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Laiz Mayara Albuquerque Silva

DAEBAK!
O Livro do Kpop

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário
Senac - Campus Santo Amaro, como exigência para obtenção do
grau de Bacharel em Design com Habilitação em Comunicação Visual
Orientadora: Profa. Denize Roma Barros Galvão

São Paulo
2014

Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca do Centro Universitário Senac
Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca do Centro Universitário Senac

S586d Silva, Laiz Mayara Albuquerque
Daebak: o Livro do Kpop / Laiz Mayara Albuquerque Silva–
São Paulo, 2014.
180 p. : il. color.
Orientadora: Profa. Denize Roma de Barros Galvão
Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Design –
Habilitação em Comunicação Visual) – Centro Universitário
Senac, São Paulo, 2014.
1. Música Pop Coreana 2. K-Pop 3. Projeto Editorial
I.Galvão, Denize Roma de Barros (Orient.) II. Título
CDD 741

Laiz Mayara Albuquerque Silva

daebak!
o livro do kpop

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário
Senac - Campus Santo Amaro, como exigência para obtenção do
grau de Bacharel em Design com Habilitação em Comunicação Visual
Orientadora: Profa. Denize Roma Barros Galvão

A banca examinadora dos Trabalhos de Conclusão em sessão pública realizada em ___ / ___ / ____,
considerou o (a) candidato (a)
1) Examinador (a)
2) Examinador (a)
3) Presidente

Sou grata a todos que acompanharam e ajudaram de alguma forma
na realização do meu trabalho. Agradeço por fazerem parte da minha
formação acadêmica.

(kam.sa.am.ni.da)
Obrigada!

RESUMO
Hallyu, que em coreano significa Onda, é um fenômeno de expansão cultural e de música pop coreana, conhecida também como K-Pop, tema desse
projeto que propõe a criação e desenvolvimento de um livro para divulgação e
disseminação desse fenômeno ainda pouco conhecido no Brasil.
Para isso, foi realizado um estudo do material gráfico e visual encontrado
em álbuns e videoclipes do estilo musical coreano, e com os resultados e conclusões alcançados, foi criado e desenvolvido o projeto editorial proposto.

PALAVRAS-CHAVE:
Música pop coreana; K-Pop; Projeto Editorial;

abstract
Hallyu, witch is the korean term for wave, is a cultural expansion phenomenon of the korean pop music, also known as K-Pop, subject of this project, that
proposes the development and creation of a book allowing the dissemination
of this phenomenon still not familar in Brazil.
For that purpose, a graphic and visual study was made through the analysis
of korean music videos and albuns. With the results and conclusions achieved
in this project, it was created and developed an editorial.

keywords:
Korean Music; K-Pop; Editorial Design;

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO

12

DESIGN E MÚSICA
A Imagem Conceitual
A Imagem Conceitual no Design Fonográfico
Primeiros anos do Design na Música
Tropicalismo e Anos 70
O Rock dos anos 80
A Era Digital dos anos 90

15
16
20
21
24
32
33

A ONDA COREANA
O surgimento da Onda
Uma nova onda começa
A segunda geração nasce

37
38
40
45

LINGUAGEM VISUAL DO K-POP
Material para Análise
Critérios de Análise
Análises do Material
Análises: Videoclipes
Videoclipe 1
Videoclipe 2

55
56
57
58
58
58
63

Análises: Álbuns
Álbum 1
Álbum 2
Álbum 3
Painéis Semânticos

71
71
81
94
107

MERCADO
Análise de espaço em livrarias
Livros para colecionadores

113
114
119

O LIVRO DO KPOP
5.1 Briefing
5.2 Projeto
5.3 Resultado Final

129
130
132
145

Considerações finais

155

Referências

156

Lista de imagens

159

INTRODUÇÃO
A relação entre design gráfico e música surgiu quando cartazes e anúncios
começaram a serem produzidos, levando as pessoas a concertos e apresentações. Desde então, o design passou a traduzir a música por meio de linguagem
visual e gráfica, dando forma e característica aos seus diversos gêneros.
Na indústria musical, o design gráfico não só comunica como também dissemina a música de diversos lugares do mundo para o mundo através da criação
de peças e materiais gráficos. Esse projeto propõe exatamente isso, a criação
de um livro sobre a cultura e música coreana que possa ser inserido no mercado
brasileiro, permitindo não só os fãs e colecionadores de produtos ligados a esse
gênero musical terem acesso a um material gráfico impresso, como também,
uma forma de divulgação da cultura e música coreana ainda pouco conhecida
no Brasil.
Antes de apresentar o passo a passo do desenvolvimento do projeto, foi realizada uma pesquisa que levantou fatores importantes que deram base para a
realização desse projeto. O primeiro capítulo, Design e música, traz a discussão
entre a relação dessas duas áreas e foi realizada com um panorama do design
fonográfico brasileiro, citando exemplos dos principais acontecimentos entre
as décadas de 1920 até 1990. Para entender como o design passou a traduzir
a música, esse capítulo também aborda a Imagem Conceitual, termo utilizado
por Meggs (2009), que afirma ter tido grande influência para o design fonográfico, pois ajudou na criação de conceitos, permitindo assim transmitir sensações
e experiências visuais.

12

Já o capítulo dois, Onda Coreana, aborda a Hallyu, que em coreano significa
Onda, um fenômeno de expansão cultural e de música pop coreana, conhecida
também como K-Pop, que é tema central do capítulo e do projeto. Como se
desenvolveu e quais foram os fatores que tornaram essa expansão possível, são
algumas das perguntas respondidas no intuito de apresentar esse fenômeno e
gênero musical.
Depois de apresentar este fenômeno, o capítulo três trata sobre a linguagem visual e gráfica que o gênero musical transmiti e para isso, foram feitas
análises de álbuns e videoclipes de artistas da música pop coreana. Para a realização dessas análises, foi abordado primeiramente sobre elementos visuais,
os quais são importantes para estudo de linguagem. As análises foram realizadas com base em alguns elementos e técnicas visuais abordados por Dondis
(1997) e Lupton e Phillips (2008). É importante destacar que este capítulo tem
grande importância, pois os resultados e conclusões atingidos, influenciaram
diretamente no projeto final. O conhecimento aqui obtido, foi utilizado como
referência para a criação e desenvolvimento do livro proposto.
O capítulo quatro apresenta a pesquisa de mercado sobre livros de música
no Brasil, dividida em duas partes. A primeira é a análise e observação do espaço em livrarias de São Paulo com o objetivo de entender a forma de exposição
desses livros ao público e a segunda parte, traz exemplos de livros já existente
no mercados com a mesma temática deste projeto.
O quinto e último capítulo, contém o processo de desenvolvimento do projeto. Nesse capítulo é descrito o Briefing com o objetivo, proposta, público-alvo
e conteúdo do livro; as etapas da criação e a documentação de todo o projeto.

13

1. DESIGN E MÚSICA
De acordo com Laus (2005), a transformação da indústria musical começou
no ano de 1877 com a invenção do fonógrafo, feito por Thomas Alva Edson e
aperfeiçoado por Emile Berliner, em 1888, levando o nome de gramophone. A
industrialização desse processo foi feita apenas em 1893, permitindo assim a
reprodução de cópias. O design, então, passou a se transformar e a inovar conforme as necessidades de cada época.
Para realização deste trabalho, compreender como o design atua na música é
fundamental e, para isso, este capítulo fará um panorama do design fonográfico
brasileiro, focando nos principais acontecimentos de cada década e apontando
alguns trabalhos de grande importância e contribuição para o mercado musical.

A IMAGEM CONCEITUAL

FIG.1: Cartaz contra guerra, de
Tadeuz Trepkowski, 1953

FIG.2: Cartaz para o filme
Rzeczpospolita, de Jerzy Lisak

16

Antes de se fazer um panorama, é necessário levantar alguns pontos sobre o surgimento e desenvolvimento da Imagem Conceitual, termo usado por
Meggs (2009), que afirma ter influenciado no design fonográfico e na construção de imagem. A Imagem Conceitual se desenvolveu após a Segunda Guerra
Mundial por designers que buscavam novas formas de expressão. Com inspiração nos movimentos artísticos do século XX, como o Cubismo, Surrealismo,
Expressionismo, Fauvismo e a Arte Pop, as imagens conceituais permitiram aos
designers criar e explorar novos estilos e técnicas. “Essas imagens transmitiam
não a mera informação narrativa, mas ideias e conceitos”, explica Meggs (2009,
p.547) e acrescenta que a “criação de imagens conceituais passou a ser um enfoque importante do design na Polônia, Estados Unidos, Alemanha e Cuba” (Ibidem, p.548).
De acordo com Meggs (2009), na Polônia a imagem conceitual se desenvolveu em cartazes e começou com o primeiro designer a surgir após a guerra, Tadeusz Trepkowoski. Em seus trabalhos, Trepkowoski expressava as lembranças
da Guerra e aspirações para o futuro (FIG.1). Outro importante designer polonês da mesma época foi Henryk Tomaszewski. Professor na Academia de Belas
-Artes de Varsóvia, mudou o enfoque da guerra de Trepkowoski para cartazes
com cores e formas, os transformando em importantes meios de comunicação,
principalmente para eventos culturais, circos, filmes e política.
Alguns desses cartazes utilizavam colagens e impressões em serigrafia,
como no cartaz para o filme Rzeczpospolita de Jerzy Flisak (FIG.2). Nos anos
1960, Franciszek Starowiejski com o cartaz para o Teatro Dramatyczny (FIG.3),
começou uma tendência ao surrealismo, que segundo Meggs (2009, p.549), era
“abordado um lado mais escuro e sombrio de caráter nacional”. Já em 1962,

FIG.3: Cartaz do Teatro
Dramatyczny, de Franciszek
Starowiejski, 1962
FIG.4: Cartaz de circo, de Roman
Cieslewicz, 1962
FIG.5: Imagem de Bob Dylan, de
Milton Glaser, 1967

ainda na Polônia, os cartazes de circo começaram a ser publicados por editores
de Artes Gráficas de Varsóvia, e tinha apenas como informação verbal a palavra
Cyrk, que significa circo em polonês (FIG.4). Já nos Estados Unidos, quando a
fotografia começou a roubar a função tradicional da ilustração, um grupo de
jovens artistas gráficos de Nova York, que dividiam um estúdio chamado Push
Pin e publicavam antigos almanaques ilustrados em uma revista bimestral chamada Push Pin Almanack, renovaram a ilustração e a transformaram em algo
mais conceitual.
Entre esses artistas estava Milton Glaser, que começou a explorar novas técnicas e gráficos. Os cartazes de shows e capas de discos de Glaser “manifestam
uma capacidade singular para combinar sua visão pessoal com a essência do
tema” (MEGGS, 2009, p.557), a Imagem feita em 1967 de Bob Dylan (FIG.5),
inspirada no art nouveau, se tornou ícone gráfico norte-americano depois de ser
encartada no disco e ter uma tiragem de quase 6 milhões de cópias. Da formação inicial da Push Pin Studios, apenas um artista ficou.

17

FIG.7: Cartaz Anna Christie, de James
McMullan, 1977

18

FIG.8: Cartaz para For Colored Girls
(Para moças Negras), de Paul Davis, 1976

Seymour Chwast continuou como diretor do grupo, mudando o nome para Push Pin
Group. A publicação bimestral se tornou Push Pin Graphic e passou a ser uma revista experimental que apresentava novas ideias, imagens e técnicas.
Nos trabalhos de Chwast, havia ao mesmo tempo uma linguagem de comunicação
universal e pessoal. O artista utilizava técnicas de desenhos revestidos com películas adesivas coloridas e fazia experimentação de substratos. A capa do disco para The Threepenny
Opera (FIG.6) mistura diversas técnicas e recursos, como a gravura expressionista alemã e
as cores dinâmicas encontradas na arte primitiva. Conforme Meggs (2009), o termo Push
Pin começou a ser empregado em referências e influências dos trabalhos do estúdio e
afirma que:
“O enfoque Push Pin é menos um conjunto de convenções visuais, ou uma
unidade de técnicas ou imagens, que uma atitude em relação à comunicação
visual, uma abertura quanto a experimentar novas formas e técnicas, bem como
reinterpretar trabalhos de períodos anteriores e uma capacidade para integrar
palavra e imagem.” (p. 559)

Muitos ilustradores e designers passaram pelo grupo e deixaram um pouco do estilo
pessoal e acrescentaram técnicas no estilo Push Pin, como o ilustrador James McMullan
que revitalizou a aquarela, restaurando-a como meio de expressão Gráfica e nos anos
1960 se destacou nas ilustrações a traço e aquarela e as combinavam com imagens múltiplas. Nos anos 1970, essa técnica se desenvolveu e focou na foto documental, que enfatizava detalhes e o realismo (FIG.7).
Outro artista gráfico que passou pelo grupo foi Paul Davis, que inicialmente publicava
na Push Pin Graphic uma série de figuras primitivas pintadas em painéis de madeira, avançou para um estilo de pintura detalhado com inspiração na arte colonial norte-americana
e envolveu nos seus trabalhos a relação entre imagem e palavra (FIG.8).

19

FIG.6: Capa do disco The Threepenny
Opera, por Seymour Chwast, 1975
FIG.9: Capa do disco da Orquestra
Filarmônica de Nova York,
por John Berg, 1963

A IMAGEM CONCEITUAL NO DESIGN FONOGRÁFICO
Como já mostrado até aqui, o Push Pin Group transformou a ilustração tradicional norte-americana em conceitual, explorou técnicas, suportes e se tornou referência nos trabalhos de outros artistas gráficos. De acordo com Meggs (2009), como citado anteriormente, a criação de imagem conceitual possibilita a produção de imagens que transmitam
conceitos e ideias e explica que “isso se aplica particularmente a designers gráficos que
trabalham na indústria fonográfica”.
No início dos anos 1960, a imagem conceitual se tornou importante no design de capas
de discos e a equipe de design da CBS Records operava a interpretação gráfica da música
nos Estados Unidos. Bob Cato, chefe do departamento de criação da época, contratou o
designer John Berg que transformou as capas dos discos. Antes essas capas levavam fotos
dos músicos e retratos dos compositores e se transformaram em imagens simbólicas e
conceituais.
Um exemplo dessa transformação é a capa do disco da Orquestra Filarmônica de Nova
York (FIG.9). As capas passaram a ser produzidas com conceitos visuais em colaboração
com ilustradores e fotógrafos para “expressar graficamente a experiência musical” (MEGGS, 2009, p.564).
20

PRIMEIROS ANOS DO DESIGN NA MÚSICA
A música gravada no Brasil começou com a chegada de Frederico Figner ao Rio de Janeiro, em 1892 e, segundo Laus (2005), a comercialização de aparelhos, cilindros e chapas
gravadas começou com a fundação da Casa Edison em 1900. Nessa época, nos cilindros,
o design se resumia em embalagens enroladas com papelão e havia a identificação da
marca do fabricante (FIG.10). Já os discos, eram envolvidos por envelopes pardos com um
furo no meio, onde era possível ler o selo do vinil (FIG.11).
Na década de 1920, por ainda não existir capas personalizadas, os discos eram vendidos em envelopes padronizados e tinha a função apenas de proteger. Como já citado,
de acordo com Melo (2011, p.210), “a identificação do título era feita através do recorte
circular que deixava visível o selo do vinil”, e Laus (2005, p.304) acrescenta que “a parte
superior do rótulo costumava ser tomada pelo logotipo da casa gravadora […] bem como
as companhias fonográficas”. Exemplos são os discos das gravadoras Odeon (FIG.12) e
Copacabana (FIG.13). Ainda na década de 1920, o “apelo visual ainda não tinha a força
[…], o que interessava era somente a identificação da música”, explica Laus (2005, p.308).
Os envelopes passaram a estimular visualmente o consumidor apenas nos anos 1940. Um
exemplo são os discos de carnaval de 1945, quando foi criada uma capa-padrão que continha ilustrações e textos únicos para todos os discos desse gênero (FIG.14). A RCA Victor
foi a responsável por essas capas que Melo (2011, p.210) afirma ser “o início da particularização das embalagens, que culminaria nas capas personalizadas da década seguinte”.

