia reativa defasada de 90° em relação à energia ativa. de energia ativa e reativa (por exemplo. não sendo propriamente consumida como o é a energia ativa. motores. está 90º avançada em relação à mesma. luminosa.1) Fundamentos teóricos Há dois tipos de potência em jogo num sistema: (1) a potência ativa e (2) a potência reativa. 90° elétricos em defasagem. transformadores e A energia reativa é uma energia trocada entre o gerador e o receptor. Temos então as representações: Figura 16 – Fator de potência P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 23 . sem necessitar de energia intermediária na transformação. Por convenção. etc. Um equipamento que necessite de parte da energia para criar um campo magnético para realizar trabalho é um consumidor reatores).(o) Fator de potência (o. Mas o que isto significa? O conceito físico pode ser explicado a seguir.

Se o circuito for indutivo – consumidor de energia reativa. Se for capacitivo – fornecedor de energia reativa –. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 24 .(o. mais próximo de 1 será o fator de potência (FP).2) Conceito Por definição. Se a potência é o produto da tensão pela corrente. o seguinte: Potência aparente (S)² = Potência ativa (P)² x Potência reativa (Q)². – o fator de potência é dito em atraso. temos. fator de potência é o coseno do ângulo de defasagem entre a corrente e a tensão. é dito em avanço. através do triângulo das potências. logo: Cos  = cateto adjacente / hipotenusa  P = S x Cos  ==> P = E x I x Cos  Deduzimos através do triângulo de potências que quanto menor for a potência reativa do circuito.

exige potência reativa da rede. motores. Os métodos mais usados na melhoria do fator de potência são: · Instalação dos bancos de capacitores e · Motores síncronos superexcitados. Para que possamos mandar a energia gerada na central termelétrica até estas unidades. tais como transformadores. todo equipamento que possui enrolamentos. De uma maneira geral. Redução das perdas do sistema. 2 400V e 480V para alimentação de acionadores de 220V e 127V para tensões auxiliares. crescimento da queda de tensão.. por diminuição das quedas.4kV). usamos os ramais alimentadores que chegam em subestações de área. Podemos encontrar tensões de 4 160V. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 25 . Crescimento do nível de tensão.carga nos cabos e transformadores. entre os quais podemos citar: sobre. O baixo fator de potência causa sérios problemas às instalações elétricas. redução do nível de iluminação e aumento das contas de energia. · Retificadores: · · Equipamentos eletrônicos. Objetivos principais da melhoria do fator de potência: · · · · Redução dos custos da energia. (p) Subestação de área (p. Causa principal do baixo fator de potência: · Motores de indução subcarregados. daí podermos citar como outras causas do baixo fator de potência: · Instalações de lâmpadas fluorescentes.O fator de potência foi sempre motivo de preocupação dos engenheiros encarregados do projeto e estudo dos sistemas elétricos. etc. reatores. Liberação de capacidade do sistema. Instalações de ar-condicionado.1) Descrição Uma refinaria de petróleo é uma instalação industrial que abrange uma grande área e diversas instalações distintas que estão normalmente a distâncias consideráveis. etc. Estas subestações são responsáveis pelo rebaixamento da tensão para níveis compatíveis com os equipamentos (por exemplo: motores de 2.

uma vez que. Isto significa que a subestação é alimentada radialmente mediante dois alimentadores distintos para aumentar a continuidade operacional e melhorar a flexibilidade.8kV).3) Primário seletivo Chama-se de primário seletivo quando a escolha de qual alimentador será utilizado para alimentar as cargas se faz na entrada da subestação (nível de 13. não havendo fechamento em “anel”. por exemplo.Figura 17 – Vista geral da subestação de processo (p. É usado. podemos denominá-las de primário seletivo ou secundário seletivo. Figura 18 – Primário seletivo P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 26 . (p. em caso de falha no alimentador. nos setores administrativos e de manutenção. De acordo com a configuração. Esta configuração é utilizada em subestações que alimentam cargas menos prioritárias. A expressão “radial” designa que o alimentador é conectado à fonte de energia em apenas um ponto.2) Painéis de distribuição de carga Normalmente as unidades são alimentadas por dupla alimentação radial. teremos a interrupção de energia para o consumidor durante um tempo considerado.

e um tempo muito curto para aqueles que trabalham em “U” aberto. (p. e. a continuidade operacional em caso de abertura de um alimentador. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 27 .6) Configuração “U” aberto Para painéis de 480V. que caracteriza a configuração em “U” aberto.4kV) que alimentam cargas críticas. teremos no painel um disjuntor para cada lado e um disjuntor de interligação. nas unidades de processo e utilidades. assim. logo.(p. O secundário seletivo é usado. e para painéis menos críticos. elevando.4) Secundário seletivo Chama-se de secundário seletivo quando a escolha de qual alimentador será utilizado se faz no próprio painel de carga. Em caso de abertura de um alimentador através da atuação de relés de proteção. Para painéis de média tensão (2. o desarme dos mesmos. em caso de falta de um alimentador. adotamos a configuração dos 3 disjuntores fechados. teremos dois ramais alimentadores por painel distribuidor de carga.5) Configuração “U” fechado Em subestações de secundário seletivo. ocorrerá o fechamento da interligação automaticamente. não teremos interrupção no fornecimento de energia para os consumidores de painéis que trabalham em “U” fechado. como vimos. por exemplo. o disjuntor de interligação opera na posição aberto. portanto. Figura 19 – Configuração “U” fechado (p. Esta configuração é utilizada em subestações que alimentam cargas prioritárias. Infelizmente o intervalo de segundos durante o qual há interrupção de energia a um barramento é suficiente para que ocorra o desarme dos contatores. por questões de proteção e para limitar a corrente de curtocircuito. uma vez que.

este ficará na configuração “L”.Figura 20 – Configuração “U” aberto (p. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 28 .7) Configuração “LA” ou “LB” Em caso de indisponibilidade de um dos alimentadores que chegam até o painel. Uma função importante é a iluminação de emergência em caso da falta da alimentação em corrente alternada. Figura 21 – Configuração “LA” ou “LB” (q) Sistema de corrente contínua A corrente contínua é de vital importância numa instalação industrial porque pode ser armazenada em bancos de baterias. Este é o fator preponderante para ser usada na alimentação de relés de proteção e como tensão de comando de disjuntores de painéis e grandes máquinas. que indica que as cargas estão sendo alimentadas somente por um alimentador.

Na falta de corrente alternada. ficando assim protegido o sistema e operacionalmente normal. O carregador tem como função receber a tensão em corrente alternada.1) Descrição O sistema de corrente contínua é composto de um carregador de baterias e de um banco de baterias. o suprimento de energia será através dos bancos de baterias. normalmente em 120V. retificar esta corrente e simultaneamente manter em regime de flutuação o banco de baterias e alimentar todos os sistemas de proteção e comando.(q. Figura 22 – Banco de baterias Figura 23 – Esquema do banco de baterias P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 29 .

. garantem o fornecimento para o equipamento. O inversor.C. (r. um banco de baterias e um inversor de corrente. Utilizamos o by-pass de manutenção na liberação geral dos UPS. que são inversores de corrente que.(r) Sistema de UPS (inversores) Para sistemas críticos que não possam ser alimentados em corrente contínua por causa das características dos circuitos eletrônicos envolvidos (por exemplo. e mantém um banco de baterias em flutuação. mesmo na falta da alimentação principal. um carregador de baterias. utilizamos sistemas chamados de “sistemas ininterruptos de força (Uninterrupted power systems . o inversor ficará alimentado pelo banco de baterias. Em caso de falta de suprimento de C. alimentará as cargas críticas em C.1) Descrição Os UPS são constituídos basicamente de um retificador de corrente. Um carregador de baterias alimenta um inversor de corrente que converte C.A.UPS)”. Em caso de esgotamento das baterias ou pane no inversor há uma chave estática de alta velocidade de comutação que passa a alimentação da carga para uma outra fonte de corrente alternada sem interrupção do suprimento. em C. por sua vez. detectores de chamas dos queimadores dos geradores de vapor de alta pressão e hardware de controle e supervisão de máquinas críticas e compressores de ar nas centrais termelétricas). O funcionamento do sistema pode ser compreendido assim.A. Figura 24 – Esquema dos UPS P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 30 .A. não interrompendo o suprimento para a carga.

possamos minimizar os efeitos desse evento e resguardar o restante do sistema.(s) Relés de proteção Em um sistema elétrico industrial podem ocorrer várias falhas como. etc. O desenvolvimento e a aplicação dos elementos de proteção vêm se fazendo sentir mais e mais importantes dentro do campo da engenharia elétrica moderna. Com um conjunto de proteções que constitui uma parcela bem pequena. podemos manter a continuidade operacional: um mínimo de interrupções combinado à redução das avarias dos equipamentos elétricos. painéis. Algumas falhas podem ter efeitos destrutivos enormes. coordena. dotamos este sistema de relés de proteção. curto-circuito. sobrecargas e reversão de cargas. por exemplo. A Tabela 1 mostra uma lista de vantagens objetivadas em tal desenvolvimento e aplicação: Tabela 1 – Vantagens dos relés de proteção Vantagens Materiais Vantagens Operacionais Menor dano no equipamento Redução de interrupções Menor custo de reparos Menores perdas de sincronismo Menor tempo nos serviços de reparação Redução das oscilações Menor estrago de produtos Redução de interferências Menor dano pessoal Redução de manobras Economia de peças sobressalentes Comodidade de operação P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 31 . A principal função dos relés de proteção é detectar a falha e fazer o desligamento do sistema defeituoso o mais rapidamente possível. Um esquema de proteção deve envolver os equipamentos e as cargas alimentadas pelo sistema. por este motivo. numa eventual falha. Para que. Desenvolveu-se. ajusta e aplica os vários equipamentos e dispositivos protetores a um sistema elétrico. tanto em grandeza física como em valor monetário (1% do investimento total do sistema elétrico). uma técnica especializada que seleciona. transformadores. levando a grandes prejuízos e indisponibilidade do sistema por longos períodos. tais como motores.

é idealmente adaptado à proteção de circuitos alimentadores. com este elemento consegue-se bloquear o circuito de operação quando a corrente da linha tem um sentido prefixado. isto é. Relé 67 – Direcional de corrente Entre relés só permitem a passagem da corrente em um só sentido. portanto. que é inerentemente direcional. em outras palavras. conter um elemento de disparo. Relé 50/51 – Sobrecorrente Os relés de sobrecorrente operam quando a corrente que circula em suas bobinas ultrapassa um determinado valor. tipo “armadura axial” ou “armadura em charneira”. que esta corrente deva exceder a um valor predeterminado. com disco de indução. contudo. O último arranjo denominado ground-sensor é mais rápido e sensível do que o primeiro.(s. pois não está sujeito aos erros dos transformadores de corrente e. Relé 87 – Diferencial de corrente P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 32 . através do qual passam os três condutores de fase. acrescido. de ação instantânea. A corrente de curto-circuito para a terra circulando no sistema poderá ser detectada por um relé de sobrecorrente ligado ao circuito residual de três TCs ou no secundário de um transformador de núcleo em janela.2) Coordenação As proteções só devem retirar de operação uma porção maior do circuito se houver falha na atuação da proteção do equipamento.3) Principais relés usados na proteção Relé 50GS – Falha à terra Em geral os relés de sobrecorrente de terra são calibrados para uma corrente de acionamento muito menor do que a dos relés de fase. do tipo tambor de indução. (s. admitindo-se. somente o equipamento faltoso deve ser removido de modo a cessar a falta. Os relés devem atuar com alta velocidade. (s. O tipo construtivo destes relés assemelha-se ao de sobrecorrente. de um elemento wattmétrico para a polarização. do tipo de indução. em geral. podendo. por meio de um elemento wattmétrico. todavia. São em geral de ação retardada. sendo a operação destes relés independente da direção desta corrente.1) Seletividade As proteções devem atuar seletivamente no sistema. A unidade wattmétrica conduz um contato que abre ou fecha o circuito da bobina de corrente do outro elemento. Aquele “sentido” é controlado eletricamente por meio de uma polarização.

Ele é construtivamente idêntico ao de sobrecorrente. Utilizado principalmente na proteção de geradores.O esquema de proteção diferencial consiste. Isto é feito para que um curto-circuito fique mais bem caracterizado. porém. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 33 . que geralmente é quando ela atinge 80% do valor nominal. indicando uma operação normal. que é em sentido inverso. Relé 51V – Sobrecorrente com restrição de corrente É um relé acionado pela corrente do circuito (bobina de corrente). mas cuja ação está restringida pela própria tensão do circuito (bobina de potencial). houver um curto-circuito. Relé 27 – Subtensão Este relé é do tipo disco de indução. a bobina permanece energizada pela corrente de campo do alternador. além da corrente altíssima. Há no caso atual a participação conjunta da tensão com a corrente. dentro da área abrangida pelos transformadores de corrente haverá um desequilíbrio das correntes acima mencionadas e a sua diferença passará na bobina de operação do relé. a ação de restrição da bobina de potencial cai. barramentos devido ao seu custo elevado. Utilizado na proteção dos geradores. na grandeza “vista” pelo relé. tornando-se mais efetiva e rápida a ação motora da bobina de corrente. diferindo apenas na ação antagônica da mola. motivando o seu funcionamento. com característica de tempo inverso. Com tal queda. um abaixamento apreciável da tensão da rede. pois isso poderia acarretar um distúrbio mecânico na máquina motriz. já que este provoca. que dá à característica direcional um tempo ultra-rápido. Esta função se aplica muito na proteção de grupos geradores que não podem receber “energia de volta”. Relé 60 – Balanço de tensão Este relé compõe-se de uma unidade do tipo tambor de indução e é projetado para operar quando existir desequilíbrio de tensões entre um gerador ou transformador e o barramento. não passa nenhuma corrente na bobina de operação do relé. transformadores de grande potência e Relé 32 – Direcional de potência Função que se diferencia do relé direcional de corrente. Este relé é projetado para operar quando a tensão da linha baixar a um certo valor. que em vez da corrente passa a ser a potência. Em situação normal. que ao sofrer um decréscimo por uma falta qualquer no sistema de excitação provocará a desenergização da bobina. Usa-se muito para esta função o relé de tambor de indução. em linhas gerais. Se estas correntes forem iguais na mesma tensão básica. Relé 40 – Perda de campo É um relé tipo atração em charneira. de dois jogos de transformadores de corrente que comparam as correntes que entram e saem numa dada parte do sistema. Se.

seguindo a mesma construção dos indicadores de freqüência. Para compatibilizar o consumo com a produção. o que é prejudicial para os consumidores. (t) Rejeição de carga (t. (t. Esta situação funciona como um freio para os demais geradores. na realidade. Considere-se um circuito de dois braços em paralelo. e é um sistema de retaguarda para o sistema primário de descarte do SCMD. é baseado no descarte por subfreqüência. O sistema de descarte elétrico do SCMD difere do sistema de descarte existente. O objetivo é descartar somente a soma da potência realmente necessária com a menor prioridade possível. e tenderá para um lado ou para outro conforme aumente ou diminua a freqüência. de modo que a repartição das correntes depende da freqüência do circuito. ou parte do sistema elétrico da refinaria. mas que tem uma baixa prioridade. a queda de alguma das máquinas acarretará um aumento do consumo de energia. Isto é realizado descartando-se cargas não essenciais para o processo.2) Descarte elétrico É um sistema desenvolvido de modo a assegurar a disponibilidade de energia elétrica para sistemas essenciais e cargas mais críticas dentro do processo da refinaria. fazendo com que a freqüência do sistema tenda a cair. cada um deles constituindo um circuito de ressonância-série. é o fato de que esse descarte deve provocar mínimas perturbações no processo de produção. O sistema primário de descarte do SCMD calcula continuamente o balanço da potência dentro do sistema elétrico por P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 34 Q u a l i f i c Ab a s t .Relé 81 – Freqüência O relé de freqüência é muito empregado para desligar parte da carga por motivo de perda de unidades geradoras. Esse consumo poderá vir a ser maior que a produção. Uma falha dentro do sistema elétrico pode ser causada pela abertura da linha da concessionária de energia elétrica. Outro requisito que o sistema de descarte elétrico deve desempenhar. o elemento móvel do relé está equilibrado para uma determinada freqüência. ou quando parte do sistema elétrico é desligado do fornecimento da concessionária. Obedece. O sistema de descarte elétrico deve estar preparado para ser capaz de enfrentar as condições acima mencionadas. os freqüenciômetros.1) Introdução Em um sistema em que geradores operam em paralelo. o sistema de rejeição de carga desliga parte dos consumidores. ao tipo construtivo do relé eletrodinâmico. pela perda da capacidade de geração.

