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RETÜRICA DAS
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PAIXOES
Arist6teles

Prefacio
MICHEL MEYER

Introdw;;ao, notas e tradu\ao do grego
ISIS BORGES B. DA FONSECA
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Martins Fantes
Soo Paulo 2000

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BIBLIDTECA UNIVERSITARIA

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indice

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Titulo original: TEXNHL PHTOPIKHL B 1I-XI!
Copyright© 1989. Editions Ril'ages para o prefacio e notas
Copvright © 1991. Socihe d' Mition Les Beiles Lei/respara o texto grego.
Copvright © L/1•raria Martins Fonres Editora Ltda.,
Säo Pauio. 1999. para a presente edi(äO.

l' edil;äo
fn·ereiro de 2000

Tradu~äo

Nota a presente edir;iio ..... .
Introdur;ao ..
Prefiicio: Arist6teles ou a ret6rica das paixoes, por
Michel Meyer

15/S BORGES B. DA FONSECA

Revisäo da tradm;äo
Glison Cesar Cardoso de Sou:a

Revisäo grafica
Maria Sv/via Correa
Solange Martini
Produ~äo

grafica

Geraido Aives
Pagina~äo/Fotolitos

Studio 3 Desen\'0/vimento t:ditorial (6957-7653 J

~

Dados Internaclonais de Catalogao;äo na Publicao;äo (CIP)
(Cämara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
--~·--------

Arist6teles
Ret6rica das paixöes I Arist6teles ; prehicio Michel Meyer ;
introdw;ao, notas e tradur;ao do grego lsis Borges B. da Fonseca. Säo Paulo: Martins Fontes. 2000. - (Ciassicos)
Titulo da edi<,:ao em frances: Rhetorique- Livre II (I-XI).
ISBN 85-336-1146-3
I. Arist6teles. Ret6rica- Critica e interpreta<;ao 2. Filosofia antiga

3. Paixöes (Filosofia) I. Titulo. ll. Serie.
CDD-185

99-4150
Indices para catalogo sistematico:
I. Arist6teles : Obras tilos6ficas I RS
2. Ret6rica das paixöes : Filosotia aristotelica

185

Todos os direitos para a lingua portuguesa reserrados
Livraria Martins Fontes Editora Ltda.
Rua Conselheiro Ramalho, 330!340
01325-000 Säo Paulo SP Brasil
Tel. (11 J 239-3677 Fax ( 11) 3105-6867
e-mail: info@martinsfontes.com
http://www.martinsfontes.com

a

1. As paixöes nos dialogos plat6nicos
2. 0 ocaso do platonismo e o nascimento da ontologia proposicional em Arist6teles ...
3. Dialetica, retörica e poetica
4. A articulac;ao fundamental do Iogos proposicional e a genese do pathos .................................. .
5. As grandes paixoes segundo Aristöteles .......... .
6. A estrutura retörica das paixöes: o orador, o ouvinte e a imaginac;ao .............. ..
7. A c6lera
8. A calma, a tranqüilidadc
9. 0 amor e o 6dio, a seguranc;a c o tcmor. ........
10. A vergonha e a impudencia
11. 0 favor .....
12. A compaixao e a indignac;ao ........... .
13. A inveja, a emula<;ao e o desprezo ..
14. Ha um principio estrutural para as paixöes citadas? .................................................................. .
15. Conclusao ........................................................... .
RETÖRICA DAS PAIXÖES ..
1. Do carater do orador e das paixöes do ouvinte ..

VII
IX
XVII
XVII
XXIII
XXIX

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XLIV
XLIV
XLV
XLV
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XLVI
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Da cölera ............................................................ .
Da caln1a ............................................................ .
Do amor e do ödio ........................................... .
Do temor e da confianc;,:a .................................. .
Da vergonha e da impudencia ......................... .
Do favor ............................................................. .
Da compaixao .................................................... .
Da indignac;,:ao .................................................... .
Da inveja ............................................................ .
Da emulac;,:ao e do desprezo ............................. .

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Nota

a presente edifilO

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0 texto de Ret6rica das paixoes aqui publicado corresponde ao livro II, capitulos 1 a 11, da Ret6rica. A traduc;,:ao foi realizada pela Dr!! Isis Borges B. da Fonseca, professora do Departamento de Letras Classicas da Universidade de Sao Paulo. 0 texto
grego que espelha a traduc;,:ao, e que serviu de base para esta,
foi estabelecido por Mederic Dujour e publicado na Collection
des Universites de France pela Editora Beiles Lettres.
Para facilitar o acompanhamento da leitura da traduc;,:ao com
o original grego procuramos fazer com que os textos das duas
paginas coincidissem ... quando isto nao foi possivel, indicamos
com o sinal + o ponto na traduc;,:ao correspondente ao final de
pagina do original grego.

VII

rei dos macedonios.C. a mais poderosa das cidades pr6speras de uma rica regiao. Apesar dos tres discur* 0 pr6xeno acolhia em sua cidade os estrangeiros que ai se instalavam sob sua prote<.C. em 322 a. filho de uma irma de Platao. IX .C. em Estagira. Seu pai. Espeusipo. Ern 367 a.. na fronteira da Macedonia. mas ao agravamento das relap5es dos atenienses com Filipe da Macedonia. Ai permaneceu vinte anos ate a morte do mestre. ocorrida em 347 a. de influencia predominantemente ateniense. Atribui-se a partida de Arist6teles de Atenas nao apenas a questao da sucessao na Academia. era medico de Aminras II. quando designado oficialmente pelo Estado para defender os interesses de determinada cidade. sucedeu a este na Academia. portanto.. pequena cidade situada na peninsula Calcidica. Basta lembrar a perda de Olinto em 348 a.C. Nicomaco. mas Arist6teles e Xen6crates da Calcedonia partiram de Atenas com destino a Asso. A origem da familia de Arist6teles era legitimamente grega e sua cidade natal tinha popula~ao puramente grega. ficou sob os cuidados do pr6xeno* de Atarneu. na Misia da Asia Menor. na ilha de Eubeia. que ja tinha ocupado pontos muito importantes da Calcidica.C. onde iria freqüentar a Academia de Platao. cidade da E6lida na Asia Menor. avo de Alexandre Magno. Corno Arist6teles perdeu os pais muito cedo. foi enviado pelo seu protetor para Atenas. e faleceu em Cilcis. pai de Filipe II e.Introdufiio Arist6teles nasceu em 384 a.ao.

em que sao representados todos os ramos da ciencia antiga.. na ilha de Lesbos. No estudo da l6gica.C. parte para Mitilene.:ao das matematicas. Ern seu regresso. fundou o Liceu..:öes das aulas do curso. Arist6teles.:ao contra o entao debilitado imperio persa. Ern sua mem6ria.:ao da cidade. ao partir de Atenas. Segundos Analf'\ ticos.. quando aceita assumir a educac. levou paraRomaesse precioso material. uma das formas de lirismo coral... Arist6teles dava duas aulas por dia. ap6s a tomada de Atenas. discipulo de Arist6teles e seu sucessor no Liceu. Realmente.. constituia uma profanac. concitando os atenienses a impedir os avanc. soberano de Atarneu que ja acolhera naquele local alguns dos ex-discipulos de Platao como Erasto e Corisco. para um grupo restrito de discipulos. As obras que permanecem correspondem ao ensino ministrado pelo fil6sofo a seus alunos mais adiantados. pois. onde veio a falecer no ano seguinte.______________ Arist6teles ______________ sos que Dem6stenes proferiu. a primeira.:ado por um processo de impiedade..:ao da verdade pelo silogismo. Assim. XI . em que ha a demonstrac. Para publicac. que consistia num canto de alegria em honra dos deuses. filho do ja famoso rei macedonio Filipe li. que o alcunhara de o Espfrito. explica-se pela grande amizade que surgira entre o fil6sofo e Hermias. Para escapar ao processo. a Inteligencia.C. Calistenes e Teofrasto tambem ai residiram. Nessa fase de sua vida.:ao de ohras de valor incontestavel. com apoio no hino que compusera em homenagem a Hermias. que deve preceder todos os demais. o de Escola Peripatetica. Asso tornou-se realmente um centro de vida intelectual notavel. a segunda... Arist6teles voltou para Atenas somente em 335/4. sendo chamados peripateticos os seus membros.. Primeiros Analfticos. sua tranqüilidade foi perturhada pela morte dramatica de Hermias. em seus cursos fechados.. Conta-se que ele pr6prio disse ter partido de Atenas com receio de que os atenienses cometessem. mas desses restarn apenas fragmentos de obras redigidas geralmente em forma de dialogo. e mais uma vez a situac.C.:os de Filipe contra Olinto. entre o outono de 349 e a primavera de 348. e a ligac. coroada de grandes vit6rias em prejuizo de Atenas.. esse evento desencadeou um novo movimento que atingiu tambem Arist6teles. Afirmava-se quese tratava de um pea.C. o atraso no envio de socorros lamentavelmente ocasionou a destruic. Ai permanece ate 342 a. A morte de Alexandre Magno.:ao literaria.. Arist6teles dedica-se a seu papel de educador e tambem a estudos te6ricos. 0 hino a Hermias. a tarde. Nao se trata de dialogos.:ao de suas obras.:ao da familia de Arist6teles com o rei macedonio sao fatos que evidenciam a situac. um crime contra a filosofia. A grande atividade belica de Filipe. A Teofrasto.. numa conspirac..:ao de Arist6teles por Asso. 0 conhecimento enciclopedico de Arist6teles e evidente pela simples citac. a convite de seu amigo Teofrasto... Ern 341. um ano ap6s a morte de Filipe li. deve-se observar que elas estao diretamente ligadas a sua atividade docente. mas de explanac.. veio canturbar sobremaneira os atenienses.:ao ocorreu somente no seculo I a. A opc.:oes sem nenhuma preocupac. Arist6teles comp6s um epigrama para o monumento erigido aquele soberano em Delfos.:ao incomoda de Arist6teles.. ). crucificado em Susa ap6s a descoberta de sua alianc.:ao de um canto consagrado somente as divindades.:a com Filipe da Maced6nia.. porquanto Arist6teles tinha em vista apenas o aproveitamento de seus ensinamentos por seus discipulos. Tres anos mais tarde. sobretudo com a perda do apoio que indubitavelmente sempre teria de seu mestre e grande admirador. Arist6teles partiu para Calcis. pela manha. Esse trabalho estendeu-se por cerca de treze anos. ele foi ameac. com excec.:ao estavam reservados os tratados preparados para cursos publicos ou exotericos. foi legado todo o material contendo as anotac. pela segunda vez...:ao do jovem Alexandre. ditos esotericos. para um grande numero de ouvintes. na ilha de Eubeia. quando o ditador romano Sila. em 323 a. No que concerne as obras de Arist6teles. fato que deu origem a um outro nome para sua escola. que teve como sucessor seu filho Alexandre.:ao politica de Atenas veio perturbar a atividade cultural do gran- X ____________ Ret6rica das paixoes ____________ de fil6sofo grego que se entregava com desvelo a docencia e a elaborac. e sua publicac. naquela epoca. e o famoso hino a virtude (Areta poljimochthe . destacam-se Categorias.... em 86 a. onde ensinava passeando..

355 a 39 s. mediante a dialetica. nao se mostravam concordes em seus ensinamentos. e que nao fosse vergonhoso nao poder defender-se pela palavra. Reyes. isto e. 207.x5e~/'. pois e significativo 0 papel das opinioes que.oes dramaticas. Do ceu. 1967.do de Atenas.ar a demonstra<. que sejam orientadas e nao admitindo exibi<. nao era tratada pelos especialistas como uma arte.do dos animais. devia descobrir pelo pensamento. Isöcrates chegava a ideias aceitaveis e uteis. Destaca. que preparavam cidadaos para a vida publica em Atenas. num momento em que as duas escolas. E. e a etica. que. em oposi<. a utilidade da ret6rica. Arist6teles. Esta serve-se de silogismos para alcan<.ao a ret6rica. arte de conhecer e estabelecer o verossimil. Constituir. a ret6rica e a filosofia recobriam uma mesma realidade. de fato. Aristöteles considerava que ela em si mesma nao e moral nem imoral. por ser necessario para os estudos subseqüentes. Fondo de Cultura Econömica. pois isso e mais pr6prio do homem do que servir-se do corpo" (Ret. ele unificava a ret6rica e a filosofia.). (Cf. com rela<. Deve-se assinalar um segundo gmpo de obras. condenava a ret6rica em nome da moral. Da gerar. era um absurdo servir-se a ret6rica de uma cole<. Dos meteoros..) Os escritos sobre a l6gica constituem a cole<. Com base no verossimil.ao a Platao que. enquanto a ret6rica utiliza os silogismos.do. desde 393 a. a do fil6sofo Platao e a do mestre de ret6rica Is6crates. ciencia absoluta.ao que os peripateticos chamaram de 6rganon. Daspartes das animais. entretanto. va- .oes dos filösofos que rentarn levar a certezas filos6ficas. nao se baseando em principios. que sempre revelou grande interesse pelo assunto. na Republica e nas Leis. como faziam seus predecessores. ·'instrumento". a ret6rica deve ser sobretudo uma rigorosa tecnica de argumentar. portanto.ao estabelecendo leis para a ret6rica e definindo-lhes as regras. a ret6rica pode concluir. Para ele.C. seria absurdo que fasse vergonhoso nao poder defender-se com seu corpo. paraesse mestre da orat6ria. ciencia relativa.do e da Diz-se que Arist6teles elaborou a Ret6rica no intuito de mostrar o carater deficiente e pouco filosöfico do tratamento dado a esse campo de conhecimento por Is6crates que. denominadas por Arist6teles entimemas. ao mesmo tempo. teses entre si contrarias. ao contrario. Nessa questao da conformidade dos atos com a moral. e imprescindivel fazer a distin<. da d6xa. De fato. mas distinta daquela que caracteriza a l6gica. Aristöteles. compreendendo Moral a Nicomaco (10 livros). para nao dar por verdadeiro o que s6 e verossimil (sofistica). 1. Ern se tratando de fins politicos. Enquanto. Pela importancia de que se revestia a questao da ret6rica. em qualquer questao.______________ Arlst6teles ______________ ____________ Ret6rlca das paixoes ____________ "depois. Outro ponto importante a ser destacado na divergencia entre os dois fil6sofos esta relacionado com a emo<. Diz ele em sua Ret6rica: "Ademais. Para ele. exigindo.ao de f6rmulas empiricas. enquanto o mau uso pode ser muito prejudicial.ao irrefutavel. da-lhes todo o apoio.ao das paixoes. uma vez que preferia utilizar-se da opiniao. os T6picos. Polftica (8livros). por exemplo. I. sao refutaveis. Platao quer restringir a explora<. no G6rgias e no redro. corrige-se o metodo pelas Refutm. Os tratados de psicologia e metajfsica (o estudo do ser enquanto ser) formam um terceiro gmpo.ao exclusiva de verdades universais. Ern sua concep<. Mexico. No entanto. La crftica en la edad ateniense. A. podendo sustentar uma tese ou anula-la.ao. XII XIII destruir. Hist6ria dos animais (10 livros). p. Assim. ele nao achava aconselhavel a utiliza<. embora convincentes. Sua concep<. resolve tomar posi<. o orador. assim.ao entre a ret6rica. afirmando que o bom uso de qualquer faculdade do ser humano pode ser muito util. mantinha uma escola de ret6rica em Atenas. a seguir. Moral e polftica formam um quarto gmpo. o que ela encerrava de persuasivo. Aristöteles observaque a ret6rica. pela reflexao. o das ciencias: Ffsica (8 livros).ao. 0 quinto grupo abrange a Poetica e a Ret6rica (3 livros). Considerava o falar bem e o pensar bem como artes equivalentes e. Nao se pode deixar de assinalar certos pantos marcantes de discordancia entre Platao e Arist6teles. constituem as premissas do raciocinio ret6rico. e nao das inuteis inquiri<.ao do saber humano diferia muito das exigencias de Platao. Da gerar.

julgam-se OS conselhos.:öes. 1967). nao tem importancia. mas estao relacionadas com situa<. porque nao concernem ao assunto propriamente dito. entao. Quando se refere a carater. e 0 veredicto e Um julgamento).:ao sucinta da Ret6rica. 18 a 26). o quese traduz em estudos voltadas exclusivamente a esse tema. a Ret6rica de Arist6teles.. que revelam reda<. isto e. causando mudan<. Diz ele: "Mas.:ao de destaque que o caracteriza.:ao. que acusa ou defende... mas tambem par-se a si pr6prio e ao juiz em certas disposi<. que compreende o estudo da forma. 0 livro III. fica evidente a relevancia de que se revestem os capitulos dedicados as paixöes. 16gicos.:ao que assume Arist6teles desde o inicio do livro II da Ret6rica.:ra1 SiblioteotU . pathos e ethos de que fala Arist6teles sao subjetivos. Nesse livro I sao estudados os tres generas ret6ricos: o deliberativo. constitui com os dois livros precedentes um tratado completo da arte orat6ria. da Fonseca XV UFMG - Faculde. de sua virtude ·e de sua benevolencia.. porquanto reconhece.:öes de dois periodos diversos. constitui um testemunho significativo da posi<. porem. Diferente do livro I e a posi<. visto que a ret6rica tem como firn um julgamento (com efe-ito. por ultimo. traduzido nesta edi<.. o judiciario. que elogia ou censura. que sao intelectuais. no desenvolvimento da Arte ret6rica de Arist6teles. que procura persuadir ou dissuadir.:öes demonstrativas. dependente da arte do orador. provocadas pelo orador. indispensaveis para a boa compreensao do texto apresentado em tradu<.:ao do orador.. 0 texto dos onze capitulos do livro li. provas tambem artisticas mas subjetivas.:ao. e necessario nao s6 atentar para o discurso. XIV Isis Borges B. Ap6s a apresenta<.. " 0 estudo das paixoes (pathe) abrange na Ret6rica os onze primeiros capitulos do livro II e corresponde precisamente a Tradu~iio apresentada nesta edi<.______________ Arist6teles ______________ _ ___________ Ret6rica das paixoes ____________ Quanta a obra por excelencia no trato da arte orat6ria. toma as argumenta<. No que se refere as altera<.:ao nesta edi<.:öes provocadas pela emo<. Dufour (edi~öes Les Belles Lettres. tecnicos.. E preciso. ser insuficiente uma ret6rica demonstrativa para que o orador obtenha a confian<." E mais adiante: "As paixöes sao todos aqueles sentimentos que. no pensamento ret6rico de seu autor. a qual depende de sua prudencia. denominadas provas (pisteis).dG da L. o texto grego de referencia aqui utilizado foi o estabelecido por M. Arist6teles coloca como ponto centrat 0 que nao s6 e artistico (entechnon)... Assim. E tarefa do orador conduzir racionalmente o que pretende demonstrar. deve-se entender a autoridade do orador.. fazem diferir seus julgamentos . unicamente ao juiz. considerar os habitos ou tendencias preponderantes. No livro I (excetuando-se o cap. os meios artisticos. e o epiditico.:ao.:ao.:öes transit6rias.. e de interesse observar como ela se desenvolve.:öes basicas. Paris. As paixöes nao sao entendidas aqui como virtudes ou vicios permanentes.:a nas pessoas... do estilo. Segue-se o estudo do carater (ethos) com seis capitulos e. Para a citada tradu<. as pessoas com maior ou menor inclina~ao para cada uma dessas paixöes e ainda os motivos que as provocam. e de interesse retornar ao livro li para insistir sobre no<.. II).. a firn de que ele seja demonstrati-· vo e digno de fe. Pelo exposto.:a dos ouvintes... mas tamhem se apresenta sobretudo marcado pela objetividade. como elemento essencial.. Arist6teles trata dos lugares comuns a todos os generas (caps. de fato. Compöe-se de tres livros. morais em oposi~ao aos objetivos.

Os sofistas utilizam a ahertura do pensamento. Sohre esse ponto. ter provado ser injustific:ivel sua pretensao de ocupar os postos importantes da Cidade. assim. e tamhem "De Aristote a Heidegger". Suhmetendo essas ideias a prova do questionamento. a pluralidade das opiniöes. Os notjveis nao perdoarao a Söcrates ter posto em evidencia sua incapacidade de rcsponder e.osas opiniöes sem se constranger. o problema colocado de inicio. Söcrates IÜO sö inaugura o que se chamarj a partir de entao a empreitada filosöfica.. que deixam sem solw. 1986). quando de seu interesse. 0 juiz 1. com suas alternativas tornadas insolüvLis. ele volta a problematicidadl' contra aqudes que pensam poder conclui-la em seu proveito: os Immens do poder. in Rez•ue Internationale de Philosophie. Quanto a Söcrates.ou com Platao. As paixoes nos didlogos platonicos De fato. ver M.PREFACIO Arist6teles ou a ret6rica das paixiies por Michel Meyer 1. para promover as mais presun<. mas mostra que as resposras apresentadas pelos sofistas e os not:iveis sao respostas aparentl's. n" 168. dos gregos. no final do dijlogo. os notjveis da Cidade l' os sofistas que elcs pagam para promover idl:·ias conformes a seus interesses particulares. talvez ml'smo com Söcrates e os sofistas 1. volumc consagrado a Heidegger. tudo come<. 0 Universo sensive\ as informa<. A contingencia do devir. De Ia prohlematique ( Bruxelles. 1 1989. Mardaga. Meyer. 1 XVII .ÖeS incertas remetem a problematicidade generalizada que SC apoderou da Weltanschauunf!.·ao. ao defender depois a tese nmtrjria.

exatamente? Muito simples: a partir da hip6tese de que. Corno nasceu ela. Platao pensa poder determinar as condi~öes de um responder possivel ao questionamento e. que seu ser o identifique de maneira exclusiva. por conseguinte. sem alternativa passive!. ao contrario de S6crates. portanto da pergunta. com isso. se perguntamos "que e X?". Por conseguinte. Uma pergunta completamente diferente pressuporia a sua resposta: se perguntamos se X e util. por exemplo. como faz S6crates. ele nao sera concebido como tal. nao pressu~e nada quanto a X e portanto nao corre o risco de introduzir uma resposta-opiniao sobre X de que nao se tivesse dado conta. se afirmamos saber o que e X. 237 C. donde o desdobramento que se operaentre os X. Mas depois pagam o pre~o normal desse descuido: näo se entendem nem consigo mesmos nem com os outros" (Phedre. E se X e util. Para Platao. supomos que X e alguma coisa e que o ser de X e o objeto da resposta. sob pretexto de que. ser tudo ou qualquer coisa. ao passo que as pr6prias coisas dependem do mundo sensivel.. a pergunta "que e X?" deve ler-se "que e (este) X?". La Pleiade. Y e Z. Dai a nao menos celebre teoria das Ideias ou essendas. Paris. e assim por diante. necessidade e assim a necessidade do Iogos. o caos do sensivel etc. A ideia de X ·~-que-fuzque_X_ esieja para x com exclusäo de outra coisa: a alternativa e 2. julgando conhece-la. franc. Essas Ideias (ou essendas) apresentarn a necessidade exclusiva que Platao espera do Iogos. Xe isto mais do que aquilo? Nao se pode afirma-lo porque e o que se esta perguntando. e impossivel dizer se encontramos ou nao a resposta. essa problematicidade que cremos ter resolvido e que nos limitamos. demonstra~a22· Para evitar a pluralidade das opiniöes e <f incer~. que Platao utiliza a firn de mostrar que. o que o procedimento socratico tem de precioso e a radicalidade adequada. Xe alguma coisa. entao.econduzidos inevitavelmente a pergunta socratica "que e X?"' pelo menos de maneira implkita. Eie a chama de "apoditiddade" (de apodeixis. Deixam assim. embora seja em nome de saber o justo que ele tem o poder de ser juiz. · para que pergunta-lo de novo? Trata-se do paradoxo de Menon (80 d-e). e. os Y. considerado como tal? Nao. Corno ter certeza? Nunca se tera. A. coindde com tudo o que Platao rejeita: a incerteza das alternativas. e predso uma teoria do Iogos diferente de uma concep~ao baseada na problematiddade. recusa-se a descartar de inkio qualquer resposta possivel. criar o Iogos radanaL Sera isso responder. e qualquer resposta estara marcada pela problematicidade. trad. isso prova que e alguma coisa e a resposta tera for~osamente pressuposto uma solu~ao a pergunta "que e X?" 2 Mas Platao. para resolver 0 questionamento socratico. como vimos. uma vez que X deve na verdade ser alguma coisa para ser belo. S6crates sabe que nao sabe nada. Esta. grande ou util. ao interrogar-se "que e X?". Coll. virtude ou coragem por exemplo. teza ·da caos sensivel. porquanto 0 que 0 questionamento revela e que' situando-se em rela~ao a ele. 1964). os Z e o ser de X. e predso que o X sobre o qual se responde seja o que e e nada mais. como sabe que quem acha te-las resolvido e um impostor. na realidade. nao sabemos 0 que buscamos. Quando perguntamos o que e X. belo. nao se chega a nenhum resultado. o general nao pode respander sobre a coragem. "0 que escapa a maior parte dos homens e sua ignoräncia da natureza essencial de cada coisa. na pergunta "que e X?". nao se sabe exatamente 0 quese busca. e que o define. a deslocar. que ele 0 desmascarou como tal e que e inutil ocupar uma posi~ao de notavel em nome de um pretenso conhedmento de solu~öes. S6crates. nao existe interroga~ao mais fundamental. Estando a questao totalmente aberta. mais radical sobre X. Robin. mas o que ele e constitui precisamente o objeto da questao: pode. XVIII XIX . Por mais que o Iogos seja enquadrado como responder. somos r. grande ou seja Ia o que for. como questionamento. Nao nos interrogamos tanto sobre X quanto sobre o ser de X. Nao pretende respander as perguntas que faz: sabe que essas perguntas permanecem. E nada a priori e excluido como resposta. Gallimard. de pör-se de acordo no inicio da pesquisa. o qual nao se possui efetivamente. a insolubilidade ligada a multiplieidade das opiniöes. L._ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Arist6teles ______________ ____________ Ret6rica das paixoes ____________ nao pode respander sobre a justi~a sem se contradizer. As essendas remetem a um mundo inteligivel.

:öes.Ah.". em que tudo o que nao e apoditico dependeria da doxa.:öes independ~n­ tes. o espirito de resistencia. em que ele utiliza o exemplo da sede para ilustrar o desejo sensivel: "Devemos afirmar que ha casos em que as pessoas sedentas se recusam a beber?. voltar a ela. da opiniao e da sensibilidade. o que implica que a essencia ou ideia de Y assenta..:a-lo de Y ou de Z. e que ai se trama o jogo das paixöes. franc.:a diante de outra. apesar de tudo.. a irritas.." 4 ._ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Arist6teles _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ mencionada aqui como o que deve ser excluido. embora estes nao fas..!J. isto e. 440 a..~omo se dedicara a teori?:~r -~ l_~g~-­ ca. enquanto no fundo de sua almaha o que as incita a beber. L. Poder-se-ia pensar que a razao bastaria para dominar o desejo sensivel sem apelar para um terceiro elemento. e enraizada no problematico.ret6ri9<l. dos desejos sensiveis... parte do Iogos.l. '/ apesar dos decretos e dos protestos.um conhecimento sensivel. parte do sensivel para ascender as Ideias e em seguida torriiadescer ao sensivel a firn de explica-lo1 1!3. por assim dizer.ma teoria da argwn~. Arist6tel~s _se dedicaraJL. o que se afirmaria de tais pessoas? Nao seria que.(lugar da argumentas. afinal de contas. Entretanto./Assim. dentro dela ha o que disso as afasta. as imagens a que Platao recorre XX _ ___________ Ret6rica das pai:x:oes _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ . Essa vontade de lutar contra a paixao nao e verdadeiramente racional. .. . ~~quant9 Platao . que resolve negando. enquanto o cocheiro representa 0 julgamento da razao sa. e Platao caracteriza-a como um "ardor de sentimento". precisamente..:ao de produzir conceitualizas.:ao) da ciencia.J<=l'tura __ e a 16gica. a vontade em suma. pr6prias a cada uma. na medida em que ela pr6pria se mostra. as.Q!'QQg~tr_ . verdadeiramente. decerto.. Republique..: no Fedro para falar do que escapa a razao. julgamentos apoditicamente verdadeiros.:am em dires. Dai a alegoria.. como se fasse uma fors.~~gg_g-~p~fias Ufl} & ~jogo de1deia. a coragem. e no minimo insufidenteJ sem duvida. 4. certamente. do que se lhe opöe e que deveria tambem poder. Essa dialetica e ao mesmo tempo apoditica. nas questöes que nutrem os dialogos. Eles simbolizam de fato o apetite sensivel e a fors. conduzidos por um cocheiro que tenta harmonizar os puxöes dos cavalos que se lans. ao lado da razao. sempre suscetivel de desmentido. Conhecer o bem e proibir-se defazeromal e ninguem pode.-como-nämatematic~. emt. portanto. de certo moda. poupapdo-se com isso a preocupas. disse ele. 439 c. ela peca pelo que condena: enraiza-se no problematico. por mais impreciso que seja.Mas. somente por proposis.:am. representado aqui por um dos cavalos. XXI . que exprimem a ignoräncia subjetiva dos participantes. isso decorre da explosao inevitavel da dialetica plat6nica num Iogos "destinado" a levar as marcas do humano e de sua contingencia. Se Arist6teles teve de codificar a 16gica e se foi o primeiro tambem a sistematizar a ret6rica. por negas. Uma tal visao do Iogos. Para Platao. Alias. uma prova de coragem que consiste em encolerizar-se contra a violencia que os desejos exercem sobre n6s se nao cuidamos.. repliquei. Uma faculdade intermediaria entre a pura razao e sua ausencia. o ponto de partida e problematico. para saber o que eX. e tudo o que dai decorre s6 pode ser igualmente problematico. o esfors. A verdade e que a alma esta dividida entre esses dois Iogoi ja em Platao. cuj::t. mas que funciona como referencia implicita e oculta.. um principio ativo e um principio passivo. apesar de tudo. Por outro lado. bastante passional. Paris Gallimard. ja e preciso poder diferens.e .:a de resistencia a esse apetite. Corno a dialetica pode ser simultaneamente a voz da necessidade (objetiva) e a expressao da ignoräncia dos homens (subjetividade: eu sei isto. principio distinto daquele que incita e que o domina?" 3 Ha na alma.arnalgafl}ava as duas.sj)uras. outro o ignora. como se ve mais claramente ainda na Republica.:9_. o mito. as vezes..:ao e paixao se compensando. A alma e comparada a animais atrelados.:ao luta com os desejos. muitas pessoas e em muitos casos! . trad. isso nao impede Platao de introduzir o terceiro elemento.da. 3.:o. assim como a poder engendrar.:ao. Livro IV.. Robin. como 0 sensivel em geral. portanto cientifica. A maldade s6 pode provir da ignoräncia. ser mau voluntariamente. a dialetica . La Pleiade. por conseguinte se interroga)? Uma tal antinomia somente sera resolvida com Arist6tel~separara a dialetica_..:öes opostas. de lhes resistir: "E que. Ibid...

pois seria preciso saber pela razäo que estamos situados fora da razäo. um deslocamento dos desejos. As tres partes ou func.a da vontade. ou impossivel. A alma. se näo sei. 0 exerdcio da razäo exige uma ascese. ou inutil. os guardas.a que deve afastar o espirito das paixöes que o impelem para os prazeres imediatos. da ausencia da razäo. ao mesmo tempo. 0 fil6sofo. porquanto näo se pode fazer tirar proveito da razäo aqueles que. que eu possa aprender. porquanto e preciso tambem a forc._ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Arist6teles _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ 0 estatuto particular dessa func. 0 ocaso do platonismo e o nascimento da ontologia proposicional em Arlstoteles 0 estatuto da parte irasdvel da alma acha-se assim. sobre o que mais se distancia dele. 0 sabio esta no Bem e.visto que se trata de lutar e se enfurecer contra seus desejos.a de adquiri-la. o que nos dois casos condena a filosofia.äo raciocinante ou do lado do impulso· sensivel.äo. em proveito unicamente das exigencias do Iogos. ja näo tenho necessidade de buscar. Lembremos: ninguem e mau voluntariamente. a razäo.näo deixa de suscitar problema. e a forc. no entanto. A Razäo tende para um bem e o conhecimento deste leva naturalmente a pratica-lo. um discurso racional. quese chamara irasdvel . Ou eu sei e ja näo preciso ficar sabendo. liberta-se simultaneamente do corpo-obstaculo. se bem que seja distinta do concupisdvel do aspecto sensivel.öes. visto que entäo deveria sabero que ignora e isso seria contradit6rio. conseguiu dominar ou eliminar suas paixöes. simplesmente porque nada poderia ser aprendido. Deve-se coloci-la do lado da func. pois falar dele e situar-se alem.äo ao homem comum.äo do passional e assegurada. um dominio sobre as paixöes mais faceis de satisfazer. näo se poderia nem adquirir nem ensinar a virtude. sequer me e possivel buscar. nessas condic. Näo basta conhecer os fins para realiza-los. ligado ao do saber. segundo as circunstancias e os casos? Para bem compreender o que anima aqui Platäo. e.äo. para Platäo. Falar das paixöes equivale. somente preocupada em saciar seus apetites sensiveis. uma forc. Traduzamos: o mal e fruto da ignoräncia. sensiveis. Pensar um firn racional requer uma vontade real de atualizac. Mas na paixäo ha mais que um simples papel negativo ou mesmo a justificac. Esse dilema faz lembrar o paradoxo do Menon. a massa laboriosa. que tem assim o papel de classe intermediaria. e lhe fazem esquecer os fins autenticos. o vinculo entre o Bem e o saber e reafirmado.äo da alma. A passagem da paixäo a razäo e. como a sede que induz a beber.a. 0 saber e identico avirtude por ser conquista operada sobre a ignoräncia do Bem. com relac. Lembremos que o Menon e um dialogo consagrado a virtude: nele. A paixäo desempenha assim o papel de revelador. o fil6sofo mostra que se pode proferir um discurso. fazendo descobrir a verdadeira natureza do bem. a saber quan- XXII -------~---- Ret6rica das paixöes ____________ do näo se sabe e o que e possivel saber vendo o que ha a superar. Mas. e puro produto da paixäo. aquele que esta entregue a elas nem mesmo sabe o que faz e sequer tem alguma possibilidade de sabe-lo. dizendo que o homem comum vive de suas paixöes. a paixäo e o que faz que eu ignore. sem esperanc. Isso quer dizer que.öes da alma acha -se associado um tipo de homens na Cidade: ao rei-fil6sofo corresponde a supremacia da razäo. para a razäo. que XXIII .a para faze-lo. Ern conclusäo. a qual os apetites sensiveis conduzem irremediavelmente o homem quando näo säo refreados. que chamaremos o concupisdvel. que eu conhec. Ern compensac. e preciso entender o dilema com o qual ele se confronta. 2. nem o que posso saber. Sem essa faculdade intermediaria. As paixöes. Ou temos razäo ou estamos privados dela. dela estäo privados. possibilidade de passagem da paixäo a razäo. voltando a lembrar-se do que sempre soube. sem o saber. Näo. Se sei o que busco. a superac. e a execuc. pois seu objeto e mais palpavel e mais acessivel.ha pois.äo dos designios da razäo. cega e automatica. a paixäo. 0 saber liberta da necessidade sensivel. visam a explicar que o homem näo se preocupa com a razäo nele oculta. realmente. se näo de legitimador (paradoxal) do fil6sofo precisamente em sua necessidade. Näo nos admiremos de ver o paradoxo do Menon transposto aqui. näo se justifica. ou ignoro e näo sei nem mesmo que deveria ficar sabendo. para Platäo.äo politica de uma classe de guardas na Cidade.

