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PORTUGAL NO PASSADO

Portugal no século XVIII
O Império Colonial português do século XVIII | resumo da matéria | exercícios

A sociedade portuguesa no tempo de D. João V | resumo da matéria | exercícios
Lisboa pombalina | resumo da matéria | exercícios

1820 e o triunfo dos liberais
As invasões napoleónicas | resumo da matéria | exercícios
A revolução liberal de 1820 | resumo da matéria | exercícios
A luta entre liberais e absolutistas | resumo da matéria | exercícios

Portugal na segunda metade do século XIX
O espaço português | resumo da matéria | exercícios
A vida quotidiana | resumo da matéria | exercícios

A revolução republicana
A ação militar no 5 de outubro e a queda da monarquia | resumo da
matéria | exercícios
A 1ª República | resumo da matéria | exercícios

Os anos de ditadura
O golpe militar em 28 de maio | resumo da matéria | exercícios
Salazar e o Estado Novo | resumo da matéria | exercícios
A Guerra Colonial | resumo da matéria | exercícios

O 25 de abril e a construção da democracia
A ação militar e popular em 25 de abril | resumo da matéria | exercícios
A independência das colónias | resumo da matéria | exercícios
A Constituição de 1976 e o restabelecimento da democracia | resumo da matéria |
exercícios

PORTUGAL HOJE

A população portuguesa no limiar do século XXI
A evolução da população portuguesa | resumo da matéria | exercícios
Características da população portuguesa | resumo da matéria | exercícios
Distribuição espacial da população portuguesa | resumo da matéria | exercícios

Os lugares onde vivemos
Os campos: os vestígios do passado e as mudanças | resumo da matéria | exercícios
Os centros urbanos: áreas de atração da população | resumo da matéria | exercícios
Problemas da vida quotidiana nas cidades e nos campos | resumo da matéria |
exercícios

As atividades económicas que desenvolvemos
O mundo do trabalho | resumo da matéria | exercícios
As principais atividades económicas | resumo da matéria | exercícios

Como ocupamos os tempos livres
O lazer | resumo da matéria | exercícios
Importância das áreas de proteção da Natureza | resumo da matéria | exercícios

O mundo mais perto de nós
Os transportes e as comunicações | resumo da matéria | exercícios
Espaços em que Portugal se integra | resumo da matéria | exercícios

O IMPÉRIO COLONIAL PORTUGUÊS DO SÉC. XVIII
Colónias pertencentes a Portugal

Comércio triangular Neste período desenvolveu-se o comércio entre três continentes: Europa.  Em África: por Cabo Verde. pedras preciosas e de índios para escravizar. São Tomé e Príncipe. Angola e Moçambique  Na América: pelo Brasil Brasil Neste período Portugal já não obtinha grandes lucros com o comércio do Oriente (Índia) devido à concorrência com ingleses. América e África. De África: .No século XVIII o Império português era constituído por:  Na Ásia: pelas cidades de Damão. por isso interessou-se mais em explorar o Brasil. Bandeirantes: pessoa que foram para o interior do Brasil à procura de ouro. O tempo quente e húmido permitiu cultivar grandes quantidades de cana-de-açucar que depois era trabalhada nos engenhos para ser transformada em açucar. Guiné. o Brasil passou a ser bastante importante por causa da descoberta de ouro e depedras preciosas. Engenhos: conjunto de instalações que moem a cana-de-açucar e a transformam em açucar. Movimentos da população Da metrópole (Portugal):  Milhares de colonos partiram para o Brasil em busca de melhores condições de vida. Fundaram cidades e povoações o que permitiu alargar as fronteiras do Brasil para além da linha de Tordesilhas. Diu e Goa na Índia e ainda por Macau e Timor. franceses e holandeses. Além do açucar.  Missionários também partiram para o Brasil com a missão de expandir a fé católica.

No Brasil:  Os bandeirantes deslocaram-se para o interior do Brasil à procura de ouro. A SOCIEDADE PORTUGUESA NO TEMPO DE D. nos engenhos e na exploração do ouro. JOÃO V . Milhares de escravos foram levados para o Brasil para trabalhar nas plantações de cana-de-açucar.  Os missionários também foram para o interior para evangelizar os índios brasileiros e para os proteger da escravatura. pedras preciosas e de índios para os escravizar. Eram transportados em navios negreiros em condições desumanas.

João V A descoberta de ouro e de pedras preciosas desenvolveu o comércio triangular que trouxe grandes riquezas a Portugal. Autos-de-fé: cerimónias públicas onde os condenados eram torturados e queimados vivos. Monarquia absoluta: regime em que o rei concentra em si todos os poderes. Batista . D.Governo de D.  O clero  Construiu igrejas e conventos e adornou outras  Tinha um grande poder e criou o Tribunal de Inquisição que perseguia e condenava à morte quem estivesse contra a Igreja Católica. escritores e políticos Povo  Continuava a viver em grandes dificuldades Grandes construções Parte das riquezas obtidas com o ouro brasileiro foi gasta na construção de grandes palácios e conventos. Por iniciativa régia (do rei):  Aqueduto das Águas Livres  Palácio e Convento de Mafra  Capela de S. Poderes do rei:  Legislativo: fazia as leis  Executivo: fazia cumprir as leis  Judicial: julgava quem não cumpria as leis A vida da corte  Vivia em luxo e ostentação  Realizavam-se bailes. A burguesia  A alta burguesia enriqueceu com o comércio e tentou imitar o modo de vida da nobreza  Estes burgueses conviviam em clubes e cafés com artistas. muitos foram perseguidos e condenados à morte por suspeita de praticarem outras religiões em segredo. quem praticasse outra religião ou quem fosse suspeito Cristãos-novos: nome dado a quem aceitava converter-se à religião católica. concertos. João V tornou-se num dos reis mais ricos da Europa e concentrou em si todos os poderes passando a governar como um rei absoluto. teatros. na habitação e nos divertimentos. No entanto. banquetes e cortejos para mostrar a sua riqueza A nobreza Tentava imitar a corte no vestuário.

José I .Por iniciativa da nobreza:  Solar de Mateus  Palácio dos Condes de Anadia  Palácio do Freixo Por iniciativa do clero:  Torre dos Clérigos Estilo Barroco O estilo que caracterizava estas construções era o Barroco. Características do estilo barroco:  Grandiosidade  Revestimento em talha dourada. azulejo e mármore  Decoração abundante com curvas  Abundância de estátuas Lisboa Pombalina Governo de D.

Esta reconstrução caracterizouse por várias inovações:  Ruas largas  Passeios calcetados  Traçado geométrico  Prédios da mesma altura com fachadas iguais e dotados de um sistema de madeira anti-sísmico  Rede de esgotos O Terreiro do Paço deu lugar à Praça do Comércio em homenagem aos burgueses que contribuíram com dinheiro para a reconstrução de Lisboa. quadros e objetos de ouro e de prata Ação do Marquês de Pombal após o terramoto  Mandou enterrar os mortos e socorrer os feridos  Mandou policiar as ruas e os edifícios mais importantes para evitar roubos  Encarregou o engenheiro Manuel da Maia e o arquiteto Eugénio dos Santos elaborar um plano de reconstrução da baixa de Lisboa Características da nova Lisboa A baixa de Lisboa é conhecida por baixa pombalina porque o responsável pela sua reconstrução após o terramoto foi o Marquês de Pombal. por isso deixou de haver dinheiro para importar tantos produtos  O terramoto de 1755 veio agravar ainda mais a situação do país Reformas pombalinas Para resolver a grave situação que enfrentava Portugal. manuscritos. Marquês de Pombal decidiu fazer várias reformas:  Reformas económicas: . Situação de Portugal neste período O reino português encontrava-se em crise:  O comércio enfrentou uma grande concorrência estrangeira que impediu o seu crescimento  A agricultura e a indústria não produziam o suficiente. como ministro. D. futuro Marquês de Pombal. Terramoto de 1755 Lisboa ficou praticamente destruída após o terramoto de 1755:  Morreram cerca de 10 000 pessoas  Grande maior parte dos edificios ficaram em ruínas  Perderam-se muitos tesouros como livros.Em 1750. José I sobe ao trono e nomeia Sebastião José de Carvalho e Melo. portanto Portugal tinha que comprar quase tudo ao estrangeiro  Chegava cada vez menos ouro do Brasil.

a nível social. e retirou poder às classes privilegiadas. económico e do ensino. AS INVASÕES NAPOLEÓNICAS . Todas estas medidas. ou seja. contribuíram para a modernização do país. Desenvolveu a indústria apoiando fábricas antigas e criando novas  Criou companhias de comércio Reformas políticas e sociais   Perseguiu e retirou poder à Nobreza (retirou cargos e riquezas e reprimiu quem se lhe opusesse)  Diminuiu o poder do Clero. ao Clero e à Nobreza. político. expulsando os Jesuítas  Protegeu a Burguesia  Extinguiu a escravatura no reino (embora continuasse a existir nas colónias portuguesas) Reformas no ensino   Criou escolas primárias  Reformou a Universidade de Coimbra  Extinguiu a Universidade de Évora que era controlada pelos Jesuítas Marquês de Pombal utilizou a Burguesia como motor de desenvolvimento económico do país.