1) Introdução O sistema de controle e monitoração distribuído (SCMD) é um conjunto de hardware (HW) e software (SW). transformadores. que são conectados aos equipamentos da área elétrica (motores. o recebimento e a distribuição de energia elétrica. disjuntores. etc.  Aumento da confiabilidade no suprimento de energia elétrica (fator operacional).  Melhorar a análise de ocorrências anormais. geradores.subtração da carga elétrica consumida da potência elétrica disponível para geração. de forma integrada e centralizada.2) Objetivos do SCMD  Controlar e monitorar a geração. Quando é diagnosticada uma falha. o sistema de descarte inicia a operação descartando o excesso do consumo da carga elétrica e estabilizando a operação dos geradores ou o consumo da concessionária. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 35 . (u) SCMD (u. que se comunica entre si e com as estações de operação (IHM) através de uma via de comunicação de dados (VCD).  Otimizar a produção e compra de energia elétrica.). Figura 25 – Exemplo de tela do SCMD (u.

Figura 26 – Arquitetura da rede do SCMD P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 36 . Ciclicidade dos programas mais alta. potência ativa e reativa. tensão e sincronismo.  Gráfico de tendências.(u. freqüência.  Interface com o SDCD.  Descarte de cargas elétricas e reaceleração de motores. Tempos envolvidos muito pequenos (I/O).  Descarte térmico. Tráfego na via de comunicação de dados – informações do tipo IMM e IHM. (u.  Controle de geração e recebimento – demanda.4) Diferenças entre SDCD e SCMD       Malha de controle amplas que são distribuídas por toda a refinaria.  Monitoração do estado de equipamentos de manobra. Variação de carga da CPU. Rede de comunicação mais robusta – existem picos no tráfego de informação. Controle:  Comando dos equipamentos de manobra.  Medição analógica. fator de potência.3) Funções do SCMD Supervisão:  Alarme e registro seqüencial de eventos.  Manobras programadas.

(transiente hidráulico) devido ao peso da coluna d’água entre a descarga das bombas e a P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 37 . permitindo. assoreamento. alteração de vazão. Em algumas refinarias a torre de equilíbrio é substituída por válvulas. próprias para este fim. Através de uma captação adequada. turbidez excessiva. Na estação elevatória. Os efeitos de dilatação da adutora são absorvidos pela instalação de juntas dresser ou juntas sanfonadas. O posicionamento da sua captação é de grande importância. que funciona como uma espécie de pulmão da adutora. há a necessidade de válvulas ventosas que controlam a entrada e a saída de ar na tubulação. as paradas das bombas exigem cuidados especiais. devidamente vedado com gaxetas especiais. além de assegurar um regime de bombeio estável e um nível suficiente para o deslocamento gravitacional do fluxo até a refinaria. A torre de equilíbrio absorve os golpes de aríete e as entradas de ar decorrentes das variações e interrupções de fluxo. Neste percurso até a refinaria. após a expulsão do ar.assim. Nos pontos altos. As juntas dresser consistem de um tubo encaixado dentro de outro tubo. um lago ou mesmo um tanque. inundações e outros problemas. reduzindo o custo de implantação das estações de tratamento e o tratamento propriamente dito. Se houver drenagem da água do interior da tubulação as válvulas ventosas evitam a formação de vácuo. As válvulas ventosas permanecem abertas enquanto existir ar no interior da tubulação e fecham com a chegada de água. a entrada de ar. através de uma adutora. resíduos sólidos. Do ponto de captação o fluxo é bombeado através de uma estação elevatória (“subestação” e “casa de bombas”) até uma torre de recalque. A interrupção abrupta do bombeio – decorrente de queda de energia ou outras eventualidades – pode gerar um retorno de fluxo de várias toneladas. há a necessidade de uma “torre de equilíbrio”. evitamos a presença de despejos industriais.[Sistemas de águas (a) Captação As refinarias captam água diretamente de rios ou através de barragens. Estes cumprem a finalidade de proporcionar uma pressão de coluna adequada na descarga das bombas. pois facilita o tratamento da água.

Isto porque. dissolve a matéria mineral do solo e das pedras com as quais entra em contato. devido ao grande poder de dissolução que possui. Bactérias. as águas de superfície ficam sujeitas à poluição por animais.  Na eventualidade de falha na atuação das válvulas antigolpe. germes e microorganismos também são arrebatados pela água de uma precipitação. produz a sua “turbidez”. A presença de argila e outros sólidos em suspensão na água de rios e córregos.das após o fechamento total destas válvulas. fumaça e vapores que são dissolvidos ou retidos em suspensão. As impurezas contidas na água são assim aumentadas. As bombas só podem ser desliga. Estas válvulas se abrem imediatamente para dreno e se fecham lentamente até que o refluxo seja absorvido. Estas válvulas são projetadas para abrir para dreno quando a pressão limite de calibração for atingida. São projetadas para abertura em três níveis diferentes de pressão. de forma a garantir a confiabilidade do sistema. à medida que desce através do ar. Uma análise P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 38 . ela só é considerada pura na condensação em grandes altitudes. seja por percolar camadas rochosas. a água da chuva. seja por percorrer a superfície terrestre. A água da chuva também encontra poeira. Após contato com o solo. existe a necessidade da purificação e do condicionamento antes de seu uso como água potável ou para fins industriais.  Na ocorrência de parada abrupta do bombeio. esgotos das cidades e resíduos industriais. a água da chuva dissolve oxigênio. para não gerar variação abrupta de fluxo de retorno.cota da torre de equilíbrio. Mesmo quando a água é proveniente de uma precipitação pluviométrica. seres humanos. (b) Impurezas da água e suas conseqüências A água em seu estado natural nunca é pura. o retorno do fluxo é absorvido por “válvulas antigolpe”. nitrogênio e dióxido de carbono – gases normalmente encontrados na atmosfera – em quantidades proporcionais às suas pressões parciais. Além disso. Consequentemente. são acionadas as “válvulas de segurança” ou válvulas PSVs. A fim de absorver este impacto são implantados três níveis de proteção:  Fechamento lento e gradativo das válvulas de descarga.

Nas turbinas as impurezas poderão danificar ou formar depósitos nas palhetas com redução de eficiência. Pelo seu grande poder isolante. Os elementos incrustantes prejudicam a troca de calor entre os gases e a água nestes equipamentos . O problema do arraste pode pôr em risco o superaquecedor e as linhas de distribuição a que se destina o vapor.completa de uma água potável poderia indicar a presença de mais de 50 constituintes nela dissolvidos ou em suspensão (perfil da água bruta). Os elementos corrosivos podem levar à corrosão dos elementos metálicos das caldeiras.  Sais dissolvidos. As impurezas encontradas na água causam problemas de diversas ordens. uma lista das impurezas mais comuns e suas Tabela 1 – As impurezas e suas conseqüências Efeitos Corrosivos Incrustantes Espuma e Arraste Cálcio - X - Magnésio - X - Bicarbonato X X - Carbonato X X - Sílica - X X Sólidos dissolvidos - - X Sólidos em suspensão - X X Matéria Orgânica - X X Ferro - X - Oxigênio X - - Ácidos X - - Impurezas A Tabela 2 detalha as diversas formas de impureza e os tratamentos recomendados para a eliminação de cada uma delas.  Sílica.  Gases dissolvidos. A formação de espuma poderá formar películas isolantes sobre as superfícies internas dos tubos causando superaquecimento e conseqüente falha do equipamento.  Matéria orgânica. podem causar pontos de superaquecimento e conseqüente perda de resistência mecânica e ruptura da peça. A Tabela 1 apresenta conseqüências. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 39 . Estas impurezas podem ser enquadradas nos seguintes grupos:  Sólidos em suspensão.

Dióxido de carbono CO2. Alcalinidade Bicarbonato (HCO3). Combinam-se com o cálcio para formar depósitos de sulfato de cálcio. Deposita sedimentos nas linhas. Desmineralização. etc. corrosão cáustica no aço das caldeiras. Varia de acordo com o teor de sólidos ácidos ou alcalinos da água. HCl. Neutralização com álcalis e desaeração. Pode ser aumentado com álcalis e diminuído com ácidos. linhas. Bicarbonatos e carbonatos produzem CO2 no vapor. Aumenta o teor de sólidos dissolvidos e aumenta o caráter corrosivo na água. pH Concentração de íon hidrogênio. Pode causar espuma em Caldeiras. Coagulação. Cor Nenhuma. caldeiras. Corrosão. Desmineralização. Neutralização em álcalis. Amolecimento com cal e cal soda e desmineralização. cloração e absorção por carvão ativado. Cloretos Cl. Espumas e arrastes sólidos com o vapor.Tabela 2 – Impureza versus Tratamentos Fórmula Química Constituinte Dificuldades Causadas Meios de Tratamento Turbidez Nenhuma. sedimentação e filtração. filtração. Confere opacidade à água. Acidez Mineral Livre H2SO4. Coagulação. Corrosão em linhas de vapor e condensado. destilação. Carbonato (CO3) e Hidróxido (OH). P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 40 . destilação. uma fonte de corrosão. expressas como CaCO3. Sulfatos SO4. Dureza Sais de cálcio e magnésio. Fonte principal de depósitos em equipamentos trocadores de calor. etc. Aumento no teor de sólidos dissolvidos na água. Abrandamento e tratamento interno com caldeiras.

condutância específica. Desmineralização. Condutividade é o resultado dos sólidos ionizáveis em solução. Sulfito de sódio. Depósitos insolúveis em palhetas de turbinas devido à vaporização de sílica. Inibidores de corrosão. H2S. Amônia NH3. resinas. Corrosão em equipamentos. Separadores de chicanas. Causa odor de ovo podre. Processos de remoção a quente com sais de magnésio. hidrazina. caldeiras. É a medida da quantidade total de matérias dissolvidas. coagulação e filtração. Alta condutividade pode aumentar o caráter corrosivo da água. Depósito em caldeiras e sistemas de água de refrigeração. Oxigênio O2. coagulação e filtração. Aumenta o teor de sólidos. Altas concentrações são prejudiciais por sua interferência em processos industriais e por causar espuma em caldeiras. Qualquer processo que diminua teores de sólidos dissolvidos. Desaeração. lamas e espuma em caldeiras. Abrandamento com cal. Óleo Expressa com material extraído por óleo ou clorofórmio. Desmineralização. destilação. Nenhuma. cloração e desaeração. Aeração. Nitrato Sílica Sólidos dissolvidos P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 41 . SiO2. desmineralização. cloração. Filtração em terras de diatomácea. Desmineralização. Ferro e manganês Fe e Mn. corrosão. abrandamentos e osmose reversa. etc. Condutividade Expressa em icronhos.Constituinte Fórmula Química Dificuldades Causadas Meios de Tratamento NO3. troca por desmineralização. Formação de depósitos. Fontes de depósitos em linhas de água. troca iônica de base forte. Corrosão de linhas de cobre e zinco pela formação íons complexos solúveis. Aeração. Indesejáveis na maioria dos usos. Descora a água ao precipitar. Sulfeto de hidrogênio ou gás sulfídrico. útil no controle da corrosão cáustica em metais de caldeiras.

a água passa por diversos tratamentos. Decantação simples. Nenhuma. Sólidos totais é a soma das matérias dissolvidas e em suspensão. filtração e floculação. Dificuldades Causadas Meios de Tratamento Sólidos em suspensão é a medida de matérias não dissolvidas. destilação. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 42 . abrandamentos e osmose reversa. Entopem linhas. Desmineralização. filtração e floculação. A Figura 1 apresenta um panorama geral de todas as etapas de tratamento da água em refinarias.Constituinte Sólidos em suspensão Sólidos totais Fórmula Química Nenhuma. (c) Tratamento geral da água Desde a captação até seu uso. causam depósitos em linhas de equipamentos. Decantação simples.

é imprescindível a neutralização das cargas negativas da matéria em suspensão e a aglutinação dessas partículas. existem novas tecnologias.3 Floculação Segunda etapa do processo da clarificação. que. porém. seu uso ainda é restrito às indústrias. Para a clarificação da água. Modernamente. Sendo assim. Estes coagulantes reagem com a alcalinidade natural (ou adicionada. é o primeiro passo a ser dado nos tratamentos convencionais de água. como o processo de filtração através de membranas. neutralizam suas cargas e os encapsulam dentro de sua estrutura floculenta. Os hidróxidos formados possuem carga superficial positiva. 1. apresentam limitações quanto à vazão e quanto ao custo de instalação. que apresentam eficiência superior à clarificação. o tamanho diminuto das partículas e sua força de repulsão. o hidróxido formado pela reação entre o coagulante e a alcalinidade natural ou adicionada. Quando necessária. quando necessário) presente na água. neutraliza a carga negativa dos colóides em suspensão.1 Impurezas Parte da matéria insolúvel na água sedimenta com relativa facilidade. o sulfato ferroso e sulfato férrico. 1.4 Sedimentação P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 43 . as quais se repelem. 1.1) Clarificação Trata-se da remoção da matéria finamente dividida e em suspensão. ao entrar em contato com os colóides suspensos na água. Portanto. formando os flocos. Essas são mantidas em suspensão pelo fato de possuírem carga elétrica negativa. 1.2 Coagulação e tipos de coagulantes Os tipos mais comuns de coagulantes utilizados em estações de tratamento de água são o sulfato de alumínio. e possam sedimentar.Figura 1 – Esquema geral do tratamento da água em uma refinaria (c. a fim de que se tornem maiores e mais pesadas. as mantêm em suspensão. em uma determinada água. porém. a matéria mais finamente dividida é mantida em suspensão. formando hidróxido de alumínio e hidróxido de ferro – trata-se da primeira etapa do tratamento de água.

5Na bacia de lama ocorrerá o encontro da água (sentido ascendente) com a lama (sentido descendente). que deságuam na caixa coletora de água clarificada. sendo suficiente para a formação dos flocos. os flocos que precipitam serão eliminados ou serão agitados com o objetivo de acelerar o processo de formação de novos flocos. Nos processos de clarificação mais comuns. onde ocorre a floculação. 1.5 Funcionamento de um Clarificador 1A água bruta recebe a adição dos produtos químicos. a agitação deve ser suficiente para garantir a eficácia do processo. Nessa fase a energia fornecida pelo agitador é bem menor.É a última etapa no processo da clarificação. nessa fase a lama agirá como filtro. retendo as impurezas arrastadas pela água. a manutenção da lama em suspensão e promover o seu adensamento. ganhará peso e retornando à zona de reação primária. 2Fase referente à coagulação. 6A água já clarificada abandona o clarificador através de um conjunto de canaletas existentes em sua superfície. 3A água entra na zona de reação primária. 4A lama formada passa para a zona de reação secundária e desta para a bacia de lama. precipitam. onde participará de novas reações ou/e será descartada. A figura abaixo representa um clarificador modelo ACCELATOR: P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 44 . deixando a água praticamente isenta de turbidez. onde os flocos formados ganham volume e peso.