entao. 0 saber näo pode ser apoditico se nasce daquilo que näo o e. o metodo sintetico para reencontrar. Apresenta-se uma hip6tese e tiram-se con~qüencias a ftm de testa-la. ~-~e~~e espalha em gotku1a$_p~~~~ paredeSITSäs--Onde--Bat&" Ternos. sendo ambas redundantes. a qual faz as vezes agora de conclusäo para a inferencia. näo pode se reduzir.porque a chuva.. Sera este entäo o sensivel. em que expöe sua concep~äo de ciencia. suas dificuldades. que verifica as hip6teses sucessivas da anälise. a sintese. E:. Ha gotas de· agua. apoditica. entäo B. A dialetica sera. donde se deduz a hip6tese da analise. pois. ilusorio querer fundamentar a analise na sintese. ou necessäria como o saber que ja näo sera. de outra maneira. mas para alem do sensivel. mas veu ainda assim com respeito ao inteligivel.roblematico.. desde Papus. Ernbora eu tenha exposto Iongarnente a articula~äo interna dessa dialetica em minha Problematologia. fizera-o descobrir. ou sera o inteligivel.__"_()~ta)llt~. se chove. ja que procediam seja por analise. em todo caso.. visto que se trata de explicar a aquisic. veu necessario. verifica-la. sempre hipotetico e contingente. ou contingente como as perguntas e respostas dos interlocutores.. correspondendo ao que se chama em geometria. nas Segundas Respostas ds Meditaf6es. Mas Arist6teles näo acha possivel. consideradas como fatos conhecidos independentemente. alias. a dialetica platönica enraiza-se nesse ponto de partida: no firn das contas.9 ~~j..ao do saber. entäo. No come~o dos Segundos Analiticos. pois. bem o sabiam. Se se parte do problematico. em suma: se A. o qual näo pode ser nem uma coi~a nem outra. Dar-se um ponto de partida e estabelecer um principio. deve ser independente dela. s6 pode ser tributaria dele.. hä gotas. nem aceitavel.porque elas väo levar Arist6teles a lhes dar naturalmente uma solu~äo.. o que a ordern das razöes. e igualmente problematica. dando lugar a uma hip6tese quese verifica em seguida. estas. concluo da1 qu(. Os geömetras.minha.. o que evidentemente näo e o caso: as conseqüencias da analise säo tiradas em vista da sintese inversa. E preciso. Para que o processo de valida~äo possa ocorrer. vidr~a. permanecendo circular em suas conclusöes. Adquirir o saber nada mais e do que reencontra-lo por meio do sensivel.. sobretudo se aceitamos o fato de que os homens partem das sensa~öes e do conhecimento sensivel antes de tudo? 0 dilema parece impossivel de resolver. Corno esperar ehegar a isso? Se o ponto de partida e P. porque B implica A. A ontologia. diferente por natureza. analitica.Jlu~. precisamente. apresentar-se-ia como uma solu~äo incontornavel. A dialetica representa esse duplo movi1Jle~t2 ql!~. enraizando-se na anälise e em seu resultado hipotetico inicial._ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Ret6rtca das paix6es _ _ _ _ _ _ _ _ __ . partir do sensivel. cujo acesso deve ser explicado. ao qual o inteligivel. . porem. Deve constituir um movimento distinto. creio näo ser XXIV 4 inutillembraf. tendo por objeto a verdade necessaria.t~ Equivale a dizer que a sintese. analise e sintese. resolve-la. tendo o ser como necessario.. um segundo movimento chamado sintese. em que se parte das conseqüencias. ja que os dois procedimentos näo podem se tornar autönomos reciprocamente. toda a cadeia de inferencias que dele procedem tambem o sera. ida ~.. Para Arist6teles. uma vez que remete a alternativa do misterio inacessivel e da contingencia sensivel estranha a todo conhecimento verdadeiro. o saber. 0 ponto de partida da analise e problematico: sup6e-se uma questäo resolvida para poder. .&!a<!. parafundar a ciencia. A primeira inferencia parte de uma obsetva~äo sensivel. como esperar que aquilo que dele provem näo o seja? Partir do sensivel para alcan~ar 0 inteligivel e postular um procedimento impossivel de realizar. o problema do Menon permanece um dilema que e preciso resolver por ser absolutamente fundamental._\l_I!ifj~JL_~D-~Jse -~----sfurese. e tambem instantaneamente. por um movimento inverso. Tomemos um exemplo simples: vejo gotas de agua escorrendo pela. Platäo julgara achar a solu~äo na cisäo da dialetica em duplo movimento. Descartes utiliza ainda. quar1cl. ascendente e descendente.Arist6te/es _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ subordinaria a razäo a paixäo se a alma näo pudesse se libertar desta.! e a chuva a cair . Ora. ele diz mesmo que sua visäo resolve esse paradoxo colocado por Platäo como exigencia que toda epistemologia tem de enfrentar.. dialetico. mas (dira Arist6teles) analitico. seguindo a trajet6ria de uma consciencia somente propensa äs ideias claras e distintas. seja por sintese..e. portanto chove. Ou eles se duplicam ou se adaptam um ao XXV .

este nao se destr6i no mesmo momento? Nessa fase assistimos a uma verdadeira revolw.ao intelectual. mas apenas l6gica.ao de uma e sempre unica proposic. o hipotetico. excluindo as alternativas. nao sendo a sintese mais que a inversao. mas vao estar onde.a ao principio. 0 proposicionalismo emerge sob a egide do prindpio de nao-contradic. como se poderia temer. ao mesmo tempo que as paixöes. a priori. a opiniao. As paixöes ja nao vao servir de contraponto para uma teoria do conhecimento que se define pela remo\-'ao e dominio delas.ao 16gica. se o carater apoditico permanece a norma natural da ontologia. porque somente o ser e e ndo pode deixar de se-lo. as vezes automatica. 0 ret6rico pode assim se enunciar num nivel pr6prio ao ambito do Iogos. e aquela que parte do mais conhecido em si. Dai a ideia de Descartes de fazer delas um simples modo de exposic.:oes -~-~~-----~~- outro. nao e a expressao de um problema. em proveito de uma nova visao centralizada na integrac.ao da verdade.portanto. Ele nao pode ser uno e multiplo ao mesmo tempo e do mesmo ponto de vista (principio da nao-contradic. A multiplicidade predicativa deixa-se reconduzir a varios grandes grupos que ele chamara de categorias (do ser). com o sujeito. o que nos e conhecido o e de duas maneiras: relativamente a nös e ahsolutamente. elas tem seu lugar natural no enfrentamento dos homens entre si e na disc6rdia do homem consigo mesmo. relega ao indizivel o problematico que nelas se mostra. ate nossos dias. Quanto ao paradoxo do ll1enon.ao que une a diferenc. o possivel.ao da multiplicidade. ele se deixa resolver pela teoria aristotelica da ciencia. que tera conseqüencias incalculaveis na hist6ria do pensamento. A dialetica permanecera problematica ainda que pretenda eliminar toda problematicidade. resultara que nao se podera de fato resolver a questao do principio. da analise. mas a afirmac.ao e afirmac. as contingencias sensiveis sao reintegradas no Iogos. que Aristöteles chamara dialetica Oll ret6rica. Ele e primeiro e ultimo sob um ponto de vista diferente. encarnado no aporetismo socratico? 0 Iogos. que existe como soluc. ora. necessario. questao um tanto contradit6ria na medida em que o principio. 0 desdobramento da dialetica em analise e sintese parece poder resolver esse paradoxo. o provavel. como a ordern analitica nos faz partir de uma realidade hipoteticamente primeira.a ao seio de uma identidade nao contradit6ria. fara recair o Iogos na contraditoriedade insoluvel. do acidental. as reversibilidades. o predicado e a ligac.ao de resultados. introduzindo novamente a problematicidade. Mas de que maneira o que e. De que se trata exatamente? Poderse-ia qualifica-la primeiro da seguinte maneira: o abandono da teoria das Ideias. de todo Iogos. Mas se for preciso dissociar analise e sintese sem que isso seja verdadeiramente possivel. P e XXVI XXVII . sendo necessariamente ele pr6prio. codificada em sua forma principal. Ern suma. cuja descoherta previa a ~malise assegurou para si. mas. e com justa razao. a ordern da demonstrac. porquanto 0 primeiro nao 0 e e 0 e ao mesmo tempo. a emergencia de uma contingencia que pode presenciar a inversao de seus termos. a questao e saber como se chep. Certamente. nas quais entram em conflito as opiniöes humanas.ao). ] 0 certo e que se deve partir do conhecido.. dever-se-a entao concluir que Arist6teles. constitui um ponto de partida mas nao de chegada.~~~~-~~~~~-~~~. Arist6teles dira que o ser e uno como sujeito e multiplo como predicado. Se as oposic. sem que haja reminiscencia.. embora o fundamento em si seja teoricamente a fonte do carater apoditico do Iogos.ao. poderia ser outro? 0 ser uno e multiplo. sendo primeiro. pelo menos na qualidade de possibilidade intrinseca. 0 Iogos vai assim recuperar a contingencia. com seus silogismos apoditicamente verdadeiros.Arist6teles~~-~~-~~-~~-~~- Ret6rica das pab. muito embara\-'ado. conforme se considere a ordern da analise ou a ordern da sintese. sem deixar de ser 0 que e . E o que ve muito hem Arist6teles: "0 pröprio Platao se achava nesse ponto.ao: uma alternativa. que apenas conhece a necessidade. procurando precisar se o caminho a seguir ia aos principios ou partia dos principios [.öes." Separemos as duas ordens: a da discussao prohlematica. porque nela a sintese depende da analise. que tinham sido relegados por Platao a doxa. para n6s pelo menos.ao nasceu. 0 que e primeiro em si ( sinteticamente) sö nos sera conhecido problematicamente. A teoria da proposic. P/nao-P. do A que pode ser nao-A sem que por isso o nao-ser tenha direito de cidadania. 0 que e primeiro sinteticamente e ultimo analiticamente. que parte do conhecido e se dirige para o desconhe- cido.

348-49). mas Söcrates e S6crates e nao pode deixar de se-lo. quc se alimentam todas da pluralidade do que e. sao os objetos privilegiados desse tipo de ret6rica. somente poderia ser a substancia'· U'vfetaphysique. em outro. caracterizaveis a cada vez especificamente. se ha debate.. pp. Paris. antes de tudo. Se o genero judiciario se volta para o passado. e porque precisamente se julga da oportunidade da alternativa. Quanto a terceira grande categoria de retörica._______________ Arist6teles _______________ _ _ _ _ _ Ret6rica das paixoes · · . a problematicidade. mas. conservar o car{lter apoditico do Iogos. formulado pela primeira vez por Platao'i. entao. ele pröprio. Tricot. Dialetica. 3. enquanto a outra. talvez se anule numa XXVIII XXIX .. Ha o que e tal como deve ser. que a unidade do sujeito reduz sempre mediante uma proposi\ao que diz o que ele e. 1028..) Por conseguinte. o qual esta associado a dcsaprova\ao. Neccssariamente. significa uma qualidade. mas poderia nao ter sido.. 1. A oposi\'ao das teses e dos advogados no tribunal pöe em cena a alternativa. "Toma-se o Ser em mültiplos sentidos. falsa. Tem-se. depende de um poder-ser que nao tem nenhuma necessidade e que. apropria\ao do orador e identifiGl\ao com ele. ret6rica e poetica 'i. uma proposi\ao verdadeira. definindo ao mesmo tempo as gran- des regiöes discursivas da dialetica. visto agora... fazem dele o lugar privilegiado da ontologia como reflexao do Iogos sobre si pröprio e. sem alternativa. A ciencia nos falara disso. A contingencia acidental dos atributos possiveis. preservam o seu ideal. Isso exclui as contradi\öes. nao estando porem. mas que poderia jamais ser. pois o acontecimento eievia se produzir e ninguem poderia impedi-lo.:ües anteriormente feitas ( ..- nao-P podem ser predicados aplicados sucessivamente ao sujeito S. da ret6rica. trad. o prazer imediato (contemporaneo) necessario a aprova\ao ou o desprazer com o que se diz ou se ouve. julga-se o que aconteceu. e excluida. ) num sentido. a responsabilidade do agente fica comprometida e. nao admira que ela se concentre no futuro: aquilo que sera. sempre inquestionavel em toda questao possivel. entre todas essas acepc. afastamento ou. ao contrario. S6cratcs e calvo Oll nao.. ern questao. Vrin. Aristöteles conseguiu assim. o genero que Arist6teles chama epiditico (ou dcmonstrativo) concerne ao presente e corresponde ao discurso em que entram cm jogo o louvor e a censura. Discursos politicos. Para o que foi.ao sera o ato culpavel que uma das partes proclama como tal? Seria possivel nao cometer esse ato? Se a resposta for negativa nao havera debate. sobretudo. tal como pode nao ser tambem. ou com mais freqüencia efeitos de estilo. a negatividadc imanente ao simplesmente possivel. elogios dos vivos e dos mortos. uma vez que subentende as questöes formuladas a seu respeitd? A necessidade do ser exprime-se. no sujeito proposicional cuja textura apoditica. noc. 0 Iogos mantem a apoditicidade como norma porque a multiplicidade dos atributos do sujeito se anula na unidade (necessaria) deste ultimo. cuja identidade sem divisao.:ao que exprime simplesmente a Substancia (.. ao que parece. a substancia.. como isso poderia nao ter acontecido. Ha o que e tal como pode ser. ou melhor. 1986.. Mas.. por conseguinte. do que podc ser de mültiplas maneiras.. Pode-se afirmar a contingencia e Aristöteles a afirmara como modalidade do ser. mas o Ser absolutamente falando. da politica e da etica. uma quantidade ou qualquer predicado dessa especie. em que se tem apenas uma proposic. pois.. caso em que de cada vez se tem uma unica proposi\aO. Quem e jovem Oll nao-jovem. da poetica.. e claro que o Ser no sentido primeiro e 'o que e a coisa'. calvo Oll nao-calvo senao aquele que e Söcrates e a prop6sito do qual a questao se coloca. conforme as distinc. Trata-se do objeto da ret6rica. a responsabilidade na a\ao julgada e a possibilidadc de um comportamento alternativo. Sera preferivel nao agir? A ac. o Ser no sentido fundamentaL nao uma modalidade do Ser. 0 processo judiciario pressupöe a liberdade.:ües do Ser. o genero discursivo por excelencia e a ret6rica judiciaria.ao porque um dos predicados e inaplicavel. Z. fazendo da contingencia a expressao do possivel proposicional. Rejei\ao. franc. jovem Oll nao etc. resolve-se e anula-se no sujeito-substancia da proposi\ao. significa o que e a coisa.

afirma Arist6teles: "Somente deliberamos sobre o que nos parece acontecer de maneira diversa. XXXI . e mesmo a etica.. mas o que nao e. Dai a questao de saber como se articulam o humano e o Iogos.Arist6te/es _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Ret6rica das paixoes ___________ realidade diversa. Concep~ao paradoxal. Resta a dialetica. Cassandre.. 1357 a. Mas as duas ordens. de imita~ao. a ret6rica. e o que e primeiro para n6s. XXX '-. Falar-se-a aqui de mimesis.." Por isso. a necessidade. e porque se faz uma pergunta sobre um poder-ser capaz de inverter-se e a respeito do qual cumpre deliberar. se faz por exemplo autoritariamente por alguns ou por um s6. a sensa~ao que adquirimos por meio dos predicados sensiveis. 9. 19. precisamente. de sua modaliza~ao humana. como os prindpios que ela emprega e que näo podem ser demonstrados necessariamente porque estabelecem. como o problematico em rela~ao ao näo-problematico a firn de resolve-lo 10 . aplicaveis em seguida aos seres particulares (os "objetos" do Iogos) que sao OS humanos.. excluindo-se toda participa~ao racional na vida em comum. embora possa ser. embora imbricadas conforme vimos. nao o que e e teria podido. mesmo quando nao acredita realmente no que lhe contam.. Ocupa-se da fic~ao na medida em que esta imita o real. devem ser separadas. ou. como o Iogos pode desenvolver modalidades de categoriza~ao tais como a a~ao e a paixao. franc. 1. . ja que subordina a ret6rica 8 . Eis ai todo o paradoxo de resolver uma questao negando-a. finalmente. I. pode ou poderä nao ser. nem o futuro. 10. Se ha debate sobre o futuro. 4. de que nao falamos ate agora.. dai.. 1733. por exemplo tendo em vista uma a~ao... da Cidade. Mais geral que as outras. I. repitamos. Ethique a Nicomaque. mais precisamente. nem o presente. como o chama Arist6teles. 1356 a. p. "6 Ret6rica e poetica sao complementares como as duas ramifica~öes da possibilidade.. Topiques. a semelhan~a. a substäncia. mas a qual Arist6teles nos remete o tempo todo. 101 a. visto que o problema a anula como solu~ao. a politica9 . puramente 16gica. Epr6prio dos homens ir do particular ao geral. A poetica estuda. 0 receptor. de semelhan~a para qualificar um discurso que e ficticio porque enuncia 0 que nao e como podendo ser.__~·--­ opiniao e das creii~e tornam plausiveis "as inferencias aos oll). o qual serve de suporte para as qualidades sensiveis e e. _A_ dialetica -~~. Rhetorique.----------~-- Mas o que torna possiveis. e aquele que se emprega principalmente nas assembleias politicas. dira contudo para si mesmo: "E possivel. visto que jamais se pöe em delibera~ao o passado. exceto pelo desejo. mas segundo o "nao-ser". se dirige as leis de base do discurso problematico. I. assim. a dialetica 0 e simplesmente porque trata do inverso da sintese. 2. a dialetica ou a poetica e uma certa visao da contingencia no interior do Iogos e.. quando nao se pode impedir que seja como e. mais ainda.. 2. Nessas condi~öes. nao se percebe bem como sera possivel unir. pois a organiza~ao da Polis. pelo menos enquanto se permanece nessa opiniao e se julga o assunto dessa maneira. I.os de ulll dadO auditorlo. na medida em quese trata de atribuir uma ordern a outra. como a solu~ao que apenas o e em rela~ao ao problema. sendo esta a unica ocasiao de deliberar. e ao que o faz ser tal e se situa como complemento7 em rela~ao a ciencia. A articulafilo fundamental do Iogos proposicional e a ginese do pathos Arist6teles tende a separar o que e primeiro em si. 7. Nao se tenta impingir que tudo e decidido antecipadamente. Esse genero deliberativo. Rbetorique.Y!~~t. situando-se em rela~ao ao que e. que nao se pode influir sobre as decisöes. o mais cognosdvel para n6s ao mais cognosd8. quando e impossivel que aconte~a de outro modo. trad. quando nao se pöde fazer de outra maneira.~pa-se igualrr1C::~!~-~~. Quese estuda entao na dialetica? 0 que e anterior a demonstra~ao 16gica e cientifica. onde se deve determinar uma op~ao e uma conduta. 1094 b. anterior a elas do ponto de vista 16gico e ontol6gico. separando-o completamente dela para nao situa-lo em confronto com ela.. 6.

que se apresenta antes de tudo como um desconhecido. remete ao nascimento da ordern proposicional. muito paradoxalrnente e verdade. entao. e um devir autofinalizado. 0 natural move-se por si. um prindpio de atualizac. A identidade do sujeito 16gico ap6ia-se. entre o primeiro em sie o primeiro para n6s. pois a natureza e um prindpio ativo de devir.ao definira o ser do sujeito pelo predicado.ao que Arist6teles pretende praticar. que apesar de tudo e bern distinto dele.ao. 0 pathos e precisarnente a voz da contingencia. sem ele. vao finalmente se concentrar no sujeito e enunciar o que o sujeito e.ao delas. no sentido imanente exigido por sua essencia. Nao ha ordern aut6noma do conhecimento. entretanto recusada. descaracterizando-a e anulando-a na diferenc. Nao se pode. A natureza. No inkio o pathos e. As qualidades do sujeito exprirniräo o que ele e. ao rnesrno tempo. por assim dizer. ao rnesrno ternpo. tudo o que ele e. o sinal da assirnetria que prevalece na proposic. A assirnetria do sujeito e do predicado no interior da proposic. fazer do predicado uma substancia. enquanto o pathos tem o sentido provis6rio de levar o homem a tomar conhecimento dessa substancia.ao de Arist6teles consiste em sustentar que a substancia contem implicitamente os atributos que se conhecem primeiro. a saber. 0 pathos finalmente consagra a assimetria do sujeito e do predicado. Isso equivale a afirmar que a substancia esta em potencia em suas qualidades. segundo Arist6teles. 1028 b e 1029 a. anula sua separac. que a proposic.ao contradit6ria se Arist6teles nao distinguisse o ser em ato do ser em potencia. rnas que ele nao possui por natureza. por essencia. o momento contingente e problematico que busca reencontrar a natureza das coisas. Physis (natureza) e pathos opöem-se. em suma. Corno o ato e a potencia sao a diferenc. um firn interno do ser que o fez vir a ser em ato o que ele ja era ern potencia.ao sem duvida negativa. Mas poder-se-ia dizer tambem que ela e 0 que nao e. Metaphysique Z. Obviamente. a proposic. rnas que nem por isso deixa de ilustrar efetivarnente a ideia de assimetria constitutiva da ordern proposicional. A tomada de conhecimento deste ultimo parecelhe imanente. 3. a identidade do sujeito. Lugar de uma diferenc. inversamente. pois. a primeira vista. afirmac. que e a atualizac. fazendo deste algo que pertence aquele. da qualidade quese vai atribuir ao sujeito. mas tambem a marca que faz o sujeito nao ser um predicado. cujo carater contradit6rio efetivamente revela. com isso. sempre foi 0 que e. primeiros para n6s. transformar o sujeito em propriedade nem. 0 sujeito acolhe a predicac. ou que ela nao e o que e.a de urna identidade. 0 pathos introduz-se na proposic. Encontrar-se-ao o pathos e a paixao no desvia da junc. mas nunca e ele rnesmo predicado 11 . anula-se como pathos. 0 pathos e tudo 0 que nao e sujeito e. urna simples qualidade. 0 predicado pertence ao sujeito. porquanto OS predicados.ao.ao dessa potencialidade conforma-se com o ser de S6crates. ordern unica da razao.a a superar na identidade e pela identidade do sujeito.a proposicional. a ruptura entre o que e primeiro em sie o que vale apenas para n6s reduz-se a uma unica dimensao. Reaparece ai o velho problema do Menon. A atualizac. determinada pela essencia.ao._ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Arist6teles _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ _ ___________ Ret6rica das paixoes ____________ vel em si. rnas. mas de um ponto de vista diferente. estara "reduzida".ao e a mern6ria da ruptura entre as duas ordens de pensamento. nao haveria esse resultado. A soluc. Preserva a iden- XXXII XXXIII 11. sua finalidade pr6pria.a que se pretende anular. A proposic. Ve-se que.ao faz parte da pr6pria natureza do sujeito.ao. humanos.ao e a define. 0 pathose. pela identidade que ele consagra.ao se anula sem a assimetria de seus dois componentes. e corno S6crates e incapaz de nao ser S6crates. no pathos: este. 0 pathos e arnbiguo: e 0 sinal de urna diferenc. Todavia. . caso esteja na natureza do sujeito ser aquilo mesmo que n6s percebemos pelo predicado. 0 S6crates velho esta em potencia no S6crates jovem e a atualizac. Ao mesmo tempo. sendo insustentavel a separac. do ser que nao acabe por fundir-se no pr6prio ser e manifestar-se a partir dele. por conseguinte. o qual. Eis ai uma definü. a contingencia.ao e o lugar de fusao dessa ruptura entre o ern-sie o para-o hornern. 0 que e primeiro em ato e ultimo em potencia: o mesmo e nao o mesmo. fazendo da contingencia um momento do que se revelara como necessario e natural.ao em virtude da essencia do sujeito.

expressao da natureza humana. mesmo assim. do drama possivel. Quanta a virtude. da alternativa? Para os gregos. Qual e a caracteristica dessa regiao que ve 0 pathos se tornar 0 lugar do humano.. a contingencia da marcha do conhecimento se manifesta em sua diferen~a. entao. ou. que a paixao remete as solu~oes opostas. Ela e. comprometido com a etica. A paixao e a alternativa. da inversao. se se preferir. da contingencia. Dir-se-ia que. tornada incontornavel. 0 pathos tornou-se assim paixao. isto e. em beneficio do humano. a rela~ao humana que poe em dificuldade o homem e. A oponibilidade que une e desune OS homens e precisamente 0 passional. o que nao tem seu firn naturalmente em si.. mas sem a qual o pr6prio resultado da resolu~ao nao teria sentido. este se ve amea~ado em sua identidade em proveito da pura alternativa. portanto. centrado no carater apoditico proveniente da identidade redutora do sujeito.. nessas condi~oes. e nao somente do em-si. de potencia. a diferen~a entre os homens. a alternativa que nao se fara passar por tal.. da diferen~a irredutivel._ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Arist6teles _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ . A paixao sera assim o pr6prio conceito do desdobramento. avan~ando inexoravelIl). pois a moral se estriba numa justa delibera~ao capaz de ensejar a a~ao. assim se compreende o carater amea~ador e irracional da paixao por um Iogos definido apenas pela apoditicidade. esse lugar impossivel da diferen~a proposicional sem a qual nao haveria identidade de substancia. do que escapa ao conceito. ao contrario do que se passa com o homem. A natureza opoe-se. portanto com a a~ao. do em-si. por exemplo?) e nao ha sujeito (portanto. opunha-se ao natural. A paixao e a pr6pria alteridade. que transforma a paixao de preferencia em virtude.. tal como costuma ser entendida? Na realidade. 0 pathos constitui. por isso mesmo. que dessa maneira atualiza. Um ser naturalmente levado a realizar sua finalidade essencial nao pode deixar de atualiza-la: a planta nao tem escolha etica e. rela~ao com o outro e representa~ao interiorizada da diferen~a entre n6s e esse outro. sendo grande o risco de que o sujeito ai se perca de alguma maneira. o pathos representa a supressao da alternativa e do problematico concebido como uma etapa momentanea quese supoe nao ter surgido jamais. distingue-se do pathos por ser 0 lugar de identidade do sujeito. A planta. exercita e pratica suas disposi~oes. dois sujeitos diferentes. A paixao e o obstaculo que a a~ao enfrenta. identidade necessaria) quando a ele se chega somente por seus atributos contingentes. a contingencia que os libera ao mesmo tempo que pode entrega-los ao que a destr6i e ao que os subjuga. que se desdobram em rela~ao ao desenvolvimento natural. ter paixao. aos conflitos. em seu ajustamento. Pela virtude. A paixao escapa ao Iogos. A diferen~a reside em que. sede da ordern do que e primeiro para n6s. mas exteriormente a si. o artificial e o convencional. como propriedade contingente. vai opor a ordern humana e a ordern natural. a saude e 0 que faz rea- XXXIV XXXV . A a~ao e a delibera~ao se apoiarao. deve passar a ato. nessas condi~oes. o campo do humano e de suas prioridades espedficas. Mas como se dara essa passagem do pathos. da liberdade. na escolha dos meios e dos fins. eventualmente. Dai a ambigüidade das paixoes: nao ha sujeito sem essa contingencia que o afeta e o define (que seria S6crates se fasse definido apenas por sua essencia. portanto. o opora a si mesmo. por natureza (portanto. sai-se da identidade do sujeito. mas que.Ret6rica das paix6es _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ tidade do sujeito gra~as a diferen~a daquilo que nao e ele. Mas ha mais. As paixoes. senao a mesma coisa que Platao.. A paixao e. nesse caso. por essencia). Diferen~a ontol6gica verdadeira. o homem imita a ordern natural em que se realiza aquilo que. pois. pela paixao. nao po- deria. e.ente para seu destino e realizando-o biologicamente. Na diferen~a pura quese cria pela emergencia de um pathos irredutivel ao sujeito. Por esse pathos.. fazem-no oscilar: sao o lugar da alternancia. seu firn lhe e prescrito. 0 dualismo. exige a a~ao. ao contrario. Compreende-se. inassimilavel para a ordern da substäncia.. Dai a obrigat6ria · rela~ao etica com a paixao. A paixao. dissociada essa ordern daquilo que e em si e irredutivel a este.. para a paixao. o individual por oposi~ao ao universal indiferenciado. o lugar do Outro. da possibilidade diferente do que somos afinal. assegurando a necessidade e a identidade que constituem sua natureza pr6pria.. que ressurge do aspecto inassimilavel do pathos a substancia. nem todas as propriedades de um sujeito se fundem nele.

ao. a um campo antropol6gico que. ou o inverso. que se ocupa das oposic.ao sensivel com sua temporalidade inversa a ordern l6gica. o exclusivo. nao as aprecia verdadeiramente. trad. 0 que a natureza faz naturalmente. de outro modo. deliberadamente.o que leva a uma ordern do humano. e ess_a reciprocidade inscreve-se como interac.öes. logo se servira disso para caracterizar a relac. portanto contida. franc. entretanto.ao 16gica com outra coisa. A razao fornece um resultado se a paixao o bloqueia mantendo a alternativa.. ao passo que o homem deve produzir o firn e. que ele reabilita mas a qual preferira sempre a for\=a apoditica do saber cientffico. trad. eles se acham submetidos a reversibilidade. se de comec.. a paixao possa progredir irrefletidamente. para tanto. II.. o que comanda o resto e exclui a alternativa. E preciso. 13. o que em materia humana significa paixao. 154). imediatos. desorte que. IV._de. cuidando para que em nada contrariem a razao." 12 A virtude exige a reflexao quando. 0 meio-termo e 0 termo medio que exclui OS contrarios e. apenas uma modalidade da prioridade da diferenc. para produzi-la nao pode ter sido simplesmente natural . Dai os meios. 0 exclusivo e o firn. sobretudo. ha escolha oposta e. visto que essa escolha deliberada e uma tendencia acompanhada de reflexao. confere todo o seu sentido a essa temporalidade distinta da cria\=ao 16gica de que falavamos acima. 0 circuito esta fechado: ha paixao porque ha__i!s:~o. contemplativa quando o espirito encontra seu firn em si mesmo. fazendo deste uma preocupac. Uma superioridade indiscutivel e imposta e. impor-lhe a diferenc. portanto. "A virtude e. da exclusao. 90-1. Voilquin. 54.ao privilegiada para a ret6rica. conformemente a conduta de um homem ponderado. Analisemos a situac. que se opöem e sao anteriores a delibera\=ao determinante da escolha final. J. impöe-se o acordo entre o que a razao afirma e o que a tendencia persegue" (ibid. mas compartilliäm aouscapOittica': isto e.. sua contingencia pr6pria. no dizer de Arist6teles. na realidade. 1119 b. o outro por falta. pratica quando adota e persegue fins racionais mais exteriores.ade. os homens sao diferentes. pois cada um pöde assinalar em si (evidentemente a ma fe e obrigat6ria. p. dominando as paixöes. queiramos ou nao. franc. escolher igualmente os meios apropriados. A razao e uma paixao refletida. o animal polltico afirma sua identidade. Nesse sentido a barbarie. Essa busca do Bem. em suma. ao mesmo tempo. E ai que exercem sua liberdade. humilha-lo. conseqüentemente. uma causa eficiente que para realiza-la. III.ao. Mas. Havendo delibera\=ao. Negar o homem e. alias. e somos levados ao jogo das paixöes em que se disputa a incompatibilidade do homem com sua medida de exclusao do Outro em n6s. afinal. pois. unia me-sma comunidade.ao d~_~Ql~t:_~p. E uma forma de afirmac. a finalidade sobre a qual cumpre deliberar. que e aquilo a que se dirige toda a\=aO. Arist6teles." 13 Nao ha aqui fins naturais: . paixoes. se percorre os oponiveis. um agente. '!_~ao .~_J)Q_. 1107 a. subordinada a um firn pensado. Dar Iivre curso as paixöes e permitir que os meios se apresentem como fins.Ret6rica das paix6es ____________________ 12. Dai o papel da razao. chegam a suplantar a razao. Mas sehä_pa~ao ha acao e. p. cit. que consiste exatamente em escolher os fins e proporcionar-se Cliteralmente) os meios. "A violencia da paixao somente estimula as condi\=öes de carater identico. trad.. E o mesmo caso.. 0 que obriga a compreende-la para poder condena-la. e. a qual anula toda oposi\=ao possivel. deve o homem fazer ativamente e. diminui-lo: e.a. nao poderia ser "inumana". a preocupac. que sao precisamente o que esta em relac. rebaixa-lo. 0 jogo dos contrarios esta inscrito no campo passional.seia de uma mesma ic!~nJiQ. Op. pp. e seu firn. sobretu- XXXVI XXXVII lizar-se o salutar. franc.a sem identidade possivel (consigo mesmo). que entretanto admite as paixöes e nao as condena a priori exceto por seus excessos. da ret6rica. velar para que essas paixöes se mantenham num justo meiotermo e limitar seu m1mero. A virtude e entao o exerdcio da razao no homem. 1139 a 20..~~ pressao da contin~~~ alem disso. exprimindo assim suas diferen\=as. aumentadas e fortalecidas.---------------------------A~t6teks ___________________________ --------------------. efetivamente.o o pathos e uma simples marca 16gica ou ontol6gica (uma categoria do ser). Para Arist6teles. "A virtude moral e um comportamento precedido de escolha. apesar de humano. Ela se mantem no justo meio-termo entre dois extremos inadequados. que em rela\=ao a n6s consiste na medida definida pela razao. uma disposi\=ao adquirida voluntaria. um por excesso.ao de encontrar um Bem comum definido como ordern publica.. Ethique a Nicomaque.

para as honras e para a riqueza um tipo de homens. Aquele que fizesse desse meio. E a Cidade em cada um. uma reafiio a imagem que ele cria de n6s. para os prazeres das sentidos. Ha tantas paixöes quantos audit6rios. Ao homem impaciente se ministrara o topos segundo o qual tudo ocorre no momento oportuno para quem sabe esperar. reversivel. A avareza traz priva~öes aos outros. vicio? Excesso ou erro de julgamento? "Evidentemente. alias por uma razao muito simples: os extremos se excluem. Dai a teoria do meio-termo a qual. o qual e flutuante e por isso desestabiliza o homem -. partir delas. uma paixao ou outra coisa qualquer? Para Arist6teles. Mas voltemos ainda por um breve instante a esse meiotermo enaltecido por Arist6teles. acontecera a partir da era crista). que acabamos de examinar. a paixao e ~posta. Tomemos o exemplo da busca de bens materiais. 24. exprime sua individualidade. diferen~a e contesta~ao? As paixöes servem para classificar os homens e descobrir se o que sentem e necessario para que quem quer convence-los aja sobre eles. nao esta no numerodas paixöes (o que. felizmente limitada pela lei. entretanto. se as paixöes estao intimamente associadas ao prazer e ao sofrimento . a nega~ao sempr~ possi:: vefda liumanidade do homem. o materialismo dos negociantes vao tornar-se. o bom senso ou o senso comum. seu contrario. As paixoes da multidao. Atribui-se imediatamente essa solu~ao ao problema etico porque ela e simples ou imprecisa em diversos casos submetidos a delibera~ao. Mas. as ambi~öes dos homens de a~ao. ela conduz ao exclusivo. isso se deve evidentemente ao fato de ela ser apenas um meio para a "boa vida" de que nos fala Arist6teles. havia apenas antagonismo. um firn em si mesmo enganar-se-ia consideravelmente. e ate de vida. na fi1Sf6riad~ edca._____________ A~t6reks _____________ do no espirito das outros) uma ou outra modaliza~ao. de inicio. uma virtude. mas e antes de tudo um estado de alma m6vel. sempre suscetivel de ser contrariado. em todo homem. sempre em correspondencia. E que e argumentar senao tentar convencer.por conseguinte. franc. ao apetite sensivel. alem de ser socialmente nociva. A paixao e decerto uma confusao. substancialidade da substancia humana. trad. ao mesmo tempo. Admitir as diferen~as. Entre A e nao-A encontra-se a virtude. Se para Arist6teles a cupidez. Resta entao o justo meio-termo. Na realidade. afirma Arist6teles. nao e muito mais desejavel porque priva da passe quem a pratica. queiramos ou nao. encontrar uma identidade onde. a rejei~ao. pois e apenas util e tem outro firn que nao ela mesma. uma especie de consciencia social inata. cujo firn e precisamente assegurar a unidade e a identidade de uma Polis. preocupar-se com o que a sensibilidade nos permite vislumbrar nosoutrase a etapa necessaria para ehegar a definir um Bem comum a firn de alcan~ar uma identidade comum. ao homem agitado. As paixöes formam um reservat6rio de ditos espirituosos ein que se juntam o particular e uma certa forma de universalidade. Mas havera paixao. depois de Santo Agostinho. o meio-termo e para Arist6teles 0 criterio de inclusao de si e do outro no seio do mesmo conjunto politico. e um XXXVIII _ __________ Ret6rica das paix6es ___________ vkio somente no caso extremo. a pr6pria essencia das paixoes. Mas para Arist6teles. I. Sera isso um vicio. seus topoi. invertido. A paixao. talvez mesmo julgamentos. Reequilibrio que assegura a constancia na varia~ao multiforme que o Outro assume em sociedade. Ethique a Nicomaque. QQr _scr contingente.um exerdcio moral e socializado de nossas disposi~oes podera fixa-las com vistas a fins identicos. ou melhor. como tambem das outras prazeres. XXXIX . p. de uma Cidade. 1096 a. age sobre n6s e vive conosco. uma representa~ao sensivel do outro. que reflete nossa identidade tal como esta se exprime na rela~ao incessante com outrem. julgamen14. mas destr6i aquele quese entrega a ela ao negar-lhe as alegrias da vida proporcionadas pelos gastos." 14 Sem duvida existe. exprime a difer~a no sujeitQ: Isso equivale a assimila-la ao que no homem.. quando 0 unico firn deve ser o amor de Deus. com seus lugares-comuns. Essa "reviravolta crista" transformara em paixao a ilusao de que um meio e um firn. a riqueza nao e o bem supremo que procuramos. o topos segundo o qual de nada vale correr etc. A prodigalidade. e aceitar o outro e aceitar a si mesmo porque o outro esta em n6s. o nome de Arist6teles esta estreitamente ligado. vantajoso para todos: a generosidade.