FIG.10: Embalagens Cilíndricas

FIG.11: Envelope de disco

FIG.12: Envelope padrão da gravadora Odeon

FIG.13: Envelope padrão da gravadora Copacabana

22

FIG.14: Capa do disco de Carnaval, 1945

FIG.17: Contracapa disco Carnaval em long playing
FIG.18: Capa de disco da dupla Mafra e Joselito
FIG.15: Capa do disco Canções Praieiras, por Dorival Caymmi
FIG.16: Capa de disco, ilustrada por Páez Torres

Em 1945, surgiu a primeira fábrica de Lps no Brasil e as primeiras capas se constituíam
por ilustrações e, em alguns casos, eram combinadas com fotografia, que passaria a aparecer com força apenas nos anos 1950. Exemplos são o disco Canções Praieiras, de Dorival
Caymmi (FIG.15) e o disco de Sílvio Caldos, ilustrado por Páez Torres (FIG.16). As contracapas não costumavam trazer informações específicas, como pode se ver no disco Carnaval em long playing (FIG.17), trazia a relação de lançamentos mas nenhuma informação
sobre o conteúdo. Somente na metade dos anos 1950, que as contracapas começaram a
trazer fotos dos artistas e textos apresentando os discos.
De acordo com Laus (2005), o aparecimento das fotografias em capas de discos, nos
anos 1950, fez com que designers e fotógrafos passassem a trabalhar juntos. Cada gravadora tinha como freelances uma dupla de profissionais responsáveis por fazer as capas dos
discos. Uma dessas gravadoras era a Musicdisc, que tinha a dupla composta por Mafra, na
fotografia, e Joselito, um dos mais conhecidos designers de capas de discos (FIG.18). Para
Melo (2011, p.257), “a fotografia vai ampliando seu espaço na linguagem gráfica em geral”
e afirma que “a linguagem fotográfica é operada de um modo distinto do realismo padrão
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das capas de revista em massa” (Ibidem, p. 257). Com a chegada das capas personalizadas
nessa mesma década, “a música passa a ser acompanhada por sua tradução visual, num
encontro de linguagens[…]”, explica Melo (2011, p.253). As capas então passam não apenas a ter a função de proteger, mas também de comunicar.

TROPICALISMO E ANOS 70
Nos anos 1960, nasceu o movimento tropicalista conectando assim a cultura musical brasileira com a internacional, principalmente ao pop e rock europeu e americano.
Segundo Rodrigues (2006, p.188 apud FAVATERO, 1996), o tropicalismo “empreendeu
mudanças radicais em várias áreas da cultura do Brasil, notadamente na música”. Para
Melo (2011, p.341), o movimento “foi responsável não apenas por uma ruptura musical,
[…] como também por uma ruptura gráfica”.
De acordo com Melo (2011), o designer Rogério Duarte ajudou na formação do movimento tropicalista. Entre os trabalhos de Duarte, estão as capas dos primeiros discos de
Gilberto Gil (FIG.19) e Caetano Veloso (FIG.20), ambas de 1968. Na primeira, o designer
teve inspiração na capa Sgt. Pepper’s Lonely Heart Club Band, dos Beatles (FIG.21) e na
segunda, “[…] aplica o psicodelismo nascido do rock lisérgico californiano” (MELO, 2011,
p.341). Já a capa do disco de Tom Zé, Grande Liquidação (FIG.22), também de 1968, apresenta o que Melo (2011, p.341) afirma ser a “[…] maneira mais literal que poderia ser chamado de poética tropicalista” e continua, definindo como “uma cena urbana que mistura
figuras, anúncios e letreiros, compondo um mosaico movimentado e multicolorido” (Ibidem, p.341). Rodrigues (2006, p.189) explica que “a Tropicália não é econômica nem simples, ela é complexa e alegórica”, e afirma que além de Rogério Duarte, outros designers
“também fizeram a tradução visual das propostas sonoras daquele importante momento
da cultura brasileira” (Ibidem, p.190). Já nos anos 1970, o tropicalismo começa a ser usado
como forma de experimentação e, de acordo com Melo (2011, p.432), “as capas transformam-se em um suporte aberto aos mais diversos desdobramentos do discurso gráfico, a
ponto de se tornarem um dos pontos altos do Design Gráfico”.
24

FIG.19: Capa do disco de Gilberto Gil, feita por Rogério
Duarte, 1968

FIG.20: Capa do disco de Caetano Veloso, por Rogério
Duarte, 1968

FIG.21: Capa do disco Sgt. Pepper’s Lonely, da banda
Beatles, 1967

FIG.22: Capa do disco Grande Liquidação, por Rogério
Duarte, 1968

25

Exemplo disso é o disco Transa (FIG.23|24), de Caetano Veloso, feito por Aldo Luiz.
Melo (2011, p. 43) analisa a capa e comenta que “por meio de abas e linguetas, ela pode
ser transformada em um prisma de seção triangular que flerta com a arte conceitual […]”.
Ainda na década de 1970, com o disco Expresso 2222 (FIG.25), de Gilberto Gil, Edinízio
Ribeiro mudou o suporte convencional, e Melo (2011, p.435) explica isso “por meio de um
conjunto de abas facilmente dobráveis, o quadrado vira círculo; aberta a capa transformase em dois círculos intersectados” (FIG.26|27). Outro exemplo de capa de disco experimental é Milagre dos Peixes de Milton Nascimento (FIG.28), no qual o designer Noguchi
brinca com a capa, transformando-a em múltiplas faces que se desdobraram, ficando seis
vezes maior que seu tamanho original (FIG.29).
Outro ponto importante sobre o design fonográfico nos anos 1970, é o registro fotográfico realista. De acordo com Melo (2011, p.441), as capas dos discos de Cartola “se apoiam
em um olhar direto […] uma construção cuidadosamente elaborada”. Como por exemplo
a capa do disco Verde que te quero rosa (FIG.30), de Ney Tavora, onde as cores do pires
e da xícara remetem ao título do disco da escola de samba que o cantor ajudou a fundar.

FIG.23: Capa experimental do disco Transa,
por Aldo Luiz, 1972

FIG.24: Capa experimental aberta do disco Transa

FIG.25: Capa e contracapa do disco Expresso
2222, feita por Edinízio Ribeiro, 1972

FIG.26: Abas abertas do disco Expresso 2222

FIG.27: Disco com todas as abas dobráveis
abertas, formando um círculo

27

FIG.28: Capa do disco Milagre dos Peixes, por Noguchi, 1973

28

FIG.29: Disco com todas as abas dobráveis abertas, deixando
a capa seis vezes maior

29

FIG.30: Capa de disco Verde que te quero rosa, por
Ney Tavora, 1977

30

FIG.31: Capa de disco Revelações por minuto, 1985

31

O ROCK DOS ANOS 80
Se o movimento tropicalista fez uma ruptura não só na música, como também no design nos anos 1960 e 1970, o rock nessa década renovou a linguagem gráfica. De acordo
com Melo (2011, p.542), “a descontração das bandas e da música […] se reflete na visualidade dos discos” e analisa que “o tom geral é dado por colagens informais de fragmentos
contrastados, aos quais são acrescentados grafismos variados”. Um exemplo a ser citado
são as capas “Revoluções por Minuto” (FIG.31) e “As aventuras da Blitz” (FIG.32). O uso da
ilustração e de imagens de base fotográfica também eram utilizadas nessa década. Os trabalhos de Pojucan, por exemplo, tinham influência no artista americano da Pop Art, Andy
Warhol. O designer também colocava em seus trabalhos caligrafia, envolvida com retratos
misturados com grafismos, como nas capas de Tom Maior (FIG.33) e Flash black (FIG.34).

FIG.32: Capa de disco “As aventuras de Blitz”

32

FIG.33: Capa de disco Tom Maior, por Pojucan

FIG.34: Capa do disco Flash Back, por Pojucan

A ERA DIGITAL DOS ANOS 90
O design fonográfico da década de 1990 utilizava softwares gráficos e é caracterizado
por imagens isoladas. Como as capas Carne Crua (FIG.35), de Felipe Taborda e Mondo
Carne (FIG.36), de Luiz Stein. De acordo com Melo (2011), o uso da iconografia da cultura
brasileira e apresentada nas capas de discos com “múltiplos circuítos culturais com informações cruzadas, promovendo as assim chamadas contaminações” (p.631) e isso pode ser
visto nas capas de Gringo Cardia. Como exemplo, a capa do disco Samba Poconé da banda
Skank (FIG.37), na qual “remete aos cartazes dos circos mambembes que percorrem as
pequenas cidades do interior; a ingenuidade da linguagem pictórica acaba esvaziando o
pretenso apelo erótico” (MELO, 2011, p.631). Já na capa Paratodos (FIG.38), o designer
teve a intenção de ilustrar os versos da música título do disco de Chico Buarque, “as duas
fotos em destaque são retratos do próprio Chico Buarque e integram a iconografia pessoal
do artista”, analisa Melo (2011, p.631).
O mercado fonográfico nessa década muda o foco dos Lps para compact disc, mais
conhecidos como CD, e, conforme Melo (2011, p.634), “muda o suporte, muda também a
natureza do discurso gráfico”. Essa mudança possibilitou a inclusão de um livreto nos encartes. Antologia acústica, de Zé Ramalho (FIG.39), e Barulhinho Bom (FIG.40), de Marisa
Monte, foram lançado exclusivamente em CD e “constituem […] diálogos com iconografias oriundas do universo popular”, afirma Melo (2011, p.634).
O design foi importante para a música, assim como a música para o design, podendo
então concluir que um é essencial para o outro. As mudanças e inovações nas tecnologias
de cada década influenciaram e muito para a transformação de ambas áreas. “Arte e música compartilham um idioma comum de expressão e experiência. As mesmas palavras
são usadas para transmitir as dimensões perceptuais e espirituais, tanto das experiências
visuais como auditivas” (MEGGS, 2009, p.564).

33

FIG.35: Capa do disco Carne Crua,
por Felipe Taborda, 1994
FIG.36: Capa do disco Mondo
carne, por Luiz Stein, 1992

FIG.37: Capa do disco O samba
poconé, por Gringo Cardia, 1996
FIG.38: Capa do disco Paratodos,
por Gringo Cardia, 1993

34

FIG.39: Capa do disco Antologia acústica, 1997

FIG.40: Capa do CD Barulhinho
bom, por Gringo Cardia, 1996

36

2. onda hallyu
A onda coreana, conhecida também como Hallyu, é um fenômeno de expansão cultural e o K-Pop¹, abreviação de música pop coreana, é um dos fatores
que tornou possível essa propagação. Este capítulo tem o intuito de apresentar
este fenômeno, começando por seu surgimento, a forma como se desenvolveu
e também apontará os fatores que tornaram possível sua expansão para outros
países. Depois focará no K-Pop, que é o tema central deste trabalho, abordando
a características musicais e os principais artistas.

¹ O K-Pop abrange vários gêneros musicais, como pop, rock, dance, eletronico, R&B e é caracterizado por
clipes produzidos e por coreografias elaboradas.

37

O SURGIMENTO DA ONDA
Após a Coreia do Sul passar por duas guerras, a economia do país entrou em
crise e muito da cultura foi perdida. Soldados aliados ao exército americano durante a guerra no Vietnã, levaram para a Coreia a cultura e influências musicais
de diversos países, como o rock e folk americano, ritmos latinos e cubanos, melodias francesas e italianas e a música enka do Japão. Nos anos 1980, a cultura
estrangeira dominava a Coreia, mas nos anos 1990, artistas locais começaram
a ganhar espaço na indústria musical, “nas rádios […]a música pop coreana começou a tocar durante o dia todo, e seus diversos gêneros e qualidade melhorou muito”, afirma a instituição cultural Korean Culture and Information Service
(KOCIS, 2011, p.19). Com isso, a Coreia resgatou suas raízes e começaram então
a exportar sua cultura para países vizinhos.
De acordo com a Kocis (2011), a China foi o primeiro país a receber a cultura
coreana, em 1997, com a exibição da novela, conhecida também como dorama²,
What is Love (FIG.41), que conquistou o público chinês com a retratação das
atitudes e estilo de vida dos coreanos, ficando em segundo lugar com a maior
audiência de um programa estrangeiro no país. Em 1999, a exibição do segundo
dorama na televisão chinesa, Wish Upon a Star (FIG.42), manteve o sucesso das
novelas e aumentou o interesse pela cultura, principalmente em Hong Kong
e Taiwan. A cultura coreana continuou se expandindo e chegou em países do
Sudeste Asiático, e por causa da sua popularidade chamou atenção da mídia
chinesa que a batizou com o nome Hallyu, que significa Onda em coreano.

² Diferentemente das séries americanas, os doramas possuem número menor de episódios, variando entre
16 e 24, com 60 minutos cada. Os doramas são exibidos duas vezes por semana e dificilmente possuem mais
de uma temporada.

38

FIG.41: What is Love, primeiro dorama exibido na China em 1997

FIG.42: Wish Upon a Star, exibido na China em 1999

39

No Japão, foi o dorama Winter Sonata (FIG.43), exibido em 2003, que conquistou o público feminino. A onda continuou avançando até países do Oriente
Médio, e o dorama Dae Jang Geum (FIG.44), conhecido também como Jewel in
the Palace, baseado em uma figura histórica real que ocorre no contexto do século 16 da Dinastia Joseon³, na Coreia, foi responsável por despertar o interesse
pela arquitetura, comida e cultura tradicional deste país, mas foi com o surgimento de uma nova geração musical que a onda se tornou maior.

UMA NOVA ONDA COMEÇA
Segundo Kim (2011), em 1992, o trio masculino Seo Taiji & Boys (FIG.45) estreou em um programa musical com a música Nan Arayo (I Know), mas o público coreano não respondeu positivamente, e isso fez o grupo ganhar a menor
nota da história do programa. As músicas do trio, que tinham influências no Rap
e Rock, acompanhadas por coreografias, foi o motivo para tal rejeição, pois as
músicas, antes focadas no público mais adulto, foram substituídas por um novo
e diferente estilo, fazendo com que o trio criasse um novo conceito para a cena
musical coreana. Não demorou muito para o estilo de roupas que eles usavam
começasse a ser copiado por jovens fãs e, aos poucos, essa nova geração musical começou a ser aceita, tornando-se popular principalmente entre o público
mais jovem, influenciando o surgimento de outros grupos e cantores.
Com o aumento da popularidade desse novo estilo, "[…]a mídia apreciou o
poder crescente e mudou o foco da indústria da música para os adolescentes"

³ Em 1932 o General Yi Seong-gye estabeleceu uma nova dinastia chamada Joseon, e durante seu reinado,
a cultura e arte da Coreia se desenvolveu, criando assim o Hangeul, o alfabeto coreano.

40

FIG.43: Winter Sonata, primeiro dorama coreano a ser exibido no Japão em 2003

FIG.44: O dorama Dae Jang Geum despertou o interesse pela cultura tradicional
coreana nos japoneses

41

(KIM, 2011, p.64) e, em 1995, o grupo H.O.T (FIG.46) estreou. Os cinco jovens integrantes
foram responsáveis pelo futuro da nova onda coreana. As agências de entretenimento
começaram a criar idol groups, formados por jovens integrantes com as mesmas características. Assim começaram a nascer outros grupos, como Sechs Kies (FIG.47), S.E.S.
(FIG.48), Fin.K.L (FIG.49), NRG (FIG.50), Taesaja (FIG.51), Shinhwa (FIG.52) e g.o.d, abreviação de Groove Over Dose (FIG.53), mas no final dos anos 1990, essa geração de ídolos
se viu obrigada a buscar mercados estrangeiros, pois o mercado na Coreia havia sofrido
uma queda. O grupo H.O.T foi o primeiro a lançar um álbum fora do país e, mesmo depois
da crise financeira asiática atingir a Coreia, foram capazes de se manter por um tempo no
mercado musical e conquistar jovens fãs chineses.
No início dos anos 2000, muitos desses idol groups acabaram. Entre os motivos do
término dos grupos estavam o envelhecimento dos integrantes e a falta de estratégia das
agências. As habilidades e talentos dos grupos já não eram suficientes para mantê-los no
mercado, e aos poucos a popularidade dos idol groups começou a desaparecer, mas com
a mudança nas estratégias das agências de entretenimento, a música popular coreana
chegou ao Japão.

ARTISTAS DA PRIMEIRA GERAÇÃO DO KPOP

FIG.45: O grupo Seo Taiji & Boys teve
sua estreia no ano de 1992 com a
música Nan Arayo (I Know) e em 1996
o grupo acabou

42

FIG.46: O Grupo H.O.T estreou em 1996
com a música Warrior’s Descendant e teve
seu termino em 2001

FIG.47: O sexteto Sechs Kies estreou em 1997 com School
Song e apesar do sucesso que conquistou, o grupo se
separou no ano de 2000

FIG.48: O trio feminino S.E.S estreou em 1997
com a música I’m Your Girl e se separou em
2002

FIG.51: O quarteto masculino Taesaja estreou em
1997 com a música Do e terminou em 2001

FIG.49: O grupo feminino Fin.K.L estreiou
em 1998 com Blue Rain e pausou suas
atividades em 2005. O grupo continua
inativo nos dias de hoje

FIG.50: O grupo NRG teve sua estreia em 1997 com
a música Hal Soo Isu (I Can Do It) e terminou em
2005

FIG.52: O grupo Shinhwa estreou em 1998 com a
música The Solver, pausou suas atividades em 2008 e no
ano de 2011, o grupo retornou com a formação inicial

FIG.53: O grupo G.O.D teve início
em 1999 com To Mother e terminou
em 2006. Todos os integrantes do
grupo agora seguem carreira solo

43

FIG.54: A cantora solo BoA Kwon estreou na Coreia no ano de 2000 com o álbum ID;
Peace B. Em 2002, estreou no Japão com a música Listen to my Heart, se tornando uma
das primeiras cantoras coreanas a entrar no mercado japonês.