A figura abaixo representa um clarificador tipo compacto: P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 45 .

na proporção acima mencionada em quantidade suficiente para suprir a porção do sulfato que não reagiu. O ácido clorídrico consome a alcalinidade ao reagir com ela.6 Teste de Jarro Tem por objetivo determinar o pH ótimo de floculação e a quantidade mínima de reagentes.9 ppm de Ca(OH) 2. Como. c.. Consultar a tabela de turbidez X concentração de Al2 (S04)3. para cada 10 ppm de sulfato adicionado são necessárias 3 ppm de alcalinidade adicionada são necessários 0. Determinar: VM. ou seja. ocorrerá a redução de 1 ppm de CaC03. d. sabendo-se que: . Determinar a concentração do tanque de sulfato de alumínio. pH e turbidez da água bruta. a quantidade de alcalinidade suficiente para reagir com todo o Al 2 (S04)3. Por exemplo: a turbidez da água clarificada deverá corresponder a 10% da turbidez da água bruta. sendo. Neste caso somente 70% do sulfato adicionado reagiria. Exemplo: Foi adotada como uma das dosagens de teste 10 ppm de sulfato. b. Observação: Para cada 1ppm de Al2 (S04)3 são necessários 0. portanto necessária a dosagem de Ca(OH)2 em quantidade suficiente para que os 30% restantes de sulfato reajam. se não houver na água. Primeira etapa: a. Dependendo da faixa de pH da água a qual o cloro esta sendo adicionado. para que nesta amostra todo o sulfato reaja.para cada 1ppm de Cl2 adicionado à água. este reagirá com a água formando HCIO + HCl. porém.7ppm de CaC03 para que todo o sulfato adicionado reaja ou 0. devendo o técnico de operação perseguir esta meta.3 ppm de Ca(OH) 2.1. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 46 . Faz-se necessário quando as análises mostram alterações significativas na qualidade da água em um de seus estágios. Deve então o técnico de operação adicionar o Ca(OH)2. a alcalinidade natural da água bruta (VM) encontra-se em 5 ppm. havendo assim um déficit de 2 ppm de alcalinidade natural. Determinar a quantidade de cloro adicionado e calcular a quantidade de alcalinidade consumida.

Calcular a quantidade de C02 na amostra. Calcular a quantidade de sulfato a ser adicionado em ppm. e. Buscar no gráfico pH X R o valor de R1 correspondente ao valor do pH ideal do teste.45) Onde: Q = SULFATO A SER ADICIONADO (VALOR EM ppm) P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 47 . c. Adicionar os reagentes sem tocar com os dedos na água. Após 60s reduzir a rotação para 18 r. Q = (VM. Para cada concentração de sulfato adotada. d. c.  Tamanho dos flocos. b.p.  Turbidez da clarificada após 15min. Determinar pH e VM real da caixinha.  Tempo de assentamento.Segunda etapa: a. d. proceder de acordo com a fórmula: VD=CR XVB CT Onde: VD = VAZÃO DO DOSADOR (l/h). onde: C02= VM R2 VM . Ligar o aparelho em rotação máxima.RI) C02 0. Após 30min parar a agitação e anotar:  Tempo de formação dos flocos.m. Terceira etapa: Quando o pH da caixinha for maior que o pH determinado no teste: a. Buscar no gráfico pH X R o valor de R2 correspondente ao pH real da caixinha. CR= CONCENTRAÇÃO DO REAGENTE (mg/l) VB= VAZÃO DA ÁGUA BRUTA (m3/h) CT= CONCENTRAÇÃO DO TANQUE (g/l) b.4 (R1 + 0. e coletar 100ml de cada frasco para análises de pH e VM.Valor encontrado na caixinha e.

Calcular a quantidade de cal a ser adicionado em ppm. d. c. Calcular a quantidade de C02 na amostra de caixinha. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 48 Q u a l i f i c Ab a s t .11 (R1+ 1. ou seja. não conferir gosto ou odor à água e ser de fácil detecção e mensuração. Buscar no gráfico pH X R o valor de R2. com eficácia.VM) 1. Determinar os valores de pH e VM da caixinha. Quarta etapa: Quando o pH da caixinha for menor que o encontrado no teste: a. Deve ser isento de toxidade ao homem nas dosagens necessárias para a obtenção da eficácia do processo. e.26) (c. C02 = JÁ CALCULADO ANTERIORMENTE.2) Desinfecção Tem por objetivo a destruição dos organismos patogênicos com rapidez. segurança das instalações e do usuário.VM= VALOR ENCONTRADO NA CAIXINHA. atendendo aos requisitos de custos do processo. Deve ser de fácil transporte e armazenamento. Q = RI (C02 . Buscar no gráfico pH X R o valor de R1. RI = VALOR DO TESTE (lDEAL). b.

1. 2. Mesmo as indústrias que não requerem água potável muitas vezes fazem uso do cloro no processo de coagulação através da oxidação de microrganismos e de matéria orgânica.  Água oxigenada.Deve-se produzir residual com a finalidade de garantir a qualidade da água. bromo e iodo). injetam cloro na água. desta forma. Estações de tratamento de água que visam o abastecimento de cidades. Grande utilização tem a cloração no processo de potabilização. Evita-se.  Luz ultra-violeta. 2. econômica e prática no sentido de tornar a água de abastecimento potável.  Íons metálicos – prata.1.2.  Permanganato de potássio.Processos Químicos  Oxidantes – ozona.Processos Físicos  Calor.2. a formação de limo nos equipamentos e a presença de cor na água. O gráfico abaixo nos dá a real dimensão da importância da cloração junto à população abastecida. para esterilizá-la e torná-la potável. 2. halogênios (cloro.Cloração: A cloração como desinfecção é eficiente. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 49 . mesmo nos pontos mais remotos da rede de abastecimento.

não permitindo a oxidação da glicose e a atividade metabólica celular. e o seu abastecimento feito por caminhão.A cloração pode ser feita pela injeção de cloro gasoso ou adição de hipoclorito de sódio. apresentando pequenas variações. dependendo da demanda e qualidade da água. O gás cloro é encontrado no mercado em cilindros pressurizados e o hipoclorito em bombonas ou contentores. A estação de Tratamento de Água do Guandu no Rio de Janeiro utiliza cloro. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 50 . A figura abaixo mostra um sistema típico de cloração: A ação bactericida do cloro penetra pela membrana celular e depois dentro da célula. entretanto. reagindo com o sistema de enzimas através de reação química irreversível. sua demanda é tamanha que o cilindro é a própria carreta e o tempo de duração é de aproximadamente 24 horas. Em instalações de médio e grande porte. o usual no armazenamento do hipoclorito de sódio é a utilização de tanques de fibra de vidro.

Tempo de contato do desinfetante com a água.quase todo o composto estará sob a forma de OCl-  pH entre 6.tendendo para a direita  pH entre 4.2.Influência do pH na reação:  pH > 9. exista em quantidade suficiente para atender tanto às reações laterais. A melhor faixa de pH encontra-se entre 4. concentração e capacidade de resistência dos microorganismos de serem destruídos.Fatores que influenciam na desinfecção:  Espécie. Tipo e concentração do desinfetante existente na água de que resultam o  tipo e concentração dos elementos provenientes da reação do desinfetante com a água. quanto às específicas do processo.2.5 e 6.Teoria do BREAK.4. 2.   Características químicas e temperatura da água.2.2. cujo ângulo formado entre os seus átomos permite fácil penetrabilidade através da membrana celular. 2.0 porque o HClO é isento de carga elétrica e é uma molécula de tamanho pequeno.5 e 8.POINT: O cloro adicionado à água pode ser consumido por reações com materiais orgânicos e inorgânicos existentes na água.ocorrerá a reação HclO  H+ OCl.predomina a forma HclO  pH < 3 – o cloro existente estará sob a forma Cl2.5 .5 .0 . sendo por esse motivo. necessário que o cloro adicionado à água. Essas reações laterais e a proporção de sua ocorrência comprometem o processo de desinfecção.2.3. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 51 .5 e 6.

2.2.5- Pré-cloração:

Aumenta a eficiência da coagulação;

Impede a decomposição de matéria orgânica no lodo depositado nos

clarificadores;
Permite o controle das algas e microorganismos;

Oxida materiais que produzam cor, sabor e odor;

Aumenta a eficiência da filtração, auxiliando a ação dos leitos pela oxidação

da matéria orgânica;
Evita a formação de bolas de lama nos filtros.

2.2.6- Pós-cloração:
Desinfecção da água com garantia de cloro residual livre ou combinado, através de
parte ou todo o sistema de distribuição de água. Este conceito é empregado para
distribuição de água potável.

(C.3) Filtração
Consiste na passagem de água por filtros para remoção de sólidos suspensos. Essa
operação é puramente mecânica, e nem toda a matéria em suspensão fica retida. Essa
etapa ocorre geralmente após a clarificação nas estações de tratamento de águas.
Processo através do qual o líquido que contém matéria em suspensão passa através
de um material poroso adequado (disposto em camadas com granulometrias
diferenciadas), de tal forma que remova de forma efetiva a matéria em suspensão.
Com a passagem da água pelo leito filtrante (geralmente areia), verifica-se a remoção
da matéria em suspensão e de substâncias coloidais, alterando-se as características
da água, inclusive as químicas, e reduzindo-se substancialmente o número de
bactérias presentes.
Na verdade a ação do leito filtrante não é criar poros menores do que a matéria retida.
A remoção da argila finamente dividida, bactérias, partículas coloidais, menores que os
poros, ocorre porque essas partículas aderem à superfície dos grãos do elemento
filtrante. Esse fenômeno ocorre em função dos caminhos curvos que a água percorre
entre os grãos, onde a ação da força centrífuga é de empurrar as partículas contra a
superfície dos grãos, onde ficam retidas.

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Q u a l i f i c Ab a s t

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Os filtros podem ser denominados filtros de pressão e por gravidade. Os do primeiro
tipo apresentam taxas de filtração maiores, porém, consomem energia, sendo,
portanto, indicados em sistemas projetados sob condições desfavoráveis de espaço. A
freqüência de lavagem do leito ocorre em função da qualidade da água filtrada
desejada, perda de carga no leito (pelo acúmulo de impurezas na sua superfície) e
pela qualidade da água de alimentação do filtro. A lavagem consiste pela passagem de
água em fluxo contrário ao de operação, durante o tempo necessário para que a água
de lavagem saia limpa. Em decorrência das impurezas serem em sua quase totalidade,
retidas no topo do leito, a postergação do processo de lavagem do leito além dos seus
limites de projeto, traz risco de danos ao leito filtrante pelo efeito da pressão exercida
pelo excesso de material retido.
Essa compressão pode levar a rachadura do leito e afastamento da região do leito
junto às paredes do filtro. Provocam fluxo preferencial e, ainda, na formação de bolas
de lodo no interior dos leitos. Ocasionam a formação microbiana no sistema, redução
do potencial de filtração e, por último, a formação de bolhas de ar no interior do leito,
que durante o processo de lavagem desarrumam o leito comprometendo a qualidade
da água filtrada.
As figuras abaixo representam sistemas de filtração sob pressão e por gravidade:

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(c.4) Água para fins Industriais
Neste capítulo serão abordados alguns tipos de processos que ocorrem em estações
de tratamento de águas para fins industriais, portanto, mais específicos.
Alguns equipamentos trabalham sob condições severas de pressão e temperatura.
São, portanto, mais suscetíveis a ataques pelas impurezas presentes na água ou pela
formação de elementos prejudiciais ao processo de troca térmica desses materiais.
Logo, alguns tratamentos específicos devem ser adotados para reduzir os riscos no
processo.
Há também determinados processos que necessitam da água isenta de impurezas, um
exemplo é o da indústria farmacêutica. Nesse tipo de processo a pureza da água não é
determinada pelo nível de severidade ao qual os equipamentos estão expostos, mas,
sim pela qualidade do produto final.

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 Turbidez do efluente. para o fornecimento de água para a produção de vapor. que libera quantidade equivalente de íons de hidrogênio. A condutividade. O valor de acidez mineral livre desse efluente depende do total de sais dissolvidos no afluente.Desmineralização: É o processo de remoção de sais minerais ionizados na água.Descloração: É o processo que consiste na adsorção do cloro livre (que causa a deterioração das resinas. Ao final deste ciclo da resina catiônica o valor de acidez mineral livre diminui e o pH aumenta. onde a substância adsorvida concentra-se na superfície do grão de carvão. comprometendo a eficiência da estação desmineralizadora) e matéria orgânica (que promovem o envenenamento das resinas aniônicas).1 . a água já decationizada passa através de um leito de resinas de íons aniônicos. A desmineralização envolve duas etapas de troca iônica. assim. Como garantia da boa qualidade do processo alguns parâmetros devem ser acompanhados:  Número de iodo. 4. Por serem mais resistentes química e fisicamente. Cria-se. onde os cátions presentes são retidos pela resina. Dá-se através da passagem da água filtrada por um leito de carvão ativado. no caso do cloro e da matéria orgânica. Após essa etapa.  Matéria Orgânica no efluente.4. O valor do pH no efluente da coluna de resina catiônica é baixo devido à presença de ácidos minerais . é alta. e explica-se a adsorção pelo fato de existirem condições diferentes entre as moléculas da superfície e as do interior do grão de carvão. Trata-se de um fenômeno físico reversível. Na segunda etapa. Na primeira a água a ser tratada passa através de um leito de resinas de íons catiônicos. por sua vez. a água se encontra quase isenta dos cátions e ânions que continha. as resinas catiônicas são as primeiras no processo de desmineralização.  Perda de carga no leito.2 . um campo de forças não equilibrado que atrai determinadas substâncias ou gases dissolvidos. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 55 . onde os anions são retidos pela resina que libera quantidade equivalente de íons hidroxila.  Concentração de Cloro Livre no efluente.

Em algumas estações existem analisadores de sódio na saída dos vasos. O nível de concentração de sódio que determina o final de um ciclo varia em função do nível de pureza que se deseja. a sílica é um dos primeiros a aparecer no efluente dos permutadores aniônicos ao término do ciclo de operação. em muitas estações desmineralizadoras é conveniente a instalação de torres descarbonatadoras. Inicia-se então o processo de regeneração do leito. Dos ânions comumente presentes em águas. Porém. A elevação na concentração de sílica no efluente do permutador aniônico é sinal de saturação da resina aniônica. representa as reações que ocorrem durante a operação normal em uma estação de desmineralização: P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 56 . A figura a seguir. da alcalinidade da água. A elevação na concentração do sódio no efluente é sinal de término de um ciclo de operação. da alteração no nível de regeneração e diferentes técnicas de regeneração. o sódio é o primeiro a aparecer no efluente de uma coluna de resina catiônica. Após o ciclo de operação da resina permutadora catiônica ocorre à exaustão da resina. diferentes do H+ . durante o ciclo de operação. Elas removem o CO2 da água decationizada reduzindo a carga iônica para as resinas aniônicas (prolongando seu ciclo) e reduzindo processos de corrosão em tubulações e acessórios.Águas ricas em bicarbonatos produzem muito CO2 após a coluna de resinas trocadoras de cátions e. e em outras (o mais comum) a avaliação é feita pelo nível de condutividade na saída dos leitos permutadores aniônicos. que no caso das resinas permutadoras de cátion consiste (mais comum) na passagem de ácido sulfúrico com o objetivo de introduzir H + nas moléculas da resina e remover cátions anteriormente retidos. A regeneração da resina aniônica consiste na passagem de hidróxido de sódio para introduzir nas moléculas da resina os íons OH . por isso. Dos cátions comumente presentes em águas. a concentração de sódio no efluente pode variar em função da concentração de sódio no influente.que ela cedeu nas permutas. o que indica o final de sua capacidade de troca.