1733). 5. Diz Meyer: "Esta ultima paixao nao da ensejo a um capitulo a parte completo. se nos debnt~armos sobre a lista das paix6es elaborada por Arist6teles. mas constitui com a emula(:iio um s6 capitulo. as vezes. a uma identidade. o qual deve chegar. indigna~ao e desprezo15. realmente ou no dom:inio de nossa imagina~ao. o de numero XI. a pr6pria ~aria~ao. devera ser julgado com compaixao. Poder-se-ia entao dizer que ha a:i um jogo de imagens. tomadas simplesmente como tais. em ultima analise. sobretudo do que o outro experimenta a nosso respeito. 6dio. Covens et Mortier. iclen:tidade e a diferen~a. antes que a fonte das rea~6es morais. vergonha. cujo objetivo seria entao o da Etica.) XL XLI senta~6es . ou em 15. Para despertar tais sentimentos.______________ Arist6teles ______________ _ ___________ Ret6rica das paixoes ____________ _!2-LL~fkxao todo o caso tomada em sua temporalidade individual. o ideal politico de toda rela~ao com outrem. o isolam. As grandes paixoes segundo Aristoteles Nem meios nem fins. Ha a:i uma verdadeira dialetica passional. ao passo que um delito menor." Nesta edi~ao. ela ~. Portanto. pois entre estas deparamos com a calma e a vergonha. Essas catorze paix6es sao: c6lera. Mais tarde. as paix6es cristalizam as rela~6es redprocas e fixam as imagens da pr6pria natureza do eu no outro. pare~a estar somente em companhia de outras homens livres. impudencia. que se enreda sempre em ret6rica com um ajuste das diferen~as. amor. Na Etica. as paix6es sao igualmente as respostas as inferioridades e as superioridades que se aventuram a p6r em risco o Firn comum. as paix6es passam por resposta a outra pessoa. absolutamente perdoavel. o desejo ou o pesar. o desprezo tambem nao esta isolado. Um crime horr:ivel deverä suscitar indigna~ao.omento ret6rico por excelet:!f~~: Respasta ao Outro. catorze na Ret6rica. audacia). Lugar erp q_l}~lie ~y>ent11ram :1. ao contrario de outras tradu~öes que. temor. por assim dizer. considerando-se o que eles sao para n6s. e mais precisamente a representa~ao que ela faz de n6s em seu esp:irito. veremos que nela nao se encontra o que os modernos classificariam de paix6es. compaixao. Amsterdam. M.rp. o qual tem de subjugar as diferen~as e nao provoca-las. As paix6es refletem. 0 homem jamais esta s6 em Arist6teles. da T. (N. <l:J~ai~~~ se presta a negociar uma pela outra. embora tambem lhe de consistencia. Estas estao sempre alteradas porque sao a pr6pria alteridade que amea~a nossa identidade. ha a alegria. p~lo eJf<!!!!~ doque o Outro e para n6s. mesmo que. ao conträrio. Assim. das contesta~6es. favor (obsequiosidade). as representa~6es que fazemos dos outros. sao representa~6es em segundo grau. o que no mais profundo do nosso ser exprime o problematico. no fundo. serao chamadas formas da consciencia de si. somente na Ret6rica encontraremos a indigna~ao ou a vergonha. tradu~ao que nao foi adotada nesta edi~ao. Meyer introduz um comentario referente a tradu~ao da Ret6rica de Arist6teles por Cassandre (Rhetorique. a paixao_~" po-r ·aermT~~ro. na tradu~ao de Arist6teles que se acha neste volume. E a razao disso e a enfase diversa. Neste ponto de seu prefacio. e preciso conhecer os que existem antes de tudo no instigador do audit6rio. Mas. sobre o que somos _parque Q__ Ql1tro e. cujas paix6es mediriam as distlncias e sobretudo as diferen~as: nao ha absolutamente a necessidade de um inconsciente onde esconder o misterio das paix6es. seguran~a (confian~a. Alias. as paix6es sao as respostas as repreque os outras concebem de n6s. Na Ret6rica. para que haja persuasao. 0 que Arist6teles se disp6e explicitamente a mostrar em sua Ret6rica e que as paix6es constituem um teclado no qual o bom orador toca para convencer. talvez mesmo de imagens redprocas. inveja. emula~ao. que sao na verdade paix6es-respostas a imagem que formamos do outro. que sao estados de alma da pessoa considerada isoladamente. calma. Seria bem estranho que um contemporäneo se declarasse tomado pela paixao da calma! Quais sao essas paix6es em Arist6teles? A lista e diferente na Etica a Nicßmaco e na Ret6rica: ha onze paix6es na Etica.

A estrutura retorica das paixoes: o orador.a entre aquele que se entr~gaa. ela e. donde a c6lera por parte do ofendido. A c6lera. nesse estado...äo tem precisamente por func. a qual caracteriza a ret6rica.difer~~ julgamentos proferidos. näo nos encolerizariamos se tivessemos algo a temer do outro. p. A 16gica de toda ret6rica e.. no genero epiditico.äo: uma suposta superioridade que ele tenta abolir. alias. o irasdvel. säo Indices e.äo se exprime no prop6sito de vinganc.!.a ou simplesmente sanciona-la. satisfaz quem se entrega a ela ao mesmo tempo que e por ela determinado. parametros..-~<?. visto que o passional e o lugar da incompatibilidade.sobretudo os jovens e os ricos.a. pois. talvez mesmo o meio. Para Arist6teles.am sua superioridade sobre eles 16 .a imposta. do ponto de vistadas relac. 0 ultraje e..a. do ponto de vista do Iogos..äo intelectual. mas a argumentac. franc. da afronta.. trad.öes. Esperanc. ja que se pode muito bem querer reforc.A c6lera A ret6rica e antes de tudo um ajuste de distancia entre os individuos. XLII Qual e a 16gica da c6lera? Sua analise e importante em Platäo. entretanto. A falta de respeito e devida. 1095 b. assim. de maneira muito geral. como se sabe.äo. Ethique a Nicomaque. "Al~m d~ da-se _o _nome de paixoes a tu~ que. o ouvinte e a imaginafilo 7.äo proveniente do ultraje.. "injusta" ou como tal sentida. diz Arist6teles.äo daquele que nada tem a perder. um meio de se afirmar (como superior).a (que se amplificara.Q. A c6lera parece pressupor a possibilidade dessa vinganc. por si s6. Apresentao problema resolvido e. Mas ela e tambem a reac. uma paixäo que assenta num erro de julgamento de outrem sobre si mesmo (portanto. Assim. julgamento que lhe queremos provar ser erroneo.äo dos outros.. obse. Arist6teles diz com razäo que as pessoas quese julgam superiores. afinal. se necessario. a relac.äo de superioridade. depois de se terem produzido... um sinal de distanciamento..äo e apenas uma modalidade ret6rica entre outras. A imaginac..a: a c6lera reequilibra a relac. Arist6teles sustenta. a 16gica ret6rica e a da distancia e da proximidade: a identidade e a diferenc. que visa a convencer. 0 prazer que se quer repetir e o sofrimento quese quer afastar säo suas manifestac. um aumento da diferenc.c6lera__e_.äo. sendo portanto o lugar. ao mesmo tempo.Arist6teles _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ _ ___________ Ret6rica das paix6es ____________ 6.äo ret6rica.. 17. epistemica. A c6lera e um brado contra a diferenc. a firn de que reconhec. A c6lera e. 175. 1378 a.. A argumentac. A c6lera e.. ~~~. inscreve-se numa relac. por belas e apropriadas figuras de ret6rica). encontramos o discurso de lauvor e de censura: o discurso para louvar ou condenar exige autoridade.f.QVOca tal1J111danp no @6Pirito que.. ?__~.. da superioridade. trad. todavia. I. acha-se na dependencia dessa 16gica da identidade e da diferenc. Dai o desejo de vinganc.. porque reflete a contrariedade. Paixäo fundamental. As paixöes tem uma func.eh e. diziamos. pp.as näo realizadas. A distäncia e entäo ajustada e confirmada em seu ponto mais elevado. franc..a onde estäo os conceitos que se incluem e se excluem mais ou menos. a assimetria rompida por um dos parceiros da relac.o r:eflexo de_uma ~c.auquaL ela s~ d1~ig_C Por essa razäo. revela ao interlocutor que a imagem que ele forma do locutor carece de fundamento. A imaginac. presumindo-se entäo que o ofensor näo e ele pr6prio täo poderoso quanto acredita ser.. pois. insiste na identidade entre o orador e o audit6rio.ar a diferenc. "17 16. com isso.. manter presentes no espirito essas sensac. 1.a entre os homens exprimem-se e medem-se por suas paixöes. a~gmpan~ . a. 23~4.aquele ..!~eyJ. acidentes imprevistos e rupturas no curso supostamente normal das coisas XLIII .a. Cassandre. operam como imagens mentais: informam-me sobre mime sobre o outro tal como ele age em mim (prazer/sofrimento). do desprezo. uma parte da alma.öes intrapessoais. o homem busca a aprovac. sobre n6s). II.öes entre pessoas.rva-se um~ QQtä:yd . a identidade e a diferenc.äo. que isso acontece com todas as honrarias: pela ambic.säo as que em geral provocam a c6lera.. Rhetorique.

_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Arist6teles _____________

_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Ret6rica das paixoes ___________

suscitam o arrebatamento. Ern suma, ficamos irritados com as
rupturas de identidade.

Tememos OS fortes, näo OS fracos. Quanto a segurans;a, provem de uma certa superioridade tanto sobre as coisas quanto
sobre as pessoas, de um afastamento, suposto ou real, relativamente ao que pode ser prejudicial. E o distanciamento do
distanciamento, se se preferir. A confians;a e talvez uma forma
de amizade mais remota, como o temor, a manifestas;:ao de
uma dissocias;:äo que nao e total.

8. A calma, a tranqüilidade
A calma e uma verdadeira paixao porque reflete, interioriza uma certa imagem que o outro forma de n6s, de sorte
que, ao mesmo tempo, agimos sobre ele, mantendo (ou encontrando) nossa calma a seu respeito. Dai sua fun~ao ret6rica. Ela recria a simetria. E, conseqüentemente, o contrario e
talvez mesmo o antidoto da c6lera. Conduz a virtude da temperan~a, da reserva. A calma e a aceitas;ao de uma relas;ao e,
com isso, constitui a melhor expressao da indiferens;a. Eis por
que, na antiguidade, a tranqüilidade do sab.io.fez_~.ßll:tita
tinta, exatam~qte c~!llo a c6lera qne e a desordern passional
por ~xcel~p-~ia e a qua] Seneca cons..agro.u um tratado illteiro.
A c6lera e a calma representaram, por si s6s, as paixöes
como um todo, sua diversidade, sua luta interna, seu excesso e
tambem sua anulas;ao, que provoca a aceita~ao da ordern das
coisas. A calma pode, a rigor, figurar a indiferen~a, a ausencia
de toda paixao, o contrario absoluto daquilo que arrebata os
homens. Dai seu carater paradigmatico.

9. 0 amor e o Odio, a segura"fa e o temor

10. A vergonha e a impudencia
Eis ai duas formas de relacionamento com outrem, de reas;äo a imagem que 0 outro faz de n6s, formas que, pode-se dizer, säo bastante reais. Na vergonha torno-me inferior, na impudencia afirmo minha superioridade sem atentar para o outro.
No primeiro caso, a interiorizas;äo do olhar do outro devolveme uma imagem inferior de mim mesmo. A impudencia, ao
contr:irio, consagra praticamente a näo-essencialidade do outro,
o fato de que a imagem que ele tem de mim carece de importäncia. A princesa se banha nua diante de seus servidores. Pela
impudencia, assimilo a imagem que o outro forma de mim como
nula, indiferente. E, claramente, uma reas;ao a sua inferioridade. A vergonha, pelo contnirio, refors;a a importäncia do olhar do
outro, consagra-o e valoriza seu julgamento, que me condena
porque sua posis;ao de juiz lho permite. A vergonha e a impudencia consagram as distäncias, as assimetrias, respectivamente minha inferioridade e minha superioridade.

0 amor, ou a amizade, e certamente um vinculo de identidade mais pu menos parcial. E o pr6prio lugar da conjuns;ao,
da associas;ao - ao contr:irio do 6dio, puramente dissociador.
Se a c6lera e a calma funcionam, antes de tudo, com base na
assimetria, na diferen~a entre os protagonistas, que elas anulam,
respeitam ou enfrentam com exito, 0 amor e redproco para
Arist6teles. Ele cria a paridade - mas o 6dio, tambem, sem duvida e redproco. A distäncia entre os individuos se revela insignificante, o que afinal torna o amor e o 6dio täo violentos.
0 temor e a confians;a, ao contrario, pressupöem uma diferens;a maior, materializada por uma assimetria na rela~ao.

A obsequiosidade e uma resposta a outrem, atende a sua
pretensäo, ao seu car:iter passional: e prestar servis;o, descobrir a necessidade alheia, entendendo-se que quem responde
dessa maneira nao o faz por interesse. 0 amor e a amizade
preocupam-se com o bem do outro, mas com base na simetria. 0 favor, porem, exprime uma rela~äo assimetrica que deseja suprimir.

XLIV

XLV

ll.Ofavor

_______________ Arist6teles _______________

12.A compaixiio e a indignarao
A piedade volta-se para aqueles que estao relativamente
pr6ximos, mas nao em demasia, sendo de temer que sua sorte
negativa nos atinja. Entretanto, a piedade concerne antes de
tudo aqueles que se julgam de tal maneira acima dos outras
que se mostram inconscientes das desventuras, das reviravoltas,
em suma, das paixöes que podem sobrevir. Tudo o que diz
respeito a desventura dos homens, for<;osamente nao-voluntario, excita a piedade.
A piedade reflete tambem uma certa distancia, embora se
suponha uma participa<;ao, uma identifica<;ao. A indigna<;ao e
sem duvida o movimento completamente oposto da alma.
Quando a piedade e a indigna<;ao afirmam: "Isso nao deveria
ter acontecido", procedem, uma do distanciamento do interessado, a outra, da aproximac;ao. Todavia, o que Arist6teles sublinha expressamente e que a indigna<;ao reflete a nao-aceita<;:ao (moral) do espetaculo das paixöes, de sua desordem.

13.A inveja, a emularao e o desprezo
A inveja dirige-se para os iguais, assim como a emula<;ao;
a inveja quer tirar do outro o que ele tem, a emula<;ao quer
imita-lo. Sao rea<;öes que tendem a proiongar a simetria ou
cria-la, visto que uma deseja gerar a diferen<;a, a outra, a identidade. 0 desprezo, deve-se dize-lo, tende para a ruptura.

14. Hd um principio estrutural para
as paixoes citadas?
Sera talvez arriscado atribuir uma verdadeira estrutura as
catorze paix6es que acabamos de examinar. A lista parece arbitraria.
Entretanto, se as observarmos melhor, poderemos ainda
assim discernir alguns trac;os distintos:

XLVI

____________ Ret6rica das paixoes ____________

1) As paixöes sao representa<;öes e, mesmo, representa<;öes
de representa<;öes.
2) Visam a definir a identidade do sujeito relativamente a
outrem.
3) A referencia ao outro varia se ele e visto como superior, igual ou inferiorem seus atos. Pensa-seentao na Poetica,
em que a inferioridade determina a diferen<;:a de generos: a
comedia faz rir, a tragedia suscita piedade e temor para com o
her6i enredado em seu destinoH'.
4) Mas ha tambem a imagem que outra pessoa forma de
si mesma em relac;ao a n6s: portanto, aquela que tem de n6s
e nao somente a que concerne ao que ela e. Essa pessoa pode
sentir-se superior e mais forte, sem de fato se-lo, e manifestar
tal sentimento pelo desprezo- dai, nossa c6lera.
As paix6es sao ao mesmo tempo modos de ser (que remetem ao ethos e determinam um carater) e resposras a modos de
ser (o ajustamento ao outro). Dai a impressao de que as paix6es
nada tem de interativo, sendo somente estados afetivos pr6prios
da pessoa como tal. A confusao, porem, permanece.
Assim, 0 Contrario do desprezo e a c6lera, embora Arist6teles lhe oponha a emula<;ao nas derradeiras linhas que consagra as paix6es, na Ret6rica. De fato, a emula<;ao valoriza o que
o outro tem, o desprezo o desvaloriza. 0 contrario da emula<;ao, contudo, deveria ser a calma indiferente, quese opoe de
preferencia a c6lera. E assim sucessivamente: o ciclo das paixoes parece transformar-se num redemoinho infernal em que
os pantos de referencia acabam por desaparecer.
Mas a lista talvez seja menos arbitraria do que parece a
primeira vista.
A calma, por exemplo, nao e a indiferen<;a as paixöes, mas
antes uma resposta a maneira como nos tratam. A indiferen<;a
seria a ausencia pura e simples de resposta, a neutralidade passional absoluta, o individuo coincidindo com o universal, ou
melhor, com a ideia de natureza humana segundo Kant - o que

18. "A comedia procura representar os homens inferiores, a tragedia
procura representa-los superiores aos homens reais" (Poetique, 1448 a,
trad. franc. Hardy, Paris, Les Belles-Lettres, 1932).

XLVII

______________ Arist6teles ______________

____________ Ret6rica das paixoes ____________

e uma indiferen<;a nada realista, considerando-se o homem concretamente.
Examinemos entao as posi<;6es relativas de dois individuos
A e B, e vejamos as determina<;6es passionais que vao uni-los
ate mesmo por oposi<;ao.
De inicio, uma observa<;ao subjacente a toda a analise de
Arist6teles: com respeito aB, A esta em posi<;ao superior, igual
ou inferior.
Se A pretender ser superior, agira com desprezo. Nessa
superioridade ostensiva, existe a necessidade de aumentar a
distancia. Mas o desprezo nao passa disso, afirma Arist6teles.
Pressupoe que o outro nao merece as boas coisas que tem
porque, realmente, e inferior a seu pr6prio destino, por assim
dizer. Seria possivel a B subir de posi<;ao? A essa pergunta B
poderia replicar com c6lera, julgando que, pelo contrario, e A
quese considera superior ao que e. No fundo, porem, reagira
assim somente se nada temer de A, se A nao for o que pensa
ser, e se nada arriscar. Isso provarä que A nao e tao superior a
B a ponto de amea<;a-lo. Havendo temor, nao haverä c6lera.
Nos dois casos, B quer manter-se a distancia, mas no caso do
temor, essa distancia e bem real. Tambem e possivel que A
nao se importe com B, donde a impudencia que consagrara sua
indiferen<;a.
Ora, grande e a possibilidade de A se considerar superior
ao que e, embora seja igual a B, sem que necessariamente A
despreze B. 0 que acontecer a B merecera piedade, mas se for
um bem imerecido, a unica rea<;ao possivel serä a indigna~ao.
Esta, no entanto, parece estar reservada tao-somente aos deuses, diz Arist6teles. Para poder julgar, cumpre estar por cima.
A inveja e mais pr6pria de um igual. Na indigna<;ao ha inversao da rela<;ao AB, porquanto, julgando-se superior, A tem de
si apenas uma imagem falsa, que B corrige com sua resposta
provando, ao mesmo tempo, que A nao e tao superior quanto
pensa. Ha nessa rea<;ao de B um distanciamento de A. Ern termos mais profundos, a indigna<;ao e, segundo Arist6teles, um
equivoco na rela<;ao entre individuos que faz o inferior crer-se
igual em pretensoes ao superior. A superestima-se naquilo que

pensa ter o direito de esperar. A indigna<;ao diz respeito ao merito que cabe a superioridade e a confirma.
Mas a piedade aproxima os seres; portanto, no jogo das
paixoes, nao existe somente a 16gica da aproxima<;ao, gra<;as a
qualos seres podem identificar-se uns com os outros, ainda que
parcialmente.
Ha sem duvida uma l6gica da inferioridade baseada no
temor ou na vergonha, assim como ha a con.fian~a e a impudencia, que consagram a posi<;ao de superioridade. Ha tambem
uma l6gica passional que exprime a vontade de afastar-se, de
repelir os quese julgam superiores e os que sabem que nao o
sao: entao, suas marcas sao o 6dio e a c6lera. Mas a vontade de
aproximar-se, como o amore a amizade, o favor e a compaixao, permeiam as rela<;oes de superioridade e inferioridade. A
inveja e a emula~ao expoem-se a um jogo entre iguais, porem
a piedade nao o faz necessariamente. Se o amor cria a proximidade, tambem a piedade a cria. Ternos, pois, uma l6gica acrescentada as oposi<;6es possiveis entre os individuos. 0 amor e
o favor visam a instaurar uma identidade, a preencher os vazios que separam os seres. A inveja, embora una os iguais, tem
pouca probabilidade de suscitar a comunhao. Os iguais ja estao
pr6ximos e a inveja assinala de preferencia a diferen<;a. Na
vergonha, assimilamos a diferen<;a, na impudencia, anulamos
o olhar do outro, que pouco importa, enquanto na vergonha importa muito.
Ern suma, reage-se a outra pessoa e interioriza-se a rela<;ao com ela tanto quanto a rea<;ao a essa rea<;ao: dai o temor
ou, ao contrario, a confian~a, representando entao a calma o
estado de equilibrio.
Portanto, paralelamente a tomada de consciencia de si na
rela<;ao com o outro, da-se a verifica<;ao de uma diferen<;a ou
de uma identidade, a qual se acrescentara a vontade de manter, aumentar ou diminuir as diferen<;as, de fazer saber ao outro,
enfim, o que e necessario para definir uma base comum de
convivencia.
Identidade e diferen<;a, supostas ou reais, eis o que na verdade parece governar a estrutura aristotelica das paixoes. Estas,
afinal, revelam simetrias impossiveis, resultam do fato de os

XLVIII

XLIX

como em Arist6teles? A paixao.ara num sentido ou no outro.ao da praxis que avanc. No entanto. que somente poderia ser politica. uma ambigüidade que se enraiza naquela que. o humano em sua diferenc. Compreende-se que ela participe da consciencia e do inconsciente. incontornavel e perfeitamente redutivel. porque ela nao e apenas essa reflexividade da certeza apoditica: e tambem a temporalidade de nossos sentimentos. ao mesmo tempo. Aqui. a primeira forma de auto-representac. Deixemos isso aos pensadores da Idade Media e aos moralistas.a como distäncia entre o que se realiza para n6s e o que e fundamental em si. Talvez a consciencia se prenda ao pathos. poderiam arremessar-nos para alem da separac.a um vinculo.ao e do pensamento. da reversibilidade. assim. enquanto as paix6es ai figuram. esta na origem da pr6pria ordern proposicional. assim. Quando o Iogos deixa de ser concebido nos termos do proposicionalismo que nos e ensinado desde Platao. Lugar da simetria. Premida por seu ideal de necessidade. desde Platao e Arist6teles. da ilusao pr6pria a toda contingencia. com certa visao das paix6es. E ao mesmo tempo a coisa e o espetaculo da coisa. tal como tratado por Platao e Arist6teles. Mas o Iogos.osamente contradit6ria. mais fundamental. pois. conseqüentemente. compaixao e temor. ao mesmo tempo. pois. As ac. o que nos interpela.oes humanas. concomitantemente problema e soluc.ao e expressao. Seja. e vice-versa. da ac. muito antes do primado da teologia. ao passional. os quais.oes irrefletidas. Restituidas a seu substrato ontol6gico. talvez mais que a loucura. como o oposto dessa norma exclusiva: de outra forma. a paixao e o outro em n6s.a a virtude. sua natureza e forc. 15. A paixao e o diseurso do eu quese reflete em relac. acomoda-se realmente a contingencia? Nao a assimila sempre.ao? As paix6es participam. Necessaria como essa ordern ou contingente como n6s. o jogo dos contrarios que pode transformar todo sucesso em malogro. o arauto de uma racionalidade impossivel. Conclusilo Eis-nos. da contingencia humana. mas que o fil6sofo sempre pensou poder contornar.a.ao projetada sobre outra pessoa e que reage a ela. nos fundamentos. a paixao e tambem liberdade e sabe-se que o livre-arbitrio. Nao ha teoria da alma. para um dominio mais pr6ximo de sua origem. Nesse caso. importa-nos sublinhar ate que ponto a ambigüidade na teoria das paix6es depende da imagem que se forma do Iogos. ela passa a ser._ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Arist6teles ______________ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Ret6rica das paixoes ___________ homens serem diferentes ate quando buscam uma identidade.os insoluveis ao pensamento proposicional. joga-se com ela como se ludibria o pr6ximo. a paixao parece. o problema nao esta nela e sim na origem. foi considerado a fonte do pecado mais grave possivel. sinal do bem e do mal. uma aparencia de insoluvel que podera finalmente ter solu- L " LI . verdadeiramente. sao por natureza aquilo que suscita visao. como o repetira Arist6teles na Poetica. de uma outra visao da razao. onde estuda o discurso que reproduz (mimesis) a paixao. se ha paixao e porque 0 homem nao pode deixar de agir. entao. Velho conflito da razao e da paixao. ou tornando-a proposicional na unidade necessaria e intangivel do sujeito. E a razao disso e simples: a paixao escapa a norma proposicional de carater apoditico. da liberdade e da ac. c. Alias. Ela exprime nosso devir.ao. estreito ou frouxo. Se as paix6es suscitam embarac. A paixao e. a realizac.ao da consciencia e do inconsciente. A paixao e. do sentimento e tambem da razao. vai se internalizar na ordern proposicional. anulando-a. que e a contingencia senao uma unidade em expectativa. torna-se totalmente absurdo. Todavia. a paixao e.ao que nao estabelec. portanto sempre perigosa para o homem sensato. as paix6es poderao dar nascenc. portanto sua individualidade. no firn de nossa genealogia do passional. Luta-se contra a paixao como se luta contra o outro. expressao de nossa temporalidade e da diferenc. voltada para as certezas absolutas que o saber oferece. a paixao como resposta problematol6gica adquire uma positividade igual adeoutras respostas. e porque este opera na base da necessidade. em que a paixao e realmente incontornavel. a razao contemplativa. tera a primazia. voz do outro e da resposta que ela solicita. portanto correlativamente as paixöes. pois com muita freqüencia nos esquecemos de que a vida da paixao consiste em sua representac. que desenvolve no homem sua verdadeira natureza. como em Platao.

.

~ OÖIC cl3LICdV ~ ~liCpck 3o1Cd cl3LICdv. Mas. ICCll Trol«L 36f. au~8ouAckc. 3LO&ICELa90&( Ttc. ICCI&l Tr. a firn de que ele seja demonstrativo e digno de fe.1 [Do cardter do orador e das paixoes do ouvinte] 1 •EIC "tlvmv ~iv oGv aat ICCll npo'tpatELV ICCll clno't'pmELV ICCll t377 b btcawdv ICCll 'f'iyELV ICCll ICCX"CT)yopdv ICCll clnoAoyda9caL. aLCliCE'ta90&L O&Ö"t6v. 2 5 Com que argurnentos se deve. acusar e defender-se. para os dominados pela c6lera. mas tambem p6r-se a si pr6prio e ao juiz em certas disposi~öes. -rckc. A aparencia sob a qual se mostra o orador e. e que opiniöes e premissas sao uteis para as respectivas provas. 11pbc.cxL ~ecal npo't'dcacLc. •ETrEl3i lvEICCX ttplad~c. 1tEpl oft TrOI. porque em torno desses argurnentose a partir deles se formam os entimemas. -rf 3" clncx9d ICCXl 3uaxEpcxlVOV'tL 'tOÖVCXV'tlOV." ~ 'tb TtcxpdcTtCI&V 1-fEp« ~ ICCl'tdt ~i:ya8oc. se o que vai acontecer e agradavel. Tb ~b oGv TroL6v 'tlVCX q>cxlvaa9cxL 'tbv Aqov'tcx XPl)aL~Q"tEpov •lc. Ö'lto). 3o 3liCO&<. para as pessoas que amam.lc. f'tEpcx· "tft\ ~b ydtp q>LAoOV'tL. visto que a ret6rica tem como firn um julgamento (com efeito. mas para o indiferente e para o descontente parece o contrario. "tCl0"t• lcrtlv• 11Epl yckp 't'OU"tQV ICCllliC 't'OU't'QV 't'&l b8u~~~Cl't'CX. TrlcrtLv.o~i:VOL<. importa muito para a persuasao. alem disso. pois. a cada genero dos discursos. lcrtlv).. 'tlf\ 3i ~La00V"tl 'tOÖVCXV't(ov· ICCXl -tlf\ ~b l'ftl8U~00V't'L ICO&l EÖilTtL3L 8V't'L. e o veredicto e um julgamento). parece-lhe que isso acontecera e sera bom. nem.l<. clno3ELIC't'LICb<. louvar e censurar. 1.l<. aquele que ama tem por certo que a pessoa sob julgamento ou nao pratica ato injusto ou comete delitos de pouca importancia. mas elas sao ou totalmente diferentes ou de importancia diferente. 311c«Lc. Et"t« K«l lv 25 "texte. persuadir e dissuadir. quese referem particularmente. cl). julgam-se os conselhos. mais util para as delibera~öes. as mesmas que para os tranqüilos. 3i: "tov-roLc. 't'OU't'c. -tckc. illck ICClt O&Ö't'bV nouSv 'tLVO& ~ecxl 't'bv KpL~v ICO&'tO&aiCEuci~LV' noA~ ydtp 3L«Cf>E.' oÖ y&lp 'tCXÖ'tdt Cf>«{VE'tCI&L q>lAoOal ICCXl ~uao0aLv. e depois nos processos. 't'bv A6yov 6p&v. para o que tem aspira~öes e esperan~a.PEL 11pbc. IC«l laaa8cxL IC«l clycx8bv la~:a8cXL cJ>calvE't'caL. fckv ft -rb ia6~Evov ~3u. pois.).+ 3 .PLIC'i) ( ICO&l y&lp 't'ac. e aquele que odeia tem por certo o contrario. Ac.O&~ßcivELV 1tc. XP~c7L~OL 1tpbc. 't'b TtoL6v 't'LV« Cf>«lvEa80&L 'tbv U:yov'tO& ICO&l 'tb npbc.dcVc. ~eplvouaL 3l1Cl) ~ep(aLc. e. enquanto a maneira como se dispöe o ouvinte importa mais aos processos. 4v«yK1') ~~ ~6vov 11pbc. que o orador se mostre sob certa aparencia e fa~a supor que se acha em determinadas disposi~öes a respeito dos ouvintes e.&lc. com efeito.. sobretudo nas delibera~öes. de fato.. fcrtCXL ICClt TtLcrt6c. 't'&\v A6yQv. TrEpll~ecacrtov dndv t3l«f 't'b yl:voc. ~«ALert« ~tv lv -r«tc. 't'b 3. CN~ßouAcic.laLv.lV nlcrtEL<. «'Ö"touc. "tUYX. au~8ouA«tc. oö3• 6pyL/. que estes se encontrem em semelhantes disposi~öes a seu respeito. e necessario nao s6 atentar para 0 discurso.d'tCI&L f378 8 ~V 1CplaLV. por assim dizer. lcrtLv ICO&l fJ fJ 20 t\l)"tO. lcrtLV. as coisas nao parecem ser as mesmas que para aquelas que odeiam. fxouaLV. lckv Kcal «thol 3LO&ICEl~Evol Trc. 'tbv lttpO«'t'I\V dc.PdcQc. e 0 que foi exposto. &nmc.