Portugal. a liberdade e a separação dos poderes(liberalismo). A família real. já a França e a Espanha. tinham decidido invadir Portugal. Napoleão Bonaparte estava à frente do governo francês e conseguiu derrotar os seus opositores e passou a dominar grande parte da Europa. Por isso. o príncipe João. Fuga da família real portuguesa para o Brasil Neste período Portugal tinha uma rainha. acabou com a Junta de Regência e passou ele a governar Portugal. viúva e doente. Esta revolução tinha como princípios a igualdade. Para os enfraquecer. mataram-se pessoas e foi roubado tudo o que tivesse valor. Reação portuguesa: . Maria I. Quando o príncipe regente decidiu aderir ao bloqueio continental. e é criada uma Junta de Regência para governar Portugal.Revolução Francesa Em 1789 aconteceu a Revolução Francesa que pôs fim à Monarquia Absoluta em França. como era um velho aliado da Inglaterra e não queria perder o comércio com os ingleses. Durante a invasão francesa destruíram-se culturas. o reino era governado pelo seu filho. parte para o Brasil em 1807. ordenou que todos os portos europeus não permitissem a entrada de navios ingleses – Bloqueio Continental. mandou substituir a bandeira portuguesa pela francesa no castelo de S. Os reis europeus absolutistas sentiram-se ameaçados com estas ideias liberais. sua aliada. demorou a aderir ao bloqueio continental imposto por Napoleão Bonaparte. D. uniram-se e declararam guerra à França. com medo de ser presa pelas tropas francesas. Jorge. com excepção da Inglaterra. 1ª invasão francesa (1808) Comandante: Junot Instalou-se em Lisboa.

No entanto.Foram criados movimentos de resistência pelos populares e foi pedido auxílio aos ingleses. O exército anglo-português venceu os franceses nas batalhas da Roliça e do Vimeiro e Junot assinou a Convenção de Sintra e abandonou Portugal. que era um conjunto de fortificações e canhões criados pelos ingleses para proteger a cidade de Lisboa. ficou retido na linha defensiva de Torres Vedras. 3ª invasão francesa (1810) Comandante: Massena O seu exército perdeu muitos soldados na batalha do Buçaco mas tentou na mesma a todo o custo chegar a Lisboa. . 2ª invasão francesa (1809) Comandante: Soult Entrou por Trás-os-Montes. Massena foi obrigado a desistir e a retirar-se definitivamente. chegou ao Porto mas encontrou uma forte resistência e refugiou-se na Galiza.

que depois se espalhou por todo o país e em Lisboa. prejudicando assim os comerciantes portugueses Grande parte da população. Independência do Brasil . Nesta Constituição estava definido que todos os cidadãos eram iguais perante a lei e estava estabelecida a separação de poderes. Revolução liberal de 1820 Em 1818 foi fundada no Porto uma sociedade secreta chamada Sinédrio que tinha como objetivo preparar uma revolução para expulsar os ingleses e ordenar o regresso do rei que estava no Brasil. onde estavam definidos os direitos e deveres dos cidadãos.A REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820 Situação do reino português após as invasões francesas A população encontrava-se bastante descontente:  A família real continuava no Brasil e sem intenções de voltar  O reino encontrava-se pobre e desorganizado  Os ingleses não saíram de Portugal e controlavam o comércio feito com o Brasil. Em 1820 iniciou-se a Revolução Liberal. sobretudo o povo e a burguesia. começou a defender as ideias liberais vindas de França. Foram criadas as Cortes Constituintes que tiveram a função de criar a Constituição de 1822. Monarquia Liberal Portugal passou a ter uma monarquia liberal. no Porto.

liderados por D. D. João VI morre. O Liberalismo saiu vitorioso e implantou-se definitivamente no nosso país. ficando o seu filho D. Pedro). D.O rei D. Pedro sucede-lhe mas abdica do trono para ficar no Brasil. . sem encontrar resistência. Estes apoiaram D. Pedro na regência do Brasil. liderados por D. Durante a permanência do rei o Brasil teve um grande desenvolvimento e os portos foram abertos aos comerciantes estrangeiros o que favoreceu a burguesia brasileira. Pedro que declarou a independência do Brasil em 1822. Só depois de várias derrotas é que D. Miguel prometeu governar segundo um regime liberal mas em 1828 dissolveu as cortes e passou a governar como rei absoluto com o apoio da nobreza e do clero e perseguiu os liberais. Pedro abdicou do trono brasileiro e rumou à Europa. Assistimos assim a uma Guerra Civil em Portugal (de um lado os Absolutistas. Em 1832 desembarcou com as suas tropas numa praia próxima do Porto e avançou sobre a cidade. como tinha apenas 7 anos. A LUTA ENTRE LIBERAIS E ABSOLUTISTAS Guerra Civil Quando D. instalando-se com exilados liberais na Ilha Terceira. Miguel assinou a paz através da Convenção de Évora Monte em 1834. João VI regressou a Portugal. D. Passa a coroa para a sua filha Maria da Glória mas. Miguel e do outro lado os Liberais. nos Açores. fica como regente o seu irmão D. Em 1831. Miguel.

principalmente devido a três acontecimentos:  Invasões napoleónicas  Guerra civil entre liberais e absolutistas  Independência do Brasil As principais atividades económicas (agricultura. o Reino de Portugal encontrava-se pobre e desorganizado. criação de gado. A 1851 iniciou-se o movimento de Regeneração. pois queria um novo rumo para Portugal. XIX. . por isso Portugal tinha que importar vários produtos de outros países europeus com maior desenvolvimento.O ESPAÇO PORTUGUÊS Regeneração No início da segunda metade do séc. Era importante nesta altura desenvolver estas atividades económicas para tirar o Reino desta crise. que se encontrava muito atrasado e pouco desenvolvido. Este movimento procurava o “renascer” da vida nacional. extração mineira) encontravam-se bastante atrasadas.

ou seja. que pôs fim ao pousio. Desta forma as terras não precisavam de estar um período de tempo sem estarem cultivadas  introdução das máquinas agrícolas. Medidas para aumento da área cultivada:  extinção do direito do morgadio. . As terras passaram a ser divididas por todos os filhos para assegurar uma melhor exploração das terras  entrega de terras pertencentes a nobres e clérigos a burgueses  entrega de baldios (terras incultas) aos camponeses Novas técnicas:  utilização de adubos químicos  utilização de semementes selecionadas  alternância de culturas.Durante o período da Regeneração. os governos liberais tomaram várias medidas para o desenvolvimento da agricultura e para o aumento da área cultivada. A produção artesanal foi assim começando a dar lugar à produção industrial por ser mais lucrativa. do direito do filho herdar todas as terras da família. inclusive a debulhadora mecânica a vapor Novas culturas:  batata  arroz Desenvolvimento da indústria A introdução da máquina a vapor na indústria contribuiu de forma significativa para o seu desenvolvimento. o que permitiram a modernização e o progresso do país. várias medidas foram tomadas para desenvolver as atividades económicas. Esta inovação permitiu aumentar a produção em menos tempo. o que possibilitou o aumento de lucros. Este período de desenvolvimento apenas foi possível devido à:  existência de paz no Reino  estabilidade política após o triunfo do liberalismo Desenvolvimento da agricultura Para aumentar a produção de alimentos.