C a (H C O 3 )2 M g (H C O 3 )2 N a (H C O 3 ) 2 C a SO 4 M g C l Na N O 3 S iO 2 O 2 C o2 NH4 O H H 2S O Na O H 4 R e s in a C a t io n ic a R.O H - H2O O 2 ( d is s o lv id o ) P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 57 .H R e s in a A n io n ic a + + R .N (C H 3 ) 3 .SO 3 .

Esses vasos operam após os leitos aniônicos ou após a osmose reversa. Durante a operação normal as resinas operam misturadas. a catiônica e a aniônica e destina-se a produção de águas para caldeiras de alta pressão.As figuras abaixo representam as resinas e as reações envolvidas: RESINA CATIONICA FORTE RESINA ANIONICA FORTE AGUA DE HIDRATACÃO Na Mg ÁGUA Ca DE HIDRATAÇÃO Mg CaH Na H SiO3 Mg SO 4 SERVIÇO H Saída Cátion H H Ca H H OH SO3Na SO 4Mg H H SO 3 OH SO3 Cl SO3 H OH 3 SO3 H Cl H HH OH H SO3 H SO3 H H OHSO3CO SO4 DIVINILBENZENO H H Cl DIVINILBENZENO Cl ClMg Ca OH 3OS K Mg CO3 OH SO3 SO3 H H Cl K Ca H SO3 H H SO3 SO3 CO3 SO3 Ca H H Cl OH REGENERAÇÃO H OH H H H OH H OHSO H OH 3 SO3 SO4 OH H H H HOH H OH H H OH H OH POLIESTIRENO 28 POLIESTIRENO 28 O desenho abaixo representa o processo de regeneração de um leito do tipo misto. Esse tipo de equipamento contém os dois tipos de resina. O ácido sulfúrico entra por baixo e a soda cáustica entra por cima. ao final de um ciclo de operação elas são separadas por diferença de densidade (contra-lavagem) e são regeneradas separadamente. Porém. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 58 .

A água passa por uma bateria de membranas e é de qualidade constante. São sistemas compactos. também reduz sílica e material orgânico coloidal com alto peso molecular. Osmose Reversa: A osmose reversa é usada basicamente para reduzir salinidade. gerando efluentes em muito menor quantidade. porém. de baixa manutenção. não necessita de regenerações freqüentes. quando complementado por sistema de troca iônica é utilizado para água de alimentação de caldeiras.4.3. na indústria eletrônica. etc. O processo é contínuo. Assim. farmacêuticas. alto nível de P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 59 .

Ultrafiltração: É um processo que tanto se aplica à tecnologia de tratamento de águas para o abastecimento. quanto para a osmose reversa. que por vezes resultam na perda da membrana. para esse último processo.automação e baixo custo de mão-de-obra. garante a total remoção de partículas indesejadas no processo de osmose reversa. temperatura de operação e requer um ótimo pré-tratamento. A figura abaixo representa como são montadas as membranas na osmose: 4.4. quanto no tratamento de efluentes industriais. Sendo que. Apresenta ótimos resultados quando opera em estações de tratamento de águas com a finalidade de preparar a água tanto para o processo de desmineralização convencional. Suas limitações são: pressão de operação. alta concentração de sais no meio. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 60 . O Custo de instalação é elevado se comparado com a desmineralização.

instrumentação e pouca intervenção do homem. Gera menor quantidade de efluentes e possui elevado custo de implantação. O processo em si é bastante simples:  Em um tanque são dispostos cassetes com um conjunto de membranas (porosidade média de 4 micras).  Uma bomba promove uma pressão negativa no interior das membranas. A figura abaixo ilustra um processo de ultrafiltração: A foto abaixo apresenta um cassete com membranas: P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 61 .Apresenta elevado grau de automação.  As membranas promovem a ultrafiltração da água. originando o que denominamos permeado. promovendo fluxo de fora para dentro das mesmas.  O tanque é alimentado pela água a ser tratada.

O efluente do segundo processo é armazenado em um tanque de homogeinização e.0 e 7. dos processos de clarificação. novas concepções de estações de tratamento estão sendo projetadas. vamos abordar os efluentes das regenerações nas desmineralizações. em seguida. que variam em volume conforme a tecnologia . Em decorrência disto.o ideal é que sejam os menores possíveis.4. no qual o pH deverá atingir valores entre 6. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 62 . Adiante. Todos os projetos produzem rejeitos.0. pela redução de efluentes e consumo de água nos processos industriais. Daí. observa-se um aumento na cobrança pela sociedade e pelos órgãos ambientais.5 . a segunda pode ser tanto um filtro prensa. o volume do tanque deverá retornar à clarificação. passa por um processo de separação física composto por duas etapas: a primeira composta por uma centrífuga. filtração e ultrafiltração. Após essa etapa. que outrora era despejada com ou sem tratamento nos corpos receptores.Reuso nas Estações de Tratamento de Água: É fato a crescente escassez de água no planeta. O efluente do primeiro processo é armazenado em um tanque para a neutralização das correntes oriundas das regenerações dos leitos permutadores catiônicos (ácidos) e aniônicos (básicos). e o diferencial com relação às antigas estações está no reuso da água.

A figura abaixo representa uma centrífuga em corte: A foto abaixo é de uma centrífuga semelhante a da figura anterior: A figura abaixo representa um forno de secagem: P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 63 .quanto um forno de secagem. A água resultante dessa separação retorna à clarificação e o material sólido é disposto em aterro sanitário. de acordo com a sua classificação.

câmara de combustão. ciclone para eliminação de componentes sólidos (finos). pré-câmara de controle. 10. 7. turbina de aspiração. esteira. plc. chaminé.1. 6. 4. 2. câmara de saída dos gases. alimentador e queimador de combustível. 5. 3. 8. 9. tambor rotativo de duplo ou triplo circuito. A foto abaixo é de um filtro prensa: P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 64 .

fisiológica e biológica. detergentes. compostos halogenados. proteínas. tendo em vista. cetonas. principalmente. A matéria inorgânica contida nos esgotos é formada. Os efluentes sanitários são provenientes de residências. álcoois. borrachas. comércio e drenagens urbanas. Considera-se. Nas grandes cidades seu tratamento é motivo para batalhas entre entidades ambientais. A carga orgânica é devida a carboidratos. indústria e doméstica. ácidos. os impactos que causam ao meio ambiente e também pela perda da qualidade de vida dos cidadãos. resinas. pesticidas. a proximidade com grandes corpos receptores como oceanos. Nesse estudo abordaremos a poluição química. carvões. pela presença de areia e de substâncias minerais dissolvidas. O tratamento adequadamente empregado é o de Lodo Ativado. também. optase pelo emprego de emissários submarinos (com ou sem tratamento anterior). A poluição hídrica pode ser classificada como química. fenóis. etc.5) Tratamento de Efluentes Hídricos Os principais poluentes hídricos provêm de atividades da agropecuária. sabões. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 65 . gorduras. clubes.(c. Em alguns casos. dependendo da qualidade e do volume envolvido. inibidor da vida microbiológica do meio. física. que pode ser dividida em orgânica e inorgânica. O inconveniente dessas cargas é o consumo de oxigênio dissolvido. comunidades e governos.

As indústrias produzem efluentes cujos volumes são bem inferiores aos urbanos,
todavia, o nível de concentração dos contaminantes é bem maior. Quase que em sua
totalidade são obrigadas a tratar seu efluente, de forma a atender a legislação em
vigor.
O tipo de tratamento empregado irá depender de uma série de fatores, entre eles
podemos citar: as características físico-químicas do efluente, proximidade dos corpos
receptores, disponibilidade de recursos hídricos na região, legislação vigente, nível de
tecnologia e custos de implantação e operação.
5.1- Processos Físicos:
O separador mais utilizado é o do tipo API.
Esse sistema consiste em duas ou mais câmaras retangulares, comumente chamadas
de piscinas. Por elas o despejo flui horizontalmente, e o óleo livre e os sólidos
decantáveis são separados e removidos da massa líquida.
O princípio de separação é o de diferença de densidade.entre o óleo e a água,
puramente físico. O escoamento nessas câmaras é perfeitamente laminar. O óleo por
ser mais leve que a água vai para a superfície e os sólidos vão para o fundo.
As câmaras ou piscinas são dotadas de raspadores de deslocamento ou raspadores
montados sobre pontes rolantes, que se deslocam entre os extremos das mesmas. Em
um sentido a ponte raspa o óleo, e no sentido oposto ela raspa os detritos que
sedimentaram. O óleo é coletado por um tubo do tipo flauta e enviado ao processo. Os
sólidos são enviados para a estação de tratamento de resíduos sólidos e a água
contendo somente contaminantes dissolvidos, é enviada para a próxima etapa do
tratamento, referente à remoção bioquímica dos contaminantes remanescentes.
Os separadores são geralmente dotados de rolos coletores, tanques pulmão, (cuja
finalidade é a de armazenar excedentes de vazão) e bombas para o recalque das
correntes separadas.
Para atender ao princípio do fluxo laminar, o ideal é que a escolha do local para sua
construção seja em uma área mais baixa que a das unidades de processo. Se não for
possível essa concepção, que sua alimentação seja feita por bombas do tipo parafuso,
que tem como característica o fluxo laminar.

A figura abaixo representa um separador API:

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Q u a l i f i c Ab a s t

66

5.2- Processos Biológicos:
5.2.1 - Lagoas de Aeração
Correspondem ao tratamento biológico e representam geralmente a segunda fase do
tratamento de efluentes(tratamento secundário), sendo precedidas por um tratamento
físico de separação (tratamento primário). Utiliza-se Lagoas de aeração sempre que a
demanda por oxigênio for muito grande em comparação com a capacidade natural de
aeração da massa líquida.
Um dos métodos mais empregados para o fornecimento de oxigênio é a utilização de
aeradores. O aerador consiste em um agitador com potência suficiente para levantar
parte da água a sua volta, promovendo o contato da massa líquida com o ar
atmosférico, elevando dessa forma a concentração do oxigênio dissolvido na água.
A oxigenação é necessária no sentido de promover a oxidação de determinados
compostos e prover os microrganismos heterótrofos necessários para a degradação da
matéria orgânica. Mantém, também, toda a massa em suspensão, impedindo a
formação de regiões anaeróbicas nas lagoas que compõem o sistema.
5.2.2- Lodos Ativados

P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8

Q u a l i f i c Ab a s t

67

O processo de Lodo Ativado consiste na aeração do esgoto por um período de tempo,
necessário à formação de uma massa de sólidos sedimentáveis.
Uma parte desses sólidos é formada por uma massa ativa de microrganismos,
responsáveis pela estabilização da matéria orgânica. Esses microrganismos se
agrupam em flocos dentro do lodo formado. Parte desse lodo é produzida no tanque de
aeração e nos decantadores, retornando deste para o tanque de aeração, para
alimentar mais ainda as bactérias (recirculação).
Geralmente a grande maioria dos resíduos já contém microrganismos necessários ao
processo. A qualidade do efluente no processo de lodo ativado depende do
desenvolvimento adequado desses microrganismos, através de condições ótimas de
operação como aeração, temperatura e pH.
O alimento é a matéria orgânica, os microrganismos são as bactérias (maioria) e mais
fungos e protozoários. Os nutrientes necessários ao processo são fósforo e nitrogênio.
O sistema é composto basicamente por um sistema de gradeamento, uma caixa de
areia, um tanque de aeração, um decantador, um biodigestor e um sistema de
secagem do lodo:

O gradeamento tem a finalidade de reter o material grosseiro;

A caixa de areia tem a finalidade de reter a areia arrastada pelo processo;

O tanque de aeração tem a finalidade de:

Satisfazer o metabolismo dos microrganismos com o oxigênio necessário;

Manter agitação dos flocos de modo a evitar a sua decantação e a formação

de áreas anaeróbicas;
Retirada dos produtos voláteis do metabolismo.

Os decantadores têm a finalidade de promover a separação dos sólidos da

massa líquida que abandona o tanque de aeração, promovendo um efluente
clarificado, pronto para o despejo ou para a unidade de reuso. O lodo retido
nos decantadores poderá ser devolvido ao tanque de aeração ou ser
tansferido para o biodigestor, dependendo da idade desse lodo.
O biodigestor tem a finalidade de promover a oxidação dos microrganismos

aeróbicos;
O sistema de secagem poderá ser do tipo leito de secagem, filtro prensa,
centrífuga e forno de secagem. Sua importância está na necessidade de
reduzir, ao máximo, o volume do material inerte a ser disposto em aterro,
barateando o processo.

O esquema abaixo representa as opções de arranjo mais adotadas em indústrias:
P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8

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água de reposição de torres de resfriamento. As indústrias estão adequando a água antes despejada nos corpos receptores.Lagoas de Aeração Processos Físicos Lodos Ativados A figura abaixo representa um esquema de funcionamento de uma estação de lodo ativado 5. pressurização de sistemas de incêndio. para suprir as necessidades de irrigação de jardins.Reuso nas Estações de Tratamento de Efluentes: A adoção do reuso nos processos de tratamento de efluentes é cada vez maior.3 . descargas em banheiros. etc. As duas principais razões que motivaram as empresas a adotar essa prática foram a necessidade da obtenção da outorga para uso de água e a iminente cobrança pelo P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 69 .

filtros que reduzem emissões atmosféricas. aumentam os custos da produção e o preço final das mercadorias. pois a qualidade do primeiro é o resultado da dinâmica do segundo”. O iminente colapso dos recursos. unidades com elevado nível de automação e plantas de processo que demandam matérias primas menos nobres. mesmo sendo esse tratado. comprometendo seriamente a sua própria existência. Foram criadas e alteradas as legislações ambientais. na qual se busca o desenvolvimento com o menor impacto ambiental possível. a rapidez com que o homem devasta o meio ambiente. intensificaram-se cobranças governamentais. forçou-o a tomar medidas que propiciassem uma condição de maior equilíbrio. São geradoras de menos efluentes industriais.Reflexão “Não tem sentido opor meio ambiente e desenvolvimento. estações de reuso de água.volume de água consumido e também pelo despejado. mas que. Até bem pouco tempo. principalmente hídricos (primeiramente sentido na Europa) culminou com o surgimento da consciência ecológica por parte da sociedade. tornando-a insípida e cristalina. A falta de uma consciência holística no que tange a ecologia. Isso levou as sociedades a buscar o desenvolvimento em detrimento do meio ambiente. como forma de impelir as empresas a buscar formas mais limpas de produção: . 5.4 . Os exemplos acima são todos ligados à produção mais limpa. Promove um efluente de ótima qualidade a água. Outra razão está no desenvolvimento de técnicas de tratamento que propiciaram ao barateamento dos custos. por parte de vários seguimentos da sociedade. Desenvolvimento e preservação ambiental sempre foram termos antagônicos. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 70 . através de atividades que consumiam os recursos naturais de forma indiscriminada e lançavam seus despejos sem o tratamento adequado. fez com que muitos acreditassem que não haveria escassez de recursos naturais. Uma técnica bastante interessante é a utilização da ultrafiltração nos efluentes das lagoas de aeração e lodos ativados. Contudo. não se podia imaginar que ambos pudessem conviver em um mesmo ambiente sistêmico. plantas industriais com curvas térmicas eficientes.Estações de tratamento de efluentes.