Necessariamente. atvcu 1tLcrto1'JC~.. entao o orador que parece possuir todas essas qualidades tem a confian~a dos ouvintes. fa~amos o mesmo no caso das paixöes. 10 loE. . mas nao benevolentes. contra quem habitualmente se encolerizam.ELICdc.. fazem variar seus julgamentos. lv«V'tla. e por quais motivos.vdi:V lv. De fato. como pessoa dessa qualidade. motivo pelo qual e possivel que nao aconselhem o melhor.6nap lvl'xnal t'~ 'td ßß. ILcxcpqouaL npbc. 6p8~c. embora o conhe~am. 3ulr..bov -rpcmov. pois. seja por todas essas razöes. parecer prudentes e honestos deve ser tirada das distin~öes relativas as virtudes. IC«l 'tlcnv ~o ~:Lh8«aLv lpyl. A razao pela qual poderiam. pois. Kcd napck 'ta~a o·öatv. IC«l 'tck -ro6'toLc. pois sao de igual numero as que dao origem a nossa confian~a. 4pt:~ckc.Qcmap oBv IC«l l:nl ~av npo•19111"vev l.'ta.• ITtav~a ~aO~a f\ 3&.tlt.l'l:v 't. por perversidade nao a exprimem. acerca da benevolencia e da amizade. causando mudäii01 nas pessoas. a• a• 4 _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Ret6rica das paixi5es _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ Tres sao. f\ loE._v alpl)p.'i)acDl'I:V ~eal la. portanto. f\ cpp6vll'OL l'b 1c:al bt&.V oftv r5 cpp6~ Kat cmou3atOL cpa.. l'OX81)plav o6 ~· 3o1Co0v~a Atyouaw. cp68oc. ~pla lcnl ~• at~LG · ~oaaO~a yckp lcrtL IL" I na.ck~ouaLv.. tclv lcxu~bv IC«~«auuci:~ll: ~OLOO~ov• napt 3" dvo{cxc. e sao seguidos de tristeza e prazer.. fiC ~~V 1tEpl ~ac.). a respeito da c6lera.. ja que pelos mesmos meios alguem poderia apresentar a outrem.4 'tOlJ~QV ~L" f\ yckp 3L" 4cppocNV1'}V O'ÖIC 6p8~c. porquanto os oradores induzem em erro nos assuntos sobre os quais falam ou aconselham. e nenhuma outra causa ha alem dessas tres. mas nao todos. se conhecessemos apenas um ou dois desses pantos de vista. 'tckc. n~c." d yckp -rb "'" lv f\ -r• 16o lxoLl'•v -ro6-rev. ~AvckyiCT) lpa ~bv lncxv'ta 3o~eo0v~a ~ao~· IXElV dvcx&. Devem-se distinguir. ~obc.. ICal 4p2:~~ IC«l dvoLa" ILa'fldlov~«l yckp n. com exce~ao das demonstra~öes. + 5 . como a c6lera. 1tLcrt6v. ICal laa lllca -rouaO't«.crta aul'ßouAdJELV yLyvQQ'~eov~ac. ICal cplAlac.crtriol'EV IE. seja por alguma delas: ou. nao tem opiniao correta. 4~c:poQl'boLc. oke IC«l napl -ro6'tev no&.:pl ~V AtyouaLV f\ aul'8ouAriouaLV " a. quero dizer. fnnaL lfml) IC«l falov'l). a virtude e a benevolencia. u ILaa(l'EVOL lpylAoL dal. otc. "'EcrtL Ü ~aO~a cpp6Vl'}OLc. Uye 3" otov napl lp~c. em que disposi~öes estao as pessoas em c6lera. h ~otc. assim como seus contrarios. o temor e todas as outras paiKöes analogas. embora a tenham. relativamente a cada uma. por falta de prudencia.ck~ov~a:c. 3LßP1)l'DQV AT)tt~•ov· IK yckp 't~V aÖ't&\v ~c:lv lup6v ~Lc. por exemplo. Aat ü ILaLpatv n~:pl IK«a'tOY dc.. ou sao prudentes e eqüitativos." o61c: Eftvo&. as causas de que os oradores sejam por si dignos de credito. seria impossivel inspirar a c6lera. 1eal lnl ~~v lllev . distinguindo-as segundo a maneira referida. daw 4). Kp~Lc.. "'EnL a• ~ck nck81) IL" Baa l'•-rcx8ülov-rac. As paixöes sao todos aqueles sentimentos que.. o mesmo acontece com as outras paixöes. e tambem a si mesmo. U:yov~ac. como demos a rela~ao das premissas relativas as materias.olec. ou. napl ~• ttÜT) lamov. tres pantos de vista. U6vCI'tOV lv -'11 "'""" ~5 lp"f'llv ll'noLatv· 6p.. otov lp"f'll llaoc.l. v08~:v l'. ~eal Jnl noloLc. npo-rckcrau. 'tplca. lttCIV'tCI l''il. a piedade.Q ~~v &:nok~Qv.ypck'fl«l'•" 'tckc. falaremos ao tratar das questöes relativas as paixöes. 3&._ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Arist6teles _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ T oO l'b oftv a'Ö~otJc. ~otc. Sao as seguintes: a prudencia. Assim.:a9aL.

com efeito.ao).2 [Da colera] 2 •EcrtCil &~ 6py~ !pe:E. acompanhado de tristeza. com razao.1. cremos.')pd (&a« yctp oloV'tCl'. consideramo-las indignas de aten<. CIÖ't'&· 3CJCI 3i l''J3Ev 'tL ~ l''-1Cp6v." 3 'tE yckp ltCI"tCI. proveniente da esperan<.h ~edßc. OÖ3EVbc. dVCIL 1 ltCll -tdt auv'tElVOV'tC11tpbc.a de vingar-se. lln!Joc.L'toc. ICCll 1t&O'fl &pyft frtaoßCll 't'LVCI ~3ov"~tv f378 b ~V 1mb 'tftc. 'tLl'Cilplcu.ao de uma opiniao acerca do que nao parece digno de considera<. IE. de vingar-se ostensivamente de um manifesto desprezo por algo que diz respeito a determinada pessoa ou a algum dos seus. quando esse desprezo nao e merecido.. u noll} ylultlc. + 7 . pois certo prazer a acompanha. a difama<. 4a. 'tLl'Cilpcta8«'. Corno o desprezo e a atualiza<.1.Cll'ß&vol'EY" 'tplCI a• fa't'lv d3'1 6ALyCilpl«c. "tE ltCll l:n'lpECICJl'bc.\v CIÖ'to0. e agradavel. ltCll 3'tL Cl'hbv ~ 'tßv Cl'6't'o0 'tL 1tE'TtOl'JICEV ~ ~l'illEV..ClV-tClal« ft3ov~ v l:l'noLEt. 109): A qual.I:CilVL ru• OÖit 4vßp~ncp. otov fO. "toO &lLyCilpdv l'~ npoafJKov'toc. aquele que desdenha despreza. XVIII.6l'EVOc. -ro-6-rev 6 Seja. cresce nos peitos dos homens.l''l3cvbc. dp'J't«L nEpl Bul'oO· 5 Sc. Por isso. El &~ 'tOO't'• lcnlv ~ 6prfl. ora. os males e os bens.e:aßCIL a\v lcplnC1L1 o03dc.L«. 1o '"End 3i ft 6lLyCilpl« lcnlv lvtpyaLCI 36E. ninguem deseja para si o que lhe parece impossivel. 6 3i 6pyli. Se isso e a c6lera. enquanto. ~cme:p ft 'tßv lvunv lc. tp«LYOl'bl)c.LyCilplC1Y 'tßv clc. e tambem as coisas que tendem para eles.. e isso porque ele fez ou ia fazer algo contra si ou contra um dos seus. CIÖ'tl. AvciyKl') 'tbv 6pyLl. entao. 3i: 'tßY cpCILVOl'EvCilV 43uv&-tc.15 cppovßv 61Lyc. pensar quese obtera o quese deseja.ao e o ultra je. pois desdenhamos tudo o que julgamos ser desprovido de valor. 3L& 'tE 'toO-ro 1te1l 3L6-tL 3L«-tpl8ouaLv tv . merecem aten<. e porque a toda c6lera se segue certo prazer..ao.ao (com efeito. a imagem que entao surge causa prazer como a dos sonhos.. por exemplo Cleao.. todas as que sao de valor nulo ou insignificante..osamente o colerico se irrita sempre contra um individuo em particular. ltCl'tUEL8ol'boLo clv3pßv lv cn'IJ8cacnv üf.V ~ 'tl. se disse acerca da ira (II. 't00 'tLl'Cilp'IJOCloßCIL" f)3l} l'b ydtp "tb o'fEaßCIL 'tE<JE.'lc.C1 '6nol. ltCl"tC1tpp6v'lalc. mas nao contra o homem em geral. a c6lera o desejo.6l'e:vov 6pytl. por isso e tambem porque as pessoas passam o tempo vingando-se em pensamento.'tft 3L«volcr ft o3v -r6'te: yLvol'h'l .')v. ICCll ßßpLc.u.LoV tp«Lv6l'e:vov· KCll ydtp 'tdt ltCIICdt KCll 't4ye~9dt lf. l'ndt A6nl)c. lf.C1 ol6l'E9Cl cmou3flc. tres sao as especies de desprezo: o desdem. muito mais doce do que o mel que cai gota a gota. assim entao o encolerizado deseja o que lhe e possivel.c't«L · cl~eolou8Et yctp KCll ft3ov'IJ 'tLc.Ea9«L cld 'tßv 1tC18• IK«crt6v 'tLYL. for<. 3o 3Lck tp«LYOlliV'JV 6l. De fato. lf. fcplE'tCIL 3UYCI'tßv Cl'6't.')v l'Ü.')V ftpW't'CIL Cl'6't. ncpl -rb l''lkvhc.

. entäo.O-ta.l noAuCtlpd. 4Ll» ot vtoL Kcd ot 1tlo'6aLOl ößpLCrta. acham que. 6naptxa:Lv 11allov.tLLY. a.c. em poder. fta8ft• ot 25 yckp 4v'tL1toLo0vuc. m· &nCtlc. näo agimos para que algo seja proveitoso para n6s mesmos. IC7'tl ltCil IDu u a. desprezamos.l· 6-rt&ptxiELV yckp o'toV'tClL 66pll. 6 a· 4'tL~~v 6ALyCtlpd· 'tb yckp l''lkvl»c. CIY8paCtlc. IX. a• A'tl~(a. Af. I~Lov o03a:tl(a. aO'tbc. a. 356): f)"tlll'laa:v · IA.L Önb 'tl. 11:a. E por isso que Aquiles. II.pal. ao fazer 0 mal.\V ft"C"C6YCtlY ltG. .. pois cuidaria.\v 3i: l''laavbc. cometendo ultrajes. a~ l'EYCI<. Por essa razao os jovens e os ricos säo insolentes. de ser seu amigo.. &. ora. entao._ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Arist6teles _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ . aquilo que nao tem nenhum valor como bem. ao que merece ser comandado. em geral. lta. pois me tirou e retem meu premio e (ll... o comandante. aumenta sua superioridade sobre os ultrajados. ltCI'tck 3fJVG.Ö'to'bc.y fxaL 'tL~fJv. eccal cbc. npo~KELV a• otov"CG. + 8 9 .a yckp lv cla"Ca cptloc. Kal a 68pll.w at 6ALyCtlpd· la"CL yckp 18pa. ele o temeria e näo o desprezaria). filhos de Zeus Mas tambem depois ele guarda seu rancor. mas a firn de sentir prazer. lcpp6v'tll. Corno.35 a8a. ntv')"toc. o eloqüente ao incapaz de falar. -rote. E pr6prio do ultraje o desrespeito. &-rL otov-raL ltC11t6\c.c.pOvdv • lernV yckp 6 im)pEClO~~c.ouaLv Allck 'tLI'CtlpoOv-raL. a difama\=äO. na orat6ria.'t• clpnf)v. diz CI!. ft3ovf\c.ovuc. "C~ npck"C"CIELV ecal U-p~. l~no3lcriibc. Af'tlOV Ii -rf1c. 6py'-'6tLEVoc. e o que se acha digno de comandar.Ct. 3pßvuc.6~Evoc. näo com o firn de que uma coisa seja proveitosa para si mesmo...R e t 6 r i c a das paix6es _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ ICCl'tCltpovoOcn.c.. desprezamos o que näo tem valor algum. ALb Aty&L 6pyLl.ou. -ra. ao comandado.. nem que lhe possa ser util em algo apreciavel. lto8d"CO yckp lv ltCll OÖit 6Aly. com efeito. o&t· 6tdf\C7ClL lv o63iv I~Lov A6you.v. oOx ö8pll. "Cl. o'tpEtEQV ~c:call'a:-r6nur9~:v ßcaa. o rico e superior ao pobre. e o desrespeitador despreza. Ac. a ·Axa. Alb dp'l"ta. nem como mal. mostram superioridade. "tOO lpx•a8CIL Atc...ecoO.auvck'tou dnctv ICCil lpxCtlv ApxotL. ößpll.ouaLY. ot6~avoc. dvClL.bv yckp lx EL ytpa.L 8ul'bc.. •tax'6v'l la"Clv "Cf n«axov"CL..O'ta. ltcal ISACtlc. afora a realiZa\=ao do ato. naquele dominio em que se sobressai muito. näo e respeitado por ninguem. pois evidentemente o difamador näo ·supoe que o outro va prejudica-lo (neste caso. E tambem aquele que ultraja despreza.OlV a t171a nlo'6aLoc. I.'tck yboc. 'tatc. d 'tlV.YOU ltCll lpxa:LY. em bens. •E1tal o8v oOx tva aö'tf "Cl. lv • lv "Ca.. 648): Corno se eu fosse um desterrado indigno de respeito. A causa do prazer para OS que ultrajam e pensarem que. e um obstkulo aos atos de vontade de outrem.. encolerizado. com efeito.l lv 'tf Uyaw J'l-ropL~tl»c. Por isso se disse (ll. Ö1t1Ep'xn nol(. mas de que näo o seja para um outro... A-rltLYJ"COY tLE'tClVckC7't'lV. Cre-se que e conveniente ser respeitado pelos inferiores em nascimento.. Aquele que difama parece desdenhar. 196): Grande e a exalta~ao dos reis. como se isso e que o encolerizasse.v lcp'" otc. em virtude e. pois quem paga na mesma moeda näo comete ultraje e sim vingan\=a.. l~lOc. ~~ tva "CL ylyvi)"CCll ClÖ'tlf\ Wo ~ &"CL lytvno.A~CtlV lxa:L d'tov· 5 Desrespeitou-me. por exemplo. allyCtlpd· 3f\lov Y'P 1-n otJu 10 ßl«'i'•'-" moA•~L84va . näo para obter uma outra vantagem para si mesmo.. 3o oGu Aya.mv talv&"CCll ICCl"CCl.ov 6l\yCAlpoGaLv) ICCll a hYJp&«l'.Utuc. ßouA~crcalv i'~ tva "Cl aO'tf m· tva ~ll l~c:l:lvtp. o ultraje consiste em fazer ou dizer coisas que causam vergonha a vitima. otov jy XP~tLG..8o0 otf"CE Ka.

. ~allov IC<Xl EÖIClVT)'tOl.v vcSaov I ne:v6l'Evoc.• a&Ö't6v 'tl. bn8ul'o0v'l"c<. 'TE ICU'Taty€AßaL IC<Xl xuu6r.8ouc. CS6pECol<.und yckp ~allov 'tO TtoAu natpck 3cSE. 't. .· ldtv 'tE oD" K«'t• a:ö8uc.)pla&v visto que tambem os reis se irritam por causa do sentimento de sua superioridade.a"tou 6pyftv 6nb 'toO fm6r. 'tE fxo\l'tE<. ou indiretamente.l ~ALtcla..l no'l"E. lxov'tEc. os apaixonados.i.ov'ta&l.. 'tUXU 1tpoa3q6l'EVO<.)<. Os que estao. ~ &1.v 'tE llio -rL lvoxAft oß'tc. por exemplo.v 'tE clv'tLnp6r..)..6Lb tc6r..v 6pyll. porque ultrajam. "Av6r. os sedentos. •cxv~:pbv o«!v ltc: 'tOU'tc.>po0v'tcxc.\v a&Ö't"o0 'tL<.VO<.E't<XL . ou ainda aqueles a quem queremos ou quisemos beneficiar. 'touc.'t'tTI 1& 'tt<..· f'tL 3• lckv 'tciVCIV't(a.. o indigente..~vc. npbc. ~~'t· &cf>i:ALl'at 'tote.'t'tn l6r. com os que desprezam sua pobreza. nessa situa<. alguem se opöe a qualquer desejo.Arist6teles ___ ~~ ____________ Ret6rica das paixoes ~----------- 4ya&va&no0cn yckp &&. encolerizam-se e facilmente se exaltam sobretudo com aqueles que pouca considera<.. Eis por que os doentes. de alguma outra maneira. ~6r.v &aa. npbc.öes as pessoas se encolerizam.ALa'ta& l'CV npbc. geralmente desejando algo e nao conseguindo. tca. com os que desprezam seu amor.a'to<.. pois que o desgostoso sente desejo de algo. ~ lßoul:IJ8'1.. f\ ßo-6~111. facilmente sao levados a c6lera e se enraivecem com os que escarnecem. &Ac. 6pyll. o apaixonado. 'lt~Ol"'IC~ ~ no&. dal. a~ tcatl 'tOL<. 3o Aö'tol ~E:. o doente irrita-se com aqueles que desprezam sua doen<.)· npoC'. ou n6s ou alguem por n6s. com efeito. as disposi<. . os indigentes [os combatentes].' :t5 )..pxov'to<.q. 6Atyc.v :ne:vlatv I TtOMl'ßv at 'tote.atv 1 lckv yE:vT)'t«L 8 ßouAE't«L .yKT) at 'tOLUO'tcx a:tvcxc.. d 10 6'tLo0v clv'ttKpouan 'tt<.a.. TtOL00C7LV.V 3dv· o«!'tol. em que disposi<. EÖtclVT)'tOl npbc. npbc. · 10 11 . 6 Aunou~a:voc. assim como provoca deleite () que e de todo imprevisto. se. n6r.ao.. com quem se revele indiferente a qualquer de nossos desejos).6Lo ~ecxl C:.E'l"L 6•• &v "tu.pcxL tca&L vovoL K«l 3La. -rb TtLEtv.v 'te: ~'Ii au~np6r. ·HaT) yckp 3oKd CSßpLY. a&Ö'tol Katl 'tlaLY ICa&l 3u!t not«.ouaL ydtp. &~. Al'o(c". otn-11 .v ld. portanto. pelo exposto. se alguem pratica atos adversos. npbc. 3E: 'to'lc. quando acontece o contrario do que esperavamos.oes.. os combatentes. &pnv. mais propensos estamos a c6lera..o)c. tccxl 5'ta ~&llov b 'tOU'tOL<. com os que desprezam a guerra. lpßv'tE<. E evidente.d. :~o 't. f\ 'tl. Katt 'Tote.)V cf>«VEpatl... Por tudo isso fica claro quais os momentos. diretamente.n'touac. npbc. entao. portanto.ov't«L 3~ 'Tote.c. Encolerizam-se quando experimentam um desgosto. . ou um dos nossos.ao.o)3onolT)'tatL ycltp ltca. 6py1'tv IC«l noO ~ea. l~e 'tOU'tc. 'toO ncxp6v'toc. e quanto mais nos encontramos sob o dominio dessas condi<. otov 'tft\ 8t'fJßv'tl npbc.. porquanto causa maior pesar 0 que e de todo inesperado. fxov'tcx..8i:aEL<. quando se realiza () que desejamos.c. I l'i}'tE clv't"l 'tl. 'tc!t 'tchatO'tcx ßA6r. E tambem com aqueles que d 'ltmCJXEI. 6~olC'. sao aqueles a quem fizemos ou fazemos bem. e assim por diante (e. como por exemplo quando obsta a que beba aquele que tem sede. otov tc6r. afora esses casos..lV ~3'1 nßc. C7T)l'rlot.)c. este se enche de c6lera contra todos aqueles. 6pylAoL dal~ecxl EÖTtatpcSpl'"''tOL.lv ~b 'tote. contra quem o fazem ~ por quais razöes.~VOVU:<. 't.. a&Ö'tb<.l'tat. 't<XÖ'tb cf>«lVE't<XL Ttotdv · K«l l6r.. as circunstancias..v o~v oß'tc... Tt&ac. perturba quem esta numa tal disposi<. Cre-se ainda que convem ter o respeito daqueles de quem se pensa merecer bom tratamento. Aö'tol ~~v y~.l<. 5'tatV Aunßv't«L' lcf>lrca&L y&:p 'tLvoc. &pyll. not"an &:ÖKlVT)'tOL npbc. lpßv 3c 'to'Lc. 'tL K«l l'iJ ecat'top8o0vuc. e sentimos ainda c6lera.ßvn:c. 1 1lEVO~EVOL 1 (noAE~00V'tE<.cxv 1 c!t>ant:p tccxl 'tCp'ltEL 't"b 1toAu ncxpc!t &cSE. 'tbv lpc.am. llioLc. ou.. l'6r.OUC7LV K«l Q'ltQTt'tOUaLV' 68pll. e em que lugares e em quais momentos.ao mostram para com seu estado presente. (d 3t l'~t ICcb 6'tLo0v Wo 6Aty(o)pfi 'ttc. Kcxl 35 a. cada um e levado pela paixao presente a um genero particular de c6lera..öes e as idades que facilmente nos levam a c6lera. e. zombam e tro<. ou nao coopera. 'tov ncSA~:l'ov.<. 3' dalv o0<. l&:v 'l"E: ~~..4 ~" 6ncpoxftv . parece que o efeito e o mesmo em ambos os casos.

poderiam nao agir diferentemente.Lv l'Tt o{hc. napl ~v cx6'tol l'lil.______________ Arist6teles ______________ . se nao notam que se tem necessidade deles... se alguem a menospreza. lv l'YJ3Evl A6yct> oGaLV' !v "tL 10 6A.ov't'cxL.. visto que entao parece terem por mobil a inten~ao de ultrajar. l'~ <f>U. ora.. 'tote. e assim por diante.aBotv 't'cx1hclt ycltp lv noLdv. ~ aA. quando acham que tem acentuada superioridade naquilo em que sao objeto de zombaria. pois se admite que a c6lera por desdem se volta contra os que nao tem direito de desdenhar. "'E't'1. ICCXIC:d &yyilloua1. lnLxcxlpouaL 't'attc. Nesses casos.cx n&v"tac.<. assim como o Plexipo da tragedia de Antifante se irritava com Meleagro. porquanto o desperceber e sinal de desdem. at ICOll rnl 'tßv lllc.LyC'olplot<. p. ~"t'T:OO'L l'~ 6ALyc. quando ja nao se comportam da mesma maneira.E'Lov.ouaLv lcltv Aun~crma~ov· 3ab ICatl 'tote. nA~~lTtTtO<. 't'lf\ MEAEdtypCf· 6A. por isso encolerizam-se Ttpoc. AO'TtEp 6 •Av't'Lcf>ßV't'O<... oö cf»pov'tll.&v ~ cf>pov'tll.yC'olplcxc. umas como a inferiores.oLc.tvoL<. como. 6A..1379 b 'tolc.lO'LV ~ TtoaJ.w.>O'l l'it ÖttdtpXELV CXÖ'totc. outras como a beneficiados por inferiores..o~oc.>V't'OlL ÖTtEfEXELV tv 't'OU. 't'Ot<.· ot yckp cf>lAoL auvdyoOaLv.u7'tcx cmou3dtl. "tLp. otov ot lnl <f>lloao<f>lCf <f>LAonl'o'6l'I:VOL ldtv 't'Lc. aos inferiores nao lhes assiste tal direito. Com os que nao retribuem o bem e nao pagam na mesma moeda. d8Lal'E:vo1. O"Jp. se alguem a ataca..ouaLv. 6A~oyc. por exemplo. l'~ <f>pov"tll. a~c:&>n"tov't'otl. ~c:cxl lckv l'~ cxlaedtvc.bc..q cxta8dtvEaßcxl. o que e de nosso interesse. cl"tuxlcx~oc. ~ l'~ taxupßc. ou quando os outras nao creem que eles as possuem. Tais sao necessariamente as a~öes que nao implicam represalias. l'i) &v't'LTtoLo0aLv Eri l''lai -rltv 'la'lv clv't'otno3L3o0aLv.tf\ p. o{ 'tOL00"tOL <f>ot(VOV't'OlL 1 ICotl o{ 14b ~<. BE&ll'Evo~o ü 't'ck ot~c:Etot tcxOA. Ttcxpck ~"t"t6Vc.lc.><. Kcxl 'tote.c. tlA.· otov't'otL yckp npoaf)ICELV l'allov ndtaxEw EO ön" ot6't'ßv ~ l'~. causam prejuizos de tal natureza que constituem indicios de ultraje. r5 yckp "tO p. ~"t"t6Vc.>V o{ a· ehe.lv. + Encolerizam-se ainda com aqueles que criticam e desprezam as questöes as quais eles pr6prios atribuem a maior importancia.>pßaL. dc. E com aqueles que nao gozam de nenhuma considera~ao. pois entao creem ser desprezados por eles.>c.>V. 'tck cxÖ'tßv cf»cxOAot· lSl'OLOI. -rltv t3tcxv. ~ 4o p. ydtp dalV f\ 6ALyC'olpo0aLv ~ txBpotc.. ldtv 't'l: l'it dt Atyc. em geral. sua c6lera e muito mais viva quando suspeitam que nao dispöem desses atributos de maneira completa ou pelo menos expressiva.lV't'otL 3aop. E maior e sua c6lera contra os amigos do que contra aqueles que nao lhes sao caros. porque pensam ser mais pertinente receber dos primeiros um bem do que disso serem privados. Kcxl 'tote.ouaLV.cxvBdtvEL.Lyc. IC«l !SACol<. lckv ~"t"touc. O"Ji'dov· ~V ycltp <f>pOV'tll. ~v otc. p.ol'I:V. l'it TtpoafJICOV't'Otc. se manifestam algum desdem. Kcxl "to'lc.· ~ yckp fxBpoO ~ 6A~o­ yc. Kotl 'tote.v 6pyll.>po0a~o npoc.>po0v"to<. nao se importam.\aLV. Com os que lhes fazem oposi~ao..&llov' lckv fmott't'EUO'c. 6l'olc. oÖ l. ~:6Bul'oup. Kotl 'tote. com os que se alegram com os seus infortunios. Com os quese regozijam com os infortunios e. üyoOalV.&Uov ~ 'tote.. Kcxl 't'OL<.>V o'rov't'otL IC:ot't'otef>povd. os que tem aspira~öes infundadas no dominio da filosofia. a• ef>lAOL<. Nao nos escapa. Com os que nao se preocupam quando causam afli~ao.. 12 13 . ~ cl~c:ououaL 20 TCEpl cxÖ"tßv ~ BEColl'EvoLc. 't'Ot<.. com efeito. De fato.>pdv. ICCll l"tL p. 'tt)v cf»lAoaoqtlcxV 1 o{ a• tJtl -rft t31:Cf idt'.&llov tckv "tclvcxv't'lot. com efeito..aAA. Kcxl 'tote. maior c6lera provocam.ov· ÖTt61CEL't'CitL yckp ~ 6pyi) 't~<. Encolerizam-se com os amigos se nao lhes dizem ou nao lhes fazem nada de bom. pois isso e indkio de disposi~ao hostil ou desdenhosa. cx\hßv cl'tuxl«a.c. Encolerizam-se tambem com aqueles que habitualmente os honram ou os consideram.l') 3o1Cdv· ltt~:L3cltv ycltp a<f>68pot o'lc. b14llßaLV· ~e:cxt ycltp '6no 5 't'OU't'c. ~c:cxd\c. dc. lv 't'attc. "tOUC. pois todas as pessoas dessa especie dao a impressao de que os desprezam.s:LV. se sao inferiores. npoafJICEL 3. T cxO'tcx a• noAA.Ret6rica das paixoes_~---------- 'tot(. 't'&votv"tlcx TtoLoOa~ov cx6'totc. nem proveito para seus autores.I. U:youaL ~c:cxl ICcx'tcx<f>povoOal. Kotl 'tote. no campo da beleza. e ainda mais se fazem o contrario. !a~ov· ICCX'tot<f>povdv yckp TtdtV't'E<.' 't'L<. lckv ndtA..

maior e sua c6lera. oOc. se nao o fazem tambem a n6s.. f\ oOc.. clpxoi'bouc. e todos os homens sofrem percebendo suas pr6prias fraquezas.')plcxc. Sentimos c6lera contra os que desdenham aqueles seres que nos seria vergonhoso nao socorrer..p 8oec:d ICCXl ~ 1~8') ~i'dOV dVCXL' 3L cliiÜ. 'tl. 14 15 UFMG . 5 &pyll.. ICCXl ~ 1fJ8'1. E que o esquecimento parece ser indicio de desdem. se sente c6lera.')pfl. tudo foi dito ao mesmo tempo. i'•v oliv 6py"ov'tcxL K«l Qc. lxov'tac. + ICG'tcxcJ>pov'l'tLKbv yckp ~ dpc. como... «taxPbv ii'it ßol)8dv. pais.ov. cmou3cftl. 'tb iilt clf. ou as que respeitam.. 3f\1ov a· l'tL 3toL lv ICCl't«aec:cucftl. " a· Ai~Ü.. ec:cxl 'tob«.· 3o tambem com os que anunciam mas notkias.p " 1~8'1 ylyvE'tCXL. visto que se assemelham. fxouaLV. com aqueles que lhes mostram desdem + diante de cinco classes de pessoas: aquelas com quem rivalizam. fv6xouc. yclr. ou aquelas que os respeitam. Kcxl 'tote. ec:cxl 3Lclr. n OLI)'tLecbV 3• 6pyflc.CLClV 35 i'b yclr. otoL lv'tE<.ELCX 6lLyc. partilham nossas dores. xcftplV ii'it clTio3L3o0aLV' ncxpclr.. Contra os que fazem beneficio aos outros. ocorre o esquecimento. por exemplo. ICCXl CXÖ't6V..Arist6teles _____________ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Ret6rica das paixoes _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ Tlb'tc. subordinados. 6pyllc. otov ~ecxl f) 'tßv 6voilcft'tc. por exemplo.')V EÖnol'l'tLICotc. t380 a Ii~« dp')'tClL.')V ots'tc. Contra os que opöem a ironia a quem fala seriamente. A causa da c6lera tambem e o esquecimento. f:cJ>» otc. f:civ iilt ICCXl CXÖ'ti. yuvcxt~ecxc. oGa« Tlcpl ill1Cp6v· 8 61Lyc. [Tlpbc.')c. 61Lyc. com efeito. bcxv'tlou«. Alem disso. esposas. Kcxl 'tote. ou aos que desdenham ou a inimigos.Lo0v ~V TlcftV'tcxc.')p(cx.V' ICCXl yclr.ov'tCXL 1 ICCXl 'tOLOU'tOUc.d• da Latra• Bibtioteoa .oucnv. o do nosso nome.ov't«L. deveria tambem apresentar seus adversarios como culpados por atos ou palavras que provocam c6lera e como pessoas de qualidades tais que a promovem. dpc. por meio de seu discurso.. 8cxui'«l. Otc. d:~evcx.. porquanto esse desdem se contrapöe ao dever. 'tOU'tOLf. pois a ironia e desdenhosa. com efeito.. predispor os ouvintes de tal maneira que se encolerizassem. Tlpbc.. not«. 'tclr. e a indiferen~a e uma forma de desdem.')pl« 'tlc.p 't00'tO ICCX'tCXcf>pOV'l'tLIC6V..lo'tLI'oOv'tciL. aquelas pelas quais querem ser admirados. filhos...aLv 'tf l6ycp 'tOLOU'touc. '6cf>• ~v ßo61ov'tcxL 8cxui'cft~a8cxL. 'toLcxO'tcx 61Lyc. Os amigos. 6pyll. npbc. f\ lv 'tote. Contra aqueles que nao manifestam seu reconhecimento. E evidente que o orador deveria. b 'tou'toLc. Kcxl 'tote.')vdcx..\v lllc. por indiferen~a. 'tb npo~ICOV yckp ~ 61Lyc. se alguem os desdenha diante dessas pessoas..')VEVO~LEvOLc.Faculde. dc. l5 cxtaxuvoi'boL~ cxÖ'touc. Ia-tlV. as que admiram.. cf>. embora seja de pouca importäncia.övov'tcxl. Com aqueles que dao ouvidos a seus maldizentes ou observam suas fraquezas. em que estado de änimo. visto que e desdenhoso nao nos julgarem dignos dos beneficios que fazem a todos. lv't«c. e por quais razöes. otov yovdc. cxtax. Contra quem. pois. Kcxl 'tote. otOLf. 6py"ov'tcxL i'W.ov'tcxc.] oOc.')po0aLV ön•p ~v cxÖ'totc.')c.· lv 'tLc.