44

A SEGUNDA GERAÇÃO NASCE
Como mencionado anteriormente, a primeira onda coreana se iniciou nos
anos 1990 e foram os doramas que levaram os costumes, estilo de vida e cultura
dos coreanos para países como a China e Japão. Com a popularidade das novelas, a cultura coreana se expandiu, e o grupo masculino H.O.T foram responsáveis pela nova onda coreana que conquistou o público jovem chinês, fazendo
então com que a música pop coreana entrasse na China, mas a crise na Coreia
e a falta de estratégia das agências, fez com que a primeira geração de idols
chegasse ao fim no início dos anos 2000.
Depois do fim de muitos idols groups da primeira geração, as agências de
entretenimento começaram a investir no treinamento de grupos para que pudessem estrear no mercado japonês. Kim (2011, p.71) afirma que “a maior diferença entre os ídolos atuais e os dos anos 90, encontra-se principalmente na
capacidade individual dos integrantes”, e também que a “outra estratégia para
ajudar os grupos ídolos no exterior de forma eficaz é incluir membros de outros
países” (Ibidem, p.71). A cantora BoA (FIG.54) é considerada revolucionária,
pois sua estreia no Japão com a música Listen To My Heart vendeu 1,3 milhões
de cópias em 2002; o cantor Rain (FIG.55) também é considerado um idol com
grande influência no exterior, ele atraiu um público de 40 mil fãs em Pequim em
2005 e foi escolhido pela CNN como a estrela Hallyu mais esperada.

45

FIG.55: Jeong JiHoon, mais conhecido como Rain, teve sua estreia no ano de 2002
com a música Bad Guy. Assim como a cantora BoA, é um dos responsáveis por levar o
K-Pop da segunda geração para fora da Coreia.

46

Segundo Kim (2011, p.69), os “[…]grupos ídolos da segunda geração têm
sido capazes de cativar fortemente o público asiático, graças a melhores estratégias musicais, performances e marketing”. Grupos como TVXQ (FIG.56),
também conhecidos com Dong Bang Shin Ki e considerados os Reis do K-Pop,
BIGBANG (FIG.57), Super Junior (FIG.58), SHINee (FIG.59), 2PM (FIG.60),
e 2AM (FIG.61) e girl groups como Wonder Girls (FIG.62), Girls’ Generation
(FIG.63), KARA (FIG.64), 2NE1 (FIG.65) e F(x) (FIG.66), nascidos da nova indústria musical coreana, que tem foco em mercados estrangeiros, formaram o que
se chama de segunda geração de idol groups; foram responsáveis por fazer o
K-Pop, abreviação de música pop coreana, chegar aos Estados Unidos, Europa
e América do Sul. Para Kim (2011), definir o K-Pop pode ser difícil, mas afirma:
“A presença cada vez maior de produtores e compositores
do cenário pop coreano começou a receber muita atenção
internacional com a estreia no exterior de grupos pop coreanos[…]
e foram recebidos de forma positiva por fãs internacionais”.
(p.11, tradução nossa) 4

E acredita que “[…]nos últimos anos, os fãs dessa onda entraram em contato
com o K-Pop e os doramas coreanos por meio da internet” e acrescenta que “a
velocidade da propagação é cada vez mais rápida, devido ao número cada vez
maior de consumidores nas redes sociais” (Ibidem, p.46).

4

Original: The increasing presence of global producers and composers on the K-pop scene has blurred the
criteria somewhat, but if we take into account the fact that K-Pop began receiving serious attention from
the global audience in the wake of the overseas sucess of Korean pop groups[...] and received positively by
internacional fans.

47

ARTISTAS DA SEgunda GERAÇÃO DO KPOP
FIG.56: O quinteto TVXQ teve sua estreia em 2003 com a música
Hug, mas no ano de 2009, o grupo se separou, restando apenas dois
integrantes da formação inicial

FIG.57: O grupo BIGBANG estreou em2006 com a música La, La, La

FIG.58: O grupo Super Junior inicialmente tinha treze
integrantes e estreou em 2005 com a música TWINS. Hoje o
grupo é formado por doze integrantesDo e terminou em 2001

FIG.59: O grupo SHINee estreou com as músicas Replay e The SHINee
World no ano de 2008

FIG. 60: Inicialmente com sete integrantes,
o grupo 2PM estreou em 2008 com a música
10 Points Out of 10 Points, após controversas,
um dos integrantes deixou o grupo, seguindo
então carreira solo

FIG.61: O quarteto 2AM estreou com This
Song no ano de 2008 e junto com o grupo 2PM
formam o supergrupo chamado One Day

FIG.63: So Nyeo Shi Dae ou SNSD, conhecidas também como Girl’s
Generation, estreou em 2007 com a música Into the New World

FIG.62: O grupo feminino Wonder Girls teve
sua estreia com um programa chamado MTV
Wonder Girls, no ano de 2007 e a música de
estréia do grupo chama-se Irony, também do
mesmo ano

FIG.64: O grupo KARA fez sua estreia em 2007 com a música Break It

49

FIG.65: O grupo 2NE1, que significa “Nova Evolução do século 21”, estreou em
2009 com a música Fire

FIG.66: O grupo feminino F(x) estreou em 2009 com a música LA chA TA

50

Já Choe e Russel (2012, online) definem o estilo das bandas de K-Pop como
“uma fusão de músicas sintetizadas, video art, roupas da moda e uma mistura
5
de sensualidade com doe-eyed innocence ”, e também acreditam que a internet
e redes sociais foram capazes de atingir os fãs internacionais, “o YouTube, Facebook e Twitter tornam mais fáceis para que as bandas de K-Pop atinjam um
público mais amplo no Ocidente[…]” (Ibidem, online).
Com a expansão do K-Pop pelo mundo através da internet, os shows começaram a ser realizados em países da Europa, América do Sul e do Norte. Em
junho de 2011, em Paris, uma das três maiores agências da Coreia, a SM Entertainment realizou o SMTown Live World Tour in Paris (FIG.67) e o show marcou o
impacto do pop coreano na Europa.
Em 2009, o grupo feminino Wonder Girls, realizou uma turnê mundial em
Los Angeles e Nova York, e foi o primeiro grupo a impactar o mercado musical
americano.
No mesmo ano, o álbum To Anyone do grupo feminino 2NE1, ficou em 2º lugar na parada de álbuns de Hip Hop do iTunes, sem ao menos terem promovido
o mesmo no exterior.
Em setembro de 2011, o grupo masculino MBLAQ (FIG.68), foi o primeiro
6
idol group a vir ao Brasil para participar de um concurso de dança como jurados,

5 Termo

que se refere a mulheres que aparentam ao mesmo tempo inocência e sensualidade. No K-Pop é
característica de alguns grupos femininos.
6
O concurso de covers de dança KPOP Cover Dance Festival, abriu as portas para o K-Pop no Brasil e o grupo
MBLAQ foi o jurado, escolhendo um vencedor para participar da final do concurso na Coreia

51

mas foi no dia 13 de dezembro do mesmo ano no Espaço das Américas, em São
Paulo, que a turnê United Cube in Brazil, que a popularidade do K-Pop aumentou, possibilitando que outros idol groups viessem ao Brasil.
Um estudo de cinco anos sobre fãs internacionais da música pop coreana
realizado pelo site K-Pop Kollective, levantou que a maioria das pessoas entrevistadas se identificam com o K-Pop por causa da língua e da cultura coreana,
mesmo que eles não entendam, “eles dizem que não precisam entender o idioma coreano para gostar de K-Pop”, afirma Anderson (2012, online).
Para Kim (2011, p.11), o “K-Pop é popular com o público internacional por
conta dos fatores que o tornam único e cativante”
Conforme Kim (2011), os fãs da Hallyu por todo mundo seguem os idols em
redes sociais como o twitter e trocam informações entre si sobre álbuns, shows,
videoclipes de seus artistas favoritos.
Os maiores sites sobre a cultura coreana são os em inglês, e os mais famosos são o All K-Pop, Soompi e PopSeoul, e recebem mais visitas por mês do que
os maiores portais sobre música da Coreia, entre eles o M.net e Melon. De acordo com Kocis (2011, p.50), “o K-Pop parece gerar mais fãs e popularidade no
exterior do que em casa”.

52

FIG.67: SMTown Live World Tour in Paris aconteceu nos dias 10 e 11 de Junho de 2011, em Paris, e marcou a entrada
do K-Pop na Europa. SMTown é um projeto musical composto por artistas de uma das três maiores agências de
entretenimento da Coreia, a SM Entertainment

FIG.68: O grupo MBLAQ, que significa Music Boys Live in Absolute Quality e estreou em 2009,
foi o primeiro grupo de K-Pop a visitar o Brasil, em Setembro de 2011

54

3. A LINGUAGEM VISUAL
e gráfica DO K-POP
O K-Pop conquistou grande público primeiramente em países asiáticos, e recentemente em países como Estados Unidos, França e Brasil. O estilo musical,
que se expandiu pelo mundo através da internet e redes sociais, como já citado
anteriormente, é definido por Choe e Russel (2012, online) como “uma fusão de
músicas sintetizadas, video art, roupas da moda e uma mistura de sensualidade
com doe-eyed innocence”.
Para entender a linguagem visual e gráfica do K-Pop, este capítulo analisará
alguns álbuns e videoclipes do estilo musical, para então chegar a uma conclusão que servirá como referência no desenvolvimento e criação do projeto final.
Dondis (1997, p.14) explica que “a linguagem […] tem funcionado como meio
de armazenar e transmitir informações” e continua, “é um veículo para o intercâmbio de ideias e meio para que a mente humana seja capaz de conceituar”
(Ibidem, p.14).

55

MATERIAL PARA ANÁLISE
O material selecionado será apresentado ao longo desse capítulo, mas, primeiramente, será preciso introduzir quais são os elementos visuais do estudo de linguagem. Os critérios escolhidos para a análise do material serão abordados logo depois.
Para Dondis (1997), os elementos visuais são a matéria-prima da informação em termos de opções e combinações, e afirma que não se pode modificar uma unidade do sistema sem que o modifique por inteiro. Já Lupton e Phillips (2008, p.9) acreditam na “linguagem potencialmente universal do fazer e a universalidade do significado”, e se referem a
análise de elementos como um experimento, afirmando que “experimentar é isolar elementos de uma operação, limitando algumas variáveis a fim de melhor estudar outras”
(Ibidem, p.10).
Os elementos visuais, segundo Dondis (1997), é tudo aquilo que vemos, e se forem
reduzidos se transformam em ponto, linha, forma, direção, tom, cor, textura, dimensão,
escala e movimento, e acrescenta:

“São muitos os pontos de vista a partir dos quais podemos analisar qualquer
obra visual; um dos mais reveladores é decompô-la em seus elementos
constitutivos, para melhor compreendermos o todo. Esse processo pode
proporcionar uma profunda compreensão da natureza de qualquer meio visual, e
também da obra individual e da pré-visualização e criação de uma manifestação
visual, sem excluir a interpretação e a resposta que a ela se dê.” (p.52)

56

Para Lupton e Phillips (2008, p.13), “o ponto, linha e o plano compõem os alicerces do
design”, e acreditam que a partir desses elementos, pode-se criar imagens, ícones, texturas, padrões, diagramas, animações e sistemas tipográficos.
A realização da análise dos álbuns e videoclipes será feita com base em alguns dos
elementos e técnicas visuais abordados pelos dois autores citados, e serão mostrados
conforme o material for analisado.

CRITÉRIOS DE ANÁLISE
Durante o processo de escolha dos álbuns, foi percebido que os artistas desse estilo
musical dão muita importância e investem no projeto gráfico de seus álbuns.
Concluindo isso, optou-se por três álbuns que melhor representam estas características. Após observar esse material, se decidiu usar como critérios de análise os acabamentos, cor, tipografia, diagramação e grid.
Já durante o processo de escolha dos videoclipes, foi observado que há uma preocupação visual, o que acaba tornando os videoclipes experimentais. Foram selecionados
então, dois videoclipes com elementos visuais semelhantes. Os critérios escolhidos foram
as cores, formas, estampas e texturas dos cenários, sobreposições de camadas e as estampas das roupas dos artistas.

57

ANÁLISE DO MATERIAL
ANÁLISES: VIDEOCLIPES
Os critérios de análise dos dois videoclipes selecionados, como já mencionado, serão as cores, formas, estampas e texturas dos cenários, sobreposições
de camadas e as estampas das roupas dos artistas. É preciso observar, que apenas os elementos visuais dos videoclipes serão analisados, o roteiro não será
considerado nesse caso. Para isso, serão usadas capturas de tela dos vídeos que
mostram os pontos a serem analisados.

VIDEOCLIPE 1
A primeira análise é do videoclipe do grupo masculino Vixx, e o nome da
música é G.R.8.U. Esta análise foi decidida ser feita em três partes, pois no vídeo existem três momentos. O primeiro momento começa com uma televisão
que passa um vídeo da própria banda cantando e dançando, as cores têm pouco
brilho e contraste. Por conta disso, a paleta de cores vibrantes e saturadas do
cenário no segundo plano, a televisão não se destaca (FIG.69).
Conforme o plano se abre, o cenário e os cantores deitados ao chão aparecem (FIG.70). É possível, então, notar melhor essa paleta (FIG.71). A paleta
com as cores vibrantes e saturadas, como o verde, vermelho, amarelo, rosa,
tons de azuis (FIG.72), presentes nos objetos e cabelos dos artistas fica em destaque (FIG.73). A interação entre artista e objeto, destaca ainda mais essa paleta (FIG.74).
O segundo momento, aparece com a sobreposição de camada e transparência do logo da banda (FIG.75). O cenário agora é construído por sobreposições
de imagens e o efeito usado remete a colagem. Não existe uma preocupação
em seguir um padrão ou recortes perfeitos e esse tipo de efeito se assemelha
58

FIG.69: Primeiro momento do vídeo

FIG.70: Cenário do primeiro momento ao abrir o plano do vídeo

FIG.71: Paleta de cores vibrantes e saturadas que destacam-se

FIG.72: As cores estão presentes nos objetos e cabelos dos integrantes

FIG. 73: A interação entre artista e objeto também deixa a paleta
com as cores vibrantes em destaque

59

FIG.74: Segundo momento do vídeo aparece com a sobreposição
e transparência de camadas

FIG.75: Os recortes imperfeitos geram um efeito de
fotografias rasgadas

a fotografias rasgadas (FIG.76). “Um aglomerado de elementos vistos simultaneamente na janela principal […] trabalhos experimentais muitas vezes revelam possibilidades visuais ao expor suas camadas”, afirma Lupton e Phillips
(2008, p.128).
Já o terceiro momento, é percebido entre intercalações de cenas com o primeiro. Também existem intercalações em fragmentos nos quadros na parede,
no qual existe um céu, gerando assim uma continuidade de imagem (FIG.77).
Essa continuidade foi uma solução achada para fazer uma ligação entre o segundo e terceiro momento. Quando o plano do terceiro momento se abre, a
textura do céu é vista ao fundo (FIG.78), mas o destaque é nos integrantes por
conta do figurino quadriculado (FIG.79), que nesse caso, se transforma em um
ponto focal, deixando a textura ao fundo como elemento de apoio.
60

FIG.76: Terceiro momento do vídeo, aparece com intercalação
de cenas com o primeiro momento

FIG.77: Fragmentos do terceiro momento também
aparecem nos quadros ao fundo, gerando uma continuidade
de imagem

principais pontos:
Um dos pontos observados nesta análise, foi o uso de diferentes técnicas
visuais que tornaram a proposta de linguagem bem resolvida. Os diferentes
momentos do vídeo são facilmente percebidos, sendo ligados através de fragmentos, intercalações de cenas e sobreposições de camadas.
As cores também ficam em destaque nessa análise, se tornando um importante elemento visual no videoclipe.