Esta nova ordem leva o empresário a repensar a questão ambiental. Os governos receosos pela perda de divisas e sua repercussão sobre suas balanças de pagamento.1) Desaeração e Tratamento de condensado (tratamentos externos) P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 71 . Entre eles. Quanto maiores os níveis de temperatura e pressão. Passivos ambientais elevados podem inviabilizar o negócio e até mesmo tornar a empresa desinteressante para a venda. cada vez mais as empresas que degradam o meio ambiente. Anteriormente. mas. cobrando dos governos medidas que garantam o cumprimento da lei. Em contrapartida. dificulta contratos com “parceiros” e sua penetração em novos mercados. da temperatura e pressão de operação. (d) Tratamento de água para caldeira A qualidade da água de reposição para uma caldeira depende de vários fatores. A escolha da combinação dos diversos tratamentos depende de uma análise apurada destes fatores. qualidade. conhecidos como tratamentos externos. Por tudo isso. aprovaram leis mais severas na área ambiental. da quantidade de condensado retornado e das análises da água bruta. mais rigoroso deve ser o tratamento. não mais sob o ponto de vista puramente ecológico. procurando evitar a perda de mercado. com os sólidos dissolvidos e em suspensão. Portanto. prosperidade. A imagem poluidora impacta negativamente os resultados. da capacidade da caldeira. abordamos o processo de desmineralização.No final dos anos 80 mercados mais desenvolvidos passaram a exigir certificados e padrões mínimos de qualidade para as mercadorias importadas. produtos que possam ser eliminados através da purga de superfície e de fundo. como sobrevivência da própria empresa. formando um conjunto forte de fatores de diferenciação. uma água de alimentação de caldeira deve ser totalmente isenta de sais e gases dissolvidos. compromisso e empatia junto ao público. empresas limpas têm forte aceitação por parte da sociedade. detalhadamente. Isto concorreu para que outros países também buscassem o atendimento a essas novas demandas. realmente a qualidade do meio ambiente é o resultado da dinâmica do desenvolvimento. do projeto da caldeira. Os tratamentos internos consistem em adicionar produtos químicos em quantidade adequada à água da caldeira para equilibrar o pH e combater os gases dissolvidos causadores da corrosão formando. (d. Estas espelham modernidade. A sociedade e os meios de comunicação combatem.

que poderá passar por filtros de cartucho com celulose e em resinas polidoras. Consiste em bombear a água através de bocais finos quebrando sua tensão superficial e aquecê-la através da passagem de vapor em contracorrente.Desaeração é o método usado para retirar os gases dissolvidos da água com equipamentos chamados desaeradores. A Figura 2 mostra detalhes do desaerador: Figura 2 – Detalhe do desaerador É usual fazer-se o tratamento do condensado reutilizado. A água praticamente pulverizada e aquecida libera os gases nela contidos. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 72 . que são removidos para a atmosfera pelo vent do desaerador. a fim de reter partículas decorrentes de corrosão e/ou cavitação.

Esta lama deve ser retirada periodicamente por meio da extração de fundo. Tratamento com hidrazina Os gases dissolvidos devem ser eliminados da água pela desaeração. aumentar o pH do vapor produzido. a alcalinidade parcial (VP) deve ser rigorosamente controlada. para elevar o P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 73 Q u a l i f i c Ab a s t . Entretanto. Não usamos este método quando não é possível fazer esta purga de fundo. N2H4 + O2 N2 + 2H2O A vantagem do uso da hidrazina é não aumentar o teor de sólidos dissolvidos e. Tratamento com soda Em caldeiras mais antigas onde não é possível a purga de fundo usamos (1) a adição de hidróxido de sódio para manter a alcalinidade da água – isto evita que ela não se torne corrosiva – e (2) a purga de superfície para manter os sólidos dissolvidos sobre controle.(d. que reage com o oxigênio. utilizamos amônia ou aminas voláteis (morfolina e ciclo-hexilamina). Tratamento com fosfato Produtos à base de fosfatos e alcalina de hidroxida são adicionados à água contida na caldeira para reagir com os sais de cálcio e magnésio e formar uma lama não aderente. para garantirmos sua completa eliminação é comum a utilização da substância hidrazina. resultando em água e hidrogênio que é um gás inerte. Tratamento do condensado A fim de neutralizar o ácido carbônico formado nas linhas de condensado.2) Tratamento interno São tratamentos realizados na água de caldeira pela adição de produtos químicos. Pode ser necessária a adição de dispersantes que impeçam a sedimentação e auxiliem na remoção da lama. além disso. Devido à possibilidade de corrosão por concentração de soda sob depósitos de oxido de ferro – fragilidade cáustica do metal –.

 pH: acima de 9.  Máximo 50ppm.  Alcalinidade M(VM) total: mede hidróxidos.  Sólidos totais dissolvidos: alcalinidade/sólidos totais dissolvidos > 20% =  espuma.4) Alimentação de produtos químicos Os produtos químicos (fosfato. (curva). Alcalinidade F(VP) parcial: mede hidróxidos e carbonatos.valor do pH cima do patamar de 8.) são preparados em vasos próprios e dosados nas caldeiras através de bombas dosadoras. (d.  Óleo: causa espuma. na sucção das bombas de alimentação) no caso particular da dosagem de hidrazina. Deve ser zero. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 74 . alto calor específico e baixa viscosidade.  Dureza: mede cálcio e magnésio e causa espuma e arraste. (d.0. por exemplo. Relação VM/VP = 1.5ppm. ausente.  Condutividade (medida indireta dos sólidos dissolvidos): menor que  250mho/cm (a 25ºC). etc. Elas efetuam a dosagem diretamente no tubulão inferior ou na água de alimentação (após o desaerador. como.5.2 a 1. Máximo 30ppm. dispersantes.3) Parâmetros de controle A seguir são listados alguns dos parâmetros de controle mais importantes para os diversos tratamentos da água:  Fosfato: entre 10 e 20ppm. O fluido geralmente utilizado para dissipar esse calor é a água. Sílica: menor que 1.3 e inibir o ferro de corrosão. Após sua utilização. A água tem baixo custo e boas características físicas. (e) Tratamento da água de refrigeração Na maioria dos processos industriais que geram uma certa quantidade de calor durante sua operação há a necessidade de resfriamento de equipamentos e maquinarias em geral. Essas bombas normalmente são bombas alternativas (alta pressão na descarga). soda cáustica. carbonatos e bicarbonatos. podemos eliminar a água do sistema ou então resfriá-la e reaproveitá-la.

etc. indústrias químicas e usinas termelétricas quando localizadas no litoral muitas vezes utilizam água do mar como meio de resfriamento. (e. este sistema somente é utilizado quando existe suficientemente disponibilidade de água.  sistema fechado.  qualidade da água. Refinarias. não mais retorna a eles.  temperatura da água. são aqueles cuja água de refrigeração. Por causa do grande consumo. já a uma temperatura adequada. ou de passagem única (“once-through”).  tipo de operação. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 75 Q u a l i f i c Ab a s t . (e. Apresenta como desvantagem a impraticabilidade do tratamento químico da água para a prevenção de problemas de corrosão e de incrustação devido ao custo excessivo do tratamento e do lançamento de produtos químicos poluentes no local de despejo. Ela é descarregada no local de origem ou em outro local. após passar pelos equipamentos.Os sistemas de tratamento da água de refrigeração podem ser classificados em três categorias:  sistema aberto. A escolha entre estes sistemas depende dos fatores abaixo:  quantidade de água disponível.1) Sistemas abertos Sistemas abertos. a poluição térmica resultante da descarga de grandes volumes de água quente pode tornar-se problemática em muitas regiões. e retorna para posterior uso.  tamanho do equipamento. Além disso.  sistema semi-aberto de recirculação. ou outro sistema aberto ao ar.  limitações da qualidade do efluente industrial.2) Sistemas semi-abertos de recirculação São aqueles em que a água que circula pelos equipamentos é refrigerada em uma torre de resfriamento.

Este sistema permite manter a água de refrigeração em temperaturas mais baixas ou mais altas que os anteriores.3) Sistemas fechados São aqueles em que a água circulante pelos trocadores de calor é refrigerada por meio de um outro fluido que não entra em contato com a água. Este valor é muito importante porque representa a menor temperatura que pode ser obtida na água resfriada. É a diferença entre a temperatura da água na entrada e na saída da torre.up”) destinada a cobrir as perdas que se verificam durante o ciclo. Os vazamentos no sistema de resfriamento e as perdas por arraste implicam menor quantidade de purga necessária.Este sistema consiste na reutilização da água de resfriamento depois de resfriada na torre de resfriamento.4) Termos usuais em sistemas de refrigeração Purga É a eliminação intermitente ou contínua de parte da água em circulação para manter o teor de sólidos nela dissolvidos. drenagens e vazamentos.  Pequena reposição de água em cada ciclo.  Possibilidade de emprego econômico e eficaz de tratamento para água. apenas para substituir a que se perde por respingos. A purga é expressa em porcentagem da água em circulação. (e. seguindo um círculo fechado. Suas principais vantagens são:  Segurança no fornecimento de água fria. “Approach” É a diferença entre a temperatura da água fria na saída da torre e a temperatura de bulbo úmido do ar junto à torre. no qual se adiciona apenas uma pequena quantidade de água de reposição (“make. (e. Este tipo de sistema é utilizado quando a vazão de água requerida é grande e a disponibilidade de água é limitada. Faixa de resfriamento É o quantum em °C ou °F de queda da temperatura da água da torre. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 76 .

por este motivo.5) Não conformidades na água de refrigeração Na água destinada à refrigeração. incrustação. O íon cloreto. quanto maior a quantidade de sais dissolvidos na água. um dos mais energéticos agentes P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 77 Q u a l i f i c Ab a s t . que corroem mais depressa na presença de oxigênio ou outros oxidantes. (e. bactérias outros microorganismos exercem influência. interferindo na formação de filmes protetores e inibindo a atuação de cromatos. Calcula-se multiplicando a vazão pela faixa de resfriamento. podermos ter as seguintes características não desejáveis: corrosão. A água do mar é. Corrosão O ferro se corrói em água pura contendo oxigênio dissolvido. em particular. formando hidróxido ferroso (escuro) e óxido férrico hidratado (ferrugem).  Sólidos dissolvidos – De um modo geral.Carga calorífica É a quantidade de calor dissipado na torre. Também a presença de CO 2 e outros gases dissolvidos. o pH e o teor de sólidos dissolvidos e em suspensão. Isto se aplica ao ferro. às ligas de cobre (latão. Fatores que influenciam a corrosividade da água:  Oxigênio dissolvido – O oxigênio é um pré-requisito para haver corrosão. Quanto aos fatores operacionais. Ciclos de concentração Indica quantas vezes a concentração de sólidos na água em circulação é maior do que a concentração de sólidos na água de reposição. de acordo com as equações: Fe + H2O + ½ O2 2Fe(OH)2 + H2O + ½ O2 -> Fe(OH)2 -> Fe2O3 . depósitos. ao zinco. bronze) e à maioria das ligas de níquel. ao cobre. maior sua corrosividade por causa do aumento da condutividade elétrica. exerce um efeito acelerador da corrosão. os principais são a temperatura e a velocidade da água. Normalmente expresso em concentração de cloretos. 3H2O As principais características da água que afetam sua corrosividade são a quantidade de oxigênio dissolvido. formação de algas ou deterioração da madeira.

permitindo que um inibidor atinja de forma mais eficaz a superfície metálica.erosão é a combinação do desgaste mecânico provocado pela erosão e ação química da corrosão. o aumento da temperatura provoca aumento na taxa de corrosão do aço. Em alguns casos. velocidades de escoamento muito baixas também causam problema. produtos de corrosão.  Efeito do pH – O pH é um importante fator no controle da corrosão. O fator mais importante para o desenvolvimento da corrosão–erosão é a velocidade de escoamento. a velocidade de escoamento pode até diminuir o ataque. Além dos problemas de corrosão que acarretam. Em sistemas abertos. menos NaNO2 é requerido para proteger o aço em água potável quando a velocidade é aumentada. podemos citar as válvulas. uma fonte de sólidos em suspensão. linhas de vapor. Os sólidos ao se depositarem no sistema aumentam muito a possibilidade de desenvolvimento de corrosão localizada por aeração diferencial. verifica-se que a taxa de corrosão cresce continuamente até 70. lâminas de turbinas. centrífugas. 80°C. ou seja. bocais de entrada e saída de vasos e permutadores. algas e lamas coloidais. A corrosão.Erosão é o desgaste mecânico de um material metálico produzido pela incidência direta de um fluido sobre sua superfície.  Temperatura – Como em toda reação química. de forma aproximada. Como exemplos de equipamentos sujeitos à erosão. matérias orgânicas. os sólidos em suspensão diminuem a eficiência da transferência dos tubos. chicanas. agitadores. mas são atacados em meios ácidos (pH inferior a 7). curvas de tubulações. contaminação pelo processo. quando então passa a decrescer. em forma de areias. etc. sistemas em que o oxigênio dissolvido tem possibilidade de escapar para a atmosfera. A causa é que acima dessa temperatura. tubos e quebra-jatos de permutadores. bombas.  Corrosão-erosão . muitas vezes.  Sólidos em suspensão – A água de refrigeração é. a solubilidade de O2 na água diminui rapidamente e assim os teores de O 2 dissolvidos são cada vez menores. impedindo a unidade de continuar operando.corrosivos naturais. Por causa desse aumento na corrosividade da água com a temperatura. Por outro lado. impelidores. mudanças de direção ou quando há partículas sólidas no líquido. Muitos (mas não todos) metais são resistentes em soluções alcalinas (pH superior a 7). Este problema é comum em equipamentos que operam sob condições de turbulência. pois podem levar à formação de condições de estagnação P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 78 . é prática usual limitar a temperatura ao sistema de resfriamento em 50°C (120°F). fluxo em duas fases. A taxa de desgaste é. Assim. proporcional ao cubo da velocidade. O resultado final será um desgaste muito maior do que se apenas o processo corrosivo ou erosivo agisse isoladamente.

precipitados ou cristalizados na P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 79 . ocasionando nas trocas térmicas pelo fato de crostas e perda de produção. Outros fatores que influenciam a corrosão são a dureza e angulosidade das partículas sólidas. as características corrosivas dos fluidos. Depósitos são relacionadas: oriundos de uma – ou mais causas. Incrustações (“scale”) são formadas por material inorgânico duro e aderente. daí. Incrustações ou crostas são depósitos aderentes. Ambos causam vários problemas ao sistema de resfriamento. a corrosão localizada sob os depósitos. formando depósitos. provocando corrosão sob  depósitos. 3 H2O.Íons de Fe2+ introduzidos pela água de reposição ou formados por corrosão provocam depósitos volumosos de óxidos férricos devido à oxidação pela água airada ou clorada de acordo com: 2 Fe2 + 4OH– + H2O + 1/2 O2 -> Fe2O3 .em curvas. etc. Além disso. de acordo com: Cu 2+ + Fe ® Cu + Fe2+. Redução da eficiência  depósitos serem isolantes. o pH da água. Formação de pilhas de aeração diferencial. partículas coloidais coagulam por aumento de temperatura. Produtos de corrosão . Depósitos e incrustações Depósitos são constituídos de material fracamente aderido à superfície metálica. com acúmulo de sujeira e produtos de corrosão. com a conseqüente diminuição da vazão  e aumento da temperatura do sistema e aumento da queda de pressão requerendo maior potência gasta para bombear a água. criam-se áreas anódicas devido à aeração diferencial e. Depósitos metálicos – Os Íons Cu 2+ na água de resfriamento depositam  cobre metálico sobre tubos de aço. Maior freqüência nas paradas para limpeza do sistema. sob depósitos e em frestas. A origem da presença dos íons Cu 2 na água pode ser tanto devido à corrosão de tubos e válvulas de latão (ligas de cobre e zinco) como à adição de CuSO 4 usado como algicida. como as abaixo  Sólidos em suspensão Os sólidos suspensos na água tendem a  se depositar em regiões de baixa velocidade (inferior a 1m/s). Nestas condições. O cobre metálico depositado forma uma pilha galvânica com o ferro vizinho e provoca pites. tais como:  Obstrução da água circulante.