Tambem somos calmos com os que se humilham diante de n6s e nao contestam. Igualmente. quando nao mordem os que estao sentados. Corno estar calmo e o contrario de estar encolerizado. a inibis.· CSv yoOv noAu K«'t«cf>povoOl'EV. nao sentimos vergonha daqueles a quem votamos grande desprezo. 'tf3V otttnßv KoAuac(r)c. e o desdem e voluntario. com os que reconhecem que sao justamente castigados. em todo caso. ot 3• fi-r-rouc. deve-se examinar em que estado de animo as pessoas sao calmas.' &c. 3Y)Ao0aLV o'Ö 3u~evoV'tE<. tcxvapbv &'tL ICCd 'tote. Kcx8ll.ov'tac. 6i'oAoyo0aL Kcd iirlcxl'dol'boLc. yckp lxov'tE<. A causa disso e que constitui impudencia o negar as evidencias..lc. pois ninguem parece desdenhar a si pr6prio. E com os que tambem se comportam dessa maneira consigo mesmos. Kot'tua't«aL<. Tambem somos calmos com aqueles que se comportam de maneira seria com quem ·age seriamente. 'tOLoO-roL' oö3~:lc. cf>080Ul'EVOc. pois aos que contestarn e negam infligimos maior castigo.v'tlAtyov'tcxc. l'E:v yc!tp &. 1tOl00aLV ~ cf>otl\IO~VOL<.. 3E: 'toOc. ora. Que contra os que"·se humilham cessa a c6lera.oyatv fi't'touc. portanto.. etO-rouc. porque. 3E: o03dc. 3liC1')V 'tb Aunda8otl ml 'tote. TtotVE't«L ~ 6pyfJ.ao o pesar pelos atos praticados. cmou3"ov01 16 . ICOA~a9otl 1tetu6l'E8ot au . 6ALy(r)po0aLv. Kcxl l)pti''laLc. ICotl ot ~euv~:c. eles fazem cessar a nossa c6lera. 1tpm(r)<. dvetl. J:')ildOV 3~ htl 'tflc. cf>o8o0V'totL. ate os caes o demonstram. oÖIC cxtaxuvcSl't:Sa. 'tCX1tElVOUl'bouc. os inferiores temem. e a c6lera se contrapöe a calma. etÖ'toO 3ottd 6Aly(r)pdv· ttotl 'tote.vcxv'tlcx ~v brol'lacxv ßouAoi'EVOL<. Seja a calma. np&ol alaL ttotl TtpOc. Ttpbc. Kotl 'tote. + 17 .' -rouc.. Et oftv 6pyl~ov'totL IKolJaLov. 6ALy(r)p{cx a· a"' 6py~c. E com os que reconhecem seus erros e se arrependem. considerando como uma punis. Kcxl 'tote. 26 -rouc. ora. 'touc. 10 ii'J3b 'tOlJ't(r)V Tt0L000LV ~ cliCoualc. 1tetlJOV'tCitl 't~<. I) 3• 4Votl0XUV'tlet 6Aly(r)plot ICetl 20 ICot"totcf>pcSv'la"c. npio{ ElaLV. Kotl clpvoul'tvouc. Al)Tt'tEov n/3c. Kcxl -rote. 3LKcxwc. ou agem involuntariamente. wEa't(r) npcfruvaLc.. yckp ot'Ö'tbc. Kcxl lSaoL ttotl ot'Ö'tol dc. 6py~c.. K«l ~'"' 4v'tLA€youaLv · cf>cxlvOV'totL yclp 6l'ol.ao e o apaziguamento da c6lera. otÖ'tou. Uma prova disso esta no caso do castigo dos empregados domesticos. a impudencia e desdem e desprezo. e evidente que com aqueles que nada disso fazem. cmou3"ouaL npbc. npbc. 'tlVot<. 6ALy(r)pEt. com os que queriam o contrario do que fizeram. somos calmos. mas. 'touc. l'allov KoA«~ol'Ev. Se sentimos c6lera contra os que desdenham. fxoUOL ICetl 3uk 'tlV(r)V 1tpot6VOV'tCXL.c. e ninguem desdenha quando sente temor.Ea8otL ivotV'tlov 'tb 1tpot6vEa9otL ICotl 6pyt't np«cS'fll'tL. 15 1tE1tOL1')~VOl<. deixamos de nos irritar. 'tote. 'toLolJ'toLc. 't&. olJl'EVOL. com quem se comportam tranqüilamente e por que meios se acalmam. At'tLOV a· &'tl clvcxLaxuv-rla 'tb "tU 'f>«VEpck 4pvda8clL. 0"tL 3! 1tpbc. -r«TtELVOUl'EVoLc.3 [Dacalma] 3 •End 3~ 't4\ 6pyll. pois parecem reconhecer que sao inferiores. lxov'tE<. ou parecem agir assim. 6l'oAoyo0v'tcxc.

no riso. Katl lxovuc. igualmente. num dia feliz.c. ~'l~· xlEuatcnattc. ~'l~• 6ALycbpoLc.l. f. 't'OL0-6'touc. ou nao temos esse sentimento. lv oth&c.'to':'~Vot.& t\ 1tap• lllou A'lt8daat 't'&. com os que nao sao insolentes. a c6lera mais forte contra determinada pessoa a vingan~a que antes foi tomada contra outrem. 'ttf\ &pyll.pat&. e impossivel sentir simultaneamente temor e c6lera.atpLCJ~tvoLc. Xf»TJO't'OUc. na festa.. o que ocorreu no caso de Erg6filo: embora os atenienses estivessem mais irritados com ele que com Calistenes. na realiza~ao das desejos e... E com os que solidtarn e suplicam. « Ofn& ye: ». ~'1~• dc. Katl 'tote. Demais.. ou seja..v. e evidente que as pessoas sao calmas.. Y'P &pyl1.~&plcx np6upov· l&b d •lloiCp. '"'axe:&.. ICatl l''il 6Tt6yuLOL 't'ft 6pYfl 8v'te:c.catl 6pyl. lv lop'tft. 't'Lvbc. porque o tempo a extingue. pois mostram maior humildade. ninguem desdenha quando encolerizado.ov't«L · cll'6vu"tov ydtp I~« 'okta9atL ." Mas quando? "Quando vir que um outro foi caluniado. o6 Y'P aL· 6ALy&platv t«lVOV't'CitL np~atL. Igualmente.~aata&. nem com aqueles que sao como n6s mesmos. cremos.povda&ar.'Ell. Por isso Fil6crates respondeu com razao. at6'to'6c. Quando se acham em estado de animo contrario ao da c6lera. com respeito aos que nos fizeram grandes favores..LIL4. otol nt:p CllÖ't'ol. enquanto nos achamos nessas disposi<.E't'L ltEXf»OVLIC6't't:c.E se cremos que n6s mes- 19 . nem trocistas.& UX. no prazer inofensivo e na esperan~a justa. Katl ldtv ~·~ov ltatltbv Tt&Ttov86"Ce:c. 6ALy&pd· ~ ~b ydtp 6ALy&plat IAunov. ~ ~'t't'OV 6pyll. f\ KatULa8bt:L cltdauv lui 't'O Katllw81:vouc.. E contra os que agiram por c6lera. 8 auvt8'l tnl •Epyotllou· ~&llov Y'P xatAt:natlvoV'tEc. lx&aLv.· Ttat'6EL yckp 6plilv a XP6voc. a· IIC 't'l. Igualmente.'f'lc.~eult. lv yÜ&'t'L. t\ a• 6plil "COO't'o ~v. 't'b llltat&.... em estado de irrita~ao. '"'axa:LV. por exemplo. nao nos encolerizamos. como. t\ &plil npbc. e como se nos tivessemos vingado .. lv nATJpcbacL.v · [o6 ylyvt:"Cat&. "'OA&c. absolveram-no porque na vespera tinham condenado Calistenes a morte. o6klc.l.\v lvatv't'l&v kt C71tone:tv 't'~ npu6vov'tat. nem desdenhosos com pessoa alguma. Kul oftc. Sentimos tranqüilidade junto aqueles a quem tememos ou respeitamos. ~"' ÖßpLO't'attc. porquanto. quando deixaram passar 0 tempo e ja nao estao sujeitas a c6lera. • c •O'tatv U. le:otA'voLc.~eov vo~ll. mas a c6lera e acompanhada de dor. l&c. 'o8o0v't'«L ~ utax'6voV't'«L.Arist6teles ______________ 'tcac.. num momento de sucesso.. pelas circunstancias contrarias as da c6lera devem-se considerar as que dao origem a calma. uma vez que o desdem nao e doloroso. com efeito. Kul 'tote.oes. Ke~l l~v ÜL~et:'tv ot&v't«L at6'tol ~eul l&. Tambem ficamos calmos se fazemos condenar o ofensor.l 'tote. lv d'l~t:pl«. no jogo. "CL~CDpl«v. t\ a• &p'fil ~· A6Tt'lc.V6't'Ef»O&. «taxuvo~bou. pois eles nao parecem ter agido por desdem.o~ou 'toO lft ~ou "Cl o6~e lmoAoyt:'t . quando alguem lhe perguntava por que nao se defendia contra o povo irritado: "Ainda nao.Ea8atL 3S. ncx"OEL a• IC«l 1-tipou &pf'ltv l't:ll. ~ ~"' dc. em geral. Poe termo. IL" 6pfilv no&. Igualmente. de·fato.ov't'at&. Kar. Ern geral. . o61t 6pyll.€a8atL. y'P· ltatl "tote. nem com os bons. otov lv nar.&. ltatl nar. Kul ldtv IAt.. lllov 'filv &pfilv clvatAcba&aLV. ou ele e menor. ltatl ~3ovfl l''il 68pLCrrucfl 1tatl lv IAntaL ITn•&. tornamo-nos calmos quando descarregamos a c6lera em outro. ~'llnar.oua&. dc. se os adversarios sofreram maior mal do que lhes teriamos infligido.ov't'CilL. E tampouco nos encolerizamos com os que nos respeitam. 1t'1· « •Alldt no't't: .Aov l't'L np&ol da&.· loltd yclp cmoul~a8au.. law ~ ot 6py~­ l't:VOL lv Dp«aatv• clcme:p t:U'ltb«L ydtp olov't'atl.6l't:voc. 'tfl npoup«lCf ltCil'tatyvßvatL 8'v«'t'ov..lCJLV. lv ltartop8cbaa&.. na ausencia da dor. m· o6 ICCil't'Cil. b Üunlc:y.at . lllov 3Latk8A'1l'hov· » np4oL y~p ylyvov'tatL l'tatv dc. t:ln6v'toc.v ~ o61t 6pyl.ov·] o6 y~p l't'L Ttatpdt 't'b npoaS.· Katl 'tote.• 't'Cil'Rt:&.lc. 3i lvatv'tl&c. 6pyll.. IA&c." Com efeito. 4Lb lt:'t 't'f 18 3o 36 t380 b 5 10 t5 _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Ret6rica das paix6es ___________ porquanto parece que este e tratado com seriedade e nao com desprezo..

o devastador de cidades. 'tote. 3" 6pyl~OV'tCXl 1 *' VOUc. 'Ö1t&:pcdyo0v't"cxc.p ~'t"'t"OV ICoAcx~6~EVOL ICCXl ot aoOAoL. ICQ:J>qv yc!tp 3~ ycxta. ora. XXIV 54): E uma terra insensivel que ele ultraja em seu furor. isso e o que os colericos desejam. A1. 'tov "Axi. porque estes sofreram a ultima das penas e ja nao terao dor nem sentimentos.. nao nos encolerizamos se pensamos que os punidos nao saberao que sofreram por nossa causa e por quais motivos.UE:cx 't"f\c. ~c. Alem disso.. isso era a causa da c6lera. Kcxl leb ~~ cxla9fJaEa9cxL ofQV't"CXL &'tl aL· CXÖ'to~c.. pois a c6lera tem a ver com o individuo. Eis por que. d ~~ fta9E't"o ~ecxl öt" lS't"ou ~ecxl Ave· 8't"ou. ICCX't"cxnpcx6v&:Lv ßouAo~boLc. ou como quem agiu contra sua vontade.8ov · f) y«p 6pn npbc.a e merecidamente sofremos (nao ha c6lera contra o que e justo). ou muito arrependidas de suas ac.6~EYOL fcf>lE:Y'tCXL. Eis por que e preciso • punir primeiro por meio de palavras.:ßaLv l't"L. IX 504): Diz-lhe que foi Ulisses. nem contra os mortos. com razao. 25 oO·n: 'tote. 't"bv ~c:a. disse sobre Heitor ja morto o Poeta. isso e evidente pela defini<. otc. Af\Aov a· l:IC 'tOO 6pla~o0.aKEudt~ouaL 'tOL06'tovc. "'Qa't"E o0't"E 'tote. ICcxl 20 Ave• &)v fna. com justeza assim se expressou Homero ( Od.. Af\Aov o3v fS'tL 'tote. 't"a9v.8'" l1Ca.. de fato.ao. ja nao cremos que sofremos injustamente.CM'6v l:crnv. &UoLc. *' cf>oß&:po~c.v ciELICl~L ~EVECXlVQV. 6 TIOI. ncxOacxL BouA6~avoc. nao se sente c6lera contra outros que nao a sentem. &c. ~ !ICOV'tOtc. ora. Por essa razao. ciE. o3 o{ 6py&l.oes. ~ cxlaxuv'lc.'l't"~Jc. visto que assim ate os escravos se irritam menos com o castigo. 'tE9vEß'toc... + 20 21 . 6pyf\c.______________ Arist6teles _____ Retörica das paixoes ____________ A6y'tl npoiCoAdtl. 1lE1l0l'l't"Cll cf>dta8cxt ·oauaaf\cx 1l't"oALn6p8tov. querendo por um termo a c6lera de Aquiles (!/. fSaot ~i) a. i'h ncxpa. ou dignas de respeito. dispoem-no dessa maneira apresentando-lhe aqueles contra quem se encoleriza como pessoas temiveis. cxÖ'to~c. ou benfeitoras. 1tETt0L'li'EvOLc.louc. Os oradores que desejam tornar calmo seu audit6rio devem entao evidentemente tirar seus argurnentos desses t6picos. EK't"opoc. nETtov96aL u 'tb laxcx'tov Kcxl OÖIC Üy~CJOUCJLV oöa" cxtaß'lCJO~EvOLc.ta9dtvov't"cxL 6py~ov'tcxL. oö 't"E't"L~QP'l~E:voc. Assim.ELV· ciycxvcxiC'to0aLV yd.. Alb dp8ßc. mos cometemos injusti<.o E3 1tEpl 't"oO . f~e 't06'tQY 3o 'tßv 't"61lQV AEIC'tEov. *' Kq_cxpLCJ~~C­ como se Ulisses nao se sentisse vingado se o Ciclope nao soubesse por quem nem por que motivo ficara cego.

dvatL. seja aqueles por quem temos interesse. para ele e nao para n6s.. e tambem o ser capaz de realiza-lo na medida do possivel.oOaLV..oOaLv ~ u'kobc. 'RE110L')IC6-rotc. Kul 'tobe. clcrta: 'tf\c. tem forc. Admitidas essas conjecturas. Amigo e o que ama e e.. "'EcrtCal a~ -rb t. Au11Y)potc. IC«l -rouc.oul'bouc. OU Se OS beneficios sao importantes.ctv 6pLackl'EVOL U:yCall'EV. ICU&. Amamos ainda os dispostos a fazer beneficio. ICatl auk -rl. Amamos alem disso os que fizeram favor seja a n6s. Kul 'tOQc. ro Kul 'to'Öc. o6c. de sorte que suas aflic. todas as pessoas se regozijam. " d fv 'tOLOlJ'toLc. aqueles que odeiam os que odiamos.4 [Do amor e do 6dio] 4 Tlvuc. 6nb 'tßv tLAout'EvCalV «Ö'totc. 'tel& CXÖ'tcl 4yat8ck t«lVE'tCXL dVCXl. porque para todas essas pessoas os bens parecem ser os mesmos que para n6s.osamente os mesmos desejos que temos. tll.Adv -rb Bo6M:a. Önb 'tßV CX'Ö'totc. desejam nosso bem.o. t'lUOUl'EvCalV' nQaLV yc!tp TOlJ'toLc. ctÖ'totc. de sorte que. a'll'dov ut AOnuL K«l ut ~3ovul. assim como os que sao odiados pelos mesmos que nos odeiam.. 4yci8ck. ICatl -rb ICat't'ck 3uvatl'LV 11pat1C'ti. EO fLl. a 41Cdvov. 3~ 'tat'Ö'tck clyat8ck ICatliCatiCck. E os amigos de nossos amigos.ICbV dVatL 't06'tCalV. pois. 1\ lv ~ef)loV't•L · ~~ d t'Ef'U«. mas se afligem quando ocorre o contrario. T o6'tCalV 3c 6nouLl'bCalv 4vcky1C1'1 cplAov a:tvu1. Otov'tctl. De fato.oes e seus prazeres sao um indicio de sua vontade. x«lpouaLV nckv'tac. os que amam as pessoas que amamos...· 4yu8otc. "'E'tl 'touc. a5 uö-rotc. a~ tLl. 'tl3V bctv'tlCalv 3c AU1to0v-rciL. a~ tlAoL EtvatL ot o!S'tCalc. Kul otc. Kul 'touc. cremos. ap6s ter definido a amizade e o amor. ICatl auva&AyoOv't« 'tote. ICotl atÖ'tQv lva:~eu.. Acontecendo-lhes o que querem.yvoi'CvCalV ycl&p av BouAov'tcu. ßouAa:a8u~o clvcky~e'l. ICctl o{ 'tote. lv otCalv'totL ßouAa:a8otL noLEtv E8. ICatl at'Ö'totc. e necessariamente nosso amigo aquele que se regozija com nossos bens e sofre com nossas tristezas sem outra razao que o nosso interesse. ou melhor. EÖ'ßOL')'tLICoUc. lxa:LV ot6l'EVOL 11pbc. assim como os que tem em comum conosco amigos e inimigos. Sao. assim.oul'EVOc. liCElVOU fVEICU cUAcl l'~ ~6-roO. oVc. quereriam prestar-nos servic. acham dispostos reciprocamente. amado.potc.oOaL ICatl l'Lao0aL. uÖ'tol fLl. 22 !. se alguem quer para outro o que deseja para si. Ll. ou aqueles que. fx8pobc. Consideram-se amigos os que assim se. amigos aqueles que consideram como bens e males as mesmas coisas que n6s.35 8atl TLVL ! ofET«L 4yct8cSt. 3c lcrtLV 6 tLA&v f31f I ICatl 4v'tLtLl.. ~ El npo8lJt'Calc. 'tßv tlACalv tlAouc. o que diziamos ser caracteristica do amigo. 6crta I 5 11Ep otÖ'tlf\ ICotl lllftl ßouA6l'Evoc. . dc. ou melhor. parece ser seu amigo. r~. 'to6'tftl t«lvnotL tlAoc.. os que sao amados pelos que nos sao caros.. Igualmente. ou em determinadas ocasioes e por nossa causa. E os que tem os mesmos inimigos que n6s.. 'tbv auvY)36l'Evov 'tote. 4x8pol· 'totÖ'tcl ycl&p 'tou'toLc. Seja amar o querer para alguem o que se julga bom. t'LUOUt'EvOUc. Digamos a quem se ama ou se odeia. 'tote. Cl>lAoc. K«l l'LaoOv-rcxc. IC«l tLAoOv't«c. e por que. OU feitOS de boa vontade. clAAfJAouc. + 23 . & nap ~V 'to0 tlAou. por sua vez. u'Ö'totc. '"'" tLAluv ICatl -rb tll. 1\ oOc. ~crt'E ßouha8CXL 'tel& at'Ö't~tc.. l'~ 3Lck 'tL l'tEpov 4Uc1& a. ßouAf}aECalc. at'Ö'tol t'LaoOcnv. cplAoL ICatl ot 'tote.

•E'tl 'tovc. n•pll'f'Lv.v •tvcx&. ICCil 'tO~'tc. pela mesma razao. alegrando-se em nossa companhia e..lc.~ ~ecu:ol6youc.ol'boLc. JCcxl "t'ßv Wc.~eol. lv &nol•taIAv•cra. Tambem amamos aqueles que nao oferecem oposi~ao aos irasdveis ou aos muito atarefados. aqueles com quem e agradavel passar nossa vida ou o dia: tais sao os condescendentes.lc. ~ fv "t'OLc.. a· 6Ttolcxl'8cfcvouCJL 'to~c. Kcxl -ro~c. Ttpbc. ~aakplovc. p. em sua vida..lv ot cx'Ö-roupyol l'alLCJ"t'Cl... trpbc. &v q>ulvc. de certa maneira. 'tCIG-tcx 3plf. E aqueles de quem queremos ser amigos.' TtciV'tE<. por exemplo.. a&.cxp"t'CIVOp.. que nao sao capazes de censurar nossos erros.ICol yclp ot 'tOI.EV01. 3"t'L o'ÖIC 13LICOL. Kcxl 'to~c."t'lCJ"t'OLc. Alem disso..".ICOl "t'ßV clp.Otl'tOL ~CIX'l­ 'tLICol.flu -rl -rav Trll)crlov ICCIICck l'"'-r• -rck u'Ö-r&\v.ovcxc. pois uns e outras propendem para a critica.. p. E. em sua vestimenta.'lta&k•v. y. -rlf\ nl'lalov... 8cxup.. mas sim o que ha de bom. os que nao se imiscuem em questöes alheias. ao contrario. nem os beneficios que nos fazem. -rote. se eles manifestam o mesmo desejo a nosso respeito.. 3uv4cl'ftol 'tE C71Cc!mua8cxL Kcxl fl'~Ac. tecxl cmou- seja em questao de dinheiro ou de seguran~a.. akotc...ICoftc. E os limpos em sua aparencia. sobretudo. pois esses ultimos sao combativos. Kul -rovc.l6vLICOL ~'l3il &uai:p1. 6q>" cxÖ"t'ßv ~ b "t'o'Lc. K•l -rovc.. Kul -ro'bc. u6-rovc.~ tl"'lcrut«~eoGv-rac. seja entre as pessoas que admiramos ou que nos admiram.. CJCal'tl')pluv· 31b 'to~c. e. 3LJCC1louc. cxO'Co'bc. E os que louvam as qualidades que possuimos e. fx. ol 3!l l'CIX6P. os corajosos e os justos.. eis por que se honram os liberais. 'ltepl lta'IUX6"'l"' ft•pl 11ov 'f~V 8lov. + considerando-nos pessoas serias. -rdt &ncipXOV'tCI clyu8ci. E os que nao censuram nossos erros.Ol'boLc. ICCil "t'O~"t'CalV ot clnb yt:Calpylcxc. l'~ aval&LCrt'c.ft t.. Kcxl ol fTt. entre os demais. aqueles que vivem da agricultura.q>povcxc. m• d~ecrr. ·nna4-c•v taflu -rAv •6apy. E aqueles que nao sao maldizentes e nao procuram conhecer os males dos vizinhos. Tambem amamos os que sao sensatos. como. aquelas que sobretudo receamos nao ter. podendo tanto tornar-se objeto de zombaria dos outras quanto zornbar adequadflmente de outrem. ~ cmou3«l.ov"t'Cic.cil. auv3Lcxycxydv ICCil CNV3L'\l'EpEtlCJCIL' "t'OLOtl"t'OL a• Ol EfiJColoL ICCll l'ft flayte"t'l.U.ov'tcxc. ßoul6l'a9u q>tloL EtvcxL. que nao prezam as discussöes. K•l -ro'bc.Ji:f. p.' 'tOL00"t'Ol a• o{ hb "t'OQ lpycil. sao tais os bons por sua virtude e os de boa reputa~ao. Amamos os habeis em dizer pilherias e em tolera-las. E aqueles que.t6upoL ~~&oua1.lV ICCil p. visto que esses ultimos sao inclinados as alterca~öes.ouaLv' l'lllX'l'ti. porque assim age o homem de bem..ßY"t'Cl<. 9cxul'Cil. JCcxl cb3palouc. Consideram-se dessa qualidade OS que nao vivem a CUSta dos OUtrOS: tais sao OS que vivemde seu trabalho e. Kcxl otc. ßd. P. ou ser admirados por eles. nem as contendas. nem os nossos. sao facilmente reconciliaveis. ~3dc.. l''ll Av'tLulvov'tcxc. "t'clvcxv-rlcx q>ulvov-rcxL ßot. Kat -robc..v cx'Ö"t'ot. IDck -rly•8ci· 6 yckp ly•8~c.c.. E os que nao guardam rancor.oO-ro~. admirando-nos... 'tote. otovun. pois pensamos que se comportarao conosco assim como se comportam com os demais.cfclLCJ"t'CI toßo0Y'tCIL p.· otouc.Arist6teles ______________ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Ret6rica das paixöes ___________ XPfJ~at'tat JCcxl dc. 20 26 1 24 3o 35 1111• 5 10 25 . 6pyll. porque nao sao injustos. uma vez que uns e outras visam ao mesmo objetivo que seu semelhante.lV c! p. yAp Drtft&. T OLotJ-rouc. Kcxl -ro~c. mas. ou parecer-lhes serios ou agradaveis. entre essas...3Ec. otov 9«ul'«l. 'tLl'ao-L JCCil -ro~c. a~eQn'tovuc. nos tratam com solidtude. &u9aplouc. l''ll clcf l'ftpc.ft 6Ttcfcpl•LV d-to~. tLflU -cAv '".laa8cx1.. cmou3ulc. lTtcxLvoOv'tcxc. seja entre os melhores.Uciftovc. lllovc. -c&\v . 3uk "t'b cx6-r6.OL ICCll 'tft\ TtattCJCIL ICCil 'tft\ 6nol'dVCIL' fTtl 'tCI'Ö'tb ydlp Ap.oua1.bc. ydtp ol 'tO. e os que combatem parecem ter desejos contradas aos nossos.'llt •tan•c.6l'EVOL' dCJl U 'tOLOtl"t'Ol o'l "t'» clycx9ol ICCI"t' 4pa"t'ftY ICCil o{ EÖ361CLl'0L ~ fv 4TtCICJLV ~ fy 'tote. seja entre todos._l. experimentando esses sentimentos relativamente as coisas pelas quais mais desejamos.ECJ9cx1. f'llt •vl«K'f&. nem ressentimento com os agravos. Anpcfcyp. Ttc.. K•l -robc. entre esses.lV l. ICCil nplH.nuact-r•v· ltat'upoa.lY"t'CIL ßou). principalmente os artesaos..

1l6tV'tE<.>c. pois assim parece que se agiu por causa desse amigo e nao por uma outra razao.o'tLlloOv't«L. ydtp 8v q»oht"t'OtL tLA. Kcxl npoc.ov'tcxL ~eul lolt'l cp8ovEta8«L..>c. ec«l 'touc. 36E. ecatl o6c. Amamos os que nos assemelham e tem as mesmas ocu pa~öes que n6s.>c. cpllouc.116v'tcxc. f\ öcp~ QV l. ICEP«lld.Et. «laxuvov't«L 'tu npoc.. Aqueles de quem somos rivais ou queremos provocar o sentimento de competi~ao. Katl npoc. aquele que se envergonha nao ama..> 'tO ICEP«llEuc. ec«l 'tuÖ'tu l1lL'tTJ3Euov't«c. Aqueles diante de quem nos envergonhamos de atos contrarios a verdade. ~ tLA.Et. ICCll "t'O 111') 3ETJ8Ev'tOc.. ~eul t't'l iyeccx'tCLAEl1loV'tatc. ICCll 'tClO'tCl l'cULcrrU TYE1lOV86'tuc.ßal ll'la~ I5 &no 'tcxÖ'toO ~ 6 ßloc.c. ttloOv'tL fouc. Kcxl 'touc. "touc. tais sao os que revelam ate seus pr6prios defeitos.A. otlc. entao. pois em caso contrario se verifica o mesmo que acima foi citado. EtpTJ'f«L y«p lS'tL npoc. Kcxl lSAc. 'tßv u\hßv l:1tL8ullo0v't«c.uv. Aqueles que da mesma maneira amam os ausentes e os presentes. 11p0c..Ev. Ke&l 'touc. 'tdt 11plH. E:clv lll't 1latpEvoxA. se.· 'tOL00'tol 3E o{ ICCll 'tdt cf>atOlcx 'f4 latu'tßv Uyov"te:c.oOaLv· 3Lo ec«l "touc.> aull60t(VEl.lo0<JL 'tL\v &. 6l'olouc.ouc. ~t.oOcnv ~ ßouAO\I'tOtL cpl>. laEa9cxL lldl. Katl otc. As formas de amizade sao: companheirismo.. Kcxl "tote. K«l 'to-lle. fvt:ICOt tu(vE'tClL ICOtl OÖ 3La 'tl f"tE_pOV.ao conosco. sem que os desprezemos.oL dvatL. acp63p« tLA. 20 lclv ~1) llilln «Ö'totc. Aqueles diante dos quais temos tal disposi~ao que nao nos envergonhamos de atos contrarios a opiniao comum. eccxl xcxlpov'tcxc. i'tcxLpEl« olaLÖ'tlJ<. o6c. se nao tivermos males maiores. E.eßv ~o-bc.ycxBu aul'1lp6tTtc. Aqueles que nao usam de dissimula<.cxv oöec utaxuvcSllEBcx· d oftv 6 cxtaxuv6l'Evoc. "touc. ÖTtoAcxl'6&vov'tcxc. pois ninguem ama a quem teme. 'tEßvEß'tat<. 27 ..· Et at ll~' 'tOtÖ'tO ICOtl o{hc. a pessoa que nao se envergonha assemelha-se a quem ama.~BEL«V. av 't&. em geral.y.ocpl>.Aristöteles _______________ 3cxlot•c. l'TJ K«'tu<f>povoOv"t'Ec. se nos e possivel participar ao mesmo tempo dessas vantagens. Eta11 at <f>LAlcxc. xdtpLc. Aqueles com quem cooperamos em boas a~öes. lxouaLv ~crrE lll't «taxuvEaScxl 'tu 11poc. ~ecxl "touc. mas nao o da inveja. 'tOLOU'tOU<. a esses.· l'ÜLcrrcx ydtp ~. :~5 1lEpl "touc. dissemos que nao nos envergonhamos diante dos amigos por atos contrarios a opiniao comum.. 1lOlflaclL. 3o 36E. Kul 'touc. OtÖ'to{u. mcx"t"tolli:vouc. &. tLAo0aLV. 35 ICCll 'tO 1lOL~<JOt\l'tOt ~1) 3'lAßOOtl' UÖ'to0 yclp OÖ"t'c. ~v b3tx_E'tUL lll« llE"t'EXELV OtÖ'touc. a menos que nos incomodem e tirem da mesma fonte seus meios de existencia. ou os amamos. por isso mesmo todos amam os que tem tais sentimentos para com os mortos.>aLV.· y(yv&:'t«l yup oChc. Katl 11poc. cpL>. e evidentequese pode fazer uma analise atenta a partir dos contrarios do exposto acima. llt'l tLA. As causas da amizade sao o favor. ou queremos que sejam nossos amigos. + No que concerne ao 6dio e precisamente ao sentimento de 'rancor.öes se verifica o dito: 0 oleiro tem inveja do oleiro. amamos os que amam intensamente seus amigos e nao os desamparam. &. oß'tc. auyytvELCX eccxllSacx "t'OLcx(hcx. 26 das paixöes ____________ E aqueles que tem os mesmos desejos que n6s. 6l'olc. familiaridade. TYEpl & lolcXALO'tU ßouAOV'tO:l OtÖ'tol f\ 8atu ll&l:EaBcxL f\ cmou3atto~ 3oecdv dvatL i\ ~3Etc. ja que amamos sobretudo. o faze-lo sem que seja solicitado e o nao divulga-lo. noLTJ'tLICU 3€ <J>LAlcxc. ap6s te-lo prestado. 8uppo0llEV' oöldc. ncxp6v'tcxc.>c. entre os bons. De fato. cxÖ'totc. os aptos a amar.. oOc..> eccxec&. parenteSCO e todos OS re}acionamentos analogos.TJAoOaB«L ßouA. llt'l cpohpwc. pois nessas condi<. 'tou'touc. ttlctv &ycx8ouc. Aqueles que nao causam temor e aqueles em quem confiamos. ö l'~ •IaxuvotAEvoc. cpLA.

Cv. de fato. aö>t6v. l.caA6CLY. lycw. a calunia.· 6 ~" yckp 6pyd'P~EVO<. que ele desapare<.1382 a '(l.v"tcx. que e possivel dernonstraf que tais pessoas sao inimigas ou amigas e. .· 6 l'b Y'P Av'tLnca9atv Bo6Acotcl\ • 6pyU. e. refuta-las. l'I. pois todo homem odeia o ladrao e o sicofanta. mas o 6dio nao e acompanhado de desgosto... pois.a 29 . visto que o colerico sente desgosto. Kal 'TO ~V ~"tdt A. A c6lera.a. l''ll ctvciL. provem daquilo que nos toca pessoalmente.lpELV. autco<f»6tv>tqv anmc..sivel dirigi-las para uma das duas solw. nol. portanto. ICCll a. Kcxl "[~ l'b lm'tbv Xf6v~. >tdt at l'cULCrtCl ICCliSdt 10 "ICLO't« cxla8'l>ta. + l'E"t1k Aum"'c.8pcxc. ••• 6-n6'tcp• lv npo«Lpfl't«l 'tL<. tccxlnpoc.a e a insensatez.urt'lc. fK >tL\v lvcxv. se afirmam que sao.und'tClL. A primeira pode ser curada com o tempo.ttoa~. lx 8pcx 3i tccxl &vEU 't00 '1tpbc. enquanto o outro. 'tt.• 6pyl)v ~ a~. o de fazer mal. enquanto ao que odeia nada importa. ATro3cu~v6v«L IC«l tt'll Sv't«c.une:t ~ n«pouol« 'tf\c.tav. ••vcpbv oGv IIC 't06'tctV kl ava•xftCI\ lx9po6c. a~. 'TO a· oö Sao causas do 6dio a c6lera. K•l6 ttb nolllv lv yootLbctv n. lTf'lpE«al'6c.na~. &. 'OpY") l'•" oOw la'tw ltc >tL\v npOc:.adv c..·lx&pcav Al't'-a8Y)'t00v't«c.vc:o~EV EtVClL 'tOL6vk. lcf>Ealc. >tdt yE:v'l· >tbv y«p ICA. EO'tL at 'td l'. mas o 6dio. apresenta-las como tais.öes que se preferir. em nenhuma. se estao em desacordo por c6lera ou por 6dio. mas o outro. tccxl 't00 ~u. tcauclo.:p~v &c. 6py~. As coisas que causam desgosto sao todas perceptiveis. mas o outro e incuravel. . ClÖ't6v· &v yd:p Ö'n:oA. otov KOlA.O'o0l'EV· Kcxl ~ l'Ev 6py~ iElnEpl 't&: tccx8' lltcxO"t'cx. ICOll tllovc.. ." AlJ'mlc..lav ~ l:Coltcpch'lv.. n6s a odiamos.. 6 at l'LaL\v oG. o ultraje.5 l. as que acarretam os maiores males sao as menos perceptiveis: a injusti<. A c6lera e o desejo de causar desgosto.~. se nao sao.Cll'6&. :E evidente. nao. KOtl Bv't•c.ttb Je ICClto{)· cxtcrika8ClL y&:p ßoÖAE'tCU 6 6pyL~6\'-EVo<. visto que o colerico quer notar o desgosto causado..p l.3Ltclm ~~:cxl clcf>pocrov'l· oöai:v yci. 0 primeiro poderia sentir compaixao em muitas circunstancias." AU1l'lf&: cxta8'l"tdt n&. pois a presen<.dv 1t0tl t'cr~c:ov't•c.a do vicio nao nos causa nenhum desgosto. um deseja que o causadar de sua c6lera sofra por seu turno... enquanto o 6dio surge mesmo sem nenhuma liga<. A c6lera traz consigo desgosto.tTM''lv ~Lad KCd 'tO.._______________ Arist6teles ______________ _ ___________ Ret6rica das paixoes _____________ nEpl a• lx8pcxc:. 28 . por exemplo para Calias ou S6crates. 6 a· o63o6c. enquanto aquele que odeia.c")y fO"'Cl 8Ec. a c6lera volta-se sempre para o individual. 3ul8ol. 't~ a· clvlot"tOV. mas o 6dio volta-se tambem para as classes de pessoas. noL'l'tucdt ~· fx. Kcxl 't~ l'. pelas reflexöes precedentes.:ao pessoal. ~· oMb ~\Clcf>EpEL. se supomos que uma pessoa tem tal ou tal carater. Alem disso.. 'tb ~· ~taoc. e pos..c. 6 a.