61

FIG.78: O céu agora é visto como cenário no terceiro momento do vídeo

FIG.79: A roupa dos integrantes é o destaque no terceiro momento

VIDEOCLIPE 2
O videoclipe é do grupo masculino SHINee, e o nome da música é Dream
Girl. Nas primeiras cenas do vídeo a presença de formas geométricas logo é notada e dão a sensação de profundidade (FIG.80). A repetição dessas formas, geradas no reflexo do chão, criam um cenário simétrico e com unidade (FIG.81),
essa técnica visual é abordada por Dondis (1997, p. 145) que acredita “[…] harmonizar de modo tão completo que passe a ser vista e considerada como uma
única coisa.”
Ao falar em figuras geométricas, foi percebido que é um elemento visual
muito usado neste clipe, principalmente os quadrados e retângulos que formam diferentes composições e seguem a mesma linha (FIG.82), permitindo
ser facilmente reconhecidas e gravadas. Já em outras passagens do vídeo são
combinadas com outros elementos visuais, gerando composições que passam
a sensação de movimento (FIG.83).
Segundo Lupton e Phillips (2008), as texturas podem ser concretas ou virtuais, podem acrescentar detalhes a uma imagem e proporcionar qualidade
para uma superfície. Dondis (1997, p.70) acredita que “a textura é um elemento
visual que com frequência serve de substituto para as qualidades de outro sentido, o tato”. Neste videoclipe, as texturas do chão e dos objetos são bastante
visíveis e, por causa disso, causam a sensação de experiência tangível (FIG.84).
No figurino dos integrantes do grupo há muitas estampas, que ao ser melhor analisadas, foi percebido ser um elemento visual usado para destacar, no
caso, os artistas. Isso é notado principalmente quando ocorre a diminuição de
contraste e brilho nas cenas (FIG.85).

63

FIG.80: Formas geométricas no teto e paredes dão
profundidade ao cenário

FIG.82: Presença de figuras geométricas é forte, principalmente os
quadrados e retângulos que seguem uma mesma linha na composição

FIG.81: O reflexo no chão das formas geométricas
criam cenário simétrico

FIG.83: Combinação de elementos visuais geram
composições que passam sensação de movimento

FIG.84: Texturas do chão e objetos causam sensação de
experiência tangível

FIG.85: As estampas no figurino dos artistas dão destaque para
eles quando ocorre diminuição no contraste e brilho

Neste videoclipe, as passagens de cenas são feitas com sobreposições de camadas, usando técnicas de recorte, preenchimento, deslocamento e sobreposição de imagem de forma experimental e são produzidas da seguinte maneira:
•Camada vazando em outra (FIG.86);
•Sobreposição de imagem (FIG.87);
•Imagem que sofre recorte e é preenchida por textura (FIG.88);
•Imagem que sofre recorte, é preenchida com cor e textura, passa por rápidas
modificações na mesma cena, e volta sua forma original (FIG.89);
•Deslocamento de imagem através de cortes horizontais (FIG.90),
•E fragmento da cena que aparece na forma de uma imagem pixelizada sobre
uma camada e se forma rapidamente em outra (FIG.91);
O último critério a ser analisado são as cores. A paleta que fica em destaque é constituída por cores principalmente em tons de azul (FIG.92) e verde
(FIG.93), dando vida aos cenários. Também existem duas cores neutras, o branco e preto, que quebram a vivacidade do clipe em alguns momentos (FIG.94).

FIG.86: Uma camada vaza sobre a outra

FIG.87: Sobreposição de imagem

FIG.88: Imagem sofre recorte e é preenchida por textura

FIG.88: Imagem sofre recorte e é preenchida por textura

FIG.90: Deslocamento de imagem através de cortes
horizontais

FIG.89: Imagem sofre recorte e é preenchida por
texturae cor rapidamente e volta para a forma
original

FIG.91: Fragmento de cena aparece pixelizada sobre uma
camada se formando rapidamente em outra camada

68

FIG.92: Paleta constituida por tons de azuis

FIG.93: Paleta constituida por tons de verdes

FIG.94: As cores neutras, branco e preto, quebram a
vivacidade do clipe em alguns momentos

principais pontos:
A experimentação nas camadas e imagens, feitas com recortes e preenchimento com cores e texturas, foi um dos pontos de destaque nessa análise. A
paleta de cor, composta por cores pastel e que dão vida ao clipe, também ficou em evidência durante o clipe, mas o elemento mais importante encontrado
nessa análise, foi as estampas no figurino dos artistas, usado para ressaltar e
dar importância ao grupo.

CONCLUSÃO das análises dos videoclipes
A mistura de elementos visuais criaram composições agradáveis e harmoniosas nesses dois videoclipes. O uso de diversas técnicas transformou a linguagem visual dos vídeos em algo mais experimental.
Os elementos visuais que são mais explorados nos vídeos são:
•As cores, sempre muito intensas, utilizadas tanto para destacar algum outro
elemento ou dar vivacidade aos cenários;
•As texturas, capazes de passar sensações e experiências visuais;
•As formas, as quais dão profundidade e criam composições uniformes e harmoniosas;
•E as sobreposições, usadas para fazer passagem de uma cena para a outra,
usando técnicas como recorte, transparência, preenchimento e deslocamento
de imagem e camada. Essas sobreposições são feitas de forma experimental.
Ao final das análises, conclui-se que a linguagem dos videoclipes são repletos de conceitos visuais. As experimentações de camadas, as quais usam diversas técnicas e os muitos elementos visuais, são características da linguagem
visual desses dois videoclipes do gênero musical pop coreano.

70

ANÁLISES: ÁLBUNS
Como já explicado, os critérios de análise dos três álbuns serão os acabamentos, cor, tipografia, diagramação e grid. Antes de se começar, é importante
observar que esses álbuns são importados, logo, foram produzidos em outro
país. Por isso, essas análises serão feitas usando como base os materiais e acabamentos utilizados no Brasil e que se assemelham aos materiais utilizados nos
produtos.

álbum 1
O primeiro álbum a ser analisado é do artista Xia Junsu, e o título do álbum
é Incredible. O formato do álbum é 22x22 cm, e é constituído por embalagem,
photobook, CD e pôster (FIG.95). A embalagem foi imprensa em papel couché
com brilho, e é aberta nas duas extremidades, possibilitando que o conteúdo
seja retirado por qualquer um dos lados (FIG.96). O nome do artista e título do
álbum é impresso em relevo, no qual é possível sentir a textura.
A tipografia usada no título é geométrica e sua forma lembra o alfabeto
grego (FIG.97). Já o verso da embalagem é impresso apenas em uma cor, as
informações, como o nome da agência, distribuidora e código de barra, estão
na parte inferior (FIG.98).
Analisando a capa do álbum, percebeu-se que as linhas do grid da embalagem são visíveis, e isso gerou quatro quadrados de tamanhos iguais e dentro
deles, existem fotos do artista. Essas fotos são semelhantes em termos de cor e
repetição: em todas as imagens o artista está de costas e usa camiseta colorida.

71

FIG.95: Embalagem, Photobook, CD e pôster

FIG.97: Tipografia do título do álbum impressa em relevo

FIG.96: Embalagem impressa em couché, aberta nas duas extremidades

FIG.98: Verso da embalagem

Lupton e Phillips (2008, p.71) acreditam que “a cor serve para diferenciar e
conectar, ressaltar e esconder”, e nesse caso, as cores utilizadas tanto de fundo
quanto nas camisetas, se comunicam, pois se tratam de cores opostas no circulo cromático. Apesar de serem cores contrastantes e saturadas, o título do
álbum e nome do artista se destacam.
Já a capa do photobook também é impressa em couché com brilho, tem as
mesmas cores da embalagem, mas existe uma diferença nas fotos: agora o artista aparece de frente. Existem duas abas que cortam ao meio o grid, uma delas é colada na lombada, na qual é quadrada, e a outra, dá acesso ao conteúdo
do photobook (FIG.99). A folha de rosto é igual a capa, mas as páginas do miolo
são impressas em couché fosco e tem 36 páginas.
Dondis (1997) explica que as técnicas visuais oferecem variedade e meios
para expressar um conteúdo. Entre essas técnicas está a simplicidade, que envolve uniformidade da forma, sem complicações ou elaborações.
O grid do miolo tem uma estrutura simples: existe um quadrado disposto ao
centro desse grid contendo o texto (FIG.100).
Já a diagramação segue uma lógica na distribuição das imagens e dos textos
e pode ser dividida em três momentos:
• Imagem: foto do artista ocupa as duas páginas e é sangrada (FIG.101);
• Imagem e texto: existe uma foto sangrando em uma página, e na outra, um
bloco de texto centralizado, onde há o título e letra da música (FIG.102);
• Espaços em branco: uma imagem ocupa uma das páginas, enquanto a outra
recebe um respiro (FIG.103).
A tipografia é serifada, o corpo do texto e entrelinha está proporcional, o
que facilita a legibilidade. Para o título das músicas, se usa a tipografia geométrica já vista na embalagem e capa do photobook, chegando-se a conclusão que
é aplicada somente em títulos.

FIG.99: Linhas do grid que formam quatro quadrados, as fotos do artista
estão posicionadas no centro de cada um deles

74

FIG.100: O grid do miolo do photobook tem uma estrutura simples

FIG.101: Primeiro momento da diagramação do miolo

75

FIG.102: Segundo momento da diagramação do miolo

FIG.103: Terceiro momento da diagramação do miolo

Quanto as cores, como já analisado, são contrastantes e saturadas, opostas
no círculo cromático. A combinação das cores em alguns momentos não funciona, pois torna ilegível o texto, como pode ser visto na figura 104.
O CD vem dentro de uma embalagem com faca especial, e ao abrir, o CD sobe
(FIG.105). A frente da embalagem é impressa em apenas uma cor, a tipografia
é a mesma geométrica, já vista nos títulos no restante do projeto, e é impressa
com verniz localizado (FIG.106). O verso, também é impresso em uma cor, e
como na embalagem do álbum, leva as informações na parte inferior (FIG.107).
A paleta de cores segue a mesma linha do restante do projeto gráfico e na
diagramação há o espaço em branco já explicado; uma imagem sangrando e
respiro (FIG.108). A lista de músicas do CD também tem a mesma tipografia
geométrica, e foi impressa e colada em papel metier (FIG.109). O uso desse
papel possibilitou a sustentação da embalagem ao fechá-la.
O pôster que acompanha o álbum vem dobrado, é impresso em couché fosco e seu tamanho é 52 cm x 52 cm.

FIG.104: As Cores do álbum são contrastantes e saturadas e
nessa página o texto se torna ilegível

FIG.105: Embalagem do CD com faca especial que
ao abrir o CD sobe

FIG.106: Frente da embalagem do CD, impressa em uma cor

FIG.107: Verso da embalagem do CD, impressa também em uma cor

FIG.108: Projeto gráfico da embalagem do
CD, na qual segue a mesma linha do restante
do projeto
FIG.109: Lista de músicas do álbum com a
tipografia geométrica, impressa e colada sobre
papel metier

principais pontos:
Na linguagem desse álbum, as formas geométricas, presentes na tipografia,
na diagramação e também no formato do álbum, junto com as cores saturadas
e contrastantes, são pontos de destaque.

79

FIG.110: Embalagem, livretos, CD e photocard do artista

FIG.111: Faca da embalagem impressa com laminação
fosca por fora

FIG.112: Faca da embalagem impressa sem laminação por dentro

ÁLbum 2
O Título desse álbum é "Y", do artista Kim Jaejoong. Este material é composto por uma embalagem, três livretos, um CD e um photocard do artista (FIG.110).
A embalagem do álbum tem uma faca especial, impressa em papel cartão
com laminação fosca por fora (FIG.111) e sem laminação por dentro (FIG.112)
Montada tem as dimensões 21x15 cm, com 1 cm de altura, e aberta tem
40x48 cm. O photocard do artista, tem o tamanho de 6x9 cm, impresso em papel fotográfico (FIG.113).
A faca fechada do lado de fora se torna a capa do álbum, e as informações
são o título do álbum, no qual é uma letra construída sobre um grid (que será
melhor analisado mais para frente), impressa em relevo e verniz localizado e
subtítulo, que tem corpo menor, também impresso em relevo e verniz localizado (FIG.114).
Na parte de trás da embalagem, contém informações como o nome da
agência, distribuidora e código de barras, localizadas na parte inferior, e um
adesivo lacra a abertura da embalagem (FIG.115).
Quando se abre este adesivo, existe um encaixe que protege o conteúdo
do álbum, e para retirá-lo, precisa apenas desunir essa proteção. As duas abas,
as quais fecham a faca, se tornam visíveis, sendo possível assim, ver o encaixe
delas (FIG.116 | 117).

81

FIG.113: Photocard do artista impresso em papel fotográfico

FIG.114: Embalagem do álbum impressa em relevo e
verniz localizado

FIG.115: Parte de trás da embalagem e
selo lacrando ela

FIG.116 | 117: Encaixe que protege o conteúdo do álbum
que ao abri-lo, as abas da faca ficam visíveis

A embalagem do CD é impressa em papel cartão com laminação fosca apenas na capa (FIG.118), e tem as mesmas informações da embalagem do álbum,
apenas com diferença nas cores (as quais serão analisadas mais para frente) e
no acabamento, que nesse caso, tem apenas relevo no subtítulo.
Essa embalagem tem três dobras, as quais protegem e seguram o CD e
tem a dimensão 15 cm x 21 cm quando fechada e 29 cm x 21 quando aberta
(FIG.119). Para se conseguir pegar o CD, é preciso abrir as as dobras, até que
seja possível retirá-lo por um corte (FIG.120 | 121).
Os três livretos são impressos, tanto na capa como miolo, em papel couché
fosco, com uma gramatura maior, cada um tem 12 páginas e o acabamento é
lombada canoa. O título e subtítulo, assim como nas embalagem do álbum e
CD, aparecem nas capas dos livretos, mas, em vez de serem impressos em relevo com verniz localizado, como na capa da embalagem do álbum, ou apenas
com relevo no subtítulo, como na capa do CD; aqui é impresso com verniz localizado apenas no título (FIG.122). Já na contracapa dos três livretos, a imagem
da capa continua no verso (FIG.123).

FIG.118: Embalagem do CD impressa
em papel cartão com laminação

FIG.119: Dobras da embalagem do CD
FIG.120 | 121: Embalagem totalmente aberta, sendo possível
pegar o CD pelo corte nela

FIG.122: Livretos contendo letras
das músicas e fotos do artista,
com o título do álbum impresso
em verniz localizado
FIG.123: Contracapa do livreto com
a continuação da imagem da capa

FIG.124: Livretos divididos em volumes contendo letras das músicas e fotos do artista

87

Ao analisar os livretos, foi percebido ser dividido em volumes, como mostra
a figura 124 e em cada um deles contêm imagens do artista e letras das músicas.
Foi percebido também que em cada volume existe um conjunto de imagens:
•No primeiro, o conjunto de imagens é diagramada sobre um fundo claro, deixando a mancha gráfica leve e agradável. Existem três letras de músicas nesse
primeiro volume (FIG.125);
•No segundo, o conjunto de imagens pertence ao conceito do videoclipe da
música principal¹.
Por conta do pouco contraste das imagens, a mancha se torna pesada. Neste
volume existem duas letras de músicas (FIG.126).
•No terceiro e último volume, o conjunto de imagens parecem ser do making
off do álbum, mostrando por exemplo a preparação do figurino, gravação do
CD entre outros momentos. Nesse volume, existe as duas últimas letras das
músicas (FIG.127). Quanto a diagramação do miolo, o texto é diagramado sobre as imagens e localizado ao centro da página, com justificação do texto também centralizada (FIG.128).

¹ A música principal do álbum chama-se “Mine”. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=GYgTJ9D4Rgg

88

FIG.125: Diagramação do primeiro livreto tem mancha gráfica leve
e agradável e contém três letras de músicas

FIG.126: Diagramação do segundo livreto por conta do pouco contraste
das imagens a mancha gráfica fica pesada e contém duas letras de músicas

FIG.127: Diagramação do terceiro livreto contém imagens do
making off do álbum e contém as duas últimas letras das músicas

FIG.128: A diagramação do miolo é feita sobre as imagens

A padronagem, segundo Lupton e Phillips (2008), nasce de formas básicas e
podem ser elementos isolados, lineares e o cruzamento ou interação dos dois.
Das estruturas básicas, também citadas por Lupton e Phillips (2008), que
afirmam ser os pontos e as faixas, se podem criar grids.
Durante a análise desse material, foi observado a existência de um grid geométrico, estruturado por formas triangulares (que pode ser visto nas figuras
mostradas até aqui) e que foi usado como base para a construção do título do
álbum desse artista.
Esse mesmo grid é visto na faca da embalagem; na embalagem do CD, diagramação e até mesmo no CD; e na capa e contracapa dos livretos. Lupton e
Phillips (2008, p.187) afirmam que “os padrões seguem […] princípios repetitivos”. Esse grid não só serviu como base para a construção da tipografia do
título, como também, gerou uma malha usada em todo projeto.
Quanto a tipografia do projeto, foi observado existir duas.
A primeira, como já analisado, foi construída sobre um grid, utilizada para o
título do álbum presente na embalagem.
A segunda é uma tipografia sem serifa usada tanto na capa dos três volume
como também nas letras das músicas (FIG.129 | 130).
Já a paleta de cor é composta por cores neutras, o branco, preto e cinza,
utilizadas na embalagem, textos e na malha. Já a outra cor é um laranja forte e
saturado usado na embalagem.