Principais agentes incrustantes:  Carbonato de cálcio – O carbonato de cálcio é o principal agente causador 3 de incrustações em sistemas de resfriamento. mas em temperaturas mais altas tem sua solubilidade reduzida para a faixa 300-500ppm. o que também contribui para a formação de incrustações. propiciando a formação de incrustação densa e aderente. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 80 Q u a l i f i c Ab a s t . Os principais fatores que influenciam a formação de incrustrações são:  Aumento de temperatura – Muitos sais diminuem sua solubilidade com o aumento da temperatura. ocorre precipitação de CaCO3. Daí a importância de sua prevenção. Mudanças físico-químicas na água fazem com que a concentração de um sal exceda sua solubilidade numa dada temperatura. provocando sua supersaturação e sua precipitação sob a forma de cristais. O exemplo mais importante é o sulfato de cálcio. a atividade microbiológica permite a formação de depósitos sob os quais ocorre. Uma incrustação com 0. aumentando sua tendência incrustante. corrosão por aeração diferencial. Com o passar do tempo elas vão endurecendo e tornando-se aderentes e difíceis de remover. que provoca incrustações nas tubulações. Da mesma forma. a solubilidade do CaCO3 diminui. para pH < 6.superfície de troca térmica. Isto favorece a formação de incrustações. Quando a água é aquecida.25mm de espessura é suficiente para reduzir o coeficiente de transferência e calor no trocador em até 80. a crosta de CaCO3 é dissolvida : CaCO3 + H2SO4  CaSO4 + CO2 + H2O.000 CaSO4 contra 40 ppm CaCO3). que a 40°C é muito mais solúvel que o carbonato de cálcio (2. A corrosão da tubulação aumenta sua rugosidade e permite o estabelecimento de mais pontos de nucleação e crescimento de cristais.  Baixa velocidade de fluxo – Permite maior tempo para a nucleação e para o crescimento dos cristais.  Aumento da alcalinidade – Em condições alcalinas. os pontos de crescimento dos cristais aumentam. Por outro lado. de forma localizada. Na fase de nucleação.90%. e após um certo tempo de contato são formadas as incrustações.

Estas colônias agem térmica. ferro. Na2SiO3 + Mh2+ -> MgSiO3 + 2 Na+ Interferência dos organismos vivos nos sistemas de tratamento de água Os organismos vivos que habitam a água interferem nos sistemas de água das seguintes maneiras: · Formação de limo nos trocadores de calor. provocam corrosão sob depósitos. paredes de tanques. cujo crescimento pode bloquear tubos distribuidores de água nos tipos de fluxo cruzado e impedir uma boa circulação de ar. provocando um apodrecimento da estrutura e do enchimento das torres.  Sílica – Presença de sílica solúvel. · Ataque à celulose da madeira pelos fungos. uma vez que sua solubilidade cai rapidamente com a temperatura. · Interferência nas unidades de abrandamento ou desmineralização. então. tuberculação e deterioração do concreto. enxofre. provocando. ajudam a aeração diferencial e absorvem sólidos suspensos para que restringirão os fluxos de água nos sistemas. · Corrosão do metal e concreto pelo crescimento de bactérias redutoras de sulfato. junto a sais de magnésio ou cálcio. Sulfato de cálcio – CaSO4 forma incrustações por aumento de temperatura. tubulações. bacia como isoladores de troca formação de pilhas de produzir os “biofouling” · Redução da eficiência das torres de refrigeração pelas algas. da torre e enchimento das torres. dando como resultado corrosão localizada. tendo como conseqüência uma troca iônica prejudicada. nitrificantes e desnitrificantes. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 81 . tornando-o supersaturado. forma incrustações vítreas: Na2SiO3 + Ca2+ -> CaSiO3 + 2 Na+ . corrosão generalizada. por envolvimento as resinas pela massa gelatinosa do limo. impedindo uma boa filtração e reduzindo a eficiência da contralavagem. pela formação de cortinas nas chicanas laterais. · Formação de limo bacteriano nos filtros de areia. sua precipitação.

além dos problemas acima relacionados. O enchimento e a estrutura de madeira das torres de refrigeração estão sujeitas a três tipos de ataque: químico. eles podem propiciar a formação de pilhas de aeração diferencial com intensa corrosão sob depósito. O problema poderá ser agravado com o aparecimento de bactérias anaeróbias. em certos casos. A matéria biológica atrai outros tipos de depósitos em virtude de sua natureza adesiva. físico e biológico. lignina e extratos naturais. chegando. produtos de corrosão e outros precipitados inorgânicos. que geram H2S e atacam os metais. sendo os agentes causadores do ataque as lixívias alcalinas e os agentes oxidantes fortes. como as redutoras de sulfato. fungos. lama. 2 tais como silt. e resta à madeira apenas a celulose em seu aspecto fibroso. poderão formar elevada tuberculação de ferro trivalente (Fe+++) pela ação das bactérias ferro-oxidantes. A celulose é a parte fibrosa que confere sua resistência. bactérias formadoras de limo e bactérias modificadoras do meio ambiente pode causar problemas de deposição nos trocadores. Deterioração da madeira das torres A madeira é constituída essencialmente de celulose. contendo elevadas concentrações de ferro divalente (Fe++). a lignina aglutina estas fibras. à sua obstrução. O ataque poderá ser superficial ou P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 82 Q u a l i f i c Ab a s t . Na água do mar. A lignina se solubiliza. como os de polifosfatos hidrolisados.Depósitos biológicos A proliferação de algas.  Ataque químico – O ataque químico à madeira é dirigido diretamente à lignina. há a presença adicional de protozoários. gerando os sulfetos correspondentes conforme as reações seguintes: SO4 = bactérias S = S = +2H2O H2S + 2OH H2S + Fe FeS + H2 Águas ferruginosas. Além da diminuição na transferência de calor e no fluxo de água. e os extratos naturais e substâncias orgânicas impedem o apodrecimento prematuro da madeira. mexilhões e serrípedes que poderão formar depósitos extremamente duros e aderentes.

Os fungos filamentosos da família dos Aspergillus. Penicillium. os valores de pH utilizados e as concentrações dos agentes oxidantes. Inibidores de corrosão O combate à corrosão em sistemas de resfriamento fechados e abertos com recirculação é feito adicionando à água produtos químicos denominados inibidores. (e. o apodrecimento é mais difícil de ser tratado. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 83 . que reagem quimicamente com o metal ou se absorvem nas superfícies.profundo. podem ser classificados em:  Anódicos.  Ataque biológico – Os hidratos de carbono constituem fonte de nutrição para os fungos.  Mistos (associação de inibidores). formação de algas e deterioração da madeira. incrustações. Conforme os inibidores interfiram na reação catódica ou anódica. Os basidiomicetos da família dos Porio e Lenzitos ocasionam o apodrecimento interno da madeira. Mucor.  Ataque físico – O ataque físico poderá ser decorrente de elevadas temperaturas ou de erosão por partículas em suspensão. Fusarium e Alternaria são responsáveis pela destruição superficial da madeira. Os inibidores anódicos atuam polarizando as regiões anódicas pela formação de filmes aderentes e insolúveis sobre a superfície do metal. Neste último caso. A deterioração biológica pode acontecer tanto na parte externa como na parte interna da madeira. prevenindo o processo corrosivo. Os basidiomicetos e fungos imperfeitos são os microorganismos mais diretamente relacionados a este problema.  Catódicos.6) Objetivos dos tratamentos Os tratamentos da água para caldeira têm o objetivo de prevenir problemas causados por corrosão. depósitos. As temperaturas altas são responsáveis pela remoção dos extratos naturais e facilitam o ataque biológico. conforme o tempo de exposição. As leveduras da família dos Torulas e Saccharomyces são responsáveis pelo descoramento da madeira.

assim.  Tratamentos alcalinos – Ao contrário do anterior. Por outro lado. neste tipo de tratamento trabalhamos na faixa de pH onde a corrosividade da água é menor. nessa faixa a tendência à incrustação é maior. ou evitando o contato do oxigênio com o metal que se quer proteger. Estes inibidores são produtos que atuam impedindo a precipitação de sais incrustantes de Ca (carbonato. para evitar incrustações. requerendo a adição de inibidores de incrustação. consumindo. menor quantidade de inibidor de corrosão. quando utilizados em quantidades muito menores que as estequiométricas. Com a elevação de temperatura ocorre a seguinte reação: Ca (HCO )2 CaCO + CO + H O 3 3 2 2 P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 84 .Os inibidores catódicos atuam reprimindo reações catódicas. A dureza na água de recirculação deve-se ao bicarbonato de Ca++ (e outros sais de Ca e Mg). Os principais são os polifosfatos e os fosfonatos. São classificados como inibidores catódicos o zinco. sulfato) e Mg (hidróxido). usa-se ácido sulfúrico (10%) para manter o pH na faixa de 6 a 7. Tendência corrosiva ou incrustante da água  Equilíbrio na dissolução e deposição de CaCO3: O entendimento da estabilidade do carbonato de cálcio constitui um recurso valioso para avaliar a agressividade da água. os polifosfatos e os fosfonatos orgânicos. Controle de depósitos e incrustações  Tratamento ácido – Normalmente. adicionando inibidores para controlar a corrosão.

caso não haja nenhum depósito. porém. A Figura 5 mostra esta seqüência. formando uma camada fina que servirá como proteção contra a corrosão. supersaturada. este CaCO3 pode vir a se depositar sobre a superfície do metal. haverá tendência para corrosão. haverá formação de incrustações que poderão acarretar problemas na troca térmica e entupimento de tubos.Em água não estável. Figura 3 – Deposição de CaCO3  Controle da qualidade da água em circulação: P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 85 . Por outro lado. com o aumento da espessura deste depósito.

nos Estado Unidos.) A tendência à incrustação ou corrosão da água em circulação pode ser conhecida através da determinação do “Índice de Saturação do Cálcio” (pH-pHS). são utilizados os chamados inibidores de corrosão. e P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 86 . etc. C. F. D são encontrados em tabelas. pode-se ter três condições: IS < 0 : A água em circulação tem características corrosivas. O valor de pHS (pH de saturação do carbonato de cálcio) é determinado pela seguinte expressão: pHS = (9.5 e 7. (alcalinidade total). Os valores A. Na prática. A eficiência de inibidores com estes produtos ocorre a um pH de água entre 6. procura-se manter IS negativo. (dureza em cálcio). da Universidade da Califórnia. IS = 0 : A água está estabilizada (não corrói nem incrusta). cujo cálculo foi desenvolvido pelo professor W. Porém.5. Esta película impede a reação de corrosão anódica: Fe° Fe++ = 2 . tubos dos trocadores de calor. de grande resistência e flexibilidade. (temperatura). A ação do inibidor consiste na formação de uma película protetora muito fina.3 + A + B) – (C + D) Onde: A = f B = f C = f D = f (sólidos dissolvidos totais). dentre os quais os mais freqüentes são o polifosfato de sódio e o bicromato de sódio.Inibição de corrosão A água utilizada nos sistemas de refrigeração do tipo aberto com recirculação poderá apresentar tendência à incrustação ou corosão nas superfícies dos equipamentos (tubulações. em que o valor pH refere-se à água em circulação. Calculando-se valor de IS = pH – pHS. IS > 0 : A água em circulação tem características incrustantes. indicando uma tendência corrosiva da água em circulação. B. Langelier. não havendo interferência alguma nas trocas de calor.

entretanto.Além da aplicação dos inibidores. para evitar problemas com os efluentes. e o dióxido de cloro. alto grau de degradabilidade é necessário. os oxidantes e os não-oxidantes. a água não deverá atacar a madeira dos elementos de contato. São os mais utilizados P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 87 Q u a l i f i c Ab a s t . O ataque à madeira poderá ser: químico. Biocidas Os biocidas e biostáticos são compostos químicos tóxicos utilizados em águas de refrigeração com o propósito de eliminar ou inibir o crescimento de microorganismos indesejáveis. como o metileno bis-tiocianato e o dimetil ditio-carbonato.  ausência de inflamabilidade e caráter explosivo são desejáveis a fim  de propiciarem seguro manuseio. de tal forma que não causem danos ao processo de troca térmica. tais como:  custo operacional baixo nas concentrações efetivas. deve-se manter uma velocidade razoável da água dos equipamentos. com conseqüente formação de pites profundos. A injeção prévia de cloro na água bruta. Os oxidantes mais utilizados são o cloro gasoso. possuir um largo espectro de ação com a finalidade de atuar com  eficiência sobre diferentes tipos de microorganismo. os organossulfurosos. na estação de tratamento de água. Além dos aspectos relativos à corrosão metálica. físico ou biológico. sendo  inócuo ao homem e a outros animais. a fim de prevenir o ataque biológico. previne também o ataque biológico. como os sais quaternários de amônia e sais de fenol clorado. Para preservar a madeira é prevista a injeção de um biocida. Os tipos não-oxidantes são agentes de superfície ativa. Cloração O cloro e seus compostos são biocidas do tipo oxidante. a fim de evitar depósitos.  conhecimento de suas características tóxicas. os hipocloritos de sódio e cálcio.  não ser volátil. Existem algumas considerações relacionadas com o uso de biocidas que devem ser observadas. além dos compostos organoestanosos. Os biocidas utilizados em refrigeração são de dois tipos básicos.

um residual de cloro livre de 1.no controle do crescimento microbiológico da água. Doses de 3 a 5ppm normalmente são suficientes para destruir a matéria orgânica nos sistemas e manter um residual de cloro livre de 1ppm necessário para eliminar algas. Se a taxa de aplicação de cloro é aumentada até tornar-se suficiente para a oxidação das cloroaminas. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 88 . como o cloro tem sua volatilização elevada nestes casos. A temperatura. Como a ação esterilizante do cloro deve-se principalmente ao ácido hipocloroso. em dois períodos. A velocidade de esterilização aumenta com a temperatura. Este ponto é chamado de “break-point”. no retorno de água para a torre. seu consumo será extremamente alto e antieconômico. em casos críticos. A aplicação do cloro deverá ser feita durante a madrugada ou ao anoitecer com o propósito de evitar que a ação da luz consuma cloro além do necessário. haverá um repentino decréscimo no cloro residual livre até um ponto onde ele voltará a crescer. bactérias e fungos. onde as concentrações de ácido hipocloroso são elevadas e o valor de pH não interfere em diferentes tipos de tratamento. o valor de pH indicado para a cloração deverá estar situado entre 6 e 7. entretanto. mantendo-se. o valor do pH e a matéria orgânica exercem grande influência na eficiência bactericida das soluções de cloro ou hipoclorito. Dosagens de até 30 minutos deverão ser feitas em um período e.

1) Vaporização da água Quando uma quantidade de calor é fornecida a uma determinada massa de água à pressão constante. não é observada mudança de temperatura até que a vaporização se complete. A Figura 1 a seguir ilustra o processo de vaporização da água a pressão atmosférica. Para cada pressão de saturação teremos uma correspondente temperatura de saturação e vice-versa. Figura 1 – Vaporização da água P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 89 . Estes valores podem ser encontrados nas tabelas de vapor saturado. então. Em pressões mais altas a vaporização ocorre a temperaturas mais altas. qualquer calor adicional implicará superaquecimento do vapor. A partir deste ponto. observa-se um aumento da temperatura da água até que se inicie o processo de vaporização.[Sistemas térmicos e de ar comprimido (a) Sistemas térmicos (a. quando.