3uvcx-rcxL. Tlf\ npocaLpdCJ8caL ydtp 6 aa .5 [Do temor e da confianfa} 5 notcx U cpoßo0V'tCIL ICCXl 'tlvcxc. ou danoso ou penoso. em sua maioria. Se~ entao. clc. dac.. com efeito.. tcxlv'l'tCXL Curta ~&LV. 'tOO't• lcrtlv. mas pr6ximos e iminentes. m• IJacx Auncxc. ~ecxl -rcxO-rcx fdtv l'it n6ppco clllck a'6vqyvc. quando e ultrajada. E tambem a virtude ultrajada. Par isso. &"CL 4noßcxvo0V'tCXl. lub ICCil 'tdt C7lJl'C'tCI 't&\v 'tOLOU'tQV cf>okp«· fyyUc. pois necessariamente o homem que esta nessa disposi~ao esta tambem preparado para agir. Seja. necessariamente sao temiveis aquelas coisas que parecem possuir grande capacidade de arruinar. otov d fcrrcxL 13LICoc. fv 'ltatpcaaiCauft yckp 4v«yK1) dvCIL ICCil a• 30 Que espedes de coisas se temem. Kcal clpa't'l) ö8p'-'ol'b'l 3uvCil'LV lxouaca· a~A. indkios dessa especie sao o 6dio e a c6lera das pessoas que tem poder de fazer algum mal. ate os indicios de tais coisas sao temiveis.pd'tCIL 1382 b tLD &'tCIV ößp(.l')'tCIL. m• Et 3it 6 t68oc. A\'mt)v tL•YÜl')v auV'tCLVOUCJCic.. se tem esse poder. que reside o perigo. t. a quem se teme e em que estado de espirito. nao se temem os que estao muito distantes. 't&\v 3UVCil'EvfaV "Cl 1tOlfloC11. ou de causar danos que levam a grande desgosto. ~ cJ»8opdtc. pois nao se temem todos os males. se tem poder. evidentemente. o63b cf»pov-rl. + Corno as pessoas. 31 .ov ydtp &'tl npoca&. tXrta fyyuc. eis o que ficara evidente pelo que vem a seguir. e nisso. como esse fato nao e imediato.a• fcncxL 20 tcxvap6v. Kcal cf>68oc. ~ -rcxpcxxit l~e tcxv-rcxaicxc. pois e evidente que elas o desejam. e isso quando nao se mostram distantes. 4v«yK'l 'tdt 'tOUIQ'tCI cf>08cpdt dvcxL &aca tcalVC'tCIL 3uvCil'LV fxcLY l'CfÜlJY 'toO t8clpaLv ~ BA«n'tCLY ßl«ßcxc. fxov-n:c. todos os homens sabem que vao morrer. sempre tem a inten~ao de se vingar. auvCI'tCII.ouoca. 13Lecoc. nessas condi~öes ela tem esse poder.v -roO noLdv... 0 temor das que podem fazer algum mal. mas sim aqueles males que podem provocar grandes desgastos ou danos.. ~ ßpcx3uc. ~eoc. t'tllov-roc. Kcxl 43LdCI 3uvca~uv Jx. e.. &"CL o61C lyy(Jc. a aproxima~ao do temivel. Am'l 'tLc. porque e evidente que. o de que alguem se tarne injusto ou de espirito obtuso. t'€r«Acxc. mas. •EcrrCal 3it cp68oc. clcl. Tdt ydtp n6ppCal at63pcx 25 o6 to8o0V'tCIL' lacxaL ydtp n«v'tac. porquanto e pela inten~ao que 0 injusto e injusto. ICCXICOO t8cxp'tLIC00 ~ Aun'1po0 · o6 ydtp n«v-rcx -rdt ICCXICdt cJ»oßo0V'tCICL. 3o ydtp tcalva'tcxL 'tb tokp6v· 'tOO'to y«p fCJ'tt JClv3uvoc. o temor certo desgosto ou preocupa~ao resultantes da suposi~ao de um mal iminente. E e temivel a injusti~a. cf>OkpoO nAl]aLcaal'6c. Ora..ouaLV. por exemplo. assim. entao. elas estao a ponto de faze-lo. Com efeito.. nao lhes traz nenhuma preocupa~ao. ICCXl ttßc. vOv. porque o temivel parece estar pr6ximo. o temor e isso. TOLCIO'tcx a• lx8pe 'tE ICCXl 6pJit 3uvCil'0Ci)V nowtv 'tL' 3f\Aov ydtp 6'tL ßouAov'tcac. assim.

dominadas pelo desejo do ganho e covardes nos perigos. uÖ't'ßv clvnP'liCcS'tcc.=a igualmente sao temiveis.=a.. dndv "t'ck llEYLCrt« 'tClO't" iO"tlv. Igualmente.. tudo o que. Sao tambem temiveis. KLv3{JvoLc. pois. quando podem. 't'OLo{J'touc.=a. maior dano poderiam causar-nos. se tem poder. de fato. mas de seus adversarios. visto que temem ser vitimas de alguma vingans. e freqüentemente temivel estar a merce de outrem. dn. inl "t'O Ttol. os dissimulados e os astutos.:ao ma fazem temer que nos denunciem ou nos abandonem.a. m· ml 'tote. Kul oflc. &au p. Tais sao. Et a~ EO"tLV ' toßoc. b&v'tloLc.10 ~ecS't'cc. •End 3' o{ nollol Xdpouc. pois estao sempre na expectativa da ocasiao de se vingarem. E aqueles a quem os mais fortes que n6s temem. at 3uuc:Ell'EVOL cxÖ"t'ol cpo8o0v"t'cxL. de sorte que aqueles que efetivamente tem conhecimento da pratica de uma as. Kul ot ft3LIC'll!Ev0l ~ vol-lll. Igualmente. ~O"t'E o03mo't'E cpcxvEpol &-r1.ov't'E<. ICOtl.>V"t'OtL.. se ambos nao podemos te-las ao mesmo tempo.E"t'dt npou3o!Clcxc. 43Ltca:1o8uL' cld yckp 't''lpoOoL ICOtLp6v. 3Lck 't'CXÖ'T6. p. ·nc. T. pois nao se pode saber se estao prestes a agredir. Se o temor e acompanhado de uma expectativa + de mal aniquilador. uÖ'tc.vbc. Kul ot "t'otc.. Kcal "t'ßv "3"1C1Jl'b"'" K«l fx8pßv f\ clnt.:a. Cf>o6o0v't'OtL ot KpEl't''t'ouc. depois de terem seu poder aumentado. ydtp t-n:l 't'O nolu cl8LIC00aw ot avepQTtOL ~hcxv 3{Jvc. a· c\nA&c. ncSppc. ou porque nao depende deles.lv oöx ol 3~-68up.n'tELV OtÖ't'o{Jc. ou porque isso e absolutamente impossivel. as mais importantes.. E os que atacam os mais fracos que n6s: ou ja sao temiveis. 8E8L6"t'Ec. Tambem os que sofreram ou creem sofrer uma injustis.'lJ "t'b tn• !lACfl OtÖ"t'OV dvOtL. TtETtOU')IC6"t'L sao bastante perversas. illdt ol np&oL ICCll dpQYE<.----------------------------Arlst6teks ____________________________ _______________________ Ret6rlca das paixoes ______________________ "t'OV "t'OL00"t'OV. 't'O clv't'LTtu8Etv · ön€1CEL't'O yap 't'O 't'OL00't'o q>o6ap6v. por assim dizer. acontecendo ou estando prestes a acontecer a outros. q>o6Epol. E. 'to-be. sao temiveis nao os arrebatados e os francos. Kcxl llv ßoft8ELCIL i'lt ctaLY ~ 1-l'l ~43LcxL. E os temiveis para os mais fortes do que n6s. foi considerado que tal eventualidade e temivel. entre as vitimas de injustis. cl3Ltcdo8uL • Q<. provoca compaixao. (6\c. aqueles que tem o poder de comete-la. Kul ol 'tote. Kul ol 't'ouc. mas os calmos. l'b o!Sv cpo8a:pck Kcxl a cpo8o0v"t'cxL.l) iv3qc"t'OtL ll'u ön«px~:Lv clt~q. para os que podem sofrer injustis. sao temiveis as coisas contra as quais os recursos nao existem.oL Kcxl TtClPP'lCJ\CICM:LICOl. cpo&Epbv &c. ~TtOO'LV cxö't'ßv lnL-rL9al-lavoL' f\ yckp ~a'l cpo6Epol f\ caÖ~J)9b"t'E<. f\"t'"t'ouc. QO'"t'E ot UUVEL86"t'E<.:tv.Lv lxc. porque ordinariamente os homens cometem injustü. KpEh-rouc. Kul ot 't'ßv uÖ't'ßv &v-rcxyC'.>v yLyv6l'EYcx ~ ilaA. All' ~ &Ac. &v Mvcxp.lc. :10 nclV"t'CI 3t "t'd ~OßEpdt cf>o8ap~EpCl &au !t&cxp"t'cl\IOUO'LV htatv~8&lacxa8caL l'~ lvatxc'tCXL.>c. de sorte que jamais fica evidente que estao lange de faze-lo. d ICOtl 't'o'bc. Aqueles que cometeram uma injustis. Para falar de modo geral. ICCll 1lClV00pyoL' &a'lAoL y~p d lyy{Jc. nao tememos aquilo que nao 5 8ELVbv ~o6Epol ~ ICOt't'ELTtEtv ~ EYICOt't'MlTtEtv. digamos agora em que estado de änimo se encontram os que temem.:a.>. e evidente que ninguem teme entre os que creem que nada poderiam sofrer. aproximadamente.. pela mesma razao. porque sempre estamos em conflito com tais pessoas.)v. I5 KpEl't''t'ouc.otv· hl yckp nol. ciauv«"t'CX. "t'o0 tcap3ulvaLv tcul 3ElAol b 'Tote. cpohpcl lcrnv &acx icp• 1-ttpc.:a5 Aov'tca lluLvcl lO"'t'LV.llEYOl cl3LICEtv 'tote.n&. Todas as coisas temiveis sao ainda mais temiveis se nao e possivel a seus autores corrigi-las. ~ l'~ m• ClÖ"t'otc. ~epElTtooLY u'Ö"t'ßv ~o6Epol· 1-l&llov y~p &v MvuLv't'o ßl&.. Kcd ot auv&. ou sao dificeis. vOv Ai:'PJp..:l-loOaL npbc. "t'OO nEl- 32 33 . porque. ou 0 serao..>oL. CJXE3bv ~c. das coisas temiveis e das que de fato se temem.=a e os inimigos ou adversarios. se podem prejudicar os mais fortes. Kul ol ft3Ltc'l. os que aniquilaram quem nos supera em fors.CV. "t'4. Nossas rivais nas mesmas coisas. 3uvcxl-ltvou.)YLO"t'Otl.

at ncx8dv &v oG'tE ot lv cö-rux lcxu.. tcxvcpbv 8-r&. e mostrar-lhes que pessoas como eles sofrem ou sofreram. 1t&WJov.ICv6vau. ora. OG~e otov'tcx&. 't~ lvcxnlov -rf ( cp68tp K«l -rb 9cxppcxliov -rf) to8apf.cx l:yy6c. a partir disso. tendo poder.VCX Ünlacx 6ndvcx&. . flnb -ro6'tGolV ~ecxl 'tctO'tcx ~ecxl -r6'tE. o03clc. ICCil Ac. 'tb l'Ü. se nao sofremos nem cometemos injustic. oöat -r6u &-rc l''il otov"tCXL. 'touc. •AvckyKT) -rolvuv cpo8da8cxa.) oGu ot ~3'1 'T1C'IlOV8bcx&. nem os que creem ja terem sofrido todas as coisas temiveis e se tornaram indiferentes ao futuro. -r&\v C1Gol'tllplGolv Ac.ao e + de protec. f\ ftaTIOV96'tcxc. a fon. ICCXl 'tcxO-rcx ~ecxl -r6u Iu oOtc fov-ro. Bcxppcxlto&. ou estao distantes.öes e em circunstäncias que nao esperavam.. ou nos fizeram um favor ou o receberam de n6s. lncx8ov· ~ecxl 'totic. E que a confianc. 3&.b t383 a 68pLa'tcxl eccxl 6AlyGolp01.. -rdt 3c&. lyytlc. a . 'Otf ~v l'fl otov'tcxl.vd: n6ppt~' Iv-rex f\ -rck CJGol't~pa.ao estao pr6ximos. Necessariamente. 't&. l'•"ouc. E igualmente se ha meios de reparac. kcxv ft ßü.ao de änimo a sentem . como os que antecipadamente recebem golpes de bastao. ninguem delibera sobre questöes sem esperanc..ao. ICctl ao~eoOv-rcc.d a• 'tOI. ICCll hb 't0&. o que e a confianc. l'f:YÜCXLc...a.lv. ltccxcrto&. e preciso pö-los nessa disposic. cpo8d'tat&. ncx9Etv· ~ecxl yd:p lllo&. pois outras mais fortes que eles sofreram. oö3t -rcxO'tcx I l'fl ofov-rcx&. ~ Bnlc. essas provac. IV'tEc..a e 0 COntrario do [temor. enquanto os temiveis ou näo existem. por parte de quem näo imaginavam. datv· ••• -r6 u yd:p 9«pcroc.ao de espirito. lv AaL tccxl Bo~.IS l'•voa. oMdc.V.c.' quando e melhor que OS OUVinteS sintam temor. (noa. 'ltatpcxaiCCUGi. Kat btcxvop8Qaaa. 'ltCpl "t&\v Avdni.'tLOV 't~ cpo8da8cx&.a e 0 distanciamento do temivel e a proximidade dos meios de salvac. a.ao de que os meios de salvac.0crtE 3d 'tOL06'toU<.a de salvac. 5 C1t.ao numerosos ou importantes. ou eles nao tem poder..oO'tol da&. Corno esta claro em que consiste o temor. mas para temer e preciso guardar no intimo alguma esperanc. 8ouAEv't&. k&. 'ltEpl oG clyGolv&. ICctl Bpatadc.06'touc. 'ltAOO'tOc.v oto&. ICCil ncpl notcx 9cxppcxl&o&.. cx'Ö'to6c..a. 113'1· clllcl 3d 'ti. olol'bouc.. alert ICCil n&\c. de sorte que a esperanc. e evidente. o grande numero de amigos.a e acompanhada da suposic._ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Arist6teles ______________ aao8cxt 'tL cp8cxp't&. BouArincxa. 0 que inspira confianc. sao nossos amigos... Eis uma prova disso: o temor nos torna aptos a deliberar. ou as duas coisas ao mesmo tempo.atcxaa. fxovuc. ou se. pois.et. laxuc.a.. ~ecxl 'touc. o poder). Ttpbc. dizendo-lhes que podem sofrer algum mal. IV'tGolV' -r&\v a• cpokp&\v f\ l''il lv'tGolV f\ 1t6ppGol Bv'tt. as coisas a temer e em que estado de änimo cada um teme.lcx 3uvcx~uc. ~ecxl-ro&. TtoAu<f>ll..ELv. desdenhosos e temerarios (criam homens dessa especie a riqueza.Ea'tL 3i ßcxppcxlicx 'tcft 'tE 3ca. mas tambem tais males e o momento da ocorrencia.&\cnv.a e 0 contrario do] temivel.ICouc. -r~v 3o o:ol'bGolv l''la•v lv ncx9dv.Aov. 0 que inspira confianc. •E1tal 3i ncpl cp68ou cpcxvc~v 'tlla't&. o que os torna insolentes.. em que os homens sao confiantes e em qual disposic.20 34 _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Ret6rica das paix6es ___________ julgamos que poderiamos sofrer.t. 2:1Jl'dov 3t· 6 yckp cp68oc. se absolutamente nao temos antagonistas. 'to&. nem aqueles que nao se cre que poderiam causar algum mal. -ro&. Assim.. Nao creem poder sofrer nem aqueles que estao ou parecem estar em grande prosperidade. ncftV'tCI vol'"oncc.vdt ~ecxl 41tc'fluyl'tvo&.ICbv nck8oc.06'tGolV ocp• Av oOIC fov'to.10 "t«c. . nem mesmo o momento em que nao poderia acontecer alguma coisa.. clancp ot clTtO'tVl''llctV!L6l'CVOI. os que pensam que podem sofrer algum mal temem nao s6 as pessoas que podem causa-lo. Ou entao se os que tem os 35 . com respeito aquilo pelo que se luta. clcr"tc l'E'tck cpcxv-rcxalcxc. no&. [Ttcx8dv] oö3t 'to6'tovc. l't&. ncx8dv lv. cpcxvcpbv IK 't06'tGolV Kat 't~ 9atppdv 'tl lcrta.a'tGolV.l"l"''Jplcxc.a. ICCXl -r&\v cpokp&\v.o6'tovc.ao.

pcac.p&aBcxa.v -r&\v cfH»kpAv ccal Bcapp. quanto nas provenientes de pressagios e de oraculos. ~c:otAac. cremos ter superioridade sobre aqueles que vencemos. ou que teremos exito. fxov-rEc.lV.. ou por näo terem experiencia. cia "t~Y lt!TtELplotv. cremos ou que nenhum mal possamos sofrer nem sofreremos. otov'totL dvotL • otov't'otL 3E (Sy ICEICpet't'f)ICotCJLV . Igualmente.o~. &aLV l'IJ&i:vca f\ l'fl nollovc. ecca'tdt 8cUa. assim como nos perigos do mar os inexperientes das tempestades confiam no futuro. otÖ'tßV f\ "tlb ~ept:L't"t6vc. de amigos.. ou se muitas vezes chegaram a situa~öes perigosas e escaparam.. a:3 f\ nETtov96-ra:c.. nem nossos inferiores.c. -r' -ra lllca ICCil -rck clnh G'T'Jl'•lmv ICcalloyt.. lxov-r. em geral. porquanto os homens säo insensiveis.lV eccat tcJx'bc. ou sobre eles pr6prios. """' -ro6-rouc.c. ~cmEp b -rote. lv rtoUci ICCI'tc. IXELV. Kcal 15l&c. ou contra muitos. ot 't'E &Ttt:LpOL XELt!ßvoc. 9cxppotltol dolv. e supöe-se que a divindade socorre as vitimas de injusti~a. av nphc. se estamos em boa situa~äo com os deuses. 8a..lv f\ -rßv 6l!o{Colv. 'tb Ü htov 6'ftol. ou todas essas vantagens. a. t>aLv otc. Kcal napl .Arist6teles _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ ßt:Uil noU.. ÖnEptxov"tE<.. Säo confiantes os que se acham nas seguintes disposi~öes: se creem que tiveram muitos resultados felizes e nada sofreram. -rh ü l'il ÜliCdV ÜLICdGBCIL lp~c. clv'totyQVLa'totl 't'E f\ t!"t C!)aw fSAc.>ICEvCil o'rc. se cremos possuir mais numerosas e mais importantes vantagens pelas quais somos temiveis por sermos superiores... Kcall5-r«v lnLXELpoOv'tac. laLV. .:c. f\ leb noUuiCL<. nem aqueles que cremos serem superiores. cpoßEpbv l'"t "' l''T'J3E -rote. f\ TtCICJßv f\ -rAv l'CVlcrtc. fxn. ao empreendermos algo. Kcal leb l'fl ft&uciJd't. -rcl 3a:wdt ICotl 3&..lpßc. yckp"' *5 3o 35 t383 b 5 m· 36 _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Ret6rica das paix6es _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ mesmos interesses que n6s säo mais numerosos ou mais fortes...c.v· -r«k« 6E la"tL nl. &L q. tais säo a abundäncia de bens e a superioridade de nossas tropas. cpo8~~:po( dal. !laL • 3LXß<. ou por disporem de prote~äo. ICCil 't&\V npbc.l<. Kcxl !v önupXELV cxÖ'totc. do territ6rio e de nossos preparativos militares.laa.l.U..') ••. Igualmente quando.f\9oc.Koufbo&. ou sobre seus semelhantes. ylyVOV'totL ol !vßpc.ppo0aL -rdt l!tllov-rcx ICCil ol ßo'T'JBElcac. tanto em outras questöes. "'H !v nAa:louc.. ICotl l!~'tE ~3liC1ll!EvOL l''ft't'E ~3LICTJICcS't'E<. ncap Av cpo8oOV'tCIL. Tt6Ml'0V 11«p«CJICEUlb. f\ -rlf\ ßoTJBdcxc. f\ !l!q»c. E se näo cometemos injusti~a contra ninguem.v· Bcappuaov lprfl..v 3uvcxl'""• f\ 3uvcxl'"" lxov"ta:c. a&l'ck-rctv ec«l q»ll&V IC«l xct.'t-r«v ICLv36voa.. ÜI. E. f\ nETtOLTJd"ta:<. A-ö-rol a· OÖ't'Col<. f\ l'YJ&b lv ncdlatv 111')3.')TtOL. "'t'tOCJL ICotl (Sy 1Cpd"t't'OU<. f\ tcpd't''t'OU<. -rovc.<. ou sobre seus superiores. [.ümv dpYJ'tCIL. f\ 't"lf\ l'"' nETtEt. näo cometer injusti~a mas sofre-la causa a c6lera.cal'ß. otc..:c. ora. ycip clncaßdc. Kcxl fS-rcav -rote. cal-rotc.. E fica assim exposto o concernente ao que causa o temor e a confian~a.. f\ t!"t lxc.YrtCIL ßol)8dV 'tote.. 6l'olo1. otmv't«L nhlm eccal l'Eli:. d<. ou as mais importantes. ou as duas coisas ao mesmo tempo.] Com efeito.>V't"CXL ICotl t!"t TtETtOVßEvCIL. -rcx'Ö't"dt aul!<f>tpa:L.. 11EWEa8CIL ~ ICCI'tOp8.ot11Eq»Euy6TE<. + JO 37 . ko'ttc.. XP'T'Jl'U'tc. TtOL1'J'tLIC6V. ora. lA1']Au96-rE<..cxl f\ l!EyalotL f\ !l!q»Col.CJELV ot&V'tCIL. Sentimos confian~a quando näo tem temor nossos semelhantes. e tambem confiam os que tem meios de prote~äo gra~as a sua experiencia. a c6lera inspira confian~a. ou contra aqueles de quem sentimos temor.

AE1v &cmlöa Ecr't'lV lSg-a. a impudencia e certo desdem e indiferen<. 't"&v tea. Kat ocxve:(l. ora. Et ö~ r5 tcr't"Lv a. cJ>E:pav 't'ßv ICClKßV. y&. Kcxt '"ro KEpÖcxlve:LV &no l!llcpßv ~ cxtaxpßv &no &ovv&. pois sao atos que brotam da internperan~·a. ICOACXKElcxc. "tClÜ't"a. 3o p.e:L ahe:'lv. 't'oLou't"oLc.tt.)pla. otov ne:v~'t'(r.no &. reclamar.a. &öoE. Oll de pessoas indefesas. oö OEt ~ o" oö oe:t ft ~"CE ~~ ÖEt· &. Igllalmente. de pobres Oll de mortos.Ö't"Ci) ~ ~v. ~ 'l5 ~'t''t'OV ßoTJ8E1v. a vergonha e o que definimos.)V ~ ~EAl6V't'(r.noaupfloaL ncxpa. quando se pode.yteT) cxtaxuvEa8cxL lnt '"rote.1h0t 't'ClÜ't"CX.öes sexllais com qllem nao convem Oll em lllgar Oll em morncnto inconvenientes.6 [Da vergonha e da impudencia] 6 notcx ö' cxtaxuvov't'Cll Kcxl &vcxLCJXVV't'OÜO"LV 1 Kcxl 1tpoc.loxuvTJ ~ &pLcr8e:taa.a por esses mesmos defeitos. passados ou futuros.ao com respeito aos vicios presentes. Kcxl nßc:. &v&.te&v lScra. por exernplo. ja que tais atos provern da cobi<..)v. :JO Kat 't"O crvyye:vE:a8aL otc. Kat -ro ßoT)8Eta8cxL ncxp&.tca't"a. como.A.p. por exemplo. ~ 't'«f>«X~ ne:pl 't'Ot dc.Kla. entao. Seja vergonha certa tristeza ou perturba<. ltc 't'ßvÖE ö~Aov. 't'lvcxc. lpycx la-rtv. quando julgarmos que procuram reclamar.. pois sao atos provenientes da injusti<. tcal -rb &no'lE'tVXT)K6't"cx ~T)MV ~'t"-rov· TtaV'ta yap &ve:Ae:v8e:p(cxc.)V. y&.. "'Ea't'(r.c:.p. elogiar para parecer que pedimos e.'t"(r. ycip Kal &ve:AEv8e:plcxc. Tirar proveito de coisas mesqllinhas Oll vergonhosas. cf>pov't'(~EL' 't'OLCXÜ't'CX a· -ro &no6a.)V. privar algllem de algo que lhe foi confiado em dep6sito. Kat "CO &.)V ~ 't'e:8ve:~'t'(r.L ~ a. porqlle sao atos de covardia. que parecem levar a desonra.p. quando julgarmos que pretendem pedir. seja para aqueles com quem nos preocupamos. Ter rela<.p6V't'(r. E receber auxllio de pessoas que tem menos recursos que n6s. 39 . tecxl E:natve:tv 'lvcx ME.acrlac. -rßv ~'t"'t'OV e:ön6p(r. fazer outros tantos elogios. &no K. ~8e:v Ka. tecxt &naL-re:'Lv ~he: ahe:tv.E:v öne:pe:ncxLve:'lv 'ta oE: cJ>«OAcx ovvcxA.Q. Pedir emprestado. ICCXl &naßELCX TlEpl "Ca a.c. donde o proverbio "tirar de um cadaver".)V 1 ~ o' &vcxLO"XUV- "['(Cl 3ALy(r. Nao prestar allxilio em dinheiro.n cxhdv. quando julgarmos que pretendem nos pedir: pedir. ap6s o insucesso.. seja para n6s mesmos.lcxv cJ>cxlV6~e:va.a. Kat 't'O -r&ycx80r. Kal -rb öne:paAye:tv 38 De que sentimos vergonha e em que nos comportamos com impudencia? Diante de quais pessoas temos esses sentimentos e em que estado de animo? Isso ficara claro pelo que segue. otov ft cpuye:'lv · &no ÖELAla. Kcxt 't"o ~~ ßoTJ8Etv Öuvci~Evov dc.)V ~ yEyov6't'(r. Se. y&. oll presta-lo menos do que se pode.a e da avareza. ~ Tla. fx ov't'e:c. tais sao todos os atos que provem de um vicio. tcal ahdv ~'t'E &naL't'ELV. Oll entao cometer iniqüidade. OT)pe:la. necessariamente se sente vergonha diante claquelas faltas que parecem vergonhosas. arremessar esclldo Oll fllgir.81lKT)V ft &ÖLtef)aav &nb &~LKlac. XP~~cx't'cx. cxtcrxpa Öotee:'L e:tva. nc. Tb a· rnaL\IEL\1 mxp6v"tac.e:lcJ>e:Lv.) ö'i) cxtaxuvTJ AU1lTJ 't'Lc.e:crBaL ~'t"E ö6E.l ft ~ Ttapol ~lcx "CO &no VEIC:po0 cJ>EpELV · &no ataxpoteEpÖe:lac.

allov.c. entre os quais esta o sofrer ultrajes.Ö'toO n&.l. l'E'tEXOUOLV fit ot ISl'oLoL TtdV'tEc. pois assim.taxuvov'tcxL ISaa. pois. ou da covardia. 't'CX. &vd&yKT) 't'OU'touc. em sua presen~a.l 'tO l'l't Onol'tve:&.c. tanto OS voluntarios quanto OS involuntarios (os que levam a violenda sao involuntarios). receber beneficios de outro. yckp ~ 3t:&.a.ovdcxc. •ol'ol(i)c. tca.vcxv8pla.. nao participar das bens de que todos participam. f\ fpy(i)v cxtaXPßv.a't'T)c..Klac. tolera-los e nao se defender deles resultam da falta de coragem.' btd 3t Ttt:pl cl3oE. parecem mais conseqüencia de um vicio. porque todos eles sao indecorosos e imprudentes. 40 41 ." f\ 3&.· l'LJCpo'fluxlac.p. JCal 'tCXTtE&. ~ ÖTtol'ov1) Kcxl 't'O l'"il &l'Övt:o8a. _&v 3L" lcxu'toV <f>a. tudo isso sao sinais de avareza.i.~l'olouc. cxtaxpdt ~ea.l 'tel ISl'oLa.&. f\ lv lf.px 6V't'Ci)\l fit llEAA6V't'Ci)\l.Ew· f\ o. l'l't l'E'tEXELV. x&. l'tv dc. fpycx ICCX.ICla. OT)l'ELCil ~ea.v'tt:c. 'td 'to&. como a vergonha e uma representa~ao Cancernente a ma reputa~ao.l 't'O 'tclllcS'tpLcx CXÖ'toÜ q>&.L' oß't(i) yckp ~~'1 &no ICCX. JCa.l 'td 'tOLCX0'ta.L3EU0ECi)c.v'tcx Uye:&. Ora.d&v't'Ci)\1 ÖTta.l &va. da mesma famllia.axOV't'Ec. dc.. Kal 't'O l't'tpou aG TtdOXELV 1 ICCXl 'tO TtOAAdKLc. afligir-se em excesso + com quem sofre. at 'ta.CXlCJXPbv yclr. ICCX.no 'tßV !AACi)V b&. y&. e todas as demais demonstra~oes analogas. de fato.ov'ta. <f>CXV'tCXOla. uma vez que tudo isso sao sinais de moleza.v JCal hca.. da mesma cidade. Ol'Jl'Eta.ov &v't'Ec. l'aU. 'tßV 't00 ~8ouc. oOc. dc. tais sao os atos que levam a p6r nosso corpo a servi~o de outrem ou a sujeitarnos a atos vergonhosos. alem disso. e ja vergonhoso nao participar.Ci)c. todas essas atitudes manifestam mesquinhez de espirito e baixeza. em geral os de igual condi~ao).c. 36~T)c. com efeito. assim como aqueles que sao seus indicios e os que se lhes assemelham.taxuvov'tcxL. lf. 3E: Aty(i) ~l'oe:9vdc.&. e censurar o beneficio recebido. . l'allov' &v a. as de capacidade inferior.l 'tclr. as causas de vergonha e outras analogas. se somos pessoalmente responsaveis pelos casos passados.t384 a 't't:po1. ydtp l'a.l ltccSV't'Cl ICCX. Kcxl lnl 'toÖ'to&. ou a maioria deles (chamo de iguais os da mesma na~ao. Louvar pessoas presentes e ato de adula~ao.lcxc.EL cUA. ou as mais afortunadas.v IICOV'tCX)· hb fit n a· &.c.c. E.v n6vouc.O'tcx a. :w "'A l'tv oftv a. &~eola. 0 mesmo acontece com os atos que levam a intemperan~a. Ka. ot npe:oßu'tt:poL 't'putßv't'e:c. tsl(i)c. ou..L.v6't'T)'t'oc. fO'tlV f) cxtaxuvT). OTWELCX. cxÖ't~c. TtoAl'ta.­ alav tca. sao indicios de jactäncia.. n&. p. 6. Todos esses casos de nao-participa~ao sao mais vergonhosos se parecem ser motivados por n6s. Kcxl 't'O TtEp l a. Da mesma maneira. fit ISA.ICLßV 'tclr. 5 10 n cxhLoc. 'to 'tßv ~ecxAßv tbv n&. As pessoas sentem vergonha quando sofrem. at JCa. e afirmar serem suas as vantagens alheias.l 't'CX. 'tßv Oncxpf.Ci)\1 6l'Ol(i)c.oualCf. presentes ou futuros. yclp nd&v't'a. como tambem louvar excessivamente suas qualidades e atenuar seus defeitos. desde entao.l !tcOV'tCX.dt 'touc. taou· . ßla.l &.v'ta.lCX'toc.Aa. 3t ~ TtETtOV90't'Ec.oiCElV' cUa. E vergonhoso nao suportar as fadigas que toleram pessoas mais velhas.. da educa~ao ate certo ponto.: n&. e isso muitas vezes. 'touc. 3t 't~c.l 'tß\1 !>J. <f>pov'tli.Ala. auyyt:vdc. e como ninguem se preocupa com a opiniao a nao ser y!Xp OT)p.p ~aT) 'to l'"it l'E:'ttXELV otov Tta.Ö'toc.lVT)'tCX.da. oö8dc. Igualmente. ~lLICW• 'tcxc.O't• I:O'tl Ka. ( 'tclr.. ICCXl 8 Eft btolT)OEV 6vt:i4ll. sofreram ou vao sofrer reveses que acarretam desonra e censuras. cl'tLl'la.pLV illcl l'l't 'tßv clno6cxLVO\I't'Ci)V.t:a9a. Kcxl 'tclr. 3oE. ou todos os nossos iguais. por causa desta mesma e nao de suas conseqüencias.O'ta. ~ ol nAELO'to&. em geral. Sao essas.l 'tllia nav'ta lSoa 'toLaO'ta' KoAatcEla. ÖTtT)pE'tfJOELc. J5 fit TtELOOllEvo&. ICCX.yyillca9cx&.c. fit OQl. tcal &vd3T)' 'tCX0'ta 3• I:O'tl 'td dc.laxuv'ta. tambem os atos provenientes de cada um das vicios do carater.. porque sao sinais de adula~ao.______________ Arist6teles ______________ ____________ Ret6rica das paixoes ____________ cUyoOv'tL mxp6v'ta.v <f>l:pt:&. ot &auva't'Q. por exemplo.U't'T)c..c.. ou que vivem na indolencia. hcl 't'0000't'OV tca.v'ta. Tambem falar continuamente de si e tudo prometer. tbv la't'LV 'to 06pll.. e das demais coisas igualmente..

necessariamente + se sente vergonha com respeito aqueles por quem se tem considera<. e:tvcxt. por aqueles por quem queremos ser admirados. &pcxp"t'cStve:t.c.. lSaot. diante daqueles que nao sao acusados das mesmas faltas que n6s.Et.p. uma vez que nao ha nenhuma diferen<. Igualmente. 25 ~ecxt otlc. Kal "tcX EV ~ct>Ba.· 8~AOV yap lS"Ct. rivaliza-se com seus iguais. em ambos os casos. porque dizem a verdade. &p. 8cxullcStl.o'Lc. Kcxl otc.o'Lc.rJ1c:6"t'e:c.~~ ______________ Arist6teles ______________ ____________ Ret6rica das paixoes ____________ cxlaxuve:a8an. ct>LAO"CLI:lEl"CCX\. Kcxl lv otc. Kat "Couc. 8cxul'cStl. a~Aov lSn VEtlEO'tf.E:vouc. ~ 8&. 1 ICCXl ~V lolf! ICCX"C«ct>'povd "C~c.oL.p 8atup.. "Cat0"C« U:ye:"Ccxt. il-1'! auyyvc. TtoLEt.ao.ll. Por isso mesmo sentimos vergonha dos que pela primeira vez nos fizeram alguma solicita<. otlc. pois se diz que nao nos causam indigna<.lllOVLICouc.p"CL ßouAOlolEVOL ct>lAOL dvcxL' ( "CcX yfkp BEA"t'LO"'Ccx "t'e:8E:cxv"C«L' 8t. ALO ICcxl "Couc.. e admiram-se todas quantas tem um bem honroso. •EE_cxyye:A"CLKOl 3t ot "CE ·~cSLICT}tlEYOL 8Lck "CO Tt«pat"t'T}pe:tv ICatl ot ICat1CoA6yoL' e:'lne:p yckp 1ecxl "Couc. como. tais sao os que tem o desejo recente de ser nos- npoc. Kcxl "Couc. hl natpe:aop. ~llolouc. t!i 42 43 . p. E aqueles junto aos quais nao tivemos nenhum insucesso.· "COL00"COL 8E ot &.a "CO lv 3ct>8«Ap. ante os olhos de outrem.. sentimos mais vergonha diante dos que sempre estarao presentes e daqueles que prestam aten<. Au!t "CoO"t'o "Couc.b e:3 lxe:t.atyye:A't'LICOU<. 8' ~<.lc. 10 o3"CoL ~ecxt lE.l\1. t384 h itf! ne:pl "CatÖ"Cck lv6xouc.ao os atos dos vizinhos que n6s pr6prios praticamos.6pe:voL auiiCELV"CCXL. 33 npoatxov"t'atc.l'f>801tOLOL<. OS trocistas e OS poetas comicos.l') !i'cxp"t'cStvov"tcxc.cxl. E com respeito aos que nao sao propenSOS a indulgencia para COffi OS que eles veem cometer faltas. e tambem OS maledicentes. por exemplo.l\1 ICatl 8cxull&:l. ~V Myov lxe:L. "tt. pois. ~ecxl ot ne:nat. &O"'Ce: & lA-1'1 TtOLe:t.lv. ntAcxc. maledicentes e inclinados a comentarios. de certa maneira. Kcxl "Couc. por exemplo. temos considera<.allov attoxuvov"C«L tccxl "Couc.. &l'-cxp"t'cStvov"t'cxc.ao pelos que nos admiram. p. Por essa razao. cxtaß. otov ot 3o lpßv"t'e:c.v &ycx8ov "tßv "t't. Sao inclinados a comentarios os que sofreram uma injusti<. como. 8t. ICatl ICc. e tais sao os mais velhos e os instruidos. porque se eles maldizem mesmo os inocentes.oyov ae: fxe:L "Cßv 8cxullcxl. l"t't.ao diante deles. porque ficamos. por aqueles com quem rivalizamos e por aqueles cuja opiniao nao desprezamos. com 0 que nao praticamos e evidente que nos indignamos. visto que sao. npß"t'ov 8t::T}8Ev"Cat~ "CL cxtaxvvov"tcxL Qc. Sente-se mais vergonha dos atos que ocorrem diante dos olhos e as esdincaras. pois e evidente que pensam de maneira contraria.. ~ "CoO Eöpt. ou aquelas de quem se deseja vivamente algum bem de que dispöem absolutamente. plliov "Couc.«ct'EPEl it~ 8o1CELV ~ lolf! lf_atyyillt::t. otov xAEUClO"'CatL<. por aqueles que admiramos. Deseja-se. Tambem com respeito aqueles cuja ocupa<. ~ecxt öcf ~v ßovAE"t'cx\.cx'tpL61') htl "Ccxtc. os amantes.ao.. "tOt. por conseguinte.. act>68pcx "Ct. Kupt.00"tOl a• OL "CE Ttpe:a6u"tEpot.ao. porque pensamos que ainda nao perdemos a boa reputa<.· oö8tv yckp 8&. "Cßv ntAcxc.ouat.V.ao com a opiniao dos sensatos. cxö-rbc.ao em n6s. ~ ncxp· tlv "tuyx«vouat.lV "tß\1 <t'pov(lolc.A. oö ve:pe:a&v..' ICCXICoA6yoL ycStp n~c. 1\.v • & ycStp "CL<.· <t'LAO"t'Li'00V"CCXL 8t npoc. oöatv TtQ f)8oE.voc.. a6f_J}c. -rote. tlv EICELVO\.E:vot.Ea8cxt. ct>pov"Ctl. Sente-se vergonha igualmente daqueles que procuram comunicar os fatos a muitos. tem-se preocupa<.n(Sou &n6tcp~. "ttL<.6v"Cc.a entre nao julgar e nao comunicar. &ll«p"t(«t. 0cxu llcStl. s noUotc. l'-TJ8tv &no"Ce:'t'Ux~K«aw· &aTte:p yO. &AT}ßEUOV"Cc.ao e observar as faltas dos vizinhos. de fato.aLc.&e:up. cxÖ"Cotc.ICol.a porque estao sempre a espreita dos ofensores. "Couc. Katt "tcX lv ct>ave:p4\ i'allov· !S8e:v 1ecxl ~ napot.p. com maior razao maldizem os culpados.v 8e:6lle:vot.otc. fxouat.c. lv atÖ'totc..e:a8cxL lolEV o~v ßouAOV'rCXl ÖTTO "tOU"tc.. ser admirado por essas pessoas.lll« "CO lv 3<t'8otAp.ct>6"Ce:pat.cxyye:A"t't. Kcxl por causa dos que a estabelecem. dai o proverbio "nos olhos esta a vergonha".ouat "t'Ou"touc.lV. tf. Ora. "Ccivcxv"Clat 8otce:t "COU't'Ot. somos para eles como objetos de admira<. ct>«Lvoi'tvoLc.