91

FIG.129: A tipografia do álbum é sem serifa

FIG.130: A mesma tipografia é usada no título das músicas em caixa alta e nas letras das músicas

principais pontos:
A linguagem desse álbum tem uma diferença do primeiro álbum analisado,
a presença de embalagem com faca especial. O ponto que se destacou aqui é
o grid, usado tanto para construir como também comunicar, e que se transformou em um importante elemento de linguagem do álbum.

álbum 3
Este álbum se trata de uma versão limitada do grupo JYJ e o título do álbum
é The Beginning. O álbum vem em uma embalagem, acompanhada de um CD,
photobook e photocards (FIG.131).
A embalagem é uma caixa de papel couro, revestida com papel collor plus
preto, no formato 24x24 cm, com 5 cm de altura (FIG.132). A impressão da caixa na parte da frente é feita diretamente no material, com alguns detalhes em
hot stamping e outros em verniz localizado (FIG.133).
Na parte de trás, também impressa diretamente no material, tem o título
do álbum impresso com verniz; lista de músicas e informações como distribuidora e agência, impressas em hot stamping (FIG.134). Já na tampa da caixa, na
parte de dentro, também foi utilizado hot stamping (FIG.135).

FIG.131: Embalagem, CD, photobook e photocards dos artistas

94

FIG.132: A embalagem é uma caixa de papel couro
revestida com papel collor plus

FIG.133: Frente da caixa impressa em hot stamping
e verniz localizado

FIG.134: A parte de trás da embalagem é impressa diretamente no
material e o nome do álbum é com verniz

FIG.135: A tampa na parte de dentro também é impressa
em hot stamping

FIG.136 | 137: Caixa que dá suporte ao CD é vista nas laterais,
feita de papel couro

96

FIG.138: A caixa serve de encaixe para a placa onde vem o CD

Quando a caixa está fechada, nas laterais se vê uma fita, mas quando está
aberta, se percebe ser outra caixa feita também com papel couro, revestida por
um papel brilhante (FIG.136 | 137), e que dá suporte para uma placa onde vem
o CD (FIG.138).
Essa placa é feita de papel holler, com dois pedaços de papel couro colados
nele, onde um recebe o CD e tem impresso o nome do álbum e artista e o outro
para encaixar na caixa que o suporta (FIG.139).
Ao retirá-lo, uma terceira caixa é vista, mas na verdade se trata de outro
suporte, feito com papel collor plus preto, o qual protege o photobook e os photocards (FIG.140 | 141).
O photobook é feito com papel cartão branco com alguns detalhes impressos em relevo e hot stamping e seu tamanho é 20x20 cm (FIG.142). Já na parte
de dentro é impressa em uma única cor e recebe laminação fosca (FIG.143).
97

FIG.139: A placa do CD é feita com papel holler

FIG.140| 141: O suporte de proteção do conteúdo do álbum é feito de
papel collor plus preto e o photobook e photocards vem dentro dele

FIG.142: O photobook é feito com papel cartão branco com
detalhes em relevo e hot stamping
FIG.143: A parte de dentro do photobook é impressa em uma
cor com laminação fosca

99

O photobook tem duas orelhas, em uma, tem a tracklist do álbum e na outra, há um
cartão que é preso por dois cortes feitos nessa orelha e que, ao tirá-lo, é visto o nome do
grupo (FIG.144 | 145). Este cartão é impresso no mesmo material da capa, ou seja, em
papel cartão branco, e nele vem a numeração do álbum e nome do grupo, impresso com
relevo.
A diagramação do miolo, que é impresso em papel couché fosco com 32 páginas, comparada aos outros álbuns já analisados, é mais elaborada e pode ser dividida em imagem,
título e texto (FIG.146); imagem e texto (FIG.147) e imagem (FIG.148).

FIG.144 | 145: Orelha da capa do photobook tem a tracklist
do álbum e a outra com um cartão

100

FIG.146: Diagramação do miolo contendo imagem, título e texto

FIG.147: Diagramação do miolo contendo imagem e texto

FIG.148: Diagramação do miolo contendo somente imagem

Durante a análise da diagramação do miolo do photobook, foi percebido existir uma
linha na lateral direita, contendo a numeração de páginas na parte inferior e o título do
álbum na parte superior (FIG.149).
Os dezesseis photocards, estão dentro de uma espécie de envelope feito com papel
colorido semelhante ao canson, lacrado por um adesivo (FIG.150). Esses photocards recebem impressão apenas de um lado em papel semelhante ao tríplex (FIG.151).
Quanto a tipografia, foi notado existir duas. Uma serifada, usada para títulos e uma
sem serifa, usada nos subtítulos, número das faixas e letras das músicas (FIG.152 | 153).
O último critério a ser analisado são as cores. Nesse material, as cores neutras, o preto,
branco e cinza são predominantes, estão presentes na embalagem e no photobook, tanto
na capa quanto no miolo. Existe apenas uma cor intensa que é o laranja, presente na parte
de dentro do photobook e no adesivo na embalagem dos photocards.
102

FIG.149: Linha lateral contendo numeração da página e título do álbum

103

FIG.150: Os photocards ficam dentro de um envelope semelhante ao papel
canson lacrado por um adesivo

FIG.151: Os photocards são impressos em apenas um lado em papel
semelhante ao tríplex

104

FIG.152 | 153: Tipografias usadas no photobook, uma serifada e outra sem serifa

principais pontos:
Para concluir, o ponto forte dessa análise foi o uso dos diversos papéis e acabamentos para a construção da embalagem, e comparado aos outros álbuns,
tem o projeto gráfico mais sofisticado.

105

CONCLUSÃO das análises dos álbuns
Ao final das análises, foi percebido a preocupação com o projeto gráfico dos
álbuns, existe um grande investimento no projeto e isso é visto na qualidade do
material gráfico. A impressão é feita em papéis resistentes e de maior gramatura, sendo mais usado o papel couché fosco e papel cartão. Os acabamentos
especiais, como o relevo, verniz e hot stamping também são muito utilizados,
aplicados principalmente no título e nome do artista ou grupo, destacando e
mostrando a importância que o artista tem.
Quanto a linguagem visual, foi observado que em todos os álbuns o foco
é a imagem do artista, isso fica evidente por causa das imagens que são bem
produzidas, transformando no principal elemento de comunicação e de linguagem. Um outro ponto bastante significativo são as cores. Elas são intensas e
contrastantes, combinadas a cores neutras que dão apoio e resultam em projetos sofisticados.
Com essas análises, pode se concluir que os álbuns do estilo musical pop
coreano são graficamente ricos, os produtos adicionais que os acompanham,
como pôsteres, cards e photocards os diferenciam e os transformam em objetos de desejo, criando um valor sentimental para os fãs.
Esse capítulo foi importante para a compreensão de linguagem gráfica e
visual utilizada no estilo musical coreano. Os resultados e conclusões atingidos
aqui terão influência no projeto que será desenvolvido, pois o conhecimento
obtido será utilizado para a criação do projeto final.

paineis

semânticos

107

técnicas
Sobreposição, recorte, experimentação

cor

Intensidade, destaque, contraste

109

tipografia
Geométrica, sem serifa, “light”

formas

Repetição, continuidade, uniformidade

4. mercado
Para esse projeto foi realizada uma pesquisa de mercado sobre livros de música, dividida em duas partes: a primeira, trata-se da análise e observação do
espaço em três livrarias, com objetivo de saber onde e como esses livros são
expostos ao público. Já a segunda parte, trata-se da pesquisa de campo para
coletar exemplos de livros já existentes no mercado com a mesma temática
do projeto, ou seja, livros destinados a fãs e colecionadores. Essa pesquisa será
relatada ao longo desse capítulo.

ANÁlise de espaço em livrarias
Para a primeira parte da pesquisa de mercado, foram selecionadas três livrarias, e os critérios de escolha foi baseado no destaque de
mercado que elas possuem e também na variedade de títulos. Com
isso, decidiu-se pelas seguintes livrarias: Saraiva, do Shopping Metrô
Santa Cruz; Fnac e Livraria Cultura, localizadas na Av. Paulista. Vale
observar que a Livraria Cultura também foi escolhida por vender álbuns de artistas da música coreana.

O que foi analisado nas livrarias:
Exposição dos livros: em qual lugar dentro das livrarias os livros de
música ficam;
Forma de exposição: Quantidade de livros ao alcance do público, se
são visíveis e se é possível foleá-los.

114

Livraria Cultura
A loja localizada na Av. Paulista, no Conjunto Nacional, tem três andares.
O setor de livros de música fica no último, separado dos demais setores, junto com alguns CDs e DVDs de vários gêneros musicais. Os títulos encontrados
vão desde biografias de artistas até livros destinados a fãs e colecionadores. Ao
entrar na sessão de livros de música, já é possível ver uma estante (FIG.154), a
maioria dos livros nela estão lacrados (FIG.155), mas existe um ou outro aberto,
possibilitando que o consumidor veja o conteúdo deles (FIG.156). Já no centro,
existe uma espécie de estante circular (FIG.157) onde fica exposto pelo menos
um livro de cada sem lacre e no máximo cinco lacrados, caso o consumidor goste e queira comprar.
Como citado anteriormente, a Livraria Cultura vende alguns CDs e DVDs de
artistas do Kpop e eles são expostos na entrada da livraria, chamando a atenção
de quem passa. Todos esses produtos são lacrados (FIG.158).

FIG.154 Estante na entrada da sessão de livros de música

FIG.155: Livros lacrados na estante da entrada

FIG.156: Livros abertos possibilitando que o conteúdo seja visto

FIG.157: Estante circular no centro da sessão de livros de música

116

FIG.158: CDs de artistas de K-Pop expostos na entrada da livraria

117

FNAC
A loja tem dois andares e os livros de música ficam no primeiro andar, próximos a sessão de aparelhos de som, reprodutores de música portátil e acessórios, como fones de ouvido.
Os volumes, assim como na Livraria Cultura, também ficam junto com os
CDs e DVDs, mas ao contrário da primeira, não é uma sessão separada das outras. A grande maioria desses livros são expostos em prateleiras nos corredores
da loja, e apenas um livro de cada é exposto. Os livros não são lacrados, dando
liberdade para visualizar o conteúdo. Caso o consumidor queira comprar algum
desses livros, é preciso procurar ou perguntar para algum vendedor onde eles
estão, apesar de não ser difícil de achá-los por conta própria. Já no segundo
andar, existe uma seleção de livros de diversos temas.
Foram encontrados alguns livros de música em estantes de frente a escada
rolante. Entre esses, a grande maioria são livros para fãs e colecionadores e
pelo menos um exemplar, não é lacrado. Não foi possível tirar fotos da livraria,
pois a mesma não autorizou, mesmo sendo dito que era para fins acadêmicos.

Livraria Saraiva
A livraria visitada fica dentro do Shopping Metrô Santa Cruz, localizada no
4º andar. A livraria, comparada as outras duas analisadas, é pequena.
Diferentemente das outras duas, os livros de música são de difícil localização, sendo encontrados em algumas prateleiras próximo a frente da loja e outros dispostos sobre um balcão em frente dessas prateleiras.
Foi observado que nesse espaço destinados aos livros de música, existem
livros de diversos setores, deixados pelos consumidores que pegam em outras
sessões e os deixam ali, ficando então todos misturados.
A maioria dos livros não são lacrados e caso o consumidor tenha interesse
em levar algum, terá que pedir para o vendedor pegar o livro lacrado.
Assim como a Fnac, não foi possível tirar fotos.
118

Livros para colecionadores
A segunda parte da pesquisa teve como objetivo coletar exemplos de livros
que já existem no mercado com a mesma temática do projeto.
Durante a pesquisa, foram encontrados vários livros, por isso, foram selecionados cinco que seguissem a mesma linha de projeto ao que será proposto.
Essa pesquisa teve intuito apenas de compreender o tipo de projeto que a temática escolhida apresenta.

Tópicos pesquisados:
Dados: Nome do título, editora, edição e faixa de preço;
Especificações técnicas: Tamanho, acabamento, quantidade de páginas.

Coletânea Tesouros da Música
Durante a pesquisa, foi encontrado a coletânea de quatro livros da editora
La Fonte. Os livros são edições limitadas feitas especialmente para os fãs de
quatro bandas que, segundo o próprio site destinado a essa coleção¹, transformaram e revolucionaram o cenário musical.
A coleção de livros, além de contar a história e trajetória das bandas, com
fotos, registros e histórias das músicas, também disponibiliza diversos itens
como pôsteres, cópias dos ingressos e contratos da banda, entre outros itens.

¹ Site destinado a coletânea “Tesouros da Música”, disponível em: http://www.editoralafonte.com.br/tesourosdamusica/

119

FIG.159 | 160: Os quatro livros da coletânia Tesouros da Música

Tesouros do Led Zeppelin
Dentre as livrarias observadas, este livro foi encontrado apenas na Livraria Fnac.
EDITORA:
EDIÇÃO:
FAIXA DE PREÇO:
TAMANHO:
ACABAMENTO:
QTDE DE PÁGS:

La Fonte
2013
R$120, 00 a R$130,00
290mm x 250mm
Capa dura e Hotmelt
64 páginas

FIG.161: Capa do livro “Tesouros do Led Zeppelin”

FIG.162: Páginas do livro

40 anos do Queen
Das três livrarias que foram observadas, este livro também só foi encontrado na Livraria Saraiva.
EDITORA:
EDIÇÃO:
FAIXA DE PREÇO:
TAMANHO:
ACABAMENTO:
QTDE DE PÁGS:

La Fonte
2012
R$120, 00 a R$150,00
290mm x 250mm
Capa dura e Hotmelt
92 páginas

FIG.163: Capa do livro “40 anos do Queen”

FIG.164: Páginas do livro

Tesouros Dos Beatles
Este livro não foi encontrado em nenhuma das três livrarias selecionadas.
EDITORA:
EDIÇÃO:
FAIXA DE PREÇO:
TAMANHO:
ACABAMENTO:
QTDE DE PÁGS:

La Fonte
2012
Não encontrado
290mm x 250mm
Capa dura e Hotmelt
62 páginas

FIG.165 | 166: Livro “Tesouros dos Beatles” e alguns dos itens adicionais

Tesouros do Nirvana
Este livro foi encontrado em duas das livrarias selecionadas, na Saraiva do Shopping
Metrô Santa Cruz e na Fnac.
EDITORA:
EDIÇÃO:
FAIXA DE PREÇO:
TAMANHO:
ACABAMENTO:
QTDE DE PÁGS:

La Fonte
2012
R$120, 00 a R$130,00
290mm x 250mm
Capa dura e Hotmelt
62 páginas

FIG.167: Livro “Tesouros do Nivarna”
FIG.168: Livro e itens adicionais do “Tesouros do Nivarna”

The K-POP-UP History Book
O livro “The K-pop-Up History Book” foi escolhido por ter o mesmo tema do projeto,
ou seja, o Kpop. Este livro foi criado e desenvolvido por uma loja online especializada em
produtos customizados sob encomenda, chamada Customiz². A loja, que começou como
um site onde era postado itens diferenciados que os criadores do site tinham, cria desde
embalagens de CDs e DVDs até livros e cadernos. O interessante dessa loja é que todos os
produtos são feitos para colecionadores.
O conteúdo do livro trás a trajetória de dez artistas do Kpop, escolhidos através de
uma enquete realizada pela própria loja, e se diferencia dos outros livros já citados pois
se utiliza de pop-up. Outra diferença encontrada, é que apenas um volume foi produzido,
e através de uma promoção realizada pela loja, foi escolhida uma pessoa para ganhá-lo.