Principais diferenças entre produção artesanal e produção industrial: Produção artesanal Produção industrial Artesãos Operários Oficinas Fábricas Ferramentas simples Máquinas Muito tempo de produção Pouco tempo de produção Pouca produção Muita produção Produtos únicos Produtos em série Produtos mais caros Produtos mais baratos Menor lucro Maior lucro A maior parte das fábricas instauraram-se nas zonas do litoral. principalmente na zona dePorto/Guimarães (indústria têxtil e calçado) e na zona de Lisboa/Setúbal (indústria química e metalúrgica) .

caminhosde-ferro. do comércio e da indústria. o que permitiu uma maior mobilidade de pessoas. dirigido por Fontes Pereira de Melo. túneis e estações. ligações teleféricas. Rede de estradas . maior circulação de ideias e informações e a deslocação de mais mercadorias em menos tempo. Surgiram novos meios de transporte e de comunicação. Em 1856 realizou-se a primeira viagem de comboio. Desenvolvimento dos meios de transporte e vias de comunicação Caminhos-de-ferro A rede de caminhos-de-ferro cresceu de forma muito rápida e ao longo da sua extensão construíram-se várias pontes. em 1852. Ocarvão também foi muito procurado porque nessa época era a principal fonte de energia. O fontismo Para promover o desenvolvimento da agricultura. etc…) ficou conhecida por fontismo. entre Lisboa e Carregado. foi criado oMinistério das Obras Públicas. portos. Alteração da paisagem O aumento dos campos de cultivo e o aumento do número de fábricas e de minas provocaram uma profunda alteração das paisagens. pontes. era necessário a construção de uma boa rede de transportes e de comunicações. Esta política de construção de obras públicas (estradas. Portugal ficou assim mais próximo do centro da Europa. Em 1887 inaugurou-se a ligação direta Lisboa-Madrid-Paris. Com esse fim. Nas cidades predominavam as chaminés muito altas que enchiam o céu de fumos e maus cheiros.Exploração mineira Com o desenvolvimento da indústria tornou-se necessário desenvolver a exploração mineira por se precisar de matérias-primas e combustíveis. devido ao nome do seu principal impulsionador. Os metais mais procurados eram o cobre e o ferro.

De forma a facilitar a circulação também se construíram várias pontes. Desenvolvimento das comunicações Os correios foram remodelados. primeiro no Rio Tejo. Modernização do ensino O país encontrava-se em modernização. uma carruagem que transportava o correio e algumas pessoas.Iniciou-se também a renovação e construção de novas estradas em todo o país. por isso também era necessário que a população se tornasse mais instruída e competente para realizar as mudanças pretendidas. No final do século XIX surgiram os primeiros automóveis. o bilhete-postal e os primeirosmarcos de correio. Portos marítimos e faróis Para tornar mais segura a navegação costeira construíram-se vários faróis e melhoraramse osportos marítimos. mais tarde ainda. Tomaram-se então várias medidas no ensino: Ensino primário:   Criaram-se novas escola primárias . surgindo o primeiro selo-adesivo. depois na ligação entre Lisboa e Porto e. na ligação aos Açores e Madeira. Surgiram nesta época os barcos movidos a vapor. Surgiu também o telégrafo e mais tarde o telefone. A partir de 1855 começou a circular na estrada Lisboa-Porto a mala-posta.

a idade. . com mais um de voluntariado  Ensino liceal:  Criaram-se novos liceus em todas as capitais de distrito e dois em Lisboa  Fundaram-se escolas industriais. Crescimento demográfico Através dos recenseamentos verificou-se o aumento de população desde que se fez o primeiro censo. mas eram pouco exatas pois tinham como base a contagem de habitações e não de pessoas. A primeira contagem rigorosa do número de habitantes do país realizou-se em 1864. Em boletins próprios os habitantes tinham que colocar o nome. às Técnicas e  ao Teatro Direitos Humanos Também foram tomadas importantes medidas relacionadas com os Direitos Humanos:  Abolição da pena de morte para crimes políticos (1852)  Abolição da pena de morte para crimes civis (1867)  Extinção da escravatura em todos os territórios portugueses (1869) Os movimentos da população Contagem da população Para dar melhor resposta às necessidades da população. e onde se concentravam com maior quantidade. Já se tinham realizadas contagens da população. Tornou-se obrigatória a frequência nos primeiros 3 anos. ou seja. A estas contagens dá-se o nome de numeramentos. De 1864 até 1900 a população passou de cerca de 4 milhões de habitantes para 5 milhões. foi quando se realizou o primeiro recenseamento. tornou-se necessário saber o número de habitantes do país. A partir dessa data realizam-se recenceamentos. o estado civil e a profissão. comerciais e agrícolas  Ensino universitário: Criaram-se novas escolas ligadas à Marinha. o sexo. às Artes. de 10 em 10 anos. ou censos.

distribuição de água através da canalização e calcetamento das ruas  Melhoria da assistência médica e hospitalar. com o aumento do consumo da batata e do milho  Melhoria das condições de higiene. . Êxodo Rural Apesar do desenvolvimento da agricultura. Sendo assim. muitas pessoas decidiram procurar melhores condições de vida no estrangeiro. sobretudo para o Brasil. em todas cidades verificou-se aumento de população. Sendo assim.Este facto justifica-se pela mehoria de condições de vida da população:  Período de paz e estabilidade política e social  Melhoria da alimentação. pois falava-se a mesma língua e porque havia necessidade de mão-de-obra devido à extinção da escravatura. onde se encontravam os solos mais férteis. Emigração Entretanto. Eram chamados os «brasileiros». com a construção de esgotos. foram destinos dos portugueses países da América Central e os Estados Unidos da América. Muitos emigrantes enriqueceram e ao regressar a Portugal compraram terras. principalmente as do litoral. palacetes e vestiam-se luxuosamente. Entretanto. a produção continuava a ser pouca. A este fenómeno dá-se o nome de Êxodo Rural. com o aparecimento de novos medicamentos. Muitos dos trabalhos eram mal pagos apesar de se trabalhar duramente muitas horas diárias. divulgação de algumas vacinas e construção de hospitais Distribuição da população Verificou-se também que o crescimento populacional não ocorreu de igual forma por todo o território. não havia postos de emprego para todos nas cidades. maior quantidade de portos de pesca e unidades industriais. muitas pessoas decidiram abandonar os campos para ir para as cidades à procura de melhores condições de vida. devido ao aumento da população. Além do Brasil. A mecanização originou despedimentos e as dificuldades no meio rural intensificaram-se. O aumento de população foi maior no norte litoral.

A carne. Na sua maioria. Dos produtos que mais consumiam destacam-se a batata. pão de centeio ou de milho. mais cara e de difícil conservação. de acordo com o clima e com as atividades predominantes. Vestuário: O vestuário dos camponeses variava de região para região. proprietários burgueses e a alguns lavradores mais abastados. . a criação de gado e a pesca nas zonas do litoral. sopas de legumas e sardinhas.A VIDA QUOTIDIANA No campo Atividades económicas: As principais atividades do meio rural na segunda metade do século XIX continuavam a ser aagricultura. era apenas consumida em dias de festa. O trabalho no campo era muito duro e os rendimentos eram poucos. por isso. As terras pertenciam sobretudo à antiga nobreza. Alimentação: Os camponeses alimentavam-se sobretudo do que cultivavam. os camponeses viviam muito pobremente. Com a introdução da máquina na agricultura. aumentou-se o desemprego por já não ser precisa tanta mão-de-obra.os camponeses não eram donos das terras em que trabalhavam. dificultando ainda mais a vida dos homens do campo.

No interior. No entanto. advogados. empregados de balcão ou criadosnas casas de pessoas ricas. banqueiros.industriais. formou-se um novo grupo social: o operariado. era frequente os homens usarem calças compridas. . Os operárioseram homens. Em caso de acidente. os homens usavam calças curtas ou arregaçadas e geralmente andavam descalços. a maior parte da população pertencia a grupos de menores recursos. mulheres e até crianças. devido às suas atividades relacionadas com o mar. oficiais do exército e funcionários públicos. Nas grandes cidades Atividades económicas: A modernização do país influenciou mais a vida quotidiana das pessoas que viviam nas cidades. que trabalhavam duramente nas fábricas muitas horas a troco de pouco dinheiro. constituído por comerciantes. Eram despedidos sem qualquer indemnização. médicos. professores. e calçavam botas ou tamancos de madeira. O grupo social dominante era a burguesia. não tinham qualquer proteção. coletes ou jaquetas. No litoral. romarias e festas religiosas). As pessoas dopovo trabalhavam sobretudo como vendedores ambulantes. As mulheres vestiam saias compridas e usavam lenços coloridos na cabeça. Divertimentos: Os divertimentos das pessoas do campo estavam associados sobretudo às atividades do campo (vindimas e desfolhadas) e à religião (feiras. Com o desenvolvimento da indústria. tal como as mulheres que vestiam saias mais curtas do que as do interior.

As pessoas das classes menos de pão. festas religiosas e passeios ao campo domingo à tarde. peixe. legumes. privilegiadas alimentavam-se sobretudo Vestuário: As pessoas mais ricas das cidades vestiam-se de acordo com a moda francesa. Comiam carne. o bife e o soufflé. festas e bailes. Faziam quatro refeições por dia: pequeno-almoço.toucinho e sardinhas. a omelete. Os divertimentos dos populares era semelhante aos do campo: feiras. como o pudim. Surgiram neste período vários restaurantes que trouxeram do estrangeiro novas receitas. adaptadas às tarefas que desempenhavam. Divertimentos: Os nobres e os burgueses frequentavam os grandes jardins onde passeavam. Passou também a usar a tournoure. jantares. com uma armação de lâminas de aço e batanas – a crinolina. Reuniam-se também nos cafés e clubes. As mulheres vestiam saias até ao chão com roda. jantar e ceia. frutas edoces. almoço. camisa. A AÇÃO MILITAR NO 5 DE OUTUBRO E A QUEDA DA MONARQUIA . cereais. ao teatro e ao circo.Alimentação: A burguesia e a nobreza tinham uma alimentação abundante e variada. casaca e chapéu. uma espécie de almofada sobre os rins que levantava a saia atrás. iam à ópera. Os homens vestiam calças. legumes. conversavam e ouviam a música tocada nos coretos. As pessoas mais pobres vestiam roupas bastante simples. o puré. colete.