temos vergonha daqueles perante os quais coramos: säo esses os ja men- 45 ..lc. •A&'tv«{ouc. Nas seguintes disposi~öes poder-se-ia ter vergonha: primeiro. lxov'ta:c. mas diante dos conhecidos sentimos vergonha do que e considerado realmente vergonhoso.b npoc.. posteriormente. 'tLvi:c. e essas säo ou pessoas que nos veem (e nesse sentido que Cidias. porque os rivais sao admiradores.>c. 3'1A~aov'ta.. ICOll oC'tOL ~ 6p&\v't'Ec. öno -r&\v ~'lAouv-rev nou oö ßo6Aov't«&. clv«cf>Ep6(lEVOL. üf)BEL«v 2S 3o~c:o0v'tcx 'touc. önilp !v cxtaxuvov't«L cx'Ö'tol· .. 36~'1<.>c. provenientes ou de n6s. ~ leb aa. «'Ö'touc. alegavamos n6s. 131ll''1Y6P'1CJEV' ~f. Säo essas.~ 5 aU(l&oulo&. Ern geral. napl 'tflc. o que eles teriam votado). nem pelas mesmas coisas. 'tci npbc. diante dos outros. illck 'touc.. lcf>«(lEV dv«L o0c.Ö'tclt 'tclt ~'18Ev'ta. mas tambem de seus sinais. nhecem contra n6s. &yvt:.. em geral. Uo~OI. · otov B~:p«nov't«c. illcl ICal -rdc 01)~da «Ö'toO.oV't'Cl\. IElP'Il'bouc. yw. Sente-se vergonha nao s6 desses atos que foram mencionados como vergonhosos.. ~ !v 3tov't«l 3o 't'LVOl XP•l«v av l'~ 'ta\.f.>9cv 'tclt npoc. &llci ~ea. E por essa razäo que nao desejamos. ÖttdtpXEL «Ö"totc. J:«~&ou dl)pouxt•c. De maneira semelhante.. ~ av 3L36ta1CcxlO'. «taxuvOV't«L. ya:y6v«aLV. illclt K«l 'touc. mas tambem dizendo coisas vergonhosas. 'toO ü'18riELv ( oö3dc. e entre nossos antigos conhecidos aqueles que nada co. ~ Öcf>• ~v ßouAov'tcxL 9cxu(ldt~a9cxL.. por exemplo seus servidores e amigos. 3t oÖIC cxtcJxuvov't«L otl8* '" noAu K«'t«cf>povoOa~o -cflc. &lldc ~eal Atyov'tcc.. mas tambem de seus sinais. e isso para que näo fossem apenas ouvir. AÖ'tol 3i: &a: 3LOl1Ca:l(lEVOL «taxuv9d..lou ycltp 6noA«8dv 'touc. t• a 44 k II _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Ret6rica das paixoes _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ sos amigos (pois olham com admira~ao o que temos de melhor.. 'tbv v6l'ov. «'Ö'totc.l cf>Uouc. K«l 1-r•v lxc.L At oö l'6vov a. •m'tv«c.. nao sentimos vergonha nem diante daqueles cuja opiniao relativamente averdade menosprezamos muito (ja que ninguem se envergonha diante dos jovens escravos e dos animais).lv'tcxL.ov't'E<.lpl~ouc. mas ainda claquelas que lhes vao revelar nossos erros. 'tclt «laxp6t.. Atax<wov'ta.. 1tEpwn4v«L IC'6df 'touc. Kal &At. • 8«U(lCICJ'tcxl ycltp ot ~'lA&"tal. por exemplo.. e. se certas pessoas se achassem com respeito a n6s assim como diziamos estarem aquelas pemnte quem nos envergonhamos. ou de nossos antepassados.so (l6vov «taxuvov'taL. sente-se vergonha nao s6 das pessoas mencionadas.. . por isso e justa a resposta de Euripides + aos siracusanos).l ot dc. 3» !nc. ou pessoas que admiramos. ou que nos admiram ou por quem desejamos ser admirados..6(lEVOL ~ B«u(ldtl:. mais distantes. ~ lv nA'lalov laLv ot "tOLOO"toL. ou de outras com quem temos certo parentesco. envergonhamo-nos de coisas concernentes ao costume..lpll'ouc. nao s6 dos atos de amor. 6cm•p Ku3lac.. 'to"bc.. l'Ev yvc. Sente-se vergonha nao s6 fazendo. 'tou'tc. «'Ö'touc.axuvouaLV lpy« ~ecxl npdty(l«"l'« ~ •6-r&\v ~ npoy6vev ~ Wt. npß'tov ('EV d ön«pxoL. 4c.>v.v l'l'Epo&. ytkp TIClL3let ICCll 811plCl «lOXUVE'tClL) Otl'tE 'tOlÖ'tck 'touc.tal 3» oG'toL ot ctp't(ltvoL ICa.. •Hacxv 3* oC'toL ~ 8CXU(l«l:. oDc.>v ot l''l~tv auva:LÖ6'tEc.la&.' . diante do povo.lpll'c. ~ecxl l'~ (l6vov kouao~&bouc. ·ol'olc. ser vistos pelos que outrora eram nossos rivais. 3i oö 'touc. falou sobre a cleruquia de Samos: pedia que os atenienses supusessem que os gregos estavam a seu redor e os viam. E.c. ~ l'Ü)..OAc.. otouc. ~ea. diante dos conhecidos e dos desconhecidos. ISv'tcc.Ev av. ou pessoas dessa categoria que estäo por perto ou que väo ter informa~öes sobre n6s. otov oö l'6vov &cf>poß~oaLdt­ ~ov'tE<.. 1ecxl 'taue.Qa"" 35 atG8f)aca8«"· A"o ~eal 6plcr8a .l 'tel Olll'da.. E quando somos responsaveis por atos e coisas que nos desonram. l(lOLOL..c. K«l oö l'6vov 'llOLo0v'tcc. J:upaucoalouc.>c. ou a quem pedimos um servi~o que nao obteremos caso näo tenhamos boa reputa~ao. no infortunio. «taxuv't'lA&.lv 't'Lvl. 6p&\v't«c. olhc. I lv 'f''lcf>lat. oGc.) ~ec:d 'tlllv n&Acu yvc.Ev npbc. . A't'VxoOv-rcc. npoc.Arist6te/es _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ npbc. cln LcrtElet "l'Lc.v IK«'l'«&.ha.

Arist6teles _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ q)llO'tL~o{)v-ron: ~ecd 11:oUck yckp cx.vEplp &vcx.taxuv'tTIAol l'«llov dalv. ou aqueles de quem nos tornamos mestres ou conselheiros.<. K01..v-rlc. dizer. ~c.taxuvcS~EVOL al.U't'pE~Ea8cx.. » 10 nEpl ~EV o~v Ol. t8~v 'to~c. portanto.. 46 Jä _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Ret6rica das paixöes _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ cionados e os quese relacionam conosco.fCJXUVT)<. l'ill6')v &no'tul'notvlZ:EaBcx.. auvcx. 'tOI. 11oLo0aL eccx...l oö 1tOLo0aLV.c.L tcOtl lv ~cx..Aun'tol'EvoUc..' TtEpt 8E: clvOti..t.e cobrir o rosto ao atravessarem as portas da cidade: "Por que cobris vossos rostos? Acaso temeis que um destes vos reconhe~a amanha?" Eis. ·oeEv ~ecx. 3~Aov ~c.0't01. somos mais sujeitos a vergonha. Quando devemos ser vistos e viver em publico com os que conhecem nossos atos.36aLV cx. 't01.ovualou EtnE:v.'lv EÖ11op~ao~e:v. quando ia ser a~oitado por ordernde Dionisio.. tec 'tßv lvcx.l l'illov"l'E<..AU11'tEa8E » fq>T) • « ~ ~it OttlplcSV 'tt.CJXUY'tlOtc. + 47 . o:: 't{ ly~e:cx. t8n 'tOU't6')V . o que concerne a honra. porque.Jvaa. vendo os que iam morrer com el.O'Ö'tOU<. ftEacx. 6p&a9cx.v 8Lc5t 'tß\1 nuAßv. ty~ecx. ou outras que sao nossos iguais e com os quais + rivalizamos.. CT. sentindo vergonha por causa de tais pessoas.L 'tote.. Öl'Qc.ck 'to~c. önb At. praticamos ou nao praticamos muitas a~öes. sobre a impudencia e evidente que dos cantrarlos tiraremos abundantes premissas.l '"Av'tL~&v 6 TtOLT)'t'i)c. Dai o poeta Antifonte.noBvflaiCELV ~i:AAov't'cx.

Ö'tßv lvEKcx ·ÖnJ]pE'toOaLV 001. ~ yEyEvTwbouc. bpLOCll'EVOLc. nao e favor) ou porque ocorreu por acaso. Tais sao os desejos como. ToLClO't'ClL 3t «1 lnL8ul'l«L. E tambem evidente por quais argurnentos e possivel anular o · favor e dispensar o sentimento de gratidao: ou porque se presta ou se prestou servic.. Sao necessidades os apetites.cxu'tn Aunn ~ecxl ~E~aEL. f\ f\ l'EY~AQV ICCll X<lAETtßv. OUVEnEOE\1 48 i\ t385 h A quem se obsequia. "'EO't'G) a-q x«pLc.7 [Dofavor] 7 TlaLV ~E x«pLV lxouaL ICClllnl 't'lOLV ICCll nl.o. ou aquele que por excelencia o faz.. mostrando que uns se acham ou se acharam em tal aflic. em que casos e em que estado de animo. e. ou se 0 benfeitor e 0 (mico ou 0 primeiro a faze-lo. 20 ttpß't'oc. em que circunstäncias e em que disposic.\1 ('to0'to 3" OÖIC ~V x&p&.) f\ f\ ÖTtT).. por exemplo. ficara evidente depois de termos definido o favor. Por isso os que auxiliam alguem na pobreza e no exilio. •cxvEpbv ~t eccxl &8Ev &<f>or.· f\ yclp lS't'L or. e que outras prestaram ou prestam um tal servic. K«l «1 b 't'Cltc... 3t daLV Cl{ 3pE:~ELc.. 'tobe. "'00't'E fnEl <f>ClVEpbv ICCll otc.. Seja. como aquele que no Liceu deu sua esteira. se nao. E tambem aqueles que surgem dos sofrimentos fisicos e dos perigos. diz-se. 3E~C7EG)<.o no interesse pr6prio (e isso.P"'" eccxl noLEtv 35 &xuplO't'ouc. l'EV 3ELICVUV't01. fxouaL 1 3flAov lS't'L liC 't'OU'tG)\1 TlClpClOICEUClO't'E0\1. 't'O l'EYE8oc. e destes sobretudo os que sao acompanhados da tristeza da insatisfac.ao de änimo. e claro que a partir disso se devem preparar os argumentos. nao em troca de alguma coisa. aquele que possui concede ao que tem necessidade. ICCl8" ~V 6 lx(i)\1 AE:yE't'ClL x«pLV lxELV." ICCll y~p 6 ICLV~UVEUG)\: ln ..Lpda8or.o pelo qual.os. 'tf\c. b 'tOLCXU't!) XPEl<f 'tOLo0't6v 'tl ~ ÖttT)pE'toOv'tcxc. 'to~c. o amor. 't'OLOU't'OL<.<. como dissemos.oso. 0 favor e grande. 1e&v l'LICpclr. ClÖ't'olfxov't'Ec. 't'OO l'it YLYVO~E­ vou.(i).. dTtb 'tOXI]<. em tal necessidade.. se faz um favor.os.ao. 3o ICCll lcf otc.. ICCliCQOEOLV ICCll iv ICLV~UVOI. i\ lSv'tcxc. ÖTtoupyl« 3EOllEV«p l'i) &v't'( ·nvoc. ylyvE't'ClL x&pLc.o atenda sobretudo a tais necessidades.c. nem com o firn de obter alguma vantagem pessoal. •AvdtytcT) o3v l'«ALO't'Cl l'i:v dc..eulld IC«l 6 lunoul'Evoc... Assim. otov fp(i)c. dc. i\ lv ICClLpoi. d ~t l'~.ao ou necessidade. tau f\ l'Ea.. mas no interesse do favorecido. 't'Cl0'tu IXELV ~v önoupyluv. 4E~C7EL<.3c.. lv 'to&. entao. tc«l 't'bv IC«Lpbv KEX«PL0l'EVOL 1 otov 6 lv 1\uKElcp 't'OV q>opl'bv 3ouc. a carencias iguais ou maiores.c.. favor o servic. pois. ou se se trata de grandes e difkeis servic.L lv3EXE't'CXL 't'i)v x«. ~ l'6voc.PE'tl]- lS't&. se prestado a alguem muito necessitado. pois tanto sente desejo o que corre perigo quanto o que se aflige..<. ICCll nßc. l'"la• tv« 't'&.. ICCll 't'OU"[(i)\1 l'«ALO"tCl Clt l'E't'd A-6ttl]c. «Ö't'~ önoupyoOv't'L &U" tv« 't'L l~edvcp· l'EY«A'l ~t &v naq>6~p« 3Eol'Evlf. sao bem acolhidos em razao da grande necessidade e da ocasiao. ~ l'cSlALO't'Cl. Öttl]pE't'~OQOL\1 1 3Lclr.. ou + 49 . 4u~ ot lv TtEVl<f n«pLO"tcSlt'EVOL ~eul 2f) <J>uy«tc. que o servic. embora prestem pequenos servic.. como e evidente a quem. 3t önJ]pE'tl\ec6't'cxc. 't'i)v xupLV 3flAov IO't'Cll. 't'oO O~l'Cl't'O<. E forc.

lxBpotc. E deve-se examinar o favor relativamente a todas as categorias.pt'f'lO'ClV 1 ICCll d 1\ 'tcx1hck ~ tacx ~ lAEl. yckp 6lloAoyd 3da8cxL tcxöAQv. a qualidade.· o03dc. IV Ef'l x&:pL<..Ret6rica das paixi5es .c. a quantidade.. pois evidentemente esses nao teriam sido feitos em nosso interesse. ICCl'T'lYOp(cxc.- porque as pessoas foram for~adas... de sorte que assim nao poderia ser favor. seja com conhecimento ou nao... + 51 .. ao conträrio.. 5 J:'lllElOV U d llcx't'tOV ll'IJ 'Ött. ja que suas causas sao a peculiaridade. dn: d3cbc. ou se... lcrtlV ~ fS'TL 't03l ~ 'tOCJ6V3E ~ 'tOL6V3E ~ 'R6u: ~ noO.. ou entao equivalentes ou maiores.. e se se prestaram aos nossos inimigos ou os mesmos servi~os.... o tempo ou o lugar. cientemente se prestaram maus servi~os.._ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Arist6teles _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ CNV'lVCIYIC&:a9'lCJCIV. 'Tote.. 'Tckc. Kcxlncpl cin&:acxc.. a~em­ 'Ttov • ~ yckp x&:pL<. ~ I'TL 4Td:3QICCIV m· OÖIC 13QICCIV.. 50 10 . •H d tcxOAcx Ela&>c. pois de ambas as maneiras foi uma troca.Q· 3f1Aov yckp l'tL o03~ 'T«O'tcx "llav lvEICcx. 1 &a"fE ooa• OÖ'TQ<. E sinal de favor se nao se prestou um servi~o de muito pouca impottincia. ou porque devolveram mas nao deram. d'Tt: ll'IJ d3&. ydtp "'Cb civ'Tl 'TLV0<..• cillto"fi:pQ<. pois ninguem reconhece ter necessidade de coisas sem valor..

npoa8o~eftaElEV &v ncx8dv ~ 't'ßv cxÖ't'oO 't'wcx.:ao insolente (estes. visto que tudo ja sofreram).pXELY 't'&. Seja.. Kcxl 't'OO't'o thcxv TCAT)O'lov ct>cxlVT)- I 5 't'CXL' ~~Aov ydtp ß't'L &. ou esposas. nao calculam que 53 .ycx8l3v. Igualmente. U:yGi>l-1-E". 8 ~eclv CX\hoc.. nem estao em disposis.v8plcxc.:ao que creia poder sofrer algum mal.8EOEL ( ICCXl y&. digamos agora que coisas sao dignas de compaixao.A6yto-rcx ydtp 't'oO laotttvou 't'a. E os que tem pais.O't'a.oOat.noAGi>Aouc. tca. ~nt <1>«LVOl!Ev9 ICCXIC'f\ ct>8cxp't't1Ct. porque se creem ter todos os bens.yKT) 't'OY l-lillov't'cx lAE#Jaalv ön&. Ka.>v CXÖ't'o0 't'WCX.t ot l!ft'te: E.pxr:Lv 't'OLOO't'oy otov ote:a8cxL ncx8Etv 4v 't'L ICCXICOY ~ cxÖ't'bv ~ 't'l.o'tOl 't00 TtEloe:a8ctl 'tL) &. ~8'1 ICCXl 8tcx1lE<f>e:uy6't'e:c. como os que se acham sob o dominio da c6lera ou da audacia (porque essas paixöes näo possibilitam o calculo do futuro).tKEc. a~A0\1 ß't'L ICCXl 't'O loli! lv~E­ xe:a8cxt.:ao. ot 1lE1l«l8e:ul!EVot. ncx8Etv l-'-TJ8Ev ICCXICOV" ICCXl y&. pois säo aptos para calcular. e os homens instruidos..l ot &. AU1l'l 't'lc. ndt8e:t ~v-re:c. com efeito. e os velhos por sua prudencia e por sua experiencia.pxoucn yovE'lc. ou ele pr6prio ou um de seus parentes.a l:lolTCELplcxv. nem os quese julgam extremamente felizes e sao.is acham que nada mais podem sofrer. entao.vEw. mal que poderia esperar sofrer a pr6pria pessoa ou um de seus parentes. tccxl 't'OL00't'o ICCXICOY ofov dpT)'t'Cll lv 't'~ !Sp'fl ~ &l!OlOV ~ ncxpcxnAftO'LOY. Etat Se 't'oLoÜ"toL otoL vol-1-ll:e:Lv ncx8Etv &v ot 't'E nETCov86't'F.3o 'tLICft 8t. Ue:oOaLv ( oMev ydtp &v l't'L ncx8dv otov't'CXL · nEnov8cxal ydtp) ~o o0't'E ot ÖTCEpe:u!cxllolOYdV otololEYOl 1 &.\ ~ AUTCT)plf\ 't'oO &.:ao de animo.: EOAcSyt.O't'cx.o't'oL y&. Kcxl ot npEaßO't'Epot .· cxÖ't'oO 't'E ycip 'ta.lou 't'Uyx&. lAr. ou filhos.c. ~lO o(S't'a: ot 1lCXV't'EAßc.:v &. otov lv 3pyft ~ 86tppe:t (&. com efeito." notcx llEEwdt Kcxl 't'lvcxc. Sao capazes de pensar que podem sofrer aqueles que ja sofreram e se livraram do mal.'AA• 52 + Relativamente ao fato de prestar favor e de nao retribuilo. evidentemente tambem pensam que nenhum mal pode atingi-los. ~ 't'Etcvcx ~ yvva.~'t"E EY ö6pta. por quem se tem tal sentimento e em que disposis.vcxE. porque esses seres sao desse genero e suscetiveis de sofrer os males citados.xcxpLO"t'El\1 dp'l't'Cll. Kcxt otc.p O~'tOl &. por isso nao sentem compaixao os que estäo completamente perdidos (p.ccrt 8ux 't'O <f>povEtv Kcxl ~5 !l.v&. "'EO"t'Gi> ~~ Ue:oc.p 't'OO't'o 't'l3v &. cxÖ't'Ol lxov't'e:c. e um mal tal como foi dito na definis.p.8 [Da compaixiio] 8 ~a Kcxt TCEpl l-1-E\1 't'OO xcxpll:Ea8cxL ICCXt &.'AAa Ößpll:oUO'l\1" d ycip c!TCCXY't'CX otOV't'CXL Öttdr.. esse e um dos bens. ao contrario. e isso quando esse mal parece iminente. &.. Kcxl nl3c. a compaixao certo pesar por um mal que se mostra destrutivo ou penoso. aqueles que nao estao num est~do de paixao capaz de i~cutir bravura. insolentes. e evidentemente necessario que aquele que vai sentir compaixäo esteja em tal situas. os fracos e sobretudo os timidos. de fato. ön&.oc. ja tudo foi dito.. e atinge quem nao o merece..aße:vdc. ICcxl o{ 8EtA6't'e:pot lolaAAOV 1 ICCXl. ou semelhante ou quase igual.A6yt.) p... ~ecxt otcx ncx8Etv 'tOt dpT)l-1-EYa.ycx86r.

t5 •Ecf>• otc. pois se ocupam do pr6prio sofrimento.lOV · ( oö ydtp) 1-rL Ut:oOaLv lyyvc.. 61.riyeti_d. a• fxouaw.L &no <f>lAc. h6Auuatv.as. todos os males graves causadas pela ma sorte.. por sua vez.ao: entre as coisas penosas e dolorosas.. &vcxn'l')plcx. Ka. coc. entre os malescausadas pela ma sorte estao a falta ou 0 pequeno nl1mero de amigos (por isso mesmo e digno de lastima ser arrancado aos amigos e aos familiares).ao e a ocorrencia de um mal resultante do que necessariamente devia ser um bem. a mutilac.l 't~ ftETtov86'toc. EAEoOatv. lf:JO"'t' &vcx~VT)0"8~vcxL 'tOLcxO'tcx O"U~6E6T)ICO'tcx ~ cxÖTfi> ~ 1:ßv cxÖToO.:>c. E ainda a vinda de um bem. C!lv ~· ~ 'tU X'I') cxl'ttcx JCCXICßv.cS't'}"t&. para com estes. Ato K«l 6 •Ai'«aLc.t 'tÖ t\ il'l&tv ye:yt:vfla8uL clyu8cSv.::~v EAEELv6v ).::~v· ~~. bt l 3t -rif\ cplAtel npoacll. todas as destrutivas sao dignas de compaixao. &<f>tAla. EJCdvo 3E 3e:Lv6v • -ro ydtp 3e:LvÖv lupov -roO Üt:t:LvoO K«l fKICpouaorLICOV -roO IM:ou ICCll nollu~eLc.::~v.oes se sente compaixao. ot~O"E'tcxt &~touc. ~eu-rck 26 54 55 . t\ 10 yEvol'bc. dva~ 'tßv ETILE~Kßv· b ycltp ~'l~tva otcS~e:voc. mas pelo amigo que mendigava. exposto em que disposic. 'tt.1olouc.if.. i'EllOV'tCl<.· a~ tt>o6ou~Evo~ utt>6~pa· oö ycltp lAEoOatv ot EIC'TTETIATlY~EVOL ~LOt "tO EtvcxL npöc.:>~f. Kcxl v6uot Kcxl 'tpo<f>~c. mas + aqueles que se acham num estado intermediario.::l\1 ICcxl ICCliCQO"EL<. tnl l'b -r~ utd clyoi'Ev!f> btl -ro clno8cavdv oö~e Uoucpuae:v. dispöem-se assim como para consigo mesmas. as doenc. portanto. pois quem cre nao existir ninguem assim achara que todos merecem seu infortunio. ~tv 0~\1 lxov'tE<.cando o perigo esta iminente.::~c.lcJ»8'l. cxtuxoc. se devessem sofrer provac. nao chorou pelo filho quando era conduzido para a execu~ao. + no carater. os maus tratos.:>v 1ecxl O"Uv~8c. a velhice. Kal 3Ac. conhecidos. ~ Hntuat yEvtu8cxt cxöTt. ~~ 3'tav lxn f386 a o{hc.. 1ecxl 3acx &vcxtpE'tLKU.oO"tov.:>v ~ WXT) cxh(a KcxKßv ~tyE8oc._~ cqmpaixao_qu. E igualmente o acontecer.. u8vd~'tL KCX'tE1lEI. se nao sao parentes muito pr6ximos. com freqüencia. Igualmente. Aatv OtiCE&.:>c. Sente-se compaixao se se pensa que ha pessoas honestas. Os casos. porque este caso era_<:ligno d~ compaixao. ndtvTcxc. os ultrajes corporais. ou nada de bom ter-nos acontecido.c.' 'Ttt:pl 'tOÖ'tOU<. e quantas sao aniquiladoras. Ja esta. Ue:oOutv ICCl'tck ~AtiClcxv. quando estamos em tal disposic.el:. ICcxl y~pcxc. &• 'touc.. ao que dizem.. pois nao tem compaixao aqueles que estio assombrados. &c.'toOv-rt• -roO'to i'EV yckp Üt:EtvcSv. Kcal 'fO fteUA~e&. dvat K«KoO. Ka. a fealdade. otov Aumal8t:L 'tck nupck Buatl. EV~ELcx. &u8tvEtcx.oes.. depois de se ter sofrido o mal. elas se compadecem dos.tL O"c. os que sentem grande temor. Sao males dolorosos e destrutivos as mortes. K&v otc. 't«Ü't« 1ecxl 'tck 'tOL&O"ta la'ttV' &oOa&. . <f>cxalv. depois de morto. 'tE f"GolPliiouc. Ternos compaixao dos que nos sao semelhantes na idade. Por isso mesmo Amasis. em geral.!lant:p 1lEpl ClÖ'touc.i'tc. em que as pessoas sentem compaixao sao esses e outros semelhantes. sofrerao algum mal).ao que nos lembramos de que esses males aconteceram a n6s ou a algum dos nossos.. Kcxl 3ac. JCcxl cxliClc. i ~· HEoOutv. -roO 3uvo0 3v"toc. enquanto aquele era_terrivel. nem.0 ~eal TO ~t«O"Ttcxu8a. ~EO"'tl ~E MuvT)pci l'EV 1ecxl 5 tt>8cxp'tLICOt 86tvcx'tOI. n_t. dpT)'tClL. a debilidade. TIIXV'tcx EAEEtvdt. ICCXICcSv 'tl avil8~vat. ou esperamos acontecer a n6s ou a algum dos nossos. e evidente pela definic.tc. quanto ao que inspira esse sentimento.ente-rlQ_ digno de compaixao.. E. a falta de alimento. ou nao fruirmos das coisas boas que nos ocorreram.er. iib oGv &oOa&. lx6vTc.______________ Arist6teles ______________ ____________ Ret6rica das paixoes _____________ ot ~E"tcx~v To\rrc..::~vTat 'ttvac. igualmente. algo semelhante. nao a admite e serve muitas vezes ao sentimento coritrario. nos habitos. 6Atyott>tAla (~1. 20 'ttf\ lvuv-r~ XP~aLI.:>v ii'IJ dvu&.cxt. portanto. 'to&. Kul "tovc. ICcxl 1:0 38Ev npoafluv lycx8cSv 'tL önclpE.> ~ 'tßv cxÖ'toO. porque nao mais se senJ.> otKd~ mx8El. yavto8ut 'tl &ya86v. EIC '1:00 apta~oO M\Aov· 3aa 'tE ycltp 'tßv AUTIT)pßv ICcxl 6~UVT)p&v <f>8cxp'ttKdt. como os presentes do Grande Rei enviados a Diopites. nas dignidades. &v ii'IJ acpcS&pu lyybc. «~-rote.

por parecerem pr6ximos. igualmente as a~öes.c. avivam nossa compaixao. yc!tp 'tOÖ"tOL<.>c. Kcxl"'~QV«tc:. lS1.t yEyov6'tcx &p'tL f\ l'E:Uov'tcx 35 'tOO'to ICctl 'tc!t at')~ElCX 1 otov 1388 b l:a8fl't&. E o que ocorreu recentemente ou esta prestes a ocorrer e mais digno de compaixao. pondo-o diante de nossos olhos.fJtA«OI. clv&. !v'tor. auv«nEpycx~o~E:vouc.V..>v yLyv6~EVCl lA.6youc:. Kor.. yEyov6'tor. b önoKplaEL lAEELVo'ttpouc:. lv 'tote.LVOl-\EvOU '"C00 ndr.Cll. f\ &c. K«l laSflaL Kcxl &lc. e em geral devemos admitir tamhem aqui que tudo quanto receamos que nos aconte~a causa compaixao. 't"OlOU'tOI.Ön&. ycXp 1lOL000L ~CÜVE080tL ['tO ICOtiCOV] npo 3l'l'0t'tc.c. ICCll CXÖ'tf lv . oÖK ilaoOoc. ax.______________ Arist6teles _______________ ____________ Ret6rica das paixoes ____________ ~9th tc«'tdt na origem.c!t 'to tyyuc. por exemplo os moribundos. vestimentas e. ~ &Ac. YEV6tAEVCl ~ la6~EVCX 3o okE Un~ov'ta:c.>V lAEELV6't"Epor.l'otc. K«'tdt yE:vrr lv n&a1. ~&llov ~CllVE'tCll. por nao os esperarmos nem trazermos a mem6ria. Kor.V6~EVCX 'tU n&.>V 1lOL00V't"Ec. ~cxtvEa8ctL l'&Uov noLd 'tov IAEov.E.>v.A.i:oOaLV. ICOtl tv 6~8or.8ouc.c. clvor. porque em todos esses casos e mais evidente a possibilidade de tambem n6s sofrermos os mesmos reveses.EElV6v • !TtCXV'tCX yc!tp "COt0'tor.c:.>c.l &act 'tOI.). EA. E e sobretudo digno de eompaixao o fato de serem honestas as pessoas que estao em tais circunstancias. 'tc!t at ~upc. por isso sao assim tambem os sinais. K«'tdt clt&A>~«'t«.8'1 ÜULV' la'ti.>c:. EtvcxL · Eyy\Jc. Como os infortunios que parecem pr6ximos sao dignos de compaixao. l'illov'tor. 'tE 'tßv nEnov86'tQv Kor.l ~&. Kor. vozes. oO'ta lolE~v'l~E:voc.~EL<. como algo iminente ou ha pouco consumado). com a capacidade teatral sao mais dignos de compaix~o (porque fazem parecer mais pr6ximo o mal.a'tct 'tO anou~ctlouc.. ou pelo menos nao no mesmo grau.pE. np&.· ~Lc!t otov ~~'1 't"ElEu't&:!V'tQV. ~cxi.oa'tOV l'toc. 3ul 'tOtXEc.yK'l 'to-be.l &act &Ucx 'tßv Ev 'rlt\ n&.>c.v ~ oöx &l'o(c. em geral. os que ocorreram ou ocorrerao num intervalo de mil anos ahsolutamente nao nos causam compaixao. ICOtLpotc. 56 5 57 .. + lf.lou 8v'toc. segue-se que necessariamente os que animam suas palavras com gestos. dvor.Eu. uma vez que o infortunio e imerecido e aparece diante de nossos olhos.ctO'tcx. pois todos esses fatos. "End lS" tl)'Uc. q>or." &). aacx ~~· Cl\hßv ~o6o0v'tcxL. yc!tp ICCll lv't'Cl08cx lSd AClßdv &'tl. por exemplo as vestes dos que sofreram e todas as coisas semelhantes..c. e como. os discursos e tudo mais que se relaciona com os que estao sofrendo. quando ocorre a outros. Kctl 'tc!tc.. ~ &c..8EL ~v'tc. Kctl &c:.c. Kctl A. 'tCXO'tOt tn" llic.