2) Propriedades do vapor d’água Título É a relação entre a massa de vapor e a massa total de líquido mais vapor. Entalpia É a quantidade de calor armazenado por uma substância (em kcal/kg).3) Cuidados no manuseio do vapor Vapor de alta pressão pode ser ouvido. vaporizá-la e superaquecê-la. A entalpia do vapor é a quantidade de calor fornecida à água para aquecê-la. Só existe na mistura água mais vapor e varia de 0 (líquido saturado) até 1 (vapor saturado seco).(a. Bloqueie ou contorne os equipamentos que possam ser danificados. (a. mas não visto. Os valores de entalpia podem ser obtidos no Diagrama de Mollier. Além disso. Figura 2 – Jato de vapor O vapor pode danificar os selos das bombas e instrumentos. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 90 . vazamentos de vapor de alta pressão podem cortar objetos sólidos.

Vapor d’água pode gerar eletricidade estática. O uso de vapor é um modo freqüente de adicionar água ao óleo aquecido sem intenção. A aplicação súbita de vapor em equipamentos frios pode causar ruptura do equipamento por choque térmico ou martelo hidráulico.Vapor pode se condensar a 1/1600 do seu volume original. Abra o vapor lentamente. assegure-se que a vazão de vapor seja maior que a condensação mais vazão de drenagem. Tome precauções apropriadas para prevenir transbordamento devido à formação de espuma. Esta redução em volume pode causar vácuo elevado. tais como Aterramento para reduzir as faíscas. Abra “vents” para evitar isto. O aquecimento por vapor pode originar tremendas pressões em vasos ou tubulações completamente cheios de líquidos e bloqueados. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 91 . Se estiver drenando um vaso em que esteja sendo injetado vapor. tanto por injeção direta como por meio de vazamentos em serpentinas. Esteja certo de que há um espaço de vapor adequado ou mecanismo de alívio de pressão antes de iniciar o aquecimento. Tome precauções apropriadas.

Nesse sistema. Tome cuidado com descargas de vapor em ambientes fechados. Tubulações não isoladas podem ser fontes de sérias queimaduras.4) Distribuição do vapor Utilização e características O sistema de distribuição de vapor é um conjunto de vias de transporte de energia que interliga os pontos de produção e de utilização. haverá atrito entre o vapor e as paredes do tubo. é necessário que exista uma diferença de pressões. Toda vez que houver um fluxo de vapor no interior de um tubo. de forma irreversível.O vapor é quente. Conexões de vapor para vasos e equipamentos podem representar sérios riscos para o pessoal de manutenção e inspeção de equipamentos. de parte da energia transportada. Para que haja uma movimentação do vapor dentro de uma tubulação. quando se necessita uma determinada pressão e/ou temperatura P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 92 . Daí a necessidade de existir uma diferença de pressões. (a. Desconecte ou raqueteie as linhas de vapor antes De entrar em vasos e equipamentos. a tendência é de haver sempre uma dissipação. Sempre abra a válvula de exaustão de uma turbina a vapor antes de abrir a válvula de entrada de vapor. O vapor se respirado pode produzir queimaduras no pulmão ou sufocamento. Como conseqüência.

pode até ocorrer “martelo hidráulico”. propiciando perdas por condensação. Assim. Exemplo: Considere-se uma caldeira produzindo vapor saturado a uma pressão de 8kgf/cm2. pois a temperatura no interior do tubo será sempre maior que a externa. conseqüentemente. haverá fluxo de energia entre eles no sentido da maior para a menor temperatura.5kgf/ cm2 no ponto de consumo devido às perdas por atrito. para um sistema de distribuição de vapor funcionar satisfatoriamente. com boa performance e perdas mínimas. Esse ponto ótimo. deve-se prever o que acontecerá durante o transporte desse vapor desde o ponto de produção. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 93 . A energia tende sempre a deslocar-se dos pontos de temperatura mais alta para os de temperatura mais baixa.  Uma tubulação superdimensionada solucionará os problemas de perda de carga e sempre entregará para o consumo a quantidade necessária de vapor. é conseguido através de um bom dimensionamento das tubulações. em casos mais críticos. terão um desgaste prematuro. é ter custos mais altos de tubulação e isolamento térmico As velocidades internas serão baixas. nesse caso.  Uma tubulação subdimensionada trabalhará com velocidades muito altas. Dificilmente.no ponto de utilização. devemos minimizar tanto as perdas de pressão (perda de carga) quanto as perdas de calor por transferência. Ou seja. Em alguns casos. ocasionando perdas de carga muito grandes e. o qual será utilizado a 200m de distância. pode-se dispor de uma pressão maior que 7. até mesmo falta de vapor no ponto de consumo. quando existe uma diferença de temperatura entre dois pontos. É sabido que tubulações trabalhando com velocidades muito altas sofrerão erosão e. uma tubulação instalada no meio ambiente e transportando vapor implica uma transferência de energia do vapor para o meio ambiente (mesmo que o tubo esteja isolado). Portanto. O inconveniente.

Numa indústria de porte médio para grande existem. Portanto. Mas. conforme o grau de superaquecimento. com coletores próprios e válvulas redutoras ligando-o aos outros níveis. deverá ser escolhido considerando as necessidades mais críticas de pressão e temperatura do processo. os níveis de pressão de alta situam-se em torno de 40. e. o que deverá ter a maior vazão e atenderá às necessidades mais críticas de pressão e temperatura do processo. devendo ser usado em processos de aquecimento . Sempre que o processo necessitar de níveis de pressão ou temperatura diferentes dos disponíveis. na hipótese do nível de temperatura ser menor. mais um nível de pressão será introduzido no sistema. em geral. a mesma providência deverá ser tomada. chamados de vapor de alta. Quando isto não for possível. que passe a demandar outro nível de temperatura para seu funcionamento. Considera-se. O vapor de alta será gerado pelas caldeiras da indústria. tecnologia e equipamentos. Esta escolha também deverá levar em conta os P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t aspectos de custos 94 . o uso de vapor à pressão menor que a gerada é. conseqüentemente. as turbinas devem descarregar vapor em condições de pressão e temperatura idênticas por toda a indústria. média e baixa ou exausto. a complexidade do sistema de vapor estará sendo aumentada. Quanto aos níveis de vapor. o vapor de alta. Níveis de pressão Ao optar pela existência de outros níveis de pressão.Redução de pressão Dispondo de uma caldeira gerando vapor a uma determinada pressão. no mínimo. como mencionado anteriormente. por turbinas e válvulas redutoras. O de nível médio será gerado a partir do anterior. 60. atendendo também às necessidades de aquecimento do processo. investimentos em outros geradores ou formas de aquecimento tornam-se inevitáveis. a escolha dos níveis de pressão existentes deve ser feita de acordo com alguns critérios. três níveis de pressão de vapor. produto do uso dos níveis acima para movimentação de máquinas. mais econômico. 80 ou 120kgf/cm2. Na hipótese desta temperatura ser mais alta que a fornecida pelo gerador de vapor. Todos os níveis devem ter pressão razoavelmente constante para todos os usuários. Por questões de disponibilidade de materiais. Assim. uma possível mudança ou expansão da produção. portanto. quando possível. no entanto. O vapor de baixa ou exausto é. estará sendo atendida uma necessidade de energia do processo naquela temperatura.

Caso o vapor de baixa esteja nestas condições. o vapor de saída. haja uma injeção de água. Estas válvulas controlam o coletor de menor pressão. podendo inundar a linha e sobre. O nível de vapor de baixa será praticamente uma conseqüência dos equipamentos e níveis usados nas pressões superiores. e estando próximo da saturação. e conseqüente redução. chamada borrifo. considerando as possibilidades de uso de turbinas versus válvulas redutoras. Para reduzir esta temperatura. deve-se atender às necessidades do processo. estará enquadrado tanto em pressão quanto em temperatura. mas deverá existir um compromisso maior entre custo e otimização do uso da energia. Outro modo de gerar vapor de menor pressão é usando uma das próprias necessidades do processo industrial: a de acionadores para as máquinas. a temperatura do vapor praticamente não decresce (decréscimo insignificante). O uso de níveis de vapor diferentes implicará existência de equipamentos e coletores projetados para suportar diferentes pressões. com alguma folga. Controle de pressão Para se obter vapor em pressão menor que a gerada. usam-se válvulas redutoras. não havendo. Em termos de custos operacionais. que são invariáveis com a pressão de geração. Porém. é mais proveitoso reduzir a pressão de vapor através de uma turbina do que através de uma válvula. permitindo a passagem do vapor de alta pela válvula. necessidade de borrifo. formará condensado rapidamente. também chamado exausto. não deve P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 95 Q u a l i f i c Ab a s t . Como regra geral. Desse modo. da mesma qualidade da água de alimentação da caldeira. e com a redução da pressão. devido à energia cedida à turbina. aproveita-se a diferença de energia do vapor entre uma pressão e outra para gerar trabalho. dificilmente poderá ter utilidade motora (turbinas). por exemplo) e de investimento inicial. quando da escolha das turbinas que irão gerálo. após as válvulas redutoras. na maioria das vezes. ficando restrito a aquecimento. devemos evitar o uso de níveis de pressão muito baixos e próximos à região de saturação. ficando seu valor além do desejado para o processo. é comum que. O vapor de média também deve atender ao processo.operacionais (tratamento d’água. Ao passar pela válvula o vapor mantém seu conteúdo energético. conforme os custos. Lançando mão de uma turbina de contrapressão.carregar o sistema de vapor. Nesse caso.

Esta válvula será ajustada para a pressão máxima de operação do nível. que é a energia. haverá uma sobra de vapor no nível mais baixo. os vazamentos de vapor também implicam:  nível de ruído excessivo na área industrial. descartando a quantidade de vapor necessária à manutenção do equilíbrio naquele nível. por desgaste e deficiência de materiais e instalação. Assim. e do aumento de custo operacional inerente. os conhecidos vazamentos de vapor. Este excesso irá provocar um aumento de pressão neste nível. Este vapor que entra deverá sair do sistema sob forma de condensado e retornar à caldeira. como o descarte para a atmosfera pelas válvulas de alívio. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 96 . e outros. aquecendo o processo. Vazamentos A partir do momento que se produz e distribui vapor surgem preocupações quanto à eficiência térmica e otimização deste sistema. Para garantir esta situação. que é momentânea. atuando de maneira contínua. que expulsam vapor para a atmosfera. a válvula de alívio de pressão para a atmosfera. e conseqüentemente de óleo. Um dos maiores problemas dos sistemas de vapor são as perdas de vapor. gerando problemas de condições de trabalho e higiene industrial. Além da perda de vapor. Como o sistema estará funcionando. muitas turbinas consumindo vapor de média pressão e poucos consumidores para o vapor de baixa gerado). A maioria dos vazamentos de vapor tem nível de ruído que os situa numa faixa sonora próxima às turbinas de aviação. também existe a preocupação quanto ao fechamento do balanço material de vapor. Caso haja o desbalanceamento das necessidades de vapor de um nível perante outro mais baixo (por exemplo. perdendo pressão. todos os níveis de pressão devem dispor de válvulas de segurança. surge a necessidade de outra válvula para controle de pressão nos níveis de vapor menores. Alívio de pressão – Além do simples controle de segurança da pressão. etc. porque lidam com um insumo valioso. não há possibilidade de controle de pressão pela abertura “pop” de uma válvula de segurança. Alguns são oriundos de necessidades do próprio sistema. quando estes limites estiverem para ser ultrapassados. O vapor oriundo das caldeiras passará por turbinas e válvulas. para aproveitamento energético.ser permitido de forma nenhuma que a pressão reinante num determinado nível ultrapasse o limite máximo de resistência do material de construção.

ou seja. pelo aumento da reposição (e produtos químicos). de racionalização uso de acionadores elétricos (motores) e acionadores a vapor (turbinas). poderá ser necessário parar o turbogerador. perda de água tratada. No caso dos vazamentos. O descarte elétrico é uma função programada dentro do sistema do SCMD. modo que não existam excessos de produção de vapor em nenhum nível pressão (abertura de alívios) ou falta de produção de vapor em algum nível pressão (abertura de redutoras). Neste caso o sistema SCMD iniciará imediatamente a sincronização do sistema elétrico da refinaria com a linha da concessionária de energia elétrica se não estivermos trabalhando em paralelo. propondo soluções e melhorias de modo a contornar os pontos de vazamento crônico. varrendo regularmente a área industrial. constando não apenas de reparo. um programa de manutenção constante deve ser executado. Descarte térmico Em caso da queda ou outro problema relacionado com a caldeira. os geradores não podem manter suas potências nominais de geração. Em certos casos de queda de caldeira. evitando a geração excessiva em um nível. No caso de alívio de pressão. sem necessidade de consumo. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 97 do de de de . Neste caso talvez seja necessário um descarte elétrico provocado pela baixa na pressão de vapor de alta. o problema deve ser solucionado pelo gerenciamento do consumo de vapor nos vários níveis de pressão. Balanço termelétrico É o resultado da configuração geral do sistema. Este gerenciamento deve ser realizado pela disponibilidade e operação de acionadores de máquinas elétricas e a vapor. mas também de um acompanhamento técnico. aumentando os custos de operação da caldeira.

somando-se a isto temos o exce. Atualmente. A entrada ou a permanência do condensado nos aparelhos de aquecimento diminui grandemente sua eficiência. em extremos e acidentes da tubulação.Figura 3 – Balanço termelétrico – diagrama simplificado O sistema balanceado será o mais econômico possível quando as condensações de vapor forem mínimas.dente da energia que é vendida à concessionária local. com a queima de resíduo asfáltico nos geradores de vapor de alta pressão o custo da energia gerada se torna muito mais competitivo.5) Condensado Problemas devido ao condensado A presença do condensado nas tubulações e equipamentos de vapor pode trazer grandes prejuízos à operação e aos componentes do sistema. Há um aspecto importante a considerar no que diz respeito à opção recepção versus geração. Esses golpes ocorrem. e o condensado é incompreensível. quando empurrado pelo vapor em alta velocidade. Isso porque as velocidades usuais de projeto de linhas de vapor são muito maiores (20 a 100 vezes) do que as usadas para a água. O condensado não tem ação motora nem ação aquecedora eficiente. A recepção de energia elétrica implica geralmente consumo de energia elétrica. contribuindo para a rentabilidade da planta. nas mudanças de direção. enquanto a geração implica gasto de combustível. (a. principalmente. Pode provocar vibrações e “golpes de aríete” nas tubulações. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 98 .

Sua formação ocorre em maior escala no momento da entrada em operação. Por essa razão. de “purgadores de condensado”. esses aparelhos deveriam ser chamados. eliminam também o ar e outros gases incondensáveis (CO . devido ao impacto das gotas de condensado que. O condensado também pode gerar corrosão ao absorver o CO2 ao misturar-se com o ar presente nos ambientes por onde passa. Esta mistura com o ar e gases ambientes também provoca queda de sua temperatura e eventual resfriamento do vapor. em todos os aparelhos onde o vapor é usado como meio aquecimento (serpentinas. em conseqüência do arraste de água. estufas. como conseqüência do consumo da energia contida nele pelo processo. Também pode aparecer. refervedores.). Em tubulações de vapor úmido. por exemplo) que possam estar presentes. O condensado forma-se. com mais propriedade.up) ou quando o sistema é tirado de operação e o vapor condensa aos poucos no interior dos tubos. aparece em conseqüência das perdas de calor por irradiação ao longo da linha. Purgadores Os purgadores de vapor (steam-traps) são dispositivos automáticos que eliminam o condensado formado nas tubulações de vapor e nos aparelhos de aquecimento. por ventura. porque provoca a redução da seção transversal útil de escoamento do vapor. A maioria dos purgadores. Sua simples presença nas tubulações de vapor. etc. o condensado forma-se por precipitações da própria umidade. fossem carregadas pelo vapor para dentro das turbinas. também. sendo os dispositivos de separação mais importantes e de emprego P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 99 . Formação do condensado O condensado é formado nas tubulações de vapor e nos equipamentos que consomem vapor por vários motivos. aquecedores a vapor.Pode causar a erosão rápida das palhetas das turbinas. e em tubulações de vapor saturado. independente de outros efeitos. além de removerem o condensado. teoricamente sem deixar escapar o vapor. autoclaves. formando o ácido carbônico de alta ação corrosiva. quando todo o sistema está frio (warm. proveniente da caldeira. pode prejudicar o fornecimento de vapor na vazão necessária aos consumidores. ao acumular-se no fundo.