Formação do Partido Republicano Descontentamento da população no fim do século XIX A população. ou seja. Partido Republicano (1876) Formou-se nesta altura o Partido Republicano que pretendia acabar com a monarquia para passar a haver uma república. sem interessar quem os descobriu. de acordo com quem tivesse meios para os ocupar. como a Grã-Bretanha.  O rei e a família real eram acusados de gastar mal o dinheiro. no fim do século XIX encontrava-se bastante descontente:  Os camponeses e os operários continuavam a viver com grandes dificuldades enquanto que a alta burguesia recebia cada vez mais lucros. a Alemanha e a França. o que contribuiu para o endividamento do reino. . ou seja. entraram em conflitos por causa dos territórios africanos pois possuíam muitas riquezas. Os republicanos acreditavam que desta forma conseguiria-se modernizar o país e melhorar as condições de vida dos mais pobres. Disputa pelos territórios africanos Conferência de Berlim (1884-1885) Vários países europeus. Para resolver estes conflitos realizou-se a Conferência de Berlim onde ficou estabelecido que os territórios seriam partilhados de acordo com a sua ocupação efetiva. Grã-Bretanha não aceitou porque queria os mesmos territórios para ligar Cabo a Cairo. deixaria de haver reis para haver presidentes eleitos por um determinado tempo. e então fez um ultimato a Portugal para abandonar aqueles territórios. Ultimato inglês Portugal apresentou o Mapa Cor-de Rosa na tentativa de ocupar os territórios entre Angola a Moçambique.

mostrou o crescimento do Partido Republicano. Revoltas republicanas 31 de Janeiro de 1891 – Revolta republicana A cedência perante o Ultimato inglês foi considerado um ato de traição à pátria. . 5 de Outubro de 1910 – Queda da Monarquia e implantação da República Na madrugada de 4 de Outubro de 1910 iniciou-se a revolução republicana. e culpou-o também pela miséria dos mais pobres. Os militares republicanos (membros do exército e da marinha) e os populares pegaram em armas e concentraram-se na Rotunda. Foi mais um ato para tentar acabar com a monarquia. Ficou a governar o seu irmão D. Muitas pessoas passaram a apoiar o Partido Republicano pois pretendiam um governo forte. acabando assim com a Monarquia. No entanto. 1 de Fevereiro de 1908 – Regícidio O rei D. Carlos I foi morto a tiro quando passava de carruagem pelo Terreiro do Paço em Lisboa. atual praça Marquês de Pombal. Manuel II. Com ele morreu o herdeiro do trono D.O governo português cedeu ao ultimato. Luis Filipe. o que agravou o descontentamento da população. Dia 31 de Janeiro de 1891 surgiu uma revolta na tentativa de acabar com a monarquia mas não foi bem sucedida. As tropas fiéis ao rei eram em maior número mas mesmo assim não conseguiram acabar com a revolta e na manhã de 5 de Outubro de 1910 foi proclamada a República. Os republicanos aproveitaram ainda para acusar o rei de gastar mal o dinheiro e deixar o país cheio de dívidas.

.  Escudetes azuis: representam a bravura dos que lutaram pela independência.A I REPÚBLICA Primeiras medidas republicanas Formação de um Governo Provisório Após a proclamação da República foi criado um Governo Provisório.  Vermelho: cor da coragem e do sangue derramado pelos portugueses mortos em combate.  o hino nacional passou a ser “A Portuguesa”. Afonso Henriques.  Verde: cor da esperança. que tomou as seguintes medidas:  adotou-se uma nova bandeira. presidido por Teófilo Braga.  a moeda passou a ser o escudo em vez do real.  Castelos: representam a independência garantida por D. Simbologia da nova bandeira:  Esfera armilar: representa o mundo que os navegadores portugueses decobriram.

 Poder executivo: pertence ao Presidente da República e o seu governo – presidente e ministros.A Constituição republicana Assembleia Constituinte Depois de criado o Governo Provisório fizeram-se eleições para formar a Assembleia Constituinteque tinha como função elaborar a nova constituição – a Constituição de 1911.  criação de escolas primárias.  criação de escolas para formação de professores.  é eleito por um período de 4 anos. de um liceu em Lisboa (liceu Passos de Manuel) e de universidades (de Lisboa e do Porto).  Poder judicial: pertence aos Tribunais – juízes Principais medidas Na Educação  criação dos primeiros jardins-escola para crianças dos 4 aos 7 anos. Nesta constituição ficou estabelecido que:  o chefe de estado de Portugal passa a ser um Presidente da República em vez de um rei.  ensino obrigatório e gratuito dos 7 aos 10 anos. .  o congresso tem o poder de eleger e demitir o Presidente da República. Divisão de poderes  Poder legislativo: pertence ao Congresso ou Parlamento – deputados.  tem o poder de escolher o governo.

O principal objetivo destas medidas era acabar com o analfabetismo.  Criação de um seguro obrigatório para doença. A Alemanha. Participação de Portugal na I Guerra Mundial A Inglaterra e a França entrou em guerra com a Alemanha por causa dos territórios africanos. . A guerra terminou com a vitória dos ingleses. declarou guerra a Portugal e tentou ocupar os territórios portugueses em Angola e Moçambique. A Inglaterra pediu a Portugal que apreendesse os navios alemães refugiados nos portos portugueses. e assim Portugal conseguiu manter as suas colónias. criação de bibliotecas. Sindicato: associação de trabalhadores de uma mesma profissão que defendia os direitos dos trabalhadores. No Trabalho  Direito à greve. velhice e acidentes de trabalho. as despesas militares durante a guerra contribuíram para um maior endividamento do reino. vários outros países europeus entraram na guerra. em resposta. Greve: forma de luta mais utilizada pelos trabalhadores em que se recusavam a trabalhar para que o Governo e os patrões cedessem às suas reivindicações. franceses e os seus aliados.  Direito a oito horas de trabalho e a um dia semanal de descanso. CGT: Confederação Geral do Trabalho – união de vários sindicatos. Depois. bem como países de outros continentes. No entanto. por isso diz-se que foi uma Guerra Mundial. UON: União Operária Nacional Dificuldades da I República No entanto. a 1ª República atravessou vários problemas que fez crescer o descontentamento da população.

. Só entre 1910 e 1926 houve 8 presidentes e 45 governos. revoltas e assaltos a armazéns de comida. Instabilidade política Os governos mudavam frequentemente e os presidentes ou se demitiam ou eram demitidos. Tudo isto fez com que se tornassem frequentes as greves. As despesas do reino eram superiores às receitas. Os governos republicanos recorreram a empréstimos ao estrangeiro e para os pagar aumentaram-se os impostos.Subida de preços e aumento de impostos Os preços dos produtos aumentaram enquanto os salários não acompanharam essa subida.

 os militares possuíam o poder legislativo e executivo. demitiu-se e entregou o poder aos revoltosos. não democrático. aumentanto a dívida externa. ou seja. Portugal foi governado neste período segundo uma ditadura.O GOLPE MILITAR EM 28 DE MAIO Crise em Portugal durante a I República Crise social:   subida dos preços  redução do poder de compra  greves e manifestações  atentados à bomba Crise financeira:    despesas superiores às receitas crescimento da dívida externa Crise política:   mudanças sucessivas de governo – instabilidade política Golpe militar de 28 de Maio de 1926 A 28 de Maio de 1926. O Presidente da República.  o governo passou a ser escolhido pelos militares. . o general Gomes da Costa chefiou uma revolta militar que teve início em Braga e extendeu-se até Lisboa. Apesar destas medidas a ditadura não veio reolver os problemas existentes em Portugal:  os militares não se entendiam e as mudanças sucessivas de governo continuaram. sem eleições. Principais medidas durante a Ditadura militar Foram tomadas várias medidas que colocaram fim à democracia da I República:  o Parlamento foi encerrado. segundo um governo autoritário. Bernardino Machado. Por todo o país os militares foram aderindo a este movimento.  continuou o recurso aos empréstimos ao estrangeiro.  a imprensa passou a ser censurada.  as greves e as manifestações foram proíbidas. que não respeitava as liberdades e direitos dos cidadãos.  as despesas continuavam superiores às despesas.

