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VIVER NÃO É O BASTANTE… MORRER NÃO É O BASTANTE…

nota: em outubro de 2008 participei de um workshop em são paulo sobre a arte de
escrever onde kizzi participou e comprei seu livro “o diário da sibila rubra” como desafio
de ler um gênero que nunca havia lido – o texto acima lhe enviei via e-mail dia 07.10.08
– na verdade, escrevi o poema no próprio e-mail, ou seja, bem espontanea-mente!
não recebi resposta, mas valeu a inspiração, que aproveito para editar no scribd.

kizzi,

tornar o sombrio luminoso certamente foi sua façanha,
tamanha, que longe de ser meu estilo, me encantou
porque afinal, o mal como elemento dual
precisa ser considerado
talvez até devidamente lapidado
para um dia tornar-se um ser alado
para um dia ser transcendido,
não por meio do amor humano
nem pela bondade que nasce das entranhas do eu
mas pela supremacia do divino
que paira acima do bem e do mal terrenal
e se nutre do bom eternal

a trama humana do gladiador ao matrix
nos mostra que
viver não é o bastante
morrer não é o bastante
é preciso transcender morte e vida
é preciso transcender a transcendência
é preciso transcender a quinta essência

nem anjos, nem demônios,
nem dores, nem amores,
são todos bom atores
mas não contém o mistério da criação
somos nós, humanos falhos,
oras enfaixados em veludos, oras em andrajos
que detém no lado direito do peito
o diamante perfeito
- guardiães do eterno
nos contentamos em saborear o verão e inverno
estações que vêm e vão
e o mistério permanece encerrado no coração
à espera de sua revelação!

é preciso saber viver...

helena schaffner
06.10.08

até aqui escreveu a poeta e pretensa escritora
agora vos escreve a leitora mulher

seu livro é uma obra de arte
a começar pela capa, textura e cor do papel, pela fonte

HELE NA S CHAFF NER <<> > BY SC RIBD 01.03 .1 0 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <>> PG 1 - 2
VIVER NÃO É O BASTANTE… MORRER NÃO É O BASTANTE…

é como se tivesse pintado o vampiro e a magia
pela delicadeza de um boticelli ou de um rafaelli
e emoldurado pela sabedoria de almas passadas
mas presentes pelas palavras
sim
não se pode ignorar a arte
mas à parte da perfeição da trama, do enredo
existe o segredo do poder da mulher
símbolo da alma, do poder do amor,
símbolo da natureza e beleza
a sua maior riqueza no entanto
não se encontra no encanto da magia
e sim na sua capacidade de amar
de perdoar, de transcender
de ceder, de compreender,
não por fraqueza
nem por covardia
mas por ter entendido
- como um marcus aurelio provou,
pelo fracasso de pai que representou:
o saber jamais supera o amor!
e um só coração ferido
gera impérios de dor
e rasga a alma de milhões
e gera grilhões
por eons!

o homem, em seu papel de provedor
muitas vezes, de fato, provê com dor e não com amor
porque na época o amor ainda não havia sido vivido
o grande mestre do amor
havia recém desaparecido
e seus rastros de compaixão
mais provocoram discórdia do que união

o homem, na busca pelo eterno
se compara ao vampiro
tentando vestir a imortalidade
por meio do mortal
e o sangue humano - alma material
não pode devolver por meio da morte
o que somente se conquista com o majestoso porte
do ser celestial!

helena schaffner
07.07.08

HELE NA S CHAFF NER <<> > BY SC RIBD 01.03 .1 0 – PA LOTINA - P R – BRA SIL < <>> PG 2 - 2