Próximo à entrada de qualquer máquina a vapor. deixando sair apenas o condensado. o comprimento da trajetória do vapor dentro do aparelho (serpentina. nesse caso. para que possa ceder todo o seu calor latente. Denomina-se ponto baixo todos os trechos de tubulação. Os purgadores. e para que a troca de calor fosse eficiente. para evitar a penetração de condensado na máquina. bujões. purgadores para drenagem condensado nos seguintes pontos de todas as tubulações de vapor: de  Em todos os pontos baixos e de aumento de elevação (colocados. Não havendo o purgador. na elevação mais baixa). Se não houvesse o purgador. Os purgadores destinam-se. autoclaves.) teria de ser enorme. Para reter o vapor nos aparelhos de aquecimento a vapor (aquecedores a vapor. assim. Em todos os pontos extremos (no sentido do fluxo) fechados com  tampões. tem-se. etc. quanto mais baixa for a pressão do vapor mais numerosos deverão ser os purgadores. ao máximo. válvulas de  retenção. um consumo exagerado com desperdício de vapor e. devem ser intercalados na própria tubulação de vapor e colocados o mais próximo possível da saída do aparelho. Devem ser colocados. conseqüentemente. válvulas de controle e válvulas redutoras de pressão. estufas. até sair do equipamento como condensado. em elevação inferior aos trechos adjacentes. o tempo de permanência do vapor dentro do aparelho. flanges cegos. deve ser colocado um purgador a  cada 100m a 250m. a eliminar o condensado que se forma quando a válvula estiver fechada. Imediatamente antes de todas as válvulas de bloqueio. um baixo rendimento global do sistema de aquecimento. qualquer que seja o seu comprimento.  nesses casos. Nos trechos de tubulação em nível. A finalidade desses purgadores é aumentar.).mais comum em tubulações industriais de vapor. obrigatoriamente. instalados com a finalidade de reter o vapor em um aparelho de aquecimento. P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 100 . feixe tubular etc. São empregados em dois casos típicos:  Para eliminação do condensado formado nas tubulações de vapor em  geral (drenagem de tubulações de vapor). serpentinas de aquecimento. etc. o vapor circularia continuamente a alta velocidade.

O condensado é o próprio vapor gerado na caldeira. CO2 . de combustível e de dinheiro. não é possível a determinação rigorosa do perfil de pressões ao longo desta linha. Coletores de condensado A capacidade de tubulações de condensado. um que conta com vários anos de uso prático e tem valores razoáveis. como. portanto. é antieconômico. Por todas essas razões. a partir de dados máximos (parada e partida). uma vez que há gases presentes (ar. é realizada por motivos de ordem econômica. como quaisquer outras de transporte de fluidos. Este método leva em conta a perda de carga ao longo da tubulação e o caimento (mm de diferença de altura/m de tubulação). Para gerar este vapor. Também não é recomendado dimensioná-la como se fosse uma linha de vapor de menor pressão. muitas vezes com características diversas de pressão e vazões certamente variáveis. projeto de instalação e acompanhamento de vida útil operacional sejam adequados. é obrigatória a colocação de purgadores de vapor na saída de qualquer aparelho de aquecimento a vapor. O projeto. desde que sua seleção. etc. Caso P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 101 Q u a l i f i c Ab a s t . No entanto. após ter sido exaurido da maior parte de seu conteúdo energético. Um cálculo rigoroso do dimensionamento de tubulações de condensado deveria levar em consideração a possibilidade de formação de escoamento bifásico (líquido + vapor). uma série de produtos químicos para garantir qualidade ao vapor e proteção contra a corrosão da caldeira. pode levar a um superdimensionamento desnecessário e não justificável em nível econômico. As tubulações de condensado devem ser projetadas para a vazão normal do sistema em operação. nos sistemas de vapor. Reutilização de condensado A recuperação do condensado. com a queda de pressão ao longo da linha. é preciso dimensionar linhas de condensado. Não é correto tratar linhas de condensado como se estas fossem apenas “água quente”. foi necessário gastar. além do combustível. O diâmetro da tubulação de condensado deve se situar entre o valor da tubulação de vapor de baixa pressão e a de água líquida nas mesmas condições. Existem vários métodos conhecidos em artigos e na literatura. Estes parâmetros devem servir apenas como balizamento para verificação do cálculo. De qualquer forma.A instalação do purgador representa sempre considerável economia de vapor e. como um coletor de condensado pode receber diversas contribuições. por exemplo.) e pode ocorrer a reevaporação do condensado “flash”. depende do diferencial de pressão aplicado nos pontos extremos.

usando o efeito de reevaporação. mais vapor será gerado para este nível. o ferro das tubulações e carcaças de trocadores de calor. é um vaso vertical com dispositivos internos para minimizar o arraste de condensado pelo vapor formado. com os mesmos efeitos negativos já descritos. Um sistema de reevaporação consiste em um vaso onde ocorre a reevaporação “flash” do condensado. por contaminações gasosas como CO2 e O2. cobre e ligas cuproníquel de tubos de condensadores. contém tubulações para os condensados (alta e baixa pressão) e bombas para recuperação de condensado de baixa pressão. E. Conforme os níveis de pressão existentes na indústria. pelos mesmos motivos do tratamento da água de alimentação. mais combustível seria gasto para aquecer a água à temperatura do vapor.são oriundos de vazamentos nos processos por onde o vapor passou durante o aquecimento. como. deve ser tratado. principalmente. levando a condições P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 102 Q u a l i f i c Ab a s t . Os gases são oriundos do ar atmosférico. presente nas tubulações e equipamentos. parte dele irá tornar-se vapor. a condensação de linha de vapor. Caso a pressão de reevaporação seja uma das disponíveis no sistema. Além disso. O funcionamento dos sensores de nível é fundamental para o bom funcionamento deste sistema. reduzem-se os gastos de combustível. Existem chaves de nível que acionam as bombas. etc. normalmente. Este condensado. porque se desloca o ponto de equilíbrio líquido-vapor para uma região em que a quantidade de energia presente permitirá a vaporização. os sistemas de retorno de condensado podem apresentar contaminação de várias fontes. antes de retornar o condensado para a caldeira pode-se aproveitá-lo para gerar vapor. que não tenham possibilidade de contaminação durante sua formação. por exemplo : resíduos metálicos. graxas e outros . Ao recuperar o condensado. Dispondo de condensado a uma determinada pressão e levandoo a um ambiente de pressão menor. como por exemplo. O óleo presente nos tubos de uma caldeira pode carbonizar na superfície do metal. e também pelo risco operacional. devido à energia contida no condensado. visando à eliminação destes ele.mentos. Este vaso. para recolhimento do condensado que se acumula no fundo. graxas. isto é. numa taxa tão grande quanto a produção de vapor. caso contrário será introduzido líquido em outra tubulação de vapor. óleo. Os metais envolvidos nesses problemas são. antes de retornar à caldeira. alinhado pelo topo à tubulação do nível de pressão desejado. Os óleos. toda a água que entrasse na caldeira com estes produtos químicos deveria ser tratada. que irá preaquecer a água de alimentação e reduzir a quantidade de produtos químicos necessários. A reevaporação deve ser restrita a correntes de condensado limpo.este condensado fosse descartado. No entanto.

Os filtros mecânicos removem óxidos de ferro. A diatomita é um material poroso que retém os resíduos e a celulose. Tratamento de condensado Os dispositivos usados para remoção de contaminantes são as unidades polidoras de condensado.de superaquecimento e escoamento com rompimento. no caso de passagem de óleo em quantidade. aminas que formam um filme repelente à água sobre os metais. em condições normais. As aminas fílmicas mais usadas são a octadecilmamina e o acetato de octadecilamina. da mesma forma que na água de P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 103 . substancialmente. graxas e matérias em suspensão no condensado. Nos sistemas em que há substancial infiltração de oxigênio e grande quantidade de CO2 . Para a remoção dos gases dissolvidos. de preferência. Além das unidades polidoras que removem os contaminantes indesejáveis para as caldeiras. com a injeção contínua da amina. Este parâmetro pode ser obtido por análise de laboratório ou. para reter as substâncias que passarem pelo primeiro. Os principais fatores que devem ser acompanhados na operação são o diferencial de pressão no filtro e a presença de óleo no condensado. cobre. A camada de celulose satura periodicamente. no filtro de celulose. a formação de óxidos de ferro. Os filtros desmineralizados constam de um leito misto de resinas catiônicas e aniônicas que removem as impurezas que se solubilizam no condensado. que corrigem o valor do pH e combatem o CO 2 são efetivamente usadas quando há pouco oxigênio dissolvido no condensado. no sentido normal do fluxo. retém pequenas contaminações de matéria orgânica. As aminas voláteis. deve ser instalado um filtro de carvão ativo. que irão reduzir. usam-se aminas fílmicas. Estas unidades são compostas de filtros mecânicos e desmineralizadores. por analisadores em linhas. isto é. óleos. como a morfolina e a cicloexilamina. há necessidade de se proteger as próprias linhas de condensado de ataques corrosivos com injeção de aminas. Por ser lipofílica. Após este filtro. devido ao acúmulo de matéria em sua superfície. e propiciar uma proteção extra. como compostos orgânicos dissolvidos. Esta celulose é retirada por um sistema de retrolavagem e formada através de uma suspensão de celulose e água. A formação se dá por absorção e a sua espessura não tende a aumentar. Um método usual de filtração mecânica do condensado é a utilização de velas de diatomita revestidas de celulose. Este sistema apresenta uma boa eficiência na retenção de pequenas contaminações e resíduos. dando mais tempo.

determinem sua escolha. coincidentes em vários limites. na geração de vapor (caldeira) e tubulações. normalmente. Todos estes tipos de revestimento têm faixas de temperatura para aplicação.  reduzir o ruído e a vibração.  conservar a energia. Os materiais mais comumente usados em isolamento térmico nos sistemas de geração e distribuição de vapor são:  fibras de lã mineral (mantas). os P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 104 .  espuma rígida de polímeros orgânicos (formas especiais). O silicato de cálcio tem capacidade de isolamento recomendado até cerca de 800ºC. preocupação com a temperatura de chegada do vapor d’água modo a garantir uma operação satisfatória e econômica para um todo. Neste contexto.  proteger pessoal. o condensado é injetado no sistema pelo desaerador.  silicato de cálcio em tijolos (paredes) ou calhas (tubulações) rígidos.6) Isolamento térmico A partir do momento que se lida com um fluido térmico.  fibras e tijolos cerâmicos para altas temperaturas (paredes de fornalha).  reduzir a emissão de radiação térmica. devemos ter a aos usuários. Para temperaturas até 450ºC. de a indústria como de tubulação e Além da temperatura. por exemplo:  reduzir a formação de condensado em linhas e equipamentos. Nesta faixa encontram-se.  fibra de vidro (mantas e calhas). (a. encaixa-se o isolamento térmico equipamentos. o que faz com que outros fatores. a fibra de vidro em várias formas e a lã mineral podem ser utilizadas.alimentação. no isolamento de coletores de vapor e condensado em geral. além da condutividade. precisamos do isolamento térmico para. as tubulações de distribuição de vapor superaquecido até cerca de 100kgf/cm2. Sem contar os tijolos cerâmicos largamente empregados nas paredes de fornalha. podendo ser utilizado nas mesmas aplicações acima e em outras ainda.

que é material inorgânico e incombustível. portanto. que são aplicadas nos equipamentos e também amarradas com telas ou fitas metálicas. (b) Ar comprimido Um sistema de ar comprimido é composto por compressores de ar. de várias espessuras padronizadas. A fim de não prejudicar a ação dos instrumentos. folhas de amianto ou ainda recobertos de cimento cerâmico isolante ou asfalto. um vaso pulmão de ar de ser viço e um secador de ar. que se adaptam à superfície externa de equipamentos e tubulações. porque se trata de material inflamável. óleo. sendo fixados por fios ou fitas de alumínio e encamisados comumente com papel aluminizado. Para isto. apesar de ter uma condutividade térmica maior que a fibra de vidro. este ar passa por filtros e colunas secadoras com leito de sílica gel. Para isso. ) Ar comprimido para instrumentos É o ar necessário para utilização na operação da instrumentação pneumática. A fibra de vidro apresenta um inconveniente muito grande à segurança industrial. Já a fibra de vidro é fornecida sob a forma de placas ou mantas. (b1.) e deve ser completamente seco (isento de umidade). Normalmente. O silicato é fornecido sob forma de tijolos e calhas. etc. posicionadores de campo. exigindo. um vaso pulmão de ar de instrumentos. a pressão do ar comprimido (de serviço e de instrumentos) é controlada em 7kgf/cm2.materiais mais usados são o silicato de cálcio e a fibra de vidro. que P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 105 . Tendo em vista sua aplicação. enquanto as linhas de controle são de cobre. etc. a instalação possui certos equipamentos especiais como: compressores com cilindros não lubrificados. este ar precisa ser de alta pureza (isento de partículas sólidas. Tipicamente. recebendo também um encamisamento. comparativamente ao silicato. o ar comprimido pode ser classificado em:  Ar comprimido para instrumentos  Ar comprimido de serviço. maiores espessuras para obtenção de efeitos similares. o silicato de cálcio é mais barato. secador de ar com leito de alumina ou sílica gel e filtros. Toda tubulação de distribuição é de aço galvanizado (coletores gerais ou secundários). comando de válvulas.

(b. como fluido de arraste em ejetores. etc. na agitação de produtos em tanques.necessitam ser periodicamente regeneradas.2) Ar comprimido de serviço É o ar comprimido para uso geral. A figura a seguir mostra um diagrama de bloco da central de ar comprimido. ou ainda na utilização em oficinas de manutenção. utilizado no acionamento de ferramentas pneumáticas. Figura 4 – Diagrama de bloco da central de ar comprimido P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t 106 .

Karl. 1991. São Paulo: Edgard Blucher. 2002. Eletricidade Básica. John D. de Azevedo.ed. 1. SENAI. 2001. São Paulo: Edgard Blucher. Tratamento de água: tecnologia atualizada. Hélio.ed.ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos. Harry. Tratamento de água de refrigeração e caldeiras. DANTAS. IMHOFF.ed. 2. Manual P E T R O B R AS AB AS T E C I M E N T O 2 0 0 8 Q u a l i f i c Ab a s t Perigos do Vapor 107 . KRAUS. São Paulo: Martins Fontes. Eletrônica industrial. MILEAF. Livraria José Olympio Editora S/A. (Condensação de “Hazard of Steam”). Ecolab. 1982. 13. 1982.[Referências bibliográficas CREDER. 1986.RS. São Paulo: Makron Books. Manual de tratamentos de águas residuais. Gravataí. Escola de Educação Profissional SENAI Ney Damasceno Ferreira. Eletricidade 6. Gianfranco. NETTO. GUSSOW. RICHTER. 1. São Paulo: Hemus. FIGINI. José M. Evandro. Instalações elétricas. Eletromagnetismo. Milton.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Dois. 1975. Setor de Segurança Industrial da Petrobras. Carlos A. Eletrotécnica básica. 2. 1996.