Em 1932.SALAZAR E O ESTADO NOVO Ascensão política de Salazar Em 1928 António de Oliveira Salazar foi nomeado ministro das Finanças e conseguiu equilibrar as contas públicas aumentando as receitas. Saúde e com os salários dos funcionários públicos. Esta política permitiu a modernização do país e combateu o desemprego junto das áreas urbanas. e diminuindo as despesas do estado. barragens. Foi constituído novamente o Parlamento que apenas servia para aprovar as leis impostas pelo governo. as eleições não eram verdadeiramente livres e os direitos e liberdades dos cidadãos nem sempre foram respeitados por Salazar. . Salazar foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros. hospitais e edifícios públicos. ou seja. Salazar aproveitou também esta política de obras públicas para engrandecer o seu trabalho à frente do país e assim fazer propaganda. Constituição de 1933 Em 1933 foi aprovada uma nova constituição em que os direitos e liberdades dos cidadãos eram reconhecidos e ficou estabelecido que o Presidente da República e os deputados seriam eleitos pelos cidadãos. Política de obras públicas Durante o Estado Novo construíram-se estradas. No entanto. através da redução de gastos com a Educação. através do aumento dos impostos. passou a ser o chefe do Governo.

o governo não permitiu que a oposição fizesse camapnha eleitoral nem que a contagem dos . O dinheiro enviado para Portugal pelos emigrantes foi outra fonte de receitas para o Estado.  Legião Portuguesa: organização armada que defendia o Estado Novo e combatia o Comunismo. que vigiava.  Polícia política: PVDE.  Propaganda Nacional: tinha como objetivo obter apoio da população. A oposição uniu-se e criou o MUD (Movimento de Unidade Democrática). muitas pessoas continuavam a viver em grandes dificuldades e decidiram emigrar. prendia e torturava os opositores ao regime de Salazar. que passou mais tarde a chamar-se PIDE. rádio e televisão. Oposição política Eleições legislativas de 1945 Os opositores ao salazarismo organizaram-se clandestinamente para não serem perseguidos e presos. França. Outros tiveram de saír do país (exilados políticos). dever militar e devoção à pátria nos jovens dos 7 aos 18 anos. Estes países pressionaram Salazar e este marcou eleições legislativas. perseguia.  Mocidade Portuguesa: organização com fim de desenvolver o culto do chefe. teatro. A oposição cresceu em 1945 quando terminou a II Guerra Mundial. No entanto. Inglaterra e seus aliados). cinema.Receitas do turismo e da emigração Desenvolveu-se o turismo. Suportes do Estado Novo Para Salazar conseguir tanto tempo no poder teve vários suportes:  Censura: da imprensa.  União Nacional: única organização política legal que apoiava Salazar. que impedia a divulgação de opiniões contra o regime salazarista. onde os direitos e liberdades dos cidadãos eram respeitados. com a vitória dos países democráticos (EUA. o que permitiu a entrada de mais receitas para o Estado. Apesar do desenvolvimento do país.

votos fosse fiscalizada. Eleições presidenciais de 1958 O general Humberto Delgado. os países como a Bélgica. quem venceu as eleições. Apesar do grande apoio que teve da população. teve como principais consequências o ferimento e morte de muitos soldados portugueses e uma grande despesa com os gastos militares. Diu e Goa  1961: revolta da Angola  1963: revolta da Guiné  1964: revolta de Moçambique Salazar respondeu com o envio de muitos militares para as colónias. Quem fosse suspeito de pertencer à oposição era tirado das listas eleitorais para não puderem votar. que durou 13 anos (1961-1974). candidatou-se às eleições presidenciais de 1958. . pertencente à União Nacional. com o apoio de toda a oposição. Depois destas eleições Salazar mudou a lei e criou um colégio eleitoral que passa a eleger o Presidente da República. foi Américo Tomás. Os dirigentes do MUD decidiram então apelar à abstenção e assim a união Nacional conseguiu eleger todos os seus candidatos. a Inglaterra e a Holanda reconheceram a independência da maioria das suas colónias. que foram consideradas fraudelentas pela oposição. Entretanto Salazar não fez o mesmo e a União Indiana e a população africana das colónias portuguesas começaram a revoltar-se contra Portugal.  1961: União Indiana ocupou Damão. Esta Guerra Colonial. A GUERRA COLONIAL Depois da II Guerra Mundial.

Fim da ditadura A falta de liberdade. o que levou ao fim da ditadura. o aumento do custo de vida e as depesas militares e muitas mortes durante a Guerra Colonial contribuíram para o aumento do descontentamento da população. . Marcelo Caetanosubstituiu-o mantendo os seus ideais: manteve a DGS (Direção Geral de Segurança – antiga PIDE) e a Guerra Colonial.A AÇÃO MILITAR E POPULAR EM 25 DE ABRIL Saída de Salazar do poder Salazar saiu do poder quando adoeceu gravemente em 1968. No entanto.

Marcelo Caetano refugiou-se no quartel do Carmo que foi cercado pelas tropas do capitão Salgueiro Maia e aceitou render-se perante um oficial superior: general António de Spínola. reconheceu o direito à independência dos povos africanos e assim se formaram cinco novos países:  1974 – Guiné-Bissau  1975 – Angola. Várias cidades foram dominadas sem grande resistência. António de Spínola. Primeiras medidas do MFA  Poder entregue a uma Junta de Salvação Nacional. Acabou por ser preso. São Tomé e Príncipe e Cabo Verde Colónias do oriente As colónias do continente asiático tiveram outros destinos:  1999 – Macau passou a ser território chinês  2002 – Timor-Leste tornou-se independente depois de ter sido invadido pela Indonésia e passou a chamar-se Timor-Lorosae . tal como Américo Tomás (presidente da República). Moçambique. presidida pelo António de Spínola  Dissolução da Assembleia Nacional  Extinção da DGS  Abolição da censura  Libertação dos presos políticos  Negociação para pôr fim à Guerra Colonial A INDEPENDÊNCIA DAS COLÓNIAS Colónias africanas O novo presidente da República.25 de Abril de 1974 Golpe militar organizado pelo MFA – Movimento das Forças Armadas – apoiado pelos populares.

A CONSTITUIÇÃO DE 1976 E O RESTABELECIMENTO DA DEMOCRACIA Constituição de 1976 .

Em 25 de Abril de 1975 – realizaram-se eleições para eleger os deputados para a Assembleia  Constituinte que tinha como função elaborar uma nova constituição Em 25 de Abril de 1976 – foi aprovada a Constituição de 1976 que garantiu a separação dos  poderes e os direitos e liberdades dos cidadãos Democracia O governo voltou a governar segundo um regime democrático. ou seja. respeitando os direitos  e liberdades dos cidadãos Assim os cidadãos voltaram a ter o direito de escolher os seus governantes – direito de voto  Poder Central Conjunto de órgãos que exercem o seu poder sobre todo o território nacional e que abrange toda  a população:  Presidente da República  Governo (1º ministro e restantes ministros)  Assembleia da república (deputados)  Tribunais (juízes) Separação dos poderes do poder central Presidente da República   Promulga e manda publicar as leis  É escolhido pelos cidadãos eleitores Governo   Executa as leis  O 1º ministro é escolhido pelo presidente da República e os restantes ministros são escolhidos pelo 1º ministro Assembleia da República   Faz as leis  Os deputados são escolhidos pelos cidadãos eleitores Tribunais   Julgam quem não cumpre as leis  Os juízes não são escolhidos por eleições .

Autonomia dos Açores e Madeira A Madeira e os Açores têm os seus próprios órgãos de governo: Assembleia Regional   faz as leis respeitando a Constituição e as leis gerais da República  os deputados são escolhidos pelos cidadãos eleitores da região Governo Regional   executa as leis  o primeiro ministro é escolhido pelo partido mais votado para a Assembleia Regional que depois escolhe os restantes ministros .

A EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO PORTUGUESA

Importância dos censos

Conhecer a evolução da população e a sua constituição é bastante importante tanto para
compreender o passado como para planear melhor o futuro. Por isso, realizamse recenseamentos (ou censos) que consistem na recolha de dados sobre a população
(sexo, idade, naturalidade, profissão, lugar de residência, grau de instrução, etc…). Com
estas informações os governantes conseguem fazer uma melhor gestão dos recursos que
servem a população. Por exemplo, é possível saber onde existe maior necessidade de
construir escolas, centros para idosos, novos hospitais, etc…

A natalidade e a mortalidade
Os fatores mais importantes que influenciam a evolução da população são:

A natalidade: número de nascimentos vivos ocorridos durante um ano

A mortalidade: número de óbitos (mortes) ocorridos durante um ano

Se a natalidade for superior à mortalidade, a população aumenta. Se a natalidade é inferior
à mortalidade, a população diminui.