EDITORA:
EDIÇÃO:
FAIXA DE PREÇO:
TAMANHO:
ACABAMENTO:
QTDE DE PÁGS:

Customiz
2012
Não tem
Não especificado
Não especificado
60 páginas

² Site da loja disponível em: http://www.lojacustomiz.com/

125

FIG.169 | 170: Livro “The K-pop-Up History Book”

FIG.171: Página do livros
FIG.172: Página do livro com pop-up

127

5. projeto
Neste capítulo contém o Briefing com o objetivo, proposta, público-alvo e
conteúdo do livro; e também todo o processo de criação, desenvolvimento e
documentação do projeto.

5.1 BRIEFING
A Hallyu, ou simplesmente Onda Coreana, é um termo criado por jornalistas chineses
para se referir a crescente invasão e expansão da cultura coreana pelo mundo, principalmente a música conhecida como K-Pop.
No Brasil, a Hallyu chegou apenas em 2011, portanto, ainda é um assunto novo e pouco divulgado. Sendo assim, não existe material gráfico, como livros ou revistas que aborde
o assunto, para conseguir informações é preciso utilizar a internet.
Por isso, o desenvolvimento de um material gráfico sobre o assunto seria um meio de
disseminar esse gênero musical no Brasil e também proporcionar aos fãs e admiradores
dessa cultura o acesso a um material que possa ser guardado.

Objetivo
O objetivo desse projeto é exatamente esse, criar e desenvolver um material
impresso, no caso um livro, que possa ser inserido no mercado brasileiro que possibilite não só os fãs e admiradores da cultura e música coreana terem acesso a
um material gráfico impresso, como também um meio de divulgação da cultura e
música coreana no Brasil.

130

Proposta
O estilo musical coreano, como observado nas análises realizadas, tem material gráfico de alta qualidade e sofisticação. A proposta é desenvolver um livro sobre a cultura e música coreana com foco principal no K-Pop, suas características e
artistas, e que tenha semelhança com a linguagem gráfica e visual encontrada nesse gênero musical. Para o desenvolvimento desse material gráfico, serão usadas
como referência as conclusões e resultados das análises dos álbuns e videoclipes
realizadas no capítulo três.

público-alvo
O livro tem como foco principal os fãs e colecionadores de produtos ligados
a cultura coreana, como álbuns de artistas e produtos oficiais do K-Pop.

conteúdo
O conteúdo desse material conterá informações sobre a Onda Hallyu e o
K-Pop. Parte desse conteúdo será o que foi abordado no capítulo dois e para
complementar, serão utilizadas informações retiradas da internet (que podem
ser vistas nas referências complementares).

131

5.2 projeto
formato
Com os resultados das análises realizadas no capítulo três, optou-se por criar um material gráfico semelhante ao projeto dos álbuns. Com isso, decidiu-se desenvolver dois
livros com conteúdos diferentes, e cada um tem trinta e duas páginas. O conteúdodesses
livros será mostrado nas páginas seguintes.
Já o formato se assemelha aos CDs, que são quadrados. A decisão desse formato também foi tomada tendo base nas análises dos álbuns.
Para cada livro foi desenvolvida uma jaqueta nomeada como “capa pôster” e em cada
uma, contém informações sobre a música pop coreana.
Essas jaquetas também foram pensadas para serem usadas como pôsteres, por isso,
leva esse nome. As informações que há nelas serão mostradas nas páginas seguintes.
Para que os dois livros ficam juntos, encapados pelas jaquetas, foi desenvolvida uma
cinta para proteger e dar sustentação a esse material.

132

medidas
livros
Capa: 36,4 x 18 cm
Miolo: 18 x 18 cm (cada página)
(Total: 32 páginas - frente e verso)

0,4 mm

18 cm

18 cm

18 cm

36,4 cm

133

"capa pôsteres"
Formato aberto: 46,5x18 cm (frente e verso)
5 cm

0,5 mm

5 cm

18 cm

18 cm

18 cm

46,5 cm

cinta
Formato aberto: 42,4 x 5 cm
2 cm

1, 3 cm

18,9 cm

18,9 cm

42,4 cm

134

5 cm

espelhos
espelho "livros"

VOLUME 1
-Surgimento e desenvolvimento da Hallyu
-Apresentação do gênero musical
-Sobre o gênero musical
Apresentação

Surgimento e desenvolvimento da Hallyu

Capa
1

3

2

5

4

6

Surgimento e desenvolvimento da Hallyu

13

12

14

15

8

9

16

17

18

11

10

Música coreana - Apresentação

1ª geração

22

7

Artistas da...

19

20

21

29

30

31

Artistas da 2ª geração

23

24

25

26

27

28

32

135

VOLUME 2
-Características visuais do estilo musical
-Comportamento dos fãs
-K-Pop no Brasil

Apresentação

Capa

Comportamento dos fãs - Fã Clubes

Título
1

2

3

4

5

6

7

8

Comportamento dos fãs - Fã Clubes

12

13

14

15

16

9

11

10

Características do estilo musical - Cores

17

18

19

20

21

27

28

29

30

31

K-pop no Brasil

22

32

136

23

24

25

26

espelho "capa pôster"
Volume 1
FRENTE

VERSO

K-Pop dos anos 90
-Informações sobre artistas mais famosos do kpop nos anos 90

137

Volume 2
FRENTE

VERSO

Guia Kpopper
-Um pequeno dicionário com algumas das palavras em coreano mais usadas
por fãs do K-Pop

138

grid
Como o formato dos livros são quadrados, foi preciso um grid que possibilitasse uma
melhor flexibilidade na hora da diagramação, por isso, foi escolhido um grid modular, dividido em dez módulos, dessa forma, manipulação dos textos.

Massa de texto em uma coluna

Massa de texto
em duas colunas

Massa de texto
em duas colunas

Massa de texto
em duas colunas

Massa de texto
em duas colunas

0,5 mm

139

tipografia
Para o texto corrido, foi utilizada a tipografia Corbel, que é geométrica e sem serifa.
Essa escolha foi feita para deixar a massa de texto mais leve e se optou usar uma entrelinha mais aberta para dar uma melhor legibilidade.
Já para os títulos e subtítulos, foi usada a tipografia Multicolore, também geométrica
e condensada.
Título: Multicolore 30 pt
Subtítulo: Multicolore 25 pt
Texto corrido: Corbel 10 pt / 16pt

MULTICOLORE
0123456789
abcdefghijklmnopqrstuvwxyz
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ

CORBEL
0123456789
abcdefghijklmnopqrstuvwxyz
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ

140

logo
O nome escolhido para o livro é a palavra romanizada Daebak, que em coreano indica
uma grande vitória ou sucesso, mas também tem o significado de “Muito bom”, “Incrível”.
Esse nome foi escolhido por se tratar de uma palavra muito conhecida entre os fãs de
K-Pop e também por ser muito utilizada pelos próprios grupos e cantores.
O desenho das letras foi inspirada no Hangul (sistema de escrita coreano), da palavra
Daebak, utilizando também o alfabeto coreano como base para construção do logo.

FIG.174: Hangul da palavra Daebak

FIG.173: Alfabeto coreano

141

roughs

FIG.175: Primeiros roughs

142

logo final
Geralmente ao se falar Daebak, se ergue os dedos polegares para se expressar melhor,
falando com animação, por isso, o ponto de exclamação embaixo da letra “K”, que também expressa o “K” de K-Pop, sugere isso.

143

Paleta de cor
No K-Pop, os fandoms (chamados também de fã clubes) é muito comum
cada grupo/cantor ter uma cor. Essa é a forma de diferenciar cada um, tornando
também a identificação dos fãs mais fácil. Por isso, a paleta criada para o projeto foi inspirada nas cores de alguns desses grupos/cantores.
As cores escolhidas foram as mais vibrantes e que se contrastassem. Na paleta estão presentes também cores neutras para manter um equilibrio na hora
de utiliza-las. No total são onze cores.

144

C= 0
M= 0
Y= 10
K= 5

C= 12
M= 0
Y= 75
K= 0

C= 75
M= 12
Y= 20
K= 10

C= 0
M= 49
Y= 29
K= 0

C= 3
M= 5
Y= 59
K= 0

C= 73
M= 2
Y= 21
K= 0

C= 10
M= 59
Y= 0
K= 25

C= 74
M= 0
Y= 35
K= 0

C= 10
M= 10
Y= 10
K= 85

C= 0
M= 75
Y= 49
K= 0

C= 60
M= 0
Y= 30
K= 0

5.3
resultado

final

145

FIG.176: Resultado final do projeto
FIG.177: Livros e a cinta que os segura

146

FIG.178: Frente dos livros encapados com
as jaquetas
FIG.179: Verso dos livros encapados com
as jaquetas

147

FIG.180: Jaquetas dos livros

148

FIG.181: Capas dos livros

149

FIG.182: “Capa postêr” do
primeiro livro
FIG.183: “Capa postêr” do
segundo livro

150

FIG.184: "Capas postêr" contendo informações sobre o K-Pop

FIG.185 | 186: Lombada dos livros

151

FIG.187: Página do primeiro livro
FIG.188: Página do segundo livro

152

considerações finais
Com a realização desse projeto, pude compreender o estudo e desenvolvimento de linguagem visual, usando como ferramenta análises de uma linguagem já existente para o desenvolvimento de um material gráfico totalmente
novo. Percebi o quanto é importante conhecer os elementos visuais para assim
representar uma ideia de maneira adequada para que possa ser compreendida
e chegue ao público destinado. Com isso, posso dizer que esse projeto foi um
desafio.
Quanto ao tema escolhido, no caso a música pop coreana, por se tratar de
um gosto pessoal, fez com que a pesquisa e o processo de criação fosse prazeroso. Tive a oportunidade de trabalhar com algo que realmente gosto e assim
apresentar um pouco do meu mundo para as outras pessoas.
Com esse trabalho, também tive a oportunidade de mostrar um pouco do
que é a música e cultura coreana, que como dito ao longo do projeto, ainda é
um assunto pouco conhecido e divulgado no Brasil.

155

REFERÊNCIAS
LIVROS
DONDIS, Donis A. Sintaxe da linguagem Visual. São Paulo: Martins Fonte, 1997.
KIM, Yoon-mi. Kpop: A new Force in Pop Music. South Korea: Korean Culture and Information Service, 2011. Disponível em: http://pt.scribd.com/doc/72761116/K-POP-A-New-Force-in-Pop-Music.
Acesso em: 26/08/2013.
KOCIS. The Korean Wave: A new Pop Culture Phenomenon. South Korea: Korean Culture and Information Service, 2011. Disponível em: http://pt.scribd.com/doc/64040042/The-Korean-Wave-A-New
-Pop-Culture-Phenomenon?in_collection=4326886. Acesso em: 24/08/2013.
LAUS, Egeu. Capas de discos: Os primeiros anos In CARDOSO, Rafael. O Design brasileiro antes do
design: aspectos da história gráfica, 1870-1960. São Paulo: Cosac Naify, 2005, pp. 296 – 336.
LUPTON, Ellen; PHILLIPS, Jennifer Cole. Novos Fundamentos do Design. São Paulo: Cosac Naify,
2008.
MEGGS, Philip B. Imagem Conceitual In MEGGS, Philip B. História do Design Gráfico. 4 ed. São
Paulo: Cosac Naify, 2009, pp. 547 -565.
MELO, Chico Homem de. Linha do tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo: Cosac Naify,
2011.
RODRIGUES, Jorge Caê. O design tropicalista de Rogério Duarte In MELO, Chico Homem de. O design gráfico brasileiro: anos 60. São Paulo: Cosac Naify, 2006, pp. 188 – 215.
TIMOTHY, Samara. Grid: Construção e desconstrução. São Paulo: Cosac Naify, 2007.
156

ARTIGOS DA INTERNET
ANDERSON, Crystal S. THE 'K' IN K-POP: Research Finds Korean Language, Culture Appeals to Global Fans, 2011. Disponível em: http://kpopkollective.com/2012/12/11/the-k-in-k-pop-research-finds
-korean-language-culture-appeals-to-global-fans. Acesso em: 31/08/2013
CHOE, Sang H; RUSSEL, Mark. Bringing K-Pop to the West. The New York Times, 2012. Disponível em: http://www.nytimes.com/2012/03/05/business/global/using-social-media-to-bring-korean
-pop-music-to-the-west.html?pagewanted=all&_r=0. Acesso em: 31/08/2013.

MATERIAL COMPLEMENTAR
ALBUNS
JUNSU, Xia. 2ND solo album: Incredible. South Korea: LOEN Entertainment, 2013. 1CD.
JYJ. The First Album: The Beginning (Special Limited Editon). South Korea: Vitamin Entertainment, 2010. 1CD.
KIM, Jaejoong. Only Love: Mini Album Repackage [Y]. South Korea: A&G Modes, 2013. 1CD.

VIDEOCLIPES
DREAM GIRL. South Korea: SM Entertainment, 2013. Clipe da Banda: SHINee. Disponível em: http://
www.youtube.com/watch?v=vhxjEXDAy6s. Acesso em: 24/08/2013
G.R.8.U. South Korea: Jellyfish Entertainment, 2013. Clipe da Banda: VIXX. Disponível em: http://
www.youtube.com/watch?v=9vIZT-aIUKc. Acesso em: 24/08/2013

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
HALLYU: A Onda Coreana do pop de Seul invade o mundo! In Chuva de Nanquim. 2012. Disponível em:
http://chuvadenanquim.com.br/2012/11/24/otakismo-hallyu-a-onda-coreana-do-pop-de-seul-invade
-o-mundo. Acesso em: 14/04/2014.
CAMPIANI, Danielle. Você sabe o que é Fandom? In Lumus Comunicação. 2012. Disponível em: http://lumuscomunicacao.blogspot.com.br/2012/10/voce-sabe-o-que-e-fandom.html. Acesso em: 27/04/2014.
OLIVEIRA, Marcello. Coluna: Sobre Fandoms In Sobre Sagas. 2012. Disponível em: http://sobresagas.
com/coluna-sobre-fandoms Acesso em: 27/04/2014.
IDOL STATION: Conheça os principais fandoms de Kpop In Kpopstation. 2012. Disponível em: http://
www.kpopstation.com.br/2012/02/10/idol-station-conheca-os-principais-fandoms-de-k-pop. Acesso
em: 27/04/2014.
SER FÃ DE KPOP na Coréia é um modo de vida? In Koreanland. 2013. Disponível em:
http://welcometokoreanland.blogspot.com.br/2013/08/ser-fa-de-kpop-na-coreia-e-um-modo-de.
html. Acesso em: 27/04/2014.
KPOP: A vez do pop sul-coreano In Fala Cultura. 2012. Disponível em:
http://falacultura.com/k-pop-vez-pop-sul-coreano. Acesso em: 27/04/2014.

lista de imagem
1. DESIGN E MÚSICA
FIG.1: Cartaz contra guerra, de Tadeuz
Trepkowski, 1953 - p.16
Fonte: MEGGS, Philip B. Imagem Conceitual In
MEGGS, Philip B. História do Design Gráfico. 4
ed. São Paulo: Cosac Naify, 2009, p. 549.
FIG.2: Cartaz para o filme Rzeczpospolita, de
Jerzy Lisak - p.16
Fonte: MEGGS, Philip B. Imagem Conceitual In
MEGGS, Philip B. História do Design Gráfico. 4
ed. São Paulo: Cosac Naify, 2009, p. 550.
FIG.3: Cartaz do Teatro Dramatyczny, de Franciszek Starowiejski, 1962 - p.17
Fonte: MEGGS, Philip B. Imagem Conceitual In
MEGGS, Philip B. História do Design Gráfico. 4
ed. São Paulo: Cosac Naify, 2009, p. 551
FIG.4: Cartaz de circo, de Roman Cieslewicz,
1962 - p.17
Fonte: MEGGS, Philip B. Imagem Conceitual In
MEGGS, Philip B. História do Design Gráfico. 4
ed. São Paulo: Cosac Naify, 2009, p. 551
FIG.5: Imagem de Bob Dylan, de Milton Glaser,
1967 - p.17

Fonte: MEGGS, Philip B. Imagem Conceitual In
MEGGS, Philip B. História do Design Gráfico. 4
ed. São Paulo: Cosac Naify, 2009, p. 557
FIG.6: Capa do disco The Threepenny Opera,
por Seymour Chwast, 1975 - p.18
Fonte: MEGGS, Philip B. Imagem Conceitual In
MEGGS, Philip B. História do Design Gráfico. 4
ed. São Paulo: Cosac Naify, 2009, p. 559
FIG.7: Cartaz Anna Christie, de James
McMullan, 1977 - p.18
Fonte: MEGGS, Philip B. Imagem Conceitual In
MEGGS, Philip B. História do Design Gráfico. 4
ed. São Paulo: Cosac Naify, 2009, p. 561
FIG.8: Cartaz para For Colored Girls (Para moças Negras), de Paul Davis, 1976 - p.20
Fonte: MEGGS, Philip B. Imagem Conceitual In
MEGGS, Philip B. História do Design Gráfico. 4
ed. São Paulo: Cosac Naify, 2009, p. 561
FIG.9: Capa do disco da Orquestra Filarmônica
de Nova York, por John Berg, 1963 - p.21
Fonte: MEGGS, Philip B. Imagem Conceitual In
MEGGS, Philip B. História do Design Gráfico. 4
ed. São Paulo: Cosac Naify, 2009, p. 564
159