pois quem sente pesar pelos que imerecidamente sao infelizes se alegrara. ICCll btl 'tote. por exemplo.p AunE'laSClL ml 'tute.l(i)c. Poderia tambem parecer que a inveja se opoe da mesma maneira a compaixao. Tb 3~ l''il fS'tL cxÖ'ttf\ 'tL au~ß~aE'tcxL l'tEpov. lclv 3L& 'toO'to ~ A-6'"'1 '6n&pxn ~ecxl ~ 't«p«x~.. ICCXl 6 tBcSvoc..ao pelos que imerecidamente sao felizes.l(i)c.· 3d ycltp xcxlpELV ml 'tote. . aUVEyyuc. &vcx~lcxLc.ao e identificar-se com ela.c. OÖ yclp nL 20 IO"fcxL 'tb l'Ev tBcSvoc. nenhuma pessoa de bem se aflige quando os parficidas e os assassinos recebem castigos. cln:o3t!ol'EV -rb YEllEO'&V. com efeito. ou pelo menos nao experimentara pesar pelos que merecidamente sao infelizes. ICCXICOTtpcxyo'OaLV ~aSf)aE'tClL ~ &AUTtoc.ClVEpbv a· IS'tL AICoAouBf)aEL ICCXl 'tclt lvcxv'tlu Tt6t8'1 'tou-roLc. 'tb AUTtdaBcxL btl 'texte. por estar bem pr6xima da indigna<. entretanto nao de pessoa indigna. deve-se sentir regozijo com tais acontecimentos. pois nao havera inveja ou indigna<. otov 'to-be. np&'t'fOUO'L ICCXICßc. 'tb a• vtl'EO'L<. Avcxf:. f~edvou E6npcx~{cxc. 3L" CXÖ'fbV -rbv n:A'lalov. o pesar pelos sucessos imerecidos. e procede do mesmo carater. ao sentimento de pesar pelos infortunios imerecidos contrapoe-se. E evidente que a essas emo<. 'tOlO'Ö'tOL<.ao. ICCXIC01lp«yl«Lc.a:dv..lpluc. lcrtcxL btl 'tote. lvcxv-r((i)c. 3' cttl't(i)<. e injusto o que acontece contrariamente ao merito e. EÖnpcxylcuc.lcxv YLY"cSl'Evov. 10 JlcSf. 31\: Efl VEl'EO'&v• 13LICOV yclr.. 3Lb ICcxl -rote.oes seguirao as contrarias. Ambos os sentimentos decorrem de um carater honesto. ICctl I'L«Lt6vouc. 3at ÖTt&pXELV.ELE 3' lv ICcxl 6 tBcSvoc. mas e diferente." yc!tp -rcxpcxx&3T)c.. Avcx~lcXLc. TUX'tpcxAolcxc. da felicidade alheia.· 6 ~b yclr.p AU1lo'6~voc.Edv l'«ALcrtCl l'.. l'ftcxO'LV 6l'Ol(i)c. 8Eotc. assim como perante + 59 . mas medo. lv AUTt'lBEl'l XP'lcrtcSc. De fato. lnl 'tote. allck tcSßoc. de certa maneira. por isso mesmo. todos os que sentem inveja e indigna<. 4v'tucdi1EVcSv lcrtL 'tpcSnov 'fLVclr. porque a inveja e tambem um pesar perturbador ante um sucesso.ao for a possivel conseqüencia. XP'lO"foO· 3d y&p btl l'b -rote. ICCliConpcxyoOaLv. "t'tf\ lAEdv 'tbV CXÖ'tbv 15 4V'tLICE1a8ClL 'tpcSn:ov &c. ill" oö 'tOO Avu~lou allc!t 'tOO taou ICCll &l'olou. illclr. &c. para n6s.ao. oö3dc. com efeito. mas igual e semelhante a n6s. Ora.lO'L 'fL~t. se a causa da dor e da turba<.V 8 JCcxA000'L VEl'EO'&v· 'tlt\ yclr. auv&x8EaßuL IC«l D. /Ay ICCXl 'tClÖ'tbV 'ttf\ VE~EO'fiV. Deve-se sentir afli<. IO"fL a· l'tEpov· AuTt'l l'. 58 25 Opoe-se a compaixao sobretudo o que se chama indigna<. Kcd al't(i) 'tcln&B'l fiBouc.. e indigna<.. l'tL uö'ttf\ 'tL lcrt«L cpuOAov hb -n. 'tote. 15-rcxv 't'ÖXt.ao devem ter isto em comum: experimentar tais sentimentos nao porque vai acontecer-lhes algum mal.ao. ~ecxl &nb -roO cxö-roO flBouc. Avcxf. mas por interesse do pr6ximo.p 'fb nupclt TJ'tv Af:. lcrrlv ICCXl ml EÖ1lp«yl<f.9 [Da indignafilo} 9 a• "Av'tliCEl'tCll 'tlf\ U.ao e compaixao pelos que sao infelizes sem o merecer. atribuimos aos deuses a indigna<.

pEICCXICoc. &O"tE nphc. lncxv'tcx 'tCilO'tcx. Por isso todos esses sentimentos sao obstaculos a compaixao.6nAou'tOL. se uma pessoa e justa ou corajosa. ·ol'olCalc. sobre os demais pontos. fxouat. a quese regozija com o male e invejosa. ßaCalV ~c. 't&\v 11ÜCIL ICCill 3ut yi:voc. A razao e que uns parecem possuir bens que lhes sao pr6prios 61 . por quais razöes e em que disposi~ao... val'aaav· o'Ö yckp d 3l~ecxt. ICCill a:G'ti:ICVOL ICCill 6'tt.:'tcxt. pois necessariamente ela se alegra pela priva~ao e pela perda daquele bem pelo qual se sente pesar. 'th l'it lAut. Vl:l'EafJC7EL 't06'tCfl ( o-ö3i yckp IAEOL ml 'tote. com efeito. lckv VECala'tllxov'tcc. fica claro. E sucede o mesmo + nos demais casos. beleza e outras semelhantes. 'tVyx«vCalaL ~ecxl 3t.ol daLV ot 4ycx9ol oö3" d 'tel t6crEt. e seus contrarios. na seqüen<!ia.yvol'tv~ ~ecxl 6n&:pxov'tL.cxv ICCill 1C&:Uoc. depois. sao merecedores os bons..00V 'tßV 'toLo6'tCalV. lv 111Ep 'tip al'o(Cfl ICCill Clllhlf\. lvcxv'tlot. yt. clvdty~e'l 'tote.c. de fato. 3t..ck 'tOO'to aönpcxyßat.h ICCalA.cl 'tcxO'tcx lllo 'tl 4ycx8hv ylyvT)'tCill cx6'totc. for~osamente ela espera que lhe aconte~a o que aconteceu a seu semelhante. desorte que para tornar as coisas indignas de compaixao todos sao igualmente uteis. bons filhos e qualquer bem desse genero.ipf. E assim tambem se. Ci>cxvEphv 3" fiC 'tßV dpT)l'EvCalV' d y&p lan 'th VEl'Ea&v Aunda9cXL lnl 'tlf\ tcxt. c!tnAßc. tambem nao se experimenta indigna~ao contra os que possuem os bens naturais. ICCill &acx "tOLCilO'tcx. por causa dessas vantagens. Falemos entao. mas diferem pelas razöes ja referidas. 60 os que merecidamente sao felizes. e a mesma pessoa. E sao pr6prios do mesmo carater todos esses sentimentos. causam maior pesar os novos ricos do que os que sao ricos ha muito tempo e por nascimento. ~c:cxl btl 'tlat.vol'bCfl 4vcxf.cxt.ck "ChV nA~O'tOV ~ ot Apxcxt. um outro bem lhes advem. ~ecxl t9ov. tcxlvE'tCXL 'toO t6nt. XPflat. ou se deve alcan~ar uma virtude. Kcxl lcrnv 'tOO Cll'Ö'toO ft9ouc. 't(C7LV "CE VEJ&E• al3at. "End 'th lpxcxtov lyyt. ICCill 3uvckl'I:VOl ICcxl noA6tt. dp11l'bcxc. 'tck a· bcxv'tlcx 'toO bcxv'tlou· 6 yckp cx'Ö't6~ l:O"tt. em primeiro lugar.c. dndv lf. 3l ICCill a• 3o 1387 5 10 15 • JO Pt .Ep6c. ~ 4v3pdoc.vck noLEtv lncxv"Ccx 6l'olCalc. da mesma maneira tambem os que tem autoridade. 4ycx9otc. E como o antigo parece ser algo pr6ximo do natural. 'tt..l'Cil· npß"COV l'tv oGv 'ltEpl "C00 VEl'EC7iV AtyCall'EV. ICCill lpXOV'tE<. cxt"Clcxc. ~c:cxl nßc.v ot vdnAou'toL lpxov'tE<.t. ICCill 1lOLEt xcxlpELV 'thV lnLEt.lcxv• &l'tCal yckp 3liCCilLCil. ~acx6'tCal<. tais como nobreza. clvcxyiCCilLOV 't00"COV btt "Cft O"tEpf}O'EL ICCd -rft t8op4 -rfl "C06'tOU xcxlpELV. At..ELV Ö'n. do caräter contrario.· lt" II> y«p 'tt. maior pesar causam entao os novos ricos que tem autoridade em razao de sua riqueza do que os antigos ricos. que nao e possivel indignar-se contra todos os bens. 3t.v ot v&CDC7'tl nAou'to0v'tl:<. otov aöybat.IUov VEl'&a&v · v.ck 'tac.olCalc. Et'tcx l'E'tck 'tcxO'tcx 11Epl 'tßV 'allCalV.. nao se sentira indigna~ao contra ela (pois nem ha sentimentos de compaixäo causadas pelos defeitos contrarios a essas qualidades) mas sim pela riqueza. 3. contra quem as pessoas se indignam. aönpcxydv. pelo poder e por coisas analogas das quais. lxov'tEc. sobre a indigna~ao. De fato. os dois sentimentos sao justose causam alegria a pessoa de bem.' ICcxl yckp lv'tcx09cx l'Sllov AunoOat.<._ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Arist6teles ______________ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Ret6rica das paix6es _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ 0 Eft 11plk"M'OUO'L ICCil't clf.U"CLICck l't" lAtou 1llkV'tCil 'tCilO'ta lO"tl. para falar sem rodeios. porque se a indigna~ao e sentimento de pesar por quem parece ser feliz imerecidamente. de fato. quando ocorre e quando pertence a outrem. 11pß'tOV l'b 3f\Aov ß'tL OÖX ot6v 't• ml 11&c:rl 'tote.. Kcxl lv 3t.(Cal<.cxttpEl 3t 3t.ICf\' 4v6:yiCT) yckp lAnli. 't06'tCal" dalv ).. segue-se necessariamente que contra os que tem o mesmo bem. primeiramente. cxÖ"Col.. 'tcx6-rh lxouaLV 4ycx8cSv. 4Uck ml moU'tCfl ICCill 3uv6:l'EL ICCill "Cotc. se por acaso o tem ha pouco tempo e gra~as a ele sao felizes. ~ d clprri)v Af]q. poder.v trnxcxt.· 6v. Aund'tcxt.oc.v 4ycx9dt. Pelo exposto e isso evidente. 'tOL06'tot..IUov yckp AunoOat.Aot. muitos amigos. sente-se maior indigna~ao.c. v.

E.:äo (por exemplo. E aindaquando o inferior contesta o superior.l -roO-r» dp11-ra.. -rlt\ ~LICCXlft>' BEA-rLOV yckp ~ ~LICG. em sua opiniäo. Ka. Otc. ~OICd. ap6s o que foi dito. Kcxl 3ul -rl. l'ft. &-ra &l-'ElvovL ~6l't'll'&XOL't'O. mas ao corajoso.. fica claro pelo exposto: säo os motivos referidos e os que se lhes assemelham.l -rb clp~6't"t'ov. porque näo e justo que os näo semelhantes a elas sejam considerados dignos de bens semelhantes aos seus. ALb ICatl ot 4v~patno3~3EL<.~ cipl'6't''t'EL illck -r~ 4v3pe:lft>. por exemplo o musico ao homem justo. otov d 6 1387 l'0UO'Ldc. lckv 5 IE.6-rßv lxe:Lv ol ~a o~· -rb ycltp cld o6-r6l ~a...Arist6teles _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ e os outras näo. lv IV't&c.l <tck 13LICCI l'LaoOaL.ö-rßv lx.pl'6't"t'OV't'O<. porque näo ha nada que eles creem merecer. o'Ö 3l1CCILOV. Ka. e os matrimönios distintos näo condizem com os novos ricos.:äo. os inferiores e os desprovidos~ de ambis.Lo0v'tE<.e:Lv. outras näo merecem säo propensos a indignas. E. As pessoas se mostram inclinadas a indlgnas.. -ruyx«vn. VEl'EO'I)'t'LICOl -rou-roL<. 15 62 ~.l t'ÜLO"t'CI 'rtl:pl 10 -rcxO'tcx ~Ll.l y«~oL 3La. illck -rote.Ctlc. l'0U- Et ~t O'LK~c.Lßa8a. o!ov'tOLL 4f. -run«vouoLV.. At-rLov ~a lhL ot l'b ~o~c:oOaL -rck a. l'&ALO"t'a.L 'tobe. mas com os de nobre nascimento). dai se dizer tambem (11. &Ua.Lov. 1c:a.LV6l'EVOV fxt:lV ÜT)Oi:c.a e SUperior a musica. assim. IO"t'LV &va. ~· cUi:EwE l''-X'l" TU. &O"t'E :a5 ot l-rEpoL oG -ru a. E como näo e todo bem que convem a qualquer um. Por isso mesmo os de carater servil. VE6lO"t'l nloualou. se näo. &Be:v Ka. lv o~v clya..cxl'6lVLii3cxo· ZElle. l'~ 611olouc. mas ha certa correlas. Contra quem se sente indignas.. Ka.L Atcxv-roc. filho de Telamon. lK -rofl-r6lv 3f\Aov · -rcxO'tcx ycltp Ka. nem aqueles que se julgam dignos das vantagens que. porque a justi<. pois o que e sempre visto do mesmo modo parece verdadeiro.l 'tclt 't'OLG.. 6Efl'tEpov 3t. se o discurso prepara os juizes nesse espiri- 63 . tambem quando o inferior de alguma maneira contesta o superior. ot 4f. principalmente se ambicionam o que outras obtem sem merecer. a beleza das armas näo convem ao homem justo.. 'tßv l'EYla"t6lv 4ya..8ßv oö -roO 'tUx6v-roc. Ka.:äo contra estes e pelos bens em questäo.LoL 'tUYXG. &v l-rE:pouc. dva. se alguem. ~o -rote..louc.Ooc.~Epov-rEc.O-rtf). 't'L<. infelizes ou malogradas devemos regozijar-nos ou ficar pesarosos. lv -rf a. 4ya. perante que especie de pessoas malfadadas. ylip ot VEl'Eacxax".'tCtlV.:äo. l'~ 4f.L. Kcxl Iuv cpll.:äo näo säo inclinados a indignas.yl'G. De fato. isso provoca justa indignas. pelo exposto. _Kciv 6n6lao0v 6 ~'t''t'6lV -rf Kpd-r-rovL.:äo.:äo e adequas. quando lutava com um her6i superior. AO-rol at VEl'EO'T)'tLKOl dac.. Evitava o combate contra Ajax.O't&i lO"t'LV. desorte que os demais parecem ter passe do que näo lhes pertence. oO -r~ ~LKa.. 3o ve:l'EO'T)'t'6v.O"t'ov -rßv 4ya.. ~c:a.vG. Kcxl &A. os contrarios säo evidentes.:äo e por quais motivos.8ol Ka.l "tbv ~'t''t'6l -r~ KpE('t"t'ovL &l'cpLa8T)-rdv. Kcxl 'tou-rCtlv.l O'll9U3citoL -ruyx«V6l0LV' Kplvouol u yckp d. + E evidente. &E. pois Zeus se indignava contra ele. Katl cpatOloL ICCil clcpll6'tll'Ol oO VEl'EO'T)'t'LKOl' o03tv ylip lcrnv oG lcxu'to\Jc.v.LoL Bvu:c. embora sejam dignas de maiores bens e ja os possuam. e:Oye:VEO'LV. mesmo sendo bom. näo alcans. se por acaso säo boas e honestas. Ern segundo lugar. l'b o"v ve:~e:aßac.. XI 542-3): htl -rßv ID6lv._ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Ret6rica das paixöes ___________ .Aoyla. em geral. l'b o"v -robc.6'tLl'OL loLv lv h'~:pol &. principalmente se pertencem a mesma classe de homens.Lo0oL.6'tLt'OL KCil c\pcy6tt&Vol 't'LVQV 'ltpa. E.:a.:a o que lhe convem. E se säo ambiciosas e avidas de certas vantagens. atO-rol cxö-robc.LOaUVI) -rflc.8ßv ~c:cxt 'tcxO-rcx ICEIC'tT) l'Ev0L' 'tb yckp -rßv 6l'OWV ~E.V6lO'LV Bv-r~:c. visto que julgam bem e odeiam a injustis. otov &TtA6lv Killoc.l btd IKa. ~v l'~ -roO &.

. + 64 65 2 . ciV'tLICElllEVci la-tLV 3f\l.cx.. Uuta8cXL... eccxl 'to'bc. 3ELE.. clE.v 'touc. ncxpcxaecEu«an 6 A6yoc. ISv'tcxc.louc.cxvapbv 3a lec 'tOU'tQV btl nolou.. to e demonstra que as pessoas que pretendem provocar sua compaixao. 'tE ecpL'tclc.. 3t llt'J 'tUYXUVELV.Arist6te/es _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Ret6rica das paixoes ___________ ....p 'tßV Elp'lllEvQV 'tele. 'tOLO'Ö'touc. lAEEta8cxL.. e impossivel que se sinta compaixao. ~a't lclc.~o x«vE~V AE. 1c:cxl lcf otc. ci'tUxoOaL ICctl ICCXIC011pcxyo0aLV f\ llt'J 'tUYXUVOUaL xcxlpELV f\ ÜunQc. lx_ELV 3d· lec yclc. 'tUY. l3uvct't0\l Uadv. mas ao contrario merecem nao alcan~a-la. tanto quanto as razöes pelas quais elas o fazem.. nao sao dignas de obte-la..n lvcxE.c.LOOv'tcxc.louc..

· nckv't11 ycip ~~:yckAot 3o~ed ot-G'totc.lc. pois tudo lhes parece grande. Kll'tck auyytvELIIV. Entre os objetos de inveja.11cpEp6v'tc:. K11l ot cpalcS't&.v. os bens ja foram citados. se e verdade que a inveja e certo pesar pelo sucesso evidente dos bens ja referidos. KcaB. lx~:a. yckp lnl aotlCf. tBovotlaa.. a• Atyc.10 [Da inveja] 10 A~Aov U Kcal lnl -rlaa.v ~ ~LKplf\ ühlnouaa. yckp Cf»Llo3of. em rela~äo aos nossos iguais. Afln'l ·nc. 'td ~b ciyotBcl dp11'tcxa.~eplf\ önEptxouaa.1v-.. Kill ~ciALcrt11 lnl aocplCf ~ EÖ311Lt'OVlCf. K11l ot 3of.~epcSq.c. no que concerne aos atos e aos bens.. la'tl.cav. sentiräo inveja das que säo iguais a elas ou parecem se-lo.. em geral. E aqueles que se julgam sabios. Kcal -rlaa.. cpcaLVo~tvn ·-rßv dpT)t'Evc.> KCI'tck yi:voc.lc. lpyoa. K11l ot 'tL~c:. a• cp8ovo0aa. os que ambicionam a gl6ria em vista de uma coisa.>v &yca8ßv TtEpl 'touc. parentesco. dal 'tLVEc. idade. principalmente por sua sabedoria ou por sua felicidade.o0aa. ~ lv 'tß· K'tftaEa.· 25 ~ßovftaoua&. ot ~s:yckA11 npck't'tOV'tt:c. mas por causa deles. principalmente aqueles que n6s pr6prios Oll desejamos. pois creem que todos tentam arrebatar 0 que lhes pertence.V&. 66 E evidente tambem por quais razöes se sente inveja. reputa~äo e bens. de fato."c. • 35 icf otc. quase todos däo origem a inveja. lS~OLOL ~ cpcalvoV'tCIL.Klllc. Tambem os ambiciosos säo mais invejosos que os homens sem ambi~äo. K11l ISAt.. 'tdr. Tais pessoas. yckp otov'tll&. ou aqueles por cuja aquisi~äo aumentamos um pouco nossa superioridade ou diminuimos um pouco nossa inferioridade. Etvot&. 1e.. Säo igualmente invejosos aqueles a quem pouco falta para possuirem tudo (por isso os que fazem grandes coisas e os felizes säo invejosos). 6a. Kca'tck 'tck 6nckpxov-rca. ~LKpo{) llldTtEL 'tO ~""' 11AV'tCIL önckpXELV' cau. pelos quais buscamos a fama e a considera~äo. com efeito. säo invejosos relativamente a essa coisa. t388 a Kotl 6pqov'tCILL 36E. IIÖ'tßv cptpELV. btl EÖnpcaylc:y. contra quem e em que estado de änimo...c. K11l ot ~a.tlOL cp8ovEp~upoa. E os que obtem distin~öes especiais por alguma razäo. como tambem relativamente a quantos tem resultado feliz. ~ K'tft~«a&. habitos. ~1'} tvca 'tL caÖ'tlf\. cp8ovEpol daa.. TtEpl 'tL cp8ovs:pol n~:pl 'toO'to. illck 6a.v) TtAV'tllc.v. KCILl ISall EÖ'tUX#t~«'tA lcrnv.uxoa. e desejamos a gl6ria. &~olouc. dnEp lcrrlv 6 cpBcSvoc. ~~V yckp ot 'tOLOtl'tOL otc. porque säo ambiciosos do saber. lxov-r~:c.oa. ~A&. •Ecf otc. näo visando ao nosso interesse. ot Cf»&lcS3oE.11l Cf»&lo'tLtloOv'tca&.~oa.~EVOL lnl 3o 't&.· tllcS't&. Kill ot EÖ'tUxoOvuc. ou cremos que devem pertencer-nos.6aocpoa. ~a. Kll'tck l~&. axE3ov TtEpl Ttcftv'tot cpßcSvoc. Igualmente os de espirito mesquinho. Chamo iguais aos semelhantes em nascimento. co~olouc. Kcal nßc. + 67 . E. K«l ~ckALcrtCIL t\v CILÖ'tol ~ 6ptyov'tCILL ~ otov't«L 6dv IIÖ'touc. Kll'tck 36f. 't&\v &cp&lo'tl~c.» lKElvouc. Kcal otc.

ptxe. AEltte. nem com os que vivem nas Colunas de Hercules. pois competimos com os ja mencionados. clvuyKTJ ~cl). ICul lS~OLOL' 3flAov yc!tp lS"tL 1latp• CXÖ"t'otJc.a9cxL.ycx8o0 &. com efeito.w. !V"tCI<.l"t'EpoLc. Kcxl -r9tc. -rßv OLÖ"tßV i<f>LEiAEvO'U<. uma vez que competimos com os adversarios nos jogos e com os rivais no amor e. <f>ll. Nao competimos tambem com aqueles aos quais nos consideramos. lvcxv"t'loLc. ICCil clv"t•p«a't'u<. "t'cxÖ"tb 'tote. . Kcxl 20 'tote. 1381 b17): Tambem o oleiro [inveja] o oleiro. 4f1A. Ve-se claramente tambem com que se regozijam tais pessoas. tq>• •H p«eclalcxL<. e se aqueles que pretendem inspirar compaixäo ou obter um bem säo como os citados anteriormente. ~ 1tpb<.o"tL~oOv"tcxL • q>ll. <f>8ovo0aLv.ov 3t ICCXl l<f>• otc. ~CJ"t'E 4v cxö-rol ~tv ncxpcxaiCEUCICJ8QalV OÖ"tt. 10 laol'bouc.Colc.· datv 3t ICCXl o\t"t'OL ( ot) lyyflc. !lloLc. Kcxl11pbc.LCJ"t'OL "t'OU"t'OL<.. "tooc. ~a8~aov-rcxL. yclp tyyoc. ICEpcx~d. cp9ovo0aw· !l-l« yup dpTJ"tOLL' 'tote. ElpTJ~f:vouc. xcxlpoUCJLV o{ "t'OL00"tOl ICCil fnl "tlCJL ICCXl nßc. ~UpLOa'tbV f"to<.c. ou com os p6steros. ou de modo nenhum chegaram a ele.. com os que tem as mesmas aspira~öes. lxov-re. idade. cria a inveja.lc. 'tOO<.lc.o"tL~oiJv"t«L yup 11pbc. 6Alycx <f>9ovo0aLv. ICEpcx~E~c._ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Arist6teles ______________ «P«vEpbv 3E: K«l otc. ICOLl xpov~ ICOLl "t01l~ KOLl ~ALIClCf ICOLl 36E. 3L61lEp dpTJ"t'CIL ICCil _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Ret6rica das paix6es _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ E ainda evidente com quem competimos. muito inferiores.vtc. ~ecxl 1tpbc. btl -rote. E aos que rapidamente alcan~am um objetivo invejam os que ainda nao o alcan~aram.aLv otol ot dpTJiAEvOl 1 3f\Aov Qc. oOc. 305. ~ lxouaL -rcxO"t'cx ~ ICEIC"l'TJ~VoLc. oöa• ~v TtoAo he. com quem e em que disposi~ao de änimo. Igualmente invejamos os que possuem ou adquiriram aquilo que nos cabia ou tinhamos possuido um dia. lxELV. "t'ooc. ou com os mortos. eccxl ot Ttollc!t 3cxncxvf)acxv"t'Ec. 3i_ "tOO<. yc!tp fxov-rEc.ov"tcxl lliou ncxpc!t -rßv ICuplColv. e OS que gastaram muito aos que pouco despenderam para a mesma coisa. invejam-se os que estao pr6ximos pelo tempo. Kcxl ~v ~ ICEIC"tTJl'EvColV ~ IC«-rop9ouv-rt.öes analogas.09Ev dpTJ"t«L 5 "tb auyye. ot a· IAEda9uL f\ -ruyxcltvElV ~lvbc. de sorte que. crtfJAcxLc. 3o 68 E evidente tambem de que pessoas se tem inveja. pois isso ja foi exposto conjuntamente: com efeito.lc. por essa razao se disse (cf. e da mesma maneira com os que estao em condü. sao eles os de nosso ambiente ou nossos iguais.lVLCJ"t'cl<. dc. yup ~c:ul q>9ovdv E1lLa't«"t«L. se os ouvintes sao postos nesse estado de espirito. lugar. por iSSO OS velhos invejam OS jovens. q>ll. "CJ"t'E -roO"t'o AunoOv TtoLEt -rbv cp86vov. ~ 9ovdv. fr. 1tpoafl1CEV ~ diC"t'TJV"t'6 1lo-r•• 3lb 1lpECJ8U"t'Epol "l'E VEC'. oö3t 1tpbc.. em geral. fama [e nascimento]. por juizo pr6prio ou de outros. 1lEpl 'tU "t0LOL0"t«. AunoOv"tcxl. de sorte que esse pensamento. 1tpbc. Ora.lv 8vEL3oc. "tooc. f\ "tE9vEß"tOL<. e claro que näo obterao a compaixäo dos que tem autoridade para concede-la.l<. pois assim fica claro que por falha nossa nao obtemos o mesmo bem. ~ 1tcxpcl -rote. "tcxxo ot ~~TtCol "t'ux6v"t'•c. oö -ri:UE.n ( ~c:ul yi:vEL) cp9ovo0aLv . causando pesar. seja por suas aquisi~öes. oö "t'UYXdtvouaL "t'oO clycx8o0. seja por seus exitos. ICOLl lSA.~lotl­ l-lEVOl Z. cxÖ"t'otc. oö3e. mas ninguem com aqueles que viviam ha dez mil anos. J5 lxov"t'&:c. Donde se disse (Esquilo. lacx cxö-rotc. e for~osamente contra eles que sobretudo sentimos inveja. ~ ~I) "t'ux6v"t'Ec.O"t'L• I5 l'00V"t'CIL. Igualmente invejamos aqueles que nos envergonham. clv"t'OLYt. oß-rt. &.. &acr:u"tt. ou muito superiores. Oöa• ~v ·11oAo otov"t«L ncxp• cxö"totc. assim sentiräo alegria com as coisas contrarias. Nauck 2): Porque a parentela sabe tambem invejar. "t'OO<.· ~c. + 69 .. •EnEl 3t 1lpbc. "t'OO<. na disposi~ao em que sentem pesar.

4TJAOÜOL tcal 'tel no1a ICal litt -rtaLv. önapXEL -cototO-ccx &ycxBck & -rßv tv-ctl'c. ~eat noAucf>LA. ~ ~ TtOALc. assim como tudo 0 que e . dvaL. ficara claro a seguir: suponhamos que a emula~ao seja certo pesar pela presen~a manifesta de bens valiosos que nos e possivel adquirir. ·o SE: -rov TIAT)alov ~~ EXELV ~LeX 't:0\1 cf>86vov ). Necessariamente. tvBE:v~· ta-rl ~~A. for~osamente as virtudes sao tambem invejaveis. como lhes convem serem virtuosos porque tais bens seriam adequadas aos que sao virtuosos. E aqueles cujos antepassados.tcx ~ecxt &. &ya8ßc. os cargos publicos e todos os bens analogos. l&EV dvotL 't"OU<. pela inveja. em rela~ao a que coisas e por quais razöes. sao inclinados a emula~ao os que se julgam dignos de bens que nao possuem (sendo-lhes possivel adquiri-los).a6Etv). AVTITJ ·nc. bens dessa natureza excitam sua emula~ao. Ato ot vE:ot ~ecxt ot l&EyaA.isso a competi~ao e um sentimento digno e pr6prio de pessoas dignas.vuyKTJ 'tU<. ou a na~ao. pela emula~ao. Et a· ta-rlv 4T)Ac. Kat otc.p npoafltcov «Ö-rotc. pois. ou a cidade sao dignificados.· fS't"L oöxt tcotl au-rli\ EO't:LV' (~l~ tcal mlEltc~c. ou familiares.toOat\1. com efeito.11 [Da emulafiio e do desprezo] 11 n&c. 4T)Ao0aL -rclt -rotaO-ra -rßv &ycx8ßv..ov· d yap E:a-rLV C:~A. lxouot. ~ ot~edol ~ -co l8voc. Igualmente aqueles que os outras julgam dignos desses bens. EO't:L\1 &vapßv. &vuyiCT) s~ 4T)AQ't:LICOU<. ou parentes. EV't:L~ot &. com efeito. 6~olouc. 't"fi cf>VOEL.>'tcX -rclr. oöx ts-rL We. os jovens e os magnanimos tem tais sentimentos.ov -ruyx avEtv -rßv &. enquanto a inveja e vil e peculiar aos espiritos vis. 70 10 Ern que estado de animo se tem emula~ao. tcott E1llELKßv' 't:O ~E: 35 cf>Bovdv cf>aOA. ycltp &C. ninguem pretende o que e manifestamente impossivel. mas porque nao nos pertencem tambem (por . sentido com respeito aos que sao por natureza nossos semelhantes. &ya8otc. a impedir que o pr6ximo OS possua). Igualmente aqueles que possuem bens sao dignos de homens honrados. Kat QV npcSyovoL ~ auyyEvdc. dvOlL. Kat oOc.pxott ICott tsaot -roLotO-rot· Qc.t~J.ycx8ßv.tot -rclt q>cxtvcS~Eva &avvcx-rcx. EO'tlY 6 C:~A. KOll lSaot "tote. o outro. Se sao invejaveis os bens honrosos. &.:> &.a6Etv 11Epl -rouc. oMdc. yclr.>V !f:. um se disp6e.oO-roc.f:. esses bens sao a riqueza. ICOll &E.>'tLICOl TtEpl 'totO-tot' ob:d« ycip o'l'ov-raL otu-rotc.oc. lnl cf>otLvo~E:vn napoualCf &. com efeito. EfVOll 't:Otau'ta<.uxoL -rotoO-roL. o grande numero de amigos.y«8a. creem qpe elas sao privativas deles e eles sao dignos delas. EV't"L~oL.pE'tcX<. otu't"ouc.~toOv-rcxc. ~t EXOV'tE<. mostram-se inclinados a emula~ao por essas coisas.A. &. ol !Uot 5 &. lS-rt npoaf}tcE -rote. A. &.cSq. 't"E &.A.oc. EO''t'L aE: "totO-rot nA. util ebene- 71 . 4TJAc.ycxBßv Qv ~~ lxoual\1' ( tvaEXO~EvQV otö- t388 b -tote. a obter os bens. nao porque esses bens pertencem a um outro.yaBßv E:v-rl~Qv tcal E:vaExo~tvQv aö-r4\ A.tol 't:OU't"Q\1. De fato. Por essa razao.ov ~eat cf>otVAQV' o ~E:v ycltp aö-rov notpotaiCEua4EL 5tclt -rov 4f1A.

~ noAAol yv~pt(lOL. lub noll6:tcu.· ol yckp 'Let{l'Let tccxl 'Lek 'LOLCX0'Lcx ICEIC'LT). E evidente quais sao as pessoas invejaveis: as que possuem esses bens e semelhantes sao dignas de inveja. "Lote.> tca. clytt8ouc. ~ oOc. lO"Lt.. ot 'Lek 'LOLClO'LCl auv6:(. 8<Jvcxv'Lcxt Eri noLEtv. -rck .· tcttt BaQv clytt8ßv cln6Attuotc. ~ -rVX'l· l:u· CSv (lEv o~v . "'Ea'LL aE: 'Lat0'Lcx 'Lek dpT)lJ.l 'LO 4T)Ao0v 'L~ KCl'LCl<f>povdv.p 'Louc.c.ulJ-6:4ouoLv.. lxoV'LCl<. lJ. e o fato de sentir emula<. quando esta nao vem acompanhada de bens honrosos. ~ <f>lAoL nollol. porque se honram os benfeitores e os bons. Por isso..15 lJ. Ke~l ~v btCltVOL tca. n«B'l tyylyvE"tCl&. -rßv clycxBßv 'Lßv 4T)hQ'Lßv. todos os que tem capacidade para as coisas desse genero.. ~ 4T)Ao0a8ClL 7 KCl'tCl<f>pOVT)'L&. Cl>ttvEpov aE: tcetl ol ~'lAQ'LOl 'LlvEc.. ICCll alClAUE'tCll..lSoo&. ou de quem muitos querem ser conhecidos ou amigos. •Av6:ytc:T) aE: 'Love.<f>povoOO&. otc. oß'LQ<. dvcxt 'LOU'LQV 'tE tc:Cll lnl 'LOU'LO&....EVOL 4'1AQ'Lol. como a coragem. ' Eis o que tinhamos a dizer sobre os meios pelos quais · surgem e cessam as paixöes.'Lat<f>p6v'lolc.. O"Lpat'LT)YOl.LCX AE:yov'La. l~ ~V Cll nla-rEtc.vEU 'LQV lv'Ll(lc.l lytc&llJ. ~f)'LopEc.'La. tcttl "Louc...tcouc. 1lcXV~Ec. e tambem sao invejaveis todos OS bens de que frui 0 pr6ximo. muitas vezes se desprezam os que gozam de boa sorte. Desprezam-se OS de carater oposto. fico para os outros..a.aAAov öytElttc. TtAT)atov lo'tlv. .V -rßv EÖ'LUXOUV'LQV 7 5'LatV 5. dpT)'LClL. Necessariamente os que estao num estado de animo que OS faz invejar a OUtros OU ser invejados tendem a desprezar todas as pessoas e todos os objetos que apresentem os males contrarios aos bens dignos de inveja... liSO"LE 4T)Aßoe~( 'LLVatc. otov n:\oO'Loc. 72 3() 73 . como por exemplo a riqueza e a beleza mais que a saüde.Arist6teles ______________ _ ___________ Ret6rica das paixoes ____________ &UoLC::. nollol ~llotoL BouAOV'LCIL Etve~t.. no:\:\ouc. EÖEpyE'L00V'LCl<. a autoridade. ICa.. ylyvov'Lcxt 1lEpl cxÖ't"&v.p &pxovuc.1EVOL. porque 0 desprezo e o contrario da emula<. Ka. pois os que tem autoridade podem fazer bem a muitos: estrategos.. E igualmente aqueles cujos elogios e louvores sao proferidos por poetas ou por log6grafos. ClÖ'Lol 8ClulJ-6:4ouaLV.. Ke~l otc.L ~ önb 1lOLY)'Lßv ~ :\oyoyp&:<f>QV.. lO KCl'Lat<f>povoOaLV aE: 'LQV be~v'Ll(o)V' lVClV'Llov yckp 4f)Ac. tcttl tc6:Uoc. a sabedoria. Ou aqueles a quem muitos admiram. l><f>ElL(lCl ICetl EÖe:pyE'LUCcX' 'Lt(lßOt yclr. oradores.ao e o contrario do desprezar.EVat.ao.:>V clycx- lve~v'LlCl tccxiCck ßßv öncStpxn cxö . otov ~vaplcx oo<J>lcx clpxft • ot yclr. "'H oOc. E aqueles a quem muitos querem ser semelhantes. ou a quem n6s pr6prios admiramos. nollot 8a. Sao tais bens os ja citados.5 fx oua&. fontes de onde se tiram os argurnentos ret6ricos.