Desta forma, verifica-se o crescimento natural da população:

CRESCIMENTO NATURAL = NATALIDADE – MORTALIDADE

Ao longo do século XX e da primeira década do século XXI verificou-se uma diminuição da
mortalidade. Tal deve-se às seguintes razões:

Melhoria da alimentação

Melhores serviços de saúde e novos medicamentos

Melhoria da habitação, do conforto e da higiene

Por sua vez, também se verificou uma diminuição da natalidade. As principais razões para
esta diminuição são:

Desenvolvimento e divulgação de métodos contracetivos, que permitem decidir o número de
filhos que se quer ter

Aumento do número de mulheres a trabalhar fora de casa, o que obriga despesas com amas e
infantários

No entanto, a natalidade continua a ser superior à mortalidade, o que faz com que se
tenha verificado um aumento da população ao longo do século XX, com exceção da
década 1960-1970.
Na atualidade, a população absoluta portuguesa, ou seja, o número total de habitantes
em Portugal, é de cerca de 10 650 000.

A mobilidade da população
A evolução da população absoluta também é influenciada pela emigração (saída de
pessoas para o estrangeiro) e pela imigração (entrada de pessoas para um país).
Quando a emigração é muito intensa, a população pode diminuir. Por sua vez, a imigração
contribui para o aumento da população.

Emigração
Os principais destinos foram: primeiro países africanos e americanos, sobretudo o Brasil, e
mais tarde França e Alemanha. Na última década, a falta de emprego em Portugal fez com
que muitos portugueses emigrassem sobretudo para Angola.
De forma geral, as pessoas emigraram devido a razões de natureza económica:

Procura de melhores condições de vida

Procura de emprego e melhores salários

No entanto, entre 1961 e 1974, muitos portugueses abandonaram o país por razões de
natureza política:

Discordância com o regime político (ditadura)

Recusa em participar na Guerra Colonial

Ao longo de décadas tem-se verificado uma grande emigração, o que tem tido como
consequências:

Negativas: envelhecimento da população e diminuição da população ativa

Positivas: diminuição do desemprego e receção de remessas dos emigrantes

Imigração
Nas duas últimas décadas tem-se verificado um aumento da imigração, sobretudo do
Brasil, dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e de países da Europa
de Leste.
Este aumento deveu-se à mudança de regime após o 25 de Abril de 1974 e à adesão à
União Europeia que permitiu um desenvolvimento económico e social que tornou o nosso
país atrativo para populações de outros países menos desenvolvidos.

Sendo assim. existem mais mulheres do que homens. . Por sua vez. o número de idosos tem vindo a aumentar. pois a sua esperança média de vida (número de anos de vida que uma pessoa tem probabilidade de viver após o nascimento) é maior do que a do sexo masculino. pode-se concluir que a população portuguesa tem vindo a envelhecer. Para caracterizar a estrutura etária é comum subdividir a população em três grupos etários (grupos de pessoas com idades semelhantes):  Jovens: até aos 14 anos  Adultos: dos 15 aos 64 anos  Idosos: a partir de 65 anos Em Portugal tem-se verificado uma diminuição do número de jovens. devido à diminuição da mortalidade. Em relação ao género. devido à diminuição da natalidade e à emigração.CARACTERÍSTICAS DA POPULAÇÃO PORTUGUESA Composição da população por género e idade Conhecer a população implica também saber quantos portugueses são homens ou mulheres e a sua distribuição por idades – estrutura etária.

Nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores. na atualidade. há mais emprego e melhores condições de vida. onde se localizam as grandes cidades. . e. Por isso.DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO PORTUGUESA A distribuição da população A população não está distribuída igualmente pelo país. As regiões que não oferecem essas condições são designadas como regiões repulsivas. As pessoas são atraídas pelas regiões que oferecem melhores condições de vida e maior oferta de emprego – regiões atrativas. a população portuguesa encontra-se mais concentrada no Litoral. a maior concentração da população verifica-se junto à costa. onde no passado foi mais fácil o povoamento. diz-se que a zona do Litoral tem maior densidade populacional (número de habitantes por quilómetro quadrado) do que o Interior. Sendo assim.

em algumas planícies do Interior. à indústria e serviços  Onde a densidade populacional é alta Distribuição do povoamento rural O povoamento rural pode ser:  Povoamento disperso: se as casas encontram-se dispersas pelos campos  Povoamento agrupado: se as casas agrupam-se em aldeias ou vilas O povoamento rural disperso é mais comum no Litoral Norte.OS CAMPOS: OS VESTÍGIOS DO PASSADO E AS MUDANÇAS Tipos de povoamento Existem dois grandes tipos de povoamento (modo como as pessoas ocupam e organizam o espaço em que habitam e desenvolvem as suas atividades económicas): Povoamento rural:   Cujos habitantes se dedicam principalmente à agricultura. pecuária e silvicultura  Onde a densidade populacional é baixa Povoamento urbano:   Cujos habitantes se dedicam principalmente ao comércio. na parte ocidental da serra Algarvia e na ilha da Madeira. O povoamento rural agrupado predomina em todo o Interior de Portugal Continental e no arquipélago dos Açores. As condições de vida no campo . no Litoral Alentejano.

etc. etc As casas das zonas mais quentes (Alentejo e Algarve) são caiadas de barnco para  melhor suportar o calor de verão Casas rurais das regiões autónomas   Construídas em basalto  São quase sempre caiadas Ao longo do século XX. reparações mecânicas. produtos e instrumentos agrícolas são guardados em construções junto à habitação como currais. com o recurso a materiais mais modernos e acessíveis – a vivenda. Os animais. e no superior é onde a família habita nas terras mais altas os telhados são muito inclinados devido à neve  Casa rural tradicional do Sul:   Construídas em adobe (barro amassado com areia e palha)  Têm um só piso onde habita a família. conforme a rocha predominante da região  geralmente tem 2 pisos: no inferior abrigam-se os animais e guardam-se os produtos e instrumentos agrícolas. que proporciona um maior conforto.A habitação As habitações do meio rural têm tradição de serem construídas com os materiais da sua região e são adaptadas ao tipo de clima da região e às atividades económicas dos seus habitantes. celeiros. O trabalho As principais atividades económicas no meio rural são:  Agricultura  Pecuária  Silvicultura No entanto. sobretudo a partir da segunda metade do século XX. a introdução da máquina nas atividades económicas tem libertado os habitantes das aldeias para outras atividades profissionais:  no núcleo urbano mais próximo: na indústria ou em serviços  em casa ou em pequenas oficinas: atividades artesanais. Casa rural tradicional do Norte:   construída em granito ou xisto. elétricas. Destacam-se as melhorias a nível de: . adegas. O dia-a-dia A vida da população do meio rural sofreu grandes alterações. a construção tradicional rural tem vindo a ser substituída por um modelo mais próximo do tipo de construção urbana.

campos desportivos. ainda existem algumas povoações. À sua volta foram crescendo novos espaços habitacionais à medida que a cidade foi crescendo  Existência de poucos espaços verdes: os que existem são geralmente criados pelo Homem  Existência de grandes centros comerciais: hipermercados e grandes centros comercias surgem nos arredores da cidade . estradas  Equipamentos coletivos: escolas. rede de transportes. Nos centros urbanos é possível apontar algumas características:  Existência de um centro histórico: que corresponde ao primeiro núcleo de habitantes. tratamento de água  Infraestruturas: distribuição de eletricidade e de gás. OS CENTROS URBANOS: ÁREAS DE ATRAÇÃO DA POPULAÇÃO Características dos centros urbanos O povoamento urbano corresponde a um espaço onde a densidade populacional é elevada e onde existe um grande número de habitações e edifícios industriais próximos uns dos outros. recolha de lixo. centros escolares e de saúde. canalização. sobretudo do Interior. No entanto. que não tiveram acesso a muitas destas melhorias continuando muito isoladas do resto das povoações e núcleos urbanos. Geralmente nesta zona encontram-se casas comerciais e de serviços. instalações administrativas e judiciais. centros de saúde. espaços verdes Hoje em dia é frequentes as famílias terem carro próprio e a deslocação às vilas e às cidades mais próximas tornou-se mais fácil. Sendo assim o acesso a bens e serviços desses meios é mais facilitado o que contribui também para a melhor qualidade de vida das populações do meio rural. Saneamento básico: rede de esgotos.

o que contribuiu para a redução da distância-tempo. Nos centros urbanos. A oferta de emprego é maior. educação. etc. No entanto também existem outros tipos de habitação que refletem duas realidades bastante diferentes: as vivendas e as barracas. o acesso a serviços de saúde. considera-se . No Interior existem poucas cidades e são de pequena dimensão. Por isso. O trabalho As principais atividades económicas no meio urbano são:  Comércio  Indústria  Serviços O dia-a-dia Ao longo das últimas décadas. o tempo gasto em deslocações. destacam-se o Funchal. tem-se verificado uma melhoria das vias de comunicação e das redes de transporte. ou seja. Nas Regiões Autónomas. bem como o acesso aos estudos e melhores condições de vida. Existe também uma maior oferta de bens de consumo e existem também mais habitações e mais bem equipadas. é bastante mais fácil do que no espaço rural. nos Açores. lazer. As condições de vida nos centros urbanos A habitação Os edifícios mais frequentes nos centros urbanos são os prédios com vários andares divididos em apartamentos. e Ponta Delgada. na Madeira.Distribuição do povoamento urbano Os centros urbanos localizam-se sobretudo junto ao litoral.