FIG.10: Embalagens Cilíndricas - p.22
Fonte: LAUS, Egeu. Capas de discos: Os primeiros anos In CARDOSO, Rafael. O Design
brasileiro antes do design: aspectos da história
gráfica, 1870-1960. São Paulo: Cosac Naify,
2005, p. 298
FIG.11: Envelope de disco - p.22
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://www.flickr.com/photos/jeremyhopkin/3598532849/in/photostream. Acesso em:
28/08/2013
FIG.12: Envelope padrão da gravadora Odeon
- p.22
Fonte: LAUS, Egeu. Capas de discos: Os primeiros anos In CARDOSO, Rafael. O Design
brasileiro antes do design: aspectos da história
gráfica, 1870-1960. São Paulo: Cosac Naify,
2005, p. 302

Fonte: LAUS, Egeu. Capas de discos: Os primeiros anos In CARDOSO, Rafael. O Design
brasileiro antes do design: aspectos da história
gráfica, 1870-1960. São Paulo: Cosac Naify,
2005, p. 307
FIG.15: Capa do disco Canções Praieiras, por
Dorival Caymmi - p.23
Fonte: LAUS, Egeu. Capas de discos: Os primeiros anos In CARDOSO, Rafael. O Design
brasileiro antes do design: aspectos da história
gráfica, 1870-1960. São Paulo: Cosac Naify,
2005, p. 315
FIG.16: Capa de disco, ilustrada por Páez Torres
- p.23
Fonte: LAUS, Egeu. Capas de discos: Os primeiros anos In CARDOSO, Rafael. O Design
brasileiro antes do design: aspectos da história
gráfica, 1870-1960. São Paulo: Cosac Naify,
2005, p. 319

FIG.13: Envelope padrão da gravadora Copacabana - p.22
Fonte: LAUS, Egeu. Capas de discos: Os primeiros anos In CARDOSO, Rafael. O Design
brasileiro antes do design: aspectos da história
gráfica, 1870-1960. São Paulo: Cosac Naify,
2005, p. 306

FIG.17: Contracapa disco Carnaval em long
playing - p.23
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível em: http://bolachadecera.blogspot.com.
br/2013/03/claribalte-passos-90-anos-de-um.
html. Acesso em: 28/08/2013

FIG.14: Capa do disco de Carnaval, 1945 - p.23

FIG.18: Capa de disco da dupla Mafra e Joselito

- p.25
Fonte: LAUS, Egeu. Capas de discos: Os primeiros anos In CARDOSO, Rafael. O Design
brasileiro antes do design: aspectos da história
gráfica, 1870-1960. São Paulo: Cosac Naify,
2005, p. 327
FIG.19: Capa do disco de Gilberto Gil, por Rogério Duarte, 1968 - p.25
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 340
FIG.20: Capa do disco de Caetano Veloso, por
Rogério Duarte, 1968 - p.25
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 341
FIG.21: Capa do disco Sgt. Pepper’s Lonely, da
banda Beatles - p.25
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível em:http://www.feelnumb.com/2011/11/09/
the-beatles-sgt-pepper-lonely-hearts-club
-band-album-insert-cut-outs-art. Acesso em:
28/08/2013
FIG.22: Capa do disco Grande Liquidação, por
Rogério Duarte, 1968 - p.26
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do

tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 341
FIG.23: Capa experimental do disco Transa, por
Aldo Luiz, 1972 - p.26
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 433
FIG.24: Capa experimental aberta do disco
Transa - p.27
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 433
FIG.25: Capa e contracapa do disco Expresso
2222, feita por Edinízio Ribeiro, 1972 - p.27
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 434
FIG.26: Abas abertas do disco Expresso 2222 p.27
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 434
FIG.27: Disco com todas as abas dobráveis
abertas, formando um círculo - p.28
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do

tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 435
FIG.28: Capa do disco Milagre dos Peixes, por
Noguchi, 1973 - p.29
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 436

Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 452
FIG.33: Capa de disco Tom Maior, por Pojucan
- p.32
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 453

FIG.29: Disco com todas as abas dobráveis
abertas, deixando a capa seis vezes maior p.30
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 436

FIG.34: Capa do disco Flash Back, por Pojucan
- p.34
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 453

FIG.30: Capa de disco Verde que te quero rosa,
por Ney Tavora, 1977 - p.31
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 441

FIG.35: Capa do disco Carne Crua, por Felipe
Taborda, 1994 - p.34
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 628

FIG.31: Capa de disco Revelações por minuto,
1985 - p.32
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 542

FIG.36: Capa do disco Mondo carne, por Luiz
Stein, 1992 - p.34
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 629

FIG.32: Capa de disco As aventuras de Blitz p.32

FIG.37: Capa do disco O samba poconé, por
Gringo Cardia, 1996 - p.34

Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 630

Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://envylook.tistory.com/122. Acesso
em: 28/08/2013

FIG.38: Capa do disco Paratodos, por Gringo
Cardia, 1993 - p.35
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 631

FIG.43: Winter Sonata, primeiro dorama coreano a ser exibido no Japão em 2003 - p.41
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://www.jwave.com.br/2011/08/k-drama-winter-sonata-e-lancado-no-brasil.html.
Acesso em: 28/08/2013

FIG.39: Capa do disco Antologia acústica, 1997
- p.35
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 634
FIG.40: Capa do CD Barulhinho bom, por Gringo
Cardia, 1996 - p.35
Fonte: MELO, Chico Homem de. Linha do
tempo do Design Gráfico no Brasil. São Paulo:
Cosac Naify, 2011, p. 635

2. ONDA COREANA
FIG.41: What is Love, primeiro dorama exibido
na China em 1997 - p.39
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://article.joins.com/news/article/article.
asp?total_id=3690120. Acesso em: 28/08/2013
FIG.42: Wish Upon a Star, exibido na China em
1999 - p.39

FIG.44: O dorama Dae Jang Geum, conhecido
também como Jewel in the Palace, despertou
o interesse pela cultura tradicional coreana nos
japoneses - p.41
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://www.dramafever.com/drama/19/
Jewel_in_the_Palace. Acesso em: 28/08/2013
FIG.45: O grupo Seo Taiji & Boys teve sua estreia no ano de 1992 com a música Nan Arayo
(I Know) e em 1996 o grupo acabou - p.42
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://www.allkpop.com/article/2010/11/
way-back-wednesdays-seo-taiji-boys-nan-arayo. Acesso em: 30/08/2013
FIG.46: O Grupo H.O.T estreou em 1996 com a
música Warrior’s Descendant e teve seu termino em 2001 - p.42
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível

em: http://kpopsurf.com/sm-entertainment/h-o
-t. Acesso em: 30/08/2013
FIG.47: O sexteto Sechs Kies estreou em 1997
com School Song e apesar do sucesso que
conquistou, o grupo se separou no ano de 2000
- p.42
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível em: http://www.mtviggy.com/blog-posts/
throwback-thursday-sechs-kiess-comback.
Acesso em: 30/08/2013
FIG.48: O trio feminino S.E.S estreou em 1997
com a música I’m Your Girl e se separou em
2002 - p.43
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://kpopselca.com/forum/korean-artists/s-e-s-t12063. Acesso em: 30/08/2013
FIG.49: O grupo feminino Fin.K.L estreiou em
1998 com Blue Rain e pausou suas atividades
em 2005. O grupo continua inativo nos dias de
hoje - p.43
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://blog.ningin.com/2011/07/05/idolgroup-names-and-their-meanings. Acesso em:
30/08/2013
FIG.50: O grupo NRG teve sua estreia em 1997
com a música Hal Soo Isu (I Can Do It) e terminou em 2005 - p.43

Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível em: http://koreanidolgroup.wordpress.
com/2011/12/25/nrg-new-radiancy-group.
Acesso em: 02/09/2013
FIG.51: O quarteto masculino Taesaja estreou
em 1997 com a música Do e terminou em 2001
- p.43
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://www.beast.musicasia.net/way-back
-wednesday-taesaja. Acesso em: 02/09/2013
FIG.52: O grupo Shinhwa estreou em 1998 com
a música The Solver, pausou suas atividades em
2008 e no ano de 2011, o grupo retornou com a
formação inicial - p.43
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://www.soompi.com/2012/03/19/random-musings-shinhwa-the-old-work-horse-returns-popular-kdramas-talking-about-idol-bodies-again-and-kara-figurines-freak-me-out.
Acesso em: 02/09/2013
FIG.53: O grupo G.O.D teve início em 1999
com To Mother e terminou em 2006. Todos os
integrantes do grupo agora seguem carreira
solo - p.43
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://blog.ningin.com/2011/07/05/idolgroup-names-and-their-meanings. Acesso em:
02/09/2013

FIG.54: A cantora solo BoA Kwon estreou na
Coreia no ano de 2000 com o álbum ID; Peace
B. Em 2002, estreou no Japão com a música
Listen to my Heart, se tornando uma das primeiras cantoras coreanas a entrar no mercado
japonês - p.44
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://adrenaline.uol.com.br/forum/geral/178325-cantora-kwon-boa-clipes-e-musicas.
html. Acesso em: 02/09/2013
FIG.55: Jeong JiHoon, mais conhecido como
Rain, teve sua estreia no ano de 2002 com a
música Bad Guy. Assim como a cantora BoA,
é um dos responsáveis por levar o K-Pop da
segunda geração para fora da Coreia - p.46
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://hoidap.tinmoi.vn/tieu-su-chang-casi-bi-rain--d17754.html. Acesso em: 16/03/2014
FIG.56: O quinteto TVXQ teve sua estreia em
2003 com a música Hug, mas no ano de 2009,
o grupo se separou, restando apenas dois integrantes da formação inicial - p.48
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://lynaeina.wordpress.com/2009/08/17/
hd-dbsk-wallpapers-from-frapbois/. Acesso em:
16/03/2014
FIG.57: O grupo BIGBANG teve sua estreia em
em 2006 com a música La, La, La - p.48

Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://sunskier.com/2011/11/28/big-bangtheory. Acesso em: 03/09/2013
FIG.58: O grupo Super Junior inicialmente tinha
treze integrantes e estreou em 2005 com a música TWINS. Hoje o grupo é formado por doze
integrantes - p.48
Fonte: Imagem retirada da internet.
Disponível em: http://lollikop.wordpress.
com/2010/03/08/interview-super-junior-idealgirl. Acesso em: 03/09/2013
FIG.59: O grupo SHINee estreou com as músicas Replay e The SHINee World no ano de 2008
- p.49
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível em: http://dramaslovers.com.br/?p=2326.
Acesso em: 03/09/2013
FIG.60: Inicialmente com sete integrantes, o
grupo 2PM estreou em 2008 com a música 10
Points Out of 10 Points, após controversas, um
dos integrantes deixou o grupo, seguindo então
carreira solo - p.49
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://seoulbeats.com/2012/03/can-2pm
-and-jay-park-let-go-of-the-past. Acesso em:
03/09/2013
FIG.61: O quarteto 2AM estreou com This Song

no ano de 2008 e junto com o grupo 2PM formam o supergrupo chamado One Day - p.49
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível em: http://shockedfan.wordpress.
com/2010/12/18/7th-most-talented-idol-group
-2am. Acesso em: 05/09/2013
FIG.62: O grupo feminino Wonder Girls teve sua
estreia com um programa chamado MTV Wonder Girls, no ano de 2007 e a música de estréia
do grupo chama-se Irony, também do mesmo
ano - p.49
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://sciencelakes.com/ct/8792958-wonder-girls-wallpaper.html. Acesso em:
05/09/2013
FIG.63: So Nyeo Shi Dae ou SNSD, conhecidas
também como Girl’s Generation, estreou em
2007 com a música Into the New World - p.49
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível em: http://pt.best-wallpaper.net/GirlsGeneration-10_1920x1200.html. Acesso em:
05/09/2013
FIG.64: O grupo KARA fez sua estreia em 2007
com a música Break It - p.50
Fonte: Imagem retirada da internet.
Disponível em:
http://hdw.eweb4.com/wallpapers/5075/. Acesso em: 05/09/2013

FIG.65: O grupo 2NE1, que significa “Nova
Evolução do século 21”, estreou em 2009 com a
música Fire - p.50
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível em: http://jrockworldportugal.blogspot.
com.br/2013/04/2ne1-profile.html. Acesso em:
16/03/2014
FIG.66: O grupo feminino F(x) estreou em 2009
com a música LA chA TA - p.53
Fonte: Imagem retirada da internet.
Disponível em: hhttp://www.fanpop.com/clubs/
f-x/images/15623470/title/f-x-chu-wallpaper.
Acesso em: 16/03/2014
FIG.67: SMTown Live World Tour in Paris aconteceu nos dias 10 e 11 de Junho de 2011, em
Paris, e marcou a entrada do K-Pop na Europa.
SMTown é um projeto musical composto por
artistas de uma das três maiores agências de
entretenimento da Coreia, a SM Entertainment
Fonte: Imagem retirada da internet. - p.53
Disponível em: http://kpoponline.wordpress.
com/2011/07/03/video-penampilan-sm-town-live-in-paris-yang-disiarkan-mbc/. Acesso em:
16/03/2014
FIG.68: O grupo MBLAQ, que significa Music
Boys Live in Absolute Quality e estreou em
2009, foi o primeiro grupo de K-Pop a visitar o
Brasil, em Setembro de 2011 - p.53

Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://mblaq.sarkisozlerinet.com/mblaq/
good-luv.html. Acesso em:16/03/2014

3. A LINGUAGEM VISUAL DO K-POP
FIG.69: Primeiro momento do vídeo - p.59
Fonte: G.R.8.U. South Korea: Jellyfish Entertainment, 2013. Clipe da Banda: VIXX. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=9vIZT-aIUKc. Acesso em: 06/09/2013
FIG.70: Cenário do primeiro momento ao abrir
o plano do vídeo - p.59
Fonte: G.R.8.U. South Korea: Jellyfish Entertainment, 2013. Clipe da Banda: VIXX. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=9vIZT-aIUKc. Acesso em: 06/09/2013
FIG.71: Paleta de cores vibrantes e saturadas
que destacam-se - p.59
Fonte: G.R.8.U. South Korea: Jellyfish Entertainment, 2013. Clipe da Banda: VIXX. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=9vIZT-aIUKc. Acesso em: 06/09/2013
FIG.72: As cores estão presentes nos objetos e
cabelos dos integrantes - p.59
Fonte: G.R.8.U. South Korea: Jellyfish Enter-

tainment, 2013. Clipe da Banda: VIXX. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=9vIZT-aIUKc. Acesso em: 06/09/2013
FIG. 73: A interação entre artista e objeto também deixa a paleta com as cores vibrantes em
destaque - p.59
Fonte: G.R.8.U. South Korea: Jellyfish Entertainment, 2013. Clipe da Banda: VIXX. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=9vIZT-aIUKc. Acesso em: 06/09/2013
FIG.74: Segundo momento do vídeo aparece
com a sobreposição e transparência de camadas - p.60
Fonte: G.R.8.U. South Korea: Jellyfish Entertainment, 2013. Clipe da Banda: VIXX. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=9vIZT-aIUKc. Acesso em: 06/09/2013
FIG.75: Os recortes imperfeitos geram um efeito de fotografias rasgadas - p.60
Fonte: G.R.8.U. South Korea: Jellyfish Entertainment, 2013. Clipe da Banda: VIXX. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=9vIZT-aIUKc. Acesso em: 06/09/2013
FIG.76: Terceiro momento do vídeo, aparece
com intercalação de cenas com o primeiro

momento - p.61
Fonte: G.R.8.U. South Korea: Jellyfish Entertainment, 2013. Clipe da Banda: VIXX. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=9vIZT-aIUKc. Acesso em: 06/09/2013
FIG.77: Fragmentos do terceiro momento também aparecem nos quadros ao fundo, gerando
uma continuidade de imagem - p.61
Fonte: G.R.8.U. South Korea: Jellyfish Entertainment, 2013. Clipe da Banda: VIXX. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=9vIZT-aIUKc. Acesso em: 06/09/2013
FIG.78: O céu agora é visto como cenário no
terceiro momento do vídeo - p.62
Fonte: G.R.8.U. South Korea: Jellyfish Entertainment, 2013. Clipe da Banda: VIXX. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=9vIZT-aIUKc. Acesso em: 06/09/2013

tertainment, 2013. Clipe da Banda: SHINee.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vhxjEXDAy6s. Acesso em: 07/09/2013
FIG.81: O reflexo no chão das formas geométricas criam cenário simétrico - p.64
Fonte: DREAM GIRL. South Korea: SM Entertainment, 2013. Clipe da Banda: SHINee.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vhxjEXDAy6s. Acesso em: 07/09/2013
FIG.82: Presença de figuras geométricas é forte, principalmente os quadrados e retângulos
que seguem uma mesma linha na composição
- p.64
Fonte: DREAM GIRL. South Korea: SM Entertainment, 2013. Clipe da Banda: SHINee.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vhxjEXDAy6s. Acesso em: 07/09/2013