É cada vez maior a circulação de pessoas e de produtos e a velocidade . PROBLEMAS DA VIDA QUOTIDIANA NAS CIDADES E NO CAMPO Acessibilidade As necessidades do mundo moderno têm provocado transformações importantes nas vias de comunicação. o que tem provocado o seu aumento e desenvolvimento com a chegada de mais pessoas.que os centros urbanos são áreas atrativas.

as pessoas chegarem a horas ao emprego e os produtos frescos chegarem ao destino em boas condições. No entanto. comboio. sobretudo nas “horas de ponta”  Transportes coletivos frequentemente cheios e com dificuldade em cumprir os horários  Poluição No meio rural Aspetos positivos:  Volume de táfego reduzido. metro. os meios de transporte e as vias de comunicação têm vindo a sofrer um grande desenvolvimento nas últimas décadas. por exemplo. No meio urbano Aspetos positivos:  Variedade de meios de transporte (viatura particular.das deslocações é fundamental para. etc. por isso as deslocações locais é rápido e fácil Aspetos negativos:  Número reduzido de vias e meios de comunicação  Poucos transportes públicos Níveis de conforto A qualidade de vida depende do nível de conforto da habitação e dos bens e serviços a que a população tem acesso. táxi.)  Grande rede de vias de comunicação que interligam os vários meios de transporte Aspetos negativos:  Volume de tráfego intenso  Demora nas deslocações. autocarro. é possível verificar desigualdades entre o meio urbano e o meio rural. . Sendo assim.

a poluição e insegurança. pode-se concluir que é no meio urbano onde se encontram melhores níveis de conforto. De uma forma geral. as habitações possuem as condições consideradas mínimas de conforto: água canalizada. também as cidades têm os seus problemas. ainda predominam muitas habitações sem estas condições mínimas de conforto. centros clínicos. bibliotecas. como o trânsito. cinemas e recintos desportivos. maior dificuldade no acesso à instrução e cultura e a outros serviços úteis como bancos. É nas cidades que se encontram os melhores e mais modernos hospitais. no meio rural. sobretudo as mais antigas e mais afastadas de núcleos urbanos. universidades. escolas. eletricidade e saneamento básico (instalações sanitárias). No entanto. teatros. por isso tem-se verificado um grande movimento da população do meio rural para os núcleos urbanos. . No entanto. no meio urbano.Na sua maioria. No meio rural existe pouca oferta de serviços de assistência médica. Também a nível de serviços e equipamentos coletivos verificam-se algumas desigualdades. o que leva a algumas pessoas a preferirem o meio rural.

Por outo lado.O MUNDO DO TRABALHO População ativa e população não ativa Para ter acesso a bens e serviços. a maioria dos adultos como menos de 65 anos exerce uma profissão de forma a obter um salário. jovens. Sendo assim. Setores de atividade Como existe uma grande variedade de atividades económicas.  População não ativa: população que não exerce qualquer atividade paga. . as pessoas precisam de meios económicos. idosos e muitas mulheres donas de casa não recebem qualquer salário pelas suas atividades. Entretanto. o que fez diminuir o número de pessoas a trabalhar no setor primário. convencionou-se agrupálas em três setores:  Setor primário: atividades que obtêm ou extraem produtos da Natureza (matérias-prima)  Setor secundário: atividades que transformam as matérias-primas em novos produtos  Setor terciário: atividades que prestam serviços (apoiam os outros setores e a população) Durante séculos a maioria da população dedicou-se ao setor primário. a mecanização e modernização da agricultura contribuiu para a redução de mão-de-obra. mais de metade da população ativa portuguesa trabalha no setor terciário. ou que está temporariamente desempregada (que não exerce uma atividade económica mas que está em condições de o fazer). Atualmente.  População ativa: população que exerce uma atividade remunerada.

tomate. centeio. manteiga. arroz  Beira Interior: azeite. Por isso são designadas atividades produtoras. centeio. arroz. apresenta características e produtos diferentes. batata. batata  Trás-os-Montes: azeite. Em Portugal. batata  Ribatejo e Oeste: produtos hortícolas. fruta  Açores: vinho. vinho  Alentejo: tomate. Como está diretamente relacionada com as condições naturais do clima. . fruta  Madeira: vinho. batata. batata. queijo. Agricultura A agricultura é a atividade mais importante do setor primário. vinho. centeio  Beira Litoral: produtos hortícolas. o que tem provocado a diminuição de pessoas a trabalhar nesta atividade. azeite.AS PRINCIPAIS ATIVIDADES ECONÓMICAS Setor primário As atividades do setor primário produzem bens que podem ser consumidos. centeio. vinho. vinho  Algarve: produtos hortícolas. girassol. milho. centeio. do relevo e do solo. fruta Pecuária A pecuária – criação de animais – tem vindo a desenvolver devido ao aumento de consumo de carne e de outros produtos de origem animal (leite. batata. ovos. a produção é fraca e os rendimentos obtidos são poucos. etc) por parte da população. batata. milho. Em Portugal foram definidas nove regiões agrárias:  Entre Douro e Minho: produtos hortícolas. centeio. consoante a região do país onde é praticada.

etc… . como ela. O espaço marítimo encontra-se repartido pelos diferentes países. Indústria transformadora A indústria transformadora é a atividade mais importante do setor secundário. tais como móveis. calçado. Pesca Dada a situação geográfica de Portugal. frota constituída essencialmente por pequenos barcos e antiquados e rendimentos obtidos baixos. atualmente. Dela resultam produtos variadíssimos. exploração e recuperação da floresta – resulta a produção de madeira. o polvo. o carapau. A distribuição das espécies de gado varia conforme a natureza das pastagens:  Litoral Norte: gado bovino  Sul e montanhas do Norte e Centro: gado ovino e caprino  Ribatejo: gado suíno  Madeira e Açores: gado bovino Silvicultura Da silvicultura – manutenção. resina e outros produtos que são utilizados como matérias-primas por indústrias como a do mobiliário e a do papel. cortiça. sendo por isso também designadas de atividades produtoras. Setor secundário As atividades do setor secundário consistem na transformação de matérias-primas noutros produtos. depende das condições naturais. o atum. o peixe-espada preto. roupa. a pesca sempre foi uma das principais atividades dos portugueses. À zona reservada a cada uma das nações chama-se Zona Económica Exclusiva – ZEE.Continua muito ligada à agricultura e. As espécies mais pescadas nas águas portuguesas são a sardinha. produtos alimentares. a cavala e a faneca. No entanto. esta atividade enfrenta graves problemas devido à diminuição de reservas de peixe.

No meio rural os espaços de comércio são pequenos e geralmente cada loja apresenta uma grande variedade de produtos. Portugal continua a ter um número superior de importações (compra de produtos ao estrangeiro). No entanto. Atualmente. Apesar destes apoios.Existem algumas indústrias que se localizam junto das áreas de produção das matériasprimas. Além da venda de produtos em espaços próprios. Consiste na troca de bens entre pessoas. por telefone ou mesmo ao domícilio. regiões e países e é preponderante para a economia de um país. através de lojas online. sobretudo nas zonas da Grande Lisboa e Grande Porto. cortiça e cimento. No meio urbano existem lojas especializadas num tipo de produto e grandes centros comerciais e hipermercados onde se pode encontrar qualquer tipo de produto. por catálogo. são designadas de atividades não produtoras. Como não têm a finalidade de produzir bens materiais. madeira. tem vindo a aumentar o comércio de produtos pela internet. . pois dispõem de muita mão-de-obra e possuem portos marítimos que facilitam a chegada de matérias-primas e permitem um rápido escoamento dos produtos para o mercado internacional. Comércio O comércio é a atividade do setor terciário que emprega o maior número de trabalhadores. muitas das empresas têm vindo a fechar devido a dificuldades financeiras. a maioria das indústrias transformadoras localizam-se no Litoral. Setor terciário As atividades do setor terciário surgem como apoio aos outros setores e prestam serviços à população. o governo e as autarquias incentivam a instalação de indústrias no interior do país com o objetivo de criar postos de trabalho em zonas com menor densidade populacional. Podemos distinguir dois tipos de comércio:  Comércio interno: troca de bens realizado dentro de um país  Comércio externo: troca de bens realizado entre países Apesar do crescimento das exportações (venda de produtos ao estrangeiro). a fim de evitar o seu despovoamento. dificuldade em concorrer com empresas estrangeiras e também devido à deslocação de empresas para países onde a mão-de-obra é mais barata. como é o caso das indústrias de laticínios.

geralmente só acessíveis a pessoas com alguns recursos económicos. Outros serviços O setor terciário tem vindo a crescer significativamente devido à criação de empresas de serviços tradicionais. etc. devido à sua importância na deslocação de pessoas e mercadorias. O LAZER A ocupação dos tempos livres Nos momentos em que as pessoas não trabalham têm direito a um tempo de lazer. Transportes Nos últimos anos tem sido feito um enorme investimento no alargamento e na melhoria da qualidade da rede rodoviária e ferroviária. e devido ao surgimento de novas atividades. Também o transporte aéreo assume uma grande importância porque permite a ligação de Portugal Continental às regiões autónomas e ao estrangeiro. Educação A Educação é também um dos serviços fundamentais para o desenvolvimento de um país. como bancos. ou seja. existem também equipamentos de saúde privados. Este crescimento tem influência na produção de riqueza de um país e na oferta de emprego. As melhorias nesta área contribuíram para a diminuição do analfabetismo e para o aumento de instrução da população. sobretudo ligadas às telecomunicações. seguros. Tal como no caso da Saúde. existem centros escolares públicos e privados. tempo livre que as pessoas ocupam da maneira que mais lhe agrada.Saúde Em Portugal todos têm direito à proteção de saúde através de um Serviço Nacional de Saúde. . Além de hospitais e outros centros clínicos públicos (pertencentes ao Estado).

Em Portugal. Portugal é um país que atrai muitos turistas estrangeiros. Sendo assim. culturais ou sociais. . Como no meio rural o acesso a esses equipamentos é mais escasso. a maior parte dos tempos livres são ocupados pelo convívio com os amigos. estradas. a construção de unidades hoteleiras. e dependem da existência de equipamentos (recintos desportivos. com a alteração da paisagem e aumento da poluição em áreas que tinham pouca interveção humana. cinemas. havendo por isso diferenças na ocupação dos tempos livres entre as pessoas do campo e as da cidade. O turismo pode ser feito dentro do próprio país ou para o estangeiro. tem tido um impacto negativo no ambiente.) e de instituições (clubes desportivos e associações culturais) que desenvolvam essas atividades. teatros. cafés. relaciona-se com a visita a monumentos. ou seja. o turismo é uma das atividades mais importantes do setor terciário pelo desenvolvimento que provoca e pela entrada de receitas. museus. etc. o desenvolvimento de muitas regiões e o aumento de emprego. piscinas. provocando a entrada de dinheiro estrangeiro. Turismo Nas férias as pessoas têm mais tempo livre e muitas aproveitam para fazer turismo. ranchos. participação em grupos corais. etc.Estes momentos de lazer podem ser aproveitados para praticar atividades desportivas. romarias ou arraiais. Estes equipamentos existem em maior número e com maior oferta de atividades no meio urbano. época de mês seco (cuja precipitação é igual ou menor que o dobro da temperatura nesse mês)  Cultural: mais frequente nos centros urbanos. idas ao café. museus ou centros históricos  De montanha: nas regiões de maior altitude é possível fazer caminhadas pela Natureza e praticar desportos radicais no inverno  Rural: para quem procura um maior contato com a natureza. conhecer espaços diferentes através de viagens ou passeios. bares. sobretudo no verão. Devido às suas condições geográficas e climáticas. atividades ao ar livre como a caça. No entanto. os principais tipos de turismo são:  Balnear: muitas pessoas são atraídas pelas inúmeras praias existentes ao longo da costa portuguesa. restaurantes. Neste meio dá-se também muita importância às festas tradicionais: feiras. ar puro e sossego  Termal: existem nascentes de água que atraem milhares de turistas devido às suas propiedades curativas  Religioso: muitas pessoas deslocam-se ao nosso país para visitar santuários ou outros locais de culto O número de chegada de turistas estrangeiros tem vindo a aumentar em Portugal. jogos em grupo.

IMPORTÂNCIA DAS ÁREAS DE PROTEÇÃO DA NATUREZA Preservação da natureza .

tornou-se necessário tomar medidas para proteger certas zonas do país a fim de preservar a natureza. a sua fauna e a sua flora. Foram criadas. áreas protegidas pelo Estado em que qualquer alteração do meio carece de autorização. OS TRANSPORTES E AS COMUNICAÇÕES Acessibilidade de pessoas. do abate de árvores.O aumento da população e do turismo tem provocado a humanização da paisagem. portanto. ou seja. modificação da paisagem através da intervenção do Homem. da pesca e caça sem controlo. Sendo assim. através da ocupação excessiva de territórios para construção. bens e ideias . colocando assim muitas vezes espécies animais e vegetais em risco de extinção. As áreas protegidas são constituídas pelos parques naturais e reservas naturais.

mas servem  apenas alguns locais Transportes marítimos: podem transportas cragas grandes e volumosas a grandes distâncias e  a custo baixo. revistas. Transportes Atualmente. Em relação ao transporte de mercadorias.televisão. deve-se ter em conta alguns aspetos importantes. os transportes e comunicações atingiram um tal desenvolvimento que tudo se tornou mais fácil e rápido. mas não transportam  cargas grandes e o custo é muito elevado Comunicações Também hoje a informação tem maior facilidade de circulação e faz-se através de vários meios de comunicação: Escrita:  Livros. custo e distância. Transportes rodoviários: podem transportar cargas pequenas e médias. jornais. vídeo. etc… . No caso da deslocação de pessoas. rádio. o custo é médio e tem  a vantagem de chegar a quase todos os locais Transportes ferroviários: podem transportar cargas maiores. telefone.Hoje. o custo é baixo. tempo. etc…  Outros:   Cinema. etc…  À distância:  Telégrafo. a comunicação de pessoas e mercadorias pode fazer-se através de vários meios de transporte: Terrestres:  Rodoviários: circulam pelas estradas  Ferroviários: circulam pelos caminhos-de-ferro  Aquáticos:   Marítimos: circulam pelo mar  Fluviais: circulam pelos rios Aéreos: circulam pelo ar  Na escolha do meio de transporte mais adequado. internet. mas são lentos Transportes aéreos: são muito rápidos. telefax. assim como Portugal está mais próximo da Europa e do resto do mundo. deve-se ter em conta sobretudo o custo e tempo da viagem e o conforto que lhes é proporcionado. deve-se ter em conta aspetos como o tipo de carga. percorrem todas as distâncias. Países e populações encontram-se cada vez mais próximos.

é possível comunicar facilmente com uma pessoa que esteja em qualquer parte do mundo. dado que as várias partes do mundo estão em permanente comunicação. . fazendo com que as fronteiras façam cada vez menos sentido. a comunicação à distância. A troca de ideias e conhecimentos é maior entre os vários países. através de processos elétricos. meios que permitem.Hoje. através de aparelhos de telecomunicação. ou seja.

ESPAÇOS EM QUE PORTUGAL SE INTEGRA União Europeia Em 1957. que passou a chamar-se União Europeia. cultural e humanitário  Promover o respeito pelos diretos humanos Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) Em 1996. sociais e ambientais. social. culturais. Organização das Nações Unidas (ONU) Portugal faz parte ainda da Organização das Nações Unidas. Os principais objetivos da União Europeia são:  Livre circulação de pessoas e mercadorias  Circulação de uma moeda única – o Euro  Criação de políticas comuns  Ajuda aos países em dificuldades  Programas de intercâmbio de estudantes  Defesa da liberdade Portugal aderiu a esta comunidade em 1986. . após a Segunda Guerra Mundial. seis países europeus formaram a Comunidade Económica Europeia. outros países aderiram esta comunidade. de forma a manter a paz no mundo  Desenvolvera cooperação internacional a nível económico. pois os seus objetivos deixaram de ser apenas económicos mas também políticos. Os principais objetivos da Organização das Nações Unidas são:  Procurar resolver pacificamente os conflitos internacionais. criou-se a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa de forma a reforçar a cooperação entre os países onde se fala português. Todos os membros desta comunidade já foram colónias portuguesas e agora são nações independentes. Mais tarde. fundada em junho de 1945.