FIG.79: A roupa dos integrantes é o destaque no
terceiro momento - p.62
Fonte: G.R.8.U. South Korea: Jellyfish Entertainment, 2013. Clipe da Banda: VIXX. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=9vIZT-aIUKc. Acesso em: 06/09/2013

FIG.83: Combinação de elementos visuais
geram composições que passam sensação de
movimento - p.64
Fonte: DREAM GIRL. South Korea: SM Entertainment, 2013. Clipe da Banda: SHINee.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vhxjEXDAy6s. Acesso em: 07/09/2013

FIG.80: Formas geométricas no teto e paredes
dão profundidade ao cenário - p.64
Fonte: DREAM GIRL. South Korea: SM En-

FIG.84: Texturas do chão e objetos causam
sensação de experiência tangível - p.65
Fonte: DREAM GIRL. South Korea: SM En-

tertainment, 2013. Clipe da Banda: SHINee.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vhxjEXDAy6s. Acesso em: 07/09/2013
FIG.85: As estampas no figurino dos artistas
dão destaque para eles quando ocorre diminuição no contraste e brilho - p.65
Fonte: DREAM GIRL. South Korea: SM Entertainment, 2013. Clipe da Banda: SHINee.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vhxjEXDAy6s. Acesso em: 07/09/2013
FIG.86: Uma camada vaza sobre a outra - p.66
Fonte: DREAM GIRL. South Korea: SM Entertainment, 2013. Clipe da Banda: SHINee.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vhxjEXDAy6s. Acesso em: 07/09/2013

FIG.87: Sobreposição de imagem - p.66
Fonte: DREAM GIRL. South Korea: SM Entertainment, 2013. Clipe da Banda: SHINee.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vhxjEXDAy6s. Acesso em: 07/09/2013
FIG.88: Imagem sofre recorte e é preenchida
por textura - p.67
Fonte: DREAM GIRL. South Korea: SM Entertainment, 2013. Clipe da Banda: SHINee.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vhxjEXDAy6s. Acesso em: 07/09/2013

FIG.89: Imagem sofre recorte e é preenchida
por texturae cor rapidamente e volta para a
forma original - p.67
Fonte: DREAM GIRL. South Korea: SM Entertainment, 2013. Clipe da Banda: SHINee.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vhxjEXDAy6s. Acesso em: 07/09/2013
FIG.90: Deslocamento de imagem através de
cortes horizontais - p.67
Fonte: DREAM GIRL. South Korea: SM Entertainment, 2013. Clipe da Banda: SHINee.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vhxjEXDAy6s. Acesso em: 07/09/2013
FIG.91: Fragmento de cena aparece pixelizada
sobre uma camada se formando rapidamente
em outra camada - p.68
Fonte: DREAM GIRL. South Korea: SM Entertainment, 2013. Clipe da Banda: SHINee.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vhxjEXDAy6s. Acesso em: 07/09/2013
FIG.92: Paleta constituida por tons de azuis p.68
Fonte: DREAM GIRL. South Korea: SM Entertainment, 2013. Clipe da Banda: SHINee.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vhxjEXDAy6s. Acesso em: 07/09/2013
FIG.93: aleta constituida por tons de verdes -

p.69
Fonte: DREAM GIRL. South Korea: SM Entertainment, 2013. Clipe da Banda: SHINee.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vhxjEXDAy6s. Acesso em: 07/09/2013

Fonte: Produção Própria

FIG.94: As cores neutras, branco e preto, quebram a vivacidade do clipe em alguns momentos - p.69
Fonte: DREAM GIRL. South Korea: SM Entertainment, 2013. Clipe da Banda: SHINee.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vhxjEXDAy6s. Acesso em: 07/09/2013

FIG.101: Primeiro momento da diagramação do
miolo - p.75
Fonte: Produção Própria

FIG.95: Embalagem, Photobook, CD e pôster p.72
Fonte: Produção Própria

FIG.103: Terceiro momento da diagramação do
miolo - p.76
Fonte: Produção Própria
FIG.104: As Cores do álbum são contrastantes
e saturadas e nessa página o texto se torna
ilegível - p.77
Fonte: Produção Própria

FIG.96: Embalagem impressa em couché, aberta nas duas extremidades - p.72
Fonte: Produção Própria
FIG.97: Tipografia do título do álbum impressa
em relevo - p.72
Fonte: Produção Própria
FIG.98: Verso da embalagem - p.72
Fonte: Produção Própria
FIG.99: Linhas do grid que formam quatro quadrados, as fotos do artista estão posicionadas
no centro de cada um deles - p.74

FIG.100: O grid do miolo do photobook tem
uma estrutura simples - p.75
Fonte: Produção Própria

FIG.102: Segundo momento da diagramação
do miolo - p.76
Fonte: Produção Própria

FIG.105: Embalagem do CD com faca especial
que ao abrir o CD sobe - p.78
Fonte: Produção Própria
FIG.106: Frente da embalagem do CD, impressa
em uma cor - p.78
Fonte: Produção Própria
FIG.107: Verso da embalagem do CD, impressa
também em uma cor - p.78
Fonte: Produção Própria

FIG.108: Projeto gráfico da embalagem do CD,
na qual segue a mesma linha do restante do
projeto - p.79
Fonte: Produção Própria
FIG.109: Lista de músicas do álbum com a
tipografia geométrica, impressa e colada sobre
papel metier - p.79
Fonte: Produção Própria
FIG.110: Embalagem, livretos, CD e photocard
do artista - p.80
Fonte: Produção Própria
FIG.111: Faca da embalagem impressa com
laminação fosca por fora - p.80
Fonte: Produção Própria
FIG.112: Faca da embalagem impressa sem
laminação por dentro - p.80
Fonte: Produção Própria
FIG.113: Photocard do artista impresso em
papel fotográfico - p.82
Fonte: Produção Própria
FIG.114: Embalagem do álbum impressa em
relevo e verniz localizado - p.82
Fonte: Produção Própria
FIG.115: Parte de trás da embalagem e selo

lacrando ela - p.82
Fonte: Produção Própria
FIG.116: Encaixe que protege o conteúdo do
álbum que ao abri-lo, as abas da faca ficam
visíveis - p.83
Fonte: Produção Própria
FIG.117: Encaixe que protege o conteúdo do
álbum que ao abri-lo, as abas da faca ficam
visíveis - p.83
Fonte: Produção Própria
FIG.118: Embalagem do CD impressa em papel
cartão com laminação - p.84
Fonte: Produção Própria
FIG.119: Dobras da embalagem do CD - p.85
Fonte: Produção Própria
FIG.120: Embalagem totalmente aberta, sendo
possível pegar o CD pelo corte nela - p.85
Fonte: Produção Própria
FIG.121: Embalagem totalmente aberta, sendo
possível pegar o CD pelo corte nela - p.85
Fonte: Produção Própria
FIG.122: Livretos contendo letras das músicas e
fotos do artista, com o título do álbum impresso em verniz localizado - p.86
Fonte: Produção Própria

FIG.123: Contracapa do livreto, tendo a continuação da imagem da capa - p.86
Fonte: Produção Própria

das músicas em caixa alta e nas letras das músicas - p.94
Fonte: Produção Própria

FIG.124: Livretos divididos em volumes contendo letras das músicas e fotos do artista - p.87
Fonte: Produção Própria

FIG.131: Embalagem, CD, photobook e photocards dos artistas - p.95
Fonte: Produção Própria

FIG.125: Diagramação do primeiro livreto tem
mancha gráfica leve e agradável e contém três
letras de músicas - p.89
Fonte: Produção Própria

FIG.132: A embalagem é uma caixa de papel p.95
couro revestida com papel collor plus
Fonte: Produção Própria

FIG.126: Diagramação do segundo livreto por
conta do pouco contraste das imagens a mancha gráfica fica pesada e contém duas letras de
músicas - p.89
Fonte: Produção Própria
FIG.127: Diagramação do terceiro livreto contém imagens do making off do álbum e contém
as duas últimas letras das músicas - p.90
Fonte: Produção Própria
FIG.128: A diagramação do miolo é feita sobre
as imagens - p.90
Fonte: Produção Própria

FIG.133: Frente da caixa impressa em hot stamping e verniz localizado - p.95
Fonte: Produção Própria
FIG.134: A parte de trás da embalagem é
impressa diretamente no material e o nome do
álbum é com verniz - p.95
Fonte: Produção Própria

FIG.129: A tipografia do álbum é sem serifa p.93
Fonte: Produção Própria
FIG.130: A mesma tipografia é usada no título

FIG.135: A tampa na parte de dentro também é
impressa em hot stamping - p.96
Fonte: Produção Própria
FIG.136: Caixa que dá suporte ao CD é vista nas
laterais, feita de papel couro - p.96
Fonte: Produção Própria
FIG.137: Caixa que dá suporte ao CD é vista nas
laterais, feita de papel couro - p.97

Fonte: Produção Própria

Fonte: Produção Própria

FIG.138: A caixa serve de encaixe para a placa
onde vem o CD - p.98
Fonte: Produção Própria

FIG.145: Orelha da capa do photobook tem a
tracklist do álbum e a outra com um cartão p.100
Fonte: Produção Própria
FIG.146: Diagramação do miolo contendo imagem, título e texto - p.100
Fonte: Produção Própria

FIG.139: A placa do CD é feita com papel holler
- p.98
Fonte: Produção Própria
FIG.140: O suporte de proteção do conteúdo
do álbum é feito de papel collor plus preto e o
photobook e photocards vem dentro dele
Fonte: Produção Própria
FIG.141: O suporte de proteção do conteúdo do
álbum é feito de papel collor plus preto e o photobook e photocards vem dentro dele - p.98
Fonte: Produção Própria
FIG.142: O photobook é feito com papel cartão
branco com detalhes em relevo e hot stamping
- p.99
Fonte: Produção Própria
FIG.143: A parte de dentro do photobook é impressa em uma cor com laminação fosca - p.99
Fonte: Produção Própria
FIG.144: Orelha da capa do photobook tem a
tracklist do álbum e a outra com um cartão p.99

FIG.147: Diagramação do miolo contendo imagem e texto - p.101
Fonte: Produção Própria
FIG.148: Diagramação do miolo contendo
somente imagem - p.101
Fonte: Produção Própria
FIG.149: Linha lateral contendo numeração da
página e título do álbum - p.102
Fonte: Produção Própria
FIG.150: Os photocards ficam dentro de um
envelope semelhante ao papel canson lacrado
por um adesivo - p.103
Fonte: Produção Própria
FIG.151: Os photocards são impressos em
apenas um lado em papel semelhante ao tríplex
- p.104
Fonte: Produção Própria

FIG.152: Tipografias usadas no photobook, uma
serifada e outra sem serifa - p.104
Fonte: Produção Própria
FIG.153: Tipografias usadas no photobook, uma
serifada e outra sem serifa - p. 105
Fonte: Produção Própria

4. MERCADO
FIG.154 Estante na entrada da sessão de livros
de música - p.115
Fonte: Produção Própria
FIG.155: Livros lacrados na estante da entrada
- p.115
Fonte: Produção Própria
FIG.156: Livros abertos possibilitando que o
conteúdo seja visto - p.116
Fonte: Produção Própria
FIG.157: Estante circular no centro da sessão de
livros de música - p.116
Fonte: Produção Própria
FIG.158: CDs de artistas de K-Pop expostos na
entrada da livraria - p.117
Fonte: Imagem retirada da internet.
Disponível em:
http://www.lojacustomiz.com/2012/08/corre-la-

varios-cds-de-kpop-na-livrariacultura.html
FIG.159: Os quatro livros da coletânia Tesouros
da Música - p.120
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em:
http://www.queennet.com.br/08/07/2013/radio
-itapema-fm-sorteara-livro-queen-40anos/
FIG.160: Os quatro livros da coletânia Tesouros
da Música - p.120
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://www.hojeemdia.com.br/pophd/literatura/beatles-e-nirvana-ganham-boxset-com-paginas-recheadas-de-souvenirs1.66549
FIG.161: Capa do livro “Tesouros do Led Zeppelin” - p.121
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://www.idealshop.com.br/livrotesouros-de-led-zeppelin.html
FIG.162: Páginas do livro - p.121
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://www.idealshop.com.br/livrotesouros-de-led-zeppelin.html

FIG.163: Capa do livro “40 anos do Queen”p.122
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB552352382-livro-40-anos-de-queen-com-cd-rico-em-ilustracoes-_JM#redirectedFromParent
FIG.164: Páginas do livro - p.122
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB552352382-livro-40-anos-de-queen-com-cd-rico-em-ilustracoes-_JM#redirectedFromParent
FIG.165: Livro “Tesouros dos Beatles” e alguns
dos itens adicionais- p.123
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://www.hojeemdia.com.br/pophd/literatura/beatles-e-nirvana-ganham-boxset-com-paginas-recheadas-de-souvenirs1.66549
FIG.166: Livro “Tesouros dos Beatles” e alguns
dos itens adicionais- p.123
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://www.hojeemdia.com.br/pophd/literatura/beatles-e-nirvana-ganham-boxset-com-paginas-recheadas-de-souvenirs1.66549
FIG.167: Livro “Tesouros do Nivarna”- p.124
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://www.hojeemdia.com.br/pop-hd/literatura/beatles-e-nirvana-ganham-box-set-com

-paginas-recheadas-de-souvenirs-1.66549
FIG.168: Livro e itens adicionais do "Tesouros
do Nivarna"- p.124
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://www.hojeemdia.com.br/pop-hd/literatura/beatles-e-nirvana-ganham-box-set-com
-paginas-recheadas-de-souvenirs-1.66549
FIG.169: Livro "The K-pop-Up History Book"p.126
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://www.lojacustomiz.com/2012/09/
the-kpop-up-history-book-o-livro-final-e-o-sorteio.html
FIG.170: Livro "The K-pop-Up History Book"p.126
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://www.lojacustomiz.com/2012/09/
the-kpop-up-history-book-o-livro-final-e-o-sorteio.html
FIG.171: Página do livros- p.127
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://www.lojacustomiz.com/2012/09/
the-kpop-up-history-book-o-livro-final-e-o-sorteio.html
FIG.172: Uma das páginas do livro com pop-upp.127
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível

em: http://www.lojacustomiz.com/2012/09/
the-kpop-up-history-book-o-livro-final-e-o-sorteio.html

5. PROJETO
FIG.173: Alfabeto coreano - p.141
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em: http://www.deviantart.com/morelikethis/254683927?view_mode=2#skins
FIG.174: Hangul da palavra Daebak - p.141
Fonte: Imagem retirada da internet. Disponível
em:
http://silverbias.blogspot.com.br/2013/01/myfan-fan-dkfc-fanboard.html

FIG.179: Verso dos livros encapados com as
jaquetas - 147
Fonte: Produção própria
FIG.180: Jaquetas dos livros - p.148
Fonte: Produção própria
FIG.181: Capas dos livros - p.149
Fonte: Produção própria
FIG.182: “Capa postêr” do primeiro livro
Fonte: Produção própria - p.150
FIG.183: “Capa postêr” do segundo livro - p.150
Fonte: Produção própria

FIG.175: Primeiros roughs - p.14
Fonte: Produção própria

FIG.184: “Capas postêr” contendo informações
sobre o K-Pop - p.151
Fonte: Produção própria

FIG.176: Resultado final do projeto - p.146
Fonte: Produção própria

FIG.185: Lombada dos livros - p.151
Fonte: Produção própria

FIG.177: Livros e a cinta que os segura - p.146
Fonte: Produção própria

FIG.186: Lombada dos livros - p.151
Fonte: Produção própria

FIG.178: Frente dos livros encapados com as
jaquetas - p.147
Fonte: Produção própria

FIG.187: Página do primeiro livro - p.152
Fonte: Produção própria
FIG.188: Página do segundo livro - p.152
Fonte: Produção própria